Divulgadas novas datas de qualificações do mestrado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Coordenação do Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), divulga novas datas de qualificações da Turma 2017:

 

“Lutzomyia longipalpis – Leishmania: um relacionamento complicado” será tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 22/3, a partir de 10h, na Sala de aula 1, prédio anexo da Unidade, a palestra “Lutzomyia longipalpisLeishmania: um relacionamento complicado”, a ser ministrada pela pesquisadora Yara Traub-Cseko, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz).

SOBRE A PALESTRANTE

Yara é doutora em Biologia Molecular, pela Columbia University, e pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz. Possui experiência na área de parasitologia, com ênfase em biologia molecular de parasitos e vetores, atuando principalmente nos seguintes temas: Leishmania, Lutzomyia longipalpis, imunidade inata, interação parasita-vetor.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

“Internacionalização: o caminho para a ciência de qualidade” será tema de aula inaugural na Fiocruz Amazônia

Na próxima quarta-feira, 20/3, será dado início ao ano letivo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia). A abertura das atividades será marcada pela palestra “Internacionalização: o caminho para a ciência de qualidade”, que será ministrada por Fábio Trindade Maranhão Costa, professor e coordenador de Ações Internacionais do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A aula inaugural dos Cursos de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da lnteração Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), terá início às 9h30, no Salão Canoas, auditório da Unidade, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus.

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Atualmente o Instituto conta com os seguintes cursos de Mestrado: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA)

Claudia María Ríos Velásquez, Vice-Diretora de Ensino, Informação e Comunicação falou sobre as espectativas para mais um ano letivo e destacou  a qualidade do ensino da Fiocruz Amazônia. “Nossas expectativas são as melhores, esperamos que os cursos continuem crescendo, que continuem ganhando em qualidade, que os trabalhos dos alunos continuem mantendo um bom nível de qualidade”, disse.

SOBRE O PALESTRANTE

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília, mestre e doutor em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia pela Universidade Federal de São Paulo e pós-doutor em Parasitologia experimental pelo Institut Pasteur / Université de la Méditerranée, Fábio Trindade é Professor Associado (Livre Docente) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Possui experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Protozoologia Parasitária, atuando principalmente nos aspectos imunopatológicos da malária e ZIKA e no desenvolvimento de novas drogas e imunopatogênese. É Coordenador de Ações Internacionais do Instituto de Biologia da UNICAMP, chefe do Dept. de Genética, Evolução, Microbiologia e Imunologia do IB e Editor Acadêmico da revistas PLoS One e Frontiers in Immunology.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O PPGBIO-Interação tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

Orgânicos e PANCs foram assuntos na Fiocruz Amazônia

Você já ouviu falar em “mato de comer” ou em Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs)?

A Feira de Produtos Orgânicos, evento promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (Tass) e da Asfoc-AM, recebeu na última edição, ocorrida no dia 14/3, um reforço na sensibilização para uma alimentação saudável, a palestra “Momento PANC”.

Organizada pela Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) e ministrada pela chef de cozinha Thábita Cunha, a palestra abordou os seguintes assuntos: O que é PANC? Por que consumir PANC?  A importância da escolha do alimento; PANC é cultura; Consumo de PANC na feira; e Apresentação das espécies da mesa PANC.

Participaram do encontro trabalhadores da Fiocruz Amazônia e produtores rurais que comercializam na Feira de Orgânicos.

A maioria do público, pouco ou quase nada sabia sobre PANCs, mesmo os produtores rurais disseram ter pouca informação de como se pode consumir algumas plantas.

Thábita Cunha disse sentir-se feliz quando usam a expressão “mato de comer”, pois remete a uma alimentação saudável, acessível e cuja produção não afeta o meio ambiente, principalmente em se tratando de plantas nativas. No entanto, ela alerta para que se tenha cautela no preparo desses alimentos e aconselha os interessados no consumo de PANCs a buscarem informações sobre o produto que desejam consumir, e evitar plantas que possam apresentar toxidade.

Acompanhe algumas receitas oferecidas pela  chef:

A Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia acontece uma vez por mês e visa sensibilizar trabalhadores da Fiocruz Amazônia e comunidade do entorno para a importância da adoção de uma dieta livre de agrotóxicos. Os produtos orgânicos são considerados limpos, saudáveis e respeitam o meio ambiente, além de contribuírem para a preservação dos recursos naturais.

A próxima edição da feira será no dia 11 de abril.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Fortaleza recebe projeto da Fiocruz Amazônia que usa mosquitos para disseminar larvicida em criadouros

De 18 a 22 de março, no bairro São João do Tauape, em Fortaleza, cerca de 1.200 Estações Disseminadoras de Larvicida serão instaladas por agentes de endemias, coordenadores e pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio de projeto que avalia a eficácia dessa alternativa no controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A tática do projeto é usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus próprios criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas. Uma das vantagens do uso dos mosquitos na disseminação do produto é que eles podem encontrar quaisquer possíveis criadouros, mesmo os que estão em locais de difícil acesso como em calhas de telhados, em terrenos baldios, em  casas abandonadas etc.

Esse estudo iniciou em 2014 nas cidades de Manaus e Manacapuru, no Amazonas. Atualmente,  está sendo testado em outras cidades brasileiras e tem apresentado resultados animadores mesmo em diferentes paisagens geográficas e escalas.

 

Para a implantação em Fortaleza, o projeto conta com a parceria da Fiocruz Ceará, Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica, e equipe das Unidades Básicas de Saúde (UBs) de São João do Tauape. “Nas salas de situação de saúde das UBs do bairro, os resultados serão acompanhados pela equipe em tempo real”, comemora Joaquín Carvajal, pesquisador da Fiocruz Amazônia.

 

O projeto conta com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde. Os ensaios ocorrem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida.

SOBRE AS ESTAÇÕES DISSEMINADORAS

As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Google Maps
Infográfico: Mackesy Nascimento

Estudo realizado em Manaus avaliou homicídios intencionais em mulheres, com enfoque em feminicídios

Saúde e violência contra mulher são temas que ainda temos muito que discutir com a sociedade e com organizações que defendem os direitos básicos das mulheres.

O Brasil é um dos campeões em mortes violentas, e nessa triste estatística entram os casos de feminicídios, onde 50% das mortes nesses casos são causadas por parceiros íntimos, companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Em estudo sobre o assunto, o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Jesem Orellana, apurou que cerca de 50% dos assassinatos de mulheres no Brasil no ano de 2017, envolveram agressões por enforcamentos/estrangulamentos, queimaduras por chamas/fogo, facas, arma de fogo, pauladas e objetos contundentes, agressões físicas fatais e agressões sexuais por meio de força física. Há de se destacar que o montante de agressões por meio de armas de fogo, considerado no estudo, representa apenas 20% do total de agressões registradas por essas armas, no país.

O estudo abordou ainda os  homicídios intencionais de mulheres com enfoque nos feminicídios, em Manaus, nos anos de 2016/2017,  e apontou que cerca de 40% das mortes de mulheres maiores de 11 anos foram feminicídios, ou seja, a cada 10 homicídios de mulheres, em Manaus, nesse período, quatro foram feminicídios, e em torno de 30% e 20% das vítimas de homicídio, sofreram violência sexual e fizeram uso de álcool antes da agressão, respectivamente.

Outro dado identificado no estudo é que na Região Norte a ocorrência de feminicídio parece ser maior, comparando-se com outras regiões do país. Jesem Orellana explica que não se tem uma resposta exata para esse complexo fenômeno e receia que não seja possível determinar suas causas, diante da reduzida visibilidade dada ao assunto e à carência de informações qualificadas e de estudos compreensivos a respeito. “Mas, de modo geral, podemos supor que parte dessa explicação esteja associada ao patriarcado dominante e ao sentimento masculino de que a mulher é propriedade privada, algo que historicamente foi sedimentado na sociedade brasileira, especialmente naquelas em que alguns desses valores ainda são bastante difundidos e valorizados, como pode ser o caso da Região Norte do Brasil. Porém, é possível que esse fenômeno seja parcialmente influenciado pelos elevados padrões de violência urbana observados na região, que na maior parte das vezes, é superior aos padrões de regiões socioeconomicamente mais desenvolvidas”, explica.

Orellana alerta  ainda que até meados de 2018, no Amazonas, não havia nenhuma condenação por feminicídio. “Esta é uma triste realidade que assola não somente o Amazonas, mas outros Estados, e os motivos são diversos e podem incluir o subdimensionamento desse problema – feminicídio – e a lentidão da justiça, por exemplo. O subdimensionamento do problema, porque muitas mortes violentas de mulheres sequer chegam a ser investigadas, seja porque não há corpo ou porque nunca foram identificadas como mortes por razões de gênero. Nesses casos, não há como a polícia civil tomar conhecimento do crime e abrir uma investigação e um inquérito policial para, em seguida, caso ele não seja interrompido por falta de pessoal ou “provas”, possa fornecer elementos à tramitação desses casos, na justiça”.

MARÇO

No Brasil, o número de mortes de mulheres é aproximadamente cinco vezes menor que o de homens. Mas, a diferença que incomoda e requer reflexão, diz respeito a quem pratica o ato criminoso.

O pesquisador observa que trazer a violência contra a mulher para o rol de assuntos a serem discutidos no mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher (8/3) é oportuno e urgente, para dar maior visibilidade a um problema que carece de respostas efetivas da sociedade, do executivo, do legislativo e judiciário.

Vale ressaltar que com a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, e da Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, feminicídio tornou-se crime hediondo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Eduardo Gomes

Divulgado o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para o processo seletivo do PPGVIDA

A Secretaria Acadêmica (SECA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta sexta-feira, 1/3, o resultado dos pedidos de isenção da Taxa de Inscrição no processo seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira o resultado AQUI

As inscrições para o processo seletivo ocorrem de 12 a 25 de março de 2019.  Serão oferecidas 17 vagas divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com onze vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com seis vagas.

Poderão participar do processo de seleção candidatos que até a data da matrícula, completarem curso de graduação de duração plena devidamente reconhecido pelo MEC. O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 5/8 deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet por meio da Plataforma Siga, que somente poderá ser acessada pelo navegador Internet Explorer. O candidato tem que preencher o formulário de inscrição nesta plataforma e anexar documentos de identificação com foto (carteira de identidade, carteira militar ou de conselho de classe), CPF, RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) ou passaporte para candidatos estrangeiros e pagar a taxa de R$ 100,00. A divulgação das inscrições homologadas será no dia 29 de março.

Para mais informações, consulte a chamada pública.

SOBRE O CURSO

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia sedia primeira reunião do conselho administrativo da Abio

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu início na última quarta-feira, 27/2, ao ciclo de reuniões do conselho administrativo da Aliança para a Bioeconomia da Amazônia (ABio), grupo formado por Instituições do Amazonas voltadas à Bioeconomia no Estado. Um dos objetivos centrais da reunião foi a posse dos membros do conselho administrativo da aliança.

Durante o encontro, conselheiros e representantes das instituições abordaram estratégias conjuntas, visando a importância da formação de alianças regionais para o desenvolvimento do Estado. A iniciativa tem o desafio de contribuir para a diversificação da economia regional, com foco na valorização dos ativos da biodiversidade do Amazonas, geração de emprego e renda na zona rural e urbana, melhoria da qualidade de vida das populações tradicionais e indígenas e conservação ambiental, tendo como pano de fundo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Para o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, “é muito importante que a Fiocruz esteja alinhada com as outras instituições e com os programas prioritários de desenvolvimento para a bioeconomia, tentando apresentar soluções e produtos vindos da diversidade Amazônica para a sociedade, que possam atingir o Sistema Único de Saúde”, destacou.

SOBRE A ABio

A ABio é formada por um conjunto de instituições voltadas à bioeconomia no Estado do Amazonas, habilitada em primeiro lugar no processo seletivo do Edital de Chamada Pública nº 2/2018 do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) para gerir o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

O CBA foi criado há 15 anos, administrado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e tem por objetivo fomentar a pesquisa, desenvolvimento e a inovação (PD&I) em biotecnologia, voltada para o uso sustentável da biodiversidade amazônica.

Compõe a formação do Conselho Administrativo:

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Ministério da Economia (ME), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Centro de Educação Tecnológica do Estado do Amazonas (CETAM), Confederação Nacional da Indústria (CNI/FIEAM), Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPLANCTI), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Fundação Paulo Feitoza (FPF), Universidade Nilton Lins (UniNiltonlins), Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Rede de Inovação e Empreendedorismo da Amazônia (RAMI), Associação BioTec-Amazônia, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM), e Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia legal (BIONORTE), Fundação CERTI.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Divulgadas novas datas de qualificações do Mestrado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Coordenação do Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), divulga novas datas de Qualificações da Turma 2018:

Crise na Venezuela atinge a saúde em países vizinhos

Mais do que uma crise política e econômica, a Venezuela tem enfrentado outros problemas que têm impacto não só no país, mas na saúde pública dos países vizinhos, especialmente no que diz respeito a doenças transmitidas por vetores.

No Brasil, já foi observado um aumento de casos importados de malária da Venezuela, subindo de 1.538 (em 2014), para 3.129 (em 2017). Além da malária, a doença de Chagas, dengue, chikungunya e zika, dentre outras transmitidas por vetores, representam uma crise de saúde pública não só na Venezuela, mas que já vem atingindo os países vizinhos e afetando seriamente seus esforços para eliminação dessas doenças.

Estudo publicado no jornal cientifico The Lancet Infectious Diseases, na semana passada, 21/2, intitulado Venezuela’s humanitarian crisis, resurgence of vector-borne diseases, and implications for spillover in the region, enfatiza a necessidade de medidas para o enfrentamento de epidemias e de ações  estratégicas para impedir a expansão de doenças transmitidas por vetores e infecciosas, para além das fronteiras.

Outro ponto que tem sido afetado pela crise na Venezuela é o trabalho de coleta de dados da vigilância sanitária daquele país, que resultou, no ano passado, no fechamento da Divisão de Epidemiologia e Estatísticas Vitais, do Centro Venezuelano de Classificação de Doenças, órgão responsável por fornecer à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) os indicadores de morbidade e mortalidade atualizados.

Para Sérgio Luz, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), um dos autores do estudo, o trabalho publicado exemplifica o que já vem sendo identificado por pesquisadores da Fiocruz Amazônia: a necessidade de se criar um sistema de vigilância epidemiológica, com uma rede de laboratórios de referência apoiados para o enfrentamento dessas situações.

“Foi pela fronteira de Roraima que o Aedes aegypti foi reintroduzido no Brasil, no final da década de 60, depois do país ter recebido em 1958, certificado da OMS de erradicação do mosquito. Da mesma forma, o aparecimento de alguns sorotipos de dengue ocorreram por essa região. Somado a isso, atualmente, tivemos o reaparecimento do sarampo, da difteria e o aumento exponencial da malária. Em outra região, no município de Tabatinga (AM), na tríplice fronteira com o Peru e Colômbia, vimos entrar o cólera, que teve um grande poder epidêmico no Brasil inteiro. Agora, com a constatação da crise na Venezuela, que afetou o serviço de saúde nesse país, temos certeza da necessidade de criação de um sistema de vigilância epidemiológica organizado, para dar respostas a todos esses problemas”, comentou o pesquisador.

MALÁRIA E OUTRAS DOENÇAS

A Venezuela foi líder em controle de vetores e políticas de saúde pública na América Latina, em 1961, tornando-se o primeiro país certificado pela Organização Mundial da Saúde a eliminar a malária na maior parte de seu território. No entanto, em 2016, o país representou 34,4% do total de casos notificados no mundo (240.613). Esse número sofreu um aumentou de 71%, em 2017.

A incidência de malária na Venezuela vem aumentando desde 2000, mas foi intensificada a partir de 2010. As causas para esse aumento passam também pela questão do desmatamento de florestas e atividades de mineração ilegal, que deixam expostas populações humanas que migram de diferentes regiões do país para áreas de mineração, em busca de oportunidades econômicas.

Vale ressaltar que, esse rápido aumento da carga de malária na Venezuela, e a saída em massa de seus cidadãos afetam diretamente os países vizinhos, particularmente o Brasil e a Colômbia. Além da malária, a doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi,  presente em muitos estados da Venezuela e nos Andes, não vem recebendo atenção das autoridades, desde 2012, quando a vigilância e o controle da transmissão da doença de Chagas foram abandonados no país.

Outras preocupações dos pesquisadores dizem respeito à leishmaniose (Leishmania spp, transmitidas pela picada de flebotomíneos infectados), aos vírus transmitidos por vetores de artrópodes (arbovírus) como dengue, chikungunya e zika, e ao retorno do sarampo e outras doenças infecciosas evitáveis ​​pela vacinação.

Os pesquisadores sugerem colaboração em nível operacional, fortalecimento da vigilância, treinamento de pessoal e ações efetivas de educação para evitar que essas doenças se alastrem e causem danos além das fronteiras.

O estudo também repercutiu no The Telegraph News, em matéria intitulada Venezuela compared to war zone as number of malaria cases rocket , e no The Guardian, Venezuela crisis threatens disease epidemic across continent – experts: Collapse of Venezuela’s healthcare system could fuel spread of malaria and other diseases across region.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Arquivo ILMD/ Fiocruz Amazônia