COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Calendário da eleição ao cargo de diretor(a) do ILMD/Fiocruz Amazônia sofre alteração

A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições, procedeu a alteração do Calendário Eleitoral para o quadriênio 2025-2029. De acordo com a Comissão Eleitoral, a alteração foi necessária em vitude de um incidente de segurança da informação que levou à restrição de acesso externo ao site do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A Comissão Eleitoral reforça que esta ação é necessária para tornar o processo transparente e igualitário. Informamos que a restrição de acesso ao site permanece até que todas as providências necessárias sejam tomadas para o seu restabelecimento. Visando oportunizar o acesso às informações inerentes ao processo eleitoral, foram disponibilizados os documentos na ferramenta digital  Linktree (https://linktr.ee/ilmdfiocruzamazonia), nas redes sociais do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Informamos que o acesso externo ao site do ILMD/Fiocruz Amazônia encontra-se restrito desde 11h08 da quinta-feira, 27/03. A Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGDI), por meio do Serviço de Gestão da Tecnologia da Informação (SeGTI), do ILMD/Fiocruz Amazônia, informa que está atuando junto à Coordenação Geral de Gestão de Tecnologia da Informação (COGETIC), da Fiocruz, para correção das falhas. Tão logo tenhamos mais informações, elas serão comunicadas.

O calendário do processo eleitoral ajustado pela Comissão Eleitoral do ILMD/Fiocruz Amazônia visa uma melhor adequação aos prazos internos de tramitação e análise documental. Confira os ajustes:

Quaisquer dúvidas referentes ao processo eleitoral podem ser encaminhadas ao e-mail comissaoeleitoral.ilmd@fiocruz.br.

Tese de Doutorado do Daspam inova na abordagem das políticas públicas de saúde indígena e identifica fatores que impactam na gestão e assistência aos povos indígenas

Um trabalho de conclusão do curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido em consórcio pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), conseguiu inovar na abordagem das políticas públicas de saúde indígena, identificando fatores que contribuem para a ineficiência do acesso aos serviços por essas populações, no Brasil, a partir do mapeamento etnográfico das instituições públicas responsáveis pela implementação da política de assistência aos povos indígenas. Com o tema “Análise da implementação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) no Brasil”, a tese da cientista social Roberta Aguiar Cerri, aprovada no último mês de fevereiro, foi avaliada por uma banca formada por expoentes das áreas de metodologias de pesquisa, administração pública e antropologia no País, resultando na produção de quatro artigos, dois dos quais já publicados e outros dois em fase de publicação.

A defesa da tese foi a terceira aprovada pelo DASPAM, desde sua criação em 2020. Tendo como orientadora a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Garnelo, a pesquisa, segundo Cerri, examina como esta política é efetivamente produzida e transformada no cotidiano institucional. “A inovação principal do trabalho está na abordagem etnográfica aplicada ao contexto institucional da saúde indígena, que permite compreender os mecanismos concretos e práticas cotidianas através dos quais a política é interpretada e implementada em diferentes níveis organizacionais, buscando entender a política na prática, para além das cartas de intenções governamentais ou extragovernamentais ou das ações isoladas”, explica.

Para conseguir o objetivo, Roberta relata que “etnografou” o cotidiano das práticas profissionais dentro de um DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) na Amazônia, trilhando os caminhos das tecnologias (metodologias, protocolos, sistemas de informação etc) e das relações sociais estabelecidas dentro do contexto organizacional. “A pesquisa buscou inovar no sentido de evitar estudos tradicionais que visam a avaliação dos resultados de indicadores ou que se concentram apenas na percepção da participação social, por focar nos processos gerenciais e práticas institucionais que condicionam a implementação da política, ou seja, revelando como as lógicas administrativas e a cultura da performatividade (busca por melhores desempenhos quantitativos condicionados por indicadores estabelecidos a nível central) acabam por distanciar a execução da política de sua agenda ideológica original”, pontua.

Segundo ela, o trabalho pode contribuir com a implementação das políticas públicas de saúde indígena de várias maneiras. Uma delas, ao identificar que 86,7% das normativas institucionais privilegiam orientações administrativas em detrimento de diretrizes assistenciais. “Isso significa dizer que a pesquisa aponta para a necessidade de reequilibrar o foco normativo em favor de orientações que efetivamente melhorem a assistência, além de oferecer um diagnóstico preciso dos fatores que comprometem a implementação de um modelo verdadeiramente diferenciado de atenção à saúde indígena”, afirma Roberta, que possui mestrado em Antropologia pela Universidade de Brasília.

Atuando como analista técnica de Políticas Sociais, Roberta assegura que outra contribuição do estudo é demonstrar como os sistemas de informação foram reduzidos a instrumentos de prestação de contas em vez de ferramentas de suporte à tomada de decisão local. “A pesquisa sugere caminhos para reorientar o uso destas tecnologias e a necessidade de criação de novas”, comenta, acrescentando que a pesquisa ajudou também a identificar que iniciativas potencialmente transformadoras são frequentemente marginalizadas. “A tese aponta para a necessidade de criar mecanismos institucionais que valorizem inovações locais, considerando os desafios, estratégias inovadoras e até mesmo as adaptações que os profissionais de assistência, que estão na linha de frente, implementam no dia a dia, a despeito das expectativas institucionais”, salienta, assegurando ser essa a verdadeira implementação que deve ser olhada pelos gestores.

Para Roberta, a tese contribui ainda “ao propor o desenvolvimento de um sistema mais orgânico que priorize tecnologias em saúde pública sobre as lógicas administrativas, oferecendo reflexões e evidenciais que contribuem para reorganização positiva do modelo atual”. A médica e antropóloga Luiza Garnelo concorda que o estudo permite compreender que “as limitações enxergadas na hora da execução do serviço, têm raízes profundas tanto nas gerências intermediárias como no próprio modelo de contratação de serviços para prestação da atenção à saúde da população indígena como atividade de convênio, de compra de serviço com entidades terceirizadas”, afirma.

Garnelo considera a tese bastante inovadora em termos de abordagem e de significância para o campo das políticas públicas porque tomou como base o trabalho de teóricos que analisam políticas públicas de forma mais densa. “O fato de ser inovadora é porque buscou superar as análises meramente narrativas, uma avaliação do tipo normativa em que você lista o que deveria ser e o que está sendo feito. Essas são avaliações convencionais. Uma das grandes diferenças com o recorte teórico e essa forma de fazer pesquisa adotado por Roberta foi estender a análise aos governos central, gestores intermediários que administram o sistema de saúde no plano local e na execução realizada pelos profissionais da ponta”, admite.

A pesquisadora destaca que a abordagem do tema chamou a atenção dos profissionais que atuaram na banca examinadora de tese que aprovou a defesa do trabalho. “A banca foi muito eclética e ampliada, com a participação da professora Cecília Minayo, expoente dentro da pesquisa qualitativa; o professor Gersem Baniwa, antropólogo, escritor e líder indígena; o professor em Antropologia Antonio Carlos Souza Lima, do Museu Nacional, expert em políticas públicas e em especial políticas indigenistas; a professora em Ciência Política Gabriela Lotta, que trabalha com a etnografia das instituições, e como membro interno do programa, a professora de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Samia Feitosa Miguez”.

Para Roberta Cerri, a defesa da tese foi uma experiência extremamente gratificante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Este reconhecimento representou uma validação significativa do trabalho desenvolvido durante todos esses anos, especialmente considerando minha trajetória tanto acadêmica quanto a minha trajetória profissional no Ministério da Saúde”, afirma, acrescentando que o reconhecimento acadêmico deste trabalho etnográfico em contextos institucionais fortalece a relevância desta abordagem metodológica para análise de políticas públicas, abrindo caminho para futuras investigações que possam continuar aprofundando a compreensão sobre como políticas são efetivamente implementadas.

SOBRE O DASPAM

O Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) é oferecido em associação pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O curso tem como objetivos capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; e contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Expedição do Projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais visita embarcações que atendem a zona ribeirinha de Manaus

O Projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais, desenvolvido pelos parceiros Projeto Saúde e Alegria, Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Ministério da Saúde, deu início às expedições de avaliação das condições de funcionamento das UBS fluviais que atendem as comunidades rurais ribeirinhas na Amazônia. O trabalho de campo nesta primeira fase iniciou no último dia 17/03, contando com nove equipes cobrindo Expedições Marajó, Belém, Rio Tocantins, Pará-Amapá, Médio e Alto Solimões e Rio Negro. A equipe responsável pela calha do Rio Negro realizou o trabalho nos dias 17 e 18/03, em Manaus, com visitas às Unidades Básicas de Saúde Fluviais Antonio Levino e Ney Larcerda, mantidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). A atividade, coordenada pelo cirurgião dentista Claudivan Mello, incluiu aplicação de questionários, avaliação estrutural das condições de atendimento e de navegação das embarcações, além de entrevistas aos profissionais de saúde e usuários dos serviços oferecidos pelas duas UBS Fluviais.

Para Claudivan Mello, a primeira experiência foi bastante positiva. “Encontramos uma equipe superqualificada e empenhada com os objetivos da Estratégia de Saúde Fluvial e, também, com a finalidade do projeto. Estamos todos entusiasmados com a pesquisa e, como equipe, unidos para superar os desafios que virão”, afirmou o coordenador. Segundo ele, a equipe se saiu muito bem na aplicação dos instrumentos de pesquisa (questionários no sistema REDCap), fechando o primeiro módulo de avaliação no município de Manaus. A equipe é formada pela nutricionista e especialista em Estratégia de Saúde na Família, Ingrid Tomé de Souza, que atua como pesquisadora em saúde; o tecnólogo naval Alberto Coelho (pesquisador naval) e a sanitarista Fernanda Fernandes (assistente de campo).

Como resultado do trabalho, será produzido um relatório de ambiência e avaliação estrutural das embarcações. Claudivan explica que, para cada expedição realizada, será necessário um planejamento prévio que inclui agendamento das entrevistas com os coordenadores de saúde, bem como com os profissionais que atuam no atendimento às comunidades. “Nesta primeira atividade, tivemos que avaliar duas embarcações utilizadas na implementação da estratégia de saúde na família, e para aplicar as entrevistas com usuários e ACS das duas equipes, foi preciso articular a vinda de um usuário ao ponto de embarque (Porto do São Raimundo) e aproveitarmos a reunião de alinhamento da viagem para entrevistar os ACS”, relata.

A expedição Manaus/Madeira vai visitar 12 municípios das calhas dos rios Amazonas, Negro, Solimões, Purus e Madeira. “Estamos entrando em contato com os secretários municipais de Saúde, para articular cada atividade, que terá um total de três dias para cada município, e buscando agendar as entrevistas em momentos diferentes para não sobrecarregar as equipes, uma vez que a avaliação da parte estrutural das embarcações tem que ser criteriosa”, explica o coordenador.

A expedição começou pela UBSF Dr Antonio Levino, que tem 30 metros de comprimento, da rampa à popa, e é equipada com consultórios, laboratório de análises clínicas,  sala de vacina, farmácia e instalações para alojamento da equipe, com capacidade para 22 pessoas. O gerente de Atenção à Saúde do Distrito de Saúde Rural da Semsa-Manaus, Francisco Santiago de Souza, destacou a importância da Estratégia de Saúde Fluvial no acompanhamento das comunidades ribeirinhas rurais. “O território do município é mais de 95% áreas rurais e esse trabalho das equipes de saúde é muito importante, porque possibilita o acesso dos ribeirinhos aos serviços de saúde oferecidos nas unidades urbanas”, explica Santiago.

Segundo ele, além das comunidades, o serviço oferece atendimento a localidades dispersas ao longo do trajeto. “Existe uma dispersão de população muito grande. Às vezes, entre um morador e outro, são quilômetros de distância e as unidades usam  botes pequenos para poder chegar a pontos que a estrutura fluvial não consegue atingir”, explica, acrescentando que as duas UBSF cumprem rotas diferentes com datas alternadas e equipes de saúde próprias, sendo sempre a mesma tripulação. “A UBSF Dr Antonio Levino cobre a área do Rio Amazonas e a unidade Dr Ney Lacerda, a área do Rio Negro, com viagens mensais, que duram, em média, 10 dias. No total, atendemos 19 comunidades, entre as duas calhas (Rio Amazonas e Rio Negro), e mais cerca de 70 pequenas localidades espalhadas nesses percursos”, afirmou.

As duas embarcações possuem a mesma estrutura de consultórios para as consultas médicas, de enfermagem e odontológicas, além de laboratório e farmácia, com a carteira de medicamentos similares às oferecidas pelas unidades urbanas. Independentemente das condições do clima, as UBSF cumprem rigorosamente os cronogramas de viagens, até mesmo em período de estiagem, exigindo o uso dos botes para chegar aos locais de atendimento. A expedição foi recebida também pelo comandante das embarcações, Antônio Nascimento Tavares, e o diretor da UBSF Antonio Levino, Deronilson Silva da Cunha.

SOBRE O PROJETO

O objetivo do Projeto Diagnóstico Situacional das UBSF é identificar as condições de funcionamento das UBS fluviais que recebem financiamento do Governo Federal. O trabalho será realizado por meio de expedições às calhas dos rios nos Estados do Amazonas, Acre, Pará, Amapá e Roraima, com a aplicação de questionários que permitirão um diagnóstico completo da situação atual das UBSF. Nesta primeira fase, o projeto abrangerá um total de 51 municípios, com as expedições ao Marajó, Belém/Rio Tocantins, Pará/Amapá, Médio/Alto Solimões, Rio Negro, Parintins, Manaus, Madeira e Acre. Na segunda fase, estão previstos mais 43 municíipos de modo a cobrir as 96 embarcações. Com dois anos de duração, a pesquisa visa subsidiar projetos de reativação, ampliação e qualificação das Estratégias de Saúde Fluvial na Amazônia.

As atividades de campo foram iniciadas no dia 17/03 e deverão se estender até o mês de maio. Serão avaliadas no total 53 embarcações, ao longo das seis expedições. Após o levantamento das informações pelas equipes de campo, será feita a análise dos dados pela Fiocruz Amazônia e os apontamentos necessários em melhorias que podem ser feitas nas embarcações, tais como relocações, instalação de placas solares, sistema de diminuição de ruído, tratamento de esgotos, entre outras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Especial para Fiocruz Amazônia

ILMD/Fiocruz Amazônia disponibiliza banco de currículo para alunos de Iniciação Científica

O Programa de Iniciação Científica (PIC), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), visando aproximar estudantes à Instituição, através de uma rede de contatos, disponibilizou nesta segunda-feira, 24/3, o novo formulário de cadastro de currículo lattes, para alunos de graduação externos, que tiverem interesse em fazer Iniciação Científica no ILMD/Fiocruz Amazônia. O prazo para preenchimento vai de 24/3 a 7/4.

Coordenador do Programa de Iniciação Científica, no ILMD Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, fala sobre a importância do Banco de Currículos para a visibilidade dos estudantes de graduação, visando a inserção na carreira científica. “Para os alunos de graduação, participar do programa de iniciação científica pode ser um divisor de águas na futura carreira acadêmica e profissional, isto porque cria a visibilidade profissional que pode resultar no desenvolvimento de parcerias para a pesquisa cientifica. Pensando estrategicamente em facilitar a seleção dos candidatos, a coordenação de iniciação científica da Fiocruz/Amazônia disponibilizou um banco de currículos para ser preenchido pelos estudantes, evitando o envio excessivo de e-mails aos pesquisadores”, explica chaves.

Yury complementa, ressaltando que a estratégia é boa também para que os pesquisadores possam receber informações mais precisas sobre o perfil dos graduandos. “Muitos alunos enfrentam dificuldades ao se apresentar, redigir um e-mail e anexar documentos essenciais para análise. Em um cenário onde os pesquisadores recebem uma grande demanda de informações, o banco de currículos surge como um facilitador, tornando o processo de seleção mais eficiente e acessível para ambos os lados”, pontua.

Acesse AQUI o banco de currículo.

A ferramenta pretende auxiliar tanto o pesquisador em selecionar bolsistas para uma possível entrevista ou projeto, como também alunos que tenham interesse em se candidatar a uma vaga de iniciação científica, para trabalhar em projetos da Instituição.

Por meio do formulário, o aluno consegue selecionar áreas de interesse, durante o cadastro, o que facilita o melhor direcionamento de estudantes, dentre as diversas linhas de pesquisa existentes entre os laboratórios de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. Após preencher o formulário, os dados do candidato serão disponibilizados aos pesquisadores e, assim que surgir uma oportunidade, o aluno será contactado.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia reúne em Manaus para formação do Projeto Começo Meio Começo 140 agentes comunitários de saúde de 11 municípios do Amazonas

O Projeto Começo, Meio e Começo, de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia com o apoio do Ministério da Saúde, prossegue com as formações dos profissionais de saúde que atuam nos territórios, desta vez reunindo em Manaus 140 trabalhadores e trabalhadoras de Atenção Primária de 11 municípios do Estado do Amazonas. Estão presentes ACS de Barcelos, Canutama, Carauari, Manaquiri, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Tapauá, Iranduba, Lábrea, Rio Preto da Eva e Manaus. O treinamento terá três dias de duração, encerrando-se nesta sexta-feira, 21/03, acontecendo no Tropical Business, na Ponta Negra.

O evento foi aberto na quarta-feira, 19/03, com a presença da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com o pesquisador sanitarista da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, que é coordenador geral do projeto; a secretária de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Populações Extrativistas, Silvia Elena Moreira Batista, representante do Grupo da Terra; e da chefe do Núcleo de Promoção do Respeito à Diversidade da Semsa-Manaus, Liege Franco de Sá.

O objetivo da formação é contribuir com a implementação da Política Nacional da Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas”, criada em 2011 pelo Governo Federal, visando melhorar o nível de saúde dessas populações por meio de ações que busquem a qualificação do acesso aos serviços de saúde bem como a redução de riscos à saúde, decorrentes dos processos de trabalho e das inovações.

Stefanie Lopes agradeceu o empenho de todos os participantes para estarem presentes à formação. “É sempre uma alegria ter a oportunidade de estar numa atividade com a presença dos profissionais do SUS que atuam na ponta. Quero agradecer a cada um de vocês pelo esforço de estarem aqui participando deste projeto que é um grande desafio para todos os envolvidos”, afirmou a diretora, observando que as formações estão acontecendo com quase 70% das turmas formadas.

Ao todo, os facilitadores do Projeto Começo Meio Começo atuarão em 33 polos educacionais, nos Estados do Tocantins, Maranhão, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Amazonas, em encontros com duração mínima de três dias, trabalhando temáticas diversas, ligadas ao cotidiano dos lugares, a exemplo das questões de violência, injustiça e racismo ambiental e situações de intoxicação causadas pelo uso de agrotóxicos e mercúrio. O projeto pretende atingir até 3.500 trabalhadores e trabalhadoras da Saúde.

“Estamos aqui em Manaus e paralelamente estão acontecendo formações em Belém (PA), São Luiz (MA), Porto Velho (RO) e Tefé (AM). Já realizamos atividades também no Tocantins, Parintins e Abaetetuba, numa verdadeira força tarefa para conseguir reunir as equipes, com o apoio das secretarias municipais de Saúde, por meio do Conselho de Secretários de Saúde dos Estados envolvidos”, explica Júlio Schweickardt.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Aberto processo eleitoral para cargo de diretor(a) do ILMD/ Fiocruz Amazônia

A Comissão Eleitoral, instituída pela Resolução nº 001/2025 – GAB/ILMD/Fiocruz Amazônia, de 19/02/2025, torna pública nesta quinta-feira, 20/03, a abertura do processo eleitoral de escolha para o cargo de Diretor(a) do Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD / Fiocruz Amazônia – quadriênio 2025/2029, de acordo com o Regulamento Eleitoral aprovado pelo Conselho Deliberativo – CD em 19/03/2025.

O regulamento estabelece as normas para a organização, realização e apuração da Eleição para Diretor(a) do Instituto. A eleição será conduzida pela Comissão Eleitoral e ocorrerá por meio de votação eletrônica, segura e auditável, assegurando a acessibilidade e participação de todos os eleitores.

A votação será realizada em turno único, na data de 28/04/2025, no horário entre as 8h e 16h (horário de Manaus), conforme o calendário eleitoral aprovado pelo CD-ILMD/Fiocruz Amazônia.

SOBRE AS CANDIDATURAS

Poderão se candidatar profissionais de reconhecida competência técnico-científica, pertencentes ou não ao quadro de servidores da Fiocruz, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Estatuto da Fiocruz, Regimento Interno do ILMD/Fiocruz Amazônia e este Regulamento Eleitoral.

As candidaturas serão individuais, sendo vedada a inscrição por chapas. Os candidatos que assim desejarem poderão anunciar, durante a campanha, os nomes que comporão suas vice-diretorias e demais funções.

A Comissão Eleitoral do ILMD/Fiocruz Amazônia atende pelo e-mail: comissaoeleitoral.ilmd@fiocruz.br

Confira os documentos do processo eleitoral e clique em cima do documento para fazer download:

  1. Diretrizes para a Elaboração dos Regulamentos Eleitorais das Unidades;
  2. Comissão Eleitoral;
  3. Documento com edital e regulamento;
  4. Calendário Eleitoral – Eleição da Direção do Instituto Leônidas & Maria Deane-ILMD/Fiocruz Amazônia, quadriênio 2025-2029
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Michell Mello

Projeto Moetá inicia segunda fase de atuação com atividades de educação em saúde na Zona Leste de Manaus

O Projeto Moetá, que integra o Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, promove ao longo desta semana atividades com seus comunicadores populares especializados em saúde (CPES) na Casa Mamãe Margarida, abrigo para crianças e adolescentes do gênero feminino em situação de vulnerabilidade social, situado no bairro São José, na Zona Leste de Manaus. A atividade dá prosseguimento ao trabalho, iniciado em 2024 pelo Moetá, de disseminação de informações científicas, de orientação em saúde e sobre importância do autocuidado e dos serviços de assistência em saúde da Atenção Primária, oferecida pelo SUS. Na última sexta-feira, 14/03, a equipe do projeto realizou a abertura simbólica das atividades, que contam com o Trailer da Saúde, unidade móvel da Fiocruz Amazônia, equipado com laboratório e utilizado de modo itinerante para atendimentos e pesquisas de campo em Manaus e Região Metropolitana. O trailer fica na Casa Mamãe Margarida até sexta-feira, 21/03.

“Nesta nova fase do Moetá retomamos o processo de divulgação da informação científica em saúde, rompendo a fronteira da cidade de Manaus e desenvolvendo ações em municípios do entorno, a exemplo de Manacapuru, Iranduba, Careiro da Várzea, Autazes, entre outros, contando com parceiros como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), secretarias municipais de Saúde, instituições sociais, associações comunitárias e cooperativas”, explica o coordenador executivo do Moetá, Elton Aleme. Segundo ele, nessa nova fase, o projeto pretende fortalecer ainda mais o processo de educação em saúde e a importância do SUS no processo preventivo contra doenças, reunindo com grupos locais, permanecendo por mais tempo nas áreas atendidas e abordando temas como saúde bucal, prevenção, importância da higienização e lavagem das mãos para evitar o adoecimento, saúde da mulher, problemáticas da gravidez na adolescência, saúde nutricional, alimentação saudável, vacina e combate à violência contra a mulher.

Na Casa Mamãe Margarida, foram realizadas palestras sobre saúde da mulher, com foco na prevenção ao câncer de colo de útero e de mama, atendimento a gestantes, informações sobre métodos contraceptivos, a exemplo do dispositivo intrauterino de cobre (DIU), benefícios das boas práticas em atividades físicas, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), por meio do Departamento de Saúde da Mulher,  Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e Conselho Tutelar da Zona Leste. O Projeto Moetá conta, nesta nova fase, com seis bolsistas, todos profissionais da área da saúde, entre os quais enfermeiros, técnico de enfermagem, nutricionista, odontóloga e uma fisioterapeuta (voluntária). Foram coletados dados antropométricos das crianças e adolescentes do abrigo e feitas análises microbiológicas e demonstração sobre lavagem correta das mãos, com o apoio do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia.

A Casa Mamãe Margarida é uma instituição não-governamental, vinculada à Inspetoria Laura Vicunã. Fundada em 1986, a entidade abriga atualmente 210 crianças e adolescentes do gênero feminino, mas tem capacidade para até 300 meninas em situação de vulnerabilidade social, com projetos de fortalecimento de vínculos familiares e o acolhimento para crianças e adolescentes que tiveram direitos violados e com medida protetiva vigente. Atualmente, a instituição se mantém por meio de doações e conta com fomento público (Prefeitura de Manaus e Governo do Estado). Para a assistente social da Casa, Roselande de Souza Vieira, a presença da Fiocruz na instituição é uma oportunidade para a oferta de serviços para as crianças e adolescentes assistidos, bem como suas famílias.

SOBRE A CASA

A Casa Mamãe Margarida nasceu para responder às questões sociais que atingiam a dignidade, cidadania e a individualidade de crianças, adolescentes, jovens e famílias desta região. A situação de crianças, adolescentes na periferia da cidade de Manaus, vitimados pelas várias formas de violência, sendo as principais tráfico e o uso de drogas, abuso e violência sexual e a violência doméstica, negligência, situação e rua afetam diretamente as famílias sendo os motivos mais frequentes da desestruturação familiar. Esta realidade foi determinante para o empenho e investimento institucional na busca de parceiros, para suprir tanto o aspecto econômico como também em dispensar recursos humanos qualificados para responder aos anseios e necessidades da comunidade. Entre as violações de diretos das quais as crianças e adolescentes da Casa são vítimas, estão abandono, negligência, exploração sexual, violência juvenil, visível nas ruas.

FORTALECENDO O SUS

O Projeto Moetá é um dos três subprojetos do Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, com a finalidade de promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral. No ano passado, o Moetá conseguiu realizar um total de 398 oficinas em 67 instituições de diferentes localidades e zonas de Manaus, alcançando aproximadamente 3,5 mil pessoas, a maioria estudantes da rede pública estadual com repasse de informações em saúde, atividades lúdicas, palestras e serviços de orientação e cuidados em saúde e meio ambiente.

A coordenadora geral do Programa Fortalece SUS, Rita Bacuri, que é pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, explica que ao Moetá somam-se as atividades de outros dois projetos – Ágape (voltado para mulheres migrantes) e o Mestrado Profissional em Epidemiologia e Saúde da Mulher e da Criança (para profissionais da área da saúde). “Investir em ações de Educação em Saúde é fundamental para a promoção do SUS e sobretudo a popularização da Ciência. A Fiocruz, como produtora de conhecimento científico, tem o compromisso de fazer valer a máxima de que é preciso ir onde o povo está”, avalia Rita Bacuri. A abertura contou com a presença do boneco Oswaldinho, mascote da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Aula inaugural abre ano letivo da Fiocruz Amazônia com palestra sobre os desafios da formação em Saúde Coletiva

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, na manhã desta terça-feira, 18/03, a solenidade de abertura do ano letivo 2025 dos cursos de pós-graduação Stricto sensu com as boas-vindas aos novos alunos da instituição – um total de 36 – feita pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Coordenação Geral do Stricto Sensu da Fiocruz, diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia, coordenadores e docentes do programas de pós-graduação da unidade e representantes de instituições parcerias, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Com o tema “Complexidade e desafios emergentes: formação, ciência e prática da saúde”, foi dado início ao ano letivo institucional com uma aula inaugural para os cursos de mestrado e doutorado dos programas de Pos-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

Em formato virtual, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, destacou o papel estratégico da Fiocruz Amazônia no cumprimento do seu papel enquanto instituto de pesquisa e de ensino. “Caminhamos sempre em parceria com a Fiocruz Amazônia, que é uma unidade regional da Fiocruz muito especial para nós por desenvolver pesquisas voltadas para a região amazônica, de importância nacional e global, além de fazer ensino, da Iniciação Cientifica ao Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado. Somos muito gratos ao apoio recebido dessa instituição e desejamos aos novos alunos que aproveitem todas as oportunidades de crescimento acadêmico”, afirmou Cristiani, cumprimentando a diretora Stefanie Lopes, a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, coordenadores de PPGs, trabalhadores e parceiros presentes.

Também de modo on lne, a coordenadora geral adjunta do Stricto Sensu da Fiocruz, Isabela Delgado, ressaltou as possiblidades de construção coletiva que se apresentam para os novos discentes a partir das parcerias e oportunidades oferecidas pela Fiocruz. “Mais do que isso, desenvolvam o olhar, o cuidar e o estar bem com o que lhe é próximo”, aconselhou Isabela, dirigindo-se tanto para estudantes que ingressam na unidade quanto aos já matriculados. “Ao longo do curso, conheçam a fundo e entendam a Fiocruz na sua totalidade. Há diversos editais de mobilidade oferecidos para pesquisadores e estudantes, além das oportunidades de espaços coletivos de debates, fóruns e espaços de discussão para todos os níveis de formação”, reforçou, destacando a importância da Associação dos Pós-Graduandos (APG) enquanto espaço de engajamento.

Aberta ao público, que lotou o Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, a solenidade foi transmitida via Zoom, contando com a participação da chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fapeam, Ana Cláudia Maquiné Dutra, e da diretora do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Pós-Graduação da UFAM, Carla de Jesus, representando respectivamente a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, e o reitor da UFAM Sílvio Puga. A palestra da aula inaugural foi proferida pela pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP-Fiocruz), Enirtes Caetano Prates Melo, que abordou, entre outros pontos, aspectos da desigualdade no acesso e na produção de ciência, tecnologia e inovação, tendência de estabilização da taxa de crescimento da população brasileira,  desigualdades sociais, impacto das mudanças climáticas, a relação com o ambiente e a criação de sistemas resilientes de governabilidade em situações de fenômenos climatológicos extremos.

“Esse é um momento muito promissor. De um lado temos problemas já conhecidos que permanecem, temos novas versões dos problemas conhecidos e temos desafios que se apontam”, resumiu Enirtes, que é epidemiologista e pesquisadora visitante sênior da Fiocruz Amazônia. Segundo ela, existe um conjunto de desafios que podem ser enfrentados na área de saúde coletiva e a existência dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia é fundamental por estarem situados na Região Norte. “Um deles (DASPAM) representa um consórcio de programas e instituições que se juntam num desafio comum, o que é da maior importância”, salientou, lembrando que a parceria ENSP/Fiocruz Amazônia será ainda mais fortalecida com a vinda de pesquisadores visitantes sêniores para a unidade.

RECORDE DE ALUNOS

Na saudação aos presentes, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou o número recorde de alunos matriculados da instituição – atualmente são 193 – e a importância desse momento de apresentação da unidade aos novos estudantes. “É superimportante que todos cheguem motivados, com empolgação e que se mantenham assim para enfrentar os desafios que se seguem. A pós-graduação é um espaço de aprofundamento do conhecimento, inovação e produção científica de excelência e estamos felizes em ter 193 alunos matriculados hoje no ILMD/Fiocruz Amazônia, algo inimaginável anos atrás, e quatro programas de pós-graduação, sendo o mais antigo com dez anos, resultado de uma construção histórica de formação de pessoas na Amazônia”, mencionou a diretora, destacando o empenho da equipe da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação para esse avanço.

Stefanie ressaltou também a importância das parcerias. “A Fiocruz Amazônia é a segunda unidade da Fiocruz, com mais acordos de cooperação firmados, perdendo apenas para o Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Temos cooperação com todas as secretarias municipais de Saúde do Estado do Amazonas, e já estamos renovando”, frisou. “A parceria com a Fapeam continua firme e forte na concessão de cotas de bolsas de auxílio e apoio técnico”, assegurou a chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas, Ana Cláudia Maquiné. Segundo ela, em sua trajetória de 21 anos, a Fapeam tem investido fortemente em pesquisa básica e pesquisa aplicada, demonstrando a disposição do Governo do Amazonas em investir na formação de Recursos Humanos qualificados no Amazonas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Estudo alerta para o problema da dupla carga de má nutrição em crianças de zonas remotas da Amazônia

Um estudo coordenado pela Fiocruz Amazônia sobre o problema da dupla carga de má nutrição em crianças das zonas rural e urbana de municípios com difícil acesso do Amazonas, acende um alerta para a situação de crianças menores de cinco anos, especialmente das mais vulneráveis em contexto de crise climática, pois são esperados impactos diretos sobre o crescimento e desenvolvimento dessas crianças, além de efeitos negativos tardios na vida adulta. O estudo, publicado recentemente pela revista científica Frontiers Public Health, foi realizado por pesquisadores de diversas instituições, a exemplo da Universidade de Lancaster (Reino Unido), Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (Arábia Saudita), Universidade Federal de Ciências da Saúde de  Porto Alegre (UFCSPA) e Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com o epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, o trabalho teve como foco, de um lado, a avaliação da dupla carga de má nutrição em crianças menores de cinco anos de zonas remotas da Amazônia brasileira, bem como a aplicação de um método para estimar problemas de saúde de baixa ocorrência (prevalência) e em populações relativamente pequenas, tal como recorrentemente observado, na realidade de municípios do interior do estado do Amazonas – Jutaí, Ipixuna, Maués e Caapiranga –  e em dezenas de comunidades rurais.

“O foco do artigo foi no conceito de dupla carga de má nutrição, ou seja, quando uma criança tem, ao mesmo tempo, excesso de peso e baixa estatura para a idade. Em outras palavras, gordinha e baixinha, ao mesmo tempo. Além do diagnóstico nutricional inédito do problema, inovamos na análise dos dados, pois usamos modelos que ajudaram a superar um conhecido problema em populações de menor porte, o de estimar eventos cuja ocorrência populacional é baixa em termos proporcionais”, explica Jesem Orellana, que é chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, com sede em Manaus.

De acordo com o artigo científico, a dupla carga latente de má nutrição (DCLMN) no mesmo indivíduo é uma preocupação de saúde pública negligenciada, especialmente em países de baixa e média renda (LMICs) e que tende ao agravamento com o aprofundamento da crise climática e da mudança de estilo de vida das crianças, especialmente sobre os mais vulneráveis. “A DCLMN está associada a riscos aumentados de doenças não transmissíveis, complicações no parto e custos de saúde relacionados à obesidade na idade adulta. No entanto, avaliar desfechos (problemas/condições de saúde) de baixa prevalência em populações relativamente pequenas segue sendo um desafio difícil de superar, usando estatísticas frequentistas convencionais. Por este motivo, nosso estudo usou modelos bayesianos latentes para estimar a prevalência de DCLMN em pequenas populações de cidades remotas e comunidades rurais na Amazônia brasileira”, evidencia o estudo.

CRIANÇAS DE 6 A 59 MESES

A pesquisa se constituiu em um abrangente estudo transversal, realizado com crianças urbanas e rurais de 6 a 59 meses de municípios remotos e geograficamente distantes entre eles, “iniciativa não tão comum na Amazônia brasileira, devido, sobretudo, aos seus elevados custos operacionais, de financiamento e, mais recentemente, de segurança das equipes de pesquisa, devido à presença cada vez mais intensa de criminosos, como piratas de rio, grileiros e garimpeiros ilegais, por exemplo”, observa o pesquisador. Foram avaliados quatro municípios dependentes de rios, recrutando crianças em domicílios selecionados aleatoriamente em cada cidade e um total de 60 comunidades ribeirinhas nos municípios selecionados. “Por meio da modelagem bayesiana, estimamos a prevalência de dupla carga latente de má desnutrição (DCLMN) e seus intervalos de credibilidade (IC), bem como probabilidades de excedência para certos valores de DCLMN”, pontua a publicação.

Como resultado, a pesquisa apontou que a prevalência rural de DCLMN foi significativamente maior em Jutai (3,3%; IC: 1,5% a 6,7%), em comparação com Maués e Caapiranga. A probabilidade de a prevalência rural de DCLMN exceder 1% foi muito alta em Jutai (99,7%) e alta em Ipixuna (63,2%). As probabilidades de a DCLMN superar o valor de 1% variaram amplamente entre as subpopulações urbanas, com valores indo de 6,7% em Maués a 41,2% em Caapiranga. Por outro lado, a probabilidade de a DCLMN superar os 3,0% foi alta na zona rural de Jutaí (59,7%).

Segundo Orellana, a abordagem inovadora usada no artigo tem implicações importantes, entre elas a possibilidade de permitir estimativas mais precisas sobre problemas de saúde diversos com baixa prevalência e em populações relativamente reduzidas, além de fortalecer o monitoramento da DCLMN, especialmente onde a saúde e o estado nutricional são frequentemente mais precários, e os esforços de saúde pública costumam focar na desnutrição.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo

Abertura do ano letivo da Fiocruz Amazônia contará com aula inaugural sobre Saúde Coletiva e VI Workshop Estratégico da Educação

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcará a Abertura do Ano Letivo da Pós-Graduação da instituição com a realização da Aula Inaugural e o VI Workshop Estratégico da Educação, ao longo de dois dias, 18 e 19/03. A aula inaugural do ano acadêmico abordará, na manhã da terça-feira,18/03, o tema “Complexidade e desafios emergentes: formação, ciência e prática da saúde coletiva”, com palestra presencial proferida pela pesquisadora da Fiocruz, Enirtes Caetano Prates Melo, vice-diretora de Educação da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, a partir das 9h, no Salão Canoas. À tarde, terá início o VI Encontro Estratégico da Educação, para apresentação dos serviços e estrutura da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, se estendendo até o dia 19/03.

A solenidade de Abertura do Ano Letivo contará com a presença da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que fará a saudação aos novos alunos e à palestrante Enirtes Caetano, que é pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde e docente permanente dos Programas de Pós-graduação Epidemiologia em Saúde Pública, acadêmico e profissional, da ENSP/Fiocruz. Enirtes possui Mestrado e Doutorado em Saúde Pública (concluídos em 1996 e 2004) e pós-doutorado em Epidemiologia (2010-2011) pela Fundação Oswaldo Cruz e atua principalmente nos temas: estudos longitudinais, epidemiologia ambiental (métodos de análise espacial), de avaliação em saúde, acesso e utilização de serviços de saúde.

A vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, destaca a importância da participação dos discentes, principalmente os novos alunos matriculados nos programas de pós-graduação PPGVIDA e PPGBIO-Interação, nas atividades. “A abertura do ano letivo é um momento simbólico por representar o início de um novo ciclo de descobertas, aprendizados e colaborações que fortalecerão a trajetória acadêmica e profissional de cada um dos ingressantes nos cursos. É um momento de acolhida e integração onde são apresentadas as diretrizes institucionais, os recursos disponíveis e as oportunidades que enriquecerão a jornada dos novos estudantes”, afirma Parente. A Aula Inaugural será transmitida pelo You Tube do ILMD/Fiocruz Amazónia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada lista de matrículas efetivadas para no curso de Mestrado do PPGBIO-Interação 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 10/03, a Lista de candidatos(as) matriculados(as) no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

Acesse AQUI a lista

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. As aulas terão início em março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga lista de alunos matriculados no curso de Doutorado do PPGBIO-Interação 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 10/03, a Lista de candidatos(as) matriculados(as) no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

Acesse AQUI a lista

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. As aulas terão início em março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia recebem estudantes da América Central dentro do Programa Move La América, da CAPES

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) começou a recepcionar, no último dia 07/03, os estudantes estrangeiros contemplados com bolsas de mestrado e doutorado-sanduíche oferecidas pelo Programa Move La América, da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação. O programa contempla estudantes de Mestrado e Doutorado vinculados a instituições de ensino e pesquisa estrangeiras da América Latina, América Central e Caribe, nas modalidades mestrado e doutorado no Brasil, com a finalidade de possibilitar a realização de estágio, pesquisas, atividades de extensão ou cursarem disciplinas em programas de pós-graduação de instituições de ensino superior brasileiras e institutos federais de pesquisa, em áreas relacionadas às áreas de atuação nos seus países de origem.

A Fiocruz Amazônia, em Manaus (AM), receberá um total de cinco estudantes de Mestrado e Doutorado da Universidade Católica da Nicarágua (UNICA), que integra rede de Universidades Católicas Latino-americanas e tem sede em Manágua, e Universidade de Antioquia, com sede em Medellin, Colômbia. Os primeiros alunos a chegarem foram a enfermeira Edith Gómez Rodriguez e o psicólogo Victor Gonzales Obando, ambos nicaraguenses. “A Universidade Católica da Nicarágua faz parte de uma rede de cooperação em pesquisas entre o Brasil, a Nicarágua e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS), e, para nossa alegria, fomos contemplados com quatro vagas para os programas de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE) e o Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA)”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt. Pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Cláudia Ríos, receberá, em abril, u estudante de mestrado colombiano.

Segundo Schweickardt, que atuará como orientador do grupo da Nicarágua, os alunos vieram para um período de estágio que vai durar de três a cinco meses – no caso do Victor, três meses pelo PROFSAÙDE, e da Edith, cinco meses pelo DASPAM – além de mais dois estudantes para estágio no PPGVIDA. “Mais que uma oportunidade de aprofundamento teórico, coleta e tratamento de dados, o estágio para estudantes latino-americanos faz parte de uma política do Governo Federal de fortalecimento das relações internacionais do Brasil com países do Hemisfério Sul, além de ser também uma ação solidária com países da América Latina. A presença desses estudantes é uma forma de estarmos contribuindo com a formação de mestres e doutores na América Latina e, nesse caso, na América Central, em países com pouca tradição de produção e formação de mestres e doutores”, argumenta o pesquisador.

Para os estudantes nicaraguenses, a vinda ao Brasil por meio do Move La América contribuirá de forma efetiva com suas formações. Victor Gonzales explica que suas expectativas em torno do Programa PROFSAÚDE são as melhores possíveis. “Espero poder aprender muitíssimo mais sobre o trabalho desenvolvido pela Fiocruz Amazônia com os indígenas da região, porque na Nicarágua eu trabalho com os povos indígenas e me interessa aprender como se dão as experiências da Fiocruz nessa área com povos indígenas no Amazonas”, afirma Victor, que ficará no Brasil até junho, quando retorna a Nicarágua.

Edith Rodriguez, que atua no sistema de saúde nicaraguense, espera que a experiência contribua não apenas para a sua formação acadêmica como também na atuação profissional. Enfermeira e doutoranda em Saúde Pública, ela tem expectativas de conhecer mais sobre as políticas públicas de saúde no Brasil. “Será uma oportunidade excelente poder obter mais conhecimento profissional, já que atuo profissionalmente com organizações que trabalham com promoção de saúde. Espero adquirir aqui mais experiência para trabalhar com a comunidade”, observou Edith, acreditando no fortalecimento da relação entre as políticas de saúde dos dois países que a experiência do doutorado-sanduíche irá lhe proporcionar. “Assim como no Brasil, a Nicarágua possui sistema de saúde público universal e gratuito, e com essa oportunidade de estudar no Brasil poderemos aprender muito sobre as políticas públicas de saúde brasileiras para poder, quem sabe, aplicá-las em nossa realidade”, afirmou Rodriguez.

SOBRE O PROGRAMA

O Programa Move La América, instituído pela Portaria 84, de 19 de março de 2024, tem como objetivo complementar os esforços de internacionalização das Instituições de Ensino Superior brasileiras por meio da atração de discentes vinculados a instituições de ensino e pesquisa estrangeiras da América Latina e Caribe, permitindo-se o fortalecimento dos Programas de Pós-Graduação (PPG) e a criação de um ambiente institucional internacional.

O Programa concede bolsas para estudantes de Mestrado ou Doutorado vinculados a instituições de ensino e pesquisa estrangeiras da América Latina e Caribe, nas modalidades mestrado e doutorado sanduíche no Brasil. Tem como objetivos específicos complementar os esforços de internacionalização das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras por meio da atração de discentes estrangeiros, permitindo o fortalecimento dos PPGs e a criação de um ambiente institucional internacional; estimular iniciativas de internacionalização das Instituições de Ensino Superior brasileiras; apoiar a criação e o fortalecimento de programas de cooperação e de intercâmbio entre Instituições de Ensino Superior do Brasil e do exterior; incentivar a criação de parcerias e o início ou consolidação de redes internacionais de pesquisa.

O programa visa também ampliar o nível de colaboração e de publicações conjuntas entre a comunidade acadêmica que atua no Brasil e no exterior; proporcionar maior visibilidade internacional à produção científica, tecnológica e cultural brasileira, e VII- permitir o contato dos discentes e docentes brasileiros com pesquisadores atuantes no exterior. O Move La América é implementado por meio de editais que definem os requisitos para a concessão, cronograma da seleção, itens financiáveis, obrigações das partes e demais elementos necessários à realização dos estágios.

As bolsas são destinadas aos alunos regularmente matriculados em curso de Mestrado ou Doutorado de instituições de ensino e pesquisa estrangeiras da América Latina e Caribe, conforme critério definido em instrumento de seleção, e que comprovem qualificação para usufruir, no Brasil, da oportunidade de aprofundamento teórico, coleta e tratamento de dados e desenvolvimento parcial da parte experimental da dissertação ou tese, de forma a contribuir para o desenvolvimento da vivência internacional da pós-graduação brasileira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Projeto identifica padrões de violência contra mulher na Amazônia 

Desde 2022, o projeto Vigifeminicídio vem mapeando e qualificando as circunstâncias em que ocorrem feminicídios em capitais da Amazônia Ocidental: Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

A iniciativa, que se distingue pela abordagem interdisciplinar e por ter como referencial as potencialidades da vigilância da informação em saúde, busca reunir dados confiáveis para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes de prevenção e enfrentamento da violência de gênero na região.

O estudo está em desenvolvimento por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia), da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) e da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), bem como das Universidades Federais do Acre (UFAC) e Rondônia (UNIR), sob a liderança do professor e epidemiologista Dr. Jesem Douglas Yamall Orellana.

A lei 13.104/15, mais conhecida como Lei do Feminicídio, alterou o Código Penal brasileiro incluindo o “feminicídio” como qualificador do crime de homicídio. O termo é usado para classificar o assassinato de uma mulher quando este é motivado pelo fato dela ser mulher (misoginia, menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero). Muitas vezes, é decorrente de violência doméstica e agravado por fatores como violência sexual.

Em entrevista à Concertação, Orellana explica que o objetivo inicial é entender quem são essas vítimas, em que circunstâncias elas são vitimizadas e quais suas potenciais consequências. Isso porque, segundo ele, “o feminicídio não elimina apenas uma vida. Ele mutila o círculo íntimo social dessa vítima e atinge suas famílias, filhos e mães. São várias vidas destruídas”.

“A invisibilidade do feminicídio como violência de gênero é ainda maior na região amazônica”

Edinilza Ribeiro dos Santos, professora e pesquisadora

A abordagem pioneira no Brasil contribui para a compreensão do fenômeno no âmbito da Amazônia Legal, região em que os casos de feminicídio cresceram cerca de 22% entre 2018 e 2022, diante de 12% no restante do país.

A professora associada da UEA, Edinilza Ribeiro dos Santos, que atuou no Vigifeminicídio entre 2022 e 2024, explica que a invisibilidade do feminicídio como violência de gênero tem raízes profundas e múltiplas. Ela ressalta que “o projeto tem o potencial de romper com essa invisibilidade ao trazer dados concretos sobre a violência e possibilitar o debate sobre a problemática em espaços institucionais e públicos”.

Ao revelar a interligação de múltiplos fatores que culminam em óbitos violentos de mulheres, o projeto auxilia órgãos públicos a combater a subnotificação 

Existem diversas situações em que os órgãos públicos têm dificuldade em distinguir as mortes de mulheres como feminicídios. Um exemplo é o de mulheres envolvidas com o tráfico de drogas, cenário em que muitas são assassinadas, por exemplo, ao tentar romper um relacionamento. Porém, pelo contexto de crime organizado em que vivem, suas mortes não recebem o tratamento de feminicídio, o que agrava o cenário de subnotificação.

Stefanie Lopes, Diretora da Fiocruz Amazônia, esclarece que há também uma dificuldade inerente ao registro dos feminicídios nos prontuários e outros documentos do sistema de saúde, pois o feminicídio não é um “diagnóstico” propriamente, e sim uma “narrativa” que requer certa dose de interpretação dos dados. E essa subnotificação tem graves consequências: “sem dados confiáveis, não conseguimos desenvolver políticas públicas eficazes para prevenção e enfrentamento. A sociedade e os profissionais de saúde muitas vezes não reconhecem as mulheres em risco até que seja tarde demais, e isso perpetua um ciclo de violência”, explica.

Para identificar os casos “invisíveis” de violência letal por gênero, o projeto se apoia num tripé temático que integra ciências humanas (geografia, demografia, antropologia e direito), saúde e engenharia da computação (que incorpora dados estatísticos com uso de inteligência artificial, por exemplo).

Depois de estabelecer a localização geográfica precisa de cada ocorrência, a pesquisa agrega cerca de 90 variáveis que permitem a reconstrução da história social, jurídica e de saúde das vítimas. Como resultado, dentre as mortes originalmente não associadas a gênero, as novas informações eventualmente levam à reclassificação do óbito para “feminicídio presumível”, bem como iluminam as variáveis que estão por trás dessas mortes

Com essa metodologia inovadora, somente em Manaus, o Vigifeminicídio identificou aproximadamente 220 feminicídios entre 2016 e 2022, enquanto as estatísticas oficiais de condenações não chegaram a registrar sequer 100 casos no estado do Amazonas, em toda a sua existência.

Diferentes Amazônias e um padrão de violência: um tema invisibilizado que não pode mais ser ignorado

A incidência de feminicídios na Amazônia é tão heterogênea quanto os seus cenários sócio-econômico-culturais e territoriais. Porém, os resultados da pesquisa revelam que, de maneira geral, os índices são maiores nas grandes cidades, onde o crime organizado está mais presente. As vítimas também são majoritariamente pobres, periféricas, pretas ou pardas. De acordo com o Dr. Jesem, “em termos de mortalidade, a violência de gênero tem hoje um impacto parecido ou até maior do que as mortes maternas, mas não existe um instrumento dentro da estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) para investigar essas mortes”.

O epidemiologista não vê a ocultação do feminicídio como fenômeno exclusivo da Região Norte, mas acredita que a menor presença do Estado no território amazônico dificulta ainda mais o endereçamento de políticas públicas. Para ele, a cultura machista por trás dessa ocultação é algo que o Brasil precisa superar para entender que muitos casos de feminicídio ocorrem associados a atividades ilícitas.

Ele explica que essas mulheres são revitimizadas pelo Estado quando as autoridades investigam suas mortes como homicídios simples. Nesses casos, “a sociedade perde a chance de entender a extensão do problema e de criar políticas públicas para combatê-lo. A subnotificação perpetua o ciclo de violência”.

Dados revelam que o atual sistema de proteção é insuficiente e ineficiente

Outro ponto de atenção é que a atual rede de apoio à mulher é ineficiente, quando não omissa. Segundo Orellana, a maior parte das vítimas de feminicídios identificados tinham uma medida protetiva contra seus agressores: “quando uma mulher pede proteção, o que o Estado faz é dar a ela um papel, a medida protetiva. Mas a mulher morre no dia seguinte, na semana seguinte, com medida protetiva e tudo”.

O Vigifeminicídio pode oferecer as bases para políticas públicas transversais e integradas

O pesquisador acredita ser preciso implementar políticas que, a começar pela educação, estejam integradas com as das demais áreas, como saúde e justiça. Para ele,  “o feminicídio é como um câncer em estágio terminal. A esperança de cura está em lidar com a doença nos estágios iniciais da violência de gênero: a discriminação, a misoginia, e a violência não letal, porque a letalidade é o resultado dessas violências minimizadas”.

Ao identificar padrões em regiões específicas, o projeto permitirá o desenvolvimento de uma agenda de ações integradas para o combate precoce do feminicídio. Entre elas, a abordagem do problema nas redes de ensino, a criação de sistemas de apoio e acolhimento, a capacitação de profissionais de órgãos da saúde, educação, assistência social e segurança pública e o reforço na aplicação da legislação. Isso pode resultar, por exemplo, na criação de mais Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e no aperfeiçoamento de ações já existentes, como Disque Denúncia Mulher e medidas protetivas.

Esse conjunto de políticas integradas e preventivas deve ser abordado de maneira transversal e estar nos planos de governo. Mais que isso, são emergenciais nos locais em que os índices de violência contra a mulher são mais elevados.

No momento, o projeto Vigifeminicídio está em busca de financiamentos que permitam seu prosseguimento e, eventualmente, a expansão da área de monitoramento.

Uma Concertação Pela Amazônia, Especial para ILMD/Fiocruz Amazônia

Fotos: Michell Melo e Ingrid Anne / Arquivo Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia recebe cientistas japoneses para realização de treinamento em diagnóstico do vírus Oropouche

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu esta semana uma comitiva de pesquisadores do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIID) do Japão, acompanhado de representante da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), para a realização de treinamento acerca de técnicas clássicas em virologia, utilizadas na rotina do Laboratório de Arbovírus do NIID, que é referência no Japão.  O NIID é um centro de pesquisa em saúde pública ligado ao Ministério da Saúde japonês. Entre os dias 25 e 28/02, os pesquisadores do NIID e a equipe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados (ViVER) do ILMD/Fiocruz Amazônia utilizaram amostras do vírus Oropouche para preparação de experimentos que serão realizados durante treinamento que acontecerá entre os próximos dias 7 e 13/03, na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus.

O evento contará com a participação de pesquisadores da Rede Genômica da Fiocruz. “O workshop é uma oportunidade para os dois lados, visto que é uma oportunidade para pesquisadores brasileiros aprenderem como os pesquisadores japoneses realizam algumas técnicas clássicas de pesquisa em virologia, bem como é importante para validar os protocolos japoneses como parte do processo de preparação daquele país em caso de suspeita de casos da febre Oropouche no Japão”, explica o virologista Felipe Naveca, coordenador do ViVER, da Fiocruz Amazônia, e chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

O curso contará com a participação de representantes da Fiocruz Amazônia, Fiocruz Ceará e Instituto Gonçalo Muniz/Fiocruz Bahia. A iniciativa é parte do Projeto FINDINGS, desenvolvido por meio de cooperação firmada entre a Fiocruz e a JICA, cuja finalidade é fortalecer o trabalho de vigilância genômica nos dois países, tendo como base a experiência bem-sucedida do sequenciamento do SARS-CoV-2, durante a pandemia de Covid-19.

A comitiva japonesa foi recebida na terça-feira, 25/02, pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e o virologista Felipe Naveca. A equipe do Japão é formada pelos pesquisadores Shigeyuki Itamura, que atua nas relações internacionais do NIID e consultor científico do Projeto FINDINGS; o Dr. Chang-Kweng Lim, chefe do Laboratório de Arbovírus do Departamento de Virologia do NIID, juntamente com o gestor da JICA Kenichiro Tominaga e a intérprete Sra Mariko Arai.

“A vinda ao Brasil tem como propósito a realização de intercâmbio das experiências desenvolvidas pela Fiocruz, especificamente no IOC, Fiocruz Amazônia, Fiocruz Bahia, Fiocruz Ceará e Fiocruz Pernambuco, e é parte das ações previstas pelo Projeto FINDINGS, que conta com o apoio da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz”, pontua Naveca,

O virologista explica que o fortalecimento do trabalho de vigilância se baseia na resposta à pandemia de Covid-19 dada pela Fiocruz. “Dentro desse projeto, estão previstas ações de fortalecimento que envolvem todas as unidades que estiveram diretamente ligadas ao trabalho de vigilância na época da resposta à Covid-19. Essa fase de colaboração, além do treinamento com base na experiência do Dr Lim em arboviroses, também permitirá que os cientistas japoneses validem os seus insumos com as amostras que temos aqui no laboratório, para estarem preparados para a vigilância do vírus Oropouche, uma vez que não há casos no Japão”, salienta.

Em maio do ano passado, Felipe Naveca esteve no Japão visitando diversas instituições de pesquisa com linhas de trabalho similares às da Fiocruz. “Ainda não estamos utilizando as técnicas da Imunofluorescência e Elisa, para Oropouche, de maneira rotineira, mas já tivermos experiências com essas técnicas para outros agravos. Ultimamente, nosso foco é na investigação molecular por PCR, mas é bom voltarmos às técnicas mais clássicas para o caso de necessidade e os japoneses têm bastante experiência no desenvolvimento desses testes. Será um momento interessante de troca de experiências”, afirma.

COOPERAÇÃO

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou a importância da parceria entre a Fiocruz e o Governo do Japão, por meio do NIID, numa iniciativa de peso como o Projeto Findings. “Somos uma das unidades da Fiocruz que participam dessa cooperação e, para nós é uma oportunidade ímpar recebermos um especialista em arboviroses do Japão para um treinamento”, observou, relembrando que, em 2022, a Fiocruz Amazônia recebeu a visita de representantes da JICA, como resultado da interlocução com a Rede Genômica da Fiocruz, com a finalidade de conhecer o funcionamento da rede e demonstrando interesse pela capacidade de sequenciamento do ILMD.

O pesquisador Chang-Kweng Lim explica que o treinamento permitirá ao NIID desenvolver um diagnóstico sorológico do Oropouche. “Estamos aqui para iniciar esses testes de diagnóstico de Oropouche, uma vez que na Europa e Estados Unidos já ocorrem casos importados da doença. Por essa razão, o Japão está querendo se preparar para caso o Oropouche entre no país e já queremos estar preparados para os diagnósticos”, ressaltou, acrescentando que o NIID tem atuação em cinco pilares: vigilância patológica e epidemiológica; testes e definição de vacinas; laboratório de referência; cooperação internacional e pesquisas básicas. Entre as arboviroses pesquisadas no Japão, estão a dengue, zika, chikungunya e a encefalite japonesa. O laboratório chefiado pelo Dr Lim já implantou o ensaio de PCR em tempo real desenvolvido pela equipe do ViVER/ILMD para detecção de casos agudos de febre Oropouche.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Doutorado do PPGBIO-Interação da Fiocruz Amazônia tem primeira defesa de tese marcada para o dia 14/03

O curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), terá a sua primeira defesa de tese realizada no próximo dia 14/03, às 18h, no formato remoto, representando um marco histórico para o programa, instituído em 2021. O trabalho de conclusão é do biólogo Leormando Fortunato Dornelas Júnior, 31, e tem como tema “Ectoparasitos e seus patógenos que parasitam morcegos (MAMMALIA, CHIROPTERA) na região central de Rondônia”, pesquisa desenvolvida ao longo de quatro anos, com orientação do professor-doutor Luis Marcelo Aranha Camargo, da Universidade de São Paulo (USP) e co-orientação do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Felipe Arley Costa Pessoa.

Natural de São Paulo, Leormando é graduado em Ciências Biológicas e pertence à primeira turma do PPGBIO-Interação. “Ser o primeiro doutorando da turma 2021.1 a defender a tese no PPGBIO-Interação é uma honra e grande privilégio. Para mim, uma conquista significativa”, explica ele, ressaltando que ingressou no Doutorado no período crítico da pandemia de Covid-19. “Foi um momento difícil, porém de muita dedicação e aprendizado, onde tudo era realizado de forma remota, e o distanciamento impunha novas dificuldades”, lembra.

O doutorando enfatiza que, com o tempo, as atividades começaram a retornar gradualmente, mas os impactos da pandemia eram perceptíveis, especialmente na pesquisa. “Foi necessário me adaptar a essa nova realidade, equilibrando o aprendizado online com a necessidade de manter o foco nos estudos e na coleta de dados”, relata. A falta de interação presencial com colegas e orientadores, aliada à pressão por resultados, segundo ele, tornou o processo ainda mais desafiador. “A experiência, no entanto, fortaleceu minha resiliência, aprimorou minha organização e autonomia e me ensinou a buscar soluções criativas para os obstáculos da pesquisa”, afirma.

Para Leormando, chegar até aqui simboliza não apenas um avanço acadêmico, mas também a superação de um período adverso que contribuiu para o seu crescimento pessoal e profissional. “Hoje, percebo o quanto essa trajetória contribuiu para meu crescimento pessoal e profissional”, observa ele, enaltecendo o papel do Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro para a região amazônica.

“O PPGBIO-Interação tem um papel essencial para a região amazônica, especialmente diante da escassez de profissionais qualificados em diversas áreas de pesquisa. Ao formar pesquisadores altamente capacitados, o programa contribui diretamente para o avanço do conhecimento científico e para o desenvolvimento de soluções adaptadas às particularidades da Amazônia”, salienta, acrescentando que o Programa abre portas para novas frentes de pesquisa, estimulando investigações sobre a biodiversidade, a ecologia de patógenos e hospedeiros, e os desafios da saúde pública na região.

Leormando destaca ainda que, ao fortalecer a pesquisa e a inovação científica, o PPGBIO-Interação não apenas impulsiona o conhecimento acadêmico, mas também gera impactos positivos para as comunidades locais, promovendo o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida na Amazônia. “A interação entre diferentes disciplinas proporciona uma visão ampla e integrada dos problemas locais, permitindo a criação de estratégias mais eficazes para a conservação ambiental e o controle de doenças tropicais negligenciadas”, pontua.

IMPACTO

De acordo com Leormando, os resultados obtidos com a pesquisa reforçam a necessidade de vigilância epidemiológica, uma vez que a identificação de novos registros de ectoparasitos e a detecção de patógenos com potencial zoonótico evidenciam a relevância desses organismos na dinâmica de transmissão de doenças. “A caracterização da diversidade e distribuição dessas espécies permitem avaliar os riscos associados à transmissão de patógenos, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias de monitoramento na região, daí o impacto significativo do trabalho tanto para a saúde pública quanto para a conservação da biodiversidade na Amazônia, especialmente em uma região pouco estudada como Rondônia”, assegurou.

O doutorando explica que há ausência de informações sobre a interação entre morcegos, ectoparasitos e seus patógenos, fator que torna a pesquisa “essencial” para preencher essa lacuna e ampliar o conhecimento sobre o tema. “Além do impacto sanitário, a pesquisa fortalece o conhecimento taxonômico e biogeográfico dos ectoparasitos, permitindo uma melhor compreensão das relações entre hospedeiros e parasitas”, afirma. Ele ressalta também que o estudo aponta o potencial do fenômeno do “spillover”, que se refere à transmissão de patógenos de animais silvestres para humanos ou outros animais, além de criar estratégias de mitigação de riscos, especialmente em uma área de alta biodiversidade e intenso contato entre humanos e a fauna silvestre.

ABRANGÊNCIA

Coordenadora do PPGBIO-Interação, a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Priscila Ferreira Aquino, afirma que essa primeira defesa de tese representa um marco significativo para o Programa. “É um momento de felicidade e concretização da missão institucional do Programa, dando uma devolutiva também a sociedade ao formar um Doutor que possa atuar frente às particularidades locais de agravos de saúde, em específico associada a interação patógeno hospedeiro”, afirma Aquino.

A pesquisadora comenta que o trabalho do discente Leormando Dornellas está inserido na linha de pesquisa 1 do Programa (Eco-epidemiologia das Doenças Transmissíveis) e demonstra a abrangência que os estudos do PPGBIO-Interação podem alcançar. “A tese vem contribuir quanto à biodiversidade de organismos hospedeiros e/ou de agentes patogênicos para a compreensão de fatores ecológicos em Monte Negro, Rondônia; demonstrando que as pesquisas desenvolvidas no Doutorado do Programa podem alcançar outros estados na Amazônia”, observou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia leva curso de atualização do QualificaSUS para agentes comunitários de saúde de Autazes (AM)

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), firmou parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Autazes, a 110 quilômetros de Manaus, para a realização de um curso de atualização voltado para os agentes comunitários de saúde, em atuação nas zonas urbana, rural e ribeirinha do município, por meio do Programa QualificaSUS. Estão previstas formações para um total de 100 ACS do município, divididos em duas turmas. A primeira ocorrerá no período de 24 a 28/03 e a segunda, entre os dias 7 e 11/04.

No último dia 14/02, a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, se reuniu com o titular da pasta do município, Rainer Figueiredo, com a finalidade de apresentar oficialmente o programa, que se encontra em sua fase II de execução, e definir as obrigações de cada um dos entes para a realização da iniciativa.

Criado em 2019, o Programa QualificaSus tem como objetivo qualificar o corpo de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS, no nível de Atenção Básica. Rainer Figueiredo destacou a importância da cooperação com a Fiocruz Amazônia no sentido de potencializar a Saúde Pública no município, proporcionando maior qualidade no atendimento da população.

De acordo com Rosana Parente, a finalidade da reunião foi a de promover a aproximação com a nova gestão da Saúde no município. “Apresentamos o Programa QualificaSUS 2, que tem Autazes entre os municípios programados para receber cursos para os Agentes Comunitários de Saúde em serviço e definimos as atribuições por parte da Prefeitura de Autazes e da Fiocruz Amazônia”, afirmou. Os demais municípios que receberão as formações nesta fase 2 do QualificaSUS são Itapiranga, Manaquiri, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Novo Airão e Presidente Figueiredo. Autazes será o segundo município contemplado na atual fase, depois de Manaus, que já teve formados 203 ACS que atuam na Atenção Básica, entre os meses de outubro e dezembro do ano passado.

Na primeira fase do Programa, foram formados 6.476 profissionais da Atenção Básica, entre agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes comunitários de endemias (ACE). Na parceria, além dos cursos, o ILMD/Fiocruz Amazônia oferece os facilitadores, mobilidade dos facilitadores (Manaus/município/Manaus), material didático, datashow, notebook, sistema de inscrição e certificado. Às secretarias municipais de saúde cabem a liberação dos ACS e ACE para participar do curso, lista dos selecionados para os cursos, salas de aula para 50 pessoas com ar-condicionado preparada para receber notebook e datashow e apoio para mobilidade no município.

Criado por meio de emenda parlamentar do senador Omar Aziz, o QualificaSUS já ofertou cursos de formação e atualização em todos os 61 municípios do Amazonas, além da capital Manaus. Além dos cursos de formação inicial para ACS e ACE (Agentes de Combate a Endemias), também oferece especialização e mestrado para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, levando em conta a realidade de cada localidade e respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos. Os cursos contam com a parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia divulga 2ª Republicação da Chamada Pública referente ao Doutorado do PPGBIO-Interação 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 25/02, a 2ª Republicação da Chamada Pública Nº 003/2025, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). A republicação apresenta alterações na alínea IX do item 1.4 – Documentos exigidos na matrícula (Termo de Compromisso de Matrícula).

Acesse AQUI a republicação

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. As aulas terão início em março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia recebe equipe de Privacidade e Proteção de Dados da Fiocruz para tratar sobre a adequação da unidade à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu durante dois dias, 20 e 21/02, integrantes da equipe de Privacidade e Proteção de Dados (PPD) da Fundação Oswaldo Cruz, responsável pela implementação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) nas unidades da Fiocruz em todo o País. A LGPD é a lei brasileira que controla a privacidade e o uso/tratamento de dados pessoais, e que também altera os artigos 7º e 16º do Marco Civil da Internet.

Dentre as principais novidades, está a obrigação de os órgãos e os agentes públicos que lidam com dados pessoais informarem claramente aos cidadãos a finalidade da coleta de seus dados, limitando o uso dessas informações ao propósito específico declarado. Assim, os cidadãos passam a ter acesso aos seus dados, correção de informações incorretas, exclusão de dados desnecessários e portabilidade. Por sua vez, os órgãos e agentes que lidam com dados devem manter registros detalhados das operações de tratamento desses dados, incluindo a base legal e as medidas de segurança adotadas.

Em caso de descumprimento da LGPD, órgãos e agentes públicos estão sujeitos a sanções administrativas, como advertências, multas e até a suspensão das atividades de tratamento de dados. Como se pode presumir, a LGPD impacta a rotina da Fiocruz e seus trabalhadores ao exigir maior rigor no tratamento de dados pessoais, sejam eles de usuários, pesquisadores, colaboradores ou cidadãos envolvidos em estudos e demais atividades administrativas.

No intuito de contribuir para uma melhor compreensão sobre os impactos da LGPD nas rotinas de trabalho da instituição, a visita da equipe ao ILMD contou com a participação da encarregada titular de Dados, Laiza Daniele Nunes de Assumpção, do pesquisador Rodrigo Murtinho, do analista de Privacidade e Proteção de Dados, Carlos Henrique Soares Carvalho, da bolsista Erika Sayume; a tecnologista Ângela Volpini, e do analista jurídico Rafael Barboza.

No primeiro dia, a programação incluiu reunião com a diretoria da unidade e a realização de um seminário geral com o tema “Oportunidades e Desafios no Processo de Adequação da Fiocruz à LGPD”, voltado para toda a comunidade (servidores, terceirizados, bolsistas, alunos e colaboradores). Na sequência, uma roda de conversa com os servidores e pesquisadores em Saúde Pública da instituição permitiu um intercâmbio de experiências vivenciadas em outras unidades.

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o contato com a equipe permitiu uma rica troca de conhecimentos acerca da legislação. “Recebemos esclarecimentos importantes sobre o que deve ser feito para o devido cumprimento da lei por parte dos pesquisadores, alunos e setores da gestão, no que se refere às pesquisas com pessoas e compartilhamento de dados”, destacou.

Laiza Assumpção observa que o encontro foi uma oportunidade de conhecer a unidade e apresentar as atividades de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que estão sendo desenvolvidas pela PPD nas Unidades Regionais. “Mostramos o que já está sendo feito nos campi da Fiocruz em relação ao processo de adequação, quais são as perspectivas e o que precisamos fazer daqui pra frente”, explica.

No segundo dia, foram realizadas rodas de conversa, separadas, com as áreas de Ensino (reunindo coordenadores de programas de pós-graduação), Gestão e Pesquisa. De acordo com a encarregada titular de Dados da Fiocruz, com os setores da Gestão, foi possível destacar a importância da necessidade de adoção de medidas de cuidado que já podem ser implementadas nas rotinas de trabalho da unidade. “Até a aquisição de um sistema de monitoramento de gestão de dados, mostramos o que podemos fazer com as ferramentas de trabalho em setores como compras, infraestrutura, gestão de projetos, entre outros”, explicou.

 Com alunos e pesquisadores, o diálogo girou em torno dos procedimentos a serem adotados no sentido de aprimorar a produção e a segurança de dados dos trabalhos de pesquisa. “Como abordar os participantes da pesquisa, como cuidar dos dados do aluno e a propriedade intelectual e institucional da Fiocruz sobre esses dados foram algumas das questões discutidas, além da importância dos termos de consentimento, sigilo e compartilhamento no processo de produção da pesquisa”, ressaltou, acrescentando que foi uma oportunidade também para responder perguntas da vida prática.

A Equipe de Privacidade e Proteção de Dados é ligada à Diretoria Executiva/Presidência e vem realizando visitas técnicas às unidades regionais da Fiocruz no País. O ILMD/Fiocruz Amazônia é a quarta regional visitada. A equipe esteve antes nas unidades do Ceará, Minas Gerais e Pernambuco. Daqui, seguirá para Bahia, Distrito Federal e Paraná.

Analista de PPD lotado na Fiocruz Amazônia, Carlos Carvalho salienta que a LGPD garante que dados pessoais sejam utilizados de maneira transparente para fins legítimos, preservando os direitos dos cidadãos. “A Fiocruz deverá observar essas normas em todas as suas atividades institucionais que envolvam coleta e tratamento de dados pessoais, incluindo pesquisa, ensino, assistência, serviços, produção e inovação, comunicação, informação e gestão”, reforça.

SEMINÁRIO

A Equipe de PPD aproveitou a oportunidade para divulgar a realização do 1º Seminário de Privacidade e Proteção de Dados, da Fiocruz, que deverá acontecer no próximo mês de agosto, no Rio de Janeiro, com a participação de autoridades governamentais e pesquisadores que se dedicam ao estudo acadêmico do tema, visando reunir o maior número possível de contribuições para o processo de consolidação da LGPD na instituição. “Mais informações sobre o evento serão divulgadas na página da LGPD no Portal da Fiocruz, que é um importante canal de comunicação e fonte de informações sobre o tratamento de dados na Fiocruz”, recomendou Laiza Assunção. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: lgpd@fiocruz.br. Para as demais solicitações, você pode usar os canais de atendimento Fala.BR.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza acolhida aos alunos bolsistas de Iniciação Científica 2025  

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, no último dia 20/02, a acolhida aos novos alunos do Programa de Iniciação Científica da unidade, que este ano conta com 46 estudantes da graduação de nível superior, que terão a oportunidade de desenvolver projetos científicos sob orientação dos pesquisadores-doutores vinculados a laboratórios de pesquisa da unidade. O programa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com pagamento de bolsas de Iniciação Científica aos participantes. Nas boas-vindas dadas aos novos bolsistas, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e o coordenador do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, juntamente com os pesquisadores em Saúde Pública Felipe Arley Pessoa, Claudia Maria Ríos Velasques, Keillen Monick Martins Campos, do LaboratórioEcologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), e Fabiane Vinente, do Laboratório de História e Políticas de Saúde da Amazônia (LAHPSA), destacaram a importância do programa como um primeiro passo para uma possível carreira científica.

Os alunos puderam acompanhar também o evento de boas-vindas que acontecia simultaneamente no Rio de Janeiro – com transmissão para as unidades da Fiocruz em todo o País – promovido pela coordenação geral do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), da Fundação Oswaldo Cruz. “Os alunos conheceram um pouco mais sobre o programa de iniciação científica, seu histórico desde a criação até a evolução da quantidade de bolsas que são fornecidas pelas agências e instituições de fomento à pesquisa e o impacto na formação de futuros profissionais na área da Ciência”, explicou Yury Chaves.

Na acolhida em Manaus, os alunos puderam se apresentar e falar um pouco das expectativas em relação ao programa e aos laboratórios de pesquisa aos quais estarão vinculados, além de tomar conhecimento acerca das questões burocráticas, como crachás, seguro, direitos e deveres dos alunos, canais de comunicação, e a importância da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) e as expectativas em torno do desenvolvimento do evento, que conta com premiações e dá bastante visibilidade aos melhores trabalhos apresentados. “Aproveitem a oportunidade da Iniciação Científica para apresentar-se como futuros profissionais formados, que desejam trabalhar com pesquisa, e a visibilidade que a IC dá no futuro após a graduação. Aqueles que se destacam vão ganhando habilidades e consideramos importante reconhece isso”, ressaltou Stefanie Lopes.

IDA AO RIO DE JANEIRO

Este ano, três alunos bolsistas mais bem avaliados na edição 2024/2025 da Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) – Peterson Carvalhal, Isabele Praxedes e Kamila Araújo – participaram, no Rio de Janeiro, do evento de acolhida aos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), da Fiocruz. A solenidade aconteceu dia 22/02, no Auditório do Museu da Vida – Campus Fiocruz Manguinhos-Maré. A programação contou com palestra do vice-diretor de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Ademir Martins, e uma roda de conversa com convidados e pesquisadores da Fiocruz. Os alunos puderam participar ainda de um tour para conhecer o Parque da Ciência, Museu da Vida e o Castelo Mourisco.

Yury Chaves ressaltou a importância do incentivo institucional para que essa ação pudesse ser realizada. “Isso só foi possível graças ao apoio da direção da Fiocruz Amazônia, que trouxe novamente o costume de enviar, como parte de uma premiação, os alunos que tiveram seus projetos mais bem avaliados nas edições de iniciação científica. Destaco ainda a importância das agências de fomento (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq) pelo investimento na carreira científica desses jovens cientistas”.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa / Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia contribui para construção de plano de apoio institucional da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do MS para o Estado do Amazonas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será uma das instituições de ensino e pesquisa a contribuir com a construção do Plano de Apoio Institucional da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), do Ministério da Saúde, para o Amazonas. O apoio institucional da SAPS é desenvolvido a partir do Projeto Fortalecimento e Integração das Políticas de Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil: Práticas Interfederativas e Articulação Regional, de autoria da Fiocruz Brasília, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da SAPS. O Apoiador Institucional da SAPS para o Estado do Amazonas, Antônio Amâncio Neto, esteve reunido, nesta terça-feira, 18/02, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com a diretora Stefanie Lopes, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, e o pesquisador em Saúde Pública Fernando Herkrath, chefe do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI).

“Estamos iniciando as tratativas em torno da construção de um plano de apoio institucional para o Amazonas com o olhar da academia, da gestão em saúde e dos serviços envolvendo os atores reginais que promovem o SUS no Amazonas. É imperativo a contribuição das instituições de ensino e pesquisa na Amazônia, uma vez que estas geram conhecimento e fomentam a tomada de decisões para a gestão em saúde baseada em evidências científicas, a partir das intervenções dos projetos de pesquisa desenvolvidos na região”, explica Antônio Amâncio. Nesse sentido, segundo ele, a contribuição da Fiocruz Amazônia será de extrema relevância, uma vez que se inserem na confecção deste plano de apoio questões como especificidades locorregionais, o modo de vida social da população, potencialidades e desafios que o Estado apresenta.

Michele El Kadri destaca a relevância da iniciativa no sentido de aproximar o Ministério da Saúde da realidade dos territórios. “Por vezes quem está na assistência é absolvido pelas demandas urgentes dos serviços. Quem está no Ministério tem visão distante das demandas locais. Trazer a academia para essa discussão é muito estratégico como agente que subsidia com evidências a partir pesquisa para tornar ações mais eficientes para políticas públicas. Além disso, a Fiocruz Amazônia também tem papel importante na qualificação de profissionais especificamente para realidade da Amazônia”, ressaltou.

Recentemente, a ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, veio a Manaus para assinar portaria das equipes de saúde da família ribeirinha (ESFR) e participar da oficina nacional dessas equipes. A portaria amplia o financiamento, garante melhores condições de trabalho e atendimento às comunidades ribeirinhas, além de possibilitar contratação de mais profissionais, custeio de veículos terrestres e aquáticos que facilitem o deslocamento nas comunidades, implantação de novas equipes e qualificação do trabalho realizado junto à população.

“A edição da portaria materializa no território os princípios do SUS, como universalidade e equidade. Portanto, para além do aporte financeiro, o Ministério da Saúde traz o olhar necessário para o fortalecimento do vínculo, do acompanhamento e da qualidade dos serviços ofertados , e é justamente esta a premissa da gestão da ministra Nísia Trindade”, observa Amâncio.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Bolsistas de iniciação científica da Fiocruz Amazônia irão conhecer a sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro

Nesta terça-feira, 18/2, bolsista do Programa de Iniciação científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), embarcaram para o Rio de Janeiro, onde participarão do evento de acolhida aos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A solenidade acontece na quinta-feira, 20/2, auditório do Museu da Vida – Campus (Fiocruz Manguinhos-Maré).

A programação conta com palestra do vice-diretor de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IOC, Ademir Martins, e uma roda de conversa com convidados e pesquisadores da Fiocruz. Os alunos Peterson Carvalhal, Isabele Praxedes e Kamila Araújo, irão participar ainda de um Tour para conhecer a Instituição: Parque da Ciência, Museu da Vida e o Castelo Mourisco.

Para o coordenador do PIC – ILMD / Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, a visita às instalações da Fiocruz, representam um passo marcante na jornada acadêmica dos alunos, pois os mesmos acabam entendendo a dimensão institucional da Fiocruz e sentem-se mais acolhidos, como parte integrante e indispensável para o desenvolvimento da ciência brasileira. “Como coordenador, sinto-me bastante satisfeito com a possibilidade de enviarmos os 3 alunos mais bem avaliados na edição 2024/2025 da Reunião Anual de Iniciação Científica, que não só valoriza o empenho de cada um, mas também incentiva outros alunos a se dedicarem.

Chaves ressaltou a importância do incentivo institucional, para que essa ação pudesse ser realizada. “Isso só foi possível graças ao apoio da direção da Fiocruz Amazônia, que trouxe novamente o costume de enviar, como parte de uma premiação, os alunos que tiveram seus projetos mais bem avaliados nas edições de iniciação científica. Destaco ainda a importância das agências de fomento (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq) pelo investimento na carreira científica desses jovens cientistas.

Bolsista do programa, o acadêmico do curso de Medicina da Universidade Nilton Lins, Peterson Carvalhal, falou sobre suas expectativas. “É a primeira vez que vou conhecer a fundação Oswaldo Cruz. Estou muito animado para viver essa experiência, pois sempre tive muita vontade de trabalhar com pesquisa e, tenho planos de ser pesquisador futuramente, e a Fiocruz sempre foi uma das grandes referências de pesquisa no nosso país. Ter a oportunidade de estar na instituição, de conhecer os pesquisadores da Fiocruz do Rio de Janeiro, através desse evento, vai me proporcionar um enriquecimento educacional”, destacou.

Estudante do curso de Farmácia, da Faculdade Estácio do Amazonas, a bolsista Isabele Praxedes, se diz agradecida pela realização de um sonho, proporcionado pela Instituição. “Conhecer a Fiocruz é a realização de um sonho. Desde o momento em que eu me envolvi com ciência, a Fiocruz sempre foi uma grande referência para mim, tanto para a saúde do país inteiro, como para o desenvolvimento de pesquisa, então eu fico muito grata pela oportunidade de poder viajar, para conhecer o berço da saúde pública do Brasil. Tenho certeza de que vai acrescentar positivamente na minha trajetória acadêmica e profissional”, relata.

Kamila Araújo, estudante do curso de Biomedicina da Faculdade Metropolitana de Manaus – FAMETRO, pontou as oportunidades obtidas através do programa. “Só de pensar que vou conhecer outro Estado, já fico extremamente agradecida. Já tive a oportunidade de ir à São Paulo, participar de um evento pela Fiocruz Amazônia e, agora vou ao Rio de Janeiro. Agradeço muito o apoio de todos e em especial, minha família que está muito orgulhosa de mim”.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.

Atualmente o PIC conta com 46 alunos de iniciação científica, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes, ILMD Fiocruz Amazônia

Projeto Começo Meio Começo, de formação de trabalhadores da Atenção Básica dos campos, florestas e águas, inicia encontros presenciais nos territórios de oito estados da Região Norte

O Projeto Começo, Meio e Começo, de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia com o apoio do Ministério da Saúde em conjunto com parceiros institucionais, como Rede Unida, secretarias municipais e estaduais de Saúde e Conselhos de Secretários Municipais de Saúde de estados da Região Norte, Escola de Saúde Pública do Estado do Maranhão e Escola de Saúde Pública de Manaus, deu início neste mês de fevereiro ao ciclo de encontros presenciais, tendo como foco as equipes que atuam no cuidado da saúde nesses territórios. Ao todo, os facilitadores do projeto estarão em campo em 33 polos educacionais, nos Estados do Tocantins, Maranhão, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Amazonas, em encontros com duração mínima de três dias, trabalhando temáticas diversas, ligadas ao cotidiano dos lugares, a exemplo das questões de violência, injustiça e racismo ambiental e situações de intoxicação causadas pelo uso de agrotóxicos e mercúrio.

Os encontros seguirão cronograma elaborado pela coordenação geral do projeto, sob a responsabilidade do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt. Segundo ele, a ideia é trabalhar, nos encontros que acontecerão até o mês de julho, as temáticas que geram ou influenciam diretamente na qualidade de vida das populações dos campos, florestas e águas, levando sempre em conta os conhecimentos e saberes locais. A atividade que deu início à jornada de formações presenciais dos trabalhadores e trabalhadoras aconteceu na cidade de Palmas (TO), nos últimos dias 13, 14 e 15/02. O próximo município a ser visitado será Araguaína, segunda cidade mais populosa do Tocantins, nos dias 18, 19 e 20/02. Os dois polos reúnem aproximadamente 200 profissionais de saúde de 125 municípios tocantinenses.

De acordo com a coordenadora estadual do projeto para o Tocantins, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, Thalita Guedes, o intuito do Começo, Meio e Começo é reunir e capacitar 2.410 alunos em oito estados diferentes para que eles saibam como atender e produzir saúde nesses territórios e com essas populações amazônicas. Nos últimos dias 10, 11 e 12/02, em Manaus, um encontro de educação permanente reuniu facilitadores de toda a região Norte, incluindo o Estado do Maranhão, no terceiro ciclo de formação desses profissionais que atuarão no campo. O projeto reúne ao todo 33 facilitadores. “O primeiro polo ativado foi o do estado do Tocantins e até o final do prazo de execução do projeto teremos aproximadamente 480 municípios participando da formação, ao longo dos próximos meses até o encerramento em julho”, informa a coordenadora estadual.

Depois de Araguaína, serão realizados encontros em Belém, Breves, Altamira, Castanhal, Santarém, Marabá, Abaetetuba (PA), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), São Luiz, Pinheiro (MA), Manacapuru, Eirunepé, Tabatinga, Careiro, Manicoré (AM), Macapá (AP), Cruzeiro do Sul e Rio Branco (AC). Júlio Schweickardt explica que a formação tem o objetivo de contribuir com a implementação da Política Nacional da Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas”, criada em 2011 pelo Governo Federal, com o objetivo melhorar o nível de saúde dessas populações por meio de ações que busquem a qualificação do acesso aos serviços de saúde; a redução de riscos à saúde, decorrentes dos processos de trabalho e das inovações.

TRILHAS

Atuando também na coordenação do projeto, o pesquisador Alcindo Ferla, coordenador geral da Rede Unida, destaca que a formação de facilitadores resultou de um processo pedagógico composto por trilhas. “Essa última oficina com facilitadores foi o terceiro momento do ciclo de formação. Houve momentos anteriores em que reunimos a equipe pedagógica para analisar o que recebemos dos ciclos anteriores para planejarmos os dispositivos pedagógicos a serem utilizados nas formações. Após o encontro com os facilitadores, estes encontram os trabalhadores e trabalhadoras das equipes de saúde, que por sua vez, passarão a seguir o trabalho cotidiano, produzindo novos ciclos civilizatórios”, afirma, referindo-se à metodologia utilizada no processo de educação permanente em saúde.

O pesquisador observa que a formação é centrada na ideia de que precisamos estar preparados para entrar em contato com territórios e pessoas que não vivem da mesma forma que vivemos e inventariar saberes que podem ajudar a produzir um novo ciclo civilizatório, resgatando a ideia do respeito ao território e uma relação mais global.  “Facilitadores têm o papel de estimular que as equipes de saúde do SUS que atendem a essas populações dialoguem com  os saberes que estão lá, sem negligenciar o saber científico, além de levar o conhecimento sobre a política do SUS, protocolos e também saberes”, analisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa e Divulgação

Fiocruz Amazônia oferta vagas para aluno especial em disciplinas do PPGVIDA período 2025/1

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane, por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), informa que estará com inscrições abertas a partir desta segunda-feira, 17/02, para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o primeiro semestre de 2025. As inscrições ocorrerão até a quarta-feira, 19/02. O horário limite para envio da inscrição será 1 7h (horário de Manaus) do último dia de inscrição. A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 24 a 26 de fevereiro de 2025.

Confira aqui o edital

As inscrições podem ser feitas por alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; alunos de curso de pós-graduação
lato sensu da Fiocruz; alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu. O candidato só poderá se inscrever em apenas uma das cinco categorias oferecidas.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

The Lancet destaca relevância da trajetória do médico e pesquisador clinico Marcus Lacerda, especialista em malária na Amazônia

Pesquisador clínico especialista em malária do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o médico infectologista Marcus Larcerda é destaque da revista The Lancet, edição de fevereiro/2025, em artigo publicado, sobre a sua trajetória como pesquisador em saúde pública na Amazônia e a relevãncia do seu trabalho como cientista no enfrentamento a doenças infecciosas, em especial a malária, do tipo Vívax, predominante na região amazônica brasileira. A públicação destaca a importãncia dos estudos, coordenados por Larcerda, sobre o uso da Tafenoquina, única terapia para a cura radical da malária causada pelo plasmodium Vivax, aprovada nos últimos 40 anos. Há 24 anos, Lacerda tem se concentrado nessas pesquisas, conforme salienta The Lancet, uma das revistas científicas mais conhecidas e respeitadas no Mundo.

O texto ressalta que, embora a malária seja o seu principal foco, Lacerda também contribuiu para outras áreas de pesquisa em doenças infecciosas, com o reconhecimento da comunidade científica internacional. “A adesão à Fiocruz possibilitou me envolver mais intimamente nas questões relacionadas às drogas”, diz o especialista à revista, que destaca: “O trabalho de Lacerda é valorizado pelos colegas; Quique Bassat, Diretor Geral do ISGlobal, Barcelona, ​​Espanha, comenta: ‘Marcus Lacerda é um especialista em saúde global do século 21 gigante que dedicou sua vida profissional a dar visibilidade aos problemas de saúde da região amazônica brasileira e além. Sua pesquisa fundamental sobre o manejo da malária vivax e eliminação, seu trabalho incrivelmente rigoroso sobre o COVID-19 durante as dificuldades da pandemia, e seu compromisso destacando doenças tropicais ainda muito negligenciadas, são todos testemunho de sua motivação e lealdade para servir às necessidades de seus pacientes e comunidades”, relata a revista.

Na pandemia de COVID-19, Marcus Lacerda liderou um grupo de pesquisadores que fez um estudo de segurança de duas doses de difosfato de cloroquina para COVID-19 grave. Os resultados negativos do ensaio desafiaram as opiniões de alguns líderes munidais e por um período Lacerda recbeu ameaças online por extremistas políticos. “É estranho ser mais conhecido por o público por este trabalho do que as duas décadas de trabalho que tenho feito sobre a malária”, diz Lacerda ao The Lancet.

O artigo descreve ainda aspectos pessoais da vida do cientista. Conta que Lacerda nasceu na periferia de Brasília e que foi, inspirado em seu tio João Felix Cunha, ginecologista, que decidiu ingressar na faculdade de medicina na Universidade de Brasília, aos 16 anos. Como estudante de medicina, morou por três meses com missionários católicos canadenses, período no qual trabalhou como único médico, ainda não qualificado, no município de Caapiranga, interior do Amazonas.

Durante seus estudos médicos, Marcus Lacerda começou a ver a importância da pesquisa. Sua primeira experiência de pesquisa foi em imunologia e mais tarde em malária. Em 2002, mudou-se para a Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado, em Manaus, onde continua a trabalhar como Especialista em Doenças Infecciosas/Tropical Especialista em Medicina.

Seu primeiro ensaio clínico teve como finalidade testar arteméter – lumefantrina para malária falciparum não grave nas Américas, que mais tarde se tornou o regime padrão no Brasil. Concluiu seu Doutorado em Medicina Tropical em 2007 e prosseguiu sua carreira em medicina e pesquisa. Lacerda foi presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical entre 2015 e 2017, tendo dedicado grande parte do seu tempo para formar alunos de pós-graduação na Universidade do Estado do Amazonas, em Manaus. Também levantou financiamentos para ensaios clínicos junto a agências brasileiras e internacionais.

Historicamente, relata a revista, a maior parte do financiamento para a malária centrou-se na malária P falciparum por apresentar maior letalidade; mas, com cerca de 83% da malária casos no Brasil por P vivax, Lacerda conseguiu redirecionar mais financiamento para entender o peso desta doença. Lacerda então fez parceria com Medicamentos para a Malaria Venture, co-patrocinadora dos ensaios clínicos com GlaxoSmithKline, para desenvolver tafenoquina, uma primaquina derivado com meia-vida mais longa, permitindo uma dose única regime. Lacerda liderou estudos de implementação da tafenoquina na Amazônia brasileira após testes para a enzima G6PD.

A viabilidade do uso de uma dose única de tafenoquina para curar a malária vivax está mudando as diretrizes internacionais – OMS divulgou novas orientações em dezembro de 2024 – e o regimejá está sendo implementado em alguns países. Lacerda explica seu “centro único de pesquisa clínica na Amazônia tem como objetivo fornecer evidências para a administração de tafenoquina após a triagem sorológica para avançar em direção da eliminação da malária vivax no Brasil e em outros lugares (…)”.

O artigo relembra também que não foi só na malária que Lacerda tem a sua marca. Trabalhando com Beatriz Grinsztejn, que lidera a área de HIV e questões de saúde sexual para a Fiocruz, Marcus Lacerda utilizou a infraestrutura que havia estabelecido em Manaus para o teste de implementação no Brasil da profilaxia oral pré-exposição (ImPrEP) para prevenção do HIV em 2018, além de testes de cabotegravir e lenacapavir como PrEP injetável de ação prolongada.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello

Fiocruz Amazônia divulga 1ª Republicação da Chamada Pública referente ao Mestrado do PPGBIO-Interação 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 12/02, a 1ª Republicação da Chamada Pública Nº 010/2024, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). A republicação apresenta alterações no Quadro 1 – Cronograma da Matrícula Institucional, observando os dias e documentos necessários especificados na chamada publicada.

O prazo para matrículas será de 21 a 27/02/2025. As demais etapas para o ingresso ao Curso de Mestrado são: Análise dos documentos dos candidatos pela Secretaria Acadêmica (28/02 e 06/03/2025); convocação de candidatos suplentes para matrícula (07/03/2025); análise dos documentos dos candidatos suplentes (07/03/2025); e publicação da lista de matriculados (07/03/2025). As aulas terão início em março de 2025.

Acesse AQUI a republicação.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga 1ª Republicação da Chamada Pública referente ao Doutorado do PPGBIO-Interação 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 12/02, a 1ª Republicação da Chamada Pública Nº 011/2024, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). A republicação apresenta alterações no Quadro 1 – Cronograma da Matrícula Institucional, observando os dias e documentos necessários especificados na chamada publicada no endereço eletrônico https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031.

O prazo para matrículas será de 21 a 27/02/2025. As demais etapas para o ingresso ao Curso de Doutorado são: Análise dos documentos dos candidatos pela Secretaria Acadêmcia (28/02 e 06/03/2025); Convocação de candidatos suplentes para matrícula (07/03/2025); Análise dos documentos dos candidatos suplentes (07/03/2025); Publicação da lista de matriculados (07/03/2025).

Acesse AQUI a republicação

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. As aulas terão início em março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júliio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisadoras da Fiocruz Amazônia recebem homenagem da Fapeam nas áreas de Ciências Biológicas e Ciências Exatas

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, foi uma das seis pesquisadoras que receberam na tarde da última terça-feira, 11/02, a Menção Honrosa Mulheres que Brilham na Ciência no Amazonas, concedida pelo Movimento Mulheres e Meninas na Ciência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A homenagem ocorreu no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência em reconhecimento às mulheres pesquisadoras em atuação no Amazonas com maior número de projetos fomentados pela Fapeam entre 2019 e 2024. Doutora em Genética e Biologia Molecular, Stefanie recebeu a Menção Honrosa na categoria Ciências Biológicas das mãos da diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

A homenagem “Mulheres que Brilham na Ciência no Amazonas” também laureou a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Priscila Ferreira Aquino, que não compareceu a solenidade por motivos de força maior. Doutora em Bioquimica, Priscila integra o Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS). O objetivo da Fapeam é reconhecer publicamente o trabalho desenvolvido por cientistas mulheres que atuam em instituições de ensino e pesquisa do estado, por sua destacada trajetória profissional e contribuição para a área da CT&I no Amazonas. Falando em nome da Fiocruz Amazônia, Stefanie agradeceu o reconhecimento e destacou a importância da iniciativa da Fapeam como um incentivo para que cada vez mais mulheres venham ocupar espaço na área de Ciência, Tecnologia & Inovação no Estado.

Junto com Stefanie Lopes e Priscila Aquino, foram homenageadas Jacqueline de Almeida Gonçalves Sanchett e Gimima Beatriz Melo da Silva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Flávia Kelly Siqueira de Souza e Angsula Ghosh, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); e Amanda Ramos Mustafa, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar. “Hoje me sinto orgulhosa quando escuto de alguém que sou motivo de inspiração e o incentivo da Fapeam para que cada vez mais jovens possam galgar esses espaços é fundamental. Mulheres diversas e de todos os lugares porque a diversidade é essencial para o pensar e o fazer”, observou Stefanie, destacando a importância dos editais para mulheres da Fapeam, ainda mais para uma região desigual e que necessita de um olhar diferenciado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa (com informações da Assessoria de Comunicação da Fapeam)

Fotos: Ayrton Lopes/Fapeam e Arquivo / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia deverá ter participação ampliada na nova etapa do Programa VigiFronteiras Brasil

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deverá ter participação ampliada na próxima turma do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil 2), da Fundação Oswaldo Cruz, com a inserção de novos programas de pós-graduação no consórcio que integra a iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A coordenadora Geral de Educação da Fiocruz e coordenadora do VigiFronteiras Brasil, Eduarda Cesse, juntamente com a coordenadora acadêmica, Andréa Sobral, e a coordenadora de gestão do programa, Adelia Araújo, reuniram-se na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, no último dia 5 de fevereiro, com representantes da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, e a Diretora Stefanie Lopes, para articular a ampliação da participação e consolidar a unidade como um polo do Programa VigiFronteiras Brasil 2. A primeira turma, que ainda está em curso, contou com alunos do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), com 13 formados.

Para a segunda turma do VigiFronteiras deverão ser incorporados dois novos programas do ILMD/Fiocruz Amazônia: o Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM). A coordenadora geral do VigiFronteiras, Eduarda Cesse, ressalta a importância da participação da Fiocruz Amazônia, como Unidade Polo do programa.

“A Fiocruz Amazônia é estratégica pela sua posição geográfica, pela qualidade de seus programas e pela experiência e capacidade dos seus pesquisadores em formar recursos humanos para o SUS na região e nas áreas de fronteira, a exemplo do que já faz ao longo de sua história e do que têm formado na primeira turma do VigiFronteiras, que com certeza vai se repetir o VigiFronteiras 2”, afirma Eduarda Cesse, reforçando a importância da incorporação de novos programas de pós-graduação da região amazônica. Na ocasião, ela destacou o empenho da Fiocruz Amazônia no Vigifronteiras 1. “Agradecemos o comprometimento de diversos docentes e da unidade como um todo com programa. Tivemos diversos casos de sucesso, de mestrandos formados que até ganharam prêmios, o que só reforça a qualidade do nosso programa e é um termômetro de que estamos no caminho certo”, salientou.

O consórcio de programas de pós-graduação que formam o Programa VigiFronteiras-Brasil conta também com os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul. Outras informações sobre programa no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no seu perfil nas mídias sociais @formacaovigisaudefiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os aprovados no processo seletivo para ingresso no Mestrado do PPGBIO-Interação em 2025  

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), convoca para matrícula institucional os candidatos classificados no Processo Seletivo 2024, referente à Chamada Pública 010/2024, para ingresso no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), turma do primeiro semestre de 2025.  A matrícula acontece entre os dias 21 e 24 de fevereiro de 2025, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, na Rua Teresina, 476, Adrianópolis.

Para ingresso no curso, os candidatos deverão se apresentar para efetivação da Matrícula Institucional, observando dias e documentos necessários especificados nesta Chamada, publicada no endereço eletrônico https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia apresenta projetos para melhoria da Atenção Básica na Amazônia

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou a apresentação de dois projetos financiados pelo Ministério da Saúde, denominados “Começo Meio Começo” e “Diagnóstico das Unidades Básicas de Saúde na Amazônia Legal e Pantanal”, durante o Encontro Nacional da Estratégia Saúde da Família Ribeirinha, promovido pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira, 5/02, no Auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM). Os dois projetos, desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia e parceiros institucionais, têm em comum a finalidade de promover a melhoria da qualidade da assistência básica à saúde, para as populações do campo, floresta e das águas, atuando na capacitação dos trabalhadores em saúde de oito estados da Amazônia e no diagnóstico situacional de Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF) em funcionamento na região, como equipamentos efetivos de assistência e cuidado com a saúde de populações ribeirinhas.

As duas pesquisas são executadas pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), com apoio do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (Sagespi), do ILMD/Fiocruz Amazônia, tendo como parceiros institucionais a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Os estudos estão sendo viabilizados por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Ministério da Saúde, através da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, e visam o fortalecimento das políticas de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas e da estratégia de Atenção Primária à Saúde Fluvial no Brasil.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, que participou do encontro na ALEAM, na parte da tarde, após visitar comunidades ribeirinhas e duas UBS fluviais no Baixo e Alto Rio Negro, assinou portaria que amplia a destinação de recursos do Governo Federal para garantir melhoria das condições de assistência à saúde aos municípios da região amazônica. A medida possibilitará contratação de mais profissionais para as equipes da Atenção Primária, custeio de veículos terrestres e aquáticos que facilitem o deslocamento nas comunidades, implantação de novas equipes e qualificação do trabalho realizado junto à população. Atualmente, são 311 equipes de saúde ribeirinha em atuação em 86 municípios.

Apresentada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, a pesquisa “Diagnóstico das Unidades Básicas de Saúde na Amazônia Legal e Pantanal” terá dois anos de duração (podendo ser prorrogada), com expedições que irão avaliar as condições de funcionamento de 43 UBSFs nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. O anúncio foi feito com a participação da vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, e dos pesquisadores Fernando Herkrath e Amândia Braga, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI). O estudo conta com a parceria da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz.

Rodrigo Tobias explicou que as expedições da pesquisa começam a partir deste primeiro semestre e serão executadas por representantes do MS, Fiocruz e os parceiros institucionais. As rotas serão estabelecidas de acordo com as demandas logísticas. Criada há 12 anos, a estratégia de Atenção Primária à Saúde fluvial só existe no Brasil. A pesquisa irá levantar quais as ações desenvolvidas pelas equipes de gestão de 43 UBSFs, de um total de 96 cadastradas pelo MS. “Esse indicador é essencial para se compreender as condições de financiamento dessa estratégia de Saúde Básica – bem como identificar oportunidades e desafios, incluindo aspectos como a sazonalidade dos rios, navegabilidade e a fixação dos profissionais de saúde, levando-se em conta sempre a garantia ao direito universal à saúde em contextos tão desafiadores”, explica o pesquisador do Lahpsa, Rodrigo Tobias.

A partir do diagnóstico, o Ministério da Saúde poderá subsidiar ações como reativação de embarcações, ampliação da oferta do serviço e a qualificação das equipes de Saúde da Família que atuam nessas unidades. “A Política Nacional de Atenção Básica reconhece a singularidade dos territórios amazônicos e, por meio das UBS fluviais, busca levar serviços de saúde diretamente a populações ribeirinhas, provendo atendimento médico, ambulatorial, odontológico, saúde da mulher, exames laboratoriais, vacinação e ações de educação em saúde, no entanto sabemos que a efetividade desse modelo depende de um planejamento logístico e metodológico robusto capaz de superar os desafios geográficos, climáticos e estruturais da região”, afirma a coordenadora de Acesso e Equidade da Coordenação Geral de Saúde da Família e Comunidade, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do MS, Lilian Gonçalves.

No último mês de dezembro, ocorreu a 1ª Oficina de Planejamento do projeto na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus. O evento reuniu representantes das instituições envolvidas para avaliar e construir um plano integrado abrangendo planejamento logístico operacional e científico metodológico para o início oficial ao trabalho. “O objetivo do diagnóstico será o de promover uma avaliação dos serviços prestados, da efetividade desse serviço, dos custos envolvidos para garantir o acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde para as populações ribeirinhas, tudo isso à luz do território líquido e suas sazonalidades e, claro, observando quanto as UBS fluviais têm garantido o acesso a serviços de saúde para populações ribeirinhas em períodos de cheia e seca”, salienta Rodrigo Tobias.

A diretora da Fiocruz Amazonia, Stefanie Lopes, enfatiza a importância da parceria entre as instituições responsáveis pela execução. “É sempre uma oportunidade ser uma instituição que está coordenando um projeto desenvolvido na região amazônica e agradecer a confiança de estar à frente desse TED, sem deixar de reconhecer que o trabalho não se faz sozinho. As instituições que vão participar do projeto têm uma relevância fundamental na promoção desse diagnostico, que é estratégico para a construção de uma política pública que amplie o acesso à Atenção Primaria em Saúde para todos os grupos sociais que vivem na floresta”, ressalta.

NAVEGABILIDADE

No diagnóstico, serão observadas também as condições de navegabilidade das calhas dos rios. “Alguns projetos de embarcação, por exemplo, precisarão ser adaptados. A ideia é que as UBSFs se adequem aos níveis dos cursos dos rios, garantindo também que elas tenham estruturas de sustentabilidade, como placas solares e internet em tempo correto, como forma de superar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e os períodos de seca extrema vivenciados na Amazônia”, afirma Tobias, salientando que será a primeira avaliação do serviço das UBS Fluviais doze anos após a criação dessa estratégia de atenção à saúde. Para o pesquisador, tão importante quanto realizar o diagnóstico é também divulgar uma estratégia de oferta de serviços de saúde na perspectiva da equidade, que pode ser implantada nas regiões de florestas tropicais do mundo inteiro.

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

O Projeto de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, batizado de Começo Meio e Começo, é fruto de parceria entre o Ministério da Saúde, Fiocruz Amazônia e Rede Unida. O projeto pretende beneficiar até 3,5 mil profissionais de Saúde Primária em municípios de oito estados da Amazônia Legal, representando um importante passo para a execução da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas, criada em 2011. A primeira formação do projeto foi realizada em junho do ano passado, com a participação de um total de 69 pessoas, sendo 31 facilitadores, oito articuladores, seis coordenadores e quatro conteudistas, dos Estados do Pará, Amapá, Maranhão, Acre e Amazonas, além de convidados de secretárias estaduais e municipais, Cosems-PA, Cosems-AC, Cosems-AM e Ministério da Saúde. O projeto foi apresentado pelo pesquisador em Saúde Pública, Júlio César Schweickardt, responsável pela coordenação. Nos próximas dias 10, 11 e 12/02, acontece, em Manaus, o 3º Encontro de Educação Parmanente para Facilitadores e, em seguida, a primeira formação presencial com os cursistas na cidade de Palmas (TO), nos dias 13, 14 e 15/02.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Especial para a Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia se integra ao Projeto STEM na Saúde de equidade de gênero em ciência, tecnologia e inovação

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das unidades regionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) envolvidas com a execução do Projeto STEM na Saúde: Mentoria para a promoção da equidade de gênero em ciência, tecnologia e inovação, desenvolvido pela Vice-Presidência de Educação, Comunicação e Informação (VPEIC), no âmbito do Programa Mulheres e Meninas na Ciência. Trata-se de um projeto em rede nacional pioneiro, integrando todas as unidades da Fiocruz no País, que conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, idealizado para beneficiar diretamente, com concessão de bolsas, meninas e mulheres, jovens estudantes e pesquisadoras da Fiocruz e instituições parceiras, com ações de capacitação e desenvolvimento profissional nas áreas de CT&I, com foco na inclusão de mulheres em atividades científicas inovadoras.

O projeto foi lançado oficialmente, na última sexta-feira, 31/01, durante o 1º Seminário STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) na Saúde, no Campus Manguinhos (RJ), pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, e a coordenadora do STEM na Saúde, Cristina Araripe. O projeto está estruturado em quatro eixos: capacitação e desenvolvimento profissional de alunas da educação básica e universitária, aumento de oportunidades educacionais e de emprego para jovens em situação de vulnerabilidade social, redução das desigualdades de gênero, raça e etnia e fortalecimento dos direitos das mulheres, garantindo-lhes o direito fundamental de fazer suas escolhas.

A antropóloga Fabiane Vinente, técnica em saúde publica do Laboratório de História, Políticas Publicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), representa o ILMD/Fiocruz Amazônia no projeto. “O STEM na Saúde é uma oportunidade que se abre para a formação de uma rede colaborativa entre cientistas de carreira e meninas que precisam ser mais estimuladas e expostas à Ciência. É aí que entramos, enquanto unidade da Fiocruz na Amazônia, trabalhando junto para que essas oportunidades cheguem às nossas meninas indígenas, ribeirinhas, migrantes e quilombolas”, ressalta Vinente, observando que, apesar do crescimento da participação de mulheres na graduação e pós-graduação no Brasil, a presença feminina ainda é rara em posições de comando nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Cristina Araripe explica que o projeto prevê ações de formação em todos os níveis de escolarização – do ensino fundamental ao ensino superior, incluindo a pós-graduação – e será construído em colaboração com pesquisadoras da Fiocruz e de instituições parceiras, visando promover a inclusão social e a cidadania para meninas e mulheres historicamente excluídas da CT&I. Poderão participar alunas do 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental, do 1º ou 2º ano do Ensino Médio e de graduação das áreas de Ciências Exatas, Engenharia  e Computação, matriculadas em instituições públicas, preferencialmente em segmentos sociais e territórios vulnerabilizados.

“Áreas como Matemática, Engenharia, Informática, crescem muito no mundo mas têm um déficit de participação de mulheres. O Projeto STEM na Saúde surge como uma forma de estabelecer uma série de discussões relacionadas ao viés sexista, ao machismo institucional, à forma de socialização da mulher e à maneira como essas disciplinas são apresentadas às meninas desde a infância. Uma discussão superampla que o Projeto STEM quer trazer para a área da saúde”, afirma Vinente.

O seminário contou com a participação de representantes da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Universidade Federal Rural de Pernambuco, CNPq/MCTI, Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Biomanguinhos, Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Fiocruz Ceará, Fiocruz Bahia, Fiocruz Brasília e Fiocruz Paraná.

NOVO MOMENTO

Cristiani Machado destacou que o STEM na Saúde marca um novo momento do Programa Meninas e Mulheres na Ciência. “O programa foi construído a partir de uma história na Fiocruz de inserção das mulheres, de décadas, particularmente a partir de 2009, com a intensificação e o fortalecimento do debate. Em 2018, em 117 anos de história, elegemos a primeira mulher presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, hoje a primeira mulher ministra da Saúde do País. O programa Mulheres e Meninas na Ciência nasce em 2019 dessa confluência de fatores, com participação imensa da Fiocruz, por meio de suas unidades, e não esgota toda a luta de uma série de outros movimentos pela equidade que acontecem na Fiocruz, mas temos muito a avançar”, salientou.

A vice-presidente lembrou que a principal finalidade da iniciativa é a inserção das mulheres em áreas do conhecimento em que elas estão subrepresentadas. “O STEM na Saúde tanto valoriza a inserção de jovens, como meninas que estão na Educação Básica a terem a possiblidade de despertar o interesse de atuar nessas áreas, assim como as que estão na Graduação e podem atuar nas respectivas áreas de ponta, seja na Fiocruz ou nas instituições parceiras. A Ciência precisa ser mais inclusiva”, frisou.

MENTORIA

Em sua apresentação, Cristina Araripe pontuou que a mentoria científica, enquanto método e metodologia de ensino, pode proporcionar às alunas, professoras e tutoras participantes a oportunidade de vivenciar experiências de iniciação à pesquisa e de formação profissional, em ambientes de acolhimento institucional, em espaços de trocas que respeitam a diversidade e valorizam a inclusão social e a cidadania .

O projeto possui os seguintes módulos de formação: iniciação à pesquisa científica e tecnológica , desenvolvimento de habilidades estratégias, orientação profissional e psicossocial e formação para o exercício da cidadania. As áreas de pesquisa são: Saúde Pública, Biologia Computacional (Bioinformática), Biotecnologia, Ciencia de Dados, Computação Científica (Matemática e Estatística), Epidemiologia, Epidemiologia Genômica, Engenharias Biomédicas, Engenharia de Produção, Engenharia Genética, Engenharia Química e Engenharia de Sistemas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia ganha prêmio Ênio Candotti na categoria Pesquisador Inovador

O pesquisador da Fiocruz Amazônia Luis André Morais Mariúba, venceu o Prêmio Fapeam de Ciência, Tecnologia e Inovação Ênio Candotti, edição 2024, na categoria Pesquisador Inovador para o Setor Empresarial. Mariúba coordena o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da unidade da Fiocruz em Manaus, é membro do laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA) e é responsável pela coordenação de projetos de pesquisa para desenvolvimento de tecnologias, produtos e processos, entre os quais kits de teste diagnóstico e protótipos vacinais para diversos tipos de doenças.

A solenidade de premiação ocorreu na tarde desta segunda-feira, 27/01, na sede do Museu da Amazônia (Musa), na Cidade de Deus, Zona Leste de Manaus, em homenagem ao pesquisador que dá nome ao prêmio. Na oportunidade, a Fapeam fez o lançamento dos novos editais em oito programas, sendo dois inéditos, com recursos no valor de R$ 59 milhões que serão utilizados para apoiar a formação de recursos humanos, desenvolvimento de pesquisas, ações de popularização da ciência e inovação tecnológica.

Luis André Mariúba destacou a importância do reconhecimento proporcionado pelo Prêmio Fapeam de CTI. “É uma forma de reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, não só para mim, mas pelo grupo que trabalha comigo, sempre de forma colaborativa. A premiação demonstra que temos essa capacidade e podemos aumentar cada vez mais nossa produção”, afirmou o pesquisador, lembrando que a submissão ao prêmio incluiu histórico acadêmico, toda a produção desenvolvida sob sua coordenação ao longo dos últimos anos, seja na forma de artigos, patentes, colaborações para a formação de empresas e produtos desenvolvidos que trouxeram retorno na formação de recursos humanos e benefícios diretos para a sociedade.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, agradeceu pela premiação e os editais lançados, enaltecendo o trabalho de fomento à produção científica da Fapeam. “Esse fomento é fundamental. A Fapeam tem lançado anualmente editais inovadores, essenciais para nossas atividades e que agregam à nossa missão institucional de divulgar a Ciência que é feita no Amazonas”, afirmou.

A diretora presidente da Fapeam, Marcia Perales, lembrou que nos últimos anos, o Amazonas tem vivenciado importantes desafios e transformações no plano da ciência. “Ao reposicionar a área de CTI como estratégica e estruturante para o desenvolvimento do Amazonas, o Governo do Estado vem dando apoio político e garantindo investimentos do tesouro estadual nesta área, favorecendo o desenvolvimento científico e tecnológico, seja por meio do fomento à pesquisa inovação ou empreendedorismo, seja por meio do olhar que valoriza fortemente a formação de recursos humanos”, frisou.

SOBRE O NIT

O laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA) atua primariamente na pesquisa básica buscando entender aspectos genéticos, bioquímicos e imunológicos envolvidos na interação dos patógenos – agentes causadores das doenças infecciosas – e seu hospedeiro – no caso o homem ou também o vetor transmissor dessa doença. A partir do conhecimento básico sobre essas interações, o grupo também atua também na prospecção de moléculas destes patógenos que possam ser utilizadas em novas composições vacinais, ou que possam ser utilizadas como marcadores de infecção em kits de diagnóstico, por exemplo.

O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

EDITAIS

Neste primeiro repasse de 2025, os editais lançados pela Fapeam totalizam investimentos de R$ 59,3 milhões, sendo dois programas iniciativas inéditas em CT&I: o Programa de Apoio à Mobilidade de Pesquisadores Visitantes e Pós-Doutorado em Áreas Prioritárias de Ciência. Ao todo, serão amparados 824 projetos, 5.164 bolsas e 112 Auxílios-Pesquisa por meio dos oito programas lançados pelo Governo do Amazonas. Os editais estão disponíveis no site da Fapeam. Os recursos destinados para os oito programas são exclusivos do tesouro estadual, mantendo o Amazonas como o estado que mais investe em bolsas para formação de recursos humanos por quatro anos consecutivos. Desde 2019, mais de R$ 780 milhões foram aportados na área de CT&I. Até 2026, a meta é repassar R$ 1 bilhão em fomento para a área científica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia participa de discussão sobre prioridades de investigação acerca dos vetores da febre Oropouche

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das instituições de pesquisa presentes à Reunião de Especialistas para discussão de prioridades de investigação sobre o vírus Oropouche, promovida pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS), na cidade de Bogotá, na Colômbia. O evento terá dois dias de duração, 22 e 23/01, reunindo pesquisadores e especialistas de países da América Latina e Caribe, tendo como um dos focos principais os estudos acerca da biologia dos mosquitos silvestres, apontados como potenciais vetores da doença. Especialistas na área, os pesquisadores em Saúde Pública do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), da Fiocruz Amazônia, Felipe Costa Arley Pessoa e Cláudia Maria Río Velasquez, participam do evento abordando possíveis estratégias de vigilância, captura e controle, além de dados sobre a ecologia de potenciais vetores, a exemplo do maruim (Culicoides), e os desafios para o controle da febre Oropouche

Em sua palestra, Felipe Pessoa ressaltou a importância dos estudos entomológicos realizados nos países de ocorrência da doença, como uma forma de entender o papel dos vetores no processo de disseminação da febre Oropouche. “Na palestra, enfatizei a questão dos mosquitos silvestres e urbanos, destacando os Culicoides, que são objeto de estudos do grupo de pesquisa do nosso Laboratório e em quais das Américas tiveram mais estudos sobre ecologia e dados de biologia desses vetores. Há uma ausência de informações e a necessidade de estudos que a OPAS vai induzir junto com a OMS nesses diversos países sobre linhas de pesquisa que devem se iniciar com o objetivo final do controle da doença”, explica o pesquisador, salientando que muito ainda tem que ser feito para conhecer a ecologia desses vetores (taxonomia, sistemática, capacidade vetorial, competência vetorial). Todas as propostas farão parte de um documento que a OPAS produzirá ao final do encontro.

Em novembro do ano passado, a Fiocruz Amazônia, em parceria com a OPAS/OMS e Ministério da Saúde (MS), realizou curso de imersão sobre taxonomia do maruim (Culicoides) para entomólogos de nove países das Américas do Sul e Central e do Caribe, dentro do Programa Regional de Entomologia em Saúde Pública da OPAS/OMS. A capacitação enfocou aspectos da biologia, ecologia e vigilância dos insetos do gênero Culicoides, capacitando, no total, 18 entomólogos de países como Bolívia, Cuba, Guatemala, Honduras, República Domenicana, Costa Rica, Paraguai e Brasil, com o suporte logístico e financeiro da OPAS. O curso foi ministrado pelo Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia e Instituto Mamirauá entregam lanternas doadas por multinacional francesa de soluções de energia para parteiras do Amazonas

A Fiocruz Amazônia e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá realizaram nesta segunda-feira, 20/01, Dia Nacional da Parteira, a entrega de 1.000 lanternas recarregáveis com energia solar doadas pela multinacional francesa Schneider Eletric para as parteiras tradicionais do Amazonas. Os equipamentos foram entregues às representantes da Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas Algodão Roxo (APTAM), em ato realizado na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus, com a presença de parteiras de diversos municípios, entre eles Tefé, Itacoatiara, Maraã, São Gabriel da Cachoeira e Manaus, juntamente com representantes do Instituto Mamirauá, a direção da Fiocruz Amazônia e o pesquisador do Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde na Amazônia, Júlio César Schweickardt.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou a importância da doação dos equipamentos, afirmando que serão um diferencial no trabalho das parteiras. “Muitas delas são de localidades bastante remotas e com certeza o apoio da iluminação vai proporcionar acesso e melhores condições de atuação naquilo que elas já fazem com excelência. Temos certeza de que as lanternas solares serão um diferencial nesse trabalho humanitário e comunitário que as parteiras já fazem e nós, da Fiocruz Amazônia, estamos muito felizes de poder compartilhar esse momento com todas elas, juntamente com parceiros, como o Instituto Mamirauá, a Algodão Roxo e as empresas responsáveis pela doação”, pontuou Stefanie Lopes.

O reconhecimento e a remuneração do trabalho das parteiras tradicionasi como profissionais que atuam auxiliando o Sistema Único de Saúde no cuidado com a saúde da mulher são reivindicações antigas. O pesquisador Júlio Schweickardt, coordenador do “Projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde da Mulher no Estado do Amazonas”, desenvolvido desde 2016, afirma que a finalidade principal das ações desenvolvidas é ade promover o fortalecimento da organização e a busca pelo reconhecimento legal da profissão das parteiras.

“Ter esse reconhecimento por parte das empresas doadoras é de extrema importância para as parteiras. Ninguém imagina a importância dessas lanternas para essas mulheres. Elas precisam também de tesoura, máscara, álcool, bota, sombrinha, protetor solar. Qualquer doação é muito bem-vinda e representa um reconhecimento ao trabalho e um passo a mais na busca dos direitos”, explica Schweickardt. Segundo ele, as lanternas solares irão gerar um impacto muito grande para as parteiras. “No contexto urbano, não imaginamos como é ficar sem energia. Imagine em lugares onde não tem energia, a lanterna irá auxiliar não só na hora do parto mas também nos deslocamento e na melhoria da qualidade de vida das parteiras”, afirma o pesquisador.

De acordo com Schweickardt, o Amazonas possui mais de mil parteiras em atuação em todos os municípios e territórios. Elas vivem e trabalham em áreas ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A presidente da APTAM, Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues, afirma que as parteiras tradicionais, em sua grande maioria, trabalham em comunidades ribeirinhas e, em muitas ocasiões, precisam sair de casa à noite para realizar os partos em localidades onde não há energia. “A lanterna solar é importante principalmente para as parteiras que são mais idosas, todas nós agradecemos muito pelo apoio”, observa, agradecendo também a parceria da Fiocruz Amazônia. “A Fiocruz é nossa voz. Somos mulheres que lutam pelos direitos das parteiras tradicionais, com conhecimento que vem sendo passado de geração em geração e que foram esquecidas. A Fiocruz é a voz que nos representa e todas as pessoas que se manifestam em nosso favor são nossos padrinhos e lutam pela mesma causa”, salientou Socorro.

VULNERABILIDADE

As lanternas solares são uma das três linhas específicas de produtos desenvolvidos pela Schneider Eletric, por meio do Programa Business with Empathy. com foco em produtos solares e voltados para grupos vulneráveis. Milena Rosa, gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade da empresa, explica que as lanternas vão passar a fazer parte do kit da parteira. “O equipamento é composto por uma placa solar, um cabo de 4 metros, a lanterna em si e um cabo que vem junto que pode, além de promover a iluminação com a lanterna, servir para carregar um celular ou outro equipamento de pequeno porte. A placa deve ficar em cima da casa ou na localidade com incidência solar e o cabo conectado na lanterna”, explica. Segundo ela, em aproximadamente seis horas a lanterna carrega e passa a ter uma autonomia que pode chegar a 40 horas de iluminação. “Nosso programa de acesso à energia entende que as parteiras atendem a uma parcela da comunidade em localidades remotas que necessitam desse tipo de suporte, daí a decisão de fazer a doação na certeza de que vai ser uma ferramenta a mais para que a parteira possa atuar com dignidade em seu território”, frisou.

A Schneider Electric é uma empresa multinacional francesa que atua na gestão de energia e automação. Ela oferece soluções para indústrias, edifícios, data centers e residências, com atividades nas áreas de distribuição elétrica, controle, automação, soluções de energia não conectadas à rede, gerenciamento de peças de reposição, serviços digitais, como análise de dados e monitoramento remoto, soluções e serviços para data centers.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia atualiza e reestrutura página da Educação no website da unidade  

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu a atualização e reestruturação da página da Educação no site da Unidade, com o objetivo de facilitar o acesso às informações relacionadas aos programas de pós-graduação e serviços oferecidos pela Secretaria Acadêmica (Seca) e o Serviço de Pós-Graduação (Posgrad). O processo foi desenvolvido com a participação efetiva dos coordenadores dos cursos, responsáveis pela reestruturação de cada espaço referente a cada um dos programas de pós-graduação, e das esquipes técnicas que integram a Seca e o Posgrad. A página está no ar desde a última quarta-feira, 15/01, seguindo o layout original, sem alterações à identidade institucional da Plataforma.

De acordo com a Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), a formação é uma das estratégias do ILMD/Fiocruz Amazônia para reduzir desigualdades regionais e contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde da população amazônica. As ações coordenadas pela VDEIC resultam na disseminação do conhecimento, formação e qualificação de recursos humanos para o SUS e ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação na área da saúde. A VDEIC oferece cursos de pós-graduação Stricto sensu (mestrado e doutorado), especialização, atualização e aperfeiçoamento voltados para formação de pesquisadores, técnicos, gestores e profissionais de saúde em serviço.

Com a reestruturação, as atividades oferecidas pela VDEIC ficam disponíveis conforme as modalidades nas diversas abas da área de Educação, com links úteis que levam para Secretaria Acadêmica, Pós-Graduação – POSGRAD, Biblioteca, Cursos, Regulamentos dos Cursos, Manual do Aluno, Calendário Acadêmico, Política de Apoio ao Estudante. “As modificações feitas na página da Educação revestem-se de extrema importância porque tiveram como principal finalidade facilitar o acesso ás informações aos públicos de interação, a exemplo dos avaliadores da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação), coordenadores de cursos, discentes e até o público externo de interessados em cursar uma pós-graduação no Instituto, tendo sido um trabalho intenso com forte participação de todos”, pontua a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia alerta para importância da saúde mental e realiza atividades alusivas ao Janeiro Branco para trabalhadores e trabalhadoras

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta sexta-feira, 17/01, uma manhã de atividades alusivas ao Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre a importância do autocuidado para com a saúde mental, com palestras e dinâmicas de relaxamento, massoterapia e aromaterapia, tendo como foco principal o equilíbrio emocional e o bem-estar no ambiente de trabalho. Os colaboradores foram recebidos pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e a chefe de Serviço de Gestão do Trabalho e Núcleo de Saúde do Trabalhador, Luciene Araújo, que destacaram a preocupação da unidade em contribuir com a melhoria da qualidade de vida para o corpo e a mente dos profissionais que atuam na unidade.

O evento contou com palestras sobre os temas “Saúde Mental no Trabalho”, proferida pela psicóloga Esther dos Anjos, doutora em Psicologia e Ciência da Educação; “Qualidade de Vida para o Corpo e a Mente”, com a enfermeira e massoterapeuta Raquel da Mata Serique, especialista em Saúde Pública e Estratégia de Saúde da Família, e “Aromaterapia: satisfação do relaxamento”, com a aromaterapeuta Denielle Fonseca, especialista em óleos essenciais, com atividade prática de aplicação da técnica. Em paralelo, foi oferecido também atendimento de massoterapia na Sala Bem-Estar do ILMD com o terapeuta corporal holístico Roberto Porto de Andrade e a técnica em massoterapia Gilmara de Souza Soares.

“Terminamos o ano fazendo reflexões pessoais e profissionais, e janeiro é sempre um mês em que precisamos fazer o autocuidado, voltando nosso olhar para o novo momento que se inicia”, observou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. Ela agradeceu à organização do evento e aos servidores e colaboradores pela presença, destacando a importância das ações de prevenção e orientação sobre o adoecimento mental e lembrando que esse ainda é um problema estigmatizado e negligenciado. “O adoecimento mental é um problema mundial e é importante dizer que cada vez mais precisamos dialogar e discutir sobre o assunto, trabalhando a prevenção, as formas de tratamento e convívio com o próximo. A Fiocruz, pela sua missão institucional, é alinhada à Política Nacional de Saúde Mental, que preconiza todos esses cuidados, e tem um olhar especial para a saúde do trabalhador da instituição”, pontuou.

Luciene Araújo destacou que, desde o início do ano passado, foi possível começar a implantar na unidade ações que pudessem contribuir com a saúde do trabalhador. “Durante 2024, tivemos várias ações e uma das maiores delas foi a inauguração da Sala Bem-Estar que oferece o serviço de relaxamento e bem-estar para os trabalhadores com espaço físico e equipamentos que proporcionam esses benefícios, o que foi um grande ganho para a instituição”, ressalta. Segundo Luciene, pesquisas de opinião realizadas na unidade demonstram a satisfação dos trabalhadores com os serviços prestados. “Isso é fundamental para a saúde do trabalhador da instituição”, afirmou.

A Sala Bem-Estar do ILMD/Fiocruz Amazônia se tornou um referencial para os eventos alusivos à saúde do trabalhador. “Tivemos ações alusivas ao Outubro Rosa, Novembro Azul, Setembro Amarelo, Fiocruz Pra Você, entre outras, que foram muito importantes, e começar o ano falando da saúde mental é de extrema relevância para conscientizar as pessoas com relação a saúde mental e emocional, alertando as pessoas para a importância da prevenção de doenças decorrentes de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e do estresse do dia a dia”, reforça Luciene, anunciando que este ano o ILMD/Fiocruz Amazônia ganha uma equipe fixa formada por psicólogo, enfermeiro e um técnico em segurança do trabalho para integrar o Núcleo de Saúde do Trabalhador, com espaço exclusivo e ações exclusivas direcionadas para os trabalhadores e trabalhadoras. “Vamos continuar com a Sala Bem-estar e todos os benefícios que ela proporciona para a saúde das pessoas, ganhando um novo espaço para a equipe do Nust com essa atenção exclusiva”, reforçou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Divulgado resultado final do processo seletivo do curso de Doutorado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 23/12, o resultado final do processo de seleção de candidatos para ingresso no primeiro semestre de 2025 do curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Divulgado resultado definitivo da 3ª Etapa do processo seletivo para ingresso no curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 23/12, o resultado definitivo da 3ª etapa (Análise Curricular), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado dos pedidos de recursos relativos à 3ª etapa do Doutorado Acadêmico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou, na segunda-feira, 23/12, o resultado da análise dos pedidos de recursos interpostos da 3ª Etapa (avaliação curricular), referente ao processo de seleção para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O processo de seleção é realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Confira AQUI o resultado.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

PPGBIO-Interação divulga resultado definitivo da 2ª etapa do processo seletivo para ingresso no curso de doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 23/12, o resultado definitivo da 2ª etapa (Prova Oral), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado o resultado dos pedidos de recursos da 2ª etapa do Processo Seletivo para ingresso no curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 23/12, o resultado dos pedidos de recursos, referente à 2ª etapa (Prova Oral), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final do processo seletivo do Mestrado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga o resultado final do processo seletivo do Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), referente ao processo de seleção de candidatos para ingresso no 1º semestre de 2025, classificação final.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

PPGBIO-Interação divulga resultado dos pedidos de recurso da 4ª Etapa do processo seletivo para ingresso em curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou na última segunda-feira, 23/12, o resultado dos pedidos de recurso da 4ª Etapa (Análise Curricular), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado definitivo da 4ª Etapa do processo seletivo para ingresso em curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou na última segunda-feira, 23/12, o resultado definitivo da 4ª etapa (Análise Curricular), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto Moetá realiza painel de amostras para marcar encerramento das atividades em 2024 e o alcance da iniciativa

O Projeto Moetá, subprojeto do Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, encerrou as atividades em 2024 apresentando um balanço dos resultados obtidos ao longo de dez meses de atuação. O projeto conseguiu realizar um total de 398 oficinas em 67 instituições de diferentes localidades e zonas de Manaus, alcançando aproximadamente 3,5 mil pessoas, a maioria estudantes da rede pública estadual com repasse de informações em saúde, atividades lúdicas, palestras e serviços de orientação e cuidados em saúde e meio ambiente. O balanço foi apresentado no último dia 1712, na Escola de Enfermagem de Manaus, durante o Painel de Amostras do Moetá, contando com a participação de lideranças comunitárias, professores, alunos e representantes de instituições parceiras e apoiadores do projeto.

O enfermeiro Elton Aleme, coordenador executivo do Moetá, explica que o objetivo do painel de amostras, apresentando trabalhos e resultados do projeto, cumpre uma etapa importante do processo iniciado em março de 2024, com a realização da primeira formação de comunicadores populares oferecida aos bolsistas do projeto pelo Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares). “Estamos felizes com os resultados obtidos e consideramos importante podermos falar de educação em saúde ou de ciência em saúde, de forma simples e com linguagem acessível, visitando escolas, igrejas, hospitais, associações comunitárias”, destaca Elton.

O Projeto Moetá nasceu com a finalidade de promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral. O intuito era fazer com que as ações dos CPES chegassem até as comunidades. O curso formou oito comunicadores populares, que atuaram na divulgação de informações em saúde, e conta com financiamento de emenda parlamentar do ex-deputado federal, José Ricardo Wendling, atual vereador eleito de Manaus.

“Tivemos ao longo deste ano muitos bons resultados, com as atividades desenvolvidas pelos bolsistas e as comunidades,  levando educação em saúde, apresentando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), falando da importância da vacina, da lavagem adequada das mãos, dos riscos e cuidados com a gravidez na adolescência, mas, principalmente, defendendo o que temos de melhor que é o SUS, mostrando que o Sistema Único de Saúde é muito e pode ser muito mais, se bem utilizado. Se pudermos levar isso de forma mais consistente para as pessoas que de fato utilizam os SUS todos os dias, estaremos satisfeitos”, afirmou Elton.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, que integrou a mesa de abertura do evento, salientou a importância da finalidade do Moetá, exemplificando o caso da epidemia de Covid-19, quando foi necessário preencher a lacuna da comunicação científica acessível para a população. “O desafio dos cientistas é saber como se comunicar não só para os pares, mas para gerar o conhecimento que importa para as pessoas. Esse projeto tem sensibilidade e nos ajuda a fazer a Ciência que importa, sentimos muito pesadamente essa lacuna de comunicação no período da Covid-19. Fomos empurrados a comunicar sobre o vírus, e que era verdade ou mentira”, observou ela, acrescentando que o Projeto Moetá fortalece a luta política pelo SUS, “outra instituição que devemos nos orgulhar como brasileiros”.

Moetá, em ‘Nhengatu’ (língua geral amazônica), significa multiplicar, tornar muitos, socializar”. O projeto conseguiu levar sensibilização e formação em saúde a mais de 2.600 estudantes de escolas estaduais do Amazonas. As atividades tiveram como objetivo principal conscientizar os jovens sobre temas cruciais de saúde e desenvolvimento sustentável. Entre os temas das oficinas oferecidas, destacam-se Gravidez na Adolescência, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Vacinação, Lavagem das Mãos, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), e avaliação de Dados Antropométricos e Índice de Massa Corporal (IMC). Foram realizadas também atividades práticas, como a visualização de bactérias por meio de microscópio após a lavagem das mãos.

Na Escola Estadual Dom Milton Corrêa, foi realizada uma oficina especial sobre Violência Contra a Mulher, com a colaboração da pedagoga voluntária Samara Pantoja. O Moetá esteve presente na Escola Estadual Manuel Antônio, na Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, com 653 estudantes; na Escola Estadual Senador João Bosco, na Cidade Nova 1, Zona Norte (572 estudantes); Escola Estadual Professor José Bernardino Lindoso, Cidade Nova 5, Zona Norte (388); Escola Estadual Benjamin Magalhães Brandão, na Compensa, Zona Oeste (428); Escola Estadual Cid Cabral, no Conjunto Canaranas, Zona Norte (240); e Escola Estadual Dom Milton Corrêa, na Cidade Nova 2 (636).

A professora Cleia de Jesus Batista e Silva, da Escola Estadual Dom Milton Corrêa, destacou a relevância do projeto. “Acompanhei os alunos do 3º ano na aplicação do Projeto Moetá, e o tema da palestra foi bastante significativo e proveitoso para as alunas, com pontos fundamentais como os perigos da gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis”, avaliou. A pedagoga Ildeneti Alves, da Escola Estadual José Bernardino Lindoso, também elogiou a iniciativa: “A ação do Projeto Moetá da Fiocruz Amazônia foi muito positiva e bem avaliada tanto entre os professores quanto os estudantes, em especial do terceiro ano do nível médio. Os temas estavam sendo trabalhados em sala de aula e, assim, o projeto veio como um reforço para consolidar a formação”.

Elton Aleme explica que, nas oficinas, o Projeto Moetá utilizou uma abordagem interdisciplinar e interativa. Ele cita, por exemplo, que, na oficina de Lavagem das Mãos, os alunos tiveram a oportunidade de observar, por meio de microscópios e culturas bacterianas, como a lavagem adequada das mãos pode prevenir doenças. Na oficina sobre ISTs, os estudantes participaram de debates interativos, reforçando a importância da prevenção por meio do uso de preservativos e do conhecimento sobre os métodos de transmissão e sintomas.

Os Jogos dos ODS também foram utilizados para ensinar os estudantes sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), dividindo-os em equipes para participar de um “tabuleiro humano”, promovendo o aprendizado de maneira lúdica e participativa. O projeto contou com importantes parcerias com unidades de saúde e instituições locais, como a UBS Lago do Aleixo e a Instituição Movimento de Reintegração dos Portadores de Hanseníase (Morhan), que colaboraram em temas de saúde pública como vacinação e hanseníase.

O mascote da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o boneco Oswaldinho, também esteve presente em todas as escolas durante as oficinas do Projeto Moetá, ajudando a aproximar ainda mais os estudantes das atividades educativas. Sua presença trouxe leveza e engajamento, cativando os jovens e tornando as oficinas ainda mais interativas e divertidas, enquanto reforçava a importância dos temas de saúde abordados.

A coordenadora geral do Programa Fortalece SUS, Rita Bacuri, pesquisadora social da Fiocruz Amazônia e idealizadora do Moetá, afirma que o projeto visa criar um elo entre a ciência e as comunidades, formando comunicadores populares que levem informação clara e precisa sobre saúde.”Nossa missão é multiplicar o conhecimento, ajudando a transformar a realidade local com ações educativas contínuas. Moetá, em Nhengatu (língua geral amazônica), significa multiplicar, tornar muitos, socializar”, reforça

EQUIPE

O projeto conta com uma equipe de bolsistas, fundamental na execução das atividades educativas. São eles: Francisca Souza (assistente socia)l; Ivancy Santos (comunicadora social); Jéssica Valim (matemática); José Airton Nicolau (cientista social); Patrícia Cabral (comunicadora social); Rejane Magalhães (pedagoga); Maicon Queiroz (biólogo) e Edney Mendonça (comunicador social). “A realização de atividades interdisciplinares com foco em saúde, meio ambiente e ODS, de forma dinâmica e prática, capacita os jovens a fazer escolhas conscientes. Ao unir educação e ação, promovemos reflexões essenciais sobre questões sociais e de saúde pública”, comenta a bolsista Jéssica Valim.  Já o coordenador executivo do Projeto Moetá, Enfermeiro Elton Aleme, reforça a importância da iniciativa: “A formação de comunicadores populares é uma estratégia fundamental para tornar a saúde mais acessível. Eles são os multiplicadores que aproximam a ciência das pessoas, ajudando a conscientizar os jovens e fortalecer o vínculo entre saúde e educação.” No final do evento, todos os integrantes e parceiros do Projeto Moetá receberam certificados de participação.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz e Universidade de Glasgow recebem inscrições de jovens doutores até dia 26/01/2025 para participarem de evento sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde de populações na Amazônia

A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz), juntamente com a “School of Health & Wellbeing” da University of Glasgow”, do Reino Unido, abriram processo para a seleção de propostas de jovens doutores brasileiros e britânicos que desejem participar, em junho de 2025, na cidade de Manaus, do “Amazonia BR/UK Workshop”, evento que discutirá o papel da Amazônia no contexto das mudanças climáticas. O prazo para a submissão de propostas vai até o próximo dia 26 de janeiro de 2025. Os interessados devem encaminhar suas propostas para: sedhi@glasgow.ac.uk

Clique AQUI para ter a versão on line do formulário de inscrições.

O evento, intitulado “Quantifying the environmental impact of climate change in the legal Amazon and its effects on population health: from the local to national level” (Quantificando o impacto ambiental das mudanças climáticas na Amazônia legal e seus efeitos na saúde da população: uma estratégia do nível local para o nacional), conta com financiamento do British Council, no âmbito do “International Science Partnerships Fund” (ISPF). Deverão ser selecionados, no total, 20 trabalhos, sendo dez vagas para pesquisadores brasileiros e dez para britânicos.

O evento terá como objetivos promover o aprendizado e o desenvolvimento entre pares em saúde, meio ambiente, clima e ciências de dados; desenvolver um programa e uma teoria para intervenções que visam mitigar os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde, adaptadas ao contexto da região amazônica; e gerar um relatório abrangente que sintetize o conhecimento existente, identifique lacunas e estabeleça coletivamente uma agenda de pesquisa.

Para participar, os interessados precisam ter ou estar próximos da conclusão de doutorado; não ter ocupado um cargo acadêmico permanente, com um componente de pesquisa significativo ou elemento relacionado à pesquisa; não ter tido experiência significativa na supervisão de alunos de doutorado; nem ter atuado como pesquisador principal em um projeto de pesquisa. O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), é o coordenador da iniciativa para a Amazônia Legal Brasileira. O professor Jonathan Olsen, da da “School of Health & Wellbeing” da “University of Glasgow” (UK), é o coordenador geral do evento.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Michell Mello / Revista Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da 4ª etapa do processo seletivo para ingresso em curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 19/12, o resultado preliminar da 4ª etapa (Análise curricular), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado final da 3ª etapa do processo seletivo para ingresso em curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 19/12, o resultado final da 3ª etapa (prova oral), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado dos recursos da 3ª etapa do processo seletivo para ingresso em curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 19/12, o resultado dos recursos da 3ª etapa (prova oral), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto Ágape realiza evento de atualização em educação, saúde e cidadania para mulheres migrantes

O Projeto Ágape, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia e voltado para mobilização social de mulheres migrantes e refugiadas na Região Norte, realizou o quarto evento de atualização em educação e saúde voltado para o público feminino migrante, desta vez com a finalidade de aprofundar o conhecimento em relação ao acesso às políticas de assistência jurídica, educação, saúde, empregabilidade e cidadania, entre outros temas. O Projeto Ágape Manaus é um subprojeto do Programa Fortalece SUS, cujo objetivo é fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia, através de ações de educação e formação em saúde, e a construção de estratégias de mobilização social.

O evento, realizado no último dia 5/12, na Escola de Enfermagem de Manaus, contou com a participação de representantes da Associação Scalabrini a Serviço dos Migrantes, Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Ao longo de um dia, mulheres venezuelanas, haitianas, colombianas e salvadorenhas puderam compartilhar experiências e tirar dúvidas sobre os mais diversos aspectos da vivência em território brasileiro. “Foi mais um momento de aprendizado pensado a partir das demandas surgidas nos encontros anteriores”, explica a pesquisadora social da Fiocruz e coordenadora do Projeto Fortalece SUS, Rita Bacuri.

“Inicialmente, concebemos o Ágape como uma estratégia de mobilização social e de formação em saúde, e que agora amplia seu raio de atuação para educação em cidadania, direitos sociais, serviços de assistência disponíveis para migrantes e refugiados, graças a uma emenda parlamentar do deputado federal (2019/2022) e vereador eleito de Manaus, José Ricardo Wendling, que nos permitiu desenvolver o Fortalece SUS”, salienta Bacuri. De acordo com a coordenadora do Projeto Ágape, Paula Fonseca, os encontros de atualização têm o intuito de prover um momento em que é possível tirar dúvidas das mulheres, principalmente com relação ao acesso a políticas de assistência.

“Neste evento, promovemos dois painéis, um na parte da manhã, que abordou a questão da assistência social e da empregabilidade, e outro à tarde, enfocando questões relacionadas à educação e saúde, porque o que percebemos ao longo do projeto, em conversa com as mulheres, é que elas ainda têm uma certa dificuldade em entender os fluxos de acesso aos programas, às possibilidades de assistência nas diferentes frentes da gestão pública”, afirma Paula.

Presente ao evento, a médica, pesquisadora sênior da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e pesquisadora visitante do ILMD/Fiocruz Amazônia, Maria do Carmo Leal, destacou a importância e a efetividade da iniciativa. “Em apenas um ano, estamos na quinta reunião com mulheres migrantes e refugiadas, numa dinâmica que consiste em fazer uma exposição sobre todos os serviços para mulheres que são lideranças e que propagarão essas informações junto às suas comunidades”, observa Maria do Carmo, responsável pelo Mestrado Profissional em Epidemiologia Aplicada à Saúde da Mulher e da Criança na Amazônia, outro subprojeto do Fortalece SUS.

A médica lembra que o trabalho do Ágape é uma continuidade das ações desenvolvidas junto a mulheres migrantes e organizações sociais da região norte, por meio do Projeto Regihd, destinado a avaliar a saúde sexual e reprodutiva de mulheres migrantes. “Nós estamos dando continuidade ao contato com elas, mas não só  com elas, mas com suas organizações e com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, Direitos Sociais e da Mulher. O projeto tem sido um espaço de diálogo e um desdobramento do nosso trabalho, aumentando a força de representação feminina e a consciência dos direitos, fazendo-as compreender também que elas têm deveres, quando chegam a um país novo, com suas leis, cultura e tradições, e temos que respeitar no país que abraçamos para viver”, avalia.

INDICADORES

Em suas palestras, os representantes dos órgãos públicos apresentaram indicadores importantes relacionadas à presença migrante no Amazonas. A subsecretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Graça Prola, ressaltou que, em Manaus, vivem hoje 45.205 migrantes, refugiados e apátridas. Desse total, 32.218 já são inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e beneficiários do Bolsa-Familia, e 1.867 recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A grande maioria de migrantes, em Manaus, é composta por venezuelanos (42.923), seguidos de haitianos (800). De acordo com a professora e assessora técnica da Semed, Sandra Damascento, em 2024, a rede municipal de ensino  matriculou 7.334 alunos venezuelanos.

Dados da Superintendência Regional do Trabalho, apresentados durante o evento, revelaram que 303.473 trabalhadores migrantes foram admitidos no mercado de trabalho formal no Brasil, entre janeiro e agosto de 2024. De janeiro de 2014 a setembro de 2024, foram emitidos registros para 1.718.535 migrantes, 146.109 refugiados reconhecidos, e 457.003 solicitara reconhecimento da condição de refugiado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Ágape / Fortalece SUS

PPGBIO-Interação divulga classificação final preliminar do processo seletivo para ingresso em curso de doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quarta-feira, 18/12, a classificação final preliminar, do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado preliminar da 3ª etapa do processo seletivo para ingresso em curso de doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quarta-feira, 18/12, a ata do resultado preliminar da 3ª etapa (análise curricular), do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado preliminar da 3ª Etapa do processo Seletivo para curso de mestrado acadêmico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta terça-feira, 17/12, o resultado preliminar da 3ª Etapa (prova oral) do processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse aqui o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da prova oral do processo seletivo para curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 16/12, a ata do resultado preliminar da prova oral, do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto da Fiocruz Amazônia de vigilância alimentar e nutricional indígena realiza oficina com etnias de Novo Airão

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), realizou durante três dias (10, 11 e 12/12) mais uma oficina do Projeto Fortalecimento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional Indígena através da Inclusão das Práticas e Saberes Tradicionais em Territórios Indígenas do Distrito Sanitário Indígena de Manaus, desenvolvido pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Kátia Lima. Desta vez, o foco do trabalho foram os profissionais de saúde (indígenas e não-indígenas) da comunidade indígena Maku Ita, localizada no município de Novo Airão, a 125 quilômetros da capital. A oficina aconteceu na comunidade, com apoio da associação Makui Ita, Conselho Distrital de Saúde Indígena de Manaus (Condisi/MAO) e Distrito Sanitário Indígena de Manaus (DSEI/MAO), com a participação de indígenas das etnias Dessana, Kokama, Baré e Saterê-Maué.

O projeto, financiado pelo Programa Fiocruz de Fomento à Inovação (Inova Fiocruz), tem como objetivo contribuir com o fortalecimento do sistema de vigilância alimentar e nutricional em áreas indígenas do Estado do Amazonas a partir da percepção dos profissionais de saúde (indígenas e não indígenas) e da inclusão das práticas e saberes tradicionais. Durante a oficina, foram promovidas rodas de conversa sobre segurança alimentar e saúde indígena, tendo como pautas questões relacionadas ao consumo de água potável, à importância da amamentação, alimentos regionais, aos ciclos da água, à importância do consumo de carnes magras e prejuízos causados à saúde pelos refrigerantes e alimentos embutidos. “Hoje, sabemos que o acesso aos alimentos ultraprocessados é muito mais fácil e vem sendo incorporados também à dieta alimentar das famílias em muitas comunidades indígenas”, afirma Kátia Lima.

Através de orientações básicas, a oficina busca analisar a percepção dos profissionais de saúde acerca da alimentação e nutrição nas aldeias e os agravos relacionados, além de identificar as práticas tradicionais alimentares e o uso da medicina tradicional nas áreas indígenas do estudo. O projeto prevê a realização de 12 oficinas de formação dos profissionais de saúde em diferentes regiões do Estado, além de seminários de divulgação dos resultados, elaboração de mapas para identificar as práticas de cultivo ou aquisição e consumo de alimentos, distribuição de cartilha sobre alimentação e nutrição elaboradas com a participação dos indígenas e um livro com receitas culinárias com as escritas compartilhadas com os indígenas. Um documentário sobre o projeto está em fase de produção.

O Instituto Indígena Maku Ita de Novo Airão é uma associação sem fins lucrativos de defesa dos direitos sociais que busca desenvolver ações de promoção da cultura, saúde, educação, esporte e habitação das comunidades indígena.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia divulga 2ª republicação da chamada pública Nº 011/2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 16/12, a 2ª republicação da chamada pública Nº 011/2024, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), com alteração no item 7.12 (avaliação do projeto de pesquisa).

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI a republicação

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGVIDA divulga resultado da prova oral e resultado preliminar do processo seletivo para ingresso em curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 16/12, a ata do resultado da 4° etapa (prova oral) e o resultado preliminar do processo de seleção, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI os resultados.

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia discute planificação da atenção à saúde na Região Amazônica

Pesquisadores e pós-graduandos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) participaram na última quinta-feira, 12/12, da oficina de pesquisa: Planificação da Atenção à Saúde em territórios líquidos na Região Amazônica, realizada em Manaus (AM), sob organização do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), em parceria com o Centro de Estudos, Pesquisas e Prática em APS e Redes (CEPPAR) do Hospital Israelita Albert Einstein, e o ILMD / Fiocruz Amazônia, unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas.

A mesa de abertura do evento, foi composta por Nayara Maksoud, secretária de Estado da Saúde do Amazonas; Jefferson Rocha, secretário de Estado da Saúde de Rondônia; Jurandi Frutuoso Silva, secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); Michele Rocha El Kadri, vice-diretora de Pesquisa e Inovação, da Fiocruz Amazônia; Rafael Herrera Ornelas, Diretor de APS e Redes da sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; Rafael Saad, coordenador de projetos pela Beneficência Portuguesa de São Paulo; e Cláudio Pontes, representando o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS); Glauber Pereira, representando o Ministério da Saúde (MS).

Na ocasião, os participantes discutiram sobre os desafios e particularidades da organização do sistema de saúde, em territórios líquidos na Região Amazônica, especialmente diante do atual cenário de mudanças climáticas.  Durante o evento, pesquisadores, pós-graduandos, profissionais de saúde, secretários e representantes de instituições que atuam na Planificação da Atenção à Saúde, abordaram experiências, desafios e potencialidades na organização da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) em rede com Atenção Primária em Saúde (APS), no cenário de territórios líquidos, na Região Amazônica.

Como parte da programação, Michele El Kadri, participou da mesa-redonda: “Planificação da Atenção à Saúde e Região Amazônica: Oportunidades e perspectivas para a geração de conhecimento”, abordando a geração de conhecimento na Região Amazônica. “Esse é um momento bem importante, um momento de encontro, dos serviços e da academia. Muitas vezes, quem está nos serviços, na assistência, está sempre preocupado com indicadores, com atendimento, com medicamentos, para que não falte essa questão logística e, possuem pouco tempo para pensar em planificar, organizar e até refletir sobre como fazer melhor seu trabalho. Nós da academia por outro lado, temos esse tempo de pensar e refletir sobre a prática do cuidado em saúde, mas muitas vezes nos falta o território, que é conhecer totalmente a característica desses lugares”, explica.

Durante a conferência Magna: “Desafios e particularidades da organização do sistema de saúde em territórios líquidos na Região Amazônica em era de mudança climática”, Rodrigo Tobias, pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA / ILMD Fiocruz Amazônia), falou sobre a importância de considerar as particularidades dos territórios líquidos, neste processo de planificação na Região amazônica. “Hoje é um dia muito importante, dado que discutimos modelos de pesquisa que tratam a questão da regionalização do planejamento em saúde, levando em consideração os territórios líquidos da Amazônia. A Fiocruz tem um papel importante na liderança da construção de evidências científicas sobre a regionalização na região amazônica”, destaca.

O pesquisador falou ainda sobre o desenvolvimento do projeto de pesquisa, que pretende estudar a Planificação da Atenção à Saúde na Região. “Em parceria com o CEPPAR, via do PROADI-SUS, iremos realizar a primeira pesquisa sobre Planificação da Atenção à Saúde, nos territórios líquidos da Amazônia, em cinco regiões de saúde, de cinco estados brasileiros da Região Norte, que irá durar um período aproximado de dois anos. Isso só evidencia o protagonismo da nossa instituição, junto com outros parceiros, em busca de evidências e melhoria de sistemas de saúde mais resilientes, dado a agenda das mudanças climáticas”, esclarece Tobias.

Nayara Maksoud, secretária de Estado da Saúde do Amazonas, destacou a importância do diálogo entre instituições de pesquisa da Amazônia e os serviços de saúde, para uma planificação mais regionalizada. “O Estado do Amazonas é incomparável diante de toda a realidade geográfica que nós temos no Brasil. Somos 62 municípios, aonde 90% têm acesso apenas por via fluvial, então o conceito território líquido, num conjunto para discutir e fortalecer todo o processo de trabalho da atenção básica, é primordial. Hoje, em uma união de esforços com secretarias de estado da região norte, Hospital Israelita Albert Einstein, Ministério da Saúde, CONASS, CONASEMS, Beneficência Portuguesa, Fiocruz, trouxemos um diálogo com olhar externo, para que unindo a pesquisa, o ensino, o serviço, nós possamos olhar de maneira singular, para uma região singular, que é o Amazonas”, enfatiza.

O conceito de território líquido é baseado na ideia de que as águas fazem parte da vida cotidiana das populações ribeirinhas, estando presentes no trabalho, lazer e nos caminhos que se percorrem. O ciclo das águas, com enchentes, cheias, vazantes e secas, altera os fluxos e caminhos, impactando a vida das pessoas. O território é um conceito estratégico para a saúde, pois permite reconhecer as condições de vida e saúde da população, e organizar práticas de gestão político-administrativas.

NA PRÁTICA

A partir das discussões e propostas elaboradas durante a oficina, o projeto de pesquisa pretende alcançar cinco Estados. A pesquisa será realizada pelo Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em APS e Redes (CEPPAR), ILMD Fiocruz Amazônia e CONASS, nos estados da região norte que trabalham com a Planificação da Atenção à saúde (Acre, Roraima, Rondônia, Tocantins e Amazonas). O tema central do estudo será a organização da APS e atenção especializada, no contexto da Planificação da Atenção à Saúde em territórios líquidos, na região amazônica.

Jurandi Frutuoso, secretário executivo do CONASS, explica que um dos aspectos de suma importância neste processo, é a construção de evidências científicas. “A Planificação da Atenção à Saúde, tem um objetivo de aproximar a atenção primária, da atenção especializada, e isso já acontece no Brasil como um todo. Porém, na região norte, temos características peculiares, que precisam ser observadas, portanto, essa pesquisa que está sendo hoje iniciada, discutida aqui em Manaus, precisa ser aprofundada para que oriente o nosso trabalho, bem como a Planificação de maneira bastante fundamentada, com base em evidências científicas, para que ela possa dar o resultado esperado”, pontua.

De acordo com Daiana Bonfim, Coordenadora do Centro de Estudos, Pesquisas e Prática em APS e Redes (CEPPAR) do Hospital Israelita Albert Einstein, o diálogo promovido por meio da oficina, possibilita que a execução da pesquisa tenha maior conexão com as reais necessidades, dos profissionais que atuam nesses territórios. “Essa oficina tem o objetivo de a gente pensar, criar e desenvolver, um projeto de pesquisa em conjunto com profissionais, gestores, com pesquisadores, que atuam aqui na região amazônica, principalmente nos territórios líquidos, para que possamos avançar em uma proposta de pesquisa que esteja conectada com as reais necessidades das pessoas e dos profissionais que fazem a Planificação no dia-a-dia, nesse contexto tão importante que é a região amazônica”.

Márcio Paresque, gerente de projetos do Hospital Israelita Albert Einstein, explicou sobre a importância do respaldo científico neste processo. “A gente pensou esse projeto, a partir do momento em que, trabalhando a Planificação na região norte, em especial em territórios líquidos, percebemos o quanto era desafiador, e o quanto também faltava um respaldo científico, pesquisas que pudessem respaldar melhor a Planificação nesses territórios. Em diálogo com a Fiocruz e o CEPPAR, entendemos que seria importante focar nesses territórios, comtemplando todos esses estados, e o ponto de partida deste projeto iniciando através dessa oficina”, disse.

PlanificaSUS

O PlanificaSUS é um Projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), articulado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde junto ao Ministério da Saúde (MS), que visa a operacionalização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do SUS, oferecendo ferramentas para o alinhamento dos processos de trabalho e melhor articulação entre a Atenção Primária em Saúde e a Atenção Especializada.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Delegação do Instituto de Microbiologia da China visita a Fiocruz Amazônia

Uma delegação composta por pesquisadores do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências visitou a sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILM/Fiocruz Amazônia), em Manaus, na última quinta-feira, 12/12, dando cumprimento a uma agenda de visitas coordenadas pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS), da Fundação Oswaldo Cruz. A finalidade foi estabelecer uma série de intercâmbios e colaborações acadêmicas dentro de acordo de cooperação internacional entre China e Brasil, coordenado pela Fiocruz, discutindo possibilidades de cooperação em patógenos de plantas e humanos.

O acordo, revalidado pelo presidente da Fiocruz, Mário Moreira, prevê a criação da instalação de um centro sino-brasileiro a Fiocruz e a realização de seminários acadêmicos. Neste ano, os simpósios tiveram o tema “Saúde Única” (One Health).  O grupo esteve primeiro no Rio de Janeiro, onde participou de simpósio com pesquisadores da Academia Brasileira de Ciências e da Fiocruz, no campus Manguinhos.

Em Manaus, o grupo participou do Seminário Conjunto sobre Saúde Única, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com a presença de instituições parceiras. O seminário teve como objetivo aproximar a agenda de pesquisa das instituições em temas de saúde e interesse mútuo, como Virologia e One Health. A comitiva foi recebida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, acompanhada de pesquisadores da instituição e representantes de órgãos parceiros como a Embrapa Amazônia Ocidental e a Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMTHVD). A comitiva foi chefiada pelo diretor do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências, Wei Qian, que lidera estudos em resistência a doenças de plantas e biotecnologia.

Na oportunidade, pesquisadores da Fiocruz Amazônia apresentaram suas áreas de atuação em pesquisa, a exemplo do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV Amazônia) e do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), representados pelos pesquisadores Joaquin Cortês e Pritesh Lalwani, nas áreas de vigilância entomobiológica de arboviroses, vigilância transfronteiriça de saúde, redes de vigilância entomovirológica e o impacto das mudanças climáticas na transmissão de doenças infecciosas, a exemplo do Oropouche.

Da comitiva chinesa, as palestras foram apresentadas pelos doutores Yi Shi, diretor executivo do Centro de Excelência para Doenças Infecciosas Emergentes (CEEID) da Academia Chinesa de Ciências, e Qihui Wang, vice-diretora geral do Instituto de Microbiologia, que pesquisa sobre mecanismos de invasão de vírus e métodos de intervenção imunológica. Também integraram a comitiva a pesquisadora Qun Yan, diretora do Escritório Editorial da Revista Científica hLife ; Dr Zhou Tong, professor do Instituto de Microbiologia; Jianxun Qi, conhecido por seus estudos estruturais sobre interação vírus-hospedeiro (ebola e influenza); Yuhai Bi, diretor do Laboratório de Biossegurança da Academia Chinesa de Ciências, Pan Zhao, engenheiro sênior do Instituto, que se concentra no controle biológico de doenças transmitidas pelo solo, e Jie Zhamg, pesquisador de genética e imunidade em plantas.

Acompanhando a delegação chinesa no Brasil, o assessor internacional para cooperação com a China, do CRIS/Fiocruz, André Lobato, destacou a importância estratégica da Fiocruz Amazônia. “A unidade da Fiocruz em Manaus é importantíssima para a cooperação internacional da Fiocruz, o que ficou evidente com o interesse e a animação da delegação da Academia Chinesa de Ciências. Eles estão interessados no fortalecimento mútuo das capacidades de pesquisa, com publicação e desenvolvimento tecnológico comuns”, afirmou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Ministério da Saúde e Fiocruz Amazônia farão diagnóstico das unidades básicas de saúde fluviais em funcionamento no AM, PA e AP

A Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), irá desenvolver uma pesquisa de diagnóstico situacional, nos Estados do Amazonas, Pará e Amapá, com a finalidade de identificar as condições de funcionamento de Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF) que recebem financiamento do Governo Federal. Denominado UBSF na Amazônia, o projeto abrangerá um total de 51 municípios, que deverão ser visitados por equipes formadas por representantes do MS, Fiocruz e parceiros institucionais como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Pará (UFPA). Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a ONG Saúde e Alegria. A pesquisa terá dois anos de duração e pretende apresentar, ano que vem, um relatório parcial do estudo na COP 30, que acontecerá em Belém (PA).

Criada há 12 anos, a estratégia de Atenção Primária à Saúde fluvial só existe no Brasil. A pesquisa irá levantar quais as ações desenvolvidas pelas equipes de gestão de 54 UBSFs, de um total de 96 cadastradas pelo MS. “Esse indicador é essencial para se compreender as condições de financiamento dessa estratégia de Saúde Básica – bem como identificar oportunidades e desafios, incluindo aspectos como a sazonalidade dos rios, navegabilidade e a fixação dos profissionais de saúde, levando-se em conta sempre a garantia ao direito universal à saúde em contextos tão desafiadores”, explica o pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, responsável pelo Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Ministério da Saúde.

A partir do diagnóstico, o MS poderá subsidiar ações como reativação de embarcações, ampliação da oferta do serviço e qualificação das equipes de Saúde da Família que atuam nessas unidades. “A Política Nacional de Atenção Básica reconhece a singularidade dos territórios amazônicos e, por meio das UBS fluviais busca levar serviços de saúde diretamente a populações ribeirinhas, provendo atendimento médico, ambulatorial, odontológico, saúde da mulher, exames laboratoriais, vacinação e ações de educação em saúde, no entanto sabemos que a efetividade desse modelo depende de um planejamento logístico e metodológico robusto capaz de superar os desafios geográficos, climáticos e estruturais da região”, afirmou a coordenadora de Acesso e Equidade da Coordenação Geral de Saúde da Família e Comunidade, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do MS, Lilian Gonçalves.

Nos últimos dias 2 e 3/12, ocorreu a 1ª Oficina de Planejamento um workshop realizado na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus, reuniu representantes das instituições envolvidas na execução do estudo para avaliar e construir um plano integrado abrangendo planejamento logístico operacional e científico metodológico para dar início oficial ao trabalho.  “O objetivo do diagnóstico será o de promover uma avaliação dos serviços prestados, da efetividade desse serviço, dos custos envolvidos para garantir o acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde para as populações ribeirinhas, tudo isso à luz do território líquido e suas sazonalidades e, claro, observando quanto as UBS fluviais têm garantido o acesso a serviços de saúde para populações ribeirinhas em períodos de cheia e seca”, salienta Rodrigo Tobias.

Segundo Lilian, a oficina foi uma oportunidade de unir esforços e conhecimentos contando com a participação de representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz, ONG Saúde e Alegra e de especialistas comprometidos com a melhoria da saúde púbica na Amazônia. “Estamos aqui, enquanto Ministério da Saúde, com uma intencionalidade na produção de políticas públicas e a parceria com o ILMD, que começou com o projeto Começo Meio e Começo, processo de formação e educação permanente com foco na política do campo, florestas e das águas, agradecemos o compromisso ético, político, metodológico e pedagógico, com compromisso com a população amazônica, com pesquisadores e pesquisadoras comprometidos com esse território. Um trabalho possível a partir do momento em que a ministra Nísia trindade retoma o processo de acolhimento de toda a produção científica no âmbito do SUS, envolvendo instituições de ensino e pesquisa”, reforçou.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, enfatizou a importância da parceria entre as instituições responsáveis pela execução. “É sempre uma oportunidade ser uma instituição que está coordenando um projeto desenvolvido na região amazônica e agradecer a confiança de estar à frente desse TED, sem deixar de reconhecer que o trabalho não se faz sozinho. As instituições que vão participar do projeto têm uma relevância fundamental na promoção desse diagnostico, que é estratégico para a construção de uma política pública que amplie o acesso à Atenção Primaria em Saúde para todos os grupos sociais que vivem na floresta”, ressaltou.

PESQUISA

O trabalho será desenvolvido em dois anos por meio de expedições realizadas por seis equipes de quatro pesquisadores, cada, totalizando 24 pessoas, com rotas estabelecidas de acordo com as demandas logísticas. “O Ministério da Saúde participa junto com a Universidade Federal do Pará, que ficará responsável pela avaliação das estruturas das embarcações. Já a ONG Saúde e Alegria, que foi a precursora dessa estrutura de saúde e deu origem à política de atendimento das UBS fluviais, está responsável pela coordenação de outra etapa do projeto, englobando as UBS que existem, mas ainda não são cadastradas”, explica Rodrigo Tobias

O pesquisador explica que serão observadas também as condições de navegabilidade das calhas dos rios. “Alguns projetos de embarcação, por exemplo, precisarão ser adaptados. A ideia é que as UBSFs se adequem aos níveis dos cursos dos rios, garantindo também que elas tenham estruturas de sustentabilidade, como placas solares e internet em tempo correto, como forma de superar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e períodos de seca extrema vivenciados na Amazônia”, afirma. Após a definição do plano de trabalho, o próximo passo será apresentar o projeto ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), junto com os responsáveis pela gestão das UBS fluviais.

“Será a primeira avaliação do serviço financiado pelo Ministério da Saúde doze anos após sua criação”, salienta Tobias. Para o pesquisador, tão importante quanto realizar o diagnóstico é também divulgar uma estratégia de oferta de serviços de saúde na perspectiva da equidade, que pode ser implantada nas regiões de florestas tropicais do mundo inteiro. “A COP 30 vai ser essa vitrine para mostrar que SUS realiza o principio da equidade e universalidade quando financia esse tipo de programa que amplia o acesso à Atenção Primaria em Saúde para aqueles desiguais”, frisou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

PPGBIO-Interação realiza II Oficina de Planejamento Estratégico e Autoavaliação com vistas ao quadriênio 2025-2029

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), oferecido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realiza, nas próximas segunda e terça-férias, 16 e 17/12, a II Oficina de Planejamento Estratégico e Autoavaliação do PPGBIO-Interação. A oficina integra o processo contínuo de autoavaliação proposto pela Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação, como forma de promover o aperfeiçoamento dos programas de pós-graduação, envolvendo discentes, docentes, egressos, colaboradores, entre outros atores do processo.

A coordenadora do PPGBIO-Interação, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia Dra. Priscila Aquino, destaca que a iniciativa visa revisitar o planejamento estratégico elaborado na primeira oficina, ocorrida em abril do ano passado, e estabelecer metas para o próximo quadriênio (2025-2029). Na programação do evento, haverá espaço discussão e avaliação das disciplinas, matriz curricular, atividades curriculares e linhas de pesquisa do programa.

A II Oficina, que acontecerá no Salão Canoas, das 9h às 12h e das 14h às 17h, contará com a participação de dois convidados externos: Dr. André Luiz Rodrigues Roque, chefe substituto do Laboratório de Biologia de Tripanosomatídeos, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e Dra. Juliana Pavan Zuliani, pesquisadora responsável pelo Laboratório de Imunologia Celular Aplicada à Saúde da Fiocruz Rondônia.

“A autoavaliação é um processo contínuo e permanente que vem sendo instalado pela CAPES junto aos programas de pós-graduação, como um momento de olhar para si, no que se refere à matriz curricular, aspectos voltados à divulgação dos trabalhos dos alunos, à infraestrutura, entre outros pontos, e a partir dos resultados obtidos se propor melhorias”, explica Priscila Aquino, salientando a importância de contar com todos os envolvidos no processo e membros externos.

A pesquisadora observa que, durante o evento, é possível identificar possíveis gargalos e soluções do programa. Para isso, foram elaborados questionários que foram aplicados a discentes, docentes e egressos, além dos colaboradores da Secretaria Acadêmica, para um diagnóstico nos diferentes aspectos que formam o escopo do PPGBIO-Interação. “O evento se proporá também a realizar uma autoavaliação desse ciclo da avaliação quadrienal da CAPES 2021-2024.

O PPGBIO é um programa que tem como essência a investigação e formação de recursos humanos voltadas para o entendimento da dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da biodiversidade amazônica, oferecendo cursos de Mestrado e Doutorado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia se prepara para implantar Núcleo de Saúde do Trabalhador com apoio da Coordenação de Saúde do Trabalhador da Fiocruz

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, nos útlimos dias 13 e 14/11, a visita da equipe multidiciplinar da Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST) da Fundação Oswaldo Cruz, para identificar possíveis espaços que possam atender a demanda de instalação de um Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) na unidade. A visita técnica faz parte do Programa de Estruturação e Ampliação da Saúde do Trabalhador nas Unidades Regionais, desenvolvido pela CST Fiocruz. A equipe, composta pela arquiteta Marta Ribeiro, a fisioterapeuta e ergonomista Simone Ricart e o enfermeiro Evangelista Ribeiro, foi recebida pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, e as chefes dos Serviços de Gestão do Trabalho (SEGET) e de Infraestrutura (SEINFRA), Luciene Araújo e Helena Coutinho, respectivamente.

“Este programa representa a realização de um sonho coletivo, que conta com o apoio incondicional da alta gestão de nossa instituição. Para consolidarmos essa conquista, é essencial avançarmos na adequação da infraestrutura, garantindo que nossas ações construam uma referência sólida na saúde do trabalhador e nesse sentido a visita técnica teve como objetivo a análise de aspectos estruturais, equipamentos, espaços de trabalho e recursos necessários para atender às demandas dos profissionais e do público-alvo, garantindo um ambiente que favorece a excelência na prestação de serviços e na promoção da saúde do trabalhador”, afirma o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné.

Marta Ribeiro destaca que, além do espaço físico, há também a necessidade de compor equipes mínimas de modo a garantir a realização das ações de saúde do trabalhador nas unidades regionais. “Entendo que a prevenção dos riscos profissionais é sempre mais eficaz e mais econômica quando integrada desde as primeiras etapas de concepção do projeto. As práticas preventivas começam com o projeto do espaço físico. Por essa razão, estivemos no ILMD visando colaborar na escolha do espaço destinado ao Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust) na regional, preferencialmente um espaço com boa iluminação natural e com área suficiente para abrigar as atividades”, explicou a arquiteta.

Na sede do ILMD, o grupo percorreu diversos setores administrativos, identificando oportunidades para ações conjuntas e alinhando o planejamento com os trabalhadores locais. “A escolha cuidadosa da área disponível para a implantação do Nust pela equipe do ILMD buscou atender os critérios básicos descritos no documento elaborado e proposto pela CST, assim como também garantir a ampliação do espaço de cuidado e atenção à Saúde dos Trabalhadores da unidade. Esta iniciativa reforça o compromisso da CST com a saúde e segurança dos trabalhadores da Fiocruz”, salientou.

A equipe multidisciplinar da CST esteve também na unidade da Fiocruz em Rondônia. Lá, o grupo se reuniu com Jansen Fernandes de Medeiros, coordenador local, e Rosiane Lima, do Serviço de Gestão de Pessoas, para visitar diversas áreas da unidade. As visitas incluíram o prédio-sede, o laboratório do Centro de Biomolécula (Cbio), localizado na Universidade Federal de Rondônia, e os espaços do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), situados no Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem).

SAÚDE DO TRABALHADOR

Criada em 1996, a Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST/Cogepe) é a instância da Fiocruz responsável pela saúde do trabalhador, tendo como missão assegurar a melhoria das condições de trabalho mediante à formulação de políticas, estratégias e coordenação de ações de vigilância dos ambientes e processos de trabalho, de promoção e de assistência à saúde em conformidade com a política institucional, priorizando sempre a participação ativa dos trabalhadores.

A realização de ações de prevenção e de avaliação de situações de risco nos ambientes de trabalho também faz parte da missão da Coordenação, bem como, promover atividades educativas e de informação na área de saúde do trabalhador e refletir sobre questões referentes à biossegurança e os cuidados com o meio ambiente. A soma desses fatores confere à CST um caráter de vigilância em saúde do trabalhador, sendo mais do que simplesmente um serviço se pronto-atendimento no Campus da Fiocruz, atuando no acolhimento e cuidado, âmbito organizacional, saúde e segurança, procedimentos administrativos em saúde do trabalhador, promoção, suporte e assistência, vigilância dos ambientes e processos de trabalho.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

PPGBIO Interação divulga cronograma da 3ª Etapa do processo Seletivo para ingresso no curso de mestrado acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 9/12, o cronograma da 3ª Etapa (prova oral) do processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse aqui o cronograma.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final da 2ª Etapa do processo Seletivo para curso de mestrado acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 9/12, o resultado final da 2ª Etapa (prova escrita) do processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse aqui o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado dos recursos da 2ª Etapa do processo Seletivo para curso de mestrado acadêmico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 9/12, o resultado dos recursos da 2ª Etapa (prova escrita) do processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse aqui o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado definitivo da 3ª Etapa do processo de seletivo para curso de Mestrado Acadêmico do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 9/12, o resultado definitivo da 3ª Etapa (avaliação do currículo), referente ao processo de seleção para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI os resultados.

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado dos pedidos de recursos interpostos da 3ª Etapa do processo de seletivo para curso de Mestrado Acadêmico do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 9/12, o resultado dos pedidos de recursos interpostos da 3ª Etapa (avaliação do currículo), referente ao processo de seleção para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI os resultados.

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga cronograma da 2ª Etapa do processo seletivo para ingresso no curso de doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 5/12, o cronograma da 2ª Etapa (Prova Oral), referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado da 2ª Etapa do processo Seletivo para ingresso em curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quarta-feira, 5/12, o resultado da 2ª Etapa (prova escrita) do processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse aqui o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

PPGVIDA divulga resultado da 3ª etapa do processo de seleção para ingresso no curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quarta-feira, 04/12, o resultado da 3ª etapa (avaliação do Currículo Lattes), referente ao processo de seleção para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI os resultados.

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia recebe homenagem da Fapeam pelo Dia Estadual do Pesquisador Científico

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi uma das instituições de pesquisa homenageadas nesta quarta-feira, 27/11, na sede do Governo do Estado, pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas, em alusão ao Dia Estadual do Pesquisador Científico (18/11). Na oportunidade, o Governo fez anúncios de novos editais destinados a pesquisadores do Estado para fortalecer a área de Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas, com aportes já realizados da ordem de R$ 730 milhões em investimentos em pesquisa. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, recebeu dois certificados, em nome da instituição e do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Pritesh Lalwani, em reconhecimento pela destacada contribuição ao avanço do conhecimento científico e compromisso com o desenvolvimento de CT&I.

“Cientistas têm muitas ideias, mas se não tiver recursos para desenvolvê-las não terá como executar um projeto, provar aquela hipótese ou não e, com os achados, promover melhorias para a população. Sem os investimentos da Fapeam nesses últimos anos seria impossível à Fiocruz Amazônia galgar os espaços que galgou nos últimos tempos, incluindo, por exemplo, sua atuação na pandemia da Covid-19, no pós-pandemia e na área de doenças crônicas. A Fapeam tem um investimento significativo em ciência e tecnologia para o nosso Estado através de editais e de parcerias com as instituições e esse investimento é extremamente importante para o nosso desenvolvimento”, afirmou a diretora.

Na oportunidade, o governador Wilson Lima anunciou o lançamento de três novos editais voltados para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O governador destacou os avanços significativos da área, que colocaram o Estado entre os maiores polos do Brasil em pesquisa e desenvolvimento.

Os três novos editais lançados, por meio da Fapeam, contam com recursos no valor de R$ 20,3 milhões e serão direcionados a projetos de pesquisa nas mais diversas áreas, como eventos climáticos, desenvolvimento sustentável, empreendedorismo de base tecnológica e valorização de pesquisadores com destaque na produção científica.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Um dos editais é o Programa Amazonas Fapeam + Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Amazonas Fapeam + ODS), uma iniciativa inédita focada em projetos de pesquisa voltados para a preservação ambiental, mitigação e adaptação aos impactos dos eventos climáticos. Esse edital contará com R$ 2,7 milhões destinados a 20 projetos.

Outro edital, o Programa Fapeam Produtividade em CT&I – Edição 2024, receberá R$ 2 milhões de aporte do tesouro estadual. O objetivo é conceder bolsas de pesquisa, reconhecendo e incentivando a produção científica, tecnológica e de inovação no Estado. O terceiro edital é o Programa Nacional de Apoio à Inovação Tecnológica (Tecnova III), fruto de uma parceria entre a Fapeam e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Este programa contará com R$ 15,6 milhões em investimentos para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

PPGVIDA divulga resultados dos pedidos de recursos interpostos e resultado final da prova de Saúde Coletiva da chamada pública nº 009/2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta sexta-feira, 29/11, o resultado dos pedidos de recursos interpostos, e resultado final da 2ª etapa (Prova de Saúde Coletiva), objeto da Chamada Pública nº 009/2024, referentes ao processo seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI os resultados.

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga inscrições homologadas do processo Seletivo para curso de doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta sexta-feira, 29/11, o resultado da 1ª etapa (homologação das inscrições), referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O processo de seleção é realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgadas atas do resultado dos pedidos de recursos e resultado final da 1ª Etapa do processo Seletivo do Mestrado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 28/11, as atas do resultado dos pedidos de recursos e do resultado final, da 1ª Etapa (Homologação das Inscrições), referente ao processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse aqui os resultados.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisadora da Fiocruz Amazônia apresenta pesquisas científicas sobre onças durante evento temático no zoológico do CIGS

Na manhã desta quarta-feira, 27/11, a médica veterinária e pesquisadora em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Alessandra Nava, apresentou a palestra “As onças na pesquisa científica”, como parte da programação do Seminário da Onça-pintada e da Biodiversidade: Desafios e Perspectivas para a Conservação”, promovido pelo Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Zoo/CIGS). A ação faz parte da Semana da onça-pintada, evento alusivo ao Dia Nacional da Onça-pintada, celebrado no dia 29 de novembro e, que foi oficializado pela Portaria MMA N° 8, de 16 de outubro de 2018, reconhecendo a espécie como símbolo brasileiro da conservação da biodiversidade.

O seminário tem o objetivo de promover uma reflexão aprofundada sobre a importância da onça-pintada (Panthera onça) no contexto da biodiversidade e da conservação ambiental, além de discutir as ameaças que essa espécie enfrenta e as estratégias para sua proteção. A comemoração do Dia da Onça-pintada já é uma tradição do zoo CIGS, pois é o símbolo dos Guerreiros de Selva e, do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), que há quase seis décadas tem atuado de maneira incansável, para preservar esse animal tão imponente da fauna brasileira.

Na oportunidade, Alessandra Nava, falou sobre sua trajetória na pesquisa científica, bom como sobre o desenvolvendo de estudos com onças pintadas. “Eu adoro falar sobre onças, é um dos meus assuntos prediletos, pois amo as onças-pintadas, os felinos em geral. Hoje falamos sobre como escrever um projeto de pesquisa, como o pesquisador pode se inserir na questão das onças-pintadas. Falei um pouco sobre minha experiência, de parte do meu doutorado, que foi com onças-pintadas, falando sobre a sanidade delas, em relação ao problema do desmatamento, da caça predatória das onças, que começou a afetar a viabilidade de onças-pintadas no Brasil”, explica.

Durante a palestra, Alessandra Nava, explicou que as onças-pintadas, como predadores de topo, desempenham um papel fundamental para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas e, consequentemente, para a promoção da Saúde Única. “As onças pintadas são fundamentais para o equilibro do bioma em que estão presentes. A conservação da biodiversidade e saúde de seus biomas tem relação direta com a saúde única”, explica.

Voltado aos acadêmicos e profissionais da área de silvestres, o seminário não somente aborda as novidades sobre os felinos, como também abrange a riqueza de animais silvestres amazônicos, mostrando assim, um pouco da biodiversidade amazônica, contando com palestras e minicursos, aplicados por profissionais da área de animais silvestres da Amazônia e de todo o Brasil.

De acordo com a Tenente Coronel, Simone Falcão de Campos, Chefe do Zoo CIGS, o seminário foi planejado para subsidiar conhecimento aos estudantes e profissionais da área que atuam tanto na parte clínica, quanto no desenvolvimento de pesquisas com a espécie. “Pensamos em uma semana com palestras que possam agregar valor para os estudantes e para os profissionais de Manaus. Quando planejamos a semana, visamos falar um pouco sobre pesquisa, sobre a parte clínica e, quando pensamos em pesquisa, automaticamente associamos à Fiocruz Amazônia, que juntamente com a professora Alessandra Nava, são parceiros do CIGS. Para nós é um referencial de pesquisa na área, e por esse motivo, agradecemos a disposição da Fiocruz, que muito nos ajudou nesta semana, falando sobre seus projetos científicos.

SOBRE A PALESTRANTE

Graduada em Medicina Veterinária e Doutora em Medicina Veterinária, com ênfase em Epidemiologia, Alessandra Nava, atua na área de Medicina Veterinária, bem como na sub área Medicina Preventiva. A pesquisadora desenvolve estudos envolvendo as seguintes disciplinas: Ecologia de doenças infecto contagiosas, Doenças emergentes, Saúde Pública, Medicina da Conservação, Epidemiologia, Biologia da Conservação e Enfermidades Infecciosas.

Pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, faz parte do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA). Sua linha de pesquisa é relacionada aos efeitos antrópicos na prevalência e emergência de enfermidades zoonóticas, em animais silvestres e população humana.

No campo do ensino, é docente permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBio-Interação), do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), e docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Saúde da Família (Profsaúde). Alessandra é ainda membro do laboratório Planetary Health e da Academia de Saúde Global da Universidade de Edimburgo, além de membro do grupo de especialistas em Peccaries da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

ENCERRAMENTO

O evento encerra nesta quinta-feira, 28/11, com a apresentação das palestras: Aprendizagem significativa na Educação Básica em Zoológicos brasileiros; Biotecnologias reprodutivas aplicadas à conservação da onça-pintada. Para mais informações, confira a programação.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia divulga 1ª Republicação da Chamada Pública nº 011/2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quarta-feira, 27/11, a 1ª Republicação da Chamada Pública nº 011/2024, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). A republicação apresenta alterações no anexo I – Cronograma do processo de seleção; Anexo II – Lista de orientadores; Anexo V – Instrução para pagar GRU e Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes.

As inscrições se encerram nesta quinta-feira 28/11. O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

Acesse AQUI a republicação.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-INTERAÇÂO divulga resultado preliminar da 1ª Etapa do processo seletivo da Chamada Pública 10/2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta terça-feira, 26/11, o resultado preliminar da 1ª Etapa (Homologação das Inscrições) do processo Seletivo para ingresso, no primeiro semestre de 2025, no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÂO), referente à Chamada Pública 10/2024.

Confira AQUI a lista das inscrições homologadas.

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

IMAGEM: Mackesy Nascimento

PPGVIDA divulga resultado da prova de Saúde Coletiva do processo seletivo para ingresso no curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 25/11, a Ata do Resultado da 2ª Etapa (prova de Saúde Coletiva)do Processo Seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira AQUI o resultado preliminar.

O ingresso ao Curso de Mestrado ocorre mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz anuncia os vencedores dia 26/11, no Campus Manguinhos, com transmissão on line 

Nesta terça-feira, dia 26/11, o Brasil conhecerá os nomes dos 37 trabalhos selecionados nas etapas regionais e os grandes vencedores da 12a edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz. A cerimônia de premiação, nas modalidades Produção de Texto, Produção Audiovisual e Projeto de Ciências, será realizada no Auditório do Museu da Vida, no Campus Manguinhos, sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro, a partir das 9h. Na oportunidade, representantes de escolas de todo o País, vencedoras das etapas realizadas pelas seis coordenações regionais da Obsma (Norte, Nordeste I, Nordeste II, Sudeste, Centro-Oeste e Minas-Sul), participarão presencialmente da solenidade, que terá transmissão on line pelo Canal do You Tube da Obsma.

Além da premiação, os estudantes contemplados nas etapas regionais poderão concorrer a uma bolsa de iniciação científica júnior, com duração de um ano, dentro da etapa Mentoria nas Escolas, que tem por finalidade promover o acompanhamento dos estudantes destaques da Obsma, como forma de fomentar ainda mais o interesse dos alunos pela carreira acadêmica científica. Na ocasião, será anunciado também o resultado do Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã, que contempla trabalhos feitos por professoras e alunas, como estímulo à presença feminina na Ciência. Este ano, a homenageada da edição será a cientista cearense Alda Falcão, falecida em 2019. Nesta edição, a Olimpíada da Fiocruz contou com 2.478 professores e 44.091 alunos participantes.

“Estamos satisfeitos com o alcance obtido não apenas pelo número geral de trabalhos e participantes envolvidos, mas também pela presença marcante da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente nos quatro cantos do País com uma atuação diversificada das coordenações regionais e as parcerias firmadas com as unidades e escritórios regionais da Fiocruz, em todo Brasil, bem como com as instituições públicas locais, a exemplo das secretarias de Educação dos Estados e Municípios, que abraçaram a ideia e contribuíram com a disseminação da Olimpíada junto às escolas”, ressalta a coordenadora nacional da Obsma, Cristina Araripe.

Segundo Araripe, as parcerias têm papel estratégico da Obsma enquanto um projeto educacional e no fortalecimento do compromisso da Fiocruz com a educação de qualidade no Brasil. “Nesse contexto, a participação da Obsma em eventos nacionais, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) e a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e de extrema importância para a disseminação junto aos professores e alunos.

Cristina Araripe destaca também que a diversidade de trabalhos inscritos este ano chamou atenção da Coordenação Nacional da Obsma. “Saber que estamos fomentando discussões e ações em sala de aula em todo o País, sobre temas que se conectam à Saúde e ao Ambiente e suas transversalidades, é extremamente gratificante e demonstra que estamos alcançando nosso principal objetivo que é estimular o interesse pela Ciência, Tecnologia e Inovação junto aos jovens estudantes, de escolas tanto das capitais quanto de municípios interioranos em vários estados”, observou. Temas como reciclagem, biopirataria, biomas, recursos hídricos, violência sexual, dignidade menstrual, energia eólica, racismo ambiental, horta medicinal, prevenção à dengue, pandemia de Covid-19, estiveram presentes nas pautas de discussões das equipes que participaram desta edição.

Na cerimônia da Premiação Nacional, estarão presentes representantes das cidades de Palmas (TO), Cacoal (RO), Rondonópolis (MT), Caucaia (CE), Cuité (PB). Sobral (CE), Abreu e Lima (PE), Capela (SE), Marituba (PA), Manacapuru (AM), Cachoeira (BA), Baldim (MG), São Leopoldo (RS), Paraíba do Sul (RJ) e Botocatu (SP), e as capitais Manaus, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Brasília. Ao todo, a Olimpíada teve 1012 trabalhos validados, sendo 57 da Regional Centro-Oeste; 106 da Regional Minas-Sul; 254 da Regional Nordeste I; 206 da Regional Nordeste II; 59 da Regional Norte; e 330 da Regional Sudeste. A avaliação regional contou com mais de 50 jurados de Norte a Sul, de Leste a Oeste, com trabalhos selecionados das mais diferentes localidades do país.

AGENDA DE VISITAS

Os professores e alunos participantes cumprirão agenda de atividades, durante a semana, no Rio de Janeiro, incluindo visitas ao Jardim Botânico e ao Parque Nacional da Tijuca, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, na segunda-feira, 25/11, às 8h e às 14h, respectivamente, além da atividade interativa Cultura Oceânica, na Praia Vermelha, às 17h. Na terça-feira, 26/11, acontece a cerimônia da Premiação Nacional, pela manhã, e à tarde, eles visitarão o Campus Manguinhos. Na quarta-feira, irão à Fundação Planetário do Rio de Janeiro, às 9h, e, às 14h, visitam o Museu de Arte do Rio (MAR) e a Praça Mauá, no Centro Histórico do Rio de Janeiro.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Obsma Fiocruz

Divulgada 1ª republicação da chamada pública do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta sexta-feira, 22/11, 1ª republicação da chamada pública nº 010/2024, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), com alterações do Anexo I (Cronograma do processo de seleção) e no Anexo V (Instrução para pagar GRU).

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

Acesse aqui a republicação

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia discute impacto da crise climática na mobilidade urbana, trânsito e transporte em fórum da UFG

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi uma das instituições convidadas a participar do 8º Fórum Goiano de Mobilidade Urbana e Trânsito, que aconteceu entre os dias 18 e 19/11, na cidade de Goiânia, promovido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Secretaria de Estado da Saúde. A finalidade do evento foi de promover a discussão sobre o tema (In)Segurança Climática e Saúde: Repensar o Transporte no Ambiente Urbano, à luz da visão de estudiosos, tomadores de decisão, profissionais diversos, comunidade, pesquisadores e autoridades locais e de outras regiões do País para a discussão e reflexão sobre os desafios e inovações no campo da mobilidade urbana e do trânsito. O epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia, ministrou a palestra de abertura do evento, enfocando em aspectos da emergência climática que afetam diretamente a questão da mobilidade, no contexto urbano e rural amazônico.

“Secas severas, poluição atmosférica causada pela fumaça oriunda das queimadas e a péssima qualidade do ar que se respira agravam o impacto das mudanças climáticas sobre a vida das pessoas, no seu dia-a-dia”, explica o pesquisador, que é chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da Fiocruz Amazônia. Orelllana participou também, como debatedor, da 8ª Mostra Acadêmica de Engenharia de Transportes e 8º Seminário de Trânsito e Saúde Pública, eventos que aconteceram em associação ao fórum, realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Goiânia.

O público-alvo do evento foram profissionais das áreas da saúde, trânsito, geografia, mobilidade, engenharias, logística, meio ambiente bem como acadêmicos das diversas áreas. A intenção foi a de proporcionar uma experiência integrada reunindo universidades, órgãos públicos, instituições de pesquisa, entidades privadas e movimentos sociais ligados à cidade na busca da promoção da saúde e mobilidade segura e sustentável. Para Jesem Orellana, temas como acessibilidade, educação, mobilidade, saúde, tecnologia, trânsito e transporte fazem parte dos desafios das cidades frente à crise climática.

“A mobilidade também está em crise. A vida em sociedade é uma estratégia crucial para assegurar o convívio coletivo de humanos. Sua viabilidade, envolve a adequada configuração das cidades ou espaços geográficos e o racional gerenciamento de ameaças internas e externas, permitindo não apenas uma mobilidade sustentável, como também o acesso oportuno a espaços públicos e serviços de qualidade, visando o bem-estar e a qualidade de vida da população”, salientou o pesquisador, em sua palestra. Segundo ele, no Brasil, até poucos anos atrás, não era comum pensarmos em planos de mobilidade urbana e sua relação com ameaças de ordem climática e ambiental, especialmente no nível municipal ou em termos metropolitanos.

“A gestão de políticas públicas relativas à mobilidade urbana de dezenas de cidades brasileiras, extrapola os limites político-administrativos de um município, impondo desafios cada vez mais complexos e dinâmicos. Ainda mais incomum, era associarmos atividade econômica agrosilvopastoril, industrial ou mesmo de transporte de pessoas e mercadorias como fenômenos ligados a potenciais prejuízos na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população”, ressaltou.

No entanto, segundo Orellana, a sequência e o efeito conjunto de acontecimentos políticos, econômicos, militares, culturais, tecnológicos, jurídico-normativos, demográficos e ambientais, em escala global e regional, tem desafiado de forma inédita a humanidade e a nossa capacidade de resposta e adaptação frente às mudanças climáticas, traduzidas na ocorrência de extremos climáticos cada vez mais frequentes, duradouros e com efeito cascata, como a ocorrência simultânea de epidemias, ondas de calor e inéditos períodos de estiagem, por exemplo.

“Precisamos garantir a implementação de mudanças positivas, por nós, nossos antepassados e para as gerações futuras, a partir de visões como a de Saúde Única, atuação intersetorial e colaborativa e de cidades resilientes e sustentáveis”, afirma.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / UFG

Centro de estudos da Fiocruz Amazônia apresentará palestra sobre saúde mental e meio ambiente

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 22/11, às 10h, a palestra “Saúde mental e meio ambiente”, a ser ministrada por Priscila Moreira Santana, doutora em Psicologia, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Na oportunidade, a pesquisadora irá dialogar sobre como as mudanças climáticas interferem na saúde mental dos indivíduos, o objetivo da atividade é compreender os determinantes sociais de saúde na interface entre sujeito e mudança climática.

A palestra será moderada por Rosinete Lacerda Alves, especialista em Gestão de Organizações Públicas de Saúde, pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, Analista em Gestão e Desenvolvimento Institucional e assessora na Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI / ILMD Fiocruz Amazônia). Para participar, os interessados devem acessar o link: https://us06web.zoom.us/j/82493209437?pwd=Mm8gELPxGu0NjIbaPV2UcePEKznPU3.1

utilizando (ID da reunião: 824 9320 9437) e (Senha de acesso: 988383)

SOBRE A PALESTRANTE

Priscila Santana é psicóloga, doutora em psicologia (Psicologia Social) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), mestra em psicologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Possui experiência como Psicóloga clínica de casal e família, psicologia social, organizacional e do trabalho com ênfase na clínica do trabalho, produção de sentido, subjetividade e afetos no trabalho e, políticas de saúde.

Atualmente é assessora da VDPI do ILMD / Fiocruz Amazônia e, apoio técnico nas pesquisas do laboratório de História e políticas públicas e saúde na Amazônia LAPHSA.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

OPAS, Ministério da Saúde e Fiocruz Amazônia realizam em Manaus, curso internacional sobre biologia, ecologia e vigilância de vetores do vírus Oropouche nas Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em conjunto com o Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) e, Secretaria de Vigilância Sanitária e Ambiental (SVSA) do Ministério da Saúde (MS) do Brasil, realizam entre os dias 18 e 22/11, em Manaus, um curso sobre biologia, ecologia e vigilância de insetos do gênero Culicoides (Diptera: Ceratopogonidae) vetores do vírus Oropouche (OROV) nas Américas.

Participam do curso, técnicos de entomologia, indicado pelos Ministérios da Saúde ou instituições dos países; Brasil, Bolívia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Guatemala, Honduras e Paraguai, que possuam experiência básica em técnicas de coleta e identificação de insetos vetores. As aulas são ministradas por pesquisadores do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia /FIOCRUZ Amazônia e, da Organização Pan-Americana da Saúde.

O Curso pretende capacitar e atualizar os técnicos dos países participantes, nas metodologias de captura, transporte e identificação das principais espécies de insetos do gênero Culicoides na região das Américas. A capacitação pretende promover ações de vigilância entomológica, integradas com a vigilância de outros mosquitos de importância para a saúde pública (Aedes e Anopheles), como forma de facilitar a implementação de vigilância sistemática para Culicoides nos países.

A mesa de abertura do evento foi composta pelo Assessor Regional de Entomologia da OPAS, Haroldo Bezerra; o Consultor Internacional em Entomologia da OPAS; Edmundo Morales, o oficial técnico da Organização Pan-Americana da Saúde da OPAS, Fabiano Pimenta; a consultora técnica na Coordenação Geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Poliana Lemos, o coordenador do EDTA/ ILMD Fiocruz Amazônia, Felipe Pessoa e, a Vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD, Michele Rocha El Kadri.

“Mais que um curso, esse evento que a instituição está sediando, é muito importante para o Brasil, especialmente pela possibilidade de criação de redes para esses nove países, aos quais temos muita alegria de receber, tendo em nossa liderança local, a equipe tão bem preparada e de suma importância para a saúde pública, dos pesquisadores Felipe pessoa e Claudia Rios. Essa ação é importante não só para a formação de pessoas, mas também para a formação de rede desses países, que contribuem para essa grande rede de vigilância, tão importante para a região das américas”, destaca El Kadri.

Para o Assessor Regional de Entomologia da OPAS, Haroldo Bezerra, o curso é também uma oportunidade de socializar dado atualizados, visando o planejamento de estratégias de prevenção para o controle das arboviroses. “Falamos sobre a epidemiologia das principais arboviroses que temos na região da américas, com destaque para Dengue, Zika, Chikungunya, além de outras arboviroses, especialmente para este evento que estamos fazendo, em conjunto com a Fiocruz e o Ministério da Saúde. Trouxemos também os dados atualizados sobre Oropouche na região das américas. É muito importante compartilharmos a magnitude que estamos tendo de transmissão das enfermidades, a importância que possuem os arbovírus e, como podemos pensar e trabalhar em conjunto nas ações de prevenção do controle”, explica.

Felipe Pessoa, pesquisador da Fiocruz Amazônia, destacou algumas das atividades que serão oferecidas durante a capacitação. “Neste curso, estamos fazendo uma força tarefa, com vários países da américa central, especialistas de vários lugares, em que iremos aprender juntos. Iremos identificar esses insetos, tentar dar uma base teórica e prática para esses especialistas, até que possam compreender quem está transmitindo, os identificando e, conhecendo os primeiros passos ecológicos para falarmos em controle, explica.

Até sexta-feira, 22/11, os técnicos devem participar de apresentações com a presença de especialistas, debates; trabalhos de grupo e atividades práticas em campo, e no laboratório de entomologia. Ao final do curso, os participantes que obtiverem frequência e desempenho mínimo de 85%, receberão certificado de conclusão do treinamento emitido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes.

Fiocruz Amazônia, OPAS e Ministério da Saúde realizam oficina sobre taxonomia de Culicoides, transmissores da febre Oropouche, para entomólogos de nove países das Américas e do Caribe

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) e Ministério da Saúde (MS), inicia na próxima segunda-feira, 18/11, em Manaus (AM), um curso de imersão sobre taxonomia do maruim (Culicoides) – principal transmissor da febre oropouche. O curso é destinado a entomólogos de nove países das Américas do Sul e Central e do Caribe, dentro do Programa Regional de Entomologia em Saúde Pública da OPAS/OMS. A capacitação vai enfocar aspectos da biologia, ecologia e vigilância dos insetos do gênero Culicoides, vetores do vírus Oropouche (Orov), capacitando, no total, 18 entomólogos de países como Bolívia, Cuba, Guatemala, Honduras, República Domenicana, Costa Rica, Paraguai e Brasil, com o suporte logístico e financeiro da OPAS. O curso se estenderá até o dia 22/11, ministrado pelo Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

“Será um curso de imersão de uma semana, com teoria e atividades práticas de campo e estamos ansiosos para essa troca de experiências com os demais países”, afirma o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Felipe Arley Costa Pessoa, que ministrará a oficina, juntamente com a pesquisadora-titular do EDTA Cláudia Maria Río Velasquez e a pesquisadora Emanuele Sousa Farias, pertencente à Rede de Compartilhamento de Dados e Informações sobre Diversidade de Arvores na Amazônia. “Na imersão, iremos abordar métodos de vigilância, captura e controle dos Culicoides (maruins), capacitando os participantes, por exemplo, sobre como fazer um estudo entomológico, como coletar de forma correta, quais as armadilhas mais adequadas, como preservar e também sobre a biologia básica, ecoepidemiologia e identificação propriamente dita dos maruins”, explica Felipe Pessoa.

De acordo com a OPAS, o curso tem como propósito atualizar os participantes nas tecnologias existentes e nas formas de realizar e manter a vigilância do vetor, fortalecendo os sistemas de vigilância entomológica, de alerta prévio e respostas para mitigar a transmissão do Oropouche nos países. O vírus foi isolado pela primeira vez em 1955, na Ilha de Trindade e Tobago, no Caribe. No Brasil, foi identificado pela primeira vez em 1960. Ele pode causar febre com sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como Dengue, Chikungunya e Zika. Segundo o pesquisador, a transmissão ocorre em ciclos silvestres e urbanos, com diferentes hospedeiros animais e humanos. A recente expansão de casos para estados do Sudeste e Nordeste do Brasil, incluindo o primeiro registro no Rio Grande do Norte em 2024, destaca a necessidade de mais estudos sobre a biologia dos vetores e a relação patógeno-vetor com vistas à prevenção e controle da doença.

Felipe Pessoa salienta a importância da identificação correta das espécies, no sentido de ajudar os técnicos dos serviços de controle a apontar onde estão os vetores, qual período, quais as espécies são atraídas pelo ambiente modificado pelo homem. “Existem provavelmente duas famílias de dipteros hematófagos que podem transmitir o vírus Oropouche: Culicidae, que são os mosquitos. No Amazonas, encontramos muitos mosquitos silvestres infectados com o vírus oropouche. E a família Ceratopogonidae, onde estão alocados os Culicoides, os maruins. A ecologia, a biologia dessas famílias são distintas. Existem muitas espécies e que possuem características próprias de nicho ecológico”, afirma.

Em setembro, a OPAS emitiu uma nova atualização sobre a febre do Oropouche nas Américas, pedindo aos países que reforcem a vigilância, notifiquem quaisquer eventos incomuns e fortaleçam as medidas de prevenção e controle de vetores. Em 2024, o vírus foi detectado em áreas onde a transmissão não havia sido registrada anteriormente. Além disso, foram notificadas mortes associadas à infecção, bem como casos de transmissão vertical. Desde o último alerta epidemiológico da OPAS, emitido em 1 de agosto de 2024 e até 6 de setembro, foram notificados mais 1.774 casos de Oropouche em seis países, elevando o total para 9.852 casos confirmados. O Brasil continua sendo o país mais afetado, com 7.931 casos e duas mortes.

Os outros países atualmente são Bolívia (356 casos), Colômbia (74 casos), Cuba (506 casos), Peru (930 casos) e, mais recentemente, a República Dominicana (33 casos). Além disso, foram notificados casos importados nos Estados Unidos (21 casos) e no Canadá (1 caso), após viagens a países endêmicos. Também foram documentos 30 casos importados na Europa.

CAPACITAÇÕES

O Laboratório EDTA já realizou outros dois cursos de capacitação em taxonomia de culicoides: um voltado para 20 entomólogos do Amazonas, na Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), e outro em Natal (RN), com agentes de saúde do Estado e estudantes de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Estamos em um momento que o interesse em taxonomia de insetos vetores foi diminuído e o reflexo foi de um surto na Região Neotropical e Caribe, com técnicos que não tinham sido familiarizados com essa família. As medidas então de controle ficam confusas. Esse retorno a capacitação para entomólogos em taxonomia auxiliará, principalmente na vigilância e compreensão da biodiversidade desses vetores, que não transmitem só o vírus Oropouche. Várias espécies também são transmissores de filárias, protozoários, outros vírus também de importância veterinária”, enfatiza.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação

Fiocruz Amazônia divulga resultado final da 1ª etapa do processo seletivo para ingresso no curso de mestrado do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 14/11, o resultado final da 1ª Etapa (homologação das inscrições), referentes ao processo seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI o resultado.

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado dos pedidos de recursos sobre 1ª etapa do processo seletivo do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 14/11, o resultado dos pedidos de recursos, referentes ao processo seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI o resultado.

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia participa de diálogo estratégico para a bioeconomia durante Expo Amazônia Bio&Tic 2024

A incubadora de soluções em saúde (FIOBiz), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou no dia 6/11, no Studio 5 Centro de Convenções, da programação do “Pitch Reverso para a Bioeconomia da Amazônia”, evento organizado pelo Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), idealizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e coordenado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM).

O encontro visa oportunizar a interação de startups com os principais stakeholders de setores comerciais estratégicos da Bioeconomia. A atividade também apresentou as demandas e os critérios para a aquisição de novos produtos/serviços, bem como as potencialidades e a enquadrabilidade de seus negócios para o acesso ao mercado.

O analista de gestão em saúde do ILMD / Fiocruz Amazônia, Carlos Henrique Carvalho, explicou a finalidade do Pitch Reverso. “A ideia é colocar os atores para falarem o que esperam dos empreendedores. Então, hoje temos aqui empresas, setor público, comissão de licitação, falando o que eles procuram quando vão contratar um microempreendedor da bioeconomia ou relacionado a tecnologia. Nós iremos falar também sobre quais são os requisitos, e sobre o que a indústria espera, quando você vai se relacionar com eles, o que há de oportunidades e como podemos vencer essas barreiras”, destaca.

O pitch reverso é o momento em que as empresas mostram suas estratégias e, apresentam seus desafios de inovação, buscando oportunidades de conexão com startups e demais empresas. Geralmente a fala é cronometrada e curta (entre cinco e dez minutos) e, na maioria das vezes, seguida de perguntas e respostas. Após as apresentações, os palestrantes ficaram disponíveis, para conversar com o público, em uma espécie de “sala de negócios”.

EXPO AMAZÔNIA BIO&TIC 2024

O evento contou com palestras, divididas entre as trilhas de bioeconomia, empreendedorismo e tecnologia da informação e comunicação (TIC), além de feira de artesanato e produtos da sociobioeconomia, apresentação de startups, roda de geração de negócios, entre outros. Durante a programação, o ILMD Fiocruz Amazônia também esteve participando de outras atividades.

“Estamos participando de mais uma edição da Expo Amazônia Bio&Tic, esse que é um evento que já entrou no calendário da cidade e que trata sobre bionegócios e tecnologia na região amazônica. Estamos tendo a oportunidade de participar de três painéis. O primeiro foi sobre investimentos em startups de bioeconomia e tecnologia. Estivemos em uma roda de conversa com 27 startups, 27 modelos de negócios diferentes, que foram avaliados. Ontem também podemos participar de um painel explicando sobre fundo patrimonial, como uma ferramenta de investimento em capitalização de negócios da bioeconomia”, relata Carlos Carvalho.

Segundo explica Carvalho, o fundo patrimonial é um conceito novo, que está sendo discutido na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e que se inspira no modelo de financiamento das pesquisas de universidades americanas. Essa modalidade de fundo já está estruturada e em funcionamento, no programa FIEAM 2030, uma iniciativa da Federação das Indústrias do Amazonas, com quem a Fiocruz possui cooperação técnica, com um fundo patrimonial já estruturado e à disposição para auxiliar os empreendimentos da região.

A ExpoAmazônia Bio&TIC não apenas destaca a importância da Bioeconomia e TIC para a Amazônia e o Brasil, mas também facilita a troca de conhecimentos entre os ecossistemas mais ativos do país, impulsionando a inovação e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico nacional. A realização do evento é da Associação do Polo Digital de Manaus (APDM), Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Governo do Amazonas e Fundação Rede Amazônica (FRAM).

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia tem trabalho de pós-graduação premiado na XVII Reunião Nacional de Pesquisas em Malária, em Belém

A Fiocruz Amazônia teve trabalho de pós-graduação premiado na XVII Reunião Nacional de Pesquisas em Malária, ocorrida entre os dias 6 e 9/11, na cidade de Belém (PA). O estudo, intitulado “Efeito de uma refeição sanguínea adicional na infectividade de Plasmodium vivax em Anopheles darlingi colonizado”, é de autoria da mestranda Ana Carolina Monteiro, 24, aluna do Programa de Pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO). O pôster ficou em segundo lugar entre os mais de 160 trabalhos expostos. O objetivo da pesquisa, segundo Ana Carolina, é avaliar o efeito de uma refeição sanguínea adicional na taxa e intensidade de infecção de Plasmodium vivax em Anopheles darlingi colonizado.

“O sangue humano oferece grande vantagem para o fitness do mosquito e, por conta disso, autores afirmam que essa dependência de sangue resulta em frequentes episódios de alimentação sanguínea durante seu ciclo. No entanto, apesar dessas informações estarem bem estabelecidas na literatura, poucos estudos levam em conta a influência que diversas alimentações podem ter em seus experimentos”, resume. Ana Carolina é bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

“A sensação é, primeiramente, de felicidade por ter tido o projeto reconhecido de maneira tão linda. Sinto também gratidão às minhas orientadoras Dra. Stefanie Costa Pinto Lopes e Dra. Camila Fabbri pela confiança e pelos ensinamentos. E por fim, sinto orgulho de representar o ILMD/Fiocruz Amazônia e o curso PPGBIO-INTERAÇÃO nessa premiação. Tudo que aprendi no curso até agora, seja nas disciplinas ou DPs, foi essencial para que eu alcançasse essa premiação”, avalia a mestranda, que participou pela primeira vez da RNPM.

A XVII RNPM acontece há 38 anos. Este ano, sob a coordenação do Instituto Evandro Chagas e presidência de honra do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), teve como tema “Malária nas Américas: Perspectivas Rumo à Eliminação sob o Olhar da Saúde Global”. Contou com diversas sessões científicas, que trouxeram novas abordagens, inclusive mesas-redondas sobre comunicação, inovação em saúde e o impacto das mudanças climáticas na epidemiologia e transmissão da malária numa região endêmica para a doença. Como evento satélite, ocorreu o II Fiocruz NIAID Symposium “Global Health Threats in a Changing Environment”, dias 4 e 5/11, promovido pela Fiocruz.

TROCA DE EXPERIÊNCIAS

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que é pesquisadora especialista em malária e coordenou, no evento, a mesa-redonda Malária e Modelos Preditivos, no Simpósio Parceria para Eliminação do Plasmodium Vivax – Sobre Recorrências da Malária por Plasmodium Vivax, explica que a reunião proporcionou uma rica troca de experiências entre os mais diversos atores participantes. “Tínhamos atores da ciência, do serviço e de gestão; Ministério da Saúde, secretarias, pesquisadores, academia, estudantes e, também, ACS (agentes comunitários de saúde), o que proporcionou um rico intercâmbio e discussões sobre os novos achados, as inovações, os conhecimentos produzidos em dois anos e o que há de novas estratégias para eliminação da malária Falciparum até 2030 e a Vivax até 2035”, relata Stefanie.

Segundo a diretora, a Fiocruz Amazônia concorreu também ao Prêmio Jovem Pesquisador Brasileiro de Destaque no Brasil em Malária e à Entrega da Medalha Ruth Nussenzweig, com a pós-doutoranda do ILMD, Camila Fabbri. A Medalha Ruth Nussenzweig é concedida a pesquisadores com até 10 anos de conclusão do doutorado e que estejam desenvolvendo trabalhos com impacto para as pesquisas em diferentes linhas de atuação no campo da malária. “Camila, que é pós-doc no ILMD, concorreu com mais três pesquisadores, tendo a oportunidade de mostrar seu trabalho e mostrar o ILMD/Fiocruz Amazônia para estudantes e pesquisadores em malária do Brasil e exterior”, ressalta. A XVII RNPM contou com representantes de diversos países, em especial, da América Latina (Venezuela Colômbia, Paraguai, Panamá e Equador) e também EUA , Suíça e França

SOBRE RUTH NUSSENZWEIG

Ruth Sonntag Nussenzweig foi uma renomada imunologista, nascida na Áustria em 1931 e falecida em 2018. Reconhecida por suas importantes contribuições no campo da pesquisa em malária, foi uma das principais cientistas que dedicaram sua carreira ao estudo da doença. Entre suas principais contribuições para a pesquisa em malária está o desenvolvimento de uma vacina experimental contra a malária, conhecida como vacina PfSPZ, que serviu de embasamento para o desenvolvimento da vacina RTS,S (Mosquirix), a primeira vacina contra a malária aprovada pela OMS.

Ruth Nussenzweig foi uma das pioneiras no estudo da imunidade adquirida contra o Plasmodium e realizou importantes avanços na compreensão dos mecanismos de resposta imunológica do hospedeiro contra a doença. O legado de Ruth Nussenzweig na pesquisa em malária é marcado pela sua dedicação e paixão pelo estudo da doença, que resultou em importantes avanços científicos e no desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e tratamento. Seu trabalho inspirador influenciou gerações de cientistas e continuará a ser uma referência no campo da imunologia e malária.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação

Fiocruz Amazônia divulga inscrições homologadas para o processo seletivo do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta sexta-feira, 8/11, o resultado da 1ª Etapa (Homologação das Inscrições) do processo Seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI a lista das inscrições homologadas.

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza mapeamento de áreas de risco para surtos de raiva no Estado do Amazonas

A Fiocruz Amazônia trabalha no mapeamento de áreas de risco para surtos de raiva no Estado do Amazonas, a partir da criação de um modelo preditivo – ferramenta  analítica que utiliza dados históricos e técnicas estatísticas para prever comportamentos futuros ou eventos – que está sendo construído com a parceria da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVSRCP) e a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF). O estudo, conduzido pela médica veterinária Alessandra Nava e o biólogo José Joaquin Carvajal, ambos pesquisadores do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) da Fiocruz Amazônia, foi apresentado na última quarta-feira, 6/11, durante a mesa-redonda “Raiva: uma Questão de Saúde Única”, promovida pela ADAF com a finalidade de discutir pontos importantes relacionados à raiva humana/animal e o papel das instituições envolvidas no processo de enfrentamento da doença.

Alessandra Nava destaca que a integração das instituições é um fator de fundamental importância para o êxito da iniciativa. “Esse trabalho em que estamos tentando construir se trata de um modelo preditivo de áreas de risco para surtos de raiva no estado do Amazonas e sem a parceria da FVS e ADA, bem como o apoio da CAPES e Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas), não seria possível realizar”, afirmou Nava. Segundo ela, a invasão de áreas de floresta e o consequente desmatamento ou queimada para a inserção de gado bovino pode influenciar nos padrões de agressão e aumentar as ocorrências de mordeduras e casos de contaminação pelo vírus da raiva, sendo de extrema relevância o acesso ágil à informação qualificada acerca da doença.

O evento da ADAF ocorreu no auditório do Bosque da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com a participação de estudantes, profissionais da área de saúde animal e humana, pesquisadores e autoridades locais. Atuaram como palestrantes também representantes da FVS e ADAF, que expuseram pontos sensíveis acerca da questão da raiva no Estado e do ponto de vista global, tendo em vista que a doença é responsável por 60 mil mortes/ano em todo o Mundo. Alessandra Nava encerrou o ciclo de palestras abordando a importância do levantamento de dados de mordeduras de morcegos no Amazonas e avaliando o desmatamento como um dos principais fatores que levam ao possível aumento de ocorrências ao influenciar o comportamento dos morcegos hematófagos, um dos vetores da doença.

REDE

A Fiocruz Amazônia integra a Rede de Iniciativa Amazônica para Investigação de Mordeduras Tropicais, um grupo internacional formado por especialistas e pesquisadores que trabalham com a questão das mordeduras tropicais e as diferentes formas de contágio, visando estabelecer parâmetros que permitam identificar o perfil epidemiológico dos casos de mordeduras em humanos e animais em determinada região, bem como prevenir possíveis ocorrências de surtos causados por zoonoses emergentes que possam vir a ser  transmitidas pela mordedura de animais como primatas e, sobretudo, morcegos que estejam contaminados com vírus e venham a transmitir para as pessoas. Alessandra Nava representa a Fiocruz no grupo.

SOBRE A RAIVA

Raiva é a doença que acomete todos os mamíferos e é considerada uma das zoonoses de maior importância no mundo, com elevado custo social e econômico. A doença é causada por um vírus que se propaga via sistema nervoso e a infecção se dissemina rapidamente alcançando o sistema nervoso central. O vírus está presente na saliva do mamífero infectado e a transmissão acontece principalmente por meio de mordeduras ou lambeduras. A raiva é letal com raríssimos casos de sobrevivência, acompanhados de sequelas graves.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / ADAF

Centro de Estudos vai abordar avanço das políticas públicas de saúde por meio do Programa Saúde na Escola nesta sexta-feira, 8/11

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD//Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 8/11, o Centro de Estudos com a palestra intitulada “O avanço das políticas públicas de saúde por meio do Programa Saúde na Escola”, a ser ministrada pela pedagoga e filósofa Gracielly Alves Delgado, assessora técnica do Ministério da Saúde e especialista em Gestão de Políticas de Saúde pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – ISL e em Gestão e Orientação Educacional pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas (ICSH/CESB).

O evento será transmitido via plataforma Zoom, pelo link https://us06web.zoom.us/j/84252360164?pwd=T0h1aHKv0j3aWHwX9rsNezkLDDex5Y.1 (ID: 842 5236 0164, Senha: 700575) e terá como moderadora a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Amândia Braga, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI) do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma iniciativa intersetorial dos Ministérios da Saúde e da Educação que tem a finalidade de contribuir para o pleno desenvolvimento dos estudantes da rede pública de ensino da educação básica, por meio da articulação entre os profissionais de saúde da Atenção Primária e dos profissionais da educação. Durante a palestra, Gracielly Delgado fará a apresentação dos dados e estratégias do programa.

Gracielly Alves Delgado éi graduada em Filosofia e Pedagogia pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas – ICSH/CESB (2010) e (2016). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase na atenção integral à saúde de adolescentes e dos jovens, promoção da saúde, saúde sexual e saúde reprodutiva e crianças e adolescentes em situação de violências e violência sexual contra crianças e adolescentes.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia recebe representantes da Unidade de Controle Interno da Fiocruz/RJ para orientações e compartilhamento de boas práticas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, durante dois dias, 05 e 06/11, a visita técnica de representantes da Unidade de Controle Interno (UCI), da Fiocruz, com a finalidade de discutir temas ligados ao controle interno do ILMD/Fiocruz Amazônia e promover o compartilhamento de boas práticas visando um melhor desempenho de atividades desenvolvidas na unidade. Cleber Luiz Dias de Araújo, chefe da UCI, e Murilo Oliveira, analista, foram recebidos pelo vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, representando a diretora da unidade, Stefanie Lopes. Nos dois dias de programação, foram feitas explanações sobre a estrutura de funcionamento da UCI e o arcabouço legal de criação da Controle Interno da Fiocruz, para a plateia formada por servidores e colaboradores terceirizados que trabalham sobretudo da área gerencial, estratégica, patrimonial e de licitações e contratos.

Cleber Araújo explica que a UCI é vinculada à Presidência da Fiocruz e tem como objetivo prioritário fortalecer os controles internos das unidades da instituição, em todo o País, visando um melhor desempenho de suas atividades. As visitas técnicas estão entre as ações desempenhadas pela UCI para a troca de conhecimento e boas práticas, especialmente nas áreas relacionadas a licitações e contratos administrativos. “Para nós, enquanto Fiocruz, as áreas de licitações e contratos são de grande implicação para a integridade institucional e por isso pesamos um pouco a mão para que possamos trabalhar juntos e melhorar esses processos. Muitas vezes, levamos de volta para o RJ questões as mais diversas relacionadas a outras áreas, abrindo um importante canal de diálogo entre a unidade local e o Controle Interno da Fiocruz.

“Nosso objetivo principal é apoiar os controles internos institucionais, permitindo que haja a melhoria dos seus processos, em busca da mitigação de riscos em todas as áreas, sejam elas gerencial, estratégico, patrimonial, licitação e contratos, esperamos que nossa conversa tenha sido bastante produtiva e estamos sempre à disposição para colaborar com as nossas unidades da Fiocruz”, destacou Cleber. O vice-diretor Aldemir Maquiné considerou bastante proveitoso o primeiro contato com a UCI, no sentido de discutir e tirar dúvidas sobre temas como licitações, contratos administrativos, controle público, governança, a independência do Controle Interno e gestão de riscos em aquisições.

“A participação foi aberta a todos os interessados, mas importante destacar que tivemos uma participação efetiva dos servidores e colaboradores terceirizados que atuam nessas áreas especificas e a oportunidade de conhecer a UCI, bem como mapa e matriz de riscos nas contratações públicas e governança dos processos, com atribuições e responsabilidades estabelecidas em lei”, salientou Maquiné, que realizou uma apresentação da Fiocruz Amazônia e suas áreas finalísticas (Interação Patógeno-Hospedeiro, Vigilância Epidemiológica e Genômica, Saúde Única, Pesquisa Clínica e Pré-Clínica, Atenção Primária  e Populações Vulneráveis).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia sedia palestra de pesquisadora polonesa sobre impacto da pandemia de Covid-19 na demografia da Europa Central

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) receberá na próxima quinta-feira, 7/11, às 9h, a pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Modelagem Matemática e Computacional da Universidade de Varsóvia, na Polônia, Aneta Afelt, para ministrar a palestra “Impacto da Pandemia de Covid-19 na demografia: Exemplo da Europa Central – Polônia. Geógrafa de formação, Aneta lida com geografia da saúde e ciência ambiental, concentrando suas pesquisas na aplicação interdisciplinar da geografia e em análises epidemiológicas complexas. A pesquisadora está no Brasil participando da primeira missão do Projeto Mosaic na América Latina. O Mosaic é desenvolvido pelo IRD – Institut de Recherche pour le Développement, em Montpellier (França), e percorreu a região do Alto Solimões, no Amazonas, na Tríplice Fronteira (Brasil/Peru e Colômbia), e o Oiapoque, na fronteira entre o Brasil e a Guiana.

A palestra acontecerá a partir das 9h, na Sala 101, no primeiro andar, da sede da Fiocruz Amazônia. Nos últimos meses, a atividade de Aneta Afelt tem se concentrado principalmente na análise da situação epidemiológica do SARS-CoV-2 na Polônia e no mundo. Em março de 2020, ela se tornou membro da equipe COVID-19 no Ministério da Ciência e Ensino Superior e consultora científica para representantes nacionais para atividades COVID-19 no Conselho Europeu de Pesquisa (ERC). Desde junho/2024, é Secretária da Equipe Consultiva COVID-19 da Presidência da Academia Polonesa de Ciências. Em outubro de 2019, integra o grupo Espace-DEV, cuja área de pesquisa é modelagem de nichos socioecológicos. Este laboratório é afiliado ao IRD.

A pesquisadora destaca que a Polônia é o maior condado da parte central da Europa, e o oitavo país mais rico e com a oitava maior população (37,6 milhões de habitantes) da região. Ela explica que, durante a pandemia de COVID-19, a Polônia foi significativamente afetada, registrando índice altíssimo de óbitos. “O percentual de infectados aumentou drasticamente no outono de 2020 e a primeira grande onda de mortes em excesso foi observada no final do ano.  Estima-se que, até o final de 2020, pelo menos 60% da população do país tenha sido exposta ao vírus”, comenta, acrescentando que, de acordo com o número total de mortes registrado no País, em 2020 (485.604) e 2021 (518.700), o país teve 63.273 mortes em excesso em 2020 e 101.611 em 2021, respectivamente. Durante os anos da pandemia, cerca de 7000 pessoas morreram a cada semana na Polônia.

Aneta participa de projetos internacionais no campo da epidemiologia e saúde pública, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela trabalha, entre outros, nos países do Sudeste Asiático, onde estuda a relação entre distúrbios ambientais antropogênicos e o risco de novas zoonoses. Ela salienta que um lugar particularmente importante para a aplicação da geografia e das ciências ambientais é no conceito One Health, cuja filosofia é a consideração interdependente da saúde humana, animal e ambiental em um nicho socioecológico.

Em abril de 2018, junto com colegas, publicou um artigo prevendo o risco de um novo surto de coronavírus na região do Sudeste Asiático: “Morcegos, Coronavírus e Desmatamento: Rumo ao Surgimento de Novas Doenças Infecciosas?” (Frontiers in Microbiology). Ela foi uma das primeiras vozes públicas no país a falar abertamente sobre o inevitável aparecimento do vírus SARS-CoV-2 na Polônia. Como razão para a inevitabilidade da colonização da comunidade global pelo vírus, ela se refere à nossa conectividade – intercontinental e regional como uma rede de transmissões individuais de humano para humano.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Edilson Soares

Fiocruz Amazônia irá transmitir para público externo disciplina sobre biologia, ecologia e controle de doenças transmitidas por vetores na região Amazônica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), por meio dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), e o Doutorado acadêmico em associação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), oferece nos dias 4, 6 e 7/11, a disciplina “Biologia, Ecologia e Controle de Doenças Transmitidas por vetores na Região Amazônica”. A disciplina é transversal aos três cursos de pós-graduação.

As vagas para cursar a disciplina foram distribuídas e destinadas aos programas. Entretanto, alunos de outros programas de pós-graduação, de diferentes instituições de ensino, podem ter acesso as aulas, que serão transmitidas através da plataforma zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/82946716430?pwd=OLpFDH17Yd1ED2UwAv , utilizando ID da reunião: 829 4671 6430  e Senha: 269120

A atividade visa proporcionar conhecimentos básicos da biologia, ecologia e controle de doenças transmitidas por vetores na Amazônia, integrando aspectos relacionados com a vigilância entomológica, vigilância entomo-virológica e estratégias de controle vetorial. O curso irá abordar ainda, novas estratégias de controle e aplicação, uso da epidemiologia e importância da vigilância no controle de doenças de transmissão vetorial na região. A disciplina é coordenada pelos pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz e José Joaquin Carvajal.

Confira AQUI a programação.

Na segunda-feira, 4/11, a aula de abertura da disciplina, a ser ministrada pelo pesquisador, Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), terá como tema “Aspectos básicos da Biologia e Ecologia de Insetos na Transmissão de Patógenos”. Na terça-feira, 5/11, Elder Figueira, chefe do departamento de vigilância ambiental, e Erica Chagas, pesquisadora do Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), abordam os “Aspectos básicos da Biologia e Ecologia de Vetores da Malária e Leishmaniose”.

No mesmo dia, o consultor da Unidade Técnica de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carlos Campelo, fará uma apresentação sobre “Manejo integrado de vetores”. No dia seguinte, 6/11, Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Medicina Experimental e Saúde do IOC/Fiocruz, fará a apresentação “Aedes aegypti e algumas arboviroses, onde estamos”.

No último dia, 7/11, pela manhã, Joaquim Neto, pesquisador do Instituto Evandro Chagas  (IEC), abordará os “Principais vetores de arbovírus no Brasil”. Durante a tarde, Fernando Abad-Franch, Professor Adjunto no Departamento de Parasitologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), palestrará sobre “Doença de Chagas na Amazônia”

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia e CRIS Fiocruz acompanham ministro da Saúde da Alemanha e apresentam projetos desenvolvidos em favor da saúde das populações ribeirinhas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS), da Fundação Oswaldo Cruz, acompanharam nesta terça-feira, 29/10, a agenda especial do ministro da Saúde da Alemanha, o médico e epidemiologista Karl Lauterbach, em Manaus, um dia antes de sua participação no encontro dos Ministros de Saúde do G20, que acontece até a quinta-feira, 31/09, no Rio de Janeiro. A missão foi coordenada pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com a analista da Coordenação de Cooperação com a Europa, Ana Helena Freire, a assessora internacional para Cooperação com a Europa do CRIS, Ilka Vilardo, e os pesquisadores Fernando Herkrath e Pritesh Lalwani, dos laboratórios de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (Sagespi) e Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acompanhado de uma delegação de representantes do governo alemão, o ministro esteve na comunidade ribeirinha Jatuarana, situada às margens do Rio Amazonas, zona rural de Manaus, para conhecer in loco o trabalho de atendimento realizado pela Unidade Básica de Saúde Fluvial Dr Antônio Levino, pertencente à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa/Manaus) e, deste modo, avaliar o impacto da seca extrema vivenciada hoje no Amazonas sobre os serviços de assistência em saúde para essa população. O ministro ouviu relatos dos ribeirinhos e profissionais de saúde em atuação na UBS Fluvial, e conversou com os pesquisadores da Fiocruz Amazônia sobre estudos desenvolvidos na região em torno das patologias e agravos em saúde decorrentes do desmatamento e da perda da biodiversidade, controle e prevenção de arboviroses, vigilância de patógenos, segurança alimentar, bem como a melhoria da qualidade do serviço de saúde em conjunto com as comunidades.

O impacto das mudanças climáticas sobre a saúde das pessoas é hoje uma das principais preocupações das autoridades de saúde mundiais e tema de discussão do G20. Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a relevância da presença do ministro está no fato dele poder vivenciar um pouco da realidade vivida pelas populações ribeirinhas locais. “Estamos aqui na visita à comunidade Jatuarana com o ministro alemão que fez questão de vir ao Amazonas porque é um ponto de interesse dele, que é médico e epidemiologista, a questão das mudanças climáticas e foi possível mostrar a Unidade Básica de Saúde Fluvial, da Semsa/Manaus, que é um modelo de atendimento exitoso prestado às populações ribeirinhas e, na oportunidade, apresentamos os trabalhos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia junto a essas comunidades, bem como projetos relacionados a mudanças climáticas, doenças infecciosas, doenças crônicas e populações vulneráveis da Amazônia”, explicou.

Stefanie Lopes salienta que outro ponto destacado junto ao ministro foi o impacto do desmatamento e dos fenômenos climáticos extremos, como o da estação seca, no que se refere ao acesso à saúde. “Foi uma oportunidade para que o ministro e a delegação do Governo da Alemanha pudessem conferir como o Brasil inova nessas ferramentas de acesso à saúde para populações vulneráveis e como podemos melhorar essa assistência a partir de possíveis parcerias com aquele País”, comentou a diretora da Fiocruz Amazônia. Segundo ela, a Amazônia ainda é uma floresta superpreservada, embora esse cenário esteja mudando. “Este ano, tivemos o maior desmatamento registrado na nossa floresta e com isso a potencialidade de novos patógenos surgirem a partir desse desequilíbrio é grande. Temos muitas comunidades e populações que vivem e sobrevivem da floresta e todo esse desbalanço muda as formas de vida e faz surgir a probabilidade de um potencial desastre ainda mais com a população extremamente vulnerabilizada e com pouco acesso a saúde. Com isso, as doenças podem surgir e se espalhar”, explicou.

A comunidade Jatuarana possui cerca de 120 famílias e 350 pessoas residentes. O ministro ouviu relatos dos ribeirinhos e profissionais de saúde em atuação na UBS Fluvial e visitou uma escola de Ensino Fundamental da comunidade, onde estudam 67 alunos que residem na localidade e entorno. “A seca dificulta o acesso aos serviços de saúde e leva ao agravamento de doenças”, afirmou a aposentada Nerimar Cunha do Norte, 70, moradora da comunidade e usuária dos serviços oferecidos pela UBS fluvial Antonio Levino. Segundo ela, a falta de assistência em determinados tipos de exames obriga os moradores a terem que se deslocar para Manaus. “Tem gente muito doente que precisa ir pra cidade e espera meses para realizar um determinado tipo de exame. Às vezes, a espera demora anos e, nessa seca, aumenta a distância e os gastos com a gasolina da embarcação. Muitos não têm condições de fazer esse percurso até a cidade, nem cobrir os gastos com o transporte até a unidade de saúde”, lamentou.

A assessora internacional para Cooperação com a Europa do CRIS Fiocruz, Ilka Vilardo, destacou a importância da vinda do ministro alemão para conhecer a região amazônica e os trabalhos de pesquisa que estão sendo feitos pela Fiocruz Amazônia. Tivemos a oportunidade de levar o ministro e a delegação alemã até Jatuarana, onde vimos o quanto de benefícios é feito para a população feita com a UBS Fluvial. “O ministro entrevistou médicos e profissionais de saúde, e durante a ida e a vinda foi importantíssima a conversa dele e outros membros da delegação do Ministério da Saúde alemão, não só com a diretora da Fiocruz Amazõnia, Stefanie Lopes, como outros pesquisadores que tiveram oportunidade de contar sobre os diversos projetos de pesquisa em saúde que a Fiocruz Amazônia está desenvolvendo”, ressalta.

Ilka salienta que a Alemanha é um parceiro importantíssimo para o Brasil e América Latina. “Foi muito importante o Centro de Relações Internacionais de Saúde estar aqui não só testemunhando como também contribuindo para que as relações se dessem da melhor maneira possível e para as informações nos dois sentidos de cooperação entre os dois países”, observou.

CONEXÕES

Fernando Herkrath, que é coordenador do Laboratório Sagespi, afirma que o modelo de organização da UBS fluvial, na Atenção Básica, é aplicado hoje na região amazônica e do pantanal de forma exitosa. “Esse é um modelo superimportante para garantir o acesso aos serviços de saúde e melhoria das condições de saúde dessas populações, um modelo itinerante para atendimento com profissionais que ficam no território e podem trabalhar com promoção, prevenção e assistência no nível da Atenção Primaria, um locus de extrema importância para atuação da Fiocruz Amazônia, no sentido de contribuir para uma melhor organização do serviço, em parceria com diversos órgãos e com as comunidades”, reforçou.

O pesquisador Pritesh Lalwani lembrou que a visita do ministro da Saúde da Alemanha demonstra a preocupação dele com as conexões existentes entre os problemas gerados pela crise climática. “Os problemas não são só na Amazônia, são mundiais. È importante a parceria para que possamos trabalhar em conjunto para trazer soluções permanentes, em termos de resiliência e deixar legado para as próximas gerações”, frisou.

De volta à área urbana de Manaus, ministro e comitiva, foram recebidos pelo governador Wilson Lima, no Palácio do Governo, na Compensa. Na oportunidade, foram apresentados projetos do governo estadual apoiados pela Governo da Alemanha e novas possibilidades de parcerias e investimentos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Projeto Mosaic inicia etapa de coleta de dados na área da Tríplice Fronteira Brasil/Peru e Colômbia

O Projeto Mosaic, coordenado pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), da França, deu início esta semana à etapa de coleta de dados no Brasil, começando pela região do Alto Solimões, no Amazonas, área da Triplice Fronteira (Brasil/Peru e Colômbia), na primeira missão do grupo na América Latina. O projeto tem como finalidade implementar ecossistemas de informação multimodais abertos e replicáveis acerca da saúde das populações nas áreas de fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e a Colômbia e Peru, e na fronteira entre Quênia e Tanzânia, no continente africano. Um grupo formado por pesquisadores da França, Portugal, Polônia, Quênia, Colômbia, Peru e Brasil, com a participação do coordenador científico e da gestora do projeto, Emmanuel Roux e Lucile Guerin, foi recebido na Fiocruz Amazônia, em Manaus, no dia 21/10, marcando o início da missão.

O projeto Mosaic foi selecionado pelo programa Horizon Europe, da União Europeia, para financiamento no período 2024 a 2027. É o primeiro edital europeu de fomento à pesquisa com participação da Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PICTIS), fruto do acordo de cooperação firmado pela Fundação Oswaldo Cruz, por meio do IOC/Fiocruz, com a Universidade de Aveiro, em Portugal. O grupo recebeu as boas-vindas da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que destacou o caráter inovador da abordagem do projeto, nos processos de ações de saúde e vigilância nas regiões de fronteiras, e a importância da participação conjunta das instituições. Junto com a Fiocruz Amazônia, compõem o projeto pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).

“O Mosaic é um projeto que concilia campos da atuação da Fiocruz na vigilância em saúde, nas comunidades locais, entendendo os principais agravos que circulam nas regiões de intervenção do projeto, e trazendo soluções de novos sistemas de monitoramento e de vigilância, de sistemas de formação em saúde dentro desse contexto maior, sob a chancela da União Européia”, pontua o assessor da Vice-Direção de PDI, do IOC/Fiocruz, Carlos Eduardo Andrade Lima da Rocha, que acompanha o grupo na missão. Carlos Eduardo destaca o papel estratégico da Plataforma para a viabilização da participação de pesquisadores da Fiocruz no programa.

A Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Fiocruz (PICTIS) está voltada para a consolidação de um centro internacional de investigação em saúde tendo como instituições líderes a Fiocruz e a Universidade de Aveiro, em Portugal. Ela gere e participa de atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde, com o objetivo de gerar novos produtos, processos e serviços, assim como participar na transferência e difusão de novos conhecimentos e tecnologias para o bem-estar da sociedade.

O pesquisador do Laboratório de Doenças Parasitárias do IOC/Fiocruz e do Laboratório Setorial One Health/Global Health da Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Paulo Peiter, destacou a importância da parceria entre os pesquisadores que integram o projeto e o engajamento das populações na iniciativa de vigilância transfronteiriça comunitária em saúde. “Estamos começando o novo desafio que é ir para o campo aqui na Amazônia, momento bastante particular num cenário de seca histórica, que é um contexto relacionado ao objetivo do projeto de trabalhar a questão das mudanças climáticas e como está afetando o dia a dia das populações, dialogando e entendendo como estão percebendo essas necessidades”, explicou Peiter, que é lider do pacote de trabalho sob a responsabilidade do IOC/Fiocruz, via PICTIS.

Pela Fiocruz Amazõnia, atuam no projeto os pesquisadores Sérgio Luz Bessa, José Joaquín Carvajal Cortes e Alessandra Nava, do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PreV Amazônia, do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA).  Também integram o Mosaic o Centro de Conservação Africano, do Quênia; da Universidade de Warszawski, da Polônia; da Universidade de Lisboa, de Portugal; do Centro Hospitalar de Caiena, da Guiana Francesa; do Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Ambiente, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento e das Universidades de Perpignan, D’Aix Marselha e D’Artois, da França, Universidade de Brasília (UnB), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade Nacional da Colômbia.

“O Projeto Mosaic tem uma trajetória acompanhada com muita atenção por instâncias relevantes, no âmbito da União Europeia e no Brasil, a exemplo do Ministério das Relações Exteriores e Delegação da União Europeia em Brasília, além de outras instâncias da Fiocruz, nesta fase importante de construção de uma aliança estratégica ILMD, IOC, ICICTI e ENSP e os outros parceiros que constituem esse consórcio”, afirma o coordenador científico do PICTIS, José Cordeiro, observando que a primeira missão do Mosaic no Quênia foi exitosa e bem conduzida por todos os parceiros.

TRIPLICE FRONTEIRA

Na Tríplice Fronteira, o grupo se reuniu com pesquisadores e atores locais na Universidade Nacional da Colômbia, compartilhando experiências em vigilância em saúde, mudanças climáticas e projetos exitosos em sáude e melhoria e melhoria das condições de vida, envolvendo as comunidades que vivem no território transfronteriço. No segundo dia, a equipe realizou trabalhos de campo junto à unidade de Atenção Básica Upetana, em Tabatinga, pertencente ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões, onde ocorreu roda de conversa com os  pesquisadores do Projeto Mosaic e as parteiras da etnia Tikuna e foi feita a apresentação da cartografia social local pelos técnicos do DSEI, pertencentes à etnia Kokama e egressos do Programa Vigifront. As atividades também envolveram visitas ao Laboratório de Fronteira (Lafron), em Tabatinga,  e ao Instituto Sinchi – Instituto Amazônico de Investigaciones Cientificas, em Letícia, cidade na Colômbia situada na fronteira com o Brasil.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia divulga resultado dos pedidos de isenção da taxa para processo seletivo do Curso de Doutorado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 23/10, o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

As inscrições iniciam no dia 29/10 e se estendem até 27/11. O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

Acesse AQUI o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia promove V Workshop Estratégico de Pós-graduação

A Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realizou nesta terça-feira, 22/10, o V Workshop Estratégico de Pós-graduação do Instituto. A atividade tem por objetivo, apresentar temas específicos, relacionados ao funcionamento, missão, formas de apoio ao estudante, visando oportunizar que o novo estudante perceba a instituição de forma holística e, se insira de maneira mais apropriada, podendo usufruir de todas as assessorias e benefícios, e ao mesmo tempo melhor contribuir, a partir de suas pesquisas, com o propósito de promover melhorias na saúde e no fortalecimento do SUS.

Ani Matsuura, Vice Diretoria de Pesquisa e Inovação em exercício, e coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), explicou o objetivo da atividade. “Esse workshop é considerado estratégico, pois a gente promove palestras que são essenciais para a vivência desses alunos aqui dentro do ILMD Fiocruz Amazônia. É o momento de acolher, mas também deles entenderem todo o funcionamento da instituição”, disse.

O Workshop tem ainda o intuito de manter os estudantes bem-informados, para que possam melhor desenvolver suas atividades, minimizando a perda de tempo na busca por apoio institucional e ainda, melhor usufruir das assessorias técnicas que podem alçar para desenvolver seus trabalhos com qualidade. Além disso, podendo desenvolver também produtos e processos inovadores que podem ser transferidos para o sistema de saúde e a sociedade.

Na oportunidade, os alunos do curso de Doutorado acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, ofertado por meio de uma associação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), puderam conhecer sobre as atividades desenvolvidas pela Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC/ ILMD Fiocruz Amazônia), através do Serviço de Secretaria Acadêmica (SECA); Serviço de Pós-Graduação (POSGRAD); Serviço de Biblioteca; Comissão de Biossegurança; Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT); Associação de Pós-Graduação (APG), bem como participaram de uma conversa sobre “Fontes de informação eletrônica para a área da saúde”.

Para o chefe do Serviço de Secretaria Acadêmica (SECA), Eduardo Garcia, a ação possibilita aos alunos, o conhecimento de ferramentas e serviços que serão usados durante a experiência acadêmica vivenciada na Fiocruz Amazônia. “Essa é nossa acolhida às novas turmas de pós-graduação Stricto Sensu, em nossa Unidade. Começamos a fazer esse movimento em 2023. A gente elabora uma programação especial, entendendo que esse é um momento importante para a jornada acadêmica deles, pelos próximos quatro anos. É importante que eles conheçam quais são as instâncias que existem aqui, e o que eles podem acionar”, explica.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Os discente puderam conhecer em detalhes, as ações realizadas pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia, que tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz), para elaboração de pedidos para depósito de patentes e, acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

COMISSÃO INSTITUCIONAL DE BIOSSEGURANÇA

Outro ponto abordado durante o evento, foram as práticas de biossegurança adotadas pela Fiocruz Amazônia, uma das prioridades institucionais, inseridas nas rotinas dos alunos que realizam atividades de campo, ou realizam pesquisas em laboratórios. Para orientar e incentivar as boas práticas e ações de biossegurança foi instituída a Comissão Interna de Biossegurança do Instituto – CIBio/ILMD (Portaria N. 003/2016-GAB/ILMD), subordinada à vice-diretoria de Pesquisa.

A CIBio/ILMD vem atuando para oferecer cursos e treinamentos que promovam a capacitação dos profissionais e a disseminação dos princípios da biossegurança no Instituto e nas instituições parceiras. Essas ações visam melhor atender as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e otimizar um conjunto de ações para prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Ivis Cabral

Divulgado resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 23/10, o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

As inscrições iniciam no dia 29/10 e se estendem até 22/11. O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

Acesse AQUI o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Exposições científicas e circuito ambiental marcam encerramento das atividades da Fiocruz Amazônia na SNCT

Exposições científicas, mostra de vídeos, jogos e rodas de conversa marcaram o encerramento das atividades do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), referentes à 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024). O ciclo de atividade promovidas pela instituição foi realizado em parceria com a coordenação do Programa Ocas do Conhecimento Ambiental, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no Espaço da Cidadania Ambiental (ECAM), localizado no mezanino do Manauara Shopping, zona centro-sul de Manaus.

Durante a visitação, alunos da rede municipal de ensino tiveram a oportunidade de conhecer estudos e projetos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia em diversas áreas do campo científico, bem como fazer uma visita guiada pelo Espaço da Cidadania Ambiental, a horta do Manauara Shopping e, o ‘Deck Buritizal’, um fragmento de floresta viva, mantida pelo Shooping, destacando o comprometimento com as práticas ambientais. Através do “circuito ambiental” os estudantes conheceram ainda todo o processo de coleta seletiva, compostagem e reciclagem de resíduos descartados diariamente no shopping.

Segundo a assessora em gestão da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI – ILMD / Fiocruz Amazônia), Priscila Santana, o objetivo da atividade é aproximar os estudos científicos ao público, popularizando as pesquisas realizadas na Instituição. “A ideia da Fiocruz Amazônia é popularizar a ciência, mostrar para as crianças, para a popularização e todos aqueles que estão participando, a importância da ciência para a sociedade, as múltiplas facetas de como fazer ciência”, pontua.

No espaço ECAM, os alunos e visitantes puderam conferir uma exposição de podcast e vídeos gerados nas oficinas OuvirCiência e DigiCiência, realizada como parte da programação da SNCT, abordando os temas: Crise climática e o impacto do meio Ambiente na saúde pública; Intersecção entre saúde e meio ambiente; Atenção e cuidado às populações atravessadas pela migração; Crise Climática e o trabalho no SUS; A pesquisa em saúde nas populações ribeirinhas; Estiagem e os fenômenos ambientais extremos.

Para Warlisson Barbosa, professor da Escola Municipal Santa Rosa II, a atividade representa uma oportunidade ímpar na vida dos estudantes. “Como professor eu enxergo essa oportunidade como algo necessário para a vida dos nossos alunos, pois quando estamos em sala de aula vemos as nossas condições como professor, muito limita as vezes a esse ambiente.  Quando a gente traz os alunos, para fora da sala, para que eles possam adquirir conhecimento, conhecerem novos espaço, entendendo realidades como a nossa, onde existem muitos alunos que não possuem acesso, acaba sendo uma oportunidade que agrega na vida desses estudantes”, destaca.

Através dos vídeos de popularização, os visitante puderam conhecer o trabalho realizado pelos laboratórios: Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA); Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS); Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA); Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (LAB-IPCCB); Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA); Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI); Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), destacando a contribuição de seus trabalhos enquanto ciência para a sociedade.

Indígena da etnia Baré, Theo Gomes da Costa, aluno da Escola Municipal Santa Rosa II, mostrou-se entusiasmados com as explicações sobre as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), plantas que muitas vezes passam despercebidas, mas que oferecem uma incrível variedade de sabores, texturas e benefícios nutricionais. “Como eu moro na zona rural, eu tenho costumes da natureza. Eu tenho uma horta em casa e, pensei que algumas plantas eram comestíveis, mas não eram. Então, eu gostei muito de ouvir as explicações sobre a horta”, destaca.

EXPOSIÇÕES CIENTÍFICAS

Visando sensibilizar os estudantes e aproximar a ciência feita nos institutos de pesquisa ao público, pesquisadores, pós-graduandos, bolsistas e estudantes de iniciação científica da Instituição, estiveram presentes nos stands de exposição para apresentar na prática trabalhos como: “Metamorfose dos insetos”, “LAHPSA e Pesquisa Participativa: Integrações entre saberes Amazônicos pelos diversos Biomas”, “Aventura Molecular”, “Disseminando o conhecimento através da IA”.

Monica Dantas, gestora do Espaço ECAM, agradeceu a parceria e colaboração da Fiocruz Amazônia, em mais uma edição do evento. “Agradecemos a Fiocruz, que é parceira e colaboradora, que já expôs aqui, e sempre traz novidades e, que está presente nessa semana importante, super visitada por nossas escolas da rede. O ECAM é um espaço de cidadania ambiental. É um prazer receber essa exposição tão linda, falando dos biomas, dos insetos, de tudo que está relacionado a ciência”, avalia.

Na ocasião, os visitantes puderam conhecer de perto, trabalhos voltados para diagnósticos molecular, estudos entomológicos, microbiologia, utilização de Inteligência Artificial para o aprimoramento do diagnóstico da malária, bem como os estudos realizados pela Fiocruz Amazônia, em prol da saúde de populações vulnerabilizadas, comunidades ribeirinhas e povos indígenas, reforçando o comprometimento do Instituto em contribuir com a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e, para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

21ª SNCT

O ILMD/Fiocruz Amazônia, realizou nesta edição, atividades nas cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e Tabatinga. A ação reuniu equipes dos laboratórios da unidade, sob a coordenação da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, edital 003/2024.

A SNCT é promovida anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O tema da 21ª edição do evento é “Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais”, visando promover o debate sobre a importância da ciência e da tecnologia para a preservação dos biomas brasileiros. A escolha do tema, realizada pelo MCTI, reflete a preocupação global com questões ambientais e a necessidade de desenvolver soluções sustentáveis.

A mobilização tem como objetivo aproximar a população da ciência e da tecnologia, promovendo eventos de divulgação científica em todo o país. No Amazonas, a Fiocruz Amazônia busca sempre ampliar o alcance das suas atividades, junto às escolas da rede pública e parceiros na capital e interior.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre inscrições para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. (PPGBIO-Interação). O período para solicitar isenção de taxa de inscrição, acontece nos dias 21 e 22/10.

As inscrições iniciam no dia 29/10 e se estendem até 27/11. O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: 1ª Etapa: Homologação da inscrição; 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Confira AQUI o edital

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. O curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro e duas linhas de pesquisas: 1 – Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; 2 – Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre inscrições para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O período para solicitar isenção de taxa de inscrição, acontece nos dias 21 e 22/10.

As inscrições iniciam no dia 29/10 e se estendem até 22/11. O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

Acesse AQUI o edital.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

SNCT: Fiocruz Amazônia lança série de podcasts destacando pesquisas que impactam a sociedade sobre saúde e meio ambiente

Os projetos “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2024” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais – Especial 30 anos”, realizados pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Edital de Apoio às Unidades Técnico-Científicas e aos Escritórios Regionais da Fundação, e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam) – Edital N. 004/2023 – POP C,T&I, lançaram na última segunda-feira, 14/10, uma série de Podcasts, oriundos da realização da oficina OuvirCiência.

Os episódios abordam a temática “Saúde e Meio Ambiente”, visando destacar como as pesquisas sobre esse assunto impactam a sociedade. Divididos em seis episódios, os podcasts possuem autoria de conteúdo desenvolvido por estudantes, pesquisadores, jornalistas e outros profissionais que cursaram a Oficina Ouvirciência, realizada pela Fiocruz Amazônia, em setembro deste ano.

Ouça AQUI a 4ª temporada do Ouvirciência.

Para Michele El Kadri, Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia e, coordenadora do projeto, a oficina alcançou resultados satisfatórios, em especial no que tange o objetivo central de popularizar a ciência, tornado acessível os estudos desenvolvidos pela instituição, diante do atual cenário climático da Amazônia. “Essa iniciativa beneficiou os envolvidos em dois aspectos, primeiro pelo fato de estimular os nossos pesquisadores a falarem mais sobre suas pesquisas e tornarem esses resultados e processos mais acessíveis ao público, que é para quem precisamos dar uma devolutiva de nossas ações; depois por estimular os participantes a adequarem a fala e abordagem dessas narrativas, entendendo que o podcast possui uma linguagem diferente, e dialoga com um público diferente, mais antenado, conectado. O tema dessa edição é também de suma importância por estarmos vivendo exatamente esse momento de mudanças climáticas e efeitos disso tudo, como nas queimadas, e diante dessa extrema seca dos rios”, avalia El Kadri.

No primeiro episódio da série, a pesquisadora Fabiane Vinente, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia), explora como as mudanças climáticas e as transformações ambientais estão afetando a saúde das populações amazônicas. A conversa aborda as expectativas em torno da busca por soluções e a efetividade das políticas atuais, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e seu papel em promover as mudanças socioeconômicas e políticas necessárias para um futuro sustentável.

Em outro episódio, os pesquisadores Leandro Giatti, professor associado no Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), e Susanne Boerner, Pesquisadora da University of Birmingham e da USP, debatem a intersecção entre saúde e meio ambiente. Na ocasião, os pesquisadores exploram os determinantes sociais e ambientes em saúde e meio ambiente, mostrando a importância da pesquisa científica para a sociedade. A entrevista é dividida em dois episódios.

Com o tema “Crise climática e o trabalhador do SUS”, Júlio Cesar Schweickardt, pesquisador do ILMD/ Fiocruz Amazônia, aborda em outro episódio, como as mudanças climáticas afetam o cotidiano de trabalhadores do SUS e, de populações tradicionais, fazendo uma análise sobre o processo de construção de políticas equânimes, voltadas para a participação das populações, de forma participativa e coletiva, utilizando-se de metodologias decoloniais, como o LAHPSA vem desenvolvendo em seus projetos.

Focado nas pesquisas em saúde sobre populações ribeirinhas, o episódio seis da temporada, traz uma entrevista com Fernando Herkrath, docente e pesquisador do ILMD, falando sobre a relação da saúde das populações ribeirinhas da região amazônica com o meio ambiente, bem como uma breve discussão sobre a importância da pesquisa científica, trazendo visibilidade para essas populações. No último episódio da temporada, o Professor e pesquisador Rodrigo Tobias, fala sobre o fenômeno da estiagem e seus impactos na população ribeirinha e no meio ambiente, considerando o território líquido que vivemos.

NA PRÁTICA

Com aulas ministradas pelos jornalistas Cristiane Barbosa e Helder Mourão, a ação teve por objetivo o treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas, para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de podcasts, para divulgação nas mídias digitais.

“O podcast Ouvirciência, que está na sua quarta temporada, é resultado de um esforço coletivo da Instituição, para formar pessoas a divulgarem ciência. Neste ano, nós trabalhamos com a temática voltada para pesquisas envolvendo saúde e meio ambiente, relacionando a temática da Semana Nacional de Ciência & Tecnologia, e isso fortalece o compromisso da Fiocruz Amazônia, com a popularização da ciência, especialmente em seu ano comemorativo de 30 anos de atuação no Estado. É uma iniciativa pioneira, pois é oferecida todos os anos e, de forma gratuita, visando fortalecer a divulgação científica”, destaca Cristiane Barbosa.

Dividida em duas etapas, a oficina foi composta por aulas presenciais, teóricas e práticas, bem como no formato online, onde através de aplicativos de mensagens, os alunos receberam assessoria dos professores para o desenvolvimento de atividades.

Além do acesso online, os podcasts estão sendo divulgados durante as atividades da Fiocruz Amazônia na Semana Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação, para alunos da rede pública de Manaus, e disponibilizados por meio dos canais institucionais e de parceiros.

21ª SNCT

O ILMD/Fiocruz Amazônia realiza entre os dias 14 e 18/10, nas cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e Tabatinga, um ciclo de atividades, inseridas na programação da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), reunindo equipes dos laboratórios da unidade, sob a coordenação da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, edital 003/2024.

A SNCT é promovida anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O tema da 21ª edição do evento é “Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais”, visando promover o debate sobre a importância da ciência e da tecnologia para a preservação dos biomas brasileiros. A escolha do tema, realizada pelo MCTI, reflete a preocupação global com questões ambientais e a necessidade de desenvolver soluções sustentáveis.

A mobilização tem como objetivo aproximar a população da ciência e da tecnologia, promovendo eventos de divulgação científica em todo o país. No Amazonas, a Fiocruz Amazônia busca sempre ampliar o alcance das suas atividades, junto às escolas da rede pública e parceiros na capital e interior.

Confira aqui a programação.

Com o tema “O Bioma Amazônico e a Mudança Climática”, a unidade regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), estará presente no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), do Manauara Shopping, em Manaus, na Escola Estadual de Tempo Integral Presidente Figueiredo, no município de Presidente Figueiredo, e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica do Amazonas (IFAM), Campus Tabatinga, no Alto Solimões.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia recebe visita do novo cônsul-geral do Japão em Manaus

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na tarde desta quarta-feira, 16/10, a visita do novo cônsul-geral do Japão em Manaus, Yuichi Miyagawa. O cônsul e sua comitiva foram recebidos pela diretora da Instituição, Stefanie Lopes; a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri; o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné.

Yuichi Miyagawa, assumiu o cargo de Cônsul-Geral do Japão em Manaus, no dia 10 de setembro deste ano. A visita tem por finalidade apresentar ao novo cônsul a Fiocruz Amazônia e, abordar as parcerias institucionais já existentes com instituições japonesas de pesquisa, vislumbrando parcerias e cooperações futuras.

“Nós entendemos como estratégico, apresentar para ele a nossa instituição, visto que já havíamos recebido o senhor Masahiro Ogino, Cônsul anterior, e temos uma parceria bastante profícua com instituições japonesas de pesquisa. Então, a ideia foi conversar um pouco para vislumbrar como podemos estreitar essa relação entre os países, na pesquisa desenvolvida também aqui na Amazônia”, explica Stefanie Lopes.

Na oportunidade, a Diretora destacou a parceria existente entre a Fiocruz e o Governo do Japão, nas áreas de pesquisa em saúde, com destaque para a malária, juntamente com universidades e institutos de pesquisas japoneses que possibilitam o intercâmbio de pesquisadores e estudantes. Durante a visita, Miyagawa mostrou-se contente em conhecer as ações atividades desenvolvidas pela instituição, em prol da saúde e da formação, através dos programas de pós-graduação, iniciação e vocação científica, realizados pelo ILMD.

Na ocasião, a diretora do ILMD, destacou o papel incentivador de pesquisas nas áreas de Ciência, Tecnologia & Inovação, no mundo, entre os quais um dos projetos coordenados no Brasil pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Universidade de Kanazawa, e a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, realiza pesquisa pré-clínica para desenvolvimento de vacina contra a malária vívax.

Outro ponto destacado durante a visita foi o trabalho de sequenciamento genômico realizado, em rede, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Após reunião, o grupo percorreu as instalações da sede da Fiocruz Amazônia.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Doenças de veiculação hídrica são abordadas durante atividade da SNCT 2024 em Tabatinga-AM

TABATINGA (AM) – As doenças de veiculação hídrica, suas formas de contaminação e a importância da higiene para evitá-las por meio da lavagem correta das mãos foram os temas abordadas durante a roda de conversa coordenada pela bióloga e pesquisadora-tecnóloga da Fiocruz Amazônia, Luciete Almeida, dentro da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), realizada na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFAM – Campus Tabatinga), no Alto Solimões. A atividade foi realizada pela Fiocruz Amazônia, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas.

O objetivo da atividade, conforme explica Luciete, é chamar a atenção para a importância das medidas de higiene, sobretudo a lavagem das mãos, na prevenção a doenças, como diarreias agudas, cólera, shigelose, leptospirose e febre tifóide, entre outras, causadas por microrganismos, como bactérias e fungos presentes em todas as superfícies e principalmente nas mãos. Junto com as orientações, a bióloga realizou análise bacteriológica em meios de cultura do material coletado das mãos dos próprios alunos participantes da atividade. “Uns com as mãos lavadas e outros não. O resultado surpreendeu a todos”, explica Luciete, lembrando que a intenção da atividade é mostrar que medidas simples como lavar as mãos podem fazer toda diferença na qualidade de vida das pessoas.

Aluna do curso técnico de Administração do IFAM-Campus Santo Antonio do Içá, município vizinho, distante 254 quilômetros de Tabatinga, Valda Ionara Laranhaga Pinto, 37, contou que irá aplicar o aprendizado que obteve durante a oficina e a roda de conversa, no dia a dia como dona de casa e empresária. “Trabalho com venda de alimentos e essas informações sobre manuseio correto e a importância da lavagem das mãos e dos alimentos serão de grande utilidade”, reconheceu ela, que é mãe de sete filhos, entre eles Alex, que também é aluno do mesmo curso do IFAM.  Para Luciete Almeida, que é chefe do Setor de Bacteriologia do Laboratório  Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia, as informações repassadas podem ajudar e muito no dia a dia dos estudantes.

“Para se ter uma ideia, das dez amostras que mantivemos em estufa bacteriológica, por 24 horas, em temperatura de 37 graus, todas apresentaram contaminação por fungos e bactérias, até mesmo de quem lavou as mãos, o que significa dizer que a lavagem das mãos, utilizando água e sabão, e ainda álcool em gel, não foi suficiente para evitar a contaminação”, avalia Luciete. A experiencia com os alunos também contou com uma atividade para identificar quem estava com as mãos contaminadas através de uma solução reveladora e uma lâmpada fluorescente.

“Esse momento chama muito a atenção dos alunos para identificar como suas mãos podem estar sujas sem que percebam a olho nu. O resultado, nesse caso, mostrou também que todos os alunos estavam com as mãos cheias de fungos e bactérias. Isso e ciência”, finaliza a bióloga.

ILMD/Fiocruz Amazõnia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Oficina da Fiocruz Amazônia mostra como é feita a extração do DNA humano para estudantes do Alto Solimões e estimula o interesse pela formação científica

TABATINGA (AM) – A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2024, da Fiocruz Amazônia, desembarcou no município de Tabatinga, no Alto Solimões, a 1.108 quilômetros de Manaus, com a finalidade de proporcionar um contato mais próximo entre os estudantes da região e o conhecimento científico, produzido nos laboratórios de pesquisa da instituição. Durante dois dias, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foram realizadas oficinas e rodas de conversa demonstrando de maneira simples que o acesso à Ciência, Tecnologia e Inovação é possível e mais fácil do que se imagina. As atividades ocorreram na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM-Campus Tabatinga), um dos 17 campis mantidos pela instituição no interior do Amazonas.

Uma das atividades foi a oficina de Extração do DNA de Células da Mucosa Bucal, experimento desenvolvido pela mestranda em Hematologia Maria Gabriella Santos Vasconcelos, biomédica especialista em Imunologia e Microbiologia. Antes, numa roda de conversa, Gabriela, junto com a aluna de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia, Jehovana Victorio Salgado, faz uma panorâmica sobre a trajetória da Biomedicina no Brasil, que se entrelaça na história de várias mulheres cientistas, que se destacaram na ultima década em pesquisas nas áreas de câncer e na pandemia de Covid-19.

“Para se ter uma ideia, 80% dos profissionais de Biomedicina no País hoje são mulheres e isso significa que provavelmente a presença de grandes personalidades femininas na Biomedicina possa estar impactando nessa busca de mulheres pelo curso fazendo com que tenhamos maior presença feminina na academia”, observa Gabriela. Ela explica que as duas atividades foram possíveis graças ao Programa Meninas e Mulheres na Ciência, que tem como objetivo despertar o interesse de estudantes pela vocação científica. “Na roda de conversa, falo da minha própria experiência, as facilidades e dificuldades de se iniciar a carreira de cientista”, salienta.

ESTRUTURA DO DNA

Na oficina, como forma de aguçar ainda mais a curiosidade das jovens estudantes, Gabriela mostra um pouco, na teoria e na prática, como funciona a estrutura do DNA e os cromossomos, comprovando ser possível, através de uma técnica bem simples, fazer a extração desse material, e enxergar o DNA a olho nu”, explica a biomédica.

A experiência foi inspiradora para a turma, composta em sua maioria por alunas, que acompanharam atentamente as atividades protagonizadas por duas mulheres, uma aluna de Iniciação Científica e uma  mestranda. “Estou gostando muito da experiência e como ela vai afetar os meus estudos principalmente em Biologia. Achei muito interessante e espero ter oportunidade de participar de mais rodas de conversa e oficinas da Fiocruz”, afirmou a aluna do curso de Informática do IFAM – Campus Tabatinga, Sofia Elizabeth de Oliveira Anampa, 15. Ela participou da atividade prática junto com a amiga de turma, Eloá Bezerra da Silva, 15. “A experiencia muito legal e nunca tivemos oportunidade de fazer um experimento como esse e me sinto honrada”, frisou Eloá.

Gabriela explica que para estimular o interesse dos estudantes pensou numa forma didática, porém  técnica, para trazer conceito e prática numa única experiencia. “A ideia é fazer com que elas entendam que a ciência pode ser feita em casa e se entenderem isso podem colaborar também para a divulgação científica e acender a vontade de fazer pesquisa”, finalizou.

Para a aluna de Iniciação Científica Jehovana Salgado, a experiencia tem sido gratificante. “A Iniciação Científica abriu meus olhos para novas oportunidades e conhecer a vida em um laboratório mais estruturado como o da Fiocruz Amazônia me ajudou a crescer muito”, afirmou Jehovana, que é venezuelana e residente no Brasil há seis anos.

ILMD;Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Divulgado resultado da análise dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para processo seletivo do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 14/10, o resultado da análise dos pedidos de isenção de pagamento da taxa de inscrição para concorrer ao processo seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA. As inscrições se estendem até o dia 4/11.

Confira AQUI o resultado.

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia promove abertura da programação da SNCT 2024 e alinhamento das equipes que atuarão nas atividades

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta sexta-feira, 11/10, a abertura simbólica da programação da 21a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), com a finalidade de marcar o início das atividades, que acontecerão entre os dias 14 e 18/10, nas cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e Tabatinga, reunindo equipes dos laboratórios da unidade, sob a coordenação da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, edital 003/2024.

A SNCT é promovida anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Este ano, nos sentimos representados pela escolha do tema, ‘Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias’, uma vez que estamos no bioma amazônico, sendo portanto um momento importante termos a oportunidade de sair de nossa casa e levarmos atividades para outros espaços, modificando um pouco a forma de falar sobre a Ciência que fazemos e trazer visibilidade para a instituição, fazendo também a sociedade entender que aqui temos Fiocruz e que a ciência está presente em tudo na nossa vida, do celular à vacina”, destacou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri, agradeceu aos laboratórios pela disponibilidade em participar das atividades e repassou as orientações aos participantes das equipes. “Nada disso aconteceria se não fossem os laboratórios se dispondo a participar desse movimento importante para a instituição; o exercício de pensar em como posso fazer para apresentar meu trabalho de modo mais acessível para a população, mostrando que a Ciência está em todo o lugar, assim como o SUS (Sistema Único de Saúde)”, ressaltou, lembrando que as equipes estarão distribuídas nas diferentes localidades da programação, de segunda a sexta-feira.

O tema da SNCT 2024 da Fiocruz Amazônia é “O Bioma Amazônico e a Mudança Climática”. A unidade regional participa anualmente da iniciativa, buscando sempre ampliar o alcance das suas atividades, junto às escolas da rede pública e parceiros na capital e interior. Este ano, estará presente no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), do Manauara Shopping, em Manaus, na Escola Estadual de Tempo Integral Presidente Figueiredo, no município de Presidente Figueiredo, e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica do Amazonas (IFAM), Campus Tabatinga, no Alto Solimões.

Em Tabatinga, as atividades acontecerão nos dias 14. 15 e 16/10; em Presidente Figueiredo, dia 17/10, e no Espaço Ecam, nos dias 17 e 18/10. No IFAM – Campus Tabatinga, as atividades serão realizadas para os estudantes dos cursos do Ensino Técnico Integrado. A instituição possui aproximadamente 430 alunos matriculados nos quatro cursos técnicos, vinculados ao Ensino Médio oferecidos pela instituição (Meio Ambiente, Informática, Administração e Agropecuária). Serão realizadas mostras de vídeos e podcast DigiCiência e OuvirCiência; rodas de conversa “Meninas e Mulheres na Ciência”, sobre o tema “Biomedicina: da pesquisa à comunidade, “Educação ambiental e Doenças de Veiculação Hídrica”, “Importância da qualidade da água”, “Importância da lavagem das mãos”, “Saúde Indígena: Vigilância alimentar e nutricional”. As atividades acontecerão das 9h às 11h e das 13h às 15h.

Na Escola Estadual Presidente Figueiredo, serão exibidas também as mostras de vídeos e podcasts DigiCiências e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e Mulheres na Ciência, Explorando o Mundo Invisível, Farmacêutico por um Dia, Estudos com HIV e Tapetão dos ODS e a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. No Espaço ECAM, em dois horários, das 10h às 12h e das 13h às 17h, os alunos de escolas públicas convidadas poderão conferir as exposições “Metamorfose dos insetos”, “Aventura Molecular” e “Estações Disseminadoras de Larvicidas”, além da mostra de vídeos do DigiCiência e OuvirCiência e o Tapetão das ODS e a Obsma. O Espaço Eccam fica localizado no piso Açaí, do Manauara Shopping.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia inicia curso de formação do QualificaSUS para novos agentes comunitários de saúde da Semsa-Manaus

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), inicia nesta segunda-feira, 14/10, um novo Curso de Formação Inicial de Agentes Comunitários de Saúde, no âmbito do Programa QualificaSUS, em parceria com a Escola de Saúde Pública (ESAP) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). Desta vez, a turma será composta por 40 agentes comunitários de saúde, recém-aprovados em concurso da Semsa-Manaus, cumprindo exigência do Ministério da Saúde, que requer formação inicial do aprovado. O curso terá carga horária de 40 horas/aula, presenciais, e acontecerá no Bloco C, Salas C-001 e C-002, da Faculdade Estácio do Amazonas, situada na avenida Constantino Nery, 3.693, bairro Chapada, das 8h às 17h.

Criado em 2019, por meio de emenda parlamentar do senador Omar Aziz, o QualificaSUS já ofertou cursos de formação e atualização em todos os 61 municípios do Amazonas, além da capital Manaus. Além dos cursos de formação inicial para ACS e ACE (Agentes de Combate a Endemias), também oferece especialização e mestrado para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, levando em conta a realidade de cada localidade e respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.

De acordo com a VDEIC, a formação oferecida pelo QualificaSUS aos ACS está amparada na Lei Nº. 11.350, de 05 de outubro de 2006, e na Portaria Nº. 243, de 25 de setembro de 2015, do Ministério da Saúde, que regulamentam as atividades do agente comunitário de saúde no País. De acordo com a legislação, o ACS é um ator estratégico que tem como “atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas”.

Neste curso em parceria com a ESAP/Semsa Manaus, os conteúdos programáticos trabalhados integram o processo ensino-aprendizagem ao processo de trabalho do ACS, criando momentos de reflexão sobre: o processo de saúde-doença; a realidade dos territórios onde esses profissionais estão inseridos; os saberes que se encontram no cotidiano dos serviços; o trabalho coletivo em saúde; e as questões éticas que permeiam esses fazeres. Recentemente, a ESAP promoveu treinamento com a equipe de facilitadores que atuarão nos cursos a serem oferecidos até dezembro deste ano. Atuarão como facilitadores a fisioterapeuta Juliane Belém e o sociólogo Sully Sampaio, da Fiocruz Amazônia, juntamente com técnicos da ESAP e da Semsa-Manaus.

Atuando no QualificaSUS desde 2019, Juliane Belém explica que a expectativa é sempre positiva para o início de um novo curso, em que haverá compartilhamento de conhecimentos. “Nesse caso, o curso introdutório vai tratar sobre as funções dos agentes comunitários de saúde, o papel deles na comunidade, o trabalho em conjunto com outros profissionais da Atenção Básica, bem como as diretrizes do SUS para que adentrem os territórios em que vão ser locados com essa formação e possam fazer um trabalho de qualidade”, explica Juliane.

De acordo com a ESAP, o ACS mobiliza conhecimentos abrangentes que não estão circunscritos à saúde, envolvendo aspectos relacionados à cidadania, às políticas públicas, à organização da sociedade e aos modos de vida dos indivíduos, famílias e comunidades. Tendo como referência o artigo 2º da Portaria Nº. 243, de 25 de setembro de 2015, foram sistematizadas informações que podem contribuir no processo formativo desse profissional. Tais conhecimentos, articulados aos saberes específicos que o cotidiano do serviço apresenta, podem potencializar o trabalho dos ACS nos territórios

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos> Sully Sampaio / Arquivo

Fiocruz Amazônia realiza oficina de autoavaliação dos cursos de pós-graduação stricto sensu

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou ao longo de dois dias (8 e 9/10) a Oficina de Autoavaliação 2024 dos cursos de pós-graduação stricto sensu da instituição. Desde 2020, os cursos stricto sensu vêm fazendo reuniões de autoavaliação apoiados em convidados ou avaliadores externos ao curso/programa, buscando identificar as fortalezas e desafios, além de apresentar sugestões de aprimoramento e fomentar o debate sobre o stricto sensu, com vistas à quadrienal 2021-2024. No total, três programas – Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÂO), Doutorado em Saúde Pública (DASPAM) e Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – apresentaram suas autoavaliações, com oportunidade de reflexão sobre as fortalezas e fraquezas identificadas e propostas de aprimoramento.

De acordo com a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, responsável pela coordenação da oficina, a idéia é incentivar a participação inclusiva de coordenadores dos programas, docentes e o pessoal de apoio administrativo aos programas, no processo de autoavaliação como forma de ampliar o protagonismo das partes no processo. “Estamos trazendo como novidade desta vez a participação efetiva dos alunos no processo de autoavaliação dos cursos, tendo em vista que só é possível construir uma pós-graduação forte com a participação dos três segmentos que compõem a VDEIC: docentes, discentes e o nosso corpo administrativo que está presente para se inteirar do que acontece com alunos e docentes, daí a importância dessa reunião”, explica.

A oficina foi dividida em dois períodos: o primeiro com as coordenações de cada curso/programa apresentando uma autoanálise sobre o período 2021/2024, com os indicadores de desempenho, nos moldes solicitados pela CAPES e os resultados das reuniões de autoavaliações ocorridas até o momento. Num segundo momento, a apresentação de medidas, propostas ou em andamento, para sanar os problemas já diagnosticados.

Entre as medidas propostas para sanar problemas, estão dar um retorno aos docentes sobre a avaliação das disciplinas para melhorias, aplicar questionário estruturado de avaliação da matriz curricular, com foco na carga horária, quadro de disciplinas obrigatórias e eletivas, revisão de ementas, oficina matriz curricular; acolhida aos alunos com maior detalhamento sobre a instituição e possibilidades ao aluno do PPG, oferecer curso/oficina/disciplina sobre práticas pedagógicas; rever formatação do trabalho de teses e template em word disponível no site, manter e intensificar os cursos e oficinas teóricas de publicação científica; revisão sistemática, atividades ao ar livre e de integração e rodas de conversa entre os atores do programa.

Egressa do PPGVIDA, a enfermeira Mayra Farias, dirigente da Associação dos Pós-Graduandos (APG-Fiocruz Amazônia), evidenciou como pontos de fragilidade dos programas a necessidade de reestruturação das linhas de pesquisa; assimetria na produção entre docentes e discentes; produção não vinculada aos projetos dos docentes, sobretudo aos projetos cadastrados na plataforma Sucupira; e dificuldades relativas às gestões diferentes das instituições parceiras na realização dos cursos em associação.

A coordenadora do PPGVIDA, Ani Matssura, destaca a importância da oficina de autoavaliação como instrumento balizador das atividades do programa. “O PPGVIDA chega aos seus dez anos com expectativa de melhorar a nota na próxima avaliação quadrienal da CAPES. Fazemos um trabalho de acompanhamento dos discentes, docentes, das produções, oferecendo oficinas para a escrita de trabalhos científicos, trabalhando para aperfeiçoar nosso site, ou  seja, todo um trabalho nesses quatro anos para chegar nessa meta junto ao programa, A CAPES sempre nos avaliou como um programa de alto impacto e relevância social e continuamos sendo muito procurados, estando inclusive com edital lançado com inscrições abertas e muita procura pelos candidatos”, avalia, salientando que a autoavaliação mostra onde estão os pontos fortes e onde é preciso trabalhar melhor.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Colaboradoras da Fiocruz Amazônia participam de palestra sobre prevenção ao câncer de mama

O aumento de casos de câncer de mama em mulheres com menos de 35 anos foi uma das pautas abordadas pelo médico mastologista Manoel Jesus Pinheiro, presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC), durante evento alusivo ao mês de conscientização “Outubro Rosa”, realizado pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST), em parceria com o Projeto Moetá – Comunicação e Divulgação Científica em Saúde, do Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB), ambos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia).

Na oportunidade, o médico proferiu a palestra “Conhecimento, Prevenção e Vida”. Entre diversos assuntos abordados, Jesus Pinheiro destacou a importância do autoexame para o diagnóstico precoce da doença, entretanto, frisou que o procedimento não substitui o exame realizado por um profissional de saúde treinado, bem como o exame de mamografia, uma radiologia das mamas, onde é possível visualizar pequenas alterações que permitem descobrir o câncer de mama em fase inicial.

Para Jesus, o conhecimento e a educação são ferramentas de extrema importância para o processo de descoberta da doença e tratamento. “A solicitação que fazemos para a sociedade, e os meios de comunicação, é que outubro rosa e novembro azul passem a acontecer o ano inteiro, com programas educativos e informativos, com a disponibilidade do serviço público para atender essas pessoas que depois dessas aulas, palestras e discussões, chamam a atenção para os sinais e começam a procurar. A sociedade, mas especialmente a família é responsável também por orientar os seus filhos e netos, para fazer os programas de prevenção, tomar sua vacinação, reconhecendo que o câncer existe e, compreendendo que a única forma de evitar mutilações, diminuir o custo dos tratamentos é através da educação, possibilitando o diagnóstico mais precoce possível”, explica.

O palestrante esclareceu dúvidas e pontuou aspectos e fatores de risco: ser mulher (99% dos casos de câncer de mama aparecem em mulheres); ter 50 anos ou mais aumenta o risco; ter tido o início da menstruação antes dos 12 anos; ter entrado na menopausa após os 55 anos; possuir histórico familiar de câncer; primeira gravidez após os 30 anos ou não ter filhos; ter feito radioterapia na região do tórax para tratamento de outro tipo de câncer durante a adolescência.

Durante a palestra, Manoel Jesus Pinheiro explicou que, dependendo do estilo de vida de cada pessoa, é possível diminuir os riscos de ter câncer de mama como: procurar manter o peso saudável; praticar exercícios físicos todos os dias ou sempre que conseguir; incluir frutas, verduras, grãos integrais e cereais em sua dieta; estimular a amamentação; cuidar da saúde física e emocional; evitar o consumo de álcool e cigarros, evitar o uso de hormônios na menopausa por mais de cinco anos; realizar o exame clínico das mamas e, os exames preventivos como a mamografia.

Para a coordenadora do Projeto Moetá, Rita Bacuri, além do trabalho de popularização feito juntamente ao público externo, é de suma relevância a realização destas atividades no âmbito institucional. “Eu acho importante que façamos essas ações aqui, pois a Fiocruz já faz fora. Nós temos projetos que fazem a popularização da ciência, levando informações para toda a sociedade, nas escolas, na comunidade, possibilitando um trabalho de prevenção. É importante que nos voltemos aqui para nossa casa, e façamos sempre essa conscientização com os nossos servidores e colaboradores que estão aqui todos os dias”, destaca.

A chefe do Serviço de Gestão do Trabalho e do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust), Luciene Pereira de Araújo, avaliou o evento de forma positiva. “Acho muito importante realizarmos esse tipo de evento, trazendo especialistas para dentro da nossa instituição, oportunizando aos nossos trabalhadores o esclarecimento de dúvidas, acesso às informações com relação ao diagnóstico precoce do câncer, tanto para o homem como para a mulher”, disse.

RELATO DE CASO

Durante a palestra, a ativista Brenda Graziela Sousa de Oliveira, compartilhou com o público presente sua experiência, desde que foi diagnosticada com câncer de mama triplo negativo, em estágio avançado. “Em fevereiro de 2020, senti um nódulo no meu seio, voltando do trabalho. Sempre fazia acompanhamento, porque a minha mãe tinha tido câncer de mama nos dois seios. Assim, logo busquei uma clínica para fazer um ultrassom. O médico só quis me receitar uma medicação, achava que eu era muito jovem para me preocupar. Mesmo com o remédio, a dor não passou e, como não senti firmeza no profissional que havia me atendido, marquei com o mastologista da minha mãe. Fiz uma biopsia e deu inconclusivo. Com a macrobiópsia, fui diagnosticada com câncer de mama triplo negativo, em estágio avançado”, conta.

Em agosto de 2020, aos 24 anos de idade, Brenda fez 16 sessões de quimioterapia na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon). Quando terminou o tratamento, no fim do ano, marcou a mastectomia para fevereiro de 2021. Porém, em janeiro, uma nova onda de internações levou o estado do Amazonas a um colapso do sistema de saúde e à falta de oxigênio. Por conta do alto risco à população, os hospitais de Manaus passaram a se dedicar exclusivamente aos pacientes infectados com Covid-19.

Brenda foi uma das 22 pacientes de Manaus de câncer de mama encaminhadas a outros estados. “Eu já não tinha mais nenhuma previsão de quando faria a mastectomia e eu precisava fazê-la até o dia 9 de fevereiro, se não precisaria refazer o ciclo de quimioterapia novamente”, narra.

Hoje, ela tem dado palestras sobre o cuidado e acompanhamento do câncer de mama, enfatizando em suas apresentações, que esta é uma doença que não tem idade.

RECONHEÇA OS SINAIS

Segundo o especialista, é importante estar alerta aos sinais, no intuito de realizar um diagnóstico precoce. Algumas dessas alterações estão relacionadas a descamação no mamilo, mudança de cor, secreção, mudança no tamanho, inversão do mamilo, caroços, mudança no formato e vermelhidão. Mulheres que possuem histórico pessoal ou familiar de câncer de mama ou ovário, devem realizar os exames clínicos e de mamografia uma vez por ano.

SOBRE A LACC

Uma das ONGs mais antigas do Amazonas, a Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC), ajuda as pessoas que estão em tratamento contra o câncer na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), em Manaus. A Liga atua na entrega de alimentos, transporte, roupas, perucas e atendimento psicológico.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre ramo da Estatística denominado Análise de Sobrevivência

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 11/10, às 10h, a palestra intitulada “Análise de Sobrevivência: Conceitos e Aplicações”, a ser ministrada pelo professor-doutor em Estatística da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Jeremias da Silva Leão. A Análise de Sobrevivência é um ramo da Estatística dedicado ao estudo do tempo até que um evento específico ocorra, como a morte de um indivíduo ou organismo, a falha de um componente ou sistema, ou o tempo até a primeira recorrência ou reinfecção.

O evento será transmitido via plataforma Zoom, pelo link https://us06web.zoom.us/j/86376821256?pwd=MVztNtERTvmDp5TxABsmAgB8mNZtWy.1 (ID863 7682 1256) e terá como moderador o epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Douglas Yamall Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Graduado em Estatística pela Universidade Federal do Ceará (2003-2007), Jeremias Jeremias Leão possui mestrado em Estatística pela Universidade Federal de Pernambuco (2008-2010) e doutorado em Estatística pela Universidade Federal de São Carlos/Universidade de São Paulo (2014-2017). Em 2010, ingressou como docente no magistério superior na Universidade Federal do Piauí ficando nesta instituição até setembro de 2015 quando foi redistribuído para a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde atualmente é professor Adjunto IV do Departamento de Estatística e Pesquisador do Grupo de Bioestatística da UFAM.

O palestrante explica o campo da Análise de Sobrevivência também considera a inclusão de censuras nos dados, que são observações incompletas onde o evento de interesse não foi observado até o final do estudo. Inicialmente, as técnicas empregadas incluem métodos não-paramétricos, como o estimador de Kaplan-Meier para a construção da curva de sobrevivência. Quando se inclui uma variável qualitativa com pelo menos duas categorias, utiliza-se o teste de logrank para comparar as diferenças entre as curvas de sobrevivência provenientes de cada categoria da variável qualitativa.

Jeremias é também pesquisador dos Grupos de Análise de Sobrevivência e Confiabilidade da UFSCar e Modelagem Estatística e Probabilidade da UFCG. Desde 2017, é membro permanente do Programa de Doutorado em Matemática (PDM) em Associação Ampla UFPA/UFAM e do Programa de Pós-Graduação em Matemática (PPGM) da UFAM. Foi coordenador do PPGM-UFAM e PDM-UFPA-UFAM. de 2019 a 2022. Em 2022 passou a integrar a Academia Brasileira de Ciências (ABC) como Membro Afiliado, na área de Ciências Matemáticas representando a Regional Norte.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza atividades na capital e interior durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT)

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazõnia) realiza uma série de atividades, entre os dias 14 e 18/10, para promover divulgação científica e popularização da Ciência por meio de rodas de conversas, palestras, exposições e oficinas que abordarão temas ligados à temática da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), em todo o País. O tema este ano será “O Bioma Amazônico e a Mudança Climática”. A Fiocruz participa anualmente da iniciativa, buscando sempre ampliar o alcance das suas atividades, junto às escolas da rede pública e parceiros na capital e interior. Este ano, o ILMD/Fiocruz Amazônia estará presente no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), do Manauara Shopping, em Manaus, na Escola Estadual de Tempo Integral Presidente Figueiredo, no município de Presidente Figueiredo, e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica do Amazonas (IFAM), Campus Tabatinga, no Alto Solimões.

As ações integram o Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas (POP CT7I), edital 003/2024, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). “O objetivo é receber ou ir até alunos de escolas da rede pública de Manaus e interior, como atividades variadas para falar de diferentes temas como vacinação, saneamento básico, ações de ciência e tecnologia realizadas pela Fiocruz Amazônia para nossa população, exposições interativas mostrando insetos e microrganismos, além dos trabalhos sociais desenvolvidos com os povos originários e população ribeirinha, característicos da nossa região, nos territórios em que trabalhamos”, explica a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. Em Tabatinga, as atividades acontecerão nos dias 14. 15 e 16/10; em Presidente Figueiredo, dia 17/10, e no Espaço Ecam, nos dias 17 e 18/10. “Todos juntos na árdua tarefa de defender a Ciência e promover sua popularização”, ressaltou a diretora.

No IFAM -Campus Tabatinga, as atividades serão realizadas para os estudantes dos cursos do Ensino Técnico Integrado. A instituição possui aproximadamente 430 alunos matriculados nos quatro cursos técnicos, vinculados ao Ensino Médio oferecidos pela instituição (Meio Ambiente, Informática, Administração e Agropecuária). Serão realizadas mostras de vídeos e podcast DigiCiência e OuvirCiência; rodas de conversa “Meninas e Mulheres na Ciência”, sobre o tema “Biomedicina: da pesquisa à comunidade, “Educação ambiental e Doenças de Veiculação Hídrica”, “Importância da qualidade da água”, “Importância da lavagem das mãos”, “Saúde Indígena: Vigilância alimentar e nutricional”. As atividades acontecerão das 9h às 11h e das 13h às 15h.

Na Escola Estadual Presidente Figueiredo, serão exibidas também as mostras de vídeos e podcasts DigiCiências e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e Mulheres na Ciência, Explorando o Mundo Invisível, Farmacêutico por um Dia, Estudos com HIV e Tapetão dos ODS e a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. No Espaço ECAM, em dois horários, das 10h às 12h e das 13h às 17h, os alunos de escolas públicas convidadas poderão conferir as exposições “Metamorfose dos insetos”, “Aventura Molecular” e “Estações Disseminadoras de Larvicidas”, além da mostra de vídeos do DigiCiência e OuvirCiência e o Tapetão das ODS e a Obsma. O Espaço Eccam fica localizado no piso Açaí, do Manauara Shopping.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Etapa Regional Norte seleciona trabalhos de escolas do AM, PA e RO para a 12ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

A Fundação Oswaldo Cruz, por meio da Coordenação Nacional da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma),  disponibilizou na última sexta-feira, 4/10, a lista geral dos 37 trabalhos selecionados como destaques regionais que estarão concorrendo à premiação nacional da 12ª edição do certame. Ao todo, a Olimpíada da Fiocruz teve 1.012 trabalhos validados, sendo 57 da Regional Centro-Oeste, 106 da Regional Minas-Sul, 254 da Regional Nordeste I, 206 da Regional Nordeste II, 59 da Regional Norte e 330 da Regional Sudeste. Da Etapa Regional Norte, foram selecionados sete trabalhos de escolas de Presidente Figueiredo (AM), Manaus (AM), Manacapuru (AM), Belém (PA), Marituba (PA) e Cacoal (RO).

Os vencedores da etapa regional concorrem na premiação nacional, em novembro próximo, quando um professor e um aluno representantes de cada trabalho premiado participarão da cerimônia de premiação no Rio de Janeiro. A premiação no RJ contará com uma programação de visitas técnicas culturais e pedagógicas, organizadas pela Fiocruz e parceiros. A lista com os nomes dos trabalhos, autores e escolas selecionados está disponível no site da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (www.olimpiada.fiocruz.br).

Cada Regional avaliou trabalhos nas modalidades Produção Textual, Produção Audiovisual e Projeto de Ciências, nas categorias ensino fundamental e ensino médio. A avaliação regional contou com mais de 50 jurados de Norte a Sul, de Leste a Oeste, com trabalhos selecionados das mais diferentes localidades do País. A diversidade de projetos este ano chamou atenção da Coordenação Nacional da Obsma. Foram 37 trabalhos sobre os mais variados temas relacionados à Saúde e Meio Ambiente, de escolas tanto das capitais quanto de municípios do interior dos estados.

Na modalidade Produção de Texto, categoria Ensino Fundamental, da Regional Norte,  houve empate na seleção do trabalho ganhador. Foram selecionadas duas escolas da cidade de Marituba (PA), a Dr Alcântara e a Dr Renausto Amanajás, com os trabalhos “Comunidade Hortavili: O Meio Ambiente Pede Ajuda” e “A importância da Horta Escolar para a Saúde e o Meio Ambiente”, respectivamente. As demais ganhadoras foram, em Projeto Audiovisual, o Colégio Militar Municipal de Presidente Figueiredo (Presidente Figueiredo-AM), com o vídeo “Pandemia e Isolamento Social”; e o Instituto Federal do Pará (Belém-PA), com o trabalho “COP 30 em Belém: História, Legado e Importância da Conferência”. Na modalidade Projeto de Ciências, foram selecionadas a Escola Estadual Marechal Hermes (Manaus-AM) , com o projeto “Farmácia da Amazônia na Escola: Empoderando mulheres e meninas através do cultivo da horta medicinal sustentável com plantas amazônicas  e reaproveitamento de efluentes” e a Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré (Manacapuru-AM), com o trabalho “Jaci Indicador da Saúde da Mulher”. A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cora Coralina (Cacoal- RO), foi selecionada na modalidade com o trabalho “Saúde Mental: Como o estresse afeta a vida dos adolescentes e como pode prejudicar o futuro deles”.

Os trabalhos abordaram variados assuntos, entre os quais estão reciclagem, biopirataria, biomas, recursos hídricos, violência sexual, energia eólica, racismo ambiental, horta medicinal, prevenção à dengue e pandemia de Covid-19. Estão no páreo também cidades como Palmas (TO), Rondonópolis (MT), Caucaia (CE), Cuité (PB), Sobral (CE), Abreu e Lima (PE), Capela (SE), Cachoeira (BA), Baldim (MG), São Leopoldo (RS), Paraíba do Sul (RJ) e Botocatu (SP), além das capitais São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Brasília.

DIVERSIDADE

“Este ano, a diversidade de projetos da 12ª edição da Obsma foi um demonstrativo da capilaridade que a iniciativa vem obtendo junto às escolas da Educação Básica de todo o País, a partir das atividades de divulgação e popularização da Ciência, desenvolvidas pelas coordenações regionais, com o apoio da Coordenação Nacional, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)”, afirma a Coordenadora de Divulgação Científica da Fiocruz,  Cristina Araripe. São trabalhos desenvolvidos por professores e alunos de escolas de pelo menos 35 cidades diferentes. “Tivemos uma participação significativa de escolas das capitais e também do interior dos estados, mostrando que a Obsma é acima de tudo um projeto que prioriza a inclusão e a diversidade”, salientou.

O alcance regional da Obsma é resultado do trabalho pela Fiocruz em todo o território nacional e da mobilização realizada pelas coordenações regionais, seja por meio de oficinas pedagógicas de saúde e meio ambiente nas escolas, mostras itinerantes de promoção da saúde e educação ambiental, atividades Alunos em Ação, visitas técnicas a escolas e participação em eventos nacionais, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Clique aqui e acesse a lista de selecionados.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos e imagem: Divulgação / Obsma Regional Norte

Fiocruz Amazônia prestigia lançamento de edital da Fapeam para transferência de tecnologias voltadas ao enfrentamento de eventos climáticos extremos

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou presença, na manhã desta quinta-feira, 03/10, na solenidade de lançamento do Edital de Credenciamento de Instituições para Transferência não Onerosa de Tecnologias Voltadas ao Enfrentamento da Estiagem e Eventos Climáticos e Ambientais do Estado do Amazonas. Representando os pesquisadores, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, integrou a mesa de abertura do evento, que contou com a participação de representantes de órgãos governamentais e instituições de ensino e pesquisa. A iniciativa visa credenciar instituições públicas, privadas e sem fins lucrativos interessadas em atuar na transferência de tecnologias. As instituições credenciadas serão beneficiadas com aporte financeiro de até R$ 50 mil, recurso oriundo do tesouro estadual. O prazo para credenciamento (envio eletrônico) das propostas é dia 18/10.

O edital estima apoiar até 25 propostas de transferência não onerosa de tecnologia perfazendo um total dessa chamada de R$ 1,2 milhão.  A chamada é uma iniciativa do Governo do Amazonas, por meio do Comitê de Enfrentamento à Estiagem e Eventos Climáticos e Ambientais e Comitê Técnico-Científico, coordenado pela Fapeam. Na oportunidade, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou o empenho do Governo do Estado em apoiar o desenvolvimento de pesquisas no Amazonas e agora investir, de forma inédita, em propostas voltadas para mitigar eventos climáticos extremos, a exemplo da estiagem que ocasiona a cada ano a seca severa dos rios amazonenses.

A diretora da Fiocruz Amazônia, que é pesquisadora especialista em malária, destacou a importância da iniciativa e agradeceu a oportunidade de se pronunciar em nome dos seus pares. “Ações como essa são de extrema importância não só por incentivar ações de produção de conhecimento, mas também proporcionar que esse conhecimento produzido possa ter impacto para essa população que ainda atravessa e sofre muito mais com os eventos climáticos extremos”, afirmou Stefanie, salientando que é preciso a união de esforços para enfrentar as situações decorrentes de ações antrópicas que tanto afetam as populações mais vulnerabilizadas na Amazónia.

Além da ajuda humanitária, Márcia Perales destacou o Governo do Amazonas tomou um conjunto de providências voltadas para a mitigação dos problemas decorrentes dos eventos climáticos extremos causados pelas mudanças climáticas.   “Dentre os decretos lançados pelo governador, quero citar dois, ambos de 5 de julho de 2024, que cria o Comitê de Estigaem e Enfrentamento das Mudanças Climáticas e o Comitê Técnico Científico, assinando um protocolo de intenções com várias instituições de ensino e pesquisa para tentar fazer a junção entre Estado e academia nesse diálogo. Dessa iniciativa, derivou uma série de ações estratégicas e estruturantes que já estão sendo colocadas em prática”, afirmou a diretora-presidente da Fapeam, destacando a excelência do trabalho dos pesquisadores do Amazonas.

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, já passa de 770 mil o número de pessoas atingidas diretamente pela estiagem no Estado. “Esses estudos e essas tecnologias sendo transferidas para que possamos ultrapassar essas dificuldades ocasionadas pelas condições climáticas extremas, vão trazer ganho significativo. Pela primeira  vez, testemunhamos iniciativa e empenho tão grandes para trazer a ciência e a tecnologia para o atendimento da população e certamente ultrapassar as gerações e atender as gerações futuras”, ressaltou o secretário executivo da Defesa Civil, coronel Clóvis Araújo Pinto Júnior.

HOMENAGEM

Além do edital, a Fapeam lançou na ocasião o Prêmio Fapeam de Ciência, Tecnologia e Inovação – Ennio Candotti – Edição 2024. A premiação reconhece os pesquisadores, professores ciência na escola e profissionais de comunicação do estado, que estimulam a popularização e disseminação do conhecimento científico no Amazonas.  Com investimentos de mais de R$b301.860,00, o prêmio tem valores que vão de R$ 2.900 a R$ 5.720. Além disso, os ganhadores serão indicados para a etapa nacional, o Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – “Ennio Candotti” – Edição 2024, que este ano leva o nome do pesquisador Ennio Candotti, importante líder da comunidade científica. Na oportunidade, foi prestada uma homenagem à professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marilene Correia. As inscrições vão até o dia 30/10.

Mais informações sobre o edital e o prêmio em www.fapeam.am.gov.br.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Livro de poesia sobre a Pandemia de Covid-19 é lançado na Fiocruz Amazônia

Poesias e poemas que revelam o quanto difícil foi a travessia turbulenta do período crítico da pandemia de Covid-19 no Amazonas compõem a obra PanPoéticaDemia, do escritor paraense José Seráfico, lançada na noite desta segunda-feira, 30/09, com uma sessão de autógrafos na sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. Com 150 páginas, editado pelo Grupo Scortecci, o livro é um relato poético feito num momento de flagelo e incertezas vivido pela população em decorrência da falta de oxigênio nos hospitais da cidade. Vigésima obra da carreira de Seráfico, o livro revela a inquietação característica do autor, verdadeiro “arquivo vivo da Amazônia Brasileira”, como o define o médico infectologista Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador especialista da Fiocruz Amazônia, que assina o prefácio do livro.

Em sua apresentação, Lacerda destaca: “(…) mesmo ouvindo sobre os horrores do vírus, Seráfico não conseguiu parar de escrever. Nenhum agente biológico de alta virulência foi capaz de interceptar os dedos ágeis e contundentes do meu amigo (…)”. Com a mesma convicção que tem sobre temas políticos e humanos em geral, ele passou a escrever com a alma desnuda, propriedade de todos os que viveram aqueles tempos. Sucede que Seráfico mostrou, em sua nudez d’alma, que mesmo diante da morte e do desconhecido, as palavras são a adaga afiada de um homem”, exalta.

A sessão de autógrafos, realizada no Salão Canoas, contou com a presença de familiares e amigos do autor, entre os quais a pesquisadora social Rita Bacuri, servidora da Fiocruz, e o advogado George Tasso, ex-aluno de Seráfico. “Professor Seráfico é uma figura admirável, uma pessoa por quem nutro um enorme bem querer. Conheço-o desde o final do século 20 na militância política acadêmica; ele como professor e eu como estudante, membro do movimento estudantil. Ele dono de uma carreira límpida, clara, de um intelectual até hoje inquieto e de atitudes. Essa obra completa o espectro das ações literárias do Professor Seráfico, cronista, articulista, escritor completo porque transitou da prosa para poesia”, definiu.

Também presente ao lançamento, a professora universitária Ilsa Valois descreveu Seráfico como uma figura inspiradora. “Ele faz poesia em todos os momentos, até fazendo política, é uma pessoa da maior competência em todos os níveis”, comentou. Representando a diretoria da Fiocruz Amazônia, o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, destacou a importância da realização do lançamento do livro do Professor Seráfico na instituição. “Para a Fiocruz Amazônia, é uma imensa satisfação recebermos o Professor Seráfico para o lançamento de uma obra que retrata um momento tão simbólico para todos nós que fazemos o ILMD/Fiocruz Amazônia”, relembrou.

Seráfico conta que a pandemia é o fio condutor da obra. O autor explica que escolheu a Fiocruz Amazônia como local para o lançamento por três motivos: o período em que foi escrito, a importância estratégica da Fiocruz no contexto da Pandemia de Covid-19 e em homenagem ao médico infectologista Marcus Vinicius Guimarães Lacerda. “A escolha do local é uma homenagem à Fiocruz cujos esforços eu posso testemunhar no sentido de produção científica e o fato de o livro ter sido prefaciado, por uma escolha especialmente minha, pelo infectologista Marcus Lacerda, pesquisador dos mais respeitados da Fiocruz e também um discípulo e fiel amigo de um amigo irmão que hoje dá nome à Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, Heitor Vieira Dourado”, resumiu.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Novo canal para profissionais que atendem pacientes com malária é disponibilizado pela Saúde

O Ministério da Saúde disponibiliza um canal de telessaúde, denominado de Telemal, voltado para profissionais de saúde que atendem pacientes com malária e outras doenças febris agudas. Este serviço inovador é resultado da colaboração entre a pasta e especialistas do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Telemal permite que especialistas compartilhem seus conhecimentos e ofereçam um suporte para diagnóstico, tratamento e manejo clínico de casos de malária e outras doenças febris agudas a profissionais de saúde, tais como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, bioquímicos, agentes de saúde, microscopistas, gestores de saúde, entre outros. Por isso, para ampliar o acesso a essas informações, será criada uma seção específica sobre o canal, no portal Saúde de A a Z, dentro da área dedicada à malária.

O lançamento da plataforma representa um avanço significativo na luta para a eliminação da malária do Brasil e outras doenças febris agudas com o uso da saúde digital. Esse tipo de serviço busca melhorar a qualidade da assistência prestada em localidades remotas, além de reduzir os custos com tratamento fora do domicílio, facilitar a jornada de atendimento dos usuários do SUS, reduzir tempo de espera e aumentar a resolutividade dos atendimentos, particularmente para a Amazônia brasileira.

Desta forma, o canal oferece uma oportunidade para implementar esta experiência e conduzir uma pesquisa que avalie seu impacto na vida dessas populações, permitindo uma análise robusta e realista do custo-benefício da estratégia.

Funcionalidades

As ações ofertadas pelo Telemal são realizadas de forma virtual, exclusivamente para profissionais de saúde envolvidos no manejo clínico da malária e de outras doenças febris agudas, permitindo que estes profissionais recebam orientações especializadas remotamente, reafirmando o compromisso de manter a excelência na assistência prestada aos usuários do SUS.

Atendimento

Na rotina clínica assistencial, quando o paciente estiver com suspeita ou diagnóstico confirmado para malária e o profissional de saúde apresentar dúvidas referente ao manejo terapêutico indicado, e tanto o Guia de Tratamento da Malária quanto o aplicativo Malariatrat não as esclarecerem, este profissional poderá entrar em contato com o novo canal que fornecerá apoio às ações indicadas para cada situação. O Telemal está disponível 24 horas por dia via mensagens de WhatsApp pelos números (92) 98853-1392 e (92) 99193-2649. As ligações podem ser feitas de segunda a sexta-feira no horário comercial. O contato por e-mail pode ser realizado pelo endereço: telemalbrasil@gmail.com

Acolhida aos novos alunos de Iniciação Científica conta com palestra e treinamentos na Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu uma nova turma de alunos do Programa de Iniciação Científica (PIC), formada por 43 graduandos de áreas diversas, que participaram ao longo de dois dias, 17 e 18/09, de uma série de atividades na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, dentro da edição 2024-2025 do programa. A acolhida contou com uma programação especial que incluiu palestras de pesquisadores do Núcleo de Inovação Tecnológica, abordando inovações na pesquisa científica, Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis da Amazônia (EDTA) e do Núcleo de Apoio Técnico à Pesquisa, destacando aspectos importantes do trabalho da instituição.

Os alunos tiveram a oportunidade de assistir à palestra da médica veterinária e pesquisadora da Fiocruz Amazônia Alessandra Nava sobre “O papel do pesquisador no Antropoceno”, que abordou o impacto da ação do homem sobre a natureza como marco de uma nova época geológica na Terra. Ao final, participaram de um passeio guiado pelas instalações da Fiocruz Amazônia. No segundo dia, os alunos receberam treinamento em biossegurança ministrado pela Comissão Interna de Biossegurança do CIBio/ILMD representado pelo pesquisador-doutor Pritesh Jaychand Lalwani e a servidora Giovana Pinheiro da Conceição.

Coordenado pelo pesquisador-doutor do laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), Yuri Chaves, o Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia visa a formação de recursos humanos para a pesquisa em saúde e o desenvolvimento científico de jovens estudantes de graduação de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação. O programa foi instituído pela Fiocruz Amazônia, em 1999, como um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

“É uma grande satisfação iniciarmos uma nova edição do Programa de Iniciação Científica, com novos alunos ingressantes e até mesmo aqueles que permaneceram de outras edições. Para o ILMD/Fiocruz Amazônia, a Iniciação Científica é um marco importante pois alimenta o desenvolvimento de pesquisas, principalmente pesquisa regional, além de fortalecer a capacitação e formação de novos pesquisadores que vão atuar na Saúde Pública no Amazonas e ou outros estados do Brasil. Esperamos, para este ano, muitas atividades, principalmente aquelas voltadas para divulgação científica, que possam contribuir ainda mais para a formação desses profissionais na Ciência”, afirmou Yury Chaves.

Estudante do 8º período do curso de Farmácia, da Estácio, Isabele Praxedes, 20, participou da acolhida aos calouros, como aluna de Iniciação Científica há um ano e meio. “Estou partindo agora para o meu segundo ano de Iniciação Científica e posso assegurar que foi uma oportunidade única em que tive a experiência de discutir e realizar ciência na região amazônica, e com meu trabalho recebi um prêmio ao participar da Raic (Reunião Anual de Iniciação Científica). A  Fiocruz Amazônia é uma instituição que, por meio do programa, nos abraça e acolhe e sou muito grata por todas as oportunidades que recebi”, afirmou Isabele.

Para Evelyn Soledade, 21, estudante do 8º período de Biologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a experiência da Iniciação Científica na Fiocruz vai agregar na sua formação acadêmica. “Estou feliz e com bastante expectativas de estar participando do Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia pois ele vem abrir perspectivas para o meu futuro acadêmico e a possibilidade de ver quais os rumos vou tomando para os meus projetos e futuramente participar de algum programa de pós-graduação”, salientou Evelyn.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos:  Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia promove ações de popularização científica sobre saúde entre estudantes da rede municipal de ensino

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), promoveu na última terça-feira, 24/9, a roda de conversa intitulada “Fiocruz Amazônia vai à escola”. A atividade destinada à estudantes da educação básica, que antecede a programação da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), visa propiciar aos estudantes, o contato com temas de saúde de relevância social, científica e tecnológica, por meio de atividades lúdicas e criativas.

Realizada no Parque das Tribos, maior bairro indígena do Brasil em homologação, localizado no bairro Tarumã Açu, a atividade reuniu alunos e professores das Escolas Municipais Prof. Waldir Garcia, e Santa Rosa II, visando promover maior integração entre a Fiocruz Amazônia e a comunidade. Durante a ação, os alunos tiveram de representar, através de desenhos, e outras atividades lúdicas, quais conceitos de saúde eles compreendem dentro suas respectivas realidades.

Segundo a assessora em gestão da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI – ILMD / Fiocruz Amazônia), Priscila Santana, a atividade proporciona uma reflexão sobre quais conceitos de saúde os alunos conseguem compreender. “Inicialmente, nosso objetivo principal é partir da compreensão da subjetividade de cada adolescente e criança sobre o conceito de saúde, partindo da ideia dos determinantes de saúde, como que vem essa compreensão subjetiva, relacionada ao que eles estão compreendendo o conceito de saúde. Por isso fizemos essa atividade, colocando-os para pensar, partindo dentro desses conceitos da própria realidade”, explica.

Para o professor Rivelino Bastos, a ação possibilita a evolução e desenvolvimento dos estudantes, através da troca de vivências em um novo ambiente. “É muito importante esse momento, pois os alunos vão para um ambiente diferente, podendo interagir com outros alunos de outras escolas. Essa aproximação é importante para que eles possam conviver com outro grupo, trazendo para eles a oportunidade de crescimento”, pontua.

Já a professora, Cleice Costa, destacou a importância do tema pautado pela atividade, diante do cenário de crises climáticas e ambientais enfrentados especialmente pela população amazonense, durante as últimas semanas. “Esse é um tema bem abrangente, que é pauta do nosso dia-a-dia, principalmente nas circunstâncias que a gente vive hoje, diante desse quadro de muitas queimadas, fumaça, doenças respiratórias e outras. Abordar esse tema de forma lúdica é extremamente importante, pois coloca cada uma dessas crianças diante de um questionamento. Diante de todas essas perspectivas, fica bem claro o quanto a gente precisa pautar nas nossas salas de aula, ou em todos os aspectos da sociedade, o que vai resguardar atualmente a nossa saúde”, avalia.

A atividade “Fiocruz Amazônia vai à escola” faz parte de um plano de ações da Instituição, que comtemplam os projetos “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2024”, “Fiocruz Amazônia: Três décadas de história reveladas através das experiências e contribuições inspiradoras das mulheres” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais – Especial 30 anos”, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Edital de Apoio às Unidades Técnico-Científicas e aos Escritórios Regionais da Fundação, e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam) – Edital N. 003/2024 – POP C,T&I.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre “Hesitáncia vacinal entre mães venezuelanas em Manaus-AM”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 27/09, a palestra intitulada “Entre o corpo e o afeto: Hesitância vacinal entre mâes venezuelanas em Manaus-AM”, a ser ministrada pela técnica em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente dos Santos, membro do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), responsável por esta edição do Centro de Estudos.

O evento será transmitido via plataforma Zoom, pelo link  https://us06web.zoom.us/j/81727977106?pwd=hANeYMZMOTNQd7NxIHbvDk1JHjvH5T.1 (ID 817 2797 7106 e senha de acesso 818460), e terá como pesquisador moderador a pesquisadora do Lahpsa Katia Maria Lima de Menezes.

Doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas, Fabiane Vinente explica que a hesitância vacinal, descrita como relutância ou recusa à imunização contra uma doença imunoprevenível, constitui-se em um problema de saúde pública mundial, de causas complexas e multifatoriais. “No caso de pessoas atravessadas pela imigração, a hesitância vacinal é um dos fatores relacionados às baixas coberturas vacinais e à maior suscetibilidade a doenças preveníveis por imunizantes que caracterizam esta população”, afirma.

A palestra terá como foco um estudo de base etnográfica, parte de uma pesquisa comparativa desenvolvida em cidades de seis estados brasileiros e que explorou aspectos da hesitância vacinal entre mulheres venezuelanas em Manaus, Amazonas, no contexto do COVID-19, enfocando as subjetividades envolvidas nas justificativas para a não-vacinação e a noção de cuidado em sentido amplo.

SOBRE A PALESTRANTE

Técnica em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz, Fabiane Vinente é membro do Laboratório de História Políticas Públicas em Saúde na Amazônia (LAHPSA), professora titular do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família – Profsaúde. Tem experiência na área de Etnologia Indígena, Estudos de Gênero, Saúde e Migração Internacional e Saúde Indígena.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia sedia reunião do Ciamp-Rua Nacional para escuta das demandas da população em situação de rua e assinatura de termo de compromisso entre município e Ministério dos Direitos Humanos

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) sedia, de 24 a 26/09,  a 12ª Reunião Ordinária do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua Nacional), realizada, em Manaus, com a finalidade de promover a escuta das demandas da população em situação de rua da cidade e a assinatura do termo de compromisso que estabelece uma série de iniciativas por parte do poder público municipal no sentido de avançar na implementação do Plano Nacional para a População em Situação de Rua e o Plano Ruas Visíveis como política municipal para essa população. A assinatura foi firmada na manhã desta quarta-feira, 25/09, pelo secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, do MDH, e a secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Demi Rayol, com a participação (remota) da nova ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo.

A ministra fez uma saudação aos presentes, destacando que chega ao MDH com o compromisso de avançar nas pautas defendidas pelo Governo Federal. “Chego com energia para avançar nas pautas que o Ministério dos Direitos Humanos tem por tarefa entregar à sociedade brasileira, e uma política forte para a população em situação de rua é uma demanda importante no que diz respeito à garantia dos direitos humanos e justiça para o nosso país”, afirmou a ministra. O Ciamp-Rua Nacional vem realizando reuniões descentralizadas nas cinco regiões do País com a finalidade de avançar no debate sobre a política nacional para população de rua. “A reunião de Manaus é a quarta descentralizada e a décima segunda ordinária, realizada pelo Ciamp este ano, já tendo ocorrido reuniões na região Centro-Oeste, Sul e Nordeste”, explicou o secretário nacional Bruno Teixeira, agradecendo a acolhida da Fiocruz Amazônia.

O secretário ressaltou a importância da celebração do termo de compromisso com o município, na sede da Fiocruz Amazônia, que é uma parceira estratégica na condução da política de saúde pública para a população em situação de rua. “Hoje, temos um convênio com a Fiocruz, que é o projeto do Colaboratório Nacional de População de Rua, projeto gestado no âmbito da Fiocruz mas com a ampla participação dos movimentos sociais e que visa a qualificação dos profissionais de saúde dos sistema de Atenção Básica visando o aprimoramento do atendimento à população em situação de rua”, explicou Bruno. A diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, destacou a importância do evento para o ILMD/Fiocruz Amazônia e da presença das vozes dos territórios na instituição.

“Vimos o colorido de cores de pele, cores de bandeiras dos movimentos, de vozes, potentes falando sobre si e para si, cobrando políticas públicas para essa população tão negligenciada e por muito tempo esquecida”, observou El Kadri, salientando a importância da participação da ministra Macaé Evaristo, originária dos movimentos de base e que “entende a potência das vozes das pessoas que hoje estão no nosso auditório”, frisou. Para El Kadri, sediar a assinatura do termo que formaliza a implementação de políticas públicas voltadas para a população em situação de rua é motivo de orgulho. “É para isso que fazemos ciência, as questões dos direitos humanos, da moradia, da saúde e da educação são pautas que estão na Constituição Brasileira. Momentos como esse são potentes para os próprios movimentos sociais, para formação política desses movimentos e cobrança das instâncias governamentais.

A Reunião Ordinária em Manaus contou com a presença de conselheiros do Ciamp de várias partes do país, representantes de 12 ministérios do Governo Federal e movimentos da sociedade civil e pessoas vivendo em situação de rua. “Estamos aqui para escutar a sociedade, governos municipal e estadual, com o apoio da Fiocruz, ouvindo, dialogando e pautando a Política Nacional para a População de Rua no estado e no município. Até o final do ano, esperamos atingir as metas do planejamento estratégico do Ciamp, levando a pauta para as cinco regiões do Brasil, mobilizando os 27 estados da Federação para que possamos de fato construir uma política com a ampla participação da sociedade civil”, ressaltou o coordenador-geral do CIAMP-Rua, Anderson Lopes Miranda.

O Termo de Compromisso prevê, entre outras ações, repasse de recursos para o funcionamento dos Centros de Referência para População em Situação de Rua (Centros POP), implementação de programa piloto de moradia cidadã, apoio a municípios que possuem cozinhas solidárias, geridas pela sociedade civil, fomentar a criação de cozinhas solidárias, formar profissionais que atuam no cuidado às pessoas em situação de rua, formar guardas municipais para prevenção e enfrentamento à violência institucional contra a população em situação de rua, realizar campanhas educativas sobre “aporofobia” (aversão aos pobres), mapear cenas de uso a partir da atuação de articuladores territoriais da política sobre drogas e realizar mutirões de regularização de documentação civil e acesso a benefícios previdenciários.

“No Amazonas, conseguimos avançar e consolidar a vontade do Estado e do Município de Manaus em agregar na execução do Plano Ruas Visíveis. Para nós, hoje é um dia de celebração e de reflexão do nosso papel enquanto gestores públicos e da importância do Ciamp-Rua Nacional no monitoramento efetivo da validação do que está previsto nos termos de compromisso que tem sido assinados, daí a importância do fortalecimento das instituições e dos Ciamp municipal e estadual”, explicou o secretário nacional do MDH Bruno Renato Teixeira.

PARCEIRO

A Fiocruz Amazônia passou a integrar este ano o Colaboratório Nacional de População em Situação de Rua, criado pela Fiocruz, com a finalidade de produzir estudos que permitam o fomento às estratégias de qualificação e enfrentamento das problemáticas relacionadas às populações em situação de rua no País, em parceria com a Frente Parlamentar Pop Rua do Congresso Nacional e os Ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública. Coordenador local do projeto, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, explica que o Colaboratório Nupop Rua Manaus deu todo apoio e suporte à realização da 12a reunião descentralizada do Comitê Intersetorial, que congrega pelo menos 12 ministérios.

“Estamos debatendo soluções e recolhendo a realidade dos territórios da Região Norte para que possamos encaminhar sugestões de políticas públicas naionais no âmbito da cultura, da assistência social, saúde, moradia e combate à fome, com enfoque nessas populações as vezes tão invisibilizada”, afirmou Tobias. Em Manaus, a Fiocruz Amazônia irá implantar o Núcleo de População em Situação de Rua, vinculado ao Colaboratório, que será responsável pela articulação entre os diversos agentes públicos e movimentos de população de rua existentes por meio de ações e iniciativas que darão visibilidade a esse grupo social.

Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania apontam a existência hoje de 2.117 pessoas em situação de rua na cidade de Manaus e 19.190 em todo o Estado.  “Em Manaus, a ideia é de que consigamos aqui em Manaus abarcar algumas demandas da macrorregião Norte do Brasil”, afirmou o secretário executivo do Ciamp-Rua Nacional, Vinicius Souza Fernandes da Silva. Segundo ele, desde o inicio do ano, o Ciamp-Rua Nacional vem realizando reuniões ordinárias em Brasília e em diferentes territórios, com a finalidade de fazer uma processo de escuta de base.

No encontro, foi possível ouvir dificuldades vividas pelas próprias pessoas em situação de rua. Problemas como o da violência gerada pelo tráfico de drogas, a dificuldade de acesso a serviços de saúde e assistência e a ausência de abrigos públicos para a população em situação de rua foram relatados pelos presentes. “Com esse entendimento firmado entre o município e a União, uma série de iniciativas vão avançar com a política municipal para populações em situação de rua. Sabemos que os desafios são enormes, mas agora será possível dar celeridade na implementação de políticas que são fundamentais para que possamos ter um atendimento humanizado à população em situação de rua, garantir o acesso à saúde, educação, segurança institucional, segurança alimentar, garantia de direitos e documentação civil”, frisou Bruno Teixeira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Em parceria com a Fiocruz Amazônia, UEA realiza simpósio científico de integração em saúde coletiva na Amazônia

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), participam nos dias 10 e 11/10, do III Simpósio Científico de Integração em Saúde Coletiva na Amazônia:​ Pesquisa, Extensão e Inovação. O Evento é realizado pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (PPGSC/UEA), em parceria com o Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde (LAPPIS) do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Acre (UFAC), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Fiocruz Amazônia.

O evento acadêmico e interinstitucional, pretende promover a integração de grupos de pesquisa nas áreas constituintes do campo da Saúde Coletiva na região Amazônica, visando fortalecer as redes de cooperação sociotécnica de pesquisa entre as regiões do país e corroborar com a solidariedade do conhecimento, articulando academia, serviços e movimentos da sociedade civil. As inscrições podem ser feitas até 30/9.

Inscreva-se AQUI

A organização espera receber docentes, discentes e pesquisadores das áreas da saúde coletiva, estudantes de pós-graduação e graduação dessas e de outras áreas afins, assim como os representantes de movimentos sociais. O simpósio reunirá instituições de ensino e pesquisa, agências de fomento e associações científicas para compartilhar lições aprendidas como programa de pós-graduação stricto sensu na Amazônia Legal, destacando os avanços, limites e fortalezas. O intuito é contribuir na construção da agenda nacional de formação de recursos humanos de alto nível e de prospecção sobre inovações na pós-graduação na região Norte.

Na oportunidade, os pesquisadores discutirão temas relacionados aos princípios éticos-políticos-educativos do SUS, tais como interprofissionalidade, integralidade e intersetorialidade, articulando ciência, tecnologia e educação como base estratégica de comunicação pública e equidade no acesso a informações e direitos no SUS.

PROGRAMAÇÃO

Participará da mesa de abertura do evento, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA – ILMD / Fiocruz Amazônia), Ani Matsuura. Os pesquisadores, Fernando José Herkrath, coordenador do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI) da Fiocruz Amazônia, e Bernardo Lessa Horta, pesquisador sênior visitante da Instituição, participarão da mesa de debate “Contribuições da saúde coletiva UEA para a agenda nacional de formação de recursos humanos de alto nível e de prospecção sobre inovações na pós-graduação na região Norte”.

Docente permanente do Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, e coordenadora da turma fora sede do PPGVIDA, exclusiva para indígenas do Alto Solimôes, Luiza Garnelo, participará da mesa “Solidariedade na produção do conhecimento interdisciplinar em saúde coletiva na região amazônica: estratégias de comunicação pública e equidade no acesso a informações e direitos no SUS”.

Confira AQUI a programação

BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE

A programação conta ainda com a realização da 9ª Reunião dos Conselhos Executivo e Consultivo da Biblioteca Virtual em Saúde Integralidade Brasil (BVS Integralidade). A atividade faz parte do planejamento de atividades do ano de 2024, e se insere nas comemorações alusivas aos 10 anos da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A ação visa o fortalecimento do trabalho em rede, do acesso aberto ao conhecimento e, do uso de tecnologias abertas de informação e comunicação, fortalecendo as ações pela integralidade em Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Michell Mello

Fiocruz Amazônia participa do 6º Congresso da Sociedade Brasileira de Proteômica, em São Paulo

Com um total de oito trabalhos submetidos, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou do 6º Congresso da Sociedade Brasileira de Proteômica, realizado entre os dias 16 e 19/09, no Centro de Difusão Internacional da USP, em São Paulo, com uma programação que envolveu a realização de cursos de treinamento e simpósios com temas variados relacionados à Proteômica e Metabolômica. Este ano, a Fiocruz Amazônia participou do evento com a maior comitiva, desde a primeira edição, formada por dez pessoas, sendo sete discentes Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO), um aluno do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC), uma pesquisadora-bolsista e a coordenadora do programa, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino.

De acordo Aquino, o congresso teve como novidade este ano a junção do Summit Brasileiro de Metabolômica, com os trabalhos na área de Proteômica, o que permitiu importante “troca de conhecimento” e perspectivas de parcerias. “A junção do Summit Brasileiro de Metabolômica foi uma oportunidade de intercâmbio científico tanto na área de Proteômica quanto de Metabolômica, onde foi possível visualizar trabalhos de estados da arte em diferentes temáticas envolvendo essas duas abordagens”, afirmou Priscila.

Segundo a pesquisadora, a Fiocruz Amazônia já participou de outras edições do BrProt, assim como da Escola de Proteômica, ano passado em Belém, estimulando a participação dos discentes para apresentação dos trabalhos desenvolvidos no ILMD/Fiocruz Amazônia. Aluna de Doutorado do PPGBIO-INTERAÇÃO, Rosyana de Fátima Vieira de Alburquerque, considera importante a participação dos discentes no evento por todos os conhecimentos adquiridos e as oportunidades de intercâmbio com colegas da área. “São experiências que irão contribuir bastante para o desenvolvimento da nossa pesquisa e com certeza são momentos de aprendizagem essenciais na jornada acadêmica de qualquer aluno de pós-graduação, pois permite que possamos conduzir nosso trabalho com mais embasamento e rigor”, afirmou, agradecendo à Fiocruz Amazônia a oportunidade em nome de todos que integram o grupo da Proteômica.

Para Kamila Pereira de Araújo, bolsista de Iniciação Científica Paic/Fapeam, a oportunidade de participar, pela primeira vez, do BrProt é motivo de felicidade e agradecimento pelo incentivo ao avanço da pesquisa na região e na instituição. “Estou muito feliz pela oportunidade de ter conhecido e participado do Congresso, algo maravilhoso para mim e minha formação acadêmica porque me permitiu desenvolver novas habilidades, adquirir vários conhecimentos, conhecer pessoas novas e fazer o network, ainda mais sendo aluna de Iniciação Científica”, agradeceu.

Priscila Aquino destaca a importância da presença da Fiocruz Amazônia no evento como um incentivo à participação de outros grupos da área de Proteômica em atuação no Amazonas. “A Proteômica não só no Amazonas como em toda a Região Norte é ainda muito incipiente, vemos poucos grupos atuando e trabalhando nessa linha, necessitando assim de incentivo para ampliar essa participação em eventos como o da Sociedade Brasileira de Proteômica. Com relação à Metabolômica, temos um grupo maior e mais estabelecido de pesquisadores no Amazonas, seja para o estudo de doenças como também aplicada à pesquisa de produtos naturais”, explicou Aquino.

A coordenadora do PPGBIO-INTERAÇÃO faz uma avaliação positiva dos trabalhos apresentados pela Fiocruz Amazônia durante o evento. “O congresso reúne um volume de pessoas muito grande, muito embora a Sociedade Brasileira de Proteômica ainda seja recente em relação às demais sociedades existentes, ainda assim é uma oportunidade e tanto para alavancar nosso trabalho”, avaliou Priscila.

RECURSOS HUMANOS

A fomento à formação de recursos humanos na área é um dos principais objetivos da Sociedade Brasileira de Proteômica no cenário da saúde pública no Brasil. Para o presidente da entidade, Giuseppe Palmisano, que coordena o Laboratório de GlicoProteômica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), são esses recursos humanos que vão possibilitar o desenvolvimento de tecnologias apuradas e metodologias robustas que permitam identificar biomarcadores, diagnósticos ou prognósticos de várias doenças. “Nosso objetivo é fomentar o desenvolvimento da ciência da Proteômica e os recursos humanos são os pesquisadores que vão fazer todas as descobertas também no campo da saúde pública para desvendar mecanismos biológicos de várias doenças, desde doenças infecciosas, crônicas, razão pela qual tivermos várias sessões focadas em diversas doenças, mostrando o quanto a Proteômica está atualizada na perspectiva da Saúde Única (One Health)”, afirmou o Giuseppe, observando que o Brasil está bem situado no cenário internacional, em relação ao desenvolvimento da área da Proteômica.

“Temos vários professores e pesquisadores brasileiros na Human Proteomic Organization e várias publicações em revistas de alto impacto que ajudaram e ajudam muito o desenvolvimento dessa ciência e pesquisadores da Sociedade que estão em vários comitês editoriais de revistas internacionais de Proteômica”, salientou.

Trabalhos apresentados no 6º BrProt

1 – Proteomic characterization of young women with grade cervical intraepithelial lesions grade 3

2 – Proteomics analysis reveals the Serpin family proteins differentially abundant in women with highgrade cervical lesions and HIV-positive

3 – Proteomic profile of the secretome and biofilm of Aspergillus fumigatus

4 – Insights of Bothrops atrox envenoming through label-free proteomics

5 – Metabolomic approach reveals potential metabolites for the discrimination of high-grade precancerous lesions of cervical cancer

6 – Exploring the proteomic profiles of women with cervical intraepithelial lesions grade 3 co-infected by HIV and HPV16

7 – Insights into the Lag and Exponential Phases of the Amazonian Aspergillus flavus Strain through Proteomics

8 – Essential proteins in the immune response against viral pathogens are present in vaccinated patients infected with the Ômicron variant

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia ministra curso no RN sobre bioecologia do Culicoides paraensis, o Maruim, vetor da febre Oropouche

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), ministrou durante uma semana (de 16 a 20/09), a convite da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o curso Compreendendo a Biologia, Relação Patógeno-Hospedeiro e Identificação de Maruins, do gênero Culicoides paraensis, um dos principais vetores da febre Oropouche no Brasil. O curso, ministrado pelos pesquisadores titulares em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Felipe Arley Costa Pessoa e Cláudia Maria Ríos Velasquez, do EDTA, juntamente com a pesquisadora Emanuele Sousa Farias, pertencente à Rede de Compartilhamento de Dados e Informações sobre Diversidade de Arvores na Amazônia, teve uma carga horária de 36 horas e foi destinado a estudantes do Laboratório de Pesquisa em Entomologia Médica da UFRN e profissionais entomólogos da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte.

O pesquisador Felipe Pessoa explica que atendeu ao convite do Laboratório de Pesquisas em Entomologia, do Centro de Biociências da UFRN, por entender a importância da identificação correta das espécies, no sentido de ajudar os técnicos dos serviços de controle a apontar onde estão, qual período, quais as espécies são atraídas pelo ambiente modificado pelo homem. “Existem provavelmente duas famílias de dipteros hematófagos que podem transmitir o vírus Oropouche: Culicidae, que são os mosquitos. No amazonas encontramos muitos mosquitos silvestres infectados com o vírus oropouche. E a família Ceratopogonidae, onde estão alocados os Culicoides, os maruins. A ecologia, a biologia dessas famílias são distintas. Existem muitas espécies e que possuem características próprias de nicho ecológico”, explica Pessoa.

O vírus Oropouche foi identificado no Brasil pela primeira vez em 1960. É transmitido por Culicoides paraensis (maruim ou mosquito pólvora) e pode causar febre com sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como Dengue, Chikungunya e Zika. De acordo com o pesquisador, a transmissão ocorre em ciclos silvestres e urbanos, com diferentes hospedeiros animais e humanos. A recente expansão de casos para estados do Sudeste e Nordeste, incluindo o primeiro registro no Rio Grande do Norte em 2024, destaca a necessidade de mais estudos sobre a biologia dos vetores e a relação patógeno-vetor com vistas à prevenção e controle da doença.

No curso, foram abordados aspectos sobre a bioecologia e a identificação de maruins, do gênero Culicoides. “Em áreas florestais, os mosquitos silvestres estão envolvidos na transmissão. Em área urbana, os maruins, principalmente o Culicoides paraensis, estão envolvidos na transmissão. No passado recente, Culex quinquefasciatus, o carapanã comum, já foi encontrado infectado com esse vírus e há suspeitas de que podem amplificar o vírus”, afirma Felipe. Por iniciativa da coordenadora do curso de Pós-graduação do Programa de Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFRN, Fátima Ximenes, foram convidados representantes da Secretaria de Estado da Saúde para participar da capacitação, principalmente no que diz respeito à identificação dos Culicoides, como coletá-los, montagem de lâminas, uso das chaves de identificação, além de aspectos teóricos da bioecologia do vetor e do vírus.

Felipe Pessoa salientou também que vem desenvolvendo estudo sobre a interação do Culex com o vírus Oropouche, em parceria com o também pesquisador da Fiocruz Amazônia Pritesh Lawani, que é virologista. “O modelo é experimental, com Culex colonizado e vírus mantidos em meio de cultura. Queremos compreender taxas de infecção, período de desenvolvimento de replicação do vírus no inseto, invasão do vírus em glândula salivar, além de compreender o mecanismo básico de interação, para, a partir daí, darmos os passos seguintes em direção a medidas preventivas de bloqueio de infecção no vetor e respostas a perguntas sobre vacinas”, explicou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia sediará lançamento do livro PanPoéticaDemia, de José Seráfico, no dia 30/09

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será o palco para o lançamento do livro de poesias PanPoéticaDemia, de autoria do jornalista, escritor, professor universitário e agora blogueiro José Seráfico. O livro, o vigésimo de sua carreira, reúne poesias e poemas escritos durante a fase mais aguda da pandemia de Covid-19, em Manaus, um período crítico da história do Estado, quando a falta de oxigênio para a assistência aos pacientes aterrorizou o Mundo e enlutou inúmeras famílias amazonenses. A coletânea traz o prefácio assinado pelo médico infectologista Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador especialista da Fiocruz Amazônia, que trabalhou intensamente em pesquisas voltadas ao enfrentamento da Covid-19. A sessão de autógrafos acontecerá no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, situada na Rua Teresina, 476, bairro Adrianópolis, a partir das 17h30.

Seráfico conta que a pandemia é o fio condutor da obra que tem, no total, 152 páginas e foi editada pelo Grupo Scotecci. O autor explica que escolheu a Fiocruz Amazônia como local para o lançamento por três motivos simbólicos: o período em que foi escrito, a importância estratégica da Fiocruz no contexto pandêmico e a homenagem ao médico infectologista Marcus Vinicius Guimarães Lacerda, pesquisador da Fiocruz Amazônia. “Poderia até dar outro título, chamar o livro de Poemas da Pandemia, porque quase todos as poesias e poemas foram elaborados na fase mais aguda da pandemia. Foi, como está dito em algum momento, no sabor dos acontecimentos que se desenrolaram durante a pandemia, em especial a falta de oxigênio que fez de Manaus, o epicentro da pandemia naquele momento”, explica o autor.

E continua: “Em segundo lugar, a escolha do local é uma homenagem à Fiocruz cujos esforços eu posso testemunhar no sentido de produção científica; por último, mas não menos importante,  o fato de o livro ter sido prefaciado, por uma escolha especialmente minha, pelo infectologista Marcus Lacerda, pesquisador dos mais respeitados da Fiocruz e também um discípulo e fiel amigo de um amigo irmão que hoje dá nome à Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, Heitor Vieira Dourado”, resumiu Seráfico, durante visita à sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia.

O escritor traça um paralelo entre o sofrimento no período crítico da pandemia e a situação vivida hoje em virtude da péssima qualidade do ar, respirado na cidade de Manaus. “Essa névoa é resultado do negativismo e da ganância. O negativismo daqueles que ignoram e querem que todos sejam ignorantes, e a ganância dos extremistas egoístas, que se sentam donos do mundo e de todos os bens do mundo. Está mais do que comprovado que a situação é decorrente da ação humana. O mundo é uma construção humana e quem constrói o mundo somos nós e na hora em que a ganância, o egoísmo e a falta de solidariedade triunfam não se pode esperar outra coisa”, salienta, alertando que estamos voltando a sentir a sensação de pânico, numa escala global, como foi na pandemia. “O que é pior: próximo de um ponto sem retorno, o que é mais grave. A natureza se vinga”, finalizou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Pesquisador da Fiocruz Amazônia sugere medidas de efeito rápido para reduzir danos causados pela fumaça que encobre Manaus

O epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia, sugere a adoção de medidas emergenciais para reduzir os danos atuais e futuros causados pela inalação de fumaça, em níveis críticos, pela população de Manaus, com o agravamento da situação nesta quinta-feira, 19/09. O pesquisador afirma que os serviços de saúde devem garantir contratação emergencial de profissionais para aliviar a sobrecarga da rede, em centros de saúde e ambulatórios, bem como garantir medicações e insumos que estão com sua demanda aumentada, devido à emergência climática. Em termos de prevenção individual, Orellana recomenda a distribuição, pelos órgãos de saúde estadual e municipal, de máscaras N95 ou PFF2 para grupos prioritários, incluindo trabalhadores ambulantes, entregadores de aplicativo, trabalhadores da limpeza pública, guardas de trânsito e do transporte coletivo, por exemplo.

Evitar atividades ao ar livre, sobretudo corridas ou esportes coletivos como futebol, beber muita água e procurar ambientes ventilados, distantes de áreas de intenso trânsito veicular ou com outras fontes de fumaça tóxica devem ser orientações divulgadas amplamente pelos meios de comunicação, segundo o epidemiologista. “Quando em casa, fechar portas e janelas, garantindo a ventilação moderada e umidade com aparelhos específicos ou panos úmidos e bacias com água. Quando possível, instalar filtros do tipo HEPA nos aparelhos de ar-condicionado domésticos, os quais tem potencial de filtragem de material particulado. Para quem está dirigindo e pode ligar o ar-condicionado, acionar o sistema de circulação interna do ar, evitando a entrada de mais ar de má qualidade”, adverte Jesem.

Em caso de sintomas potencialmente associados a poluição, procurar o serviço de saúde mais próximo, em busca de suporte e orientação. O pesquisador defendeu também o endurecimento da legislação e principalmente rapidez na punição dos criminosos. “Sabemos que na maioria das vezes os incêndios são de origem criminosa, de certa forma, a histórica explosão de queimadas está sendo impulsionada pela quase certa expectativa de impunidade, especialmente em locais onde o agronegócio pode avançar ainda mais”, afirmou, acrescentando que o rastreamento da origem de minérios e madeira ilegal, bem como do gado e grãos que abastecem grandes frigoríficos ou exportadores, é um caminho para inibir a degradação da Amazônia sob a falaciosa suposição de progresso e riqueza para o país.

“Em termos de enfrentamento direto, aumento ainda maior de forças especiais para o combate de incêndios, especialmente em regiões críticas e com poucos recursos financeiros, humanos e de infraestrutura”, orienta Orellana, que recomenda também a adoção do sistema de trabalho remoto remoto, pois garante a redução da circulação de veículos, fonte importante de poluentes do ar, bem como, ajuda a proteger a saúde da população geral, promovendo economia de energia elétrica e gastos evitáveis com atenção médica de trabalhadores adoecidos pela fumaça tóxica. “Também deveríamos ter suspendido aulas presenciais nas escolas e universidades”, afirmou.

Os efeitos, de acordo com Jesem, já são sentidos de imediato ou o serão em curto prazo. “Muitas pessoas apresentam sinais e sintomas como tosse, cansaço, crises de rinite alérgica, respiração ofegante ou sensação de falta de ar, rouquidão, ressecamento ou irritação na garganta e olhos ou mesmo lacrimejamentos e sangramento nasal, em caso de estiagem associada com baixa umidade do ar. Em médio prazo, os efeitos negativos da fumaça podem atuar como uma espécie de gatilho para crises de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema pulmonar, bronquite ou mesmo problemas pulmonares em pessoas com histórico de fibrose pulmonar ou cística, por exemplo. Também podem agravar ou impulsionar problemas como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. No longo prazo, há indícios que a exposição crônica possa levar ao câncer de pulmão, por exemplo”, alertou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Arquivo / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia recebe visita de técnicos do Almoxarifado da Cogead-RJ

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu a visita de técnicos do Serviço de Administração de Materiais da Coordenação Geral de Administração (Cogead), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, com o objetivo de conhecer a estrutura do setor de almoxarifado da unidade da Fiocruz, no Amazonas, e promover uma avaliação para futuros ajustes necessários ao melhor funcionamento dos serviços de armazenagem, controle dos produtos e materiais no local.

Estiveram na visita ao ILMD/Fiocruz Amazônia o chefe do Serviço de Administração de Materiais da Cogead, Tiago Fidélis, e o analista de sistemas Rafael Silvério. Junto com a equipe do Serviço de Administração Geral da unidade, chefiada pelo servidor André Ivan Lopes de Oliveira, e acompanhados do servidor Carlos Alberto Vieira Duarte, responsável pela seção de Almoxarifado e Patrimônio, os dois foram recebidos pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e percorreram as instalações do almoxarifado na sede da instituição e unidades descentralizadas situadas na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado.

De acordo com André Ivan, a visita resultará num relatório que pretende ajudar no processo de melhoria do almoxarifado da Fiocruz Amazônia. “Os representantes da Cogead nos atualizaram em relação ao sistema de controle que é utilizado hoje pela Fiocruz, nos ajudaram com relação a algumas questões referentes à gestão do setor, responsável por armazenar, controlar e gerir os materiais e produtos utilizados no funcionamento da unidade, inclusive fazendo toda a parte de convergência contábil do sistema com o almoxarifado físico visando a melhoria dos nossos procedimentos”, afirmou André. A sessão de almoxarifado e patrimônio da Fiocruz Amazônia é responsável por todo o controle de bens patrimoniais e materiais em estoque, além da distribuição e atendimento às demandas dos requisitantes. Thiago Fidélis explicou que a visita, realizada em dois dias (17 e 18/09), serviu para uma avaliação da estrutura do almoxarifado, bem como da parte sistemática de gerenciamento de estoques, permitindo contribuir com sugestões que atendam às necessidades existentes. Segundo ele, é a primeira visita da equipe à unidade regional da Fiocruz em Manaus e a intenção do Serviço de Administração de Materiais da Cogead é estabelecer um cronograma de visitas às demais unidades da Fiocruz no País.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia promove oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), promoveu entre os dias 2 e 9/9, a oficina OuvirCiência, destinada à criação de podcasts para divulgação de pesquisas. A capacitação é oferecida por meio dos projetos “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2024” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais”, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Edital de Apoio às Unidades Técnico-Científicas e aos Escritórios Regionais da Fundação, e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam) – Edital N. 004/2023 – POP C,T&I.

Com aulas ministradas pelos jornalistas Cristiane Barbosa e Helder Mourão, a ação teve por objetivo o treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas, para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de podcasts, para divulgação nas mídias digitais.

“Essa iniciativa da Fiocruz Amazônia, que está em seu quarto ano consecutivo, é de extrema importância em épocas de desinformação e fakenews. Neste curso, os alunos aprendem técnicas de como falar com o púbico de uma maneira fácil e rápida, por meio do Podcast, que é uma ferramenta muito popular entre as pessoas, e que explodiu durante a pandemia. O resultado daqui, será apresentado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2024, que aborda a questão da saúde e do meio ambiente”, explica Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Dividida em duas etapas, a oficina foi composta por aulas presenciais, teóricas e práticas, bem como no formato online, onde através de aplicativos de mensagens, os alunos recebem assessoria dos professores para o desenvolvimento de atividades. Os produtos (trabalho final) da oficina, serão divulgados durante as atividades da Fiocruz Amazônia na Semana Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação, para alunos da rede pública de Manaus, e também disponibilizados por meio dos canais institucionais e de parceiros.

Para Helder Mourão, instrutor da oficina, a ação que já está em sua quarta edição, tem apresentado resultados positivos. “Nós gostamos muito do resultado dessa oficina de divulgação científica, tem sido um trabalho muito gratificante. O retorno que nós instrutores temos recebido é positivo. A Fiocruz está muito satisfeita com os resultados, os participantes da oficina também têm se agradado, e a gente tem mantido o contato com algumas pessoas, pela necessidade que a gente tem em estudar a divulgação científica, principalmente na área de saúde e meio ambiente, de explorar essas questões que são tão fundamentais, e que a Fiocruz Amazônia trabalha com maestria e tanta clareza”, explica.

Participante da oficina, Ronaldo Gomes Souza, professor da faculdade de psicologia da Universidade Federal do Amazonas (USAM), destacou a importância da atividade para a popularização da ciência. “Gostaria de parabenizar essa iniciativa, pois é uma oportunidade muito relevante para dominarmos e nos apropriar de diferentes tecnologias, métodos técnicos, para além de produzirmos somente para a academia. Com essa oficina, a gente tem a oportunidade de ampliar várias produções, deixando mais acessível para diferentes comunidades, mostrando que ciência não é um bicho de sete cabeças”, enfatiza.

Pesquisadora da Instituição, Fabiane Vinente, avalia a ação como necessária para estabelecer maior aproximação entre a sociedade e os estudos desenvolvidos nas instituições e centro de pesquisa. “O grande desafio de fazer ciência na Amazônia, é conseguir passar para a população o que a gente produz, o que a gente reflete, o que conseguimos construir. O uso dessas ferramentas como podcast, vídeos, redes sociais, são muito importantes para podermos transmitir essas coisas. Essa iniciativa é fundamental para termos melhor diálogo com a sociedade, para que as pessoas possam saber o que é fazer ciência”.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Imagem: Júlio Pedrosa

Incubadora de soluções em saúde da Fiocruz Amazônia promove jornada de inovação tecnológica

Visando promover a cultura da inovação dentro do ambiente institucional, a FIOBiz, incubadora de soluções em saúde, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), promove entre os dias 16 e 18/9, a 1ª Jornada de Inovação Tecnológica Aplicada à Saúde, em parceria com o projeto Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A ação faz parte das atividades de disseminação da inovação, promovida pela FIOBiz. “Uma das vertentes da FIOBiz, é promover a cultura da inovação dentro da instituição, e para que a gente possa promover essa cultura, a precisa falar sobre algumas ferramentas, estratégias de inovação, e principalmente conectar a Fiocruz ao ecossistema de inovação local”, explica Carlos Henrique Carvalho, analista de gestão em saúde do ILMD / Fiocruz Amazônia e coordenador executivo (FIOBiz).

A atividade visa conectar os profissionais de instituições do Sistema Único de Saúde, para pensar projetos conjuntos, transversais e multidisciplinares, unindo a expertise dos formadores, com a competência que os participantes possuem, criando sinergia para apresentar projetos mais estruturados, que de fato respondam as necessidades do sistema único de saúde. “Esse foi uma ação que desenvolvemos em conjunto com a UEA, mais especificamente o projeto Samsung Ocean, que é um projeto da Universidade voltado para capacitação tecnológica, o mais exitoso do Brasil, onde estão os principais professores, mentores e instrutores da área de tecnologias. Queremos aplicar isso à saúde”, destaca Carvalho.

Durante os três dias de capacitação, os formadores irão abordar os seguintes temas: Design Thinking – Ideação para PD&I; Metodologias Ágeis; Elaboração de Projetos de Inovação. A jornada tem como formadores, Carlos Henrique Carvalho, engenheiro de produção e administrador formado pela UEA, mestre em Administração (EBAPE/FGV) e doutor em administração (FEA/USP); Michella Lima Lasmar, professora associada da ESA/UEA, bacharel em odontologia e mestre em Biotecnologia (UFAM), Doutora em Patologia Bucal (USP) com pesquisas na área de biossensores e inovação; Larissa Pires da Silveira, engenheira de produção, especialista em gestão de projetos e mestranda em propriedade intelectual e transferência de tecnologia para inovação/UEA.

Participam da capacitação colaboradores do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (FUHAM) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA).

INOVAÇÃO NA GESTÃO

A Escola Corporativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizou entre os dias 21 e 22 de agosto, Encontro de Inovação na Gestão, no Rio de Janeiro (RJ). A atividade buscou inspirar e valorizar os trabalhadores da área de gestão, com espaços para refletirem sobre as práticas na instituição e propor mudanças para fortalecer a Fiocruz no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A programação contou com mesas, painéis e oficinas com especialistas, apresentação de casos de sucesso, exposição e feira de soluções inovadoras.

“A presidência da Fiocruz promoveu, a cerca de duas semanas, o encontro de inovação na gestão, sinalizando que isso é uma das suas prioridades, que a inovação não está somente no campo da pesquisa, mas permeia todas as áreas dentro da Fiocruz, sendo necessária para que a instituição possa continuar crescendo de forma sustentável. O que queremos fazer, é estimular e mostrar que a inovação não é apenas coisa de pesquisador, ela premia a educação, gestão, todos os serviços de apoio e, todas as atividades que complementam a função da Fiocruz dentro do Sistema Único de Saúde”, destaca Carlos Carvalho.

No Encontro, foram lançados o II Edital Inova Gestão, que vai destinar até R$ 4,75 milhões a 25 projetos voltados a temas como transformação digital, trabalho em rede, diversidade, inclusão, sustentabilidade e economicidade. O edital já está disponível na página do Programa Inova. As inscrições vão até 23 de setembro.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia faz a entrega dos alimentos arrecadados em campanha solidária no aniversário de 30 anos da unidade

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na tarde desta segunda-feira, 16/09, a entrega dos alimentos não perecíveis arrecadados na troca dos ingressos para o espetáculo Folguedos, do Balé Folclórico do Amazonas, que encerrou a programação de atividades comemorativas aos 30 anos da Fiocruz Amazônia. Os donativos foram entregues à Casa dos Filhos, entidade filantrópica que atende a crianças em situação de risco e vulnerabilidade social e que funciona no contraturno escolar, oferecendo atividades educativas e recreativas, atendimento psicossocial e alimentação saudável a 60 crianças, com idades entre três e 11 anos. No total, a campanha arrecadou 143 kg de alimentos como arroz, feijão, macarrão, fubá, açúcar, farinha, entre outros itens, que irão ajudar na alimentação da garotada que frequenta a entidade. A campanha contou com a solidariedade dos servidores e colaboradores da Fiocruz Amazônia, que fizeram as doações.

“Estamos entregando os alimentos que foram arrecadados na troca dos ingressos para o espetáculo cultural do Teatro Amazonas, onde ocorreu uma das comemorações pelo aniversário de 30 anos da Fiocruz Amazonas aqui na Casa dos Filhos, que já é uma parceira de outras atividades, tendo aceitado nosso convite de participar do Fiocruz Pra Você e fazer o reforço vacinal e atualização das cadernetas das crianças e percebemos a alegria delas em participar do evento e de estarem nesse espaço. Hoje entregamos esses alimentos satisfeitos em poder contribuir com a refeição que elas fazem aqui”, salientou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, presente à entrega dos alimentos.

A diretora executiva da Casa dos Filhos, Valéria Brito, agradeceu a parceria e afirmou que o quantitativo de alimentos doados certamente contribuirá com as refeições oferecidas às crianças até o final deste ano. “Ficamos muito felizes de estar recebendo essa doação e desejamos realmente que essa parceria venha a se firmar ainda mais, pois tudo que recebemos de vidas como as que fazem a Fiocruz são bençãos que chegam a nossa entidade e podem contar conosco para as próximas atividades. Nossas crianças saíram muito felizes de lá e com as cadernetas de vacina atualizadas. Agradecemos de coração em nome da Casa dos Filhos”, disse, emocionada.

A Casa dos Filhos é uma entidade sem fins lucrativos, fundada há oitos anos, e que funciona por meio de doações de parceiros. Fica localizada na Rua 70, Quadra 147, na Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Os interessados em contribuir podem entrar em contato pelo celular (92) 99176-4615.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Encerramento do V Encontro de Pós-Graduação premia trabalhos científicos submetidos e enaltece importância dos discentes para a instituição

A sessão de encerramento do V Encontro de Pós-Graduação do Instituto Leônidas e Maria Deane foi marcada pelo anúncio dos ganhadores do Prêmio de Honra ao Mérito, com a entrega dos certificados de Honra ao Mérito Científico aos autores dos trabalhos submetidos nas categorias Saúde Coletiva, Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro e Relato de Experiência. O encontro se encerrou na quinta-feira, 12/09, com a realização, pela manhã, da sessão científica “Realidades da Vigilância em Saúde na Amazônia” e, à tarde, a roda de conversa “Desafios, percursos e perspectivas dos pós-graduandos no mercado de trabalho”.

Os trabalhos ganhadores foram: “Resguardo e Restrições Mundurukus em Mordidas de Cobras”, de autoria de Gisele Reis Dias, Jacqueline de Almeida Gonçalves Sachett e Wuelton Marcelo Monteiro, premiado com o 1º lugar na categoria Saúde Coletiva; em segundo lugar, “Perfil Clínico-Epidemiológico de Travestis e Transexuais no Ambulatório Especializado da Policlínica Codajás, Manaus”, de autoria de Dária Barroso Serrão das Neves, André Luiz Machado das Neves, Denison Melo de Aguiar, Brenda Chayná do Nascimento Pereira , Lilian Maramaldo Oliveira, Gelder Brandão Goes; em terceito lugar, “Saúde Bucal de Pessoas Idosas de uma Comunidade Rural do Médio Amazonas”, de autoria de Rita Dariene da Silva Pinheiro e Fernando José Herkrath.

O primeiro lugar na categoria Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, ficou com o trabalho “Diversidade e Detecção de Tripanossomatídeos em Flebotomíneos, de Duas Localidades da Região Amazônica Brasileira”, de autoria de Rebeca Cristina de Souza Guimarães, Keilen Monick, Martins Campos, Emanuele de Souza Farias, Victória Amanda de Barreto Arruda, Eric Fabrício Marialva dos Santos, Gabriela Marques Peixoto, Jordam William Pereira Junior, Lina Maria Pelaez Cortes, Adria Maria Matos Teles, Claudia Maria Ríos Velasquez, Felipe Arley Costa Pessoa; em segundo lugar,  “Impacto da Disfunção Mineral Óssea na Exaustão Celular de Linfócitos T em Pessoas Vivendo com HIV/Aids sob Tratemtno Antiretroviral”, de autoria de Isabele Rodrigues Praxedes , Paulo Afonso Nogueira, Rebeca de Souza Pinheiro, Thaíssy dos Santos Xavier , Yury Oliveira Chaves; em terceiro lugar, “Primeiro Registro de Trichomonas spp. em Fígado de Ameiva ameiva (Reptilia) no Município de Presidente Figueiredo, Amazonas, Brasil”, de autoria de Cortes, Lina; Bonono, Rhagner; Ascenção, Julia; Pereira, Sheila; Silva-Pereira Jordam; Peixoto, Gabriela; Arruda, Victoria; Marialva Eric; Pessoa, Felipe AC; Rios-Velásquez, Claudia M; Santos, Helena.

Na categoria Relato de Experiência, o primeiro lugar foi para o trabalho intitulado “Estudo Epidemiológico com Crianças de Localidades Rurais Ribeirinhas Amazônicas do Médio Solimões: Limitações e Potencialidades”, de autoria de Fabíola Macedo de Abreu, Luzinae de Lima Pereira, Fernando José Herkrath e Jordana Herzog Siqueira; em segundo lugar, “Roda de Saberes: Redução do Risco de Quedas em Idosos”, de autoria de Franci Rodrigues Lima, Vinícius Azevedo Machado, Ana Karoline Maia Moreira Pinto, Fernanda Sindeaux Camelo, Jéssica Albuquerque Araújo, Nathália das Neves Bruno e Victória Villar Viana Queiroz; em terceiro lugar, “Ruptura com os Silenciamentos Históricos das Pessoas com Transtornos Mentais”, de autoria de Mirlene Dantas Caldas e Denise Machado Duran Gutierrez.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, parabenizou os participantes do V Encontro de Pós-Graduação, em especial os premiados, pela força e determinação em fazer com que o evento acontecesse de forma organizada e produtiva. “Fico superfeliz com o evento, toda vez que ele começa, amadurece e aparece. O primeiro foi o embrião e depois vieram os remotos, que foram grandiosos pela oportunidade de termos participantes de todo o Mundo, mas sem a conversa olho no olho do evento presencial, com uma integração dos programas e o reconhecimento dos trabalhos dos pós-graduandos”, destacou Stefanie, reafirmando a importância dos alunos para a instituição. “Sem vocês não seria possível e esperamos ter um evento cada vez maior e melhor, promovendo conhecimento, evidências, ciência e saúde na Amazônia”, salientou.

O diretor da Associação dos Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia, Caio Bonates, também destacou a importância dos alunos no processo de concepção e execução da Semana de Pós-Graduação, exaltando ainda a relevância da presença dos discentes na instituição. “Queremos agradecer a todos os pós-graduandos da Fiocruz Amazônia nesse contexto e exaltar a importância de todos que estão na bancada dos laboratórios e dizer como vocês são importantes para a pós-graduação e a pesquisa na Amazônia”, ressaltou.

Coordenadora do evento, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Matsuura, enalteceu o trabalho e a participação de todos para o sucesso do evento. “Foi uma semana muito legal porque todos abraçaram esse encontro desde o início, quando montamos a comissão organizadora e sentamos para falar sobre a programação, as ideias foram surgindo, resultando num evento com diversidade de experiências e vivências”, afirmou Matssura, salientando a importância do apoio da direção da Fiocruz Amazônia e dos membros da comissão. A vice-diretora da Educação, Informação e Ensino, Rosana Parente, fez um retrospecto da história dos eventos de pós-graduação e ratificou a importância deles como oportunidade de aproximar pessoas. “Para além do que aprendemos aqui, estarmos juntos, podendo compartilhar conhecimentos e experiências. Essa é a ideia da Semana da Pós-Graduação”, finalizou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza acolhida aos alunos da edição 2024-2025 do Programa de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza nesta terça e quarta-feira, 17 e 18/09, a acolhida dos novos alunos do Programa de Iniciação Científica (PIC), edição 2024-2025. No primeiro dia, o evento contará com uma programação especial que inclui palestras de representantes do Núcleo de Inovação Tecnológica, abordando inovações na pesquisa científica, e do Núcleo de Apoio Técnico à Pesquisa, que destacará aspectos importantes do trabalho da instituição. Os participantes terão oportunidade também de assistir à palestra da pesquisadora-da Fiocruz Amazônia Alessandra Nava sobre “O papel do pesquisador no antropoceno”. Ao final, os alunos participarão de um passeio guiado pelas instalações da Fiocruz Amazônia. No dia 18, os alunos participarão do treinamento em biossegurança ministrado pela Comissão Interna de Biossegurança do Instituto – CIBio/ILMD representados pelo pesquisador-doutor Pritesh Jaychand Lalwani e Giovana Pinheiro da Conceição.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia é coordenado pelo pesquisador-doutor Yuri Chaves, do laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA). O PIC visa a formação de recursos humanos para a pesquisa em saúde e o desenvolvimento científico de jovens estudantes de graduação de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação. O programa foi instituído pela Fiocruz Amazônia em 1999 como um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Cada edição anual do PIC, inicia por meio de uma seleção de projetos, mediante o atendimento a editais lançados pelo ILMD/Fiocruz Amazônia. Os projetos apresentados passam por avaliação de mérito realizada por um Comitê de Especialistas, conforme normas e critérios estabelecidos no edital.

A cada edição é realizada a Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC), onde os resultados dos projetos desenvolvidos no período anterior são apresentados para uma avaliação de desempenho do bolsista no período vigente, por meio da exposição e discussão dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos, com vistas à avaliação do desenvolvimento dos projetos e ao intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais do ILMD Fiocruz Amazônia.

Esta integração reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e fortalece a sua inserção na própria Instituição, incentivando-o a prosseguir nas carreiras acadêmicas. O PIC atende prioritariamente a formação científica de alunos dos cursos da área de saúde, a exemplo de Biomedicina, Ciências Biológicas, Enfermagem, Farmácia, Biotecnologia, Medicina, entre outros. No entanto, alunos de cursos como Matemática, Engenharias, Ciências Sociais também são atendidos pelo PIC-ILMD Fiocruz Amazônia, de acordo com o interesse dos orientadores.

ILMD/Fiocruz Amazônia

Fotos: Júlio Pedrosa / Michell Mello

Fiocruz Amazônia destaca o papel da formação do VigiFronteiras na promoção de soluções para agravos na região

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, participou na manhã da última segunda-feira, 9/08, da abertura do Workshop “Simulação de Saúde na Fronteira: Estudo de Caso sobre Malária”, que acontece em Manaus até a sexta-feira, 13/09, promovido pelo Programa Educacional VigiFronteiras-Brasil da Fundação Oswaldo Cruz. A abertura aconteceu no Auditório da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e as demais atividades da programação seguem ocorrendo na sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com aulas ministradas por professores da Fiocruz em parceria com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, com quem a instituição já tem uma parceria consolidada de mais de 20 anos para o enfrentamento de diversos agravos.

“Oportunidades como a do workshop nos fazem crescer e melhorar como profissionais e nos possibilitam produzir soluções na prática. Os desafios são tremendos na região amazônica e, para além dos desafios, as mudanças climáticas geram uma instabilidade ainda maior, porque não sabemos o que esperar”, observou a diretora da Fiocruz Amazônia, ao agradecer a realização dessa etapa do curso em Manaus, com a participação dos diversos atores que integram a produção científica e acadêmica no Estado e de países vizinhos. “O Vigifronteiras oferece uma oportunidade única de discussão, numa proposta inovadora de promover um curso de vigilância em fronteiras, multissede, mostrando a potência nacional que é a Fiocruz, presente em vários estados, e a capacidade de agregar novos atores, o que é superimportante”, declarou Stefanie.

A diretora destacou ainda o esforço da Fiocruz no sentido de fortalecer ações afirmativas e de trazer um olhar diferenciado para as regiões onde está presente. A coordenadora geral de Educação da Fiocruz e coordenadora geral do Vigifronteira, Eduarda Cesse, representando a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, ressaltou que o programa é parte dessas políticas afirmativas e de acessibilidade para aqueles que desejam fazer uma pós-graduação. “Procuramos fazer com essa formação fosse a mais diversificada possível”, afirmou, agradecendo a acolhida da unidade.

O ILMD/Fiocruz Amazônia é um dos pólos de formação do VigiFronteiras, juntamente com Tabatinga e a Fiocruz Mato Grosso do Sul. Segundo Eduarda Cesse, o número de pólos deverá crescer em breve com a adoção de pólos físicos em outras unidades da Fiocruz situadas em regiões de fronteira com países sul-americanos. “O VigiFronteiras tem o objetivo de formar mestres e doutores para contribuir com o fortalecimento das ações de serviço de vigilância em saúde nas regiões das faixas de fronteira do Brasil e países vizinhos”, salientou Cesse.

O simulado é uma parceria entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o CDC e a Fiocruz, que atua como organizadora, formuladora e facilitadora da formação dos alunos de doutorado. A disciplina também envolve a participação das secretarias de Vigilância em Saúde e Ambiente do Brasil, da Colômbia e do Peru, e do Departamento de Saúde Global da Universidade de Washington. Articulada por meio de uma colaboração entre a coordenação do programa e instituições internacionais, as aulas contam com palestras teóricas, estudos de caso, simulações por computador e discussões práticas.

Participam dos cinco dias de atividades Eduarda Cesse e Andréa Sobral, coordenadora geral e coordenadora acadêmica do Programa, Evelyn Roldan, Dana Schneider e Sadie Ward, Ana Carla Pecego (CDC) e Fernanda Freistadt, da Universidade de Washington, além dos professores e pesquisadores Reinaldo Souza-Santos (PPGEPI/ENSP/Fiocruz), André Périssé (PPGSPMA/ENSP/Fiocruz), Zoraida Fernandez (Fiocruz Mato Grosso do Sul) e José Joaquim Carvajal (Fiocruz Amazônia).

Com a disciplina, espera-se que os participantes não só ampliem seu entendimento sobre os desafios das regiões de fronteira, mas também fortaleçam a resposta regional à malária e a outras emergências de saúde pública. A presença ativa do CDC e de outras instituições internacionais abre portas para futuras colaborações, aumentando o alcance e o impacto das iniciativas do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia,  Por Júlio Pedrosa / Bruna Cruz, Ascom VigiFronteiras

Fotos: Júlio Pedrosa

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá abordar “Biobancos e Biorrepositórios”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 13/9, a partir das 10h, a palestra intitulada “Biobancos e Biorrepositórios: Aspectos Éticos e Regulatórios”, a ser ministrada pelo pesquisador, Paulo Henrique Condeixa de França, professor titular na Universidade da Região de Joinville (Univille).

Esta edição do Centro de Estudos é organizada pelo Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (LAB-IPCCB) da Fiocruz Amazônia. O evento será transmitido via Plataforma Zoom, pelo link: https://us06web.zoom.us/j/84322049954?pwd=x5DWZm7lDk41mqwNVoDs9FhSqdWhRm.1 (ID: 843 2204 9954) e (Senha: 911507).

SOBRE O PALESTRANTE

Paulo Henrique é graduado pela Universidade Federal do Paraná, com Mestrado em Biologia Celular e Molecular na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e Doutorado em Ciências (Microbiologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor titular na Universidade da Região de Joinville (Univille), atualmente atuando como docente na graduação em Medicina e, como Docente Permanente, pesquisador no Mestrado e Doutorado em Saúde e Meio Ambiente (PPGSMA) na mesma universidade.

Paulo coordena uma equipe de pesquisa no Laboratório de Biologia Molecular da Univille, com foco em Genética Humana, Microbiologia Médica e Ambiental e Epidemiologia, tanto em Doenças Infecciosas, como em Doenças Crônicas não Transmissíveis. O pesquisador é Membro Titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep/CNS/MS).

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza abertura oficial do V Encontro de Pós-Graduação da Instituição

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na tarde desta terça-feira, 10/9, a solenidade de abertura do V Encontro de Pós-Graduação da Instituição. Com o tema “Saúde e Meio Ambiente na Amazônia: Papel dos pós-graduando nos desafios globais”, o encontro se propõe a discutir e divulgar avanços nas pesquisas científicas realizadas pelos pós-graduandos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, promovendo maior integração entre docentes e discentes, incluindo alunos de Iniciação Científica.

Compuseram a mesa de abertura do evento, a Coordenadora Geral de Educação – Adjunta da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse; a Vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rosana Parente; a Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e coordenadora do evento, Ani Matsuura; o Coordenador geral da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz Amazônia (APG), Caio Bonates.

Através de um vídeo, a Diretora do ILMD Amazônia, Stefanie Lopes, falou sobre a importância do evento e dos pós-graduandos para a instituição. “Esse é um evento que já está em sua quinta edição, e agora acontece a cada dois anos, que visa integrar os alunos de pós-graduação do Instituto, discutir temas de suma importância. Como sempre digo, a nossa instituição existe e faz uma ciência de qualidade, por causa desses estudantes. Nós temos mais de 120 alunos matriculados do ILMD, o que é muito superior ao número de servidores que temos. É uma força enorme de trabalho que a gente tem, que são esses estudantes, que desenvolvem pesquisa, promovem conhecimentos, e até evidências para mudar a saúde pública da nossa população amazônica”, destaca.

Confira a programação AQUI.

Ani Matsuura, coordenadora do encontro destacou a relevância do evento para os alunos de pós-graduação que participam da atividade. “Serão dias intensos de muita atividade, muito debate e bastante participação dos pós-graduandos. Hoje realizamos nossa abertura, contemplada por uma palestra que apresentou uma temática focada em saúde e ambiente, bem como os desafios que os pós-graduando enfrentam”, explica Matsuura.

Eduarda Cesse, avaliou os impactos positivos do evento. “O primeiro impacto positivo foi chegar e encontrar um auditório completamente lotado e bem diverso. Isso nos dá a certeza de que a presença do alunos, com os professores e coordenadores, torna o ambiente crítico, coletivo, e assim conseguimos contribuir melhor com as produções de conhecimento que nós fazemos. Esse evento possui um diferencial muito rico, que é a execução feita pelos próprios estudantes que organizam, escolhem os temas, e convidados”, destaca.

Para Rosana Parente, é necessário pontuar a relevância da interação promovida no encontro, entre os alunos dos programas de pós-graduação da sede, juntamente aos da primeira turma de Mestrado em Saúde Coletiva, do PPGVIDA, na modalidade fora da sede, formada exclusivamente por indígenas do Alto Solimões. “É de suma importância esse momento de congregação. Nós ficamos todo o período da pandemia sem nos encontrar. As reuniões aconteciam virtualmente, essa é a primeira que acontece após a pandemia. Estar aqui com nossos alunos de pós-graduação da sede e, também de Tabatinga, reveste-se de uma importância fenomenal para os cursos, e mais ainda para os alunos do interior, que não possuem toda hora a oportunidade de participar de conversas, debates da importância dos que estamos oferecendo aqui”, enfatiza.

Caio Bonates, frisou a relevância dos debates para a realização de estudos e pesquisas que contribuem para o desenvolvimento da região. “Hoje estamos vivendo um dia muito importante, que é estar aqui no encontro dos pós-graduandos, momento de congregarmos, estarmos juntos, discutindo e trazendo à plenária várias pautas que são de suma importância para o desenvolvimento das pesquisas e, como elas podem trazer contribuições significantes para a nossa Amazônia. Falar em nome dos pós-graduandos, enquanto APG, é uma enorme alegria, tenho a certeza de que o evento será maravilhoso”, avalia.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NA SAÚDE

Com o tema “Ocupação da Amazônia, mudanças climáticas e impactos na Saúde: Desafios, Alternativas e Atendimento em Saúde”, Diego Ricardo Xavier, pesquisador do Observatório de Clima e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT) da Fiocruz, apresentou a palestra magna do evento, que reuniu alunos do ILMD/Fiocruz Amazônia, do Programa de Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) – oferecido em consórcio pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, UFAM e UEA.

Segundo o pesquisador, Diego Xavier, o diálogo com esse público potencializa a construção de políticas públicas, que possam atender as demandas da região de maneira mais especial. “Esse encontro é fundamental, pois estamos formando pessoas da região que trazem um olhar diferente. Estar falando com essa comunidade é bastante satisfatório e, a gente espera que eles se interessem cada vez mais pelo tema, estudem e contribuam trazendo um olhar regional, mais sensível, mais especializado, refinado, para conseguir construir políticas e intervenções que atendam a região de forma mais adequada”, disse.

MESTRADO INDÍGENA

Participam do evento, alunos da primeira turma de Mestrado em Saúde Coletiva, do PPGVIDA, na modalidade fora da sede, formada exclusivamente por indígenas do Alto Solimões. “Esse evento é extremamente importante para minha vida acadêmica. O conhecimento científico que está sendo compartilhado aqui em Manaus, é muito importante para que eu possa levar para o interior”, relata Gilberto Marubo, discente do PPGVIDA.

O Encontro da Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia é realizado desde 2019 (inicialmente de forma anual e atualmente bienal) e nesta quinta edição, haverá entre dias 10 e 12 de setembro, atividades com palestrantes da Região Norte e de outros estados do Brasil, com a inclusão de discentes Egressos dos Programas de Pós-Graduação como palestrantes.

“Para a Fiocruz isso possui uma contribuição muito importante, pois temos 19 unidades técnico-científicas espalhadas nesse Brasil de dimensões continentais, e o ILMD com seus 30 anos, cumpre um papel social de extrema importância nessa região, que possui características próprias culturais, grande padrões de desigualdade, e que juntos, do ponto de vista das articulações nacionais e internacionais, a gente consegue subsidiar gestão para o enfrentamento desses desafios”, pontua Eduarda Cesse.

Por meio de palestras e debates, o evento pretende articular iniciativas de produção de conhecimento nas diversas subáreas da Pós-graduação em Saúde Pública, Saúde Coletiva e Ciências Biológicas, além de contribuir para a criação e/ou fortalecimento de redes/grupos de pesquisa interinstitucionais, proporcionando reflexão e diálogos entre a comunidade técnica e científica, com ênfase aos desafios globais em relação as mudanças climáticas e desigualdades na realidade amazônica com impacto na saúde.

OFICINA

Pela manhã, a coordenação do encontro promoveu como atividade de Pré-evento, a Oficina “Como promover a cooperação para os desafios da saúde única e inserção das pesquisas de pós-graduandos nos debates atuais voltados à COP30?”, mediada por Leandro Giatti, Pesquisador Sênior Visitante do ILMD/ Fiocruz Amazônia.

“Nós estamos convidando pesquisadores e pós-graduandos para trabalhar, interagir e refletir sobre como suas pesquisas tem uma relação com a COP 30, que vai acontecer no Brasil, no ano que vem, e que traz esse amplo debate planetário das mudanças climáticas. Tudo o que nós dialogamos aqui, que envolve a saúde nesse encontro de pós-graduação, tem a ver com com a Amazônia, com as pessoas da Amazônia, com a preservação do bioma amazônico e, com o planeta. Preservar o povo da Amazônia e promover a saúde deles, significa também promover a saúde do planeta”, explica Giatti.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Foto: Arquivo / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia apresenta resultados de pesquisa participativa no III Seminário Acesso à Saúde e Vulnerabilidades de Migrantes internacionais no Contexto da Disseminação da Covid-19

Desde 2022, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) integra a pesquisa nacional em torno do projeto “Acesso à Saúde e Vulnerabilidades de Migrantes Internacionais no contexto da disseminação da Covid-19”, coordenado pelo Grupo de Pesquisa em Processos de Migrações Internacionais e Saúde Coletiva (Promigras), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No último dia 29/08, os resultados desse esforço participativo foram apresentados, no modo on line, no III Seminário Acesso à Saúde e Vulnerabilidades de Migrantes Internacionais no contexto da disseminação de Covid-19. O projeto contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O objetivo do evento foi o discutir os principais achados da pesquisa interdisciplinar, que contou com a participação de cerca de 33 pesquisadores de diferentes procedências de seis estados (Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina), oito instituições de pesquisa, além de consultores internacionais, e entrevistou 120 pessoas, entre migrantes, gestores e profissionais de saúde.

Representando o ILMD/Fiocruz Amazônia, a técnica de saúde pública do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), Fabiane Vinente, apresentou dados panorâmicos da migração internacional no Amazonas, em especial na cidade de Manaus, com foco na presença de venezuelanos. Segundo Fabiane, Manaus tem hoje uma população expressiva de migrantes, a partir de um processo deflagrado em 2011, com a chegada dos haitianos. “Mais tarde, veio a imigração venezuelana, que acessa o território brasileiro através da fronteira da cidade de Santa helena do Uairen, na Venezuela, com a cidade de Pacaraima (RR). De lá, a maioria ruma para outras regiões do País, mas parte desse contingente opta por permanecer em Manaus. Sabemos que esse número pode ser bem maior, mas hoje oficialmente temos 44.278 migrantes, sendo 926 do Haiti, 41.893 da Venezuela, 534 do Peru, e 1.420 de nacionalidades diversas”, ressaltou Fabiane, salientando que as mulheres são a maioria (25.703), confirmando o fenômeno da “feminilização” da migração.

“Já estamos no terceiro seminário e somos, agora, provocados a falar um pouco do que aprendemos ao longo desse processo. Seguramente, posso afirmar que o aprendizado sobre o tema vai além da ordem das questões práticas da migração, como a busca de alimento e trabalho, mas também se relaciona com a subjetividade humana inerente ao deslocar sobretudo se pensarmos no fenômeno migratório como fluxos e linhas da vida de um grupo de pessoas que deixam sua marca por onde passam, transformam paisagens e trazem novas demandas de políticas públicas”, analisou.  Para Fabiane, o maior desafio está em conhecer esses grupos populacionais e as demandas que apresentam ao Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia.

“A diversidade do fenômeno migratório é também um desafio epistemológico. A migração é um processo plural. No caso dos haitianos, nas primeiras ondas, tivemos uma predominância masculina entre os migrantes, a maioria jovem. No caso da migração venezuelana, há uma diversidade humana com a presença de meninas e mulheres, população LGBTQIA+, idosos, pessoas com demandas de saúde, a exemplo de transplantados, pessoas vivendo com HIV/Aids e pacientes de hemodiálise”, exemplificou.

Fabiane destacou a importância das pesquisas em rede e quando elas podem contribuir para a melhorias na qualidade de vida das populações migrantes. “Aqui em Manaus há uma dificuldade de acesso do migrante aos serviços públicos, dadas as especificidades geográficas que repercutem nesse atendimento. Quase sempre alocado em funções de subemprego, eles são vendedores de rua, motoristas de carro de aplicativo, entre outras ocupações, e não sempre dispõem de tempo nem condições para o auto-cuidado, especialmente durante a pandemia de Covid-19.. Por essa razão, pesquisas em rede são mais que necessárias porque possibilitam comparações de cenários e políticas públicas, com práticas sociais que impactem positivamente as pessoas, especialmente do âmbito das políticas públicas. especificidades geográficas que repercutem nesse atendimento, nesse acesso à saúde, precariedade social que repercute.

O seminário está disponível no You Tube no endereço: https://www.youtube.com/live/nN3lEomLroI?si=EoqoQmbXX7bH9hfi

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Julio Pedrosa

Fiocruz Amazônia tem Regulamento da Pesquisa e Inovação aprovado pelo Conselho Deliberativo da instituição

O Conselho Deliberativo do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) aprovou, durante reunião ordinária realizada no último dia 27/08, a Resolução No 11/2024, que institui o Regulamento da Pesquisa e Inovação. O documento passa a reger as atividades de pesquisa desenvolvidas na instituição, bem como estabelece os critérios e procedimentos para ampliação da estrutura laboratorial da Unidade, entre outras orientações. O trabalho, coordenado pela Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, é, segundo ela, resultado de um processo de construção coletiva iniciado em 2016 e concluído na atual gestão. Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a aprovação do documento é uma conquista histórica, “que confere robustez ao processo de consolidação da estrutura administrativa dos laboratórios da instituição”.

“O Regulamento da Pesquisa foi aprovado após ser discutido e revisado ao longo dos últimos anos, em várias instâncias, facilitando para o gestor e para os usuários entenderem e terem claras as regras de como vão se dar os processos de administração dos laboratórios, considerando a dinâmica desse tipo de estrutura”, explica Stefanie Lopes. A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri destaca o apoio fundamental do Grupo de Trabalho que se debruçou sobre o documento e o compromisso dos pesquisadores que participaram ativamente das reuniões extraordinárias da Câmara Técnica de Pesquisa e Inovação. “A equipe mostrou maturidade no diálogo e necessidade de ter ações de pesquisa no ILMD devidamente ordenadas”, comentou.

O regulamento estabelece, entre outros critérios, como se dará os processos de troca de coordenadores e chefes de laboratórios, bem como os processos de credenciamento e recredenciamento, obedecendo a dinâmica da pesquisa no que tange às expectativas de criação de novos espaços de pesquisa. “Muitas vezes as pessoas vão fazer sua formação e voltam com uma intencionalidade de criar novos espaços de pesquisa. O Instituto é criado para crescer e é natural que nesse processo de crescimento haja criação de novos laboratórios e rearranjos de antigos laboratórios. A ciência existe para atender a demanda da sociedade e o laboratório é um dos espaços em que se faz a ciência na Fiocruz para atender as demandas sociais”, salientou Stefanie.

Além de legitimar o modelo dos laboratórios, o documento consolida outras estruturas administrativas da pesquisa no instituto, como os Serviços, Seções, Plataformas e Coleções. O Regulamento, ainda, traz definições norteadoras sobre as linhas, projetos e grupos de pesquisa , bem como sobre os programas institucionais de pesquisa da unidade. Também podem ser encontradas, no documento, orientações para afastamento de pesquisadores e instruções para uso dos espaços de pesquisa disponibilizados pelo instituto, dentre outras normativas.

O Regulamento da Pesquisa e Inovação se tornará documento público ao ser publicado, em breve, na página do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia e Queen Mary University desenvolvem projeto sobre segurança alimentar em comunidades ribeirinha e de favela no Amazonas e Rio de Janeiro

A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, a Queen Mary University e a Fundação Getúlio Vargas estarão atuando juntas, ao longo de um ano, na execução do projeto “Futuro das Populações Amazônicas: Segurança alimentar e saúde em um cenário de mudanças que impactam seus modos de vida e o ambiente em que vivem”. A iniciativa, que reúne pesquisadores das três instituições, está voltada para a compreensão da segurança alimentar no Brasil, focando em territórios que vivenciam vulnerabilidades – área rural ribeirinha de Manaus e o maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro, o Complexo da Maré, – o que permitirá a construção futura de um projeto robusto que buscará compreender os fatores que impactam a segurança alimentar nesses territórios e prevenir problemas que impactam diretamente a saúde destas populações.

A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Amandia Braga Lima Sousa, do Laboratório Situações de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulnerávais (Sagespi), uma das proponentes do projeto, explica que a intenção é reunir subsídios que permitam um levantamento acerca dos possíveis impactos sobre a segurança alimentar nos diferentes territórios. “A idéia é conseguimos ouvir as pessoas para construir um projeto de pesquisa partindo do território para não ser uma iniciativa deslocada e diferente do que eles precisam”, explicou Amandia. No último dia 25/07, como parte das atividades do projeto, uma equipe de pesquisadores da Queen Mary University, Escola Politécnica Joaquim Venâncio e da Rede Maré esteve presente na Comunidade Santa Maria, localizada na área rural ribeirinha de Manaus. Com acesso somente pela via fluvial e situada a três horas e meia de barco, partindo da área urbana, Santa Maria faz parte das localidades que têm sido objeto de pesquisas pelo Sagespi.

“Ao longo desse projeto foram feitas diversas parcerias de pesquisa, com representações de todas as instituições envolvidas e, tanto no Amazonas quanto no Rio de Janeiro, já conseguimos congregar mais pesquisadores de ouras instituições  com a intenção de montar um grande projeto guarda-chuva que tenha as necessidades da população como foco e nos possibilite conseguir um financiamento robusto para a execução da proposta”, afirma a pesquisadora. A visita de campo integrou um cronograma de atividades que incluiu a realização de uma oficina de fotografia para os comunitários. A oficina contou com um total de 15 participantes e resultou numa exposição cujo tema foram os alimentos que fazem parte do dia a dia da comunidade. “O objetivo da iniciativa foi reconhecer as percepções de moradores de áreas rurais ribeirinhas de Manaus sobre o acesso ao alimento e as ameaças à segurança alimentar nestas localidades para promover a partir disso discussão sobre o tema com pesquisadores, profissionais de saúde e outros atores interessados”, explica o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath, coordenador do Sagespi.

A oficina, ministrada pela fotógrafa profissional Cristiana Ferreira, permitiu aos moradores da comunidade a experiência inusitada de fotografar o alimento que comem, assim como o local onde produzem e coletam alimentos (no caso da alimentação oriunda da natureza) e onde adquirem (alimentos industrializados). A oficina teve três dias de duração e, a partir das 44 fotos feitas pelos participantes, com os próprios celulares, foi possível montar a exposição que funcionou como uma estratégia facilitadora para o reconhecimento das percepções dos moradores e para a discussão em grupo. Dispostas em um varal, as fotos trouxeram registros reveladores através de imagens diversificadas, desde o tradicional peixe frito – que vem perdendo espaço para o frango que chega congelado da área urbana de Manaus à comunidade – ao tucumã, à macaxeira, à farinha de mandioca; frutas como o açaí, jambo, banana, a tradicional carne de animais silvestres, a exemplo do tatu, tracajá e do jacaré; o urucum, utilizado como condimento natural; o prato feito, com feijão, arroz, macarrão e os ultraprocessados como a salsicha e linguiça calabresa. Morador da Santa Maria, Ricardo Cavalcanti, 19 anos, explica que está cada vez mais difícil se manter a tradição da alimentação natural na localidade, devido à dificuldade na obtenção do peixe e das carnes de caça. “Hábitos antigos estão sendo esquecidos pelos mais jovens. Antes a gente comia mais peixe e caça, agora é ovo, salsicha e calabresa”, revelou.

Além de pesquisadores das três instituições que compõem o projeto, a comitiva que visitou a comunidade foi composta também por representantes da Rede Maré, Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas-Manaus) e o Conselho Consultivo do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro, tendo em vista que a comunidade está situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista. Santa Maria possui hoje um total de 47 famílias e uma população estimada em 142 habitantes, a grande maioria (aproximadamente 80%) com idade abaixo dos 60 anos.

A agente comunitária de saúde Maria Tereza Silva Rocha trabalha na comunidade Santa Maria há 28 anos e há dois meses assumiu a gestão da Unidade de Saúde Rural, que funciona no local. Segundo ela, a iniciativa de melhorar a qualidade dos alimentos consumidos pelos moradores, somada à prática de atividades físicas, é uma forma de contribuir efetivamente para a melhoria da saúde dos comunitários. “Temos um grupo de caminhada aqui, um grupo de exercício. Desde que a Fiocruz chegou aqui falando sobre saúde e qualidade de vida, intensificamos essa prática sobretudo com os idosos. Montamos grupos de mulheres, o futebol das crianças e o vôlei, e temos uma sede social que utilizamos para fazer nossas atividades”, reforçou.

ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS

A nutricionista do Distrito Rural de Manaus Karoline Campos, que acompanhou a visita à Santa Maria, explica que é alto o consumo de alimentos industrializados na maioria das comunidades ribeirinhas do município. “Quando cheguei aqui imaginava que havia plantação, alimentação com produtos oriundos da natureza e me deparei com uma situação totalmente diferente: alimentação rica em industrializados, salgadinhos ricos em sódio, alimentos ricos em açúcar, refrigerantes, pouca ingesta de frutas e legumes”, afirma Karoline.

A nutricionista enfatiza que a alimentação baseada em alimentos não-processados seria muito mais barata e impactaria muito menos na saúde da população, reduzindo o índice de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes, hipertensão. “Hoje, são comuns casos de crianças e jovens com essas doenças, daí a importância de iniciativas como essa da Fiocruz e Queen Mary University.  Fernando Herkrath endossa as palavras da nutricionista e revela que o perfil das doenças tem mudado, dentre diversos outros motivos, por conta dessa mudança de comportamento em relação aos hábitos alimentares.

Karoline aponta a dificuldade de acesso a essas comunidades e a necessidade de uma equipe com mais profissionais nutricionistas para a realização de um trabalho de sensibilização nas localidades. “A área de abrangência do Disa Rural é muito grande e o acesso é difícil, vez ou outra tenho que ir em campo para fazer atendimento e pego barco, pego estrada, são geralmente áreas bem distantes e bem difíceis de se chegar”, afirma. O Disa Rural conta com quatro unidades terrestres e duas unidades de saúde fluviais.

SEGURANÇA ALIMENTAR

Três instituições concorreram ao edital Fund Acceleration 2, com recursos da Queen Mary, da Fiocruz e da FGV para a execução do projeto voltado para a compreensão da segurança alimentar no Brasil, focando em dois territórios – área ribeirinha em Manaus (AM) e área de favela no Complexo da Maré (RJ). “Nossa proposta foi aprovada no ano passado e estamos no encerramento dessa etapa que teve como finalidade integrar os pesquisadores para elaborar um projeto de pesquisa, partindo do território“, explica Amandia.

Segundo a pesquisadora, após a visita à comunidade Santa Maria, o grupo irá também ao Complexo da Maré para levantar com a população daquele território as questões que estão impactando a segurança alimentar, considerando que estamos vivendo tempos de mudanças na forma de se alimentar e, também, no impacto do clima na vida dessas populações.

IMIGRAÇÃO NORDESTINA

Para a pesquisadora da Fiocruz Mariana Aleixo, moradora do Complexo da Maré e integrante da Rede da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o território composto por 15 favelas, numa área de quatro quilômetros quadrados, tem uma especificidade peculiar aos territórios de favela da Região Sudeste brasileira, que é o recorte cultural e de ancestralidade nordestina, bastante relacionado à questão da alimentação. “Pelo menos, 25% da população do Complexo da Maré é nordestina, uma população que vem do espaço rural e ocupa o espaço urbano, com essa forte conexão ancestral”, explica, lembrando que a Rede da Maré é uma organização da sociedade civil que atua no Complexo da Maré há mais de 30 anos.

“No Rio de Janeiro, mantemos essas tradições alimentares, de referência. Eu nasci na Maré, mas meus pais são paraibanos, do Sertão do Cariri, o que diz muito acerca da realidade da migração muito específica desses territórios de favela”, comentou. Mariana salienta também a facilidade de acesso para os moradores das favelas aos alimentos ultraprocessados, cujo consumo é pautado pelo “sistema”. “Vemos aqui (comunidade Santa Maria) experiências que podem ser adaptadas para pequenos espaços, como o cultivo de hortas nas lajes das favelas. As lajes são o grande espaço de sociabilidade da favela privada e que podem servir também para a produção de alimentos em pequena escala, possibilitando acesso a uma alimentação saudável. Temos um aprendizado aqui que poderemos replicar nesses espaços de favela e que vão ser conectadas com moradores a partir dessa ancestralidade, sem a menor dúvida”, salientou Mariana. O grupo focal deverá visitar o Complexo da Maré, reunindo lideranças comunitárias e representantes de unidades de saúde existentes no conjunto de favelas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre o tema “Hemoparasitos de Herpetofauna: revelando componentes ocultos da biodiversidade”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 30/08, a partir das 10h, a palestra intitulada “Hemoparasitos da Herpetofauna: revelando componentes ocultos da biodiversidade”, a ser ministrada pela pesquisadora doutora em Zoologia, Amanda M. Picelli. A palestrante tem experiência nas áreas Zoologia e Parasitologia, atuando principalmente nos seguintes temas: herpetologia; protozoologia; diversidade; sistemática e taxonomia; e relações ecológicas e evolutivas entre parasitos e seus hospedeiros.

Esta edição do Centro de Estudos é organizada pelo Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), com moderação feita pelo pesquisador doutor Felipe Arley Costa Pessoa, responsável pelo laboratório. O evento será transmitido via Plataforma Zoom, pelo link https://us06web.zoom.us/j/84994356005?pwd=tCwfu3moDwbqAYwztADxtD9b4FDOVl.1 (ID da Reunião: 849 9435 6005 e senha de acesso: 194488).

A palestrante destaca a existência de grande diversidade revelada de hemoparasitos da herpetofauna através de uma extensa amostragem realizada na região Norte do Brasil e na África Subsaariana. “A inclusão de parasitos nos inventários pode fornecer informações substancialmente relevantes sobre o conhecimento da biodiversidade”, explica. Segundo a pesquisadora, a integração da identidade das espécies de hospedeiros e parasitos pode resultar em informações valiosas sobre as relações evolutivas, distribuição geográfica e dinâmica da associação. Entretanto, estudos sobre parasitismo em populações silvestres ainda são relativamente escassos, principalmente sobre comunidades de parasitos associadas a anfíbios e répteis.

Amanda Picelli é graduada em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho em 2011, possui mestrado em Ciências do Ambiente pela Universidade Federal do Tocantins em 2015 e doutorado em Zoologia pela Universidade Federal do Amazonas em 2020.

A herpetologia é o ramo da zoologia que estuda os répteis e anfíbios, incluindo a sua classificação, ecologia, comportamento, fisiologia e paleontologia. A palavra “herpetologia” vem do grego “Herpeton”, que significa “rastejar” ou “animal rastejante”.

Os estudos sobre a herpetofauna podem trazer grandes benefícios para a humanidade, pois os anfíbios são muito sensíveis às mudanças ambientais e podem servir como um alerta para os seres humanos sobre mudanças significativas que estão a ocorrer. Além disso, várias espécies de répteis também têm importância socioeconômica, como os quelônios, que servem de alimento para as populações humanas, e as serpentes venenosas, cujos venenos são utilizados na produção de medicamentos

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia inaugura Espaço Saúde e Bem-Estar para comunidade

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) inaugurou nesta quarta-feira, 28/08, o Espaço Saúde e Bem-Estar, voltado a oferecer um ambiente agradável de descanso e descompressão a toda a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia. A conquista, comemorada por servidores, colaboradores, estudantes, bolsistas e prestadores de serviço que poderão fazer uso do espaço, foi anunciada pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, e a chefe do Serviço de Gestão do Trabalho e do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust), Luciene Pereira de Araújo. O espaço funcionará com regras para otimização dos serviços oferecidos, ficando disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A sala é equipada com 20 colchonetes, 20 almofadas, quatro pufes, duas poltronas de massagem, duas poltronas de conforto, TV e climatização.

“É um prazer poder realizar esta inauguração tão esperada e ter esse espaço que possibilita cuidarmos da saúde mental, nesse dia a dia de trabalho tão intenso como é o nosso. Esse é um espaço para descanso, uma opção para a sesta após o almoço, relaxar e poder cuidar um pouquinho do nosso bem-estar“, afirmou Stefanie Lopes, agradecendo o empenho de todos os setores direta e indiretamente envolvidos com a implantação do espaço, a exemplo do Serviço de Gestão do Trabalho, Núcleo de Saúde do Trabalhador e Setor de Administração de Compras. Luciene Pereira destacou a trajetória vivenciada desde 2021 para chegar ao hoje Espaço Saúde e Bem-Estar. “Foi um momento desafiador quando nos pediram para pensarmos em atividades a serem desenvolvidas junto à comunidade e pensamos nesse espaço que já teve diversos outros usos pela instituição até conseguirmos chegar à Sala Bem-Estar, como um espaço pensado para trabalhadores e discentes”, afirmou.

Aldemir Maquiné salientou que a inauguração é um marco importante e um sonho coletivo transformado em realidade. “Sonhamos juntos e fazer essa entrega hoje é motivo de uma alegria ímpar, foi um aprendizado conjunto, destacando a disposição e o olhar humano da diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia que nos deu as condições para inauguramos o espaço pensado como um local aconchegante, e sobretudo de reacolhimento dos trabalhadores, nesse processo de retorno da convivência pós-pandemia”, observou o vice-diretor. O espaço fica localizado no térreo do ILMD/Fiocruz Amazônia, setor Rio Solimões.

O espaço possui critérios de utilização referentes à organização, manutenção da limpeza, respeito ao silêncio, proibição da entrada de alimentos, uso dos equipamentos, sustentabilidade, entre outras, todos afixadas em um aviso no local. Os interessados em agendar a utilização das cadeiras de massagem, podem fazê-lo por meio dos QR Codes afixados nos murais da instituição.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos:  Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia e Universidade Nacional da Colômbia dão prosseguimento às tratativas para acordo de cooperação em pesquisa, ensino e mobilidade de estudantes e pesquisadores

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Universidade Nacional da Colômbia, com sede em Letícia, na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Peru e Colômbia), deram prosseguimento às tratativas para a formalização de acordo de cooperação em pesquisa e mobilidade de pesquisadores e estudantes, com a finalidade de desenvolver esforços conjuntos que possibilitem avançar em ações nas áreas de pesquisa, formação e intercâmbio de conhecimentos, além  de mobilidade acadêmica para professores e estudantes, organização de eventos de saúde e ambiente na Amazônia, popularização da Ciência e publicações de documentos científicos, principalmente na Tríplice Fronteira.

“A finalidade é trabalhar em um programa concreto em conjunto nas áreas de Saúde Pública, Interculturalidade, Antropologia e Biodiversidade, com foco nas linhas de pesquisa dos programas de pós-graduação oferecidos pelas duas instituições”, ressaltou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. No último dia 12/08, representantes da diretoria da UNAL-Letícia estiveram reunidos na sede da Fiocruz Amazônia para darem os últimos passos na direção do acordo que prevê a execução de um plano de trabalho, que já vem sendo construído desde 2021, envolvendo a UNAL, Fiocruz Amazônia e Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

“Foi uma visita de cortesia da diretoria da UNAL, sede Amazônia, que cumpriu uma programação de idas a instituições de ensino e pesquisa em Manaus, entre as quais a Fiocruz Amazônia, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Motivo de orgulho para nós por ser uma universidade localizada na região amazônica e que tem mantido relações com instituições brasileiras a partir de acordos de cooperação para desenvolvimento de pesquisas em Saúde Pública, projetos de investigação, eventos internacionais de extrema importância para os três países”, afirmou Stefanie

Segundo a diretora, a UNAL já possui um memorando de entendimento com a Fiocruz. “No próximo mês de outubro, deveremos ir até Letícia, para que possamos oficializar a assinatura do plano de trabalho a ser executado ao longo dos próximos cinco anos”, adiantou. A comitiva da UNAL foi composta pela diretora da sede amazônica da UNAL, em Letícia, Eliana Jimenez Rojas, e a coordenadora para Relações Internacionais, Patricia Marin Lujan. “O foco da cooperação serão as linhas de pesquisa dos programas de pós-graduação tanto do ILMD/Fiocruz Amazônia quanto da UNAL, com a perspectiva de trabalharmos em conjunto em projetos de investigação, programas de pós-graduação, seminários internacionais sobre saúde e educação intercultural e esperamos ter trabalhos muito necessários para a Amazônia nos próximos anos”, afirmou Rojas.

Esse é o primeiro plano de trabalho que se está realizando dentro do Memorando de Entendimento assinado entre a UNAL e a Fiocruz. “O memorando é resultado de inúmeras reuniões realizadas entre as duas instituições desde 2019, a exemplo do 1º  Simpósio de Pesquisadores em Saúde da Tríplice Fronteira, que resultou de debates promovidos durante encontro de pesquisadores da UNAL, IOC, ILMD/Fiocruz Amazônia, Institut de Recherche Pour le Développement, em Letícia, no mesmo ano”, afirma o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jose Joaquin Carvajal Cortés, que participou da elaboração do plano desde o início com o pesquisador Sergio Luz. “Em resumo, o plano que construímos consiste na internacionalização dos PPGs (Programas de Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia) e do PPG de Estudos Amazônicos da UNAL Sede Amazônia; construção de estratégias de mobilidade acadêmica entre estudantes e docentes (pesquisa e ensino); apoio aos projetos em parceria que se estão desenvolvendo entre as duas instituições e a realização de seminários internacionais em saúde e ambiente na Amazônia”, destacou Joaquin.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo / Fiocruz Amazônia

Matrícula institucional para Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia ocorre até hoje, 27/8

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, convocam os aprovados no processo seletivo, para matrícula institucional até esta terça-feira, 27/8, conforme Chamada Pública nº 008/2024 – DASPAM.

Confira AQUI a Chamada Pública.

Para este processo seletivo foram oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia prestigia solenidades de troca de comando na Chefia do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia e 2º Grupamento de Engenharia

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prestigiou as solenidades de troca de comando ocorridas na Chefia do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia e do 2º Grupamento de Engenharia (Grupamento Rodrigo Octávio), respectivamente na noite da última quinta-feira, 22/08, e na manhã desta sexta-feira, 23/08, nas sedes das duas corporações. Presente aos dois atos, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, agradeceu a parceria dos generais de brigada Washington Rocha Triani e Luiz Claudio Brion Cardoso, que deixam as corporações, e cumprimentou os novos comandantes, general de brigada Reinaldo Calderaro e Renato Farias Bazi, desejando êxito na trajetória frente à Chefia do Estado Maior do CMA e ao 2º GpE.

O General Triani, em seu discurso, destacou o aprendizado contínuo e o apoio do Comando Militar da Amazônia, na pessoa do General de Exército Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves, comandante militar da Amazônia, para o efetivo cumprimento de sua missão à frente da Chefia do Estado Maior. “Agradeço a Deus por ter me abençoado, aos generais do Exército Costa Neves e Furlan pelo apoio irrestrito e por confiar missões que me possibilitam engrandecer nosso Comando Militar de área em toda as suas vocações estratégicas de defesa da Pátria, combate aos ilícitos transfronteiriços e ambientais, proteção ao meio ambiente, o respeito e apoio aos povos originários e à população amazônida”, ressaltou, agradecendo também aos órgãos parceiros Governo do Estado, Prefeitura de Manaus, Corpo de Bombeiros, Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e as instituições de ensino e pesquisa da Amazônia.

O General Costa Neves destacou o elevado espírito de cumprimento de missão, capacidade de gestão e conhecimento institucional do General Triani. Com arraigada formação moral, sempre assessorou o comandante de maneira leal para que expressivos resultados fossem alcançados na elaboração de planejamentos estratégicos, defesa e proteção da Amazônia. “Ciente de que a defesa e proteção da Amazônia não se limita apenas ao emprego das Forças Armadas, o General Triani trabalhou para que a discussão sobre essa temática englobasse outros setores da sociedade. Com profundo conhecimento da sociedade manauara, contribuiu decisivamente para a reimplantação do Núcleo de Estudos Estratégicos do CMA, incrementando a integração da academia, instituições científicas e tecnológica e de inovação e o setor industrial”, destacou.

Antes de assumir a Chefia do Estado Maior do CMA, o General Reinaldo Sótão Calderaro exercia o cargo de Adido do Exército junto à Representação Diplomática do Brasil na República Francesa e no Reino da Bélgica, tendo sido promovido em 31 de julho de 2024. Carioca, ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 1991, tendo servido em organizações militares em Belém (PA), Rezende (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI) e em Brasília (DF). Como oficial superior, atuou sob a égide das Nações Unidas por dois anos, no Sudão, como observador militar, e no Haiti, como chefe do Centro de Operações Militares, tendo sido também Comandante do 62º Batalhão de Infantaria, em Joinville (SC).

GRUPAMENTO RODRIGO OCTÁVIO

Sob o comando do General Brion, o 2º Grupamento de Engenharia (Grupamento Rodrigo Otávio) dedicou especial atenção à realização de obras militares, visando sobretudo melhorar a infraestrutura das obras militares do Exército na região. A atuação do General Brion permitiu, de acordo com o General Costa Neves, comandante Militar da Amazônia, o aperfeiçoamento do preparo e emprego das tropas, assim como melhores condições para militares e seus familiares, com destaque para implantação da infraestrutura do Centro de Formação de Reservistas do CMA, a construção de apartamentos residenciais na área do Comando, a recuperação de pistas de pouso, operações na terra indígena yanomami, entre outros serviços prestados. O General Bazi, que passa a exercer o Comando do 2º GpE., esteve à frente do Curso de Engenharia Militar da Academia das Agulhas Negras em Resende (RJ) e da Companhia de Engenharia do Exército Brasileiro no Haiti, tendo sido também comandante do 3º Batalhão de Engenharia de Combate, em Cachoeira do Sul (RS) e oficial do Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília (DF).

PROTOCOLO DE INTENÇÕES

Além das tratativas visando a construção da nova sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em terreno cedido pelo Exército, a Fiocruz Amazônia e o Comando Militar da Amazônia (CMA) oficializaram também em abril deste ano a assinatura do protocolo de intenções com o objetivo de viabilizar a realização de atividades nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, bem como a formação e capacitação de recursos humanos, em parceria, envolvendo civis, militares e servidores púbicos das duas instituições. Pelo protocolo, será possível à Fiocruz Amazônia a realização de pesquisas científicas em áreas de atuação do Exército Brasileiro nos Estados da Amazônia Ocidental.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia inicia processo de inscrições às oficinas OuvirCiência e DigiCiência

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu início ao processo de inscrições para as oficinas OuvirCiência e DigiCiência, atividades prévias da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2024, que acontecerá de 14 a 20/10, em Manaus e nos municípios de Presidente Figueiredo e Tabatinga. Para participar das duas oficinas, o prazo para se inscrever se inicia nesta quinta-feira, 22/08, estendendo-se até o dia 29/08.  A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que está em sua 21ª edição, aborda o desenvolvimento de pesquisas nos campos da ciência, tecnologia e inovação, sempre de forma lúdica e atrativa. Nessa edição, a SNCT traz o tema “Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias”, com diversas atividades a serem realizadas.

A oficina OuvirCiência acontecerá de 2/09 a 9/09 e destina-se à criação de podcasts para divulgação de pesquisas, enquanto a DigiCiência, que acontece de 18/9 a 29/09, é uma oficina de vídeos digirais para divulgar Ciência. As capacitações serão oferecidas por meio dos projetos “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2024” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais”, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Edital de Apoio às Unidades Técnico-Científicas e aos Escritórios Regionais da Fundação, e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam) – Edital N. 004/2023 – POP C,T&I.

A ação pretende prover treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de vídeos e podcasts, para divulgação nas mídias digitais. As inscrições serão realizadas através da plataforma Campus Virtual.

As aulas do OuvirCiência serão ministradas pelos jornalistas Cristiane Barbosa e Helder Mourão. Cristiane é Doutora em Ciências da Informação e docente da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Já Helder Mourão é mestre em Ciências da Comunicação e professor do Instituto Metropolitano de Ensino – IME nos cursos de Jornalismo e Design.

DIGICIÊNCIA

O objetivo da Oficina DigiCiência, que será ministrada pelo jornalista Helder Mourão, é promover atividades virtuais de comunicação e materiais de divulgação científica, em formato digital, relacionadas a temática de saúde, utilizando ferramentas tecnológicas digitais, por meio de atividades teóricas e práticas, ministradas e conduzidas por um profissional especialista na área de comunicação científica.

Em momento posterior, os participantes irão enviar o produto produzido com as instruções da Oficina e, destes, serão selecionados os melhores para divulgação durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Fiocruz. As atividades contam com 6h de aulas presenciais, e nas demais horas, os inscritos poderão contar com suporte por e-mail para a produção do trabalho final, totalizando 20h de atividades. As inscrições podem ser feitas nos links: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/OuvirCiencia2024/formulario e  https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/DigiCiencia2024/formulario.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final do processo seletivo para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgam o Resultado Final do processo seletivo para ingresso no curso, conforme Chamada Pública N.º 005/2024.

Confira AQUI o resultado

Para esta Chamada Pública foram oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia encerra comemorações pelos 30 anos em clima de Folguedos no Teatro Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou o encerramento das comemorações pelo aniversário de 30 anos em ritmo de dança e cantigas do folclore amazonense, apresentados pelo Balé Folclórico do Amazonas, no espetáculo Folguedos, que encerrou temporada de dez anos nesta terça-feira, 20/08, no Teatro Amazonas, prestando uma homenagem à Fiocruz Amazônia. Em clima de festa, servidores e convidados da Fiocruz Amazônia puderam conferir a riqueza da cultura amazonense no espetáculo, que conta com direção artística de Monique Andrade. Folguedos faz um resgate de danças folclóricas e coreografia que homenageia o Festival Folclórico do Amazonas e suas tradições.

A Fiocruz Amazônia participou como convidada especial da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, do Governo do Estado. No espetáculo, o corpo de dança do Balé Folclórico do Amazonas recria o cenário das tradicionais festas de arraiais, com danças folclóricas e interação com o público, por meio de sorteios, brincadeiras e até a experiência de subir ao palco para dançar quadrilha.

“Celebrarmos os 30 anos da Fiocruz Amazônia enaltecendo as tradições culturais do nosso Estado e do nosso povo é muito representativo para nós, enquanto instituição que desempenha um papel importante na formação e na capacitação de recursos humanos, contribuindo para o avanço da Ciência, Tecnologia e Inovação e a saúde da população”, afirmou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, em agradecimento ao secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia recebe homenagem durante Cessão de Tempo na Assembleia Legislativa do Amazonas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e instituições parceiras receberam homenagem durante Cessão de Tempo promovida, na manhã da última terça-feira, 20/08, no Plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela instituição ao longo de três décadas. A homenagem foi uma propositura da deputada estadual Mayara Pinheiro, presidente da Comissão de Saúde e Previdência da ALEAM, pelos relevantes serviços prestados pela Fiocruz Amazônia nas diversas áreas em que atua, em favor do desenvolvimento científico e tecnológico na Amazônia, com o apoio de instituições parceiras também homenageadas. No total, 11 instituições foram representadas na atividade.

Falando em nome do presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Mário Moreira, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, enalteceu os esforços desenvolvidos ao longo dos 30 anos pela Fiocruz Amazônia, sempre fazendo ciência “na e para” a Amazônia. “Nos orgulhamos dessa unidade regional por fazer uma ciência articulada ao desenvolvimento sustentável, ao fortalecimento do SUS e à luta pela saúde da população, caminhando com seus trabalhadores e trabalhadoras, juntamente com os parceiros, tão bonito de se ver, aqui reunidos, numa Casa Legislativa que reconhece a importância da ciência e de instituições científicas para o País. É tão importante quando podemos contar com o parlamento e esperamos que nos próximos anos se intensifiquem essas relações. Vida longa ao ILMD, ao SUS e as instituições que lutam pelo direito a saúde como um investimento e não como despesa”, salientou Cristiani Machado.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, agradeceu a homenagem por permitir um revisita à história e conquistas da instituição. “São três décadas de comprometimento, numa trajetória que se iniciou em 1994, numa trajetória de construção e consolidação onde tiveram importância fundamental os ex-diretores que estiveram à frente do instituto, hoje os companheiros de gestão que dividem comigo a condução do instituto, e o comprometimento dos servidores, colaboradores, alunos, bolsistas, terceirizados, prestadores de serviço. As conquistas não seriam possíveis sem o comprometimento de todos, destacando também as instituições parceiras que estão conosco, ao longo desses 30 anos”, relembrou Stefanie.

Receberam homenagens da ALEAM o Comando Militar da Amazônia (CMA), 2º Grupamento de Engenharia, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam) e Conselho Municipal de Secretarias de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

Entre os servidores da Fiocruz Amazônia, foram homenageados pelos relevantes serviços prestados a médica e servidora aposentada, Joycineia da Silva Massuda, a técnica em saúde pública aposentada Sônia de Oliveira, o assistente técnico de gestão Carlos Vieira Duarte, a tecnologista plena Luciete Almeida e a analista de gestão e desenvolvimento institucional Marizete Vieira Duarte.

“Para nós, é um reconhecimenento importante para nossa instituição sermos homenageados nesses 30 anos por essa casa que nos acolhe e nos apoia em nossos projetos e nos dá a oportunidade de reconhecer que esse trabalho que a Fiocruz realiza não o faz sozinha, também estamos homenageando as instituições parceiras. A Amazônia é complexa é a gente precisa dar as mãos e andar juntos para poder promover a melhoria da saúde da população”, enfatizou Stefanie Lopes, ressaltando os desafios futuros de melhoria da infraestrutura da instituição, com a construção da nova sede, e a busca de recursos para a execução da obra e o enfrentamento ao impacto dos extremos climáticos sobre a saúde da população, principalmente as mais vulnerabilizadas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia prorroga até 26/08 as inscrições para o V Encontro de Pós-Graduação

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até a próxima segunda-feira, 26/08, as inscrições para o V Encontro de Pós-Graduação, que acontecerá entre os dias 9 e 12/09, no Hotel Intercity, em Manaus. Com o tema “Saúde e Meio Ambiente na Amazônia: Papel dos pós-graduando nos desafios globais”, o encontro se propõe a discutir e divulgar avanços nas pesquisas científicas realizadas pelos pós-graduandos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, promovendo maior integração entre docentes e discentes, incluindo alunos de Iniciação Científica. O evento acontece em associação com o III Encontro dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amazonas”, que abrirá a programação, no dia 9/08, envolvendo programas de pós-graduação em Saúde Coletiva do ILMD/Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). As inscrições são gratuitas.

De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Matsuura, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e responsável pela organização do encontro, a prorrogação tem como finalidade ampliar o alcance do evento, uma vez que ele é aberto para alunos de programas de pós-graduação de outras instituições, interessados em aprofundar as discussões acerca dos temas propostos para as mesas-redondas, palestras e oficinas programadas para o evento. .

Confira aqui a programação completa. As inscrições ao V Encontro de Pós-Graduação estão sendo realizadas no Campus Virtual da Fiocruz. No total, foram disponibilizadas 200 vagas. “Estamos tendo uma procura significativa, mas ainda há vagas disponíveis”, afirma Matsuura. Haverá premiação para os melhores trabalhos submetidos. A submissão de trabalhos é restrita aos alunos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia homenageia ex-diretores da instituição e anuncia criação da Medalha Leônidas e Maria Deane

A Fiocruz Amazônia realizou na noite da segunda-feira, 19/08, festividade solene em homenagem ao ex-diretores da instituição, dentro da programação de atividades comemorativas aos 30 anos de criação do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no Amazonas. Na ocasião, a diretora do instituto, Stefanie Lopes, anunciou a criação da Medalha Leônidas e Maria Deane, comenda que será instituída por meio de portaria, passando a vigorar a partir de 2025, com a finalidade de reconhecer e homenagear pessoas que contribuíram significativamente para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação na Amazônia. Durante a festividade solene, ocorrida no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, no Distrito Industrial I, foram prestadas homenagens, com a entrega de troféus aos ex-diretores Roberto Sena, Marcus Barros, Muriel Saragoussi, Luiza Garnelo, Júlio César Schweickardt, Luciano Toledo, Sérgio Luz e Adele Benzaken.

Foram agraciados também com menção honrosa pela destacada atuação e os serviços prestados à instituição o virologista Felipe Gomes Naveca, a médica sanitarista Luiza Garnelo e sociólogo Sully Sampaio. “Foi maravilhoso poder homenagear essas pessoas, porque percebemos a emoção de cada um deles”, afirmou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacando o papel de cada um para a história do ILMD/Fiocruz Amazônia. “Felipe Naveca pela contribuição no sequenciamento genômico do novo coronavírus; Luiza Garnelo como sanitarista indígena e Sully Sampaio pelo trabalho como coordenador executivo do Projeto QualficaSUS”, explicou.

O pesquisador Felipe Naveca agradeceu a homenagem, ressaltando a importância do aprendizado vivenciado por ele e sua equipe no período da pandemia. “É sempre muito gratificante ser reconhecido pelos pares, pessoas que sempre te acompanham no dia a dia. Para mim, foi emocionante e o reconhecimento do trabalho de uma equipe que atuou nos piores momentos da pandemia. Primeiro no diagnóstico, uma vez que muitas pessoas precisavam ter um diagnóstico confirmado, e depois na caracterização genômica das linhagens”, recordou, destacando que a atuação do grupo demonstrou também o protagonismo do Amazonas num momento tão difícil. “Ninguém deseja que isso (pandemia) aconteça novamente, mas se for preciso estamos preparados para contribuir mais e melhor”, observou.

Presente à solenidade, o assessor especial para Territórios e Periferias do Ministério da Saúde, Valcler Rangel Fernandes, enfatizou a sensibilidade da Fiocruz Amazônia para os problemas da região. “No Ministério da Saúde, estamos trabalhando numa ação diferenciada para a região amazônica, na forma de um programa e estamos reunindo todas as áreas técnicas e secretarias do ministério, e isso tende a se potencializar muito com as contribuições dos institutos de pesquisa. O ILMD tem uma vocação especial para isso, e contribuirá de forma decisiva por meio de seus programas de pós-graduação e pesquisas que se tornam políticas públicas”, adiantou.

Um dos ex-diretores homenageados foi o médico Marcus Barros, primeiro diretor da instituição quando da instalação do então Escritório Técnico da Amazônia. Ele ficou à frente do instituto entre 1994 e 1997. Segundo ele, o reconhecimento e a gratidão são valores pouco cultivados nos dias de hoje. “Receber essa homenagem pela Fiocruz Amazônia pelo que fizemos na construção desse processo tão importante que foi a construção da Fiocruz Amazônia, é motivo de alegria pelo reconhecimento”, afirmou, lembrando a contribuição do grupo de pessoas que deu início junto com ela a essa trajetória. “Agradeço em nome de todos o que a Fioruz faz em gratidão e reconhecimento”, finalizou. Os ex-diretores Júlio Schweickardt, Adele Benzaken e Muriel Saragoussi foram representados, na solenidade, pelos filhos, por não poderem estar presentes.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Fiocruz Amazônia

Presidente da Fiocruz anuncia para primeiro semestre de 2025 o início da licitação para construção da nova sede da Fiocruz Amazônia

O presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Mário Moreira, anunciou para o primeiro semestre de 2025 o início do processo licitatório para a construção da nova sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus. O anúncio foi feito durante a cerimônia interna em comemoração aos 30 anos de existência do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), comemorados nesta segunda-feira, 19/08, com uma homenagem aos parlamentares do Amazonas que contribuíram para o desenvolvimento da instituição, por meio da concessão de emendas parlamentares nessas três décadas de existência da unidade. Participando da solenidade de modo remoto, Mario Moreira conclamou os parlamentares presentes a apoiarem a causa de uma nova sede e destacou o papel da Fiocruz Amazônia na condução de pesquisas de impacto sobre a Saúde Pública, não só no Brasil como internacionalmente.

“O trabalho realizado por todos, pesquisadores, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras alçaram o ILMD/Fiocruz Amazônia ao reconhecimento nacional e internacional pelo impacto das suas contribuições à ciência, tecnologia e à saúde pública no Brasil e além-fronteiras. A instituição traz as agendas da melhoria das condições de vida e desenvolvimento sustentável da região de maneira forte e contundente”, afirmou Moreira.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, reforçou a necessidade de ampliação da infraestrutura da unidade, com melhores e maiores espaços para albergar o crescimento institucional vivenciado pela Fiocruz Amazônia nesses 30 anos, e agradeceu a contribuição dos parlamentares e representantes de instituições parceiras presentes nesse processo. “É importante ressaltar que, ao longo de sua trajetória, a Fiocruz Amazônia contou com o apoio de diversas instituições dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, e hoje temos a honra de receber alguns de seus representantes nessa sessão de homenagem em reconhecimento ao apoio que deram à nossa instituição”, salientou, em seu pronunciamento.

A mesa de abertura contou com a presença do assessor especial para Territórios e Periferias do Ministério da Saúde, Valcler Rangel Fernandes, representando a ministra da Saúde Nísia Trindade; a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado; e a liderança indígena Lutana Kokama (Lucenilda Ribeiro Albuquerque), presidente da Associação Indígena de Moradores do Parque das Tribos (AIMPAT), primeiro bairro indígena de Manaus. Entre os parlamentares homenageados, estavam o senador Plínio Valério, o deputado federal Marcelo Ramos; o deputado estadual e atual secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Serafim Correia; a senadora e deputada federal Vanessa Grazziotin, atual diretora executiva da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA); e o deputado estadual Carlinhos Bessa.

Os senadores Eduardo Braga e Omar Aziz também foram homenageados, juntamente com o deputado José Ricardo Wendling, tendo sido representados na solenidade. A diretora da Fiocruz Amazônia destacou também o papel fundamental da Fiocruz no  processo de amadurecimento da unidade, por meio do apoio de gestores como Mário Moreira, Nísia Trindade, Paulo Buss, Paulo Gadelha, Eloi Garcia, Carlos Morel, citando também a contribuição dos diretores que passaram pelo instituto, a exemplo de Marcus Barros, Luciano Toledo, Roberto Sena, Muriel Saragoussi, Luiza Garnelo, Sérgio Luz e Adele Benzaken.

Os parlamentares homenageados receberam das mãos dos pesquisadores em Saúde Pública e servidores da instituição uma placa e diploma de reconhecimento pelos serviços prestados ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. Serafim Correia, agradeceu a homenagem, enfatizando o marco da criação da Fiocruz Amazonas. “Éramos vereadores na época, eu, Vanessa (Grazziotin) e Jefferson (Praia), quando lá pelos idos de 1994 a Fiocruz instalou-se aqui e progressivamente veio dando contribuições importantíssimas para a saúde pública no Amazonas. Como titular da Sedecti, Serafim afirmou estar convencido de que a Amazônia não terá solução sem ciência, tecnologia e inovação, “áreas para as quais a expertise da Fiocruz Amazônia tem um papel fundamental”, salientou.

Vanessa Grazziotin ressaltou o pioneirismo do médico Marcus Barros ao assumir a missão de instalar aqui um então escritório técnico da Fiocruz. “Durante a pandemia de Convid-19, ficou claro a importância das instituições de saúde pública, da pesquisa e do conhecimento. Hoje, não estou mais na qualidade de parlamentar, mas como dirigente da OTCA, pretendemos retomar os trabalhos e projetos em parceria com a Fiocruz Amazônia visando atender as diversas demandas existentes no interior da Amazônia. Fico feliz de ter sido responsável por uma gotinha desse mar que hoje representa a Fiocruz para a população da Amazônia, do Brasil e do mundo inteiro”, assegurou.

Para o senador Plinio Valério, responsável por emendas parlamentares que permitiram a consolidação de pesquisas estratégicas e de educação permanente em saúde em diversos municípios do Amazonas, pesquisa, ciência e conhecimento são indispensáveis. “A Fiocruz é uma instituição nacional mas aqui, particularmente no Amazonas, como representante da população, consigo entender isso, daí a nossa ajuda e eu faço isso em nome da população do Amazonas”, endossou. O deputado federal Delegado Pablo também mencionou a credibilidade da instituição. “No Amazonas, a Fiocruz tem uma grande representatividade, produzindo pesquisas que vão beneficiar diretamente não só a população amazonense, mas toda a população brasileira. Destinei emendas por acreditar no potencial da Fiocruz Amazonas”, disse o Delegado Pablo, cuja emenda apoiou o projeto de controle vetorial de mosquitos transmissores de arboviroses, como dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela.

O deputado estadual Carlinhos Bessa se orgulha do trabalho desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, no apoio à organização e capacitação de parteiras tradicionais do Amazonas. “O trabalho com a Fiocruz é muito importante por proporcionar o fortalecimento do papel da parteira tradicional, responsável por trazer tantas vidas ao mundo, em comunidades distantes, sem acesso a unidades hospitalares, utilizando técnicas ancestrais de parto em todo o Estado do Amazonas”, comemorou.

JUNTO COM O SUS

Cristiani Machado, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, observou que as três décadas de existência da Fiocruz Amazônia coincidem com parte importante da implantação do Sistema Único de Saúde (SUS). “A unidade vem atuando nesse período e cresceu muito, se diversificou e vem produzindo conhecimento, nesse resgate social, cultural e de saúde, da Amazônia Legal, fazendo pesquisas inovadoras, como na área de genômica, de suma importância no período da pandemia de Covid-19 com a identificação de variantes do vírus SARS-CoV-2; atuando na formação de recursos humanos para o SUS e expandindo incrivelmente tanto a sua pós-graduação (mestrado e doutorado) quanto a qualificação de profissionais do SUS por meio de projetos que chegam ao Estado do Amazonas inteiro”, salientou, lembrando o papel fundamental da atuação da unidade na elaboração de políticas públicas. “É uma alegria muito grande estar aqui nessa comemoração e que venham muitas décadas para a nossa Fiocruz Amazônia”, frisou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Fiocruz Amazônia

Delegação da Fiocruz Amazônia embarca para 1° Jornada Nacional de Iniciação Científica da Rede Provoc

Inicia nesta terça-feira (20/8), na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), a 1° Jornada Nacional de Iniciação Científica da Rede Provoc – Luiz Fernando da Rocha Ferreira da Silva. A delegação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), composta por três pesquisadoras da Instituição e 16 estudantes de ensino médio, da Rede Estadual de Ensino, bolsistas do programa, embarcou nesta segunda-feira, 19/08, no saguão Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes.

Emocionada, a coordenadora do Provoc na Fiocruz Amazônia, Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), destacou a relevância do momento para a Instituição. “É uma oportunidade ímpar que os nossos jovens estão tendo. Apesar do PROVOC ser um programa Institucional há 30 anos, é a primeira vez de uma jornada nacional, da união de todos os alunos, de todas as Unidades da Fiocruz, em um único momento. Nós vemos isso como uma grande oportunidade para esses jovens, um despertar para a ciência, além de conhecerem a Instituição centenária do país. É muito gratificante, é emocionante para todos. Quisera a gente, na nossa época, ter essa mesma oportunidade”, pontua.

A 1° Jornada Nacional de Iniciação Científica da Rede Provoc é uma oportunidade única para estudantes, educadores e pesquisadores discutirem e compartilharem conhecimentos sobre a iniciação científica e o papel da juventude no desenvolvimento do país. O evento que promete ser um marco na promoção e intercâmbio da ciência, será realizado em formato híbrido, das 9h às 17h, reunindo importantes autoridades e especialistas para debater o atual cenário das políticas públicas voltadas para a juventude.

Para a pesquisadora Anízia Neta, vice-coordenadora do Programa no ILMD/Fiocruz Amazônia, o Provoc representa aos estudantes, uma grande oportunidade de inserção no universo científico, por meio dos conhecimentos adquiridos na Instituição. “Essa jornada científica para nós é uma grande conquista. Nós somos a maior delegação indo ao Rio de Janeiro, vamos levar conosco 16 alunos, sendo dez da etapa iniciação, que começaram no projeto em 2023, e seis da etapa avançada, que iniciaram em 2022. Estamos muito felizes, é um incentivo para esses alunos terem a oportunidade de conhecer o Rio de Janeiro, a Fiocruz, tudo o que ela oferece. O Provoc é realmente uma oportunidade para que eles iniciem a sua vida na ciência, já conhecendo os temas da saúde, se envolvendo com eles, e pensando no futuro”, explica.

Priscila Aquino, pesquisadora da Fiocruz Amazônia e ex-coordenadora do programa, que também acompanha os estudantes na comitiva amazonense, destaca os avanços do Provoc no ILMD. “A gente começou o programa no ano passado com 12 alunos, hoje temos 32, então a gente vê o avanço, o aumento do quantitativo desses estudantes, o que ressalta também o interesse deles. Nesse momento, onde estamos indo ao Rio de Janeiro, eles vão apresentar os trabalhos, o que consolida os trabalhos que eles já estão desenvolvendo aqui com a gente. Então, é uma oportunidade, onde eles estão extremamente alegres em apresentar seus projetos, e para a gente enquanto Fiocruz Amazônia, também nos deixa muito feliz, por estarmos vendo a solidificação, onde cada vez mais esse programa vem se mantendo na Instituição, como algo estratégico também”, avalia.

Estão confirmados para o evento representantes da Presidência da Fiocruz, da Direção da EPSJV/Fiocruz, da Secretaria Nacional de Juventude, do Conselho Nacional de Juventude, do CNPq, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de especialistas em juventude, como a socióloga Helena Abramo e o pesquisador Adriano de Oliveira, da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis/SC, que participará, abordando a iniciação científica no ensino médio.

Gustavo Reis, estudante do 3º ano do ensino médio, do Colégio Amazonense Dom Pedro II, disse estar com boas expectativas sobre sua participação na 1° Jornada Nacional do Provoc. “Estou com expectativas muito altas, além de estar muito feliz por essa oportunidade que o Provoc está nos dando, por apresentar meu trabalho na sede da Fiocruz, e conhecer outros trabalhos. É uma experiência única, que será inesquecível, e muito importante para minha carreira, vida profissional e acadêmica, pontua.

Tânia Reis, mãe do estudante, agradeceu a oportunidade dada pela Fiocruz Amazônia aos alunos. “Sou muito grata pela oportunidade da Fiocruz Amazônia, em estender aos alunos, jovens assim como meu filho, essa possibilidade de aprendizado. Fiquei extremamente feliz, como todos os pais certamente, e tenho a certeza de que eles irão aproveitar ao máximo possível. Espero que ele opte por uma carreira científica.

Na parte da manhã, mais de 200 estudantes assistirão às conferências, e à tarde, terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos de pesquisa em formato de pôsteres nas Tendas da EPSJV/Fiocruz.

OBSERVATÓRIO JUVENTUDE, CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Durante a manhã, ocorrerá ainda o lançamento do novo site do Observatório Juventude, Ciência & Tecnologia (OJC&T). Desde 2011, o site funciona como uma plataforma para a divulgação de pesquisas, integração de experiências e valorização da iniciação científica na educação básica.

Criado em 2010 por especialistas do Laboratório de Iniciação Científica na Educação Básica (LIC), o OJC&T tem como objetivo mapear, sistematizar, analisar e difundir informações sobre juventude, educação, ciência e tecnologia. Na oportunidade, os estudantes assistirão a um vídeo especial que apresenta o trabalho do OJC&T, seguido por uma demonstração dos menus e funcionalidades do novo site.

SOBRE O PROVOC

Criado em 1986, o Programa de Vocação Científica (Provoc) é um projeto pioneiro da Fiocruz que tem como objetivo de iniciar estudantes do ensino médio ao mundo da pesquisa científica. A ação, que começou na EPSJV/Fiocruz, se expandiu em 2022, formando a Rede Provoc Luiz Fernando da Rocha Ferreira da Silva, que agora abrange nove unidades fora do Rio de Janeiro.

A Rede é composta por estudantes de diversas regiões do Brasil, que inclui os estados do Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rondônia. O programa é reconhecido por oportunizar jovens a vivenciar o cotidiano de trabalho de pesquisadores, especialmente nas áreas de saúde.

Apesar de ansiosa pela experiência de fazer a primeira viagem sem os pais, Kaiane Vitória, aluna da Escola Estadual Angelo Ramazzotti, disse estar muito agradecida ao projeto pela oportunidade. “Estou um pouco nervosa, pois é minha primeira viagem sozinha. Estou indo realizar um sonho muito lindo, que é apresentar meu trabalho para várias outras pessoas. Isso é maravilhoso e extremamente gratificante. Agradeço minha orientadora, e todas as pessoas da coordenação do projeto”, disse.

 ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre as portas para mais uma festa da vacinação e da saúde em Manaus

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu as portas neste sábado, 17/08, para mais uma edição do Fiocruz Pra Você, evento anual realizado por todas as unidades da Fiocruz, no País, que, além do estimular a vacinação, tem como finalidade apoiar a divulgação científica e combater fakenews, mostrando na prática que vacinas salvam vidas e que todos devem se vacinar. A festa da vacinação, como é conhecido o evento, marcou também o início da programação de aniversário de 30 anos da Fiocruz Amazônia, com a entrega dos murais grafitados pelo artista paraense Rogério Soares, o Arab Amazon, que, com sensibilidade e técnica própria, retratou elementos que remetem à Fiocruz, à saúde e à população da Amazônia, em três painéis, sendo dois na fachada do prédio-sede e um na área de convivência interna da instituição.

“A Fiocruz é uma instituição que luta pela inclusão, diversidade, equidade e sabemos que o grafite é uma arte que durante algum tempo foi marginalizada e isso vem sendo quebrado através de ações como essa, onde utilizamos essas populações e essa arte que um dia foi marginalizada para pintar e decorar a nossa instituição”, afirmou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, durante a solenidade simbólica de abertura do Fiocruz Pra Você. “Entendemos que trazer essa ação num momento em que estamos de portas abertas só demonstra o quanto somos diversos e preconizamos a diversidade, a equidade e a ocupação de espaços por pessoas que foram invisibilizadas”, complementou.

O evento disponibilizou centenas de doses, fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). Foram disponibilizadas vacinas contra Poliomielite (gotinha); DTP – Difteria, Tétano, Coqueluche; DTP/HB/Hib (Penta) – Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae B e Hepatite B; Pneumocócica 10; Meningocócica ACWY; Febre Amarela; Tríplice Viral – Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela; Hepatite A; dT – Difteria e Tétano; HPV e Covid-19. A aplicação foi feita por profissionais da Unidade de Saúde da Familia (USF) Luiz Montenegro em espaços diferentes e climatizados, para adultos e crianças. A unidade recebeu um fluxo intenso de visitantes ao longo do dia e foi prestigiada pela presença da secretária de Estado da Saúde, Nayara Maksud, e a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto, Tatyana Amorim.

Este ano, o Fiocruz pra Você trouxe como novidade o serviço de consulta em infectologia para gestantes, com a realização de testes rápidos para HIV, Sífilis, Toxoplasmose, entre outras doenças infecciosas que afetam a saúde da mulher e podem ser transmitidas para o bebê na hora do parto. A atividade marcou o início do projeto da Fiocruz Amazônia que levará o laboratório volante, adquirido por meio de emenda parlamentar, para atendimento e realização de testagem em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de localidades distantes, onde a população tenha acesso mais dificultado a esses exames.   

“Ver a casa cheia significa que nosso trabalho está surtindo efeito e mesmo que sejam algumas gotinhas a mais de cobertura vacinal, uma pequena percentagem de aumento, já nos enche de orgulho poder contribuir o aumento desse alcance, razão pela qual agradeço a todos que contribuíram, em especial aos colaboradores da Fiocruz que vestem a camisa e se esforçaram para fazer desse dia um dia de festa da vacinação e da saúde”, agradeceu Stefanie.

MOSTRA CIENTÍFICA

Além da atualização da caderneta de vacinação, testagem rápida e demais serviços, como aferição de pressão arterial e glicemia, os visitantes do Fiocruz Pra Você 2024 puderam conferir os trabalhos científicos desenvolvidos na unidade. As exposições foram uma atração a mais para quem participou do evento. Mostras como “Você sabe o que é um fungo”, do laboratório Diversidade Microbiana na Amazônia com Importância para Saúde (DMAIS), e “Aventura Molecular”, do DCDIA (Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia), proporcionaram experiências inéditas e conhecimentos específicos sobre parasitas, bactérias, combate a vetores de doenças, como a dengue e a malária, além de importância da lavagem das mãos, tudo de forma lúdica e acessível principalmente para as crianças.

A psicóloga Ingrid Sampaio, moradora do bairro São Geraldo, levou o filho para vacinar por acreditar na ciência e no trabalho da Fiocruz. “Avanços científicos são necessários e têm importância crucial. A vacinação tem um papel fundamental na prevenção de doenças que, muitas vezes são erradicadas, e começam a ressurgir porque as pessoas passam a acreditar que não é necessário se vacinar”, justificou, afirmando ser importante ações como a do Fiocruz Pra Você. Primeira a chegar na sede da Fiocruz Amazônia, Sara Rebeca Brandão da Silva, 24 anos, aproveitou a oportunidade para atualizar sua caderneta vacinal, se imunizando contra tétano, febre amarela e hepatite. “Estou vindo pela primeira vez e aprovei o serviço”, afirmou Sara, que reside no Morro da Liberdade.

A secretária de Estado da Saúde, Nayara Maksud destacou a importância da Fiocruz Amazônia no contexto da pesquisa e do ensino na Amazônia e afirmou que o diálogo com a instituição faz parte da política de saúde do Estado. “A Fiocruz Amazônia é uma instituição que tem muito a contribuir e, já contribui, para pesquisa e o ensino. Sou mestra em Saúde Pública pela Fiocruz Amazônia, e fico muito feliz em ver a instituição de portas abertas para a comunidade, ofertando serviços e dando oportunidade para que possamos conhecer projetos de pesquisa desenvolvidos na casa. Isso é extremamente importante porque saúde é um amplo conceito que envolve ciência, pesquisa, promoção, prevenção e descobertas de novos caminhos com tecnologias inovadoras”, observou.

VOCAÇÃO

Para a realização das exposições, o Fiocruz Pra Você contou com a colaboração de bolsistas e estudantes dos programas de Iniciação Científica e de Pós-Gradução da unidade. Integrante do Laboratório DMAIS, a bolsista Elaine Amorim, lembrou que foi numa feira de ciências na escola que desenvolveu o gosto pela pesquisa. Para ela, eventos como o Fiocruz Pra Você proporcionam esse contato e ajudam a despertar o interesse de crianças e adolescentes pela Ciência. “Nosso grupo trabalha com vários tipos de microorganismos e aqui temos trouxemos para expor os parasitas mais comuns na nossa região, além da parte de microbiologia industrial e micologia médica.

O Fiocruz Pra Você contou também com a participação dos bolsistas do Projeto Moetá, responsável pela difusão de informações científicas e de saúde em comunidades de Manaus. Eles estiveram trabalhando os conceitos dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com o jogo do Tapetão dos ODS, junto às crianças e adolescentes.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Especial para Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia realizará V Encontro de Pós-Graduação, de 9 a 12/09, para debater papel do pós-graduando frente aos desafios globais

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) está com inscrições abertas até a próxima terça-feira, 20/08, para o V Encontro de Pós-Graduação, que acontecerá entre os dias 9 e 12/09, no Hotel Intercity, em Manaus. Com o tema “Saúde e Meio Ambiente na Amazônia: Papel dos pós-graduando nos desafios globais”, o encontro se propõe a discutir e divulgar avanços nas pesquisas científicas realizadas pelos pós-graduandos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, promovendo maior integração entre docentes e discentes, incluindo alunos de Iniciação Científica. O evento acontece em associação com o III Encontro dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amazonas”, que abrirá a programação, no dia 9/08, envolvendo programas de pós-graduação em Saúde Coletiva do ILMD/Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). As inscrições são gratuitas.

“O III Encontro de Programas de Pós-Graduação é um evento associado direcionado para Saúde Coletiva, coordenado pela pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, docente dos nossos programas, que discutirá ao longo de um dia a temática da Saúde Coletiva sob a ótica dos PPGs existentes, ou seja, um momento ímpar para se discutir, junto com os coordenadores, o que tem sido feito em termos de pesquisas, e sobretudo as experiências e relatos de discentes de programas de pós-graduação em Saúde Coletiva”, afirma a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Matsuura, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), responsável pela organização do encontro.

No dia 10/08, pela manhã, ocorrerá um pré-evento, com a realização da roda de conversa “A minha pesquisa nos desafios globais atuais”, conduzida pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia Júlio César Schweickardt, e, na sequência, a oficina “Como promover a cooperação para os desafios da Saúde única”, ministrada pelo pesquisador sênior visitante, Leandro Giatti, ambos docentes do PPGVIDA. À tarde, a partir das 14h, acontece a mesa de abertura do evento, com a participação da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com representantes da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia e Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia. A palestra de abertura será ministrada pelo pesquisador do Observatório de Clima e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT) da Fiocruz, Diego Ricardo Xavier. O tema da palestra será “Ocupação da Amazônia, mudanças climáticas e impactos na Saúde: Desafios, Alternativas e Atendimento em Saúde”,

Confira aqui a programação completa.

Ani Matsuura destaca os dois momentos do primeiro dia do evento como sendo de grande importância para os discentes dos programas de saúde coletiva, já que eles poderão ser ouvidos nas discussões acerca dos desafios. “Ademais, a programação do encontro, como um todo, foi pensada para oportunizar discussões e trabalhos conjuntos entre os programas de pós-graduação do ILMD, com várias sessões cientificas e rodas de conversa onde estaremos abordando não só a temática Saúde e Meio Ambiente, mas também questões que os pós-graduandos colocaram como importantes, a exemplo de equidade, internacionalização, mercado de trabalho, inteligência artificial na pós-graduação e a questão previdenciária”, afirmou Matsuura.

O encontro é aberto para programas de pós-graduação e pós-graduandos de outras instituições, porém a submissão de resumos é direcionada apenas para alunos do ILMD/Fiocruz Amazônia, do Programa de Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) – oferecido em consórcio pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, UFAM e UEA.

As inscrições ao V Encontro de Pós-Graduação estão sendo realizadas no Campos Virtual da Fiocruz até a próxima terça-feira, dia 20/08. No total, foram disponibilizadas 200 vagas. “Tivemos bastante procura pelos alunos, mas ainda há vagas disponíveis. O objetivo é fazer deste momento uma oportunidade de integração, inclusive com a participação de vários egressos tanto do PPGVIDA quanto do PPGBIO-Interação (Programa de Pós-Graduação da Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro) como palestrantes”, observa Matsuura. Haverá premiação para os melhores trabalhos submetidos.

MESTRADO INDÍGENA

Alunos da primeira turma de Mestrado em Saúde Coletiva, do PPGVIDA,na modalidade fora da sede, formada exclusivamente por indígenas do Alto Solimões, estarão participando do V Encontro de Pós-Graduação. Eles virão de Tabatinga, onde acontece o curso, numa oportunidade inédita de convivência com outros pós-graduandos do programa. “Os alunos do Mestrado de Tabatinga terão participação nas rodas de conversa, como palestrantes”, avisa a coordenadora. Ela ressalta também que está quinta edição do encontro marca o retorno do evento no formato presencial. “Logo após o primeiro encontro, que foi presencial, tivemos a pandemia e todos os demais foram de forma remota. Este, sem dúvida, será um momento especial por estarmos fisicamente juntos novamente”, enfatizou.

O Encontro da Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia é realizado desde 2019 (inicialmente de forma anual e atualmente bienal) e nesta quinta edição haverá nos dias 10 a 12 de setembro atividades com palestrantes da Região Norte e de outros estados do Brasil, com a inclusão de discentes Egressos dos Programas de Pós-Graduação como palestrantes. Adicionalmente, haverá exposição de trabalhos dos discentes visando auxiliar e incentivar a divulgação dos resultados obtidos nas suas pesquisas. Por meio de palestras e debates pretende-se articular iniciativas de produção de conhecimento nas diversas subáreas da Pós-graduação em Saúde Pública, Saúde Coletiva e Ciências Biológicas e contribuir para a criação e/ou fortalecimento de redes/grupos de pesquisa interinstitucionais, proporcionando reflexão e diálogos entre a comunidade técnica e científica com ênfase aos desafios globais em relação as mudanças climáticas e desigualdades na realidade amazônica com impacto na saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Arquivo / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre o tema “A bioquímica das proteínas pode nos ajudar a compreender o vírus Oropouche?”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira,16/08, a partir das 10h, a palestra intitulada “Can protein biochemistry help us understanding Oropouche virus?” (A bioquímica das proteínas pode nos ajudar a compreender o vírus Oropouche), a ser ministrada pelo professor do Departamento de Patologia, da Universidade de Cambridge, Stephen Graham. O Laboratório da Divisão de Virologia, que ele coordena, usa técnicas bioquímicas, biofísiccas e baseadas em células para investigar os mecanismos pelos quais os vírus alteram o ambiente celular infectado.

Esta edição do Centro de Estudos, é organizada pelo laboratório Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na AMazônia (DCDIA), com moderação feita pela pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Pritesh Jaychand Lalwani, responsável pelo laboratório. O evento será transmitido via Plataforma Zoom, pelo link: https://us06web.zoom.us/j/89047747805?pwd=lSRmdoMvXasRtiBuXd3Ua13kAJtPVd.1 (ID da reunião: 890 4774 7805 e senha de acesso: 944856)

O interesse do estudo do pesquisador é entender como os vírus alteram a composição e a arquitetura das membranas intracelulares e como eles escapam do reconhecimento imunológico pelo hospedeiro. Esta pesquisa fornece informações fundamentais sobre a biologia do vírus e as interações vírus:hospedeiro que sustentam o desenvolvimento de futuras terapias antivirais e produtos biológicos baseados em vírus. Stephen obteve seu PhD em enzimologia bacteriana pela Universidade de Sydney em 2006 antes de trocar o sol pela garoa com estágios de pós-doutorado em Oxford (virologia estrutural, 2006-9) e Cambridge (tráfico de membranas eucarióticas, 2009-12).

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia recomenda uso de máscaras nesse período crítico de exposição à fumaça em Manaus

O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, faz ontem um alerta para a necessidade do uso de máscaras com sistema de filtragem especial (N95 ou PFF2), principalmente por pessoas com histórico de comorbidades e doenças respiratórias, nesse período crítico de intensificação da fumaça proveniente das queimadas e que encobre a cidade. “O que mais preocupa este ano em relação aos anteriores é que não se sabe, ao certo, se o que está acontecendo é simplesmente uma antecipação do período crítico ou se, realmente, este ano, teremos um período mais longo de exposição à fumaça tóxica, já que o pico da poluição em 2023 foi em outubro. Seria algo inusitado e extremamente preocupante, pois estenderia o sofrimento da população e traria consequências muito piores”, explicou Orellana.

O pesquisador afirma que alguns efeitos diretos da fumaça sobre a saúde podem ser facilmente identificados, como tosse seca, sensação de falta de ar, irritação dos olhos e garganta, congestão nasal ou alergias na pele. “Indiretamente, o problema pode contribuir para o agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias como rinite, asma, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica ou mesmo Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”, exemplifica Jesem, chamando atenção também para os efeitos negativos sobre a saúde mental de pessoas mais vulneráveis, uma vez que os níveis elevados de poluição atmosférica aumentam suas preocupações e incertezas, além de limitarem atividades de lazer ou terapêuticas ao ar livre.

Orellana ressalta que o aumento na busca por atendimentos médicos ambulatoriais e internações hospitalares é outro fator preocupante, uma vez que sobrecarrega os já precários serviços de saúde. “O uso de máscara torna-se, portanto, muito apropriado principalmente para que tem histórico de doença respiratória e precisa sair de casa”, explica. Já no caso das pessoas que precisam fazer caminhadas e corridas, por recomendação médica, essas devem evitar as atividades ao ar livre e ao sair de carro devem ligar o ar-condicionado com a circulação interna ativada. Caso desenvolvam alguma manifestação clínica, devem procurar imediatamente uma unidade de saúde, evitando assim a automedicação ou piora do quadro clínico”, frisou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello e Ingrid Anne /Arquivo / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia de portas abertas para comemorar os 30 anos com vacinação e testagem para gestantes no Fiocruz Pra Você

A edição 2024 do Fiocruz Pra Você, evento que acontece anualmente nas unidades da Fiocruz no Brasil, oferecendo serviços, como vacinação, aferição de pressão, exames de glicemia, além de atividades recreativas e de interação científica, traz, este ano, uma novidade para os moradores de Manaus: a oferta de testagem rápida para HIV, Sífilis, Hepatite B, Toxoplasmose e SARS-CoV-2, apenas para gestantes, na sede da Fiocruz Amazônia, bairro Adrianópolis. A ação será no sábado, 17/08, das 8h às 16h. O serviço terá um total limitado em 50 atendimentos a gestantes e marcará o início das atividades do Trailer da Saúde, unidade móvel da Fiocruz Amazônia, equipada com laboratório, que passará a ser utilizada de modo itinerante para atendimentos e pesquisas de campo em Manaus e Região Metropolitana.

As gestantes que buscarem o serviço terão que trazer o cartão de pré-natal e documento de identificação. A iniciativa é coordenada pela médica infectologista e pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Flor Ernestina Martinez-Espinosa, do Laboratório Instituto Pesquisas Clínicas Carlos Borborema (IPCCB). A médica explica que a intenção é possibilitar acesso à testagem, com orientação e o devido encaminhamento aos serviços de saúde, em caso de necessidade. O serviço será disponibilizado às grávidas em qualquer idade gestacional e o atendimento será feito por ordem de chegada. “Com a testagem rápida, o Fiocruz Pra Você amplia o alcance de suas ações junto à comunidade e demonstra a importância do cuidado com a saúde da população”, avalia a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Além da atualização da caderneta de vacinação, testagem rápida e demais serviços, a comunidade poderá também conferir os trabalhos desenvolvidos na unidade, com exposições reunindo os laboratórios de pesquisa nas diferentes áreas de atuação do ILMD/Fiocruz Amazônia. O evento contará com a presença dos personagens Oswaldinho, mascote da Fiocruz, e Zé Gotinha, símbolo da vacinação no Brasil, com parceiros e colaboradores voluntários. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), profissionais da Unidade de Saúde da Familia (USF) Luiz Montenegro, estarão na Unidade para realizar a aplicação das seguintes vacinas: Poliomielite (gotinha); DTP – Difteria, Tétano, Coqueluche; DTP/HB/Hib (Penta) – Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae B e Hepatite B; Pneumocócica 10; Meningocócica ACWY; Febre Amarela; Tríplice Viral – Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela; Hepatite A; dT – Difteria e Tétano; HPV e Covid-19.

Durante a ação, além da campanha de vacinação, a instituição irá oferecer um dia de programação artístico-cultural, com música, teatro, pintura facial, brincadeiras, além da distribuição de kits de lanches, num espaço lúdico de interação entre a instituição e a sociedade. A organização do evento alerta para a apresentação obrigatória do Cartão de Vacinação.

O Fiocruz Pra Você 2024 abre oficialmente as atividades festivas pelos 30 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia. O aniversário será comemorado com uma vasta programação nos dias 19 e 20/08. São três décadas de atuação voltada para a sociedade na Amazônia, com a missão de contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações, bem como ao desenvolvimento científico e tecnológico regional. Na segunda-feira,19/08, data em que a Fiocruz Amazônia completa 30 anos, a programação será marcada por duas festividades solenes, uma interna com homenagens especiais a parlamentares que apoiam a instituição, na sede da unidade, pela manhã, e outra à noite no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, iniciando às 19h.

No dia 20/08, a partir das 10h30, uma Cessão de Tempo durante Plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, homenageará pessoas que fizeram e fazem a história da instituição, atendendo propositura da presidente da Comissão de Saúde e Previdência da ALEAM, deputada Mayara Pinheiro. À noite, a partir das 19h30, a programação encerra com a apresentação do espetáculo Folguedos, do Balé Folclórico do Amazonas, no Teatro Amazonas, tendo a Fiocruz Amazônia como convidada especial da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

A diretora da Fiocruz Amazônia, a pesquisadora-doutora Stefanie Lopes, enfatiza a importância das parcerias com outras instituições, no cumprimento do papel fundamental da Fiocruz Amazônia na formação e na capacitação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde. “Desde a criação, em 1994, a Fiocruz Amazônia vem contando uma história de conquistas e avanços para a ciência e a população amazônica, cooperando com a elaboração de políticas públicas e na produção de conhecimento científico e tecnológico. Ao longo desses anos, crescemos e nos modernizamos, ao ponto de expandirmos nossa atuação nos mais diversos territórios da Amazônia, assegurando qualidade de vida para todos os povos que habitam essa região”, destaca Stefanie.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 5ª Republicação do processo seletivo para ingresso no curso de doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgam 5ª Republicação do processo seletivo para ingresso no curso, referente à retificação da data de divulgação do resultado dos recursos do resultado final do processo seletivo, Chamada Pública N.º 005/2024.

Confira AQUI a republicação

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá abordar vigilância em saúde de populações expostas ao mercúrio no Baixo Tapajós

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 2/8, a partir das 10h, a palestra intitulada “Vigilância em saúde de populações expostas ao mercúrio no Baixo Tapajós”, a ser ministrada por : Heloisa do Nascimento de Moura Meneses, docente permanente do Programa de Pós Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal do Oeste do Pará (PPGCSA/UFOPA – modalidade Mestrado) e do Programa de Pós Graduação da Rede Bionorte (Modalidade: doutorado).

Na ocasião, a palestrante fará uma introdução ao tema, abordando as consequências para a saúde e a importância da vigilância em saúde das populações expostas ao mercúrio. “Vou mostrar alguns dos nossos resultados da pesquisa na região do Baixo Tapajós e como nossa pesquisa contribui com os objetivos da convenção de Minamata”, explica Heloisa.

Esta edição do Centro de Estudos, é organizada pelo laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), com moderação feita pela pesquisadora Priscila Ferreira de Aquino. O evento será transmitido via Plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/89812254311?pwd=HTKjw9WeMOjX8hpIheNbpWnv5PBAFy.1, utilizando (ID da Reunião: 898 1225 4311) e (Senha de acesso: 815911).

SOBRE A PALESTRANTE

Heloisa é graduada em Ciências Biológicas, Modalidade Genética e Mestre em Genética, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É Doutora em Ciências, pela Universidade Federal do Oeste do Pará.

É Professora Adjunta dos Cursos Bacharelado Interdisciplinar em Saúde e Bacharelado em Saúde Coletiva, do Instituto de Saúde Coletiva (ISCO/UFOPA), nas disciplinas de Epidemiologia, Genética Humana, Saúde Ambiental, Metodologia de Pesquisa e Bioestatística. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCSA/UFOPA – modalidade Mestrado) e do Programa de Pós-Graduação da Rede Bionorte (Modalidade: doutorado).

Ocupa ainda as funções de Coordenadora do Laboratório de Epidemiologia Molecular (LEpiMol), líder do grupo de pesquisa em Exposição mercurial na região do Baixo Amazonas e membro do grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Coletiva na Amazônia (PESCA). É também coordenadora do projeto “Perfil epidemiológico, clínico e molecular de populações ambientalmente expostas ao mercúrio na região do Baixo Amazonas”.

Atualmente é membro titular da Comissão de Epidemiologia da ABRASCO, e membro do Grupo Elaborador do Plano Setorial de Implementação da Convenção de Minamata (CGVAM – Ministério da Saúde), Membro da Rede Brasileira de Biomonitoramento Humano de Substâncias Químicas (CGVAM – Ministério da Saúde).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia/Por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto Comunitário de Saúde Santa Maria elege práticas esportivas como estratégia indutora da melhoria da qualidade de vida na comunidade

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulnerávais (Sagespi), realizou uma solenidade simbólica de encerramento do Projeto Comunitário de Saúde de Santa Maria, reunindo comunitários, representantes do poder público municipal e a equipe executora do projeto, em um dia inteiro de atividades para apresentar as ações desenvolvidas na comunidade e os resultados práticos obtidos pelo projeto, ao longo dos dois anos de implementação na localidade, situada na zona rural de Manaus, na margem esquerda do Rio Negro. De acordo com o coordenador do projeto, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Fernando Herkrath, chefe do Sagespi, os resultados demonstraram ser possível a reorientação do modelo do cuidado em saúde, a partir de um trabalho desenvolvido em conjunto com a comunidade.

“O projeto se mostrou de extrema importância, uma vez que os resultados apontaram para a possiblidade de se promover uma reorientação do modelo do cuidado, atualmente muito centrado no serviço, a partir de uma construção coletiva, de forma a se obter uma maior resolutividade na promoção da saúde e prevenção de doenças na população”, explica Herkrath. A participação comunitária no processo de planejamento, organização e oferta dos serviços de saúde mostrou-se uma estratégia eficaz para se construir modelos participativos de atenção à saúde, nos quais a comunidade tem protagonismo, junto com os diversos atores que atuam no território, especialmente em se tratando de localidades rurais, como é o caso de Santa Maria, onde os resultados já são perceptíveis. “É nítida a contribuição e a mudança na forma de lidar com o processo saúde/doença no território e a participação ativa que a comunidade tem hoje no cuidado em saúde, atuando em conjunto”, destaca.

Ao longo de dois anos, o projeto se baseou na metodologia de Impacto Coletivo, que tem como proposta encontrar soluções para problemas complexos de forma coletiva e articulada com vários atores. O trabalho foi dividido em fases, sempre em construção conjunta com a comunidade, destacando sete processos ligados ao cuidado em saúde, reconhecendo as especificidades do território, como forma de lidar com os determinantes associados ao adoecimento da população, especialmente em se tratando das doenças crônicas não transmissíveis, fortemente relacionadas aos determinantes sociais e aos modos de vida dessas populações. “A comunidade Santa Maria aceitou o desafio e foi desenvolvido um trabalho exitoso, em que a prática de atividades físicas, tema escolhido como eixo prioritário condutor pela comunidade, passou a ser integrado às suas rotinas, o que contribuiu na melhoria da qualidade de vida da população, afirma a psicóloga e bolsista do Sagespi, Ane Nunes.

Na prática, as ações estabelecidas pela comunidade foram:  acompanhamento do projeto, rodas de conversa, divulgação das ações junto à comunidade, grupos de caminhada, gincana para as crianças, implementação da prática de vôlei e torneios de futebol, natação e crossfit, com capacitação de comunitários para o treinamento das modalidades esportivas, em parceria com o Instituto Mulheres que Brilham. Essas atividades passaram a fazer parte da rotina diária dos comunitários. “O serviço de saúde que não conseguir considerar a participação comunitária certamente terá ações menos eficazes, porque vão depender apenas do próprio serviço assistencial, em geral centrado na doença, e que, no caso, tem característica itinerante por se tratar de um território rural remoto”, explica Fernando Herkrath.

A participação da comunidade aproxima os profissionais de saúde da Atenção Primária e ajuda no enfrentamento aos determinantes que causam o adoecimento da população, especialmente no que se refere às doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão. “São doenças que têm relação com os modos de vida dessa população, daí a importância do trabalho em conjunto, respeitando as especificidades de cada território par se ter uma maior adequação e resolutividade do cuidado”, ponderou Herkrath.

Para o pesquisador, o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus) também foi fundamental para o êxito do projeto. “A Semsa Manaus abraçou a iniciativa e foi uma parceira importante, estando junto em diversos momentos, ao longo do projeto, para além desse momento simbólico de finalização por entender a importância de abordagens ampliadas em saúde para esses territórios, ainda mais com a rápida mudança do perfil epidemiológico. Esperamos que esse modelo agora possa ser ampliado e replicado nas demais comunidades cobertas pelas equipes fluviais e ribeirinhas”, comentou Fernando.

COMPROMISSO

Presente à reunião, a subsecretária de Gestão de Saúde da Semsa, Aldeniza Araújo, avaliou a iniciativa como um reforço ao compromisso da secretaria de aprimorar cada vez mais a qualidade dos seus serviços, indo ao encontro das demandas do território e estimulando a participação dos usuários na construção de soluções. “Agradecemos a parceria da Fiocruz e, principalmente, a participação efetiva da comunidade na elaboração de um plano de saúde baseado na sua realidade. Observamos que a prática de atividades físicas é uma prioridade para a promoção da saúde nesse território, o que mostra que os usuários já se sensibilizam sobre a importância do autocuidado para evitar doenças e controlar determinadas condições, o que vai ao encontro do que nós reforçamos no cotidiano das nossas unidades”, reforçou Aldeniza Araújo.

Da Semsa, estiveram presentes também a diretora da Atenção Primária, Sonja Ale Farias; a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, da Escola de Saúde Pública (Esap), Ivamar Moura; a chefe do Núcleo de Pesquisa, Extensão e Inovação em Saúde da Esap, Maria Poinho Encarnação de Morais; o diretor do Distrito de Saúde Rural (Disa Rural), Rubens dos Santos Souza; o diretor da Unidade de Saúde da Família Fluvial Dr. Ney Lacerda, Assis Cavalcante da Silva; o dretor da Unidade de Saúde da Família do Pau Rosa, Alef Lopes da Silva; a  gerente de Vigilância em Saúde,  Ana Lúcia Serrão Pereira Nabero; a Gerente de Administração, Ana Carla da Silva Queiroz, e a agente comunitária de saúde Maria Tereza Silva Rocha , responsável pela unidade de saúde na comunidade.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação/Fiocruz Amazônia

Bosquinho e Oswaldinho comemoram os 70 anos de instalação do INPA em Manaus

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prestigiou na manhã deste sábado, 27/07, a comemoração dos 70 anos de instalação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), levando para o Bosque da Ciência, em Manaus, o boneco Oswaldinho, mascote da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), e o jogo interativo do Tapetão dos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), que chama a atenção de crianças, jovens e adultos para as metas da Agenda 2030 estabelecidas pela ONU. Desta vez, o Oswaldinho teve como anfitrião o novo mascote do Bosque da Ciência, o Bosquinho, que interage com a garotada que visita o local, nos finais de semana.

“O INPA passou a existir concretamente há 70 anos atrás e resolvemos celebrar aqui no Bosque da Ciência, entre os servidores, colaboradores e o nosso público visitante, a quem queremos agradecer neste e em todos os dias pela presença, desejando que todos tenham momentos agradáveis e de conhecimento, porque o Bosque existe para que tenham momentos agradáveis e de aprendizagem”, destacou o diretor do INPA, Henrique Pereira, convidando a todos para o “Parabéns pra você”. O diretor agradeceu também a parceria com a Fiocruz.

A comemoração contou também com diversas atividades educativas e interativas voltadas para todas as idades, promovidas pelos Laboratórios e grupos de pesquisa, que integram o INPA, a exemplo do Mundo dos Insetos, Insetos Aquáticos, Invertebrados Terrestres, Quelônios da Amazônia (Cequa), Malária e Dengue e Vida de Gavião Real. Além disso, a atividade O que eu vejo no Bosque e o Jogo Ecoethos da Amazônia do Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (Lapsea).

“Cada dia que convivemos aqui dentro é um dia especial de comemorar com a sociedade esse novo olhar do INPA para com o Bosque da Ciência e a sua interface com a sociedade”, afirmou o gestor do Bosque, Jorge Lobato, agradecendo a comunidade e a equipe que atua na unidade.

HISTÓRICO

O Inpa foi criado em 29 de outubro de 1952, mas só foi instalado em 27 de julho de 1954. A definição de Manaus para sede do Inpa foi sugerida pelo botânico Adolfo Ducke que indicou a cidade como local para instalação do Instituto, porque, em sua opinião, representava a síntese da flora e fauna amazônicas. O presidente Getúlio Vargas aceitou a sugestão, e em 29/10/1952, baixou o Decreto 31.672 de criação do Inpa.

No início, o Inpa funcionou por quase duas décadas em sedes alugadas, no Centro de Manaus. A consolidação ocorreu quase duas décadas depois com a construção da sede própria, no bairro do Aleixo, e uma maior contratação de recursos humanos.

O Instituto tornou-se modelo no mundo nos estudos de biologia tropical, sendo um grande gerador de conhecimento sobre a biodiversidade, os ecossistemas e o papel da floresta amazônica na mudança climática. Desde o fim da década de 1990, é sede de uma das maiores redes internacionais de estudos sobre as interações da biosfera amazônica com a atmosfera.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa (Com informação da Ascom/INPA)

Fotos: Julio Pedrosa

Fiocruz Amazônia prestigia formatura em homenagem aos 54 anos do 2º Grupamento de Engenharia do Exército Brasileiro

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, compareceu nesta sexta-feira, 26/07, à solenidade de formatura de oficiais do 2º Grupamento de Engenharia Rodrigo Octávio, com sede em Manaus. O evento, alusivo ao aniversário de 54 anos do 2ºGptE, foi marcado pela reinauguração do Memorial Rodrigo Octávio, espaço dedicado à exposição de acervo contando a história do Grupamento e seu patrono, general Rodrigo Octávio. Na oportunidade, o comandante do 2º Grupamento de Engenharia, o General de Brigada Luís Cláudio Brion Cardoso, saudou a todos os presentes, enaltecendo o papel estratégico do Exército Brasileiro para a Amazônia e agradecendo às instituições parceiras que apoiaram as missões do 2º GptE na região, com a entrega do Certificado de Amigo do Batalhão a personalidades e autoridades.

“Desde o final da década de 60, a Engenharia do Exército está aqui trabalhando para integrar a Amazônia ao Brasil e fazer com que essa região seja brasileira”, afirmou o General Brion. O 2º GptE está organizado com um Quartel General, uma Companhia de Comando e tem atualmente sete Organizações Militares Diretamente Subordinadas – 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC), 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC), 7º Batalhão de Engenharia de Construção (7º BEC), 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC), 21ª Companhia de Engenharia e Construção (21ª Cia E Cnst), Comissão Regional de Obras da 12ª Região Militar (CRO 12) e Companhia de Comando do 2º Grupamento de Engenharia (Cia C/2º Gpt E), abrangendo os estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Pará.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz realiza cerimônia de assinatura do Termo de Doação do Imóvel, sede do ILMD

Pesquisadores, bolsistas e colaboradores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participaram da cerimônia de assinatura do Termo de Doação do Imóvel da Sede da Instituição. A iniciativa foi fruto de parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Fundação Nacional de Saúde/Superintendência Estadual no Amazonas (Funasa/Suest), a Superintendência do Patrimônio da União no Estado do Amazonas (SPU-AM) e o ILMD/Fiocruz Amazônia.

A ação é um marco histórico para a Unidade, que oficializa a doação do imóvel de forma definitiva, no mesmo ano em que completa 30 anos de existência. Compuseram a mesa diretiva da solenidade, o Superintendente do Patrimônio da União no Amazonas, Mauro Leno Rodrigues de Souza; a Superintendente da Fundação Nacional de Saúde/Superintendência Estadual no Amazonas, Leudes Pereira Ajuricaba; a Diretora Executiva Adjunta da Fundação Oswaldo Cruz, Priscila Ferraz Soares; o chefe de gabinete da Coordenação Geral de Infraestrutura dos Campi – Cogic/Fiocruz, Jorge Pessanha; a Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes; o ex-diretor e pesquisador do ILMD, Sérgio Luiz Bessa Luz, e a ex-diretora e pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Pereira Garnelo.

A Diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, celebrou o importante passo, ao lado de ex-diretores da instituição. “Estou há sete meses como Diretora do Instituto. Convocar os ex-diretores para esta cerimônia é a segurança de um ato histórico. A Fiocruz, aqui, virou algo gigantesco, ao longo do tempo só cresce e se fortalece. Com isso, precisa de mais espaço, mais pessoas para lidar com os desafios que são muito importantes na saúde pública desse Estado e da Amazônia. Tenho o prazer e orgulho de celebrar e fazer parte dessa história”, destaca.

A Fiocruz ocupou o imóvel da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a partir do ano de 2002, por meio de um Termo de Comodato, transformado em um Termo de Cessão de Uso. Devido aos investimentos feitos no imóvel e às consequentes transformações pelas quais passou, após 2010, iniciaram as tentativas junto à Funasa para conseguir a doação definitiva. Já em 2017, o então Diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Dr. Sérgio Luz, solicitou o apoio da Presidência da Fiocruz para interceder junto à Funasa, no intuito de avançar com o pedido de doação do imóvel. Ao ser acionada, a Presidência buscou apoio junto à Presidência da Funasa, em Brasília, que acolheu o pleito e, iniciou um novo processo com autorização e parecer jurídico favorável, enviado à Superintendência de Manaus.

Na oportunidade, Sérgio Luz falou sobre os desafios enfrentados até que a regularização fosse concretizada. “Quando entrei na direção, em 2013, nós começamos a estabelecer os contatos com a Funasa, na tentativa de fazer a transferência do terreno, para fazer a regularização do imóvel, e, de lá em diante, em 2017, quando a gente começou as negociações com o exército brasileiro para a sessão do terreno, onde vai ser nossa futura sede, aproveitei o trabalho que estávamos desenvolvendo junto ao patrimônio, para pedir ajuda, pensando em resolver a situação da transferência do imóvel”, explicou Luz.

O chefe de gabinete da Cogic/Fiocruz, Jorge Pessanha, destacou o empenho da Fiocruz em concluir o processo de doação do imóvel. “Foi com grande satisfação e empenho que a gente conseguiu chegar nesse momento. Superamos todas as dificuldades, que foram muitas, cada vez que estávamos chegando perto de finalizar o processo, enfrentávamos uma dificuldade, mas hoje finalmente conseguimos fechar esse processo e acredito que todos estejam felizes com mais essa entrega que está sendo feita pela Dirac, pela presidência da Fiocruz, apoiando todas as unidades regionais”, destacou Jorge Pessanha.

A Diretora Executiva Adjunta da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, relatou sobre a felicidade de concretizar este momento de suma importância para o desenvolvimento institucional, no ano em que a Fiocruz Amazônia completa 30 anos de existência, com a missão de contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública. “É um prazer enorme estar aqui, representando nosso presidente Mario Moreira, que estará aqui em breve, na comemoração dos 30 anos, assim como é uma satisfação pra mim pessoalmente, especialmente por estar aqui em um dia em que se celebra um marco de uma história longa e complicada, que foi a gente formar essa doação dessa sede, que compõe a história da Fiocruz”, pontua.

A Funasa cedeu o imóvel à SPU por meio do Termo de Comodato nº 337/98 e convênio nº 2417/98. No dia 09/04/2024, a Advocacia Geral da União (AGU) emitiu um relatório no qual se demonstrou favorável à doação do imóvel da SPU para a Fiocruz. O contrato foi assinado pelo Presidente da Fiocruz, Dr. Mário Santos Moreira, e pelo Superintendente do Patrimônio da União no Amazonas, Dr. Mauro Leno Rodrigues de Souza, no dia 13/06/2024.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia realiza encontro para discutir direitos à saúde para mulheres migrantes

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza até a próxima sexta-feira, 26/07, na Escola de Enfermagem de Manaus, o Encontro sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos de Mulheres Migrantes, evento promovido pelo Projeto Ágape Manaus, no âmbito do Fortalece SUS, projeto desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, tendo o ReGHID (Necessidades e Desafios Relacionados à Saúde Sexual e Reprodutiva de Mulheres Adultas e Adolescentes Migrantes), consórcio liderado pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, como referencial. O objetivo do encontro é o de promover a troca de experiências entre profissionais do SUS, nas diferentes esferas, e mulheres migrantes, no contexto amazônico. O evento visa aprofundar também as discussões em torno da elaboração de propostas ou adequação de políticas públicas voltadas para melhoria da qualidade do atendimento em saúde para essa população em condição de vulnerabilidade social.

A pesquisadora social da Fiocruz e coordenadora do Projeto Fortalece SUS, Rita Bacuri, explica que o objetivo foi o de proporcionar uma discussão ampliada sobre a situação das mulheres migrantes, de um modo geral, junto com pesquisadores e especialistas da Fiocruz, Universidade de Southampton, Universidade de Brasília (UNB), Faculdade de Medicina da Universidade de Los Andes (Colômbia), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa/Manaus), Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e representantes do ReGHID em atuação nos demais países onde a pesquisa foi aplicada, a exemplo da Colômbia. “Mais importante foi termos conseguido a adesão de um número significativo de mulheres migrantes para participar do encontro e podermos proporcionar as condições ideais para que pudessem estar presentes, como espaço para os seus filhos, alimentação e transporte”, afirma Bacuri. No total, o encontro conta com a participação de 18 mulheres migrantes inscritas, entre venezuelanas e haitianas.

O evento foi aberto na segunda-feira, 22/07, com a participação da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que agradeceu o empenho da equipe do Projeto Fortalece SUS na proposição do debate acerca da equidade no acesso à Saúde. “Essa é uma população invisibilizada que merece toda a nossa dedicação, respeito e atenção. O trabalho em prol da saúde e da equidade é desafiador em se tratando da população migrante e toda ação de mobilização é superimportante. Toda minha admiração e orgulho por esse trabalho e, em especial, à nossa agente de transformação, Rita Bacuri, por ter aceitado essa empreitada. Isso é fazer junto, é inclusão de verdade, não só no discurso, mas na prática a partir de evidências que proporcionam mudanças e melhorias na qualidade de vida da população refugiada e migrante”, argumentou.

A pesquisadora Pia Riggirozzi, PhD da Universidade de Southampton, coordenadora do ReGHID, abriu a programação de paineis. Ela abordou o tema A migração Sul-Sul e Sul-Norte, focando na migração entre os países da América Latina e o fluxo migratório entre as américas do Sul e do Norte. “A pesquisa ouviu um universo de 2 mil mulheres migrantes, vítimas de violência sexual e discriminação, revelando dados alarmantes referentes à saúde, como falta de acesso a medicamentos, alimentação, anticontraceptivos, apoio psicológico para superar os traumas das violações sofridas”, explicou Pia.

A médica Maria do Carmo Leal, pesquisadora visitante da Fiocruz Amazônia, coordenou a parte do ReGHID no Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e destaca a importância da realização do encontro. “Esse trabalho é de fundamental significância para entendermos o contexto em que se encontram essas mulheres. Continuar com os eventos para mostrar aos gestores públicos as dificuldades que as mulheres enfrentam é de suma importância”, afirmou a médica.

A programação contou ainda com palestras sobre a Frente Nacional pela Saúde de Migrantes como prática emancipatória, pelo pesquisador da UNB Alexandre Branco Pereira; Boas práticas em saúde de acolhimento à população migrante de Manaus, pelo sociólogo Celso de Souza Cabral, chefe da Divisão de Promoção da Equidade às Populações Vulneráveis da Semsa-Manaus; e Relato de experiência: atenção a pessoas migrantes em situação de rua em Manaus, com a psicóloga Raquel Lira de Oliveira Targino, da Semsa-Manaus. Entre as atividades e dinâmicas desenvolvidas com as participantes, foram feitas aplicações de testes de conhecimento, autocuidado, quebra-gelo: a viagem de Martina, saúde mental, luto migratório, rotas de apoio e orientação a mulheres migrantes, equidade de gênero, anticoncepção, cuidados durante a gravidez, entre outras.

Representando o secretário municipal de Saúde de Manaus, Djalma Coelho, a coordenadora municipal da Saúde da Mulher, Lucia Freitas, participou da abertura do evento fazendo um apanhado dos serviços prestados à população migrante e os avanços obtidos ao longo dos últimos anos. “A Semsa-Manaus vem trabalhando diversas ações desde o início da intensificação do fluxo migratório de venezuelanas para o Brasil, muitas vindas em busca de ajuda para problemas de saúde. Com a ajuda de parceiros, como a Fiocruz, a Unfpa (Fundo de População das Nações Unidas) e a Escola de Saúde Pública do município de Manaus, conseguimos vencer os principais desafios, a começar pela comunicação. Muitas chegavam sem intérpretes para retirada de implantes contraceptivos subdérmicos. Não tínhamos esse serviço e foi preciso nos adaptarmos, hoje temos cinco ambulatórios que fazem a retirada desses implantes na porta de entrada do SUS”, exemplificou.

A coordenadora executiva do Ágape Manaus, Paula Fonseca, pesquisadora-bolsista da Fiocruz Amazônia, explica que o encontro deverá resultar em propostas de intervenções educacionais ou de atendimento em saúde planejadas em conjunto com as instituições parceiras, visando atender as lacunas decorrentes da falta de conhecimento acerca dos fluxos de atendimento e itinerários terapêuticos do SUS. “Observamos nas falas das mulheres migrantes que ainda precisamos difundir informações sobre o funcionamento do nosso Sistema Único de Saúde, como por exemplo, a hierarquia entre os diferentes níveis de atenção: primário (atenção básica), secundário (média complexidade) e terciário (alta complexidade), quando e como procurá-los”, avaliou a coordenadora.

RENASCIMENTO

Para a assistente social venezuelana Geise Sulamita Barroso Rodrigues, 39, o Encontro sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos de Mulheres Migrantes demonstra, de fato, para a população refugiada e migrante a importância da participação nos processos de desenvolvimento das políticas públicas e de acesso a direitos humanos. “Além de importante, esse tipo de evento promove em nós, mulheres migrantes, um fortalecimento interno de reconhecimento de que o território se importa conosco, em especial a Fiocruz mantendo a atenção desse estudo sobre a saúde sexual e reprodutiva, fomos tomadas em consideração, fomos vistas no processo em meio de muitas mulheres. Isso fortalece nosso direito de ser mulher, esteja no meu território de pertencimento ou não, nos dá oportunidade de contribuir para a melhoria do atendimento para todas as mulheres, inclusive as brasileiras que se deslocam internamente, de um Estado para outro e as filhas de migrantes que nasceram aqui”, explica.

Morando há 19 anos no Brasil, Geise relata o sofrimento da comunidade venezuelana, originária de um contexto de vulnerabilidade em razão do regime ditatorial vivido no seu país. “Meninas e mulheres que se desenvolveram num processo de não acessar a saúde, de não se cuidarem enquanto mulher, cresceram nessa vulnerabilidade, aqui no Brasil se deparam com um contexto onde você é ouvida, você é vista, você é atendida e tem direito a vida e de gerar vidas, para nós é uma verdadeira explosão mental, um renascimento”, explica a assistente social, que é casada e mãe de duas filhas brasileiras.

A Escola de Enfermagem de Manaus fica localizada na Rua Teresina, 495, no Adrianópolis. O evento se estenderá até a sexta-feira, 26/07.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia assina protocolo de intenções com Governo do Estado para cooperação em atividades de ciência, tecnologia e inovação visando o enfrentamento às mudanças climáticas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será uma das instituições de pesquisa em atuação no Amazonas que irá colaborar com a formulação de estratégias de enfrentamento e mitigação dos efeitos causados pelas mudanças climáticas. Um protocolo de intenções foi assinado nesta terça-feira, 23/07, na sede do Governo do Amazonas, por instituições de pesquisa e ensino, estabelecendo cooperação recíproca em atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação relacionadas aos fenômenos climáticos extremos e seus impactos no Estado, reunindo gestores de diversas instituições. A Fiocruz Amazônia assina o documento, juntamente com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Instituto Federal do Amazonas (IFAM). O evento aconteceu em alusão ao Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, comemorado no mês de julho.

Um desses efeitos climáticos extremos é o causado pela estiagem que causa problemas graves de desabastecimento, mortandade de peixes, doenças de veiculação hídrica, em razão do consumo de água contaminada pelas populações ribeirinhas isoladas, além da insegurança alimentar. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou a importância da ação conjunta reunindo as instituições a partir da expertise de cada uma para contribuição e assessoramento ao trabalho do Comitê de Enfrentamento à Estiagem, criada pelo Governo do Estado. Na oportunidade, o governador Wilson Lima fez o lançamento de editais da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), de apoio a projetos na área de CTI no valor de R$ 12 milhões, voltados tanto na capital quanto no interior. Entre eles, o Programa de Fixação de Recursos Humanos para o Interior do Estado (Mestres e Doutores) por Calha de Rio, Programa de Apoio à Pesquisa e Ações Estratégicas em Bioeconomia, Programa Inova Social – Soluções Inovadoras e Sustentáveis em Áreas Prioritárias e Programa de Apoio à Inovação e Tecnologias Emergentes.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Programa de Mobilidade Acadêmica da Fiocruz seleciona alunos do PPGBIO-Interação, do ILMD/Fiocruz Amazônia

Três alunos dos cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram aprovados no Programa de Mobilidade Acadêmica 2024, ofertado pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A chamada disponibiliza apoio financeiro para até 10 discentes, regularmente matriculados em programas de pós-graduação stricto sensu de mestrado (acadêmico ou profissional) ou doutorado (acadêmico ou profissional) da Fiocruz.

Confira o resultado da Chamada de Seleção Interna

Os doutorandos Emmily Mourão e Rafael Miranda tiveram as candidaturas aprovadas, em conformidade com as vagas ofertadas na Chamada de Seleção Interna da VPEIC. O PPGBIO-Interação teve também o mestrando Victor Calebe, classificado em lista de espera. Visando comtemplar mais pessoas, a Coordenação-Geral de Educação (CGE) comtemplou Calebe com um auxílio parcial, o beneficiando com passagens para o deslocamento, enquanto as diárias serão fornecidas pelo PPGBIO-Interação e recurso de seu orientador.

O objetivo do Programa de Mobilidade Acadêmica é selecionar discentes que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz, distintas daquelas nas quais estão regularmente associados, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, induzindo uma formação mais ampla e diversificada de profissionais da saúde, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade. O período de realização das atividades deve ter no máximo 3 meses, sendo o início da mobilidade entre 1º de julho e 30 setembro de 2024.

Orientada na Fiocruz Amazônia, pelo pesquisador Luis André Mariúba, a doutoranda Emmily Mourão, falou sobre a oportunidade de realizar mobilidade em outra Unidade da Fiocruz, bem como destacou a importância dessa aprovação para o cumprimento de uma das etapas necessárias para a realização de sua tese. “Estou indo para a Fiocruz Ceará, desenvolver o primeiro objetivo da minha tese de doutorado, que consiste em capsular uma proteína do antígeno malárico, para uma avaliação vacinal”, conta.

Rafael Miranda, relata que o programa de mobilidade é também uma oportunidade para quem deseja trilhar novos caminhos na carreira acadêmica. “Estou indo para a Fiocruz Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, onde irei desenvolver parte do meu projeto, que consiste em identificar ectoparasitas que foram coletados na Amazônia legal, dos morcegos que ficam circulando essa região. Nós esperamos encontrar nesses ectoparasitas, possíveis patógenos que podem ser transmitidos para a população. Esse programa de mobilidade acadêmica, oferecido pela Fiocruz, traz muitas oportunidades para nós, alunos da pós-graduação, eu sou um exemplo vivo disso. Em 2018, eu era da Unidade de Minas Gerais, e fui selecionado para vir realizar mobilidade em Manaus. Graças ao programa, criei laços profissionais aqui, e que quatro anos depois me fizeram passar no processo seletivo para o curso de doutorado”.

Victor Calebe, vê na oportunidade não só a possibilidade de executar etapas de sua dissertação, mas também uma chance de conhecer novos pesquisadores, estudos e projetos que possam contribuir com seu futuro profissional. “Estou indo para o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), realizar o desenvolvimento de uma nova tecnologia para compor minha dissertação de mestrado. Ser comtemplado pela CGE com a mobilidade, é uma grande oportunidade para conhecer um novo grupo de pesquisa, novos pesquisadores e fazer essa network para futuros projetos na carreira acadêmica”.

A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, coordenadora do PPGBIO-Interação, avalia que a aprovação dos estudantes no Programa de Mobilidade Acadêmica vem agregar à formação acadêmica do aluno e ao projeto que desenvolve. “É algo que vem acrescentar muito no trabalho dos alunos, a gente vê isso refletido nas suas teses e dissertações, ao passo de que para os alunos a gente vê o tanto que essa experiência vem agregar à formação científica e profissional deles. Mais uma vez, termos alunos dessa edição, inclusive do mestrado como também do doutorado, tendo essa oportunidade, nos deixa muito felizes, pois a gente observa que esses momentos de experiência nesses outros laboratórios pode acrescentar na realização e obtenção dos resultados de cada um desses projetos”, destaca.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Divulgado cronograma de entrevistas do processo seletivo para curso de doutorado acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgaram o cronograma de entrevistas do processo seletivo, referente a Chamada Pública N.º 005/2024.

Confira AQUI o cronograma

A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será efetuada através de processo seletivo composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

PPGBIO-Interação lança edital para participação em eventos científicos

O Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), visando oportunizar a divulgação dos resultados dos projetos de dissertação ou teses de seu corpo discente, bem como possíveis colaborações, por intermédio da sua Coordenação, torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para a concessão de auxílio para a participação em eventos científicos (congressos, simpósios, encontros e seminários).

O recurso deverá ser utilizado para o pagamento de bilhete aéreo e diárias no Brasil. Todas as solicitações referentes ao presente Edital serão avaliadas individualmente, sendo que a decisão pelo financiamento dos itens solicitados dependerá, entre outros fatores, da disponibilidade de recursos do PPGBIO- Interação.

Confira aqui o edital

Poderão solicitar recursos neste Edital, discentes matriculados no Programa PPGBIO-Interação, que não possuam pendências junto ao Programa e egressos (até 6 meses a contar da data de defesa) que tenham a certidão de conclusão do mestrado. Cada discente poderá solicitar o apoio para participação em apenas 01 (um) evento científico, que deverá ocorrer entre 20 de agosto de 2024 a 15 de março de 2025.

Será dada prioridade àqueles discentes que não foram contemplados com recursos financeiros do PPGBIO-Interação nos editais anteriores de participação em evento científico e/ou mobilidade acadêmica; e ainda, bolsistas que não tenham taxa de bancada vinculada a bolsa.

Esta chamada disponibiliza o apoio financeiro para até 8 (oito) discentes regularmente matriculados a nível de mestrado ou doutorado no PPGBIO-Interação. Serão convocados os candidatos aprovados em conformidade com as vagas ofertadas nesta chamada. Os demais classificados devem compor um cadastro de reserva e, poderão ser comtemplados, caso haja desistência por parte de algum candidato aprovado ou caso haja mais recursos disponíveis.

As dúvidas e solicitações de informação devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico: ppgbiointeracao@fiocruz.br; com o “Assunto:” Chamada 2024 – PARTICIPAÇÃO EVENTO CIENTÍFICO – PPGBIO-Interação. A divulgação do resultado final, ocorre no dia 15/8 de 2024.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia leva alunos do Ensino Médio para 1ª Jornada Nacional do Provoc no Rio de Janeiro

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) levará uma comitiva de 17 estudantes do Ensino Médio vinculados ao Programa de Vocação Científica da unidade para participarem da 1ª Jornada Nacional do Provoc, que acontecerá nos dias 20 e 21/08, na sede da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O evento reunirá alunos de todas as unidades e escritórios regionais da Fiocruz, no País, onde o programa tenha sido implementado e esteja em pleno funcionamento. A Fiocruz Amazônia, que aderiu ao Provoc em 2021, participará com a maior comitiva de alunos da Região Norte, neste que será um marco para a história do programa, que já existe há mais de 30 anos na Fiocruz. Criado em 1986, sob a coordenação da Escola Polítécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fiocruz, o programa é direcionado apenas a jovens que estão cursando o Ensino Médio em escolas da rede pública.

Na última quinta-feira, 18/07, a coordenadora do Provoc na Fiocruz Amazônia, a pesquisadora Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), realizou uma reunião de alinhamento com os pais dos alunos participantes para repassar informações referentes à programação de atividades a serem cumpridas pelos filhos durante a estada na capital carioca, bem como toda a parte logística da viagem, que contará com passagem aérea, hospedagem, alimentação e transporte, custeados pela Fiocruz. Lá, eles participarão de palestras e terão a oportunidade de visitar as unidades e conhecer o Castelo da Fiocruz, símbolo da Ciência e da Saúde nacionais.

“Trata-se da primeira Jornada Nacional do Provoc, um programa da Fiocruz com mais de 30 anos de existência e nunca havia realizado esse tipo de reunião com a participação de todas as unidades. Será um grande evento”, afirma Ormezinda Fernandes, que viajará acompanhada das pesquisadoras doutoras Anízia Neta e Priscila Aquino, coordenadora da primeira turma do Provoc, em 2021. O grupo embarcará dia 19/08, retornando dia 21/08, à noite. “Por cuidado e uma responsabilidade ímpar, através de uma pequena seleção, irão participar da jornada 17 alunos, sendo os (7) sete da etapa avançado e dez (10) da etapa iniciação”, explica Ormezinda.

Segundo a pesquisadora, a reunião com os país teve a finalidade de estabelecer uma relação de proximidade e conhecimento para troca de responsabilidade no cuidado com os filhos, bem como repassar as informações quanto á logística que a Fiocruz estará promovendo. “O Provoc era um dos poucos programas de formação da Fiocruz que não tínhamos na nossa unidade, já havíamos tentado por várias vezes a sua implantação, mas foi somente em meados de 2021 que começamos os trâmites, na época sob a coordenação da Dra. Priscila Aquino e em meados de 2022 estávamos iniciando a primeira turma com 10 alunos da escola Estadual Angelo Ramazotti”, relembra a coordenadora, explicando que, para o funcionamento do Programa, faz-se necessária a parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc- AM).

Em 2023, a Fiocruz Amazônia ampliou o número de escolas participantes do Provoc. Hoje, são 28 alunos de quatro escolas estaduais – Angelo Ramazotti, Pedro Silvestre – Brasileiro, Estadual D. Pedro II e o Colégio Sant’ana. Para os pais, a viagem dos filhos é motivo de orgulho. “Fiquei muito feliz quando soube da viagem, pois sempre primamos por uma educação baseada no respeito a todos e na humildade para a nossa filha”, afirmou Janel Feitosa Martins, pai da estudante Kaiane Vitória, aluna da Escola Angelo Ramazzotti. Renata de Assis Soares, mãe do Lucas Gabriel, agradeceu a oportunidade alcançada pelo filho e disse que o programa foi fundamental também para uma mudança na vida do jovem. “Antes, ele era muito introspectivo e depois que entrou no Provoc está feliz, mais comunicativo e dedicado aos estudos. Que pai e mãe não ficam orgulhosos com isso?”, afirmou. Miguel Ryan de Freitas Costa, 18, aluno do terceiro ano do Ensino Médio do Angelo Ramazotti, disse estar ansioso com a viagem. “É a primeira vez que viajo ao Rio de Janeiro e estou muito feliz de ter sido escolhido”, avaliou, acompanhado do pai, Anderson Luiz Salgado Costa, e da avó, Graciene Silva Salgado, que fez questão de estar presente à reunião.

Temos uma turma do avançado com sete alunos que ficaram na unidade até 2025 e uma da iniciação com 21 alunos que encerra em agosto mas há a possibilidade de se tornar uma nova turma de avançado de 2024 a 2026. Mas tudo isso não seria possível se não tivéssemos no nosso corpo de profissionais, pesquisadores responsáveis e comprometidos com o desenvolvimento técnico científico da região e por consequência a melhoria da qualidade de vida das nossas comunidades

SOBRE O PROVOC

O Programa de Vocação Científica representa uma proposta educacional de iniciação científica (IC) nas áreas de Saúde, Ciência e Tecnologia, direcionada a jovens que estão cursando o ensino médio. No ILMD/Fiocruz Amazônia, o programa é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O Provoc sempre foi coordenado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos. O programa é dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado.

Na etapa Iniciação, cuja duração é de 12 meses (agosto a julho), os alunos se familiarizam com as principais técnicas e objetos de pesquisa de Ciência e Tecnologia em saúde. No Avançado, com duração de 22 meses (contados a partir do segundo semestre), o aluno desenvolve todas as etapas de execução de um projeto de pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde. O horário de participação do estudante é definido pelo seu turno escolar e pode ser ampliado em função dos interesses e da disponibilidade do orientador, da equipe e do aluno.

Na Etapa Iniciação, o estudante recebe um formulário de frequência que deve ser preenchido, assinado por seu orientador e entregue à coordenação da etapa Iniciação, ao final de cada mês a ausência deve ser justificada e informada ao orientador previamente. É permitido até quatro faltas consecutivas. No caso de três faltas consecutivas é obrigatório também apresentar justificativas ao profissional responsável pelo Provoc na instituição de origem e a coordenação da etapa Iniciação. Caso contrário, estará sujeito ao desligamento do Programa.

No Provoc Avançado, a carga horária pode variar de acordo com o interesse e disponibilidade do orientador, da equipe e do estudante. O período previsto é de 12 horas semanais (manhã e tarde). O aluno deverá elaborar, mensalmente, resumo de atividades, a ser revisado e assinado pelo orientador e encaminhado à coordenação do Provoc. O estudante tem 30 dias de férias acordado previamente com o orientador e posteriormente comunicado à coordenação do Provoc (nas duas etapas).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello/Arquivo/Fiocruz

PPGBIO-Interação lança chamada interna para Mobilidade Acadêmica

O Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), visando oportunizar a formação e/ou qualificação complementar de seu corpo discente, por intermédio da sua Coordenação, torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para a concessão de auxílio para a realização de estágio de pesquisa em Instituições de Ensino e/ou Pesquisa, viagens para coleta de campo e realização de disciplinas de Pós-graduação ou curso fora da cidade de Manaus-AM.

Confira o edital aqui.

O recurso deverá ser utilizado para o pagamento de bilhete aéreo e diárias no Brasil. Todas as solicitações referentes ao presente Edital, serão avaliadas individualmente, sendo que a decisão pelo financiamento dos itens solicitados dependerá, entre outros fatores, da disponibilidade de recursos do PPGBIO- Interação.

Poderão solicitar recursos neste Edital, discentes matriculados no Programa PPGBIO-Interação, que não possuam pendências junto ao Programa. A atividade fora de sede deverá ocorrer entre 20/8 de 2024 e 15/3 de 2025. A avaliação de todas as solicitações para o presente Edital será realizada pela Coordenação do PPGBIO-Interação.

Esta chamada disponibiliza o apoio financeiro para até 4 (quatro) discentes, regularmente matriculados a nível de mestrado ou doutorado no PPGBIO-Interação. Serão convocados os candidatos aprovados em conformidade com as vagas ofertadas nesta chamada. Os demais classificados, irão compor um cadastro de reserva e poderão ser comtemplados, caso haja desistência por parte de algum candidato aprovado ou caso haja mais recursos disponíveis. As dúvidas e solicitações de informação devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico: ppgbiointeracao@fiocruz.br; com o “Assunto:” Chamada – Mobilidade Acadêmica 2024 – PPGBIO-Interação. A divulgação do resultado final, ocorre no dia 15/8 de 2024.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia apresenta áreas de atuação em pesquisa aos embaixadores da Associação das Nações do Sudeste Asiático

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quarta-feira, 17/07, a visita de sete dos dez embaixadores de países do Sudeste Asiático, que integram a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). A finalidade da visita foi conhecer a instituição com vistas à prospecção de futura cooperação com a Fiocruz, mais especificamente no tema de doenças tropicais, além de intercâmbios de pesquisadores, tendo em vista as similaridades existentes entre o Brasil e esses países. A comitiva, formada por embaixadores da Tailândia, Filipinas, Malásia, Timor Leste, Myanmar, Indonésia e Vietnam, junto com representante da Embaixada do Camboja, contou com a participação do gerente de Coordenação-Geral de Cooperação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Antonio Junqueira, e a coordenadora responsável no Itamaraty pelas relações entre o Brasil e a ASEAN, Patrícia Camargo.

O grupo foi recebido pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, acompanhada pelos pesquisadores da instituição. A ASEAN é uma associação criada em 1967 e representa também o Brunei, Laos e Timor Leste (em processo de ingresso). A vinda da comitiva ao Amazonas teve como objetivo explorar o potencial de cooperação em áreas prioritárias, como defesa e agricultura, iniciando as discussões no eu tange à Saúde Pública. Stefanie Lopes apresentou a estrutura da Fiocruz Amazônia, no tocante à pesquisa e ao ensino, bem como suas capacidades instaladas e atuação na região amazônica.

Os visitantes tiveram oportunidade de conhecer a estrutura laboratorial do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados da unidade, responsável pelo sequenciamento genômico de patógenos, e tomar conhecimento de iniciativas de pesquisa, como a das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV Amazônia), e a validação do novo medicamento para a malária vívax, a Tafenoquina, administrada em dose única, estudo coordenado pelo Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB).

“Muito importante essa solicitação de visita da Asean para que os países conheçam o que a Fiocruz Amazônia faz em termos de saúde pública e para que a Associação possa refletir acerca das interfaces da Saúde Pública entre os países, os tipos de cooperações que podem ser estabelecidas em acordos bilaterais”, ressaltou Stefanie Lopes, observando que a similaridade existente entre os países do Sudeste Asiático e o Brasil é tanta que se torna injustificável não se haver uma atuação conjunta maior capaz de mitigar o impacto na saúde da população dos países. Além das doenças, como malária e dengue, os países da ASEAN e a região amazônica possuem peculiaridades climáticas e de distribuição de população. “A presença dos embaixadores mostra uma aproximação e, também, um desvio de olhar para o tema da saúde que é tão caro para nós da Fiocruz”, afirmou a diretora.

O médico infectologista Marcus Lacerda, especialista da Fiocruz Amazônia e chefe do Laboratório IPCCB, destacou a semelhança epidemiológica existente entre os países do Sudeste Asiático e o Brasil, no que se refere a malária e dengue. Ele destacou que os países do Sudeste Asiático são grandes geradores de conhecimento acerca da dengue. “Convivemos com a dengue na América Latina há menos tempo do que os países do Sudeste Asiático. A doença, porém, se tornou um grave problema de saúde para o Brasil, que teve a maior epidemia de dengue este ano, impactando o sistema de saúde brasileiro”, observou.

Lacerda lembrou que, no caso da malária, tanto no Sudeste Asiático quanto na América Latina, a doença do tipo vivax é predominante, porém negligenciada, o que tem aproximado estudos multicêntricos para o desenvolvimento de novas drogas entre a América Latina e o Sudeste Asiático. “Entretanto, estes são normalmente estudos coordenados por instituições de países do Hemisfério Norte ou Austrália”, afirmou o especialista, destacando a importância de uma aproximação mais direta entre as nações do Sudeste Asiático e o Brasil para novas colaborações.

POLÍTICA EXTERNA

Para a assessora do Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS), da Fiocruz, Lúcia Marques, presente à visita, a vinda da comitiva à Fiocruz Amazônia teve uma importância fundamental no processo de construção de novas cooperações entre os países do Sudeste Asiático e o Brasil, tendo a Fiocruz como referencial. “A ASEAN é um bloco político de crescente importância no cenário internacional e essa reunião de hoje é reflexo de uma mudança da política externa brasileira que está voltando seu interesse para os países da ASEAN desde o ano passado”, afirmou Lúcia, ressaltando o papel da Fiocruz nas pesquisas para desenvolvimento de fármacos e vacinas, e em especial da Fiocruz Amazônia nos estudos das arboviroses e malária. “Em breve, teremos próximos passos”, adiantou.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, coordenador do Nucleo PReV Amazônia, considera que a visita se revestiu de grande importância pela capacidade e potencialidade, principalmente, de colaborações internacionais com países que se encontram numa faixa climática tropical e subtropical similar à do Brasil e com perfis epidemiológicos análogos. “Os problemas decorrentes dessas doenças são quase que semelhantes e as soluções também vão caminhar para esse mesmo lado. Para nós, a aproximação com os países do Sudeste Asiático é uma esperança, pois são as últimas fronteiras das colaborações que existem. O Brasil tem grandes acordos com os Brics, mas não tem nenhuma afinidade com os perfis epidemiológicos desses países, isso traz também, uma aproximação muito importante nesse contexto de saúde global”, afirmou o pesquisador. Brics é o nome dado ao grupo de países formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, voltados para cooperação econômica e o desenvolvimento em conjunto.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Centro de Estudos abordará metodologia, formulários e resultados da coleta para os Povos e Comunidades Tradicionais

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 19/07, a partir das 10h, a palestra intitulada “Censo 2022 – metodologia, formulários e resultados da coleta para os Povos e Comunidades Tradicionais”, a ser ministrada por David Benarros, analista de Geoprocessamento e Estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). O evento será moderado pela pesquisadora Kátia Lima, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA.

Na ocasião, será apresentada a metodologia e os resultados da coleta feita durante o Censo Demográfico de 2022 para os Povos e Comunidades Tradicionais, com foco na Amazônia. O pesquisador, abordará ainda os desafios enfrentados e a mudança no panorama das populações indígenas desde o último Censo de 2010.

SOBRE O PALESTRANTE

David Benarros é mestrando graduado em Engenharia mecânica, pelo Technion-Israel Institute Of Technology, com especialização em Ciência dos Materiais. Tem experiência na área de engenharia mecânica, planejamento e produção, com ênfase em ciência dos materiais nas indústrias seguintes: atuou em Construção Naval (1987 – 1998), na Indústria petroquímica (1999 – 2002) e Industria de maquinários pesados (2002 – 2010).

Desde 2017 ativo na área de Geoprocessamento e análise de imagens de satélite pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pós-graduação em Gestão Públicaé também mestrando em Saúde Pública, no ILMD/ Fiocruz Amazônia.

O evento terá transmissão via plataforma zoom, e poderá ser acompanhado por meio do link:  https://us06web.zoom.us/j/86207182445?pwd=yfnDweajEUUvpzednd24F4eWO018u4.1 (ID 862 0718 2445) e (Senha 746231).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia avança na discussão acerca do Regulamento da Pesquisa na instituição

A Fiocruz Amazônia, por meio da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação, retomou na última segunda-feira, 15/07, a discussão acerca da elaboração do regulamento que normatiza as atividades de pesquisa da instituição, com a realização da reunião extraordinária da Câmara Técnica Ampliada de Pesquisa, com o intuito de avaliar as modificações sugeridas pelo Grupo de Trabalho instituído em Portaria para este fim. O regulamento estabelece, entre outras pautas, as diretrizes de funcionamento dos laboratórios e do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), envolvendo questões como o restabelecimento de competências e responsabilidades do NIT na formação de recursos humanos, definição de regras para credenciamento e recredenciamento, bem como periodicidade de avaliação, composição e papel do corpo técnico dos laboratórios. A discussão reuniu chefes de laboratórios e pesquisadores que integram a Câmara Técnica Ampliada de Pesquisa, com a presença da diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, explica que este é um momento importante e parte de um processo que já vem de alguns anos. Desde abril de 2024 foi instituída nova Portaria com um Grupo de Trabalho para apreciar minuta e apresentar nova proposição à comunidade dos pesquisadores. “Na verdade, o ILMD já vinha desde 2018 tratando sobre esse assunto, exposto em várias câmaras técnicas e outros espaços de debates da pesquisa, mas efetivamente nunca havíamos conseguido fechar esse regulamento. Alguns grupos de trabalho já haviam sido formados, mas não conseguimos de fato avançar”, relata El Kadri. Segundo a vice-diretora, o regulamento é um instrumento importante para a instituição porque além de dar segurança deixa claras as regras a serem seguidas. “Até hoje, algumas decisões têm sido tratadas como casos específicos e esse tipo de articulação não é saudável”, explica.

Michele El Kadri salienta que no atual estágio de maturidade em que se encontra a área da Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia é de suma importância ter o regulamento aprovado. “A proposta é que, assim que passar pela Câmara Técnica, o documento siga para a aprovação do Conselho Deliberativo, que é a instância máxima da instituição”, observa. Para a atual diretoria, a entrega do Regulamento da Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia tem sido uma prioridade. “Estamos há muitos anos nesse processo de formalização e precisamos, como prioridade dessa gestão, o encerramento desse ciclo, que nos permita clareza para as tomadas de decisão nos próximos anos”, ressalta. “O Regulamento será um documento norteador da gestão da pesquisa nesses 30 anos e nos próximos 30 e mais 30 que vierem pela frente”, admite. A segunda reunião da Câmara Tecnica Ampliada de Pesquisa acontecerá nesta quinta-feira, 18/07, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia comemora 30 anos com três dias de eventos em espaços simbólicos para a região no próximo mês de agosto

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) comemora no próximo mês de agosto, 30 anos de existência e atuação voltada para a sociedade, com a missão de contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas, bem como ao desenvolvimento científico e tecnológico regional. A comemoração será marcada por três dias de eventos, programados para acontecer em espaços diferentes e simbólicos para a cultura, política pública e a ciência da região amazônica. Eventos científicos, culturais, de popularização da ciência, difusão do conhecimento e homenagens marcarão as festividades, começando, no dia 17/08, sábado, com o evento Fiocruz Pra Você, de incentivo à vacinação, feito com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), quando a Fiocruz Amazônia abrirá as portas para a comunidade em geral, com mostras científicas reunindo os laboratórios da unidade, atividades lúdicas para crianças e a possibilidade de atualização da caderneta de vacinação com aplicação de diversos tipos de imunizantes.

Na segunda-feira,19/08, data em que a Fiocruz Amazônia completa 30 anos, a programação será marcada por duas festividades solenes, uma interna, na sede da Fiocruz Amazônia, no Adrianópolis, com homenagens especiais a parlamentares que apoiam a instituição, começando às 10h. O outro evento será à noite, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, iniciando às 19h, com homenagens a ex-diretores e personalidades e entrega de menção honrosa da Fiocruz Amazônia. No dia 20/08, a partir das 10h30, uma Cessão de Tempo durante Plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, homenageará pessoas e instituições parcerias que fizeram e fazem a história da instituição, atendendo propositura da presidente da Comissão de Saúde e Previdência da ALE-AM, deputada Mayara Pinheiro. À noite, a partir das 19h30, a programação festiva será brindada com a apresentação do espetáculo Folguedos, do Balé Folclórico do Amazonas, no Teatro Amazonas, tendo a Fiocruz Amazônia como convidada especial da Secretaria de Estado de Cultura (SEC).

A diretora da Fiocruz Amazônia, a pesquisadora-doutora em Biologia Molecular, Stefanie Lopes, enfatiza a importância das parcerias com outras instituições, no cumprimento do papel fundamental da Fiocruz Amazônia na formação e na capacitação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde. “Desde a criação, em 1994, a Fiocruz Amazônia vem contando uma história de conquistas e avanços para a ciência e a população amazônica, cooperando com a elaboração de políticas públicas e na produção de conhecimento científico e tecnológico. Ao longo desses anos, crescemos e nos modernizamos, ao ponto de expandirmos nossa atuação nos mais diversos territórios da Amazônia, assegurando qualidade de vida para todos os povos que habitam essa região”, destaca Stefanie.

A Fiocruz Amazônia possui hoje uma comunidade estimada em 350 pessoas, entre pesquisadores, bolsistas, alunos de programas de pós-graduação e pessoal administrativo. Com sete laboratórios de pesquisa, possui ao todo sete programas educacionais. São eles: Programa de Vocação Científica (Provoc), Programa de Iniciação Científica (PIC-ILMD), Mestrado e Doutorado em Biologia Parasitária (PPGBIO-Interação), Mestrado em Saúde Coletiva (PPGVIDA), com turma fora da sede de Sanitaristas Indígenas e o Mestrado e Doutorado do Vigifronteiras, Doutorado em Saúde Coletiva (DASPAM) e Mestrado Profissional em Rede (PROFSAÚDE).

Os laboratórios da instituição são: Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas (DCDIA), Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), Saúde de Populações Vulneráveis (SAGESPI), Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB), Modelagem, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI).

Ao todo, a Fiocruz Amazônia possui seis plataformas tecnológicas (genômica, RT-PCR, Citometria de Fluxo, Bioensaios, Microscopia de Disecção e Laser e Bioprospecção, que integram a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz), mais duas coleções biológicas (bactérias e fungos) e dois biobancos. Todas plataformas tecnológicas e coleções biológicas voltadas para melhor atender as necessidades e ajudar a enfrentar os desafios para ofertar saúde pública de qualidade às pessoas, com foco na redução de desigualdades sociais.

A Fiocruz Amazônia está presente também nas periferias de Manaus, municípios do interior, nas regiões de fronteira e comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, desenvolvendo projetos de pesquisa e programas de pós-graduação visando a formação de recursos humanos, com destaque para o primeiro curso de Mestrado em Saúde Coletiva, na modalidade Sala Estendida (realizado fora da sede da instituição) voltado exclusivamente para indígenas do Alto Solimões, numa turma de 15 vagas oferecidas nesta iniciativa inédita de formação strictu senso do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). O curso reúne tikunas, kambebas, kaikanas, marubos, kokamas e kanamaris, dos municípios de Tabatinga, Benjamim Constant, Atalaia do Norte, Amaturá e Santo Antônio do Içá, e é resultado de um esforço conjunto desenvolvido entre instituições de ensino e de fomento à pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Michell Mello/Arquivo/Fiocruz Amazônia

Prorrogadas as inscrições para seleção de alunos externos do PPGVIDA, PPGBIO-INTERAÇÃO e DASPAM

A Vice-Diretora de Educação, Informação e Comunicação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), comunica que as inscrições da oferta de vagas para aluno especial, para foram prorrogadas até o dia 14/07/2024, às 23h:59 (horário Manaus).

Na oportunidade, a VDEIC informa, que devido a uma instabilidade temporária no sistema de inscrições, está permitido o envio da documentação necessária pelo e-mail institucional alunoespecial.ilmd@fiocruz.br.

Confira o comunicado AQUI.

Para mais informações leia:

Fiocruz Amazônia abre inscrições para Chamada de Aluno Especial do PPGVIDA

Fiocruz Amazônia inscreve para seleção de vagas de aluno especial do PPGBIO-INTERAÇÃO

Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia abre inscrições para candidatos externos

Divulgado resultado da Prova de Saúde Coletiva do programa DASPAM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgaram a 2ª Etapa do processo seletivo, referente a Prova de Saúde Coletiva, da Chamada Pública N.º 005/2024.

Confira AQUI o resultado

A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será efetuada através de processo seletivo composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia abre inscrições para candidatos externos

O Curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, estará com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2024. As inscrições ocorrerão no período de 09 a 12 de julho de 2024.

Acesse o edital AQUI.

Podem se inscrever no processo seletivo: Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 26 de julho de 2024 e será disponibilizado no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573 e no site acesso.fiocruz.br. As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia inscreve para seleção de vagas de aluno especial do PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, está com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2024. As inscrições ocorrerão no período de 09 a 12 de julho de 2024.

Acesse o edital aqui.

Podem se inscrever no processo de seleção: Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 26 de julho de 2024 e será disponibilizado no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573 e no site acesso.fiocruz.br. As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à  Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre inscrições para Chamada de Aluno Especial do PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, está com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2024. As inscrições ocorrerão no período de 09 a 12 de julho de 2024.

Confira o edital.

As inscrições podem ser feitas por alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 22 a 24 de julho de 2024. A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 26 de julho de 2024 e será disponibilizado no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573 e no site acesso.fiocruz.br.

As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia do ILMD/ Fiocruz Amazônia promove Seminário Interno de Integração

O Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), realizou nesta segunda-feira, 8/7, o 1º Seminário Interno de Integração. O Evento teve por objetivo integrar e oportunizar a troca de experiências acadêmicas entre os membros do LEGEPI, avaliar os projetos e iniciativas vigentes, e expectativas de curto, médio e longo prazo do grupo, no intuito de auxiliar na compreensão da complexa rede de determinação do processo de adoecimento e morte na Amazônia brasileira, seja no que tange a doenças infectocontagiosas, como também em relação a doenças crônicas não-transmissíveis e da ciência de dados e, suas aplicações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a maneira com que o LEGEPI se organiza, após aproximadamente um ano e meio de criação do laboratório é salutar. “Acho muito importante essa estrutura que a gente organiza nossa pesquisa, então é claro que há trabalhos mais individuais, trabalhos mais coletivos dentro do grupo, mas é importante que haja a troca e, que se tenha essa visão do que o laboratório atende. É importante estar sempre promovendo essas interações, pois novos membros ingressam no grupo e, se você trabalhar focado somente na sua pesquisa, você tem um olhar muito enviesado para aspectos muito micro, enquanto se você trabalhar dentro do coletivo, você consegue visualizar mais amplamente”, destaca.

A reunião contou com adesão massiva dos membros internos e externos do LEGEPI, incluindo pesquisadores/docentes e discentes/bolsistas do ILMD/ Fiocruz Amazônia, bem como colaboradores externos, que estão na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA-Manaus) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto – FVS-RCP/AM, por exemplo. Ao todo, 24 pessoas participaram da programação e todos apresentaram seus projetos ou iniciativas que os vincula ao LEGEPI.

Chefe do laboratório, o epidemiologista Jesem Orellana, destacou a importância do intercambio de informações sobre as pesquisas desenvolvidas pelo grupo, para prospecção de futuros projetos e estudos, que demandem maior interação e colaboração do grupo. “O evento foi um sucesso, pois permitiu não apenas uma interação ímpar entre os diferentes membros do LEGEPI (desde alunos de ensino médio até alunos de doutorado), como também a identificação de potenciais colaborações internas e externas, seja explorando temas e perguntas de pesquisa novos ou pouco explorados, assim como possibilidades de colaboração com colegas que dominam ferramentas/abordagens úteis e com potencial de qualificar ainda mais as iniciativas interdisciplinares vigentes”, explica.

Orellana enfatiza ainda que “eventos como este são necessários e oportunos à germinação de sementes do ambiente ou cultura acadêmica de instituições prestigiadas e seculares como a Fiocruz. Esperamos que este evento tenha regularidade anual e que sirva como peça fundamental para o fortalecimento conjunto das dimensões da gestão, da pesquisa e das relações humanas no ILMD”.

SOBRE O LEGEPI

O laboratório é composto por uma equipe interdisciplinar, voltada para a geração e disseminação de conhecimento técnico científico, bem como, para a formação de recursos humanos voltados para as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em especial da Saúde Coletiva.

O grupo tem interesse em temas envolvendo morbimortalidade de doenças e agravos transmissíveis e não transmissíveis na Amazônia brasileira, bem como suas interfaces com aspectos hidro climáticos, socio sanitários, espaço temporais e terapêuticos, em populações humanas. O LEGEPI comtempla as seguintes linhas de pesquisa: Saúde perinatal, da criança e do adolescente; Ambiente, ecologia e saúde: Epidemiologia, métodos estatísticos e quantitativos.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes.

Fotos: Eduardo Gomes

Estações Disseminadoras de Larvicidas da Fiocruz Amazônia se tornam política pública do Ministério da Saúde para o controle do Aedes em todo o País

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, emitiu a nota técnica informativa Nº 25/2024-CGARB/DEDT/SVSA/MS no último dia 27/06, em que oficializa a utilização das Estações Disseminadores de Larvicidas – tecnologia desenvolvida pelo Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV Amazônia), do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), da Fiocruz Amazônia – como estratégia nacional para o controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus, vetores da dengue e outras arboviroses, em áreas estratificadas de risco de cidades de todo o País. A medida visa expandir a tecnologia das EDLs, com o acompanhamento do Ministério da Saúde e apoio técnico da Fiocruz, a partir dos resultados dos estudos coordenados pelo Núcleo Prev Amazônia, com apoio do Ministério da Saúde e a oficina de Representação da OPAS no Brasil.

“A adoção da estratégia pelo Ministério da Saúde é motivo de satisfação para nós que atuamos no Núcleo Prev Amazônia, uma vez que, com a medida, o Brasil se torna o primeiro país do Mundo a adotar a metodologia em um programa nacional oficial”, comemora o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, coordenador do Núcleo PReV Amazônia e responsável pela pesquisa, juntamente com o biólogo José Joaquin Carvajal Cortes, que também é pesquisador do Núcleo PReV Amazônia. “As EDLs são a prova de que nossas pesquisas se tornam políticas públicas”, observou Luz. A nota orienta às secretarias sobre como devem proceder para implementar a estratégia de controle.

As Estações DIsseminadoras utilizam a fêmea do mosquito como aliada na dispersão de larvicida, capaz de impedir a proliferação dos focos do transmissor da dengue, Zika e chikungunya. O objetivo do Ministério da Saúde é replicar em nível nacional a tecnologia, que utiliza água em um pote plástico de dois litros recoberto por um tecido sintético impregnado de larvicida. A armadilha atrai as fêmeas do Aedes aegypti para colocar ovos e ao pousar elas se impregnam com o larvicida presente nas estações. Essas fêmeas, impregnadas com larvicida, ao visitarem outros criadouros acabam contaminando outros recipientes com o inseticida, que impede o desenvolvimento das larvas e pupas, reduzindo a infestação e, por conseguinte, o avanço da doença.

A estratégia já foi testada e aprovada com resultados comprovados em 14 cidades brasileiras, de diferentes regiões do País. A nota técnica explica que o Ministério da Saúde tem fomentado e acompanhado o desenvolvimento de novas estratégias para vigilância entomológica e controle de Aedes aegypti. “Em 2016, com a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em decorrência da epidemia por Zika, foi realizada a Reunião Internacional para Implementação de alternativas para o Controle do Aedes aegypti no Brasil,realizada em fevereiro de 2016, com a participação do Governo Federal, instituições de referência nacionais e internacionais e pesquisadores”, relata o documento.

A nota explica ainda que a reunião possibilitou a publicação do Boletim Epidemiológico Volume 47, Nº 15, que recomendou a avaliação de novas tecnologias de controle de vetores, dentre elas as EDLs. “No Brasil, estudos realizados com o financiamento do MS entre 2016 e 2022, pelo Instituto Leônidas e Maria Deane – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Amazônia), testaram com sucesso a disseminação de piriproxifeno (PPF) em ambientes de laboratório e em áreas abertas de extensão reduzida, onde se demonstrou que a eficácia da estratégia é adequada na escala de ‘bairro’ e de municípios. A partir desses resultados, as EDLs passaram a incorporar o rol de metodologias recomendadas pelo Ministério da Saúde, conforme apresenta a Nota Informativa N° 37/2023CGARB/DEDT/SVSA/MS (0037799369)”.

“Durante os estudos, foi possivel avaliar a eficácia e identificar e conhecer bem todos esses problemas ou ‘intercorrências’da aplicação da estratégia na prática, na escala real dos programas de controle, em diferentes cenários de cidades. Dessa forma, entendemos como melhorar os procedimentos operacionais com os meios e recursos disponíveis. Realizamos capacitação de agentes públicos e produzimos ferramentas de transferência tecnológica visando a expansão da estratégia no País”, conta Joaquin Cortes.

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroes – CGARB, do Departamento de DoençasTransmissíveis – DEDT, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente – SVSA, informa que, com o apoio técnico da Fiocruz, iniciará a expansão da tecnologia de controle populacional de Aedes com a realização de um ensaio pragmático utilizando a auto disseminação de larvicida em áreas de risco no Brasil. Neste primeiro momento, será implementada em 15 cidades.

Nas EDLs, as micropartículas do larvicida em pó aderem-se ao corpo do mosquito. Como as fêmeas de Aedes spp. visitam muitos criadouros para colocar poucos ovos em cada um, elas disseminam o larvicida para esses criadouros, em um raio aproximado que pode variar entre 3 e 400 metros. Quando as fêmeas pousam nos reservatórios para realizar a postura de ovos, ocorre a contaminação da água por meio das partículas dos inseticidas deixadas pelas fêmeas. Desta forma, a água dos criadouros passa a ter o potencial de interferir no desenvolvimento das larvas que, dependendo da concentração do larvicida que houver no criadouro, não alcançarão a fase adulta.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Ingrid Anne/Arquivo/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia estará presente à 76ª Reunião da SBPC, em Belém (PA)

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia será uma das unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a marcar presença na 76ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que ocorrerá entre os dias 7 e 13/07, no campus da Universidade Federal do Pará, em Belém (PA). Este ano, no seu aniversário de 30 anos, a instituição apresentará uma panorâmica da sua história e atuação na região amazônica, em um vídeo institucional que será exibido, em primeira mão, durante o evento, juntamente com atividades de pesquisas laboratoriais e projetos desenvolvidos pela unidade da Fiocruz em Manaus voltados para alunos de escolas das redes públicas com a finalidade de despertar nos jovens a vocação científica.

As atividades estarão concentradas na programação da SBPC Jovem, com destaque para as coleções biológicas do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia (DMAIS), que integra o grupo de Divulgação Científica das Coleções Biológicas da Fiocruz, no espaço dedicado aos acervos das coleções da unidade. “Para nós, é um ganho enorme estarmos participando da SBPC Jovem e podermos mostrar nossas coleções de fungos e bactérias do bioma amazônico”, explica a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ormezinda Fernandes, chefe do DMAIS e coordenadora das Coleções Biológicas do ILMD/Fiocruz Amazônia. Segundo ela, as coleções serão apresentadas de maneira mais lúdica, em jogos de memória, nos alimentos, em fotografias e lâminas.

Também marcarão presença os jogos e atividades realizadas pelo Projeto Ciência Pop e a Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). Outro ponto alto será a entrega da premiação do concurso de Fotografia Ciência e Arte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) à doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), da Fiocruz Amazônia, Kemily Nunes da Silva Moya.

Kemily Moya ganhou o primeiro lugar do concurso na categoria Imagens Produzidas por Instrumentos Especiais, com a foto “A complexa teia fúngica que assombra os ovos da dengue”. O registro foi realizado em um microscópio eletrônico de varredura do Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos da Universidade do Estado do Amazonas. O equipamento é capaz de produzir imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. A entrega do prêmio ocorrerá na segunda-feira, às 16h (horário de Brasília), no bloco L, Auditório L1, da UFPA.

Pelo Projeto Ciência Pop, a técnica em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fabiana Vinente, estará apresentando o Jogo Heliana Quer Ser uma Cientista, no estilo monopoly, onde os participantes vão descobrindo o mundo da Ciência, percorrendo o trajeto, jogando o dado e pulando as casas que representam as diferentes fases de formação do cientista. “A Heliana do jogo foi pensada para ser uma menina amazônica que aprende as primeiras lições sobre ciência na roça da avó dela, depois ela vai tendo a curiosidade como motor para as descobertas sobre o mundo da ciência”, explica.

Já a Coordenação Regional Norte da Obsma levará para a SBPC Jovem a temática dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, com atividades desenvolvidas nas escolas da região amazônica para difundir as metas dos Objetivos do Milênio da Agenda 2030, da ONU. “A SBPC Jovem, para nós, é um terreno apropriado para discussão com os estudantes sobre esses e outros temas relacionados à perspectiva de construção de um futuro integrado com a natureza, sobretudo em se tratando da Amazônia”, observa a pesquisadora social Rita Bacuri, coordenadora da Regional Norte da Olimpíada da Fiocruz. Segundo Bacuri, será uma oportunidade também para divulgar as inscrições à 12ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz.

SOBRE A SBPC

O tema da 76ª Reunião da SBPC este ano é “Ciência para um futuro sustentável e inclusivo: por um novo contrato social com a natureza”. A SBPC é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico, e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Desde sua fundação, em 1948, a SBPC exerce um papel importante na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no País. Sediada em São Paulo, a SBPC está presente nos demais estados brasileiros por meio de Secretarias Regionais. Representa mais de 170 sociedades científicas afiliadas milhares de sócios ativos, entre pesquisadores, docentes, estudantes e cidadãos brasileiros interessados em ciência e tecnologia.

A SBPC Jovem é um evento associado à reunião anual da SBPC e acontece desde 1993. As atividades buscam incentivar o contato de estudantes e professores dos ensinos fundamental, médio e técnico com o conhecimento científico, despertando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação. São três décadas de atuação, nas quais tem desempenhado papel essencial no fortalecimento das atividades de Ensino de Ciências, Popularização da Ciência, Divulgação da Ciência (DC) e Comunicação Pública da Ciência (CPC) no Brasil.

Como evento agregador, a SBPC Jovem, reúne, em cada edição, representantes de alguns dos principais movimentos dessas áreas. São projetos destacados, grupos de pesquisa, Instituições de CT&I e de Ensino, Feiras de Ciência, Ciência Móvel e Museus de Ciência, que atuam e transformam as Reuniões Anuais da SBPC em uma grande festa das Ciências.

A edição da SBPC Jovem na UFPA contará com uma programação diária e gratuita, com oficinas, mesas-redondas, minicursos, exposições, mostra de feiras, concursos e museus itinerantes.Entre os dias 07 e 12 de julho, o evento será direcionado a escolas de ensino fundamental, médio e técnico, públicas e privadas. O dia 13 de julho será o Dia da Família na Ciência, com livre acesso ao público em geral, com as mesmas atrações dos demais dias. A programação da SBPC Jovem ocorrerá na Tenda da SBPC Jovem e a Avenida das Ciências

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Eduardo Gomes / Júlio Pedrosa

Projeto de formação de trabalhadores da Saúde no cuidado das populações do Campo, Floresta e Águas reúne em Manaus equipe de facilitadores e articuladores que atuarão nos territórios

O Projeto de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, fruto de parceria entre o Ministério da Saúde, Fiocruz Amazônia e Rede Unida, realizou entre os dias 17 e 21/06, na Fiocruz Amazônia, em Manaus, a primeira oficina de formação destinada aos articuladores e facilitadores que ficarão responsáveis pela atuação junto aos profissionais de saúde nos territórios em questão. O projeto pretende beneficiar 3,5 mil profissionais de Saúde Primária em municípios de oito estados da Amazônia Legal, representando um importante passo para a execução da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas, criada em 2011 e que o Governo Federal começa a implementar com a iniciativa. Participaram, no total, desta primeira formação, 69 pessoas, sendo 31 facilitadores, oito articuladores, seis coordenadores e quatro conteudistas, dos Estados do Pará, Amapá, Maranhão, Acre e Amazonas, além de convidados de secretárias estaduais e municipais, Cosems-PA, Cosems-AC, Cosems-AM e Ministério da Saúde.

A atividade foi aberta pelo coordenador do projeto, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa). Ele destacou a importância da presença do Ministério da Saúde no processo de construção das estratégias de execução do projeto. “A formação é feita em conjunto e nessa primeira, realizada em Manaus, contamos com o compromisso dos facilitadores e articuladores dos Estados, que aceitaram o desafio da construção de conteúdos, metodologias e abordagens a serem aplicadas pelo projeto. Saímos muito felizes com esse processo e, sobretudo, com o entusiasmo de todos que participaram desse momento”, explica o pesquisador. O projeto ganhou o nome Começo Meio Começo, inspirado no pensador quilombola Nego Bispo e como símbolo da busca constante por conhecimento e aprendizado na existência humana.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, agradeceu a confiança do Ministério da Saúde e se disse confiante no êxito da execução do projeto, dado o potencial do trabalho em rede da equipe montada pelo Lahpsa. “Receber esse projeto na Fiocruz Amazônia não é difícil quando se trata de uma articulação em rede, com capacidade de integrar e trazer vários parceiros, típico desafio que o Júlio (Schweickardt) nos apresenta e, de pronto, aceitamos, porque sabemos o quanto é importante formar pessoas na busca por melhorias para o sistema de saúde, sendo uma honra para nós atuarmos como protagonistas neste processo”, frisou Stefanie.

Também presente à abertura da formação, a coordenadora de Acesso e Equidade da Coordenação Geral de Saúde da Família e Comunidade da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, Lilian Gonçalves, destacou a importância do projeto como um vetor para o avanço das políticas públicas do Governo Federal no combate à desigualdade, principalmente na região amazônica. “Temos que agradecer pela existência do nosso presidente Lula e por temos a ministra Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde, o que demonstra uma intencionalidade de governo para este processo formativo. O projeto retoma o protagonismo do Governo Federal na condução das políticas públicas de saúde no âmbito nacional e traz o protagonismo de intencionalidade também para as instituições que já estavam fazendo educação permanente, mesmo num período do governo fascista, para o nosso país”, afirmou Lilian.

Ela destacou ainda a expertise da Fiocruz Amazônia, especificamente do Lahpsa e da Rede Unida, no processo formativo de saúde no território amazônico, com a diversidade de opiniões e de movimentos sociais organizados, e a parceria do Grupo da Terra, instituído pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em 13 de agosto de 2023,  Trindade, composto por mais de 20 movimentos sociais populares com a finalidade de rediscutir a política nacional de atenção integral à população do campo, da floresta e das águas. “Estamos agora com o compromisso de iniciar esse trabalho, junto com a vigilância e a educação permanente na formação de gestores e profissionais de saúde da Fiocruz Amazônia”, afirmou Lilian.

Coordenadora estadual do projeto, Ana Lúcia Nunes, gestora da Escola de Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, agradeceu a oportunidade de parceria e destacou que o projeto possibilita o crescimento da atuação da ESAP-MA na educação permanente em saúde. “O cuidado com o trabalhador e a trabalhadora do SUS é a missão da escola, mesmo estando na Região Nordeste nós somos Norte e agradecemos estar participando desse processo, com pessoas da Escola de Saúde Pública, da saúde primária e facilitadores do Amazonas que estarão conosco no Maranhão”, afirmou.

Entre as facilitadoras citadas por Ana Lúcia, estão as pesquisadoras Denise Amorim, da Escola de Saúde Pública de Manaus, e Sônia Lemos, docente da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Para Denise, é grande a expectativa de atuação no projeto numa região com peculiaridades diferentes da realidade amazônica. “Participar da formação de facilitadores para o cuidado em saúde das populações do campo, floresta e águas é ter a oportunidade de dialogar com realidades singulares e plurais, na perspectiva de uma ecologia dos saberes que combina conhecimentos científicos e populares. É participar da possibilidade de dar visibilidade a essas populações e contribuir com a justiça social e os direitos à saúde e à vida”, afirmou.

Sônia Lemos ressalta que, ao facilitador, caberá o acompanhamento e a construção de aprendizagens com as turmas por meio dos conteúdos e estratégias pedagógicas propostas para a formação. “As expectativas são as melhores. Estar com as trabalhadoras e trabalhadores é uma grande oportunidade de compartilhar experiências e realizar aprendizagens que visam melhorar e consolidar a política nacional das populações do campo, floresta e águas”, comenta, destacando a importância do Lahpsa na sua atuação acadêmica, como docente e pesquisadora. “São os projetos desenvolvidos pelo Lahpsa que oportunizam o fazer com as pessoas e os territórios. Possibilitam construir conhecimento e cuidado, coletivos. Ampliam a visão sobre a vida e a importância de estar com nossas gentes”, frisou.

Julio Schweickardt destaca a importância da contribuição dada pelo Grupo da Terra no processo de concepção das formações. “O Grupo da Terra é formado por movimentos sociais que elaboraram a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas. Em março, apresentamos proposta da formação em uma consulta ao Grupo da Terra e fizemos uma consulta aos movimentos sociais acerca dos temas que seriam importantes para fazerem parte da formação”, relembra Schweickardt, afirmando que os integrantes contribuíram com conceitos, preocupações, ideias e experiências, na busca pela qualificação do cuidado com essas populações.

O pesquisador Alcindo Ferla, docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador geral da Rede Unida, enfatiza a contribuição da Fiocruz Amazônia, por meio da expertise do Lahpsa,  na acolhida do projeto pelos movimentos sociais. “A apresentação do projeto pelo dr Júlio Schweickardt teve uma acolhida muito grande pelos movimentos, sempre tão invisibilizados. O desafio do projeto é torná-los visíveis para que as equipes que organizam pontos de atenção nos territórios consigam enxergar esses movimentos, que pleiteam do Governo Federal iniciativas dessa natureza para que possam ter cada vez mais participação.

“Depois dessa escuta, convidamos as pessoas que estão ajudando na elaboração dos materiais e conteúdos e fomos construindo um percurso formativo, que chamamos de trilhas, movimento coletivo de construção, da formação, não trabalhamos com a ideia segmentação por módulos e sim de algo transversal, iremos trabalhar mais de 20 turmas espalhadas por toda a Amazônia”, observa Júlio Schweickardt.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Seminário discute Amazônia no contexto dos eventos climáticos extremos

O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), desenvolvido em parceria com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), promoveram nos dias 20 e 21/6, o seminário “Saúde Coletiva e Sustentabilidade: Amazônia no Contexto dos Eventos Climáticos Extremos”. O evento reuniu especialistas de diversas instituições para discutir os desafios socioambientais e de saúde na Amazônia.

Compuseram a mesa de abertura do seminário, o Coordenador da ESA, Antônio Eduardo Martinez; o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UEA, Roberto Sanches Mubarac; o Coordenador do PPGSC, André Luiz Machado das Neves; a Coordenadora do evento, Samia Feitoza Miguez; o Coordenador de Extensão da UEA, Wagner Ferreira Monteiro, e a pesquisadora, Luiza Garnelo, Docente do DASPAM e, Coordenadora do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI – ILMD / Fiocruz Amazônia).

Representando a Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/ Fiocruz Amazônia, a pesquisadora Luiza Garnelo, avalia o seminário de forma positiva, em especial para o estabelecimento de uma agenda que possibilite a discussão das questões climáticas, dado o atual momento de transição climática. “É um evento super importante, pois nós estamos vivendo essa grande transição climática, absolutamente negativa, mas a gente precisa superar essa unidisciplinaridade que a saúde muitas vezes adota, e o sanitarismo é um ambiente propício para isso, e abrir essa agenda de discussão, da questão climática, do socioambientalismo, da sociodiversidade e das desigualdades socias, gerando perfis endêmicos diversos, e para além disso, olharmos um pouco a sociedade civil amazônica e essas desigualdades socias que são o pano de fundo”, destaca Garnelo.

Coordenadora do evento, Samia Feitoza Miguez, destacou a importância do envolvimento dos profissionais que atuam na saúde coletiva, neste debate. “A saúde coletiva tem um papel fundamental nessa discussão, não só dos nossos futuros sanitaristas perceberem e problematizarem isso dentro das suas pesquisas como um tema transversal, mas abordarem diretamente os efeitos e consequências sanitárias que esse cenário de mudanças climáticas tem produzido, principalmente num contexto marcado por desigualdades sociais e econômicas. Não temos mais como pensar em adentrar esses múltiplos territórios amazônicos de unidades de conservação, de terras indígenas, de assentamentos, de áreas de várzea, sem pensar nessa problemática, sem pensar que ela é o nosso pano de fundo”, explica.

Segundo Samia, o atual momento climático, reafirma a necessidade de novos olhares e discussões sobre novos quadros sanitários. “Em outro momento, pensávamos que a sustentabilidade era o nosso pano de fundo, era preciso discutir o desenvolvimento sustentável, os objetivos do milênio, a agenda 2030. Agora, a gente chegou no momento, que precisamos discutir também as dinâmicas e atividades de regeneração dessas áreas que estão sendo impactadas. A gente já precisa pensar em problematizar esses novos quadros sanitários, e pensar nos efeitos que isso tem ocasionado na produção de doenças, de agravos emergentes, reemergentes, dentro dessas situações todas”, enfatiza.

Roberto Sanches Mubarac, avaliou de forma positiva a realização do evento. “Os dois programas tiveram muita felicidade em fazer essa articulação entre a saúde e a sustentabilidade, fazendo essa transversalidade extremamente importante, não focando apenas no público da pós-graduação, mas trazer também os alunos da graduação para fazer essa discussão. A gente precisa formar essas novas gerações para lidar com problemas tão sérios que a nossa geração deixou. Esse evento é essencial para que a gente possa aprender com os povos indígenas, com as novas gerações, para que a gente possa lutar por perspectivas melhores para nossa sociedade”, destaca.

SOBRE O PPGSC

O curso estrutura-se em torno de uma única área de concentração, SAÚDE COLETIVA. A área produz saberes e conhecimentos acerca do objeto “saúde”, articulando distintas disciplinas (epidemiologia; ciências sociais e humanas em saúde; políticas, planejamento e gestão de sistemas e serviços de saúde) que o contemplam sob vários ângulos; e um âmbito de práticas, onde se realizam ações em diferentes contextos por diversos atores, dentro e fora do espaço convencionalmente reconhecido como “setor saúde”.

Como campo de conhecimento, a Saúde Coletiva estuda o fenômeno saúde-doença enquanto processo social em populações; investiga a produção e distribuição das doenças na sociedade como resultado de processos de produção e reprodução social; analisa as práticas de saúde na sua articulação com as demais práticas sociais; procura compreender as formas pelas quais a sociedade identifica suas necessidades e problemas de saúde, busca sua explicação e se organiza para enfrentá-los. O programa se propõe a aprofundar o conhecimento técnico e acadêmico na saúde coletiva no contexto amazônico, aliado ao desenvolvimento de competências e habilidades na condução de estudos na área de Saúde Coletiva.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivos: Capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; Contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

PROFSAUDE divulga resultado da terceira etapa – Prova Oral do processo de seleção para o Mestrado

A Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE, polo Fiocruz Amazônia, torna público o resultado da terceira etapa – Prova Oral, conforme Edital nº 01/2023. Confira aqui o resultado.

As provas foram aplicadas na Sala 101, primeiro andar do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), situado na Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus/AM, conforme disposição de horários estabelecida pela Comissão de Seleção.

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia passa a integrar Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) passou a integrar, desde o último dia 13/06, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, órgão consultivo, deliberativo e normativo ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) do Amazonas, responsável pela criação de instrumentos de gestão integrada e participativa das águas subterrâneas e superficiais no Estado. Representando a Fiocruz Amazônia, a bióloga Luciete Almeida, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), fez a defesa da participação da Fiocruz Amazônia no colegiado, realizando uma apresentação acerca do trabalho desenvolvido pela instituição no monitoramento da qualidade da água em comunidades ribeirinhas no interior do Estado, por meio de projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

As pesquisas de monitoramento da qualidade da água são objeto de estudo da pesquisadora Luciete Almeida, que também trabalha a questão da educação ambiental junto aos ribeirinhos. Com base nessa experiência, o ILMD/ Fiocruz Amazônia passou a tomar assento no CERH, como convidado fixo. O pedido de inserção foi feito durante a 57ª Reunião Ordinária, ocorrida em 13 de setembro de 2023. O pedido foi aprovado por unanimidade pela plenária. A apresentação institucional foi realizada no auditório da Sema. Para Luciete Almeida, a participação no Conselho abre a possibilidade de participação efetiva da Fiocruz Amazônia na discussão e aprovação de políticas públicas de recursos hídricos, com ênfase na questão da potabilidade.

O Projeto de Educação Ambiental em Comunidades Rurais do Estado do Amazonas: Uma proposta de pesquisa-ação para o monitoramento da qualidade da água”, desenvolvido por Luciete Almeida, foi apresentado no workshop “Água e Clima: Saberes da Amazônia”, promovido pela Sema, em março deste ano, destacando o compromisso da Fiocruz Amazônia em conscientizar as comunidades tradicionais amazônicas, sobre o consumo da água potável e os riscos oferecidos pela contaminação hídrica.

“A Fiocruz Amazônia, além de pesquisar também tem por responsabilidade levar o conhecimento às comunidades, e trabalhar para que elas se conscientizem quanto ao consumo correto da água, a importância de ações simples e pontuais que amenizam o impacto da contaminação hídrica, além de orientar as prefeituras quanto à adoção de políticas públicas, que solucionem ou reduzam o consumo de água contaminada por estas comunidades”, explica Luciete.

O projeto já foi executado em comunidades rurais de 12 municípios amazonenses. Como forma de orientar os moradores, são realizadas oficinas nas quais a equipe explica a importância do consumo da água potável, os impactos da contaminação hídrica, além de realizar a coleta e análise da água consumida pela comunidade. Os moradores também recebem cartilhas do projeto contendo orientações sobre a importância do consumo da água potável e dicas simples de como lavar as mãos, higienizar os vasilhames, a utilização correta do hipoclorito, entre outras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo/Fiocruz Amazônia

Prorrogadas as inscrições ao processo de seleção de candidatos ao Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que oferecem em associação o Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, informam que as inscrições ao processo de seleção de candidatos, que se encerrariam nesta quinta-feira, 20/06, serão prorrogadas até as 16h da próxima segunda-feira, 24/06. Os interessados devem acessar o edital da Chamada Pública e encaminharem a documentação exigida dentro do prazo estipulado. O edital estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos, oferecendo um total de 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024.

O curso terá sede em Manaus. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 (vinte e quatro) meses e máxima de 48 (quarenta e oito) meses, incluindo a realização da defesa de tese. É de inteira responsabilidade do candidato o acompanhamento de todas as etapas do processo seletivo, bem como avisos de alterações ou divulgação de informações.

O coordenador do Daspam, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt, destaca a importância do programa “na” e “para” a Amazônia, especialmente na formação de pesquisadores que possam interpretar, atuar e produzir conhecimento na região. “Importante ressaltar que o Daspam é o único Doutorado em Saúde Pública, oferecido em rede, na Amazônia, voltado para o público de todas as áreas do conhecimento, com destaque para a saúde coletiva”, salienta, reforçando a contribuição do programa aos sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação na região, de saúde que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), as instituições de ensino e pesquisa e os movimentos sociais na região.

Para o presidente da Comissão de Seleção e docente permanente do Daspam, André Machado, o Doutorado em Saúde Pública na Amazônia representa uma oportunidade para profissionais interessados em compreender e enfrentar os desafios complexos e específicos da saúde pública na região amazônica. “Esta região, caracterizada por sua vasta diversidade biológica, cultural e social, enfrenta problemas de saúde singulares que demandam abordagens inovadoras e contextualizadas”, explica.

Machado enfatiza que, no contexto da Amazônia, a saúde pública vai além das questões convencionais de doenças e serviços de saúde. Abrange a interação entre as comunidades locais, o meio ambiente e as políticas de desenvolvimento sustentável. “O Doutorado em Saúde Pública na Amazônia prepara os estudantes para abordar essas questões de maneira holística e integrada, promovendo a saúde e o bem-estar das populações locais”, ressaltou.

E complementa: “O doutorado oferece uma formação robusta, de alto nível, que enriquece a trajetória profissional dos participantes, preparando-os para uma gama de oportunidades em organizações governamentais, não governamentais e no setor acadêmico”. O docente salienta ainda que os egressos do programa estão bem posicionados para contribuir com a pesquisa, o desenvolvimento de políticas públicas e a prática em saúde pública, “impactando positivamente a qualidade de vida das populações amazônicas e promovendo a equidade em saúde”, frisa.

O processo seletivo é composto de três etapas: Homologação das inscrições. Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento; Prova de Saúde Coletiva. Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 6,0 pontos; entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e entrevista.

SOBRE O DASPAM

O Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre o tema “Insegurança alimentar entre povos e comunidades tradicionais” nesta sexta-feira, 21/06

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 21/06, a partir das 10h, a palestra intitulada “Insegurança alimentar entre povos e comunidades tradicionais”, a ser ministrada pela nutricionista Amanda Forster Lopes, doutora em Ciências e professora do curso de Nutrição da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O evento é uma iniciativa do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (Sagespi), da Fiocruz Amazônia.

A palestrante destaca que, no Brasil, a Escala Brasileira de Segurança Alimentar (EBIA) é tida como o principal instrumento para avaliação da insegurança alimentar (IA). O enfoque, porém, é centrado na renda para acesso aos alimentos, não contempla os PCTs, que são grupos culturalmente diferenciados e altamente vulneráveis à insegurança alimentar (IA) enfrentada por povos e comunidades tradicionais (PCTs).

Na palestra, a pesquisadora trará aspectos de uma análise crítico-reflexiva sobre a aplicabilidade da EBIA no contexto das particularidades de PCTs como passo inicial de uma proposta de instrumento adaptado que possa trazer resultados de IA mais fidedignos a fim de subsidiar políticas públicas adequadas para atender as necessidades de saúde desse segmento da sociedade. A palestra ocorrerá em formato on line e pode ser acompanhada pelo link: https://us06web.zoom.us/j/84607021678?pwd=pUgRi0BP7XypvD9Fa3lxmr43zR6tZW.1 (ID 84607021678 e senha de acesso 973067), tendo, como moderadora, a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Amândia Braga.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora do curso de Nutrição da UFAM. Amanda ForsterLopes é membro da equipe de pesquisadores do projeto “Avaliação psicométrica de instrumento de aferição de autonomia culinária: validade dimensional”, financiado por meio da Chamada CNPq/MCTI/FNDCT número 18/2021 – Universal. Coordenadora do projeto “Insegurança Alimentar e Nutricional e as dimensões do ambiente. Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrição e Saúde Coletiva (LANSC) desde 2022, Amanda Lopes é Doutora (2018) e Mestre (2015) em Ciências, área de concentração: Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade (FSP/USP), especialista pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente – Área de Concentração Oncologia Pediátrica (GRAACC/IOP/UNIFESP, 2013) e graduada em Nutrição (UNESP, 2010).

Em sua atuação como pesquisadora, articula nutrição, saúde materno-infantil e saúde coletiva, especificamente nos temas estado nutricional na infância e fatores de risco relacionados, segurança alimentar e nutricional e políticas públicas em alimentação e nutrição.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Seminário de Avaliação e Acompanhamento do PROEP-LABS é realizado pela Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, nos dias 13 e 14/06, o Seminário de Avaliação e Acompanhamento do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde dos Laboratórios (PROEP-LABS/ILMD/Fiocruz Amazônia). O evento é o segundo reunindo representantes dos sete laboratórios de pesquisa com a finalidade de apresentar os resultados parciais e prestação de contas dos projetos que contam com financiamento do programa. O PROEP-LABS/ILMD Fiocruz Amazônia visa a promoção da excelência na pesquisa, inovação e o desenvolvimento tecnológico em saúde nos Laboratórios de Pesquisa do Instituto e conta com a colaboração de um Comitê de Seleção e Acompanhamento, formado por pesquisadores sêniores de outras unidades da Fiocruz e de instituições de pesquisa do Amazonas e do país.

Desta vez, o seminário teve como finalidade promover o acompanhamento dos projetos aprovados na Chamada N. 025/2022 – PROEP-LABS/ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA – Edição 2023/2025. O PROEP-LABS atende as Teses e Diretrizes estabelecidas no IX Congresso Interno da Fiocruz, que teve Relatório Final aprovado em 31/03/2022. Na Fiocruz Amazônia, a atividade é coordenada pela Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação. Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o evento reflete o esforço institucional desenvolvido pela Fiocruz Amazônia no sentido de disponibilizar recursos para alavancar os laboratórios da unidade, sobretudo os mais novos e em fase de estruturação básica, potencializando a capacidade de captação de recursos dos mesmos junto às agências nacionais e internacionais.

“Estamos no segundo seminário e na quarta chamada pública do programa, num esforço importante para essa edição onde todos os laboratórios apresentaram propostas de projetos selecionadas pelo comitê e em implementação. Este seminário serve para demonstrar a diversidade de formas de ação dos laboratórios que se complementam, impactando a sociedade, desde a produção do conhecimento e tecnologia, como também na captação de ideias e promoção de políticas públicas adequadas para determinados grupos vulneráveis, como por exemplo, indígenas, ribeirinhos e quilombolas”, afirmou Stefanie.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, destaca como ponto positivo da iniciativa a possibilidade de troca de conhecimentos e informações entre os laboratórios. Ela relembra que, no início da atual gestão, durante uma oficina, realizada no mês de janeiro, visando a preparação para COP30, um dos pontos levantados pelos pesquisadores foi a necessidade de conhecer melhor o que outros grupos desenvolvem. “Esses momentos de encontros servem não somente para que identifiquemos potenciais pontos de convergência de interesses e pesquisas, mas para que o próprio laboratório também acompanhe o trabalho desenvolvido por colegas”, enfatizou.

Segundo El Kadri, durante o seminário de acompanhamento, todos os laboratórios, em suas apresentações, destacaram a importância desse investimento institucional tanto no apoio para funcionamento cotidiano do laboratório, quanto reforço na equipe de trabalho, destacando também a importância do PROEP para prospectar e captar novos recursos em fontes externas. “Outro ponto evidente foi o fortalecimento na formação de pessoas não só na pós-graduação, mas também na Iniciação Científica e no Provoc (Programa de Vocação Científica), da Fiocruz”, afirma Michele, salientando a excelência na contribuição do Comitê de Acompanhamento, formado pelos membros externos Bernardo Horta, pesquisador sênior visitante do ILMD/Fiocruz Amazônia;  Leandro Giatti, professor doutor do Programa de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e Fábio Trindade Maranhão Costa, coordenador de Ações Internacionais do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Durante o seminário, cada representante de laboratório apresentou informações básicas do projeto, objetivos propostos e alcançados, metas e atividades realizadas, resultados alcançados, dificuldades encontradas, sugestões e conclusões. Um dos projetos, “Morbimortalidade por doenças e agravos transmissíveis e não transmissíveis na Amazônia brasileira: aspectos hidro-climáticos, socio-sanitários, espaço-temporais e terapêuticos”, foi apresentado pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi). O projeto tem como objetivo avaliar padrões, fatores associados e prognósticos da morbimortalidade por doenças e agravos transmissíveis e não transmissíveis na Amazônia brasileira, com enfoque em aspectos hidro-climáticos, socio-sanitários, espaço-temporais, alimentares e terapêuticos.

Para Orellana, a oportunidade de apresentar resultados parciais e prestação de contas dos projetos de pesquisa demonstra a forma transparente com que é feito o investimento dos recursos no fomento aos laboratórios. “A degradação da Amazônia e as mudanças no clima podem produzir impactos diretos ou indiretos na saúde da população. Doenças e agravos à saúde tropicais conhecidos, alguns imunopreveníveis, como a dengue e outras arboviroses, a malária, a tuberculose, as hepatites virais, a leptospirose, a leishmaniose e a febre amarela, assim como doenças emergentes como a Covid-19, doenças reemergentes como a Monkeypox ou ainda doenças e agravos à saúde considerados “não-transmissíveis” como o excesso de peso, a desnutrição, as neoplasias e as diferentes formas de violência interpessoal e auto infligidas, seguem constituindo como desafios sociosanitários permanentes na região”, ressalta Orellana.

SOBRE O PROEP-LABS

O Programa objetiva apoiar projetos de pesquisa que visem à promoção da excelência na pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico em saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia. A iniciativa está alinhada à Resolução n. 003/2022, do Conselho Deliberativo, de 16 de novembro de 2022 e, às diretrizes de planejamento da Fiocruz.

O PROEP-LABS possui ainda o intuito de fortalecer a estrutura e o desenvolvimento de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação nos Laboratórios de Pesquisa e pesquisadores da Instituição, garantindo a sustentabilidade, incentivando a produtividade e a avaliação contínua de desempenho, contribuindo com o compromisso de excelência em pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. O programa visa à promoção da excelência na pesquisa, inovação e o desenvolvimento tecnológico em saúde nos Laboratórios de Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A partir do êxito alcançado ao longo de suas edições, hoje se constitui como um Programa Institucional Estratégico, compondo o portifólio de programas perenes estruturantes, juntamente com o Programa de Iniciação Científica, Programa Visitante Sênior. Com os investimentos do PROEP, tem sido fortalecida a estrutura de pesquisa nos Laboratórios da Instituição, garantindo sustentabilidade de projetos de longo prazo, incentivando a produtividade, a captação de novos recursos e a avaliação contínua de desempenho, contribuindo com o compromisso de excelência em pesquisa do Instituto.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia recebe equipe do Cogig para a primeira manutenção preventiva e corretiva de 2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, ao longo das duas últimas semanas, entre os dias 2 e 14/06, a equipe multidisciplinar do Departamento de Manutenção e Equipamentos Científicos (Demeq), da Coordenação Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic), da Fiocruz (RJ), com o objetivo de promover inspeções preventivas e corretivas, além de qualificações de performance, nos equipamentos dos laboratórios da unidade, bem como nos instalados nas unidades descentralizadas localizadas na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-AM) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A finalidade é manter os equipamentos funcionando em condições normais de uso, segurança e qualidade, contribuindo para o bom andamento das pesquisas desenvolvidas.

De acordo com o coordenador da equipe, Hilne Arndt Cabral, nesta visita foram atendidos 378 equipamentos, entre manutenção preventiva, inspeções, manutenção corretiva e qualificação de cabines. “Recuperamos 13 equipamentos, que estavam fora de uso há algum tempo, e identificamos e listamos, junto com o Serviço de Infraestrutura (Seinfra), do ILMD/Fiocruz Amazônia, as peças de reposição para atender a demanda de manutenção corretiva em oito equipamentos”, destacou Hilne, enfatizando a importância da parceria dos servidores da unidade para o êxito da atividade. “O profissionalismo, a atenção e o carinho de todos os envolvidos nessa visita, desde a direção até o pessoal da infraestrutura, apoio administrativo e dos laboratórios, foi fundamental para o balanço positivo da ação”, ressaltou.

A equipe técnica da Cogic/Demeq que visitou Manaus é composta por seis técnicos: Hilne Arndt Cabral (microscopia e supervisão), Sérgio Paulo Silveira (refrigeração fina), Luis Cláudio Guimarães (balanças e medidores de pH), Rafael Farias e Filipe Barreto (equipamentos de laboratório) e Rodrigo Santos (qualificação de cabines). Para a assessora de Gestão de Qualidade, da Fiocruz Amazônia, Ângela Alves da Silva, a gestão do parque de equipamentos faz parte do atendimento às normativas de um Sistema de Gestão da Qualidade, incluindo o controle de manutenções corretivas, preventivas e qualificações. “Além de preservar o funcionamento do ativo, evitar desgastes e aumentar sua vida útil, a conformidade com a ISO 9001 pode garantir que os processos de gestão desses equipamentos estejam alinhados com padrões reconhecidos internacionalmente para garantir a qualidade dos resultados dos testes e análises realizados”, explica Ângela.

A assessora informa que os resultados dos trabalhos realizados pela equipe da COGIC/Fiocruz irão compor o registro dos equipamentos laboratoriais do ILMD, bem como o Plano de Manutenções Preventivas da área da pesquisa. “As atividades de pesquisas na área de saúde pública requerem a utilização de equipamentos e instrumentos com alta confiabilidade e operacionalização eficiente, uma vez que os volumes de amostras e substâncias manuseadas possuem requisitos de precisão e pureza”, observa Ãngela.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia é destaque na Conferência de Migração da Associação Brasileira de Antropologia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou da Conferência de Migração (Comigrar) promovida pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA), com o objetivo de discutir e propor estratégias de implantação de políticas públicas migracionais no Brasil. A técnica em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente, representou a instituição no evento, ocorrido em abril, no formato on line, sendo uma das palestrantes convidadas a falar sobre a relação entre saúde e migração no contexto amazônico A ABA disponibilizou no último dia 7/06, no canal do You Tube da instituição, o conteúdo completo das sete conferências realizadas.

De acordo com Fabiane Vinente, as conferências foram possíveis graças à chamada pública aberta pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) visando a realização de conferências preparatórias à 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apátrida (Comigrar), prevista para ocorrer neste mês de julho, em Brasilia, numa realização do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). “Aqui em Manaus, participamos das conferências municipal e estadual, além de outras realizadas por entidades da sociedade civil, a exemplo da Pastoral do Migrante”, conta Vinente.

Fabiane Vinente é pesquisadora no Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde (LAHPSA) e docente no Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE e colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Saúde e Condições de Vida na Amazônia (PPGVIDA/Fiocruz). Em sua palestra, ela fez um relato sobre as implicações dos processos migratórios para o campo das políticas públicas e avaliou como o Sistema Único de Saúde no Brasil tem respondido às demandas colocadas pelos novos fluxos migratórios na América Latina como foi o caso da migração dos haitianos e dos venezuelanos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia prestigia sessão especial em homenagem aos 20 anos da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra Rosemary Costa Pinto

A Fiocruz Amazônia marcou presença na Sessão Especial em homenagem aos 20 anos da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto, realizada no final da manhã desta segunda-feira, 10/06, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, compareceu à homenagem e destacou a importância da parceria mantida entre a Fiocruz e a FVS-RCP, ao longo desse período, com especial destaque para a atual gestão da diretora-presidente, Tatyana Costa Amorim, que possibilitou a assinatura de termos de cooperação científica que garantem a execução conjunta de projetos desenvolvidos por pesquisadores das duas instituições. Stefanie Lopes compôs a mesa de honra da sessão especial, proposta pela deputada estadual Mayara Pinheiro, presidente da Comissão de Saúde e Previdência, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.

A Sessão Especial contou com a presença de autoridades estaduais e municipais, bem como representantes de fundações de saúde e fomento à pesquisa em atuação no Estado do Amazonas, todas parceiras da FVS, ao longo dessas duas décadas, a exemplo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT), Fundação Alfredo da Matta e Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Representando o Governo do Estado, a secretária de Estado da Saúde, Nayara Maksoud, ressaltou a importância da presença da FVS nos 62 municípios do Amazonas, com uma atuação que “perpassa de forma transversal todas as áreas da saúde pública do estado e se comunica de forma assertiva com as políticas públicas de prevenção e promoção da assistência do sistema público de saúde estadual”, salientou.

Os termos de cooperação científica firmados entre a Fiocruz Amazônia e a FVS-RCP visam fortalecer as estratégias de vigilância e controle de doenças infecciosas no Amazonas. Os acordos foram assinados juntamente com os pesquisadores das duas instituições responsáveis pela coordenação de cada projeto. O foco das parcerias são doenças infecciosas como dengue, zika, malária, Chikungunya, febre amarela, Covid-19, infecções sexualmente transmissíveis (IST/HIV/Aids) e hepatites virais. Os termos têm como objetos projetos na área de controle vetorial e reservatórios na Amazônia, vigilância entomológica de insetos vetores de patógenos emergentes, reemergentes e/ou negligenciados no Amazonas; apoio à vigilância laboratorial desses patógenos; vigilância das morbimortalidades por causas externas no Amazonas; epidemiologia de SAS-CoV-2 no Amazonas; desenvolvimento de imuno ensaios para diagnóstico, fortalecimento da política de IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais no Amazonas e oferta de cursos e treinamentos para profissionais de saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Especialista alerta para técnicas de neuromarketing que manipulam comportamento de consumo de alimentos ultraprocessados

“A indústria alimentícia utiliza pistas ambientais que associam seus produtos a aspectos positivos e sedutores, predispondo ações voltadas à aproximação desses alimentos sem que o consumidor perceba”. O alerta foi dado pela nutricionista e doutora em Ciências Biológicas, Isabel de Paula Antunes David, do Instituto Biomédico, do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal Fluminense, durante palestra do Centro de Estudos, promovido pelo Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da Fiocruz Amazônia, no último dia 7/06. Segundo a especialista, para capturar os consumidores, a indústria alimentícia incorpora técnicas de neuromarketing, tendo como embasamento teórico a Psicologia e a Neurobiologia, para sutilmente influenciar as preferências alimentares e de consumo, por exemplo, através do estabelecimento de associações de marca com emoções positivas.

A importância do tema foi destacada também pelo epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia e chefe do Legepi, ressaltando a relação entre Neurociências e Saúde Pública. Segundo ele, a oportunidade de discussão proporcionada reforça a importância estratégica do Centro de Estudos para discussões com temas que transcendem o universo acadêmico. “Hambúrgueres, refrigerantes, biscoitos, e enlatados em geral fazem parte da nossa rotina diária e não nos apercebemos do quanto são prejudiciais, cabendo à pesquisa científica buscar alternativas e estratégias de proteção à saúde da população”, afirma Orellana.

O pesquisador ressalta que o tema abordado, além de ser atual e praticamente desconhecido pelo grande público, teve lugar justamente no “Dia Mundial da Segurança dos Alimentos”, comemorado, anualmente, em 7 de junho. “A palestra certamente cumpriu com o principal objetivo do nosso Centro de Estudos, o de oportunizar a discussão de temas ligados à pesquisa e que são de interesse comunitário. Ademais, as interações entre pesquisadores convidados e a comunidade do Centro de Estudos podem fortalecer ou gerar novas articulações com grupos de pesquisa ou Programas de Pós-Graduação de fora do Amazonas”, observou.

Isabel David explica que a compreensão detalhada dos  processos psicológicos  e  neurobiológicos  implicados nas estratégias de marketing pode ajudar os setores de saúde a determinar os métodos mais eficazes de proteger a população contra essa influência indesejada. “É importante desenvolver habilidades para melhorar a defesa contra as influências nocivas da publicidade de alimentos não saudáveis, alertando os pais, educadores e autoridades de saúde para as formas sutis de manipulação do comportamento, e como elas afetam principalmente crianças e adolescentes. Além disso, é preciso ainda limitar as práticas de publicidade agressiva voltada aos alimentos ultraprocessados e agregar o conhecimento científico interdisciplinar para desenvolver ações de promoção da alimentação saudável e inibição do consumo de alimentos não saudáveis”, defende.

SOBRE A PALESTRANTE

Graduada em nutrição pela Universidade Federal Fluminense (2003), Isabel de Paula Antunes David possui mestrado (2005) e doutorado em Ciências Biológicas (2008) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho), ambos na área de neurofisiologia. Desenvolveu parte do seu doutorado no Laboratório de Psicofisiologia da Universidade de Granada (Espanha) em 2007 através do programa de doutorado-sanduíche da CAPES, mantendo colaboração com este grupo desde então. Isabel foi bolsista de pós-doutoramento do CNPQ em 2009 realizando, neste período, projetos no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB). Em 2009, foi contemplada com o Research Fellowship Training Awards oferecido pela Society for Psychophysiological Research, recebendo treinamento em eletroencefalografia através do professor Dr. Andreas Keil da Universidade da Flórida (EUA), com o qual continua mantendo colaboração.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia participa de reunião final do Ministério da Saúde para detalhamento de um programa de saúde para a Amazônia Legal

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, da Fiocruz Amazônia, dra Michele Rocha El Kadri, participou em Brasília, nos últimos dia 6 e 7/06, de uma reunião final promovida pelo Ministério da Saúde com a finalidade de detalhar as estratégias de atuação do Plano de Saúde da Amazônia Legal, como resultado das discussões promovidas pelo Grupo de Trabalho Ação de Saúde Amazônia (GT-ASA), criado em junho de 2023, no âmbito do Ministério da Saúde, com esse objetivo. O grupo, coordenado pela Secretaria de Vigilãncia em Saúde e Ambiente do MS, foi instituído pela Portaria  GM/MS No 70 com o intenção de articular o Plano de Saúde da Amazônia Legal – PSAL com o Plano Nacional de Saúde – PNS e o Plano Plurianual – PPA 2024-2027.  O grupo conta com representantes de todas as Secretarias do Ministério da Saúde, do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia representou a instituição em diversos encontros ocorridos ao longo dos 12 meses de vigência do GT e destacou a satisfação em trazer à pauta do Grupo as demandas de políticas públicas para a região amazônica. “O intenso trabalho neste ano junto ao GT-ASA foi um espaço privilegiado que reuniu todas as secretarias do Ministério da Saúde dialogando e reorientando seus planejamentos internos de modo a priorizar políticas e orçamento especificamente para demandas do território da Amazônia Legal”, salientou El Kadri, enfatizando a importância, nesse contexto, dos seminários Saúde e Ambiente na Amazônia, realizados em Porto Velho (RO) e Manaus (AM), respectivamente em 2023 e 2024.

“Parte dessa agenda foi dialogada de modo mais amplo com diversas instituições de pesquisa, ensino, assistência da região nos dois seminários Saúde e Ambiente na Amazônia, promovidos pela Fiocruz. Com mais de 150 participantes, o evento de Manaus foi encerrado com a aprovação de uma carta aberta à ministra da Saúde, Nísia Trindade, contendo um conjunto de recomendações voltadas à superação dos desafios existentes na Amazônia Legal, que compreende nove estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão)”, explica Michele. Durante a reunião, em Brasilia, foram feitos os encaminhamentos do resultado final desta articulação para o lançamento ainda em 2024 do programa de saúde para a Amazônia Legal pelo Governo Federal.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia premia destaques da 21ª Raic e expõe trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) encerrou nesta sexta-feira, 7/6, a 21ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic). O encerramento da programação foi marcado pela tradicional premiação, que anualmente destaca projetos, desenvolvidos por estudantes de graduação de diversas instituições de ensino de Manaus, que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O último dia de evento, contou ainda com a Exposição dos Trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc – ILMD/Fiocruz Amazônia). Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação–SEDUC/AM, o Provoc representa uma proposta educacional de iniciação científica (IC) nas áreas de Saúde, Ciência e Tecnologia, direcionada a jovens que estão cursando o ensino médio.

Compuseram a mesa de abertura da cerimônia de encerramento, a Diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes; o Coordenador do Programa de Iniciação Científica (PIC – ILMD/ Fiocruz Amazônia), Yury Chaves; a Coordenadora local do Provoc, Ormezinda Fernandes. O evento iniciou na terça-feira, 4/6, com a palestra “Infodemia: Como Combatê-la na Era da Informação?”, ministrada pela Dra. em Ciências da Informação, Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Stefanie Lopes, explicou a relevância institucional dos investimentos feitos em prol da iniciação científica. “Ser uma instituição que está atuando na formação em ciência, de alunos do ensino médio e na graduação, é muito importante. Esses alunos são parte dessa instituição e constituem algo que é grandioso para nós, que é formar, divulgar, incentivar a carreira científica, demonstrando que sem ciência nosso país não avança. Temos 28 alunos no Provoc e 45 de Iniciação Científica, que representam o cumprimento de uma missão, que é mostrar à nossa sociedade que ciência é importante”, destaca.

A Raic possui o objetivo de reforçar a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante a programação, os estudantes apresentam resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do PIC, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.

Yury Chaves, avaliou de forma positiva a 21ª Raic. “A coordenação do programa sente que durante esses dias de grandes apresentações tivemos ótimos trabalhos e grande desempenho dos alunos. Fico muito feliz em ver esses jovens participando e espero que sigam seus caminhos, desenvolvendo ciência, seja pela Fiocruz ou em qualquer Instituição que traga benefício para a sociedade”, pontua.

Durante os quatro dias de evento, 44 trabalhos de graduandos, divididos nas sessões temáticas de Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia, foram apresentados. Durante as apresentações, os bolsistas foram avaliados quanto a apresentação e relatórios submetidos a uma banca de avaliadores de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.

Os projetos que se destacaram durante a 21ª Raic, receberam certificado de honra ao mérito e premiação, sendo um em cada categoria. O evento destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia.

O trabalho intitulado “Investigação do perfil lipídico em tecidos cervicais de mulheres diagnosticadas com neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau”, apresentado por Giovanna Marques, buscou encontrar lipídios no corpo, capazes de distinguir mulheres que estão com lesões graves no colo do útero, que precedem o câncer cervical, colaborando para o diagnóstico precoce da doença e futuros tratamentos. “Ver esse estudo ser reconhecido é muito gratificante, tanto para mim, como para toda a equipe que colaborou nesse projeto, pois é algo que tem impacto muito grande no Amazonas e, para mulheres de todo o Brasil. Espero que esses resultados possam contribuir para um melhor diagnóstico de todas as mulheres que têm essas neoplasias, essas lesões que são o centro do meu estudo, além de ajudar a saúde de todas as brasileiras”, comemora a vencedora do melhor trabalho na sessão Biotecnologia e Bioprospecção.

Conheça os alunos e projetos premiados:

ENTOMOLOGIA

Bolsista PAIC/FAPEAM: Emanuele Ferreira Fernandes

Orientador: Felipe Arley Costa Pessoa

Título do trabalho: Composição e diversidade de flebotomíneos em paisagens silvestres e sinantrópicos, de duas localidades na região da Amazônia brasileira.

BIOTECNOLOGIA E BIOPROSPECÇÃO

Bolsista PAIC/FAPEAM: Giovanna Melo Marques

Orientadora: Priscila Ferreira de Aquino.

Título do trabalho: Investigação do perfil lipídico em tecidos cervicais de mulheres diagnosticadas com neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau.

SAÚDE COLETIVA

Bolsista PAIC/FAPEAM: Peterson Carvalhal Sousa

Orientador: Marcilio Sandro de Medeiros.

Título do trabalho: Reconquista das Altas Coberturas Vacinais: Perspectivas da Educação Popular em Saúde no âmbito das atividades do Projeto Agentes Populares de Saúde Amazonas.

MICROBIOLOGIA

Bolsista PAIC/FAPEAM: Kamila Pereira de Araujo

Orientadora: Priscila Ferreira de Aquino.

Título do trabalho:  Prevalência e fatores associados à coinfecção de Papilomavírus humano e Chlamydia trachomatis em mulheres com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau.

PARASITOLOGIA E IMUNOLOGIA

Bolsista PIBIC/CNPq: Isabele Rodrigues Praxedes

Orientador: Yury Oliveira Chaves

Título do trabalho: Impacto da disfunção mineral óssea na exaustão celular de linfócitos T em pessoas vivendo com HIV/AIDS sob tratamento antirretroviral.

EPIDEMIOLOGIA

Bolsista PIBIC/CNPq: Nelson Lima Luz

Orientador: José Joaquín Carvajal Cortés

Título do trabalho: Construindo bases para diagnóstico da malária utilizando inteligência artificial.

PROJETO INOVADOR

Bolsista PIBIC/CNPq: Nelson Lima Luz

Orientador: José Joaquín Carvajal Cortés

Título do trabalho: Construindo bases para diagnóstico da malária utilizando inteligência artificial.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Sob responsabilidade do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/ ILMD Fiocruz Amazônia), a premiação passa por avaliação de uma banca externa, que avalia o projeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e/ou produto, portanto, concorrem somente os projetos que ofereçam essa possibilidade. Nesta edição, Nelson Lima Luz, foi o aluno contemplado.

“É um misto incrível de sensações, sentimento de dever comprido, felicidade e muito orgulho de ter encerrado o ciclo do meu 2º ano de iniciação científica desta forma. Tivemos um evento excelente, com vários projetos incríveis, e pude me destacar com esse projeto de Inteligência Artificial para o diagnóstico da malária em duas categorias, a primeira como destaque na sessão de epidemiologia e, a segunda como projeto inovação tecnológica”, destaca Luz.

INTERCÂMBIO

No ano passado, durante a 20° Raic, Nelson Luz, foi contemplado como o melhor projeto da sessão “Saúde Coletiva”, além de ter sido escolhido para representar o ILMD / Fiocruz Amazônia e, o Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PReV Amazônia, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), no evento de boas-vindas dos alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ).

“É incrível ter conseguido alcançar todas essas conquistas com meu projeto, notar a evolução profissional e pessoal que alcancei, além de poder ver colegas serem comtemplados a vivenciar essa mesma experiência, que de fato vai marcar a vida científica de cada um deles. Foi tudo verdadeiramente mágico e, só posso agradecer a Instituição, meus orientadores e toda a coordenação por essa oportunidade”, explica.

Em detrimento de terem obtido as maiores notas da 21ª Raic, no ano em que a Fiocruz Amazônia comemora seus 30 anos de existência, os alunos Peterson Carvalhal Sousa, Isabele Rodrigues Praxedes e Kamila Pereira de Araujo, irão participar da acolhida dos alunos de Iniciação Científica, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

“Estou muito feliz e muito grata por essa oportunidade. É um sonho conhecer a Fiocruz no Rio de Janeiro, além de conhecer tudo o que eles desenvolvem, as pesquisas e todas as colaborações que eles trouxeram para nós de forma geral, no país e para nossa região. Também fico muito grata pela oportunidade de conseguir apresentar meu trabalho e perceber como pudemos evoluir do ano passado para este ano. Trouxemos resultado novos, e por ser um projeto muito promissor, eu sei que vai trazer muitos benefícios para a população do nosso estudo”, pontua Isabele Praxedes.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

VOCAÇÃO CIENTÍFICA

28 trabalhos de estudantes da rede pública de ensino de Manaus, sendo 21 da etapa iniciação e 7 da etapa avançado, foram expostos para a comunidade acadêmica e científica, durante a II Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc – ILMD/Fiocruz Amazônia). Participam da mostra, estudantes do Colégio Amazonense Dom Pedro II; Colégio Brasileiro Pedro Silvestre; Escola Estadual Sant’ Ana; e Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, que integram o Provoc.

Ormezinda Fernandes, coordenadora local do programa, enfatizou a importância do incentivo aos jovens, visando o despertar vocacional ainda no ambiente escolar. “É com muita satisfação que a gente vê esse auditório repleto de jovens estudantes, de jovens promissores à ciência. É isso que a gente vem estimular com o Provoc, com a iniciação científica, o despertar para a ciência”, frisa.

O objetivo do Provoc é possibilitar ao estudante de ensino médio a vivência em ambientes de pesquisa e conhecer o cotidiano de trabalho dos pesquisadores, proporcionando a experiência de aprender ciência na prática. Com essas vivências o Programa de Vocação Científica estimula ao jovem seguir uma carreira científica, especificamente, nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Vice-coordenadora local do Provoc, Anizia Aguiar, destacou os esforços da Fiocruz, no desenvolvimento de programas que visam a formação científica dentro da educação básica. “É muito importante a gente perceber que a Fiocruz é uma instituição que olha para a pesquisa científica, não apenas no que acontece com pesquisadores já consagrados, mas que vê nos jovens, a possibilidade de surgirem grandes cientistas. Os trabalhos apresentados hoje, mostram uma diversidade em temáticas, propostas, possibilidades, então a experiência tem sido muito enriquecedora para nós da Fiocruz, e para eles”, explica.

Em agosto, a Fiocruz Amazônia estará presente na I Jornada Nacional do Provoc, evento que vai reunir de forma inédita, estudantes de todos as Unidades da Fiocruz no Brasil, comtempladas pelo programa. “Esse ano teremos um evento especial, que é a primeira jornada nacional do Provoc, no Rio de Janeiro. Selecionamos 17 alunos irão participar desse evento. Vão estar presentes todas as Unidades da Fiocruz, então essa interação vai ser muito importante para eles”, explica Ormezinda.

Professora de Biologia da Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, Grasiela Saraiva, avalia os benefícios do Provoc na vida dos estudantes. “É uma experiência única na vida deles, pois isso tudo aqui é muito distante da realidade deles. Esse universo da ciência está muito longe do meio em que eles vivem e essa oportunidade de participar, se envolver, estudar, aprender é algo que eles irão levar para o resto da vida e, que vai abrir portas. A escola agradece por essa parceria, por esse crescimento que a gente acaba levando não só para os alunos, mas também para a escola, pois outros alunos também acabam sendo incentivados a participar dos processos seletivos e desenvolver uma nova visão de vida”, conta.

O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em 1986 pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 38 anos de existência, cerca de 1000 pesquisadores participaram do Programa, orientando mais de dois mil alunos, oriundos de 15 instituições de ensino do Rio de Janeiro, em 19 unidades de pesquisa da Fiocruz. Outras centenas de alunos e orientadores também têm vivenciado o Programa de Vocação Científica nos demais centros regionais da Fiocruz e instituições de pesquisa.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia e Ibama-AM firmam acordo de cooperação técnica pioneiro para realização de pesquisas em One Health

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis do Amazonas (Ibama-AM) firmaram acordo de cooperação técnico-científica para a realização de pesquisas na área de investigação de patógenos em animais silvestres na Amazônia. O acordo é pioneiro e tem por objeto estabelecer a cooperação entre o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas-AM) e a Fiocruz Amazônia, por meio de apoio técnico, científico e operacional, por um período de cinco anos (60 meses). O documento foi assinado pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, e a diretora de Biodiversidade e Florestas do Ibama, Lívia Karina Passos Martins.

De acordo com Stefanie Lopes, o acordo representa um passo importante no processo de oficialização de uma parceria já existente entre as duas instituições no Amazonas, por meio do Programa Saúde Única, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia. O programa tem como objetivo promover um alinhamento de protocolos e informações sobre resultados de análises de amostras de material biológico coletado de espécimes da fauna amazônica, recebidos pelo Cetas, do Ibama, em Manaus. “A partir de agora, essa parceria é fortalecida”, reforça a diretora. O Cetas/Ibama AM recebe animais silvestres de diversas regiões do Amazonas e, a partir das análises realizadas, é possível mapear a ocorrência de possíveis surtos de novas doenças infectocontagiosas e o ressurgimento de outras.

A analista ambiental do Ibama, Natália de A. de Souza Lima, chefe do Núcleo de Apoio ao Cetas/Ibama AM, explica que o ACT representa um avanço na parceria existente desde 2019. “O acordo de cooperação reflete a sinergia das duas instituições na busca por conhecimentos para promover a saúde animal, ambiental e humana. E fortalece a colaboração entre instituições que atuam em áreas aparentemente distintas, inclusive vinculadas a diferentes ministérios, mas que convergem no objetivo maior de consolidar a abordagem de Saúde Única em suas atuações”, desatacou.

A médica veterinária Alessandra Nava, pesquisadora bolsista da Fiocruz Amazônia, lembra que a iniciativa conta também com a parceria do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o Projeto Sauim de Coleira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “A intenção é fortalecer a investigação de aspectos sanitários e epidemiológicos dos animais recebidos pelo Cetas. Acessamos o material biológico para poder entender a prevalência de algumas doenças virais e parasitárias que acometem a população silvestre”, explica.

Segundo a veterinária, o acordo de cooperação legitima a parceria e coloca as duas instituições em sintonia com os direcionamentos em One Health (Saúde Única) preconizados pelas organizações Mundial de Saúde (OMS), das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e  Mundial de Saúde Animal (OMSA). Natália Lima observa que a parceria e o ACT levam o Cetas do Ibama-AM a um novo patamar. “Além de suas já conhecidas contribuições à reabilitação e conservação de espécies da fauna, amplia sua atuação por meio da geração de conhecimentos e informações, que tem interface com a saúde da população humana”, afirmou.

Os animais recebidos no Cetas-AM vêm de várias partes do Estado, o que permite um mapeamento das prevalências. Geralmente, são animais tanto mantidos em cativeiro quanto de vida livre que sofreram algum tipo de trauma (vítimas de atropelamento, choque elétrico, entre outros).

BIOBANCO

O conceito de Saúde Única é difundido hoje mundialmente, associando saúde humana, animal e ambiental, como fatores que interagem entre si de forma indissociável. A Fiocruz Amazônia possui um biobanco da vida silvestre com amostras de mais de 200 tipos de animais, entre morcegos, primatas e roedores, coletados não só no Cetas Ibama como também em áreas de floresta na área urbana e rural da Região Metropolitana de Manaus, entre elas, a área de proteção ambiental da Ufam e do assentamento Rio Pardo, onde funciona uma base de apoio a pesquisas da Fiocruz Amazônia, no município de Presidente Figueiredo-AM).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo/Fiocruz Amazônia

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Centro de Estudos aborda estratégias de proteção contra a publicidade de alimentos ultraprocessados

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 07/06, a partir das 10h, a palestra intitulada “Pistas implícitas e comportamento: estratégias de proteção contra a publicidade de alimentos ultraprocessados”, a ser ministrada pela nutricionista e doutora em Ciências Biológicas, Isabel de Paula Antunes David, do Instituto Biomédico, do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal Fluminense. O evento é uma iniciativa do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da Fiocruz Amazônia.

Na oportunidade, a palestrante irá abordar as técnicas de neuromarketing, aplicadas pela indústria, com base na neurociência, como forma de persuasão implícita e promoção dos seus produtos. Segundo a pesquisadora, é crucial conhecer as desleais estratégias de persuasão da indústria alimentícia no intuito de proteger a saúde da população. Ainda de acordo com a dra Isabel David, as chances de sucesso aumentam, ao se agregar o conhecimento científico interdisciplinar na fundamentação teórica das ações de saúde pública voltadas para a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e promoção da alimentação saudável.

A palestra ocorrerá em formato on line e pode ser acompanhada pelo link: https://us06web.zoom.us/j/84748058930?pwd=KJLzJWxbx3PkmGpUhblnKb0zqJaI1T.1, tendo como moderador o epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia e chefe do Legepi

SOBRE A PALESTRANTE

Graduada em nutrição pela Universidade Federal Fluminense (2003), Isabel de Paula Antunes David possui mestrado (2005) e doutorado em Ciências Biológicas (2008) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho), ambos na área de neurofisiologia. Desenvolveu parte do seu doutorado no Laboratório de Psicofisiologia da Universidade de Granada (Espanha) em 2007 através do programa de doutorado-sanduíche da CAPES, mantendo colaboração com este grupo desde então.

Isabel foi bolsista de pós-doutoramento do CNPQ em 2009 realizando, neste período, projetos no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB). Em 2009, foi contemplada com o Research Fellowship Training Awards oferecido pela Society for Psychophysiological Research, recebendo treinamento em eletroencefalografia através do professor Dr. Andreas Keil da Universidade da Flórida (EUA), com o qual continua mantendo colaboração.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza exposição dos Trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica

O instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realiza nesta sexta-feira, 7/6, às 9h30, a Exposição dos Trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc – ILMD/Fiocruz Amazônia). 28 trabalhos de estudantes da rede pública de ensino de Manaus, sendo 21 da etapa iniciação e 7 da etapa avançado, serão expostos para a comunidade acadêmica e científica, durante a programação da 21ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) do Instituto.

A coordenadora local do Provoc, Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), destaca os avanços do programa nesta edição. “Esse programa especial de vocação científica, exclusivamente para alunos do ensino médio era um doa grande desejos da nossa Unidade, e um dos poucos programas de formação científica que a Fiocruz Amazônia não possuía, então em 2022 nós iniciamos o PROVOC, e com a turma de 2023 tivemos um número maior de projetos, de orientadores e alunos interessados em participar desse processo de formação científica”, explica.

O Programa de Vocação Científica representa uma proposta educacional de iniciação científica (IC) nas áreas de Saúde, Ciência e Tecnologia, direcionada a jovens que estão cursando o ensino médio. Participam da mostra, estudantes do Colégio Amazonense Dom Pedro II; Colégio Brasileiro Pedro Silvestre; Escola Estadual Sant’ Ana; e Escola Estadual Ângelo Ramazzotti. No ILMD o programa é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

Nesta edição, o programa registrou um aumento significativo no número de participantes, passando de 12 na etapa de Iniciação do ano passado para 23 e oito para a etapa Avançado, totalizando 31 alunos contemplados pelo Provoc no Amazonas. O número de estabelecimentos de ensino que aderiram ao programa também cresceu de uma para quatro escolas estaduais.

Ormezinda enfatiza a importância do programa para a formação de futuros cientistas na região amazônica. “A gente vê com grande expectativa essa formação, pois dentro do PROVOC nós temos a etapa de iniciação, que é onde o aluno do primeiro ano do ensino médio tem o seu primeiro contato, e depois se quiser continuar, ele pode ainda completar o seu ensino médio, ainda em formação aqui conosco. Isso dá uma grande bagagem para sua formação, tanto científica quanto como cidadão. Esperamos formar mais cientistas para nossa região, para o desenvolvimento da Amazônia, para que seja reconhecido de fato, por pesquisadores da nossa região”, avalia.

Gustavo Reis, estudante do 3º ano do ensino médio, do Colégio Amazonense Dom Pedro II, relata que as experiências vivenciadas no âmbito do programa, despertaram o interesse em áreas do conhecimento, antes desconhecida. “Durante toda essa jornada vivida até hoje na Fiocruz Amazônia, pude aprender a gostar da biologia de um amaneira que despertasse meu interesse sobre tantas coisas que nunca imaginei como funcionavam, sou grato pelas pessoas que conheci e que me ajudaram. Espero poder continuar aqui e trilhar um caminho que seja memorável e lindo, além disso que me ajude a evoluir humanamente e profissionalmente”, conta.

O Programa é estruturado em duas Etapas distintas: Iniciação e Avançado, que proporciona aos participantes uma experiência completa e enriquecedora no mundo da pesquisa científica. A Etapa Iniciação tem como objetivo familiarizar os alunos com as principais técnicas e objetos de pesquisa em Ciência e Tecnologia (C&T). É o período em que os estudantes acompanham atividades de pesquisa, supervisionados por seus orientadores pelo período de doze meses.

Na Etapa Avançado, o objetivo principal é possibilitar a aprendizagem e vivência de todas as fases de execução de um projeto de pesquisa em C&T. Os jovens participam desde a escolha e elaboração do projeto até a comunicação dos resultados em eventos científicos promovidos pelo Provoc e, também através de publicações. Essa fase é mais longa, com duração de 21 meses.

SOBRE O PROVOC

O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em 1986 pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O objetivo do Provoc é possibilitar ao estudante de ensino médio a vivência em ambientes de pesquisa e conhecer o cotidiano de trabalho dos pesquisadores, proporcionando a experiência de aprender ciência na prática. Com essas vivências o Programa de Vocação Científica estimula ao jovem seguir uma carreira científica, especificamente, nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Em 38 anos de existência, cerca de 1000 pesquisadores participaram do Programa, orientando mais de dois mil alunos, oriundos de 15 instituições de ensino do Rio de Janeiro, em 19 unidades de pesquisa da Fiocruz. Outras centenas de alunos e orientadores também têm vivenciado o Programa de Vocação Científica nos demais centros regionais da Fiocruz e instituições de pesquisa. Em 19 de agosto de 2011, o Provoc comemorou 25 anos, com o lançamento do Observatório Juventude, Ciência & Tecnologia.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação apoia realização de Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia do Amazonas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou na noite desta terça-feira, 4/06, da solenidade de abertura do 8o Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia do Amazonas, reunindo especialistas nacionais e internacionais, junto com docentes e discentes de quatro programas de pós-graduação de instituições do estado do Amazonas. Representando a diretora da Fiocruz Amazonas, Stefanie Lopes, a pesquisadora-doutora Priscila Aquino, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno- Hospedeiro (PPGBIO-Interação), destacou a importância dos programas de pós-graduação na formação de quadros de pesquisadores em áreas de importância fundamental para a Saúde Pública e enfrentamento de agravos na região amazônica.

O PPGBIO-Interação é um dos apoiadores do evento, juntamente com os programas de pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical (PPGMT), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mais o Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Hematologia (PPGH) da Fundação de Hemoterapia e Hematologia do Amazonas (Hemoam). Para Priscila Aquino, o 8o Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia do Amazonas é um evento que vem a agregar na difusão do conhecimento de temas de relevância em Imunologia, Hematologia, doenças infecciosas e a interação Patógeno-Hospedeiro.

“Nessa edição, o PPGBIO-Interação vem a somar ao evento com a participação de docentes e discentes do Programa, demonstrando a cooperação entre as diferentes vertentes do conhecimento de relevância para o fortalecimento da pesquisa em nossa região”, ressalta a pesquisadora. Além de pesquisadores-doutores, o evento foi prestigiado pelos discentes do PPGBIO-INTERAÇÂO. “O simpósio é de grande relevância para mim, pois permite absorver e compartilhar conhecimentos com pesquisadores de grande referência, oportunidades de network e atualizações na área de imunologia e hematologia. Vivenciar essa experiência, é enriquecedor e contribui significativamente para meu desenvolvimento profissional”, comentou Rami de Souza Colares, mestranda do programa.

Assim como Rami, Darlgton Maciel de Menezes, também mestrando do PPGBIO-Interação, se diz agradecido pela oportunidade de participar de eventos do porte do 8º Simpósio. “Eventos como esse propiciam uma interação de conhecimentos e discussões que normalmente não teríamos acesso apenas dentro do nosso programa. Diferentes áreas de pesquisa como Hematologia, Imunologia, Medicina Tropical e Interação Patógeno-Hospedeiro, estão intrinsicamente ligadas, no 8o Simpósio teremos a oportunidade de entender mais sobre essas relações e aplicar esses conhecimentos dentro da pesquisa desenvolvida no PPGBIO-Interação, possibilitando um olhar mais abrangente dentro dessa vertente”, avalia Darlgton.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia apresenta estudos sobre rosetas em Plasmodium Vivax durante Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia

Para apresentar descobertas recentes na área da medicina tropical e aspectos da interação patógeno-hospedeiro, Manaus sedia entre os dias 4 e 6/6, o 8ª Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia. O evento é realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Hematologia (PPGH) da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), e Programa de Pós-Graduação em Medicina Topical (PPGMT) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em colaboração com a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

A Diretora do ILMD / Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, apresentou durante o Workshop “Resposta Imunológica e Distúrbios Hematológicos na Malária”, a conferência “Insights sobre a formação de Rosettes em Plasmodium Vivax: Avanços e Perspectivas”. “Hoje apresentei os dados sobre rosetas em Plasmodium Vivax, um estudo que venho há alguns anos trabalhando, em parceria com a Fundação de Medicina Tropical, para entender um pouco mais sobre esse fenômeno e, quais são os aspectos que impactam tanto na epidemiologia, quanto na patofisiologia da doença. Esse é um estudo complexo, então fiz um apanhado histórico dos trabalhos quanto a isso, do grupo e de outros grupos, em especial da Tailândia, mostrando os dados e, mais importante, a participação dos alunos de pós-graduação nessa produção de conhecimento, nos trabalhos que estão em desenvolvimento e, que também possuem parceria da UNICAMP e da Fiocruz Paraná”, explica.

O evento reúne pesquisadores, professores, profissionais e acadêmicos a nível de graduação, mestrado e doutorado, com programação científica e social, sendo realizados minicursos, palestras e workshops com representantes nacionais e internacionais da área de imunologia e hematologia. O objetivo é fortalecer a rede multidisciplinar de grupos de pesquisa em Imunologia e Hematologia na Amazônia Brasileira, com pesquisadores abordando descobertas recentes e compartilhando experiências na área da imunologia, hematologia, medicina tropical e aspectos da interação patógeno-hospedeiro.

Representam ainda o PPGBIO-Interação na programação do evento, os pesquisadores, Felipe Gomes Naveca, que abordará estudos sobre “Vigilância molecular de vírus emergentes, reemergentes ou negligenciados na Amazônia; Luís André Morais Mariúba, que apresentará “Novas abordagens para diagnóstico e proteção contra doenças infecciosas”. Juliane Correa Glória, pós-doc pelo PPGBIO-Interação, abordará o “Desenvolvimento de insumos e métodos de diagnóstico para malária”; e Tatiana Amaral, aluna de doutorado do PPGBIO-Interação, apresentará o estudo “O surgimento de um novo vírus Oropouche recombinante impulsiona surtos persistentes na região amazônica brasileira de 2022 a 2024”.

Confira aqui Programação

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Priscila Aquino, falou sobre a importância da participação do ILMD/ Fiocruz Amazônia no simpósio, por meio do PPGBIO-Interação. “Nessa edição o PPGBIO-Interação veio a somar com esse evento, justamente para agregar nas diferentes temáticas que temos em nosso Estado, com relação aos agravos de saúde em relevância no contexto amazônico. Temos quatro programas de pós-graduação participando do evento, com diferentes vertentes sendo abordadas: medicina tropical, doenças infecciosas, biologia da interação Patógeno-Hospedeiro, imunologia e hematologia e, o PPGBIO é um dos apoiadores deste evento”, pontua.

O 8º simpósio também recebe apoio do Governo do Estado do Amazonas, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), além da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) tem como objetivo a formação de profissionais em nível de Mestrado e Doutorado na área de Ciências Biológicas III, visando contribuir com o incremento da produção científica regional, ampliar a investigação em subcampos de conhecimento na área de saúde e impactar na redução de agravos de importância sanitária que persistem na região amazônica.

O curso tem como missão formar e capacitar recursos humanos na pós-graduação para o Sistema de Ciência e Tecnologia que atuem no enfrentamento de doenças infecciosas e outros agravos de saúde de importância na Amazônia, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, visando formar profissionais com capacidade de desenvolver pesquisas de alta qualidade acadêmica e científica, que atuem na investigação das interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas das endemias de alta relevância no cenário amazônico.

O programa possui uma única área de concentração, Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, que engloba duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

21ª RAIC da Fiocruz Amazônia inicia com palestra sobre combate à desinformação na saúde pública

Discutir os impactos negativos da desinformação no campo da saúde pública, além de capacitar estudantes e pesquisadores para identificar, compreender e combater a proliferação de informações falsas e enganosas, especialmente em tempos de crise sanitária, foi um dos objetivos da palestra de abertura, da 21ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra “Infodemia: Como Combatê-la na Era da Informação?”, foi ministrada pela Dra. Em Ciências da Informação, Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), nesta terça-feira, 4/6, durante a abertura do evento. A 21ª Raic da Fiocruz Amazônia, ocorre até sexta-feira, 7/6, no Salão Canoas, auditório da Instituição, situado à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

“falar na abertura da 21ª Raic da Fiocruz Amazônia, sobre infodemia para jovens e pesquisadores, que trabalham na perspectiva da iniciação científica é muito importante. Trouxe para ele conceitos sobre infodemia, desinformação, exemplos na sociedade que buscam enganar as pessoas. A Fiocruz promover esse diálogo é essencial e, seria muito importante que outras instituições seguissem nessa linha da comunicação eficaz para promover a saúde e combater a desinformação”, enfatiza Cristiane Barbosa.

Confira AQUI a programação.

Compuseram a mesa de abertura do evento, a Diretora substituta e Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele El Kadri; o Coordenador do Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia, Yury Chaves; a representante do Programa Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão à Saúde da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (VPPCB/Fiocruz), Rosane Souza; a Chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (DEAC/Fapeam), Ana Cláudia Maquiné; e a Reitora do Centro Universitário Fametro, Maria do Carmo Seffair.

Na oportunidade, Michele El Kadri, destacou a importância do programa para a instituição e falou sobre a atuação desses estudantes nos laboratórios de pesquisa. “Esse ano a RAIC tem um sentido especial, pois é um ano importante para o ILMD, onde completamos os nossos 30 anos, dos quais a maior parte dele, contamos com a execução do programa de iniciação científica. Muitos dos nossos pesquisadores, bolsistas, ou aqueles que até hoje continuam ligados aos nossos laboratórios de pesquisa foram alunos de iniciação científica não ó do ILMD, mas também espalhados por outras intuições de pesquisa e ensino no Amazonas. Esse é um programa institucional de grande aceitação entre os laboratórios, onde nossos pesquisadores contam com o trabalho da graduação e tem a satisfação de trabalhar na formação de novos cientistas”.

A Raic é um evento que acontece em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas.

O coordenador do Programa, Yury Chaves, destacou a qualidade dos trabalhos apresentados no primeiro dia de evento. “É gratificante estar participante, à frente dessa nova coordenação da iniciação científica. Iniciamos o evento com apresentações de ótimo trabalhos, com grande qualidade, tivemos a presença de avaliadores com doutorado nas áreas que a gente estabeleceu. Esperamos que os próximos dias tenhamos ótimas apresentações, mostrando a força científica da nossa Fiocruz Amazônia”, avalia.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia, desenvolvido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem o objetivo de despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Representando a Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Rosane Souza, falou sobre a satisfação de participar presencialmente da 21ª Raic da Fiocruz Amazônia. “A VPPCB tem um carinho especial por este programa e sempre apoia com a concessão de bolsas tanto de iniciação científica como de outras modalidades, então para a gente é uma satisfação estar aqui. Esse tipo de evento é maravilhoso para quem trabalha com pesquisa e só enriquece o trabalho que já é feito aqui na Fiocruz Amazônia”, pontua.

Participam do programa, estudantes regularmente matriculados em curso de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação. A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico.

Durante o evento, a reitora do Centro Universitário Fametro, destacou a relevância do programa, para os alunos que durante a graduação, passam a ter o primeiro contado com o universo da pesquisa científica. “É um orgulho ter os nossos alunos inseridos nos programas de pesquisa, especialmente da Fiocruz, nós precisamos realmente mostrar para esses alunos a importância da iniciação científica e, como isso vai impactar a vida da sociedade, com as descobertas das vacinas, das novas tecnologias, pois é na pesquisa que a gente descobre esse mundo. Entendemos que é preciso investir na pesquisa”, defendeu Maria do Carmo.

Até o último dia de evento, 42 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas sessões temáticas de Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia, serão apresentados.

PREMIAÇÃO

Os projetos que se destacarem durante a 21ª Raic, recebem premiação, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia lançará série de podcasts sobre os 10 anos do LAHPSA no próximo dia 20/06

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) disponibilizará a partir do dia 20/06, o primeiro episódio da série de podcasts produzida especialmente para marcar os dez anos de atividades do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazõnia (Lahpsa), comemorados este ano. A série conta, no total, com 12 episódios, divididos por temas e áreas de atuação do laboratório ao longo dos seus primeiros 10 anos de atividades. Os episódios serão publicados semanalmente no Canal do ILMD/Fiocruz Amazônia no You Tube. Os programas proporcionam uma verdadeira “expedição” por alguns dos principais projetos de pesquisa e intervenção, coordenados por pesquisadores que integram o LAHPSA. A produção foi coordenada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, que é doutor em História das Ciências e um dos responsáveis pela criação do laboratório.

De acordo com Júlio Schweickardt, a ideia principal da série é democratizar o conhecimento sobre os projetos coordenados pelo LAHPSA com o uso de linguagem simples e de fácil acesso para atingir o maior número de profissionais, estudiosos e pesquisadores da saúde da Amazônia. “O lançamento ocorre no mesmo ano em que a Fiocruz Amazônia comemora seus 30 Anos de intensa atuação na região amazônica, contando, na última década, com a contribuição efetiva do LAHPSA nessas atividades”, ressalta o pesquisador. A série tem 12 episódios com média de duração de 25 minutos cada, com a participação de três convidados. As exceções são o episódio 1, de apresentação, que tem seis convidados e cerca de 30 minutos de duração, e o episódio 3, onde o pesquisador âncora dialoga com apenas um convidado.

Os episódios foram gravados pela plataforma Google Meet, que permite conversas em longa distância, necessárias para alcançar convidados nos municípios como Manicoré, Boca do Acre, Parintins, Barreirinha, no Amazonas, e Belém, no Pará. As entrevistas foram conduzidas pela comunicadora Márcia Costa Rosa, roteirista e diretora de documentários. Os podcasts são uma produção do Lahpsa e passam a integrar o acervo de produções literárias e audiovisuais do laboratório disponibilizada gratuitamente pela Fiocruz Amazônia. A série conta também com convidados como o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Manoel Barbosa, o pesquisador da Universidade Federal do Pará, Paulo de Tarso; lideranças indígenas como Putira Sacuena, do povo Baré, e o doutor em Antropologia Social, João Paulo Barreto, do povo Tukano, além de lideranças quilombolas e ribeirinhas do Amazonas.

SURGIMENTO

O episódio 1 da série Lapsa 10 Anos aborda o surgimento do laboratório, desde o debate inicial que definiu o conceito orientador das pesquisas, passando pelos avanços até as conquistas na primeira década de existência do laboratório. As entrevistas foram concedidas pelos pesquisadores Júlio Cesar Schweickardt, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação. Michele Rocha El Kadri, Rodrigo Tobias, Kátia Lima e Fabiane Vinente. Em cada relato, um pouco das descobertas e conexões com comunidades e territórios da Amazônia e planos para os próximos passos.

Júlio Cesar Schweickardt ressalta a forte contribuição do pesquisador visitante do ILMD, Alcindo Ferla, para os debates que nortearam a criação do laboratório. “Ele (Alcindo Ferla) provocou o debate sobre a importância de se priorizar a saúde, no lugar da doença, no início dos debates sobre a concepção do LAHPSA”, relembra. O pesquisador destaca, ainda, a decisão política do Lahpsa em trabalhar com a diversidade de populações para a compreensão das potências e, das demandas das muitas Amazônias.

Michele El Kadri conta como a unidade do grupo de pesquisadores marcou a trajetória, desde o início, como um laboratório coeso, com propostas muito bem definidas, mas aberto a novos conhecimentos e possibilidades de pesquisas. Já Rodrigo Tobias destaca o que considera uma das principais marcas do Lahpsa: a capacidade de provocar mudanças nas comunidades da Amazônia, com o protagonismo de suas populações, determinante para conquistas, em especial na área da saúde. Tobias cita a contribuição do médico sanitarista Antônio Levino, também pesquisador do Lahpsa no início do laboratório, para a definição dos caminhos que marcariam a trajetória do laboratório até hoje.

Doutora em Medicina Tropical, Kátia Lima fala sobre as pesquisas coordenadas pelo Lahpsa junto aos territórios indígenas da Amazônia, marcadas pelo diálogo e participação dos moradores de cada comunidade. A doutora em Antropologia Fabiane ressalta o papel do Lahpsa na elaboração de evidências sobre as demandas de cada uma das diversas populações que vivem na Amazônia e da necessidade de respostas, com novas políticas públicas e com ajustes no Sistema Único de Saúde, o SUS.

Por sua vez, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, doutora em Genética e Biologia Molecular, enfatiza que a importância do Lahpsa vai além do diálogo que o laboratório estabelece com as populações da Amazônia e a produção de evidências sobre as necessidades desses territórios. Para ela, o trabalho desenvolvido nos primeiros 10 anos de trajetória do laboratório ajuda a estabelecer uma imagem mais realista sobre o trabalho de pesquisa e sobre a própria ciência, contribuindo para que mais pessoas se dediquem aos estudos e à compreensão da diversidade biológica, genômica e cultural do imenso território da Amazônia.

SOBRE O LAHPSA 

O Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA tem como missão ser referência em pesquisa na área da saúde coletiva, atuando no tripé: desenvolvimento da pesquisa; formação de pesquisadores, profissionais e gestores de saúde; divulgação científica em saúde. Seus membros buscam atuar como sujeitos políticos nos espaços de debate das Políticas Públicas de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia.

O grupo tem como objetivo discutir, refletir, produzir conhecimento interdisciplinar acerca da saúde coletiva inserido no cenário amazônico. Os estudos e ações buscam contribuir com as instituições e a sociedade na construção de referenciais científicos que influenciam direta e indiretamente na qualidade de vida e da saúde das populações da região amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo/Fiocruz Amazônia

Projeto Moetá volta à Colônia Antônio Aleixo para desenvolver ações interdisciplinares em saúde e meio ambiente, na primeira devolutiva em parcerias com instituições  

Os bolsistas do Projeto Moetá, que atuarão como comunicadores populares na difusão de informações científicas e de saúde em comunidades da capital, estiveram no último mês de abril, no bairro da Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus, percorrendo as unidades de atendimento em saúde da rede básica e de média e alta complexidade, escolas da rede pública e organizações da sociedade civil organizada. Agora, eles se preparam para retornar ao bairro, na próxima quarta-feira, 5/06, Dia Mundial do Meio Ambiente, e desenvolver atividades interdisciplinares abordando o tema Ciência, Saúde e Meio Ambiente, com os alunos da Escola Estadual Manoel Antonio de Souza, na primeira devolutiva do projeto.

Durante a primeira visita, a intenção foi estabelecer contato com dirigentes e profissionais das instituições para dar início um diálogo com vistas à implementação do Projeto Moetá. Além da Colônia Antônio Aleixo, o Moetá prevê intervenções nos bairros Alvorada, Cidade Nova, Compensa, Novo Israel e Jorge Teixeira.

Com uma população estimada atualmente em 19.600 habitantes, a Colônia Antônio Aleixo fica localizada no Distrito Industrial 2, onde diversas áreas deram lugar a ocupações que se constituem em vazios assistenciais e influenciam no dia a dia das unidades de saúde da localidade, a exemplo da Policlínica Clínica Antônio Aleixo, a primeira visitada pelo Moetá, em abril passado. No local, a demanda de serviços é crescente, nas especialidades oferecidas (cardiologia, ortopedia, dermatologia, odontologia e curativo especializado exclusivo para portadores de hanseníase). Segundo o diretor da Policlínica, José César de Carvalho, o aumento da população, nos últimos dez anos, fez crescer a demanda de atendimentos.

Pacientes de hanseníase internados em tratamento, muitos dos quais vítimas de abandono famíliar, são o principal público atendido pelo Hospital Geraldo da Rocha, outra unidade de saúde da Colônia visitada pela equipe do Moetá. A unidade é referência no tratamento de pacientes vasculares sequelados, portadores de hanseníase e diabetes, e enfrenta hoje uma preocupação em relação aos pacientes com transtorno de saúde mental. “O Geraldo da Rocha tem hoje em construção uma ala destinada a pacientes com transtornos de saúde mental, mas que enfrenta problemas na sua concepção, além de não ter quadro de pessoal especializado para atender pacientes em surto psicótico”, alerta Elton Aleme, coordenador do Moetá.

Elton salienta que a metodologia do trabalho de campo desenvolvido pelo projeto consiste em estabelecer o contato com os dirigentes das instituições, diretores, enfermeiros e médicos, e marcar um cronograma de visitas, feitas em dupla por bairro. O Moetá atuará, ao todo, em seis bairros da cidade que receberão devolutivas como palestras, oficinas, cursos, campanhas e eventos de prevenção à saúde, que serão desenvolvidas entre os meses de junho e julho. “A ideia é marcar uma agenda futura pontual com ações envolvendo os parceiros”, explica a pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, Rita Bacuri, responsável pela concepção e gestão do projeto.

“Queremos envolver as instituições públicas de saúde e educação, organizações não governamentais e associações comunitárias que compõem o conjunto de equipamentos de serviços sociais no bairro. Todos serão/são parceiros solidários do projeto Moetá para as ações de divulgação científica, na perspectiva da popularização da ciência”, salienta Bacuri, ressaltando que as visitas são ações coordenadas de apresentação do projeto, conhecimento das atividades dos parceiros e o fortalecimento de parcerias.

Rita destaca a importância da escuta durante as visitas. “É importante o trabalho realizado por cada dirigente e servidores dos órgãos que ali atuam. É importante ouví-lo para conhecer como vivem e se movimentam as pessoas que ali residem e são participantes dos serviços”, observa.

ESTRUTURA

Durante a visita à Colônia Antonio Aleixo, os bolsistas puderam conhecer a estrutura da Policlínica Santa Helena, formada por um conjunto de três prédios – a sede, mais o Centro Especializado em Reabilitação (unidade que atende crianças com microcefalia, transtorno do espectro autista e doenças raras) e a Oficina Ortopédica Fixa, responsável pela fabricação artesanal de próteses e órteses para as vítimas sequeladas da hanseníase. As unidades ficam próximas e trabalham de modo integrado.

No Hospital Geraldo da Rocha, ouviram demandas acerca da necessidade de uma busca-ativa de casos de hanseníase mais eficiente por parte da Atenção Básica. “Os agentes de saúde vão às casas dos pacientes quando a doença está instalada e aqui ficamos só recebendo os casos em estágio avançado da doença”, avalia Evanildo Barreto, gerente administrativo do Hospital Geraldo da Rocha.

A diretora da unidade, Ana Belota, considera a parceria com a Fiocruz um ganho para a unidade. “Estamos de braços abertos para somar com o projeto”, afirmou, sugerindo a temática da Saúde Mental como uma das pautas a serem trabalhadas em oficinas e palestras, promovidas pelo Moetá na unidade. “Temos hoje um contingente enorme de pessoas com depressão. Temos casos de pacientes moradores do Geraldo da Rocha que ocupam leitos porque são abandonados pela família, alguns há mais de 30 anos”, exemplifica. Os bolsistas visitaram também o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Maternidade Chapot Prevost e a sede do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN).

DESAFIO  

Bolsista do projeto, Rejane Magalhaes da Silva, 55 anos, é pedagoga e confessa estar diante de um dos maiores desafios da carreira. “Como pedagoga, acumulei uma vasta experiência de trabalho lidando com pessoas de diferentes faixas etárias no âmbito da Educação, e agora estou, acima de tudo, aprendendo com as vivências proporcionadas pelo Moetá. “Sempre trabalhei com acesso às escolas municipais, com crianças, adolescentes e adultos, conversando com eles, com os pais, com a família. Com o Moetá, ampliamos nosso raio de abrangência, com a temática desafiadora da saúde pública”, afirmou.

Rita Bacuri explica que, na Fiocruz Amazônia, o Projeto Moetá se une a outras iniciativas no âmbito de programas estratégicos de divulgação e popularização da Ciência, a exemplo da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma); o programa Mulheres e Meninas na Ciência e eventos de grande escala como a Semana Nacional de Ciência & Tecnologia, todos com foco no público estudantil. Durante a visita a Colônia Antonio Aleixo, a equipe da Coordenação Regional Norte da Obsma esteve na Escola Estadual Manuel Antonio de Souza, para divulgação da projeto e convidar professores e alunos a participarem da 12ª edição da Obsma.

SOBRE O MOETÁ

O Projeto Moetá tem como objetivo promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral. A ideia é fazer com que as ações dos CPES cheguem até as comunidades, contando com a parceria das unidades de saúde existentes nas localidades. O curso visa formar inicialmente 10 comunicadores populares, que atuarão ao longo de dez meses na divulgação de informações científicas em linguagem acessível e acolhedora, em diversos bairros de Manaus. Moetá, em ‘Nhengatu’ (língua geral amazônica), significa multiplicar, tornar muitos, socializar”.

HANSENÍASE NO AMAZONAS

Nas duas últimas décadas, de acordo com dados oficiais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde, o Amazonas apresenta uma tendência de queda no número de novos casos de hanseníase. Manaus lidera o ranking com o registro de 6.321 dos 15.265 casos novos da doença registrados entre 2001 e 2023, seguido de Itacoatiara, com 698 casos, Humaitá (586) e Parintins (541), ao longo desse período. Os municípios com a menor quantidade de registros são Amaturá e São Paulo de Olivença, com nove casos, cada, nos últimos 22 anos.

SOBRE A DOENÇA

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa e de evolução crônica, que afeta os nervos e a pele. Também conhecida como lepra ou mal de Lázaro, é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Associada a desigualdades sociais, afetando principalmente as regiões mais carentes do mundo, a doença é transmitida através das vias aéreas (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) de pacientes com a forma infectante da doença que não receberam tratamento.

Os principais sintomas da hanseníase são parestesias (dormências), dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; presença de lesões de pele, como caroços e placas pelo corpo, com alteração da sensibilidade; e diminuição da força muscular. As lesões de pele provocadas pela hanseníase são bem características. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e epidemiológicos. Na suspeita da doença, é preciso procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível. O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos é fundamental, pois evita a evolução da enfermidade para as incapacidades e deformidades físicas que dela podem surgir, além da contaminação de mais pessoas. A doença tem tratamento e cura.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

PROFSAUDE divulga resultado definitivo da segunda etapa e prova oral dos candidatos classificados

A Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE, polo Fiocruz Amazônia, torna público o resultado definitivo da segunda etapa – Análise de currículo Lattes e da proposta preliminar de trabalho após análise de pedido de recurso, conforme Edital nº 01/2023, bem como informar o local onde será aplicada a prova oral dos candidatos classificados nas fases anteriores do certame do Processo Seletivo do PROFSAÚDE, a ser realizada no dia 12 de junho de 2024, das 9h às 15h30, horário de Brasília.

Confira aqui o resultado em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=40580 e https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=126.

As provas serão aplicadas na Sala 101, primeiro andar do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), situado na Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus/AM, conforme disposição de horários estabelecida pela Comissão de Seleção.

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

21ª RAIC da Fiocruz Amazônia destacará “Infodemia” e maneiras de combatê-la na era da informação

Entre os dias 4 e 7/6, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará a 21ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A abertura do evento acontece na próxima terça-feira, às 8h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.

Para o coordenador do Programa no ILMD/ Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, O evento representa um marco na trajetória dos acadêmicos. “A 21ª Reunião Anual de Iniciação Científica constitui um evento de grande relevância na trajetória acadêmica dos alunos de graduação. Esperamos contar com a ampla participação da comunidade do ILMD, a fim de prestigiar as apresentações dos excelentes projetos científicos desenvolvidos por esses alunos, evidenciando a elevada qualidade da produção científica da Amazônia”, destaca.

Confira AQUI a programação.

Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante os quatro dias de Raic, serão apresentados 42 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.

PAINEL DE ABERTURA

Com o tema “Infodemia: Como Combatê-la na Era da Informação?”, a palestra de abertura será apresentada por Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O objetivo é capacitar os participantes a identificarem, compreender e combater a proliferação de informações falsas e enganosas, especialmente em tempos de crise sanitária.

Durante a apresentação, a palestrante abordará temas cruciais como a definição e características da infodemia, os mecanismos de disseminação de desinformação nas redes sociais e mídias tradicionais, e os impactos negativos dessa desinformação na saúde pública. Além disso, serão discutidas estratégias eficazes de combate, incluindo o papel das instituições de saúde, a importância da educação midiática e digital, e a utilização de ferramentas de verificação de fatos. Casos de estudo reais serão analisados para ilustrar os desafios enfrentados e as melhores práticas desenvolvidas, proporcionando uma compreensão aprofundada e prática do tema.

Cristiane é doutora em Ciências da Informação com especialidade em Jornalismo e Estudos Mediáticos (UFP/Portugal-UFRGS). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo (Ufam) e Mestre em Ciências da Comunicação (Ufam). É professora adjunta do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/Ufam). Vice-líder do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Cultura e Amazônia (Trokano/Ufam), coordenadora do projeto de extensão Portal da Ciência (FIC/Ufam). Tem interesse por temas como Divulgação Científica e Tecnológica, Inteligência Artificial e Desinformação.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

PREMIAÇÃO

Os projetos que se destacarem durante a 21ª Raic, recebem premiação, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia alcança marca de 50 defesas de dissertação realizadas no Mestrado do PPGBIO-Interação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), da Fiocruz Amazônia, alcançará, na próxima segunda-feira, 3/06, a marca de 50 defesas de dissertação realizadas ao longo dos sete anos de existência do programa, em nível de mestrado. A dissertação de número 50 é da mestranda Amanda Lima Seixas, que é graduada em Biomedicina pela Uninorte. O trabalho, intitulado “Lesão Renal Aguda em Pacientes com Malária Vivax: revisão sistemática e avaliação clínico laboratorial de pacientes atendidos em unidade de referência de tratamento de doenças infecciosas”, teve como orientadora a doutora em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Djane Clarys Baía da Silva.

“Chegar à 50a defesa de dissertação é uma marca expressiva para o PPGBIO-Interação”, aponta a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Ferreira de Aquino, coordenadora do programa. Segundo ela, uma conquista que demonstra também o crescimento e amadurecimento do PPGBIO Interação e da sua missão formativa de recursos humanos desde a sua instalação em 2017, em nível de mestrado. Priscila explica que, em 2021, o programa deu início ao Doutorado, e vem se consolidando ao longo dos últimos anos com seu corpo discente e docente, contando hoje com 30 alunos de Mestrado e 37 de Doutorado matriculados.

Apesar de relativamente jovem, o PPGBIO-Interação já teve sua primeira avaliação quadrienal no último ciclo (2017-2020) obtendo o conceito 4 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação. Para a coordenadora, a formação de mestres em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro contribui para uma mudança de cenário no âmbito da saúde pública. “O programa foi criado justamente para auxiliar na redução de uma assimetria regional referente ao desenvolvimento científico e tecnológico para o enfrentamento de doenças infecciosas, através da formação e qualificação de pessoas”, salienta Aquino.

E completa: “Chegarmos nessa 50ª defesa é uma demonstração que estamos contribuindo na investigação dessa interação patógeno-hospedeiro frente a diferentes temáticas e agravos de saúde de relevância na Região Amazônica”. A pesquisadora caracteriza os projetos de pesquisa desenvolvidos pelo PPGBIO-Interação como sendo de alto nível e de importância fundamental para a Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas. “São pesquisas que vêm contribuindo para a Saúde Pública, em especial para a compreensão das diferentes interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas de doenças relevantes em nosso cenário amazônico”, ressaltou.

Para a biomédica Amanda Seixas, foi uma surpresa saber que a defesa de Mestrado que fará no próximo dia 3/06 será a de número 50 no PPGBIO-Interação. “Agora, eu fiquei muito mais empolgada para chegar o dia da minha apresentação. O Mestrado foi importante para minha vida porque eu pude evoluir como cientista e, também, representa o fechamento de um ciclo, um sonho que se realizou porque sempre desejei fazer Mestrado na Fiocruz, principalmente na área voltada para diagnóstico de doenças e interação patógeno-hospedeiro em si”, afirmou.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) tem como objetivo a formação de profissionais em nível de Mestrado e Doutorado na área de Ciências Biológicas III, visando contribuir com o incremento da produção científica regional, ampliar a investigação em subcampos de conhecimento na área de saúde e impactar na redução de agravos de importância sanitária que persistem na região amazônica.

O curso tem como missão formar e capacitar recursos humanos na pós-graduação para o Sistema de Ciência e Tecnologia que atuem no enfrentamento de doenças infecciosas e outros agravos de saúde de importância na Amazônia, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico regional; visando formar profissionais com capacidade de desenvolver pesquisas de alta qualidade acadêmica e científica, que atuem na investigação das interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas das endemias de alta relevância no cenário amazônico.

O Programa possui uma única área de concentração, Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, que englobam duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Julio Pedrosa

Foto: Arquivo/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia lança selo de aniversário de 30 anos representando a expansão e abertura de espaços para conquistas e parcerias

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançou nesta segunda-feira, 27/05, o selo oficial do aniversário de 30 anos da instituição, que serão comemorados em agosto deste ano, com uma programação especial, que contará com homenagens, interação com a comunidade e uma interface cultural com uma apresentação do Balé Folclórico do Amazonas no Teatro Amazonas. O lançamento do selo marcou o início oficial da programação de atividades e comemorações do jubileu de pérola do ILMD/Fiocruz Amazônia, destacando a importância da unidade no desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias, bem como na formação de pessoas na região ao longo de três décadas. O selo comemorativo foi apresentado pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e é uma adaptação da logomarca do instituto, representando a sua expansão e a abertura de espaços para novas conquistas e parcerias.

“A marca traz as cores inspiradas na biodiversidade da Região Amazônica, presentes em todos os elementos e, junto com ela, o slogan ‘Produzindo Ciência, Promovendo Saúde’, que consubstancia a nossa missão e foi escolhido em um concurso interno, realizado pela instituição”, explica Stefanie Lopes, referindo-se à frase de autoria do biólogo Josinei Silva Nunes, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), da Fiocruz Amazônia, agraciado com um certificado durante o lançamento. O selo, concebido pela Polém Comunicação, estará presente em todos as peças e materiais gráficos produzidos pela Fiocruz Amazônia até o final do ano, junto com a nova marca da Fiocruz, lançada na última sexta-feira, 24/05, por ocasião do aniversário de 124 anos da fundação.

Segundo Stefanie, a Fiocruz Amazônia tem um papel importante na produção de conhecimento, novas tecnologias e inovação em saúde. “Também temos formado pessoas aptas a atuarem tanto no campo da pesquisa quanto na assistência e buscado empreender ações de popularização da ciência para os mais variados públicos. Tudo isso nos gratifica e queremos dividir esse momento comemorativo com todos os trabalhadores e trabalhadoras da instituição, com parceiros e com a população, de forma geral”, afirmou.

O intuito de criar uma campanha foi ressaltar a presença da Fiocruz Amazônia nesses 30 anos de atividades, com um selo comemorativo presente em todas as realizações da unidade a partir de agora até o final do ano. “Teremos eventos importantes, como a Semana de Pós-Graduação, a 21a Reunião Anual de Iniciação Científica, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, entre outros, com alta participação dos alunos, da pós-graduação aos da iniciação científica, que são uma fortaleza para nossa casa, cada dia está mais repleta de atividades, eventos e reuniões, depois de um início tímido de retorno de atividades presenciais no pós-pandemia, e agora indo de vento em popa, mostrando que estamos vivos, reverenciando o passado com os olhos voltados para o futuro”, observou a diretora.

Emocionado, o autor do slogan explicou que o desejo de estar na Fiocruz, cursando uma pós-graduação e o sonho de, no futuro, ser um profissional da pesquisa, o motivou a propor a frase “Produzindo Ciência, Promovendo Saúde”. “Para mim, é o que a Fiocruz Amazônia sempre fez nesses 30 anos. É um prazer imensurável fazer parte deste momento, contribuindo com a frase, o que é de muita importância para minha vida como profissional e como acadêmico da instituição”, ressaltou Josinei. Stefanie destaca que o processo de escolhas de frases foi bastante rico para todos os envolvidos no sentido de promover uma reflexão coletiva sobre o que é a Fiocruz Amazônia.

A solenidade de lançamento contou com a participação de servidores e colaboradores da instituição, que participaram do descerramento da placa em homenagem ao aniversário, na fachada da unidade. “Nossa existência trouxe um impacto muito grande para a região, uma quebra de paradigma e podemos hoje comprovar que precisamos estar aqui, dada a nossa importância para o Estado e para a região amazônica”, explica Stefanie. Na placa, imagens de pesquisadores, eventos importantes e símbolos amazônicos se juntam para reverenciar os 30 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Stefanie destacou o caráter participativo na elaboração da programação, desde a realização do estudo que resultou na escolha do selo comemorativo, ao slogan e a definição de critérios para as homenagens nesses 30 anos. Em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia, que antecedeu o lançamento, os conselheiros aprovaram a proposta de criação de um comitê responsável pela definição dos critérios para escolha dos nomes dos homenageados nesses 30 anos. O comitê é formado por representantes das áreas de Gestão, Ensino e Pesquisa.

PROGRAMAÇÃO

Eventos científicos, culturais, de popularização da ciência e difusão do conhecimento científico e tecnológico marcarão as comemorações pelos 30 anos, durante três dias no mês de agosto, começando, no dia 17/08, um sábado, pelo evento Fiocruz Pra Você, de incentivo à vacinação, quando a Fiocruz Amazônia abrirá as portas para a comunidade em geral, com mostras científicas reunido os laboratórios da unidade, atividades lúdicas para crianças e a possibilidade de atualização da caderneta de vacinação com aplicação de diversos tipos de imunizantes. No dia 19/08, data em que a Fiocruz Amazônia completa 30 anos, a programação será marcada por uma festividade solene juntamente com instituições parceiras, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, iniciando às 19h.

No dia 20/08, das 10h30 às 13h, uma Cessão de Tempo, em Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, fará homenagem especial aos que fazem a Fiocruz Amazônia, atendendo propositura da presidente da Comissão de Saúde e Previdência da Casa Legislativa, deputada Mayara Pinheiro. À noite, a partir das 19h30, a programação festiva será brindada com a apresentação do espetáculo Folguedos, do Balé Folclórico do Amazonas, no Teatro Amazonas. A Fiocruz Amazônia participará da apresentação, como convidada especial da Secretaria de Estado de Cultura. O espetáculo retrata as festividades dos antigos arraiais do Festival Folclórico do Amazonas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia alerta para a problemática do consumo de alimentos ultraprocessados por indígenas em tempos de crise climática durante Congresso Brasileiro de Nutrição

A Fiocruz Amazônia esteve presente ao XXVIII Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran), realizado entre os dias 21 e 24/05, em São Paulo, fazendo um alerta para a questão do consumo de alimentos ultraprocessados por indígenas em tempos de crise climática, com impacto direto sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), no caso do Brasil, e a necessidade de políticas públicas voltadas de forma urgente para a mitigação desses problemas. O epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia e chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da instituição, palestrou durante o Conbran e chamou atenção para as especificidades regionais, citando como exemplo o crescente consumo de alimentos ultraprocessados entre crianças indígenas Yanomami.

“O Conbran tem a finalidade de discutir diversos aspectos relacionados à questão da alimentação e da nutrição, e este ano focou nas suas consequências em termos de saúde pública. É, sem dúvida, um dos mais tradicionais e o maior evento de Nutrição da América Latina, tendo este ano como tema ‘Alimentação e Nutrição na perspectiva da integralidade das práticas do cuidado, discutindo, entre outros pontos, as repercussões da violência interpessoal, dos alimentos ultraprocessados e da discriminação sobre desfechos em alimentação e saúde”, observou Orellana.

A programação do evento contou com cursos pré-congresso, filmes temáticos, palestras, debates, mesas-redondas e premiações. “Apesar de ser um congresso promovido por entidades ligadas à nutrição, sua temática central e, sobretudo, os cinco eixos temáticos estratégicos, promoveram a discussão de assuntos de interesse coletivo, tais como fome ou insegurança hídrica e alimentar em tempos de crise climática, políticas públicas de alimentação e nutrição, incluindo reflexões sobre publicidade e desperdício de alimentos”, salienta. O pesquisador destaca ainda a abordagem de temas relativamente recentes como expossoma (união de fatores externos e internos que impactam respostas biológicas ao longo da vida) e avanços em tecnologia e ciência de alimentos, além de temas tradicionais sobre nutrição clínica e formação profissional.

Durante a mesa-redonda no Eixo 3, o epidemiologista discutiu o consumo de alimentos ultraprocessados e o estado nutricional de crianças Yanomami menores de cinco anos. “Foi uma experiência rica e de muita reflexão, com empolgante interação entre palestrantes e congressistas, incluindo técnicos do Ministério da Saúde, estudantes e trabalhadoras (es) do Sistema Único de Saúde (SUS). Finalmente, o Conbran não apenas fomentou críticas discussões e o compartilhamento de saberes interdisciplinares, como também oportunizou o intercâmbio de experiências acadêmicas e articulações com outros grupos de pesquisa que podem se somar aos esforços do Legepi em produzir conhecimento de ponta e alinhado às necessidades de saúde da população e usuários do SUS”, lembrou.

Professora adjunta da Área de Epidemiologia do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Emanuele Souza Marques, afirma que “falar sobre violência e suas consequências na alimentação e nutrição no Conbran é relevante, por ser uma temática negligenciada na maioria dos cursos de graduação e pós-graduação de nutrição”. E completa: “Muitos dos problemas nutricionais atuais (obesidade, transtornos alimentares, consumo alimentar inadequado) podem ser ocasionados pela vivência de situações de violência. Entender os mecanismos envolvidos nestas relações nos possibilita avançar na elaboração de intervenções mais efetivas para minimizar tais problemas”, salientou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia lança selo oficial do aniversário de 30 Anos e institui comitê para definição de homenagens durante comemorações em agosto

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) fará na próxima segunda-feira, 27/05, o lançamento oficial do selo do aniversário de 30 anos da instituição, a serem comemorados em agosto deste ano. Este lançamento inicia a programação de atividades e comemorações do jubileu de pérola desta unidade da Fiocruz na Amazônia e de sua importância no desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias, bem como na formação de pessoas na região. “Nesse momento em que comemoramos 30 anos de existência, é importante destacar a contribuição dada pela Fiocruz Amazônia para o desenvolvimento científico e tecnológico da região e do país”, ressalta a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Segundo Stefanie, a Fiocruz Amazônia tem desenvolvido pesquisas e inovação em saúde impactantes para a melhoria de qualidade de vida da população amazônica. “Também temos formado pessoas aptas a atuarem tanto no campo da pesquisa quanto na assistência e buscado empreender ações de popularização da ciência para os mais variados públicos. Tudo isso nos gratifica e queremos dividir esse momento comemorativo com todos os trabalhadores e trabalhadoras da instituição, com parceiros e com a população, de forma geral”, afirma.

A diretora destaca que o intuito de se criar uma campanha relativa aos 30 anos da instituição se alinha às ações alusivas ao aniversário de 124 anos da Fundação Oswaldo Cruz, comemorados nesta sexta-feira, 24/05, dando início ao ano de jubileu da instituição. “A partir do lançamento do selo, todas as atividades realizadas pela instituição deste ano terão o caráter comemorativo dos 30 anos, e conta com um cronograma de eventos especiais, previstos para acontecer entre os dias 17 e 20/08/2024, que visam a participação da comunidade interna, dos parceiros e, também da população”, explica Stefanie.

Nesta segunda-feira, o lançamento do selo e da programação de aniversário acontecerá após reunião extraordinária do seu Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia, onde será discutida e votada a proposta de criação de um comitê responsável pela definição das homenagens que serão prestadas nesses 30 anos. “Estabelecemos como estratégia o planejamento participativo da comunidade, formada por servidores, colaboradores terceirizados, bolsistas e alunos da instituição, nas decisões acerca das comemorações, com a instituição de uma comissão específica, além da realização de enquetes e concursos internos para a escolha do slogan e da logomarca do aniversário, e, agora, a definição dos homenageados”, complementa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da análise dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para o Processo Seletivo do DASPAM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgaram o resultado da análise dos pedidos de isenção de pagamento da taxa de inscrição para concorrer ao Processo Seletivo da Chamada Pública N.º 005/2024.

Confira AQUI o resultado da análise

A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será efetuada através de processo seletivo composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia e USP realizam seminário sobre Cosmopolíticas do Cuidado no fim-do-mundo

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Universidade de São Paulo (USP) realizam na próxima sexta-feira, 24/05, às 14h, na sede da unidade, em Manaus, o “Seminário Cosmopolíticas do Cuidado no Fim-do-mundo: gênero, fronteiras e agenciamentos pluriepistêmicos com a saúde pública”, como parte de projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), coordenado pelo professor-doutor José Miguel Nieto Olivar, do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade, da Faculdade de Saúde Pública da USP. O projeto foi um dos selecionadas da Chamada Jovem Pesquisador da Fapesp, que apoia linhas de pesquisa inovadoras e de desenvolvimento da ciência, com base em novas linhas de pesquisa e desafios do conhecimento. O evento é realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), da Fiocruz Amazônia.

O seminário será aberto pela vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, representando a diretora da Fiocruz Amazonia, Stefanie Lopes, e contará com a presença do coordenador do projeto, José Miguel Nieto Olivar, e do professor-doutor Leandro Luiz Giatti, também da USP e pesquisador visitante da Fiocruz Amazônia. “O objetivo éfavorecer espaços de escuta e diálogo com discentes e docentes do PPGVIDA, no sentido de fortalecer as discussões do projeto no âmbito da saúde coletiva na Amazônia e construir caminhos, adequações, conexões e composições possíveis com o PPGVIDA”, explica Giatti. A inscrição para participar do seminário é gratuita, bastando que o interessado preencha o formulário pelo link https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/seminario_cosmopoliticasdocuidado_ILMD2024. O evento se destina a docentes e discentes dos cursos de pós-graduação na área de saúde coletiva.

Nieto Olivar explica que o projeto tem como finalidade fornecer elementos de discussão para possam subsidiar uma troca de experiências entre as pessoas que produzem cuidado no campo da saúde pública no País e aquelas que vivem à margem da garantia dos direitos e possuem formas específicas de produzir cuidados para si e outras pessoas. “Que lugar tem o Estado nas histórias e possibilidades de futuro desses grupos?”, questiona o pesquisador, citando como exemplos pessoas trans, prostitutas, mulheres indígenas, familiares de encarcerados do sistema prisional, agricultoras, migrantes refugiadas, pessoas da umbanda e do candomblé, pessoas negras marginalizadas e aquelas que habitam a Amazônia urbana em contextos periféricos.

“O objetivo é discutir e entender como essas pessoas produzem e participam nas relações de cuidado, de lutas, de morte (necropolítica), processos de colonização, como se precisassem ser apagados ou vivessem à beira do fim-do-mundo. No melhor dos casos, o sistema de saúde pública olha para essas pessoas como seres que necessitam de algo e não que tenham a oferecer, e o que queremos é experimentar inverter essa lógica”, salienta José Miguel.  O seminário terá carga horária de quatro horas, com capacidade máxima para 80 pessoas. As inscrições podem ser feitas até o a próxima quarta-feira, 22/05.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Arquivo/Ascom

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia participam de elaboração de plano para enfrentamento da dengue 2024/2025 

Os pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz e Joaquin Carvajal, do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV Amazônia), do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), estiveram em Brasília (DF), nos dias 15 e 16 de maio, para participar de uma oficina para a elaboração do plano de enfrentamento da dengue e outras arboviroses para o período epidêmico 2024/2025. A ação, promovida pelo Ministério da Saúde, visa discutir a preparação e respostas para a próxima sazonalidade dessas doenças.

Os resultados obtidos a partir destes debates irão compor um plano que vai contemplar informações sobre vigilância em saúde, manejo clínico, organização dos serviços, controle vetorial, lacunas de conhecimento para financiamento de pesquisas, comunicação e mobilização social, com propostas de ações a serem implementadas a curto, médio e longo prazo.

O encontro conta com a participação de especialistas em arboviroses, incluindo gestores, pesquisadores e técnicos estaduais e municipais, bem como representantes do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Um ponto de discussão e apontado como prioridade pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi a incorporação de novas tecnologias, como a vacina contra dengue e o desenvolvimento de vacinas para outras arboviroses. “A vacina é um instrumento em que acreditamos muito. Das tecnologias disponíveis, tem sido a mais resolutiva”, enfatizou a ministra.

Durante o evento, foram traçadas diretrizes para construção de um amplo plano de enfrentamento às arboviroses. “Na oficina que participamos, debatemos sobre o que o ministério da saúde deveria incorporar, foi uma espécie de consulta, onde sugerimos os direcionamentos para o monitoramento da suscetibilidade das populações de Ae. aegypti aos inseticidas pré-qualificados, a implementação das novas diretrizes nacionais para Controle de Arboviroses, e os desafios e perspectivas desde um olhar de Uma Só Saúde, para o controle dessas arboviroses no cenário de mudanças climáticas mais frequentes e intensas no país”, explica Joaquin Carvajal.

A construção das diretrizes foi coletiva, com participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), da Câmara dos Deputados e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e os pesquisadores idealizadores das novas tecnologias a serem incorporadas.

Outro destaque na oficina foi a apresentação pelo MS de uma estrutura para um sistema de vigilância entomo-virológica para o país. “Como conselho consultivo, junto com outros colegas de outras instituições, discutimos diversos aspectos técnicos e operacionais, para auxiliar na orientação da operacionalização e implementação do sistema”, destacou Sérgio Luz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Fotos: Arquivo / Divulgação

Fiocruz Amazônia apresenta estudos sobre teste rápido para diagnóstico da gripe aviária (H5N1) no Seminário Marco Zero da Chamada Pública CNPq/MCTI

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi uma das instituições de pesquisa brasileiras a participar, na última quarta-feira, 15/02, em Brasília, do Seminário Marco Zero, para a apresentação dos projetos contemplados na Chamada para enfrentamento da Gripe Aviária (H5N1) promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério da Saúde (MS). O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Luís André Morais Mariúba, que coordena o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da unidade da Fiocruz em Manaus, apresentou o projeto para o desenvolvimento do kit teste diagnóstico imunocromatográfico para o enfrentamento da gripe aviária H5N1 com anticorpos IgY.

Mariúba explica que o seminário, além de permitir a discussão de aspectos relacionados à execução dos projetos, foi também uma oportunidade de formação de parcerias para avanços da pesquisa nesta área. O evento foi subdividido em seis linhas temáticas para as apresentações dos estudos. O pesquisador da Fiocruz Amazônia se apresentou na Linha Temática 5 referente às ações para diminuição da dependência externa de insumos para diagnóstico, tratamento e prevenção da H5N1. “Apresentei nosso projeto que foi aprovado para o desenvolvimento de um teste diagnóstico tanto utilizando os anticorpos IgY, produzidos em ovos de galinha quanto resultados usando outra metodologia por meio da recombinação e expressão de antígenos recombinantes em hospedeiro bacteriano, no caso a E.coli (Escherichia coli)”, explica Mariúba.

O pesquisador destaca ainda que a apresentação foi importante no sentido de possibilitar o estabelecimento de novas parcerias que permitirão a validação dos anticorpos. “Conseguimos alcançar esse objetivo aqui nessa reunião no sentido de conseguir parcerias para obtenção de amostras para serem testados futuramente quando o teste estiver pronto”, frisou. O seminário aconteceu na Sala dos Conselhos do MCTI, na Esplanada dos Ministérios em Brasília. A Chamada Pública do CNPq para Enfrentamento da Gripe Aviária visa atender da melhor forma possível às necessidades estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS) para o combate ao H5N1.

SOBRE A GRIPE AVIÁRIA

No final da década de 1990, o vírus H5N1 apareceu na China, causando alta mortalidade em aves selvagens e casos humanos ocasionais. Posteriormente, ele chegou à Europa por meio de aves migratórias e começou a circular maciçamente e a se diversificar. Desde 2020, uma variante altamente virulenta do H5N1 (denominada 2.3.4.4b) foi detectada e infectou muitas aves: patos, gansos, gaivotas, galinhas, pelicanos, cisnes, abutres, águias, corujas, corvos. Espécies anteriormente livres da doença sofreram mortalidades sem precedentes.

Além disso, não apenas o número, mas a extensão dos surtos na Ásia, na Europa, na África e nas Américas aumentaram significativamente. Centenas de milhões de aves foram abatidas nos EUA e na Europa. O vírus H5N1 pode ser classificado como uma verdadeira pandemia em aves, o que é chamado de panzoótico. Já existem relatos da ocorrência da doença em humanos e recentemente houve um aumento de registros do número de mamíferos infectados.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação/MCTI

Abertura da 32ª RAIC é transmitida para bolsistas de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia

Os bolsistas do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), participaram na manhã desta quinta-feira, 16/5, de forma híbrida, do evento de abertura da 32ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O evento faz parte do calendário do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi transmitido ao vivo, pelo canal oficial da Fiocruz no YouTube, para toda a comunidade da Fiocruz Amazônia, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

Para o coordenador do PIC da Fiocruz Amazônia, Yury Oliveira Chaves, pesquisador no laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), a transmissão do evento para os alunos do ILMD, objetiva maior interação com as ações do programa em âmbito nacional. “A participação dos alunos regionais, na abertura da Reunião Anual de Iniciação Científica, que acontece no Rio de Janeiro, é importante pois amplia a visão científica desses alunos, que acabam tendo a noção da dimensão e da importância da Fiocruz, em promover a Iniciação Científica em diversos estados do Brasil”, explica.

De acordo com Yuri, ainda que de maneira híbrida, o conhecimento sobre realidades distintas em que o programa é executado, possibilita aos estudantes de graduação, amplo conhecimento sobre as áreas de pesquisa em que a Fiocruz desenvolve estudos científicos. “A participação de forma híbrida para a abertura, aproxima os alunos à realidade de outras instituições, principalmente a Instituição sede, fornece ao aluno conhecimento sobre diversas áreas, em que essas Unidade atuam, além da possibilidade de conhecer as principais linhas de pesquisa que a Fiocruz trabalha com os alunos de Iniciação Científica”, pontua Chaves.

Para a bolsista do PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia, Kamila Araujo, a troca de saberes proporcionada no evento, foi uma experiência enriquecedora. “Achei maravilhosa a oportunidade de participar de um evento tão incrível quanto esse da Fiocruz, ainda mais para as novas gerações, é realmente empolgante ter acesso as pesquisas e, poder contribuir para avanços tão relevantes. Conhecer como funciona o programa em outras Unidades da Fiocruz em todo o Brasil, foi uma verdadeira fonte de inspiração. Vejo como uma oportunidade única de aprender, trocar ideias, estabelecer conexões genuínas com pessoas que compartilham da mesma paixão pela pesquisa e, pela saúde pública”, descreve.

A Raic é um evento anual e obrigatório do CNPq, além de ser organizado com a finalidade de acompanhar o progresso dos bolsistas e avaliar o seu rendimento, sendo uma atividade imprescindível dos programas.

FIOCRUZ AMAZÔNIA

A 21ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), acontece entre os dias 4 e 7/6.

O evento acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. e possibilita que os bolsistas apresentem os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

Centro de Estudos irá abordar anticorpos antiamarílicos e desfecho da gestação em gestantes que apresentaram infecção por Zika

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 17/05, às 10h, a palestra “Níveis de anticorpos antiamarílicos e desfecho da gestação em gestantes que apresentaram infecção por Zika. Estudo de coorte em Manaus, Brasil”, a ser ministrada pela biomédica, Isa Cristina Ribeiro Piauilino, doutoranda do Curso de Doenças Tropicais e Infecciosas, do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em convênio com a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Na oportunidade, a palestrante irá apresentar estudos que abordam a aferição de anticorpos antiamarílicos, por teste de neutralização por redução de placa (PRNT) em amostras de gestantes infectadas por Zika, com desfechos graves da gestação (perda fetal, natimortalidade ou microcefalia no recém-nascido); desfecho moderado (parto prematuro, baixo peso ao nascer e/ou atraso no crescimento intrauterino) e sem desfecho adverso.

A palestra ocorrerá em formato online e pode ser acompanhada por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/84535221416?pwd=cPkLJ4iOYdoXD3ulldAS7sWVvPcEmF.1 , utilizando (ID da Reunião: 845 3522 1416) e (Senha de acesso: 784851)

SOBRE A PALESTRANTE

Biomédica graduada pelo Centro Universitário FAMETRO, Isa Piauilino, é Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) em convênio com a FMT-HVD. Atualmente é doutoranda em doenças tropicais e infecciosas pelo programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da UEA em convênio com a FMT-HVD.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento, ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia e presidência da Comissão de Saúde da ALEAM reúnem-se para tratativas estratégicas institucionais

A diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, esteve na manhã desta quarta-feira, 15/5, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), em uma visita institucional à deputada Dra. Mayara Pinheiro, Presidente da Comissão de Saúde e Previdência da Assembleia. Projetos de pesquisa desenvolvidos pelo Instituto nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação, Ensino, além da melhoria de infraestrutura, estiveram na pauta da reunião que abordou ainda a programação das atividades alusivas ao aniversário de 30 anos da Fiocruz Amazônia.

Segundo a Diretora, Stefanie Lopes, a visita além de tratativas estratégicas para as atividades desenvolvidas no instituto, visa aproximar ainda mais as ações da Fiocruz Amazônia e a Comissão de Saúde da assembleia. “Hoje visitamos o gabinete da deputada Mayara, nessa aproximação da Fiocruz em seus 30 anos, com a Comissão de Saúde aqui da ALEAM, para tratar sobra as atividades comemorativas, sobre a possibilidade de fomento das nossas atividades por emendas e, convidando-a para visitar nossa instituição, para conhecer nossas ações in loco. Foi muito bom conversar com ela”, explica.

Médica por formação, a Deputada Mayara Pinheiro, ressaltou o trabalho desenvolvido pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, e demonstrou-se entusiasmada em conhecer de perto os projetos de pesquisa em andamento na Unidade. “Recebemos aqui com muito prazer a Stefanie, diretora dessa instituição que é a Fiocruz, tão respeitada no nosso Estado e, coloco meu mandato à disposição da Fiocruz. Tenho muita admiração pelo trabalho executado por essa instituição, até mesmo por ter sido egressa, já tendo desenvolvido projetos de pesquisa no instituto. Em breve visitarei a Fiocruz Amazônia pessoalmente, para conhecer de perto os projetos que estão sendo executados”, pontua.

Na oportunidade, Stefanie agradeceu ainda pelo Diploma Mulher Cidadã Amazonense, de propositura da deputada estadual Mayara Pinheiro, que durante Sessão Especial na ALEAM, homenageou várias mulheres com atuação destacada em diversas áreas no Amazonas. A diretora da Fiocruz Amazônia recebeu o diploma, em referência ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, como destaque na área da pesquisa científica.

30 ANOS ILMD/ FIOCRUZ AMAZÔNIA

Instituído oficialmente por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, como Escritório Técnico da Amazônia (ETA-Fiocruz), o ILMD/ Fiocruz Amazônia completa, no dia 19 de agosto de 2024, seus 30 anos. Eventos científicos, culturais, de popularização da ciência e difusão do conhecimento científico e tecnológico, marcam as comemorações, que vão ocorrer este ano.

O anúncio da programação com todas as ações e eventos, ocorrerá no dia 27/5, durante a Cerimônia de Lançamento do Slogan alusivo aos 30 anos, bem como do Selo Comemorativo.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Divulgada 1ª Republicação da Chamada Pública do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia – DASPAM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgaram nesta segunda-feira, 13/5, a 1ª Republicação da Chamada Pública N.º 005/2024, com alterações no anexo III do edital, considerando a oferta de mais uma vaga para o processo seletivo.

Confira AQUI a 1ª Republicação

Interessados em solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição, tem até o dia 16/5, para requerer isenção da taxa. O candidato deve enviar (como anexo) para o endereço drsaudepub.ilmd@fiocruz.br, em arquivo único, no formato pdf, colocando como assunto do e- mail: Pedido de isenção de pagamento de inscrição, seguido dos documentos descritos no edital.

A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será efetuada através de processo seletivo composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia, Ufam e UEA abrem inscrições para curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, tornam público a abertura de inscrições e estabelecem as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no curso de doutorado acima referido. As inscrições iniciam no dia 21/5, e se estendem até 20/6.

Confira AQUI o edital.

Interessados em solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição, tem até o dia 16/5, para requerer isenção da taxa. O candidato deve enviar (como anexo) para o endereço drsaudepub.ilmd@fiocruz.br, em arquivo único, no formato pdf, colocando como assunto do e- mail: Pedido de isenção de pagamento de inscrição, seguido dos documentos descritos no edital.

A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será efetuada através de processo seletivo composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz apoia famílias do Rio Grande do Sul

A Fiocruz, por meio de seu Escritório de Captação de Recursos, está unindo forças com empresas e sociedade civil para apoiar as famílias vítimas das fortes chuvas no Rio Grande do Sul. Neste primeiro momento, a rede de solidariedade oferecerá ajuda humanitária, com entrega de água, kits de higiene e outros insumos necessários. As doações serão direcionadas para organizações sociais atuantes e parceiras da Fiocruz no Estado.

Para fazer sua doação basta acessar o site. Empresas que também desejam contribuir devem escrever para comunicacao.captacao@fiocruz.br.

Todo recurso obtido será administrado em conta exclusiva de fundo emergencial da Fiocruz, direcionado integralmente às vítimas das fortes enchentes do Rio Grande do Sul. Ao término da campanha, os valores recebidos e suas respectivas aplicações serão divulgados em captacao.fiocruz.br.

Nesta segunda-feira (6/5), a Fiocruz também instalou uma sala de situação interna para apoiar as ações do Centro de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde (MS) relativas ao desastre que afeta a região Sul. A atuação pretende contribuir com ações emergenciais e estruturantes no campo da saúde, a partir das experiências acumuladas da instituição no enfrentamento a emergências e desastres.

APG Fiocruz Amazônia inscreve chapas para eleição da diretoria até o dia 10/05/2024 para mandato 2024/2025

A Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia (APG) comunica que estão abertas até o próximo dia 10/05/2024 as inscrições de chapas para a eleição da diretoria da entidade, gestão 2004/2025. As inscrições devem ser enviadas para o email apgfiocruzamazonia@gmail.com. De acordo com o Regimento Eleitoral da APG, as chapas deverão ser inscritas em sua totalidade, ou seja, com todos os seis membros (coordenador, vice-coordenador, secretário, coordenador de articulação política e assistência apoio ao pós-graduando, coordenador de ensino, educação e eventos e coordenador de comunicação e divulgação), ficando vedada inscrição individual. A eleição acontecerá no dia 21/05/2024, com o período de 11 a 19/05 destinado a campanha das chapas.

À frente da gestão da APG Fiocruz Amazônia, entre 2023 e 2024, Lenina Jordana Bastos de Macedo, mestranda do Programa de Pós Graduação em Condições de Vida e Saúde na Amazônia (PPGVIDA), afirma que o ano de mandato foi marcado por bastante aprendizado e uma maior representatividade, tendo a APG Fiocruz Amazônia participando de debates e discussões importantes, com direito a voz em nome dos pós-graduandos da Amazônia. “Em um ano, marcamos presença na SBPC, no lançamento da Política Nacional de Apoio ao Estudante da Pós-Graduação na Fiocruz-Rio de Janeiro, além de encontros nas agências de fomento à pesquisa, com participação nas discussões junto com docentes sobre questões importantes, a exemplo de financiamento de pesquisas. Por tudo isso, podemos considerar que foi um ano de bastante visibilidade para a APG”, avalia Lenina.

Ela destaca também o papel da APG Fiocruz Amazônia na defesa da Ciência, de um modo geral, a partir da luta em favor de direitos e deveres dos pós-granduandos. “O objetivo é fazer com que a Ciência possa caminhar melhor, por estarmos permitindo que o pós-graduando possa também contribuir de forma melhor, com mais qualidade, com condições de se manter e ter estabilidade dentro da pesquisa, contribuindo com mais qualidade para a Ciência de forma geral”, observou.

CRIAÇÃO

A criação da APG Fiocruz Amazônia foi homologada em assembleia geral de pós-graduandos, em 31 de março de 2022. A posse da primeira diretoria ocorreu em abril do mesmo ano. A entidade reúne pós-graduandos matriculados nos cursos de especialização lato sensu, mestrado e doutorado das unidades da Fiocruz na Amazônia Legal. No estatuto da associação, estão todas as diretrizes de funcionamento e objetivos da entidade. A nova gestão inicia em 22/05/2024, indo até 22/05/2025. O mandato é anual.

Para este ano, a nova diretoria da APG Fiocruz Amazônia se fará presente no 29º Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (CNPG) da Associação Nacional de Pós-Graduandos, a se realizar nos dias 11, 12, 13 e 14 de julho na cidade de Belo Horizonte. “Considerando que a Diretoria da APG atua nos direitos dos discentes vinculados ao PPGs da Fiocruz Amazônia/ILMD ou em associação/consórcio/parceria, vale ressaltar a importância de gestão anual para rotatividade dos discentes, possibilitando que alunos de especializações e mestrados possam ter tempo matriculados como alunos para integrarem a mesa diretora da APG Fiocruz Amazônia”, informa o edital.

Para a efetivação das chapas, é obrigatório a apresentação da declaração de matrícula de todos os alunos/discentes vinculados ao ILMD e/ou instituições associadas, que comporão a mesa diretora da APG Fiocruz Amazônia. É facultativa a inscrição de suplentes aos cargos dos membros da diretoria, assim como conselho consultivo. Importante ressalta que, na ocasião de não haver chapa inscrita, será eleita uma composição de mesa diretora na Assembléia Geral no dia 21/05/2024, às 19h30 (horário Manaus). Caso haja apenas uma chapa inscrita, esta será aclamada na Assembléia.

A inscrição de candidaturas para delegado(a) e suplente para o 29º Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (CNPG) acontecerá no mesmo período de inscrição de chapas para a diretoria da APG Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo/APG Fiocruz Amazônia

Fiocruz e OPAS capacitam laboratórios de países da América do Sul no diagnóstico molecular e vigilância genômica do vírus Oropouche

A Fiocruz Amazônia e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) encerraram nesta sexta-feira, 3/05, em Manaus, o Workshop Internacional que reuniu profissionais que atuam em laboratórios de vigilância de arbovírus de países da América do Sul, como estratégia para ampliar o monitoramento do avanço dos vírus Oropouche e Mayaro no continente sul-americano. De acordo com o virologista Felipe Naveca, chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados da Fiocruz Amazônia, o workshop aconteceu no local e momento corretos, por conta das características em comum entre os países da América do Sul principalmente os da região amazônica internacional, o que permitirá uma análise do potencial epidêmico da doença, a partir de diagnósticos e surgimento de variantes.

“Pelas características da América do Sul, de maneira geral, é praticamente certo que esses vírus estejam circulando em outros países da região, especialmente o Oropouche, isso sem o devido diagnóstico e monitoramento genético. A ideia do workshop foi justamente de ajudá-los a conseguir iniciar o diagnóstico nos seus países, o que é extremamente importante no momento em que o Brasil está vivendo hoje, com mais de 4 mil casos de febre Oropouche confirmados em diversos estados”, afirma Naveca, Segundo o virologista, os países sul-americanos, dentre os participantes do workshop, que ainda não confirmaram a circulação do vírus Oropouche certamente passarão a fazê-lo a partir da capacitação em vigilância genômica, oferecida em parceria com a OPAS/OMS.

Participaram do curso profissionais da Bolívia, Equador, Guiana Inglesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. A consultora internacional da OPAS, Mariela Martínez Gómez, que esteve presente ao workshop, entende que, para os países participantes, o workshop foi uma oportunidade enriquecedora, pela experiência da Fiocruz Amazônia, em especial da equipe do virologista Felipe Naveca, “que possui ampla e longa trajetória trabalhando com arbovírus”, destacou.

““A capacitação focou não somente na detecção, como também em relação ao sequenciamento desses vírus, o que é superimportante, pois sabemos que hoje a genômica é uma parte fundamental do sistema de vigilância, composto ainda pelas vigilâncias epidemiológica, laboratorial, bem como da área clinica”, afirmou Mariela. Segundo a consultora, alguns dos laboratórios que estão participando já tinham o conhecimento de como era feita a detecção. “Inclusive. o Dr Felipe já tinha ido até ao Suriname, para capacitação na detecção desses vírus, mas, agora, essa etapa da capacitação agregou a genômica. Eles tiveram o protocolo necessário para obter genomas completos desses vírus, quando eles forem detectados nos seus países”, disse.

Mariela enfatizou ainda que a vigilância genômica é uma ferramenta que traz resposta para várias perguntas. “É possível saber de onde esses vírus vem, como evoluíram, dados importantes para a atualização das ferramentas de diagnóstico que utilizamos, principalmente as ferramentas moleculares”. O workshop teve cinco dias de duração e contou com parte teórica e prática, com a participação do pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Oswaldo Cruz e da Cornell University.

PARTICIPANTES

Adolfo Ismael Marcelo Ñique; Phyllis Pina e Jessica Enzuman, respectivamente do Peru, Suriname e Bolívia, participaram do workshop e ficaram bastante satisfeitos. De acordo com Adolfo Marcelo, no Instituto Nacional de Salud, no Peru, já se trabalha com o diagnóstico molecular por PCR, em tempo real. Em breve, será implantada a vigilância genômica de arboviroses. Segundo ele, o Peru passa por um surto de Oropouche. “Temos seis regiões das 23 do país com presença de oropouche e nas últimas três semanas houve um aumento considerável de casos, em seis novas regiões. Então, a presença de Oropouche no Peru se tornou um problema da saúde pública e está sendo considerada como uma doença reemergente”, observa.

Assim como ele, a chefe do Central Laboratory of the Bureau of Public Health, do Suriname, Phyllis Pinas, comenta que já conhecia o diagnóstico do PCR em tempo real, apresentado pelo Dr Felipe Naveca, quando esteve no Suriname, em outubro de 2023, juntamente com a pesquisadora Matilde Contreras. “A parte do PCR em tempo real não foi algo novo para mim, por conta do treinamento do ano passado, mas a parte de sequenciamento genômico é totalmente nova, porque no centro onde estou trabalhando, não estamos sequenciando os genomas”, salienta.

Conforme Phyllis, por enquanto, ainda não foram registradas ocorrências de  Oropouche ou Mayaro no país. Porém, ela não descarta que haja casos de pessoas infectadas pelo vírus. “Apesar do processo de sequenciamento demandar alguns recursos, tornando-o um pouco oneroso, os resultados são muito bons, mostrando quais vírus estão realmente circulando pelo país, auxiliando também sobre quais medidas de saúde pública devem ser adotadas”, adiantou.

Representante do Instituto Nacional de Laboratórios em Saúde (Inlasa), Jéssica Enzuman, destaca que, na Bolívia, também está ocorrendo um surto do vírus Oropouche. “Temos mais de 150 casos registrados e não é algo incomum, não é algo novo para nós e estamos trabalhando para implementar, não só o diagnóstico, mas também o sequenciamento genético. O curso incluiu ambos e estamos muito satisfeitos em participar deste treinamento oferecido pelas OPAS, em parceria com a Fiocruz Amazônia”, pontua.

Segundo Jessica, a ideia ao retornar à Bolívia é a de implementar ambas as técnicas – de diagnóstico e sequenciamento – para poder responder com agilidade e precisão a identificação dos casos, mediante a possibilidade de um surto de Oropouche.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia sedia oficina em Manaus para definição de estratégias de atuação na região do Delta do Tapajós (PA)

Numa iniciativa da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAPPS), da Fiocruz, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou durante dois dias (29 e 30/04), na sede da instituição, em Manaus, a Oficina VPAPPS – ILMD sobre o Projeto Delta do Tapajós, reunindo pesquisadores e coordenadores de áreas estratégicas da VPAPPS, Fiocruz Amazônia e Fiocruz Rondônia, com o objetivo de formatar estratégias e ações inovadoras de promoção de saúde no contexto amazônico, tendo como foco a região do Delta do Tapajós, situada a Oeste do Estado do Pará. A oficina foi a segunda realizada pela VPAPPS em um mês – a primeira ocorreu nos dias 11 e 12/04, em Santarém (PA) – com a finalidade de promover o desenho de uma proposta de atuação e construção de parcerias naquela região.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, salientou a importância da oficina no sentido de permitir a interiorização das ações da Fiocruz, bem como a aproximação entre territórios dentro do contexto amazônico. “Fizemos uma visita para conhecer as instituições e atores locais naquela região do Estado do Pará e o intuito agora é pensarmos juntos o planejamento de ações e estratégias que possam ser tão exitosas quanto outras já existentes, a exemplo do Projeto Saúde e Alegria e as UBS fluviais, nascidas naquela região, num processo de construção coletivo e de expansão das nossas ações”, afirmou Stefanie, mencionando a sintonia dessa iniciativa com as diretrizes dos dois últimos Congressos Internos da Fiocruz, que trataram sobre a necessidade de interiorização das ações da Fiocruz para além das capitais onde estão as unidades regionais.

Segundo o vice-presidente da VPAPPS, Hermano Castro – que participou da abertura, no primeiro dia da oficina, de modo remoto – a iniciativa da Fiocruz de intensificar a atuação na região amazônica faz-se necessária e atende a uma orientação do presidente da Fiocruz, Mário Moreira. “O contexto amazônico tem tido muita dificuldade para receber as ações de políticas públicas dentro da realidade da região, uma realidade de muita agressão ao longo de décadas, eu diria, séculos, de agressões territoriais aos povos originários e é importante a Fiocruz poder estar trabalhando nessa linha, não só de suporte político, mas contribuindo com as ações territorializadas”, salientou, assegurando total apoio às iniciativas que venham a ser desenvolvidas.

“A VPAPPS vai estar apoiando e contribuindo com o que temos de melhor na instituição”, assegurou, acrescentando a importância de temas como o impacto das mudanças climáticas e a preservação ambiental serem trabalhados nesse contexto. O coordenador da Área de Saúde e Ambiente da VPAPPS, Guilherme Franco Neto, presente à oficina, enfatizou que ter a presença do ILMD/Fiocruz Amazônia na região do Delta do Tapajós é uma ideia que vem amadurecendo desde o ano passado. “Esse é um processo que foi sendo desenvolvido entre conversas do vice-presidente Hermano Castro com a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e que deu origem à visita feita aos atores-chaves da região de Santarém, onde se fez um pré-diagnóstico das potencialidades e desafios”, relembrou.

Guilherme afirma que a oficina realizada em Manaus serviu para aprofundar o  conhecimento e identificar as possibilidades de “pontes”, entre as diretrizes e as ações que tanto a VPAPPS quanto o ILMD/Fiocruz Amazônia desempenham. “Foram dois dias extraordinários e intensos de trabalho, com alguns encaminhamentos no caminho de fazer a Fiocruz mais presente naquele território”, adiantou.

A Fiocruz já possui uma cooperação histórica com o projeto pioneiro, que se instalou na região do Delta do Tapajós em meados da década de 80, denominado Saúde e Alegria. “O projeto estava iniciando num momento em que ocorria o processo de organização do SUS, do pensamento da reforma sanitária, tornando-se uma experiência muito exitosa e que aporta várias contribuições à política pública do SUS no sentido de promover atenção integral à saúde naquela região”, explica Guiherme.

“No ano passado, uma visita conjunta levou representantes da VPAPPS, Ministériio da Saúde e ILMD/Fiocruz Amazônia, entre outras instituições, à conhecer o trabalho do Saúde e Alegria, de onde surgiu a ideia de fortalecermos a presença da Fiocruz na região”, acrescenta Franco Neto. “Trata-se de uma iniciativa coadunada com os desafios do nosso momento contemporâneo, quando o Brasil está trazendo para a Amazônia a COP 30, aqui na Amazônia e vai discutir os desafios da mudança do clima, do ponto de vista inclusive de qual a contribuição que a Amazônia tem a dar para isso, e a Fiocruz é suscitada a colaborar com essa dimensão da defesa da nossa natureza. Basicamente esse é o grande desafio”, finaliza o coordenador.

PROGRAMAÇÃO

No primeiro dia de programação da oficina, os participantes apresentaram uma síntese do trabalho realizado em cada coordenadoria da área da VPAPPS e puderam conhecer a estrutura do ILMD/Fiocruz Amazônia, apresentada pela diretora Stefanie Lopes. Em seguida, assistiram às apresentações de projetos e iniciativas desenvolvidas pelos pesquisadores e os laboratórios de pesquisa da unidade. Nesta terça-feira, os participantes definiram a elaboração de uma agenda de atividades e visitas. Da VPAPPS, estiveram presentes a coordenadora de Gestão, Ana Feitoza; o  coordenador do Campus Fiocruz Mata Atlântica, Ricardo Moratelli; além de representantes do Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis e da Coordenação de Ambiente da VPAPPS, Bruna Drumond, Juliana Vilardi e Gabriela Lobato.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre Biologia dos Arbovírus e Vetores do Vírus Oropouche nesta sexta-feira, 3/05

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 03/05, às 10h, a palestra “Biologia dos Arbovírus e vetores dos vírus Oropouche: conhecimento geral sobre os vetores e alguns aspectos relevantes para a compreensão do patógeno-vetor”, a ser ministrada pelo biomédico e pesquisador visitante do ILMD/Fiocruz Amazonas, Jordam William Pereira Silva. Segundo o palestrante, com os recentes surtos de febre Oropouche, no Brasil, especialmente na Região Norte, aumentou consideravelmente a necessidade de definição de áreas de riscos e o conhecimento sobre os vetores da doença.

Doutor em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e mestre em Saúde Coletiva pela Fiocruz Amazônia, Jordam explica que o objetivo da palestra será apresentar ao público os principais vetores envolvidos na transmissão do vírus Oropouche, repassar os conceitos básicos da relação entre os insetos e o referido vírus, além de demonstrar os ciclos de desenvolvimento do patógeno e dos vetores e abordar sobre os meios de prevenção. A palestra terá transmissão realizada via plataforma Zoom, através do link : https://us06web.zoom.us/j/89115004814?pwd=DsfNImDCavPLZEQi3aLPIBJ5ZOF8zg.1 (ID da Reunião: 891 1500 4814 e Senha de acesso: 393352).

O pesquisador enfatiza que, além dos aspectos da biologia dos arbovírus, apresentará as principais ferramentas disponíveis para estudar a interação dos mosquitos com os arbovírus. Desde 2013, Jordam integra o Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), do ILMD/Fiocruz Amazônia. A palestra será moderada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia e coordenador do Laboratório EDTA, Felipe Arley Costa Pessoa.

SOBRE O PALESTRANTE 

Atualmente, Jordam Willam é membro do Comitê Executivo do Programa de Iniciação Científica da FIOCRUZ/Amazônia. Ele possui experiência em coletas de campo, ecologia de mosquitos, identificação taxonômica, detecção de infecção natural de arbovírus em mosquitos e processamento de dados para elaboração de relatórios técnicos. Além disso, desenvolve pesquisas envolvendo entomologia médica, focando na biologia, ecologia de insetos vetores, infecção experimental e interações entre patógenos-ambientes-insetos vetores, abrangendo insetos das famílias Culicidae, Psychodidae, Simuliidae e Ceratopogonidae.

O palestrante possui também experiência em expressão gênica de mosquitos Anopheles e interações biológicas e moleculares entre patógenos e vetores, usando como modelo Anopheles amazônicos e P. vivax; Aedes e Culex spp. e arbovírus. Tem ainda experiência em colonização de Anopheles aquasalis, Aedes aegypti, Aedes albopictus, Culex quinquefasciatus, Lutzomyia longipalpis e Lutzumyia migonei. É microscopista com experiência em diagnóstico de hemoparasitas (Plasmodium spp., Trypanosoma spp. e Filárias) formado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas – LACEN/AM.  No campo, tem experiência em coletas de insetos vetores das famílias Culicidae (mosquitos), Psychodidae (flebotomíneos), Ceratopogonidae (maruins), Simuliidae (piuns) e Tabanidae (mutucas).

O pesquisador atualmente trabalha com coletas e dissecção de pequenos mamíferos, com o objetivo de entender os ciclos de transmissão de Tripanosomatídeos e a forma como a antropização pode modificar os riscos de transmissão para humanos.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amaônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisadores do ILMD são reconhecidos com Medalha Zé do SUS pelas contribuições para a melhoria dos SUS no Amazonas

As contribuições em pesquisas e projetos voltados para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS), no Amazonas, realizados pelos pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Júlio César Schweickardt e Rodrigo Tobias, foram reconhecidas e homenageadas no último dia 26/4, pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), com a entrega da medalha “Zé do SUS” aos dois cientistas sociais. O evento realizado no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), no bairro Aleixo, zona Centro-Sul, também integrou o encerramento da 5ª Mostra Aqui tem SUS e a 2ª Oficina Imuniza SUS, com a presença de gestores municipais de saúde, pesquisadores, servidores e agentes da área de saúde do Amazonas.

Compondo a mesa de autoridades do evento, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, parabenizou o Cosems-AM pela iniciativa e destacou o empenho daquelas pessoas que diariamente atuam, de alguma forma, para melhorar o SUS. “Apesar das dificuldades encontradas, é possível fazer a diferença no cotidiano das pessoas, e um evento como este promovido pelo Cosems-AM está de parabéns e mostra o trabalho feito no nosso Estado. Tenho certeza de que os reais vencedores deste prêmio são aquelas pessoas para quem nos dedicamos nos municípios”, comentou.

O presidente do Cosems-AM, Manuel Barbosa, destacou que a premiação busca reconhecer o mérito das pessoas que não medem esforços para a melhoria da saúde pública no Amazonas. “O SUS é o nosso maior patrimônio, e diariamente, todos que aqui estão e que atuam nele, buscam oferecer um bom atendimento, um atendimento mais humanizado, buscam construir políticas públicas de saúde no Amazonas, que engrandeçam o atendimento de quem procura pelos serviços públicos de saúde, e elas merecem ser reconhecidas”, afirmou Manuel.

HOMENAGENS

Doutor em História das Ciências e da Saúde, pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazonas, e membro da Rede Unida, o pesquisador Júlio César Schweickardt, agradeceu a homenagem e disse ter ficado surpreso com a escolha, por não esperar o reconhecimento. “Estou emocionado com esta homenagem, não esperava por ela. Como servidor público, entendo que tenho a missão de servir, de contribuir para que o Sistema Único de Saúde seja de qualidade, oferecendo um atendimento humanizado a quem o procurar”, salientou.

Pós-Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB), o também pesquisador do Lahpsa, Rodrigo Tobias, foi representado pela discente do laboratório, Mayra Farias, por se encontrar em viagem fora do Estado. Tobias agradeceu a premiação e disse sentir-se lisonjeado e feliz por acreditar que esse tipo de reconhecimento motiva a todos a construírem uma saúde pública mais equitativa e de qualidade. “Ainda mais quando sabemos que a escolha partiu dos titulares das secretarias de Saúde dos municípios do Estado do Amazonas, que vivenciam as necessidades de saúde da população”, comentou.

MEDALHA

A medalha Zé do SUS foi instituída pelo Cosems-AM, como forma de homenagear o servidor público manauense José Rodrigues da Silva, um entusiasta de um sistema público de saúde capaz de atender a população com qualidade. A concessão da medalha também é uma forma de homenagear pessoas que não medem esforços para a melhoria da saúde pública do Estado do Amazonas. José Rodrigues também dá nome a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no bairro Novo Aleixo, na zona Norte de Manaus.

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ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Fotos – Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

INPA recebe a OBSMA no Projeto Trilhas do Conhecimento no Bosque da Ciência

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, participa como convidada, na próxima sexta-feira, 26/04, no Bosque da Ciência, em Manaus, da primeira edição do Projeto Trilhas do Conhecimento, voltado à popularização da ciência e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). O projeto consiste na realização de excursões pedagógicas com alunos de escolas da rede pública municipal e estadual no espaço onde fica instalado o bosque, promovendo a divulgação científica de forma didática, criativa e divertida, por meio das exposições sobre a biodiversidade. A OBSMA, por sua vez, vai dialogar com os estudantes acerca das questões da sociodiversidade. Ambos os projetos com foco no território amazônico.

A coordenadora da Regional Norte da Olimpíada, Rita Bacuri, considera o evento uma oportunidade ímpar para a divulgação da 12ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente e para o fortalecimento de ações de parcerias institucionais entre a Fiocruz e o INPA. “Na Amazônia, mais que nunca, precisamos integrar ações e consolidar parcerias”, observou Bacuri.

O coordenador do Trilhas do Conhecimento, Jorge Lobato, explica que o evento marca a retomada do projeto, que contará com seis edições mensais até o final do ano e a parceria da Fiocruz, em todas elas, é um reforço para integrar as ações de sócio e biodiversidade amazônica.

Nesta sexta-feira, 26/04, a excursão pedagógica reunirá 100 alunos das Escolas Municipais Villa Lobos e Anastácio Assunção. “A parceria com a Fiocruz se somará às oficinas educativas realizadas no Bosque, permitindo oportunidades para os alunos das escolas a realizarem investigações, observações e incentivar a prática experimental nas atividades em espaço não formal”, explica.

As atividades acontecem das 8h às 12h, com oficinas educativas e as exposições O Mundo dos Insetos, Invertebrados Terrestres, Malária e Dengue, Vida de Gavião Real, Associação Amigos do Peixe Boi, Projeto Suaçuboia (A Jiboia das Árvores), Tapetão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS e a presença do mascote Oswaldinho.

SOBRE O BOSQUE

O Bosque da Ciência é um espaço dedicado à divulgação científica, educação e lazer, que abriga uma vegetação florestal, animais da fauna Amazônia de vida livre e atrativos para a visitação turística. Possui uma área de aproximadamente 13 hectares, e está localizado no perímetro urbano da cidade de Manaus. O Bosque foi inaugurado em 1º de abril de 1995, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). No Bosque, o visitante vai encontrar um ambiente de tranquilidade e relaxamento, inserido no meio da cidade, onde poderá aprender mais sobre a região amazônica, e vivenciar momentos de contato com a natureza.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Júlio Pedrosa

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia abordam avanços e perspectivas no enfrentamento à dengue, em colóquio do Ministério da Saúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), representado pelos pesquisadores, Felipe Naveca, Coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, e Sérgio Luz, Coordenador do Núcleo de Patógenos Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV-Amazônia), vinculado ao Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), esteve presente no colóquio “Avanços e Perspectivas no Enfrentamento à Dengue”, ocorrido na última quarta-feira,17/4, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília.

O evento reuniu, especialistas brasileiros em arboviroses e representantes da OPAS e Organização Mundial da Saúde (OMS). O colóquio foi dividido em mesas e painéis que discutiram o cenário epidemiológico da dengue no mundo, nas Américas e no Brasil, ações de enfrentamento da epidemia de dengue, desafios da assistência e da vigilância, além de prevenção e resposta a emergências em saúde.

Compondo a mesa temática “Desafios da assistência e da vigilância”, o virologista e pesquisador da Fiocruz, Felipe Naveca, destacou que vê como aspecto positivo a aproximação entre a ponta e os laboratórios de referência dos institutos de pesquisa. O pesquisador pontuou ainda que os aprendizados adquiridos nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública têm sido de grande importância para as expertises acumuladas, que podem ser utilizadas no enfretamento a emergências.

“Gostaria de ressaltar que vejo na melhoria de diagnóstico, nos últimos anos, muitas vezes se deu por uma maior aproximação entre a ponta e nós que estamos nos laboratórios de referência ou nos institutos de pesquisa. Cito especialmente a experiência que tive em alguns LACENs, como por exemplo o de Roraima, que já trabalha conosco há mais de 15 anos, e no final de 2022, percebeu que tinha alguma coisa errada com a baixa positividade nos testes ZDC . Era justamente o começo de subida de casos de Oropouche, o surto atual, mas que desde o final de 2022, temos a mesma linhagem circulando. Assim como a detecção dos primeiros casos de Dengue 3 no Brasil, que também chamaram atenção por ser algo que a gente não via há algum tempo. Essa proximidade tem sido algo muito interessante na experiência que a gente tem acumulado”, explica Naveca.

Sérgio Luz, falou sobre os resultados positivos dos estudos com o uso das estações disseminadoras de larvicida. “Venho desenvolvendo estudos com estações disseminadoras de larvicidas, que usa o princípio da disseminação, onde nós testamos em larga escala. Fizemos em um bairro da cidade de Manaus, e depois repetimos isso em toda uma cidade isolada, onde tivemos resultados muito surpreendentes e, de lá pra cá, com o advento da Zika em 2016, estamos desenvolvendo isso juntamente com o Ministério, no sentido de tentarmos colocar essa estratégia nas outras cidades, para conhecer como essa ação pode ser avaliada em diferentes paisagens, locais, e principalmente avaliar as intercorrências dessa estratégia dentro da realidade do serviço”, explica Luz.

Durante a fala, Sérgio também compartilhou relatos de experiência com a coleta de vetores e, ponderou a necessidade de mais estudos para que seja possível a compreensão de grandes epidemias e infecções de arbovírus no Brasil e no mundo. “O Oropouche sempre esteve rondando as infecções de arbovírus no Brasil e no mundo, sendo considerado inclusive o segundo maior arbovírus até chegar o Chikungunya e o Zika. Nós enfrentamos uma epidemia, estamos ainda enfrentando uma epidemia com mais de dois mil casos detectados de Oropouche, e eu gostaria de chamar atenção nesse sentido, para o seguinte: Eu trabalhei coletando os vetores para vermos quem realmente está infectado, pois existem poucos estudos que acompanham a transmissão do Oropouche. Tradicionalmente, o que se existe mais antigo na literatura é que ele é transmitido pelo Culicoides paraensis, e existem outros mosquitos envolvidos na transmissão como o Culex quinquefasciatus, existem alguns mosquitos silvestres como Aedes serratus e Coquillettidia, que foram pegos infectados, mas há uma diferença bem grande entre os que foram detectados infectados e os que realmente estão transmitindo e mantendo a circulação do vírus. A gente precisa conhecer melhor isso”, pontuou.

Na ocasião, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, atualizou o cenário epidemiológico da dengue no país e apresentou as principais ações para prevenção e controle da doença. Ao final do encontro, representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), responsável pela organização do colóquio, informaram que ele deverá ser repetido no próximo mês para condensar as experiências trocadas sobre o momento em que o mundo passa com as mudanças climática e o fenômeno do El Niño, bem como a possibilidade de que as vacinas sejam amplamente produzidas para atender a população em médio e longo prazo. O evento foi realizado de forma híbrida, e contou com participação de também de especialistas e pesquisadores de fora do Brasil.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
*Com informações do Ministério da Saúde.

Pesquisador da Fiocruz Amazônia ministra Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva na Universidade Federal do Acre

O epidemiologista Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, ministrou a Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade Federal do Acre (UFAC), o qual abriga o primeiro mestrado acadêmico em Saúde Coletiva da Região Norte, aprovado em 2008 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação.

Atualmente, o PPGSC da UFAC é o único programa com mestrado e doutorado na modalidade acadêmico da região Norte. Na manhã do dia 18 de abril, a Aula Magna abordou o tema “Feminicídio no Brasil: a construção de um projeto multicêntrico”. A programação de abertura do ano letivo se estendeu para o turno vespertino, com a palestra “Desafios das arboviroses na Amazônia: o papel da Saúde Coletiva”, também ministrada por Orellana. As atividades vespertinas foram finalizadas com uma descontraída roda de conversa, abordando o tema “Produção do conhecimento na Amazônia: lacunas e oportunidades na Pós-Graduação em Saúde Coletiva”, moderada pelo professor doutor Alanderson Alves Ramalho, docente permanente do PPGSC da UFAC, e pelo epidemiologista Jesem Orellana.

De acordo com a coordenadora do PPGSC, Andréia Moreira de Andrade, a intuito de realizar uma aula inaugural com um convidado de outro Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva foi simbólico. “A intenção é sempre motivar e oferecer aos ingressantes uma visão externa do processo formativo, e a atividade cumpriu com esse propósito de uma forma agradável e exitosa. Foi um momento rico de troca, motivação, de despertar crítico com responsabilidade social. Esperamos manter uma relação de fortalecimento do Norte com o Norte”, avalia Andreia.

Para Jesem Orellana, a participação foi oportuna e bastante produtiva pela possibilidade de intercâmbio de conhecimentos e de dar início às tratativas para levar ao Estado do Acre a proposta de implantação de um observatório do feminicídio em Rio Branco, tal como já existe em Manaus (AM) e Porto Velho (RO), ampliando assim a intenção de formação de uma rede de monitoramento da violência contra as mulheres na Região Norte.

“Fortalecer essa iniciativa de criação de observatórios do feminicídio é uma das atividades do Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde (PI-AIVS) da Fiocruz, que apoia a realização de oficinas e seminários para discussão acerca do tema, reunindo os diversos atores da sociedade envolvidos com a questão da violência e saúde”, destaca Orellana.

O pesquisador entende que iniciativas como esta precisam ser valorizadas, cultivadas e multiplicadas, uma vez que o fortalecimento da Saúde Coletiva na Amazônia brasileira é estratégico não apenas de um ponto de vista técnico-científico, mas também para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), constantemente desafiado por doenças endêmico-epidêmicas, por doenças emergentes e, mais recentemente, pelos impactos negativos da crise climática, especialmente sobre os mais vulneráveis.

Orellana está confiante com o estreitamento de laços entre o LEGEPI e o PPGSC da UFAC, pois entende que o protagonismo de atores da região amazônica é crucial para o efetivo gerenciamento dos desafiadores problemas sanitários do Norte do país, o que inclui sua vasta franja fronteiriça internacional.

SOBRE O PROGRAMA

O Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde (PI) foi constituído por meio da Portaria 260/2017 da presidência da Fundação Oswaldo Cruz, em fevereiro de 2017. É coordenado pelo Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (CLAVES) e vem atuando através de um grupo de trabalho (GT) que reúne participantes de diversas unidades da Fundação, a partir de um plano de trabalho debatido e aprovado anualmente.

O objetivo geral do PI é ampliar e articular a reflexão e as ações sobre violência e saúde entre as diversas unidades da Fiocruz. São seus objetivos específicos: debater o tema internamente à Fiocruz; ampliar a compreensão da relação entre a violência e a saúde através de sua análise pela lógica da determinação social da saúde, dos processos de desenvolvimento econômico e dos conflitos territoriais e ambientais; mapear as demandas, ações e pautas das diferentes unidades, a fim de formar uma rede de atuação, agregando experiências de pesquisa, ensino, ação, assistência e advocacy; e dar subsidio à definição de posicionamentos institucionais acerca de temas chave aos quais a Fiocruz é chamada a se pronunciar.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / UFAC

Projeto Amazônia Solidária lança e-book com relatos sobre desafios da comunicação em saúde em territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes na Amazônia

O Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e Fiocruz Amazônia, visando reforçar as estratégias de comunicação sobre a vacina de Covid-19 e outras, em áreas remotas dos estados do Amazonas e Acre, acaba de lançar o e-book “Amazônia Solidária: educação popular e comunicação em saúde para o fortalecimento da vacinação nos territórios quilombolas, migrantes e ribeirinhos. O livro, editado pela Rede Unida, pertence à Série Saúde & Amazônia, e é de acesso livre universal. A obra reúne relatos pessoais de apoiadores locais, coordenadores dos eixos, facilitadores e bolsistas do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia, sobre as experiências vividas nas atividades de campo do projeto.

Coordenador do projeto e um dos organizadores do livro, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Júlio César Schweickardt, afirma que a obra é mais um produto do projeto que resulta de um processo coletivo. “Foi uma construção bem participativa, de uma escrita coletiva, quando cada participante teve a oportunidade de relatar que atividades desenvolveu, sobre o território em que trabalhou, a metodologia utilizada e os produtos gerados. O livro é uma referência para discussão de abordagens que sejam feitas em comunidades, especialmente quando se trata da área de comunicação, que é um desafio, por exemplo, para gestores e coordenadores da área de imunização”, explica Schweickardt.

Também atuaram como organizadoras do livro Thalita Renata das Neves Guedes, Gercicley Rodrigues dos Santos, Adriana Lopes Elias, Vanessa Ramos Cardoso e Joana Maria Borges de Freitas. O projeto foi executado ao longo de 2023, tendo como coordenadoras de eixos as pesquisadoras em Saúde Pública Fabiane Vinente (eixo migrantes), Adriana Lopes Elias (eixo ribeirinho) e Joana Freitas (eixo quilombola), que atuaram também como facilitadoras do projeto, por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia, juntamente com apoiadores locais.

De acordo com Schweickardt, o caminho utilizado pelo projeto foi o da Educação Permanente nos territórios do Amazonas e do Acre. “Construindo com as comunidades e grupos os modos e as linguagens da comunicação de uma política tão maltratada na última gestão governamental. Vimos a potência criativa das comunidades que simplesmente precisou ser ouvida e apoiada na construção dos seus materiais”, descreve o pesquisador na apresentação do livro.

E continua: “O projeto nos permitiu amazonizar o pensamento e as estratégias da saúde, significando um estar nos territórios ribeirinhos, quilombolas e dos migrantes na cidade como um modo de refletir sobre uma dimensão diferente da vida. O encontro com outros, com modos diferentes de ser e estar no mundo, numa outra relação entre os humanos e não humanos, na relação com o território das águas e da cidade, nos traz outras formas de viver na Amazônia”.

Ao longo das 350 páginas, o livro resgata os encontros nos territórios das pessoas, que vivem as relações com as águas, as memórias, os encantados, a ancestralidade. O livro, na primeira parte, começa com a “Palavra das coordenadoras, facilitadores e apoiadores”, seguindo depois para a “Narrativa dos Territórios” e a “Arte nas comunidades”, encerrando com uma apresentação “Sobre as autoras e os autores”.

“Trata-se de um rico material que traz uma experiência que pode ser replicada, divulgada e reproduzida em outros contextos da Amazônia, mas também fora daqui. Vale a pena as pessoas olharem para essa obra como uma forma de poder pensar nas estratégias que sejam mais participativas, dialogadas e que possam estar mais perto das pessoas”, recomenda o pesquisador.

SÉRIE SAÚDE & AMAZÔNIA

A Série Saúde & Amazônia, que é de acesso livre e qualquer pessoa pode baixar e adquirir gratuitamente, é organizada pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia) e publicada pela Associação Brasileira Rede Unida. Os manuscritos – um total de 30 títulos – compõem as áreas de antropologia da saúde, gestão e planejamento, vigilância em saúde, atenção e cuidado em saúde, políticas públicas em saúde, educação permanente, educação popular, promoção em saúde, participação e controle social, história da saúde, saúde indígena, medicina indígena, movimentos sociais em saúde e outros temas de interesse para a Região Amazônica.

A série tem o compromisso ético-político de contribuir com a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) como uma política universal, integral e equitativa e tem coordenação editorial dos pesquisadores doutores Júlio Cesar Schweickardt (Fiocruz Amazônia), Alcindo Antônio Ferla (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira (Universidade Federal do Pará).

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia  distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo / Júlio Pedrosa

Saúde do trabalhador, calendário de reuniões e novo regulamento da biblioteca são destaques na reunião do CD Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta terça-feira, 16/4, em formato híbrido (presencial e remoto), a primeira reunião do Conselho Deliberativo (CD) com a nova composição de conselheiros, recém-eleitos para biênio 2024/2026. A reunião teve como pautas a apresentação do resultado preliminar de pesquisa aplicada sobre saúde do trabalhador da unidade; o regulamento da biblioteca; e o novo calendário de reuniões do CD/ILMD. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, abriu o encontro fazendo um balanço das atividades realizadas pela diretoria da instituição, no decorrer deste semestre.

Entre as atividades apresentadas, uma agenda extensa de reuniões, eventos e visitas técnicas cumpridas junto a instituições como Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado e Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas (IPEM-AM), visando o estabelecimento de articulações para a retomada de acordos de cooperação e parcerias importantes para a instituição.

Entre as visitas, Stefanie destacou a realizada ao Comando Militar da Amazônia (CMA), que poderá resultar na assinatura de uma carta de interesses mútuos, voltada à pesquisa e ao ensino. O “Seminário Saúde e Meio Ambiente na Amazônia – Integração para cenários futuros”, organizado pela Fiocruz Amazônia, também foi citado, assim como as articulações para uma pesquisa conjunta entre a Fiocruz Amazônia, Universidade de Sorbonne e o Instituto Pasteur da Guiana. Houve informes também sobre a participação do ILMD na 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e os preparativos para a celebração dos 30 anos da Fiocruz Amazônia.

PESQUISA

Durante a reunião, foram apresentados os resultados preliminares da pesquisa Diagnóstico Institucional – Escala de Indicadores de Prazer e Sofrimento no Trabalho (EIPST), desenvolvida pela psicóloga Ester dos Anjos, sob a coordenação da Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGDI). Em um aspecto geral, a média satisfatória dos servidores da Fiocruz Amazônia, com o local de trabalho, é de 4,2 – acima da marca utilizada pelo método avaliativo de prazer e sofrimento, adotado pelo estudo.

Conforme a avaliação preliminar, 67% dos participantes da pesquisa apresentaram uma avaliação positiva (prazerosa) do trabalho, com destaque para cinco itens – orgulho pelo que faz (5,54%); liberdade com a chefia para negociar o que precisa (5,44%); liberdade para falar sobre o trabalho com os colegas (5.38); liberdade para falar sobre o trabalho com as chefias (5.36%); solidariedade entre os colegas (5,35%).

Em relação ao sofrimento, 24% dos entrevistados apresentaram uma avaliação negativa, considerada grave, o equivalente a uma média de 2,0, em relação ao local de trabalho. Entre os cinco fatores que contribuem para esta percepção estão: frustração (5,48%); desvalorização (5,45%); injustiça (5,45%); insegurança (5,33); e sobrecarga (5,30).

A pesquisa foi elaborada no período de 20 a 30 de novembro de 2023, com servidores, terceirizados, bolsistas e estagiários da Fiocruz Amazônia. Ester dos Anjos destacou que um quadro de cronograma de propostas para os trabalhadores do ILMD foi apresentado, mas ficará em branco, uma vez que serão marcadas datas para que os participantes contribuam com sugestões, para amenizar os seus sofrimentos, além de manter o ambiente de trabalho prazeroso. No ILMD, 64% dos trabalhadores são mulheres; 52% são terceirizados; 93% cumprem carga de oito horas de trabalho; e 40% estão na área de pesquisa.

“A partir da apresentação destes dados preliminares haverá um encaminhamento para a próxima etapa do estudo que serão sugestões para a melhoria da saúde do trabalhador”, pontuou o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné.  “Abrimos os dados desta pesquisa, com o objetivo de mapear a instituição, e também para servir de base para Núcleo de Saúde do Trabalhador”, comentou Ester.

APROVAÇÕES

Os conselheiros aprovaram o novo calendário de reuniões ordinárias do CD, que a partir de agora acontecerão a cada dois meses, antecedendo a reunião do CD no Rio de Janeiro. De acordo com Stefanie Lopes, a ideia do calendário apresentado é a de facilitar o diálogo e proposta de pauta, com direito a reserva de data, caso seja necessário.

O CD aprovou também a nova versão do regulamento da Biblioteca Dr. Antônio Levino da Silva Neto, apresentado pelo coordenador do espaço, o bibliotecário Ycaro Verçosa. O novo regulamento estabelece a criação de uma comissão para a seleção e aquisição de obras para o acervo da biblioteca. A comissão será composta pelo responsável pela biblioteca, um pesquisador de cada laboratório do ILMD, um docente e um discente dos cursos de lato e stricto sensu, além de um representante da área administrativa, ligado ao Setor de Compras. O documento também prevê novas sanções para os casos de empréstimos de obras, entregues fora do prazo estabelecido para a devolução.

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ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Fotos – Eduardo Gomes (IMLD/Fiocruz Amazônia)

Centro de Estudos abordará o tema “Amazônia, Bioeconomia e Biotecnologia: atuação do laboratório de Micologia do INPA”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá na próxima sexta-feira, 19/04, às 10h, a palestra “Amazônia, Bioeconomia e Biotecnologia: atuação do laboratório de Micologia do INPA”, a ser ministrada pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) João Vicente Braga de Souza, com experiência em biotecnologia e micologia. A palestra abrangerá as potencialidades da biotecnologia no desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Com formação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), além de pós-doutorado pela Universidade de Cranfield no Reino Unido, Souza tem dedicado sua carreira ao estudo da biodiversidade dos fungos da Amazônia e ao seu potencial biotecnológico em ciências farmacêuticas.  A palestra terá transmissão realizada via plataforma Zoom, através do link https://us06web.zoom.us/j/83376686417?pwd=21h95yQvpuhpRDus0L3wS3EHRYO5nZ.1 (ID da reunião 833 7668 6417 e senha de acesso 501879).

O pesquisador explica que, inicialmente, a apresentação abordará a rica biodiversidade da Amazônia, destacando que a região abriga uma significativa porção das espécies mundiais de plantas, animais e insetos, o que a torna um campo fértil para a bioprospecção e a valorização de recursos biológicos. “Serão discutidos casos de sucesso e desafios na valorização da biodiversidade para aplicações em medicina, agricultura eco-intensiva, biorefinarias e indústrias como a de mineração e alimentos, além de serviços ecossistêmicos”, resume.

A palestra será moderada pela pesquisadora Priscila Ferreira de Aquino (ILMD/Fiocruz Amazônia) e enfatizará a importância de uma bioeconomia consciente, que integre o conhecimento tradicional e moderno para a promoção de uma economia baseada no conhecimento e na sustentabilidade. Serão apresentados exemplos de como o INPA tem liderado iniciativas, sob coordenação de Souza, para explorar e preservar esses recursos, destacando o papel vital da região na bioindústria global.

SOBRE O PALESTRANTE

João Vicente Braga de Souza possui graduação em Farmácia pela Universidade do Amazonas (2000), Especialização em Biotecnologia pela Universidade Federal de Lavras (2005), Doutorado em Biotecnologia Industrial pela USP-Escola de Engenharia de Lorena (2004) e Pós-Doutorado em Biotecnologia pela Cranfield University-UK (2014). Trabalha como Biotecnólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (2009-atual). Tem pesquisado a produção fúngica de bioativos de interesse farmacêutico (antifúngicos, biosurfactantes e colorantes) e também o desenvolvimento de ferramentas moleculares, aplicadas ao diagnóstico e caracterização de agentes causadores de micoses invasivas.

É professor permanente do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas (UFAM) e do Programa de Pós-Graduação de Biodiversidade e Biotecnologia da Bionorte. Quanto à contribuição científica e tecnológica para inovação, Souza participou do desenvolvimento de quatro processos biotecnológicos. Além disso, é responsável pelo Laboratório de Micologia do INPA. Quanto aos prêmios e honras, em 2009, foi convidado a ser membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências e recebeu menção honrosa do Senado Brasileiro. Em 2014, recebeu o Prêmio Sebastião Ferreira Marinho do CRF-AM e, em 2019, menção honrosa da Câmara de Vereadores da Cidade de Belém.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre vagas de estágio para cursos das áreas de TI, Biológicas e Saúde

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) está com inscrições abertas para a seleção de estagiários, na modalidade estágio não-obrigatório para nível superior, nos cursos de Administração, Ciências da Computação, Processamento de Dados, Gerenciamento de Redes, Ciências Biológicas e Farmácia. O total de cinco vagas está sendo oferecido, e os interessados podem se candidatar até as 12h (horário Brasília) do dia 30/4. Não há taxa de inscrição.

O edital para a modalidade de estágio não-obrigatório pode ser acessado no site do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), no endereço https://pp.ciee.org.br/vitrine/12153/detalhe, onde pode ser conferido o cronograma de seleção, documentação exigida, tabela de benefícios, entre outros itens.

Podem se inscrever alunos que estiverem cursando a partir do 3° período. O valor da bolsa-auxílio varia de R$ 787,98 (4h) a R$ 1.125,69 (6h), além do auxílio-transporte. Após a inscrição, os candidatos passarão pela fase de análise de documentação e posteriormente por uma entrevista, prova ou dinâmicas de grupos, que serão realizadas e aplicadas pela Fiocruz Amazônia.

RESERVAS

No último dia 9/04, a Fiocruz lançou dois editais, com um total de 239 vagas, distribuídas para todas as unidades da instituição espalhadas pelo país, nas modalidades estágio não-obrigatório e estágio obrigatório. Do total de vagas disponibilizadas, 216 são na modalidade de estágio não obrigatório e 23 para realização de estágio obrigatório, e haverá reserva para pessoas com deficiência (10%), para estudantes negros (30%), para indígenas (5%) e para pessoas trans (5).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Foto: Arquivo

PROFSAÚDE divulga lista final de inscrições homologadas e local de prova

A Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE, polo Fiocruz Amazônia, torna pública a relação final, após recursos, das inscrições homologadas, conforme Edital nº 01/2023, bem como informar o local onde será aplicada a prova da primeira etapa do Processo Seletivo do PROFSAÚDE, a ser realizada nesta segunda-feira, 15 de abril de 2024, das 9h às 13h, horário de Brasília.

Confira aqui o resultado.

As provas serão aplicadas, no Salão Canoas, área Rio Amazonas (térreo), do Instituto Leônidas & Maria Deane/ ILMD Fiocruz Amazônia; Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus/AM.

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/ MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia participa de workshop sobre Política de Dados Abertos e Processos de Intercâmbio de Dados entre Países da Tríplice Fronteira

A Fiocruz Amazônia e a Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto participam na cidade de Letícia, na Colômbia, do “Workshop: Políticas de Dados Abertos e Processos de Intercâmbio de Dados entre Países”, realizado pelo Projeto INSIGHT -Tríplice Fronteira do Brasil, Colômbia e Peru. O projeto é fruto de acordo de cooperação entre o Centro Internacional de Formação e Educação para Saúde da Universidade de Washington (UWI-TECH), Fiocruz Amazônia, Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs-Fiocruz) e Universidade Peruana Cayetano Heredia, com financiamiento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC-EUA). O evento, realizado entre os dias 8 e 12/04, teve como objetivo identificar as políticas de dados abertos que se aplicam à saúde em cada país e propor um processo de intercâmbio de indicadores para a vigilância epidemiológica na Tríplice Fronteira.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath, chefe do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI), responsável pela coordenação do projeto, na Fiocruz, explica que o workshop dá prosseguimento aos trabalhos iniciados em junho de 2023, quando foram implantadas as bases para a implementação do projeto. A finalidade da iniciativa é contribuir para o fortalecimento da vigilância em saúde na região de frontera, somando-se a outras iniciativas institucionais em andamento na região.

“Este projeto almeja contribuir como aprimoramento dos processos e a capacidade integrada para detectar, monitorar, investigar e responder eficazmente às ameaças em saúde pública na região da Tríplice Fronteira do Alto Solimões. Ao longo dessa semana, foi ofertada uma capacitação aos profissionais da vigilância local e também realizada a oficina com a participação de autoridades de diversas esferas dos três países”, afirma Fernando Herkrath.

A capacitação abordou uma introdução ao uso do software livre R, com foco na visualização e análise de dados para a implementação de um Dashboard com dados da região de fronteira dos três países, a partir de protótipo desenvolvido pela equipe do projeto que poderá ser aprimorado de forma independente pelos profissionais que atuam na vigilância local.

O workshop teve por objetivo identificar as políticas de compartilhamento de dados abertos, discutir os processos de trabalho integrados e formas para o aprimoramento no uso das ferramentas disponíveis (incluindo o Dashboard) para auxiliar a tomada de decisões e o planejamento de ações de vigilância epidemiológica na Tríplice Fronteira do Alto Solimões.

INFECÇÕES ENDÊMICAS

O Projeto INSIGHT tem como finalidade promover o fortalecimento da vigilância em saúde, na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Peru e Colômbia), com atenção voltada para infecções endêmicas , como malária, tuberculose, dengue, infecções sexualmente transmissíveis (IST’s), doenças de veiculação hídrica e febres de origem desconhecida – todos agravos emergentes que acometem as populações mais vulnerabilizadas dos três países. O projeto conta com financiamento do CDC, para o desenvolvimento de ações conjuntas entre os países, com apoio da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-AM), Secretarias de Saúde de Letícia e Tabatinga, além de representações das localidades de Santa Rosa e Iquitos, no Peru.

Em junho do ano passado, representantes de instituições de saúde, ensino e pesquisa dos três países estiveram reunidos na sede da Universidade Nacional da Colômbia, na cidade de Letícia (fronteira com Tabatinga), para apresentação do projeto e diagnóstico situacional da saúde na região da Tríplice Fronteira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação/FVSRCP

Divulgada análise dos pedidos de recurso e resultado final do processo seletivo para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado da análise dos pedidos de recurso e, o resultado final da Chamada Pública 004/2024, referente ao processo seletivo simplificado para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Confira aqui o resultado.

O objetivo do processo é integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Caso o programa disponha de novas cotas de bolsas da mesma natureza, a critério da Coordenação, elas poderão ser redirecionadas para a seleção.

As Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação podem ser acessadas através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652 . Para se inscrever, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício, brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil e empregado em instituições públicas de Ensino Superior ou Pesquisa ou no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que se mantenha afastado das atividades na instituição de vínculo, com afastamento publicado no DOU, e o vínculo do bolsista não seja com o ILMD/Fiocruz Amazônia. Vínculo empregatício de até 20 horas semanais e estágios são permitidos.

A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

Será selecionado para receber a cota de bolsa o candidato CLASSIFICADOS em 1º lugar. Em caso de impedimento ou desistência do candidato selecionado, será chamado o candidato classificado em 2º lugar e, assim sucessivamente, até que a vaga seja preenchida ou se esgote a lista de candidatos aprovados.

Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Bolsistas do projeto Moetá participam de capacitação em hanseníase e análise de dados

Durante dois dias (8 e 9/04), bolsistas do Projeto Moetá, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), participaram de capacitação com palestras sobre hanseníase e captação e análise de dados, como parte da formação de Comunicadores Populares Especializados em Saúde (CPES). As atividades ocorreram no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul.

“Num primeiro momento, enfatizamos o debate sobre saúde com foco na hanseníase, considerando que faremos uma visita à Colônia Antônio Aleixo, cuja realidade está dentro do contexto da hanseníase, e na sequência abordamos a importância da análise de dados estatísticos e como essas informações podem ser utilizadas nos projetos de pesquisa e elaboração de políticas públicas”, resumiu o coordenador do Moetá, o enfermeiro Elton Aleme.

O primeiro dia de palestra, na segunda-feira, 8, abordou o tema saúde no contexto da hanseníase, com ênfase na história do bairro Colônia Antônio Aleixo, localizado na zona Leste de Manaus. A palestra foi ministrada pelos enfermeiros Gercy Nei Castelo Branco e Raquel Serique, da Fundação Alfredo da Matta. Eles abordaram aspectos clínicos, terapêuticos e históricos da doença no Amazonas e, mais especificamente, na capital, Manaus, onde a Colônia Antônio Aleixo surgiu como espaço para abrigar pessoas acometidas pela doença, na década de 1940. O local foi desativado anos mais tarde, dando origem ao bairro de mesmo nome.

“Esse tipo de palestra é fundamental para que os bolsistas tenham segurança, no momento de abordar a comunidade, conversar com os moradores, e levar as informações sobre saúde, considerando que eles irão atuar em um bairro que tem um contexto próprio, em relação a outros bairros da cidade. Essa iniciativa também ajuda a quebrar estigmas em relação ao bairro”, comentou Raquel.

Na terça-feira, 9/04, a palestra foi do secretário municipal de Meio Ambiente de Presidente Figueiredo, Luiz Schwade, que abordou a importância da coleta e análise de dados na execução de projetos, bem como a utilização deles na elaboração de políticas públicas.

“A captação de dados e estatísticas, principalmente no levantamento de campo são importantes não só para mostrar o panorama de um determinado cenário, mas para a elaboração de políticas públicas, que irão beneficiar uma comunidade”, observou Schwade. Durante a explanação comentou sobre a experiência vivenciada em 2016, ocasião em que o município de Presidente Figueiredo foi impactado pelo fenômeno climático do El Niño, que contribui para inúmeros focos de queimadas na cidade.

Além da Colônia Antônio Aleixo, outros quatro bairros – Alvorada, Cidade Nova, Compensa, Novo Israel e Jorge Teixeira – também deverão ser visitados pelo grupo de bolsistas, posteriormente. Em Nhengatu – língua indígena pertencente à família tupi-guarani, falada na região Amazônica, durante o século XIX –, moetá significa multiplicar, tornar muitos, socializar.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Fotos: Síntia Maciel e Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia e Ipem-AM retomam cooperação técnica para uso de Unidade Básica Fluvial para pesquisas nas áreas ribeirinhas

A Fiocruz Amazônia e o Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM) deverão retomar as atividades de cooperação desenvolvidas por meio do uso compartilhado da Unidade Básica Fluvial de Fiscalização e Pesquisa (UBF), doada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) ao Ipem-AM. Suspensa desde 2021, a cooperação com a Fiocruz Amazônia previa a realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento, treinamento de recursos humanos e prestação de serviços em áreas remotas do Amazonas. Em reunião na última segunda-feira (8/4), a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e o diretor-presidente do Ipem-AM) alinharam detalhes sobre a retomada de convênio entre as instituições com a possível assinatura de um novo Termo de Cooperação Técnica.

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Lopes, a retomada do acordo de cooperação com o Ipem-AM, atenderá a uma necessidade da Fiocruz para atendimento de demandas emergentes nas áreas da Vigilâncias Epidemiológica e Genômica. “Hoje, aspectos como o do desmatamento, mudanças climáticas e os riscos de interação entre a população e novos vírus a partir dos hábitos existentes nas áreas ribeirinhas, aumentam as chances de surgimento de novas doenças, e a possiblidade de termos essa parceria com o Ipem amplia nosso raio de atuação, com um trabalho desenvolvido em áreas remotas”, afirmou.

O diretor-presidente do Ipem-AM, Renato Marinho, ressaltou que a renovação da parceria com a Fiocruz não apenas fortalece a parceria e as atividades desenvolvidas pelas instituições, como também aumenta a capacidade de intercâmbio de informações e amplia a prestação de serviços à sociedade como um todo.

“Temos um excelente histórico de parceria com a Fiocruz com resultados positivos de ações, projetos e pesquisas, principalmente, em comunidades do interior do Amazonas. A retomada desse convênio é de suma importância tanto para as instituições quanto para a sociedade amazonense e também em nível nacional”, afirmou Marinho, ao acrescentar que o plano de trabalho de 2024 do instituto, em consonância com o Inmetro e o Governo do Estado, está pronto para readequações em face da renovação da parceria com a Fiocruz.

Por cinco anos, de 2018 a 2022, as instituições mantiveram em vigência um Termo de Cooperação Técnica, com a execução do projeto “Gestão Técnico-Científica e Administrativa da Unidade Básica Fluvial de Fiscalização e Pesquisa do Ipem-AM”. O projeto abrangeu atividades de pesquisa, desenvolvimento, treinamento de recursos humanos em ciência e tecnologia, prestação de serviços científicos e tecnológicos e utilização de instalações e equipamentos.  A reunião contou, ainda, com a participação do vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz Amazônia, Aldemir Maquiné, e do diretor-administrativo do Ipem-AM, Marco Antônio Oliveira.

UBFF

A embarcação do Ipem-AM, obtida com recursos federais do Inmetro, conta com uma estrutura moderna e pronta para atender as demandas no interior do Estado. A unidade fluvial é equipada com laboratórios, onde são executadas verificações de metrologia legal, pré-medidos (produtos embalados na ausência do consumidor), qualidade e conformidade, com capacidade para readequação de forma a atender a demandas de pesquisas e treinamentos.

Fiocruz Amazônia disponibiliza podcasts sobre importância da vacinação em territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes

O Projeto Amazônia Solidária – Mais Vacina, Mais Saúde, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Fiocruz Amazônia, desenvolveu junto com as comunidades quilombolas, ribeirinhas e migrantes de diferentes territórios dos Estados do Amazonas e Acre produtos de comunicação resultantes das oficinas de educação e comunicação em saúde. Um desses produtos foi uma série de 11 podcasts feitos pelas próprias comunidades, nove dos quais passam a ser disponibilizados no Canal do ILMD/Fiocruz Amazônia no You Tube. A série, intitulada Mais Vacina Mais Saúde, realizou diversas entrevistas em comunidades, além de conversas em estúdio, gerando episódios que, a partir de agora, podem ser conferidos na página da Fiocruz Amazônia, abordando os desafios da Atenção Básica nos territórios, os prejuízos causados pelas fakenews e a importância da vacinação.

O projeto, executado ao longo de 2023, realizou também a entrega de produtos de comunicação resultantes das oficinas nas comunidades, junto às equipes de Saúde da Família dos municípios – no total, 17 municípios nos estados do Amazonas e Acre estiveram envolvidos. As comunidades receberam kits contendo peças como bingos, folderes, cartilhas sobre vacinação, jogo da memória, cartazes, entre outros. Os podcasts também foram divulgados nas comunidades por meio do aplicativo de mensagens Whatsapp, utilizado com frequência nas localidades que dispõem de antenas de operadoras de celular. Os podcasts revelam ainda os desafios enfrentados pelos comunitários para desenvolver essas produções e o que se buscou através delas.

A jornalista e educomunicadora Eneida Marques, consultora em Comunicação do Amazônia Solidária, explica que as estratégias de participação social e metodologias de educação popular em saúde, utilizadas no projeto, fizeram a diferença, do ponto de vista dos resultados, com os produtos de comunicação criados e executados pelas comunidades, durante as oficinas, num processo de construção coletiva. “Eles gravaram em pequenos áudios entrevistas, com roteiros feitos por eles mesmos, apenas seguindo a intuição do que é mais importante divulgar sobre o tema das vacinas”, conta Eneida.

Segundo ela, no processo de criação dos produtos de áudio – os chamados podcasts para WhatsApp –, houve várias descobertas. “A principal descoberta feita pelos comunitários foi a de que é possível comunicar para a comunidade de forma simples, utilizando o seu próprio celular e sua livre criatividade, e os entrevistados, as fontes de informação, foram médicos, enfermeiros, líderes comunitários, agentes comunitários de saúde (ACS), trabalhadores da comunidade, ou seja, pessoas que dominam o assunto, atuam no atendimento diário às pessoas e têm a confiança da comunidade”, explica, lembrando que o grande desafio, até por conta dos meios simples de captação dos áudios, foi dar qualidade a esses materiais. “Nesse aspecto, contribuímos na edição dos áudios e na limpeza da qualidade do som”, revela.

O podcast é um conteúdo em áudio, disponibilizado através de um arquivo ou streaming, que conta com a vantagem de ser escutado sob demanda, quando o usuário desejar. Pode ser ouvido em diversos dispositivos, o que ajudou na sua popularização, e costuma abordar um assunto específico para construir uma audiência fiel. O coordenador do Projeto Amazônia Solidária, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, defende que o projeto abriu um leque de oportunidades para que as comunidades fizessem a sua própria comunicação, reunindo apoiadores locais, facilitadores e coordenadores de área. foi uma forma também de avaliar as experiências, identificando os pontos fortes e fracos e sobretudo se houve mudança no quadro vacinal”, explica Schweickardt, salientando que o projeto utilizou o conceito de comunicação de base popular.

“É a comunicação que acontece na conversa entre vizinhos, na mensagem transmitida pelas rádios comunitárias, nos grupos de whatsapp, entre agentes de saúde com os seus comunitários. Por isso, o projeto se propôs a pensar numa comunicação que partisse da comunidade e não uma comunicação vertical, que vem pronta do Ministério da Saúde, do Governo do Estado ou da Secretaria Municipal. Pensamos numa comunicação que pudesse atingir as pessoas a partir de uma linguagem local, que as pessoas entendem. Por isso que muitos dos materiais produzidos, como podcasts, vídeos e material informativo, terem sido feito com a participação das pessoas das comunidades, que são os protagonistas nesse processo”, define o pesquisador. O projeto contou com o apoio do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC).

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia  distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

Confira os podcasts Mais Vacina Mais Saúde:

https://www.youtube.com/watch?v=lNBZG5pHB88&t=2s

https://www.youtube.com/watch?v=Pyhm6AK73_0

https://www.youtube.com/watch?v=QolMaXDCNT4

https://www.youtube.com/watch?v=Pyhm6AK73_0&t=17s

https://www.youtube.com/watch?v=stsw9xlUaZ8

https://www.youtube.com/watch?v=f4Dy5yck4ds

https://www.youtube.com/watch?v=Nb_QkfChGu4&t=20s

https://www.youtube.com/watch?v=GHWYCr-mTMY

https://www.youtube.com/watch?v=7-Qlz0Lfp1o

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Reprodução/Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia divulga resultado da etapa única do processo seletivo para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quinta-feira, 4/4, o resultado da etapa única da Chamada Pública 004/2024, referente ao processo seletivo simplificado para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Confira aqui o resultado.

O objetivo é o de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Caso o programa disponha de novas cotas de bolsas da mesma natureza, a critério da Coordenação, elas poderão ser redirecionadas para a seleção.

As Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação podem ser acessadas através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652. Para se inscrever, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício, brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil e empregado em instituições públicas de Ensino Superior ou Pesquisa ou no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que se mantenha afastado das atividades na instituição de vínculo, com afastamento publicado no DOU, e o vínculo do bolsista não seja com o ILMD/Fiocruz Amazônia. Vínculo empregatício de até 20 horas semanais e estágios são permitidos.

A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 09/04/2024 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br. Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia disponibiliza banco de currículo para cadastro de alunos de Iniciação Científica

O Programa de Iniciação Científica (PIC), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), visando aproximar estudantes à Instituição, através de uma rede de contatos, disponibilizou novo formulário de cadastro de currículo lattes, para alunos de graduação externos, que tiverem interesse em fazer Iniciação Científica no ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse AQUI o banco de currículo.

A ferramenta pretende auxiliar tanto o pesquisador em selecionar bolsistas para uma possível entrevista ou projeto, como também alunos que tenham interesse em se candidatar a uma vaga de iniciação científica, para trabalhar em projetos da Instituição.

O formulário facilita o melhor direcionamento de alunos, dentre as diversas linhas de pesquisa existentes entre os laboratórios de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. Após preencher o formulário, os dados do candidato serão disponibilizados aos pesquisadores e, assim que surgir uma oportunidade, o mesmo será contactado.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento, ILMD Fiocruz Amazônia

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia abordará “quimioterapia de malária”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) promove na próxima quinta-feira, 5/4, às10h, a palestra “Quimioterapia de malária”, a ser ministrada por Welington da Silva Paula do Nascimento, aluno de Doutorado em biodiversidade e biotecnologia pelo Programa de Pós-graduação BIONORTE.

A palestra irá apresentar algumas técnicas realizadas durante a triagem de compostos para malária. A atividade será moderada pelos pesquisadores, André Mariúba (ILMD/Fiocruz Amazônia) e, Carolina Bioni Garcia Teles (Responsável Plataforma), com transmissão realizada via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/81531370680?pwd=bhuearZCtF2lQlBDqhR4daiyqK6Qzi.1 (ID da Reunião: 815 3137 0680) e (Senha de acesso: 208774)

SOBRE O PALESTRANTE

Welington é graduado em Ciências Biológicas Bacharelado pelo Centro Universitário São Lucas, Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Biologia Experimental pela Universidade Federal de Rondônia-UNIR. Atualmente é aluno de Doutorado em biodiversidade e biotecnologia pelo programa de pós-graduação BIONORTE.

Participa do grupo de pesquisas no laboratório Plataforma de Bioensaios em Malária e Leishmaniose, localizado na Instituição de pesquisa Fundação Oswaldo Cruz, FIOCRUZ-RO, onde desenvolve pesquisas relacionadas ao cultivo de células de linhagem e parasitos com ênfase em quimioterapia de Leishmaniose e Malária. Atualmente Participa do grupo de pesquisa do Clube de Astronomia e Ciências de Rondônia – UNIR.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento, ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia lança edital para seleção de bolsistas de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que institui o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC -ILMD/Fiocruz Amazônia), os Comitês institucional e executivo do PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia, e com a resolução N. 003/2024 do Conselho Diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), que dispõe das diretrizes do Programa de Apoio à Iniciação Cientifica – PAIC/FAPEAM edição 2024/2025, torna pública as inscrições e estabelece normas relativas ao processo seletivo de candidatos à bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica, nova ou de renovação. As inscrições iniciam nesta quarta-feira, 3/4, e encerram no dia 26/4/2024.

Desenvolvido na instituição, em parceria com a FAPEAM e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, conforme editais específicos, o programa possui o objetivo de despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, bem como contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições socio sanitárias na Amazônia

O coordenador do programa na Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, falou sobre as expetativas para o processo de seleção dos bolsistas. “Nós estamos confiantes de que teremos um grande volume de candidaturas nesta edição da iniciação científica. A iniciação científica é um passo importante na formação acadêmica e profissional dos estudantes de graduação, bem como para o amadurecimento dos nossos recém doutores”

Podem participar, estudantes regularmente matriculados em curso de graduação de instituição de ensino superior pública ou privada reconhecida pelo Ministério da Educação, que tenham Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor maior ou igual a 6,0 tanto para bolsa nova como em caso de renovação; não ter reprovação em disciplinas afins com as atividades do projeto de pesquisa; Ter cursado o primeiro período e não estar no penúltimo ou último período do curso de graduação durante a vigência desta; (agosto de 2024 a julho de 2025).

Confira AQUI o edital.

A inscrição deverá ser feita exclusivamente por e-mail à Coordenação do Programa de Iniciação Científica PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia (pic.ilmd@fiocruz.br) pelo orientador ou coorientador. Os orientadores, deverão enviar por e-mail à Coordenação do PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia, até as 23h59 (horário Manaus), do dia 26/4, todos os itens obrigatórios para realização da inscrição.

PROCESSO DE SELEÇÃO

A concessão de bolsas de Iniciação Científica fomentadas pela FAPEAM a pesquisadores do quadro permanente e pesquisadores bolsistas do ILMD/Fiocruz Amazônia, obedecerá ao estabelecimento de uma classificação decrescente quanto às notas de avaliação dos projetos analisados pelos assessores ad hoc, considerando os critérios de pontuação descritos no Anexo 1 do edital.

Confira AQUI os critérios de distribuição de bolsas.

O resultado final do Processo de Seleção será divulgado, no dia 21/5. Os bolsistas selecionados devem iniciar suas atividades no ILMD Fiocruz Amazônia, no dia 1/8/2024.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento, ILMD Fiocruz Amazônia

Divulgada 2ª republicação e cronograma de entrevista do processo seletivo para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 1/4, a 2ª Republicação e o cronograma de entrevista da Chamada Pública 004/2024, referente ao processo seletivo simplificado para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Confira aqui a republicação

O objetivo é o de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Caso o programa disponha de novas cotas de bolsas da mesma natureza, a critério da Coordenação, elas poderão ser redirecionadas para a seleção.

As Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação podem ser acessadas através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652 . Para se inscrever, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício, brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil e empregado em instituições públicas de Ensino Superior ou Pesquisa ou no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que se mantenha afastado das atividades na instituição de vínculo, com afastamento publicado no DOU, e o vínculo do bolsista não seja com o ILMD/Fiocruz Amazônia. Vínculo empregatício de até 20 horas semanais e estágios são permitidos.

A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 09/04/2024 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br . Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Divulgado resultado da homologação de inscrições do processo seletivo para o ProfSaúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), divulga o resultado da homologação de inscrições, referente à Chamada Pública Nº 01/2023.

O resultado está disponível na Plataforma Siga da Fiocruz, em  https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=40580

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/ MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado das inscrições no processo seletivo para bolsa de Pós-Doutorado Estratégico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 27/3, o resultado das inscrições de candidatos para o processo seletivo da Chamada Pública 004/2024, referente ao processo seletivo simplificado para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Acesse AQUI o resultado.

O objetivo é o de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Caso o programa disponha de novas cotas de bolsas da mesma natureza, a critério da Coordenação, elas poderão ser redirecionadas para a seleção.

As Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação podem ser acessadas através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652 . Para se inscrever, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício, brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil e empregado em instituições públicas de Ensino Superior ou Pesquisa ou no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que se mantenha afastado das atividades na instituição de vínculo, com afastamento publicado no DOU, e o vínculo do bolsista não seja com o ILMD/Fiocruz Amazônia. Vínculo empregatício de até 20 horas semanais e estágios são permitidos. As inscrições são gratuitas.

Podem se inscrever os candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorado. A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 09/04/2024 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br . Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Novos membros do Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia são empossados para o biênio 2024/2026

A Direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realizou nesta segunda-feira, 25/3, a cerimônia de posse dos 12 novos membros – titulares e suplentes – eleitos para o Conselho Deliberativo (CD) do ILMD/Fiocruz Amazônia (biênio 2024/2026), no salão Canoas, na sede da instituição, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus. A reunião também contou com a participação remota de integrantes do Conselho.

Conforme o resultado da Eleição, ocorrida no último dia 20/03, homologado pela Resolução nº 007/2024, de 21 de março, foram empossados os membros do Conselho Deliberativo representantes dos servidores nas áreas de Gestão, Ensino e Pesquisa.

“Esta é uma oportunidade importante de vivenciar uma gestão participativa e democrática, um espaço de diálogo que precisa ser valorizado. Cada unidade Fiocruz conta com o seu Conselho, e aqui não poderia ser diferente, assegurando assim a representatividade de cada área que integra a Fiocruz Amazônia”, destacou o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, que presidiu os trabalhos, representando a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Eleita pela área de Pesquisa, a pesquisadora Priscila Aquino agradeceu a confiança depositada nela, pelos votos conquistados e assegurou os compromissos assumidos durante a campanha, divulgados na carta de intenções.

“O Conselho Deliberativo é o caminho para uma discussão democrática, que possibilita o bem-estar entre todas as áreas que integram o ILMD”, observou a pesquisadora Cláudia Velásquez, que também representa a área de Pesquisa no CD.

Representante da área de Ensino, Eduardo Garcia também reafirmou o compromisso em fortalecer o diálogo com a unidade, e destacou a importância das decisões pensadas e discutidas pelo conselho. “Agradeço a confiança dos servidores do Ensino depositada em mim, por meio dos votos, e estaremos com a responsabilidade de fortalecer o diálogo com os demais participantes”, salientou.

Participando de forma remota, Williams Cavalcante, da Gestão, agradeceu os votos e destacou que o trabalho no CD será por melhorias, oportunidades, inovação e bem-estar para todos da Fiocruz Amazônia. Ao final da solenidade, os membros do Conselho Deliberativo, do biênio anterior, foram homenageados com certificados.

ELEITOS

Foram eleitos na área da Gestão: Marcela Pinheiro Cidade (titular) e Williams Cavalcante de Oliveira (suplente); na área de Ensino: Eduardo Lima Garcia (titular) e Ycaro Verçosa dos Santos (suplente); e na área de Pesquisa: Cláudia María Ríos Velásquez (titular); Ani Beatriz Jackisch Matsuura (suplente); Amandia Braga Lima Sousa (titular); Kátia Maria Lima Menezes (suplente); Priscila Ferreira de Aquino (titular); Fernando José Herkrath (suplente); Ormezinda Celeste Cristo Fernandes (titular); Luís André Morais Mariúba (suplente).

ATRIBUIÇÕES

Ao Conselho Deliberativo compete deliberar sobre a proposta orçamentária anual definida pelo Plano Quadrienal e sobre o Plano Físico-Orçamentário Anual do ILMD; a política de desenvolvimento institucional e a política de gestão do trabalho da Unidade, assim como acompanhar e analisar as suas execuções; deliberar sobre a criação ou extinção de Núcleos, Grupos de Trabalho, Setores, Cursos, Programas de Pesquisa e Ensino, bem como aprovar os regulamentos e as normas de funcionamento e organização que constam do Regimento; pronunciar-se sobre a celebração de convênios, contratos, acordos e ajustes com entidades públicas, privadas, filantrópicas, nacionais, internacionais e estrangeiras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Fotos: Eduardo Gomes

OBSMA leva Projeto Escola Olímpica para comunidade indígena Três Unidos e participa de encerramento do Projeto GARI

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, aportou neste final de semana, 23 e 24/03, na comunidade indígena Três Unidos, situada na Área de Proteção Ambiental (APA) Aturiá Apuazinho, que integra o conjunto de unidades de conservação pertencentes ao Mosaico do Baixo Rio Negro, no Amazonas. A equipe olímpica da Fiocruz Amazônia foi recebida pelo Tuxaua Waldemir da Silva e levou atividades desenvolvidas pela Coordenação Norte da OBSMA visando incentivar a participação de professores e alunos na 12ª edição da Olimpíada, cujas inscrições acontecem até o próximo mês de junho. Na comunidade, o povo Kambeba, proveniente de aldeias do Médio Solimões, mantém viva a cultura da etnia e a preservação da área em que vivem.

“Viemos a convite do Projeto Gari, que é parceiro da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, para fazer o convite aos professores e alunos das escolas da rede municipal e estadual instaladas na comunidade, e trazer a mensagem da OBSMA aos parceiros presentes”, afirmou Rita Bacuri, coordenadora Regional Norte da Olimpíada da Fiocruz. A comunidade, com cerca de 120 habitantes, fica localizada a 75 quilômetros da sede de Manaus, a uma hora e meia de lancha rápida. Lá, foram desenvolvidas atividades de grafitagem e contação de histórias para os alunos da Escola Indígena Municipal Kanata Tykua – que na língua kambeba significa “luz do saber” – com a presença do Oswaldinho, mascote da OBSMA, vestido pelo jovem de nome Mui Piruata, arco-iris no idioma kambeba.

“A Olimpíada da Fiocruz é uma iniciativa que tem tudo a ver com os povos indígenas. Saúde e meio ambiente são temas que discutimos muito, principalmente nós, povos indígenas, que precisamos estar num ambiente bom, um ambiente que temos que cuidar, e eu sempre digo que ambiente bom nos faz ter saúde. Esse tema hoje está presente nas escolas, nos movimentos indígenas, na própria formação dos professores indígenas e nas práticas pedagógicas em sala de aula”, afirmou o professor Raimundo Cruz da Silva, filho do Tuxaua Waldemir e conhecido como Raimundo Kambeba. Segundo ele, que é diretor da escola Kanata Tykua, a OBSMA vem para fortalecer e dar oportunidade para mostrar o potencial dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.

Rita Bacuri ressalta que a Kanata Tykua é a primeira escola indígena do Amazonas a receber o título de escola olímpica da OBSMA, com a entrega do painel olímpico pintado pela artista do grafite Deborah Erê, junto com a comunidade. Além da escola indígena, a Três Unidos conta ainda com uma unidade de ensino estadual, mantida com apoio da Samsung. Segundo Rita, a OBSMA poderá ainda realizar oficinas pedagógicas de saúde e meio ambiente para professores e, em paralelo, com os estudantes, o Projeto Alunos em Ação. “As duas atividades permitem uma experiência riquíssima de troca de saberes”, afirma Bacuri.

A comunidade foi palco durante dois anos da execução do Projeto Gari (Grupo de Amigos Representando Ideias), coordenado pelo educador ambiental Adriano Rodrigues. Segundo Raimundo Kambeba, a iniciativa fortaleceu o empoderamento comunitário ribeirinho, por meio das artes, junto aos jovens. “Agora, com a Olimpíada, temos a oportunidade de fortalecer o elo entre conhecimentos tradicionais e científicos”, observou. “Isso é muito interessante para nosso povo, estimular essa troca de experiências e valorização da cultura porque fortalece a identidade do jovem, mostrando como se trabalha a educação coletiva e ajudando a formar novas lideranças dos nossos povos indígenas”, salienta o professor.

Raimundo conta que na escola municipal as crianças já são alfabetizadas na língua indígena kambeba e na língua portuguesa. “Manaus é a única capital do Brasil onde a língua indígena Kambeba e a Nhengatu são disciplinas regulamentadas para se trabalhar nas escolas indígenas”, diz, orgulhoso. Rita Bacuri ressalta a importância do aspecto da interculturalidade existente na participação das escolas da comunidade na Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. “As escolas participam e podem nos apoiar com a riqueza da cultura kambeba, com a possibilidade de aprendermos uns com os outros. Essa perspectiva do saber compartilhado é o que nos fará fortes, tanto nós que moramos na cidade, quanto os indígenas que vivem em comunidades distantes. É assim que vamos nos fortalecer enquanto única raça humana e contra toda e qualquer adversidade que possa vir, sobretudo nós amazônidas que estamos na luta em defesa da floresta e dos povos que nela vivem”, afirma Bacuri.

Os povos indígenas, reforça Raimundo Kambeba, valorizam a cultura de educação coletiva. “Nós trabalhamos juntos, comemos juntos, fazemos tudo juntos. Educação coletiva é uma arma poderosa contra a educação individualista. O povo Kambeba luta para fortalecer a educação coletiva para que ela seja valorizada e respeitada”, afirma Raimundo..

APA ATURIÁ-APUAZINHO

A Área de Proteção Ambiental (APA) Aturiá-Apuazinho localiza-se no interflúvio Uatumã-Trombetas. Faz parte do Mosaico de Unidades de Conservação-UC do Baixo Rio Negro, que tem ao todo 1,8 milhão de hectares e integra o Corredor Central da Amazônia. Drenada pelo rio Cuieiras, a área da APA representa uma zona de amortecimento para UCs de proteção integral, e é habitat de espécies importantes como o Galo da Serra, o Sauim de Coleira (Saguinus bicolor bicolor) e o Gavião real (Harpia harpyja).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza formação de comunicadores populares que levarão conhecimento científico para os bairros de Manaus com o Projeto Moetá

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou durante três dias (19, 20 e 21/03) o Curso de Educação Popular para a formação de Comunicadores Sociais, ministrado pelo Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES), dentro do Projeto Moetá. no âmbito do Programa Fortalece SUS. “Moetá, em ‘Nhengatu’ (língua geral amazônica), significa multiplicar, tornar muitos, socializar”, explica a pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, Rita Bacuri, coordenadora do programa. O Fortalece SUS é uma iniciativa executada pelo Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB).

Segundo Rita, o curso tem como objetivo promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral.

No caso do Moetá, a ideia é fazer com que as ações dos CPES cheguem até as comunidades. “Investir em ações de Educação em Saúde é fundamental para a promoção do SUS e sobretudo a popularização da Ciência. A Fiocruz, como produtora de conhecimento científico, tem o compromisso de fazer valer a máxima de que é preciso ir onde o povo está”, avalia Bacuri, referindo-se ao projeto.

O curso visa formar inicialmente 10 comunicadores populares, que atuarão ao longo de dez meses na divulgação de informações científicas em linguagem acessível e acolhedora, em diversos bairros de Manaus. “A formação tem o intuito de trabalhar com eles a metodologia da Educação Popular, em relação à abordagem e escuta da comunidade, já que eles possuem experiência de atuação em movimentos sociais e estarão nas bases. Neste sentido, nos colocamos à disposição para colaborar com a formação já que trabalhamos com as questões socioambientais e assessoramento de projetos aqui em Manaus”, explica a analista social do SARES, Mary Almeida.

O projeto prevê também o desenvolvimento de material didático e institucional, com informações que promovam empoderamento e cidadania. A primeira fase da formação foi dividida em três dias, com aulas ministradas pela educadora socioambiental Mercy Soares. “Os participantes bolsistas do projeto precisam ter em mente que o contato com a comunidade para onde ele vai levar o conhecimento permitirá também um aprendizado para eles. A metodologia da Educação Popular permite que o processo aconteça de forma equilibrada e participativa, a partir da troca de conhecimentos, por meio de círculos de conversa”, explica Mercy.

O enfermeiro Elton Aleme, que atua na coordenação do Moetá, ressalta que o projeto capacitará educadores populares a atuarem inicialmente em cinco bairros da cidade de Manaus (Alvorada, Cidade Nova, Compensa, Novo Israel, Colônia Antônio Aleixo e Jorge Teixeira). Os bolsistas são profissionais de áreas diversificadas e com visões diferentes de Mundo, o que permite uma troca maior de experiências. “Nesta primeira etapa, estamos promovendo a integração da equipe, trabalhando com eles os objetivos do projeto, por meio dessa parceria com o SARES. Em paralelo, estamos realizando o levantamento de dados referentes à infraestrutura dos bairros e nos próximos meses teremos as visitas in loco para começarmos a entender a realidade e aplicar o trabalho de comunicação em saúde através de rodas de conversa, palestras, atividades lúdicas, shows musicais, que nos permitam traduzir os produtos das pesquisas desenvolvidas pela Fiocruz, em relação aos diversos temas”, observa.

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

O Projeto Moetá se une a outras iniciativas desenvolvidas pela Fiocruz, no âmbito de programas estratégicos de divulgação científica, a exemplo da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA); o programa Mulheres e Meninas na Ciência e eventos de grande escala como a Semana Nacional de Ciência & Tecnologia, todos com foco no público estudantil desde a educação básica até o ensino superior. “No campo da educação informal, consideramos haver uma lacuna de informações de divulgação científica direcionada à população em geral”, informa o projeto, lembrando que em 2020 o Brasil e o Mundo viveram a pandemia do novo coronavírus, que evidenciou a potência da Ciência e a necessidade de comunicação com a sociedade.

“A Covid 19 levou a sociedade a experimentar de forma inesperada e obrigatória diferentes tipos de práticas sociais e comportamentais, jamais vivenciadas no século XXI (Ashwell, 2023). Neste cenário, tanto a ciência quanto os meios de comunicação passaram a ganhar continuado destaque. À ciência coube a solução da pandemia e à comunicação, informar medidas de cuidado e prevenção para minimizar riscos, inclusive de morte”, contextualiza a proposta.

E continua: “Usando como análise o desfecho de casos e mortes por covid 19 no país, questionamos: o quanto da informação em saúde, de um modo geral, é de fato assimilada pela população?  Como cada mensagem/código chega ao indivíduo de diferentes grupos sociais e culturais? (Oliveira, 2020) O quanto que uma informação direcionada e específica, confiável e compreensível, poderá contribuir para que as pessoas tomem decisões conscientes e adotem comportamento saudáveis? Neste contexto, este projeto apresenta uma estratégia de educação não formal na perspectiva de contribuir para a formação cidadã, a partir da ‘tradução’ da linguagem científica para uma linguagem acessível e inclusiva”, finaliza.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA) participa da Romaria das Águas no Dia Mundial da Água em Manaus 

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, marcou presença na manhã desta sexta-feira, 22/03, Dia Mundial da Água, na Romaria das Águas, organizada pelo Coletivo Fórum das Águas e Movimento SOS Encontro das Águas, em Manaus. O evento reúne representantes de diversas instituições e entidades da sociedade civil, irmanadas no objetivo de proteger os mananciais hídricos da Amazônia, que já sofrem com os impactos da crise climática mundial e merecem atenção urgente do Poder Público, mais preocupado hoje em dia em mercantilizar os recursos hídricos, conforme denunciam os ativistas. A importância das bacias amazônicas é um dos temas que podem ser trabalhados em projetos de alunos e professores inscritos na 12a edição da OBSMA, que acontece este ano.

De acordo com a Coordenadora Regional Norte da OBSMA, Rita Bacuri, os professores e alunos da Educação Básica, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos estão convidados a se unirem na luta em defesa da água e participarem da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, que está com inscrições abertas até o próximo mês de junho. “Proteger a água é defender a vida. A participação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente num dia de luta como o de hoje, 22 de março, quando marcamos a luta em defesa da água, para nós é um momento de reflexão e reafirmação do nosso compromisso com essa luta que cada vez fica mais urgente e cara para todos nós”, afirmou Bacuri, que é pesquisadora social da Fiocruz Amazônia.

Essa foi a primeira edição da Romaria das Águas, com uma procissão fluvial reunindo embarcações levando faixas e cartazes de apoio à causa da proteção das águas. O cortejo seguiu até o Encontro das Águas, a cerca de 10 minutos do Porto da Ceasa, onde aconteceu um ato ecumênico. Segundo Rita Bacuri, a romaria é um grito de alerta para que todos despertemos para essa questão. “Água é vida, água é saúde”, ressaltou a pesquisadora social, reforçando tratar-se de tema importante para ser trabalhado dentro da OBSMA pelos professores que desenvolvem trabalhos em salas de aula junto com os seus alunos.

“Professores do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio, e professores do EJA participem da OBSMA e vamos juntos despertar na garotada a vocação científica”, conclama Rita, lembrando que a inscrição dos trabalhos é gratuita e realizada pelos professores por meio do preenchimento do formulário eletrônico disponível no site oficial da OBSMA (https://olimpiada.fiocruz.br/regulamento-2023/). Os interessados em obter mais informações podem consultar o regulamento da 12ª edição da Olimpíada, também disponível na página oficial.

As inscrições para participar da 12ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente poderão ser feitas até o dia 30 de junho de 2024. “Professores, alunos e alunas, que desenvolvem projetos tanto na área de ciência, quanto produções audiovisuais e, também, produção de texto, com a temática relacionada à saúde e meio ambiente, podem se inscrever”, reforça Rita.

SOBRE A OBSMA

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Dentre os principais objetivos estão o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.

A Olimpíada é voltada aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas do Brasil, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e visa fortalecer nos jovens estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar. Criada em 2001, a Obsma incentiva a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil, além de possibilitar que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar e que as atividades pedagógicas de professores e escolas ganhem visibilidade.

POLUIÇÃO

Um dos objetivos da Romaria das Águas é evidenciar a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação dos mananciais hídricos da cidade. Uma carta aberta lida durante o ato no Porto da Ceasa pelo padre Sandoval Rocha, coordenador do Coletivo Fórum das Águas, enfatizou que os rios e igarapés de Manaus sofrem os impactos da poluição e falta de saneamento. Presente à Romaria, a bióloga Luciete Almeida, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia, confirmou que a maioria dos mananciais apresenta um alto índice de coliformes fecais, coliformes totais e metal pesado. Segundo ela, já foram realizadas coletas de amostras de água de diversos pontos, incluindo o Encontro das Águas, que constataram a contaminação.

De acordo com a bióloga, a situação dos mananciais no interior do Estado é ainda mais grave, com comunidades ribeirinhas fazendo uso doméstico de água contaminada, retirada dos rios ou de poços sem manutenção. Luciete, que coordenou o Projeto de Educação Ambiental em Comunidades Rurais do Estado do Amazonas: Uma proposta de pesquisa-ação para o monitoramento da qualidade da água”, conta que percorreu comunidades rurais de 12 municípios amazonenses, fazendo coletas para análises fisicoquímicas e microbiológicas de amostras de água de rios e poços, e, em paralelo, realizando oficinas para os moradores sobre a importância do consumo da água potável, os impactos da contaminação hídrica, o monitoramento da qualidade da água, formas corretas de armazenamento e tratamento para o consumo humano. “O resultado das análises foram encaminhadas às autoridades de saúde do município para a tomada de providências cabíveis”, enfatizou Luciete, adiantando que as atividades do projeto continuarão este ano em novos municípios amazonenses.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia apresenta pesquisa sobre monitoramento da qualidade da água de municípios amazonenses em workshop da Sema

As ações do “Projeto de Educação Ambiental em Comunidades Rurais do Estado do Amazonas: Uma proposta de pesquisa-ação para o monitoramento da qualidade da água”, desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foram destaque do Painel 1 – “Práticas sustentáveis de cuidado da água”, do workshop “Água e Clima: Saberes da Amazônia”, promovido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), nesta quinta-feira, 21/3, na sede do órgão, no Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul, em alusão ao Dia Mundial da Água, 22 de março.

As atividades do projeto foram apresentadas pela coordenadora da pesquisa e chefe do Núcleo de Bacteriologia, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), Luciete Almeida, que, entre outras coisas, abordou o compromisso da Fiocruz Amazônia em conscientizar as comunidades tradicionais amazônicas, sobre o consumo da água potável e os riscos oferecidos pela contaminação hídrica.

“A Fiocruz Amazônia, além de pesquisar também tem por responsabilidade levar o conhecimento às comunidades, e trabalhar para que elas se conscientizem quanto ao consumo correto da água, a importância de ações simples e pontuais que amenizam o impacto da contaminação hídrica, além de orientar as prefeituras quanto à adoção de políticas públicas, que solucionem ou reduzam o consumo de água contaminada por estas comunidades”, pontuou Luciete, durante a explanação do projeto aos participantes do evento.

O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foi executado em comunidades rurais de 12 municípios amazonenses. Como forma de orientar os moradores, foram realizadas oficinas nas quais foram explicados a importância do consumo da água potável, os impactos da contaminação hídrica, o monitoramento da qualidade da água, formas de armazenamento dos recursos hídricos, além da distribuição de cartilhas sobre o tema, entre outras orientações.

“Os moradores das comunidades visitadas receberam cartilhas contendo orientações sobre a importância do consumo da água potável, por exemplo, dicas simples como o porquê de lavar as mãos ser algo essencial, por que lavar corretamente os vasilhames, a utilização correta do hipoclorito, ações simples, mas que são pontuais, para mudar a realidade destas pessoas”, observou a pesquisadora da Fiocruz Amazônia.

O moderador do painel, o professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Thiago Flores dos Santos, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo laboratório DMAIS, no que se refere à conscientização sobre o consumo da água potável.

“Pesquisas como esta são essenciais não apenas para auxiliar as comunidades, mas para orientar o poder público sobre medidas e melhorias para estas populações”, comentou.

INICIATIVAS

O evento também contou com as palestras sobre o projeto “Escola D’água”, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que em parceria com a Swarovski, desenvolve atividades na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Purus; o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), coordenado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), que monitora a qualidade hídrica dos municípios amazonenses; e o Remada Ambiental, que realiza atividades voluntárias de coleta de resíduos sólidos, na área urbana de Manaus, em especial no Tarumã-Açu.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Fotos: Síntia Maciel

Fiocruz Amazônia reafirma e dialoga com o CMA para realização de pesquisas em áreas de atuação do Exército

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu início às tratativas junto ao Comando Militar da Amazônia (CMA) para formalização do protocolo de intenções que permitirá a realização de pesquisas científicas em áreas de atuação do Exército Brasileiro nos Estados da Amazônia Ocidental. A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, se reuniu na última terça-feira, 19/03, com o general Washington Rocha Triani, chefe do Estado maior do CMA, para discutir os detalhes da cooperação. Nesta reunião, foi pontuada a elaboração de planos de trabalho que possibilitem o acesso e a permanência de curta duração dos pesquisadores nas unidades militares, parceria para realização de projetos de pesquisa, além de oferecimento de cursos de qualificação e disponibilização de vagas nos programas de pós-graduação da unidade para profissionais da corporação que tenham interesse na área da saúde.

A reunião contou com representantes do Núcleo de Estudos Estratégicos do CMA, da Inspetoria de Saúde da 12ª Região Militar, Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), 2º Grupamento de Engenharia e 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS). Stefanie Lopes foi acompanhada pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, e o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné. “Nossa intenção é começar a por em prática o acordo de cooperação já firmado com o CMA, e retomar as atividades que foram suspensas desde a pandemia de Covid-19, identificando o que vamos fazer e quais os pesquisadores que estarão atuando nesses territórios. Temos muito a trabalhar e muito a cooperar em conjunto”, afirmou Stefanie.

A cooperação prevê, entre outras atividades, ações de vigilância em saúde na fronteira, investigação de patógenos em fauna silvestre, epidemiologia, com imersões em áreas de selva para coleta de material biológico (amostras sanguíneas e de tecido) de animais e testagem em soldados que vão a essas áreas para avaliar quais as doenças infecciosas que podem carrear durante treinamentos. “Precisamos juntar esforços para irmos além do que estamos fazendo até agora dentro do acordo de cooperação, firmado com o CMA em 2019, no que se refere à pesquisa”, reforçou a diretora, recebendo total apoio por parte do chefe do Estado Maior do CMA, general Washington Triani.

“O interesse é de todos nós que estamos presentes na região amazônica e para a Fiocruz que detém o conhecimento científico. Estaremos a postos para apoiar e disponibilizar nossas estruturas para o desenvolvimento de pesquisas”, destacou o general Triani, acrescentando que o CMA já possui protocolo de intenções a serem firmados com outras instituições de pesquisa e ensino do Estado, a exemplo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT). “Faz-se necessário definir quais as linhas interesse das instituições”, observou.

Stefanie Lopes salientou a importância da cooperação entre a Fiocruz e o CMA para o monitoramento e respostas às epidemias. “Alguns dos batalhões e pelotões de fronteira estão localizados em área de risco para leishmaniose, malária, arboviroses e outras doenças tropicais e infecciosas. Precisamos ficar preparados para novas doenças que podem emergir e a Amazônia pode ser o epicentro disso por conta das ações antrópicas, desmatamento e mudanças climáticas “, argumentou. Essa atuação conjunta de vigilância fortalece a preparação para o que possa surgir, identificando novos agentes infecciosos e a potencialidade dos mesmos em tempo hábil para a adoção de medidas de mitigação, segundo a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia.

NOVA SEDE

Entre as ações previstas no acordo de cooperação firmado entre a Fiocruz e o Comando Militar da Amazônia, em 2019, estão a cessão do terreno para a construção da nova sede da Fiocruz Amazônia. “Quando assumi interinamente em setembro, estive na sede do 1º BIS para mostrar a evolução do projeto da nova sede, que é uma das ações melhor encaminhada dentro do acordo”, afirmou Stefanie, adiantando que espera que o início das obras de construção da nova sede aconteça ainda este ano.

A nova sede fica na Avenida São Jorge, em área oficialmente cedida pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), do Exército. O projeto arquitetônico está sendo realizado pela empresa cearense Architectus S/S Arquitetura e Engenharias – especializada em projetos integrados, planos urbanísticos e gerenciamento de obras, com atuação nacional.

A proposta apresentada é a de um prédio funcional, com seis andares e capacidade para concentrar todos os laboratórios de pesquisa da Fiocruz Amazônia, ocupando uma área de 14.512,80 metros quadrados, com possibilidade para futuras ampliações.

O prédio contará com quatro andares para laboratórios, gestão, serviços, bicicletário, ambulatório, oca, salas com divisórias retráteis que se transformam em auditório com capacidade para 100 pessoas, área de exposições, vestiário e estacionamento, entre outros espaços. A nova sede primará também pela sustentabilidade, com selo PBE Edifica Procel, que atesta a redução do custo energético da edificação, e Processo Aqua de certificação de construção sustentável.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia divulga 1ª republicação do processo seletivo para bolsa de Pós-Doutorado Estratégico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quinta-feira, 21/3, a 1ª republicação da Chamada Pública 004/2024, referente ao processo seletivo simplificado para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com alterações nos anexos I e IV (cronograma e modelo do plano de atividades).

Acesse AQUI a republicação.

O objetivo é o de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Caso o programa disponha de novas cotas de bolsas da mesma natureza, a critério da Coordenação, elas poderão ser redirecionadas para a seleção.

As Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação podem ser acessadas através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652 . Para se inscrever, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício, brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil e empregado em instituições públicas de Ensino Superior ou Pesquisa ou no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que se mantenha afastado das atividades na instituição de vínculo, com afastamento publicado no DOU, e o vínculo do bolsista não seja com o ILMD/Fiocruz Amazônia. Vínculo empregatício de até 20 horas semanais e estágios são permitidos. As inscrições são gratuitas.

Podem se inscrever os candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorado. A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 09/04/2024 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br . Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

PPGBIO-Interação divulga retificação do resultado para vagas de aluno especial

A coordenação do Programa De Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia Da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), diante da constatação de ocorrência de erro material no processamento do resultado do processo de seleção para aluno especial no programa, torna pública a retificação do resultado final, conforme listagem republicada, anexa ao presente.

Confira AQUI a retificação.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento, ILMD/Fiocruz Amazônia.

Fiocruz Amazônia realiza primeiro Centro de Estudos do ano com o tema “Saúde Mental na Pós-Graduação”, próxima sexta-feira, 22/03

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza na próxima sexta-feira, 22/03, a partir das 10h, o primeiro Centro de Estudos de 2024, com a palestra “Saúde Mental na Pós-Graduação”, a ser ministrada pela pesquisadora em Saúde Pública Michele Rocha de Araújo El Kadri, atual vice-diretora de Pesquisa e Inovação (VDPI) do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Michele é graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e atuou como Coordenadora Psicossocial pela Friends in Global Health da Vanderbilt University (Tennessee, EUA) no Programa de Moçambique. A palestra será moderada pela enfermeira Andrea Mônica Brandão Beber, doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UNB) e será transmitida via plataforma Zoom, pelo link: https://us06web.zoom.us/j/81790799975?pwd=5ifLOKmIR4XahuMj5z5yFg2dLPZUaa.1, utilizando o ID da Reunião 817 9079 9975 e a Senha 029549.

El Kadri esclarece que o objetivo do centro de estudos será debater com os discentes da instituição (veteranos e novos) aspectos que envolvem a questão do adoecimento e do sofrimento mental durante a pós-graduação, à luz de informações geradas a partir de pesquisas e estudos realizados sobre o tema, sobretudo no período pós-pandêmico.

“A finalidade é discutir acerca das diversas possibilidades existentes nesse campo, ao que apontam as pesquisas e o quanto o adoecimento mental está presente na sociedade como um todo se buscarmos respostas acerca desse tema junto à população. Talvez haja um superdimensionamento, mas é fato que há, sim, sofrimento mental em atividades que tenham prazos definidos para finalização e produtos para serem entregues”, explica.

A pesquisadora destaca ainda que o Centro de Estudos será uma oportunidade para abordar com os alunos estratégias para se reduzir as chances de um adoecimento ou de um sofrimento mental, durante o período de formação do Mestrado ou Doutorado. “O processo (de formação) exige preparação e planejamento adequados por parte do discente para que não signifique necessariamente um sofrimento, daí a iniciativa de debatermos com eles sobre o assunto, nesta primeira edição do Centro de Estudos de 2024”, salienta.

Segundo El Kadri, a saúde mental na pós-graduação, sobretudo no pós-pandemia, tem sido motivo de preocupação para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior  (CAPES), embora ainda não tenha sido adotada uma estratégia nacional de prevenção para esses quadros. “Muitas instituições já possuem estratégias para isso, a exemplo da Fiocruz, onde funciona o Centro de Apoio ao Discente  (CAD), para oferecer atendimento psicológico emergencial. Ou seja, algumas instituições e programas tem trabalhado internamente para apoiar os discentes nesse processo, mas ainda não é uma política pública”, frisou.

SOBRE A PALESTRANTE

Michele Rocha El Kadri integrou o Comitê Gestor da Rede Emergencial em Saúde Mental na pandemia COVID-19 do Amazonas no período de 2020 a 2022. Realiza pesquisas em Atenção Primária à Saúde, Pesquisa Social Qualitativa, Saúde Pública no contexto específico da Região Amazônica. Suas Linhas de Pesquisa são na área de Território e Políticas de Saúde na Amazônia, Modelos de Atenção e Gestão do Trabalho em Saúde

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras, com duas edições quinzenais a cada mês. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza reunião de interação entre alunos e coordenação do DASPAM dentro da programação de Abertura do Ano Letivo

Alunos do Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) – oferecido em consórcio pelo Instituto Maria Deane/Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – participaram nesta quinta-feira, 14/3, de um encontro interativo com a coordenação do programa, na sede do ILMD, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus. A atividade encerrou a programação da Abertura do Ano Letivo 2024, da Fiocruz Amazônia, e também o IV Workshop da Pós-Graduação – Edição 2024, da instituição.

A reunião foi conduzida pelos professores-doutores Júlio César Schweickardt, da Fiocruz Amazônia; e Sâmia Miguez, da UEA, e serviu para orientar, apresentar sugestões e esclarecer dúvidas e questionamentos dos alunos do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia.

“Escutar as demandas, sugestões e questionamentos dos nossos alunos é importante para sabermos quais as necessidades pontuais deles, como a coordenação pode auxiliar nessas demandas. A ideia da coordenação é a de que possamos realizar este tipo de encontro com mais frequência”, observou o coordenador do Daspam pela Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt.

Questões como a importância da publicação de artigos em revistas de alto impacto – o que viabiliza uma classificação do curso; a divulgação em tempo hábil e adequada das defesas; a oportunidade de estudar no exterior, oferecida por meio de parcerias e editais específicos, como o Doutorado-sanduíche, com a ajuda de instituições de fomento, também foram abordadas.

Estudando o monitoramento de vetores das filarioses na Amazônia brasileira, o doutorando João Carlos Silva de Oliveira, avaliou como proveitosa a reunião. “Para mim foi extremamente importante e positiva a reunião, porque a interação envolveu os estudantes de doutorado de quatro turmas diferentes, que puderam transmitir à nova coordenação do programa, seus anseios, questões multidisciplinares, entre outros pontos, que, de acordo com a própria coordenação, serão postos em prática para o curso e o andamento das disciplinas”, comentou o discente, que integra a primeira turma do DASPAM de 2020.

RECOMEÇO

Para a coordenadora do DASPAM pela UEA, Sâmia Miguez, a reunião desta quinta-feira, encerrou de forma positiva a abertura do semestre letivo, além de somar a outras reuniões ligadas ao programa, entre elas, uma com o representante da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), para a área de Saúde Coletiva, Bernardo Horta.

“A semana foi bastante produtiva, a reunião com o Bernardo Horta, por exemplo, foi no sentido de reestruturar linhas e outros questões do Doutorado. A reunião com os estudantes é um feedback desses nossos encontros. Estamos vindo de uma pandemia, e, a partir de agora, começaremos a ter atividades e vamos poder nos aproximar mais dos alunos, saber um pouco do que está acontecendo, e, assim, construir junto com eles, um curso mais participativo”, concluiu Sâmia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Foto: Síntia Maciel

VDPI se reúne para discutir reformulações e novos fluxos de processos e procedimentos

A Vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, se reuniu com representantes dos setores que integram a VDPI, com a finalidade de promover um alinhamento de informações e procedimentos buscando otimizar a operacionalização de processos que tramitam pela Vice-Diretoria, tendo como parâmetro as diretrizes do novo Regimento Interno da instituição. Michele El Kadri, que é pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, assumiu a VDPI em janeiro de 2024, passando a compor a Vice-Diretoria da nova gestão do ILMD/Fiocruz Amazônia, tendo à frente a diretora Stefanie Lopes. A reunião teve como finalidade também promover a apresentação dos novos integrantes que passam a compor o staff da VDPI, contando com a participação da Assessoria de Gestão da Qualidade do ILMD/Fiocruz Amazônia.

“Estamos iniciando uma nova gestão à frente daVDPI e é de suma importância que estejamos organizados no que se refere à questão do andamento dos processos para estabelecermos os chamados Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) que nos permitem visualizar e mapear os processos, de modo a ter um sistema de gestão de pesquisa mais eficiente no ILMD e em consonância às diretrizes estabelecidas no Regimento Interno da Fiocruz Amazônia”, afirmou El Kadri. A VDPI foi um dos setores reestruturados no Novo Regimento Interno, aprovado em agosto do ano passado pelo Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Com a reestruturação, a VDPI passou a ser formada pelos Laboratórios de Pesquisa (no total, de sete); Serviço de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e  Serviço de Apoio à Pesquisa e Inovação. Uma nova reunião foi marcada para a apresentação da Política de Gestão de Qualidade do ILMD/Fiocruz Amazônia com os setores, nesta sexta-feira, 15/03. “Será a primeira reunião com a equipe para conversar sobre Procedimentos Operacionais Padrão para elaboração de documentos e fluxos com as devidas atribuições de cada setor”, explica a assessora de Gestão da Qualidade, Ângela Alves da Silva.

GESTÃO DA QUALIDADE

O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) é um conjunto de políticas, procedimentos, práticas e processos organizacionais que visam garantir a qualidade dos produtos e serviços fornecidos pela instituição. Ele engloba estratégias e ações para assegurar que os processos internos sejam bem estruturados, eficientes e consistentes, resultando na satisfação dos clientes, colaboradores e outras partes interessadas. O SGQ do ILMD é baseado em padrões e normas internacionais reconhecidas, como a ISO 9001, com a intenção de avançara par a 17025, que é uma referência para sistemas. Esse sistema busca a melhoria contínua, sendo conduzido por uma abordagem de ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), em que cada etapa é planejada, executada, monitorada e aprimorada de forma sistemática.

Além disso, o SGQ do ILMD está em conformidade com as diretrizes e políticas estabelecidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), à qual o instituto está vinculado. A Assessoria de Gestão da Qualidade é responsável por coordenar, orientar e monitorar as ações relacionadas à qualidade em toda a instituição.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Oficina de Redação Científica traz abordagem reflexiva e crítica para a produção de artigos científicos 

A Fiocruz Amazônia realizou, ao longo de três dias (11, 12 e 13/03), a Oficina de Redação Científica, ministrada pelo professor e pesquisador Gilson Luiz Volpato. O curso foi uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO), com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e integrou a programação de Abertura do Ano Letivo 2024 da instituição. Com mais de 120 inscritos, a oficina deu a oportunidade aos participantes de se aprofundarem nos conceitos lógicos da redação científica, tendo como base o conhecimento acerca do tema proposto para pesquisa e as possíveis formas de reflexão crítica que levam autor (ou autores) a escrever sobre um determinado assunto. Para Volpato, “redação científica é conversa entre cientistas”, permite a expressão de pensamentos e a contestação, estando diretamente envolvida com o processo de formação nos cursos de Mestrado e Doutorado.

A pesquisadora da Fiocruz Amazônia Priscila Aquino, coordenadora do PPGBIO-INTERAÇÃO, considerou a oficina um momento oportuno e positivo de aprimoramento para os alunos no sentido de permitir a eles um contato próximo com um especialista na área de Redação Científica e entender um pouco mais sobre a construção de projetos e artigos científicos. “Esses diferentes temas ajudaram os alunos a terem uma visão mais ampla e, ao mesmo tempo, crítica sobre itens que muitas vezes não são trabalhados internamente em algumas disciplinas, a não ser aquelas específicas como a de Redação Científica”, observou Priscila, ressaltando a excelente adesão dos alunos à iniciativa e a importância da oficina para o planejamento estratégico do PPGBIO-INTERAÇÂO e às avaliações quadrienais do curso pela CAPES.

Com quase 40 anos de atuação na área, Gilson Volpato explica que a oficina ressalta a importância do pensamento científico para a construção do artigo, consubstanciando as bases sobre publicação científica, a estrutura lógica de um texto científico, as estratégias para a construção de projetos de pesquisa científica, as estratégias de planejamento para a redação de artigos científicos, a estruturação de todas as partes de um artigo científico e a escrita científica em si. Segundo ele, os ensinamentos são provocativos e proporcionam aos discentes maior autonomia, flexibilidade e força argumentativa na construção de seus artigos científicos dentro da diversidade das exigências do trabalho.

“No Brasil, temos focos de excelência na produção de artigos científicos, o que não reflete a realidade do País, mas serve como ponto de reflexão. Tudo que disse sobre redação científica não vem de costumes, nem de vícios de área, vem, sim, da Ciência. Mostro para eles que não existem Ciências, existe Ciência; que não existem métodos, e sim um método, utilizando para isso os sete pilares referenciais para a construção de um projeto ou artigo científico”, salientou Volpato, acrescentando que não adianta se basear no que a maioria faz.

“A Ciência nos diz, por exemplo, que se construirmos um texto científico no modo impessoal, assumimos que qualquer pessoa que ler aqueles dados vai concluir o mesmo que os autores, o que não é verdade. Se a pessoa não sabe conversar sobre o seu tema de pesquisa com outros cientistas, ela tem um problema sério. Se não sabem escrever é porque não estão pensando corretamente”, pondera Volpato. Segundo ele, a oficina não é um curso técnico de redação e é oferecida em diferentes versões para alunos de cursos de pós-graduação em todo o País.

OPORTUNIDADE

Além dos discentes dos cursos de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, a oficina do PPGBIO-INTERAÇÂO abriu espaço também para os alunos de Iniciação Científica. Nelson Lima Luz, estudante de Biologia e bolsista de IC do ILMD/Fiocruz Amazonia, foi um dos que aproveitaram a oportunidade. “É uma excelente oportunidade que a instituição oferece de estarmos adquirindo mais conhecimentos, com a oficina do professor Gilson, que é espetacular. Ele enfatiza muito que nos tornarmos bons pesquisadores fazendo boas produções textuais e daqui espero levar essa experiência para a vida enquanto pesquisador”, afirmou o bolsista.

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), a enfermeira Marisa Machado disse que a oficina superou as expectativas. “O professor Volpato trouxe uma abordagem crítica que nos permitiu uma reflexão, sobre regras e métodos. Ele te instiga a refletir e está sendo superconstrutivo, com ideias que, às vezes, falta no nosso cotidiano, até mesmo na academia”, admitiu Marisa. A oficina também contou com exercícios práticos de escrita e montagem, com os alunos utilizando os próprios trabalhos.

REFERÊNCIA

Com pós-doutorado pelo Institute of Animal Sciences, na Agricultural Research Organization (Israel), doutorado e mestrado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp – Rio Claro), e graduação em Ciências Biológicas (Unesp – Botucatu), Gilson Volpato em paralelo aos trabalhos de pesquisa na área de fisiologia e comportamento animal, empenhou-se ao ensino da Redação Científica, tendo publicado 14 livros sobre Ciência, Metodologia e Redação Científica, com mais 1.672 citações recebidas. Em 2017, lançou a plataforma Instituto Gilson Volpato de Educação Científica (Igvec), com a proposta de difundir a mentalidade científica para todo o sistema educacional, da pré-escola à universidade, com desdobramento para toda a população. Recebeu diversos prêmios e títulos de professor homenageado, patrono, artigos mais acessados, entre outros, durante os anos de 1984 a 2011.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia divulga lista de selecionados para vagas de aluno especial do PPGBIO 2024

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÂO) divulgou na última sexta-feira, 8/03, o resultado da seleção de candidatos para vagas de aluno especial para o primeiro semestre de 2024. A documentação para a matrícula será aproveitada daquela enviada no ato da inscrição. Será permitida a matrícula em até 2 (duas) disciplinas que perfaçam no máximo 5 (cinco) créditos.

Os candidatos selecionados estarão automaticamente matriculados nas disciplinas em que foram selecionados, e deverão se apresentar para as aulas no período definido para as disciplinas. Confira a lista dos candidatos selecionados.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia tem pesquisadores aprovados no edital da Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) teve três pesquisadores contemplados pelo edital da Bolsa de Produtividade em Pesquisa, da Chamada nº 09/2023, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. São eles: Stefanie Costa Pinto Lopes, Luiz André Morais Mariúba e James Lee Crainey. A Bolsa Produtividade em Pesquisa é destinada aos pesquisadores que se destaquem entre seus pares, valorizando sua produção científica, segundo critérios normativos, estabelecidos pelo CNPq, e específicos pelos Comitês de Assessoramento.

No total, seis pesquisadores da instituição são agraciados com Bolsa de Produtividade em Pesquisa. Os demais são Marcus Vinicius Guimarães de Lacerda, Maria Luiza Garnelo Pereira e Felipe Arley Costa Pessoa, que apresentaram as suas propostas em janelas diferentes de submissão, mas têm bolsas de produtividade vigentes. James Lee Crainey teve bolsa renovada. A submissão de propostas ocorreu entre 26 de junho e11 de agosto de 2023.

Para estar apto a receber Bolsa de Produtividade em Pesquisa na Categoria 2, o pesquisador precisa ter obtido título de doutor até o ano de 2020. Para estar apto a receber Bolsa de Produtividade em Pesquisa na Categoria 1, deve ter obtido tÍtulo de doutor até o ano de 2015 e não possuir bolsa da modalidade Produtividade em Pesquisa (PQ) ou na modalidade Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) em curso com vigência que ultrapasse o ano de 2024.

INVESTIMENTO

O CNPq concede bolsas para a formação de recursos humanos no campo da pesquisa científica e tecnológica, em universidades, institutos de pesquisa, centros tecnológicos e de formação profissional, tanto no Brasil como no exterior. Além de promover a formação de recursos humanos em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, o CNPq aporta recursos financeiros para a implementação de projetos, programas e redes de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), diretamente ou em parceria com os Estados da Federação.

O CNPq investe, ainda, em ações de divulgação científica e tecnológica com apoio financeiro à editoração e publicação de periódicos, à promoção de eventos científicos e à participação de estudantes e pesquisadores nos principais congressos e eventos nacionais e internacionais na área de ciência e tecnologia.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o investimento reflete o compromisso do Governo Federal com pesquisadores, com a ciência brasileira e o futuro do Brasil. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor total estimado de R$ 291 milhões.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra sobre os direitos da mulher marca o 8 de março na Fiocruz Amazônia

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), promoveu nesta sexta-feira, 8/3, no Salão Canoas, na sede da instituição, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, uma palestra com a juíza da 8ª Vara Criminal de Manaus, Patrícia Macedo de Campos, sobre o tema “Direitos da mulher: abordando assédios moral e sexual e Lei Maria da Penha”. O objetivo foi o de trazer à tona a discussão sobre a temática, aparentemente atípica para a realidade de uma instituição de pesquisa, porém com peso e relevância tendo em vista que a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia é formada, em sua maioria, por mulheres.

“Nunca é demais falar sobre os direitos da mulher, de como se reportar em um caso de violência ou assédio, onde buscar ajuda, que tipo de segurança o serviço público pode oferecer a essa vítima. Pode parecer que em um ambiente como o ILMD, não precisemos falar disso, mas não há ambiente em que esse tema não deva ser abordado. Porque sabemos que não tem classe social, nem instrução escolar que vá impedir situações como essa. São informações válidas para serem disseminadas, e também por serem as mulheres o público majoritário aqui na instituição”, observou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Os principais aspectos da lei nº 11.340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, e os comportamentos que caracterizam os assédios moral e sexual, em um ambiente de trabalho, ou mesmo doméstico, foram comentados pela juíza Patrícia Macedo de Campos, que também respondeu alguns questionamentos das participantes.

“Falar sobre os direitos da mulher sempre é uma pauta relevante, ainda mais no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, e em um ambiente onde boa parte dos servidores, pesquisadores e alunos são mulheres. Saber como proceder, onde buscar ajuda diante de situações que envolvem assédio moral ou assédio sexual, é importante para a mulher, para que ela tenha consciência de tais práticas ilícitas, e esteja consciente sobre os seus direitos para que possa se defender”, pontuou a magistrada.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia realiza workshop para apresentar serviços e estrutura dos cursos de pós-graduação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu prosseguimento à programação de atividades da Abertura do Ano Letivo 2024, com a realização de um workshop voltado para os novos alunos dos programas de pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e de Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), nesta quarta, 6/03, e quinta-feira, 7/03. Durante o IV Workshop da Pós-Graduação, foram apresentados os serviços oferecidos pela Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), por meio da Secretaria Acadêmica (SECA), Serviço de Pós-graduação (POSGRAD), Biblioteca, Associação dos Pós-Graduandos (APG), Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e Comissão de Biossegurança da unidade.

“Esse momento de interação com os alunos dá continuidade à programação do workshop da pós-graduação, e é algo fundamental, porque é quando temos um contato mais próximo com os alunos, conversando um pouco mais sobre as especificidades do programa, tirando as dúvidas deles. É um momento para que eles também possam conhecer um pouco mais sobre o programa em si e interagir com a coordenação, bem como conhecer os seus colegas que já estão no curso e o demais novatos também. É um momento de compartilhamento de informações da coordenação com o programa para que eles consigam fazer o seu Mestrado e Doutorado atingindo tudo que é necessário para o título de mestre e doutor”, comentou a coordenadora do PPGBIO-Interação, Priscila Aquino.

Aluna de mestrado do PPGVIDA, a enfermeira Jéssica Albuquerque Araújo, 27, disse ter se surpreendido com a acolhida, na abertura do ano letivo, e está bastante animada com o curso e a hospitalidade da Fiocruz Amazônia. “Eu me surpreendi quando eu cheguei aqui, porque eu fui muito bem acolhida, os professores, o workshop foi incrível. Eu nunca vi, na verdade, um lugar que te deixasse tão à vontade e esclarecesse, de fato, as tuas dúvidas. Cheguei e conheci pessoas novas, eu me senti muito próxima e familiarizada com o ambiente. Senti que há um cuidado por parte da coordenação do curso e da diretoria da Fiocruz, em nos proporcionar isso, em nos sentirmos à vontade. Eu agradeço muito pela oportunidade, está sendo uma experiência maravilhosa”, avaliou a mestranda

EXPERIÊNCIAS

O conhecimento e as experiências adquiridas durante o mestrado ou doutorado, em outras instituições nacionais e internacionais, foram compartilhados por egressos da Fiocruz Amazônia com os alunos novatos, nesta quinta-feira, 7. Aluna da turma de Doutorado de 2021, do PPGBIO-Interação, Alessandra Silva e Silva palestrou sobre a importância da participação em eventos científicos, como congressos, simpósios, entre outros.

“A participação em eventos científicos é importante para a troca de experiências, para a apresentação dos resultados de nossas pesquisas, além de ser uma forma de darmos uma resposta à sociedade sobre os nossos estudos, e como eles poderão se tornar políticas públicas, ajudando assim a fazer a diferença para a coletividade”, observou Alessandra.

Cursando o Doutorado em Biologia Integrativa, na Oklahoma State University (EUA), o biólogo Iago Santos, também aluno do PPGBIO-Interação, participou do workshop, via on-line, e comentou sobre as oportunidades de estudar no exterior, oferecidas por meio de editais e parcerias específicos, que contam com a participação da Fiocruz.

“Antes de tudo é necessário ter fluência realmente no idioma do país que se quer estudar, para não passar apertos, estar regularmente matriculado nas disciplinas, e saber qual o programa melhor se adequa a sua realidade, se é a chamada para o programa ‘Doutorado-sanduíche’, por exemplo, e se programar para atender os prazos dispostos no edital”, comentou.

OFICINA

Dando continuidade à programação de abertura do ano letivo de 2024, entre os dias 11 e 13/3, os alunos participação da “Oficina de Redação Científica”, ministrada pelo professor doutor Gilson Luiz Volpato, no salão Canoas, na sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.

A oficina é uma iniciativa do PPGBIO-Interação, voltada para os alunos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, e integra as atividades de abertura do ano letivo da instituição, iniciadas no dia 5 de março.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Fotos: Eduardo Gomes

Diretora da Fiocruz Amazônia recebe Diploma Mulher Cidadã Amazonense em sessão especial na Assembleia Legislativa

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, recebeu na manhã desta sexta-feira, 7/03, o Diploma Mulher Cidadã Amazonense, como destaque na sua área de atuação – a pesquisa científica –, durante Sessão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, 8 de Março. A diplomação atendeu à propositura da deputada estadual Mayara Pinheiro, presidente da Comissão de Saúde da ALEAM e aconteceu no Plenário Ruy Araújo. A Sessão Especial homenageou várias mulheres com atuação destacada em áreas diversas no Amazonas.

Stefanie Lopes agradeceu a homenagem e destacou a importância do papel da mulher na sociedade, no seu caso, representando a área da pesquisa em saúde pública.  “Muito se falou sobre feminicídio e entendemos a violência como sendo um problema de saúde da mulher. É muito importante receber essa honraria e estarmos aqui, juntas reforçando a luta em favor da saúde plena da mulher e do bem-estar da sociedade amazônica como um todo”, afirmou.

A diretora da Fiocruz Amazônia lembrou o esforço feito pela instituição para trazer a cada ano mais meninas e mulheres para a Ciência. “Temos a data 11 de fevereiro, dedicada às Mulheres e Meninas na Ciência, mas nossas ações acontecem ao longo do ano inteiro, não só tentando trazer mais meninas como também mostrando que precisamos desse olhar diverso na Ciência”, salientou, citando a história do vídeo “Eliana, a menina que quer ser cientista”, produzido pela Fiocruz Amazônia, inspirado na história real de uma jovem pesquisadora amazonense e que mostra às meninas e mulheres que a Ciência é um espaço para todos e todas. “Temos trabalhado muito com essa pauta e parabenizamos a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas) pelo apoio dado a essas atividades”, frisou.

Stefanie Lopes é pesquisadora em Saúde Pública no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (2002), onde realizou Mestrado (2008) e Doutorado (2012) em Genética e Biologia Molecular. Sua principal área de pesquisa é a biologia de Plasmodium vivax, com foco na compreensão do significado biológico de fenótipos citoadesivos desta espécie de Plasmodium. Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO), de 2018 a 2022, e ocupou a Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, nos últimos dois anos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Jùlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa e Divulgação/ALEAM

Fiocruz Amazônia participa de articulação para criação de GT Saúde junto ao Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro visando fortalecer ações prioritárias de saúde para as populações do território

A Fiocruz Amazônia se reuniu, na terça-feira, 5/03, com a presidência do Conselho Consultivo do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro (MBRN) – território formado por 15 unidades de conservação, de diferentes tipos, no Estado do Amazonas. A finalidade foi dar início às tratativas para a formação de um Grupo de Trabalho (GT) de Saúde que possibilite o desenvolvimento de ações prioritárias voltadas à promoção da saúde das populações ribeirinhas e comunidades tradicionais existentes no Mosaico, que abrange aproximadamente 7,5 milhões de hectares, do território de nove municípios (Barcelos, Coari, Codajás, Iranduba, Manacapuru, Manaus, Maraã, Novo Airão e Presidente Figueiredo), nas margens direita e esquerda do Rio Negro.

A ideia é permitir que a partir de pesquisas e estudos realizados pela Fiocruz e outras instituições que desenvolvem trabalhos na região seja possível estabelecer uma rede de conhecimentos, com a parceria das comunidades. “A iniciativa está dando os primeiros passos e, para nós, é uma excelente oportunidade de ampliar nosso escopo de abrangência, no que diz respeito à realização de pesquisas científicas, contribuindo com o nosso know how para prospecção de financiamentos para projetos voltados à melhoria da qualidade da saúde das populações tradicionais ribeirinhas dessa região”, afirmou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, reafirmando o interesse da instituição em compor o grupo de trabalho.

A reunião foi conduzida pelo chefe do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidados de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (Sagespi/Fiocruz Amazonia), o pesquisador em Saúde Pública, Fernando Herkrath, e pelo presidente do Conselho Consultivo do Mosaico, Marco Antonio Vaz de Lima, representando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudanças do Clima (Semmasclima), juntamente com sua suplente na presidência, Angeline Ugarte. Também estiveram presentes representantes de instituições como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR-SP) e Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, bem como de representante comunitário da RDS Puranga Conquist e conselheiro do MBRN.

Marco Antonio lembrou que a Fiocruz Amazônia é importante nesse processo como um fio condutor, partindo da experiência de projetos da instituição realizados no território, com destaque para projeto em desenvolvimento na comunidade Santa Maria, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista, pertencente ao Mosaico. “Por meio desse projeto, foi possível perceber a potencialidade dessa área como espaço para discussões sobre quais as ações prioritárias de saúde podem ser implementadas em todo o território do mosaico, incluindo unidades de conservação municipais, estaduais e federais, onde estão abrigadas comunidades tradicionais, com formas de trabalho e visões de mundo diferenciadas”, afirma Angeline Ugarte.

Para o pesquisador Fernando Herkrath, o papel da Fiocruz nesse processo é estratégico. “A saúde dessas populações requer articulação de saberes e experiências, planejamento e avaliações permanentes de ações intersetoriais, assim como responsabilidades e informações compartilhadas, a fim de alcançar saúde e bem-estar com equidade e integralidade”, afirma. Segundo ele, é preciso que haja uma mudança de visão em relação ao cuidado em saúde. “A atenção à saúde nessas localidade exige uma proposta inovadora e diferenciada, que rompa com a lógica curativista (centrada na doença) e que considere as especificidades territoriais e a influência dos determinantes sociais da saúde”, expilca Herkrath, ressaltando que a finalidade desse primeiro encontro foi discutir a relevância de um GT de Saúde para o Mosaico do Baixo Rio Negro, reunindo sugestões de organização e atuação.

O presidente do Conselho Consultivo adiantou que os próximos passos serão ouvir os relatos das experiências de cada pessoa/instituição, para consolidar o conhecimento que produzido no território do MBRN. Na sequência, partir para a implementação propriamente dita do GT, com a definição dos objetivos, atuação, composição e forma de organização das atividades, com a elaboração de um plano de ação. Uma segunda reunião ficou programada para o mês de abril.

EXPERTISE

Angeline Ugarte lembra que, a partir da organização do GT, a gestão do Mosaico pode definir ações prioritárias nesse território. “O Conselho vota e pode estabelecer que o Grupo fique vinculado a uma câmara técnica, mas o importante é que o órgão consultivo reconhece que a Fiocruz pode ser um parceiro de relevância para várias atividades que são desenvolvidas atualmente na área do Mosaico”, observou.

“A Fiocruz entra estrategicamente nesse processo como órgão de expertise em questões de saúde na Amazônia, tendo em vista possuir um conhecimento dessas regionalidades e por compreender que as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos são fatores potencializadores de endemias, doenças crônicas, seja pelo isolamento delas, por questões culturais, seja pela alteração do ambiente pelo próprio homem”, frisou Angeline.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza capacitação para servidores e colaboradores em processos de compras com base na Lei 14.133/2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou durante três dias (27, 28 e 29/02), no Salão Canoas, o Curso in company de Planejamento e Elaboração do Estudo Técnico Preliminar (ETP), conforme Lei 14.133/2021 e Instrução Normativa 58/2022 (ETP) e Elaboração de Termo de Referência, conforme a Lei 14.133/2021 e a IN 81/2022 (TR), voltado para servidores e colaboradores que desenvolvem atividades relacionadas aos processos de compra na instituição. O curso foi ministrado pelo advogado e servidor público Diogo Venâncio, do Instituto Negócios Públicos do Brasil, Estudos e Pesquisas na Administração Pública Ltda, de Curitiba (PR), com uma carga horária de 24 horas/aula, e a participação de diversos setores da unidade.

O curso foi aberto pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que destacou a importância do aprimoramento dos setores num tema de fundamental importância para a administração pública. De acordo com a Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional, o curso é uma das ações contidas no Plano de Capacitação, que visa qualificar o maior número de pessoas na instituição em processos de compras com base na nova lei de licitação e contratos, 14.133/2021, que estabelece normas gerais de licitação e contratação para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais. A nova legislação trouxe uma série de inovações, tais como a exclusão das modalidades de carta-convite e tomada de preços e a inclusão de uma nova modalidade: o diálogo competitivo, que permite a possibilidade de diálogo entre empresas licitantes e o órgão para atendimento das demandas antes da definição das regras do edital.

O instrutor do curso, Diogo Venâncio, explica que as capacitações são de extrema importância e estão previstas pela Lei de Licitações. “Os gestores devem prever, nos seus planos, as capacitações ligadas à logística, que é uma área muito importante da administração, em que pese as administrações terem uma finalidades diferenciadas, como no caso da Fiocruz, por exemplo, que tem a finalidade de pesquisa e de ensino mas é a logística que dá o suporte necessário para a realização dos trabalhos”, explica o advogado, lembrando que a iniciativa da capacitação “in company” (dentro da instituição) foi a mais acertada por reduzir custos financeiros e permitir uma maior participação.

O conteúdo programático do curso incluiu Noções Gerais do Procedimento de Contratação Pública, Princípio do Planejamento na Nova Lei de Licitações e Contratos, Objetivos do Processo Licitatório, Governança das Contratações Públicas, Documento de Oficialização (Formalização) da Demanda, Estudos Técnicos Preliminares, Pesquisas de Preços, Gerenciamento de Riscos e Termo de Referência. Diogo Venâncio é advogado e sócio do escritório Alberto & Venâncio, professor e servidor público há 23 anos na área de licitações e contratos

Para o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, o curso superou as expectativas e permitiu um aprofundamento do conhecimento acerca da gestão em compras, elaboração de Termos de Referência, Estudo Técnico Preliminar e a legislação vigente. “O objetivo foi capacitar o maior número de pessoas na instituição e tivemos um excelente índice de participação”, observa. Entre os participantes, servidores e colaboradores terceirizados dos setores VDGDI, SEAD, SEGTI, SEPLANC, SEINFRA, SEGET, NIT, SECA, POSGRAD, NUTP, Biblioteca e Gabinete.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Julio Pedrosa

Fiocruz Amazônia promove curso de ‘Redação Científica’ com o professor Gilson Volpato para os alunos dos programas de pós-graduação

Clareza, precisão, objetividade são alguns dos elementos que compõem um texto científico e que serão abordados no período de 11 a 13/3, durante a “Oficina de Redação Científica”, ministrada pelo professor doutor Gilson Luiz Volpato, no Salão Canoas, na sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus. A oficina é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), voltada para os alunos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, e integra as atividades de abertura do ano letivo da instituição, a partir do dia 5 de março.

“Esta oficina ter por objetivo fazer com que os alunos  compreendam o que chamamos de Método Lógico para Redação Científica, ou seja, a solução de questões da redação científica por meio de raciocínios baseados em referenciais a sete pilares, que são o pensamento científico, as bases metodológicas para a redação científica, as bases sobre publicação científica, a estrutura lógica de um texto científico, as estratégias para a construção de projetos de pesquisa científica, as estratégias de planejamento para a redação de artigos científicos, a estruturação de todas as partes de um artigo científico e a  escrita científica em si. Com isso, esperamos que os discentes dos cursos de pós-graduação ganhem maior autonomia, flexibilidade e força argumentativa na construção de seus artigos científicos dentro da diversidade das exigências adotadas pelas revistas científicas”, destaca a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, coordenadora do PPGBIO.

REFERÊNCIA

Com pós-doutorado pelo Institute of Animal Sciences, na Agricultural Research Organization (Israel), doutorado e mestrado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp – Rio Claro), e graduação em Ciências Biológicas (Unesp – Botucatu), Gilson Volpato em paralelo aos trabalhos de pesquisa na área de fisiologia e comportamento animal, empenhou-se ao ensino da Redação Científica, tendo publicado 12 livros voltados ao tema Ciência, dos quais dez são dedicados especificamente ao tema Redação Científica. Em 2017, lançou a plataforma Instituto Gilson Volpato de Educação Científica (Igvec), com a proposta de difundir a mentalidade científica para todo o sistema educacional, da pré-escola à universidade, com desdobramento para toda a população. Recebeu diversos prêmios e títulos de professor homenageado, patrono, artigos mais acessados, entre outros, durante os anos de 1984 a 2011.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel

Imagem: Mackesy Nascimento

Seminário Saúde e Meio Ambiente na Amazônia encerra com carta à ministra Nísia Trindade e recomendações para a melhoria da qualidade da saúde na região

O Seminário Saúde e Meio Ambiente na Amazônia, promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reuniu pesquisadores e representantes de movimentos sociais e institutos de ensino e pesquisa da Amazônia Legal com a finalidade de discutir e propor práticas integradoras que permitam a melhoria da qualidade da saúde na região, a partir de um Plano de Saúde para a Amazônia Legal. Com mais de 150 participantes, o evento foi encerrado na terça-feira, 20/02, com a aprovação de uma carta aberta à ministra da Saúde, Nísia Trindade, e um conjunto de recomendações voltadas à superação dos desafios existentes no território amazônico, que compreende nove estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão).

Na carta, as instituições participantes destacam a importância do momento atual para a implementação de uma agenda transformadora para a Amazônia, no atual governo do presidente Lula. “É consenso histórico, a necessidade de ações e investimentos, na área da saúde na Amazônia, que possibilitem enfrentar os desafios sanitários e socioeconômicos agravados nos últimos anos na região. As ações devem corresponder aos desafios próprios da Amazônia”, inicia a carta.

O documento ressalta também a necessidade de avanços no SUS e demais sistemas de políticas públicas relacionadas às diversidades culturais urbanas, as tenções entre a urbanização, as atividades econômicas desestruturadoras de ecossistemas e a qualidade de vida, a relação saúde e ambiente, entre outras questões, lembrando que a Amazônia Legal corresponde a 61% do território brasileiro, com um contingente demográfico de 21,8 milhões de habitantes – o correspondente a aproximadamente 3% da população brasileira.

“Nesse contexto, desde o primeiro governo Lula, aprofundamos a discussão de um plano de saúde na Amazônia Legal, como uma importante ferramenta para qualificar a questão e resgatar os objetivos das iniciativas anteriores descritas nas várias cartas da Amazônia. Promover a construção e implementação de projetos de empregadores, visando a priorização de questões do SUS. E os desafios secundários a serem enfrentados na região, em resposta às reinvindicações da sociedade amazônica e no sentido do desenvolvimento do sistema não correcionais de saúde do território amazônico em outros territórios cujas características de diversidade não respondem aos padrões de organizações das últimas décadas”, enfatiza a carta.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, ressalta a relevância do seminário no contexto atual da gestão da saúde. “Este é o segundo de uma série de três eventos voltados à discussão de um Plano de Saúde para a Amazônia Legal. Dentro dessa cadeia de movimentos, definimos alguns eixos para discussão e fortalecimento no intuito de reunir propostas mais consolidadas”, afirma. Um dos eixos é o da Educação Permanente, voltado à formação, capacitação, qualificação de profissionais de saúde, desde os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias a gestores em saúde. O outro eixo é o do Fortalecimento da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Stefanie Lopes salienta ainda a relevância da intercessão saúde/ambiente, entendidos como itens que não podem ser dissociados. “Não há saúde humana sem a saúde do ambiente no qual vivemos. Vimos isso muito bem nos últimos cenários da crise climática e precisamos tentar responder como nos prepararmos para este e cenários futuros. Sabemos que a crise climática ainda pode ser mais grave e precisamos nos preparar e preparar os profissionais pra enfrentar os potenciais problemas de saúde e soluções pra saúde da população que vive e vai padecer disso, lembrando que os mais vulnerabilizados vão sofrer mais”, afirmou a diretora da Fiocruz Amazônia.

A chefe de gabinete da Presidência da Fiocruz, Zélia Profeta, destaca que o seminário conseguiu reunir diferentes atores da região para discutir projetos integradores e estratégicos em saúde. “Na primeira etapa do seminário, em Porto Velho, trabalhamos vários diagnósticos da região. Em Manaus, discutimos projetos em algumas áreas especialmente a educação permanente pensando na formação de profissionais da saúde e uma agenda de inovação no que diz respeito aos projetos que envolvam as populações indígenas, complexo econômico e industrial da saúde, bioeconomia e vigilância nas fronteiras”, explica. “Nossa proposta é colocar os amazônidas protagonizando esse processo de elaboração do Plano de Saúde da Amazônia Legal. Definir projetos, verificar como serão financiados para começar a implementar na prática”.

Divididos em dois grupos, os participantes do Seminário Saúde e Meio Ambiente na Amazônia apontaram gargalos e propostas referentes aos eixos Educação Permanente e Fortalecimento de CT&I. No eixo Educação, foram apontados entre outros gargalos, a falta de ambulanchas para atendimento aos ribeirinhos, deficiência da Internet para a conectividade dos alunos, dificuldades de deslocamento dos indígenas e de integração entre gestão de saúde e instituições de ensino superior, principalmente no Amazonas, dificuldade no diálogo com os parentes indígenas por desconhecimento de suas línguas e falta de continuidade no acompanhamento de projetos já desenvolvidos.

Entre as dificuldades destacadas no eixo Fortalecimento de CT&I, estão a falta de alinhamento das ações desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia Brasileira, a falta de incentivo para pesquisa de inovação tecnológica e produtos desenvolvidos, carência de ensino tecnológico, falta de financiamento para desenvolver o conhecimento adquirido pelos pesquisadores e população da região amazônica e de apoio às comunidades da região para acesso aos benefícios do crédito de Carbono, falta de estrutura básica, como energia, internet e água potável para que as tecnologias oferecidas pelo Mundo cheguem até as populações, entraves nas áreas fronteiriças, criminalidade no âmbito da mineração, desmatamento, entre outros.

Os grupos sugeriram como propostas reforço às atividades de pesquisa, de inovação tecnológica e produtos desenvolvidos por órgãos, profissionais e população amazônidas, financiamento para infraestrutura, compra de equipamentos e cursos de pós-graduação e ensino tecnológico e desenvolvimento de empresas, levar energia solar para territórios de difícil acesso, atendimento médico por meio de balsas modeladas para as comunidades ribeirinhas, implantar sistemas de tratamento de água (Salta Z) nas comunidades da região amazônica, realização de feiras de tecnologias para definir investimentos adequados nas localidades, criação de sistema de vigilância epidemiológica e melhorar a comunicação do Ministério da Saúde com os municípios.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Ministério da Saúde prestigia lançamento de livro com resultados do Projeto Manaós no Parque das Tribos

O Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, realizou no último dia 21/02, o lançamento do livro “A Saúde Indígena nas Cidades: Redes de Atenção, Cuidado Tradicional e Intercultural”, desta vez num local simbólico para o estudo: a Maloca do Parque das Tribos, onde a pesquisa teve início, em 2020, com a finalidade de avaliar as condições de saúde da população indígena residente na comunidade, que reúne 35 etnias indígenas da Amazônia, na Zona Oeste de Manaus. O lançamento contou com a presença do assessor especial para Territórios e Periferias do Ministério da Saúde, Valcler Rangel Fernandes. O projeto fez uma análise da capacidade de acesso das famílias indígenas à rede de serviços de saúde da capital, exatamente no período de pico pandêmico da Covid-19, identificando potencialidades e principais agravos de saúde que acometem a população, fortalecendo também o protagonismo indígena naquele território.

O livro traz o relatório final do trabalho e vários estudos e experiências promissoras na produção do cuidado em saúde para o SUS no Brasil, coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública Rodrigo Tobias Lima, do Laboratório de História, Política Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia. De acordo com ele, o Projeto Manaós está encerrando um ciclo de atividades, com um legado de conquistas para a comunidade. “O Projeto Manaós fomentou a auto-organização do coletivo indígena para além dos resultados da pesquisa. Teve uma implicação social, promoveu arranjos, debates, oficinas, resoluções, evidências científicas, com o protagonismo total da comunidade, que junto ao poder público fez surgir uma Unidade Básica de Saúde, Porte 4, sensivelmente e culturalmente diferenciada, talvez a primeira do Brasil com essas características, no local onde antes havia uma tenda para acomodar indígenas com Covid-19”, relatou Rodrigo Tobias.

Segundo o pesquisador, o legado deixado pelo projeto perpassa a capacidade de diálogo da comunidade com o Poder Público. “Hoje, a Semsa Manaus tem canal aberto de diálogo com a comunidade e está disposta a ouvir os indígenas. Construir a USF Parque das Tribos é um passo importante, porém o que dará sentido e significado a essa estrutura será o uso da mesma pelos indígenas, que precisam dizer o que querem desse tipo de serviço”, avaliou Tobias, referindo-se à importância da USF Parque das Tribos para a comunidade e para o Sistema Único de Saúde (SUS) em territórios vulneráveis.

“A unidade se tornará de fato diferenciada quando incorporar as práticas populares, os conhecimentos tradicionais indígenas, tiver um espaço para cultivo de ervas e plantas medicinais. Para os indígenas, a concepção do que é saúde vai além da concepção do homem branco, daí a importância de um espaço de curas para pajés e de cuidado pelas parteiras lá dentro da UBS, por exemplo. Seria algo extremamente inovador e que provoca o SUS nos seus princípios da equidade e da integralidade da atenção à saúde”, explica Tobias.

Para o assessor especial do MS, Valcler Rangel, a experiência vivenciada pelo coletivo indígena do Parque das Tribos é significativa e pode servir de referência para outros territórios. “Saio daqui com a sensação de que encontrei um lugar onde podemos realizar parcerias. Estou em busca desses locais, onde haja um amadurecimento maior da relação sociedade civil e poder público, no tocante à saúde”, explicou. Ele avaliou que, no Parque das Tribos, existe uma composição entre Poder Público, sociedade civil e academia que não é fácil de se encontrar em outros territórios. “Saio daqui com mais otimismo. As questões aqui mencionadas fazem parte do enriquecimento deste território, cuja ancestralidade se expressa na possibilidade de mobilização dessa comunidade em torno de causas muito concretas, em especial a saúde”, observou.

Valcler Rangel lembrou também a importância da pesquisa científica para o território, referindo-se ao Projeto Manaós. “Não é uma pesquisa de bancada de laboratório, não desvalorizando as pesquisas de bancada, mas uma pesquisa que fazemos num número menor de vezes e para a qual precisamos adquirir muita experiência com a participação social, olhando para os problemas na materialização das desigualdades nesses territórios de periferia. Aqui estamos numa periferia que tem uma população indígena urbana, que muitas vezes fica no limbo”, salientou.

O lançamento contou com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVSRCP-AM), Fiocruz Brasília e lideranças indígenas da comunidade, entre as quais Ismael Munduruku. “Deus escolheu o Parque das Tribos e tem enviado pessoas para ajudar a nossa comunidade. Isso é muito bom. Temos nossos dias de paz e de guerra e vivemos muitas guerras para que essa comunidade estivesse aqui estabelecida. Essa maloca é um lugar de paz, agradecer a todos por todas as conquistas, especialmente a todos os moradores e lideranças de nossa comunidade porque foi lutando juntos que conseguimos muitas conquistas. O Parque das Tribos está de porta abertas para todos que quiserem ajudar e somar, avançar até que as boas novas alcancem todos os parentes da cidade de Manaus, todos os indígenas que conhecemos vivendo em lugar insalubres, marginalizados”, afirmou Ismael. Após o lançamento, a comitiva fez uma visita às instalações da USF Parque das Tribos, para conhecer a estrutura da unidade.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia recebe evento sobre Política de Equidade, Inclusão e Ações Afirmativas

Representantes da Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), da Presidência da Fiocruz, estiveram na manhã desta quarta-feira, 21/02, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus, para uma roda de conversa com os colaboradores da unidade sobre temas e ações relacionadas às questões do enfrentamento ao racismo, capacitismo, machismo, misoginia, xenofobia, LGBTQIfobia e diferentes formas de violências de gênero, com indicações de estratégias de divulgação a serem adotadas.

A coordenadora da Cedipa, Hilda da Silva Gomes, acompanhada da assistente social Roseli Rocha, responsável pelo eixo de Enfrentamento ao Racismo Institucional, à Xenofobia, Preconceitos e Discriminações contra Descendentes dos Povos Originários, foram recebidas pela pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, Rita Bacuri, e o vice-diretora de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné. Na plateia, juntamente com servidores e colaboradores, a presença da socióloga Olga D’arc, servidora aposentada da Fiocruz, que contribuiu com seu relato pessoal enquanto mulher negra e ativista. “Todos puderam tirar dúvidas e opinar sobre o tema”, explica Rita Bacuri, que representa a Fiocruz Amazônia no Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz nacional.

A Cedipa foi criada, em março de 2023, com o objetivo de implementar ações que assegurem a efetivação das políticas institucionais da Fiocruz para equidade, diversidade, inclusão e políticas afirmativas, reconhecendo a pluralidade da instituição como um valor.  As linhas de ação da Cedipa estão pautadas num trabalho que potencialize e fortaleça as dimensões presentes nos enfrentamentos às diferentes violências de gênero e violações que comprometam o direito à vida das pessoas.

“Estamos aqui, com muito prazer, para conhecer o trabalho realizado pela Fiocruz Amazônia e, sobretudo, reforçar a importância e a necessidade de trabalharmos com o ideal das políticas afirmativas como um grande escopo em que favorecemos a visibilidade e a representatividade das pessoas e, principalmente, no olhar da diversidade, entender que as competências, os objetivos e todo o nosso trabalho reflete para a sociedade. Somos uma instituição pública, de saúde, e precisamos tornar mais efetivas nossas políticas públicas para que se reflitam em ações mais assertivas para a sociedade brasileira”, enfatizou Hilda Gomes.

Presente à roda de conversa, o servidor Rodrigo Daniel Liberalino, que exerce o cargo de técnico em Saúde Pública, considerou a oportunidade como um momento proveitoso para tirar dúvidas sobre a questão das cotas indígenas, porque muitas pessoas têm descendência no Amazonas e enfrentam barreiras de participação de processos seletivos e concursos. “O encontro foi muito bom, serviu para aclarar questões e futuramente poderemos ter outros que abordem pontos como as oportunidades de acesso para pessoas transexuais, que considero muito importante nessa discussão”, pontuou Rodrigo.

ALTO SOLIMÕES

Rita Bacuri lembra que desde o ano passado, a Fiocruz Amazônia possui uma comissão pró-equidade de gênero e raça formada por representantes de cada setor de atuação da unidade.  “Importante ressaltar que tanto a Acessibilidade quanto a Pró-Equidade de Gênero e Raça são políticas consolidadas dentro da Fiocruz, cabendo a Cedipa reforçar esse compromisso em todas as unidades, garantindo, por exemplo, a inclusão de percentual dessas populações especificas (negros, indígenas, pessoas trans, entre outros) a oportunidades de acesso a cursos de Mestrado e Doutorado”, pontua Bacuri, mencionando como um dos avanços recentes o curso de Mestrado em Saúde Coletiva, oferecido atualmente pela Fiocruz Amazônia, na cidade de Tabatinga, no Alto Solimões, exclusivo para indígenas da região. Segundo Rita, a intenção da comissão local é realizar um minicurso sobre equidade de gênero e raça para servidores e colaboradores não só da Fiocruz Amazônia como também de instituições parceiras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: TK Prado/Gabinete

Fiocruz Amazônia apresenta estudo sobre esporotricose em audiência pública sobre a doença

A pesquisa que busca identificar o fungo do gênero Sporothrix, que vem causando esporotricose em animais e humanos, no Amazonas, coordenada pela micologista Ani Beatriz Jackish Matsuura, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi apresentada durante uma audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na última segunda-feira, 19/2. O estudo é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e CNPQ.

Intitulada “Estudo ecoepidemiológico da esporotricose humana e animal no Amazonas”, a pesquisa coordenada por Ani Beatriz pretende obter respostas para alguns questionamentos, que irão auxiliar no combate a enfermidade. De janeiro a outubro de 2023, foram registrados 547 casos, dos quais 403 foram confirmados para a doença em humanos. Em 2022, foram 251 notificações, sendo 245 em humanos. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), representada na audiência.

“A nossa pesquisa está iniciando e esperamos nos próximos meses termos as respostas para alguns questionamentos, como por exemplo, é só o Sporothrix brasiliensis que está envolvido nos casos registrados no Amazonas ou existem outras espécies envolvidas, como o Sporothrix schenckii ou Sporothix globosa, paracitar alguns”, pontua. Segundo a pesquisadora, não se sabe se a doença ocorre apenas por via zoonótica e se o fungo é o mesmo que ocorre em outras regiões do país.

“A identificação dos fungos é necessária para entender o comportamento da doença e as suas características, uma vez que o Sporothrix brasiliensis é altamente virulento, enquanto o Sporothrix schenkii causa uma doença subcutânea, crônica e mais benigna. Já o fungo Sporothrix globosa causa lesões cutâneas mais fixas”, explica. De acordo com Ani Matsuura, a conclusão do trabalho está prevista para maio de 2025.

Os estudos contam com a parceria da FVS-RCP, Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus) e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-AM), que vem fazendo o isolamento dos fungos para análise. Entre as atividades previstas para serem desenvolvidas na pesquisa estão visitas aos domicílios dos acometidos por esporotricose, coleta para a análise da poeira domiciliar, solo, madeiras com arranhaduras de gatos, além do sequenciamento do DNA do fungo.

“A Fiocruz integra o Grupo de Trabalho que vem atuando no enfrentamento à esporotricose animal e humana, e nossa contribuição está voltada à parte da pesquisa, para conhecermos este fungo, enquanto as demais instituições atuam em outras frentes, como na contenção, por exemplo”, destaca.

REUNIÃO

A Audiência Pública foi promovida pela Comissão de Proteção aos Animais, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da ALEAM. O evento também contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Ministério da Saúde; Fundação Alfredo da Matta, Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM), além de organizações não-governamentais de proteção aos animais.

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Texto – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Fotos – Divulgação / Aleam

Fiocruz Amazônia abre processo seletivo para bolsa de Pós-Doutorado Estratégico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu início, nesta quarta-feira, 21/02, às inscrições ao processo seletivo simplificado para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A Chamada Pública, número 004/2024, pode ser acessada pelo link https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42162. O objetivo é o de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Caso o programa disponha de novas cotas de bolsas da mesma natureza, a critério da Coordenação, elas poderão ser redirecionadas para a seleção.

As Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação podem ser acessadas através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652. Para se inscrever, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício, brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil e empregado em instituições públicas de Ensino Superior ou Pesquisa ou no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que se mantenha afastado das atividades na instituição de vínculo, com afastamento publicado no DOU, e o vínculo do bolsista não seja com o ILMD/Fiocruz Amazônia. Vínculo empregatício de até 20 horas semanais e estágios são permitidos. As inscrições são gratuitas.

Podem se inscrever os candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorado. A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 05/04/2024 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br. Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

Fiocruz Amazônia inicia matrícula dos classificados ao Mestrado do PPGBIO-Interação na próxima segunda-feira, 19/02

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), informa que os candidatos classificados no Processo Seletivo/2023 para o Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PGBIO- Interação) devem apresentar a documentação necessária, a partir da próxima segunda-feira, 19/02, para efetivação da matrícula institucional para ingresso no primeiro semestre de 2024.

De acordo com a Chamada Pública 002/2024 (https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031), as matrículas serão efetivadas entre os dias 19/02 e 23/02/2024, por meio do envio de documentação ao endereço eletrônico acesso.fiocruz.br. A documentação deverá ser digitalizada em formato PDF.

Confira aqui a convocatória.

As etapas seguintes serão: análise dos documentos dos candidatos (24 a 26/02/2024); convocação de candidatos suplentes para matrícula (26/02/2024); análise dos documentos dos candidatos suplentes (27/02 a 01/03/2024); e publicação da lista de matriculados (04/03/2024). As aulas terão início no dia 7/03/2024.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial. O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro. Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado

Fiocruz Amazônia inicia matrícula dos classificados ao Doutorado do PPGBIO-Interação na próxima segunda-feira, 19/02

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazõnia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), informa que os candidatos classificados no Processo Seletivo/2023 para o Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PGBIO- Interação) devem apresentar a documentação necessária, a partir da próxima segunda-feira, 19/02, para efetivação da matrícula institucional para ingresso no primeiro semestre de 2024.

De acordo com a Chamada Pública 003/2024 (https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031), as matrículas serão efetivadas entre os dias 19/02 e 23/02/2024, por meio do envio de documentação ao endereço eletrônico acesso.fiocruz.br. A documentação deverá ser digitalizada em formato PDF.

Confira aqui a convocatória.

As etapas seguintes serão: análise dos documentos dos candidatos (24 a 26/02/2024); convocação de candidatos suplentes para matrícula (26/02/2024); análise dos documentos dos candidatos suplentes (27/02 a 01/03/2024); e publicação da lista de matriculados (04/03/2024). As aulas terão início no dia 7/03/2024.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

PPGBIO-Interação abre inscrições com oferta de vagas para aluno especial

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VEPEIC), estará com inscrições abertas, a partir desta quinta-feira, 15/02, para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o primeiro semestre de 2024. As inscrições ocorrem até a próxima quarta-feira, 21/2.

Confira aqui o edital

A inscrições podem ser feitas por alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz; alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu. O candidato só poderá se inscrever em apenas uma das cinco categorias oferecidas.

A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 23 a 27 de fevereiro de 2024. A divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 8/03/2024, na Plataforma SIGA no endereço eletrônico https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 e no site do ILMD https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031. As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia, localizado na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Editais do Programa Pró-Infra, da Finep, são apresentados à Fiocruz Amazônia

Com R$ 1,2 bilhão em recursos não-reembolsáveis do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT), disponíveis para investir em projetos voltados à saúde, mobilidade sustentável, resíduos urbanos industriais, mobilidade aérea, energias renováveis, tecnologias digitais, entre outras áreas, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), realizou nesta quinta-feira, 8/2, uma apresentação dos editais do Programa Pró-Infra, lançados em dezembro do ano passado, aos pesquisadores e diretores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) Fiocruz Amazônia, na sede da instituição, no bairro Adrianópolis, zona CentroSul.

A exposição e dissolução de dúvidas sobre os três editais – Pró- Infra Expansão 2023, Pró-Infra Recuperação e Pró-Infra Temático – foram realizadas pelo gerente regional da Finep, Rodrigo de Lima.

“A proposta destas apresentações é a de esclarecer todas as dúvidas existentes, quanto a alguns detalhes dos editais, assegurando assim mais tranquilidade aos pesquisadores e às fundações de apoio, submetendo para análise uma proposta mais estruturada e com grandes chances de aprovação”, comentou Rodrigo.

De acordo com ele, a Finep vem fazendo uma série de visitas às instituições, de ensino e pesquisa por todo o país, interessadas em participar dos editais, dando atenção a todas as regiões. O escritório para a região Norte, com sede em Belém (PA), opera desde 2018, atendendo todos os Estados nortistas.

Além da Fiocruz Amazônia, outras instituições de ensino e pesquisa, situadas em Manaus também já foram visitadas, para apresentar os editais do Programa Pró-Infra. O recebimento das propostas iniciou neste mês de fevereiro e vai até abril de 2024.

“Esperamos que todas as instituições apresentem bons projetos, gostaríamos de apoiar todas elas, mas os melhores projetos deverão ser aprovados. A Finep tem uma perspectiva crescente de ter recursos. Em 2023, com o descontingenciamento em leis do FMDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), tivemos o recorde de aplicação de recursos, foram R$ 10 bilhões aplicados em tecnologia e inovação e a gente tem uma perspectiva de aumentar isso em 2024. Temos uma expectativa de aplicação crescente de recursos nos próximos anos”, observou.

IDEIAS

A diretora ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, acompanhou a apresentação e as explanações feitas por Rodrigo de Lima considerando-as muito importantes por mostrarem a gama e diversidade de editais que estão abertos pela financiadora, sendo alguns deles novos e que podem ser uma oportunidade para a Fiocruz Amazônia se associar a empresas privadas, ampliando o conjunto de atividades e algumas prestações de serviço, que a instituição já possui habilidade de oferecer.

“Foi um brainstorm muito importante de como captar mais recursos para continuar desenvolvendo pesquisas em prol da sociedade. A nossa expectativa é a de poder apresentar propostas para alguns dos editais que estão abertos, em especial aqueles voltados para a saúde, e construir novas redes de colaboração”, pontuou Stefanie.

Conforme a diretora da Fiocruz Amazônia, a instituição vem obtendo sucesso na aprovação dos editais apresentados à Finep, em especial nos específicos voltados para a Amazônia.

“A Finep é responsável pelo incremento ao nosso parque tecnológico, bastante contundente”, concluiu.

PROPOSTAS

O edital Pró-infra Expansão 2023 tem por objetivo fomentar a pesquisa no país, por meio da compra de equipamentos e sua modernização, aumentando a capacitação dos parques brasileiros, tornando-os equiparáveis aos grandes centros do mundo. Serão R$ 500 milhões de recursos não-reembolsáveis. São elegíveis entidades (universidades e empresas) públicas e privadas que poderão encaminhar de um a 5 subprojetos. O valor financiado, por projeto, dependerá do número de doutores da entidade Mais de 3 mil, R$ 25 milhões. Até 300, R$ 5 milhões.

A chamada Pró-infra Recupera destina-se à recuperação e atualização de infraestruturas de pesquisa, de modo a criar um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro com qualidade internacionalmente reconhecida, bem como aumentar a competitividade do país em diversas áreas de conhecimento.

Serão R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis do FNDCT. No mínimo 30% desses recursos serão aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, desde que haja projetos destas instituições considerados meritórios, conforme os critérios estabelecidos no edital. São elegíveis Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) que poderão apresentar até cinco projetos.

A chamada pública Finep/MCTI Centros Temáticos traz uma novidade, com a proposta de fortalecer Centros de Pesquisa Científica e Tecnológica, aliando o financiamento à implantação e melhoria de sua infraestrutura a projetos de pesquisa que necessitem dela para seu desenvolvimento, em cinco áreas temáticas: transição energética, transição ecológica, transformação digital, saúde e defesa. O edital busca ainda fomentar a cooperação entre grupos de pesquisa e proporcionar condições para o crescimento e a consolidação da pesquisa científica e tecnológica nas regiões onde se localizem.

Todos os editais pretendem, ainda, criar uma cooperação entre os Centros de Infraestrutura de Pesquisa Científica e Tecnológica e as Fundações de Amparo à Pesquisa (Faps), de forma a garantir a sustentabilidade e a operacionalidade dos laboratórios, por meio do custeio da manutenção de equipamentos, da solução de problemas e desafios impostos pela própria atividade.

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Texto – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia) Assessoria Finep

Fotos – Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Fiocruz Amazônia apresenta proposta de projeto à Semsa Manaus voltado às populações da zona ribeirinha

Um projeto de pesquisa na área de saúde básica, voltado aos moradores dos territórios ribeirinhos de Manaus, foi o tema da pauta debatida durante visita realizada nesta terça-feira, 6/2, à tarde, por uma comitiva liderada pela diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, à secretária municipal de Saúde, Shadia Fraxe, na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul.

Acompanhada dos vice-diretores de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri; de Gestão e Desenvolvimento Educacional, Aldemir Maquiné; e de Ensino, Rosana Parente; além do chefe do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (Sagespi), o pesquisador Fernando Herkrath, a diretora da Fiocruz Amazônia apresentou a proposta de um convênio, para a execução do projeto, via Prefeitura de Manaus, por meio da Semsa.

“A nossa proposta é trabalhar a Atenção Básica junto aos moradores dos territórios ribeirinhos, tanto do rio Negro quanto do rio Solimões, e estamos alinhando esta parceria com a Semsa, para a execução de uma emenda parlamentar do senador Eduardo Braga, destinada para a saúde em Manaus”, destaca Stefanie.

O projeto, via convênio entre a Fiocruz Amazônia e a Semsa, conforme a diretora, a princípio irá verificar os fatores de riscos das populações ribeirinhas para doenças cardiovasculares. Entre as ações a serem executadas estão previstas uma pesquisa com pessoas maiores de 18 anos, aferição de glicemia e de pressão, preenchimento de um questionário para auxiliar nos dados de verificação da saúde desses moradores para doenças crônicas.

“Sabe-se que há um adoecimento por doenças crônicas, um aumento de doenças crônicas também nas populações ribeirinhas, que também mudaram os seus hábitos de vida consumindo mais industrializados, e não mais produtos de subsistência da região, como pescados e mandioca, por exemplo. Então essa mudança de hábitos também acelera o desenvolvimento de doenças”, explica Stefanie Lopes, além de chamar a atenção para o fato de que outros levantamentos deverão ser realizados nestas áreas, a exemplo da qualidade de água e de doenças infecciosas nessas populações.

Segundo Stefanie, o ILMD/Fiocruz Amazônia também pretende oferecer capacitação aos profissionais de saúde da atenção primária destas localidades. “Essa proposta é muito bem-vinda, porque mostra o compromisso da Fiocruz Amazônia com a pesquisa, com o atendimento e o cuidado para com os nossos ribeirinhos”, observa a titular da Semsa Manaus, Shadia Fraxe.

REFERÊNCIA

A parceria entre a Fiocruz Amazônia e a Semsa, na área da Atenção Báscia, já se dá por meio do Projeto Comunitário de Saúde Santa Maria, desenvolvido pelo Laboratório Sagespi. Realizado na comunidade ribeirinha Santa Maria, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, a 57 quilômetros da área urbana de Manaus, o projeto tem por objetivo promover a construção coletiva de políticas públicas de saúde, por meio de tecnologias sociais.

Em novembro de 2023, os resultados das etapas iniciais das ações voltadas para a promoção da saúde na comunidade ribeirinha foram apresentados no salão Canoas, pelos próprios ribeirinhos, que foram responsáveis pelo levantamento histórico e o mapeamento georreferenciado do território, além de terem sido elencadas as prioridades em saúde, que fizeram parte da fase inicial do estudo. Nas próximas etapas será desenvolvido um plano de ação conjunto, que envolverá discussão e tomada de decisões conjuntas entre comunidade e os diversos atores que atuam na localidade, incluindo os gestores e profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família Fluvial. O projeto está previsto para encerrar em julho de 2024.

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Texto – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Fotos – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Stefanie Lopes é empossada diretora da Fiocruz Amazônia

A pesquisadora Stefanie Costa Pinto Lopes foi empossada no cargo de diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) Fiocruz Amazônia nesta quarta-feira, 7/2, em uma cerimônia realizada no salão Canoas, na sede da instituição, localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus, e que contou com a presença de várias autoridades das áreas de educação, pesquisa, tecnologia e saúde, que atuam no Estado.

A cerimônia também marcou a posse dos novos vice-diretores do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele Rocha de Araújo El Kadri (Pesquisa e Inovação), Aldemir Lima Maquiné (Gestão e Desenvolvimento Educacional) e Rosana Cristina Pereira Parente (Ensino, Informação e Comunicação), que juntamente com Stefanie estarão no comando da instituição no biênio (2023-2025).

Representando o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, participou do evento de forma remota, para empossar a nova diretoria da Fiocruz Amazônia. Na ocasião, Cristiani parabenizou a nova diretora da Fiocruz Amazônia, e sua equipe, além de desejar sucesso no comando da instituição.

Juntamente com Stefanie, compuseram a mesa da solenidade, o secretário executivo da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-AM), Jeibi Medeiros; a diretora presidente da Fundação Hospitalar e Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam), Socorro Sampaio; o diretor-presidente do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM), Renato Marinho; a diretora de Atenção Primária, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Sonja Farias; a secretária executiva adjunta de Políticas de Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Carla Benvenuto; a assessora técnica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Maria Fulgência Costa;  a chefe do departamento de Pós-graduação, da Fundação de Medicina Tropical Drº Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Katia Santana Cruz; a secretária de Saúde do município de Presidente Figueiredo, e também vice-presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Mariane Abreu;  a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Adriana Malheiros;  a coordenadora de Pós-Graduação Stricto Sensu, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Patrícia Melchionna; e a líder indígena, Vanda Witoto.

Apoio

Bastante emocionada, em seu discurso de posse, Stefanie agradeceu a todos os presentes, tanto presencial quanto virtualmente, e que de alguma forma contribuíram para o processo eleitoral, que resultou na sua eleição, bem como no início de sua gestão à frente da Fiocruz Amazônia.

“Estendo este agradecimento a todos os colaboradores do ILMD/Fiocruz Amazônia que têm me apoiado desde o início e fazem esta instituição ser o que é. Espero devolver a confiança em mim depositada com muito trabalho e dedicação à instituição”, pontuou Stefanie, que também destacou os desafios em dar continuidade à expansão de todas as atividades, projetos e parcerias desenvolvidos pelo ILMD.

“Ao longo de seus 30 anos, o ILMD/Fiocruz Amazônia vem contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação na área da saúde na Amazônia, na formação e qualificação de pessoas para atuarem no SUS e na área de CT&I, no suporte técnico e especializado aos serviços de saúde e na proposição e implementação de políticas públicas aplicadas à realidade regional. Hoje, eu, Michele, Rosana e Maquiné temos o desafio de ir além”, destacou.

O início de um novo ciclo, com as comemorações dos 30 anos de criação da Fiocruz Amazônia, que serão celebrados neste ano, também fizeram parte do discurso de posse da nova diretora, que conclamou os parceiros presentes a se mobilizarem com a captação de recurso para a construção da nova sede da instituição, na zona Centro-Oeste de Manaus, em um terreno cedido pelo Comando Militar da Amazônia (CMA).

“Revelo que nosso anseio é ter esta obra iniciada durante esta gestão, para que em breve possamos ocupar uma área planejada e adequada para o desenvolvimento de nossas atividades. Teremos uma estrutura de 14 mil metros quadrados em prol do desenvolvimento científico e tecnológico regional e da formação e qualificação de pessoas”, salientou.

Texto – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Fotos – Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Fiocruz Amazônia prestigia inauguração da Unidade de Saúde da Família Parque das Tribos

A Fiocruz Amazônia marcou presença na solenidade de inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) Parque das Tribos, entregue na manhã desta quarta-feira, 31/1, na comunidade indígena Parque das Tribos, na zona Oeste. A unidade de saúde é a segunda de porte 4 construída pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Com um total de 1,2 mil metros de área construída, e capacidade para realizar até 24 mil procedimentos por mês, a USF Parque das Tribos é símbolo de conquista para a população de aproximadamente 4 mil pessoas das 35 etnias indígenas que residem no bairro com a maior concentração indígena da área urbana de Manaus.

A entrega da unidade de saúde marcou também o encerramento das atividades do Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pelo Laboratório de História, Politicas Públicas e Saúde na Amazônia  (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública Rodrigo Tobias, presente à inauguração juntamente com a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

“Além de ser de porte 4, a unidade de saúde é a primeira que será culturalmente diferenciada do Brasil. Simbolicamente, a inauguração aconteceu no dia que finalizamos oficialmente o Projeto Manaós. O Manaós auxiliou e promoveu no empoderamento da associação de moradores e indígenas do Parque das Tribos, que culminou na autoorganização e protagonismo nas bandeiras de luta na saúde”, explica Rodrigo Tobias.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou características importantes da USF do Parque das Tribos que perpassam os objetivos do Projeto Manaós. “O projeto desenvolvido junto à comunidade teve implicações sociais de peso, como a criação da Associação Indígena dos Moradores do Parque das Tribos, a formação de Agentes Indígenas de Saúde no contexto urbano, formação de médicos, enfermeiros e técnicos na expectativa da interculturalidade e consonância com a política nacional de incorporação da medicina indígena no SUS”, ponderou Stefanie.

O prédio conta com dois pisos e 54 ambientes equipados para os atendimentos básicos de saúde. Na unidade, serão oferecidas consultas médicas em clínica, de enfermagem e odontológicas, exames laboratoriais, ultrassonografia, exames específicos como preventivo de câncer de colo de útero, teste do pezinho, testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites virais, dispensação de medicamentos, inclusive antibióticos e outros de controle especial. A USF funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e o acesso aos serviços oferecidos será por meio de agendamento realizado presencialmente.

A unidade contará com espaço dedicado à implantação de uma horta medicinal pelos indígenas. Por sua localização, em território de grande concentração indígena, a unidade terá ainda uma equipe de agentes indígenas de saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia. por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz avalia o excesso de mortes maternas durante os dois primeiros anos da epidemia de Covid-19 no Brasil

Estudo liderado pela Fiocruz atualiza e amplia avaliação sobre o impacto da pandemia de Covid-19 na mortalidade materna no Brasil. O epidemiologista Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e pesquisadores ligados ao Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde(CIDACS), do Instituto Gonçalo Moniz/Fiocruz Bahia, a universidades brasileiras e dos Estados Unidos e da Colômbia mostraram que houve forte aumento no excesso de mortes durante os dois primeiros anos de epidemia, independentemente da região e ano de avaliação.

Durante os dois primeiros anos de epidemia, o excesso de mortes maternas foi de 69% no Brasil, com 39% no primeiro ano e 100% de aumento no segundo ano. No primeiro ano de epidemia, o impacto foi maior nas regiões Nordeste e Norte, com 55% e 56% de mortes maternas excedentes, respectivamente. Por outro lado, no segundo ano, houve um desproporcional impacto nas regiões Centro-oeste e Sul, alcançando 123% e 203% de mortes maternas excedentes, respectivamente. Nas mulheres com idades entre 35 e 49 anos da região sul observou-se um padrão explosivo, com 413% de excesso de mortes, durante o quadrimestre de março a junho de 2021.

O estudo usou dados oficiais de mortalidade do Ministério da Saúde. “A esta altura da pandemia, não parece razoável duvidar dos impactos diretos da epidemia sobre a mortalidade por Covid-19 no Brasil, pois só nos dois primeiros anos foram contabilizadas cerca de 650 mil mortes pela doença, um número assustador e que comprova a negligência no seu enfrentamento. No entanto, pouco se sabia sobre os efeitos indiretos da epidemia de Covid-19 e nosso estudo mostrou um grave impacto sobre as mortes maternas, forte o suficiente para comprometer as metas do Brasil relativas à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Uma pena, mas que fique de aprendizado sanitário e humanitário, pois esta não foi a primeira e nem será a última pandemia que enfrentamos”, explica Orellana, que coordena o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi) da Fiocruz Amazônia.

No artigo intitulado “Impact of the COVID-19 pandemic on excess maternal deaths in Brazil: A two-year assessment” (“Impacto da pandemia de COVID-19 sobre o excesso de mortes maternas no Brasil: uma avaliação dos dois primeiros anos), os cientistas argumentam sobre essa relação e apresentam dados da mais abrangente avaliação sobre o impacto da pandemia de COVID-19 sobre o excesso de mortes maternas no Brasil. Os autores concluíram que houve forte excesso de mortes maternas no Brasil, especialmente no segundo ano da pandemia e no quadrimestre de março a junho de 2021, momento de inédita e rápida disseminação da variante Gama (P1) e quando muitos, equivocadamente, acreditavam que a epidemia estava se esgotando no país. O trabalho foi aceito para publicação no periódico Plos One.

“Como estamos falando de mortes evitáveis, mediante o adequado acompanhamento da gestação e do parto, aumentos fortes e até explosivos como mostrados em nosso estudo, mostram o quão precário foi o gerenciamento da epidemia no Brasil e a urgente necessidade de aperfeiçoamento das políticas de saúde materno-infantil, sobretudo durante crises sanitária”, pondera o epidemiologista.

Manicoré recebe produtos de comunicação do Projeto Amazônia Solidária

O Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Fiocruz Amazônia, realizou a entrega dos produtos de comunicação resultantes das oficinas de educação e comunicação em saúde, na comunidade de Nossa Senhora de Nazaré do Capananzinho, município de Manicoré, a 332 quilômetros de Manaus. Equipes de Saúde da Familia do município e representantes das comunidades receberam os kits contendo as peças produzidas pelos próprios comunitários, como Bingo e Cartilha da Vacinação, além de outros materiais repassados à Secretaria de Saúde do município, como cartazes, folderes e jogo da memória. A entrega foi feita pelo coordenador do projeto, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, que esteve no município para participar de uma oficina de formação para trabalhadores da saúde ribeirinhos.

“Foi emocionante poder realizar essa devolutiva ao município, com um material que servirá como modelo para outras equipes de Saúde da Família e apoiará o trabalho da coordenação local do Programa Nacional de Imunização, com resultados importantes para a cobertura vacinal do município. Foi um momento bem significativo fazer essa devolutiva”, comentou Schweickardt, destacando a importância de poder devolver para a comunidade aquilo que ela produziu. “A oficina de formação reuniu cerca de 85 pessoas com o objetivo de elaborar propostas para o trabalho na saúde ribeirinha de Manicoré e os produtos entregues serviram de referência para pensar em outros peças que possam ser discutidas apostando na criatividade da comunidade”, destacou o pesquisador.

Para a secretária de Saúde de Manicoré, Adriana Moreira, o Projeto Amazônia Solidária conseguiu envolver as comunidades ribeirinhas na construção dos materiais, possibilitando a troca de conhecimentos. “Dessa forma, a população se apropria desse tema tão importante que é a vacinação”, comentou, ressaltando a importância da Fiocruz Amazônia nesse processo. “A Fiocruz Amazônia tem acompanhado a gestão municipal do interior do Amazonas como um todo, ao longo desses anos, permitindo um acúmulo de conhecimento sobre o fazer saúde na Amazônia Brasileira e apoiando os trabalhadores e a gestão municipal da Saúde na superação dos desafios, que não são poucos”, assegurou Adriana.

No último dia 24/01, o Projeto Amazônia Solidária fez a devolutiva à comunidade Nova Jerusalém, no município de Rio Preto da Eva, na Região Metropolitana de Manaus. Lá, o material foi entregue na Unidade Básica de Saúde (UBS) Paulo Alves de Souza, com a presença das crianças que tiveram uma participação efetiva no processo de elaboração das peças. Além de Rio Preto da Eva e Manicoré, já foi realizada entrega na comunidade Nova Canaã, zona rural de Manaus. Ao todo, 17 municípios foram contemplados pelo projeto, desenvolvido com parceria da NPI Expand, SITAWI Finanças para o Bem, Fiotec e Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC).

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia  distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Doutorado em Saúde Pública na Amazônia realiza reunião do colegiado para autoavaliação e elege nova coordenação para o quadriênio 2024-2028

O Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), reuniu o colegiado formado por docentes, discentes e corpo técnico, nesta terça-feira, 23/01, na sede da Escola Superior de Ciências da Saúde, da UEA, para a realização do 2º Encontro de Autoavaliação e Planejamento Estratégico. Na oportunidade, foi eleita a nova coordenação do programa, formada agora pelos professores-doutores Júlio César Schweickardt, da Fiocruz Amazônia; Tiótrefes Gomes Fernandes, da UFAM, e Sâmia Miguez, da UEA. O encontro teve como objetivo também avaliar o desempenho do DASPAM, nos seus primeiros quatro anos de atuação, com a apresentação de um diagnóstico situacional baseado nas fichas de avaliação da CAPES, pelo professor doutor João Simão de Melo Neto, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Sociedade, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e a discussão sobre os desafios e ações estratégicas a serem adotadas para o próximo quadriênio.

Na oportunidade, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, que atuou como coordenadora do DASPAM de 2021 a 2024, apresentou um relatório de gestão com os avanços obtidos pela primeira coordenação do curso, que contabiliza atualmente 32 alunos matriculados, três processos seletivos realizados e uma expressiva produção acadêmica (231 artigos), apresentações de trabalhos em congressos (20) e artigos publicados em periódicos (19). O relatório apresentou ainda o volume de recursos captados junto a agências de fomento para ofertas de bolsas e outras atividades de rotina do programa (R$ 167,5 mil), oferta de disciplinas para a terceira turma (sete disciplinas ofertadas, o equivalente a 225 horas/aula ministradas), total de bolsistas (16), número de demandas atendidas (90) e de estudantes apoiados para ida a congressos com apresentação de trabalhos (11) e deslocamentos para pesquisa de campo (5).

Presente ao encontro, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, deu as boas-vindas à nova coordenação e destacou a importância das reuniões de autoavaliação e planejamento para o processo de consolidação do curso. “No ano passado, ocorreu reunião de avaliação e planejamento, mais focada em pesquisa, e agora estamos aqui cientes da importância das três instituições se juntarem para formar pessoas para trabalharem em Saúde Pública na Amazônia. Essa união é o primeiro ponto que o programa traz como uma fortaleza, depois a necessidade de formar uma nova geração de sanitaristas, profissão que recentemente foi regulamentada pelo Ministério do Trabalho”, afirmou Stefanie. Segundo ela, o encontro é uma oportunidade importante porque está um novo quadriênio está começando e o programa precisa ser avaliado e melhorado. “Esse é um processo constante que precisa ser feito por todos, discentes e docentes, das três instituições”, afirmou.

A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, pontuou o compromisso dos cursos em identificar potencialidades e fragilidades para obtenção de um conceito maior junto à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação. “O encontro sinaliza os primeiros passos que deverão ser dados pela nova coordenação, do ponto de vista da gestão pedagógica do curso. Como nosso objetivo é subir de conceito, faz-se necessário agora trabalhar as fragilidades, lembrando sempre de agradecer à coordenação que finaliza seu mandato pela disponibilidade e dedicação ao processo de implantação do programa. Que façamos desse momento um momento para crescimento e interação docente/discente, para que possamos deixar o DASPAM o mais sedimentado possível”, afirmou Rosana Parente.

Novo coordenador do DASPAM, o pesquisador em Saúde Pública Júlio Schweickardt, afirma que a expectativa da nova gestão é a de que o DASPAM se torne referência em Saúde Coletiva na Amazônia. “Queremos buscar uma excelência na formação de doutores e uma formação de qualidade, para que, de fato, possamos contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS), com o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia na Amazônia e interferir nas políticas públicas. Esperamos qualificar o programa de modo com que ele possa estar contribuindo nessas áreas, buscando sempre dar mais visibilidade ao programa em toda a região amazônica e no Mundo, bem como uma relação dialógica e humanizada entre docentes e discentes para que possamos ter um ambiente de trabalho, de estudo, publicação e formação respeitoso e igualitário, reforçando como parte dos princípios que precisamos defender”, comentou Schweickardt.

O diagnóstico situacional do programa orienta a coordenação a repensar as linhas de pesquisa, bem como checar se todos os docentes permanentes ministram as disciplinas, realizam atividade de orientação e apresentam projetos registrados na Plataforma Sucupira e no Lattes vinculado ao DASPAM. O professor doutor João Simão de Melo Neto, pesquisador visitante do programa e responsável pelo diagnóstico, apontou a necessidade de discussão acerca do desequilíbrio da produção/pontuação científica/posição de destaque, abertura de vagas para orientação e reforço da produção discente junto aos docentes.

LINHAS DE PESQUISA

São duas as linhas de pesquisa do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia: “Dinâmica, Diagnóstico, Cuidado Clínico e Controle de Doenças Infecciosas Endêmicas na Amazônia” e “Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia”. O egresso deve estar habilitado a planejar e desenvolver estudos em doenças endêmicas utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da epidemiologia, biologia parasitária e vetorial, ciências sociais e geografias aplicadas à saúde e outras áreas conexas; produzir conhecimentos e informações sobre organização, produção e consumo de serviços de saúde, com ênfase em estudos de acessibilidade por populações vulneráveis e/ou residentes em regiões remotas e suas interfaces com especificidades regionais e com os modelos de proteção social; contribuir em processos participativos voltados para planejamento, implantação e avaliação de planos, programas e práticas de saúde, oriundas dos diversos níveis do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como de organizações representativas da sociedade civil regional.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza evento visando reunir contribuições para discussão sobre Saúde e Ambiente na COP-30

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia estiveram reunidos, durante dois dias, 18 e 19/01, na sede da instituição, para participar da primeira oficina de delineamento de ações estratégicas voltadas a contribuir com as discussões sobre Saúde e Ambiente para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que acontecerá em 2025, na cidade de Belém (PA) e para eventos preparatórios que antecedem a conferência. O propósito da oficina foi o de estruturar um conjunto de ações para a promoção de territórios saudáveis nas comunidades amazônicas, além de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) local e expandir a atuação da Fiocruz na Amazônia Legal. A oficina, denominada Fiocruz Amazônia Rumo à COP-30, foi dividida em quatro eixos temáticos – Vigilância em Saúde, Biotecnologia, Valorização do Conhecimento Tradicional e Desenvolvimento com Comunidades ou Grupos Vulnerabilizados e Gestão dos Serviços de Saúde – por meio dos quais os pesquisadores participantes puderam tecer suas contribuições, a partir das atividades já desenvolvidas em laboratórios e grupos de pesquisa.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destaca a importância do protagonismo amazônico nesse processo de discussão e o papel da Fiocruz Amazônia em termos de pesquisas e estudos na área da saúde. “O tema Saúde é prioritário e estamos alinhados com essa pauta, razão pela qual esperamos poder contribuir com o Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Saúde para a formulação de um documento sobre a Amazônia, estabelecendo um programa alinhado com as nossas propostas”, explicou. Stefanie observa que a discussão preparatória acontece um ano antes da realização do evento mundial do Clima para que seja possível identificar a melhor estratégia de contribuição a partir do que o ILMD/Fiocruz Amazônia está desenvolvendo.

“Um dos eixos importantes da COP-30 será a relação saúde e ambiente, o que pode ser feito e como melhor contribuir para esse processo. Convidamos todos os pesquisadores para, numa dinâmica, discutir essa temática a partir das principais linhas de ação que o instituto tem. O resultado será sistematizado e vai subsidiar a estruturação de plano de fortalecimento de projetos estratégicos e captação de parcerias e recursos para o que se entender como prioritário em termos de ações futuras, este ano e no próximo”, pontua a vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri.

Ela explica que a oficina foi proposta também para permitir o atendimento de demandas internas da Fiocruz e de agentes externos, dada a mobilização em torno dos eventos pré-COP  em 2024 e  2025. “Somos atores importantes nesse processo por sermos Fiocruz e estarmos na Amazônia e a proposta de construção de um plano estratégico para os próximos dois anos visa exatamente responder essas demandas de forma propositiva, a partir de nossas capacidades e desejos daqui para frente”, salienta El Kadri, lembrando que o momento é de planejamento institucional.

EIXOS

A escolha dos eixos temáticos foi feita a partir das atividades desenvolvidas no ILMD/Fiocruz Amazônia. A Vigilância em Saúde, na abordagem integrada saúde humana, ambiental e animal, compreende ações de monitoramento de doenças na população, monitoramento do ambiente para identificar potenciais ameaças à saúde humana (presença de vetores de doenças, qualidade da água, desmatamento e mudanças climáticas), monitoramento de zoonoses (doenças em animais) que podem representar risco para a saúde humana, engajamento ativo das comunidades na vigilância em saúde, integração de dados e sistemas de informação geográfica.

No eixo de Biotecnologia, a produção de fitofármacos ou outros medicamentos a partir de fontes naturais da Amazônia, aprimoramento ou desenvolvimento de  novos testes diagnósticos eficientes para doenças prevalentes na região, desenvolvimento de vacinas para agentes patogênicos encontrados na região, Engenharia Genética para criar organismos resistentes a doenças (por exemplo, mosquitos para reduzir transmissão de doenças), desenvolvimento de terapias imunomoduladoras para controle de doenças ou sintomas, plataformas de testes rápidos e portáteis para diagnóstico de infecções, identificação e validação de biomarcadores (que são indicadores mensuráveis de processos biológicos normais ou patológicos), monitoramento epidemiológico como genotipagem e sequenciamento genético de agentes patogênicos.

No tocante ao eixo Desenvolvimento Comunitário, ações voltadas para valorização de conhecimentos e práticas das comunidades amazônicas ou outros grupos vulnerabilizados na promoção de territórios saudáveis, incluindo-se ai ações voltadas à preparação das comunidades para compreensão e atuação em emergências sanitárias e climáticas, desenvolvimento comunitário, educação popular em saúde, medicina indígena, entre outros. No eixo Gestão dos Serviços de Saúde, a abordagem é em tono do apoio à gestão municipal, estadual e federal no uso de recursos, com planejamento, gestão de custo, monitoramento e avaliação dos programas, políticas e serviços de saúde, avaliação econômica, uso de tecnologias de comunicação aplicadas à saúde, qualificação dos profissionais e gestores, entre outros.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Com 11 vagas para Manaus, concurso da Fiocruz abre inscrições nesta segunda-feira, 22/1

Inicia nesta segunda-feira,22/1, o período de inscrições para os três editais do concurso público da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). O concurso tem por finalidade o preenchimento de 300 vagas de nível superior, na carreira de Gestão em Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública. As inscrições ficarão abertas até o dia 5 de março, até 23h59.

Os candidatos interessados deverão acessar o site da Fiocruz para garantir a participação. A taxa de inscrição varia de R$ 150,00 a R$ 200,00. Inclusos no CadÚnico e doadores de medula óssea poderão solicitar a isenção do pagamento entre os dias 22 e 24 de janeiro, conforme as regras do concurso.

MANAUS

Para o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), em Manaus, o concurso oferece 11 vagas nas áreas de Analista de Gestão em Saúde (edital 01/2023), Tecnologista em Saúde Pública (edital 02/2023), Pesquisador em Saúde Pública (edital 03/2023). Os salários variam de R$ 5.735,29 (analista de gestão e tecnologista) e R$ 6.463,37 (pesquisador), podendo chegar a R$ 13.686,72, com gratificação de desempenho, auxílio-alimentação e adicional de titulação.

TECNOLOGISTA EM SAÚDE PÚBLICA

Para os cargos de Tecnologista em Saúde Pública estão sendo oferecidas três vagas, nos seguintes perfis: Diagnóstico, epidemiologia molecular e evolução de vírus emergentes e reemergentes; Imunologia Aplicada ao Suporte de Pesquisas em Doenças Parasitárias e Infecciosas da Amazônia; Pesquisa Clínica em Ensaios Clínicos em Doenças Infecciosas e Parasitárias.

Os candidatos aprovados para vagas de Tecnologistas, deverão dar suporte a estudos sobre a emergência/reemergência de vírus na Amazônia, com especial ênfase em arbovírus e vírus respiratórios. Contribuir com estudos epidemiológicos moleculares de arbovírus e vírus respiratórios emergentes na Amazônia; Apoiar o desenvolvimento de pesquisas sobre microrganismos causadores de doenças infecciosas da Amazônia como malária, HIV e outros vírus emergentes e reemergentes; Contribuir para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação; Apoiar o desenvolvimento de projetos de pesquisa com a população vivendo com HIV e outras populações vulneráveis frente as particularidades sociais vividas por estas pessoas; Apoiar a ampliação das investigações de agentes infecciosos em níveis mais elevados de biossegurança; Apoiar no desenvolvimento e condução de estudos clínicos na área de farmácia clínica, incluindo toxicidade, interações medicamentosas e adesão a medicamentos para prevenção e tratamento de doenças infecciosas e parasitárias.

ANALISTA DE GESTÃO EM SAÚDE

Para os cargos de analista de gestão em saúde, estão sendo oferecidas três vagas, nos seguintes perfis: Gestão de Compras/Licitações; Gestão do Ensino; Gestão de Pessoas. Conforme o edital, os aprovados deverão: Realizar e acompanhar os processos de compras e modalidades de licitação da instituição. Conduzir e acompanhar o trâmite da licitação, dar impulso ao procedimento licitatório e executar quaisquer outras atividades necessárias ao bom andamento do certame até a homologação; Planejar, executar, controlar e avaliar atividades decorrentes da gestão educacional, com base na Lei 9394/96 (LDB) e suas regulamentações. Responder pelas atividades de secretaria acadêmica; Acolher e orientar trabalhadores e gestores quanto às normas e procedimentos concernentes à área de pessoas. Planejar e executar ações promotoras da equidade, diversidade e inclusão nos contextos de trabalho. Atuar na gestão de conflitos. Gerar e analisar indicadores da força de trabalho na Fiocruz.

PESQUISADOR EM SAÚDE PÚBLICA

Para os cargos de Pesquisador, a Fiocruz oferece para Manaus, cinco vagas nos seguintes perfis: Epidemiologia e Vigilância em Saúde Pública; Saúde Única na Amazônia; Vigilância em Saúde e Ambiente na Amazônia; Planejamento, Financiamento e Modelos de Gestão e Atenção à Saúde; Microbiologia molecular com ênfase em bioinformática. Cada vaga possui um perfil de atribuições específicas, que podem ser consultados no edital.

Os candidatos ao cargo de Pesquisador não farão provas objetivas e deverão apresentar um projeto de atuação profissional e defesa do memorial. Já os inscritos para o cargo de Tecnologista serão submetidos a uma etapa de provas de aula ou provas práticas.

Os inscritos serão selecionados por meio da aplicação de prova objetiva, prova discursiva e análise de títulos. A aplicação está prevista para o turno da manhã do dia 28 de abril de 2024. O concurso da Fiocruz terá validade de dois anos, contada a partir da homologação do seu resultado final, podendo haver uma prorrogação por igual período uma única vez, a critério da administração do órgão.

Comunidades começam a receber produtos de comunicação em saúde do Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela USAID e Fiocruz Amazônia

O Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e Fiocruz Amazônia, deu início ao processo de devolutiva dos produtos de comunicação, elaborados a partir das oficinas de educação e comunicação em saúde, realizadas ao longo do ano passado, em comunidades de territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes de 17 municípios dos Estados do Amazonas e do Acre. A entrega dos produtos para serem utilizados no dia a dia das comunidades, com mensagens de estímulo à vacinação, marca o encerramento do trabalho desenvolvido em parceria com NPI Expand, SITAWI Finanças para o Bem, Fiotec e Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC). A primeira comunidade a receber os itens foi Nova Canaã, situada na altura do Km 41 da BR-174, zona rural de Manaus. A entrega foi feita na última quinta-feira, 11/01, por representantes do Projeto aos integrantes da equipe da Unidade Básica de Saúde da Família Ada Viana.

O foco do material é o fortalecimento da cobertura vacinal e as peças estão prontas para ser utilizadas na rotina das unidades básicas de saúde e entorno, como ferramenta de sensibilização e mobilização em prol das vacinas e combate à fakenews. Produtos como panfletos, cartazes, jogos de memória, cartilhas, bingo, entre outros, elaborados de forma participativa sobre o tema foram repassados ao médico Rafael Augusto da Silva Brito, do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, lotado na unidade, e a agente comunitária de saúde Ivanilde Nascimento de Andrade, que participou ativamente das oficinas e contribuiu para a elaboração das peças de divulgação, junto com os facilitadores da Fiocruz. Nas oficinas realizadas em Nova Canaã, foram pensados e executados folhetos, cartazes, podcasts, entre outros produtos. Foram entregues 200 cartazes, 100 folderes, 40 cartilhas, 50 bingos e 50 jogos da memória. No total, foram confeccionadas 1.200 peças de cada produto.

“Agradecemos primeiramente a Deus pela oportunidade de trabalharmos junto com a Fiocruz Amazônia e demais parceiros neste projeto tão importante e de grande utilidade para os comunitários que atendemos. Foi tudo pensado e discutido em conjunto, com a participação da comunidade, momento muito gratificante. Agora, é continuar avançando com a vacinação, indo de casa em casa, levando conosco o material que vai ajudar na nossa luta”, comenta a ACS Ivanilde Andrade. Lotado há apenas quatro meses na UBS Ada Viana, o clínico geral Rafael Brito, proveniente do Estado do Mato Grosso, apreciou o material e considerou a dinâmica do projeto como sendo de grande utilidade para a Atenção Básica.

“Essa é uma iniciativa que cumpre com o que precisamos apresentar aos usuários da Atenção Primária, uma forma de introduzir essa ideia da importância da vacinação tanto para criança quanto para pessoas adultas de uma forma dinâmica e de fácil compreensão, alertando e chamando a atenção da comunidade para as vacinas que precisam ser tomadas. De fato, um material que vai ajudar a UBS e vai ser bem trabalhado e divulgado”, afirmou o médico.

Facilitadora do projeto, a Mestre em Saúde Pública, da Escola de Saúde Pública de Manaus (ESAP), Denise Amorim, servidora da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa Manaus), explica: “Para além das aprendizagens e vivências advindas do Projeto Amazônia Solidária, equipes e comunidades receberam os produtos de comunicação por elas elaboradas, de acordo com as especificidades de seus territórios. Essa devolutiva do projeto é de fundamental relevância para o fortalecimento das redes que foram tecidas entre todos os atores envolvidos e dá concretude a tudo que foi planejado nas oficinas anteriores. Realizar processos educativos, na perspectiva da Educação Popular em Saúde, remete a uma proposta pedagógica democrática, emancipatória e libertadora, que valoriza as culturas locais e saberes populares”, salientou. Denise fez a entrega do material na UBS Ada Viana com o sentimento de dever cumprido. “Participar desta construção, como facilitadora, foi uma grande oportunidade de exercitar os saberes e metodologias da Educação Popular em Saúde e contribuir com a melhoria dos indicadores de cobertura vacinal no Amazonas”, frisou.

O coordenador da Frente 3 do Projeto Amazônia Solidária, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, defende que o projeto abriu um leque de oportunidades para que as comunidades fizessem a sua própria comunicação. “Reunir os apoiadores locais, facilitadores e coordenadores de área foi uma forma também de avaliar as experiências, identificando os pontos fortes e fracos e sobretudo se houve alguma mudança no quadro vacinal”, explicou o pesquisador. Todos os municípios envolvidos receberão material.

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia  distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia propõe aplicação de ferramentas matemáticas e estatísticas com aplicação em análises epidemiológicas de eventos incomuns em saúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu o ano de 2024 com a realização do curso intitulado “Aplicação de Modelos Latentes Bayesianos para desfechos em saúde de baixa prevalência na população”,organizado pelo Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), em colaboração com o Professor e Pesquisador Erick A. Chacón Montalván, da “King Abdullah University of Science and Technology” (Kaust) e da “Universidad Nacional de Ingeniería” (UNI), sediadas na Arábia Saudita e Peru, respectivamente.

O curso contou com o apoio do Proep-Labs do ILMD/Fiocruz Amazônia (2023-2025) e aconteceu entre os dias 08 e 09/01, ministrado por Erick A. Chacón Montalván, doutor em Estatística e Epidemiologia pela Lancaster University (Inglaterra) e teve como objetivo proporcionar aos membros do Legepi e colaboradores externos interessados na temática, uma oportunidade para ampliar o leque de ferramentas matemáticas e estatísticas com aplicação em problemas que fazem parte do cotidiano de estudantes e pesquisadores que atuam em saúde coletiva, especialmente aqueles que atuam junto a pequenas localidades e amostras populacionais reduzidas.

O epidemiologista Jesem Orellana, chefe do LEGEPI, destacou a importância de iniciativas desta natureza, pois além de alinhadas aos principais objetivos do laboratório e de oportunizarem qualificação profissional avançada, buscam resolver problemas práticos como é o caso de estimações de problemas de saúde com baixa ocorrência em amostras ou populações de tamanho reduzido, em geral, com proporções amostrais inferiores a 5%. “Os métodos matemáticos e estatísticos tradicionais, mais conhecidos como frequentistas ou determinísticos, costumam ser problemáticos em amostras populacionais de tamanho reduzido e em situações em que a proporção ou prevalência do evento avaliado é baixa, algo bastante desafiador e relativamente comum em minorias étnico-raciais como indígenas e outros grupos vulneráveis, incluindo ribeirinhos e quilombolas, por exemplo”, explica Orellana.

Além de abordar aspectos introdutórios sobre modelos latentes e inferência bayesiana aplicados à saúde coletiva, o curso proporcionou detalhada discussão de problema prático em crianças amazônicas menores de 5 anos, o da ocorrência simultânea de desnutrição crônica (também conhecido como nanismo ou stunting) e excesso de peso (também conhecido como sobrepeso/obesidade ou overweight/obesity), problema conhecido como dupla carga de má nutrição no nível individual (double-burden of malnutrition). “Portanto, a iniciativa não apenas propõe uma abordagem alternativa para um problema prático, como também emerge em momento oportuno e de inegável impacto da crise climática sobre as condições de vida e nutrição de crianças amazônicas, sobretudo as que residem em regiões remotas de difícil acesso”, destaca Jesem.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, fez uma saudação ao professor Montalván destacando o mérito da iniciativa do LEGEPI e a importância a aplicabilidade prática das novas ferramentas para o propósito do ILMD/Fiocruz Amazônia, que é o de fazer Ciência e pesquisa, gerando conhecimento. “Apesar de criado há pouco mais de um ano (credenciamento do laboratório na Fiocruz Amazônia ocorreu em 2022), o LEGEPI vem apresentando uma produção expressiva de artigos científicos com publicação nas principais revistas especializadas do Mundo, que demonstram a consolidação do trabalho e internacionalização das parcerias técnico-científicas, sendo referência na produção de conhecimento”, afirmou El Kadri.

O epidemiologista ressaltou que o curso, em si, foi parte de uma agenda semanal de interações acadêmicas, incluindo atividade remota com a equipe de métodos do “Cidacs-Clima: Plataforma Climática e Ambiental do Cidacs”, do Instituto Gonçalo Moniz de Salvador-BA. A atividade ocorreu na manhã da quarta-feria, 10/01, e contou com a presença de cerca de 15 especialistas em clima e saúde. Foram discutidos aspectos metodológicos do artigo intitulado “Rainfall variability and adverse birth outcomes in Amazonia” (https://www.nature.com/articles/s41893-021-00684-9), liderado e com autoria principal do Dr. Erick A. Chacón Montalván e co-autoria do epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana.

Além de pesquisadores do LEGEPI – Jesem Orellana, Antônio Alcirley e Fernanda Fonseca – participaram integralmente do curso o bolsista do Legepi Alexandre da Silva Neto, bem como as colaboradoras e epidemiologistas Laísa Moreira e Francine Santos, da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) e da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), respectivamente.

Fiocruz Amazônia recebe visita dos alunos do Curso Colaborativo em Saúde Pública da Universidade de Harvard

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quinta-feira, 04/01, a visita de alunos do Curso Colaborativo de Campo em Saúde Pública Harvard-Brasil, que conta com 15 alunos de Universidade de Harvard e 15 alunos brasileiros selecionados. É a primeira vez que o Curso Colaborativo acontece no Amazonas. A iniciativa é realizada em parceria pela Escola de Saúde Pública de Harvard TH Chan (HSPH), Programa Brasil da Universidade de Harvard Centro David Rockefeller de Estudos Latino Americanos e Universidade do Estado do Amazonas. O grupo, formado por profissionais de saúde e professores dos EUA e do Brasil, foi recebido, de modo remoto, pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que fez uma apresentação sobre a Fiocruz Amazônia, destacando o papel desempenhado pela unidade na região amazônica, enquanto instituição de ensino e pesquisa, e, presencialmente, pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, e pesquisadores que atuam nas áreas de controle vetorial, estudos epidemiológicos e imunológicos e estudos com populações ribeirinhas e vulnerabilizadas.

A vinda à Fiocruz integrou a programação de visitas do grupo, que permanecerá em Manaus até o próximo dia 19/01. “O que estão fazendo aqui são trabalhos fantásticos, muito importantes e bem-feitos, com riqueza de cientistas e trabalhadores de saúde que nos impressiona”, comentou o professor de Medicina de Universidade de Harvard, James Maguire, que acompanha o grupo. Segundo ele, tanto os alunos dos EUA quanto os brasileiros de outros estados ficaram impressionados com o trabalho desenvolvido no centro de pesquisa da Fiocruz em Manaus e com as especificidades da região. “Conhecer a Fiocruz é um exercício de grande valor para os estudantes de fora do país, para terem conhecimento desse ‘outro mundo’ e o que pode ser levado para os EUA em termos de ideias e soluções, discutidas aqui com aplicações lá”, afirmou Maguire.

A chefe do Departamento de Saúde Global, da Escola de Saúde Pública de Harvard, Márcia Castro, explica que esse é um curso de campo em saúde pública e, por isso, é de extrema importância mostrar o trabalho que a Fiocruz realiza. “A ideia era conhecer as diferentes áreas em que a Fiocruz atua, com inovação, provendo saúde para as populações mais vulneráveis e ressaltar esse aspecto, que é Ciência de ponta sendo produzida no meio da Amazônia com verba pública. Isso para muita gente que vem de fora é totalmente novo”, afirmou. O grupo de brasileiros e estudantes de Harvard é multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, cientistas, entre outros profissionais que trabalham na área de saúde pública.

A experiência foi considerada positiva também em relação à possibilidade de colaborações futuras entre as instituições. “Essa foi a primeira vez aqui e já estamos pensando que seria muito bom outros grupos de discussões sobre doenças infecciosas, estudadas na Amazônia”, observou o professor americano. A vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD, Michele El Kadri, considerou a atividade importante para o ILMD/Fiocruz Amazônia, especialmente nesse momento em que a unidade se encontra num processo de internacionalização, por conta dos programas de pós-graduação.  “Esse tipo de atividades é estratégico não só para a formação de recursos humanos, mas também para ampliar nossas redes de contatos e acessos, além de dar maior visibilidade à Fiocruz Amazônia em um contexto internacional de uma instituição tão respeitada quanto a Universidade de Harvard”, salientou.

Os pesquisadores da Fiocruz Amazônia apresentaram atividades e alguns resultados de projetos desenvolvidos na região. “O foco maior de dúvidas dos estudantes foi a COVID-19, com perguntas sobre o trabalho de enfrentamento da pandemia realizado pela instituição e, sobretudo, como se dá o trabalho em emergências públicas no contexto amazônico”, completou El Kadri. Foram feitas apresentações pelos pesquisadores Joaquin Cortes Carbajal, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis da Amazônia (EDTA); Pritesh Lawani, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA); Amandia Braga, do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI), e Michele El Kadri, que é chefe do Laboratório de Histórias, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA). Os estudantes conheceram também o Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia realiza Reunião Anual para Avaliação de Resultados

Evidenciando o compromisso com a excelência e a busca contínua por melhores práticas, a Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGI) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu sua reunião anual de avaliação de resultados. O evento, ocorrido no dia 21 de dezembro de 2023, reuniu líderes, gestores e colaboradores das diversas áreas que compõem a VDGI para analisar e discutir os resultados alcançados ao longo do ano.

A reunião destacou-se como uma oportunidade crucial para a troca de ideias e a reflexão sobre o desempenho da VDGDI, composta por setores estratégicos, como Gestão Financeira, Gestão de Materiais, Planejamento Orçamentário e Cooperação, Gestão de Infraestrutura, Gestão de Tecnologia da Informação, Gestão do Trabalho e da Saúde do Trabalhador, Gestão da Qualidade e Gestão de Projetos.

A avaliação de resultados representou um marco importante para a atual gestão, evidenciando o compromisso da VDGI em proporcionar visibilidade e transparência em todas as suas áreas de atuação. Os participantes foram incentivados a compartilhar insights, desafios superados e projetos bem-sucedidos, promovendo uma compreensão abrangente do panorama institucional.

Durante o encontro, foram discutidos não apenas os indicadores quantitativos, mas também aspectos qualitativos que impactam diretamente a eficiência e eficácia das operações da instituição. A integração dos setores revelou-se fundamental para a compreensão holística do desempenho organizacional.

“A VDGI reforçou seu papel estratégico na gestão institucional, uma vez que a reunião anual de avaliação de resultados não apenas consolida conquistas, mas também delineia caminhos futuros, reafirmando o compromisso da vice-diretoria com o desenvolvimento contínuo e o alcance de metas ambiciosas”, avaliou o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, destacando também a importância da avaliação sistemática para o fortalecimento de uma gestão institucional comprometida com a qualidade e a inovação.

Fiocruz Amazônia implantará Núcleo de População em Situação de Rua para atuação em favor desse segmento em Manaus

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) passa a integrar, em 2024, o Colaboratório Nacional de População em Situação de Rua, criado pela Fiocruz Brasília, com a finalidade de produzir estudos que permitam o fomento às estratégias de qualificação e enfrentamento das problemáticas relacionadas às populações em situação de rua no País, em parceria com a Frente Parlamentar Pop Rua do Congresso Nacional e os Ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública. Em Manaus, o ILMD/Fiocruz Amazônia irá implantar o Núcleo de População em Situação de Rua, vinculado ao Colaboratório, que será responsável pela articulação entre os diversos agentes públicos e movimentos de população de rua existentes por meio de ações e iniciativas voltadas que darão visibilidade a esse grupo social esquecido pelas políticas públicas.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, participou na última segunda-feira, 18/12, do 1º Encontro de Avaliação do Colaboratório Nacional Pop de Rua, que aconteceu de forma remota, reunindo representantes dos Movimentos de Populações de Rua, parlamentares e instituições parceiras convidadas. Falando como coordenador das atividades do Núcleo Pop Rua de Manaus, Rodrigo Tobias ouviu os relatos sobre as ações realizadas nos primeiros nove meses de atuação do projeto, em 2023. O Colab Pop Rua já atua em cinco capitais – São Paulo (SP), Rio Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Salvador (BA). A meta do projeto agora é ampliar o número de cidades envolvidas, sendo Manaus a primeira da Região Norte a integrar a iniciativa. “Importante ressaltar que estamos avançando com projetos que têm efeitos concretos na melhoria de nossa sociedade. A Fiocruz avançando e nós do ILMD/Fiocruz Amazônia fazendo parte da mudança”, comemora Tobias, que atua no Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA).

Junto com Rodrigo Tobias, a assistente social Wanja Socorro de Sousa Dias Leal, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), também se integrará ao projeto. Wanja tem 20 anos atuando em políticas de assistência social em Manaus. “Estamos muito felizes em participar dessa iniciativa que tem como objetivo além de dar visibilidade a esses grupos, fazer uma mudança na sociedade na medida em que promove o empoderamento desses grupos. O Pop Rua Manaus traz a possibilidade de dar visibilidade, um direcionamento e uma consistência às respostas do poder público acerca das populações de rua. Será a oportunidade de um trabalho em rede, compreendendo que a Saúde não consegue caminhar sozinha, e a assistência social também não”, admitiu Wanja, desejando vida longa ao colaboratório.

FRENTE PARLAMENTAR

O trabalho do Colaboratório nasceu a partir da criação da Frente Parlamentar da População em Situação de Rua, por iniciativa da deputada federal Erika Jucá Kokay (PT-DF), que participou do 1º Encontro de Avaliação do Colaboratório. A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, e o pesquisador Marcelo Pedra destacaram a importância da escuta das demandas e necessidades de ajustes de rotas do projeto. “A palavra é agradecimento à Frente Parlamentar Pop Rua e todos os parlamentares que foram acreditando e se agregando ao projeto, assim como os ministérios envolvidos que fazem com que tenhamos uma ação interministerial desenhada visando condições de vida mais dignas para as populações em situação de rua”, destacou Damásio, acrescentando a importância para o projeto do lançamento do Plano Ruas Visíveis – Pelo Direito ao Futuro da População em Situação de Rua, lançado pelo Governo Federal, no último dia 11/12, contemplando 99 ações com o objetivo de garantir os diretios das pessoas em situação de rua, com investimento de quase R$ 1 bilhão.

REDE DE SERVIÇOS

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2022), a população em situação de rua superou as 281 mil pessoas em 2022, representando um aumento de 38% desde 2019, após a pandemia da SARS-CoV-2. Esse aumento é maior, em termos proporcionais, do que o da população em geral, pois no período 2012 a 2022, o crescimento dos vulneráveis foi de 211%, já o aumento populacional brasileiro foi de 11% entre 2011 e 2021. Em Manaus, a exemplo de outras metrópoles brasileiras, a presença de pessoas vivendo em situação de rua tem aumentado e abrangido diversas regiões, apontando para a necessidade de uma Rede de serviços mais fortalecida e, para além disso, estratégias mais qualificadas e efetivas de produção de dados e informações sobre essa questão na cidade.

O Núcleo de População em Situação de Rua (NuPop Rua Manaus), vinculado ao Colaboratório, tem como diretrizes a produção de estudos e pesquisas, o fortalecimento do controle social e o fomento das estratégias de qualificação do trabalho e do trabalhador sob o viés da interinstitucionalidade. A escolha de Manaus, como um locus do Projeto deve-se ao interesse da coordenação nacional em ampliar os diálogos com a região Norte e, em razão do expressivo trabalho técnico-científico desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que em muito, tem contribuído para visibilizar as múltiplas expressões e singularidades socioeconômicas e étnico-culturais que marcam esta região.

A sede do NuPop Rua Manaus será a própria Fiocruz Amazônia contando com a participação de profissionais que atuam na efetivação das políticas sociais, em diferentes funções de execução e gestores, pesquisadores e outros sujeitos que possam contribuir com os objetivos propostos. Dentre as áreas prioritárias que serão chamadas a contribuir com o Projeto, estão a Saúde, a Assistência Social, Justiça e Direitos Humanos, além das Organizações da Sociedade Civil e instâncias de controle social. O Nucleo pretende realizar levantamento de informações acerca da população em situação de rua em Manaus, promover debates e pactuações coletivos e fomentar estratégias de qualificação do trabalho e do trabalhador em movimentos sociais ligados a populações de rua.

ILMD/Fiocruz Amazônia,  por Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia divulga resultado final da 2ª Etapa do Processo Seletivo para ingresso no curso de Doutorado do PPGBIO Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga o resultado final da 2ª Etapa (prova oral) do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira aqui o resultado final da 2ª Etapa.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado dos pedidos de recurso da 2ª Etapa do Processo Seletivo para ingresso no curso de Doutorado do PPGBIO Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga a ata do resultado dos pedidos de recurso da 2ª Etapa (prova oral) do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira aqui os recursos deferidos.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado definitivo do Processo Seletivo do Mestrado do PPGVIDA – Turma 2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o resultado definitivo da Chamada Pública 009/2023, que instituiu o Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma 2024.

A Comissão de Seleção informa que não houve interposição de recursos do resultado da 4ª Etapa, concluindo assim o processo.

Confira AQUI o resultado

O processo de seleção para o PPGVIDA é feito em 4 etapas: homologação das inscrições; prova de Saúde Coletiva; avaliação do Anexo VII – pontuação do currículo lattes do candidato; e prova oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado será ministrado em Manaus, em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar do processo seletivo de candidatos para curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga o Resultado preliminar da Chamada Pública 010/2023, referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado definitivo da 4ª etapa do processo seletivo de candidatos para curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga o Resultado da 4ª etapa da Chamada Pública 010/2023 (análise curricular), referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado definitivo da 3ª etapa do processo seletivo de candidatos para curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), após análise de recurso, divulga o Resultado da 3ª etapa da Chamada Pública 010/2023 (prova oral), referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga classificação preliminar do Processo Seletivo para curso de Doutorado do PPGBIO Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga a classificação preliminar do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira AQUI o resultado

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da análise do Currículo Lattes referente à 3ª Etapa do Processo Seletivo para curso de Doutorado do PPGBIO Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga o resultado da análise do Currículo Lattes referente à 3ª Etapa do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira AQUI o resultado

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da Prova Oral referente à 2ª Etapa do Processo Seletivo para curso de Doutorado do PPGBIO Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga o resultado da Prova Oral referente à 2ª Etapa do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira AQUI o resultado

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Pesquisadora da Fiocruz Amazônia participa de solenidade de premiação da CAPES em Brasília

A pesquisadora em Saúde Pública Juliane Corrêa Glória, pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), recebeu das mãos da presidente da CAPES, Mercedes Bustamente, e do representante da Dimensions Sciences (organização sem fins lucrativos dos EUA, parceira da CAPES), Márcio Alves Ferreira, o diploma de Melhor Tese de Doutorado, na categoria que premia teses realizadas por mulheres, na área de Biotecnologia, relacionada à inovação e empreendedorismo, dentro do Prêmio CAPES de Teses 2023. A solenidade ocorreu na tarde da quinta-feira, 14/12, em Brasília. Juliane Glória é Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Biotecnolocia (PPGBIOTEC) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e teve como orientador da sua tese o pesquisador da Fiocruz Amazônia Luís André Mariúba, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O Prêmio CAPES de Teses existe há 17 anos e tem como objetivo promover o reconhecimento nacional e internacional da produção acadêmica brasileira. Vem ao longo dos anos premiando as “mentes brilhantes” que contribuíram significativamente para o avanço científico brasileiro, sendo de extrema importância por compartilhar descobertas e inspirar as futuras gerações de pesquisadores. Os trabalhos selecionados tem os seguintes requisitos observados: originalidade, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural, social e de inovação, qualidade e quantidade de publicações decorrentes da tese, metodologia utilizada, qualidade da redação e estrutura e organização do texto. No total, concorreram 1.469 teses de doutorado, o maior número de participantes da história da premiação.

No total, 201 instituições concorreram, destas 49 foram premiadas e 98 receberam menções honrosas. A tese de Doutorado de Juliane busca por novos insumos e métodos para o diagnóstico de malária. “No decorrer do trabalho, exploramos técnicas em nanotecnologia, biologia molecular, imunologia aplicada e desenvolvimento de sensores eletroquímicos. Com isso, nós desenvolvemos um novo método de solubilização de nanotubos de carbono para que estes fossem utilizados como carreadores em imunizações de galinhas com peptídeos sintéticos de proteínas do parasita da malária”, explicou Juliane Glória, ao receber a notícia da premiação, em setembro. A patente referente ao desenvolvimento desse método foi depositada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), em 2018 e os resultados também foram publicados em uma revista internacional em 2020.

ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA por Júlio Pedrosa

Divulgado Resultado Preliminar da 3ª etapa da Chamada Pública 010/2023

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o Resultado Preliminar da 3ª etapa da Chamada Pública 010/2023, referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgados resultados da prova oral e do processo seletivo para o Mestrado do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado da prova oral e do processo seletivo de candidatos ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira o resultado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=39959

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGVIDA divulga 4ª Republicação da Chamada Pública 009/2023

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou a 4ª Republicação da Chamada Pública 009/2023, referente ao período de divulgação do resultado da prova oral e do Processo de seleção de candidatos ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira o resultado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=39959

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado cronograma da Prova Oral do Processo Seletivo para curso de mestrado do PPGBIO INTERAÇÃO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o cronograma da Prova Oral do Processo Seletivo, para ingresso no curso de mestrado no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final da Prova Escrita, da Chamada Pública 010/2023

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga o Resultado final da Prova Escrita, referente ao processo seletivo de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Divulgado Resultado de Pedido de Recurso da Prova Escrita do processo seletivo para ingresso no curso de Mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga o Resultado de Pedido de Recurso da Prova Escrita, referente ao processo seletivo de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga cronograma da Prova Oral para ingresso no Doutorado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna pública cronograma da Prova Oral, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interaç ão Patógeno Hospedeiro.

Confira AQUI o cronograma

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia apresenta devolutiva de projeto Modernização de laboratório de pesquisa financiado pela FINEP

O pesquisador Felipe Naveca, coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresentou na última quinta-feira, 23/11, para a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) a devolutiva dos resultados obtidos através do projeto: Modernização do laboratório multiusuário da Fiocruz-Amazônia, Chamada Pública MCTIC/FINEP/FNDCT/AT – AMAZÔNIA LEGAL – 04/2016. A apresentação ocorreu na sede da Fiocruz Amazônia, com a presença da analista Gilka Soares Rodrigues, representante da FINEP.

O projeto teve a finalidade de modernizar a infraestrutura do Laboratório Multiusuário do ILMD-FIOCRUZ através da aquisição de novos equipamentos que atendiam a demanda de projetos de pesquisa internos e de parceiros externos da Região Norte e outras regiões do país. “Fazer a prestação de conta para a Finep, que é uma das grandes agências que financiam a pesquisa no país, é um momento importante. A gente precisa dar essa devolutiva, afinal de contas são recursos públicos que foram empregados aqui”, destaca o coordenador do projeto Felipe Naveca.

O financiamento beneficiou diversas atividades de modernização na infraestrutura do Laboratório, que resultam em melhores condições para o atendimento de demandas relacionadas aos estudos realizados na instituição. Reordenamento dos espaços reservados destinados ao recebimento dos equipamentos; Aquisição de equipamentos que darão suporte ao desenvolvimento dos projetos; Garantia do Suporte institucional Vice-Presidência da FIOCRUZ e/ou a Direção do ILMD para que os equipamentos tenham contratos de manutenção custeados; Disponibilização dos novos equipamentos adquiridos para os programas de pós-graduação do ILMD e de parceiros externos; Preparação e realização dos procedimentos no laboratório multiusuário, foram algumas das ações atendidas no período de realização do projeto, que coincidiu com o período da Pandemia de COVID-19.

“Quando nós fizemos esse projeto, não tínhamos como prever que iria acontecer uma pandemia, mas mostrou-se com o tempo que o investimento feito importante e utilizado durante a pandemia e, nos ajudou a responder melhor. Essa preparação para estarmos respondendo a essas demandas, nos mostra que a gente precisa estar cada vez mais preparado, pois essas situações vão ocorrer. Ter a FINEP como parceira foi fundamental para fortalecer essa estrutura na Fiocruz Amazônia, para darmos a resposta que demos durante a pandemia no Estado do Amazonas e na Amazônia como um todo, visto que nós apoiamos outros estados também”, explicou.

Durante a apresentação, Naveca destacou algumas ações oportunizadas por meio da aquisição de equipamentos que possibilitaram o processamento de amostras por PCR em Tempo Real. O pesquisador apresentou ainda, o indicador físico de testes realizados por ano, o que demonstra a importância da continuidade do trabalho realizado. As reações de PCR em tempo real, foram realizadas para detecção de arbovírus, vírus respiratórios e outros agentes infecciosos.

Algumas aquisições como o termociclador Mic qPCR Cycler, possibilitaram a realização de processamento de amostras in loco, durante duas viagens para campo, realizadas pela equipe do laboratório. Utilizado pelos melhores institutos do mundo, o equipamento garante resultados rápidos e altamente precisos.

Para a representante da FINEP, Gilka Soares Rodrigues, apesar de não ter recebido uma verba tão alta, o projeto possui méritos que precisam ser parabenizados, em especial pelo bom emprego do recurso público. “Dinheiro público temos que usar da melhor forma possível e, esse foi muito bem utilizado. Eu acompanho muito projetos, já trabalho nessa área há 20 anos e, escolho a dedo os que a gente pode colocar nessa lista de melhores. Me chamou bastante atenção, esse período pelo qual enfrentamos a pandemia, pois eu não tinha ideia do quanto eles fizeram aqui na Amazônia. Muitas vezes não temos essa ideia por estarmos muito longe. Os laboratórios novos estão excelentes, com equipamentos muito bem utilizados. Acredito que mereciam até um suporte maior, inclusive iremos conversar com nossa direção para ver o que podemos fazer nesse sentido, pois agora estão surgindo novas demandas”, destaca Rodrigues.

A analista enfatizou também a importância de pensar a descentralização de recursos para regiões do país que necessitam de incentivo por serem regiões menos favorecidas. “As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste sempre foram muito carentes, e acabam ficando sempre para depois. Precisamos melhorar essa nossa ideia antiquada de que são regiões iguais as outras. Na hora de distribuir verbas, os recursos acabam se concentrando mais no Sul e Sudeste, e isso não é justo. Na maioria das chamadas sempre temos um percentual maior para ser aplicado nessas regiões menos favorecidas”.

FORTALECIMENTO DA INFRAESTRUTURA DAS INSTITUIÇÕES DE PESQUISA

A Chamada pública MCTIC/FINEP/FNDCT/AT – AMAZÔNIA LEGAL – 04/2016, visou o apoio à infraestrutura de projetos de pesquisa de Instituições Científicas e Tecnológicas da Amazônia Legal. Através deste edital de financiamento, a Finep selecionou propostas para apoio financeiro a projetos de infraestrutura básica para pesquisa em instituições de pesquisa científica e tecnológica públicas ou privadas sem fins lucrativos, sediadas nos Estados que integram a área de abrangência da Amazônia Legal.

A iniciativa teve foco no fortalecimento da infraestrutura das instituições de pesquisa científica e tecnológica sediadas e com atuação específica na região que compreende a Amazônia Legal, bem como seus projetos de pesquisa com foco exclusivo nas questões regionais, por meio da aquisição e manutenção de equipamentos básicos, preferencialmente para uso compartilhado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

PPGVIDA divulga resultado das notas do Currículo Lattes, referente ao Processo de seleção de candidatos

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado das notas do Currículo Lattes, referente à 3ª Etapa do Processo de seleção de candidatos ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira o resultado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=39959

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGVIDA divulga resultado definitivo das inscrições, após análise dos pedidos de recurso

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou resultado das inscrições, após análise dos pedidos de recurso, referentes ao processo de seleção de candidatos ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira o resultado em:  https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=39959

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 1ª republicação para processo seletivo do Curso de Mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga a 1ª REPUBLICAÇÃO DA CHAMADA PÚBLICA Nº 010/2023, referente ao processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), com alteração no Anexo I e no Anexo XI.

Confira a republicação: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=40160

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 30 vagas.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagens: Mackesy Nascimento

Comissão Eleitoral da Fiocruz Amazônia divulga nome de candidata inscrita para o cargo de Diretora

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor(a) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o biênio 2023-2025, em cumprimento ao Calendário Eleitoral,  divulga a inscrição da candidata Stefanie  Costa Pinto Lopes.

A homologação da inscrição foi feita pelo Conselho Diretivo da Unidade (CD-ILMD/Fiocruz Amazônia) ontem, 26/10. As inscrições ocorreram no período de 17 a 25 de outubro. O prazo para impugnação será até 30/10 de 2023.

A análise dos recursos ocorrerá entre os dias 31/10 e 1/11. O resultado dos recursos será divulgado ainda no dia 1/11.

Confira aqui o calendário.

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse:

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia prorroga até 27/10 prazo para inscrições ao Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até o próximo dia 27/10 o prazo para as inscrições ao Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), que concede aos egressos o título de Mestre em Saúde Pública. O PPGVIDA é o mais antigo dos cursos de pós-graduação oferecidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, com a primeira turma formada em 2015. A coordenadora do PPGVIDA, a pesquisadora em Saúde Pública Ani Matssura, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), explica que graduados de qualquer área do conhecimento, que tenham interesse em desenvolver pesquisas acadêmicas voltadas para saúde pública, podem concorrer.

“Já providenciamos a republicação do edital com novo prazo”, explica Matsuura, observando que o PPGVIDA tem hoje um total de 60 alunos, com turma regular e turmas especiais da fronteira e indígenas. “Estamos num processo de retomada dos nossos programas de pós-graduação e buscamos aprimorar cada vez mais o processo seletivo, abrindo a possibilidade de um número cada vez maior de inscritos”, explica. A Chamada Publica com o novo prazo já está disponível no site do ILMD/Fiocruz Amazônia. O processo de seleção será realizado em 4 etapas e sua realização ficará a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim. O curso terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Ao se inscrever para uma vaga nessa Chamada Pública, o candidato concorda que para obtenção do diploma, no final do mestrado, deverá atender a todos os requisitos exigidos no regimento do Curso de Mestrado do PPGVIDA. Ani Matsuura ressalta que as pesquisas desenvolvidas no Mestrado devem contribuir para melhoria da saúde da população amazônica, podendo ser essas pesquisas no sentido mais biológico do processo saúde-doença ou em organização das políticas de saúde. “O PPGVIDA é reconhecido pela CAPES como um programa que tem um impacto social relevante na Amazônia e no contexto nacional pelos trabalhos desenvolvidos pelos mestrandos junto com seus orientadores”, lembrou.

É de inteira responsabilidade do candidato o acompanhamento de todas as etapas do processo seletivo e avisos de alterações/divulgações de informações sobre ele. A inscrição do candidato implica na tácita aceitação de todas as normas e instruções definidas para o processo de seleção nesta Chamada Pública (https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=40160), e nos comunicados tornados públicos, sem exceção. Poderão participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Fiocruz Amazônia participa de oficina que debate cadeias estratégicas para a Amazônia Legal

A diretora em exercício do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, participou nesta quinta-feira, 19/10, de uma oficina que aborda cadeias estratégicas para a Amazônia Legal, promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

A Oficina visa apoiar o desenho, preparação e gestão de agendas estaduais e plataforma eletrônica de projetos estratégicos em temas selecionados, capazes de gerar impactos robustos ao desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia. O debate pretende contribuir com a definição e priorização de cadeias estratégicas, no âmbito da Iniciativa Amazônia +10.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, ressaltou ser fundamental ouvir as demandas dos amazônidas em relação à área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), para diagnóstico e criação de uma plataforma, abastecida com um conjunto de informações robustas, que vão colaborar com o desenvolvimento sustentável do estado. “Aqui estão reunidas em torno de 40 instituições que vão colaborar para que possamos identificar as cadeias estratégicas prioritárias para desenvolvimento sustentável e inclusivo da Amazônia Legal, por meio da área de CT&I”, acrescentou Márcia Perales.

A atividade contou com a participação e colaboração de atores locais, de diversos setores e segmentos, que compõem o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Amazonas para contribuir com a formulação de eixos temáticos que vão nortear o Programa Iniciativa Amazônia +10.

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, participar da oficina foi de suma importância para contribuir com a construção e afunilamento para a decisão dos eixos prioritários. “Essa questão foi colocada nas discussões e foi bem aceita pelos participantes do grupo, pensando em diferentes áreas que devemos estimular, como a produção de testes diagnósticos, os fitoterápicos, a descoberta de novos insumos farmacêuticos de microorganismos de plantas amazônicas e também a saúde no contexto global”, pontuou Lopes.

Essa Oficina já foi realizada em quatro estados da Amazônia Legal que fazem parte da Iniciativa Amazônia + 10, entre eles: Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Roraima. O projeto ainda vai alcançar os estados do Tocantins, Acre, Pará, Rondônia e Maranhão.

EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS

Na oportunidade Márcia Perales falou das expectativas em torno do segundo edital do Programa Iniciativa Amazônia+10, que traz um tema novo: “Expedições Científica”, que será lançado em breve. Para ela, é importante que os grupos de pesquisadores consigam trabalhar de forma colaborativa para que possam trazer novos conhecimentos sobre a Amazônia.

“Serão expedições que terão total apoio para que os produtos, insumos e novos conhecimentos possam ser trabalhados e, claro, seguindo a legislação brasileira em relação a isso. O Amazonas no primeiro edital apoia 16 projetos, um investimento de R$ 7 milhões”, comentou a diretora.

Na ocasião, o diretor do CGEE, Ary Mergulhão, disse que o apoio do estado para a ciência, tecnologia e inovação, por meio da Fapeam e da Sedecti, foi fundamental para a organização dos atores locais e debates ocorridos. “O sucesso de uma oficina como essa depende da representatividade que o próprio estado  consegue colocar em um sala para discutir o futuro do Amazonas”, destacou o diretor.

O secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti/Sedecti), Jeibi Medeiros da Costa, destacou a importância do evento para a construção de um plano que auxilie na Iniciativa Amazônia +10. “O estado, por meio da parceria entre Fapeam, Sedecti e CGEE, está incluído nesta tarefa de facilitar esse trabalho, para termos subsídios para poder promover trabalhos futuros, para o desenvolvimento do estado”, acrescentou Jeibi.

METODOLOGIA

A dinâmica da oficina foi conduzida pela líder do projeto Subsídios da Iniciativa Amazônia ­+ 10 do CGEE, Adriana Badaró, pela especialista em Inovação Denise Terrér, e o consultor especialista em Desenvolvimento de Cadeias de Pesquisa e Produção, Luis Henrique Lima, que apresentaram aos participantes a definição de área de cada grupo, a definição das cadeias de Produção e Pesquisa (P&P), apresentação das narrativas e priorização das cadeias de P&P.

Durante o trabalho, as equipes foram divididas para debates, contribuições de ideias e discussões orientadas por perguntas rodadas.  Cada equipe pôde definir mais de uma cadeia de Pesquisa e Produção, e cada cadeia escolhida foi acompanhada de sua narrativa.

AMAZÔNIA + 10

O Programa Amazônia + 10 é uma iniciativa  para o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação, realizado em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados,  por meio do Conselho Nacional da Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), e na sua nova edição com o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e CGEE.

  • Com informações de Valdete Araújo/Decon Fapeam
Fotos: Nathalie Brasil/ Decon Fapeam

Fiocruz Amazônia promove ciclo de atividades de popularização científica na 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta quarta-feira, 18/10, na OCA do Conhecimento Ambiental Dr. Adalberto Carim, localizada no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), a abertura das atividades da 20ª Semana Nacional de Ciência & Tecnologia (SNCT), promovidas pela Instituição, em Manaus.

Participaram da solenidade, a Diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes; o coordenador-geral das Ocas do Conhecimento da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Renato Lima Júnior; o Gestor da Oca do Conhecimento Ambiental Dr. Adalberto Carim, Marzílio Pereira; a pesquisadora do ILMD, Priscila Aquino, coordenadora do Projeto CiênciaPop – ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

No período da manhã a atividade recebeu os alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Sant’Anna, situada à Av Andre Araujo, 2290- Petropolis, Manaus – Amazonas. Após abertura do evento, os estudantes puderam conferir a exposição do curta metragem “Heliana, a menina que virou cientista” produto do projeto “Menina hoje, cientista amanhã: na trilha da carreira científica na Amazônia” coordenado pela Dra Stefanie Lopes e financiado pela Fapeam (Edital POP CT&I) e pela Fiocruz através do Programa Meninas e Mulheres na Ciência (Chamada para as unidades regionais)   No filme, a personagem principal representa os desafios de crescer e estudar em um ambiente remoto na amazônia, ser jovem e mulher.

Com palavras de estímulo, a Diretora em exercício, Stefanie Lopes, falou sobre as ações realizadas pela instituição durante o evento, e destacou o relevante trabalho desenvolvido pela Fiocruz, através do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, que incentiva a inserção de mais mulheres no universo científico. “A Fiocruz está comprometida com a promoção da equidade de gênero na Ciência, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos na Agenda 2030”, disse.

A visitação contou com exposições simultâneas. A mostra “Aqui tem ciência, Aqui tem Fiocruz” contou com duas exposições que foram preparadas por bolsistas , estudantes de Pós-graduação e pesquisadores da Instituição. A exposição “Metamorfose dos insetos”, que apresentou o ciclo de vida do mosquito Anopheles, flebotomíneos (mosquito palha, tatuquira, cangalhinha e birigui) e Culicoides (maruim).

Já a exposição “Vida invisível: conhecendo os microrganismos”, teve como objetivo, ofertar conhecimento aos jovens e adultos sobre uma das áreas da biologia que estuda todos os aspectos dos microrganismos, ou seja, a microbiologia. Nessa exposição, os monitores falaram sobre o modo de vida, a fisiologia, o metabolismo, e as relações com o meio ambiente dos microrganismos causadores das enteroparasitoses ou doenças parasitarias acometidas por parasitas intestinais, que compreendem os grupos dos helmintos e protozoários.

Para o coordenador do Setor Ocas da SEMED, Renato Lima, a atividade ofertada pela Fiocruz Amazônia atendeu as expectativas e coincidiu com os objetivos do espaço. “A Oca é um espaço de educação ambiental e a Fiocruz é uma parceira antiga nossa, tanto do CIGS como da SEMED. Esse momento casou bem, pois já tínhamos uma exposição entomológica acontecendo e, isso faz com que o trabalho que a Fiocruz está desenvolvendo nesse momento, traga ainda mais valorização para esse espaço. Esperamos que isso também seja uma semente de conhecimento para os alunos que estão aqui presentes”, pontua.

Entre as curiosidades que chamaram atenção dos alunos, a explanação sobre a importância das bactérias e dos fungos na saúde humana como causadoras de doenças, suas características macro e micro morfológica, bem como a grande importância no ecossistema, na economia e biotecnologia foi o destaque. As características desses microrganismos foram expostas através de placas com culturas vivas, antibiogramas, lâminas, fotos e banner.

Sucesso em diversas ações da Fiocruz Amazônia, o Jogo das ODS: Tapetão da Saúde e Sustentabilidade promoveu a interação entre os estudantes que puderam mostrar seus conhecimentos sobre as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS – da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). O jogo consiste em uma dinâmica de perguntas e trocas de ideias acerca das metas e sua importância, de forma que os estudantes façam interações e reflexões sobre seu próprio contexto escolar.

A ideia da dinâmica é trazer os temas discutidos em cada meta dos ODS para o mais próximo da realidade escolar, e que o estudante possa refletir sobre as formas de alcançá-los. Na ocasião, dá-se início ao jogo com um grande dado, no qual os números são descritos também com a linguagem de libras. Nos grupos formados, o estudante deverá responder ou colocar a sua ideia sobre a meta dada pelos números do grande dado ao ser lançado dentro do tapetão. Os estudantes que responderem irão sendo incluídos no jogo, adentrando ao tapetão, no intuito de que o jogo seja de inclusão e não de competição

As atividades seguem até sexta-feira (20), em três municípios do estado: Tabatinga, Presidente Figueiredo (1.108 Km e 117Km distantes da capital, respectivamente) e Manaus.

Pop CT&I

O Pop CT&I visa incentivar e apoiar a realização de eventos de popularização da ciência, nas modalidades presencial, virtual ou híbrida, prioritariamente no interior do Amazonas, por meio do financiamento da produção e distribuição de materiais educativos para democratizar a produção do conhecimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), fortalecer a Semana Estadual de Ciência e Tecnologia/2023 e a própria Política Pública de CT&I do Amazonas.

Os projetos devem propor a organização e execução de atividades que abordem as diversas áreas do conhecimento, como também o tema central da SNCT/2023, a serem desenvolvidas ao longo do mês de outubro e novembro de 2023, especialmente durante a Semana Estadual de CT&I no Amazonas.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Inscrições para processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia encerram nesta sexta-feira, 20/10

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, recebe até sexta-feira, 20/10, as inscrições para Chamada Pública nº 009/2023, que estabelece as normas para o processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA – Turma 2024.

Podem participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC. O curso, ocorrerá de forma presencial, e terá sede em Manaus – AM, sendo ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Confira AQUI a Chamada Pública.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 19 (dezenove) vagas para ingresso no ano de 2024.

A admissão ao curso de Mestrado será feita através de Processo Seletivo composto das seguintes etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa: Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A lista final dos candidatos com matrícula confirmada será divulgada no endereço acesso.fiocruz.br > Serviços Fiocruz > Ensino > Minhas Inscrições > Editais e Documentos, no dia 29/02/2024.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia leva atividades práticas para estudantes do Campus Tabatinga do IFAM na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) desenvolveu, durante dois dias, uma série de atividades, como oficinas, rodas de conversa, jogos, mostras de vídeos e podcast sobre Ciência, para os estudantes dos cursos do Ensino Técnico Integrado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica do Amazonas (IFAM) – Campus Tabatinga, na Região do Alto Solimões. As atividades integraram a programação da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, da Fiocruz Amazônia, que este ano teve como objetivo interiorizar as ações de popularização da Ciência, por meio de parcerias com instituições de ensino e pesquisa do Estado, a exemplo do IFAM – Campus Tabatinga, que hoje possui atualmente 430 alunos matriculados nos quatro cursos técnicos, vinculados ao Ensino Médio oferecidos pela instituição (Meio Ambiente, Informática, Administração e Agropecuária).

A programação teve início na segunda-feira, 16/10, com a solenidade de abertura do Encontro de Pesquisa e Extensão do IFAM, que acontece junto com a SNCT 2023. Representando a Fiocruz Amazônia, a pós-doutoranda em Biotecnologia do ILMD/Fiocruz Amazônia, Juliane Glória Correia, que é natural de Tabatinga, destacou a importância da parceria entre a Fiocruz e o IFAM na missão de levar conhecimento científico e inspiração para jovens estudantes, que, como ela almejou um dia, sonham em ser cientistas. Juliane fez um relato emocionado sobre a sua trajetória e recebeu homenagens pela atuação destacada na pesquisa científica, que já lhe rendeu dois prêmios nacionais.

Em mensagem gravada em vídeo, a diretora interina da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, saudou os presentes, ressaltando a importância da SNCT para o Brasil, em especial para a Amazônia. “O tema deste ano é ‘Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável’ e desejamos a todos vocês que façam bom proveito das atividades oferecidas neste evento, que é preconizado pelo Ministério das Ciências e Tecnologia. Este ano, estamos tendo a oportunidade de apresentar diversas atividades com a marca da nossa instituição em três municípios do Estado (Manaus, Tabatinga e Presidente Figueiredo). Esperamos que todos os alunos que tenham a oportunidade de vivenciar essas atividades consigam aprender e entender a importância da ciência para o desenvolvimento sustentável e da saúde da população”, afirmou.

Um vídeo de animação, produzido pela Fiocruz Amazônia com o título Heliana – A menina que quer ser cientista, foi exibido aos presentes. Ele narra a história da pequena Heliana, uma garota observadora e apaixonada pela natureza, que vive no interior da Amazônia e sonha em ser cientista. Na animação, a jovem realiza o sonho de voltar para a sua cidade como cientista e compartilhar seus conhecimentos. “Cientistas como Heliana, existem de verdade e lembro a vocês que Juliane é uma cientista, de Tabatinga e premiada e, assim como ela, existem outras tantas que vocês verão a seguir”, lembrou a diretora do ILMD, numa homenagem às mulheres que fazem Ciência na Amazônia.

Junto com Juliane, que tem 29 anos, duas outras jovens cientistas marcaram presença na 20ª SNCT, em Tabatinga. A mestranda em Hematologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Maria Gabriella Santos Vasconcelos, 23 anos, e a graduanda em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Eliza Raquel Duarte Silva, 22. Na terça-feira, 17/10, elas participaram do Circuito de Palestras que reuniu estudantes e professores, no turno da manhã, no auditório. Gabriella fez um apanhado histórico sobre a presença feminina na Ciência, referenciando nomes como Tortula de Salerno, primeira professora da Escola de Salerno, na Itália; Marie Curie, primeira mulher no Mundo a ganhar dois prêmios Nobel; Hady Lamar, que desenvolveu o princípio para a comunicação sem fio, inspirando a telecomunicação; e as brasileiras Marta Lutz, cientista e bióloga especializada em anfíbios, que se tornou referência na luta pela igualdade de gênero; Elisa Frota Pessoa, uma das primeiras mulheres físicas brasileiras, e Vivian Miranda, primeira física brasileira a atuar em um projeto da Nasa.

A mestranda ressaltou também a importância da presença feminina na divulgação científica e na popularização da Ciência, citando nomes como Nina da Hora, cientista da computação e referência no combate ao racismo; Laura Marise e Ana Bonassa, que apresentam histórias e pesquisas de cientistas brasileiras em um podcast sobre Ciência, e Jaqueline Goes de Jesus, biomédica que coordenou equipe que mapeou o genoma do Coronavírus. Eliza Raquel abordou a importância da Biotecnologia e suas áreas de atuação, forma de ingresso na carreira acadêmica e os projetos na área. Ambas as palestras chamaram a atenção dos estudantes. Um deles, Leon de Souza Lins, 16 anos, aluno do primeiro ano do curso de Meio Ambiente, classificou os temas como apropriados para o ambiente escolar, onde estão os futuros cientistas.

“Mulheres na ciência normalmente são muito esquecidas, principalmente no Brasil, que esquece dos cientistas no geral, sobretudo as mulheres, por conta do machismo, e de não serem vistas da forma que é necessário que elas sejam vistas. As palestras foram muito boas porque trouxeram várias informações legais e considero muito necessário que num ambiente como esse tenha esse tipo de palestra’, afirmou o estudante. Aluna de Informática, Eloá Vitória Cardoso, 14, quis saber um pouco mais sobre Biomedicina e Biotecnologia. “Aproveitei a oportunidade para me informar sobre as alternativas de cursos de graduação, especialização que existem na área porque acho que a Biotecnologia hoje se aplica a todas as áreas do conhecimento, daí meu interesse em me aprofundar”, disse Eloá.

Os alunos puderam participar também de atividades práticas nas oficinas “Extração DNA do Morango” e “Tipagem Sanguínea”, além do Jogos dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz. Eliza Duarte explica que, na primeira oficina, o objetivo é buscar elucidar de forma demonstrativa os conceitos, função e a localização do DNA, utilizando processos químicos para desnaturação da membrana celular e visualização do DNA a olho nu. Na Tipagem Sanguínea, Maria Gabriella fez uma explanação sobre a importância do banco de sangue e as aplicações do conhecimento do tipo sanguíneo das pessoas.

“A maioria sai daqui com brilho nos olhos”, comenta Eliza, referindo aos participantes da oficina. “Além da extração do morango, abordamos também sobre DNA Recombinante (moléculas de DNA que possuem parte de DNA derivados de duas ou mais fontes), de forma bem direta e bem simples, para que eles entendam como é e também demonstro o GFP (Green Fluorescent Protein), proteína fluorescente que brilha quando em luz ultravioleta. Eles (os alunos) ficam bem encantados quando descobrem na prática o que é a Biotecnologia e qual a função, conceito do DNA e aplicação dele no dia a dia”, afirma.

“Muito interessante poder ter essa experiência de observar o DNA de um morango e conseguir ver a olho nu”, avaliou Giovana Queiroz Murasse, 15 anos, aluna de Administração. “Gosto de outra área de conhecimento, mas é muito válido aprender sobre Ciência”, menciona. Gabriele Tokuta Saturnino de Souza, 16 anos, aluna de Informática, fez questão de participar das duas oficinas. “Foi um aprendizado a mais porque mais à frente teremos aulas sobre esses e outros assuntos. Acredito que vai ajudar muito no aprendizado porque fazendo a parte prática do sangue e achei a palestra interessante, deu pra compreender o que os professores estavam falando. Consegui absorver bastante da prática”, avaliou, referindo-se à oficina de Tipagem Sanguínea.

Paralelamente ocorreram as mostras de Vídeos e Podcasts do DigiCiência e OuvirCiência, do Projeto InovaPop – ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a inovação tecnológica com tecnologias digitais, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Além dos vídeos exibidos em sala de aula, os alunos puderam ouvir também os podcasts sobre Ciência na Amazônia disponibilizados no sistema de alto-falantes do IFAM-Tabatinga. O material também foi disponibilizado para transmissão no Campus Avançado da UFAM, no município de Benjamim Constant, no Alto Solimões.

O coordenador de Pesquisa e Inovação da IFAM, Guilherme Balieiro Gomes, salientou que a presença da Fiocruz Amazônia no Campus Tabatinga do IFAM é uma oportunidade de estreitamento de relações entre as duas instituições. “Agradeço muito a presença da Fiocruz Amazônia aqui porque se tratam de duas instituições importantes para o Amazonas, Estado cuja distribuição geográfica é desafiante para as instituições. Portanto, estreitar essas parcerias para que uma instituição possa ofertar a sua expertise e colaborar com a outra, só fortalece nossa missão de fornecer ensino, pesquisa e extensão para a população do Amazonas, o que é muito positivo”, admitiu Guilherme, que é Doutor em Ciências pela Unicamp e professor de Física no Campus Tabatinga do IFAM.

O coordenador explicou que o ENPET, este ano, reuniu as atividades da mostra de extensão com as da SNCT. “Junto com as oficinas da Fiocruz, ocorreram também as oficinas ministradas por servidores do nosso campus”, citou. As atividades foram distribuídas nas salas de aula onde os alunos puderam se revezar entre as oficinas, com o acompanhamento dos professores do IFAM. “Esperamos que essa parceria se repita nos próximos anos”, frisou Guilherme.

MENINA HOJE, CIENTISTA AMANHÃ

Nesta quarta-feira, 18/10, ocorreu a Roda de Conversa “Menina Hoje, Cientista Amanhã: na trilha da carreira científica na Amazônia”, com as presenças de Juliane Glória, Eliza Duarte e Maria Gabriella. As três jovens cientistas se reuniram para um bate-papo infomal com um grupo de 30 estudantes inscritos para a atividade. “Cada uma contou um pouco da sua trajetória e os desafios e medos superados para alcançar seus objetivos como alunas de graduação e pós-graduação, e as oportunidades advindas dessas experiências”, explica Juliane, que é pós-doutoranda em Biotecnologia pela Fiocruz Amazônia. A conversa despertou a curiosidade dos alunos, que fizeram várias perguntas e ganharam brindes pela participação. A dinâmica com os Jogos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com a coordenação da técnica especializada do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rejane Marques da Silva, e mais duas sessões de oficinas e mostra de vídeos, e podcasts encerraram a programação na tarde desta quarta-feira, 18/10.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Em Manaus, Ministra da Saúde autoriza portarias que liberam R$ 110,4 milhões para emergências em saúde no AM

Nísia Trindade, Ministra da Saúde e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esteve em Manaus, na última segunda-feira, 16/10, para assinar portarias que devem liberar mais de R$ 110 milhões a serviços de saúde emergenciais no Amazonas por conta da severa estiagem e das queimadas.  Os aportes emergenciais foram anunciados em coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), localizada no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

Dos recursos, pagos em parcela única, R$ 102.327.635 serão destinados a média e alta complexidade em 59 localidade e R$ 8.090,000 milhões a saúde primária dos municípios de Lábrea, São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga. Segundo a titular da Saúde, o governo federal ainda vai investir R$ 122.793.162 mensalmente, a partir de novembro deste ano, para dar continuidade à recuperação permanente dos programas de saúde no Estado.

Na oportunidade, Nísia cumprimentou a diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, bem como parabenizou o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do ILMD, que não mediram esforços para apresentar respostas rápidas e enfrentar a pandemia de Covid-19, em especial o pesquisador Felipe Naveca, que coordenou o sequenciamento do genoma do novo coronavírus na Amazônia.

Durante sua fala, Nísia relembrou o momento em que esteve na Fiocruz Amazônia, para tratar de assuntos relacionados a pandemia. “Naquele Instituto da Fiocruz, não havia uma pessoa que não tivesse perdido um parente durante a pandemia de covid-19, inclusive o pesquisador que liderou a grande identificação da variante Gama e perdeu o pai no curso da pandemia e me disse: tive que adiar o luto. Isso foi muito comovente para mim. Esse reconhecimento precisa ser feito”, relatou a Ministra.

Nísia pontuou o momento crítico que o país vivenciou, e destacou as consequências geradas pela negação ao conhecimento científico. Os erros que ocorreram na gestão passada foram muitos, e falo de uma questão que atingiu o Amazonas, mas atingiu a todo Brasil. É o desprezo pela ciência, o negacionismo sim, mas é o descuido pelas questões maiores da vida e do cuidado com a nossa população.

Presente na reunião, Stefanie Lopes, que também é Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, falou sobre a importância das portarias assinadas em prol das populações amazônicas. “A ministra veio reiterar o compromisso dela com a saúde da população amazônica. Claro que ela veio em uma situação de emergência, assinando uma portaria que vai destinar recursos financeiros para tratar desse problema da estiagem e das queimadas, que prejudicam tanto a saúde da nossa população, com o desabastecimento, de acesso a água potável e com isso as doenças hídricas inerentes, mas ela também veio assinar uma portaria sobre atenção especializada que é de suma importância para os municípios que hoje sofrem com a desassistência”, destacou.

Quanto ao atendimento à saúde indígena no Estado, Nísia Trindade ainda afirmou que, na próxima semana, o secretário de Saúde Indígena Ricardo Weibe Tapeba estará no Amazonas para alinhar um plano específico para os povos originários afetados pela crise climática. O ministério também vai enviar reforço médico para as comunidades indígenas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Inscrições abertas para o cargo de diretor(a) da Fiocruz Amazônia – Biênio 2023/2025

A Comissão Eleitoral, instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o Cargo de Diretor para o biênio 2023-2025, divulga período para inscrição dos candidatos ao cargo de diretor(a), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O período de inscrição dos candidatos inicia nesta terça-feira, 17/10, obedecendo ao Calendário Eleitoral (ANEXO I), aprovado pelo Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia. As inscrições devem ser realizadas através de formulário a ser disponibilizado pela Comissão Eleitoral, no período previsto neste Regulamento. O período de inscrição se estende até o dia 25 de outubro de 2023.

Confira os documentos do processo eleitoral:

Regulamento Eleitoral

Ficha de Inscrição do Candidato(a)

Resolução N. 003/2023 ► Designa Comissão responsável pela condução do processo eleitoral

Resolução N. 004/2023 ► Designa Grupo Técnico em TI para assessoramento da Comissão Eleitoral

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia 

Fiocruz Amazônia lança chamada pública para cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulga Chamadas Públicas nº 010 e 011/2023, que estabelece as normas para o processo seletivo dos Cursos de Mestrado Acadêmico e Doutorado, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

MESTRADO

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no Anexo I. O processo de seleção será realizado em 4 etapas e sua realização ficará a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 30 vagas. As inscrições iniciam no dia 23 de outubro de 2023.

Confira o edital.

DOUTORADO

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

As inscrições para o processo seletivo iniciam no dia 26 de outubro de 2023.

Confira o edital.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia apresenta startups de saúde na Campus Party

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou presença no Campus Party Amazônia (CPA) – festival voltado para o intercâmbio de experiências na área de inovação tecnológica –, apresentando três startups criadas pelo Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), sob a coordenação do pesquisador em Saúde Pública, Pritesh Lawani. É a primeira vez que a Fiocruz Amazônia submete ao CPA projetos de plataformas desenvolvidos com a finalidade de contribuir para a melhoria da Saúde Pública, integrada ao universo da tecnologia e do empreendedorismo digital. Durante dois dias, alunos do Mestrado e Doutorado dos Programas de Pós-Graduação do DCDIA e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) estiveram reunidos no estande da Fiocruz Amazônia, no Campus Future do CPA.

As plataformas apresentadas no sábado, 14/10, foram a Prodoner, de estímulo à doação de leite materno, e a Rainbow destinada à detecção multiplex de vírus. No domingo, foi a vez da BVDX, voltada para a implantação de teste rápido para doença causada por roedores. Em visita ao estande, a diretora interina do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, considerou excelente a oportunidade, através do DCDIA e do Laboratório de Imunologia, de apresentar três potenciais startups do grupo, com produtos distintos, numa feira tecnológica do porte da CPA. “Saúde também é tecnologia e percebemos que hoje em dia precisamos estar antenados num contexto tanto de saúde digital quanto das novas tecnologias para detecção de vírus e doenças. O mundo hoje é conectado e integrado a um ambiente extremamente jovem, de negócios, integração e network, daí a importância de estarmos presentes nesses espaços”, afirmou.

Pritesh Lawani explica que o objetivo principal da participação do laboratório na Campus Party foi incentivar o lado empreendedor dos alunos que participam dos projetos e mostrar à sociedade as pesquisas de ponta realizadas pela Fiocruz Amazônia, gerando produtos que podem ser lançados no mercado e contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Pritesh, três propostas foram submetidas e duas foram classificadas no Campus Future. “No Prodoner, a ideia é conectar as mães que querem doar leite junto com banco de leite, que hoje atende de forma efetiva às mulheres que utilizam as maternidades da rede pública estadual, deixando uma lacuna no serviço privado”, explica. A plataforma visa exatamente aproximar essa fatia da população ao serviço, aumentando a oferta de leite materno, além de orientar as mães sobre a importância da amamentação com informações de qualidade.

O projeto é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e o Hospital Universitário Getúlio Vargas. A médica mastologista Conceição Maria Guedes Crozara, do HUGV, uma das coordenadoras da iniciativa, explica que o  Prodoner foi idealizado diante da dificuldade observada pelas pacientes dela que querem doar leite materno e não sabem como. “Elas (as pacientes) reclamam muito que ligam e não tem retorno, querem saber se podem doar ou não podem, qual tipo de frasco devem utilizar para coletar o leite, enfim, nosso aplicativo visa facilitar a comunicação entre o banco de leite e as possíveis doadoras”, explicou.

Segundo Pritesh, a plataforma encontra-se em construção. “Primeiro estamos gerando os dados que estarão contidos no aplicativo. Estamos num momento da pesquisa de levantamento das demandas das mulheres”, afirma. A mastologista Conceição Guedes salienta a importância da parceria com a Fiocruz. “A Fiocruz abraçou a nossa ideia e está nos ajudando na criação do aplicativo. Agora estamos na fase de brainstorms, que é a pesquisa de campo, levantando as necessidades tanto do banco de leite quanto das unidades de terapia intensiva neonatal. Depois dessa fase, queremos colocar o conteúdo no aplicativo”, afirmou.

FLAVIVÍRUS

A Plataforma Rainbow surgiu da necessidade de testagem multiplex que permita diagnósticos mais completos, ao invés de uma lâmina para cada tipo de teste. “A ideia do multiplex é possibilitar que doenças que são prevalentes na região amazônica, sejam testadas num único exame. Dengue, zika, febre amarela e virus do Oeste do Nilo. Isso ajudaria a reduzir custos. Usar uma mesma amostra para testar quatro doenças também aumenta o número de pessoas diagnosticadas corretamente e fortalece a vigilância dessas doenças”, explana Pritesh. O estudo conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Pós-doutora pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, a farmacêutica Bárbara Salgado integra a equipe da plataforma Rainbow Multilplex. Ela reforça que o objetivo principal do projeto  é construir uma plataforma única para conseguir diagnosticar e identificar múltiplas doenças com um único dispositivo. “A ideia é viabilizar a construção de uma plataforma de baixo custo viável e que seja acessível a população, uma vez que estamos na região amazônica e existe alta prevalência de dengue, entretanto muitas pessoas que são negativas para dengue, podem estar com outro tipo de doença causada por flavivírus”, lembrou. No domingo, a equipe do DCDIA apresentou o projeto BVDX de diagnóstico do muniavírus, que pertence à família do hantavírus transmitidos por roedores.

“Desenvolvemos um ensaio para diagnóstico de pacientes com hantavírus, fizemos um depósito de patente e agora estamos querendo melhorar para trazer num teste rápido que possa ser usado nas unidades básicas de saúde”, definiu Pritesh, acrescentando que o projeto também foi classificado no INOVALABS.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa

Oficinas da Fiocruz Amazônia produzem material para divulgação científica durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) irá disponibilizar as produções de divulgação cientifica, realizadas durante as oficinas DigiCiência e OuvirCiência, promovidas como parte da programação do ILMD/Fiocruz Amazônia para a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT-2023) que acontecerá de 16 a 20/10. Este ano, as diversas atividades ocorrerão, pela primeira vez, em municípios do interior e Região Metropolitana (Tabatinga e Presidente Figueiredo), além da capital, Manaus, onde os eventos serão realizados no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e na Escola Estadual Castelo Branco, no São Jorge. No total, foram produzidos oito vídeos e cinco podcasts sobre temas científicos diferentes que serão colocados à disposição do público. Haverá exposições, palestras, tapetão dos ODS, rodas de conversa, apresentação de peça teatral e a exibição do vídeo institucional de animação “A Menina que Virou Cientista”.

A realização das oficinas foi viabilizada por meio do projeto InovaPop – ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a inovação tecnológica com tecnologias digitais”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A diretora interina do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, explica que o objetivo da SNCT é dar oportunidade aos jovens estudantes de aprender e entender a   importância da ciência para o desenvolvimento sustentável e o quanto é fundamental desenvolver atividades científicas na Amazônia. “Primeiramente, gostaríamos de agradecer aos parceiros, sem os quais não seira possível estar realizando essa programação (Cigs, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Manaus, Secretaria de Estado da Educação, Instituto Federal de Educação do Amazonas, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas e à Fiocruz) e destacar que todas as atividades foram pensadas e feitas com muito carinho pela equipe do ILMD/Fiocruz Amazônia”, afirmou.

Stefanie lembra que a SNCT é uma atividade do Ministério da Ciência e Tecnologia, onde uma semana inteira é dedicada à popularização e divulgação do conhecimento para a população. “A Fiocruz Amazônia tem diversas atividades e elas possuem um potencial de alcance enorme que tem trazido uma aproximação da sociedade com o cientista, o que é muito importante”, diz. Sobre as oficinas do DigiCiência e OuvirCiência, que se encontram, respectivamente, em sua quinta e terceira edição, a diretora lembra que são ferramentas eficazes de popularização da Ciência.

“É preciso fazer com que os cientistas saiam do seu lugar de cientistas e consigam dialogar com a sociedade, contando o que é feito no Estado. A Fiocruz tem a produção de conhecimento como missão institucional, trazendo inovação e produtos, e consequentemente melhorias para o sistema de saúde. No entanto, muitas vezes, isso não chega para a sociedade. Com as oficinas, pretendemos fazer com que o público interno e, também, cientistas de outras instituições, possam adquirir conhecimento, conhecer ferramentas que permitam que ele popularize o que é feito no seu laboratório, usando para isso as mídias sociais, que estão em alta”, afirmou.

Os vídeos produzidos nas oficinas serão disponibilizados em canais como You Tube, Instagram e os conteúdos de voz gravados também como podcast. Amanda Lins, responsável pela Divisão de Ações Estratégicas de Educação na Saúde na Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, foi uma das alunas participantes. “A oficina está sendo, e acredito que vai continuar sendo, muito importante porque eu trabalho diretamente com as ações educacionais no âmbito da Semsa Manaus e dentro da secretaria temos um ambiente virtual de aprendizagem, o Ava da Escola de Saúde Pública, no qual o desenvolvimento dessas habilidades é pertinente”, afirma Amanda.

Segundo ela, as ferramentas digitais facilitam a comunicação do docente e o processo de aprendizado. “Conhecendo melhor os recursos, temos mais condições de produzir  as videoaulas em estúdio”, observou.

A jornalista Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas e instrutora das oficinas, ressalta que o objetivo do Digiciência e OuvirCiência é orientar e capacitar os profissionais a levar a informação de qualidade para a sociedade, numa linguagem simples com o uso das novas plataformas digitais. “A finalidade principal é fazer com que a sociedade compreenda o que os cientistas e pesquisadores estão fazendo dentro das instituições e, dentro da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, isso tem ainda um impacto ainda mais importante que é devolver para a sociedade os investimentos feitos na Ciência, ainda mais depois de sairmos de tempos tão turbulentos para a pesquisa científica”, explica.

Para a jornalista, que atuou nas edições anteriores das oficinas, os desafios técnicos são os mais frequentes. “Nosso público aqui são alunos de Iniciação Cientifica, pesquisadores dos laboratórios da Fiocruz Amazônia e profissionais externos que atuam na área da Saúde. Para eles, os maiores desafios são o de manusear os novos aplicativos, acessar as novas tecnologias, falar na frente da câmera, desenvoltura no manuseio dos equipamentos, uso correto da luz e toda a parte técnica que diz respeito a multimídia”, mencionou, ressaltando que a Fiocruz Amazônia ocupa um lugar de vanguarda nessa área, tendo sido pioneira no oferecimento de curso de especialização em Jornalismo Científico.

Os vídeos e podcasts ficarão à disposição dos estudantes do IFAM, de Tabatinga, e da Escola Estadual Presidente Figueiredo, em Presidente Figueiredo, durante a programação. Tanto em Tabatinga quanto em Presidente Figueiredo, as atividades acontecerão nas sedes das instituições de ensino com palestras, jogos educativos, rodas de conversa e oficinas que permitirão uma interação com os alunos. Entre as oficinas a serem realizadas estão “Extração de DNA do Morango” e “Tipagem Sanguínea”.

Confira os resultados das oficinas:

OuvirCiência:

https://open.spotify.com/show/7LjUw9gKiqGD8bMY0YXLjp#login

DigiCiência:

https://youtube.com/playlist?list=PLynYRtQDKmlitAPo_OmBsWkSrEZ11yxqV&si=UOmT547Kj0ky7vNI

Divulgado o resultado dos pedidos de isenção para processo seletivo do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulga o Resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, referentes ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira AQUI o RESULTADO.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 1ª Republicação para processo de seleção pública para Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, por intermédio de sua Diretora, torna público a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 19 (dezenove) vagas para ingresso no ano de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC.

Confira AQUI a REPUBLICAÇÃO.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas e sua realização ficará a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim. O processo será composto das seguintes etapas; 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3a Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa: Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia divulga edital para Eleição de Diretor(a) Biênio 2023/2025

Aprovado nesta quinta-feira, 5/10, pelo Conselho Deliberativo (CD-ILMD), o Regulamento Eleitoral para o cargo de Diretor(a) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o Biênio 2023-2025, iniciando nesta sexta-feira, 06/10/2023 a divulgação do início do processo eleitoral, conforme calendário eleitoral anexo 1 do Regulamento Eleitoral.

Confira os documentos do processo eleitoral:

Regulamento Eleitoral

Ficha de Inscrição do Candidato(a)

Resolução N. 003/2023 ► Designa Comissão responsável pela condução do processo eleitoral

Resolução N. 004/2023 ► Designa Grupo Técnico em TI para assessoramento da Comissão Eleitoral

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia 

Pesquisador da Fiocruz Amazônia aponta fatores sociais como importante causa para o excesso de suicídios no Brasil

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, apontou fatores sociais como as principais causas para o excesso de suicídios no Brasil, notadamente jovens indígenas das regiões Norte e Centro-Oeste, e mulheres de 30-59 anos, nos dois primeiros anos da pandemia de Covid-19. O epidemiologista foi um dos palestrantes do 3º Simpósio Prevenção é a Solução, realizado na última sexta-feira, 29/09, pela Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, Suicídio e Drogas, da Assembleia Legislativa do Amazonas, reunindo especialistas e representantes de instituições que lidam com a Atenção à Saúde Mental no Estado para uma reflexão acerca do tema. O evento fechou a programação alusiva ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio. Jesem é um dos autores de dois artigos publicados recentemente em revistas científicas internacionais, chamando atenção para as altas taxas de mortalidade por suicídio no Brasil, nos últimos 20 anos, e nos dois primeiros anos da pandemia de COVID-19.

O pesquisador fez um alerta para o número de suicídios do Amazonas. “Não podemos reduzir a problemática do suicídio a uma questão psiquiátrica/psicológica, mas sim um problema com determinantes sociais, econômicos e culturais mais complexo. O artigo sobre suicídio indígena no Brasil nos mostra que o Amazonas é um dos campeões do suicídio indígena e o único Estado do País que ao longo dos 21 anos que analisamos, apresentou tendência crescente, ou seja, aumento do risco de suicídio indígena”, afirmou. Segundo Orellana, um resultado que preocupa e que precisa ser visto pelo Poder Público como um problema social e de saúde pública. “Estamos aqui para trazer um pouco de reflexão a partir do que geramos de conhecimento e não de achismo e impressões muitas vezes moldadas por preconceitos geracionais”, explicou.

Jesem ressaltou a importância do papel da Fiocruz enquanto instituição de pesquisa a serviço da Saúde Pública e lembrou que os povos indígenas são grupos que precisam de atenção e respostas efetivas. “É preciso que o Poder Público crie condições de atender não só a determinantes sociais, mas também questões relacionadas a território, posse, uso da terra, discriminação, muito comum em relação aos indígenas, em regiões como a de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira, onde temos altas taxas de suicídio”, afirma. Nessas regiões, a população, mesmo sendo descendente direta de indígenas, contribui para que os parentes se sintam mal diante da sua condição étnica.

“Ao mesmo tempo em que ajudam no processo de autoafirmação, as características socioculturais dos indígenas os levam à exclusão e fazem com que muitas vezes não sejam inseridos no sistema educacional formal e no mercado de trabalho, o que os torna vulneráveis a problemas como o uso abusivo de drogas lícitas, como o álcool, e drogas ilícitas, como crack e cocaína, que acabam tornando esses indivíduos mais vulneráveis ao suicídio”, salientou. Para o pesquisador, fica difícil imaginar essas situações sendo equacionadas apenas com medicamentos e terapias, sem discutir o bem viver dessas pessoas.

O Amazonas e o Mato Grosso do Sul apresentam as maiores taxas de mortalidade por suicídio indígena no Planeta. “O Poder Público em geral precisa dar condições para que a sociedade não sucumba como o Amazonas sucumbiu nesses dois anos de pandemia de Covid-19, com uma das piores redes médico-hospitalares do país, com um dos menores números de profissionais qualificados com residência em terapia intensiva, para dar um exemplo entre dezenas de tantos outros. Precisamos entender que precisamos de bem-estar social para promover saúde. Discutir o suicídio de forma franca, aberta e sincera é falar dos determinantes sociais dessas iniquidades que estamos acostumados a viver no Amazonas”, ponderou.

O pesquisador lembrou que possíveis estratégias de solução para o problema passariam necessariamente pela adoção de políticas sociais e econômicas voltadas à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. “Como promover saúde numa cidade como Manaus, que possui um dos maiores números de trabalhadores informais do país? Onde a maioria da classe trabalhadora é escravizada e isso gera sofrimento, faz o pai de família se afundar no álcool e outras drogas, o torna agressivo, gerando um sofrimento existencial elevado”, questionou.

SUBNOTIFICAÇÃO NO MUNDO

O suicídio não é um problema exclusivo dos indígenas, nem do estado do Amazonas. Orellana descreve a problemática como sendo mundial e com pouca atenção das autoridades. “Para se ter uma ideia da quantidade de vítimas que o suicídio provoca anualmente, em 2016 tivemos 800 mil suicídios em todo o Mundo. O suicídio mata mais que malária e câncer de mama, ainda assim não conta com o empenho do Estado em instituir políticas públicas voltadas à saúde mental”, frisou. Segundo o especialista, não por acaso, as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU, incluíram reduzir taxa de suicídio. “Esse painel sabe da importância desse indicador, sabe que um país com uma taxa de suicídio alta está doente, e que não é só COVID, diabetes, homicídios e drogas que matam temos muitos problemas decorrentes desses problemas sociais que tornam o suicídio um dos maiores desafios da saúde mundial”, pontuou.

A subnotificação de suicídios é outro agravante. “As notificações oficiais de suicídio desconsideram uma parte dessas fatalidades, seja por erros de classificação na causa de morte dessas vítimas ou, no caso de indígenas, simplesmente porque a informação deixa de ser repassada às secretarias ou Ministério da Saúde. Portanto, o número de suicídios é muito maior. O que aparece no sistema de notificações oficiais também não reflete adequadamente as tentativas de suicídio. Estima-se que o número de tentativas é  20 vezes maior do que o de suicídios. Lamentavelmente, não temos estudos no Amazonas sobre ideação e tentativa de suicídio com representatividade populacional. Precisamos avançar em relação ao conhecimento da quantidade de pessoas que estão em risco eminente de cometer suicídio”, finalizou, destacando a importância do envolvimento da sociedade como um todo na discussão.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa 
Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia abre inscrições para processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulgou nesta sexta-feira, 29/9, a Chamada Pública nº 009/2023, que estabelece as normas  para o processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA – Turma 2024. As inscrições iniciam no dia 2/10 e se estendem até o dia 20/10.

Poderão participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC. O curso, ocorrerá de forma presencial, e terá sede em Manaus – AM, sendo ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Confira AQUI a Chamada Pública.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 19 (dezenove) vagas para ingresso no ano de 2024.

A admissão ao curso de Mestrado será feita através de Processo Seletivo composto das seguintes etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa: Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A lista final dos candidatos com matrícula confirmada será divulgada no endereço acesso.fiocruz.br > Serviços Fiocruz > Ensino > Minhas Inscrições > Editais e Documentos, no dia 29/02/2024.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Palestra apresentará resultados de estudos sobre transmissão do Zika vírus, infecção em gestantes e Síndrome de Zika congênito

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 29/9, a partir das 10h, a palestra “Transmissão do Zika vírus, infecção em gestantes e Síndrome de Zika congênito: Resultados da coorte de Manaus”, a ser ministrada pela pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Flor Ernestina Martinez Espinosa.

A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link:  https://us06web.zoom.us/j/88635417281?pwd=T0ZtSkpWNEpKOVN3bjYxR1VMcDFkZz09 utilizando ID da Reunião: 886 3541 7281 e Senha de acesso: 035822.

SOBRE A PALESTRANTE

Flor Espinosa é graduada em Medicina pela Universidad Nacional de Colombia, Residência médica em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD), é Mestra e Doutora em Medicina Tropical pelo Instituto Oswaldo Cruz ( IOC/Fiocruz). É médica pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e pesquisadora em Saúde Pública do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (ILMD Fiocruz/Amazônia) onde é Vice-Chefe do Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (Lab. IPCCB).

Ministra disciplinas e é orientadora nos Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical (PPGMT) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em convênio com a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), e Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do ILMD Fiocruz/Amazônia.

Foi membro titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e é membro do Comité de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Medicina Tropical, coordena vários projetos de pesquisa, atuando principalmente no efeito que as doenças infecciosas causam no binômio materno fetal quando ocorrem durante o ciclo grávido puerperal tendo trabalhado com Malária, Zika, Tuberculose, Torch, ISTs, Coinfecções e Epidemiologia Clínica.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo aponta aumento das taxas de suicídio entre jovens indígenas da regiões Norte e Centro-Oeste

Pesquisadores da Fiocruz e da Universidade de Harvard realizam o primeiro estudo nacional que avalia o suicídio entre indígenas e não indígenas no Brasil. O estudo avaliou taxas de suicídio durante o período de 2000 a 2020 e mostrou um risco desproporcionalmente maior em indígenas, principalmente naqueles de 10-24 anos. As regiões Norte e Centro-oeste foram as que apresentaram maior risco de suicídio, principalmente estados como Amazonas e Mato Grosso do Sul.

O estudo acaba de ser publicado na “The Lancet Regional Health – Americas” e aborda nuances sobre este grave e negligenciado problema de saúde pública em pleno setembro amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio no Brasil, conforme destaca um dos coautores do estudo, o epidemiologista Jesem Orellana,  chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

As análises foram efetuadas a partir do banco de dados oficial de mortalidade do Ministério da Saúde do Brasil e teve como objetivo estimar taxas de suicídio e suas tendências entre indígenas não indígenas no Brasil. No artigo intitulado “Suicide among Indigenous peoples in Brazil from 2000 to 2020: a descriptive study” (Suicídio entre povos indígenas no Brasil de 2000 a 2020: um estudo descritivo – https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(23)00165-5/fulltext), os pesquisadores oferecem ao leitor a mais longa e abrangente análise sobre o comportamento das taxas de suicídio entre indígenas no Brasil.

“De forma geral, as taxas de suicídio em indígenas foram maiores em homens e indivíduos de 10-24 anos. Em homens de regiões como a Centro-oeste e Norte, essas taxas chegaram a alcançar 73,75 e 52,05 por 100 mil habitantes, em 2018 e 2017, respectivamente. Em indivíduos de 10-24 anos da região Norte, o grupo etário de maior risco para o suicídio indígena, essas taxas aumentaram substancialmente de 2013 em diante, contrariando o padrão de queda observado na região Centro-oeste. Este é um diferencial importante, em comparação ao grupo de maior risco na população geral do Brasil, pois o grupo etário de indivíduos com 60 anos e mais, historicamente, é o que apresenta maior risco de suicídio”, explica Orellana.

O estudo também mostrou que, em nível nacional, tanto as taxas de suicídio da população indígena brasileira quanto as taxas da população não indígena apresentaram tendência de aumento de 2000 a 2020. “No entanto, esse padrão não pode ser generalizado, especialmente entre os indígenas, pois estados como o do Amazonas na região Norte e Mato Grosso do Sul na região Centro-oeste, parecem ser os responsáveis pelas substanciais diferenças que se observa ao se comparar dados nacionais entre indígenas e não-indígenas”, observa.

O pesquisador salienta que os resultados do estudo reforçam a extrema vulnerabilidade de indígenas ao suicídio no Brasil, sobretudo homens, na faixa etária de 10-24 anos e residentes nos estados do Amazonas e Mato Grosso do Sul, apontando para a necessidade de priorização na alocação de recursos financeiros e no planejamento de estratégias que visem reduzir os fatores de risco associados ao suicídio, especialmente a desigualdade social e o limitado acesso a cuidados de saúde mental.

“Precisamos encarar o suicídio indígena como um grave e invisibilizado problema de saúde pública, o qual pode ser influenciado por uma gama de peculiaridades contextuais e culturais, como conflitos territoriais, crises sanitárias, racismo estrutural, bem como questões de ordem econômica, política e psicológica”, finalizou.

Fundo de População das Nações Unidas e Fiocruz Amazônia lançam curso online sobre Manejo Clínico da Violência Sexual

Curso de atualização é voltado para profissionais de saúde da região norte

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Campus Virtual Fiocruz, abrem nesta segunda-feira (25), as inscrições para o Curso de Atualização em Manejo Clínico da Violência Sexual voltado a profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) da Região Norte. As inscrições estão abertas até o dia 25/10. O formulário de inscrição está disponível no link https://bit.ly/cursomanejoviolencia2023. O curso será realizado de novembro deste ano a fevereiro de 2024

São disponibilizadas vagas para 1.000 profissionais da saúde de nível médio e superior, com ênfase em profissionais que atendam sobreviventes de violência sexual, como profissionais que trabalham em serviços de saúde especializados no atendimento de sobreviventes, cuidados pré-natais, planejamento familiar, ginecologia, cuidados pós-aborto, saúde mental, atenção a pessoas vivendo com HIV, parteiras, obstetras, obstetrizes, bem como prestadores de saúde da Atenção Básica e de Urgência e Emergência.

Segundo o Anuário de Brasileiro de Segurança Pública de 2023, a taxa de estupro e estupro de vulnerável cresceu 8,2% em relação ao ano anterior e chegou a 36,9 casos para cada 100 mil habitantes em 2022. O perfil das vítimas revela que 75,8% eram incapazes de consentir em razão da idade (menores de 14 anos), ou por qualquer outro motivo (deficiência, enfermidade etc.). Na maior parte desses casos, a violência ocorreu na residência da vítima, sendo o autor familiar ou pessoa conhecida. Nesse cenário, o Estado do Amazonas registrou a maior variação nas taxas de estupro e estupro de vulnerável entre os estados brasileiros, na ordem de 37,3%, seguido pelo Estado de Roraima (28,1%).

Para a Débora Rodrigues, Chefe de Escritório do UNFPA em Manaus, a formação é uma oportunidade de fortalecer as capacidades dos serviços e profissionais da linha de frente na resposta à violência sexual na Região Norte. “Os dados mostram que temos urgência em garantir que sobreviventes recebam o acolhimento, a orientação e o atendimento clínico necessários para que, futuramente, possam ter vidas plenas e com direitos. Esse curso é um dos caminhos para garantir a proteção integral dessas pessoas, com ênfase em mulheres, crianças e adolescentes, trazendo também um módulo específico para a oferta de cuidados a homens sobreviventes de violência”, destaca.

SOBRE A FORMAÇÃO

A formação será remota e autoinstrucional, com carga horária de 40 horas. Às pessoas que concluírem no mínimo 75% do curso, será concedido certificado pela Fiocruz Amazônia. A confirmação será comunicada pelo e-mail indicado na inscrição. “Esse é um debate importante e a Fiocruz como instituição de saúde, pesquisa e ensino não pode ficar de fora. Já temos uma parceria com a UNFPA, por meio da qual realizamos no ano passado, um curso sobre Emergências Obstétricas voltado para trabalhadores da saúde da Região Norte, sobretudo os que atuam em maternidades e na Atenção Primária à Saúde, que foi importante para o período pós-pandemia. Agora, esse novo curso, aborda a questão da violência que afeta a vida, a dignidade e o direito das pessoas à liberdade, sendo de extrema relevância a formação que oriente os trabalhadores desse campo”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt.

SOBRE OS MÓDULOS

Entre os temas abordados estão tópicos sobre a violência baseada no gênero, bases legais, diretrizes e princípios do atendimento às pessoas em situação de violência sexual e apoio de primeira linha, manejo clínico da violência sexual. Um dos destaques do curso são os módulos “Consideração para crianças e adolescentes em situação de violência sexual” e “Considerações para a assistência de homens sobreviventes de violência sexual”, temas pouco abordados em formações técnicas.

Para a Dra. Zélia Campos. Coordenadora do Serviço de Atendimento à Vítima de Violência Sexual da Maternidade Dr. Moura Tapajoz e tutora do curso, esta formação é uma oportunidade para a compreensão dos gestores e equipes de saúde da importância do atendimento humanizado e multidisciplinar às pessoas em situação de violência sexual. “O curso promove direitos sexuais e reprodutivos básicos ao trazer informações para ajudar a ampliar e melhorar o acesso das pessoas em situação de violência sexual nos serviços de saúde”, ressalta a tutora.

O apoio acontece pelo projeto “Fortalecimento dos Serviços de Violência Baseada no Gênero que Salvam Vidas”, implementado pelo UNFPA com o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O objetivo do projeto é fortalecer as capacidades das redes locais de prevenção e enfrentamento à violência baseada no gênero no Amazonas e em Roraima. Implementado desde 2021, o projeto atua com base em três eixos: o acesso à informação e prevenção à violência baseada no gênero, o fortalecimento dos serviços de proteção especializados, e a construção de capacidades e advocacy. Desde o início do projeto, mais de 60 mil pessoas foram alcançadas.

Obras da nova sede da Fiocruz Amazônia estão previstas para começar no segundo semestre do ano que vem

As obras da nova sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deverão ser iniciadas no segundo semestre do ano que vem, no terreno oficialmente cedido pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus para a construção do prédio, que terá seis andares. A previsão do início das obras foi dada nesta quinta-feira, 21/09, pelo diretor executivo da Fiocruz, Juliano de Carvalho Lima, e a diretora interina da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, após participarem de uma reunião na sede do Comando do 2º Grupamento de Engenharia, para tratar sobre o projeto e o fortalecimento da parceria entre o Exército e a Fiocruz Amazônia. No próximo dia 31/10, o projeto finalizado da planta arquitetônica do prédio será apresentado oficialmente ao comandante do 2º GptE, general-de-brigada Luiz Claudio Brion Cardoso.

“É a primeira vez que visito o terreno e estou muito animado com a possibilidade de darmos início a essa obra no segundo semestre do ano que vem. Pelos prazos que constam do projeto acreditamos que em breve vamos ter condições de dar ao ILMD/Fiocruz Amazônia uma estrutura condizente com a capacidade que o instituto tem de realizar pesquisa, ensino, vigilância e tudo mais”, afirmou Juliano. A visita foi acompanhada pelo chefe de gabinete da Coordenação Geral de Infraestrutura dos Campi (COGIC), da Fiocruz, Jorge Pessanha, o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia, Aldemir Maquiné, e a engenheira Marcela Pinheiro Cidade, do Serviço de Infraestrutura da unidade.

Stefanie Lopes explicou que a intenção da visita foi de reafirmar a parceria e mostrar o cronograma atualizado para a obra. “Devido a contratempos no processo, foi preciso postergar alguns prazos para o inicio da obra, mas a nossa intenção é deixar a comunicação muito estreita em favor dessa parceria tão importante para que o projeto da nova sede passe a ser realidade”, afirmou. A diretora interina ressaltou que com o crescimento das pesquisas e do corpo técnico da instituição, bem como a ampliação dos programas de pós-graduação, tornaram necessário um novo espaço que comporte esse crescimento.

“Uma nova sede será de extrema importância para nossa atuação na Amazônia, ainda mais agora com a Amazônia sendo colocada no seu devido lugar de relevância, entendemos que esse momento é profícuo para que o projeto se torne realidade o quanto antes. Nossa necessidade de espaço físico urge de uma estrutura permanente adequada e esse projeto de nova sede vem preparado para o desenvolvimento de nossas atividades, salas de aula maiores e amplas, laboratórios que já virão com os requisitos para as certificações necessárias, e até um ambulatório”, detalhou Stefanie.

CAPACITAÇÕES

A visita também teve como finalidade fortalecer a cooperação entre a Fiocruz Amazônia e o Exército no que se refere a parceria para atuações em pesquisa. “Durante a reunião, vislumbramos diversas outras parcerias voltadas para pesquisa, visto a capilaridade do Exército no território amazônico, sobretudo em regiões longínquas de fronteira. Entendemos que a Amazônia é um loco estratégico de estudo e essa presença do Exército pode nos ser muito cara”, observou a diretora interina do ILMD/Fiocruz Amazônia. O acordo de cooperação firmado entre o Exército e a Fiocruz vislumbra não só a cessão do espaço da nova sede como também a capacitação dos militares agentes de saúde em áreas onde a Fiocruz tem expertise. “Devemos realizar novas reuniões para que isso possa se tornar realidade e a conversa nesse sentido foi muito boa. Esperamos em breve estar com um plano de trabalho para essas ações”, adiantou.

Jorge Pessanha se disse satisfeito com as tratativas. “Acompanho o processo desde a primeira área sugerida, participei de toda a negociação do segundo terreno e também da assinatura do termo de cessão. Estou vendo um sonho se concretizando e tomando forma. Espero que em breve possamos estar vendo-o avançar com a colocação da pedra fundamental da obra”, afirmou Pessanha.

A nova sede fica na Avenida São Jorge, em área oficialmente cedida pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), do Exército. O projeto arquitetônico está sendo realizado pela empresa cearense Architectus S/S Arquitetura e Engenharias – especializada em projetos integrados, planos urbanísticos e gerenciamento de obras, com atuação nacional. A proposta apresentada é a de um prédio funcional, com seis andares e capacidade para concentrar todos os laboratórios de pesquisa da Fiocruz Amazônia, ocupando uma área de 14.512,80 metros quadrados, com possibilidade para futuras ampliações. A perspectiva é de que a obra seja feita por etapas. Na primeira, ocupando uma área de 14 mil metros quadrados e na segunda e terceiras etapas, com expansões a partir da estrutura já existente, à medida em que houver necessidade de ampliação.

O prédio contará com dois andares para laboratórios, gestão, serviços, bicicletário, ambulatório, oca, salas com divisórias retráteis que se transformam em auditório com capacidade para 100 pessoas, área de exposições, vestiário e estacionamento com capacidade para 201 veículos, entre outros espaços. A nova sede primará também pela sustentabilidade, com selo PBE Edifica Procel, que atesta a redução do custo energético da edificação, e Processo Aqua de certificação de construção sustentável.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz realiza 2º Seminário Internacional do Programa VigiFronteiras-Brasil e aborda estratégias de Vigilância em Saúde nas regiões de fronteira

O Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) da Fundação Oswaldo Cruz promove, no dia 25 de setembro (segunda-feira), às 10h (horário de Brasília), na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus, seu 2° Seminário Internacional. O evento contará com a participação de renomados pesquisadores da área de vigilância em saúde e será transmitido ao vivo pelo Canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no YouTube com tradução para o espanhol, inglês e Libras. O tema do encontro é “Estratégias de vigilância em saúde nas regiões de fronteira”.

Entre os palestrantes estão o pesquisador do Institute of Research for Development (IRD – UnB – Fiocruz), da França, Emmanuel Roux, que ministra palestra sobre o “Sítio sentinela transfronteiriço como ferramenta de cooperação da vigilância em saúde em fronteira internacional”; o oficial Nacional na Unidade Técnica de Vigilância, Preparação e Resposta às Emergências e Desastres na OPAS/OMS-BR,  Rodrigo Frutuoso, que vai falar sobre a “Importância da Avaliação de Risco para eventos de saúde pública”; e a pesquisadora da Fiocruz e coordenadora da Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre (SISS-Geo), Márcia Chame. Ela apresentará a “Plataforma SISS-Geo: monitoramento participativo para vigilância de zoonoses silvestres em ambientes naturais, rurais e urbanos”.

O seminário contará com a participação do pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (LIS/Icict/Fiocruz) Christovam Barcellos, como debatedor. O seminário contará, ainda, com a participação da coordenadora Geral Adjunta e do Stricto Sensu da Fiocruz e Coordenadora do Programa VigiFronteiras-Brasil, Eduarda Cesse, e da coordenadora acadêmica do programa, Andréa Sobral, como moderadoras.

O público interessado nos temas poderá participar do evento conferindo a transmissão ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no YouTube (confira os links a seguir). Os participantes não precisam se inscrever previamente. Não serão fornecidos certificados.

O Programa VigiFronteiras-Brasil é uma iniciativa da Fiocruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério das Saúde e com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). É realizado por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

2° Seminário Internacional – Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz

·         Transmissão em português: https://youtube.com/live/vTWVXd1eiZs?feature=share

·         Transmissão em espanhol: https://youtube.com/live/GMwi65_0VxQ?feature=share

·         Transmissão em inglês: https://youtube.com/live/kLfJWsGfQuI?feature=share

Adele Benzaken deixa o cargo de diretora da Fiocruz Amazônia após dois anos de gestão

A médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken pediu exoneração do cargo de diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), na tarde desta quarta-feira, 20/09, durante reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da instituição. Adele deixa a instituição faltando um ano e oito meses para o final de sua gestão – que seria de quatro anos –, por motivos de problemas de saúde na família. A médica foi eleita pelo voto direto dos servidores, assumindo o cargo em 2021, no período crítico da pandemia de Covid-19 no Brasil. Coordenou junto com pesquisadores da instituição ações de vigilância genômica do vírus SARS-CoV-2, que resultaram na descoberta de variante Gama no Amazonas, transformando o ILMD em unidade de referência para COVID-19 e Monkeypox.

Ao anunciar sua saída, a sanitarista fez um balanço dos dois anos em que esteve à frente do ILMD/Fiocruz Amazônia, citando avanços conseguidos nos campos do ensino, inovação tecnológica, inclusão social pela Ciência, apoio de emendas parlamentares, captação de recursos nacionais e internacionais para investimentos em projetos de pesquisa na Amazônia e em infraestrutura laboratorial, tão necessária para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação no Amazonas. Durante sua gestão, o ILMD/Fiocruz Amazônia conseguiu ampliar o número de vagas em cursos de Doutorado e Mestrado, assim como a oferta de bolsas, fortalecimento de parcerias institucionais para apoio a programas de pós-graduação e viabilização de ações estratégicas na região, especificamente junto a grupos sociais mais vulnerabilizados, a exemplo de pessoas vivendo com HIV/Aids, ribeirinhos, quilombolas, indígenas e migrantes. Promoveu o credenciamento de novos laboratórios de pesquisa e o recredenciamento de outros já existentes, valorizando a figura do pesquisador que trabalha e vive na região amazônica.

Defensora ferrenha da Amazônia e suas singularidades, Adele Benzaken teve o trabalho e trajetória dedicados à Saúde Pública reconhecidos pelo presidente da Fiocruz, Mário Moreira. Ele participou de modo virtual da reunião, mesmo sendo representado pelo diretor executivo da Fiocruz, Juliano de Carvalho Lima, que veio do Rio de Janeiro. “Adele sempre se destacou na defesa dos interesses da Ciência e na militância em favor do SUS, sempre comunicou muito bem as atividades e projetos que o ILMD vem desenvolvendo nos últimos tempos. Gostaria de dizer que você faz parte de um seleto grupo de dirigentes da Fiocruz e, digo isso no presente, porque quem foi dirigente dessa casa, jamais deixa de sê-lo, qual seja o local que esteja daqui pra frente, qual seja a decisão que tomar com relação a sua vida cientifica. Você sempre será reconhecida como dirigente desta casa”, afirmou.

A diretoria passa a ser ocupada interinamente pela diretora adjunta do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que é bióloga e pesquisadora concursada da Fiocruz Amazônia, com foco de atuação em malária. Stefanie ocupa também a vice-diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD. Em breve, deverá ocorrer uma eleição para a composição da nova gestão, com mandato até 2025. Sobre o processo eleitoral, o presidente da Fiocruz Mário Moreira destacou que ao longo dos últimos anos, a Fiocruz conseguiu produzir um ambiente de muita tranquilidade institucional, “o que favorece o processo sucessório em casos de renúncia de cargos de diretoria de unidades, permitindo uma travessia de condução de uma gestão até o seu final sem sobressaltos e garantindo a manutenção dos projetos institucionais, com todos os termos e aspectos regimentais sendo seguidos”, informou.

Este ano, a Fiocruz Amazônia completa 29 anos de atividades. Bastante aplaudida em seu discurso de despedida, Adele Benzaken destacou o empenho dos pesquisadores da casa e da equipe como um todo, agradecendo a parceria. “A semente da colaboração está plantada, só precisa cuidar dela e para isso ninguém melhor que a Stefanie Lopes, para dar continuidade.

Fiocruz Amazônia abre inscrições para oficina de divulgação científica por meio de vídeos e podcasts

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre nesta quarta-feira, 06/09/2023, as inscrições para as oficinas “DigiCiência – Oficina de Vídeos Digitais para Divulgar Ciência” e “OuvirCiência – Oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas”. As capacitações serão oferecidas por meio dos projetos: “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2023” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais”, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (FAPEAM).

A ação pretende prover treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de vídeos e podcasts, para divulgação nas mídias digitais. As inscrições serão realizadas através da plataforma Campus Virtual e, ocorrem até o dia 18/9, para a oficina “DigiCiência – IV Edição”, e 19/9, para a oficina “OuvirCiência III Edição”.

As atividades fazem parte das ações promovidas pela Fiocruz Amazônia, e darão início a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2023 – SNCT 2023, que este ano terá como tema “Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável”. Para participar, os interessados deverão preencher formulário de inscrição e, apresentar Carta de interesse, juntamente com o Currículo Lattes.

As aulas serão ministradas por Cristiane Barbosa, Jornalista; Doutora em Ciências da Informação; docente da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, Helder Mourão, Jornalista, Mestre em Ciências da Comunicação; professor do Instituto Metropolitano de Ensino – IME nos cursos de Jornalismo e Design.

DIGICIÊNCIA IV EDIÇÃO

Realizada entre os dias 21 e 23/9, das 14h às 17h, no Laboratório de Informática do ILMD/Fiocruz Amazônia, a oficina tem o objetivo de promover atividades virtuais de comunicação e materiais de divulgação científica, em formato digital, relacionadas a temática de ciência e tecnologia, utilizando ferramentas tecnológicas digitais, por meio de atividades teóricas e práticas.

Inscreva-se AQUI

OUVIRCIÊNCIA III EDIÇÃO

A Oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas (III Edição), se propõe a realizar treinamento, por meio de atividades teóricas e práticas, oportunizando que alunos de iniciação científica, pós-graduação e pesquisadores da Unidade e, de parceiros interessados produzam material em forma de podcasts, preferencialmente sobre temas de saúde, que serão disponibilizados ao público, por meio dos canais institucionais e de parceiros.

Na oficina, serão apresentadas algumas técnicas de produção de podcast, iniciando pela elaboração do roteiro e elementos de pré-produção, passando pela gravação e pela edição até chegar ao produto final. Na qual, serão apresentados softwares específicos para edição, que permitirão aos participantes criar podcast e, disponibilizá-los nas plataformas digitais.

Inscreva-se AQUI

Cada Oficina terá 6h de aulas presenciais, e nas demais horas, os inscritos poderão contar com suporte por e-mail para a produção do trabalho final, totalizando 20h de atividades. Os melhores trabalhos serão selecionados e divulgados durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Fiocruz.

Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia realiza semana de adaptação para novos bolsistas

A coordenação do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), promove entre os dias 12 e 14/9, a 1ª Semana de Adaptação para novos bolsistas do programa. A atividade tem o objetivo de inserir os novos alunos de graduação, na iniciação científica, proporcionando uma imersão onde os estudantes irão conhecer a Instituição, sua missão, visão e ações em prol da saúde, bem como as atividades acompanhadas por pesquisadores da Instituição, que serão os mentores destes bolsistas, durante a execução de suas atividades de pesquisa e, desenvolvimento de seus projetos.

O coordenador do PIC ILMD/ Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, explica que o seminário possibilitará aos estudantes, maior integração entre áreas transversais de pesquisa desenvolvidas na instituição. “Ele é um seminário para que o aluno consiga se sentir pertencente à instituição e, tem o objetivo de apresentar a Fiocruz Amazônia para os alunos, entenda seus objetivo e metas, para que ele possa também aprender o que é o Programa de Iniciação Científica, conheça a importância do seu projeto para o corpo de alunos de iniciação”, esclarece.

Durante os três dias de evento, serão apresentadas as seguintes palestras: ILMD/PIC; Conhecendo um pouco mais sobre o Núcleo de Inovação Tecnológica; Conhecendo a biblioteca; Introdução a Biossegurança; Introdução ao SUS.

SOBRE O PIC

A Iniciação científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Pesquisa desenvolvida na Fiocruz Amazônia vence Prêmio CAPES de Tese de 2023

Concorrendo com 1.469 trabalhos de todo país, a tese “Novas abordagens para o desenvolvimento de insumos e métodos para o diagnóstico de malária”, conquistou um dos  prêmios de melhor tese, do Prêmio CAPES de Tese de 2023, uma das maiores premiações de pós-graduação no Brasil. Da parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Dimensions Sciences, a vencedora é Juliane Corrêa Glória, doutora pelo programa de pós-graduação em Biotecnologia (PPGBIOTEC) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), pós-doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia).

A tese, orientada por Luis André Mariúba, pesquisador do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), do ILMD/ Fiocruz Amazônia, busca por novos insumos e métodos para o diagnóstico de malária. “No decorrer do trabalho, exploramos técnicas em nanotecnologia, biologia molecular, imunologia aplicada e desenvolvimento de sensores eletroquímicos. Com isso, nós desenvolvemos um novo método de solubilização de nanotubos de carbono para que estes fossem utilizados como carreadores em imunizações de galinhas com peptídeos sintéticos de proteínas do parasita da malária”, explica Juliane Glória.

A patente referente ao desenvolvimento desse método, foi depositada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), em 2018 e, os resultados também foram publicados em uma revista internacional em 2020. “Nós pudemos constatar que as galinhas imunizadas produziram anticorpos contra os marcadores alvo. Com isso, extraímos esses anticorpos, chamados de IgY, da gema dos ovos das galinhas, por meio de uma metodologia simples que causa o mínimo de desconforto e dor aos animais, a qual foi adaptada por nossa equipe e, cuja patente referente ao método de obtenção foi depositada em 2020. Esses anticorpos foram capazes de reconhecer a proteína alvo em amostras de sangue total de pacientes com malária, sem apresentar reatividade cruzada com amostras de pessoas saudáveis”, esclarece a pesquisadora.

Durante o doutorado, Juliane teve a oportunidade de ampliar os objetivos de sua pesquisa, utilizando biossensores eletroquímicos, por meio de um doutorado sanduíche. “No ano de 2021 surgiu, por meio de uma parceria com o Dr. Walter Brito (UFAM), a oportunidade de realizar um período sanduíche no Instituto Superior de Engenharia do Porto. Então, passei 6 meses morando em Portugal, trabalhando em um biossensor eletroquímico de impressão molecular. Nesse estudo, que foi o primeiro a aplicar a metodologia de estudo, tendo como alvo um antígeno marcador de infecção de malária. Nós trabalhamos com o que chamamos de “anticorpos plásticos”, que são moldes produzidos com polímeros resistentes e econômicos, para que o antígeno seja detectado por meio de sinais elétricos ao encaixar nesse molde”, destaca.

Apesar de ter realizado mestrado e doutorado pela UFAM, Juliane faz parte do grupo DCDIA da Fiocruz Amazônia desde seu ingresso no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) da Instituição. Sobre a honraria, Juliane afirma que receber o prêmio é um fato marcante em sua trajetória, em especial pela relevância da premiação, em uma categoria que premia teses realizadas por mulheres no Brasil.

“Quando nos inscrevemos para concorrer ao prêmio, confesso que achava muito difícil que ganhássemos, porque temos aquela ideia errada de que não conseguimos competir com o restante do país, principalmente na área de biotecnologia. Mas meu orientador confiou no nosso trabalho e isso foi um grande incentivo para que eu quisesse me inscrever. Foi um choque imenso receber um dos prêmios de melhores teses da CAPES, em parceria com a Dimensions Sciences, que é uma categoria especial que premia teses realizadas por mulheres, que tenham biotecnologia, inovação ou empreendedorismo como tema. É incrível ser reconhecida por todo esforço que fizemos, para conseguir os resultados que tivemos pois, geralmente, todos os 4 anos de doutorado se resumem ao momento de defesa e ao recebimento do diploma. No nosso caso, foi possível receber essa honraria que é a maior que um pós-graduando pode receber aqui no Brasil”, conta Juliane Glória.

Essa é a primeira vez que um estudo desenvolvido nos laboratórios da Fiocruz Amazônia tem uma tese escolhida como a melhor do Brasil pela CAPES e, para o docente que orientou a pesquisa premiada, o fato é extremamente importante. “Ficamos muito honrados com a escolha, pois sempre acreditamos muito no trabalho desenvolvido. Juliane foi uma aluna muito dedicada, focada e soube aproveitar bem as oportunidades que lhe apareceram durante seu doutorado. Os resultados obtidos deram base para a continuação da pesquisa em novos trabalhos, como no atual pós-doutorado que a Juliane está realizando, além de novos projetos de PIBIC, mestrado e doutorado de outros estudantes. Este prêmio nos motiva a continuar buscando inovar cada vez mais no desenvolvimento de insumos e métodos para a saúde”, pontua Luis André Mariúba.

SOBRE A PREMIAÇÃO

O Prêmio CAPES de Tese reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado, defendidos em programas de pós-graduação brasileiros de acordo com os seguintes critérios: originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação e o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato. Criado em 2005 e entregue pela primeira vez em 2006, ele abrange todas as áreas de conhecimento que têm um representante na avaliação da pós-graduação stricto sensu. Um dos objetivos da iniciativa é aumentar a visibilidade das ações positivas e indutoras da CAPES na pós-graduação brasileira.

A lista, publicada no Diário Oficial da União, traz o nome, o título da tese, as instituições e os orientadores dos 49 ganhadores, um por área de avaliação. Também foram anunciados os nomes dos 97 doutores que receberão menções honrosas da premiação pelas teses defendidas. Dentre os 49 premiados, três irão receber o Grande Prêmio CAPES de Tese, um de Humanidades, outro de Ciências da Vida e um de Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar. A solenidade de entrega ocorre em dezembro.

Ao falar sobre a premiação, a jovem doutora fez questão de expressar o sentimento de gratidão, aos pesquisadores e colegas de trabalho que contribuíram para sua formação, bem como experiências acadêmicas e científicas vivenciadas. “Acredito que seja difícil para as pessoas entenderem o quanto é complexo desenvolver um projeto científico. Muito do nosso tempo e energia é requerido para que possamos realizar o melhor trabalho possível. Gostaria de deixar registrada minha gratidão ao melhor orientador que eu poderia ter, Dr. Luis André Mariúba, que me incentivou e apoiou em todos os nossos projetos, durante os 10 anos que estamos trabalhando juntos. Ao meu coorientador, Dr. Walter Brito, pois foi por intermédio dele que foi possível fazer o doutorado sanduíche. E à minha orientadora em Portugal, Dra. Felismina Moreira, que teve muita paciência ao me ensinar algo que nunca havia feito e, a todos os meus colegas do Instituto Superior de Engenharia do Porto – ISEP, que me acolheram da melhor maneira possível”, destaca Juliane, ao lembrar sua trajetória.

Os autores dos trabalhos selecionados receberão bolsas de até um ano para estágio pós-doutoral em instituição nacional, certificado e medalha. Seus orientadores ganharão um prêmio no valor de até R$3 mil, além de certificados que também serão oferecidos aos coorientadores e aos programas de pós-graduação nos quais as teses foram defendidas.

O vencedor do Grande Prêmio ganha uma bolsa para estágio pós-doutoral em instituição internacional, por até 12 meses, certificado e troféu. Cada orientador vai receber premiação de R$9 mil, para participar de congresso internacional e certificado de premiação que também será entregue aos coorientadores e ao Programa.

Instituições parceiras oferecerão prêmios adicionais. A Fundação Carlos Chagas dará R$25 mil aos autores das teses vencedoras nas áreas de Educação e Ensino, além de quatro menções honrosas no valor de R$10 mil, duas em cada uma dessas áreas. Do mesmo modo, a Dimensions Sciences oferece US$2 mil para uma autora na área de Biotecnologia cujo trabalho tenha relação com inovação e empreendedorismo. Já o Instituto Serrapilheira concederá dois prêmios de R$20 mil, um para o trabalho vencedor do Grande Prêmio do Colégio de Ciências da Vida e outro para o de Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar.

SOBRE A VENCEDORA

Juliane é graduada, mestre e doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (2022), o último com período sanduíche no Instituto Superior de Engenharia do Porto (Porto-Portugal), onde desenvolveu um sensor eletroquímico de impressão molecular para detecção de antígeno malárico. Atualmente é pós-doutoranda pelo PPGBIO-Interação do ILMD/Fiocruz Amazônia e, realiza estudos com foco no desenvolvimento de anticorpos IgY e scFv para diagnóstico de malária e outras doenças infecciosas.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes (ILMD / Fiocruz Amazônia).

Nova coordenação discute planejamento de atividades do Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia

A nova coordenação do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) promoveu a primeira reunião para integração, planejamento de atividades, desenvolvimento de calendário, estratégias e ações, envolvendo pesquisadores e demais colaboradores responsáveis pela execução do Programa. Neste primeiro encontro, a coordenação apresentou a composição do Comitê Executivo, formado por pesquisadores de diferentes laboratórios da Fiocruz Amazônia, que serão suporte ao desenvolvimento das ações de iniciação científica, promovidas pela Instituição.

Yury Chaves, coordenador do programa adiantou que nesta edição, os bolsistas passarão por um processo de adaptação, para conhecerem sobre o programa e, entenderem a dinâmica de como o PIC é realizado no ILMD. “A reunião foi pautada à agradecimentos a nova equipe do comitê executivo, composta principalmente por alunos que são da casa há muito tempo. Na ocasião, abordamos as metas que serão realizadas até janeiro de 2024, das quais foram abordadas, a semana de adaptação dos alunos de iniciação científica, em que serão abordados temas como: SUS; O que é o ILMD; O que é o Programa de Iniciação Científica; O que é o Núcleo de Inovação Tecnológica da Fiocruz; Biossegurança, entre outros”, destaca.

Segundo o coordenador, ao longo dos meses serão realizados outros treinamentos, como capacitação sobre divulgação e produção científica. “Pretendemos realizar um curso sobre escrita científica; desenvolvimento de artigos; relatórios; Confecção do Currículo Lattes e, também definimos algumas estratégica para a confecção dos relatórios parciais dos alunos, que serão estregues em janeiro”, explica.

O Comitê Executivo é presidido pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Amandia Braga, e composto por, Edilson soares, Andrea Beber, Jordam Pereira, Marla Alves, Ketlen Ohse, Fabiane Vinente e Marizete Duarte. Participa ainda do Grupo de Trabalho, a vice-coordenadora do PIC, Claudia Maria Rios Velasquez. Na oportunidade, o Comitê discutiu ainda sobre a participação dos alunos de iniciação científica, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento nacional organizado anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), onde a Fiocruz Amazônia promove atividades de popularização da ciência, como palestras, oficinas, painéis, exposições, visitas técnicas e rodas de conversa.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Fiocruz Amazônia participa de audiência pública sobre medicina de matrizes africanas e indígenas na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF)

Representado pelo pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), Julio Cesar Schweickardt, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou na última na quinta-feira, 31/8, de uma audiência pública sobre medicina de matrizes africanas e indígenas, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Proposta pelo deputado, Chico Alencar (PSOL/RJ), a audiência debateu a criação de um Dia da Medicina Tradicional Africana, além de discutir sobre o papel fundamental que a medicina tradicional desempenha.

Promovido pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados, o debate atende às exigência da Lei 12.345/10, onde determina que a instituição de datas comemorativas seja objeto de projeto de lei, acompanhado de comprovação da realização prévia de consultas e audiências públicas com amplos setores da população.

A data foi instaurada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano de 2003, e desde sua criação, foi possível a implementação das Estratégias Regionais da OMS, referentes à promoção e ao reforço do papel da medicina tradicional nos sistemas de saúde. Segundo dados da OMS, existem 34 institutos de pesquisa espalhados por 26 países, que se debruçam à investigação e ao desenvolvimento da medicina tradicional.

Assista a Audiência Pública na íntegra.

Compuseram a mesa de debates, Marcos Moreira, representando o Diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde; Rafael Dall’Alba, Consultor da Organização Pan-Americana da Saúde em Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas (MTCI); João Paulo Lima Barreto, indígena antropólogo do povo Ye’pamahsã (Tukano), e fundador do Centro de Medicina Indígena Baserikowi; Cintia Guajajara, vice-coordenadora da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão (AMIMA), Conselheira da União das Mulheres Indígenas da Amazônia (UMIAB) e Secretária Executiva da Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA); Regina Barros Goulart Nogueira (Kota Molangi), ativista e autoridade tradicional do povo Bantu; Tata Ngunzetala, liderança tradicional, agente e líder social, escritor, comunicador e produtor cultural; David Quiñónez Ayoví, Coordenador Nacional da União Nacional de Organizações e Comunidades Afroamericanas.

Em Brasília, para cumprir atividades do Grupo de Trabalho sobre Medicinas Indígenas, da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Julio Schweickardt, participou da audiência pública e falou sobre a importância de utilizar esses espaços, para discutir sobre as formas de valorização das medicinas indígenas, na política nacional de saúde indígena. “Participo do Grupo de Trabalho (GT) sobre Medicinas Indígenas, da Secretaria de Saúde Indígena. O GT tem a responsabilidade de contribuir com o Programa das Medicinas Indígenas de modo transversal em todas as ações da saúde indígena em todos os 34 DISEI, que são os Distritos Sanitários Especial Indígena. Estamos aqui colocando em prática, um pouco do que a gente já vem pesquisando, estudando, divulgando. É um grupo formado por profissionais indígenas, indígenas pesquisadores e servidores da SESAI, além de especialistas da medicina indígena. Esse é um espaço bem estratégico e importante para pensarmos uma efetiva saúde diferenciada, com e para os mais de 300 povos indígenas” avalia.

A Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) é responsável por coordenar e executar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e todo o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) no Sistema Único de Saúde (SUS).

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Acervo LAHPSA

Fiocruz Amazônia promove seminário para planejar e discutir futuro das pesquisas em saúde e políticas públicas na Amazônia

O Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), promoveu nos dias 28 e 29/8, o seminário “Pensando o passado, planejamento o futuro”. O evento, que é parte das comemorações dos 10 anos do Laboratório, contou com participação de pesquisadores, servidores, visitantes, colaboradores, alunos e bolsistas, visando integrar ações e pessoas que fazem o LAHPSA, compartilhando visão dos pesquisadores, história e áreas de atuação.

Na ocasião, a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, destacou a relevância do evento e parabenizou a iniciativa dos pesquisadores, na proposta de refletir sobre a trajetória do laboratório e, pensar perspectivas futuras sobre as políticas públicas de saúde na Amazônia. “Esse tipo de atividade que o LAHPSA, nesses dois dias, está se propondo a fazer, é extremamente salutar. Esse seminário é importante pois os pesquisadores estão fazendo uma reflexão para entender os processos que trouxeram o LAHPSA até esse momento atual, produzindo conhecimento científico. O desafio maior que vejo, é pensar o futuro”, disse.

A coordenadora do LAHPSA, Michele El Kadri, explicou que o seminário foi também uma oportunidade de lembrar grande nomes que já contribuíram para a produção do conhecimento científico gerado pelo grupo, com foco na formação de profissionais e trabalhadores que atuam na área da saúde coletiva. “Nesse momento, de relembrarmos um pouco do passado, avaliamos que nos primeiros cinco anos do laboratório, tínhamos uma perspectiva de trabalho muito coesa e, inevitavelmente a gente lembrou do nosso querido pesquisador, Antônio Levino, pela leveza e seriedade com que ele fazia o seu trabalho. A gente também avaliou que os últimos cinco anos, em especial por conta da pandemia, acabamos nos afastando, perdendo um pouco essa coesão, que foi característica dos primeiros anos. Esse seminário trouxe um pouco dessa tentativa de resgatar, de integrar e fazer com que os próprios pesquisadores pudessem conhecer o que cada um faz, quais são as perspectivas para os próximos anos, seus objetos de trabalho”, pontua.

Nos 10 anos de existência, o grupo tem vasta produção de pesquisas, disseminação científica, formação de trabalhadores e pesquisadores e assessoramento aos sistemas locais de saúde, às organizações dos povos tradicionais e ribeirinhos e demais movimentos sociais, assim como colaborações internacionais em diversas áreas. O LAHPSA atua também no apoio aos sistemas locais de saúde e aos movimentos sociais, sobretudo os povos tradicionais da Amazônia.

O seminário contou com a presença de estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). A programação do evento contou com a participação de Stefanie Lopes, vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia e, apresentações de Fabiane Vinente, Rodrigo Tobias, Michele El Kadri, Julio Schweickardt, Sônia Lemos, Alcindo Ferla, e Ângela Arruda, pesquisadores que contribuem com a construção do conhecimento gerado pelo laboratório.

“Tivemos a participação de alunos de iniciação científica, de alunos de mestrado, de alunos de doutorado, pesquisadores seniores que são ligados ao LAHPSA, com o objetivo de reforçar o que é a missão do grupo, que é ser um laboratório de pesquisa, de referência na saúde coletiva, em três grandes áreas; na formação de profissionais e trabalhadores para o SUS; O apoio à gestão do SUS; desenvolvimento da pesquisa”, destaca El Kadri.

Para o pesquisador Rodrigo Tobias, os próximos anos devem ser de importantes reflexões sobre a construção de políticas públicas que acompanhem o tempo e as mudanças da sociedade. “A implicação do evento causa em nós sempre uma vontade de refletir os nossos passos e sobretudo, vislumbrar novas metas, acompanhando as mudanças da sociedade, entendendo a pesquisa como esse vetor de análise, para repensar políticas públicas de acordo com o tempo. Então, nos próximos anos, nós entendemos essa potencialidade de estar fazendo produções científicas que embasem políticas públicas, mas sobretudo, que intervenham a favor da sociedade e a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, enfatiza.

Pesquisador do LAHPSA e ex-coordenador do Laboratório, Julio Cesar Schweickardt, avaliou a trajetória trilhada pelo grupo de pesquisa e, ponderou alguns dos desafios a serem enfrentados. “Foi muito simbólico a gente comemorar 10 anos do laboratório. O LAHPSA teve vários nascimentos, pois tivemos altos e baixos, mudanças, tivemos momentos que estávamos com poucas pessoas e depois crescemos, até nos tornamos um laboratório de referência para as políticas públicas. Então, hoje podemos dizer que o LAHPSA tem uma produção expressiva, principalmente em temas da Amazônia. Somos convidados pelo Ministério da Saúde para desenvolver atividades, as Secretarias Municipais também nos reconhecem como tendo expertise sobre a saúde ribeirinha, saúde indígena. Temos desafios ainda, como dar mais publicidade, divulgar mais essas ações, tanto para dentro da Fiocruz, como para fora. Entendemos também que precisamos ampliar nossa visibilidade internacional, mas compreendemos que estamos no caminho certo”, avalia Schweickardt.

SOBRE O LAHPSA

O LAHPSA tem como missão ser referência em pesquisa na área da saúde coletiva, atuando no tripé: desenvolvimento da pesquisa; formação de pesquisadores, profissionais e gestores de saúde; divulgação científica em saúde. Seus colaboradores buscam atuar como sujeitos políticos nos espaços de debate das Políticas Públicas de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia.

O grupo de pesquisa tem como objetivo discutir, refletir, produzir conhecimento interdisciplinar acerca da saúde coletiva, inserido no cenário amazônico. Os estudos e ações buscam contribuir com as instituições e a sociedade na construção de referenciais científicos que influenciam direta e indiretamente na qualidade de vida e da saúde das populações da região amazônica.

Entre os trabalhos publicados pelo LAHPSA, estão: “Produção do Trabalho e o Programa Mais Médico no Estado do Amazonas – Estudo Avaliativo da gestão do trabalho em saúde na atenção básica: o caso do Programa Mais Médicos no Estado do Amazonas”; “Análise do Programa Mais Médicos no cenário da saúde indígena: estudo de caso no Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI Alto Solimões/AM” , “Análise do Programa Mais Médicos: estudo de caso na tríplice fronteira na Amazônia: Brasil, Peru e Colômbia” (2017); “Cenários da Atenção Básica na Amazônia: política, saúde ribeirinha e fluvial, educação permanente e produção do cuidado”; “História da Saúde e das Políticas Públicas de Saúde a Amazônia”; “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”, “Territórios, redes vivas e práticas de saúde na Amazônia” e “Bem Viver: saúde mental indígena”.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Ingrid Anne, ILMD/ Fiocruz Amazônia

Estudo sobre Potencial biotecnológico de microrganismos para controle populacional de mosquitos será apresentado durante Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 1/9, a palestra “Potencial biotecnológico de microrganismos para controle populacional de mosquitos e redução da competência vetorial”, a ser ministrada pelo pesquisador, Ricardo de Melo Katak, bolsista de Pós-doutorado Júnior (PDJ) pela Fiocruz Amazônia.

A palestra fará uma abordagem sobre a prospecção de microrganismos para implementação de novos agentes entomopatogênicos. Na ocasião, Ricardo Katak abordará a importância de mais investigação básica e de melhores métodos de investigação translacional para preencher a lacuna entre a investigação acadêmica sobre bioinseticidas e as intervenções na saúde pública.

Esta edição do Centro de Estudos, é organizada pelo Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) da Fiocruz Amazônia e, será moderada pela pesquisadora, Claudia Maria Ríos Velásquez. A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/83262026814?pwd=WHhxcithY1IyczdBNkRWRmZPdWwrdz09 utilizando (ID da Reunião: 832 6202 6814) e (Senha de acesso: 168560).

SOBRE O PALESTRANTE

Ricardo é Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas -UEA, mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Amazonas-UFAM. Foi Bolsista de Pós-doutorado no Laboratório de Genômica e Microbiologia Aplicada da Amazônia Legal da Embrapa. Foi bolsista de Pós-doutorado PRODOC-FAPEAM no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA.

Atualmente é bolsista de Pós-doutorado Júnior – PDJ pelo Instituto Leônidas & Maria Deane/FIOCRUZ-AM. Atua em diversas abordagens como proteômica, metagenômica, microbiota de insetos e produção de metabólitos secundários.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras.

As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia é homenageada durante sessão especial da ALE-AM pelos 68 anos da Fundação Alfredo da Matta

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi uma das instituições homenageadas durante a Sessão Especial pelos 68 anos da Fundação Hospital de Dermatologia e Venereologia Alfredo da Matta (FUHAM), referência nacional no tratamento de infecções sexualmente transmissíveis e doenças como hanseníase. A sessão ocorreu na tarde desta segunda-feira, 28/08, no Auditório do Plenário Ruy Araújo. A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, que foi diretora-presidente da FUHAM, recebeu o certificado em homenagem à parceria entre as duas instituições e á contribuição ao desenvolvimento da FUHAM no Amazonas. O deputado Dr Gomes foi o autor da propositura da sessão especial.

“Tenho profundo orgulho de fazer parte da história desses 68 anos. A FUHAM marcou a minha carreira profissional de forma determinante. Foi lá onde dei os meus primeiros passos enquanto servidora estadual e gestora publica da área de Saúde ao longo de mais de 30 anos”, relembra Adele Benzaken. Junto com Jose Carlos Sardinha, Benzaken foi responsável pela criação do primeiro ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis, da instituição, durante sua gestão como diretora-presidente. O ambulatório foi referência estadual e nacional, assim como campanhas e projetos a exemplo dos testes rápidos para sífilis, validados pioneiramente pela FUHAM e incorporados pelo Ministério da Saúde como política pública brasileira.

Para Adele Benzaken, a Fundação Alfredo da Matta continua como referência. “desejo muito sucesso e que possamos voltar a realizar juntos, FUHAM e Fiocruz Amazônia, grandes campanhas e projetos”, afirmou.

Aniversário da Fiocruz Amazônia conta com apresentação do balanço dos dois anos de gestão da diretora Adele Benzaken

Um balanço dos avanços obtidos ao longo dos últimos dois anos da atual gestão do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi apresentado, no último dia 15/08, pela diretora da unidade, Adele Schwartz Benzaken, durante a Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia. A apresentação fez parte da programação de aniversário de 29 anos da instituição. O relatório trouxe um apanhado das realizações nas áreas de gestão, gestão de pessoas, ações em parceria, melhorias na infraestrutura, articulações interinstitucionais, captação e execução de recursos, aproximação a grupos sociais vulnerabilizados, ensino, pesquisa, desenvolvimento e inovação. O objetivo da apresentação foi o de dar transparência às atividades e aos resultados ao longo do segundo ano de atuação da atual gestão, entre os meses de agosto de 2022 a julho de 2023.

Entre os feitos destacados, estão a aprovação recente do novo Regimento Interno da Fiocruz Amazônia, com mudanças em pontos específicos após discussões e apreciação do Conselho Deliberativo; o aumento do número de colaboradores, sendo mais da metade deles com alguma ação de capacitação realizada (mestrado, doutorado e pós-doutorado); estruturação do Espaço Saúde e Bem-estar do ILMD/Fiocruz Amazônia. Na parte de infraestrutura, a gestão foi responsável pela finalização da planta arquitetônica da nova sede (que ficará localizada na área cedida pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva-BIS), a substituição da infraestrutura hidráulica da Estação de Pesquisa Avançada do Rio Pardo; estacionamento do ILMD; recebimento do trailer adaptado como ambulatório; reformas dos forros e do escritório de projetos, entre outros. A gestão realizou também a atualização do Parque Computacional, com a aquisição de equipamentos.

As articulações interinstitucionais foram um dos pontos fortes da atual gestão. Ao longo de um ano, aconteceram reuniões com autoridades do legislativo, Executivo e organizações nacionais com a finalidade de apresentar portfólio de projetos da Fiocruz Amazônia para possíveis financiamentos. O ILMD/Fiocruz Amazônia recebeu também visitas de comitivas internacionais, a exemplo da Universidade de Pittsburgh (USA), Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Centro de Prevenção de Controle de Doenças (CDC-USA), Cardiff University (Reino Unido), Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e Consulado Geral do Japão em Manaus.

Foram firmados 13 acordos de cooperação e parcerias com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Universidade Federal do Amazonas, Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVSRCP), Associação dos Moradores e Usuários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (Amurmam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). A atuação do Escritório de Projetos permitiu a captação de R$ 7,7 milhões e R$ 14,1 milhões em projetos em busca de financiamento.

No quesito Ensino, a Fiocruz Amazônia marcou presença com seminários internos, workshops estratégicos de Pós-graduação, elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional da Educação do ILMD/Fiocruz Amazônia (PDIE 2023/2025), oficinas de autoavaliação e planejamento estratégico, processos seletivos (mestrado e doutorado), incluindo o primeiro mestrado indígena em Saúde Pública do Brasil voltado para indígenas do Alto Solimões, região com a terceira maior população indígena do País.

INTERNACIONALIZAÇÃO

A pauta da Saúde Única está no centro dos debates, tendo a Amazônia como um dos principais focos. Nesse quesito, a internacionalização do tema levou a Fiocruz Amazônia a participar ao longo desse período de eventos internacionais, a exemplo das oficinas realizadas pela Organização Mundial da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para discussão da Vigilância Regional de Patógenos Emergentes; Universidade de Washington para discussão da Vigilância em Saúde na Região da Tríplice Fronteira; Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), com a participação de pesquisadores da Fiocruz Amazônia no Laboratório Misto Internacional Sentinela.

Por fim, as atividades de Extensão e Popularização da Ciência , com a realização de oficinas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente , Oficina de Videos Digitais, podcasts e rodas de conversa durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), Projeto Meninas e Mulheres na Ciência – Mais Meninas na Fiocruz 2023,capacitação de agentes comunitários de saúde e de profissionais que atuam em laboratórios de saúde pública na Amazônia e oficinas de educação popular e comunicação em saúde para fortalecimento da cobertura vacinação, discussão sobre a inserção de conhecimento e práticas da Medicina Indígena na Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e incentivo à pesquisa e produção local de biofármacos.

Por fim, a diretora destacou a importância da parceria com as instituições e sobretudo do envolvimento do corpo de colaboradores da Fiocruz Amazônia no momento atual vivido pelo Brasil, de reencontro com um país plural e com o Sistema Único de Saúde (SUS).  Confira na íntegra a apresentação.

Protocolo da Fiocruz para detecção do vírus Oropouche é referência para laboratórios brasileiros e de outros países da Américas

O protocolo de diagnóstico por PCR em tempo real desenvolvido no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para a detecção do Oropouche, arbovírus emergente que causa sintomas parecidos com a dengue e que foi registrado em quatro estados da Região Norte, em 2023, será utilizado por oito laboratórios públicos brasileiros por decisão da Coordenação Geral de Laboratório de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde, e, futuramente, em outros países da América, como parte da estratégia de vigilância de vírus emergentes no continente. A adoção desse ensaio visa ampliar a oferta diagnóstica para a prevenção do surgimento de doenças com potencial para se transformar em epidemias ou pandemias.

De acordo com o CGLAB/MS, no Brasil, os laboratórios dos Estados foram selecionados conforme o cenário epidemiológico. A previsão é de que, a partir de 2024, todos os estados do País estejam realizando o diagnóstico. Os oito laboratórios centrais descentralizados são os Lacens Acre (AC), Amazonas (AM), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Maranhão (MA), Pará (PA), Rondônia (RO) e Roraima (RR). O vírus Oropouche é transmitido pela picada do Culicoides paraenses, popularmente conhecido como maruim. Um vetor secundário são os mosquitos do gênero Culex.

O atual surto causado pelo vírus Oropouche no Brasil, assim como a estratégia de diagnóstico e o protocolo para sequenciamento genético (parte da estratégia de Vigilância Genômica) foram apresentados pelo virologista da Fiocruz Felipe Naveca, durante a 14ª Reunião da Rede de Laboratórios de Arboviroses das Américas (RELDA), realizada entre os dias 15 e 17/08, na cidade de Santo Domingo, na República Dominicana, com a participação de diversos países, como Argentina, Estados Unidos, Cuba, México, Haiti, Costa Rica, Suriname e Bolívia, entre outros.

O evento, promovido pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) – Escritório Regional para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como objetivo fortalecer a rede de vigilância molecular e os programas de controle de enfermidades na região das Américas. Felipe Naveca, que chefia o Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágico no Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz-RJ), coordena o Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do ILMD/Fiocruz Amazônia e integra a Rede Genômica da Fiocruz, realizou apresentações em dois painéis, um sobre a “Situação da Vigilância Genômica da Dengue no Brasil” e o outro, “Casos de Surtos do Vírus Oropouche na Região Norte do Brasil”. Segundo o virologista, o Oropouche foi encontrado em quatro estados da Região Norte  em 2023 e pode se tornar, a qualquer momento, um problema mais sério de saúde pública.

“Estamos vigilantes em relação aos novos casos e contamos atualmente com o apoio dos laboratórios centrais de referência estaduais habilitados a fazer a identificação, via PCR em tempo real, nos Estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, onde foram registrados casos esse ano”, explica Naveca. Segundo ele, os primeiros registros do atual surto de Oropouche no Brasil foram feitos no final de 2022 pelo Laboratório Central de Roraima. Na sequência, vieram os estados do Amazonas, Rondônia e Acre. “Para se ter uma ideia, em Roraima temos mais casos confirmados para Oropouche do que para Dengue este ano”.

Naveca ressalta que o Oropouche causa um quadro clínico muito parecido com o da Dengue. “Clinicamente, é muito difícil de se diferenciar de um quadro de dengue, para isso necessita de um exame laboratorial”, observa, acrescentando que 95% dos casos confirmados este ano, no Brasil, foram diagnosticados via PCR em tempo real, utilizando o protocolo desenvolvido no ILMD. O evento, segundo o virologista, foi uma oportunidade de expor os dados resultantes do trabalho desenvolvido pela Fiocruz e os laboratórios de saúde pública do Brasil, que são parceiros da instituição.

“Por meio do nosso trabalho de caracterização genética, utilizando ferramentas de vigilância genômica, foi possível demonstrar que todos esses casos do surto 2022-2023 são de uma mesma linhagem do vírus Oropouche que está circulando em pelo menos 18 municípios dos quatro estados, para os quais nós tivemos amostras investigadas”, afirmou. Para o virologista, a oportunidade também serviu de alerta para os demais países da América que provavelmente já devem ter a circulação de Oropouche, sem um diagnóstico preciso. Iremos ajudar na implementação desse ensaio em todos os países que tiverem interesse”, afirmou.

DENGUE

Sobre a situação da vigilância genômica da dengue no Brasil, Naveca destacou que o cenário é bastante heterogêneo no País. “Temos estados onde predomina o Dengue 2 e em outros, o Dengue 1, porém temos verificado um aumento do Dengue 2 nos últimos anos com uma troca para um novo genótipo recentemente encontrado no Brasil que se chama cosmopolita, que está passando a ser o principal em alguns locais onde o Dengue 2 é o sorotipo predominante”, afirmou. No caso do Amazonas, houve uma mudança de cenário nos últimos anos, sendo hoje o Dengue 2, genótipo cosmopolita, predominante. “Destacamos também que os estudos que fizemos em colaboração com outros pesquisadores da Fiocruz e outras instituições demonstram que esse genótipo do Dengue 2 entrou pelo menos quatro vezes no país, e já está em todas as regiões. Outro destaque foi em relação à reemergência do Dengue 3, detectado pelo Lacen/Roraima, onde nós trabalhamos em conjunto na caracterização de uma nova linhagem para as Américas”, observou.

Fiocruz Amazônia realiza estudo de avaliação do perfil clínico-epidemiológico em pacientes com suspeita de filariose por espécies de Mansonella na Tríplice Fronteira amazônica na região do Alto Solimões

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) está desenvolvendo na região da Triplice Fronteira amazônica, no Alto Solimões, parte de um estudo que pretende caracterizar o perfil epidemiológico da filariose na Amazônia, tendo como público-alvo comunidades ribeirinhas e indígenas de diferentes etnias, presentes em municípios da região e em territórios na Colômbia, próximos da fronteira, onde é frequente a presença de microfilárias no sangue na população. O trabalho é desenvolvido pelo Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PreV Amazônia, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), da Fiocruz Amazônia, com apoio do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Alto Solimões e Secretaria Municipal de Saúde das Prefeituras de Tabatinga e Benjamin Constant. O estudo consiste na realização de coletas de amostras sanguíneas de pacientes com suspeita de filariose, notificados pelo DSEI ARS, coleta de vetores da doença (a exemplo do piuns e maruins) e levantamento do perfil clínico-epidemiológico dos pacientes.

O coordenador do PReV Amazônia da Fiocruz Amazônia, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Sérgio Luiz Bessa Luz e o pesquisador José Joaquín Carvajal Cortés, explicam que desenvolvem as atividades junto com o pesquisador Marcelo Urbano, da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho conta com o apoio de profissionais de saúde dos municípios envolvidos e um grupo de estudantes e egressos do mestrado do programa PPGVIDA e PPGBIO e uma estudante do Vigifronteiras da Colômbia, onde estão sendo desenvolvidas também atividades de campo. “A finalidade é demonstrar que existe alta prevalência da filariose nestas regiões muito embora o Governo Federal ainda não a inclua na lista das doenças de notificação obrigatória e, como doença negligenciada, ela tem a sua importância, mas se desconhecem muitos aspectos, sem que haja respostas em relação a tratamento efetivo, transmissão, diagnóstico e genética dos parasitas e vetores que a causam”, afirmam Sérgio Luz.

Os municípios de Tabatinga, Lábrea e São Gabriel da Cachoeira são os que mais registram casos de filariose por Mansonella no Amazonas. No Peru e na Colômbia, a doença está sendo prevalente também em cidades como Caballococha (Loreto, Peru) e Puerto Narino (Amazonas, Colômbia). “Somente na região do Alto Solimões, desde 2015, já foram registrados 7.500 casos, um número bastante alto e que preocupa”, enfatiza Joaquin Cortés, justificando ter sido este o motivo pelo qual a pesquisa selecionou as áreas de fronteira do Alto Solimões para realizar o trabalho. “Selecionamos as áreas, as equipes e o DSEI nos disponibilizou logística e vamos numa equipe grande percorrer todas essas áreas”, explicou. Nas comunidades indígenas Umariaçu 1 e 2, Belem de Solimões, Vendaval e Campo Alegre, em Tabatinga, foram colhidas até o momento, aproximadamente, 250 amostras. O trabalho também se estenderá à comunidade Feijoal, pertencente ao Alto Solimões.

O componente entomológico do projeto visa identificar as espécies de insetos com presença de filárias. A parte clínica, desenvolvida pelo médico Marcelo Urbano, da USP, se encarregará do estudo clínico que ainda tem suas lacunas, mas ainda quando se desconhece a localização das filárias adultas no organismo humano (onde estão, como se reproduzem e período de incubação), bem como realizará aplicação de questionários para verificar possíveis associações entre conhecimentos e práticas da população que possam oferecer indícios sobre o comportamento da filariose por Mansonelose na Amazônia. Serão realizados também atendimentos com pacientes positivos. “Nas comunidades ribeirinhas indígenas e não indigenas, as pessoas adoecem e como é difícil identificar a espécie da filária por microscopia, não recebem o tratamento efetivo, razão pela qual podem se apresentar pessoas que visitam várias vezes o serviço de saúde na região”, afirmou Cortés.

Oficinas levam comunidades a pensar produtos de comunicação em favor da saúde pública

A comunidade ribeirinha de Novo Paraíso, localizada na zona rural do município de Tabatinga, no Alto Solimões, sofre há tempos com o isolamento e as condições precárias de mobilidade. Os ramais intrafegáveis que levam até a localidade dão a exata dimensão do que é viver e sobreviver num lugar onde a agricultura familiar é a principal fonte de economia e o acesso aos serviços de saúde é limitado. Para essa população ribeirinha, as oficinas do Projeto Amazônia Solidária, foram mais do que encontros de capacitação. As atividades são desenvolvidas pela Fiocruz Amazônia e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), com apoio da NPI Expand, Fiotec, SITAWI Finanças para o Bem e Conselho de Secretários de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) com o objetivo de identificar fatores que impactam no aumento da cobertura vacinal nos territórios, e permitir a formulação de estratégias por meio da participação social e metodologias da Educação Popular em Saúde para melhorar a comunicação e divulgação cientificas a partir dos atores sociais da comunidade.

Denise Amorim, publicitária e mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz, explica que pensar comunicação é importante, porque a população não tem atendido ao chamado das campanhas de vacinação oficiais, seja por preconceito, seja por conta das fakenews. “Com o projeto conseguimos trazer essa temática para dentro de uma comunidade rural ribeirinha no interior do Amazonas, com produtos de comunicação que nasceram a partir das estratégias e das necessidades do território”, afirma.

As atividades representaram oportunidades de superação e descobertas para comunitários como o agricultor Arlindo Ribeiro dos Santos, 72, que, pela primeira vez na vida, atuou como um apresentador entrevistando o estudante de Medicina, Lucas Matheus Correia, 23, sobre os benefícios e dúvidas acerca das vacinas. Assim como Arlindo, que venceu a timidez e conseguiu realizar sua entrevista, o projeto revelou o talento do agricultor Francisco Sales Barbosa, 76, para a arte do repente. Expert na arte do improviso com os versos, Francisco vive do que planta em seu pedaço de chão. Apesar de analfabeto, é um mestre no uso das palavras que brotam de sua poesia. “Nasci com esse dom e gosto de cantar para ver as pessoas felizes”, resume Francisco, que foi responsável pela elaboração de um roteiro de vídeo com repente sobre vacinação, junto com grupo da oficina.

“Seja um podcast, seja um vídeo mais simples, seja uma roda de conversa, atividade educativa, estamos falando das linguagens da comunicação que transversalizam com a linguagem da educação, então essa é a importância, a gente não consegue mobilizar o território se a gente não fizer uma efetiva comunicação para além do oficial governamental, daí a importância do projeto em estimular as comunidades e as equipes de saúde a produzirem esses conteúdos”, avalia Denise.

Segundo ela, o projeto foi uma oportunidade de resgate da Política Nacional de Educação Popular em Saúde, que preconiza metodologias participativas que inserem a comunidade e os atores sociais. “Construímos o termo de referência dessa oficina por meio dos círculos de cultura, que são os passos agregadores de diálogo e de construção participativa, de aprendizado coletivo. Com o Amazônia Solidária, foi possível experimentar essa metodologia nos municípios, atendendo plenamente aos propósitos do projeto”, salienta a facilitadora.

Ela complementa: “O projeto conseguiu promover a aproximação entre as equipes de saúde e as comunidades, seja no contexto urbano, contexto rural, ribeirinho, quilombola, com resultados excelentes tanto para oficina 1 quanto para a oficina 2. Foi fantástico vê-los desenhando e pensando seus territórios, lendo e discutindo informações sobre vacinação e o que foi a COVID-19, o medo, os preconceitos, as fakenews, e depois disso promover, na oficina 2, os produtos de comunicação, que foi um exercício novo, tanto para a comunidade, quanto para as equipes de saúde do município, que não estão preparadas para pensar a comunicação sob esse ponto de vista que nós trouxemos”, observa Amorim.

Para o enfermeiro Jackson Miller Moreira, 26, da equipe de Atenção Básica, da Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga, participar da oficina foi um exercício inédito. “Foi muito interessante pensar roteiros, pensar em pequenas gravações de podcasts para utilizar nos grupos de whatsapp na comunidade”, afirma. O enfermeiro diz colocar em prática algumas estratégias de comunicação, a exemplo de faixas e cartazes explicativos, mas não imaginava que poderia ir muito mais além com dramatizações, panfletos, grupos de whatsapp, entre outros recursos que motivam tanto os profissionais de saúde quanto o público-alvo, que são os comunitários.

A oficina 2 encerrou o projeto, mas o legado ficará com resultados que poderão ser observados a longo prazo. O estudante de Medicina da UEA, Lucas Correia, é um dos que acreditam na eficiência da comunicação em Saúde. Ele participou da oficina durante o seu estágio rural em Saúde Coletiva, em Tabatinga, para conhecer a realidade do município. “Estar aqui é uma experiência muito transformadora. O conhecimento vai muito além do que a medicina nos ensina. Estamos aqui para unir esse conhecimento que a Medicina nos traz de dentro da universidade para as pessoas que precisam desse atendimento e o processo de educação em saúde é muito importante porque ele é o pilar de tudo na Atenção Primária”, destacou.

Lucas participou ativamente da oficina na comunidade Novo Paraíso e considerou a atividade uma oportunidade a mais para falar sobre prevenção. “Vacina é excelente para que possamos evitar complicações futuras e todos nós precisamos falar sobre isso, sempre. Essa ação que está ocorrendo aqui é muito importante. O ato de se comunicar hoje em dia é a base de tudo, toda vez que pudermos divulgar uma ação em saúde contem conosco, principalmente se for para melhorar o atendimento vacinal nas áreas mais distantes e remotas do interior do Amazonas”, disse.

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia  distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

Projeto de educação ambiental da Fiocruz Amazônia monitora qualidade da água em comunidades rurais de municípios amazonenses

O Projeto de Educação Ambiental em Comunidades Rurais do Estado do Amazonas: Um proposta de pesquisa-ação para o monitoramento da qualidade da água, desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), está entrando na reta final das análises de amostras de água consumida em comunidades rurais de 12 municípios amazonenses, o que permitirá, por amostragem, identificar as diferentes formas de contaminação da água consumida por populações de localidades, que utilizam o rio como fonte de abastecimento, ou ainda poços sem manutenção e funcionamento precário. O trabalho é coordenado pela bióloga e pesquisadora-tecnóloga da Fiocruz Amazônia, Luciete Almeira, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

De acordo com Luciete Almeida, ao longo de 18 meses, o projeto já percorreu 11 dos 12 municípios contemplados e gerou laudos de análises realizadas na água coletada nas comunidades e um conjunto de recomendações relativas a medidas sanitárias e profiláticas a serem adotadas tanto pelas autoridades municipais como estaduais no sentido de melhorar a qualidade da água consumida naqueles locais e identificar os fatores de risco que podem estar influenciando no adoecimento dos comunitários. “Nosso objetivo é promover a Educação Ambiental das comunidades e demonstrar, de forma comprovada, que a água que as populações desses locais distantes estão ingerindo pode estar contaminada por matéria orgânica, como fezes de animais e humanos, além de outras partículas poluentes, podendo comprometer gravemente a saúde das famílias”, explica a bióloga.

Na semana de 31/07 a 04/08, foi a vez do município de Silves, no Médio Amazonas, receber o trabalho. Lá, além das comunidades rurais, com acesso apenas fluvial – a exemplo da Divino Espírito Santo do Paraná do Pai Tomás, Santa Maria do Rebojão, São Raimundo do Bacabaí e São José do Pampulha, situadas a cerca de uma hora de voadeira da sede do município – foram realizadas também coletas dos poços artesianos que abastecem a área urbana da cidade. “Essa atividade da Fiocruz é de extrema importância para nosso município uma vez que precisamos saber que tipo de água estamos consumindo e o que podemos fazer para melhorar a situação, em caso de necessidade de medidas emergenciais”, reconheceu o secretário de Meio Ambiente de Silves, Janderlei Grana Gadelha, que acompanhou a equipe durante as coletas.

No total, Silves possui 32 comunidades rurais distribuídas ao longo do seu território, formada por ilhas, muitas delas completamente isoladas no período da vazante dos rios da região. O município é banhado pelos rios Urubu (afluente do Negro) e Amazonas, e faz fronteira com Itacoatiara e Urucurituba. As famílias sobrevivem da agricultura e pequenas criações de gado e suínos, cuja carne é consumida nas próprias comunidades. No trajeto, é possível avistar pequenas plantações e currais com o gado solto no pasto alagado. “A presença de coliformes fecais se intensifica com a pastagem dos animais que defecam nas áreas onde circulam e muitas vezes o ribeirinho utiliza da água captada do rio para os afazeres domésticos e até consumo”, explica Luciete.

Outro fator que influencia diretamente na qualidade da água é o clima. A seca e cheia dos rios e lagos da região, entre os meses de junho (topo da cheia) e outubro (vazante), altera significativamente a rotina do abastecimento d’água para quem reside em localidades. Nas quatro comunidades de Silves visitadas pela equipe da Fiocruz Amazônia e Funasa, as dificuldades relatadas são as mesmas. “Às vezes é necessário caminhar por mais de uma hora para alcançar a margem dos rios”, afirma Janderlei. Os poços artesianos, implantados em alguns locais, são a única alternativa dos moradores, mas sem garantia de estarem fornecendo água potável.

A pesquisa está sendo desenvolvida em comunidades rurais ribeirinhas dos municípios de Parintins, Manaquiri, Silves, Borba, Iranduba, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Rio Preto da Eva, Urucará, Barreirinha, Manacapuru, Novo Airão. Em cada um desses municípios, pelo menos quatro comunidades foram visitadas e tiveram as águas coletadas tanto dos poços artesianos quanto de rios, igarapés e  sistemas Salta Z – criado pela Funasa como alternativa para a melhoria da qualidade da água consumida em localidades ribeirinhas.

Por esta razão, um técnico da Funasa acompanha a equipe nas viagens e realiza análises físico-químicas do material que ele também coleta. Em Silves, além das comunidades localizadas às margens do Lago do Canaçari e dos rios Amazonas e Urubu, foram realizadas também coletas da água captada dos cinco poços artesianos que abastecem a área urbana. Para o coordenador da Vigilância em Saúde do município, Juciê Neves, os laudos fornecerão as informações necessárias para embasar as demandas de implantação de novos sistemas Salta Z em comunidades que ainda não dispõem e a manutenção dos sistemas onde ele já existe, bem como na sede da cidade.

Luciete Almeida destaca a importância da parceria com a Funasa para o êxito do projeto. “Além da questão da sensibilização da comunidade, com as palestras sobre a importância da água potável para nossa saúde e os procedimentos que devemos adotar para reduzir os riscos de contaminação pela água, o projeto também contribui para a implementação de políticas públicas voltadas para a questão do fornecimento de água de qualidade às populações”, afirma. Segundo Luciete, assim que ficam prontos, os laudos são enviados às secretarias municipais de saúde dos 12 municípios contemplados.

Em Silves, o resultado das análises é esperado com expectativa. Das 32 comunidades existentes, apenas duas possuem o sistema Salta Z. Nas demais, não se tem uma noção exata da qualidade da água que está sendo consumida. O sistema Salta Z (Solução Alternativa de Tratamento de Água) é capaz de filtrar a água barrenta e contaminada dos rios e lagos, tornando-a potável para o consumo humano em poucos minutos. A tecnologia, implementada pela Funasa, faz a diferença na vida das comunidades ribeirinhas. Simplifica as etapas de tratamento de água convencionais, numa estrutura tubular com filtros potentes e adequados, para tornar a água potável, na proximidades de poços e rios onde é feita a captação.

Aglomerados de comunidades, algumas isoladas, crescem nas áreas de várzea do município. “Com o sistema Salta Z, as comunidades passam a ter água potável, mas é preciso ter os cuidados necessários de manutenção dos poços artesianos”, explica o técnico em Saneamento da Funasa, José Moura dos Santos, que acompanha as viagens junto com a equipe da Fiocruz Amazônia.  Na comunidade Paraná do Pai Tomás, também conhecida como Paranazinho, o poço instalado há mais de 20 anos, passou a contar com o Salta Z há menos de um ano. “Durante as visitas, observamos também as condições do poço artesiano, que precisa estar em área limpa, sem a presença de animais, e ser feito com o método construtivo correto”, afirma Moura.

No Paranazinho, o sistema foi bem-recebido pelas 21 famílias residentes na comunidade. “Antes do Salta-Z, tínhamos muitas dificuldades e doenças. A maioria das famílias utilizava a água do poço, sem qualquer tratamento, para fazer comida e beber. Hoje, melhorou bastante”, afirma a professora Kiane Neves, da Escola Municipal Antonio Graciano de Farias, que atende as crianças do Paranazinho e Santa Maria do Rebojão. Na escola, a pesquisadora Luciete Almeida fez uma palestra para os alunos e professores, além de distribuir cartilhas sobre saúde e ambiente e aplicar questionários, que são utilizados para traçar o perfil das comunidades visitadas. “Por meio das perguntas, procuramos obter informações sobre o número de famílias, principais fontes de renda das comunidades, como é feita a coleta e o descarte do lixo, quais as mudanças ocorridas com a implantação do Salta Z, sobretudo em relação à incidência de doenças de veiculação hídrica, entre outras informações”, explica Luciete. “As crianças ajudam a propagar as informações, são elas que fazem a diferença”, afirma a bióloga.

Apesar de transparente, a água do Salta Z também pode apresentar variações de qualidade se não houver a devida manutenção no sistema nem nos poços que o abastecem. É o exemplo da comunidade Paranazinho, onde o poço nunca passou por manutenção desde que foi implantado e está situado numa área de massapê, com a presença de fezes de animais, água servida e esgoto (oriunda do banho e pia) contaminando o solo. “Nesse caso, é possível que tenhamos alterações na água fornecida pelo sistema porque todo o processo requer cuidados de manutenção, mas somente após os resultados das análises é possível confirmar”, explica o técnico da Funasa.

Dos oito poços que abastecem os bairros da Silves, cinco tiveram amostras da água coletada pelos pesquisadores da Fiocruz e da Funasa. O poço mais antigo fica situado no Centro. Na sequência, foram realizadas coletas nos bairros Mucajatuba, Panorama, Plínio Coelho e Curaçá. Todos, poços artesianos com mais 100 metros de profundidade e responsáveis pelo abastecimento de mais de 80% da cidade. “Será muito importante termos conhecimento acerca da água que é consumida, pois somente assim poderemos melhorar a qualidade do produto oferecido à população”, reforça Juciê.

LABORATÓRIO

A bióloga Dandara Brandão, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), acompanha o projeto que faz parte da sua dissertação de mestrado. Ela trabalha na coleção de bactérias da Fiocruz Amazônia e explica que, tão logo chegam do campo, as amostras são submetidas a testes de colimetria (para identificação de coliformes total e fecal); métodos de fenotipagem (isolamento e identificação) por análises bioquímica; e métodos de genotipagem (PCR e sequenciamento genético) para identificação dos patógenos encontrados na água.

“Importante destacar que as oficinas e coletas são feitas em todos os municípios contemplados com oficinas de educação ambiental; conscientização para ingestão de água de qualidade, coletadas dos sistemas Salta Z, bem como outras fontes destinadas ao consumo das comunidades”, salienta. O técnico da Funasa explica que, na atividade de campo, é possível avaliar in loco aspectos como temperatura, condutividade, sólidos totais e presença de matéria orgânica e fazemos um estudo situacional para possível implantação do sistema Salta Z”, afirma Moura.

CURSO

Como parte do financiamento da Fapeam, o Núcleo de Bacteriologia do Laboratório DMAIS, da Fiocruz Amazônia, promoverá de 21 a 25 de agosto, o curso de aperfeiçoamento em monitoramento da qualidade microbiológica da água, destinado para técnicos de laboratórios dos municípios contemplados com a pesquisa. “Para configuração do projeto, planejamos atividades com os técnicos e participantes das comunidades, pactuando um conteúdo programático abordando temas como recursos hídricos, fontes de contaminação, legislação, procedimentos e normas de biossegurança, principais métodos para avaliação de qualidade microbiológica da água, medidas de prevenção e promoção à saúde, vigilância ambiental, microbiologia de fungos isolados na água, entre outros”, explica Luciete, que coordena o curso. As aulas serão ministradas por pesquisadores da Fiocruz Amazônia e convidados de outras instituições. O curso será oferecido nos formatos on line e presencial, com aulas práticas e teóricas. Foram disponibilizadas duas vagas para cada município e todas foram preenchidas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Projeto da Fiocruz Amazônia e USAID incentiva a comunicação em saúde e fortalece cobertura vacinal em Barcelos

O Projeto Amazõnia: Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à COVID-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em parceria com a Fiotec, NPI Expand e SITAWI Finanças para o Bem e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), finalizou a segunda etapa das oficinas de educação popular e comunicação em Saúde, em Barcelos, no Alto Rio Negro, ao mesmo tempo em que o município registou o aumento do índice de cobertura vacinal em comunidades rurais do município. O projeto contou com o apoio da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Barcelos, e teve como finalidade definir e executar estratégias de comunicação a partir das propostas elaboradas durante uma primeira oficina ocorrida em janeiro deste ano, com a presença maciça de comunitários do Marará, zona rural do município. Dados do Previne Brasil 2023 apontam que, no primeiro quadrimestre deste ano, mais de 80% dos moradores da comunidade onde ocorreram as duas oficinas se vacinaram.

Na segunda oficina, o público-alvo foram os agentes comunitários de saúde (ACS) e profissionais que atuam nas 42 comunidades do município, além de moradores. A secretária de Saúde de Barcelos, Patricia Leite, reconheceu a importância do projeto e a parceria com a Fiocruz Amazônia, apoiando a execução das ações e a adesão dos ACS à oficina. “É muito importante aderir a eventos como esse da Fiocruz porque, como sempre digo, os agentes comunitários de saúde são os nossos olhos onde não conseguimos estar, na casa dos comunitários, e esse contato necessita de uma comunicação efetiva e eficaz”, afirmou. Patrícia destacou a melhoria dos indicadores de cobertura vacinal também como efeito do trabalho.

Barcelos tem hoje 86 agentes comunitários de saúde, distribuídos em oito equipes que atuam nas zonas urbana e rural do município. No total, 64 profissionais participaram da oficina e elaboraram produtos de comunicação capazes de multiplicar informações, divulgar ações da Saúde e sensibilizar a comunidade. Entre as peças de comunicação criadas, estão roteiros de podcast, com entrevistas feitas pelos comunitários e agentes e ACS, captação de imagens para produção de um VT publicitário com o recurso da dramatização, um flyer que tire dúvidas sobre vacinação e uma sugestão de pauta para envio à rádio local (único veículo de comunicação existente na cidade e com grande alcance junto aos 27 mil moradores do município), além de carros de propaganda volante, serviços de alto-falantes (bocas de ferro) e grupos de WhatsApp. O trabalho foi realizado em grupos e, ao final, foram sorteados kits contendo mochila, álcool em gel para higienização das mãos e equipamentos de proteção individual.

A mestre em Saúde Pública e publicitária, Denise Amorim, que atuou como facilitadora do projeto em território ribeirinho, explica que os aprendizados da oficina sobre comunicação e educação popular são importantes para que as equipes se empoderem nos diálogos com as comunidades e ações nos territórios. “Não só em relação às temáticas de vacinação, mas também, de outros temas de promoção da saúde, foi maravilhoso vê-los produzindo outras formas de pensar e divulgar temáticas da saúde coletiva”, afirmou.

Rodrigo da Silva Macedo, enfermeiro e coordenador do Programa Municipal de Imunização (PMI) da Secretaria de Saúde de Barcelos, afirma que os desafios à frente do PMI são inúmeros e a comunicação é uma ferramenta de mobilização eficaz para se atingir o maior índice de cobertura possível. “Temos um município em que trabalhamos tanto com zona urbana quanto rural, em áreas muito distantes. Para que possamos fazer a cobertura e traçar metas, precisamos fazer um planejamento para uma viagem às áreas ribeirinhas e é um custo muito alto, além de termos que mobilizar os comunitários para que não saiam de casa.

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Municipal de Imunização, criou o Vacina Visual, um quadro onde é possível acompanhar a vacinação das crianças até 2 anos do município. “Verificamos quando a criança tem que retornar e se a mãe não traz, nós a acionamos para que ela traga a criança para ser vacinada. Este ano, depois que implementamos essas ações, tivemos uma boa aceitação. O caminho ainda é muito longo, mas quando recebemos uma capacitação como essa para os agentes de Barcelos, temos a percepção de outras ideias de como trabalhar com a população, todas as capacitações que vêm são superimportantes para alcançar a população de um modo geral. Assim conseguimos melhorar a nossa meta”, explicou Rodrigo.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos: Divulgação / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia realiza evento de acolhida e apresenta nova coordenação do Programa de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta quarta-feira, 16/8, o evento de acolhida para novos bolsistas e veteranos do Programa de Iniciação Científica (PIC). Na oportunidade, Yury Oliveira Chaves, pesquisador no laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA) foi apresentado como o novo Coordenador do programa institucional, que visa a formação de recursos humanos para a pesquisa em saúde e, o desenvolvimento científico de jovens estudantes de graduação de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), instaladas em Manaus.

A Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, falou sobre as expectativas para mais uma edição do programa, e comentou sobre os impactos positivos da chegada de uma nova coordenação. “Temos uma ótima expectativa para esse ano, afinal são 25 anos de programa que demonstram o quanto a iniciação científica andou junto com a instituição, que está fazendo 29 anos. É um recorde de alunos, temos 45 bolsistas no programa, estamos passando agora para o nosso sexto coordenador. Considero que sejam importantes essas mudanças, afinal são novos olhares, é um jovem doutor, com uma proximidade maior com esses bolsistas de iniciação científica e, estamos falando de um egresso da casa, um exemplo de caso de sucesso, o que motiva ainda mais os estudantes. Estamos bastante contentes com esse momento, vislumbrando um ano de muito sucesso com essa coordenação, e nova turma”.

O evento que marca o início das atividades dos novos integrantes do Programa, contou com a palestra inaugural “Conhecendo as oportunidades: Algumas Lições científicas importantes”, ministrada pelo novo coordenador, que abordou sobre como as oportunidades podem surgir de várias fontes, como colaborações, avanços tecnológicos, necessidades sociais e experiências pessoais. Durante a apresentação, Yury Chaves, trouxe exemplos para os estudantes, de nomes representativos no universo científico, como Isaac Newton, Marie Curie, Albert Einstein, Alexander Fleming e, Maria Deane, que tiveram em suas descobertas, importantes contribuições para a ciência, criadas a partir das oportunidades.

Desenvolvendo atividades na Fiocruz Amazônia desde 2008, o novo coordenador passou por diversas experiências e, escolheu falar nesse primeiro momento sobre oportunidades, como uma estratégia de incentivar os alunos que estão dando os primeiros passos no universo científico, dentro da instituição. “Inicialmente é desafiador gerenciar um programa de iniciação científica que já vem sendo muito bem gerenciado ao longo de todas as edições. Acredito que com essa nova coordenação, a Fiocruz abre perspectivas para novos rostos, para novas pessoas e, a gente espera que nessas novas edições, outras pessoas, outros ilustres desconhecidos comecem a aparecer, claro que com a ajuda do comitê gestor, das pessoas que possuem maturidade e que tem muita experiência com as edições anteriores”, explica.

Segundo o Coordenador, a palestra teve o intuito de estimular os alunos a pensarem fora da caixa e encontrarem soluções inovadoras para os problemas que possivelmente encontrarão ao decorrer de suas trajetórias científicas. Entre os pontos abordados na apresentação, Yuri destacou a importância da construção de redes de relacionamento que podem levar a novas oportunidades, visando expandir o círculo de influência no campo científico para aumentar as chances de sucesso no universo acadêmico. O evento contou ainda com a apresentação da pesquisadora, Priscila Aquino, ex-coordenadora do Programa, que durante a solenidade foi homenageada por sua contribuição na gestão da iniciação científica.

De acordo com a bolsista, Isabele Praxedes, aluna do curso de farmácia da Faculdade Estácio do Amazonas, a oportunidade de ter a bolsa renovada, representa a possibilidade de continuar o trabalho já desenvolvido na Fiocruz Amazônia, na busca por novos resultados. “É uma ótima oportunidade poder dar continuidade para um projeto que eu já estou participando há algum tempo. Minhas expectativas são em relação aos nossos futuros resultados, para que possamos continuar fazendo mais experimentos, trabalhando para termos novos resultados, que possamos apresentar na RAIC do próximo ano”, destaca.

Pela primeira vez no Programa de Iniciação Científica, Beatrice Praciano, estudante do curso de medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), explica que escolheu a Fiocruz Amazônia para desenvolver seu primeiro projeto de pesquisa, pois acredita que a instituição oferece o suporte necessário para que os estudantes trilhem um caminho de sucesso no campo da prática científica. “Essa é minha primeira iniciação científica, estou muito animada com isso. Esse é meu primeiro contato com o universo da pesquisa, está sendo completamente novo, emocionante, estou muito animada de estar aqui na Fiocruz, que pelo que já pude perceber é a instituição que pode me proporcionar um melhor caminho, pois aqui temos um suporte que eu não vejo em outros lugares”, pontua.

QUALIDADE E BIOSSEGURANÇA

Ainda pela manhã, os estudantes puderam assistir uma palestra sobre o acesso as áreas de Laboratórios e Plataformas Tecnológicas, que somente podem ser acessados por pessoas que necessitem do acesso para o exercício de suas legitimas atribuições, previamente autorizados pelo gestor responsável pela área, mediante comprovação de curso de biossegurança e carteira de vacinação atualizada.

O curso é obrigatório para a iniciação científica, alunos, bolsistas, terceirizados e servidores que atuam ou não nos laboratórios da Fiocruz Amazônia e, visa apresentar a política institucional da Qualidade, Biossegurança e Ambiente e, as recomendações mínimas, necessárias para o desenvolvimento de um trabalho com segurança e confiabilidade dos resultados. Os bolsistas do programa, participaram ainda de uma visita guiada pelos laboratórios da Instituição.

NOVA COORDENAÇÃO

Yuri é licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mestre em Imunologia Básica e Aplicada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Doutor em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde 2013, atua como responsável técnico em Citometria de Fluxo (RPT08J) pela Plataformas Tecnológicas do Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS) Fiocruz, realizando serviços de análises em citometria de fluxo, consultoria experimental, treinamento técnico em citometria de fluxo envolvendo imunologia e biotecnologia além de acompanhar e gerenciar processos operacionais e administrativos na Fiocruz Amazônia.

O pesquisador integra o quadro de pesquisadores no laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), e desenvolve projetos nas seguintes áreas: malária, Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, resposta imune celular, Biologia celular e molecular, cultivo celular e ELISA, diversidade genética do HIV-1 e mutações de resistência.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

A iniciação científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre a iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia e Associação dos Venezuelanos no Amazonas articulam parceria em prol da saúde de mulheres migrantes

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou na última quarta-feira, 9/8, uma visita à sede da Associação dos Venezuelanos no Estado do Amazonas (ASOVEAM), para tratar sobre futuras parcerias, visando a construção de novos conhecimentos e evidências sobre os desafios relacionados aos direitos à saúde sexual e reprodutiva enfrentados por mulheres e adolescentes, em situações de deslocamento forçado prolongado, na América Central e do Sul.

A visita foi marcada também pela entrega de doações, arrecadadas na Fiocruz Amazônia, durante a realização da campanha “Dignidade Menstrual”, destinada à arrecadação de absorventes femininos para doação a mulheres e adolescentes refugiadas. Uma pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com mulheres que menstruam, apontou que 62% já deixaram de ir à escola ou a algum outro lugar por causa da menstruação, e 73% sentiram constrangimento nesses ambientes.

A campanha pretende reforçar a mensagem de que todas as pessoas que menstruam têm direito à dignidade menstrual, o que significa ter acesso a produtos e condições de higiene adequados. “A entrega do material de higiene íntima, representa mais um gesto de consolidação da parceria entre ILMD/Fiocruz Amazônia e a Asoveam. A associação tem sido parceira e, já estamos construindo novas ações de pesquisa e intervenção em defesa dos direitos da mulher e da adolescente venezuelana radicadas em Manaus. Vimos de forma saudável o encontro de novos saberes e culturas”, destaca Rita Bacuri, pesquisadora social do ILMD/ Fiocruz Amazônia.

SOBRE A ASOVEAM

A Associação dos Venezuelanos no Estado do Amazonas possui o objetivo de fornecer ajuda para integrá-los à sociedade, promovendo ações, desenvolvendo programas, organizando cursos especiais e treinamentos com o objetivo de capacitá-los e qualificá-los para poder inseri-los no mercado laboral, assim como incentivar qualquer movimento enriquecedor que dignifique seu trabalho e qualidade de vida.

A ASOVEAM busca encontrar soluções de longo prazo para favorecer ao máximo sua autonomia, seja com um emprego digno ou autogerido, buscando o desenvolvimento de habilidades e crescimento profissional e, portanto, pessoal. Todas as atividades e serviços promovidos são centrados na pessoa e sua inclusão social e trabalhista para seu progresso social, econômico e cultural.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar “Epidemiologia da leptospirose urbana”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 18/8, às 10h (horário Manaus), a palestra “Epidemiologia da leptospirose urbana”, a ser ministrada por Federico Costa, professor adjunto da Universidade Federal da Bahia, no Instituto de Saúde Coletiva. A palestra será moderada pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Luciete Almeida, e será transmitida via Plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/84398667330?pwd=QlZHc2xxSlJuczRmekxsdXFieU5vQT09 , ID da Reunião: (843 9866 7330) e, Senha de acesso: (891139).

Na oportunidade, serão apresentados estudos ecoepidemiológicos dos reservatórios de ratos e do meio ambiente, juntamente com estudos prospectivos de longo prazo de uma coorte de moradores de favelas da cidade de Salvador, no Brasil, a qual a equipe de cientistas tem acompanhado para estudar a leptospirose. “Esse trabalho é importante não apenas no combate à leptospirose, mas também no estudo das zoonoses em geral, ao integrar a compreensão da dinâmica da infecção no reservatório natural, que determinará a “risco inerente” para os humanos, com a compreensão dos fatores na interface reservatório-humano – climáticos, sociais, comportamentais humanos – que traduzem isso em risco real e, portanto, em padrões de infecção humana”, explica.

Segundo explica Costa, as infecções emergentes e reemergentes são amplamente reconhecidas como uma ameaça urgente e crescente à saúde humana em escala global. “Isso é especialmente relevante nas favelas urbanas, onde as pessoas geralmente vivem aglomeradas, são frequentemente vulneráveis por natureza e convivem em estreita proximidade com reservatórios de infecção de animais e meio ambiente. A leptospirose, uma doença zoonótica causada por um agente espiroqueta transmitido por ratos, tem se tornado um importante problema de saúde à medida que os assentamentos precários se expandem rapidamente em todo o mundo”, destaca.

O palestrante destaca ainda, que em países como o Brasil, grandes epidemias ocorrem anualmente nas comunidades de favelas durante períodos sazonais de chuvas intensas. “Esses surtos estão associados a manifestações potencialmente fatais, como a síndrome de hemorragia pulmonar (LPHS), com uma taxa de letalidade superior a 50%. O peso da leptospirose continuará aumentando à medida que a população mundial de favelas dobrar para dois bilhões até 2025. Portanto, é necessário abordar lacunas críticas em nossa compreensão da dinâmica de transmissão da leptospirose para identificar estratégias inovadoras e informadas de prevenção que possam ser implementadas de forma eficaz nessas comunidades”, enfatiza.

SOBRE O PALESTRANTE

Bacharel em Ciências Biológicas, formado pela Universidade Nacional de Rio Cuarto, Federico Costa é mestre em Controle de Pragas e Impacto Ambiental pela Universidade Nacional de San Martín, em Buenos Aires, Argentina; Doutor em Biotecnologia e Medicina Investigativa pelo Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz.

Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal da Bahia no Instituto de Saúde Coletiva, onde também atua como professor permanente da Pós-Graduação em Saúde Coletiva. É também professor permanente da Pós-Graduação em Ecologia: Teoria, Aplicação e Valores. É professor colaborador do Programa de Pós-graduação em Microbiologia da UFBA.

Frederico é pesquisador visitante da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e da Universidade de Liverpool. Desenvolve-se como conselheiro da Organização Mundial da Saúde na estimação de carga mundial da leptospirose. Tem experiência interdisciplinar em determinantes Ecológicos e Sociais da saúde, Epidemiologia, Biotecnologia, Microbiologia, Revisão Sistemática de Literatura e Estratégias de prevenção de doenças.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza Aula Inaugural do Mestrado em Saúde Coletiva para indígenas do Alto Solimões

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza na próxima segunda-feira, 14/08, no Auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Tabatinga, a Aula Magna de abertura do primeiro curso de Mestrado em Saúde Coletiva, na modalidade Sala Estendida (realizado fora da sede da instituição) voltado exclusivamente para indígenas do Alto Solimões. No total, 52 candidatos de diferentes etnias e municípios da região se submeteram ao processo seletivo do curso, que resultou no preenchimento das 15 vagas oferecidas nesta iniciativa inédita de formação strictu senso fora da sede do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). A aula magna será proferida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken. A matrícula dos aprovados ocorrerá nos dias 14 e 15/08, na sede da UEA em Tabatinga. O processo seletivo reuniu tikunas, kambebas, kaikanas, marubos, kokamas e kanamaris, dos municipios de Tabatinga, Benjamim Constant, Atalaia do Norte, Amaturá e Santo Antônio do Içá.

A coordenadora geral de educação da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC| Fiocruz), Cristina Guilam, afirma que o mestrado tem o objetivo de fortalecer o Sistema Único de Saúde da Amazônia e oferecer ao discente a formação necessária para o desenvolvimento de pesquisas de interesse para a região. “Embora tenhamos ações afirmativas em todos os níveis e modalidades de educação na Fiocruz, essa turma voltada especificamente para os povos indígenas, visa reduzir as desigualdades do ponto de vista de formação educacional, com a oferta de disciplinas de relevância a este grupo populacional”, comenta Guilam.

O curso é resultado de um esforço conjunto desenvolvido entre instituições de ensino e de fomento à pesquisa, tendo como coordenadora a docente e pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo. O objetivo é qualificar indígenas graduados em diversas áreas de conhecimento para que possam atuar no campo da saúde coletiva e desenvolver atividades, atuando nas instituições que existem na região e contribuindo para melhoria da prestação dos serviços em saúde indígena e na própria atenção primária do município. “Como sanitarista indígena, os profissionais podem atuar de forma qualificada na implantação de atividades de monitoramento, avaliação, vigilância em saúde e processos investigativos que são necessários para subsidiar e melhorar a qualidade das ações de Saúde”, explica Luiza Garnelo.

A iniciativa é do Instituto ILMD/Fiocruz Amazônia e conta com apoio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que concedeu 15 bolsas mais recursos para auxilio em pesquisa para os indígenas aprovados, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), por meio de projeto aprovado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Será a primeira vez que serão oferecidas vagas exclusivas para formação de sanitaristas indígenas, de forma presencial e na modalidade sala estendida, pelo PPGVIDA. Para Adele Benzaken, o Mestrado é um marco na história do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) – que neste mês de agosto completa 29 anos de existência – e no processo de interiorização da formação continuada, concretizando um desejo antigo de vencer os desafios logísticos para oferecer essa oportunidade de qualificação em áreas remotas do Estado do Amazonas.

Adele Benzaken destaca o ineditismo e a relevância do curso no processo de valorização do conhecimento tradicional. indígena e na abertura de oportunidades para a formação de sanitaristas indígenas, compromisso assumido dede que assumiu a direção do ILMD/Fiocruz Amazônia e tomou conhecimento da iniciativa, se empenhando em viabilizar as parcerias necessárias para a concretização do mestrado, com dois anos de duração. “Sem o apoio fundamental de parceiros como a Fapeam, o CNPQ e as universidades, não seria possível alcançar esse objetivo”, salienta.

Rosana Parente, vice-diretora de Ensino, Informaçao e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, afirma que, para oferecer o curso, foram necessárias adaptações específicas para atender às singularidades culturais e sociais dos povos indígenas que vivem na Amazônia. “Chegamos a realizar o Curso de Aperfeiçoamento e Etnicidade, Sustentabilidade e Saúde Coletiva na Tríplice Fronteira da Amazônia, que foi uma etapa preparatória ao Mestrado do Programa de Pós-Graduação em condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), com carga horária de 200 horas”, lembrou Rosana.

Luiza Garnelo destaca que a expectativa da Fiocruz Amazônia, enquanto entidade formadora, em relação à primeira turma de mestrado, é da consolidação do projeto de interiorização das ações de pós-graduação na área de saúde coletiva. “Tivemos ao longo da última década o grande desafio de implantar cursos de saúde coletiva. O primeiro curso de Saúde Coletiva na Amazônia Ocidental foi o nosso (PPGVIDA), depois conseguimos caminhar para o Doutorado e agora estamos dando um passo ousado de interiorizar as ações de pós-graduação strictu senso em saúde coletiva em áreas de difícil acesso, regiões remotas de fronteira”, explica.

Em relação ao desempenho dos estudantes, de acordo com a pesquisadora, a expectativa é de que eles consigam se qualificar para desenvolver atividades de saúde coletiva e atuar nas instituições que existem na região. “Tivemos candidatos de todas as áreas de conhecimento, de ciências humanas, ciências naturais, ciências biológicas, ciências exatas, área da saúde, pessoas que fizeram um grande esforço de ordem pessoal, para participarem do processo seletivo. Vimos uma grande adesão dos candidatos aos problemas de saúde concretos existentes em suas localidades de origem, o que tornou o processo seletivo extremamente instigante. São pessoas que valorizam muito a iniciativa da nossa instituição, de interiorizar a pós-graduação”, observou.

Na opinião de Garnelo, além de instigante, o processo seletivo ao Mestrado Indígena foi desafiador e gratificante. “Foi desafiador porque não é uma tarefa tão simples fazer um processo seletivo com essa heterogeneidade de candidatos e propostas que surgiram aqui em Tabatinga, e gratificante porque nós vimos numa grande adesão dos candidatos aos problemas de saúde concretos que têm em suas localidades. São pessoas profundamente motivadas em fazer uma capacitação para auxiliar na resolução dos problemas, para tornar a vida das pessoas um pouco melhor, na aplicação das suas habilidades em prol do bem-estar coletivo”.

Segundo a pesquisadora, a qualificação proporcionada pelo curso tem a potencialidade de aprimorar bastante a organização do trabalho em saúde, monitoramento, vigilância epidemiológica, melhoria dos processos de gestão e administração dos serviços de saúde, cumprimento de metas, geração de indicadores que permitem monitorar a qualidade e efetividade das ações. “Esse é o tipo de conteúdo que vai gerar aprendizado no curso de Saúde Coletiva”, finalizou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Estudo da Fiocruz confirma excesso de suicídios durante a pandemia de Covid-19 no Brasil

Estudo realizado pela Fiocruz amplia e atualiza o número de suicídios ocorridos durante os dois primeiros anos de pandemia no Brasil. Foram cerca de 30 mil suicídios entre março/2020 e fevereiro/2022, coincidindo com o número esperado para o período e em nível nacional, mas com impacto negativo nas faixas de idade de 30-59 anos e naqueles de 60 anos e mais, sobretudo em mulheres das regiões Norte e Nordeste.

Às vésperas do setembro amarelo (mês de prevenção ao suicídio), o epidemiologista e chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o médico psiquiatra Maximiliano Ponte, da Fiocruz Ceará e o pesquisador sênior da Fiocruz Amazônia, Bernardo Lessa Horta, confirmaram parte dos efeitos indiretos associados à pandemia de COVID-19 sobre a mortalidade por suicídio no Brasil, nas regiões Norte e Nordeste, ambas historicamente mais vulneráveis de um ponto de vista socioeconômico, além de terem sido mais fortemente afetadas pelos efeitos diretos da pandemia sobre a mortalidade específica por COVID-19.

De acordo com o estudo, que foi aceito para publicação na “International Journal of Social Psychiatry”, tradicional periódico no campo da psiquiatria social, o segundo ano da pandemia (março/2021 a fevereiro/2022) foi o mais crítico, com 28% de suicídios além do esperado em mulheres com 60 anos e mais da região Sudeste, bem como 32% e 61% de suicídios além do esperado em mulheres com 30-59 anos das regiões Norte e Nordeste, respectivamente. Ademais, entre os meses de julho e outubro de 2021, registrou-se o alarmante excesso de suicídios de 83% em mulheres com 60 anos e mais do Nordeste.

A fonte de dados do estudo foi o banco de dados oficial de mortalidade do Ministério da Saúde do Brasil e teve como objetivo estimar o excesso de suicídios no Brasil e avaliar diferenças dentro e entre subgrupos durante os dois primeiros anos da pandemia de COVID-19. O estudo reforça que países severamente atingidos pelos efeitos diretos da pandemia como o Brasil, foram mais propensos aos seus efeitos indiretos sobre outras causas de morte, como o suicídio e as mortes maternas, por exemplo.

No artigo intitulado “Excess suicides in Brazil during the first two years of the COVID-19 pandemic: gender, regional and age group inequalities” (“Excesso de suicídios no Brasil nos dois primeiros anos da pandemia de COVID-19: desigualdades de gênero, regionais e de faixas etárias), os pesquisadores apresentam ao leitor uma análise abrangente e atual acerca dos possíveis efeitos indiretos da pandemia de COVID-19  sobre os suicídios no Brasil. “Bem possível que seja o primeiro estudo avaliado por pares do planeta que analisa os dados dos dois primeiros anos da pandemia, em nível de país”, explica Jesem Orellana.

Os autores finalizam o artigo destacando o substancial excesso de suicídios em mulheres de 30 a 59 anos das regiões Norte e Nordeste, bem como o padrão consistente de suicídios excedentes em homens idosos de diferentes regiões do Brasil. Orellana salienta que o suicídio já era um desafiador e crescente problema de saúde pública no Brasil, antes da pandemia, pois, de acordo com o Ministério da Saúde, haviam indícios de aumento em suas taxas, especialmente entre homens e de 2016 em diante. “Infelizmente, nosso estudo mostrou um agravamento do problema, sobretudo entre as mulheres. No entanto, entre os mais jovens ou naqueles entre 10-29 anos, o número de suicídios foi menor do que o esperado ao longo dos dois primeiros anos de pandemia no Brasil, tanto em homens como em mulheres”, afirma.

Para o epidemiologista, considerando o preocupante cenário dos suicídios no Brasil, antes e durante a pandemia de COVID-19, análises como esta seguem sendo cruciais para explorarmos não somente para compararmos o número de suicídios observados em relação ao número esperado, como também, sua distribuição geográfica em um país com dimensões continentais e marcado por históricas desigualdades. “É importante destacar que a ocorrência dos suicídios variou amplamente entre as regiões, sexos e faixas etárias, sugerindo que a dinâmica social, econômica, sanitária e de coesão social, podem ser importantes determinantes, sobretudo em crises sanitárias como a pandemia de Covid-19”, avalia.

Embora a pandemia de COVID-19 esteja praticamente esgotada, não se deve esquecer seus efeitos diretos devastadores, representados pelos cerca de 705 mil mortos pela doença no Brasil, bem como seus efeitos indiretos, como os mostrados no estudo sobre a ocorrência de suicídios além do esperado.

“Por este motivo, é fundamental que trabalhadores de saúde, pesquisadores, população em geral, gestores e tomadores de decisão, não apenas sigam monitorando os possíveis efeitos residuais da pandemia de COVID-19 sobre os suicídios e se preparando para novas emergências sanitárias, como também promovam o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial, tal como, de forma bastante oportuna, anunciou, no início de julho de 2023, a Ministra da Saúde, Nísia Trindade. Sem dúvida, este é um momento oportuno à discussão do problema, pois estamos não apenas sob a gestão de um Ministério pró-ciência, como também, às vésperas do tradicional setembro amarelo e do icônico 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio”, comenta.

Orellana sugere que, pensando no que cada um de nós pode fazer para contribuir na prevenção desta que é uma das mais antigas tragédias da humanidade, o suicídio, estejamos vigilantes e prontos para acolher, escutar e conversar com pessoas que apresentam sinais de tristeza, solidão ou evidente sofrimento físico e mental, buscando alternativas para situações adversas ou mesmo sugerindo à busca imediata por atenção especializada. “Não podemos simplesmente normalizar o sofrimento humano ou dar às costas, temos sim é que valorizar esses episódios e, com isso, contribuir à prevenção do suicídio”, observa. Ao demonstrar a substancial ocorrência de suicídios além do esperado em mulheres de 30-59 anos e homens idosos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o estudo contribui para o planejamento mais realista de ações voltadas para mitigação dos efeitos da epidemia de COVID-19, especialmente em subgrupos e regiões mais vulneráveis, além de confirmar os efeitos indiretos da pandemia, especialmente no segundo ano, o qual coincidiu com o momento de pior gerenciamento da epidemia de COVID-19 no país

CD homenageia pesquisadores condecorados com a Ordem Nacional do Mérito Científico

O Conselho Deliberativo da Fiocruz homenageou, durante reunião realizada nesta quarta-feira (2/8), os pesquisadores da Fundação que foram condecorados com a Ordem Nacional do Mérito Científico no mês passado. A sanitarista e diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, o infectologista Marcus Vinícius de Lacerda, da mesma unidade, o pesquisador emérito Renato Cordeiro, do Instituto Oswaldo Cruz, o coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para a Saúde, Maurício Barreto, e o especialista em leishmaniose Edgar Marcelino, ambos da Fiocruz Bahia, receberam ex-libris personalizados com a frase “Saúde é democracia. Democracia é saúde” e uma carta assinada pelos membros do Conselho.

Em 2021, Benzaken e Lacerda haviam sido indicados para receberem a Ordem Nacional do Mérito Científico, mas tiveram a condecoração revogada pelo então presidente Jair Bolsonaro, sem nenhuma justificativa, menos de 48h depois de assinada. Em protesto, outros 21 cientistas que seriam agraciados redigiram uma carta renunciando à homenagem. Em julho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou a medalha aos pesquisadores, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto.

A ideia de homenagear os cientistas durante a reunião do CD partiu do presidente da Fundação, Mario Moreira. “Esta é uma reparação histórica à desonra cometida contra nossos pesquisadores”, destacou. “A entrega da Ordem Nacional do Mérito Científico tem uma dimensão muito simbólica em relação à valorização da ciência no nosso país. A saúde e a ciência venceram. A resiliência da nossa base científica nos levou a um ponto de reconstrução e de avanço em relação ao que tínhamos no passado.”

Criada em 1993, a Ordem Nacional do Mérito Científico reconhece contribuições científicas e técnicas de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. A indicação é feita por uma comissão formada por nove integrantes, designados de forma paritária pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

“Nesse momento, passa um filme na sua cabeça e você revive 40 anos de pesquisa”, afirmou Adele Benzaken, que, antes de ser eleita diretora da Fiocruz Amazônia, dirigiu o Departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde, mas foi exonerada no início da gestão de Jair Bolsonaro. “Queria dizer da minha emoção de estar aqui nesse momento tão importante e tão memorável das nossas vidas. À Fiocruz eu devo a minha formação e essa vivência dos últimos dois anos como diretora da Fiocruz Amazônia, que é um novo aprendizado. Quando a gente envelhece, é importante ter esse estímulo de novas experiências. É o que nos mantém vivos.”

Alvo de ameaças de morte após liderar, em 2020, o primeiro estudo que confirmou a ineficácia da cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19, Marcus Lacerda ressaltou a emoção de ser homenageado pelo Conselho Deliberativo. “Esse momento é diferente do que vivemos no Palácio do Planalto, num sentido ainda melhor. Aqui estamos falando com pessoas que vivenciaram a nossa experiência. Menos de 24h depois de um tweet que pôs em risco a vida da minha família, esse mesmo CD se reuniu e divulgou uma nota para a imprensa. Nenhuma medalha tem o poder que esse Conselho teve ao defender os seus. Isso é família.”

 Co-fundador e atual diretor do Cidacs, Maurício Barreto lembrou o histórico de resistência da Fiocruz diante de ataques à ciência. “Receber essa medalha no momento em que o Brasil sai de um obscurantismo terrível tem um lado simbólico que nos alimenta. A história da Fiocruz é uma história de resistência. É uma instituição que viveu momentos difíceis, mas que não se dobrou facilmente quando a democracia foi violada em nosso país”.

Considerado um dos maiores especialistas em leishmaniose cutânea do mundo, Edgar Marcelino participou do encontro por videochamada e reforçou o incentivo que as homenagens representam para o trabalho científico. “As premiações representam para nós não somente satisfação, mas também mais trabalho. Me sinto disposto a trabalhar ainda mais.”

 Ex-vice-presidente de Pesquisa e Ensino e ex-diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Renato Cordeiro dedicou a homenagem do CD ao seu “pai científico”, o médico Haity Moussatché, um dos dez cientistas cujos direitos foram cassados pelo regime militar em 1970, no episódio conhecido como Massacre de Manguinhos. “Entrei na Fiocruz como estagiário na década de 1960 e logo depois fomos ‘presenteados’ por aquela ditadura maldita. É importante que todos nós nos mantenhamos unidos e que tenhamos noção do risco que ainda corremos”, reforçou.

Fonte: Portal Fiocruz, por David Barbosa (CCS)
Fotos: Peter Ilicciev (CCS)

Servidores aprovam novo Regimento Interno da Fiocruz Amazônia

Em assembleia geral realizada na manhã desta segunda-feira, 7/08, os servidores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) aprovaram, por unanimidade, os destaques feitos ao novo Regimento Interno da unidade, concluindo assim o processo de discussão e aprovação do documento. Entre as alterações propostas, estão a criação de núcleos e coordenações que acompanham a evolução da Ciência e passam a atender às demandas de diversas áreas da pesquisa, a implantação e coordenação da política de comunicação da unidade e o controle interno de atividades junto à diretoria. A assembleia foi presidida pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, e contou com representantes de todos os setores da instituição.

A extinção do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) foi um dos pontos discutidos durante a reunião. Com a alteração, o setor cresce e passa a funcionar como Serviço de Apoio à Pesquisa e Inovação, composto por três núcleos (de Inovação Tecnológica, de Serviços e Referência e de Programas Institucionais). “A mudança acompanha a evolução da Ciência e a ampliação dos quadros do ILMD/Fiocruz Amazônia”, afirmou a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes. Concordando com Stefanie, o chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), Jesem Orellana, observou que o NAP teve sua relevância histórica e atendeu ao propósito de sua criação.

“No entanto, a unidade cresceu, ampliou seu escopo de atuação e a capacidade de trabalhar em rede, impondo a superação de novos desafios, como o reordenamento de atuação do seu quadro de servidores e colaboradores. Ao fim, ganham o ILMD, a sociedade e o SUS”, destacou Orellana. A metodologia utilizada na condução da assembleia permitiu que que todos os destaques feitos durante três reuniões do Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia fossem aprovados, de forma ágil e democrática.

Uma versão atualizada contendo mudanças em pontos específicos do Regimento Interno foi elaborada pela Diretoria com apoio de sua Assessoria e em consulta aos colaboradores do ILMD/Fiocruz Amazônia de todos os setores. Esta nova versão foi discutida e apreciada pelo Conselho Deliberativo nos dias 24/04/2023, 08/05/2023 e 15/05/2023. Durante a assembleia, os participantes com direito a voto poderiam apreciar, alterar, suprimir ou aprovar os artigos com proposta de mudança (destacados em vermelho na minuta do Regimento Interno encaminhada a todos os servidores da instituição).

Participaram da assembleia com direito a voto os servidores ativos da Fiocruz lotados na unidade, os servidores cedidos oficialmente de outras instituições públicas, com mais de um ano de atividades na unidade, servidores ocupantes de cargos de confiança (também com mais de um ano na unidade), assim como pesquisadores visitantes de órgãos públicos nacionais ou internacionais, de órgão de fomento ou outras formas de cooperação, um representante do corpo discente da cada programa de pós-graduação Stricto Sensu, devidamente matriculado e com mais de um ano na instituição, e um representante do conjunto de profissionais prestadores de serviços, também com mais de um ano na unidade, vinculado à empresa contratada.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia agradeceu a presença e o envolvimento de todos ao longo do processo de discussão das pautas do Regimento Interno. “Devemos ser ousados, se necessário criar, sim, novos serviços porque, ao fazermos isso, nos obrigamos de alguma forma a termos instrumentos para requerer mais profissionais para ocupar determinadas funções”, afirmou, agradecendo a todos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia faz pré-lançamento de livro sobre Saúde Indígena nas Cidades no Diálogos Amazônicos com base na experiência do Projeto Manaós

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou presença na manhã deste sábado, 5/08, no evento Diálogos Amazônicos, em Belém (PA), com o pré-lançamento do livro “A saúde indígena nas cidades: redes de atenção, cuidado tradicional e intercultural”, obra desenvolvida a partir de trabalhos e incursões junto aos povos indígenas no Brasil, com especial atenção aos que vivem em contextos urbanizados. Entre as experiências abordadas, está o Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias. Rodrigo apresentou o trabalho durante painel sobre Plano de Saúde da Amazônia Legal, numa iniciativa da Presidência da Fiocruz. O Diálogos Amazônicos é evento prévio da Cúpula da Amazônia, que acontecerá entre os dias 8 e 9/08, na capital paraense.

O Projeto Manaós, desenvolvido por meio do Programa Inova Fiocruz, realiza uma série de atividades voltadas para as 750 famílias de 35 etnias que vivem no Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus, no Amazonas. O objetivo é reunir informações sobre a saúde dessas populações, para que se invista em políticas públicas que atendam a esse público em específico. Na primeira fase do projeto, foi feito um levantamento dos principais agravos de saúde que acometem essa população. Na segunda fase, que ainda está em andamento, a finalidade é investigar a prevalência de fatores de risco associados a doenças cardiovasculares.

Para Tobias, o pré-lançamento do livro num evento do porte do Diálogos Amazônicos é uma oportunidade de evidenciar projetos, iniciativas sociais, programas políticos e projetos de pesquisa que têm como enfoque a saúde de populações em situação de vulnerabilidade, nos grandes centros urbanos, entre eles populações e etnias indígenas. A edição é da Rede Unidas.

 “Acreditamos que o livro possa ser um instrumento que vocaliza a necessidade e as bandeiras de luta e resistência dos movimentos indígenas, mas sobretudo conversa com as instâncias do Governo Federal, uma vez que pensamos em revisitar a política pública do subsistema de saúde indígena que não ampara a saúde dos indígenas não aldeados, e assim revisitarmos a política nacional de atenção básica, que tenha um enfoque de produzir vínculo e o cuidado com populações indígenas na perspectiva da interculturalidade”, afirmou o pesquisador.

Na oportunidade, estavam presentes o secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Vanderson Brito, e o assessor especial da ministra da Saúde, Nísia Trindade, Valcler Rangel Fernandes, além de representantes da Fiocruz Amazônia, Fiocruz Rondônia, Universidade Federal do Pará, Universidade do Estado do Pará, Instituto Emilio Goeldi e Instituto Evandro Chagas.

Além de Rodrigo Tobias, atuam como organizadores da obra Noeli das Neves Toledo, Camila Carlos Bezerra, Raniele Alana Lima Alves e Tais Rangel Cruz Andrade. O livro aborda experiências na atenção básica e especializada com populações indígenas, o trabalho em saúde indígena, promoção e educação em saúde indígena, vigilância de agravos com populações indígenas, cuidado tradicional e intercultural, ações de enfrentamento da Covid-19 nos territórios na relação com as redes de atenção instituídas nos centros urbanos de cidades situadas nos estados do Amazonas, Tocantins, São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina.

MULTICULTURALIDADE

A obra concentra um conjunto de relatos e resultados de pesquisas, bem como reflexões fundamentadas sobre processos, estruturas e contextos diferenciados de produção de cuidado, na perspectiva da multiculturalidade, representativos das populações indígenas que acessam os serviços de saúde de quatro das cinco regiões brasileiras. Assim, a obra colabora com a realização de um mundo melhor, quando apresenta dispositivos, arranjos e agenciamentos para a produção do cuidado junto a populações vulneráveis socioambientalmente, contrariando um sistema social discriminatório para indígenas que gera desigualdades sociais, principalmente nos centros urbanos.

Centro de Estudos vai apresentar resultados do estudo de implementação de tafenoquina para cura radical de malária vivax na Amazônia brasileira

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 4/8, às 10h, a palestra “Resultados do estudo de implementação de tafenoquina para cura radical de malária vivax na Amazônia brasileira”, a ser ministrada por Marcus Vinicius Guimarães de Lacerda, médico da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e especialista em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Na oportunidade, o pesquisador irá apresentar um estudo observacional retrospectivo, que avaliou a viabilidade de implementação da dose única de Tafenoquina, mediante testagem prévia de atividade de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), no sistema público de saúde do Brasil. A pesquisa acompanhou por um ano a implementação destas ferramentas em unidades de referência de alta complexidade, unidades de urgência e emergência, unidades básicas de saúde e postos de diagnóstico de malária nas cidades de Manaus (AM) e Porto Velho (Rondônia).

“Novas tecnologias em saúde pública têm sido exigidas em nível global para que se alcance a eliminação de malária por Plasmodium vivax em áreas endêmicas. A Amazônia brasileira corresponde a 99% dos casos de malária no Brasil, sendo predominante a infecção por P. vivax. A tafenoquina – uma droga antimalárica da classe das 8-aminoquinolinas, surgiu como uma alternativa para a cura radical de malária por P. vivax, apresentando eficácia clínica semelhante à primaquina, mas com a vantagem de ser utilizada em dose única. O estudo utilizou como base de dados mais de 6 mil casos de malária vivax notificados no SIVEP-Malária”, explicou Lacerda.

A apresentação será moderada pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Flor Ernestina Martinez Espinosa. Para participar, os interessados devem acessar o link: https://us06web.zoom.us/j/86740763637?pwd=ZHRXak1hSmJCRUVOcTczNmc3Ym1zZz09 utilizando (ID da reunião: 867 4076 3637) e (Senha de acesso: 290480)

SOBRE O PALESTRANTE

Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, especialista em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília. É médico da FMT-HVD e especialista em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia),

É professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas e professor adjunto da University of Texas Medical Branch (UTMB). Ex-professor adjunto da Kent State University e da Tulane University. É pesquisador 1B do CNPq, na área da Medicina e editor da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, PLoS Neglected Diseases e Frontiers Tropical Medicine.

Seus principais focos de pesquisa são: malária, HIV, histoplasmose, arboviroses, acidentes ofídicos, Covid-19 e outras doenças emergentes. Suas contribuições mais recentes à inovação em saúde pública foram a implementação de profilaxia pré-exposição (PREP) oral para HIV, a implementação de tafenoquina em dose única para a cura radical de malária vivax, e a implementação da coleta de tecidos post mortem (MITS) para estudo de causas de morte, todos pioneiros na Amazônia Brasileira. Índice H=52 e 11.645 citações.

Em julho deste ano, recebeu das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medalha da Ordem do Mérito Científico, uma ordem honorífica concedida a personalidades brasileiras e estrangeiras como forma de reconhecimento das suas contribuições científicas e técnicas para o desenvolvimento da ciência no Brasil.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Doutorando em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia passa a integrar coordenação do GT de Avaliação em Saúde da Abrasco

O doutorando em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Victor Aquino tomou posse no último dia 1/08, como membro da nova Coordenação do Grupo de Trabalho (GT) de Avaliação em Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A posse da nova coordenação, composta também pela professora titular Severina Alice Uchôa, do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Daniela Nickel, ocorreu durante o II Seminário Internacional do GT de Avaliação em Saúde da entidade. Essa nova Coordenação assume após um biênio de êxito da coordenação do GT capitaneado pelos professores Juarez Furtado da UNIFESP, Keila Brito da UFPE e da professora Elen Rose Castanheira.

De acordo com Aquino, a nova Coordenação do GT de Avaliação é um grupo diverso na composição entre as diversas regiões do Brasil, abarcando diferentes ideias e a diversidade do País, com foco na missão de trazer a pós-graduação, graduação em Saúde coletiva, para ampliar o grupo e consolidar a avaliação como linha de formação, pesquisa e aplicação na gestão. Victor Aquino foi escolhido para coordenação e aceito pelos membros por ser aluno de doutorado e fazer a Interlocução com estudantes de graduação, mestrado e doutorado para o tema avaliação em Saúde.

Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os candidatos aprovados no processo seletivo para Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas do Alto Solimões

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, convoca os candidatos classificados no Processo Seletivo/ 2023, para ingresso no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma fora de sede, para indígenas – Alto Solimões, para efetivação da Matrícula Institucional, observando os dias, local, horários e documentos necessários especificados nesta Chamada.

Para realizar a matrícula institucional, o candidato classificado, ou seu procurador, deverá comparecer, nos dias 14 e 15 de agosto de 2023, no horário das 14h às 19h do dia 14/8/2023 e das 8h às 12h do dia 15/8/2023, na Av. da Amizade, nº 74, Centro – Universidade do Estado do Amazonas – UEA, sala da coordenação de licenciatura intercultural indígena, Tabatinga – AM.

Confira AQUI a convocatória

O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.

O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas.

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.

Divulgado resultado das entrevistas e resultado preliminar do processo seletivo para Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas do Alto Solimões

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulgou o resultado da 3ª Etapa (Entrevistas) e Resultado Preliminar do processo de seleção pública de candidatos indígenas, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma fora de sede para indígenas – Alto Solimões. Foram aprovados e classificados, 15 candidatos(as) e 4 suplentes.

Clique AQUI para conferir o RESULTADO.

O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.

O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas.

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.

Divulgado novo cronograma para processo seletivo do Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas do Alto Solimões

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, torna público a 4ª Republicação Chamada Pública Nº 006/2023, refere ao processo de seleção pública de candidatos indígenas, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma fora de sede para indígenas – Alto Solimões. A republicação estabelece alterações no cronograma do processo seletivo.

Clique aqui para acessa a republicação

O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.

O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas.

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.

Fiocruz Amazônia convoca aprovados em Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia para matrícula institucional

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), tornam público que os candidatos classificados no Processo Seletivo/2023, para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia no 2º semestre de 2023, deverão efetivar a Matrícula Institucional no referido curso, conforme determina esta Chamada, publicada no endereço eletrônico https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031 . As matrículas ocorrem entre os dias 01 e 02/08/2023.

Confira AQUI a convocatória

O candidato selecionado que deixar de enviar a documentação de matrícula até o último dia de matrícula, será considerado desistente. Após esta data haverá a convocação dos candidatos aprovados em categoria SUPLENTE que ocorrerá no dia 04/08/2023.

As aulas terão início em agosto de 2023, conforme cronograma de atividades a ser enviado posteriormente a matrícula.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Fiocruz Amazônia retoma seu Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) com a reestruturação da Assessoria de Gestão da Qualidade

O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) é um conjunto de políticas, procedimentos, práticas e processos organizacionais que visam garantir a qualidade dos produtos e serviços fornecidos pela instituição. Ele engloba estratégias e ações para assegurar que os processos internos sejam bem estruturados, eficientes e consistentes, resultando na satisfação dos clientes, colaboradores e outras partes interessadas. O SGQ do ILMD é baseado em padrões e normas internacionais reconhecidas, como a ISO 17025, que é uma referência para sistemas. Esse sistema busca a melhoria contínua, sendo conduzido por uma abordagem de ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), em que cada etapa é planejada, executada, monitorada e aprimorada de forma sistemática.

Além disso, o SGQ do ILMD está em conformidade com as diretrizes e políticas estabelecidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), à qual o instituto está vinculado. O SGQ é liderado pela Assessoria de Gestão da Qualidade, que é responsável por coordenar, orientar e monitorar as ações relacionadas à qualidade em toda a instituição.

A responsável por essa assessoria será a engenheira florestal Ângela Alves da Silva, mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais, que ocupará o cargo anteriormente exercido pela Servidora Michele Silva de Jesus, que precisou se afastar para cursar o Doutorado. Ângela Alves traz consigo experiência na área, trabalhando com Gestão da Qualidade desde 2006, com passagens pela Fucapi e pelo Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

Ângela Alves afirma que o trabalho se iniciará com o mapeamento dos processos administrativos e fluxos, a fim de enxergar como estão funcionando e visualizar as oportunidades de melhoria. “Buscaremos implementar a melhoria de qualidade para o ILMD, atendendo, por exemplo, as normativas de competências de laboratórios de pesquisa e de serviços, começando pelo diagnóstico para, em seguida, partir para o planejamento das ações e, por fim, a acreditação dos setores”.

Para o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz Amazônia, Aldemir Maquiné, a reestruturação da Assessoria de Gestão da Qualidade no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), além de cumprir o previsto  no Artigo 26, do Regimento Interno do ILMD/Fiocruz Amazônia, tem como objetivo resgatar e implementar o sistema local de gestão da qualidade da instituição, incluindo processos, técnicas e estratégias para garantir a entrega de produtos e serviços conforme as expectativas de acordo com as normas e regulamentos nacionais e internacionais de gestão da qualidade, alinhando-se às políticas governamentais da administração pública federal”, explica Maquiné.

Dentre as principais competências e atribuições do Sistema de Gestão da Qualidade do ILMD, podemos destacar: o SGQ do ILMD tem como objetivo proporcionar a excelência na prestação de serviços, na realização de pesquisas e na formação de recursos humanos, contribuindo para o avanço científico e tecnológico na área de saúde, especialmente nas questões relacionadas à Amazônia e suas peculiaridades.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Júlio Pedrosa

Ministra da Saúde exalta papel dos cientistas homenageados com a Ordem Nacional do Mérito Científico pela luta em favor das instituições democráticas e da pesquisa

A ministra da Saúde, Nisia Trindade, abriu sua palestra na 75ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba (PR), na última terça-feira, 25/07, exaltando o empenho e dedicação à Ciência dos pesquisadores em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken e Marcus Vinícius Guimarães Lacerda, agraciados recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico, depois de terem o direito a condecoração sonegado em 2021 pelo governo anterior. A ministra fez a referência aos cientistas citando-os como exemplos da luta e do desrespeito sofridos pelas instituições de ensino e pesquisa no País ao longo dos últimos quatro anos. “Marcus Lacerda foi perseguido pelo estudo que comprovou a ineficácia da Cloroquina como medicamento para Covid-19 e Adele Benzaken, pelo trabalho histórico na pesquisa em saúde pública, relacionada às IST/HIV/Aids, e uma cartilha voltada para o público LGBTQIA+”, lembrou a ministra.

“Gostaria, com essa foto, lembrar os pesquisadores Marcus Lacerda e Adele Benzaken. O sentimento da foto é afetivo, porque são colegas, mas também de alegria pela reparação histórica. O fato é que a pesquisa científica no Brasil foi alvo de ataques durante quatro anos. A democracia e o respeito às instituições democráticas e de pesquisa deve ser fortalecido e para isso precisamos construir agendas com bases no diálogo e no consenso”, afirmou, ressaltando o momento deliciado vivido atualmente no Brasil e observado pelo médico infectologista Marcus Lacerda, em bilhete à ministra. Adele Benzaken, médica sanitarista, chefiou o Departamento de IST/HIV/Aids do Ministério da Saúde, durante cinco anos, sendo exonerada do cargo em 2019, em função da publicação que tratava sobre prevenção para homens trans.

“Por hora estamos livres do pesadelo, me escreveu o Marcus Lacerda. De fato, em muitos momentos, tivemos a sensação de viver uma completa distopia, mas não nos libertamos dessas ameaças. Essa é uma reflexão importante a ser feita, uma vez que a nossa sociedade continua sendo muitas vezes polarizada por ideias que são contrárias ao pensamento dominante pelo menos entre nós, de afirmação a democracia e da ciência não como verdade absoluta, mas como algo que precisa de uma construção baseada em métodos e evidências”, salientou Nísia.

E continuou: “De fato, há muito o que se fazer para consolidar uma visão democrática da sociedade apesar do nosso bordão, “A Ciência Voltou”, mas temos que estar abertos à sociedade para incluir novas vozes para entendermos e efetivarmos um processo de conquista e de luta política. Nós, da academia, temos que ter a noção de quão importante pode ser o nosso papel. Não faremos isso sozinhos”, finalizou, sendo bastante aplaudida.

Projeto Amazônia Solidária realiza oficina final reunindo experiências e produtos de comunicação em saúde

A Fiocruz Amazônia, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI Expand, SITAWI Finanças para o Bem, Fiotec e Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC), promoveu durante dois dias a oficina final da Frente 3 do Projeto Amazônia: Ciência e Solidariedade no Enfrentamento da Covid-19. O objetivo foi o de reunir trabalhos na área de Comunicação em Saúde, produzidos pelas comunidades de territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes, dos 17 municípios dos estados do Amazonas e os municípios do Acre, contemplados pelo projeto, visando estabelecer estratégias para o fortalecimento da cobertura vacinal tanto nas localidades contempladas quanto em outros municípios. A oficina ocorreu dias 26 e 27/06 e contou com a presença de apoiadores, facilitadores e coordenadores de área do projeto, além de representantes de secretarias municipais de Saúde, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), NPI Expand (representando o agente financiador) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

Produtos como vídeos publicitários, spots de rádio, podcasts, paródias, panfletos, cartazes, jogos de memória, cartilhas, bingo, entre outros, elaborados de forma participativa sobre o tema da vacinação e o combate a fakenews durante as duas oficinas, realizadas nos municípios durante a execução do projeto, foram apresentados como resultado do trabalho desenvolvido com o apoio das equipes de saúde do município e os facilitadores da Fiocruz. O coordenador da Frente 3 do Projeto Amazônia Solidária, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, destacou a importância da iniciativa, ressaltando que o projeto abriu um leque de oportunidades para que as comunidades fizessem a sua própria comunicação. “Reunir os apoiadores locais, facilitadores e coordenadores de área foi uma forma também de avaliar as experiências, identificando os pontos forte e fracos e sobretudo se houve alguma mudança no quadro vacinal”, explica o pesquisador.

Representando a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, participou da mesa de abertura do evento e lembrou que o projeto, desde a submissão das propostas até a execução das ações e entrega dos resultados, teve um componente forte de integração. “Há pouco mais de um ano, antes do Natal, nossa diretora Adele Benzaken deu início a uma movimentação em torno da chamada aberta, para submetermos propostas e várias mãos trabalharam para esse objetivo, num edital que visava apoiar ações de enfrentamento da Covid-19 na Amazônia e acabou se tornando uma oportunidade de fortalecer articulações e expandir ações, ampliando territórios para além do Amazonas, nos estados de Roraima, Rondônia e Acre”, relembrou.

As três frentes de atuação do projeto permitiram a integração entre os pesquisadores da Fiocruz Amazônia e uma rede de apoiadores e facilitadores. “O projeto tinha três frentes, mas todas se comunicaram, tivemos desafios grandes de execução, colocados pelo cenário, mas que só nos enchem de orgulho de termos participado, com o apoio de todos”, explica Stefanie, esperando que seja o início de muitas ações em conjunto. O acesso à informação, à educação e comunicação em saúde fez a diferença na Frente 3 do projeto, de acordo com Gabriel Côrtes, gerente de Programas da NPI Expand, iniciativa global responsável pela execução do financiamento do projeto.

“A USAID mantém projetos em todo o Mundo e, no Brasil, por conta da pandemia e o impacto que ela trouxe para a Saúde, optou por trazer essa iniciativa com dois grandes objetivos: fomentar a vacinação e fortalecer os sistemas de saúde locais, com recursos executados pela Palladium e a parceria da SITAWI Finanças para o Bem. Tivemos a graça de receber da Fiocruz Amazônia três projetos, muito distintos e inovadores em vários aspectos, sobretudo pelo foco de olhar para as populações em situação de vulnerabilidade e por trazer a voz dessas comunidades”, firmou Côrtes. No portfólio da NPI Expand, no Brasil, o Ciência e Solidariedade no Enfrentamento da COVID-19 é um dos 23 projetos da USAID implementados e executados nos nove estados da Amazônia.

INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS

Para os apoiadores que participaram ativamente do projeto, a oficina final foi uma oportunidade de intercâmbio de experiências e intercâmbio de conhecimentos e saberes. Com um papel fundamental junto às comunidades, os apoiadores atuaram na mobilização dos comunitários para viabilizar as oficinas 1 e 2 dentro dos seus territórios. O técnico de enfermagem Antonio Valdeci Cacau Rocha, diretor de Atenção Básica de Xapuri, no Acre, relata que o projeto ajudou a melhorar os indicadores de saúde do município. “Com a pandemia, tivemos uma baixa muito grande no índice de vacinação e o projeto, vendo essa dificuldade, vem nos trazer algumas estratégias para melhorar esses números e aqui no encerramento da oficina tivemos a oportunidade de conhecer materiais elaborados e expostos que nos trouxeram muitas ideias. O fazer saúde se torna mais fácil quando se envolve a comunidade”, afirmou.

Xapuri foi um dos cinco municípios acreanos representados no encontro. O Estado do Acre apresentou cinco dos 22 trabalhos que foram realizados em comunidades ribeirinhas do Estado. “Gostaríamos de dizer do grande prazer que é estar trabalhando com a Fiocruz, uma parceria que nos fortalece”, admite Nara Cilene da Silva Oliveira, secretária executiva do Cosems-Acre, apoiadora do projeto. “Foi a primeira vez que eu trabalhei como apoiadora local com a Fiocruz/Fiotec e confesso sentir-me gratificada por poder fortalecer a Ciência contra as fakenews e contra tudo que foi feito nos últimos quatro anos”, admitiu. Nara conta que a participação no projeto lhe garantiu algumas experiências inéditas. “Foi a primeira vez que estive cara a cara com a população ribeirinha e não tinha noção onde o SUS poderia chegar com um projeto como esse”, disse.

Vindos de Tabatinga, no Alto Solimões, e Barcelos, região do Alto Rio Negro, no Amazonas, os agentes comunitários de saúde Ariclenes Souza Inuma e Juliane da Silva Soares participaram da oficina com o sentimento de gratidão e dever cumprido. “Achei muito proveitoso o projeto não só para a minha comunidade ribeirinha, Novo Paraíso, como as vizinhas, São João e Novo Progresso, que participaram das oficinas. Só tenho a agradecer à Fiocruz pela troca de conhecimentos e ao Cosems e a Secretaria de Saúde de Tabatinga pelo apoio”, afirma o ACS Ari, como é conhecido. Para Juliane, integrar a terceira oficina com a participação de outros municípios e estados, foi uma oportunidade de intercâmbio e aprendizado. “Grata a Deus por ter me ajudado a chegar até aqui, essa oficina me auxiliou muito e a muitos comunitários. Agradeço à Fiocruz, à Secretaria Municipal de Saúde de Barcelos e à UBS do Marará, minha comunidade, onde pretendo multiplicar esse conhecimento para a comunidade e os companheiros ACS.

MIGRANTES

O eixo do Projeto Amazônia Solidária voltado para populações dos territórios migrantes deu oportunidade de acesso a informações e a serviços de saúde para dezenas de famílias venezuelanas residentes na comunidade Santo Expedito, situada no Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Javier Rojas, professor venezuelano morador da comunidade, explica que o projeto ajudou a vencer primeiramente o desafio da comunicação em saúde e, em seguida, a criar uma rede solidária entre os migrantes, com o apoio da Pastoral dos Migrantes de Manaus. “Chegamos ao Brasil sem planejar, estudar o português, e a primeira palavra que temos que aprender a falar é fome para conseguir alimento. O Projeto Amazônia Solidária, como experiência enriquecedora que foi, nos deu a oportunidade de ter um primeiro encontro com o sistema de saúde brasileiro, orientações sobre a vacina e informações corretas contra as fakenews, nos fortalecendo enquanto cidadãos”, afirmou.

A comunidade Santo Expedito é formada também por brasileiros. A interação com os migrantes foi fortalecida a partir da iniciativa de Javier de criar um projeto de ensino de espanhol para brasileiros e vice-versa. “Quando chegamos à comunidade, o trabalho do professor Javier já existia com a finalidade de ajudar o migrante que vem para outro país sem planejamento e totalmente desassistido, precisando aprender a se comunicar e nós acabamos contribuindo com essa iniciativa criando uma parceria com a comunidade”, explica a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente, responsável pela coordenação do eixo dos migrantes no Amazônia Solidária.

COSEMS-AM

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Manoel Barbosa, prestigiou o encontro, destacando a importância da parceria com a Fiocruz Amazônia para vencer os desafios do fazer saúde na Amazônia. “Viver na Amazônia é um desafio constante e a Fiocruz com esse conhecimento que produz mostra que é possível reverberar, impactar e transformar a realidade dessas populações, principalmente dos segmentos mais vulneráveis”, afirmou. “A palavra é gratidão pela proximidade com a Fiocruz e tudo que ela representa para a saúde do povo brasileiro. É uma honra dizer que estamos sempre à disposição naquilo que for preciso. Fazer saúde no Amazonas exige desafios, assim como vacinar porque existem barreiras e tabus potencializados nos últimos quatro anos, com uma verdadeira guerra de desinformação. Esse projeto veio como uma grande inspiração para todos nós”, admitiu.

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Representando a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, os assessores do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Igor Rodrigues e Renan Duarte estiveram presentes nos dois dias da oficina. “Em nome da secretária da SVSA, Ethel Maciel, nos colocamos à disposição para parcerias e verificamos que o Projeto Amazônia Solidária se encaixa no eixo fundamental do nosso trabalho que é o da promoção da equidade. Estamos alinhados com os temas desse evento e escutamos atentamente as experiências apresentadas nesses dois dias e, certamente, faremos essas experiências ecoarem nas políticas e práticas da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente”, afirmou Igor. Renan Duarte considerou o evento revelador ao trazer a realidade do SUS em localidades tão distantes do País. “O projeto Amazônia Solidária teve na sua grande potência a integração de diversos atores da saúde pública, desde o Cosems às instituições locais, lideranças comunitárias e trouxe também a percepção da comunidade em relação às questões relacionadas à saúde. Pudemos observar nesses dois dias muitos produtos que foram feitos pelas populações, observar o protagonismo das comunidades participando na íntegra desse projeto”, opinou.

LIVRO

Ao todo, o Amazônia Solidária produziu 26 webvídeos e dezenas de podcasts, entre outros produtos de comunicação, a exemplo de flyers, dias D, rodas de conversa, faixas, cartazes, repentes e paródias, feitos pelas comunidades junto com as equipes de saúde e facilitadores do projeto, nos territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes contemplados. “Os produtos nasceram a partir das estratégias e necessidades dos territórios que serão reunidas e deverão se transformar em um livro, que terá como foco a importância da educação e da comunicação popular para o fortalecimento da vacinação”, anuncia o coordenador do projeto, Júlio Schweickardt. A obra deverá conter relatos dos coordenadores de eixos, dos facilitadores e apoiadores sobre o processo de aprendizagem obtido, além das narrativas dos territórios, textos sobre metodologia, resultados da vacinação e os produtos de comunicação e educação propriamente ditos.

Denise Amorim, servidora pública municipal, publicitária e mestre em Saúde Pública pela Fiocruz, lembra como se deu as experiências que vivenciou no projeto, onde atuou desde a concepção ao trabalho nas comunidades ribeirinhas como facilitadora. “O Projeto Amazônia Solidária foi uma grande oportunidade de resgate da política nacional de educação popular em saúde. A educação popular preconiza metodologias participativas que inserem a comunidade e os atores sociais. Construímos o termo de referência das oficinas por meio dos círculos de cultura, que são os passos agregadores de diálogo, de construção participativa e de aprendizado coletivo, e nós pudemos experimentar nos municípios essa metodologia que atendeu plenamente aos propósitos do projeto”, afirmou.

Para a coordenação, o projeto conseguiu aproximar as equipes de saúde e as comunidades, nos diferentes contextos, com resultados positivos tanto na oficina 1 quanto na oficina 2. A oficina 1 foi dividida em três círculos de cultura, um que versava sobre a temática do território, onde a própria comunidade conseguiu pensar o território para além do conceito geográfico, espaço físico. O círculo 2 já trouxe informações sobre vacinação, fez com que eles pensassem um pouco mais sobre o que foi a COVID-19, a pandemia, o medo, os preconceitos, e as fakenews, que também foi outra temática que interessou demais a comunidade. A 2ª oficina teve o objetivo de promover os produtos de comunicação, que foi um exercício novo, tanto para a comunidade, quanto para as equipes de saúde.

Presente ao evento, a italiana Francesca Bigliard, do Serviço de Voluntariado de Parma, na Itália, avaliou as experiências mostradas como práticas libertadoras de criatividade. “Constatei um envolvimento apaixonado e a competência com que construíram espaços de diálogos, respeitadores das diferentes especificidades das comunidades; e prova disso são os inúmeros produtos que vimos, porque quando se estabelecem contextos de significação, contextos de escutas, de amorosidade, contextos de problematização, estes geram e libertam criatividade, e criatividade é vida. Para aprofundar esse conhecimento e dar continuidade a essas práticas, esses dois dias onde aprendemos cada um com os outros foram realmente preciosos para continuar o compromisso com a saúde verdadeiramente coletiva e plural”, destacou.

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase dois está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas e coordenadora de Vigilância e Laboratórios de Referência da Fiocruz visitam o ILMD/Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na quarta-feira, 19/07, a visita da nova vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, juntamente com a coordenadora de Vigilância e Laboratórios de Referência, Marília Santini de Oliveira, para conhecer as instalações da unidade, se reunir com a diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia e com os pesquisadores, chefes de laboratórios e núcleos para um diálogo sobre prioridades e demandas para a pesquisa do instituto. Há cerca de dois meses à frente dos cargos, elas estiveram em Manaus para participar do Workshop da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Panamericana da Saúde (OPAS) sobre Vigilância Regional de Patógenos Emergentes e Zoonóticos com Potencial Epidêmico e Pandêmico, que aconteceu durante dois dias, na cidade. Representando a Fiocruz, Maria de Lourdes apresentou iniciativas e atividades de pesquisa desenvolvidas na Amazônia Brasileira, juntamente com um representante do Instituto Evandro Chagas, da cidade de Belém (PA).

Durante a visita ao ILMD, a vice-presidente de Pesquisa e a coordenadora de Vigilância e Laboratórios de Referência  percorreram as instalações da sede da instituição, incluindo os anexos removíveis instalados ao lado do prédio-sede para abrigar as estruturas laboratoriais, algumas das quais a serem deslocadas do terceiro andar para os contêineres para realização de reforma. Acompanhadas pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação Stefanie Lopes e o virologista e coordenador do Nucleo de Vigilância de Virus Emergentes e Reemergentes ou Negligenciados, Felipe Naveca,  Maria de Lourdes destacou a importância do protagonismo da unidade no trabalho da vigilância genômica do SARS-CoV-2 e defendeu a certificação de novos laboratórios de referência na Amazônia ocidental para o fortalecimento da vigilância em saúde.

O chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, o epidemiologista Jesem Orellana, elogiou a sensibilidade da nova Vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas acerca da necessidade do fortalecimento de pesquisas estratégicas em áreas como vigilância de patógenos emergentes e reemergentes, insegurança alimentar, mudanças climáticas e saúde e ambiente, como um conjunto crucial de fatores que alteram o cenário epidemiológico regional.

Maria de Lourdes atuou como vice-diretora de Laboratórios de Referência, Ambulatórios e Coleções Biológicas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), deixando a pasta para assumir o comando da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas, durante o mandato do presidente eleito da Fundação, Mario Moreira.

Fiocruz Amazônia apresenta resultados do trabalho de vigilância de patógenos em workshop da OMS/OPAS em Manaus

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresentaram nesta quinta-feira, 20/07, os resultados obtidos até agora com o trabalho de vigilância de patógenos emergentes e reemergentes circulantes na fauna silvestre e em casos humanos, realizado pela unidade, pesquisa que pode contribuir para o monitoramento eficaz e respostas mais rápidas às epidemias e pandemias futuras.  O trabalho foi apresentado durante a Oficina Técnica sobre Vigilância Regional de Patógenos Emergentes e Zoonóticos com Potencial Epidêmico e Pandêmico, aberta nesta quinta-feira, 20/07, em Manaus, numa realização da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com a parceria do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a presença da chefe do Departamento de Preparação e Prevenção de Eventos Epidêmicos e Pandêmicos da OMS, Maria Van Kerkhove, e o coordenador da Unidade Técnica de Preparação, Vigilância e Respostas à Emergências e Desastres, da OPAS, no Brasil, Alexander Rosewell.

O workshop conta com a participação de representantes de instituições de diferentes estados brasileiros e países com conectividade amazônica, a exemplo do Suriname, Colômbia, Peru, Equador, Panamá, Suriname, Venezuela, além de Argentina e Estados Unidos. Os objetivos da oficina são: mapear as atividades de pesquisa de campo em andamento, ou planejadas, sobre os patógenos emergentes, discutir possíveis estratégias para coordenar e fortalecer ações relacionadas à prevenção, vigilância, detecção oportuna, notificação, preparação e resposta em Saúde Pública para proteger a população humana; e propor planos para coordenar pesquisas aplicadas visando preencher lacunas de conhecimento sobre os referidos patógenos. Juntos, os especialistas esperam, ao final do encontro, delinear um plano de colaboração para a vigilância e investigação de patógenos com potencial epidêmico e pandêmico em reservatórios de vida selvagem, hospedeiros e vetores na região amazônica.

O painel com os pesquisadores da Fiocruz Amazônia contou com a participação de Maria Van Kerkove. O virologista Felipe Naveca, coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, da Fiocruz Amazônia, destacou a importância da vigilância genômica no cenário pós-pandêmico, citando as descobertas feitas a partir do trabalho realizado pela Fiocruz Amazônia em parceria com os laboratórios públicos de referência dos Estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia. “Só conseguimos avançar com parcerias fortes, diversas instituições comprometidas.  Neste sentido temos trabalhado com outras unidades da Fiocruz, a Fundação de Vigilância em Saúde Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), OPAS e contado com investimentos de agências internacionais para realização de estudos”, ressaltou.

Segundo Naveca, o Amazonas é o Estado brasileiro com o maior número de genomas do SARS-CoV-2 sequenciados em função do número de casos confirmados. “Temos desenvolvido um esforço muito grande desde o início da pandemia, que nos possibilitou, entre outros pontos, saber que a principal variante em circulação no País, no momento, é a XBB.1.5, e anteriormente nos levou à descoberta da variante Gama, em 2021, permitiu que acompanhássemos a sua evolução, numa população com uma alta imunidade híbrida, como a do Amazonas e, mais recentemente, foi possível mostrar como se deu a expansão das variantes Delta e Ômicron. Foi e continua sendo um trabalho importante, especialmente em uma região tão severamente atingida como foi no Amazonas”, afirmou Naveca.

A partir dos estudos genômicos da Fiocruz Amazônia para as variantes Gama, Delta e Ômicron foi possível atestar também que o principal hub de disseminação foi a partir de Manaus, capital do Estado, para outros municípios. “Houve também uma disseminação menor de linhagens que foram introduzidas, por exemplo, pela Tríplice Fronteira Brasil/Colômbia/Peru, e outras de outras fronteiras do Estado, mas invariavelmente  Manaus foi o principal hub de disseminação”, observou.

Entre as lições aprendidas com a pandemia, Naveca destaca que é preciso capacitar as equipes de saúde localmente e em todas as áreas de vigilância. “Tivemos a oportunidade de trabalhar não só no Amazonas, mas em outros três estados da Região Norte, da chamada Amazônia Ocidental – Roraima, Acre e Rondônia. Fizemos essa capacitação para as equipes dos LACENS Rondônia, Roraima e Acre, não só na parte laboratorial mas também para a análise de dados nos laboratórios centrais de cada estado, para que essas equipes possam continuar conduzindo os trabalhos independentemente de estarmos lá ou não”, afirmou.

A emergência do Monkeypox e o aumento de casos de dengue com a introdução de genótipos na região, também geraram demandas para a Fiocruz Amazônia, conforme salientou Naveca. “Fomos demandados pelo Ministério da Saúde para assumir como laboratório regional de referência em Monkeypox, para os estados do Amazonas, Rondônia e Roraima. No tocante às arboviroses, desde 2019 até 2021, o dengue sorotipo 1 foi o mais prevalente. No entanto, em novembro de 2022, a equipe do LAFRON Amazonas reportou um aumento inesperado de casos de dengue numa época em que não era para estar ocorrendo tantos casos, e nós imediatamente recebemos as amostras, fizemos o sequenciamento e identificamos uma introdução do genótipo 2 (cosmopolita) do dengue sorotipo 2 naquela região. Esse resultado, incluindo os genomas, foi imediatamente compartilhado em bancos de dados públicos. Fizemos uma análise de reconstrução espaço-temporal mostrando que se tratava de uma segunda introdução no Brasil, vinda do Perú. A epidemiologia da dengue no Amazonas mudou e, desde essa introdução, o dengue 2 rapidamente substituiu o dengue 1, dados disponíveis no relatório para o MS, assim como pré-print”, relembrou.

Naveca citou ainda situação parecida ocorrida em Roraima, quando a equipe do LACEN local identificou a introdução do dengue sorotipo 3. “Esse dado nos surpreendeu, uma vez que este sorotipo não causa epidemias há 15 anos e nossas análises genômicas, em colaboração com o CDC/EUA, não só confirmaram o resultado do LACEN-RR, como mostraram que era uma linhagem para as Américas, oriunda do subcontinente indiano”, contou. Por fim, o virologista lembrou a emergência de casos do vírus Oropouche em Roraima, Amazonas, Rondônia e Acre, confirmada pelos LACENs de cada Estado, utilizando o protocolo desenvolvido pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, ressaltando a necessidade de pesquisas contínuas para a identificação de novos vírus, a exemplo do novo flebovírus (vírus transmitido por flebotomíneos), encontrados recentemente em uma área rural do município de Presidente Figueiredo (AM).

DESMATAMENTO

Em sua palestra, a médica veterinária Alessandra Nava caracterizou a vigilância de patógenos circulantes na fauna silvestre, especificamente em populações de morcegos e primatas, alertando sobre os riscos do desmatamento em áreas urbanas. “Temos florestas lindas e maravilhosas, com espécies ameaçadas, e que da noite para o dia viram um shopping. Essa é uma dinâmica é constante e a rapidez com que acontece é muito grande, sobretudo com o afrouxamento da proteção ambiental nos últimos quatro anos, o que levou a um aumento da frequência do contato dos humanos com animais silvestres e domésticos, o que possivelmente possa ser um fator desencadeador de emergências zoonóticas”, exemplificou, mostrando a imagem de uma área de floresta antropizada num bairro da Zona Norte de Manaus, que avança sobre uma área de proteção ambiental da cidade.

Em parceria com o Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, chefiado por Naveca, Alessandra disse que vem sendo possível desenvolver um projeto que visa mapear a diversidade de coronavírus em morcegos e primatas, entre outras espécies, no Amazonas. “Além dos vírus, trabalhamos com outras doenças negligenciadas como as filarioses, doenças parasitárias e monitoramento de raiva por meio dos registros de mordeduras que são mais constantes na região. Nossa estratégia é tentar entender e ter material para as próximas emergências, razão pela qual iniciamos um biobanco, em parceria com o Cetas/Ibama, onde coletamos material de espécies oriundas de todo o estado e disponibilizamos as amostras para outros pesquisadores”, explica, acrescentando que muito mais do que encontrar vírus emergentes, a proposta é a de entender as relações e as frequências de contatos entre humanos e animais como gatilhos para situações de emergência, o que se alinha ao que preconiza o painel de especialistas em Saúde Única da OMS.

Nava destacou a importancia das parcerias, citando a carta-compromisso firmada entre o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Fiocruz Ceará e a Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PICTIS) da Fiocruz, com sede em Portugal, para a criação da primeira Rede de Vigilância do Norte e Nordeste do Brasil em Monitoramento de Patógenos Circulantes na Fauna Silvestre. O objetivo é estabelecer as bases para a sistematização das atividades da Fiocruz no escopo da Saúde Única (One Health) – que tem como base o entendimento de que as doenças dos animais e dos humanos estão associadas –, fortalecendo a vigilância e a pesquisa de patógenos com caráter zoonótico e a capacidade de proporcionar melhores monitoramento e respostas às epidemias. A carta é assinada pelos diretores da Fiocruz Amazônia e da Fiocruz Ceará, Adele Schwartz Benzaken e Antônio Carlile Holanda de Lavor, respectivamente, e o coordenador do PICTIS, José Luiz Passos Cordeiro.

PROGRAMAÇÃO

O workshop se encerrou nesta sexta-feira, 21/07. Ao longo do dia, os participantes participaram de painéis de discussão, com perguntas direcionadores sobre as capacidades nacionais/subnacionais para a vigilância em Saúde Pública e detecção de patógenos emergias, as lacunas existentes na região amazônica, integração da vigilância em animais de criação, vida selvagem e meio ambiente com a vigilância em saúde pública e a inovações que estejam sendo testadas. Haverá também um painel sobre as iniciativas e atividades de pesquisa na região amazônica brasileira, apresentado pela vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Lourdes Oliveira, e a pesquisadora em Saúde Pública do Instituto Evandro Chagas, Lívia Carício Martins.

A partir do workshop, a OMS/OPAS pretende catalogar as atividades de pesquisas aplicadas em andamento, e planejadas, na região Amazônica relacionadas à vigilância, detecção precoce, diagnóstico e resposta a patógenos emergentes e zoonóticos com potencial epidêmico e pandémico, além de elaborar um resumo executivo para as autoridades nacionais brasileiras a ser apresentado na Reunião dos Presidentes dos Países da Bacia Amazônica em agosto de 2023, reportar a identificação das principais lacunas na vigilância, diagnóstico e pesquisa aplicada/de campo, bem como propor atividades necessárias para preenchê-las, e por fim elaborar propostas de ações e atividades prioritárias necessárias para melhorar a prevenção, vigilância, detecção precoce, notificação, preparação e resposta a patógenos com potencial epidêmico e pandêmico na região Amazônica.

A OPAS/OMS organiza esta oficina técnica em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros parceiros brasileiros. Com base em uma oficina semelhante realizada no Panamá, em abril de 2022 – organizada conjuntamente por Fundação Rockefeller, Instituto Conmemorativo Gorgas, e a Unidade de Gestão de Ameaças Infecciosas da OPAS — bem como uma série de oficinas técnicas organizadas pela Unidade de Doenças Emergentes e Zoonoses da OMS, em sua sede, busca ampliar a compreensão das atividades atuais de pesquisa e vigilância de patógenos emergentes e zoonóticos com potencial epidêmico e pandêmico na vida selvagem do mundo inteiro.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Centro de Estudos vai abordar consumo alimentar e, relação entre nutrição e agravos crônicos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 21/7, às 10h, a palestra “Consumo alimentar: como realmente avaliar”, a ser ministrada por Taísa Sabrina Silva Pereira, coordenadora do curso de Ciencias de la Nutrición, na Universidad de las Américas Puebla (México).

A relação entre nutrição e agravos crônicos será abordada durante a apresentação. “A avaliação do consumo alimentar em populações é uma medida cada vez mais presente em estudos epidemiológicos para a investigação da relação entre nutrição e agravos crônicos. Contudo, é uma exposição de difícil mensuração. Existem diferentes instrumentos para estimar o consumo alimentar, entretanto, algumas técnicas específicas podem melhorar a qualidade da informação”, explica.

A palestra será moderada por pesquisadora Débora Clivati Faria Pereira, pesquisadora do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI). Para participar, os interessados devem acessar o link: https://us06web.zoom.us/j/81207314085?pwd=eTlMcFJWTFVGQ1ZZbGg5U2k4WjFuUT09 utilizando (ID da reunião: 812 0731 4085) e (Senha de acesso: 067664)

SOBRE A PALESTRANTE

Taísa possui Graduação em Nutrição pela Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo (2010), Especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça (2012), Mestre (2014) e Doutora (2018) em Saúde Coletiva (área de concentração Epidemiologia) pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Atuou como pesquisadora no Grupo de Pesquisa em Nutrição e Saúde de Populações da UFES e como supervisora de exames clínicos no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) na Onda 2 (2012-2014). Atualmente, é professora de tempo completo e coordenadora do curso de Ciencias de la Nutrición na Universidad de las Américas Puebla (México).

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Fiocruz Amazônia e FVS-RCP formalizam acordos de cooperação para fortalecer vigilância em saúde no Amazonas

A Fiocruz Amazônia e a Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) formalizaram nesta terça-feira, 18/07, a assinatura de sete termos de cooperação científica que garantirão a execução conjunta de projetos desenvolvidos por pesquisadores da Fiocruz Amazônia e FVS-RCP, visando fortalecer as estratégias de vigilância e controle de doenças infecciosas no Amazonas. Os acordos foram assinados pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, e a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Costa Amorim Ramos, juntamente com os pesquisadores das duas instituições que coordenarão cada projeto, em solenidade realizada no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com a presença de representantes da Secretaria do Estado da Saúde, Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado e Fundação Alfredo da Matta. O foco das parcerias são as doenças infecciosas como dengue, zika, malária, Chikungunya, febre amarela, Covid-19, infecções sexualmente transmissíveis (IST/HIV/Aids) e hepatites virais.

Os termos têm como objetos projetos na área de controle vetorial e reservatórios na Amazônia, vigilância entomológica de insetos vetores de patógenos emergentes, reemergentes e/ou negligenciados no Amazonas; apoio à vigilância laboratorial desses patógenos; vigilância das morbimortalidades por causas externas no Amazonas; epidemiologia de SAS-CoV-2 no Amazonas; desenvolvimento de imuno ensaios para diagnóstico, fortalecimento da política de IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais no Amazonas e oferta de cursos e treinamentos para profissionais de saúde.

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, os novos acordos fortalecem não só a parceria como os trabalhos que já vêm sendo desenvolvidos pelas duas instituições. “Com este ato simbólico de assinatura, reafirmamos o compromisso da Fiocruz Amazônia em contribuir para o fortalecimento da Vigilância em Saúde no Amazonas, utilizando para isso a expertise dos nossos laboratórios e pesquisadores em Saúde Pública, porque acreditamos que, sozinha, sem a parceria dos entes municipais e estaduais, além da sociedade civil organizada e populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas, a Fiocruz Amazônia não consegue vencer os desafios do fazer saúde na Amazônia”, afirmou Benzaken, ressaltando que a assinatura de sete termos de cooperação consolida uma parceria histórica entre as duas instituições.

Tatyana Amorim destacou que a formalização dos acordos é um passo importante e decisivo para a continuidade dos trabalhos. “Hoje é um dia muito importante para a Fiocruz e para a FVS, que sempre foram instituições parceiras, porque marca a institucionalização desse trabalho. Precisávamos assinar esses termos porque um dia vamos sair mas a parceria continuará com a formalização e a continuidade do trabalho no campo da vigilância.

Os termos preveem prazos de vigência que variam de acordo com a extensão de cada projeto. “A saúde na Amazônia apresenta grandes desafios para o SUS e as doenças infectocontagiosas ainda representam um problema para a saúde pública, daí a importância do estudo da ecologia dos ciclos de transmissão de diferentes agentes patogênicos e a sistemática, tendências evolutivas e interações entre os organismos-chaves envolvidos em cada ciclo”, explica o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz Bessa, chefe do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PreV Amazonia), pertencente ao Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA).

O estudo do EDTA vai trabalhar nos seguintes eixos: acompanhamento do perfil silvestre e peridomiciliar de vetores e reservatórios em área rural, monitoramento de patógenos em animais silvestres, sua prevalência em diferentes paisagens e a construção de um biobanco de amostras biológicas. “A junção de todos esses eixos trará contribuições importantes para o conhecimento de situações em saúde na Amazônia, fundamental para subsidiar uma melhor preparação de respostas por parte das autoridades de saúde em todas as esferas de governo”, prevê o projeto, lembrando que a Amazônia é endêmica para vários patógenos emergentes de relevância.

O virologista Felipe Naveca, pesquisador da Fiocruz Amazônia, explica que o projeto que coordena tem como objetivo o apoio à vigilância laboratorial de patógenos emergentes, reemergente e/ou negligenciados. “Nesse sentido, por mais que tenhamos uma infraestrutura laboratorial suficiente para conduzir esses experimentos precisamos das informações epidemiológicas e o acesso as áreas onde podem estar ocorrendo surtos. Essa capilaridade da FVS-RCP, com profissionais que conhecem bem o interior do Estado e as informações epidemiológicas robustas, nos fornecem as condições de desenvolver esse projeto de maneira otimizada, melhorando a qualidade da saúde para a população, que é o objetivo maior de toda pesquisa. Conhecendo melhor os vírus em circulação, em diferentes regiões do Estado, conseguimos melhorar as ações de controle vetorial e de diagnóstico”, explicou.

Pesquisador da FVS-RCP, Ronildo Baiatone, subgerente de Entomologia do Departamento de Vigilância em Saúde e Ambiental fará parte de duas pesquisas relacionadas à vigilância entomológica, com foco nos mosquitos vetores de doenças infecciosas como malária, dengue, leishmaniose e doença de chagas. “A parceria entre as duas instituições é de extrema importância e a formalização que acontece agora é ganho para todas as instituições e para o Estado do Amazonas”, resumiu.

Outro projeto contemplado pela assinatura de termo de cooperação prevê o fortalecimento da política de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais no Estado do Amazonas, com a finalidade de elaborar estratégias para o fortalecimento de uma política estadual voltada às pesquisas na área e ao atendimento às pessoas vivendo com HIV/Aids. O fortalecimento se dá através de ações de advocacy, resstruturação dos serviços e modelos de qualificação de profissionais de saúde.

Divulgado resultado da 3ª etapa do processo seletivo para Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), através da Comissão de Seleção do processo seletivo para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), divulgam o resultado da 3ª etapa: Avaliação do pré-projeto, avaliação do currículo lattes e entrevista.

Confira AQUI o resultado

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

A admissão ao Curso de Doutorado será efetuada através de processo seletivo, composto de três etapas: Homologação das inscrições. Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento; Prova de Saúde Coletiva. Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 6,0 pontos; entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e entrevista.

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 16 vagas, para ingresso a partir de agosto de 2023.

BOLSAS DE ESTUDO

O Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia não garante a concessão de bolsa de estudo para todos os aprovados. Havendo cotas de bolsas disponíveis, elas serão distribuídas respeitando-se a ordem decrescente de classificação geral dos candidatos (da maior para a menor nota) e as normas das agências de fomento e as estabelecidas pela Comissão de Bolsas do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, até o limite das bolsas. O candidato aprovado na 3ª etapa do processo seletivo, receberá através de e-mail informado no ato da inscrição, formulário para que manifeste se deseja concorrer à bolsa de estudo ou não.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Fiocruz Amazônia divulga 3ª Republicação para processo seletivo do Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga 3ª republicação da Chamada Pública nº 006/2023 – PPGVIDA – TURMA FORA DE SEDE – ALTO SOLIMÕES – com Alteração no Item 5.16 – Nota do Currículo Lattes e, no Anexo I – Cronograma do Processo de Seleção: período de matrícula.

Clique AQUI para acessar a republicação.

O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.

O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas. O período de matrículas ocorrerá entre os dias 14 e 16 de agosto, de 2023.

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.

Presidente Lula repara erro histórico com entrega de medalhas da Ordem Nacional do Mérito Científico a pesquisadores que tiveram condecoração revogada em 2021

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez a entrega, nesta quarta-feira, 12/07, em Brasília, da Medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico aos médicos e pesquisadores amazonenses Adele Schwartz Benzaken e Marcos Vinícius Guimarães Lacerda, um dia após a publicação do decreto de reparação histórica por meio do qual devolve aos dois pesquisadores o direito à condecoração concedida a personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram por suas relevantes contribuições prestadas à Ciência e à Tecnologia. Em novembro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro havia anulado, sem justificativa, a admissão dos dois cientistas na classe de Comendador, gerando indignação por parte da comunidade científica nacional e internacional e a renúncia coletiva à condecoração dos 21 agraciados com a honraria daquele ano. Nesta quarta-feira, o erro histórico foi reparado com a entrega das medalhas a todos durante sessão solene de instalação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula e os agraciados.

O presidente Lula, em seu discurso, enalteceu o papel da Ciência e da Tecnologia, para o desenvolvimento econômico sustentável do País, e a importância dos pesquisadores nesse contexto. “Retomamos a partir de hoje as reuniões do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, principal fórum de debate com a comunidade científica, e condecoramos algumas das mentes mais brilhantes desse país, porque estamos reunidos aqui para dizermos que chega de obscurantismo, basta de negacionismo, chega de jogar cientistas na fogueira ou aceitar que cientistas como Adele e Marcos tenham suas medalhas tomadas, ela pelo trabalho desenvolvido com homens trans e ele pelo estudo que mostrou a ineficiência da cloroquina”, citou o presidente da República, após a entrega da medalha aos cientistas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, destacou a necessidade de investimentos em pesquisa para a retomada do desenvolvimento econômico e social do Brasil, do combate à fome, da política de industrialização e do desenvolvimento sustentável da Amazônia, garantindo a independência e soberania da Nação. Sobre a condecoração, a ministra assegurou tratar-se de um “ato de desagravo à Ciência e de reparação histórica aos cientistas, pesquisadores e médicos do País que foram injustamente perseguidos e ameaçados por um governo anticiência e antivida”, reforçou. A Ordem Nacional do Mérito Científico foi criada pelo Decreto número 772, de 16 de março de 1992, sendo concedida como forma de reconhecimento pelas contribuições científicas e técnicas dadas por personalidades nacionais e internacionais para o desenvolvimento da Ciência no Brasil.

A ministra destacou o trabalho desenvolvido pelos dois cientistas. Com 45 anos de vida pública, Adele Benzaken, que é médica ginecologista, doutora em Saúde Pública e atual diretora da Fiocruz Amazônia, deu uma vasta contribuição aos estudos, formulação e implementação de políticas públicas relacionadas às Infecções Sexualmente Transmissíveis, tendo chefiado o Departamento de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, durante cinco anos, e sido exonerada por Bolsonaro, em 2019, após a publicação de uma cartilha de prevenção às IST’s para homens transgêneros. Já Marcus Lacerda é o responsável por uma das primeiras pesquisas que ajudaram a revelar a ineficiência da cloroquina contra a Covid-19 e os riscos de agravo cardíaco da medicação quando aplicada a pacientes com a doença. Com mais de duas décadas de experiência em pesquisas com doenças infecciosas, o pesquisador da Fiocruz Amazônia passou a ser alvo do bolsonarismo, chegando a ser ameaçado de morte e receber ofensas pessoais.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Além da renúncia coletiva à condecoração por parte dos agraciados,  o ato de Bolsonaro anulando a concessão das medalhas a Adele Benzaken e Marcus Lacerda gerou manifestação de repúdio dos mais de 200 cientistas que integram a Ordem Nacional do Mérito Científico (ONMC) e dezenas de instituições de ensino e pesquisa. A designação dos agraciados à honraria é feita de forma paritária pelo Ministério da Ciencia e Tecnologia, Academia Brasileira de Ciências e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. A comissão é formada por nove membros.

Convidada pelo presidente Lula para falar em nome dos homenageados, Adele Benzaken, bastante emocionada, reafirmou seu compromisso com a Ciência e a pesquisa na Amazônia. Em seu pronunciamento (ver íntegra abaixo), ela assegurou que seguirá acreditando na Ciência e que a reparação feita pelo presidente da República tem um significado muito especial. Acompanhada dos familiares, a pesquisadora amazonense fez um rápido retrospecto de sua trajetória, marcada por “encontros”, como ela mesma destacou, entre eles com a Aids, fazendo referência ao período em que chefiou, por cinco anos, o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Na sua gestão, o MS foi responsável por tornar o teste rápido de sífilis uma política nacional, além de ter possibilitado a incorporação de políticas de prevenção ao HIV, como a da Profilaxia Pré-Exposição (Prep) e a universalização do tratamento da Hepatite C na rede pública.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Nesta cerimônia, mais que encontrar com o prêmio que me tinha sido sonegado (diga-se aqui, como Chico Buarque, em situação assemelhada recente, sentí-me mais honrada ainda) é de reencontro que quero falar. Reencontro com o País plural que estava sendo destruído por políticas reacionárias e facistóides. Reencontro com o SUS pelo qual lutamos desde 1988, assim como com os valores constitucionais que o originaram. Reencontro com o Presidente Lula e todas as utopias que por vários anos ele nos ensinou a sonhar”, disse Adele, em agradecimento ao presidente Lula pela homenagem, bem como aos representantes da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ministério de Ciências e Tecnologia e a todos os cientistas que solidariamente se recusaram a receber a condecoração na gestão anterior.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Antes da solenidade, Marcus Lacerda observou que nenhuma medalha ou homenagem no Mundo é entregue a um único indivíduo, nem a um único pesquisador. “As honrarias são entregues aos grupos de pesquisa e às instituições. É um prazer imenso receber hoje uma condecoração que vem pelas mãos do atual presidente da República, que reconhece o trabalho de todo o grupo de pesquisa que o Amazonas exerce junto à Fiocruz, que sempre foi o suporte dos piores momentos que todos vivemos nos últimos quatro anos”, afirmou. Além dos pesquisadores amazonenses, a comenda na Área de Ciências da Saúde foi entregue a Maurício Lima Barreto, professor emérito da Universidade Federal da Bahia. Também foram agraciados na área de Ciências Biológicas (Gonçalo Amarante Guimaraes Pereira e Stevens Kastrup Rehen), Ciências Biomédicas (Marcelo Marcos Morales e Renato Sérgio Balão Cordeiro), Ciências da Terra (Maria Tereza Fernandez Piedade) e Ciências Humanos (Maria Stela Grossi Porto, in memoriam).

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Confira, a seguir, a íntegra do pronunciamento da médica sanitarista Adele Benzaken:

”A vida é a arte do encontro, como disse Vinicius de Moraes. Meus pais, vindos de continentes distantes, de Tânger no Marrocos e de Viena na Europa, se encontraram em Manaus, onde dois dos maiores rios do planeta marcaram encontro para formar o maior afluente de que se tem notícia, o Rio Amazonas, que empresta seu nome para meu Estado. Ali nasci e me criei! Na Praça São Sebastião, ao redor do monumento à Abertura dos Portos do Brasil à Navegação Mundial, houve meu encontro, com meus amigos, para jogar “peladas” de futebol, no cair da tarde manauara.

Em Manaus, por meus pais (Willy e Robine) e pela comunidade judaica aprendi que os valores da religião, professada por meus ancestrais milenares, podia se encontrar com as outras pessoas que professavam outras crenças, incluindo aí as dos povos originários e mesmo os sem-crenças.

Em Manaus, encontrei os mestres que orientaram minha vida para a Saúde Pública, compromisso do qual jamais me afastei nos últimos 45 anos. Período no qual se deu também meu encontro com a militância social em favor das políticas de enfrentamento às ISTs e HIV/Aids, como médica e gestora pública, à frente de instituições estaduais e do Departamento de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Hoje, me encontro com o desafio do fazer Ciência na Amazônia, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e representando o Brasil junto a organismos internacionais de respostas ao HIV/Aids, como a Aids Healthcare Foundation para quem também trabalho com paixão.

Por falar em amor, um dia, em uma rua fortuita de Jerusalém, encontrei Asher Benzaken, meu companheiro por toda vida e pai de meus filhos e avô dos meus cinco netos.

Nesta cerimônia, mais que encontrar com o prêmio que me tinha sido sonegado (diga-se aqui, como Chico Buarque, em situação assemelhada recente, sentí-me mais honrada ainda) é de reencontro que quero falar. Reencontro com o País plural que estava sendo destruído por políticas reacionárias e facistóides. Reencontro com o SUS pelo qual lutamos desde 1988, assim como com os valores constitucionais que o originaram. Reencontro com o senhor, Presidente Lula e com todas as utopias que por vários anos ele nos ensinou a sonhar. Ao senhor, presidente, aos representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Ministério da Ciência e Tecnologia e principalmente aos companheiros que solidariamente se recusaram a receber no governo passado. Minha gratidão eterna.

Muito obrigada!”

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses prorroga inscrições até 14/7

O Prêmio Oswaldo Cruz de Teses, iniciativa coordenada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), que está em sua sétima edição e visa distinguir teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde em diversas áreas temáticas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz, prorrogou suas inscrições. De acordo com o novo cronograma, candidatos podem inscrever suas teses até 14 de julho.

Confira na Chamada do Prêmio o Edital de prorrogação com as novas datas do cronograma e inscreva-se!

A Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional, também coordenada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) e que está em sua sexta edição, reconhece e valoriza os esforços educacionais de seus servidores e servidoras, destacando trajetórias acadêmicas de elevado mérito na educação no campo da saúde, segue com inscrições abertas até 22 de agosto.

Confira a Chamada e o Edital e inscreva-se!

Ambos os prêmios valorizam a produção do conhecimento acadêmico em saúde. Veja abaixo mais informações!

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2023 – inscrições prorrogadas até 14/7/2023

O Prêmio Oswaldo Cruz de Teses (Poct) visa distinguir teses de elevado valor para o avanço do campo da saúde em diversas áreas temáticas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz.

Poderão concorrer doutores e doutoras, cujas teses tenham sido defendidas entre os meses de maio de 2022 e abril de 2023 nos cursos da Fiocruz e de cursos nos quais a Fundação participa de forma compartilhada, e que sejam registrados na Coordenação-Geral de Educação (CGE).

As inscrições podem ser realizadas tanto por alunos egressos como pelas coordenações dos programas de pós-graduação (PPG) da Fiocruz, com a anuência do egresso. É importante ressaltar que não há restrição quanto ao número de egressos inscritos por curso. Nesta direção, não devem ser identificados os trabalhos publicados como resultado da tese.

Destaca-se ainda que a comissão julgadora do Poct será formada por membros externos à Fiocruz, considerando o número de inscritos em cada área. Além disso, deverá haver pelo menos três membros para cada área.

Será selecionada uma tese de cada uma das áreas abaixo indicadas:

• Ciências Biológicas aplicadas e Biomedicina;

• Medicina;

• Saúde Coletiva;

• Ciências Humanas e Sociais.

O PPG no qual foi realizado o curso não limita a escolha da área. O candidato ou o PPG que o indicou deve apontar no formulário de inscrição a área temática na qual melhor se enquadra o trabalho. As inscrições devem ser enviadas para o e-mail: premio.oct@fiocruz.br .

Cada premiado receberá um certificado e o apoio de até R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais), que poderá ser utilizado para deslocamento, inscrição e estadia em eventos presenciais; inscrição em evento remoto; publicações de artigos em revistas especializadas/traduções de artigos (obrigatoriamente em revista de acesso aberto e Qualis B2 ou superior na respectiva área de avaliação do PPG de origem na Capes); em cursos presenciais ou à distância e compra de livros acadêmicos.

Vale destacar que o apoio financeiro poderá ser utilizado até um ano após a data do recebimento do prêmio; e também dividido em, no máximo, duas das despesas mencionadas acima, não podendo ultrapassar o valor total da premiação (o eventual valor excedente deverá ser custeado pelo próprio premiado ou premiada).

As inscrições foram prorrogadas até 14/7/2023!

Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional 2023 – inscrições até 22/8/2023

A Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional tem como objetivo reconhecer e valorizar os esforços educacionais de seus servidores e servidoras, distinguindo trajetórias acadêmicas de elevado mérito na educação no campo da saúde. A premiação é concedida para apenas um indivíduo, sem a possibilidade de concessão compartilhada nem a concessão de menção honrosa.

No ano de 2023, somente serão aceitas candidaturas de profissionais com destacada atuação nas áreas da Saúde Coletiva e Ciências Humanas e Sociais.

Espera-se dos candidatos indicados à Medalha uma trajetória meritória de contribuições para a educação por meio da formação de pessoal para o campo da saúde e reconhecida pelos pares; integridade profissional; contribuição duradoura para o campo de atuação, expressa, entre outros elementos, pela capacidade de seus ex-alunos; reconhecimento geral das características de liderança no campo da educação; e influência estadual, nacional e/ou internacional nas políticas educacionais.

A candidatura à Medalha poderá ser apresentada de três formas:

(a) Autoindicação – o servidor apresenta a sua própria candidatura;

(b) Indicação pelo Conselho Deliberativo (CD) de unidade da Fiocruz;

(c) Indicação pela Comissão de Pós-Graduação (CPG) de programas de pós-graduação Stricto sensu da Fiocruz.

Os documentos para candidatura devem ser enviados com clara indicação do nome do candidato(a) para o endereço medalhavs@fiocruz.br .

As inscrições vão até 22/8/2023!

Presidente Lula entrega medalhas da Ordem Nacional do Mérito Científico a Adele Benzaken e Marcus Lacerda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a entrega oficial das medalhas da Ordem do Mérito Científico, nesta quarta-feira, 12/07, em solenidade no Palácio do Planalto, aos médicos e pesquisadores amazonenses Adele Schwartz Benzaken, diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador da Fiocruz Amazônia, bem como aos 21 cientistas brasileiros que se recusaram a receber a comenda, em novembro de 2021, em solidariedade aos dois cientistas que tiveram a concessão do título cancelada, sem justificativa, pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Na oportunidade, o presidente Lula assinará decreto de reparação histórica por meio do qual devolve a Adele Benzaken e Marcus Lacerda o direito à condecoração com a maior honraria da Ciência no Brasil. O título de Comendador da Ordem do Mérito Científico é concedido a personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram por suas relevantes contribuições prestadas à Ciência e à Tecnologia. A entrega ocorrerá durante a sessão solene de instalação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, a partir das 9h30h (horário Brasília).

Acompanhe a transmissão da solenidade que acontece nesta quarta-feira, 12/07, a partir das 8h30 (horário Manaus) pelos canais digitais da Presidência da República e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Mais informações: https://www.gov.br/arquivonacional/pt-br/canais_atendimento/imprensa/copy_of_noticias/arquivo-nacional-recebe-medalha-nacional-do-merito-cientifico

PPGBIO-Interação divulga nova republicação sobre oferta de vagas para aluno especial

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-INTERAÇÃO, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), através da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VEPEIC), estará com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2023. As inscrições ocorrem até a próxima sexta-feira, 14/7.

Confira a republicação AQUI.

Podem se inscrever; Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 24 a 26 de julho de 2023. A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 01 de agosto de 2023, na Plataforma SIGA no endereço eletrônico https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 e no site do ILMD https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=16314 .

As disciplinas serão ministradas na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), situado à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus – AM.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Pesquisador da Fiocruz Amazônia aborda “Inovação aplicada à saúde” durante o Amazon Health Tech Conference

O pesquisador, Luis André Mariúba, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), apresentou na última sexta-feira, 7/7, no Amazon Health Tech Conference, a palestra “Inovação aplicada à saúde no Instituto Leônidas e Maria Deane – FIOCRUZ”.

O evento foi coordenador pela Agência de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual da Universidade do Estado do Amazonas (Agin/UEA) em parceria com Hospital Albert Einstein; Hospital Sírio Libanês; Hospital dee Madrid; Universidade de São Paulo (USPA); Escola Superior de Tecnologia (EST), Samsung Ocean/UEA; Escola Superior de Artes e Turismo (Esat); Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA); Fiocruz Amazônia e Inova USP.

A iniciativa teve como objetivo fornecer aos docentes, técnicos e discentes da UEA um ecossistema de inovação para discussões sobre as inovações tecnológicas na área da saúde, visando uma maior participação nos programas de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Além de abordar a trajetória e atuação do Núcleo de Inovação Tecnológica da Fiocruz Amazônia, Maiúba destaca a importância do evento para interagir com outras instituições e empresas que possuam interesse nas tecnologias já depositadas pelo ILMD. “Durante a apresentação pudemos mostrar o histórico da atuação do NIT nesses últimos dez anos, além de apresentarmos as tecnologias que foram depositadas pelo Instituto. O evento foi bastante interessante, pois conseguimos fazer alguns contatos para oferta dessas tecnologias para empresas ou instituições interessadas. Como resultado, iremos entrar em contato com esses locais para verificar se há interesse por parte deles sobre o que a gente já produziu”, explica.

A reitora em exercício, Prof.ª Dra. Kátia Couceiro, explica que esse evento é um sonho realizado. “Temos uma escola de tecnologia que faz um trabalho árduo, de muito tempo, e com esse evento podemos incluir a saúde nisso tudo. Hoje nós temos esse momento para aprendermos um pouco mais e institucionalizar a saúde junto à tecnologia”, complementou.

SOBRE O NIT FIOCRUZ AMAZÔNIA

Implantado em 2007, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia tem como objetivo prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O Sistema Fiocruz de Gestão Tecnológica e Inovação foi criado em 2006, com a missão de   promover a inovação em saúde, por meio da gestão da Propriedade Intelectual e da Transferência de Tecnologia, de forma integrada e articulada com as Unidades da Fiocruz.

O NIT/ILMD está ligado à diretoria e atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação, em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e, com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Fiocruz Amazônia integra projeto do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento na área de vigilância de doenças infecciosas naTríplice Fronteira

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), junto com a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), integra o Laboratório Misto Internacional Sentinela, iniciativa que tem como objetivo expandir, desenvolver e implementar metodologias e ferramentas sustentáveis para a obtenção, representação e análise conjunta de dados, informações e conhecimentos transfronteiriços relativos a doenças infecciosas, para implementação de sítios sentinelas transdisciplinares, territorialiados e transfronteiriços para a saúde pública. A Fiocruz Amazônia participa do LMI Sentinela com o Projeto Vigilância Transfronteiriça em Saúde com Base Comunitária na Tríplice Fronteira, com a participação de pesquisadores do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PreV Amazônia, pertencente ao Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), tendo como integrantes os pesquisadores Sergio Luz Bessa (chefe do Núcleo), José Joaquín Carvajal Cortes e Alessandra Nava.

Durante três dias (3 a 5/07), o Instituto Francês realizou em Manaus um workshop com a finalidade de discutir questões globais relacionadas à Amazônia e estabelecer estratégias de ação para o desenvolvimento de pesquisas em parceria com instituições do Brasil e da França. A intenção é definir uma estratégia científica para o Instituto e os parceiros, baseada nas expectativas dos parceiros e dos governos e discutida com alguns financiadores. O encontro resultou na elaboração da “Declaração de Manaus para a pesquisa compartilhada na Amazônia”, em conjunto com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que poderá ser apresentada na Cúpula dos Chefes de Estado da Amazônia prevista para o início de agosto em Belém.

Do ILMD, participaram como palestrantes do workshop os pesquisadores José Joaquín Carvajal e Alessandra Nava, do PReV Amazônia. Nesta quinta-feira, 06/07, o ILMD recebeu a visita da conselheira adjunta de cooperação e de ação cultural da Embaixada da França no Brasil, Sophie Jacquel, para conhecer a unidade e estabelecer possíveis parcerias a projetos de pesquisa em andamento dentro do LMI Sentinela e outros projetos de interesse do instituto. Ela foi recepcionada de modo on line pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, e pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz Bessa. Presencialmente, foi recebida pelos pesquisadores Joaquín Carvajal, Alessandra Nava e Luiza Garnelo. A visita faz parte da programação do workshop e foi recomendada pelo IRD. Foram apresentadas as linhas de pesquisa dos laboratórios da Fiocruz Amazônia e alguns dos projetos desenvolvidos nas áreas de One Health, Saúde Indígena e Vigilância de Patógenos, além dos programas de pós-graduação oferecidos pela instituição.

DESAFIOS CIENTÍFICOS

O workshop contou com cinco mesas-redondas em torno dos “desafios científicos” para os quais o IRD pode contribuir transferindo experiências, conhecimentos e competências para os países da região amazônica. As mesas-redondas foram precedidas de apresentações de cientistas e de organizações governamentais e não governamentais para dar uma visão regional das questões abordadas e dos desafios a enfrentar nestas áreas. Os temas abordados foram “Biodiversidade e Gestão Sustentável e Equitativa dos Recursos Naturais”, “Georecursos e One Health” e “Cidades Sustentáveis e Desenvolvimento Territorial”. O evento contou com a participação de diversas instituições parceiras do IRD, a exemplo da CPRM, Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto de Pesquisa da Amazônia Peruana (IIAP), Universidad Peruana Caytano Heredia (Peru), Universidade de La Paz, Universidade de los Andes, Instituto Mamirauá e WWF, entre outros.

A médica veterinária Alessandra Nava participou da mesa redonda sobre “Georecursos e One Health”, enfocando a questão  estratégica da biodiversidade amazonica como indicadores de processos que possam ameaçar a saude ambiental. Mencionou o Biobanco da Biodiversidade do ILMD como ferramenta nesse monitoramento e a importância de parcerias institucionais bem estabelecidas , como a construção da Rede Norte e Nordeste em vigilancia de patógenos silvestres firmada pelo ILMD e PICTIS juntamente com a Fiocruz Ceará.

SERVIÇOS AMBIENTAIS

O IRD, por meio do LMI Sentinela e outros laboratórios mistos internacionais, vem dando uma atenção especial a questões relativas aos serviços ambientais prestados pela Amazônia em relação ao clima e às diferentes fases que caracterizam a região amazônica. Saúde Global, rios voadores (criados pela evapotranspiração das árvores e que fornecem chuva para outras regiões do Planeta), a perda da biodiversidade, os efeitos do desmatamento no clima, o avanço do agronegócio e das migrações são alguns dos temas que estão no centro dos debates.

Recentemente, Joaquín Carvajal Cortes, apresentou  os resultados das pesquisas do Laboratório do Núcleo PReV Amazônia e do LMI Sentinela, num Seminário Internacional do Projeto PROGYSAT, na Guiana Francesa. O palestrante abordou sobre os desafios e perspectivas da vigilância entomológica espaço-temporal em zonas de fronteira e resultados do controle de Aedes através das Estações Disseminadores de Larvicida no Brasil, avaliando a possibilidade de implementação da estratégia em Caiena e Kouros (Guiana Francesa). O PROGYSAT faz ênfase no desenvolvimento ou à harmonização de aplicações temáticas baseadas em imagens de satélite, em quatro eixos temáticos: recursos hídricos e sensibilidade ambiental; malária e arboviroses transmitidas por mosquitos; poluição, urbanização e habitação precária e conhecimento da diversidade florestal.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Parceria entre Fiocruz e USAID capacita equipes, aumenta oferta diagnóstica e ajuda a reduzir tempo de respostas dos laboratórios de saúde pública na Amazônia

A Frente 2 do Projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI EXPAND e SITAWI, foi um divisor de águas na vida de profissionais que atuam nos laboratórios centrais e de fronteira nos Estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, na região Norte do País. Eles receberam a capacitação, com aulas teóricas e práticas sobre a realização de testes RT-PCR de inferência e sequenciamento genômico, e viram suas rotinas de trabalho mudarem de modo significativo, para melhor, com a introdução da vigilância genômica em seus laboratórios. Em alguns casos, a mudança gerou também maior eficiência na prestação dos serviços de diagnóstico laboratorial, com a diminuição do tempo de resposta na obtenção dos dados e a possibilidade de monitoramento de linhagens e variantes não só do SARS-CoV-2 como de outros vírus circulantes nas suas áreas de atuação. Como explica o farmacêutico e bioquímico Kayser Rogério Oliveira da Silva, que trabalha no Laboratório de Fronteira de Tabatinga, no Amazonas. Natural de Maués (AM), ele foi um dos 20 profissionais capacitados pelo projeto.

Os treinamentos ocorreram entre os meses de outubro e novembro de 2022, mas, para Kayser, a experiência tem reflexos positivos até hoje. “Só tenho a agradecer à Fiocruz pelas oportunidades de capacitação que tivemos porque, por meio dela, foi possível introduzir uma nova tecnologia à qual não tínhamos acesso antes. Foi bastante importante para nós descentralizarmos os exames que antes eram encaminhados para Manaus”, relata o bioquímico. Segundo ele, a mudança começou já na época da pandemia com a realização das missões de saúde da Fiocruz, que permitiram a introdução de equipamentos fundamentais para o diagnóstico e o controle na pandemia.

“Não só em Tabatinga, no Amazonas, mas as mudanças introduzidas no Laboratório de Fronteira trouxeram benefícios para as cidades localizadas nas fronteiras do Peru e Colômbia, além dos oito municípios do Alto Solimões”, destaca, referindo-se às cidades de Benjamin Constant, Atalaia do Norte, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antonio do Içá, Tonantins, Fonte Boa, Jutaí e Amaturá. Além da realização profissional, Kayser conta que o aprendizado trouxe também conquistas pessoais importantes, estimulando-o a buscar especialização na área. “Foi muito bom aprender porque pude incorporar ao que já pratico no dia a dia, no setor de sorologia (ele trabalha com teste de Elisa, utilizado para detecção de doenças autoimunes, alergias, doenças infectocontagiosas, entre outras), que era feito com um tipo de ensaio para cada amostra e passei a utilizar a tecnologia RTPCR, na biologia molecular implementada nesse período, que me permite fazer, em uma amostra, nove tipos diferentes de teste”, afirma ele, que cursa atualmente o Mestrado do Programa Educacional de Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras), da Fiocruz.

O bioquímico Alan Chaves Pereira, companheiro de trabalho do Kayser, é outro profissional do Lafron-Tabatinga satisfeito com o impacto causado pelo treinamento do Projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19. “Lembro que tivemos inicialmente aqui a visita do virologista Felipe Naveca (pesquisador da Fiocruz e coordenador da Frente 2 do projeto), que veio fazer uma coleta de dados e nesse momento houve muita conversa e o repasse de informações muito importantes para nós. Junto com a ação da FVS e LACEN (Fundação de Vigilância em Saúde e Laboratório Central do Amazonas), foi possível trazer novos equipamentos, o que nos estimulou a fazer novos diagnósticos aqui na região. A capacitação abriu um leque de novos diagnósticos para a população. Passamos a fazer análises para praticamente 21 vírus respiratórios, além de uma gama de exames para doenças febris, incluindo-se aí febre amarela, oropouche, mayaro, febre do nilo, entre outras”, salientou Allan. O aumento da oferta diagnóstica para a população foi um passo decisivo para a consolidação do trabalho de cobertura do Lafron, que se tornou referência para a região da Tríplice Fronteira. Assim como Kayser, Allan também partiu para cursar o Mestrado no Programa VigiLabSaúde, de Saúde Pública, oferecido pela Fiocruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, com foco na vigilância, preparação e resposta frente a surtos, epidemias, endemias e pandemias.

Para o biomédico Marcelo Ferreira dos Santos, que trabalha no Lafron-Tabatinga há seis anos, o contato com a Biologia Molecular se deu em 2021. “Foi como se fosse uma introdução a algo que nunca tinha visto antes, fizemos uma capacitação com o doutor Felipe (Naveca) e logo depois começamos a trabalhar. Fomos aprendendo com a rotina e o curso que fiz em Manaus, em 2022, foi o primeiro focado na área, onde aprendi o significado de muitas coisas que não sabia, tinha muitas dúvidas”, relembra Marcelo, que é natural de Manaus e reside em Tabatinga desde 2014. Segundo ele, o curso foi importante porque o ajudou a sanar dúvidas do dia a dia profissional. “Foi um curso de uma semana, onde aprendemos bastante. Sabemos que a Biologia Molecular é uma área bem extensa e temos que nos atualizar”, afirma.

Trabalhando desde 2017 no Lafron, Marcelo conta que a ampliação dos serviços oferecidos pelo laboratório fez com que as demandas do município passassem a ser atendidas sem precisar serem encaminhadas ao Laboratório Central. “Antes as amostras eram encaminhadas ao laboratório de referência, em Manaus, o que tornava o processo mais demorado. Dependendo da demanda, hoje liberamos uma placa em até 24 horas. Todo esse processo significou um crescimento profissional que eu jamais imaginei que viveria”, comentou. Marcelo tenta atualmente uma vaga no Mestrado da Fiocruz. “Durante a minha graduação, sempre ouvia falar em Biologia Molecular e agora me sinto realizado trabalhando profissionalmente na área”, comemora.

Herton Augusto, diretor do Laboratório de Fronteira de Tabatinga, AM, fez um agradecimento especial pelo pontapé inicial proporcionado com o apoio da Fiocruz Amazônia e o Projeto Ciência e Solidariedade. “Naquela fase difícil, durante a pandemia de COVID-19, a estrutura física do Lafron, por meio do apoio da Fundação de Vigilância em Saúde, teve um papel fundamental para a região da Tríplice Fronteira e a capacitação oferecida na sequência proporcionou um conhecimento amplo aos técnicos da bancada da biologia molecular possibilitando que pudessem dar continuidade ao dia a dia do trabalho de diagnóstico na área fronteiriça e que estejam preparados para possíveis novas pandemias”, exaltou.

MONITORAMENTO EFETIVO EM RORAIMA

Com a introdução da vigilância genômica no Laboratório Central de Roraima (Lacen-RR), em março de 2022, foi possível diminuir o tempo de resposta nos dados obtidos e aprimorar o monitoramento de linhagens e variantes do SARS-CoV-2, circulantes no Estado. Cátia Menezes, diretora técnica do Lacen-RR, explica que a capacidade ampliada tornou mais efetivo o processo de tomada de decisões pelas Vigilâncias em Saúde Municipais e Estadual no que se refere às estratégias de enfrentamento da COVID-19. A unidade foi contemplada com a capacitação do Projeto Ciência e Solidariedade, possibilitado pela parceria Fiocruz Amazônia/USAID, em Boa Vista.

“O Lacen-RR iniciou a rotina de sequenciamento genético do SARS-CoV-2, após treinamento ministrado pelo assessor científico da empresa responsável pela instalação dos equipamentos. Muitas dúvidas técnicas foram surgindo no decorrer das rotinas e a necessidade de uma capacitação in-loco ministrada por profissionais experientes na temática tornou-se fundamental”, relata, ressaltando a importância do treinamento oferecido pelo projeto, com aulas teóricas (análise de dados) e práticas, ministradas pelo virologista Felipe Naveca, ao longo de uma semana.

Segundo Cátia, antes da modernização, as amostras elegíveis para sequenciamento eram encaminhadas, via aérea, para o laboratório de referência. “Hoje, o Lacen-RR é composto por duas áreas: Biologia Médica Humana e Química-Bromatologia, com 11 laboratórios atuantes. Entre eles, o de Micologia Clinica, Controle de Qualidade em Malária, Hanseníase, Tuberculose, Bacteriologia Clínica, HIV e Hepatites Virais, Imuno/Parasitologia, Biologia Molecular, Sequenciamento Genético, Microbiologia de Água e Alimentos e Físico-Química”, elenca.

Em pouco mais de um ano, até maio de 2023, cerca de 26 mil exames de interesse em saúde pública, sendo quase 3 mil da Biologia Molecular, foram liberados pela unidade, motivo de orgulho para a diretora. “Destacamos na área da Biologia Molecular o diagnóstico para Mayaro e Oropouche, através do protocolo NAVECA. A equipe foi treinada pelo Dr. Felipe Naveca e mantemos essa parceria técnico-científica que vem proporcionando a incorporação de diagnósticos na rotina e assim ampliando a vigilância para outros arbovírus, além do dengue, zika e chikungunya”, ressalta a diretora, que também participou da capacitação.

CAPACITAÇÃO

O projeto atuou na capacitação de profissionais lotados nos laboratórios de saúde pública dos Estados de Roraima, Amazonas e Acre. No total, foram capacitados 20 profissionais entre os meses de outubro e novembro de 2022, com a realização de oficinas com aulas teóricas e práticas sobre a realização de testes RT-PCR de inferência e sequenciamento nucleotídico. O trabalho integra a Frente 2 do projeto, que atua também na capacitação de agentes comunitários de saúde em diagnóstico e tratamento (Frente 1) e na sensibilização de populações ribeirinhas, quilombolas e migrantes, quanto à importância da vacinação e dos cuidados para prevenção da doença (Frente 3).

A bioquímica Adriana Salvador foi uma das profissionais do setor de Biologia Molecular do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Rondônia, em Porto Velho, participantes da oficina realizada em outubro do ano passado. Ela contou que, em razão da pandemia de COVID-19, passou a trabalhar no setor, como apoio e acabou ficando. “Com a implantação do sequenciamento genético no Lacen-RO, o acesso a esses resultados torna-se mais rápido, o que auxilia ainda melhor em nível de vigilância”, conta.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia  distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

Centro de Estudos vai abordar o tema “Modelagem Matemática na Epidemiologia: Explorando Estudos Recentes e Conquistas Alcançadas”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 7/07, às 10h, a palestra “Modelagem Matemática na Epidemiologia: Explorando Estudos Recentes e Conquistas Alcançadas”, a ser ministrada pelo pesquisador da Fiocruz Daniel Antunes Maciel Villela, coordenador adjunto do Programa de Epidemiologia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). Villela destaca que, nos tempos atuais, a modelagem matemática avançou bastante no campo da epidemiologia de doenças infecciosas.

Na palestra, serão abordados os conhecimentos atuais e os principais objetivos da modelagem matemática aplicada à epidemiologia de doenças infecciosas. O pesquisador explica que também serão apresentadas algumas limitações e discutidos casos de sucesso recentes, não somente em relação a COVID-19, mas também malária e arboviroses. “A pandemia COVID-19 apresentou desde o seu início diversos desafios, inclusive para o desenvolvimento de modelos, o que permitiu um entendimento mais aprofundado, inclusive em público leigo, sobre conceitos e indicadores relacionados a epidemias”, salienta.

A apresentação será moderada pelo pesquisador do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia, da Fiocruz Amazônia, Antonio Alcirley da Silva Balieiro. Para participar, basta acessar o link: https://us06web.zoom.us/j/81343237754?pwd=N1crbWRYRHZ6M2JZRVRqQTM2WUpKQT09  utilizando (ID da Reunião: 813 4323 7754) e (Senha de acesso: 448410).

SOBRE O PESQUISADOR

Na Fiocruz, Daniel Villela atua na coordenação da Rede Integrativa para Enfrentamento das Desigualdades em Saúde – RIDES do Programa de Internacionalização (PRINT-CAPES-FIOCRUZ). Foi coordenador do Programa de Computação Científica (PROCC/FIOCRUZ) de 2017 a 2023. Obteve seu mestrado na UFRJ em 1998 e seu doutorado na Columbia University em 2005. Sua especialidade é em modelagem matemática e análise de desempenho, com um forte interesse em métodos quantitativos em Epidemiologia e Ecologia de vetores de importância para a saúde pública.

Dentre os seus temas de interesse, destacam-se: Modelagem matemática de doenças transmissíveis, com particular atenção para doenças transmitidas por vetores (malária, dengue, chikungunya, Zika, Covid-19); Modelagem de dinâmica de populações de vetores, com atenção para efeitos sazonais, climáticos e espaciais; Métodos aplicados para vigilância em Saúde. Villela tem colaborações com professores e pesquisadores de várias instituições, incluindo o Instituto Pasteur, Walter and Eliza Hall Institute, Universidade do Chile, Fundação Getúlio Vargas, Juniper Consortium e MIDAS.

Ele também é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq e membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), além de ser um participante ativo de redes de fortalecimento da pesquisa e ensino da Epidemiologia. Desde 2020 coordena o braço da América Latina da rede MIDAS de modelagem matemática de doenças infecciosas e é membro do Conselho da Cidade do Rio de Janeiro e membro do conselho editorial da revista PLOS Global Health e Experimental Results (Cambridge Univ. Press).

Recentemente, foi responsável no Observatório Fiocruz COVID-19, como coordenador do eixo Cenários Epidemiológicos, e foi um dos organizadores do livro Covid-19 no Brasil: cenários epidemiológicos e vigilância em saúde, pela Editora Fiocruz/Scielo, finalista dos prêmios Jabuti (2022) e prêmio ABEU na categoria Ciências (3º melhor livro 2022), tendo atuando como especialista (2021-2022) na Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da COVID-19 (CTAI).

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

“As pessoas passam a conversar sobre a importância da vacina”

Superar desafios logísticos e conseguir viabilizar a realização de pelo menos 25 oficinas de educação popular e comunicação em saúde, em territórios quilombolas, ribeirinhos e de migrantes, de 17 municípios dos Estados do Amazonas e Acre, foi um dos principais méritos alcançados pelo Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Frente 3 do Projeto Amazônia: Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à COVID-19. A iniciativa, coordenada pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI Expand, Sitawi Finanças para o Bem, Fiotec e Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems) –, foi responsável também por mobilizar gestões municipais, profissionais de saúde e a população de comunidades de diferentes localidades em torno da importância da imunização, mudando um cenário antes sombrio de baixa cobertura vacinal. Nesta entrevista, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, mentor e responsável pela implementação das estratégias de execução do projeto, faz um balanço do impacto obtido com o trabalho e destaca a importância das parcerias para o atingimento de metas ousadas, com barreiras geográficas a serem vencidas e o desafio de formar equipes de campo para chegar até as comunidades. Confiram:

O Projeto Amazônia Solidária chega à fase das oficinas 2, de caráter mais prático e voltadas para a construção de propostas de comunicação, num processo participativo vivenciado nas comunidades beneficiadas. Como o senhor caracteriza esse trabalho?  

O projeto que denominamos como Amazônia Solidária teve como principal preocupação pensar estratégias que envolvessem as comunidades tanto ribeirinhas quanto quilombolas e de migrantes, em relação à vacinação. Nós escolhemos, juntamente com a parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM e Cosems-AC), os municípios com a menor cobertura de vacinação contra Covid-19. A partir disso, entramos em contato com esses municípios para saber qual seria a disponibilidade deles e se aceitavam fazer as oficinas, que são de caráter participativo. Definimos a necessidade de realização de duas oficinas em cada território, sendo a primeira voltada para a discussão acerca do que é território, sobre a importância da vacina, os benefícios que ela traz e o papel das fakenews no processo de adesão à vacina, introduzindo a questão da comunicação como ferramenta nesse processo. A segunda oficina já tem como finalidade pensar que materiais poderiam ser feitos pelas próprias comunidades, para que possam comunicar a importância da vacina, é um segundo momento de encontro com os comunitários com um caráter mais prático de construção dessas propostas de comunicação.

Que avaliação o senhor faz do impacto produzido pelas oficinas nos diferentes territórios, com base nos relatos e experiências vivenciadas nas primeiras oficinas e agora nas oficinas 2, que estão acontecendo?

O que observamos quando fazemos uma oficina numa comunidade em parceria com a gestão municipal, é que isso gera uma mobilização da própria gestão, dos trabalhadores da área de saúde e o próprio pessoal do Programa Nacional de Imunização, do município. O primeiro impacto, com certeza, é o de mobilizar os municípios e os trabalhadores para essa discussão acerca da imunização, não só para a Covid-19 mas para outras vacinas que também têm cobertura baixa nessas localidade. O segundo impacto é o da própria vacinação. Muitas das vezes, quando a equipe do projeto vai para as localidades, as equipes municipais de vacinação seguem junto e vacinam as pessoas, no mesmo dia ou logo em seguida à oficina. Ou seja, o projeto gera um movimento e as pessoas entendem a importância da vacina. O terceiro impacto é o da tomada de consciência da comunidade, que também passa a assumir pra si essa responsabilidade de falar sobre os benefícios da vacina, de convencer as pessoas, de conversar, propor materiais, informações. Portanto, temos três importantes impactos: no trabalho da gestão municipal, na própria vacinação e na comunidade, assumindo a responsabilidade na questão da vacina.

Qual a estratégia utilizada para vencer os desafios de atuação do projeto no Amazonas e no Acre? Barreiras logísticas, geográficas e de territórios com povos e culturas tão diversas?

Estamos atuando em 17 municípios mais o Estado do Acre, e em alguns municípios, como é o caso de Manaus, temos ações com comunidades quilombola, rural e de migrante. De um modo geral, porém, as ações têm exigido uma grande logística e uma grande equipe para atuação nos diferentes lugares. Tivemos o desafio da formação e qualificação da equipe destinada a atuar nos territórios, para desenvolver a oficina, juntamente com as equipes que fazem os registros de filmagens e de produção de material para imprensa. Então essa foi a primeira logística a ser vencida, a da formação e preparação da equipe. Outro componente que tivemos que enfrentar foi o deslocamento para os vários municípios, alguns que chegam a levar nove dias de viagem de ida e volta, saindo de Manaus, pela via fluvial.  É o caso de Ipixuna, que fica numa região distante e de difícil acesso, assim como Maraã, Barcelos, Tabatinga, Boca do Acre. Essas dificuldades logísticas são características do nosso Estado e foi importante pensarmos toda lógica de como fazer, nos tipos de transporte, nos dias horários de voos, barcos, lanchas para as comunidades. Outro desafio foi o da organização das comunidades, onde contratamos apoiadores que se responsabilizaram em organizar as oficinas, mobilizar as comunidades, chamar as pessoas para participar. Muitos desses apoiadores são agentes comunitários de saúde e lideranças comunitárias. A parceria com o Cosems ajudou muito na mobilização junto às gestões dos municípios, que nos deram um grande apoio e sem os quais não poderíamos ter o êxito que estamos tendo.

Qual o universo beneficiado com as atividades?

Temos uma estimativa de que já atingimos, levando em consideração todas as comunidades do Amazonas e Acre, chegamos a atingir mais de 500 pessoas que participaram das oficinas, mas sem dúvida se contarmos com o universo de pessoas que já foram vacinadas durante e depois das oficinas, sem sombra de dúvidas, a teremos um número muito maior de pessoas atingidas. A grande questão é o efeito que está gerando tanto para os trabalhadores da área da saúde como para as gestões municipais e para os usuários dos sistemas de saúde das comunidades. O número de beneficiários aumenta significativamente à medida em que socializarmos os produtos de comunicação que estão sendo oferecidos na segunda oficina. Então, tenho a expectativa de que muitas pessoas poderão se beneficiar com o que estamos realizando.

Qual o conceito de Comunicação trabalhado junto às comunidades?

Obviamente que não estamos tratando de uma ideia de comunicação profissional, trabalhada pelos veículos de massa. Nós estamos usando o conceito de comunicação de base popular, aquela comunicação que acontece na conversa entre vizinhos, na mensagem transmitida pelas rádios comunitárias, nos grupos de whatsapp, entre  agentes de saúde com os seus comunitários. Por isso, o projeto se propôs a pensar numa comunicação que partisse da comunidade e não uma comunicação vertical, que vem pronta do Ministério da Saúde, do Governo do Estado ou da Secretaria Municipal. Pensamos numa comunicação que pudesse atingir as pessoas a partir de uma linguagem local, que as pessoas entendem. Por isso que muitos dos materiais produzidos, como podcasts, vídeos e material informativo, tem sido feito com a participação das pessoas das comunidades, que são os atores e atrizes nesse processo. Acreditamos que essa tem sido uma marca diferente desse projeto. Estamos valorizando o lugar, a voz das pessoas, sua fala, sua linguagem para tentar melhorar a questão da imunização e as formas como relacionamos os serviços de saúde com a sociedade. É um grande aprendizado para todos nós e creio que esse projeto como o próprio nome diz, é solidário em todos os aspectos. É solidário com a vida das pessoas, é solidário com o trabalho dos profissionais de saúde e também é solidário com todas as dificuldades e desafios que nós temos na Amazônia.

Fiocruz Amazônia tem alunos do PPGBIO aprovados no Programa de Mobilidade Acadêmica 2023 da Fiocruz

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) teve três doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) aprovadas no Programa de Mobilidade Acadêmica 2023, ofertado pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. As aprovadas são Lina Maria Pelaez Cortes, Fernanda de Almeida Batalha e Adria Maria Matos Teles, alunas do Doutorado Acadêmico do PPGBIO que tiveram as candidaturas aprovadas, em conformidade com as vagas ofertadas na Chamada de Seleção Interna da VPEIC.

O objetivo do Programa de Mobilidade Acadêmica é selecionar discentes de programas de mestrado acadêmico, mestrado profissional, doutorado acadêmico ou doutorado profissional da Fundação que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz distintas daquelas nas quais estão regularmente associados, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, induzindo uma formação mais ampla e diversificada de profissionais da saúde, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade.

O período de realização das atividades do candidato deve ter no máximo 3 meses, sendo o início da mobilidade entre julho e setembro de 2023. Além das três aprovadas, o PPGBIO-Interação teve também o doutorando Eric Fabricio Marialva dos Santos classificado, em lista de espera. Os demais classificados comporão um cadastro de reserva e poderão ser contemplados, caso haja desistência por parte de algum candidato aprovado.

A pesquisadora da Fiocruz Amazônia Priscila Aquino, coordenadora do PPGBIO-Interação, afirma que o Programa de Mobilidade Acadêmica ofertado pela VPEIC vem agregar à formação acadêmica do aluno e ao projeto que desenvolve. “O Programa de Mobilidade é uma oportunidade única para os alunos principalmente das outras unidades que muitas vezes não têm a infraestrutura necessária para a realização dos seus projetos de dissertação e teses. Por meio do edital, é possível estreitar as colaborações, agregar conhecimento e até mesmo trazer novas técnicas para o laboratório e grupos de pesquisa tanto para o desenvolvimento do projeto do aluno contemplado quanto em outros projetos; de modo que, é um edital que vem agregar muito à formação acadêmica do aluno e do projeto que este desenvolve”.

Programa de Vocação científica prorroga inscrições até 14/7

O Programa de Vocação Científica da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Provoc/EPSJV/Fiocruz) torna pública a prorrogação de inscrições, até o dia 14 de julho de 2023, para pesquisadores interessados em orientar alunos da etapa Iniciação 2023/2024, nas unidades da Fiocruz no Rio de Janeiro e nas unidades regionais e escritórios da Fiocruz – Fiocruz Brasília, Fiocruz Ceará, Fiocruz Mato Grosso do Sul, Fiocruz Piauí, Fiocruz Rondônia, Instituto Aggeu Magalhães, Instituto Gonçalo Moniz, Instituto Leônidas & Maria Deane e Instituto René Rachou.

Confira os critérios relativos ao processo de participação de pesquisadores-orientadores: acesse a chamada pública

Para efetuar a inscrição on-line, acesse o Sistema Provoc no endereço eletrônico, https://www.provoc.epsjv.fiocruz.br/auth/login .

Mais informações sobre o Provoc, acesse a página eletrônica: www.epsjv.fiocruz.br | EPSJV > Iniciação Científica > Programa de Vocação Científica ou entre em contato com a Secretaria Executiva do Provoc.

Telefones: (21) 3865-9738, 3865-9740 e 3865-9741

E-mail: provoc.epsjv@fiocruz.br

Doutorado em Saúde Pública na Amazônia oferece bolsa de pós-doutorado

O Programa de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, oferecido em associação entre a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna pública a seleção de candidatos para uma vaga de Estágio de Pós-Doutorado com bolsa, por intermédio da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), conforme Chamada Pública n° 001/2023 – Programa de Bolsas de Pós-doutorado (PROPOSDOC).

O candidato selecionado desenvolverá atividades de ensino e pesquisa na Universidade do Estado do Amazonas, no âmbito do Programa de Pós-graduação, na linha de pesquisa: vulnerabilidade, situações de saúde, gestão, organização e avaliação de serviços e cuidados de atenção primária à saúde na Amazônia. O projeto desenvolvido deverá se inserir em projeto da referida linha de pesquisa, envolvendo aspectos epidemiológicos da saúde de populações rurais ribeirinhas.

O período para realização do Estágio Pós-Doutoral será de 12 meses, a contar de 01 de agosto de 2023, com bolsa no valor de R$5.200,00. Os candidatos interessados deverão ser externos à UEA e possuir doutorado na área de Saúde Coletiva ou áreas afins, com conhecimento em epidemiologia e publicações na temática indicada, preferencialmente voltadas à ocorrência de doenças e agravos não-transmissíveis.

Os interessados deverão enviar currículo lattes e carta de intenção para o e-mail daspam@uea.edu.br até o dia 10 de julho de 2023, indicando o assunto “Estágio Pós-Doutoral”. A seleção se dará pela avaliação dos candidatos interessados por comissão interna do Programa de Pós-Graduação.

Fiocruz Amazônia estuda impacto do desmatamento na diversidade e nos ciclos de transmissão de parasitos tripanossomatídeos, como os causadores da Doença de Chagas e Leishmaniose

A Fiocruz Amazônia, por meio do Edital Inovação Amazônia, do Programa Inova Fiocruz, e Edital Kunhã, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), estuda o impacto do desmatamento na diversidade e nos ciclos de transmissão de parasitas tripanossomatídeos, dentre eles os causadores da Doença de Chagas e da Leishmaniose, ambas doenças endêmicas da Amazônia. Uma expedição do projeto, realizada recentemente à Base de Pesquisa Rio Pardo, no município de Presidente Figueiredo, a cerca de 200 quilômetros de Manaus, trouxe evidências de que novas espécies de vetores e reservatórios do parasita estejam fazendo parte do ciclo de transmissão das doenças tripanossômicas na região, entre eles os coretrelas, família de insetos hematófagos pouco conhecida que pica exclusivamente sapos, e que está envolvida na transmissão desses parasitos. No projeto, também são estudados os tripanossomatídeos que infectam sapos, lagartos, pequenos roedores e mamíferos de porte médio, como marsupiais (gambás) e os insetos que os transmitem.

O estudo é coordenado pelos pesquisadores da Fiocruz Amazônia Felipe Arley Costa Pessoa e Claudia Maria Ríos-Velasquez, ambos biólogos com doutorado em Entomologia e membros do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA). Ao todo, a expedição contou com uma equipe de 15 pessoas e passou 17 dias na área, realizando coletas de campo. Felipe Pessoa explica que o trabalho iniciado este ano dá continuidade a uma série de estudos que vêm sendo desenvolvidos desde 2007 na região de Rio Pardo. “É um trabalho contínuo em que está sendo possível analisar o processo de desmatamento e ocupação do solo ocorrido naquela região e o reflexo no ciclo das doenças que são transmitidas no local”, afirma. Segundo ele, no caso dos tripanossomatídeos, os mais frequentes que causam doenças em humanos são o da leishmaniose tegumentar – doença infecciosa que acomete o homem e provoca úlceras na pele e mucosas das vias áreas superiores.

A pesquisa inicialmente tinha como foco a relação entre mosquitos e arboviroses, e entre flebótomos e a leishmanias. Agora, o estudo se propõe a fazer o levantamento geral dos reservatórios, desde pequenos anfíbios e lagartos a mamíferos de pequeno e médio porte, no caso pequenos roedores, como marsupiais. “Todos esses vertebrados são picados por vários insetos hematófagos, em especial uma família que começamos a estudar há pouco tempo, ainda desconhecida no Brasil, que são os coretrelas, popularmente conhecidos como ‘mosquitinho-de-sapo’, que picam exclusivamente esses animais, atraídos pelo som do canto dos machos. Eles transmitem uma série de doenças para os anfíbios e podem ser um dos responsáveis pela extinção em massa que está acontecendo em anfíbios na América do Sul”, adianta o pesquisador, salientando que ainda não há estudos acerca dos “mosquitinhos-de-sapo”.

O estudo conta com a colaboração da Fiocruz Ceará, Museu Nacional do Rio de Janeiro, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado. Pelo menos 20 novas espécies de insetos foram descobertas ao longo das pesquisas em Rio Pardo. “Acabamos de encontrar dez morfótipos que vão se tornar dez espécies novas, que também serão incluídas no estudo. O objetivo é saber como se comportam tanto no ambiente de floresta como em área de ocupação humana. Inicialmente iremos descrevê-los, dar nome para eles e em seguida realizaremos a identificação dos parasitos que transmitem. “Coletamos insetos, amostras de sangue e tecidos dos vertebrados e identificamos, por várias técnicas diferentes, tais como o esfregaço de sangue, PDR e sequenciamento, a existência de patógenos. Os dados que obtemos nos permitem estabelecer a relação entre os parasitos que estão circulando, as espécies de insetos que transmitem e os hospedeiros vertebrados”, ressalta Felipe.

Cláudia Velasquez explica que a Fiocruz Amazônia é parceira da Fiocruz Ceará em projeto similar realizado em área de Mata Atlântica, nas regiões serrana e de sertão cearenses, onde mais de 30% dos vertebrados coletados estão com tripanossomatídeos. A entomologista observa que o desmatamento e as mudanças na paisagem estão alterando os ciclos de transmissão dos patógenos. “No caso dos tripanossomatídeos, os protozoários mais conhecidos são a Leishmania e o Trypanosoma, mas é possível que haja muitas outras espécies que são desconhecidas e estejam circulando entre pequenos mamíferos e humanos, e que representem risco zoonótico”, salienta.

“Estamos primeiro coletando os insetos, verificando se estão infectados e se tem-se alimentado de sangue humano, de cobras, lagartos, gambás ou outros vertebrados. O trabalho é realizado em áreas florestadas e desmatadas, e desta forma, poderemos identificar como o processo de desmatamento pode estar mudando essa transmissão de patógenos e como estão acontecendo esses ciclos de transmissão”, complementa Ríos-Velasquez.

BASE RIO PARDO

A Base de Pesquisa Rio Pardo, em Presidente Figueiredo, está situada numa área de assentamento rural, onde há focos de desmatamento e trechos florestados, muito próximos um do outro. “Lá, podemos estabelecer essas comparações, com presença humana, sem presença humana, e como estão distribuídas as populações de insetos e hospedeiros vertebrados e quais riscos podem oferecer para os humanos. Aproveitaremos também para buscar nas amostras a presença de vírus, por meio da parceria com o Laboratório Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), da Fiocruz Amazônia, e assim fecharmos o diagnóstico de como estão acontecendo os ciclos de transmissão”, afirmou Cláudia.

O projeto terá duração de pouco mais de um ano, mas, segundo a pesquisadora, com a perspectiva de desdobramentos a partir da submissão a novos financiamentos. Para Felipe Pessoa, a base de pesquisa Rio Pardo reúne as condições ideais para o estudo. “Trata-se de uma área de assentamento clássico, em que parte da população não sai do local. Eles adoecem em Rio Pardo, o que significa que os vetores e reservatórios vertebrados estão circulando por ali e são os mantenedores dos ciclos de transmissão”, afirmou, destacando que a expedição contou com a participação de pesquisadores como o médico veterinário da Fiocruz Rondônia, André Aguirre, especialista em borreliose (doença transmitida pela picada de carrapatos); o biólogo Aldo Cáccavo, especialista em roedores e pequenos mamíferos, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, e os biólogos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz RJ) Helena Santos e Rhagner Bonono, especialistas em tripanossomatídeos.

O trabalho também contou com uma equipe de pesquisadores visitantes da Fiocruz Amazônia, como Gabriela Peixoto, especialista em herpeto fauna, Emanuelle Farias e Jordam William Pereira Silva, entomologistas, além de doutorandos e técnicos. A missão aconteceu entre os dias 15/05 e 31/05.

Fiocruz Amazônia é parceira do XI Simpósio Nacional de Geografia da Saúde 2023

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) juntamente com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e outras instituições de saúde, ensino e pesquisa do Amazonas e do Brasil estão organizando o XI Simpósio Nacional de Geografia da Saúde 2023 (XI Geosaúde), que ocorrerá no período de 5 a 9 de novembro, em Manaus (AM). O tema central que norteará as discussões será “Amazônia, fronteiras e escalas geográficas na análise da saúde”. Além da interação com convidados estrangeiros e do Brasil, os congressistas terão a oportunidade de participação em minicursos, mesas redondas, apresentações de trabalhos, exposições, premiações, atividades de campo, lançamento de livros e reunião de articulação com a associação Geosaúde.

A coordenação-geral do evento está a cargo do geógrafo e doutor em Geografia Humana, pela USP, Isaque dos Santos Sousa, docente do curso de Geografia da Escola Normal Superior da UEA. A vice-coordenação é do doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pesquisador da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LAGEPI). As comissões organizadora e científica do XI-Geosaúde também contam com a contribuição da diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken e da chefe substituta do LEGEPI Fernanda Rodrigues Fonseca.

Os debates a serem realizados no evento terão eixos temáticos abordando a Epistemologia, ensino e abordagens conceituais em Geografia da Saúde; Ciência da Informação Geográfica, Vigilância em Saúde e o uso das Geotecnologias; Políticas de Saúde, Acessibilidades e Segurança Alimentar; Urbanização, Vulnerabilidades e Questões de Gênero; além de Saúde, Diversidade Cultural e os Saberes dos Povos Originários. O evento será realizado na Escola Normal Superior (ENS) da UEA e as inscrições com desconto máximo só poderão ser efetuadas até 30 de junho (próxima sexta-feira). Os trabalhos (formato de artigo) podem ser submetidos até 10 de agosto, sendo que os aprovados serão publicados em revistas científicas brasileiras indexadas.

Jesem Orellana destaca que o XI Geosaúde é uma oportunidade ímpar para que estudantes, pesquisadores e sociedade, de forma ampla, possam refletir acerca de desafios amazônicos, conhecidos e novos. “Desafios como a pandemia de Covid-19 e seus efeitos residuais de médio e longo prazo e, sobretudo, a inadiável necessidade de atuação no combate às mudanças climáticas, em particular na Amazônia, palco de inédita degradação socioambiental nos últimos anos”, comenta o epidemiologista. Segundo ele, o evento não apenas tem o potencial de fomentar a ampliação das nossas redes de cooperação local, regional, nacional e internacional, “mas também de oportunizar a emergência ou a consolidação do protagonismo de atores locais que conhecem ‘por dentro’ a multifacetada e complexa realidade amazônica, mas que, historicamente, tem sido pobremente considerados na formulação e implementação de políticas públicas pensadas para a Amazônia.” Fernanda Fonseca afirma que as expectativas em relação ao Simpósio Nacional de Geografia da Saúde são de que possa congregar a comunidade técnico-científica e fortalecer a rede de pesquisadores e profissionais interdisciplinares, trazendo temas atuais sobre o entendimento dos processos de saúde e doença. “Trata-se de uma conferência bianual, cujo foco este ano é o contexto Amazônico. Portanto, esperamos que os debates abordem os desafios e perspectivas de análises em saúde na Amazônia”, salientou. Para se inscrever, clique no link a seguir: https://www.even3.com.br/xi-simposio-nacional-de-geografia-da-saude-303727/

Fiocruz Amazônia divulga cronograma de entrevistas do processo seletivo para curso de doutorado em saúde pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), através da Comissão de Seleção do processo seletivo para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), divulgam o comunicado nº 004/2023, referente ao cronograma de entrevistas dos candidatos. As entrevistas acontecem até o dia 29/6.

Confira AQUI o cronograma

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

A admissão ao Curso de Doutorado será efetuada através de processo seletivo, composto de três etapas: Homologação das inscrições. Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento; Prova de Saúde Coletiva. Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 6,0 pontos; entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e entrevista.

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 16 vagas, para ingresso a partir de agosto de 2023. Os docentes do Programa que estão ofertando vagas encontram-se listados no Anexo III desta Chamada Pública.

BOLSAS DE ESTUDO

O Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia não garante a concessão de bolsa de estudo para todos os aprovados. Havendo cotas de bolsas disponíveis, elas serão distribuídas respeitando-se a ordem decrescente de classificação geral dos candidatos (da maior para a menor nota) e as normas das agências de fomento e as estabelecidas pela Comissão de Bolsas do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, até o limite das bolsas. O candidato aprovado na 3ª etapa do processo seletivo, receberá através de e-mail informado no ato da inscrição, formulário para que manifeste se deseja concorrer à bolsa de estudo ou não.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Fiocruz Amazônia participa de XX Congresso Mundial de Sociologia na Austrália

A Fiocruz Amazônia participa do XX Congresso Mundial de Sociologia, promovido pela Associação Internacional de Sociologia (ISA), na Austrália. O evento teve início neste domingo (25/06), indo até 1º de julho, no Centro de Convenções de Melbourne, com uma variedade de trabalhos que serão apresentados em mostras acadêmico-cientificas e mesas-redondas, tendo como tema “Ressurgimento do Autoritarismo: A Sociologia dos Novos Conflitos de Religiões, Política e Economia”. Representando a Fiocruz Amazônia, a pesquisadora Michele Rocha El Kadri, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia. Ela apresentará os resultados do estudo “Covid-19 and Mental Health Among Indengenous Peoples of The Brasilian Amazon”, resultado do projeto CAP – Conhecimento, Atitudes e Práticas em Saúde Mental e Enfrentamento à COVID-19, entre jovens indígenas da Amazônia Brasileira, de 2021; O projeto foi realizado em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB).

Coordenadora-geral do projeto, Michele El Kadri destaca que o estudo subsidiou o desenvolvimento do curso Bem Viver de Saúde Mental Indígena, em 2021. Segundo ela, a participação no congresso é também uma oportunidade para prospectar parcerias para ensino e pesquisa na Fiocruz Amazônia. Além de apresentar os resultados do trabalho desenvolvido na Amazônia, em painel na quinta-feira (29/06), a pesquisadora irá medias duas mesas-redondas sobre os temas Covid-19 e doença mental: uma perspectiva sindêmica e estrutural (Covid-19 and Mental Illness: A Syndemic & Estructural Perspective) e Modelos de problemas de saúde mental (Models of Mental Health Problems).

Michele El Kadri é pesquisadora em Saúde Pública na Fiocruz Amazônia. Com Doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), ela é graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atuou como Coordenadora Psicossocial pela Friends in Global Health da Vanderbilt University (Tennessee, EUA) em Moçambique e integrou o Comitê Gestor da Rede Emergencial em Saúde Mental na pandemia COVID-19 do Amazonas (2020-2022). Realiza pesquisas em Atenção Primária à Saúde, Pesquisa Social Qualitativa, Saúde Pública no contexto específico da Região Amazônica. Atualmente, coordenada o Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), com linhas de pesquisa na área de História da saúde, Território e Políticas de Saúde na Amazônia, Modelos de Atenção e Gestão do Trabalho em Saúde.

Fiocruz Amazônia realiza circuito de palestras e oficinas para o Mais Meninas na Fiocruz 2023

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) encerrou nesta quarta-feira, 21/06, mais uma etapa da programação alusiva ao Programa Meninas e Mulheres na Ciência – Mais Meninas na Fiocruz 2023, realizando uma rodada de atividades voltadas para estudantes do Ensino Médio e cursos de graduação, dentro do Projeto “Menina hoje, cientista amanhã: na trilha da carreira científica na Amazônia”. O objetivo do projeto é estimular que cada vez mais meninas e jovens mulheres estudantes de escolas e universidades tenham a oportunidade de vivenciar a produção de Ciência e Tecnologia, de modo a integrá-las como parte de sua formação acadêmica e de vida. A programação teve início em maio, com a Roda de Conversa Saberes dos Povos Originários, em parceria com a Fiocruz Minas Gerais, e se estenderá até o final do ano, de acordo com a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Nos dias 19 e 21/06, aconteceu na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, o circuito de palestras e oficinas intitulado “Mulheres Amazônidas e a perspectiva da carreira na pesquisa nas áreas biomédicas e biotecnológica”, com a participação de estudantes do curso de Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e do curso de Biomedicina do Centro Universitário Fametro, no primeiro dia, e alunas do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Senador Manoel Severiano, no dia 21/06. Os estudantes puderam assistir palestras sobre “Biomedicina e suas áreas de atuação”, Biotecnologia e suas áreas de atuação” e “Empregabilidade feminina na Ciência”. Além disso, foram ministradas ofocinas “DNA do Morango” e “Coloração de Gram”, por universitários da Liga Acadêmica de Imunologia e Hematologia, do Centro Universitário Fametro, e Liga Nacional dos Acadêmicos em Biotecnologia, da UFAM.

Serão realizadas ainda este ano as oficinas “O que é uma cientista?”, prevista para o mês de setembro, e a apresentação da peça teatral “Você: a história de uma pessoa vivendo com HIV”, em outubro. A oficina visa estimular vocações científicas e desenvolver a reflexão de forma lúcia entre as crianças sobre o fazer Ciência na Amazônia. O público-alvo da atividade serão crianças e adolescentes, de 7 a 18 anos, migrantes venezuelanos da Comunidade Santo Expedito, em Manaus. Já a peça teatral se destina a jovens com idade entre 15 e 20 anos, alunos do Ensino Médio, dos Centros de Educação de Tempo Integral (CETI). O objetivo é produzir, disseminar e compartilhar conceitos científicos de forma simples, lúdica e agradável abordando a temática HIV/Aids para jovens mulheres de modo que contribuam para a prevenção e desmistificação de preconceitos.

Durante a roda de conversa sobre “Saberes dos povos originários”, ocorrida no dia 10/05, a parceria Fiocruz Amazônia/Fiocruz Minas possibilitou uma experiência de diálogo virtual entre duas jovens comunicadoras da Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas (Makira E’ta), de Manaus, e alunos da Escola Municipal Aurélio Pires, da rede de ensino de Belo Horizonte (MG). A conversa foi mediada pelas pesquisadoras Fabiane Vinente, da Fiocruz Amazônia, e Cristiana Brito, do Instituto René Rachou/Fiocruz Minas. As jovens da Rede Makira E’ta contaram suas experiências como jovens mulheres indígenas para as alunas da escola mineira.

Uma das jovens, Ketlen Santos, 22, afirmou que a roda de conversa foi, sobretudo, uma oportunidade de troca de conhecimentos. “Foi muito legal porque conhecemos jovens, mesmo que de forma virtual, interessados em conhecer nossa cultura e saber como vivemos. Naquele dia, foi muito especial porque as perguntas delas foram muito extrovertidas e interessantes de responder. Só tenho a agradecer à Fiocruz pela oportunidade”, disse, na ocasião, a estudante, que está se preparando para cursar uma faculdade.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, explicou que a programação do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro, tem o objetivo de dar visibilidade ao papel e às contribuições fundamentais das mulheres nas áreas de pesquisa científica e tecnológica, comprometida com a promoção da equidade de gênero na Ciência, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Agenda 2030. A data foi instituída em 2015, durante Assembleia das Nações Unidas, e passou a integrar o calendário de eventos da Fiocruz em 2019.

Alunas do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Manoel Severiano, Yasmim Monteiro e Jayane Mendes, ambas com 17 anos, participaram do ciclo de palestras e das oficinas do dia 21/06. “Foi uma oportunidade e tanto de conhecer áreas da Ciência que estão tão próximas do nosso dia-a-dia e muitas vezes não percebemos que podem ser alternativas para o nosso futuro profissional”, afirmou Jayane. Para a professora de Educação Física Auriene Coelho, que acompanhou o grupo, palestras como a oferecida pelo “Projeto Meninas hoje, cientistas amanhã” ajudam a abrir a mente dos estudantes. “Geralmente, são alunos que ainda não sabem que carreira desejam seguir, as palestras abrem uma gama de sugestões para que possam sentir interesse por novas tecnologias e novos conhecimentos”, opinou.

Fiocruz Amazônia e CIGS retomam atividades de pesquisa sobre presença de patógenos em fauna silvestre

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) iniciaram as tratativas para retomar o trabalho de investigação de patógenos, por meio de imersões nas áreas de selva pertencentes ao batalhão. A investigação é feita através coleta de material biológico (amostras sanguíneas e de tecido) de animais capturados na área bem como dos espécimes mantidos em recintos do Zoológico do CIGS, localizado em um fragmento florestal urbano de Manaus de 6 mil metros quadrados. Um novo acordo de cooperação deverá ser firmado entre as duas instituições para viabilização das pesquisas, desenvolvidas pela equipe do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), da Fiocruz Amazônia, sob coordenação da médica veterinária Alessandra Nava.

“O objetivo é ampliar o raio de abrangência do Programa Saúde Única, da Fiocruz Amazônia, que já realiza trabalho de investigação de patógenos causadores de doenças de origem animal em parceria com o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Projeto Sauim de Coleira, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)”, explica Nava. Ela lembra que a parceria com o CIGS já existia anteriormente, mas havia sido suspensa em 2019, em razão da pandemia de COVID-19, e desde então não foi mais executada.

Na última segunda-feira, 19/06, a pesquisadora participou, junto com outros representantes de órgãos de pesquisa da Amazônia, a exemplo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM), de uma reunião com o atual comandante do CIGS, coronel Glauco Correia Corbari, e a médica veterinária do Centro, a tenente-coronel Simone Falcão, com a finalidade de alinhar as possibilidades de parceria com a unidade militar. A atividade, denominada de Sarau Ambiental, também fez parte da programação comemorativa ao Dia da Medicina Veterinária Militar (19/06).

Segundo Alessandra Nava, os resultados das análises de amostras de material biológico coletados de espécimes da fauna amazônica permitem o mapeamento da ocorrência de possíveis surtos de novas doenças infectocontagiosas e o ressurgimento de outras. No início deste ano, representantes das instituições parceiras se reuniram na sede do Cetas-Ibama, em Manaus, para a primeira reunião de alinhamento e planejamento de atividades para 2023. No caso do Cetas-Ibama, o acordo de cooperação prevê, entre outras atividades, o auxílio em relação à sanidade dos animais recebidos no centro e a conservação da biodiversidade.

A Fiocruz Amazônia possui um biobanco da vida silvestre com mais de 3 mil amostras de 200 tipos de animais, entre morcegos, primatas e roedores, coletados na floresta (Cetas, áreas da Ufam, florestas preservadas, além do assentamento Rio Pardo, na BR-174 (Manaus-Boa Vista), no município de Presidente Figueiredo. Com o CIGS, o acordo deverá estabelecer as áreas em que serão feitas as atividades em parceria.

O Zoológico do CIGS é administrado pela Divisão de Veterinária do CIGS e dispõe de setores clínica, centro cirúrgico, farmácia, raio x, patologia, nutrição, contando com uma equipe especializada de veterinários, bióloga e tratadores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Ingrid Anne

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar desafios da vigilância das paralisias flácidas agudas em tempos de não pólio no Brasil

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 23/6, às 10h, a palestra “A poliomielite existe? Os desafios da vigilância das paralisias flácidas agudas em tempos de não pólio no Brasil: experiência do Estado de São Paulo”, a ser ministrada pela pesquisadora, Alessandra Lucchesi de Menezes Xavier Franco, Diretora Técnica em Saúde, na Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

A apresentação será moderada pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente. Para participar, os interessados devem acessar o link: https://us06web.zoom.us/j/81420689953?pwd=cHB1eEI2NTY1NWx0N2dNZjMzb3hqQT09 utilizando (ID da Reunião: 814 2068 9953) e (Senha de acesso: 976650).

SOBRE A PESQUISADORA

Alessandra é Mestra em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com doutorado em andamento no Programa de Pós-Graduação da Coordenadoria de Controle de Doenças – CCD, na área de concentração de Vigilância em Saúde Pública, programa reconhecido pela Universidade de São Paulo – USP. Atualmente é diretora Técnica em Saúde II na Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e apoio técnico na operacionalização da campanha de vacinação contra a COVID-19.

Conta com a experiência de conduzir o enfrentamento de emergências em saúde pública, e condução do sistema de vigilância epidemiológica, além de auxiliar no desenvolvimento de requisitos para elaboração de sistemas de informação voltados à área da saúde.

Além disso, conta com a com experiência de docência no nível de graduação, e pós-graduação multiprofissional na área da saúde na área de enfermagem, epidemiologia, planejamento e gestão de serviços e sistemas de saúde. Bacharel em Enfermagem e bacharel em Gestão em Sistemas e Serviços de Saúde/Saúde Coletiva, especialista em Auditoria em Sistemas de Saúde e em Gestão Hospitalar e de Serviços de Saúde.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Fiocruz Amazônia está com inscrições abertas até 30/06 para processo seletivo do Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que as inscrições para o processo seletivo do Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva e Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, que será oferecido pela primeira vez, exclusivamente, a candidatos indígenas da região de fronteira do Alto Solimões, no município de Tabatinga, estarão abertas até o próximo dia 30 de junho. O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.

O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas. As inscrições são gratuitas.

Para efetuar a inscrição, o candidato deverá reunir a documentação original e uma cópia (frente e verso), e entregar no endereço: Laboratório de Etnologia (bloco antigo), Universidade Federal do Amazonas, Rua 1º de Maio, nº 05, Colônia, CEP: 69.630-000, Benjamin Constant/AM – Brasil, nas terças e quartas-feiras, em horário comercial. Segunda, quinta e sexta-feiras, no Laboratório de Geografia (NESAM-UEA), da Universidade do Estado do Amazonas, na Avenida da Amizade, 74, Centro, CEP-69.640-000, Tabatinga. No último dia de inscrição, o horário limite para recebimento dos documentos será às 17h (horário de Tabatinga-AM).

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437

Fiocruz Amazônia e Universidade de Washington desenvolvem projeto para fortalecer vigilância em saúde na região da Tríplice Fronteira

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Universidade de Washington firmaram parceria para implementarem, junto com diversos outros órgãos de ensino e pesquisa, o Projeto INSIGTH, com o objetivo de promover o fortalecimento da vigilância em saúde, na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Peru e Colômbia), com atenção voltada para infecções endêmicas , como malária, tuberculose, dengue, infecções sexualmente transmissíveis (IST’s), hepatites virais, doenças de veiculação hídrica e febres de origem desconhecida – todos agravos emergentes que acometem as populações mais vulnerabilizadas dos três países. O projeto contará com financiamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC-EUA), para o desenvolvimento de ações conjuntas entre os países, com apoio da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Universidade Nacional da Colômbia, Fiocruz Bahia, Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-AM), Universidade Nacional de la Amazonía Peruana, Secretarias de Saúde de Letícia e Tabatinga, além de representações da localidade de Santa Rosa, no Peru.

O projeto é piloto e integra um acordo de cooperação entre o CDC, Centro Internacional de Formação e Educação para Saúde da Universidade de Washington (UW I-TECH) e a Fiocruz Amazônia. Durante dois dias (13 e 14/06), representantes de instituições de saúde, ensino e pesquisa dos três países estiveram reunidos na sede da Universidade Nacional da Colômbia, na cidade de Letícia (fronteira com Tabatinga), para apresentação do projeto e diagnóstico situacional da saúde na região da Tríplice Fronteira. O projeto será coordenado pelo Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI), da Fiocruz Amazônia. A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, destacou a importância da iniciativa à medida em que contribui para o fortalecimento da vigilância na área de fronteira, com ações de prevenção, diagnóstico e tratamento, somando-se a outras iniciativas já em andamento na região, voltadas para indígenas e ribeirinhos do Vale do Javari e da Amazônia peruana e colombiana. “Esse encontro objetivou apresentar o projeto e discutir propostas viáveis de estratégias de atuação, construídas de forma coletiva e participativa pelos três países”, explica Benzaken.

Além de Brasil, Colômbia e Peru, o INSIGHT pretende atuar na região da Tríplice Fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina. A diretora regional para a América do Sul, do UW I-TECH, Fernanda Freistadf, explica que o Projeto INSIGHT é parte do programa global do CDC, o GHPDI, que visa aumentar o acesso de governos a dados de saúde pública mais precisos, completos e disponibilizados com mais rapidez para detectar, monitorar, investigar e responder de maneira eficaz a problemas de saúde pública. “Temos um acordo de cooperação com a CDC dos EUA e dentro desse mecanismo de financiamento o objetivo é fortalecer a vigilância em saúde em duas tríplices fronteiras na América do Sul. Aqui, na Tríplice Fronteira entre Colômbia, Brasil e Peru, estamos trabalhando em colaboração com a Fiocruz e o apoio dos parceiros de Tabatinga, Leticia, Santa Rosa e Iquitos para identificarmos quais as necessidades existentes em relação à vigilância e quais as áreas em que será possível intervir e apoiar para que possamos ter resultados práticos”, afirmou.

O projeto deverá se estender até setembro de 2024, com um cronograma de reuniões e encontros para discussão de dados e definição de atividades. “Esse primeiro momento foi de diagnóstico das necessidades, apresentação do projeto e de propostas de ações que possam ser viabilizadas”, avaliou o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath, chefe do SAGESPI e um dos coordenadores do projeto. Segundo ele, o encontro gerou diversas proposições, entre as quais trabalhar com mecanismos nacionais e internacionais para assinatura de acordo tripartite, capacitação dos profissionais, incluindo os agentes comunitários de saúde indígenas e não-indígenas, definição de protocolos locais, reuniões periódicas para análises de situação, elaboração de boletins epidemiológicos conjuntos dos três países para doenças prioritárias, padronização dos dados de cada país para facilitar compartilhamento e análise das informações e consolidação de uma rede de notificação e resposta comum entre os países.

“Identificando as necessidades podemos desenvolver uma ação que tenha resultados e não fique só no papel”, avalia Freistadf, destacando a importância da parceria com a Fiocruz Amazônia, diante da oportunidade de expansão dos projetos da Universidade de Washington na América Latina. Adele Benzaken ressalta a importância da parceria com a Fiocruz Bahia para a definição de estratégias de vigilância em saúde na região. Presente ao encontro, o médico sanitarista Vinícius de Araújo Oliveira, tecnologista em saúde pública e pesquisador do Centro de Operação de Dados e Conhecimentos em Saúde (CIDACS), da Fiocruz Bahia, explica que pretende contribuir com o projeto a partir da implementação da Vigilância Digital em Saúde, uma linha nova de vigilância em saúde apoiada em dados digitais, que vem sendo desenvolvida pelo CIDACS.

“Precisamos entender como é que será essa investigação de campo para entender qual o processo de trabalho que gera os dados e como eles são usados pelos trabalhadores e gestores locais para tomar decisões”, afirma Vinicius, acrescentando que as estratégias devem permitir uma maior agilidade e transparência na troca de informação na Tríplice Fronteira Brasil, Peru e Colômbia. “Chega a ser um desafio porque a cidade aqui (Letícia) é muito peculiar, praticamente uma cidade trinacional, com uma integração informal muito grande entre as equipes de saúde”, pontua, lembrando que o desafio é pensar como esses fluxo de comunicação, alertas, sensações, percepções dos agentes de vigilância de cada um dos países pode se tornar um fluxo institucionalizado, respeitando a soberania dos países e permitindo uma resposta rápida frente às situações de alerta.

Neste sentido, a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas- Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Tatyana Amorim, presente ao encontro, avaliou o projeto como um importante passo para o fortalecimento da vigilância em saúde no território da tríplice fronteira. “Cada país tem seu sistema de informação de saúde com as suas peculiaridades, é neste sentido que buscamos por meio da formalização do acordo internacional avançar na sala de situação de saúde trinacional”, ressaltou. Ao final do encontro, os participantes puderam conhecer as instalações do Laboratório de Fronteira, na cidade de Tabatinga, e da Secretaria de Saúde do município de Letícia.

FRONTEIRAS NA AMÉRICA DO SUL

A América do Sul possui grande extensão de fronteiras, muitas das quais binacionais e trinacionais, cuja situação preocupa a Organização Panamericana de Saúde (OPAS). O consultor do Programa Sub-regional da OPAS para a América do Sul, Carlos Arosquipa, explica que a entidade já vem trabalhando há alguns anos no âmbito das fronteiras onde se desenvolvem processos que podem ser mais vulneráveis às populações que vivem nessas zonas. “Nas regiões de fronteira, temos muitos processos de integração. Na América do Sul, as fronteiras não são físicas, são virtuais. As populações se movem muito dinamicamente, e isso também faz com que as enfermidades possam muito mais facilmente disseminarem-se de um país a outro. A pandemia nos mostrou que devemos fortalecer nossas ações em âmbito das fronteiras não somente para mantê-las mais seguras para quem vive nessas zonas, mas também para garantir que a população se desloque, se mova, em boas condições”, afirmou, referindo ao projeto como uma oportunidade, apoiada pela OPAS, de desenvolver boas práticas e modelos de trabalho conjunto entre governos dos países e atores locais para melhorar a saúde das populações nesses territórios.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Projeto da Fiocruz Amazônia voltado para saúde ribeirinha realiza o mapeamento colaborativo da comunidade Santa Maria

O Projeto “Participação comunitária no processo de planejamento, organização e oferta dos serviços de saúde em localidades ribeirinhas da Amazônia”, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do Programa Inova Fiocruz, e em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), promoveu, durante quatro dias, uma oficina participativa na comunidade Santa Maria, situada na margem esquerda do Rio Negro, na área rural ribeirinha do município de Manaus, com a finalidade de iniciar o processo de elaboração coletiva e colaborativa do mapeamento espacial da comunidade, identificando geograficamente potencialidades como pontos turísticos, de lazer, prática esportiva, e também características de uso, a exemplo dos acessos à comunidade, arruamentos, domicílios, escolas, igrejas, áreas de produção e colheita, descarte de resíduos, coleta de água, entre outros. O mapeamento é uma das etapas do projeto que compreende o reconhecimento por parte dos próprios comunitários das características e potencialidades da localidade onde vivem e contribuirá para a escolha das prioridades de saúde da comunidade. As prioridades escolhidas serão ponto de partida para a construção do plano de ação a ser desenvolvido pelos próprios comunitários.

Situada a cinco horas de barco de Manaus, Santa Maria pertence à Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Poranga Conquista, município de Manaus. Possui um total de 47 famílias e uma população estimada em 142 habitantes, a grande maioria (aproximadamente 80%) com idade abaixo dos 60 anos. Localizada às margens do Rio Negro, a comunidade é uma “ilha” cercada de igarapés que desaguam no afluente maior, com baixa densidade demográfica e uma população jovem atuante, sobretudo no uso de espaços coletivos destinados à prática de esportes, a exemplo do futebol, jogado por homens e mulheres. Foram exatamente esses jovens da comunidade os convidados do projeto para participar da oficina do mapeamento colaborativo, desenvolvida com o apoio do Núcleo de Geoplanejamento do Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS), organização não-governamental carioca que trabalha com projetos sociais focados na participação popular para o aprimoramento de políticas públicas.

Desenvolvido por meio da plataforma My Maps, do Google, o mapeamento contou com a participação efetiva da comunidade, presente à oficina. Uma das bolsistas do projeto, Ane Nunes, do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos Vulneráveis (SAGESPI), explica que essa é uma fase importante do processo de reconhecimento da comunidade pelos seus ocupantes. “Já cumprimos diversas etapas, entre elas a da apresentação do projeto aos comunitários pelas próprias lideranças locais e o desenvolvimento de um levantamento histórico, onde os jovens estão entrevistando as pessoas mais velhas para o resgate da história de ocupação da comunidade. Agora, partimos para o mapeamento desse espaço tanto pela importância de sua geografia específica quanto pelas questões que pretendemos aprofundar no que se refere à forma de uso do território”, explica Amandia Sousa, pesquisadora da Fiocruz Amazônia e uma das coordenadoras do projeto.

Para a pesquisadora, o mapeamento pretende focar questões como o descarte de lixo, consumo de água, áreas de lazer, para que a partir desse marco e do levantamento histórico, a comunidade se aproprie da sua própria realidade, identifique as suas principais demandas e, a partir disso, consiga construir de forma colaborativa, com apoio dos pesquisadores e a partir de uma metodologia específica, um plano para que os moradores de Santa Maria consigam se sentir responsáveis pelas mudanças e entendam seu papel diante dos problemas que vivenciam. O projeto pretende envolver num segundo momento os gestores e profissionais de saúde que atuam no território. “Ainda este ano, pretendemos nos reunir com os gestores e profissionais de saúde que realizam os atendimentos mensais na comunidade e apontar problemas e possíveis soluções para compreender as singularidades e necessidades presentes no território ribeirinho”, explica Amandia.

Para o mapeamento, a parceria com o CEDAPS auxiliou com a tecnologia do My Maps, que permitiu aos comunitários adicionarem os pontos e características do território, após visitas in loco. A oficina teve início no dia 5/06, com a apresentação de um desenho do mapa da comunidade feito pelos próprios jovens comunitários, e se estendeu até o dia 7/06. Conforme explica a geógrafa do CEDAPS, Beatriz Rebello Ruzza de Carvalho, a metodologia utilizada é a do Mapa Falante, que permite uma interação maior entre os moradores da área no uso da ferramenta. “Junto com os jovens da comunidade, georreferenciamos as características do território de modo que estas sejam a base para a criação de um plano de ação que responda a desafios identificados coletivamente”, explica ela. A ideia é fazer do mapeamento uma ferramenta que ajude a comunidade a compreender o que eles veem no dia a dia, a partir de outra perspectiva.

GEOGRAFIA DAS EMOÇÕES

“O Mapa Falante mostra onde eles vivem, o que fazem nesses locais e no momento em que estamos com eles in loco, a ferramenta proporciona o reconhecimento de território e das pessoas que fazem parte dele por meio de áudios gravados nos locais. A ideia é ter pessoas diferentes que vão estar no mesmo local conversando com a gente e, ao final dessa experiência, gravar um áudio de uma daquelas pessoas que estejam conosco nos dizendo quais são os pontos primordiais para ela naquele espaço. De volta à oficina. na dinâmica com os jovens, pedimos que todos fechem os olhos e escutem a voz da pessoa explicando como ela observa aquele local e explicando os sentimentos dela, o que chamamos de Geografia das Emoções, uma área ainda pouco explorada que busca compreender a relação emocional existente com os espaços”, observa a geógrafa.

Nesse processo, o projeto pretende mapear, de forma colaborativa, todos os pontos considerados importantes dentro do espaço da comunidade, num trabalho contínuo. “A intenção é fazer com que o mapa fale tudo o que a comunidade até havia esquecido que existia. O mapa é um recorte do que se observa e o ideal é que ele transpareça as informações do dia a dia da comunidade, daí a importância de coletarmos pontos e explorarmos o quanto pudermos, utilizando os recursos disponibilizados pela plataforma Googles Maps, que é gratuita e permite criar vários mapas”, explana a sanitarista Gabriela Ferreira Nascimento Vicente, do Cedaps, que atuou com facilitadora da oficina.

Gabriela ressalta que o mapa falante é uma ferramenta importante para a elaboração de estratégias para a comunidade à medida em que permite o que chama de construção compartilhada de soluções locais. “Uma das prerrogativas desse processo de construção é o fortalecimento da autonomia da comunidade. O que o território diz precisa ser ouvido no momento que se pensa em estratégias. Todos os processos educativos que facilitamos utilizando essa metodologia tem como finalidade construir soluções que possam ser viabilizadas sem nossa presença.  Colaboramos com o início da construção, mas a ferramenta digital é aberta para mapeamento colaborativo. Nossa expectativa é de que o mapa de Santa Maria seja de fato um retrato das características da comunidade, que precisam ser consideradas no momento de formulação de políticas públicas e identificação de questões que permitam encontrar soluções na própria comunidade. Queremos voltar daqui a algum tempo e ver o resultado”, adiantou.

SANTA MARIA PARA O MUNDO

O Projeto Saúde Santa Maria vem fazendo a diferença na rotina dos ribeirinhos que residem na comunidade. Um deles é o enfermeiro Alef Lopes, gestor da Unidade Básica de Saúde (UBS), pertencente ao Distrito de Saúde Rural, da Prefeitura de Manaus. Ele explica que a UBS é o único meio de assistência à saúde da população que vive na comunidade e o projeto da Fiocruz vem tendo um papel importante na identificação do que é prioridade para a população. “Algo que em grande escala, não conseguimos visualizar, tendo em vista que o tipo de assistência prestada não leva em conta as particularidades e singularidades da área rural como a de Santa Maria, que tem um público bem específico e com condições de saúde específicas. O projeto vem nos ajudando a elencar as prioridades e, consequentemente, conseguirmos prestar uma assistência mais qualificada para essa população”, explica.

O mapeamento da comunidade foi uma novidade bem-aceita, segundo o gestor da UBS. “Estamos cientes das nossas limitações, mas a partir do momento que envolvemos a comunidade e pontuamos as questões de interesse coletivo ampliamos a nossa visão. A Fiocruz vem justamente para dar essa visão de fora, um pouco mais abrangente e o mapeamento é uma forma de nos conhecermos melhor e de mostrarmos a nossa comunidade para o Mundo, por meio do uso da tecnologia que existe para auxiliar nosso trabalho na ponta”, afirmou, considerando o mapeamento uma etapa de grande valia para a comunidade.

Para os jovens que participaram, a atividade foi uma experiência proveitosa, sobretudo no uso da ferramenta digital. “A experiência que tive com esse mapeamento foi que podemos saber mais sobre nossa comunidade não só com a história e sim como ela foi se formando no decorrer do tempo em tamanho e como ela é hoje”, explica Vanilson Amorim Onofre, 17, estudante do 3o ano do Ensino Médio e morador de Santa Maria. Ele lembra que a chegada definitiva da internet, há cerca de um ano, foi um divisor de águas para a comunidade. “A importância da internet é que melhorou a comunicação entre familiares distantes e também ajudou em ocorrência de acidentes”, exemplificou.

Kleiane Costa Cavalcante, 18, mora na parte de trás da comunidade. Para ela, participar do mapeamento uma “experiência incrível”, possibilitou o contato com pessoas de fora da comunidade e o compartilhamento de conhecimentos. “Foi maravilhoso conversar com o pessoal e o que mais chamou a atenção foi que as pessoas estavam envolvidas, realmente entusiasmadas com o que estava acontecendo. O aprendizado que ficou é que não se trata somente de um mapeamento, não se trata somente de sair de casa, sem rumo para lugar algum, e sim de sonhar, de ver além, olhar nossa comunidade com outros olhos e poder ver as pessoas queimando neurônios em busca de melhorias para a nossa comunidade e acrescentar em nosso mapa”, resumiu.

HISTÓRICO DO PROJETO

Desde 2017, a Fiocruz Amazônia vem atuando em comunidades rurais pertencentes ao município de Manaus, mas que têm como desafio o acesso somente pela via fluvial, condição que impõe limites de atuação na área de assistência à saúde. A intenção do Laboratório SAGESPI, responsável pelas ações, é buscar a melhor forma de fazer com que essas localidades tenham acesso aos serviços de saúde, a partir da construção coletiva de um plano voltado a melhoria da qualidade dos serviços. Por essa razão, foi proposta a execução de um projeto piloto na comunidade Santa Maria, visando não só identificar necessidades para a melhoria da qualidade dos serviços prestados, como também empoderar a comunidade.

Amandia Sousa conta que atuar em localidades de baixa densidade demográfica exige alternativas para se vencer desafios, como o das distâncias entre os núcleos habitacionais. “Reconhecemos tanto na Amazônia quanto em outras localidades do mundo o desafio que é atuar na assistência onde as pessoas ocupam territórios de forma rarefeita e em pequenos núcleos. Estamos tentando construir com a comunidade Santa Maria alternativas para uma melhor forma de atendimento. Na literatura, a gente vai encontrar em países como Austrália e Canadá, que vem conseguindo apontar inovações para o funcionamento dos serviços de saúde nestes tipos de localidades, uma delas tem sido a aposta na contribuição da comunidade no planejamento e execução dos serviços de saúde. O que torna o protagonismo da comunidade uma das soluções que vem apresentando resultados positivos nestas realidades”, admite a pesquisadora.

PARCEIROS

O projeto “Participação comunitária no processo de planejamento, organização e oferta dos serviços de saúde em localidades ribeirinhas da Amazônia” vem sendo desenvolvido desde o ano passado, sob a coordenação dos pesquisadores da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath e Amandia Sousa. A iniciativa conta também com a parceria de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade de São Paulo (USP), Universidade São Judas Tadeu (USJT-SP) e Instituto Federal de Rondônia (IFRO). O Programa Inova Fiocruz, da Fundação Oswaldo Cruz, aprovou um total de 20 projetos dos 35 submetidos ao Edital Inovação Amazônia para receber financiamento para pesquisas como foco na Amazônia. O resultado foi oficializado em junho de 2022, com o anúncio dos aprovados. O edital prevê um total de R$ 7,1 milhões para o financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, voltados para a região amazônica, coordenados por pesquisadores das unidades da Fiocruz no Amazonas e em Rondônia. O edital foi lançado como ferramenta de incentivo às pesquisas em Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco em saúde pública na Amazônia, por meio de parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa nos Estados do Amazonas (Fapeam) e Rondônia (Fapero).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia recebe comitiva da Universidade de Pittsburgh para fortalecer estudos sobre a Amazônia

Representantes da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, estiveram na última sexta-feira (16/06) na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) como parte de uma programação de visitas da universidade norte-americana a instituições de ensino e pesquisa da Amazônia com a finalidade de buscar parcerias para projetos de cooperação visando a criação de um programa de estudos amazônicos. A ideia é promover seminários conjuntos e oferecer oportunidades de intercâmbio para alunos, professores e pesquisadores das instituições envolvidas. A comitiva foi formada pela diretora do Centro de Estudos da América Latina da Universidade Pittsburgh, Keila Grinberg; Ariel Armony, vice-reitor para Assuntos Globais; Carissa Slotterback, pró-reitora da Escola de Relações Internacionais, e Luiz Bravo, diretor acadêmico do centro.

Antes, o grupo esteve em Belém, onde conversou com representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) e, em Manaus, visitou a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Na Fiocruz Amazônia, a comitiva foi recebida pela diretora da instituição, Adele Benzaken, as vice-diretoras de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, e de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, juntamente com o pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), Rodrigo Tobias de Souza Lima, coordenador do Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, apresentado aos representantes da Universidade de Pittsburgh. A visita da comitiva, inclusive, iniciou com a ida à comunidade Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus, onde a Fiocruz Amazônia desenvolve o projeto.

“Nosso objetivo é tentar criar um grupo de estudos amazônicos em parceria com várias universidades e institutos de pesquisa pan-amazônicos, a exemplo do Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Suriname, Guiana Francesa e Guiana, que permitam o desenvolvimento de pesquisas sobre temas de interesse comum e, neste momento, estamos realizando os contatos com parceiros, a partir de ideias discutidas em janeiro deste ano durante reunião, realizada na Universidade de Pittsburgh”, explicou a diretora do Centro de Estudos da América Latina, da Universidade de Pittsburgh, Keila Grinberg. “Mais adiante, queremos criar um programa permanente de intercâmbio de conhecimento sobre a região”, diz Keila, que é brasileira.

Segundo ela, o interesse maior é o do intercâmbio de conhecimentos. “Queremos aprender com as práticas que já existem aqui e propiciar que nossos alunos possam absorver também conhecimentos com os programas de excelência desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia, a exemplo do trabalho com as comunidades indígenas, e que também possamos realizar colaborações para pesquisas futuras”, afirmou Grinberg, se dizendo entusiasmada com a possibilidade de colaboração conjunta para a criação de um programa de estudos amazônicos dentro do Centro de Estudos da América Latina, na universidade norte-americana.

“Nossa intenção é facilitar que estudantes das diversas instituições amazônicas possam estudar em Pittsburgh, com um programa de bolsas, e facilitar o intercâmbio entre professores, pesquisadores e alunos para que alunos de cá possam ir pra lá e vice-versa, identificando temas de interesse comum podemos tentar partir para atividades específicas. Um dos temas, por exemplo, sobre o qual temos muito interesse é o da Amazônia urbana e suas questões, assim como as discussões sobre os direitos humanos, memória, formação de políticas públicas e saúde coletiva”, pontuou Grinberg.

Segundo a diretora, a Universidade de Pittsburgh possui uma escola de saúde pública que é referência internacional, com um dos institutos mais importantes dos EUA nessa área. “Queremos justamente expandir isso para aprender e conhecer mais sobre a questão cultural e de tantos diferentes saberes na Amazônia”, observou.

No Parque das Tribos, os representantes de Pittsburgh tiveram oportunidade de contato com indígenas de algumas das 35 etnias existentes na comunidade, participantes de projeto da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) da Prefeitura de Manaus, voltado para idosos. Na sequência, visitaram as obras da Unidade Básica de Saúde (UBS), a primeira do bairro, construída pelo município para atender a população do bairro. O projeto conta com a parceria da Fiocruz Amazônia na discussão quanto à caracterização e concepção do uso espaço para troca de saberes tradicionais. Na oportunidade, Rodrigo Tobias fez um apanhado da trajetória de conquistas do Projeto Manaós – atualmente na segunda fase de estudos – e destacou a importância da participação indígena no processo de melhoria das condições de assistência à saúde da localidade. À tarde, a comitiva se reuniu com a diretoria e conheceu as estruturas dos laboratórios e salas de aula do ILMD.

PROJETO MANAÓS

O Projeto Manaós: Saúde da População Indígena em Contexto Urbano” é desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do Edital Saúde Indígena, do Programa Inova Fiocruz. O projeto entrou em sua segunda fase de execução de atividades voltadas para as 750 famílias de 35 etnias indígenas, que vivem atualmente no Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus. Inicialmente, o Manaós atuou no diagnóstico da realidade dos indígenas desaldeados e as dificuldades enfrentadas por eles no acesso aos serviços de saúde. Passará agora a desenvolver linhas específicas de ação, voltadas ao empoderamento comunitário, formação de agentes indígenas de saúde e a investigação de fatores de risco cardiovasculares dos indígenas que vivem na área urbana. Essa investigação inaugura no Brasil uma linha de pesquisa específica com indígenas não aldeados que convivem com contextos urbanos e periféricos das grandes cidades.

Programa de Mobilidade Acadêmica 2023: confira errata com novas orientações e cronograma

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), divulga Errata referente ao Programa de Mobilidade Acadêmica 2023. O documento disponibiliza novas informações sobre condições para participação, orientações para inscrições, cronograma e disposições gerais. Com o novo cronograma, o prazo para envio de propostas vai até 15 de junho.

Em Condições para Participação, o item 2.3 sofreu uma alteração: o período de realização das atividades do candidato deve ter no máximo 3 meses, sendo o início da mobilidade entre julho e setembro de 2023.

Para realizar a inscrição, o item 3.1/b) informa que o candidato deve enviar a carta de apresentação do orientador da dissertação ou tese, assinada e carimbada;

O cronograma, que pode ser visualizado no item 7 da Chamada, também sofreu alterações, tendo o seu prazo para envio de propostas prorrogado até 15 de junho. Consequentemente, prazos posteriores também sofreram alterações;

O item 9, que traz as disposições gerais, incluiu o item 9.5, onde diz que a ajuda de custo não impede a realização de Doutorado Sanduíche, desde que não exista conflito no período de realização da mobilidade.

Acesse aqui a Chamada do Programa e a Errata com as novas informações.

A chamada disponibiliza apoio financeiro para até 10 (dez) discentes regularmente matriculados em programas de pós-graduação stricto-sensu de mestrado (acadêmico ou profissional) ou doutorado (acadêmico ou profissional) da Fiocruz.

O objetivo do Programa é selecionar discentes de programas de mestrado acadêmico, mestrado profissional, doutorado acadêmico ou doutorado profissional da Fundação que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz distintas daquelas nas quais estão regularmente associados, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, induzindo uma formação mais ampla e diversificada de profissionais da saúde, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade.

O envio das propostas deverá ser realizado exclusivamente pela Secretaria Acadêmica do Programa de Pós-Graduação ao qual o discente está vinculado, por e-mail para cge.stricto@fiocruz.br , até 15 de junho, indicando no campo “Assunto”: Inscrição Mobilidade Acadêmica 2023.

Confira a chamada do Programa para mais informações.

Fonte: Fiocruz Campus Virtual
Por Fabiano Gama

Divulgado resultado do processo seletivo para Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 12/6, o resultado do Processo Seletivo para bolsas de Iniciação Científica do Instituto, referente ao edital do Programa de Iniciação Científica (PIC) Edição 2023-2024. Das 47 solicitações, 42 foram aprovadas e 5 não aprovadas. Das 42 solicitações aprovadas, 32 poderão ter bolsas implementadas de imediato e 10 encontram-se na lista de espera, em caso de desistência de algum dos candidatos anteriores.

Confira o resultado aqui.

Os candidatos e orientadores têm até essa terça-feira, 13/6, para encaminhar o recurso de forma virtual ao e-mail do PIC ( pic.ilmd@fiocruz.br ), à Coordenação do PIC/ILMD/Fiocruz Amazônia, conforme previsto no item 9 do edital, divulgado no site www.amazonia.fiocruz.br .

Os candidatos aprovados e seus respectivos orientadores receberão um e-mail da Coordenação do PIC/ILMD/Fiocruz Amazônia, com as instruções e documentação necessária para a implementação da bolsa à secretaria do PIC nos dias e horários marcados. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail pic.ilmd@fiocruz.br

SOBRE O PIC

A Iniciação científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Pesquisa da Fiocruz Amazônia desenvolve modelo de governança da gestão das microrregiões do saneamento básico para o Estado do Amazonas

Pesquisa do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), vem trabalhando em um modelo de governança da gestão para a prestação dos serviços de saneamento básico, orientada pela noção new public management e pela noção do sistema estruturado de garantias de direitos, inicialmente, em três municípios das regiões do Médio e Alto Solimões, no Amazonas – Fonte Boa, Jutaí e Uarini.

De acordo com o pesquisador em saúde pública da Fiocruz Amazônia, Marcílio Medeiros, coordenador do estudo, a finalidade maior do projeto é a elaboração de uma agenda pública para debater o saneamento básico como um direito humano no Amazonas, o qual compreende a garantia do acesso a água potável dentro do domicílio, a banheiros dentro do domicílio e destinação adequada dos dejetos sanitários e resíduos sólidos (lixo), conforme preconiza Lei nº 11.445/2007, que dispõe sobre as diretrizes da Política Nacional de Saneamento Básico.

“O saneamento básico é a política pública do País mais atrasada. Pouco avançamos, apesar de já existir um marco regulatório definido, com princípios para serem alcançados e que norteia a prestação de serviços”, explica. Segundo ele, os povos e comunidades residentes na zona rural do país são os que mais sofrem as repercussões negativas das Doenças Relacionadas ao Saneamento Básico Inadequado. “Debater a governança permitirá enfatizarmos o princípio da equidade que norteia a Política Nacional de Saneamento Básico. Em outras palavras, permitirá priorizar o acesso aos serviços das populações no Amazonas possibilitando a criação de ferramentas que reduzam as disparidades”, observou.

A SITUAÇÃO DO AMAZONAS

E continua: “Se tomarmos como exemplo o Estado do Amazonas, vemos o quanto é complexa a questão. Dos 62 municípios amazonenses só 38 alimentam o Sistema de Informação de Saneamento Básico. Esse sistema permite fazer a monitoração da prestação de serviço no Brasil. Somente 38 atualizam esses dados. Jutaí, por exemplo, não alimenta, a população não sabe qual a infraestrutura existente para a prestação do serviço de saneamento básico e abastecimento de água potável”.

Os três municípios selecionados possuem realidades distintas do ponto de vista da dinâmica sociossanitária. “Jutaí tem comércio desenvolvido em virtude do garimpo, o que preocupa tendo em vista o impacto da atividade da mineração de ouro sobre a saúde das pessoas, em função do uso do mercúrio. Estima-se que 60% do mercúrio utilizado ficam no ambiente, de um litro de mercúrio que utilizam para a fabricação e segregação do ouro, só 40% são eliminados no processo e 60% ficam, na natureza. Estudos da Fiocruz mostram os riscos iminentes dessa exposição para a população”, alerta o pesquisador.

Para Marcilio, esse deve ser um fator de preocupação da governança da gestão. “É por meio da água que as pessoas se deslocam, produzem alimentos, fazem a higienização pessoal, talvez o fato de ter esse elemento em abundância faz muita gente pensar que é um recurso infinito, mas que sabemos que não é”, explica, lembrando que o tema saneamento e saúde é agenda de trabalho prioritária da Fiocruz. “Dentro da Câmara Técnica de Saúde e Ambiente, da Presidência, há um grupo de trabalho só para essa questão. Nele, discutimos várias experiências como também somos induzidos a elaborar projetos de pesquisa para abordar esse assunto”, explica o pesquisador.

AS EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS

Um projeto de pesquisa com essa envergadura remete à superação de vários desafios, sobretudo, àqueles relacionados as agendas de trabalho das municipalidades, o que exigem sensibilidades dos pesquisadores ao atendimento as necessidades e demandas dos gestores dos municípios. “A realização da Oficina de Agentes da Limpeza Pública – Garis e Margaridas, solicitada pela Secretário de Meio Ambiente do Município de Uarini-AM foi um exemplo. A gestão necessitou promover curso de formação aos recém-concursados do município e coube à coordenação do projeto atender”, relata.

“Ainda está prevista para este ano a apresentação do modelo de governança da gestão com o regimento de funcionamento para o colegiado da Microrregião de Saneamento Básico do Estado do Amazonas que promoverá o controle social da prestação dos serviços públicos de Saneamento Básico, de acordo com a Lei Federal n. 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Além de almejamos a criação do Comitê Integrado Permanente do Saneamento Básico do Médio Solimões no Amazonas”, explicar o coordenador.

A pesquisa conta com a colaboração dos pesquisadores Erivaldo Cavalcanti e Silva Filho e Eloisa Mendonça Gadelha, ambos bolsistas do projeto financiado pela Fapeam. O encerramento está previsto com um seminário em novembro de 2023. Participarão instituições estatais e não estatais que assinaram termo de cooperação técnica com a Fiocruz, dentre elas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, a Companhia Estadual de Saneamento Básico e a Associação de Moradores da Reserva Mamirauá.

Fiocruz Amazônia recebe comitiva da USAID para discussão sobre projetos e cooperações futuras

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, no último dia 2/06, a visita de representantes da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC-EUA), com o objetivo de conhecer, de forma mais ampliada e detalhada, projetos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia nas áreas de One Health, Saúde Coletiva, Educação em Saúde e Ciências Ômicas. A comitiva foi recebida pela diretora substituta da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com pesquisadores da instituição que coordenam projetos de pesquisa nas áreas de interesse da agência norte-americana. Além disso, foram recepcionados de modo on line pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, que esteve há cerca de um mês no escritório da USAID em Brasília, apresentando propostas para o desenvolvimento de projetos em parceria com as agências.

A visita da delegação da USAID a Manaus dá continuidade aos contatos iniciados, em abril, pela diretoria do ILMD, com foco na implantação de projetos como o de modernização de laboratórios, a exemplo da aquisição de um espectômetro de massas de alta resolução e massa exata visando incorporar novas abordagens tecnológicas para pesquisa, desenvolvimentos e inovação, especialmente relacionadas às doenças infecciosas emergentes, reemergentes e negligenciadas na região amazônica; identificação de doenças e patógenos circulantes em animais silvestres antes que atinjam a população (One Health), por meio da implantação de um biobanco da vida silvestre na Fiocruz Amazônia; doenças não-comunicáveis em populações ribeirinhas, e educação em saúde através do projeto EducaSUSAmbiental, para qualificação de profissionais da Educação dos municípios amazônicos em agravos de saúde pública.

Os projetos foram apresentados pelos pesquisadores da Fiocruz Amazônia Fernando Herkrath (Laboratório SAGESPI – Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis), Priscila Aquino (DMAIS – Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde), Alessandra Nava (EDTA- Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia), a vice-diretora de Ensino, Comunicação e Informação, Rosana Parente, e a professora da Universidade Federal do Amazonas, Olívia Simão. A diretora substituta da Fiocruz Amazônia destacou a importância dos investimentos na área de pesquisa para a região amazônica e a capacidade instalada do ILMD/Fiocruz Amazônia em realizar projetos de pesquisa científica e de impacto social, a exemplo do Projeto Amazônia: Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à COVID-19, desenvolvido nos últimos 12 meses por meio de parceria entre a Fiocruz Amazônia, USAID, NPI Expand, Sitawi Finanças para o Bem, Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) e Conselho de Secretários Municipais de Saúde dos Estados do Amazonas e Rondônisa (Cosems AM e RO).

A comitiva visitante foi composta por quatro representantes do escritório da USAID e CDC em Washington – Lisa Kramer (Global Health), Reena Shukla, Alison Kelly e Carlos Zambrana Torrelio –, Ana Paula Mendes (oficial de Programas da USAID no Brasil) e Bernardo Portela (Especialista em Gestão e Finanças).

Falando em nome da comitiva, a oficial de Programas da USAID no Brasil, Ana Paula Mendes, agradeceu a acolhida e considerou importante o contato direto com os pesquisadores para uma visão geral dos projetos. “A USAID tem trabalhado para expandir os programas para países da América Latina. A Fiocruz é, sem dúvida, uma grande parceira em potencial na execução de projetos”. A visita contou ainda com a participação da líder da equipe Nacional da NPI Expand, Nina Best, juntamente com Rachel Soeiro e Gabriel Côrtes.

Fiocruz Amazônia inicia aulas do Mestrado em Epidemiologia Aplicada à Saúde da Mulher e da Criança na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou o primeiro módulo do Curso de Mestrado Profissional em Epidemiologia Aplicada à Saúde da Mulher e da Criança na Amazônia 2023, destinado a profissionais de saúde de nível superior que atuem nos estados do Amazonas, Roraima e Rondônia. O curso tem como objetivo aumentar a qualificação dos profissionais para melhor instituição de programas e projetos a serem desenvolvidos no campo da saúde pública, formando quadros estratégicos para atuação no âmbito da saúde da mulher, da criança no sistema de saúde brasileiro da região amazônica. No total, o curso conta com 20 vagas preenchidas por profissionais que atuam na área da saúde da mulher e/ou da criança, incluindo a Vigilância em Saúde, das três esferas do Sistema Único de Saúde (SUS) nos três estados.

A médica e pesquisadora sênior da ENSP e pesquisadora visitante do ILMD/Fiocruz Amazônia, Maria do Carmo Leal, coordenadora do Mestrado, destaca o apoio recebido da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS) para concretização da iniciativa, bem como da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). “O curso é dedicado à formação de profissionais da área da saúde que trabalham nas unidades básicas, maternidades, no nível central das secretarias, na Região Norte, e oferecido em parceria pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) e Fiocruz Amazônia”, explica. O curso será presencial e as aulas acontecem na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus, com módulos mensais de 40 horas/aula por mês, se estendendo até 2025.

Maria do Carmo explica que o Mestrado é oferecido por meio de consórcio entre os programas de mestrado das duas instituições e o conteúdo programático é dirigido às necessidades do cotidiano, com a produção de conhecimento voltada para a realidade dos Estados. Da turma de 20 candidatos, dez são de Manaus e dez dos municípios de Barcelos, Maués, Nova Olinda, Manicoré, Parintins, São Sebastião do Uatumâ, Humaitá (Amazonas), Ji-Paraná (Rondônia) e Boa Vista (Roraima). Entre as disciplinas oferecidas, estão Políticas Públicas na Saúde da Mulher e da Criança, Epidemiologia 1, Revisão da Literatura, Metodologia Qualitativa, Sistema de Informação em Saúde, Gerenciamento e Análise de Dados Epidemiológicos , Introdução ao R, Estatística Aplicada à Epidemiologia I, Epidemiologia II, Estatística Aplicada à Epidemiologia II, Seminários Avançados I, Morbimortalidade Vigilância da Saúde da Mulher e da Criança, Avaliação em Saúde, Seminários Avançados  II e Seminários Avançados III.

Coordenadora local do programa, a pesquisadora social Rita Bacuri ressalta a importância das parcerias para a viabilização do Mestrado. “Precisamos ressaltar o quanto é difícil custear a formação especializada na Amazônia, sobretudo no que se refere a deslocamentos para os grandes centros. No caso de Manaus, se torna uma atividade de custo ainda mais alto, mas que se justifica na importância da formação de profissionais de saúde que estão atuando no Sistema Único de Saúde (SUS), um compromisso assumido pelo ILMD, ENSP e IFF, com o apoio de emenda parlamentar do ex-deputado federal Ricardo Wendling”, destacou Bacuri.

Um dos futuros mestres, o enfermeiro Alexsandro Félix de Oliveira, que atua como gerente de Endemias na Vigilância Ambiental no município de Manicoré, diz que suas expectativas com o curso são as melhores possíveis. “Espero tornar-me referência tanto para o município em que trabalho quanto para outras regiões do Amazonas e outros estados, dentro do cenário da Epidemiologia da Saúde da Mulher e da Criança”. Ele explica que tem como objeto de estudo a malária em gestantes e seus desfechos materno infantis. “Trata-se de um curso riquíssimo em temas que a cada aula vamos nos encantando como os mais variados assuntos que são abordados pelos professores”, afirmou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Prorrogada divulgação do resultado de análise técnica do processo seletivo para o Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia

Divulgada nesta quarta-feira, 7/6, a 2ª republicação do edital 2023/2024, referente ao processo seletivo de candidatos à bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica, do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia). A republicação torna pública alteração no cronograma do processo de seleção, prorrogando o resultado de análise técnica até o dia 12 de junho.

Confira a Republicação da Chamada Pública

Na Instituição, o PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, conforme editais específicos.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.

Fiocruz Amazônia participa do 1o Congresso Internacional da Associação Argentina de Saúde Pública

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou presença no 1o Congresso Internacional da Associação Argentina de Saúde Pública (AASAP), realizado entre os dias 31/05 e 02/06, em Buenos Aires. O evento teve como tema “Saúde única: para uma Argentina com equidade” e contou com mais de 4 mil inscritos, entre argentinos e estrangeiros, 80 painéis temáticos e centenas de outros trabalhos. O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia – LEGEPI, participou de uma mesa com mais 5 expositores, onde apresentou o trabalho “Coloração de rios amazônicos e tendência da incidência de malária entre 2003 e 2019, Amazonas, Brasil”, com a autoria principal da Vice-chefe do LEGEPI, Fernanda Fonseca, bem como de Jean-Michel Martinez, Antônio Balieiro e  Naziano Filizola.

De acordo com Jesem, o trabalho despertou especial interesse da plateia por entremear conhecimentos interdisciplinares com aplicação em saúde pública, em particular as relações entre clima, ambiente, hidrologia e seus possíveis impactos sobre a saúde de populações da Amazônia brasileira. “O evento atendeu às nossas expectativas e serviu para fortalecer as parcerias do LEGEPI com pesquisadores estrangeiros como Manuell Miller, especialista em sensoriamento remoto e desenvolvimento sustentável, do Ministério da Saúde Argentino, em particular do centenário ANLIS Malbrán (uma espécie de Fiocruz argentina), voltado ao desenvolvimento da saúde pública”, afirmou.

Na avaliação do epidemiologista, o evento foi proveitoso por estar alinhado aos interesses da Fiocruz Amazônia e do LEGEPI, no tocante à agenda estratégica da Saúde e Ambiente na Amazônia. “Além de ser mais um evento presencial que fortalece a saúde pública regional, serviu para discutir atualidades sobre formação profissional e mercado de trabalho, gestão e equidade em saúde, emergências em saúde pública e desastres, saúde mental e digital, nutrição e alimentação, assistência farmacêutica, envelhecimento populacional, pandemia de Covid-19, bem como abordagens conceituais e metodológicas sobre saúde e ambiente ou participação popular”, pontuou.

A mesa que contou com a participação de Orellana ocorreu no dia 1/06, na Sala Interculturalidad (Pallais Rouge – Buenos Aires). Para o pesquisador, uma oportunidade de estreitamento dos laços entre a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e a Associação Argentina de Saúde Pública (AASAP). Diversos representantes da ABRASCO estiveram presentes, entre eles a presidente da associação, Rosana Onocko, professora da Unicamp, convidada na mesa “Rol Político de las/los trabajadores de la salud en las transformaciones de los sistemas de cuidado”, moderada pela pesquisadora Silvana Weller.

Fiocruz Amazônia realiza I Jornada do Programa de Vocação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feria, 2/6, a I Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc). O evento acontecerá dentro da programação da 20ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) da Fiocruz Amazônia e, contará com a exposição de 12 posters, que relatam as experiências dos estudantes do Ensino Médio, da rede pública estadual de ensino do Amazonas, contemplados com bolsas do Programa.

O PROVOC é desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz e, tem a proposta educacional de Iniciação Científica (IC) na área da saúde para jovens que cursam o nível médio. A iniciativa visa estimular a aprendizagem dos conhecimentos técnicos e científicos a partir da experimentação de práticas de pesquisa. A atividade acontecerá das 12h30 às 15h.

Para o estudante Gustavo Reis, participante do PROVOC, a experiência adquirida na Fiocruz Amazônia, através das atividades desenvolvidas por meio do programa, serve de estímulo para seu futuro acadêmico. “Ter a oportunidade de participar do PROVOC tem sido incrível, justamente por eu sempre gostar da ciência, mas nunca tinha me aprofundado na área como agora. Aprendi diversas coisas, conheci pesquisadores, pude praticar, e mesmo eu querendo me formar em uma área que segue o caminho oposto, não é ruim ter mais de uma formação, então acho que o PROVOC me influencia sobre o que eu vou querer lá na frente. Comecei essa jornada e pretendo continuar, a ciência é apaixonante e ela está em tudo que possamos imaginar”, destaca.

Na abertura da RAIC, Cristiane Braga, coordenadora geral do PROVOC, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), destacou a importância do programa para a iniciação científica, ainda no ensino médio. “Esse é um programa pioneiro de iniciação científica para alunos do ensino médio, que visa possibilitar a estes estudantes a aprendizagem dos conhecimentos técnicos científicos, a partir da experimentação prática de pesquisa. A gente costuma dizer que é uma oportunidade de aprender ciência, fazendo ciência, através de uma imersão no ambiente, fazendo o trabalho cotidiano juntamente com os pesquisadores”, pontua.

SAIBA MAIS SOBRE O PROVOC

O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em março de 1986 no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos e sempre foi coordenado pela EPSJV. O programa é dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado. Na etapa Iniciação, cuja duração é de 12 meses (agosto a julho), os alunos se familiarizam com as principais técnicas e objetos de pesquisa de Ciência e Tecnologia em saúde.

No Avançado, com duração de 22 meses (contados a partir do segundo semestre), o aluno desenvolve todas as etapas de execução de um projeto de pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde. O horário de participação do estudante é definido pelo seu turno escolar e pode ser ampliado em função dos interesses e da disponibilidade do orientador, da equipe e do aluno.

Na Etapa Iniciação, o estudante recebe um formulário de frequência que deve ser preenchido, assinado por seu orientador e entregue à coordenação da etapa Iniciação, ao final de cada mês A ausência deve ser justificada e informada ao orientador previamente. É permitido até quatro faltas consecutivas. No caso de três faltas consecutivas é obrigatório também apresentar justificativas ao profissional responsável pelo Provoc na instituição de origem e a coordenação da etapa Iniciação. Caso contrário, estará sujeito ao desligamento do Programa.

No Provoc Avançado, a carga horária pode variar de acordo com o interesse e disponibilidade do orientador, da equipe e do estudante. O período previsto é de 12 horas semanais (manhã e tarde). O aluno deverá elaborar, mensalmente, resumo de atividades, a ser revisado e assinado pelo orientador e encaminhado à coordenação do Provoc. O estudante tem 30 dias de férias acordado previamente com o orientador e posteriormente comunicado à coordenação do Provoc (nas duas etapas).

Fiocruz Amazônia e FMT-HVD apresentam pesquisa no maior congresso de citometria de fluxo do Mundo

Pesquisa que demonstra a relação entre a disfunção imunológica dos linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos no organismo, e a necessidade de maior frequência de internações de pessoas vivendo com HIV/AIDS, no Amazonas, foi apresentada recentemente pelo grupo do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), pertencente ao Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado, no Annual International Congress of Cell Analysis Technology and Aplications, o CYTO 2023, maior congresso de citometria do mundo. A pesquisa conta com incentivos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação, e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O CYTO 2023, realizado entre os dias 20 e 24/05, aconteceu no Palais des Congrés de Montreal, em Québec, no Canadá, reunindo as descobertas mais significativas dos últimos dez anos na área de citometria de fluxo e os impactos futuros dessas experiências para a Ciência, com participantes de vários países. O Congresso é promovido pelo ISA (The International Society for Advancement of Cytometry) e visa reunir, em uma só conferência, de maneira inclusiva, as experiências internacionais e as muitas facetas da ciência e engenharia da citometria.

O estudo apresentado –  Avaliação da Disfunção de Linfócitos em Pessoas Vivendo com HIV/Aids Hospitalizadas na Região Amazônica do Brasil (Evaluation of Lymphocyts Dysfunction in Hospitalized Peopel Living With HIV/Aids in te Brazilian Amazon Rainforest) – é de autoria da biomédica e discente do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO), da Fiocruz Amazônia, Thaíssy dos Santos Xavier, juntamente com o orientador e responsável técnico pela plataforma de Citometria  de fluxo do ILMD, Yury Oliveira Chaves, docente do Programa de Pós-Graduação em  Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO) e Programa de Pós-Graduação Ciências Aplicadas à Hematologia UEA/HEMOAM da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

No Canadá, o trabalho foi apresentado pela biomédica especialista em Patologia Clínica, Helena Varela de Araújo, fundadora do HemoFlow – página na internet (https://br.linkedin.com/company/hemoflow) dedicada à Citometria de Fluxo. Atualmente, Helena atua como supervisora clínica no Laboratório de Citometria de Fluxo do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, Massachusetts (EUA). Thaíssy Xavier explica que as técnicas utilizadas na pesquisa foram de cultivo celular e citometria de fluxo, e os resultados obtidos demonstraram uma disfunção nas subpopulações de linfócitos B produtores de IgM, e uma baixa atividade de células T foliculares, em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) com vários episódios de hospitalizações na Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD). Segundo ela, estudos assim, podem ajudar a elucidar os mecanismos e alterações funcionais nas células do sistema imune na identificação de parâmetros subclínicos que possam predizer comorbidade e mortalidade.

CITOMETRIA DE FLUXO

A plataforma de citometria de fluxo do DCDIA é coordenada pelos doutores, Paulo Afonso Nogueira e Yury Oliveira Chaves e compõe a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz, estruturada como apoio tecnológico para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e vigilância em saúde, dando suporte à pesquisa e à cooperação regional.

A citometria de fluxo é uma tecnologia que cada vez mais tem se destacado no laboratório clínico e de pesquisa sendo responsável por diversos avanços na ciência. Sua aplicação não se limita a uma única área do conhecimento, podendo ser empregada nas áreas de imunologia, hematologia, genética, biologia celular, microbiologia, parasitologia, oceanografia, em estudos de novos medicamentos e de terapias com células tronco, entre outros.

A tecnologia se baseia na mensuração dos parâmetros morfológicos e funcionais de células, por meio da detecção da dispersão da luz e da emissão da fluorescência de corantes ligados à superfície ou ao interior dessas células, quando são interceptadas por uma fonte luminosa, como um laser.

Sua capacidade para analisar diversos parâmetros simultaneamente em uma única célula, torna a citometria de fluxo o método de escolha para análises multiparamétricas de populações celulares. Além de ser uma técnica também aplicada na separação ou purificação de uma determinada população celular a partir de uma suspenção heterogênea, processo denominado de Cell sorter.

LABORATÓRIO

O laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA) atua primariamente na pesquisa básica buscando entender aspectos genéticos, bioquímicos e imunológicos envolvidos na interação dos patógenos – agentes causadores das doenças infecciosas – e seu hospedeiro – no caso o homem ou também o vetor transmissor dessa doença. Por exemplo, o laboratório desenvolve projetos de pesquisa que buscam compreender quais moléculas estão envolvidas na entrada do patógeno em suas células alvo e como o sistema imune age para tentar impedir esta entrada. A partir do conhecimento básico sobre essas interações, o grupo também atua também na prospecção de moléculas destes patógenos que possam ser utilizadas futuramente em composições vacinais, ou que possam ser utilizadas como marcadores de infecção em kits de diagnóstico, por exemplo.

O DCDIA tem importante atuação no monitoramento da resistência aos antimicrobianos pelos agentes infecciosos de relevância na Amazônia brasileira, como o agente causador da malária- Plasmodium, e bactérias causadoras de diarreias. Além de monitorar a resistência aos fármacos existentes, o DCDIA também realiza estudos pré-clínicos visando à prospecção de novos compostos que apresentem potencial atividade contra estes agentes patogênicos. O laboratório possui projetos de pesquisa clínica, desenvolvidos em parceria com a Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado, e vem avaliando a segurança, efetividade e superioridade de novos formulações e/ou esquemas terapêuticos no combate de doenças infecciosas como malária

Projeto desenvolvido em parceria pela Fiocruz Amazônia e USAID amplia vigilância genômica na região amazônica

Além de atuar na capacitação de profissionais lotados nos laboratórios de saúde pública e de fronteira nos Estados de Roraima, Rondônia e Amazonas, a Frente 2 do Projeto Amazônia, Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à COVID-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônica, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI Expand, Sitawi Finanças pra o Bem,  conseguiu ampliar o sistema de detecção e respostas às ameaças epidêmicas, fazendo a detecção e caracterização de novos vírus respiratórios cujos genomas completos ainda não haviam sido sequenciados de pacientes da região, a exemplo do metapneumovírus, o adenovírus B7. Além disso, foi possível realizar a caracterização genética da entrada do genótipo II da dengue 2, além da reemergência do sorotipo 3, também do vírus da dengue.

A Frente 2 foi responsável pela capacitação de 20 profissionais, que atuam em laboratórios dos três estados, entre os meses de outubro e novembro de 2022, com aulas teóricas e práticas sobre a realização de testes RT-PCR de inferência e sequenciamento nucleotídico. O virologista da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, coordenador da Frente 2, explica que, desde 2022, a Fiocruz Amazonia tem observado a necessidade de ampliar a vigilância genômica para outros patógenos, além de COVID-19. “Temos utilizado painéis para vigilância metagenômica de vírus e, com a utilização desses recursos e a capacitação dos profissionais possibilitada pelo Projeto Amazonia, em parceria com a USAID, conseguimos identificar e caracterizar novos vírus emergentes”, explicou.

O virologista destacou que, no caso do adenovírus B7, foi possível caracterizar um surto em Roraima, em parceria com o LACEN do Estado, num abrigo de imigrantes. “A utilização desses painéis permitiu que se identificasse que era um adenovírus B7, que está relacionado a casos graves em crianças em outros países. Com essa ferramenta também conseguimos fazer muito rapidamente o sequenciamento do dengue 2 genótipo cosmopolita e da reintrodução do dengue 3 no Brasil. Esse é um avanço tecnológico importante que estamos colocando à disposição para a Vigilância Genômica da Região Norte. Não só no Amazonas. mas também Roraima e outros estados que temos colaborações”, afirmou Naveca.

O coordenador ressalta ainda que o projeto complementou a atuação dos laboratórios de fronteira, situados em regiões com possibilidade de se tornarem portas de entrada tanto de novas variantes do SARS-CoV-2, quanto de quaisquer outros patógenos emergentes. Segundo Naveca, a região amazônica abriga uma grande população em condições vulneráveis, a exemplo dos indígenas e ribeirinhos, muitas vezes não corretamente atendidas, fato que precariza o acesso aos serviços públicos, gerando escassez de dados oficiais e indicadores de saúde destas populações.

20ª RAIC da Fiocruz Amazônia destacará trajetórias de sucesso dos 24 anos de existência do programa de iniciação científica

Entre os dias 30/5 e 2/6, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará a 20ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.

Confira AQUI a programação.

Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante os quatro dias de Raic, serão apresentados 43 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.

Para o aluno Mesaqueuri Mota, participante do programa, as atividades desenvolvidas na Fiocruz Amazônia têm sido de grande importância para a obtenção de conhecimentos científicos, em especial sobre controle biológico de vetores com fungos. “Tem sido uma experiência única. Estou tendo a oportunidade de conhecer novas técnicas e ferramentas que estão auxiliando no desenvolvimento do meu projeto. Além disso, durante esse período, conheci pessoas incríveis que me auxiliaram e orientaram com paciência, como a Dra. Priscila Aquino, e principalmente a MSc. Kemily Moya”. conta.

Em 2022, o projeto de Mesaqueuri foi premiado como melhor trabalho na categoria de biotecnologia e bioprocessos. “Na edição anterior do PIC, meu projeto buscou avaliar a ação de fungos do gênero Aspergillus na eclosão de larvas de Aedes aegypti. E atualmente, continuo trabalhando com as mesmas espécies de fungos, todavia, avaliando o potencial larvicida frente ao mesmo vetor”, explica.

PAINEL DE ABERTURA

Com o tema “A importância da iniciação científica para a carreira profissional”, o painel de abertura será apresentado pelos palestrantes: Lucas Barbosa Oliveira (ILMD/Fiocruz Amazônia e Fametro); Gleica Soyan Barbosa Alves (UFAM e ILMD/Fiocruz Amazônia); e Amanda Lia Rebêlo Rabelo (HEMOAM e Nilton Lins).  A apresentação visa esclarecer a importância dos programas de iniciação científica na formação dos alunos de graduação e, estimular os estudantes a desenvolverem o pensar científico, relacionando com o desenvolvimento da ciência no país.

Segundo Priscila Aquino, pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia e, coordenadora do programa, o evento relembrará histórias de sucesso de egressos do programa e como a participação desses estudantes potencializou futuros anseios pela carreira científica.  “Teremos durante a abertura, um painel significativo, pois irá retratar histórias de sucesso que tivemos ao longo dos 24 anos de existência do programa de iniciação científica, onde iremos também comemorar a vigésima edição da reunião anual de Iniciação científica. Na ocasião, teremos egressos do programa que irão falar sobre suas trajetórias acadêmicas e, sobre como esse momento da iniciação científica foi importante para cada um deles, subsidiando ações na pós-graduação, entre outras atividades desenvolvidas, inclusive em alguns casos na área de saúde”, explica.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Circuito de Saúde do Trabalhador realiza atividades para servidores e marca as comemorações, em Manaus, pelos 123 anos da Fiocruz

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou ativamente das atividades do III Circuito de Saúde do Trabalhador, promovido pelo Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS). A programação foi aberta na quinta-feira, 25/05, no Salão Canoas, com a presença do reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Sílvio Puga. O SIASS coordena e integra ações e programas nas áreas de assistência à saúde, perícia oficial, promoção, prevenção e acompanhamento da saúde dos servidores, de acordo com a política de alinhamento da saúde dos servidores da administração federal direta, autárquica e fundacional, em sintonia com a política de atenção à saúde e segurança do trabalho do servidor público federal. A abertura contou com palestras sobre “Alimentação Saudável Regional” e “Mindfulness Eating e Benefícios de Comer com Atenção Plena”, e uma Feira de Produtos Orgânicos na Escola de Enfermagem, com agricultores familiares de comunidades rurais de Manaus e entorno, marcando as comemorações pelo aniversário de 123 anos da Fiocruz.

O reitor da UFAM destacou a importância do SIASS para a integração dos trabalhadores, como um subsistema de saúde que tem na Universidade Federal do Amazonas uma das âncoras no Estado. Para ele, a parceria entre a Fiocruz Amazônia e a UFAM reflete a relevância dessa integração, juntamente com as demais áreas da administração pública. “O SIASS é um subsistema de saúde ao servidor e o objetivo é cada vez mais trabalhar integrado com todas as áreas da administração pública. Da nossa parte, nos sentimos honrados de poder dar a colaboração através da nossa equipe técnica a encontros como esse que trabalham a questão da saúde do trabalhador, que coincide com o que propagamos, e estar aqui para mostrar nosso apoio institucional ao evento nos faz sentir honrados e dizer que nossa intenção é reforçar cada vez mais os laços com a Fiocruz”, afirmou Sylvio Puga.

Falando em nome da diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, deu as boas-vindas aos presentes e lembrou que o SIASS, na visão da maioria dos servidores, está geralmente associado às perícias médicas e, consequentemente, doenças. “Na verdade, o SIASS tem cinco eixos e a perícia médica é o último, precedido da Atenção, Prevenção, Vigilância e Promoção, e isso precisa ser disseminado nos órgãos e instituições para que possamos de fato entender a amplitude e relevância do SIASS, implantado no Amazonas em 26 de abril de 2009, à custa de muita luta para atender uma significativa demanda dos servidores”, explicou Maquiné.

A programação se encerrou na sexta-feira, 26/05, com atividades físicas e diversos serviços oferecidos gratuitamente aos participantes, no Centro de Convivência da UFAM, no Setor Norte do Campus Universitário. Fizeram parte da programação a I Caminhada e Corrida do Circuito de Saúde do Trabalhador, na Pista de Atletismo da Faculdade de Educação Física, e serviços de beleza, saúde, saúde integrativa, orientação nutricional, orientação odontológica, exame de biopedância, neurometria, ozonioterapia, auriculoterapia, shiatsu, reflexologia, quick massagem e aplicação ventosa, além de rodas de conversa sobre “Tecnologia em prol do atendimento terapêutico” e “Benefícios da Terapia do Biomagnetismo”.

O Subssistema Integrado possui atuação em conjunto com a Associação Brasileira de Informação (ABIN), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instittuto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBIO), IBAMA e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). A chefe do Serviço de Gestão do Trabalhador, da Fiocruz Amazônia, Luciene Marques agradeceu a participação dos servidores na programação e reforçou a necessidade de envolvimento na implantação da política de saúde e bem-estar do trabalhador na Fiocruz Amazônia, aberta a servidores, terceirizados, bolsistas e estagiários. As ações são coordenadas pela Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional, por meio do Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST). Em breve, serão oferecidos serviços variados no Espaço de Saúde e Bem-Estar do Trabalhador, instalado na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Indígenas discutem caracterização de espaço para troca de saberes na UBS do Parque das Tribos

Impulsionada pelo Projeto Manaós: Saúde da População Indígena em Contexto Urbano, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do Edital Saúde Indígena do Programa Inova Fiocruz, a discussão em torno da participação da comunidade indígena do Parque das Tribos no processo de concepção do uso e caracterização da Unidade Básica de Saúde (UBS), vem avançando, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, da Prefeitura de Manaus, juntamente com as etnias que integram a comunidade. No último dia 10/05, uma reunião com as lideranças indígenas da localidade teve como finalidade discutir a caracterização da UBS do Parque das Tribos como um espaço para troca e valorização dos saberes tradicionais. O encontro ocorreu na Maloca e teve como pauta, entre outras sugestões, o uso de grafismos indígenas e a definição dos espaços para o cultivo de plantas medicinais na unidade.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, coordenador do Projeto Manaós, explica que a articulação promovida pelo projeto, junto à comunidade e à Semsa Manaus vem reverberando positivamente no processo de comunicação entre as partes. “A possibilidade de fazer a estruturação do ambiente e também proporcionar espaço de encontro entre saberes, entre os indígenas e equipe de saúde, sempre foi um dos nossos objetivos, fazendo com que a UBS Parque das Tribos  pudesse ser um ponto de encontro, para além de buscar a saúde e o conhecimento biomédico ocidental hegemônico, fosse possível resguardar também espaços para pajés e também hortas e plantações de ervas medicinais e curativas, que são terapias acessórias complementares ao tratamento biomédico”, explica Tobias.

Para o pesquisador, garantir espaço para esse cuidado intercultural na nova unidade básica de saúde é garantir a promoção de um cuidado que conversa com a ancestralidade e, também, com o conhecimento biomédico hegemônico tradicional. “A partir desse encontro, é possível se produzir novos saberes”, afirma, observando que a UBS será referência dentro da política nacional de atenção básica uma vez que produzirá um cuidado intercultural com um público formado pelas 35 etnias que se encontram no Parque das Tribos.

Participaram da reunião, no último dia 10/05, lideranças da etnia Witoto, Piratapuya, Miranha, Munduruku, karapãna e Kokama. Diversas propostas foram levantadas durante o encontro e serão apresentadas à Semsa Manaus. Após a reunião, as lideranças seguiram para uma visita de campo à área de construção da UBS. O cacique Carlos Miranha, presente à reunião, destacou que o processo participativo de construção da unidade, proporcionado pela Semsa, Fiocruz Amazônia e as etnias, é fundamental para atender as necessidades da comunidade. Ele, que também é pajé, ressaltou a importância de um espaço para o cuidado com a saúde dos povos indígenas.

O Projeto Manaós: Saúde da População Indígena em Contexto Urbano” é desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do Edital Saúde Indígena, do Programa Inova Fiocruz. O projeto entrou em sua segunda fase de execução de atividades voltadas para as 750 famílias de 35 etnias indígenas, que vivem atualmente no Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus. Inicialmente, o Manaós atuou no diagnóstico da realidade dos indígenas desaldeados e as dificuldades enfrentadas por eles no acesso aos serviços de saúde. Passará agora a desenvolver linhas específicas de ação, voltadas ao empoderamento comunitário, formação de agentes indígenas de saúde e a investigação de fatores de risco cardiovasculares dos indígenas que vivem na área urbana. Essa investigação, segundo Rodrigo Tobias, inaugura no Brasil uma linha de pesquisa específica com indígenas não aldeados que convivem com contextos urbanos e periféricos das grandes cidades.

Fiocruz Amazônia realiza curso sobre diagnóstico molecular para filarioses na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PReV Amazônia, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), promove ao longo desta semana o curso Diagnóstico Molecular para Filarioses na Amazônia, com o objetivo de capacitar estudantes e profissionais de saúde nas atividades de coleta, armazenamento, organização laboratorial e nas técnicas de biologia molecular para análise das amostras. O curso acontece até a sexta, 26/05, na sede do PReV Amazônia-EDTA, na Funasa, com uma carga horária de 40 horas, das 9h às 17h, e é coordenado pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia Sérgio Luz.

As aulas são ministradas por Sérgio Luz, que é doutor em Biologia Parasitária, e Lorena Leles, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária (PPGBP) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). O curso é voltado para alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado, além de profissionais do Laboratório Central do Amazonas (Lacen-AM), por meio de oferta na cooperação com a Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto. O curso tem uma parte com conteúdo teórico abordando aspectos básicos e gerais das filarioses que ocorrem na Amazônia: transmissão, diagnóstico, epidemiologia, ecologia, importância na saúde pública para o Amazonas e um componente prático onde são realizados os diagnósticos nas amostras clínicas e dos vetores envolvidos na transmissão.

Os participantes receberão ainda noções básicas de biossegurança em laboratório, organização laboratorial, preparação de materiais e de trabalho para a bancada, orientações sobre normas e procedimentos de operação laboratorial e de registro, microscopia e observação de vetores e lâminas de amostras clínicas, preparação e adequação do material biológico, procedimentos de extração de DNA e PCR para taxonomia molecular, interpretação dos resultados, purificação de produtos para sequenciamento e noções básicas de sequenciamento, análise e interpretação de resultados.

Sérgio Luz explica que o curso visa proporcionar o alinhamento de informações sobre procedimentos necessários para a atuação da equipe nas linhas de pesquisa que são desenvolvidas pelo PReV Amazônia.  “Esse curso vem atender, primeiramente, ao nosso planejamento estratégico do Núcleo que busca adequar nossa estrutura, padronizar nossas atividades e nosso espaço físico a essa linha de diagnósticos. E consequentemente proporcionar a capacitação de forma transversal a todos do laboratório estendendo a colaboradores. Ainda precisamos avançar no estudo dessa parasitose principalmente em relação aos diagnósticos e aspectos clínicos”, afirmou o pesquisador.

Fiocruz Amazônia parabeniza a Fapeam pelos 20 anos de fomento à pesquisa científica e tecnológica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi uma das instituições presentes, na tarde desta terça-feira, 23/05, à Sessão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) em homenagem aos 20 anos de atuação no desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Representando a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, a diretora substituta Stefanie Lopes, compôs a mesa de honra da solenidade, ao lado de representantes de diversas instituições de ensino e pesquisa do Amazonas, parceiras da fundação. A Fapeam é uma das principais fomentadoras das pesquisas realizadas pela Fiocruz Amazônia.

Segundo Stefanie, a homenagem e o reconhecimento à Fapeam são de suma importância, tendo em vista que há duas décadas a instituição vem contribuindo com o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado através do fomento de bolsas de estudos, projetos de pesquisa, de extensão e de comunicação científica.  “Hoje, a fundação está consolidada e mostra resultados em números impressionantes, sendo a segunda agência de fomento nacional em montante de recursos aportados, chegando a R$ 500 milhões para a área de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) e a primeira na proporção de bolsas fomentadas aso estudantes de pós-graduação no Estado. Um trabalho que impressiona e demonstra a relevância da instituição em níveis regional e nacional”, destacou a pesquisadora.

Fundada em 2003, a Fapeam tem como missão fomentar a produção e a difusão do conhecimento científico, tecnológico e de inovação, visando contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Stefanie destacou outro dado importante, ressaltado na sessão especial pela diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales. Segundo ela, um estudo preliminar da Fapeam revelou que 95% dos bolsistas de Pós-graduação apoiados pela instituição estão nucleados no Estado, em diferentes áreas, contribuindo significativamente com o desenvolvimento regional. “O ILMD/Fiocruz Amazônia é uma das instituições sediadas no Estado e que é apoiada pela Fapeam, sem sombra de dúvidas a principal agência fomentadora das atividades de ensino e e pesquisa, desenvolvidas na instituição”, salientou.

Entre 2022 e 2023, cerca de R$ 6 milhões foram aportados para as pesquisas na instituição, além de 58 cotas e bolsas de Pós-Graduação, que atendem aproximadamente 50% do corpo discente do ILMD/Fiocruz Amazônia. “É gratificante ver este protagonismo da Fapeam e esta sessão especial de reconhecimento, pois isto permite que a sociedade civil e o Poder Legislativo percebam a importância da fundação para o crescimento do Amazonas e o desenvolvimento da região amazônica, nas áreas de biotecnologia, meio ambiente, saúde, tecnologia da informação, energia renovável, entre outras”, completou. A solenidade contou com homenagens aos ex-diretores-presidentes da Fapeam, Maria Olivia de Albuquerque Ribeiro Simão, professora da UFAM, Edson Barcelos, pesquisador da Embrapa; o primeiro diretor-presidente, José Aldemir de Oliveira (in memorian), Odenildo Sena, professor da UFAM aposentado; e René Levy, professor da UEA.

Projeto Manaós, da Fiocruz, se destaca entre experiências de impacto local selecionadas pelo Laboratório Latino-Americano de Práticas de Participação Social em Saúde

O Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, foi selecionado pelo Laboratório Latino Americano de Práticas de Participação Social em Saúde, criado pelo Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), como uma das 30 melhores experiências de impacto local em saúde de populações vulnerabilizadas que participaram da seleção de projetos aberta no ano passado. O Laboratório tem como finalidade possibilitar trocas e aprendizados, além de potencializar as ações dos atores envolvidos na execução dos projetos em níveis regionais, nacional e internacional, com as experiências escolhidas a partir dos eixos Participação e Controle Social em Políticas Públicas de Saúde e Participação e Engajamento Comunitário em Práticas de Saúde.

No útlimo dia 11/05, o projeto foi uma das cinco experiências apresentadas durante a terceira live do Laboratório. Serão realizadas, no total, seis encontros virtuais que terão como finalidade dar visibilidade aos projetos. Apresentado pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias de Souza Lima, coordenador do projeto, o Manaós é desenvolvido no Parque das Tribos, o primeiro bairro indígena de Manaus. O projeto foi aprovado na Chamada Pública 001/2021 do Edital Inova Fiocruz, com foco no apoio a propostas que dialogam com os objetivos, princípios e pressupostos do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. Na primeira fase, o projeto realizou o mapeamento dos perfis socioeconômico e da saúde da população que vive na comunidade, identificando os processos de organização sociocultural e política, no acesso aos serviços de saúde.

Os projetos selecionados pelo Laboratório Latino-Americano de Práticas de Participação Social em Saúde participarão do processo de intercâmbio, por meio de oficinas e troca de experiências, dentro do desenvolvimento proposto pelo Laboratório de Inovação. Além disso, receberão um certificado de reconhecimento do projeto.

 As experiências consideradas como de destaque irão compor uma publicação organizada pelo CNS e pela Opas. “O Manaós tem ganhado dimensões de notoriedade local, regional e internacional, o que para a coordenação do projeto é bastante gratificante, uma vez que em pouco mais de dois anos de atuação já iremos fazer parte de uma publicação inédita, tornando-o referência para a Região das Américas”, afirmou o pesquisador.

Além do Brasil, Uruguai e Colômbia também tiveram experiências inovadoras selecionadas e presentes na terceira live do Laboratório, cujo tema foi “Participação Social em Saúde para garantia do direito de populações em situações de vulnerabilidades”.

Confira: https://youtube.com/live/zY9KouDBBFo?feature=share

LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO

O Laboratório de Inovação Latino-Americano de Práticas de Participação Social em Saúde recebeu 146 relatos de experiências (125 nacionais e 21 internacionais), sendo que 122 foram homologadas por cumprirem os requisitos do edital (20 internacionais e 102 nacionais), disponíveis para conferência no mapa, organizadas por eixo e/ou por Estado, disponível no site do LIS. ( www.apsredes.org/lis-cns ).

Entre os eixos previstos no edital de chamamento, foram homologados 79 relatos do Eixo A – Participação e controle social em políticas públicas de saúde e 43 relatos do Eixo B – Participação e engajamento comunitário em práticas de saúde. Todas as experiências homologadas estão acessíveis no site do Portal da Inovação na gestão do SUS ( apsredes.org ), compondo um mosaico. As experiências foram consideradas potentes e vão contribuir para o fortalecimento da participação social em saúde, segundo os organizadores.

A primeira live, realizada no dia 19 de abril, abordou experiências de participação social que enfatizam a importância da comunicação dialógica e descentralizada para o Sistema Único de Saúde. O intercâmbio de conhecimentos mostrou como as experiências potencializam as ações dos conselhos, das entidades, dos movimentos, da comunicação como estratégia de fortalecimento da comunidade, como manifestação das necessidades das populações em suas diferentes situações e de conscientização de educação em saúde. O resultado foi um panorama das variadas facetas da comunicação que ajudam a fortalecer o SUS. Saiba mais aqui: https://apsredes.org/experiencias-de-participacao-social-enfatizam-a-importancia-da-comunicacao-dialogica-e-descentralizada-para-o-sistema-unico-de-saude/ . A segunda live, que aconteceu no dia 25 de abril, teve foco na garantia da cidadania, com o intercâmbio entre experiências que lutam pela concretização do direito à saúde nos países latino-americanos. Saiba mais em: https://apsredes.org/cooperacao-horizontal-entre-paises-da-america-latina-destaca-praticas-de-participacao-social-em-saude-para-a-garantia-da-cidadania/ .

Pesquisadora da Fiocruz Amazônia aborda aspectos da socioambiência e dos direitos à cidadania indígena no Seminário Saúde e Ambiente na Amazônia

A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI), foi uma das palestrantes do Seminário Saúde e Ambiente na Amazônia: Integração Necessária hoje para Atuação nos Cenários futuros e o Fortalecimento do SUS, ocorrido nos dias 16 e 17/05, em Porto Velho (RO). O objetivo do seminário – o primeiro de uma série de três previstos para ocorrerem também no Amazonas e no Pará – é definir uma agenda de trabalho que contemple projetos estruturantes e integradores nas temáticas saúde e ambiente, visando questões estratégicas, os desafios sanitários, de atenção à saúde e conservação da região, na perspectiva de fortalecimento do SUS e da Ciência, Tecnologia e Inovação na Região Amazônica.

O Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis – SAGESPI tem como objetivo desenvolver pesquisas qualiquantitativas voltadas para a análise da produção de perfis de agravos de elevada incidência/prevalência em populações indígenas e outros grupos em condição de vulnerabilidade na Amazônia. O laboratório busca ainda equilibrar atividades de pesquisa acadêmica com ações voltadas para a redução das desigualdades sociais e de apoio ao empoderamento dos grupos populacionais junto aos quais atuam em áreas remotas interior da Amazônia (indígenas, ribeirinhos, populações de fronteira e outros).

O evento teve dois dias duração. Luiza Garnelo palestrou no segundo dia e disse considerar oportuna a discussão em torno do tema, tendo como protagonistas pesquisadores e estudiosos da Amazônia. A cientista apresentou indicadores relativos ao Índice de Progresso Social (IPS), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), mostrando as dificuldades vivenciadas pela população da região, no tocante às necessidades humanas básicas, fundamentos para o bem-estar e oportunidades. “As altas taxas de detecção de problemas de saúde que ocorrem na região, como malária, tuberculose, mortalidade infantil e materna, câncer de colo de útero, entre outros, são indicadores importantes diretamente relacionados à situação socioeconômica da grande maioria da população da região”, explicou Garnelo.

No que se refere às oportunidades, a situação é ainda pior. Dos 772 municípios da região, só 15 têm o IPS maior que a média nacional, nesse quesito. “Conforme análise feita entre os anos de 2018 e 2021, o progresso social da Amazônia diminuiu, foi o pior resultado na dimensão de oportunidade, o que demonstra que a inclusão social é deficiente na região. As piores oportunidades estão nas áreas de bordas do mapa da região, justamente onde se encontram as terras indígenas e onde, paradoxalmente, estão os ambientes mais preservados da Amazônia, mas faltam políticas públicas, segurança, isso faz com que as pessoas busquem alternativas”, afirmou.

Garnelo cita o empreendedorismo indígena como alternativa para a questão da sustentabilidade, com dezenas de atividades desenvolvidas na busca pela geração der renda. Além do empreendedorismo, os indígenas vem buscando a escolarização como   outro caminho a ser seguido. “O crescimento da população indígena no ensino superior se dá à base de escolas privadas, com sacrifício das famílias, limitação de vagas, o que se caracteriza como um indicador de desigualdade”, explica. A pesquisadora citou o exemplo isolado do advogado indígena sul-mato-grossense Eloy Terena, que se notabilizou como referência na luta indigenista e será o primeiro professor indígena na Escola de Magistratura Federal. “Esse é um indicador isolado mas muito expressivo de inclusão social indígena, assim como a participação indígena em candidaturas, buscando superar barreiras de uma representação incipiente no Congresso e na Câmara”, ponderou.

Outro dado citado pela pesquisadora foi o da participação indígena nas políticas de concessão de benefícios sociais do Governo Federal. “Somente na região do Alto Rio Negro, onde vivem aproximadamente 32 mil indígenas, a estimativa de renda oriunda de benefícios sociais, em 2018, chegou a ser de R$ 9 milhões, só de salário-maternidade; entre ganhos oriundos de benefícios sociais conseguiram auferir R$ 11 milhões. A surpresa fica por conta dos dados de aposentadoria, R$ 44,7 milhões, com 97% dos idosos elegíveis para esse benefício aposentados, somando ganhos, no total, de mais de R$ 55 milhões”. Segundo Luiza, resultado de dez anos de luta das organizações indígenas para formar profissionais em postos de trabalho em que possam colaborar para o desenvolvimento de suas populações.

Por fim, Luiza Garnelo apresentou projetos de pesquisa realizados pela Fiocruz Amazônia que contribuem para a formação de um retrato da situação dessas populações vulnerabilizadas. “Temos um conjunto grande de projetos, que precisam ser potencializados, mantidos, ampliados, a exemplo das ações de qualificação para o SUS, por meio das quais conseguimos entrar nos 62 municípios do Amazonas, com 5.936 trabalhadores de saúde capacitados, entre agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e agentes indígenas de saúde. Nova parceria foi firmada como desdobramento, com o Projeto Saúde, Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à Pandemia, com 1.573 pessoas capacitadas em nove municípios do AM e sete de Rondônia”, destacou.

Garnelo ressaltou ainda o esforço da Fiocruz Amazônia para a ampliação de oferta do Ensino Pós-Graduado, com a primeira turma de Mestrado Indígena da região da Tríplice Fronteira, área que concentra expressiva população indígena. “Estamos iniciando o processo seletivo e a finalidade é ofertar ações formativas para quem está no interior e contribuir para o aprimoramento das ações afirmativas de ingresso nas universidades, sistematizando uma mudança no sistema pedagógico, iniciando com o projeto de formação de sanitaristas indígenas. Esperamos, no diálogo com as comunidades, moldar um processo formativo sensível as diferenças sociais e que contribua para colocar essas pessoas no mercado de trabalho”, finalizou.

Fiocruz Amazônia abre inscrições de Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia para candidatos indígenas do Alto Solimões

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), abre inscrições e estabelece normas para o processo de seleção pública de candidatos indígenas, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma fora de sede para indígenas – Alto Solimões.

Acesse AQUI a Chamada Pública

O curso, cujas vagas são oferecidas nesta Chamada Pública, ocorrerá de forma presencial e, terá sede em Tabatinga – AM. As aulas serão ministradas em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde- Doença- Cuidado na Amazônia” e duas linhas de pesquisa. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 15 (quinze) vagas, exclusivamente para indígenas, com ingresso no segundo semestre do ano de 2023. A inscrição no processo seletivo será gratuita.

Para efetuar a inscrição, o candidato deverá reunir a documentação original e uma cópia (frente e verso), e entregar no endereço: Laboratório de Etnologia (bloco antigo), Universidade Federal do Amazonas, Rua 1º de Maio, nº 05, Colônia, CEP: 69.630-000, Benjamin Constant/AM – Brasil, em horário comercial. No último dia de inscrição, o horário limite para recebimento dos documentos será às 17h (horário de Tabatinga-AM).

A admissão ao curso de Mestrado será feita através de Processo Seletivo composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Período de inscrições; 2ª Etapa – Homologação das inscrições; 3ª Etapa – Avaliação da Carta de Apresentação, do Currículo Lattes e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O início das aulas está previsto para o dia 16/08/2023. Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.

Fiocruz Amazônia promove roda de conversa entre jovens comunicadoras indígenas do Amazonas e alunas da rede municipal de Belo Horizonte (MG)

O Projeto Meninas e Mulheres na Ciência: Resgatando o Passado para Inspirar o Futuro, da Fiocruz Amazônia, promoveu um encontro remoto entre jovens comunicadoras da Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas (Makira E’ta) e alunas da rede pública municipal de ensino de Belo Horizonte (MG). As rodas de conversa são iniciativas que integram o Programa Mulheres e Meninas na Ciência, da Fiocruz, cujo objetivo é estimular o interesse de mais meninas e mulheres pela carreira profissional de cientista, por meio de diálogos interculturais, permitindo a troca de experiências entre jovens, num bate-papo descontraído e cheio de curiosidades. No caso das integrantes do Makira E’ta, as estudantes Ketlen Santos, da etnia Mura, e Rara Tsenepukan, kokama, foram feitas várias perguntas em torno dos hábitos indígenas.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, explica que as rodas de conversas deverão acontecer ao longo do ano, como parte da programação do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro. A data foi instituída em 2015, durante Assembleia das Nações Unidas, e passou a integrar o calendário de eventos da Fiocruz em 2019. O objetivo é dar visibilidade ao papel e às contribuições fundamentais das mulheres nas áreas de pesquisa científica e tecnológica, comprometida com a promoção da equidade de gênero na Ciência, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Agenda 2030.

Ketlen Santos, 22, contou que ainda não decidiu sobre que carreira profissional irá seguir. Para ela, a roda de conversa foi, sobretudo, uma oportunidade de troca de conhecimentos. “Foi muito legal porque conhecemos jovens, mesmo que de forma virtual, interessados em conhecer nossa cultura e saber como vivemos. Naquele dia, foi muito especial porque as perguntas delas foram muito extrovertidas e interessantes de responder. Só tenho a agradecer à Fiocruz pela oportunidade”, afirmou a estudante, que está se preparando para cursar uma faculdade.

MAKIRA E’TA

A Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas – Makira E’ta foi fundada em 29 de julho de 2017, com o objetivo de representar, em nível estadual, diversas organizações, movimentos e associações de mulheres indígenas. A Rede atua na luta pelos direitos indígenas e o protagonismo da mulher indígena em temáticas como economia sustentável, políticas públicas, fortalecimento cultural, assuntos geracionais (crianças, adolescentes, jovens e anciãos), meio ambiente e soberania alimentar. O encontro foi mediado pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia Fabiane Vinente.

Fiocruz Amazônia promove II Workshop Estratégico de Pós-graduação

Encontro vai destacar o processo de integração dos discentes que ingressaram este ano, nos programas de pós-graduação da instituição.

Divulgado resultado 2ª Etapa do Processo Seletivo para Curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), divulgam o resultado 2ª Etapa do Processo Seletivo, do Curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia – DASPAM 2023.

Confira AQUI o resultado preliminar

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

A admissão ao Curso de Doutorado será efetuada através de processo seletivo, composto de três etapas: Homologação das inscrições. Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento; Prova de Saúde Coletiva. Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 6,0 pontos; entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e entrevista.

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 16 vagas, para ingresso a partir de agosto de 2023. Os docentes do Programa que estão ofertando vagas encontram-se listados no Anexo III desta Chamada Pública.

BOLSAS DE ESTUDO

O Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia não garante a concessão de bolsa de estudo para todos os aprovados. Havendo cotas de bolsas disponíveis, elas serão distribuídas respeitando-se a ordem decrescente de classificação geral dos candidatos (da maior para a menor nota) e as normas das agências de fomento e as estabelecidas pela Comissão de Bolsas do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, até o limite das bolsas. O candidato aprovado na 3ª etapa do processo seletivo, receberá através de e-mail informado no ato da inscrição, formulário para que manifeste se deseja concorrer à bolsa de estudo ou não.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Fiocruz Amazônia defende investimentos em pesquisa e produção local para garantir acesso a medicamentos

Durante audiência pública promovida na última sexta-feira, 19/05, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, defendeu uma política pública de incentivo à pesquisa e produção local de biofármacos como um dos caminhos para se garantir o acesso universal a medicamentos e a autosuficiência na produção de fármacos, no caso da Amazônia, a partir da biodiversidade da região, fonte infinita de princípios ativos capazes de permitir a expansão da indústria no País. A audiência pública, promovida pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado do Amazonas, contou com a presença de autoridades da área de ciência, tecnologia e assistência farmacêutica vindas de outros Estados, a exemplo do pesquisador Jorge Costa, assessor da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde, da Fiocruz, um dos organizadores do livro Desafios do Acesso a Medicamentos no Brasil, viabilizado pela Iniciativa Brasil Amanhã da Fiocruz.

De acordo com Adele Benzaken, a realização de audiências públicas cumpre uma etapa importante para a formulação de propostas que possam embasar a elaboração de políticas públicas para o setor farmacêutico no Brasil. “Além de ensino, a Fiocruz Amazônia é uma unidade de desenvolvimento de pesquisas na Amazônia. Importante lembrar que nós estamos hoje sob o olhar global, a Amazônia hoje é tema do Mundo para o Mundo. Daí considero muito importante termos a oportunidade de discussão em nível estadual, numa audiência como essa, sobre a situação da pesquisa na Amazônia, e sobre os desafios do acesso a medicamentos no Brasil, mais especificamente aqui na Amazônia, onde temos muitas especificidades que tornam a região ainda mais desafiante para o Sistema Único de Saúde brasileiro”, afirmou.

A médica sanitarista salientou também as dificuldades logísticas enfrentadas na Amazônia na questão do acesso a medicamentos pela população. “O Brasil ainda desconhece a logística para que o medicamento chegue nas unidades do interior do Amazonas. O Brasil desconhece o valor que tem que ser pago para essa logística de distribuição de medicamentos e também de vacinas para o interior do Estado do Amazonas e regiões mais longínquas que temos que fazer esse tipo de cobertura. É esse tipo de discussão que é importante que se contextualize em nossa região”, destacou Benzaken, lembrando que o Brasil vive atualmente um momento de reconstrução das políticas públicas, e a Amazônia tem que ser fazer presente nas discussões pertinentes a esse processo.

O resgate da cidadania foi outro ponto abordado pela diretora da Fiocruz Amazônia. “Reconstruir a cidadania é também responsabilidade sociopolítica e econômica. Sem cidadania não temos como assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades, como preconiza o objetivo 3 dos ODS”. A médica destacou também a questão da invisibilidade das populações vulnerabilizadas da região. “Estamos aqui, nessa casa legislativa para construir esse processo e tentar reduzir o risco de doenças, garantir o acesso a medicamentos e o apoio à ciência e à pesquisa”, lembrou. “Precisamos avançar na produção de medicamentos por via biotecnológica, sobretudo porque estamos na Amazônia, tão rica em biodiversidade. A questão é complexa e envolve interesses diversos, alguns privados e poderosos, e configuram um grande desafio para o Brasil, mas também é uma alternativa para a saúde pública brasileira”.

Por fim, a médica sanitarista congratulou as instituições envolvidas com a questão. “Parabenizo a Fiocruz, a OPAS, o Conselho Nacional de Saúde, Instituto Escola Nacional de Farmacêuticos e Federação Nacional dos Farmacêuticos por terem-se dado as mãos para edificiar essas bases, através do Projetos Integra e Brasil Saúde Amanhã, com atividades e seminários voltados ao fortalecimento e à integração das políticas de saúde”, finalizou.

Centro de Estudos vai abordar desafios para implementação de plataforma de cooperação científica Internacional

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 19/5, às 10h, a palestra “Desafios na Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PICTIS), Aveiro, Portugal”, a ser ministrada pelos pesquisadores, José Luís Passos Cordeiro, da Fiocruz Ceará e, Carlos Eduardo Andrade Lima da Rocha, do Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PICTIS), do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

Durante a palestra os pesquisadores pretendem promover uma troca de experiências aprendidas através do desafio de implantar uma Plataforma de cooperação científica fora do Brasil. Além disso, os palestrantes devem destacar suas características e particularidades, desenvolvidas ao longo de um processo adaptativo frente às fraquezas e inseguranças em aplicar a legislação atual para ciência e tecnologia (marco legal). A apresentação deve abordar ainda questões referentes à diplomacia científica como ferramenta de diálogo entre cientistas e gestores.

A apresentação ocorrerá on-line, e pode ser assistida por meio do link de transmissão: https://us06web.zoom.us/j/84445231762?pwd=dVZDVHJDTGVUWW9iSlJLTWtidThBUT09 – utilizando o ID da Reunião: 844 4523 1762 e, Senha de acesso: 713159.

SOBRE OS PESQUISADORES

José Luís é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Ecologia e, doutor em Ecologia. Atualmente é Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz, professor auxiliar convidado no departamento de biologia da Universidade de Aveiro (UA) e Membro da direção da Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PICTIS).

Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Paisagem e One Health (Saúde Única), atuando principalmente nos seguintes temas: Modelagem de Nicho de Ecológico, One Health, Mapeamento de Vegetação, Geoprocessamento, Ungulados, Mamíferos.

Carlos Eduardo é Doutor em Ciências (Engenharia Biomédica) pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR/Curitiba. Possui pós-doutorado em Gestão da Inovação na Universidade de Aveiro, é mestre em Ciências na área de concentração Engenharia Biomédica pela UTFPR. Colabora com o Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity da Fundação Getulio Vargas (FGVnest), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Irish Business Network e com a Swissnex Brazil. Representante do IOC/Fiocruz na ENRICH – European Network of Research and Innovation Centres and Hubs (Centro de Inovação Brasil – Europa). Coordenador do Acordo de Cooperação Internacional Fiocruz – Universidade de Aveiro. Conselheiro de C,T&I do Consulado Geral Honorário do Grão-Ducado de Luxemburgo em São Paulo e da iniciativa EUROPOINTT.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Nesta temporada, as palestras passam a ser moderadas pelos laboratórios de pesquisa da Instituição. A todo, 16 sessões devem ocorrer durante o ano de 2023, comtemplando as áreas de biodiversidade e sociodiversidade.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Anamã desenvolve projeto em parceria com a Fiocruz Amazônia, Fiotec, USAID e Conselhos de Secretários Municipais de Saúde para fortalecer a cobertura vacinal em comunidades ribeirinhas

O projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia e Fiotec, em parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado do Amazonas (Cosems/AM),  com o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Palladium International/NPI Expandi e SITAWI – Finanças para o Bem, realizou a primeira etapa das oficinas de Comunicação em Saúde, previstas para ocorrer em 17 municípios que foram selecionados e fizeram adesão ao projeto. Anamã, localizado na macrorregião do Baixo Solimões, é um deles. Nos dias 2 e 3 de março, na comunidade de Arixi, zona rural de Anamã, ocorreu a primeira oficina envolvendo lideranças comunitárias, trabalhadores da Secretaria Municipal de Saúde de Anamã e usuários do sistema de saúde local.

A oficina aborda a Educação Popular e a Comunicação em Saúde com o objetivo de fortalecer a cobertura vacinal da população ribeirinha, por meio da participação e desenvolvimento de estratégias produzidas a partir da construção da própria comunidade e da participação de diferentes atores. A mesma metodologia é aplicada também em comunidades quilombolas e de migrantes dos estados do Amazonas e Acre. No Arixi, a oficina teve como diferencial a oferta à população das vacinas para a prevenção da Covid-19 além das demais imunizantes, do calendário nacional de vacinação. A Coordenação Municipal de Imunização disponibilizou as equipes de vacinadores. No total, foram aplicadas 106 doses de vacinas contra Covid-19, HPV, febre amarela, rotavírus, triviral, varicela dentre outras aplicadas em crianças, jovens e adultos.

Participaram da oficina como facilitadores o pesquisador da Fiocruz Amazônia e coordenador da Frente 3 do projeto, Júlio Cesar Schweickardt, Cristiano Fernandes Assessor Técnico do Cosems/AM e Paulo Bonates, colaborador voluntário do projeto. A oficina teve a participação de 30 pessoas.  “A estratégia da vacinação, aliada à oficina, reforça a parceria do município com a Fiocruz e Cosems, ampliando as estratégias de acesso à vacinação contra Covid-19 e outras vacinas do calendário vacinal. A oficina abordou temas como o conceito de território, importância da vacina e o impacto das fake news.

“A próxima etapa do projeto está prevista para o mês de maio, com a apresentação de propostas produzidas pelos participantes da oficina e voltadas às estratégias de comunicação com o objetivo de contribuir para a melhoria das coberturas vacinais”, destaca Júlio César Schweickardt. O pesquisador destacou ainda a participação e apoio da secretária municipal de Saúde, Enedina Matos, que teve importante contribuição na mobilização e articulação para a realização da oficina na comunidade de Arixi, Ela ressaltou a relevância das parcerias para o aprimoramento das ações de saúde do município, agradecendo a presença da Fiocruz e do Cosems no município.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à Covid-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à Covid -19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a Covid-19, campanhas de informação e combate à fake news, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de Covid-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-Covid-19.

Projeto da Fiocruz Amazônia, Fiotec e USAID fortalece vacinação contra Covid-19 e aproxima serviços de saúde da população ribeirinha em Tabatinga

Além do objetivo de desenvolver estratégias para melhorar a cobertura vacinal, as oficinas de educação popular e comunicação em saúde voltadas para as populações ribeirinhas, quilombolas e migrantes da Amazônia, realizadas pelo Projeto Amazônia: Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia/Fiotec, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), SITAWI Finanças para o bem e NPI Expand, estão contribuindo também para aproximar comunidades rurais dos serviços de saúde municipais. Um exemplo disso aconteceu, no último mês de fevereiro, no município de Tabatinga, na região do Alto Solimões, no Amazonas. Durante a primeira oficina da Frente 3 do projeto, que teve dois dias de duração, na comunidade Novo Paraíso, agentes de Secretaria Municipal de Saúde se mobilizaram para realizar uma ação de saúde na área, que contou com diversos serviços, entre os quais a vacinação de adultos e crianças.

As oficinas, intituladas Educação Popular e Comunicação em Saúde para Engajamento Social e Fortalecimento da Cobertura Vacinal da População Ribeirinha, Quilombola e Migrante, vêm ocorrendo em municípios do interior do Amazonas e em Rio Branco, no Acre, visando identificar fatores que impactam na baixa cobertura vacinal e levantar estratégias para divulgação da importância da imunização nos respectivos territórios por meio de iniciativas construídas de forma participativa pelas próprias comunidades. “As oficinas, além de conscientizar as comunidades para a importância da vacinação, promovem uma escuta ativa por parte dos profissionais de saúde. Os relatos dos comunitários, nesta comunidade, levaram a equipe a se mobilizar e promover uma ação de saúde, de muita importância para estas pessoas, que sofrem com as questões da distância e condições precárias de acesso ao serviço de saúde”, relata a mestre em Saúde Pública e publicitária Denise Amorim, facilitadora da oficina.

A enfermeira Nara Peres, gerente de Ações Estratégicas da Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga, explica que ações integradas voltadas à orientação da população são sempre bem-vindas. “Importante aproveitarmos essa oportunidade para aproximar a população dos serviços de atenção básica. Aqui no Novo Paraíso, junto com a Fiocruz, foi possível realizar testes rápidos de HIV, Sífilis, Hepatite B, além da aplicação de vacinas contra Covid-19”, afirmou Nara. Somente neste dia da ação, foram realizados seis atos médicos, duas remoções de pacientes, 13 atos de enfermagem, dez testes de Glicemia (medição da taxa de glicose no sangue) e dez aferições de pressão arterial. “Precisamos que esse tipo de atividade aconteça mais vezes, pois são ações voltadas à prevenção e à oferta de conhecimento e à multiplicação desse conhecimento dentro da comunidade”, comentou.

A oficina mobilizou grande parte dos moradores da comunidade Novo Paraíso. Alguns vieram de comunidades próximas, cujas famílias são cadastradas pela Secretaria de Saúde do município e ficaram sabendo da atividade, por meio dos agentes comunitários de saúde. “Temos os cadastros e conseguimos fazer o acompanhamento com a estratégia da Saúde na Família, através do programa de assistência à saúde rural, onde temos médico, enfermeiro, técnico de saúde bucal, agentes de saúde comunitário, toda uma equipe que elabora ações de atendimento coletivo como essa pelo menos duas ou mais vezes ao mês para trazer não só a vacina, mas também a prevenção e o tratamento de outras doenças”, comenta a enfermeira.

Uma das moradoras da Novo Paraíso, a dona de casa, agricultora e artesã Maria Cândida, 67, não perde as ações de saúde, que considera oportunidades de aprendizado e conquistas. “Uma andorinha só não faz verão, agradeço muito a Fiocruz de proporcionar esse evento, de estarmos aqui para aprender e valorizar a nossa saúde. Muito das conquistas que tivemos na comunidade foi graças à nossa união”, cita a moradora, referindo-se ao asfalto do ramal que liga a comunidade à sede do município. “Adoeci várias vezes e antes era um sofrimento levar nossa produção ou um doente para a cidade”, lembra Maria.

A falta de pavimentação dos ramais foi o problema mais citado pelos comunitários durante a dinâmica realizada na oficina de reconhecimento dos territórios onde vivem. “Precisamos também de um posto de saúde, porque ainda é difícil de entrar aqui. Se não fosse a dedicação do nosso agente comunitário de saúde, que vem de moto, muitas vezes debaixo de chuva e enfrentando o barreiro, para avisar das consultas e atendimentos não sei o que seria da gente”, reconheceu. Como agricultora, Maria se orgulha da plantação de açaí, mandioca e banana, da sua propriedade, e da sua arte como artesã, que reutiliza sementes de tucumã para confeccionar brincos, pulseiras, colares e bolsas. “Já sofremos muito carregando cachos de banana, caindo e chorando, pedindo que fizessem essa estrada, ainda falta, mas agradeço a Deus pelo que conquistamos”, relembra.

Assim como Maria, outros moradores sentem falta de infraestrutura e apontam as condições de mobilidade como fator importante para a melhoria da qualidade de vida na área. Denise Amorim, facilitadora das oficinas do projeto nos territórios ribeirinhos, explica que no contato com as comunidades é preciso ampliar sentidos e percepções para atingir os objetivos e entender como chega a assistência à saúde naquela área.  “Nesta perspectiva, da educação popular, precisamos construir aproximações e diálogos com as diversas formas de ver e viver, que muitas vezes parecem controversas. Atuar na desconstrução da desinformação exige abertura ao diálogo, uma educação baseada nos saberes populares e científicos, a participação ativa da comunidade, a implicação e um tanto de amorosidade”, explica, ressaltando a importância da participação dos profissionais da saúde durante as atividades do projeto.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à Covid-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a Covid-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de Covid-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-Covid-19.

Fiocruz Amazônia disponibiliza banco de currículo para alunos de Iniciação Científica

O Programa de Iniciação Científica (PIC), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), visando aproximar estudantes à Instituição, através de uma rede de contatos, disponibilizou novo formulário de cadastro de currículo lattes, para alunos de graduação externos, que tiverem interesse em fazer Iniciação Científica no ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse AQUI o banco de currículo

A ferramenta pretende auxiliar tanto o pesquisador em selecionar bolsistas para uma possível entrevista ou projeto, como também alunos que tenham interesse em se candidatar a uma vaga de iniciação científica, para trabalhar em projetos da Instituição.

Por meio do formulário, o aluno consegue selecionar áreas de interesse, durante o cadastro, o que facilita o melhor direcionamento de alunos, dentre as diversas linhas de pesquisa existentes entre os laboratórios de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. Após preencher o formulário, os dados do candidato serão disponibilizados aos pesquisadores e, assim que surgir uma oportunidade, o mesmo será contactado.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Fiocruz Amazônia inscreve para Curso de atualização em Tópicos de Saúde Coletiva até 31/5

Visando qualificar profissionais de saúde, alunos de graduação e pós-graduação no campo da das pesquisas, abordagens metodológicas e das práticas nos territórios da Amazônia, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) inscreve até 31/5, candidatos para o Curso de atualização em Tópicos de Saúde Coletiva. No total, serão disponibilizadas 500 vagas para o curso que será ministrado entre os meses de julho e agosto de 2023.

O candidato deverá preencher todos os campos do formulário de inscrição pois será necessário avaliar se atende aos requisitos do curso. A capacitação pretende discutir os conhecimentos científicos a partir da pesquisa e da intervenção nas práticas; Apresentar as abordagens metodológicas da pesquisa e das experiências nos serviços de saúde; Qualificar os alunos e profissionais de saúde na temática da saúde coletiva.

Coordenado pelo pesquisador, Julio Cesar Schweickardt, o curso abordará os seguintes temas: saúde coletiva e seus princípios; vigilância nos territórios e nas fronteiras; metodologias não extrativistas; interculturalidade no cuidado em saúde; outras racionalidades de saúde; políticas públicas de saúde; território e saúde na Amazônia.

VÍDEOAULAS

O curso deverá ser fundamentado em metodologia de vídeoaulas, sendo o processo de aprendizagem autoinstrucional. Será disponibilizado um contato para as dúvidas, que serão respondidas pelos docentes responsáveis e pela coordenação do curso. Além disso, será disponibilizado uma bibliografia básica para cada conteúdo. Os vídeos estão disponibilizados no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)

Antes de se inscrever, verifique se seu cadastro está atualizado em Acesso Fiocruz ou no UNA-SUS. As vídeoaulas serão liberadas nas sextas-feiras, conforme cronograma.

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Fiocruz inscreve para programas de iniciação científica e desenvolvimento tecnológico até 18/5

A Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (VPPCB/ Fiocruz), responsável pelas cotas dos Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Desenvolvimento Tecnológico (PIBITI) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) recebe inscrições para o processo seletivo de novos candidatos, ou de renovação de bolsas de Iniciação, para todas as unidades da FIOCRUZ.

A iniciativa visa estimular jovens do ensino superior nas atividades de pesquisa, aprendizagem de metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação. Os programas visam contribuir para a formação e inserção de recursos humanos em atividades de pesquisa, para fins de desenvolvimento tecnológico e inovação.

Para os alunos que desejam pleitear novas bolsas, as inscrições ocorrem até 18 de maio de 2023. As inscrições podem ser feitas pelos endereços http://www.pibic.fiocruz.br e http://www.pibiti.fiocruz.br .

No caso do último dia de prazo para pedidos de Bolsa Nova, o suporte junto a Coordenação de Fomento à Pesquisa ficará disponível até as 17hs (horário de Brasília) do dia 18/05.

Confira o edital para o PIBIC e PIBITI

SOBRE OS PROGRAMAS

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) desenvolve o pensamento crítico e a iniciação cientifica de estudantes de graduação do ensino superior para a formação em recursos humano em pesquisa. Os bolsistas são orientados por pesquisadores qualificados da Instituição, com oportunidade de acesso à técnicas e metodologias de pesquisa inovadoras.

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) estimula estudantes do ensino superior, o desenvolvimento e a transferência de novas tecnologias e inovação aplicadas à necessidades da área de saúde da população brasileira.

Ressurgimento do sorotipo 3 do vírus da dengue preocupa especialistas

O ressurgimento recente do sorotipo 3 do vírus da dengue no Brasil – que há mais de 15 anos não causa epidemias no país – fez acender o sinal de alerta quanto ao risco de uma nova epidemia da doença causada por esse sorotipo viral. Um estudo da Fiocruz, coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), apresenta a caracterização genética dos vírus referentes a quatro casos da infecção registrados este ano, em Roraima, na Região Norte, e no Paraná, no Sul do país. A circulação de um sorotipo há tanto tempo ausente preocupa os especialistas.

“Nesse estudo, fizemos a caracterização genética dos casos de infecção pelo sorotipo 3 do vírus dengue. É um indicativo de que poderemos voltar a ter, talvez não agora, mas nos próximos meses ou anos, epidemias causadas por esse sorotipo”, explica o virologista Felipe Naveca, chefe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados da Fiocruz Amazônia e pesquisador do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do IOC/Fiocruz, que atua como referência regional para dengue, febre amarela, chikungunya, Zika e vírus do Nilo ocidental.

Com o objetivo de compartilhar rapidamente as informações, os resultados da análise foram divulgados em artigo preprint na plataforma medRxiv, sem o processo de revisão por pares. O trabalho foi submetido para publicação em periódico científico. A pesquisa contou com a parceria dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de Roraima e do Paraná, além da participação de especialistas de diversas instituições de pesquisa.

Segundo Naveca, as análises indicam que a linhagem detectada foi introduzida nas Américas a partir da Ásia, no período entre 2018 e 2020, provavelmente no Caribe. “A linhagem que detectamos do sorotipo 3 não é a mesma que já circulou nas Américas e causou epidemias no Brasil no começo dos anos 2000. Nossos resultados mostraram que houve uma nova introdução do genótipo III do sorotipo 3 do vírus da dengue nas Américas, proveniente da Ásia. Essa linhagem está circulando na América Central e recentemente também infectou pessoas nos Estados Unidos. Agora, identificamos que chegou ao Brasil”, relata Naveca.

Dos quatro casos analisados, três são referentes a casos autóctones de Roraima, ou seja, correspondem a pacientes que se infectaram no estado e não tinham histórico de viagem. Já o caso no Paraná foi importado, diagnosticado em uma pessoa vinda do Suriname.

Os casos foram inicialmente identificados pelos Lacens de Roraima e Paraná, respectivamente. “Como se trata do sorotipo 3, foi importante fazermos essa análise junto aos Lacens e várias outras instituições de pesquisa que assinam esse resultado, entre as quais o Instituto Evandro Chagas no Pará, referência nacional para arboviroses, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) – unidade Porto Rico e o departamento de saúde do estado da Flórida. Foram as equipes do CDC de Porto Rico, e do departamento de saúde da Flórida, que identificaram os casos vindos de Cuba e nos EUA. Assim, esse é um alerta válido não só para o Brasil, mas para toda a região das Américas. Tendo em vista estarmos vivendo um grande número de casos de arboviroses esse ano no Brasil, a detecção de um novo sorotipo do vírus da dengue não é uma boa notícia”, alertou.

O vírus da dengue possui quatro sorotipos. A infecção por um deles gera imunidade contra o mesmo sorotipo, mas é possível contrair dengue novamente se houver contato com um sorotipo diferente. O risco de uma epidemia com o retorno do sorotipo 3 ocorre por causa da baixa imunidade da população, uma vez que poucas pessoas contraíram esse vírus desde as últimas epidemias registradas no começo dos anos 2000. Existe ainda o perigo da dengue grave, que ocorre com mais frequência em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente, por outro sorotipo.

A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam); , Rede Genômica de Vigilância em Saúde do Amazonas; Rede Genômica Fiocruz; ; Inova Fiocruz/Fundação Oswaldo Cruz (Inovação Amazônia); Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde do Brasil; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Fiocruz Amazônia prorroga inscrições para programa de iniciação científica

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), prorroga as inscrições para o processo seletivo de candidatos à bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica, nova ou de renovação. Na Instituição, o PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM. Interessados podem se inscrever até o dia 26/5.

O PIC visa despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, além de contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos determinantes socioculturais, ambientais e biológicos do processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições socio sanitárias na Amazônia. Além disso, o programa objetiva ainda estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

Para a pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia e, coordenadora do programa, Priscila Aquino, o processo de seleção é uma oportunidade de captar alunos de diferentes instituições de ensino, que almejam ingressar no universo científico, em especial nas pesquisas aplicadas à saúde. “Assim, como nos anos anteriores, esperamos dar continuidade a captação de alunos de Graduação para o Programa de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia de diferentes instituições públicas e privadas do Amazonas, a fim de estimulá-los para a investigação cientifica no que tange a diferentes aspectos aplicados à saúde pública e a geração de conhecimento”, destaca.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 6,0 (tanto para bolsa nova, como em caso de renovação) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital.

O horário limite para a submissão das propostas será até as 23h59, (hora/Manaus), da data descrita no cronograma. Contudo, o suporte técnico estará disponível apenas até as 16h.

SOBRE O PROCESSO DE SELEÇÃO

A concessão de bolsas de Iniciação Científica fomentadas pela FAPEAM aos pesquisadores do quadro permanente e, pesquisadores bolsistas do ILMD/Fiocruz Amazônia, obedecerá ao estabelecimento de uma classificação decrescente quanto às notas de avaliação dos projetos analisados pelos assessores ad hoc, considerando os critérios de pontuação descritos no Anexo 1 do EDITAL.

O Início das atividades dos bolsistas na Unidade está previsto para o dia 1º de agosto de 2023.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia inscreve bolsistas para Programa de Iniciação Científica até 12/5

Estão abertas até o dia 12/5, as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O processo de inscrição ocorrerá exclusivamente através de e-mail enviado à Coordenação do programa (pic.ilmd@fiocruz.br) pelo orientador ou coorientador.

O PIC visa despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre

estudantes de graduação, além de contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos determinantes socioculturais, ambientais e biológicos do processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições socio sanitárias na Amazônia. Além disso, o programa objetiva ainda estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

Para a pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia e, coordenadora do programa, Priscila Aquino, o processo de seleção é uma oportunidade de captar alunos de diferentes instituições de ensino, que almejam ingressar no universo científico, em especial nas pesquisas aplicadas à saúde. “Assim, como nos anos anteriores, esperamos dar continuidade a captação de alunos de Graduação para o Programa de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia de diferentes instituições públicas e privadas do Amazonas, a fim de estimula-los para a investigação cientifica no que tange a diferentes aspectos aplicados à saúde pública e a geração de conhecimento”, destaca.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 6,0 (tanto para bolsa nova, como em caso de renovação) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital.

O horário limite para a submissão das propostas será até as 23h59, (hora/Manaus), da data descrita no cronograma. Contudo, o suporte técnico estará disponível apenas até as 16h.

SOBRE O PROCESSO DE SELEÇÃO

A concessão de bolsas de Iniciação Científica fomentadas pela FAPEAM aos pesquisadores do quadro permanente e, pesquisadores bolsistas do ILMD/Fiocruz Amazônia, obedecerá ao estabelecimento de uma classificação decrescente quanto às notas de avaliação dos projetos analisados pelos assessores ad hoc, considerando os critérios de pontuação descritos no Anexo 1 do EDITAL.

O Início das atividades dos bolsistas na Unidade está previsto para o dia 1º de agosto de 2023.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem

de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do

pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo

confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Palestra do Centro de Estudos vai destacar abordagem metagenomica e suas aplicações na área clínica

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 5/5, às 10h, a palestra “Metagenoma na elucidação da epidemiologia de doenças fúngicas: do meio ambiente ao paciente”, a ser ministrada pela pesquisadora Maria Eduarda Grisolia, Doutora em Processos Biotecnológicos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). A apresentação terá como moderadora, Ani Beatriz Jackisch Matsuura, pesquisadora do Laboratório de Diversidade Microbiana da Amazônia da Fiocruz Amazônia.

Na oportunidade, a pesquisadora irá fazer uma breve contextualização sobre a abordagem metagenomica e suas aplicações na área clínica, além de explicar como aplicar esta ferramenta na investigação ambiental por agentes de doenças fúngicas. A apresentação acontecerá no formato on-line, e pode ser assistida por meio do link de transmissão ( https://us06web.zoom.us/j/84015466810?pwd=SUNTT3VQSkNVM1FKeXBBMDZMTjBUQT09 ), utilizando ID da Reunião (840 1546 6810) e senha de acesso (391922).

SOBRE A PALESTRANTE

Maria Eduarda Grisolia é graduada em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Mestrado em Saúde Pública pelo ILMD/Fiocruz Amazônia e, doutora em Processos Biotecnológicos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atualmente está em pós-doutirado na UFPR, onde trabalha com análises epidemiológicas que quantificam a presença de carga viral de SARS-COV-2 em estações de tratamento de esgoto.

Ao longo do processo de formação se aperfeiçoou em Micologia, com ênfase em Bioinformática, atuando em Gênomica e Metagênomica, além disso tem experiência de trabalho em culturômica, epidemiologia molecular, ensaios de susceptibilidade a antifúngicos e diversidade microbiana.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Nesta temporada, as palestras passam a ser moderadas pelos laboratórios de pesquisa da Instituição. A todo, 16 sessões devem ocorrer durante o ano de 2023, comtemplando as áreas de biodiversidade e sociodiversidade.

Doutorado em Saúde Pública na Amazônia prorroga inscrições até sexta-feira, 5/05

As inscrições ao processo seletivo do Curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, oferecido por meio do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), foram prorrogadas até as 16h da sexta-feira, dia 5/05.

Confira AQUI o comunicado sobre a prorrogação

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

A admissão ao Curso de Doutorado será efetuada através de processo seletivo, composto de três etapas: Homologação das inscrições. Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento; Prova de Saúde Coletiva. Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 6,0 pontos; Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e entrevista.

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 16 vagas, para ingresso a partir de agosto de 2023. Os docentes do Programa que estão ofertando vagas encontram-se listados no Anexo III desta Chamada Pública.

BOLSAS DE ESTUDO

O Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia não garante a concessão de bolsa de estudo para todos os aprovados. Havendo cotas de bolsas disponíveis, elas serão distribuídas respeitando-se a ordem decrescente de classificação geral dos candidatos (da maior para a menor nota) e as normas das agências de fomento e as estabelecidas pela Comissão de Bolsas do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, até o limite das bolsas. O candidato aprovado na 3ª etapa do processo seletivo, receberá através de e-mail informado no ato da inscrição, formulário para que manifeste se deseja concorrer à bolsa de estudo ou não.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Resultado de projetos finalizados e novas pesquisas são apresentadas ao Comitê de Acompanhamento do Programa de Excelência em Pesquisa do ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou durante dois dias (27 e 28/05) o Seminário de Avaliação e Acompanhamento do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde dos Laboratórios (PROEP-LABS/ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA), com a finalidade de apresentar os resultados dos projetos que participaram da primeira chamada do Programa, referente ao biênio 2020/2022, bem como os novos projetos aprovados na Chamada N. 025/2022 – PROEP-LABS/ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA – Edição 2023/2025. O PROEP-LABS/ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA visa à promoção da excelência na pesquisa, inovação e o desenvolvimento tecnológico em saúde nos Laboratórios de Pesquisa do Instituto e conta com a colaboração de um Comitê de Seleção e Acompanhamento, formado por pesquisadores sêniores de outras unidades da Fiocruz e de instituições de pesquisa do Amazonas e do país. O PROEP-LABS/ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA atende as Teses e Diretrizes estabelecidas no IX Congresso Interno da Fiocruz, que teve Relatório Final aprovado em 31/03/2022.

No total, a nova edição do PROEP/LABS teve sete propostas aprovadas, envolvendo os laboratórios do ILMD/Fiocruz Amazônia: História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA); Diversidade Microbiana na Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS); Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA); Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e Outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI); Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB); e Modelagem em Estatística , Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI).

O evento contou com a participação de pesquisadores de cada um desses Laboratórios e colaboradores das pesquisas, bem como dos membros externos que integram o Comitê de Seleção e Acompanhamento, a exemplo do pesquisador Fábio Trindade Maranhão Costa, coordenador de Ações Internacionais do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Para Fábio, todo tipo de avaliação requer um olhar crítico e construtivo, sendo importante a participação de membros externos no Comitê, trazendo pontos de vista de outras instituições. “A diversidade e a multidisciplinariedade acrescentam muito na missão do Comitê de acompanhar, ajudar nas avaliações e sugerir novas estratégias, logicamente sempre pensando no crescimento do Programa”, afirmou. Entre as recomendações sugeridas, está ampliar a participação dos corpos docente e discente como forma de potencializar o investimento feito no Programa. “Poucas instituições conseguem ter uma verba interna para apoiar projetos de pesquisa num volume como o que está sendo aportado aqui (R$ 3,9 milhões). Portanto, a ideia da avaliação e acompanhamento contínuo é importante entendermos o impacto das atividades e o que pode ser melhorado para aumentar esse impacto”, afirmou o pesquisador.

A partir do êxito alcançado ao longo de suas edições, o PROEP hoje se constitui como um Programa Institucional Estratégico compondo o portifólio de programas perenes estruturantes juntamente com o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica e o Programa Visitante Sênior da Fiocruz. “Com os investimentos do PROEP tem sido fortalecida a estrutura de pesquisa nos Laboratórios da Instituição, garantindo sustentabilidade de projetos de longo prazo, incentivando a produtividade, alavancando a captação de novos recursos e a avaliação contínua de desempenho, contribuindo com o compromisso de excelência em pesquisa do Instituto”, afirma a Vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Segundo Stefanie, o Seminário foi extremamente positivo, à medida em que permitiu a observação dos resultados da edição anterior do PROEP 2020/2022 – resultados esses que já haviam sido apresentados em relatório prévio – mas que, apresentados oralmente pelos coordenadores, trazem sempre elementos novos e a possibilidade de visibilidade e diálogo com toda a Unidade. “O evento permitiu que cada Laboratório pudesse enxergar o que é desenvolvido no Laboratório do colega, permitindo proposições e vislumbrando possíveis futuras parcerias entre laboratórios e, também, um momento de refletir sobre a missão institucional da Fiocruz Amazônia, afinal é um recurso institucional aportado para pesquisa da nossa instituição, que serve como contrapartida para diversas agências de fomento”, explicou a Vice-diretora.

Também membro do Comitê de Seleção e Acompanhamento do PROEP, o pesquisador sênior da Fiocruz Amazônia, Bernardo Bessa Horta, explica que o Programa aloca um importante recurso para os laboratórios da Fiocruz Amazônia, com edital específico, garantindo o desenvolvimento de várias atividades de pesquisa. “Nas apresentações feitas durante o Seminário, tivemos resultados bem visíveis tanto no que diz respeito ao impacto científico como também aos impactos sociais das atividades e o Comitê é importante na medida em que acompanha e valida todo o processo”, comentou.

Gisely Cardoso de Melo, pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, integra o Comitê e enxerga no PROEP uma oportunidade de investimento única na busca pela excelência da pesquisa. “Ultimamente, temos poucos investimentos na área de pesquisa. O PROEP vem valorizar o pesquisador e alavancar o seu Laboratório e grupo de pesquisa, propiciando uma pesquisa de maior excelência. Considero importante também para eles conhecerem os projetos e terem um feedback do que estão fazendo. Esse grupo avaliativo colabora para que possamos discutir melhor os resultados apresentados”, observou.

Stefanie Lopes destacou que a nova edição 2023/2025, do PROEP/LABS ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA começou em janeiro de 2023 e, com apenas quatro meses de execução, já teve resultados apresentados no Seminário, “o que demonstra a qualidade do desenvolvimento dos trabalhos dentro dos grupos de pesquisa e que puderam ser observados pelos pesquisadores, num momento oportuno para visualizarmos o que vem sendo feito aqui na Fiocruz Amazônia”, finalizou

Médico concilia interesses do conhecimento tradicional indígena com a medicina ocidental na área rural de Tabatinga

Conciliar os conhecimentos da medicina ocidental com os da medicina tradicional de populações indígenas e rurais da Amazônia pode parecer um desafio para profissionais de saúde, mas para o médico paulistano Everson Ubiali, há cerca de seis anos contratado da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), da Prefeitura de Tabatinga, para atuar na Saúde Indígena do município, é mais que uma rotina de trabalho. Ubiali faz do contato com as comunidades indígenas o canal de intercâmbio e fonte de informações. “Temos que respeitar a cultura das populações tradicionais. O conhecimento dos pajés, raizeiros e curandeiras é muito importante para nós. Trabalhamos juntos”, conta Ubiali.

O médico foi um dos participantes da oficina Educação Popular e Comunicação em Saúde para Engajamento Social e Fortalecimento da Cobertura Vacinal da População Ribeirinha, Quilombola e Migrante, oferecida na comunidade rural Novo Paraíso, no município de Tabatinga, dentro do Projeto Amazônia: Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia e Fiotec, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI EXPAND e SITAWI Finanças para o Bem. As oficinas vêm ocorrendo em diferentes territórios, voltadas para ribeirinhos, quilombolas e de migrantes.

Segundo Ubiali, o uso da medicina tradicional ajuda na construção de um bom relacionamento com as comunidades. “Todos eles utilizam ervas e procuram o doutor. Trabalhamos juntos para desmistificar a imagem de que só os médicos têm razão. Não fico me endeusando, procuro falar a linguagem que eles entendem, porque eu que tenho que me adequar à realidade deles. Nos nivelamos pela linguagem e quanto mais houver troca de saberes, maior a confiança no tratamento”, conta.

Nesse período em que se encontra na região do Alto Solimões, o profissional de saúde relata que já percebeu os efeitos positivos obtidos com esse modo de atuação, contribuindo no processo de cura e controle de algumas doenças, como o diabetes, por exemplo. “No começo, eram aproximadamente 80 atendimentos/mês e hoje esse número se reduziu à praticamente à metade”, observa. Ubiali trabalha tanto na área indígena quanto na rural. “Consigo conciliar bem as duas vivências, sei das dificuldades e não me importo em ter que dormir muitas vezes na comunidade. Respeito e concordo com eles, não os desmereço, mas receito o medicamento que eles possam tomar junto com o seu chá”, afirma.

Na saúde indígena, o acesso aos pajés, curandeiros e raizeiros é fundamental na assistência à saúde. “Todos que procuram o consultório médico passaram antes com os pajés. Eles recomendam as ervas e chás e pedem que o paciente procure o ‘doutor’. Para os médicos que pretendem trabalhar na região amazônica, essa é uma premissa básica”, aconselha. “Incentivo o trabalho conjunto, sobretudo quando há casos de doenças que agravam e precisam de um cuidado maior, para conseguirmos prestar essa assistência é imprescindível que trabalhemos juntos”, confirma.

Buscar a cura por meio da medicina tradicional é prática recorrente na comunidade Novo Paraíso. Que o diga dona Luzia Sales, 51, há 16 anos vivendo na comunidade. Com uma ferida no pé causada por uma queimadura, dona Luzia vem recebendo os cuidados da equipe de agentes comunitários de saúde, mas não abre mão do uso de ervas, folhas e raízes que ajudam no processo de cicatrização. Ela faz uso do Aranto – uma suculenta que ajuda no tratamento de doenças e machucados. “Ela (a planta) serve pra tudo, quando a pessoa está doente e faz o xarope ou aplica no local do ferimento, ajuda a sarar, atuando como um anti-inflamatório”, explica Luzia, ao receber da vizinha algumas folhas, num movimento simbólico da relação da comunidade com o processo de cura por meio do conhecimento tradicional.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase 2 está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19

Projeto Manaós, da Fiocruz Amazônia, leva indígenas do Parque das Tribos para o Acampamento Terra Livre

O Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, participa do 19º Acampamento Terra Livre, realizado entre os dias 24 e 28 deste mês, em Brasília, juntamente com lideranças indígenas do Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus, área de atuação do projeto. O Terra Livre reúne anualmente representantes dos 305 povos indígenas existentes em território brasileiro com a finalidade de reafirmar e fortalecer a luta pelos direitos dos povos indígenas.  Por meio do Projeto Manaós, lideranças do Parque das Tribos participam pela primeira vez do movimento como parte do componente de responsabilidade social do projeto. O evento encerra nesta sexta-feira, com a leitura da carta final do ATL 2023.

Com uma programação extensa de reuniões plenárias e marchas, o ATL iniciou na última segunda-feira, 24/4, tendo como pontos altos o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e ato em frente ao Congresso Nacional pelo enfrentamento de PLs (projetos de lei) anti-indigenas, em especial o PL 191/2020, que trata sobre a liberação da mineração em terras indígenas. Ao longo da semana, foram realizadas plenárias com temáticas variadas, a exemplo da saúde indígena, educação escolar indígena, retomada do Comitê Indígena de Mudanças Climáticas, Comissão Nacional de Memória e Verdade Indígena, luta da juventude indígena pelo movimento identitário e julgamento do Marco Temporal e suas implicações no direito dos povos indígenas.

A comitiva do Parque das Tribos esteve entra as mais de 20 delegações indígenas do Amazonas presentes ao ATL. O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, coordenador do Projeto Manaós, explica que a comitiva participou de atividades também na Fiocruz Brasília e Universidade de Brasília (UNB), entre as quais o Encontro Geopoesia, Raizamas e Recomeços: montando o acampamento e orientações sobre a (in)disciplina. “Este encontro foi dividido em duas estrofes: acolhimento de quem chegava e orientações para jornada, e Raizamas, para estabelecer um percurso nas raízes e nos rizomas do Brasil, provocar deslocamentos de visões de mundo e reflorestar os sentimentos, nossas/os/es convidadas/os/es dialogaram com as pessoas participantes por meio de prosas poéticas sobre morte, recomeços e ancestralidade”, relatou Tobias.

Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro discute planejamento estratégico e autoavaliação em oficina na Fiocruz Amazônia

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO) realizou nesta quarta-feira, 26/04, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a primeira Oficina de Autoavaliação e Planejamento Estratégico do PPGBIO, com o objetivo de discutir o cenário atual, além das metas e indicadores que se pretende alcançar nos próximos anos. Desde seu planejamento, todas as atividades desenvolvidas na Oficina se deram com o envolvimento dos docentes, discentes e gestores do programa e da Vice Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia. O PPGBIO é um programa que tem como essência a investigação e formação de recursos humanos voltadas para o entendimento da dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da biodiversidade amazônica, oferecendo cursos de Mestrado e Doutorado.

Representando a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação e coordenadora adjunta do PPGBIO, Stefanie Lopes, destacou que o planejamento e a autoavaliação são importantes para o programa não só por atenderem a uma exigência da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação, mas também por se constituir em uma oportunidade de reflexão sobre a importância da existência dos cursos desta natureza no contexto da Amazônia e as formas de contribuição para enfrentar os desafios futuros. A vice-diretora fez um retrospecto histórico da pós-graduação Stricto Sensu e a criação do PPGBIO, ressaltando o papel institucional do programa, criado com o Mestrado em 2017 e a oferta de Doutorado a partir de 2021.

“Primeiro foi o PPGVIDA (Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia), depois o PPGBIO. É importante lembrarmos os caminhos trilhados desde o surgimento desses programas e da importância de todos que participaram desse processo de implementação. É fato que, como instituição, a Fiocruz Amazônia hoje encontra-se fortalecida com esses programas”, comentou Stefanie Lopes, lembrando, também, que os doutorados em associação, como eram feitos antes com outras unidades da Fiocruz, foram determinantes para a criação dos programas próprios do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O evento contou com a participação da coordenadora da Área de Ciências Biológicas III (CB III) da CAPES e pesquisadora em Saúde Pública, Camila Indiani, que abordou diferentes aspectos do processo de Avaliação da Pós-Graduação na área CBIII, desde o preenchimento das fichas de avaliação, identificação de forças, oportunidades, ameaças e pontos de aprimoramento do programa. Ela apresentou ainda, considerações sobre o novo Plano Nacional de Pós-Graduação, que integra o Plano Nacional de Educação, do MEC. “Ao longo de 50 anos, foram criados seis planos que ajudaram a pavimentar as instituições de pós-graduação existentes no País”, pontuou.

A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, da Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, salientou que essa é a terceira oficina de autoavaliação e planejamento realizada desde dezembro do ano passado, pelos programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia, como forma de aprimorar o processo de gestão e melhoria do desempenho dos cursos junto à CAPES. “O PPGBIO tem todas as condições para crescer nas avaliações, e, neste sentido, estamos priorizando as discussões sobre planejamento estratégico e autoavaliação dos programas do Instituto, visando integrar esforços e ampliar a participação na discussão, bem como o monitoramento contínuo das nossas atividades”, afirmou.

Falando em nome dos alunos, o doutorando Victor Aquino, coordenador de Articulação Política da Associação dos Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia, enalteceu a importância do PPGBIO como programa que consegue discutir hoje, com propriedade, sobre o Complexo Industrial da Saúde que reúne setores industriais de base química, biotecnológica e mecânica para produção de medicamentos, vacinas, reagentes de diagnósticos, insumos farmacêuticos ativos, dispositivos médicos, focados na inovação na produção em saúde. “Impossível pensarmos em excelência em Ciência aqui na Amazônia, sem nos referirmos ao PPGBIO”, observou.

Para a pesquisadora em Saúde Pública e coordenadora do PPGBIO, Priscila Aquino, a participação do conjunto de atores que formam o programa é fundamental. “Docentes, discentes, Pós-Doc e pesquisadores visitantes sêniores que vem agregando ao programa, são de extrema importância para esse momento de planejamento estratégico e autoavaliação, pois com eles conseguimos ter um panorama mais amplo sobre diferentes olhares, sobre cada um dos temas levando em consideração as dimensões avaliadas pela CAPES, durante a sua quadrienal. É um momento que temos para refletir sobre os objetivos, metas e indicadores e verificar uma visão mais crítica sobre os pontos fortes e fracos do programa”, afirmou Priscila Aquino.

A oficina contou com a participação dos pesquisadores visitantes sêniores Bernardo Bessa Horta (Universidade Federal de Pelotas), Fábio Trindade Maranhão Costa (Universidade de Campinas) e Leila Mendonça Lima (Instituto Oswaldo Cruz – IOC/Fiocruz). À tarde, os participantes formaram grupos de trabalho para discussão e sugestões de encaminhamentos visando o aprimoramento do programa. “Essa integração em conjunto com os sêniores, que possuem uma vivência sobre o processo de avaliação da CAPES, bem como de outros programas de pós-graduação e os temas abordados, só vem a contribuir no aprimoramento do PPGBIO”, complementa Priscila Aquino.

Seminário avaliará programa de excelência em pesquisa básica e aplicada em saúde dos laboratórios da Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove nos dias 27 e 28/4, às 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, o Seminário de Avaliação e Acompanhamento do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde dos Laboratórios da Fiocruz Amazônia (PROEP-LABS). A atividade coordenada pelo Comitê de Acompanhamento do programa, visa realizar prestação de contas do que foi realizado, bem como informar os resultados do novo edital.

Confira AQUI a programação.

Além das discussões sobre os trabalhos realizados pelos laboratórios do Instituto, serão apresentados os relatórios de avaliação final (Edição 2020), bem como a apresentação do Projeto (Edição 2023), submetidas à Chamada Nº 025/2022 – ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA.

SOBRE O PROEP-LABS

O Programa objetiva apoiar projetos de pesquisa que visem à promoção da excelência na pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico em saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia. A iniciativa está alinhada à Resolução n. 003/2022, do Conselho Deliberativo, de 16 de novembro de 2022 e, às diretrizes de planejamento da Fiocruz.

O PROEP-LABS possui ainda o intuito de fortalecer a estrutura e o desenvolvimento de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação nos Laboratórios de Pesquisa e pesquisadores da Instituição, garantindo a sustentabilidade, incentivando a produtividade e a avaliação contínua de desempenho, contribuindo com o compromisso de excelência em pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. O programa visa à promoção da excelência na pesquisa, inovação e o desenvolvimento tecnológico em saúde nos Laboratórios de Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A partir do êxito alcançado ao longo de suas edições, hoje se constitui como um Programa Institucional Estratégico, compondo o portifólio de programas perenes estruturantes, juntamente com o Programa de Iniciação Científica, Programa Visitante Sênior. Com os investimentos do PROEP, tem sido fortalecida a estrutura de pesquisa nos Laboratórios da Instituição, garantindo sustentabilidade de projetos de longo prazo, incentivando a produtividade, a captação de novos recursos e a avaliação contínua de desempenho, contribuindo com o compromisso de excelência em pesquisa do Instituto.

Executivos da USAID visitam Fiocruz Amazônia e conhecem resultados do Projeto Amazônia: Ciência e Solidariedade

O diretor da Missão da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), para o Brasil, Ted Gehr, visitou na sexta-feira, 21/04, a sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus, para conferir de perto os resultados das três frentes de atuação do Projeto Amazônia: Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19. O projeto, iniciado em julho de 2022, é executado pela Fiocruz Amazônia e Fiotec, com apoio financeiro da USAID, em parceria com a NPI Expand e SITAWI Finanças para o Bem.

A comitiva, formada também por executivos da USAID e NPI Expand, foi recebida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken e a equipe de gestores responsáveis pela execução do projeto, que englobou os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Participaram da visita Molly Hanrahan, assistente de Programa do Bureau para a Saúde Global da USAID, integrante da equipe de contratos da Agência em Washington e responsável pelo acompanhamento do Acordo de Cooperação Global entre a USAID e a Palladium (USAID/EUA); Ellen Halbach, da equipe de Resposta COVID-19 da Saúde Global USAID; Natalia Lopez-Hurst, oficial de comunicação da USAID em Brasília; Nina Best, líder da Equipe Nacional NPI Expand (Palladium BR); Beatriz Ferreira, associada sênior de Negócios da Palladium BR; Aysa Saleh, gerente sênior de Programas da NPI EXPAND Brasil em Washington (Palladium US); e Felipe Storch, coordenador de Acordos de Doação da Palladium BR.

Fiocruz Amazônia cumpre agenda de visitas a parlamentares e organizações internacionais em Brasília para fortalecer apoio a projetos

Um total de 11 projetos da área de Ciência, Tecnologia, Inovação, Ensino, alem de melhoria de infraestrutura, estiveram na pauta de uma série de encontros que a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, manteve, ao longo da última semana (17 a 20/04), em Brasília (DF), com parlamentares das bancadas dos estados da Região Norte, no Congresso e no Senado Federal. A iniciativa teve como objetivo o fortalecimento das relações institucionais com autoridades do Legislativo e Executivo, bem como organizações nacionais e internacionais, na busca por apoio a projetos de pesquisa, no caso dos parlamentares por meio da captação de emendas federais para financiamento dos trabalhos.

Adele Benzaken cumpriu extensa agenda de encontros, entre os quais com as ministras da Saúde, Nísia Trindade, e do Meio Ambiente, Marina Silva, os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM), Hiran Gonçalves (Progressista-RR), Beto Faro (PT-PA) e Plinio Valério (PSDB-AM); os deputados federais Alberto Neto (PL-AM), Amom Mendel (Cidadania-AM), Airton Faleiro (PT-PA), Dilvanda Faro (PT-PA), Fausto Júnior (União Brasil-AM) e Sílvia Cristina (PL-RO), além de gestores de organizações nacionais e internacionais, a exemplo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério de Ciência e Tecnologia, da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC-EUA), Secretaria Nacional de Mudanças do Clima, do Ministério do Meio Ambiente, e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministerio fa Educação.

Na pauta dos encontros, iniciativas como a do 1o Seminário de Vigilância Ecossistêmica da Amazônia; o curso de Mestrado em Saúde Coletiva para formação de sanitaristas indígenas no Alto Solimões, região da Tríplice Fronteira do Amazonas; projetos de modernização de laboratórios, a exemplo da aquisição de um espectômetro de massas de alta resolução e massa exata visando incorporar novas abordagens tecnológicas para pesquisa, desenvolvimentos e inovação, especialmente relacionadas às doenças infecciosas emergentes, reemergentes e negligenciadas na região e identificação de doenças e patógenos circulantes em animais silvestres antes que atinjam a população (One Health), entre outros.

“Nossa intenção com a agenda foi a de apresentar a Fiocruz Amazônia e algumas das suas demandas no tocante a pesquisas e melhoria da infraestrutura da unidade. Importante destacar que estamos localizados estrategicamente na Amazônia e com atuação em diversas áreas, como saúde coletiva, vigilância genômica, arboviroses, one health e melhoria da qualidade de atendimento do Sistema Único de Saúde, por meio da qualificação dos profissionais que atuam na gestão e nas atividades de campo”, afirma Adele Benzaken.

Fiocruz Amazônia realiza oficina de autoavaliação e planejamento estratégico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima quarta-feira, 26/4, a Oficina de Autoavaliação e Planejamento Estratégico do Programa de Pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O seminário ocorrerá das 8:30 às 16h30, no Salão Canoas, auditório da Fiocruz Amazônia e, contará com a participação de docentes, discentes, egressos, gestores e representantes da coordenação. A participação dos discentes durante todo o evento poderá ser utilizada como Atividade Curricular-Complementar (ACC).

A Oficina visa apresentar a trajetória do PPGBIO-Interação, desde seu estabelecimento até o final de 2022, frente às exigências da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES) para discentes, docentes e equipe do serviço de Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o intuito de tornar evidente as atribuições e, desempenho do PPGBIO-Interação aos atores envolvidos, além de integrar os esforços e, ampliar a participação destes, na discussão das estratégias para o aprimoramento das atividades do Programa, visando o atingimento de sua missão e, a evolução de seu desempenho frente à CAPES.

Para atingir este objetivo, a Oficina será dividida em dois períodos, manhã e tarde. No período da manhã o evento contará com a presença da Coordenadora da Área Ciências Biológicas III (CB III) da CAPES, Camila Indiani, que irá falar sobre o Processo de Avaliação da CAPES na CB III. Em seguida, haverá apresentação do diagnóstico do Programa pelas Coordenadoras do Programa (atual e pregressa) e uma apresentação da visão do Programa pelos discentes e egressos. Ao término destas apresentações, será aberta a discussão do grupo e este período encerrará com uma breve fala dos Pesquisadores Visitantes Sêniores, quanto suas considerações.

No período da tarde, a Oficina trará a apresentação e apreciação da minuta do Planejamento Estratégico do Programa, elaborada pelo Comitê definido pela Portaria nº 093/2022. Após esta apresentação, os participantes serão segmentados em até 3 grupos de trabalho, que irão discutir as percepções sobre o desempenho do Programa e, quais as sugestões para o aprimoramento do Programa para os atores envolvidos e melhoria de seu desempenho frente à CAPES. Cada grupo deverá fazer uma breve relatoria que será apresentada a todos e, irá compor as atividades da Comissão de Autoavaliação e, de acompanhamento do Planejamento Estratégico que será definida neste evento.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Estudo da Fiocruz mostra diferenças nos impactos da circulação das variantes do SARS-CoV-2 no Amazonas

Apesar de ter sido até três vezes mais transmissível do que a Gama e a Delta, variante Ômicron provocou menos casos graves e óbitos graças à vacinação

Em artigo publicado pela revista Nature Communications, estudo realizado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), utilizando amostras de pacientes diagnosticados com Covid-19, evidencia a dinâmica diferenciada de dispersão das variantes Delta e Ômicron do vírus SARS-CoV-2 circulantes no Amazonas.

A pesquisa, conduzida em parceria com diversas instituições, é determinante para avaliação dos impactos do vírus no Estado. Segundo o coordenador do estudo, o virologista Felipe Naveca, chefe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados, da Fiocruz Amazônia, e pesquisador do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágico do IOC/Fiocruz, foram sequenciadas mais de 4 mil amostras de indivíduos infectados pelo novo coronavírus entre 1º de julho de 2021 e 31 de janeiro de 2022. O período compreendeu a entrada das variantes Delta e Ômicron no Estado.

“Conseguimos mostrar que, apesar de ambas as variantes terem se espalhado de forma semelhante, tendo Manaus como principal ponto de distribuição para os demais municípios, a Ômicron teve uma maior capacidade de disseminação”, explica Naveca, referindo-se ao contexto em que as amostras foram coletadas.

O coordenador relembra que antes da circulação da Ômicron a população amanozense se encontrava altamente afetada pela Covid-19, uma vez que havia sido atingida por duas grandes ondas de infecções provocadas pelas linhagens iniciais e pela variante Gama.

“A Delta provocou poucos casos em comparação com a Gama e com Ômicron, mas ela conseguiu se dispersar no Estado de uma maneira muito semelhante, seguindo rota para municípios do interior a partir de Manaus. O que vimos quando a Ômicron entrou em cena foi um aumento expressivo de casos, principalmente no período entre o final de 2021 e o início de 2022, mas sem elevação do número de casos graves como aconteceu com a onda da Gama”, afirma o virologista, tendo em vista o início da campanha nacional de imunização.

Naveca observa que, mesmo sendo uma variante de preocupação com muito mais poder de disseminação, a Ômicron não chegou nem perto do efeito catastrófico causado pela variante Gama.

“Essa condição mostra o poder de proteção das vacinas contra novas infecções. Isso mudou consideravelmente o cenário vivido na onda da variante Gama”, diz.

O pesquisador lembra ainda que foram realizadas também comparações relativas entre as variantes, mostrando que a Ômicron teve uma taxa de transmissão até três vezes maior do que a Gama e a Delta.

Outro aspecto apontado pelo estudo foi o maior poder de escape da variante Ômicron em relação à resposta imunológica dos indivíduos quando comparado à Gama e à Delta.

“Felizmente, não causou maiores impactos do ponto de vista de formas graves da doença ou mesmo óbito certamente por conta do avanço da vacinação da população”, destacou.

Participaram do estudo cientistas do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia); do Laboratório de AIDS e Imunologia Molecular e de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz); da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-AM); da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon-AM); Universidade do Estado do Amazonas (UEA); e Hospital Adventista de Manaus.

A pesquisa contou também com representantes da Graduate School of Infectious Diseases e International Institute for Zoonosis Control, da Hokkaido University (Japão); Department of Arbovirology, Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine (Alemanha); além do Instituto Aggeu Magalhães/Fiocruz Pernambuco; Departamento de Biologia, Centro de Ciências Exatas, Naturais e da Saúde, da Universidade Federal do Espírito Santo; e Laboratório de Virologia Molecular, Instituto Carlos Chagas – Fiocruz/Paraná; e Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos, do IOC/Fiocruz

Divulgada 1ª Republicação do processo de seleção de candidatos para ingresso no curso de doutorado em Saúde Pública

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas – UFAM e, a Universidade do Estado do Amazonas – UEA (Instituição Associada), divulgam a 1ª Republicação da Chamada Pública 005/2023, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM). A republicação apresenta alterações nos itens 7.23, 7.24 e 9.3, que tratam dos recursos e avaliação do pré-projeto de pesquisa

Confira a republicação AQUI

SOBRE AVALIAÇÃO DO PRÉ-PROJETO

O candidato deverá enviar seu pré-projeto no período de 29/5 a 18/6/2023 através do sistema de inscrição, utilizando seu login e senha no acesso.fiocruz.br , Serviços Fiocruz, Ensino, Minhas Inscrições, Envio de Documentos Exigidos para 3ª Etapa – Avaliação do pré-projeto de pesquisa.

O pré-projeto de pesquisa deverá ser escrito em documento do Microsoft Word, com letra tipo Times New Roman, tamanho 12, espaço entre linhas 1,5, margens padrão e com no máximo 20 páginas A4, incluindo a capa onde deve obrigatoriamente constar o nome do candidato e o título do projeto e posteriormente transformado em formato pdf para envio no sistema.

SOBRE OS RECURSOS

O recurso deverá ser individual e fundamentado, devendo os candidatos que desejarem entrar com pedido de recurso ao resultado de qualquer das Etapas, deverão fazê-lo nos dias definidos no ANEXO I, até às 17h (horário de Brasília, 16h horário de Manaus), utilizando Login e senha no acesso.fiocruz.br , Serviços Fiocruz, Ensino, Minhas Inscrições, Pedido de Recurso.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Fiocruz Amazônia realiza mapeamento espacial da esporotricose animal e humana no Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) desenvolveu dois modelos de formulários on line com a finalidade de realizar o mapeamento espacial da ocorrência de casos de esporotricose animal no Amazonas. A doença acomete animais mamíferos como gatos, cães, macacos, e pode contaminar seres humanos, e vem avançando no Estado de forma silenciosa e sem a devida notificação. Paralelamente, a Fiocruz Amazônia desenvolverá o projeto “Estudo ecoepidemiológico da esporotricose humana e animal no Amazonas”, com o objetivo de descrever o perfil epidemiológico das pessoas acometidas pela esporotricose em Manaus e da ocorrência da doença em animais.

Um dos formulários, desenvolvido na plataforma digital REDCap, pode ser acessado pelo link https://redcap.fiocruz.br/redcap/surveys/?s=44EYE7PHFWHXC7KH, e se destina a médicos veterinários e clínicas veterinárias que realizarem atendimento de animais com a doença. O outro é um formulário da plataforma Google Form (https://docs.google.com/forms/d/1o4XndjmeUzYnn2Grc3S-6dq9HO_jKqNo8aZD_Lc99pA/edit), destinado à população em geral, tutores e cuidadores que, ao se depararem com casos suspeitos de animais nas ruas, apresentando feridas cutâneas e debilitados, podem fotografar e indicar a localização onde os mesmos possam ser encontrados.

A esporotricose é uma micose subcutânea que surge quando o fungo do gênero Sporothrix entra no organismo por meio de uma ferida na pele. O mapeamento será realizado pelas pesquisadoras da Fiocruz Amazônia Alessandra Nava, do Núcleo de Patógenos, Vetores e Reservatórios na Amazônia, pertencente ao Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), e Ani Beatriz Jacksih Matsuura, do Laboratório de Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS). O trabalho subsidiará também estudos acerca dos diferentes gêneros de fungos causadores da esporotricose, além de apoiar a elaboração de políticas públicas de enfrentamento da doença.

As ações estão sendo desenvolvidas em parceria com o Observatório Esporotricose Amazonas, do qual a Fiocruz Amazônia faz parte, e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM). Os formulários, segundo Alessandra Nava, serão fortes aliados no combate à disseminação de casos. “A ideia é juntar dados dos dois formulários para auxiliar a elaboração de um mapa espacial de casos no Estado. O mapa irá permitir a elaboração de estratégias de combate à doença, identificando os bairros mais atingidos, entre outros resultados”, explicou Nava.

Segundo a pesquiadora, tudo será disponibilizado para consulta e pesquisa da população. Atualmente, a necessidade de reajustar o atual protocolo de tratamento da doença em felinos oferecido pelo poder público, melhorar o atendimento à população e a divulgação da doença, bem como a transparência e eficiência na compra e aquisição de remédios como o Itraconazol são questões importantes para o combate eficaz.

VARIANTES

Ani Matsuura ressalta que o projeto aprovado este ano pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), coordenado por ela, terá a finalidade de descrever o perfil epidemiológico das pessoas acometidas pela esporotricose em Manaus para entender o quanto a doença está espalhada. “Analisaremos as fichas de notificação da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde Manaus), com os casos de humanos e de gatos. Também será feito um estudo para verificar se só uma espécie de fungo está causando a doença ou se há mais espécies envolvidas”, explicou, observando que a pesquisa também investigará se, além do contato com o animal, existem outras formas da pessoa se contaminar com o fungo nas suas casas.

O estudo vai permitir ainda uma análise comparativa entre as espécies de Sporothrix de Manaus e as de outras regiões do Brasil. “A finalidade é veriticar se há semelhanças genéticas entre as espécies”, explica Matsuura. Estão envolvidos no trabalho alunos de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e de Pós-Doutorado. A pesquisadora adianta que as primeiras amostras analisadas revelaram a presença da espécie Sporothrix brasiliensis.

MORDEDURAS

A Fiocruz Amazônia também integra a Rede de Iniciativa Amazônica para Investigação de Mordeduras Tropicais, um grupo internacional formado por especialistas e pesquisadores que trabalham com a questão das mordeduras tropicais e as diferentes formas de contágio, visando estabelecer parâmetros que permitam identificar o perfil epidemiológico dos casos de mordeduras em humanos e animais em determinada região, bem como prevenir ocorrências de surtos causados por zoonoses emergentes que possam vir a ser transmitidas pela mordedura de animais como primatas e, sobretudo, morcegos contaminados com vírus. A médica veterinária Alessandra Nava representa a Fiocruz no grupo.

Nava explica que o monitoramento das mordeduras de morcegos hematófago na população humana é realizado no Amazonas pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a análise das ocorrências relacionando a variáveis ambientais é feita pela Fiocruz Amazônia.

ONE HEALTH

Doutora em Epidemiologia experimental e Aplicada à Zoonoses, pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), Alessandra Nava atua desde 2014 na Fiocruz nos temas: ecologia de doenças infectocontagiosas, doenças emergentes, saúde pública, medicina da conservação, epidemiologia, biologia da conservação e enfermidades infecciosas. Ela foi uma das 40 especialistas selecionadas a integrar o movimento The Future of One Health, mobilização mundial reunindo especialistas de todo o Mundo, com a finalidade de promover a discussão acerca do conceito de Saúde Única (One Health) e sua capacidade de proporcionar melhores monitoramento e respostas às epidemias.

O conceito one health (saúde única) tem como base o entendimento de que a doença dos animais e dos humanos está associada. Atualmente, a médica veterinária desenvolve projeto de monitoramento e vigilância de patógenos zoonóticos de animais silvestres, como morcegos, primatas e roedores, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) – realizado em parceria com a Projeto Sauim de Coleira; o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Eduardo Gomes

Centro de Estudos abordará estratégias biotecnológicas e triagem de moléculas da biodiversidade como alternativas no combate a doenças endêmicas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 14/4, a palestra “Estratégias biotecnológicas e triagem de moléculas da biodiversidade como alternativas no combate a doenças endêmicas”, a ser ministrada por Fernando Berton Zanchi, pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz Rondônia.

A palestra irá abordar possíveis táticas biotecnológicas como alternativas no combate a doenças endêmicas. “Se a biodiversidade brasileira é tão grande, por que o número de fármacos descobertos a partir dela é tão pequeno? A palestra tentará mostrar um caminho possível para a região que permita prospectar qualitativamente novos fármacos oriundos da biodiversidade Amazônica”, explica Zanchi.

A apresentação ocorrerá em formato on-line e, os interessados podem acessar o evento, através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/88048086903?pwd=WlZ6ZFBDOThsbjhqMkwrVld0aFlLQT09      (ID da Reunião: 880 4808 6903) e (Senha de acesso: 126423).

SOBRE O PALESTRANTES

Fernando é formado em Física e possui Doutorado em Biologia Experimental. Atualmente atua como Pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz Rondônia. Trabalha com Bioinformática e Biotecnologia aplicadas ao desenvolvimento e/ou descoberta de novos fármacos contra doenças endêmicas da Amazônia. Também é professor das pós-graduações em Biologia Experimental da Universidade Federal de Rondônia e Fiocruz (PGBIOEXP), do Programa em Rede Bionorte e do Programa em Biologia Computacional e Sistemas (BCS) do IOC.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Nesta temporada, as palestras passam a ser moderadas pelos laboratórios de pesquisa da Instituição. A todo, 16 sessões devem ocorrer durante o ano de 2023, comtemplando as áreas de biodiversidade e sociodiversidade.

Fiocruz Amazônia promove I Workshop Estratégico de Pós-graduação

A Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), promove nesta quinta-feira, 13/4, às 14h, I Workshop Estratégico de Pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia. Com o tema “Biossegurança e Inovação Tecnológica no ILMD/Fiocruz Amazônia”, o evento reunirá prioritariamente, os estudantes de pós-graduação, e também outros bolsistas de programas desenvolvidos no Instituto, como Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), Programa de Vocação Científica (PROVOC), e Programa de Excelência em Pesquisa (PROEP).

Nesta primeira edição serão apresentadas aos participantes a atuação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) na promoção da cultura de inovação no Instituto e, Biossegurança na pesquisa a partir da atuação da Comissão de Biossegurança do ILMD. Na ocasião será abordada ainda a trajetória e Perspectivas Futuras da Associação de Pós-graduação. As apresentações ocorrerão na Sala de Aula I, prédio anexo.

A ação ocorrerá ao longo de todo o primeiro semestre de 2023, para orientação dos estudantes ingressantes nos cursos de mestrado e doutorado do Instituto. Em cada edição serão abordados temas específicos, relacionados ao funcionamento, missão, formas de apoio ao estudante, visando oportunizar que o novo estudante perceba a instituição de forma holística e, se insira de maneira mais apropriada, podendo usufruir de todas as assessorias e benefícios e, ao mesmo tempo melhor contribuir, a partir de suas pesquisas, com o propósito de promover melhorias na saúde e no fortalecimento do SUS.

A atividade tem ainda o intuito de manter o estudante bem-informado, para que possa melhor desenvolver suas atividades, minimizando a perda de tempo na busca por apoio institucional e ainda, melhor usufruir das assessorias técnicas que pode alçar para desenvolver seu trabalho com qualidade. Além disso, podendo desenvolver também produtos e processos inovadores que podem ser transferidos para o sistema de saúde e a sociedade.

SOBRE O NIT

O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

COMISSÃO INSTITUCIONAL DE BIOSSEGURANÇA

A biossegurança é uma orientação prioritária no ILMD/Fiocruz Amazônia, uma vez que há o desenvolvimento de atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, realizadas no Laboratório Multiusuários e nas cinco Plataformas Tecnológicas. Para orientar e incentivar as boas práticas e ações de biossegurança foi instituída a Comissão Interna de Biossegurança do Instituto – CIBio/ILMD (Portaria N. 003/2016-GAB/ILMD), subordinada à vice-diretoria de Pesquisa.

A CIBio/ILMD vem atuando para oferecer cursos e treinamentos que promovam a capacitação dos profissionais e a disseminação dos princípios da biossegurança no Instituto e nas instituições parceiras. Essas ações visam melhor atender as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e otimizar um conjunto de ações para prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

14h – Importância e dinâmica dos Workshops de Acolhimento / Dr.ª Olívia Simão

14h15 – Associação de Pós-graduação – Trajetória e Perspectivas Futuras / Victor Aquino e Lenina Jordana de Macedo

14h50 – Intervalo

15h – Biossegurança/Dr.ª Ani Matsuura

16h – Núcleo de Inovação Tecnológico-NIT/ Daniele Farias

16h45 às 17h00 – Encerramento

Fiocruz Amazônia, UFAM e EUA abrem inscrições para curso de Doutorado em Saúde Pública

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), instituições associadas que compõem o Curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública Na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, abrem inscrições e estabelecem as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no curso de doutorado. As inscrições ocorrem a partir de 28/4, e se encerram às 16h, do dia 3/5/2023.

Confira AQUI a Chamada Pública

O período para solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição ocorre nos dias 25 e 26/4. O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

A admissão ao Curso de Doutorado, será efetuada através de processo seletivo, composto de três etapas: Homologação das inscrições. Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento; Prova de Saúde Coletiva. Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 6,0 pontos; Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e entrevista.

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 16 vagas, para ingresso a partir de agosto de 2023. Os docentes do Programa que estão ofertando vagas encontram-se listados no Anexo III desta Chamada Pública.

BOLSAS DE ESTUDO

O Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia não garante a concessão de bolsa de estudo para todos os aprovados. Havendo cotas de bolsas disponíveis, elas serão distribuídas respeitando-se a ordem decrescente de classificação geral dos candidatos (da maior para a menor nota) e as normas das agências de fomento e as estabelecidas pela Comissão de Bolsas do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, até o limite das bolsas. O candidato aprovado na 3ª etapa do processo seletivo, receberá através de e-mail informado no ato da inscrição, formulário para que manifeste se deseja concorrer à bolsa de estudo ou não.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Livro organizado por pesquisadores da Fiocruz Amazônia aborda práticas sociais de enfrentamento da pandemia no Amazonas

A pandemia deixou marcas profundas na vida das pessoas, dos trabalhadores e gestores da saúde. Pensando nisso, pesquisadores do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) desenvolveram uma pesquisa com usuários, trabalhadores e gestores da saúde. Ao mesmo tempo, foi realizado um registro das histórias da experiência da Covid-19 no trabalho. O livro “Práticas sociais de enfrentamento da pandemia na Amazônia: esperançando novos mundos” é o resultado da pesquisa e das oficinas realizadas em 12 municípios do Estado do Amazonas. A obra foi realizada a partir de um projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (FAPEAM) e desenvolvida pelo LAHPSA/Fiocruz Amazônia, com a colaboração de alunos, pesquisadores, trabalhadores e gestores de saúde de diferentes instituições e municípios do Estado do Amazonas.

Organizado pelos pesquisadores Júlio Cesar Schweickardt, Alcindo Antônio Ferla, Thalita Renata Oliveira das Neves Guedes, Izi Caterini Paiva Alves Martinelli dos Santos, Sônia Maria Lemos e, Ana Elizabeth Sousa Reis, o livro possui 309 páginas, divididas em três sessões que contam histórias, de vivências e de memórias sobre os diferentes momentos da pandemia. “Sobrevivente do Misterioso”, “Movimentos Da Saúde Em Itacoatiara, AM: da pintura na pedra às marcas da pandemia”, “o que dizem os aspectos locais sobre os efeitos da covid na organização da vida em Tefé, AM”, “O enfrentamento à pandemia em Presidente Figueiredo, Amazonas: entre quedas d’água, movimentos intersetoriais criativos para mitigar os efeitos da Covid-19”, “Corredeira, levando a canoa: a gestão e o cuidado em saúde na pandemia em Boca do Acre, Amazonas”, são algumas das histórias e resultados apresentadas no e-livro.

Para Júlio Schweickardt, pesquisador do ILMD Fiocruz Amazônia, um dos pontos positivos propiciados através deste trabalho, foi a participação dos gestores e trabalhadores da saúde no processo de pesquisa e de escrita da obra. “O diferencial desse livro é o fato de termos envolvidos os gestores e trabalhadores nessa escrita, então eles também foram pesquisadores, participaram da coleta, na organização dos dados, ou seja, é uma abordagem metodológica participativa e colaborativa da pesquisa.

Os resultados do projeto “Prevenção e controle da Covid-19: a transformação das práticas sociais da população em territórios de abrangência da Atenção Básica em Saúde no Estado do Amazonas”, tiveram como objetivo central, analisar as transformações sociais produzidas pela pandemia. Durante o estudo, os pesquisadores observaram uma grande capacidade de resiliência tanto de trabalhadores, como dos usuários nesses 12 municípios do Amazonas, mas que retratam a realidade da região amazônica.

O livro está dividido em três momentos: no primeiro com os prefácios de parceiros internacionais da Itália e Nicarágua, que tem participado das pesquisas e produções do LAHPSA e, se inseriram em diferentes momentos da pesquisa, seja como dispositivo de pensamento em atividades de ensino e extensão em atividades nacionais e internacionais, seja como colaboração na pesquisa propriamente dita. Ainda nessa sessão, os organizadores apresentam dois textos mais gerais sobre a pesquisa. Na segunda sessão, estão os capítulos que discutem os resultados da pesquisa e as estratégias municipais de enfrentamento da pandemia. Na terceira sessão, os pesquisadores destacam relatos de trabalhadores e gestores de saúde.

As narrativas apresentadas na terceira sessão da publicação são emblemáticas porque trazem a experiência de quem esteve na gestão, quem ficou em casa por ser do grupo de risco, de quem atuou nos serviços nos momentos mais trágicos da nossa história recente. O convite para escrever as narrativas das experiências foi feito a todas as pessoas participantes das oficinas, embora o grupo só tenha recebido o retorno dos profissionais e gestores do município de Parintins.

ARTE DA CAPA

Retratada na capa da publicação, uma obra do artista Rai Campo, chama atenção sobre os cuidados com o planeta. Um dos maiores trabalhos de sua experiência artística: o “Mãe D’Água”, foi pintado no reservatório da Águas de Manaus, na Ponta Negra. Feito a 27 metros do chão, em parceria com outros colegas grafiteiros, o painel representa sua amiga indígena Margô, de São Gabriel, em homenagem ao espírito que gera, acolhe, ama e garante o sustento a todos.

Rai Campos, conhecido como Raiz, é uma das grandes expressões do grafitti na região Norte. Nascido na Bahia, chegou ao Amazonas ainda criança para morar na Vila do Pitinga, dentro da Área Indígena Waimiri Atroari, onde começou a grafitar aos 14 anos por esforço próprio.

SOBRE A REDE UNIDA

A Rede Unida é uma entidade internacional, sediada no Brasil, que se estrutura por uma Coordenação Internacional, Coordenações Regionais no Brasil, Núcleos Internacionais nos quais mantém relações de cooperação e Fóruns Temáticos, sendo o de Residências em Saúde; dos Direitos Humanos, da Diversidade e da Equidade de Raça e Gênero; Fazer-SUS; Internacional da Rede Unida; e Fórum Povos. Mantém ainda a Editora Rede Unida e TV Rede Unida com importante contribuição à publicação difusão de materiais formativos, científicos, debates e seminários sobre variados temas relacionados à saúde e à vida.

A Rede Unida se propõe a promover iniciativas conjuntas entre universidades, serviços de saúde, organizações comunitárias, arte e cultura, no Brasil e países onde mantém Núcleos Internacionais. Também coloca, em papel central, a participação ativa de estudantes e professores, de profissionais, gestores, e usuários de serviços públicos de saúde, de militantes de movimentos sociais e outros representantes da sociedade civil nacional e internacional, com a perspectiva de que essas experiências compartilhadas multiplicam o entendimento sobre saúde, a defesa da vida, e seu papel na sociedade.

Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia apresenta resultados parciais da pesquisa de vacina contra malária vívax no Japão

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação e pesquisadora da Fiocruz Amazônia Stefanie Lopes, juntamente com a bolsista de pós-doutorado Camila Fabbri, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infeciosas (DCDIA), participaram em Kanazawa, no Japão, da 92ª Reunião Anual da Sociedade Japonesa de Parasitologia que aconteceu na quinta e sexta-feira, 30 e 31/03. As pesquisadoras apresentaram no evento os resultados parciais dos estudos pré-clínicos para o desenvolvimento de vacina contra a malária vivax, que contam com financiamento do Fundo Global de Tecnologia Inovadora em Saúde (GHIT), do Japão. Segundo Stefanie Lopes, até aqui os estudos vêm apresentando resultados promissores no tocante ao efeito bloqueador da transmissão do parasita causador da doença.

As pesquisadoras foram convidadas a participar do evento devido à parceria que o grupo possui com a Universidade de Kanazawa, que coordena o desenvolvimento do projeto de pesquisa pré-clínica com financiamento do GHIT. Stefanie Lopes explica que serão apresentados no evento os resultados parciais do projeto, que deverá ser desenvolvido em dois anos. “Trata-se de uma reunião entre o grupo de pesquisadores e o financiador a fim de avaliar o status do desenvolvimento do projeto financiado, uma vez que completa um ano de atividades (metade do tempo total)”, afirma. A pesquisadora destaca que, na avaliação preliminar, a pesquisa demonstrou um elevado efeito da vacina produzida pelo grupo no desenvolvimento do parasita (Plasmodium vivax) no mosquito vetor da doença, o Anopheles, e, portanto, tendo um potencial efeito no bloqueio da transmissão da malária.

Ela ressalta ainda que o encontro oportunizou também discutir os próximos passos do projeto, necessários para o desenvolvimento da vacina para testes futuros em ensaios clínicos como a produção em maior escala e padrões de garantia de alta qualidade (GMP). Ressaltou, ainda, que a aproximação dos dois países parece bastante profícua e que vislumbra o aprimoramento deste e de novos estudos em parceria Japão/Brasil. “A oportunidade de estar aqui (no Japão) foi importante para este estreitamento das relações internacionais”, salientou.

O desenvolvimento da pesquisa vem sendo executado pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a Fundação de Medicina Tropical (FMT). A pesquisa é coordenada pelo pesquisador Shigeto Yoshida, da Universidade de Kanazawa, e conta como parceiros as universidades de Hokkaido, Kyoto, Toyama e Jichi Medical University, do Japão, e a Universidade de Cambridge, do Reino Unido.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação explica que a Fiocruz Amazônia conta com uma plataforma voltada à realização de ensaios para testagem de substâncias, bem como novas formulações vacinais para a malária causada pelo Plasmodium vivax. “Esta plataforma pode avaliar atividade antimalárica ex vivo contra estágio sanguíneo do parasita, assim como a atividade no bloqueio da transmissão do parasita ao vetor em ensaios in vivo através da infecção experimental de Anopheles colonizados”, afirmou Stefanie. No futuro próximo, a pesquisadora deverá também incrementar a plataforma com o ensaio in vitro contra o estágio hepático do parasita, que está em fase de validação.

O estabelecimento deste último ensaio contou com o apoio da Medicines for Malaria Venture (MMV) e Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam). “É um trabalho de suma importância, visto que um dos grandes gargalos para o controle da malária vivax reside na existência de um estágio latente no fígado, o hipnozoito, que é responsável pelo reaparecimento da doença sem a necessidade de uma nova picada do mosquito infectado”, salienta, acrescentando que os medicamentos disponíveis para atacar este estágio do parasita, a primaquina, e o seu substituto em dose única, a tafenoquina, não podem ser utilizados amplamente devido aos seus efeitos colaterais em determinadas pessoas, como gestantes e deficientes em G6PD. “Portanto, a busca por novas substâncias com este potencial se faz necessária”, frisa.

PLASMODIUM

O Plasmodium vivax é responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil e devido à ausência de uma cultura estável a longo prazo, ensaios como estes da plataforma da Fiocruz Amazônia só podem ser realizados em áreas endêmicas da doença pois dependem da coleta de sangue de voluntários com a doença. Para a cientista, o incentivo às pesquisas é de fundamental importância não só para o Brasil como os demais países onde ocorrem casos da doença.


ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia realiza oficina de autoavaliação do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou durante dois dias a primeira oficina de autoavaliação do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). A autoavaliação é uma das etapas do processo de consolidação do programa junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação, e tem como finalidade discutir o cenário atual e as perspectivas futuras do programa, com a participação de docentes, discentes, egressos, gestores e representantes da coordenação. O evento, aberto na quarta-feira, 29/03, pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, contou com a participação dos professores do Programa de Saúde Pública da Universidade de São Paulo Leandro Giatti, e Fredy Galvis Ovallo, o médico sanitarista Alcindo Antonio Ferla, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o coordenador da Área de Saúde Coletiva Bernardo Bessa Horta, pesquisador sênior do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A diretora Adele Benzaken destacou a importância da oficina como um marco no processo de consolidação do PPGVIDA. “Esse é um processo que vai ter continuidade futura e é de fundamental importância ter os pesquisadores conosco nessa trajetória, bem como a participação do corpo discente. Desde já, nosso agradecimento aos professores que aceitaram o desafio de estar aqui em Manaus atuando junto ao programa”, destacou. O coordenador do PPGVIDA, Júlio César Schweickardt, ressaltou que a autoavaliação e a definição de critérios de planejamento estratégico devem ser vistos também como oportunidades de reflexão sobre o que significa ter um programa de pós-graduação em condições de vida e saúde na Amazônia e quais as contribuições práticas que ele possa vir a dar ao sistema de saúde.

Schweickardt lembrou que o momento é propício também para a reflexão sobre os avanços obtidos e o que precisamos ainda avançar para aprimorar o desempenho do programa. “Recebemos uma avaliação baixa da CAPES no último quadriênio exatamente por não termos cumprido com algumas exigências, a exemplo da autoavaliação do programa. Com a oficina, que ocorre durante dois dias, temos a oportunidade de rever a avaliação da CAPES, rediscutir as estratégias de aprimoramento do programa com vistas a sairmos do atual patamar de nota mínima para funcionamento do programa”, observou.

“Queremos sair daqui com propostas e sugestões, planejamento estratégico discutido com discentes e docentes. Foram quatro anos difíceis, atravessamos uma pandemia e um pandemônio, mas sobrevivemos e agora temos que olhar para frente”, afirmou o pesquisador Bernardo Horta, lembrando que o planejamento estratégico e a autoavaliação são iniciativas que, de um modo geral, no Brasil, os programas de pós-graduação não realizavam, sendo muitas das vezes surpreendidos nas avaliações da CAPES. “Por isso, são muito importantes esses encontros de autoavaliação porque devem servir de subsídio para os planejamentos dos programas”, complementou.

A oficina marcará também a mudança na coordenação do PPGVIDA, que passa a ter à frente a pesquisadora Ani Beatriz Jackish Matsuura, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), e como vice-coordenadora a pesquisadora Michele Rocha de Araújo El Kadri, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), com a transferência do pesquisador Júlio César Schweickardt para a Fiocruz Brasília. Atualmente, o programa possui 55 alunos. No segundo dia, a oficina contou com a realização de dinâmicas de grupo para integração e acolhimento dos novos alunos.

PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia contribuiu com a metade dos genomas do vírus da COVID-19 sequenciados na Região Norte do País

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Vigilância Genômica de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados, esteve presente no 1º Simpósio da Rede Genômica da Fiocruz, realizado pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas, na sede da Fiocruz Ceará, no início de março, em Fortaleza. O encontro aconteceu ao longo de três dias (8,9 e 10/03), e teve como finalidade disseminar conhecimento sobre a importância da vigilância genômica e laboratorial, bem como apresentar as principais inovações na área de genômica com vistas ao enfretamento de desafios futuros. O virologista Felipe Naveca, pesquisador da Fiocruz Amazônia, destacou o desempenho da Vigilância Genômica no Amazonas, estado que possui a maior cobertura de genomas do SARS-CoV-2 sequenciados, em função do número de casos diagnosticados no País. Segundo ele, a Fiocruz Amazônia contribuiu com metade dos genomas do vírus da COVID-19 sequenciados na região Norte.

Naveca ressalta que a Rede Genômica Fiocruz foi criada em resposta à pandemia de Covid-19, num momento em que ficou claro ser necessário um esforço no sequenciamento genômico do vírus para que fosse possível entender como se daria a evolução do “novo” patógeno ao longo do tempo em todo o Mundo e em especial no Brasil, onde a Rede Genômica Fiocruz atua. “Nós, do ILMD/Fiocruz Amazônia, assumimos o protagonismo de fazer não apenas a Vigilância Genômica do Amazonas, onde já fizemos quase 90% dos genomas sequenciados, disponíveis em banco de dados públicos, mas também de dar suporte aos estados de Roraima, Rondônia, Acre e Mato Grosso do Sul”, explicou, salientando a importância da iniciativa do simpósio para troca de experiências.

O virologista lembrou que, na Região Norte, nos últimos dois anos, a Fiocruz Amazônia foi responsável por 48% dos genomas sequenciados. “Atualmente, o papel do ILMD/Fiocruz Amazônia é bastante relevante e deixou o Amazonas como o Estado com o maior número de genomas sequenciados, se dividirmos pelo número de casos confirmados, que é o critério observado pela OMS, uma vez que não podemos comparar lugares com populações diferentes e a contagem absoluta, então, não seria mais adequada”, observou Naveca.
A Fiocruz Amazônia tem trabalhado também na vigilância genômica de outros patógenos, a exemplo da Dengue e Oropouche. “Temos uma estreita parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas e com os estados de Roraima e Rondônia, além de gerar dados e desenvolvido protocolos para a geração desses dados, alguns inclusive utilizados por diversos países, inclusive protocolos não só de sequenciamento mas também de inferência por PCR em tempo real”, afirmou, destacando o papel do ILMD/Fiocruz Amazônia na Rede Genômica Fiocruz como um dos centros que tem mais produzido genomas do SARs COV 2 e agora também de outros vírus.

REDE GENÔMICA

A Rede Genômica Fiocruz reúne especialistas de todas as unidades da Fundação Oswaldo Cruz no Brasil e de institutos parceiros que se empenham diariamente em gerar dados mais robustos sobre o comportamento do SARS-CoV-2, por meio da decodificação do genoma viral. Dessa forma, é posspivel acompanhar as linhagens e mutações genéticos do novo coronavírus e contribuir para um melhor preparo do país no enfrentamento da pandemia em termos de diagnósticos mais precisos e vacinas eficazes. Desde março de 2020, o grupo, nacionalmente representado, está atuando na vigilância genômica do SARS-CoV-2. A Rede participa da iniciativa internacional de acesso aberto a informações sobre genomas de vírus influenza e coronavírus, o GISAID, sendo um dos grupos curadores da iniciativa na América do Sul.

A Rede fornece capacitação e suporte técnico em sequenciamento e geração de dados para técnicos e especialistas de instituições de todo o País e da América do Sul, a partir de cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

PROFISSONAIS DO SETOR DE SAÚDE

O 1º Simpóstio da Rede Genômica Fiocruz teve como publico-alvo profissionais do setor de saúde, público e privado, gestores de saúde e profissionais que atuam em vigilância laboratorial e/ou genômica. O evento reuniu autoridades como a ministra da Saúde, Nísia Trindade, que participou de forma remota, o presidente da Fiocruz Mário Moreria, além de representantes da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Instituto Todos pela Saúde e Governo do Estado do Ceará.

Fiocruz Amazônia prestigia posse da nova diretoria do Cosems-AM

A Fiocruz Amazônia participou na noite da última segunda-feira, 27/03, da posse da nova diretoria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM). A entidade é parceira do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) há mais de dez anos, atuando na construção da gestão do SUS para melhor desenvolver a Saúde Pública no Amazonas. Presente à solenidade, a diretora do ILMD, Adele Schwartz Benzaken, destacou a relevância dessa parceria, citando as diversas iniciativas realizadas em conjunto entre as duas instituições.

“Ao longo dessa trajetória, foram dezenas de cursos de especialização e de atualização cujo público-alvo são os gestores e trabalhadores do SUS. No âmbito da Fiocruz Amazônia, oferecemos o QualificaSUS, que atingiu os 62 municípios do Amazonas, com treinamentos e capacitações,  o que nos possibilitou a expertize para atuar hoje na capacitação de agentes comunitários de saúde juntamente com a Agência  dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), este com mais de 1500 agentes municipais de saúde capacitados nos Estados do Amazonas e Roraima”, exemplificou, citando ainda o Mestrado Profissional em Saúde Pública, curso de inovação na escrita sobre experiências na gestão em saúde do Amazonas, entre tantas outras iniciativas.

Acompanhada dos pesquisadores do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), Rodrigo Tobias e Júlio César Schweickardt, Benzaken agradeceu o apoio do presidente Franmartony Firmo, secretário de Saúde de Maués, que encerrou o mandato,  desejando sucesso à nova gestão, tendo à frente o secretário de Saúde de Boca do Acre, Manoel Barbosa.

Fiocruz Amazônia e Semed são parceiros na execução de atividades do Espaço ECAM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Ftiocruz Amazônia) firmou parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), da Prefeitura de Manaus, para garantir a participação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, na grade de atividades desenvolvidas pelo Espaço da Cidadania Ambiental (ECAM), projeto criado pela Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), e coordenado pela OCA do Conhecimento Ambiental da Semed. A coordenadora regional da OBSMA, Rita Bacuri, explica que o objetivo da iniciativa é o de promover a popularização da Ciência, tendo a OBSMA como tema transversal das atividades pedagógicas, sociais e ambientais, como palestras, exposições e oficinas realizadas ao longo da programação do ECAM durante o ano.

“A ideia é possibilitar que atividades desenvolvidas pelos laboratórios de pesquisa da Fiocruz Amazônia possam ser levadas até o Espaço ECAM por meio de palestras e exposições, oferecidas a alunos das escolas da rede pública municipal, que são o público-alvo do projeto”, explica Bacuri, que esteve na última terça-feira, 22/03, Dia Mundial da Água, realizando palestra de apresentação da OBSMA aos alunos do sexto ano do Ensino Fundamental na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola do Serviço Social da Industria Dra Êmina Barbosa Mustafá, no São José, Zona Leste de Manaus. “As atividades sob a responsabilidade da Obsma, durante o calendário anual do ECAM, terão como roteiro a apresentação da Fiocruz e suas ações no país, apresentação do programa da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, e a realização de encontros com a participação dos pesquisadores do ILMD,Ft explica a coordenadora.

A parceria da Fiocruz Amazônia com a Semed e o ECAM tem como finalidade também divulgar a missão da Fiocruz, enquanto uma instituição brasileira promotora de conhecimentos científicos e tecnologias inovadoras, voltados para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS, além de divulgar e sensibilizar professores e alunos a participarem da Obsma e promover o engajamento dos laboratórios de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia às ações da Obsma, relacionando suas áreas de atuação ao calendário do Ecam, com a perspectiva de fortalecer a discussão sobre os temas saúde e ambiente.

Para as atividades do mês de março, foi programada a participação da Fiocruz e da Obsma nos dias 15 e 21/03, seguidas de debate com o público. A convidada pela Obsma para tratar do tema Água foi a pesquisadora Luciete Almeida Silva, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia Com Importância Para a Saúde (DMAIS). Ela ministrou a palestra “A importância da Água Potável”, em uma exposição interativa, com uso de microscópio e microrganismos. O objetivo da palestra foi estimular as crianças e adolescentes a refletirem sobre a importância dos cuidados com a ingestão e o uso correto da água.

Os próximos temas serão: Planeta Terra (abril), Biodiversidade (maio), Meio Ambiente (junho/julho), Floresta (julho/agosto), Povos Indígenas (agosto/setembro), Dia da Árvore (setembro/outubro, Aniversário de Manaus (outubro) e Consciência Negra (novembro).. Além das palestras e exposições, a cada edição é feita a apresentação dos vídeos institucionais “Ciência e Saúde para Todos” e “Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente”, da Fiocruz. Para Rita Bacuri, a interação com o público é um dos pontos altos das atividades. Ela cita como exemplo o caso do aluno do EJA do Sesi, João de Oliveira Bezerra, que declamou um trecho de um poema de sua autoria intitulado “O Poder da Educação”, durante oficina no ECAM.

“Educação nos dá asas para voar. É como uma lupa ampliada que nos faz enxergar. É chave que abre o mundo tem sempre ensinamentos profundos para nos ensinar. É como um prato perfeito, que escrito está ali pronto e quentinho, só a esperar, que venha alguém faminto e no gesto bonito, sente para se alimentar. Ao ver crianças e jovens dormindo no chão, parece tão distante deles a solução. Será que é tão difícil entender que só se vai resolver através da educação? Oh educação, que poder que você tem! De pegar uma pessoa humilde que na sociedade não é ninguém, faz uma transformação dando a esse cidadão, a chance de ser alguém”, declamou João.

OLIMPÍADA

Promovida pela Fiocruz, a OBSMA é um projeto voltado aos alunos de escolas públicas e privadas de todo Brasil, cujo objetivo é fortalecer nos estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar e estimular a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no país. A OBSMA está presente em todos os estados brasileiros por meio de suas seis coordenações regionais. Elas são responsáveis por organizar, acolher e orientar os participantes. Neste sentido, Rita Bacuri explica a importância da parceria com o Espaço ECAM como canal de divulgação do projeto junto às escolas.

USAID, Fiocruz Amazônia e Fiotec elaboram guia orientador para oficinas de educação popular e comunicação em saúde no enfrentamento da COVID-19

A Frente 3 do Projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia e Fiotec, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI EXPAND e SITAWI – Finanças para o bem, elaborou um roteiro de atividades que norteiam a atuação dos facilitadores e educadores populares diretamente envolvidos com a realização das oficinas sobre Educação Popular e Comunicação em Saúde para Engajamento Social e Fortalecimento da Cobertura Vacinal da População Ribeirinha, Quilombola e Migrante. A Frente 3 do projeto tem como finalidade garantir o acesso amplo, eficaz e com equidade à vacina contra a COVID-19, bem como sua aplicação segura e eficaz. As orientações comporão um guia para facilitadores/educadores populares, que será produzido e publicado futuramente.

O trabalho é resultado de uma construção coletiva, por meio de reuniões presenciais e virtuais, realizadas entre os meses de outubro e novembro passados, envolvendo as equipes de apoiadores locais que atuarão ao longo do projeto como facilitadores nos territórios quilombolas, ribeirinhos e de migrantes dos estados do Amazonas e Acre. “O guia orientador é uma ferramenta educativa de gestão. A ideia foi ter um material pensado a partir na realidade local dos que vivem nela, permitindo uma amostra de como as pessoas se enxergam nos seus territórios, preparando assim os facilitadores que vão fazer as mobilizações nas comunidades”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, coordenador da Frente 3 do Projeto Amazônia Solidária.

Segundo Schweickardt, o projeto, em sua concepção, foi desenhado como sendo de base comunitária desde o princípio, razão pela qual foi necessário garantir a participação de pessoas das comunidades ribeirinhas, quilombolas e migrantes no processo de definição das estratégias de atuação. “Com a seleção dos apoiadores locais, garantimos o diálogo, a visão da comunidade e a mobilização necessária para a realização das oficinas. O apoiador da comunidade nos dá uma dimensão mais real, mais presente do que acontece naquele território”, afirmou. O projeto possui, no total, 32 facilitadores, distribuídos entre comunidades de territórios quilombolas, ribeirinhos e de migrantes de 36 municípios, sendo 15 no Amazonas e 21 no Acre.

“A ideia foi a de realizarmos duas oficinas, em momentos distintos, que permitam identificar fatores que impactam no aumento da cobertura vacinal nos territórios e levantar estratégias, por meio das metodologias da Educação Popular em Saúde (EPS), para melhorar a comunicação e divulgação científicas a partir dos atores sociais e institucionais destas comunidades”, destaca o coordenador. As peças de comunicação que forem produzidas serão disponibilizadas para a própria comunidade, na forma de podcasts, informativos eletrônicos, folhetos em folha de papel A4, entre outras possibilidades. “O foco do projeto é o usuário, quanto mais próximo da dinâmica da comunidade estivermos, melhor”, resumiu.

EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE

O guia organiza as atividades a serem desenvolvidas nas doze horas propostas para realização das oficinas de diagnóstico situacional da comunidade. Para a publicitária e mestre em Saúde Pública, Denise Amorim, que atua como facilitadora do projeto, a proposta do Guia Orientador surgiu da necessidade de compartilhar conhecimento acerca das técnicas da Educação Popular em Saúde, considerando a relevância de todos alcançarem as intencionalidades educativas e do projeto. “As oficinas foram pensadas e planejadas por meio de Círculos de Cultura que estão fundamentados em uma proposta pedagógica democrática e emancipadora, que requer uma tomada de decisão perante os problemas levantados a partir das experiências dos sujeitos em seus territórios. A proposta é trabalhar a consciência do vivido, possibilitando a ampliação do conhecimento e a compreensão dos educandos sobre sua própria realidade, intervindo criticamente nela”, explica Denise.

Ela lembra que durante as oficinas com os facilitadores, foi possível socializar possíveis trilhas metodológicas para potencializar a escuta, o diálogo, a partir das problematizações que o roteiro propõe. “O papel do facilitador é ser o tecelão da rede de diálogos, o indutor das problematizações, reflexões e construções que serão realizadas pelos participantes da oficina, considerando que este orientador pode e deve ser adaptado conforme as circunstâncias encontradas nos diferentes locais de aplicação, de acordo com questões culturais, sociais ou até mesmo comportamentais das comunidades”, observou.

MAPEAMENTO NO TERRITÓRIO

Nos territórios, as oficinas já começaram a ocorrer. Na primeira – da série de duas oficinas – é feita a apresentação da proposta e das estratégias locais de enfrentamento da pandemia. Com até três dias de duração, a depender da localidade onde aconteça e do quantitativo de participantes, a oficina é importante para o mapeamento das potencialidades da comunidade já com vistas à pactuação dos produtos que serão elaborados e definição do cronograma. No encontro, são tratadas também as medidas de enfrentamento à pandemia e mitigação dos efeitos, sobretudo o uso adequado de medidas de proteção individual e coletiva, mobilização para vacinação, além de produção de registros para relatórios, documentários e produções técnico-científicas.

Divididos em grupos, os participantes planejam uma estratégia de educação e comunicação em saúde para divulgação e aumento da cobertura vacinal no seu município. O grupo dever fazer uma representação da sua estratégia, a partir de questionamentos sobre como querem se comunicar, os meios de comunicação mais usados pela comunidade, a mensagem que se quer divulgar, a melhor linguagem a ser utilizada, melhor estratégia para conscientização sobre o tema e os locais adequados para as atividades.

Na segunda oficina na comunidade, a finalidade é a apresentação dos produtos e estratégias de publicação e divulgação dos materiais produzidos. Nela, será feito o compartilhamento das iniciativas produzidas em cada território, a atualização das informações sobre a pandemia e o planejamento de estratégias de médio e longo prazos para a sustentabilidade das medidas propostas. Os materiais produzidos devem ser compartilhados em ambiente virtual para visualização ampliada. À frente das atividades, devem estar no mínimo, três pessoas: um facilitador/educador para a condução da oficina; um relator para a realização de registros e memórias; uma pessoa para os registros em audiovisual.

A Frente 3 do Projeto Amazônia Solidária atuará nas comunidades quilombolas Quilombo do Barranco de São Benedito, na Praça 14, em Manaus; Quilombo do Rio Andirá, no município de Barreirinha, e Quilombo Serpa, em Itacoatiara (AM), no Amazonas, além de Anamã, Anori, Barcelos, Boca do Acre, Borba, Carauari, Codajás, Ipixuna, Manaquiri, Manaus, Manicoré, Maraã, Rio Preto da Eva, São Sebastião do Uatumã e Tabatinga. No Acre, os municípios contemplados são Cruzeiro do Sul, Feijó, Sena Madureira, Tarauacá, Brasileia, Senador Guimard, Plácido de Castro, Xapuri, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima, Porto Acre, Epitaciolândia, Acrelândia, Porto Walter, Capixaba, Bujari, Manoel Urbano, Jordão, Assis Brasil e Santa Rosa do Purus. No Acre, a coordenação do projeto realizará oficinas apenas na capital, Rio Branco, tendo como público-alvo os profissionais de saúde que atuarão como facilitadores locais e que, por sua vez, se encarregarão de viabilizar as atividades nas comunidades dos demais municípios.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos:  Ingrid Anne

Projeto da Fiocruz Amazônia leva ribeirinhos a discutir e propor soluções para as demandas de saúde da comunidade

Após seis meses de discussões preparatórias da equipe, reuniões com lideranças e visitas de reconhecimento de território, o Projeto “Participação comunitária no processo de planejamento, organização e oferta dos serviços de saúde em localidades rurais ribeirinhas da Amazônia”, um dos contemplados no edital Inovação Amazônia, do Programa Inova Fiocruz, desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), deu início ao trabalho de mobilização propriamente dito da comunidade ribeirinha de Santa Maria, localizada na zona rural de Manaus, visando a formulação de propostas que busquem apontar soluções sustentáveis para as demandas de saúde existentes na comunidade. Coordenado pelo Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI), o projeto conta com financiamento da Fiocruz Amazônia e Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (FAPEAM) e realizou, nos últimos dias 17 e 18/03, oficina na qual as próprias lideranças da comunidade fizeram a apresentação do projeto aos demais moradores.

Conduzida pelos pesquisadores do SAGESPI, a reunião-piloto contou com a presença dos líderes comunitários e moradores, com o objetivo de mobilizá-los e fazê-los sentirem-se parte do projeto que será desenvolvido de forma participativa com a comunidade. “O encontro foi o marco inicial e a intenção do projeto é permitir a população participe de todas as suas etapas de implantação. Para isso, estamos trabalhando com a comunidade, realizando a cada mês uma atividade visando desenvolver estratégias que sejam resolutivas para a melhora das condições de saúde e da qualidade de vida da população, de forma colaborativa com todos os atores envolvidos nesse processo“, explica o pesquisador da Fiocruz Amazônia Fernando Herkrath, um dos coordenadores do projeto.

Ele explica que a proposta foi desenvolvida e está sendo trabalhada com a comunidade, para implementar cada uma das etapas. A próxima atividade está programada para o dia 15/04. “Pretendemos desenvolver a colaboração entre a comunidade Santa Maria, profissionais e gestores de saúde que atuam na localidade rural ribeirinha, bem como outros potenciais atores do setor público ou privado para, juntos, construírem respostas aos problemas de saúde prioritários para esta população”, afirma Amândia Sousa, pesquisadora do SAGESPI e integrante do projeto.

Segundo a pesquisadora, a metodologia a ser utilizada é a do “Impacto Coletivo”, em que todos os interessados participam e colaboram na construção de solução dos problemas elencados, com o apoio de uma rede de pesquisadores e com base em pressupostos teóricos, partindo-se do princípio de que a iniciativa seja sustentável. “Espera-se que esse processo contribua para que os modelos de cuidados à saúde respondam de forma eficaz e qualificada às necessidades e especificidades locais, contemplando as singularidades do rural amazônico”, completa.

O projeto acontecerá inicialmente na comunidade rural Santa Maria, distante aproximadamente cinco horas de barco da área urbana de Manaus e com características peculiares, como o acesso exclusivamente por via fluvial e a localização em uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS Puranga Conquista). “A depender dos resultados obtidos a iniciativa pode ser replicada para outras comunidades rurais”, afirmou Herckrath. O projeto vem sendo desenvolvido desde o ano passado, e conta com a atuação de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade de São Paulo (USP), Universidade São Judas Tadeu (USJT-SP) e Instituto Federal de Rondônia (IFRO).

INOVA FIOCRUZ

O Programa Inova Fiocruz, da Fundação Oswaldo Cruz, aprovou um total de 20 projetos dos 35 submetidos ao Edital Inovação Amazônia para receber financiamento para pesquisas como foco na Amazônia. O resultado foi oficializado em junho do ano passado, com o anúncio dos aprovados. O edital prevê um total de R$ 7,1 milhões para o financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, voltados para a região amazônica, coordenados por pesquisadores das unidades da Fiocruz no Amazonas e em Rondônia. O edital foi lançado como ferramenta de incentivo às pesquisas em Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco em saúde pública na Amazônia, por meio de parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa nos Estados do Amazonas (Fapeam) e Rondônia (Fapero).

Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia retoma ciclo de palestras

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), retoma seu ciclo de palestras no dia 24/3, às 10h (horário/Manaus). As atividades do ano de 2023 terão início com a palestra: “O processo de produção de sínteses científicas para grandes problemas sistêmicos atuais: as Trajetórias bio-sócio-econômicas na Amazônia” a ser ministrada por Claudia T. Codeço, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (PROCC/Fiocruz) e, Ana Rorato Vitor, colaboradora no Laboratório de investigações em Sistemas Socioambientais (LiSS) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciai (INPE).

A apresentação ocorrerá em formato on-line e, os interessados podem acessar o evento, através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/84441165296?pwd=eFJHRVRiMU4wSlJQUlc1dXp6ZXpPQT09 utilizando o ID (844 4116 5296) e senha (135552).

De acordo com Cláudia Codeço, os problemas complexos atuais demandam trocas cada vez maiores de saberes. São desafios postos pelas mudanças climáticas, perda de biodiversidade, vulnerabilidade social, pandemias, poluição, dentre outros. “Nesse seminário, vamos debater como lidar com essas questões a partir de projetos de Síntese Científica. Vamos exemplificar com a experiência do projeto Trajetórias (Sinbiose-CNPq), que articula saúde-ambiente-economia na Amazônia”, explica.

O objetivo geral do projeto Trajetórias é fornecer uma estrutura para o debate conjunto das dimensões econômica, ambiental e de saúde, buscando contribuir para o entendimento dos fatores que impactam a biodiversidade e a saúde humana na região. Para isso, o projeto produziu o dataset “Trajetorias” para monitoramento de saúde e ambiente, vinculado às trajetórias rurais tecnoprodutivas, que mediam a relação do homem com o meio ambiente.

A primeira edição terá como moderadora, a Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que demonstrou entusiasmo pelo retorno das atividades. “É com grande prazer que a gente retoma as sessões do Centro de Estudos em 2023, ainda nesse formato on-line, que nos propicia as falas e palestras de diferentes pessoas. Nessa abertura, teremos o prazer de receber duas pesquisadoras que atuaram e foram desenvolvedoras do projeto Trajetórias, do edital Sinbiose do CNPq, no qual eles reuniram diferentes abordagens e, pesquisadores de diferentes áreas, para através dessa integração de diferentes saberes, podermos olhar e produzir uma base de dados que permita o desenvolvimento e a compreensão do que está acontecendo na Amazônia, em especial como pesquisadoras da Fiocruz, no que tange a saúde dessa população”, destaca.

SOBRE AS PALESTRANTES

Cláudia é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestra em Engenharia Biomédica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutora em Quantitative Biology – University of Texas at Arlington e possui pós-doutorado em Epidemiologia Teórica – Instituto Gulbenkian de Ciência. Atualmente é pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz, no Programa de Computação Científica (PROCC). Atua como docente na Pós Graduação de Epidemiologia em Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e na Medicina Tropical (IOC/Fiocruz).

Possui experiência na área de Dinâmica de Populações, com ênfase em Modelagem Matemática de Dinâmica de Doenças Transmissíveis, atuando principalmente nos seguintes temas: ecoepidemiologia de doenças transmitidas por vetores, biomatemática, dinâmica de processos transmissíveis e ecologia populacional de vetores, modelagem aplicada à vigilância. Coordenadora do Infodengue.

Ana Rorato é Licenciada e Bacharel em Ciências Biológicas, mestra em Ecologia e Conservação pela Universidade Federal do Paraná, doutora em Ciência do Sistema Terrestre (CST) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, onde desenvolveu uma avaliação da vulnerabilidade ambiental das Terras Indígenas da Amazônia brasileira.

Atua nas seguintes áreas do conhecimento: ecologia, conservação ambiental, análise de mudanças no uso e cobertura da terra, avaliação de ameaças ambientais em Terras Indígenas da Amazônia, criação de indicadores socioambientais e de vulnerabilidade, avaliação da aplicação de políticas públicas e ambientais na Amazônia, uso de dados de sensoriamento remoto e geotecnologias.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Nesta temporada, as palestras passam a ser moderadas pelos laboratórios de pesquisa da Instituição. A todo, 16 sessões devem ocorrer durante o ano de 2023, comtemplando as áreas de biodiversidade e sociodiversidade.

Fiocruz Amazônia participa de livro sobre riscos sanitários da atualidade

O epidemiologista Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, assina capítulo do livro “Sociedade de Riscos Sanitários”, em colaboração com as Professoras Yana Miranda Borges (IFAM) e Lihsieh Marrero (UEA). A obra é da Editora CRV e foi lançada na última segunda-feira, 13/03, tendo Professores da Universidade Federal do Amazonas, Universidade Federal do Amapá, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Fundação Oswaldo Cruz como organizadores. O livro reúne textos de variadas especialidades, brindando o leitor com reflexões críticas sobre as ameaças de sociedades de risco, pautadas em modelos de desenvolvimento econômico que ignoram as consequências do uso predatório de recursos naturais, da ocupação desordenada do espaço geográfico, bem como das excludentes políticas de saúde. Em seu capítulo, o epidemiologista destaca os efeitos devastadores dos cerca de três anos de epidemia de Covid-19 e da negligência sanitária no Brasil.

No capítulo, intitulado “Negligência Sanitária, Negacionismo, Subnotificação de Mortes por Covid-19 e Riscos à Saúde Comunitária na Pandemia”, Orellana ressalta que milhares das mortes ocorridas no Brasil, em especial no Amazonas, poderiam ter sido evitadas e muitas até hoje não foram oficialmente contadas, especialmente entre os mais vulneráveis, como àqueles com pior condição socioeconômica, por exemplo. Em sua opinião, “apesar da repercussão e desgaste do Governo Bolsonaro na pandemia, fica cada vez mais claro que muita gente tinha interesse que Manaus se tornasse um ‘laboratório a céu aberto’, terreno fértil para toda sorte de insanidades com medicamentos ineficazes, incluindo seu criminoso uso ambulatorial e hospitalar, grosseiras e inverídicas interpretações da ‘imunidade de rebanho’ ou da covarde campanha contra o distanciamento físico, uso de máscaras ou pior, contra as vacinas, aparente solução da pandemia”.

O autor narra também a dramática e letal experiência amazonense na pandemia de Covid-19. “Nenhum condenado rigorosamente no estado do Amazonas e Manaus e, menos ainda, no Ministério da Saúde. Nenhum memorial às vítimas das sequenciais tragédias e milhares de sequelados ou pessoas que perderam suas vidas por outras doenças/problemas de saúde, agravados pelo caos na saúde e seus residuais efeitos até os dias atuais. Não ficarei surpreso se, daqui a algumas décadas, esses registros forem ‘resgatados’ para contarem nossa sórdida realidade, em tempos de negacionismo, cinismo extremo e impunidade de mais alto grau”, afirma.

O livro está sendo lançado em modo digital, sem custos e a versão digital da obra pode ser baixada no endereço eletrônico: https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/37703-sociedade-de-riscos-sanitarios 

Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia 

Projeto da Fiocruz Amazônia investiga riscos de doenças cardiovasculares em indígenas desaldeados

O Projeto Manaós: Saúde da População Indígena em Contexto Urbano”, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do Edital Saúde Indígena, do Programa Inova Fiocruz, entra a partir deste mês de março em sua segunda fase de execução de atividades voltadas para as 750 famílias de 35 etnias indígenas, que vivem atualmente no Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus. O projeto, que atuou inicialmente no diagnóstico da realidade dos indígenas desaldeados e as dificuldades enfrentadas por eles no acesso aos serviços de saúde, passará agora a desenvolver linhas específicas de ação, voltadas ao empoderamento comunitário, formação de agentes indígenas de saúde e a investigação de fatores de risco cardiovasculares dos indígenas que vivem na área urbana. Essa investigação, de acordo com o pesquisador da Fiocruz Amazônia e coordenador do projeto, Rodrigo Tobias de Souza Lima, inaugura no Brasil uma linha de pesquisa específica com indígenas não aldeados que vivem com contextos urbanos e periféricos das grandes cidades.

“A investigação atende a um dos vetores de trabalho nessa segunda fase do projeto que nos permitirá entender a dinâmica caraterizada pela vinda dos indígenas de suas tribos e aldeias, para as áreas urbanas, onde passam a ter acesso a um novo modo de vida, implicando na mudança de hábitos alimentares, que aumentam a prevalência de hipertensão e diabetes entre eles”, explica Rodrigo Tobias, observando que, quando vêm para os centros urbanos, os indígenas buscam “melhores” condições de vida, mas não encontram espaço e condições para produção do próprio alimento, o que os obriga a adotar hábito alimentares não-indígenas. “Neste sentido, queremos investigar os fatores de risco de doenças cardiovasculares dado o aumento da prevalência de indígenas hipertensos e diabéticos”, afirma.

A segunda etapa do Projeto Manaós conta com financiamento do Ministério da Saúde e do Programa Inova Fiocruz. Ela dá continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2019, quando o projeto foi concebido com a finalidade de promover uma reflexão sobre o acesso aos serviços de saúde de populações multiétnicas indígenas em território urbano em Manaus, a partir do mapeamento do perfil de saúde e socioeconômico da população indígena que vive na comunidade. Foram identificados processos de organização sociocultural e política, no acesso aos serviços de saúde, visando fortalecer a rede de atenção à saúde e proteção social responsável pelo atendimento às famílias do território, com o objetivo de priorizar o cuidado mediante o uso dos sistemas tradicionais indígenas de saúde.

“A intenção foi pensar esse aspecto de direito a cidade, num território que é urbano de Manaus. O projeto acabou por dar voz a vários problemas dos indígenas sediados em vários outros centros urbanos espalhados no Brasil. O projeto, na verdade, é o grande nascente dos debates sobre como podemos garantir direitos a saúde, aos equipamentos sociais, de populações indígenas não aldeadas, porque as políticas públicas cobrem os indígenas aldeados, mas quando eles saem das aldeias e vêm para as periferias dos grandes centros ficam também nas periferias do acesso aos serviços”, explana Rodrigo Tobias.

CONQUISTAS

O Projeto Manaós conseguiu promover a mobilização e dar visibilidade à comunidade indígena do Parque das Tribos, relacionando aspectos das culturas, história e o dilema que encontram quando se deparam com o mundo não indígena. “Eles não se vêm pertencentes a um território como se viam nas aldeias, e por outro lado ficam à mercê ou invisíveis para as políticas públicas”, pondera Tobias.

Na sua primeira fase, o Manaós teve como principais resultados práticos o apoio à criação da Associação Indígena e de Moradores do Parque das Tribos (AIMPAT), e à discussão acerca da construção da primeira UBS da Prefeitura de Manaus, unidade que se pretende configurar como culturalmente diferenciada, com projeto específico voltado para as populações indígenas. A obra está em execução. “O processo de discussão envolveu todas as camadas organizadas daqui, as lideranças estabeleceram um diálogo com a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Manaus, diretamente, por meio da equipe de saúde, com participação do Ministério Público Federal”, explica Tobias.

A liderança indígena Lutana Kokama (Lucenilda Ribeiro Albuquerque), reside há oito anos na comunidade e preside a associação. Ela destaca a importância do Projeto Manaós para as conquistas obtidas até agora na área da saúde. “Nossas populações indígenas não tiveram a oportunidade que estamos tendo agora na área urbana, graças ao Projeto Manaós. São várias pesquisas que estão dando resultado, desde a UBS, com a parceria com Funai, Prefeitura de Manaus que traz para os indígenas da área de Tarumã Açu, atendimento e pronto socorro, atendendo o nosso sonho de ter uma UBS dessa aqui, que atenda os indígenas não só daqui, mas de outros bairros”, comemora. Segundo Lutana, o número de indígenas que chegam ao Parque das Tribos aumenta diariamente. “Já temos etnias do Pará, da Bahia, do Ceará, vai agregando essas famílias que vão vindo”, conta.

Rodrigo Tobias reforça que a UBS tem um papel importantíssimo e traz consigo aspectos de empoderamento à comunidade porque vai garantir o acesso aos serviços de saúde de forma planejada. “A UBS é de porte 4, com vários espaços que permitam mudanças dadas as características culturais da população. Mais do que oferecer médicos, enfermeiros, também vai garantir espaço para atuação dos pajés, espaço para a produção de plantas medicinais, será um território vivo, conciliando a medicina indígena com a biomedicina”, comenta.  A experiência, segundo o pesquisador, será importante também do ponto de vista da convivência. “Mesmo nas aldeias, o trabalho que as equipes médicas fazem é pontual; aqui a atuação será permanente, onde o encontro de vários saberes reverberará outros movimentos. Com a UBS, o Parque das Tribos vai se tornar um centro de excelência para entendimento sobre modo de vida e aspectos da cultura indígena na perspectiva da produção do cuidado em saúde. O vetor saúde aparece como esse lugar da produção de cuidado e da produção de conhecimento do encontro de diferentes”, concluiu.

PARQUE DAS TRIBOS

Localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, residem na comunidade Parque das Tribos, aproximadamente 2.800 indígenas de 35 etnias. A ocupação da comunidade foi planejada desde 2012, ocorrendo em 2013. Em relação ao acesso à saúde em nível de Atenção Básica, a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima desta comunidade está localizada a uma distância aproximada de 4 km, e a 6 Km de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

O “Projeto Manaós” conta com financiamento do Fundo de Inovação da instituição e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE). O Projeto foi articulado como uma ação colaborativa entre diversos atores envolvidos no campo da saúde indígena, em contexto urbano.

A iniciativa teve como parceiros e participantes ativos na construção e execução das atividades do projeto, indígenas, profissionais de saúde, gestores da saúde, educadores, e instituições como a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA Manaus), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SEMASC), Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Centro de Medicina Indígena da Amazônia, Grupo de Trabalho Intersetorial de Saúde Indígena da Região de Manaus e Entorno (GTI), e Fundação Nacional do Índio – Coordenação Manaus e Entorno (FUNAI).

O projeto foi aprovado na Chamada Pública 001/2021 Saúde Indígena do Edital Inova Fiocruz, com foco exclusivo no apoio a propostas que dialogam com os objetivos, princípios e pressupostos do Subsistema de Atenção à Saúde indígena (SasiSUS). Entre as principais atividades promovidas pelo projeto, estão o mapeamento do perfil de saúde e, socioeconômico da população indígena que vive na comunidade, identificando processos de organização sociocultural e política, no acesso aos serviços de saúde, visando fortalecer a rede de atenção à saúde e proteção social responsável pelo atendimento às famílias do território, com o objetivo de priorizar o cuidado mediante o uso dos sistemas tradicionais indígenas de saúde. Oficinas para orientar sobre a rede de saúde, webinários, formação de lideranças, agentes de saúde e atividades realizadas de forma interdisciplinar com organizações ligadas às causas indígenas, permitiram uma visão mais ampla das demandas dos indígenas que vivem na comunidade.

Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Projeto da Fiocruz Amazônia leva exposição ao Espaço Ecam do Manauara Shopping

O Programa Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, realizou nesta quarta-feira, 15/03, no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), do Shopping Manauara, uma palestra sobre a importância do consumo da água potável para a saúde. A pesquisadora Luciete Almeida Silva, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia Com Importância Para a Saúde – DMAIS, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi a convidada da edição especial do Ecam de março, em comemoração ao Dia Mundial da Água (22/03). Além da palestra sobre “A importância da água potável “, a pesquisadora levou ao espaço uma exposição interativa, com uso de microscópio e placas de bactérias patogênicas provenientes da água, que podem prejudicar a pessoa que as ingere. A mostra atraiu a atenção dos alunos da Escola Municipal Fernando Timóteo da Silva, do Manoa, Zona Norte, que ouviram atentamente as explicações da pesquisadora.

“O objetivo foi dar uma aula sobre água e fazer com que as crianças assimilem a importância dos cuidados que se deve ter com a ingestão e o uso correto da água, explicando como deve ser armazenada, purificada, mostrar as bactérias que podem causar doenças como a diarreia, num bate-papo com as crianças, que com certeza são multiplicadoras das informações na escola e em casa”, explica Luciete, que desenvolve o projeto Epidemiologia das Doenças de Transmissão Hídrica no Estado do Amazonas, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O projeto faz a coleta de balneabilidade de igarapés, nascentes e da água utilizada em domicílios de 12 municípios.

“De cada município, escolhemos quatro comunidades, por conta da incidência de doenças diarreicas e de desnutrição, além da inexistência de métodos de filtração da água, o que caracteriza o território como sendo de grande vulnerabilidade. Coletamos a água e realizamos os testes necessários e mostramos para os moradores, em uma oficina devolutiva, qual a real condição da água consumida por eles”, afirmou Luciete, complementando que, além de mostrar a contaminação, as oficinas esclarecem também sobre métodos eficientes de filtração da água, entre os quais o sistema Salta Z, que capta a água do rio, submetendo-a a um processo de clorificação que a torna potável.

O Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS) visa desenvolver pesquisas integrando avaliações de aspectos econômicos, socioambientais, epidemiológicos e biológicos presentes na Amazônia.
A atuação do Laboratório baseia-se em ampliar os conhecimentos da diversidade biológica tanto de importância médica, como ambiental e biotecnológica, através de métodos atuais de sistemática, da biologia celular e molecular, e da proteômica; com vistas a contribuir para implantação de medidas de prevenção e controle de doenças/agravos, além do desenvolvimento biotecnológico da região.

A Fiocruz é parceira da Secretaria Municipal de Educação (Semed), no projeto Ocas do Conhecimento Ambiental e Espaço da Cidadania Ambental, no Manauara Shopping. As atividades pedagógicas no Ecam ocorrerão ao longo do ano de 2023 sob a coordenação do Projeto Ocas do Conhecimento, da Semed. O projeto é responsável por desenvolver ações ambientais nas escolas do município de Manaus e no Ecam. Ao longo deste ano, serão abordadas as seguintes temáticas: Planeta Terra (abril), Biodiversidade (maio), Meio Ambiente (junho e julho), Floresta (julho e agosto), Povos Indígenas (agosto e setembro), Aniversário de Manaus (outubro) e Consciência Negra (novembro). Além da OBSMA e Fiocruz Amazônia, são parceiros do Ecam o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Secretaria Estado de Educação (Seduc) e Conselho Regional de Biologia – CRbio.

Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia e USAID contam com apoiadores como pontos focais nas comunidades quilombolas, ribeirinhas e de migrantes

O Projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia/Fiotec, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI EXPAND e SITAWI, contam com  apoiadores locais – como são denominadas as lideranças escolhidas como pontos focais nas comunidades – com vistas à execução das oficinas sobre Educação Popular e Comunicação em Saúde para Engajamento Social e Fortalecimento da Cobertura Vacinal da População Ribeirinha, Quilombola e Migrante, que já estão sendo oferecidas pela Frente 3 do projeto. O treinamento dos apoiadores abordou os caminhos a serem percorridos pelos facilitadores em cada um dos territórios selecionados, com apoio das comunidades e instituições parcerias do projeto, a exemplo do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), nos municípios dos estados do Amazonas, Roraima e Acre.

A Frente 3 do projeto diz respeito à Comunicação e Popularização do Conhecimento Científico. Os objetivos são garantir o acesso amplo, eficaz e com equidade à vacina contra a COVI-19, bem como sua aplicação segura e eficaz, e reduzir a morbimortalidade e transmissão da COVID-19, incluindo prevenção, detecção e resposta às ameaças pandêmicas. Entre as estratégias para isso, está ampliar a demanda pela vacina de COVID-19 e a comunicação de risco e engajamento comunitário para chegar até as comunidades ribeirinhas, quilombolas e migrantes;

“Muitas das populações residentes nesses territórios se encontram em situação de invisibilização, em condição de desvantagem e vulnerabilização perante as demais comunidades sobretudo no tocante ao atendimento de Saúde Pública. Esta é uma realidade comum à maioria dos territórios quilombolas, ribeirinhos e de migrantes, que integram o mapa social delimitado pelo projeto, e a figura do apoiador local tem um papel importante na mobilização das populações”, explica o pesquisador em saúde pública da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA) e coordenador da Frente 3 do projeto.

Artesã e agricultora, Adriane Nogueira, 24 anos, é apoiadora do projeto e participa das atividades relativas ao Quilombo do Andirá, na comunidade Santa Tereza do Matupiri, município de Barreirinha, Baixo Amazonas. Segundo ela, a maior dificuldade enfrentada pela comunidade é a da comunicação. “O projeto surge como uma possibilidade de se dar vez e voz a essas comunidades, processo no qual nós, apoiadores, temos um papel fundamental”, admite ela, reforçando que a ausência de comunicação acontece inclusive entre as comunidades que formam o complexo.

“As oficinas acabam se tornando também uma oportunidade de intercâmbio, troca de informações entre as comunidades, que muitas vezes não sabem o que está ocorrendo em uma ou na outra. A dificuldade maior a se vencer é essa, não termos comunicação”, afirma Adriane, que vê também no Projeto Amazônia Solidária a possibilidade de desenvolvimento profissional. “Sou um pouco artesã, um pouco agricultora comunitária, um pouco de cada. Ainda não tive chance de ter meu trabalho na área de saúde e educação desenvolvido dentro do meu quilombo e o projeto está me dando essa oportunidade. Como apoiadora, me sinto uma porta-voz”, resume, agradecendo a confiança nela depositada.

Para Adriane, o projeto proporciona ao seu “povo quilombola” a oportunidade de falar o que estão passando. “As comunidades são separadas, como ilhas, cada uma tem dificuldades específicas e passam por processos diferentes. Durante as oficinas, cada representante tem a possibilidade de falar, de acordo com a visão dele, e essa experiencia de intercâmbio de informações e de serem ouvidos e de escutarem os demais, me deixou muito feliz e a eles também”, disse, referindo-se à primeira oficina do projeto realizada no mês de novembro no território quilombola do Andirá.

O atendimento à saúde é uma das questões mais negligenciadas, na opinião da apoiadora. “Somos esquecidos pelo poder público. No posto de saúde, temos a sala de vacina, mas não temos vacina na sala, inclusive a da COVID-19. Temos uma sala de odontologia mas não tem profissional para estar lá. Não há trabalhadores da saúde para colocar a unidade em funcionamento”, revela Adriane, citando ainda a dificuldade de deslocamento com a única ambulancha da comunidade, que é de pequeno porte e coloca em risco a vida dos ocupantes, em caso de vento forte durante a travessia do Rio Andirá. “Só o município-polo, Barreirinha, tem a UBS que responde pelas cinco comunidades e não é seguro transportar mais de um paciente por comunidade, em caso de necessidade”, relata, citando ainda problemas com qualidade da água consumida na comunidade e alcoolismo e ausência de orientação sexual e reprodutiva entre os jovens.

Elisandra Pereira Simas, 32, professora e residente na comunidade quilombola de Santa Maria do Igarapé do Mato, pertencente a Urucurituba, explica que a luta na comunidade é pelo reconhecimento enquanto território remanescente de quilombo. “A importância do território quilombola no contexto da saúde pública, na minha opinião, tem que ser vista de forma diversificada, diferente. Quando se trata de quilombo, a saúde pública tem que ser vista de outra forma. A Fiocruz foi essencial na oficina ocorrida em novembro, no Matupiri, porque tirou muitas dúvidas em relação aos quilombolas. Remédios que não podem ser tomados, vacinas que são obrigatórias e muitos sequer tinham conhecimento. Então é muito importante esse olha da saúde pública para com os quilombolas”, ressaltou.

Na comunidade de Santa Maria do Igarapé do Mato, os moradores não tem acesso à atendimento público de saúde. “Nossa comunidade pertence a Urucurituba, mas a unidade fluvial pertencente ao município não chega até a comunidade. É muito raro ter atendimento médico, vacinação em dia. Geralmente nossas crianças sofrem com esse problema porque quando chegam lá estão com a vacinação atrasada e sofrem por ter que tomar todas as doses de uma vez. As dificuldades elas existem e são cruéis”, lamenta Elisandra, sugerindo a aquisição de uma lancha de maior potência para atendimento às comunidades.

APOIADORES DO COSEMS

Cristiano Fernandes, assessor técnico da Vigilância em Saúde do Cosems-AM, ressalta a importância dos esforços desenvolvidos pela equipe dos apoiadores do Conselho de Secretários do Amazonas para a execução do projeto. “Eles (os apoiadores), na verdade, fazem um trabalho que é rotina, uma vez que a gente apoia, atende e mantém contato com todos os secretários e todas as secretarias municipais de saúde e consequentemente com as equipes técnicas das respectivas secretarias, o que inclui a coordenação de imunização, atenção primária, vigilância epidemiológica, enfim, o projeto é uma oportunidade de colocarmos as nossas equipes em contato direto com essas diferentes realidades”, observa o assessor técnico.

Cristiano explica que o Cosems atuou diretamente na indicação de apoiadores do projeto através do contato diário das equipes com os municípios. “A partir do trabalho que é feito junto às comunidades, foi possível mobilizar as lideranças-referências, incluindo técnicos e agentes comunitários de saúde, que estão na ponta”, afirmou, lembrando que o esforço de mobilização envolveu a realização de oficinas e reuniões periódicas, entre as quais o encontro mensal com os secretários de Saúde, onde são apresentados os projetos que estão sendo desenvolvidos tanto em parceria com outras instituições quanto pelo próprio Cosems, oportunidade em que mobilizam e sensibilizam as autoridades de saúde para a adesão aos projetos.

“Precisamos da adesão dos secretários, e a partir daí desenvolvemos com os respectivos contatos que são os pontos focais”, explica. Segundo Cristiano, as parcerias têm sido extremamente importantes. “A Fiocruz já trabalha há muito tempo em parcerias com o Cosems-AM e outras instituições públicas e tem sido extremamente importantes essas experiências de projetos de pesquisa e tenho certeza que temos contribuído bastante, assim como a Fiocruz tem contribuído nos projetos do Cosems”.

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase 2 está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

Fiocruz Amazônia e USAID atuam na capacitação de mais de 500 agentes de saúde e de combate a endemias no enfrentamento à COVID 19 em Rondônia

O Projeto Amazônia: Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido em parceria pela Fiocruz Amazônia/Fiotec, Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI EXPAND e SITAWI Finanças para o Bem, capacitou um grupo de aproximadamente 500 agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, que atuam na linha de frente do combate à COVID-19, nas cidades de Porto Velho, Rolim de Moura, Guajará Mirim, Costa Marques, Campo Novo de Rondônia, São Miguel do Guaporé e São Francisco do Guaporé, no Estado de Rondônia. A ação, realizada entre os últimos meses de outubro e novembro, ocorreu num momento de aumento de casos em 20 estados brasileiros, com a descoberta de novas linhagens do vírus responsáveis pela elevação de registros da doença, e faz parte do cronograma de atividades iniciado em junho deste ano pela Frente 1, do Projeto USAID/NPI EXPAND, responsável pela capacitação presencial de 1.434 profissionais da Atenção Primária à Saúde em ações de enfrentamento à COVID-19, nos estados do Amazonas e Rondônia.

Em Rondônia, a equipe de facilitadores percorreu quase 4 mil quilômetros de rodovias no Estado ao longo de um mês de atividades, realizando o curso de atualização intitulado Agravos Imunopreveníveis de Interesse em Saúde Pública na Amazônia. “Estamos finalizando essa fase do projeto no estado de Rondônia e deixando aproximadamente 500 profissionais habilitados a realizar a coleta de teste rápido de antígeno para COVID-19, aptos, inclusive, a atuarem no caso de uma necessidade de coleta em massa. Com essas ações de interiorização, desenvolvidas pela Fiocruz Amazônia, com financiamento do governo norte-americano, por meio da USAID, temos potencializado a capacidade dos municípios para essas testagens, além de instruir os agentes sobre a importância do acompanhamento do calendário de imunização do público atendido por eles, visando a melhoria da cobertura vacinal, tendo em vista a queda significativa registrada nos últimos anos, em relação a outros agravos como a poliomielite, sarampo, entre outros”, explica o cientista social Sully Sampaio, coordenador de campo da Fiocruz Amazônia.

Os treinamentos contaram com o apoio da Fiocruz Rondônia, do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-RO) e das prefeituras dos municípios envolvidos. “Estabelecemos parceria com os conselhos de secretários municipais de Saúde, tanto em Rondônia quanto no Amazonas, para que pudéssemos atingir um maior número possível de cidades e agentes”, afirma Sampaio. Além de treinar os agentes de saúde, o projeto fez a doação de testes rápidos de antígeno para COVID-19, equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras de proteção respiratória KN95, aventais e protetores faciais, além de aparelhos de oxímetro doados a cada agente de saúde participante. “Eles aprendem a importância dos EPIs e passam a ter noções de biossegurança, como parte do treinamento, onde aprendem a fazer a coleta do teste rápido sem ficar exposto ao risco de infecção, e a como utilizar os oxímetros para acompanhar a situação de saturação de oxigênio dos pacientes”, complementa.

O diretor da Fiocruz Rondônia, Jansen Fernandes Medeiros, afirma que o trabalho, desenvolvido em parceria com a Fiocruz Amazônia, mostra a importância das atividades em rede. “Não poderemos responder às questões sanitárias que enfrentamos hoje em dia se não buscarmos executar os nossos projetos em parceria, principalmente numa região com desafios diários que se colocam ao pesquisador, às equipes que atuam na vigilância e prevenção, entre outros segmentos”, avalia. O diretor destaca que, com o projeto, foi possível levar informações atualizadas e atuar na formação de centenas de trabalhadores que estão na linha de frente contra a COVID-19, “além de mostrarmos à sociedade o potencial da Fiocruz, em termos de capacitação de recursos humanos, para muito além das atividades que ficam restritas aos laboratórios”, observou.

APRENDIZADO NA PRÁTICA

Para a agente comunitária de saúde de Porto Velho, Andrea Batista Viana, 46, desta vez “o aprender sobre COVID-19 foi algo concreto”. Formada em Administração, a ACS conta que sentiu na pele o impacto da COVID-19 sobre a saúde mental dela e das famílias atendidas em sua microárea. “A COVID-19 teve um impacto sobre a minha saúde, tive picos de ansiedade e precisei ser afastada do trabalho na linha de frente”, relembra Andréa, que trabalha como ACS desde 2015. Com a explosão de casos, ela conta que precisou se reinventar. “Busquei alternativas e procurei ajudar os demais servidores que continuavam na linha de frente. Produzi máscaras, capotes, turbantes, fiz a compra e distribuição de medicamentos para doação, era uma forma de ajudar as pessoas a se protegerem”, revela.

A agente comenta que, das capacitações oferecidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho, essa, em parceria com a Fiocruz Amazônia/Fiotec e USAID, foi a que mais beneficiou diretamente o seu dia a dia profissional. “Nossa microárea necessita de conhecimento sobre a COVID-19. Atualmente, nossos pacientes querem ser ouvidos e muitos desenvolveram transtornos como síndrome do pânico, crise de ansiedade, em função do quadro que se instalou com os riscos de novos surtos. Tudo que aprendemos aqui vai nos servir bastante. Era o que estávamos precisando para a nossa microárea, que está doente. Essa capacitação está servindo para desmistificar teste rápido e oximetria, que eram conhecimentos que não tínhamos. Agora não me sinto mais incapacitada. Essa oportunidade está abrindo nossos olhos e nossos ouvidos, principalmente para o perigo das fakenews”.

Outra contribuição importante da capacitação são os conhecimentos repassados sobre atualização de esquema vacinal. “Todos sabemos que apenas com o calendário vacinal completo e seguido à risco é possível diminuir o impacto da covid 19 e tantos outros agravos”, afirma Sully. A secretária executiva do Cosems Rondônia, Cristina Mabel do Nascimento, concorda e destaca a importância da continuidade das atividades, a partir dessa parceria. “Temos 52 municípios no Estado de Rondõnia e essa parceria é muito interessante, uma vez que sabemos que essa região é um pouco esquecida em relação às demais regiões do Brasil. Sendo assim, capacitação nunca é demais. Estamos sentindo a empolgação dos profissionais envolvidos, principalmente dos ACSs que tem uma demanda muito grande e uma enorme responsabilidade e quanto mais capacitarmos melhor será o atendimento deles junto á população”, observou.

Atuando na área da Saúde há 20 anos, Mabel afirma ser de fundamental importância a continuidade dessas ações de capacitação pela Fiocruz, colocando-se à disposição do projeto USAID/NPI EXPAND para ampliar futuramente as ações para outros municípios. “A Fiocruz é referência na área da Saúde no Brasil, em pesquisa, ensino e capacitações. E estamos à disposição do projeto para futuramente ampliarmos os treinamentos para outros municípios, quem sabe até em outras temáticas não só em relação ao COVID-19”, acrescentou.

MALÁRIA E COVID-19

O impacto da COVID-19 na rotina da agente de combate a endemias (ACE) Cristiana Leopoldina Correia da Silva, 42, foi e ainda é intenso. Pós-graduada em Biomedicina e em Saúde Pública, trabalhando há 12 anos como ACE, ela conta que se medidas como a vacinação e disseminação da testagem rápida tivessem sido tomadas antes, teriam-se evitado tantas mortes. “Trabalho com a malária, realizando exames para o diagnóstico da doença na Policlínica Manoela Amorim de Matos, em Porto Velho, e vimos muitos pacientes debilitados vindo fazer o exame, estando positivo para a COVID-19 e para a malária. Situações bem graves porque nosso estado é endêmico para malária, para a dengue. Então foi muito triste e sufocante o que a gente viveu. Eu mesmo perdi a minha irmã para a COVID-19”, relata Cristiana, lembrando que não pensou duas vezes em se inscrever ao tomar conhecimento do curso que seria promovido pela Fiocruz na cidade. “Vai ajudar muito no meu trabalho, estou lá para somar. Apareçam mais em Porto Velho, porque aqui precisamos muito de conhecimento”, afirmou ela, apontando o treinamento em teste rápido como a parte mais importante do aprendizado.

João Batista da Silva Pinto, 41, atua há 18 anos como ACS em Porto Velho e diz já ter participado de diversos cursos de capacitação, mas nenhum tão produtivo do ponto de vista prático. “A COVID-19 teve um impacto muito grave e abrangente e nós tínhamos necessidade de informação. na teoria mas também na prática. A partir dessa capacitação da Fiocruz, mudei minha mente. Os professores foram ativos ao longo dos quatro dias e trouxeram assuntos que a gente tratava no dia a dia, porém sem profundidade, a exemplo da atualização de cartão de vacina. Eles nos orientaram sobre quais as doses, quem tem que tomar para melhorar o ciclo vacinal do país”, afirmou, esperando que novos cursos de capacitação como esse sejam realizados em breve.

Leide Cardoso Siqueira, 40, ACS há oito anos, afirma que sai do curso mais confiante para atuar no distrito de Abunã, zona rural de Porto Velho. “A comunidade é pequena, possui infraestrutura precária e um quadro reduzido de profissionais na Unidade Básica de Saúde, que ficou ainda mais reduzido em função do impacto da COVID-19. Alguns trabalhadores possuíam comorbidades e tiveram que se afastar e os poucos que permaneceram ficaram sobrecarregados”, relata, relembrando que a falta de conhecimento era um dos fatores mais limitantes. “Não podíamos fazer muita coisa porque não tínhamos capacitação. Na nossa unidade, era um colega apenas para fazer o teste rápido. Não sabíamos o que era o coronavírus e não tínhamos vacinas”, rememora. Após a capacitação, Leide diz não sentir mais receio para lidar com a doença. “Foi superinteressante ensinar os agentes comunitários de saúde a fazer o teste rápido, sobretudo na zona rural, onde as distâncias são longas e muitas vezes andamos quilômetros para atender um paciente”, destaca.

PANDEMIA CONTINUA

O coordenador da Frente 1 do Projeto Amazônia: Ciência e Solidariedade no Enfrentamento à COVID-19, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Fernando Herkrath salienta a importância do trabalho incansável desenvolvido pelos facilitadores do projeto, de interiorização das capacitações. “É fundamental termos em mente que a pandemia não acabou e estamos vivenciando um momento de elevação no número de casos, exatamente porque as pessoas relaxaram com as medidas protetivas e a cobertura vacinal adequada, o que acaba possibilitando que outras variantes apareçam e que as pessoas adoeçam”, afirmou. As atividades de capacitação do projeto se estenderão em 2023, com oficinas realizadas no Estado do Amazonas.  As equipes já realizaram cursos na região da Tríplice Fronteira, no Alto Solimões, nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant, e no Médio Amazonas. “A recomendação é de que mantenham as medidas protetivas e principalmente tomem as doses de vacina que estão faltando tomar para que o Estado consiga aumentar a sua cobertura vacinal e a consigamos encerrar finalmente essa pandemia”, alertou.

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de COVID-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

PPGBIO-INTERAÇÃO divulga lista de selecionados para vagas de alunos especial

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-INTERAÇÃO do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, divulgou a lista dos candidatos selecionados para vagas de candidatos externos, interessados nas disciplinas oferecidas para o primeiro semestre de 2023.

Confira o resultado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=38229

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Pesquisa da ENSP/Fiocruz revela impacto da migração forçada sobre a saúde sexual e reprodutiva de refugiadas venezuelanas

A Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresenta nesta segunda-feira (13/3), às 13h, em Manaus, a devolutiva de pesquisa realizada em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), coordenada pela Universidade de Southampton, da Inglaterra, sobre as condições do processo migratório e os impactos da migração sobre a saúde sexual e reprodutiva de mulheres e adolescentes venezuelanas. O estudo será apresentado pelas pesquisadoras Maria do Carmo Leal (ENSP/Fiocruz), Zeni Lamy e Ruth Britto (Universidade Federal do Maranhão), além de Pía Riggirozzi e Natália Cintra (University of Southampton).

Já na terça-feira (14/3), às 18h, no Teatro Gebes Medeiros, será lançado o documentário “Salir Adelante/Seguir Adiante”, com direção de Bruna Curcio. A produção é baseada nas histórias de mulheres e adolescentes migrantes venezuelanas no Brasil e explora os desafios e oportunidades que elas enfrentam para reconstruir suas vidas. O Teatro Gebes Medeiros fica localizado na Avenida Eduardo Ribeiro, 937, Centro.

O QUE: Apresentação dos Resultados do inquérito ‘Saúde Sexual e Reprodutiva de Mulheres Migrantes Venezuelanas no Brasil’
QUANDO: 13/3, às 13h (horário/Manaus)
ONDE: Salão Canoas, auditório da Fiocruz Amazônia.

Fiocruz Amazônia adere à campanha Dignidade Menstrual para arrecadação de absorventes

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) aderiu à campanha Dignidade Menstrual destinada à arrecadação de absorventes femininos para doação a mulheres e adolescentes refugiadas. Um ponto de coleta foi montado na recepção da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia com a finalidade de mobilizar e incentivar servidores, colaboradores e visitantes a fazerem doações. A arrecadação acontecerá até o dia 31 de março e as entidades escolhidas para receber as doações são Associação dos Venezuelanos do Estado do Amazonas e Hermanitos. A campanha interna foi lançada como parte da programação comemorativa ao Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com mulheres que menstruam apontou que 62% já deixaram de ir à escola ou a algum outro lugar por causa da menstruação, e 73% sentiram constrangimento nesses ambientes. A intenção da campanha é reforçar a mensagem de que todas as pessoas que menstruam têm direito à dignidade menstrual, o que significa ter acesso a produtos e condições de higiene adequados. 28 de maio é o dia internacional de sensibilização e conscientização sobre a Dignidade Menstrual.

‘Mulheres que Brilham na Ciência’ apresenta a entrevista com Adele Benzaken

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) inicia a série de entrevistas “Mulheres que Brilham na Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas”, com as pesquisadoras homenageadas por suas trajetórias profissionais no campo da gestão de instituições de ensino e pesquisa e por suas contribuições para a pesquisa científica, tecnológica e de inovação no Amazonas, durante “Café com Elas”, evento realizado no dia 10 de fevereiro, no Centro Cultural Povos da Amazônia.

Esta é uma ação no âmbito do Movimento Mulheres e Meninas na Ciência. No Amazonas, o Governo do Estado instituiu no Plano Plurianual 2020-2023, uma linha estruturante denominada “Meninas e mulheres na ciência e no empreendedorismo científico”, como política pública, a qual a Fapeam participa para incentivar uma maior participação feminina na liderança de projetos científicos e, assim, contribuir para redução das desigualdades de gênero na ciência no estado.

Nesta edição, convidamos você para conhecer a médica e doutora em Saúde Pública, diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD Fiocruz Amazônia) e primeira mulher a assumir a gestão da instituição em 27 anos, Adele Schwartz Benzaken.

Adele Benzaken destaca-se por sua atuação na área de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), HIV/Aids e Hepatites Virais. Foi diretora da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta. Atuou na gestão da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, e foi vice-presidente do comitê de especialistas da OMS, membro do comitê de certificação da eliminação da sífilis e do HIV da OPAS, diretora regional para América Latina da International Union Against Sexually Transmitted Infections (Iusti), membro da diretoria da International Society for Sexually Transmitted Diseases Research (ISSTDR), entre outros.

Acompanhe a entrevista!

Fapeam: Por que é necessário ter mais mulheres na ciência?

Benzaken: Precisamos exigir equidade de gêneros em todas as áreas de atuação humana! Durante séculos, mulheres foram subjugadas apenas por serem mulheres. A dívida é histórica e a pergunta é: como reparar esse erro histórico? Cada um fazendo a sua parte como pessoa e como profissional. Na Fundação Oswaldo Cruz, abrimos a Chamada Interna Mais Meninas na Fiocruz no ano passado com a finalidade de dar acesso e assegurar a participação plena e igualitária de mulheres e meninas na ciência e tecnologia.

A experiência foi superpositiva e teve continuidade este ano com atividades de mobilização e valorização da presença feminina na ciência. A ideia é dar visibilidade para a temática, além de discutir e estimular a participação de mais meninas para que futuramente também enveredem na ciência.  Sabemos das dificuldades, diante de uma sociedade machista. Somos mães, avós, esposas, donas de casa, e por que não cientistas?

Fapeam: Quais foram os principais desafios enfrentados pela senhora para atuar no campo da Ciência?

Adele Benzaken: Hoje, com mais de 40 anos de vida pública, tenho o orgulho de assumir a diretoria do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em 27 anos de existência da instituição. Isso significa tão somente que nós, mulheres, estamos sempre a postos e dispostas a quebrar tabus, ultrapassar barreiras e fazer história. Recentemente, no Café com Elas, da Fapeam, falei da minha trajetória como médica, cuidadora de mulheres, e gestora pública, pioneira na criação de políticas públicas voltadas ao atendimento de demandas das populações vulnerabilizadas, como profissionais do sexo, pessoas vivendo com HIV, indígenas e ribeirinhos da Amazônia. Muitas histórias para contar!

Fapeam:  Como a sociedade civil também pode contribuir para formação de futuras cientistas?

Adele Benzaken: As escolas devem se unir nesse intuito. Fazer parcerias, estimular a participação dos alunos em atividades de pesquisa, exposições, feiras de Ciência e programações de instituições científicas como a Fiocruz, a Fapeam e universidades. Na Fiocruz, temos o Programa de Vocação Científica, o Provoc, que é um canal indutor de iniciação científica na área da saúde para jovens que cursam o nível médio de ensino. Uma oportunidade e tanto para jovens adolescentes se iniciarem no mundo da Ciência.

Fapeam: Como cientistas mulheres podem inspirar futuras pesquisadoras?

Adele Benzaken: Compartilhando exemplos de vida e trajetórias para ampliar o acesso a programas acadêmicos, bolsas e editais de incentivo à pesquisa voltadas ao público feminino. Ainda se observa que no topo da carreira, nos cargos de liderança a realidade ainda é de hegemonia masculina, mas estamos aqui para reafirmar que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na Ciência.

Por: Valdete Araújo – Decon/Fapeam
Fotos: Érico Xavier – Decon

Diretora da Fiocruz Amazônia profere palestra da Aula Magna do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e faz apanhado histórico da Sífilis

“De uma doença medieval à explosão de casos nas Américas: o que temos aprendido com a sífilis” foi o tema da palestra proferida na manhã desta terça-feira, 7/03, pela diretora da Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken, durante a Aula Magna de abertura do ano letivo 2023 dos cursos de Mestrado e Doutorado em Doenças Tropicais e Infecciosas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), oferecidos em convênio com a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Doutor Heitor Vieira Dourado. Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, com doutorado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Adele Benzaken se especializou ao longo dos seus 40 anos de carreira profissional no atendimento a populações vulnerabilizadas e na formulação de políticas públicas voltadas ao controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST-HIV/Aids).

Falando para alunos e docentes do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, a médica fez um apanhado histórico da Sífilis, abordando registros do Período Medieval até a atualidade. Aspectos como o da origem da doença, os estigmas gerados pelo preconceito e a discriminação sofrida pelos acometidos, as taxas de prevalência, a vulnerabilidade às ISTs entre os povos indígenas e os recortes geográficos da doença foram destacados ao longo da apresentação, que explanou também sobre a eficácia da penicilina no tratamento dos casos, riscos da transmissão vertical, necessidade de campanhas  e os esforços desenvolvidos pela indústria farmacêutica mundial na busca por terapias alternativas dada a possibilidade de escassez de insumo para produção do medicamento.

Adele Benzaken falou da emoção de palestrar para os alunos do PPGMT. “Quero dizer do meu carinho para com esse programa e com a Fundação de Medicina Tropical, onde estagiei e de onde levei muitos ensinamentos para a vida”, afirmou. O programa tem hoje 155 alunos matriculados, sendo 82 do Mestrado e 73 do Doutorado, e, no total, 328 já formados, com nota 5 na avaliação da CAPES. Durante a palestra, a médica lembrou o impacto causado pela pandemia de Covid-19 na notificação de casos de sífilis. “Não há redução no controle. A sífilis não está controlada no Brasil. A infecção e o tratamento não se modificaram, o que pode mudar é o acesso ao cuidado”, afirmou, ressaltando a necessidade de campanhas voltadas às pessoas com vulnerabilidade maior à doença, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, usuários de drogas, ou seja, o público de maior frequência de atividade sexual e número de parceiros.

A mesa de abertura da solenidade contou com a presença da coordenadora geral de Pós-Graduação da UEA, Patrícia Melchionna Albuquerque, representando o reitor André Luiz Nunes Zogahib; do diretor-presidente da FMT-HVD, Marcus Vinítius de Farias Guerra; o diretor de Ensino e Pesquisa da FMT, Wuelton Marcelo Monteiro, e a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, Gisely Cardoso de Melo.

Aula inaugural da Fiocruz Amazônia abordará desafios de controle da malária na crise de saúde em Terra Indígena Yanomami

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza no dia 13/3, às 9h (horário Manaus) a aula inaugural que marca a abertura do ano letivo, dos programas de pós-graduação da Instituição. A abertura das atividades será marcada pela apresentação da palestra magna “Desafios de controle da malária na crise de saúde na Terra Indígena Yanomami”, ministrada por André Machado de Siqueira, pesquisador do Laboratório de Doenças Febris Agudas, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/FIOCRUZ).

O evento acontecerá em formato híbrido e, contará presencialmente com a participação dos alunos aprovados no último processo seletivo para os cursos de mestrado e doutorado ofertados pela Fiocruz Amazônia. A atividade terá transmissão pelo Canal do ILMD/ Fiocruz Amazônia no YouTube e, disponibilizará certificação de Atividade Curricular Complementar (ACC) para os participantes.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, destaca a importância da acolhida aos alunos como um momento em que todos passam a se sentir parte da instituição, inseridos no contexto dos programas de pós-graduação oferecidos pela unidade. “Ao contrário do ano passado, as atividades da abertura do ano letivo de 2023 acontecerão de modo híbrido, com a presença dos alunos e a aula magna (on line) do médico infectologista André Siqueira, que muito nos honra e abordará a questão do controle da malária, no contexto da crise sanitária vivida no território indígena Yanomami. Estamos na Amazônia e somos parte desse processo de resgate da dignidade e da saúde dos povos indígenas, bem como das populações ribeirinhas e caboclas desse vasto território”, afirmou Benzaken, destacando a alegria de receber novas turmas dos programas de Mestrado e Doutorado.

O infectologista André Siqueira, integra a missão do Ministério da Saúde na região Yanomami, território indígena que reúne mais de 30,4 mil habitantes, onde foram registrados casos de desnutrição grave na população de mais de 5 mil crianças, já acumulando 570 casos de óbito infantil, bem como quadros graves de malária, doenças diarreicas agudas e acidentes ofídicos. O convite partiu do escritório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), um dos parceiros do Governo Federal na ação.

Para Siqueira, os altos índices nos casos de malária necessitam de controle e, algumas dessas estratégias em desenvolvimento devem ser apresentadas e discutidas durante a palestra. “A crise de saúde que enfrenta a população yanomami é complexa pela grandeza do território, dificuldade de acesso às comunidades, conflitos com os garimpeiros, levando à desnutrição e aumento expressivo no número de casos de malária e outras doenças. O controle da malária neste contexto é desafiante e necessita de estratégias inovadoras que serão discutidas”, explica.

SOBRE O PALESTRANTE

Natural de Brasília (DF), André Siqueira é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, realizou residência médica em Infectologia pela Universidade de São Paulo, é mestre em Epidemiologia pela London School of Hygiene & Tropical Medicine e doutor em doenças tropicais pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA)/Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado.

Atua como pesquisador, médico assistente, professor e consultor nos tópicos de doenças febris agudas, em âmbito nacional e internacional, conduzindo estudos epidemiológicos e ensaios clínicos de terapia e prevenção de malária, arboviroses, coronavirus e abordagem sindrômica. Possui estudos financiados por agências de fomento nacionais e internacionais. Além disso, coordena a Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (REPLICK).

ENSINO

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Atualmente o Instituto conta com os seguintes cursos: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) – Mestrado e Doutorado; Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Mestrado; Doutorado em Saúde Pública na Amazônia; Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM); Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde).

Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar do processo seletivo simplificado de bolsista de pós-doutorado

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 2/3, o resultado preliminar do processo seletivo simplificado de bolsista de pós-doutorado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da PósGraduação (PDPG – Amazônia Legal) e Pós-Doutorado estratégico (PDPG – Estratégico) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), chamada pública 004/2023.

CLIQUE AQUI para acessar o resultado.

O processo seletivo tem por finalidade preencher 02 (duas) vagas de bolsa na modalidade Pós-Doutorado. O prazo para interposição de recursos ocorre amanhã, dia 3/3/2023. Esta Chamada Pública trata do preenchimento de cota associado ao Programa Nacional de Pós-doutorado da CAPES, com o objetivo de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação.

A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores. É necessário que o candidato resida em Manaus (AM), durante a execução do projeto.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 06/03/2023 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br . Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

Fiocruz Amazônia faz últimos ajustes para abertura do ano letivo institucional

A comissão organizadora, responsável pela coordenação da solenidade de Abertura do Ano Letivo 2023, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), reuniu-se nesta quarta-feira, 1/3, para os últimos ajustes da realização do evento de abertura do calendário acadêmico, dos programas de pós-graduação da Instituição. Com o tema “Desafios de controle da malária na crise de saúde na Terra Indígena Yanomami”, André Machado de Siqueira, pesquisador do Laboratório de Doenças Febris Agudas, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/FIOCRUZ), ministrará no dia 13/3, às 9h, a palestra inaugural do evento.

A reunião de planejamento foi coordenada pela Vice-diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, e contou com a participação de Larissa Prado, chefe de Gabinete Institucional; Priscila Ferreira Aquino, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação); Eduardo Garcia, chefe da Seção de Secretaria Acadêmica (SECA) e, Victor Aquino, coordenador geral da Associação dos Pós-Graduandos – APG Fiocruz Amazônia.

Durante a reunião foi destacada a importância de planejar o evento que marca inserção destes profissionais da saúde na Fiocruz como integrantes do corpo acadêmico da Fiocruz Amazônia. A acolhida é um momento de boas-vindas aos alunos. Na visão da diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia, a acolhida é uma forma de fazer com que as pessoas se sintam parte da Fiocruz.

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes

A acolhida dos novos discentes é também uma oportunidade de propor as primeiras discussões do ano sobre temas de relevância para a saúde pública. A abertura do ano letivo já é uma tradição na instituição. Atualmente a unidade conta com os seguintes cursos: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) – Mestrado e Doutorado; Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Mestrado; Doutorado em Saúde Pública na Amazônia; Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM); Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde).

Fiocruz Amazônia e Usaid lançam curso online e gratuito sobre agravos imunopreveníveis para agentes de saúde

O Projeto Amazônia: Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19 – desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) em parceria com a Agência para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) -, acaba de lançar o curso de atualização Agravos Imunopreveníveis de interesse em Saúde Pública na Amazônia (https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/agravosimunopreveniveis2023/), disponível na plataforma do Campus Virtual Fiocruz. A formação, online e gratuita, é destinada a profissionais de saúde da Atenção Básica das redes municipais, especialmente voltada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), de Combate a Endemias (ACE) e Agentes Comunitários Indígenas de Saúde (Acis), vinculados às secretarias de Saúde dos municípios amazônicos, mas também aberta a profissionais de outras regiões. As inscrições já estão disponíveis.

Inscreva-se já!

O curso visa fortalecer o enfrentamento à Covid-19 e qualificar a atuação desses profissionais em seus territórios, incentivando a melhoria da cobertura vacinal preconizada pelo Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde (PNI/MS). O conteúdo da formação conta com videoaulas, materiais de estudo, exercícios e outros, que estão totalmente disponíveis de maneira digital na plataforma do Campus Virtual Fiocruz.

A iniciativa é uma das estratégias do Projeto Amazônia, desenvolvido desde o ano passado pelo ILMD/Fiocruz Amazônia em parceria com a agência norte-americana Usaid por meio da New Partnerships Initiative (NPI Expand), a Sitawi Finanças do Bem, e com o financiamento da Usaid.

Para o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Fernando Herkrath – coordenador da Frente 1 do Projeto Usaid/NPI Expand, e responsável pelo desenvolvimento do curso -, a iniciativa visa aprimorar a qualificação dos agentes de saúde para auxiliar nas ações de combate e prevenção da Covid-19 e outras doenças imunopreveníveis. Segundo ele, a ideia é potencializar o exercício do pensamento reflexivo dos agentes de saúde, ampliando seu escopo de atuação no combate às doenças transmissíveis junto às populações sob sua responsabilidade, bem como aprimorar o controle e a prevenção de agravos, tomando a Covid-19 como objeto de reflexão e ação para o controle e a prevenção de doenças em territórios adscritos à rede de Atenção Primária à Saúde.

“Por meio do projeto, pactuamos uma série de atividades junto aos Conselhos dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems) do Amazonas e de Rondônia, que nos permitiu realizar, desde julho de 2022, 31 turmas presenciais deste curso para um público de mais de 1.200 agentes de saúde de 16 municípios dos dois estados. Com o curso oferecido à distância, a intenção é ampliar esse alcance, permitindo o acesso de forma universal a esse público-alvo, em todos os municípios da Amazônia Legal, atendendo às diretrizes da Frente 1 do Projeto Fiocruz Amazônia: Ciência, Saúde e Solidariedade no enfrentamento da pandemia de Covid-19”, afirma Herkrath.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a Sitawi Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a resposta à Covid-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI Expand Resposta à Covid-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região.

A Fase 2 está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a Covid-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de Covid-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-Covid-19.

SOBRE O CURSO

O curso Agravos Imunopreveníveis de Interesse em Saúde Pública na Amazônia é formado por 2 unidades, divididas em 8 aulas e um total de 32h de carga horária.

Conheça a estrutura do curso:

Unidade 1

1 – Panorama Epidemiológico da Covid-19

2 – Aspectos da expressão clínica da Covid-19 de interesse para o trabalho do agente de saúde

3 – Diagnóstico Laboratorial da Covid-19

4 – Prevenção da Covid-19

Unidade 2

5 – Panorama epidemiológico das doenças preveníveis por imunizantes

6 – Política de imunização no Sistema Único de Saúde no Brasil como estratégia de prevenção/erradicação de doenças imunopreveníveis

7 – Premissas e estratégias de imunização na Atenção Básica e no território de atuação do ACS/ACE

8 – Prevenção da Covid-19 através da vacinação

Fiocruz Amazônia lança projeto que visa formar agentes populares de saúde no interior do Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com organizações da sociedade civil e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), lança no próximo dia 6/03, em Manaus, o Projeto Agentes Populares de Saúde – Solidariedade para Combater a Covid-19 e a Fome em municípios do interior do Amazonas. O projeto tem como objetivo ampliar a capacidade de resposta às doenças e agravos, a partir das experiências e da repercussão decorrente da pandemia da Covid-19, levando lideranças comunitárias, grupos religiosos e moradores locais a participar do processo de disseminação de valores, conceitos e práticas emancipatórias da solidariedade ativa, controle social e defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos, como saúde, alimentação e segurança. O projeto iniciará pelos municípios de Manaus, Fonte Boa, Jutaí e Uarini e é viabilizado por meio de emenda parlamentar do deputado José Ricardo.

“O público preferencial são pessoas que exerçam um papel social na comunidade, como líderes comunitários, de organizações da sociedade civil ou religiosas”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Marcílio Medeiros, coordenador do projeto. Serão oferecidos cursos de formação, com carga horária de 45 horas/aula, compostos por três módulos temáticos – Vacinação, Insegurança Alimentar e Violência Doméstica, com parte presencial e dispersiva. Ele explica que, para participar, o interessado deve ser maior de idade, pertencer ao território em questão e encaminhar proposta de adesão, por escrito, à coordenação do projeto, através do email marcilio.medeiros@fiocruz.br . “É importante que o participante seja alfabetizado e esteja disposto a construir uma rede de solidariedade ativa em defesa do bem-estar das populações”, afirma Medeiros.

À medida em que forem sendo formadas turmas de agentes populares de saúde, outros municípios poderão ser incorporados ao projeto, bem como poderá ser feita a inserção de outras doenças e agravos, que apresentaram recrudescimento no contexto da pandemia. A intenção do projeto é formar até 100 agentes populares de saúde nessa primeira etapa. “As atividades compreenderão o enfrentamento da baixa cobertura vacinal, com ações voltadas sobretudo para os indivíduos não vacinados contra as quatro doses da vacina contra a Covid-19 e as famílias em situação de insegurança alimentar”. A execução do projeto compreendeu a elaboração de material didático em formato impresso e digital, caderno de cadastro e acompanhamento das famílias, e, ao final, a realização de oficina participativa de avaliação da situação da saúde da comunidade.

Os interessados deverão participar da íntegra da formação (45 horas/aula) e da oficina de avaliação, apresentando documento síntese de encaminhamento das situações deficitárias para as atividades municipais. Haverá certificação de todos os participantes, bem como entrega dos kits composto por uniforme (boné e camisa), material didático, caderno de anotações no formato impresso e em vídeo (DVD ou pendrive).

O registro e o fluxo dos dados dos casos de pessoas ou famílias não vacinadas contra a Covid-19 ou não outras vacinas por outras doses do calendário do Programa Nacional de Imunização, assim como em situação de insegurança alimentar (fome), serão documentados no Caderno de Cadastro e de Acompanhamento das Famílias em formato impresso (cartilha) e/ou digital (Aplicativo para Smartphone) Posteriormente, após consolidação dos dados pelos coordenadores do projeto, substanciadas pelos relatos qualitativos dos Agentes Populares de Saúde das situações registradas, serão encaminhadas para a Secretaria de Saúde e para a Secretaria de Ação Social dos municípios. Ambas as Secretarias agendarão visitas domiciliares e busca ativa nos territórios para as intervenções e ações necessárias.

Divulgada 1ª Republicação do processo seletivo simplificado de bolsista de pós-doutorado

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna pública a 1ª Republicação da Chamada Pública 004/2023, referente ao processo seletivo simplificado de bolsista de pós-doutorado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da PósGraduação (PDPG – Amazônia Legal) e Pós-Doutorado estratégico (PDPG – Estratégico) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com alteração no artigo 6º, no que se refere às inscrições, item (VI e no Anexo III), Tabela De Pontuação Do Currículo Lattes.

CLIQUE AQUI para acessar a republicação.

O processo seletivo tem por finalidade preencher 02 (duas) vagas de bolsa na modalidade Pós-Doutorado. As inscrições iniciaram no dia 17/2, e se estendem até esta segunda-feira, 27/2. Esta Chamada Pública trata do preenchimento de cota associado ao Programa Nacional de Pós-doutorado da CAPES, com o objetivo de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação.

Os candidatos podem conhecer as Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652 . Podem se inscrever os candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorado.

A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores. É necessário que o candidato resida em Manaus (AM), durante a execução do projeto.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 06/03/2023 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br . Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

Fiocruz Amazônia recebe delegação de cientistas da Cardiff University

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na última semana, uma delegação de cientistas da Universidade de Cardiff, do País de Gales, Reino Unido, para intercâmbio de experiências e definição de futuras parcerias. O grupo composto por especialistas nas áreas de doenças infecciosas e imunologia, esteve no Brasil com o objetivo de estabelecer parcerias para que futuramente possam desenvolver estudos que investiguem aspectos da resposta imune a doenças negligenciadas na região amazônica, a exemplo da Febre do Mayaro, doença infecciosa febril aguda, cujo quadro clínico geralmente é de curso benigno, semelhante à Dengue e à Chikungunya.

Segundo o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Pritesh Lalwani, o encontro possibilitará a estruturação de futuras parcerias com a instituição. “É uma oportunidade muito interessante, pois as pesquisas que são desenvolvidas não somente por artigos, mas também de forma coletiva, nós conseguimos ver essas diferentes capacidades institucionais que nós temos, com uma equipe em instrução que faz pesquisa de qualidade, mostrando de outras maneiras para os pesquisadores de fora, trazendo o reconhecimento e abrindo portas para futuras parcerias. A ideia é que possamos juntos, tentar entender perguntas que não são respondidas sobre doenças endêmicas e que irão emergir dentro da Amazônia”, explica.

Após visita técnica nas instalações da Fiocruz Amazônia, os pesquisadores da Cardiff University apresentaram seus trabalhos nas áreas especificas de atuação. David Price, que abordou o tema “Memories of COVID-19”.; Ian Humphreys (“Virus-induced inflammation”); Ceri Fielding (“Viral evasion of Natural Killer cells”) e Richard Staton (“ADCC in Virus infection”). Considerada a terceira universidade mais antiga do País de Gales, a Cardiff University abriga três faculdades: Artes, Humanidades e Ciências Sociais, Ciências Biomédicas e da Vida; e Ciências Físicas e Engenharia.

O intercâmbio teve continuidade no segundo dia, em visita à Universidade Federal do Amazonas, com quem a Fiocruz Amazônia possui parceria e contou com a apresentação dos pesquisadores André Mariúba, Paulo Nogueira, Stefanie Costa Pinto Lopes, sobre os estudos realizados pelo Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA). Entre os trabalhos apresentados pelos pesquisadores do ILMD, Stefanie Lopes, abordou o tema “Plasmodium Vivax bioassay platform for drug and vaccine development”; André Mariúba “Biotechnology in infectious disease studies”; Paulo nogueira “Antigen-specific antibody signature is associated whit covid-19 disease outcome”. Os pesquisadores falaram sobre estudos em desenvolvimento que buscam viabilizar medicamentos e vacinas para a malária, biotecnologia em estudos de doenças infecciosas e, anticorpos específicos do antígeno que podem estar associado ao resultado da doença de covid-19.

SOBRE O LABORATÓRIO

O DCDIA atua primariamente buscando entender aspectos genéticos, bioquímicos e imunológicos envolvidos na interação dos patógenos – agentes causadores das doenças infecciosas – e seu hospedeiro – no caso o homem ou também o vetor transmissor dessa doença. O laboratório desenvolve projetos de pesquisa que buscam compreender quais moléculas estão envolvidas na entrada do patógeno em suas células alvo e como o sistema imune age para tentar impedir esta entrada.

A partir do conhecimento básico sobre essas interações, o grupo também atua também na prospecção de moléculas destes patógenos que possam ser utilizadas futuramente em composições vacinais, ou que possam ser utilizadas como marcadores de infecção em kits de diagnóstico, por exemplo. O laboratório possui projetos de pesquisa clínica, desenvolvidos em parceria com a Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado, e vem avaliando a segurança, efetividade e superioridade de novos formulações e/ou esquemas terapêuticos no combate de doenças infecciosas como malária e HIV.

Fiocruz Amazônia abre inscrições para processo seletivo simplificado de bolsista de pós-doutorado

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), abre inscrições, para o processo seletivo simplificado de bolsista de pós-doutorado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da PósGraduação (PDPG – Amazônia Legal) e Pós-Doutorado estratégico (PDPG – Estratégico) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) com a finalidade de preencher 02 (duas) vagas de bolsa na modalidade Pós-Doutorado.

Para acessar o edita, CLIQUE AQUI.

As inscrições iniciam nesta sexta-feira, 17/2, e se estendem até o dia 27/2. Esta Chamada Pública trata do preenchimento de cota associado ao Programa Nacional de Pós-doutorado da CAPES, com o objetivo de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação.

Os candidatos podem conhecer as Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652 . Podem se inscrever os candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorado.

A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores. É necessário que o candidato resida em Manaus (AM), durante a execução do projeto.

O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 06/03/2023 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br . Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.

Fiocruz Amazônia e Ibama alinham atividades de investigação de patógenos em animais silvestres para 2023

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) darão continuidade em 2023 às atividades desenvolvidas pelo projeto de investigação de patógenos causadores de doenças de origem animal, ação que integra o Programa Saúde Única da Fiocruz Amazônia. O objetivo do programa é promover um alinhamento de protocolos e informações sobre os resultados das análises de amostras de material biológico coletados de espécimes da fauna amazônica recebidos pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, em Manaus, e a partir deles permitir o mapeamento da ocorrência de possíveis surtos de novas doenças infectocontagiosas e o ressurgimento de outras. O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), conta ainda com a parceria do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o Projeto Sauim de Coleira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

No último dia 2/02, representantes das instituições parceiras se reuniram na sede do Cetas-Ibama, em Manaus, para a primeira reunião de alinhamento e planejamento de atividades para 2023. A pesquisadora da Fiocruz Amazônia Alessandra Nava, que coordena o programa, afirma que o acordo de cooperação prevê ainda, entre outras atividades, o auxílio ao Cetas-Ibama em relação à sanidade dos animais recebidos e a conservação da biodiversidade. A Fiocruz Amazônia possui um biobanco da vida silvestre com amostras de mais de 200 animais, entre morcegos, primatas e roedores, coletados na floresta (Cetas, áreas da Ufam, florestas preservadas, além do assentamento Rio Pardo, na BR-174 (Manaus-Boa Vista), no município de Presidente Figueiredo. Participaram da reuniao a analista ambiental Natália Lima, chefe do Núcleo de Apoio ao Cetas/Ibama/AM, e a técnica ambiental Célia Alice Peron Castro.

Alessandra Nava explica que o projeto investiga aspectos sanitários e epidemiológicos dos animais recebidos pelo Cetas. “Acessamos o material biológico para poder entender a prevalência de algumas doenças virais, parasitárias que acometem a população silvestre. São animais que vêm de várias partes do Estado, sobretudo em função do desmatamento, o que nos permite um mapeamento das prevalências”, explica ela, lembrando que a unidade recebe tanto animais mantidos em cativeiro quanto de vida livre que sofreram algum tipo de trauma (vítimas de atropelamento, choque elétrico, entre outros). O conceito de Saúde Única, difundido mundialmente, associa saúde humana, animal e ambiental, como fatores que interagem entre si de forma indissociável.

A pesquisadora ressalta que este ano pretende estender a parceria da Fiocruz Amazônia com outros órgãos que lidam diretamente com a questão da conservação da fauna no Estado. “Nossa intenção é reunir os vários parceiros para intercâmbio de experiências e disseminação de informações. O intuito é convidarmos órgãos envolvidos com o resgate de fauna e a saúde do Estado, a exemplo do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Batalhão Ambiental da Política Militar e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) para compor essa rede de monitoramento ativo”, destacou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação / ILMD

PPGBIO-INTERAÇÃO prorroga prazo de inscrições para vagas de candidatos externos

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-INTERAÇÃO do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, prorroga o período de inscrições para vagas de candidatos externos, interessados nas disciplinas oferecidas para o primeiro semestre de 2023. As inscrições ocorrerão até o dia 22 de fevereiro de 2023.

Interessados devem se inscrever em novo link: https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 01 a 03 de março de 2023. Será permitida a matrícula em até 2 (DUAS) disciplinas que perfaçam no máximo 5 (CINCO) créditos. A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 10 de março de 2023, na Plataforma SIGA no endereço eletrônico http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120 e no site do ILMD https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=16314

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Professor da USP ministra aula do Doutorado em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia

A convite do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o médico epidemiologista Fredi Alexander Diaz Quijano, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) veio a Manaus para ministrar disciplina de Inferência Causal em Epidemiologia para os discentes do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM). O programa é oferecido por meio de consórcio entre a Fiocruz Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, Fredi realiza pesquisas sobre fatores de risco, ferramentas de diagnóstico, prognóstico e tratamento de eventos de interesse em saúde pública, especialmente na área de doenças infecciosas, sendo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da USP.

O DASPAM tem como objetivos capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, socioantropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia;  e contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

São duas as linhas de pesquisa do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia: “Dinâmica, Diagnóstico, Cuidado Clínico e Controle de Doenças Infecciosas Endêmicas na Amazônia” e “Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia”. O egresso deve estar habilitado a planejar e desenvolver estudos em doenças endêmicas utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da epidemiologia, biologia parasitária e vetorial, ciências sociais e geografias aplicadas à saúde e outras áreas conexas; produzir conhecimentos e informações sobre organização, produção e consumo de serviços de saúde, com ênfase em estudos de acessibilidade por populações vulneráveis e/ou residentes em regiões remotas e suas interfaces com especificidades regionais e com os modelos de proteção social; contribuir em processos participativos voltados para planejamento, implantação e avaliação de planos, programas e práticas de saúde, oriundas dos diversos níveis do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como de organizações representativas da sociedade civil regional.

PPGBIO-INTERAÇÃO oferece vagas para aluno especial

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – (PPGBIO-INTERAÇÃO) do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, estará com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o primeiro semestre de 2023. As inscrições ocorrerão até o dia 17 de fevereiro de 2023.

Para mais informações CLIQUE AQUI

A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 01 a 03 de março de 2023. Será permitida a matrícula em até 2 (DUAS) disciplinas que perfaçam no máximo 5 (CINCO) créditos. A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 10 de março de 2023, na Plataforma SIGA no endereço eletrônico http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120 e no site do ILMD https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=16314

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia e UEA propõem monitoramento epidemiológico do feminicídio na Região Norte

A notoriedade cada vez maior de feminicídios no Brasil e o restrito número de estudos com base em dados epidemiológicos sobre a questão da violência letal contra a mulher na Região Norte levaram pesquisadores e pesquisadoras do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) e da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO), ambas pertencentes à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a propor a realização do primeiro monitoramento epidemiológico e espaço-temporal dos feminicídios na Amazônia, tendo como referencial as potencialidades da vigilância da informação em saúde à equidade de gênero. No próximo mês de março, o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, em parceria com docentes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e UEA, realizarão a 1a Oficina Ampliada AM/RO sobre Aplicações da Vigilância da Informação em Saúde à Avaliação do Feminicídio. O evento, que se inicia um dia após o Dia Internacional da Mulher, reunirá especialistas e pesquisadores, dias 9 e 10/03, no Laboratório de Tecnologia em Saúde e Educação, da ESA/UEA.

De acordo com o epidemiologista Jesem Orellana, chefe do LEGEPI e coordenador do Projeto “Proposta de monitoramento epidemiológico e espaço-temporal dos feminicídios: potencialidades da vigilância da informação em saúde à equidade de gênero”, a oficina tem como objetivo explorar as potencialidades da vigilância da informação em saúde à equidade de gênero, em particular na estimação da ocorrência, caracterização epidemiológica e espaço-temporal dos feminicídios. “Serão apresentados e discutidos detalhes de inédita e promissora metodologia, progressos e protocolos, bem como haverá espaço ao planejamento das próximas etapas do Projeto no Ano-1 e, sobretudo, no Ano-2, com enfoque em produtos esperados como a apresentação dos nossos resultados/estratégias, mediante trabalhos em eventos científico-tecnológicos, bem como na formação/qualificação de recursos humanos ou publicação de artigos metodológicos e originais, por exemplo”, explica.

De forma ampla, a oficina busca detalhar as diferentes iniciativas em curso no projeto, que é viabilizado pelo Programa Inova Fiocruz, por meio do edital Inovação Amazônia, com financiamento da Fiocruz, Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam) e Fundação de Amparo à Pesquisa de Rondônia (Fapero). Segundo Jesem, são componentes do projeto, a dimensão estatística, socioepidemiológica, de geografia da saúde, do Direito e da Tecnologia da Informação, assim como o entrelaçamento dessas expertises em uma iniciativa genuinamente interdisciplinar, típica da Saúde Coletiva. “Análises preliminares do projeto apontam para a possível invisibilidade dos feminicídios, sobretudo no campo da saúde, bem como a pouco explorada influência negativa da inserção direta das mulheres de Manaus com a criminalidade e o baixo número de mortes das mesmas em crimes caracterizados como latrocínio (roubo seguido de morte), por exemplo, sugerindo participação ativa cada vez maior dessas mulheres em atividades ilícitas”, afirma o epidemiologista.

A oficina contará com as presenças de docentes do curso de Enfermagem da Universidade de Rondônia (UNIR), entre os quais Nathalia Halax Orfão, Cristiano Lucas de Menezes Alves e Marcuce Antonio Miranda dos Santos, vice-lider do “Observatório de Violência, Suicídio e Políticas Públicas (OBSAT). Além dos convidados de Rondônia, o evento contará com a participação de Paula Dias Bevilacqua, do Instituto René Rachou/FIOCRUZ-Minas, Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero, onde coordena a linha de pesquisa da subárea Corpo, Saúde e Reprodução. Como palestrantes, participarão Edinilza Santos (ESA/UEA), Jesem Orellana (ILMD), Elielza Menezes (ESA/UEA), Márcia Medina (ESA/UEA), Gabriel Leão (Bolsista ILMD), André Moraes (Colaborador do Projeto no ILMD), Stephanie Dias (Bolsista ILMD) e Carlos Rafael (Bolsista ILMD).

TEMAS

Os temas a serem abordados durante os dois dias são: “Projeto: objeto, métodos, progressos, protocolos (codebook, banco de dados e trabalho interdisciplinar”, “Coleta de dados: sociodemográficos, geográficos, epidemiológicos e relato de casos”, “Captura de dados oficiais de mortalidade (FVS-RCP): finalidade e desafios”, “Controle de qualidade no banco de dados e Linkage: finalidade e potencialidades”, “Classificação jurídica de mortes em prováveis feminicídios ou não: estratégia e aspectos operacionais”, “Monitoramento digital de notícias sobre mortes de mulheres por agressão: etapas do desenvolvimento de um robô de busca e sua contribuição à captura de dados sobre mortes por agressão de mulheres”, “Resultados esperados: manuscritos, divulgação em eventos, observatório”, finalizando com propostas e avaliação da viabilidade de extensão do projeto à realidade de Porto Velho (RO) e Belo Horizonte (MG).

Dia das Mulheres e Meninas na Ciência é marcado por homenagens da Fapeam a cientistas de destaque no Amazonas

O Dia das Mulheres e Meninas na Ciência, foi marcado na última sexta-feira, 10/02, por homenagens da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado a mulheres cientistas de destaque no Amazonas, pesquisadoras e pioneiras na gestão de instituições de ensino e pesquisa, com contribuições à Ciência & Tecnologia ao Estado e ao País. A médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken, primeira mulher a assumir a diretoria do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em 27 anos de existência da instituição, foi uma das homenageadas no evento, intitulado Café com Elas, ocorrido no Centro Cultural dos Povos da Amazônia. A solenidade marcou o início da programação do Movimento Mulheres e Meninas na Ciência deste ano.

Emocionada, Adele Benzaken fez um relato da sua trajetória como profissional da área da saúde, atuando desde sempre como cuidadora de mulheres – já que é médica ginecologista de formação – e  também na formulação de políticas públicas voltadas ao atendimento de demandas das populações vulnerabilizadas, como profissionais do sexo, pessoas vivendo com HIV, indígenas e ribeirinhos da Amazônia, ocupando cargos de gestão em órgãos públicos da área de saúde ao longo de mais de 40 anos dedicados à Ciência. Em seu pronunciamento, destacou o orgulho de ser amazonense, militante do movimento social e descendente de judeus, que para cá migraram em busca de um futuro melhor.

“Viver na Amazônia é um ato de intrusão ou impertinência. É nossa identidade maior, herdada dos nossos pais e avós, muitos dos quais vieram para cá compelidos por desastres da natureza – como a seca nordestina, no caso do meu pai devido a conflitos raciais, mais especificamente o nazismo, ocorrido em terras outras que se supunham civilizadas ou ainda almejando um futuro melhor como o meu avô materno, do Marrocos”, relatou, ressaltando que nasceu na época em que a descoberta da penicilina, na década de 50, momento revolucionador para a Ciência.

“Quando nasci, no porto de Lenha, em meados dos anos 50, o uso recém disseminado da penicilina em todo o mundo parecia ter afastado o fantasma da sífilis do convívio com os seres humanos. A vida profissional foi me ensinando que não bastava saber medicina, precisava cursar doutorado em saúde pública, ser gerente de serviço, psicóloga, militante de movimento social, animadora de torcida e até diretora de algumas instituições como a Fundação Alfredo da Matta, a UNAIDS Brasil, o Departamento de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, e mais recentemente a Fiocruz Amazonia”, contou, sendo bastante aplaudida.

Além das homenagens, a diretora presidente da Fapeam, Márcia Perales, fez o anúncio do lançamento oficial de quatro editais voltados exclusivamente para pesquisadoras mulheres. “Quero aqui parabenizar a todas as mulheres que se dedicam à pesquisa e reafirmar nosso compromisso de poder continuar contando com a parceria e o protagonismo feminino de todas vocês”, afirmou. Ao todo, os editais somam R$ 5,1 milhões. Junto com Adele Benzaken, foram homenageadas também no “Café com Elas” a bióloga Antonia Maria Ramos Franco Pereira, diretora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Mariomar de Sales Lima, diretora da Faculdade de Estudos Sociais da Universidade Federal do Amazonas (FES-UFAM), ambas pioneiras como gestoras de instituições comandadas até então por homens.

MENÇÕES HONROSAS

No ato, também foram homenageadas com menções honrosas as professoras Vilma Mendes Marialva e Jaqueline Reis Fernandes, da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed) e da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), respectivamente, por aprovaram projetos no Programa Ciência na Escola (PCE), nos últimos quatro anos (2019-2022), com a maior média de nota. E ainda as cientistas Elizabeth Gusmão Affonso (Inpa) e Dominique Fernandes de Moura Carmo (Ufam), pela contratação do maior número de projetos no quadriênio 2019-2022. Elizabeth Gusmão por sua atuação em Manaus e Dominique Carmo, em Itacoatiara.

Fiocruz Amazônia recebe a visita do presidente em exercício da Fiocruz, Mario Moreira

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz/Amazônia) recebeu a visita do presidente em exercício da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mário Moreira. Junto com a diretoria e colaboradores da unidade, o presidente discutiu sobre as prioridades da Agenda Fiocruz para Amazônia e conheceu as instalações da sede, laboratórios e projetos desenvolvidos nas áreas de saúde coletiva, doenças infecciosas e negligenciadas, entre outros temas. A visita ocorreu na última quinta-feira, 9/02, e contou também com um encontro do presidente interino da Fiocruz com a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia.

Na oportunidade, os servidores e colaboradores puderam ouvir do presidente Mário Moreira os principais pontos da agenda prioritária das ações da Fiocruz para a Amazônia, com ênfase no investimento em pesquisa e na melhoria da infraestrutura predial da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia. A visita encerrou com um encontro entre o presidente em exercício com representantes de instituições parcerias da Fiocruz Amazônia, entre as quais a Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-AM) e o deputado federal José Ricardo.

Mário passou a ocupar a presidência da Fundação após a nomeação de Nísia Trindade Lima para assumir o Ministério da Saúde e permanecerá no cargo até o próximo processo eleitoral para a presidência, que será realizado em abril. Na Fiocruz desde 1994, é doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Paraná, com estágio doutoral na Universidade de Coimbra, em Portugal, mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e em Gestão de Tecnologias e Inovação pela Universidade de Sussex, no Reino Unido. É especialista em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Em 2017, tornou-se vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, cargo que passou a ser de diretor-executivo da Fiocruz no ano passado.

Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os aprovados para mestrado acadêmico do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane/ILMD Fiocruz Amazônia, por intermédio da Vice-Diretoria De Ensino, Informação E Comunicação – VDEIC, convoca para matrícula institucional os candidatos classificados no Processo Seletivo, para ingresso no Curso de Mestrado no 1º semestre de 2023, conforme chamada pública 003/2023.

 O período para matrícula ocorre entre os dias 13 e 15/02/2023. O candidato que, no prazo destinado a matrícula institucional, não comparecer para efetivar a matrícula no período determinado nesta chamada, ou não cumprir as exigências quanto à documentação descrita neste documento, perderá sua vaga no curso, tornando sem efeito o resultado obtido no processo de seleção.

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SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os aprovados no processo seletivo para ingresso no mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) convoca para matrícula institucional os aprovados na chamada pública 001/2023, referente ao Processo Seletivo para ingresso no curso de mestrado acadêmico, do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

Para ingresso no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-INTERAÇÃO no 1º semestre de 2023, deverão apresentar para efetivação da Matrícula Institucional, observando os documentos necessários especificados nesta Chamada, publicada no endereço eletrônico http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 e disponível para consulta no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=32627

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SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os aprovados no processo seletivo para ingresso no doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) convoca para matrícula institucional os aprovados na chamada pública 002/2023, referente ao Processo Seletivo para ingresso no curso de doutorado, do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

Os aprovados deverão se apresentar para efetivação da Matrícula Institucional, observando os documentos necessários especificados nesta Chamada, publicada no endereço eletrônico http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 e disponível para consulta no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=32704

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SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia passa a contar com unidade móvel para ações de consultas e pesquisas viabilizada por emenda parlamentar

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu a visita, na última quarta-feira, 1/2, do deputado federal (PT-AM), José Ricardo Wendling, autor de emenda parlamentar que possibilitou a aquisição de um trailer, que funcionará como a primeira unidade móvel acoplável, que será utilizada para ações de consultas e pesquisas de campo realizadas pela Fiocruz Amazônia. O parlamentar foi recebido pela diretora Adele Schwartz Benzaken, que ressaltou a satisfação de poder fazer a prestação de contas da execução da emenda parlamentar nº 41090009/2021, viabilizada por Wendling, que aproveitou a visita para anunciar a aprovação de nova emenda que irá beneficiar não só as atividades de pesquisa, mas também de ensino promovidas pela Fiocruz Amazônia.

Acompanharam a visita os vice-diretores de Pesquisa e Inovação do ILMD, Stefanie Lopes e, de Gestão e Desenvolvimento, Aldemir Lima Maquiné, as pesquisadoras Rita Bacuri e Flor Ernestina Martinez-Espinosa. Na ocasião, José Ricardo visitou o trailer, adquirido com recursos da emenda, para execução do projeto “Impacto da Pandemia por Covid-19 na saúde de populações vulneráveis na Amazônia” e, anunciou a aprovação de nova emenda.

“A visita de hoje foi uma prestação de contas da emenda disponibilizada no ano passado, onde o trailer fazia parte das aquisições dessa emenda. O deputado trouxe ainda a boa notícia da nova emenda que será utilizada para ensino e pesquisa, principalmente nesse novo mestrado profissionalizante, que vai ser iniciado no segundo semestre desse ano, na área de epidemiologia sobre questões materno-infantil”, destaca Adele Benzaken.

O projeto beneficiado por meio da emenda  nº 41090009/2021 é fruto do trabalho integrado desenvolvido pelos pesquisadores da Fiocruz Amazônia e engloba diversas iniciativas divididas em subprojetos: Apoio ao sistema de vigilância epidemiológica de base comunitária para comunidades indígenas de Manaus; Consequência da infecção por SARS-CoV-2 no período de gestação e puerpério na rede pública de saúde, em Manaus, e; Formação de Agente Populares de Saúde em comunidades ribeirinhas para o enfrentamento da Covid-19.

Para José Ricardo, os recursos adquiridos através da emenda são de suma importância para a realização de ações de ensino e pesquisa na área da saúde, dada a relevância do trabalho realizado pela Fiocruz Amazônia na região. “A gente fica muito satisfeito, pois a Fiocruz é uma instituição com muita credibilidade, muito séria, reconhecida a nível nacional e mundial, então o trabalho que é desenvolvido aqui em Manaus, no Amazonas e na Amazônia é muito importante para a saúde, na área da pesquisa, no enfrentamento de doenças e nas ações que, portanto, beneficiam a população. A busca de recurso através de emenda parlamentar é exatamente para isso, fortalecer o trabalho. É muito bom quando a gente vê, que aqui já está sendo executado a aquisição de um trailer que será usado para que a Fiocruz esteja mais próxima da população, no trabalho de pesquisa, no atendimento”, ressalta.

APLICABILIDADE SOCIAL

Rita Bacuri, pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, destaca a função principal da unidade móvel: “ir onde o povo está”. Segundo ela, o veículo será instrumento de parcerias com as secretarias municipal e estadual de Saúde para ações conjugadas de campo e implementação de políticas públicas de saúde, com a participação do corpo técnico das instituições, levando orientação e serviços para a população. “O trailer terá também uma finalidade educativa, sendo referência para atividades de exposição e pesquisas de campo da Fiocruz Amazonia em comunidades indígenas e ribeirinhas urbanas”, afirmou.

Conforme explicou a médica Flor Ernestina, pesquisadora em Saúde Pública do ILMD Fiocruz/Amazônia, a nova aquisição da instituição possibilitará a promoção de ações de pesquisa que necessitam desta estrutura para a realização de consultas com gestantes, participantes de estudos realizados pela equipe de pesquisadores da Fiocruz. “Nesse projeto que tem como objetivo estudar várias doenças infeciosas em gestantes, nosso plano era instalar uma espécie de consultório, onde pudéssemos fazer essa avaliação de infectologia nas gestantes, na UBS em que elas realizam seus controle pré-natal. A ideia é que possamos ir com nosso consultório nas UBS de diferentes áreas da cidade pata que tenhamos uma representação de todo o município de Manaus”, pontua.

Além do trailer, os recursos oriundos da emenda 41090009/2021 foram destinados a projetos desenvolvidos na área de saúde e sustentabilidade do ILMD/Fiocruz Amazônia. Um deles, o Projeto Agentes Populares de Saúde, coordenado pelo pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, Marcílio Sandro Medeiros, destinado a formação de lideranças na área de saúde, com ênfase na vigilância epidemiológica , baixa cobertura vacinal, fome e violência, a ser desenvolvido na região do Alto e Médio Solimões, e na capital do Amazonas.

Os recursos viabilizaram ainda a execução do Projeto Piloto do Sistema de Vigilância Epidemiológica de Covid-19 para comunidades indignas urbanas com a finalidade de combater a vulnerabilidade estrutural com a abordagem de base comunitária e uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), coordenado pela pesquisadora Fabiane Vinente, da Fiocruz Amazônia.

RECURSOS

Durante reunião com a direção da Fiocruz Amazônia, José Ricardo realizou o anuncio e entrega do termo de nova Emenda 410900023/2023 para a instituição, válida para o exercício de 2023, em que destinou o valor de R$ 1,5 milhão, com o objetivo de fortalecer as ações no âmbito da Fiocruz Amazônia, no que diz respeito a realização do Mestrado Profissional em Epidemiologia Aplicada à Saúde da Mulher e da Criança – MPESMC para a Região Amazônica.

Em seus mandatos, o deputado José Ricardo tem priorizado emendas para instituições que investem em ensino e pesquisa, como o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Instituto Federal do Amazonas (IFAM), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Segundo o parlamentar, houve alocação de recursos, por meio de emenda parlamentar de bancada, para o período de quatro anos, no valor de quase R$ 176 milhões, na área da educação, ensino e pesquisa, assistência, saúde, cultura, povos indígenas.

Fiocruz Amazônia reforça segurança de rede interna com instalação de novo nobreak

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou uma nova infraestrutura elétrica para a instalação de um novo equipamento Nobreak, de 10 KVA, ampliando a capacidade de proteção do parque de TI da instituição. Além do novo Nobreak, foram realizadas substituições de peças e serviços de manutenção preventiva no antigo Nobreak, de 60 KVA, permitindo assim maior segurança e funcionamento pleno da rede em casos de quedas bruscas do fornecimento de energia. Os serviços foram realizados ao longo de dois dias (26 e 27/01), por meio de um plano de trabalho elaborado em conjunto pelos Serviços de Gestão e Tecnologia da Informação (SEGTI) e de Infraestrutura (SEINFRA), vinculados à Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia.

De acordo com o chefe interino do SEGTI, Sandro Moreira, a iniciativa possibilita maior segurança para que os 400 computadores em atividade no ILMD operem normalmente em caso de quedas e flutuações na rede elétrica. Segundo ele, os reparos (substituição de placas) no antigo equipamento de Nobreak, de 60 KVA, permitiram a reativação de dois servidores (computadores de grande porte), que estavam parados, com serviços sem uso, a exemplo do controle de acesso (catraca), atualização dos sistemas operacionais windows (WSUS), ambiente de testes, inventário (OCS), sistemas de segurança de informações, acesso às pesquisas, aumento da capacidade de armazenamento e rapidez no processamento de dados (antigo site, que é composto por dois servidores virtuais que são Web e banco de dados).

“Importante destacar que todos os serviços foram realizados sem qualquer impacto interno ou externo, à comunidade ILMD, principalmente na parte de software e nas atualizações de segurança. Até a consolidação do trabalho, o impacto interno em relação à segurança foi mínimo. Chegamos inclusive a instalar o laboratório de informática com 30 computadores novos, tudo sob a proteção e a segurança da gestão da TI, hoje com riscos de invasão de sistemas operacionais mitigados”, explica Moreira. “Atualmente, a gestão de

 TI é feita de forma eficiente por um servidor que gerencia tudo, mantendo o sistema operacional e atualizações de segurança em dia”, complementa.

A chefe do SEINFRA, Helena Coutinho, destaca a importância da instalação da nova rede elétrica para o êxito do serviço. “Juntos, SEINFRA e SEGETI elaboraram um plano de trabalho que permitiu que fizéssemos a instalação elétrica nova e o remanejamento de parte da que estava dispersa e necessitava de reorganização. Com isso, aumentamos a segurança dos dispositivos elétricos, a um custo baixo, utilizando a rede de dutos de cabeamento da própria sede do ILMD, com nossa própria mão-de-obra”, salienta.

“A queda do nobreak de 60 KVA, ocorrida no ano passado, nos deixou preocupados com relação aos equipamentos e tivemos que tomar medidas emergenciais para que as pessoas não ficassem sem os serviços. Nossa preocupação maior foi com a chegada do inverno e a alta incidência de descargas elétricas. Tão logo ocorreu o problema tomamos a providência de acionar a RTA, empresa fabricante do equipamento que detém sua exclusividade em Manaus. Tivemos o apoio incondicional da Diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia que nos autorizou a fazer a aquisição da placa para a substituição”, relata Helena.

RESILIÊNCIA E ALTA DISPONIBILIDADE

José Nogueira, técnico do SEGTI, ressalta os benefícios proporcionados pela realização dos serviços.” Aumentamos a capacidade de resiliência e alta disponibilidade em relação ao serviço de energia elétrica que alimenta os servidores do ILMD. Com isso, hoje, se houver um problema em um Nobreak o outro entra em operação sustentando os serviços de TIC. Antes, quando só tínhamos um nobreak de 60 KVA, se ele ficasse inoperante poderíamos perder toda essa proteção, uma descarga elétrica poderia passar e queimar equipamentos, causando prejuízos”, explica, destacando o apoio e mobilização da equipe envolvida com o trabalho, formada ainda pelos técnicos Williams Cavalcante, Raimundo Printes e Lukas Cavalcante. Além desses serviços, poderemos realizar futuras manutenções sem a necessidade de realizarmos paralisações dos servidores por conta desses estarem alimentados simultaneamente pelos dois nobreaks

Fiocruz Amazônia destaca investimentos em Ciência, Inovação e Tecnologia no aniversário de 20 anos da Fapeam

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), uma das instituições parceiras da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no desenvolvimento de projetos de pesquisas em diferentes regiões do Estado, marcou presença na manhã desta terça-feira, 31/02, na solenidade de abertura da programação de aniversário dos 20 anos da instituição estadual de fomento à pesquisa, com a presença do governador do Amazonas, Wilson Lima. A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, destacou a importância da parceria entre as duas instituições e o volume de recursos da ordem de R$ 6,4 milhões investidos pela Fapeam, entre julho de 2021 e dezembro de 2022, em projetos e programas, por meio de bolsas e auxílios-pesquisa, voltadas a projetos nas áreas de ciência, tecnologia e formação de recursos humanos, com Mestrado e Doutorado oferecidos pela Fiocruz.

“A Fapeam tem um papel decisivo no desenvolvimento científico e tecnológico da Amazônia, mas também na atenção às populações mais vulnerabilizadas, ajudando a  interiorizar ações de ensino e pesquisa, incentivando nossos pesquisadores a fazer seus estudos sobre temas regionais, fazendo parcerias com instituições locais e se projetando cada vez mais no cenário da Ciência, Tecnologia e Inovação para se tornar realmente uma potência nacional”, afirmou Adele Benzaken, salientando a capacidade de interlocução existente hoje entre as Fundações de Amparo à Pesquisa da Região Norte, tendo a Fapeam como uma das mais atuantes. A solenidade ocorreu na sede do Governo do Estado, contando com a presença de autoridades de diversas áreas e representantes de instituições de ensino e pesquisa, parceiras da Fapeam, a exemplo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

“Fico feliz em ter parceiros como a Fiocruz, que fortalecem a nossa política de Ciência Tecnologia e Inovação. Sempre digo que todos os parceiros são fundamentais e a Fiocruz é um desses parceiros. Temos vários projetos conjuntos e mais recentemente uma parceria que vai possibilitar que uma turma de indígenas possa ter acesso ao Programa de Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), para a formação dos primeiros sanitaristas indígenas do Alto Solimões e isso só reforça a necessidade de ações afirmativas voltadas para o interior e as populações indígenas”, ressaltou a presidente da Fapeam, Márcia Perales. No ato, a presidente destacou que a Fapeam está presente em todos os 77 programas de pós-graduação existentes no Estado, aprovados pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação).

Na Fiocruz Amazônia, sete laboratórios de pesquisa possuem projetos financiados pela Fapeam. São, ao todo, 26 projetos nas áreas de malária, Covid-19, dengue, microbiologia, vigilância genômica, saneamento básico, coleções biológicas, proteínas recombinantes, câncer de colo de útero e desenvolvimento de ferramentas moleculares, entre outros temas.

Pesquisadores e bolsistas da Fiocruz Amazônia prestigiaram a solenidade, como forma de reconhecimento e agradecimento ao apoio. A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana na Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), conta que a criação da Fapeam trouxe para o Estado um grande desenvolvimento científico e tecnológico, além de um grande reconhecimento nacional e internacional. “Muitas das vezes, a Amazônia era conhecida mais por pesquisadores internacionais do que pelos pesquisadores da casa. Com a Fapeam, isso mudou. Hoje nós somos reconhecidos como pesquisadores da Amazônia, com um conhecimento mais aprofundado do sentimento da nossa população. Nesses 20 anos, passamos por momentos de crise, não só na Ciência e Tecnologia, como no Estado como um todo, mas não podemos deixar de dizer que nos últimos quatro anos, do atual governo, fomos muito agraciados, com bastante editais de desenvolvimento e inclusão, da mulher e de interiorização da ciência e tecnologia. Esses 20 anos vêm somar muito com o desenvolvimento do Estado”, frisou.

Também presente à solenidade, a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Priscila Ferreira de Aquino, responsável por pesquisa em andamento, financiada pela Fapeam, destinada a identificar proteínas diferenciais associadas a lesões precursoras do câncer de colo de útero, ressalta que o momento é de celebração e agradecimento. “Comemorar os 20 anos da Fapeam é um ato muito importante dada a relevância que a instituição confere às pesquisas desenvolvidas na região amazônica, seja na capital e no interior, com investimento forte nos últimos anos na formação de recursos humanos, contemplando novos editais, entre eles os que estimulam a presença de mulheres na Ciência. O momento é de gratidão e agradecimento ao trabalho que a Fapeam vem consolidando e agregando conhecimento científico para nossa região”, destacou.

A pesquisa coordenada por Priscila é um dos trabalhos citados no portfólio Investimentos e Resultados de Pesquisas do Amazonas, lançado na solenidade pelo governador Wilson Lima, apresentando os resultados de trabalhos financiados pela Fapeam nos últimos dois anos. O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz Bessa, destaca também a contribuição decisiva e estratégica da Fapeam, no desenvolvimento da pesquisa e na formação de recursos humanos no Estado. “Sempre proativa, a Fapeam tem desempenhado um papel importantíssimo no desenvolvimento da Fiocruz também. Então é com grande satisfação vê-la chegar aos 20 anos como uma FAP altamente saudável e punjante com perspectivas de projetos e apoio do governo e da sua direção, que entende o papel importantíssimo que a ciência traz para o desenvolvimento da humanidade”, finalizou.

Fiocruz Amazônia e USAID capacitam profissionais de laboratórios de fronteira em vigilância genômica nos estados de Roraima, Rondônia e Amazonas

O Projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI EXPAND e SITAWI, atuou na capacitação de profissionais de saúde lotados nos laboratórios de saúde pública dos Estados de Roraima, Rondônia e Amazonas, com o objetivo de ampliar a prestação de serviços na área de vigilância genômica da COVID-19, a partir do fortalecimento dos sistemas de prevenção, detecção e respostas às ameaças pandêmicas. No total, foram capacitados 20 profissionais entre os meses de outubro e novembro do ano passado (2022), com a realização de oficinas com aulas teóricas e práticas sobre a realização de testes RT-PCR de inferência e sequenciamento nucleotídico. O trabalho integra a Frente 2 do projeto, que atua também na capacitação de agentes comunitários de saúde em diagnóstico e tratamento (Frente 1) e na sensibilização de populações ribeirinhas, quilombolas e migrantes, quanto à importância da vacinação e dos cuidados para prevenção da doença (Frente 3).

O coordenador da Frente 2, o virologista Felipe Naveca, chefe do Núcleo de Vigilância Genômica de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados da Fiocruz Amazônia, explica que o projeto amplia a atuação dos laboratórios de fronteira, situados em regiões com possibilidade de se tornarem porta de entrada tanto de novas variantes do SARS-CoV-2 quanto de quaisquer outros patógenos emergentes. Segundo Naveca, a disseminação de um patógeno como o SARS-CoV-2 é acompanhada de incertezas sobre sua capacidade de se espalhar na população e, em se tratando da região Amazônica, com um dos níveis mais baixos do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), esse risco é ainda maior.

“A região amazônica abriga uma grande população vulnerável, a exemplo dos indígenas e ribeirinhos, normalmente invisibilizadas pelos governos, fato que precariza o acesso aos serviços públicos, gerando escassez de dados oficiais e indicadores de saúde destas populações”, explica Naveca, ressaltando que a verdadeira gravidade da COVID-19 entre as populações indígenas e ribeirinhas, por exemplo, é subestimada, o que demanda urgência na geração de dados e nesse aspecto os laboratórios de fronteira tem um papel fundamental. “Faz-se necessário e urgente o fortalecimento do sistema de geração de dados precisos sobre a realidade da circulação de patógenos e variantes para que ações e políticas públicas sejam mais efetivas”, afirma o virologista.

Neste sentido, para o cientista, a parceria entre USAID e Fiocruz Amazônia, com apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) tem sido de grande relevância, pois atende às questões de saúde (vigilância, monitoramento e aumento de testagem e acesso às vacinas) em áreas remotas rurais, ribeirinhas, indígenas, de populações tradicionais, quilombolas e migrantes. Naveca destaca que, entre 2018 e 2022, os resultados da Vigilância Genômica mostraram a circulação de, pelo menos, 38 linhagens do SARS-CoV-2 no Amazonas, oito em Roraima e seis em Rondônia, além de ter permitido entender como se deu a origem da Variante de Preocupação Gamma (P.1), a partir da circulação endêmica da linhagem B.1.1.28.

Os principais objetivos da Frente 2 do Projeto são: realizar ações de vigilância genômica e proteômica para auxiliar no monitoramento, teste e acompanhamento de casos de COVID-19 em comunidades vulneráveis nos estados do Amazonas, Roraima e Rondônia, através da vigilância e investigação de casos nos três estados. De acordo com Naveca, a expectativa inicial do projeto, de que pelo menos dez funcionários dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) e dos Laboratórios de Saúde Pública de Fronteira (LAFRONs) em cidades do Amazonas, Rondônia e Roraima, foi superada. “Conseguimos atingir 20 participantes, a maioria biomédicos, farmacêuticos e biólogos em atuação nos laboratórios”.

Como resultados, o projeto espera conseguir viabilizar a identificação de quais vírus estão circulando concomitantemente com o SARS-CoV-2, a obtenção de genomas completos do SARS-CoV-2, a partir de uma porcentagem representativa de amostras positivas de  cada local, a aquisição de cerca de 30 perfis proteicos de populações vulneráveis afetadas com variantes do vírus SARS-CoV-2, a utilização do software DiagnoProt para a detecção de variantes na população afetada pela COVID-19 e possíveis prognósticos, além de contribuir para ações de rastreamento de contatos repassando informações sobre variantes de vírus para a Fundação de Vigilância Sanitária.

REFERÊNCIA

A bioquímica Luiza Rocha, que trabalha no setor de Biologia Molecular do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Rondônia, em Porto Velho, foi uma das participantes da oficina realizada em outubro do ano passado. Ela contou que foi justamente em razão da pandemia que começou a trabalhar no setor, como apoio e acabou ficando. “No decorrer desses três anos, foram inúmeros diagnósticos e aprendizados e agora com a implantação do sequenciamento genético no Lacen-RO, o acesso a esses resultados torna-se mais rápido, o que auxilia ainda melhor em nível de vigilância”, conta. A oficina contou também com participantes da Fiocruz Rondônia.

Luiza relembrou que, no decorrer do ano (2022), foram realizadas diversas capacitações, mas a oportunidade viabilizada pelo Projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à COVID-19, de ter esse intercâmbio de conhecimento com os profissionais da Fiocruz Amazônia fez a diferença. “Ter essa troca com os profissionais experientes aqui in loco, conhecendo nossa realidade, nosso laboratório, nos auxilia no que devemos modificar, melhorar, ganhar tempo e a ter mais segurança nos procedimentos e leituras realizadas. A equipe da Fiocruz Amazônia é uma das nossas referências e parceiros há um tempo. Então tê-los aqui em nosso laboratório, além de ser uma honra, é de muita importância para agregar e melhorar nossas técnicas, visto que eles estão sempre aprimorando e atualizando os procedimentos”, comentou.

Glauco Coelho Mota, farmacêutico bioquímico do Lacen-AM, se disse satisfeito com os conhecimentos apreendidos durante oficina realizada em Manaus. “Uma oportunidade em si excelente de como melhorar os nossos processos. Havíamos iniciado, mas ficamos parados alguns meses por falta de insumos. Agora com as novas técnicas desenvolvidas pela Fiocruz Amazônia, vai ser possível a economia de reagentes e até o aumento da quantidade de amostras sequenciadas, além do estreitamento de laços entre a Fiocruz e o Lacen-AM, que só trará benefícios para a população do Amazonas”, opinou Glauco.

PORTA DE ENTRADA

Para Marcelo Ferreira dos Santos, bacharel em Biomedicina e responsável técnico pelo setor de Biologia Molecular do Laboratório de Fronteira de Tabatinga, a iniciativa de realização da capacitação veio no momento certo. “A oportunidade é muito boa, porque permite a descentralização do conhecimento e é muito importante para o Estado do Amazonas, que é muito grande. No meu caso, por exemplo, que trabalho com Biologia Molecular na fronteira, no município de Tabatinga, região da tríplice fronteira Colômbia, Peru e Brasil, a partir do momento que essas informações forem repassadas para os profissionais que trabalham lá assim como o sequenciamento for iniciado nessa região, será de suma importância”, afirmou.

Marcelo acrescenta que as regiões de fronteira têm maior probabilidade de ser porta de entrada de uma variante nova ou qualquer novo patógeno. “Recentemente, o LAFRON de Tabatinga passou por uma reforma e está com uma estrutura muito boa. Há um ano, estamos fazendo diagnóstico de Covid por meio da Biologia Molecular, mais recentemente iniciamos a pesquisa de RT-PCR para arboviroses e vírus respiratórios. Então, a tendência e o que esperamos é que essa parceria continue ampliando para melhorar cada vez mais esse processo de saúde nas regiões de fronteira”, concluiu.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.”

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza etapa de preparação de indígenas para o Mestrado em Saúde Coletiva em Tabatinga

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) finalizou neste final de semana o Curso de Aperfeiçoamento e Etnicidade, Sustentabilidade e Saúde Coletiva na Tríplice Fronteira da Amazônia, etapa preparatória ao Mestrado do Programa de Pós-Graduação em condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), que será oferecido pela primeira vez a indígenas da região de fronteira do Alto Solimões, no município de Tabatinga, a partir do segundo semestre deste ano. O curso preparatório foi iniciado em setembro do ano passado e contou com carga horária de 200 horas/aula, reunindo um total de 40 indígenas das etnias Tikuna e Kokama, dos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant. A iniciativa faz parte do Programa de Ações Afirmativas do ILMD/Fiocruz Amazonia, que visa combater discriminações étnicas, raciais, religiosas e de gênero ou de casta, para promover a participação de minorias e combate a discriminações étnicas, raciais, religiosas, de gênero ou de acesso à educação, no caso à formação de sanitaristas indígenas.

“Estamos criando condições para que os indígenas possam se apropriar do método científico, numa iniciativa inédita que visa não somente contribuir com a Política de Ações Afirmativas, como também interiorizar as ações do ensino de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia”, explica a pesquisadora em Saúde Pública do ILMD/Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, coordenadora e docente do curso. Ela explica que a iniciativa sempre teve o horizonte mais longo de formar índios sanitaristas. “Para isso, estamos reunindo uma série de iniciativas isoladas para gerar um esforço conjunto mais ampliado. No limite, nosso desejo é que possamos capitanear uma iniciativa dentro da Fiocruz que sirva para a reflexão sobre a necessidade de se rever a política de ações afirmativas, para que não se limite apenas à política de ofertas de cotas, mas que tenhamos uma série de degraus que vão auxiliando esse estudante indígena aldeado ou morador de área rural no interior do Amazonas a alcançar um domínio do campo acadêmico”, salientou Garnelo.

Desde a sua criação, em 2015, o Mestrado em Saúde Coletiva do PPGVIDA do ILMD/Fiocruz Amazônia conseguiu formar apenas três indígenas do Alto Rio Negro, um quantitativo bastante limitado, de acordo com a coordenadora. Será a primeira vez que o programa oferecerá um curso de mestrado fora da sede, em Manaus, única e exclusivamente voltado para indígenas, em sua grande maioria aldeados, na modalidade sala estendida do programa, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) – que concedeu 15 bolsas, mais recursos para auxílio em pesquisa aos indígenas aprovados – e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), por meio de projeto aprovado recentemente em edital lançado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A parceria também conta com o apoio da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fiocruz,  Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal de Roraima.

“Acabamos de aprovar projeto junto ao CNPQ, com uma visão mais ampliada do que estamos propondo, porque entendemos que a política de cotas é insuficiente, o que nós estamos fazendo é oferecer vagas para uma seleção específica e bolsas, mas no nosso entendimento precisa de muito mais do que isso. Fazem-se necessários um sistema de acolhimento, uma matriz curricular diferenciada para essas minorias e degraus que conseguimos prover no curso de atualização”, explicou Garnelo. O curso de atualização aconteceu no Núcleo de Saúde Ambiental (NESAM), em anexo do campus da UEA de Tabatinga. Os alunos, em sua maioria, tikunas da comunidade Umariaçu 2, tiveram oportunidade de conhecer aspectos diferentes do processo de formação, com ênfase em estruturação de projeto, métodos de pesquisa em bases curriculares nacionais e como se concebe o conhecimento ocidental.

O curso foi dividido em cinco unidades temáticas, sendo uma transversal relativa às competências do estuante, com uma semana de aulas por mês. Os temas das unidades foram Espaço e Saúde; Saúde, Sustentabilidade e Condições de Vida; Etnicidade, Direitos e Política Indígena; Política e Gestão em Saúde (Indígena e não-indígena), e Diálogos plurais entre saberes indígenas e saberes científicos. A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, destaca o ineditismo e a relevância do curso no processo de valorização do conhecimento tradicional.   indígena e na abertura de oportunidades para a formação de sanitaristas indígenas. “É um sonho que não se sonha só. Tão logo assumi a direção do ILMD/Fiocruz Amazônia, tomei conhecimento da iniciativa e nos empenhamos em viabilizar as parcerias necessárias para a concretização do curso e do mestrado, que se iniciará a partir do segundo semestre de 2023, com dois anos de duração. Sem o apoio fundamental de parceiros como a Fapeam, o CNPQ e as universidades, não seria possível alcançar esse objetivo”, afirmou.

Defensora da política de interiorização das ações de Ensino da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken destaca como contribuição nesse processo a realização de diversos cursos de especialização e Mestrado em Saúde Pública pelo ILMD/Fiocruz Amazônia em municípios do interior do Amazonas. “O Mestrado em Saúde Coletiva para indígenas é mais um importante passo nesse processo. Seria impossível vencermos as desigualdades existentes na Amazônia sem investirmos em pesquisa e ensino em todo esse vasto território. Sofremos com essas desigualdades e a realidade se torna ainda mais cruel em se tratando dos povos indígenas e ribeirinhos da região”, defende.

EXPECTATIVAS

A expectativa de ampliar os horizontes com a oportunidade do Mestrado enche de esperança os alunos do curso de aperfeiçoamento. Rockson Araújo Cruz, cacique tikuna da comunidade Umariaçu 2, define a oportunidade como um ”novo horizonte” que se abre para ele e os companheiros de turma. “É uma honra como líder da comunidade indígena Umariaçu 2 fazer parte de um curso que tem importância para o nosso povo e traz oportunidade de aperfeiçoamento para os nossos estudantes. É um caminho grande que temos pela frente, um horizonte novo que se abre e gostaria muito de agradecer a Fiocruz por abrir essa porta para os estudantes indígenas”, comemorou, destacando que a Umariaçu 2 tem aproximadamente 7 mil indígenas.

Satisfeito em participar do curso, o professor indígena Rinaldo Valência Firmino, 29, da etnia Tikuna, é outro que se diz esperançoso. Formado em Agroecologia, pela UEA, ele tem especialização em Geografia Ambiental e é pós-graduado em Pedagogia em Processo de Aprendizagem, Desenvolvimento e Alfabetização. Atualmente, atua como professor na escola indígena da comunidade, e acredita que como sanitarista indígena terá oportunidade de contribuir ainda mais para com o seu povo. “O mestrado traz oportunidade para trabalharmos como sanitaristas indígenas, contribuir com políticas públicas, entender e interferir na realidade indígena”, ressaltou.

PROCESSO

Presente ao encerramento, a pesquisadora da ENSP, Ana Lúcia Pontes, que atuou como docente no projeto, ressalta o protagonismo da Fiocruz Amazônia no processo de construção do curso de aperfeiçoamento e na oportunidade de oferecimento do Mestrado em Saúde Coletiva para indígenas. “Essa é uma discussão que vem se desenvolvendo a partir dos pesquisadores da Fiocruz Amazônia, mais o GT de Saúde Indígena da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) sobre as ações afirmativas e as mudanças que a política tem proporcionado desde que foi institucionalizada. Historicamente as pautas indígenas foram colocadas por pessoas não-indígenas, o que não se justifica mais porque eles (os indígenas) têm pessoas já formadas, habilitadas, capazes e que reivindicam esse lugar de falarem por si mesmos e de estarem nos espaços de tomadas de decisões de políticas públicas”, afirma Ana Lúcia, referendando a importância do trabalho desenvolvido na região da Tríplice Fronteira no Alto Solimões.

Para ela, o curso de aperfeiçoamento é uma ferramenta para facilitar e acolher os indígenas, além de gerar um processo de qualificação para que eles assumam e estejam à frente nos diferentes âmbitos, seja na política de saúde, seja na produção acadêmica, seja nos processos de ensino.  “Eles não se sentiam acolhidos e bem-vindos nessas instituições acadêmicas, como não sentem nas universidades ainda sofrem muito racismo, então vimos discutindo algumas estratégias e avaliações com as próprias ações afirmativas e algumas propostas de ampliação das ações”, relembra, citando que a Fiocruz Amazônia foi a primeira a incorporar as ações afirmativas, tendo sido a pioneira também na inclusão de cotas para indígenas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Conselho Deliberativo aprova curso de mestrado para indígenas e alterações no Regulamento do Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia

O Conselho Deliberativo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, na manhã desta terça-feira, 24/01, a primeira reunião ordinária do ano, tendo aprovado, entre outros pontos, as propostas de criação de um Mestrado em Saúde Coletiva, fora da sede, para a formação de sanitaristas indígenas na região do Alto Solimões, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), e alterações do Regulamento do Ensino, para adequação das regras às finalidades dos programas e cursos oferecidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, no que tange à composição das bancas de qualificação e defesa de dissertação e teses. A reunião, que ocorreu de modo presencial, contou com transmissão on line e foi presidida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken.

Por maioria de votos, os conselheiros aprovaram a proposta de criação da primeira turma fora da sede do PPGVIDA, destinada única e exclusivamente a indígenas da região de fronteira do Alto Solimões. A iniciativa, coordenada pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, foi apresentada aos presentes, destacando que o objetivo principal é o de permitir a qualificação de indígenas graduados em diversas áreas do conhecimento para compreender o campo da saúde coletiva, com foco na região da tríplice fronteira amazônica.

“O Mestrado em Saúde e Condições de Vida funcionará como sala estendida pra qualificar profissionais indígenas para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde, incidentes entre os povos indígenas, mediante a confluência de epistemologias geradas pelo pensamento tradicional e os enfoques atuais da saúde coletiva”, defendeu Luiza Garnelo.

Coube à vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, apresentar as propostas de alteração do Regulamento do Ensino, que atendem a recomendações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação. As propostas aprovadas estabelecem a obrigatoriedade de título de Doutor para todos que compõem bancas de qualificação e de defesa de dissertação e tese, e pelo menos um membro externo ao programa, pertencente a outra instituição de ensino e pesquisa.

Os conselheiros receberam informes também sobre os resultados da Avaliação de Desempenho Institucional 2022 e 2023, com alcance pleno das metas previstas, apresentadas pela Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VGDI). Foram feitos informes também acerca do processo eleitoral para a Presidência da Fiocruz, que deverá ocorrer entre os dias 22 e 24 de março, e as novas orientações sobre o uso de máscaras, que deixa de ser obrigatório e passa a ser recomendável, nas dependências do ILMD. Ambos os informes feitos pela diretora Adele Benzaken.

Prorrogado prazo para submissão de trabalhos ao 8º Congresso sobre Diversidade Microbiana da Amazônia até 15/02

O 8º Congresso sobre Diversidade Microbiana da Amazônia, que acontecerá entre 24 e 27 de abril, receberá inscrições de trabalhos até o próximo dia 15/02. O prazo, que se encerraria em 20/01, foi prorrogado visando ampliar as oportunidades de participação. O evento será realizado em Manaus (AM) e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das instituições parceiras responsáveis pela organização da iniciativa.

Conforme a programação, haverá cursos, palestras e apresentação de trabalhos nas áreas de Microbiologia médica, agrícola, de alimentos, ambiental e industrial. São esperados cerca de 500 participantes. O Congresso terá como tema “Desafios e Oportunidades”. Uma das propostas é fomentar a troca de experiências e a formação de parcerias interinstitucionais e interestaduais para discutir temas relevantes da diversidade microbiana do Amazonas.

Durante o 8º CDMicro serão realizadas: uma palestra magna, cinco conferências, oito mesas-redondas, 30 palestras e sete minicursos e aproximadamente 450 trabalhos serão divulgados em pôsteres e apresentações orais em torno dos eixos temáticos (Microbiologia Agronômica/Ambiental, Médica, de Alimentos e Industrial), objetivando proporcionar a congregação dos profissionais que desenvolvem atividades direta ou indiretamente com a diversidade microbiana da região amazônica.

O evento busca estimular a interação entre pesquisadores, estudantes e gestores nas áreas ambientais, de saúde, ciência e tecnologia, promover a difusão de novos conhecimentos e discutir o que há de mais moderno para o desenvolvimento pelo conhecimento científico da Diversidade Microbiana da Amazônia.

Confira a programação e garanta sua inscrição. Clique aqui CDMICRO 2023 (8cdmicro.com.br)

Doutorado em Saúde Pública na Amazônia do ILMD/Fiocruz Amazônia tem sua primeira defesa de tese aprovada

Criado há dois anos, o Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM), teve nesta quarta-feira, 18/01, a primeira defesa de tese aprovada. Thalita Renata Oliveira das Neves Guedes foi a primeira aluna a obter o título de Doutora em Saúde Pública na Amazônia, concedido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Aprovada com a pesquisa intitulada “Territórios da Atenção Básica de Saúde no Amazonas – Transformações sociais sob o signo da pandemia da COVID-19” – é um retrato do que foi o cenário pandêmico nas duas ondas da COVID-19, do ponto de vista da atuação dos profissionais de saúde e dos usuários da Atenção Básica em 12 municípios do Amazonas.

A pesquisa faz parte do projeto “Prevenção e controle da Covid-19: transformações das práticas sociais da população em território de abrangência da Atenção Básica em Saúde no Estado do Amazonas” financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), coordenado pelo pesquisador Júlio Cesar Schweickardt.  A tese levou dois anos e quatro meses para ser concluída e foi desenvolvida em pleno período da doença no País e, de modo particular, no Estado. “Utilizamos a metodologia participativa que promove o diálogo e problematiza as experiencias que aconteceram nos territórios de Atenção Básica no Amazonas no contexto da pandemia”, explicou Guedes. Foram entrevistados 385 usuários da Atenção Básica e 65 profissionais de saúde e gestores, trazendo como contribuição recomendações para a melhoria do processo de assistência à saúde durante eventos de saúde pública que possam vir a ocorrer no território amazônico. Filha de amazonenses e nascida em Manaus, Thalita Renata é assistente social e servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA), e teve como orientador o pesquisador Júlio César Schweickardt, que atua como docente no DASPAM.

A conquista do doutorado da Thalita Renata é também uma vitória para o ILMD. A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, parabenizou a nova doutora pelo êxito na defesa e destacou o orgulho que é para a instituição ter a primeira aluna, mulher, a conquistar o título com mais um curso de pós-graduação oferecido pelo ILMD em sua grade de Ensino. “Estamos muito felizes e orgulhosos com os resultados, o pioneirismo e a produtividade do DASPAM, que, tenho certeza, irá contribuir muito para a melhoria da qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia”, declarou.

Coordenadora do DASPAM, pela Fiocruz Amazônia, a pesquisadora em saúde pública Luiza Garnelo ressaltou a importância desse momento, que coroa o sucesso do Programa de Doutorado Acadêmico do ILMD. “O doutorado foi algo muito penoso para conseguirmos, batalhamos bastante, fizemos uma confluência de três instituições e finalmente conseguimos aprová-lo e agora temos o nosso primeiro doutor formado na Amazônia, com temas amazônicos, um produto da nossa instituição e particularmente da Fiocruz, que é nossa aluna”, afirmou Garnelo. Atualmente, o Programa possui 19 doutorandos, vinculados aos serviços de saúde e à realidade regional. “Estamos certos de que eles estarão contribuindo para desvendar as dificuldades e as situações de saúde da nossa região para melhoria das políticas de saúde da população amazônica”, comemorou.

Para o orientador Júlio Schweickardt, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia, ter a primeira doutora aprovada é motivo de muita alegria. “Termos a primeira aluna do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia da Fiocruz, em parceria com a UEA e a UFAM, é motivo de orgulho para nós enquanto instituição que tem a missão de formar pesquisadores e, em especial, uma pessoa que atuam no sistema municipal, na área da Educação em Saúde, o que qualifica ainda mais o trabalho que ela desenvolve e amplia o quadro de doutores do Estado. Assim, a nova doutora tem condições e capacidade de coordenar projetos de pesquisa e orientar alunos de Pós-graduação. Para nós enquanto instituição da saúde formar uma doutora na Amazônia é motivo de comemoração porque ampliamos a nossa capacidade de pesquisa e de intervenção nos territórios da Amazônia”, salientou. Integraram a banca examinadora os doutores Julio César Schweickardt, como presidente, Márcia Irene Pereira Andrade Mavignier e Alcindo Antonio Ferla (membros externos), Tiótrefis Gomes Fernandes e Fernando José Herkrath (membros internos).

REPRESENTATIVIDADE

Também doutorando do DASPAM, o coordenador geral da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia, Victor Aquino, ressalta a representatividade da primeira doutoranda a defender a sua tese de doutorado. “É muito representativo, ela é uma doutora agora, é uma mulher que está sendo pioneira e fazendo história no ILMD, diante de tantas que temos visto, desde a professora Maria Deane, passando pela professora Adele Benzaken na diretoria do ILMD, a nossa ministra Nísia Trindade, ex-presidente da Fiocruz, e diversas outras pioneiras na Ciência”, exemplificou. “Para nós, então é motivo de muito orgulho saber que a Thalita foi a primeira e que também é do DASPAM”.

Victor conta ainda que Thalita deu exemplo de coragem e empoderamento ao abdicar de um outro Doutorado para cursar um em que conseguisse maior aplicabilidade na área em que atua, que é a da saúde pública. “Ela começou tudo do zero e vê-la defendendo tese pouco mais de dois anos depois, com três capítulos e um artigo publicados e dois artigos prontos para serem submetidos prova que a produtividade e capacidade do DASPAM, da Thalita e do LAHPSA de fazer tanto em tão pouco tempo”, destacou.

OBJETIVO

O Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia tem como objetivos: capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, socioantropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Fiocruz Amazônia integra rede para investigação de mordeduras tropicais

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) integra a Rede de Iniciativa Amazônica para Investigação de Mordeduras Tropicais, um grupo internacional formado por especialistas e pesquisadores que trabalham com a questão das mordeduras tropicais e as diferentes formas de contágio, visando estabelecer parâmetros que permitam identificar o perfil epidemiológico dos casos de mordeduras em humanos e animais em determinada região, bem como prevenir possíveis ocorrências de surtos causados por zoonoses emergentes que possam vir a ser  transmitidas pela mordedura de animais como primatas e, sobretudo, morcegos que estejam contaminados com vírus e venham a transmitir para as pessoas. A médica veterinária e pesquisadora do ILMD Alessandra Nava representa a Fiocruz.

Em dezembro passado, o grupo se reuniu pela primeira vez no Brasil para intercâmbio de experiências durante o Encontro Internacional da Iniciativa Amazônica para Investigação de Mordeduras Tropicais – Prevenção de Zoonoses Emergentes, ocorrido na Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, reunindo especialistas que integram a rede, entre os quais a professora Isis Abel Bezerra, da Universidade Federal do Pará (UFPA); o médico epidemiologista peruano Sérgio Recuenco, professor da Faculdade de Medicina de San Fernando; Marco Vigilato, atual chefe de Zoonoses da Organização Panamericana da Saúde (OPAS), e Daniel Streicker, professor da Escola de Biodiversidade, Saúde Única e Medicina Veterinária, da Universidade de Glasgow, na Escócia.

Alessandra Nava explica que o evento foi aberto e tratou sobre patógenos emergentes fazendo a conexão com animais silvestres e mudanças ambientais. Ela destaca que a mordedura é uma forma de contágio e o patógeno mais emblemático é o da Raiva, zoonose transmitida por um vírus mortal tanto para o homem quanto para o animal. “Felizmente, trata-se de um patógeno de alta letalidade mas baixa prevalência nos reservatórios”, explica a pesquisadora.

Nava lembra que o monitoramento das mordeduras de morcegos hematófago na população humana é realizado no Amazonas pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a análise das ocorrências relacionando a variáveis ambientais é feita pela Fiocruz Amazônia. “A abordagem da pesquisa da epidemiologia da raiva pela equipe da Fiocruz Amazônia envolver também um diagnóstico do acolhimento desse paciente espoliado, como o serviço de saúde lida com a situação, se os pacientes mordidos estão procurando fazer a pós-exposição de forma adequada, bem como o perfil da população que sofre as mordeduras pelo morcego hematófago, o que é fundamental para podermos fazer nossas projeções epidemiológicas”, comentou.

No ILMD/Fiocruz Amazônia, o trabalho de investigação é desenvolvido por Alessandra Nava juntamente com o biólogo e pesquisador José Joaquin Carvajal e os alunos do Programa de Pós-Graduação Condições de Vida e Situações na Amazônia. “Fazemos a investigação das mordeduras no Amazonas, com uma série histórica de registro de mordeduras em humanos e tentando fazer as relações com as variáveis sociais e ambientais para poder no futuro construir um modelo preditivo de locais com maior possibilidade de surto de raiva em humanos”, explica Alessandra, que atualmente desenvolve projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), de monitoramento de patógenos em animais silvestres, incluindo o SARS-CoV-2.

“Em série histórica de sete anos de monitoramento, temos aproximadamente 2,4 mil registros de mordeduras em humanos, mas a casuística de raiva em pessoas é muito baixa, embora saibamos que é uma roleta russa”, admitiu Nava. A pesquisadora adianta que o próximo encontro da rede deverá acontecer em 2024, na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus. “Nosso objetivo num futuro próximo é o de criar o Laboratório de Raiva no ILMD/Fiocruz Amazônia, com apoio e credenciamento do Ministério da Saúde, para a realização de diagnósticos de sorologia e vigilância genômica, contando com o apoio da FVS no encaminhamento de amostras. É de suma importância entender, por exemplo, se a vacina funciona e a possível descoberta de variantes do vírus cada vez que se encontra um caso positivo de raiva”, explicou.

VARIÁVEL AMBIENTAL

Segundo a veterinária, qualquer mamífero pode transmitir a raiva. “Animais domésticos, como cachorro e gato, possuem uma boa cobertura vacinal, o que não significa dizer que não possam transmitir a doença. Nunca devemos relaxar em relação a isso. No Nordeste, as últimas ocorrência de casos de raiva em humanos, por exemplo, estão ligadas a primatas, daí a importância de investigação da epidemiologia da doença em diferentes cenários, entendendo as diferentes paisagens e quando e como elas se tornam pertinentes para o surto de raiva”, disse. Um dos cenários propícios, segundo a pesquisadora, é o do desmatamento para colocação de gado. “Em outros países, foi possível mostrar que há uma relação entre o desmatamento e a migração de morcegos hematófagos. O morcego migra e acaba espoliando o gado e as pessoas, tornando-se a paisagem do desmatamento pertinente para o surto de raiva”, alertou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa e Divulgação/Fiocruz Amazônia

Fiocruz oferece primeiro Mestrado em Epidemiologia aplicada à Saúde da Mulher e da Criança na Amazônia

Estão abertas as inscrições do processo seletivo para o Programa de Mestrado Profissional em Epidemiologia Aplicada à Saúde da Mulher e da Criança 2023, oferecido em parceria pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), voltado para técnicos e profissionais de saúde, de nível superior, de três estados da região amazônica (Amazonas, Roraima e Rondônia). O curso será presencial e as aulas acontecerão na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus. O Mestrado objetiva formar quadros estratégicos para atuação no âmbito da saúde da mulher, da criança no sistema de saúde brasileiro da região amazônica, e é voltado para profissionais, técnicos que atuem na área da saúde da mulher e/ou da criança, incluindo a Vigilância em Saúde, das três esferas do Sistema Único de Saúde (SUS) nos referidos estados.

O conteúdo programático do Mestrado é dirigido às necessidades do cotidiano, com a produção de conhecimento voltada para a realidade dos Estados, visando contribuir para a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). As inscrições se estenderão até as 16h do dia 24 de fevereiro de 2023. Coordenadora do Mestrado, a médica Maria do Carmo Leal, pesquisadora sênior da Escola Nacional de Saúde Pública e pesquisadora visitante do ILMD/Fiocruz Amazônia, pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), explica que esse é um curso novo e visa atender à demanda existente na região de profissionais com especialização para atuar no sistema de saúde. “Estes são os primeiros estados a se beneficiarem, mas pretendemos, no futuro, ampliar para outros estados da Região Norte”, afirma Maria do Carmo.

O curso terá duração mínima de 18 meses e máxima de 24 meses e será oferecido em módulos, com aulas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, em regime presencial, com atividades desenvolvidas durante uma semana a cada mês. Serão oferecidas no mínimo 15 e no máximo 22 vagas. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias e a distribuição de vagas seguirá a ordem de classificação do candidato. Serão reservados 30% das vagas para cotas (negros e pardos, pessoas com deficiência e indígenas) e 70% para ampla concorrência. Mais informações no link https://bit.ly/mestradoprofepidemiomc.

Nota de Repúdio do Conselho Deliberativo da Fiocruz aos Atos Antidemocráticos

O Conselho Deliberativo da Fiocruz vem repudiar os atos antidemocráticos de vandalismo e de depredação do patrimônio público perpetrados na tarde deste domingo (8/1) por vândalos e terroristas contra as principais instituições da democracia do país. Instituição centenária do Estado brasileiro, a Fiocruz considera a democracia condição fundamental para a garantia do direito à saúde.

Neste momento em que a democracia e a nação brasileira são agredidas, o Conselho Deliberativo da Fiocruz se manifesta a favor do Estado Democrático de Direito e pela apuração e punição imediata dos participantes envolvidos nos atos. A instituição apoia as medidas de Estado para o restabelecimento imediato da ordem, bem como as ações que impeçam eventuais novos atos de igual natureza, em qualquer região e cidade do país.

Repudia-se a violência contra os três poderes da República e reafirma-se o compromisso com a democracia, com o estado democrático de direito em sua plenitude, condição única e legítima para o pleno exercício da liberdade dos cidadãos e cidadãs e da sociedade.

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Fiocruz Amazônia homenageia a todos os sanitaristas do Brasil neste dia 2/01

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) presta homenagem a todos os profissionais sanitaristas do Brasil, nesta segunda-feira, 02 de janeiro, quando é comemorado o “Dia do Sanitarista”.  A data foi instituída quando, em 1920, Carlos Chagas alcançou a aprovação do primeiro “Código Sanitário” brasileiro no Congresso Nacional. A data é emblemática e representa uma associação temporal direta e marcante entre ações de sanitaristas e políticas de saúde no Brasil, embora a atuação do sanitarista seja anterior a 1920, haja vista grandes feitos sanitários como os de Oswaldo Cruz, Vital Brazil ou Emílio Ribas, anteriores a esta data.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, que é médica sanitarista, destaca o papel da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na formação de profissionais especializados em Saúde Coletiva. “Temos na Fiocruz um dos maiores centros formadores de sanitaristas no Brasil em termos de pós-graduação, seja em nível de especialização ou mestrado/doutorado, e inúmeros desafios a serem vencidos na área com o fundamental apoio desses profissionais”, ressalta a diretora, lembrando que os sanitaristas formam, em sua maioria, os quadros da Fiocruz e suas unidades descentralizadas, hoje com um papel fundamental na formulação de políticas públicas com apoio da nova gestão do Ministério da Saúde, tendo à frente a ministra Nísia Trindade.

Epidemiologista da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana salienta o papel do sanitarista como um trabalhador de saúde comprometido com a consolidação e o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Compromisso em particular com a Reforma Sanitária Brasileira, por meio de práticas que visam a promoção, a proteção e a recuperação da saúde. O sanitarista interage não apenas com a comunidade, mas com a formulação, implementação e monitoramento de políticas sociais e de interesse sanitário”, observa Orellana, lembrando que após anos de retrocessos e obscurantismo sanitário no Brasil, o 2 de janeiro de 2023 é particularmente especial, pois coincide com o “marco zero” de reconstrução do estratégico Ministério da Saúde, que passa a contar com nova estrutura e liderança, essenciais ao pleno desenvolvimento de ações e políticas que visam melhorar as condições de vida do brasileiro.

“Conhecimentos oriundos da epidemiologia, das ciências sociais e humanas, bem como da política e do planejamento em saúde, por exemplo, permitem ao sanitarista um olhar único, crítico, resolutivo e emancipador acerca das condições de vida e dos seus determinantes, sejam eles socioambientais, sanitários, biológicos, econômicos e culturais. Assim, os sanitaristas do Brasil, fizeram, fazem e seguirão fazendo a diferença na Saúde Pública”, reforça Orellana.

Fiocruz Amazônia atinge 10 mil genomas depositados do SARS-CoV-2

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) atingiu a marca de 10 mil genomas do vírus SARS-CoV-2 sequenciados no Amazonas e depositados no GISAD (iniciativa internacional de acesso aberto de informações sobre genomas dos vírus influenza e coronavírus, recomendada pela OMS). A Fiocruz Amazônia integra a Rede Genômica da Fiocruz e é responsável pela caracterização de mais de 90% dos genomas do vírus causador da COVID-19 de casos provenientes do Amazonas, e mais da metade de todos os genomas da Região Norte do País.

O trabalho de vigilância genômica do SARS-CoV-2 é realizado desde o início da pandemia, em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra Rosemary Costa Pinto, quando o primeiro caso da doença foi confirmado no Amazonas, em março de 2020. Para o virologista Felipe Naveca, coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados da Fiocruz Amazônia, atingir esse número é motivo de orgulho para a Rede Genômica da Fiocruz.

“Atingir 10 mil genomas do SARS-CoV-2 depositados no banco de dados do GISAID é o resultado do trabalho árduo que foi feito nos últimos anos. Fizemos um esforço muito grande e graças ao comprometimento da equipe e aos recursos recebidos de diferentes fontes, governamentais e da iniciativa privada, conseguimos atingir esse número, sempre com o apoio da presidente da Fiocruz, Dra. Nísia Trindade, futura ministra da Saúde”, afirmou Naveca.

O virologista destaca que a Rede Genômica Fiocruz, como um todo, contribuiu com 33% dos genomas do SARS-CoV-2 sequenciados no Brasil, o que configura uma importante atuação não só em termos de números absolutos como também pela diversidade de obter informações genômicas de todos os estados brasileiros, “o que demonstra a grandeza da atuação da Fiocruz no cenário nacional”, enfatizou. Naveca lembra também do apoio fundamental da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (FAPEAM), através da Rede Genômica de Vigilância em Saúde do Amazonas, e da Fiocruz através da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz e da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, nas pessoas dos doutores Rodrigo Correa e Rivaldo Venâncio, e do ex-diretor Sérgio Luz e a atual diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, para o atingimento do número de sequenciamentos.

REDE GENÔMICA FIOCRUZ

A Rede Genômica Fiocruz é formada por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz que lideram um esforço nacional de pesquisa que busca decodificar o genoma do SARS-CoV-2, causador da Covid-19, e acompanhar suas mutações genéticas e linhagens. Por meio da Rede Genômica, especialistas de todas as unidades da Fundação no país e de institutos parceiros se empenham diariamente em gerar dados mais robustos sobre evolução do vírus de forma a contribuir para um melhor preparo do país no enfrentamento da pandemia em termos de diagnóstico mais precisos e vacinas eficazes

Divulgado resultado final do Processo Seletivo para ingresso no curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga 3ª etapa – Resultado após período de recursos e Resultado final do Processo Seletivo – PPGBIO Doutorado PS Chamada Pública 023/2022.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia divulga resultado definitivo da 4ª Etapa e classificação final do processo seletivo para ingresso no curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga o resultado definitivo da 4ª Etapa – Análise de Currículo – Resultado após análise dos pedidos de recurso e, a classificação final do processo seletivo – Chamada Pública 022/2022 – Mestrado PPGBIO-Interação.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Divulgada pontuação dos currículos e, a lista dos classificados no processo seletivo do Doutorado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga resultado da pontuação dos currículos e, a divulgação da lista dos classificados no processo seletivo, Chamada Pública 023/2022 – Doutorado PPGBIO-Interação.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia apresenta resultados do projeto de fortalecimento da resposta à COVID-19 em territórios indígenas na Amazônia brasileira

Financiado pela União Européia, por meio do European Civil Protection and Humanitarian Aid Operation (ECHO), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresentou ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) um balanço dos resultados do Projeto Saúde dos Povos Indígenas da Amazônia, de fortalecimento da resposta da pandemia de COVID-19 em territórios indígenas de quatro Estados da Região Amazônica (Pará, Maranhão, Roraima e Amazonas). O projeto teve nove meses de duração e o foco voltado para as áreas de vigilância de base comunitária, nutrição, bem viver/saúde mental e medicina indígena, coordenado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do ILMD. Situações de violência, desnutrição, adoecimento mental e degradação ambiental causada pela presença do garimpo ilegal em alguns dos territórios foram as principais constatações do projeto.

De acordo com a pesquisadora em Saúde Pública, da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha de Araújo Ell Kadri, coordenadora do Projeto ECHO, o fundo europeu deu continuidade a um projeto anterior mantido pelo UNICEF, em parceria com a Fiocruz, para diagnóstico da atenção à saúde mental de jovens indígenas, permitindo a ampliação do raio de abrangência do estudo, que passou a incluir quatro territórios, nas regiões do Alto Solimões, no Amazonas; Leste de Roraima, território Ianomami; Bacia do Tapajós, no Pará, território mundurucu; e a terra indígena guajajara, no Maranhão. “Cada um desses territórios tem uma especificidade muito própria, situações de violência que eles já vêm sofrendo há muitos anos e que se agravaram no período da pandemia da COVID-19”, explica El Kadri.

Segundo a pesquisadora, o projeto estava previsto inicialmente para ser uma resposta emergencial, tendo em vista o quadro de gravidade da infecção nas primeiras ondas de COVID-19 no País e o reflexo da baixa cobertura vacinal que caracterizou o período, mas com o decorrer da implantação das atividades os pesquisadores atestaram que, na verdade, a COVID-19 só intensificou o sofrimento que as comunidades já viviam. “Destacamos a questão da desnutrição, decorrente da ausência de recursos, a questão da violência presente nos territórios, onde o garimpo e a invasão de terra para extração de madeira são muito fortes e contribuem para a desnutrição dos povos indígenas. A esperança é de que consigamos reverter esse quadro, construído durante esse período de degradação que vivemos, e possamos resgatar essa dívida que só aumentou perante os povos indígenas nos últimos anos”, afirma.

O projeto foi desenvolvido em quatro componentes: construção de um sistema de vigilância epidemiológica de base comunitária; a segunda, destinada a realizar a formação em nutrição e segurança alimentar nas comunidades; a  terceira, que prevê a criação de planos de intervenção para apoio à saúde mental visando o combate à violência doméstica, abuso sexual, uso abusivo do álcool e ao suicídio nos territórios, especialmente entre os jovens, e a quarta, voltada para a área da medicina tradicional indígena visando o fortalecimento das redes nos quatro estados de atuação no projeto. Foram realizadas oficinas em Tabatinga e Benjamim Constant, no Alto Solimões, Amazonas; no Lago Caracaranã, em Pacaraima, Roraima; em Jacareacanga, no Tapajós; e nos municípios de Pindaré e Barra do Corda, no Maranhão.

“No tocante à Vigilância em Saúde de Base Comunitária, a ideia é fazer com que a própria comunidade trabalhe na identificação daquilo que é problema para ela, não só relacionados à saúde, mas também à infraestrutura, saneamento, limpeza pública, destinação de resíduos, insegurança alimentar, entre outros. Vimos, por exemplo,  pessoas que produzem o alimento in natura, nos seus territórios, para vender e comprar alimento industrializado (embutidos). No que se refere à Medicina Indígena, incentivar o cultivo das plantas medicinais, o autocuidado por meio das práticas terapêuticas desenvolvidas pelos especialistas indígenas”, detalhou a pesquisadora, afirmando que o desafio é dar continuidade a essas ações.

“Temos boas perspectivas de continuar trabalhando em cima dessas temáticas e o próprio UNICEF já sinalizou que há um interesse da comunidade internacional de continuar trabalhando nessa parceria com os povos indígenas numa cooperação futura”, adiantou El Kadri, lembrando que a vitória do Projeto ECHO é a continuidade da parceria com o UNICEF. “É um importante reconhecimento do trabalho da Fiocruz Amazônia, o que nos fortalece também institucionalmente e faz com que sejamos de fato uma instituição que conecta essas pontas, agentes de financiamento e comunidades”, observou.

A chefe do Escritório do UNICEF em Manaus, Débora Nandja Madeira, ressaltou a importância dos resultados do trabalho realizado pela Fiocruz Amazônia. “Estamos aqui para discutir os resultados do Projeto Echo e em todas as componentes que ficaram sob a responsabilidade da Fiocruz foram apresentados resultados muito importantes. Foi um trabalho lindíssimo o que fizeram e agora vamos rediscutir o relatório e as melhores recomendações para que possamos submeter novamente aos doadores para que tenhamos a continuidade do projeto. Tivemos que impor muita velocidade para um projeto muito complexo, e o que conseguiram foi fantástico”, avaliou Débora.

El Kadri salienta que a Fiocruz trabalha junto às comunidades, para fortalecer aquilo que existe no campo, no território de cada uma das regiões. “Entendo que esse foi um grande ganho, importante reconhecimento por parte da seriedade com que dedicamos nossa capacidade de realizar, mas também do fácil acesso e do reconhecimento por parte dos territórios do trabalho que a Fiocruz realiza. Portanto, acredito que temos méritos e vitórias a celebrar”, finalizou.

A EQUIPE

Além de Michele El Kadri, atuam nas coordenações do Projeto Saúde dos Povos Indígenas da Amazônia Alessandra dos Santos Pereira, coordenadora das Ações de Saúde Mental com Povos Indígenas, os pesquisadores da Fiocruz Amazônia Júlio Cesar Schweickardt, chefe do LAHPSA (Medicina Indígena), Kátia Lima e Fabiane Vinente. Atuaram na produção de conteúdo e revisão técnica do material Edilaise Santos Vieira (Tuxá), Ednaldo dos Santos Rodrigues (xucuru), Iolete Ribeiro da Silva, Luciana Ouriques Ferreira, Miriam Dantas de Almeida. Jean Ricardo Maia, Maria Emília Malveira, Vanessa Oliveira e Marluce Mineiro.

As oficinas tiveram como finalidade capacitar profissionais de saúde, gestores e lideranças comunitárias sobre as especificidades em saúde mental com os povos indígenas, buscando respeitar as especificidades culturais de cada território, sendo espaço de escuta das demandas das comunidades, alinhando com a construção de dispositivos de cuidados com a saúde integral.

Nas comunidades indígenas do Alto Solimões, foi observada forte influência religiosa, repasse de medicinas indígenas e diálogo intergeracional. Entre os Yanomami, apesar da organização comunitária e da forte presença feminina, há um quadro singular de fome, suicídio e falta de diálogo intergeracional. Entre as recomendações, estão: fortalecer as tradições, saberes e medicinas indígenas, promover o diálogo entre as gerações, desenvolver ações para a gestão de conflitos, incentivar e fortalecer o protagonismo das mulheres, capacitar as equipes dos Distrito Sanitário Especial Indígena com informações sobre os povos, entre outras.

No componente da Medicina Indígena, se destacam três grandes concepções do sistema de conhecimento indígena (Kihti-ukuse. Bahese, Bahsamori). Durante as oficinas foram abordados os diferentes aspectos das narrativas por meio das ferramentas de comunicação e o olhar conceitualmente descolonizado sobre práticas de cuidado de saúde e cura dos povos indígenas. Na programação, exposição sobre a importância de Kihti ukuse (narrativas míticas), Bahsese (benzimetos) e Bahsamori (rituais), os três conceitos fundamentais do conhecimento prático-científico dos povos indígenas, além do sistema de cuidado de saúde e cura, com benzimentos e uso de plantas medicinais, enfrentamento à Covid-19, orientações sobre produção de vídeos e atividades práticas.

Os benzimentos e uso de plantas medicinais são duas práticas frequentes de cuidado de saúde dos povos indígenas. Os Bahesese são conjuntos de fórmulas de “benzimentos” usadas pelos especialistas indígenas, mais conhecidos como pajés. Eles são aplicados para prevenção (wetidarese), proteção (bahsekamotase) e tratamentos (doatisebahsese). No tocante às plantas medicinais, o uso é ancestral. Os povos indígenas têm pleno domínio de vários tipos de ervas e plantas curativas para diversos tipos de doenças e finalidades.  Práticas que há 14 mil anos os povos indígenas detêm e praticam para se prevenir e curarem-se das doenças e dos ataques não-humanos.

PARCERIA COM CENTRO DE MEDICINA BAHSERIKOWI

Criado em junho de 2017, o Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, em Manaus, faz o atendimento a 9.300 pessoas, desse total 99,98% não indígenas, 80% mulheres de 30 a 60 anos de idade, oferecento cuidados para casos de desconfortos, dores no corpo, problemas de pele, psicológicos, de pele e relacionados ao ciclo menstrual, além de proteção de casa, família e trabalho. “Esta parceria foi fundamental para orientação técnica intercultura de todo o projeto”, finaliza Michele El Kadri.

Fiocruz Amazônia divulga 3ª, 4ª etapa e classificação final do processo seletivo para ingresso no curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga 3ª etapa – publicação do resultado final da prova oral; 4ª etapa – publicação do resultado da análise de currículo; Etapa final do processo – divulgação da classificação final, do processo seletivo – Chamada Pública 022/2022 – Mestrado PPGBIO-Interação.

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SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Programa de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia discute planejamento estratégico e autoavaliação em seminário

A Coordenação do Programa de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas  (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam), promoveu, na tarde da última quarta-feira, 14/12, o 1º Seminário de Planejamento Estratégico e Autoavaliação, com a finalidade de discutir o cenário atual e as perspectivas futuras do programa, reunindo docentes, discentes, gestores e funcionários do ensino das três instituições envolvidas. O DASPAM foi criado há dois anos, por meio de parceria firmada entre as instituições de pesquisa e ensino superior, para suprir a demanda de cursos de pós-graduação com doutorado em saúde coletiva na região Norte.

O programa tem como objetivos capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, socioantropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia;  e contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

A pesquisadora em Saúde Pública Maria Luiza Garnelo, coordenadora-geral do programa na Fiocruz Amazônia, explica que o DASPAM uniu forças institucionais e permitiu a confluência da expertise de sanitaristas do Estado do Amazonas para a organização de um programa de qualidade. “A autoavaliação é uma estratégia necessária para que possamos refletir sobre o que avançamos até o momento, o grau de congruência entre o que planejamos e estamos conseguindo executar, para que possamos, de fato, reprogramar e aprimorar o que possa estar defasado”, explicou Garnelo. Para a pesquisadora, o planejamento estratégico ajuda também a manter o alinhamento com os planos de desenvolvimento institucionais de cada uma das instituições que albergam o programa, “proporcionando consonância entre as atividades institucionais e o processo formador”.

Este ano, a comissão de autoavaliação junto com as coordenações das instituições, vem executando, de modo sistemático, estratégias para a corresponsabilização, colaboração e engajamento na melhoria do programa, da qualidade da formação dos pesquisadores vinculados ao PPG e, principalmente, da prática democrática na pós-graduação. O tema pautou, inclusive, o debate no II Encontro dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amazonas sobre estratégias para a qualificação da pós-graduação, no último mês de setembro.

Para a coordenadora institucional do DASPAM, na UEA, Sâmia Miguez, o programa veio trazer um reforço para a formação de professores doutores na instituição. “No início de 2019, conseguimos formar um quadro de professores doutores de Saúde Coletiva a partir de um convênio da UEA com a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), embora ainda fôssemos uma instituição de ensino superior muito jovem, com pouco mais de 20 anos, e muitos dos professores ainda estavam em processo de formação em doutorado (Doutorado Interinstitucional – DINTER). Essa oportunidade em associação com a UERJ foi importante para formar um quadro de 20 professores doutores, em Saúde Coletiva, e a partir dela lançarmos o curso de Mestrado de Saúde Coletiva, em sua maior parte formado por egressos daquele DINTER”. Para a coordenadora, a trajetória da pós-graduação da UEA vai se consolidando com o DASPAM.

Vice-diretora de Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia e docente do Programa, Rosana Parente, afirma que o seminário foi um momento importante na trajetória do curso, uma vez que a uma vez que a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação) determina que seja realizada o processo de autoavaliação e planejamento estratégico como importantes passos para que o curso possa nortear o seu crescimento. “Agora esta é a oportunidade de vermos toda a comunidade, professores, gestores e estudantes, discutindo o rumo e o futuro do curso”, salientou.

O pesquisador sênior do ILMD/Fiocruz Amazônia, Bernardo Bessa Horta, que atua junto ao DASPAM, classifica a criação do programa como um ganho para a Região Norte diante do cenário da distribuição dos programas de pós-graduação na área de saúde coletiva no Brasil. “Observamos que existem poucos programas e uma grande assimetria nessa distribuição, e a Região Norte é uma das que possuem um número pequeno de programas. Antes do DASPAM, tínhamos em todo o Norte do Brasil um programa com doutorado no Estado do Acre. O DASPAM não só aumenta a disponibilidade e oferta de vagas para formar novos doutores na área, no Norte, como também favorece que os programas já existentes das instituições se consolidem”, observou, destacando que a autoavaliação e o planejamento estratégico são ferramentas importantes nesse processo.

LINHAS DE PESQUISA

São duas as linhas de pesquisa do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia: “Dinâmica, Diagnóstico, Cuidado Clínico e Controle de Doenças Infecciosas Endêmicas na Amazônia” e “Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia”. O egresso deve estar habilitado a planejar e desenvolver estudos em doenças endêmicas utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da epidemiologia, biologia parasitária e vetorial, ciências sociais e geografias aplicadas à saúde e outras áreas conexas; produzir conhecimentos e informações sobre organização, produção e consumo de serviços de saúde, com ênfase em estudos de acessibilidade por populações vulneráveis e/ou residentes em regiões remotas e suas interfaces com especificidades regionais e com os modelos de proteção social; contribuir em processos participativos voltados para planejamento, implantação e avaliação de planos, programas e práticas de saúde, oriundas dos diversos níveis do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como de organizações representativas da sociedade civil regional.

Rede Unida e Fiocruz Amazônia comemoram dez anos do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia em 6º Encontro Regional Norte

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Associação Rede Unida realizam nesta sexta-feira,16, e sábado, 17, o 6º Encontro Regional Norte da Rede Unida, incluindo um seminário que marca o início das atividades festivas em alusão aos 10 anos do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), comemorados em 2023, juntamente com os demais laboratórios do ILMD. A formalização da estrutura do LAHPSA aconteceu em 13 de dezembro de 2013, muito embora já estivesse atuando como laboratório de pesquisa desde o mês de julho do mesmo ano. O LAHPSA nasce com a missão de ser referência em pesquisa na área de saúde coletiva, atuando com parcerias nacionais e internacionais no desenvolvimento de pesquisas, na formação de pesquisadores, profissionais e gestores de saúde e na divulgação científica em saúde. O encontro será em formato híbrido e terá como tema central “Redes de produção de saúde na Amazônia e parcerias nacionais e internacionais: territórios vivos que transbordam fronteiras”.

O LAHPSA atua também no apoio aos sistemas locais de saúde e aos movimentos sociais, sobretudo os povos tradicionais da Amazônia. Nos 10 anos de existência, tem vasta produção de pesquisas, disseminação científica, formação de trabalhadores e pesquisadores e assessoramento aos sistemas locais de saúde, às organizações dos povos tradicionais e ribeirinhos e demais movimentos sociais, assim como colaborações internacionais em diversas áreas. Para o 6º Encontro Regional Norte, serão realizadas atividades integradas com pesquisadores da Centro-América e da Itália. Durante o evento, a Série Editorial Saúde & Amazônia, da Editora Rede Unida, coordenada por pesquisadores do LAHPSA, lançará novos títulos.

“Com o encontro, damos início à comemoração dos dez anos do LAHPSA, criado com a finalidade de trabalhar as políticas públicas e no diagnóstico de como a saúde se constitui em diferentes territórios, principalmente das populações tradicionais da Amazônia”, explica o pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, que chefia o laboratório. Segundo ele, do ponto de vista da história, o LAHPSA contribuiu com o pensar a saúde como processo histórico na região amazônica. O laboratório atua nas áreas de Educação, Informação e Comunicação em Saúde, Epidemiologia e Produção da Saúde, História e Políticas Públicas de Saúde e Modelos Tecnoassistenciais de Saúde.

“Durante esses dez anos, o laboratório, além de liderar várias pesquisas, juntamente com parceiros, das secretarias municipais de saúde e organizações nacionais e internacionais, se constitui num local de reflexão sobre o que é fazer saúde na Amazônia. Além disso, os membros pesquisadores do laboratório também têm participado dos programas de pós-graduação da instituição e colaborado com a formação de pesquisadores, tanto os que hoje atuam nas universidades da região, assim como também profissionais gestores que atuam na implementação de políticas de saúde na região”, afirma Schweickardt.

O pesquisador destaca ainda a importância do laboratório na divulgação do conhecimento através da publicação de artigos, livros, principalmente pela coordenação da série Saúde e Amazônia, que contribuído para o debate sobre as formas de se fazer saúde na região, do ponto de vista das práticas tradicionais, da medicina indígena, da medicina feita com as populações quilombolas, migrantes, parteiras tradicionais e outros grupos. “Temos motivos para comemorar e poder celebrar esses dez anos e também fazer uma análise retrospectiva do que nós já realizamos e também pensar no que a gente ainda, enquanto laboratório e grupo de pesquisa, podemos colaborar e contribuir com os sistemas de saúde e, claro, com a divulgação do conhecimento científico”, disse.

O evento contará também com apresentações e debates sobre temas relativos à educação e ao trabalho em saúde na Região Norte. Parte da programação será desenvolvida em formato híbrido, com participação aberta pela TV Rede Unida e presencial no ILMD/Fiocruz Amazônia. Parte complementar será realizada num deslocamento de barco pelo Rio Negro para participantes convidados, com gravação e disponibilização posterior.

Entre os trabalhos publicados pelo LAHPSA, estão: “Produção do Trabalho e o Programa Mais Médico no Estado do Amazonas – Estudo Avaliativo da gestão do trabalho em saúde na atenção básica: o caso do Programa Mais Médicos no Estado do Amazonas”; “Análise do Programa Mais Médicos no cenário da saúde indígena: estudo de caso no Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI Alto Solimões/AM” , “Análise do Programa Mais Médicos: estudo de caso na tríplice fronteira na Amazônia: Brasil, Peru e Colômbia” (2017); “Cenários da Atenção Básica na Amazônia: política, saúde ribeirinha e fluvial, educação permanente e produção do cuidado”; “História da Saúde e das Políticas Públicas de Saúde a Amazônia”; “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”, “Territórios, redes vivas e práticas de saúde na Amazônia” e “Bem Viver: saúde mental indígena”.

A CRIAÇÃO

O processo de criação dos laboratórios do ILMD/Fiocruz Amazônia teve início em 29 de julho de 2013, quando foi realizada uma oficina organizada pela então Diretoria de Planejamento (DIPLAN), atual Coordenação Geral de Planejamento Estratégico (COGEPLAN), da Fiocruz, na qual a estrutura “Laboratório” passa a ter um caráter institucional e organizacional, agregando projetos desenvolvidos no ILMD/Fiocruz Amazônia e tendo como núcleo para fins de credenciamento, os servidores concursados. O processo de criação, credenciamento e aprovação dessas unidades foi concluído ainda em 2013, concomitantemente ao processo de reestruturação do organograma institucional (Ata do CD/ILMD de 13/12/2013, que ratificou a estrutura administrativa modificada ao longo do ano e aprovada em reunião do CD/ILMD de 9/12/2013).

LAHPSA e Rede Unida selecionam manuscritos para compor livro sobre gestão em saúde na Amazônia

O Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Associação da Rede Unida (Rede Unida) estão selecionando manuscritos para compor o livro “Políticas, Planejamento e Gestão em Saúde na Amazônia”. A publicação está sendo organizando por meio do Projeto GESP: Gestão e Políticas de Saúde Pública no Amazonas e reunirá trabalhos que poderão versar sobre o desenvolvimento do campo do monitoramento e avaliação em saúde na região da Amazônia Legal (Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Acre, Tocantins, Amapá, Pará, Mato Grosso, Maranhão), por meio de processos integrativos e incentivadores das práticas, técnicas e interlocuções.

Os autores interessados poderão inscrever seus manuscritos até o próximo dia 24/12, incluindo temáticas tais como: Experiências e análises da gestão da atenção básica (Previne) e especializada; Políticas e programas de saúde para populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas; Estudos sobre regionalização e regulação em saúde; Estudos comparativos sobre situações de saúde nas faixas e zonas de fronteiras; Estudos sobre o desempenho de sistemas de saúde e aspectos da resiliência; Reflexões sobre sistemas de informação em saúde;

Outros temas aceitos são: Pesquisas avaliativas no campo da economia da saúde e dos modelos de financiamento em saúde; Gestão e organização de serviços de saúde, especialmente em redes de atenção; e Monitoramento e avaliação de agravos endêmicos e/ou de emergência de saúde pública. Serão selecionados os manuscritos que atentem a questões como a identificação do contexto amazônico e/ou construção de alternativas de desenhos de pesquisa com abordagens qualitativas e/ou quantitativas; aporte metodológico e/ou validação; fortalecimento de estratégias e instrumentos para a gestão com ênfase na tomada de decisão.

Segue o link para as inscrições: https://editora.redeunida.org.br/editora-rede-unida/chamadas-para-manuscritos/

Fiocruz Amazônia é parceira do 8º Congresso sobre Diversidade Microbiana da Amazônia

O 8º Congresso sobre Diversidade Microbiana da Amazônia, previsto para ser realizado entre 24 e 27 de abril de 2023, receberá inscrições de trabalhos até 20 de janeiro do próximo ano. O evento será realizado em Manaus (AM) e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das instituições parceiras responsáveis pela organização da iniciativa.

Conforme a programação, haverá cursos, palestras e apresentação de trabalhos nas áreas de Microbiologia médica, agrícola, de alimentos, ambiental e industrial. São esperados cerca de 500 participantes. O Congresso terá como tema “Desafios e Oportunidades”. Uma das propostas é fomentar a troca de experiências e a formação de parcerias interinstitucionais e interestaduais para discutir temas relevantes da diversidade microbiana do Amazonas.

Durante o 8º CDMicro serão realizadas: uma palestra magna, cinco conferências, oito mesas-redondas, 30 palestras e sete minicursos e aproximadamente 450 trabalhos serão divulgados em pôsteres e apresentações orais em torno dos eixos temáticos (Microbiologia Agronômica/Ambiental, Médica, de Alimentos e Industrial), objetivando proporcionar a congregação dos profissionais que desenvolvem atividades direta ou indiretamente com a diversidade microbiana da região amazônica.

O evento busca estimular a interação entre pesquisadores, estudantes e gestores nas áreas ambientais, de saúde, ciência e tecnologia, promover a difusão de novos conhecimentos e discutir o que há de mais moderno para o desenvolvimento pelo conhecimento científico da Diversidade Microbiana da Amazônia.

Confira a programação e garante sua inscrição. Clique aqui CDMICRO 2023 ( 8cdmicro.com.br )

Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da prova oral para ingresso do curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), divulga Resultado preliminar da 2ªetapa (Prova Oral) da Chamada Pública 023/2022, referente ao processo de seleção pública para ingresso de candidatos, no curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação)

Confira AQUI o resultado

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Divulgado resultado preliminar da prova oral do Mestrado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga o resultado preliminar  da 3ª etapa (prova oral) do processo seletivo Chamada Pública 022/2022 – Mestrado PPGBIO-Interação. O processo de seleção ocorre em quatro (4) etapas e, sua realização fica a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Parceria USAID, NPI EXPAND, SITAWI e Fiocruz Amazônia realiza treinamento de tutores para curso de atualização em agravos imunopreveníveis de interesse em saúde pública na Amazônia, ofertados para municípios do Amazonas e Rondônia, através de plataforma AVA

O Projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID), NPI EXPAND e SITAWI, realizou treinamento de profissionais que atuarão como tutores na Frente 1. O treinamento abordou as ferramentas da plataforma AVA e seu funcionamento, bem como a adaptação dos conteúdos do curso de atualização Agravos imunopreveníveis de interesse em saúde pública na Amazônia para a oferta na modalidade virtual. Além disso, foram discutidas as melhores estratégias para apresentação e organização do curso de forma a garantir maior apropriação do conteúdo e adesão dos alunos em um curso remoto. O referido curso, assim como o ofertado de forma presencial para 21 municípios previamente selecionados, terá o conteúdo equivalente a 32 horas de treinamento e será também ofertado para os agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde, que atuam, preferencialmente, em municípios do estado do Amazonas e Rondônia. No entanto, poderá ser disponibilizado também para profissionais de outros estados da federação.

A Frente 1 do NPI EXPAND tem como objetivo realizar oficinas de qualificação e treinamento para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate a endemias (ACE). A oferta dos cursos presenciais já está acontecendo. Pretende-se iniciar a oferta do curso através da plataforma AVA a partir do mês de janeiro de 2023, quando estará sendo finalizada a oferta dos cursos presenciais nos municípios selecionados pelo projeto, conforme informa a Profa. Dra. Rosana Parente, coordenadora adjunta do projeto.

Sully Sampaio, cientista social e membro da equipe, considera que a ampliação da oferta do curso através desta plataforma amplia os beneficiados com a iniciativa. O processo de seleção dos alunos participantes dos cursos presenciais é de responsabilidade dos municípios, que obedece a editais específicos para este fim. Com a oferta através do AVA, os alunos poderão se inscrever diretamente na plataforma e controlar sua participação no curso, organizando seu tempo e internet disponível em seus locais de origem, pondera o coordenador de campo.

Para Cléia Soares Martins, enfermeira que atua na gerência estadual do Programa Nacional de Imunização, a oferta representa uma grande oportunidade para quem está atuando na ponta, seja ACS ou ACE, que são os profissionais de saúde que representam o elo entre as equipes de saúde e a população. Trabalhar com estes profissionais temas sobre calendário vacinal, por exemplo, possibilita envolvê-los e descobrir onde está o “gargalo” para o alcance da cobertura vacinal. Questiona sobre quais fatores nos dias de hoje contribuem para que não sejam alcançadas as coberturas vacinais adequadas? Quais os motivos que impedem os pais de levar seus filhos para vacinar? Mesmo com insumos e profissionais disponíveis, o que tem impedido as crianças a chegarem nas salas de vacina? Neste contexto, estes profissionais podem contribuir de forma significativa neste itinerário.

Já a enfermeira Mariza Quercio, considera o curso como uma ferramenta de inclusão, pois até os profissionais com maior tempo de serviço e idade mais avançada estão tendo a oportunidade de atualizarem seus conhecimentos. Com a plataforma AVA o alcance pode ser potencializado, pois aumenta a possibilidade daqueles que não conseguiram participar dos cursos presenciais, por diversos motivos, serem capacitados.

Os temas tratados no curso contribuem para o dia a dia destes profissionais. Imaginemos se no início da pandemia tivéssemos a oportunidade de oferecer um curso desse. Certamente, poderíamos ter contribuído para um cenário diferente do que foi vivenciado no Amazonas e na região Norte do país. Com o curso na plataforma AVA os alunos têm o controle do seu tempo, acessando do lugar e na hora que acharem conveniente, diz Tamiris Siqueira, enfermeira que atua também como facilitadora no projeto. Segundo a facilitadora e participante do treinamento Juliane Belém, a imunização é um tema no qual os profissionais precisam ser constantemente atualizados, pois a depender do perfil epidemiológico populacional podem ser incluídos novos imunizantes no calendário vacinal, como no caso da pandemia de COVID-19. É importante que os ACS e ACE compreendam a importância dessa medida preventiva para que possam informar e convencer as pessoas dos seus territórios de abrangência sobre a importância de manter suas vacinas atualizadas.

Todos os participantes do treinamento ponderaram sobre os desafios e indicaram alguns pontos que merecem reflexão. A dificuldade de acesso à internet em municípios amazônicos foi o principal ponto destacado. Não obstante, embora possa parecer algo novo, alguns profissionais têm nessa modalidade a única possibilidade de acessar conhecimentos e realizar sua capacitação. Levando em consideração tais aspectos, promoveu-se um momento de discussão sobre quais seriam as estratégias pedagógicas para que os alunos possam concluir todo o conteúdo necessário para a certificação no curso, associando a experiência dos facilitadores às possibilidades de recursos disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem.

O coordenador geral do projeto, Fernando Herkrath, apresentou durante o treinamento a proposta de estruturação do curso na plataforma AVA, por meio do Campus Virtual da Fiocruz, assim como os seus recursos e as formas disponíveis para acompanhamento do cumprimento do conteúdo pelos participantes, meios para interação com os alunos e fomento à conclusão do curso. Segundo o coordenador, o treinamento dos tutores foi uma oportunidade extremamente importante também para a organização da oferta do curso no AVA, pois para além do treinamento sobre o conteúdo teórico programático, contemplando o diagnóstico e manejo de pacientes com COVID-19, bem como aspectos relacionados à imunização, houve a possibilidade de discussão com a equipe, já experimentada na oferta do curso de modo presencial, das melhores estratégias para cada item do plano de curso ser ofertado de modo virtual. Dessa forma, os alunos terão maior capacidade de cumprir adequadamente o roteiro de estudos e concluir com êxito o curso ofertado de forma remota.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.”

Correspondente da Science Magazine conhece projetos da Fiocruz Amazônia

Jon Cohen, correspondente sênior da Science Magazine, uma das mais prestigiadas revistas científicas do Mundo, esteve em Manaus visitando projetos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia. Ao longo de uma semana, o jornalista conheceu estudos nas áreas de dengue, malária, COVID-19, além de vivenciar a experiência de visitar uma comunidade ribeirinha, às margens do Rio Cuieiras, afluente do Rio Negro, na zona rural de Manaus. Para Jon, uma experiência inédita na trajetória profissional dele, enquanto jornalista e escritor especializado em coberturas de áreas como Biomedicina, com foco em HIV/Aids, doenças infecciosas, imunologia, vacinas, genética, pesquisas de primatas, evolução, financiamento de pesquisas, biologia reprodutiva, entre outros temas. O correspondente foi acompanhado por pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia nas visitas de campo e considerou a prática bastante produtiva.

Um dos aspectos que mais impressionaram, segundo Jon, foi a riqueza do potencial científico da Amazônia. “Demora muito tempo para conhecer qualquer lugar, mas aqui é possível verificarmos o quanto a Amazônia está ligada com a ciência e como a ciência pode proteger a humanidade. É fascinante a relação entre uma cidade de 2 milhões de pessoas e os rios que a conectam a cidades bem remotas”, afirmou Jon, que viajou em uma embarcação regional até o Cuieiras. “Estou aqui pelo interesse de conhecer como a Amazônia e a ciência podem nos proteger de uma futura pandemia, já que na floresta, tendo os animais e os mosquitos, não é impossível que possa surgir um novo vírus. Esse é um lugar em que potencialmente isso pode acontecer”, afirmou.

Jon faz uma correlação entre as cidades de Manaus e Wuhan, na China, no tocante à dinâmica de transmissão viral. “A primeira tese é a de que provêm (os vírus) da natureza, e do mercado, como aconteceu na China, existe uma construção de uma evidência corporal, é assim que acontece. Outra alternativa é de que vêm de um laboratório, mas nunca vi evidências. Poderia Manaus ser como Wuhan? Acho que sim, daí meu interesse de conhecer trabalhos desenvolvidos nessas áreas”, ponderou.  Para o jornalista, humanos não são muito bons em prevenção. “Até mesmo com as vacinas, veja só quantas pessoas recusaram tomar a vacina, comprovadamente segura, quantas pessoas recusaram”, comenta. O correspondente embarcou de volta para os EUA, nesta segunda-feira, 12/12.

Fiocruz Amazônia trabalha na finalização da planta arquitetônica da nova sede da instituição em Manaus

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) trabalha na finalização da planta arquitetônica da nova sede, que deverá ficar localizada na Avenida São Jorge, bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, em área oficialmente cedida pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), do Exército. Uma maquete com a primeira proposição de projeto arquitetônico, feito pela empresa cearense Architectus S/S Arquitetura e Engenharias – especializada em projetos integrados, planos urbanísticos e gerenciamento de obras, com atuação nacional – foi apresentada oficialmente aos servidores, em reunião presencial e com transmissão on line para que toda a comunidade do ILMD/Fiocruz Amazônia pudesse, pela primeira vez, visualizar como ficará a nova sede e contribuir com sugestões ao projeto. A apresentação foi feita por representantes da empresa e da Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (COGIC) da Fiocruz.

A proposta apresentada é a de um prédio funcional, com cinco andares e capacidade para concentrar todos os laboratórios de pesquisa da Fiocruz Amazônia, ocupando uma área de 14.512,80 metros quadrados, com possibilidade para futuras ampliações. “A perspectiva é de que a obra seja feita por etapas. Na primeira, ocupando uma área de 14 mil metros quadrados e na segunda e terceiras etapas, com expansões a partir da estrutura já existente, à medida em que houver necessidade de ampliação”, explicou Tereza Malveira, arquiteta da COGIC. Tereza destacou a importância da obra e lembrou que se trata de um “sonho acalentado e merecido” da comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia.

“Trata-se de uma obra de valor alto”, observou a arquiteta, lembrando que, desde 2016, a COGIC vem trabalhando no projeto da nova sede, inicialmente trazendo arquitetos para visitar a unidade de Manaus para levantamento de demandas e visitas à área onde a obra será executada. “O objetivo é dar as condições que vocês merecem, num projeto que reúna praticidade e que seja viabilizável economicamente. Por isso estamos aqui para apresentar o projeto, que resultou de todo esse trabalho e escutá-los”, salientou.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, ressaltou a importância da apresentação. “Esperamos que a obra aconteça com a celeridade desejada, sobretudo após um período orçamentário difícil como foi o do atual governo, mas, com certeza, estamos vendo o resultado de um trabalho que vem de muitos anos sendo desenvolvido e será uma conquista para todos nós”, avaliou, acreditando que no novo Governo será possível juntar forças para viabilização da obra.

Elton Timbó, proprietário da Architectus, fez a apresentação da planta. Segundo ele, a empresa trabalha há dez anos com projetos arquitetônicos para a Fiocruz, o que confere a expertise necessária para desenvolver projetos como os das novas sedes da Fiocruz no Ceará, Minas Gerais, Rondônia e, agora, Amazonas. A nova sede da Fiocruz Amazônia contará com áreas para laboratórios, gestão, serviços, bicicletário, ambulatório, oca, salas com divisórias retráteis que se transformam em auditório com capacidade para 100 pessoas, área de exposições, vestiário e estacionamento com capacidade para 201 veículos, entre outros espaços. Ele destacou que a nova sede primará também pela sustentabilidade, com selo PBE Edifica Procel, que atesta a redução do custo energético da edificação, e Processo Aqua de certificação de construção sustentável.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Cônsul-geral do Japão em Manaus visita Fiocruz Amazônia para debater cooperação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu visita do cônsul geral do Japão, em Manaus, Masahiro Ogino, juntamente com o primeiro secretário e adido médico da Embaixada do Japão, em Brasília, Takaharu Shimazaki, para estreitar os laços e debater possíveis formas de cooperação entre a instituição e o Governo do Japão, a partir de atividades, sobretudo projetos de pesquisa em saúde, desenvolvidas pela Fiocruz Amazônia. A comitiva foi recebida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, e a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, acompanhadas pelo biólogo e pesquisador português Henrique Silveira, professor de Protozoologia do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa e colaborador do ILMD/Fiocruz Amazônia em pesquisas sobre malária.  A visita ocorreu no último dia 2/12. Após reunião, o grupo percorreu as instalações da sede da Fiocruz Amazônia.

Durante a reunião, a diretora do ILMD destacou a importância do Governo do Japão no papel de incentivador de pesquisas nas áreas de Ciência & Tecnologia, no mundo, entre os quais um projeto coordenado no Brasil pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Universidade de Kanazawa, e a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, de pesquisa pré-clínica para fabricação de vacina contra a malária vívax. “É uma satisfação para nós poder contar com esse apoio e futuramente a advocacy do Consulado Geral do Japão a outros projetos que desenvolvemos e pretendemos apresentar ao Comitê de Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA), da Suframa, onde a presença de indústrias japonesas é bastante significativa”, observou Adele Benzaken, lembrando que o segmento já contribui com instituições locais. “A ideia é obter o apoio das indústrias japoneses do Pólo Industrial de Manaus aos nossos projetos”, explicou.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, responsável local pela coordenação dos estudos pré-clínicos para a produção da vacina contra malária vívax, destacou que o trabalho é coordenado pelo pesquisador Shigeto Yoshida, da Universidade de Kanazawa, e as universidades de Hokkaio, Kyoto, Toyama e Jichi Medical University, do Japão, e a Universidade de Cambridge, do Reino Unido, também estão envolvidas com o projeto. “Contamos com uma plataforma voltada à realização de ensaios para testagem de substâncias, bem como novas formulações vacinais para a malária, e o incentivo às pesquisas é de fundamental importância não só para o Brasil como os demais países onde ocorrem a doença”, comentou a cientista. Segundo ela, Manaus tornou-se um centro promissor para realização dos ensaios por conta da alta incidência de atendimentos de pacientes com malária e a infraestrutura instalada para o desenvolvimento desses testes.

Outro ponto destacado durante a visita foi o trabalho de sequenciamento genômico realizado, em rede, pela Fiocruz. “Temos hoje um trabalho destacado no Brasil dentro da Rede Genômica, com descobertas importantes a exemplo do recente sequenciamento da primeira variante da Ômicron, e um número significativo de amostras sequenciadas”, afirmou Adele Benzaken, acrescentando que recentemente o Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados da Fiocruz Amazônia recebeu a visita de representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), resultado de uma interlocução com a Rede Genômica da Fiocruz, presente em nove estados e atualmente em expansão por conta da pandemia. “A JICA visitou quatro estados com a finalidade de conhecer o funcionamento da rede, desde o local de origem da amostra até ser sequenciada”, observou Stefanie Lopes, comentando que os executivos demonstraram interesse pela capacidade de sequenciamento do Amazonas.

O cônsul do Japão Masahiro Ogino agradeceu a recepção e considerou frutítero o contato com a diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia. “Hoje, apoiamos projetos com a contribuição de empresas japonesas do Distrito Industrial, através do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), em diversas áreas e estamos cientes da importância da Fiocruz Amazônia e suas atividades, principalmente após essa gratificante visita”, afirmou Masahiro Ogino.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Júlio Pedrosa

Divulgado resultado da prova final da escrita do processo seletivo para mestrado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga o resultado final da 2ª etapa (prova escrita) do processo seletivo Chamada Pública 022/2022 – Mestrado PPGBIO-Interação. O processo de seleção ocorre em quatro (4) etapas e, sua realização fica a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia divulga inscrições homologadas para processo de seleção do curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), divulga as inscrições Homologadas da Chamadas Públicas 023/2022, referente ao processo de seleção pública para ingresso de candidatos, no curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação)

Confira AQUI a republicação

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Divulgado resultado da prova escrita do processo seletivo para mestrado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga o resultado da 2ª etapa (prova escrita) do processo seletivo Chamada Pública 022/2022 – Mestrado PPGBIO-Interação. O processo de seleção ocorre em quatro (4) etapas e, sua realização fica a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim.

O curso, cujas vagas são oferecidas nesta Chamada Pública, ocorrerá de forma presencial, com sede em Manaus (AM) e, será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Confira o resultado AQUI

Ou acesse a plataforma Siga

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia promove capacitação sobre geoprocessamento e análise espacial em saúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 21 e 25/11, o Curso “Geoprocessamento e Análise Espacial em Saúde”. O objetivo da atividade é capacitar alunos de pós-graduação e profissionais que atuam nos serviços de saúde/SUS para o uso de geotecnologias e análise espacial direcionadas a abordagem prática de situações-problemas comuns à rotina dos serviços. A ação foi coordenada pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Fernanda Rodrigues Fonseca.

O curso abordou a importância do lugar e espaço nas análises em saúde, apresentando noções básicas de Cartografia, conceitos sobre Geoprocessamento, Sistemas de Informação Geográfica, Sistema de Posicionamento Global por Satélite (GPS) e Análise Espacial. A atividade foi pautada por aulas teóricas-práticas, que abordam desde a organização e tabulação de dados, a construção de mapas temáticos e cartogramas que envolvem princípios básicos da análise e estatística espacial. Os participantes tiveram a oportunidade de manipular softwares de geoprocessamento e equipamentos necessários para aquisição e georreferenciamento de dados espaciais.

“Foi uma semana bastante produtiva, onde os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a importância do espaço nas análises em saúde e o entendimento do quanto é agregado as pesquisas quando se considera esta relação. Com este curso, os alunos estão aptos a elaborar seus próprios mapas, seja para representação da área de estudo de sua pesquisa, distribuição espacial dos dados ou aplicação de análises espaciais”, destacou Fernanda Fonseca.

Na oportunidade, foram realizados exercícios de montagem de bases cartográficas, construção de indicadores, formulação de hipóteses no espaço, bem como a análise espacial dos agravos em saúde. Foram disponibilizadas 21 vagas para realização do curso, sendo que destas, cerca de 90% foram destinadas a alunos de pós-graduação do ILMD, dos cursos de mestrado e doutorado. As demais vagas foram disponibilizadas a bolsistas, alunos de iniciação científica e ao público externo ao ILMD.

Fiocruz Amazônia divulga nova republicação para processo de seleção do curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), informa a 2ª Republicação da Chamadas Públicas 023/2022, referente ao processo de seleção pública para ingresso de candidatos, no curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), com alteração no cronograma do processo de seleção e, instruções para pagar GRU.

Confira AQUI a republicação

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Divulgada análise dos recursos e resultado final da homologação das inscrições para mestrado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) divulga o resultado da análise do recurso e resultado final da Homologação das Inscrições, referente ao processo seletivo Chamada Pública 022/2022 – Mestrado PPGBIO-Interação.

Confira o resultado AQUI

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Palestra do Centro de Estudos irá abordar diferentes aspectos da situação atual de algumas arboviroses no Brasil

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 25/11, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Arboviroses no Brasil: Situação atual e desafios”, a ser ministrada pelo pesquisador, Rivaldo Venâncio da Cunha (Fiocruz – Mato Grosso do Sul). Nesta palestra serão abordados diferentes aspectos da situação atual de algumas arboviroses no Brasil, como: dengue, Zika, febre amarela, chikungunya e oropouche; bem como seus principais desafios.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link:

(ID: 832 2624 1198) e (Senha: 643595)

SOBRE O PALESTRANTE

Rivaldo é graduado em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul, mestre em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz, doutor em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz, e pós-doutor em Medicina Tropical com ênfase no estudo das doenças causadas por vírus pela Fundação Oswaldo Cruz.

Professor Titular aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), onde atua como Pesquisador Sênior Voluntário. Docente permanente nos cursos de mestrado e doutorado em Saúde e Desenvolvimento na Região Centro-Oeste, mestrado e doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias e mestrado profissional em Saúde da Família, todos da UFMS.

É docente colaborador do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz/FIOCRUZ, RJ. Juntamente com Denise Valle e Denise Nachif Pimenta é organizador do livro Dengue – Teorias e Práticas, publicado pela Editora Fiocruz (2015). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Parasitárias, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensaios clínicos de Fase 3 para vacinas, epidemiologia, doenças transmitidas por vetores, especialmente dengue, zika, chikungunya e leishmanioses, bem como em doenças sexualmente transmissíveis.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Diretora da Fiocruz Amazônia aborda Prevenção Combinada durante a II Oficina de Novas Lideranças Jovens HIV+ e LGBTQIA+ em Manaus

A II Oficina de Novas Lideranças Jovens HIV+ e LGBTIA+, realizada pela Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), contou no seu segundo e último dia de programação com a palestra da diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Adele Schwartz Benzaken. A médica sanitarista atuou como facilitadora na oficina sobre Prevenção Combinada, com a aplicação da dinâmica da Mandala da Prevenção para os participantes.

Atualmente, a Prevenção Combinada é considerada a ferramenta mais eficaz no enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/HIV/Aids). “Na dinâmica da Mandala, é possível combinar situações de exposição ao risco de infecção e estratégias de prevenção ao vírus da aids, entre elas as profilaxias da pré-exposição e o cuidado integral com as práticas sexuais, o comportamento de cada pessoa e diagnóstico”, explica. Adele Benzaken destaca ainda a importância da retomada das ações do Programa de HIV Aids, pelo Governo Federal, considerado referência mundial e negligenciado nos últimos anos.

Para a médica, os prejuízos causados pelo impacto da pandemia de Covid-19 sobre o tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids no Brasil são incalculáveis. “De acordo com o Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids), ao final de dois anos de pandemia, a projeção é de que globalmente teremos cerca de 230 mil novos casos de infecção pelo HIV e 140 mil mortes adicionais pela doença, devido principalmente à chegada tardia das pessoas ao sistema de saúde para diagnóstico e tratamento do HIV”, afirma.

Outro dado preocupante é o da redução do número de testagem para HIV em muitos países, entre os quais o Brasil. No caso da epidemia do HIV/Aids, os apresentadores tardios, como são chamadas as pessoas que se apresentam tardiamente ao serviço de saúde com contagem de CD4 abaixo de 350, são certamente as principais causas para a queda acentuada no número de diagnósticos e encaminhamentos para serviços de cuidados e início do tratamento de HIV.

Dados do Relatório de Monitoramento Clínico das pessoas vivendo com HIV no Brasil, demonstram que houve uma diminuição de 23% e 22% no número de pessoas vivendo com HIV que realizaram os primeiros exames de CD4 e Carga Viral, respectivamente, e de 20% no número de pessoas vivendo com  HIV que iniciaram terapia antiretroviral (TARV), em comparação aos anos de 2019 e 2020.

Ainda segundo o relatório, houve também um aumento de 29% na proporção de pessoas vivendo com HIV que atrasaram mais de um mês para a dispensação da terapia antiretroviral em relação a 2019, o que compromete a qualidade de vida e promove resistência aos medicamentos.

GRUPO CONDUTOR

A Fiocruz Amazônia é uma das instituições parceiras da Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Amazonas na implantação do Grupo Condutor de ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais. O grupo terá como finalidade promover a retomada das ações de prevenção, controle, diagnóstico e assistência em HIV/Aids, bem como a criação de políticas públicas de saúde voltadas para as pessoas vivendo com HIV no Amazonas.

A iniciativa conta com a parceria da sociedade civil, da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto e das coordenações de HIV/Aids da Prefeitura de Manaus e da SES-AM. Em fevereiro deste ano, ocorreu a primeira reunião do grupo para apresentação dos integrantes e definição das próximas agendas. Acordo de cooperação foi firmado entre a Fiocruz Amazônia e a SES-AM visando a elaboração de plano de trabalho. Segundo Benzaken, o grupo condutor terá a função de garantir a efetividade das ações no Amazonas, com a participação de todos os integrantes na tomada de decisões e aplicação dos recursos.

O Amazonas historicamente possui uma taxa de infecção 83% superior à média brasileira. Com o cenário atual de crescimento dos casos de HIV/AIDS, o estado se torna um ponto de atenção importante. A ideia é que a partir da união da capilaridade dos serviços da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas e a expertise dos profissionais da Fiocruz Amazônia nos temas de enfrentamento às ISTs, HIV/AIDS e hepatites virais, além de planejamento, implementação e monitoramento das ações de resposta à infecção.

CURRÍCULO

A amazonense Adele Schwartz Benzaken é graduada em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, com Doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública / Fiocruz. Servidora pública estadual há mais de 40 anos, foi responsável pela instalação do primeiro ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) do Amazonas. Foi também diretora da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta e oficial do Programa das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids/Brasil). E ocupou o cargo de diretora do Departamento IST/HIV/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Durante sua gestão, foi responsável por tornar o teste rápido de sífilis uma política pública nacional e conseguiu incorporar novas políticas de prevenção ao HIV como a da Profilaxia Pre-Exposição (PreP) e a universalização do tratamento de Hepatite C na rede pública. Em sua trajetória, foi vice-presidente do Comitê de Especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS), membro do Comitê de Certificação de Eliminação da Sífilis e do HIV da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), diretora regional para América Latina da International Union Against Sexually Transmitted Infections (IUSTI) e atual membro da diretoria da International Society for Sexualy Transmitted Diseases Research (ISSTDR). Trabalha também para a Aids Healthcare Foundation (AHF).

Fiocruz Amazônia recebe lançamento do livro Vidas Que Falam 2

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na tarde da última quinta-feira, 17/11, autores, organizadores e uma das homenageadas da segunda edição do Livro Vidas Que Falam, que conta as histórias de vida e de luta de 33 personalidades amazonenses que dedicaram suas vidas em favor dos direitos humanos e de melhorias nas políticas públicas nas áreas da educação, saúde, moradia, meio ambiente, saneamento, direitos de crianças, jovens, mulheres, idosos, lgbtqia+,  indígenas e negros. Entre os homenageados, estão o médico sanitarista da Fiocruz Amazônia Antonio Levino da Silva Neto, falecido em 2017, e a enfermeira Margarida Campos, professora e participante ativa dos movimentos de luta em favor da Saúde Pública no Amazonas, presente ao evento. A obra é organizada pelo economista José Ricardo Wendling e pela jornalista Cristiane Silveira.

Esse é o segundo lançamento do livro, realizado este ano, com a finalidade de prestigiar as instituições, familiares e amigos dos homenageados. “E uma devolutiva que fazemos como forma de agradecimento aos que estiveram direta e indiretamente envolvidos, e no caso da Fiocruz Amazônia pelo destacado papel que tiveram o médico Antonio Levino e a enfermeira Margarida Campos, no que se refere à luta pela Saúde Pública”, explica o deputado federal José Ricardo. A obra reúne quase 40 autores, que aceitaram o convite e o desafio de relatar em forma de textos o testemunho e a história de personalidades. “Todos os escolhidos são exemplos de ações pela coletividade, seja na atuação política, religiosa, movimentos sociais e no real sentido da luta por direitos humanos”, afirma Cristiane Silveira.

Emocionada, a enfermeira Margarida Campos agradeceu a homenagem e relembrou importantes bandeiras de luta levantadas por ela em parceria com profissionais de saúde com quem trabalhou ao longo da trajetória como enfermeira, a exemplo de Antônio Levino e a médica Adele Schwartz Benzaken, atual diretora da Fiocruz Amazônia. “Adele sempre foi uma grande companheira. Denunciamos juntas questões graves que afetavam a saúde das mulheres trabalhadoras do Distrito Industrial. O Alfredo da Matta (Fundação Alfredo da Matta), junto com o Eduardo Ribeiro (antigo Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro), foram nichos onde as lutas da saúde, não economicistas, mas pela melhoria da equidade dos trabalhadores e dos serviços foram travadas”, afirmou, agradecendo aos organizadores do livro.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, destacou a importância histórica da publicação. “Obrigado José Ricardo por ter imortalizado a vida do Levino nessas palavras. Recebemos aqui esse lançamento, com muita satisfação também em agradecimento por todo seu apoio, enquanto parlamentar, à Fiocruz Amazônia”, afirmou. Ao se referir a Antonio Levino, Benzaken destacou, emocionada, a proximidade que tinha com o médico, e hoje em dia com as filhas dele, Ana Luiza e Ana Letícia dos Santos, que participaram do livro escrevendo sobre o pai.

“Este é o momento certo com as pessoas certas para essa homenagem. Registrar num livro é tornar essas pessoas imortais. Levino era servidor concursado da Fiocruz, meu amigo pessoal e tivemos várias conversas viajando pela Tríplice Fronteira, em projetos desenvolvidos de forma conjunta, com grandes contribuições. Era um braço do PCdoB no Amazonas, bom papo e muito querido por onde andava. Obrigado José Ricardo por ter imortalizado a vida do Levino”, destacou.

Sobre a enfermeira e amiga Margarida Campos, Adele salientou: “Vidas Que falam é um título que cabe muito à Margarida, pois essa é a imagem que tenho dela, da mulher combativa que nas assembleias da saúde levantava e falava por todos nós, servidores da saúde, propondo melhorias para os trabalhadores do Estado e do município. Acompanhei a sua trajetória de luta na saúde, testemunhando o quanto ela é uma brava mulher. Sinta-se homenageada por todos nós trabalhadores da saúde”, ressaltou.

HOMENAGEADOS

O livro conta a história de 18 mulheres e 15 homens, são eles: Amanda Cristina (na defesa das crianças e dos adolescentes); Padre Alberto Panichella (formador do povo e dos jovens da periferia); Denise Kassama (economista e fundadora dos Amigos do Papai Noel); Cida Aripória (das causas indígenas, das mulheres e do Hip-Hop); Dom Luiz Soares Vieira (arcebispo Emérito de Manaus, preocupado com a fome e os mais pobres); Dalila Evangelista (nas políticas públicas, direitos das crianças e dos excluídos); J. Rosha (jornalista atuante nos sindicatos e na defesa dos povos indígenas); Magaly Araújo (do Lar Batista Janell Doyle); e Nestor Nascimento (dos movimentos sociais-políticos-partidários).

O Vidas que Falam 2 também retrata a atuação de Maria da Fé (pela moradia digna ao povo de Parintins); Dom Alcimar (evangelizador no Alto Solimões); Marcivana Sateré (pelos direitos dos povos indígenas); Waldemir José (ex-vereador, na busca por melhoria nas políticas públicas); Margarida Campos (em defesa da enfermagem no Amazonas); Antônio Levino (médico, militante político e considerado revolucionário); além de Irineide Lima e Suelen Ramos (do Movimento dos Catadores no Amazonas), Dom Sérgio Castriani (arcebispo Emérito de Manaus, profeta e missionário de Deus); e Nazaré Corrêa (professora, em defesa e valorização do magistério e das mulheres).

E mais: Osvaldo Coelho (filósofo, professor e advogado, legado em defesa da educação pública); Neila Gomes (do Movimento Nacional de Luta por Moradia); Padre Igínio (na formação de agentes de saúde e no ensino de crianças e jovens); Mãe Nonata e Alberto Jorge (vidas contra a intolerância religiosa, em defesa da negritude e das causas sociais); Cristiane Sales (pela moradia popular e fundadora do Movimento Orquídeas); Padre Cláudio Perani (na educação popular e desenvolvimento do Sares); Valterina dos Santos (dedicada à Pastoral da Criança); Bete Maciel (com a Associação das Donas de Casa); Sandra e Hiroshi Noda (casal de pesquisadores dedicados no Alto Solimões); Manoel Cunha (líder seringueiro, exemplo na Amazônia); Irmã Nilda (religiosa que falou muito de humildade e de amor ao próximo); e Gersem Baniwa (na luta das causas indígenas).

Fiocruz Amazônia marca presença no 13º Congresso de Saúde Coletiva da Abrasco 2022

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcará presença na 13a edição do Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, que ocorrerá de 19 a 24/11, em Salvador (BA), com a participação de pesquisadores, docentes e alunos da pós-graduação da unidade, em palestras, mesas-redondas, exposição de trabalhos científicos, entre outras atividades. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e, este ano, terá como tema “Saúde e Democracia: Diversidade, Equidade e Justiça Social”. O Abrascão 2022 promoverá debates transversais e livres, com a parceria de instituições governamentais e não-governamentais, por meio das Tendas da Ciência, além da programação pré-congresso com palestras coordenadas e propostas por colaboradores do ILMD sobre temas variados, nos dias 19 e 20/11.

Os pesquisadores, discentes e colaboradores do ILMD/Fiocruz Amazônia, ao longo dos 43 anos de existência da Abrasco, têm atuado no processo de consolidação das diversas iniciativas da entidade, protagonizadas pelos fóruns, comissões, comitês e grupos de trabalho temáticos, como de Saúde Indígena, Saúde Ambiental, Violência e Saude, Promoção da Saúde e Epidemiologia. As oficinas e reuniões dos grupos de trabalho temáticos constituem atividades pré-congresso, as quais contarão com a coordenação e participação do ILMD nos dias 19 e 20.

O Abrascão 2022 contará com mais de dez representantes do Fiocruz Amazônia, entre pesquisadores e discentes de Mestrado e Doutorado em Saúde Coletiva. Participarão os pesquisadores Amândia Braga Lima Sousa, Fernando José Herkrath, Jesem Douglas Yamall Orellana, Júlio César Schweickardt,  Maria Luiza Garnelo Pereira, Marcilio Sandro de Medeiros, Michele Rocha de Araújo El Kadri, Rodrigo Tobias de Sousa Lima e Rita Suely Bacuri de Queiroz, juntamente com os discentes de Mestrado e Doutorado em Saúde Coletiva do ILMD Anny Beatriz Costa Antony de Andrade e Raniele Alana Lima Alves.

O evento acontecerá presencialmente no Centro de Convenções de Salvador. Entre as Tendas da Ciência, a “Tenda Dom Helder” coordenada pelos pesquisadores Marcilio Sandro de Medeiros (do ILMD/Fiocruz Amazônia), Edinilsa Ramos de Souza da Claves (da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz) e Liliana Santos, da Instituto de Saúde Coletiva (ISC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A Tenda promoverá diálogos em formato de rodas-de-conversa entre os representantes das instituições governamentais e não governamentais, com profissionais, pesquisadores, militantes de movimentos sociais e pessoas de diversos campos do conhecimento científico e popular. No espaço, acontecerão atividades distintas nos formatos de rodas de conversa, exibição de filmes, séries e relatos de experiências sobre os temas: Direitos Humanos e Cidadania: lutas por equidade e justiça social; Segurança Alimentar e Nutricional da População Negra; Prevenção, Cura e Promoção da Saúde no Quilombo, na Aldeia e na Cidade; Ecocídio e Direitos Humanos; Racismo/Etnicidade e Violência: informações que invisibilizam e comunicação truncada; O papel dos catadores e catadoras de material reciclável na construção de cidades saudáveis; Redes de atenção, prevenção, apoio, proteção e garantias de direitos a pessoas em situação de violência.

No pré-congresso, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana estará coordenando no dia 19/11, das 9h às 12h30, na sala 1, a Reunião de Integração e Planejamento da Comissão de Epidemiologia da Abrasco (Gestão 2021-2024), sobre o tema Desafios da Epidemiologia para Atuação em Contexto da Deterioração Democrática e das Condições de Vida e Saúde no Brasil. Em duas reuniões de Comunicação Coordenada, no dia 22/11, pela manhã e à tarde, ele abordará os temas Vacinação e Vigilância Epidemiológica durante a Pandemia de Covid-19, na Sala Margarida Alves, e sobre o Programa Nacional de Imunização e os desafios da Hesitação vacinal, no dia 22/11, das 13h10 às 14h40, Mezanino A, Sala 103.

A pesquisadora em Saúde Pública Michele Rocha de Araújo El Kadri estará participando do evento promovido pelo Programa de Políticas Públicas, Modelos de Atenção e Gestão do Sistema e Serviços de Saúde (PMA), da Fiocruz, no dia 19/11, na Faculdade de Direito da UFBA, e no dia 22/11 fará apresentação do trabalho intitulado Organização dos Serviços e Práticas de Gestores e Profissionais de Saúde diante das Singularidade e Necessidades de uma Localidade Rural Amazônica, na reunião sobre os temas “Os Desafios da Superação das Desigualdades nos Territórios e Populações Vulnerabilizadas” e “Desafios do Processo de Regionalização no SUS”, das 8h30 às 10h, na Sala Cida Lemos

Com o trabalho “Desafios de fazer saúde no território líquido”, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia Amândia Braga Lima Souza fará apresentação na reunião sobre Desafios do Processo de Regionalização no SUS, que acontecerá no dia 23/11, das 13h10 às 14h40, na Sala Izabel dos Santos

SOBRE A ABRASCO

A Abrasco foi criada em 1979 com o objetivo de atuar como mecanismo de apoio e articulação entre os centros de treinamento, ensino e pesquisa em Saúde Coletiva para fortalecimento mútuo das entidades associadas e para ampliação do diálogo com a comunidade técnico-científica e desta com os serviços de saúde, as organizações governamentais e não governamentais e a sociedade civil. A Associação apoia e desenvolve projetos, seminários, oficinas e realiza congressos na América Latina. Ao longo de sua atividade, a Abrasco participou e segue presente em diversos espaços de representação social, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), e fóruns de Ciência e Tecnologia, com foco na formulação e no monitoramento das políticas públicas de saúde, de educação e de ciência e tecnologia.

Palestra do Centro de Estudos irá abordar aspectos evolutivos, biológicos e comportamentais que influenciam no surgimento das pandemias

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 18/11, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “O Pandemicoeno: porque as pandemias acontecem?”, a ser ministrada pelo pesquisador, Flávio Guimarães da Fonseca, Professor Associado junto ao Departamento de Microbiologia do ICB, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo o pesquisador, “nos últimos 150 anos o número de pandemias registradas historicamente é 15 vezes maior que em outros períodos. Mesmo considerando vieses de registro, o número de pandemias é particularmente concentrado nos últimos 70 anos”. A palestra irá abordar quais aspectos evolutivos, biológicos e comportamentais ajudam a explicar esse fenômeno. Teremos novas pandemias? É possível evitá-las? Estes são alguns dos questionamentos a serem respondidos pelo pesquisador.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link:

https://us06web.zoom.us/j/87418385625?pwd=T1hVU2w1d29oUGRCWHpwaHV1b3VIUT09

(ID: 874 1838 5625) e (Senha: 776348)

SOBRE O PALESTRANTE

Flávio é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em Ciências Biológicas (Microbiologia) pela Universidade Federal de Minas Gerais e, doutor em Ciências Biológicas (Microbiologia, ênfase em Virologia) pela Universidade Federal de Minas Gerais. Realizou dois pós-Doutorados, sendo um junto ao National Institutes of Health (NIH), em Bethesda, MD, EUA e o segundo realizado no Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), Belo Horizonte.

Atualmente é Professor Associado junto ao Departamento de Microbiologia do ICB, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e membro do Comitê gestor e científico do Centro de Tecnologia em Vacinas da UFMG (CT-Vacinas), em Belo Horizonte, MG. Foi Coordenador do curso de Pós-graduação em Microbiologia da UFMG (conceito 7 CAPES) tendo sido eleito para duas gestões consecutivas (2017-2021).

É Presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV – gestão 2021/2022), tendo sido vice-Presidente na gestão anterior (2019/2020). Tem experiência nas áreas de Microbiologia – com ênfase em Virologia – e Vacinologia. Através da pesquisa, ensino e extensão vem atuando principalmente nos seguintes temas: Biologia molecular de vírus, principalmente dentro do grupo dos poxvírus; Epidemiologia molecular viral, particularmente do poxvírus; Desenvolvimento de imunógenos experimentais e estratégias não-clássicas de vacinação contra patógenos diversos utilizando vetores virais recombinantes (MVA), proteínas recombinantes e nanomateriais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Fiocruz Amazônia discute Planejamento Estratégico dos cursos de Mestrado e Doutorado do PPGBIO

A coordenação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realizou reunião, na sexta-feira, 11/11, com o objetivo de acompanhar o andamento da elaboração das metas e compromissos que serão assumidos no Planejamento Estratégico do Programa para o quadriênio 2022 a 2025. O PPGBIO tem como finalidade formar pesquisadores em saúde coletiva com foco na dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial. A primeira versão do Planejamento Estratégico do PPGBIO 2022 – 2025 foi elaborada por uma comissão de docentes e discentes, e encontra-se atualmente na fase de contribuições do corpo docente para posterior validação.

O novo Planejamento Estratégico busca refletir sobre a missão, valores e diretrizes do Programa para o período. Para conduzir o processo foi constituído um grupo de trabalho que terá como coordenadora a pesquisadora Priscila Ferreira de Aquino, a vice-coordenadora Stefanie Costa Pinto Lopes, os docentes Paulo Afonso Nogueira e Cláudia Maria Ríos Velásquez e a representação discente, formada pelos alunos Eric Fabricio Marialva dos Santos e Gabrielle Sales de Medeiros, além de Eduardo Lima Garcia pelo Ensino. A reunião propôs o aperfeiçoamento de estratégias que visem divulgar o acervo acadêmico virtual da instituição (Repositório Institucional Arca e o Catálogo Mourisco) para subsidiar a alimentação da plataforma Sucupira no que tange à produção acadêmica docente, discente e dos demais colaboradores.

O Planejamento Estratégico do PPGBIO contribuirá para a realização das metas e o aprimoramento das ações no desenvolvimento de pesquisas que contribuam efetivamente para a diminuição das desigualdades sociais e a superação das iniquidades em saúde. “O planejamento estratégico é fundamental para definir os próximos passos do programa. Nele, estamos levando em consideração, além das avaliações e dimensões pedidas pela CAPES, inclusive a avaliação quadrienal que o programa recebeu recentemente, como também as diretrizes do programa de desenvolvimento institucional de Ensino da Fiocruz e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, todos servem de parâmetro para que possamos pensar metas e indicadores visando o crescimento e a progressão do PPGBIO nos próximos anos, buscando incrementos como o da internacionalização da pesquisa e a formação profissional dos nossos estudantes, bem como subir de nota na próxima avaliação da CAPES”, explicou Priscila Aquino, vice-coordenadora do Mestrado Acadêmico do PPGBIO.

SOBRE O PPGBIO

Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro se enquadra na grande área em Parasitologia devido à pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro. Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Aluna egressa do Mestrado do PPGBIO, da Fiocruz Amazônia, recebe Prêmio Jovem Pesquisador do MEDTROP 2022

Aluna egressa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Raimunda Sandra Pacheco de Souza teve o seu trabalho premiado com o segundo lugar do Prêmio Jovem Pesquisador na Categoria Mestrado do 57o Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MEDTROP 2022). Trata-se do maior evento multidisciplinar em Medicina Tropical da América Latina, reunindo especialistas de diversas áreas, que acontece em Belém(PA), entre os dias 13 e 16/11. O trabalho, intitulado “Padronização da extração de DNA de baço a serem usadas como protocolo para detecção de parasitas da malária humana por qPCR”, foi anunciado entre os vendedores na abertura do evento, ocorrida no último domingo, 13/11.

O prêmio tem como objetivo estimular e promover o reconhecimento dos trabalhos de jovens pesquisadores na área de medicina tropical. Para Raimunda Sandra, a premiação tem um significado especial. Ela conta que teve como orientadores os pesquisadores do ILMD Fiocruz Amazônia, Marcus Lacerda e Gisely Cardoso. “Meu trabalho teve como objetivo contribuir para a ampliação do diagnóstico da malária. Conseguir o segundo lugar numa premiação tão relevante, com trabalhos de todo o País, é motivo de muita alegria para mim. O sentimento é de gratidão à Fiocruz Amazônia pela oportunidade de cursar o Mestrado, à Fundação de Medicina Tropical, que cedeu espaço para as atividades laboratoriais e aos meus orientadores e equipe, que tornaram possivel a concretização desse estudo”, afirmou

Este ano, a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical completa 60 anos e retoma os eventos presenciais. A entidade é uma das mais antigas e atuantes sociedades científicas do Brasil. Anualmente, o evento reúne mais de 3.000 participantes. Em 2020, o MEDTROP foi cancelado e em 2021 ocorreu de forma online, o MEDTROP PLAY. No Medtrop, a programação científica é acrescida de Reuniões Satélites, a exemplo da Reunião Aplicada de Doenças de Chagas e Leishmaniose (Chagasleish), Workshop sobre vetores de doenças tropicais (Entomol9), Fórum de Doenças Negligenciadas (Fórum DN), o Workshop da REDE-TB (Rede de Tuberculose) e 2º Fórum COVID-19.

O congresso tem como característica principal ser multiprofissional, preservando e incentivando o encontro de profissionais com diferentes formações e com o objetivo principal de propor soluções multidisciplinares para os principais agravos que acometem os trópicos. Nesse contexto, temas de grande relevância para a área de vigilância em saúde para os Estados e Municípios são discutidos com os especialistas mais renomados do Brasil e do Exterior. O evento proporciona o diálogo e o compartilhamento de informações concernentes à agenda da vigilância entre os participantes.

INSCRIÇÕES AO PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) prorrogou as inscrições ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Os interessados podem se inscrever, por meio de formulário online, disponível na Plataforma Siga. O prazo para inscrições, que se encerrava nesta quinta-feira, 10/11, foi prorrogado para o próximo dia 17/11, quinta-feira.

A segunda republicação da Chamada Pública Nº 022/2022 do Programa, disponível no em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=37532 , oferece as 17 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão no Curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita, Prova Oral e análise do currículo lattes. A 2ª e 3ª etapas do processo seletivo são eliminatórias.  O início das aulas está previsto para ocorrer no mês de março de 2023.

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Fiocruz Amazônia integra pesquisa e coordenação de seminário sobre acesso à saúde e vulnerabilidades de migrantes internacionais

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das dez instituições de ensino e pesquisa que integram a pesquisa nacional “Acesso à saúde e vulnerabilidades de migrantes internacionais no contexto de disseminação da COVID-19”. Para apresentar à comunidade os resultados iniciais do trabalho será realizado um seminário, com o mesmo nome, no formato on line, no próximo dia 1º de dezembro, das 8h às 17h. As inscrições já se encontram abertas e podem ser feitas pelo link https://bit.ly/3VCN1oR. O seminário tem como objetivo promover um debate como marco inicial do projeto de pesquisa interinstitucional em rede colaborativa que possa fornecer ferramentas teóricas e conceituais para o trabalho da equipe da pesquisa, coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com apoio de instituições de diversos estados.

O seminário internacional terá como palestrantes a professora Denise Martin, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Alejandro Goldberg, do Instituto de Ciências Antropológicas e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, Eduardo Siqueira, Universidade de Massachusetts (EUA), e Jefrey Lesser (Emory University/Unifesp/IEA/USP). O projeto é desenvolvido com a participação da Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade do Estado de Santa Catarina, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade Federal de Uberlândia, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), University of Massachusetts- Boston, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Emory University e Fiocruz Amazônia.

A técnica em saúde pública Fabiane Vinente, pesquisadora do Laboratório de Histórias, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, ue participa do grupo de pesquisa e explica que a finalidade do trabalho é investigar o impacto do confinamento ocasionado pela pandemia de COVID-19 sobre as condições sanitárias e de acesso à saúde de imigrantes em diferentes estados do País. Será realizada uma pesquisa qualitativa a partir de entrevistas com informantes-chaves e migrantes em locais de importante presença de migrantes no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Santa Catarina, Minas Gerais e Amazonas) e no exterior (Argentina, Espanha, Portugal e Estados Unidos).

A pesquisa visa identificar as problemáticas relacionadas ao acesso à saúde e proteção social dos migrantes internacionais e refugiados, assim como oferecer subsídios às políticas públicas em relação às necessidades desta população no contexto da pandemia de COVID-19. Os resultados desta pesquisa poderão contribuir na identificação dos problemas vivenciados por estas pessoas e fornecer um mapa das principais necessidades sociais e em saúde observadas junto aos imigrantes, possibilitando a formulação de subsídios para políticas públicas que visem eliminar as desigualdades de acesso a serviços.

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia palestram em Simpósio de Doenças Tropicais da Faculdade Estácio Amazonas

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participarão entre os dias 21 e 25/11, do I Simpósio de Doenças Tropicais realizado pela Faculdade Estácio do Amazonas. O evento promoverá discussões acerca das principais doenças tropicais que ocorrem na Amazônia, abordando aspectos epidemiológicos, ecológicos, dinâmica de transmissão e novas ferramentas para o controle e terapia destas doenças, além de atualizar estudantes e profissionais e divulgar trabalhos científicos, nas áreas de Acidentes por animais peçonhentos, vetores, protozooses, helmintíases, arboviroses, infecções causadas por bactérias e fungos, entre outros.

A vice-diretora de Pesquisa da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, fará a palestra de abertura do evento sobre o tema “Eliminação de malária no Brasil: avanços, desafios e perspectivas”. Os pesquisadores em Saúde Pública Valdinete Nascimento e André Luís Mariúba, dos laboratórios Ecologia de Doenças Transmissíveis da Amazonia (EDTA) e Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA) abordarão os temas “Arboviroses emergentes e reemergentes no Brasil” e “Biotecnologia aplicada ao estudo da malária”, nos dias 22 e 24/11, pela manhã.

O I Simtrop ocorrerá na sede da Estácio Amazonas, na Avenida Constantino Nery, e se destina a toda comunidade acadêmica da instituição.

Fiocruz Amazônia prorroga prazo de inscrições ao Mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) prorrogou as inscrições ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Os interessados podem se inscrever, por meio de formulário online, disponível na Plataforma Siga. O prazo para inscrições, que se encerrava nesta quinta-feira, 10/11, foi prorrogado para o próximo dia 17/11.

A segunda republicação da Chamada Pública Nº 022/2022 do Programa, disponível no em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=37532 , oferece as 17 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Até o dia 17/10, ocorre o período para solicitação da isenção da taxa de inscrição.

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão no Curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita, Prova Oral e análise do currículo lattes. A 2ª e 3ª etapas do processo seletivo são eliminatórias.  O início das aulas está previsto para ocorrer no mês de março de 2023.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Projeto USAID/NPI Expand conta com apoio dos secretários municipais de Saúde do Amazonas, Rondônia, Acre e Roraima

O Projeto Fiocruz Amazônia: Ciência, Saúde e Solidariedade no enfrentamento da pandemia de Covid-19, desenvolvido em parceria pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID), Iniciativa de Novos Parceiros, Ampliando Parcerias em Saúde (NPI EXPAND) e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), conta com o apoio dos Conselhos dos Secretários Municipais de Saúde dos Estados do Amazonas (Cosems-AM) e de Rondônia (Cosems-RO). As diretrizes de atuação da Frente 1 do projeto foram apresentadas aos secretários municipais de Saúde dos dois estados, com o objetivo de pactuar as atividades desenvolvidas pelo projeto nas cidades e alertar para a importância da iniciativa, que visa fortalecer o enfrentamento à COVID-19 em municípios da Amazônia. A Frente 1 atua na capacitação dos profissionais de saúde de atenção primária para que possam responder efetivamente à COVID-19 nas suas cidades.

A pactuação prevê o compromisso das secretárias municipais em apoiar o desenvolvimento de estratégias de saúde do projeto, garantindo a participação de todos os agentes comunitários de saúde dos municípios contemplados nas oficinas de atualização. Serão ao todo 25 municípios, sendo 18 no Estado do Amazonas e sete de Rondônia. As apresentações aos secretários de Saúde foram feitas no final do mês de junho na cidade de Porto Velho, e depois em agosto na sede do Cosems-AM, em Manaus, pelo cientista social do ILMD Sully Sampaio, coordenador de campo e facilitador da Frente 1.

A parceria entre Fiocruz e USAID/NPI Expand atua também em outras duas frentes, a 2 e a 3, que incluem, além do Amazonas e Rondônia, os estados do Acre e Roraima. Juntamente com as atividades de treinamento e qualificação de agentes de saúde, serão desenvolvidas ações de vigilância genômica, vacinação e popularização do conhecimento científico, por meio do acesso seguro às informações sobre COVID-19 e vacinas. Na Frente 1, o público-alvo são os agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde indígena do AM e RO; nas Frentes 2 e 3, as equipes dos laboratórios centrais e de fronteira e comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas dos quatro estados.

“O projeto é uma importante ferramenta no sentido de garantir o acesso amplo, eficaz e com equidade à vacina contra a COVID-19, bem como garantir a sua aplicação segura e eficaz, além de contribuir para a redução da morbimortalidade e transmissão da doença, que ainda é uma ameaça à saúde pública”, afirmou Sully Sampaio, falando aos secretários de Saúde do Amazonas. Segundo ele, deverão ser capacitados 2.034 profissionais de atenção primária, num total de 42 turmas. Além do treinamento, será feita também a doação de kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), oxímetros e testes rápidos de antígeno aos municípios que receberão as turmas.

Sully fez um apanhado histórico sobre as ações interiorizadas de qualificação de agentes de endemias e agentes comunitários de saúde no Amazonas, feitas pela Fiocruz Amazônia, no âmbito do Programa QualificaSUS. O programa teve como objetivo aprimorar o controle da malária e outras doenças vetoriais e ampliar a cobertura vacinal em populações vulnerabilizadas rurais e urbanas nos 62 municípios do Amazonas.

“Alcançamos 100% dos municípios do Amazonas, mas o surgimento súbito da pandemia nos forçou a uma mudança temática, nos levando a redirecionar o treinamento para prevenção e combate à COVID-19. Toda a experiência obtida pela equipe nos propiciou a concorrer ao edital do projeto Ciência, Saúde e Solidariedade no enfrentamento à COVID-19 da USAID e sermos selecionados”, explicou Sully.

A Frente 1 do projeto visa atender às múltiplas necessidades de atendimento à saúde na Amazônia. Segundo o coordenador, a equipe optou por ampliar a temática que passou a abranger temas relacionados a agravos imunopreveníveis, além de outras ações de prevenção e monitoramento de casos de COVID-19. No Amazonas, os municípios atendidos pelo projeto serão Novo Airão, Itapiranga, Silves, Codajás, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Benjamm Constant, Atalaia do Norte, Tabatinga, Barreirinha, Japurá, Manaus, Urucurituba, Rio Preto da Eva, Iranbuba, Manaquiri, Presidente Figueiredo e Maués. Em Rondônia, serão contemplados Campo Novo de Rondônia, Rolim de Moura, Costa Marques, Guajará-Mirim, Porto Velho, São Francisco do Guaporé e São Miguel do Guaporé.

“O Cosems sempre foi nosso parceiro na execução de projetos que visam fortalecer os sistemas de saúde, por entendermos a importância da atenção primária à saúde e nos permitir a combinação das estratégias para treinamento de saúde e ações articuladas”, finalizou Sully. Em Porto Velho, ele participou da 6ª Reunião Ordinária do Cosems-RO, onde apresentou o projeto, as atividades previstas, pactuando as ações com os secretários municipais de Saúde presentes.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase 2 está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá abordar Capacidade vetorial de flebotomíneos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 11/11, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Capacidade vetorial de flebotomíneos: Conceitos a aplicações na vigilância das Leishmanioses”, a ser ministrada pelo pesquisador, Fredy Galvis Ovallos, professor colaborador nas disciplinas de Bioestatística e Entomologia em Saúde Pública ministradas em cursos de graduação e Pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP.

A palestra apresentará os conceitos do modelo e aplicações na vigilância entomológica no Brasil trazendo exemplos das experiências de campo e laboratório.  “A dinâmica de transmissão de doenças infecciosas é considerada um evento não linear, influenciada por diferentes dimensões que incluem aspectos ecológicos, culturais e sociais, entre outros”, explica o pesquisador.

Segundo Fredy, os modelos de transmissão são ferramentas de grande importância para a compreensão da ocorrência de doenças e para a avaliação de estratégias de controle. “Em doenças infecciosas que envolvem vetores biológicos, a capacidade vetorial constitui o componente entomológico na taxa de reprodução básica R0. O modelo da capacidade vetorial constitui também uma forma de estudar as relações vetor-parasita-hospedeiro e, portanto, uma ferramenta para o estudo de vetores permissíveis. No Brasil, com a expansão geográfica da leishmaniose visceral, focos de transmissão sem a presença de Lutzomyia longipalpis têm sido registrados, com potencial participação de outros flebotomíneos”, destaca.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/85032647215?pwd=VlJmMU5WenVDTTZBSlBQb1YycEl1Zz09

através do (ID: 850 3264 7215) e (Senha: 656565)

SOBRE O PALESTRANTE

Graduado em Biologia na Universidade de Pamplona, Colômbia, Fredy é Mestre e Doutor em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). Realizou estágio de pesquisa na Faculté de Farmacie/Université de Reims-Champagne Ardene (França).

Possui experiência em Ecologia de vetores e Epidemiologia de doenças transmitidas por vetores. Experiência em taxonomia de Phlebotominae e estudos sobre a capacidade vetorial e estudos eco-epidemiológicos de doenças transmitidas por vetores. Tem participado como assessor temporário da OPAS na formação de recursos humanos na área da Entomologia médica e capacitações de agentes do SUS para a vigilância entomológica das leishmanioses. Tem experiência na condução de estudos e avaliação de tecnologias aplicadas ao controle das leishmanioses.

Atua como Professor colaborador nas disciplinas de Bioestatística e Entomologia em Saúde Pública ministradas em cursos de graduação e Pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP. Atualmente é vinculado como Pós doutorando e orientador do Programa de Mestrado em Entomologia em Saúde Pública da FSP/USP e Mestrado e Doutorado do programa de Saúde Pública da FSP/USP.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Fiocruz Amazônia prorroga inscrições e altera calendário do processo seletivo para mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga a 1ª Republicação da Chamada Pública 024/2022, referente ao processo de seleção de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). A republicação apresenta a prorrogação do período de inscrição e, alteração das demais etapas do processo seletivo – área de saúde coletiva.

Acesse a republicação em: https://acesso.fiocruz.br/meu-acesso/servicos-fiocruz/ensino/chamadas-publicas-abertas

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Virologista da Fiocruz Amazônia destaca que aumento de casos de COVID-19 no Amazonas está associado à circulação da subvariante BA.5.3.1

O virologista Felipe Naveca, coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), descartou nesta terça-feira, 8/11, a possibilidade de que o aumento do número de casos positivos de Covid-19 registrado nos últimos dias, no Amazonas, esteja associado à subvariante BQ.1, derivada da Ômicron e identificada recentemente.

Segundo ele, a sublinhagem BA.5.3.1, identificada no estado ainda em junho deste ano, corresponde a 94% dos casos no Amazonas no período mais recente analisado (até 21/10/2022), enquanto a BQ.1 foi encontrada em apenas um caso no Amazonas até o momento.

“Como nós estamos vendo, existe um aumento de casos no Amazonas, mas ele não está associado até o momento com o avanço da BQ.1 e sim à sublinhagem BA.5.3.1”, afirma o pesquisador. Naveca adiantou que, em função das mutações encontradas na BA.5.3.1, já foi solicitado ao comitê da OMS responsável pela classificação que seja criada uma designação própria para essa sublinhagem, o que deverá ser avaliado nas próximas semanas.

Naveca explica ainda que as duas subvariantes compartilham algumas das mesmas mutações, mas que ambas não parecem provocar o aumento do número de casos graves. “Essa é a informação mais importante nesse momento. Precisamos continuar monitorando para ver como vai se comportar a curva de casos nas próximas semanas, mas, felizmente não temos o aumento de casos graves. Isso mostra que a imunidade adquirida pela população, principalmente através da vacinação, continua nos protegendo. Por isso, é fundamental que aqueles que ainda não tomaram a segunda dose de reforço, procurem um posto de vacinação”, reforça o especialista.

Fiocruz Amazônia divulga republicação de chamadas públicas para ingresso nos cursos de mestrado e doutorado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), informa a 1ª Republicação das Chamadas Públicas 022/2022 e 023/2022, referente ao processo de seleção pública para ingresso de candidatos, nos cursos de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

A republicação está disponível na Plataforma Siga. O edital para ingresso no curso de Mestrado, apresenta alterações no item 1 – Disposições Gerais e no Anexo II – Docentes orientadores para o período 2023-2025. Já no edital para ingresso no curso de Doutorado, as alterações são nos itens 2 – Das vagas; 5 – Procedimentos para a Inscrição; 9 – Da Matrícula Institucional; no Anexo II – Docentes orientadores para o período 2023-2025, e no Anexo VII – Autodeclaração – participante de vaga de cota: negro (preto, pardo) ou indígena.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Ingrid Anne

Fiocruz mobiliza unidades do Norte e Nordeste para criação Rede de Vigilância em Patógenos Circulantes na Fauna Silvestre em parceria com o Plataforma Internacional

Uma carta-compromisso firmada entre o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Fiocruz Ceará e a Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PICTIS) da Fiocruz, com sede em Portugal, deu início às tratativas para a criação da primeira Rede de Vigilância do Norte e Nordeste do Brasil em Monitoramento de Patógenos Circulantes na Fauna Silvestre. O objetivo é estabelecer as bases para a sistematização das atividades da Fiocruz no escopo da Saúde Única (One Health) – que tem como base o entendimento de que as doenças dos animais e dos humanos estão associadas –, fortalecendo a vigilância e a pesquisa de patógenos com caráter zoonótico e a capacidade de proporcionar melhores monitoramento e respostas às epidemias.

A carta é assinada pelos diretores da Fiocruz Amazônia e da Fiocruz Ceará, Adele Schwartz Benzaken e Antônio Carlile Holanda de Lavor, respectivamente, e o coordenador do PICTIS, José Luiz Passos Cordeiro. De acordo com a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, a intenção é avançar nas atividades de vigilância em Saúde Única, que já vêm sendo realizadas individualmente pelas unidades da Fiocruz, buscando a internacionalização dos projetos.

“Pretendemos buscar parcerias e sobretudo a captação de recursos de fundos internacionais para financiamento de pesquisas na área, incentivando atividades técnicas de ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e inovação de forma cooperativa entre as unidades envolvidas”, explica Adele Benzaken. As ações conjuntas em rede nessa área permitirão o desenvolvimento de processos e serviços inovadores e a transferência e a difusão de tecnologia, com vistas ao fortalecimento da vigilância epidemiológica. “Estamos dando o primeiro passo para a institucionalização da rede, que, acreditamos. dará grandes contribuições aos estudos sobre doenças emergentes e à saúde pública”, afirmou Benzaken.

Para o coordenador do PICTIS, José Cordeiro, a carta de compromisso formaliza uma iniciativa orgânica que nasceu da colaboração entre pesquisadores e é um instrumento importante porque coloca as gestões a par do que está sendo feito pelos pesquisadores. “A rede de pesquisa e vigilância surge dentro de um projeto concreto e colaborativo. Nesses tempos de poucos recursos, reunir as capacidades instaladas das instituições e laboratórios é uma forma de continuar avançando”, salienta Cordeiro, acrescentando que a iniciativa traz também a dimensão internacional da ideia de criação de rede. “A vigilância em saúde só se fortalece quando juntamos esforços com outras iniciativas no Planeta. Ainda não temos um papel tão forte na vigilância de patógenos com caráter zoonótico, porém temos a capacidade para fortalecer a vigilância e avançar nesse sentido”, observou.

Três unidades da Fiocruz realizam projetos de pesquisa de patógenos em fauna: Fiocruz Amazônia, Fiocruz Ceará e Fiocruz Paraná. No Ceará, o projeto foi financiado pelo Programa Inova Fiocruz com a finalidade de rastrear patógenos, com especial atenção para a família do Coronavírus, tendo em vista que as atividades foram iniciadas quando a pandemia já estava instalada. “Aproveitamos esse momento para também ampliar para outros patógenos zoonóticos que podem estar circulando na nossa fauna, contando inicialmente com as parcerias do Museu de História do Ceará e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e na sequência com a Fiocruz Amazônia, Fiocruz Rondônia e Fiocruz Paraná para agregar outros patógenos”, relatou José Cordeiro.

A Fiocruz Amazonia desenvolve monitoramento de patógenos em fauna silvestre desde 2014 desenvolvidos pela pesquisadora Alessandra Nava que atua na temática de Saúde Única. Atualmente a vigilância de patógenos de fauna silvestres e vigilância genômica são realizados pela pesquisadora Alessandra Nava e Felipe Naveca conjuntamente  em projetos com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e INOVA Amazonia – os projetos contam com a  parceria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Outros trabalhos de vigilância em patógenos parasitários em reservatórios silvestres são desenvolvidos também pelos pesquisadores Felipe Pessoa e Claudia Rios em conjunto com a Fiocruz Ceará , integrando as duas unidades .

SOBRE O PICTIS

A Plataforma Internacional para Ciência, tecnologia e inovação em saúde da Fiocruz (PICTIS) está voltada para a consolidação de um centro internacional de investigação em saúde tendo como instituições líderes a Fiocruz e a Universidade de Aveiro, em Portugal. Ela gere e participa de atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde, com o objetivo de gerar novos produtos, processos e serviços, assim como participar na transferência e difusão de novos conhecimentos e tecnologias para o bem-estar da sociedade, além de permitir o desenvolvimento de novos processos, produtos e prestação de serviços tecnológicos considerando os vários países parceiros e em especial o Sistema Único de Saúde (SUS- Brasil) e o Sistema Nacional de Saúde de Portugal (SNS- Portugal).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Ingrid Anne/Arquivo/Fiocruz Amazônia

OPAS visita Fiocruz Amazônia para definição de agendas futuras de cooperação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu a visita de executivos da área de atendimento e respostas a emergências da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), no Brasil, para definição de agenda futuras em parceria. Alexander Rosewell, coordenador da Unidade Técnica de Preparação, Vigilância e Respostas a Emergências e Desastres, com sede em Brasília, e Sylvain Aldighieri, diretor adjunto da Unidade de Emergências do Escritório Regional da OPAS para as Américas, foram recebidos pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, juntamente com os pesquisadores em Saúde Pública Felipe Naveca, coordenador do Núcleo de Vigilância de Virus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA).

A vinda ao ILMD/Fiocruz Amazônia, na sexta-feira, 4/11, fez parte da agenda de visitas a instituições parceiras no Amazonas, que desenvolvem trabalhos apoiados pela OPAS, sobretudo após a ocorrência da pandemia da Covid-19. “A Fiocruz é um parceiro importante para a OPAS no Brasil e está trazendo pesquisas de grande relevância para a região. Queríamos conhecer mais de perto o trabalho desempenhado até agora para podermos fortalecer parcerias e identificarmos oportunidades para ampliar essa atuação conjunta”, explicou Alexander, que é o novo coordenador de Preparação, Vigilância e Repostas a Emergências e Desastres no Brasil da OPAS.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) trabalha com os países das Américas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de suas populações. Fundada em 1902, é a organização internacional de saúde pública mais antiga do mundo. Atua como escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas e é a agência especializada em saúde do sistema interamericano. O organismo internacional oferece cooperação técnica em saúde a seus países membros; combate doenças transmissíveis e doenças crônicas não transmissíveis, bem como suas causas; e fortalece os sistemas de saúde e de resposta ante emergências e desastres.

A unidade de Preparação, Vigilância e Respostas a Emergências e Desastres da OPAS fornece apoio técnico ao Brasil na coordenação da resposta, no fortalecimento da capacidade laboratorial, na epidemiologia e avaliação de risco, no manejo clínico, prevenção e controle de infecções, na comunicação de risco e no gerenciamento de informações e evidências. Na Fiocruz Amazônia, eles conheceram alguns resultados de projetos implementados no fortalecimento ao combate da Covid-19 no Amazonas e outros estados da região Norte, referentes à vigilância genômica e estudos sobre a evolução e dispersão das variantes do Novo Coronavírus. Depois, percorreram parte das estruturas laboratoriais do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Fiocruz Amazônia prorroga prazo para inscrições ao processo seletivo para Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até o próximo dia 16/11 as inscrições para o processo de seleção pública de candidatos ao ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). Iniciadas no último dia 25/10, as inscrições se encerrariam nesta segunda-feira, 7/11. A Secretaria Acadêmica da Vice-Diretoria de Ensino Informação e Comunicação informa que o cronograma com as alterações das demais etapas será publicado na próxima quarta-feira, 9/11, a partir das 17h. Os interessados poderão se inscrever acessando o Edital, no site institucional da Fiocruz Amazônia.

O início das atividades acadêmicas está previsto para o dia 13/3/2023. O processo de seleção será realizado em quatro (4) etapas e sua realização ficará a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim. O curso, cujas vagas são oferecidas nesta Chamada Pública, ocorrerá de forma presencial, terá sede em Manaus (AM) e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação. Podem participar do processo de seleção candidatos que, até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Saúde Pública. 2.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Orientanda do ILMD Fiocruz Amazônia tem trabalho eleito como melhor tese de doutorado do PPGIBA da Ufam

A tese de doutorado de Rafaella Oliveira dos Santos, aluna da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e orientanda do pesquisador em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Pritesh Lalwani, foi a escolhida para ganhar o prêmio de Melhor Tese 2021 do Programa de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA), da Ufam. A tese, intitulada “Modulação da Via da Quinurenina na Malária”, tem como foco as investigações sobre a relação entre metabolismo de triptofano e células T reguladores que participam na tolerância e regulação da inflamação, entendendo assim a importância desta via na fisiopatologia da malária.

O prêmio será entregue na próxima segunda-feira, 7/11, em solenidade no Auditório Rio Amazonas, da Faculdade de Estudos Sociais (FES) e terá transmissão on line. A Premiação Melhores Teses e Dissertações 2021 da Ufam escolheu também o trabalho do discente Fábio Magalhães da Gama, intitulado “Caracterização do Perfil de Microvesículas Circulantes em Pacientes Pesdiátricos com Leucemia Linfoblástica Aguda de Ceulas B Submetidos à Quimioterapia de Permissão”, como a melhor dissertação de 2021. De acordo com a comissão avaliadora, os critérios levados em consideração para a escolha foram a relevância para área de estudo e os impactos dos resultados pela qualidade da publicação gerada. No caso do estudo sobre a malária, pesaram o impacto social e econômico da doença para a Região Norte.

O pesquisador Pritesh Lalwani destaca que a excelência do trabalho do orientando é resultado do seu próprio esforço. “A Rafaella conseguiu perceber a importância do tema pesquisado no contexto da Amazônia e num momento em que a Ciência busca contribuir para a erradicação da malária no Brasil. Precisamos aprender muito sobre a resposta imunológica da doença, entendendo como o hospedeiro interage como o parasito, tendo em vista ainda não termos vacina para malária do tipo Vívax. Nosso desafio, foi conseguir entender melhor qual o tipo de resposta precisamos gerar através das vacinas para proteger o hospedeiro”, afirmou Lalwani, que atua em linhas de pesquisa referentes a Metabolismo de Triptofano e Imunopatogênese e Diagnóstico e Dinâmica de Distribuição de infecções Virais.

Durante a pesquisa, foi observado com que intensidade as células T reguladoras são capazes de dar ao paciente capacidade de tolerância à infecção. “Observamos a diferença da quantidade de células T reguladoras entre pacientes que tiveram a primeira malária e os que tiveram a doença mais de uma vez”, explica o pesquisador. Essa diferença, segundo Pritesh, ajuda a entender o porquê das ocorrências de malária subsequentes serem sempre menos graves. “Outro assunto que percebemos aqui é como o metabolismo do triptofano, que é um aminoácido essencial que vem somente da alimentação, participa da modulação desta resposta imunológica para induzir tolerância e proteger o hospedeiro com a inflamação causada durante a doença. Observamos aqui a cadeia importante que leva a esse aumento de células T reguladoras,

A malária ainda é considerada um problema de saúde pública mundial. No Brasil, o tipo predominante da doença é o causado pelo Plasmodium vivax (Pv), responsável por mais de 80% dos casos. Para Rafaella, a pesquisa foi fruto de muitos anos de trabalho. “O projeto exigiu muita dedicação. Foi onde eu aprendi a ser a cientista que sou hoje, com a orientação valiosa do doutor Pritesh. A premiação vem como reconhecimento e é muito gratificante, pois demonstra que lá atrás tive um aprendizado”, afirma. A tese foi desenvolvida ao longo de apenas três dos quatro anos do doutorado, em virtude da pandemia período em que a discente se dedicou a projetos científicos voltados ao combate à Covid-19.

SOBRE O PPGIBA

O PPGIBA mantém cooperação com diversas instituições, entre as quais o ILMD/Fiocruz Amazônia. O PPGIBA mantém cooperação com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), o Instituto Leônidas e Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz (ILMD-Fiocruz/AM), a Universidade de São Paulo-USP de Ribeirão Preto, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-DHVD), a Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCECON) e o Instituto de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (IDTVAM). Vários pesquisadores dessas instituições, pelas razões expostas, são pesquisadores do núcleo permanente ou colaborador do PPGIBA.

As atividades do PPGIBA, tanto as de Mestrado quanto as de Doutorado, estão sendo realizadas nas instalações do Programa, no Bloco das Pós-graduações do ICB/FCA. Dois laboratórios (Laboratório de Imunologia e Doenças Infecciosas e Laboratório de Experimentação Animal) foram equipados para receber professores e alunos do Programa e estão sendo amplamente utilizados. Além desses dois laboratórios multiusuários, outros liderados por professores do Programa tanto na UFAM quanto nas instituições parceiras, têm servido de base para o desenvolvimento de pesquisas no âmbito do Programa.

Impacto da pandemia de Covid-19 sobre a mortalidade materna no Brasil será tema de palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 04/11, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “O impacto da pandemia de Covid-19 sobre a mortalidade materna no Brasil”, a ser ministrada pelo epidemiologista, Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia.

Na ocasião, Jesem apresentará o estudo que mostrou forte excesso de mortes maternas no Brasil e que suas trajetórias ao longo do período avaliado, foram regionalmente heterogêneas, com impactos consistentemente mais fortes durante os momentos mais agudos da epidemia, refletindo não apenas desigualdades socioeconômicas e de acesso aos serviços de saúde anteriores à pandemia, como também o agravamento dos mesmos, sobretudo nas vulneráveis regiões Norte e Nordeste.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/89906209468?pwd=T2REcnpXL3FQajB4SkUvQlV5a01KUT09

através do (ID: 899 0620 9468) e (Senha: 371431)

SOBRE O PALESTRANTE

Jesem é graduado em Enfermagem pela Universidade Federal de Rondônia, mestre em Saúde Pública pela FIOCRUZ e doutor em Epidemiologia pela UFPel. É pesquisador na FIOCRUZ e docente permanente do Mestrado em Condições de vida e situações de saúde na Amazônia – PPGVIDA.

Colabora em projetos sobre mudanças climáticas na Amazônia e sua relação com aspectos sanitários, junto a Universidade de Lancaster (Reino Unido), coordena o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi) e é membro do colegiado que coordena a Comissão de Epidemiologia da ABRASCO, bem como do GT-Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde (PI-AIVS) da FIOCRUZ.

Tem experiência na área de Saúde Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia populacional, processos endêmico-epidêmicos, Covid-19, saúde mental, violência urbana e doméstica, saúde da criança e da mulher.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

USAID e Fiocruz Amazônia fortalecem enfrentamento da Covid-19 no Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a Iniciativa de Novos Parceiros, Ampliando Parcerias em Saúde (NPI EXPAND), a SITAWI (Finanças do Bem) e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) formaram parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Região Amazônica Brasileira. A Resposta à COVID-19 na Amazônia Brasileira – Fase 2 é uma iniciativa que envolve organizações da sociedade civil em parcerias estratégicas para alavancar soluções inovadores e escaláveis para reforçar a resposta rápida à COVID-19. O trabalho será desenvolvido junto às populações ribeirinhas, indígenas, imigrantes e quilombolas nos estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.

O projeto, intitulado Amazônia: Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, conta com o apoio da Fiocruz Rondônia e Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). Atuará em três frentes e acontecerá simultaneamente nos quatro estados, ao longo dos próximos oito meses. As frentes de atuação serão: Qualificação e treinamento de agentes comunitários de saúde, agentes comunitários de saúde indígena e de combate de endemias; Vigilância genômica para diagnósticos e capacitação de equipes de laboratórios centrais e de fronteira, apoio amplo à vacinação, e, por fim, Acesso amplo, eficaz e com equidade às informações sobre vacina contra a COVID-19, reforçando o combate a fakenews.

Em agosto, uma equipe de consultores da NPI EXPAND esteve reunida com a diretoria da Fiocruz Amazônia para discutir as estratégias de ação do projeto, bem como os prazos de execução dos cronogramas de trabalho. As atividades relativas à Frente 1 do projeto já começaram a ser executadas. A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, explicou que as intervenções previstas pelo projeto formam um “pacote” completo de intervenção, tendo em vista a importância de cada uma das atividades a serem desenvolvidas durante cada frente. “A Fiocruz Amazônia tem atuado de forma decisiva na qualificação dos profissionais de saúde no interior do Amazonas e agora assume o desafio de trabalhar com outros estados, consolidando-se enquanto agente de qualificação dos profissionais de saúde na Amazônia”, afirmou.

A diretora lembrou que a expertise adquirida pela Fiocruz Amazônia durante a pandemia de COVID-19 habilitou a instituição a se consolidar na geração de conhecimento e inovação em diferentes áreas. Com relação à Vigilância Genômica (VG) de vírus emergentes, reemergentes e negligenciados na região Amazônica, a equipe de pesquisadores do ILMD possui ações colaborativas com outros atores há mais de 15 anos, nos estados do Amazonas (AM), Rondônia (RO) e Roraima (RR). A frente 2 do projeto em parceria com a USAID/NPI Expand, prevê ações de apoio à infraestrutura laboratorial local, realização de sequenciamento genético e capacitação em diferentes técnicas e procedimentos laboratoriais, com a devida transferência de protocolos. “Nós somos daqui e aqui ficaremos, é importante que consolidemos a qualificação dos profissionais de saúde que atuam no interior do Estado como um importante legado para a Amazônia”, observa Adele Benzaken.

A líder da Equipe Nacional NPI Expand, Nina Best, salientou que o projeto é parte de um programa global da USAID de resposta à COVID-19, com ações em vários países que apresentam características semelhantes às do Brasil, com construções específicas para cada realidade. “Temos hoje um portfólio com 23 iniciativas diferentes, trabalhando com leque variado de organizações, tendo o privilégio agora de termos a parceria da Fiocruz Amazônia, junto com organizações não-governamentais socioambientais, indigenistas, de arte-educação em saúde, espalhadas na Amazônia”, explicou Nina.

“O que pretendemos é que esse conjunto de ações afete a agenda da saúde nesses territórios da Amazônia, com suas populações ribeirinhas e indígenas, introduzindo discussões interessantes sobre temas como desmatamento, mudanças climáticas, endemias e pandemias Estamos numa região de muitos vírus emergentes, e as iniciativas da parceria USAID/NPI Expand abre a oportunidade para fazermos aqui essas conexões. Saúde e conservação ambiental caminhando juntas dentro de um conceito único, destacando sempre a importância do acesso às políticas públicas de saúde dentro do contexto amazônico, onde as populações enfrentam muitos desafios, sendo na maioria das vezes os responsáveis por manter a floresta em pé e atuar em diversas outras cadeias produtivas sustentáveis”, esclareceu.

Para Nina, o desafio é enorme. “A porta de entrada do projeto é a COVID-19 e, embora estejamos num momento diferente da pandemia, sabemos que podemos aprender com cada fase da pandemia. Lançamos o edital ano passado com o objetivo de fortalecer à promoção à vacinação contra COVID-19, como estratégia deliberada de intervenção, e fortalecer os sistemas locais de saúde, inclusive para enfrentamento de novas potenciais ameaças pandêmicas”, observou, lembrando há municípios em que a cobertura vacinal ainda é baixa e é preciso intervir.

QUALIFICASUS

A Fiocruz Amazônia e o Escritório da Fiocruz de Rondônia, através da Fiotec, executaram o QualificaSUS, um programa voltado para as ações de qualificação da força de trabalho do Sistema Único de Saúde no interior do Amazonas. O QualificaSUS qualificou 5.026 ACS e ACE nos 62 municípios do Amazonas, através das ações de educação com os cursos: Organização de ações de vigilância, prevenção e controle de agravos notificáveis, e Organização de ações de monitoramento de agravos imunopreveníveis. Deve ser registrado que a parceria com os Municípios, deu-se através de assinatura de Acordos de Cooperação Técnica entre as Secretarias Municipais de Saúde e a Fiocruz Amazônia, vigentes até o ano de 2023. E, foi através do QualificaSUS que o Instituto definiu que uma de suas estratégias para o combate à Covid-19 seria através de ações de educação voltadas os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes Comunitários de Saúde Indígena (ACSI) e Agente de Combate à Endemias (ACE), considerando que esses profissionais são quase sempre o primeiro contato com a população pertencente a grupos em situações de vulnerabilidade como indígenas, ribeirinhos, afrodescendentes e moradores de áreas remotas.

SOBRE OS PARCEIROS

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase 2 está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.”

Fiocruz Amazônia avalia impactos da pandemia sobre a violência no primeiro seminário do Programa de Articulação Intersetorial Violência e Saúde da Fiocruz

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu o pontapé inicial às atividades presenciais do Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde da Fiocruz, com a realização do primeiro Seminário Violência e Saúde em Tempos de Emergências Sanitárias Globais, que reuniu na última quarta-feira, 19/10, na sede da unidade, em Manaus, representantes de diversos setores da sociedade civil local e a coordenação do PI-AIVS. Em seu pronunciamento on line, na mesa de abertura, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, saudou os participantes e agradeceu ao ILMD pela iniciativa, reforçando o compromisso da Fiocruz com a agenda do impacto da violência e a importância de realização de seminários e simpósios sobre o tema em todas as regiões brasileiras.

“Observamos que a pandemia de Covid-19, além do dramático impacto sanitário, aprofundou desigualdades e exacerbou as diferentes formas de violência. Em 2020, em seu primeiro ano, vimos por exemplo que a violência contra a mulher e a criança no mundo, aumentou em 30%, tornando mais distante os objetivos centrais da Agenda 2030”, afirmou a presidente da Fiocruz, destacando a importância do seminário na abordagem às especificidades das várias formas de violência na região amazônica, em diferentes contextos (urbano, no campo, contra populações tradicionais e povos indígenas).

Nísia Trindade ressaltou que, com a previsão de que emergências sanitárias serão cada vez mais frequentes, será necessário antecipar seus efeitos, inclusive no tocante ao aumento nos índices de violência. “Dessa forma, torna-se importante que os diferentes atores se reúnam, gestores, pesquisadores, estudantes, movimentos sociais e órgãos de controle para discutir as origens das várias formas de violência e as possíveis formas de enfrentá-la. Os seminários têm um papel essencial em fortalecer a articulação institucional em violência e saúde na Fiocruz e na ampla rede em torno dessa agenda”, reforçou.

O seminário na Fiocruz Amazônia foi coordenado localmente pelo epidemiologista Jesem Orellana. Para ele, a oportunidade de fortalecer a articulação institucional em violência e saúde na Fiocruz foi o principal ganho da iniciativa. “O seminário superou as expectativas em relação à finalidade principal que era levantar e debater diferentes expressões da violência na Amazônia brasileira em tempos de complexas e sequenciais emergências sanitárias globais. Esperamos ampliar colaborações local e regionalmente, visando fortalecer nossa capacidade de resposta aos inúmeros desafios da violência estrutural, interpessoal e autoprovocada, pois diversos tipos de violência seguem sendo negligenciados e se agravando no norte do país, como a violência contra a criança/adolescente, violência de gênero, homicida, suicida, bem como os conflitos que envolvem a ocupação e a retomada de territórios, além do amplo leque de crimes ambientais com impactos sobre a violência e saúde ”, explica.

Conseguimos reunir um coletivo de especialistas formado por academia, sociedade civil organizada, movimentos sociais e órgãos governamentais e não-governamentais, além de estudantes de pós-graduação, entre outros atores, em torno da pauta. “São demandas que cada vez mais exigem respostas e esforços intersetoriais à sua mitigação, como também uma dinâmica e abrangente compreensão dos seus principais determinantes, sejam eles sanitários, sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais”, avaliou.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, lembrou indicadores importantes sobre a situação da violência. Segundo ela, de acordo com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), na América Latina e no Caribe, uma em cada três mulheres experimentou violência física ou sexual durante suas vidas. “Ao mesmo tempo inexistem respostas efetivas das autoridades governamentais para a escalada da violência, que inclui a mais extrema forma, o feminicídio”, ressaltou, enumerando outras formas de violência na região amazônica que aprofundam a produção de desigualdades sociais. Para a diretora, existe uma tendência de interiorização da violência que preocupa, pois acompanha as frentes de desmatamento e da intensificação de atividades ilegais, atingindo um número progressivo de municípios. “A violência está presente além das regiões de fronteira, já atingiu a periferia das pequenas e grandes cidades da Região Norte”, observou.

Presente ao evento, a coordenadora do PIAIVS, Simone Assis, adianta que a intenção do grupo é realizar seminários semelhantes ao de Manaus em outras regiões do País, onde as unidades da Fiocruz possam assumir o papel de elemento articulador local, trabalhando junto com secretarias estaduais e municipais, além do movimento civil organizado descentralizado. “Manaus tem estado presente desde o início do programa, em 2016, e é a primeira unidade a realizar um evento nesses moldes, preocupada em aglutinar forças a partir da vivência das diferentes formas de violência na região”, explicou.

Para Simone Assis, o papel da Fiocruz é o de propor estratégias articuladas mas a autonomia é local. “Importante que os pesquisadores fomentem forças e pensamentos, proporcionando trocas entre nós, mas fomentando a ideia de Amazônia Legal como um todo. O contexto da violência muda e preciso aprofundar a análise de cada contexto. Neste sentido a epidemiologia é um legado fundamental. Dados feitos na Fiocruz sobre violência, acidentes, questões de saúde mental associadas a violências, são melhores entendidos quando se conhece o contexto social, aí entra o olhar da sociologia e da antropologia”, explicou. Até então, os encontros do Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde vinham acontecendo à distância com todos os representantes das unidades da Fiocruz.

O Seminário Violência e Saúde em Tempos de Emergências Sanitárias Globais tratou, entre outros temas, das relações entre a ocorrência de homicídios e suicídios e o dramático desenvolvimento da epidemia de COVID-19 na região; Possíveis impactos da flexibilização do Estatuto do Desarmamento; Repercussões da violência urbana sobre a mortalidade por homicídio de mulheres e a violência de gênero; Agravamento da violência no campo, com destaque para os diferentes tipos de vitimização em desfavor de comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares. Pela manhã, os painéis contaram com as presenças do professor e pesquisador da Universidade do Estado do Amazonas André Luiz Machado das Neves, da titular do Núcleo de Defensoria da Infância e Juventude Juliana Linhares de Aguiar Lopes, da docente e pesquisadora da UEA Lihsieh Marrero, e Juliana Marques, presidente do Instituto Mana de empoderamento feminino.

À tarde, os trabalhos foram iniciados com um relato de experiência da Advogada Natália Demes, acerca das linhas de atuação da ONG “Humaniza Coletivo Feminista” de Manaus, acerca da violência institucional contra mulheres gestantes e parturientes no Amazonas. Em seguida, as discussões se concentraram nos temas Suicídios e homicídios no Norte do País, abordado pelo epidemiologista Jesen Orellana; Conflitos Agrários e pelo Uso da Terra na Amazônia, com a jornalista Elaíze Farias, editora de Conteúdo da Agência Amazônia Real; Violência no campo na Amazônia: estatísticas recentes e perspectivas, por Patrícia Rocha Chaves, consultora da Comissão Pastoral da Terra, e Enfraquecimento da governança socioambiental e desmatamento na Amazônia, Terine Husek Coelho.

Fiocruz Amazônia, Unicef e organizações indígenas reúnem lideranças e pajés em Manaus para workshop Medicina Indígena

Com a finalidade de socializar as atividades das oficinas realizadas ao longo deste ano nos Estados do Amazonas e Maranhão, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Ministério da Saúde,  Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Centro de Medicina Indígena, realizou nesta terça-feira, 25/10, em Manaus, o Workshop Medicina Indígena, reunindo cerca de 50 participantes, entre lideranças indígenas, pajés, tuxauas e kumuãs especialistas em Medicina Indígena. O evento acontece no Hotel Blue Tree, no Adrianópolis.

O workshop cumpre mais uma etapa da formação do Projeto ECHO COVID, de Fortalecimento da Resposta ao Covid-19 na Região Amazônica do Brasil. A intenção, de acordo com o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, coordenador do componente Medicina Indígena do projeto, é promover o compartilhamento de saberes entre os diferentes atores do projeto, vindos de diversas comunidades dos Pólos Regionais de Saúde Indígena. “São rezadores, benzedores, parteiras e raizeiros que farão um intercâmbio de informações e experiências, visando construir redes de saberes tradicionais e paralelamente fortalecer a Medicina Indígena no Brasil, em especial na Amazônia”, explica.

As oficinas de Medicina Indígena já foram realizadas nos municípios de São Gabriel da Cachoeira (18 a 19/08), na comunidade Maturacá; em Araribóia, no Maranhão (8 a 10/09), e Benjamim Constant (21 a 23/09), no Pólo Base Filadélfia, na Região do Alto Solimões, no Amazonas. O projeto é financiado pelo Europian Civil Protection and Humanitarian Aid Operativos (ECHO) e visa o fortalecimento da resposta da pandemia em vigilância, saúde mental e medicina tradicional com povos indígenas de quatro Estados (Amazonas, Roraima, Pará e Maranhão).

O projeto é desenvolvido pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do ILMD / Fiocruz Amazônia e conta com a colaboração dos pesquisadores em Saúde Pública Júlio Schweickardt, Michele El Ladri, Kátia Lima, Fabiane Vinente e Alessandra Pereira.

Seminário realizado pela Fiocruz Amazônia discute estratégias de vigilância em saúde indígena

Visando discutir estratégias de vigilância em saúde indígena nos contextos urbano e das aldeias na Amazônia, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nos dias 17 e 18/10, o Seminário Inova Saúde Indígena. O evento reuniu coordenadores de projetos, alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores, lideranças indígenas, representantes de organismos não-governamentais e dos governos municipal, estadual e federal.

Dividido em duas etapas, o encontro aconteceu na sede do ILMD, no primeiro dia, 17/10, e no Parque das Tribos, no Tarumã Açu, zona Oeste de Manaus, no dia seguinte, 18/10. A iniciativa teve ainda a finalidade de promover o debate e o intercâmbio de experiências entre projetos do Programa Fiocruz de Fomento à Inovação, o Inova Fiocruz, voltados ao fortalecimento do atendimento à saúde indígena nas cidades e aldeias amazônicas. O seminário é organizado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), com apoio do ILMD/Fiocruz Amazônia, Programa Inova Fiocruz e Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia (Procrad Amazônia).

Durante a abertura do evento, Adele Benzaken, diretora do ILMD, destacou o papel da Instituição na elaboração e desenvolvimento de ações de saúde voltadas aos povos originários. “Destaco que estamos na região com a maior população indígena do país e a Fiocruz Amazônia tem um papel decisivo, preponderante, na elaboração e execução de políticas públicas voltadas às populações indígenas brasileiras em especial as amazônicas, tão vulnerabilizadas, sejam nas suas comunidades, sejam nos aglomerados urbanos. faço aqui a homenagem ao protagonismo de tantos pesquisadores, entre os quais me incluo, em realizar estudos voltados aos cuidados com a saúde indígena sempre levando em conta a ampliação do protagonismo de populações locais e indígenas com potencial para acelerar as mudanças necessárias”, explica.

Na programação, composta por painéis e mesas-redondas com temas variados, o público comtemplou o lançamento dos vídeos “Projeto Manaós” e “Fortalecendo o Controle Social Indígena”, resultado da implementação dos dois projetos. Entre os painéis apresentados, foram abordas as seguintes temáticas: “Referência e contrarreferência de pacientes do Ambulatório de Saúde Indígena do Hospital Universitário de Brasília”, “Iniciativas de Pesquisa e impactos na vida dos indígenas na Amazônia”. Os pesquisadores apresentaram ainda os resultados do Projetos Manaós: Saúde Indígena nas Cidades, Caminhos do Controle Social e a Saúde Indígena e Inovando a Vigilância de Envenenamento por Serpentes em Populações Indígenas.

Segundo Rodrigo Tobias, Pesquisador da Fiocruz Amazônia, a ação é uma oportunidade de unir as ações e mensurar resultados dos projetos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia em prol das populações indígenas aldeadas, ou que vivem nas cidades. “O evento fala sobre projetos no campo do desenvolvimento do sistema único de saúde a partir do subsistema de saúde indígena, são projetos de pesquisa que possuem essa função de intervir a favor da saúde dos povos indígenas, tanto nas aldeias quanto nas cidades. A realização desses projetos, comtemplam grandes impactos como o empoderamento e a autonomia dos indígenas nas cidades. Foi criada uma associação de moradores e indígenas do Parque das Tribos, o maior bairro indígena do Brasil”, destaca.

O evento contou também com a roda-de-conversa “Diálogos e Impressões dos Projetos na Visão dos Indígenas”, com as lideranças indígenas Wanda Witoto, Marcivana Sateré Mawé (Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno), Luiz Penha (coordenador de Saúde da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Adelaide Mota Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e GT Interdisciplinar Saúde Indígena, Edgar Hamann – PPG Saúde Coletiva – UnB, Celso Cabral, do Núcleo de Promoção do Respeito à Diversidade (NUPRED), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). O livro “A Saúde Coletiva na Amazônia: redes de pesquisa, formação e situações de saúde e condições de vida” também foi lançado durante o seminário.

Para a Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Ximena Pamela, o seminário foi uma importante ferramenta para agrupar conhecimentos e estreitar relações entre os projetos de pesquisa desenvolvidos nas Instituições. “Essa é uma oportunidade muito importante para nós. Esta triangulação de esforços, de projetos acadêmicos, que fortalecem não só uma linha de pesquisa, mas também uma possibilidade de pensar nas coisas novas que podem sair desses esforços coletivos. Estamos cada vez mais convictos da importância da articulação do melhor que as pessoas desenvolvem nas instituições, para fortalecer, ajudar ao cumprimento dos direitos humanos, do resguardo do meio ambiente e da aprendizagem mútua entre toda esta inteligência coletiva que se reúne aqui neste seminário”, avalia.

O segundo dia de evento, foi marcado por uma visita ao Parque das Tribos, onde a coordenação do evento realizou a oficina “A Vida como ela é…”, com a participação dos especialistas convidados, recebidos pela liderança indígena Lutana Kokama, e a coordenadora de Saúde Indígena da Semsa Manaus, Graciete Carvalho. Localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, residem na comunidade Parque das Tribos, aproximadamente 2.800 indígenas de diversas etnias. A ocupação da comunidade foi planejada desde 2012, ocorrendo em 2013, tendo, aproximadamente, 35 etnias.

INTEGRAÇÃO

Batizado popularmente como “Projeto Manaós”, a ação conta com financiamento do Fundo de Inovação da instituição e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE). O Projeto foi articulado como uma ação colaborativa entre diversos atores envolvidos no campo da saúde indígena, em contexto urbano.

A iniciativa teve como parceiros e participantes ativos na construção e execução das atividades do projeto, indígenas, profissionais de saúde, gestores da saúde, educadores, e instituições como a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA Manaus), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SEMASC), Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Centro de Medicina Indígena da Amazônia, Grupo de Trabalho Intersetorial de Saúde Indígena da Região de Manaus e Entorno (GTI), e Fundação Nacional do Índio – Coordenação Manaus e Entorno (FUNAI).

Fiocruz Amazônia leva universo da ciência para mais de 1,2 mil crianças e jovens da rede estadual de ensino

Mais de 1,2 mil estudantes da rede estadual de ensino puderam ter um contato mais próximo com o universo da ciência, participando ao longo de três dias (18 a 20/10), das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT/2022), promovida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Com o tema CiênciaPop: Fiocruz Amazônia vai à Escola, o evento contou com exposições, apresentação de teatro, vídeos, oficina de podcast para divulgação científica, jogos, rodas de conversa e a novidade do espaço instagramável, com tótens em homenagem aos cientistas Leônidas e Maria Deane. Divididos por turmas, os alunos puderam participar das diversas atividades, sempre com a orientação de pesquisadores, bolsistas e alunos de programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia, que foram até as unidades escolares. No último dia da programação, nesta quinta-feira, 20/10, as atividades ocorreram na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o projeto Ciências de Portas Abertas.

As unidades de ensino contempladas foram a Escola de Tempo Integral Djalma Batista, no Japiim, e a Escola Estadual Angelo Ramazotti, no Adrianópolis. “Nosso objetivo foi o de promover a integração entre a comunidade escolar e a Fiocruz Amazônia, mostrando como o fazer ciência pode estar tão próximo das nossas vidas, que muitas das vezes nem percebemos”, explica a vice-diretora de Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. Ela destaca que além de marcar o retorno das atividades presenciais da SNCT, suspensas nos últimos dois anos em virtude da pandemia, o CiênciaPop teve a preocupação de estabelecer uma sintonia com a realidade lúdica e conectada dos jovens, associando trabalho científico à linguagem figurada, e muitas vezes divertida, das redes sociais e do teatro.

Ronilson Batista Miguel, 18, aluno do terceiro ano do Ensino Médio do Angelo Ramazotti, explica que, além de inclusivo, o evento na escola conseguiu agregar conhecimento. “No nosso caso, que já estamos concluindo o Ensino Médio e partindo para universidade, é importante termos acesso a informações que nos orientem na hora de escolher nossa carreira”, afirmou ele, que pretende ingressar numa universidade pública em um curso na área de saúde. “Quanto mais informações e experiencias no campo técnico e científico nós tivermos, melhor”, admitiu.

O também aluno do terceiro ano do Angelo Ramazotti, Guilherme Costa da Silva, 17, conta que desde pequeno alimenta o sonho de poder ajudar na evolução da Ciência. “Essa oportunidade da Fiocruz Amazônia na escola traz conhecimento amplo para várias pessoas que às vezes não têm conhecimentos básicos sobre coisas simples, como por exemplo, como o mosquito da malária transmite a doença. Desde pequeno sempre quis fazer algo para a Ciência evoluir com minha ajuda e hoje eu vi que isso é possível”, atestou.

Um dos pontos altos da programação foi a encenação teatral do casal Leônidas e Maria Deane, interpretados pelos atores Ramon Lima e Isabela Lillo, do grupo teatral Vitória Régia. Com linguagem simples e acessível, os atores contaram um pouco da história de vida dos dois cientistas, que se conheceram na universidade e dedicaram a vida ao estudo de doenças que acometiam grande parte da população brasileira. Outro destaque foi a presença do Oswaldinho, mascote da Fiocruz Amazônia, interpretado por Gabriel Mota.

Atenta às informações repassadas pelos atores, Ana Elisa Araújo, 11, aluna da sexta série da Escola Djalma Batista, disse ter conseguido aprender, com a dinâmica, que a Ciência muda vidas e ajuda muita gente. “Com o impacto que teve a morte da irmã, por conta de uma doença da época, Maria Deane decidiu mudar o rumo de sua vida. Muito legal ficar sabendo dessas informações à medida que vamos ouvindo e participando das atividades, como os jogos e as exposições”, afirmou.

EXPOSIÇÕES

Três mostras foram programadas para a SNCT 2022, dentro da exposição denominada “Aqui tem Ciência, aqui tem Fiocruz”. Foram elas: “Metamorfose dos Insetos”, sobre o ciclo de vida do maruim; “Malária, o Caminho da Gota Espessa”, mostrando o método mais simples de detecção da doença, e “Vida Invisível: conhecendo os microrganismos”, focando nas doenças parasitárias e seus agentes causadores.

Os alunos puderam conhecer, por exemplo, as características morfológicas das bactérias da coleção de bactérias da Amazônia, bem como sua importância na área da saúde, no ambiente e na economia através de placas de culturas e antibiogramas, lâminas, fotos e banner. Os fungos também marcaram presença. Conhecidos como bolores, são organismos que vivem em quase todos os ambientes, tendo importância não somente devido ao seu papel vital no ecossistema, mas também por causa da sua influência sobre os humanos e determinadas atividades.

Os estudantes conferiram também o ciclo de vida de espécies de mosquitos e doenças causadas por cada espécie. O gênero Anopheles compreende pequenos insetos pertencentes à família Culicidae, e apresentam coloração escura com manchas brancas e asas longas.  As espécies pertencentes a esse gênero podem ser encontradas em todo o mundo em áreas temperadas, subtropicais e tropicais, e apresentam um ciclo de vida subdividido em estágios de desenvolvimento.

Os flebotomíneos são insetos conhecidos em nosso país por mosquito palha, tatuquira, cangalhinha e birigui. São insetos pequenos, da família Psychodidae, e apresentam um ciclo de vida que passa por estágios de desenvolvimento (holometábolos) entre ovo, larva, pupa, até a transformação em indivíduos adultos e alados. Foram repassadas também informações sobre as doenças parasitárias e expostos os materiais de trabalho utilizados para encontrar esses parasitas nas amostras, visando passar um melhor entendimento sobre as formas evolutivas de alguns organismos estudadas em laboratório.

As rodas de conversa também foram bastante disputadas. Trataram sobre os temas “O que precisamos saber sobre vacina”, “Amazônia: lugar de meninas e mulheres na Ciência” e “Você conhece a Esporotricose”, tendo como moderadores os pesquisadores da Fiocruz Amazônia Pritesh Lawani, Stefanie Lopes e Ani Beatriz Matsuura.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, ressaltou a importância das atividades da SNCT como forma de estímulo para as crianças e jovens pela Ciência. Ela reforçou a tese de que é possivel alcançar a meta de se tornar um cientista sendo aluno de escola pública. “Cito o meu exemplo. Desde a infância até a universidade,  depois Residência Médica e Doutorado, cursei em escolas públicas e quero deixar aqui essa mensagem para todos vocês, que é possível sim”, afirmou.

Fiocruz Amazônia divulga podcasts de divulgação científica produzidos durante a SNCT 2022

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta o resultado da segunda edição da oficina OuvirCiência, de criação de podcasts para divulgação científica. A oficina foi realizada como parte da programação da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT-2022) da Fiocruz Amazônia. No total, cinco episódios foram produzidos por pesquisadores que participaram do curso, tendo como temas Transtorno do Espectro Autista, Conservação de onças pintadas na Amazônia, Importância de incubadoras nas empresas no Amazonas, Ciência de fazer jogos na Amazônia e Cientistas influenciadores digitais na pandemia de Covid-19. Os conteúdos já podem ser acessados pela plataforma Spotify, OuvirCiência Fiocruz Amazônia (https://open.spotify.com/show/6FgCDfXVWr9ehAdQagjstQ).

“A experiência de ministrar a oficina foi fantástica porque está no centro das minhas atividades enquanto jornalista e professora. Quero parabenizar a Fiocruz Amazônia pela iniciativa de vanguarda enquanto instituto de pesquisa em fomentar, investir nessa potente oficina disseminadora tanto do podcast quanto das pesquisas científicas”, afirmou a jornalista Cristiane Barbosa, doutora em Ciências da Informação, que ministrou a oficina, juntamente com o professor e jornalista mestre em Ciências da Comunicação, Helder Mourão.

A jornalista observa que houve um crescimento exponencial pela busca de podcasts sobretudo durante o período de isolamento social por conta da pandemia. “As pessoas passaram a preferir essa mídia que é mais segmentada. Neste sentido, foi fantástica a experiência porque nós tivemos pesquisadores de diversas áreas e localidades e pudemos demonstrar o quanto essa ferramenta de mídia pode impulsionar a divulgação científica no Estado do Amazonas”, explicou, destacando a importância da contribuição para o crescimento do uso do podcast pelos pesquisadores em nível nacional.

Em resumo, o podcast é uma importante ferramenta midiática audiofônica que permite ao usuário ouvir conteúdos a qualquer horário e armazenar fazendo downloads. Cristiane Barbosa ressalta que é uma evolução trazida pelas Tecnologias de Inovação em Comunicação (TICs) que já vem sendo desenvolvida no Brasil desde 2004. “A divulgação científica em saúde é um espaço fértil para os pesquisadores desenvolverem podcasts. Basta ter um computador, um celular, uma boa configuração, aplicativos gratuitos que permitem editar e gravar com essas tecnologias que nos ajudam a disseminar mais fortemente os assuntos relacionados a pesquisa e a ciência no Brasil”, finalizou a professora.

Fiocruz Amazônia lança chamada pública para mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna público a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA. Os interessados podem se inscrever acessando o Edital, no site institucional da Fiocruz Amazônia.

As inscrições ocorrem entre os dias 25/10 e 7/11. O inicio das atividades acadêmicas está previsto para o dia 13/3/2023.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá abordar estruturas multiproteicas e suas aplicações nas áreas de vacina, diagnóstico e terapia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 21/10, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Virus-like particles (VLPs): Aplicações nas áreas de vacina, diagnóstico e terapia”, a ser ministrada pelo pesquisador, Haroldo Cid da Silva Junior, biotecnologista no Laboratório de Tecnologia Imunológica (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

Segundo explica o pesquisador, “as Virus-Like Particles (VLPs) são estruturas multiproteicas que apresentam capacidade de se auto-montar, imitando a forma e o tamanho de uma partícula viral, mas sem o material genético, o que as tornam incapazes de infectar células hospedeiras. Elas têm sido aplicadas não apenas como vacinas profiláticas e terapêuticas, mas também como veículos na entrega de drogas e genes e, mais recentemente, como ferramentas em nanobiotecnologia”. A palestra tem como objetivo abordar os principais tipos de VLPs, suas propriedades e aplicações na área de biotecnologia.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/88407173202?pwd=VHoweHZ4V09Lblh0RU9Bb0dJSEdZUT09

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SOBRE O PALESTRANTE

Haroldo é graduado em Farmácia pela Universidade Federal Fluminense, mestre e doutor em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz. Tem experiência nas áreas de Bioquímica e Biologia Molecular, com ênfase na expressão de proteínas recombinantes em sistemas heterólogos.

Trabalhou com a expressão do interferon-beta humano, somatropina, proteína VP6 de rotavírus e proteínas estruturais do vírus da hepatite A. Atualmente é Biotecnologista no Laboratório de Tecnologia Imunológica (Bio-Manguinhos/Fiocruz), onde atua no desenvolvimento de vacinas baseadas na tecnologia de RNAm.

Docente permanente do Programa de Mestrado Profissional em Tecnologia de Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), é também docente colaborador do Programa de Pós-Graduação em Nanobiossistemas (UFRJ-Duque de Caxias).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz lança chamada para Pesquisador Visitante Sênior

A Presidência da Fiocruz lança hoje uma chamada para seleção de Pesquisador Visitante Senior (PVS). Ao todo, serão selecionados até cinco auxílios a serem concedidos para professores/pesquisadores visitantes seniores com reconhecida competência profissional, que deverão apresentar Plano de Atividades para contribuir na estruturação e fortalecimento de programas de Pós-Graduação das seguintes unidades ou Escritórios da Fiocruz: Amazônia, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Ceará e Piauí. Propostas podem ser enviadas até 25 de novembro.

Acesse aqui a chamada

A chamada busca reduzir as desigualdades regionais e fortalecer a integração do sistema de ensino, pesquisa e inovação nacional da Fiocruz. Seu objetivo é selecionar pesquisadores visitantes seniores com vistas à ampliar e dar densidade às atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico relacionadas à missão institucional, articulada com o ensino para unidades e escritórios da Fiocruz implantados mais recentemente ou em áreas com menor densidade de cursos de pós-graduação Stricto sensu.

A implementação do Plano de Atividades visa também apoiar iniciativas de captação externa de recursos, auxiliar a estruturação e fortalecimento de programas de pós-graduação nos referidos locais e a orientação de alunos de mestrado e doutorado.

A chamada é voltada a professores/pesquisadores de elevada qualificação acadêmica, preferencialmente internos à Fiocruz, em atividade ou aposentados. Além da formação, os candidatos deverão ter reconhecida competência profissional para atuar na investigação científica ou tecnológica na Fiocruz.

As atividades do PVS terão duração de 12 meses e devem ser iniciadas entre março e abril de 2023. Será possível solicitar, no máximo, uma prorrogação por mais um ano. A previsão é que a divulgação do resultado final (pós-recurso) seja feita em 17 de janeiro de 2023.

Por Isabela Schincariol

Pesquisadora da Fiocruz Amazônia recebe menção honrosa do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2022

A tese de doutorado da pesquisadora em Saúde Pública, Michele Rocha de Araujo El Kadri, que atua no Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi agraciada com Menção Honrosa do Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2022, entregue na última sexta-feira, 14/10, juntamente com a Medalha Virgínia Schall de Mérito Educacional, em solenidade realizada na Casa de Oswaldo Cruz (COC), no Campus de Manguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro. A premiação está na sexta edição e tem como objetivo prestar uma homenagem a alunos e docentes, que contribuem para o avanço na produção de conhecimento em saúde no Brasil, premiando teses defendidas em áreas temáticas de atuação da Fiocruz (ciências biológicas aplicadas e biomedicina; ciências humanas e sociais; medicina e saúde coletiva).

“Receber esse reconhecimento é importante nesse momento que vivemos no país, de ataque a ciência e à saúde pública, e em especial no contexto da Amazônia, onde a tese foi escrita, e também pela visibilidade ao trabalho que a Fiocruz faz no interior da Amazônia”, afirma El Kadri, que recebeu o diploma de Menção Honrosa das mãos da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. A tese, intitulada Da Atenção Básica à Atenção Especializada e de Urgência Regional: os modos de fazer saúde na Amazônia das Águas”, foi apresentada e aprovada em 18 de abril deste ano. A pesquisa contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam). A pesquisadora explica que o estudo teve como objetivo revelar a diversidade dos territórios brasileiros e o dinamismo político, econômico e social que os caracterizam, após três décadas de criação do Sistema Único de Saúde (SUS), com enfoque na realidade da Amazônia brasileira.

“Falamos muito sobre Amazônia e saúde, como se fosse uma coisa só. A tese trata sobre uma dessas Amazônias, que são várias e diferentes umas das outras. A Amazônia sempre tem sido tratada como um lugar homogêneo, no qual projetos e políticas públicas são implementadas sem contemplar as diferentes formas de organizar a vida nos seus múltiplos ambientes”, esclarece, citando os diferentes territórios existentes na Amazônia: de fronteira, indígena, o de metrópole e o rural interligado por estradas.

A tese, segundo El Kadri, traz o reconhecimento de uma dessas Amazônias, a das águas, que também é chamado de território líquido. “No atual contexto, de ataque a ciência torna-se ainda mais relevante trazer esse tema e dar visibilidade a esse lugar para que entendamos que as políticas públicas têm que ser feitas e pensadas com as pessoas, respeitando as singularidades dos seus modos de vida. No caso da tese, nos referimos especificamente à vida ribeirinha, na região do Médio Solimões, próximo a Tefé e os municípios do entorno para falar sobre a questão da interferência da sazonalidade do rio na forma como as pessoas acessam a saúde, a exemplo do tempo de deslocamento, conduta terapêutica, transferência ou não de pacientes. O ribeirinho tem o acesso à saúde moldado na sazonalidade fluvial”, afirma.

Para a pesquisadora, entender essa dinâmica pode orientar melhores práticas e soluções locais mais apropriadas para saúde pública em territórios com características semelhantes. O estudo concluiu que o modelo atual de organização do sistema de saúde não atende as necessidades da várzea exatamente por desconsiderar os três aspectos centrais que impactam o acesso à saúde: extensão territorial, baixa concentração de pessoas e fluxos fluviais. “Nesse território, deve-se considerar o rio não como barreira ao acesso, mas sim como elemento que facilita a conexão entre pessoas, serviços e lugares. O município-polo tem condições de ofertar mais serviços especializados do que está disponível hoje para suporte à atenção básica dos municípios do entorno, desde que haja investimento e responsabilização do ente estadual na coordenação e financiamento da rede regional. Na Amazônia esse fortalecimento da atenção especializada e hospitalar regional impactaria no custo da operação de todo o sistema, uma vez que reduziria a necessidade de encaminhamento de pacientes um centro urbano, bem mais distante da residência dos ribeirinhos”, conclui.

A premiação acontece durante a tradicional Semana da Educação da Fiocruz. O encontro este ano aconteceu de maneira presencial e contou com a transmissão online feita pelo canal da Videosaúde Distribuidora no Youtube. A Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional tem como objetivo reconhecer e valorizar os esforços educacionais de servidores e servidoras da Fiocruz, distinguindo trajetórias acadêmicas de elevado mérito na educação no campo da saúde. Neste ano, o homenageado foi Wilson Savino, pesquisador titular em Saúde Pública, ligado ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Já o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses é uma iniciativa que valoriza a produção do conhecimento acadêmico em saúde. Ele será entregue aos premiados de cada área participante.

Confira os premiados da edição 2022

Medalha Virginia Schall de Mérito Educacional

·         Homenageado: Wilson Savino, pesquisador titular em Saúde Pública, do Instituto Oswaldo Cruz.

Prêmio Oswaldo Cruz de Teses

Área Ciências Biológicas Aplicadas e Biomedicina

·         Prêmio: Priscila Silva Grijó Farani

·         Menção Honrosa: Sara Nunes de Oliveira Araujo e Morganna Costa Lima

Ciências Humanas e Sociais

·         Prêmio: Laís Barbosa Patrocino

·         Menção Honrosa: Kátia Maria Barreto Souto

Medicina

·         Prêmio: Fernanda Silva Medeiros

·         Menção Honrosa: Mariana Lourenço Freire e Jéssica Vasques Raposo Vedovi

Saúde Coletiva

·         Prêmio: Rosilene Aparecida dos Santos

·         Menção Honrosa: Gabriella Marques Bernardes e Michele Rocha de Araujo El Kadri

Fiocruz Amazônia reúne representantes de projetos voltados para a saúde indígena nas cidades

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) dará início na próxima segunda-feira, 17/10, ao Seminário Inova Saúde Indígena, que terá dois dias de duração, com a finalidade de promover o debate e o intercâmbio de experiências entre projetos do Programa Fiocruz de Fomento à Inovação, o Inova Fiocruz, voltados ao fortalecimento do atendimento à saúde indígena nas cidades e aldeias amazônicas. O evento acontecerá na sede do ILMD, no primeiro dia, 17/10, e no Parque das Tribos, no Tarumã Açu, zona Oeste de Manaus, no dia 18/10. No Parque das Tribos, residem atualmente cerca de 2,8 mil indígenas fe etnias diversas. O objetivo é reunir coordenadores de projetos e o público-alvo do seminário, (alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores, lideranças indígenas, representantes de organismos não-governamentais e dos governos municipal, estadual e federal), para discutir estratégias de vigilância em saúde indígena nos contextos urbano e das aldeias na Amazônia.

O seminário é organizado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), com apoio do ILMD/Fiocruz Amazônia, Programa Inova Fiocruz e Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia (Procrad Amazônia). A mesa de abertura do evento será composta  pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), Ximena Pamela; a vice-diretora de Pesquisa do ILMD, Stefanie Lopes, os pesquisadores Júlio Schweickardt, chefe do LAHPSA e coordenador do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA); Rodrigo Tobias, coordenador do Projeto Manaos; Saúde Indígena nas Cidades; Kátia Menezes, coordenadora do Projeto Controle Social Indígena de Capacitação de Conselheiros de Saúde Indígenas, e Marcus Lacerda, coordenador do Projeto Vigilância de Envenenamento por Serpentes em Indígenas. Tambem estarão presentes as lideranças indígenas Wanda Witoto e Lutana Kokama.

O evento será composto por painéis e mesas-redondas com temas variados, iniciando com o lançamento dos vídeos “Projeto Manaós” e “Fortalecendo o Controle Social Indígena”, resultantes da implementação dos dois projetos. O primeiro painel, às 9h30, terá como tema “Referência e contrarreferência de pacientes do Ambulatório de Saúde Indígena do Hospital Universitário de Brasília”, abordado pela professora-doutora Graça Hoefel, do PPG Saúde Coletiva da UnB. Às 10h, acontecerá a mesa-redonda “Iniciativas de Pesquisa e impactos na vida dos indígenas na Amazônia”, com a apresentação dos projetos Manaós: Saúde Indígena nas Cidades, Caminhos do Controle Social e a Saúde Indígena e Inovando a Vigilância de Envenenamento por Serpentes em Populações Indígenas.

Em seguida, haverá a roda-de-conversa Diálogos e Impressões dos Projetos na Visão dos Indígenas, com as lideranças indígenas Wanda Witoto, Marcivana Sateré Mawé (Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno), Luiz Penha (coordenador de Saúde da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Adelaide Mota Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e GT Interdisciplinar Saúde Indígena, Edgar Hamann – PPG Saúde Coletiva – UnB, Celso Cabral, do Núcleo de Promoção do Respeito à Diversidade (NUPRED), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). Em seguida, ocorrerá o lançamento do edital do livro “A Saúde Coletiva na Amazônia: redes de pesquisa, formação e situações de saúde e condições de vida”.

No segundo dia do seminário, durante a visita ao Parque das Tribos, acontecerá a oficina “A Vida como ela é…”, com a participação dos especialistas convidados, recebidos pela liderança indígena Lutana Kokama, e a coordenadora de Saúde Indígena da Semsa Manaus, Graciete Carvalho.

SOBRE OS PROJETOS

O projeto “Manaós: Saúde da População Indígena em Contexto Urbano”, coordenado pelo pesquisador Rodrigo Tobias, teve os resultados apresentados no último mês de junho, com a entrega do relatório final das atividades do projeto na sede da Associação Indígena e de Moradores do Parque das Tribos. O projeto avaliou as condições de saúde da população indígena, residente na comunidade e sua capacidade de acesso á rede de serviços de saúde em Manaus. Realizado ao longo de 12 meses, o projeto foi aprovado na Chamada Pública 001/2021 Saúde Indígena do Edital Inova Fiocruz, com foco exclusivo no apoio a propostas que dialogam com os objetivos, princípios e pressupostos do Subsistema de Atenção à Saúde indígena (SasiSUS).

Entre as principais atividades promovidas pelo projeto, estão o mapeamento do perfil de saúde e, socioeconômico da população indígena que vive na comunidade, identificando processos de organização sociocultural e política, no acesso aos serviços de saúde, visando fortalecer a rede de atenção à saúde e proteção social responsável pelo atendimento às famílias do território, com o objetivo de priorizar o cuidado mediante o uso dos sistemas tradicionais indígenas de saúde.

A iniciativa de capacitação de conselheiros de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), de Manaus, foi viabilizada por meio de projeto aprovado no Edital de Saúde Indígena nº 1/2021, do Programa Inova Fiocruz. O curso foi uma das 14 propostas contempladas com recursos para a execução das ações e é resultado do trabalho desenvolvido pelas pesquisadoras da Fiocruz Amazônia Kátia Maria Lima de Menezes, doutora em Saúde Pública, e Fabiane Vinente, doutora em Antropologia Social, ambas pertencentes ao Laboratório de Pesquisa em História e Políticas de Saúde na Amazônia (Lahpsa). Também participaram do projeto o doutor em História e Ciências da Saúde Júlio Schweickardt, e a doutora em Medicina Tropical Luciete Almeida, pesquisadora do ILMD.

O Inova Fiocruz foi lançado em 2018 e tem como objetivo fomentar a pesquisa e a inovação, resultando na entrega de produtos/conhecimento/serviços para a sociedade, a partir de pesquisas na área de saúde. A partir do Inova Fiocruz, o Dsei Manaus – um dos 34 distritos sanitários especiais indígenas existentes no Brasil (destes sete estão situados no Amazonas) – foi o primeiro a implantar a iniciativa de capacitação on-line de conselheiros no Estado. A capacitação no formato de Ensino a Distância (EAD) foi oferecida, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, por ser a ferramenta digital mais utilizada no Amazonas, em razão da instabilidade dos serviços de internet.

Fiocruz Amazônia abre processo seletivo para curso de doutorado acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Os interessados podem se inscrever por meio de formulário online, disponível na Plataforma Siga.

A Chamada Pública Nº 023/2022 do Programa oferece 11 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Até o dia 18/10, ocorre o período para solicitação da isenção da taxa de inscrição.

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será composto de 3 etapas, a seguir descritas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Prova Oral; 3ª Etapa – Análise do Currículo Lattes. As etapas 1 e 2 são eliminatórias. A 3a etapa é classificatória.

As inscrições ocorrem até o dia 25/11. O início das aulas está previsto para ocorrer no dia 13/3/2023.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre inscrições para mestrado acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Os interessados podem se inscrever por meio de formulário online, disponível na Plataforma Siga.

A Chamada Pública Nº 022/2022 do Programa oferece 16 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Até o dia 17/10, ocorre o período para solicitação da isenção da taxa de inscrição.

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão no Curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita, Prova Oral e análise do currículo lattes. A 2ª e 3ª etapas do processo seletivo são eliminatórias. As inscrições ocorrem até o dia 10/11.

O início das aulas está previsto para ocorrer no dia 13/3/2023.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo científico sobre envenenamentos ofídicos será apresentado no Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 14/10, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “: Pesquisa qualitativa: um olhar diferenciado nos envenenamentos ofídicos”, a ser ministrada por Felipe Leão Gomes Murta, pesquisador colaborador da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado e líder do grupo Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Sociais e Qualitativas (LIPeSQ)

A pesquisa qualitativa que será apresentada, visa entender como as pessoas lidam com seus desafios cotidianos, como percebem uma situação de saúde e como reagem a ela. Segundo o pesquisador, estudos de comportamento que não levam em consideração a abordagem qualitativa são insuficientes para representar as características subjetivas do pensamento humano. “Nessa apresentação abordarei algumas pesquisas qualitativas em saúde com um olhar especial para os acidentes ofídicos na Amazônia brasileira, uma vez que, alguns determinantes culturais influenciam diretamente na conduta terapêutica de profissionais de saúde e de pacientes e interferem no prognóstico dessa enfermidade”, explica.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/81474337719?pwd=N2FUMzRubE1WZlVvbWgrZFZDSHdEUT09

através do (ID: 814 7433 7719) e (Senha: 691663).

SOBRE O PALESTRANTE

Possui graduação em Ciências Biológicas pelo Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (2013). Mestrado em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz (2016). Doutorado em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas (2020)

Tem experiência na área de Educação em Saúde, com ênfase em doenças parasitárias, atuando principalmente nos seguintes temas: geohelmintoses e esquistossomose, malária, acidentes com animais peçonhentos, educação em saúde, produção de materiais educativos. Possuí experiência com pesquisa qualitativa em saúde.

Atualmente é pesquisador colaborador da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado e líder do grupo Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Sociais e Qualitativas (LIPeSQ)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia leva ciência, tecnologia e arte para escolas públicas durante a SNCT 2022

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) elaborou uma programação de atividades iniciadas nesta segunda-feira até o próximo dia 20/10 para marcar, em nível local, a passagem da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2022, promovida nacionalmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, de 17 a 21 deste mês. O evento conta com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com o tema “Ciência Pop: Fiocruz Amazônia vai à Escola”, a programação visa levar atividades desenvolvidas pela Fiocruz Amazônia, por meio de exposições, rodas de conversa e apresentações artísticas, a escolas da rede pública de Manaus, como forma de popularizar a Ciência e estimular o interesse das crianças e jovens pelo tema, além de abrir as portas do ILMD aos estudantes para exposições e debates acerca dos projetos desenvolvidos pelos pesquisadores locais.

A programação teve início nesta segunda-feira, 10/10, com a realização da Oficina OuvirCiência, de criação de podcasts para divulgação de pesquisas. A oficina é destinada a bolsistas de iniciação científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados em produzir seus próprios programas para divulgar seus trabalhos. Com uma semana de duração, será dividida em duas partes – teórica (10 e 11/10) e prática (11 a 16/10) –, ministradas pelos jornalistas Helder Mourão, mestre em Ciências da Comunicação, e Cristiane Barbosa, doutora em Ciências da Informação. O curso marca o início das atividades institucionais da SNCT 2022 no Amazonas.

Os produtos da oficina serão divulgados durante as atividades da Fiocruz Amazônia na SNCT. O material será disponibilizado também por meio dos canais institucionais e de parceiros. Além dos podcasts, a programação da Fiocruz Amazônia na SNCT contará com a divulgação de seis vídeos produzidos durante a Oficina Comunicação Científica, oferecida por Helder Nakaya, do Hospital Israelita Albert Einstein para os alunos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, realizada entre julho e agosto deste ano. No dia 17, será feito o lançamento oficial da programação da SNCT 2022 com a exibição do material produzido no ILMD e a preparação das exposições nas escolas contempladas.

No dia 18, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 16h, o Ciência Pop acontecerá na Escola Estadual de Tempo Integral Djalma da Cunha Batista, no Japiim, na Zona Sul. Lá ocorrerão as mostras “Ciência e Saúde na Amazônia”, com a exibição do vídeo Capacitação de Conselheiros Indígenas de Saúde do Distrito de Saúde Especial Indígena (DSEI) Manaus com uso das TICs (Tecnologias de Informática e Comunicação), projeto financiado pelo Programa Inova de Saúde Indígena, da Fiocruz. Outra mostra será “Aqui Tem Ciência, Aqui Tem Fiocruz”, sobre estudos nas áreas de Malária (Caminho da Gota Espessa), Entomologia (Metamorfose dos Insetos) e Agenda 2030 da ONU (Tapetão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS).

As rodas de conversas acontecerão simultaneamente em diferentes espaços da escola sobre temas variados, entre eles, importância da vacinação, equidade de gênero da Ciência e doenças emergentes, enfocando especificamente a Monkeypox (doença zoonótica que ocorre principalmente em áreas endêmicas, de floresta tropical da África Central e Ocidental, e cuja transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado) e Esporotricose (infecção por fungo, causada pelo Sporothrix, que acomete o homem e diversas espécies animais, como cães, gatos e tatus, entre outros). Os alunos poderão interagir também num espaço instagramável para registros fotográficos.

No dia 19/10, parte destas atividades ocorrerá na Escola Estadual Ângelo Ramazotti, no Adrianópolis. No dia 20, encerrando a programação, a Fiocruz Amazônia recebe os alunos da Ângelo Ramazotti em sua sede, no bairro Adrianópolis, com o projeto “Ciência de Portas Abertas”. Além de conferir as exposições “Metamorfose dos Insetos” e “Vida Invisível: Conhecendo os Microorganismos”, os estudantes poderão participar de rodas de conversas ComunicaCiência e atividades lúdicas.

SAIBA MAIS SOBRE A SNCT 2022

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é um evento coordenado pelo MCTI com o objetivo de mobilizar a população, em especial crianças e jovens em torno da ciência, tecnologia e inovações por meio de atividades lúdicas e inovadoras que mostram a importância do tema no dia a dia de todos e no desenvolvimento do país. Outubro é o mês nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação. Por esta razão, a SNCT ocorre neste período, sempre com um tema específico. Este ano, o tema será “Bicentenário da Independência: 200 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”.

A SNCT foi instituída pelo Decreto Presidencial em 9 de junho de 2004 e é realizada anualmente, sob coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O evento conta com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil. A ideia é de que sejam realizadas no período diversas ações de divulgação científica, como tendas da Ciência em praças públicas, dias de portas abertas, palestras, cursos, oficinas, experimentos didáticos e científicos, teatro científico, observação do céu, visitas técnicas, debates, ida de cientistas às escolas, distribuição de cartilhas e livros, exibição de vídeos, excursões científicas, programas em rádios e TVs, dentre outros.

Fiocruz Amazônia realiza seminário sobre Violência e Saúde em Tempos de Emergências Sanitárias Globais

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD-Fiocruz Amazônia) realizará no próximo dia 19/10, das 9h às 17h, o Seminário Violência e Saúde em Tempos de Emergências Sanitárias Globais. O evento reflete uma parceria com o Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde (PI-AIVS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e reunirá especialistas de diversas áreas e pesquisadores de outras unidades da Fiocruz no Brasil. O objetivo será o de levantar e debater as diferentes expressões da violência na Amazônia brasileira, em tempos de complexas e sequenciais emergências sanitárias que demandam não somente o aprimoramento de respostas e esforços intersetoriais à sua mitigação, como também uma compreensão dos seus principais determinantes, sejam eles sanitários, sociais, econômicos, culturais, étnico-raciais, psicológicos e comportamentais.

O seminário será aberto com os pronunciamentos da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, da diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken e da coordenadora do PI-AIVS, Simone Assis. O evento acontecerá no formato híbrido, com um limite presencial de até 50 pessoas no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com transmissão e acesso gratuito também pelo canal do You Tube do ILMD/Fiocruz Amazônia https://www.youtube.com/user/fiocruzamazonia/videos . As inscrições podem ser feitas no link https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/violenciaesaude2022/formulario..

De acordo com o epidemiologista Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi) e um dos organizadores do seminário, a intenção é fazer com que os debates envolvam um coletivo de especialistas, representantes dos mais diversos segmentos (academia, sociedade civil organizada, movimentos sociais e órgãos governamentais e não governamentais) visando contribuir para a formulação de políticas públicas que possam intervir sobre a realidade atual.  São temas de interesse do evento: as relações entre a ocorrência de homicídios e suicídios e o dramático desenvolvimento da epidemia de COVID-19 na região; os possíveis impactos da flexibilização do Estatuto do Desarmamento; as repercussões da violência urbana sobre a mortalidade por homicídio de mulheres e a violência de gênero; o agravamento da violência no campo, com destaque para os diferentes tipos de vitimização em desfavor de comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares.

Orellana explica que a ideia é garantir a participação de setores como o da segurança pública, saúde e órgãos de controle (Ministério Público e Defensoria Pública), além de estudantes de pós-graduação e profissionais da Imprensa, para reflexões e análises relacionadas à violência estrutural, institucional, autoprovocada e interpessoal, assim como às políticas públicas a elas atinentes. “Convidamos pesquisadores, gestores, estudantes de pós-graduação, movimentos sociais, órgãos de controle e demais interessados a comporem o debate, numa iniciativa inédita em se tratando da Amazônia brasileira”, explica o epidemiologista. A programação será composta por painéis, intercalados por debates moderados por docentes e pesquisadores convidados.

O primeiro painel abordará o tema “Violência de gênero e contra a criança e o adolescente: desafios em tempos de emergências sanitárias”, tendo como palestrantes o docente e pesquisador da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) André Luiz Machado das Neves, a titular do Núcleo de Defensoria da Infância e Juventude, Juliana Linhares de Aguiar Lopes, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, a docente da UEA Lihsieh Marrero, e a presidente do Instituto Mana de Empoderamento Feminino, Juliana Marques. O debate será moderado pela docente da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Nathália França. No intervalo do almoço, será feita a leitura de manifesto do movimento “Humaniza Coletivo Feminista de Manaus, acerca da violência institucional contra mulheres, gestantes e parturientes no Amazonas, seguida de exposição fotográfica.

À tarde, as discussões serão retomadas com o tema “Os suicídios e homicídios e a violência no campo e sua relação com a saúde, com os painelistas Jesem Orellana, da Fiocruz Amazônia, a jornalista Elaíze Farias, editora de Conteúdo da Agência Amazônia Real, a professora Patrícia Rocha Chaves, da Universidade Federal do Amapá e consultora da Comissão Pastoral da Terra, e Terine Husek Coelho, do Instituto Igarapé. O debatedor/moderador será o analista de Gestão em Saúde do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fiocruz, Jacob Augusto Santos Portela. O seminário será encerrado com a apresentação de um grupo musical com temática regional.

SOBRE O PI-AIVS

O Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde (PI-AIVS) foi constituído por meio da Portaria número 260/2017 da presidência da Fundação Oswaldo Cruz, em fevereiro de 2017. É coordenado pelo Departamento de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (CLAVES) e vem atuando através de um grupo de trabalho (GT) que reúne participantes de diversas unidades da Fundação, a partir de um plano de trabalho debatido e aprovado anualmente. O objetivo geral do PI-AIVS é ampliar e articular a reflexão e as ações sobre violência e saúde entre as diversas unidades da Fiocruz.

Entre os objetivos específicos estão debater o tema internamente à Fiocruz; ampliar a compreensão da relação entre a violência e a saúde através de sua análise pela lógica da determinação social da saúde, dos processos de desenvolvimento econômico e dos conflitos territoriais e ambientais; mapear as demandas, ações e pautas das diferentes unidades, a fim de formar uma rede de atuação, agregando experiências de pesquisa, ensino, ação, assistência e advocacy; e dar subsidio à definição de posicionamentos institucionais acerca de temas chave aos quais a Fiocruz é chamada a se pronunciar.

Fiocruz Amazônia abre inscrições para oficina de divulgação científica por meio de podcasts

O Projeto “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2022”, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), abre inscrições para a segunda edição da oficina “OuvirCiência – Oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas”.

A capacitação marca o início das atividades Institucionais na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cujo tema é “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”.

A ação pretende prover treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de podcasts, para divulgação nas mídias digitais.

As inscrições iniciam nesta quinta-feira, dia 06/10 e ocorrem até o domingo dia 09/10, via campus virtual. A oficina “OuvirCiência” será ministrada pela jornalista e doutora em Ciências da Informação, Cristiane Barbosa (UFAM), e jornalista e mestre em Ciências da Comunicação Helder Mourão (IME).

A oficina acontecerá em duas etapas: a primeira composta por aulas síncronas online plataforma Zoom nos dias 10 e 11 de outubro, de 9h às 12h, e a segunda a produção do podcast entre os dias 11 e 16 de outubro com assessoria pelos professores via aplicativo de mensagens. Os produtos (trabalho final) da oficina serão divulgados durante as atividades da Fiocruz Amazônia na SNCT, entre os dias 17 e 21/10, para alunos da rede pública de Manaus e também disponibilizados por meio dos canais institucionais e de parceiros.

Para se inscrever Clique: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/cvf-node-30225-submission-5149

Boas práticas de redação científica serão abordadas durante palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 23/9, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Boas práticas de redação científica”, a ser ministrada pela pesquisadora Débora Clivati Faria Pereira, bolsista do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis e, Professora Colaboradora no Programa de Pós-graduação em Agronomia Tropical da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Durante a apresentação serão abordados tópicos e conceitos importantes para uma boa redação científica seja de projetos, artigos científicos, entre outros. A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/88099115767?pwd=SnlRYnozWFhSM2NDWjR4Z2dFOGM5dz09

Por meio do (ID: 880 9911 5767) e (Senha: 389769)

SOBRE A PALESTRANTE

Débora possui Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade de Mogi das Cruzes, mestrado em Biotecnologia pela Universidade de Mogi das Cruzes, doutorado em Biotecnologia aplicada a Recursos Naturais e ao Agronegócio pela Universidade de Mogi das Cruzes, com período sanduíche na Jagiellonian University e na University of Florida.

Realizou Pós-doutorado pelo Programa de pós-graduação em Agronomia Tropical da Universidade Federal do Amazonas (Diversidade genética de Aniba rosaeodora). Atuou em setores administrativos (Marvel e AgroMaster); e também como pesquisadora na modalidade PCI D – A no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); como Professora Substituta no Instituto de Ciências Biológicas (UFAM), ministrando as disciplinas de Educação Ambiental I, Prática Curricular em Educação Ambiental, Metodologia de Pesquisa Educacional ; e atuo como Professora Colaboradora no Programa de Pós-graduação em Agronomia Tropical (UFAM), ministrando a disciplina de Redação Científica com ênfase em publicação internacional.

Possui experiência na área de Botânica, com ênfase em Biologia Reprodutiva, Sistemática Filogenética e Estrutura Genética de Populações. Atuo nas áreas de Biotecnologia aplicada ao Agronegócio, Biologia Molecular, Genética e Morfologia/Anatomia Vegetal.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra do Centro de Estudos abordará desafio “One Health” para um Brasil Pós-Pandemia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 23/9, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Clones Internacionais de Prioridade Crítica OMS/WHO: Um Desafio “One Health” para um Brasil Pós-Pandemia”, a ser ministrada pelo pesquisador Nilton Erbet Lincopan Huenuman, Professor Livre-Docente do Departamento de Microbiologia, no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

De acordo com o palestrante “a vigilância genômica da resistência bacteriana tem melhorado significativamente a capacidade de rastrear a propagação global e o aparecimento de clones multirresistentes de patógenos clinicamente relevantes circulando na interfase humana-ambiente-animal. Especificamente, a resistência às cefalosporinas de amplo espectro e carbapenêmicos foi catalogada como um problema de prioridade crítica pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a presença de clones internacionais de Escherichia coliKlebsiella pneumoniaeAcinetobacter baumannii e Pseudomonas aeruginosa tem sido amplamente reportada em medicina humana, atingindo um nível endêmico, enquanto em medicina veterinária, clones de alto risco de E. coliK. pneumoniae e Paeruginosa tem começado a serem reportados em animais de companhia, de produção e de vida livre”, explicou.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/85332779480?pwd=Wm5VRGkyaU81c1JaczdMN0pOalk3dz09 (ID: 853 3277 9480) e (Senha: 222215)

SOBRE O PALESTRANTE

Formado em Tecnologia Médica pela Facultad de Medicina, Universidad Austral de Chile, Nilton possui Mestrado e Doutorado em Ciências Farmacêuticas (Análises Clínicas), e estágio de Pós-Doutorado em Bioquímica, Instituto de Química, Universidade de São Paulo. Atualmente, é Professor Livre-Docente do Departamento de Microbiologia, no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, onde realiza investigação em Microbiologia Humana e Veterinária focando na Resistência Bacteriana na Interface Humana-Ambiente-Animal (One Health), Vigilância Genômica, e Alternativas Terapêuticas.

Fundador e coordenador da plataforma OneBR (http://www.onehealthbr.com/), o primeiro banco de dados de genômica integrada para vigilância, diagnóstico e manejo da resistência antimicrobiana na interface humana-animal-ambiente, na América Latina. Participa como membro da Câmara Técnica de Resistência Microbiana (CATREM, ANVISA), do Comitê Brasileiro de Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (BrCast, Subcomitê de Medicina Veterinária), do Joint Programming Initiative on Antimicrobial Resistance (JPIAMR), e do WHO Expert Group on the global AMR research agenda in human health.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia e UNICEF realizam oficina de medicina indígena no Alto Rio Solimões

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Distrito Especial de Saúde Indígena (DSEI) do Alto Solimões, realizou durante três dias, no município de Benjamim Constant (AM), no Alto Solimões, a Oficina de Medicina Tradicional Indígena como parte do Projeto ECHO COVID, de Fortalecimento da Resposta ao covid-19 na Região Amazônica do Brasil. O projeto é financiado pelo Europian Civil Protection and Humanitarian Aid Operatios (ECHO). A oficina aconteceu dias 21, 22 e 23/09, na Aldeia Filadélfia, situada na área rural do município, e contou como o apoio do Conselho Geral das Tribos Ticuna (CGTT), com um total de 70 participantes, entre rezadores, pajés, benzedores, parteiras e raizeiros.

De acordo com o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Julio César Schweickardt, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), as oficinas têm como objetivo compartilhar os conhecimentos e saberes tradicionais destes especialistas indígenas com a finalidade de construir redes de saberes tradicionais. Já aconteceram oficinas no Maranhão e no Alto Rio Negro.

“Esse encontro apresentou técnicas de tratamento da flora e fauna usadas na medicina indígena e manifestou o reconhecimento da sabedoria e das práticas baseadas em crenças e experiências de diferentes culturas utilizadas para saúde indígena e não indígena”, explica Antônio Carlos Cabral, especialista em Saúde e HIV do UNICEF Brasil.

Em Benjamim Constant, a oficina contou com pajés, tuxauas, lideranças indígenas e Kumuãs, e ocorreu na Escola Missão Evangélica Cuagu, na comunidade Santo Antonio -Filadélfia. Além de Júlio Schweickardt, participaram Anacleto Barreto (Centro de Medicina Indígena), Durvalino Fernandes (Centro de Medicina Indígena), João Paulo Barreto (Diretor/Coordenador do Centro de Medicina Indígena), consultoras do UNICEF e especialistas indígenas Maria Auxiliadora Silva e Suzy Silva, Cristiane Ferreira da Silva, Responsável Técnica de Saúde da Mulher e Parteiras Tradicionais / DSEI-ARS e, Valcimar Coutinho de Lira, Responsável Técnico da Saúde da Criança / DSEI-ARS

A parceria Fiocruz Amazônia/UNICEF visa a elaboração de um diagnóstico do impacto da pandemia de Covid-19 em comunidades indígenas da Amazônia Legal. O projeto possui quatro fases: a primeira voltada para a construção de um sistema de vigilância epidemiológica de base comunitária; a segunda, destinada a realizar uma formação em nutrição e segurança alimentar; a terceira prevê a criação de planos de intervenção para apoio à questão da saúde mental, e a quarta voltada para a área da medicina tradicional visando o fortalecimento de redes nos quatro estados de atuação do projeto.

A pesquisa conta com a colaboração dos pesquisadores em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Júlio Schweickardt, Kátia Lima, Fabiane Vinente, Michele Rocha El Kadri e Alessandra Pereira. A equipe vem participando de encontros com organizações indígenas de diversas regiões dos estados envolvidos, se reunindo com lideranças e trabalhadores da saúde indígena dos territórios para coleta de dados e formulação de propostas coletivas.

Já ocorreram oficinas na região do Alto Solimões, no Amazonas, no município de Pacaraima, em Roraima, na região do Tapajós, no Pará, e no Estado do Maranhão (DSEI-MA).

Fiocruz Amazônia leva estratégia de controle vetorial de Aedes aegytpi para a Colômbia

A Colômbia será o primeiro país da América do Sul, depois do Brasil, a implantar a estratégia de controle vetorial do Aedes aegypti, por meio das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL). A tecnologia, desenvolvida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus, será apresentada pelos pesquisadores da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz e José Joaquim Carvajal, durante o II Simpósio de Enfermedades Infecciosas del Caribe, que acontecerá na cidade de Santa Marta, nesta quinta e sexta-feira, 29 e 30/09, na Universidade Cooperativa da Colômbia. As Estações DIsseminadoras utilizam a fêmea do mosquito como aliada na dispersão de larvicida, capaz de impedir a proliferação dos focos do transmissor da dengue, zika e chikunguña. Durante uma semana, cinquenta agentes de saúde e estudantes universitários colombianos serão treinados na estratégia de controle para que sejam multiplicadores na sua região.

Com tecnologia de baixo custo, idealizada e desenvolvida pelos pesquisadores Sérgio Luz e Joaquim Carvajal, a tecnologia utiliza basicamente água em um recipiente plástico de dois litros coberto com um tecido sintético impregnado com larvicida (piriproxifeno). Na Colômbia, o projeto é coordenado pela Universidade Cooperativa em parceria com a Fiocruz Amazônia, juntamente com a Secretaria de Saúde de Santa Marta. Inicialmente, serão instaladas 1.000 estações disseminadoras em dois distritos (6 e 7) da capital do Departamento de Magdalena. Santa Marta é o terceiro centro urbano de importância do Caribe, depois de Barranquillla e Cartagena.

Sérgio Luz explica que as estações disseminadoras atraem as fêmeas do Aedes aegypti para que ponham ovos. “Quando pousam nas armadilhas, partículas do larvicida se impregnam no corpo e nas pernas do mosquito. Com as pernas impregnadas com o larvicida, ao visitarem outros criadouros, as fêmeas terminam contaminado outros recipientes, e consequentemente impedindo o desenvolvimento das larvas e pupas”, explicou. A estratégia reduz a infestação do mosquito e a disseminação de vírus pelo Aedes em até 95%.

As EDs já foram testadas e aprovadas em 14 cidades brasileiras. Na Colômbia, Santa Marta será a segunda a receber. A primeira foi Letícia, na fronteira do Brasil, na Amazônia colombiana, com resultados comprovados na redução da infestação dos mosquitos. De acordo com Sérgio Luz, o plano de capacitação para o controle do Aedes com as EDs tem como principal finalidade ajudar os programas de controle de vetores com novas alternativas, capacitando gestores e técnicos de saúde para combater doenças transmitidas por mosquitos. Sérgio será o primeiro palestrante da sessão 1 do II Simpósio de Enfermedades Infecciosas del Caribe, e falará sobre o tema “Experiencia em Brasil para el control de Aedes spp, com estaciones disseminadoras de Piryproxifen”.

José Joaquim Carvajal abordará, em sua palestra, o tema “Implementacioón de la estratégia de estaciones disseminadoras de Piryproxifen para el control de Aedes spp em varias ciudades de Brasil”. Carvajal lembra que, no Brasil, o Ministério da Saúde adotou as Estações Disseminadoras de Larvicida como estratégia alternativa de combate ao vetor da dengue, zika e chikunguña. “A finalidade é avaliar a eficácia e identificar e conhecer bem todos esses problemas ou “intercorrências” da aplicação da estratégia na prática, na escala real dos programas de controle, em diferentes cenários de cidades, entendendo como melhorar os procedimentos operacionais com os meios e recursos disponíveis”, explica.

Joaquim destaca que uma carta-acordo firmada entre a Fiocruz Amazônia e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), no Brasil, com mediação do Ministério da Saúde, definiu as ferramentas de transferência tecnológica que serão utilizadas para a expansão da estratégia no País. Serão elaborados manual com orientações básicas para implementação das estações e um curso virtual (a ser disponibilizado na plataforma da Fiocruz) para agentes de saúde retirarem dúvidas e serem certificados. O treinamento virtual será oferecido nas modalidades síncrona e assíncrona, mostrando o passo a passo do processo de montagem das armadilhas, a implantação e manutenção das estações disseminadoras com o larvicida pyriproxyfen – de uso aprovado pelo Ministério da Saúde.

O II Simpósio de Enfermedades Infecciosas del Caribe reunirá especialistas de diversas áreas, entre as quais ferramentas genômicas para estudo de infecções, medicamentos para leishmaniose, histórico da infecção pelo vírus Influenza, epidemiologia das hepatites virais, multirresistência do agente causador da tuberculose e infecções respiratórias. O evento conta com o apoio do Centro de Investigaciones em Salud para el Tropico, Facultad de Medicina, Centro de Investigacion Ciencia & Pedagogia e Global Campus.

SOBRE SANTA MARTA

Santa Marta, situada na baía de mesmo nome, é um dos principais destinos turísticos do Caribe colombiano. Sua localização entre a Sierra Nevada de Santa Marta, com os picos mais altos do país, e do Mar do Caribe, o tornam atraente para explorar a variedade da fauna e flora que estão na região, bem como locais históricos e culturais que a cidade possui. Como um fato importante, Simon Bolívar faleceu em uma fazenda denominada Quinta de San Pedro Alejandrino. Devido a isso, a Constituição de 1991 conferiu a Santa Marta o caráter de Distrito Turístico, Cultural e Histórico. Os símbolos da cidade de Santa Marta são a bandeira bicolor composta pelas cores branca e azul celeste de borda azul celeste também, da parte superior à parte inferior se encontram três imagens: a Virgem Maria, uma torre e uma pequena embarcação de quatro remos.

Reforma e adequações de espaço potencializam ações de ensino na Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGI), tem potencializado investimentos voltados à manutenção e ampliação da atual infraestrutura física e tecnológica, visando atender demandas da pesquisa, gestão e ensino, nas modalidades presencial, EAD e híbrido. Como parte do processo de adequações de acessibilidade e reformas pontuais na sede do Instituto, foi construído um novo espaço multiusuário, com um parque computacional e sala de professores, com todas suas instalações novas oferecendo melhores condições para o atendimento aos alunos e ambiente adequado aos professores.

“Estamos num momento importante de retomada das atividades presenciais em sala de aula no ILMD/Fiocruz Amazônia, e as intervenções de melhoria das estruturas físicas para receber os alunos são de grande relevância. Quero, aqui, agradecer ao empenho da Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional, na pessoa do então vice-diretor Carlos Henrique Soares de Carvalho, para que as reformas acontecessem em tempo hábil e de forma criteriosa, permitindo não só o retorno presencial de bolsistas de iniciação científica/tecnológica bem como dos alunos dos demais programas de ensino do ILMD e contribuindo para o  cumprimento da nossa missão no território amazônico”, destacou a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken.

Para a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, as mudanças fazem parte de um pacote de ações e ajustes das áreas de ensino, pesquisa e gestão no ILMD/ Fiocruz Amazônia durante o quadriênio 2021-2025. “No atual cenário, as mudanças e a competitividade se mostram cada vez mais crescentes apontando a necessidade de adaptações para apoiar a excelência dos Programas de Pós-graduação da instituição, possibilitando o aumento da eficiência organizacional. Uma das melhorias que merece destaque neste momento de digitalização dos processos de ensino é a sala de videoconferências que otimiza a interação com outras instituições locais, nacionais e internacionais”, destacou Parente.

REFORMA

Antigos espaços destinados aos alunos, como a Sala de Vidro e o Laboratório de Informática passaram por uma reforma, com pintura geral do ambiente, mobiliário novo e com um novo parque computacional, contribuindo para a melhoria das condições de uso do espaço pelos alunos. Desktops utilizados durante aulas dos programas de mestrado e outros cursos oferecidos pela Instituição, foram substituídos por novos 21 notebooks que deverão ser utilizados durante as aulas.

Na gestão do Ensino, várias mudanças ocorreram no intuito de oferecer melhores condições de trabalho aos colaboradores e atendimento aos alunos e professores. A Secretaria Acadêmica, localizada anteriormente na sala 106 no primeiro andar do prédio principal, atualmente está localizado na antiga sala de estudo 01, no térreo da casa anexo, facilitando acessibilidade dos alunos com deficiência.

O Serviço de Pós-Graduação Stricto Sensu e Lato Sensu, localizado anteriormente na sala 102 no primeiro andar do prédio principal, atualmente está localizado na antiga sala 01, no primeiro andar da casa anexo, com aumento dos espaços para recepção de professores e alunos. Um novo espaço reformado ganhou mobiliário novo e foi destinado no térreo da casa anexo, para instalação da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC), bem como para a chefia do Serviço da Secretaria Acadêmica e Assessoria da VDEIC.

A antiga Sala de Reunião foi transformada em Sala de Videoconferência e, recebeu uma grande transformação com a pintura geral, mobiliário novo e com um novo sistema de videoconferência, incluindo equipamentos como uma TV de 75”, com processador Crystal 4K, câmera profissional para web conferência, um miniPC, dois microfones profissionais para reunião, adaptação da mesa para conexão de redes de dados.

Fiocruz Amazônia realiza acolhida aos primeiros bolsistas do Provoc no Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou a acolhida aos 12 primeiros estudantes do Ensino Médio, da rede pública estadual de ensino do Amazonas, contemplados com bolsas do Programa de Vocação Científica (Provoc). Este é o primeiro ano de adesão ao Provoc pela Fiocruz Amazônia. O programa, desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, tem a proposta educacional de Iniciação Científica (IC) na área da saúde para jovens que cursam o nível médio e visa estimular a aprendizagem dos conhecimentos técnicos e científicos a partir da experimentação de práticas de pesquisa. Durante a acolhida, que aconteceu no último dia 21/09, os estudantes foram apresentados aos orientadores e co-orientadores que os acompanharão ao longo de 12 meses, correspondentes à primeira etapa do programa, que é a da Iniciação.

O grupo foi recepcionado pela vice-diretora de Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes – representando a diretora do ILMD Adele Benzaken -, e a coordenadora do Provoc-AM, Priscila Aquino (pesquisadora da Fiocruz Amazônia). De modo virtual, receberam também as boas-vindas da coordenadora geral do Provoc, Cristiane Braga, da pesquisadora da EPSJV Rosa Neves, da coordenadora executiva da Etapa Iniciação, Telma Frutuoso e da ex-bolsista e hoje mestranda em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, Beatriz Virgínia Gomes Belmiro. Beatriz fez um relato inspirador sobre a importância do Provoc em sua trajetória como pesquisadora científica.

A coordenadora do Provoc-AM, Priscila Aquino, destacou que neste primeiro ano do programa no Amazonas, os alunos da Escola Estadual Angelo Ramazzotti, terão a oportunidade de vivenciar as experiências do dia a dia de uma instituição científica e decidir sobre que carreira seguir a partir dos conhecimentos adquiridos. “Essa é uma oportunidade única e que vai depender da garra e vontade de aprender de cada um de vocês, na certeza de que estarão sendo bem acolhidos”, explicou Priscila, falando aos estudantes. A vice-diretora de Pesquisa da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, salientou que o Provoc é uma experiência nova também para a Fiocruz Amazônia.

“Todos nós estamos de parabéns hoje. Sejam muito bem-vindos, na certeza de que essa será uma experiência transformadora para vocês e para nós também. Não temos pernas e braços para acolher a todos os estudantes do Ensino Médio da Escola Angelo Ramazzotti, mas temos a certeza de que esse grupo será multiplicador de conhecimentos e teremos em breve a oportunidade de novas turmas”, observou. No total, 23 alunos dos turnos matutino e vespertino da escola, de um total de 50 inscritos, participaram do processo seletivo para a formação da primeira turma.

A coordenadora disciplinar da Angelo Ramazzotti, Luciana Nascimento, conta que é professora dos segundos e terceiros anos e está confiante no crescimento dos alunos que optaram pelo Provoc. “O programa irá beneficiar muito esses jovens no sentido de ampliar os conhecimentos e ajudar no futuro deles. Para a escola, com certeza é uma abertura muito grande à Ciência”, afirmou. Para os alunos Sérgio de Paula Souza Benfica Júnior e Ana Bel Seabra Rodrigues, ambos de 17 anos, as expectativas são as melhores possíveis. “Esse momento de acolhida foi muito importante porque estava com medo de como seríamos recebidos”, comentou Ana. “O projeto é legal e vai nos ajudar no nosso futuro a ganhar experiência na área da Ciência”, afirmou Sérgio.

Nesta edição, o programa contará com um total de 12 orientadores e seis coorientadores, entre egressos de programas institucionais da Fiocruz, e pesquisadores da Fiocruz Amazônia. Juliane Correia Gloria, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia, conta que a participação no Provoc é uma oportunidade de retribuir todo o conhecimento científico que adquiriu desde que entrou na instituição por meio de um programa de iniciação científica nos mesmos moldes do Provoc. “Fui da iniciação científica e agora é minha vez de repassar conhecimento a quem está começando”, afirmou.

Pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Luciete Almeida, afirma que o Provoc será uma referência de extrema importância para os estudantes. “Trata-se de uma oportunidade de educação diferenciada e que permite ao aluno ingressar no campo da ciência e muitas das vezes dar perspectiva de vida para os jovens, e como orientadora vou fazer de tudo para que isso aconteça”, afirmou.

Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia, diz ser gratificante testemunhar mais uma ação de educação realizada pela Fiocruz Amazônia. “O Provoc era um desejo antigo nosso. Já tivemos o Programa Ciência na Escola, da Fapeam, que tinha o mesmo objetivo: trazer o aluno do ensino médio para dentro da vivencia institucional e conhecer um pouco mais sobre ciência e a vivência do pesquisador. É muito gratificante a gente ver isso sendo consolidado pelo Provoc, que já tem mais de 30 anos na Fiocruz, sem dúvida um diferencial muito grande para a vida acadêmica do aluno que tem essa experiencia. É supergratificante e emocionante estar fazendo parte desse momento”, afirmou.

SAIBA MAIS SOBRE O PROVOC

O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em março de 1986 no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos e sempre foi coordenado pela EPSJV. O programa é dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado. Na etapa Iniciação, cuja duração é de 12 meses (agosto a julho), os alunos se familiarizam com as principais técnicas e objetos de pesquisa de Ciência e Tecnologia em saúde. No Avançado, com duração de 22 meses (contados a partir do segundo semestre), o aluno desenvolve todas as etapas de execução de um projeto de pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde. O horário de participação do estudante é definido pelo seu turno escolar e pode ser ampliado em função dos interesses e da disponibilidade do orientador, da equipe e do aluno.

Na Etapa Iniciação, o estudante recebe um formulário de frequência que deve ser preenchido, assinado por seu orientador e entregue à coordenação da etapa Iniciação, ao final de cada mês A ausência deve ser justificada e informada ao orientador previamente. É permitido até quatro faltas consecutivas. No caso de três faltas consecutivas é obrigatório também apresentar justificativas ao profissional responsável pelo Provoc na instituição de origem e a coordenação da etapa Iniciação. Caso contrário, estará sujeito ao desligamento do Programa.
No Provoc Avançado, a carga horária pode variar de acordo com o interesse e disponibilidade do orientador, da equipe e do estudante. O período previsto é de 12 horas semanais (manhã e tarde). O aluno deverá elaborar, mensalmente, resumo de atividades, a ser revisado e assinado pelo orientador e encaminhado à coordenação do Provoc. O estudante tem 30 dias de férias acordado previamente com o orientador e posteriormente comunicado à coordenação do Provoc (nas duas etapas).


ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa

Palestra do Centro de Estudos irá abordar pesquisa sobre Tripanosomatídeos em mamíferos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 23/9, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Tripanosomatídeos em mamíferos: revelando-se cada vez mais diversos e generalistas”, a ser ministrada pelo pesquisador André Luiz Rodrigues Roque, Chefe Substituto do Laboratório de Biologia de Tripanosomatídeos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ).

Durante a palestra o pesquisador abordará diferentes gêneros, espécies, genótipos de tripanosomatídeos que vem sendo encontrados infectando mamíferos, em especial os silvestres. A apresentação discutirá ainda o impacto da falta de uma amostragem representativa de hospedeiros para o conhecimento da diversidade dentro deste grupo de parasitos, bem como demonstrará que muitas destas espécies são muito mais generalistas do que se pensava anteriormente.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/82221223286?pwd=RTNwOUlHWnR4cGJuTGNUZzluT3NxUT09 (ID da reunião: 822 2122 3286) e (senha de acesso: 521007).

SOBRE O PALESTRANTE

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, mestrado e doutorado em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz. É Tecnologista em Saúde Pública e Chefe Substituto do Laboratório de Biologia de Tripanosomatídeos (IOC/FIOCRUZ).

Atua como Editor Acadêmico da Plos One, Frontiers in Parasitology e de um Special Issue na Frontiers in Cellular and Infection Microbiology e revisor de mais de 30 diferentes revistas científicas. Tem experiência na área de Parasitologia e doenças Parasitárias de animais, com ênfase em Estudo de Reservatórios silvestres de agentes de caráter zoonótico, atuando principalmente nos seguintes temas: Interação Tripanosomatídeos-Hospedeiros naturais; Mamíferos Silvestres, Manejo de pequenos mamíferos silvestres, Trypanosoma cruzi, Leishmania sp. e caracterização de tripanosomatídeos.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Programas de pós-graduação stricto sensu do ILMD/Fiocruz Amazônia passam pela primeira avaliação quadrienal da Capes

Os programas de pós-graduação stricto sensu sob responsabilidade do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) passaram pela primeira avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e obtiveram resultado satisfatório, com o aumento da nota do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Saúde da Família (PROFSAÚDE), que subiu do conceito 3 para 4. Os demais cursos/programas se mantiveram com as mesmas notas. São oferecidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia o Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBio), o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e o Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM).

De modo geral, os programas de pós-graduação stricto sensu da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) obtiveram um excelente resultado na avaliação quadrienal (2017-2020), feita pela Capes. Dos 45 programas da Fundação, 18 (11 acadêmicos e 7 profissionais) aumentaram suas notas em relação à avaliação anterior. Outros 25 (16 acadêmicos e 9 profissionais) mantiveram as notas anteriores, que em alguns casos já eram elevadas. Os resultados foram divulgados na semana passada. A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, avalia como positivos os resultados.

“É importante ressaltar que dos cursos sob a responsabilidade acadêmica do ILMD/Fiocruz Amazônia, o PPGVIDA e o PPGBio passaram pela primeira avaliação quadrienal, e o DASPAM, doutorado em associação com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade Estadual do Amazonas (UEA), foi avaliado considerando apenas seu primeiro ano de funcionamento. No caso do PROFSAÚDE, que é mestrado profissional em rede, também é a primeira avaliação quadrienal, já obtendo crescimento de conceito”, explica Parente.

A vice-diretora explica que as avaliações trazem também informações a respeito dos pontos que precisam ser melhorados nos cursos, que não obtiveram aumento de nota. “Os pontos a serem melhorados já estão em processo de leitura/análise pelas coordenações, para discussão ampliada nos respectivos colegiados”, afirmou. Segundo Parente, os resultados serão objeto de reflexão para encaminhamento de propostas que contribuam para superação das “fraquezas” apontadas. “Espera-se que, dessas análises e discussões, resultem definições de ações para a melhoria dos nossos indicadores e que estas figurem como metas a serem alcançadas através de um Planejamento Estratégico, observando as particularidades de cada um dos cursos”, observou.

Rosana Parente salienta ainda que as coordenações dos cursos e programas do ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a assessoria técnica da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC), desenvolveram este ano propostas de planejamentos estratégicos, com a finalidade de apresentar nova Estrutura Organizacional do Ensino, que deverá ser aprovada até o final de outubro. “O conjunto de decisões e encaminhamentos será submetido à avaliação da Câmara Técnica de Ensino e temos certeza de que, somado ao esforço e a sensibilidade da administração superior do ILMD/Fiocruz Amazônia, em buscar garantir mais investimentos financeiros, e o compromisso institucional do nosso corpo docente, tornarão exequíveis o Planejamento Estratégico e a Autoavaliação dos Cursos de Pós-Graduação para os próximos quatro anos, para que possamos nos consolidar mais rapidamente, com a oferta de cursos comprometidos com as causas da Amazônia”, explicou.

Parente diz considerar as notas recebidas compatíveis com o apresentado pelos cursos quando do preenchimento do Coleta Capes. “As melhorias em alguns dos indicadores foram frutos das ações desenvolvidas pelas coordenações dos cursos, com apoio Institucional, considerando o pouco tempo de existência do stricto sensu do ILMD, o investimento da Instituição para as suas consolidações que vem sendo feito desde 2015. Paralelo a essas ações, há que se registrar o projeto do ILMD/ Fiocruz Amazônia de modernização e ampliação do espaço físico e da estrutura do Ensino, neste ano de 2022, que se refletirá na avaliação do próximo quadriênio”, lembrou.

A vice-diretora destacou ainda que o PPGBIO teve aprovado seu Doutorado antes da primeira avaliação, o que é um feito importante e que só foi possível, pela qualidade e volume da produção científica dos docentes dessa área. Atualmente, todos participam de projetos de consolidação dos Programas Stricto Sensu financiado pela CAPES, com duração de 4 anos. (PROCAD E PDPG AMAZONIA LEGAL). “Outra ação importante é o fato de que, ambos têm feito um esforço grande na direção da internacionalização de suas ações de educação, prova disso é que o ILMD/Fiocruz Amazônia tem financiado com recurso próprio bolsa para três discentes de outros países”, salientou.

Estudo inédito avalia impacto da pandemia de Covid-19 sobre a mortalidade materna no Brasil

Estudo inédito liderado pela Fiocruz avaliou o excesso de mortes maternas no Brasil durante a pandemia de Covid-19. O epidemiologista Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e pesquisadores ligados a universidades brasileiras e da Colômbia mostraram que houve aumento significativo no excesso de mortes no trimestre de março a maio de 2021, em todos as faixas etárias e regiões do país, como parte do efeito da pandemia de Covid-19 ao longo da primeira onda, bem como na fase mais crítica da segunda.

Durante os cinco trimestres consecutivos avaliados no estudo, ao longo de março de 2020 a maio de 2021, o excesso de mortes maternas foi de 70% no Brasil, sendo que nas regiões Nordeste e Norte e (mais vulneráveis), foi detectado excesso de mortes nos cinco trimestres avaliados para as faixas etárias de 25-36 e de 37-49 anos, respectivamente. Já na região Sul, houve comportamento explosivo nas mortes maternas no trimestre de março a maio de 2021, principalmente nas mulheres de 37-49 anos, com excesso de óbitos de 375%.

O estudo se baseou em dados oficiais de mortalidade do Ministério da Saúde. “Sabe-se que os impactos diretos da epidemia sobre a mortalidade por Covid-19 resultaram em mais de 682 mil mortes conhecidas pela doença, colocando o país na segunda posição mundial em número de mortos por Covid-19. Portanto, como a redução global das mortes maternas é uma das metas prioritárias da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, é crucial conhecer de forma abrangente não somente os efeitos diretos da epidemia, como também, seus efeitos indiretos sobre outras causas de morte, especialmente em países que enfrentaram os desafios da pandemia de Covid-19 de forma precária”, explica Orellana, que coordena o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi) da Fiocruz Amazônia.

No artigo intitulado “Excess maternal mortality in Brazil: Regional inequalities and trajectories during the COVID-19 epidemic” (“Excesso de mortes maternas no Brasil: Desigualdades e trajetórias regionais durante a epidemia de COVID-19), os cientistas explicam essa relação e apresentam resultados ainda não explorados no país. Os autores concluíram que houve forte excesso de mortes maternas no Brasil e que suas trajetórias ao longo do período avaliado foram regionalmente heterogêneas, com impactos consistentemente mais fortes durante os momentos mais agudos da epidemia, refletindo não apenas desigualdades socioeconômicas e de acesso aos serviços de saúde anteriores à pandemia, como também o agravamento dos mesmos, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. O trabalho foi aceito para publicação no periódico Plos One.

“Como as mortes maternas normalmente podem ser evitadas mediante o adequado acompanhamento da gestação e do parto, aumentos expressivos além de refletirem mortes plenamente evitáveis, também sugerem aprofundamento de desigualdades sociais e regionais, bem como a urgente necessidade de aperfeiçoamento das políticas de saúde materno-infantil, sobretudo durante crises sanitária”, pondera o epidemiologista.

Finalmente, o padrão geral de excesso de mortes maternas, reforça o dramático desenvolvimento da epidemia e compromete os esforços de anos anteriores do Brasil para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), os quais visavam reduzir ainda mais a mortalidade materna e garantir o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva para as mulheres até 2030.

Fiocruz Amazônia defende linhas de pesquisa em saúde, capacitação o combate à violência contra minorias étnicas como diferenciais de resistência nos 68 anos da Ensp

A diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Adele Schwartz Benzaken, defendeu o fortalecimento das linhas de pesquisa em saúde, a capacitação de populações rurais e indígenas e o combate à violência como diferenciais de resistência e o caminho a ser seguido em busca da superação dos desafios existentes na região amazônica, para garantir o direito à saúde sobretudo nos territórios indígenas. Benzaken foi uma das palestrantes da Roda de Conversa “Determinação socioambiental da saúde, conflitos, ameaças e resistência”, ocorrida na tarde desta quinta-feira, 8/09, em homenagens ao Dia da Amazônia, dentro das comemorações dos 68 anos da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz.

O Dia da Amazônia é comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 5 de setembro, data estabelecida pela Lei 11.621, de 19 de dezembro de 2007. O objetivo da Roda de Conversa foi o de abordar os fatores que podem influenciar e contribuir para a retomada civilizatória e reconquista de direitos, tendo como marco a busca por uma sociedade mais sustentável, equânime, justa e democrática, além do resgate de agendas direcionadas à redução das desigualdades em saúde, ao combate à fome e à violência. Em sua apresentação, a diretora da Fiocruz Amazônia mostrou quais as contribuições que a produção do conhecimento em saúde coletiva pode dar, frente ao cenário de iniquidades sociais vigentes na Amazônia.

De acordo com a médica sanitarista, a Amazônia Legal possui a menor taxa de mestres e doutores do País. “Apesar do crescimento no número de Programas de Pós-Graduação na região, há uma disparidade na proporção de cursos de excelência (notas 6 e 7 pela CAPES), e é a região com a menor participação nos dispêndios em Ciência, Tecnologia e Inovação, em comparação às demais regiões brasileiras”, afirma. Neste sentido, a interiorização da pós-graduação tem caráter estratégico determinante, conforme a especialista. “A Fiocruz Amazônia tem um projeto estratégico sanitarista indígena que passará a oferecer ainda este ano programas de pós-graduação voltados para qualificar indígenas graduados em diversas áreas de conhecimento para atuar no campo da saúde coletiva”, afirmou.

Adele Benzaken destaca a importância das pesquisas desenvolvidas pela Fiocruz Amazônia no tocante às desigualdades sanitárias na Região Norte para possíveis intervenções. “Dados como o do restrito número de médicos atuando no Sistema Único de Saúde na região (1/1000 habitantes) e elevada razão capital/interior na disponibilidade desses profissionais (2,5 médicos/1000 habitantes nas capitais, contra 0,4/1000 no interior), além dos déficits históricos de saneamento básico, da rede de esgoto e da quantidade de unidades de saúde são alguns dos diagnósticos possibilitados”, exemplificou.

Na comparação entre regiões geográficas a disponibilidade de médicos nas capitais do Norte foi quase 3 vezes inferior àquela encontrada nas do Sul do país; (7,1/1000) e mais de 4 vezes inferior à distribuição de médicos no interior do Sudeste (1,7/1000). Dentre os estados do Norte, o Amazonas teve o menor percentual de médicos com registro de atuação no interior do estado (6,9%).

Os altos índices de violência também demonstram a incapacidade do poder público em enfrentar a criminalidade na região. Adele Benzaken ressaltou que na Amazônia Legal o volume dos homicídios duplicou (107,6% de aumento, passando de 3906 a 8110 entre 2000 e 2010), sendo cinco vezes maior de que o crescimento populacional (21,1%). A Amazônia Legal aumentou a sua taxa de homicídios por 100.000 habitantes em 71,5% entre 2000 e 2010. Para a Região Norte, Adele lembra que o quadro é ainda pior: o volume dos homicídios aumentou 132% entre 2000 e 2010 e a taxa de homicídios aumentou 88,6% com crescimento populacional de 23%. No mesmo período, acontece também uma tendência de interiorização da violência letal, atingindo um número progressivo de municípios e cada vez mais longe das grandes metrópoles estaduais; Nas regiões mais rurais da Amazônia, os homicídios parecem acompanhar as frentes pioneiras do desmatamento e da intensificação das atividades humanas (mineração, soja e pesca ilegal).

A médica aponta também como alternativas para superar as lacunas de cobertura na região ter unidades de saúde concentradas em sedes municipais, lutar por modelo de financiamento mais inclusivo que incorpore gastos operacionais elevados e permita ampliar os investimentos em infraestrutura: rede física, fixar profissionais no interior do estado, interiorizar políticas sociais e infraestrutura geral (rede elétrica, saneamento, rede viária/fluvial regular, internet, etc), avançar na resolutividade, gestão e organização do cuidado para populações rurais e indígenas e ampliar qualificar ações de vigilância nos sistemas municipais de saúde do interior, otimizando o uso da  inteligência epidemiológica para a  tomada de decisão e a compatibilização com as rotinas das UBS, pautadas pelos “programas de saúde”.

O pesquisador da ENSP Marcelo Firpo coordenou a palestra, que contou com a participação do também pesquisador da ENSP Paulo Basta; da antropóloga Beatriz Matos; e Jax Nildo, professor da Unifesspa.

Palestra do Centro de Estudos irá abordar propriedades imunomoduladoras e impacto no desenvolvimento da Leishmaniose Tegumentar

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 9/9, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Sand fly saliva: immunomodulatory properties and impact on the development of Cutaneous Leishmaniasis”, a ser ministrada pela pesquisadora Camila Indiani de Oliveira, da Fiocruz Bahia – Instituto Gonçalo Moniz (IGM).

Durante a palestra a pesquisadora abordará estudos do grupo de pesquisa ao qual faz parte, onde abordaram a interação vetor-hospedeiro vertebrado e como a resposta imune às proteínas da saliva influencia no desfecho da infecção por L. braziliensis. A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/86424499737?pwd=c093eWd6UjhmT2lvK3lZS1FJN3pKQT09 (ID: 864 2449 9737) e (Senha: 819292)

SOBRE A PALESTRANTE

Camila é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo e, doutora em Ciências (Biologia da Relação Patógeno-Hospedeiro) pela Universidade de São Paulo. É professora permanente dos cursos de pós-graduação em Patologia (UFBA-FIOCRUZ) e em Ciências da Saúde (UFBA) e, professora adjunta da Fundação Bahiana Para o Desenvolvimento das Ciências.

Tem experiência em Protozoologia Parasitária Humana e Leishmaniose e se dedica a estudar a interação Leishmania-Hospedeiro-Vetor. Em 2011 foi indicada a membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências. Em 2017 foi indicada como Membro Junior da Academia de Ciências da Bahia. Atuou como Vice-diretora de Pesquisa da Fiocruz Bahia entre 2017 e 2021. É Coordenadora Adjunta da área de Ciências Biológicas III (CAPES). É vice-presidente da Sociedade Brasileira de Protozoologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia avalia trabalhos inscritos para a etapa regional Norte da 11ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta terça-feira, 30/08, a avaliação dos projetos inscritos para a etapa regional Norte da 11ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fiocruz. Esta etapa envolveu 6.272 alunos e um total de 265 professores de escolas das redes estadual e municipal, de seis estados da região Norte, com 156 trabalhos inscritos nas modalidades Projetos de Ciências, Produção Áudiovisual e Produção de Texto. Os projetos selecionados são premiados como Destaques Regionais e seguem para a etapa nacional, onde professor e aluno representante do trabalho premiado participam da cerimônia de premiação, no Rio de Janeiro, além de eventos culturais e pedagógicos, organizados pela Obsma e parceiros.

A comissão de avaliação da Etapa Regional Norte foi formada por profissionais e pesquisadores das áreas temáticas variadas. Foram montadas, ao todo, três bancas de avaliadores que selecionaram seis trabalhos, dois em cada modalidade. O jornalista e escritor amazonense Otoni Moreira de Mesquita, um dos componentes da banca, destacou a importância da Obsma como ferramenta de estímulo à reflexão pelos jovens. “As atividades que são desenvolvidas ajudam os jovens a pensarem sobre os problemas que afetam a humanidade e sobretudo a região em que vivem, os problemas educacionais, as deficiências, deixando evidente uma atuação mais constante e intensa na percepção e na maneira de externar esses problemas e divulgá-los”, opinou.

A coordenadora da Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, reforça que a finalidade da Fiocruz com a Olimpíada é incentivar os jovens a aprender, conhecer, pesquisar e investigar sobre temas ligados às suas realidades, além de promover o intercâmbio de experiências e atividades interdisciplinares entre escolas públicas e privadas de todo o País. “É um projeto que valoriza os professores e os alunos, e que permite a integração entre diferentes realidades vividas por professores e alunos, fundamentada sempre no compromisso da Fiocruz com a Agenda 2030 da ONU”, afirma Bacuri, salientando a importância da parceria das secretarias estaduais e municipais de Educação.

A cerimônia de premiação, com data a ser definida, será o primeiro evento presencial da Obsma desde o início da pandemia de Covid-19. “Será um momento de celebração da vida e de reconhecimento ao compromisso da Fiocruz com a saúde pública”, comemora. Avaliadora dos Projetos de Ciências, a pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Muriel Saragoussi, considerou criativos e interessantes os trabalhos apresentados. “Estão todos de parabéns”, destacou ela, afirmando que as propostas demonstram a vontade do professor de trabalhar com as crianças e jovens de forma criativa, envolvê-las em algo que está fora da caixinha daquilo que fazem todo dia.

A Olimpíada é voltada aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas do Brasil. Criada em 2001, a Obsma incentiva a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil, além de possibilitar que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar e que as atividades pedagógicas de professores e escolas ganhem visibilidade.

José Evangelista Torres Filho, jornalista profissional, publicitário e músico, avaliou os trabalhos na categoria Produção Audiovisual. Ele destacou que os trabalhos devem ser avaliados do ponto de vista comparativo e levando-se em conta o universo em que os participantes estão inseridos. “Temos que avaliar os projetos do ponto de vista amador porque são crianças e adolescentes que estão apresentando e levamos isso em conta para fazer a avaliação, observando todos os detalhes e fazendo o comparativo entre eles”, afirmou. A Etapa Regional da 11ª Obsma teve também como avaliadores as pesquisadoras da Fiocruz Amazônia Luciete Almeida Silva, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), Kátia Maria Lima de Menezes, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), e os jornalistas Ivânia Maria Carneiro Vieira e Sérgio Augusto Freire de Souza, professores da Universidade Federal do Amazonas.

Centro de Estudos abordará Emergências Sanitárias e Saúde Global

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 2/9, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Emergências Sanitárias e Saúde Global: um olhar crítico”, a ser ministrada pela pesquisadora Denise Nacif Pimenta, pesquisadora no Instituto de Pesquisas René Rachou/Fiocruz Minas.

Durante a palestra, a pesquisadora apresentará aos alunos o que tem sido produzido no contexto das ciências sociais/humanidades sobre as epidemias/emergências sanitárias do ponto de vista da saúde global crítica.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/88929155622?pwd=eHhDVmVFZ1FxREVubjhDM1J4d2swdz09

(ID: 889 2915 5622) e (Senha de acesso: 782204)

SOBRE A PALESTRANTE

Denise é graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre em Tecnologia Educacional nas Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e, doutora em Ciências da Saúde pelo Centro de Pesquisas René Rachou/Fiocruz Minas (2008). Fez Pós-doutorado no Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/ Fiocruz) e Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz) (2009-2012).

É pesquisadora no Instituto de Pesquisas René Rachou/Fiocruz Minas. Professora do curso de Pós-Graduação em Saúde Coletiva na Fiocruz-Minas e integrante da Comissão de Pós-Graduação. É também professora visitante do Mestrado Profissional Educação e Docência (Promestre) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou estágio no TDR Career Development Fellowship in Interactive Learning financiado pelo Special Programme for Research and Training in Tropical Diseases (TDR) e The Wellcome Trust, entre 2003-2004.

Tem experiência e atuação profissional marcadamente interdisciplinar nas áreas e temáticas: Saúde Coletiva, Educação em Saúde, Divulgação Científica, Antropologia da Saúde, História da Saúde, Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, processos epidêmicos e os aspectos sociais das doenças tropicais/negligenciadas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia forma segunda turma de agentes multiplicadores em prevenção de IST/HIV/Aids em curso oferecido à profissionais da saúde da Marinha do Brasil

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) formou na última sexta-feira, 26/8, a segunda turma do curso de formação de agentes multiplicadores em prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)/HIV/Aids, ofertado à fuzileiros do 9º Distrito Naval, que atuam em diferentes unidades fluviais de atendimento médico-hospitalar da Marinha do Brasil. A capacitação, que contou com a participação de 20 profissionais de saúde da Marinha foi ofertada no âmbito do projeto QualificaSUS e, objetivou a promoção de um intercâmbio de informações entre profissionais de saúde da Marinha, Fundação Alfredo da Matta e Fiocruz Amazônia.

Com carga-horária de 21 horas de conteúdos ministrados, o curso foi dividido em três dias de atividades, ministradas pela médica sanitarista Adele Benzaken, diretora do ILMD Fiocruz Amazônia, o dermatologista José Gomes Sardinha, as enfermeiras Ana Claudia Camilo e Andrea Beber e os cientistas sociais Sully Sampaio, coordenador dos cursos de atualização do Projeto QualificaSUS, da Fiocruz Amazônia, e Rita Bacuri, vice-coordenadora do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS), do ILMD.

Adele Benzaken destacou a importância da capacitação, visando os atendimentos em saúde em prol das populações amazônicas, onde atua a Marinha do Brasil, em especial durante missões de assistência à saúde. “Esse foi o segundo módulo de um curso que visa capacitar agentes multiplicadores de prevenção entre os profissionais de saúde da Marinha em atuação na Amazônia. A parceria com a Marinha do Brasil, por meio do 9o Distrito Naval, é de extrema importância para a Fiocruz Amazônia, pois reforça o compromisso da instituição com o atendimento à saúde das populações vulnerabilizadas e contribui para a prevenção das Infecções Textualmente Transmissíveis junto a esse público, já que todos os militares aqui presentes integram as missões de assistência à saúde em toda a região”.

Além dos conteúdos disponibilizados pelos instrutores, casos clínicos foram apresentados, intercalados por dinâmicas de grupos e dramatizações, que simularam procedimentos de atendimentos, em relação aos protocolos utilizados atualmente para tratamento e diagnóstico de IST/HIV/Aids, prevenção combinada e fluxogramas de transmissão. A ação visa o aprimoramento no acesso e atuação das equipes da Marinha do Brasil.

Para a enfermeira, Leidiane Oliveira, 1º Tenente da Marinha, a experiência foi de suma relevância para o desenvolvimento do trabalho realizado nas comunidades ribeirinhas do Amazonas. “Primeiramente quero parabenizar os instrutores, por dominarem tão bem o conteúdo e, conseguirem nos passar esse conhecimento de uma forma bastante dinâmica. O curso superou minhas expectativas. O aprendizado adquirido aqui, será muito importante para levarmos ao interior do Estado, através do trabalho que desenvolvemos nas populações ribeirinhas. As aulas foram bastante esclarecedoras e abriram um leque de possibilidade, sobre como podemos trabalhar, explorando técnicas e abordagens ensinadas durante as dinâmicas do curso”, explicou.

Entre os temas abordados no âmbito da capacitação, estão os seguintes conteúdos: Importância das ISTs no contexto brasileiro e global, aspectos clínicos das ISTs, IST no contexto da prevenção combinada, uso de preservativos masculino e feminino e como atuar no seu local de trabalho frente a casos de IST e como dialogar sobre prevenção.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Ingrid Anne / Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Guia das Parteiras Tradicionais é validado na primeira reunião da nova diretoria da Associação Algodão Roxo

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas (APTAM) Algodão Roxo validaram o conteúdo final da nova edição do Guia das Parteiras Tradicionais, durante a primeira reunião da nova diretoria da entidade. O guia deverá ser publicado até o final deste ano, pela Editora Rede Unida, e faz parte das atividades do Projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: Conhecimento Tradicional das Parteiras e a Educação Permanente em Saúde para Fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde da Mulher no Estado do Amazonas,  desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em História e Ciências da Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, com apoio do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), Projeto Inserção das Parteiras tradicionais nas equipes da Atenção Basica no Estado do Amazonas e Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – IDSM. O projeto é coordenado pelo pesquisador e chefe do Lahpsa, Júlio César Schweikardt.

Com aproximadamente 70 páginas, o guia é um material adaptado à realidade amazônica e poderá ser utilizado pelas próprias parteiras e profissionais da rede de saúde. Ele reúne informações referentes aos procedimentos, direitos e ações das parteiras, com linguagem acessível e o olhar das parteiras sobre conceitos ligados ao corpo da mulher, da gestação ao pós-parto, entre outros aspectos. A publicação foi o resultado do trabalho de uma equipe multiprofissional, composta por pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, alunos de pós-graduação, profissionais de saúde com especialização em atenção à saúde da mulher e as parteiras.

A pesquisadora visitante do ILMD, Lupuna Corrêa de Souza, que participou da elaboração do guia, explica que a ideia de fazer uma nova publicação com as parteiras tradicionais da Amazônia surgiu da necessidade de atualização das informações contidas em outros materiais já existentes, a exemplo do “Livro da Parteira Tradicional”, elaborado pelo Ministério da Saúde em colaboração com o Grupo Curumin, editado em 2000 e atualizado em 2012. “O livro foi utilizado por centenas de parteiras em todo o Brasil, contribuindo de maneira significativa para a atualização do trabalho das parteiras tradicionais, as quais assistem as mais distantes comunidades onde muitas vezes o Estado não chega”, observa a pesquisadora.

Segundo o pesquisador Júlio César Schweickardt, a partir dos anos 2000, o Ministério da Saúde lançou o “Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais”, reconhecendo a importância do trabalho das parteiras nos partos domiciliares, trazendo, com isso, a necessidade de aproximar as parteiras ao trabalho do SUS, especialmente na Atenção Básica. “O Livro das Parteiras, do Ministério da Saúde, reconhece e valoriza o trabalho das parteiras tradicionais e traz de forma simples e acessível na linguagem. O Guia, por sua vez, tem como diferencial o fato de ser construído com 100% de participação das parteiras. Para isso, de outubro de 2016 a abril de 2022 foram realizados 43 eventos (encontros, oficinas de trocas de saberes e reuniões), com a participação de 1.163 pessoas, destas 607 parteiras, 216 profissionais de saúde e 340 outros profissionais”, explica.

Ao todo, o trabalho contemplou parteiras de 20 municípios situados em diferentes regiões do Estado, tendo como traços característicos recortes de áreas de fronteira, reserva extrativista, com populações indígenas, população urbana ou próxima de Manaus, divisa com outros estados, acesso somente por rio e acesso por estrada. Entre os municípios envolvidos, estão Tabatinga, Santo Antônio do Içá; Fonte Boa (Alto Solimões), Tefé e Maraã (Região do Triângulo), Manacapuru e Coari (Rio Negro e Rio Solimões), Manaus, Nova Olinda do Norte, São Gabriel da Cachoeira (entorno e Alto Rio Negro), Itacoatiara e Silves (Médio Amazonas), Parintins e Maués (Baixo Rio Amazonas), Eirunepé e Envira (Rio Juruá), Lábrea e Boca do Acre (Rio Purus) e Humaitá e Borba (Rio Madeira).

ADAPTAÇÕES

A participação das parteiras foi de extrema importância no processo de validação do conteúdo do guia. “Foram incorporadas à publicação imagens com inspirações indígenas, elaboradas por um artista de uma das comunidades trabalhadas. Em relação a linguagem, as parteiras foram consultadas e com elas validados todos os textos, pois o Guia é para elas, sendo justo que a linguagem seja a que elas se reconheçam”, explica Lupuna Souza, lembrando que “nesse item, o saber acadêmico científico vem para fortalecer o saber tradicional, ancestral, que passa de geração em geração”.

A pesquisadora ressalta que, apesar de não ser um guia direcionado às comunidades indígenas, alguns exemplos e inspirações vieram a partir da interação com essas comunidades e por isso, sua representatividade marcante na publicação. “Não estamos aqui, ensinando as parteiras a partejar, o objetivo é auxiliar na atualização das mesmas em relação aos exames que são necessários fazer, aos cuidados e até mesmo em relação às Leis, seja de amparo a parturiente, seja de reconhecimento a própria profissão de parteira. Assim, fortalecendo e melhorando a atuação dessas corajosas e importantes profissionais que muitas vezes são tão invisíveis quanto seus territórios de atuação. Acredito, que além de auxílio profissional, este Guia é uma importante ferramenta para visibilidades dos territórios e de quem atua e cuida dele”, afirmou.

O processo de elaboração do guia contribuiu também para o fortalecimento da organização das parteiras e um passo importante na busca pelo reconhecimento legal da profissão. “Aqui no estado do Amazonas a Lei n°. 4.875, de 16 de julho de 2019, instituiu o Dia Estadual da Parteira no Estado do Amazonas. E a presença da parteira tradicional na hora do parto no Amazonas é assegurada pela Lei n°. 5.312, de 18 de novembro de 2020 que autoriza a presença de parteiras durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente, nas maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares congêneres, da rede pública e privada do Estado do Amazonas”, relata a presidente da APTAM, Maria do Perpétuo Socorro da Silva.

Estratégias de qualificação e novas metodologias sobre saúde pública na Amazônia são temas de evento gratuito

Com o tema “Contribuições da pós-graduação na superação dos desafios em saúde pública na Amazônia”, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará o IV Encontro da Pós-Graduação e o II Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva no Amazonas. O evento acontecerá de 13 a 16 de setembro, das 9h às 17h, com inscrição gratuita e a participação de 35 pesquisadores renomados nacionalmente. A inscrição pode ser feita neste link: https://abre.ai/eVpR .

O encontro é aberto ao público em geral, porém possui assuntos de grande interesse para pesquisadores, alunos de pós-graduação e de iniciação científica, além de profissionais da saúde e de áreas afins. Os eventos visam discutir os avanços científicos e propor intervenções na saúde pública da região amazônica. Além disso, haverá a entrega de certificados de horas pela participação nos eventos.

Nos quatro dias de eventos acontecerão palestras, rodas de conversas, mesas de debate, atividades culturais e apresentações de trabalhos científicos. Além disso, os espectadores poderão interagir, ao enviar suas mensagens no chat do canal ILMD Fiocruz Amazônia [www.youtube.com/user/fiocruzamazonia], que transmitirá os eventos em tempo real no YouTube.

PROGRAMAÇÃO DO IV ENCONTRO

Uma das novidades deste ano é a realização do pré-evento no dia 12 de setembro, abordando o tema “Atividades Pré-evento: Estratégias para a qualificação da pós-graduação”.

A primeira palestra “Metodologias ativas no processo formativo discente na pós-graduação”, marcada para às 9h, terá a participação da psicopedagoga e diretora do Inova Práticas Educacionais (IPE), Denia Falcão de Bittencourt, além do professor e pesquisador de educação da Universidade de São Paulo (USP), José Manuel Moran Costas.

A partir das 14h, o público poderá conferir o painel “Autoavaliação e planejamento estratégico dos programas de pós-graduação”, apresentado por Denise Balarine Cavalheiro Leite, avaliadora ad hoc da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O IV Encontro da Pós-Graduação inicia na terça-feira, 13 de setembro, das 9h às 9h50, com uma mesa de debate que terá a participação de cinco pesquisadores. Entre eles, o coordenador do evento, Dr. Fernando José Herkrath.

Das 10h às 11h30, acontecerá o debate sobre “A importância da popularização e da divulgação científica”.  Das 14h às 16h, entra a roda de conversa “Prioridades de pesquisa para as políticas públicas de saúde”.

No segundo dia, 14 de setembro, das 9h às 11h30, a programação começa com a sessão “Uso de tecnologias e metodologias emergentes em pesquisa científica”. A partir das 14h, acontece a segunda roda de conversa: “Estudos com populações das regiões de fronteira”.

O terceiro dia, 15 de setembro, inicia com a sessão “Pesquisas envolvendo saúde de populações amazônicas, conhecimento tradicional, ambiente e biodiversidade”, e, das 14h às 16h, o público confere a roda de conversa “Desafios para o controle dos agravos em saúde na região Norte”.

Encerrando o IV Encontro, no dia 16 de setembro, das 9h às 11h30, a instituição promove a terceira sessão temática: “Lições aprendidas com a pandemia de COVID-19”. Já às 15h, a palestra “A contribuição da pós-graduação em saúde pública/saúde coletiva para a consolidação do SUS” entra em cena. Além disso, às 16h, o público confere a última mesa de debates, com a premiação dos trabalhos científicos e uma apresentação cultural. A programação completa dos dois eventos está disponível no site: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/jcientificailmd/programaaao/6516

Fiocruz Amazônia realiza evento de acolhida para novos alunos do Programa de Iniciação Científica

Marcando o início das atividades dos novos integrantes do Programa de Iniciação Científica (PIC) o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza na próxima segunda-feira 29/8, o tradicional evento de acolhida dos novos integrantes do programa. A palestra de abertura “Divulgação Científica nas redes sociais”, será ministrada por Mellanie Fontes Dutra da Silva, professora da Escola de Saúde da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos).

Confira a Programação

O evento que ocorrerá de forma virtual, terá mesa de abertura composta por Adele Schwartz Benzaken (Diretora – ILMD/Fiocruz Amazônia); Stefanie Costa Pinto Lopes (Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação); Rosana Cristina Pereira Parente (Vice-Diretora Ensino, Informação e Comunicação) e, Priscila Aquino (Coordenadora do PIC). Para participar, acesse a plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/83598889915?pwd=WkRHbVRBTXB5bWZiRERJT1B6YnZhUT09 , utilizando (ID da reunião: 835 9888 9915) e (Senha de acesso: 399801).

SOBRE A PALESTRANTE

Mellanie é graduada em Biomedicina, com as habilitações em Bioquímica e Análises Clínicas. Mestre e Doutora em Neurociências (UFRGS), com Pós-Doutorado em Bioquímica. Atualmente, é professora da Escola de Saúde da Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), para os cursos de Medicina, Biomedicina e Engenharia Biomédica. Tem experiência em neurodesenvolvimento e seus transtornos, com atuação no campo de pesquisa desde 2010. Trabalhou no Laboratório de Plasticidade NeuroGlial (PNG), situado no Grupo de Estudo Translacional do Transtorno do Espectro do Autismo (GETTEA), assim como no Autism Well-Being Awareness and Research Development Institute (A.W.A.R.D. Institute), tendo como foco a pesquisa sobre os transtornos do espectro do autismo (TEA).

Entre os trabalhos realizados, destaca-se a análise morfológica de neurônios GABAérgicos e a ontogenia desse sistema em regiões sensoriais importantes para o TEA, bem como os aspectos neuroimunes envolvidos na etiologia e na fisiopatologia desse transtorno, utilizando um modelo animal de autismo por exposição pré-natal ao ácido valproico.

No campo da Divulgação Científica, foi uma das principais vozes da ciência no twitter, em 2020 e 2021 (IBPAD/SciencePulse). É organizadora do Pint of Science de Porto Alegre, que tem o objetivo de divulgar e popularizar a ciência. É idealizadora e coordenadora da Rede Análise (@redeanalise no twitter), membri da União Pró-Vacina (@upvacina no twitter) e da rede #TodosPelasVacinas (www.todospelasvacinas.info). Durante o ano de 2021, participou como membro do grupo InfoVid e como guia da equipe Halo, uma iniciativa global que faz parte do projeto Verificado das Nações Unidas.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

A iniciação científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Sobre a iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia, CLIQUE.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia promove palestra sobre práticas e experiências do Núcleo de Inovação Tecnológica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), recebe na próxima terça-feira, 30/9, a visita de 14 alunos da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) que estão participando do Programa de Mestrado do PROFNIT/FORTEC – Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual, para uma palestra sobre práticas e experiências do NIT da Fiocruz Amazônia.

A apresentação abordará o processo de implantação e implementação do Núcleo de Inovação Tecnológica do ILMD, apontando os desafios e conquistas obtidas no processo de gestão dessas estruturas. A atividade é voltada exclusivamente para os alunos do programa.

A atividade é coordenada pelo Arranjo NIT da Amazônia Ocidental (Arranjo AMOCI), composto por 22 instituições dos Estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia, entre Unidades de Pesquisa do MCTI, Instituições de Ensino e Pesquisa públicas e privadas, Fundações e Centros de Incubação que possuam ou estejam em fase de implantação de seus Núcleos de Inovação Tecnológica ou Incubadoras.

O Arranjo AMOCI trabalha com seus integrantes operando em forma de rede colaborativa, com a finalidade de otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação, proteção à propriedade intelectual, transferência de tecnologia e empreendedorismo. O NIT do ILMD/ Fiocruz Amazônia, faz parte da Rede AMOCI, que atua promovemos interação e expertises que atendam as necessidades de capacitação, disseminação e inovação para as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da Amazônia Ocidental.

SOBRE O NIT – ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA

O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Comemoração dos 28 Anos do ILMD/Fiocruz Amazônia e primeiro ano de gestão da atual diretoria

Os 28 Anos da Fiocruz Amazônia foram comemorados com a participação de toda a comunidade ILMD, marcando também o primeiro ano de atividades da atual diretoria da unidade, sob o comando da médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken. Servidores, colaboradores terceirizados, bolsistas, alunos, vice-diretores e diretoria estiveram juntos e representados durante dois dias de atividades programadas para marcar o aniversário da unidade, instituída em 19 de agosto de 1994. O aniversário contou com uma sessão especial de fotos e um vídeo de congratulações, gravado pela diretora do ILMD, destacando a importância das pessoas no processo histórico de evolução do ILMD e o papel estratégico da instituição para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

Na segunda-feira, 22/08, as comemorações foram encerradas com a realização do Seminário Comemorativo dos 28 Anos do ILMD/Fiocruz Amazônia e o lançamento do marco zero do Programa Estratégico para Consolidação da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde Pública na Amazônia, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O evento contou com a apresentação dos projetos pelos bolsistas contemplados pelo programa, culminando com a apresentação dos resultados do primeiro ano de gestão da dra Adele Benzaken à frente da diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Na apresentação, Adele Benzaken fez um balanço dos 12 primeiros meses de atividades, destacando os avanços obtidos nas áreas de Ensino, Formação de Recursos Humanos em Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gestão e Desenvolvimento Institucional, além de parcerias, articulações interinstitucionais, captação, administração e acompanhamento de projetos, credenciamento e recredenciamento de laboratórios, aproximação a grupos sociais vulnerabilizados, comunicação, extensão e popularização da Ciência, no período de julho de 2021 a julho de 2022.

“Estamos há 28 anos colaborando para a formulação de políticas de saúde de interesse público baseada em evidências, conhecimentos e inovação cumprindo a missão da Fiocruz no território amazônico”, destacou a diretora, ao final da apresentação, reafirmando o “compromisso assumido com a Ciência, Pesquisa e Educação, a harmonia e a integração entre pessoas e instituições, por uma Amazônia e um mundo melhor”.

Leia aqui a íntegra do relatório.

Centro de Estudos abordará diversidade de maruins na Amazônia brasileira e uso da Taxonomia integrada

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 19/8, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Diversidade de maruins (Diptera: Ceratopogonidae) na Amazônia brasileira e o uso da Taxonomia integrada”, a ser ministrada pela pesquisadora Emanuelle de Sousa Farias, membro do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA).

Segundo explica a palestrante, “o gênero Culicoides é o mais conhecido da família Ceratopogonidae, as fêmeas são hematófagas e alimentam-se de sangue de animais vertebrados. Suas picadas podem causar reações alérgicas e/ou podem transmitir agentes patogênicos como vírus, protozoários e filárias. A classificação dos Culicoides é exclusivamente com base em semelhanças morfológicas, que algumas vezes geram dificuldades quanto à identificação de espécies crípticas ou espécies que apresentam plasticidade fenotípica que dificultam sua identificação a nível específico”, destacou.

Na oportunidade, serão apresentados estudos de taxonomia integrada, que agregam caracteres morfológicos, morfométricos e genéticos, em diversas famílias de dípteros, inclusive vetores, têm sido importantes para elucidar diversidade biológica oculta. A pesquisa visa o uso da taxonomia integrada para delimitar espécies do gênero Culicoides da Amazônia,

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/83906809084?pwd=VkpGeXBoQmZnOHhOc3lFMXZudGdWdz09

(ID: 839 0680 9084) e (Senha de acesso: 808693)

SOBRE A PALESTRANTE

Emanuelle é doutora em Biodiversidade e Saúde pelo Instituto Oswaldo Cruz – IOC/FIOCRUZ/RJ; mestre em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas em convênio com o Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia; especialista em Gestão Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas; Graduada em Ciências Biológicas pela Escola Superior Batista do Amazonas.

Membro do grupo de Pesquisa do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA). Membro da rede de compartilhamento de dados e informações sobre diversidade de árvores na Amazônia da AMAZON TREE DIVERSITY NETWORK (ATDN). Atua em Taxonomia e Ecologia de vetores (Diptera).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Prorrogado prazo para inscrever trabalhos científicos sobre saúde pública na Amazônia no IV Encontro da Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia

Foi prorrogado para o próximo dia 29 de agosto o prazo para submissão de trabalhos científicos com temas que abordam os desafios da saúde pública na Amazônia, no IV Encontro da Pós-Graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e no II Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva, eventos digitais e gratuitos que reunirão especialistas para debater o assunto.

Os melhores trabalhos receberão certificado de parabenização. As submissões dos trabalhos são voltadas aos estudantes e egressos dos Cursos de Pós-graduação Stricto Sensu e dos Programas de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia, do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (PPGSC-UEA) e do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM-Fiocruz/UFAM/UEA).

“Não é novidade que a região amazônica ainda enfrenta muitos problemas e que podem ser solucionados com intervenções baseadas na Ciência. Por isso, o evento reunirá três instituições que investem muito em pesquisas acadêmicas e proporcionará trocas de saberes. Desta forma, uma parte colabora com a outra e todos, em especial a população, saem ganhando”, destaca o cientista do ILMD/Fiocruz Amazônia e coordenador do evento, Fernando Herkrath.

As pesquisas científicas devem se enquadrar nas categorias: Saúde Coletiva, Biologia de Interação Patógeno Hospedeiro, ou Relato de Experiência. Além disso, cada participante pode submeter até dois resumos vinculados à sua inscrição. Não há limite para a participação em coautoria de trabalhos inscritos por outros participantes.

Os trabalhos de iniciação científica devem ser indicados na modalidade Painel Aspirante, dentro de cada uma das categorias citadas. As orientações gerais para inscrição do trabalho estão no site [https://abre.ai/eVp4].

As pesquisas devem ser enviadas até a segunda-feira, 29/08, às 23:59h (horário de Manaus), para o e-mail jcientifica.ilmd@fiocruz.br. O assunto da mensagem deverá ser “APRESENTAÇÃO DE TRABALHO”, em caixa alta.

SOBRE O EVENTO

“Como superar os desafios em saúde pública na Amazônia” será o tema central do IV Encontro da Pós-Graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e do II Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva, que acontecerão de forma on-line, de 13 a 16 de setembro, com inscrição gratuita.

O evento é aberto ao público em geral, principalmente para pesquisadores, alunos de pós-graduação e de iniciação científica, além de profissionais da saúde e de áreas afins. A inscrição pode ser feita neste link: https://abre.ai/eVpR.

A programação terá mesas de debates, palestras, rodas de conversa, apresentação de pesquisas científicas e atividades culturais. As transmissões dos dois eventos serão realizadas pelo canal da ILMD/Fiocruz Amazônia no YoutTube: https://abre.ai/eVpY.

Centro de Estudos abordará pesquisas que envolvem patógeno associado a doenças neonatais

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 19/8, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Estreptococos do grupo B no contexto materno-infantil na Amazônia”, a ser ministrada pelo pesquisador, Anjo Gabriel Carvalho, vinculado ao Laboratório de Microbiologia, da FIOCRUZ Rondônia.

Segundo pesquisador, “a bactéria Streptococcus agalactiae (Estreptococos do grupo B ou GBS) é o principal agente etiológico de infecções neonatais atualmente, sendo a colonização do sítio retovaginal de gestantes o principal fator de risco para o desenvolvimento das patologias. O Brasil se enquadra na lista de países onde GBS não é reconhecido como um relevante patógeno associado a doenças neonatais. Na Amazônia Brasileira há uma limitação de dados relacionados a esse microrganismo”, explicou.

A apresentação abordará estudos que envolvem a identificação e caracterização da prevalência e aspectos epidemiológicos da colonização por GBS em gestantes na região de Porto Velho-Rondônia, assim como dados relacionados ao perfil de virulência e suscetibilidade aos antimicrobianos profiláticos.

A palestra será transmitida através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/89198933086?pwd=WWhHZjh1VnllUXoyVnRBV1N3aVUxdz09 com acesso através do (ID: 891 9893 3086) e (Senha de acesso: 984047)

SOBRE O PALESTRANTE

Stefanie Lopes é pesquisadora em Saúde Pública no Instituto Leônidas e Maria Deane – Fiocruz Amazônia. Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas, onde obteve Mestrado e Doutorado, em Genética e Biologia Molecular.

Sua principal área de pesquisa é a biologia de Plasmodium vivax, com foco na compreensão do significado biológico de fenótipos citoadesivos desta espécie de Plasmodium. Seu grupo está atualmente investigando as habilidades de citoadesão de gametócitos de P. vivax e seu papel na infecção no inseto vetor da malária.

Além disso, o grupo também está tentando desenvolver uma plataforma para investigar drogas com ação em diferentes estágios de vida de Plasmodium vivax. Foi coordenadora do PPGBIO-Interação de 2018 a 2022. Atualmente é Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia e Ibama atuam juntos em projeto que alia conservação da fauna silvestre e investigação de patógenos causadores de doenças

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuam juntos num projeto que investiga aspectos sanitários e epidemiológicos dos animais recebidos pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama-AM, em Manaus. O estudo conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e vem sendo realizado desde 2019, com a finalidade de aliar o trabalho de conservação da fauna silvestre com a investigação de patógenos causadores de doenças de origem animal, dentro do conceito de Saúde Única, difundido mundialmente e que associa saúde humana, animal e ambiental, como fatores que interagem entre si de forma indissociável.

No último dia 10/08, pesquisadores das duas instituições envolvidas com o projeto se reuniram, na sede do Cetas Ibama-AM, com a finalidade de alinhar protocolos e fazer a devolutiva do projeto aos próprios servidores do instituto. A médica veterinária

Alessandra Nava, pesquisadora da Fiocruz Amazônia e coordenadora da pesquisa, explica que a intenção foi a de promover um alinhamento de protocolos e informações sobre os resultados das atividades desenvolvidas a partir de material biológico coletado dos animais e permitir uma maior integração entre os servidores e a equipe de alunos do Mestrado dos programas de Pós-Graduação Strictu Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO), do ILMD/Fiocruz Amazônia, envolvidos no projeto.

Nava destaca a importância da parceria com o Ibama para o estudo e lembra que diariamente chegam no Cetas animais oriundos de todo o Estado. “Nosso interesse é a saúde pública e acessamos o material biológico para poder entender a prevalência de algumas doenças virais, parasitárias que acometem a população silvestre. São animais que vêm de várias partes do Estado, o que nos permite um mapeamento das prevalências”, explica ela, lembrando que a unidade recebe tanto animais mantidos em cativeiro quanto de vida livre que sofreram algum tipo de trauma (vítimas de atropelamento, choque elétrico, entre outros).

“O projeto é uma via de mão dupla, porque nos permite esse conhecimento amplo acerca dos patógenos circulantes na fauna silvestre do bioma amazônico, e ajuda o Cetas no manejo dos animais, com informações importantes sobre a sanidade dos mesmos, como por exemplo saber sobre a carga parasitária ou patógeno que eles tem ou não”, explica a veterinária. Segundo Alessandra, as informações também subsidiam as ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-Coleira, o PAN Sauim, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que reúne especialistas de todo o País. “Participamos das reuniões do PAN Sauim na parte de sanidade e apresentamos os resultados para o Ministério do Meio Ambiente”, afirmou.

REUNINDO PARCEIROS

Alessandra Nava adianta que a intenção é reunir os vários parceiros do projeto para intercâmbio de experiências e disseminação das informações. “O projeto engloba também como parceiros, a exemplo do Projeto Sauim-de-Coleira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e o ICMBio Cepam . Nosso intuito é convidar em próximo evento também o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Batalhão Ambiental da Polícia Militar, entre outros órgãos envolvidos com o resgate de fauna e de saúde como FVS, Sema”, explicou. Ainda sem data definida, esse segundo encontro, conforme a veterinária, deverá ocorrer na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Fotos: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia faz primeiros sequenciamentos de genoma do vírus causador da Monkeypox na região norte

O Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados (ViVER), vinculado ao Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realizou os primeiros sequenciamentos genômicos do vírus da Monkeypox (MPXV) na Região Norte. As duas amostras sequenciadas fazem parte da mesma linhagem do vírus em circulação em vários países, incluindo o Brasil. Até então, os sequenciamentos realizados no país eram restritos ao eixo Sul-Sudeste – num total, foram 34 mapeamentos feitos no Brasil até agora. A metodologia utilizada no ILMD foi de metagenômica, que permite acessar a informação genética de qualquer patógeno.

“Os dados do Amazonas passam a integrar a rede de dados genômicos relativos à monkeypox no mundo”, afirma o virologista Felipe Naveca, coordenador do ViVER. Segundo ele, o ILMD/Fiocruz Amazônia dá mais um passo importante ao realizar a vigilância genômica do monkeypox, colocando o Amazonas como o único Estado fora do eixo sul-sudeste a realizar o procedimento até o momento.

“Esse é mais um exemplo do compromisso do ILMD com o sistema de vigilância em saúde nacional. Em especial no Amazonas, nós conseguimos dar importantes respostas graças à longa parceria com a FVS-RCP e o LACEN/AM”, salienta. O Núcleo de Vigilância do EDTA é um dos quatro laboratórios referência nacional entre os oito credenciados pelo Ministério da Saúde para o diagnóstico de casos da monkeypox no Brasil, sendo responsável pelas análises das amostras coletadas nos Estados do Acre e Roraima, além do Amazonas. “Nos últimos anos, com a pandemia de COVID-19, ficou ainda mais evidente a necessidade de se acompanhar a evolução dos vírus que infectam os seres humanos, especialmente aqueles com potencial epidêmico/pandêmico. Neste sentido, o ILMD através do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, tem atuado na linha de frente do sequenciamento e análise genômica do SARS-CoV-2 na Região Norte”, salienta. Na última semana, o laboratório atingiu a marca de mais de 8.000 genomas sequenciados, atendendo aos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, além do Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste).

A confirmação do primeiro caso brasileiro da Moonkeypox foi feita em 9 de junho, pelo Instituto Adolpho Lutz. Embora seja conhecido por causar a Monkeypox, o MPXV é um vírus que infecta principalmente roedores na África. O patógeno integra a família Orthopoxviridae, a mesma do vírus da varíola humana, erradicada em 1980. A doença geralmente começa com febre, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, sintomas semelhantes ao do resfriado ou gripe.

Alguns dias após o início da febre aparecem as lesões na pele, que contêm alta carga viral. A disseminação se dá pelo contato direto com as feridas ou com roupas, lençóis e toalhas usadas por alguém com as lesões na pele. As lesões aparecem principalmente na genitália e por isso tem se discutido a transmissão sexual.

Foto: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Seminário Científico marcará comemoração de aniversário dos 28 anos da Fiocruz Amazônia

Instituído por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) completa na próxima sexta-feira, 19/8, 28 anos. A data que marca o reconhecimento público da importância da ciência e tecnologia para a superação dos desafios que afligem a Amazônia, será lembrada na instituição através da realização de um seminário científico comemorativo, que acontecerá na segunda-feira, 22/8. O evento será realizado no formato híbrido (presencial e on line) com acesso pelo link https://us06web.zoom.us/j/84038605988?pwd=U29iQzNmQVFiV2ZVRU1ySGNDclZ4QT09 (ID da reunião: 840 3860 5988) e (Senha de acesso: 613858). Haverá transmissão também pelo canal do ILMD/Fiocruz Amazônia no YouTube.

Adele Schwartz Benzaken, diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, destaca que nesse momento de comemoração é importante congratular a todos os colaboradores. “Nenhum diretor faz uma instituição sozinho e sim com o trabalho dos colaboradores. Nosso esforço tem sido no sentido de integrar o ILMD à Amazônia sob o ponto de vista de responder às demandas das necessidades regionais, tanto em relação à Pesquisa e ao Ensino de Pós-Graduação quanto à Ciência, Tecnologia e Inovação, que nos fazem capazes de dar respostas à sociedade e nos tornarmos referência”, destacou.

Com o tema “A atuação da pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia para o fortalecimento do SUS”, a palestra magna do seminário será ministrada pelo pesquisador Bernardo Horta, do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e, professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O seminário contará ainda com a apresentação do “Marco Zero do Programa Estratégico para Consolidação da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde Pública na Amazônia”, uma parceria entre o ILMD/Fiocruz Amazônia e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Para a Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, “o aniversário de 28 anos do ILMD é uma oportunidade para dar início às atividades do Programa Estratégico para Consolidação da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde Pública na Amazônia, cujo objetivo é realizar um diagnóstico das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde pública apoiadas pela Fapeam e outras agências de fomento, em andamento no Amazonas, permitindo identificar áreas que tenham ausência de recursos humanos qualificados para atuarem nela. A ideia é capacitar recursos humanos, através de um programa de mentoria, para atuarem como líderes na Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, em temas de Saúde Pública de relevância para a Amazônia, e assim permitir o desenvolvimento de uma força de trabalho diversificada e de alto desempenho para atuar na região”, destacou.

Durante o evento, serão apresentados os projetos a serem desenvolvidos pelos bolsistas do Programa. Ao todo, são 14 bolsistas, sendo oito sêniores e seis jovens doutores, que irão desenvolver suas propostas por 24 meses.

Clique AQUI para conferir a programação.

PRIMEIRO ANO DE GESTÃO

A programação prevê também a apresentação dos resultados do primeiro ano de gestão da médica Adele Benzaken, diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, conduzida ao cargo no dia 16 de agosto de 2021. Benzaken explica que uma das principais metas de seu primeiro ano de gestão foi a do fortalecimento institucional e da valorização das pessoas. “Precisamos voltar o olhar para a Amazônia e o seu potencial. Para isso acredito que temos que trazer para cá ferramentas e metodologias que possam modificar a situação de isolamento que vivemos. E a Pesquisa e o Ensino de Pós-Graduação são algumas dessas ferramentas”, lembra, citando o desafio enfrentado no início de sua gestão, no pico da pandemia de Covid-19, quando foram direcionados esforços para intervir na realidade do Estado.

Para a diretora, é para dar essas respostas à Amazônia que o ILMD/Fiocruz Amazônia tem feito atualmente um “esforço enorme de captar recursos e também de promover a vinda de instituições financeiras para que os pesquisadores possam apresentar o que têm feito e o que acreditam ser importante de ser financiado, em sintonia com o que preconiza a Fiocruz para a região”, afirma.

Em um ano, a gestão duplicou o total de recursos investidos , intensificou as cooperações e parcerias como estratégia institucional visando potencializar as ações nas áreas de ensino, pesquisa , inovação, extensão, intercâmbio de conhecimentos e tecnologias, além de empreender esforços no sentido de formalizar parcerias, tanto aquelas que já vinham acontecendo por esforço e iniciativa dos pesquisadores, quanto novas iniciativas com órgãos públicos, instituições acadêmicas e de pesquisa , com organizações não-governamentais,  além de outras unidades da própria Fiocruz.

Foto: Ingrid Anne / ILMD Fiocruz Amazônia

Centro de Estudos irá abordar plataforma de bioensaios para o estudo pré-clínico de substâncias e formulações vacinais com potencial antimalárico

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 12/8, às 10h (horário/Manaus), a palestra: Plataforma de bioensaios em Plasmodium vivax: avaliação da atividade de fármacos e vacinas nos diferentes estágios de vida do parasita, a ser ministrada por Stefanie Costa Pinto Lopes, pesquisadora e Vice-Diretora de de Pesquisa e Inovação da Instituição.

A palestra versará sobre a plataforma de bioensaios para o estudo pré-clínico de substâncias e formulações vacinais com potencial antimalárico contra os diferentes estágios de vida de Plasmodium vivax, seja no hospedeiro humano em seus dois ciclos hepático e sanguíneo como também no vetor da doença, o mosquito do gênero Anopheles. Segundo a pesquisadora, “os desafios para o desenvolvimento destes testes residem na ausência de uma cultura de longo termo para esta espécie, fazendo com que todos estes bioensaios tenham que ser conduzidos com amostras frescas recentemente coletadas de pacientes diagnosticados com a doença e, portanto, estes ensaios são factíveis em regiões endêmicas da doença que apresentam em sua maioria infraestrutura de pesquisa mais incipiente”, explicou.

Serão apresentados os bioensaios validados pelo grupo de pesquisa da Dra Stefanie Lopes, os desafios para a padronização destes ensaios e os avanços alcançados com estes ensaios. A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/82629428939?pwd=YlNBZkJCTzdhNmVyd1JCWFFCenR4Zz09 com acesso através do (ID: 826 2942 8939) e (Senha de acesso: 653032).

SOBRE O PALESTRANTE

Stefanie Lopes é pesquisadora em Saúde Pública no Instituto Leônidas e Maria Deane – Fiocruz Amazônia. Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas, onde obteve Mestrado e Doutorado, em Genética e Biologia Molecular.

Sua principal área de pesquisa é a biologia de Plasmodium vivax, com foco na compreensão do significado biológico de fenótipos citoadesivos desta espécie de Plasmodium. Seu grupo está atualmente investigando as habilidades de citoadesão de gametócitos de P. vivax e seu papel na infecção no inseto vetor da malária.

Além disso, o grupo também está tentando desenvolver uma plataforma para investigar drogas com ação em diferentes estágios de vida de Plasmodium vivax. Foi coordenadora do PPGBIO-Interação de 2018 a 2022. Atualmente é Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Consulta sobre política de equidade de gênero é lançada na reunião do CD do ILMD/Fiocruz Amazônia

O Conselho Deliberativo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, na tarde desta quarta-feira, 11/08, sua Reunião Ordinária, tendo tratado, entre outros pontos, sobre o lançamento da consulta interna para a implementação da Política de Equidade Étnico-racial e de Gênero da Fiocruz. Até o dia 31/08, servidores e colaboradores vinculados ao ILMD poderão contribuir com propostas a serem encaminhadas ao Comitê Pró-equidade de Gênero e Raça da Fiocruz. A consulta será feita por email, através de formulário enviado via ILMD Comunica, por meio do qual poderão ser encaminhadas as propostas.

Rita Bacuri, pesquisadora do Laboratório Território Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) e responsável pela implementação local da consulta, explanou sobre a importância da política e da participação da comunidade ILMD no processo de construção da mesma. “Vamos envolver a todos pedindo que participem e colaborem com o envio de propostas”, reforçou.

Os conselheiros receberam informes também sobre Execução Orçamentária 2022, Apuração Parcial dos Indicadores Institucionais, Captação de Recursos e o Aniversário de 28 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia. Dois temas estiveram na pauta para votação: Nominação dos prédios/módulos do ILMD e Credenciamento e recredenciamento de laboratórios.

Os conselheiros foram favoráveis à realização de enquete interna para a escolha do padrão de nomes a serem adotados para as estruturas físicas que integram o complexo de prédios e módulos do ILMD, incluindo os novos anexos que deverão ser inaugurados em breve. Houve aprovação também do parecer do Comitê Ad hoc instituído para Credenciamento e Recredenciamento de laboratórios do ILMD, recomendando a criação de dois novos laboratórios de pesquisa na unidade.

Escritório de Projetos do ILMD faz balanço da captação de recursos na gestão atual

O Escritório de Projetos do ILMD/Fiocruz Amazônia conseguiu captar recursos da ordem de mais de R$ 4 milhões para o desenvolvimento de projetos de pesquisa neste primeiro ano da atual gestão. O anúncio foi feito durante a reunião do CD/ILMD, pela vice-diretora de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Analice Carvalho, chefe do Escritório de Projetos do ILMD, que detalhou as etapas de implantação e o status atual de cada projeto. O resultado positivo da atuação do Escritório de Projetos foi destacado como sendo fruto do incentivo da atual direção do ILMD às parcerias com instituições nacionais e internacionais, bem como o apoio por meio de emendas parlamentares.

Entre os projetos financiados, estão “Curso de formação remota em prevenção e resposta a urgências e emergências obstétricas para profissionais”, “Soroprevalência e identificação de variantes do SARS-Cov-2 em comunidades ribeirinhas da Bacia do Rio Amazonas no Brasil”, “Fortalecimento da resposta ao Covid-19 na região amazônica do Brasil, por meio de ações para restaurar impactos primários e secundários de saúde e nutrição, incluindo a reabilitação de infraestruturas de wash em unidades de saúde”, “Development of a Plasmodium vivas multistage vaccine effective both for protection and transmission blocking” e “Fiocruz Amazônia: ciência, saúde e solidariedade no enfrentamento da pandemia de Covid-19”, este último desenvolvido em três frentes – qualificação e treinamento, vigilância e vacinação e comunicação e popularização do conhecimento científico.

ILMD terá programação especial para marcar aniversário de 28 anos de criação

O ILMD/Fiocruz Amazônia comemora este ano o 28º aniversário de criação e para marcar a data a diretoria programou a realização de duas atividades comemorativas – uma no dia 19/08 (data do aniversário) com a realização de uma foto coletiva dos servidores e colaboradores na frente do prédio, e a outra, dia 22/08, com o Seminário Comemorativo dos 28 Anos do ILMD/Fiocruz Amazônia, evento no formato híbrido (presencial e on line) destinado à apresentação da produção científica desenvolvida atualmente por pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, e os resultados obtidos nesse primeiro ano de gestão da diretora Adele Benzaken. Durante a reunião do CD ILMD/Fiocruz Amazônia, a diretora apresentou a marca-símbolo do aniversário de 28 anos da instituição.

Comitê Ad hoc credencia novos laboratórios para o ILMD/Fiocruz Amazônia

O ILMD/Fiocruz Amazônia ganhará dois novos laboratórios – o Laboratório do Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (LAB-IPCCB), chefiado pelos médicos pesquisadores Marcus Vinícuus Guimarães de Lacerda e Flor Ernestina Martinez Espinosa, e o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), coordenado pelos pesquisadores doutores Jesem Douglas Yamall Orellana (epidemiologista) e Fernanda Rodrigues Fonseca (Clima e Ambiente). O Comitê Ad hoc de Credenciamento e Recredenciamento de Laboratórios de Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia deu parecer favorável ao credenciamento de ambos os laboratórios, após avaliação crítica das propostas. A apresentação dos resultados foi feita pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Fiocruz Amazônia é referência para diagnóstico laboratorial da monkeypox na Região Norte

O Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados (ViVER), vinculado ao Laboratório de Ecologia de Doenças Trasmissíveis na Amazônia do ILMD/Fiocruz Amazônia, com sede em Manaus, é um dos oito laboratórios de referência para o diagnóstico de Varíola dos Macacos no Brasil, conforme ficou estabelecido pelo Plano Nacional de Contingência para a Monkeypox lançado pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública do Ministério da Saúde. Até agora, quatro casos da doença no Amazonas tiveram confirmação de diagnóstico laboratorial feito pela Fiocruz Amazônia, que atenderá também à demanda de diagnósticos da Monkeypox dos Estados do Acre e Roraima. O laboratório do ILMD já é referência na vigilância genômica da Covid-19.

O virologista Felipe Naveca, que coordena a equipe, explica a importância da criação da rede de diagnóstico laboratorial para a Monkeypox no Brasil, neste momento em que o número de casos da doença apresenta tendência de aumento. “Com o aumento dos casos de Monkeypox em todo o Mundo, se tornou mais que necessário aumentar nossa resposta do ponto de vista de vigilância, incluindo a vigilância laboratorial, ou seja, a confirmação dos casos suspeitos o mais rápido possível. É neste sentido, que o ILMD passou a integrar a rede nacional de referência para esses casos, capazes de responder com o diagnóstico, referendado pelo Ministério da Saúde”, explica Naveca.

Junto com o ILMD-Fiocruz Amazônia, compõem a rede de referência do Ministério da Saúde o Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Laboratório de Enterovírus da Fiocruz-RJ, o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais, Instituto Adolpho Lutz (Lacen-SP), Laboratório de Biologia Molecular do Vírus do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Laboratório Central do Distrito Federal (Lacen-DF), Laboratório Central do Rio Grande do Sul (Lacen-RS), Instituto Evandro Chagas (PA).

Felipe Naveca destaca que atualmente estão sendo feitos ensaios de PCR em tempo real para os diagnósticos laboratoriais, seguindo o protocolo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, em uso em todas as redes. “Uma vez que nos tornamos laboratório de referência, não há necessidade de confirmação dos casos por outros laboratórios, anteriormente o Amazonas era referenciado pelo Lacen-MG, não existe mais essa necessidade. Nosso resultado é definitivo”, salientou.

Naveca ressalta que, no Amazonas, a parte de vigilância de campo, que compreende a busca ativa dos pacientes e coletas de amostras, é de responsabilidade da Fundação de Vigilância Sanitária Dra. Rosemary Costa Pinto e do Laboratório Central do Amazonas. Segundo o virologista, as análises das amostras no laboratório da Fiocruz Amazônia são feitas em menos de 24 horas, com o resultado positivo ou não para Monkeypox. Segundo Naveca, ainda não foram confirmados casos da doença no interior do Amazonas.

Conforme determinação do Ministério da Saúde, o Instituto Evandro Chagas (PA) e o ILMD-Fiocruz Amazônia são os dois laboratórios da região Norte a integrar a rede, com a responsabilidade de apoiar aos demais estados. “Estamos preparados para, num segundo momento, fazer o treinamento de outros laboratórios, o que ainda não nos foi solicitado pelo Ministério da Saúde, mas o importante é que essa rede aumente e num futuro passemos a ter mais laboratórios fazendo o diagnóstico”, observou.

Naveca admite que o risco de aumento de casos é uma realidade, com o agravante de ainda estarmos vivendo uma pandemia de Covid-19. “É preciso estar preparado. Os Estados Unidos decretaram emergência por causa de monkeypox há cerca de três dias. Aquilo que parecia ser algo que seria facilmente contido no início não mostrou esse cenário e estamos vivendo ainda uma pandemia de Covid, tendo um risco de um aumento grande de casos. Por conta do aumento importante de casos a monkeypox se tornou uma segunda emergência de saúde pública de importância internacional”, finalizou.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne

Biblioteca do ILMD/Fiocruz Amazônia completa 20 anos de criação no Dia Nacional da Saúde, 5/8

No Dia Nacional da Saúde e aniversário do patrono Oswaldo Cruz, 5/8, a Biblioteca Dr. Antônio Levino, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que integra a Rede de Bibliotecas da Fiocruz, comemora 20 anos de fundação. Uma data mais que especial para a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia, que volta a realizar consultas presenciais ao acervo, a partir deste mês de agosto. Desde o início da pandemia de Covid-19, em 2019, o acesso ao espaço havia sido suspenso por medida de segurança, limitando o atendimento apenas às consultas via web pelo público interno, formado por pesquisadores e discentes.

Fundada em 2002, a Biblioteca do ILMD possui hoje um acervo de aproximadamente 4 mil obras, formado a partir do ano 2000. Além de clássicos de autores renomados, os usuários têm acesso remoto a coleções de títulos, teses, dissertações, monografias, artigos, fascículos de periódicos, além de base de dados e multimeios, especializados em saúde pública e o acervo mais completo de publicações científicas na área de saúde indígena do País. “É um trabalho gratificante, que atende não só ao público interno, mas à sociedade em geral”, explica, orgulhoso, o bibliotecário Ycaro Verçosa dos Santos, servidor concursado do ILMD/Fiocruz Amazônia, há 16 anos responsável pela gestão do espaço.

Ycaro destaca que o ILMD reúne alguns dos principais estudiosos e autores de publicações de saúde indígena do País. “Esse é um diferencial da nossa biblioteca tendo em vista toda a produção científica que temos na área de saúde indígena. Somos referência para as instituições de ensino e pesquisa, como universidades públicas e privadas, profissionais e estudantes da área de Saúde, com todas as dissertações, tanto as eletrônicas quanto as físicas, oriundas dos nossos programas de pós-graduação disponibilizadas para consulta”, salienta.

O bibliotecário ressalta que assistiu ao processo de evolução tecnológica da Biblioteca do ILMD. Segundo ele, ao longo dos 16 anos em que está à frente da unidade, o sistema local básico de gerenciamento de dados (o Microisis) migrou para um sistema único (o ALEPH) que permite o acesso e o compartilhamento dos acervos entre as 40 unidades da Rede de Bibliotecas da Fiocruz e seus usuários. “Atualmente nossa equipe trabalha na retroalimentação e recatalogação do sistema, especificamente na fase do inventário do que existe. Em breve estaremos integrados, em definitivo”, explica Ycaro, que já atuou nas bibliotecas da Fucapi, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Petrobras, período em que adquiriu vasta experiência em catalogação de documentos técnicos, antes de passar no concurso público para o ILMD, em 2006.

Hoje, Ycaro conta com equipe formada por uma bolsista, mas não esquece o período de quase dez anos em que trabalhou sozinho na Biblioteca do Instituto. Aliás, ele costuma comparar o trabalho do bibliotecário ao de andorinha solitária. “Costumo dizer que nas unidades regionais somos andorinhas fazendo sozinhas verão”, pondera, ressalvando que conseguiu estabelecer um fluxo eficiente de atendimento às demandas, que se tornou referência no atendimento da Biblioteca do ILMD. “Mesmo trabalhando sozinho, conseguia atender, reorganizar acervo e dar todo o suporte para os programas, cursos e atividades de ensino do ILMD, já que contamos com os principais títulos tanto na área de Saúde Pública como de Biologia, isso sem falar nas solicitações de trabalhos que compõem os acervos de outras unidades da Rede de Bibliotecas da Fiocruz”, conta.

ACERVO

A Bibiloteca Dr Antônio Levino compõe o universo de oito bibliotecas pertencentes às unidades regionais da Fiocruz. Elas estão situadas em Manaus, Porto Velho, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Fortaleza. As demais estão localizadas no Rio de Janeiro, entre elas a de Manguinhos, considerada a biblioteca-mãe da Rede Fiocruz.

O acervo físico está armazenado em estante deslizante composta de quatro módulos, contendo 2.158 livros, 64 títulos de periódicos, 4.097 fascículos de periódicos, 60 teses, 288 dissertações, 386 monografias (TCCs e projetos de intervenção) e 216 multimeios (CD-Rom’s, DVDs e Blue-ray Disc). Ela possibilita acessos ao Portal de Periódicos CAPES, Scielo e BIREME, sendo responsável também pelo gerenciamento do Repositório ARCA Fiocruz, que possibilita acesso ao acervo de teses, dissertações e artigos, entre outros documentos produzidos por pesquisadores, servidores e discentes da Fiocruz.

Além disso, realiza orientação e treinamento aos usuários quanto à consulta aos catálogos, localização de publicações na coleção, uso das obras de referência; orientação na normalização de trabalhos técnico-científicos e elaboração da ficha catalográfica de monografias, dissertações e teses de acordo com ABNT, defendidas no âmbito dos cursos oferecidos pelo ILMD.

A estimativa é de que a comunidade em geral possa acessar a Bilbioteca Dr Antônio Levino a partir de 2023. Nesse caso, o acesso é permitido apenas para consultas. “Dependendo da situação, podemos digitalizar trechos da publicação que atendam a necessidade do solicitante”, admite. Como biblioteca temática na área de saúde atende as seguintes subáreas: Saúde Ambiental, Saúde Mental, Saúde Coletiva, Epidemiologia, Saúde Indígena, Ciências Humanas e Sociais, Antropologia da Saúde, Biologia Celular e Parasitária, Imunoparasitologia, Diversidade Microbiana, Biotecnologia para Saúde e Metodologia de Pesquisa. O nome do pesquisador Antônio Levino da Silva Neto foi dado à biblioteca em 2017, ano do seu falecimento.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne

Centro de Estudos vai abordar Aspectos bioecológicos de mosquitos vetores em área de influência de empreendimento hidrelétrico na Amazônia brasileira

A Amazônia brasileira detém rica biodiversidade e as alterações ambientais favorecem o contato do homem com espécies de mosquitos vetores de doenças tropicais. Neste contexto, o pesquisador, Francisco Augusto da Silva Ferreira, professor na Faculdade Estácio do Amazonas e, apoio técnico na Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto, ministrará na próxima sexta-feira, 5/8, às 10h, no Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a palestra “Aspectos bioecológicos de mosquitos vetores em uma área de influência de empreendimento hidrelétrico na Amazônia brasileira”.

A apresentação abordará estudos que investigaram aspectos bioecológicos da comunidade de mosquitos presente na área de abrangência da hidrelétrica Jirau, em Porto Velho, Rondônia, em diferentes fases da construção.

A palestra ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/88509090903?pwd=dktHY0d5V2k3OGN4ZVF3NXB6ekFEUT09

Utilizando para acesso (ID: 885 0909 0903) e (Senha de acesso: 030586)

Possui graduação em Ciências Biológicas (Licenciatura) obtida no Centro Universitário do Norte – UNINORTE no ano de 2009. Posteriormente obteve o título de mestre em Ciências Biológicas (Entomologia) no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia no ano de 2012, atuando em pesquisas relacionadas ao controle de vetores da malária.

Recentemente obteve o título de doutor (2021) em Ciências Biológicas (Entomologia) no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, desenvolvendo pesquisas relacionadas a bioecologia de mosquitos em áreas de empreendimentos hidrelétricos e aspectos taxonômicos do subgênero Mansonia (Diptera: Culicidae) na Amazônia.

Atuou e possui experiência na docência nos níveis médio, técnico e superior adquirida na função de professor da Secretaria de Estado de Educação entre os anos 2011 e 2015 e Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM Campus Manaus Zona Leste, em 2016. Principais áreas de atuação: controle biológico de Anopheles, entomofauna associada à Anopheles sp.,Bioecologia e Taxonomia integrativa de Culicidae, com ênfase em Mansonia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Vice-diretoria de Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia realiza Reunião de Integração para alinhamento de atividades

Durante dois dias, a Vice-diretoria de Ensino, Informação e Comunicação do Instituto Leônidas & Maria Deane (VDEIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou a primeira reunião de integração para alinhamento de atividades, envolvendo colaboradores do setor e o Grupo de Trabalho responsável pelo Planejamento Estratégico do Ensino do ILMD. O objetivo da reunião foi promover reflexão sobre as ações desenvolvidas até aqui, após um ano de gestão, e apresentar a proposta de nova Estrutura Organizacional do Ensino, que será submetida ao Conselho Deliberativo do ILMD. Também foram apresentadas a todos os servidores as alterações feitas no Regulamento de Ensino aprovadas recentemente no CD-ILMD/Fiocruz Amazõnia. O Regulamento é o conjunto de regras e atribuições que norteiam as atividades dos Programas de Pós-graduação, cursos de atualização, aperfeiçoamento e qualificação oferecidos pelo Instituto. Na reunião, também foram apresentadas as novas colaboradoras que passam a integrar a equipe.

De acordo com a Vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, as reuniões de integração têm um papel importante no nivelamento de informações e no debate de ideias entre os setores que integram o Ensino. “Nesta primeira reunião de integração da gestão, destaco o acolhimento aos novos profissionais – as colaboradoras Suzana Lima de Souza e Leocivânia Lourenço de Oliveira – e a oportunidade de o grupo conhecer as atividades desenvolvidas por cada um dos trabalhadores do Ensino. Nosso planejamento é de realizarmos esses encontros periodicamente”, afirma a Vice-diretora, citando como principal resultado dessa primeira reunião de integração a elaboração do Manual de Organização e Funcionamento do Ensino. A iniciativa de criação do Manual, segundo Parente, visa adequar as atividades as mudanças dinâmicas na estrutura e atividades do Ensino e refletirão fluxos mais dinâmicos e melhorias na oferta de serviços.

Atuando desde 2013 na Secretaria Acadêmica da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, a colaboradora Renata Magalhães da Silva considerou excelente a oportunidade de troca de saberes e experiências. “A Integração foi ótima porque estamos recebendo duas pessoas novas na equipe e foi possível perceber o quanto é importante no contexto do Ensino essa troca de informações sobre o que cada um faz na sua área e a possibilidade de consubstanciar tudo em um manual como primeiro produto da Integração”, afirmou Renata, que é analista de Desenvolvimento da Secretaria Acadêmica.

Neste segundo semestre, o ILMD/Fiocruz Amazônia realizará a IV Semana de Pós-Graduação, o II Encontro da área de Saúde Coletiva do Amazonas, a conclusão do Plano de Desenvolvimento Institucional do Ensino – PDIE (2022-2025), o Planejamento Estratégico (2022-2025) dos Cursos e Programas de Strictu Sensu do ILMD-Fiocruz Amazônia e o início das autoavaliações também do Stricto Sensu. Rosana Parente, destaca o incentivo da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, à realização da reunião de Integração da Gestão de Ensino e as demais iniciativas em andamento e enfatiza que “todas as atividades serão orientadas e organizadas pela Dra. Olívia Simão e MSc. Severina Reis, as quais quero deixar aqui meus agradecimentos pela parceria”, afirmou.

TRADIÇÃO EM ENSINO

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem longa história na formação de mestres e doutores no país. Nas últimas décadas a instituição empreendeu um processo dirigido de expansão de suas Unidades técnico científicas rumo à outras regiões do país com a presença de cursos de pós-graduação e instalação de Centros de Pesquisa voltados para o campo da saúde. A criação do Centro de Pesquisa Leônidas & Maria Deane, em julho de 2001, em Manaus (AM) expressa o compromisso da Fiocruz em contribuir com a expansão da produção de conhecimento e do ensino pós-graduado na região amazônica. Hoje como Instituto, o ILMD/Fiocruz Amazônia tem um papel estratégico na formação de pessoas para os Sistemas de Saúde e de Ciência e Tecnologia brasileiros.

Os programas, cursos e atividades de ensino desenvolvidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia têm por finalidade qualificar profissionais para funções especializadas nos campos da ciência e tecnologia e da saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

O ILMD/Fiocruz Amazônia atua nas seguintes modalidades de ensino: Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu, que compreendem até dois  níveis de formação, Mestrado e Doutorado, e conferem títulos de Mestre e Doutor; Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, ou Especialização, que objetivam o aperfeiçoamento técnico profissional em uma área mais restrita do saber e conferem certificado de especialista; Cursos de Atualização e Aperfeiçoamento, que objetivam familiarizar graduados ou de nível médio com técnicas profissionais em áreas específicas do saber, em consonância com suas especificidades e legislação vigente; e Cursos de Qualificação, que objetivam capacitar os representantes de entidades profissionais e da sociedade civil para o aprimoramento dos processos de gestão, atenção e controle social do Sistema Único de Saúde – SUS. Para isso, o ILMD/Fiocruz Amazônia pode celebrar convênios, contratos, acordos e ajustes com entidades nacionais, estrangeiras e internacionais, públicas, privadas, ou  sem fins lucrativos.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia e Ufam convocam participantes do projeto DETECTCoV-19

Coordenado pelos pesquisadores Pritesh Lalwani, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e Jaila Dias, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Amazonas (FCF/Ufam), o projeto DETECTCoV-19, realiza uma nova chamada para os participantes da pesquisa, que tem por objetivo compreender a durabilidade da resposta vacinal após a dose de reforço contra a COVID-19 e, acompanhar os participantes por mais 1 ano.

O estudo, que está completando 2 anos de atividades, em Manaus, realiza assistência com testes rápido de antígeno e de PCR gratuitos, para participantes sintomáticos e seus familiares contactantes. Na próxima segunda-feira, 1/8, a equipe do projeto passará a atender em novo endereço: Bloco 2, da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) no Campus Sul (MiniCampus) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Desde quando se iniciou a pesquisa, o estudo longitudinal se propôs a entender a dinâmica de distribuição do covid-19 e suas consequências na população. Para mais informações, os participantes da pesquisa, devem entrar em contato por email contato.labidi@gmail.com ou no whatsapp (92) 98292 7878.

Centro de Estudos irá abordar descarte de medicamentos domiciliares e a importância da logística reversa

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 15/7, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Reflexões em Saúde Única: Descarte de medicamentos domiciliares e a importância da logística reversa”, a ser ministrada por Eduardo de Castro Ferreira, pesquisador da Fiocruz Mato Grosso do Sul. A palestra tem o objetivo de trazer a reflexão a respeito do descarte de medicamentos domiciliares e a importância da logística reversa como estratégias de saúde única.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/83785083619?pwd=VlhpZUd6ODdsaUlZcXluTThRVHVJdz09

(ID: 837 8508 3619) e (Senha de acesso: 183651)

SOBRE O PALESTRANTE

Eduardo é pesquisador titular em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), docente permanente e orientador no Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera-Uniderp e, docente colaborador e orientador no Programa de Pós Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Graduado em Ciências pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2000), o pesquisador é mestre em Ciências Biológicas, Área de Concentração “Imunobiologia de Protozoários” pela Universidade Federal de Ouro Preto e Doutor em Ciências da Saúde, Área de Concentração “Doenças Infecciosas e Parasitárias” pelo Centro de Pesquisa René Rachou, com período sanduíche no Instituto de Salud Carlos III, Madri, Espanha.

Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Protozoologia Parasitária Animal, atuando principalmente nos seguintes temas: estudo da eco-epidemiologia das Leishmanioses, diagnóstico sorológico e molecular das leishmanioses e outras doenças negligenciadas em diferentes hospedeiros. Também atua em pesquisas voltadas à abordagem em Saúde Única. Atualmente é coordenador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) na Fiocruz Mato Grosso do Sul. Membro do Conselho Superior da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz abre inscrições para o IV Encontro de Pós Graduação com tema voltado para o papel da pós-graduação frente aos desafios em saúde pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) dará início no próximo dia 3 de agosto ao processo de inscrições ao IV Encontro da Pós-Graduação e II Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva no Amazonas. Os dois eventos ocorrem concomitantemente e visam discutir os avanços científicos em temáticas de relevância para a saúde na Amazônia. Ainda teremos a apresentação de trabalhos científicos de pesquisas realizadas nos programas de pós-graduação e iniciação científica do ILMD/Fiocruz Amazônia e dos cursos da área de Saúde Coletiva.

O IV Encontro terá como tema “Contribuições da pós-graduação na superação dos desafios em saúde pública na Amazônia” e acontecerá entre os dias 13 e 16 de setembro. Durante os quatro dias, haverá sessões de palestras, rodas de conversas, mesas de debate, atividades culturais e apresentação de trabalhos científicos.

“Este é um evento anual dos programas de Pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia que visa estimular a troca científica entre os pesquisadores e alunos dos diferentes cursos e divulgar a pesquisa desenvolvida pelos programas de pós-graduação”, explica o pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia e professor da Universidade do Estado do Amazonas, Fernando Herkrath, coordenador do evento.

As atividades são gratuitas e acontecerão em formato virtual, com acesso pela plataforma institucional no YouTube.

 Este ano, as submissões de trabalho na modalidade Pôster Eletrônico são destinadas exclusivamente para estudantes e egressos dos Cursos de Pós-graduação Stricto Sensu e dos Programas de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia, do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (PPGSC-UEA) e do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM-Fiocruz/UFAM/UEA). Na edição anterior, realizada em 2021, o encontro teve 53 trabalhos inscritos.

“Como nos anos anteriores, o público que se pretende atingir é bem amplo, incluindo discentes de graduação e pós-graduação Lato e Stricto Sensu das áreas de saúde e áreas afins, gestores e profissionais de saúde, participantes de movimentos sociais, entre outros”, reforça Herkrath.

Este ano, cada participante poderá submeter no máximo dois resumos vinculados à sua inscrição. Não há limite para participação em coautoria de trabalhos inscritos por outros participantes. Os resumos devem ser enviados para o e-mail jcientifica.ilmd@fiocruz.br até 23:59h (horário de Manaus, Amazonas) do dia 24 de agosto de 2022, com o assunto “APRESENTAÇÃO DE TRABALHO”, em caixa alta. Todos os trabalhos serão apresentados na modalidade Pôster Eletrônico e devem se enquadrar em uma das seguintes categorias: Saúde Coletiva, Biologia de Interação Patógeno Hospedeiro, Relato de Experiência. Os trabalhos apresentados por estudantes de Iniciação Científica devem ser indicados na modalidade Painel Aspirante, dentro de cada uma das categorias citadas.

Durante a inscrição do trabalho na modalidade pôster eletrônico, o autor responsável pela submissão deve seguir as orientações constantes no link https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/jcientificailmd/apresentaaao-de-trabalhos/6518.

“Contamos com a participação de todos para prestigiarem a programação que envolve temas e desafios que a pós-graduação e as instituições de saúde enfrentam para o aprimoramento da saúde pública”, destacou o coordenador.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia promove oficina de Comunicação Científica para discentes dos programas de pós-graduação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), promove nos dias 27/7, 3/8 e 17/8, das 10h às 11h, a oficina “Comunicação Científica”, a ser ministrada por Helder Takashi Imoto Nakaya, pesquisador sênior do Hospital Israelita Albert Einstein. A atividade terá como público-alvo os pesquisadores e alunos dos cursos de pós-graduação da Instituição.

A atividade visa melhorar as habilidades de comunicação social, as quais possuem relevante impacto no desenvolvimento da carreira de um cientista. A oficina irá fornecer um ambiente prático, para que o aluno treine e ajuste essas aptidões para a divulgação científica, em sua própria linha de pesquisa.

De acordo com a Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC) todos os discentes de todos os programas de pós-graduação serão automaticamente matriculados na oficina, dada a importância desta oportunidade. Os inscritos, receberão e-mail, informando link de acesso para participação na atividade.

SOBRE O PESQUISADOR

Helder é pesquisador sênior do Hospital Israelita Albert Einstein e membro do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia. É professor adjunto da Universidade Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos, e foi docente e vice-diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).

É membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências (ABC), consultor da CEPI (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations) e da IUIS (International Union of Immunological Societies) e membro do conselho consultivo científico do consórcio europeu da vacina do ebola e do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA).

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: (Ingrid Anne/ ILMD Fiocruz Amazônia)

Fiocruz Amazônia recebe alunos que concorrem ao Programa de Vocação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nos períodos da manhã e tarde desta quinta-feira, 21/07, grupos de alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Angelo Ramazzotti, no Adrianópolis, que concorrem a vagas do Programa de Vocação Científica (Provoc) da Fiocruz. É o primeiro ano de adesão do ILMD ao programa, cujo objetivo é estimular a aprendizagem e o conhecimento científico a partir da experimentação de práticas de pesquisa. Criado em 1986, o Provoc é coordenado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e se destina a jovens que cursam o nível médio de ensino. No total, 23 alunos dos turnos matutino e vespertino serão recebidos hoje e amanhã, para a etapa final das entrevistas presenciais, decisivas para a seleção dos dez estudantes que seguirão no programa, ao longo dos próximos 12 meses, designados a orientadores da unidade. Eles foram recebidos pela diretora substituta do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e os pesquisadores da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino e Jose Joaquin Carvajal, coordenadores locais do Provoc.

Nas boas-vindas aos alunos, a diretora Stefanie Lopes destacou a importância da Ciência, como área que permite estudo, reflexão e questionamentos, sobretudo para a melhoria da saúde pública, e da necessidade de empenho dos jovens estudantes nas atividades previstas para o êxito do programa. “A Ciência tem um espectro amplo de atuação e é importante que essa oportunidade de estar numa unidade da Fiocruz seja encarada por todos vocês como um privilégio”, enfatizou. Priscila Aquino lembrou que a primeira etapa do programa é da iniciação. “O processo de seleção dos alunos envolve etapas. Primeiramente, preenchem fica de inscrição, onde o aluno já demonstra o interesse em participar e em seguida a etapa da redação, feita na escola, e depois as entrevistas presenciais”, afirmou, salientando que o processo de seleção teve, no total, 50 alunos inscritos. A proximidade do ILMD com a Angelo Ramazzotti foi um dos critérios utilizados para a escolha da escola. O Provoc prevê seleção anual de escolas e alunos para adesão ao programa.

Cada aluno receberá uma bolsa mensal no valor de R$ 100,00. Ao longo dos primeiros 12 meses, os alunos serão inseridos nas atividades de pesquisa dos pelos projetos dos orientadores. “Podem ser projetos de pesquisa associados às áreas da microbiologia, entomologia, sociedade e cultura, conduzidos pelos orientadores nessa etapa de iniciação, que visa introduzir os conceitos e técnicas básicas que se utilizam em projetos”, observa Aquino. As atividades podem variar a depender da linha de pesquisa e do projeto. “Ao todo, participam do programa dez orientadores da Fiocruz Amazônia. A carga horária dos alunos é de quatro horas semanais, o que significa que eles terão que vir uma vez por semana ao ILMD e permanecer por quatro horas”, explica a coordenadora. Joaquim Cortes observa que, ao final do período de um ano, será feita uma avaliação de desempenho que dará oportunidade para que os alunos, continuem no Provoc, só que numa etapa denominada Avançado, com duração total de 22 meses, onde desenvolvem todas as etapas de execução de um projeto de pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde.

Para os alunos, o momento é de descoberta. Eduardo da Costa dos Santos, 15, aluno do primeiro ano do Ensino Médio da Angelo Ramazzotti, explica que a experiência lhe parece muito positiva para a escolha de sua carreira. “Tenho interesse pela área de Logística e creio que aqui teri como poder aplicar Ciência nessa área”, explicou. Outra selecionada, Jamile Barbosa, 15, diz ser apreciadora da Biologia, com ênfase em insetos. “Acho uma área muito interessante, mexer com insetos me agrada”, afirmou, antes de ser entrevistada. Na etapa da Redação, dos 23 selecionados, 14 alunos são do turno matutino e nove do vespertino.

SAIBA MAIS SOBRE O PROVOC

O Programa de Vocação Científica (Provoc) é uma proposta educacional de Iniciação Científica (IC) na área da saúde para jovens que cursam o nível médio de ensino. O Programa foi criado em março de 1986 no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos e sempre foi coordenado pela EPSJV. O Programa é dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado. As inscrições para pesquisadores interessados em orientar alunos na etapa Iniciação 2022/2023 encerraram-se no último dia 30 de junho. nas unidades da Fiocruz campus Manguinhos e nas unidades regionais e escritórios da Fiocruz – Fiocruz Brasília, Fiocruz Ceará, Fiocruz Mato Grosso do Sul, Fiocruz Piauí, Fiocruz Rondônia, Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e Instituto René Rachou (Fiocruz Minas). Ao longo dos 30 anos de existência do Provoc, há inúmeros casos de alunos que se tornaram cientistas.

O horário de participação do estudante é definido pelo seu turno escolar e pode ser ampliado em função dos interesses e da disponibilidade do orientador, da equipe e do aluno. O estudante recebe um formulário de frequência que deve ser preenchido, assinado por seu orientador e entregue à coordenação da etapa Iniciação, ao final de cada mês A ausência deve ser justificada e informada ao orientador previamente. É permitido até quatro faltas consecutivas. No caso de três faltas consecutivas é obrigatório também apresentar justificativas ao profissional responsável pelo Provoc na instituição de origem e a coordenação da etapa Iniciação. Caso contrário, estará sujeito ao desligamento do Programa. No Provoc Avançado, a carga horária pode variar de acordo com o interesse e disponibilidade do orientador, da equipe e do estudante. O período previsto é de 12 horas semanais (manhã e tarde). O aluno deverá elaborar, mensalmente, resumo de atividades, a ser revisado e assinado pelo orientador e encaminhado à coordenação do Provoc. O estudante tem 30 dias de férias acordado previamente com o orientador e posteriormente comunicado à coordenação do Provoc (nas duas etapas).

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne

Centro de Estudos irá abordar desmatamento, doenças infecciosas e saúde pública

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 15/7, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Desmatamento e doenças infecciosas e saúde pública. Qual a relação?”, a ser ministrada por Alessandra Ferreira Dales Nava, pesquisadora da Fiocruz Amazônia.

Segundo a pesquisadora “O desmatamento é uma das causas para emergência de doenças infecciosas”. A apresentação vai abordar a perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos que levam a situações que fragilizam as relações hospedeiro, reservatórios e afetam ainda populações em condições de vulnerabilidade.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/85901249514?pwd=cy9yUm9haUdkeGN6a3Irditkam0zUT09

(ID: 859 0124 9514) e (Senha de acesso: 703163)

SOBRE O PALESTRANTE

Alessandra possui graduação em Medicina Veterinária e Doutorado em Medicina Veterinária com ênfase em Epidemiologia. Atua na área de Medicina Veterinária , sub área Medicina Preventiva.   Desenvolve pesquisas envolvendo as seguintes disciplinas: Ecologia de doenças infecto contagiosas, Doenças emergentes, Saúde Pública, Medicina da Conservação, Epidemiologia, Biologia da Conservação e Enfermidades Infecciosas.

Sua linha de pesquisa é relacionada aos efeitos antrópicos na prevalência e emergência de enfermidades zoonóticas em animais silvestres e população humana. Desde 2014 é Pesquisadora do Instituto Lêonidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), e compõe o Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia.

É docente permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (Bio-Interação) e do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), além do Profsaúde – programa de pós graduação stricto sensu em saúde da família.

Alessandra é também membro do laboratório  Planetary Health e da Academia de Saúde Global da Universidade de Edimburgo, além de membro do grupo de especialistas em Peccaries da IUCN – International Union for Conservation of Nature.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Vacina BCG: lições a partir da análise genômica funcional será tema do Centro de Estudos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 15/7, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Vacina BCG: lições a partir da análise genômica funcional”, a ser ministrada por Leila de Mendonça Lima, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC- Fiocruz)

Na ocasião, o pesquisador abordará os estudos sobre o Mycobacterium bovis BCG Moreau, a partir da análise genômica da cepa utilizada no Brasil para a produção da vacina contra a tuberculose, com foco no impacto funcional de algumas das mutações identificadas.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/88415777494?pwd=ZW9ST09GVFUrQUpvdG93UTYrRi90dz09

(ID: 884 1577 7494) e (Senha de acesso: 358853)

SOBRE O PALESTRANTE

Leila possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutorado em Ciências Biológicas (Genética) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-doutorado em Genética Molecular Micobacteriana, pelo Instituto Pasteur, França.

É Pesquisadora Titular da Fundação Oswaldo Cruz, tendo chefiado o Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular (2005-2007) e o Laboratório de Genômica Funcional e Bioinformática (2007-2012) do IOC. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular do Instituto Oswaldo Cruz (2013-2022). Tem experiência na área de Genética Molecular, com ênfase em genômica e proteômica de micobactérias e tripanosomatídeos.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

ILMD/Fiocruz Amazônia e Cogepe discutem Programa de Gestão e Desempenho no II Fórum Regional de Gestão de Pessoas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) sediou durante dois dias o II Fórum Regional de Gestão de Pessoas, promovido pela Coordenação Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe), da Fiocruz. O objetivo foi o de promover a discussão acerca de temas de interesse dos servidores, colaboradores e discentes, cumprindo programação de visitas às unidades descentralizadas da Fiocruz no Brasil para debater a implantação do Programa de Gestão e Desempenho (PGD) da Fiocruz. O programa estabelece um modelo de trabalho que substitui o controle de frequência pelo controle de resultados e contempla as modalidades de trabalho presencial, teletrabalho parcial e teletrabalho integral.

O fórum, que aconteceu no formato híbrido (presencial e remoto),  foi conduzido pela coordenadora geral da Cogepe, Andréa da Luz Carvalho, e a coordenadora da Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST Cogepe), Marisa Augusta de Oliveira. Na primeiro dia da programaçao, segunda-feira, 11/07, o ponto focal foi a apresentação do PG, instituído pela Normativa No 65, de 30 de julho de 2020, e cujo documento base vem sendo construído de forma participativa por meio de grupo de trabalho constituído com essa finalidade. Poderão participar servidores, empregados públicos, cargos DAS, contratados por tempo determinado e estagiários.

Andréa Carvalho destacou as principais diferenças entre teletrabalho na pandemia e no PGD, caracterizando as nuances entre as duas condições. Segundo ela, o período da pandemia serviu de aprendizado e referência para as novas medidas. “Houve a adoção do trabalho remoto em diversas áreas, a incorporação da tecnologia da informação e comunicação mais fortemente nos processos de trabalho, empréstimo de equipamentos para trabalho remoto, gestão de equipes mistas e a saúde do trabalhador vista como valor central.  A partir dessa experiência está sendo possível consolidar a construção do nosso documento-base para implantação de PGD”, pontuou Andréa.

Pontos polêmicos como o que muda a partir da adoção dos regimes de trabalho pelo programa e elaboração de tabela de atividades, produtividade, iniquidades, saúde do trabalhador, qualificação/capacitação dos trabalhadores, como fica o trabalho terceirizado nas unidades, entre outros, também foram abordados.  “Os participantes do PGD estão dispensados do controle de frequência eletrônica, em todas as modalidades do programa:  presencial, teletrabalho parcial ou integral, mas é preciso ainda aprovar a regulamentação para que isso ocorra dentro do que preconiza a Fiocruz”, explicou. Os servidores serão monitorados por plano de trabalho, a ser pactuado com as chefias e registrado em sistema eletrônico, com metas e prazos a cumprir.  Caberá à Fiocruz a autorização para a instituição do PGD, por meio de ato normativo, que definirá os tipos de atividades compatíveis com o PGD, as modalidades de trabalho e as tabelas de atividades.

No tocante à saúde do trabalhador, Marisa Oliveira, destacou a necessidade de fortalecimento da Coordenação de Saúde do Trabalhador como espaço de referência intra e interinstitucional para a produção, construção, disseminação e gestão do conhecimento em saúde do trabalhador. O PGD prevê a realização de monitoramento epidemiológico e vigilância em saúde do trabalhador, incluindo e identificando componentes geradores do sofrimento e agravos físicos e psicossociais, promover espaços para construções coleticas, tais como Comissão Interna de Saúde dos Servidores Públicos Federais ou Comissões Internas de Saúde dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, além de fóruns vinculados direta e indiretamente à saúde do trabalhador e reconhecer as questões de gênero, modelos familiares, de raça, de acessibilidade e geracionais em sua relação com o trabalho, entre outras questões.

No segundo dia do fórum, foram discutidos os temas “Assédio Moral, Sexual e outras Violências no Trabalho” e “Política de Testagem dos Alunos da Unidade”.  Entre as estratégias de enfrentamento aos casos de violência no trabalho, como assédio moral, LGBTfobia, entre outras, a Fiocruz está preparando uma edição atualizada da cartilha que aborda a questão e orienta os trabalhadores sobre como proceder em possíveis casos de assédio na instituição. “A Fiocruz vem combatendo a questão da violência no trabalho desde 2008, sempre se posicionando intolerante a qualquer tipo de ocorrência dessa natureza. Hoje os RHs discutem uma série de questões e temos os comitês de ética instalados, atendendo à diretriz aprovada no 8º congresso Interno da Fiocruz, na tese 11, sobre o combate à violência interna e externa e a necessidade de planejamento estratégico de uma política de enfrentamento ao assédio moral”, reforçou Andréa Carvalho.

Marisa Oliveira ressaltou a importância do combate ao assédio moral na atenção à saúde mental do trabalhador e lembrou que existe diferença entre assédio moral e conflito de trabalho. “Em situações de conflito, a melhor estratégia é a de buscar o acordo. Porém, se os conflitos voltam a acontecer, em função de determinado tipo de comportamento, a denúncia de assédio pode ser formalizada para apuração e providências”, explicou, informando os canais de comunicação de denúncias. A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, agradeceu a presença da Cogepe e ressaltou a importância da discussão como resposta aos casos de violência no trabalho. “As mulheres, maiores vítimas de assédio em ambientes de trabalho, são as que mais sofrem. O poder de ascenção profissional ainda é masculino, mas é fundamental que se repense esse modelo autoritário. Cabe às chefias o desafio e a responsabilidade de mudar essa forma de poder, fazendo com que ele seja diverso e inclusivo”, salientou.

O Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust) é uma das instâncias de acolhimento e atendimento às vítimas de assédio moral.  A Ouvidoria da Fiocruz é o canal principal para denúncias relativas a servidores públicos e o Comitê de Ética apura as questões relacionadas a agentes públicos (terceirizados). Daqui, a equipe da Cogepe seguiu para Porto Velho (RO), onde acontece o forum de gestão destinado aos servidores e colaboradores da Fiocruz Rondônia .

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagens: Ingrid Anne

Edital Inovação Amazônia contempla 20 projetos com financiamento para pesquisas científicas nos Estados do AM e RO

O Programa Inova Fiocruz, da Fundação Oswaldo Cruz, aprovou um total de 20 projetos dos 35 submetidos ao Edital Inovação Amazônia para receber financiamento para pesquisas como foco na Amazônia. O resultado foi oficializado no último dia 30 de junho, com o anúncio dos aprovados. O edital prevê um total de R$ 7,1 milhões para o financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, voltados para a região amazônica, coordenados por pesquisadores das unidades da Fiocruz no Amazonas e em Rondônia. No último dia 8/07, ocorreu a primeira reunião de integração do grupo que teve projetos contemplados com financiamento do Inovação Amazônia. O edital foi lançado este ano como ferramenta de incentivo às pesquisas em Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco em saúde pública na Amazônia, por meio de parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam) e Fapero.

A reunião permitiu o intercâmbio de informações sobre os objetivos de cada trabalho e foi aberta pela coordenadora adjunta do Programa Inova Fiocruz, Claude Pirmez, com a saudação aos pesquisadores contemplados feita pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, o diretor da Fiocruz Rondônia, Jansen Fernandes de Medeiros, e a coordenadora de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, Zélia Profeta. Do total de 20 projetos, dez são da Fiocruz Amazônia e dez da Fiocruz Rondônia.

Para o coordenador do Programa Inova Fiocruz, Milton Ozório Moraes, o Edital Inovação Amazônia possibilita induzir o desenvolvimento científico e tecnológico visando soluções em saúde pública para a população brasileira com um olhar para os problemas prioritários da Amazônia. “Estudos em saúde pública sobre populações vulneráveis, sobre alternativas para tratamento de acidentes ofídicos, estratégias inovadoras de vigilância genômica para antecipar novas epidemias, novos tratamentos para doenças endêmicas como malária e tuberculose, avaliação de novas abordagens para controle entomológico. Esses não são problemas exclusivos da Amazônia, mas dada uma relevância local, podem ser melhor compreendidos e certamente escalonados para utilização em outras regiões no Brasil, e também nos países vizinhos”, afirma Milton, referindo-se à variedade de temas dos projetos aprovados. “Certamente, a iniciativa poderá alavancar a pesquisa voltada para Inovações em saúde para a Amazônia”, completou.

O processo de avaliação dos projetos contou com a participação de avaliadores da Fiocruz e externos, além de uma comissão técnica composta por Andreimar Soares (FAPERO), Claude Pirmez (Fiocruz), Márcia de Oliveira Teixeira (Fiocruz) e Milton Ozorio Moraes (Fiocruz). O resultado está disponível no Portal Fiocruz. A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, ressaltou a importância do Edital para a Amazônia. “Somos mais de 30 milhões de brasileiros vivendo sob o manto de subdesenvolvimento. Portanto, a consolidação de iniciativas como o Inovação Amazonia pela Fiocruz rompe um pouco com esta lógica. Vivemos diante de um desafio que requer engajamento de todos os pesquisadores que aqui labutam, em especial os do ILMD/Fiocruz Amazonia e do Escritório de Rondônia, sem os quais não seriamos capazes de implementar C&T para a construção de uma sociedade mais justa e humana. Este é mais um pacto pela Amazônia, reafirmando o papel estratégico que as duas unidades da Fiocruz têm nesta região”, afirmou.

O diretor da Fiocruz Rondônia, Jansen Fernandes de Medeiros, afirmou receber com alegria o resultado do edital por tratar-se de uma iniciativa pioneira neste formato. “Teremos muitos frutos com as propostas que foram aprovadas, da mesma forma que também ansiamos pela regularidade, permanência de oportunidades que possam contemplar as nossas demandas, que são muitas. Apesar da nossa pouca idade, apenas 13 anos, a Fiocruz Rondônia tem dado relevantes contribuições ao desenvolvimento da ciência e da Amazônia, e para que continuemos firmes com nossa missão é fundamental que tenhamos iniciativas como esta”, afirmou Jansen.

Temas importantes para desenvolvimento do sistema de CT&I na área de Saúde foram aprovados, pela Fiocruz Rondônia, como “Vigilância de agentes zoonóticos em animais silvestres e domésticos e vetores artrópodes”;  “Desenvolvimento de um ensaio molecular de amplo espectro para rastreamento de arboviroses negligenciadas”; “Vigilância genômica do vírus Oropouche para investigação da ocorrência da febre Oropouche”; “Análise clínico-molecular da doença hepática avançada e desenvolvimento de um ensaio para identificação de biomarcadores de hepatocarcinoma celular”; “Eficácia do laser de baixa intensidade vermelho e infravermelho para a redução das manifestações locais nos envenenamentos ofídicos”; “Implementação de um protocolo automatizado para desenvolvimento de novos fármacos”; “Integrar e predizer desfechos não favoráveis em Tuberculos” e “Desenvolvimento de sensores eletroquímicos baseados em nanocorpos de camelídeos voltados ao diagnóstico diferencial do envenenamento por serpentes”.

Pelo Instituto Leônidas & Maria Diane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foram aprovadas os seguintes estudos: “Análise da microbiota de Anofelinos e Flebotomíneos suscetíveis e refratários á infecção por Plasmodium e Leishmania”, “Ecobiodiversidade dos ciclos de transmissão de Tripanossomatídeos em distintas paisagens amazônicas, com ênfase nos riscos para a saúde humana”, “Vigilância metagenômica para a detecção de vírus zoonóticos emergentes: antecipando possíveis eventos de spillover viral no estado do Amazonas”, “Participação comunitária no processo de planejamento, organização e oferta dos serviços de saúde em localidades rurais ribeirinhas da Amazônia”, “Estudo sobre oferta de métodos contraceptivos reversíveis de longa ação no pós-parto imediato para adolescentes na Amazônia”, “Proposta de monitoramento epidemiológico e espaço-temporal dos feminicídios: potencialidades da vigilância da informação em saúde à equidade de gênero”, “Desenvolvimento de fragmentos de anticorpo de cadeia única (scFv) aplicáveis ao diagnóstico de malária”, “Da atenção básica municipal à atenção especializada e de urgência regional: o acesso à saúde na calha do Solimões- Amazonas”, “Autopercepção do envelhecimento como causa do abandono da terapia antirretroviral (TARV) em Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV) no Estado do Amazonas” e “Estações Disseminadoras de Larvicida no controle de Aedes: Proposta de intervenção no município de Manaus/AM”.

Os projetos têm temáticas relativas à biodiversidade da Amazônia, vigilância, controle e tratamento de doenças tropicais e/ou negligenciadas ou emergentes na região, temas relacionados à equidade e ao bem-estar de populações vulneráveis residentes na Amazônia e na Pan-Amazônia (países que têm a floresta Amazônia em seu território), além de propostas visando ao desenvolvimento regional e que abordem soluções que estimulem a integração dos serviços de saúde e das práticas de vigilância em saúde no Arco Norte da fronteira, considerando a realidade social, epidemiológica, econômica, cultural e administrativa da faixa de fronteira. Além dos projetos que promovam a valorização de saberes de povos tradicionais e do patrimônio cultural local, visando a inovação e humanização dos cuidados em saúde na Amazônia.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagens: Ingrid Anne

Jovens comunicadores indígenas recebem formação em medicina tradicional

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e as organizações não-governamentais Centro de Medicina Indígena e Saúde dos Povos Indígenas da Amazônia, realizará na próxima quinta-feira, 14/07, a Oficina de Formação de Jovens Comunicadores Indígenas, com a temática “Medicina Indígena”,  às 8h20. O objetivo do evento, que será no formato remoto, é preparar jovens comunicadores que irão acompanhar futuramente as oficinas do ensino tradicional da Medicina Indígena, respeitando e contribuindo para a preservação das tradições e costumes de cada povo.

Os conhecimentos serão aplicados nos territórios de abrangência do Projeto Echo, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia em parceria com o UNICEF. “A ideia é estimular os jovens a saírem a campo para captar imagens e fazer registros referentes ao cotidiano de suas comunidades. Nós, da Fiocruz Amazônia, ficaremos responsáveis pela edição desse material”, explica o chefe do Laboratório de História, Política Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), Júlio Schweickardt, pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia. A oficina será ministrada pelo especialista indígena João Paulo Tukano e a jornalista e documentarista Flávia Abtibol.

Durante a oficina, serão abordados os diferentes aspectos das narrativas por meio das ferramentas de comunicação e sobre práticas de cuidado de saúde e cura dos povos indígenas. Na programação, está prevista exposição sobre a importância de Kihti ukuse (narrativas míticas), Bahsese (benzimetos) e Bahsamori (rituais), os três conceitos fundamentais do conhecimento prático-científico dos povos indígenas, além do sistema de cuidado de saúde e cura, com benzimentos e uso de plantas medicinais, enfrentamento à covid-19, orientações sobre produção de vídeos e atividades práticas.

“A medicina Indígena é o reconhecimento da sabedoria e  práticas baseadas em crenças e experiências de diferentes culturas utilizadas na manutenção da saúde. Assim, essa formação com os jovens comunicadores indígenas fortalece a preservação do conhecimento repassados historicamente entre os povos para a prevenção, diagnóstico, tratamento e melhora de enfermidades”, esclarece o especialista em Saúde e HIV do UNICEF Brasil, Antônio Carlos Cabral.

“Essa oportunidade ajuda os jovens comunicadores a transmitir suas demandas e de suas comunidades. Eles já  trabalham muito bem na mediação das informações que são enviadas até a base. Além do fato  que são futuras lideranças que vão agregar conhecimento e estratégias de comunicação nas suas organizações e comunidades”, informa Anderson Teles Marques, que integra o grupo de jovens comunicadores indígenas.

Para Júlio Schweickardt, a oficina de jovens comunicadores nada mais é do que uma oportunidade de troca de saberes e experiências. Ele lembra que a Fiocruz Amazônia e o UNICEF trabalham em parceria na elaboração de um diagnóstico do impacto da pandemia de covid-19 em comunidades indígenas e, nesse sentido, a transmissão de conhecimento via jovens comunicadores assume grande relevância. O projeto ECHO Covid, coordenado pela pesquisadora em Saúde Pública do Lahpsa, Michele Rocha de Araújo El Kadri, tem como finalidade o fortalecimento da resposta da pandemia em vigilância, saúde mental e medicina tradicional com povos indígenas de quatro estados (Amazonas, Roraima, Pará e Maranhão). O projeto conta com recursos da European Civil Protection and Humanitarian Aid Operations (ECHO).

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Arquivo Fiocruz Amazônia

Reunião na Fiocruz Amazônia pauta Planejamento Estratégico para Mestrado Profissional em Saúde da Família

Membros do Grupo de Trabalho responsável pelo Planejamento Estratégico do Ensino no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realizaram na manhã desta sexta-feira, 8/7, uma reunião com a Coordenação do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde). O intuito da reunião é reafirmar os compromissos assumidos pelo Programa, além de estabelecer novas metas e estratégicas que possam potencializar melhorias contínuas para o ProfSaúde, no quadriênio 2022 e 2025.

“Cada Programa está construindo seu plano estratégico, então a ideia é que esse plano seja válido para os próximos quatro anos. O objetivo é que cada programa pense o que irá realizar, dentro daquelas ações específicas de cada área, no nosso caso, da área de saúde coletiva. Esse planejamento visa a melhoria dessas ações que desenvolvemos no âmbito do programa. Estamos pensando as metas e os indicadores, para avançarmos e melhorar também a própria avaliação dos programas, especialmente na Amazônia, onde temos poucos programas com notas acima de três, que é uma nota mínima para os programas se posicionarem”, explicou Júlio César Schweickardt, coordenador do Mestrado Profissional em Saúde da Família.

O Planejamento busca ainda avaliar e estruturar novas diretrizes para o programa. O processo será estabelecido através de um Grupo de Trabalho composto pelos pesquisadores, Stefanie Costa Pinto Lopes; Priscila Ferreira de Aquino; Rodrigo Tobias de Souza Lima; Júlio César Schweickardt; Maria Luiza Garnelo Pereira; Maria Olívia de Albuquerque Ribeiro Simão; Severina de Oliveira dos Reis.

O PROFSAUDE/MPSF é um Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Saúde da Família, em rede, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC). O programa é uma estratégia de formação que visa atender à expansão da pós-graduação no país, bem como à educação permanente de profissionais de saúde, com base na consolidação de conhecimentos relacionados à Atenção Primária em Saúde (APS), à Gestão em Saúde e à Educação.

O curso é oferecido na modalidade EaD, abrangendo 09 (nove) encontros síncronos (presenciais ou virtuais, a depender do contexto epidemiológico) e atividades desenvolvidas a distância no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do PROFSAUDE/ MPSF são denominadas instituições associadas e são responsáveis pela execução do curso localmente.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Ingrid Anne

Estudo reafirma importância da vacina contra Covid-19 para crianças e adolescentes ao avaliar trajetória de mortes pela doença em distintos grupos etários entre 2021 e 2022

Pesquisa realizada em conjunto pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD- Fiocruz Amazônia), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou redução do número de óbitos por Covid-19 entre adolescentes de 12-17 anos, durante o período mais crítico da epidemia em 2022 e substancial aumento em menores de 12 anos, principalmente nos menores de 5. O padrão se repete em junho de 2022, na vigência da quarta onda de contágios, devido à falta de acesso das crianças à vacinação. “Nos adolescentes de 12 a 17 anos, vacinados ainda em 2021, observamos uma queda significativa de 40% na mortalidade por Covid-19 no período mais crítico da terceira onda, de 23 de janeiro a 12 de fevereiro de 2022, em comparação com o período mais crítico da segunda onda (14 de março a 3 de abril/2021)”, explica o epidemiologista da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana. Segundo ele, nas crianças de 5-11 anos, houve aumento de 74% na mortalidade por Covid-19, comparando o período mais crítico de 2022, com o pior de 2021.

“Esse padrão de aumentos nas mortes de crianças se repetiu e foi de 82% naqueles de 2-4 anos e de 54% em crianças de 0-1 ano de idade. Portanto, nas crianças, as taxas de mortalidade foram iguais ou piores do que em fases anteriores da epidemia, se contrapondo ao registro de queda consistente e forte dos adultos, reforçando não só a efetividade da vacina contra COVID-19, mas também a importância do seu uso oportuno e massivo”, afirma Orellana. A amostra final avaliada foi de 408.120 registros de mortalidade, com 0,34% (1.407 óbitos) ocorrendo antes dos 18 anos e 64,6% (263.771) naqueles com 60 anos e mais. “Observaram-se padrões opostos na mortalidade por COVID-19 no Brasil, com crianças majoritariamente não vacinadas ou insuficientemente protegidas pela vacinação em massa de um lado e apresentando taxas de mortalidade iguais ou maiores do que em fases anteriores da epidemia e, de outro, consistente e forte padrão de queda em indivíduos incluídos na campanha nacional de vacinação”, analisa Orellana.

O pesquisador salienta que o impacto da mortalidade por Covid-19 em crianças segue aumentando no Brasil, sobretudo naquelas que ainda não foram vacinadas. Durante o levantamento, outro ponto importante identificado foi o da forte queda da mortalidade em adultos no Brasil, muito provavelmente devido ao efeito protetor das vacinas e mesmo em contexto de ampla circulação da variante de preocupação ômicron, muito mais contagiosa do que versões originais do novo coronavírus.

Além de Jesem Orellana, assinam o estudo os professores Lihsieh Marrero, da Escola Superior de Ciências da Saúde da UEA, e Bernardo Lessa Horta, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (RS). O artigo “Mortalidade por Covid-19 no Brasil em distintos grupos etários: diferenciais entre taxas extremas de 2021 e 2022”, foi aceito para publicação, e em breve estará disponível na íntegra, na revista Cadernos de Saúde Pública da Ensopada/ Fiocruz, que debate políticas públicas e fatores que afetam as condições de vida das populações e os cuidados de saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa.
Imagem: (Divulgação)

Escritório de Projetos da Fiocruz Amazônia recebe devolutiva de projeto que visa fortalecer estratégia de atuação em rede no País

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quarta-feira, 6/07, a visita da equipe responsável pela execução do Projeto Estudo de Avaliabilidade da Rede de Escritórios de Projetos da Fiocruz, coordenado pela docente e pesquisadora titular da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), Marly Cruz. Segundo ela, o objetivo da visita é o de fazer uma devolutiva da pesquisa, realizada ao longo dos últimos dois anos, junto a 13 escritórios de projetos, pertencentes às unidades técnico-científicas da Fiocruz no Brasil. A equipe multiprofissional do projeto traz também contribuições para o fortalecimento da ideia de integração visando uma atuação em rede dos escritórios de projetos da Fiocruz no País. O grupo foi recebido pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, e pela vice-diretora de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Analice Carvalho, chefe do Escritório de Projetos do ILMD.

De acordo com a diretora Adele Benzaken, o Escritório de Projetos tem uma função importante na estrutura da Fiocruz Amazônia tanto no apoio aos pesquisadores quanto na proposição de projetos e captação de recursos. “Desde o início da atual gestão, conseguimos fazer com que o Escritório de Projetos assumisse também o protagonismo na proposição de projetos e temos obtido excelentes resultados”, avaliou Benzaken. Marly Cruz explica que a devolutiva visa contribuir para o aprimoramento da gestão dos escritórios a partir das realidades observadas durante o estudo. “O Escritório de Projetos é a instância que cuida da gestão dos projetos de cada uma das unidades técnico-científicas da Fiocruz. Toda parte de iniciação, apoio aos pesquisadores na execução e prestação de contas, enfim um conjunto de ações bastante complexas”, destaca.

Dentro das unidades da Fiocruz, os Escritórios de Projetos têm a função de facilitar o processo de tramitação dos projetos junto à Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). “É uma instância meio importante porque cada projeto captado, seja de relevância local ou nacional, precisa ter uma boa gestão. Não adianta querer ter boas ideias para resolver os problemas de saúde da nossa sociedade, se a gente não tem boa capacidade de gestão, tanto administrativa quanto de recursos e de pessoas. O escritório vai justamente ter esse papel de apoio a gestão”, acrescenta Marly Cruz.

A chefe do Escritório de Projetos da Fiocruz Amazônia, Analice Carvalho, explica a importância da devolutiva. “Para nós, enquanto participantes da rede, foi importante porque fizeram um estudo detalhado do Escritório de Projetos do ILMD, com caracterização, definição e desenho da nossa rede sociotécnica e a descrição do nosso modelo lógico, fundamental para que saibamos como funcionamos enquanto escritório e como nos situamos na rede”, afirma.

Analice ressalta que a criação da Rede de Escritórios de Projetos é uma iniciativa do Escritório de Projetos da Presidência da Fiocruz para articular e potencializar os conhecimentos, saberes e ações dos habitantes da rede, que são os escritórios de projetos. “É uma iniciativa que tem ajudado muito na estruturação dos escritórios de projeto como um todo, bem como no compartilhamento de informações, desenvolvimento de capacitações e resoluções de problemas”, salientou.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Ingrid Anne

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia abordará complexo de espécies em artrópodes vetores

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 8/7, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Complexo de espécies em artrópodes vetores: além da taxonomia”, a ser ministrada pelo biólogo, Lucas Christian de Sousa-Paula.

Segundo explica o pesquisador, complexos de espécies são agrupamentos informais de espécies morfologicamente similares, quando não idênticas (espécies crípticas), e que podem ser distinguidas a partir de técnicas moleculares ou outras. “A existência de complexos de espécies é um fenômeno relativamente comum entre artrópodes vetores de doenças. Um caso clássico é Lutzomyia longipalpis sensu lato, o flebotomíneo incriminado como o principal vetor de Leishmania infantum nas Américas. Nesse centro de estudos serão discutidos estudos recentes com o complexo L. longipalpis e, também, outros grupos de artrópodes”, destacou.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/87339339537?pwd=akJ0Mm8vTmtqS3JqQk5UbzhmcUV0Zz09

(ID: 873 3933 9537) e (Senha de acesso: 208192)

SOBRE O PALESTRANTE

Lucas é biólogo graduado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, mestre em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Ciências (área de concentração: eco-biologia de patógenos, vetores e hospedeiros) pelo programa de Biociências e Biotecnologia em Saúde do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) (2022).

Atualmente é Postdoctoral Visiting Fellow no Rocky Mountain Laboratories, National Institutes of Health (NIH/NIAID), Hamilton, EUA. Em 2021, ganhou o prêmio Jovem Pesquisador Tropicalista (2º lugar) da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Possui experiência com artrópodes vetores de patógenos causadores de doenças e bioinformática aplicada à análise de dados moleculares, com ênfase nos seguintes tópicos: complexo de espécies de artrópodes vetores; eco-epidemiologia da leishmaniose visceral; análise de dados moleculares; genética de populações e sequenciamento de nova geração.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Curso on-line da Fiocruz e do UNFPA sobre emergências obstétricas certifica 320 profissionais de saúde na Região Norte

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD-Fiocruz Amazônia), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas no Brasil (UNFPA) e o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), realiza no próxima segunda-feira,  4 de julho, às 9h (horário Manaus), a cerimônia virtual de encerramento do curso de atualização em Urgências e Emergências Obstétricas, voltado para profissionais da área na Região Norte e oferecido no Campus Virtual da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), plataforma on-line com videoaulas.

O evento contará com a participação da diretora da Fiocruz Amazônia, a médica Adele Benzaken, e da representante do UNFPA Brasil, Astrid Bant. Poderá ser acompanhado pelo link https://www.youtube.com/channel/UCpTAHcLsJ2TYNvjmYDJqroQ

O curso ofereceu um total de 500 vagas e contou com 1.750 inscrições em todo o território nacional, sendo selecionados 1.431 profissionais de saúde da Região Norte. O Amazonas foi o Estado com o maior número de participantes (929), entre matriculados da capital e do interior. O objetivo foi qualificar os profissionais a lidar com as situações que colocam em risco a vida da gestante e do feto, reduzindo o risco de mortalidade infantil e de mulheres durante o parto, além de estimular o planejamento familiar voluntário e a maternidade segura.

Emergências obstétricas são as situações que demandam resposta imediata por parte da equipe de saúde em atendimento nas unidades. De acordo com o pesquisador em Saúde Pública Júlio Schweickardt, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, o curso contou com um total de concluintes bem acima da média brasileira de participantes que chegam até o final de cursos on-line.  Foram certificados, no total, 320 profissionais de saúde da região Norte das 1.431 pessoas inscritas.

“Uma média alta e bastante satisfatória, em se tratando de cursos oferecidos em plataformas on line no Brasil”, afirma Schweickardt, acrescentando que se trata de uma oportunidade de formação extremamente importante para os profissionais de saúde da Região Norte, especialmente nos municípios de difícil acesso. “Com isso, a Fiocruz Amazônia cumpre a sua missão institucional de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da capacitação dos seus profissionais em atuação em parceria com organismos internacionais como o UNFPA”, destacou.

A chefe do Escritório do UNFPA em Manaus, Débora Rodrigues, destaca a importância da participação feminina. “O curso alcançou profissionais da saúde, em sua maioria mulheres, que estão na linha de frente da atenção ao ciclo gravídico-puerperal, entre enfermeiras, técnicas de enfermagem, médicas, fisioterapeutas e agentes comunitárias de saúde em sete estados da Região Norte. A partir do curso, as participantes tiveram os seus conhecimentos fortalecidos e atualizados para atuarem em prol do objetivo de zero mortes maternas evitáveis, e que faz parte da estratégia global do UNFPA até 2030”, explicou, ressaltado a contribuição das redes públicas locais, por intermédio das Secretarias de Saúde municipais e estaduais, fundamental para a mobilização e engajamento de profissionais não somente das capitais mas de 56 municípios dos interiores, onde 135 participantes foram certificados.

O curso teve, no total, 24 aulas, oferecidas semanalmente, às sextas-feiras, por meio da plataforma do Campus Virtual da Fiocruz, ministradas por especialistas de todo o Brasil, selecionados pelo Instituto Statera Cursos e Consultoria. Depois do Amazonas (206), os estados com maiores números de participantes certificados foram o Pará (49), seguido por Rondônia (20), Roraima (19) e Acre (19), Tocantins (4) e Amapá (3).

Durante o curso, foram abordadas temáticas diversas, entre as emergências obstétricas mais conhecidas, a exemplo da pré eclâmpsia e eclâmpsia, hemorragia pós-parto, assistência ao parto em apresentação pélvica, distocia de ombros, prolapso do cordão umbilical, reanimação neonatal, rutura uterina e, hiperestimulação uterina com compromisso hipóxico fetal. Para lidar com cada situação, o profissional de saúde necessita de habilidades técnicas específicas.

SOBRE O UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de desenvolvimento internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata de questões populacionais, sendo responsável por ampliar as possibilidades de mulheres e jovens levarem uma vida sexual e reprodutiva saudável, incluindo o planejamento familiar voluntário e a maternidade segura; e busca a efetivação dos direitos e oportunidades para as pessoas jovens.

O UNFPA está presente em mais de 150 países e atua por meio de alianças e parcerias com governos, outras agências da ONU, sociedade civil e setor privado.  A agência também apoia a formulação de políticas e a construção de capacidades nacionais, assegurando que a saúde reprodutiva e os direitos das mulheres e pessoas jovens permaneçam como questões centrais na agenda do desenvolvimento.

Pesquisa é um dos setores vulnerabilizados pela falta de segurança em áreas indígenas no Amazonas

Fazer pesquisa na Amazônia é um desafio. Requer esforço, investimentos, disciplina e uma boa dose de coragem para o enfrentamento de situações de risco quando se realiza estudos nos territórios de fronteira e indígenas. A presença do pesquisador nos territórios indígenas e arredores também é vista como “ameaça” à ação de madeireiros, garimpeiros e pescadores ilegais, que vêm explorando de forma vil os recursos naturais que deveriam estar protegidos e a serviço dos defensores da floresta. A pesquisa é uma das ferramentas no processo de reafirmação da proteção desses territórios. Ela ajuda a perpetuar tradições, reafirmar o sentimento de pertencimento para as novas gerações e tentar garantir a sustentabilidade dos povos originários. A exploração clandestina desenfreada dos recursos naturais coloca em risco a sobrevivência dos povos indígenas, os leva à beira do abismo, acuados pelo medo e a morte. Pesquisador tem muito de jornalista. Sua presença nos territórios tem a finalidade de contribuir para proteção da cultura dos povos, produzir conhecimento e mostrar ao Mundo que defender os povos originários é proteger a Amazônia e nós todos. O pesquisador navega pelas calhas dos rios durante as visitas às populações aldeadas e muitas vezes se expõe ao risco de confronto com grupos criminosos. Ele experimenta da mesma sensação de medo e impotência. A ausência de fiscalização fortalece a atuação criminosa e interfere na condução dos estudos. Uma total inversão de valores. A caça e a pesca, originalmente atividades de subsistência para os indígenas, servem agora a interesses comerciais ilegais. Não há controle de acesso às reservas e as autoridades calam diante das ilegalidades. Quem denuncia decreta sua sentença de morte. Dezenas de pesquisas são realizadas atualmente nas regiões do Vale do Javari e Alto Solimões, dentro das mais diversas áreas de estudo, a exemplo da medicina indígena, parteiras tradicionais, nutrição, saúde mental e epidemiologia comunitária, em parceria com organismos como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Pesquisadores, bolsistas, alunos de Mestrado, Doutorado e profissionais de saúde circulam por essas regiões para produzir uma saúde de qualidade e condições de vida para todas as populações amazônicas. Os desafios de realizar pesquisas são inúmeros, enquanto perdurar a insegurança nessas regiões para que não tenhamos novas tragédias como a de Dom e Bruno.

 Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde da Amazônia (Lahpsa)
Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Pesquisadores da Fiocruz apresentam impacto de pesquisas em saúde desenvolvidas no Amazonas

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresentaram resultados de estudos desenvolvidos a partir de projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas durante o Seminário “Onde Tem Ciência, Tem Fapeam: Resultados de Pesquisa”. O evento teve dois dias de duração e se encerrou nesta quinta-feira, 23/06, reunindo cientistas de 21 instituições contempladas em editais de pesquisa da Fapeam. A Fiocruz Amazônia foi a única com mais de um projeto apresentado – três no total – todos com impacto direto sobre a qualidade de atendimento da saúde no Amazonas, no âmbito do Programa C,T7I nas Emergências de Saúde Pública no Amazonas (PCTI-Emergesaúde/AM) e Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), com repercussão nacional e internacional. O virologista Felipe Naveca, chefe do Laboratório de Biologia Molecular da Fiocruz Amazônia, coordenador do Projeto “Desenvolvimento e avaliação de métodos diagnósticos destinados à detecção do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e outros vírus respiratórios, no contexto epidemiológico do Estado do Amazonas, Brasil”, destacou a importância do trabalho no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

A pesquisa foi responsável pela oferta e realização de teste de diagnóstico para a população residente no Amazonas, além de ter contribuído com o treinamento e capacitação de agentes comunitários de saúde para a realização dos testes de diagnóstico (anticorpos e antígenos) da doença, indo até as regiões mais longínquas, a exemplo do município de Tabatinga, onde a equipe do Laboratório de Fronteira foi capacitada na realização do ensaio de PCR para a detecção das variantes do novo Coronavírus. “Todas essas atividades trouxeram um retorno para a sociedade, inclusive com a formação de alunos em nível de mestrado e doutorado que futuramente poderão desenvolver pesquisas que tragam novos retornos para a sociedade”, destacou Felipe Naveca.

De acordo com o virologista, o projeto teve significativo impacto científico. Por meio da pesquisa, foi possível realizar a investigação genômica do SARS-CoV-2, o que contribuiu com o aumento de informações relacionadas ao agente etiológico. “Produzimos aproximadamente 5 mil genomas a partir de amostras coletadas de amazonenses, ao longo de todo o período crítico da pandemia no Estado”, relembrou Naveca, acrescentando que todas as sequências estão disponibilizadas em banco de dados público (GISAID). Por meio do projeto, a Fiocruz Amazônia foi responsável pela notificação do primeiro caso de reinfecção no mundo pela variante Gamma e pela detecção da VOC Alpha (B.1.1.7) em Manaus (caso importando de São Paulo), sendo possível estabelecer novos protocolos para detecção das variantes de preocupação, adotado por toda a rede de laboratórios oficiais do Brasil e implementado em outros 29 países por meio da Organização Panamericana de Saúde (OPAS). O projeto rendeu a publicação de 20 artigos científicos em periódicos indexados, entre os quais as revistas Nature Medicine e Cell.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destaca que a intenção do seminário foi a de socializar e tornar públicos os resultados sociais, econômicos, ambientais e tecnológicos das pesquisas fomentadas pelo Governo do Amazonas. No segundo dia do evento, a Fiocruz Amazônia participou com a apresentação da pesquisa “Avaliação das características epidemiológicas e moleculares de mulheres tratadas com lesões precursoras do câncer do colo do útero no Amazonas / Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde”, coordenada pela pesquisadora em saúde pública da Fiocruz Amazônia Priscila Aquino, via PPSUS. Com dados preocupantes relativos à incidência do câncer de colo de útero no Amazonas, a pesquisa teve papel fundamental na identificação de proteínas características de lesões precursoras de alto grau (NIC 2 e NIC 3) em pacientes diagnosticadas com a doença no Estado, além de futuramente contribuir para a criação de dispositivos tecnológicos que permitam auxiliar no diagnostico e por conseguinte reduzir a incidência de casos deste tipo de câncer.

Conforme apresentado, a pesquisa contribuiu ainda para o aperfeiçoamento da análise clinica e molecular das amostras, sistematização, monitoramento e avaliação das mulheres com lesões precursoras de alto grau e na capacitação/formação de estudantes de pós-graduação. No tocante ao impacto científico, o trabalho permitiu compreender aspectos moleculares do câncer cervical, em especial de características do perfil proteico das lesões precursoras de alto grau (NIC 2 e NIC 3) em pacientes do Amazonas. “O impacto econômico se dá na redução da necessidade de tratamento de pacientes acometidos por câncer de colo de útero, que representa elevados custos para a Saúde, a partir da possibilidade de diagnóstico precoce de NICs”, observou Aquino. O último projeto apresentado, “Desenvolvimento de teste para detecção eletroquímica de ensaios moleculares aplicados ao diagnóstico de doenças”, é coordenado pelo pesquisador Luís André Morais Mariúba, cujo trabalho tem como foco a produção de proteínas recombinantes e o desenvolvimento de ferramentas moleculares. O pesquisador apresentou resultados alcançados com a padronização de testes moleculares para malária e zika vírus, a adequação de testes moleculares para eletroquímica, a modificação de sensores eletroquímicos, o desenvolvimento de sensores impressos e de equipamento para leitura eletroquímica com temperatura controlada.

Fiocruz Amazônia propõe parceria com UEA para ampliar oferta de cursos de pós-graduação no interior e projetos de pesquisas em saúde no Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deverão firmar um termo de cooperação técnica que prevê a ampliação da oferta de cursos de pós-graduação em gestão de saúde pública no interior do Amazonas e o desenvolvimento de projetos de pesquisa em diferentes áreas de atuação visando o aprimoramento dos corpos docente e discente das duas instituições. Na tarde da última quarta-feira, 22/6, a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, e o reitor da UEA, André Zogahib, estiveram reunidos no gabinete da Reitoria da UEA para dar andamento às tratativas da cooperação.

A parceria visa entre outras questões o uso do ambiente próprio para o ensino presencial mediado por tecnologia da UEA para as ações da Fiocruz no âmbito do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteira (VigiFronteiras – Brasil), que pretende capacitar profissionais de saúde atuantes na região de fronteira, na gestão, na assistência, na vigilância bem como na avaliação da qualidade dos serviços. O VigiFronteiras é uma iniciativa da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC) da Fundação Oswaldo Cruz e conta com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O objetivo é fortalecer a atuação de gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul. De acordo com a diretora do ILMD, Adele Benzaken, o cenário da pandemia da Covid-19 requer a necessidade do uso de medidas tecnológicas que permitam a obtenção de bons resultados na implantação do programa.

“Para a fronteira Brasil-Peru-Colômbia, após processo seletivo realizado neste ano de 2022, o VigiFronteiras-Brasil, possui 15 estudantes brasileiros e estrangeiros matriculados no Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA – ILMD/Fiocruz Amazonas), no nível de Mestrado, tendo Tabatinga como município base da oferta do curso, com início previsto ainda em 2022”, salienta a diretora, em documento entregue ao reitor.

Como contrapartida, a Fiocruz Amazônia disponibilizaria, através do PPGVIDA, vagas na categoria aluno especial nas disciplinas a serem ofertadas para estudantes de pós-graduação no nível de mestrado da UEA, respeitando as normativas institucionais para esse tipo de modalidade de matrícula. Para o reitor da UEA, a parceria é de fundamental importância. “Temos total interesse em caminharmos em conjunto e unir esforços com a Fiocruz, não só na área de Saúde como também em outras áreas de atuação da universidade. Temos um corpo docente formado por 1.065 professores, dos quais aproximadamente 350 atuam em cursos da área de Saúde, com doutorado, e precisando de espaço para desenvolvimento de pesquisas, no que a Fiocruz, em especial a unidade do Amazonas, será de grande valia, tendo em vista os laboratórios de pesquisas com notória atuação, que podem proporcionar a elevação das notas de nossos cursos de graduação e pós-graduação, aumentar nossas publicações com produtos de pesquisa e a possibilidade de acesso às outras unidades da Fiocruz no Pais”, pontuou Zogahib.

O reitor lembrou que existe no interior do Estado uma carência significativa de profissionais qualificados em gestão de organizações de saúde pública e que frequentemente recebe demandas de prefeituras municipais para criação de cursos nessa área.  A vice-diretora de Ensino do ILMD, Rosana Parente, presente à reunião, juntamente com a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, salientou que a Fiocruz Amazônia já oferece, no âmbito do  Programa QualificaSUS, o Curso de Especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde em seis municípios do Amazonas. O curso é realizado em parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas- Cosems/AM, já tendo um total de 34 formandos. O QualificaSUS percorre os 62 municípios do Amazonas com atualização para agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias.

O encontro contou também com a participação do pro-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA, Darlisom Ferreira, e da Chefia de Gabinete da Reitoria, na pessoa de Isaque Sousa. A parceria será firmada por meio da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação- PROPESP da UEA.

Colegiado discute novo Planejamento Estratégico do PPGVIDA

O colegiado e a coordenação do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realizaram reunião na última segunda-feira, 20/06, com o objetivo de rediscutir as metas e compromissos assumidos pelo Programa no planejamento estratégico no período entre 2021 e 2024. O Programa tem como objetivo formar pesquisadores em saúde coletiva para o desenvolvimento e divulgação do conhecimento na região amazônica, especialmente no planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo no Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia.

O novo Planejamento Estratégico do PPGVIDA busca pensar na sua missão, valores e diretrizes para o período. Para conduzir o processo foi constituído um grupo de trabalho que terá como coordenador o pesquisador Júlio Cesar Schweickardt, vice-coordenadora Ani Beatriz Jackisch Matsuura, os docentes Fernando José Herkrath e Jesen Douglas Yamall Orellana e a representação discente, formada pelas alunas Adrielly Carvalho Guedes e Raniele Alana Lima Alves, além de Eduardo Lima Garcia pelo Ensino. A reunião também propôs o aperfeiçoamento de estratégias que visem divulgar o acervo acadêmico virtual da instituição (Repositório Institucional Arca e o Catálogo Mourisco) para subsidiar a alimentação da plataforma Sucupira no que tange à produção acadêmica docente, discente e dos demais colaboradores.

O Planejamento Estratégico do PPGVIDA contribuirá para a realização das metas e o aprimoramento das ações no desenvolvimento de pesquisas que contribuam efetivamente para a diminuição das desigualdades sociais e a superação das iniquidades em saúde, promovendo uma maior qualidade de vida para as populações da Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Julio Pedrosa
Fotos: Julio Pedrosa

Centro de Estudos vai abordar pesquisa aplicada ao monitoramento da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/Aids no Amazonas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 24/6, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Pesquisa aplicada ao monitoramento da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/Aids no Amazonas: Estratégias de um grupo incipiente”, a ser ministrada por Yury Oliveira Chaves, pesquisador no laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA/ ILMD Fiocruz Amazônia)

A palestra irá apresentar um dos seguimentos de pesquisas do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia, coordenado pelo Dr. Paulo Nogueira, que desde 2018, vem desenvolvendo pesquisas voltadas ao contexto HIV/Aids, na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado. A apresentação destacará ainda a importância da composição dinâmica de grupos de pesquisa, na elaboração de estudos de acompanhamento de PVHA, como uma ferramenta para o monitoramento da qualidade de vida dessas populações.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/82535185415?pwd=ejlmV0luK3Y2ZGhReFh6SVRJS2p6QT09

através do (ID: 825 3518 5415) e (Senha de acesso: 800149)

SOBRE O PALESTRANTE

Yuri é licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA),  mestre em Imunologia Básica e Aplicada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Doutor em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde de 2013, atua como responsável técnico em Citometria de Fluxo (RPT08J) pela Plataformas Tecnológicas do Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS) Fiocruz, realizando serviços de analises em citometria de fluxo, consultoria experimental, treinamento técnico em citometria de fluxo envolvendo imunologia e biotecnologia além de acompanhar e gerenciar processos operacionais e administrativos no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia)

O pesquisador integra o quadro de pesquisadores no laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), e desenvolve projetos nas seguintes áreas: malária, Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, resposta imune celular, Biologia celular e molecular, cultivo celular e ELISA, diversidade genética do HIV-1 e mutações de resistência.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia apresenta resultados de estudo sobre saúde da população indígena em contexto urbano

Os resultados do projeto “Manaós: saúde da população indígena em contexto urbano”, coordenado por Rodrigo Tobias, pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), foram apresentados nesta quarta-feira, 14/6, durante uma roda de conversa, realizada na Associação Indígena e de Moradores do Parque das Tribos (AIMPT), localizada no bairro Tarumã Açu ramal do Bancrevea – Manaus/AM. A ação foi marcada ainda pela entrega do relatório final das atividades do projeto, que avaliou as condições de saúde da população indígena, residente na Comunidade, e sua capacidade de acesso à rede de serviços de saúde, em Manaus (AM).

Realizado ao longo de 12 meses, o projeto foi aprovado na Chamada Pública 001/2021 Saúde Indígena do Edital Inova Fiocruz, com foco exclusivo no apoio a propostas que dialogam com os objetivos, princípios e pressupostos do Subsistema de Atenção à Saúde indígena (SasiSUS). Entre as principais atividades promovidas pelo projeto, estão o mapeamento do perfil de saúde e, socioeconômico da população indígena que vive na comunidade, identificando processos de organização sociocultural e política, no acesso aos serviços de saúde, visando fortalecer a rede de atenção à saúde e proteção social responsável pelo atendimento às famílias do território, com o objetivo de priorizar o cuidado mediante o uso dos sistemas tradicionais indígenas de saúde.

A atividade de mapeamento e de coleta de dados socioeconômicos e de saúde, movimentou a Comunidade do Parque das Tribos, por meio de atividades que promoveram debates e reflexões por parte dos jovens indígenas que atuam como bolsistas nesta etapa do estudo. Mais de 700 famílias receberam, a visita dos bolsistas, com a finalidade de levantar informações sobre as condições de vida e de saúde da área. Durante a execução do projeto, os pesquisadores realizaram oficinas para orientar sobre a rede de saúde, webinários, formação de lideranças, agentes de saúde e atividades realizadas de forma interdisciplinar com organizações ligadas às causas indígenas, permitiram uma visão mais ampla das demandas dos indígenas que vivem na comunidade.

Além disso, os pesquisadores elaboraram um conjunto de perguntas inerentes ao processo de produção social da saúde-doença, para 35 etnias indígenas que vivem em contexto vulnerável socioambientalmente, nas periferias da capital amazonense. Durante as atividades, foi desenvolvido ainda um questionário de pesquisa que levou em consideração o cadastro familiar do e- SUS e, neste sentido, o módulo proposto pode ser incorporado a ficha das equipes da atenção básica.

O projeto produziu um instrumento que não substitui o formulário do e-SUS e, nem tampouco, do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS (SasiSUS), entretanto, o instrumento de avaliação das condições sanitárias, de saúde e de vida proposto pelo projeto, pode auxiliar na reflexão dos avanços, fragilidades e desafios da Política de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI). Entre diversos benefícios, o projeto ainda apresenta subsídios de análise epidemiológica propostos nos encaminhamentos das Conferências Nacionais de Saúde Indígena, que representam os anseios dos povos indígenas pelo acesso à saúde de qualidade, integral com respeito a perspectiva indígena da saúde.

Localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, residem na comunidade Parque das Tribos, aproximadamente 2.800 indígenas de diversas etnias. A ocupação da comunidade foi planejada desde 2012, ocorrendo em 2013, tendo, aproximadamente, 35 etnias. Em relação ao acesso à saúde em nível de Atenção Básica, a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima desta comunidade está localizada a uma distância aproximada de 4 km, e a 6 Km de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

INTEGRAÇÃO

A ação conta com financiamento do Fundo de Inovação da instituição e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE). O Projeto foi articulado como uma ação colaborativa entre diversos atores envolvidos no campo da saúde indígena, em contexto urbano.

A iniciativa teve como parceiros e participantes ativos na construção e execução das atividades do projeto, indígenas, profissionais de saúde, gestores da saúde, educadores, e instituições como a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA Manaus), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SEMASC), Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Centro de Medicina Indígena da Amazônia, Grupo de Trabalho Intersetorial de Saúde Indígena da Região de Manaus e Entorno (GTI), e Fundação Nacional do Índio – Coordenação Manaus e Entorno (FUNAI).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar do processo de seleção

O Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 20/6, o resultado preliminar do edital 2022/2023, do processo seletivo para o Programa de Iniciação Científica do Programa, realizado em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O objetivo do Programa é despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação. O PIC visa ainda contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

O programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Acesse aqui o Resultado.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

ILMD/Fiocruz Amazônia

Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisadora da Fiocruz Amazônia é selecionada para participar do The Future Of One Health

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi uma das instituições selecionadas a participar do evento mundial The Future of One Health, workshop virtual realizado nesta quinta-feira, 16/6, reunindo especialistas de todo o Mundo, com a finalidade de promover a discussão acerca do conceito de Saúde Única (One Health) e sua capacidade de proporcionar melhores monitoramento e respostas às epidemias. A pesquisadora Alessandra Nava, da Fiocruz Amazônia, foi uma das 40 especialistas selecionadas a integrar o movimento. Alessandra é Doutora em “Epidemiologia experimental e Aplicada à Zoonoses”, pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), e desenvolve estudos nas áreas de ecologia de doenças infecto contagiosas, doenças emergentes, saúde pública, medicina da conservação, epidemiologia, biologia da conservação e enfermidades infecciosas.

A linha de pesquisa de Alessandra Nava é voltada ao one health (saúde única), oi seja, ao entendimento de que a doença dos animais e dos humanos está associada. O projeto desenvolvido pela pesquisadora conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) – é realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam); o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), Projeto Sauim-de-Coleira, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O projeto realiza o monitoramento de animais silvestres, como morcegos, primatas e roedores, e o novo coronavírus, com o entendimento de que a doença dos animais e dos humanos está associada.

O termo Saúde Única foi instituído em 2008 por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e da Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO) com o objetivo de realizar um trabalho integrado destes três pilares. Conceitualmente, Saúde Única reconhece que a chave para a saúde humana está no equilíbrio dos ecossistemas e na conservação da biodiversidade, e entende que prevenir o surgimento de zoonoses passa necessariamente por propor soluções que tenham em vista o bem-estar humano, animal e do planeta.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Eduardo Gomes

Bruno Pereira e Dom Phillips: um crime contra os povos indígenas e a liberdade de imprensa

Os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips causam tristeza e indignação. Ambos investigavam atividades ilegais e predatórias na região do Vale do Javari e dedicaram suas vidas à garantia do modo de vida dos povos indígenas e à informação de qualidade. O que aconteceu aos dois representa um golpe nos direitos originários e na liberdade de imprensa, marcos fundantes da Constituição de 1988. Tais crimes não podem ficar sem resposta.

Dom Phillips era um importante colaborador da Fiocruz. Ele participou da cobertura da crise da zika em 2015 e nas que se seguiram, nas emergências de febre amarela e de Covid-19. Dom escreveu sobre a atuação da Fiocruz para diversos veículos de alcance internacional, como The Washington Post e The Guardian, entre outros, ajudando a informar a sociedade e a levar o nome da instituição a fóruns internacionais. Bruno era servidor público de carreira e trabalhou por muitos anos na Funai, em que comandou operações importantes em defesa dos povos indígenas.

A consternação se deve também ao fato de as mortes de Bruno e Dom serem evitáveis, diante da denúncia recorrente, por parte da Equipe de Vigilância da União dos Povos Indígenas do Javari (Unijava), de atividades criminosas na região desde o ano passado.

A questão socioambiental, à qual Dom e Bruno se dedicavam, é uma preocupação permanente na Fiocruz, por sua íntima relação com a saúde pública. O conceito ampliado de saúde tem se mostrado mais que necessário diante do surgimento de emergências sanitárias relacionadas às mudanças climáticas, ao desmatamento e à exploração econômica predatória. Na nona tese de seu VIII Congresso Interno, a Fiocruz já indicava que “reconhecendo a Amazônia como componente essencial do projeto de integração nacional e alvo do interesse internacional – tem papel estratégico na geração de conhecimento e inovação em saúde, em parceria com instituições da região, para a salvaguarda da soberania brasileira no território da Amazônia Legal”.

O caso trágico expõe ainda a necessidade vital de se alterar o paradigma da geração de riqueza. A estrutura produtiva baseada em recursos primários precisa dar lugar a uma economia ambiental, com aproveitamento dos recursos sociais biológicos, que insira a produção local em cadeias de valor e incorpore saberes ancestrais. Central para essa bioeconomia é a garantia dos direitos dos povos indígenas e da floresta. Esses diferentes aspectos atravessam as teses definidas no IX Congresso Interno da Fiocruz.

A Presidência da Fiocruz lamenta profundamente o ocorrido e presta sentimentos às famílias de Bruno Pereira e Dom Phillips neste momento tão difícil. O país deve a eles, e a tantos jornalistas e ativistas ambientais, que se faça justiça, o que passa pela identificação de eventuais mandantes, pelo enfrentamento das atividades criminosas na região e por políticas efetivas de garantia do modo de vida das populações locais e de proteção ambiental. Que os ideais de Bruno e Dom sejam fonte de inspiração na luta pela democracia, pela liberdade de imprensa e pelos direitos dos povos originários.

Abaixo, algumas reportagens de Dom Phillips que citam a Fiocruz

Brazil coronavirus: medics fear official tally ignores ‘a mountain of deaths’

‘Enormous disparities’: coronavirus death rates expose Brazil’s deep racial inequalities

Hospitals in Latin America buckling under coronavirus strain

‘I don’t live any more’: Zika takes a heavy toll on families in Brazil

‘There are a lot of unknowns’: British scientists set to work on Zika vaccine

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz

Centro de Estudos vai abordar pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 17/6, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Parto e Nascimento no Brasil: análise do impacto de uma pesquisa no cenário nacional”, a ser ministrada por Maria do Carmo Leal, professora nos cursos de pós-graduação da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP).

A palestra irá apresentar como a pesquisa “Nascer no Brasil” teve a capacidade de divulgar seus resultados, não apenas no meio científico, mas também nas mídias sociais, colaborando com outras iniciativas para a mudança do cenário da atenção ao parto no país. destacando o papel da ciência na relação com a sociedade.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link:

através do (ID: 899 7195 7337) e (Senha de acesso: 448089)

SOBRE O PALESTRANTE

Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, Maria do Carmo Leal é tmbém mestre e doutora em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Pesquisadora Sênior da Instituição, foi Vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação e, Diretora da Escola Nacional de Saúde Pública.

Tem experiência em docência e investigação na área da Saúde Pública, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: iniquidades em saúde da mulher, criança e adolescente, mortalidade infantil, neonatal e perinatal, parto e nascimento, cuidados básicos de saúde e avaliação de programas.

Orientou mais de 50 teses de Doutorado e dissertações de Mestrado. Publicou mais de 150 artigos científicos, livros e capítulos de livros. Foi diretora da Editora Fiocruz, participa do comitê editorial da Revista Materno Infantil de Pernambuco e é editor associado da Revista Brasileira de Epidemiologia (ABRASCO).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Dossiê Mulheres e Meninas na Ciência é lançado no ILMD/Fiocruz Amazônia

O livro Dossiê Temático Mulheres e Meninas na Ciência foi lançado nesta terça-feira, 14, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O lançamemto fez parte das atividades da Oficina Alunos em Ação: Educação, Saúde e Meio Ambiente, que acontece em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Amazonas, visando divulgar a 11a edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente e o Prêmio Menina Hoje Cientista Amanhã, do Programa Mulheres e Meninas na Ciência. O livro, com 263 páginas, reúne um conjunto de experiências de mulheres cientistas da Fiocruz no Brasil, voltadas sobretudo para servir de inspiração para escolas e alunas. A obra também traça um panorama atual da presença feminina na Fiocruz

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, destacou a importância do Meninas e Mulheres na Ciência. “Esse programa é exemplar porque ele se destina a dar esperança para meninas que estão em fase escolar e que podem sonhar com trajetórias na Ciência”, afirmou ela, lembrando que esse público também pode receber, além dessas mensagens de estímulo à carreira científica, informações sobre prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (IST), segurança menstrual, gravidez indesejada, entre outros temas que permitam uma abordagem ainda mais completa.

Adele Benzaken enfatizou que o programa tem todo apoio da atual diretoria do ILMD, formada, em sua maioria, por mulheres. A coordenadora de Divulgação Cientifica, da Fiocruz, Cristina Araripe, agradeceu o apoio e enfatizou o desejo de dar continuidade às ações do programa fortalecendo a parceria com o ILMD/ Fiocruz Amazônia. “Nossas colegas mulheres cientistas da Fiocruz têm uma sensibilidade muito grande e sabem o quanto é importante e desafiador falar com as jovens e mostrar que elas podem sim seguir carreira científica e que pra isso é imprescindível que haja políticas públicas de incentivo”, destacou Araripe. Segundo ela, essa tem sido uma preocupação da atual gestão da presidência da Fiocruz, ocupada por uma mulher, Nísia Trindade Lima, além de combater as desigualdades de gênero e fortalecer a inserção de mais mulheres no campo científico.

“É preciso continuar sensibilizando, especialmente nos municípios e junto às secretarias estaduais de Educação, que as meninas tenham a oportunidade de conhecer a trajetória de mulheres cientistas. Aqui em Manaus estamos falando acerca da Maria Deane, mas poderíamos citar tantas outras mulheres cientistas que foram importantes para a Fiocruz ao longo desses 122 anos de história da instituição e o dossiê também tem um pouco desse encontro de gerações de mulheres que já foram importantes num momento em que se falava pouco de mulheres na Ciência”, salientou Araripe.

Ela destacou que hoje a realidade da instituição é de maioria dos profissionais mulheres, em todos os níveis. “Porém, ainda se observa que no topo da carreira, nos cargos de liderança a realidade é diferente, salvo exceções como a da Fiocruz Amazônia, que pela primeira vez na sua história tem uma mulher como diretora, a médica Adele Benzaken. “Essa é uma particularidade que nos deixa muito felizes de estar lançando aqui o dossiê. Lugar de mulher é onde ela quiser e se ela quiser ser cientista a gente está aqui para apoiar no que for possível”, salientou.

O Dossiê Mulheres e Meninas na Ciência está disponível para download gratuito neste link https://portal.fiocruz.br/documento/dossie-tematico-mulheres-e-meninas-na-ciencia

Escolas da rede estadual recebem equipe da Fiocruz Amazônia e da Obsma

A Escola Estadual de Tempo Integral Lecita Fonseca Ramos, no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus, foi a primeira unidade da rede pública estadual de ensino do Amazonas a receber a equipe da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente e do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, da Fiocruz, juntamente com a equipe olímpica do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o primeiro dia de atividades de divulgação da 11ª edição da Obsma e do Prêmio Menina Hoje Cientista Amanhã, iniciativas que visam despertar nos alunos o gosto pela pesquisa científica.

Promovidos pela Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, a Obsma e o Programa Meninas e Mulheres fazem parte da programação da oficina “Alunos em Ação: Educação, Saúde e Meio Ambiente”, que acontecerá até a próxima quarta-feira, 15/06, em mais duas escolas: o Instituto de Educação do Estado do Amazonas (IEA) e na Escola Estadual de Tempo Integral Djalma Batista. Na Lecita Ramos, um conjunto de atividades movimentou os alunos e professores nesta segunda-feira, com rodas de conversas, contação de histórias, palestras, a arte do grafite e a entrega do painel que certifica a unidade de ensino como escola olímpica. Este ano, o Prêmio Menina Hoje Cientista Amanhã vai homenagear a cientista paraense Maria Deane.

A programação foi pensada com a finalidade de inspirar futuros e futuras cientistas. Os alunos do Lecita tiveram a oportunidade de ouvir e trocar ideias com pesquisadoras sêniores da Fiocruz, a exemplo de Ana Jansen, que falou sobre sua trajetória de mais de 40 anos dedicados à Ciência e da sua relação como aluna e amiga da parasitologista paraense Maria Deane. Eles puderam conversar também com a cientista Yara Traub, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Tripanosomatídeos e Flebótomos, e a coordenadora de Divulgação Científica da Fiocruz, Cristina Araripe, autora do Dossiê Temático: Mulheres e Menina na Ciência. “Estar aqui hoje é o que de melhor poderia nos acontecer depois desse longo período de pandemia em que não conseguimos estar nas escolas junto aos alunos e professores”, ressaltou Araripe. Segundo ela, que é coordenadora geral da Obsma, o momento atual é de retomada desse eixo do programa cujo foco principal é a formação de professores e o incentivo aos estudantes para que se interessem e sonhem com uma carreira científica.

“Esse reencontro com as escolas nos traz a razão de ser do projeto da Olimpíada, que se transformou hoje num programa consolidado dentro da Fiocruz”, afirmou Cristina Araripe. “Começar por Manaus tem um sentido ainda mais especial por conta da importância da Amazônia para o Mundo. A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) foi criada há 20 anos, contando com uma trajetória que é motivo de orgulho para a Fiocruz na relação com as escolas da educação básica do país”, reforçou. Ao longo de duas décadas, a Obsma já soma 3.620 escolas participantes e 3.210 municípios brasileiros envolvidos. “Temos um desafio grande pela frente, com a proximidade do término das inscrições, no próximo dia 8/07. Quem sabe se desses encontros que teremos hoje, amanhã e depois, aqui em Manaus, vamos ter trabalhos inscritos e premiados entre os destaques nacionais?”, sugeriu Cristina.

O interesse dos alunos pelos relatos chamou a atenção das cientistas. “Estou impressionada com a escola e os meninos supercomunicativos”, comentou Ana Jansen, que respondeu a diversas perguntas relacionadas às experiências no trabalho de campo como pesquisadora de saúde pública. “Todo ambiente da escola é muito interessante, foi uma surpresa agradável porque não é o padrão de escola secundária que encontramos na maioria do país. Fico feliz”, afirmou ela.

Além das palestras, os alunos puderam acompanhar a contação de histórias feita pela Companhia de Teatro Vitória Régia, tendo como protagonistas o sauim-de-coleira, símbolo da cidade de Manaus, a figura folclórica lendária do Mapinguari e o Bicho Folharal. “A ideia da oficina é a de ocupar os espaços da escola com atividades e poder contar com a interação dos alunos”, explica a coordenadora regional da Obsma, Rita Bacuri, pesquisadora da Fiocruz Amazônia. Ao final de cada dia da programação, é feita a entrega do painel olímpico, pintados pela artista do grafite Deborah Erê, com a participação dos alunos.

Satisfeito com a oficina, o professor de Biologia Elias Valente, 33 anos, decidiu inscrever um de seus projetos na 11ª edição da Obsma. “Procuramos incentivar práticas sustentáveis e uma delas é a do consumo de plantas alimentícias não convencionais, as chamadas Pancs, que nos ajudam a disseminar conceitos sobre agrofloresta, sustentabilidade alimentar e conservação ambiental”, explicou ele, que pela primeira vez participará da Obsma Desde 2020, o projeto Cozinhando Panc na Escola produz 16 espécies de Pancs, das quais 12 são consumidas no próprio refeitório da unidade de ensino.

Na programação desta terça-feira, a Oficina Alunos em Ação: Educação, Saúde e Meio Ambiente” acontece no IEA, no Centro. Na quarta-feira, 15/06, a palestra será do pesquisador Marcos Barros, na Escola de Tempo Integral Bilíngue Djalma Batista. Marcus foi o primeiro diretor da Fiocruz Amazônia, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), ex-reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e ex-presidente nacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

DOSSIÊ

Nesta terça-feira, na sede da Fiocruz Amazônia, a coordenadora de Divulgação Científica da Fiocruz, Cristina Araripe, fará o lançamento simbólico do livro Dossiê Mulheres e Meninas na Ciência. O livro é um conjunto de experiências de mulheres cientistas da Fiocruz no Brasil, grande parte dessas experiências voltada para inspirar escolas e alunas. “Nossas colegas mulheres cientistas da Fiocruz têm uma sensibilidade muito grande e sabem o quanto é importante e desafiador falar com as jovens, que elas podem sim seguir carreira científica e que pra isso é imprescindível que haja políticas públicas de incentivo”, explica Cristina Araripe. Segundo ela, essa tem sido uma preocupação da atual gestão da presidente Nísia Trindade Lima, em todo o território nacional.

“É preciso continuar sensibilizando, especialmente nos municípios e junto às secretarias estaduais de Educação, que as meninas tenham a oportunidade de conhecer a trajetória de mulheres cientistas. Aqui em Manaus estamos falando acerca da Maria Deane, mas poderíamos citar tantas outras mulheres cientistas que foram importantes para a Fiocruz ao longo desses 122 anos de história da instituição e o dossiê também tem um pouco desse encontro de gerações de mulheres que já foram importantes num momento em que se falava pouco de mulheres na Ciência”, salientou a autora.

Hoje a realidade da instituição é de maioria dos profissionais mulheres,  em todos os níveis. “Porém, ainda se observa que no topo da carreira, nos cargos de liderança a realidade é outra, mas aqui em Manaus a Fiocruz Amazônia tem uma particularidade que é pela primeira vez ter uma mulher como diretora, uma médica, o que nos deixa muto feliz de estar lançando aqui o dossiê junto com a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. Lugar de mulher é onde ela quiser e se ela quiser ser cientista a gente está aqui para apoiar no que for possível”, finalizou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Pesquisador da Fiocruz publica estudo apontando relação entre violência urbana e transtornos mentais

Problemas sanitários cada vez mais frequentes na sociedade, ansiedade e depressão podem estar relacionados a gatilhos sociais como os da violência urbana. Um estudo de coorte iniciado em 1982 e que observou indivíduos nascidos em Pelotas (RS), ao longo de 30 anos, foi o objeto da pesquisa que constatou a relação entre vitimização por roubo e a ocorrência de transtornos mentais como depressão e ansiedade. Os roubos são os registros de violência comunitária mais frequentes no Brasil e a ausência de políticas públicas de prevenção e de serviços de apoio às vítimas contribui para o agravamento da situação. A investigação que levou à essa conclusão foi relatada recentemente no artigo intitulado “Vitimização por roubo no início da idade adulta e transtornos mentais como depressão e ansiedade aos 30 anos”, de autoria dos pesquisadores Jesem Orellana, epidemiologista do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Joseph Murray e Bernardo Lessa Horta, do Programa de Pós-graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); e Natália Peixoto Lima e Ricardo Tavares Pinheiro, do Programa de Pós-graduação em Saúde e Comportamento da Universidade Católica de Pelotas (UCPel). “Tomamos como base os dados provenientes de um dos mais longos e bem sucedidos estudos de acompanhamento de recém-nascidos ao longo da vida do planeta, feito no Brasil”, explica Orellana.

O estudo de coorte é um tipo de estudo que busca acompanhar populações humanas ao longo do tempo, geralmente avaliando dois subgrupos, o de não expostos e o de expostos a determinado fator, para em seguida avaliar a ocorrência de um desfecho ou problema de saúde, potencialmente associado à exposição que está sendo investigada. O trabalho deu origem ao artigo “Robbery Victimization in Early Adulthood, and Depression and Anxiety at Age 30 Years: Results From the 1982 Pelotas (Brazil) Birth Cohort Study (Vitimização por roubo em adultos jovens e depressão e ansiedade aos 30 anos: resultados do estudo de coorte de nascimentos de Pelotas (Brasil) de 1982)”, publicado, na revista “Frontiers in Public Health” (https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpubh.2022.821881/full ), na seção especializada da revista que debate os impactos da violência sobre a saúde mental

“O estudo destaca a importância da vitimização por roubo sobre a saúde mental de adultos jovens e a necessidade de políticas públicas para prevenir a violência. Mundialmente, o roubo é um dos principais tipos de exposição à violência comunitária, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil”, avalia Orellana. Segundo o pesquisador, estudos prévios já haviam apontado a relação entre roubo ou outros tipos de violência comunitária com transtornos mentais, mas nenhum deles havia conseguido mostrar essa relação em diferentes momentos do ciclo vital (ao longo da vida, nos últimos 10 anos e nos últimos 12 meses) com transtornos mentais específicos como depressão, ansiedade ou com a ocorrência simultânea dos dois transtornos.

Entre os principais resultados do estudo está a preocupante porcentagem de relato de roubo até os 30 anos, de 42% ou cerca de um a cada dois, o que pode estar refletindo a expressiva exposição da população geral do Brasil à violência comunitária ao longo dos últimos anos, em especial ao roubo, um tipo de crime que pode levar a sentimentos de medo, apreensão, angústia e preocupação imediatamente depois da vitimização, mas também apreensão com nova exposição a esse tipo de crime, semanas, meses ou anos depois.

Segundo Orellana, o estudo também demonstrou que a vitimização por roubo, em três períodos distintos (durante a vida, nos últimos 10 anos, nos últimos 12 meses), esteve consistentemente associada ao aumento na ocorrência de depressão, ansiedade, bem como com a ocorrência simultânea de depressão e ansiedade. “Em relação aos períodos de exposição das vítimas à violência comunitária, as associações mais fortes com transtornos mentais, foram encontradas naqueles com relato de roubo nos últimos 12 meses, especialmente nos que tiveram a ocorrência simultânea de depressão e ansiedade. Sendo assim, a ocorrência simultânea de depressão e ansiedade foi 152% maior naqueles com relato de vitimização por roubo em casa e 110% maior entre os que relataram vitimização familiar por violência comunitária, em comparação às pessoas que não tinham sido vítimas desses tipos de violência comunitária, nos últimos 12 meses”, relata Jesem.

Para o pesquisador, os principais achados do estudo destacam a importância da violência comunitária para a saúde mental de adultos jovens em diferentes momentos do ciclo vital, a necessidade de políticas públicas de prevenção e de serviços de apoio às vítimas para mitigar suas consequências adversas à saúde, além de mais investimentos em estudos epidemiológicos que acompanhem populações ao longo da vida. “Estes resultados ganham em importância, em cenário de piora das condições de vida e saúde da população brasileira, devido não apenas ao agravamento da crise econômica, mas também à adoção de políticas que resultam em seguidos cortes no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), limitando ainda mais o acesso serviços especializados em atenção psicossocial, por exemplo”, observou.

Ex-ministro português visita sede do ILMD/Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na manhã da última sexta-feira, 10/6, a visita do ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, professor catedrático do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e um dos incentivadores da criação de programas laboratoriais colaborativos, que estreitem os laços entre Brasil e Portugal, por meio de projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação, desenvolvidos em parceria com a Fiocruz, com especial atenção para temáticas ligadas às mudanças climáticas, seus aspectos antrópicos e o impacto sobre a saúde das populações.

Manuel Heitor foi recebido pela diretora do ILMD, Adele Benzaken, e as vice-diretoras de Pesquisa e Inovação, Stefanie Lopes, e de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente. Ele conheceu os novos módulos laboratoriais da Fiocruz Amazônia e a estrutura do ILMD, em uma rápida apresentação. Manuel está no Brasil desde a semana passada, cumprindo extensa agenda de compromissos na cidade do Rio de Janeiro, onde esteve com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. Na pauta do encontro, eles trataram sobre o fortalecimento do programa de laboratório colaborativo que instituições portuguesas já mantêm com a fundação e buscaram identificar novas áreas de colaboração.

O ex-ministro foi o responsável pelo lançamento da ideia dos laboratórios colaborativos quando ainda integrava o governo português, de 2015 até início deste ano. A iniciativa tem como finalidade buscar o desenvolvimento tecnológico em vários campos, com a finalidade de perceber as necessidades das comunidades, unir parceiros públicos e privados e oferecer respostas concretas. “A Amazônia demanda esse olhar diferenciado, inclusive com aporte financeiro para a realização de pesquisas necessárias”, afirmou Adele Benzaken, ressaltando o interesse da Fiocruz Amazônia em fortalecer o relacionamento com outras instituições, sejam nacionais ou internacionais.

Manuel Heitor ouviu as explicações sobre o funcionamento dos laboratórios de pesquisa, programas educacionais, plataformas tecnológicas, coleções biológicas e biobancos da Fiocruz Amazônia. “É um privilégio estar aqui e conhecer esse trabalho da Fiocruz, que é determinante no Brasil. Estamos dispostos a colaborar e fortalecer os laços”, comentou Heitor. A diretora do ILMD ressaltou ainda a intenção de ampliar parcerias com instituições para a oferta de novos cursos de mestrado e doutorado, inclusive no interior do Amazonas.

Diretora da Fiocruz Amazônia aborda epidemia de HIV/Aids no Brasil em entrevista ao Hora H

O programa Hora do H, apresentado pelo jornalista Humberto Amorim, no Portal do Holanda, completou nesta quinta-feira, 09/06, a sua milésima entrevista, recebendo a médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken, diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Na entrevista, Adele fez um balanço da epidemia de Aids no Brasil, citando avanços e retrocessos registrados ao longo dos últimos anos com destaque para a eficácia da Profilaxia Pré-exposição ao HIV na prevenção e resposta à infecção.

Graduada em Medicina pela Ufam, a amazonense Adele Benzaken possui Doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública / Fiocruz. É servidora pública estadual há mais de 40 anos, sendo responsável pela instalação do primeiro ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) do Amazonas. Foi diretora da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta e oficial do Programa das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids/Brasil). Ocupou o cargo de diretora do Departamento IST/HIV/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Durante sua gestão, foi responsável por tornar o teste rápido de sífilis uma política pública nacional e conseguiu incorporar novas políticas de prevenção ao HIV como a da Profilaxia Pre-Exposição (PreP) e a universalização do tratamento de Hepatite C na rede pública. Adele ocupou a vice-presidência do Comitê de Especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS), membro do Comitê de Certificação de Eliminação da Sífilis e do HIV da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), diretora regional para América Latina da International Union Against Sexually Transmitted Infections (IUSTI) e atual membro da diretoria da International Society for Sexualy Transmitted Diseases Research (ISSTDR). Trabalha também para a Aids Healthcare Foundation (AHF).

Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia divulga alteração no cronograma do processo de seleção

O Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta sexta-feira, 10/6, a 3ª republicação do edital 2022/2023, do processo seletivo para o Programa de Iniciação Científica do Programa, realizado em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com alteração no cronograma do processo de seleção. O processo de inscrição é realizado de forma virtual, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

O objetivo do Programa é despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação. O PIC visa ainda contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

O programa proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 6,0 (no caso de bolsa nova ou renovação) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital.

Acesse aqui a Republicação.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 20 de junho de 2022.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Equipe olímpica da Fiocruz realiza Oficina Alunos em Ação em escolas da rede pública de Manaus (AM)

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), vai realizar, de 13 a 15/06, junto com a equipe da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) e do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, iniciativas vinculadas à Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação, uma série de atividades em escolas da rede estadual de ensino do Amazonas. A iniciativa visa incentivar a participação de professores e alunos na 11ª edição da Obsma.

As unidades de ensino receberão uma série de atividades durante a oficina “Alunos em Ação: Educação, Saúde e Meio Ambiente nas Escolas”. A oficina contará com grafitagem dos muros, contação de histórias, realização de palestras, rodas de conversa, apresentações teatrais e a divulgação do Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã, que visa estimular o gosto pela Ciência em alunas das unidades de ensino e nesta edição homenageia a cientista paraense Maria Deane.

As atividades ocorrerão nas escolas estaduais de Tempo Integral Lecita Fonseca Ramos, no bairro Monte das Oliveiras (zona Norte), Instituto de Educação do Amazonas (IEA), no Centro, e Djalma Batista, no Japiim (zona Centro-Sul), geridas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Em cada escola, será realizada a entrega de um painel pintado pelos alunos através da arte do grafite, que certificará a unidade de ensino como Escola Olímpica, parceira da Obsma por permitir a divulgação científica. O trabalho é desenvolvido em parceria com a Coordenação de Educação Ambiental da Seduc.

“Em cada escola, teremos um painel de divulgação da Obsma, que visa não só divulgar a Olimpiada, mas passar a funcionar como uma ferramenta de popularização da ciência, cumprindo o papel de divulgar e prestigiar também a arte urbana jovem, inserindo os alunos no processo de cuidado com a escola”, explica a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Rita Bacuri, coordenadora da Regional Norte da Obsma. Segundo ela, a programação foi pensada com a finalidade de inspirar futuros cientistas. Para isso, foram convidados palestrantes renomados que abordarão temas como Ciência na Amazônia e a presença feminina na Ciência. Entre as presenças confirmadas, está a do pesquisador Marcus Barros, primeiro diretor da Fiocruz Amazônia e incentivador da presença feminina na Ciência. Marcus foi diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), além de ocupar a presidência nacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de 2003 a 2007.

“Convidamos o professor Marcos Barros para falar de sua experiência enquanto pesquisador na Amazônia e, também, fazer uma homenagem a Djalma da Cunha Batista, que dá nome à escola e de quem o Marcus foi discípulo”, afirma Rita. A palestra ocorrerá no dia 15, no auditório da Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue (português/japonês) Djalma Batista, a partir das 9h.

A programação contará também com a palestra da pesquisadora em Saúde Pública, Ana Jansen, que falará sobre sua trajetória de mais de 40 anos dedicados à Ciência e como foi sua relação como aluna e amiga da parasitologista paraense Maria Deane. “Este ano, um destaque especial dentro do projeto da Olimpíada Brasileira da Saúde e Meio Ambiente é o Prêmio Menina Hoje e Cientista Amanhã em homenagem à nossa ilustre Maria Deane, uma mulher à frente de seu tempo, que dedicou a vida inteira ao estudo de doenças tropicais brasileiras”.

Junto com Ana, a pesquisadora Yara Traub, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Tripanosomatídeos e Flebótomos da Fundação Oswaldo Cruz, também falará sobre sua carreira e títulos obtidos dentro e fora do País. As duas pesquisadoras são personagens da série Mulheres na Fiocruz: Trajetórias, que traz um relato histórico sobre o papel das mulheres na Ciência e da presença das cientistas na Fiocruz, que este ano completou 122 anos.

A coordenadora de Divulgação Científica da Fiocruz, Cristina Araripe, autora do Dossiê Temático: Mulheres e Meninas na Ciência, também estará presente e abordará a importância da Ciência, Tecnologia e Inovação para a inclusão de mais mulheres em áreas estratégicas do desenvolvimento do País. As palestras acontecerão nos dias 13 e 14/06, a partir das 9h, nas escolas Lecita Fonseca Ramos e no IEA.

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Na programação, a contação de histórias vai inspirar também futuros e futuras cientistas. Será feita a partir da interpretação dos artistas da Companhia de Teatro Vitória Régia, tendo como protagonistas o sauim-de-coleira, símbolo da cidade de Manaus, e a figura folclórica lendária do Mapinguari. “Todas as atividades são voltadas para as crianças e jovens do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, alinhado com o compromisso da Fiocruz de popularização da ciência. É isso que a Obsma proporciona, levando discussão de altíssima qualidade para a educação básica”, comenta a coordenadora regional. A contação de histórias ocorrerá em todas as escolas, no horário das 14 às 16h. Ao final de cada dia da programação, será feita a entrega dos painéis olímpicos, executados pela artista grafiteira Deborah Erê, que falará aos alunos sobre a arte do grafite.

Gestor da Escola Estadual de Tempo Integral Bilingue Djalma Batista, Luiz Mauricio Centurião, comemora a parceria da Fiocruz na realização da oficina e na confecção do painel olímpico por representar um momento de retomada das atividades conjuntas da escola. “Em função da pandemia, não conseguimos trabalhar juntos, mas desde fevereiro voltamos com força total e recebemos a Fiocruz e a Obsma com muita satisfação”, afirma o gestor, ressaltando que os alunos da escola estarão envolvidos com as atividades. “Aqui já existe uma identificação dos estudantes com a cultura e a língua japonesa e o mangá é uma forma deles expressarem a arte deles”, observou. Segundo ele, boa parte dos cerca de 900 alunos possui habilidades artísticas e se envolveu na escolha dos temas que comporão o painel olímpico. O diretor conta que convidou também alunos da escola estadual Jacimar da Silva Gama para participar das atividades. O painel olímpico da escola terá 5 metros de altura por dez metros de largura.

Centro de Estudos vai abordar aprendizados com infortúnios da pandemia de COVID-19

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 10/6, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “O que apreendemos e o que deveríamos ter aprendido com os infortúnios em série da pandemia do COVID-19”, a ser ministrada por Rômulo Paes de Souza, pesquisador do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz).

A palestra pretende revisitar a gestão da pandemia no Brasil, em uma perspectiva histórica, buscando observar os determinantes estruturais que possam explicar os equívocos que foram cometidos no manejo desta emergência sanitária.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link:

(ID: 834 8029 9271) e (Senha de acesso: 743229)

SOBRE O PALESTRANTE

Rômulo é epidemiologista e especialista em avaliação de políticas públicas, cujas áreas de interesse são: saúde e exclusão social, saúde urbana, saúde ambiental, avaliação do impacto de políticas sociais e sistemas de informação geográficos. É médico, especialista em medicina social (UFMG) e PhD em epidemiologia pela London School of Hygiene and Tropical Medicine (University of London).

O pesquisador é ainda especialista em política, planejamento e gestão em saúde do Centro de Pesquisa René Rachou (Fiocruz Minas). Tem trabalhado no Brasil, Reino Unido, Egito, África do Sul, Honduras, Cabo Verde e Ilhas Maurício como docente, pesquisador e consultor em epidemiologia, monitoramento e avaliação de políticas sócias, sistemas de informação em saúde e saúde pública.

No Brasil, tem atuado em projetos do Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho, governos dos estados de Minas Gerais e de Pernambuco, governos municipais de Belo Horizonte e de Belém. Ele foi o responsável pelo desenho e implementação do sistema de monitoramento e avaliação do Programa Bolsa Família (MDS). No nível internacional, por convite da UNICEF, atuou como consultor junto ao governo da África do Sul no desenho e implementação do sistema de monitoramento e avaliação das políticas de proteção social.

Foi ainda convidado pelo PNUD para auxiliar o governo egípcio no desenho do monitoramento e avaliação de políticas de combate à pobreza no nível municipal. É autor ou organizador de seis livros de epidemiologia, monitoramento e avaliação de políticas públicas, e de vários artigos em revistas científicas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Conselho Deliberativo da Fiocruz Amazônia realiza primeira reunião presencial do ano

O Conselho Deliberativo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na tarde desta terça-feira, 7/6, a primeira Reunião Ordinária do colegiado em formato híbrido (presencial e remoto) após o período de aproximadamente dois anos de realização do evento, apenas no modo on line, em função das restrições sanitárias vigentes à época da pandemia de Covid-19.

A reunião ocorreu na sede do ILMD e, teve como pautas a constituição do Grupo de Trabalho para discussão do Programa de Gestão, a oferta do Mestrado Profissional em Epidemiologia Aplicada na Saúde da Mulher e da Criança, ajustes internos ao Regulamento do Ensino e apoio institucional para trabalho de campo, tendo como relatores, respectivamente, os vice-diretores de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Carlos Henrique Carvalho, a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, a assessora da Vice-Diretoria de Pesquisa, Maria Olívia Simão, e a pesquisadora Cláudia Rios, do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis da Amazônia (EDTA).

O Conselho Deliberativo é um órgão colegiado que reúne representantes dos vários setores do ILMD, com vistas a discutir e deliberar sobre a proposta orçamentária anual definida pelo Plano Quadrienal e sobre o Plano Físico-Orçamentário Anual do ILMD; a política de desenvolvimento institucional e a política de gestão do trabalho da unidade, assim como acompanhar e analisar as suas execuções; deliberar sobre a criação ou extinção de Núcleos, Grupos de Trabalho, Setores, Cursos, programas de pesquisa e ensino, bem como aprovar os regulamentos e as normas de funcionamento e organização que constam do regimento; pronunciar-se sobre a celebração de convênios, contratos, acordos e ajustes com entidades públicas, privadas, filantrópicas, nacionais, internacionais e estrangeiras.

Fiocruz/ Obsma e Seduc promovem evento de abertura do calendário da Semana do Meio Ambiente

A coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), através do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e a Coordenação Estadual de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas (Seduc-AM), promoveram atividades inclusivas e de sensibilização ambiental para marcar a abertura do calendário de atividades da Semana do Meio Ambiente, em alusão ao Dia Nacional da Educação Ambiental (3/6) e Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6). As atividades ocorreram nos últimos dias 2 e 3/6 voltadas para alunos e professores da rede estadual de ensino.

O evento de abertura aconteceu na Escola Bilíngue Augusto Carneiro, primeira escola de Língua Brasileira de Sinais (Libras) do Amazonas, que oferece atendimento a alunos com deficiência auditiva e surdos. A atividade faz parte do ciclo de ações de divulgação da 11ª Obsma, nas escolas da rede estadual durante o mês de junho. Outras escolas receberam a visita da coordenação das olimpíadas, sendo elas inseridas no Projeto Prioritário Fazenda Escola, reunindo alunos das escolas estaduais Letício de Campos Dantas, Osmar Pedroso e Dom Milton Correia, em Iranduba (dia 3/6, das 8h às 11h). Nesta segunda-feira (6/6), a ação foi na Escola Estadual Padre Luís Ruas (6/6, das 13h às 16h). No próximo dia 10/6, será na Escola Sesi Dra Emina Barbosa Mustafa (à noite).

Pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia e coordenadora Regional da OBSMA, Rita Bacuri, destacou a relevância do trabalho de popularização científica realizado através dessa atividade. “Estamos aqui também para falar sobre o compromisso da Fiocruz com a igualdade, com a inclusão, com a popularização da ciência. Hoje é um dia especial pois estamos celebrando a abertura da semana do meio ambiente. Trazer nossas atividades para essa escola, vai além de simplesmente reafirmar um compromisso público, é também trazer para a prática nossas atividades, inserindo esses alunos nas ações da olimpíada, além de mostrar para a escola e os professores, que existem alternativas. Existem professores que estão comprometidos aqui, há muito tempo com a causa da inclusão desse seguimento social, na educação. Queremos trazer a discussão da saúde e do meio ambiente para esse público, como uma ação prática de popularização da ciência para todos os públicos, sem distinção”, explica.

No ano em que se comemora o cinquentenário da Conferência de Estocolmo, a programação adota uma postura ainda mais inclusiva, reforçando o compromisso da Fiocruz e da Seduc com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). Os ODS representam um plano de ação global, para eliminar a pobreza extrema e a fome, oferecer educação de qualidade ao longo da vida para todos, proteger o planeta e promover sociedades pacíficas e inclusivas até 2030, baseando-se nos compromissos para as crianças e os adolescentes nas áreas de pobreza, nutrição, saúde, educação, água e saneamento e igualdade de gênero.

Para o biólogo Marcus Pereira, da Coordenação de Educação Ambiental da Seduc, a ação visa principalmente a inclusão desses alunos, no processo de educacional sobre meio ambiente, ofertando aos estudantes, atividades que ultrapassem os discursos teóricos. “Nosso primeiro intuito, quando pensamos nessa parceria, foi de que houvesse nesse processo de educação ambiental, a inclusão. É muito fácil falarmos que estamos levando educação ambiental para todos, quando o aluno é ouvinte, quando ele enxerga, mas e quando a gente fala da inclusão para surdo e cegos? Pensamos nesta atividade, enfatizando que a educação ambiental é para todos”, esclarece.

Na oportunidade, os alunos juntamente com os professores, receberam instruções sobre a OBSMA através da atividades de panfletagem, participaram de sessão de fotos com o mascote Oswaldinho, da Fiocruz/OBSMA, assistiram a apresentação do prêmio “Menina Hoje, Cientista Amanhã”, com a exibição do vídeo “Maria Deane, Uma Cientista Amazônida”, além de roda-de-conversa sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e, puderam aprender sobre os ODS, por meio do jogo “Tapetão dos ODS”, adaptado para a realidade dos estudantes.

Gestora da escola há 37 anos, Haydée dos Santos Carneiro, destacou a relevância de inclusão proposta pela coordenação da Olímpiada. “Essa inserção é muito importante para todos nós. Há tempos, pessoas com algum tipo de deficiência eram deixadas de lado em determinadas atividade. Por conta da inclusão os caminhos se abriram. Essa é uma oportunidade de termos nossos alunos inseridos no universo acadêmico. Eles normalmente saem daqui direto para o ensino médio encaminhados, para posteriormente adentrar uma universidade e para o mercado de trabalho”, pontua.

PRÊMIO MENINA HOJE, CIENTISTA AMANHÃ

Comprometida com a promoção da igualdade de gênero na ciência, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está em consonância com as diretrizes da ONU, particularmente da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Durante o evento, a coordenação da OBSMA – Regional Norte – promoveu a divulgação do “Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã”, afirmando o compromisso da Instituição com o incentivo de carreiras científicas para meninas e jovens mulheres nas áreas de ciência e tecnologia. Queremos mais mulheres cientistas!

Grandes cientistas da história e suas trajetórias profissionais serão homenageadas em cada uma das edições do Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã. Nessa edição, a escolhida é Maria Deane, protozoologista que registrou significativas descobertas sobre leishmaniose visceral, malária e doença de Chagas, durante sua carreira científica, iniciada em 1936, no Pará, sua terra natal. O ILMD / Fiocruz Amazônia leva seu nome e de seu companheiro Leônidas.

Para concorrer ao prêmio, basta se inscrever na Olimpíada e escolher a opção de participar do prêmio no formulário de inscrições. O trabalho pode atender a qualquer uma das modalidades.

SOBRE A OBSMA

Promovida pela Fiocruz, a Obsma é um projeto voltado aos alunos de escolas públicas e privadas de todo Brasil. Nosso objetivo é fortalecer nos estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar e estimular a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no país.

19ª RAIC da Fiocruz Amazônia encerra com premiação de projetos

Encerrou nesta quinta-feira, 2/6, a 19ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). O encerramento da programação foi marcado pela tradicional premiação, que anualmente destaca projetos, desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Segundo explica a Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação e, Diretora Substituta do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, o programa representa a base da vida acadêmica de diversos estudantes de graduação. “O Programa de Iniciação Científica tem extrema importância para todas as instituições, pois é a porta de entrada dos estudantes na ciência. A maioria dos nossos alunos que caminham para o rumo da ciência, através da pós-graduação, são egressos desses programas de iniciação científica, então nós entendemos como estratégico e importante esse programa Institucional”, explica.

A Raic possui o objetivo de reforçar a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante a programação, os estudantes apresentam resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do PIC, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.

Stefanie Lopes, elogiou a qualidade dos trabalhos e destacou o empenho dos alunos e respectivos orientadores na construção dos resultados apresentados. “Nós vimos a qualidade dos projetos desenvolvidos, é incontestável. Os membros da banca, muitos avaliadores externos da Fiocruz, ficaram encantados com o nível dos projetos desenvolvidos pelos alunos, o que é muito gratificante, pois nos permite visualizar que nossos pesquisadores e esses alunos em início de carreira, tem feito esse esforço coletivo para o desenvolvimento de uma boa ciência”, pontuou.

O evento iniciou na segunda-feira, 30/5, com a palestra “Preparar novas gerações para a disrupção e transformação tecnológica acelerada”, que será ministrada por Maria Olívia Simão, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Durante os quatro dias de evento, estudantes de graduação de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, apresentam durante a programação, 43 trabalhos, nas seguintes sessões: Microbiologia, Saúde coletiva COVID-19, Saúde Coletiva, Entomologia, Parasitologia e Imunologia.

A coordenadora do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia), Priscila Aquino, avaliou de forma positiva a 19ª edição da Raic. “O saldo da 19ª Raic do ILMD/ Fiocruz Amazônia foi muito positivo. Durante esses quatro dias de evento tivemos a oportunidade de observar resultados muito interessantes de diferentes áreas, com contribuições significativas por parte das bancas avaliadoras. Pensando que esses alunos, desta edição, tiveram boa parte do tempo desenvolvendo seus trabalhos de maneira remota, enfrentando as dificuldades que o cenário remoto também possui, foi muito satisfatório ver os resultados de maneira concreta”, destacou.

PREMIAÇÃO

Seis projetos destacaram-se durante a 19ª Raic, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.

Carla Julia Pessoa Matos, estudante da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), vencedora da categoria “Saúde Coletiva”, destacou a relevância de fazer parte do Programa de (IC) do ILMD/ Fiocruz Amazônia. “Fazer iniciação científica na Fiocruz é algo que nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar, pois eu sou do interior do Estado, do município de Manacapuru, todo dia faço uma viagem de ida e volta para estudar, enfrentando mais de uma hora e meia de viagem. Venho de uma realidade pobre, venho da periferia do interior do Estado, faço graduação em uma universidade pública. Me sinto muito privilegiada de viver um pouco dessa experiência e, falar que fiz parte do programa de iniciação científica do ILMD Fiocruz Amazônia”, disse.

Confira os destaques:

ENTOMOLOGIA

Bolsista FAPEAM: Melyssa Oliveira Gomes

Orientador: Felipe Arley Costa Pessoa

Título do trabalho: Diversidade e abundância dos mosquitos-picadores-de-sapo, Corethrella Coquillett, 1902, em um ambiente urbano amazônico.

BIOTECNOLOGIA E BIOPROSPECÇÃO

Bolsista CNPq: Mesaqueuri Mota Nonato

Orientador: Priscila Ferreira de Aquino.

Título do trabalho: Efeito das espécies Aspergillus na eclosão de larvas do vetor Aedes Aegypti (Diptera: Culicidae).

SAÚDE COLETIVA – COVID-19

bolsista FAPEAM: Jesse Moraes de Oliveira

Orientador: Júlio César Schweickardt.

Título do trabalho: Atenção Primária à Saúde no enfretamento da pandemia de Covid-19 na Amazônia: Revisão de Literatura Sistemática Qualitativa.

SAÚDE COLETIVA

bolsista FAPEAM: Carla Julia Pessoa Matos

Orientadora: Luciete Almeida Silva.

Título do trabalho: Epidemiologia das doenças de transmissão hídrica no estado do Amazonas no período de 2010 a 2020.

MICROBIOLOGIA

bolsista Fapeam: Louise Ramos Nobre

Orientadora: Priscila Ferreira de Aquino.

Título do trabalho:  Análise da prevalência e genótipos do Papilomavírus humano (HPV) em mulheres com neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau e com o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

PARASITOLOGIA E IMUNOLOGIA

bolsista CNPq – Ana Renate Nogueira Mariano Niewiorowski

Orientador: Yury Oliveira Chaves

Título do trabalho: Impacto da disfunção mineral óssea na exaustão celular de Linfócitos T em pessoas vivendo com HIV/AIDS sob tratamento antirretroviral.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

O programa é realizado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

19ª RAIC: Estudantes apresentam projetos nas áreas de parasitologia, imunologia, entomologia, biotecnologia e bioprospecção

A programação da 19ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) encerra nesta quinta-feira, 2/5. Estudantes de graduação de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, apresentam durante a programação, 43 trabalhos, nas seguintes sessões: Microbiologia, Saúde coletiva COVID-19, Saúde Coletiva, Entomologia, Parasitologia e Imunologia.

BIOTECNOLOGIA E BIOPROSPECÇÃO

Na tarde da terça-feira, 31/5, a banca examinadora, composta pelos pesquisadores Gilvan Pessoa Furtado, da Fiocruz Ceará; Enide Luciana Belmont Montefusco, da Faculdade Estácio do Amazonas, e Luiz André Moraes Mariúba, do ILMD/Fiocruz Amazônia, avaliaram os trabalhos da sessão “Biotecnologia e Bioprospecção”. Ao todo, seis trabalho compuseram a sessão nas seguintes temáticas: Análise do perfil proteico de pacientes acometidos por diferentes linhagens de SARS-CoV-2; Avaliação virtual e in vivo de compostos proteína-quinase NIMA/NEK alvo candidatos ao bloqueio de transmissão em Plasmodium vivax; Modificação de quercetina por Guignardia sp. e obtenção de compostos bioativos para aplicação biotecnológica; Avaliação da atividade entomopatogênica dos fungos Trichoderma spp. da coleção da Fiocruz Amazônia em mosquitos Anopheles Aquasalis; Efeito das espécies Aspergillus na eclosão de larvas do vetor Aedes Aegypti (Diptera: Culicidae); Fatores de virulência e enzimas hidrolíticas de Candida spp. de origem clínica e ambiental.

Sob orientação da pesquisadora Priscila Ferreira de Aquino, Carolina Moresi Vieira apresentou o projeto “Análise do perfil proteico de pacientes acometidos por diferentes linhagens de SARS-CoV-2”. O estudo teve o objetivo de avaliar o perfil proteico de pacientes infectados por diferentes linhagens de SARS-CoV-2.

Os resultados do projeto apontam para informações podem contribuir para a identificação de possíveis alvos terapêuticos e novos marcadores para a gravidade da doença. Para as próximas etapas, pretende-se continuar explorando o perfil proteico dos grupos avaliados com a finalidade de que estes possam contribuir com mais informações a nível molecular de como o vírus SARS-CoV-2 e suas variantes atuam no organismo do hospedeiro.

ENTOMOLOGIA

Dentre todas as sessões, a de entomologia foi a que teve o maior número de trabalhos avaliados, totalizando 12 projetos apresentados. Divididos entre dois turnos – manhã e tarde – a banca examinadora foi composta pelos pesquisadores, Maisa da Silva Araújo, da Fiocruz Rondônia; Barbara Aparecida Chaves, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Durante a manhã de ontem, 1/6, foram apresentados os seguintes projetos: Avaliação do efeito do diflubenzuron para o controle de Aedes aegypti com Estações Disseminadoras; Avaliação de diferentes indicadores entomológicos de Aedes spp. em aglomerados subnormais, no município de Manaus – AM; Avaliação de diferentes indicadores entomológicos no controle de Aedes spp. em pontos estratégicos com Estações Disseminadoras de Larvicida, no município de Manaus – AM; Avaliação de diferentes tipos de rações no desenvolvimento larval de Anopheles aquasalis sob condições laboratoriais: Revisão Bibliográfica; Estratificação vertical de flebótomos (Diptera, Psychodidae, Phebotominae) e maruins (Diptera, Ceratopogonidae) em área de floresta de terra-firme, Manaus, Amazonas; Avaliação de diferentes indicadores entomológicos no controle de Aedes spp. em pontos estratégicos com Estações Disseminadoras de Larvicida, no município de Manaus – AM.

A tarde os trabalhos apresentaram os seguintes temas: Diversidade de mosquitos vetores em microhabitats artificiais, em uma agrovila na Amazônia brasileira; Avaliação do efeito da dispersão de pyriproxyfen por Aedes spp. no bairro Compensa, Manaus-AM, a partir de áreas concomitantes com estações disseminadoras de larvicida; Diversidade e abundância dos mosquitos-picadores-de-sapo, Corethrella Coquillett, 1902, em um ambiente urbano amazônico, Fauna de Culicoides Latreille (Diptera: Ceratopogonidae) na Amazônia Central Brasileira: Identificação morfológica e genética de espécies do grupo guttatus; Efeitos dos cenários climáticos futuros sobre e infecciosidade de Anopheles aquasalis (DIPTERA: CULICIDAE) à Plasmodium vivax; Efeito da temperatura na infecção de Anopheles aquasalis (Diptera: Culicidae) por Plasmodium vivax: fecundidade do vetor e desenvolvimento do parasito.

O graduando Felipe Nery Saldanha Braga, sob orientação do pesquisador, Sérgio Luiz Bessa Luz, apresentou os resultados do projeto “Avaliação de diferentes indicadores entomológicos no controle de Aedes spp. em pontos estratégicos com Estações Disseminadoras de Larvicida, no município de Manaus – AM”. O estudo avaliou novos métodos para controle desse vetor, onde um deles utiliza a própria fêmea na dispersão de um larvicida que inibe o crescimento larval, o pyriproxyfen, na cidade de Manaus.

Os resultados mostraram que para a espécie Aedes aegypti houve uma redução no número de fêmeas adultas nas áreas onde foi utilizado o pyriproxyfen, já para Aedes albopictus e Culex spp houve um pequeno aumento no número de fêmeas. Mais estudos devem ser realizados para que possa se comprovar a eficácia desta metodologia no controle vetorial de mosquitos.

PARASITOLOGIA E IMUNOLOGIA

Nesta sexta-feira, 2/6, foram apresentados os trabalhos da sessão “Parasitologia e Imunologia”. A última sessão da 19ª RAIC teve na banca avaliadora os pesquisadores, George Allan Villarouco da Silva, do Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas; Gisely Cardoso de Melo, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, e Dayane Costa de Souza Lima, do (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Avaliação da resposta imune celular e humoral de subpopulações de Linfócitos B em pacientes vivendo com HIV/AIDS Internados; Impacto da disfunção mineral óssea na exaustão celular de Linfócitos T em pessoas vivendo com HIV/AIDS sob tratamento antirretroviral; Avaliação da presença de Serratia sp. na microbiota de populações de Nyssomyia umbratilis, susceptíveis e não susceptíveis à infecção por Leishmania na região Amazônica; Aplicação de citometria para determinação do perfil pró-coagulante de plaquetas como fator preditivo de morte em pacientes com HIV; Detecção molecular de Mansonella sp em simulídeos (Diptera: Simuliidae) coletados em São Gabriel da Cachoeira, Amazonas, Brasil

Sob orientação de Túllio Romão Ribeiro da Silva, Karen Larissa de Oliveira Alcantara apresentou os resultados obtidos através do projeto “Detecção molecular de Mansonella sp em simulídeos (Diptera: Simuliidae) coletados em São Gabriel da Cachoeira, Amazonas, Brasil”. O estudo buscou incriminar espécies de simulídeos que atuam como vetores de Mansonella spp no município de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas.

O município de São Gabriel da Cachoeira está localizado às margens do rio Negro e, apresenta um ambiente que favorece a proliferação de insetos hematófagos como os Simulídeos. Nesta área, já foi registrado que simulídeos podem picar mais de 6000 vezes ao dia, um comportamento antropofílico bastante agressivo.

A programação terá encerramento na tarde de hoje, 2/6, com a premiação dos projetos destaques desta edição.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

O programa é realizado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

19ª RAIC: Graduandos apresentam projetos nas áreas de Microbiologia, Saúde Coletiva e COVID-19

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza até amanhã, 2/6, a 19ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC), com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Estudantes de graduação de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, apresentam durante a programação, 43 trabalhos, nas seguintes sessões: Microbiologia, Saúde coletiva COVID-19, Saúde Coletiva, Entomologia, Parasitologia e Imunologia.

MICROBIOLOGIA

Na manhã da segunda feira-feira, 30/5, foram apresentados para a banca examinadora os seguintes trabalhos: Atividade Antimicrobiana de Membranas Poliméricas funcionalizadas com Tungstato frente às bactérias de importância clínica: Uma Revisão; Diversidade genética do HIV-1 em indivíduos sob terapias antirretrovirais com inibidores de integrasse em Manaus – AM; Morbidade hospitalar do SUS por infecções fúngicas no Amazonas; Avaliação da prevalência de HPV a partir de testes de biologia molecular para detecção do Papiloma Vírus em mulheres vivendo com HIV no âmbito do SUS; Análise da prevalência e genótipos do Papilomavírus humano (HPV) em mulheres com neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau e com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). A banca examinadora foi composta pelos pesquisadores, Silvia Helena Marques da Silva, do Instituto Evandro Chagas (IEC); Paola Amaral de Campos, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e, Márcia da Costa Castilho, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Sob orientação do pesquisador Paulo Afonso Nogueira, do ILMD/ Fiocruz Amazônia, a graduanda Emilly Vitoria Vieira dos Santos, apresentou o estudo “Diversidade genética do HIV-1 em indivíduos sob terapias antirretrovirais com inibidores de integrasse em Manaus – AM”. O objetivo do projeto foi verificar a diversidade genética do HIV-1 e mutações de resistência a medicamentos em indivíduos sob terapia antirretroviral com inibidores de integrasse em Manaus-AM. Os estudos de diversidade molecular do HIV-1 contribuem para melhor compreensão da diversidade, epidemiologia da região e os subtipos, pouco descrito na literatura.

SAÚDE COLETIVA COVID-19

Durante a tarde, a banca composta pelos pesquisadores Sônia Maria Lemos, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e, Fernando Fonseca de Almeida e Val, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), avaliaram os projetos da sessão “Saúde coletiva COVID-19”. Um total de oito trabalhos compuseram a sessão que abordou as seguintes temáticas: Análise do enfrentamento da pandemia COVID 19 na região de saúde do Médio Rio Solimões, Amazonas; Evolução da pandemia por COVID-19 no mundo, no Brasil, no Amazonas e em Manaus; Categorias nosológicas da Covid-19 entre os Tikunas: produção de tecnologia cuidativo-educacional para vigilância epidemiológica em comunidade indígena de Manaus; O Controle Social e a Saúde Indígena: percepção dos conselheiros sobre a pandemia do COVID-19 nas aldeias do DSEI-MAO; Atenção Primária à Saúde no enfretamento da pandemia de Covid-19 na Amazônia: Revisão de Literatura Sistemática Qualitativa; Avaliação do desempenho dos serviços especializados de Parintins – Amazonas no enfrentamento a pandemia; Estratégias de enfrentamento da pandemia de municípios no Amazonas; Revisão sistemática de casos de mucormicose em pacientes com e sem COVID-19.

Orientada por Júlio César Schweickardt, a bolsista Ana Carolina Mota de Sousa, apresentou os resultados do projeto “Análise do enfrentamento da pandemia COVID 19 na região de saúde do Médio Rio Solimões, Amazonas”. O estudo buscou analisar as estratégias municipais de enfrentamento da pandemia Covid-19, nas comunidades ribeirinhas de Manicoré (AM), no intuito de entender os fluxos da população ribeirinha e sua relação com a transmissão da doença, além de analisar a incidência e as internações por COVID-19.

O município de Manicoré, faz parte da região de saúde do Rio Madeira, compreendendo aproximadamente 11 comunidades ribeirinhas. Segundo dados apresentados por Ana Carolina, o município tem uma unidade hospitalar, o Hospital Regional de Manicoré, que realiza serviços de média complexidade, internações e atendimentos de urgência/emergência e partos. A estudante também destacou que, devido às características geográficas e fluviais, os municípios da região do Rio Madeira possuem baixo referenciamento intermunicipal entre si e dificuldade de acesso aos serviços especializados de maior complexidade, localizados na capital Manaus.

A pesquisa subsidia estudos mais amplos sobre acesso da população ribeirinha aos serviços de urgência e emergência, coordenados pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA/Fiocruz Amazônia), e visa contribuir para a qualidade dos serviços de saúde, respeitando as características da região Amazônica.

SAÚDE COLETIVA

Na manhã da terça-feira, 31/5, a 19ª RAIC apresentou os trabalhos da sessão “Saúde Coletiva”, que teve banca examinadora composta pelos pesquisadores: Elaine Ferreira do Nascimento, da Fiocruz Piauí, além de Amandia Braga e Jordana Herzog, do ILMD/Fiocruz Amazônia. Durante a programação, pesquisadores e estudantes puderam conhecer os resultados dos projetos: Aplicação da Escala de Risco Familiar de Coelho-Savassi na Saúde Bucal em crianças na Estratégia Saúde da Família em Manaus, Amazonas; Epidemiologia das doenças de transmissão hídrica no estado do amazonas no período de 2010 a 2020;  Infecção urinária como causa de internação em gestantes e puérperas da rede pública de Manaus: um estudo de custos hospitalares em 2017; Capacidade funcional e sarcopenia em idosos residentes em localidades rurais ribeirinhas na Amazônia; Epidemiologia da tuberculose no Município de Manaus, no período de 2010 a 2020; O Conteúdo curricular e a temática agrotóxico e saúde nos cursos de graduação na Amazônia Legal; Uso dos serviços especializados da Rede de Urgência e Emergência no município de Tefé, Amazonas.

Kaellen Almeida Scantbelruy, sob orientação do pesquisador Fernando José Herkrath, apresentou o projeto “Capacidade funcional e sarcopenia em idosos residentes em localidades rurais ribeirinhas na Amazônia”. O estudo buscou avaliar a capacidade funcional e a sarcopenia em idosos de populações rurais ribeirinhas do rio Negro, Manaus, Amazonas. Dados do estudo, revelam que foi encontrada uma proporção elevada de idosos com sarcopenia e capacidade funcional reduzida. Os resultados sugerem ainda, que ações e serviços ofertados para essa população devem ser organizados de forma a promover a saúde do idoso e, proporcionar melhor qualidade de vida, bem como prevenção da piora clínico-funcional dos indivíduos acometidos por limitações funcionais e pré-fragilidade.

As apresentações tiveram continuidade nesta quarta-feira, e serão encerradas nesta quinta, 2/6, com premiação dos projetos destaques em cada uma das sessões. A Raic acontece anualmente, em todas as unidades da Fiocruz, com o intuito de reforçar a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas.

Palestra do Centro de Estudos vai abordar território e políticas públicas de saúde na Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 3/6, às 10h (horário/Manaus), a palestra: O território e as políticas públicas de saúde na Amazônia, a ser ministrada por Júlio César Schweickardt, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia.

A palestra irá abordar os territórios e políticas públicas de saúde, considerando a necessidade de diálogo com as especificidades da região. “O território na Amazônia é diferenciado pelas características geográficas, culturais e históricas, especialmente marcado pelas águas. Desse modo, as políticas públicas de saúde precisam dialogar com estas características para que se responda ao princípio da equidade e do direito à saúde”, explica Schweickardt.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link:

https://us06web.zoom.us/j/87894224144?pwd=Rlh3VWM5RGxlMXNrS0QyUUJGSndKQT09

(ID: 878 9422 4144) e (Senha de acesso:  695795)

SOBRE O PALESTRANTE

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, graduado em Teologia pela Escola Superior de Teologia, Júlio César Schweickardt é mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Ufam e, doutor em História das Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazonas, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA. Atua nas seguintes linhas de Pesquisa: História da saúde e das ciências, Antropologia da saúde, Políticas Públicas de Saúde, Gestão do Trabalho em Saúde, Modelagens Tecnoassistenciais da Atenção Básica em Saúde, Território e Redes Vidas de Saúde na Amazônia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisas em malária da Fiocruz Amazônia são tema de podcast As Amazonas

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Stefanie Lopes é a entrevistada desta semana do podcast As Amazonas, apresentado pelas jornalistas Aruana Brianezzi, Daniela Assayag e Liege Albuquerque. O tema da entrevista girou em torno da malária e das pesquisas em favor da produção mundial de vacinas contra a doença, mais especificamente os estudos pre-clínicos, financiados com recursos do Governo do Japão, coordenados no Brasil pela Fiocruz, em parceria com a Fundação de Medicina Tropical, para a produção de uma futura vacina contra a malária vívax.

No programa, Stefanie Lopes detalha também sobre o fomento aprovado pelo Fundo Global de Tecnologia Inovadora em Saúde (GHIT), a plataforma voltada à realização de ensaios para testagem de substâncias, bem como novas formulações vacinais para a malária causada pelo Plasmodium vívax e o impacto da malária no dia a dia dos brasileiros, sobretudo da região amazônica, que concentra o maior número de casos da doença.  Confira a íntegra da entrevista em: https://youtu.be/asqVjwrSF4g .

Disrupção e transformação tecnológica acelerada são abordadas durante abertura da 19ª RAIC da Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou na última segunda-feira, 30/5, a 19ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Instituição. O evento reúne 43 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.

Compuseram a solenidade de abertura, Priscila Aquino, Coordenadora do Programa de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia; Márcia Perales, Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam); Maria de Fátima Diniz Baptista – Coordenação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/PIBITI) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Stefanie Costa Pinto Lopes, Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação e, Diretora Substituta do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A Raic acontece anualmente, em todas as unidades da Fiocruz. O evento possui o objetivo de reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante a programação, os estudantes apresentam resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do PIC, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.

Stefanie Lopes, que durante a solenidade representou a direção do ILMD/Fiocruz Amazônia, destacou o trabalho de escalonamento feito pela instituição, que hoje contempla 43 bolsistas, um número maior que o quadro de pesquisadores na casa, além de ressaltar a experiência vivenciada pelos participantes do programa. “Não importa a carreira que esses alunos vão seguir. A iniciação na ciência é importante para todos entenderem o que são evidências e, o que a ciência traz, pois ela trabalha em prol da sociedade, e essas pessoas que tiveram essa oportunidade irão usar isso em suas respectivas carreiras. Nós vimos na pandemia o quanto a ciência se tornou foco da sociedade e ganhou a relevância que ela merece”, disse.

Priscila Aquino, pontuou a importância do programa na formação de recursos humanos. “É uma grande felicidade estarmos reunidos novamente em uma RAIC, mesmo que ainda de forma virtual. Ao longo dos últimos dois anos, enfrentamos muitos desafios em diferentes aspectos, onde a iniciação científica também está inclusa nesse panorama. Os projetos precisaram ser adaptados para o modo remoto, e os alunos passaram a vivenciar uma nova forma de desenvolver o pensar científico e a criatividade. Aqui na unidade, esse programa possui 23 anos de existência, contando com o apoio de agências de fomento como a Fapeam e o CNPq. Precisamos incentivar os jovens a conhecerem mais sobre ciência e esse mundo de possibilidades que o saber científico permite”.

Presidente Fapeam, Márcia Perales destacou a importância da apresentação dos resultados dos projetos, não só como uma contribuição acadêmica, mas especialmente como uma devolutiva para a sociedade.  “É sempre muito importante o momento em que nós apresentamos os resultados da pesquisa. Todos nós sabemos que, quando se trata de investimento público, esse momento em que podemos socializar resultados, possui total relevância para a sociedade. A pesquisa contribui fortemente para o desenvolvimento do Estado do Amazonas, seja social, ambiental”.

A pesquisadora Maria de Fátima Diniz Baptista, Coordenadora do (PIBIC/PIBITI) da Fiocruz, aproveitou a oportunidade para fazer um apelo aos alunos, referente a integração entre trabalhos, áreas, laboratórios, no intuito de promover um maior intercâmbio científico na Instituição. “A ansiedade dos alunos de estar na bancada é grande. A integração será limitada, pois o evento vai acontecer de forma online, mas não deixem de fazê-la, pois é importante saber o que os colegas estão desenvolvendo, o que está acontecendo na pesquisa na Fiocruz.

AVANÇOS TECNOLÓGICOS

“Preparar novas gerações para a disrupção e transformação tecnológica acelerada”, foi o tema da palestra de abertura da 19ª RAIC, que abordou a necessidade de preparo das novas gerações para enfrentar o processo de mudança e avanços tecnológicos, em especial na área da saúde. A apresentação foi conferida por Maria Olívia Simão, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Durante a apresentação, Maria Olívia ressaltou a necessidade de estimular o desenvolvimento do pensar científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas por meio do confronto com os problemas de pesquisa. “Trouxemos essa perspectiva, diante do cenário que a gente vive como mundo. Isso é um processo que estamos vivendo como sociedade, como civilização global, e que atinge todas as áreas. É importante colocarmos em contato, grupos e linhas de pesquisa, e propiciar aos alunos, orientado por um pesquisador experiente, a aprendizagem de técnicas e métodos científicos”, explicou.

Na oportunidade, a palestrante também pontuou ingredientes que constituem pilares que devem sustentar as trilhas formativas de novos profissionais, aptos a enfrentar os desafios do mundo contemporâneo, complexo e disruptivo: paixão, inovação, liderança, cooperação, criatividade, excelência, ética e sustentabilidade.

O evento ocorrerá até a próxima quinta-feira, 2/6, com a apresentação dos resultados de projetos em diferentes áreas do conhecimento. As apresentações ocorrerão virtualmente, por meio da plataforma Zoom, no link: https://us06web.zoom.us/j/83810561951?pwd=TTBsd2xQZDVXM1NEL3AyZVg3RWxvUT09

utilizando (ID da reunião: 838 1056 1951) e (Senha de acesso: 619859) para todas as sessões.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

O programa é realizado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Reprodução

Fiocruz capacita agentes de endemias de Santa Catarina na instalação do instrumento armadilhas contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue

Com o pior cenário epidemiológico já vivido pelo Estado desde 2011, quando surgiram os primeiros casos de dengue, Santa Catarina começou a treinar, nesta segunda-feira, 30/05, agentes de endemias de nove das 17 gerências regionais de Saúde visando iniciar a implantação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDs), instrumento utilizado para a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor do Dengue, Zika e Chikungunya, com tecnologia de baixo custo e desenvolvida pela Fiocruz Amazônia.

No total, serão instaladas 1.000 EDs em 10 localidades diferentes da capital, Florianópolis, e, se planejará em conjunto com os técnicos de endemias das regionais de saúde, a implantação futura das ED’s, nos outros municípios. Será oferecido treinamento para 40 agentes de saúde, os quais serão os futuros multiplicadores da estratégia no estado.

O plano de capacitação para o controle do Aedes com as EDs foi apresentado nesta segunda-feira,  no auditório do Laboratório Central (Lacen), de Florianópolis, contando com a participação do coordenador-geral de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Roberto Leonel Peterka, o oficial nacional em arboviroses da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), no Brasil, Carlois Frederico Campelo de Alburquerque Melo, e os pesquisadores da Fiocruz, Sérgio Luiz Bessa Luz e José Joaquín Carvajal, coordenadores do Projeto das EDs.

Durante a semana, representantes da Fiocruz Amazônia realizarão treinamentos de equipes de agentes na sede do Laboratório Central da Prefeitura de Florianópolis, no Centro, e a instalação das estações propriamente ditas. inicialmente, em 10 bairros da cidade. De acordo com a Vigilância Epidemiológica estadual, já são mais de 50 mil casos confirmados da doença em 2022, sendo o primeiro ano de epidemia generalizada de dengue em 135 dos 295 municípios catarinenses.

Até a Semana Epidemiológica (SE) 20, a Região Sul do País apresentava o segundo maior número de casos do país, onde Santa Catarina registrava uma incidência de 1.217 casos por 100.000 habitantes e 47 óbitos. O treinamento no controle do Aedes com EDs em SC é parte da transferência tecnológica da Fiocruz Amazônia ao Ministério da Saúde, por meio de termo de cooperação firmado com a OPAS, da estratégia que será incluída como diretriz nacional para o controle do Aedes, vetor de dengue, Zika e chikungunya.

“Estamos vendo o mosquito chegar a regiões antes inóspitas, como a Região Sul, onde a incidência de doenças transmitidas por vetores, a exemplo da dengue, antes era mínima e agora vem aumentando e pegando de frente uma grande faixa da população que nunca teve contato com o vírus”, alerta o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz.

Cássio Peterka, coordenador de Arboviroses do Ministério da Saúde,  explica a importância da parceria com a Fiocruz. Segundo ele, o aumento expressivo de casos, principalmente no início deste ano, chama a atenção das autoridades de saúde. “Santa Catarina, Paraná e o Rio Grande do Sul são estados que não tinham a tradição de aumentos expressivos de casos, daí a decisão do Ministério da Saúde de trabalhar com novas tecnologias e a atualização das diretrizes já implementadas. “A Fiocruz é nossa extensão no tocante ao desenvolvimento de novas tecnologias. Sempre buscamos essa integração com academia para que consigamos trazer inovação e tecnologia para aplicar no dia a dia de municípios e dos Estados para controle de vetores”, afirmou.

Carlois Melo, da OPAS, destaca que a estratégia das estações disseminadoras é uma das inovações em termos de controle de vetores e desde o ano passado figurava como proposta para esse primeiro passo. “Como fruto dessa experiência, a OPAS firmou termo de cooperação com a Fiocruz, buscando essas inovações. Passo importante para conseguirmos achar novas alternativas para esse combate e seguirmos nossa missão que é promover a saúde dos povos das Américas”, ressaltou.

O superintendente da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde/SC, Eduardo Macário, agradeceu a presença da Fiocruz e do Ministério da Saúde. “Nossa expectativa é de que, com base na eficácia da tecnologia em reduzir índices entomológicos, possamos intervir na situação e possibilitar uma redução de infestação e de casos. Nunca enfrentamos taxas de mortalidade tão expressivas como a atual”, observou.

COMO FUNCIONA

A tecnologia das Estações Disseminadoras utiliza basicamente água em um pote plástico de dois litros recoberto por um tecido sintético impregnado de larvicida (pyriproxyfen). As estações utilizam a fêmea do mosquito como aliada na dispersão do larvicida que impede o desenvolvimento das larvas do mosquito. Esse instrumento atrai as fêmeas do Aedes aegypti para colocar ovos e ao pousar elas se impregnam com o larvicida presente nas estações.

Essas fêmeas, impregnadas com o larvicida, ao visitarem outros criadouros acabam contaminando outros recipientes que impedem o desenvolvimento das larvas e pupas, reduzindo a infestação e o avanço da doença.  A estratégia já foi testada em 14 cidades brasileiras, de diferentes regiões, entre 2017 e 2020, com resultados comprovados na redução da infestação em algumas das cidades participantes do estudo.  Foram elas: Fortaleza (CE), Marília (SP), Natal (RN), Recife (PE), Porto Nacional (TO), Belo Horizonte (MG), Tabatinga (AM), Parintins (AM), Tefé (AM), Borba (AM), Manacapuru (AM), Manaus (AM), Goiânia (GO), Joinville (SC). Este ano, Foz do Iguaçu e Florianópolis (SC).

“O objetivo é auxiliar os programas de controle com novas alternativas, e a capacitação dos gestores e agentes de combate às endemias”, explica o pesquisador Joaquín Carvajal.

PROGRAMAÇÃO

30/05 – Apresentação projeto, contribuições e aplicabilidade das ED’s no controle de Aedes

31/05 – Oficina de montagem, implantação e manutenção das ED’s. Preparação do trabalho de campo nos bairros

1/06 – Instalação ED’s Bairro Itacorubi, Saco Grande e Trindade

2/06 –  Instalação ED’s Bairro Agronômica, Pantanal e Canavieiras

3/06 – Instalação ED’s Bairros Ingleses, Rio vermelho, Barra da lagoa e Lagoa da Conceição

Fiocruz e Seduc realizam evento de divulgação da 11ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente nas escolas da rede estadual

Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Coordenação Estadual de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas (Seduc-AM) promoverá atividades comemorativas ao Dia Nacional da Educação Ambiental (3/06) e ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5/06) fazendo a divulgação da 11ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fiocruz, e do Prêmio Meninas Hoje Cientista Amanhã, nas escolas da rede estadual durante o mês de junho. A programação será aberta no próximo dia 2/06, na Escola Bilíngue Augusto Carneiro, situada ao lado do Parque Jefferson Perez, no Educandos, e que oferece atendimento a alunos com deficiência auditiva e surdos. Este ano, em que se comemora o cinquentenário da Conferência de Estocolmo, a programação terá um caráter inclusivo, reforçando o compromisso da Fiocruz e da Seduc com os objetivos do desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A Fiocruz estará presente em todas as atividades, fazendo a divulgação das Olimpíadas e convidando as escolas a se inscreverem até o dia 8/07 para participar”, explica a pesquisadora Rita Bacuri, coordenadora regional da Obsma. A Olimpíada é aberta para estudantes de escolas públicas e privadas de todo o País e acontece a cada dois anos com o objetivo fortalecer nos estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar, investigar e estimular a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no País. As inscrições podem ser feitas pelo site www.olimpiada.fiocruz, nas categorias Produção de Texto, Projeto de Ciências e Produção Audiovisual. Os trabalhos devem ser inscritos pelos professores devidamente cadastrados.

O biólogo Marcos Pereira, da Coordenação de Educação Ambiental da Seduc, destaca a importância da parceria. “Este ano, há uma conjugação de forças com a parceria da Fiocruz, Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Olimpíada, Fazenda Esperança no sentido de sensibilizar a sociedade, e, de modo especial, a comunidade acadêmica para a importância de se viver de forma sustentável e em harmonia com a natureza, por meio de mudanças individuais e coletivas, convidando nossas escolas para uma ação transformadora”, afirmou Pereira. A Obsma, voltada aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, contribui com essa mudança ao incentivar estudantes a realizarem trabalhos que os aproximem do conhecimento científico, dando visibilidade as atividades pedagógicas de professores e das escolas.

Este ano, o Prêmio Menina Hoje Cientista Amanhã, em homenagem à cientista Maria Deane, vai selecionar um trabalho ou projeto inscrito na Olimpíada que tenha sido desenvolvido por alunas e professoras. “A Fiocruz é comprometida também com a promoção da igualdade de gênero na Ciência, em consonância com as diretrizes da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, e este prêmio incentiva de modo especial carreiras científicas para meninas e jovens mulheres nas áreas de Ciência & Tecnologia”, explica Rita Bacuri. A Obsma está presente em todos os estados brasileiros por meio de suas seis coordenações regionais, responsáveis por organizar, acolher e orientar os participantes.

Durante a programação, serão realizadas atividades de panfletagem, sessão de fotos com o mascote Oswaldinho, da Obsma-Fiocruz, apresentação do prêmio Menina Hoje Cientista Amanhã, com a exibição do vídeo “Maria Deane, Uma Cientista Amazônida”, roda-de-conversa sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e o jogo Tapetão dos ODS. Além da Escola Estadual Augusto Carneiro, serão realizadas atividades no Projeto Prioritário Fazenda Escola, reunindo alunos das escolas estaduais Letício de Campos Dantas, Osmar Pedroso e Dom Milton Correia, em Iranduba (dia 3/06, das 8h às 11h), na Escola Estadual Padre Luís Ruas (6/06, das 13h às 16h), e Escola Sesi Dra Emina Barbosa Mustafa (10/06, à noite).

CRIAÇÃO

A Olimpíada Brasileira da Saúde e Meio Ambiente foi criada pela Fiocruz em 2001 com a proposta de fortalecer nos jovens o desejo de aprender e pesquisar, incentivando a realização de trabalhos que possibilitem que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar. Quanto às modalidades, os trabalhos de produção criativa de textos dizem respeito a redações com duas categorias de participação: Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio (incluindo cursos profissionalizantes e Educação de Jovens e Adultos). O texto inscrito nessa modalidade deve ser inédito e original, tendo no máximo 10 páginas. O objetivo é conhecer a capacidade de compreender e expressar as questões ligadas à promoção da saúde e/ou preservação do meio ambiente, conforme a realidade do aluno. O texto pode vir acompanhado de imagem, mas não é obrigatório. Os projetos de Ciências podem ser trabalhos de pesquisa com análise de dados, projetos multidisciplinares e objetos desenvolvidos em estudos realizados em sala de aula. Já para a produção audiovisual podem concorrer vídeos desenvolvidos em sala de aula sobre saúde e meio ambiente.

Desde sua criação, a Obsma já soma 3.620 escolas participantes, 28.500 professores envolvidos, 356 trabalhos premiados, 10.130 trabalhos inscritos, 510 mil estudantes e 3.210 municípios envolvidos.

Fiocruz Amazônia prorroga inscrições do edital de seleção para Iniciação Científica, até 30/5

O Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta sexta-feira, 27/5, a republicação do edital 2022/2023, do processo seletivo para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com alteração no cronograma do processo de seleção, prorrogando o prazo de inscrição até a próxima segunda-feira, 30/5. O processo de inscrição é realizado de forma virtual, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br .

O objetivo do Programa é despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação. O PIC visa ainda contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

O programa proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 6,0 (no caso de bolsa nova ou renovação) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital.

Acesse aqui a Republicação.

Os candidatos têm até o dia 30/5 de maio para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 10 de junho de 2022.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

ILMD/Fiocruz Amazônia

Palestra abordará transformação tecnológica acelerada para novas gerações, durante abertura da 19ª Raic da Fiocruz Amazônia

Entre os dias 30/5 e 2/6, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará a 19ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia de 2018/2019, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A abertura do evento ocorrerá na próxima segunda-feira, às 9h, com a palestra “Preparar novas gerações para a disrupção e transformação tecnológica acelerada”, que será ministrada por Maria Olívia Simão, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

A palestra abordará a necessidade de preparo para enfrentar o processo de mudança e avanços tecnológicos, em especial na área da saúde. “Nesse processo, em que estamos tendo uma acelerada mudança de ruptura no modo de vida das pessoas, principalmente após a pandemia, com uma grande transformação digital no mundo, nós precisamos estar atentos a esse movimento. Falaremos sobre como isso afeta a pesquisa e os profissionais em formação, colocando dentro dessa perspectiva o ILMD, que trabalha com saúde pública”, destacou.

As apresentações ocorrerão virtualmente, por meio da plataforma Zoom, no link: https://us06web.zoom.us/j/83810561951?pwd=TTBsd2xQZDVXM1NEL3AyZVg3RWxvUT09  utilizando (ID da reunião: 838 1056 1951) e (Senha de acesso: 619859) para todas as sessões. Durante os três dias de Raic, serão apresentados 43 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.

SOBRE A PALESTRANTE

Maria Olívia é Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), mestre em Entomologia e, doutora em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Atualmente é professora do Instituto de Ciências Biológicas da (UFAM) e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (PPGCASA) da UFAM. Possui experiência na área de Educação Ambiental, Conservação e Gestão de Recursos Naturais na Amazônia, com ênfase na pesca. Atua nos seguintes temas de pesquisa: manejo da pesca artesanal de grandes bagres, territorialidade da pesca artesanal, educação para cidadania e educação ambiental.

Foi Secretária Executiva Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas, Diretora Técnico Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e Diretora Presidente da mesma Instituição.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Fiocruz inscreve até 31/05 para processo de seleção de Programa de Estágio Curricular

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que até a próxima terça-feira, 31/05, estão abertas as inscrições para o processo de seleção ao Programa de Estágio Curricular da Fundação Oswaldo Cruz. Para a Fiocruz Amazônia, serão oferecidas cinco vagas, sendo três para os cursos de Administração, uma de Engenharia de Produção e uma para Ciências da Computação (1). As vagas são destinadas para estudantes de nível superior (a partir do 3º período e no máximo 6º período). As inscrições devem ser feitas na página https://home.universidadepatativa.com.br/processo-de-recrutamento-e-selecao-para-estagio-nao-obrigatorio-de-estudantes-de-niveis-medio-tecnico-e-superior-graduacao-em-fluxo-continuo/. A carga horária é de 6 horas diárias, totalizando 30 horas semanais, nos turnos da manhã ou tarde. O valor da bolsa é de R$ 1.125,69, acrescidas de diária de auxílio-transporte no valor de R$10,00.

O processo seletivo contará com três etapas: análise de pré-requisitos, análise curricular e documental, entrevista e prova. Os estudantes aprovados dentro do número de vagas serão convocados pelo agente integrador para procedimentos admissionais. O estágio só iniciará após o envio da documentação completa e os termos assinados por todas as partes.

Requisitos:

Engenharia da Produção

Informática Básica (pacote office e internet); fundamentos de gestão da qualidade;
Administração

Conhecimentos em informática básica (pacote Office e internet); capacidade para lidar com o público e trabalhar em equipe.
Ciências da Computação

Conhecimentos em informática básica (pacote office e internet);

Atribuições:

Ciências da Computação: executar atividades de suporte aos usuários dos serviços de TI; instalação, configuração e atualização de hardware e software; suporte ao uso de e-mail, orientações gerais aos usuários e suporte no gerenciamento de redes.

Engenharia da Produção: executar atividades de suporte ao planejamento, projeto e controle de sistemas de gestão da qualidade, atividades de normalização, auditoria e certificação para a qualidade; acompanhamento de metas e indicadores; auxiliar na padronização de procedimentos e elaboração de documentos; fluxos de processo, procedimentos, check list e formulários.

Administração: executar atividades administrativas, elaborar planilhas, relatórios e correspondências, organizar documentos e arquivos, atender ao público, operar sistemas institucionais, realizar digitação e conferência de dados em sistemas, entre outras.

Centro de Estudo apresentará pesquisa e desenvolvimento em doenças negligenciadas no Brasil

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 27/5, às 10h (horário/Manaus), a palestra: Pesquisa e desenvolvimento em doenças negligenciadas no Brasil: implicações para os programas de controle, a ser ministrada por Guilherme Loureiro Werneck, professor do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A palestra irá abordar as doenças tropicais negligenciadas, em especial um grupo de doenças infecciosas que afeta predominantemente as populações mais pobres e vulneráveis e contribui para a perpetuação dos ciclos de pobreza, desigualdade e exclusão social. Segundo o pesquisador o estudo científico em doenças negligenciadas desempenha papel crucial para a superação de seus impactos deletérios na população. Porém, é patente que existem entraves para sua tradução em novos produtos para prevenir, diagnosticar, controlar ou curar doenças negligenciadas em países em desenvolvimento.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/85477450784?pwd=TnBXT2QvbnNTL1I2SkxCeVI0c1BZZz09

 (ID: 854 7745 0784) e (Senha de acesso: 400138)

SOBRE O PALESTRANTE

Graduado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Guilherme é mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1992) e doutorado em Saúde Pública e Epidemiologia pela Harvard School of Public Health. Completou estágio de pós-doutorado no Department of Global Health and Population / Harvard School of Public Health, onde atuou como pesquisador visitante.

Foi pesquisador visitante no David Rockefeller Center for Latin American Studies (Harvard University). Atualmente, é professor associado do Departamento de Epidemiologia do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e, professor adjunto do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo em ambos exercido a função de coordenador dos respectivos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva.

Exerceu atividades de ensino e pesquisa como pesquisador visitante, no Departamento de Endemias Samuel Pessoa da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – Fiocruz. Foi membro do “WHO Expert Advisory Panel on Parasitic Diseases (Leishmaniasis)” e compôs a comissão da Avaliação dos Programas de Pós-Graduação stricto sensu pertencentes à Área de Saúde Coletiva (CAPES). Além disso, exerceu o cargo de Coordenador da área de Saúde Coletiva na CAPES.

Desenvolve suas atividades no campo da Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, e suas linhas de pesquisa versam principalmente sobre os seguintes temas: epidemiologia das doenças infecciosas, métodos epidemiológicos, epidemiologia e controle da leishmaniose visceral, análise de dados espaciais, bioestatística, avaliação da validade e confiabilidade de instrumentos de aferição, epidemiologia das violências.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga republicação do edital para seleção do Programa de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 24/5, a republicação do edital 2022/2023, do processo seletivo para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com alteração no item 5, referente aos requisitos e, compromisso do orientador e coorientador. O processo de inscrição é realizado de forma virtual, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

O objetivo do Programa é despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação. O PIC visa ainda contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

O programa proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 6,0 (no caso de bolsa nova ou renovação) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital.

Acesse aqui a Republicação.

Os candidatos têm até o dia 27 de maio para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 10 de junho de 2022.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Defesa de TCCs marca encerramento da primeira etapa do Curso de Especialização em Saúde Pública em Manacapuru

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou neste final de semana o encerramento do primeiro módulo do Curso de Especialização em Saúde Pública, no âmbito do Projeto Qualifica-SUS, no município de Manacapuru, Região Metropolitana de Manaus. A primeira etapa de programação das defesas dos trabalhos de conclusão contou com a apresentação de 11 TCCs, referentes a projetos de intervenção nos municípios de Manaus, Manacapuru, Iranduba e Anamã. Em julho próximo, serão mais 10 de um total de 46 alunos. O curso teve início em maio do ano passado. O objetivo da especialização é formar sanitaristas qualificados na perspectiva interprofissional para gerar novos conhecimentos e atuar no território como espaço privilegiado da saúde pública.

O encerramento contou com as presenças da vice-diretora de Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, e o secretário de Saúde de Manacapuru, Rodrigo Balbi. O curso é coordenado pelo pesquisador da Fiocruz Amazonas, Julio Schweickardt, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA. Atuaram como orientadores e membros das bancas dessa primeira fase Ana Elizabeth Reis, Cláudio Pontes Ferreira, Cleudecir Portela, Esron Soares Carvalho Rocha, Izi Catarini Paiva Alves dos Santos, Sonia Maria Lemos e Fabiana Manica de Souza.

Desafios da comunicação são tema de webinário em comemoração aos 19 anos da Agência Aids de Notícias

A Agência Aids de Notícias completou 19 anos de atuação e promoveu neste sábado, 21/05, um webinário com a participação de especialistas e autoridades em HIV/Aids no Brasil para discutir os desafios enfrentados ao longo desses anos e o futuro da comunicação de massa sobre temas relacionados à doença.  Participante do painel intitulado “Médicos e a Pandemia da Aids: como comunicar melhor o assunto prevenção ao HIV”, a médica e diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, defendeu uma retomada efetiva da pauta HIV/Aids, nesse período pós-pandêmico, tendo como foco a estratégia combinada de prevenção, que faz uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção (biomédica, comportamental e estrutural).

Adele Benzaken, que também integra a diretoria do Programa Global da Aids Healthcare Foundation (AHF), destacou que a comunicação teve papel fundamental no processo de quebra de paradigma da Aids ao longo dos últimos 40 anos e a discriminação continua sendo a maior barreira a ser superada. “Desde o início da epidemia de Aids no Brasil enfrentamos muita resistência e o ativismo teve uma relevância extrema para o efetivo alcance da nossa mensagem. Considero o ativismo uma forma eficiente de comunicação, de enfrentamento ao preconceito e de respostas ao HIV/Aids”, relembrou Adele, acrescentando que atualmente o desafio maior é o da comunicação na terapia combinada de prevenção, fazendo entender a importância da terapia junto à população em geral e às populações-chave (homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo e seus clientes), e o enfrentamento às fake News difundidas amplamente pelas redes sociais.

O painel contou também com a participação do infectologista Ricardo Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e o epidemiologista Pedro Chequer, ex-diretor do antigo Programa Nacional de Aids, com mediação do jornalista Lucas Bonanno, mestre em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). A Agência Aids foi fundada em 2003, com o objetivo de divulgar informações sobre HIV/Aids, saúde e direitos humanos e orientar o trabalho da imprensa.

Curso oferecido à Marinha do Brasil forma agentes multiplicadores em prevenção de IST/HIV/Aids na Amazônia

Durante três dias, militares do 9o Distrito Naval, que atuam em diferentes unidades fluviais de atendimento médico-hospitalar da Marinha do Brasil, participaram de um curso de formação de agentes multiplicadores em prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)/HIV/Aids, oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A iniciativa, ofertada no âmbito do projeto QualificaSUS, teve como finalidade promover um intercâmbio de informações entre profissionais de saúde da Marinha do Brasil, Fundação Alfredo da Matta e Fiocruz Amazônia.

A finalidade foi a de aprimorar o acesso e a atuação das equipes da Marinha do Brasil em relação aos protocolos utilizados atualmente para tratamento e diagnóstico de IST/HIV/Aids, prevenção combinada e fluxogramas de transmissão e manejo de casos clínicos. Com um total de 20 participantes, o curso teve 21 horas de carga-horária e foi ministrado pela médica sanitarista Adele Benzaken, diretora do ILMD, o dermatologista José Gomes Sardinha, as enfermeiras Ana Claudia Camilo e Andrea Beber e os cientistas sociais Sully Sampaio, coordenador dos cursos de atualização do Projeto QualificaSUS, da Fiocruz Amazônia, e Rita Bacuri, vice-coordenadora do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS), do ILMD.

“É sempre muito gratificante observar a vontade das pessoas em aprimorar o acesso e a atuação na área da sáude e, no contexto da Marinha do Brasil, que faz um serviço de atendimento às comunidades rurais da Amazônia Legal, essa contribuição é de suma importância”, revela Sully Sampaio, avaliando como positiva a participação dos militares. A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, destacou a necessidade constante de aprendizado para os profissionais de saúde. “A participação da Marinha no curso é excelente, pelo fato de que realizam um trabalho notável junto às populações de difícil acesso. Mais importante ainda é ver que eles saíram satisfeitos e aptos a repassar os conhecimentos assimilados”, avalia Benzaken.

O dermatologista José Sardinha observa que uma parcela considerável da população mundial sofre com os agravos das ISTs e proporcionar às pessoas um acesso facilitado ao diagnóstico, ao tratamento, à prevenção e às atividades necessárias para que se recuperem aqueles que adoeceram é fundamental. “Todos os profissionais de saúde devem estar preparados para isso. Onde houver um profissional de saúde, seja de que escalão ou especialidade for, ele deve testar preparado ou ter uma pessoa apta a atender um caso de doença sexualmente transmissível e nesse sentido a parceria com a Marinha é muito bem-vinda porque significa estender para áreas onde a maioria de nós não chegaríamos o acesso a serviços”, salientou.

As informações teóricas repassadas durante o curso foram intercaladas por dinâmicas de grupos e dramatizações, sob orientação dos instrutores, tais como a “teia da transmissão” e a “mandala da prevenção combinada”. “As atividades práticas, na forma de dinâmicas, são ferramentas que contribuem para desconstruir valores e mitos arraigados entre nós em relação às ISTs”, afirma a enfermeira Ana Cláudia Camilo, que conduziu as práticas. No caso dos enfermeiros, ela lembra que esse papel tem uma significância ainda maior. “O enfermeiro cuida do início ao final e é a pessoa responsável por abrir essa porta e dar acesso a essa situação de cuidado, diagnóstico, prevenção e tratamento. Em se tratando de ISTs, doenças ligadas não apenas à objetividade, sinal e sintomas, o enfermeiro atua diretamente no aspecto subjetivo, que envolve tabus e práticas, relacionadas à cadeia de transmissão”, avaliou.

O enfermeiro Robreto Rodrigues, primeiro sargento da Maranha, participou do curso com a expectativa de reciclar conhecimentos e poder multiplicá-los junto aos demais profissionais de saúde da corporação. “Estou no Amazonas há dois meses, recém-chegado a Manaus após uma missão que teve 30 dias de duração no interior da Amazônia e nossa expectativa em relação a essa oportunidade é conhecer um pouco mais da realidade epidemiológica das ISTs no Estado e estarmos preparados para repassar os conhecimentos”, disse. O curso, segundo Sully Sampaio, é suficiente para instrumentalizar os profissionais a lidar com a situação de forma correta, com todos os protocolos utilizados. “No caso da Marinha, o papel dos agentes multiplicadores é de extrema importância visto que as equipes de saúde nem sempre são as mesmas equipes durante as missões fluviais e a ideia é que se tenha um corpo de profissionais de saúde capaz de reproduzir as informações para o restante da corporação”, ressaltou.

Durante o curso, Rita Bacuri defendeu a popularização da terapia combinada como uma ferramenta eficaz e atual no enfrentamento às IST/HIV/Aids. “No caso do HIV, as profilaxias da pré-exposição à infecção são o que há de mais eficiente em matéria de prevenção”. Segundo ela, a educação sexual nas escolas é outro instrumento que contribuiria para a redução dos índices junto ao público mais jovem.

O curso foi dividido em dois módulos. A segunda formação acontecerá entre os dias 24 e 26 de agosto, na sede do ILMD, com a participação de mais 20 militares, entre médicos, dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem da Marinha do Brasil. Na ementa do curso, destacam-se os seguintes temas: Importância das ISTs no contexto brasileiro e global, aspectos clínicos das ISTs, IST no contexto da prevenção combinada, uso de preservativos masculino e feminino e como atuar no seu local de trabalho frente a casos de IST e como dialogar sobre prevenção.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa 
Fotos: Ingrid Anne

Fiocruz Amazônia realiza 19ª Reunião Anual de Iniciação Científica

Entre os dias 30/5 e 2/6, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará a 19ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante o evento, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas.

As apresentações ocorrerão virtualmente, por meio da plataforma Zoom, no link: https://us06web.zoom.us/j/83810561951?pwd=TTBsd2xQZDVXM1NEL3AyZVg3RWxvUT09 utilizando (ID da reunião: 838 1056 1951) e (Senha de acesso: 619859) para todas as sessões. Durante os três dias de Raic, serão apresentados 43 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Arquivo ILMD/Fiocruz Amazônia

Palestra discutirá desafios para implementar a vigilância entomológica no país

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 20/5, às 10h (horário/Manaus), a palestra: Desafios para implementar a vigilância entomológica no país, a ser ministrada por José Bento Pereira Lima, chefe do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz).

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link:

https://us06web.zoom.us/j/84237706791?pwd=cHpRWU9nWFFSd0h6WUZGb1h2NnhZUT09

(ID: 842 3770 6791) e (Senha de acesso: 788507).

SOBRE O PALESTRANTE

José é pesquisador titular e chefe do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores, IOC-Fiocruz, formado em Ciências Biológicas pela Faculdade de Humanidade Pedro II, mestre em Biologia Celular e Molecular e, doutor em Biologia parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz, com pós-doutorado em Laficave, IOC-Fiocruz.

Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Entomologia e Malacologia de Parasitas e Vectores, atuando principalmente nos seguintes temas: Criação e manutenção de colônias de culicideos em laboratório, avaliação de parâmetros biológicos de Aedes e Anopheles, controle de vetores, monitoramento da resistência de Culicidae a inseticidas e manejo de resistência para otimizar o controle vetorial.

José é também membro do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical IOC / Fiocruz e do Mestrado Profissional em Vigilância e Controle de Vetores no IOC / Fiocruz. Foi membro do Comitê Consultivo para Controle de Vetores do Ministério da Saúde e atualmente é do Comitê Consultivo Científico de Peritos (ESAC – IVCC).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia

Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto da Fiocruz Amazônia avalia condições de saúde da população indígena na Comunidade Parque das Tribos, em Manaus (AM)

Realizado ao longo de 12 meses, o projeto “Saúde da população indígena em contexto urbano: desafios da atenção primária no município de Manaus”, coordenado por Rodrigo Tobias, pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), avaliou as condições de saúde da população indígena em contexto urbano, residente na Comunidade Parque das Tribos, e sua capacidade de acesso à rede de serviços de saúde, em Manaus (AM). O projeto foi aprovado na Chamada Pública 001/2021 Saúde Indígena do Edital Inova Fiocruz, com foco exclusivo no apoio a propostas que dialogam com os objetivos, princípios e pressupostos do Subsistema de Atenção à Saúde indígena (SasiSUS).

Entre as principais atividades promovidas pelo projeto, estão o mapeamento do perfil de saúde e, socioeconômico da população indígena que vive na comunidade, identificando processos de organização sociocultural e política, no acesso aos serviços de saúde, visando fortalecer a rede de atenção à saúde e proteção social responsável pelo atendimento às famílias do território, com o objetivo de priorizar o cuidado mediante o uso dos sistemas tradicionais indígenas de saúde. Oficinas para orientar sobre a rede de saúde, webinários, formação de lideranças, agentes de saúde e atividades realizadas de forma interdisciplinar com organizações ligadas às causas indígenas, permitiram uma visão mais ampla das demandas dos indígenas que vivem na comunidade.

Outro aspecto possibilitado através deste estudo, foi a construção de indicadores de saúde culturalmente diferenciados, para monitorar e avaliar as condições de vida da população indígena, na capital do Amazonas. “A grande implicação do Projeto, foi de mudança da realidade da vida das pessoas. O Projeto Manaós, além de ter trazido um conjunto de evidências sistematizadas sobre as condições de vida e situação de saúde de populações indígenas, das 35 etnias residentes no Parque das Tribos, em Manaus, também apoiou um conjunto de ações, de mudanças daquele território, entre elas o fortalecimento na autonomia do coletivo indígena em busca de seus direitos”, explica Rodrigo Tobias, coordenador do projeto.

As ações desenvolvidas pelo grupo de trabalho, auxiliaram no processo de reflexão sobre o aprimoramento de sistema de informação em saúde, específico para populações indígenas que vivem em Manaus. Os pesquisadores elaboraram um conjunto de perguntas inerentes ao processo de produção social da saúde-doença, para 35 etnias indígenas que vivem em contexto vulnerável socioambientalmente, nas periferias da capital amazonense. Durante as atividades, foi desenvolvido ainda um questionário de pesquisa que levou em consideração o cadastro familiar do e- SUS e, neste sentido, o módulo proposto pode ser incorporado a ficha das equipes da atenção básica.

A atividade de mapeamento e de coleta de dados socioeconômicos e de saúde, movimentou a Comunidade do Parque das Tribos, por meio de atividades que promoveram debates e reflexões por parte dos jovens indígenas que atuam como bolsistas nesta etapa do estudo. Mais de 700 famílias receberam, a visita dos bolsistas, com a finalidade de levantar informações sobre as condições de vida e de saúde da área.

O projeto produziu um instrumento que não substitui o formulário do e-SUS e, nem tampouco, do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS (SasiSUS), entretanto, o instrumento de avaliação das condições sanitárias, de saúde e de vida proposto pelo projeto, pode auxiliar na reflexão dos avanços, fragilidades e desafios da Política de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI). Entre diversos benefícios, o projeto ainda apresenta subsídios de análise epidemiológica propostos nos encaminhamentos das Conferências Nacionais de Saúde Indígena, que representam os anseios dos povos indígenas pelo acesso à saúde de qualidade, integral com respeito a perspectiva indígena da saúde.

Localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, residem na comunidade Parque das Tribos, aproximadamente 2.800 indígenas de diversas etnias. A ocupação da comunidade foi planejada desde 2012, ocorrendo em 2013, tendo, aproximadamente, 35 etnias. Em relação ao acesso à saúde em nível de Atenção Básica, a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima desta comunidade está localizada a uma distância aproximada de 4 km, e a 6 Km de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

INTEGRAÇÃO

Batizado popularmente como “Projeto Manaós”, a ação conta com financiamento do Fundo de Inovação da instituição e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE). O Projeto foi articulado como uma ação colaborativa entre diversos atores envolvidos no campo da saúde indígena, em contexto urbano.

A iniciativa teve como parceiros e participantes ativos na construção e execução das atividades do projeto, indígenas, profissionais de saúde, gestores da saúde, educadores, e instituições como a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA Manaus), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SEMASC), Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), Centro de Medicina Indígena da Amazônia, Grupo de Trabalho Intersetorial de Saúde Indígena da Região de Manaus e Entorno (GTI), e Fundação Nacional do Índio – Coordenação Manaus e Entorno (FUNAI).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Projeto Manaós

Fiocruz realiza curso de formação de agentes multiplicadores em prevenção a IST/HIV/Aids para Marinha

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará entre os dias 18 e 20/05 um curso de formação de agentes multiplicadores em prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), voltado para profissionais de saúde da Marinha do Brasil. O curso terá carga-horária de 21 horas e será ministrado pela médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken, diretora da Fiocruz Amazônia, o dermatologista José Carlos Gomes Sardinha e as enfermeiras Ana Cláudia Camilo e Andréia Mônica Beber. As aulas acontecerão nos turnos da manhã e tarde, das 8h às 12h e das 14h às 17h, na sede da Fiocruz Amazônia. O curso será dividido em duas turmas e terá no total 40 participantes, entre médicos, nutricionista, cirurgiões dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que atuam nos atendimentos às comunidades ribeirinhas da Amazônia Legal, nas unidades fluviais de saúde do 9º Distrito Naval. Cada turma terá 20 militares e a segunda formação acontecerá em agosto.

De acordo com Adele Benzaken, o curso apresentará aos alunos aspectos importantes a serem trabalhados na prevenção às IST e nos protocolos de abordagem aos pacientes. Entre os temas a serem tratados estão a importância das IST no contexto brasileiro e global, aspectos clínicos das IST, características epidemiológicas, cadeia de transmissão, notificação compulsória, o contexto da prevenção combinada e uso de preservativos masculino e feminino, orientações sobre como abordar o tema no local de trabalho frente a casos de IST, além de dinâmicas como a da mandala da prevenção e a do barbante e dramatização, como instrumentos de aprendizado. A iniciativa atende a uma demanda do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil ao ILMD/Fiocruz Amazônia. As expedições de assistência à saúde da Marinha chegam a durar cerca de um mês, com uma média de 800 a 1.000 atendimentos. A vice-coordenadora do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS), da Fiocruz Amazônia, Rita Bacuri, coordena o evento.

Foto: Agência Marinha de Notícias

Divulgada lista de candidatos homologados para chamada pública de auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação da Fiocruz (APE-PG)

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz, por intermédio da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), torna pública a lista de candidatos homologados, referente à Chamada Interna Nº 01/2022, do processo seletivo de estudantes de mestrado e doutorado acadêmicos para o recebimento do benefício designado Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG).

O APE-PG tem por objetivo promover a continuidade nos estudos para discentes de baixa renda, em situação de vulnerabilidade social, nos programas de pós-graduação da Fiocruz, modalidades de Mestrado e Doutorado acadêmicos. Por meio dessa ação, a Fiocruz busca que seus estudantes se mantenham em seus cursos com um pouco mais de estabilidade e tenham desempenho acadêmico satisfatório. Assim, a instituição contribui, no que está em seu alcance, para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência.

Confira o resultado em:

https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=content/64154

Palestra irá abordar consumo de bebidas e desfechos cardiometabólicos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 13/5, às 10h (horário/Manaus), a palestra:  Consumo de bebidas e desfechos cardiometabólicos: resultados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), a ser ministrada por Jordana Herzog Siqueira, pesquisadora vinculada ao Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI) da Fiocruz Amazônia.

A pesquisadora irá abordar dados sobre o consumo de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, segundo variáveis sociodemográficas, de hábitos de vida e localização geográfica. Além disso, também serão apresentados dados sobre a associação entre o consumo de refrigerante e suco de fruta não adoçado e desfechos cardiometabólicos (hiperuricemia e síndrome metabólica) na coorte ELSA-Brasil, após 4 anos de seguimento.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/85952670347?pwd=a3lEUkVUU0VPekttNExxb0ExVnBQQT09

(ID da Reunião: 859 5267 0347) e (Senha de acesso: 419838).

SOBRE O PALESTRANTE

Graduada em Nutrição, Mestre e Doutora em Saúde Coletiva, tendo com área de concentração: Epidemiologia, pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), foi bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (FAPES), atuando na supervisão de um estudo de intervenção com escolares de Vitória/ES.

Foi bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) atuando na supervisão da coleta de dados (exames clínicos e entrevista) do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), no Centro de Investigação do Espírito Santo, além de ter sido colaboradora do grupo de pesquisa em Nutrição e Saúde de Populações da UFES. Atualmente está vinculada ao laboratório (SAGESPI) da Fiocruz Amazônia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo avalia saúde sexual e reprodutiva das venezuelanas migrantes em Manaus e Boa Vista

Um estudo inédito, coordenado pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, está sendo realizado no Brasil em parceria com a Fiocruz e Universidade Federal do Maranhão, com o objetivo de avaliar a Saúde Sexual e Reprodutiva das Mulheres Migrantes da Venezuela, em condição de vulnerabilidade social. No total, a pesquisa, denominada ReGHID, está acontecendo em quatro países da América Latina (Colômbia, México, El Salvador e Brasil), impactados pelo fluxo migratório de latino-americanos desencadeado em 2014, em função da crise socioeconômica e humanitária vivida naquele país. No caso do Brasil e Colômbia, o fluxo migratório de venezuelanas se dá pelo corredor Sul-Sul. No Brasil, a pesquisa é coordenada pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), em parceria com o Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), além da UFMA, tendo como recortes geográficos as cidades de Manaus e Boa Vista.

Parte dos resultados do levantamentos quantitativos e qualitativos da pesquisa foi apresentada nesta terça-feira, 10/05, na sede do ILMD, para representantes de organizações não-governamentais que trabalham com imigrantes, a exemplo da ONG Hermanitos, de Manaus, a Agência da ONU para Refugiados no Brasil (Acnur), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e parlamentares do Estado do Amazonas, com a presença da coordenadora geral do estudo, Pia Riggirozzi, professora de Política Global da Universidade de Southampton.

A médica Maria do Carmo Leal, pesquisadora senior da ENSP/Fiocruz e coordenadora do inquérito no Brasil, explica que o estudo visa conhecer as dimensões e diferentes aspectos da vida sexual e reprodutiva desse público para, entre outras finalidades, traçar linhas de atuação que permitam a formulação de políticas públicas voltadas para elas, além de conhecer como se dá o processo de migração das mulheres e acolhida delas no Brasil. A pesquisa envolveu um universo de aproximadamente 2 mil mulheres, na faixa etária dos 15 aos 49 anos, que migraram para o Brasil entre 2018 e 2021. Elas foram entrevistadas ao longo de um ano, nas cidades de Manaus e Boa Vista, principais portas de entrada da migração venezuelana no Brasil, por mulheres também venezuelanas selecionadas e capacitadas para o projeto.

Com financiamento do governo inglês, a parte quantitativa da pesquisa identificou índices de gravidez na adolescência, pobreza menstrual, métodos contraceptivos e questões como renda familiar, tipo de moradia, situação conjugal, escolaridade, entre as entrevistadas. Um dos resultados práticos do trabalho foi o fotolivro, que reúne fotos e descrições feitas pelas próprias venezuelanas de algo que caracteriza a vida sexual e reprodutiva delas e seus significados.  “A pesquisa é um trabalho colaborativo e novidade para nosso grupo, que trabalhou durante muitos anos a vida sexual e reprodutiva das mulheres brasileiras. Os dados começaram a ser coletados em meados do ano passado. Aqui em Manaus nos meses de junho e julho, e em Boa Vista, no mês de setembro”, enfatiza Maria do Carmo.

“São mulheres que migraram para fugir de uma crise socioeconômica humanística num país vizinho que vive um contexto de muita dificuldade, mulheres que deixaram os filhos, família, para fugir da falta de alimento, num processo que denominamos de migração forçada”, salienta a médica. Segundo ela, o estudo abre uma nova linha de pesquisa em saúde pública e apresentará subsídios importantes. A vice-coordenadora do LTASS, Rita Bacuri, reforça a importância do trabalho pela oportunidade que ele abre de diálogo com as autoridades locais nas cidades em que ele acontece. “Se conseguirmos contribuir com a elaboração de políticas públicas que possam atender essas mulheres já teremos dado um grande passo”, observa Bacuri.

A apresentação ocorreu na sede da Fiocruz Amazônia e foi aberta pela diretora do ILMD, Adele Benzaken.  “É importante dar voz a essas adolescentes e mulheres venezuelanas, como o projeto vem fazendo em vários países. A migração venezuelana é um problema recente no Brasil e essa iniciativa da professora Pia será de grande valia para redução das iniquidades em saúde para esse público que sofre estigma e discriminação, além da pobreza e da fome”.  A coordenadora geral da pesquisa Pia Riggirozzi destaca que o trabalho se encontra atualmente na etapa de fechamento de coleta de dados, a partir de todas as histórias de adolescentes e mulheres venezuelanas ouvidas ao longo de meses de pesquisa. “A segunda etapa do projeto será a de análises após a conclusão do trabalho de campo, feito por meio de diferentes modalidades de entrevistas (on line e individuais), nas quais se percebeu a necessidade que as adolescentes e mulheres venezuelanas migrantes sentem de falar e serem ouvidas”, afirmou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Julio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Edital Inovação Amazônia vai financiar projetos de pesquisa em Rondônia e no Amazonas

A Fiocruz, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero), lançaram nesta segunda-feira (9/5) o edital Inovação Amazônia, com aporte financeiro das três instituições, num total de R$ 7,1 milhões para o financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação voltados para a Amazônia. O edital foi lançado pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a presidente da Fapeam, Márcia Perales, e o presidente da Fapero, Paulo Haddad. Confira a íntegra do evento.

A chamada, que faz parte do Programa Inova Fiocruz, ficará disponível online. As propostas deverão ser oriundas da Fiocruz Amazônia e Fiocruz Rondônia em parceria com instituições de ciência, tecnologia e inovação dos dois estados. Os projetos a serem apresentados poderão ter como temáticas a biodiversidade da Amazônia, vigilância, controle e tratamento de doenças tropicais, e/ou negligenciadas ou emergentes na região, temas relacionados à equidade e ao bem-estar de populações vulneráveis residentes na Amazônia e na Pan-Amazônia (países que têm a floresta amazônica em seu território), além de propostas visando ao desenvolvimento regional e que abordem soluções que estimulem a integração dos serviços de saúde e das práticas de vigilância em saúde no Arco Norte da fronteira, considerando a realidade social, epidemiológica, econômica, cultural e administrativa da faixa de fronteira. Por fim, projetos que promovam a valorização de saberes de povos tradicionais e do patrimônio cultual local, visando a inovação e humanização dos cuidados em saúde na Amazônia também poderão ser apresentados.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, destacou a importância da iniciativa. “Estamos falando aqui de integração e de aprofundamento de uma agenda de inovação. Os temas escolhidos para este edital são adequados aos desafios da região. A Amazônia é um desafio para toda essa agenda ambiental e é de suma importância termos um Inova com esse recorte. A Amazônia tem que ser avaliada nos termos daqueles que constroem a sua realidade, mas não pode estar isolada. Com essa iniciativa, a Fiocruz dá materialidade e concretude a uma proposta aprovada em seu 8º Congresso Interno — instância que reúne delegações de todos os institutos da Fundação — em que foi estabelecida tese de valorizar e realizar ações específicas em prol da soberania e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Estamos portanto sendo coerentes materializando aquilo que aprovamos. Isso só é possível a partir do trabalho em rede, tal como define o edital”.

A coordenadora de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz, Zélia Profeta, salientou que o trabalho integrado das unidades da Fundação contribui para o fortalecimento do Sistema Fiocruz, otimizando expertises, financiamentos e estruturas. “Essa parceria tem papel importante para o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação na Amazônia, região estratégica para a soberania nacional. Além disso, essa chamada vem ao encontro do que definimos na Tese 9, sobre a Amazônia, do VIII Congresso Interno da Fiocruz”, afirmou.

A oportunidade de contemplar projetos com um programa voltado exclusivamente para a região é motivo de orgulho para as fundações de amparo à pesquisa dos dois estados. A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, ressaltou que a parceria tripartite (Fiocruz, Fapeam e Fapero) tem como finalidade reunir esforços. “A ideia é que somemos forças para que algumas áreas específicas, conforme está detalhado no edital, tenham um aprofundamento por meio da pesquisa e possamos ter novos resultados, novos conhecimentos, atendendo não apenas aos profissionais que trabalham com o tema mas, sobretudo, dando retorno à população”, comentou.

O diretor da Fapero, Paulo Renato Haddad, falando em nome do Governo de Rondônia, enalteceu a iniciativa e diz que ela reforça o compromisso da contínua busca por melhorar a qualidade de vida da nossa população. “A Fapero e a Fapeam, com as ações capitaneadas pela Fiocruz, lançam este importante programa para a saúde de maneira específica, mas para a formação de capital humano e de pesquisa de maneira geral”, observou.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, afirmou ver com satisfação esse movimento de priorização da Amazônia pela Fiocruz, selecionando pesquisas com temáticas amazônicas, entre as quais as doenças tropicais e/ou negligenciadas. “O Inovação Amazônia vem suprir a necessidade de produção de conhecimento científico para uma região tão carente de pesquisas. É muito importante que a coordenação das propostas seja do escritório de Rondônia e da unidade da Fiocruz no Amazonas, para dar maior visibilidade aos pesquisadores locais, tendo em vista que nos editais nacionais há concorrência de pesquisadores de todo o país e dificilmente se observa, de uma forma expressiva, a participação de pesquisadores desta região”, explicou Benzaken.

Segundo o coordenador da Fiocruz Rondônia, Jansen Fernandes de Medeiros, existe uma grande lacuna a ser preenchida em relação à geração de conhecimentos que contemplem as necessidades das diversas comunidades que habitam a Amazônia. “São demandas sociais e sanitárias antigas, historicamente impactadas pela escassez de investimentos em pesquisa e o Inovação Amazônia vai ao encontro dessas necessidades por soluções tecnológicas e estratégicas que possam amenizar um pouco dessas carências e desigualdades”, comentou.

Para obter mais informações, o edital da Chamada Pública número 04/2022 traz ainda todos os pré-requisitos exigidos do proponente, quais as informações que deverão constar das propostas, quem serão os coordenadores dos projetos, bem como os responsáveis pelas análises e seleção, prestação de contas, cronograma, período para apresentação de recursos para contestação do resultado dos julgamentos dos projetos, cancelamento de concessões.

O INOVA FIOCRUZ

O Programa Fiocruz de Fomento à Inovação, o Inova Fiocruz, foi criado em 2018, com o objetivo de estimular a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação com ações articuladas em todas as áreas de atuação institucional. O programa está estruturado em quatro eixos: institucional e cadeia produtiva; encomendas estratégicas; redes e capacitação; e desenvolvimento regional, com chamadas específicas, resultando na entrega de produtos/conhecimento/serviços para a sociedade. São valores do programa a inovação, excelência, transparência, inclusão e colaboração. O financiamento é oriundo do Fundo de Inovação e do Ministério da Saúde.

No eixo institucional, o objetivo é o desenvolvimento de chamadas específicas que possam cobrir as etapas da cadeia de inovação desde a pesquisa até a produção, articulando estudos sociais, educacionais e de saúde coletiva. São editais em andamento: Ideias Inovadoras; Geração do Conhecimento; Geração do Conhecimento-Novos Talentos, Produtos Inovadores (duas rodadas realizadas, uma em 2018 e outra em 2019), Inova Gestão.

O eixo de Encomendas Estratégicas destina-se a atender demandas específicas da Fiocruz de acordo com a agenda prioritária do Ministério da Saúde, emergências sanitárias e órgãos internacionais. Entre os editais, estão Animais Peçonhentos, Violência e Saúde, Genética de Doenças Raras, Inova Covid-19 – Resposta rápida, Inova Covid-19 – Geração de Conhecimento, Equipamentos Inova, Territórios Sustentáveis e Saudáveis no contexto da pandemia Covid-19.

No eixo Redes e Capacitação, o objetivo é dar suporte à formação e à capacitação de excelência em áreas de geração do conhecimento e inovação, bem como ao estabelecimento de redes de colaboração em pesquisa, com editais Pós-Doutorado Júnior e Empreendedorismo (Inova Labs). Por fim, o eixo Desenvolvimento Regional visa a promoção do desenvolvimento regional com vistas a atender demandas de saúde locais e potencializar a obtenção de recurso através da parceria com as FAPs, onde o financiamento é partilhado com a unidade técnico-científica e a agência de fomento estadual.

José Gadelha (Fiocruz Rondônia) e Júlio Pedrosa (Fiocruz Amazônia)

OMS e OPAS reafirmam compromisso de apoiar pesquisas da Fiocruz Amazônia

Durante visita realizada na tarde do último sábado, 7/05, à sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a líder para Covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, e a coordenadora da Unidade de Vigilância, Preparação e Respostas a Desastres e Emergências da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) no Brasil, Maria Almiron, reafirmaram o interesse e o compromisso de seguir apoiando as pesquisas desenvolvidas pelo ILMD nas áreas de saúde humana e animal dada a importância da contribuição desses estudos sobre a Amazônia para o Mundo. A comitiva foi composta também pelo Ministério da Saúde e representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM) e Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto.

Maria Kerkohve ressaltou a capacidade de resiliência do povo brasileiro, em especial do Amazonas, no enfrentamento aos efeitos devastadores da pandemia e agradeceu o esforço e a parceria dos órgãos de saúde e pesquisa para a redução do impacto da doença. “Acima de tudo, fico grata pela celeridade nas pesquisas e prioridade do compromisso com a Ciência que todos tiveram em momentos bem complicados da pandemia e daqui para frente. Confiamos nos dados que são gerados por pessoas como vocês”, destacou a alta funcionária da OMS, referindo-se aos pesquisadores da Fiocruz.

Na sede do ILMD, as executivas foram recebidas pela diretora Adele Benzaken, e puderam conhecer as novas estruturas laboratoriais junto com parte do staff de pesquisadores da instituição, que tiveram oportunidade de apresentar conclusões parciais e primeiros resultados das pesquisas acerca do SARS-CoV-2, bem como estudos de arboviroses emergentes e caracterização de linhagem de vírus. A comitiva assistiu também a um vídeo sobre o trabalho das missões realizadas pela Fiocruz no interior do Amazonas, no período crítico da pandemia. “A robustez das pesquisas da Fiocruz Amazônia nos dá suporte para enfrentar novas situações pandêmicas”, observou Kerkohve.  visita foi acompanhada por representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM).

Maria Almiron salientou que o trabalho que a Fiocruz vem desenvolvendo no Amazonas tem sido fundamental para outros estados do Brasil e para a região. “Exemplo disso é a forma rápida com que a Fiocruz Amazônia desenvolveu uma ferramenta para ajudar não só o Brasil mas também outros países a detectar rapidamente uma nova variante, que foi a variante Zeu. Outros estudos estão sendo desenvolvidos e vão nos dar outras respostas a várias interrogações que ainda temos sobre a Covid-19”, afirmou.

Almiron enfatizou que, pela posição estratégica, a Fiocruz Amazônia desenvolve trabalhos importantes em relação a riscos futuros. “Daí nosso interesse de potencializar o trabalho da Fiocruz Amazônia e também demonstrar que a instituição pode contribuir para a comunidade internacional e dar respostas a várias perguntas”, observou. Segundo ela, o fluxo migratório atual transformou o Mundo numa comunidade global, sem fronteiras. “Vimos isso na pandemia. Estava acontecendo um evento muito longe da gente e em questão de dias estávamos enfrentando situação similar no Brasil”, relembrou.

APRESENTAÇÕES

A diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, junto com os pesquisadores Felipe Naveca, Maria Paula Mourão e Pritesh Lalwani fizeram um apanhado dos avanços obtidos em pesquisas realizadas pela Fiocruz Amazônia. O virologista Felipe Naveca apresentou estudos epidemiológicos e de vigilância em andamento. Em parceria com a OMS e a OPAS, a Fiocruz Amazônia pretende organizar um seminário no segundo semestre deste ano para discutir futuras pesquisas na Amazônia.

“Apresentamos pesquisas em vírus emergentes e reemergentes que estamos executando desde o início da pandemia, e já pensamos no futuro. Mostramos as pesquisas com arbovírus emergentes que temos encontrado, além do muito que foi feito durante a pandemia caracaterizando as linhagens do SARS CoV2 não só no Amazonas mas em outros estados da região Norte e também no Mato Grosso do Sul, apresentando um painel ampliado de outros vírus para que possamos entendê-los antes que se tornem problemas mais à frente”, afirmou Naveca.

Segundo Naveca, os trabalhos demonstram a capacidade de resposta da Fiocruz Amazônia a esses momentos mais difíceis com uma visão de quem está na região. “O apoio da OPAS e OMS é fundamental. Não fazemos pesquisas sem apoio logístico e financeiro”, observou Felipe, acrescentando que atualmente vem contando com o suporte do Ministério da Saúde, OPAS e OMS para viabilização do projeto. Maria Paula Mourão, da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado e da Universidade do Estado do Amazonas, apresentou o atual estágio do estudo, que faz o acompanhamento de aproximadamente 4.500 trabalhadores da Educação e da Segurança Pública ativos em Manaus e portadores de comorbidades infectados pela Covid-19.

“Nosso interesse era o de antecipar a vacinação desse público para tentar reduzir o risco de doença grave e num segundo momento avaliar o impacto da mudança do esquema vacinal, comparando-se ao comportamento em pessoas hígidas (saudáveis) submetidas a mesma situação.  “Finalizamos um ano de seguimento em abril e vamos iniciar os estudos de imunidade a partir de maio. Temos mais seis meses pela frente até concluir todos os resultados”, avaliou Mourão.

Outro estudo em andamento apresentado à OMS/OPAS foi o do epidemiologista Pritesh Lalwan. Desenvolvido por meio de parceria entre a Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa, a pesquisa busca entender a epiidemiolgia do SARS CoV2, com o acompanhamento de 3 mil pessoas. “Observamos nesse primeiro corte o aumento da infecção pelo não uso de medidas não-farmacológicas como uso de máscaras e contato domicilar”, afirmou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Julio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia inscreve até 27/5

Iniciaram na última quinta-feira, 27/5, as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O processo de inscrição é realizado de forma virtual, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

O objetivo do Programa é despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação. O PIC visa ainda contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

O programa proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 6,0 (no caso de bolsa nova ou renovação) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os candidatos têm até o dia 27 de maio para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 10 de junho de 2022.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra irá abordar estudos para decifrar mecanismos de detoxificação do heme e da homeostasia redox no plasmódio

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 29/4, às 10h (horário/Manaus), a palestra:  Estudos para decifrar os mecanismos de detoxificação do heme e da homeostasia redox no plasmódio, a ser ministrada por Diogo Rodrigo de Magalhães Moreira, pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (IGM – Fiocruz).

Segundo o pesquisador “para se estabelecer num ambiente inóspito como a hemácia, o plasmódio evoluiu ao desenvolver um mecanismo eficiente de detoxificação do heme. Todavia, este mecanismo depende também de antioxidantes, e, portanto, o plasmódio é dependente principalmente de flavoenzimas para manter um ambiente redox homeostático.

A palestra irá discutir estes mecanismos e a suas implicações no bloqueio farmacológico para o tratamento da malária. A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/84683838488?pwd=K3V0S3NJQkhHVW81L0h1Y1ZieXRRZz09

(ID da Reunião: 846 8383 8488) e (Senha de acesso: 387635).

SOBRE O PALESTRANTE

Diogo possui graduação em Farmácia, mestrado em Ciências Farmacêuticas e doutorado em Química pela Universidade Federal de Pernambuco. De 2010 a 2011, realizou estágio na Drexel University College of Medicine (Filadélfia, EUA) como bolsista da Comissão Fulbright.

Realizou Pós-Doutorado no Laboratório de Engenharia Tecidual e Imunofarmacologia (LETI) do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz/Bahia). Trabalhou como Pesquisador Júnior no Centro de Biotecnologia e Terapia Celular no Hospital São Rafael (Salvador, BA).

É Pesquisador em Saúde Pública da FIOCRUZ/Bahia. Suas áreas de pesquisas são: química medicinal e farmacologia. Trabalho com fármacos antiparasitários com especial atenção ao entendimento das relações estrutura-atividade e na compreensão da interação fármaco-alvo terapêutico.

É também membro permanente do corpo docente da Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (Nota 6 na CAPES) desde 2014, líder do Grupo de Pesquisas em Malária da FIOCRUZ/Bahia e  membro da Society of Biological Inorganic Chemistry.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz em parceria com Unicef e organizações indígenas fazem encontros para mitigar impactos da Covid nas comunidades.

A Fiocruz Amazônia e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) trabalham em parceria na elaboração de um diagnóstico do impacto da pandemia de Covid-19 em comunidades indígenas da Amazônia Legal. O projeto, denominado ECHO COVID, de fortalecimento da resposta da pandemia em vigilância, saúde mental e medicina tradicional com povos indígenas de quatro Estados (Amazonas, Roraima, Pará e Maranhão), conta com recursos do European Civil Protection and Humanitarian Aid Operations (ECHO). É desenvolvido pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do ILMD / Fiocruz Amazônia, com atividades previstas para ocorrer até setembro deste ano, podendo ser estendido, conforme as demandas identificadas, como explica a pesquisadora em Saúde Pública do Lahpsa, Michele Rocha de Araújo El Kadri, responsável pela coodenação da pesquisa.

Segundo Michele El Kadri, o projeto prevê quatro atividades. A primeira é voltada para apoio à construção de um sistema de vigilância epidemiológica de base comunitária, de modo a empoderar os indígenas na identificação (em tempo) dos problemas de saúde da comunidade. A segunda destinada a realizar uma formação em nutrição e segurança alimentar. A terceira prevê a criação de planos de intervenção para apoio à questão da saúde mental. E, por fim, a quarta ação voltada para a área da medicina tradicional visando o fortalecimento de redes nos quatro estados de atuação do projeto. A pesquisa conta com a colaboração dos pesquisadores em Saúde Pública Júlio Schweickardt, Kátia Lima, Fabiane Vinente e Alessandra Pereira. A equipe vem participando de encontros com organizações indígenas de diversas regiões dos estados envolvidos, se reunindo com lideranças e trabalhadores da saúde indígena dos territórios para coleta de dados e formulação de propostas coletivas.

Já ocorreram encontros na região do Alto Solimões, no Amazonas, em março último, e no município de Pacaraima, em Roraima, onde aconteceu até esta quarta-feira, 4/05, a II Assembleia Geral da Saúde Indígena, promovida por um coletivo de organizações e lideranças comunitárias de diversas regiões do Estado. “Não queremos chegar com intervenções prontas. Temos linhas gerais, mas sabemos que as demandas que encontraremos serão diferenciadas de acordo com a situação de cada povo indígena e as áreas em que estão inseridos”, explica Michele, acrescentando que neste mês de maio deverão se reunir ainda com lideranças da região do Tapajós, no Pará, e do Estado do Maranhão (DSEI-MA). “Realizamos viagens preliminares de levantamento de dados para ouvir as demandas. Prosseguiremos com esses encontros em todos os recortes territoriais da pesquisa para, ao final, elaboramos um diagnóstico sobre o impacto do novo coronavírus nas áreas”, afirmou.

No encontro de Roraima, participaram coordenadores do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste RR e Yanomami, secretários municipais de Uiramutã, Pacaraima,  Normandia, Cantá, de Alto Alegre, Amajari e representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). “As lideranças apresentaram diretamente para os gestores suas demandas. As principais queixas trazidas por todas as comunidades dizem respeito a transporte, logística (carros, ambulâncias, transporte aéreo, gasolina, manutenção) e questões relacionadas à melhoria da capacitação dos profissionais dos DSEIs, para que possam lidar de maneira mais adequada com os povos indígenas”, afirma a pesquisadora colaboradora Alessandra Pereira.

A coordenadora de Saúde e Nutrição do Escritório Regional da Unicef em Roraima, Ana Spiassi, destaca que o acúmulo de conhecimento gerado sobre as demandas de saúde das comunidades nunca será demais. “O que nós podemos fazer enquanto Unicef é apoiar para que elas desenvolvam suas próprias estratégias e tenham particularmente uma relação consolidada com os gestores locais. Este é o nosso papel, tentar mediar, facilitar essa relação”, declarou. É nesse contexto de fortalecimento, segundo Spiassi, que se insere o projeto ECHO COVID, onde há possibilidade de instituições parceiras atuarem construindo subsídios junto com as comunidades. “E a Fiocruz é uma parceira fundamental nesse sentido, pela expertise, pela possibilidade de construirmos uma resposta efetiva para as comunidades indígenas”, frisou a coordenadora.

Fiocruz Amazônia participa do Programa Papo Cidadão do Ministério Público do Amazonas sobre vacinação de crianças

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou nesta terça-feira, 2/05, da live do Programa Papo Cidadão, do Ministério Público do Estado do Amazonas, com o tema Vacinação de Crianças, realizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional da Procuradoria Geral de Justiça do MPAM. O virologista da Fiocruz Amazônia Felipe Gomes Naveca, coordenador da Vigilância Genômica do SARS-CoV-2 no Amazonas, foi um dos convidados do programa e ressaltou a importância da vacinação para a saúde da população, destacando os esforços da Ciência para o desenvolvimento de vacinas e a eficácia do Programa Nacional de Imunização do Brasil para o atingimento das metas de vacinação.

A pouca adesão às campanhas de vacinação infantil, voltadas para as crianças de cinco a 11 anos, é motivo de preocupação para o MPE, conforme salientou a promotora de Justiça, Luissandra Chixaro de Menezes, titular da 58ª Promotoria de Justiça da Saúde do MPAM.  “Os pais decidem por não levar as crianças para vacinar muitas vezes por falta de informação e também devido à proliferação das fakenews, que levam insegurança à população e o Ministério Público como órgão de defesa da sociedade, deve utilizar dos meios que dispõe para conscientizar sobre a segurança da vacinação para prevenção de doenças erradicadas que correm o risco de reaparecerem”, destacou.

Felipe Naveca observou também que não existe argumento plausível para se desfazer dos benefícios das vacinas. “O Programa Nacional de Imunização (PNI) é um exemplo mundial, com seu calendário de cobertura anual com as mais importantes vacinas oferecidas à população. Outro erro, ocorrido no decorrer da pandemia, foi o de julgar como ineficiente as vacinas contra a Covid-19 porque foram feitas rapidamente.

Importante que se diga que a base de conhecimento por trás de uma vacina remonta décadas, o que se fez foi utilizar o acúmulo de informações de muitos anos para a produção da vacina que vencesse o maior desafio dos últimos anos, que foi o da Covid 19”, relembrou. O programa Papo Cidadão contou também com a participação da presidente da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto, Tatyana Costa Amorim Ramos.

Trabalhadores da Fiocruz Amazônia homenageados em comemoração ao Dia do Trabalhador

Servidores e colaboradores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram recepcionados de forma especial, na última sexta-feira, 29/4, em comemoração ao Dia Do Trabalhador, 1º de Maio, na sede da instituição. Como a data este ano caiu num domingo, as diretorias do ILMD e do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN) resolveram antecipar para a sexta-feira as atividades comemorativas com uma faixa de parabenização recepcionando os trabalhadores na fachada do prédio e a exibição de um vídeo em homenagem aos servidores, mostrando o dia a dia de cada um, nos diferentes setores da instituição. No vídeo, o servidor mais antigo do ILMD, Carlos Duarte, e a atual diretora Adele Benzaken fazem uma saudação especial a todos os 198 servidores, entre estatutários, terceirizados e estagiários.

“Nossa unidade está situada no meio da Amazônia e vocês fazem parte desse trabalho, contribuindo nas áreas de Ciência, Tecnologia e Educação para nossa Amazônia. Nesse dia em que comemoramos o 1º de Maio, acolhemos a todos e não poderíamos nunca esquecer que essa é uma data de luta e de protestos, de reivindicação dos direitos dos trabalhadores. Sejam todos felizes nesse trabalho que desenvolvimentos e que tenham realizações coletivas em prol da nossa Amazônia e do povo da floresta”, observou a diretora do ILMD.  “Que esse e todos os outros dias sejam marcados por respeito, admiração, reconhecimento que cada trabalhador merece desfrutar. Não se reconhece o trabalhador pela profissão que exerce, mas pelo caráter, honestidade, honradez e coragem”, destacou Carlos Duarte.

Tecnologia desenvolvida na Fiocruz Amazônia será usada pelo MS contra o ‘Aedes aegypti’

O Ministério da Saúde adotará as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), fruto de pesquisa desenvolvida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), como diretriz da Coordenação Geral de Vigilância de Arboviroses (CGARB/SVS/MS). O objetivo é replicar em nível nacional a tecnologia desenvolvida pela FIOCRUZ/Amazônia, que basicamente utiliza água em um pote plástico de dois litros recoberto por um tecido sintético impregnado de larvicida. Esse instrumento atrai as fêmeas do Aedes aegypti para colocar ovos e ao pousar elas se impregnam com o larvicida presente nas estações. Essas fêmeas, impregnadas com larvicida, ao visitarem criadouros acabam contaminando outros recipientes com o inseticida que impede o desenvolvimento das larvas e pupas, reduzindo a infestação e, por conseguinte, o avanço da doença.

A estratégia, desenvolvida e coordenada pelos pesquisadores Sérgio Luz e José Joaquin Carvajal Cortes, ambos da Fiocruz Amazônia, já foi testada e aprovada com resultados comprovados em 14 cidades brasileiras, de diferentes regiões do País, onde foi aplicada entre 2017 e 2020. A finalidade foi avaliar a eficácia e identificar e conhecer bem todos esses problemas ou “intercorrências” da aplicação da estratégia na prática, na escala real dos programas de controle, em diferentes cenários de cidades, entendendo como melhorar os procedimentos operacionais com os meios e recursos disponíveis. Para tal, foram capacitados, até o momento, 1.800 ACEs e gestores.

Uma carta-acordo firmada entre a Fiocruz Amazônia e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), no Brasil, com mediação do Ministério da Saúde, definirá as ferramentas de transferência tecnológica que serão utilizadas para a expansão da estratégia no País. Serão elaborados manual com orientações básicas para implementação das estações e um curso virtual (a ser disponibilizado na plataforma da Fiocruz) para agentes de saúde retirarem dúvidas e serem certificados. O treinamento virtual será oferecido nas modalidades síncrona e assíncrona, mostrando o passo a passo do processo de montagem das armadilhas, a implantação e manutenção das estações disseminadoras com o larvicida pyriproxyfen – de uso aprovado pelo MS, com eficácia comprovada de até 95% na eliminação de larvas do mosquito – com ED’s.

“Micronizamos o produto (larvicida) num tamanho e textura ideal para que fique impregnado nas patas e no abdômen da fêmea do Aedes aegypti, quando esta pousa na armadilha para depositar seus ovos. Ao pousar, o pó fica aderido na fêmea e é levado por ela para vários outros criadouros, uma vez que é da biologia das fêmeas do Aedes, colocar os ovos em vários criadouros, para manter a sobrevivência da espécie”, explica Carvajal. O produto é potente e tem efeito exclusivo sobre as larvas e pupas, alterando o desenvolvimento até a morte delas, reduzindo assim a quantidade de novos vetores. Os ensaios realizados atestaram que o mosquito consegue carregar o larvicida até 400 metros de distância atingindo 94% de cobertura de todos os criadouros da área e uma mortalidade de 90 e 95% das larvas.

“Após anos de estudo, conseguimos analisar os dados e comprovar que além da redução na infestação por larvas tínhamos obtido também uma redução no impacto epidemiológico da doença, ou seja, em algumas cidades desde 2017, onde aconteceram surtos de dengue, houve uma menor incidência de casos nas áreas com armadilhas (25%-50%) ao ser comparadas com áreas de controle”, relata o biólogo, que é doutor em Medicina Tropical e atua no Programa de Pós-Graduação Condições de Vida e Situações na Saúde na Amazônia (PPGVIDA), da Fiocruz Amazônia.

A estimativa é de que o processo de transferência tecnológica ao Ministério da Saúde ocorra até o final deste ano para que a estratégia seja, em definitivo, incorporada como Diretriz Nacional da Coordenação Geral de Vigilância de Arboviroses para o controle de Aedes. A tecnologia será repassada às secretarias de saúde dos municípios, sobretudo aqueles com alto risco para dengue e infestação de Aedes aegypti. Serão levadas em conta a aplicabilidade e as contribuições por parte do MS nas diferentes escalas e realidades dos programas de controle no Brasil.

“Conseguir desenvolver um estudo, chegar à comprovação de um método para apoiar as ações de controle do vetor para todo o Brasil e com apoio do Ministério da Saúde é um grande passo. Do mesmo modo nos orgulhamos muito de tudo isso ter sido realizado, do início ao fim, aqui no Amazonas na nossa FIOCRUZ”, afirma Sérgio Luz.

PONTO DE PARTIDA

A ideia de utilizar as fêmeas do Aedes aegypti como dispersoras de larvicida nasceu em 2012 através da discussão sobre um artigo científico que tratava de um experimento realizado, em 1994, por um cientista japonês, Takaaki Itoh, que demonstrou em condições de laboratório que os Aedes aegypti eram capazes de veicular o larvicida para diferentes ambientes. A Fiocruz/Amazônia mantinha na época um estudo de base entomológica, desde 2007, no bairro Tancredo Neves, na Zona Leste de Manaus, onde era feito o monitoramento das populações de mosquito.

“Testamos incialmente em Tancredo Neves onde demonstramos, pela primeira vez, em uma escala real de campo, a eficiência da estratégia, do larvicida e o seu alcance. Com esse resultado avançamos para testar a hipótese de como ocorreria a aplicação da estratégia em uma cidade inteira e estabelecemos em Manacapuru o monitoramento prévio onde posteriormente distribuímos aproximadamente 1.000 estações disseminadoras. Nesse estudo conseguimos comprovar a eficácia e o efeito dispersor, zerando a população de fêmeas de Aedes albopictus e Aedes aegypti. Apenas uma fêmea de Aedes foi encontrada, no terceiro mês e dois meses depois de retirarmos as estações, verificamos que ainda havia o efeito da residualidade do larvicida na área”, explica Sérgio.

Além de ser uma metodologia de fácil operacionalização e principalmente de custo baixíssimo, as EDLs se adaptam bem à realidade dos programas de controle das cidades e não alteram muito a dinâmica laboral dos órgãos municipais de saúde, o que facilita a implementação da estratégia em cidades com pouca disponibilidade de recursos humanos. “O mosquito vai a uma infinidade de locais desde tampinhas de refrigerantes, copos descartáveis e pneus abandonados a outros locais onde o homem geralmente não tem acesso, como calhas de telhados, casas fechadas, terrenos baldios com mato e depósitos abandonados”, relata.

A estação simula o criadouro do mosquito. Lá ele procura um local de repouso e para colocar seus ovos. A principal preocupação é a de manter o nível de água nos recipientes, principalmente em locais de temperatura alta. A residualidade do larvicida gira em torno de 40 a 50 dias. “Durante o treinamento, enfatizamos com as equipes de agentes de saúde que a reimpregnação deve ser feita mensalmente”, observa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Julio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Empossada primeira diretoria da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia

A Associação dos Pós-Graduandos – APG Fiocruz Amazônia, que reúne pós-graduandos matriculados nos cursos de especialização lato sensu, mestrado e doutorado das unidades da Fiocruz na Amazônia Legal, empossou nesta quarta-feira, 20/04, os integrantes da primeira diretoria da entidade, em solenidade ocorrida na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Integram a diretoria Victor Aquino como Coordenador Geral, Eric Marialva como Vice Coordenador Geral, Luiz Henrique Feitoza como Secretário Geral, Anny Beatriz Antony como Coordenadora de Articulação política e assistência ao pós graduando, Alessandra Silva como Coordenadora de ensino, educação e eventos, e João Carlos de Oliveira como coordenador de comunicação e divulgação. Os suplentes da diretoria são, Cláudia Crainey, Elen Martins, Izi Caterini Martinelli, Lucas Rosendo e Rafael Miranda. A APG conta ainda com um Conselho Consultivo formado por Cícera Lisboa, Gleica Alves, Patrícia Moura, Tatiana Pires e Uziel Suwa.

Presente à posse, a diretora do ILMD, Adele Benzaken, saudou os novos dirigentes e destacou a importância e a representatividade das APGs para o sistema Fiocruz, lembrando ser este um desejo antigo da comunidade estudantil da instituição que agora se torna realidade, com total apoio da gestão do ILMD. “Em outras oportunidades, houve tentativas de criação da associação mas agora fico feliz em ver que o processo foi concluído, nascido de um sentimento de parceria latente antes mesmo do 8º Congresso Interno da Fiocruz, em dezembro passado”, afirmou.

De acordo com o coordenador geral da APG Fiocruz Amazônia, Victor da Silva Aquino, que é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública na Amazônia, e foi eleito para um mandato de um ano, a APG Fiocruz Amazônia é uma importante instância de representatividade estudantil e surge com a finalidade de se tornar uma referência de apoio aos pós-graduandos. “A APG tem papel fundamental no processo de fortalecimento da formação integral estudantil, principalmente no que diz respeito à participação nas decisões que influenciam essa formação. Os pós-graduandos hoje são ouvidos mas precisam consolidar seus assentos permanentes em instâncias importantes como CTE (Câmara Técnica de Ensino ) e CPG (Comissão de Pos-Graduação). Queremos ter no mínimo poder de voz nessas instâncias, o ideal é termos voz e voto”, afirmou.

A criação da APG Fiocruz Amazônia foi homologada em assembleia geral dos pós-graduandos no último dia 31 de março, com a aprovação do estatuto da entidade e a realização da eleição da primeira diretoria. “No estatuto, foram estabelecidas as diretrizes de funcionamento e objetivos da entidade que tem como finalidade defender os interesses político-acadêmicos dos pós-graduandos, promover eventos científico-acadêmicos, defender condições financeiras, educacionais, de trabalho e pesquisa condignas para a Pós-Graduação etc”, explica Victor. Segundo o coordenador, a entidade representa hoje os interesses de mais de 200 pós-graduandos da Fiocruz no Amazonas e em Rondônia, os únicos Estados da Amazônia Legal a contarem com unidades da Fiocruz.

O coordenador geral lembra que o processo de implantação das APGs vem ocorrendo de forma gradativa desde 2012, com a criação da APG Fiocruz Rio de Janeiro, que possui a maior quantidade de unidades da Fiocruz reunidas. “O que me motivou a participar desse processo e criar em Manaus a APG Fiocruz Amazônia foi o 8º Congresso Interno da Fiocruz, em dezembro de 2021, no Rio, onde conseguimos aprovar a Política de Apoio Estudantil da instituição, que traz as diretrizes e ordenamentos internos da FIOCRUZ com vistas ao fortalecimento do processo de formação e representação dos estudantes e pós-graduandos”.

Parteiras tradicionais elegem nova diretoria de associação que reúne categoria no Estado e validam guia que as orientará sobre a atividade

A Associação Algodão Roxo, que reúne as parteiras tradicionais do Estado do Amazonas, elegeu a nova diretoria da entidade para um mandato de dois anos. A eleição ocorreu na última sexta-feira, 22/04, durante o Encontro Norte da Rede Unida, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com a participação de 22 parteiras de diferentes regiões do Estado. A nova diretoria é composta por representantes dos municípios de Tefé, Tabatinga, Parintins, Maués, Itacoatiara, Maraã e Manaus. Criada em 2018, a Algodão Roxo tem como finalidade promover a mobilização das parteiras em atividade no Estado e fortalecer a luta pela valorização do ofício e da tradição do parto humanizado – praticado há séculos por essas mulheres –, buscando  apoio e reconhecimento por parte do poder público.

A estimativa é de que existam no Estado do Amazonas, cerca de 1,4 mil parteiras em atuação. Destas, aproximadamente 500 já foram identificadas e estão sendo cadastradas pela associação. O Encontro de Parteiras Tradicionais do Amazonas acontece pela segunda vez desde a fundação da associação, com promoção da Rede Unida, por meio de parceria com a Fiocruz Amazônia, Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), Instituto Mamirauá, Distrito Sanitário Especial Indígena (DISEI) Manaus e Alto Solimões e apoio das prefeituras municipais. “Já existe uma tradição dentro do Encontro da Rede Unida de realizar o encontro das parteiras, porque esse é o perfil da associação, de sempre apoiar os grupos de movimentos sociais”, explica o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt, que coordenou os eventos.

Além de elegerem a nova diretoria da entidade, as parteiras lançaram a exposição Mapas do Cuidado das Parteiras Tradicionais, composta por 38 desenhos feitos por elas próprias mostrando a visão de cada uma de suas comunidades. Outro momento importante foi o da validação do conteúdo do Guia das Parteiras Tradicionais, que deverá ser lançado ainda este ano pela Editora Rede Unida. Por meio de dinâmicas, elas puderam contribuir com a construção do conteúdo do material que será impresso e distribuído gratuitamente.  “O guia será um material adaptado à realidade amazônica para ser usado por elas próprias servindo como fonte de consulta para as parteiras e as equipes de saúde nos seus territórios”, salienta o pesquisador, que é chefe do Laboratório de Pesquisa em História e Ciências da Saúde na Amazônia (Lahpsa), do ILMD/ Fiocruz Amazônia..

Julio Schweickardt coordena o Projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: Conhecimento Tradicional das Parteiras e a Educação Permanente em Saúde para o Fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde à Mulher no Estado do Amazonas, executado desde 2017 pelo Lahpsa, em parceria com o Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), e financiado pelo Ministério da Saúde. “As parteiras foram ganhando espaço, crescendo e conquistando seus lugares dentro da associação. Nesses momentos, a Fiocruz é sempre citada como instituição parceira e vai continuar sendo parceira, representando nosso papel enquanto instituição pública e comprometida com os povos da floresta”, observa.

Segundo Schweickardt, o trabalho das parteiras tem importância fundamental na área da saúde. “Elas são fundamentais para a qualidade da saúde da mulher, diminuição das mortalidades infantil, materna, neonatal, principalmente nos territórios indígenas. Em alguns casos, como o do povo Kambeba, as parteiras são procuradas pelas mulheres primeiro do que os profissionais da rede de atenção básica. A luta atual visa combater a resistência que ainda existe por parte de profissionais de saúde em reconhecer o papel das profissionais. Em Beruri, antes de procurar o serviço para dar início ao pré-natal, as mulheres indígenas são acolhidas e recebem orientação das parteiras da comunidade.

O guia deverá ter aproximadamente 70 páginas, reunindo informações referentes aos procedimentos, direitos e deveres das parteiras. “Estamos chamando de guia porque não queremos que ele seja um manual e sim um espaço de troca de conhecimentos, de aprendizagem”, afirma a enfermeira Fabiana Mânica Martins, que conduziu a dinâmica da validação durante o encontro. Segundo ela, a publicação terá uma linguagem acessível sem perder o caráter científico, trazendo o olhar das parteiras sobre o corpo da mulher e as questões fisiológicas envolvidas no processo do parto. “São diferentes culturas e diferentes formas de ver o nascimento. Elas nos deram o feedback, sejam parteiras ribeirinhas, sejam parteiras indígenas, de como se dá o processo de trazer uma vida ao mundo e suas intercorrências nos diferentes territórios em que vivem”, explica Fabiana, que é doutora em Saúde e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Amazonas.

Julio Schweickardt ressalta que o desafio maior hoje é o de cadastrar as parteiras e vinculá-las aos serviços de saúde municipais. “O cadastro significa conhecê-las e aprimorar cada vez mais a busca por políticas públicas que as incluam no processo de melhoria da qualidade da atenção à saúde da mulher”, comenta. Parteira desde os 17 anos, Maria do Perpétuo Socorro da Silva, 46, eleita presidente da Algodão Roxo, lembra que a luta maior das parteiras é pela regulamentação do ofício de partejar. “As parteiras não eram reconhecidas e resolvemos criar a associação para ganhar força e sermos reconhecidas e termos nosso ofício valorizado porque fazemos nosso trabalho em comunidades distantes das cidades”, afirmou.

PATRIMÔNIO IMATERIAL

Durante o encontro, que ocorreu de 20 a 22/04, as parteiras receberam também informes sobre o processo do pedido de registro dos saberes e práticas das parteiras tradicionais como patrimônio cultural do Brasil de natureza imaterial, O pedido foi feito junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2012 por entidades ligadas às parteiras do Estado de Pernambuco. “O processo na época não foi validado e em 2018 foi reaberto, com um novo parecer favorável da Câmara do Patrimônio Imaterial do Iphan, que faz a avaliação da pertinência do pedido de registro, obtendo novo parecer, dessa vez aprovado”, explicou a antropóloga Elaine Miller,   professora do Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), presente ao encontro.

Um dossiê com abrangência nacional foi entregue no final do ano passado ao Iphan para instrução do processo. O trabalho foi realizado por uma equipe de pesquisadores da UFPE. “O registro do ofício de parteira tradicional como patrimônio cultural do Brasil de natureza imaterial, do livro de saberes de registro do patrimônio imaterial, terá um impacto importante de fomento e valorização do oficio pois é uma forma de reconhecimento, gera visibilidade e a possibilidade de projetos de salvaguarda, pela importância do Iphan como órgão nacional presente em todo o País”, frisou Elaine.

Fiocruz Amazônia recebe incentivo do Japão para pesquisas pré-clínica de uma vacina para malária vívax

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundaçao de Medicina Tropical (FMT), participa de um projeto de pesquisa pré-clínica de uma vacina para malária vívax, que acaba de ter seu fomento aprovado pelo Fundo Global de Tecnologia Inovadora em Saúde (GHIT), do Japão. A pesquisa é coordenada pelo pesquisador Shigeto Yoshida, da Universidade de Kanazawa, e conta como parceiros, além da Fiocruz Amazônia, as universidades de Hokkaido, Kyoto, Toyama e Jichi Medical University, do Japão, e a Universidade de Cambridge, do Reino Unido.

De acordo com a vice-diretora de Pesquisa do ILMD, Stefanie Lopes, coordenadora local dos estudos, hoje a Fiocruz Amazônia conta com uma plataforma voltada à realização de ensaios para testagem de substâncias, bem como novas formulações vacinais para a malária causada pelo Plasmodium vívax. “Esta plataforma pode avaliar atividade antimalárica ex vivo contra estágio sanguíneo do parasita, assim como a atividade no bloqueio da transmissão do parasita ao vetor em ensaios in vivo através da infecção experimental de mosquitos Anopheles colonizados”, explica a cientista. No futuro próximo, a pesquisadora deverá também incrementar a plataforma com o ensaio in vitro contra o estágio hepático do parasita, que está em fase de validação.

Stefanie Lopes destaca que o estabelecimento deste último ensaio contou com o apoio da Medicines for Malaria Venture (MMV) e Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam). “É um trabalho de suma importância, visto que um dos grandes gargalos para o controle da malária vívax reside na existência de um estágio latente no fígado, o hipnozoito, que é responsável pelo reaparecimento da doença sem a necessidade de uma nova picada do mosquito infectado”, salienta, acrescentando que os medicamentos disponíveis para atacar este estágio do parasita, a primaquina, e o seu substituto em dose única, a tafenoquina, não podem ser utilizados amplamente devido aos seus efeitos colaterais em determinadas pessoas, como gestantes e deficientes em G6PD. “Portanto, a busca por novas substâncias com este potencial se faz necessária”, frisa.

Plasmodium vivax é responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil e devido à ausência de uma cultura estável a longo prazo, ensaios como estes da plataforma da Fiocruz Amazônia só podem ser realizados em áraas endêmicas da doença pois dependem da coleta de sangue de voluntários com a doença. Para a cientista, o incentivo às pesquisas é de fundamental importância não só para o Brasil como os demais países onde ocorrem casos da doença. “Manaus tornou-se um centro promissor para realização dos ensaios porque há atendimento de pacientes com malária diariamente e temos infraestrutura instalada que permite o desenvolvimento desses testes”, observou, lembrando que necessita coletar amostras de humanos infectados para poder trabalhar.

Centro de Estudos abordará reflexos da pandemia de Covid-19 na vida de mulheres negras e indígenas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 22/4, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “O Estado brasileiro e sua agenda necropolítica em relação as mulheres negras e indígenas na pandemia da Covid-19”, a ser ministrada por Elaine Ferreira do Nascimento, Pesquisadora e Coordenadora Adjunta da Fiocruz Piauí.

A pesquisadora abordará durante sua apresentação, discussões que apontam para “uma sociedade marcada historicamente por um contexto estrutural colonialista que atravessa gerações, e que tem, portanto em um cenário contemporâneo de pandemia da Covid-19, reflexos agonizantes em determinados grupos de forma violenta, que são as mulheres negras e indígenas”, explica Elaine.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/89537927742?pwd=Y1ZMd1dCaVJFZ3VaOEJESmlPc3M0UT09 (ID da Reunião: 895 3792 7742) e (Senha de acesso: 138746)

SOBRE O PALESTRANTE

Elaine é Pesquisadora e Coordenadora Adjunta da Fiocruz Piauí. Possui Graduação em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense, Mestrado e Dourado em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueira/ (Fiocruz).

Tem experiência em pesquisa na área de Saúde Pública, com ênfase em Ciências Sociais Aplicadas, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, violência contra a mulher e feminicídio, sexualidades masculinas, serviço social, juventude, políticas públicas, questão racial, mortalidade materno-infantil, avaliação de serviços de saúde, doenças negligenciadas, saúde e violência da população LGBTQI+, determinantes sociais de saúde, Infecções Sexualmente Transmissíveis.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação da Fiocruz (APE-PG)

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz, por intermédio da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), torna pública a Chamada Interna Nº 01/2022, contendo as normas, rotinas e procedimentos necessários à realização do processo seletivo de estudantes de mestrado e doutorado acadêmicos para o recebimento do benefício designado Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação (APE-PG).

O APE-PG tem por objetivo promover a continuidade nos estudos para discentes de baixa renda, em situação de vulnerabilidade social, nos programas de pós-graduação da Fiocruz, modalidades de Mestrado e Doutorado acadêmicos. Por meio dessa ação, a Fiocruz busca que seus estudantes se mantenham em seus cursos com um pouco mais de estabilidade e tenham desempenho acadêmico satisfatório. Assim, a instituição contribui, no que está em seu alcance, para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência.

Recomenda-se que o estudante leia a chamada pública antes realizar de realizar a inscrição para verificar se enquadra-se nos critérios de elegibilidade do benefício.

Acesse os documentos disponíveis na chamada:

Chamada Interna Nº 01/2022 – Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação da Fiocruz (APE-PG)

Retificação da Chamada Interna N°01/2022 – Distância/Localidade – Dados Bancários

Retificação Anexo I

Formulário de Inscrição

Guia para acesso ao formulário e cadastro no Acesso Único Fiocruz

Estudo da Fiocruz analisa relação entre casos de suicídio e desigualdades regionais durante primeira onda da pandemia de Covid-19 no Brasil

Estudo inédito realizado pela Fiocruz avaliou o comportamento do suicídio no Brasil em 2020. O epidemiologista Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e o médico psiquiatra Maximiliano Ponte, da Fiocruz Ceará, mostraram parte dos efeitos indiretos associados à primeira onda da pandemia de Covid-19 sobre as mortes por suicídio, com aumento significativo nas regiões Norte e Nordeste, socioeconomicamente mais vulneráveis. Para se ter uma ideia, em homens com 60 anos e mais da Região Norte, o excesso de suicídios alcançou 26%. Além disso, nas mulheres de 30 a 59 anos da região Norte, durante dois bimestres consecutivos, também houve o excesso de suicídios. Padrão também observado nas mulheres com 60 anos e mais do Nordeste, com excesso de suicídios de 40%.

O estudo utilizou dados oficiais de mortalidade do Ministério da Saúde do Brasil. O objetivo da pesquisa foi estimar o excesso de suicídios no Brasil e avaliar padrões dentro e entre as regiões do País. A pandemia de Covid-19 já resultou em mais de 6 milhões de mortes diretas em todo o Mundo e outras centenas de milhares de mortes indiretas, como o suicídio. Os autores salientam que países de baixa e média renda como o Brasil, foram severamente atingidos, não só pelos efeitos diretos sobre a mortalidade, mas também por seus efeitos indiretos em outras causas de morte.

No artigo intitulado “Excess suicides in Brazil: inequalities according age groups and regions during the Covid-19 pandemic” (“Excesso de suicídios no Brasil: desigualdades segundo faixas etárias e regiões durante a pandemia de Covid-19), os dois cientistas explicam essa relação e apresentam os resultados inéditos do estudo. A conclusão foi de que, apesar da diminuição geral (13%) na taxa de suicídios no Brasil no período avaliado, houve um excesso substancial de suicídios em diferentes faixas etárias e sexos das regiões Norte e Nordeste do país. O trabalho foi aceito para publicação no International Journal of Social Psychiatry, tradicional periódico que abrange pesquisas no campo da psiquiatria social.

Jesem Orellana salienta que o suicídio é um problema de saúde pública mundialmente disseminado e que figura como importante causa de morte prematura, especialmente na América Latina. “Por isso, é fundamental conhecer a sua magnitude, distribuição e possíveis razões, visando a sua prevenção”, explica, acrescentando que sua ocorrência pode variar amplamente, dependendo da dinâmica social, econômica, sanitária e de coesão social, especialmente em momentos de forte instabilidade como em guerras ou pandemias. “Elevadas taxas de suicídios têm sido associadas a fatores biológicos como sexo ou idade, bem como a fatores sociais e transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão”, cita.

Os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre o suicídio no Brasil podem ser observados a partir de sua ocorrência em excesso  nas regiões Norte e Nordeste, contrariando o padrão geral de queda, quando se considera a população como um todo. “Embora na fase inicial da pandemia, especialistas e cientistas renomados tenham predito forte aumento mundial no número de suicídios devido a grave crise sanitária, de forma geral, houve decréscimo de 13% nos suicídios na população geral do Brasil e entre março e dezembro de 2020. No entanto, em determinadas circunstâncias, observou-se aumentos”, avalia Orellana.

“Nosso trabalho evidencia a importância de tratar o suicídio para além de um problema de saúde individual, pois trata-se de uma questão com profunda relação com as desigualdades econômicas e de acessos aos serviços sociais e de saúde pública”, explica Maximiliano Ponte. Segundo ele, no caso do estudo, isso ficou evidenciado na medida que os idosos das regiões Norte e Nordeste foram os mais vulneráveis ao excesso de suicídios. “Essas questões têm que ser sempre levantadas em estudos sobre suicídio, particularmente em países em desenvolvimento com grandes desigualdades regionais e econômicas como o Brasil”, afirma.

O psiquiatra comenta que os idosos carregam o duplo fardo de lidarem com fatores de risco tanto em relação à Covid-19 quanto à mortalidade por suicídio. “Nessa faixa etária, incidem de forma simultânea dois problemas que acabam atuando conjuntamente: maiores riscos para o suicídio e os maiores riscos para a Covid-19, fatores que se retroalimentam”, defende Ponte, lembrando que o Norte e Nordeste tiveram alta mortalidade por Covid-19, durante a pandemia, a exemplo do caos vivido em Manaus com a falta de oxigênio.

Para Orellana, os resultados apontam para a necessidade de entendermos a atual crise sanitária de forma mais ampla ou como um fenômeno decorrente da interação entre a Covid-19 e os demais desafios sanitários existentes, tal qual uma sindemia, onde a pandemia de Covid-19 interage com desafios sanitários conhecidos ou ainda com a deterioração de questões ambientais e socioeconômicas. “Nosso estudo também alerta para a possibilidade de efeitos indiretos ainda mais fortes sobre os suicídios a partir de 2021, uma vez que o impacto direto pandêmico (mortes por Covid-19) foi ainda mais severo em 2021”, justifica.

Orellana destaca ainda: “Além de ter capturado parte dos efeitos indiretos da pandemia de COVID-19, em diferentes momentos de 2020, em regiões mais vulneráveis e em certos grupos de idade e sexos, o estudo pode contribuir não apenas ao planejamento de ações voltadas para mitigar os efeitos pandêmicos, mas também para a melhoria dos sistemas de informação sobre mortalidade em regiões vulneráveis e que gerenciaram pobremente a epidemia”.

V Encontro da Rede Unida reúne parteiras da Amazônia e discute contribuições para fortalecimento do SUS

O V Encontro da Rede Unida na Amazônia, que acontecerá em Manaus, de 20 a 22 deste mês, promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Coordenação Norte da Rede Unida, irá discutir o papel das populações tradicionais e suas práticas de saúde como mecanismos de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na região. O evento, cujo tema será “Esperançando na Pandemia: Por um SUS Forte na Amazônia”, contará com vasta programação, incluindo rodas de conversa, mesas redondas, exposições, debates, lançamento de livros, Encontro Rede Unida Central América e o Encontro de Parteiras Tradicionais do Amazonas. O encontro será em formato virtual, com transmissão será feita pela TV Rede Unida.

Além da Ufam, o encontro conta com a parceria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA),  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde (PPGVIDA/Fiocruz Amazônia), Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGP/Universidade Federal do Pará), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-Manaus), Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems/AM), Laboratório Ítalo-Brasileiro de Formação, Pesquisa e Práticas em Saúde Coletiva e Associação das Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas (Algodão Roxo).

O evento será aberto, no dia 20/04, às 9h pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, que dará as boas-vindas aos representantes institucionais. Às 10h, haverá a conferência do médico sanitarista e pesquisador da UFRJ Emerson Elias Merhy. Na década de 70, Emerson participou da fundação do Movimento pela Reforma Sanitária, que culminou com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1987.  À tarde, a partir das 13h, haverá a apresentação de trabalhos científicos e experiências comunitárias desenvolvidas por estudantes, trabalhadores da saúde, gestores e integrantes de movimentos sociais organizados em suas comunidades. No total, foram inscritos quase 200 participantes e 100 trabalhos foram aprovados.

Na sequência, estão confirmadas as presenças de pesquisadores nacionais e internacionais (países da América Central e da Itália), e de representantes da direção nacional da Rede Unida, além de membros do Conselho Nacional de Saúde, Museu da Parteira e parteiras tradicionais em mesas temáticas, que terão os seguintes temas: “Saúde das Populações Amazônicas”, “Pesquisa e Ética na Amazônia”, “Pandemia, Pesquisa, Participação e Populações” e “Quais as Contribuições da Gestão, da Cidadania e do Controle Social para o Desenvolvimento do SUS Forte na Amazônia”. Paralelamente, acontecerá o Encontro da Associação das Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas, reunindo representantes de todo o Estado para a eleição da nova presidência da entidade e a validação do conteúdo do Guia das Parteiras Tradicionais da Amazônia, que deverá ficar pronto ainda este ano. O público presente poderá visitar também a exposição Mapa do Cuidado das Parteiras Tradicionais, que ficará em cartaz na Escola de Enfermagem, durante o encontro.

De acordo com o pesquisador Julio Schweickardt, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA, o objetivo do encontro será fomentar a discussão em torno de iniciativas voltadas ao cotidiano dos serviços de saúde, das instituições de ensino e pesquisa, além das experiências de gestão e participação social, que possam servir de referência na formulação de políticas públicas de saúde voltadas para o enfrentamento da Covid-19 e para o fortalecimento do SUS na região amazônica.

Para o pesquisador, o SUS demonstrou a sua potência com o enfrentamento da Covid-19, mostrando a importância das políticas públicas em contextos pandêmicos. “Dessa forma, o debate acerca das políticas públicas de saúde, da gestão pública e das relações interfederativas são de extrema importância nesse momento”, disse. Em 2018, Manaus sediou o 13º Congresso Internacional da Rede Unida.

SOBRE A REDE UNIDA

A Associação Rede Unida é uma entidade internacional, sediada no Brasil, que se estrutura por uma coordenação internacional, coordenações regionais no Brasil, núcleos internacionais nos quais mantém relações de cooperação e fóruns temáticos. A Rede articula projetos, instituições e pessoas interessadas na construção coletiva de sistemas de saúde públicos, de acordo com os princípios da universalização, equidade, participação social, respeito à diferença, preservação da natureza e defesa da democracia.

A atuação da Rede Unida parte do pressuposto de que essa construção passa, necessariamente, por novas formas de pensar e organizar a formação dos profissionais de saúde, experiências nas redes de cuidado, o protagonismo dos movimentos sociais e a participação na defesa da vida sob todas as formas. No esforço por esses objetivos, a Rede Unida se propõe a promover iniciativas conjuntas entre universidades, serviços de saúde, organizações comunitárias, arte e cultura, no Brasil e países onde mantém Núcleos Internacionais. Se pretende sempre o trabalho colaborativo.

Link para o site do evento com todas as informações: http://www.redeunida.org.br/pt-br/evento/17/

ILMD/Fiocruz Amazônia
Foto – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Divulgado resultado da prova de inglês do processo seletivo para o ProfSaúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), divulga o resultado da prova de inglês, referente à Chamada Pública Nº 01/2021.

O resultado está disponível na Plataforma Siga da Fiocruz, em  https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=126

A seleção dos candidatos para o ProfSaúde/ MPSF consta de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Prova de Inglês (eliminatória); 2ª Etapa – Prova escrita de conhecimentos (eliminatória e classificatória); 3ª Etapa – Análise curricular, análise de carta de intenção e prova oral (eliminatória e classificatória).

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/ MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

Projeto Manaós recebe propostas para publicação de livro sobre saúde indígena nas cidades

O Projeto Manaós, vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Editora Rede Unida, por intermédio da sua Coordenação, torna pública a chamada nº 01/2022, para envio de contribuições dentro da temática “A saúde indígena nas cidades: redes de atenção, cuidado tradicional e intercultural”.

O material será reunido em formato de livro. Os atores(a)s interessado(a)s em participar do projeto editorial terão até o dia 21/4/2022 para submeterem os manuscritos. Portanto, a coordenação prorroga por mais um mês o prazo de envio.

A Editora Rede Unida, vinculada à Associação Brasileira Rede Unida (REDE UNIDA), possui uma política editorial centrada em publicações eletrônicas, de acesso aberto, organizadas em séries editoriais temáticas, que são disponibilizadas na biblioteca virtual da Editora ( www.editora.redeunida.org.br ). Para a submissão de propostas, os interessados devem fazer download da Declaração de Concordância e do Manual de Normas Gerais para Publicação de Livros.

O envio das propostas pode ser feito diretamente pelo endereço eletrônico da Editora (editora@redeunida.org.br). Não serão aceitas propostas de publicação em que a versão eletrônica final resulte o pagamento dos leitores pelo acesso.

Acesse o edital completo em https://bit.ly/3gi1TG4

SOBRE O PROJETO

O Projeto Manaós foi aprovado no edital 2021 do Programa Inova Fiocruz – Saúde Indígena,   que “incentiva a transferência do conhecimento gerado em todas as áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz para a sociedade, e conta com financiamento do Fundo de Inovação da Fiocruz e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE).

São parceiras institucionais do Projeto Manaós: a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa-Manaus), Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai-AM), Universidade Federal do Amazonas (Ufam-AM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fiocruz Brasília e Fiocruz Ceará.

O objetivo principal do Projeto é avaliar as condições de saúde da população indígena residente na Comunidade do Parque das Tribos, localizada na zona oeste de Manaus, e analisar sua capacidade de acesso à rede de serviços de saúde na capital.

Especialização em gestão de organizações de saúde forma nova turma em Maués

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no âmbito do  Programa QualificaSUS, formou a primeira turma do Curso de Especialização Gestão das Organizações Públicas de Saúde no município de Maués. O curso foi realizado por meio de parceira firmada com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas- Cosems/AM, tendo um total de 34 formandos. O projeto percorre os 62 municípios do Amazonas com atualização para ACS e ACE FIOCRUZ-Amazônia, e especialização em Maués, Itacoatiara, Tefé, Tabatinga, Manaus e Manacapuru.

A solenidade de formatura contou com a presença da vice-diretora de Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, que destacou a importância da especialização para a qualificação da gestão da saúde em todo o Estado. O curso é destinado a profissionais com nível superior da rede de saúde pública dos municípios. O objetivo é promover o aperfeiçoamento do processo de gestão, planejamento e orçamento público dos sistemas e serviços de saúde em qualquer nível de organização, com carga horária total de 400 horas.

Aos egressos é concedido o título de Especialista em Gestão das Organizações Públicas de Saúde. Os participantes devem ter nível superior e desempenhar suas funções e/ou atividades na área de gestão da Atenção Básica.

Fiocruz lança chamada interna de permanência aos estudantes de pós-graduação de baixa renda

Com o objetivo de promover a permanência dos estudantes de baixa renda, em situação de vulnerabilidade social, em seus programas de pós-graduação, a Fiocruz lançou o edital de Auxílio à Permanência do Estudante na Pós-Graduação – Chamada Interna – APE-PG Nº 01/2022. A iniciativa da Presidência da Fundação, por intermédio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), é voltada a alunos de mestrado e doutorado acadêmicos e visa favorecer a continuidade de seus estudos e desempenho acadêmico, contribuindo para a redução das desigualdades na educação de pós-graduação e na ciência. As inscrições vão de 18 a 29 de abril!

Conheça a chamada interna!

+ Confira retificação da chamada sobre distância/localidade de residência dos alunos e também sobre dados bancários

O APE-PG destina-se a estudantes com matrícula ativa na Fiocruz e dedicação exclusiva a cursos de pós-graduação Stricto sensu, modalidade mestrado e doutorado acadêmicos, e com renda familiar per capita mensal inferior ou igual a dois salários-mínimos (valor do salário nacional), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), de que trata o Decreto Nº 6.135, de 26 de junho de 2007; ou para os que se forem membros de família de baixa renda, também nos termos do mesmo Decreto, em condição de vulnerabilidade social que prejudique o desenvolvimento das atividades acadêmicas no curso da Fiocruz em que está matriculado.

A coordenadora-geral de Educação da Fiocruz, Cristina Guilam, descreveu que o auxilio permanência foi pensado a partir de discussões sobre a Política de Apoio ao Estudante. Segundo ela, “a Fiocruz está comprometida com a reduçao das desigualdades sociais e esse compromisso assume materialidade na adoção de ações afirmativas, no investimento em bolsas – ainda que não sejamos uma agência de fomento – e, neste momento, na criação deste auxilio, cujo objetivo é apoiar alunos em situação de vulnerabilidade para que possam concluir seus estudos com êxito”, explicou Cristina Guilam.

Vagas e inscrições

Poderão ser atendidos nesta chamada até 375 estudantes matriculados em cursos de mestrado e doutorado dos Programas de Pós-Graduação acadêmicos stricto sensu da Fiocruz que atendam os critérios estabelecidos. Além disso, o recebimento do APE-PG ocorrerá por 12 meses consecutivos, enquanto o estudante estiver em situação de matrícula ativa e dentro dos prazos regimentais de conclusão do curso em questão, com duração máxima equivalente ao período do curso: até o 24º mês para o mestrado e até o 48º mês para o doutorado.

O auxílio deve ser renovado a cada 12 meses de recebimento, a partir da confirmação das condições de elegibilidade para sua manutenção.

As inscrições acontecerão de 18 a 29 de abril e serão homologadas por cada programa de pós-graduação. O resultado será informado no Portal do Campus Virtual da Fiocruz, de acordo com o calendário previsto na Chamada Pública.

O estudante que tiver dificuldade de realizar sua inscrição no processo seletivo por meio remoto, deve procurar a Secretaria Acadêmica do curso para realizar inscrição na unidade na qual está matriculado.

Pesquisa internacional demonstra que consumo de carne de caça pode reduzir a anemia em crianças da floresta

Estudo realizado por meio de parceria entre o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazonia), a Lancaster University, do Reino Unido, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), demonstrou que o consumo de carne de caça – de animais como roedores, antas, porcos selvagens, veados e aves -, muito comum entre os ribeirinhos da Amazônia, pode reduzir as taxas de anemia infantil por ser uma fonte alimentar rica em ferro. De acordo com o pesquisador do ILMD, Jesem Orellana, que participou das etapas da pesquisa no Amazonas, a anemia por deficiência de ferro é um agravo à saúde com múltiplas causas e uma das mais importantes é o consumo limitado ou irregular de alimentos ricos em ferro, como a proteína de origem animal, por exemplo. “Infelizmente, o maior impacto, em termos de carga da doença, se dá nas crianças menores de cinco anos e que vivem em regiões socioeconomicamente vulneráveis e remotas, especialmente naquelas com limitado acesso a programas de assistência integral à saúde da criança e saneamento básico”, afirma.

Em relação ao tema avaliado, o pesquisador destaca que o estudo abre uma série de possibilidades de exploração acerca da sustentabilidade alimentar. “Há uma grande lacuna na literatura científica de ciências da saúde, avaliando a relação entre consumo de carne de caça e anemia em crianças menores de 5 anos, especialmente em regiões com poucas alternativas à sua sustentabilidade alimentar, como crianças ribeirinhas que vivem em regiões remotas e com baixa cobertura de políticas governamentais capazes de garantir segurança alimentar ou condições de saúde adequadas”. Segundo a pesquisadora da USP, Patrícia Carignano Torres, em linhas gerais, o trabalho sugere que comer carne de caça está associado à redução de casos de anemia infantil em domicílios ribeirinhos mais vulneráveis da Amazônia.

Os pesquisadores encontraram que cerca de dois terços das crianças de domicílios rurais mais vulneráveis à pobreza foram consideradas anêmicas, devido a fatores como insegurança alimentar, consumo de alimentos de menor qualidade nutricional, malária e infecções parasitárias intestinais. A pesquisa avaliou 610 crianças, com idades entre 6 e 59 meses (0,5 a 4,9 anos), de quatro cidades de acesso remoto na Amazônia, incluindo 58 comunidades ribeirinhas. Uma das cidades foi Ipixuna, distante 2.800 quilômetros fluviais de Manaus. Foram realizadas entrevistas para coletar informações diversas, incluindo a frequência do consumo de carne de caça, bem como coletadas amostras de sangue para medir a concentração de hemoglobina, um indicador de anemia.

O estudo foi publicado na “Scientific Reports”, revista que compõe o portfólio científico da “Nature”, uma das mais relevantes do Mundo. O artigo intitulado “Wildmeat consumption and child health in Amazonia” ( https://rdcu.be/cKLXg ), aponta que as famílias rurais consomem, em média, quatro vezes mais carne de caça do que as famílias das zonas urbanas. Além disso, após simulações estatísticas, os pesquisadores estimaram que as taxas de anemia por deficiência de ferro em crianças pobres da zona rural poderiam aumentar cerca de 10% em termos relativos – mais de 3.000 crianças se considerarmos todos os 44 municípios sem acesso por estrada apenas no Estado do Amazonas -, caso o acesso à carne de caça fosse restringido. Por outro lado, se as crianças rurais mais vulneráveis do Amazonas comessem uma refeição adicional de carne de caça a cada semana, a prevalência de anemia reduziria em cerca de 20% em termos relativos.

Segundo o pesquisador Jesem Orellana, é possível que a maior contribuição deste estudo seja a de reacender a negligenciada discussão sobre a possível relação entre o consumo de carne de caça e anemia infantil, um tema muitas vezes evitado não apenas por preocupações ambientais (possível relação com o aumento do desmatamento, redução da diversidade da fauna, devido a caça excessiva) ou ligadas a doenças zoonóticas decorrentes da interação homem-natureza (surgimento de novas doenças ou disseminação ainda maior de doenças conhecidas), como também dos tabus alimentares (maior ou menor aceitação de certos tipos de caça na dieta de crianças), especialmente em locais onde o seu consumo é visto como dispensável ou facilmente substituível, como em áreas urbanas, por exemplo.

“Nas áreas urbanas há maior acesso a outras fontes alimentares, não necessariamente mais ricas do ponto de vista nutricional, como os alimentos ultra processados (salsicha, bacon, hambúrgueres, sopas instantâneas, frango congelado, bolachas, pães, salgadinhos de pacote, entre outros). Outro ponto importante deste estudo é que parece não haver uma relação significativa entre consumo de carne de caça e anemia em zonas urbanas e até mesmo em domicílios rurais menos desfavorecidos, sugerindo uma especificidade até então inexplorada na Amazônia brasileira”, pondera o pesquisador. Para Patricia Torres, “o potencial benéfico do consumo de carne de caça sobre os níveis de anemia apenas em crianças mais vulneráveis da zona rural é um aspecto que favorece a promoção de iniciativas de manejo sustentável da fauna nessas áreas rurais, permitindo a conciliação entre interesses sanitários e nutiricionais com aqueles de ordem mais ambiental ou legal”.

Orellana observa que “é importante destacar que para muitas dessas crianças de domicílios rurais mais vulneráveis, especialmente àquelas menores de 2 anos, o consumo de carne de caça pode não representar exatamente uma preferência alimentar, mas uma necessidade humana básica de acesso à proteína animal, dado o limitado acesso a outras fontes alimentares de ferro como a carne bovina, por exemplo. No atual contexto pandêmico e de crise econômica no Brasil, esse aspecto precisa ser considerado”.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos – Jesem Orellana

Centro de Estudos abordará complexidades da dinâmica de malária na Amazônia e estratégias de controle

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 8/4, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “As complexidades da dinâmica de malária na Amazônia e estratégias de controle”, a ser ministrada por Daniel Antunes Maciel Villela, coordenador do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (PROCC/FIOCRUZ).

O pesquisador apresentará trabalhos recentes que descrevem a epidemiologia da malária na Amazônia e algumas estratégias de controle.  As abordagens são por meio de modelos matemáticos e estatísticos que descrevem a dinâmica da doença e são calibrados por dados de notificação, portanto casos clínicos, registrados no sistema de vigilância SIVEP-malária.

Na ocasião, serão apresentados resultados quanto a heterogeneidade na distribuição de casos de malária, resultados sobre a frequência das recorrências de malária por Plasmodium vivax e avaliação do potencial impacto com a introdução de tratamento com tafenoquina. A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/87582774485?pwd=bGdNN29JbXNTeFVrZjVJd20rd25MUT09 (ID: 875 8277 4485) e (Senha: 075809).

SOBRE O PALESTRANTE

Daniel Villela é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e atualmente coordenador do Programa de Computação Científica (PROCC/FIOCRUZ) e coordenador adjunto do Programa de Epidemiologia em Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ). Atualmente participa do Observatório Fiocruz COVID-19, como coordenador do eixo Cenários Epidemiológicos.

Obteve o título de mestre pela UFRJ e o título de Ph.D. por Columbia University. Tem experiência em modelagem matemática e análise de desempenho, com particular interesse em modelagem matemática e métodos quantitativos em Epidemiologia e Ecologia de vetores de importância para a saúde pública.

Dentre os temas de interresse, destacam-se: Modelagem matemática de doenças transmissíveis, com particular atenção para doenças transmitidas por vetores (malária, dengue, chikungunya, Zika, Covid-19); Modelagem de dinâmica de populações de vetores, com atenção para efeitos sazonais, climáticos e espaciais; Métodos aplicados para vigilância em Saúde.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fórum de Unidades Regionais acontece na Bahia e tem como foco as populações vulnerabilizadas

A 88ª reunião do Fórum de Unidades Regionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que acontece durante três dias na cidade de Salvador (BA), reunindo diretores e vice-diretores das dez unidades da Fiocruz no Brasil, teve como foco a formulação de políticas públicas de saúde voltadas para as populações vulnerabilizadas e a retomada do planejamento de programas estratégicos como uma das metas da Agenda 2030 a instituição.

Esta é a primeira edição presencial do fórum, realizada após dois anos da pandemia de Covid-19. A finalidade é permitir a ampliação da participação das unidades regionais nos contextos das comunidades em que estão inseridas, passado o impacto da pandemia.

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, é inegável o impacto da pandemia de Covid-19 na rotina das unidades da Fiocruz nos Estados, sobretudo no Amazonas, onde houve agravamento do quadro da pandemia por dois anos consecutivos, porém é chegada a hora de se voltar o olhar para a reestruturação de programas direcionados ao atendimento de saúde de indígenas, profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens, migrantes, que precisam de políticas mais inclusivas sobre tudo no Amazonas e em Rondônia.

“A agenda 2030 foi criada antes da pandemia e dentro dela, focando as populações mais vulnerabilizadas, na perspectiva de não deixar ninguém pra trás, tivemos que recuar porque a pandemia exacerbou tudo isso. Com o impacto da Covid-19 sobre o sistema público de saúde, as unidades regionais acabaram mitigando um pouco as questões relativas às populações vulnerabilizadas”, explica.

Na oportunidade, Adele Benzaken destacou as iniciativas desenvolvidas pelo ILMD/Fiocruz Amazônia “Passamos a exercer o papel de Estado, atuando no diagnóstico, fazendo doações de testes de Covid-19, capacitação de profissionais de saúde na realização de exames, no uso de equipamentos de proteção individual, tentamos fazer ações para mitigar um pouco a situação, principalmente no Amazonas, atuando junto aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS), que são populações esquecidas e não são incluídas dentro do sistema de saúde local”.

A diretora citou também as missões às regiões mais longínquas do Estado, levando diagnóstico e orientação nos cuidados para comunidades ribeirinhas. “Esse papel de mitigação nunca podemos esquecer porque estamos dentro da comunidade e temos de ser sensíveis a ela. A pergunta a qual teremos a missão de responder nesse e nos próximos fóruns é como iremos funcionar para auxiliar nessa reestruturação desses programas, levando em conta que temos prioridades distintas dentro das populações vulnerabilizadas de cada região”, avaliou Benzaken.

Durante a programação, serão realizadas oficinas sobre populações vulnerabilizadas, o fechamento do planejamento de longo prazo e a Agenda 2030, com apresentação do sumário para a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, e o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mário Moreira, que estarão participando do fórum nesta terça-feira, 5/06, para prestigiar a comemoração dos 65 anos do Instituto Gonçalo Muniz – Fiocruz Bahia.

Professor doutor Wanderley de Souza (UFRJ) conhece as plataformas de trabalho do ILMD

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) recebeu na manhã desta sexta-feira, 1/4, a visita do professor doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Wanderley de Souza, vice-diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (RJ) e responsável pela implantação do Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos (CMABIO), da Universidade do Estado do Amazonas, em parceria com a UFRJ.

O objetivo da visita foi conhecer a infraestrutura científica do ILMD, bem como os trabalhos realizados pelas diferentes plataformas que integram a instituição, identificando potencialidades e possíveis demandas. Ele foi recebido pela diretora do ILMD / Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, e pela vice-diretora de Pesquisa, Stefanie Lopes e o vice-diretor de Gestão, Carlos Henrique Carvalho. Juntos, percorreram as instalações da sede, apresentando os vários laboratórios, entre eles o de Vigilância Genômica.

“Meu interesse maior é o de conhecer as instituições do Brasil e, em específico, a infraestrutura científica em Manaus, uma vez que estamos utilizando a UEA como local para montarmos plataformas e cursos de pós-gradução da UFRJ na Amazônia, e o ILMD é um parceiro em potencial”, afirmou.

No ILMD, ele conheceu os laboratórios de Organismos Geneticamente Modificados, Entomologia, Bacteriologia, Virologia, Núcleo Técnico de Suporte à Pesquisa e as Coleções Biológicas. Wanderley de Souza foi o coordenador do II Simpósio de Integração e Pesquisa em Infraestrutura Científica para Apoio em Estudos sobre a Biodiversidade Amazônica e sua Utilização na obtenção de Biofármacos e os Avanços em Conhecimentos Básicos e Clínicos sobre Trypanosoma cruzi, Leishmania, Plasmodium e as doenças causados por esses protozoários.

ILMD/Fiocruz Amazônia

ILMD / Fiocruz Amazônia debate sobre conscientização do autismo

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) abre nesta sexta-feira, 1/4, a programação alusiva ao Mês de Conscientização do Autismo, com a live intitulada “Conhecer e acolher a neurodiversidade”, iniciando às 18h30 (horário Manaus). O objetivo da live é permitir o compartilhamento de experiências sobre os diversos aspectos que envolvem o dia a dia de pessoas portadoras do transtorno do espectro autista, em relação à família, ao trabalho, às relações interpessoais e o enfretamento ao preconceito gerado pela desinformação acerca do tema.

A roda de conversa contará com a participação da psicóloga clínica e escolar, Hannah Iamut Said; o pesquisador da Fiocruz e pai atípico, Felipe Naveca;  o radialista e também pai atípico, André Anzoategui e a UXDesigner e ativista, Joyce Rocha, portadora do TEA. O evento terá transmissão pela plataforma Zoom, podendo ser acompanhado pelo link https://us06web.zoom.us/j/89239213915?pwd=NDlmRVM1Rm5xdFNIbkMxa2R0dVBidz09#success

A Organização das Nações Unidas instituiu o 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, como forma de chamar a atenção da sociedade para o tema e contribuir para reduzir o desconhecimento e o preconceito que cercam as pessoas que desenvolvem o transtorno. O autismo se caracteriza como um transtorno global do desenvolvimento que se inicia na primeira infância, ressaltando sintomas como dificuldade de comunicação e inserção social.

Conhecido cientificamente como Transtorno do Espectro Autista, não é considerado uma deficiência, tampouco uma doença.  A estimativa é de que existam mais de 2 milhões de pessoas com TEA no Brasil, porém a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e a falta de um diagnóstico levam a crer que esse número seja ainda maior.

Para o virologista Felipe Naveca, é importante ter em mente que nenhum autista é igual ao outro, assim como todas as pessoas. “Não existe fórmula exatamente igual para se tratar a todos que possuem o transtorno do espectro autista, porém o importante é conhecer as necessidades de cada um, conviver e dar todo amor e carinho que qualquer pessoa merece. Assim, conseguimos construir um vínculo mais forte e que nos faz vencer as dificuldades que possam vir a surgir”, destacou.

Segundo Naveca, é preciso focar nas necessidades específicas de cada portador dessa condição, entender e aprender melhor a conviver com essas diferenças. Atualmente, o número de casos de autismo tem aumentado em todo o Mundo. Pesquisas realizadas em países como os EUA atestam que 1 em cada 44 crianças nascem com autismo, o que significa que a sociedade precisa estar cada vez mais preparada para lidar com essa condição.

A psicóloga Hanna Said destaca a importância da live no mês de conscientização. “Não existe melhor forma de celebrar do que conscientizar nossa população sobre as características das pessoas com essa condição, e como podemos aprender para compreender e promover gentileza e maior compreensão desses indivíduos na sociedade”, afirma.

A data alusiva tem um significado especial para o radialista André Anzoategui. “Posso dizer que é uma oportunidade maravilhosa porque foi justamente no dia 2 de abril que anunciei pra todo mundo que meu filho é autista e ao mesmo tempo para poder conscientizar as pessoas a aprenderem que quanto mais cedo você começa a entender e por em prática as terapias para atender a criança, maiores são as chances de proporcionar uma boa qualidade de vida para as pessoas”, afirmou.

Por ser essencialmente clínico, o diagnóstico é realizado a partir das observações da criança, entrevistas com os pais e aplicação de instrumentos de vigilância do desenvolvimento infantil, durante as consultas de avaliação realizadas em qualquer unidade de Atenção Primária à Saúde. Além do TEA, a neurodiversidade humana inclui diversas outras diferenças neurológicas que fazem parte da vida de muitas pessoas, a exemplo da dispraxia, dislexia, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Com o intuito de promover uma reflexão sobre esses e outros aspectos, a Fiocruz Amazonia promoverá discussões sobre autismo com familiares de autistas e profissionais especializados em TEA. Aberta para a sociedade, a live é uma oportunidade de escuta dos envolvidos e de reflexão. Até o final de abril, outros eventos serão realizados.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos abordará utilização de jogos como prática de saúde

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 1/4, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “O jogo como prática de saúde”, a ser ministrada por Flávia Garcia de Carvalho, pesquisadora no Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo explica a pesquisadora, “O uso de jogos na saúde não se limita aos jogos educativos sobre hábitos saudáveis. Tanto o campo da saúde quanto o campo dos jogos incluem uma grande variedade de abordagens”, explica.

Baseada nas abordagens do livro “O Jogo como Prática de Saúde”, a pesquisadora irá discutir exemplos que apontam diferentes caminhos e possibilidades na interseção entre jogos e saúde, que podem ir desde aplicações em terapias e até na ciência cidadã.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/86789839624?pwd=UXdUU29zV1JTRjZxaHNOTVFxS0Q4Zz09 (ID: 867 8983 9624) e (Senha: 423087).

SOBRE A PALESTRANTE

Flávia é Doutora e Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS) do Icict/Fiocruz, sob a linha de concentração: Informação, Comunicação e Mediações em Saúde. Realizou estágio do Programa Institucional de Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior (PSDE) em 2019, na Academia de Jogos e Mídia da Universidade de Ciências Aplicadas de Breda – Países Baixos, tendo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) como instituição de fomento.

Atualmente é integrante do grupo de pesquisa “Jogos e Saúde” e coautora do livro “O jogo como prática de saúde”. Possui graduação em Artes Visuais e Design Gráfico. Trabalha como servidora da Fundação Oswaldo Cruz, onde é docente do Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Osvaldo Cruz (COC) e atua no Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), onde pesquisa produção de sentidos de saúde em jogos digitais e desenvolve jogos analógicos e digitais para promoção da saúde e divulgação da ciência.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz defende integração entre instituições e investimento em pesquisa na Amazônia

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade, defendeu nesta segunda-feira, 28/3, em Manaus, a integração das instituições de ensino e pesquisa como estratégia de fomento para o desenvolvimento socioeconômico sustentável da Amazônia, utilizando o potencial de recursos existentes na região. Ela foi uma das palestrantes convidadas do Simpósio Infraestrutura Científica no Estado do Amazonas para apoio em Estudos sobre a Biodiversidade Amazônica e sua Utilização na Obtenção de Novos Fármacos, realizado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e destacou a forte atuação da Fiocruz na Amazônia, por meio projetos e atividades integradas, que deverão ser incentivadas.

Uma dessas estratégias, segundo Nísia, está sendo trabalhada e deverá ser colocada em prática em breve com a criação de linhas de financiamento específicas para pesquisas nas áreas de desenvolvimento tecnológico, inovação, saúde, mudanças climáticas e biodiversidade amazônicas, por meio de parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a Fundação Rondônia de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Fiocruz Rondônia.

De acordo com Nísia Trindade, o Inova Amazônia é parte do Programa de Fomento à Ciência e Tecnologia e Inovação, o Inova Fiocruz, e deverá destinar recursos provenientes de aportes das instituições envolvidas para o financiamento de projetos coordenados por pesquisadores vinculados às duas unidades da Fiocruz, na Região Norte (Fiocruz Amazônia e a Fiocruz Rondônia), podendo contar com a colaboração, na execução do trabalho, de instituições de ciência, tecnologia e inovação dos dois estados, a exemplo das universidades e institutos de pesquisas.

“Estamos trabalhando com a Fapeam e a Fapero um programa que tenha como finalidade promover o fortalecimento de linhas importantes de atuação, que digam respeito à inovação, à biodiversidade, aos impactos das mudanças climáticas e à saúde, com enfoque no enfrentamento e na capacidade de respostas frente às possíveis novas emergências sanitárias, bioprospecções de plantas e outros elementos voltadas à produção de medicamentos, com uma visão democrática de futuro e a construção de uma agenda democrática”, destacou.

As parcerias com a Fiocruz estão sendo viabilizadas pelas Vice-Presidências de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS). A coordenadora de Integração das Estratégias Regional e Nacional, da Fiocruz, Zélia Profeta, ressaltou a importância estratégica da Amazônia para a soberania nacional e o quanto a Fiocruz e suas unidades, funcionando de forma integrada como um sistema, podem contribuir para isso. “As unidades da Fiocruz, trabalhando na perspectiva de sistema, podem contribuir otimizando expertises, financiamentos e estruturas”, observou.

O diretor Científico da Fapero, Andreimar Martins Soares, destaca a contribuição da iniciativa para a valorização e estruturação de grupos de pesquisa emergentes, além de ampliação das possibilidades de consolidação e excelência dos grupos que já atuam dentro da própria Fiocruz. Segundo ele, com ideias e produtos inovadores, pesquisadores da Amazônia contribuirão para geração de conhecimento, melhoria de infraestrutura, por meio de equipamentos de alta tecnologia, e sempre considerando as pesquisas voltadas à saúde da sociedade e suas emergências.

“A primeira edição do Inova Amazônia, em acordo tri-partícipe (Fiocruz, Fapero e Fapeam), é uma iniciativa extremamente importante, contribuindo para o estabelecimento de redes de pesquisa em saúde nesta região, assim como na melhoria das condições de desenvolvimento de projetos de pesquisa relevantes e na formação de recursos humanos qualificados, por meio de fomentos à pesquisa e bolsas”, salientou.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, que também palestrou no evento, disse ver com satisfação esse movimento de priorização da Amazônia pela Fiocruz. “A Fapeam, agência local de fomento, tem sido importante no apoio aos programas e instituições locais, mas precisamos aumentar a visibilidade dessas necessidades e captar fomento nacional e internacional”, salientou. Segundo Adele, o programa de fomento Inova na Amazônia terá esse papel. “É muito importante que a coordenação dos projetos seja do escritório de Rondônia e da unidade da Fiocruz no Amazonas para dar maior visibilidade aos pesquisadores locais, tendo em vista que editais nacionais são concorridos com pesquisadores de todo o País e dificilmente conseguem de uma forma expressiva a participação de pesquisadores da Amazônia”.

Para o coordenador da Fiocruz Rondônia, Jansen Fernandes de Medeiros, existe uma grande lacuna a ser preenchida em relação à geração de conhecimentos que contemplem as necessidades das diversas comunidades que habitam a Amazônia. “São demandas sociais e sanitárias antigas, historicamente impactadas pela escassez de investimentos em pesquisa, e o programa Inova Amazônia vai ao encontro dessas necessidades por soluções tecnológicas e estratégias que possam amenizar um pouco dessas carências e desigualdades”.

PROGRAMAÇÃO

Além da presidente da Fiocruz, Nisia Trindade, e da diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, palestraram no simpósio o reitor da UEA, Cleinaldo de Almeida Costa; o professor Wanderley de Souza (coordenador do evento); a infectologista e pró-reitora de Pesquisa e pós-graduação da UEA, Maria Paula Mourão; o secretário de pesquisa e formação científica do MCTI, Marcelo Morales; o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional – Suframa, Manoel Fernandes Amaral Filho; e o diretor do MUSA; professor Enio Candoti. À tarde, será a vez do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), professor Jerson Lima; e a presidente da Fapeam, Márcia Perales. Na oportunidade, será feita a assinatura do Memorando de Entendimento entre a Faperj e a Fapeam.

O evento é promovido pelo Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos (CMABio/UEA) e terá dois dias de programaçao. No segundo e último dia, os palestrantes serão: o professor Wanderley de Souza; Emile Barrias (INMETRO); Jorge Guerra (FMT-HVD); João Marcos Bemfica (UEA); Maria das Graças Vale Barbosa Guerra (UEA/FMT-HVD); a diretora do INPA, Antônia Maria Ramos Franco Pereira; Rajendranath Ramasawmy (FMT-HVD); Kildare Miranda; Fábio Gomes; Paulo Pimenta (Fiocruz MG e FMT); Gisele Cardoso de Melo; e a vice-diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes (ILMD).

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Foto – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz atua em parceria com a coordenação de política de saúde integral das populações do campo, da floresta e das águas da SES-AM

A Fiocruz Amazônia e a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (SES-AM) atuarão juntas em ações voltadas ao atendimento dos diferentes grupos populacionais que habitam o Estado do Amazonas, a partir do que preconiza a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas, do Ministério da Saúde (PNSIPCFA – Portaria de Consolidação n°02/GM/MS, de 28 de setembro de 2017). A política tem caráter transversal e envolve o compromisso das áreas, dos setores e das instituições que compõem o SUS, por meio de ações e iniciativas que reconheçam as especificidades de gênero, geração, raça/cor, etnia e orientação sexual, e que visem ao acesso aos serviços de saúde, à redução de riscos e agravos à saúde decorrentes dos processos de trabalho e uso das tecnologias agrícolas, e à melhoria dos indicadores de saúde e da qualidade de vida dessas populações.

Nesta quinta-feira, 24/03, o pesquisador Marcílio Sandro de Medeiros, do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS), da Fiocruz Amazônia, se reuniu com a nova coordenadora da Política Estadual de Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas, da SES-AM, Socorro Borges, para tratar sobre as linhas do trabalho conjunto entre as duas instituições. A reunião ocorreu na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia. O pesquisador apresentou o plano de trabalho do ILMD no âmbito da política, cujo destaque é a pesquisa intitulada “A governança da gestão do saneamento ambiental na perspectiva do direito humano à água e ao esgotamento sanitário por meio da estruturação de um sistema de garantias de perspectiva do direito humano à água e ao esgotamento sanitário por meio da estruturação de um sistema de garantias de direitos nos municípios do Médio Solimões no Amazonas”, financiada pelo Edital N.º 007/2021, do Programa Biodiversa/Fapeam, C, T&I para Ambiência e Biodiversidade no Estado do Amazonas – Ano I, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Dentre as metas da pesquisa, destaca-se a criação de um fórum permanente de monitoração das condições de vida e de saúde das populações ribeirinhas que vivem e trabalham em unidades de conservação ambiental do Amazonas. A metodologia é baseada em uma matriz de responsabilidade das instituições estatais e não estatais, em relação a oferta dos bens e serviços sociais preconizados pela Constituição Federal brasileira, no que diz respeito ao direito à saúde, à educação, à moradia, ao saneamento ambiental, a segurança alimentar e nutricional, a comunicação, e a terra. A próxima reunião acontecerá em meados do mês de março na sede da Secretaria de Saúde do Amazonas para as tratativas do termo de cooperação técnica entre o ILMD / Fiocruz Amazônia e a SES-AM.

Marcílio Medeiros, que é servidor público e doutor em Direitos Humanos, Saúde Global e Políticas da Vida pela Fiocruz / Universidade de Coimbra, lançou recentemente os livros “Condições de vida e de saúde no contexto de uma unidade de conservação ambiental de uso sustentável na Amazônia brasileira”, pela editora Edua/Editora Reggo, e “Saúde dos Povos e Populações do Campo, da Floresta e das Águas”, da Série Fiocruz – Documentos Institucionais da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde, disponível gratuitamente para download no endereço: https://portal.fiocruz.br/colecao-saude-ambiente-e-sustentabilidade.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Foto – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Divulgado resultado da homologação de inscrições do processo seletivo para o ProfSaúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde), divulga o resultado da homologação de inscrições, referente à Chamada Pública Nº 01/2021.

O resultado está disponível na Plataforma Siga da Fiocruz, em  https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=126

A seleção dos candidatos para o ProfSaúde/ MPSF consta de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Prova de Inglês (eliminatória); 2ª Etapa – Prova escrita de conhecimentos (eliminatória e classificatória); 3ª Etapa – Análise curricular, análise de carta de intenção e prova oral (eliminatória e classificatória).

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/ MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

Estudo desenvolvido em parceria pela Fiocruz e Fapeam identifica proteínas diferenciais associadas a lesões precursoras do câncer do colo de útero

Pouco mais de dois anos de iniciada, a pesquisa intitulada “Avaliação das Características Epidemiológicas e Moleculares de Mulheres Tratadas com Lesões Precursoras de Câncer de Colo de Útero no Amazonas”, desenvolvida pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), chegou aos primeiros resultados que permitiram identificar proteínas características de lesões precursoras de alto grau (NIC 2 e NIC 3) em pacientes diagnosticadas com a doença no Amazonas. O Estado apresenta dados preocupantes, sendo o primeiro lugar em incidência entre as mulheres e em causa de óbitos nos últimos cinco anos. O trabalho, feito por pesquisadores amazonenses, acende uma luz para que, num futuro próximo, seja possível dispor de dispositivos tecnológicos que permitam auxiliar no diagnóstico e, por conseguinte, reduzir a incidência de casos.

Doutora em Bioquímica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Priscila Ferreira de Aquino, que coordena o projeto, explica que a partir dos resultados encontrados pretende-se validar algumas proteínas diferencialmente expressas nas lesões de alto grau, especialmente em NIC 3 para a elaboração de um kit de diagnóstico molecular, a partir de um painel de proteínas caraterístico dessas lesões. “Dessa forma, a disponibilidade dessas informações em trabalhos futuros pode auxiliar a propor um protocolo para o melhor monitoramento e avaliação desse público”, afirma.

A pesquisa foi um dos 13 projetos contemplados pelo edital do Programa Pesquisa para o SUS, Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), da Fapeam, no ano de 2018. A pesquisadora ressalta que a principal contribuição do trabalho é a possível aplicabilidade ao SUS, a médio e longo prazo. “Trata-se de uma pesquisa pioneira no nosso Estado, sendo o primeiro relato do perfil regional a nível de proteínas de pacientes com lesões precursoras de câncer de colo de útero e possíveis proteínas envolvidas nesse processo”, explica, destacando a importância do estudo para o Amazonas, onde a incidência de casos e óbitos de mulheres por esse tipo de câncer é 102,3% maior que a média brasileira.

“Essa condição nos levou a escolher essa temática para trabalhar no projeto e contribuir com conhecimento visando auxiliar um diagnóstico precoce dessas lesões”, salienta Priscila. Em 2021, foram estimados 66.280 casos novos no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), dados mostram que a taxa bruta, que projeta o número de casos para cada 100 mil mulheres, é de 16,35 para o Brasil e 33,08 para o Amazonas. Em se tratando de Manaus, onde está concentrada a maior parte dos casos, essa taxa sobre para 51,84.

Um dos grandes desafios na saúde pública e privada é conscientizar sobre a importância da prevenção à doença com ações individuais e coletivas. “Estamos dando continuidade aos estudos a partir desses resultados iniciais encontrados”, esclarece. No total, a pesquisa envolveu um universo de 91 mulheres diagnosticadas com lesões precursoras de alto grau  (NIC 2 e NIC 3), as quais foram submetidas a análises histopatológicas e citológicas, molecular quanto à presença do HPV e proteica.

“Em resumo, verificamos que a maior parte das pacientes do nosso estudo apresentava o tipo histológico NIC3, que é a lesão mais próxima a progredir para o câncer de colo de útero, se não tratado; e ainda a infecção pelo HPV 16, de alto risco oncogênico, foi detectada apenas nesse tipo histológico na faixa etária dos 40 anos. Quando fomos analisar o perfil das proteínas dessas pacientes, encontramos proteínas que podem estar associadas a uma possível persistência ou progressão molecular dessas lesões”, detalha a pesquisadora, salientando que o trabalho contribuiu para o maior entendimento do processo de evolução das lesões precursoras (NICs).

A pesquisa entrará em fase de validação e as análises continuarão sendo feitas pela equipe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), do ILMD/Fiocruz Amazônia, para que possam trazer incremento tecnológico como um dispositivo para auxiliar o SUS e subsidiar maiores informações para os programas de rastreio nessa população.

IMPORTÂNCIA DO PREVENTIVO

Além da vacinação contra o HPV, vírus que infecta a pele ou mucosas e pode causar o câncer de colo de útero, o exame preventivo é uma importante ferramenta no diagnóstico de irregularidades no aspecto das células do colo uterino. “As descobertas realizadas a partir das pesquisas ajudam muito no processo de entendimento das infecções mas quanto mais precoce for o diagnóstico maiores são chances de cura pelo tratamento das pacientes diagnosticadas”, explica a pesquisadora Priscila Aquino. O preventivo é considerado o principal método para se obter o diagnóstico precoce de lesões cancerígenas no colo do útero, antes mesmo que o quadro evolua o suficiente para externar sintomas notáveis.  O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) pode infectar a mucosa oral, genital ou anal das pessoas, provocando verrugas anogenitais (na região genital e ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus, caracterizando-se como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

MARÇO É REFERÊNCIA

Não se sabe ao certo a origem da comemoração, talvez por se tratar do mês da mulher março se tornou referência quando o assunto é saúde feminina. A campanha Março Lilás tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção e combate ao câncer de colo uterino.

O câncer de colo de útero é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção genital por esse vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer.

A importância da conscientização sobre este tipo de câncer, é que na grande maioria das vezes ele pode ser evitado. A principal forma de prevenção, é a vacina contra o HPV (disponível para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos), podendo prevenir 70% dos cânceres de colo do útero e 90% das verrugas genitais.

Outra forma de prevenção é o uso de preservativos durante a relação sexual. Além disso, o exame preventivo (conhecido como Papanicolau), deve ser feito periodicamente por todas as mulheres após o início da vida sexual, pois é capaz de detectar alterações pré-cancerígenas precoces, que se tratadas, são curadas na quase totalidade dos casos, não evoluindo para o câncer.

Sobre a escolha da cor lilás, acredita-se que a origem está relacionada ao movimento que ocorreu na Inglaterra, em 1908, em que as mulheres lutaram pelo direito do voto. Nesse episódio, que ficou conhecido como Movimento Sufragista, as mulheres elegeram as cores lilás, branco e verde como símbolos da campanha.

ANÁLISE 

Análise Proteômica ou Proteica – consiste na análise global e em larga escala do conjunto de proteínas contidos em uma amostra biológica, com fluidos biológicos, tecido ou célula;

Análise Histopatológica  – consiste na análise microscópica dos tecidos para detecção de possíveis lesões existentes com a finalidade de informar ao clínico a natureza , a gravidade a extensão a evolução e a intensidade das lesões;

Análise Citológica – consiste na análise do material celular de determinada região do corpo ou fluido, a fim de detectar possíveis alterações em casos patológicos.

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Foto – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Centro de Estudos irá discutir desafios para vigilância de base comunitária indígena em Manaus

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 25/3, às 10h (horário/Manaus), a palestra: “Saúde indígena na cidade: desafios para a construção de um sistema de vigilância de base comunitária em Manaus”, a ser ministrada por Fabiane Vinente dos Santos, pesquisadora do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do ILMD.

Segundo explica a pesquisadora, “a estratégia de Vigilância de Base Comunitária (VBC) consiste em um processo de participação da comunidade na detecção, notificação, resposta e monitoramento de emergências de saúde. O VBC define a comunidade como protagonista do processo de autocuidado e investe na capacidade desta, em obter informações sobre processos de saúde e doença antes dos meios ditos formais do sistema de saúde”.

Na oportunidade, Fabiane apresentará o “Projeto-Piloto de Vigilância epidemiológica de base comunitária com o uso das TICs em comunidades indígenas urbanas de Manaus”, ou simplesmente “Projeto Capim Santo”, que tem como finalidade utilizar este potencial na estruturação da VBC, usando como ferramenta um aplicativo de celular, no contexto do enfrentamento da pandemia de Covid-19, entre comunidades indígenas em uma cidade amazônica.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/81332890002?pwd=UWU3Uk91akZ1QTgwOVZ0Mkg2bHU2QT09 (ID:  813 3289 0002) e (Senha: 335638).

SOBRE A PALESTRANTE

Graduada em Ciências Sociais e mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fabiane Vinente é doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é técnica em Saúde Pública e pesquisadora do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do ILMD/ Fiocruz Amazônia.

Vinente é ainda membro do corpo docente no Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE. Desenvolve trabalhos nas áreas de Sistemas de conhecimento ameríndios, Saúde e Migração, Políticas Públicas de saúde, Gênero, Saúde indígena, Etnologia indígena e Militarização de terras indígenas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

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Imagem: Mackesy Nascimento

Boletim RPT traz perfil de pesquisadora da Fiocruz Amazônia

O perfil da pesquisadora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Valdinete Alves Nascimento, abre a série de publicações do Boletim do Programa Mais Qualidade RPT, que objetiva apoiar as equipes da Rede de Perfis ligadas às Plataformas Tecnológicas da Fiocruz. Valdinete Alves é responsável técnica pela plataforma de PCR em Tempo Real – RPT-09G, instalada no ILMD.

A edição de lançamento do 1º Boletim da Rede de Plataformas traz a trajetória da cientista, que é doutora em Biologia Celular e Molecular. O Boletim RPT trará, em todas as suas edições, perfis de colaboradores que integram a Rede. A iniciativa é uma ação pioneira que visa estimular a melhoria da comunicação da Coordenação da RPT com as Plataformas.

A intenção do veículo é homogeneizar o conhecimento sobre a Rede, deixando todos atualizados com relação aos lançamentos, conquistas e inovações da Rede de Plataformas Tecnológicas, registrando de forma clara e ampla as informações de interesse coletivo que poderão fortalecer a RPT.

Confira na íntegra:  http://www.boletim.plataformas.fiocruz.br/boletim/51-2/

Atividades de ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia permanecerão no sistema remoto no primeiro semestre de 2022

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que permanecerá com as atividades de ensino ocorrendo no sistema remoto durante o primeiro semestre de 2022. A medida atende a uma recomendação da Câmara Técnica de Ensino, vinculada à Vice-Diretoria de Ensino da Fiocruz Amazônia. De acordo com a recomendação, as aulas, exames de qualificação, defesas de tese e seminários, permanecerão no ensino remoto. Já as aulas práticas (com uso de laboratório ou em trabalho de campo) devem ocorrer desde que mantidas todas as medidas preventivas (uso obrigatório de máscaras do tipo PFF25 ou KN95, comprovante de vacinação e distanciamento social), recomendadas pela Comissão de Biossegurança do ILMD. Ficou definido ainda que haverá neste primeiro semestre, pelo menos um encontro presencial por curso e turma para acompanhamento do desenvolvimento de dissertação ou tese.

O ano letivo 2022 do ILMD/Fiocruz Amazônia também foi aberto oficialmente no último dia 15/03, de modo remoto, com a palestra do professor titular do Departamento de Física Aplicada da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Eduardo Artaxo Neto, sobre “As Mudanças Climáticas e seus Impactos sobre a Amazônia”. A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, explica que a persistência do estado pandêmico, o respeito e o cuidado com a saúde de todos e todas, aliado ao cumprimento das normas de biossegurança da Instituição, não permitiram que o acolhimento fosse no formato presencial.

“Nesses dois anos o ILMD preparou-se para receber seus alunos presencialmente. Nesse sentido, criamos mais um ambiente, que está sendo equipado com tecnologia de informática para melhorar o desempenho das aulas no sistema virtual e presencial, assim como os exames e defesas de dissertações e teses. Do mesmo modo, ampliou o espaço da Biblioteca “Antônio Levino” com uma sala com computadores para uso dos discentes para a pesquisa bibliográfica, leituras e preparação das atividades das disciplinas e pesquisa”, afirma a vice-diretora. Segundo ela, o parque tecnológico da sala de informática e a sala dos alunos estão sendo renovados para maior conforto e agilidade no uso das tecnologias de comunicação e informação em saúde.

A expectativa da Vice-Diretoria de Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia é de que a partir do primeiro semestre de 2022 o panorama global e nacional em relação da pandemia melhore, permitindo assim a retomada plena das atividades de Ensino presenciais. “As atividades de campo e laboratoriais dos nossos alunos, já estão acontecendo de forma gradativa, juntamente com os seus orientadores e os grupos de pesquisa do ILMD e de Instituições parceiras”, complementou.

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Fiocruz inscreve para estágios até o próximo dia 30/03

Estão abertas até o próximo dia 30/3, as inscrições ao processo de seleção para o Programa de Estágio Curricular da Fundação Oswaldo Cruz, com um total de quatro vagas oferecidas pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). As vagas são para estudantes de nível superior (a partir do 6º período) dos cursos de Administração (2 vagas), Engenharia de Produção (1), Ciências da Computação (1). As inscrições devem ser feitas na página www.universidadepatativa.com.br. A carga horária é de seis horas diárias, totalizando 30 horas semanais, nos turnos da manhã e tarde. O valor da remuneração é de R$ 1.125,69. As bolsas são acrescidas de uma diária de auxílio-transporte no valor de dez reais.

O processo seletivo conta com três etapas: análise de pré-requisitos, análise curricular e documental, entrevista e prova. Os estudantes aprovados dentro do número de vagas serão convocados pelo agente integrado para procedimentos admissionais. O estágio só inicia após o envio da documentação completa e os temos assinados por todas as partes. Entre as atribuições para o candidato à vaga de Ciências da Computação, estão executar atividades de suporte aos usuários dos serviços de TI; instalação, configuração e atualização de hardware e software; suporte ao uso de e-mail, orientações gerais aos usuários e suporte no gerenciamento de redes.

Para a vaga de Engenharia da Produção, caberá executar atividades de suporte ao planejamento, projeto e controle de sistemas de gestão da qualidade, atividades de normalização, auditoria e certificação para a qualidade; acompanhamento de metas e indicadores; auxiliar na padronização de procedimentos e elaboração de documentos; fluxos de processo, procedimentos, check list e formulários.

Por fim, serão atribuições para o estágio de Administração executar atividades administrativas ,administrativas, elaborar planilhas, relatórios e correspondências, organizar documentos e arquivos, atender ao público, operar sistemas institucionais, realizar digitação e conferência de dados em sistemas, entre outras. Para as três áreas, é exigida como pré-requisito conhecimentos em informática básica (pacote office e internet).

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Fiocruz Amazônia retoma ciclo de palestras do Centro de Estudos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), retoma no dia 18/3, às 10h (horário/Manaus), suas atividades. O ciclo de debates iniciará suas ações do ano de 2022 com a palestra: “Covid-19 & Influenza e Vigilância Genômica: resposta à pandemia”, a ser ministrada por Paola Cristina Resende Silva, pesquisadora em saúde pública no Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo (LVRS) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/FIOCRUZ). O evento discutirá a experiência e os achados da Rede Genômica Fiocruz e do Laboratório de Referência Nacional no enfrentamento de Influenza e SARS-CoV-2 no período pandêmico.

De acordo com Paola, a ameaça de epidemias e pandemias causadas por Influenza persiste e, no atual cenário, é imperativo que a vigilância de ambos os vírus com potencial zoonótico se mantenha. “Para Influenza ressaltamos o monitoramento genético de cepas de Influenza emergentes, comparação dos vírus em circulação com vírus vacinais para a revisão das cepas escolhidas para compor a vacina anual, investigação de cepas que podem escapar da resposta imune ou ser resistentes aos antivirais. Para SARS-CoV-2 é fundamental continuarmos o acompanhamento da dinâmica das linhagens e variantes no contexto regional visto que o comportamento, características e status vacinal da população local podem modular essa dinâmica”, destacou.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/89124401033?pwd=K1JaZ0xOSUlMWE9tejh3RytIRjJYQT09 (ID:  891 2440 1033) e (Senha: 550361).

SOBRE O PALESTRANTE

Pesquisadora em saúde pública no Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo (LVRS) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC)/FIOCRUZ com pós-doutorado na University College London (UCL), Reino Unido, Paola é Bióloga com mestrado em Medicina Tropical e doutorado em Biologia Molecular e Celular pelo IOC.

Participou da equipe de caracterização do vírus Influenza A (H1N1) no Brasil durante a pandemia de 2009 e, dedicou os últimos doze anos a estudar a vigilância molecular dos vírus respiratórios (Influenza e Virus Sincicial Respiratório) no Centro Nacional de Influenza do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde, localizado na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, Brasil.

Além disso, participa do piloto de vigilância global do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) da Organização Mundial da Saúde desde 2016 e, integra a Rede Genômica FIOCRUZ no sequenciamento e vigilância genômica do SARS-CoV-2. Suas áreas de interesse na pesquisa científica são vigilância, biologia molecular e evolução de vírus respiratórios, como Coronavirus, Influenza, Virus Sincicial Respiratório e virus exantemáticos, como Sarampo. Possui experiência em sequenciamento de alto desempenho, reconstrução filogenética e análise evolutiva de vírus de RNA.

Adicionalmente, trabalha na identificação de polimorfismos genômicos virais associados ao aumento de virulência e resistência a drogas antivirais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Priscila Aquino, coordenadora do Centro de Estudos e pesquisadora da Fiocruz Amazônia, destaca a importância do núcleo, como um estratégia positiva, no processo de popularização do conhecimento científico gerado no campo acadêmico. “As experiências que a gente vem tendo ao longo dos anos com o Centro de Estudos, é de que ele se tornou uma excelente ferramenta de comunicação e divulgação científica para os alunos conhecerem mais sobre diferente temáticas, seja associada às áreas de ciências biológicas, exatas, temas específicos da área da saúde, entre outros. Estamos trabalhando para que possamos ter um público maior, no intuito de divulgar as pesquisas não apenas para os alunos do Instituto, mas também para a sociedade em geral”, avaliou a pesquisadora.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Aula inaugural da Fiocruz Amazônia irá abordar mudanças climáticas e seus impactos sobre a Amazônia

Na próxima terça-feira, 15/3, será dado início ao ano letivo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia). A abertura das atividades será marcada pela palestra “As mudanças climáticas e seus impactos sobre a Amazônia”, que será ministrada por Paulo Eduardo Artaxo Neto, professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

A aula inaugural dos Cursos de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da lnteração Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), terá início às 8h30 (9h30 / Brasília), via plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/89823689659?pwd=Vy91bXlnUFZ0cElYRENNNENWeUxMdz09 ( ID da reunião: 898 2368 9659 ) e (Senha de acesso: 112804).

Clique AQUI para assistir pelo Canal do ILMD/ Fiocruz Amazônia no YouTube.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, enfatiza a importância desse momento inaugural do ano letivo e de manter as atividades no modo remoto. “Essa é uma abertura do ano letivo em que, infelizmente, por questões de segurança e situações epidemiológicas, estaremos realizando no formato on line para que possamos proporcionar o melhor acolhimento possível aos nossos alunos para que se sintam, mesmo distantes, só pela telinha, acolhidos não só pelos professores mas também por toda a direção do ILMD”, afirmou a diretora.

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

A vice-diretora de Ensino do ILMD, Rosana Parente, destacou que, diferente dos anos de 2020 e 2021, este ano o ILMD retoma as rotinas de modo mais forte e melhor adaptados à situação da pandemia, sem descuidar das medidas de proteção individual e coletiva, incluindo a vacinação contra a Covid-19. “O panorama global nos enche de esperança de, ainda neste primeiro semestre de 2022, promovermos encontros presenciais, lembrando que as atividades de pesquisa e campo e laboratoriais dos nossos alunos, já estão acontecendo de forma gradativa”, observou.

Atualmente o Instituto conta com os seguintes cursos: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) – Mestrado e Doutorado; Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Mestrado; Doutorado em Saúde Pública na Amazônia; Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM); Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde).

SOBRE O PALESTRANTE

Graduado em Física pela Universidade de São Paulo, Paulo Eduardo Artaxo Neto é mestre em Física Nuclear e doutor em Física Atmosférica pela USP. Atualmente é professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP. Atua com física aplicada a questões ambientais, com foco principalmente em mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos, poluição do ar urbano, entre outros temas.

Trabalhou na NASA (EUA), em Universidades de Antuérpia (Bélgica), Lund (Suécia) e Harvard (EUA). Publicou 447 trabalhos científicos e apresentou 1020 papers em conferências científicas internacionais. Tem 32.996 citações de seus trabalhos no ISI Web of Science com índice H de 88, e publicou 28 trabalhos nas revistas dos grupos Science e Nature. Tem 71.396 citações no Google Scholar, com índice H no Google Scholar de 115. Em 2007, recebeu o prêmio de Ciências da Terra da TWAS e o Prêmio Dorothy Stang de Ciências e Humanidades.

Em 2009, foi agraciado com o título de Doutor em Filosofia Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo, Suécia. Em 2010, recebeu o prêmio Fissan-Pui-TSI da International Aerosol Research Associations. Também recebeu em 2010 a Ordem do Mérito Científico Nacional, na qualidade de comendador, e em 2018 na qualidade de Grão Cruz. Em 2016, recebeu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto outorgado pelo CNPq, Marinha, MCTI e Fundação Conrad Wessel. É Pesquisador Emérito do CNPq.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O PPGBIO-Interação tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Inova Up irá abordar acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional

O primeiro Inova Up de 2022 traz o tema Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado no âmbito da Lei 13.123/2015 de 20/5/2015 além de orientações úteis a pesquisadores as quais serão tratadas por Aline Morais, coordenadora da Plataforma de Apoio à Pesquisa e Inovação do Instituto Oswaldo Cruz – IOC/FIOCRUZ.

Entre os assuntos que serão tratados, os participantes terão a oportunidade de saber mais sobre os principais conceitos; o que pode e o que não pode ser considerado como um acesso; atividades que tiveram seu prazo postergado para adequação à Lei 13.123/2015; espécies que se encontram fora do escopo da Lei; o que é e, do que trata a remessa e o envio; as sanções previstas bem como a regularização do passivo, além do Cadastro de Acesso e Remessa no SisGen.

Aprovada em 2015, a Lei 13.123/2015, conhecida como Lei da Biodiversidade, estimula as pesquisas com espécies nativas além de reduzir questões burocráticas. Ela trata do acesso ao patrimônio genético dos biomas brasileiros e do acesso ao conhecimento tradicional associado à biodiversidade brasileira.

SOBRE A PALESTRANTE

Aline Morais é doutora e mestre em Propriedade Intelectual e Inovação pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, além de ser pós-graduada em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. É Analista de Gestão em Saúde na Fundação Oswaldo Cruz, atuando como Coordenadora da Plataforma de Apoio à Pesquisa e Inovação do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto Oswaldo Cruz – IOC/Fiocruz.

INSCRIÇÕES E PARTICIPAÇÃO NO EVENTO

O Inova Up – Acesso ao Patrimônio Genético e ao Conhecimento Tradicional Associado será no dia 24 de março, às 9h30 (Fuso horário de Manaus). Para participar, basta acessar o sítio eletrônico www.arranjoamoci.org/inovaup e inscrever-se gratuitamente. O link para assistir o evento será enviado por e-mail para os inscritos confirmados, além disso, os participantes que realizarem o check-in durante o evento terão direito a certificado de horas complementares.

O evento ainda conta com o apoio do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

SOBRE O INOVA UP

Caminhando para sua 8ª Edição, o Inova Up é uma plataforma do Arranjo de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental – Arranjo AMOCI que tem por finalidade disseminar e ampliar o acesso à cultura e à prática da Propriedade Intelectual, da Transferência de Tecnologia e do Empreendedorismo para além das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) buscando alcançar os estudantes e a sociedade em geral, com o objetivo de fomentar a Inovação na Amazônia Ocidental.

Em abril de 2021, ainda com outra denominação, o Inova Up lançou uma série de vídeos com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM no evento que destacou o tema “Popularização da Propriedade Intelectual” o qual teve um alcance de público para além da Amazônia Ocidental. O conteúdo audiovisual lançado na ocasião explora o universo da Propriedade Intelectual de forma prática e de fácil compreensão até para aqueles que não estão familiarizados com o tema. Os vídeos encontram-se no Canal do Arranjo AMOCI (https://www.youtube.com/arranjoamoci) e no endereço eletrônico (https://arranjoamoci.org/poppi).

Fiocruz e Rede Unida prorrogam inscrições de trabalhos na área da saúde até 14/3

Docentes, alunos, trabalhadores da saúde, gestores e integrantes de movimentos sociais organizados têm até o próximo dia 14/3, para inscreverem trabalhos científicos e experiências comunitárias implementadas na área da saúde para serem apresentados durante o V Encontro Norte da Rede Unida, a ser realizado em Manaus, nos dias 20, 21 e 22/4/2022. O evento, promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), em parceria com a Associação Rede Unida, terá como tema “Esperançando na Pandemia: Por um SUS forte na Amazônia”. A transmissão ocorrerá pelo canal da TV Rede Unida.

O objetivo será fomentar a discussão em torno de iniciativas voltadas ao cotidiano dos serviços de saúde, das instituições de ensino e pesquisa, além das experiências de gestão e participação social, que possam servir de referência na formulação de políticas públicas de saúde voltadas para o enfrentamento da Covid-19 na região amazônica. O encontro ocorrerá em formato híbrido e contará com a participação da direção nacional da Rede Unida e de países da América Central e Itália, juntamente com representantes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

“O Encontro da Rede Unida na Amazônia apresenta-se como um espaço potente para discussões, visto que agrega diversos atores da sociedade que estão direta ou indiretamente envolvidos com o Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma o chefe do LAHPSA e, pesquisador do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt, coordenador do evento.

Para o pesquisador, o SUS demonstrou a sua potência com o enfrentamento da Covid-19, mostrando a importância das políticas públicas em contextos pandêmicos. “Dessa forma, o debate acerca das políticas públicas de saúde, da gestão pública e das relações interfederativas são de extrema importância nesse momento”, disse. Por meio da página do evento (http://www.redeunida.org.br/pt-br/evento/17/), os interessados poderão obter informações sobre inscrições e submissões de trabalhos.

SOBRE A REDE UNIDA

A Associação Rede Unida é uma entidade internacional, sediada no Brasil, que se estrutura por uma coordenação internacional, coordenações regionais no Brasil, núcleos internacionais nos quais mantém relações de cooperação e fóruns temáticos. A Rede articula projetos, instituições e pessoas interessadas na construção coletiva de sistemas de saúde públicos, de acordo com os princípios da universalização, equidade, participação social, respeito à diferença, preservação da natureza e defesa da democracia.

A atuação da Rede Unida parte do pressuposto de que essa construção passa, necessariamente, por novas formas de pensar e organizar a formação dos profissionais de saúde, experiencias nas redes de cuidado, o protagonismo dos movimentos sociais e a participação na defesa da vida sob todas as formas. No esforço por esses objetivos, a Rede Unida se propõe a promover iniciativas conjuntas entre universidades, serviços de saúde, organizações comunitárias, arte e cultura, no Brasil e países onde mantém Núcleos Internacionais. Se pretende sempre o trabalho colaborativo.

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ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz doa 27 mil máscaras para comunidades indígenas do Amazonas

Entre janeiro e fevereiro deste ano, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) / Fiocruz Amazônia fez a doação de 27 mil máscaras de proteção contra Covid-19 para comunidades indígenas distribuídas no Amazonas e em outros estados da Amazônia Brasileira. A distribuição do material, a cargo da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), tem por objetivo reforçar as ações de prevenção contra a Covid 19, e suas variantes, tanto nas áreas situadas em perímetros urbanos como nas aldeias isoladas e casas de saúde indígena atendidas pelas duas entidades. Para as ONGs, as máscaras são importantes aliadas no combate à contaminação entre os indígenas, sobretudo os aldeados em situação de vulnerabilidade devido ao contato com os não-indígenas.

A Coiab, que atua em nove estados da Amazônia Brasileira e está articulada com uma rede composta por associações, federações regionais e organizações indígenas, informa que fará a distribuição dos utensílios a partir de um mapeamento realizado pela entidade. “Estamos trabalhando desde 2020 a importância do autocuidado junto aos indígenas. Porém, o custo das máscaras aumentou muito e essa tem sido uma das principais barreiras de acesso a esse equipamento de proteção individual”, explica a coordenadora da Coiab, Nara Baré. Ela lembra que ainda há o temor de que a doença acometa gravemente pessoas que não estão imunizadas. “A máscara é um fator importante para o nosso bem-estar”, afirmou, admitindo que existe demanda principalmente nas casas de saúde indígenas. “Todo material doado é muito bem-vindo”, frisou.

Para a Foirn, foram enviadas, no total, 10 mil máscaras a serem encaminhadas pela Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto para o município de São Gabriel da Cachoeira, no Noroeste amazônico, onde foi registrado um aumento de 2.988% nos casos de Covid-19 somente no mês de janeiro. O município é considerado como o mais indígena do Brasil, reunindo 23 etnias, distribuídas em 750 comunidades, e faz fronteira com a Colômbia e a Venezuela. “Nesse caso, demos uma atenção urgente ao atendimento em virtude do avanço significativo nos casos e a tendência de aumento”, explica a diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane / Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken. No mês de janeiro, o município contabilizou 1.368 novos casos da doença.

A diretora Adele Benzaken destaca que os estudos e pesquisas envolvendo as populações indígenas sempre foram prioridade na história da Fiocruz Amazônia. “Durante a pandemia, estabelecemos uma parceria importante sobretudo na parte de formação para as lideranças indígenas e conselheiros de saúde, juntamente com a Distrito Sanitário Especial Indígena (Disei) Manaus, com orientações sobre prevenção à Covid-19, a importância da vacinação e o combate às fakenews”, complementou.

Fiocruz libera primeira vacina Covid-19 nacional

A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), disponibiliza para o Ministério da Saúde (MS) as primeiras doses da vacina Covid-19 (recombinante) produzidas com o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional. O primeiro lote de vacinas nacionais foi liberado pelo controle de qualidade interno de Bio-Manguinhos/Fiocruz no dia 14 de fevereiro.

“A liberação das primeiras vacinas Covid-19 100% nacionais, agora disponíveis para o Ministério da Saúde, é um marco da autossuficiência brasileira e do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde [Ceis]. Termos realizado uma transferência tecnológica desse porte em tão pouco tempo para atender a uma emergência sanitária só reafirma o papel estratégico de instituições públicas como a Fiocruz para o desenvolvimento do país e garantia de acesso com equidade a um bem público”, destaca a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

As pouco mais de 550 mil doses disponibilizadas já compõem as entregas da Fiocruz contratadas pelo Ministério da Saúde para 2022. Ao todo, o MS contratou 105 milhões de doses da vacina da instituição para este ano, sendo 45 milhões de doses da vacina nacional. Os imunizantes serão entregues conforme cronograma pactuado e demanda estabelecida pela pasta. A Fundação já produziu um quantitativo de IFA nacional equivalente a cerca de 25 milhões de doses de vacina, das quais envasou 2,6 milhões de doses, incluindo as 550 mil já disponíveis. As demais (cerca de 2 milhões) estão em diferentes etapas para liberação.

“Com a entrega das primeiras doses da vacina totalmente nacionalizada, estamos encerrando um ciclo onde internalizamos toda a tecnologia da vacina e estabelecemos a produção em larga escala em Bio-Manguinhos. Nossa planta industrial está preparada, com capacidade extra, podendo operar e entregar conforme demanda, considerando os tempos de produção e controle de qualidade”, explica o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Mauricio Zuma.

A produção 100% nacional traz ainda benefícios econômicos, contribuindo para a balança comercial em saúde, ao reduzir a necessidade de importações, e trazendo garantia de oferta do imunizante pelo PNI à população, quaisquer que sejam os esquemas vacinais que venham a ser adotados pelo programa do Ministério da Saúde no futuro. Ao mesmo tempo, trata-se de uma das vacinas de mais baixo custo, com o valor de U$ 5,27 por dose, o que contribui para a sustentabilidade econômica do Sistema Único de Saúde (SUS).

IFA nacional na produção da vacina

Em 1º de junho de 2021, Bio-Manguinhos/Fiocruz e AstraZeneca assinaram o contrato de transferência de tecnologia da vacina. Um dia após a assinatura, em 2 de junho, o Instituto recebeu em suas instalações dois bancos, um de células e outro de vírus, para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional da vacina Covid-19. Considerados o coração da tecnologia para a produção da vacina, os bancos de células e de vírus começaram a ser utilizados na produção do IFA nacional em julho – após treinamento das equipes de Bio-Manguinhos. Desde então, o IFA produzido em Bio-Manguinhos/Fiocruz passou por diversos processos de validação e controle de qualidade, inclusive no exterior, e toda a documentação técnica foi elaborada e submetida em fins de novembro ao órgão regulatório brasileiro.

Foram apenas 10 meses entre a assinatura da Encomenda Tecnológica, firmada com a AstraZeneca em 8 de setembro de 2020, e a incorporação total dos equipamentos, processos e atividades que permitiram o início da produção por Bio-Manguinhos/Fiocruz ainda em julho de 2021.

Em 7 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de Bio-Manguinhos/Fiocruz como unidade produtora do IFA, o que permitiu ao Instituto utilizar o Ingrediente nas etapas seguintes de produção da vacina. Desde então, a vacina totalmente nacionalizada passou pelo processamento final e controle de qualidade, tendo cumprido com todos prazos e requisitos técnicos dessas etapas.

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Foto – Bio-Manguinhos/Fiocruz

Parteiras indígenas participam de oficina promovida pela Fiocruz Amazônia e Disei Manaus

Um grupo de 28 parteiras tradicionais indígenas dos municípios de Beruri, Autazes, Urucará, Itacoatiara e entorno de Manaus participa a partir desta segunda-feira, 21/2, da oficina “Troca de Saberes com Parteiras Tradicionais Indígenas”. O objetivo do evento, realizado pela Fiocruz Amazônia e o Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (Disei) Manaus, é promover um intercâmbio de experiências entre mulheres indígenas parteiras e profissionais de saúde que atuam na rede de atenção à mulher nesses municípios, bem como fortalecer essa prática milenar. O encontro terá dois dias de duração na comunidade Três Unidos, território da etnia kambeba, pertencente ao polo-base Nossa Senhora da Saúde, área de abrangência do Disei Manaus.

A oficina é a penúltima a ser realizada pelo projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: Conhecimento Tradicional das Parteiras e a Educação Permanente em Saúde para o Fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde à Mulher no Estado do Amazonas, executado desde 2017 pelo Laboratório de Pesquisa em História e Ciências da Saúde na Amazônia (Lahpsa), do ILMD/ Fiocruz Amazônia, em parceria com o Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), contando com financiamento do Ministério da Saúde.

Elionai de Figueiredo Soares, enfermeira do Disei Manaus e organizadora da oficina, explica que em alguns casos, como o do povo kambeba, as parteiras são procuradas pelas mulheres primeiro que os profissionais da rede de atenção básica. “Já temos esse reconhecimento lá mas em muitos locais ainda existe resistência por parte dos profissionais de saúde”, afirma. Em Beruri, antes de procurar o serviço para dar início ao pré-natal, as mulheres indígenas são acolhidas e recebem orientação das parteiras da comunidade. Só em seguida é que buscam a equipe multidisciplinar de saúde.

“A parteira é uma pessoa que já está na comunidade, conhece o histórico da paciente e muitas das vezes é da família, sendo, portanto, esse primeiro contato bem melhor que com o profissional de saúde, que é um desconhecido”, observa. Segundo a enfermeira, o objetivo da oficina é permitir que, a partir da troca de saberes, os profissionais entendam a importância das parteiras no contexto de atendimento à saúde da mulher. Durante os dois dias de oficina, enfermeiros e psicólogos que compõem as equipes multidisciplinares de atenção básica estarão participando de atividades em conjunto com as parteiras. No total, 64 parteiras tradicionais estão em atuação nos 19 municípios que integram o Disei Manaus.   

NÚMERO DESCONHECIDO

De 2017 até agora, foram realizadas mais de 30 oficinas em todo o Estado, dentro do projeto financiado pelo Ministério da Saúde. De acordo com a SES/AM, existem no Amazonas 1.400 parteiras cadastradas pelo governo do Estado. A partir das vivências do projeto, explica a gerente de Políticas Estratégicas da SES-AM, Sandra Cavalcanti, foi possível verificar que esse número era muito maior ainda e introduzimos as parteiras tradicionais indígenas nas atividades. “Ainda tem muitas parteiras atuando em lugares distantes onde as equipes não podem estar. Infelizmente, temos um numero cada vez maior de parteiras idosas que não podem mais se deslocar e um dos nossos desafios é incentivar o repasse de conhecimentos entre as gerações de filhas, noras e netas para que a tradição se mantenha viva”, salienta.

Uma das participantes da oficina, Maria Francisca da Silva Queiroz, 43, da etnia apurinã, tem o sonho de poder trabalhar como parteira na sua comunidade. “Não sou parteira ainda, apenas acompanho o trabalho de outras mulheres da minha comunidade e pretendo ser uma parteira”, diz ela, que reside na comunidade São Francisco do Sá Viana, município de Beruri.

AVANÇOS

De acordo com o chefe do Lahpsa, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Julio Schweickardt, desde o início da execução do projeto até agora, ocorreram avanços significativos na luta em favor da inserção das parteiras no trabalho de atendimento às parturientes junto às unidades de saúde do Estado. Além de um livro e um documentário sobre o perfil das parteiras tradicionais em atuação no Amazonas, foi criada a primeira associação com a finalidade de organizar o segmento. Duas leis estaduais foram aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) – a primeira instituindo o 5 de maio como Dia Estadual das Parteiras e a segunda, autorizando a presença de parteiras durante todo o trabalho de parto e pós parto sempre que solicitada pela parturiente (antes da lei, as parteiras eram impedidas de ter acesso às unidades).

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ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia apresenta projetos no seminário de encerramento do PPSUS

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participa nos dias 22 e 23/2, próximas terça e quarta-feira, do Seminário de Avaliação Final do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde.

O ILMD teve cinco projetos contemplados com recursos do programa, que tem como finalidade financiar projetos na área da saúde que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Amazonas. O evento será virtual, dividido em eixos temáticos e contará com a participação de representantes da Fapeam, Secretaria de Estado da Saúde (SES/AM), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde.

Confira a programação AQUI.

A mesa de abertura, pela manhã, com o eixo temático “Sistemas, Políticas e Ações de Saúde” contará com palestra do doutor em História e Ciências da Saúde, Júlio Schweickardt, chefe do Laboratório de Pesquisa em História e Políticas de Saúde na Amazônia (Lahpsa), que abordará o acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência no Estado.

A programação é referente à chamada pública 001/2017. À tarde, as palestras serão do pesquisador Luis André Moraes Mariúba, sobre “Desenvolvimento de teste para detecção eletroquímica de ensaios moleculares aplicados ao diagnóstico de doenças” e, do pesquisador Pritesh Jaychand Lalwani, sobre “Desenvolvimento de um teste serológico multiplex para detecção simultânea de patógenos”.

No segundo dia, serão quatro eixos temáticos. No eixo “Sistemas, Políticas e Ações na Saúde”, a palestra será da pesquisadora Maria Luiza Garnelo Pereira, sobre “Estudo exploratório das condições de vida, saúde e acesso aos serviços de saúde de populações rurais ribeirinhas de Manaus e de Novo Airão, Amazonas”. No eixo Saúde da Mulher, a pesquisadora Priscila Ferreira de Aquino falará sobre “Avaliação das características epidemiológicas e moleculares de mulheres tratadas com lesões precursoras do câncer de colo de útero no Amazonas”.

ILMD/Fiocruz Amazônia

Foto: Érico Xavier

Fiocruz capacita conselheiros de saúde indígena por meio de tecnologias de informação

Começam neste domingo, 20/2, as inscrições para o curso de capacitação de conselheiros de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), de Manaus, com o objetivo de promover a capacitação dos conselheiros e lideranças indígenas do Amazonas acerca dos cuidados para o combate à Covid-19. O curso será no formato on-line e é coordenado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane / Fiocruz Amazônia. A iniciativa foi viabilizada por meio de projeto aprovado no Edital de Saúde Indígena nº 1/2021, do Programa Fiocruz de Fomento à Inovação, o Inova Fiocruz.

O programa, lançado em 2018, tem como objetivo fomentar a pesquisa e a inovação, resultando na entrega de produtos/conhecimento/serviços para a sociedade, a partir de pesquisas na área de saúde. O curso é uma das 26 propostas apresentadas e está entre as 14 contempladas com recursos para a execução das ações.  As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de março no site do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), por meio de formulário de inscrição disponibilizado na página.

Com uma semana de duração (de 7 a 11 de março), o curso ficará disponível para acesso gratuito e é resultado do trabalho desenvolvido pelas pesquisadoras da Fiocruz Amazônia Kátia Maria Lima de Menezes, doutora em Saúde Pública, e Fabiane Vinente, doutora em Antropologia Social, ambas pertencentes ao Laboratório de Pesquisa em História e Políticas de Saúde na Amazônia (Lahpsa), do ILMD/Fiocruz Amazônia.  Também participaram do projeto o doutor em História e Ciências da Saúde Júlio Schweickardt, chefe do Laphsa, e a doutora em Medicina Tropical Luciete Almeida, pesquisadora do ILMD.

O Dsei Manaus é um dos 34 distritos sanitários especiais indígenas existentes no Brasil (destes sete estão situados no Amazonas) e será o primeiro a implantar a iniciativa de capacitação on-line no Estado. Coordenadora do projeto, Kátia Menezes explica que a capacitação no formato de Ensino a Distância (EAD) será oferecida, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, por ser a ferramenta digital mais utilizada no Amazonas, em razão da instabilidade dos serviços de internet.

“Percebemos as dificuldades que os conselheiros teriam para utilizar outras ferramentas digitais, nos 21 polos-base existentes no Estado, e optamos pelo aplicativo de mensagem para fazer a distribuição do material preparado por mim e pela doutora Fabiane na semana de 7 a 11 e que vai continuar disponível na página do curso”, explicou. Os materiais educativos que serão utilizados na capacitação ficam disponíveis também do site da Condisi/Manaus (https://condisimanaus2021.wixsite.com/ambienteesadenaamazn), entre eles uma cartilha com conteúdo lúdico-didático, baseado na realidade sociocultural dos indígenas.

O objetivo do curso é fazer com que os conselheiros estejam com informações corretas e precisas para repassarem nas aldeias, evitando fake news e incentivando também a vacinação. Nós tivemos muito êxito no Dsei em relação a vacinação, a não rejeição, mas isso depende de todo um trabalho que tem que ser feito dentro das aldeias”, reforça Kátia Lima.

O curso será divido em quatros unidades. A primeira etapa vai abordar o conceito de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), a segunda parte da capacitação enfocará a política de saúde indígena. Na terceira unidade, o papel do conselheiro indígena nas aldeias. Na quarta etapa, as medidas de prevenção e vacinação, no combate à Covid-19.

As inscrições para o curso de Capacitação de Conselheiros Indígenas de Saúde do DSEI/Manaus, podem ser feitas no link do formulário de inscrição, no site da Condisi/Manaus (https://forms.gle/2mUDuwgxKcLiw3H17).

Durante o curso, haverá o lançamento de cartilha com orientação de como proteger a aldeia da Covid-19; a importância de manter o calendário vacinal atualizado; medidas de proteção, como uso contínuo de máscara, álcool em gel. A cartilha foi editada e distribuída para os indígenas do Dsei/Manaus e estará disponível no site do Condisi, Dsei e nas redes sociais de ambos os órgãos.

Entre os assuntos compartilhados na cartilha, estão orientações de como proteger a aldeia da Covid-19; a importância de manter o calendário vacinal atualizado; medidas de proteção, como uso contínuo de máscara, álcool em gel, e a valorização do conhecimento tradicional dos indígenas, no combate à doença, sem desmerecer a importância do tratamento médico.

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ILMD/Fiocruz Amazônia

Fotos – Divulgação / ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz apoia criação de Grupo Condutor de ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais no Amazonas

A Fiocruz Amazônia é uma das instituições parceiras da Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Amazonas na implantação do Grupo Condutor de ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais. O grupo terá como finalidade promover a retomada das ações de prevenção, controle, diagnóstico e assistência em HIV/Aids, bem como a criação de políticas públicas de saúde voltadas para as pessoas vivendo com HIV no Amazonas. A iniciativa conta com a parceria da sociedade civil, da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto e das coordenações de HIV/Aids da Prefeitura de Manaus e da SES-AM. Um acordo de cooperação foi firmado entre a Fiocruz Amazônia e a SES-AM visando a elaboração de plano de trabalho.

Na última quarta-feira, 16/02, ocorreu a primeira reunião do grupo para apresentação dos integrantes e definição das próximas agendas. Uma delas, a da mudança da titularidade da coordenação do Programa Estadual de ISTs, HIV/Aids e Hepatites Virais, que passará a ser da FVSRCP, após aprovação da Comissão Intergestores Bipartite – CIB (instância colegiada que no âmbito do Sistema Único de Saúde pactua o processo de gestão nos níveis estadual e municipal, as estratégias de hierarquização e execução das ações e serviços).

A diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Adele Benzaken, destaca a importância desse momento de retomada mediante o impacto da pandemia de Covid-19 no avanço do número de óbitos e novos casos de HIV no Brasil, em especial no Amazonas. “Nos últimos dois anos, milhares de pessoas soropositivas abandonaram tratamento nos ambulatórios especializados, temendo a contaminação pelo novo coronavírus, muitos deixaram também de fazer o teste e o resultado é a tendência de aumento de novos casos e de óbitos”, explicou a médica sanitarista. O grupo condutor terá a função de garantir a efetividade das ações no Amazonas, com a participação de todos os integrantes na tomada de decisões e aplicação dos recursos.

O projeto, denominado “Fortalecimento da Política de IST/HIV/Aids e Hepatites Virais no Estado do Amazonas”, prevê a elaboração de estratégias de atuação em IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais no Estado do Amazonas através de ações de advocacy, reestruturação dos serviços e modelos de qualificação de profissionais. É consenso das instituições de pesquisa e saúde em todo o mundo que a diminuição de testagem para HIV/AIDS favorece um aumento na transmissão do vírus. Assim, as pessoas infectadas só acessam os serviços de saúde tardiamente, quando já se encontram gravemente adoecidas e com alto risco para o óbito. “É urgente que os serviços de saúde passem por uma reestruturação para uma resposta a essa pandemia silenciosa”, ressalta Adele.

O Amazonas historicamente possui uma taxa de infecção 83% superior à média brasileira. Com o cenário atual de crescimento dos casos de HIV/AIDS, o estado se torna um ponto de atenção importante. A ideia é que a partir da união da capilaridade dos serviços da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas e a expertise dos profissionais da Fiocruz Amazônia nos temas de enfrentamento às ISTs, HIV/AIDS e hepatites virais, além de planejamento, implementação e monitoramento das ações de resposta à infecção.

As entidades da sociedade civil representadas no grupo aplaudiram a iniciativa. Vanessa Campos, da Rede Nacional de Pessoas vivendo com HIV e Aids (RNP+), no Amazonas, destacou a importância da retomada do diálogo com o movimento social. “Os 40 anos de epidemia de HIV/Aids no Brasil e os esforços para que a política brasileira de HIV/Aids se tornasse referência para o Mundo foram colocados de lado nos últimos anos. A criação do Grupo Condutor de HIV/ Aids e Hepatites Virais do Amazonas demonstra a sensatez e boa vontade de retomar o diálogo com o movimento social na pauta do HIV, o que deixou de acontecer desde final de 2017”, afirmou.

Para Vanessa, vivendo há 32 anos com HIV, as conquistas obtidas até hoje pela política brasileira de prevenção e tratamento ao HIV/Aids foram fruto das demandas dos movimentos sociais, formados por pessoas atingidas pela epidemia e que estavam requerendo tratamento e uma estrutura que pudesse dar uma resposta a elas na sociedade. “Não é à toa que esse movimento continua lutando pela conquista dos direitos. É muito importante que o movimento social seja ouvido porque a construção dessas políticas é para essas vozes”, observou.

NO AMAZONAS

De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2021 do Amazonas, 14.248 casos de Aids foram registrados de 2010 a 2020, sendo 59,6% deles (8.498) notificados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dos casos de Aids registrados nesse período, 9.913 (69,6%) foram do sexo masculino e 4.324 (30,3%) do sexo feminino, sendo 11 (0,1%) registrados como ignorado. Foi observada a redução da taxa de detecção de Aids entre o sexo masculino nos anos de 2011, 2012, 2015, 2016 e 2017 e a elevação da mesma nos anos de 2018 a 2020. No sexo feminino foi observada a redução da taxa de detecção a partir de 2011. O Estado apresentou, no mesmo período, taxa de mortalidade por Aids maior que a do País.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Foto – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Programa Centelha 2 da Fapeam inscreve até 16/3

O Governo do Estado do Amazonas, por meio da Fundação De Amparo à Pesquisa do Estado Do Amazonas (FAPEAM), e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), no âmbito do Contrato de Descentralização de Recursos Destinados à Subvenção Econômica Nº 0.3.20.0274.00, recebe até 16/3, inscrições para o Programa Centelha 2 Amazonas.

O edital irá apoiar 50 propostas de inovação com até R$60 mil, por projeto, para a geração de empresas de base tecnológicas. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas em https://am2.programacentelha.com.br

Podem se inscrever no Programa Centelha 2, pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital, e faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões. Todos os requisitos estão especificados no Edital.

O Programa estimula o empreendedorismo inovador, a partir da transformação de ideias inovadoras em empreendimentos que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos estratégicos do Amazonas, por meio do investimento e capacitações para o desenvolvimento de produtos (bens e/ou serviços) ou de processos inovadores. A novidade desta edição são as Bolsas de Fomento Tecnológico Extensão Inovadora.

SELEÇÃO

As etapas de submissão, avaliação e seleção das propostas serão realizadas em três fases distintas e eliminatórias, sendo elas, Fase 1: Ideias Inovadoras; Fase 2: Projeto de Empreendimento e Fase 3: Projeto de Fomento. Durante as três fases de seleção, os proponentes receberão capacitações gratuitas online ou presenciais, a serem ministradas pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), com o intuito de alinhar alguns conceitos importantes, para aprimorar essas ideias e projetos.

Mais informações em: http://www.fapeam.am.gov.br/editais/edital-n-o-0142021-programa-nacional-de-apoio-a-geracao-de-empreendimentos-inovadores-programa-centelha-2/

ILMD/Fiocruz Amazônia

Pesquisadores da Fiocruz fazem alerta sobre PL que flexibiliza adoção de agrotóxicos no país

Pesquisadores do Grupo de Trabalho Agrotóxicos e Saúde, da Fiocruz, divulgaram, na segunda-feira (14/2), comunicado sobre o impacto na saúde pública da aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 6.299/2002. O PL flexibiliza as normas de adoção de agrotóxicos no país, permite o registro de novos agrotóxicos e concentra no Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento (Mapa) o poder de decisão sobre esses produtos, retirando atribuições de estados, municípios e dos ministérios da Saúde (MS) e do Meio-Ambiente (MMA). Para os pesquisadores do Grupo, o PL ainda fragiliza ações desempenhadas pelo SUS, como as de monitoramento e vigilância, e coloca sob responsabilidade exclusiva do Mapa a divulgação dos resultados sobre monitoramento. O PL foi aprovado em regime de urgência pela Câmara dos Deputados, na noite de 9 de fevereiro, e agora tramita no Senado Federal.

Em sete pontos, o comunicado manifesta preocupação quanto aos prejuízos para o ambiente e a saúde da população, e adverte para os danos aos processos de registro, monitoramento e controle de riscos. “A expertise acumulada ao longo de décadas de atuação nos permite afirmar que o PL irá impor graves retrocessos à sociedade, ampliando a contaminação ambiental e a exposição humana aos agrotóxicos, que podem se materializar em adoecimento e morte da população, em especial daqueles em maior situação de vulnerabilidade”, alerta o documento.

Confira a íntegra do comunicado.

Ciro Oiticica (Agência Fiocruz de Notícias)

Vice-presidência de Pesquisa da Fiocruz visita instalações do ILMD em Manaus

O vice-presidente de Pesquisas e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rodrigo Correia, cumpriu agenda de visitas e reuniões no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) / Fiocruz Amazônia, nesta terça-feira, 15/2, sendo recebido pela diretora Adele Benzaken e a vice-diretora de Pesquisa Stefanie Lopes. Na pauta, entre outros assuntos, a apresentação do Programa Inova da Fiocruz, que destinou recursos ao ILMD/ Fiocruz Amazônia para a implantação de laboratórios e ampliação das áreas de diagnóstico e pesquisa em Covid-19; a criação do Programa Inova Amazônia, em parceria com a Fiocruz Rondônia, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Estado de Rodônia (Fapero), voltada à criação de linhas de financiamento para projetos de inovação na Amazônia, além de projetos translacionais, rede de pesquisa, plataformas tecnológicas e biossegurança.

A comitiva, composta pelos assessores Carlos Eduardo Grault, Cosme Regly, Wim Degrave e Cassia Pereira, participou também de um encontro on-line com todos os pesquisadores do ILMD. Em seguida, percorreu as instalações para conhecer as novas estruturas da Fiocruz Amazônia, que cresceu com o aporte de recursos para a Covid-19, ganhando novos módulos e equipamentos. “Esse é um momento importante de conectividade e integração entre as unidades da Fiocruz e para nós uma grande satisfação receber a Vice-Presidência de Pesquisas no ILMD, que hoje tem uma nova realidade e deverá crescer ainda mais”, afirmou a diretora Adele Benzaken.

Antes do Amazonas, a comitiva esteve no Instituto Ageu Magalhães/Fiocruz Pernambuco, seguindo agora para Rondônia e à Fiocruz Bahia. A vice-diretora de Pesquisa do ILMD, Stefanie Lopes, explicou que a vinda ao Amazonas é um momento para demonstrar o crescimento do ILMD, não em números de pessoas, mas no incremento de pesquisas a partir da captação de recursos, além da apresentação de reformas previstas e o muito que ainda está por ser feito”, salientou. A visita terá continuidade nesta quarta-feira, 16/2, com reuniões presenciais das Plataformas Tecnológicas e da Comissão de Biossegurança do ILMD / Fiocruz Amazônia.

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ILMD/Fiocruz Amazônia

Foto – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia inicia programação do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Nesta sexta-feira, 11/2, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou a programação das comemorações do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, com uma live sobre os desafios e exemplos de superação de mulheres cientistas em atuação na Amazônia. Intitulada “Mulheres e Meninas na Ciência no Contexto Amazônico”, a live reuniu pesquisadoras e estudantes das áreas de Ciências Exatas, Sociais, Humanas e Biológicas, que fizeram relatos pessoais sobre suas trajetórias visando estimular o interesse de mulheres e meninas pela Ciência.

Mediada pela médica sanitarista, Adele Schwartz Benzaken, diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, a programação contou com apresentações das pesquisadoras Rosângela Aparecida Hilário, professora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e, membro do comitê executivo, da Rede Brasileira Mulheres Cientistas (RBMC); Fabíola Nakamura, pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e coordenadora do Projeto Cunhantã Digital; Priscila Aquino, coordenadora do Programa de Iniciação Científica (PIC/ ILMD Fiocruz Amazônia); e Cláudia Patrícia Araújo Crainey, aluna de Pós-Graduação da instituição.

“Gostaríamos de agradecer a resposta tão positiva desse grupo de mulheres e, dizer que esse é apenas um dos eventos programados para o ano de 2022. Esse movimento tem o objetivo de fortalecer o compromisso global de igualdade de diretos, entre homens e mulheres, principalmente do ponto de vista da educação e da ciência. Precisamos de mais mentes femininas na ciência, para que haja pluralidade de ideias”, destacou Adele Benzaken.

Durante a Live, a diretora lembrou também que, apesar de serem maioria tanto entre os colaboradores quanto os alunos matriculados nos programas de pós-graduação, as mulheres ainda têm um longo caminho a trilhar quando o assunto são os cargos de chefia. O ILMD/Fiocruz Amazônia possui atualmente um contingente feminino de 64% de mulheres, entre pesquisadores, bolsistas, terceirizados, prestadores de serviços, todas engajadas na força de trabalho do ILMD. No universo de alunos matriculados nos cursos de pós-gradução, esse percentual aumenta para 72% de mulheres.

Na oportunidade, Rosângela Hilário falou sobre os desafios encontrados por mulheres pretas e nortistas no ambiente acadêmico, desde a base escolar. “Ser uma mulher preta e do Norte na produção científica é um desafio muito grande. A vida de uma menina preta e pobre é marcada por esse lugar de onde existimos. A escola para nós, é mais uma tarefa, pois desde pequena somos educadas para cuidar dos outros, cuidar da casa, dos irmãos enquanto a mãe está fora. Isso faz com que nós sejamos cobradas na escola, a partir de um espaço que nós não temos para estudar”.

Entre as convidadas, Fabíola Nakamura, falou sobre as ações do Projeto Cunhantã Digital, que visa estimular o aumento do quantitativo feminino na área das ciências exatas, com foco em tecnologia e computação. “A área de tecnologia está com uma demanda cada vez mais crescente e, nós precisamos de mais diversidade nessa área. Se a gente quer fazer tecnologia para todos, precisamos de pessoas diferentes no desenvolvimento, não só como usuários de tecnologia”, explicou.

O projeto também visa fomentar o debate de gênero na academia e no mercado de trabalho tecnológico, contribuindo para a formação de profissionais mais engajadas tanto em busca da emancipação individual de cada mulher, quanto da consciência coletiva necessária à superação de preconceitos e tabus, desmistificando a visão tradicional de que as áreas tecnológicas são masculinas.

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Priscila Aquino, coordenadora do Programa de Iniciação Científica (PIC/ ILMD Fiocruz Amazônia), falou sobre a importância do incentivo à participação feminina no universo acadêmico e, destacou a crescente adesão de jovens pesquisadoras ao programa de iniciação científica, que em sua atual edição (2021-2022), conta com a participação de 32 mulheres e 11 homens.

“Cada vez mais há necessidade de termos mais mulheres e meninas inseridas na ciência. Isso passa por todo um estímulo, desde a educação básica. É importante que tenhamos mais políticas e ações de incentivo. Hoje, a gente vê um aumento no número de mulheres, bem como nos números de orientadoras, no programa de iniciação científica. Eventos como o de hoje, são oportunidades para a promoção do acesso à ciência, bem como para o tratamento igualitário e para a participação de mulheres e meninas na área”, pontuou.

Egressa do Programa de Iniciação Científica (PIC), do Curso de Mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e, atual doutoranda da Fiocruz Amazônia, Cláudia Patrícia Araújo Crainey, contou sua trajetória científica na Instituição, pontuando diversas etapas do processo acadêmico, aos quais teve de conciliar com a gravidez e nascimento do filho. Claudia destacou a importância do apoio recebido por outras pesquisadoras. “A ciência assim como a maternidade precisa de doação. Para fazer ciência a gente precisa de mulheres que apoiam outras mulheres”, enfatizou.

MOBILIZAÇÃO NAS REDES

A Fiocruz Amazônia, iniciou hoje, 11/2, em suas redes sociais, uma série de Posts, apresentando a biografia de pesquisadoras na Amazônia. A campanha tem como primeira homenageada, a pioneira Maria José von Paumgartten Deane, cientista brasileira, natural do estado do Pará, que junto ao marido (Leônidas), deu nome à unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Amazonas. A ação se estenderá até o dia 8/3, Dia internacional da Mulher.

INCENTIVO

A diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, participou na manhã desta sexta-feira, 11/2, do lançamento da Programação do Movimento Mulheres e Meninas na Ciência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O lançamento é parte da programação da instituição, que anunciou editais inéditos destinados às cientistas mulheres do Amazonas para este ano. 

A ação que marca o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado hoje, destina mais de R$4.567.200,00 para projetos de pesquisa a serem desenvolvidos por pesquisadoras do estado. Quarenta e um projetos serão apoiados por meio do Programa Mulheres das Águas/Fapeam que irá atender, exclusivamente, projetos de pesquisa aplicada, inovação ou de transferência tecnológica, coordenados por pesquisadoras no interior, e do Programa Kunhã- CT&I no Amazonas, que contempla propostas de todo o estado, e apoiará pesquisas, que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do estado.

As inscrições para os dois editais estão abertas, por meio do site www.fapeam.am.gov.br.

Clique aqui para acessar os novos editais

ILMD/Fiocruz Amazônia

Fotos: Ingrid Anne/ Fiocruz Amazônia

Mestrado Profissional em Saúde da Família prorroga inscrições

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prorrogam, até 14/3, as inscrições para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde). A capacitação visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família.

De acordo com o presente edital, as 237 (duzentas e trinta e sete) vagas oferecidas, serão distribuídas entre as instituições que fazem parte da rede ProfSaúde, divididas nas seguintes categorias: Enfermeiros (as), Médicos (as) e Odontólogos (as). Para o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), foram disponibilizadas seis vagas, correspondentes a candidatos dos estados do Amazonas e Amapá.

Confira o Edital AQUI.

SOBRE O PROFSAÚDE

O PROFSAUDE/MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC).

O PROFSAUDE/MPSF é uma estratégia de formação que visa atender à expansão da graduação e da pós-graduação no país, bem como à educação permanente de profissionais de saúde, com base na consolidação de conhecimentos relacionados à Atenção Primária em Saúde (APS), à Gestão em Saúde e à Educação.

O curso é oferecido na modalidade EaD, abrangendo 09 (nove) encontros síncronos (presenciais ou virtuais, a depender do contexto epidemiológico) e atividades desenvolvidas a distância no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do PROFSAUDE/ MPSF são denominadas instituições associadas e são responsáveis pela execução do curso localmente.

ASCOM – ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Live reúne pesquisadoras para abordar desafios das mulheres na Ciência

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11/2, o ILMD-Fiocruz Amazônia realiza a live “Mulheres e Meninas na Ciência no Contexto Amazônico”. A Fiocruz Amazônia é uma das unidades da Fiocruz no Brasil a realizar atividades comemorativas, abordando a presença das mulheres e meninas na ciência. A live contará com palestras de pesquisadoras e estudantes de distintas frentes de atuação na pesquisa científica. A transmissão ocorrerá no dia 11/2, às 14h, por meio do Canal do ILMD/ Fiocruz Amazônia, no YouTube.

O evento terá mediação da médica sanitarista Adele Benzaken, diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia e, contará com apresentações das pesquisadoras Rosângela Aparecida Hilário, professora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e, membro do comitê executivo da Rede Brasileira Mulheres Cientistas (RBMC); Fabiola Nakamura, pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, coordenadora projeto Cunhantã Digital; Priscila Aquino, coordenadora do Programa de Iniciação Científica (PIC/ ILMD Fiocruz Amazônia); e Cláudia Patrícia Araújo Crainey,  aluna de pós-graduação do ILMD-Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia

Arte – Mackesy Pinheiro / ILMD/Fiocruz Amazônia

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência terá programação na Fiocruz Amazônia

Comprometido com a promoção da equidade de gênero na Ciência, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos na Agenda 2030, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) preparou uma programação, que ocorrerá ao longo deste ano, para comemorar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11/2), Dia Internacional da Mulher (8/03) e Semana Nacional de Ciência & Tecnologia. As atividades serão viabilizadas por meio do  Projeto  “Meninas e Mulheres Amazônidas na Ciência: Resgatando o passado para inspirar o futuro”, aprovado na Chamada Interna da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Mais Meninas na Fiocruz 2022, que visa dar acesso e assegurar a participação plena e igualitária de mulheres e meninas na ciência e tecnologia.

Como primeira atividade será realizada virtualmente, seguindo as normas sanitárias devido à pandemia da Covid-19, a live  Mulheres e Meninas na Ciência no Contexto da Amazônia, que abordaráa presença das mulheres e meninas na ciência, no contexto amazônico, com palestras de pesquisadoras e estudantes de diferentes idades, sobre suas distintas frentes de atuação na pesquisa científica. A transmissão ocorrerá no dia 11/2, às 14h, no Canal do You Tube do ILMD Fiocruz Amazônia. Além disso, a Fiocruz Amazônia realizará uma campanha de mobilização virtual nas redes sociais, em prol do protagonismo de pesquisadoras da unidade.

A live terá mediação da médica sanitarista, Adele Schwartz Benzaken, diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia e, contará com apresentações da pesquisadora Rosângela Aparecida Hilário, professora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e, membro do comitê executivo, da Rede Brasileira Mulheres Cientistas (RBMC); Fabíola Nakamura, pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e coordenadora do Projeto Cunhantã Digital; Priscila Aquino, coordenadora do Programa de Iniciação Científica (PIC/ ILMD Fiocruz Amazônia); e Cláudia Patrícia Araújo Crainey, aluna de Pós-Graduação  da instituição.

Adele Benzaken destaca a importância da data como um referencial de inspiração para as mulheres. “O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela ONU com o objetivo de honrar as mulheres que contribuíram e se destacaram na Ciência e para inspirar e engajar meninas a seguirem nesta área. O ILMD/Fiocruz Amazônia, assim como toda a comunidade Fiocruz brasileira, não poderia deixar de realizar atividades que relembrem da dificuldade das mulheres, principalmente as amazônicas, de vencer inúmeros preconceitos e barreiras estruturais para ocupar postos e ter status de cientistas”, afirmou.

A médica ressalta que no ILMD/ Fiocruz Amazônia, há uma maioria feminina significativa. “Temos um contingente feminino na instituição de 64% de mulheres, entre pesquisadores, bolsistas, terceirizados, prestadores de serviços, todas engajadas na força de trabalho do ILMD. No universo de alunos matriculados, esse percentual aumenta para 72% de mulheres nos cursos de pós-gradução”, observa.

O objetivo do projeto é promover a inserção de mais meninas e mulheres na carreira científica, por meio da oferta de atividades de comunicação e popularização da ciência de forma criativa e lúdica, com a finalidade de levar ao público, o conhecimento produzido pela Instituição, com enfoque na carreira de mulheres no contexto da Amazônia. Os resultados serão apresentados durante a Semana Nacional de Ciência & Tecnologia (SNCT) em outubro.

“A ideia é dar visibilidade para essa temática, além de discutir e estimular a participação de mais meninas na ciência. É importante que a gente consiga mostrar que o mundo feminino está presente na ciência e, às vezes somos subrepresentadas nas entrevistas, nas ações, nos fomentos. A gente sabe das dificuldades de meninas e mulheres traçarem esse caminho, diante de uma sociedade machista. Mulheres usualmente vão ficar grávidas, esse período é um momento de dedicação aos filhos, também são elas que carregam as tarefas domésticas e, isso faz com que tenhamos múltiplas tarefas, não nos tornando bem quistas no ambiente acadêmico, que é bastante competitivo”, explicou Stefanie Lopes, coordenadora do projeto e vice-diretora de Pesquisa do ILMD.

MOBILIZAÇÃO NAS REDES

No dia 11/2, o ILMD/ Fiocruz Amazônia, iniciará em suas redes sociais, uma série de Posts, apresentando a biografia de pesquisadoras na Amazônia. A campanha terá como primeira homenageada, a pioneira Maria José von Paumgartten Deane, cientista brasileira, natural do estado do Pará, que junto ao marido (Leônidas), deu nome à unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Amazonas.

Uma das mais importantes descobertas da pesquisadora Maria Deane foi registrada em 1984, quando atuava como chefe do então Departamento de Protozoologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). O estudo descreve pela primeira vez o duplo ciclo de multiplicação do agente etiológico da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi, no gambá, reservatório mais antigo do parasito. Os resultados esclarecem a dinâmica de transmissão oral do parasito por este animal e, representam contribuição fundamental para a compreensão da epidemiologia da doença em áreas livres de barbeiros domiciliados.

A campanha se estenderá até o dia 8/3, Dia internacional da Mulher, com a apresentação da biografia de Adele Schwartz Benzaken, médica sanitarista, responsável pela instalação do primeiro ambulatório de DST do Amazonas. Atualmente diretora da Fiocruz Amazônia, Adele foi também diretora da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, oficial do Programa das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids/Brasil) e diretora do Departamento de IST/HIV/Aids da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Tem como marca registrada o olhar sobre as pessoas e as políticas públicas de saúde que possam promover a melhoria da qualidade de vida sobretudo das populações mais vulnerabilizadas

SIMBOLOGIA DA DATA

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro, foi instituído em 2015 pela Assembleia das Nações Unidas e passou a integrar o calendário de eventos do ILMD/ Fiocruz Amazônia, em 2019. Sob a liderança da Unesco e da ONU Mulheres, o evento acontece em diversos países, com atividades que visam dar visibilidade ao papel e às contribuições fundamentais das mulheres nas áreas de pesquisa científica e tecnológica.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos: Ingrid Anne/ Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia divulga classificação final do processo seletivo para ingresso no mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado final da Chamada Pública Nº 012/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia ultrapassa a marca de 5 mil genomas do SARS-CoV-2 disponibilizados para a comunidade científica

O Amazonas é o segundo estado brasileiro em número de genomas do SARS-CoV-2 sequenciados a partir de exames positivos para Covid-19 (http://www.genomahcov.fiocruz.br/dashboard/#). Todos os dados estão disponíveis no banco de dados público ligado a Organização Mundial de Saúde (OMS) (www.gisaid.org).  Ao todo, já foram mais de 5 mil genomas depositados, de acordo com o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Felipe Naveca.

“Das mais de 5 mil amostras sequenciadas e depositadas pela equipe do ILMD, 85% são do Amazonas e os outros 15% são de Roraima e Rondônia. Desde agosto de 2021 sequenciamos mais de 5% de todos os casos positivos do Amazonas, superando o recomendado pela OMS””, informa.

Desde de 2020, o ILMD/Fiocruz Amazônia vem realizando a vigilância genômica no Amazonas. O trabalho é de fundamental importância para identificar a circulação da linhagem do vírus e suas mutações, conforme recomendado pela OMS. O ILMD/Fiocruz Amazônia faz parte da rede de vigilância genômica da Fiocruz, e trabalha em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), recebendo amostras do Laboratório Central do Amazonas (Lacen/AM), além dos estados de Rondônia, Roraima e Mato Grosso do Sul, e no final de janeiro começou a receber do Acre. 

Relatórios de sequenciamento genômico elaborados pelo ILMD/ Fiocruz Amazônia, ao longo de janeiro, atestaram o avanço da variante Ômicron, como dominante no Amazonas. A partir da análise de 1.260 amostras do Estado do Amazonas, coletadas pela FVS-RCP, entre o final de dezembro e a primeira quinzena de janeiro, a variante Ômicron foi identificada em 95% dos genomas sequenciados.

Pesquisador do laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (ILMD/ Fiocruz Amazônia) e do laboratório de Flavivírus – laboratório de Referência Regional para Arbovírus (IOC/Fiocruz RJ), Felipe Naveca, coordena os trabalhos de sequenciamento genético em Manaus, e destaca que os resultados desse trabalho são decisivos para afirmar a predominância de determinada variante e o reforço às medidas sanitárias necessárias para conter o avanço da doença.

“Importantíssimo que as pessoas se vacinem, tomem todas as doses necessárias, seja segunda, terceira ou quantas forem preconizadas pelos órgãos de saúde e também seguir os protocolos sanitários. É importante continuar usando máscara principalmente em ambientes fechados, a lavagem das mãos periodicamente com água e sabão ou na falta usar o álcool em gel. Evitar aglomerações, manter os ambientes sempre o mais ventilado possível”, comenta.  

Ele ressalta que a prevenção contra qualquer variante, seja Delta, Gama, Ômicron, continua sendo a mesma, vacinação e manutenção das medidas sanitárias já conhecidas.

“No momento em que você tem uma variante mais transmissível circulando o cenário que acontece é exatamente esse que estamos vendo agora. Existe uma hipótese de que a Ômicron seria o possível fim da pandemia, mas eu prefiro pensar no fim da pandemia com o maior avanço da vacinação e não porque uma variante esgotou toda a população que poderia ser infectada, até porque estamos vendo sucessivos casos de reinfecção, então isso precisa ser levado em consideração”, pontua.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, defende a vacinação sem desigualdades como a fórmula mais eficaz de resposta mundial à pandemia. “Vacinar, vacinar e vacinar. Vamos vacinar o nosso mundo, sem desigualdades”, adiantou, destacando, no caso do Brasil, a importância dos esforços da Fiocruz na produção de imunizantes para segurança sanitária dos brasileiros.

Sequenciamento

A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Valdinete Alves do Nascimento, explica que no Amazonas, “tudo que é positivo para Sars-CoV-2 no Lacen-AM é passível de ser sequenciado aqui no instituto”. No Lacen é realizada a maior parte do diagnóstico de casos do Amazonas, e aqui (ILMD) fazemos o sequenciamento genético e identificamos qual a linhagem do vírus que está circulando, se é Ômicron, se é Delta, se é alguma nova variante, se já tem mais mutações”, explica Valdinete, que integra a equipe de oito pessoas responsáveis pelo trabalho de vigilância genômica.

“Com a melhoria da infraestrutura local desde 2020 e o financiamento de diversas agências como a Fapeam, CNPq, DECIT/MS, AHF e Opas, além de empresas privadas como a Vivo e a 99 Tecnologia, estão sendo analisadas mais de 700 amostras semanalmente”, informa Naveca.

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ILMD/Fiocruz Amazônia

Fotos – Ingrid Anne / ILMD/Fiocruz Amazônia e Arquivo ILMD/Fiocruz Amazônia

PPGBIO-Interação divulga resultado final da prova oral

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado final da 3ª etapa (prova oral) da Chamada Pública Nº 012/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Dia da Visibilidade Trans é marcado pelo lançamento de vídeos de prevenção apresentados pelas mulheres trans e travestis

O lançamento dos vídeos do projeto TransOdara – “Estudo de prevalência da sífilis e outras ISTs entre travestis e mulheres transexuais no Brasil: cuidado e prevenção, marcou a realização do “Encontro Amazonense de Visibilidade Trans – Direito e Respeito: Uma questão de saúde”, em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado no sábado, 29/01.

O evento, realizado na última sexta-feira, 28, por via remota, transmitido do auditório Canoas, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), foi mediado pela médica sanitarista, Adele Benzaken, diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia.

“O ILMD/ Fiocruz Amazônia não poderia deixar de registrar esse dia, por sua importância quanto a questão do reconhecimento dos direitos humanos das pessoas Trans e, lutar contra atitudes sociais discriminatórias e leis punitivas, além de dar melhor acesso às pessoas trans, aos serviços de saúde”, destacou Adele Benzaken.

A série de cinco vídeos do projeto TransOdara – “Estudo de prevalência da sífilis e outras ISTs entre travestis e mulheres transexuais no Brasil: cuidado e prevenção, marcou o encerramento do projeto, que realizou ações de testagem, diagnóstico e tratamento para um universo de 340 mulheres trans de Manaus. Protagonizados por Maya Alvarenga, Victoria Almeida, Joyce Gomes, Vallery Souza e Jade Saraiva, os vídeos trazem mensagens educativas sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e o HIV.

“Sempre trabalhei em projetos sociais, ajudando na divulgação de políticas públicas para pessoas trans e travestis, dentro da minha própria comunidade. O TransOdara foi um deles, onde tive a honra de ter participado como entrevistadora”, relatou a ativista, Maya Alvarenga.

Assista aos vídeos em nosso canal:

Projeto TransOdara – Previna-se contra o HIV

https://youtu.be/fOLqZ8Pq4ng

Projeto TransOdara – Terapia hormonal só com médico

https://youtu.be/k7byKUmfP-A

Projeto TransOdara – Prevenção é fundamental

https://youtu.be/Sec3mpoHw6o

Projeto TransOdara – Viver bem sem sífilis

https://youtu.be/HYBbvDnUXe4

Projeto TransOdara – Se proteger é muito melhor

https://youtu.be/pDoH-OuQqe0

O projeto visa construir uma rede de pesquisa, para verificar a prevalência de sífilis e de outras ISTs, além de compreender os significados atribuídos a essas doenças em travestis e mulheres trans. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa e qualitativa, realizado entre os anos de 2019 e 2021, nas capitais das cinco macrorregiões do Brasil: São Paulo (SP – região Sudeste), Campo Grande (MS – região Centro-Oeste), Manaus (AM – região Norte), Porto Alegre (RS – região Sul) e Salvador (BA – região Nordeste).

Conforme a pesquisadora Rita Bacuri, que coordenou a pesquisa em Manaus, a realização do projeto só foi possível devido ao apoio solidário das instituições locais e o empenho da equipe executiva formada por diferentes profissionais da saúde. Também agradeceu com ênfase a participação das mulheres trans e das travestis: “sem elas nada teria acontecido. A coragem e o compromisso dessas pessoas fizeram toda a diferença em plena pandemia,” disse Bacuri.

Em Manaus, o TransOdara foi realizado no ambulatório de Diversidade Sexual da unidade de saúde Policlínica Codajás, localizada no bairro Cachoeirinha, zona Sul, e ultrapassou a meta inicial de atendimento. Foram oferecidos os serviços de consulta médica, exames ginecológicos, ultrassonografia, mamografia, exames laboratoriais, vacinas e testagem para o vírus HIV e outras ISTs, todos de maneira gratuita.

VIOLÊNCIA

Presente ao evento, a presidente da Associação de Travestis Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram), Mirna Lysa Campos, avaliou a importância de reflexões acerca da realidade de violência vivida pela população trans.

“Nesse momento em que a gente está vivendo o dia da Visibilidade Trans, não temos nada para festejar, pois continuamos sendo pessoas vulneráveis, continuamos sendo violentadas pela sociedade e, ainda somos vistas como pessoas marginalizadas, que estão prejudicando a família tradicional brasileira. Estamos cansadas de saber, que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo”.

Estiveram presentes virtualmente a subsecretária municipal de Políticas Afirmativas para as Mulheres e Direitos Humanos da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Graça Prola; o defensor público, Roger Moreira de Queiroz; a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB-AM), Aldenize Magalhães Aufiero; e a deputada estadual, Joana Darc.

DA INVISIBILIDADE AO PROTAGONISMO

A programação do encontro contou com as palestras “Vida familiar, social e profissional de uma pessoa trans: da invisibilidade ao protagonismo”, ministrada por Jacqueline Côrtes, ativista em vários movimentos sociais Aids e LGBTQIA+ ; “PrEP: caminhos, desafios e estimativas”, que teve como convidada, Biancka Fernandes, pesquisadora no Instituto Nacional de Infectologia (INI-Fiocruz), e que também atua no Comitê de Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, trabalhando com pesquisa clínica, informações e prevenção ao HIV-Aids.

“A gente está falando em visibilidade trans. Uma das formas de contribuir, para além de todas que já foram citadas, é visibilizar o compromisso com essas questões politicamente, socialmente, culturalmente, institucionalmente, na esfera familiar, ou seja, institucionalizar o seu compromisso individual”, enfatizou Jacqueline.

ASSISTA NA ÍNTEGRA

O Encontro contou com o apoio do Comitê de Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A íntegra do evento e os vídeos do TransOdara, podem ser assistidos pelo canal da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz – Sindicato Nacional (Asfoc-SN), no YouTube, e no site e nas redes sociais do ILMD-Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Foto – Divulgação – ILMD/ Fiocruz Amazônia

Pesquisador do ILMD Fiocruz Amazônia participa de live sobre a terceira onda da Covid-19 em Manaus

O pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Felipe Naveca, participa nesta quarta-feira, 2/2, às 20h (horário de Brasília), de uma live, no portal da Ciência, iniciativa de Divulgação Científica ligada ao grupo de pesquisa Trokano, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O tema abordado será “A 3ª onda de Covid em Manaus”, incluindo ainda, os tópicos da variante Ômicron e a vacinação de crianças.

Pioneiro em sequenciar o DNA do novo coronavírus no Norte do país, Naveca também é coordenador de um importante estudo que desvendou novas linhagens circulando no Brasil.

Conforme o líder do grupo de pesquisa Trokano, Allan Soljenítsin, o principal objetivo da live é informar às pessoas com dados científicos, sobre a nova variante Ômicron e quais são os prognósticos para a evolução da pandemia no Amazonas e no Brasil.

“Popularizar o conhecimento científico a respeito da doença, da pandemia, do vírus, da variante, para que as pessoas possam dessa forma, se proteger melhor e tomar decisões esclarecidas diante da pandemia”, destacou.

Conforme Allan, o portal vem realizando lives desde 2020 e a programação será continuada em 2022, de forma mais sistemática, pelo menos duas vezes por mês, abordando temas de interesse da sociedade relacionados com a ciência.

O Portal da Ciência é desenvolvido por docentes e discentes do curso de Jornalismo e Relações Públicas da Faculdade e Informação e Comunicação (FIC) da Ufam.

A live será transmitida de pelo canal do Portal da Ciência no YouTube, no endereço https://youtu.be/g2ieSrgj8rI e na página do Facebook, pelo link https://www.facebook.com/portaldaciencia.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, com informações do Portal da Ciência

Divulgado resultado preliminar da 3ª etapa do processo seletivo para curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado preliminar da 3ª etapa (prova oral) da Chamada Pública Nº 012/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza live sobre aspectos sanitários legais e educacionais da vacinação contra a Covid-19, em crianças no Brasil

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP), promove na próxima quinta-feira, 27/1, às 14h, a live “Aspectos sanitários, legais e educacionais da vacinação contra a Covid-19 em crianças no Brasil”, sob organização do epidemiologista, Jesem Orellana. A atividade visa promover uma discussão que integre diferentes aspectos e desafios da vacinação contra a COVID-19 em crianças no país, em especial os de caráter sanitário, legal e educacional.

O debate terá como mediador o epidemiologista, Fernando Herkrath, Pesquisador em Saúde Pública do ILMD/ Fiocruz Amazônia. A organização pretende alcançar a comunidade da Fiocruz Amazônia, além de diferentes atores da sociedade, desde cidadãos comuns, bem como tomadores de decisão no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e do setor da educação, dentro e fora do estado do Amazonas, seja pelo envolvimento direto e, em tempo real dos interessados, ou posteriormente, após divulgação pública e gratuita do conteúdo do evento, em diferentes plataformas digitais.

Em atendimento às normas sanitárias vigentes, o evento ocorrerá virtualmente e, terá transmissão feita pelo canal da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz – Sindicato Nacional (Asfoc-SN), no YouTube. A abertura das atividades será feita pela médica sanitarista, Adele Benzaken, diretora da Fiocruz Amazônia.

Na ocasião, Raphael Mendonça Guimarães, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública e do Observatório Covid-19/Fiocruz, abordará o tema “O mito e o discurso sobre a Covid-19 em crianças”; A secretária geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e, Vice-Presidenta da Internacional da Educação da América Latina (IEAL), professora Fátima Silva, discutirá “Segurança e eficácia das vacinas contra a Covid-19 em crianças e os efeitos esperados para a proteção coletiva”.

A epidemiologista, Carla Magda Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) fará uma apresentação sobre “A importância da vacinação nas crianças em idade escolar para prevenir adoecimento e morte evitável”; Solange Dourado de Andrade, Membro do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), abordará a temática “Segurança e eficácia das vacinas contra a Covid-19 em crianças e os efeitos esperados para a proteção coletiva”; Samara Mariana de Castro, membro do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), irá trazer para a discussão os “Aspectos legais da vacinação nas crianças em idade escolar no Brasil na pandemia de COVID-19”.

Durante a programação, os pesquisadores pretendem reforçar importantes recomendações científicas, validadas e amplamente recomendadas por diferentes organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), no que diz respeito a vacinação contra a COVID-19, em especial seus efeitos diretos (específicos) e indiretos (na coletividade) esperados, tendo como pano de fundo o atual cenário epidemiológico, aspectos legais e educacionais.

“Em mais um permanente exercício da missão secular da Fiocruz que é de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do SUS, esperamos contribuir à valorização ainda maior das vacinas ao controle da epidemia de COVID-19, integrando nesta discussão ampliada, não apenas trabalhadores de saúde, cientistas e gestores da saúde, mas também atores chave da sociedade como àqueles ligados ao direito sanitário e à educação, fortemente impactada com o fechamento  das escolas, sobretudo em 2020 e 2021”, adiantou Jesem Orellana.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza evento pelo mês da Visibilidade Trans

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove no dia (28/1), às 9h, o “Encontro Amazonense de Visibilidade Trans – Direito e Respeito: Uma questão de saúde”, em alusão ao mês em que é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Trans (29/1). O evento reforça a necessidade de respeito ao movimento trans e a importância da promoção de cidadania entre mulheres e homens travestis e transexuais.

O encontro contará com a participação de representantes da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram) e, Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc).

Em atendimento às normas sanitárias vigentes, o evento ocorrerá virtualmente e, terá transmissão feita pelo canal da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz – Sindicato Nacional (Asfoc-SN), no YouTube. A atividade reafirma o compromisso do ILMD/ Fiocruz Amazônia com a diversidade, como um valor fundamental ao conceito ampliado de saúde, em consonância com as ações e diretrizes do Comitê de Pró-Equidade de Gênero e Raça, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O evento terá mediação de Adele Benzaken, diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia e, contará com as palestras “Vida familiar, social e profissional de uma pessoa trans: da invisibilidade ao protagonismo”, a ser ministrada por Jacqueline Côrtes, ativista em vários movimentos sociais Aids e LGBTQIA+ ; “PrEP: caminhos, desafios e estimativas”, a ser proferida por Biancka Fernandes, pesquisadora no Instituto Nacional de Infectologia (INI-Fiocruz), além de atuar no Comitê Pro-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, trabalhando com pesquisa clínica, informações e prevenção ao HIV-Aids, realizando jornadas formativas na Fiocruz.

“A finalidade do encontro, como já indica o próprio nome, é dar visibilidade a essa parcela da população, ainda hoje vulnerabilizada pela sua condição, e valorizar a data, 29 de janeiro, criada em 2004 como forma de exigir respeito, vez e voz a essas pessoas, ainda hoje vítimas de discriminação e crimes de ódios”, explica Adele Benzaken.

Na oportunidade, a pesquisadora Rita Suely Bacuri, tecnologista em Saúde Pública do ILMD/Fiocruz Amazônia, apresentará os resultados do projeto TransOdara – “Estudo de prevalência da sífilis e outras ISTs entre travestis e mulheres transexuais no Brasil: cuidado e prevenção – Um olhar sobre Manaus”. Durante a programação, serão lançados vídeos que são resultado do projeto, protagonizados por mulheres transexuais, participantes da pesquisa.

SOBRE O PROJETO

Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa e qualitativa, realizado entre os anos de 2019 e 2020, nas capitais das cinco macrorregiões do Brasil: São Paulo (SP – região Sudeste), Campo Grande (MS – região Centro-Oeste), Manaus (AM – região Norte), Porto Alegre (RS – região Sul) e Salvador (BA – região Nordeste).

Com o objetivo de construir uma rede de pesquisa, para verificar a prevalência de sífilis e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além de compreender os significados atribuídos a essas doenças em travestis e mulheres trans (TrMT), o projeto é fruto da parceria entre o governo do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Em Manaus, o TransOdara foi realizado no ambulatório de Diversidade Sexual da unidade de saúde Policlínica Codajás, localizada no bairro Cachoeirinha, zona Sul, e ultrapassou a meta inicial de atendimento. Foram oferecidos os serviços de consulta médica, exames ginecológicos, ultrassonografia, mamografia, exames laboratoriais, vacinas e testagem para o vírus HIV e outras ISTs, todos de maneira gratuita.

“O projeto TransOdara, possibilitou o desenvolvimento de uma política pública de saúde, voltada para essa parcela da população, com ações de diagnóstico e tratamento humanizado para mais de 300 mulheres trans em Manaus. Na oportunidade do encontro, faremos um apanhado sobre esse trabalho e lançaremos uma série de vídeos com depoimentos de mulheres trans sobre suas vidas e sobre os direitos à saúde”, ressalta a diretora da Fiocruz Amazónia, Adele Benzaken.

DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS

O dia 29/1, no Brasil, é uma data destinada a promover reflexão e conscientização a respeito da cidadania de pessoas trans. Desde 2004, o Dia da Visibilidade Trans integra o calendário brasileiro. A data rememora o lançamento oficial da campanha “Travesti e Respeito”, que ficou marcado pela entrada de 27 travestis e transexuais no Congresso Nacional.

A campanha “Travesti e Respeito” visava reforçar atitudes de inclusão social a esse segmento da população, buscando conscientizar escolas, serviços de saúde e a comunidade em geral sobre vulnerabilidade implicada a essa população pelo preconceito e pela violência. A iniciativa foi elaborada em conjunto pelo Ministério da Saúde e por importantes lideranças do movimento trans da época, como Fernanda Benvenutty, Jovana Baby, Kátia Tapety e Keila Simpson.

O termo trans corresponde à letra T da sigla LGBTQIA+, abrangendo as pessoas transexuais (homens e mulheres trans), travestis e não-binárias (que não se reconhecem como homens e nem como mulheres, e sim num lugar intermediário entre gêneros).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos – Ingrid Anne / Divulgação – ILMD/ Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia promove live com orientações sobre covid-19 no ambiente de trabalho

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou nesta quinta-feira, 20/1, a live “Covid-19 e o ambiente de trabalho”, que teve como palestrante o médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical, Marcus Vinicius Lacerda, especialista em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia. A atividade visa compartilhar orientações importantes sobre cuidados necessários para a diminuição dos riscos de infecção no ambiente de trabalho por covid-19.

Mediada pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, a live contou com a participação e audiência dos colaboradores, pesquisadores, bolsistas e técnicos da Fiocruz Amazônia e, de instituições parcerias, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). O debate reuniu aproximadamente 140 participantes.

“A live teve uma boa participação e foi uma oportunidade de reforçar mensagens educativas importantes, relativas aos cuidados que se deve ter em relação à Covid-19, possibilitando inclusive a troca de experiências entre os públicos internos dos três órgãos participantes. A intenção da Fiocruz Amazônia é realizar novas lives com nossos especialistas, falando sobre as variantes e o que eles estão pesquisando”, avaliou a diretora.

Assista na íntegra AQUI.

Na oportunidade, além de repassar recomendações sobre cuidados para redução no risco de infecção, o pesquisador abordou temas como: Vacinação de crianças e jovens, importância da dose de reforço, período de isolamento, transmissibilidade e letalidade da variante Ômicron, bem como outras medidas sanitárias, como uso correto de máscaras, distanciamento físico e higienização das mãos, que precisam ser combinados à vacinação contra a Covid-19.

O encontro possibilitou ainda aos participantes, esclarecer dúvidas, respondidas pelo pesquisador. “A ideia dessa conversa hoje é tentar, de uma forma mais global, espalhar um pouco mais de notícias confiáveis, para que vocês possam entender o que está acontecendo, e a gente entenda esse novo momento da pandemia, sem desespero”, explicou Lacerda.

SOBRE O ESPECIALISTA

Médico graduado pela Universidade de Brasília, Marcus Vinícius Lacerda é especialista em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) (2002) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília.

É Médico da FMT-HVD e Especialista em Saúde Pública do ILMD/Fiocruz Amazônia. Professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas e professor adjunto da University of Texas Medical Branch (UTMB), Lacerda coordena desde 2017 o Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, em Manaus.

Já orientou mais de 50 estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, e tem mais de 350 publicações científicas. É pesquisador 1C do CNPq e editor da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, PLoS Neglected Diseases e Frontiers Tropical Medicine.

Seus principais focos de pesquisa são: malária, HIV, arboviroses e outras doenças emergentes.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Vacinação contra a Covid-19 no Brasil completa um ano

O dia 17 de janeiro marca um ano do início da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. A data, sinônimo de esperança, representa o primeiro passo dado em direção ao fim da pandemia do novo coronavírus, visto que as vacinas têm se demonstrado primordiais para a diminuição do número de casos graves e de óbitos da doença. Desde então, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 302,5 milhões de doses foram aplicadas, representando 89,3% da população brasileira elegível imunizada com a 1ª dose e 74,1% completamente vacinada.

Reforçando seu compromisso de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e com o objetivo de viabilizar o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, a Fiocruz, por meio de Bio-Manguinhos, foi designada, ainda no início da pandemia, como a instituição capacitada para avaliar as vacinas em desenvolvimento. O Instituto criou um grupo de prospecção, que avaliou diversos projetos a partir de critérios tecnológicos (como a tecnologia envolvida e aderência à estrutura fabril já disponível), científicos (incluindo o estágio de desenvolvimento), econômicos e clínicos.

Após essas análises, foi assinado um acordo de Encomenda Tecnológica (Etec) com a AstraZeneca, em setembro de 2020, para a realização do processamento final do imunizante em Bio-Manguinhos, a partir do recebimento do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado, contemplando as etapas de formulação, envase, rotulagem, revisão, embalagem e controle de qualidade. A rápida absorção do processo só foi possível por conta da equipe capacitada e da estrutura fabril já existentes no Instituto.

Ainda em janeiro de 2021, a Fiocruz importou, junto ao Instituto Serum, da Índia, doses prontas da vacina Covid-19 (recombinante), com o objetivo de otimizar o fornecimento de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS). Em fevereiro a instituição começou a receber as remessas de IFA importado e já em março iniciou as entregas regulares das doses processadas em Bio-Manguinhos ao Ministério da Saúde.  Até o momento, a Fiocruz disponibilizou mais de 153 milhões de doses da vacina Covid-19 (recombinante).

Em paralelo, o Instituto fez as adequações necessárias em suas instalações para a incorporação da produção nacional do IFA, de modo a se tornar autossuficiente em todas as fases do processo. O contrato de Transferência de Tecnologia com a AstraZeneca foi assinado em junho de 2021 e, em julho, foi iniciada a produção do insumo em Bio-Manguinhos. O Instituto já possui mais de 21 milhões de doses de IFA produzido localmente, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade. As primeiras doses nacionais já se seguem em descongelamento e processamento final (composto pelas etapas de formulação, envase, revisão, rotulagem e embalagem) para, em seguida, passarem pelo controle de qualidade, conforme já ocorre com as vacinas produzidas a partir do IFA importado. A previsão é de que as entregas do imunizante nacional comecem em fevereiro.

Por conta do cenário pandêmico, todo o processo de absorção tecnológica foi realizado em tempo recorde, visto que tramites nos mesmos moldes costuma levar 10 anos pare serem concluídos. A iniciativa irá viabilizar a autossuficiência produtiva, contribuindo com a soberania nacional na produção e no fornecimento desse imunobiológicos.

Além disso, durante todo o último ano, mesmo com a intensificação da produção por conta da vacina Covid-19, Bio-Manguinhos manteve seus compromissos, produzindo e entregando os demais produtos de seu portfólio. Para tal, o Instituto teve que redobrar os seus esforços, visto que nos últimos anos forneceu em torno de 120 milhões de doses de vacinas e que, apenas em 2021, com a inclusão do novo imunizante, esse número praticamente dobrou, chegando à marca de 234 milhões de doses e mantendo a rede abastecida com as demais vacinas.

AUMENTO DA COBERTURA VACINAL

Após especialistas em imunização e vigilância em saúde de diferentes instituições governamentais e não governamentais apontarem uma queda progressiva da cobertura vacinal no país, a Fiocruz, por meio de Bio-Manguinhos, lançou um projeto em parceria com a Secretaria de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), visando a Reconquista das Altas Coberturas Vacinais. A iniciativa conta com um protocolo de intenções para alcançar este objetivo, assinado entre ambas as instituições.

Coordenado pelo Instituto, devido à sua trajetória não apenas no fornecimento de produtos para o SUS, mas na busca de soluções para o presente e o futuro da saúde pública, o projeto trabalha na construção de uma rede de colaboração interinstitucional, envolvendo atores nacionais e internacionais dos setores governamental, não governamental e privado, em torno da melhoria da cobertura vacinal brasileira.

Estão sendo implementadas ações de apoio estratégico ao PNI para reverter a trajetória de queda nas coberturas vacinais dos Calendários Nacionais de Vacinação – da Criança, do Adolescente, do Adulto e ldoso, da Gestante e dos Povos Indígenas e, assim, assegurar o controle de doenças imunopreveníveis como o sarampo, a poliomielite, a gripe, o câncer de colo do útero, meningites e todas as outras cujas vacinas são disponibilizadas gratuitamente para a população, nos postos de saúde.

Bio-Manguinhos/Fiocruz
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Covid-19: IFF/Fiocruz divulga resultados do estudo VacinaKids

Mais de 80% dos pais querem vacinar os filhos contra a Covid-19, esse foi o resultado do estudo VacinaKids, promovido, entre 17/11 e 14/12/2021, pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O questionário on-line teve como objetivo avaliar a intenção de pais ou responsáveis por crianças e adolescentes em vaciná-los para a prevenção da Covid-19, a fim de compreender o posicionamento e motivações que permeiam essa tomada de decisão. A pesquisa contou com 15.297 participantes de todo o Brasil: foram cerca de 70,55% da região Sudeste, 11,13% da região Sul, 8,27% da região Nordeste, 7,6% da região Centro-Oeste e 2,4% da região Norte.

Os dados apontam hesitação de 16,4% de pais de crianças entre 0 e 4 anos, 14,9% de pais de adolescentes e 12,8% de pais de crianças entre 5 e 11 anos. “Trazer a vacinação desse grupo contra a Covid-19 é uma oportunidade para conter o vírus, fortalecer a imunidade coletiva, aumentar a segurança do retorno escolar presencial e, o mais importante, proteger as crianças e adolescentes”, destaca a coordenadora do estudo, a pediatra e pesquisadora clínica do IFF/Fiocruz, Daniella Moore.

Embora os pais hesitantes sejam minoria, a pesquisadora esclarece que algumas crenças e pensamentos foram vistos associados com alto percentual de hesitação entre aqueles que: Afirmam terem muito medo de reações adversas à vacina; Subestimam a gravidade da pandemia; Acreditam que quem teve Covid-19 não precisa vacinar; Discordam que a vacina tornaria o retorno escolar mais seguro; Acreditam que a imunidade natural é uma opção melhor de proteção do que a vacina; Acreditam que a vacina precisa de mais tempo para ser considerada segura; Acreditam que as crianças/adolescentes não têm nenhuma chance de ficar grave se contrair a Covid-19; Preferem usar produtos naturais para aumentar a imunidade do que vacinar; Acreditam que a vacina possa ter efeitos adversos a longo prazo; e Acreditam que a vacina para prevenção da Covid-19 é mais segura para adultos do que para crianças.

INÍCIO DA VACINAÇÃO INFANTIL NO BRASIL

O Ministério da saúde deu início a vacinação para crianças de 5-11 anos neste mês de janeiro de 2022, estimando um público de cerca de 20 milhões de crianças nessa faixa etária. As crianças deverão receber duas doses do imunizante com intervalo de  8 semanas entre a primeira e a segunda dose – veja a apresentação com as recomendações da inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). A vacina Comirnaty (vacina Pfizer-BioNTech) foi aprovada nessa faixa etária após análise técnica criteriosa de dados e estudos clínicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16/12/2021. Segundo a equipe técnica da Agência, “as informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil, conforme solicitado pela Pfizer e autorizado pela Anvisa”.

Em observância às crenças e pensamentos associados a hesitação identificados no estudo VacinaKids, a pesquisadora esclarece alguns pontos.

A VACINA É SEGURA

Para a avaliação da ampliação da faixa etária dessa vacina, a Anvisa contou com a consulta e o acompanhamento de um grupo de especialistas que atuam no dia a dia com crianças e imunização. A vacina foi considerada segura, imunogênica (capaz de produzir defesas) e eficaz na fase 3 para a faixa etária de 5-11 anos, essa segurança foi confirmada por um relatório do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos baseado na experiência da aplicação de 8,7 milhões de doses de vacinas nessa faixa etária. “É importante ressaltar que a vacina infantil tem dosagem e composição diferentes da utilizada para os maiores de 12 anos. A formulação da vacina para crianças será aplicada em duas doses de 0,2 mL (equivalente a 10 microgramas), para os maiores de 12 anos, a vacina é aplicada em doses de 0,3 mL. O frasco do imunizante também possui uma cor diferente: laranja, para crianças de 5 a 11 anos, e roxo, para os maiores de 12 anos”, como explica Daniella.

Nesse contexto, a pesquisadora analisa os dados do Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade (MMWR) sobre a segurança da vacina de Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos, divulgado, em 31/12/2021, pelo Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que pode ajudar a superar o medo de reações adversas encontrado entre alguns pais hesitantes.

“O relatório mostra que aproximadamente 8,7 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech Covid-19 foi administrada em crianças nessa faixa etária durante o período de 3 de novembro a 19 de dezembro de 2021. Dessas 8,7 milhões de doses, foram notificados 4.249 eventos adversos, o que representa apenas 0,049% das doses aplicadas. A grande maioria (97,6%) dos efeitos notificados foi leve a moderado, como dor no local da injeção, fadiga ou dor de cabeça. Ou seja, a vacina é, de fato, segura e os dados comprovam a sua segurança, mostrando, na sua maioria, efeitos adversos que mães e pais já têm experiência em lidar com outras vacinas do calendário vacinal”, conta Daniella.

MEDO DA OCORRÊNCIA DE MIOCARDITE

No estudo VacinaKids, alguns pais reportaram medo da ocorrência de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) como efeito colateral da vacina para prevenção da Covid-19. “É fundamental compreender que a ocorrência de miocardite é uma das manifestações observadas de Covid-19 na infância, especialmente quando esta se manifesta como Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). Com relação a ocorrência de miocardite pós-vacinal, a experiência de vacinação nos Estados Unidos mostra que este é um evento raríssimo e que quando ocorre tende a ter uma evolução satisfatória. No relatório do CDC – EUA foram observados apenas 11 casos de miocardite em 8,7 milhões de doses aplicadas da vacina na faixa etária de 5 a 11 anos nos Estados Unidos, todos com evolução favorável”, esclarece a pesquisadora.

SUBESTIMAR A GRAVIDADE DA DOENÇA EM CRIANÇAS

“Alguns pais subestimam a gravidade da doença em crianças. No entanto, apesar da Covid-19 ser considerada menos grave em crianças quando comparada a adultos, elas ainda assim ficam doentes, podem ficar graves e ter evoluções desfavoráveis”, alerta Daniella.

Em 28 de dezembro de 2021, a Fiocruz divulgou uma nota técnica que ratifica e enfatiza a importância da vacinação contra a Covid-19 em crianças. A nota informa que, no Brasil, até a Semana Epidemiológica 48, em 4 de dezembro de 2021, foram hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), confirmados por Covid-19, 19,9 mil casos abaixo de 19 anos. Na faixa etária de menores de 1 ano, foram notificados 5.126 casos, de 1 a 5 anos, 5.378 casos e, de 6 a 19 anos, 9.396 casos. Em relação aos óbitos, foram notificados 1.422 óbitos por SRAG confirmados por Covid-19, 418 em menores de 1 ano, 208 de 1 a 5 anos e 796 de 6 a 19 anos.

Diante desse cenário, a nota da Fiocruz mostra que as vacinas são a melhor forma de evitar mortes e sequelas graves decorrentes das doenças imunopreviníveis. Portanto, a vacinação de crianças e adolescentes contra a Covid-19, pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), é uma ferramenta fundamental para o controle da pandemia.

Assim como a Fiocruz, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também divulgou, no mesmo dia, a seguinte nota de alerta: Vacinas Covid-19 em crianças no Brasil – uma questão prioritária de saúde pública. O documento ressalta que “a presença de uma variante como a Ômicron, com maior transmissibilidade, mesmo se comprovada sua menor gravidade, torna grupos não vacinados (como crianças menores de 12 anos) mais vulneráveis ao risco da infecção e suas complicações, conforme vem sendo observado em outros países com presença desta variante. Neste contexto epidemiológico, estamos convencidos que ampliar o benefício da vacinação a este grupo etário é sim uma prioridade”.

Para mais informações sobre o adoecimento por Covid-19 na infância, assista aos trechos dos Encontros com Especialistas do Portal de Boas Práticas do IFF/Fiocruz com os seguintes temas: Aspectos Epidemiológicos da Covid-19 em Crianças, Covid-19 Aguda Grave em Pediatria e Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P).

FAKE NEWS

A disseminação de notícias falsas (fake news) contribui para a hesitação vacinal infantil, por isso, as questões precisam ser analisadas e devidamente esclarecidas. “Compreender esses dados é fundamental para a elaboração de estratégias que aumentem a adesão e contribuam para que possamos atingir a imunidade coletiva e, desta forma, superar a pandemia”, afirma a pesquisadora.

SERVIÇO:

O pediatra e infectologista pediátrico do IFF/Fiocruz, Marcio Nehab, membro da equipe da pesquisa VacinaKids, também fala sobre a importância da vacinação infantil.

Everton Lima (IFF/Fiocruz)
Fonto: Agência Fiocruz de Notícas (AFN)

Fiocruz e Fuham realizam primeiro inquérito de hanseníase no Brasil

Projetos buscam estimar a magnitude das incapacidades físicas de pacientes curados de hanseníase, pós-alta médica, e aperfeiçoar diagnóstico e tratamento na rede pública visando a eliminação da doença

A hanseníase, conhecida no passado como lepra, é uma doença incapacitante e que pode trazer danos ao paciente mesmo após a alta médica depois de curado. Uma parceria viabilizada pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD – Fiocruz Amazônia) e a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (Fuham), unidade de referência no tratamento da doença, permitirá, pela primeira vez no País, a realização de um inquérito de incapacidades físicas ocasionadas pela hanseníase em mais de 200 municípios brasileiros mapeados pelo Projeto Inquérito da Hanseníase no Brasil (Inqhans). O trabalho de campo tem início previsto para março com atividades realizadas por equipes multidisciplinares formadas por profissionais de todo o Brasil e ao final permitirá a criação de um banco de dados nacional sobre as incapacidades físicas pós-cura da hanseníase.

“Hoje, esse é um número desconhecido no Brasil. O paciente sai de alta e sai dos registros. Com o tempo, a incapacidade motivada pela doença pode aumentar no pós-cura e é preciso termos políticas públicas para combater esse problema e ajudar as pessoas incapacitadas”, afirma a diretora de Ensino e Pesquisa da Fuham, Valderiza Lourenço Pedrosa, coordenadora nacional do trabalho. Segundo ela, o objetivo do projeto é estimar a magnitude das incapacidades físicas da hanseníase pós-alta por cura no Brasil, visando a implementação de políticas de cuidados voltados para prevenção, reabilitação e cirurgias, evitando piora e melhorando a qualidade de vida desses pacientes.

“A hanseníase é uma doença que ainda ocorre em diversos recortes geográficos brasileiros e esse estudo trará à tona uma realidade até então desconhecida do nosso sistema de saúde”, explica a coordenadora. Para viabilizar o projeto, a coordenação realizou um levantamento dos diagnósticos de hanseníase dos últimos cinco anos que tiveram alta por cura no Brasil. Foi feito um cálculo por amostragem que permitiu identificar os locais para realização das coletas de dados.

O paciente curado pode continuar a viver normalmente, sem as incapacidades físicas que são evitáveis se houver, em tempo hábil, diagnóstico e tratamento, que evitam a piora do caso mesmo após a cura da doença.

Além do Inqhans, o projeto Ação para Eliminação da Hanseníase (Apeli), também viabilizado por meio da parceria com a Fiocruz Amazônia, tem a finalidade de aperfeiçoar as ações de diagnóstico e tratamento da hanseníase, objetivando atingir a eliminação total da doença. Neste caso, o recorte geográfico escolhido é o da região Norte (os nove estados da Amazônia Brasileira), consistindo na capacitação de profissionais de saúde, por meio do sistema de Educação a Distância (EAD), em diagnóstico, tratamento, avaliação de incapacidade, baciloscopia da pele (parte laboratorial), estigma da doença, entre outros aspectos. As capacitações já estão ocorrendo e são feitas por médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e bioquímicos da Fuham.

“Mais de mil profissionais da rede pública dos nove estados da região Norte já estão sendo capacitados, contando inclusive com uma inovação na parte de capacitação laboratorial, que é o uso de uma ferramenta on-line que permite a leitura das lâminas de exames digitalizados, inovação trabalhada pela Fuham em parceria com a Controlab (Controle de Qualidade para Laboratórios), e que permitiu um avanço significativo no treinamento na área de laboratório”, afirma Valderiza.

Os dois projetos juntos permitirão uma visão panorâmica da hanseníase no Brasil e um combate efetivo ao avanço da doença, que continua a crescer e atingir as camadas mais pobres da população brasileira. A Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde tem demonstrado preocupação com a questão, dando apoio a projetos voltados ao controle da hanseníase e à atenção aos portadores em todo o Brasil.

“O Amazonas sempre foi referência no combate à hanseníase, por conta do trabalho da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta, que conseguiu reduzir as taxas da doença no Estado e até hoje mantém um rígido controle na detecção e tratamento de novos casos, além das ações de conscientização sobre risco de contaminação. Hoje, infelizmente, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking da doença no mundo, perdendo apenas para a Índia, com uma estimativa de 30 mil novos casos por ano”, afirma a especialista.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista Adele Benzaken, ressalta que as ações são de suma importância para uma maior visibilidade ao problema. “Estamos agora no Janeiro Roxo que foi instituído como o mês de sensibilização contra a hanseníase, apoiando projetos que farão frente à atual situação da doença, que enfrenta o agravante de nos últimos dois anos, ter tido os índices de detecção reduzidos à metade em função da pandemia de Covid-19”, observa.

Ela lembra também que essa é uma forma de se trazer à tona a problemática da hanseníase e estabelecer novas políticas públicas de respostas à infecção.

Indicadores

De acordo com o Boletim Epidemiológico 2020, da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta, foram notificados 122 casos de hanseníase em Manaus, dos quais 85, o equivalente a 69,7%, foram casos novos, 23 (18,8%) recidivas, 11 (9%) outros reingressos e 3 (2,4%) transferências. Os 85 casos novos detectados em 2020 pela Fuham correspondem a 35,7% dos casos notificados em todo o Estado e 85% dos casos notificados em Manaus. Em todo o estado do Amazonas, o número de registros foi de 310 casos. Conforme explicita o boletim, o quadro aponta a necessidade de implementação cada vez mais efetiva do processo de descentralização das atividades no estado. Em relação a gênero, o predomínio de caso é em homens. O boletim também revela que a detecção de casos em menores de 15 anos é um dos indicadores utilizados para medir a transmissibilidade recente da doença. Em 2020, foram detectados sete casos (8,2%) nessa categoria. No Brasil, foram 17.979 casos.

Dia Mundial da Hanseníase 

Recordado em todo último domingo de janeiro, o Dia Mundial Contra a Hanseníase é um projeto de luta iniciado há 68 anos pelo missionário que inspirou o surgimento da Brasil Saúde e Ação (Brasa), Raoul Follereau, um jornalista francês que percebeu ser preciso haver compaixão, antes de tudo com aqueles que eram dispensados e isolados da vida em sociedade. Hoje, a doença é completamente tratável e curável de maneira gratuita pelo Sistema único de Saúde (SUS), uma conquista que ainda passa por tribulações devido ao estigma e discriminação.

Desde 2016, o Ministério da Saúde oficializou o mês de janeiro para a conscientização sobre a hanseníase e a cor roxa para pontuar as campanhas educativas sobre a doença que ainda é vista com muito preconceito e desinformação. A hanseníase, anteriormente conhecida por lepra, teve seu nome alterado no Brasil no ano de 1976. Essa mudança ocorreu por uma iniciativa do médico dermatologista Abrahão Rotberg, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal São Paulo (EPM/Unifesp). A finalidade foi reduzir o preconceito em torno desta doença que, por muitos anos, teve seus pacientes sofrendo rejeição e exclusão social.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos – Ingrid Anne / Divulgação – ILMD/Fiocruz Amazônia

Estudo avalia cobertura vacinal e sua relação com mudanças no padrão de internações e óbitos por Covid-19, em idosos de Manaus

Um estudo desenvolvido a partir dos dados de internações e óbitos de idosos, entre 2020 e 2021, avaliou a cobertura vacinal, na cidade de Manaus e sua relação com mudanças no padrão tanto de internações como de óbitos, diante da adoção de dois regimes de vacinação associados a significativo efeito protetor. A pesquisa buscou avaliar como esse padrão se comportou, em cenários sem e com as vacinas contra a Covid-19, em pessoas acima dos 59 anos.

Desenvolvido pelos pesquisadores Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia); Geraldo Marcelo da Cunha e Iuri da Costa Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/ Fiocruz); Lihsieh Marrero, da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Bernardo Lessa Horta, da Universidade Federal de Pelotas, (UFPel); e Carla Magda Allan Santos Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, o artigo “Mudanças no padrão de internações e óbitos por Covid-19 após substancial vacinação de idosos em Manaus, Brasil”, foi aceito para publicação, e em breve estará disponível na íntegra, na revista Cadernos de Saúde Pública da ENSP/ Fiocruz, que debate políticas públicas e fatores que afetam as condições de vida das populações e os cuidados de saúde.

O estudo aponta mudança nos padrões de internações e óbitos por Covid-19, com aumento no risco de internação e óbito nos mais jovens não vacinados e, importante redução desses indicadores nos idosos vacinados, sobretudo naqueles entre 60 e 69 anos. A redução geral nas taxas de internação e óbito por Covid-19 foi expressiva, com 62% e 63%, respectivamente.

Os padrões de internação e óbito por Covid-19 foram avaliados, comparativamente, em idosos entre 60 e 69 e, de 70 anos ou mais, em dois grupos de Semanas Epidemiológicas (SE) de 2020 (não vacinados) e 2021 (vacinados), a partir da data dos primeiros sintomas. A equipe utilizou para estimar as taxas de internação e óbitos o modelo Poisson.

Perante os dados coletados, o estudo pontuou que os idosos, entre 60 e 69 anos e naqueles com 70 anos ou mais, a cobertura por vacina foi de 41,8% e 54,8%, bem como 53,5% e 90,1% nos grupos das semanas epidemiológicas (18-20) de 2021 e (21-23) de 2021, respectivamente. Os resultados reforçam a importância da vacinação, especialmente em contexto epidêmico como o de Manaus, marcado por elevada circulação da variante Gama (P.1).

“Estes resultados reforçam a importância da vacinação em idosos e, é o primeiro no nível populacional em Manaus. Também permitem extrapolações para pessoas mais jovens, incluindo crianças, já que as vacinas comumente são mais eficazes no sistema imunológico dessas pessoas, em comparação aos idosos. Estes resultados se revestem de importância ainda maior, em tempos de variantes altamente contagiosas e que parecem burlar parte da resposta imunológica, seja de pessoas previamente infectadas pelo Sars-Cov-2 ou com esquema vacinal incompleto, como parece ser o caso da Variante de Preocupação (VOC) Ômicron”, explicou o epidemiologista, Jesem Orellana.

Em relação às internações e mortes de idosos vacinados observadas neste estudo, os pesquisadores sugerem que vacinas não são infalíveis e, por isso alertam para o fato de que outras medidas, como uso correto de máscaras, distanciamento físico e higienização das mãos precisam ser combinados à vacinação contra a Covid-19.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos – Ingrid Anne / Divulgação -ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional dos Programas de pós-graduação Stricto Sensu

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) torna pública, por meio da Chamada Pública nº 001/2022, as inscrições para a matrícula institucional, para alunos classificados no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO (mestrado e doutorado); Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA (mestrado); e Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Saúde Pública na Amazônia – DASPAM (doutorado), para o 1º semestre de 2022.

As matrículas deverão ser feitas no período de 14 a 16 de fevereiro de 2022, exclusivamente pelo e-mail seca.ilmd@fiocruz.br, em atendimento às normas sanitárias vigentes. As aulas estão previstas para iniciar em março.

Para se matricular, os candidatos classificados deverão enviar para o e-mail, cópia de cada um dos documentos listados no item 1.5, da Chamada Pública, que pode ser conferida pelo endereço eletrônico https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031

NOTA DE PESAR – Thiago de Mello

A diretoria do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), lamenta a morte do poeta amazonense Thiago de Mello, 95, ocorrida na manhã desta sexta-feira, 14/1, por causas naturais.

“Um grande amazonense. Um grande amazônida. Assim era o nosso poeta da floresta, que nos deixa como legado sua obra e o seu exemplo de amor ao bioma amazônico e ao homem caboclo”, declarou a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken.

Nascido em Barreirinha, Thiago de Mello conquistou reconhecimento nacional e internacional, tornando-se um dos mais expressivos poetas contemporâneos do país. Foi autor de livros reconhecidos mundialmente, como “Faz escuro, mas eu canto”, “Silêncio e palavra”, “Manaus, amor e memória”, entre outros. Além de escritor, exerceu o jornalismo e serviu no Itamaraty como adido cultural no Chile.

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Foto – André Argolo / Divulgação

Pesquisa da Fiocruz Amazônia sobre o monitoramento de animais silvestres e o novo coronavírus é tema de documentário da BBC

O documentário “Forest fear” aborda o surgimento de novas doenças e ressurgimento de outras, a partir do desmatamento da floresta, linha de estudo da pesquisadora Alessandra Nava

Os estudos realizados pela pesquisadora Alessandra Nava, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), sobre o monitoramento de animais silvestres e o novo coronavírus, integram o documentário da rádio britânica BBC, que pode ser conferido no endereço: https://www.bbc.co.uk/sounds/play/w3ct379c. O documentário, intitulado “Forest fear” (O medo da floresta, em português), é conduzido pela jornalista ambiental, Lucy Jordan, e tem como narrativa-guia o surgimento de novas doenças e ressurgimento de outras, a partir do desmatamento da floresta, linha de estudo das pesquisas desenvolvidas por Alessandra Nava. O documentário foi lançado no site da rádio BBC, no último dia 8/1.

“A Amazônia é um lugar de alta biodiversidade, desde fauna e flora, e com grandes alterações ambientais, como desmatamento, redução das florestas urbanas, no caso de Manaus, e isso traz consequências para a saúde. A nossa linha de pesquisa é voltada ao one health (saúde única), ou seja, no entendimento de que a doença dos animais e dos humanos está associada”, explica Nava.

O projeto – que conta com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) – é realizado em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) por meio do projeto “Sauim-de-Coleira”; o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Manaus, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Conforme Alessandra, o monitoramento ativo é desenvolvido com morcegos, primatas e roedores, coletados na floresta – Cetas, áreas da Ufam, florestas preservadas, além do assentamento Rio Pardo, na BR-174 (Manaus-Boa Vista), no município de Presidente Figueiredo (a 126 quilômetros da capital). Os trabalhos de coleta duram em média 20 dias. De cada espécie são coletadas amostras para detecção de bactérias, vírus e patógenos diversos. O material integra o biobanco da vida silvestre, que dispõe de mais de 200 animais amostrados.

“No biobanco guardamos amostras de animais de difícil acesso, alguns de espécies ameaçadas, um exemplo é o sauim-de-coleira, um dos primatas mais ameaçados do planeta. A coleta de amostras despende tempo e dinheiro e com o biobanco temos material de uma forma perfeita, dentro de um protocolo ideal, que pode servir para diversos estudos futuros”, informa.

Ela destaca que o primordial é saber quais patógenos circulam nos animais, e como as alterações ambientais estão contribuindo para isso. Esse estudo é essencial para realizar o planejamento em saúde pública e vigilância.

“Nesse monitoramento ativo, estamos verificando desde o novo coronavírus a outros patógenos. Esse monitoramento deve ser realizado continuamente para que não haja nenhuma surpresa mais à frente. Pois há o perigo também do homem transmitir Sars Cov-2 como outros patógenos para a fauna”, observa.

VIABILIDADE

De acordo com Nava, o estudo com morcegos, primatas e roedores se dá pelo fato dessas espécies auxiliarem na mostra de um painel da diversidade viral. Morcegos, comenta a pesquisadora, são reservatórios competentes para várias doenças, além de apresentarem características evolutivas e imunológicas e dificilmente adoecerem, e conviverem com vários patógenos não só virais, mas bacterianos e fúngicos.

“Eles não são fontes de doença, são animais importantíssimos para o planeta e fazem serviços ecossistêmicos maravilhosos, mas pelas características inerentes a espécie, eles podem albergar diversos vírus, não necessariamente passando para a gente. São espécies sentinelas muito importantes, em que a gente pode verificar a prevalência de doenças nessa população e se preparar para caso aconteça alguma coisa”, pontua.

O estudo com primatas, continua Nava, se dá pelo fato de que eles têm característica filogeneticamente muito próxima às do humano. Já os roedores, por serem abundantes, estão praticamente no mundo todo, também são reservatórios competentes, não tanto quanto os morcegos, ressalta Alessandra.

EVIDÊNCIA

Nos últimos dois anos as pesquisas de monitoramento de animais silvestres e o novo coronavírus ganharam visibilidade em inúmeras televisões do mundo, segundo Alessandra Nava.

“A mídia especializada e os cientistas sabem que a próxima pandemia pode vir de um local com alta biodiversidade e alta pressão antrópica, e aqui a gente sabe que o desmatamento aumentou muito, por vários motivos. Aqui temos vários fatores que podem contribuir para isso. Daí essa procura pelos estudos que estamos realizando, por saber que estamos fazendo algo pelo planeta”, conclui.

SOBRE A PESQUISADORA

Doutora em “Epidemiologia experimental e Aplicada à Zoonoses”, pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora Alessandra Nava é bolsista do ILMD/Fiocruz Amazônia, desde 2014, e atua principalmente nos seguintes temas: ecologia de doenças infecto contagiosas, doenças emergentes, saúde pública, medicina da conservação, epidemiologia, biologia da conservação e enfermidades infecciosas.

Fotos – Divulgação / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz recebe registro da vacina Covid-19 100% nacional

A Fiocruz recebeu, nesta sexta-feira (7/1), parecer favorável da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para alteração no registro da vacina Covid-19 (recombinante), que solicitou a inclusão da Fundação também como produtora do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Após a transferência de tecnologia da AstraZeneca e com o deferimento da Anvisa, a Fundação passa a ser a primeira instituição do país capacitada a produzir e distribuir uma vacina Covid-19 100% nacional ao Ministério da Saúde.

A Fiocruz iniciou a produção nacional ainda em julho de 2021, após a assinatura do contrato de Transferência de Tecnologia com a parceira AstraZeneca. Até o momento, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) tem o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade. A previsão é de que as primeiras doses do imunizante sejam envasadas ainda em janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro, assim que forem concluídos os testes de controle de qualidade que ocorrem após o processamento final da vacina.

“É uma grande conquista para a sociedade brasileira ter uma vacina 100% nacional para a Covid-19 produzida em Bio-Manguinhos/Fiocruz. A pandemia de Covid-19 deixou claro o problema da dependência dos insumos farmacêuticos ativos para a produção de vacinas. Com essa aprovação hoje pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no país e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde [SUS] para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo”, destaca a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Para a aprovação do registro, a Anvisa avaliou a equivalência do processo produtivo, comprovando que as vacinas produzidas com o IFA de Bio-Manguinhos/Fiocruz possuem a mesma eficácia, segurança e qualidade daquelas processadas com o ingrediente importado, seguindo as mesmas etapas do processo produtivo e metodologias analíticas exigidas.

Segundo Mauricio Zuma, diretor do Instituto, “o deferimento do registro da vacina Covid-19 100% nacional, com o IFA produzido em Bio-Manguinhos, demonstra a nossa capacitação no estabelecimento de um processo produtivo de alta complexidade. Mais do que isso, representa o cumprimento do nosso papel como laboratório oficial do Ministério da Saúde, incorporando tecnologias essenciais para o Brasil e trazendo soluções para a saúde pública”.

A absorção da tecnologia ocorre em tempo recorde, em cerca de um ano, atendendo às necessidades do momento pandêmico. Procedimentos nos mesmos moldes em imunobiológicos costumam levar cerca de 10 anos. A vacina Covid-19 nacionalizada é uma importante conquista para o país. A Fiocruz, alcançando a autossuficiência produtiva, segue contribuindo com a soberania nacional na produção e no fornecimento desse imunobiológico.

Fonte: Pamela Lang (Agencia Fiocruz de Noticias)

Amazonas confirma primeiro caso da variante Ômicron em Manaus

O Amazonas confirmou, nesta terça-feira (04/01), o primeiro caso importado da variante Ômicrom do novo coronavírus. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), após receber relatório de vigilância genômica emitido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz-Amazônia).

De acordo com a FVS-RCP, trata-se de uma mulher brasileira, de 27 anos, residente em São Paulo e que chegou a Manaus, procedente de Fortaleza, no dia 21 de dezembro, com sintomas gripais. Ao chegar na capital, realizou coleta no posto de testagem no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, onde testou positivo para Covid-19 e foi orientada para o isolamento domiciliar durante 14 dias.

A paciente tinha sintomas leves de tosse e coriza e com calendário vacinal completo, incluindo a dose de reforço.

A FVS-RCP reforça junto à população a necessidade de adesão às medidas de prevenção não farmacológicas, como usar máscaras faciais; evitar locais fechados e pouco ventilados; e adotar medidas de distanciamento social e de etiqueta respiratória, além da higienização das mãos.

De forma rotineira, o Amazonas mantém os Postos de Triagem (realização de testes diagnósticos para COVID-19) nos portos, aeroportos e rodoviária na capital e nos municípios do interior.

Também reforça aos viajantes que retornaram de países e estados brasileiros onde foram identificados casos da variante Ômicron, que informem sua chegada ao CIEVS Estadual através dos contatos de telefone: (92) 3182-8932 e e-mail: cievsam@gmail.com.

A FVS-RCP recomenda, ainda, que seja realizado o exame diagnóstico e mantido, em casos positivos de Covid-19, o isolamento social por 14 dias.

Fonte: Divulgação/FVS-RCP
Foto: Eduardo Gomes/ ILMD – Fiocruz-Amazônia

The Lancet: impacto da Covid-19 será mais duradouro em populações vulneráveis

Uma pesquisa publicada no dia 13/12 por The Lancet – uma das revistas científicas, voltadas para a área médica, mais prestigiadas no mundo – reuniu especialistas para explicar como a queda econômica terá efeito por anos e será pior em países pobres. Sem um consenso para ações preventivas, famílias e comunidades serão afetadas de forma desproporcional. A longo prazo, as desigualdades na saúde, no bem-estar físico e socioeconômico serão ampliadas por todo o mundo. Entre os autores está a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Essas populações vulneráveis são, geralmente, invisíveis para os governos, o que resulta em um acesso insuficiente a serviços públicos e programas de igualdade econômica. Além disso, dados oficiais de indicadores de saúde, ligados ou não à Covid-19, não são disponibilizados publicamente em diversos países. Por isso, a verdadeira dimensão da gravidade é subestimada. Há uma urgência por mais dados desagregados e padronizados que informem com precisão as ações e políticas públicas.

Um dos autores da pesquisa é o superintendente-geral da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), professor Virgilio Viana, PhD por Harvard, membro da Pontifícia Academia das Ciências Sociais do Vaticano e professor associado da Fundação Dom Cabral. Ele mencionou os desafios que comunidades indígenas e ribeirinhas enfrentam na parte brasileira da Floresta Amazônica por conta da Covid-19:

“Esse artigo realça de uma maneira muito clara a importância que a ciência dá para a necessidade de ter um tratamento diferenciado para as populações mais vulneráveis. Em relação à Amazônia, o atendimento às questões de saúde em áreas indígenas e populações tradicionais da Amazônia profunda merece uma atenção especial, como podemos ver com a chegada do vírus nas comunidades. Portanto, essa produção científica aponta para a necessidade de pensarmos o SUS na floresta de maneira a aumentar a sua eficiência e a sua eficácia, a partir da experiência com o nosso trabalho na FAS, que ajudou muitas comunidades e deu suporte durante o período mais difícil da pandemia, principalmente no Amazonas”, observa Viana.

Para entender o efeito da Covid-19, especificamente em pessoas vivendo em condições de vulnerabilidade, há uma necessidade específica de uma coleta de dados atualizada. O número de hospitalizações, mortes e outros indicadores de bem-estar social e de saúde precisam ser divididos por gênero, idade, raça, etnia, deficiências e outras variáveis.

Nísia Trindade Lima explica que estes dados podem ajudar a criar políticas públicas: “a pandemia nos obriga a resgatar uma perspectiva sobre como a proteção social e a cobertura universal para assistência de saúde foram negligenciadas na última década. Os efeitos populacionais de fenômenos ambientais e sociais são sentidos mundialmente, principalmente por pessoas em situação de vulnerabilidade. Não é mais possível encarar a desigualdade como se não fosse um problema de todos”, afirma a presidente da Fiocruz.

QUEM SÃO OS AFETADOS ?

Quando se fala em populações vivendo em situação de vulnerabilidade estão incluídos indivíduos que enfrentam exclusão sistemática e discriminação devido a fatores como idade, deficiência, raça, etnia, gênero, classe econômica, religião, credo ou crença, identidade de gênero, orientação sexual e situação migratória, além daqueles que estão em conflitos e apátridas. Pessoas que estão encarceradas, com condições crônicas de saúde (como deficiências mentais), vivendo em moradias inadequadas e expostas à degradação ambiental, poluição do ar e em risco pela mudança climática também são afetadas.

Ao final do artigo, os autores destacam cinco recomendações para melhor auxiliar na proteção de populações vulneráveis, a fim de reduzir desigualdades na área da saúde. A primeira delas refere-se à importância de executar uma cobertura universal de saúde e implementar sistemas de proteção social nos países. A segunda diz respeito ao compromisso de governos e parlamentos para financiar e salvaguardar os serviços sociais e de saúde. Como terceira recomendação, há a necessidade da equidade digital para todos. Na quarta indicação, a ênfase está na economia do cuidado. E, finalmente, a quinta recomendação evidencia a revitalização das relações entre governos e atores da sociedade civil, de modo a garantir que comunidades, populações vulneráveis e todas as identidades de gênero detenham papel central na tomada de decisões.

O estudo concluiu que o mundo chegou a um momento crucial, exigindo mais do que nunca uma resposta colaborativa para ampliar o acesso universal à saúde e proteção social. É preciso construir estratégias e políticas públicas que levem em conta sistemas de saúde e de assistência social mais resilientes, incluindo aqueles que vivem uma crise humanitária, para mitigar efeitos da pandemia, solucionar a desigualdade e melhorar a resiliência de comunidades vulneráveis.

O artigo pode ser lido aqui.

Por:  Fundação Amazônia Sustentável
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias (AFN)
Foto: (Foto: Nailana Thiely/ Ascom Uepa)

Divulgada classificação final do Processo seletivo do Doutorado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou a classificação final da Chamada Pública Nº 013/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições abertas para Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde)

Com o objetivo de formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançaram novo edital de seleção para o Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde). As inscrições para o processo seletivo estão abertas até 14/02/2022.

De acordo com o presente edital, e 237 (duzentas e trinta e sete) vagas serão distribuídas entre as instituições que fazem parte da rede ProfSaúde, divididas nas seguintes categorias: Enfermeiros (as), Médicos (as) e Odontólogos (as). Para o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), foram disponibilizadas seis vagas, correspondentes a candidatos dos estados do Amazonas e Amapá.

Confira o Edital AQUI.

SOBRE O PROFSAÚDE

O PROFSAUDE/MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação (MEC).

O PROFSAUDE/MPSF é uma estratégia de formação que visa atender à expansão da graduação e da pós-graduação no país, bem como à educação permanente de profissionais de saúde, com base na consolidação de conhecimentos relacionados à Atenção Primária em Saúde (APS), à Gestão em Saúde e à Educação.

O curso é oferecido na modalidade EaD, abrangendo 09 (nove) encontros síncronos (presenciais ou virtuais, a depender do contexto epidemiológico) e atividades desenvolvidas a distância no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do PROFSAUDE/ MPSF são denominadas instituições associadas e são responsáveis pela execução do curso localmente.

ASCOM – ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da 2ª, 3ª etapa e classificação final preliminar para curso de Doutorado do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado da 2ª e 3ª etapa, além da classificação final preliminar da Chamada Pública Nº 013/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Diretora da Fiocruz Amazônia e pesquisadores da instituição são agraciados com o Prêmio Sérgio Arouca da Asfoc

As contribuições para a ciência realizadas pela diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), Adele Schwartz Benzaken, e os pesquisadores Marcus Vinícius Lacerda e Felipe Naveca, ambos do ILMD, foram reconhecidas, com a concessão do Prêmio Sérgio Arouca, em sua 16ª edição, realizada na última segunda-feira, 13∕12, no Rio de Janeiro (RJ).

Em virtude das medidas sanitárias para a contenção da Covid-19, a cerimônia ocorreu no formato hibrido (presencial e on-line). Na ocasião, também foi realizada a 18ª edição da Medalha Careli. Ambos os prêmios são concedidos pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc-SN). A solenidade também prestou homenagem às vítimas da Covid-19 e seus familiares.

“Dentro da minha vida profissional nos últimos 40 anos, trabalhei diretamente com as populações mais vulneráveis. Principalmente no que diz respeito ao HIV e as Infecções Sexualmente Transmissíveis”, destacou a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, sobre sua trajetória na saúde pública. Por meio de um vídeo, ela agradeceu a escolha de seu nome para a premiação.

Também por meio de vídeo, o médico e pesquisador Marcus Vinícius Lacerda, agradeceu a homenagem, feita pela Asfoc-SN, e ressaltou a importância do sanitarista Sérgio Arouca – que dá nome ao prêmio – na implantação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dedicatória

Presente à cerimônia, o pesquisador Felipe Naveca, em seu discurso, dedicou a honraria a toda a equipe de virologia do ILMD∕Fiocruz Amazônia, que no primeiro ano da pandemia da Covid-19 no Amazonas, o auxiliou no trabalho de sequenciamento genômico do novo coronavírus, na região Norte. O trabalho resultou na identificação da variante P1 em Manaus.

“Esse prêmio não é de um indivíduo, é da equipe de virologia do Instituto Leônidas e Maria Deane, que não teve dúvida em abandonar tudo o que estava fazendo, suas teses, suas dissertações, monografias, para transformar um laboratório de pesquisa, em um laboratório de assistência, e nisso nos tornamos um dos três laboratórios oficiais a fazer um diagnóstico da Covid-19”, pontuou Naveca, que também dedicou o prêmio às vitimas da doença, entre elas, o seu pai, Felipe Ribeiro Naveca.

Reconhecimento

Criado em 2004, o Prêmio Sergio Arouca de Saúde e Cidadania é uma homenagem à memória e à obra do sanitarista na defesa da saúde pública no País, da garantia de direitos e do desenvolvimento da população.

Criada em 2001, a Medalha Careli homenageia pessoas ou entidades que se destacam na luta contra a violência e em defesa dos direitos humanos.

Ascom – ILMD / Fiocruz Amazônia, por Sintia Maciel
Imagem: Mackesy Nascimento

Congresso Nacional de Leptospirose, em Manaus, alerta para subnotificação de casos da doença no Brasil

A leptospirose, infecção febril aguda causada pela urina contaminada de animais, sobretudo ratos, ainda é uma doença negligenciada e subnotificada no Brasil. Os baixos índices de prevalência de casos e óbitos levam pesquisadores e autoridades de saúde a se preocuparem em definir estratégias de atuação que permitam combater de modo eficaz e mais rápido o avanço da doença e os riscos de contaminação pela bactéria causadora, a leptospira. Esse foi um dos alertas feitos nesta terça-feira, 14/12, primeiro dia de discussões do I Congresso Nacional de Leptospirose – One Health, que acontece até a próxima quinta-feira, 16/12, realizado pela Fiocruz Amazônia, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), reunindo mais de 500 inscritos.

O evento conta com palestras de autoridades renomadas em saúde pública do País e do exterior e tem transmissão on line. De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Luciete Almeida, que coordena a iniciativa, a proposta do congresso é reunir estudos e pesquisas que permitam aprofundar os métodos de diagnóstico, tratamento e prevenção da doença, contribuindo para reduzir o problema da subnotificação e fornecendo os subsídios necessários para a criação de um núcleo de pesquisa de epidemiologia molecular em leptospirose na região amazônica, mais especificamente em Manaus. Luciete, que é bióloga e especialista em Biotecnologia, com doutorado em Medicina Tropical, destaca o esforço da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em pesquisas cientificas sobre a doença e o pioneirismo na realização de um congresso nacional sobre a doença.

“Entre outras pesquisas, é da Fiocruz, por exemplo, o kit de teste rápido para diagnóstico da leptospirose, em uso hoje no Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto Gonçalo Muniz – Fiocruz/Bahia, que tem representantes participando do Congresso”, afirmou a bióloga. No primeiro dia do evento, ficou evidenciado que a leptospirose é uma doença ainda negligenciada por se confundir com outras viroses e estar associada às condições precárias de saneamento básico observadas em vários Estados brasileiros, especialmente na nossa região. A subnotificação, segundo a bióloga, afeta diretamente as populações vulneráveis que convivem com o lixo nas ruas e bueiros a céu aberto, propiciando a contaminação.

“Se analisarmos as séries históricas de casos, veremos que a cada dez anos é muito pouco o número de notificações de leptospirose e óbitos pela doença no Brasil e no mundo, daí a importância de se discutir políticas públicas de saneamento básico, campanhas de conscientização, coleta diária e destinação correta de lixo. Essas são questões presentes em todos os espaços urbanos”, explicou. Para se ter uma ideia da subnotificação, o  número de casos de leptospirose registrados na última década no Amazonas é de 422, sendo 9% desse montante correspondente ao óbitos notificados pela doença. O acesso aos diferentes métodos de diagnóstico da leptospirose é outro importante passo para o controle da doença.

O número de inscritos do evento, mais de 500, superou a expectativa dos organizadores. “O I Congresso Nacional de Leptospirose é o momento de gritarmos para o Mundo sobre a importância dos estudos científicos em torno da doença e chamarmos a atenção das várias entidades da área da saúde do Amazonas para a situação crítica”, afirmou.

O evento tem como público-alvo a comunidade acadêmica, instituições de pesquisa e a Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, Sistema Integrado nos Hospitais de Manaus, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, biólogos, comissão de infecção hospitalar, Vigilância Epidemiológica, além de pesquisadores e alunos dos diversos centros de pesquisa da área microbiológica e epidemiológica.

Nesta quarta-feira, 15, os debates seguem com as palestras sobre “Epidemiologia da leptospirose urbana”; “Interação patógeno-hospedeiro e candidatos vacinais”; “Desafio da leptospirose no contexto da saúde única”; “Diagnóstico da leptospirose animal”; “Legislações do saneamento e áreas vulneráveis à leptospirose”; “Leptospirose em animais silvestres”; “Parasitose intestinal em escolares de área urbana e rural do Amazonas”.

No último dia do evento, dia 16/12, as palestras seguem com os temas: “Caracterização de proteases secretadas por leptospiras-possíveis fatores de virulência”; “Laboratório de referência nacional no contexto do diagnóstico de leptospirose”; “Leptospirose uma retrospectiva de 10 anos”; “Atualizações sobre leptospirose em pequenos ruminantes e suínos em condições semiárida”; “A importância do sequenciamento de genoma para a epidemiologia da leptospirose no contexto de saúde única”; “Perfil epidemiológico e o impacto do gradiente social da infecção por leptospira em humanos no município de Manaus, Amazonas”.

NÚMEROS

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, no período de 2010 a 2020, no Brasil foram confirmados 39.270 casos de leptospirose (média anual de 3.734 casos), variando entre 1.276 (2.020) a 4.390 casos (2011). Nesse mesmo período, foram registrados 3.419 óbitos, com média de 321 óbitos/ano. A letalidade média no período foi de 8,7% e o coeficiente médio de incidência de 2,1/100.000 habitantes. Em 2019, o Amazonas registrou 162 casos suspeitos da doença, 52 confirmados e sete óbitos

Para acompanhar a programação do I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia, o participante deve acessar os links disponibilizados no site clamazonia.com.br.

ASCOM ILMD/ Fiocruz Amazônia
Foto: Zeynel Cebeci – Wikimedia Commons 2

Divulgado resultado final do processo seletivo DASPAM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o resultado final da Chamada Pública Nº 010/2021, referente ao processo seletivo para o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorreu em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorreram às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos precisaram ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado definitivo da 3ª e 4ª etapas do processo seletivo para Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o resultado definitivo da 3ª e 4ª etapas da Chamada Pública Nº 010/2021, referente ao processo seletivo para o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Delegação da Fiocruz Amazônia participa do IX Congresso Interno da Fiocruz

A delegação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) está presente no IX Congresso Interno da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão máximo de representação da Fundação, convocado a cada quatro anos pelo presidente eleito pelos servidores.

A plenária de abertura do IX Congresso Interno ocorreu na última quarta-feira, (8/12). As atividades presenciais aconteceram no Campus Manguinhos até hoje (10/12) e encerram o processo de discussão de um documento guia para a gestão, que explicita o compromisso institucional com a sociedade.

Compuseram a mesa de abertura a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade; o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN), Mychelle Alves; e o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto. A plenária foi transmitida em tempo real com o canal da VideoSaúde no YouTube, com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“Nosso congresso tem por tema Desenvolvimento Sustentável com equidade, saúde e democracia: a Fiocruz e os desafios para o SUS e a saúde global. Esse título já encerra uma grande tese: a nossa missão de fortalecer o SUS com o conjunto das nossas ações; nossa missão de atuarmos como uma instituição estratégica do Estado, a serviço e a favor do desenvolvimento sustentável, da equidade e da democracia. E nosso papel no cenário internacional também se vale e se orienta por esses mesmos princípios”, afirmou a presidente Nísia Trindade Lima.

Mario Moreira, afirmou estar emocionado por participar do primeiro evento presencial da Fiocruz desde o início da pandemia e ressaltou a satisfação de integrar a Comissão Organizadora. “Não me refiro simplesmente à infraestrutura que tivemos que montar para abrigar tanta gente nessas condições de segurança, mas sobretudo ao processo de construção dessa plenária, que se deu pela realização de excelentes seminários e confecção de um documento base, que vai nos orientar nas discussões desses três dias”, avaliou.

“Esse documento recebeu cerca de mil contribuições. Pela avaliação da Comissão Organizadora e da Relatoria, traz para a gente um sentimento de confluência de ideias, de consensos a respeito do que a Fiocruz precisa fazer nos próximos anos”, destacou Mario.

“A instituição, desde a origem desse congresso, na gestão do grande Sérgio Arouca, sempre primou por não só fortalecer, mas incentivar o debate político e institucional tão importante para todos nós. É o que faremos nesse congresso, com o compromisso de pensarmos as grandes questões da nossa instituição”, afirmou a presidente. Ela ressaltou ainda o expressivo número de contribuições ao documento base apresentadas pelas unidades, câmaras técnicas e coletivos da Fundação.

Nísia falou também sobre a importância do fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação, “que precisa, neste momento, ser reafirmada em todas as frentes, em todas as dimensões”. A presidente compartilhou a emoção pela realização do evento, presente em todas as falas e no encontro de todas e todos. “Eu quero dizer que isso só foi possível em grande parte pelo trabalho do SUS em todo país, pelo trabalho da ciência e tecnologia e pelo trabalho de cada trabalhadora e cada trabalhador da Fiocruz”.

TRABALHADORES

A presidente da Asfoc-SN afirmou que a Fiocruz é uma instituição construída cotidianamente por servidores, terceirizados, bolsistas, estudantes e usuários dos serviços e produtos da Fundação. “A Fiocruz é a sua história, uma história que tem por marca de nascença pensar o país. Ela é escuta e investigação sobre as mazelas e os desafios de um país real. É também o país desejado e ainda por construir”, afirmou Mychelle Alves.

“Saúde, ciência, tecnologia, sustentabilidade ambiental e políticas de bem-estar e seguridade social se revelam como áreas fundamentais para a garantia de qualidade de vida e um desenvolvimento econômico inclusivo, apesar dos baques sofridos”, complementou. Por fim, a presidente da Asfoc-SN informou que o Sindicato da Fiocruz fará parte do quadro de entidades que integram a gestão 2022/2024 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

DEFESA DO SUS

O presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto frisou que, mesmo diante do cenário atual e das inúmeras mortes evitáveis durante a pandemia, é importante pensar que o trabalho feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi fundamental para a saúde pública do país. “Foi em nome da vida e da democracia que o nosso SUS fez o que fez pela população brasileira”, afirmou. “Continuamos confiantes e com segurança de que são as vacinas que ajudam a salvar vidas”, disse.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, destacou a importância da representatividade das unidades no processo de construção participativa do futuro da fiocruz. Na oportunidade, Adele agradeceu ainda ao presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS) pelas palavras proferidas em referência ao ILMD/ Fiocruz Amazônia e sua gestão.

“Os debates destacaram a construção coletiva e, principalmente uma visão otimista em relação ao futuro da Fiocruz. Agradecemos as palavras carinhosas que foram proferidas pelo presidente do Conselho Nacional de Saúde que citou o ILMD e sua nova gestão, agradecendo a acolhida que tiveram durante a realização da última reunião do CNS, em Manaus”, disse.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Com informações de: Erika Farias e Leonardo Azevedo | Coordenação de Comunicação Social da Fiocruz (CCS)

Fiocruz Amazônia divulga classificação final do processo seletivo para o PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga a classificação final da Chamada Pública Nº 011/2021, para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Acesse o resultado AQUI.

O processo de seleção foi realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final da 2ª Etapa para o processo seletivo para curso de mestrado do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado final da 2ª etapa da Chamada Pública Nº 012/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia, SES-AM e sociedade civil assinam pacto interinstitucional visando fortalecimento da Política de IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais

Acordo objetiva fortalecimento da política de IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais no Estado

I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia debaterá as leptospiroses humana, ambiental e animal

O Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), o I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia – One Health.

O evento, em formato online, será gratuito e reunirá pesquisadores, representantes do Ministério da Saúde e de secretarias municipais de Saúde que irão debater e propor estratégias voltadas para a prevenção, o diagnóstico e o atendimento de pessoas acometidas por leptospirose.

A leptospirose é uma doença infecciosa febril aguda que resulta da exposição direta ou indireta a urina de animais (principalmente ratos) infectados pela bactéria Leptospira. Um dos principais meios para a propagação da doença são as enchentes, poças, solos úmidos e as más condições de higiene.

A urina dos animais infectados pode facilmente ser espalhada e a bactéria infectar a pessoa por meio das mucosas ou feridas na pele, provocando sintomas como febre, calafrios, olhos avermelhados, dor de cabeça e náuseas

E, apesar da maioria dos casos provocar sintomas leves, algumas pessoas podem evoluir com graves complicações, como hemorragias, insuficiência renal ou meningite.

Às vésperas do período, tradicionalmente, chuvoso e de cheias no Amazonas, o I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia – One Health tem como proposta fazer uma análise dos cenários local e nacional, bem como propor o encaminhamento de medidas com vistas a minimizar os impactos da doença sobre a vida da população.

Conforme a organizadora do congresso, a pesquisadora Luciete Almeida, a proposta é reunir a comunidade acadêmica, instituições de pesquisa, secretarias de Saúde, farmacêuticos, biólogos, vigilância sanitária e pessoas de áreas afins para trocar e reunir informações acerca do tema.

“Faremos uso de trabalhos científicos, mesas redondas, relatos de experiências e conferências para subsidiar desenhos estratégicos que tenham como enfoques as leptospiroses humana, ambiental e animal. Com a discussão de estratégias voltadas para a prevenção, o diagnóstico e o atendimento aos doentes, que poderão se tornar futuras ações e projetos locais e regionais”, afirmou Luciete Almeida.

O I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia propõe ainda a formação de parcerias entre pesquisadores e profissionais de saúde com vistas a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica da doença, a nível local, estadual e regional, através do intercâmbio de informações entre instituições de pesquisa, secretarias de saúde e órgãos ambientais.

As inscrições para o I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia podem ser feitas pelo site clamazonia.com.br.

Confira a programação:

Dia 14

•             Mesa de abertura do I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia – One Health com representantes da Fiocruz Amazônia e autoridades, das 8h até às 10h (horário de Brasília).

•             Palestra “Diagnóstico da leptospirose animal”, com a Dra. Camila Hamond, das 10h15 até às 11h.

•             Intervalo para o almoço.

•             Palestra “Prevalência da Leptospirose no Amazonas”, com a Dra Kátia Lima, das 13h às 13h45.

•             Palestra “Pesquisa de reservatórios de Leptospira na fauna silvestre”, com o Dr Felipe Fornazari, das 13h45 até às 14h30.

•             Intervalo de 15 minutos.

•             Palestra “Pesquisa de reservatórios de Leptospira na fauna silvestre”, com a Dr. Carolina Lessa Aquino, das 14h45 até às 15h30.

Dia 15

•             Palestra “Epidemiologia da leptospirose urbana”, com o Dr. Federico Costa, das 8h às 8h45.

•             Palestra “Interação patógeno-hospedeiro e candidatos vacinais”, com a Dra. Ana Lúcia Tabet do Nascimento, das 9h45 às 10h30.

•             Palestra “Ciência e gestão pública: uma parceria para o enfrentamento dos problemas socioambientais nas cidades”, com o Dr. Ensenhower Pereira Campos, das 9h45 até às 10h30.

•             Palestra “Desafio da leptospirose no contexto da saúde única”, com a Dra. Carla Cristina Guimaraes de Moraes, das 10h30 até às 11h15.

•             Intervalo para o almoço.

•             Palestra “Teste rápido de Leptospirose”, com Mitermayer Galvão dos Reis, das 13h às 13h45.

•             Palestra “Legislações do saneamento e áreas vulneráveis à Leptospirose”, com a Dra. Adriana Sotero Martins, das 13h45 até às 14h30.

•             Palestra “Leptospirose em animais silvestres”, com a Dra. Katarine de Souza Rocha, das 14h30 até às 15h15.

•             Palestra “Parasitose intestinal em escolares de área urbana e rural do Amazonas”, com a Dra. Sônia de Oliveira.

Dia 16

•             Palestra “Caracterização de proteases secretadas por leptospiras; possíveis fatores de virulência”, com a Dra. Ângela Silva Barbosa, das 8h até às 8h45.

•             Palestra “Laboratório de Referência Nacional no contexto do diagnóstico da Leptospirose”, com a Dra Ilana Teruszkin Balassiano, das 8h45 até 9h30.

•             Palestra “Leptospirose uma retrospectiva de 10 anos”, com a Dra. Ormesinda Celeste, das 9h45 até às 10h30.

•             Palestra “Atualizações sobre leptospirose em pequenos ruminantes e suínos em condições semiárida”, com o Dr. Sergio Santos de Azevedo, das 10h30 até às 11h15.

•             Intervalo para o almoço.

•             Palestra “A importância do sequenciamento de genoma para a epidemiologia da leptospirose no contexto de saúde única”, com doutorando Lucas Nogueira Paz, das 13h às 13h45.

•             Palestra “Perfil epidemiológico e o impacto do gradiente social da infecção por Leptospirose em humanos no município de Manaus, Amazonas”, com a médica veterinária Fernanda Martins Corrêa, das, das 13h45 até às 15h05.

•             Palestra “Fragilidades no saneamento básico e o impacto na saúde pública em Manaus”, com a mestra Cláudia Nayara da Silva Alves, das 14h05 até às 14h25.

•             Palestra “Estudo Soroepidemiologico de Leptospirose em Profissionais de Limpeza Urbana do Município de Manaus”, com a mestranda Jéssica Daniella Brandão, das 14h25 até às 14h45.

•             Palestra “Saneamento Ambiental Inadequado em Áreas Indígenas do Amazonas como Fator de Risco para Leptospirose”, com Raquel Macedo dos Santos, das 14h45 até às 15h05.

•             Palestra “Leptospirose, o perigo desconhecido pelos profissionais responsáveis pela limpeza pública no município de Manaus/AM”, com Vitória Graziela Lopes Dutra, das 15h05 até às 15h20.

•             Encerramento do I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia – One Health das 15h20 até às 16h.

Fonte: Instituto de Consultoria em Ensino e Pesquisa do Amazonas
Ilustração: Marcus Reis

Divulgado resultado preliminar da 4ª etapa do processo seletivo para Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o resultado preliminar da 4ª etapa (prova oral) da Chamada Pública Nº 010/2021, referente ao processo seletivo para o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

“A Aids perdeu a visibilidade”, destaca pesquisadora da Fiocruz

Este é o segundo ano em que o Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º/12) ocorrerá em meio à pandemia de Covid-19. A data, instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global. Um vírus e uma epidemia que, de acordo com a diretora do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), a médica Valdiléa Veloso, estão longe das manchetes. “Infelizmente a Aids perdeu a visibilidade”, lamenta. Em entrevista, Valdiléa comenta os avanços no estudo de uma vacina contra o HIV, relembra os grandes feitos da Fiocruz ao longo das décadas e aborda as similaridades entre a epidemia de Aids e a pandemia da Covid-19.

Ao longo desta quarta-feira (1º/12), o INI/Fiocruz disponibilizou testagem de HIV e hepatite entre as pessoas que passaram pelo Instituto. Também hoje (1º/12), a partir das 18h, a Fiocruz vai iluminar o Castelo de Manguinhos de vermelho, em alusão à data.

AFN: Como está o desenvolvimento da vacina contra o HIV?

Valdiléa Veloso: Um dos projetos mais avançados é o Mosaico. A vacina Mosaico usa mesma plataforma de vetor viral da vacina para a Covid-19, o adenovírus. Do ponto de vista científico isso é interessante, já que na atual pandemia passamos a utilizar uma plataforma já amplamente usada no mundo há anos, em outras doenças. A pesquisadora Beatriz Grinsztejn, chefe do laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do INI/Fiocruz, é a investigadora principal do Mosaico, que já completou o número de voluntários previstos. Esse estudo, em todo mundo, foi muito bem aceito. Mas não há previsão de quando teremos essa vacina, que está na fase 3. Outras candidatas a vacina demonstraram não ter eficácia ao chegar a essa fase. Precisamos dos ensaios clínicos, que são o padrão ouro para saber qual possível imunizante tem eficácia e segurança. Vale ressaltar que este é o primeiro estudo de fase 3 no Brasil para uma vacina contra o HIV. E que também foi o INI que desenvolveu o primeiro estudo de vacina de HIV no Brasil.

Infelizmente a Aids perdeu a visibilidade nos últimos anos. Só se fala no tema em 1º de dezembro, no Dia Mundial de Luta contra a Aids. Nem a imprensa aborda mais tanto como deveria. É uma situação muito complicada. O país vive uma onda conservadora que bloqueia o trabalho de prevenção que deveria estar sendo feito nas escolas. E em que grupo há mais novos casos? Entre os jovens. Mas pela escola não se consegue mais acessar esse público. No caso dos adolescentes, as unidades de saúde temem entrar no tema porque os pais podem reclamar e, por questões éticas, é necessária a assinatura deles, mas esse tema não é conversado em casa. Assim criam-se barreiras. Em geral a população acredita que é uma questão resolvida, mas está longe de ser. Claro que houve grande melhora com os antirretrovirais, que reduziram o número de mortes e infecções, mas a Aids continua a infectar e matar.

No Brasil, em 2019 – os dados relativos a 2020 vão ser publicados agora, no boletim anual – houve 41 mil infecções diagnosticadas, de pessoas que não tinha comprometidos os seus sistemas imunológicos, e 30 mil casos de pessoas com a doença, já sintomáticas ou com o sistema imunológico competido. Ou seja, mais de 70 mil pessoas. Por isso precisamos trabalhar mais a prevenção do HIV.

AFN: Que paralelo é possível traçar entre a epidemia de Aids e a pandemia de Covid-19?

Valdiléa Veloso: Vejo semelhanças, como o fato de a etiologia não ser conhecida no momento da descrição dos primeiros casos. Os primeiros casos de Aids foram descritos em junho de 1981, em Los Angeles, depois São Francisco e Nova York. Existem similaridades entre o momento em que apareceu o HIV e o agora, com o novo coronavírus. Na época em que surgiram os primeiros casos de HIV houve forte reivindicação da comunidade gay nos EUA por mais investimentos em pesquisa que resultassem em tratamento, vacina, medicamentos, diagnósticos. Foi um movimento da sociedade civil para pressionar o governo americano e exigir que se falasse abertamente sobre a doença. A comunidade gay, que era bem organizada, pressionou e inclusive chegou a participar das pesquisas também contribuindo para o planejamento dos estudos.

Basicamente, no início, os casos ocorriam entre os gays, uma população historicamente muito estigmatizada. No entanto, a movimentação da sociedade civil e as reivindicações contribuíram bastante para diminuir o estigma. Mas o estigma ainda é o combustível da pandemia no mundo inteiro. A pessoas têm receio de fazer o teste. Ou sabem que são positivas mas não procuram tratamento, não contam para ninguém. No entanto, atualmente, quem é diagnosticado, ainda sem comprometimento significativo, tem perspectiva e qualidade de vida semelhantes à da população em geral. A ciência comprovou, de forma irrefutável, que uma pessoa com HIV, que se trata e consegue controlar a multiplicação do vírus em seu organismo, que é identificado pelo exame de carga viral, não transmite a infecção por via sexual.

O conceito de fast track surgiu no FDA [o órgão governamental dos EUA que faz o controle dos medicamentos, entre outros produtos], a partir da mobilização da sociedade civil, que tinha pressa. Até então demorava cerca de dez anos para um medicamento ser aprovado. Com isso o AZT foi aprovado em tempo recorde, ao se mostrar a sua eficácia. Assim as agências regulatórias foram criando análises aceleradas, que são muito usadas hoje e que vimos agora na Covid-19, com estudos que aprovaram emergencialmente as novas vacinas.

São legados que geram novos avanços. Toda aquela movimentação levou a resultados concretos e à mobilização para o enfrentamento a outras doenças. E se estabeleceu a participação da comunidade nas pesquisas. Não apenas como indivíduos voluntários, mas também na elaboração dos estudos e análise dos resultados. Hoje nos beneficiamos desses avanços. Há similaridades e continuidades.

Para ler a entrevista na íntegra, clique AQUI.

Agência Fiocruz de Notícias, por Ricardo Valverde

Divulgado resultado da 2ª Etapa para o processo seletivo para curso de mestrado do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado da 2ª etapa da Chamada Pública Nº 012/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Para mais informações acesse: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=35127

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da 1ª Etapa para o processo seletivo para curso de Doutorado do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado da 1ª etapa da Chamada Pública Nº 013/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições aberta para o I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia

O Instituto Leônidas e Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), promove nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, o I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia – One Health. As inscrições podem ser feitas pelo site https://clamazonia.com.br/

O evento, em formato online, reunirá pesquisadores, representantes do Ministério da Saúde e de secretarias municipais de Saúde que irão debater e propor estratégias voltadas para a prevenção, diagnóstico e atendimento de pessoas acometidas por leptospirose.

A atividade visa a congregação dos profissionais que desenvolvem atividades direta ou indiretamente com leptospirose a nível nacional, para atualização e discussão de estratégias voltadas para a prevenção, diagnóstico e tratamento, que poderão se tornar futuras ações e projetos locais e regionais, consolidando um espaço com novas contribuições para o entendimento dos aspectos socioambientais que são determinantes no processo de transmissão da doença.

A organização pretende integrar a pesquisa científica sobre leptospirose produzida pelos pesquisadores de diferentes instituições, permitindo a troca de experiências e dados científicos entre as diversas entidades de pesquisa, bem como promover a discussão, entre os pesquisadores e as autoridades locais de saúde, estratégias que visem a redução de riscos de contaminação por leptospirose entre as comunidades vulnerável a essa doença na Amazônia.

Conforme a coordenadora do congresso, Luciete Almeida, a proposta é reunir a comunidade acadêmica, instituições de pesquisa, secretarias de Saúde, farmacêuticos, biólogos, vigilância sanitária e pessoas de áreas afins para trocar e reunir informações acerca do tema. “Faremos uso de trabalhos científicos, mesas redondas, relatos de experiências e conferências para subsidiar desenhos estratégicos que tenham como enfoques as leptospiroses humana, ambiental e animal. Com a discussão de estratégias voltadas para a prevenção, o diagnóstico e o atendimento aos doentes, que poderão se tornar futuras ações e projetos locais e regionais”, afirmou Luciete Almeida.

O I Congresso Nacional de Leptospirose na Amazônia propõe ainda a formação de parcerias entre pesquisadores e profissionais de saúde presentes no evento, com foco no fortalecimento do sistema de vigilância epidemiológica da doença, a nível local, estadual e regional, através do intercâmbio de informações entre instituições de pesquisa, secretarias de saúde e órgãos ambientais.

Fiocruz Amazônia divulga resultado da 4ª etapa do processo seletivo para o PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o resultado da 4ª etapa da Chamada Pública Nº 011/2021, para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Acesse o resultado AQUI.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Comissão de Seleção publica comunicado sobre Processo Seletivo 2021 do PPGVIDA

A Comissão de Seleção do Processo Seletivo 2021, do Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA, objeto da Chamada Pública N.011/2021, prezando pela justeza no processo seletivo, comunica aos candidatos que:

1. O resultado da quarta etapa será publicado no dia 26/11/2021 até às 19h:00;

2. O período de recurso do resultado da quarta etapa será nos dias 29 e

30/11/2021 até as 16h:00;

3. O resultado dos recursos da quarta etapa e resultado final da seleção será

publicado no dia 09/12/2021 a partir das 17h:00 conforme cronograma

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Encontro de pós-graduação vai abordar sindemias, desafios e oportunidades da saúde pública contemporânea no Brasil

Entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, promoverá o III Encontro da Pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia e o I Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva no Amazonas. Este ano, o tema central será “Sindemias, desafios e oportunidades da saúde pública contemporânea no Brasil”.

Podem participar alunos de iniciação científica, de pós-graduação, profissionais da saúde e pesquisadores, vinculados ou não a Instituição. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do site do evento: https://bityli.com/gGYDsY até o dia 3 de dezembro.

Serão quatro dias de evento científico, contando com sessões de palestras, rodas de conversas, práticas integrativas, atividades culturais, exposição fotográfica e submissão/apresentação de trabalhos científicos. O evento será totalmente virtual, pela plataforma do Youtube (Canal PPGBio Interação – Fiocruz Amazônia) e irá discutir agravos relevantes de saúde no país mediante a compreensão de como fatores ambientais, sociais, econômicos e biológicos promovem e potencializam os efeitos negativos da interação entre doenças nas diferentes populações.

Confira AQUI a programação.

Durante o encontro, serão abordadas temáticas como: saúde coletiva, ambiente e sustentabilidade; COVID-19; medicina tropical, saúde mental e a pesquisa científica na pós-graduação.

CONCURSO DE FOTOGRAFIAS

Paralelamente à apresentação de trabalhos científicos, a comissão organiza o concurso de fotografias. No total, 24 fotografias foram enquadradas nos critérios de seleção e disponibilizadas para votação popular, nas seguintes categorias: Enfrentamento à Pandemia de Covid-19; Determinantes Sociais e Cuidado em Saúde de Populações Amazônicas; Fatores Biológicos e Eco-Epidemiologia de Doenças na Amazônia; e Patógenos e Seus Vetores.

Vote nas melhores fotografias em: https://bit.ly/3CLS9fM

As fotografias mais votadas por categoria receberão um certificado de destaque no encerramento do evento, que ocorre entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro, uma realização da Fiocruz Amazônia, por meio da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC).

SOBRE O ENCONTRO

Evento anual dos programas de Pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, visa discutir avanços científicos em temáticas de relevância para a pesquisa dos pós-graduandos, em particular os do ILMD/Fiocruz Amazônia, estimular a troca científica entre os alunos dos diferentes cursos e divulgar a pesquisa desenvolvida pelos discentes dos Programas. Esse ocorrerá concomitantemente ao primeiro encontro dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Amazonas.

Será emitido certificado de participação para aqueles que participarem de mais de 70% da carga horária total do evento.

Informações sobre o evento no Campus Virtual da Fiocruz em:  https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/IIIencontro_posgrad_ilmd_fiocruz_amazonia

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ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: UP Comunicação Inteligente

Divulgada 7ª republicação da chamada pública para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam a 6ª Republicação da Chamada Pública Nº 010/2021, referente ao processo seletivo para o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia. A nova republicação altera o anexo IV, referente ao cronograma da 3ª e 4ª etapa.

Acesse AQUI a Republicação.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto Manaós promove webnário sobre saúde da população indígena em contextos urbanos

Coordenado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), o Projeto Manaós promove nesta quinta-feira, 25/11, às 16h (horário Manaus), o webnário Saúde da População Indígena em Contextos Urbanos. A mediação será feita pelo coordenador do projeto e, pesquisador do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias.

Para participar acesse: https://bityli.com/Fm3Gzp

Participam do debate quatro mulheres com grande atuação e representatividade nas discussões sobre a causa indígena: Nara Esquivel, representante da SEMSA – Manaus; Lavinia Oliveira, coordenadora de RH – Projeto Xingu; Caroline di Célio, Enfermeira da UBS Real Parque (SP); Jéssica Apurinã, representante da coordenação dos povos indígenas do entorno de Manaus – Copime.

SOBRE O PROJETO

O Projeto Manaós é vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia) e foi aprovado no edital 2021 do Programa Inova Fiocruz – Saúde Indígena,   que “incentiva a transferência do conhecimento gerado em todas as áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz para a sociedade, e conta com financiamento do Fundo de Inovação da Fiocruz e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE)”, explica o pesquisador  Rodrigo Tobias Lima, coordenador do Projeto.

São parceiras institucionais do Projeto Manaós: a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Secretaria Municipal de Saúde de  Manaus (Semsa-Manaus), Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai-AM), Universidade Federal do Amazonas (Ufam-AM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fiocruz Brasília e Fiocruz Ceará.

O objetivo principal do Projeto é avaliar as condições de saúde da população indígena residente na Comunidade do Parque das Tribos, localizada na zona oeste de Manaus, e analisar sua capacidade de acesso à rede de serviços de saúde na capital.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Gabriel José

Divulgada 3ª republicação da Chamada Pública para ingresso no Doutorado Acadêmico do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou a 3ª Republicação da Chamada Pública Nº 013/2021, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a republicação AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Confira o cronograma do processo de seleção na Chamada Pública Nº 013/2021 ou acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=35199

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos irá abordar Influência da infecção plasmodial na interação entre os sistemas cognitivos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 26/11, às 10h, a palestra “Imunomodulação do comportamento : Influência da infecção plasmodial na interação entre os sistemas cognitivos imune e neural no modelo experimental murino”, a ser ministrada por Cláudio Tadeu Daniel Ribeiro, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

Link da transmissão: https://zoom.us/j/92208225874 ID: 922 0822 5874

Segundo o pesquisador, “o curso clínico da malária pode se apresentar tanto como episódios clássicos de febre, sudorese, calafrios e cefaléia, quanto como sintomas inespecíficos de síndromes febris agudas, podendo evoluir para formas graves. Sobreviventes da malária cerebral (MC), a complicação mais grave e letal da doença, podem desenvolver sequelas neurológicas, cognitivas e comportamentais”, explicou.

A apresentação contextualizará, no conhecimento já adquirido sobre déficits neurocognitivos e alterações comportamentais resultantes de infecções adquiridas naturalmente em humanos e modelos experimentais de malária em murinos, o trabalho desenvolvido pelo pesquisador. “Servindo-se de uma adaptação do modelo usado tradicionalmente para estudo da MC, nossos estudos mostram que tais perturbações podem acometer a memória de reconhecimento e o fenótipo do tipo ansioso e ser de longa duração e que a imunomodulação pode corresponder a uma abordagem potencial para prevenir ou reverter as sequelas neurocognitivas da malária”, destacou.

SOBRE A PALESTRANTE

Cláudio possui graduação em Medicina pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, é mestre e Doutorado pela Universidade de Paris VI. É Pesquisador Titular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) – Fiocruz. É Chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária, além de coordenar na Fiocruz o Centro de Pesquisa, Diagnóstico e Treinamento em Malária (CPD-Mal), Laboratório de Referência junto à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para a malária na Região Extra-Amazônica (desde 2004).

Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Protozoologia humana, atuando principalmente nos seguintes temas: malária humana e experimental simiana e murina, Plasmodium falciparum, P. vivax e P. simium, imunidade protetora, ensaios vacinais, imunopatologia da malária, malária de mata Atlântica e em aspectos cognitivo-comportamentais na homeostase e na malária experimental murina não complicada.

Tem também interesse na história da imunologia O Dr Daniel-Ribeiro é bolsista de produtividade desde 1984, foi bolsista nível 1A por 14 anos na área de Imunologia e publicou 245 trabalhos (sendo 167 indexados no PubMed).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Encontro da Pós-graduação da Fiocruz Amazônia abre votação para concurso de fotografias

A comissão organizadora do III Encontro da Pós-graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o I Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva no Amazonas, divulgou os trabalhos selecionados para a fase final, do concurso de fotografias, que ocorre paralelamente à apresentação de trabalhos científicos. O critério utilizado para a seleção das fotografias foram: criatividade, originalidade, relevância e conformidade com a categoria escolhida.

Vote nas melhores fotografias em: https://bit.ly/3CLS9fM

No total, 24 fotografias foram enquadradas nos critérios de seleção e disponibilizadas para votação popular, nas seguintes categorias: Enfrentamento à Pandemia de Covid-19; Determinantes Sociais e Cuidado em Saúde de Populações Amazônicas; Fatores Biológicos e Eco-Epidemiologia de Doenças na Amazônia; e Patógenos e Seus Vetores.

As fotografias mais votadas por categoria receberão um certificado de destaque no encerramento do evento, que ocorre entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro, uma realização da Fiocruz Amazônia, por meio da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC).

Informações sobre o evento no Campus Virtual da Fiocruz em:  https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/IIIencontro_posgrad_ilmd_fiocruz_amazonia

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Imagens: UP Comunicação Inteligente

Divulgado resultado da seleção bolsistas de apoio técnico para Projeto Manaós

O Projeto Manaós, vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia) por intermédio da sua Coordenação, divulga lista dos aprovados, no processo seletivo de jovens mobilizadores indígenas a atuar como pesquisador no projeto intitulado: Projeto Manaós: Saúde das populações indígenas em contexto urbano e os desafios da Atenção Primária em Manaus, coordenado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Acesse AQUI o resultado.

Segundo o coordenador do projeto, Rodrigo Tobias, “faz parte do processo a formação no Curso de Atualização: Abordagem na Atenção Primária com Olhar às Populações Indígenas Residentes em Área Urbana”, que será realizado na Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) de 29/11 a 4/12, das 8h às 12h.

Somente receberá certificação aquele(a)s que participarem 75% das aulas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz alerta para impacto da pandemia sobre o tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids

A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, fez um alerta para o impacto da pandemia de Covid-19 sobre o tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids no Brasil, durante seminário on line realizado nesta quarta-feira, 17/11, pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e Centro de Referência e Treinamento DST-Aids-SP. Adele apontou como um dos reflexos diretos da situação a estimativa de que, de acordo com o Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids), ao final de dois anos de pandemia, teremos globalmente cerca de 230 mil novos casos de infecção pelo HIV e 140 mil mortes adicionais pela doença, devido principalmente à chegada tardia das pessoas ao sistema de saúde para diagnóstico e tratamento do HIV.

Para a médica, ex-diretora do Departamento de IST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, faltou ao Governo Federal a sensibilidade de utilizar a expertise da resposta nacional ao HIV para lidar com a pandemia da Covid-19. “O Ministério da Saúde tinha a expertise para lidar com uma melhor resposta à Covid-19, por possuir uma rede de biologia molecular já estabelecida em todo o Brasil, que faz exames de CD4 e carga viral do HIV, e mesmo a rede de tuberculose, que poderiam desde o início ter subsidiado uma melhor resposta no diagnóstico da Covid-19”, afirmou Benzaken, citando ainda a experiência em farmacolovigilância e monitoramento de eventos adversos, que seria de suma importância no cenário de implementação da vacina contra a Covid-19.

Outro dado preocupante, segundo Adele, é o da redução do número de testagem para HIV em muitos países, entre os quais o Brasil. No caso da epidemia do HIV/Aids, os apresentadores tardios, como são chamadas as pessoas que se apresentam tardiamente ao serviço de saúde com contagem de CD4 abaixo de 350, são certamente as principais causas para a queda acentuada no número de diagnósticos e encaminhamentos para serviços de cuidados e início do tratamento de HIV. “No Brasil, a redução da testagem durante a pandemia poderia ter sido mitigada pela distribuição de autoteste de HIV, que está incorporado no SUS e que está tendo uma distribuição menor que no ano sem pandemia”, admite a cientista.

Segundo dados do Relatório de Monitoramento Clínico das pessoas vivendo com HIV no Brasil, houve uma diminuição de 23% e 22% no número de pessoas vivendo com HIV que realizaram os primeiros exames de CD4 e Carga Viral, respectivamente, e de 20% no número de pessoas vivendo com  HIV que iniciaram terapia antiretroviral (TARV), em comparação aos anos de 2019 e 2020. Ainda segundo o relatório, houve também um aumento de 29% na proporção de pessoas vivendo com HIV que atrasaram mais de um mês para a dispensação da terapia antiretroviral em relação a 2019, o que compromete a qualidade de vida e promove resistência aos medicamentos. Ademais, apesar da redução no número de dispensações de TARV, ao comparar 2019 e 2020, observou-se um aumento de 58% no número de dispensações com cobertura de antiretrovirais suficiente para 60 ou 90 dias, numa tentativa de diminuir o número de visitas às unidades dispensadoras de TARV.   

FAKENEWS, AIDS E VACINA

O webinar realizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo teve como finalidade discutir os efeitos danosos da desinformação gerada pelas fakenews no contexto do sistema de saúde. Com o tema “Entre o Fato e o Fake: Vacinas, HIV e Covid-19”, o evento reuniu autoridades em Aids no Brasil para tratar da questão. “Hoje estamos vivenciando o sucesso da vacina para a Covid-19 mesmo sem termos atingido ainda a cobertura vacinal adequada, mas quantas mortes poderiam ter sido evitadas se não tivéssemos vivido tanta demora até a primeira vacina nos nossos braços e se a rede governamental tivesse sido eficiente para divulgar fatos, quanto é na divulgação de fakes”, salientou Benzaken.

O poder negativo da divulgação de falsas notícias interfere nos resultados que se pretende obter com campanhas de vacinação. “Não precisamos de declarações que desestimulem a vacinação e nem a tornem estigmatizada ou relacionada à Aids. Informações contraditórias favorecem a dúvida e o medo enquanto educação e empoderamento das comunidades têm o poder contrário de possibilitar que as pessoas lutem pela sua vacina”, destacou a médica, referindo-se aos impactos das fakenews.

FRASES – Adele Benzaken

“A VACINA PARA A COVID-19 MUDA A REALIDADE E NECESSITA DE IMPLEMENTAÇÃO RÁPIDA E ÁGIL COM SERIEDADE E RIGOR CIENTÍFICO”.

“VACINAÇÃO É UM PACTO SOCIAL E UM ESFORÇO COLETIVO QUE DEPENDE DE TODOS NÓS. DEVEMOS NOS LEMBRAR TODOS OS DIAS: A VACINA TEM O PODER DE SALVAR VIDAS E PRECISAMOS VACINAR NOSSO MUNDO, COMO DIZ A CAMPANHA DA AHF”

“DEVEMOS UNIR ESFORÇOS NA RECONSTRUÇÃO DO PROGRAMA DE HIV, JUNTO COM A SOCIEDADE CIVIL QUE SEMPRE FOI O GRANDE DIFERENCIAL DA RESPOSTA BRASILEIRA DE VANGUARDA”.

“DEVERÍAMOS TER APRENDIDO COM A RESPOSTA AO HIV”

Foto: Divulgação

Divulgado resultado final da 1ª etapa do processo seletivo para curso de mestrado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão do Processo Seletivo do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação StrictoSensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Chamada Nº 012/2021, divulgou o resultado final da 1ª. etapa do processo seletivo: análise da documentação e homologação das inscrições.

Acesse AQUI o resultado.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral (Projeto de Pesquisa e Entrevista); 4 a Etapa: Análise de currículo. Todas as etapas serão realizadas em formato virtual.

SOBRE O PPGBIO-Interação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto da Fiocruz Amazônia lança website Medidas de Saúde Pública contra a Covid-19

O Projeto Manaós: Saúde da População Indígena no Contexto Urbano, uma iniciativa coordenada pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realiza neste sábado, 20, às 9h, na área de convivência da comunidade do Parque das Tribos, o lançamento do website Medidas de Saúde Pública contra a Covid-19, um espaço inédito, criado no site oficial do projeto (www.projetomanaos.com.br), voltado para o diálogo aberto e direito com populações vulneráveis sobre medidas de prevenção e combate ao novo coronavírus.

A página foi produzida com base no conteúdo na Guia de “Orientações para a aplicação de medidas de saúde pública não farmacológicas a grupos populacionais em situação de vulnerabilidade no contexto da Covid-19”, um material (textual) desenvolvido em 2020 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPS/OMS).

De acordo com a Guia, disponível gratuitamente em português, espanhol, inglês e francês, a pandemia demonstrou que a vulnerabilidade está associada tanto a características individuais e biológicas, quanto ao contexto social, econômico e político dos grupos. Portanto, a eficácia das medidas depende da superação de diversos obstáculos e da capacidade de diminuir efeitos indesejados no processo de aplicação da maioria delas.

Por meio de vídeos, ilustrações, figuras, foi possível consolidar um conjunto de recomendações (acessíveis) que tratam de: quarentena; isolamento; fechamento de locais e negócios não essenciais; transporte público; fechamento de escolas; asilos, presídios e outros centros de longa permanência; lavagem das mãos; eventos em massa (aglomerações); condições de moradia; e trabalhadores essenciais.

Acesse: https://www.projetomanaos.com.br/medidas-saude-publica-covid19/

O projeto conta como público focal os moradores da comunidade do Parque das Tribos (indígenas e não indígenas) e visa esclarecer as pessoas sobre questões ligadas à pandemia, gerando, consequentemente, uma convivência mais segura destas com o vírus. Comunidades vivendo situações semelhantes a dos moradores do Parque das Tribos também se beneficiarão.

Finalmente, a página cumpre um compromisso de oferecer informações qualificadas e referenciadas capazes de orientar líderes e gestores públicos na tomada de decisão sobre temas ligados a grupos vulneráveis, bem como subsidiar a criação de políticas públicas que efetivamente tenham poder de transformação social.

EVENTO

Horário: 09 horas.

Local: área de convivência “O Malocão”, localizada na comunidade do Parque das Tribos (bairro Tarumã-Açu).

Por Grace Soares
Imagem: divulgação

Divulgado resultado final da 3ª etapa do Processo Seletivo para curso de mestrado do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) divulga o resultado final da 3ª etapa do Processo Seletivo (Chamada Pública Nº 011/2021), referente à pontuação do currículo lattes dos candidatos

O resultado pode ser acessado na Plataforma Siga, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O processo de seleção para o PPGVIDA é feito em 4 etapas: homologação das inscrições; prova de Saúde Coletiva; avaliação do Anexo VII – pontuação do currículo lattes do candidato; e prova oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado será ministrado em Manaus, em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada etapa de homologação de inscrições do mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão do Processo Seletivo do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação StrictoSensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Chamada Nº 012/2021, informa que concluiu a 1ª. etapa do processo seletivo: análise da documentação e homologação das inscrições.

Acesse AQUI as inscrições homologadas.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral (Projeto de Pesquisa e Entrevista); 4 a Etapa: Análise de currículo. Todas as etapas serão realizadas em formato virtual.

SOBRE O PPGBIO-Interação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições para concurso de fotografia encerram dia 19/11

Entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, promoverá o III Encontro da Pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia e o I Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva no Amazonas.

Em paralelo à apresentação de trabalhos científicos, ocorrerá a Exposição Virtual Fotográfica nas categorias: Enfrentamento à Pandemia de Covid-19; Determinantes Sociais e Cuidado em Saúde de Populações Amazônicas; Fatores Biológicos e Eco-Epidemiologia de Doenças na Amazônia; e Patógenos e Seus Vetores. A submissão de trabalhos fotográficos pode ser feita até sexta-feira, 19/11.

Os critérios para a seleção das fotografias serão: criatividade, originalidade, relevância e conformidade com a categoria escolhida. Apenas os inscritos podem enviar até duas (2) imagens de sua autoria, indicando a categoria que deseja concorrer com cada imagem.

O autor deverá incluir título da imagem (máximo 10 palavras) e uma breve descrição (máximo 30 palavras). As fotografias podem ser coloridas ou em preto e branco, no formato JPEG ou JPG na melhor resolução possível. É proibido adicionar qualquer gravura, marca d’água ou afins que identifique na fotografia seu autor.

Além disso, as fotografias que se enquadrarem serão disponibilizadas para votação popular. As mais votadas por categoria receberão um certificado de destaque no encerramento do evento.

Informações sobre o evento no Campus Virtual da Fiocruz em:  https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/IIIencontro_posgrad_ilmd_fiocruz_amazonia

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ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: UP Comunicação Inteligente

Centro de Estudos irá abordar sífilis e outras Infecções sexualmente transmissíveis

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 19/11, às 10h, a palestra “Sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis”, a ser ministrada por Adele Schwartz Benzaken, pesquisadora e diretora da Fiocruz Amazônia

Link da transmissão: https://zoom.us/j/93032491426  ID: 930 3249 1426

O tema será abordado na perspectiva epidemiológica dessas infecções, da importância da vigilância e resposta brasileira nos últimos anos.

SOBRE A PALESTRANTE

Adele é graduada em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, e doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. Foi diretora da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, em Manaus, no período de 2007 a 2010.

Foi oficial do Programa Nacional do UNAIDS/Brasil, no período de abril de 2011 a outubro de 2013, em Brasília. Diretora Adjunta (2013-2016) e posteriormente Diretora do departamento de IST/HIV-Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde período de junho de 2016 a janeiro de 2019.

Vice presidente do comitê de especialistas da OMS- Organização Mundial de Saúde- “WHO Strategic and Technical Advisory Committee on HIV and Viral Hepatitis(STAC-HIVHEP), no periodo de 2017-2021. Membro do comitê de certificação da eliminação da sífilis e do HIV da OPAS-Organização Pan-Americana de Saúde, de 2016 a 2021.

Vice-presidente do “Steering committee of the 2025 target setting and 2020-2030 resource needs and impact estimation, do UNAIDS/Genebra de 2019 a 2021. Diretora Regional para America Latina da International Union Against Sexually Transmitted Infections (IUSTI), membro da diretoria da International Society for Sexually Transmitted Diseases Research (ISSTDR).

 Trabalha atualmente para a Aids Healthcare Foundation-AHF – como Diretora Medica do Programa Global e como diretora da Fiocruz Amazônia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Assembleia Legislativa do Amazonas homenageia Marcus Barros, primeiro diretor da Fiocruz Amazônia

Com propositura do deputado estadual Serafim Correa, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) concedeu ontem, 16/11, ao médico, pesquisador e professor Marcus Barros, a Medalha Ruy Araújo. A sessão especial reuniu de forma híbrida autoridades, amigos e familiares do homenageado no Plenário Ruy Araújo, sede da ALE-AM, bairro Flores.

Marcus Barros foi o primeiro diretor do Escritório Técnico Regional da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia, o Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane, Fiocruz Amazônia, instalado em Manaus (AM).

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, participou do evento de forma virtual, agradeceu o convite recebido do deputado Serafim Correa, e encaminhou mensagem, que foi lida pelo presidente da mesa.

“Foi com grande honra que recebi o convite para a sessão especial de entrega da Medalha Ruy Araujo ao professor Marcus Barros, que foi pioneiro na implantação da Fiocruz Amazônia e primeiro diretor do nosso Instituto Leônidas e Maria Deane. A Fiocruz tem como uma das suas agendas mais estratégicas a atuação na Amazônia e agradecemos ao professor Marcus Barros por sua contribuição não somente à Fiocruz, mas à saúde pública na qual sempre atuou com pleno entendimento da importância da biodiversidade e dos determinantes sociais e ambientais da saúde”, disse Nísia Lima.

Adele Schwartz Benzaken, diretora da Fiocruz Amazônia.

Ao cumprimentar a mesa Marcus lembrou que dentre os integrantes, dois haviam sido seus alunos do curso de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e que estava contente por sua aluna da primeira turma, a médica Adele Schwartz Benzaken, ser hoje diretora da Fiocruz Amazônia.

“Fui aluna da primeira turma que o Marcus Barros lecionou na Ufam. Seus ensinamentos éticos, de respeito ao paciente e a luta por serviços que atendam às demandas da população nortearam toda minha vida profissional”, agradeceu Adele Benzaken pela deferência.

O deputado Serafim Corrêa ressaltou os aspectos colaborativo e humanitário do médico e pesquisador que sempre foi comprometido e estudioso.

“Ele é especialista em moléstias tropicais. Esta homenagem coroa o reconhecimento do Amazonas a um filho ilustre que nasceu lá em Eirunepé e de lá veio para Manaus e aqui estudou e aqui fez tudo de bom. Homem dedicado a servir o próximo e orgulho de todos nós”, falou Serafim Correa.

Representando o governador do Amazonas, Wilson Lima, a diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales  Mendes Silva destacou a brilhante trajetória  do homenageado que se destaca na saúde como médico comprometido, pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD),  além da Ufam, instituição da qual também foi reitor.

“Um olhar atento à sua admirável trajetória permite-nos identificar que por onde Marcus Barros passa, finca-se o espírito da construção, da ousadia, da competência, da solidariedade e da superação”, disse Márcia Perales.

Marcus Barros salientou a alegria em receber a Medalha Ruy Araújo, e agradeceu a propositura do deputado Serafim Correa, bem como aprovação do seu nome, por unanimidade dos deputados, para receber tão alta  honraria pelos serviços prestados ao Amazonas.

Marcus Barros foi o primeiro diretor da Fiocruz Amazônia

“A Medalha homenageia a quem se destaca pelo serviço prestado ao Amazonas nos vários segmentos. Assim, procurei contribuir nas áreas de saúde, educação e meio ambiente. Hoje, estou ciente de que tudo valeu a pena”, disse o médico, ao relembrar sua história, vivências em família, bem como o início de suas atividades como médico e gestor no interior do Amazonas.

BIOGRAFIA DO HOMENAGEADO

Marcus Barros é médico e pesquisador do Instituto de Medicina Tropical do Amazonas, em convênio com a Universidade do Amazonas, desde 1975. Professor Adjunto IV do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Amazonas, desde 1975(aposentado). Fundador e primeiro Diretor do Hospital Universitário Getúlio Vargas – da Universidade do Amazonas – 1981/83.

Inauguração do Instituto Leônidas e Maria Deane, que funcionou inicialmente no complexo da FMT

Foi reitor da Universidade do Amazonas. 1989/1993. Fundador e primeiro gerente do Escritório Técnico Regional da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia, com sede em Manaus, objetivando a criação do Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane, 1995/98. Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), nomeado pelo Decreto de 25.02.2002.

Foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de janeiro de 2003 a maio de 2007. Foi  secretário Municipal de Governo, coordenador do Convênio Funai/Saúde/Prelazia do Alto Solimões para Nação Tikuna. São Paulo de Olivença entre 975 e 1976.  Diretor Clínico do Hospital Colônia Antônio Aleixo (Hanseníase), em 1976. Presidente da Associação de Docentes da Universidade do Amazonas – Manaus – 1984 a 1986.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Fapeam/Érico Xavier e arquivo Fiocruz Amazônia

Divulgada 4ª republicação da Chamada Pública Nº 011/2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga a 4ª republicação da Chamada Pública Nº 011/2021 para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), com alterações no item 9.7 e anexo I – cronograma

Acesse a republicação AQUI.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 6ª republicação da chamada pública para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam a 6ª Republicação da Chamada Pública Nº 010/2021, referente ao processo seletivo para o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia. A nova republicação altera a bibliografia sugerida para a Prova Oral.

Acesse AQUI a Republicação.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Webinar irá discutir desinformação gerada por fakenews sobre Vacinas, HIV e Covid-19

Passado o período crítico da pandemia de Covid-19, a comunidade científica brasileira faz um alerta para o risco do agravamento da epidemia causada pelo vírus HIV/Aids. E não é para menos: nos últimos dois anos, milhares de pessoas soropositivas deixaram de buscar tratamento nos ambulatórios especializados, temendo a contaminação pelo novo coronavírus.

Além disso, se viram envoltas numa perigosa rede de fakenews, associando terapias de tratamento e vacinas da Covid-19 à Síndrome da Imunodeficiência Adquirída (Aids). Para discutir os efeitos danosos da desinformação gerada pelas falsas notícias no atual contexto, o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo realizará o webinar “Entre o Fato e o Fake: Vacinas, HIV e Covid-19”.

O debate reunirá estudiosos especialistas em HIV Aids, no Brasil, e terá transmissão ao vivo pelo site www.iea.usp.br/aovivo , na próxima quarta-feira, 17/11, a partir das 14h (horário Brasília). Participarão como expositores a médica sanitarista Adele Benzaken, diretora do Insituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e ex-coordenadora do Programa de DST/Aids do Ministério da Saúde, juntamente com o coordenador do Programa Estadual de Aids de São Paulo, o médico Arthur Olhovetchi Kalichman, a epidemiologista Mariza Vono Tancredi, do Centro de Referência e Treinamento DST Aids, e a professora titular no Departamento de Psicologia Social da USP, Vera Paiva, que atuará como moderadora.

Para Adele Bezaken, a discussão é apropriada e oportuna para este momento. “O momento deve ser de retomada do Programa Brasileiro de HIV/Aids, referência mundial na implementação de políticas públicas para HIV/Aids, e com ele o complexo mosaico da mandala da prevenção combinada, com campanhas informativas colocadas à disposição da população. As fakenews têm um efeito devastador e podem comprometer todo um trabalho eficiente desenvolvido ao longo de décadas”, pontuou a cientista amazonense.

Projeto Manaós prorroga inscrições do Processo Seletivo de bolsistas de apoio técnico

O Projeto Manaós, vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia) por intermédio da sua Coordenação, prorroga até 16/11, o prazo para inscrições no processo de seleção de bolsista.

A razão da prorrogação, se justifica devido os candidatos não terem atendido integralmente aos critérios de seleção, conforme normas estabelecidas nesta Chamada.

Acesse AQUI o edital.

Para efetuar a inscrição, o candidato deverá enviar os seguintes documentos:

I – Cópia da Ficha de Inscrição (Anexo I) assinada;

II – Cópia simples do comprovante de residência, identidade e CPF;

III – Documento assinado de autodeclaração indígena (Anexo II);

IV – Documento assinado pela Associação dos Povos Multiétnicos Indígenas e Moradores do Parque das Tribos que reconhece o tempo de atuação do candidato nos projetos da comunidade como voluntário de no mínimo de 6 meses (Anexo III).

V – Documentos comprobatórios de formação de nível superior e/ou técnico nas áreas da saúde e/ou outra qualquer, para fins de desempate.

Os candidatos devem ainda preencher formulário de inscrição em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeSyv2DWI5EbS81Im5SahyZBYFMADo2X-butLUgcyMWkRtDRg/viewform

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado cronograma da 4ª etapa do processo seletivo para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o cronograma da 4ª etapa, do processo seletivo para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, Chamada Pública 010/2021.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições prorrogadas para mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até 16/10, as inscrições para o processo de seleção pública (Chamada Nº 012/2021) para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A republicação apresenta também alterações no cronograma de execução.

Acesse AQUI a republicação.

Estão sendo oferecidas 9 vagas para ingresso no curso. As vagas estão distribuídas nas seguintes linhas de pesquisa: Linha 1- Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Linha 2 – Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral (Projeto de Pesquisa e Entrevista); 4 a Etapa: Análise de currículo. Todas as etapas serão realizadas de maneira online devido à pandemia por COVID-19.

As etapas 2 a 3 são eliminatórias sendo a nota de aprovação 6,0 (seis). A 4a etapa é classificatória.

SOBRE O PPGBIO-Interação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 2ª republicação da Chamada Pública para ingresso no Doutorado Acadêmico do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou a 2ª Republicação da Chamada Pública Nº 013/2021, com alterações nos procedimentos de inscrição (item 6), referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira a republicação AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 3ª republicação da Chamada Pública Nº 011/2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga a 3ª republicação da Chamada Pública Nº 011/2021 para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), com mudanças no cronograma de execução.

Acesse a republicação AQUI.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da 3ª etapa do processo seletivo para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o resultado da 3ª etapa do processo seletivo para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, Chamada Pública 010/2021.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado da 3ª etapa do Processo Seletivo para o mestrado PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) divulga o resultado da 3ª etapa da Chamada Pública Nº 011/2021, referente à pontuação do currículo lattes dos candidatos

O resultado pode ser acessado na Plataforma Siga, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O processo de seleção para o PPGVIDA é feito em 4 etapas: homologação das inscrições; prova de Saúde Coletiva; avaliação do Anexo VII – pontuação do currículo lattes do candidato; e prova oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado será ministrado em Manaus, em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado final da prova de Saúde Coletiva do processo seletivo para o mestrado PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) divulga o resultado da  prova de Saúde Coletiva, referente à 2ª etapa da Chamada Pública Nº 011/2021, pós pedidos de recursos.

O resultado pode ser acessado na Plataforma Siga, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O processo de seleção para o PPGVIDA é feito em 4 etapas: homologação das inscrições; prova de Saúde Coletiva; avaliação do Anexo VII – pontuação do currículo lattes do candidato; e prova oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado será ministrado em Manaus, em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos irá apresentar pesquisas com selênio para tratamento de cardiopatia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 12/11, às 10h, a palestra “Pesquisa Translacional em doença de Chagas: estudos com selênio para tratamento de cardiopatia”, a ser ministrada por Tânia Cremonini de Araújo-Jorge, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e diretora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Link da transmissão: https://zoom.us/j/99383876328 ID: 993 8387 6328

Nessa palestra, serão discutidos alguns estudos desenvolvidos pelo grupo de pesquisa de Tania, referente à aplicação do selênio para tratamento de cardiopatia. “A cardiopatia é uma das causas de mortalidade mais importantes relacionada à doença de Chagas. Neste sentido, uma estratégia de tratamento é o uso de selênio. que pode atuar permitindo a ação plena dos mecanismos antioxidantes do organismo; impedindo assim a degeneração do coração associada a doença”, explica.

SOBRE O PALESTRANTE

Tania Cremonini de Araújo-Jorge é graduada em Medicina pela UFRJ, e Pesquisadora Titular em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É Mestre e Doutora em Ciências (Biofísica) pela UFRJ.

Atua nas áreas de inovações em doenças negligenciadas, farmacologia aplicada e ensino de ciências, com foco em criatividade e no conceito interdisciplinar de CienciArte. Atualmente é diretora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Atua como consultora e parecerista da OMS/TDR, do Ministério da Saúde/Decit, de agências estrangeiras, do CNPq, da CAPES e de Fundações de Apoio a Pesquisa em diversos estados brasileiros. É membro do corpo editorial e pareceristas de periódicos científicos no Brasil e no exterior. Atua ainda no desenvolvimento de materiais educativos e de tecnologias sociais articulando ciência, arte, saúde e alegria.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada nova republicação da chamada pública para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam a 5ª Republicação da Chamada Pública Nº 010/2021, referente ao processo seletivo para  o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia. A Republicação altera o cronograma da 3ª e da 4ª Etapas.

Acesse AQUI a 5ª Republicação.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

Informações sobre essa Chamada Pública também podem ser acessadas em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da 2ª etapa do processo seletivo para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o resultado definitivo, da 2ª etapa do processo seletivo para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, Chamada Pública  010/2021.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O resultado também pode ser acessado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

E-book da Fiocruz apresenta diagnóstico da evolução da pandemia no Brasil

Apresentar um diagnóstico e constituir uma memória sobre a evolução da pandemia no Brasil, a partir de registros e análises de dados, sistemas de monitoramento e vigilância em saúde. É com esse intuito que o Observatório Covid-19 Fiocruz e a Editora Fiocruz lançam, nesta quinta-feira (4/11), o e-book Covid-19 no Brasil: cenários epidemiológicos e vigilância em saúde, que estará disponível para download gratuito na plataforma SciELO Livros.

Organizado pelos pesquisadores Carlos Machado de Freitas, Christovam Barcellos e Daniel Antunes Maciel Villela, o volume é o terceiro da série Informação para Ação na Covid-19, uma parceria entre o Observatório e a Editora Fiocruz. O livro digital segue a ideia central da iniciativa encabeçada pelo Observatório: reunir o conjunto de respostas, pesquisas e ações técnicas produzidas pela Fiocruz durante a pandemia, mapeando a evolução do vírus no país e as ações de enfrentamento.

O e-book segue uma linha cronológica para traçar as primeiras estratégias de combate ao espalhamento da doença, antes mesmo de chegar oficialmente em terras brasileiras. “Os modelos matemáticos baseados em dados preliminares gerados nos países inicialmente atingidos foram usados para estimar os possíveis efeitos da pandemia no Brasil”, afirmam os organizadores, no texto de apresentação.

Porém, as muitas particularidades do país entraram em jogo logo no início, fazendo com que cientistas, epidemiologistas e pesquisadores levantassem uma série de aspectos e impactos diantes de um contexto com diversas variáveis e especificidades. “Num país tão imenso, heterogêneo e desigual, foi um grande desafio, através de notas, boletins, relatórios técnicos e webinários, discutir a evolução da pandemia no Brasil”, relata Carlos Machado, coordenador do Observatório Covid-19 Fiocruz.

Em um cenário de ampla vulnerabilização de determinados grupos sociais – tema que norteou o segundo e-book da série, intitulado Os Impactos Sociais da Covid-19 no Brasil -, os especialistas envolvidos na obra consideram que as “particularidades brasileiras, sua configuração territorial, profundas desigualdades sociais, estrutura do sistema de saúde e condições de vida e trabalho exigiram uma adaptação desses modelos e análises de grupos populacionais específicos que poderiam se constituir como mais vulneráveis à pandemia e, por isso, requereriam atenção especial e políticas específicas”, ressaltam os organizadores.

Em três partes, que englobam um total de 25 capítulos, o título agrega os muitos desafios – com ênfase nas equipes técnicas da Fiocruz – para a avaliação de cenários epidemiológicos diante da chegada do vírus Sars-CoV-2 ao país. “Houve um esforço imenso da comunidade científica, e aqui no nosso país não foi diferente, para avaliação desses cenários epidemiológicos, com o uso de dados reportados nos nossos sistemas de vigilância, com os usos de modelos matemáticos e estatísticos e os painéis de acompanhamento dos dados, inclusive para formulação de estratégias de mitigação e supressão da transmissão”, explica Daniel Villela, pesquisador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz).

Os esforços para produzir e disseminar rapidamente conhecimentos que têm como base os registros de casos, hospitalizações e óbitos foram amplamente utilizados para subsidiar políticas e ações de enfrentamento à pandemia no Brasil. Esse conjunto de iniciativas está no âmbito da temática cenários epidemiológicos, um dos quatro grandes eixos do Observatório Covid-19 Fiocruz, que inclui ainda medidas de controle e organização dos serviços e sistemas de saúde; qualidade do cuidado, segurança do paciente e saúde do trabalhador; impactos sociais da pandemia. Dessa forma, o conteúdo do livro não esgota a amplitude e a diversidade de temas que envolvem a Covid-19, reunindo uma ampla comunidade científica que gira em torno dos temas de saúde pública. “Toda esta produção teve como base e estímulo a procura de respostas para os problemas que estavam se apresentando em determinado momento da pandemia, bem como o diálogo com a produção científica advinda de diversos campos de saber realizada e publicada em seu curso”, destaca o texto de apresentação.

Além dos três organizadores, quase 100 pesquisadoras e pesquisadores participam do volume com as mais diversas contribuições, mapeamentos, estudos, apontamentos e reflexões. São especialistas com experiências nas mais variadas áreas, como medicina, epidemiologia, psicologia, estatística, história, biologia, enfermagem, engenharias, antropologia, geografia, farmácia, tecnologia da informação, comunicação, sociologia, entre outras.

A IMPORTÂNCIA DAS PARCERIAS PARA A ANÁLISE DE DADOS

A interface com outros órgãos, programas, ações e iniciativas também foram essenciais para os objetivos de diagnóstico e mapeamento que caracterizam a obra. Alguns dos exemplos são a plataforma MonitoraCovid-19, mantida pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), o InfoGripe da Fiocruz e o Painel Coronavírus da Fiocruz Bahia. “Esse livro traz contribuições importantes também na questão do acesso a dados e análise dos dados”, afirma Christovam Barcellos, responsável pelo Monitora Covid-19. Segundo o pesquisador, a urgência do contexto e a necessidade de repostas cada vez mais rápidas fizeram com esses dados tivessem que ser reinterpretados, incluindo índices de mortalidade, notificação de casos, dados laboratoriais, dados sobre vacinas e sobre mobilidade da população.

Esse cuidadoso processo de análises, leituras e releituras compõe os estudos apresentados ao longo do volume. “Tudo isso é relatado no livro em capítulos, por exemplo, que destacam o papel que o InfoGripe teve na estimativa de casos e tendências; a montagem do Monitora Covid-19 pelo Icict/Fiocruz e que reúne, hoje em dia, uma quantidade enorme de dados; os esforços do Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] e Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde] para disponibilizar dados oportunos e até montagens de painéis específicos sobre favelas, tentando entender o que estava acontecendo, particularmente, nessas populações mais vulneráveis”, exemplifica Barcellos.

As três partes da obra estão divididas com os seguintes títulos: Cenários (com 11 capítulos); Produzindo e Organizando Informação para Ação (com cinco capítulos); Estratégias de Enfrentamento e Vigilância (com nove capítulos). A última parte é dedicada a uma série de temas que giram em torno da vigilância em saúde. Questões que foram – e continuam sendo – fundamentais para o combate à Covid-19 e que vêm sendo intensamente debatidas na agenda pública do país, incluindo os desafios do retorno às atividades escolares e a gestão de riscos durante a pandemia.

SOBRE OS ORGANIZADORES

O historiador Carlos Machado de Freitas é mestre em Engenharia de Produção, doutor em Saúde Pública e pesquisador titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). É editor científico da Editora Fiocruz e coordena o Observatório Covid-19 Fiocruz.

O geógrafo Christovam Barcellos é mestre em Ciências Biológicas e doutor em Geociências. É pesquisador sênior do Icict/Fiocruz, onde é responsável pelo MonitoraCovid-19. É professor da Ensp/Fiocruz e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O engenheiro eletrônico Daniel Antunes Maciel Villela é mestre e doutor em Engenharia Elétrica. Pesquisador em saúde pública na Fiocruz, onde é coordenador do Procc/Fiocruz e coordenador adjunto do Programa de Epidemiologia em Saúde Pública da Ensp/Fiocruz.

OBSERVATÓRIO COVID-19: INFORMAÇÃO PARA AÇÃO

A primeira publicação da série Informação para Ação na Covid-19 foi Diplomacia da Saúde e Covid-19: reflexões a meio caminho, lançado no final de 2020. O segundo e-book foi Os Impactos Sociais da Covid-19 no Brasil: populações vulnerabilizadas e respostas à pandemia, publicado em abril. Todos os livros da série estão disponíveis somente em formato digital e em acesso aberto na rede SciELO Livros, que apoia a iniciativa.

A série de publicações instantâneas (instant books) tem o intuito de levar ao público conhecimentos e reflexões sobre a pandemia, combinando um esforço de análises amplas e integradas sobre temas específicos, com rapidez na produção de modo a estarem disponíveis e de modo amplo em um curto período de tempo. “Esses livros têm como objetivo reunir o conjunto de produções técnicas da Fiocruz, como relatórios, estudos e notas técnicas, em resposta à Covid-19”, afirma Carlos Machado.

O Observatório foi constituído logo nos primeiros meses da pandemia no Brasil, com o objetivo de reunir informações sobre os diversos aspectos epidemiológicos, demográficos, sociais e políticos da pandemia e sua expressão em grupos sociais de maior vulnerabilidade. Tem caráter multidisciplinar, visto que a pandemia deve ser entendida como um fenômeno influenciado por diversos fatores geográficos, históricos, culturais e econômicos e afeta todas essas dimensões. Em seu âmbito, estudar, analisar e emitir alertas sobre a situação e tendências da pandemia não constitui mero exercício estatístico, pois se desdobra em uma compreensão ampla sobre a sociedade brasileira e seu sistema de saúde, com especial ênfase no Sistema Único de Saúde (SUS).

saiba mais sobre o Observatório Covid-19 Fiocruz

SOBRE A EDITORA FIOCRUZ

Criada em 1993, a Editora Fiocruz surgiu da necessidade de tornar público e ampliar o acesso ao conhecimento científico nas diversas áreas da saúde, criando um espaço para dar visibilidade aos resultados de pesquisas. Desde seu primeiro lançamento, em 1994, a Editora mantém como missão a difusão de livros em saúde pública, ciências biológicas e biomédicas, pesquisa clínica, ciências sociais e humanas em saúde.

Em 2021, ultrapassou a marca de 500 títulos publicados. O catálogo da Editora reúne obras que disseminam não só a produção acadêmica da Fiocruz, mas também de demais estudos de importância e impacto para a saúde em âmbitos nacional e internacional.

A Editora Fiocruz já conta também com mais de 350 e-books disponíveis na biblioteca on-line SciELO Livros, sendo que, atualmente, cerca de 230 estão em acesso livre para download gratuito. Os demais títulos estão disponíveis para aquisição com média de 40% de desconto em relação aos valores dos exemplares impressos.

ACESSE O CATÁLOGO COMPLETO DA EDITORA FIOCRUZ

Próximos livros da série

Além de Diplomacia da Saúde e Covid-19, Os Impactos Sociais da Covid-19 no Brasil e Covid-19 no Brasil: cenários epidemiológicos e vigilância em saúde, mais dois livros serão lançados ao longo dos próximos meses. A próxima obra contemplará o tema de organização dos sistemas e serviços de saúde.

Livro | Covid-19 no Brasil: cenários epidemiológicos e vigilância em saúde

Coedição Observatório Covid-19 Fiocruz e Editora Fiocruz

Organizadores: Carlos Machado de Freitas, Christovam Barcellos e Daniel Antunes Maciel Villela

Primeira edição: 2021

418 páginas

E-book gratuito

Onde acessar: SciELO Books

Projeto Manaós abre inscrições para Processo Seletivo de bolsistas de apoio técnico

O Projeto Manaós, vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia) por intermédio da sua Coordenação, torna público a abertura das inscrições para o Processo Seletivo de bolsistas de Apoio Técnico, concedida por meio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (FIOTEC), referente ao desenvolvimento de coleta de dados para pesquisa em área urbana de Manaus em 2021-2022, conforme normas estabelecidas nesta Chamada.

Acesse AQUI o edital.

Para efetuar a inscrição, o candidato deverá enviar os seguintes documentos:

I – Cópia da Ficha de Inscrição (Anexo I) assinada;
II – Cópia simples do comprovante de residência, identidade e CPF;
III – Documento assinado de autodeclaração indígena (Anexo II);
IV – Documento assinado pela Associação dos Povos Multiétnicos Indígenas e Moradores do Parque das Tribos que reconhece o tempo de atuação do candidato nos projetos da comunidade como voluntário de no mínimo de 6 meses (Anexo III).
V – Documentos comprobatórios de formação de nível superior e/ou técnico nas áreas da saúde e/ou outra qualquer, para fins de desempate.

Os candidatos devem ainda preencher formulário de inscrição em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeSyv2DWI5EbS81Im5SahyZBYFMADo2X-butLUgcyMWkRtDRg/viewform

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz publica nota em defesa da ciência e de pesquisadores

NOTA DE DEFESA DA CIÊNCIA E DOS PESQUISADORES DA FIOCRUZ

A Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem a público manifestar seu apoio aos pesquisadores da Fiocruz Amazônia Marcus Vinícius Lacerda e Adele Schwartz Benzaken, que também ocupa o cargo de diretora da unidade da Fiocruz no estado.

Os pesquisadores foram condecorados com o título de grão-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, nesta semana (3/11), por meio de decreto assinado pelo Governo e publicado no Diário Oficial da União, mas tiveram seus títulos revogados nesta sexta-feira (5/11).

Os pesquisadores da Fiocruz haviam sido indicados à condecoração por uma comissão técnica, formada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), por suas valiosas contribuições à ciência brasileira. Marcus Lacerda foi um dos responsáveis pela pesquisa no Amazonas que apresentou evidências sobre a não eficácia do uso da cloroquina no tratamento de pacientes graves com Covid-19. A pesquisa contou com mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições com tradição em pesquisa, como Fiocruz, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Universidade do Estado do Amazonas e Universidade de São Paulo.

Antes de ocupar a direção da Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken foi, durante cinco anos, diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, tendo tido enormes contribuições na formulação de políticas públicas para a área.

A instituição vem atuando em diversas frentes, com destaque para o enfrentamento da pandemia no país, e entende que todos os resultados alcançados até esse momento são fruto do incansável trabalho de seus pesquisadores na busca de evidências científicas e respostas e soluções aos problemas de saúde pública que o Brasil enfrenta.

A Fundação apoia incondicionalmente a ciência e seu corpo de pesquisadores e reafirma seu compromisso com a missão de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira.

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Inscrições para mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro ocorrem até 12 de novembro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) está com inscrições abertas para o processo de seleção pública (Chamada Nº 012/2021) para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. As inscrições no processo seletivo para o curso de mestrado encerram dia 12 de novembro. O cronograma com todos as etapas da seleção está no anexo I do edital.

Acesse o edital AQUI, ou em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

Estão sendo oferecidas 9 vagas para ingresso no curso. As vagas estão distribuídas nas seguintes linhas de pesquisa: Linha 1- Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Linha 2 – Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral (Projeto de Pesquisa e Entrevista); 4 a Etapa: Análise de currículo. Todas as etapas serão realizadas de maneira online devido à pandemia por COVID-19.

As etapas 2 a 3 são eliminatórias sendo a nota de aprovação 6,0 (seis). A 4a etapa é classificatória.

SOBRE O PPGBIO-Interação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada republicação da Chamada Pública para ingresso no Doutorado Acadêmico do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou a Republicação da Chamada Pública Nº 013/2021, com alterações no Anexo II, referente ao processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira o resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Confira o cronograma do processo de seleção na Chamada Pública Nº 013/2021 ou acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=35199

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Encontro da pós-graduação da Fiocruz Amazônia inicia no dia 30/11

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, promoverá de 30 de novembro a 03 de dezembro, o III Encontro da Pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia e o I Encontro dos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva no Amazonas. Em 2021, o tema central dos Encontros é “Sindemias, desafios e oportunidades da saúde pública contemporânea”.

O III Encontro da Pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia tem como objetivos discutir avanços científicos em temáticas de relevância para a pesquisa dos pós-graduandos, em particular os da Fiocruz Amazônia; estimular a troca científica entre os alunos dos diferentes cursos, e divulgar os projetos de pesquisa desenvolvidos pelos discentes dos Programas.

“Espero que o evento proporcione subsídios para discutir agravos relevantes de saúde dentro de um contexto de sindemias nas diferentes populações, assim como promova informações, com base em evidências científicas, sobre os desafios e as oportunidades no campo da saúde, tanto na região amazônica como no país”, explica Priscila Aquino, coordenadora do evento.

O Encontro é destinado a pesquisadores, alunos de pós-graduação e de iniciação científica, e profissionais de saúde. As atividades são gratuitas e acontecerão em formato virtual, com acesso pela plataforma do YouTube, no canal  PPGBIO-Interação – Fiocruz Amazônia.

Os agravos relevantes da saúde no país, mediante a compreensão de como fatores ambientais, sociais, econômicos e biológicos promovem e potencializam os efeitos negativos da interação entre doenças nas diferentes populações, e temáticas como saúde coletiva, ambiente e sustentabilidade, Covid-19, medicina tropical, saúde mental e a pesquisa científica na pós-graduação, também serão abordados durante o Encontro.

SUBMISSÃO DE TRABALHOS

O prazo inicial para submissão de trabalhos é 12 de novembro. As submissões na modalidade Pôster Eletrônico são destinadas exclusivamente para:

  • Estudantes e egressos dos cursos de Pós-graduação Stricto Sensu do ILMD/Fiocruz Amazônia, do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (PPGSC-UEA) e do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM-Fiocruz/UFAM/UEA).
  • Estudantes oriundos do Programa de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Cada participante poderá submeter no máximo dois resumos vinculados à sua inscrição. Não há limite para participação em coautoria de trabalhos inscritos por outros participantes.

Os trabalhos serão apresentados na modalidade Pôster Eletrônico e devem ser submetidos em uma das categorias: Saúde Coletiva; Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro; e Relato de Experiência.

Os trabalhos apresentados por estudantes de Iniciação Científica devem ser indicados na modalidade Painel Aspirante, dentro de cada uma das categorias: Saúde Coletiva; Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro; e Relato de Experiência.

Os trabalhos apresentados concorrerão à premiação de melhores trabalhos do evento, dentro de cada uma das categorias.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Em paralelo à apresentação de trabalhos científicos, também ocorrerá a Exposição Virtual Fotográfica nas categorias: Enfrentamento à Pandemia de Covid-19; Determinantes Sociais e Cuidado em Saúde de Populações Amazônicas; Fatores Biológicos e Eco-Epidemiologia de Doenças na Amazônia; e Patógenos e Seus Vetores.

Os critérios para a seleção das fotografias serão: criatividade, originalidade, relevância e conformidade com a categoria escolhida. Para informações e inscrições acesse

Informações sobre o evento no Campus Virtual da Fiocruz em  https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/IIIencontro_posgrad_ilmd_fiocruz_amazonia

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O evento será transmitido ao vivo pelo canal PPGBIO-Interação – Fiocruz Amazônia. Serão emitidos certificados de participação para quem participar de mais de 70% da carga horária total do evento.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagens: UP Comunicação Inteligente

Palestra irá abordar desafios de controle da malária nos garimpos em fronteira internacional

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 5/11, às 10h, a palestra “Desafios e experiências de controle da malária nos garimpos em áreas de fronteira internacional”, a ser ministrada por Martha Cecília Suárez-Mutis, Pesquisadora titular do Laboratório de Doenças Parasitárias do Instituto Oswaldo Cruz-(IOC/Fiocruz)

Link da transmissão: https://zoom.us/j/99648988767 (ID: 996 4898 8767)

A palestra pretende abordar os principais desafios associados à malária nos garimpos em áreas da fronteira internacional brasileira e as diferentes experiências realizadas pelos países limítrofes para controlar esse problema.  Com a visão de “um mundo livre de malária” da Estratégia Técnica Global (ETG) da OMS se analisarão os empecilhos para a eliminação da malária nessas populações de difícil acesso pelos serviços de saúde locais.

SOBRE O PALESTRANTE

Martha graduação em Medicina pela Universidade Nacional da Colômbia, especialista em Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública, mestre e doutora em Medicina Tropical no Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz.

É pesquisadora titular do Laboratório de Doenças Parasitárias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz). Pesquisadora Visitante Sénior da Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas entre 2012 e 2014. Faz parte do Conselho deliberativo do Instituto Oswaldo Cruz como chefe do Laboratório de Doenças Parasitárias.

Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Medicina Tropical, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia, malária, vigilância genômica da malária, saúde pública, análise dinâmico dos processos endêmicos, educação em saúde, saúde dos povos indígenas e saúde nas fronteiras.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da 2ª etapa do processo seletivo para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o Resultado definitivo, da 2ª etapa do processo seletivo (Chamada Pública 010/2021), para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O resultado também pode ser acessado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado da prova de Saúde Coletiva do processo seletivo para o mestrado PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção do Processo Seletivo do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) divulga o resultado da  prova de Saúde Coletiva, referente à 2ª etapa da Chamada Pública Nº 011/2021,

O resultado pode ser acessado na Plataforma Siga, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

O processo de seleção para o PPGVIDA é feito em 4 etapas: homologação das inscrições; prova de Saúde Coletiva; avaliação do Anexo VII – pontuação do currículo lattes do candidato; e prova oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado será ministrado em Manaus, em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Informações sobre o processo seletivo do PPGVIDA podem ser acessadas AQUI.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para o processo seletivo do curso de doutorado do PPGBIO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 28/10, o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO).

Confira o resultado AQUI.

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Confira o cronograma do processo de seleção na Chamada Pública Nº 013/2021 ou acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=35199 para todas as informações.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Carta da presidente da Fiocruz celebra Dia do Servidor Público

Só é possível promover saúde, ciência e cidadania no país com serviços públicos qualificados e servidores valorizados

O Dia do Servidor Público (28/10) sempre é uma data para ser comemorada com orgulho por todos os trabalhadores dedicados a servir à sociedade. Mas 2021 tem um caráter especial para nós da Fiocruz. Em um ano em que seguimos enfrentando a maior crise sanitária de nossas gerações, tem sido emocionante vivenciar no dia a dia a dedicação, o empenho e a coragem dos nossos servidores, que têm trabalhado incansavelmente, tanto no enfrentamento direto da pandemia de Covid-19, quanto na manutenção das nossas demais ações, também fundamentais para a promoção da saúde da nossa população e para o avanço da ciência.

Neste ano tão difícil, foram as instituições públicas brasileiras que se destacaram com ações efetivas que geraram impacto, reduzindo as taxas de transmissão do vírus e as internações e mortes. Fruto da resposta dada a um problema tão grave, tem sido muito bom observar o reconhecimento da sociedade, expresso desde as manifestações de pacientes e familiares que tiveram suas vidas salvas no nosso Centro Hospitalar Covid-19 INI/Fiocruz até o reconhecimento público feito com as premiações e honrarias recebidas, como o Prêmio Faz a Diferença, promovido pelo jornal O Globo, com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), concedido à Fiocruz e ao Instituto Butantan.

Tudo isso só tem sido possível graças ao que há de mais valioso na nossa instituição: os nossos trabalhadores.

Por isso, além de celebrarmos este dia dedicado a homenagear os servidores públicos, é importante também o transformá-lo numa data de reflexão e de alerta à sociedade brasileira. O alerta de que não se promove saúde, ciência e cidadania sem serviço público qualificado e sem servidores públicos respeitados, reconhecidos e valorizados. Os servidores públicos não são responsáveis pela crise pela qual passa o país. Antes disso, são parte fundamental da sua superação. Nossa missão na Fiocruz é trabalhar em defesa da vida, pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde e por uma sociedade mais justa, equânime e democrática.

Só com a união e a ação coletiva podemos construir caminhos para superar este momento tão difícil da história do nosso país e do mundo. Como nos ensinou o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, sigamos neste mundo de mãos dadas – e eu diria, não de forma ingênua, mas conscientes do nosso papel e da nossa força.

Nísia Trindade Lima
Presidente da Fiocruz”

Fonte: Fiocruz

Fiocruz Amazônia apresenta novos membros do Conselho Deliberativo

Foram apresentados nesta quinta-feira 27/10, os novos membros do Conselho Deliberativo (CD) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), durante reunião extraordinária do Conselho. A diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, apresentou os titulares e suplentes, representantes das áreas de Pesquisa, Ensino e Gestão da Fiocruz Amazônia, eleitos para o biênio 2021-2023.

“Esse mecanismo de criação do CD em todas as unidades da Fiocruz, tem como objetivo maior, um processo democrático nas decisões a serem tomadas pela direção dessas Unidades, e aqui não é diferente. Toda a nossa trajetória sempre visou uma gestão participativa. O CD formaliza essa gestão participativa, com representação de todos os setores, de todas as áreas do ILMD”, explicou Adele Schwartz Benzaken.

A eleição ocorreu no dia 21/10, e a apuração foi feita em seguida pela Comissão Eleitoral. A Comissão foi instituída e homologada pelo Conselho Deliberativo do ILMD/ Fiocruz Amazônia, para organizar e coordenar os trabalhos relativos às eleições.

Foram eleitos na área da Gestão: Helena Maria Guedes Coutinho (Titular) e Williams Cavalcante de Oliveira (Suplente). Na área do ensino, Eduardo Lima Garcia (Titular) e Ycaro Verçosa dos Santos (Suplente). Como representantes da Pesquisa, foram eleitos: Amandia Braga Lima Sousa (Titular) e Kátia Maria Lima de Menezes (Suplente); Cláudia Ríos Velasquez (Titular) e Ani Beatriz Jackisch Matsuura (Suplente); Ormezinda Celeste C. Fernandes (Titular) e Luiz André Moraes Mariuba (Suplente); Flor Espinosa Martinez Espinosa (Titular) e James Lee Crainey (Suplente).

Os membros da ASFOC- AM não são eleitos, mas tem representatividade no CD-ILMD, são eles: Carlos Alberto Vieira Duarte (TITULAR) e Carlos Fabricio Marques da Silva (SUPLENTE). Na oportunidade, Adele Benzaken agradeceu a contribuição e trabalho desenvolvido pelos membros do CD (biênio 2020-2021).

Para a pesquisadora, Amandia Braga Lima Sousa, empossada como membro do novo CD, é de suma importância a valorização do conselho. “É importante valorizar esses espaços de discussão, que a gente consegue encontrar caminhos em conjunto. É muito importante que todos se envolvam, preservando sem esse ideal da Fiocruz, nos colocando a serviço da sociedade”, destacou.

CONSELHO DELIBERATIVO

Ao Conselho Deliberativo compete deliberar sobre a proposta orçamentária anual definida pelo Plano Quadrienal e sobre o Plano Físico-Orçamentário Anual do ILMD; a política de desenvolvimento institucional e a política de gestão do trabalho da Unidade, assim como acompanhar e analisar as suas execuções; deliberar sobre a criação ou extinção de Núcleos, Grupos de Trabalho, Setores, Cursos, Programas de Pesquisa e Ensino, bem como aprovar os regulamentos e as normas de funcionamento e organização que constam deste Regimento; pronunciar-se sobre a celebração de convênios, contratos, acordos e ajustes com entidades públicas, privadas, filantrópicas, nacionais, internacionais e estrangeiras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Palestra irá abordar engenharia de proteínas e aplicações biotecnológicas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 29/10, às 10h, a palestra “Engenharia de proteínas: métodos e aplicações biotecnológicas”, a ser ministrada por Gilvan Pessoa Furtado, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz no Ceará (Fiocruz/Ceará).

Link da transmissão: https://zoom.us/j/96613680786 (ID: 966 1368 0786)

Segundo o pesquisador, engenharia de proteínas é uma abordagem que visa o desenvolvimento de macromoléculas com novas e desejáveis funções, com o objetivo de torná-las mais aptas as diversas aplicações biotecnológicas. “As metodologias se baseiam na utilização da tecnologia do DNA recombinante, visando alterar a sequência primaria de um polipeptídio com intuito de melhorar alguma propriedade físico-química ou função biológica”, explicou Furtado.

A palestra pretende promover o intercâmbio de conhecimento com os estudantes de pós-graduação. “O conhecimento das diversas técnicas experimentais e computacionais existentes atualmente para se engendrar uma proteína, bem como as diversas aplicações resultantes desta abordagem, podem auxiliar o estudante de pós-graduação na realização de sua pesquisa, bem como em sua formação acadêmica”, destacou.

SOBRE O PALESTRANTE

Gilvan é bacharel em Bioquímica pela Universidade Federal de Viçosa (2007), com mestrado e doutorado em Bioquímica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Atuou como bolsista de pós-doutorado, na mesma instituição.

Possui experiência nas áreas de bioquímica e biologia molecular, com ênfase nas áreas de expressão recombinante e engenharia de proteínas. Trabalhou com evolução dirigida de proteínas, criação de enzimas quiméricas multifuncionais, prospecção de ligantes via phage display e proteômica.

Atualmente é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz no Ceará (Fiocruz-Ceará) com interesse no desenvolvimento de anticorpos e enzimas com ação terapêutica.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Curso de Urgências e Emergências Obstétricas inicia com alunos de todos os estados da Região Norte

Com expressivo número de inscritos, o curso “Urgências e Emergências Obstétricas para Profissionais da Região Norte do Brasil” iniciou com participantes de todos os estados da Região Norte. Inicialmente foram oferecidas 500 vagas, mas recebeu 1750 inscrições. Foram matriculados 1431 alunos.

“O curso inicia com uma quantidade bem expressiva de pessoas que estão atuando em diferentes frentes, temos alunos que atuam na atenção básica, trabalhadores das unidades de pronto atendimento, maternidades, hospitais, setores de urgência e emergência, e da saúde indígena. Todos os estados da Região Norte e têm profissionais da saúde participando, e do Amazonas – nós temos trabalhadores de 47 municípios que estão na formação”, comenta o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia),  Júlio Schweickardt.

A atividade tem carga horária de 60h e ocorre de 22 de outubro a 1º de abril de 2022. O curso  é realizado por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Campus Virtual da Fiocruz (AVA-Fiocruz). São oferecidas 24 aulas, uma aula nova é  liberada aos alunos toda sexta-feira às 9h, horário de Manaus.

O curso é coordenado pelos pesquisadores Júlio Cesar Schweickardt 9ILMD/Fiocruz Amazônia, e Camila Lopes de Melo, do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco). São parceiros da atividade o Fundo de População das Nações Unidas e o Statera Cursos e Consultoria.

“É uma formação bem importante para que a gente possa qualificar as pessoas que estão na ponta. Eu o vejo como um curso bem fundamenta; vamos poder contribuir com o trabalho dessas pessoas que muitas das vezes têm carência de cursos ou têm experiências para serem trocadas. Estamos iniciando um processo formativo bem importante, no qual a Fiocruz cumpre seu papel de formação dos profissionais do SUS, e para o SUS, e assim  cumprimos nossa missão institucional enquanto instituição de ensino e pesquisa”,   destaca Júlio Schweickardt

CERTIFICADOS

Todos os alunos que finalizarem o curso receberão certificado de participação, o qual será gerado automaticamente pelo Campus Virtual da Fiocruz (CVF). O documento será enviado para o e-mail cadastrado no ato da inscrição.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final da 1ª etapa do processo seletivo para curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o Resultado definitivo, da 1ª etapa do processo seletivo (CP 010/2021), para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo ocorre em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O resultado também pode ser acessado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo investiga soroprevalência de SARS-CoV-2 e fatores associados em Manaus

A cidade de Manaus, capital do Amazonas, vivenciou dois colapsos do sistema de saúde, devido à pandemia do coronavírus (COVID-19). No entanto, pouco se sabe sobre quais grupos da população em geral foram os mais afetados.

Um estudo coordenado em parceria por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) investiga a soroprevalência de SARS-CoV-2 e os fatores associados, em Manaus.

Coordenado pelos pesquisadores Pritesh Lalwani (ILMD/ Fiocruz Amazônia) e Jaila Dias Borges Lalwani (Ufam), a pesquisa objetiva estimar a distribuição e perfil de casos de COVID-19 na população de Manaus, entre mulheres e homens com idade maior ou igual a 18 anos, residentes nas quatro zonas da cidade.

“Inicialmente o estudo tinha como proposição estimar a distribuição e o perfil de casos de COVID-19 na população da cidade de Manaus. E adicionalmente outras perguntas foram surgindo, à medida que a pandemia avançava e novos elementos foram surgindo, como por exemplo, o advento da vacina. Hoje, além dos aspectos epidemiológicos buscamos compreender como se dá a resposta imunológica a cada tipo de vacina disponível em nosso país”, explicou Pritesh Lalwani.

Resultado das investigações, o artigo “SARS-CoV-2 seroprevalence and associated factors in Manaus, Brazil: baseline results from the DETECTCoV-19 cohort study”foi publicado, na última terça-feira, 19/10, na revista Lancet Global Health . Segundo dados coletados, os resultados da pesquisa sugerem que a transmissão de SARS-CoV-2 em Manaus, ocorreu de modo intenso, no período entre a 1ª e 2ª coleta de dados, e os novos casos de COVID-19 foram associados à não implementação de intervenções não farmacológicas (INF’s), como por exemplo distanciamento social e uso de máscara. “A partir desta comprovação, as políticas públicas voltadas para a contenção da pandemia passam a ter embasamento científico e, isto reforça o quanto elas são essenciais”, enfatizou o pesquisador.

Os pesquisadores iniciaram o estudo no dia 19 de agosto de 2020. Durante a primeira coleta, a prevalência de anticorpos IgG anti-SARS-CoV-2 na população do estudo, foi de 29,1%, entre os meses de agosto e setembro, significativamente maior em homens, quando comparado a mulheres. No mesmo período, os dados apontaram que pessoas com idade entre 50 e 59 anos, estão sob maior risco de adquirir a infecção por SARS-CoV-2 comparado às outras faixas etárias inclusas no estudo.

Para Pritesh, entender os fatores envolvidos da distribuição da doença foi um dos aspectos motivadores no desenvolvimento da pesquisa. “COVID-19 é uma doença nova e diante de algo inédito, faz-se necessário investigar quais fatores estão envolvidos com a dinâmica de distribuição da doença na população. Portanto, o primeiro passo é compreender a epidemiologia desta nova doença”.

Outro dado apontado pelos pesquisadores, refere-se à disparidade socioeconômica desproporcional, observada entre os participantes do estudo. Pessoas com baixa renda tem prevalência de anticorpos anti-SARS-CoV-2 de 35,5%, comparado a 24,45% em indivíduos com alta renda. O artigo descreve ainda, que pessoas com alta renda, boas condições de moradia e que têm plano de saúde privado, possuem menor risco de adquirir COVID-19.

O estudo considerou a taxa bruta de testes entre indivíduos assintomáticos e sintomáticos estimada em 29,10%, com soroprevalência máxima possível de 44,82%, corrigida pelas características do teste e uma taxa de decaimento de anticorpos de 32,31%. Os modelos de regressão demonstraram uma forte associação para residentes marginalizados de baixa renda e vulneráveis, ​​com acesso limitado aos cuidados de saúde.

Os resultados da pesquisa devem contribuir para o desenvolvimento de políticas de contenção da pandemia. O estudo sugere que a natureza sindêmica da COVID-19 na região amazônica precisa de políticas diferenciadas e, soluções urgentes para controlar a pandemia em curso.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 4ª Republicação de Chamada Pública para processo seletivo do Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

Republicação apresenta alteração no cronograma da 2ª etapa: prova de saúde coletiva.

Fiocruz Amazônia promove movimento preparatório para IX Congresso Interno da Fiocruz

A primeira versão do Documento de Referência do IX Congresso Interno da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está em discussão nas unidades, câmaras técnicas e demais coletivos da Instituição. As contribuições podem ser feitas até 5/11, por meio da ferramenta on-line Consulta Pública Fiocruz, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), disponível na Intranet Fiocruz.

Nesta edição, o Congresso Interno terá como tema “Desenvolvimento sustentável com equidade, saúde e democracia: a Fiocruz e os desafios para o SUS e a saúde global”. Até o dia 10/11, ocorrem de forma virtual, quatro seminários preparatórios que discutem os seguintes temas: Desafios do Trabalho e a Fiocruz do futuro; Desafios da Saúde e a Fiocruz do futuro; Desafios da Mudança climática e do ambiente e a Fiocruz do futuro; e Desafios da Ciência e da Inovação e a Fiocruz do futuro.

No Amazonas, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove até o dia 29/10, o “Movimento Preparatório ILMD/ Fiocruz Amazônia”, com o objetivo de ampliar a participação da comunidade na adequação das Teses do IX Congresso Interno da Fiocruz. Participam da atividade servidores, bolsistas e terceirizados que queiram colaborar com os trabalhos da Comissão Executiva do ILMD/Fiocruz Amazônia para o Congresso Interno.

Para Stefanie Lopes, Diretora substituta do ILMD/ Fiocruz Amazônia, o movimento preparatório é de grande importância para delimitar diretrizes capazes de alinhar o posicionamento da Unidade, frente aos objetivos e missão da Fundação. “Essa semana nós tivemos uma importante mobilização do ILMD, no movimento preparatório para o Congresso Interno da Fiocruz, na qual nós tivemos a vinda da Dra Nísia Trindade, que iniciou nossos trabalhos, e sensibilizou toda a comunidade da Fiocruz Amazônia para fazer a leitura e se debruçar sobre o documento referência do congresso, detalhar como podemos nos inserir nesse planejamento da Fiocruz, para que a gente possa atuar frente à missão da Instituição, levando isso para o nosso contexto regional”, explicou.

Membro da Comissão Executiva de Coordenação do Movimento Preparatório, Maria Olívia Simão, ponderou a importância da participação das Unidades, em especial para a visibilidade de temas invisíveis em âmbito nacional. “Foi um trabalho proveitoso, feito em dois dias. Fizemos a leitura das teses, fazendo uma reflexão coletiva, a partir da contribuição de cada pessoa e seu olhar. Quando a Fiocruz dá voz a cada uma das unidades, a partir do seu olhar e sua atuação no território, as unidades conseguem contribuir para que se tenha uma ideia desse Brasil diverso. Foi muito legal discutirmos especificidades, como a ponderação sobre doenças invisíveis para o sistema nacional.

O documento é composto por pautas que devem contribuir ativamente para a formulação de políticas públicas equitativas a partir da produção de evidências sobre as desigualdades em saúde, na ciência e na educação e seus processos de determinação social.

A Fiocruz se preparar para enfrentar novos desafios que incorporam as tecnologias do novo paradigma para pesquisa, educação, comunicação e informação, indústria e os serviços, promovendo as necessárias adaptações e promoção de um padrão tecnológico para dar sustentação ao SUS frente às transformações econômicas, sociais e da CT&I em curso.

Ao término de dois dias de seminário, essas contribuições podem ser apuradas em grupos menores, em busca de uma melhor contribuição e formatação desse documento. O prazo para devolutivas das contribuições pós-seminários ocorre até o dia 26/10. O Encerramento do Movimento Preparatório ILMD/ Fiocruz Amazônia, acontecerá no dia 29/10, com a assembleia geral do Instituto.

IX CONGRESSO INTERNO DA FIOCRUZ

O Congresso Interno da Fiocruz é a instância máxima de representação da Instituição. A ele compete deliberar sobre assuntos estratégicos, relacionados ao macroprojeto institucional, sobre o regimento interno e propostas de alteração do estatuto, além de matérias de importância estratégica para os rumos da instituição.

As atividades do Congresso Interno são realizadas a cada quatro anos, e o evento é presidido pela presidência da Fiocruz. A primeira edição do Congresso ocorreu há 33 anos, durante a gestão de Sérgio Arouca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado final das inscrições homologadas para curso de mestrado do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o resultado final da 1ª etapa da Chamada Pública Nº 011/2021, referente a homologação das inscrições para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Acesse o resultado AQUI.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia promove encontro com parceiros em projetos de pesquisa e em ações de ensino

Encontro organizado pela direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) reuniu parceiros institucionais e parlamentares para fortalecer a interação com as instituições e ampliar a capacidade de articulação do Instituto, visando a cooperação e sustentabilidade de suas ações. A reunião aconteceu na quinta-feira 21/10, no Salão Canoas, na sede da Unidade da Fiocruz no Amazonas, com a presença da presidente da Fiocruz, Nisia Trindade Lima.

Os projetos e missões organizadas por pesquisadores no interior do estado e ações desenvolvidas em parcerias ou com o apoio de emendas parlamentares foram apresentados aos participantes, por meio de vídeos e depoimentos dos chefes de laboratório de pesquisa e pesquisadores do Instituto.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, destacou o potencial de integração que a unidade da Fiocruz no Amazonas tem com as instituições locais tanto em nível federal quanto estadual, bem como na busca de apoio por meio de emendas parlamentares para seus projetos.

“Para o encontro de hoje trouxemos um formato inovador no que diz respeito a esse tipo de reunião com autoridades locais, mas acho que conseguimos de forma didática apresentar o trabalho, as pesquisas e ações de educação que a Fiocruz Amazônia desenvolve no estado”, comentou Adele Benzaken.

Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, participou do encontro e ressaltou a importância das parcerias para a produção do conhecimento e desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a saúde coletiva, qualidade de vida das populações e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse encontro é um espaço público de articulação e discussão, porque os trabalhos estão sendo conduzidos. Certamente o apoio que vem sendo dados pelas instituições e parlamentares continuarão, mas, quando nós mergulhamos e vemos isso em conjunto e pensamos em conjunto, a qualidade dessa integração ressurge em mais benefícios para a Fiocruz na Amazônia e para toda a Fiocruz”, comentou a presidente da Fiocruz.

A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales Mendes Silva, salientou a importância das parcerias institucionais para o desenvolvimento da ciência tecnologia e inovação e lembrou da emergência sanitária causada pela epidemia de Covid-19 no Amazonas, e que demandou ações imediatas da Fapeam. “Foram investidos quase R$ 20 milhões, recursos do estado, para o programa PCTI-EmergeSaúde/AM, que contratou 30 projetos de pesquisa, e para o estudo CovacManaus”.

O deputado estadual Serafim Correa falou da relevância das informações partilhadas durante o encontro e sugeriu que esses dados cheguem aos demais parlamentares para que seja ampliado o apoio às ações em saúde pública no Amazonas.

Para a pesquisadora Ormezinda Fernandes, o encontro foi fundamental para o apoio às pesquisas do ILMD/Fiocruz Amazônia, pois possibilitou  apresentar os laboratórios, bem como a nova gestora da Fiocruz no Amazonas. “Cada vez mais é importante a gente se aproximar desses parceiros, quer os de fomento estadual quer os da indústria. A aplicação em pesquisas feitas no estado é muito relevante”, disse a chefe do Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde.

LABORATÓRIOS DE PESQUISA

A área da pesquisa da Fiocruz Amazonia produz conhecimento científico, tecnológico e de inovação em saúde, por meio do desenvolvimento de projetos que geram dados para a saúde pública, com foco no conhecimento da realidade amazônica.

O Instituto possui seis laboratórios de pesquisa sendo eles:  de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade  (TASS), Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI), Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA) e de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fotos: Eduardo Gomes

Congresso Interno foi tema de encontro na Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quarta-feira, 20/10, a visita da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. O IX Congresso Interno da Fiocruz foi a pauta do encontro com a comunidade Fiocruz Amazônia, que participou presencialmente no Salão Canoas, com público reduzido, e em transmissão para um público maior, de forma interativa, pelas plataformas Zoom e YouTube, no canal da Asfoc-SN.

O lema deste Congresso Interno é  Desenvolvimento sustentável com equidade, saúde e democracia: a Fiocruz e os desafios para o SUS e a saúde global, temática que foi apresentada pela presidente da Fiocruz, que pontuou que esta edição “é um Congresso do como fazer, com quais estratégias? Como contribuir para o fortalecimento do SUS? Como a Fiocruz pode reorganizar seus sistemas de CT&I”?

O Congresso interno da Fiocruz teve sua primeira edição em 1988, na gestão de Sérgio Arouca. É a instância máxima de representação institucional da Fiocruz e acontece sempre a cada quatro anos, ou seja, a cada nova gestão, reunindo trabalhadores da Fundação. Sobre a edição deste ano, diante das medidas sanitárias de prevenção e combate à Covid-19, Nísia Trindade Lima disse que o formato está sendo definido.

“Nós estamos ainda fazendo a avaliação do formato final do Congresso Interno, se será misto e como será, ainda estamos fazendo essa avaliação, mas seja virtual, seja presencial, as discussões alimentadas pelos institutos, pelo seu corpo de dirigentes e conjunto de trabalhadores é fundamental nesse momento. Estamos trazendo um documento que coloca questões bastante importantes e instigantes, mas vai ser no debate com a comunidade e aportes, que virão as sugestões e de fato teremos o nosso documento base de discussão para o nosso Congresso Interno. Então, o Congresso já está acontecendo, essa é a principal mensagem e depende muito desse envolvimento e da participação. A nossa expectativa é de uma grande participação de servidores, coerente com a resposta que a Fiocruz tem dado à sociedade ao longo dos seus 120 anos e de uma maneira muito aguda nesses últimos anos pela crise que nós estamos enfrentando”, comentou a presidente.

Adele Schwartz Benzaken, diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, falou do Movimento Preparatório da Unidade para o IX Congresso Interno da Fiocruz. “Estamos com uma agenda de discussões, para a qual contamos com as contribuições e participação de toda a Comunidade ILMD, para que no documento do Congresso Interno possam estar refletidas as questões amazônicas. Acho que essa visita da Nísia Trindade só veio reforçar que esse braço da Fiocruz, na nossa região, é muito importante, e para isso nós precisamos que todos os colegas possam contribuir e participar dos nossos seminários internos”, declarou.

O Encontro também contou com a participação de Jansen Medeiros, coordenador da Fiocruz Rondônia, que falou das atividades dessa Unidade para discutir e abordar as teses do Congresso Interno. “Além da distribuição dos temas individualmente para cada um se pronunciar, a gente fez um grupo de trabalho mais próximo da direção, que se reúne semanalmente, para discutir as teses do Congresso Interno.  Trabalhamos em duas frentes: uma mais próxima à direção e outra mais geral com toda a Comunidade Fiocruz Rondônia. Nossa expectativa é que alguns temas tenham um olhar para a Amazônia nas questões da vigilância e das fronteiras, que são temas recorrentes da região, e que sempre os colocamos como prioridade”, comentou.

MOVIMENTO PREPARATÓRIO

O ILMD/Fiocruz Amazônia estabeleceu o Movimento Preparatório para o IX Congresso Interno, uma agenda propositiva de atividades para discutir e apreciar as teses propostas no Documento Referência, aprovado pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz, no dia 1º de outubro deste ano.

Participaram presencialmente do Encontro com a presidente da Fiocruz, os vice-diretores de Pesquisa e Inovação,  de Gestão e Desenvolvimento Institucional, e de Ensino, Informação e Comunicação, chefes de laboratórios,  e chefes de setores do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Saiba mais sobre esta edição do Congresso Interno da Fiocruz, AQUI.

A visita de Nísia Trindade Lima ao ILMD/Fiocruz Amazônia se estende até amanhã, 21/10, com reunião com gestores de instituições parceiras e parlamentares que designaram emendas para ações de pesquisa da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Unidades da Fiocruz no Amazonas e Rondônia traçam ações de cooperação Institucional

Com o intuito de discutir e intensificar ações estratégicas de cooperação entre as unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na Amazônia, nas áreas de ensino, gestão e pesquisa, a diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Adele Schwartz Benzaken, recebeu na última semana, na sede do instituto, a visita do coordenador da Fiocruz Rondônia, Jansen Fernandes Medeiros.

Além dos gestores das duas Unidades, participaram da reunião, os pesquisadores Stefanie Lopes, Diretora substituta do Instituto e Felipe Naveca, Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia. No período da manhã, o Diretor da Fiocruz Rondônia reuniu-se com o Vice-Diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Carlos Carvalho, para o discutir o desenvolvimento de ações conjuntas em infraestrutura, compras, transporte e logística.

“A visita do Dr. Jansen tem a finalidade de estreitar as relações com a Fiocruz Amazônia. Várias atividades já são feitas de forma conjunta entre as duas Unidades. Entretanto, pensando no futuro próximo, no pós-pandemia, temos o objetivo de reafirmar nosso nome. Precisamos trabalhar mais com outros Estados, outras instituições de pesquisa e ensino que atuam na região”, explicou Adele Benzaken.

Visando aproximar as iniciativas desenvolvidas no campo do ensino, os gestores reafirmaram a necessidade de criação de cursos que possam envolver pesquisadores das duas unidades. “Conversamos sobre a possibilidade de desenvolvermos programas de pós-graduação em conjunto, na formação de recursos humanos, com a participação de professores do escritório de Rondônia, juntamente com o ILMD. Hoje já existem algumas colaborações pontuais, mas a ideia é que possamos ampliar essas colaborações em capacitação de forma mais consistente”, destacou Jansen Medeiros.

Na oportunidade, os pesquisadores discutiram meios para delimitar as demandas de cooperação entre as instituições. Entre as ações definidas na reunião, está a realização de um seminário entre instituições de ensino e pesquisa da Amazônia. A atividade está prevista para acontecer no início de 2022.

“A ideia é termos no ano que vem, um grande seminário, onde serão convidadas instituições de pesquisa e ensino dos outros estados. Esse seminário será coordenado de forma conjunta pelo escritório de Rondônia e por nós da Fiocruz Amazônia”, revelou Adele Benzaken.

Para Jansen o evento possibilitará a criação de um vínculo maior entre pesquisadores, projetos, pesquisas, e ações convergentes entre as instituições. “O seminário será excelente, pois iremos identificar possíveis demandas que já existem e são convergentes. O seminário vai nos ajudar a criar um vínculo mais forte entre os pesquisadores das duas Instituições, para desenvolver projetos, orientar alunos, criar ações estratégicas para a região, envolvendo as duas Unidades. A ideia é que a gente consiga congregar várias instituições da Amazônia, avaliou.

IX CONGRESSO INTERNO DA FIOCRUZ

Nesta quarta-feira, 20/10, Adele Benzaken e Jansen Medeiros participaram, de um encontro com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. O evento que faz parte do movimento preparatório para o “IX Congresso Interno da Fiocruz”, ocorreu na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus.

Durante o evento, Nísia destacou a relevância da integração entre as unidades para o fortalecimento das ações da Fiocruz na região, especialmente nos campos da pesquisa e do ensino. “Esse fortalecimento é fundamental, pois nas duas unidades nós temos competências científicas, relação com a sociedade local, programas de formação de educação e, pensarmos em uma atuação mais integrada na Amazônia, desenvolvendo esse trabalho conjunto é essencial”, avaliou.

Em entrevista, Nísia pontuou que a cooperação é promissora e poderá beneficiar o protagonismo das instituições. “Nós estamos pensando num edital específico, o Inova Amazônia e, ter esse protagonismo da Instituições vai contribuir para um bom desenho dessa iniciativa, como também para maior inserção, cada vez mais qualificada da Fiocruz na Amazônia”, concluiu.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo
Foto: Eduardo Gomes

Palestra irá abordar causas sociais das iniquidades em saúde

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 22/10, às 10h, a palestra “As causas sociais das iniquidades em saúde: mecanismos e explicações”, a ser ministrada por Mario Vianna Vettore, professor da University of Agder (UiA).

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/94175100623 ID: 941 7510 0623

Na apresentação serão abordados os conceitos centrais dos determinantes sociais da saúde, incluindo a distinção entre desigualdades e iniquidades em saúde, gradiente social e saúde, e uma abordagem sobre os principais modelos conceituais dos determinantes sociais da saúde.

Além disso, serão discutidos os principais mecanismos pelos quais as desigualdades sociais influenciam os diferentes desfechos em saúde. Dentre estas explicações destacam-se a teoria materialista, cultural/comportamental, psicossocial, curso de vida (life course approach), causas fundamentais e ecologia social (teoria de Wilkinson).

A apresentação vai dar ênfase aos determinantes estruturais (causas distais), bem como a sua interrelação com determinantes sociais intermediários (causas proximais) da saúde à partir da perspectiva do modelo teórico da Organização Mundial da Saúde. A apresentação incluirá exemplos de estudos publicados em periódicos internacionais que evidenciam o importante papel das iniquidades sociais sobre a saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Mario é graduado em Odontologia pela UNIGRANRIO, mestre em Odontologia (Periodontia) pela UFRJ, doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca – Fundação Oswaldo Cruz. Realizou o Programa de Estágio de Doutorado no Exterior no Department of Epidemiology and Public Health – University College London.

Possui experiência e interesse em pesquisa em Epidemiologia e Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia Bucal, Qualidade de Vida Relacionada à Saúde Bucal, Iniquidades Sociais em Saúde e Revisões Sistemáticas em Odontologia. Desenvolve atividades de pesquisa e orientação de alunos em Programas de Pós-graduação na UFRJ, UFAM, IMS/UERJ, University of Sheffield.

Atualmente é Professor adjunto de Saúde Coletiva no Departamento de Odontologia Social e Preventiva e docente do Programa de Pós-graduação em Odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Além disso, é professor Honorário de Saúde Pública em Odontologia (Honorary Senior Lecturer in Dental Public Health) na Faculdade de Odontologia da Universidade de Sheffield.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga inscrições homologadas para curso de mestrado do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o resultado da 1ª etapa da Chamada Pública Nº 011/2021 para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Acesse o resultado AQUI.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

A abertura do curso Urgências e Emergências Obstétricas acontece nesta quarta, 20/10

Nesta quarta-feira, 20/10, será a abertura do curso “Urgências e Emergências Obstétricas para Profissionais da Região Norte do Brasil”.  A atividade pode ser acompanhada pelo YouTube, em https://youtu.be/CLr_hXzIezc, às 9h, horário Manaus.

O curso é coordenado pelos pesquisadores Júlio Cesar Schweickardt, do Instituto Leônidas e & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e Camila Lopes de Melo, do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco). São parceiros da atividade o Fundo de População das Nações Unidas e o Statera Cursos e Consultoria. As aulas acontecem de outubro de 2021 a março de 2022.

O quê? Abertura do curso Urgências e Emergências Obstétricas para Profissionais da Região Norte do Brasil

Quando? 20/10/2021

Horário? 9h (Manaus)

Onde? https://youtu.be/CLr_hXzIezc

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lança edital para ingresso em curso de doutorado

O instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/FIOCRUZ Amazônia, por intermédio da sua Diretora, torna pública a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A Chamada Pública Nº 013/2021 e formulários de inscrição estão disponíveis na Plataforma Siga da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta chamada pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão disponíveis no Anexo I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Confira o cronograma do processo de seleção na Chamada Pública Nº 013/2021 ou acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=35199 para todas as informações.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado da 1ª etapa do processo seletivo para Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam o resultado da 1ª etapa do processo seletivo para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia.

Acesse AQUI o resultado.

O processo seletivo será feito em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Concorrem às vagas, brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia e SES-AM discutem ações compartilhadas no campo das IST/HIV/HV

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu comitiva da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) com o objetivo de tratar de futuras parcerias para ações de ensino e capacitação de profissionais de saúde da capital e interior do Amazonas, que atuam na prevenção e saúde de pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis e hepatites virais (IST/HIV/HV). O encontrou aconteceu no dia 15/10, na sede da Fiocruz Amazônia.

Participaram da reunião, representando a SES-AM, a secretária executiva adjunta de Políticas em Saúde, Nayara Maksoud, e demais integrantes de sua equipe: Vanessa Homobono, Nádia Cristina Costa e Neylane Gonçalves. Pela Fiocruz Amazônia, a diretora Adele Schwartz Benzaken, e a responsável pelo Escritório de Projetos, Analice Carvalho.

“Nosso objetivo é formalizar parcerias entre o ILMD/Fiocruz Amazônia e a SES-AM  para capacitar os profissionais de saúde e trabalhar junto com a Secretaria na construção de fluxos, apoio técnico  e logístico, e matriciamento de atividades pedagógicas, além de outras ações no campo das IST/HIV/HV”, comentou a médica Adele Benzaken.

Durante o encontro foi abordada também a importância da retomada de atividades da atenção primária à saúde, relativas aos programas de monitoramento e prevenção de doenças, que foram impactados pela emergência sanitária causada pela Covid-19.

“Estamos trabalhando para que a atenção primária à saúde volte a assumir o que é dela, algumas ações ficaram por um tempo apagadas. Nossa ideia é fazer a capacitação das equipes de saúde, discutir a regionalização dos serviços, para que os pacientes não tenham que migrar, e estruturar os municípios para esses atendimentos”, explicou Nayara Maksoud.

Ao final da reunião, as participantes da SES-AM e Fiocruz Amazônia discutiram meios para futuras assinaturas de termo de cooperação técnica e de convênio entre as instituições.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia realiza Oficina de Troca de Saberes, em Tabatinga-AM

De segunda a quarta-feira (18 a 20/10) o Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa-ILMD), realiza a Oficina de Troca de Saberes e Experiências entre Parteiras Tradicionais e Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena (Emsi), no Polo Base Belém do Solimões, município de Tabatinga-AM.

A atividade integra o Projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: conhecimento tradicional das parteiras tradicionais e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no estado do Amazonas. O evento conta com parceria do Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga e Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões. Participam do encontro gestores, profissionais da saúde, parteiras tradicionais e Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena.

O Projeto Redes Vivas tem como objetivos valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras, através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas e conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais e as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como agentes de saúde nos territórios.

Na programação do encontro serão abordados o compartilhamento de saberes; meios para facilitar a articulação das parteiras com o serviço; e identificada a rede de cuidados obstétricos, com a construção de mapas de cuidado.

A atuação das parteiras é uma prática milenar de assistência ao parto, e de liderança e referência nos seus locais e contextos comunitários. As práticas das parteiras tradicionais trazem alguns temas importantes para a saúde da mulher como: cuidado, redes vivas, territorialidade, humanização e participação social. O projeto é coordenado pelo pesquisador Júlio Schweickardt.

O quê? Oficina de Troca de Saberes e Experiências entre Parteiras Tradicionais e Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena

Público? Gestores, profissionais da saúde e parteiras tradicionais

Onde?  Polo Base Belém do Solimões, município de Tabatinga-AM. (AM)

Quando? 18 a 10 de outubro.

Para mais informações sobre o Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazonas, CLIQUE

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza Oficina de Troca de Saberes, em Maués-AM

O Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa-ILMD), realiza nos dias 14 e 15 de outubro, de 8h às 17h, no Museu do Homem, em Maués (AM), a Oficina de Troca de Saberes do Projeto Redes Vivas.

A atividade integra o Projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: conhecimento tradicional das parteiras tradicionais e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no estado do Amazonas. A oficina será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Maués e vai reunir gestores, profissionais da saúde e parteiras tradicionais.

O Projeto Redes Vivas tem como objetivos valorizar as práticas tradicionais e populares das parteiras através da pesquisa e da formação para o fortalecimento da Rede da Saúde da Mulher no Estado do Amazonas e conhecer e reconhecer o trabalho das parteiras tradicionais e as ações dessas mulheres no campo da saúde, garantindo o seu lugar como agentes de saúde nos territórios.

A atuação das parteiras é uma prática milenar de assistência ao parto, e de liderança e referência nos seus locais e contextos comunitários. As práticas das parteiras tradicionais trazem alguns temas importantes para a saúde da mulher como: cuidado, redes vivas, territorialidade, humanização e participação social. O projeto é coordenado pelo pesquisador Júlio Schweickardt.

O quê? Oficina de Troca de Saberes do Projeto Redes Vivas

Público? Gestores, profissionais da saúde e parteiras tradicionais

Onde? Museu do Homem, em Maués (AM)

Quando? 14 e 15 de outubro, das 8h às 17h

Para mais informações sobre o Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazonas, CLIQUE

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra irá abordar relação da infecção pelo Toxoplasma gondii e interferência sobre neurotransmissores

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 15/10, às 10h, a palestra “O Toxoplasma gondii controla nossa mente? Um novo olhar sobre a neurotoxoplasmose”, a ser ministrada por Valter Ferreira de Andrade Neto, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/91558571383 ID: 915 5857 1383

A palestra irá abordar a relação da infecção pelo Toxoplasma gondii e a interferência sobre neurotransmissores, mediante a ação direta do parasito sobre áreas cerebrais e neuroinflamação, assim como questões de adaptabilidade do parasito frente ao hospedeiro.

SOBRE A PALESTRANTE

Valter possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Mestrado e Doutorado em Parasitologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professor associado IV do Departamento de Microbiologia e Parasitologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e atualmente, Chefe do referido departamento.

Tem experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Protozoologia Parasitária humana e animal, atuando principalmente nos temas: Malária experimental, Quimioterapia experimental utilizando produtos naturais e Toxoplasmose humana e animal; abrangendo a soroepidemiologia, perfil imunobiológico, interações parasito-hospedeiro.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lança edital para o curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lança a Chamada Pública Nº 012/2021 para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. As inscrições no processo seletivo para o curso de mestrado podem ser feitas no período de 21 de outubro a 12 de novembro. O cronograma com todos as etapas da seleção está no anexo I do edital.

Acesse o edital AQUI, ou em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

Estão sendo oferecidas 9 vagas para ingresso no curso. As vagas estão distribuídas nas seguintes linhas de pesquisa: Linha 1- Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Linha 2 – Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral (Projeto de Pesquisa e Entrevista); 4 a Etapa: Análise de currículo. Todas as etapas serão realizadas de maneira online devido à pandemia por COVID-19.

As etapas 2 a 3 são eliminatórias sendo a nota de aprovação 6,0 (seis). A 4a etapa é classificatória.

SOBRE O PPGBIO-Interação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições para o Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia prorrogadas até quarta-feira, 13/10

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam a 3ª. Republicação da Chamada Pública Nº 010/2021 para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia. As inscrições foram prorrogadas até as 15h (horário Manaus) do dia 13/10/2021

Acesse AQUI a 3ª. Republicação.

Estão sendo oferecidas 18 vagas distribuídas em duas Linhas de Pesquisa: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia (Linha 1) e Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia (Linha 2).  Das vagas oferecidas, 4 serão destinadas para candidatos que se autodeclararem negros (pretos e pardos) ou indígenas ou se declararem pessoa com deficiência e 14 vagas serão para livre concorrência.

Os interessados podem acompanhar as informações sobre a Chamada Pública e o processo seletivo no site da Plataforma SIGA, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=826, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809, no site da Ufam em https://propesp.ufam.edu.br,   e no site da UEA, em  http://selecao2.uea.edu.br/.

O processo seletivo será feito em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Podem concorrer às vagas brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra irá abordar violência contra crianças e adolescentes na Estratégia Saúde da Família

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 8/10, às 10h, a palestra “A notificação da violência contra crianças e adolescentes na Estratégia Saúde da Família”, a ser ministrada por Nathália França de Oliveira, pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/92010432498 ID: 920 1043 2498

A palestra irá abordar os resultados de um inquérito epidemiológico realizado em Manaus, Amazonas, com os profissionais da Estratégia Saúde da Família a respeito do processo de notificação compulsória da violência contra crianças e adolescentes.

Além disso, a apresentação irá reforçar a importância dos registros das situações de violência envolvendo crianças e adolescentes pelos profissionais de saúde na atenção básica para o sistema de vigilância das violências como um todo, visando aumentar a cobertura da notificação dos casos e melhorar a qualidade das informações das fichas de notificação.

SOBRE A PALESTRANTE

Nathália atua como docente na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas. Integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e do Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública, Cidadania e Direitos Humanos.

Estuda Epidemiologia das Violências Interpessoais, Comunitárias e Familiares. Doutora em Saúde Coletiva, com área de concentração em Epidemiologia, pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

É mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem: Curso em Associação Ampla com Universidade do Estado do Pará e Universidade Federal do Amazonas. Especialista em Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia pelo Instituto Leônidas e Maria Deane/FIOCRUZ. Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Amazonas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo avalia letalidade hospitalar por COVID-19 em quatro capitais do Brasil e possível relação com variante Gama

Um estudo com dados mensais de 2020 e 2021, do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), em indivíduos com 20 anos de idade ou mais, investigou a letalidade hospitalar e em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), da COVID-19, em quatro capitais brasileiras, em meses de picos epidêmicos e nos meses anteriores.

Desenvolvido pelos pesquisadores Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), Lihsieh Marrero, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e, Bernardo Lessa Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o artigo “Letalidade hospitalar por COVID-19 em quatro capitais brasileiras e sua possível relação temporal com a variante Gama, 2020-2021” foi aceito para publicação, e em breve estará disponível na íntegra, na revista “Epidemiologia e Serviços de Saúde“, do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

“O estudo mostrou que a letalidade hospitalar e em UTI caiu ou manteve-se estável nas quatro capitais, especialmente em Manaus e durante o pico epidêmico com predomínio da variante Gama, popularmente conhecida como P.1.”, explicou o epidemiologista Jesem Orellana.

Foram avaliados os registros de internações e óbitos de quatro metrópoles: Manaus (região norte); São Paulo (região sudeste); Curitiba (região sul); e Porto Alegre (região sul). Manaus foi incluída por ter sido a capital mais afetada pela epidemia, tanto na primeira (sem a variante Gama) como na segunda onda (com predomínio da variante Gama). Além disso, a pesquisa apresenta indicativos de que a variante Gama (P.1) se disseminou nessa capital de forma violenta, levando a novo e ainda mais severo colapso de sua rede médico-assistencial.

São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, que segundo os pesquisadores, contam com uma das melhores redes de alta complexidade do país, incluindo expressiva disponibilidade de leitos de UTI, em relação a região norte, por exemplo, foram selecionadas como controle por terem experimentado queda ou estabilidade na incidência de SRAG em janeiro de 2021, em comparação com o mês de referência de 2020.

Este padrão de transmissão comunitária permitiu aos pesquisadores não apenas a avaliação da letalidade hospitalar, em cenário de modestos avanços na terapêutica e no manejo de casos clínicos de COVID-19, mas também diante de evidências de que a variante Gama não circulou de forma intensa nessas capitais, antes de fevereiro de 2021.

Em entrevista, Jesem explicou ainda que “o fato de a letalidade hospitalar e em UTI ter caído ou se mantido estável em janeiro de 2021 na cidade de Manaus, durante inédito e explosivo pico de contágios associados a variante Gama, enfraquece a hipótese de que a variante Gama seria mais letal do que as linhagens que circulavam previamente no Amazonas”.

Este é o primeiro estudo que descreve a letalidade hospitalar e em UTI da COVID-19, em cenários com e sem circulação da variante Gama (P.1). Os resultados sugerem que o colapso da rede médico-assistencial em Manaus pode ter determinado a elevação das taxas de mortalidade por COVID-19, possivelmente como consequência indireta da forte circulação da variante Gama (P.1), associada a maior transmissibilidade.

“Esse é um estudo que adiciona conhecimento sobre a história natural da doença e sugere que a variante Gama não é mais letal do que linhagens prévias. Portanto, estes resultados podem servir de estímulo para que outros sejam realizados, preferencialmente com dados clínicos e que considerem o agente etiológico ou a variante que acometeu esses pacientes, avançando na compreensão da doença e de suas principais características”, pontuou Orellana.

Os resultados do estudo contribuem para o desenvolvimento de políticas de contenção da epidemia. “Ademais, nossos resultados podem ser úteis para que tomadores de decisão considerem em suas políticas de contenção da epidemia, a elevada capacidade de disseminação da variante Gama no nível populacional. Este é um aspecto chave, já que variantes mais contagiosas aumentam rapidamente o número de doentes graves, fazendo com que redes médico-hospitalares fiquem saturadas, ou até mesmo alcancem graves colapsos, como o observado em janeiro de 2021, em Manaus”, enfatizou o epidemiologista.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Imunizante AstraZeneca será usado no estudo CovacManaus 2

A pesquisa CovacManaus 2, que iniciou nesta quinta-feira (30/09), vai avaliar a resposta imune à aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 com o imunizante AstraZeneca, da Fiocruz. O estudo vai acompanhar a terceira dose da vacina em trabalhadores da educação e da segurança pública de Manaus que foram completamente vacinados dentro do primeiro estudo, iniciado em março deste ano – e que receberam duas doses da Coronavac e acompanhamento regular, conforme  protocolo do projeto.

A pesquisa é conduzida pelos médicos infectologistas Marcus Lacerda, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Maria Paula Mourão, pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

De acordo com o infectologista Marcus Lacerda, a intercambialidade entre as vacinas – já praticada em outros lugares – tem demonstrado resultados positivos. “A gente começou, no início, a seguir os ensaios clínicos que mostravam as duas doses da mesma vacina com aquele resultado. Só que o resto do mundo começou, até pela falta de vacinas, a usar outras vacinas, de outros fabricantes. Então os resultados têm mostrado que a intercambialidade, que é usar duas doses de uma vacina e fazer o reforço com um outro fabricante, que a produção de anticorpos é maior”, ressaltou.

As doses de vacina AstraZeneca que serão utilizadas para o estudo foram doadas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), unidade da Fiocruz, produtora do imunizante no Brasil.

Adele Benzaken, diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia destacou a importância do estudo de intercambialidade de vacinas, bem como agradeceu a disponibilidade de Bio-Manguinhos para a doação das doses necessárias ao CovacManaus2

“Nosso compromisso é com a ciência. Diante disso, a Fiocruz, num prazo recorde, dispôs as doses da vacina AstraZeneca para que o estudo CovacManaus, nessa segunda fase, pudesse ser continuado. A Fiocruz é responsável hoje pela produção de 43% das vacinas aplicadas no Brasil e, em breve, a Fundação estará produzindo e Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção da vacina, o que dará mais autonomia ao Brasil”, ressaltou.

O Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), investiu R$ 1 milhão na pesquisa, que também conta financiamento das empresas XP Investimentos e Stone Pagamentos, além de parceria da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa).

“O Governo do Amazonas, por meio da Fapeam, patrocina a CovacManaus desde o primeiro momento porque acredita fundamentalmente na importância da pesquisa, da ciência e no retorno que ela pode dar e vem dando, para que nós tenhamos formas de enfrentamento à Covid cada vez mais qualificadas”, disse Márcia Perales, diretora-presidente da Fapeam.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reconheceu a importância da pesquisa no enfrentamento da pandemia. “Sabemos que os estudos geram construções, geram evidências científicas e subsidiam nossas estratégias de enfrentamento. O cenário epidemiológico hoje, a redução de casos, de óbitos e principalmente, dos casos de hospitalização, se devem, principalmente, ao esforço e intensificação da vacinação”, apontou Tatyana.

Participantes – Podem participar do estudo os trabalhadores da educação e da segurança pública de Manaus que receberam as duas doses da vacina CoronaVac pelo estudo CovacManaus, e que mantiveram o acompanhamento previsto pela pesquisa. A participação no CovacManaus 2 é voluntária.

Os indivíduos que estiverem aptos a ingressar no novo estudo receberão contato do call center do CovacManaus para, caso aceitem realizar a dose de reforço, assinar novo termo de consentimento e agendar a vacinação, que acontecerá na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery, zona centro-sul de Manaus. Não haverá recrutamento de outros públicos.

O professor Jonas Fernando Petry, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), vem sendo acompanhado há seis meses e avaliou como positiva a iniciativa da aplicação da dose de reforço nos participantes. “Não tive nenhuma reação e hoje estou aqui novamente para o acompanhamento, monitoramento. Estou surpreso, nem esperava que nós tivéssemos a terceira dose. Então só o fato de fazer mais uma pesquisa, receber a terceira dose, é algo inusitado, sem sombra de dúvidas. Acabei de tomar, não senti nada, estou em estado de alegria”, comemorou Petry.

CovacManaus – O estudo CovacManaus iniciou em 18 de março deste ano com o objetivo de avaliar o benefício de se antecipar a vacinação contra a Covid-19 em trabalhadores da educação e da segurança pública de Manaus em exercício, com idade entre 18 e 49 anos, e com comorbidades associadas ao risco de doença grave por Covid-19.

Foram vacinados com a primeira dose de CoronaVac, doadas pelo Instituto Butantan exclusivamente para uso em pesquisa, 5.087 participantes e com a segunda dose, 5.071 participantes.

Após os seis primeiros meses de acompanhamento, os pesquisadores divulgaram os dados preliminares do estudo. Entre os vacinados, 91% apresentaram anticorpos detectáveis após a 1ª dose da vacina, e 99,8% dos vacinados apresentaram anticorpos detectáveis após a 2ª dose. Neste período, 2,6% tiveram infecções confirmadas por Covid-19, 0,1% foram hospitalizados pela doença; um óbito foi registrado (0.02%).

Entre as principais comorbidades estão a obesidade (72%) e a diabetes (54%). Os dados apresentados serão submetidos à publicação científica.

“Nos primeiros seis meses nós demonstramos uma eficácia da CoronaVac muito superior ao que vinha sendo demonstrado no restante do mundo, e um sucesso muito importante de proteção dos nossos participantes para formas graves e para óbitos. Dos 5.071 vacinados, tivemos um óbito e 130 infecções por Covid ao longo desses seis meses. Demonstra uma vacina com alto poder de proteção, junto com as medidas todas que a gente tem, continua seguindo”, detalhou Maria Paula Mourão.

Fonte: Secom/AM
Fotos : Érico Xavier/ Fapeam

Fiocruz Amazônia recebe 167ª Reunião da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) recebeu na última quarta-feira, 29/9, a 167ª Reunião da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Na oportunidade, os conselheiros nacionais foram recebidos pela diretora da Instituição, Adele Schwartz Benzaken.

“Essa agenda em Manaus é muito rica e reflete o quão diversas são as ações do Conselho Nacional de Saúde, visando integrar todas as populações. Os conselheiros continuam na luta, firmes na mesma linha do que vinha acontecendo antes. Tenho muita admiração por esse trabalho tão necessário”, avalia Adele.

Durante a reunião, os conselheiros de Saúde ressaltaram a importância da ciência e da pesquisa científica no Brasil, além de expressarem agradecimentos à Fiocruz Amazônia pelas iniciativas exitosas de enfrentamento e combate à pandemia da Covid-19, especialmente em Manaus (AM), onde a Instituição promove uma série de ações voltadas para a população.

Entre elas, destacam-se os trabalhos desenvolvidos na área de ensino e pesquisa, em total integração com o Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, Adele destacou a importância de o Instituto possuir um laboratório para fazer o sequenciamento genético do SARS-CoV2. Na área do ensino, a gestora apresentou atividades do Programa QualificaSUS, que durante a pandemia vem realizando treinamentos rápidos, para capacitar os profissionais de saúde. O programa já qualificou mais de seis mil pessoas em todos os municípios do Amazonas.

“É nesse tipo de capacitação que nós nos debruçamos e vamos tentar ter essa harmonização com outras instituições locais, cada vez mais. Sabemos o quanto a pandemia tem deteriorado o lado financeiro da Saúde, temos a sensação de que os cofres estão vazios”, disse Adele ao informar que o Instituto participará de um programa sobre intercambialidade de vacinas.

A reunião da mesa diretora integra a agenda do CNS em Manaus, com diversas atividades que vêm sendo promovidas desde segunda-feira (26/09). Antes do encontro com a diretora da Fiocruz Amazônia, a mesa diretora e o presidente do CNS participaram das comemorações de aniversário de 30 anos do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Manaus, que ocorreu durante a 15ª Semana do Controle Social, e se reuniram com lideranças indígenas da Amazônia.

“É muito simbólico estarmos aqui neste momento, em respeito ao povo brasileiro e à produção de ciência e conhecimento que estamos tendo nesse país”, avalia a conselheira nacional de saúde Vanja dos Santos, que participa da agenda do CNS em Manaus, ao lado dos membros da mesa diretora Moysés Toniolo e Priscilla Viégas, além do presidente do CNS, Fernando Pigatto.

Nesta quinta-feira, 30/9, o CNS participou de um evento organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), onde apresentou um documento com denúncias de violações de direitos humanos, que está acontecendo no Brasil, especificamente durante o período da pandemia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Eduardo Gomes

Programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Fiocruz

A Fiocruz oferece atividades ao vivo de 4 a 8 de outubro, e gravadas no decorrer desse mês.

Palestra irá discutir responsabilidade social do cientista e ameaças ao desenvolvimento científico no Brasil

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 1/10, às 10h, a palestra “Por que fazer Ciência? Realidade, relevância e perspectivas”, a ser ministrada por Samuel Goldenberg, pesquisador do Instituto Carlos Chagas (ICC / Fiocruz).

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/96270263085 ID: 962 7026 3085

A palestra irá discutir a importância da ciência para a sociedade, a responsabilidade social do cientista e as ameaças ao desenvolvimento da ciência no Brasil.

SOBRE O PALESTRANTE

Samuel é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília, mestre em Ciências Biológicas (Biologia Molecular) pela Universidade de Brasília e doutor (Doctorat DEtat ès Sciences) pela Université de Paris VII.

É Pesquisador Titular da Fundação Oswaldo Cruz, foi de 2001 a 2017 Diretor do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz-Paraná). Foi coordenador da instalação da Fiocruz no Estado do Paraná, através da criação do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e do Instituto Carlos Chagas (ICC).

Tem experiência e formação na área de Biologia Molecular, com ênfase em Parasitologia Molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: diferenciação de Trypanosoma cruzi, regulação da expressão gênica em parasitos, genômica funcional e desenvolvimento de insumos para diagnóstico.

É coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Diagnóstico em Saúde Pública. É membro do Comitê Científico Internacional do Instituto Pasteur de Montevideu.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 2ª. Republicação do edital para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgam a segunda Republicação da Chamada Pública Nº 010/2021 para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia sofreu mudanças. A segunda Republicação do edital altera o item 5. XI (Projeto de Pesquisa).

Acesse AQUI a 2ª. Republicação.

As inscrições para Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia iniciam hoje (27/9) e podem ser feitas até as 15h do dia 08 de outubro/21. O início das aulas está previsto para março de 2022.

Estão sendo oferecidas 18 vagas distribuídas em duas Linhas de Pesquisa: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia (Linha 1) e Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia (Linha 2).  Das vagas oferecidas, 4 serão destinadas para candidatos que se autodeclararem negros (pretos e pardos) ou indígenas ou se declararem pessoa com deficiência e 14 vagas serão para livre concorrência.

Os interessados podem acompanhar as informações sobre a Chamada Pública e o processo seletivo no site da Plataforma SIGA, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=826, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809, no site da Ufam em https://propesp.ufam.edu.br,   e no site da UEA, em  http://selecao2.uea.edu.br/.

O processo seletivo se dará em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. A divulgação da lista final dos classificados está prevista para 06/12/2021. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Podem concorrer às vagas brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Resultado dos pedidos de isenção para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado da Análise dos Pedidos de Isenção, Chamada Pública Nº 010/2021 do Processo Seletivo do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, da FIOCRUZ Amazônia, em associação com a Universidade Federal do Amazonas – UFAM e a Universidade do Estado do Amazonas – UEA

Confira AQUI o resultado.

As inscrições para o Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia podem ser feitas até as 15h, do dia 08 de outubro, de 2021. O início das aulas está previsto para março de 2022.

Estão sendo oferecidas 18 vagas, distribuídas em duas Linhas de Pesquisa: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia (Linha 1) e Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia (Linha 2).

Das vagas oferecidas, 4 serão destinadas para candidatos que se autodeclararem negros (pretos e pardos) ou indígenas ou se declararem pessoa com deficiência e 14 vagas serão para livre concorrência.

Os interessados podem acompanhar as informações sobre a Chamada Pública e o processo seletivo, no site da Plataforma SIGA, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=826, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809, no site da Ufam em https://propesp.ufam.edu.br, e no site da UEA, em  http://selecao2.uea.edu.br/.

O processo seletivo se dará em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. A divulgação da lista final dos classificados está prevista para 06/12/2021. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Podem concorrer às vagas brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Oficina sobre saberes e conhecimentos tradicionais para lideranças indígenas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Projeto Manaós Saúde da população indígena em contexto urbano: desafios da atenção primária no município de Manaus, promove no próximo sábado, 25/9, das 8h30 às 12h, a Oficina Valorizando os Saberes e Conhecimentos Tradicionais: Colóquios sobre as Vivências e Experiências Étnico-Culturais Indígenas. A atividade é voltada para lideranças indígenas da Comunidade Parque das Tribos.

O Projeto Manaós é vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia) e foi aprovado no edital 2021 do Programa Inova Fiocruz – Saúde Indígena,   que “incentiva a transferência do conhecimento gerado em todas as áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz para a sociedade, e conta com financiamento do Fundo de Inovação da Fiocruz e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE)”, explica o pesquisador  Rodrigo Tobias Lima, coordenador do Projeto.

São parceiras institucionais do Projeto Manaós: a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Secretaria Municipal de Saúde de  Manaus (Semsa-Manaus), Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai-AM), Universidade Federal do Amazonas (Ufam-AM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fiocruz Brasília e Fiocruz Ceará.

O objetivo principal do Projeto é avaliar as condições de saúde da população indígena residente na Comunidade do Parque das Tribos, localizada na zona oeste de Manaus, e analisar sua capacidade de acesso à rede de serviços de saúde na capital.

“No Parque das Tribos vivem aproximadamente 3 mil indígenas, e concentra uma população étnica extremamente diversificada, sendo os Tucano, os Saterê-Mawé, os Tariana e os Ticuna as etnias mais numerosas. A pandemia da Covid-19 expôs ainda mais as populações tradicionais residentes em espaços urbanos, o que exige de nós, pesquisadores, maior compreensão das condições de vida a que estão submetidos esses grupos”, comenta Rodrigo Lima.

O Projeto já gerou dois importantes resultados indiretos como a criação de uma associação dos moradores e indígenas do Parque das Tribos, e a aprovação de projeto com financiamento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para a realização de ações de enfrentamento à Covid-19 no Parque das Tribos.

O coordenador observa que esses resultados contribuem para o empoderamento de famílias e auto-organização do coletivo de indígenas na busca de direitos, além de demostrarem o reconhecimento internacional das ações já desenvolvidas, no sentido de proteção social e de promoção de saúde com populações indígenas em contextos urbanos.

A Oficina Valorizando os Saberes e Conhecimentos Tradicionais: Colóquios sobre as Vivências e Experiências Étnico-Culturais Indígenas será ministrada pela professora e assistente social Andreia Cavalcante, da Semsa-Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Republicação do edital para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

A Chamada Pública Nº 010/2021 para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia sofreu mudanças. A Republicação do edital apresenta prorrogação para amanhã, 23/9, para pedido de isenção da taxa de inscrição e altera o cronograma.

Acesse AQUI republicação.

O Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia é uma ação conjunta entre o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Estão sendo oferecidas 18 vagas distribuídas em duas Linhas de Pesquisa: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia (Linha 1) e Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia (Linha 2).  Das vagas oferecidas, 4 serão destinadas para candidatos que se autodeclararem negros (pretos e pardos) ou indígenas ou se declararem pessoa com deficiência e 14 vagas serão para livre concorrência.

As inscrições para Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia podem ser feitas no período de 27 de setembro até as 15h do dia 08 de outubro/21. O início das aulas está previsto para março de 2022.

Os interessados podem acompanhar as informações sobre a Chamada Pública e o processo seletivo, no site da Plataforma SIGA, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=826, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809, no site da Ufam em https://propesp.ufam.edu.br,   e no site da UEA, em  http://selecao2.uea.edu.br/.

O processo seletivo se dará em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. A divulgação da lista final dos classificados está prevista para 06/12/2021. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Podem concorrer às vagas brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra irá abordar foco de malária zoonótica humana na Mata Atlântica Fluminense

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 24/9, às 10h, a palestra “Plasmodium simium na Mata Atlântica Fluminense: o terceiro foco de malária zoonótica humana no mundo”, a ser ministrada por Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz).

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/92389459180 ID: 923 8945 9180

Segundo o pesquisador “de 2006 a 2014 apenas 46 casos de malária autóctone foram registrados na Mata Atlântica Fluminense. Um surto na região a partir de 2015 projetou esse número para 70 em 3 anos, antes de despencar para cerca de um por ano (a partir de 2018) em função da redução da população de primatas não humanos (PNH) na região pela epidemia de febre amarela”.

Cláudio explicou que “a situação possibilitou a identificação das condições de transmissão, dos vetores anofelinos e dos PNH implicados como reservatórios. O sequenciamento do genoma mitocondrial e depois do genoma completo permitiu a identificação do Plasmodium simium como responsável pelo surto e a caracterização da transmissão como uma zoonose, a terceira implicando plasmódios simianos e malária humana conhecida até hoje”.

SOBRE O PALESTRANTE

Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro é graduado em Medicina pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Mestre (Diplôme d Études et de Recherches en Biologie Humaine) e Doutor (Doctorat d État en Biologie Humaine) pela Universidade de Paris VI (Pierre et Marie Curie).

É Pesquisador Titular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) – Fiocruz,  é Chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária. Coordena na Fiocruz o Centro de Pesquisa, Diagnóstico e Treinamento em Malária (CPD-Mal), Laboratório de Referência junto à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para a malária na Região Extra-Amazônica.

Atua principalmente nos seguintes temas: malária humana e experimental simiana e murina, Plasmodium falciparum, P. vivax e P. simium, imunidade protetora, ensaios vacinais, imunopatologia da malária, malária de mata Atlântica e em aspectos cognitivo-comportamentais na homeostase e na malária experimental murina não complicada.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Livro aborda arte do cuidado em saúde voltado à população ribeirinha

As práticas tradicionais, desafios e as vivências relacionadas ao cuidado em saúde dos ribeirinhos e dos profissionais que atuam no interior do Amazonas são tema da coletânea “A arte do cuidado em saúde no território líquido: conhecimentos compartilhados no Baixo Rio Amazonas, AM”. A primeira edição do livro, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Amazonas (Fapeam), foi lançado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A obra analisa o ponto de vista dos usuários do sistema público de saúde e ainda do serviço ofertado. Organizado por pesquisadores, o livro está dividido em 15 capítulos e foi escrito por mais de 30 pessoas, dentre usuários, gestores e profissionais da saúde dos municípios de Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Maués e Parintins. Os autores participaram ainda de oficinas de escrita para ajudar na composição da publicação.

Segundo o coordenador do projeto, o pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, Júlio Schweikardt, apesar da dificuldade de acesso das equipes de saúde no interior, em comunidades mais distantes, foram encontrados pontos interessantes durante a pesquisa, como o esforço dos profissionais no suporte e apoio nas Unidades Básicas de Saúde Fluviais. “Para nós envolver os trabalhadores neste projeto foi importante, porque eles também fizeram uma autoanálise dos seus serviços. Quando você escreve, ao mesmo tempo você está fazendo esse processo automaticamente”, acrescentou.

O livro se encontra disponível no site da editora Rede Unida, de forma gratuita, para download. A obra está integrada ao projeto de pesquisa “Acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência da saúde no Amazonas”, desenvolvido no âmbito do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) da Fapeam.

“Quando fizemos a proposta de pesquisa, pensamos para que ela tivesse uma abordagem participativa, diferente de outras modalidades de projetos, onde são realizadas as coletas, organizadas as informações e publicadas em forma de relatório ou artigos. Este projeto não, desde o início, oficinas foram realizadas com os trabalhadores, analisando a rede e verificando como eles veem a questão do acesso da população ribeirinha”, acrescentou Júlio.

Sobre a temática do livro, o pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia explica que o termo ‘território líquido’ é uma categoria criada no laboratório para se referir ao território “Amazônia ribeirinha”.

“É uma Amazônia muito mediada pelas águas, componentes fundamentais, principalmente, na vida da população ribeirinha. Para pensarmos em políticas públicas, precisamos partir dessa dinâmica que é muito influenciada pelo ciclo das águas como a seca, cheia, enchente e vazante, que interfere, diretamente, nos serviços de saúde e nos tipos de doenças também. Tudo isso a pesquisa encontrou, os meios de transportes usados pela população, quais são os tipos de serviços que os municípios oferecem de apoio aos usuários da área ribeirinha”, disse.

Homenagem

A capa do livro traz como referência a obra “Os Andarilhos”, produzida pelo artista Saturnino Neto, integrante do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) Adolfo Lourido, no município de Parintins.  A obra faz ainda uma homenagem à parteira Nazaré, que contribuiu para a saúde das gestantes no município, vítima da Covid-19 neste ano.

Apoio Fapeam

Sobre o apoio da Fapeam para produção do livro, Julio Schweikardt destaca que a Fundação veio dinamizar a pesquisa no estado. “A Fapeam é fundamental para fazermos esse tipo de exercício de pesquisa, de caráter participativo de mobilizar alunos, usuários e os   trabalhadores”, disse.

Por: Esterffany Martins / Fapeam
Fotos: Érico Xavier

Divulgado resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para o processo seletivo do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta sexta-feira, 17/9, o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, do processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira o resultado aqui.

As inscrições no processo seletivo para o curso de mestrado podem ser feitas no período de 20 de setembro a 18 de outubro. O cronograma com todos as etapas seleção estão no anexo I. 1.2 do edital.

Acesse o edital em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

Estão sendo oferecidas 17 vagas para ingresso no curso no ano de 2022. As vagas estão distribuídas nas duas linhas de pesquisa do PPGVIDA: Linha 1- Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia (9 vagas) e Linha 2 – Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (8 vagas).

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra irá abordar Impacto da contaminação por mercúrio na saúde do povo Munduruku

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 17/9, às 10h, a palestra “Impacto da contaminação por mercúrio na saúde do povo indígena Munduruku, Pará”, a ser ministrada por Paulo Victor de Sousa Viana, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz).

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/97235906430 (ID: 972 3590 6430)

Na oportunidade, o pesquisador irá apresentar resultados do estudo, que avaliou os impactos da contaminação por mercúrio, em 200 indígenas, de três aldeias na Terra Indígena Sawré Muybu, de ocupação tradicional do povo Munduruku, na bacia do Rio Tapajós, localizada nos municípios de Itaituba e Trairão no Pará.

Os resultados apontam evidências claras dos efeitos deletérios da contaminação por mercúrio nas três aldeias Munduruku e indicam que a atividade garimpeira vem promovendo alterações de larga escala sob os territórios tradicionais da Amazônia, com sérios impactos na saúde destes povos.

SOBRE O PALESTRANTE

Paulo é graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Amazonas, mestre e doutor em Epidemiologia em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é Pesquisador em Saúde Pública do Centro de Referência Professor Helio Fraga/ENSP/Fiocruz.

Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: tuberculose, epidemiologia, análise de sobrevivência, causas de óbito, sistemas de informação e raça/etnia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lança edital para o curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lança a Chamada Pública Nº 011/2021 para ingresso no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). As inscrições no processo seletivo para o curso de mestrado podem ser feitas no período de 20 de setembro a 18 de outubro. O cronograma com todos as etapas seleção estão no anexo I. 1.2 do edital.

Acesse o edital AQUI, ou em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

Estão sendo oferecidas 17 vagas para ingresso no curso no ano de 2022. As vagas estão distribuídas nas duas linhas de pesquisa do PPGVIDA: Linha 1- Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia (9 vagas) e Linha 2 – Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (8 vagas).

O processo de seleção será realizado em 4 etapas, sendo a primeira: Homologação das inscrições; a segunda: Prova de Saúde Coletiva; a terceira: Avaliação do Anexo VII – Pontuação do Currículo Lattes do Candidato; e a quarta: Prova Oral. Todas as etapas são eliminatórias.

Pedidos de isenção da taxa de inscrição devem ser feitos nos dias 16 e 17 de setembro, conforme cronograma do edital, para isso o interessado deve acessar seguinte endereço eletrônico para encaminhar a solicitação: https://www.amazonia.fiocruz.br/sistemas/ppgvida_isencao.

Leia o Edital em PPGVIDA – Chamada Pública nº 011/2021 – ILMD (fiocruz.br)

O curso de mestrado terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O Programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Abertas as inscrições para o curso Urgências e Emergências Obstétricas

De 15/9 a 15/10 estão abertas as inscrições para o curso “Urgências e Emergências Obstétricas para Profissionais da Região Norte do Brasil”. Para a atividade estão sendo oferecidas 500 vagas destinadas a profissionais do Amazonas e de Roraima que atuam na assistência ao ciclo gravídico-puerperal.

São critérios para fazer o curso: ser trabalhador da saúde com atuação na assistência ao ciclo gravídico-puerperal; ser trabalhador com formação na área da saúde: técnico, graduação e outros níveis, e ser parteira tradicional com vínculo em Unidades de Saúde.

A atividade será transmitida pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem do Campus Virtual da Fiocruz (AVA-Fiocruz). Serão disponibilizadas aos alunos bibliografia básica, cartilhas e videoaulas, bem como contato para as dúvidas.

O curso é coordenado pelos pesquisadores Júlio Cesar Schweickardt, do Instituto Leônidas e & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e Camila Lopes de Melo, do Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco). São parceiros da atividade o Fundo de População das Nações Unidas e o Statera Cursos e Consultoria. As aulas ocorrerão de outubro de 2021 a março de 2022.

FREQUÊNCIA

A carga horária é de 60h. A frequência do curso pode ser verificada no próprio ambiente do AVA/Fiocruz. O aluno é quem define o ritmo e o tempo de estudo, podendo avançar ou retornar nos módulos da plataforma. Para aprovação por frequência, o aluno deverá ter cursado, no mínimo, 75% dos módulos, de acordo com a Resolução do CNE/CES nº. 1, de 03 de abril de 2001.

CERTIFICADOS

Todos os alunos que finalizarem o curso receberão certificado de participação, o qual será gerado automaticamente pelo Campus Virtual da Fiocruz (CVF). O documento será enviado para o e-mail cadastrado no ato da inscrição.

Curso: Urgências e Emergências Obstétricas para Profissionais da Região Norte do Brasil

Inscrições:  de 15/9 a 15/10

Modalidade: a distância

Para inscrições e informações, acesse https://bit.ly/3tEciBJ

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo CovacManaus divulga dados preliminares

O CovacManaus alcançou a etapa de 6 meses de acompanhamento dos participantes e divulgou ontem (13/9) os primeiros dados do estudo. Entre os vacinados, 91% apresentaram anticorpos detectáveis após a 1ª dose e 99,8% após a 2ª dose. Somente 2,6% tiveram infecções confirmadas por Covid-19; um óbito foi registrado. Entre as principais comorbidades estão a obesidade (72%) e a diabetes (54%).

Para a equipe de pesquisadores, os dados avaliados são positivos e reforçam a importância da população continuar se vacinando. “Mesmo com uma queda na transmissão da Covid-19 em Manaus, é importante lembrar que a população vacinada no estudo é de pessoas que apresentam comorbidades, portanto esperávamos uma quantidade maior de infectados, hospitalizados e óbitos, entre esses mais de 5 mil participantes”, destacou o coordenador do estudo, Marcus Lacerda, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Após os 6 primeiros meses de acompanhamento, o CovacManaus entra na fase de monitoramento. “É de extrema importância que cada participante compareça para fazer a coleta de exames, conforme agendamento realizado pelo nosso call center, para que possamos ter o entendimento da necessidade, por exemplo, de um reforço dessa vacina”, explica o pesquisador.

De acordo com a nota técnica 27/2021 do Ministério da Saúde, idosos e imunossuprimidos demonstram maior vulnerabilidade à Covid-19, mesmo após a vacinação completa. O CovacManaus está desenvolvendo parcerias para promover o reforço vacinal dos participantes e seguir com o acompanhamento.

CovacManaus em números

Sobre o CovacManaus

O objetivo principal do estudo é identificar se a aplicação da vacina em pessoas com comorbidades terá impacto na prevenção das formas graves da Covid-19, em Manaus, onde. A pesquisa é coordenada pela médica infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Maria Paula Mourão e por Marcus Lacerda.

O estudo, que iniciou em março de 2021, aplicou 10.158 doses da vacina CoronaVac doadas pelo Instituto Butantan. Participam do estudo trabalhadores da educação da rede pública e privada, da Secretaria de Segurança Pública (Polícias Militar e Civil, Detran e Corpo de Bombeiros), e trabalhadores terceirizados da UEA, Seduc e Semed, com idades entre 18 e 49 anos, que atuam em Manaus.

O estudo conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam); doação das vacinas pelo Instituto Butantan; e parceria da UEA, das secretarias estaduais de Saúde (SES-AM), de Educação e Desporto (Seduc) e de Segurança Pública (SSP-AM), da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), da Prefeitura de Manaus e do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB), por Caroline Soares
Foto: Carlos Soares

NOTA DE REPÚDIO

O Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB) vem a público repudiar os crimes de LGBTfobia verbal e física sofridos por um membro de nossa equipe e seu companheiro, na noite de ontem (10/09), em Manaus.

Nosso colaborador, técnico de laboratório e educador comunitário de pares, e seu companheiro foram agredidos verbalmente por um homem armado e, quando deixaram o local, foram seguidos e covardemente baleados. Um deles está hospitalizado devido à gravidade dos ferimentos.

Esse crime não foi uma exceção. A violência contra a comunidade LGBTQIA+ nasce do conservadorismo cego e irracional e da intolerância de um Brasil que, segundo as estatísticas, registra a maior quantidade de crimes LGBTfóbicos no mundo. É urgente que políticas de segurança pública sejam voltadas à essa população.

Esperamos que os órgãos competentes investiguem e punam exemplarmente o responsável por mais este ato criminoso e cruel. LGBTfobia é crime!

O IPCCB funciona como um consórcio firmado pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia), e trabalha ativamente na busca da melhoria da saúde e qualidade de vida da população LGBTIQA+ através de estudos voltados para esse público; e conta com valioso quadro de colaboradores desta comunidade que, assim como uma das vítimas, leva transformadora educação em saúde para seus pares.

Nossa total solidariedade e apoio às vítimas e suas famílias.

Assinam essa nota conjuntamente:

Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD)

Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Palestra irá apresentar modelo para estudos de infecção por Leishmania

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na próxima sexta-feira, 10/9, às 10h, a palestra “O hamster dourado como modelo para estudos de infecção por Leishmania (Viannia) braziliensis”, a ser ministrada por Alda Maria da-Cruz, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC – Fiocruz).

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/96969114019 ID: 969 6911 4019

De acordo com a pesquisadora, “a leishmaniose tegumentar é endêmica em nosso país e nos últimos anos foram registrados no Ministério da Saúde uma média de 18.687 casos da doenca. A região Norte sozinha contribui com 42,8% dos casos, sendo que registra o 2o maior número de casos, provenientes principalmente da região da grande Manaus”, explicou.

Alda conta que oito espécies de Leishmania sp circulam de forma simpátrica na região Norte, sendo que L. (Viannia) braziliensisL. (V.) guyanensis e L. (L.) amazonensis são as mais prevalentes. O conhecimento sobre imunopatogenia da infecção por estas espécies advém de estudos em humanos e sabemos que a resposta imune é determinante para a evolução dos diferentes desfechos clínicos.

“O modelo camundongo é o mais utilizado para os estudos de infecção por Leishmania sp, entretanto, quando infectados por L. braziliensis, espécie mais prevalente nas regiões brasileiras, ele desenvolve uma lesão cutânea pequena e que se cura espontaneamente”, destaca.

A pesquisadora irá apresentar resultados de estudos sobre a evolução clínica, histológica, parasitológica e imunológica da leishmaniose cutânea experimental e mostrar como este modelo tem se mostrado adequado para estudos de imunopatogênese, de ensaios vacinais e de testes terapêuticos.

SOBRE O PALESTRANTE

Alda é graduada em Medicina pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, mestra e doutora em Medicina Tropical pela Fundação Oswaldo Cruz. É especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias, tendo cursado residência médica no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

É pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Médicas do Instituto Oswaldo Cruz/FIOCRUZ e professora associada da Disciplina de Parasitologia da Faculdade de Ciências Médicas/UERJ. É membro titular da Academia de Medicina do Rio de Janeiro.

Possui experiência na área de doenças infecciosas e parasitárias, parasitologia médica e imunoparasitologia. As principais linhas de pesquisa versam sobre imunopatogênese das leishmanioses (resposta imune efetora, estudo do infiltrado inflamatório das lesões e modelo golden hamster), co-infecção Leishmania/HIV e desenvolvimento de vacinas contra leishmaniose.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

2ª. NOTA DE ESCLARECIMENTO

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que foi encaminhado ofício à empresa A S Silva TUR Navegação solicitando retratação pública e retirada de faixas e demais sinalizações com o nome da Fiocruz Amazônia da embarcação, bem como está sendo rescindido o contrato com essa empresa.

A A S Silva TUR Navegação havia sido contratada pelo ILMD/Fiocruz Amazônia para o fornecimento de embarcação para viagens de pesquisa, capacitação de profissionais da saúde, assistência e atendimento às populações vulneráveis.

O ILMD/Fiocruz Amazônia segue firme em sua missão de contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

O ILMD/Fiocruz Amazônia reitera seu compromisso com a saúde pública, em especial das populações do Amazonas e com o desenvolvimento científico e tecnológico na área da saúde na Amazônia, atuando com excelência na educação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovador, gestão e cooperação social.

Parteiras tradicionais do Amazonas instituem legalmente associação Algodão Roxo

A 4ª.  Reunião Ordinária da Associação de Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas – Algodão Roxo (Aptam) encerrou nesta sexta-feira, 3/9, com a constituição legal da sociedade. A assinatura dos documentos foi feita durante encontro realizado no Salão Canoas, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O evento iniciou na quarta-feira, 1/9, e foi organizado pela equipe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), sendo um desdobramento do Projeto Redes Vivas, coordenado pelo pesquisador Júlio Schweickardt.

A abertura da atividade foi feita pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazonia, Adele Benzaken, que destacou a importância do trabalho das parteiras no Amazonas e da necessidade do engajamento para conquistas sociais. “Que esse movimento se transforme cada vez mais numa rede de pessoas engajadas, que buscam os mesmos objetivos, e que estimule a inserção de outras parteiras que atuam no estado. Fico feliz de saber que temos representantes de várias localidades”, comentou.

O encontro durou três dias e ofereceu três oficinas: de apresentação de kits de saúde reprodutiva doados pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa); de planejamento para uso de plantas medicinais; e planejamento para troca de saberes. Além dessas atividades, aconteceram outras de planejamento, de prestação de contas e a formalização da Aptam-Algodão Roxo.

“A gente já está há bastante tempo para formalizar essa associação, mas ela já existe na prática. Elas estão atuando politicamente, tiveram conquistas bem importantes, como a lei estadual do Dia da Parteira, a Lei do Acompanhante também aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas, recursos aprovados por meio de emenda parlamentar, além de tudo, elas têm um trabalho belíssimo nas comunidades do interior.  A Associação passa a ser a voz delas”, ressaltou Júlio Schweickardt.

FORMALIZAÇÃO DA APTAM-ALGODÃO ROXO

Ao final do encontro foram assinados pela parteira Tabita dos Santos Morais, presidente da associação, os documentos de instituição da Aptam-Algodão Roxo.

Emocionada, ela falou dos desafios enfrentados pelas parteiras especialmente no momento de agravamento da Covid-19 no Amazonas, e da relevância da conquista da formalização da Associação.

“Esse é um momento histórico, marcante, que vai ficar para o resto da minha vida e para os meus netos e bisnetos, enquanto eu puder contar o que aconteceu, que eu tive o privilégio de estar aqui nesse momento, pelas lutas que temos passado e em meio a essa pandemia, mas nós conseguimos continuar em frente e novamente estamos aqui realizando o maior sonho de muitas parteiras que vieram antes de mim e que virão depois de mim. Isso é um legado que nós vamos deixar e que vai ser passado de geração em geração, que isso não morra e que nunca seja esquecido. Esse é um momento de gratidão e emoção de estar aqui hoje e poder realizar esse sonho, das pessoas que se foram sem conseguir. Nós existimos e nós podemos, mesmo sendo leigas e no anonimato, nós podemos também fazer a diferença”, disse Tabita Morais.

PESQUISA

O projeto Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado no Amazonas, do Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia conta também com a colaboração da pesquisadora Camila Pimentel, do Departamento de Saúde Coletiva do Instituto Aggeu Magalhães/Fiocruz-PE.

“Historicamente as parteiras vêm perdendo espaço de atuação profissional. Desde o doutorado que eu estudo a atenção ao parto na cidade de Recife, no movimento de humanização ao parto, um movimento que reconhece a atuação das parteiras, e que trabalha numa atualização, numa troca de saberes. Então, é muito importante esse diálogo da Fiocruz Pernambuco com a Fiocruz Amazônia”, comentou.

Para Júlio Schweickardt, o apoio da Fiocruz ao trabalho das parteiras é de suma relevância. “O fato da gente estar apoiando e reforçando isso, para nós é um motivo de muita alegria, porque a gente vê que essas mulheres precisam sim do apoio de todos nós, e o apoio de uma instituição como a Fiocruz é relevante e importante, porque passa a ser uma instituição que dá o acompanhamento, o apoio estratégico e logístico ao trabalho delas, dessa forma desempenhamos o nosso papel como pesquisador, mas também como cidadão que quer uma melhoria da saúde da população do estado e da região Norte como um todo”.

Foram parceiros dessa atividade a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que contratou a locação de embarcação da empresa A S Silva TUR Navegação para a realização de viagem de pesquisa, capacitação de profissionais da saúde, assim como assistência e atendimento às populações vulneráveis dos municípios de Tabatinga e Atalia do Norte que ficam no Alto Rio Solimões.  Essa missão ocorreu no período de 03 a 25 de agosto.

Com a conclusão da missão e chegada da embarcação a Manaus no dia 25 de agosto, equipamentos e materiais de pesquisa foram recolhidos pelos técnicos do ILMD/Fiocruz Amazônia e levados aos laboratórios da Instituição, e o barco foi devolvido à empresa do transporte.

Após a devolução, o ILMD/Fiocruz Amazônia não se responsabiliza pelo uso da embarcação pela empresa proprietária.

A direção do ILMD/Fiocruz Amazônia desaprova todo e qualquer evento que promova aglomerações e que possa colocar em risco a saúde das pessoas, especialmente nesse momento ainda de fragilidade por conta da pandemia de Covid-19.

Centro de Estudos vai abordar atual momento da pandemia de COVID-19

“Em que momento estamos na pandemia de COVID-19?” é o questionamento que norteará a apresentação, desta semana, do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a acontecer na sexta-feira, 3/9, às 10h (horário Manaus), em transmissão online pela Plataforma Zoom.

Link da transmissão:  https://zoom.us/j/98209864448 (ID: 982 0986 4448)

A palestra será proferida pelo pesquisador Paulo Nadanovsky, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz). A palestra irá abordar o funcionamento do nosso sistema imune frente ao vírus SARS-CoV2 e as consequências prováveis para o andamento da pandemia de COVID-19.

Na oportunidade, serão apontados os fatores que devem tornar o SARS-CoV2 menos letal, e o tempo que deve levar para a pandemia acabar; e ainda, será abordado sobre o papel da vacina e como interpretar os valores de eficácia/efetividade que são divulgados pelos especialistas e pela mídia.

SOBRE O PALESTRANTE

Pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ, e professor do Instituto de Medicina Social da UERJ. Doutor em Saúde Pública pela Universidade de Londres, possui Pós-Doutorado em Psicologia Evolucionista na McMaster University, Canadá, em colaboração com Martin Daly e Margo Wilson.

É graduado em Odontologia pela Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Saúde Pública e Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: revisão sistemática e meta-análise, medicina baseada em evidência, comunicação do risco, odontologia baseada em evidência, efetividade dos serviços de saúde.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Alunos do Programa de Iniciação Científica iniciam suas atividades na Fiocruz Amazônia

“Aproveitar a oportunidade” foi a expressão mais usada durante evento virtual de Acolhida aos novos alunos do Programa de Iniciação Científica (PIC) 2021-2022, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia. A atividade aconteceu ontem, 31/8, pela Plataforma Zoom e dela participaram pesquisadores, estudantes e técnicos do Instituto.

São 43 alunos de graduação que foram selecionados para fazer iniciação científica na Fiocruz Amazônia, e o encontro foi “o primeiro passo em toda a formação complementar que o PIC se propõe a fazer para os alunos”, disse Priscila Aquino, coordenadora do Programa.

Para a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, o objetivo maior dos pesquisadores, professores e corpo técnico da Fiocruz “é tentar empolgar e guiar os alunos de iniciação científica na carreira acadêmica. Nós almejamos que daqui a alguns anos vocês estejam na pós-graduação, cursando mestrado e doutorado oferecidos por esta Instituição. Essa é a única forma que temos para fazer crescer a saúde no estado do Amazonas, formando pessoas para que futuros doutores possam contribuir para a saúde pública”, declarou.

O vice-diretor de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, destacou a importância da iniciação científica para os que pretendem seguir nos cursos de pós-graduação. “É notório ver em bancas de seleção que os candidatos que fizeram iniciação científica têm um ganho na carreira acadêmica. Então, aproveitem a oportunidade, pois vocês estão numa instituição de excelência em saúde no país”, comentou.

Rosana Parente, vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, falou da expectativa e esperança que vem com a entrada da nova turma de iniciação científica, “Esperamos que vocês explorem todas as possibilidades que o Ensino e a Pesquisa na Fiocruz oferecem, que vocês se envolvam nas atividades, apesar de ainda não estarem presencialmente. Nós temos o Centro de Estudos, com palestras que acontecem às sextas-feiras e os cursos de pós-graduação. Que vocês façam um bom trabalho!”.

Durante o evento foram apresentadas informações sobre o PIC aos alunos, as recomendações da Comissão Interna de Biossegurança do Instituto (CIBio/ILMD), feita por Lisiane Reis; sobre o trabalho de campo, especialmente diante do contexto de pandemia, apresentado pelo pesquisador Fernando Herkrath, além de uma conversa com os egressos da iniciação científica,  Heliana Belchior, Cláudia Crainey e Diogo de Castro.

A NOVA TURMA DO PIC

As expectativas da nova turma também são grandes.  Karen Ferreira, aluna de Farmácia, que vai atuar na Fiocruz Amazônia no projeto Persistência de esporozoítos de Plasmodium vivax na hemocele de Anopheles aquasalis, orientado pela pesquisadora Claudia Maria Rios Velásquez, disse que pretende adquirir conhecimento e desenvolver-se na área da pesquisa. “Quero aprofundar-me em assuntos relacionados ao meu curso e, claro, contribuir com a instituição, com meu compromisso e dedicação”.

Já Edson Santos, estudante de Licenciatura em Ciências Biológicas, vai trabalhar no projeto  Diversidade de mosquitos vetores em microhabitats artificiais em uma agrovila na Amazônia brasileira, ele espera “ter experiência na área de parasitologia, aprender práticas de campo (caso ocorra o retorno das atividades presenciais dos bolsistas) e aprender mais sobre doenças tropicais, para agregar conhecimento e enriquecer seu o currículo Lattes”.

Para Isabela de Farias, do curso de Ciências Biológicas,  seu objetivo é “obter mais experiência no ramo dos laboratórios e encontrar no que eu quero trabalhar futuramente”. Seu projeto de iniciação científica  é Modificação de quercetina por Guignardia sp. e obtenção de compostos bioativos.

A coordenadora do PIC-ILMD destacou a importância da Acolhida para os alunos, especialmente porque ele propiciou à nova turma “um panorama das possibilidades a serem alcançadas a partir da iniciação científica, que é um momento único que eles têm para complementar a formação acadêmica e introduzir o pensar científico. O PIC também oferece cursos que vão auxiliar os estudantes no desenvolvimento de seus projetos”, comentou.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Sobre a iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia, CLIQUE.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz lança edital para ingresso em Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

Em ação conjunta entre instituições, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançam Chamada Pública para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia.

Estão sendo oferecidas 18 vagas distribuídas em duas Linhas de Pesquisa: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia (Linha 1) e Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia (Linha 2).  Das vagas oferecidas, 4 serão destinadas para candidatos que se autodeclararem negros (pretos e pardos) ou indígenas ou se declararem pessoa com deficiência e 14 vagas serão para livre concorrência.

Acesse o Edital em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=826

As inscrições para Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia podem ser feitas no período de 27 de setembro até as 15h do dia 08 de outubro/21. O início das aulas está previsto para março de 2022.

Os interessados podem acompanhar as informações sobre a Chamada Publica e as publicações referentes ao desenvolvimento do processo seletivo, no site da Plataforma SIGA, da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=826, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34809, no site da Ufam em https://propesp.ufam.edu.br,   e no site da UEA, em  http://selecao2.uea.edu.br/.

O processo seletivo se dará em quatro etapas: Homologação das inscrições, Prova de Saúde Coletiva, Pontuação do Currículo Lattes e respectivas comprovações, e Prova Oral. A divulgação da lista final dos classificados está prevista para 06/12/2021. Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

Podem concorrer às vagas brasileiros natos ou com dupla nacionalidade ou estrangeiros com visto permanente. Os candidatos devem ser portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. A Linha de pesquisa deve ser escolhida quando do preenchimento do Formulário de Inscrição.

O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia realiza Seminário Interno da Pesquisa

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu nos dias 26 e 27 de agosto a segunda edição do Seminário Interno da Pesquisa. Durante o evento foram apresentadas informações sobre os laboratórios de pesquisa (desafios, oportunidades e planejamento), ações do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-ILMD), dos programas de Iniciação Científica e de Pesquisador Visitante, Plataformas Tecnológicas, Coleções Biológicas, Sistema de Indicadores Institucionais, e dados do Escritório de Projetos.

A abertura do Seminário foi feita pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, que destacou a importância do evento para compartilhamento das informações, atividades e planejamento de cada laboratório, núcleo e plataforma. “O Seminário da Pesquisa é uma oportunidade para que os pesquisadores apresentem e debatam as atividades desenvolvidas na Fiocruz Amazônia, além de nos oferecer uma visão ampliada de toda a pesquisa que é feita no Instituto”, comentou.

A mesma opinião foi compartilhada pela chefe do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), Stefanie Lopes, que salientou a importância da atividade, “é um momento de conhecer as atividades de pesquisas feitas pelos colegas, permitindo um diálogo e percepção dos pontos convergentes para fortalecimento da pesquisa na Unidade”, ressaltou.

O pesquisador Rodrigo Tobias Lima, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), lembrou que “realizar um olhar sistematizado das ações de ensino, pesquisa e de inserção social é reafirmar nossa missão institucional em prol de uma ciência mais próxima da sociedade e que fortalece o SUS no Amazonas”, disse.

Sobre as Plataformas Tecnológicas foram apresentados os serviços disponibilizados às instituições de ensino e pesquisa e os trabalhos já realizados.

O Escritório de Projetos apresentou aos pesquisadores o serviço realizado para o apoio e gerenciamento de projetos de pesquisa institucionais.

O evento foi direcionado ao público interno do ILMD/Fiocruz Amazônia e transmitido pela Plataforma Teams.

SOBRE OS LABORATÓRIOS

A pesquisa no ILMD/Fiocruz Amazônia insere-se no âmbito da ciência, tecnologia e inovação, desenvolvida  nos  laboratórios da Unidade, a saber: Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI) e Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS), além das Plataformas Tecnológicas, Coleções Biológicas e Núcleo de Inovação Tecnológica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia prepara acolhida para novos alunos de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da coordenação Programa de Iniciação Científica (PIC), realiza na próxima terça-feira, 31/8, de 9h às 12h,  evento virtual de acolhida dos alunos de graduação selecionados para a iniciação científica, no período de 2021-2022.

O evento será transmitido pela Plataforma Zoom, link https://us06web.zoom.us/j/83775057175?pwd=MVR0bEUzNmFPWityL0FGNFE3WXhaZz09

ID da reunião: 837 7505 7175

Senha de acesso: 464791

Foram selecionados para esse período 43 alunos de graduação dos cursos de medicina, ciências biológicas, biomedicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia, serviço social, biotecnologia e odontologia, de 10 universidades no Amazonas.

Segundo Priscila Aquino, coordenadora do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, “esse momento é muito importante para os alunos porque é o primeiro contato que eles vão ter mais efetivamente com a Fiocruz Amazônia, pois até então o contato que eles tiveram foi com seus orientadores, de forma individual. Nessa acolhida, mesmo que virtualmente, os alunos serão recebidos pela direção do Instituto e pela coordenação do PIC, e vão conhecer seus colegas de iniciação científica. Além disso, eles serão informados sobre algumas atividades que já estão tendo e que ainda vão ter nessa vigência do Programa, do qual eles fazem parte”, explicou.

Confira a programação:

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq).

INICIAÇÃO CIENTÍFICA

A iniciação científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Sobre a iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia, CLIQUE.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada a lista dos selecionados para a oficina “OuvirCiência”

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga os nomes dos selecionados a participarem da oficina “OuvirCiência”, que acontecerá amanhã, 26/8, das 14h às 17h, pelo Google Meet.

Acesso à Oficina será pelo link  https://meet.google.com/yes-zzgj-uui, ou disque: ‪(US) +1 302-440-5320 PIN: ‪467 588 176#

A oficina “OuvirCiência” será ministrada por Cristiane Barbosa, professora e jornalista, doutora em Ciências da Informação.

A atividade integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) no ILMD/Fiocruz Amazônia. O tema da SNCT deste ano é A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta.

Nomes dos selecionados:

  1. Camila Araujo da Silva
  2. Carlos Augusto da Silva Araújo Júnior
  3. Caroline dos Santos Gonzaga
  4. Cleudecir Siqueira Portela
  5. Cléo de Moraes Félix
  6. De Angelo Silva da Cruz
  7. Felipe Nery Saldanha Braga
  8. Francielle Costa de Souza Barros
  9. Frank Wyllys Cabral Lira
  10. Jaqueline Luvisotto Marinho
  11. Jesse Moraes de Oliveira
  12. João Vitor Santos Nobre
  13. Laura Consulmagnos David
  14. Lorena Rosa Xavier
  15. Manoel Bernardes de Lara Junior
  16. Marcilio Sandro de Medeiros
  17. Raniele Alana Lima Alves
  18. Takeshi Matsuura
  19. Thamyres Macedo do Nascimento
  20. Vicente Mendes da Silva Junior
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Arte: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos terá palestra sobre filárias e vetores do Amazonas

Diversidade de filárias e determinação de vetores no estado do Amazonas é o tema desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a acontecer na sexta-feira, 27/8, às 10h (horário Manaus), em transmissão online pela Plataforma Zoom.

Link: https://zoom.us/j/96137125023

ID: 961 3712 5023

A palestra será proferida pelo pesquisador Túllio Romão Ribeiro da Silva, do ILMD/Fiocruz Amazônia. Na oportunidade, serão apresentados os resultados da tese de doutorado do pesquisador pelo Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Biologia Parasitária, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O estudo teve como objetivo determinar aspectos epidemiológicos relacionados às filarioses humanas em áreas endêmicas da Amazônia, considerando o binômio parasito-vetor.

Segundo Túllio Romão, a epidemiologia molecular foi aplicada para caracterizar espécies e/ou populações destes parasitos, bem como dos vetores envolvidos nestes cenários. Além disso, novas abordagens de coleta de simulídeos e de diagnóstico molecular de filárias também serão discutidas durante a palestra. 

SOBRE O PALESTRANTE

É graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mestre em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e doutor em Biologia Parasitária, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Variante Delta e a situação do SUS na pandemia foi tema de audiência interativa

A Comissão Externa da Câmara dos Deputados Destinada a Acompanhar o Enfrentamento à Pandemia à Covid-19 no Brasil (Cexcorvi ) realizou ontem, 24/8, audiência interativa para debater a Variante Delta do Coronavírus e a Situação Atual do SUS Perante a Pandemia, uma iniciativa da Deputada Carmen Zanotto.

Foram convidados para a audiência representantes do Ministério da Saúde (MS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Naveca, representou a Fundação no encontro.

Em sua apresentação Naveca falou da importância da vigilância e do sequenciamento genético do SARS-CoV-2 circulante no país, bem como destacou a ação de rastreio de variantes e treinamento de equipes de saúde no Alto Solimões, região da tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia.

O pesquisador disse ainda que a variante Delta é uma variante de preocupação e se apresenta no país num cenário de múltiplas introduções. “A Gamma continua sendo dominante no Brasil e com um processo evolutivo em franca expansão, principalmente, as linhagens P.1.4 e P.1.6”, revelou.

A ação na tríplice fronteira é uma ação do ILMD/Fiocruz Amazônia realizada com apoio do Programa Unidos Contra a Covid-19 da Fiocruz, e em parcerias com a  Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), Laboratório de Fronteira (Lafron), secretarias de Saúde do Estado do Amazonas  e dos Municípios de Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte, e do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

Os demais convidados para a audiência interativa da Cexcorvi foram Rosana Leite de Melo (secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, do MS), Fernando Campos Avendanho (Conass) e  Alessandro Aldrin (Conasems).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Projeto Redes Vivas promove encontro de parteiras tradicionais

A 4ª.  Reunião Ordinária da Associação de Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas – Algodão Roxo (Aptam) será realizada nos dias 1º, 2 e 3 de setembro, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A atividade é coordenada pelo pesquisador Júlio Schweickardt, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa)

A Reunião é um desdobramento do Projeto Redes Vivas, coordenado pelo pesquisador. Participam do encontro parteiras tradicionais e profissionais da saúde. São parceiros dessa atividade a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).

Confira a programação:

Atividade: 4ª.  Reunião Ordinária da Associação de Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas – Algodão Roxo (Aptam)

Data: 01 a 03 de setembro de 2021

Horário: 9h às 17h

Local: Salão Canoas – Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus-AM

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia recebe visita de parlamentar

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na segunda-feira, 23/8, na sede do Instituto, o deputado federal do Amazonas, Pablo Oliva. A visita teve como objetivo conhecer as demandas institucionais para futuras emendas, bem como receber informações sobre o andamento de projeto apoiado pelo parlamentar, no ano passado.

A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, demostrou satisfação em receber o deputado e destacou que os recursos da última emenda do parlamentar ao Instituto serão utilizados em pesquisas com o Aedes aegypti. “É um prazer receber a visita do deputado Pablo Oliva quando nós vamos fazer uma prestação de contas sobre a última emenda que ele destinou à Fiocruz Amazônia, que será empregada principalmente em pesquisa para zika e chikungunya e doenças transmitidas por vetores. Vamos abrir um campus avançado da Fiocruz na Funasa, graças a esse apoio”, disse.

Na oportunidade, o deputado inteirou-se sobre o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia e conheceu a estrutura do Laboratório de Virologia do Instituto.

Pablo Oliva falou da importância dos investimentos em ciência e ressaltou que no ano passado quase na integralidade suas emendas foram destinadas à área da Saúde.

Participaram do encontro o vice-diretor de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a pesquisadora Stefanie Lopes (chefe do Laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia – DCDIA/ILMD)  e assessoras Analice Carvalho (ILMD) e Adriana Penalber (parlamentar).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

Sai a lista dos selecionados para a oficina “DigiCiência”

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga os nomes dos selecionados a participarem da oficina “DigiCiência”, que acontecerá amanhã, 24/8, das 14h às 17h, pelo Google Meet.

Acesso à Oficina será pelo link https://meet.google.com/tmd-yytq-ctf, ou disque: ‪(US) +1 575-567-3548 PIN: ‪121 211 902#

A atividade marca o início da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) no ILMD/Fiocruz Amazônia. O tema da SNCT deste ano é A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta.

Nomes dos selecionados:

1. Alessandro Xavier do Carmo
2. Alice Oliveira Andrade
3. Ana Lia Mazzeti Silva
4. Caroline dos Santos Gonzaga
5. Cleudecir Siqueira Portela
6. Danielle de Araujo Valerio
7. Dayenne Gabriella Maia Martins
8. De Angelo Silva da Cruz
9. Djane Clarys Baia da Silva
10. Felipe Nery Saldanha Braga
11. Francielle Costa de Souza Barros
12. Gabriela Brandina Aquino de Abreu
13. Gabrielle Sales de Medeiros
14. Jaqueline Luvisotto Marinho
15. JESSE MORAES DE OLIVEIRA
16. João Vitor Santos Nobre
17. Juliana Nascimento da Silva
18. Kenia Gemima Passos Martins
19. Keyla Antônia Batista de Miranda Souza
20. Larissa Emanuelle Araújo Ferreira
21. Leormando Fortunato Dornelas Júnior
22. Livia Ferreira da Silva
23. Luana da Silva Seixas
24. Luis Paulo Costa de Carvalho
25. Marcilio Sandro de Medeiros
26. Najara Akira Costa dos Santos
27. Natasha Yanê Amaral da Rocha
28. Paulo José Nascimento Dos Santos
29. Raniele Alana Lima Alves
30. Rejane Lima Leda
31. Samylla Suany de Souza Soares
32. Takeshi Matsuura

A oficina “DigiCiência” é destinada a estudantes e pesquisadores, além de professores da Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia. Os vídeos produzidos pelos participantes podem ser disponibilizados nas mídias sociais digitais da instituição, apresentados em eventos científicos e distribuídos a parceiros e interessados.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Arte: Mackesy Nascimento

Inscrições para oficinas de divulgação científica podem ser feitas até o dia 22/8

Prorrogadas as inscrições para o Projeto CiênciaPop On-line: Fiocruz Amazônia na SNCT 2021, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A ação oferece duas oficinas: DigiCiência (de vídeos digitais para divulgar ciência) e OuvirCiência (de criação de podcasts para divulgação de pesquisas).

As atividades marcam no Instituto o início da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cujo tema deste ano é A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta. Diante do contexto de pandemia, o ILMD/Fiocruz Amazônia vai realizar as atividades de divulgação e popularização científica, no formato digital.

O Projeto pretende promover treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas para que bolsistas de iniciação científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados possam divulgar pesquisa científica nas mídias digitais.

As inscrições vão até o dia 22/8/2021, via campus virtual.  A lista com os nomes dos selecionados será divulgada no dia 23/8.

A oficina “DigiCiência” ocorrerá no dia, 24/8, (14h às 17h), a ser ministrada por Rômulo Araújo, jornalista, especialista em Design, Comunicação e Multimídia e em Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde e Ambiente na Amazônia.

A oficina “OuvirCiência” será ministrada por Cristiane Barbosa, professora e jornalista, doutora em Ciências da Informação, no dia 26/8, (14h às 17h).

Para inscrição, clique na oficina:

Digiciência

Ouvirciência

O Projeto vai beneficiar estudantes e pesquisadores, além de professores da Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia. Os vídeos produzidos pelos participantes podem ser disponibilizados nas mídias sociais digitais da instituição, apresentados em eventos científicos e distribuídos a parceiros e interessados.

As oficinas se propõem a realizar treinamento, por meio de atividades teóricas e práticas, ministradas e conduzidas por um profissional especialista nesta área, oportunizando que os participantes produzam materiais, preferencialmente sobre a pandemia da Covid-19 e outras infecções virais (Zika, Dengue, Chikungunya).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Arte: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia completa 27 anos em Manaus

Instituído por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) completa nesta quinta-feira, 19/8, 27 anos. Este ano, a data é marcada pelo reconhecimento público da importância da ciência e tecnologia para a superação dos desafios que afligem a humanidade.

Ao longo desses anos, o ILMD/Fiocruz Amazônia segue firme no cumprimento de sua missão de Contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública, especialmente diante da crise sanitária causada pela Covid-19 que tanto exige da ciência, dos pesquisadores, das instituições, do poder público e da sociedade.

Ao completar 27 anos, uma nova direção assume a instituição, para o quadriênio 2021-2025, tendo à frente a pesquisadora Adele Schwartz Benzaken, conduzida ao cargo em solenidade ocorrida na última segunda-feira, 16/8.

“Na semana do aniversário assumo a instituição como diretora e agradeço a confiança da indicação e daqueles que votaram no meu nome para representá-los. O cenário de pandemia que vivemos espalha dor e sofrimento, mas também aprendizado e sabedoria. Iniciamos aqui um novo ciclo no qual buscaremos atuar de forma sinérgica com pesquisadores e instituições, para otimizar os parcos recursos disponíveis em um momento desafiador, mas estimulante para a pesquisa”, disse a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia.

HISTÓRICO

Antes da criação oficial do ILMD/Fiocruz Amazônia várias articulações foram feitas para a implantação de uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz na Amazônia, dentre essas se destaca a assinatura de um convênio entre a Fiocruz, o Governo do Estado do Amazonas e a Universidade Federal do Amazonas, em 21 de janeiro de 1994,  e a realização do Seminário Interdisciplinar “Os Caminhos da Pesquisa em Sócio Biodiversidade na Amazônia: Contribuição da Ciência e da Tecnologia para a Construção de um Novo Espaço Regional”, ocorrido em Manaus no período de 25 a 27 de abril de 1994.

Na apresentação do Relatório Final desse Seminário foi apontado o lançamento oficial do projeto de implantação de um Centro de Pesquisas da Fiocruz em Manaus, a ser denominado “Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane”.

Inicialmente, a unidade da Fiocruz na Amazônia foi instalada nas dependências do então Instituto de Medicina Tropical de Manaus, hoje Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e sua direção ficou a cargo do médico Marcus Barros.

A atual sede institucional foi inaugurada em 2002, na Rua Teresina, bairro Adrianópolis.

LEÔNIDAS E MARIA DEANE

O nome do Instituto é uma homenagem e reconhecimento à dedicação à saúde pública no Brasil, principalmente na Amazônia, dos cientistas Leônidas de Mello Deane e Maria José Von Paumgartten Deane.

A trajetória de Leônidas e Maria na ciência teve início na Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, onde se formaram. Ambos ocuparam diversos cargos em instituições renomadas do Brasil e do mundo, entre elas o Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

Leônidas aprofundou seus estudos em microbiologia, e Maria estudou endemia. A parasitologia entrou na vida dos dois por meio da atuação no Instituto de Patologia Experimental do Norte, atual Instituto Evandro Chagas.

O casal não media esforços para o combate às endemias, tornando-se fundamentais no combate à malária, filariose, leishmaniose visceral, verminose e leptospirose, viajando por todo Norte e Nordeste para ministrar palestras e orientar a população sobre saneamento básico.

Considerado um dos maiores malariologistas do mundo, Leônidas Deane confirmou, em 1967, a reintrodução no Brasil do vetor da febre amarela e da dengue, o mosquito Aedes aegypti. Deane percorreu o País em campanhas de controle da malária e realizou a primeira experiência de campo sobre o controle desta moléstia pela administração exclusiva de uma droga. Participou ainda da campanha pela erradicação do Anopheles gambiae, um dos mosquitos transmissores da malária, no Nordeste.

Maria Deane foi uma das mais destacadas protozoologistas brasileiras e publicou mais de 150 trabalhos em periódicos nacionais e estrangeiros. Sobre a doença de Chagas desenvolveu importantes estudos a respeito do agente desta moléstia: Trypanosoma cruzi.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: arquivos ILMD/Fiocruz Amazônia e COC/Fiocruz.
Arte: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos terá palestra sobre Leishmania

“Efeito da acetilação proteica no processo de diferenciação das formas evolutivas de Leishmania mexicana” é o tema desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a acontecer na sexta-feira, 20/8, às 10h (horário Manaus), em transmissão pela Plataforma Zoom.

Link: https://zoom.us/j/96105643235

ID: 961 0564 3235

A temática será abordada pelo professor Nilmar Silvio Moretti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo o pesquisador, a acetilação de proteínas está envolvida na regulação de processos celulares essenciais em diversos organismos. Análises de proteômica realizadas pelo seu grupo revelaram um perfil de acetilação diferencial de proteínas entre os três estágios principais de Leishmania mexicana (procíclico, metacíclico e amastigota), sugerindo papel central dessa modificação na diferenciação do parasito. A acetilação de lisinas é regulada por duas famílias de enzimas: lisinas acetiltransferases (KATs), que adicionam grupos acetil no resíduo de lisina, e as lisinas desacetilases (KDACs), que removem esses grupamentos. As KDACs são divididas em duas classes: dependentes de NAD+ (sirtuínas) e as dependentes de zinco (DACs).

Assim, para expandir o conhecimento sobre como as mudanças na acetilação proteica afetam a diferenciação de Leishmania, o grupo decidiu caracterizar as quatro DACs (DAC1, 3, 4 e 5) de L. mexicana e como essas enzimas podem afetar o processo de diferenciação das formas evolutivas desse parasito. Em conjunto, os dados obtidos até o momento, demonstram o papel que a acetilação tem na diferenciação dos estágios evolutivos de L. mexicana e como alterações nos níveis dessa modificação podem afetar esse processo, como foi verificado através da caracterização das DACs. Os dados obtidos abrem a oportunidade de explorar as DACs como potenciais alvos de drogas em Leishmania.

SOBRE O PALESTRANTE

Nilmar Silvio Moretti possui graduação em Ciências Biológicas Bacharelado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná e Doutorado em Biologia Celular e Molecular pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP. Realizou pós-doutorado no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia – Unifesp, sob supervisão do Prof. Dr. Sergio Schenkman e no Center for Infectious Disease Research – Seattle/USA, sob a supervisão do Dr. Ken Stuart.

Atualmente é professor adjunto no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia – Escola Paulista de Medicina/Unifesp. Atua principalmente no estudo do papel da acetilação proteica no desenvolvimento e progressão da infecção de patógenos eucariotos, como os protozoários Trypanosoma cruzi, Trypanosoma brucei, Leishmania. Além disso, trabalha na identificação de proteínas reguladoras da acetilação nestes patógenos como possíveis alvos terapêuticos (Fonte: Plataforma Lattes).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Adele Benzaken é empossada diretora da Fiocruz Amazônia

A pesquisadora, Adele Schwartz Benzaken, foi conduzida ao cargo de Diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia). A Solenidade de transmissão do cargo de Direção Institucional, ocorreu nesta segunda-feira, 16/8, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

Na ocasião, o pesquisador e ex-diretor, Sérgio Luz, fez a Transmissão do Cargo para Adele, que exercerá a Direção no quadriênio 2021-2025. Considerando os protocolos de biossegurança, que restringem a participação de elevado número de pessoas, a solenidade foi transmitida via web, por meio do canal da Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (ASFOC) no youtube (aqui vai entrar um link).

Compuseram a mesa da solenidade, Adele Benzaken, Sérgio Luz e o Secretário Executivo de Controle Interno da Secretaria de Estado de Saúde (SES/AM), Silvio Romano Benjamim Jr, representando o secretário, Anoar Abdul Samad. A cerimônia teve início com a fala do pesquisador, Rodrigo Correa de Oliveira, Vice-Presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), que remotamente representou a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia trindade.

“O ILMD é uma parte importantíssima de toda a rede Fiocruz de pesquisa. O Instituto tem sido um parceiro importante nos estudos voltados para as arboviroses. Durante a pandemia, tem feito um papel singular. Esperamos continuar, com a nova direção, de uma maneira bastante interativa. Aproveitamos para agradecer ao Sérgio e toda direção anterior, pelo enorme esforço para que conseguíssemos trabalhar juntos”, destacou Rodrigo.

O evento contou com a presença do Diretor da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado FMT/HVD, Marcus Vinítius de Farias Guerra; o Capitão de Mar e Guerra, Wilson Soares Ferreira Nogueira, assessor de relações institucionais, representando o Vice-Almirante Ralph Dias da Silveira Costa, do 9.º Distrito Naval da Marinha do Brasil; o General Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira representante do Comando Militar da Amazônia (CMA), além da Diretora Executiva da Escola de Saúde Pública (ESAP), Ana Lúcia Raman, representando a Secretária Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA), Shádia Hussami Hauache Fraxe.

Ao se despedir do cargo, Sérgio Luz, agradeceu o apoio que recebeu frente ao Instituto, e entregou para a nova gestora, um relatório, que pontua os avanços da Fiocruz Amazônia ao longo dos últimos oito anos. “Foram oito anos muito intensos, de muito trabalho e finalizamos hoje, conseguindo apresentar um relatório de gestão, de 2013 a 2021, com os avanços que foram possíveis alcançar. É importante lembrar que dentro desse tempo, enfrentamos uma crise de saúde pública, em 2016, pelo Zika, e agora estamos enfrentando uma pandemia, uma crise sanitária gravíssima. Fica aqui o desejo de boa sorte a todos, um abraço e agradecimentos por todo o apoio que tive”, disse.

A eleição para o cargo ocorreu no dia 3/5, em formato online, com candidatura única, onde no colégio eleitoral composto de 50 servidores e 38 alunos, totalizando 88 eleitores aptos a votar, Adele obteve um percentual de 94,8% dos votos válidos. No dia 23/7, o Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria Nº 1.581, de 22 de julho de 2021, assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de nomeação da Dra. Adele Schwartz Benzaken, para o cargo de Diretora Institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Em seu discurso, a nova diretora agradeceu a confiança e reafirmou compromissos para o ciclo de trabalho que se inicia, na semana em que a Instituição completa 26 anos. “Estamos iniciando um novo ciclo, na semana do aniversário de 26 anos da Fiocruz Amazônia. Tomo posse como diretora e, agradeço a confiança da indicação e daqueles que votaram no meu nome para representá-los. Recebo o bastão do Dr. Sérgio, a quem agradeço esta transição harmônica e centrada no bem da Instituição. Afirmo e reafirmo meu compromisso com a ciência, pesquisa e educação, com a harmonia e integração entre pessoas e instituições, por uma Amazônia e um mundo melhor”, declarou Benzaken.

PERFIL

Adele Schwartz Benzaken é graduada em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz).

Foi Diretora da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, em Manaus, no período 2007 a 2010. Oficial do Programa Nacional do UNAIDS/Brasil, no período de abril de 2011 a outubro de 2013, em Brasília.

Atuou como Diretora Adjunta (2013-2016) e posteriormente Diretora do Departamento de IST/HIV-Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, de junho de 2016 a janeiro de 2019.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre inscrições para oficina de divulgação científica por meio de vídeos e podcasts

O Projeto “CiênciaPop On-line: Fiocruz Amazônia na SNCT 2021”, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), abre inscrições para as oficinas “DigiCiência – Oficina de Vídeos Digitais para Divulgar Ciência” e “OuvirCiência – Oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas”.

A ação pretende prover treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de vídeos e podcasts, para divulgação nas mídias digitais.

As inscrições iniciam nesta segunda-feira, 16/8 e ocorrem até o dia 19/8, via campus virtual.  A lista com o nome dos selecionados será divulgada no dia 23/8.

A oficina “DigiCiência” ocorrerá no dia, 24/8, (14h às 17h), a ser ministrada por Rômulo Araújo, jornalista, especialista em Design, Comunicação e Multimídia e em Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde e Ambiente na Amazônia.

A oficina “OuvirCiência” será ministrada por Cristiane Barbosa, professora e jornalista, doutora em Ciências da Informação, no dia 26/8, (14h às 17h).

Para se inscrever Clique:

Digiciência

Ouvirciência

Diretamente, o projeto vai beneficiar estudantes e pesquisadores, além de professores de Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia. Além disso, pretende-se disponibilizar os vídeos produzidos pelos participantes nas mídias sociais digitais da instituição, além de apresentá-los em eventos científicos e distribuí-los a parceiros e interessados. O projeto vai beneficiar o grande público, que eventualmente acessará esse material nesses formatos.

A oficina se propõe a realizar treinamento, por meio de atividades teóricas e práticas, ministradas e conduzidas por um profissional especialista nesta área, oportunizando que os participantes produzam materiais, preferencialmente sobre a pandemia da Covid-19 e outras infecções virais (Zika, Dengue, Chikungunya), que serão disponibilizados ao público por meio dos canais institucionais e de parceiros.

A capacitação marca o início das atividades Institucionais na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cujo tema é “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta”. Considerando o contexto pandêmico, o ILMD/Fiocruz Amazônia pretende realizar diversas atividades de divulgação e popularização científica, no formato digital.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Projeto estuda papel dos anticorpos do leite materno na proteção contra COVID-19

Em Manaus, a população estimada de gestantes é de 28,4 mil mulheres e de puérperas, 4,7 mil. Segundo dados do Vacinômetro COVID-19 Manaus, até o momento somente 6.606 gestantes e 1.680 puérperas receberam a primeira dose da vacina.

Um estudo coordenado em parceria por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), está investigando a importância dos anticorpos anti-SARS-CoV-2, presentes no leite materno, na proteção do bebê contra covid 19.

A equipe do projeto “PROTECTCoV-19” recruta grávidas, a partir da 28º semana de gestação, e puérperas, com idade maior ou igual a 18 anos, para participar do estudo, que pretende saber o papel dos anticorpos do leite materno na proteção contra covid 19. Até o momento, 276 mulheres já foram inseridas no projeto. O recrutamento continuará acontecendo, até a equipe atingir a marca de 800 participantes.

A química de alimentos, Lirna Souza, 33, resolveu participar do estudo logo que soube de sua realização, pois acredita que além de encontrar respostas para seus questionamentos, ajudará também nas descobertas científicas. “Quando vi as informações sobre o projeto, já pensei em mandar mensagem para me voluntariar e participar. Existe aquela curiosidade de sabermos se realmente a gente vai produzir os anticorpos após a vacinação, e se vamos passar para o bebê através do leite. Além se ser uma curiosidade de mãe, participar desse estudo vai ser bom para a pesquisa, para a ciência, para outras pessoas que possuem esse mesmo questionamento”, relata.

O Projeto PROTECTCoV-19, atualmente,  procura voluntárias puérperas para participar da pesquisa. Para participar do estudo, as interessadas devem preencher o formulário online.

Depois de preencher o formulário, a participante receberá visita domiciliar para conhecer todas as etapas da pesquisa, incluindo a coleta do leite e amostra sanguínea. A inclusão na pesquisa está vinculada à assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Para a Biomédica, Sabrina Maia, 23, que compõe a equipe do projeto, o contato com as grávidas e puérperas, durante as coletas, tem sido significativo. “Essa experiência tem sido de muito aprendizado. É muito significativo essa troca com as mulheres, especialmente por abordamos a importância da amamentação e da vacinação, para a proteção dos bebês”, destaca.

Segundo os pesquisadores, a vacinação de grávidas e puérperas é uma ação de grande avanço na luta contra a Covid-19. Segundo os coordenadores do projeto, Pritesh Lalwani e Jaila Borges, já existem estudos demonstrando que em grávidas e puérperas vacinadas, são detectados anticorpos contra SARS-CoV-2 no leite materno, o que provavelmente beneficiará o bebê que é amamentado.

Para Pritesh Lalwani, pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, é necessário que o aleitamento materno seja observado não somente do ponto de vista nutricional, mas também como proteção aos bebês. “Leite não somente é uma fonte de nutrição, mas também fonte de anticorpos que a mãe passa para o bebê. A vacinação ainda está baixa na população de gravidas e puérperas. O Aleitamento materno ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida, quando a resposta imunológica está sendo formada”, explicou o pesquisador.

Nos próximos 30 dias, os pesquisadores pretendem divulgar os primeiros resultados deste estudo, mostrando um retrato da distribuição dos anticorpos no leite materno. O Projeto PROTECTCoV-19, ganha novo apelo no mês de agosto, marcado por campanhas que simbolizam o mês do aleitamento materno no Brasil e a semana mundial da amamentação.

AGOSTO DOURADO

A campanha “Agosto Dourado” simboliza a luta pelo incentivo à amamentação. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), por ano, cerca de seis milhões de vidas são salvas por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno, ocorreu de 1 a 7 de agosto, nesta edição com o tema “Proteger a amamentação é uma responsabilidade de todos”. O tema está alinhado com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que destacam os vínculos entre amamentação e sobrevivência, saúde e bem-estar de mulheres, crianças e nações.

A história da campanha teve início em 1990, num encontro da Organização Mundial de Saúde com a UNICEF, momento em que foi gerado um documento conhecido como “Declaração de Innocenti”. Para cumprir os compromissos assumidos pelos países após a assinatura deste documento, em 1991 foi fundada a Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA).

Em 1992, a WABA criou a Semana Mundial de Aleitamento Materno e, todos os anos, define o tema a ser explorado, além de lançar materiais que são traduzidos em 14 idiomas.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia promove encontro de pesquisadores em saúde na tríplice fronteira

Nos dias 12 e 13/8, a Universidade Nacional da Colômbia (UNAL/Sede Amazônia), sediou o II Encontro de Pesquisadores em Saúde da Tríplice fronteira (Brasil-Colômbia-Peru). O Encontro, organizado pelos pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), José Joaquín Carvajal Cortés e Adele Schwartz Benzaken, Diretora da Instituição, visa fortalecer os programas de pós-graduação, por meio de cooperações entre universidades e instituições do Alto Solimões.

“O objetivo do encontro foi de congregar as universidades e instituições de pesquisa que atuam na área de fronteira do Alto Solimões, no sentido de alinhar esforços de cooperação internacional e criar uma agenda de trabalho conjunto, fortalecendo os programas de Pós-Graduação, programados pela Fiocruz Amazônia numa visão transfronteiriça”, explicou Benzaken.

Além de representantes da UNAL e Fiocruz Amazônia, participaram da atividade, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Projeto LMI Sentinela, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz), Universidade do Estado do Amazonas (UEA/ Campus Tabatinga), Universidade Federal do Amazonas (UFAM/ Campus Benjamin Constant), Laboratorio Departamental de Saúde Pública (LSDP – Amazonas/Colômbia), Universidad Nacional de la Amazonía Peruana (UNAP), e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS – Sub-regional Sudamérica).

O intuito da atividade é promover um encontro acadêmico-científico e inter-institucional, em saúde, visando alinhar esforços conjuntos de cooperação internacional contemplando principalmente a zona fronteiriça entre Brasil, Colômbia e Peru. A partir disso, os pesquisadores pretendem realizar um trabalho colaborativo para o intercâmbio de conhecimento nas áreas de saúde e fronteira, partindo de um olhar interdisciplinar e intercultural.

As temáticas abordadas durante encontro visam discutir possibilidades de articulação e futuros acordos interinstitucionais, além da elaboração de planos de trabalho conjuntos entre as instituições: UNAL, Fiocruz e UNAP. Na oportunidade, os pesquisadores realizaram uma apresentação sucinta de projetos em saúde, em andamento na tríplice fronteira.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Teka Prado

Fiocruz Amazônia realiza solenidade de transmissão do cargo de Direção Institucional

Na próxima segunda-feira, 16/8, às 15h (horário / Manaus), ocorreráno Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) a Solenidade de transmissão do cargo de Direção Institucional, onde o pesquisador, Sérgio Luz, fará a Transmissão do Cargo para a pesquisadora, Adele Schwartz Benzaken, que exercerá a Direção no quadriênio 2021-2025.

Considerando os protocolos de biossegurança que restringe a participação de elevado número de pessoas, a solenidade será transmitida via web.

Clique AQUI para assistir

A eleição para o cargo ocorreu no dia 3/5, em formato online, com candidatura única, onde no colégio eleitoral composto de 50 servidores e 38 alunos, totalizando 88 eleitores aptos a votar,  Adele obteve um percentual de 94,8% dos votos válidos.

No dia 23/7, o Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União, a Portaria Nº 1.581, de 22 de julho de 2021, assinada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de nomeação da Dra. Adele Schwartz Benzaken, para o cargo de Diretora Institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia.

NOVA DIREÇÃO

Adele Schwartz Benzaken é graduada em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz).

Foi Diretora da Fundação de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, em Manaus, no período 2007 a 2010. Oficial do Programa Nacional do UNAIDS/Brasil, no período de abril de 2011 a outubro de 2013, em Brasília.

Atuou como Diretora Adjunta (2013-2016) e posteriormente Diretora do Departamento de IST/HIV-Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, de junho de 2016 a janeiro de 2019.

Atualmente exerce suas atividades como Senior Global Medical Director na Aids Health Care Foundation, Diretora Regional para America Latina da International Union Against Sexually Transmitted Infections (IUSTI), membro do comitê de certificação da eliminação da sífilis e do HIV da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), vice-presidente do comitê de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) “WHO Strategic and Technical Advisory Committee on HIV and Viral Hepatitis (STAC-HIVHEP) e vice-presidente do “Steering committee of the 2025 target setting and 2020-2030 resource needs and impact estimation do UNAIDS/Genebra.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia realiza ação para mapear circulação de variantes no Alto Solimões, no AM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD /Fiocruz Amazônia) em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto – FVS-RCP/AM, Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), além da Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga, iniciou na última quarta-feira (11/8), a coleta de amostras de exames da Covid-19, feitos em brasileiros e estrangeiros, para identificar possíveis variantes da Covid-19, em circulação na tríplice fronteira entre Brasil, Perú e Colômbia.

As atividades foram anunciadas, durante coletiva de imprensa, realizada no Auditório da Escola Municipal José Carlos Mestrinho, em Tabatinga. Durante a coletiva, a Fiocruz Amazônia realizou a entrega simbólica de 25 kits de apoio aos profissionais da saúde, incluindo jalecos, máscaras e demais EPIs.

O objetivo dos pesquisadores é fazer o sequenciamento genético, para descobrir quais variantes do coronavírus estão circulando na região do Alto Solimões. A coleta está sendo realizada no porto da cidade.

Segundo a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, o objetivo é coletar informações nos próximos 10 dias, para subsidiar a pesquisa de variantes no Alto Solimões. “Existe um alerta de surto vindo do Peru, se for uma nova variante sabemos que pode entrar no Amazonas por este ponto de fronteira e por isso é importante este trabalho que está sendo realizado pela Fiocruz Amazônia”, disse a pesquisadora.

No local, são oferecidos testes rápidos de antígeno, exames de PCR e coleta de sorologia para diagnóstico de Covid-19. O material que der positivo, será enviado ao laboratório de virologia da Fiocruz Amazônia, onde será feito o sequenciamento.

Tabatinga foi escolhida pelos pesquisadores da Fiocruz, pelo grande fluxo de pessoas que atravessam as fronteiras com os países vizinhos. No mês de julho, o estado peruano de Loreto emitiu alerta de risco, com o aumento de novos casos da doença na região. Segundo o Governo do Peru, 87% das pessoas que testaram positivo para a doença, foram infectadas pela variante gama.

Para o prefeito interino de Tabatinga, Plínio Cruz, o trabalho é de grande relevância para proteger a população de um possível novo surto. “Estamos trabalhando na prevenção. A chegada da equipe da Fiocruz veio em um momento muito oportuno para saber se há variantes circulando no nosso município e quais são essas variantes. Só assim vamos proteger nossa população e traçar novas estratégias para combater essas infecções”, disse.

O atendimento será realizado em diversos horários: Quarta-feira (11) 14h às 17h, Quinta à Sábado (12 a 14) 7h às 12h e 14h às 16h, Segunda à Quinta (16 a 19) 7h às 12h e 14h às 16h, Sexta (20) 7h às 12h.

Serão coletados exames de todas as pessoas que desejarem ser testadas, sejam brasileiros, peruanos ou colombianos. Caso um brasileiro teste positivo, ele será encaminhado para UPA em Tabatinga e, o tratamento será feito pela FVS, sob orientação da Fiocruz Amazônia. Quem desejar participar, passará pela triagem, em seguida o teste rápido e coleta do PCR com swab (cotonete) e, na sequência, o teste sorológico para saber se a pessoa já foi infectada.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: SECOM PMT / Teka Prado (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Palestra vai abordar descobertas no entendimento da resposta diversa de populações de Manaus e Belo Horizonte às infecções arbovirais

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 13/8, às 10h, a palestra “Os padrões diferenciais das infecções de Zika e Dengue (e seus sorotipos) em Aedes aegypti: Novas descobertas no entendimento da resposta diversa de populações de Manaus e de Belo Horizonte às infecções arbovirais”, a ser ministrada por Paulo Filemon Paolucci Pimenta, pesquisador do O Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas).

Segundo o pesquisador, Dengue e Zika são doenças negligenciadas causadas por arbovírus transmitidos aos humanos por mosquitos, ou seja, dentro do grupo de doenças transmitidas por insetos vetores. “O principal vetor de ambas as doenças é o Aedes aegypti, mosquito muito abundante em países tropicais e adaptado ao habitat urbano. O ciclo viral no vetor começa quando o mosquito pica uma pessoa infectada, adquirindo o vírus por meio da alimentação de sangue. Quando o sangue infectado atinge o intestino médio do mosquito, os vírus invadem as células epiteliais e se disseminam em vários órgãos até chegar às glândulas salivares, o que permite a transmissão viral para a próxima pessoa”, explicou.

A palestra vai apresentar resultados de pesquisa que evidenciam a diversidade de respostas que os mosquitos podem apresentar às essas infecções virais. Essas descobertas podem direcionar melhor o desenvolvimento de estratégias de controle de doenças para combater os surtos de dengue e Zika em cidades endêmicas.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão:  https://zoom.us/j/98685317391 (ID: 986 8531 7391)

SOBRE O PALESTRANTE

Paulo é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Souza Marques, mestre no Departamento de Histologia e Embriologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Doutor em Ciências Biológicas com ênfase em Parasitologia no Instituto de Biofísica-UFRJ. Realizou seu  pós-doutorado no Laboratório de Biologia e Matemática do Instituto Nacional do Câncer no National Institutes of Health (NIH) nos Estados Unidos.

Atualmente é Pesquisador Seior Visitante da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) em Manaus. Atua na construção de um grupo de estudos de Biologia de Vetores da Amazônia concentrado em estudos de vetores de malária e dengue, sendo coordenador e assessor/colaborador em vários projetos principalmente de pesquisadores das instituições do Estado do Amazonas, tais como FMT-HVD, FIOCRUZ-AM e INPA.

Participa ativamente na formação de pessoal sendo Professor e orientador dos Cursos de Pós-graduação em Medicina Tropical da Universidade Estadual do Amazonas/FMT-HVD, Ciências da Saúde do CPqRR-FIOCRUZ-AM e Biologia Celular da UFMG-MG.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra vai abordar trabalho e gestão em saúde na Pandemia de COVID-19, em Manaus

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 6/8, às 10h, a palestra “Trabalho e gestão em saúde na Pandemia de COVID-19 em Manaus: experiências de trabalhadores e usuários”, a ser ministrada por Flávia Regina Souza Ramos, pesquisadora visitante do Laboratório de Tecnologias para o Trabalho e Educação na Saúde (LATTED) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A palestra vai abordar um estudo em desenvolvimento, que exemplifica a necessidade de qualificação do diálogo entre áreas e conhecimentos diversos, sobre um objeto compartilhado (ou objeto fronteiriço), como o COVID-19, que expressa a demanda translacional sobre a ciência.

Segundo a pesquisadora, “elementos novos e desafiadores à inteligência operante dos serviços implicam na atenção ao que trabalhadores têm a dizer sobre suas formas de enfrentamento e tradução de saberes. São destacadas algumas possibilidades teórico metodológicas ou categorias analíticas, em especial a partir do referencial da ergologia e do construto de ambientes de trabalho”, explicou.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão:  https://zoom.us/j/92602061315 ID: 926 0206 1315

SOBRE A PALESTRANTE

Flávia é graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Mato Grosso, mestrado e doutora em Filosofia em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Realizou pós-doutorado em Educação pela Universidade de Lisboa.

É Pesquisadora Visitante CAPES na Universidade do Estado do Amazonas, onde atua como docente permanente do PPG em Enfermagem de Saúde Pública (PROEnsp) e PPG em Medicina Tropical. É professora titular aposentada da UFSC, atuando como docente permanente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem/UFSC.

Além da experiência no ensino e coordenação do curso de graduação foi coordenadora deste PPG e de Cursos Interinstitucionais deste Programa (MINTER/DINTER). Na UEA atua no Laboratório de Tecnologias para o Trabalho e Educação na Saúde – LATTED.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos irá abordar estudos translacionais em COVID-19

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 30/7, às 10h, a palestra “Estudos translacionais em COVID-19: antivirais e genômica”, a ser ministrada por Thiago Moreno Lopes e Souza, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS- Fiocruz).

O palestrante apreentará informações sobre estudos translacionais que têm sido conduzidos em seu laboratório, visando contribuir com a compreensão de mecanismos moleculares e clínicos da COVID-19, sob aspectos associados a ação de medicamentos antivirais como o atazanavir e dados genômicos.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão:  https://zoom.us/j/94161295915 ID: 941 6129 5915

SOBRE O PALESTRANTE

Thiago é graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Fluminense, mestrado e doutorado em Química Biológica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atuou como Tecnologista em Saúde Pública. Atualmente é Especialista em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Suas principais contribuições científicas são: i) reposicionamento do sofosbuvir contra os arbovírus; ii) reforço laboratorial da vigilância molecular dos arbovírus e influenza pandêmica; iii) estudos translacionais de interação vírus-célula, iv) identificação da susceptibilidade do SARS-CoV-2 ao atazanavir.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado final dos Classificados no Processo Seletivo da Chamada Pública 009/2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção divulga o Resultado final da Prova Oral, Resultado preliminar da Pontuação dos Currículos e Resultado preliminar da Lista dos Classificados no Processo Seletivo, da 1ª Republicação da Chamada Pública 009/2021, referente ao processo seletivo do Curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Acesse o resultado em: https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

A admissão ao curso de doutorado é realizada em três etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes.

Confira todas as informações sobre esta Chamada em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos irá abordar resistência a inseticidas em populações de vetores no Brasil

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 23/7, às 10h, a palestra “Mapeamento de marcadores relacionados à resistência a inseticidas em populações de vetores no Brasil: o caso das mutações kdr”, a ser ministrada por Ademir de Jesus Martins Junior, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz).

A palestra vai discutir resultados sobre a genotipagem de mutações kdr (relacionadas com resistência a piretorides) em populações de Ae. aegypti do Brasil, no contexto do Plano Nacional de Monitoramento da Resistência a Inseticidas. Segundo Ademir, a resistência a inseticidas (RI) é uma ameaça global ao controle de insetos vetores. Este fenômeno se caracteriza pela seleção de alterações comportamentais ou fisiológicas que se disseminam em ambientes tratados com inseticida.

Para o pesquisador, desvendar essas alterações a nível molecular permite que sejam desenvolvidas ferramentas de vigilância capazes de identificar o potencial genético para RI em populações naturais de insetos, preferencialmente antes do fenótipo se estabelecer no campo. A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão: https://zoom.us/j/93754428471 (ID: 937 5442 8471)

SOBRE O PALESTRANTE

Ademir de Jesus Martins Jr é pesquisador na FIOCRUZ, coordenador substituto do Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores e vice-diretor adjunto de Educação, Informação e Comunicação do Instituto Oswaldo Cruz. Biólogo, bacharel em Genética, graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolveu sua dissertação de mestrado e tese de doutorado no PPG em Biologia Parasitária, IOC/ Fiocruz, ambas sobre mecanismos moleculares de resistência de Aedes aegypti a inseticidas.

Entre 2015 e 2018, esteve por algumas vezes, enquanto pesquisador visitante, em laboratório da Universidade de Yale. Desenvolve pesquisas sobre o controle de insetos vetores, notadamente em estudos relacionados à genética da resistência a inseticidas. Atua diretamente nas áreas de Entomologia, Parasitologia, Genética e Biologia Molecular de insetos.

Ademir é pesquisador docente no Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária/ IOC/ Fiocruz, membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular (INCT-EM) e do consórcio internacional WIN Network

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro divulga resultado preliminar

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção divulga o Resultado preliminar da Prova Oral, Resultado preliminar da Pontuação dos Currículos e Resultado preliminar da Lista dos Classificados no Processo Seletivo, da 1ª Republicação da Chamada Pública 009/2021, referente ao processo seletivo do Curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Acesse o resultado em: https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

A admissão ao curso de doutorado é realizada em três etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes.

Confira todas as informações sobre esta Chamada em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

kits de assistência para o parto são doados à Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), recebeu nesta segunda-feira (19/7) representantes do escritório em Manaus, do Fundo de Populações das Nações Unidas no Brasil (UNFPA), da Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas (APTAM- Algodão Roxo) e da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), para oficializar a doação às parteiras de kits de assistência para o parto.

Além dos kits, foram doados aventais descartáveis e cartilhas informativas para as parteiras da APTAM- Algodão Roxo. A Associação, segundo a secretária Maria das Dores Marinho Gomes, tem hoje mais de mil parteiras associadas. “Essa doação vem melhorar a qualidade do atendimento das nossas parteiras, ela vem ajudar as parteiras a se protegerem, e valoriza as parteiras, que estão nas comunidades, no seu ofício de partejar”.

A UNFPA é uma agência internacional da ONU responsável pela saúde sexual reprodutiva e pelo enfrentamento à violência baseada em gênero, principalmente contra mulheres e meninas, que atua em Manaus desde 2019, no contexto da operação acolhida, uma força-tarefa para refugiados e migrantes vindos da Venezuela, e com ações de desenvolvimento. Atualmente, tem memorandos de entendimento tanto com o estado do Amazonas, quanto com o município de Manaus, através das secretarias de saúde, SES e Semsa.

“Esses kits do UNFPA contêm itens que visam garantir um parto seguro para as mulheres. Um dos objetivos do Fundo é zerar esses índices de mortes maternas evitáveis no mundo e principalmente no Brasil. A gente sabe que a região Norte é muito marcada por indicadores elevados de morbidade e mortalidade materna, grande parte desses falecimentos poderiam ser evitados e o UNFPA visa contribuir através das suas ações, e o kit é uma delas, para zerar esses indicadores no Amazonas; esse é o nosso compromisso de apoio tanto com o estado, quanto com o município e associação das parteiras. Essas práticas tradicionais existem há séculos e elas precisam ser valorizadas. As parteiras trabalham diretamente com as populações ribeirinhas, indígenas e com a promoção da saúde dessas mulheres, então, apoiá-las nesse trabalho tão importante, é essencial”, explica Débora Rodrigues, chefe de Escritório da UNFPA,  em Manaus.

Segundo o pesquisador Júlio César Schweickardt, chefe do LAHPSA-ILMD/Fiocruz Amazônia,  a parceria  com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é mais uma constituída neste ano e que vem contribuir para o trabalho das parteiras.

“Esse material é muito importante, ele já é distribuído em outros países e pela primeira vez estamos conseguindo vincular ao ofício das parteiras. Essa doação a elas vai ser feita através da Associação, o que torna ainda mais legítima a ação, porque essas parteiras atuam nas comunidades rurais e ribeirinhas, então, vai ser um material muito útil, pois elas precisam de apoio, e vai fortalecer o trabalho delas”, conclui o pesquisador.

A Associação foi constituída em 2018, após a realização da Mostra de Parteiras Tradicionais da Amazônia, ocorrida no 13º Congresso Internacional da Rede Unida, em Manaus. O apoio ao trabalho das parteiras no Amazonas é parte do projeto “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”, desenvolvido pelo LAHPSA-ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a SES-AM e apoio do Ministério da Saúde (MS).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Boletim aponta queda nos indicadores de Covid-19

A edição do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz publicada nesta quarta-feira (14/7) destaca que, pela primeira vez desde o início de dezembro de 2020, nenhum estado apresenta taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS superior a 90%. A tendência de queda nos indicadores de incidência e mortalidade por Covid-19 foi mantida nesta última Semana Epidemiológica (SE 27), de 4 a 10 de julho, pela terceira vez consecutiva. O número de casos e de óbitos vem caindo há três semanas em cerca de 2% ao dia, mas ainda permanece em alto patamar. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%, percentual considerado elevado.

Os pesquisadores responsáveis pelo Boletim afirmam que o alinhamento entre as tendências de incidência de casos novos e da mortalidade pode indicar um processo de arrefecimento mais duradouro da pandemia para os próximos meses. O estudo também sinaliza que a tendência de redução das taxas de ocupação de leitos é um reflexo da nova fase da epidemia no país. Com a vacinação, o número de óbitos e internações diminui entre os grupos de risco ou grupos prioritários. É o caso de idosos e portadores de doenças crônicas, por exemplo. Ao mesmo tempo, a transmissão permanece intensa entres aqueles que ainda não foram imunizados.

Segundo os especialistas, “o arrefecimento mais duradouro da pandemia” somente será alcançado com a intensificação da campanha de vacinação, a adequação das práticas de vigilância em saúde, reforço da atenção primária à saúde, além do amplo emprego de medidas de proteção individual, como o uso de máscaras e o distanciamento físico. “É importante destacar que as vacinas disponíveis apresentam limites em relação ao bloqueio da transmissão do vírus, que continua circulando com intensidade. As vacinas são especialmente efetivas na prevenção de casos graves”, ressaltam.

ESTADOS

Apenas quatro estados da Região Norte (Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins) e Goiás apresentaram crescimento no indicador de ocupação de leitos. Tendências de queda na taxa foram observadas no Nordeste, Sudeste, Sul e no Mato Grosso do Sul.

CAPITAIS

Quatro capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 80%: São Luís (81%), Rio de Janeiro (81%), Goiânia (92%) e Brasília (80%). Onze capitais estão na zona de alerta intermediário, com taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%: Manaus (70%), Boa Vista (74%), Palmas (63%), Teresina (sem informação direta; número estimado em torno de 60%), Fortaleza (65%), Belo Horizonte (67%), São Paulo (61%), Curitiba (77%), Porto Alegre (69%), Campo Grande (79%) e Cuiabá (62%). As outras 12 capitais estão fora da zona de alerta, com ocupação de leitos de UTI inferior a 60%.

Ana Flávia Pilar (Agência Fiocruz de Notícias)

Divulgado cronograma da 2ª etapa da Chamada Pública nº 009/2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção divulga o cronograma da 2ª etapa, para a Chamada Pública nº 009/2021, referente ao Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

Acesse a publicação em: https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

A admissão ao curso de doutorado é realizada em três etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes.

Confira todas as informações sobre esta Chamada em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos irá abordar cotidiano dos serviços às notas de pesquisa

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 16/7, às 10h, a palestra “O território líquido e as políticas de saúde na Amazônia: do cotidiano dos serviços às notas de pesquisa”, a ser ministrada pelo pesquisador Rodrigo Tobias de Sousa Lima, do ILMD/Fiocruz Amazônia).

Segundo o pesquisador o território líquido é uma “categoria analítica de políticas públicas de saúde que incorpora e entende a realidade da vida longe dos centros urbanos, assim como compreende a sazonalidade dos Rios na oferta de serviços e na produção de cuidado em saúde, seja na atenção básica ou especializada de saúde no contexto da Amazônia brasileira”, explicou.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão: https://zoom.us/j/97446371419 (ID: 974 4637 1419)

SOBRE O PALESTRANTE

Rodrigo é pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA do ILMD/ Fiocruz Amazônia. Doutor em Ciências pelo Programa de Saúde Pública da FIOCRUZ-PE, coordenador e docente permanente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVida).

Foi Coordenador do Programa de Pós Graduação de Mestrado Profissional em Saúde da Família no Amazonas – PROFSAÚDE, entre 2016 e 2019; Coordenador da Rede Unida – Norte;  Membro do Núcleo Executivo do Grupo Temático (GT) de Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável da ABRASCO. Foi Secretário de Estado de Saúde do Amazonas, 2019-2020.

Desenvolve pesquisas no campo das determinações sociais e iniquidades em saúde, das políticas públicas; da gestão e promoção da saúde na Amazônia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições abertas para bolsista de pós-doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Coordenação do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (Daspam), em associação com a Universidade do Estado do Amazonas  (UEA ) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam), está com inscrições abertas para bolsista de pós-doutorado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG – Amazônia Legal), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),  com a finalidade de preencher uma cota de bolsa de estudo na modalidade Pós-Doutorado.

Podem se inscrever os candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior, com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorado, para o Programa Nacional de Pós-doutorado da Capes com o objetivo de integrar-se às atividades vinculadas à linha de pesquisa “Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia” do Daspam.

Confira AQUI o edital.

Saiba mais em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34510

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga candidatos selecionados para disciplinas do segundo semestre de 2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação  (VDEIC-ILMD) divulga a lista de candidatos selecionados como aluno especial das disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2021 dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu: I – Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO; II – Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA; III – Saúde Pública na Amazônia – DASPAM.

Confira em https://www.amazonia.fiocruz.br/wp-content/uploads/2021/07/RESULTADO-ALUNO_ESPECIAL_2021.2.pdf

Para mais informações acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34488

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições homologadas para a Chamada Pública nº 009/2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Comissão de Seleção divulga as inscrições homologadas para a Chamada Pública nº 009/2021, referente ao Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A ata da primeira etapa do processo seletivo pode ser acessada na Plataforma Siga da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e  Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

A admissão ao curso de doutorado é realizada em três etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes.

Confira todas as informações sobre esta Chamada em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Palestra irá abordar marcadores de alimentação saudável e não saudável no Amazonas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 9/7, às 10h, a palestra “marcadores de alimentação saudável e não saudável no Amazonas”, a ser ministrada pela pesquisadora Rita de Cassia Assunção Monteiro, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo a pesquisadora, a alimentação “vem sofrendo forte influência do fenômeno da globalização, originando uma espécie de modernidade alimentar, dominada pelas escolhas alimentares padronizadas e pelo predomínio dos produtos industrializados”, explicou.

Para Rita de Cassia, esse processo de homogeneização alimentar tem encontrado maior ou menor resistência, dependendo da permeabilidade das práticas alimentares tradicionais. “No Amazonas, apesar da forte influência da cultura indígena e da grande diversidade de recursos alimentícios, a transição alimentar também vem ocorrendo, entretanto, de forma diferenciada do cenário nacional”, destacou.

A palestra irá abordar fatores relacionados ao comportamento alimentar em seus diferentes contextos, essencial para promover uma alimentação saudável que respeite a identidade alimentar e a sustentabilidade local. A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão: https://zoom.us/j/97332598728 (ID: 973 3259 8728).

SOBRE A PALESTRANTE

Rita é doutora em Saúde Coletiva, área de Concentração Epidemiologia, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Ciência de Alimentos, Área de Concentração Nutrição, pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), especialista em Bioquímica pela Escola Superior de Administração em Saúde (ESAS/RJ), graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Atualmente é Professora Assistente da Escola Superior de Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA). Possui experiência na área de Saúde Coletiva, Nutrição e Gestão Universitária.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga oferta de disciplinas para Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazonas por meio da Vice Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação – VDEIC torna público a oferta de vagas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2021 dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu: I – Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO; II – Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA; III – Saúde Pública na Amazônia – DASPAM.

As inscrições ocorrerão entre os dias 1 e 5 de julho de 2021. A divulgação da lista dos candidatos selecionados por cada Programa ocorrerá no dia 12 de julho de 2021, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031

Considerando o período pandêmico que a cidade de Manaus ainda se encontra, as disciplinas serão oferecidas na modalidade remota, via plataforma Zoom, podendo ser mudado para a modalidade presencial a ser realizado na sede do Instituto Leônidas& Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM

Confira a Chamada Pública.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar “Estrutura e dinâmica de redes de interação”

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 2/7, às 10h, a palestra “Estrutura e dinâmica de redes de interação”, a ser ministrada pela pesquisadora, Cecilia Siliansky de Andreazzi, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/​Fiocruz).

Segundo a pesquisadora, a palestra irá apresentar a metodologia de Análise do Discurso, a partir de uma aplicação prática, a qual articula recursos teórico-metodológicos da psicanálise e de análise da cultura institucional. “Nesta apresentação abordarei os trabalhos baseados na abordagem de redes adaptativas para investigar a evolução das redes ecológicas, e a dinâmica de transmissão de parasitos em redes com múltiplos hospedeiros”, explicou.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão: https://zoom.us/j/98531617500

SOBRE A PALESTRANTE

Cecilia é bacharel em Ciências Biológicas (UFRJ, Ecologia; 2006), Mestre em Ecologia (UFRJ, 2008) e Doutora em Ecologia (USP, 2016). Desde 2006 desenvolve pesquisas na interface entre ecologia e saúde na Fundação Oswaldo Cruz.

Tem interesse na ecologia e evolução das redes de interações ecológicas, particularmente das interações parasita-hospedeiro e redes tróficas. Para tal, integra dados ecológicos, modelagem matemática e ferramentas analíticas derivadas do estudo de redes complexas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgado resultado dos Pedidos de Isenção da Chamada Pública 009/2021

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o Resultado dos Pedidos de Isenção, da 1ª Republicação da Chamada Pública 009/2021, referente ao processo seletivo do Curso de Doutorado Acadêmico em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

O resultado está disponível na Plataforma Siga da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e  Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

A admissão ao curso de doutorado será realizada em três etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes.

Mais informações sobre esta Chamada em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34438

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Perfil hematológico de gestantes com suspeita de infecção por Zika será tema do Centro de Estudos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vai apresentar na próxima sexta-feira, 25/6, às 10h (horário Manaus), a palestra “Perfil hematológico de gestantes com suspeita de infecção por vírus Zika no Amazonas”, a ser ministrada pela enfermeira, Anny Beatriz Costa Antony de Andrade.

 A palestra será transmitida pela Plataforma Zoom, por meio do link https://zoom.us/j/98529212014. ID da reunião: 985 2921 2014

Durante o evento virtual serão apresentados os resultados da dissertação de mestrado da pesquisadora pelo Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). O estudo teve como objetivo descrever o perfil hematológico de gestantes com suspeita de infecção por vírus Zika, acompanhadas em um serviço de referência para doenças infecciosas em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Anny Beatriz Costa Antony de Andrade é graduada em enfermagem pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com Residência em Enfermagem Obstétrica pelo Programa de Residência Multiprofissional e Área Profissional em Saúde do Hospital Universitário Getúlio Vargas e Universidade Federal do Amazonas (HUGV/Ufam). Mestre em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) pelo ILMD/Fiocruz Amazônia. Tem experiência na em enfermagem, desenvolvendo trabalhos nas seguintes áreas: saúde materno-infantil; sistemas de informação; saúde pública (Fonte: Plataforma Lattes).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Nota de Pesar

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lamenta a morte do pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Victor Py Daniel, ocorrida ontem, 22/6, em Brasília.

Victor Py Daniel atuava nas áreas de entomologia e saúde indígena, mantinha projetos com pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia descrevendo espécies de simulídeos e fazendo revisões taxonômicas.

A comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia se solidariza com a família e amigos de Victor Py Daniel, neste momento de dor.

Republicação da Chamada Pública Nº 009/2021 para ingresso em curso de doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa a Republicação da Chamada Pública nº 009/2021, com correções no Cronograma e link de pedido de isenção. A Chamada é para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A  Republicação da Chamada Pública Nº 009/2021 e formulários de inscrição estão  disponíveis na Plataforma Siga da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e  Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

A admissão ao curso de doutorado será realizada em três etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes.

Confira todas as informações sobre esta Chamada em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lança chamada pública para ingresso em curso de doutorado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre inscrições para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A Chamada Pública Nº 009/2021 e formulários de inscrição estão  disponíveis na Plataforma Siga da Fiocruz, em https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

O Curso possui área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, e duas linhas de pesquisas: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis, e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

A admissão ao curso de doutorado será realizada em três etapas: Homologação das inscrições; Prova Oral; e Pontuação do Currículo Lattes. Somente a Prova Oral é eliminatória.

Confira o cronograma do processo de seleção na Chamada Pública Nº 009/2021 ou acesse https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127 para todas as informações.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos desta semana vai abordar parasitos do gênero Leishmania

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vai apresentar na próxima sexta-feira, 18/6, às 10h (horário Manaus), a palestra “Quantitative proteomics of Leishmania and its interaction with the vertebrate host”, a ser ministrada pela pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Patricia Cuervo Escobar.

 A palestra será transmitida pela Plataforma Zoom, por meio do link https://zoom.us/j/92054710904. ID da reunião: 920 5471 0904

Durante o evento virtual serão abordados alguns estudos sobre parasitos do gênero Leishmania e diferentes aspectos da sua interação com os hospedeiros, incluindo-se a descrição dos proteomas de espécies de L. Viannia, do secretoma de L. braziliensis e seu efeito imunomodulador, uma visão proteômica da resistência desses parasitos ao NO, e uma breve apresentação do modelo de desnutrição e infecção com L. infantum, que mostra os impactos deletérios dessa interação.

SOBRE A PALESTRANTE

Patricia Cuervo Escobar é microbiologista pela Universidade de Los Andes (Bogotá, Colômbia). Mestre e doutora em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente, é chefa-substituta do Laboratório de Pesquisa em Leishmanioses do IOC-Fiocruz. Na linha de pesquisa que coordena, estuda, mediante análises bioquímicas e moleculares, os parasitos do gênero Leishmania e outros protozoários parasitos, investigando a interação parasito-hospedeiro, bem como os fatores envolvidos na modulação da resposta imune e fatores de risco para o desenvolvimento da leishmaniose visceral, como a desnutrição. Publicou 45 artigos científicos nessas áreas, os quais receberam mais de 650 citações na literatura (índice H 15 – Web of Science). (Fonte: Plataforma Lattes).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lamenta a morte do pesquisador Antonio Ivo de Carvalho

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) une-se a toda comunidade Fiocruz e lamenta profundamente   a morte  do médico e pesquisador  Antonio Ivo de Carvalho, coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz.

Antonio Ivo de Carvalho foi diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) por nove anos, entre 2004 a 2013, e coordenador do Centro de Estudos Estratégicos (CEE) no período de 2014 a abril de 2021. Referência no campo da saúde pública no país, também era exemplo no trato pessoal e profissional. Generoso, sempre disposto ao diálogo e ao debate de ideias, teve como sua marca a inovação nas práticas de gestão. O velório de Antônio Ivo de Carvalho será realizado hoje  (11/6), a partir de 12h, na Capela Premium A do Crematório São Francisco Xavier, no Caju. A cremação ocorrerá às 14h.

Militante e protagonista na história de construção do Sistema Único de Saúde e do movimento da Reforma Sanitária, Antonio Ivo se formou em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1974; fez especialização em Saúde Pública na Ensp e residência em doenças infecciosas e parasitárias (SES-RJ) no ano seguinte. Mestre em Ciências, também pela Escola Nacional de Saúde Pública, defendeu em 1994 a dissertação Conselhos de Saúde no Brasil.

Antonio Ivo foi chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro durante a gestão de Sergio Arouca (1987) e subsecretário durante a gestão de José Carvalho de Noronha (1988 a 1990). Foi vice-presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e integrante do Conselho Consultivo da entidade. Um marco institucional de seu trabalho na Fiocruz foi a criação do Programa de Educação a Distância da Ensp, que coordenou de 1998 a 2004 e deu início aos primeiros cursos a distância do projeto Escola de Governo em Saúde.

Outra inovação quando esteve à frente da Ensp foi a iniciativa Teias-Escola Manguinhos, fruto de uma cooperação inovadora tripartite entre o governo federal, por intermédio da Ensp/Fiocruz, e os governos estadual e municipal do Rio de Janeiro. Professor e pesquisador da Escola, integrou o Departamento de Administração e Planejamento em Saúde (Daps) e foi docente em diversos de seus cursos, como os de especialização, mestrado e doutorado em Saúde Pública.

Antonio Ivo concebeu e coordenou, a partir de 2014, o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, vinculado à Presidência e voltado à discussão sobre a construção de políticas de saúde justas e sustentáveis. Pautou as ações do CEE por sua visão ampla a respeito dos aspectos que concorrem para a garantia do direito à saúde e da equidade. Foram promovidos debates, produção acadêmica e incentivo a grupos de pesquisa para o aprofundamento de temas tão diversos quanto o futuro da proteção social, estudos prospectivos sobre novas tecnologias de tratamento e diagnóstico na saúde, gestão e relações federativas.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Fiocruz Amazônia divulga resultado do Programa de Iniciação Científica

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quinta-feira, 10/6, o resultado do processo seletivo para bolsas do Programa de Iniciação Científica (PIC), Edição 2021- 2022.

Acesse AQUI o resultado do PIC.

Os recursos serão recebidos até o dia 12 de junho, pelo e-mail pic.ilmd@fiocruz.br,  à coordenação do Programa.

Os aprovados devem  ficar atentos aos dias e horários para entrega de documentos, na secretaria do PIC. Essa informação será enviada por e-mail aos selecionados. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

CLIQUE e saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Determinantes sociais da saúde bucal em crianças é o tema do Centro de Estudos desta semana

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vai apresentar na próxima sexta-feira, 11/6, às 10h (horário Manaus), a palestra “Determinantes sociais da saúde bucal em crianças: um estudo longitudinal”, a ser ministrada pela professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Maria Augusta Bessa Rebelo.

A palestra será transmitida pela Plataforma Zoom, por meio do link https://zoom.us/j/95530540540. ID da reunião: 955 3054 0540

Durante o evento virtual será abordado o projeto principal aprovado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), “Determinantes socioambientais, condições clínicas bucais, comportamentos relacionados à saúde e fatores psicossociais da qualidade de vida em crianças: um estudo longitudinal”, além dos produtos científicos gerados.

SOBRE A PALESTRANTE

Maria Augusta Bessa Rebelo é graduada em Odontologia pela Ufam, mestra em Biologia Patologia Buco-Dental pela Universidade Estadual de Campinas, doutora em Biologia Patologia Buco-Dental pela Universidade Estadual de Campinas, especialista em epidemiologia pelo ILMD/Fiocruz,  e pós-doutora pela Universidade de Sheffield-UK. Atualmente, é membro do corpo editorial da Revista do Hospital Universitário Getúlio Vargas, revisora dos Cadernos de Saúde Pública (Fiocruz)  e professora da Ufam (Fonte: Plataforma Lattes).

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições para o Programa Educacional de Vigilância em Saúde nas Fronteiras vão até o dia 18 de junho

Gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, inclusive os que estão engajados no enfrentamento da Covid-19, têm até o dia 18 de junho para se candidatar a uma vaga do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil), promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O prazo de inscrições nos cursos de mestrado e doutorado foi prorrogado. A alteração no cronograma foi uma resposta da coordenação acadêmica do programa à dificuldade que os candidatos relataram estarem tendo em reunir alguns documentos necessários para inscrição por conta da pandemia. A nova versão do edital, com as novas datas das etapas de seleção está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O Programa VigiFronteiras-Brasil é uma oportunidade ímpar para profissionais que trabalham na gestão, na assistência, na vigilância ou na avaliação da qualidade dos serviços ampliarem os conhecimentos, a compreensão da realidade e exercerem suas atividades considerando as singularidades do funcionamento do sistema de saúde desses locais. “Os profissionais que atuam da linha de frente nas fronteiras fazem parte do perfil dessa oferta educacional. O programa também é um espaço para brasileiros e participantes dos outros países se articularem, compartilharem e encontrarem soluções conjuntas para a saúde e a vigilância nas fronteiras, o que e resultará na oferta de serviços mais qualificados para o enfrentamento da situação epidemiológica da região fronteiriça e de emergências sanitárias como a que estamos vivendo nesse momento”, explica Eduarda Cesse, coordenadora do Programa.

O VigiFronteiras-Brasil é gratuito. Estão sendo oferecidas 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado, que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul. As aulas ocorrerão duas ou três vezes na semana na modalidade remota, mas, ao fim do isolamento social, estas serão adequadas para serem oferecidas durante uma semana a cada mês nos polos determinados para oferta descritos no edital. As aulas do mestrado acontecerão em Campo Grande (MS) e em Tabatinga (AM). As do doutorado em Campo Grande (MS) e em Manaus (AM).

Cerca de 20% das vagas são reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas. Candidatos de países onde a língua oficial não seja o português ou o espanhol devem dominar um desses dois idiomas para participar dos cursos.

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. No edital estão listados todos os requisitos para participar, os documentos necessários para inscrição, o novo cronograma e todos os detalhes sobre as três etapas do processo seletivo: prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo na mesma página em que se inscreveu.

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos sobre o edital devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br.

Serviço: 

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil)

Inscrições: prorrogadas até o dia 18 de junho

Para quem: profissionais e gestores brasileiros e estrangeiros que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos)

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19)

Vagas: 75 vagas

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

Programa VigiFronteiras Brasil, por Bruna Cruz

Fiocruz Amazônia prorroga inscrições para Programa de Iniciação Científica

Foram prorrogadas até o dia 28/5, as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas. O processo de inscrição é realizado de forma virtual, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Acesse a republicação do Edital

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 9 de julho de 2021. Para os alunos que tenham interesse em realizar iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia, a coordenação do Programa destaca também o cadastro no Banco de Currículo, que facilita o acesso dos pesquisadores aos currículos dos alunos.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse ao Banco de Currículo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos irá abordar dinâmica de transmissão de vírus por mosquitos na interface urbano-floresta, em Manaus

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 81/5, às 10h, a palestra “Potential routes of mosquito-borne virus exchange between humans and monkeys in rainforest bordering Manaus, Brazil”, a ser ministrada pelo pesquisador, Adam Hendy, da University of Texas Medical Branch.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link da transmissão: https://zoom.us/j/95148523871 (ID da reunião: 951 4852 3871)

SOBRE O PALESTRANTE

Adam possui formação em entomologia médica baseada no campo. Nos últimos nove anos, trabalhou em projetos no sudeste da Ásia, África e América do Sul. Obtive o título de mestre na London School of Hygiene and Tropical Medicine e o PhD no Institute of Tropical Medicine em Antuérpia, Bélgica.

Sua pesquisa de doutorado se concentrou na transmissão por piuns (Simuliidae) de Oncocercose volvulus em focos de oncocercose na Uganda, Tanzânia e Camarões. Trabalha atualmente para a University of Texas Medical Branch em um projeto financiado pelo NIH que investiga a emergência e reemergência de arbovírus na América Latina.

Atualmente, está na FMT-HVD em Manaus, Brasil, onde investiga a dinâmica de transmissão de vírus transmitidos por mosquitos na interface urbano-floresta, em Manaus.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo publicado na Nature Medicine aponta causas dos picos da Covid-19 no Amazonas

Em artigo publicado ontem, 25/5, na Nature Medicine pesquisadores concluem que o crescimento da Covid-19 no Amazonas e as sucessivas substituições de linhagens do SARS-CoV-2 foram impulsionadas por uma combinação de diminuição das medidas de distanciamento social e pelo surgimento de uma forma mais transmissível do vírus, a variante P.1, que surgiu em meados de novembro de 2020, causando um aumento exponencial da doença, o que estabeleceu a segunda onda da epidemia no estado.

“Temos um histórico das viroses respiratórias com um calendário diferente no Amazonas, normalmente antes de outros estados. Tivemos o surgimento de uma variante mais infecciosa em um período onde havia menor distanciamento social. A P.1 foi a consequência da circulação do vírus e depois uma das causas do colapso no Amazonas”, explica Felipe Naveca, pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O Amazonas experimentou duas ondas de crescimento da doença, a primeira no início e a segunda no final de 2020. Para o estudo de epidemiologia genômica publicado na Nature foram geradas 250 sequências de genoma completo de SARS-CoV-2, de alta qualidade, de indivíduos de 25 municípios, no período entre 16 de março de 2020 e 13 de janeiro de 2021.

O resultado revelou que a primeira fase de aumento da Covid-19 (março a maio) foi impulsionada principalmente pela disseminação da linhagem B.1.195, depois substituída pela linhagem B.1.1.28 entre maio e junho de 2020, de junho a novembro o quadro permaneceu estável, com pequenas variações. Já a segunda fase, surgiu em meados de dezembro de 2020, com a emergência da variante P.1 e, consequentemente, uma explosão de casos da doença.

Para Felipe Naveca, o fato da P.1 ter acometido indivíduos jovens do mesmo modo que a pessoas de idade mais elevada, pode ter relação com uma maior exposição dos jovens, seja por questões de trabalho, ou por redução do distanciamento social. “Se expuseram tanto pela volta ao trabalho, quanto por motivos sociais. Aparentemente isso foi péssimo em um cenário de circulação de uma variante ainda mais infecciosa”, comentou.

Segundo os pesquisadores, a variante de preocupação, P.1, abriga 21 mutações definidoras de linhagem, incluindo dez na proteína Spike (L18F, T20N, P26S, D138Y, R190S, K417T, E484K, N501Y, H655Y e T1027I). Ela foi anunciada pela primeira vez em 10 de janeiro deste ano, a partir da pesquisa em quatro viajantes que voltavam para o Japão, depois de passarem pelo Amazonas. Logo, a variante foi reconhecida como  uma linhagem emergente em Manaus.

O trabalho dos pesquisadores avaliou ainda mais de 1.232 amostras positivas para SARS-CoV-2 disponíveis no Laboratório Central do Estado do Amazonas (Lacen-AM) para estimar uma trajetória temporal do surgimento de P.1,  por meio de ensaio PCR em tempo real. O resultado revelou que nenhuma das amostras positivas para SARS-CoV-2 genotipadas por RT-PCR em tempo real antes de 16 de dezembro foi positiva para uma deleção na NSP6 (característica das VOCs), o que indica uma prevalência muito baixa da P.1 entre o final de novembro e meados de dezembro de 2020 no Amazonas. Mas, o resultado foi outro nas análises da segunda metade de dezembro de 2020 a janeiro de 2021.

“O distanciamento social continua sendo a melhor intervenção para diminuir a transmissão do vírus, e consequentemente a evolução do vírus, enquanto a vacinação não avança no ritmo desejável”, adverte Naveca.

O artigo Covid-19 in Amazonas, Brazil, was driven by the persistence of endemic lineages and P.1 emergence é resultado de estudos dos pesquisadores Felipe Gomes Naveca, Valdinete Nascimento, Victor Costa de Souza, André de Lima Corado, Fernanda Nascimento, George Silva, Ágatha Costa, Débora Duarte, Karina Pessoa, Matilde Mejía, Maria Júlia Brandão, Michele Jesus, Luciana Gonçalves, Cristiano Fernandes da Costa, Vanderson Sampaio, Daniel Barros, Marineide Silva, Tirza Mattos, Gemilson Pontes, Ligia Abdalla, João Hugo Santos, Ighor Arantes, Filipe Zimmer Dezordi, Marilda Mendonça Siqueira, Gabriel Luz Wallau, Paola Cristina Resende, Edson Delatorre, Tiago Gräf, e Gonzalo Bello, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Hospital Adventista de Manaus, Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Instituto Aggeu Magalhaes (Fiocruz-PE), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz-BA).

Felipe Naveca lembra que “esse trabalho foi fruto da ciência brasileira, feito 100% no Brasil”, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),  pela Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Programa Inova Fiocruz, e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa PCTI-EmergeSaude e da Rede Genômica de Vigilância em Saúde (Regesam).

Leia o artigo completo em https://www.nature.com/articles/s41591-021-01378-7

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Programa Educacional de Vigilância em Saúde nas Fronteiras recebe inscrições até 18 de junho

Gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, inclusive os que estão engajados no enfrentamento da Covid-19, têm até o dia 18 de junho para se candidatar a uma vaga do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil) promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O prazo de inscrições nos cursos de mestrado e doutorado, que terminaria no dia 30 de abril, foi prorrogado para o dia 18 de junho. A alteração no cronograma foi uma resposta da coordenação acadêmica do programa à dificuldade que os candidatos estavam tendo em reunir alguns documentos necessários para inscrição, por conta da pandemia. A nova versão do edital, com o as novas datas das etapas de seleção está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O Programa VigiFronteiras-Brasil é uma oportunidade ímpar para profissionais que trabalham na gestão, na assistência, na vigilância ou na avaliação da qualidade dos serviços ampliarem os conhecimentos, a compreensão da realidade e exercerem suas atividades considerando as singularidades do funcionamento do sistema de saúde desses locais. “Os profissionais que atuam da linha de frente nas fronteiras fazem parte do perfil dessa oferta educacional. O programa também é um espaço para brasileiros e participantes dos outros países se articularem, compartilharem e encontrarem soluções conjuntas para a saúde e a vigilância nas fronteiras, o que e resultará na oferta de serviços mais qualificados para o enfrentamento da situação epidemiológica da região fronteiriça e de emergências sanitárias como a que estamos vivendo nesse momento”, explica Eduarda Cesse, coordenadora do Programa.

O VigiFronteiras-Brasil é gratuito. Estão sendo oferecidas 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado, que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul. As aulas ocorrerão duas ou três vezes na semana na modalidade remota, mas, ao fim do isolamento social, estas serão adequadas para serem oferecidas durante uma semana a cada mês nos polos determinados para oferta descritos no edital. As aulas do mestrado acontecerão em Campo Grande (MS) e em Tabatinga (AM). As do doutorado em Campo Grande (MS) e em Manaus (AM).

Cerca de 20% das vagas são reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas. Candidatos de países onde a língua oficial não seja o português ou o espanhol devem dominar um desses dois idiomas para participar dos cursos.

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. No edital estão listados todos os requisitos para participar, os documentos necessários para inscrição, o novo cronograma e todos os detalhes sobre as três etapas do processo seletivo: prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo na mesma página em que se inscreveu.

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos sobre o edital devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br.

Serviço: 

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil)

Inscrições: prorrogadas até o dia 18 de junho

Para quem: profissionais e gestores brasileiros e estrangeiros que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos)

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19)

Vagas: 75 vagas

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

Programa VigiFronteiras-Brasil, por Bruna Cruz

Estratégias metodológicas para pesquisas na área da saúde serão abordadas no Centro de Estudos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 21/5, às 10h, a palestra “Pesquisa de Métodos Mistos: estratégias metodológicas para a área da saúde”, a ser ministrada pelo pesquisador, José Luís Guedes dos Santos, professor da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Esta palestra irá abordar aspectos históricos, conceituais e principais estratégias metodológicas para integração de resultados quantitativos e qualitativos.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link da transmissão: https://zoom.us/j/98136607864 (ID da reunião: 981 3660 7864)

SOBRE A PALESTRANTE

José Luís é doutor em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, com período sanduíche na Kent State University College of Nursing (EUA), mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e, graduado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM (2007). Realizou estágio de Pós-Doutorado na UFSC.

É Professor Adjunto do Departamento de Enfermagem, Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Líder do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde – GEPADES da UFSC. É Coordenador de Divulgação e Visibilidade do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC, Membro da Diretoria da Mixed Methods International Research Association (MMIRA), Presidente Fundador do Capítulo Latino-Americano de Métodos Mistos de Pesquisa.

Atua como Editor Associado da Revista de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (REUFSM) e da Revista Enfermagem em Foco do Conselho Federal de Enfermagem. Também é integrante do Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (INEP).

É pesquisador na área de Gestão em Enfermagem e Saúde, com ênfase em: (i) gestão do cuidado, (ii) governança em enfermagem e saúde, (iii) ambiente de trabalho do enfermeiro e (iv) empreendedorismo em enfermagem. Tem experiência com o desenvolvimento de pesquisas de métodos mistos e Teoria Fundamentada nos Dados.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia promove aula inaugural do Curso de Especialização em Saúde Pública, turma de Manacapuru/AM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 21/5, às 8h, a aula inaugural do Curso de Especialização em Saúde Pública, turma de Manacapuru/AM, no âmbito do Projeto Qualifica-Sus.

Participarão da aula inaugural a direção do ILMD/Fiocruz Amazônia, representada pela Vice-Diretora de Ensino, Rosana Parente; o Secretário do COSEMS Franmartony Firmo; o Secretário de Saúde de Manacapuru Rodrigo Fábio Balbi Saraiva e o coordenador do curso, Dr. Júlio César Schweickardt.

Após a aula inaugural, será oferecida a primeira disciplina do curso: Políticas de Saúde no Brasil, ministrada pelas Docentes Dra.Sonia Maria Lemos e Msc. Izi Caterini Paiva Alves.

Acesse o link para sala virtual: https://zoom.us/j/97486063557

SOBRE O CURSO

O curso tem como objetivo formar sanitaristas qualificados na perspectiva interprofissional para gerar novos conhecimentos e atuar no território como espaço privilegiado da saúde pública.

Considerando que a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), disponibilizou às suas Unidades, tecnologias que permitem o retorno remoto das atividades, ou pelo menos parte delas, do Projeto Qualifica-SUS, as aulas do curso serão através da plataforma Zoom.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia conta com novo espaço para estacionamento

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que foi concretizado neste mês o aluguel do terreno localizado ao lado do anexo, da atual sede, que fica na Rua Teresina, no bairro de Adrianópolis, em Manaus.

“Esse terreno é uma entrega da nossa gestão, que vai melhorar e apoiar a infraestrutura atual da Unidade da Fiocruz no Amazonas, até a construção da nova sede”, comenta Sérgio Luz.

Segundo ele, o novo espaço será disponibilizado para vagas de estacionamento, atendendo a uma demanda da legislação local e, a outra parte do terreno, deverá ser ocupada, conforme necessidades identificadas pela próxima gestão institucional. O terreno alugado mede 846m².

A frente da atual sede da Fiocruz Amazônia passa por uma série de reformas para acessibilidade e reorganização do espaço, após a queda de uma árvore na calçada e corte de outra, que apresentava risco de cair.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia promove ciclo de palestras sobre controle de doenças transmitidas por vetores na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Projeto QualificaSUS, oferece para alunos do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, que acontece no município de Tefé (AM), um ciclo de palestras que serão realizadas durante disciplina de “Controle vetorial de doenças transmitidas por vetores na Amazônia”.

As palestras acontecem de 18 a 27 de maio, à noite, e serão realizadas online, podendo ser assistidas pelo canal do YouTube da Pós-Graduação da Fiocruz Amazônia em https://www.youtube.com/channel/UC9GQEFFB8mpKH9AoNwpvxHw

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO.

https://amazonia.fiocruz.br/wp-content/uploads/2021/05/QualificaSUS_Ciclo-de-Palestras_programacao.pdf

QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS é uma ação do ILMD/Fiocruz Amazônia para capacitação de profissionais de saúde que atuam no Amazonas. A iniciativa conta com apoio de emenda da bancada parlamentar do Estado e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).

O QualificaSUS oferece cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

O curso em Tefé é coordenado pelo médico Bernardino Cláudio Albuquerque.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagens: Mackesy Nascimento

Palestra vai abordar metodologia de Análise do Discurso a partir de aplicação em pesquisa de foco psicossocial

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 14/5, às 10h, a palestra “Análise do Discurso: Aplicação em pesquisa de foco psicossocial”, a ser ministrada pela pesquisadora, Denise Machado Duran Gutierrez, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Esta palestra irá apresentar a metodologia de Análise do Discurso, a partir de uma aplicação prática, a qual articula recursos teórico-metodológicos da psicanálise e de análise da cultura institucional.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão: https://zoom.us/j/94633754100 (ID da reunião: 946 3375 4100)

SOBRE A PALESTRANTE

Denise é graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo, mestre em Psicologia da Saúde pela katholieke Universiteit van Brabant e Doutora em Saúde da Mulher e da Criança pelo Instituto Fernandes Figueira – FIOCRUZ.

Atualmente é professora associada da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Clínica, atuando principalmente nos seguintes temas: Cuidados da saúde na família, Intervenções com famílias e crianças nas instituições.

Exerce o cargo de Coordenadora de Tecnologia Social no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) onde atua desenvolvendo projetos de inclusão social através da socialização do conhecimento científico.

É autora de quatro livros na área da inferface família-saúde e de educação, bem como de diversos artigos nos tópicos: suicídio entre idosos, relações de gênero e saúde, relações familiares e saúde, cuidados da saúde na família. Coordenou diversos projetos na temática da saúde da mulher, saúde da família e cuidados.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

NOTA DE PESAR

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lamenta a morte do pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Wanderli Pedro Tadei, ocorrido hoje, 11/5, na cidade de São José do Rio Preto (SP).

Wanderli Pedro Tadei coordenou o Laboratório de Malária e Dengue do Inpa e atuava na área de Entomologia Médica, com ênfase nos estudos de vetores, especialmente voltados para a malária e dengue, dentre outros.

A comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia solidariza-se com a família e amigos de Wanderli Pedro Tadei neste momento de dor.

Estudo investiga excesso de mortes por causas respiratórias durante a pandemia

Liderado pelo epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), um estudo realizado em oito metrópoles brasileiras, com adultos acima de 19 anos, investiga o excesso de mortes por causas respiratórias e, suas trajetórias, durante os seis primeiros meses da pandemia de Covid-19. Segundo o pesquisador, o estudo apresenta um indicador útil para medir o tamanho da subnotificação de mortes específicas por Covid-19. Colaboraram com o estudo os pesquisadores Lihsieh Marrero, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e, Bernardo Lessa Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Publicado pela Revista Cadernos de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o artigo “Excesso de mortes por causas respiratórias em oito metrópoles brasileiras durante os seis primeiros meses da pandemia de COVID-19”, apresenta dados sobre o excedente número de mortes por causas respiratórias, entre elas: influenza, pneumonias, bronquites, outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas, insuficiência respiratória aguda ou crônica, insuficiência respiratória ou transtorno respiratório não especificado e, outras mortes codificadas com sintomas respiratórios.

Leia o artigo na íntegra.

Os resultados do estudo sugerem que o indicador de mortes excedentes por causas respiratórias é uma alternativa, não só para auxiliar no dimensionamento do real impacto da pandemia de COVID-19 e, sua evolução em diferentes contextos, mas também para alertar sobre a necessidade de aperfeiçoamento de Sistemas de Informações sobre Mortalidade e, para o adequado planejamento de ações voltadas à mitigação da pandemia.

“Este indicador é mais robusto que os de sepultamentos, mortalidade geral e mortes naturais, muitas vezes mal-empregados e, mal interpretados por pessoas comuns e tomadores de decisão. O indicador de mortes excedentes por causas respiratórias poderia substituir, quase que em tempo real, o problemático indicador de mortalidade específica por Covid-19, normalmente subnotificado, e que sofre com o grave problema do atraso na finalização e lançamento oficial desses dados pelos serviços de saúde. Em suma, o indicador de mortes excedentes por causas respiratórias, não é o indicador perfeito que, aliás, não existe. Mas, tem o potencial de fornecer informações mais precisas sobre força da mortalidade por Covid-19 e sua evolução ao longo do tempo, em cenários epidêmicos. Ademais, trata-se de recurso relativamente simples do ponto de vista operacional e de baixo custo para os serviços de saúde”, esclarece Orellana.

Foram incluídas nas análises, oito metrópoles regionais, duas da Região Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo), duas da Região Nordeste (Fortaleza e Recife), duas da Região Norte (Manaus e Belém), uma da Região Centro-oeste (Cuiabá) e outra da Região Sul do Brasil (Curitiba). As cidades foram inseridas na pesquisa por serem as capitais com mais mortes nas regiões, respectivamente.

O estudo, destacou que entre 23 de fevereiro e 8 de agosto de 2020, foram registradas 46.028 mortes por causas respiratórias nas 8 capitais, sendo 12.264 em São Paulo (SP), 13.025 no Rio de Janeiro (RJ), 6.585 em Fortaleza (CE), 5.087 em Recife (PE), 3.621 em Belém (PA), 3.003 em Manaus (AM), 1.275 em Curitiba (PR) e 1.168 em Cuiabá (MT). Com base nos valores supracitados para 2020, os pesquisadores apontam que seriam esperados 11.160 óbitos por causas respiratórias nas 8 capitais, resultando em um excesso de mortes de 312%.

Para Jesem, o expressivo excesso de mortes por causas respiratórias, já era esperado, devido ao “problema da baixa e pouco eficiente testagem para o novo Coronavírus no país”, especialmente em regiões metropolitanas onde a epidemia se comportou de forma mais agressiva, como em Manaus, Belém, Fortaleza e na Cidade do Rio de Janeiro, em 2020.

“Este talvez seja um dos grandes combustíveis para a ampla difusão do novo coronavírus no país, pois ao deixarmos de testar continuamente um grande número de pessoas, acabamos perdendo a capacidade de monitorar corretamente a dinâmica da epidemia ou o comportamento da doença no nível populacional. É como se estivéssemos sempre atrasados ou perdendo as oportunidades de intervir precocemente para limitar a disseminação viral. O raciocínio é bem simples, se não identifico precocemente pessoas infectadas, não consigo acompanhar a evolução dos casos, não consigo rastrear seus contatos e, menos ainda, isolá-los. Com isso, temos uma silenciosa disseminação viral, a qual só é notada depois que as tristes, dispendiosas e evitáveis estatísticas de internação hospitalar aumentam ou mesmo a mortalidade, em geral, tarde demais”, pontua Jesem.

Os pesquisadores acreditam que seria prudente as autoridades sanitárias e pesquisadores investirem na revisão das causas de mortes associadas a sintomas respiratórios, com maior atenção aos meses mais críticos da epidemia e, em regiões sabidamente mais afetadas ou com menor tradição em vigilância epidemiológica e laboratorial, como Manaus, na região norte, que até hoje não possui o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), fundamental para garantir maior cobertura e qualidade às estatísticas de mortalidade.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre inscrições para Programa de Iniciação Científica

Iniciam nesta quinta-feira, 6/5, as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) em convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas. O processo de inscrição é realizado de forma virtual, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os candidatos têm até o dia 26 de maio para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 9 de julho de 2021.

Para os alunos que tenham interesse em realizar iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia, a coordenação do Programa destaca também o cadastro no Banco de Currículo, que facilita o acesso dos pesquisadores aos currículos dos alunos.

Para mais informações sobre o Banco de Currículo, clique.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse ao Banco de Currículo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Famílias indígenas fortemente impactadas pela pandemia

Há poucos dados sobre a saúde mental de jovens indígenas. Diante desse contexto, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizaram um estudo diagnóstico que abrangeu oito regiões da Amazônia e que resultou em maior compreensão dos efeitos da Covid-19 entre esse grupo.

“O estudo se concentrou no entendimento sobre o conhecimento, as atitudes e as práticas (CAP) dos jovens sobre a saúde mental no período da pandemia. Os resultados mostram que as famílias indígenas foram fortemente atingidas pela pandemia, ocasionando óbitos e insegurança sobre o bem-estar social da comunidade”, comentou o coordenador da atividade CAP e pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia), Júlio Schweickardt.

Embora 98% dos respondentes tenham relatado fazer uso de medidas de proteção, dentre elas, máscaras, álcool em gel, restrição de viagens, cerca de 37% relatou ter sido infectado e 68% dizem ter tido alguém da família com Covid-19. Contudo, apenas 17,3% referiram ter tido acesso a algum cuidado psicológico por parte dos serviços de saúde durante a pandemia. Dentre as práticas tradicionais, remédios caseiros foi o principal cuidado buscado por eles. “Esses dados evidenciam a necessidade de fortalecimento da rede de proteção social e de saúde mental para essas populações. Isso já era uma fragilidade antes da pandemia e continuará sendo um caminho a construir mesmo passado o momento mais crítico da pandemia”, destaca Michele Rocha El Kadri coordenadora geral do projeto pela Fiocruz Amazônia.

A ação integrou o projeto “Povos Indígenas da Amazônia Contra a Covid-19 – PIACC”, do qual participaram, além da Fiocruz, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), e contou com financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Estima-se um total de 94 povos, cerca de 2 mil comunidades e 27 mil famílias beneficiadas com as atividades do projeto.

O PIACC se estendeu por cinco estados brasileiros (ver tabela 1): Amazonas, Acre, Pará, Roraima e Amapá, cobrindo prioritariamente oito regiões: 1) Tumucumaque e Paru D’Este (PA); 2) Guamá Tocantins (PA); 3) Leste de Roraima (RR); 4) Alto Rio Negro(AM); 5) Alto Rio Solimões (AM); 6) Alto Purus (AM, AC); 7) Médio Purus (AM); 8) Yanomami / AYRCA (AM).

O levantamento permitiu o acesso a informações relevantes sobre o perfil e as práticas de diversos grupos indígenas em várias comunidades e pequenos centros urbanos. Ao todo, 533 jovens, entre 15 e 22 anos de idade, participaram da atividade respondendo a um questionário com 48 perguntas no total, o qual estava organizado em Bloco A – Informações sociodemográficas; Bloco B – Conhecimento sobre Saúde Mental, Discriminação e violência, Hábitos e Costumes; e Bloco C – Informações sobre Covid-19.

Uma rede de apoiadores locais foi montada para dar suporte ao processo de preenchimento. Eles adotaram diferentes estratégias de modo a garantir um número representativo de respostas. Houve necessidade de realizar reuniões com lideranças, professores, pajés, pais e uma ação direta com os próprios jovens. Uma ação certeira foi o envio do link do questionário, disponibilizado pelo google.forms, para os celulares dos jovens.

Mesmo com problemas de logística no acesso às comunidades e de comunicação, causados pela baixa conectividade e pelos riscos impostos pela pandemia, a equipe CAP obteve amostra de todas as oito áreas. Sendo a região do Alto Solimões a que concentrou maior quantidade de respondentes, 111 ao todo, seguida pelo Leste de Roraima, com 106 questionários válidos.

“Os jovens [apoiadores] identificaram que foram utilizadas várias estratégias do conhecimento tradicional para o enfrentamento da Covid-19, mas não deixaram de utilizar as medidas recomendadas de distanciamento social, uso de máscara e de álcool em gel. Também apontaram que convivem com muitos problemas relacionados ao uso de bebidas alcoólicas e violências, sendo, portanto, necessário o investimento em projetos que envolvam o lazer, os esportes, geração de renda e alternativas de estudo. O estudo contribuirá no planejamento das instituições para o trabalho com jovens indígenas”, analisou o coordenador do CAP.

Experiência

Valdemar Pereira Lins foi apoiador do estudo na região de Maturacá, São Gabriel da Cachoeira (AM). Nasceu na própria comunidade, onde vive o povo Yanonami. Para ele, o trabalho realizado proporcionou aprendizado. “Nosso objetivo é conscientizar as pessoas e contribuir para o bem-viver das comunidades Yanomami. Também melhorar a visão dos profissionais de saúde sobre nossa realidade, para, assim, nós indígenas termos tratamento diferenciado”, salientou o apoiador. Lins fez parte da primeira turma de Licenciatura Intercultural em Física, oferecida pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM), Campus São Gabriel da Cachoeira.

Filha de outra terra e vivendo outra realidade, a apoiadora Wauana Sheeva Costa Silva Manchineri  também atuou como apoiadora, investindo esforços para que o instrumento CAP fosse um sucesso na região do Alto Rio Purus. Ela é indígena, do povo Manchineri, e formada em Gestão de Agronegócios, pela Universidade de Brasília.

Para a articuladora, entre as principais dificuldades encontradas no processo de aplicação do questionário, o acesso à internet (raro e, quando existia, limitado) foi um ponto importante.  “Então foi necessário utilizar outras medidas para contato, como ligações telefônicas, para que o instrumento tivesse maior distribuição entre etnias, aldeias e faixa etária”, comentou a jovem.

A segunda dificuldade, apontada por Wauana, esteve relacionada às distâncias e à própria comunicação com as pessoas das comunidades. “A região do Alto Purus possui sete povos distribuídos em várias comunidades, que, em sua maioria, são distantes, onde não há acesso à telefonia e muito menos à internet. Entre os integrantes dos povos Jamamadi e Kulina, por exemplo, existem pouquíssimas pessoas falantes português”, finalizou ela.

Além do levantamento CAP, outra ação da Fiocruz Amazônia foi oferta do curso Bem-Viver: Saúde Mental Indígena para responder exatamente a necessidade de capacitação profissional apontada pelo estudo como uma fragilidade no cuidado a essas comunidades.

Por Grace Soares

Conselho deliberativo homologa resultado da eleição do ILMD/Fiocruz Amazônia

Com o cumprimento de todas as etapas que envolveram o processo eleitoral para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para o quadriênio 2021-2025, o Conselho Deliberativo (CD), após reunião extraordinária, divulgou hoje, 4/5, a homologação do nome da candidata eleita Adele Schwartz Benzaken.

A eleição ocorreu em formato online ontem, 3/5, com candidatura única e, um colégio eleitoral de 50 servidores e 38 alunos, totalizando 88 eleitores aptos a votar.

Do colégio eleitoral, a candidata Adele Schwartz Benzaken obteve um percentual de 94,8% dos votos válidos.

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=33870

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisa sobre hemoparasitos em lagartos da Amazônia Central será apresentada no Centro de Estudos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 7/5, às 10h, a palestra “Parasitos Fantásticos e Onde Habitam: Hemoparasitos em lagartos da Amazônia Central”, a ser ministrada pela pesquisadora Amanda Maria Picelli.

Sengundo Amanda, “os parasitos são organismos reconhecidos pela sua grande capacidade de influenciar a evolução e ecologia de seus hospedeiros, tanto ao nível de indivíduo quanto de comunidade. Entretanto, no Brasil, um dos países com a maior biodiversidade do planeta, estudos sobre parasitismo em populações silvestres ainda são relativamente escassos”, explica.

Nesse contexto, a palestra irá abordar recentes investigações sobre a ocorrência de parasitos de sangue em lagartos da Amazônia Central, explorando aspectos relacionados à diversidade, taxonomia e suas relações ecológico-evolutivas. “De modo geral, nossos resultados demostraram que essa região não abriga apenas uma fauna diversificada desses hospedeiros, mas também elevada pravalência e diversidade de hemoparasitos com potencial para novas espécies”, destaca Picelli.

O estudo apresenta dados que poderão embasar futuros estudos taxonômicos, ecológicos e evolutivos com esses hemoparasitos e seus lagartos hospedeiros. A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: Link da transmissão: https://zoom.us/j/91399076494  (ID da reunião: 913 9907 6494)

SOBRE A PALESTRANTE

Amanda é graduada em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, mestre em Ciências do Ambiente pela Universidade Federal do Tocantins e doutora em Zoologia pela Universidade Federal do Amazonas.

Atualmente trabalha como Bolsista de Pós-Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), através do Programa de Apoio à Pós-graduação da Amazônia Legal (PDPG – Amazônia Legal).

Tem experiência na área de protozoologia parasitária de animais silvestres, atuando principalmente nos seguintes temas: diversidade; sistemática e taxonomia; e relações ecológicos-evolutivas entre parasitos e seus hospedeiros.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Comissão Eleitoral da Fiocruz Amazônia divulga link para acompanhar apuração dos votos

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para o quadriênio 2021-2025 divulga o link para acompanhamento da apuração do Processo Eleitoral, conforme abaixo:

Data: 03/5/2021
Hora: a partir das 17h (horário Manaus)

Canal Zoom: com necessidade de autenticação dos usuários
Link: https://zoom.us/j/8128622807?pwd=WWVjc2libnllaDE1emU3Zm5jSXR3UT09
ID da reunião: 812 862 2807
Senha de acesso: 500165

Transmissão no canal do YouTube da Asfoc-SN: https://youtu.be/3gYRs0x6Llg

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=33870

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Imagem: Mackesy Nascimento

Comissão Eleitoral da Fiocruz Amazônia vai transmitir zerésima

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para o quadriênio 2021-2025, divulga o link de transmissão da zerésima – Eleição ILMD/ Fiocruz Amazônia, que será transmitida nesta sexta-feira, 30/4, às 15h (horário Manaus).

Link de transmissão: https://zoom.us/j/8128622807?pwd=WWVjc2libnllaDE1emU3Zm5jSXR3UT09 ID da reunião: 812 862 2807 e Senha de acesso: 500165

As eleições para o cargo de Diretor ocorrerão na próxima segunda-feira, 3/5, das 8h às 17h (horário Manaus).

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=33870

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Novo boletim epidemiológico apresenta dados de um ano da pandemia de Covid-19 na tríplice fronteira

A Rede Transfronteiriça Covid-19, composta por pesquisadores do Instituto Leônidas  & Maria Deane(ILMD/Fiocruz Amazônia) e de outras 12 instituições do Brasil, Colômbia e Peru,  lança boletim epidemiológico bilíngue sobre a Dinâmica epidemiológica da pandemia da Covid-19  na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru: retrospectiva de um ano de pandemia. O documento apresenta o cenário da doença na área da tríplice fronteira.

As análises vão desde a ocorrência do primeiro caso de Covid-19 em Manaus, em  13 de março de 2020, até o dia 31 de março de 2021. Dentre os aspectos verificados estão a incidência de casos e a  mortalidade por 100.000 habitantes, bem como a distribuição genômica das diferentes variantes do SARS-CoV-2, e a implementação dos planos de vacinação de cada país na região.

“O Boletim apresenta dados da região como uma só, conhecendo a dinâmica da Covid-19 do outro lado da fronteira, o que pode auxiliar na tomada de decisões dos gestores e da sociedade civil para oenfrentamento da pandemia”, explica José Joaquín Carvajal Cortés, pesquisador da Fiocruz Amazônia.

Segundo ele, o documento aponta  “o colapso do sistema de saúde diante das desigualdades sociais e das necessidades de saúde da população, especialmente nessas regiões mais isoladas e em situações de maior vulnerabilidade, bem como a introdução da variante de preocupação P.1, que pode ter agravado essa situação”.

Leia o Boletim na íntegra.

O Boletim epidemiológico foi elaborado pelos pesquisadores José Joaquín Carvajal Cortés (ILMD/Fiocruz Amazônia), Martha Cecilia Suárez (Instituto Oswaldo Cruz – IOC/Fiocruz), pelos discentes  Juan Camilo Grisales Nieto(PPGVIDA-ILMD/Fiocruz Amazônia), Kelly Natalia Romero (PPGBIO-ILMD/Fiocruz Amazônia) e  Pedro Henrique Coelho Rapozo (Universidade do Estado do Amazonas (UEA-Tabatinga) e Rodrigo Oliveira Braga Reis (Universidade Federal do Amazonas (Ufam-Benjamin Constant).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos vai abordar epidemiologia de SARS-CoV-2 no Amazonas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 30/4, às 10h, a palestra “Epidemiologia de SARS-CoV-2 no Amazonas”, a ser ministrada por Jaila Dias Borges Lalwani, pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Nesta palestra Jaila fará uma apresentação sobre a linha do tempo do projeto DETECTCoV-19: a história, os fatos e os dados. O projeto tem o objetivo de estimar a distribuição e o perfil de casos de COVID-19 na população do Amazonas.

Desenvolvido por pesquisadores da Ufam e do ILMD/Fiocruz Amazônia, os estudos iniciaram, em agosto de 2020, recrutando 3.046 indivíduos da cidade de Manaus, com idade igual ou superior a 18 anos, residentes nas 4 zonas da cidade. A pesquisa investigou a interferência de múltiplos fatores individuais e de determinantes ambientais e sociais na conjuntura epidemiológica de COVID-19 no estado do Amazonas.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://zoom.us/j/94647226673 (ID da reunião: 946 4722 6673)

SOBRE A PALESTRANTE

Jaila é graduada em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Ouro Preto, mestre em Ciências Biológicas (área de concentração: Imunobiologia de Protozoários) pela Universidade Federal de Ouro Preto e doutora em Ciências (área de concentração: Doenças infecciosas e parasitárias) pela Universidade de São Paulo.

Possui experiência na área de Doenças Tropicais, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças infecciosas e parasitárias, Métodos de avaliação da dinâmica de transmissão de agentes infecciosos virais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições para a especialização em Saúde Pública em Manacapuru (AM) podem ser feitas até o dia 28/4

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em ação em parceria com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems), informa que o período de inscrições ao curso lato sensu em Saúde Pública em Manacapuru (AM), no âmbito do Projeto QualificaSUS, foram prorrogadas até 28 de abril.

O curso é destinado a profissionais com nível superior da rede de saúde pública de Manacapuru e municípios vizinhos.

Confira o edital em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=33865. As inscrições são realizadas pelo e-mail: inscricaolato.ilmd@fiocruz.br

ASCOM/ILMD Fiocruz Amazônia

Imagem: Mackesy Pinheiro

Comissão Eleitoral do ILMD/Fiocruz Amazônia informa sobre 2º. Debate

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para o quadriênio 2021-2025 informa que o 2º Debate com a candidata  ao cargo de Diretora institucional, Adele Schwartz Benzaken, será realizado no dia 27/4, das 15h às 17h (horário Manaus), em transmissão pelo canal do YouTube do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN), em youtube.com/asfocsn 

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=33870 

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Imagem: Mackesy Nascimento

Comissão Eleitoral divulga boletim eletrônico de candidata

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o quadriênio 2021-2025, divulga o boletim eletrônico, de responsabilidade e autoria da candidata Adele Schwartz Benzaken, com o objetivo de cumprir o Regulamento Eleitoral e garantir a transparência ao processo eleitoral.

Acesse o Boletim Eleitoral

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=33870

ILMD/ Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento 

Fiocruz Amazônia abre processo seletivo simplificado para bolsista de pós-doutorado

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna pública a abertura de inscrições, para o processo seletivo simplificado de bolsista de pós-doutorado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG – Amazônia Legal) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com a finalidade de preencher uma vaga de bolsa, na modalidade Pós-Doutorado.

Confira a chamada pública: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=34062

As inscrições iniciam na próxima segunda-feira, 26/4. A chamada tem o objetivo de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação. – Podem se inscrever, candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior, nos últimos 5 anos (2016 a 2021), com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorando.

A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

O processo seletivo será composto de duas etapas. A primeira consiste em análise do Currículo Lattes e do plano de trabalho proposto. A segunda consiste em uma entrevista com os candidatos selecionados na primeira etapa, caso necessário e à critério da Comissão de Seleção.

Será disponibilizada uma bolsa PDPG/CAPES, no valor de R$ 4.100,00 mensais, com vigência de 01 de junho de 2021 a 31 de maio de 2022. O bolsista deverá se dedicar integralmente às atividades de pesquisa e ensino previstas em seu plano e, aprovadas pela Comissão de Pós Graduação.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada republicação de chamada pública para atualização em organização de protocolo para combate à Covid-19

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga a 1ª republicação da chamada pública nº 007/2021, que trata da oferta do Curso de Atualização em Organização de Protocolo para Combate à Covid-19: oximetria para diagnóstico de agravamento. A oferta deste curso de Atualização é parte integrante das ações de Educação previstas no Projeto QualificaSUS do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Confira a republicação em: https://www.amazonia.fiocruz.br/?page_id=34025

A republicação traz alteração do Anexo I e inclusão dos itens 1.10 e 1.11, referente ao aumento no número de turmas e vagas ofertadas. Poderão participar do processo seletivo os Agentes Comunitários de Saúde – ACS e os Agentes de Combate a Endemias – ACE com vínculo empregatício com o município, no período de seleção (Anexo I).

O curso será de 20 horas e, tem como objetivos: Apresentar dados epidemiológicos da Covid na capital e interior do Amazonas; Conceituar Coronavírus e SARS-COV, formas de transmissão, principais sinais e sintomas e classificação de risco; Apresentar formas de prevenção: lavagem das mãos, uso de máscaras e vacinação; Discutir com os participantes os mitos e verdades sobre vacinação; Apresentar o oxímetro e seu uso para identificação de casos graves em lugares remotos para tomadas de decisão; e, Elaborar estratégias municipais para o enfrentamento e controle da Covid – 19.

A divulgação da lista de candidatos selecionados, será publicada no site do ILMD, no seguinte endereço ( https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031 ) e, na sede da Secretaria Municipal de Saúde do município.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos aborda metodologia utilizada em pesquisas na área da saúde

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 24/4, às 10h, a palestra “Revisão de Escopo: O que é e como realizar”, a ser ministrada por Amandia Braga Lima Sousa, pesquisadora da Fiocruz Amazônia.

Nesta palestra será realizada uma apresentação da metodologia “Revisão de Escopo”, que segundo a pesquisadora, tem sido cada vez mais utilizada no campo da saúde.  O debate incluirá também uma discussão sobre suas possibilidades de uso e, alguns aspectos práticos de sua aplicação.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://zoom.us/j/99382712605 (ID da reunião: 993 8271 2605)

SOBRE A PALESTRANTE

Amandia é pesquisadora em Saúde Pública na Fiocruz Amazônia e doutoranda na Faculdade de Saúde Pública, na Universidade de São Paulo, com estágio sanduíche na Swinburne University of Technology (Austrália).

É mestre em Saúde, Sociedade e Endemias pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), especialização em Antropologia da Saúde pela Fiocruz Amazônia e, graduada em Psicologia pela Ufam. Realiza pesquisas nsa áreas de saúde pública e políticas públicas de saúde, com ênfase em saúde rural e remota, identidade, juventude, idosos e contexto amazônico.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre inscrições para curso de atualização em organização de protocolo para combate à Covid-19

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) torna público a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública simplificada de candidatos, no contexto do Projeto QualificaSUS do ILMD, para ingresso no Curso de Atualização em Organização de Protocolo para Combate à Covid-19: oximetria para diagnóstico de agravamento, em parceria com o Conselho Dos Secretários Municipais De Saúde Do Amazonas – COSEMS e Prefeitura Municipal de cada um dos municípios apresentados no Anexo I, através das respectivas Secretarias Municipais de Saúde.

Confira o edital em:  https://www.amazonia.fiocruz.br/?page_id=34025

Poderão participar do processo seletivo os Agentes Comunitários de Saúde – ACS e os Agentes de Combate a Endemias – ACE com vínculo empregatício com o município, no período de seleção (Anexo I). A oferta deste curso de Atualização é parte integrante das ações de Educação previstas no Projeto QualificaSUS do ILMD.

O curso será de 20 horas e, tem os seguintes objetivos: Apresentar dados epidemiológicos da Covid na capital e interior do Amazonas; Conceituar Coronavírus e SARS-COV, formas de transmissão, principais sinais e sintomas e classificação de risco; Apresentar formas de prevenção: lavagem das mãos, uso de máscaras e vacinação; Discutir com os participantes os mitos e verdades sobre vacinação; Apresentar o oxímetro e seu uso para identificação de casos graves em lugares remotos para tomadas de decisão; e, Elaborar estratégias municipais para o enfrentamento e controle da Covid – 19.

A divulgação da lista de candidatos selecionados, será publicada no site do ILMD, no seguinte endereço ( https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031 ) e, na sede da Secretaria Municipal de Saúde do município.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia homologa candidatura para cargo de direção

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o quadriênio 2021-2025, informa que não recebeu nenhum pedido de impugnação de candidato inscrito.

A data para apresentação de pedido de impugnação de inscrição de candidato foi terça-feira, 13/04, até às 23h59min (horário Manaus), através do e-mail: comissaoeleitoral.ilmd@fiocruz.br.

A Comissão informa também que segue o cumprimento do calendário eleitoral, portanto o  início da propaganda eleitoral será próxima segunda-feira, 19/04, e vai até o dia 02/05/2021.

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=33870

 Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Novas espécies de maruins são encontradas em área da BR-174 no Amazonas

Três novas espécies de maruins (Atrichopogon) com asas pintadas da família Ceratopogonidae (Diptera: Culicomorpha) foram identificadas por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Os achados se deram próximo a Presidente Figueiredo, município da Região Metropolitana de Manaus (AM).

O artigo Description of three new species of biting midge of the genus Atrichopogon Kieffer (Diptera: Ceratopogonidae) from Brazilian Amazon foi publicado recentemente pelo periódico científico Zootaxa, e tem como autores os pesquisadores Emanuelle de Sousa Farias, Sanmya Silva dos Santos, Jokebede Melynda dos Santos Paulino-Rosa, e Felipe Arley Costa Pessoa.

As novas espécies foram encontradas na área do Projeto de Assentamento Rio Pardo, que fica na BR-174, onde funciona uma base de apoio às pesquisas da Fiocruz Amazônia. Segundo Felipe Pessoa, nessa área antropizada encontram-se diversos vetores e arbovírus, incluindo-se o Oropouche, no entanto, os pesquisadores ainda não fizeram a detecção de arbovírus nas novas espécies.

Felipe Pessoa trabalha com maruins no Rio Pardo desde 2014, e lembra que  já foram identificadas na localidade 89 espécies.

“Uma diversidade altíssima, considerando que os Culicoides possuem distribuição mundial, com exceção da Antártida e Nova Zelândia, e possuem 1.368 espécies registradas sendo que 299 ocorrem na região neotropical, cerca de 150 no Brasil e destas, 123 na Amazônia brasileira. A família que se incluem os maruins, Ceratopogonidae, é grande e bem diversa, quase todos sugam sangue de vertebrados, ou sangue de invertebrados (hemolinfa). Alguns ao sugar hemolinfa de outros insetos, acabam o matando, sendo assim, considerados predadores. Vários gêneros de maruins predadores inclusive atacam maruins sugadores de sangue”, explica o pesquisador.

Felipe Pessoa alerta que “o controle de maruins é um pouco mais difícil que os de mosquitos, já que podem usar outros criadouros, além de corpos aquáticos, como solo bem úmido, troncos de bananeira, esterco seco de gado etc. São muito atraídos por animais domésticos, então, manter afastados plantações de bananeiras, currais e galinheiros, portanto, borrifar inseticida no terreiro e usar repelentes são formas tradicionais de combate”.

As três novas espécies de Atrichopogon foram descritas e ilustradas pelos pesquisadores e receberam destes os nomes de Atrichopogon janseni sp. nov., A. riopardensis sp. nov. e A. sergioluzi sp. nov. Os nomes foram escolhidos em homenagens a pesquisadores entomólogos que atuam na Amazônia e à população de Rio Pardo (AM).

A pesquisa recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)  e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Campanha eleitoral na Fiocruz Amazônia inicia em 19/4

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o quadriênio 2021-2025, informa que não recebeu nenhum pedido de impugnação de candidato inscrito.

A data para apresentação de pedido de impugnação de inscrição de candidato foi terça-feira, 13/04, até às 23h59min (horário Manaus), através do e-mail: comissaoeleitoral.ilmd@fiocruz.br.

A Comissão informa também que segue o cumprimento do calendário eleitoral, portanto o  início da propaganda eleitoral será próxima segunda-feira, 19/04, e vai até o dia 02/05/2021.

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 Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Palestra do Centro de Estudos vai abordar malária em primatas não-humanos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 16/4, às 10h, a palestra “Malária em primatas não-humanos e a transmissão zoonótica de malária na Mata Atlântica”, a ser ministrada por Cristiana Ferreira Alves de Brito, pesquisadora do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas)

A palestra vai abordar a infecção por espécies de Plasmodium em macacos de diferentes espécies, a resposta imune desses animais e exemplos de transmissão zoonótica da malária, principalmente em regiões de Mata Atlântica.

A apresentação ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://zoom.us/j/92808882692 (ID da reunião: 928 0888 2692)

SOBRE A PALESTRANTE

Cristiana é graduada em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, mestre em Bioquímica e Imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Bioquímica e Imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais.

É pesquisadora do Instituto René Rachou – Fundação Oswaldo Cruz, professora da Pós-graduação em Ciências da Saúde e, atualmente é vice-diretora de Ensino, Comunicação e Informação do Centro de Pesquisas René Rachou. Além disso, coordena a comissão de divulgação científica do IRR.

Tem experiência na área de Biologia molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: Malária, Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum; Antígenos recombinantes; Variabilidade genética.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Vulnerabilidade ambiental da Amazônia pode contribuir para o surgimento de novas doenças

O surgimento da Covid-19 e todo o contexto de pandemia que vive a humanidade acende o alerta para o possível aparecimento de outras epidemias emergentes e reemergentes que possam ocorrer diante das interferências que a Amazônia e outros biomas brasileiros vêm sofrendo, como desmatamentos e destruição de ecossistemas.

O artigo Emerging complexities and rising omission: Contrasts among socio-ecological contexts of infectious diseases, research and policy in Brazil, dos autores Leandro Luiz Giatti, Ricardo Agum Ribeiro, Alessandra Ferreira Dales Nava e Jutta Gutberlet, publicado recentemente, destaca que a vulnerabilidade ambiental da Amazônia, diante de ações degradantes que o bioma vem sofrendo, é um risco à saúde das populações, especialmente quando traz a possibilidade de surgimento de novas doenças ou ainda o ressurgimento de doenças antigas, já conhecidas.

Os pesquisadores em sua análise apontam dois eixos relevantes de problematização diante do contexto brasileiro:  a necessidade de valorizar a interdisciplinaridade do conhecimento para se entender a emergência e para a adoção de ações diretas eficazes; e a necessidade de reflexão crítica e de ações de controle sobre o modelo de desenvolvimento predatório aos ecossistemas.

A pesquisadora Alessandra Nava do Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia destaca dentre os principais  fatores que  podem contribuir  para o surgimento de doenças, “o desmatamento envolvendo processos de fragmentação florestal e conversão do uso da terra como por exemplo , transformar um lugar que antes era uma floresta em uma mineradora, hidrelétrica ou plantação de soja ou pasto. A caça de animais silvestres e comércio ilegal também são fatores que podem contribuir para o surgimento de novas doenças e ressurgimento de outras”.

Segundo ela, algumas medidas podem ser tomadas para se evitar uma nova tragédia na saúde pública, e essas providências passam pela adoção de novas condutas políticas.

“Proteção aos nossos biomas, parar o processo de desmatamento, e caça comercial e esportiva. Reforçar os órgãos de proteção e ter o entendimento de que a floresta em pé presta serviços importantíssimos à viabilidade da vida no planeta”, alerta Alessandra Nava.

O artigo foi publicado na Genetics and Molecular Biology, volume 44, 2021, da Faculdade de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo (USP). Os autores são de quatro instituições de ensino e pesquisa: Leandro Luiz Giatti (Universidade de São Paulo), Ricardo Agum Ribeiro (Instituto Federal de Rondônia – Ifro), Alessandra Dales Nava (ILMD/Fiocruz Amazônia) e Jutta Gutberlet (University of Victoria,  BC, Canadá).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Comissão Eleitoral da Fiocruz Amazônia divulga nome de candidata inscrita para o cargo de Diretora

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o quadriênio 2021-2025, em cumprimento ao Calendário Eleitoral 2021,  divulga a inscrição da candidata Adele Schwartz Benzaken.

A homologação da inscrição foi feita pelo Conselho Diretivo da Unidade  (CD-ILMD/Fiocruz Amazônia) ontem, 12/4. As inscrições ocorreram no período de 5 a 9 de abril. O prazo para impugnação será amanhã, 14/4. Confira  aqui o calendário.

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Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia promove palestra sobre utilização de fungos endofíticos como fonte de substâncias bioativas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 9/4, às 10h, a palestra “Produção de metabólitos bioativos por fungos endofíticos amazônicos”, a ser ministrada por Patrícia Melchionna Albuquerque, professora associada da Universidade do Estado do Amazonas – UEA.

A palestra vai abordar a utilização de fungos endofíticos como fonte de substâncias bioativas, que tem sido cada vez mais explorada, graças ao seu versátil metabolismo. “Dentre as substâncias biologicamente ativas de interesse para a indústria farmacêutica e cosmética, destacam-se as moléculas com atividade antimicrobiana, antioxidante e antitumoral”, explica Melchionna.

Na oportunidade, serão apresentados estudos realizados pelo grupo de pesquisa Química Aplicada à Tecnologia da Escola Superior de Tecnologia da UEA, sobre metabólitos de fungos endofíticos isolados, das espécies amazônicas Myrcia guianensis, Piper hispidum, Euterpe precatoria e Aniba canelilla.

Segundo a pesquisadora, os endófitos são capazes de produzir outros metabólitos de interesse industrial, como as enzimas hidrolíticas e os biossurfactantes; podem ainda ser aplicados diretamente em processos de biorremediação, na degradação de xenobióticos e de polímeros sintéticos.

Melchionna explica que a região Amazônica, por ser dotada de uma vasta biodiversidade, é fonte de inúmeras espécies vegetais que hospedam microrganismos endofíticos, potenciais produtores de metabólitos bioativos ainda não investigados.

A palestra ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://zoom.us/j/91834624738 ID da reunião: 918 3462 4738

SOBRE A PALESTRANTE

Patrícia é graduada em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina e, doutora em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Possui experiência na área de Bioprocessos e Biocatálise, atuando principalmente nos seguintes temas: triagem de fungos amazônicos produtores de moléculas de interesse tecnológico; utilização de resíduos agroindustriais como substrato para a produção de microrganismos e metabólitos de interesse (enzimas, biossurfactantes, antimicrobianos, antioxidantes e citotóxicos); e biopropecção de metabólitos de plantas com potencial para uso em cosméticos.

É Professora Associada da Universidade do Estado do Amazonas – UEA e Coordenadora Geral de Pós-Graduação Stricto Sensu (PROPESP). Atua como docente na Escola Superior de Tecnologia (Curso de Engenharia Química), no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Recursos Naturais da Amazônia, no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte, além do  Programa Multicêntrico de Pós-Graduação em Bioquímica e Biologia Molecular. Faz parte do grupo de pesquisa Química Aplicada à Tecnologia da EST/UEA e está vinculada a diferentes projetos de pesquisa financiados pelo CNPq, CAPES, FINEP e FAPEAM.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições abertas para o Programa Educacional de Vigilância em Saúde na Fronteiras

O cenário da pandemia da Covid-19 em que vivemos hoje e a recente experiência do Brasil com a epidemia de Zika colocou ainda mais em evidência a necessidade de tomadas de ação ainda mais coordenadas, rápidas e articuladas pelas autoridades sanitárias. Para fortalecer a atuação de gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), lançou a primeira seleção pública do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteira (VigiFronteiras – Brasil). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 30 de abril. O edital completo está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

Segundo Cristiani Vieira Machado, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, o Programa VigiFronteiras-Brasil pretende capacitar profissionais de saúde atuantes na região de fronteira, seja na gestão, na assistência, na vigilância ou na avaliação da qualidade dos serviços. “É uma oportunidade de ampliarem os conhecimentos e a compreensão da realidade para que exerçam suas atividades considerando as singularidades do funcionamento do sistema de saúde desses locais, que é totalmente influenciado pela dinâmica dos fluxos populacionais”, explicou.  

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, destaca a importância da chamada para a melhoria dos serviços de saúde. “O programa é fundamental nesse momento de pandemia e extremamente estratégico para avançarmos no conhecimento sobre a vigilância epidemiológica nas fronteiras. A formação em nível de pós-graduação dos profissionais dessas localidades contribuirá para alcançarmos uma saúde pública cada vez melhor para o nosso país”, ressaltou. 

O programa também dotará os participantes de uma maior capacidade para tomada de decisão, segundo o diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis (DEIDT) do Ministério da Saúde, Laurício Monteiro Cruz. “A qualificação dos profissionais brasileiros e estrangeiros resultará em um serviço mais qualificado para o enfrentamento de surtos, epidemias ou pandemias. Queremos incentivar gestores e profissionais de todas as secretarias de saúde estaduais e municipais a participarem da seleção. Isso se traduzirá em uma vigilância em saúde baseada em dados, garantindo ao gestor uma maior segurança nas decisões. Ciência sempre”, comentou. 

Para Socorro Gross, Representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, o Programa VigiFronteiras Brasil é estratégico. “O Programa VigiFronteiras Brasil, é uma importante iniciativa para capacitar e fortalecer a capacidade de resposta dos profissionais que atuam na fronteira brasileira com outros países da América do Sul. Será um espaço para brasileiros e participantes dos outros países se articularem, compartilharem e encontrarem soluções conjuntas para a saúde e a vigilância nas fronteiras”, comenta. 

VAGAS

O VigiFronteiras-Brasil oferece gratuitamente 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.  

Enquanto a emergência sanitária pela Covid-19 perdurar, as atividades acadêmicas desenvolvidas pelos programas consorciados serão oferecidas na modalidade remota (online). Quando houver a determinação do fim do isolamento social pelas autoridades sanitárias dos países de origem dos alunos, os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, nos polos determinados para a oferta: Escritório Regional da Fiocruz de Mato Grosso do Sul (Campo Grande/MS), Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Manaus/Manaus-AM) e Instituto Federal do Amazonas (Tabatinga/AM).  

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. Cerca de 20% das vagas serão reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas.  

ETAPAS

As inscrições poderão ser efetuadas até às 23h59 do dia 30 de abril no link indicado no edital, cujo download deve ser feito no site: formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais.  

No edital estão listados todos os documentos necessários, a forma de apresentação, além do cronograma de seleção. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo – prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista – na mesma página em que se inscreveu. As aulas devem ser iniciadas no segundo semestre.  

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

SERVIÇO

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil) 

Inscrições: até 30 de abril de 2021 

Para quem: profissionais e gestores brasileiros e estrangeiros que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos. 

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos) 

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19) 

Vagas: 75 vagas 

Início das aulas: agosto de 2021 

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br > Editais 

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br  

Programa VigiFronteiras-Brasil, por Bruna Cruz  

 

Fiocruz lamenta falecimento do pesquisador-emérito José Rodrigues Coura

A Presidência da Fiocruz lamenta profundamente o falecimento, neste sábado (3/4), do médico e pesquisador José Rodrigues Coura, aos 93 anos. Ele foi vice-presidente de Pesquisa da Fiocruz e diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Coura foi pesquisador-emérito da Fiocruz, do IOC, da UFRJ e da Faculdade de Medicina de Campos e professor Honoris Causa das universidades federais da Paraíba, do Ceará e do Piauí. Chefe do Laboratório de Doenças Parasitárias do IOC, Coura participou da criação de dois cursos de pós-graduação do Instituto, os de Biologia Parasitária e Medicina Tropical. O pesquisador deixa três filhos e três netos. O velório aconteceu neste sábado, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju (RJ).

Com mais de 40 anos de intensa produção científica no IOC, sobretudo na área de parasitologia, Coura costumava dizer que seus alunos e ex-alunos foram sua maior contribuição à sociedade. “Formei uma nova geração de pesquisadores. São mais de 200 mestres e doutores que perpetuarão meu trabalho na saúde pública brasileira, renovando a instituição pelas próximas décadas”, disse ao ser eleito Personalidade do Ano na categoria Medicina, pela Fundação Conrado Wessel, em 2013. Ele comemorava o fato de ter sido escolhido entre dez candidatos de alto nível, indicados por órgãos e entidades de renome. “Corresponde ao Prêmio Nobel”, afirmou na época.

Desde 2002, o pesquisador era comendador da Ordem do Mérito Científico da Presidência da República, condecoração promovida à Grã-Cruz em 2010. É a mais alta láurea do país na área científica. Em 2006, Coura conquistou o segundo lugar no Prêmio Jabuti, categoria Melhor Livro de Ciências Naturais e Ciências da Saúde, pela organização da obra Dinâmica das doenças infecciosas e parasitárias.

Nascido em 15 de junho de 1927, em Taperoá (PB), José Rodrigues era filho de Lupércio Rodrigues Coura e Ercília Coura. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1957), fez Especialização em Clínica Médica e Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade de Londres (1964), Livre Docência e Doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFRJ (1965) e pós-doutorado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos (1986).

Coura costumava frequentar a Biblioteca de Manguinhos, na Fiocruz, na década de 1950, enquanto cursava Medicina. Professor da UFRJ, em 1972 foi convidado pelo ministro da Saúde, Mario Augusto de Castro Lima, a fazer um diagnóstico da Fiocruz, criada dois anos antes por meio de um decreto do governo militar. Sua história como membro da Fundação, porém, começaria sete anos mais tarde, quando outro convite o levou a assumir a Vice-Presidência de Pesquisa da Fiocruz e a direção do IOC. Reconhecido como um dos mais importantes tropicalistas do país, Coura dirigiu o Instituto uma segunda vez, entre 1997 e 2001.

Coura ingressou como instrutor de ensino na Faculdade de Medicina da UFRJ em 1960, na disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias. Foi chefe do Departamento de Medicina Preventiva da UFRJ e do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal Fluminense. Foi professor de Medicina Social e Preventiva da Faculdade de Medicina de Campos (1968-1970), pela qual foi homenageado em 2012, dando nome ao Centro de Saúde Escola Custodópolis José Rodrigues Coura, por ter instalado nesse bairro o trabalho de campo para os alunos da disciplina de Medicina Social e Preventiva daquela instituição.

Organizou e coordenou dois cursos de pós-graduação stricto sensu, respectivamente em Doenças Infecciosas e Parasitárias na UFRJ em 1970 (o primeiro curso de pós-graduação da área médica do Brasil, credenciado pelo Capes/CNPq com conceito A) e em Medicina Tropical no IOC em 1980. Foi editor da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical por 12 anos e das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz durante 10 anos. Organizou e presidiu numerosos congressos e reuniões científicas, além de mesas-redondas nacionais e internacionais.

Membro fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, da qual foi presidente (1973-1975), foi também membro titular da Academia Nacional de Medicina (1978) e da Academia Brasileira de Ciências (2000). Recebeu numerosos prêmios, teve vários livros editados e artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais.

Agência Fiocruz de Notícias, por Ricardo Valverde

Fiocruz Amazônia abre inscrições para curso de especialização em Saúde Pública no município de Manacapuru – AM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna público a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública simplificada de candidatos para ingresso no Curso de Loto Sensu em Saúde Pública, em parceria com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde – COSEMS, no âmbito do Projeto QualificaSUS.

O curso tem por objetivo formar sanitaristas qualificados, na perspectiva interprofissional para gera novos conhecimentos e atuar no território como espaço privilegiado da saúde pública. Para esta Chamada, estão sendo oferecidas 50 vagas.

As inscrições iniciam na próxima segunda-feira, 5/4. O Curso é destinado aos profissionais com nível superior, com vínculo de trabalho na rede de saúde pública dos municípios de Manacapuru e, de municípios vizinhos.

Confira o Edital.

ASCOM/ILMD Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Pinheiro

Comissão Eleitoral para eleição de diretor 2021/2025 disponibiliza formulários para inscrição

A Comissão Eleitoral, instituída pela Resolução nº 003/2021 – GAB/ILMD/Fiocruz Amazônia, para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o Cargo de Diretor para o quadriênio 2021-2025, disponibiliza formulários para inscrição dos candidatos.

Confira os documentos do processo eleitoral:

  1. Edital de Convocação
  2. Regulamento Eleitoral
  3. Resolução N. 002/2021 ► Aprova Regulamento Eleitoral
  4. Resolução N. 003/2021 ► Designa Comissão responsável pela condução do processo eleitoral
  5. Resolução N. 004/2021 ► Designa Grupo Técnico em TI para assessoramento da Comissão Eleitoral
  6. Formulário de Inscrição ► Clique para fazer download do arquivo

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Especificidades do suicídio entre indígenas no Brasil será tema de palestra do Centro de Estudos

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 26/03, às 10h, a palestra “Especificidades do suicídio entre indígenas no Brasil”, a ser ministrada por Maximiliano Loiola Ponte de Souza, pesquisador da Unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará.

Nesta palestra será abordada a temática do suicídio entre populações indígenas, explorando as especificidades epidemiológicas e socioculturais deste grave problema social e, de saúde pública.

A palestra ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://zoom.us/j/97559129185 utilizando o ID da reunião: 975 5912 9185

SOBRE O PALESTRANTE

Maximiliano é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará, com residência médica em Psiquiatria pelo Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. É mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas e, doutorado em Ciências pelo Instituto Fernandes Figueiras, da Fundação Oswaldo Cruz.

Atua no campo da saúde mental, tanto na clínica como na academia. Na clínica, no setor público, atuou como médico psiquiatria no estado do Amazonas, desde 2001, no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, da Secretaria Estadual de Saúde, atuando tanto na assistência (ambulatório de psiquiatria e urgências psiquiátricas), como no ensino, como preceptor da Residência Médica em Psiquiatria.

Entre novembro de 2006 e julho de 2017, atuou como pesquisador no Instituto Lêonidas & Maria Deane, (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. Ao longo deste período, coordenou cursos de especialização em Saúde Mental, foi docente dos programas de mestrado da instituição, chefe e vice-chefe do Laboratório de Estudos Interdisciplinares em Saúde Indígena e outras populações vulneráveis, bem como coordenou projetos de pesquisa interdisciplinares, na interface entre saúde mental, antropologia da saúde e saúde indígena.

Em julho de 2017, foi transferido para o Escritório Técnico da Fiocruz no Ceará, onde atua como pesquisador e docente do Programa de Mestrado, da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF) e do Mestrado Profissional em Saúde da Família.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga edital para eleição de diretor 2021/2025

Aprovado nesta terça-feira, 23/3, pela Comissão Eleitoral, o Regulamento Eleitoral para o cargo de Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o quadriênio 2021-2025.

Confira os documentos do processo eleitoral:

  1. Edital de Convocação
  2. Regulamento Eleitoral
  3. Resolução N. 002/2021 ► Aprova Regulamento Eleitoral
  4. Resolução N. 003/2021 ► Designa Comissão responsável pela condução do processo eleitoral
  5. Resolução N. 004/2021 ► Designa Grupo Técnico em TI para assessoramento da Comissão Eleitoral

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Rede Genômica Fiocruz detecta alterações inéditas na proteína Spike do Sars-CoV-2 no Brasil

Em mais um achado inédito, cientistas da Rede Genômica Fiocruz identificaram importantes alterações na estrutura da proteína Spike (S) do vírus Sars-CoV-2 em circulação no Brasil. Onze sequências genéticas apresentaram deleções (perda de material genético) na região inicial da proteína e em quatro ocorreu inserção de alguns aminoácidos. A proteína Spike é associada à capacidade de entrada do patógeno nas células humanas e é um dos principais alvos dos anticorpos neutralizantes produzidos pelo organismo para bloquear o vírus.

A descoberta é fruto de intensa vigilância genômica conduzida pela Fiocruz no país e de institutos parceiros que se empenham diariamente em gerar dados mais robustos sobre o comportamento do vírus e contribuir para um melhor preparo do país no enfrentamento da pandemia. Os cientistas ressaltam que, até o momento, poucos genomas apresentam as alterações e que ainda não se caracteriza como a formação de uma nova linhagem do Sars-CoV-2. Entretanto, alertam que é preciso permanecer com o monitoramento para acompanhar se vírus com essas alterações não aumentarão de frequência.

“Podemos dizer que esta é uma descoberta precoce, o que enfatiza a importância de ações em vigilância genômica, como a realizada pela rede da Fiocruz”, explica a chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a pesquisadora Marilda Siqueira. O Laboratório atua como Centro de Referência Nacional em vírus respiratórios junto ao Ministério da Saúde e como referência para a Organização Mundial da Saúde (OMS) em Covid-19 nas Américas.

Os novos resultados, detectados a partir da metodologia de sequenciamento genético, são provenientes de amostras coletadas de pacientes de sete estados: Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraná, Rondônia, Minas Gerais e Alagoas. As modificações ocorreram no domínio amino (N)-terminal (NTD), que podem dificultar a ligação com anticorpos e, assim, promover o escape imunológico do vírus no corpo humano. Mas os cientistas adiantam que dados experimentais complementares são necessários para testar essa hipótese nas linhagens que circulam no país.

Uma amostra coletada no Amazonas apresentou deleção em sequência genética ligada à linhagem B.1.1.28. Quatro amostras da Bahia, duas de Alagoas e uma do Paraná apresentaram perdas em sequências caracterizadas como linhagem P.1. Uma amostra de Minas Gerais apresentou a alteração na linhagem P.2. Duas amostras do Maranhão apresentaram a deleção na linhagem B.1.1.33, que também continham a mutação E484K.

Três amostras do Amazonas e uma do Paraná continham inserção de material genético em sequências provenientes da linhagem B.1.1.28 (P.1-like) – assim denominada por ser muito semelhante à P.1. Uma amostra coletada no Paraná e todas na Bahia e em Alagoas são de pacientes provenientes do estado do Amazonas ou com histórico de viagem à região. Os resultados foram publicados na plataforma de pré-print MedRxiv.

“O novo coronavírus está continuamente se adaptando e, com isso, propiciando o surgimento de novas variantes de preocupação e de interesse com alterações na proteína Spike. No entanto, vale ressaltar que as novas mutações foram, até o momento, detectadas em baixa frequência, apesar de encontradas em diferentes estados. Ainda precisamos dimensionar o impacto deste achado e, sem dúvidas, ampliar cada vez mais o monitoramento genômico”, ressalta a virologista Paola Cristina Resende, do mesmo Laboratório, que atua como coordenadora da curadoria da plataforma genômica internacional GISAID no Brasil.

Os cientistas acreditam que as novas deleções e inserções estão associadas a uma evolução convergente do vírus, uma vez que foram detectadas em diferentes linhagens. “As variantes identificadas no Brasil até então não haviam apresentado as deleções e inserções que são comuns nas variantes de outros países, como Reino Unido e África do Sul. Aqui vemos pela primeira vez, que as linhagens brasileiras estão seguindo o mesmo caminho evolutivo das demais variantes de preocupação. As mutações agora alcançaram outro importante ponto da proteína viral, o domínio NTD, que é reconhecido por alguns anticorpos neutralizantes específicos”, salienta Gabriel Wallau, que integra o Núcleo de Bioinformática da Rede Genômica e é pesquisador do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco).

Segundo os cientistas, a acumulação em sequência de mutações observadas em território nacional muito se assemelha ao padrão observado na África do Sul, onde a variante de preocupação B.1.351 adquiriu primeiro as mutações no domínio RBD (E484K e N501Y) e, posteriormente, apresentou uma deleção no domínio NTD. “Esta nova geração de variantes pode ser menos susceptível à neutralização dos anticorpos que suas linhagens parentais P.1, P. 2 e B.1.1.33. A pandemia de Covid-19 em 2021 no Brasil provavelmente será dominada por esse novo e complexo conjunto de variantes”, relata o pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), Tiago Gräf.

Os pesquisadores da Rede Genômica Fiocruz alertam que os achados destacam a necessidade urgente de ampliação da vacinação e de implementação de medidas não-farmacológicas eficazes, visando a mitigação da transmissão comunitária e o surgimento de variantes mais transmissíveis. Eles também apontam o investimento na vigilância genômica e em estudos de eficácia das vacinas para as novas variantes como medidas fundamentais.

A pesquisa foi realizada pela Rede Genômica Fiocruz, com participação de pesquisadores de diversos estados do país. O estudo foi liderado pelos Laboratórios de Vírus Respiratório e do Sarampo e de Aids e Imunologia Molecular do IOC/Fiocruz, Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz-Bahia), Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), Instituto Aggeu Magalhaes (FiocruzmPernambuco) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Também colaboraram com o trabalho: Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas e Laboratórios Centrais de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), Maranhão (Lacen-MA), Alagoas (Lacen-AL), Minas Gerais (Lacen-MG), Paraná (Lacen-PR) e Bahia (Lacen-BA).

RESULTADO INÉDITO ANTERIOR

Recentemente, a Rede Genômica Fiocruz identificou uma nova linhagem do Sars-CoV-2 no Brasil. Chamada de N.9, a linhagem foi caracterizada como variante de interesse por conter uma mutação na proteína S do novo coronavírus, conhecida como E484K, que é associada a evasão do sistema imune e encontrada em outras linhagens com grande disseminação no planeta, incluindo as variantes de preocupação P.1 e B.1.351. A alteração foi detectada em 35 amostras coletadas entre novembro de 2020 e fevereiro de 2021 em dez estados do Sul, Sudeste, Nordeste e Norte do país.

Identificada, pela primeira vez, em São Paulo, a linhagem foi achada, em seguida, em Santa Catarina, Amazonas, Pará, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe. Análises do genoma dos vírus indicam que a variante N.9 surgiu em agosto de 2020. O estado de São Paulo é apontado como o local de origem mais provável, mas também é possível que a linhagem tenha surgido na Bahia ou no Maranhão. A descoberta está publicada em forma de pré-print na plataforma bioRxiv.

A virologista Paola Cristina Resende, do Laboratório de Virus Respiratórios e do Sarampo do IOC/Fiocruz, explica que a mutação E484K provavelmente teve origem entre julho e agosto de 2020, nas linhagens B.1.1.28 e B.1.1.33, as mais prevalentes circulando no Brasil naquele momento. “A partir de outubro, com a aceleração da disseminação do vírus, a mutação E484K se espalhou pelo país, coincidindo com uma grande mudança no perfil de evolução do Sars-CoV-2 no mundo”, diz.

Vinicius Ferreira (IOC/Fiocruz)
Fotos: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Inscrições abertas para os cursos do Programa Educacional de Vigilância em Saúde na Fronteiras da Fiocruz

Para fortalecer a atuação de gestores e de profissionais de saúde brasileiros e estrangeiros que atuam nas fronteiras do Brasil com outros países da América do Sul, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), lançou a primeira seleção pública do Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de abril. O edital completo está disponível no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no www.campusvirtual.fiocruz.br > Cursos > Programas > VigiFronteiras-Brasil. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O VigiFronteiras-Brasil oferece gratuitamente 75 vagas para os cursos de mestrado e de doutorado que serão ministrados por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

Enquanto a emergência sanitária pela Covid-19 perdurar, as atividades acadêmicas desenvolvidas pelos programas consorciados serão oferecidas na modalidade remota (online). Quando houver a determinação do fim do isolamento social pelas autoridades sanitárias dos países de origem dos alunos, os cursos serão oferecidos na modalidade presencial, nos polos determinados para a oferta: Escritório Técnico Fiocruz de Mato Grosso do Sul (Campo Grande/MS), Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia – Manaus-AM) e Instituto Federal do Amazonas (Tabatinga/AM).

O doutorado tem duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses. Já para o mestrado, o tempo mínimo para conclusão é de 12 meses e máximo de 24 meses. Cerca de 20% das vagas serão reservadas para Ações Afirmativas (Cotas) e 80% para Ampla Concorrência (AC). Metade das vagas serão destinadas, preferencialmente, para os candidatos que atuam nas fronteiras nos países sul-americanos, podendo haver remanejamento caso as vagas não sejam preenchidas por candidatos estrangeiros. Não haverá oferta de bolsas.

ETAPAS – As inscrições poderão ser efetuadas até às 23h59 do dia 30 de abril no link indicado no edital, cujo download deve ser feito no site: formacaovigisaude.fiocruz.br. No edital estão listados todos os documentos necessários, a forma de apresentação, além do cronograma de seleção. É de exclusiva responsabilidade do candidato acompanhar a divulgação das inscrições homologadas e o resultado das três etapas do processo seletivo – prova de inglês, análise curricular e documental e entrevista – na mesma página em que se inscreveu. As aulas serão iniciadas em agosto.

Por conta da pandemia da Covid-19, a equipe envolvida na seleção está atuando remotamente. Por isso, todas as dúvidas sobre o edital serão respondidas apenas por e-mail. Solicitações de informações e questionamentos devem ser encaminhados para o selecao.vigifronteiras@fiocruz.br.

Serviço: 

O que: Seleção Pública para o Programa Educacional Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras – Brasil)

Inscrições: de 22 de março a 30 de abril de 2021

Para quem: profissionais e gestores que atuem na área de vigilância em saúde, em especial em doenças transmissíveis, nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países sul-americanos vizinhos.

Cursos/duração: mestrado (2 anos) e doutorado (4 anos)

Modalidade: presencial (inicialmente as aulas serão remotas devido à pandemia da Covid-19)

Vagas: 75 vagas

Início das aulas: agosto de 2021

Edital: formacaovigisaude.fiocruz.br

Dúvidas sobre o edital: selecao.vigifronteiras@fiocruz.br

VigiFronteiras/Fiocruz, por Bruna Cruz

PPGBIO-Interação abre inscrições até 23/3 para seleção de bolsista de Apoio Técnico

O Programa De Pós-Graduação Em Biologia Da Interação Patógeno Hospedeiro do Instituto (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por intermédio da Coordenação do Programa, torna público a abertura das inscrições para o Processo Seletivo, para bolsista de Apoio Técnico, concedida por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), referente ao Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu – POSGRAD, Edição 2021-2022, conforme normas estabelecidas nesta Chamada Pública.

A bolsa de apoio técnico (AT-IV) da FAPEAM é destinada a candidatos com Graduação e experiência administrativa de até dois anos, em gestão de projetos. Não será permitido o acúmulo de bolsas de qualquer natureza; o bolsista deverá preferencialmente residir em Manaus – AM, além disso, ele não poderá possuir vínculo empregatício de qualquer natureza.

Será ofertada uma vaga para atuar junto à Coordenação do Programa, com vigência de até 12 (doze) meses, com valor de R$ 1.650,00 (mil, seiscentos e cinquenta reais).

INSCRIÇÔES

As inscrições devem ser realizadas única e exclusivamente por meio do e-mail do Programa ( ppgbiointeração@fiocruz.br ), entre os dias 20 a 23 de março de 2021. Para efetuar a inscrição, o candidato deverá enviar os seguintes documentos: Cópia em digital do Currículo Lattes (atualizado em fevereiro ou março de 2021); Cópia da Ficha de Inscrição (Anexo I) assinada; Cópia simples do comprovante de residência.

SELEÇÃO

O Processo seletivo será realizado pela Coordenação do PPGBIO, mediante análise dos seguintes documentos: Análise do currículo Lattes; Formação acadêmica; Experiência prévia em gestão de projetos.

O Resultado final será divulgado no dia 24 de março de 2021, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia (https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031). A decisão da Comissão responsável pelo processo seletivo será soberana, em função do prazo para indicação do bolsista selecionado, não havendo possibilidade de recursos.

Informações adicionais poderão ser consultadas na Resolução N.008/2021 CD/FAPEAM, disponível em http://www.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/ResolucaoCD-008-Proc.-000203_2021-72-Normas-relativas-ao-POSGRAD-2021-20222.pdf

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

InfoGripe aponta tendência de crescimento da Covid-19 em todos os estados

Quinze dos 27 unidades federativas (estados e DF) apresentam sinal de crescimento de número de casos e óbitos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) e de Covid-19 aponta o Boletim InfoGripe, realizado pela Fiocruz. Apenas dois estados apresentam tendência de queda: Amazonas e Pará. No entanto, mesmo nesses dois estados há macrorregiões de saúde com sinal de crescimento.

A análise é referente à Semana Epidemiológica 10, que abrange o período de 7 a 13 de março, e tem como base os dados inseridos no Sistema Nacional de Vigilância de Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 15 de março. Entre os registros com resultados positivo para os vírus respiratórios, 97,4% dos casos e 99,3% dos óbitos são em decorrência do novo coronavírus e suas variantes.

Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe, Tocantins, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo mostram sinais de crescimento. Já Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Roraima e Santa Catarina – que no Boletim anterior apresentavam tendência de crescimento – passam a apresentar sinal de estabilidade.

“Apesar de apresentar sinal de estabilidade, não são recomendadas flexibilizações das medidas de prevenção da transmissão enquanto não houver reversão e manutenção de sinal de queda. É importante reforçar ainda que, como a SRAG está associada a eventos de internação, locais em que a rede de atendimento hospitalar estiver sobrecarregada podem resultar em diminuição na capacidade de registrar novas ocorrências”, afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

CAPITAIS E REGIÃO DE SAÚDE CENTRAL DO DISTRITO FEDERAL

Em relação às capitais, a atualização mostra que 14 das 27 apresentam sinais de crescimento até a Semana Epidemiológica 10. Três capitais indicam tendência de queda – Manaus (AM), Belém (PA), e Cuiabá (MT) -, sendo que a última não tem mantido o sistema Sivep-Gripe atualizado e, portanto, o dado não deve ser utilizado para tomada de decisão.

Belo Horizonte (MG), Maceió (AL), Natal (RN), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES), apresentam sinal forte (prob. > 95%) de crescimento na tendência de longo prazo (seis semanas). Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Macapá (AP), Palmas (TO), e plano piloto de Brasília e arredores (DF), apresentam sinal moderado, probabilidade maior que 75% (três semanas) de crescimento, na tendência de curto prazo.

Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA), embora apresentem sinal de estabilidade na presente atualização, vêm de longo período de mantendo sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

“Conforme vem sendo relatado em boletins anteriores, foi identificada diferença significativa entre as notificações de SRAG no estado do Mato Grosso registradas no sistema nacional Sivep-Gripe e os registros apresentados no sistema próprio do estado. Essa diferença se manteve até a presente atualização”, alertou Gomes.

MACRORREGIÕES DE SAÚDE

Em 23 dos 27 estados, há ao menos uma macrorregião de saúde com sinal de crescimento. Apenas quatro estados possuem todas as suas macros com sinal de estabilidade ou queda: Acre, Amapá e Roraima estão em situação de estabilidade, enquanto, no estado do Paraná, três macros apresentam sinal de queda e uma apresenta estabilidade na tendência de longo prazo.

Dentre os estados com macrorregiões de saúde apresentando sinal de crescimento estão Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins na região Norte, todos os estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, além dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina na região Sul.

CASOS DE SRAG NO PAÍS

Em nível nacional, o cenário atual sugere que a SRAG, independentemente de presença de febre, encontra-se com sinal de crescimento, com dados semanais na zona de risco e ocorrência de casos semanais muito altos.

Desde 2020 até a presente atualização, foram reportados 882.663 casos. Desse total, 177.503 casos são referentes ao ano epidemiológico 2021, sendo 108.223 (61,0%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório; 24.292 (13,7%) negativos; e ao menos 27.263 (15,6%) aguardando resultado laboratorial positivos, 0,0% Influenza A, 0,0% Influenza B, 0,8% vírus sincicial respiratório (VSR) e 95,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente a 2020, já foram registrados 705.160 casos, sendo 407.501 (57,8%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 212.541 (30,1%) negativos, e ao menos 44.249 (6,3%) aguardando resultado. Dentre os casos positivos, 0,3% Influenza A, 0,2% Influenza B, 0,3% vírus sincicial respiratório (VSR), e 97,9% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Por: Regina Castro (CCS/Fiocruz)

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar marcadores para o desenvolvimento de produto e ciência básica

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), apresenta na próxima sexta-feira, 19/03, às 10h, a palestra “Metabolômica, Lipidômica e a busca de marcadores para o desenvolvimento de produto e ciência básica, utilizando Inteligência Artificial”, a ser ministrada por Rodrigo Ramos Catharino, Professor Livre Docente, da  Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Nesta palestra será abordado o que é metabolômica e llipidômica, qual a tecnologia utilizada para realizar as plataformas, o que os marcadores biológicos significam, desenvolvimento de técnicas de diagnóstico e mecanismos bioquímicos envolvendo fisiopatologias, através de marcadores de baixa massa molecular, que são utilizados pela inteligência artificial para a criação de novos programas de aplicação em ciências.

A palestra ocorrerá através da plataforma Zoom, por meio do link: https://zoom.us/j/99713430250 (ID da reunião: 997 1343 0250)

SOBRE O PALESTRANTE

Rodrigo Ramos possui mestrado e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas, Pós- doutorando na Florida State University e no Instituto de Química -UNICAMP.

Atualmente é Professor Livre Docente, do Curso Farmácia, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (UNICAMP), coordenador do Laboratório INNOVARE de Biomarcadores, com experiência em área translacional, atuando principalmente nos seguintes temas: Biomarcadores, elucidação estrutural, e novos omics em diagnostico, medicamentos, cosméticos e alimentos.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Aula inaugural da Fiocruz Amazônia aborda pandemia de Covid-19 no Brasil e na Amazônia

Com o tema “A pandemia de Covid-19 no Brasil e na Amazônia” o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu início, nesta segunda-feira, 15/3, ao ano letivo Institucional para os cursos de mestrado dos programas de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Em formato virtual, a solenidade de abertura contou a presença da vice-presidente de educação, informação e comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cristiani Vieira Machado; o diretor do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz; a coordenadora geral de pós-graduação da Fiocruz, Maria Cristina Guilam; representando a vice-diretoria de educação, informação e comunicação da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

Também compuseram a solenidade de abertura, a diretora presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales; a coordenadora do curso de doutorado em Saúde Pública na Amazônia, Maria Luiza Garnelo; a coordenadora do curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), Ormezinda Fernandes; a coordenadora adjunta dos cursos de mestrado e doutorado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – (PPGBIO-Interação), Priscila Aquino; o coordenador do mestrado Profissional em Saúde da Família – Profsaúde, Julio Cesar Schweickardt.

O evento online reuniu aproximadamente 100 pessoas simultaneamente. A atividade oportunizou uma Mesa Redonda, comtemplando a temática “A pandemia de Covid-19 no Brasil e na Amazônia”, que contou com palestras dos pesquisadores, Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas e, Felipe Naveca do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Sérgio Luz, Diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia deu as boas-vindas aos novos alunos e, avaliou os esforços da Instituição, no campo da capacitação, mesmo diante de um cenário pandêmico. Na oportunidade, ele destacou a relevância de ações que descentralizam e ao mesmo tempo ampliam as ações de capacitação nos municípios do Amazonas.

“Sejam bem-vindas as novas turmas. Acho que a Fiocruz está no caminho certo, nós podemos alcançar resultados, apesar de tudo isso, de toda essa situação, dessa pandemia que está trazendo para todo o Brasil, em especial trouxe para a gente no Amazonas. Estamos com cursos em andamento, estávamos com cursos de atualização em todos os 62 municípios do Estado do Amazonas, com atualizações nas cidades Polo do estado, com mestrado e doutorado e, continuamos com essas novas iniciativas do VigiFronteiras, que com certeza é uma iniciativa que descentraliza a nossa pós-graduação de Manaus para Tabatinga e, com isso, a gente amplia a nossa colaboração com as fronteiras com uma grande importância epidemiológica no Amazonas e no Brasil inteiro”, relatou Luz.

Cristiani Machado, Vice-Presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) destacou o papel da Instituição na Amazônia, ressaltando os avanços e conquistas na área do ensino. “A Fiocruz Amazônia é uma unidade antiga, com importância muito grande na região em termo de pesquisa. Acho muito importante comentar também como como as ações do ILMD cresceram em termos de pós-graduação nos últimos anos”, pontou.

A Coordenadora Geral de Pós-graduação da Fiocruz, Maria Cristina Guilam, reafirmou o apoio da coordenação, além de destacar conquistas da Unidade. “São tantas ações novas, como o ProfSaúde e a presença da Fiocruz Amazonas na rede Bionorte, os programas de Stricto Sensu, o edital da Amazônia Legal que a Fiocruz Amazonas conseguiu ganhar e, enfim tantas coisas boas para nós comemorarmos. Quero desejar a todos um excelente ano letivo e quero reiterar aqui o apoio da coordenação Geral de educação à Fiocruz Amazonas, reiterar o papel estratégico em relação a presença da instituição na região da Amazônia Legal e dizer a todos os alunos que sejam muito bem-vindos, além de desejar saúde a todos nós”, disse.

A Diretora Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), Márcia Perales, falou sobre a importância dos investimentos no campo da pós-graduação, além de ressaltar os esforços da fundação para reforçar o fomento em meio a pandemia. “A FAPEAM tem esse entendimento, assim como o Governo do Estado também, de que esse investimento em fomento à pesquisa, em capacitação de recursos humanos é crucial para responder a pandemia, mas não apenas isso, um conjunto de outros problemas que são colocados. Me refiro mais ao âmbito regional e aos problemas nossos do Amazonas e da região Amazônica, especialmente com relação a pós, que nós lançamos agora na edição 2021/2022 do programa de apoio a pós-graduação stricto sensu”, explicou.

Representando a Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, abordou as estratégias da Instituição para potencializar a formação de recursos humanos, considerando o ensino remoto. “A Fiocruz não poupou esforços para atuar no enfrentamento dessa pandemia e ainda conseguiu elaborar um plano educacional que vem sendo ferramenta nos cursos e a formação de docentes no ensino remoto, além de permitir a continuidade na formação de recursos humanos. Celebramos em meio a essa crise sanitária o momento mais profícuo da nossa unidade, onde a gente percebe o incremento do número de programas de pós-graduação e, uma oferta substancial no número de vagas em cursos de especialização e atualização Isso tudo vai levar ao final do incremento dos recursos humanos para atuarem no Amazonas, em diversas interfaces da saúde pública para os próximos anos”, frisou.

Para Maria Luiza Garnelo, coordenadora do Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, apesar dos obstáculos enfrentados, os avanços na execução das atividades letivas podem ser considerados significativos. “É um prazer muito grande participar da abertura do nosso ano letivo desafios são grandes porque nós tivemos bastante sucesso apesar da pandemia. No balanço geral, a gente tem tido sucesso, as dificuldades são grandes, mas estamos avançando”, concluiu.

Coordenador do Mestrado Profissional em Saúde da Família – Profsaúde, Julio Cesar Schweickard destacou os desafios e a realidade de trabalhar as atividades acadêmicas com profissionais que atuam diretamente na linha de frente do combate ao Covid-19. “É bem importante a abertura do semestre letivo de modo virtual, assim como tem sido desde o ano passado, as nossas atividades acadêmicas e nossas atividades de pesquisa. Com o ProfSaúde temos trabalhado com os alunos que são do serviço e tem sido bem complexo, bem difícil a gente trabalhar de modo acadêmico, com muitos dos alunos atuando na linha de frente do enfrentamento à COVID. Mas acredito também que a pós-graduação, tem dado a eles, segundo a avaliação desses próprios alunos, condições e esperança que a gente possa saber lidar da melhor forma, como trabalhar com os usuários, principalmente devido ao perfil dos nossos alunos que são da atenção básica”, enfatizou.

Priscila Aquino, Coordenadora Adjunta dos Cursos de Mestrado e Doutorado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), pontuou o empenho de todos os envolvidos no processo educacional, em especial sobre a adaptação so novos formatos e ferramentas virtuais, necessárias no ensino remoto. “Novas abordagens e ferramentas tecnológicas e educacionais foram inseridas em nosso contexto, ao passo que alunos, professores, orientadores e coordenadores foram adaptados a essa nova realidade. Realizamos aulas, reuniões, palestras, simpósios, congressos e até processos seletivos nesse novo normal, dentro de uma realidade mais virtual na pós-graduação, em especial para o PPGBIO-Interação. Hoje é um dia muito especial, onde damos as boas-vindas à quinta turma de mestrado e à primeira turma de doutorado”.

Ormezinda Fernandes, Coordenadora do Curso de Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), parabenizou e ressaltou a importância da participação de todos os alunos. “A educação e a saúde são postes para iluminar essa nação, para que essa nação cresça. Hoje a nossa realidade é o virtual, são as aulas virtuais e, nossos alunos também estão colaborando, participando desse momento. Então, a gente dá boas-vindas aos alunos novos e agradecemos todos os outros, que ao longo do ano de 2020 estiveram presentes em todos os momentos”, disse.

MESA REDONDA

Sob o título “Vigilância Genômica do SARS-CoV-2 no Amazonas-Brasil”, o virologista, pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Naveca, falou sobre o comportamento do vírus causador da Covid-19, desde o primeiro sequenciamento genético feito no Norte do País, no final de março do ano passado, por ele e sua equipe de pesquisa, bem como sobre a atuação da Unidade da Fiocruz  no Estado, na realização de exames de PCR em tempo real, distribuição de EPIs, testes rápidos, treinamentos e pesquisas relacionadas a Covid-19.

Naveca destacou ainda o avanço da variante brasileira do SARS-CoV-2, chamada de P.1, nos meses de dezembro do ano passado a janeiro deste ano, no Amazonas, e o apoio da Fiocruz Amazônia a outros estados no campo da genômica.

Com o tema “Epidemiologia da covid-19, estudo brasileiro e do Rio Grande do Sul”, o pesquisador, Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas abordou estudo populacional sobre a pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Sul, em parceria com outras universidades gaúchas e o Governo do Estado.

A pesquisa levantou a proporção de casos de infecção, incluindo pessoas sem sintomas, e a evolução da doença por meio de uma amostragem dos participantes nas oito regiões intermediárias do Rio Grande do Sul segundo critério do IBGE: Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul/Lajeado e região metropolitana de Porto Alegre.

Por Eduardo Gomes, Marlúcia Seixas e Diovana Rodrigues
Imagens: Reprodução Zoom

Fiocruz recebe primeiro registro da Anvisa para vacina Covid-19 produzida no Brasil

Na manhã desta sexta-feira (12/3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro definitivo da vacina Covid-19 Fiocruz. Com isso, a Fiocruz passa a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina covid-19 produzida no país e incorpora ao seu portfolio de produção a décima primeira vacina a ser fornecida para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com o registro, a expectativa é de que a Anvisa autorize a liberação dos primeiros lotes até este domingo (14/3) para que, na próxima semana, a Fiocruz já possa entregar ao PNI o primeiro milhão de vacinas Covid-19 produzidas pela instituição.

“Apenas seis meses após a assinatura do Contrato de Encomenda Tecnológica, já iniciamos a produção de uma vacina contra a Covid-19, baseada em uma das tecnologias mais avançadas no momento, e obtivemos o seu registro para ampla distribuição no país. A urgência que a gravidade dessa pandemia nos impõe fez com que todos os envolvidos trabalhassem incansavelmente e pudessem realizar em meses um processo que, normalmente, dura anos. Isso também não seria possível sem todo o apoio técnico da Anvisa em cada etapa do processo de submissão contínua. Trata-se de um dia histórico para a Fiocruz e para o Sistema Único de Saúde”, destaca a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

Nesta sexta-feira (12/3), foi iniciada também uma segunda linha de produção da vacina, o que aumenta a capacidade produtiva do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). A expectativa é chegar até o final do mês com uma produção de cerca de um milhão de doses por dia.

Para Mauricio Zuma, diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, “o registro definitivo da vacina Covid-19 é resultado de intenso trabalho, em estreita parceria com a Anvisa, desde junho do ano passado, por meio de reuniões e envio de informações de forma contínua para que tudo pudesse acontecer com a maior celeridade possível. Com isso, a partir da próxima semana passaremos a entregar a vacina processada internamente ao Programa Nacional de Imunizações, contribuindo definitivamente com o combate à pandemia no país”.

Uma das vantagens de um registro definitivo para a vacina é a possibilidade de uma imunização em massa no país, ampliando o público que passa a poder tomar a vacina para adultos maiores de 18 anos, conforme indicado na bula. Com a autorização para uso emergencial, a vacina ficava restrita a públicos pré-determinados. Vale destacar que o registro emergencial continua valendo para a vacinas prontas importadas do Instituto Serum, na Índia.

“Uma vacina registrada pela Agência, com uma etapa de produção já realizada no Brasil, representa maior autonomia ao país e acesso à vacina”, esclarece o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, durante o comunicado transmitido pela Agência.

Uma vacina segura e eficaz para o Brasil

Como produtora da vacina no Brasil, a Fiocruz passa a ter também toda a responsabilidade técnica sobre ela, como já ocorre com as demais vacinas produzidas pela instituição e distribuídas para o SUS. A segurança da vacina foi amplamente estudada em ensaios clínicos de fase I, II e III, tendo seus dados publicados em revistas científicas reconhecidas internacionalmente. Sua segurança tem sido reiterada também por diversas agências regulatórias internacionais.

Nesta quinta-feira (11/3), a agência regulatória da União Europeia (European Medicines Agency – EMA) emitiu comunicado sobre a suspensão temporária da vacinação, adotada nos últimos dias por alguns países da Europa. A agência disse estar investigando os casos relatados, mas afirma não haver indicação para suspensão da administração da vacina. Segundo Agência, não há nada, até o momento, que indique uma relação desses eventos com a vacina, uma vez que eles não constam como efeitos colaterais esperados da vacina e o número de casos de trombose também não têm aumentado com a vacinação.

Representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margareth Harris também se posicionou, nesta sexta-feira (12/3), em entrevista sobre o tema ao afirmar que a vacina da AstraZeneca é excelente. Segundo Harris, nenhuma relação causal foi demonstrada entre a vacina e relatos de coágulos sanguíneos, não havendo, portanto, motivos para suspender a vacinação.

Pamela Lang (Agencia Fiocruz de Noticias)

Fiocruz Amazônia abre inscrições para o Curso de Atualização em Boas Práticas Laboratoriais

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre inscrições para o Curso de Atualização em Boas Práticas Laboratoriais: Diagnóstico de Agentes Infecciosos de Importância para Saúde.  O curso é gratuito e aulas acontecerão no período de 5 a 9 de agosto, em horário integral, na sede da Fiocruz em Manaus, à rua Teresina, 476, Adrianópolis.

Serão 40h de atividades. Estão sendo oferecidas 20 vagas cujo preenchimento obedece às condições da chamada publicada em: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/boaspraticaslaboratoriais-ILMD2019/processo-seletivo/2098.

O curso tem por objetivo capacitar profissionais de nível médio a utilizarem técnicas laboratoriais de modo seguro, a fazerem interpretação dos diferentes métodos de diagnósticos de microrganismos e parasitos, normas da qualidade e de biossegurança; atualizar os profissionais quanto às técnicas de esterilização, pipetagem; preparação de meios de cultura, soluções e lâminas; e aprimorar técnicas de identificação de microrganismos e parasitos de importância para saúde.

Podem se inscrever profissionais de nível médio (tecnologistas e auxiliares de laboratórios) de Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), de universidades, de secretarias  e demais instituições que atuam na área da saúde, alunos de cursos técnicos e de graduação da área da saúde.

As inscrições podem ser feitas de 15 a 29 de julho, no Campus Virtual da Fiocruz, em https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/boaspraticaslaboratoriais-ILMD2019/formulario.

Os nomes dos selecionados para fazerem o curso serão divulgados no dia 1 de agosto de 2019, no site e por e-mail, a ser enviado aos selecionados.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

É necessário o envio dos seguintes documentos (em .PDF) para análise no processo seletivo:

  • Cópia do diploma de ensino médio, técnico ou de graduação na área da saúde;
  • Currículo Lattes;
  • Carta de intenções do candidato (formato livre);
  • Carta de liberação escrita pela chefia/gestor liberando-o para participar do curso (quando for o caso).

A seleção ocorrerá nos dias 30 e 31 de julho de 2019, e envolverá análise do currículo lattes, carta de intenções do candidato e carta de liberação da chefia ou de um professor tutor/orientador, e toda documentação exigida.

Será atribuída maior pontuação aos candidatos que trabalham na área e que entreguem carta de intenção que justifique a participação no curso.

Mais informações no Campus Virtual da Fiocruz

ILMD/Fiocruz Amazonia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Cinco cidades apresentam resultados positivos com o uso de Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle de Aedes

Representantes das secretarias de saúde dos municípios de Parintins, Tefé, Tabatinga, Borba (no Amazonas), de Boa Vista (Roraima) e representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS) participaram de Reunião Técnica de Avaliação e Apresentação de Resultados do Projeto Controle de Aedes spp. com Estações Disseminadoras de Larvicida, ontem, 17/6, em Manaus, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)

Sob a reponsabilidade do pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, o Projeto tem como tática usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas.

A adoção dessa estratégia de controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya iniciou em 2014, em Manaus e em Manacapuru (no Amazonas), cidades nas quais a alternativa apresentou resultados promissores no controle desses vetores.

Com apoio do Decit/MS, o projeto foi implantado em outros cenários para que fosse testada a eficácia da disseminação do larvicida pelos mosquitos em escalas espaciais diferentes e maiores.

Sérgio Luz explica que o objetivo do encontro foi compartilhar com a equipe do Decit/MS os resultados alcançados pelo projeto nas cidades de Parintins, Tefé, Tabatinga, Borba e Boa Vista.

“Com a reunião foi possível discutir os resultados e traçar novas estratégias para o futuro do projeto, uma vez que o Decit/MS sinalizou a possibilidade de dar continuidade ao apoio financeiro, numa nova edição. Então, vamos alinhar as diversas metodologias para que os resultados sejam padronizados em todas as regiões e possamos analisar o todo, mesmo considerando as diferentes localidades”, explica Sérgio Luz.

Para Janio Obando, gerente de endemias de Tabatinga, onde foram instaladas Estações Disseminadoras de Larvicida, em outubro do ano passado, os resultados alcançados pelo projeto são bastante expressivos e motivaram a cidade de Letícia, na Colômbia, a também aderir ao projeto, diante da queda do número de casos notificados de dengue, zika e chikungunya em Tabatinga.

ESTAÇÕES DISSEMINADORAS

As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância.

A equipe  técnica que trabalha no projeto na capacitação de agentes, implantação das Estações, planejamento de atividades e gestão também participou da Reunião Técnica de Avaliação.

Os dados recebidos serão analisados pelos pesquisadores e posteriormente estarão disponíveis em publicações científicas e para a sociedade.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Segurança e apoio ao gerenciamento de projetos foram pautas do Conselho Deliberativo da Fiocruz Amazônia

Conselheiros, pesquisadores, bolsistas e demais colaboradores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participaram ontem, 6/5, no Salão Canoas, de Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo (CD-ILMD/Fiocruz Amazônia).

A pauta do encontro incluiu informes iniciais, apresentação dos novos servidores aprovados no concurso de 2016, serviço de apoio ao gerenciamento de projetos, biossegurança e regulamento de acesso ao prédio da Fiocruz Amazônia, e a programação do Jubileu de Prata: aniversário de 25 anos do Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia).

Dentre os informes, o diretor da Unidade, Sérgio Luz, falou da aprovação de emenda de bancada parlamentar que vai possibilitar a realização de novos cursos de atualização na área de saúde em todos os municípios do Amazonas, bem como especializações e um curso de mestrado profissional a ser realizado em Manaus, e que devem ser iniciados até 2020.

JUBILEU DE PRATA

O Instituto Leônidas & Maria Deane foi oficialmente criado através da Portaria Fiocruz nº 195/94, de 19 de agosto de 1994, como Escritório Técnico da Amazônia (ETA-Fiocruz). Este ano, a unidade da Fiocruz no Amazonas completa 25 anos.

Para celebrar, estão sendo programadas uma série de atividades que iniciam em junho, entre os dias 12 e 14, com a Mostra de Filmes: Amazônia Segundo Adrian Cowell, que acontecerá em Manaus, no Casarão de Ideias. A curadoria da Mostra e mediação dos debates será feita pela pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz, Stella Oswaldo Cruz Penido.

INTEGRAÇÃO

Ainda na tarde de ontem, após o CD-ILMD/Fiocruz Amazônia foi realizado o encontro de integração dos quatro novos servidores do Instituto, aprovados no concurso de 2016.

As atividades de acolhimento e integração dos novos servidores se estendem até o dia 9/5, quando eles terão passado por todos os setores da Unidade para conhecer o trabalho de cada um.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Palestra sobre empreendedorismo e café de negócios marcam 3º Workshop de Inovação

Palestra com foco no empreendedorismo e um café de negócios projetado para aproximar empresas e investidores, possibilitando a troca de ideias e contatos marcaram a 3ª edição do Workshop do Inovação, realizado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Amoci/MCTIC) e Incubadora de Empresas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O workshop fez parte da programação da 3ª Conferência sobre Processos Inovativos na Amazônia, promovida pelo Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Amoci/MCTIC), que aconteceu nos dias 13 e 14 de novembro, no Auditório da Ciência do Inpa.

O coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia, André Luiz Mariuba, avalia a realização do evento de forma positiva. “Para nós essa terceira edição é sinal de amadurecimento do trabalho que estamos fazendo. Quando começamos em 2014 a experiência era zero.

INOVAÇÃO, CONEXÃO E INSPIRAÇÃO

O evento foi encerrado com a palestra “O papel do empreendedorismo no processo de inovação”, ministrada pelo professor Salvio Rizzato, que mostrou a importância de se praticar o empreendedorismo para que a inovação se torne realidade. “Costuma-se dizer que onde as pessoas comuns vêem problemas os empreendedores enxergam oportunidades, exatamente por causa da percepção diferenciada e o foco, principalmente, no mercado”, diz o professor.

Durante a palestra, Rizzato destacou que existem algumas entidades (incubadoras, aceleradoras, agentes de inovação, parques tecnológicos) que formam um ecossistema que ajudam os empreendedores, que têm ideias (soluções) capazes de mudar o mundo, a fazerem essas mudanças. “Esse ecossistema tem a força necessária para que essas mudanças não fiquem só na ideia, mas que possam ser multiplicadas”, ressalta.

Ainda durante o evento, jovens empreendedores de 16 empresas incubadas, pertencentes ao Arranj Amoci, mostraram o que podem oferecer aos potenciais investidores interessados em investir nos negócios deles para que possam crescer

Ascom ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

*Com informações da Ascom/Inpa

Exposição do Museu da Vida Fiocruz recebe mais de 31 mil visitantes no Bosque da Ciência

Em cartaz há um ano e seis meses, no Bosque da Ciência, a exposição itinerante  “Aedes e Anopheles: Que mosquitos são esses?, uma iniciativa do Museu da Vida Fiocruz, realizada em parceria com a Fiocruz Amazônia e o Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA), com gestão cultural da Associação de Amigos do Museu da Vida Fiocruz e patrocínio da SC Johnson, se despediu de Manaus, no domingo, dia 31/05. A mostra recebeu, no Paiol da Cultura, 31.164 visitantes desde novembro de 2024, quando foi inaugurada. É a primeira vez que uma exposição itinerante do Museu da Vida acontece na Região Norte.

A exposição “Aedes e Anopheles: Que mosquitos são esses?” trouxe uma mostra interativa que ensina sobre os insetos transmissores de doenças como dengue, zika, chikungunya e malária. Em Manaus, ela ficou em cartaz no Bosque da Ciência, tendo como atrações jogos interativos, microscópios, painéis e realidade virtual para diferenciar os insetos e aprender sobre prevenção. O encerramento será no domingo, das 9h às 16h30, com entrada gratuita. O conteúdo pode ser conferido também por meio da versão digital da exposição acessando o Museu da Vida Fiocruz

Composta por painéis, a exposição está dividida em módulos temáticos, entre os quais “Desvendando o Aedes, Dengue, Zika, Chikungunya, Febre Amarela”, “Conhecendo os vírus” e “Pesquisa em busca de soluções e controle – esforço conjunto”. Há ainda uma seção chamada Desvendando o Anopheles, que traz informações sobre a malária e o mosquito transmissor da doença. Além disso, há um jogo da memória, que reforça a importância de se manter protegido dos mosquitos, e um quiz sobre as diferenças entre a dengue e a malária, que reforçam os aprendizados da exposição.

A mostra tem a curadoria de Waldir Ribeiro, Luis Carlos Victorino, Fernanda Gondra e Miguel Oliveira, e conta com a colaboração do Serviço de Itinerância do Museu da Vida Fiocruz, coordenado por Fabíola Mayrink, e sua equipe de produção: Milena Monteiro, Fernando Donan e Geraldo Casadei.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, ressaltou que a mostra “Aedes e Anopheles: Que mosquitos são esses?’, além do caráter educativo teve também importância fundamental enquanto ferramenta de popularização da ciência e no fortalecimento de laços institucionais. “Estamos satisfeitos com os resultados obtidos e agradecidos ao Bosque da Ciência e ao Instittuto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) pela parceria que nos proporcionou esse êxito”, afirmou a diretora.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Michell Mello / Fiocruz Amazônia Revista

Delegação da Fiocruz Amazônia embarca com 31 estudantes de Manaus (AM) para Jornada Nacional da Rede Provoc, no Rio de Janeiro

A delegação do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), composta por 31 estudantes de escolas públicas de Manaus (AM), embarcou nesta terça-feira, 27/5, rumo ao Rio de Janeiro (RJ), para participar da 3ª Jornada Nacional do Programa de Vocação Científica (Provoc), coordenado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz).

O evento, que integra as comemorações de 40 anos do Programa, vai reunir pesquisadores, professores e cerca de 280 estudantes de diversos estados. A Jornada destaca o compromisso da Fiocruz com a difusão do conhecimento científico e tecnológico, atuando também como agente de cidadania, e tem como objetivos debater políticas públicas para a juventude e promover a iniciação científica no Ensino Médio.

Priscila Aquino, coordenadora do programa na Unidade, destaca a relevância da participação dos estudantes do Amazonas, na jornada nacional. “É uma sensação de muita felicidade, estamos vivendo um momento singular. Temos a maior comitiva das Unidades Regionais para o Rio de Janeiro. Temos aqui alunos de quatro Escolas Estaduais participando, e estão extremamente empolgados para ter a oportunidade de vivenciar esse momento, conhecer outras pessoas. Nós estamos muito felizes com essa oportunidade que foi plantada lá em 2022, e hoje vemos o programa com mais de 30 alunos no ILMD, que irão conhecer nossa sede no Rio de Janeiro, conhecer alunos de outras regionais, então essa integração entre eles é muito salutar, até para futuras oportunidades”.

Este é o terceiro ano que a EPSJV/Fiocruz reúne jovens de diversas regiões do país para um intercâmbio científico e cultural por meio da Rede Provoc. Instituída a partir de 2022, a Rede Provoc Luiz Fernando Rocha Ferreira da Silva reúne estudantes de 30 escolas de 10 estados onde a Fiocruz está presente.

Para Fernanda Nunes, bolsista do Provoc na Fiocruz Amazônia, a ida ao Rio de Janeiro, para participar da Jornada Nacional do Programa, representa a realização de um sonho. “É uma sensação incrível, estou vivendo um dos meus maiores sonhos. É a primeira vez que vou viajar para o Rio de Janeiro. Pretendo aproveitar ao máximo essa experiência junto aos outros alunos do Provoc, além de conhecer novas pessoas”, disse.

A programação teve início nesta quarta-feira, 28/5, às 8h30, na Tenda Arena da EPSJV, seguida da mesa de abertura do evento, às 9h. Na oportunidade foram realizadas homenagens a diretores e pesquisadores de outras unidades da Fiocruz, além de coordenadores, diretores de instituições conveniadas e participantes do Provoc. Ainda pela manhã, os estudantes apresentam seus trabalhos de iniciação científica, atividade que se estende também para o período da tarde.

O estudante, Pedro França, falou sobre suas expectativas. “Essa é minha segunda vez indo ao Rio de Janeiro para participar da Jornada Nacional da Rede Provoc. Tenho grande expectativa, é algo que me empolga bastante, poder fazer esse intercambio com outros alunos da Fiocruz, conhecer outros projetos, mostrar os resultados do meu trabalho, como a Fiocruz Amazônia atua na ciência”

Apesar de participar da Jornada Nacional pela primeira vez, o aluno Keven Prestes, vislumbra na oportunidade, uma chance de trocar conhecimento com outros estudantes e orientados das unidades da Fiocruz, que participam da Rede Provoc. “Essa é uma grande oportunidade, não apenas por ser minha primeira viagem, mas também pelo fato de nós jovens, principalmente os da rede pública, termo a oportunidade de nos desenvolver no meio científico, além de ser um grande passo apresentar nossos avanços, visto que muitos de nós já apresentamos resultados, e com isso, compartilhar esses resultados com outros estudantes e orientadores que vão estar presentes”, destaca.

Para os pais, as oportunidades geradas aos estudantes através do programa é motivo de orgulho. “Estou muito feliz e muito grata à Fiocruz, por proporcionar essa oportunidade para minha filha. Desde quando o projeto iniciou, no ano passado, ela se identificou muito. Ela diz que a área dela é cuidar dos mosquitos, e que vai ser bióloga. Pra mim é um orgulho muito grande, e um privilégio”, enfatiza Viviane Paes.

SOBRE O PROVOC

O Programa de Vocação Científica (Provoc) é uma proposta educacional de iniciação científica (IC) nas áreas de Saúde, Ciência e Tecnologia, direcionada a jovens que estão cursando o ensino médio. No ILMD/Fiocruz Amazônia, o programa é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O Programa sempre foi coordenado pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos, sendo dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado.

Na etapa Iniciação, cuja duração é de 12 meses (agosto a julho), os alunos se familiarizam com as principais técnicas e objetos de pesquisa de Ciência e Tecnologia em saúde. No Avançado, com duração de 22 meses (contados a partir do segundo semestre), o aluno desenvolve todas as etapas de execução de um projeto de pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde. O horário de participação do estudante é definido pelo seu turno escolar e pode ser ampliado em função dos interesses e da disponibilidade do orientador, da equipe e do aluno.

Na Etapa Iniciação, o estudante recebe um formulário de frequência que deve ser preenchido, assinado por seu orientador e entregue à coordenação da etapa Iniciação, ao final de cada mês a ausência deve ser justificada e informada ao orientador previamente. É permitido até quatro faltas consecutivas. No caso de três faltas consecutivas é obrigatório também apresentar justificativas ao profissional responsável pelo Provoc na instituição de origem e a coordenação da etapa Iniciação. Caso contrário, estará sujeito ao desligamento do Programa.

No Provoc Avançado, a carga horária pode variar de acordo com o interesse e disponibilidade do orientador, da equipe e do estudante. O período previsto é de 12 horas semanais (manhã e tarde). O aluno deverá elaborar, mensalmente, resumo de atividades, a ser revisado e assinado pelo orientador e encaminhado à coordenação do Provoc. O estudante tem 30 dias de férias acordado previamente com o orientador e posteriormente comunicado à coordenação do Provoc (nas duas etapas).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes, ILMD / Fiocruz Amazônia

Fiocruz e Ministério da Justiça lançam no Amazonas, Programa Defensoras Populares

A diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, participou no último sábado, 23/5, do lançamento do programa Defensoras Populares, em Manaus. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Fundação de Apoio à Fiocruz (Fiotec), e a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), e selecionou 120 mulheres para uma capacitação de oito meses, focada no fortalecimento comunitário, na defesa de direitos e na prevenção à violência.

O lançamento aconteceu no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, apenas com a presença de representantes femininas, fortalecendo a missão do projeto de ter mulheres no centro das discussões que envolvem seus direitos. Em Manaus, a formação ocorrerá na sede do ILMD / Fiocruz Amazônia. Ao término da capacitação, as participantes irão desenvolver um plano de articulação comunitária (PAC Popular), com ações voltadas ao fortalecimento de direitos e mobilização social, dentro da comunidade onde atuam.

Stefanie Lopes, diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), compôs a mesa de abertura do evento, e destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para ampliar a proteção às mulheres e fortalecer o acesso à cidadania. “Estamos aqui em uma parceria do Ministério da Justiça e da Fiocruz para a qualificação de mulheres no território, como defensoras populares. Então, essa é uma ação estratégica que visa colocar nos territórios, pessoas que possam falar sobre os direitos, sobre a violência contra mulheres, sobre como podemos enfrentar isso. Quais são os direitos? Onde podemos buscar ajudar? Aqui é o lançamento de um processo de dez meses de formação, que está acontecendo em dez estados do Brasil, e aqui no Amazonas, o único da Região Norte, onde temos a Fiocruz, não poderíamos deixar de fazer essa parceria e integração”, explica.

Na oportunidade, Stefanie reafirmou ainda o compromisso da Fiocruz, como uma das instituições que apoia fortemente o movimento Feminicídio Zero, uma campanha nacional de combate à violência de gênero e defesa da vida das mulheres. “As formações vão acontecer na nossa Instituição, e desejamos que ao longo deste curso, essas mulheres empoderadas possam fazer a diferença no seu território e que a gente possa ver as estatísticas reduzindo, para um acesso zero feminicídio”, destaca.

A 2ª subdefensora pública-geral do Amazonas, Sarah Lobo, destacou a importância do projeto para fortalecer lideranças femininas, principalmente em áreas mais afastadas dos centros urbanos. “É imprescindível projetos como este, defensoras populares, que visam o empoderamento feminino e a educação popular, uma educação crítica, voltada para o público feminino. É preciso que a mulher saiba dos seus direitos e da importância de reivindicá-los. Dentro deste contexto, não estão participando apenas mulheres de Manaus, mas também mulheres do interior do Estado. Ao todo, são 120 mulheres que estão saindo do seu dia a dia para ter esse engajamento em torno da educação popular e reivindicação de direitos, tornando-se multiplicadoras de conhecimento”, pontua.

 

A secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, afirmou que a proposta é transformar as participantes em “agentes comunitárias de Justiça”. “Fiocruz e Ministério da Justiça lançam em Manaus, o Defensoras Populares, projeto que temos em parceria para transformar mulher em agentes de justiça. Essas mulheres vão passar por um percurso formativo, no qual elas vão aprender quais são os seus direitos, das suas famílias, das suas comunidades, e o mais importante: como reivindicá-los. A parceria com a Fiocruz é fundamental no acompanhamento dessas mulheres. Elas terão acesso a informações que são muito importantes no enfrentamento à violência psicológica, como questões de saúde mental”, destaca.

Além de Manaus, Itacoatiara e Tefé receberão o curso, com aulas presenciais e online. Entre os temas abordados estão violência de gênero, direitos das mulheres, saúde, trabalho, família e participação feminina em espaços de decisão.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Fotos: Eduardo Gomes / ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia participa do lançamento de edital de pesquisa com financiamento da Fapeam e Fundação Araucária (PR)

A Fiocruz Amazônia prestigiou na manhã desta quinta-feira, 28/05, o lançamento do primeiro edital fruto da parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Fundação Araucária, do Paraná, marcando o início das atividades desenvolvidas em cooperação, no Amazonas, pelas duas instituições de fomento à pesquisa no âmbito do Programa de Apoio a Pesquisas e Ações Estratégicas para a Bioeconomia Inclusiva no Amazonas e no Paraná. O edital, no valor de R$ 4 milhões, estará aberto a partir do próximo dia 10/06 para a submissão de projetos desenvolvidos no Amazonas, em cinco eixos temáticos: Desenvolvimento Sustentável Territorial e Dinâmicas Regionais, Bioeconomia e Sociobiodiversidade como Vetores de Desenvolvimento Territórial, Governança Territorial, Arranjos Institucionais e Políticas Públicas, Tecnologias Sociais, Inovação e Processos Sustentáveis, e Inclusão Produtiva, Educação e Capacitação para o Desenvolvimento Territorial.

O anúncio aconteceu na sede da Fapeam e contou com a presença do presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, da diretora presidente da Fapeam, Marcia Perales, para uma plateia formada por representantes de instituições de pesquisa e ensino em atuação em todo o Estado. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou a importância da integração proporcionada pela parceria e a oportunidade de atuação conjunta sobretudo no que diz respeito às singularidades existentes nos trabalhos desenvolvidos nos territórios transfronteiriços, em que atuam os pesquisadores locais (Brasil, Colômbia e Peru) e os do Paraná (Brasil, Paraguai e Argentina). “A Fiocruz Amazônia está presente na área da Tríplice Fronteira, onde precisamos estar vigilantes. E essa integração também acontece no Paraná, com aspectos similares que podem ser compartilhados, numa troca de conhecimento acerca das tecnologias e inovações que podem ajudar na melhoria da saúde no nosso território, integrando ciência e sociodiversidade numa agenda única”, reforçou.

De acordo com Ramiro Wahrhaftig, o programa surge com a finalidade de incentivar a articulação entre instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), promovendo a cooperação entre pesquisadores dos estados do Paraná e do Amazonas, com vistas à formação e ao fortalecimento de redes colaborativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A estimativa é de que até dez projetos cooperativos sejam contemplados, com investimento de R$ 400 mil para cada um. A Araucária é uma das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa do Brasil e faz parte do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). Sua atuação no fomento ao desenvolvimento científico e tecnológico no Estado do Paraná é estruturada em três linhas de ação: fomento à produção de ciência, tecnologia e inovação, à verticalização do Ensino Superior e formação de pesquisadores e à disseminação da Ciência, Tecnologia e Inovação.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa / Fiocruz Amazômnia

Fiocruz Amazônia realiza edição especial do Centro de Estudos sobre Doenças Gastrointestinais Crônicas no Brasil próxima terça-feira, 2/06

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza, em caráter extraordinário, na próxima terça-feira, 2/06, a partir das 10h, uma edição especial do Centro de Estudos com a apresentação da palestra “Vírus Entéricos e Doenças Gastrointestinais Crônicas no Brasil: perspectivas sobre a suscetibilidade aos antígenos de grupos sanguíneos histo (HBGA) e abordagens in silico”, a ser ministrada pela bióloga e doutora em Genética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Márcia Terezinha Baroni de Moraes. O encontro será presencial e acontecerá no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, por iniciativa do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Luis André Morais Mariúba.

Márcia Terezinha é tecnologista em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, lotada no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocuz), no Rio de Janeiro.Coordena a pesquisa Susceptibilidade genética as infecções virais, especialmente com vírus causadores de diarreias virais como os rotavírus, norovirus, bocavirus, adenovírus e outros. É especialista em caracterização molecular destes vírus e de genes associados a susceptibilidade genética, como os dos antígenos do grupo histo-sanguíneo (HBGA). Também desenvolve pesquisa molecular associada à segurança de vacinas e prospecção, utilizando modelos in silico.

De acordo com a palestrante, a apresentação abordará a investigação de vírus entéricos associados a doenças gastrointestinais crônicas no Brasil, destacando sua possível participação na persistência e na evolução clínica dessas condições. “Serão discutidos aspectos relacionados à suscetibilidade aos antígenos de grupos sanguíneos histo (HBGA) e sua influência na interação vírus-hospedeiro.”, explica a cientista, que possui três pós-doutorados realizados nos EUA (Center for Disease Control and Prevention); Suécia (Linköping University) e África do Sul (Venda University).

Durante o Doutorado, Marcia Terezinha realizou pesquisa no Institut National de la santé et de la recherche médicale. Tem amplo conhecimento em normas de qualidade, especialmente em Boas Práticas de Laboratório (BPL-OCDE), inspetora BPL e avaliador ISO/IEC 17.025 e 15189 do cadastro ativo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Participou da equipe avaliada pela OCDE para manutenção do reconhecimento do Inmetro pela OCDE como unidade de monitoramento em 2019.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem sempre às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A atividade possui caráter extraordinário, por tratar-se de uma agenda especial vinculada à participação de palestrante visitante em evento científico na cidade.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia

Divulgado resultado do processo seletivo para o Programa de Iniciação Científica Edição 2026-2027 da Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 25/05, o resultado do Processo Seletivo para bolsas de Iniciação Científica do Instituto, referente ao edital do Programa de Iniciação Científica (PIC) Edição 2026-2027. Das 38 solicitações, 36 foram aprovadas, destas 32 poderão ter bolsas implementadas de imediato e 4 encontram-se na lista de espera, em caso de desistência de algum dos candidatos anteriores.

Confira o resultado aqui

Os candidatos e orientadores têm até a quarta-feira, 27/05, para encaminhar o recurso de forma virtual ao e-mail do PIC ( pic.ilmd@fiocruz.br ), à Coordenação do PIC/ILMD/Fiocruz Amazônia, conforme previsto no item 9 do edital, divulgado no site www.amazonia.fiocruz.br.

Os candidatos aprovados e seus respectivos orientadores receberão um e-mail da Coordenação do PIC/ILMD/Fiocruz Amazônia, com as instruções e documentação necessária para a implementação da bolsa à secretaria do PIC nos dias e horários marcados. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail pic.ilmd@fiocruz.br

SOBRE O PIC

A Iniciação científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O PIC é desenvolvido em ciclos anuais, iniciados por meio da seleção de projetos submetidos em resposta aos editais lançados pelo Instituto. As propostas são avaliadas quanto ao mérito científico por um Comitê de Especialistas, de acordo com normas e critérios definidos em edital.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia

Prorrogado para dia 27/05 o prazo de inscrição no processo seletivo do mestrado em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou o prazo de inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Os interessados têm até a próxima quarta-feira, 27/05, para se inscrever. O processo seletivo é referente à Chamada Pública Nº 006/2026. Nesta segunda-feira, 25/05, foi divulgada a 2ª Republicação do edital, com as alterações referentes à prorrogação. No total, estão sendo oferecidas 10 (dez) vagas.

Confira AQUI a 2ª Republicação.

O curso é oferecido em Manaus, em regime integral, com duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses. O processo seletivo é composto por 4 (quatro) etapas., incluindo a realização da defesa de dissertação. O objetivo é formar pesquisadores qualificados para o estudo das interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas de endemias de relevância na Amazônia, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, o fortalecimento da produção acadêmica e a redução das desigualdades na formação de recursos humanos na região.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazònia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia tem primeiro representante indicado pela Presidência da Fiocruz para o Conselho Curador da Fiotec 

O vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz Amazônia, Aldemir Lima Maquiné, tomou posse na última quinta-feira,, 21/05, no Rio de Janeiro, como membro titular do Conselho Curador da Fundação de Apoio à Fiocruz (Fiotec). O Conselho Curador é o órgão superior de deliberação e orientação da fundação, instituído em 1998, a partir da criação da então Fensptec, em apoio à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP-Fiocruz). Os membros do Conselho são indicados pela Presidência da Fiocruz e aprovados pelo Conselho Deliberativo (CD Fiocruz) para um mandato de dois anos, podendo ser reconduzido por igual período.

Composto por sete membros, o Conselho Curador da Fiotec tem como funções supervisionar a gestão, zelar pelos objetivos sociais e aprovar normas, orçamentos e prestações de contas. A nova composição do conselho tem como presidente Fábio Rodrigues Lamin (Coordenador Geral de Planejamento Estratégico) e os conselheiros reconduzidos Ana Cláudia Leão (Fiocruz Pernambuco) e Flávia Silva (Cogead). O amazonense Aldemir Maquiné está entre os novos conselheiros empossados este ano, juntamente com Camile Giaretta Sachetti (Presidência da Fiocruz) e. Antonio de Souza Queiroz (presidente do CONFiES).

Maquiné destaca a importância da responsabilidade assumida junto ao órgão consultivo e o fato ser a primeira vez que a Fiocruz Amazônia. tem um indicado a compor o Conselho Curador. “Recebo essa missão com muita gratidão, responsabilidade e compromisso em contribuir com uma instituição que possui papel fundamental no fortalecimento da ciência, tecnologia, inovação e saúde pública no Brasil”, afirmou, enfatizando que ao longo da trajetória profissional sempre atuou com diálogo, ética e valorização do interesse público.

Maquiné possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Amazonas, Especialização em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Candido Mendes, Especialização em Planejamento e Orçamento Público em Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (2014) e Mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz.

A última reunião oficial do órgão (143a), além de empossar os novos integrantes e eleger Fábio Lamin, aprovou a prestação de contas do ano anterior.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiotec

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399