Fiocruz Amazônia prestigia inauguração da Unidade de Saúde da Família Parque das Tribos

A Fiocruz Amazônia marcou presença na solenidade de inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) Parque das Tribos, entregue na manhã desta quarta-feira, 31/1, na comunidade indígena Parque das Tribos, na zona Oeste. A unidade de saúde é a segunda de porte 4 construída pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Com um total de 1,2 mil metros de área construída, e capacidade para realizar até 24 mil procedimentos por mês, a USF Parque das Tribos é símbolo de conquista para a população de aproximadamente 4 mil pessoas das 35 etnias indígenas que residem no bairro com a maior concentração indígena da área urbana de Manaus.

A entrega da unidade de saúde marcou também o encerramento das atividades do Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pelo Laboratório de História, Politicas Públicas e Saúde na Amazônia  (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública Rodrigo Tobias, presente à inauguração juntamente com a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

“Além de ser de porte 4, a unidade de saúde é a primeira que será culturalmente diferenciada do Brasil. Simbolicamente, a inauguração aconteceu no dia que finalizamos oficialmente o Projeto Manaós. O Manaós auxiliou e promoveu no empoderamento da associação de moradores e indígenas do Parque das Tribos, que culminou na autoorganização e protagonismo nas bandeiras de luta na saúde”, explica Rodrigo Tobias.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou características importantes da USF do Parque das Tribos que perpassam os objetivos do Projeto Manaós. “O projeto desenvolvido junto à comunidade teve implicações sociais de peso, como a criação da Associação Indígena dos Moradores do Parque das Tribos, a formação de Agentes Indígenas de Saúde no contexto urbano, formação de médicos, enfermeiros e técnicos na expectativa da interculturalidade e consonância com a política nacional de incorporação da medicina indígena no SUS”, ponderou Stefanie.

O prédio conta com dois pisos e 54 ambientes equipados para os atendimentos básicos de saúde. Na unidade, serão oferecidas consultas médicas em clínica, de enfermagem e odontológicas, exames laboratoriais, ultrassonografia, exames específicos como preventivo de câncer de colo de útero, teste do pezinho, testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites virais, dispensação de medicamentos, inclusive antibióticos e outros de controle especial. A USF funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e o acesso aos serviços oferecidos será por meio de agendamento realizado presencialmente.

A unidade contará com espaço dedicado à implantação de uma horta medicinal pelos indígenas. Por sua localização, em território de grande concentração indígena, a unidade terá ainda uma equipe de agentes indígenas de saúde.