Ciência aberta e comunicação científica serão pautas do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 13/3, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ciência aberta e a comunicação científica”, a ser ministrada por Célia Regina Simonetti Barbalho, professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Segunda a pesquisadora, a palestra objetiva caracterizar os aspectos que envolvem a ciência aberta, destacando suas motivações e trajetória, as quais estão configurando um novo modelo de divulgação da comunicação científica. Além disso, irá destacar o papel protagonista do pesquisador neste contexto, e as implicações e impactos deste processo no fazer científico.

Clique Aqui para se inscrever

Interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição, no Campus Virtual da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A apresentação ocorrerá na sala de aula 02, prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora titular da Ufam, Célia é graduada em Biblioteconomia pela Ufam, mestre em Ciência da Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, e doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 Atualmente realiza Estágio Pós-Doutoral no Programa em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, ponto focal da Universidade de Federal do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em gestão de unidades de informação, gestão da informação e do conhecimento, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, qualidade, biblioteconomia, competências profissionais, propriedade intelectual e planejamento estratégico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia realiza o Seminário Final do Programa Institucional de Estruturação dos Laboratórios

Na última sexta-feira, 6/3, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou o Seminário Final do Programa Institucional de Estruturação dos Laboratórios (LABsAMAZÔNIA), parceria realizada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A reunião contou com apresentações e compartilhamento de informações entre laboratórios, pesquisadores e alunos dos cursos de pós graduação da unidade, com o intuito de prestação de contas dos projetos em execução da Instituição. Além disso, foram apresentados os 8 editais lançados da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), com temática de interiorização e oportunidades de capacitação externa.

Conheça mais sobre os seis projetos em execução do ILMD/Fiocruz Amazônia:

Consolidação do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia

O Projeto “Consolidação do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia”, do laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), coordenado por Patricia Orlandi e vice-coordenado por Paulo Nogueira.

O objetivo principal do projeto é estruturar e solidificar as competências e objetivos de pesquisas trabalhadas em torno da grande área temática de “Resistência de patógenos de importância na Amazônia: da Vigilância a Novos Tratamentos”, com três enfoques principais: controle da malária, bacteriologia e virologia.

O grupo publicou 80 artigos, sendo 11,2% com co-autoria dentro do laboratório.

Projeto Integral do Laboratório Território, Ambiente, Sustentabilidade e Saúde

O Projeto Integral do Laboratório Território, Ambiente, Sustentabilidade e Saúde (TASS), coordenado por Flor Ernestina Martinez Espinosa.

Os objetivos do projeto envolvem: contribuição com o fortalecimento do Programas de Pós-graduação (PPGs) do ILMD Fiocruz Amazônia; elaboração de um projeto estruturante do Laboratório; incentivo da formação continuada e permanente dos membros do laboratório, participando de congressos para divulgação dos resultados das pesquisas.

Dinâmica de Doenças Transmissíveis por Insetos na Amazônia: Aspectos epidemiológicos em áreas rurais e urbanas e interações parasito-hospedeiro

O Projeto “Dinâmica de Doenças Transmissíveis por Insetos na Amazônia: Aspectos epidemiológicos em áreas rurais e urbanas e interações parasito-hospedeiro”, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), coordenado por Felipe Pessoa.

O objetivo principal é a consolidação, conclusão e complementação dos resultados dos projetos, coordenados por pesquisadores do laboratório, para serem concretizados em forma de publicações em revistas de alto impacto e em eventos científicos importantes nas áreas temáticas.

O laboratório atua como referência para Vigilância de vírus emergentes e reemergentes, principalmente na capacitação do Laboratório Central do Estado (LACEN), dos estados de Roraima (RR), Mato Grosso do Sul (MS) e Amazonas (AM), no diagnóstico molecular do vírus Oropouche, Mayaro, B19, sarampo e rubéola.

O grupo publicou 22 artigos, sendo em 14 revistas diferentes.

Estruturação do Laboratório de Diversidade Microbiana da Amazônia de Importância para a Saúde

O Projeto de “Estruturação do Laboratório de Diversidade Microbiana da Amazônia de Importância para a Saúde”, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), coordenado por Ormezinda Fernandes.

O objetivo principal é a contribuição para a consolidação do laboratório juntamente ao Instituto Leônidas e Maria Deane, como um grupo de pesquisa multidisciplinar visando o desenvolvimento institucional.

O grupo submeteu 23 artigos, entre os quais 18 foram publicados.

Território Líquido e as Políticas Públicas de Saúde na Amazônia:  Uma Análise da Atenção Básica em Áreas Rurais, Ribeirinhas, Indígenas, de Várzea e de Fronteira

O Projeto “O Território Líquido e as Políticas Públicas de Saúde na Amazônia:  Uma Análise da Atenção Básica em Áreas Rurais, Ribeirinhas, Indígenas, de Várzea e de Fronteira”, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), coordenado por Julio César Schweickardt.

O objetivo principal é a análise do desenvolvimento da política nacional da atenção básica em saúde nos territórios do Amazonas, além de fortalecer a produção de pesquisas na área de políticas públicas.

O grupo publicou quatro livros, com acesso livre, e participou de conferências municipais.

Estudo Exploratório das Condições de Vida, Saúde e Acesso aos Serviços de Saúde de Populações Rurais Ribeirinhas de Manaus e Novo Airão, Amazonas

O Projeto “Estudo Exploratório das Condições de Vida, Saúde e Acesso aos Serviços de Saúde de Populações Rurais Ribeirinhas de Manaus e Novo Airão, Amazonas”, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI), coordenado por Maria Luiza Garnelo.

O objetivo principal é a investigação das situações de saúde, perfil de acesso e uso de serviços de saúde de atenção primária à saúde de populações rurais do município de Manaus.

Os números do grupo contam com 20 artigos publicados e 8 submetidos, além de 12 mapas elaborados, 36 localidades, 5 UBSs e 287 domicílios georreferenciadas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues

 

 

Mestranda da Fiocruz Amazônia relata trajetória na pesquisa durante roda de conversa promovida pela Fapeam

Com o objetivo de estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) promoveu na última sexta-feira, 6/3, uma roda de conversa com pesquisadoras e estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas, V Tenente Coronel Cândido José Mariano, em alusão ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) e de Meninas e Mulheres na Ciência (11 de fevereiro).

Participaram da Roda de Conversa a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Elizabeth Gusmão, que atua com estudos relacionados a sistemas de produção de peixe, estresse fisiológico, nutrição, fármacos para fins terapêuticos de espécies, como tambaqui, pirarucu e matrinxã, e a bióloga Heliana Belchior, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que iniciou sua carreira no ensino fundamental, por meio do Programa Pibic Jr, e passou pelo Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic).

Na oportunidade, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, falou sobre o objetivo da Fundação de fomentar a ciência, tecnologia e inovação no Amazonas, bem como a importância da participação de mulheres à frente de pesquisas científicas. “No mundo menos de 30% de pesquisadores são mulheres, segundo a Unesco. Tenho certeza de que não é por falta de capacidade e muito menos inteligência, muitas vezes é por falta de oportunidade e de incentivo. Diante disso, a Fapeam, por meio do Governo do Amazonas, abraçou essa causa, o movimento é um lembrete de que as mulheres e as meninas desempenham papel fundamental na ciência e que sua participação deve ser fortalecida”, comentou Márcia Perales.

RODA DE CONVERSA

Segundo Elizabeth Gusmão, atualmente as mulheres estão em todas as áreas de atuação e não existe mais uma profissão que elas não possam atuar. A pesquisadora reforça que as oportunidades que as mulheres buscam são voltadas para a sua capacitação. “Isso torna as mulheres mais atuantes e mais capacitadas, atuando em cargos de destaque dentro da sociedade. A mulher tem essa força, essa flexibilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, que muitas vezes é um pouco mais limitado para o homem, ela é dona de casa, profissional e consegue de uma forma harmônica desenvolver todas as atividades com muita eficiência. Dentro da sua área de atuação, ela tem uma seriedade e um compromisso muito grande com qualquer atividade que se propõe a fazer”, disse.

Heliana Belchior relata sua experiência na ciência e destaca que em toda sua trajetória na pesquisa sempre teve incentivo de mulheres pesquisadoras. “Por incrível que pareça eu sempre fui incentivada por mulheres, por exemplo, quem me colocou dentro do mundo da pesquisa foi minha professora de Ciências do Ensino Fundamental. Durante a graduação também tive outra mulher me orientando. Todas são mulheres dedicadas e esforçadas e no meu convívio nos últimos anos tenho prestado atenção que nós mulheres somos muito presentes. Eventos como esses mostram para as meninas que ainda estão no ensino fundamental e médio que elas também são capazes, que podemos habitar qualquer lugar e ingressar em qualquer área que quiser”, comentou.

MOVIMENTO MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

Comemorado em 11 de fevereiro o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela ONU Mulheres.  Segundo a Unesco, apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

A atividade ocorreu no auditório Vânia Pimentel na Universidade Nilton Lins, bairro Flores. Esta é a terceira ação promovida pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

*Com informações da Fapeam
Fotos: Érico Xavier

Divulgado resultado da análise de currículo, recurso da prova de conhecimento específico, local e horário da 3ª etapa do processo seletivo para o ProfSaúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), divulga o resultado da análise do currículo, do recurso da prova de conhecimento específico, além do local e horário da 3ª etapa: prova oral e carta de intenção, referente à Chamada Pública Nº 01/2019.

O resultado está disponível na Plataforma Siga da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=126

A seleção dos candidatos para o ProfSaúde/ MPSF consta de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Prova de Inglês (eliminatória); 2ª Etapa – Prova escrita de conhecimentos (eliminatória e classificatória); 3ª Etapa – Análise curricular, análise de carta de intenção e prova oral (eliminatória e classificatória).

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/ MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ASCOM – ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Situação atual e perspectivas sobre o COVID-19 será tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 6/3, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) retoma suas atividades, apresentando a palestra “COVID-19: situação atual e perspectivas”, a ser ministrada por Bernardino Claudio de Albuquerque, médico, professor assistente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia, que  acontece no município de Tefé (AM).

O objetivo do debate é discutir sobre a situação epidemiológica no mundo e no Brasil, a produção do conhecimento e aspectos relacionados a prevenção e controle do novo coronavírus. A apresentação ocorrerá na Sala de Aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Bernardino é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e em Auditoria em Serviços de Saúde e Mestre em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Atualmente, é professor assistente IIV na Ufam, Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, que acontece no município de Tefé.

Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças Endêmicas da Amazônia, Controle e Epidemiologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Movimento Mulheres e Meninas na Ciência da Fapeam apresenta trabalho e trajetória de pesquisadora da Fiocruz Amazônia

Na última segunda-feira (02/03) a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), promoveu a segunda atividade proposta para a celebração do movimento Mulheres e Meninas na Ciência, cujo objetivo é estimular o acesso integral e igualitário de mulheres e meninas na ciência.

A atividade foi realizada desta vez para as alunas dos cursos técnicos das áreas de Edificações, Estética, Podologia, Massoterapia, dentre outros, do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), unidade Escola de Educação Profissional Padre Estélio Dálison, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus.

O evento contou com a participação da pesquisadora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Ani Beatriz Jackish Matsuura, que abordou  pesquisas coordenadas por ela na temática de diversidade microbiana (fungos).  A pesquisadora atua na área de Microbiologia, principalmente nos seguintes temas: micologia médica, taxonomia, ecologia de fungos e produção de biossurfactantes.

Na oportunidade a pesquisadora também relatou parte de sua trajetória no campo científico, inspirando assim outras mulheres. “Falar sobre este assunto é muito importante e quanto mais estiver inserido no centro de debates mais estará despertando o interesse e trabalhando a questão do igualitário. Fiquei muito feliz hoje quando uma das participantes comentou que agora iria pensar diferente. Eu acho que esse é o ponto que precisamos despertar: o questionamento, para sempre querer conhecer mais”, acrescentou a pesquisadora.

Para a estudante do curso técnico em Estética, Priscila Alves, o incentivo é fundamental para estimular e incentivar as mulheres na busca do conhecimento. “Podemos ver que nosso espaço está ampliando em diversas áreas, mas precisamos ser inclusas também nessa área da ciência. A tecnologia está cada dia mais avançada, um mercado onde vemos mais homens do que mulheres. Iniciativas como essa da Fapeam faz com o que a gente comece a ver o mundo de outra forma, e poder ver histórias de mulheres que lutaram pelo seu espaço, levando essas informações a outras mulheres é uma experiência muito boa”, disse.

MOVIMENTO MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

Comemorado em 11 de fevereiro o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela ONU Mulheres.  Segundo a Unesco, apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

Em função disso, a Fapeam está promovendo diversas ações em referência a data. O movimento é um lembrete de que as mulheres e as meninas desempenham papel fundamental na ciência e que sua participação deve ser fortalecida.

A terceira e última atividade será realizada no dia 6 de março, das 9h às 10h, com estudantes do Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas V Tenente Coronel Cândido José Mariano, no Auditório Vânia Pimentel da Universidade Nilton Lins, bairro Flores, com uma roda de conversa com a doutora e pesquisadora do Inpa, Elizabeth Gusmão, que atua principalmente nos seguintes temas: sistemas de produção de peixe, estresse fisiológico, nutrição, fármacos para fins terapêuticos das espécies: tambaqui (Colossoma macropomum), pirarucu (Arapaima gigas) e matrinxã (Brycon amazonicus).

Desta atividade também participará Heliana Belchior, que iniciou como bolsista do Programa Ciência na Escola (PCE), passou pelo Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), e atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospeideiro do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Por Jessie Silva / Fapeam
Fotos: Érico Xavier / Fapeam

Fiocruz Amazônia abre ciclo de Assembleias por Unidade da Asfoc-SN

A direção do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN) realizou nesta segunda-feira, 02/03, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), a primeira reunião de uma série de Assembleias por Unidade, ação que compreenderá todas as Unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o objetivo de debater com os trabalhadores pautas de interesse coletivo.

Durante o encontro, as principais pautas foram: a perda dos 25% de salário; análise da atual conjuntura política; impacto das reformas do Governo Federal na vida dos trabalhadores; Preparação e Mobilização das Unidades no dia 18/03 – Dia Nacional de Luta em defesa do Serviço Público.

As Assembleias pretendem discutir com os servidores das unidades da Fiocruz as possíveis respostas de curto, médio e longo prazo para reverter os ataques aos setores públicos. Impulsionar para a população a respeito da importância do trabalho realizado pelos servidores, em especial ao trabalho realizado pela Instituição, no atendimento e desenvolvimento da ciência, ensino e tecnologia.

Na oportunidade, Paulo Garrido, presidente da Asfoc-SN alertou para a importância da mobilização e adesão ao Dia Nacional de Luta em defesa do Serviço Público, no dia 18 de Março. “Estamos atingindo um dos nossos objetivos aqui. A importância de nos mobilizarmos, de atingir as Unidades, sabendo de todas as dificuldades que vamos ter. A presença do Diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, e dos trabalhadores, porque para compreender isso é necessário se manifestar no Dia 18/03”.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos: Eduardo Gomes

Aula inaugural marca início do ano letivo na Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu nesta segunda-feira, 2/3, a abertura do ano letivo Institucional para os cursos de mestrado dos programas de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). A atividade foi marcada pela realização da aula inaugural, que contou com a apresentação da palestra “Imunopatogênese da Infecção pelo HIV-1”, ministrada por Fernanda Heloise Côrtes, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

Compuseram a mesa de abertura da aula inaugural, Sérgio Luz, Diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, Vice Diretor de pesquisa e inovação, além dos pesquisadores Priscila Aquino e Fernando Herkrath, representando os programas PPGVIDA e PPGBIO-Interação.

Em entrevista, Fernanda falou sobre a experiência de apresentar para os alunos, um assunto de grande relevância para a saúde pública. “Foi um prazer, eu acho que é um momento muito especial, em que os alunos estão entrando cheios de expectativas. O HIV é um exemplo muito bom de como a ciência saiu da bancada e foi para o hospital. As vezes você acha que o que você está fazendo na sua bancada não possui tanto impacto, e surge uma nova demanda, que ninguém estava olhando e aquilo que você estava pesquisando pode ajudar aquele novo problema”

SOBRE A PALESTRANTE

Fernanda é graduada em Ciência Biológicas pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, mestre em Biologia Parasitária pelo Instituto Oswaldo Cruz e doutora em Biologia Parasitária pelo Instituto Oswaldo Cruz.

 Atualmente desenvolve projetos envolvendo indivíduos infectados pelo HIV-1, capazes de controlar a replicação viral na ausência da terapia antirretroviral e indivíduos HIV-1 positivos na fase aguda da infecção.

Possui experiência na área de Imunologia e biologia molecular com ênfase na resposta imune em HIV/Aids, com foco na resposta de células T, ativação imune celular e inflamação.

FORMAÇÂO

Os programas desenvolvidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia têm por finalidade qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Ex bolsista do Programa de Iniciação Científica PIC/ILMD/Fiocruz Amazônia, e agora mestranda pelo PPGBIO-Interação, Thaís Pinto, destacou a importância deste novo momento em sua carreira acadêmica e profissional. “Esse início trouxe um novo significado para minha nova vida profissional aqui na Instituição, pois ampliou muito mais a minha visão a respeito da ciência e da importância dela, no Brasil e no mundo. Espero que nossos projetos também sejam importantes e que possam contribuir para a saúde pública, além de auxiliar nos avanços tecnológicos à serviço da saúde, para o desenvolvimento de novos métodos de diagnósticos de doenças e tratamento, assim como servir de base para outros trabalhos”.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

SOBRE O PPGVIDA

O programa visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

A aula inaugural ocorreu no Salão Canoas, no ILMD/Fiocruz Amazônia. Durante a manhã, os alunos participaram de uma recepção realizada pela equipe do ensino, onde foram apresentados o regulamento do Ensino, regimento do PPGVIDA, manual do aluno e calendário acadêmico.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes/ ILMD/ Fiocruz Amazônia

Fiocruz articula novas estratégias para o enfrentamento do coronavírus

Após a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, a Presidência da Fiocruz realizou uma reunião extraordinária nesta quinta-feira (27/2). No encontro, foram discutidas estratégias adicionais nas áreas de diagnóstico laboratorial, desenvolvimento tecnológico, produção e cooperação internacional no enfrentamento do Covid-19.

“A Fiocruz reafirma o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de soluções e respostas rápidas para a população brasileira frente a essa emergência sanitária, a exemplo do que já fizemos em outros momentos críticos para a saúde pública, como no enfretamento de H1N1, zika, chikungunya, febre amarela e até mesmo casos suspeitos de ebola”, destacou a presidente Nísia Trindade Lima.

A iniciativa faz parte das frentes de atuação da Fiocruz, que, desde o início deste ano, vem se articulando internamente e junto ao Ministério da Saúde para contribuir na preparação do país não apenas para a entrada do vírus em território nacional, mas também para a possibilidade de dar respostas rápidas a uma epidemia em larga escala.

“Temos ampla capacidade de resposta na instituição e estamos trabalhando em diversas frentes, tanto na articulação de iniciativas já em curso, como a produção de kits diagnósticos e a capacitação de laboratórios públicos para o diagnóstico laboratorial, mas também em ações prospectivas voltadas para a pesquisa e produção de fármacos e vacinas”, explicou a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger.

Além de manter uma articulação permanente entre pesquisadores, gestores e técnicos da instituição, por meio da Sala de Situação em Saúde, criada em 24 de janeiro pela Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação, a Fiocruz participa do Centro de Operações de Emergências (COE), e foi convidada esta semana a integrar um comitê de especialistas, criado pelo Ministério da Saúde. A primeira reunião desse comitê acontecerá na próxima quinta-feira (5/3).

No âmbito interno, foi destacada a importância de permanente diálogo dos diretores e especialistas das unidades e escritórios regionais com os gestores municipais, garantindo a ampla mobilização da Fiocruz junto a todas as esferas do SUS no enfrentamento da emergência.

O campo da comunicação e da disseminação de informação de qualidade para a população também foi tema do encontro. Segundo a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Elisa Andries, o engajamento dos nossos especialistas no esclarecimento à população e, em especial, aos trabalhadores da saúde, é fundamental, mas deve ser feito de maneira responsável e sempre articulada com os profissionais de comunicação, seja da unidade ou da Presidência, para que, em tempos de fake news, a instituição possa contribuir com informações claras no entendimento dessa nova enfermidade.

Ao longo dos meses de janeiro e fevereiro, a Fiocruz conduziu uma série de iniciativas na área: capacitação de profissionais do Instituto Evandro Chagas, no Pará, e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para o diagnóstico laboratorial do novo vírus, bem como de representantes técnicos de nove países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai); participação de reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, que reuniu centenas de cientistas de todo mundo para discutir estratégias de enfrentamento e definir prioridades de uma agenda de pesquisa global; realização de uma oficina para jornalistas; e participação no diagnóstico de repatriados da China.

A Fiocruz tem uma experiência de quase 60 anos com vírus respiratórios e é designada pelo Ministério da Saúde como referência para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus, por meio do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e para o atendimento a pacientes, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Fonte: CCS/Fiocruz

Aula inaugural dos cursos PPGBIO-Interação e PPGVIDA será na segunda, 2/3

Na segunda-feira, 2/3, às 9h, inicia o ano letivo para os cursos de mestrado dos programas de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia). “Imunopatogênese da Infecção pelo HIV-1” será o tema da aula inaugural, a ser ministrada por Fernanda Heloise Côrtes, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

O evento é aberto ao público e reunirá alunos, professores e demais interessados no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus -AM.

O quê? Abertura do Ano Letivo na Fiocruz Amazônia com a palestra Imunopatogênese da Infecção pelo HIV-1

Quando?  2/3/2020, segunda-feira

Onde? Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus -AM.

Palestrante: Fernanda Heloise Côrtes, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento