Fiocruz Amazônia abre inscrições para mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre inscrições para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

O período de inscrições ocorre de 12 a 25 de março de 2019.  Serão oferecidas 17 vagas divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com onze vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com seis vagas.

Poderão participar do processo de seleção candidatos que até a data da matrícula, completarem curso de graduação de duração plena devidamente reconhecido pelo MEC. O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 5/8 deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet por meio da Plataforma Siga, que somente poderá ser acessada pelo navegador Internet Explorer. O candidato tem que preencher o formulário de inscrição nesta plataforma e anexar documentos de identificação com foto (carteira de identidade, carteira militar ou de conselho de classe), CPF, RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) ou passaporte para candidatos estrangeiros e pagar a taxa de R$ 100,00. A divulgação das inscrições homologadas será no dia 29 de março.

Para mais informações, consulte a chamada pública.

Vistoria da SUSAM na Fiocruz Amazônia marca continuidade do processo de inclusão da Unidade no CNES

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quarta-feira, 6/2, técnicos da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SUSAM), para vistoriar o Laboratório Multiusuário da Unidade, passo importante no processo de análise para o cadastramento da Fiocruz Amazônia, no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Após o cadastramento, a Unidade poderá prosseguir com o cadastro do ILMD no Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL). Segundo Giovana Pinheiro, da equipe do Núcleo Técnico de Suporte à Pesquisa (NUTP), da Vice Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI/ILMD Fiocruz Amazônia) a concretização do cadastramento da Unidade no CNES possui grande relevância para o reconhecimento da Instituição como referência na área da saúde, em âmbito nacional.

“Desde 2016 passamos por um processo de implementação da Qualidade no ILMD, onde verificou-se a falta de importantes informações e do cadastro do ILMD para que as pessoas possam acessar o CNES, e visualizar nossa Instituição, com o que trabalhamos, quais os profissionais na área de saúde que atuam na Unidade, assim como as pesquisas desenvolvidas aqui. Isso pode nos dar visibilidade como referência como estabelecimento de saúde, dentro das especificidades das nossas pesquisas”.

SOBRE O CNES

O CNES cadastra todos os estabelecimentos de saúde: públicos, conveniados e privados, seja pessoa física ou jurídica, que realizem qualquer tipo de serviço de Atenção à Saúde em território Nacional.

O cadastramento das Instituições proporciona ao gestor público ou privado, o conhecimento real de sua rede assistencial, bem como sua capacidade instalada, tornando-se uma ferramenta de apoio para a tomada de decisão e planejamento de ações baseada na visibilidade do mapeamento assistencial de saúde de seu território.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Giovana Pinheiro

Encontro reúne Fapeam e Fiocruz Amazônia

Construir e fortalecer redes de cooperação e parcerias são importantes para a pesquisa e formação de recursos humanos. Neste sentido, comitiva do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), formada pelo diretor Sérgio Luz, e vice-diretores Claudia Velásquez (de Ensino, Informação e Comunicação) e Felipe Naveca (de Pesquisa e Inovação), tem mantido agenda de visitas a órgãos estratégicos para a Fiocruz.

A visita desta sexta-feira, 1º de fevereiro, foi à nova diretora- presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales. “A Fapeam  tem papel estratégico para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social do Amazonas. Manter o canal de comunicação entre as duas instituições é fundamental”, ponderou Sérgio Luz.

Márcia Perales compartilha da mesma opinião e reconhece que a aproximação entre as instituições neste momento é importante para o conhecimento das demandas na área de CT&I e desenvolvimento de diretrizes prioritárias. “A presença da Fiocruz Amazônia aqui é um processo que a gente quer que aconteça permanentemente. Essa interlocução nos permite aprimorar uma série de programas e políticas da Fapeam”, observou a diretora.

Durante o encontro, a comitiva da Fiocruz Amazônia apresentou suas principais ações e programas, bem como seu Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI (2018-2021).

Para Sérgio Luz, as visitas aos novos gestores de órgãos do Governo do Estado têm sido muito produtivas e a recepção à Fiocruz Amazônia sinalizam a possibilidade de fortalecimento e ampliação de parcerias importantes. Nos próximos dias outros encontros com a mesma finalidade devem ocorrer.

ILMD/Fiocruz Amazonia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

PPGBIO-INTERAÇÃO convoca para matrícula institucional          

Candidatos aprovados no processo seletivo, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico  do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da lnteração Patógeno Hospedeiro – (PPGBIO-INTERAÇÃO) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) devem realizar a matrícula institucional entre os dias 11 e 15 de feveireiro.

Os convocados devem comparecer munidos dos documentos necessários, conforme descritos na Chamada Pública de Seleçâo – n N.001/2019, de 8h às 12h e de 13h às 16h, na Secretaria Acadêmica (SECA), da Fiocruz Amazônia, situada à Rua Teresina, 476 – bairro Adrianópolis, Manaus – AM.

As aulas terão início no dia 11 de março de 2018, às 8h, no Salão Canoas da Instituição

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Para mais informações, consulte a chamada pública por meio da Plataforma Siga. Para esclarecimento de dúvidas, o candidato poderá ligar (092) 3621-2302 ou encaminhar e-mail para seca.ilmd@fiocruz.br

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Comitiva da Fiocruz Amazônia visita novos gestores de órgãos do Governo do Amazonas

Com intuito de fortalecer parcerias já existentes e prospectar futuras ações no Amazonas, a direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) visitou hoje, 31/1, o novo secretário da pasta de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório de Albuquerque Veiga Filho.

A comitiva da Fiocruz Amazônia, formada pelo diretor Sérgio Luz, e vice-diretores Claudia Velásquez (de Ensino, Informação e Comunicação) e Felipe Naveca (de Pesquisa e Inovação) fez breve explanação para o secretário sobre a missão e ações da Fiocruz na Amazônia.

“As visitas aos órgãos governamentais são importantes para se renovar os votos de apoio e de confiança aos novos gestores, especialmente os que estão diretamente envolvidos com a nossa missão e com o nosso trabalho e, de certa forma, abrir um canal de comunicação e mostrar as iniciativas da Fiocruz Amazônia, o planejamento e demais assuntos de interesse comum na área de CT&I”, explicou Sérgio Luz.

Na oportunidade Jório Veiga Filho também falou sobre o trabalho que pretende desenvolver na Seplancti, órgão da administração direta do Estado, que abriga a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação. Sobre as ações em sua gestão e expectativas ele disse que “primeiro, vamos trabalhar no desenvolvimento sustentável, atraindo novos investimentos para o Estado, especialmente investimentos que possam promover o desenvolvimento do interior, sem descuidar da Zona Franca, que será trabalhada junto com as próprias indústrias e com outros setores do Governo,  para que seja fortalecida e modernizada, para atender às novas demandas que vêm pela frente”, ponderou.

As visitas aos gestores de órgãos do Estado serão continuadas no decorrer dos próximos dias, sempre com o intuito de fortalecer e ampliar parcerias institucionais.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

PPGVIDA e PPGBIO-Interação divulgam resultado de seleção para aluno especial

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta sexta-feira, 25/01, lista de aprovados para cursar disciplinas como aluno especial dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), e em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), para o 1º semestre de 2019.

O resultado pode ser conferido por meio da plataforma SIGA, tanto para o PPGVIDA quanto para o PPGBIO-Interação. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

SOBRE O PPGVIDA

O programa disponibilizou 25 vagas para alunos especiais, divididas nas seguintes disciplinas: Microbiologia em saúde pública, Epidemiologia molecular em saúde pública, e APS e redes de saúde em cenários amazônicos. confira o resultado em: http://www.siga.fiocruz.br/arquivos/ss/documentos/editais/120_PPGVIDARESULTADO2019.1.pdf

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O PPGBIO-Interação ofereceu 14 vagas, distribuidas nas disciplinas: The art of reading a paper, Introdução à análise proteômica, e Interação da relação patógeno hospedeiro II. confira o edital em: http://www.siga.fiocruz.br/arquivos/ss/documentos/editais/127_RESULTADO%20ALUNO%20ESPECIAL%20PPGBIO%202019%20-%201.pdf

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

LMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Micologia e diversidade dos fungos serão temas de congresso em Manaus

Estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores, e demais profissionais da área de saúde podem se preparar para importante evento que este ano será realizado em Manaus. Trata-se do IX Congresso Brasileiro de Micologia, que acontece no período de 24 a 27 de junho, no Centro de Convenções do Amazonas – Vasco Vasques, no bairro de Flores, zona centro-oeste da cidade.

O Congresso é promovido pela Sociedade Brasileira de Micologia, e é um importante evento científico que reúne programação extensa para abordar micologia e a diversidade dos fungos e dos ecossistemas amazônicos. abrangendo oito eixos temático

São parceiros da Sociedade Brasileira de Micologia neste evento, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade do Estado do Amazonas (UEA),  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Embrapa-Amazônia Ocidental, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Comissão organizadora do evento tem como presidente, Maria Aparecida de Jesus (Inpa), 1ª vice-presidente, Ani Beatriz Matsuura (ILMD/Fiocruz Amazônia), e 2 ª vice-presidente, Jânia Lilia Bentes (Ufam).

SUBMISSÃO DE TRABALHOS

A submissão de trabalhos será online, e os resumos devem ser enviados até o dia 25 de março, nas seguintes áreas temáticas: Micologia ambiental e aplicada; Micologia Biológica; Micologia Industrial; e Micologia Médica. Os resumos aceitos serão divulgados no dia 30 de abril.

Saiba mais sobre o formato dos resumos e elaboração de pôsteres aqui

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Palestras, minicursos, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e incursões a campo estão programadas para o evento. A conferência de abertura Severe fungal infection: this is often not a pathogen, será ministrada por Sybren de Hoog, do Westerdijk Fungal Biodiversity Institute, da Holanda.

Confira a programação completa.

Acesse o site do evento para mais informações sobre IX Congresso Brasileiro de Micologia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia Revista aborda desafios e perspectivas inovadoras para o fortalecimento da pós-graduação

Na 3ª Edição da Fiocruz Amazônia Revista, Vice Diretoria de Ensino da Fiocruz Amazônia destaca como pesquisadores e docentes estão trabalhando para contribuir com a formação de recursos humanos de qualidade na Amazônia.

CONFIRA A REPORTAGEM: 

O fortalecimento dos programas de pós-graduação, a internacionalização e a integração intra e interinstitucional são pontos chaves para o trabalho por área de Ensino do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) ao longo de 2018. Em relação ao primeiro ponto, a vice-diretora da área, Claudia María Ríos Velásquez, destaca que houve um grande avanço desde 2015, no Ensino do ILMD/ Fiocruz Amazônia, com a abertura de dois Programas de Pós-graduação Stricto Sensu: um na área de Saúde Coletiva, o PPG em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), e o segundo na área de Ciências Biológicas III, denominado PPG em Biologia da Interação Patógeno – Hospedeiro (PPGBIO-Interação), ambos no nível de mestrado. O mestrado PPGVIDA já formou a primeira turma com 23 mestres e está com a terceira turma em andamento.

“O grande diferencial da Pós-Graduação da instituição é a garra com que os pesquisadores e docentes estão trabalhando para contribuir com a formação de recursos humanos de qualidade na Amazônia”, frisou a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia. Há também o Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), realizado em rede entre Ministério da Saúde, Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e ILMD/Fiocruz Amazônia, que tem por finalidade formar profissionais de saúde que atuam na Saúde da Família/Atenção Básica.

Além disso, o ProfSaúde pretende fomentar a produção de novos conhecimentos e inovações na área da atenção básica no País, respeitando a diversidade regional e integrando instituições acadêmicas e gestores da saúde pública. Segundo Claudia Velásquez, há a expectativa de implementar o doutorado nessa área. Seguindo as diretrizes institucionais quanto à internacionalização das ações em Educação e visando a inserção estratégica do ILMD/Fiocruz Amazônia como instituição de pesquisa em saúde na Pan-Amazônia, duas ações do Ensino revelam esforços da instituição neste sentido.

A primeira está relacionada à parceria do ILMD/Fiocruz Amazônia com Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Ministério da Saúde (MS) e IFAM Tabatinga para realização do curso de especialização Lato Sensu em Vigilância em Saúde em Rede de Atenção Primária em Saúde na Tríplice Fronteira do Alto Solimões.

A ampliação do foco de seleção aos profissionais e serviços de saúde de países vizinhos se justifica pelo entendimento de que o controle de endemias na região só se efetivará na plenitude ao se levarem em conta as características do território vivo em que se inscreve a dinâmica de movimentação da população que ali habita, e ao incluir tais características no planejamento e operacionalização de ações de controle das endemias que se entrecruzam e se interligam nos espaços transfronteiriços.

“Nosso pesquisador Antônio Levino, já falecido, estava estudando sistema de saúde na tríplice fronteira e a partir disso foi realizado o levantamento da ocorrência do fluxo permanente. As pessoas de diferentes países usam sistema de saúde dos outros países, mas esses dados não são notificados. As pessoas têm dengue no Peru, mas vêm se consultar no Brasil, ficando o registro no país onde foram atendidos e não no país de origem. Essa fronteira é um conglomerado de pessoas e cidadezinhas muito próximas onde está circulando tudo, mas não há sistema compartilhado de informações em saúde”, pontuou Claudia

A segunda iniciativa do ILMD/ Fiocruz Amazônia na direção da internacionalização da pós-graduação foi a realização do Seminário Internacional de Doenças Infecciosas Negligenciadas da Amazônia no âmbito do PPGBIO – Interação, que, sob a coordenação do mesmas áreas de pesquisa, promovendo a internacionalização dos cursos de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Essa integração se deu por meio de discussões em torno de doenças que têm impacto na saúde da Pan – Amazônia. “A política de internacionalização é muito importante. A segunda versão desse seminário será realizada no segundo semestre e já estamos planejando expandir as fronteiras para outros países”, pontuou Claudia Velásquez.

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Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Eduardo Gomes

Presidente da SBPC concede entrevista à Fiocruz Amazônia

Em entrevista à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu Moreira de Castro, presidente da SBPC, falou sobre a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. O gestor falou ainda sobre o papel da ciência, sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no Brasil.

CONFIRA A ENTREVISTA:

Professor e pesquisador do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ildeu Moreira de Castro assumiu em julho de 2017 mais um desafio importante em sua extensa carreira: comandar a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A entidade foi criada em 1948 e se dedica ao avanço científico, tecnológico, do desenvolvimento educacional e cultural do País, agregando 127 sociedades científicas associadas de todas as áreas do conhecimento. Em entrevista exclusiva à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu falou sobre a trajetória de sete décadas da SBPC e os principais desafios que a comunidade científica enfrenta.

Nesse sentido, ele manifestou preocupação com a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. “O corte atinge a sociedade em vários aspectos. Primeiro, porque hoje a ciência e tecnologia é cada vez mais um elemento fundamental para as nações”, pontuou.

O gestor falou também sobre os seminários temáticos promovidos por todo o País com assuntos voltados para o desenvolvimento social, educacional e científico. Tratou ainda do papel da ciência sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no País.

Fiocruz Amazônia Revista – A SBPC completou 70 anos, em 2018. Foram muitos desafios, dificuldades e também conquistas e vitórias em prol da ciência e da sociedade. Como o senhor avalia a atuação da instituição para o avanço das discussões e políticas científicas no País e, sobretudo, quais as perspectivas para o futuro considerando a crise política e institucional que enfrentamos?

Ildeu Castro – Em primeiro lugar, a SBPC tem sete décadas de atuação muito intensa na ciência, na educação e na democracia do País e essa história, de certa maneira, é paralela ao crescimento da ciência brasileira nas últimas décadas. A entidade, desde seu início, batalhou muito pela criação das instituições de pesquisa e das agências de fomento e ainda na sua criação ela estava batalhando pela continuidade das pesquisas de São Paulo.

Ela já nasceu sob esse simbolismo pela ciência brasileira. Logo no início participou da luta pela criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de Anísio Teixeira, grande criador da Capes que foi presidente da SBPC.

Atualmente, estamos vivendo um momento de resistência, de desmonte, portanto muito difícil do ponto de vista de uma política que não valoriza a ciência e tecnologia e tem reduzido muito os recursos para o investimento, atingindo profundamente agências fundamentais como o CNPq, a Capes, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), as agências de inovação. Por isso temos feito inúmeras manifestações junto ao governo, junto ao Congresso Nacional, fizemos abaixo assinado, Marcha pela Ciência, para colocar isso para a população. Fomos ao Congresso Nacional várias vezes.

Nesses últimos anos, passamos a ter atuação ativa no Legislativo, acompanhamos projetos de lei. A entidade tem se posicionado em várias situações junto ao Legislativo. O segundo ponto é essa questão dos recursos que foram diminuídos drasticamente, temos discutido com os presidenciáveis, alguns deles já se comprometeram com esses pontos e estamos insistindo com outros, inclusive deputados e senadores para que haja uma reversão de redução drástica para ciência e tecnologia.

Vínhamos numa ascensão de 2013, depois começou cair de uma maneira muito abrupta. De fundo temos uma bandeira da SBPC de mais de 20 anos que é 2% no mínimo do PIB para Pesquisa & Desenvolvimento. Na Europa já está chegando em 3% em média, a Coréia está nos 4%, China nos 3%, Estados Unidos e Alemanha também. E no Brasil está patinando no 1% há muitos anos então a gente está insistindo que essa é uma meta importante para os próximos governos e isso significa envolver muito mais a iniciativa privada em recurso para P&D, como acontece em outros países do mundo.

No Brasil, não, pois é o recurso público que arca fundamentalmente com boa parte dos gastos com ciência, inovação pesquisa e desenvolvimento. Esse é um desafio. O terceiro é a questão da burocracia, vivemos num país com burocracia excessiva, regras demais, os gestores, pesquisadores são considerados culpados, a priori, parece que você é culpado, então você tem que provar que não é. Enquanto que no mundo inteiro, como exemplo a Coréia e China, que estão crescendo rapidamente isso não acontece. Também outros países, como Alemanha, França, EUA, Inglaterra, que tem uma condição mais livre de ciência, de troca, de compra de equipamentos, muito menos restrições o comportamento em relação aos pesquisadores é diferente do Brasil.

A falta de ambiente para desenvolver empresas inovadoras no país é um problema e a burocracia é evidentemente um entrave muito grande, a educação básica de qualidade, formação de técnicos, pessoal qualificado é outro problema, já mencionei inclusive, então, esses são desafios. Talvez um desafio maior é a falta no país de um projeto que faça com que a comunidade científica trabalhe em um nicho, claro que a ciência é importante, que ela tem liberdade e pesquisa em várias áreas, mas compete ao estado definir linhas mobilizadoras prioritárias para alocar recursos de ciência e tecnologia.

Todos os países do mundo fazem isso, colocam prioridades, fazem planos. EUA, China fazem planos décadas a frente. Poderia te elencar meia dúzia de desafios pela frente. Um deles é melhorar a educação pública do Brasil, a educação básica e em particular a educação científica. Tem uma proposta sendo discutida no CNE (Conselho Nacional de Educação) de Base Comum Curricular que é muito deficiente do ponto de vista da ciência.

Então nós estamos lá, discutindo, criticando, brigando para que jovens tenham acesso a ciência de uma maneira interessante, temos que melhorar muito a educação que está muito ruim em relação ao ensino médio, na educação científica que não pode fazer de uma maneira apressada que joga fora a criança do colo da mãe, é o desenho que está colocado lá, então esse é um desafio muito grande: melhorar a educação básica brasileira, isso é importante para a ciência para a tecnologia e para o país como um todo.

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Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Divulgação.

Pesquisa de novas substâncias para tratamento da malária

O número de mortes por causa da malária é impressionante: 500 mil por ano. A doença chega a 200 milhões de casos anuais em todo mundo, sendo uma das principais formas de morbidade e mortalidade nas áreas tropicais e subtropicais. Um agravante é a inexistência de uma vacina e os remédios e os tratamentos a base de remédios são a principal medida de tratamento da doença. Por outro lado, há o surgimento e a expansão da resistência do parasito aos antimaláricos (remédios que combatem a malária) utilizados, e, assim, é necessário desenvolver novos tratamentos.

O agricultor Lazaro Souza, 65 anos, é um exemplo de vítima dessa doença. Já pegou pelo menos três vezes a malária, provavelmente em seu sítio, localizado na comunidade do Puru Puru, no município de Careiro da Várzea, a 88 quilômetros de ManausAM. Os sintomas de tremor e febre com calafrios já são velhos conhecidos dele. “Começa com uma indisposição e vai avançando para calafrios e febre, me deixando de cama”, disse.

O tratamento utilizado por ele foi o convencional à base dos medicamentos já conhecidos e indicados pelos médicos para a malária. A descoberta e o desenvolvimento de novos fármacos no contexto das doenças infecciosas são desafiadores e muitas vezes estão associados às inovações científicas e tecnológicas.

Nesse contexto, no Instituto Leônidas & Maria Deane/Fiocruz Amazônia, é realizado um estudo comandado pela doutora em Genética e Biologia Molecular Stefanie Lopes, que coordena investigações de substâncias capazes de inibir o ciclo de desenvolvimento do parasito que transmite a Malária do tipo causado por Plasmodium vivax e orienta alunos de graduação na iniciação cientifica.

A pesquisa de iniciação científica denominada ‘Avaliação da atividade antimalárica de compostos inibidores de quinases identificados por triagem virtual sobre estágios assexuados de Plasmodium vivax é desenvolvida pela graduanda de Farmácia do Centro Universitário do Norte (Uninorte), Macejane Souza, que é bolsista da Fiocruz Amazônia por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O trabalho, por seu caráter inovador, recebeu a 3ª colocação na categoria Jovem Pesquisador – Graduação do 54º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), que aconteceu em Recife, no mês de setembro de 2018. Além disso, também foi premiado na Reunião Anual de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia como “Projeto Inovador”.

 “Acredito que ideias e projetos inovadores devem ser estimulados desde a Iniciação Científica, pois a formação de pessoas com capacidade de inovar em Ciência e Tecnologia permite vislumbrar um futuro com pesquisadores que apresentem melhor capacidade de empreender e gerar resultados capazes de impactar de maneira mais célere e visível a sociedade”, frisou Stefanie.

Segundo Macejane, no Brasil, o Plasmodium vivax é a espécie responsável por aproximadamente 85% dos casos e relatos de complicações clínicas associadas a esta espécie vêm sendo observados. “Na ausência de uma vacina efetiva, o tratamento imediato constitui a principal medida de combate à doença. Entretanto, com a recorrente evolução de resistência do parasito aos antimaláricos empregados, torna-se evidente a necessidade de desenvolver novos tratamentos”, explicou ela.

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Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Eduardo Gomes