Palestra na Fiocruz Amazônia vai abordar os desafios no diagnóstico de doenças, como Tuberculose e Micobacteriose

Na próxima sexta-feira, 22/11, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Tuberculose e Micobacteriose: desafios para o diagnóstico microbiológico”, a ser ministrada por Maurício Morishi Ogusku, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Durante a palestra, serão apresentados dados sobre o Mycobacterium, composto este que possui mais de 220 espécies e subespécies, e dentre elas as principais são Mycobacterium leprae, responsável pela hanseníase e Mycobacterium tuberculosis, pela tuberculose.

Na ocasião, o pesquisador ressaltará que a tuberculose continua a ser um problema de saúde global, visto que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, houve 1,6 milhão de mortes e cerca de 10 milhões de casos da doença. A nível nacional, há anos é considerada endêmica.

Alguns questionamentos devem ser debatidos durante a palestra, como o fato da real incidência da Micobacteriose pulmonar ser ainda desconhecida e a questão dos laboratórios de microbiologia como fontes imprescindíveis de estudos de cultura para micobactérias, a partir dos vários tipos de amostras clínicas, identificação das espécies micobacterianas, e depois dessas etapas, a formação de antibioticoterapia apropriada.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Maurício Morishi Ogusku é mestre em Ciências Biológicas (Microbiologia) pela Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente, atua como pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Possui experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Micobacteriologia Médica, principalmente nos seguintes temas: Tuberculose, Micobacteriose, métodos bacteriológicos e moleculares de diagnóstico. 

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Imagem: Mackesy Nascimento

SNCT: Oficina incentiva popularização da ciência através de conteúdo audiovisual

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu entre os dias 12 e 14/11, uma oficina gratuita de vídeos digitais para divulgar ciência. Intitulada Digiciência, a atividade reuniu pesquisadores, pós-graduandos e bolsistas de Iniciação Científica.

Em sua 2ª edição, a ação teve o objetivo de promover oficinas de comunicação com a finalidade de orientar os alunos de pós-graduação a desenvolverem a divulgação científica, de forma criativa e lúdica, utilizando a tecnologia e uso do smartphone no processo de comunicação da ciência.

A atividade faz parte da programação da Semana Estadual de Ciência & Tecnologia e conta com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Edital POP CT&I e com recursos do edital de Divulgação Científica da Fiocruz. As aulas foram ministradas pelo jornalista Rômulo Araújo.

“Foi bem interessante ver como eles se encantaram com a possibilidade de cumprir etapas de produção de um vídeo, para divulgar suas próprias pesquisas. Sairão daqui bons materiais, e creio que essa seja mais uma mídia que eles terão para divulgar seus estudos, e consequentemente fazer com que as pessoas envolvidas com o tema que eles atuam, possam ter conhecimento disso”, destacou Araújo.

Através das aulas, os participantes puderam conhecer e manipular softwares específicos para edição que permitem criar vídeos e disponibilizá-los nas plataformas digitais. Os vídeos produzidos serão disponibilizados também em canais de difusão: plataformas digitais (Youtube, Facebook da Fiocruz Amazônia).

Para a coordenadora técnica da oficina, Cristiane Barbosa, a ideia é “preparar quem produz ciência para levar ao grande público as informações e resultados de pesquisas desenvolvidas nas instituições de pesquisa científica e tecnológica. Além de pós-graduandos e alunos de Iniciação Científica da Fiocruz, estão participando também pessoas que lidam com a ciência de outras instituições”, explicou.

SOBRE A OFICINA

A atividade apresentará possibilidades da utilização de vídeos como recurso tecnológico para popularizar a ciência junto ao público, produzidos pelo próprio aluno de pós-graduação. A ideia central é fornecer aos participantes, algumas ferramentas e estratégias que podem ser utilizadas na produção de conteúdos sobre as pesquisas, experimentos e estudos realizados por eles.

Na oportunidade, o palestrante apresentou também algumas técnicas de produção de vídeos digitais, iniciando pela elaboração do roteiro e elementos de pré-produção, passando pela gravação e pela edição até chegar ao produto final.

Posteriormente, os participantes do evento apresentarão os materiais produzidos (vídeos) a alunos de escolas da rede pública estadual em Manaus, Tabatinga e Presidente Figueiredo. Os vídeos produzidos serão disponibilizados também em canais de difusão: plataformas digitais (Youtube, Facebook da Fiocruz Amazônia); eventos científicos; DVD com os vídeos para distribuição nos materiais institucionais.

“É um trabalho crucial, pois a construção de um vídeo digital, tem o potencial de instigar reflexões sobre o papel do pesquisador enquanto divulgador científico e ao mesmo tempo propiciar ao grande público, o acesso às pesquisas. Neste sentido, o uso da tecnologia do smartphone como ferramenta digital é essencialmente importante no processo criativo da geração de conteúdo de divulgação científica dos projetos desenvolvidos, visto que todo o material produzido será estrategicamente difundido por todos os meios de comunicação”, ressaltou Cristiane Barbosa.

SOBRE O PALESTRANTE

Rômulo Araújo é jornalista, mestrando em Sociedade e Cultura na Amazônia, com especialização em Design, Comunicação e Multimídia e em Divulgação e Jornalismo Científico na Amazônia. É editor de conteúdo na Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) da Prefeitura de Manaus e professor do curso de Jornalismo no Centro Universitário do Norte – UniNorte/Laureate.

Com dez anos de experiência na área de comunicação, foi videorrepórter, produtor e roteirista de um telejornal local, repórter e âncora de um programa universitário de rádio, bolsista de comunicação científica e freelancer de um portal nacional de notícias e de uma agência internacional de produção de conteúdos, além de autor de iniciativas de produção independe, como conteúdos audiovisuais em série.

Ascom – ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia completa 1 ano

A edição deste mês da Feira de Produtos Orgânicos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que aconteceu nesta quinta-feira, 14/11, foi marcada pela comemoração de 1 ano de realização e contou com programação especial.

A Feira começou a ser realizada em novembro de 2018 e continuou como edição mensal, reunindo os agricultores, a comunidade do entorno da Fiocruz Amazônia, trabalhadores da Unidade e pedestres, pois o evento acontece na Praça Sérgio Arouca, na frente da Instituição.

A cada edição da Feira, atividades paralelas, como palestras, oficinas e apresentações diversas ocorrem para atender ao seu objetivo maior de promover a integração entre pessoas e a sensibilização para o consumo de alimentos orgânicos, além da valorização do agricultor familiar.

A Feira, desde a primeira edição, é organizada e coordenada pelo Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) do ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (REMA), a Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma), com apoio da coordenação regional do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública  (Asfoc-AM).

Sérgio Luz, pesquisador e diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia ressaltou a importância da iniciativa dos pesquisadores da Instituição e                                                                                                  dedicou a celebração especialmente aos agricultores, que acreditam no projeto e participam todos os meses trazendo alimentos regionais saudáveis para serem vendidos na Feira. “Essa comemoração é para vocês, os produtores, que são os protagonistas da Feira, e quero agradecer também aos pesquisadores do Tass, que se empenham para levar adiante a iniciativa, lembrando que essa oportunidade nos ajuda a repensar os alimentos que levamos para a nossa mesa e a forma como valorizamos o trabalho dos produtores e a nossa qualidade de vida”.

Segundo o pesquisador e coordenador do evento, Marcílio Medeiros, “o Brasil é campeão mundial de consumo de agrotóxico e a Feira funciona como uma alternativa no intuito de controlar esse problema. Desde 2016, foi instituído e tem sido realizadas várias atividades. Já existia no Amazonas, um movimento chamado Rede Maniva de difusão da produção orgânica, um grupo de pesquisadores do IFAM, junto com a UFAM, atuando para propagar a produção agrícola sem agrotóxico, portanto o Fórum incorporou essa agenda e nós também incorporamos”.

CSA MANAUS

Prestes a completar 2 anos em fevereiro, o CSA Manaus (Comunidade que Sustenta a Agricultura) atua como uma organização sem fins lucrativos. O principal objetivo é fazer com que mais agricultores familiares produzam os orgânicos de acordo com esse modelo de produção, que busca a cooperação ao invés da competição e, assim, criar novos pontos de abertura de retirada de alimentos na capital.

Duas cotas diferentes são parte dessa rede de atendimento: a primeira custa 90 reais e atende 1 a 2 pessoas; a segunda custa 150 reais e atende de 3 a 4 pessoas. Atualmente, conta com 40 membros coagricultores e com meta de chegar a aproximadamente 100.  Vale ressaltar que uma parte do valor mensal é destinado a um fundo coletivo do CSA, que pode ser utilizado para urgências e investimentos.

Joedi Melo, o produtor principal dessa horta, reforça a importância de se “ter uma relação mais próxima com o produtor. O CSA nasce dessa amizade, de querer ter uma relação diferente com o produtor, ter esse vínculo mesmo”.

SOBRE O EVENTO

Produtos orgânicos, cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos, portanto considerados limpos e saudáveis, que respeitam o meio ambiente e contribuem para a preservação dos recursos naturais são alguns dos produtos ofertados na feira. Hortaliças, frutos regionais de época, plantas medicinais e plantas comestíveis são os principais produtos agrícolas orgânicos comercializados, além de artesanatos, alimentos feitos de produtos orgânicos e mudas de plantas.

A próxima edição da Feira de Produtos Orgânicos será no dia 12 de dezembro, a última desse ano de 2019. A feira acontece na rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos: Eduardo Gomes e Diovana Rodrigues

 

Dispositivo inovador para diagnóstico de doenças desenvolvido pela Fiocruz Amazônia será produzido por empresa privada

Equipamento de diagnóstico de doenças, concebido por pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será acompanhado por empresa privada para produção em escala. O anúncio foi feito recentemente no Diário Oficial da União (DOU), por meio da publicação do extrato de Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre a Fundação Oswaldo Cruz e  Wama Produtos para Laboratório Ltda.

O Acordo trata da transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração da criação de dispositivo de diagnóstico, capaz de ler as reações LAMP ou outros ensaios de amplificação isotérmica colorimétrica, ou seja, um dispositivo capaz de identificar qualquer doença que se use o mesmo princípio do teste.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia responsável pelo invento, Felipe Gomes Naveca, explica que “a ideia do projeto sempre foi desenvolver um equipamento que pudesse levar as vantagens do diagnóstico molecular, como alta sensibilidade e especificidade, para laboratórios com reduzida infraestrutura”. Trata-se de um equipamento portátil para detecção rápida de doenças.

O invento foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e em seus correspondentes no exterior, em fevereiro de 2018, sob o título “Dispositivo de ensaios LAMP”. Para a produção do protótipo, o pesquisador contou com o apoio do Instituto Senai de Inovação em Microeletrônica (ISI-Amazonas)

COOPERAÇÃO TÉCNICA

O Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiocruz e a Wama vai permitir a execução conjunta do Programa de Codesenvolvimento, a ser coordenado por Felipe Naveca e Luís André Mariuba, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-ILMD/Fiocruz Amazônia), além de Jéssica Lima e Felipe Maricondi, ambos da Wama.

A partir desse Programa será feito o acompanhamento, avaliação a execução dos ensaios, produção e publicação de trabalhos científicos, além do atendimento às exigências técnicas e legais necessárias para a produção em escala industrial do dispositivo, fornecimento, e comercialização do produto no Brasil e em outros territórios.

“Esperamos nessa nova fase, com a parceria da Wama, chegar até um produto pronto para o mercado e, dessa forma, contribuir com a melhoria de acesso ao diagnóstico mais preciso”, comentou Naveca.

FOMENTO

O fomento à pesquisa para a produção do conhecimento científico e tecnológico é essencial para se atingir essa etapa  em que uma inovação chega à uma empresa, reconhece o pesquisador lembrando que a pesquisa contou com recurso do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde, sendo amparada pela Chamada Pública N. 002/2012, do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS).

“Foi graças ao financiamento recebido através de um edital do PPSUS que foi possível trabalharmos em uma abordagem multidisciplinar, com biólogos, biomédicos e engenheiros, chegando à um protótipo de equipamento que despertou o interesse de uma empresa privada como a Wama”, declara Felipe Naveca.

A Wama é uma empresa privada que tem por objetivo o desenvolvimento de métodos e equipamentos para laboratórios de análises.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos Eduardo Gomes

Palestra na Fiocruz Amazônia irá apresentar estudo que propõem correção na taxa dos estupros de vulnerável no Brasil

O estupro de vulnerável é um fenômeno que tem sofrido um considerado aumento em sua ocorrência, mas pouco se conhece sobre esses números, devido ao alto índice de subnotificações referente a este tipo de crime. Em edição extraordinária, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove na próxima quinta-feira, 14/11, às 14h, a palestra “Uma proposta para a correção na taxa de estupro vulnerável no Brasil”, a ser ministrada pelo pesquisador, James Dean, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra irá apresentar um estudo, que teve como objetivo, estimar a taxa de estupro de vulnerável por meio da inferência bayesiana e técnicas de aumento de dados. Segundo o pesquisador, a metodologia proposta utilizou os dados de estupro de vulnerável de algumas cidades do interior do estado do Amazonas, referente ao período de 2010 a 2012.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

James Dean é graduado em estatística pela Universidade Federal do Amazonas, mestre em estatística pela Universidade Estadual de Campinas e doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atualmente é professor da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência na área de probabilidade e estatística, com ênfase em inferência Bayesiana, atuando principalmente nos seguintes temas: modelos lineares dinâmicos, eficiência técnica produtiva, fronteira de produção, inferência bayesiana e aglomerados.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

16ª SNCT: Fiocruz Amazônia promove intervenções em escolas públicas de Manaus, através do “Projeto Escola Olímpica: Obsma na SNCT 2019”

Na última sexta-feira, 8/11, a equipe do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu, na Escola Estadual Vicente Schettini, mais uma ação do “Projeto Escola Olímpica: Obsma na SNCT 2019”. A intervenção é uma ação da Coordenação Norte, da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), e faz parte da programação da Instituição, durante a 16ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

Um dos objetivos da ação é promover a divulgação da 16ª Obsma em escolas públicas da capital, utilizando como estratégia a produção de painéis sobre Saúde e Meio Ambiente, em alusão aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. A abordagem pretende sensibilizar professores e estudantes, por meio da arte do graffiti nos muros e espaços de escolas públicas de Manaus, além da distribuição de folders, cartazes e regulamentos da Obsma para a comunidade escolar.

O projeto beneficiará cerca de 500 pessoas, entre estudantes, corpo técnico das escolas e a comunidade ao entorno, com o intuito de enfatizar os seguintes temas: Saúde, Bioeconomia e Desenvolvimento Sustentável. A Grafiteira Deborah de Lemos Vieira Cabral (Deborah Erê) é a responsável pela concepção e pintura dos painéis. A proposta visa transformar ambientes nas dependências das escolas, chamando a atenção dos estudantes para os ODS.

Para o gestor da escola, Aluízio Garcia, a expectativa de participação da escola na Obsma é grande. “Esse projeto veio abrilhantar ainda mais a nossa escola. Nossos alunos e professores estão participando das atividades, através disso, já percebo o interesse deles em desenvolver os projetos, visando submetermos ao julgamento da Obsma. Creio que futuramente teremos bons projetos saindo daqui”.

17 ODS

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam hoje a melhor tradução do que é a sustentabilidade, trazendo esse conceito de forma clara para a sociedade e revelando sua natureza nas mais diversas áreas do conhecimento humano. São 17 objetivos, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na escola, a artista Deborah de Lemos, utilizou o canteiro central, localizado em um lugar de destaque, para destacar os ODS.

“Gosto muito de trabalhar com a possibilidade de transformação, em espaços de convivência, lugares depredados, lugares em destaques. A proposta da escola olímpica, é que realmente possamos fazer algo diferente em cada escola, pensado especificamente para aquele público”, explicou Lemos

Ascom, ILMD /Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes

Medicamento aprovado pela Anvisa trata malária tipo vivax em dose única

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente medicamento que reduz o tempo de tratamento de pacientes acometidos por malária causado pelo Plasmodium vivax. Trata-se da Tafenoquina, que possibilita que o tratamento seja feito com dose única.

Hoje, o tratamento é feito em 7 dias e com dois antimaláricos (Cloroquina e a Primaquina) o que acaba contribuindo para que não seja feito de forma correta. A não conclusão desse tratamento aumenta as chances de recaída da doença. Com a Tafenoquina o tratamento passa a ser feito com apenas um comprimido, que pode ser tomado na unidade de saúde, com o devido acompanhamento profissional.

Marcus Lacerda, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), um dos responsáveis pelo estudo, explica que a Tafenoquina é uma modificação química da Primaquina. Portanto, “o paciente toma uma dose única, ou seja, já no primeiro dia de tratamento e, a partir daí, não tem mais que ficar repetindo a medicação. Então, consideramos um imenso avanço, que vai permitir que as pessoas façam o tratamento adequado”.

Sobre o Plasmodium vivax, o  pesquisador alerta que muitas pessoas não sabem  que o parasito pode ficar no fígado, dormindo, por dois ou três meses, e o paciente pode voltar e ter uma nova malária se não fizer o tratamento completo. “Se a pessoa depois do terceiro dia para de tomar o medicamento, pois fica sem febre, vai voltar a ter recaídas depois de alguns meses”, comenta Lacerda.

Vale ressaltar que a Tafenoquina é a primeira droga aprovada em 60 anos para tratamento da Malária do tipo vivax. Até sua aprovação pela Anvisa, o novo medicamento também  passou por ensaios na Indonésia, Tanzânia, Peru e Tailândia. No Brasil, os testes foram feitos em Manaus (AM) e Porto Velho (RO), sob a coordenação de pesquisadores da Fiocruz Amazônia e da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

O estudo da nova droga contou com apoio das seguintes instituições: Medicines for Malaria Venture (MMV) e Glaxo Smith Kline (GSK), e financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.

Com a aprovação do registro pela Anvisa, “no ano que vem,  2020, dois municípios vão começar a implementação do medicamento na prática, Manaus e Porto Velho, que participaram dos ensaios clínicos para o desenvolvimento da medicação”, explica Lacerda. Depois dos resultados finais, a expectativa é que droga seja disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em suas unidades de saúde.

SOBRE A TAFENOQUINA

O pesquisador observa que a Tafenoquina dá muito conforto ao paciente, a medicação está registrada apenas para pessoas acima dos 16 anos. É necessário  fazer um teste rápido antes de se administrar o medicamento para detectar a existência de uma enzima no organismo, pois se a pessoa tiver essa enzima, ela não pode usar a Tafenoquina. Além disso, pacientes grávidas também não podem usar essa medicação .

 A MALÁRIA

A Malária é uma doença infecciosa, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Os principais sintomas da doença são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e outras manifestações como náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de malária no Brasil se concentra na Amazônia nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: (1) Michel Melo/Secom e (2) Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

PPGBIO-Interação divulga resultado dos recursos e prova escrita

A Comissão de Seleção para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Chamada Pública Nº 008/2019, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado dos recursos e resultado final da prova escrita.

O resultado está disponível na Plataforma Siga,  da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Diretora da Capes vem a Manaus para falar do processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação

O novo processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG/Capes) foi assunto de encontro promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam) nesta quinta-feira, 7/11. O evento reuniu público formado por mais de 120 professores, coordenadores e gestores de instituições de ensino e pesquisa do Amazonas.

Para falar sobre “Os avanços no processo de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação”, a Fapeam convidou Sônia Báo, diretora de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento contou com a participação de professores, coordenadores, vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC) e diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz.

Na abertura do evento, Marcia Perales, falou da importância da “Reunião Interinstitucional sobre os Avanços no Processo de Avaliação do SNPG/Capes”, para que professores, coordenadores e as instituições que oferecem cursos de pós-graduação no Amazonas possam estar preparados para essa verificação, que deve ocorrer no ano que vem.

Na oportunidade, ela lembrou que o Governo do Amazonas disponibilizou para 2019 mais de 85 milhões para serem aplicados em CT&I, desse valor 50.7% foram destinados à formação e capacitação de recursos humanos para CT&I, e deste percentual, 72% foram aplicados na pós-graduação.  “Todos esses investimentos foram aplicados para fortalecer o sistema de CT&I do Amazonas. Em 2019, 20 editais foram lançados pela Fapeam, alguns em parceria com outras instituições”, disse Perales.

Para Sérgio Luz, “a iniciativa da Fapeam é importante perante o cenário atual, onde se vê grandes discussões sobre o financiamento da pós-graduação, e o cenário político que vem sendo mostrado. É também um ótimo momento para se propiciar essas discussões e trazer as instituições para esse debate. Vale lembrar, que basicamente esse sistema de proposta de avaliação dos nossos programas de pós-graduação não é uma coisa que começou agora, é algo que já vem sendo anunciado há um tempo, sendo trabalhado dentro da Capes e pelas instituições. Temos que acompanhar esse processo e obter informações diretamente com as coordenações de avaliação, para que possamos sugerir, tirar dúvidas, confrontar os questionamentos e as posições para, de forma mais clara, vermos as transformações dos novos apontamentos que estão sendo reportados”, comentou.

AVALIAÇÃO

Sônia Báo falou da importância da atualização do sistema de avaliação da Capes, lembrou que 90% das pesquisas feitas no Brasil estão atreladas a cursos de pós-graduação.  “Está na hora de se repensar o sistema de pós-graduação no Brasil”, disse. Comentou ainda que o novo sistema de avaliação está sendo construído, considerando as especificidades regionais, o que de certa forma é defendido pelos coordenadores e professores desses cursos.

Após a apresentação da diretora de avaliação da Capes, foi aberto a professores e coordenadores de cursos de pós-graduação, espaço para perguntas e considerações. O evento ocorreu no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, na avenida Pedro Teixeira, no bairro Dom Pedro, em Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Érico Xavier (Fapeam)

Palestra na Fiocruz Amazônia vai abordar metabólitos secundários do gênero Bocageopsis (Annonaceae) da região amazônica e suas atividades biológicas

Na próxima sexta-feira, 8/11, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Metabólitos secundários do gênero Bocageopsis (Annonaceae) da região amazônica e suas atividades biológicas”, a ser ministrada por Elzalina Ribeiro Soares, pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas

Durante a palestra, serão apresentados os dados biológicos de três espécies do gênero Bocageopsis (B. canescens, B. multiflora e B. pleiosperma) comumente encontradas na Região Amazônica. Recentes abordagens fitoquímicas realizadas com os óleos essenciais de B. multiflora e B. pleiosperma, e frações alcaloídicas de B. pleiosperma demonstraram a potencialidade química deste gênero.

Diferentes partes das plantas (folhas, galhos e cascas do tronco) foram analisadas a abordagens integrativas, possibilitando a identificação de vários metabólitos secundários. Além disso, ensaios antimicrobianos revelaram atividade bacteriológica dos óleos dos galhos finos e galhos grossos de B. multiflora, e das folhas de B. canescens e B. pleiosperma frente as cepas de Staphylococcus aureus, Serratia marcens e Mycobacterium smegmatis.

Segundo o estudo, os óleos essenciais das folhas de B. canescens e galhos finos e grossos de B. multiflora revelaram atividade fungicida frente ao patógeno Candida albicans.  De forma que, os resultados fitoquímicos e biológicos para o gênero Bocageopsis reforçam a importância do gênero para a família Annonaceae.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Elzalina é graduada em Licenciatura Plena em Química pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), mestre e Doutora em Química de Produtos Naturais e Biomoléculas pela UFAM. Durante o período do mestrado e doutorado adquiriu experiência em análises por Espectrometria de Massas e LC/MS, bem como determinação estrutural, voltado a química de produtos naturais.

Atuou como docente na UFAM no Departamento de Química como professora substituta (20 horas) nas disciplinas de Química Geral e Orgânica.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento