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Fiocruz prorroga inscrições de Curso de Formação voltado a profissionais da saúde, educação, proteção social, jovens e lideranças indígenas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou 25/02/2021 as inscrições para o Curso “Bem-Viver: Saúde Mental Indígena”, voltado para formação de profissionais que estão diretamente envolvidos na assistência das populações indígenas da Amazônia brasileira. 

A ação faz parte do projeto “Juntos contra a COVID-19 e na proteção de crianças e adolescentes indígenas na Amazônia Brasileira”, do qual participam, além da Fiocruz, o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). 

Indígenas, profissionais ligados à saúde, à educação, sistemas de proteção social (conselheiros tutelares, professores) e à assistência social são o público-alvo da formação. A ideia é construir uma rede de apoio psicossocial que se estenderá pelos estados do Amazonas, Acre, Pará, Roraima e Amapá, e por oito áreas de abrangência: Alto Rio Negro (AM), Alto Solimões (AM), Alto Purus (AC-AM); Yanomami (RR), Leste de Roraima (RR), Guamá-Tocantins (PA) e Amapá e Norte do Pará (AP-PA).

Para inscrições, acesse: http://bit.ly/cursobemviver ou site da Fiocruz https://cursos.campusvirtual.fiocruz.br/

O Curso de formação é completamente virtual e tem seis módulos que abrangem aspectos relacionados à saúde mental e fatores psicossociais que já eram enfrentados pelas populações, mas que se intensificaram no período da COVID-19. São eles: autoatenção e estratégias comunitárias; cuidados com crianças, jovens e idosos; violência; uso abusivo de álcool e outras drogas; e suicídio.

Encontro da Pós-graduação da Fiocruz Amazônia discute sobre saúde mental na pandemia

“Panoramas da saúde mental na COVID-19” foi o tema da Roda de Conversa promovida na manhã desta terça-feira,24/11, pela organização do II Encontro da Pós-graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Participaram da atividade os pesquisadores: Denise Machado Duran Gutierrez (UFAM), Alessandra Pereira (SEMSA), Glenda Patrícia da Silva Vieira (Cruz Vermelha) e André Faro Santos (UFS).

Denise Gutierrez iniciou a discussão, destacando algumas orientações e sugestões da Organização Mundial da Saúde apresenta para enfrentar consequências psicológicas e mentais do novo coronavírus. Conforme destacou a pesquisadora, a doença está gerando estresse na população afetada pelo risco de contaminação, incerteza, isolamento social e desemprego, entre outros motivos.

“É claro que a gente já tem visto nesse momento, nesses últimos meses em que a gente enfrenta a pandemia, uma enxurrada de materiais que tem sido produzido, muita pesquisa, algumas ainda em andamento, outras com resultados parciais. Optei por apresentar e discutir algumas ideias e sugestões que foram divulgadas pela organização mundial da saúde, no início da pandemia, quando foi sinalizada a existência de uma infecção viral de envergadura mundial”, explicou Denise.

Acompanhe o evento AQUI .

Entre as orientações, a pesquisadora destacou sugestões voltadas à população geral, as agentes de Saúde, líderes de equipe e supervisores em postos de saúde, Cuidadores de crianças, idosos, cuidadores e pessoas com problemas de saúde, além de pessoas em isolamento social.

Um dos destaques da apresentação, voltou-se para a necessidade de mais empatia com todos os afetados em qualquer país. “O novo coronavírus deve afetar pessoas em muitos países e regiões. Não existe nenhuma relação da doença com uma etnia ou nacionalidade. Demonstre empatia com todos os afetados em qualquer país. As pessoas infectadas não fizeram nada errado e merecem nosso apoio, compaixão e gentileza”, enfatizou.

Alessandra Pereira, conselheira do Conselho Regional de Psicologia, abordou algumas inciativas realizadas, durante a pandemia, para atender a sociedade, entre elas: Capacitação para atuar no atendimento online; Acolhimento psicológico online; Suporte aos profissionais psicólogos da SUSAM e do interior do Estado, além da promoção de um grupo de acolhimento ao luto.

Glenda Vieira, mestranda em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, atualmente voluntária da Cruz Vermelha (AM), abordou ações realizadas durante a pandemia, entre elas sessões de escuta e terapia, estratégias criadas para atuar nesse cenário de pandemia. André Faro apresentou pesquisas sobre Saúde mental da população no Brasil, além de dados observados especificamente sobre ansiedade, depressão, suicídio e alguns comportamentos protetivos. Além disso o pesquisador falou sobre a pandemia como uma crise em saúde mental.

SOBRE O ENCONTRO

Este ano, o tema central será a pandemia por COVID-19 no Brasil e suas diferentes interfaces segundo a perspectiva da pesquisa, ciência, inovação e âmbito assistencial. Serão quatro dias de evento totalmente online, contando com sessões de palestras, mesas-redondas, práticas integrativas, atividades culturais e exposição dos alunos egressos através de vídeos.

Além disso, frente a essa situação que a pandemia por COVID-19 impactou em diferentes segmentos, a organização selecionou temas para as sessões coordenadas e mesas-redondas, essenciais para o público em geral conhecer um pouco mais e ao mesmo tempo, interagir com especialistas da área.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Reprodução

 

No Dia Mundial da Saúde Mental, Fiocruz Amazônia realiza roda de conversa sobre luta antimanicomial no Amazonas

Em referência ao Dia Mundial da Saúde Mental, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu na ultima quinta-feira, 10/10, uma roda de conversa para falar sobre portadores de transtornos psíquicos e enfrentamentos pela luta antimanicomial no Amazonas. A atividade fez parte da disciplina “Saúde Coletiva”, coordenada pelos pesquisadores Marcílio Medeiros e Fernando Herkrath, no âmbito do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Segundo Marcílio Medeiros, a ideia foi promover uma maior aproximação com a atual situação com que a saúde mental é tratada no Estado do Amazonas. “Trouxemos para conversar com nossos alunos, um usuário desse sistema, que se transformou em um ícone da saúde mental no Brasil, que participa da associação Brasileira de Saúde Mental, e possui uma visão muito apurada desse atual cenário”, explicou.

A roda de conversa contou com a participação de José Setemberg Rabelo, representante da Comissão de Usuários e Profissionais da Saúde Mental do Amazonas. Na oportunidade, Rabelo destacou que sua militância pela reforma psiquiátrica foi motivada pelo horror vivido durante as internações no hospital psiquiátrico. “Eu achava que estava preso em uma penitenciária. Demorei a me dar conta de que era um hospício, me perguntava por que fui parar ali”.

Depois da passagem pelo hospital, foi a vez do preconceito. “Você é chamado de louco. As pessoas começam a te olhar com medo, no supermercado, na fila do pão”. Rabelo buscou o apoio do Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), organização não governamental que dá suporte à reforma psiquiátrica no estado, e passou a contar sua experiência em eventos sobre saúde mental pelo Brasil e até no exterior.

Usuário de um dos centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Manaus, o ex-interno quer usar a experiência dos anos vividos atrás das grades do hospício para não repetir erros e garantir a implementação dos serviços de saúde mental de base comunitária no município de Manacapuru.“Pensamos não só em construir Caps, nosso compromisso é implantar uma rede de cuidados. O desafio vai ser mostrar que a loucura está dentro do contexto da sociedade, que ela não pega. Se a comunidade compreender isso, as pessoas com transtornos mentais sofrerão menos”, avalia.

Para a especialista em saúde mental, Glenda Vieira, aluna do PPGVIDA, a atividade foi extremamente positiva e auxiliou ao alunos a entenderem como a política de saúde mental está sendo implementada no Estado. “Falar sobre saúde mental é falar sobre representatividade. Durante a roda de conversa, tivemos uma prova prática em relação a isso, onde nossos professores trouxeram para a sala de aula uma voz que possui voz representativa na área da saúde mental. Trazer este tipo de debate para dentro de um programa que trabalha a interação multiprofissional é muito relevante”, destacou.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

Evento na Fiocruz Amazônia aborda saúde mental no trabalho

Em referência ao mês do trabalhador, o Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz no Amazonas (Asfoc-AM) promoveu na última sexta-feira, 11/5, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) a roda de conversa “Hora de ir ao trabalho, o que você sente nesse momento?”, ministrada pelas pesquisadoras e psicólogas, Rosângela Dutra de Moraes, e Socorro de Moraes Nina. O debate foi mediado pela pesquisadora, Amandia Braga Souza, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado às Populações em Situação de Vulnerabilidade (SAGESC/ILMD Fiocruz Amazônia).

O evento abordou as relações profissionais, situações de estresse, assédio moral, normas regulatórias, jornada de trabalho, além de trazer à tona fatores que afetam direta ou indiretamente a saúde mental do trabalhador. A atividade visou aproximar os profissionais e oportunizar um debate mais amplo sobre o tema “Saúde mental do trabalhador”.

Para a psicóloga Socorro Nina, reconhecimento é a palavra chave para estabelecer vínculos de afetividade e possibilidade de um lugar melhor para trabalhar. “A saúde mental relacionada ao trabalho vem sendo discutida no âmbito nacional, como uma possibilidade, de através da fala suscitarmos movimentos de saúde. Nós trabalhadores vivemos para o trabalho, mas viver para o trabalho é também viver para si, e reconhecer em si a possibilidade de viver melhor nesse lugar”, destacou.

Rosângela Dutra, destacou que a atividade sinaliza o interesse da Instituição na promoção da saúde, e pontuou que ações como esta devem se tornar uma política Institucional de promoção a saúde. “Achei o evento muito oportuno por termos a presença do sindicato, do diretor e principalmente pelo fato das pessoas terem abordado o tema de maneira confiante, falando sobre aspectos pessoais, que nos fizeram perceber um clima de confiança, além do desejo sincero de fazer alguma coisa diferente do convencional para promover a saúde.

DIA DAS MÃES

Na oportunidade, a Asfoc-AM realizou ainda uma homenagem em referência ao Dia das Mães. A atração cultural ficou por conta do show da cantora Monalisa Roberta.

O servidores, bolsistas e colaboradores do IMD/Fiocruz Amazônia puderam saborear ainda um Rodízio de pizza, além de um prato especial, feito pelo pesquisador Pritesh Lalwani, uma das receitas premiadas durante o Superchef ILMD, promovido pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST/ Fiocruz Amazônia).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Marlúcia Seixas