Posts

Presidente da SBPC concede entrevista à Fiocruz Amazônia

Em entrevista à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu Moreira de Castro, presidente da SBPC, falou sobre a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. O gestor falou ainda sobre o papel da ciência, sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no Brasil.

CONFIRA A ENTREVISTA:

Professor e pesquisador do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ildeu Moreira de Castro assumiu em julho de 2017 mais um desafio importante em sua extensa carreira: comandar a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A entidade foi criada em 1948 e se dedica ao avanço científico, tecnológico, do desenvolvimento educacional e cultural do País, agregando 127 sociedades científicas associadas de todas as áreas do conhecimento. Em entrevista exclusiva à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu falou sobre a trajetória de sete décadas da SBPC e os principais desafios que a comunidade científica enfrenta.

Nesse sentido, ele manifestou preocupação com a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. “O corte atinge a sociedade em vários aspectos. Primeiro, porque hoje a ciência e tecnologia é cada vez mais um elemento fundamental para as nações”, pontuou.

O gestor falou também sobre os seminários temáticos promovidos por todo o País com assuntos voltados para o desenvolvimento social, educacional e científico. Tratou ainda do papel da ciência sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no País.

Fiocruz Amazônia Revista – A SBPC completou 70 anos, em 2018. Foram muitos desafios, dificuldades e também conquistas e vitórias em prol da ciência e da sociedade. Como o senhor avalia a atuação da instituição para o avanço das discussões e políticas científicas no País e, sobretudo, quais as perspectivas para o futuro considerando a crise política e institucional que enfrentamos?

Ildeu Castro – Em primeiro lugar, a SBPC tem sete décadas de atuação muito intensa na ciência, na educação e na democracia do País e essa história, de certa maneira, é paralela ao crescimento da ciência brasileira nas últimas décadas. A entidade, desde seu início, batalhou muito pela criação das instituições de pesquisa e das agências de fomento e ainda na sua criação ela estava batalhando pela continuidade das pesquisas de São Paulo.

Ela já nasceu sob esse simbolismo pela ciência brasileira. Logo no início participou da luta pela criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de Anísio Teixeira, grande criador da Capes que foi presidente da SBPC.

Atualmente, estamos vivendo um momento de resistência, de desmonte, portanto muito difícil do ponto de vista de uma política que não valoriza a ciência e tecnologia e tem reduzido muito os recursos para o investimento, atingindo profundamente agências fundamentais como o CNPq, a Capes, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), as agências de inovação. Por isso temos feito inúmeras manifestações junto ao governo, junto ao Congresso Nacional, fizemos abaixo assinado, Marcha pela Ciência, para colocar isso para a população. Fomos ao Congresso Nacional várias vezes.

Nesses últimos anos, passamos a ter atuação ativa no Legislativo, acompanhamos projetos de lei. A entidade tem se posicionado em várias situações junto ao Legislativo. O segundo ponto é essa questão dos recursos que foram diminuídos drasticamente, temos discutido com os presidenciáveis, alguns deles já se comprometeram com esses pontos e estamos insistindo com outros, inclusive deputados e senadores para que haja uma reversão de redução drástica para ciência e tecnologia.

Vínhamos numa ascensão de 2013, depois começou cair de uma maneira muito abrupta. De fundo temos uma bandeira da SBPC de mais de 20 anos que é 2% no mínimo do PIB para Pesquisa & Desenvolvimento. Na Europa já está chegando em 3% em média, a Coréia está nos 4%, China nos 3%, Estados Unidos e Alemanha também. E no Brasil está patinando no 1% há muitos anos então a gente está insistindo que essa é uma meta importante para os próximos governos e isso significa envolver muito mais a iniciativa privada em recurso para P&D, como acontece em outros países do mundo.

No Brasil, não, pois é o recurso público que arca fundamentalmente com boa parte dos gastos com ciência, inovação pesquisa e desenvolvimento. Esse é um desafio. O terceiro é a questão da burocracia, vivemos num país com burocracia excessiva, regras demais, os gestores, pesquisadores são considerados culpados, a priori, parece que você é culpado, então você tem que provar que não é. Enquanto que no mundo inteiro, como exemplo a Coréia e China, que estão crescendo rapidamente isso não acontece. Também outros países, como Alemanha, França, EUA, Inglaterra, que tem uma condição mais livre de ciência, de troca, de compra de equipamentos, muito menos restrições o comportamento em relação aos pesquisadores é diferente do Brasil.

A falta de ambiente para desenvolver empresas inovadoras no país é um problema e a burocracia é evidentemente um entrave muito grande, a educação básica de qualidade, formação de técnicos, pessoal qualificado é outro problema, já mencionei inclusive, então, esses são desafios. Talvez um desafio maior é a falta no país de um projeto que faça com que a comunidade científica trabalhe em um nicho, claro que a ciência é importante, que ela tem liberdade e pesquisa em várias áreas, mas compete ao estado definir linhas mobilizadoras prioritárias para alocar recursos de ciência e tecnologia.

Todos os países do mundo fazem isso, colocam prioridades, fazem planos. EUA, China fazem planos décadas a frente. Poderia te elencar meia dúzia de desafios pela frente. Um deles é melhorar a educação pública do Brasil, a educação básica e em particular a educação científica. Tem uma proposta sendo discutida no CNE (Conselho Nacional de Educação) de Base Comum Curricular que é muito deficiente do ponto de vista da ciência.

Então nós estamos lá, discutindo, criticando, brigando para que jovens tenham acesso a ciência de uma maneira interessante, temos que melhorar muito a educação que está muito ruim em relação ao ensino médio, na educação científica que não pode fazer de uma maneira apressada que joga fora a criança do colo da mãe, é o desenho que está colocado lá, então esse é um desafio muito grande: melhorar a educação básica brasileira, isso é importante para a ciência para a tecnologia e para o país como um todo.

Continue a leitura na edição online da Fiocruz Amazônia Revista. Clique Aqui.

Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Divulgação.

Pesquisa de novas substâncias para tratamento da malária

O número de mortes por causa da malária é impressionante: 500 mil por ano. A doença chega a 200 milhões de casos anuais em todo mundo, sendo uma das principais formas de morbidade e mortalidade nas áreas tropicais e subtropicais. Um agravante é a inexistência de uma vacina e os remédios e os tratamentos a base de remédios são a principal medida de tratamento da doença. Por outro lado, há o surgimento e a expansão da resistência do parasito aos antimaláricos (remédios que combatem a malária) utilizados, e, assim, é necessário desenvolver novos tratamentos.

O agricultor Lazaro Souza, 65 anos, é um exemplo de vítima dessa doença. Já pegou pelo menos três vezes a malária, provavelmente em seu sítio, localizado na comunidade do Puru Puru, no município de Careiro da Várzea, a 88 quilômetros de ManausAM. Os sintomas de tremor e febre com calafrios já são velhos conhecidos dele. “Começa com uma indisposição e vai avançando para calafrios e febre, me deixando de cama”, disse.

O tratamento utilizado por ele foi o convencional à base dos medicamentos já conhecidos e indicados pelos médicos para a malária. A descoberta e o desenvolvimento de novos fármacos no contexto das doenças infecciosas são desafiadores e muitas vezes estão associados às inovações científicas e tecnológicas.

Nesse contexto, no Instituto Leônidas & Maria Deane/Fiocruz Amazônia, é realizado um estudo comandado pela doutora em Genética e Biologia Molecular Stefanie Lopes, que coordena investigações de substâncias capazes de inibir o ciclo de desenvolvimento do parasito que transmite a Malária do tipo causado por Plasmodium vivax e orienta alunos de graduação na iniciação cientifica.

A pesquisa de iniciação científica denominada ‘Avaliação da atividade antimalárica de compostos inibidores de quinases identificados por triagem virtual sobre estágios assexuados de Plasmodium vivax é desenvolvida pela graduanda de Farmácia do Centro Universitário do Norte (Uninorte), Macejane Souza, que é bolsista da Fiocruz Amazônia por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O trabalho, por seu caráter inovador, recebeu a 3ª colocação na categoria Jovem Pesquisador – Graduação do 54º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), que aconteceu em Recife, no mês de setembro de 2018. Além disso, também foi premiado na Reunião Anual de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia como “Projeto Inovador”.

 “Acredito que ideias e projetos inovadores devem ser estimulados desde a Iniciação Científica, pois a formação de pessoas com capacidade de inovar em Ciência e Tecnologia permite vislumbrar um futuro com pesquisadores que apresentem melhor capacidade de empreender e gerar resultados capazes de impactar de maneira mais célere e visível a sociedade”, frisou Stefanie.

Segundo Macejane, no Brasil, o Plasmodium vivax é a espécie responsável por aproximadamente 85% dos casos e relatos de complicações clínicas associadas a esta espécie vêm sendo observados. “Na ausência de uma vacina efetiva, o tratamento imediato constitui a principal medida de combate à doença. Entretanto, com a recorrente evolução de resistência do parasito aos antimaláricos empregados, torna-se evidente a necessidade de desenvolver novos tratamentos”, explicou ela.

Continue a leitura no site da Fiocruz Amazônia. Clique Aqui.

Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Eduardo Gomes

Transmissão sexual do vírus da Zika entre mosquitos é comprovada

A transmissão sexual do zika vírus (ZIKV) entre mosquitos foi constatada por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) como um divisor de águas nos estudos sobre a doença. A pesquisa foi concluiu que os mosquitos machos infectados podem transmitir o vírus da zika para as fêmeas no acasalamento.

A conclusão inédita foi registrada no artigo ‘First Evidence of Zika vírus venereal transmission in Aedes aegypti mosquitoes’ (no português: Primeira Evidência da transmissão venérea do vírus Zika em mosquitos Aedes aegypti), publicado no periódico internacional Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.  Em 2017, o trabalho recebeu o Prêmio Jovem Pesquisador 2017, na categoria Mestrado, do 53º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop).

O artigo é assinado por Cláudia María Ríos Velásquez, Jordam William Pereira Silva, Valdinete Alves do Nascimento, Heliana Christy Matos Belchior, Jéssica Feijó Almeida, Felipe Arley Costa Pessoa e Felipe Gomes Naveca, todos pesquisadores do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) do ILMD/Fiocruz Amazônia.

“O objetivo principal da pesquisa registrada no artigo foi avaliar a possível transmissão venérea de zika vírus entre mosquitos Aedes aegypti, que é considerado o principal vetor desse arbovírus”, explicou o mestre em Saúde Coletiva pelo ILMD, Jordam Silva, que compõe a equipe de autores do trabalho e foi orientado pela pesquisadora do Laboratório EDTA do ILMD/Fiocruz Amazônia, Cláudia Velásquez, bióloga e doutora em Ciências da Saúde.

Outro resultado da pesquisa foi de que as fêmeas infectadas oralmente com o vírus também podem o transmitir para os machos no acasalamento. “Portanto, a infecção por ZIKV nos mosquitos pode ocorrer não só durante alimentação sanguínea em um hospedeiro infectado”, informou Jordam Silva.

Na avaliação da pesquisadora Claudia Velásquez, que é especialista em entomologia médica com ênfase nas interações entre patógenos e hospedeiros, a descoberta é considerada um fato importantíssimo ao constatar que na natureza não só as fêmeas se infectam e transmitem o vírus Zika através da picada. “Isso é muito relevante do ponto de vista epidemiológico, pois mostra que a circulação do vírus entre os mosquitos pode ser mantida sem a necessidade do hospedeiro vertebrado”, afirmou ela.

Os pesquisadores já sabiam que o vírus da zika podia ser transmitido sexualmente entre humanos, mas essa última constatação ajuda a entender o motivo de o vírus da zika ter se espalhado tão rapidamente, ainda em 2015, quando surgiram os primeiros casos da doença no País. A transmissão por via sexual entre mosquitos aumenta muito a probabilidade de o vírus se manter na natureza, mesmo em períodos não epidêmicos, sem pessoas infectadas, assim o vírus circula silenciosamente entre os mosquitos.

“É importante entender porque a epidemia estará sempre ali latente circulando. A conseqüência epidemiológica disso é muito importante porque nos faz pensar no aumento do risco da transmissão dessas doenças para os humanos”, disse ela. Segundo Jordam Silva, os impactos para sociedade são extremamente relevantes do ponto de vista epidemiológico e representam uma preocupação para a saúde pública. “A transmissão venérea de ZIKV entre mosquitos poderia aumentar potencialmente a propagação do vírus e ser um mecanismo importante na manutenção do vírus na natureza”, argumentou ele.

O pesquisador disse também à reportagem da Fiocruz Amazônia Revista que, na ausência de uma vacina, a capacidade de bloquear a propagação do ZIKV depende unicamente de medidas de controle vetorial. “Portanto, os estudos que aumentam nossa compreensão das interações biológicas entre o vírus e o hospedeiro são de grande importância e devem ser encorajados”, justificou.

Continue a leitura no site da Fiocruz Amazônia. Clique Aqui.

Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Eduardo Gomes

Inovação em saúde para a sociedade

Ano de 2030. Fazer uma pilha de exames para saber qual o diagnóstico será coisa do passado, já que uma “simples” análise personalizada de DNA* vai se tornar uma etapa padrão antes da indicação de remédios ou de tratamentos.

Assim, o processo de ir a uma consulta, receber um pedido de exame, realizar o procedimento e retornar depois de um mês, deve sumir aos poucos. Com o avanço tecnológico e da inteligência artificial, tudo será em tempo real com a ajuda de dispositivos digitais (num toque do seu celular, porque não?) e por robôs. E tem mais: médicos e profissionais da saúde irão migrar mais para a interface emocional e assumirão um papel cada vez mais interpessoal.

O cenário acima descrito parece filme de ficção científica, mas o uso da inovação e de tecnologias está cada vez mais ao alcance das pessoas. A chamada Saúde Digital ou Saúde 4.0 já é uma realidade e acompanha a mesma visão da Indústria 4.0, que é o nome usado para marcar a 4ª Revolução Industrial que está por vir.

Como exemplo, há um bisturi inteligente chamado iKnife, que pode ajudar cirurgiões a identificar o tecido canceroso, enquanto eles operam, de forma mais precisa, pois a fumaça que emerge do tecido é coletada e enviada para um espectrômetro, que faz a análise química. A partir da composição da fumaça, o aparelho pode deduzir, em questão de segundos, se o tecido era canceroso ou saudável.

Voltando para os dias atuais, na Fiocruz, a inovação já é questão estratégica para o avanço da qualidade da saúde no País. Nesse sentido, levar a pesquisa científica para as prateleiras e atingir a sociedade, beneficiando-a diretamente, é um dos propósitos a fim de devolver os benefícios para a população, no entanto, nesse percurso ainda há alguns entraves.

O pesquisador André Mariúba,coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto Leônidas & Maria Deane (NIT – ILMD/Fiocruz Amazônia), explica que quando foi iniciado o trabalho de inovação na unidade em Manaus, em 2014, atuávamos com busca ativa junto os pesquisadores e havia uma grande aversão à ideia de proteger invenções, em tomar as precauções e aceitar o tempo necessário para análise e depósito de uma patente, por exemplo.

A prática majoritária era a publicação dos artigos. “Por vezes ouvimos que isto era “coisa de americano” ou que “esse tipo de coisa não funciona no Brasil”. Sempre acreditamos que esse tipo de pensamento se dava pela falta de exemplos de sucesso em nosso meio.

Continue a leitura no site da Fiocruz Amazônia. Clique Aqui.

Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa 
Foto: Eduardo Gomes

Saúde 4.0 é um dos assuntos da Fiocruz Amazônia Revista

Já está disponível no site do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) a 3ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, um veículo de popularização da ciência, por meio da divulgação científica, com publicação semestral e em formato digital.

Para acessar a Revista, clique.

Com 78 páginas, a nova edição da Fiocruz Amazônia Revista, aborda com destaque o acesso a tecnologias e inovações na saúde, a chamada Saúde Digital ou Saúde 4.0, e apresenta alguns exemplos inovadores de atuação da Fiocruz Amazônia nesse campo. Confira na página 46, a reportagem “Inovação em saúde para a sociedade:  novos cenários na saúde e qualidade de vida”.

Em entrevista especial, Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fala sobre a trajetória da SBPC, os principais desafios enfrentados pela comunidade científica, bem como sobre o papel da ciência em relação à Amazônia e sobre as estratégias adotadas para fortalecer a divulgação científica no País.

Assim como nas edições anteriores, em breve, será lançado o cartão com o QRCode  (código de barras bidimensional) de acesso à   Fiocruz Amazônia Revista.   Por enquanto, o download pode ser feito no site Fiocruz Amazônia.

SOBRE A REVISTA

Criada com a missão de divulgar à sociedade os frutos de esforços científicos desenvolvidos por pesquisadores da Fiocruz, a “Fiocruz Amazônia Revista” é um veículo de popularização da ciência que adota o jornalismo científico para divulgar pesquisas, cursos, ações e eventos que possam contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional.

No site da Fiocruz Amazônia você também acessa a outras publicações da Fiocruz. Confira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Maloka

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia alertam para o elevado risco de suicídio entre indígenas no País

A taxa de mortalidade por suicídio em indígenas do Brasil chega a ser dez vezes maior do que a taxa observada na população não indígena, principalmente nos Estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Roraima. Diferentemente do observado entre os não indígenas, no Brasil são verificadas taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas entre os jovens indígenas. Embora os jovens indígenas do sexo masculino apresentem taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas do que as das jovens indígenas do sexo feminino, estas últimas apresentam taxas muito maiores do que a das jovens não indígenas. Tanto entre indígenas como entre não indígenas o enforcamento é o principal método utilizado para lograrem o suicídio.

Por outro lado, o uso da intoxicação e da arma de fogo para este propósito é menor, comparativamente, entre os indígenas. Essas são algumas das constatações de estudos científicos realizados ao longo de quase 10 anos por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). O suicídio é reconhecido como um importante problema de saúde em algumas áreas do Brasil, entretanto não há estudos nacionais ou regionais sobre a ocorrência, motivações e distribuição do suicídio na população indígena.

Nesse sentido, o grupo coordenado pelo médico psiquiatra Maximiliano Loiola Ponte de Souza, pesquisador e doutor em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueiras, que atuou por 11 anos no então Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Saúde Indígena (LEIS) do ILMD/Fiocruz Amazônia, começou a estudar a temática em 2010.

A ideia desde o princípio era que o grupo pudesse agregar no mesmo projeto investigações do ponto de vista qualitativo e quantitativo sob uma ótica interdisciplinar, por isso os estudos envolveram nove profissionais, sendo 1 médico psiquiatra, 2 epidemiologistas, 2 enfermeiras, 1 antropóloga, 1 estatístico, 1 profissional de georreferenciamento e 1 assistente social. Essas pessoas ligadas a outras instituições se envolveram de forma direta ou indireta no trabalho, dada a complexidade do tema de investigação. O trabalho foi realizado também em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Brasil Plural.

“Entendemos que o suicídio indígena é um daqueles objetos chamados rebeldes aos limites disciplinares que demandam tanto uma compreensão em profundidade quanto uma descrição em extensão”, frisou Maximiliano Ponte de Souza. A produção foi intensa, resultando em oito artigos científicos publicados, um capítulo de livro e duas dissertações de mestrado. Além disso, os pesquisadores colaboraram com duas entrevistas para revistas de grande porte. A expectativa é de publicar mais dois artigos que já foram aprovados.

Sobre os principais desafios em trabalhar com a temática, Jesem Orellana, pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, disse, que lidar com o suicídio é, e sempre será, uma árdua tarefa, dado o seu significado (cultural, social e moral) e impacto sobre as pessoas e familiares, os quais muitas vezes “escondem” ou negam o evento e, principalmente, suas motivações. “Em populações indígenas, é ainda mais desafiador lidar com a problemática do suicídio, pois conhecer seus determinantes é algo que requer tempo, observação e acurada interpretação, já que aspectos históricos, culturais, biológicos, sociais e ambientais podem estar influenciando, muitas vezes de forma sinérgica ou antagônica”, apontou Orellana.

Leia a reportagem completa no volume 2 da Fiocruz Amazônia Revista.

Cristiane Barbosa (Fiocruz Amazônia Revista).

Lançada a segunda edição da Fiocruz Amazônia Revista

Foi lançada durante o 13º. Congresso Internacional da Rede Unida, realizado de 30/5 a 2/6, a segunda edição da “Fiocruz Amazônia Revista”, uma publicação semestral, em formato digital, produzida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Assim como na edição anterior, a divulgação da “Fiocruz Amazônia Revista”, se deu por meio da distribuição de cartões com QRCode  (código de barras bidimensional)  que pode  ser lido e identificado pela câmera de smartphones, a partir do uso de aplicativos específicos para leitura desses códigos. A publicação também está disponível para download no site Fiocruz Amazônia.

A nova edição busca relacionar seus assuntos aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), portanto, no topo de cada matéria encontra-se um ícone de ODS, estabelecendo um elo entre a temática do artigo e o Objetivo. A revista conta com 72 páginas com sessões e reportagens sobre pesquisas, ações e atividades desenvolvidas na Amazônia.

Clique aqui e acesse a segunda edição da revista.

SOBRE A REVISTA

Criada com a missão de divulgar à sociedade os frutos de esforços científicos desenvolvidos por pesquisadores da Fiocruz, a “Fiocruz Amazônia Revista” é um veículo de popularização da ciência que adota o jornalismo científico para divulgar pesquisas, cursos, ações e eventos que possam contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional.

Clique para acessar a outras publicações da Fiocruz.

SOBRE OS ODS

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada em 2015. A agenda 2030 é composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos no seu período de vigência.

Nessa agenda estão previstas ações mundiais nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros.

Saiba mais sobre a Agenda 2030.

Para mais informações sobre o 13º. Congresso Internacional da Rede Unida, clique 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: divulgação

Manaus receberá 3 mil pessoas para congresso da Rede Unida

Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o Congresso da Rede Unida movimentará a agenda científica do País com a participação estimada de 3.000 congressistas e convidados nacionais e internacionais. O evento será sediado no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no período de 30 de maio a 02 de junho de 2018, em Manaus (AM).

O Congresso tem como finalidade propor o debate em torno da saúde, da educação, da arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo é composto por trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.

A expectativa do presidente desta edição do Congresso, Rodrigo Tobias, é que os participantes vejam que a Região Amazônica não é somente o lugar da distância, da dificuldade, da falta de acesso, o lugar das carências e das doenças. “Esperamos que esse evento possa deixar nos congressistas a ideia de que a Amazônia, com suas especificidades, também é um lugar de potencialidades, de produção de saúde, educação e de vida. O nosso desejo é que os participantes desfrutem de tudo o que vai acontecer. Estamos trabalhando muito para que tudo saia bem”, declarou Tobias.

ATIVIDADES INTERNACIONAIS

As atividades internacionais incluem cinco fóruns, que fomentam debates sobre temas da atualidade em relação a gestão da educação e do trabalho em saúde na perspectiva de diferentes países.

Com presença confirmada, os fóruns terão representantes do Brasil, Bélgica, Chile, Colômbia, EUA, Espanha, Inglaterra, Itália, Nicarágua e Portugal.

O V Fórum Internacional de Educação na Saúde tem como temática a Interprofissionalidade na formação e no trabalho em saúde: desafios às políticas e ao cotidiano. O IV Fórum Internacional de Participação em Saúde, Políticas Públicas e Educação Cidadã vem com o tema A vitalidade da democracia quando as instituições padecem: a resistência cidadã como artesania de novos tempos.

O V Fórum Internacional de Atenção Básica/Primária em Saúde trará para o centro das discussões o tema A atenção básica/primária nos sistemas de saúde universais: desafios e avanços após 40 anos de Alma Ata. O IV Fórum Internacional de Cooperação em Saúde e Políticas Públicas abordará os Direitos humanos, políticas públicas e inclusão em tempos de austeridade: repercussões na gestão da educação e do trabalho na saúde. E o I Fórum Internacional de Saúde do Migrante terá como tema central A dignidade e a saúde das pessoas em tempos sombrios: as fronteiras nacionais e a afirmação de direitos humanos.

TRABALHOS SUBMETIDOS

Esta edição no Amazonas fechou com o número de 3.420 submissões de trabalhos nacionais e internacionais. Realizado pela primeira vez no Norte do País, a região foi a que mais teve trabalhos submetidos, totalizando 1.652 submissões com destaque aos estados do Amazonas e Pará, com 913 e 641 trabalhos inscritos, respectivamente.  A região Nordeste ficou em segundo lugar com 628 trabalhos. Já o Sudeste figurou em terceira posição com 383 submissões. As regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil tiveram 298 e 165 trabalhos submetidos, respectivamente. Da participação internacional, a Itália submeteu três trabalhos.

Nos congressos da Rede Unida são aceitos trabalhos para apresentação oral nas modalidades Távolas e Rodas de Conversa. Para os organizadores, o volume de trabalhos submetidos e aprovados aponta um Congresso com grande densidade técnico-científica, além da enorme diversidade de temas e de experiências locais que compõem uma programação atrativa para diferentes públicos.

Confira a programação de apresentação dos trabalhos: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/rodas-e-tavolas

Segundo o coordenador Nacional da Rede Unida, Júlio César Schweickardt, a organização do Congresso é um dos desafios da atual coordenação, que tem dentre os seus objetivos mobilizar os vários setores e atores que atuam no contexto da saúde e da educação, incluindo usuários de serviços de saúde, membros de Conselhos de Saúde e trabalhadores do SUS, oportunizando um fórum especial de participação cidadã. “Ver com novos olhares a saúde pública brasileira, fortalecer o nosso Sistema Único de Saúde [SUS] e pensar na formação dos profissionais da área são algumas de nossas missões à frente da Rede Unida, uma instituição muito atuante e comprometida com as políticas de saúde no Congresso”, concluiu.

PROGRAMAÇÃO

Além da apresentação dos trabalhos e da realização dos fóruns internacionais, a programação do congresso inclui atividades como Távolas Institucionais, Res-Publicas, Mostra Fotográfica, Lançamentos de livros, Seminários, encontros e oficinas, Conferências, Intervenções e muitas outras atividades com temas que contemplam os cinco eixos centrais do Congresso na área da Saúde, que são: Educação, Trabalho, Gestão, Controle Social e Participação e Saúde, Cultura e Arte.

Inscreva-se e participe das atividades: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/inscricoes

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

São parceiros desta edição a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.

SOBRE A REDE UNIDA

A Associação Brasileira da Rede Unida reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, institutos de pesquisa, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se trata de qualquer parceria: trata-se de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.

Por ser uma Associação de abrangência nacional, a Rede Unida prima por estimular a produção de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informação e conhecimentos técnicos e científicos, que digam respeito às atividades de promoção da educação e da saúde em todo o País, bem como de proposição de novos modelos sócios produtivos e de sistemas alternativos de produção que fortaleçam o campo da saúde, a fim de garantir e ampliar a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais.

Nesse sentido, é tarefa prioritária da Rede Unida é reafirmar o processo histórico de luta pela reforma sanitária e democratização da saúde, com o objetivo de fortalecer o SUS por meio de mudanças na formação profissional em saúde.

Para tanto, é desafio da Rede induzir modelos de educação profissional interdisciplinares, multiprofissionais e que respeitem os princípios do controle social e do SUS e, assim, promover tessituras entre educação, saúde e sociedade a partir da formação de trabalhadores críticos e reflexivos, capazes de realizar leituras de cenário, identificar problemas e propor soluções no cotidiano de sua prática profissional e na organização do trabalho em saúde.

Agência Rede Unida de Comunicação, por Mirinéia Nascimento (Ascom/Rede Unida)

ILMD/Fiocruz Amazônia lança revista de divulgação científica em versão digital

Com a missão de divulgar à sociedade os frutos de esforços científicos, a ‘Fiocruz Amazônia Revista’, é lançada em versão digital, neste mês de dezembro, pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) que é um importante ambiente de pesquisas a serviço da saúde pública, localizado na capital amazonense.

“Este é um meio que complementa e fortalece ainda mais a política de comunicação institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia, que já tem agregados outros produtos como o portal institucional, o mural, os eventos institucionais e científicos e as mídias sociais digitais”, destacou o diretor da instituição Sérgio Luz, na apresentação da publicação.  A ideia de elaborar um produto tanto off line (impresso) quanto online (disponível na internet) amplia a abrangência deste importante veículo para os diversos públicos.

A revista conta, nesta primeira edição, com 72 páginas, 14 matérias e 06 sessões que abordam novidades em pesquisas e ações desenvolvidas pela equipe de colaboradores do ILMD a serviço da melhoria das condições de saúde da população.

Um dos diferenciais da revista é a proposta de uma linguagem coloquial e recursos que facilitem a interação com os leitores como o uso do QR Code para acessos direto a vídeos e materiais citados nas matérias e também a indicação de significados de termos técnicos em pequenas caixas de texto explicativos que simulam hiperlinks, alinhando a linguagem off-line a online.

Matéria de capa

A matéria de capa deste primeiro número especial é sobre o método inovador, desenvolvido na Fiocruz Amazônia, voltado para um diagnóstico molecular da infecção pelos vírus Mayaro e Oropouche, de forma precisa e simultânea. Esses vírus apresentam sintomas que podem ser confundidos com outras arboviroses, como por exemplo a dengue, e por este motivo muitos desses casos acabam sendo subnotificados. Especialista nessas arboviroses, o virologista e doutor em microbiologia Felipe Naveca, coordenador responsável pela invenção, disse que a pesquisa levou vários anos até chegar à patente. O leitor pode conferir a matéria completa na revista disponível no portal do ILMD.

Conteúdo de Divulgação Científica

Os leitores também podem conferir, nesta edição especial, uma entrevista exclusiva com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, que fala sobre a condição de ser pioneira como mulher a conduzir uma importante instituição como a Fiocruz. Nísia também comenta sobre a Fiocruz Amazônia, que, na sua visão, exerce um papel fundamental na pesquisa e no ensino da região.

Outro destaque da publicação é uma matéria sobre a projeção internacional do Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde e projeto de Estações de Disseminação de Larvicida. Vale a pena conferir os detalhes dessas duas iniciativas.

Uma matéria esclarecedora sobre tuberculose e aspergilose pulmonar foi produzida para mostrar os estudos desenvolvidos na instituição sobre as doenças. Na matéria, pesquisadores sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial.

Neste primeiro número, é divulgado o trabalho do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS) da Fiocruz Amazônia. A matéria mostra uma das pesquisas relevantes do laboratório desenvolvido junto à comunidade do Lago do Limão, no município de Iranduba, que identificou microorganimos causadores de doenças na água e solo.  Os resultados do projeto podem vir a auxiliar uma melhor tomada de decisão pelas autoridades de saúde para minimizar os problemas encontrados na comunidade. Já o Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA) traz nesta edição uma pesquisa que identifica resistência bacteriana nas UTIs de diferentes hospitais de Manaus e no Igarapé do Mindu.

Gestão e ações institucionais

A parte estratégica do ILMD/Fiocruz Amazônia também teve espaço nesta edição com a matéria sobre a Gestão Eficiente para o futuro com a apresentação do Diagnóstico institucional como marco zero para o planejamento de próximos passos, levado a público durante a Jornada de Pesquisa do ILMD, em 11 de abril deste ano. Um outro fato marcante retratado na revista é a Sessão Especial realizada pela Assembleia Legislativa do Estado em homenagem aos 23 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia e Ano Oswaldo Cruz, que foi requerida pelo deputado Luiz Castro.

Os leitores também podem conferir a trajetória de 15 anos de serviços à comunidade da Biblioteca do ILMD, bem como uma reportagem sobre o processo de definição da nova identidade visual do ILMD/Fiocruz Amazônia com o propósito de alinhar estratégia de comunicação ao desenvolvimento institucional.  As ações voltadas para a saúde dos trabalhadores da instituição como a implantação do Programa Circuito Saudável também tiveram espaço editorial garantido nesta edição.

Uma homenagem especial foi registrada nesta primeira edição para o pesquisador Antônio Levino por sua trajetória pessoal e profissional. A publicação traz ainda a notícia de que a pesquisadora Luiza Garnelo é a primeira a conquistar o III Prêmio Fiocruz Mulher de Ciências e Humanidades.

Sessões

A publicação conta com sessões que trazem informações adicionais aos leitores, como o espaço Em campo que tem a proposta de mostrar a cada edição a experiência dos pesquisadores em suas atuações. Nesta edição, a pesquisadora Michele El Kadri, do Laboratório de História Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), trouxe seu relato intitulado ‘A Ciência presente no lugar ou o lugar presente na ciência?’.

Outra sessão é a Saúde em Nota que traz informações rápidas e objetivas sobre fatos que vão ocorrer ou que vão acontecer na instituição; o Calendário da Saúde divulga a cada edição os principais eventos e datas nacionais relacionadas à temática; Já o Multimídia mostra dicas de documentários, filmes e aplicativos relacionados à saúde; Sua leitura é um espaço voltado para indicações de obras disponíveis na bilbioteca; e Na essência, tem a proposta de compartilhar uma breve trajetória histórica de importantes pesquisadores que impactaram na pesquisa científica voltada a melhoria das condições de vida e saúde da sociedade.

Por Cristiane Barbosa

Imagem: Mackesy Pinheiro