Fiocruz Amazônia promove II seminário de projetos de discentes do PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 26 e 28 de setembro, o II Seminário de Projetos de Discentes do Programa PPGVIDA.

O Seminário aconteceu sob coordenação dos pesquisadores seniores Bernardo Horta e Carlos Coimbra, além da pesquisadora e chefe do Serviço de pós-graduação do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Rosana Parente. Na ocasião, foram apresentados 25 trabalhos de mestrandos das turmas de 2016 e 2017 do PPGVIDA.

Segundo o pesquisador, Carlos Coimbra, o objetivo do seminário “é expor os projetos desenvolvidos pelos alunos, para que o mestrando possa sair um pouco da zona de conforto, que é a relação entre ele, o orientador e os colegas mais próximos”. Além disso, a atividade possibilita que eventualmente os trabalhos possam receber sugestões, e apontamentos sobre questões que não estão muito claras.

Coimbra destacou a originalidade dos temas e a relevância das dissertações para a saúde coletiva. O pesquisador enfatizou que “trazer essas informações para um cenário maior, com participação da comunidade acadêmica, comunicólogos, jornalistas, visando ampliar e fazer circular essa informação, é uma enorme contribuição para a própria reflexão sobre os determinantes de saúde na região, no intuito de reduzir as desigualdades existentes no Amazonas e no Brasil”.

Para a mestranda, Priscilla Correia, a iniciativa foi de grande relevância para o desenvolvimento do projeto de pesquisa. “A realização do seminário foi muito importante para o delineamento e construção das pesquisas que serão desenvolvidas, a partir da contribuição dos pesquisadores. Conseguimos conhecer melhor o funcionamento do programa, das linhas de pesquisa e dos projetos em desenvolvimento, tendo como fim uma experiência muito positiva para nossa formação enquanto pesquisadores”, explicou.

SOBRE O PROGRAMA

O PPGVIDA tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Para mais informações sobre o Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, clique.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Centro de Estudos vai apresentar software utilizado em pesquisa sobre vulnerabilidade climática

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) oferece nesta sexta-feira 29/9, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “O sistema de vulnerabilidade climática (SisVuClima): apresentação da ferramenta e principais resultados”, que será ministrada pela Dra. Júlia Alves Menezes, uma das responsáveis pelo estudo no Amazonas.

O objetivo do encontro é apresentar os resultados do estudos, obtidos por meio de uma inovação tecnológica, um software, intitulado Sistema de Vulnerabilidade Climática (SisVuClima), que gera mapas temáticos, tabelas e gráficos sobre os 62 municípios do Amazonas.

A proposta da ferramenta é possibilitar o planejamento de ações a médio e longo prazo para reduzir os impactos das mudanças climáticas e aumentar a capacidade de adaptação da população a este novo cenário. O sistema é um produto do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, executado pela Fiocruz Minas em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

O SisVuClima gera 67 tipos de informações sobre os municípios amazonenses, incluindo dados sobre a ocorrência de desastres naturais. Segundo os resultados da pesquisa, as porções sul e sudeste do estado seriam as mais impactadas para este indicador.

O município de São Paulo de Olivença, por exemplo, seria o mais suscetível a lidar com deslizamentos decorrentes de fortes chuvas, enchentes, enxurradas, alagamentos, seca/estiagem e incêndios florestais. Boca do Acre, Canutama e Humaitá também seriam cidades mais vulneráveis a essas situações.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Júlia Menezes é Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado de Minas Gerais (FUNEDI/ UEMG). Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto René Rachou (Fiocruz), área de concentração Doenças Infecciosas e Parasitárias, doutora em Saúde Coletiva na mesma instituição na área de Epidemiologia.

Atua especialmente nas seguintes áreas: eco-epidemiologia das leishmanioses, mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde humana, vulnerabilidade socioambiental ao clima, e indicadores de vulnerabilidade humana ao clima.

ILMD/ Fiocruz Amazônia

 

 

Divulgado resultado das inscrições homologadas para curso de especialização em vigilância em saúde

Divulgado nesta quarta-feira, 27/9, o resultado das inscrições homologadas para o processo seletivo do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de APS na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Vigilância em Saúde, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O curso será realizado no município de Tabatinga (AM), localizado à margem esquerda do Rio Solimões, na fronteira com a Colômbia e o Peru. As aulas iniciam no próximo mês de outubro e ocorrem de 23/10 a 29/10/17.

Confira aqui as inscrições homologadas

O curso é resultado de parceria com Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), ​Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde(Opas), Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Conforme o edital da Chamada Pública Nº 004/2017, estão sendo oferecidas 20 vagas. A carga horaria é de 440 horas, distribuídas em disciplinas e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que ocorrerão em 12 meses, em período integral – matutino e vespertino – em sistema modular, uma semana por mês, de segunda a sábado.

PÚBLICO-ALVO

O curso é destinado aos profissionais de nível superior que desempenham suas funções e exerçam atividades em unidades básicas de saúde, unidades de saúde da família, ou equivalente, na microrregião do Alto Solimões.

O ILMD/Fiocruz Amazônia não concederá bolsa de estudo para os classificados.

Ascom/ ILMD Fiocruz Amazônia

Fiocruz promove Conferência Livre de Vigilância em Saúde

A Fiocruz sedia no dia 17 de outubro, das 9h às 16h30, a Conferência Livre de Vigilância em Saúde Fiocruz – Direito, conquista e defesa de um SUS público e de qualidade. O encontro, que acontece no Museu da Vida, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, faz parte da preparação da Fundação para a 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), a ser realizada em novembro em Brasília.

A Conferência Livre da Fiocruz tem o objetivo de discutir os principais pontos do documento orientador divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). Espera-se identificar lacunas e possíveis contribuições da Fundação para o documento.

Ao final das discussões, ocorrerá a eleição de representantes da Fiocruz para a CNVS. Grupos que se organizem acima de 50 pessoas podem indicar delegados para a Conferência Nacional, até o limite de quatro.

Segundo Guilherme Franco Netto, assessor da Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação, que participa da Conferência da Fiocruz representando a Abrasco, “a primeira CNVS é uma possibilidade extraordinária de conectar por definitivo a vigilância em saúde ao SUS, ou seja, compreender a vigilância como responsabilidade do estado e como direito da sociedade. É uma possibilidade também de ressaltar o papel estratégico da vigilância na melhoria do quadro sanitário, em especial a redução da mortalidade infantil e da desnutrição e do aumento da expectativa de vida”.

Quatro eixos temáticos estão previstos para a Conferência Livre: 1) o lugar da vigilância em saúde no SUS; 2) responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde; 3) saberes, práticas, processos de trabalho e tecnologias na vigilância em saúde; 4) vigilância em saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde.

“Esta é a primeira conferência de Vigilância em Saúde do país, e fornecerá subsídios para as políticas na área”, diz Tânia Maria Peixoto Fonseca, assessora da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz. ”Para a Fiocruz, ela é especialmente importante, porque vigilância se confunde com a própria história da Fundação. A Fiocruz trabalha em todas as áreas de vigilância, desde a sanitária até a formação de profissionais, incluindo também o combate a doenças transmissíveis e a produção”.

De acordo com Ronald dos Santos, que participará da mesa de abertura da Conferência Livre da Fiocruz ao lado da presidente da instituição, Nísia Trindade Lima, a CNVS tem o objetivo de “construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Mais informações podem ser obtidas com a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência (CVSLR). Tel: (21)3885-1614. E-mail: cvslr@fiocruz.br

Confira a programação:

André Costa (Agência Fiocruz de Notícias)

 

Estudo aponta que dengue aumenta risco à vida do feto

A zika não é mais a única infecção por arbovirose a ser considerada letal para um bebê em desenvolvimento. Um estudo científico detectou que a dengue também pode representar um risco à vida do feto. Ter dengue durante a gestação quase dobra a probabilidade de um bebê nascer morto ou morrer durante o parto, enquanto a dengue severa aumentaria em cinco vezes as chances de um natimorto – nome dado à morte do feto acima de 500g dentro do útero ou durante o parto.

O achado, publicado na edição de setembro do periódico The Lancet, foi obtido a partir da análise dos registros de sistemas de informações brasileiros. Para chegar a tais resultados, os pesquisadores cruzaram os dados de mais de 162 mil natimortos e 1,5 milhão de nascidos vivos, sendo que, desses, 275 natimortos e 1.507 nascidos vivos tinham sido expostos a dengue. Este é o primeiro estudo realizado em larga escala a demonstrar a associação. Apenas um estudo anterior, com uma pequena amostra de um hospital, indicou a relação entre a infecção e natimorto.

O artigo, intitulado Symtomatic dengue infection during pregnancy and the risk os stillbirth in Brazil, 2016-12: matched case-control study, contou com a autoria dos pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia) Enny Paixão, Mauricio Barreto, Maria Glória Teixeira e Laura Rodrigues, em parceria com pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), Universidade de São Paulo (USP) e da London School of Hygiene & Tropical Medicine, no Reino Unido.

DADOS

O estudo foi realizado com dados obtidos entre dezembro de 2012 e janeiro de 2016 do Sistema de informação de Nascimentos (Sinasc), Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) e Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan).

A análise indicou que o risco de natimortos, entre todos os nascimentos registrados no período, foi de 11 por 100 nascidos vivos. Já quando considerado apenas a amostra das mães infectadas por dengue, a taxa de incidência foi de 15 por 1.000. Quando considerada a gravidade da doença, a dengue severa aumenta o risco de natimorto em cinco vezes, cerca de três vezes mais que a dengue comum.

Os mecanismos pelos quais a dengue causaria o nascimento de natimortos é desconhecido, mas os pesquisadores apontam três hipóteses para explicar o fenômeno: os sintomas de dengue afetariam diretamente o feto; a dengue causaria mudanças na placenta; ou o próprio vírus teria um efeito direto no bebê em formação.

Apesar de, desde os anos 1980, o Brasil passar por sistemáticas epidemias de dengue, a doença era considerada letal apenas quando atingia sua forma hemorrágica, que agravava o quadro do infectado podendo levar a morte. No entanto, com a epidemia de anomalias congênitas associadas à zika ocorrida em 2015, a investigação científica se voltou para os efeitos das infecções virais durante a gestação.

Em 2015, cerca de 2.6 milhões de bebês foram considerados natimortos no mundo. A estimativa é que infecções virais, no geral, representam cerca de 14% de todos os óbitos fetais. Algumas infecções possuem forte evidência científica de associação com natimortos: sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus e parvovírus B19.

Confira no site da Fiocruz Bahia entrevista com a autora principal do estudo, a pesquisadora do Cidacs Enny Paixão, doutoranda da London School of Hygiene & Tropical Medicine, em Londres.

Fiocruz Bahia

Foto: Fiocruz Imagens

 

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente lança novo prêmio

Estão abertas as inscrições para a 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) da Fiocruz. Coordenada pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic) da Fundação, a Olimpíada é um projeto educativo voltado a professores e alunos da Educação Básica de todo o Brasil, que busca estimular a produção de trabalhos interdisciplinares sobre saúde e meio ambiente em escolas públicas e privadas. As inscrições são gratuitas e vão até 31 de julho de 2018. Acesse aqui o Regulamento.

A novidade na competição é o inédito Prêmio Obsma – Ano Oswaldo Cruz. Unindo-se às homenagens pelo centenário de morte do cientista, a Olimpíada irá conferir esta premiação especial a um trabalho sobre saúde e meio ambiente que tenha utilizado como fontes de pesquisa artigos, capítulos, livros, teses, dissertações e/ou recursos educacionais (multimídias, jogos educacionais, sites, entre outros) produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz.

Além disso, a 9ª Obsma vai reafirmar a importância dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizados pelas Nações Unidas estimulando que os trabalhos abordem de forma crítica e criativa temas da Agenda 2030. Uma das formas de promover esta iniciativa será por meio das Oficinas Pedagógicas, que a Olimpíada realiza desde 2013. Nelas, uma equipe multidisciplinar dialoga com grupos de professores sobre as relações entre educação, saúde, meio ambiente e ciência em sala de aula. As Oficinas, que acontecem com apoio do CNPq e parcerias locais, são gratuitas e abertas a professores da Educação Básica do estado, município ou região em que ocorrem, e a programação é sempre divulgada no site e nas redes sociais. Saiba mais aqui.

Professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), podem inscrever na 9ª Obsma trabalhos sendo desenvolvidos nas escolas entre 2017 e 2018, inserindo-se em uma das três modalidades: Produção Audiovisual, Produção de Texto ou Projeto de Ciências. As inscrições são gratuitas.

Acesse o site oficial para conferir o Regulamento completo da 9ª edição, os próximos eventos e outras notícias. A Obsma também está no Facebook, no Twitter e no YouTube.

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente conta com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 Obsma/Fiocruz, por Anna Carolina Düppre

13º Congresso Internacional da Rede Unida recebe inscrições para monitoria

A Comissão organizadora do 13º Congresso Internacional da Rede Unida inicia nesta segunda-feira, (18/9), as inscrições de estudantes de graduação de todas as áreas do ensino para atuar como monitores no evento, que ocorre de 30 de maio a 02 de junho de 2018, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus.

Os interessados devem ficar atentos ao prazo para a realização da inscrição, que vai até o dia 20 de outubro de 2017, preencher o formulário eletrônico no link http://www.redeunida.org.br/pt-br/dashboard/monitoria/1, enviar carta de intenção e anexar os documentos exigidos conforme item 6 do Edital.

O presidente dessa edição do Congresso, Rodrigo Tobias, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) destaca a importância da monitoria para o evento e reforça os benefícios que os alunos recebem ao participarem do congresso. “A monitoria é uma parte importante para a realização do congresso, pois é formada de alunos de graduação de diversas áreas do conhecimento que tem a oportunidade de participar e apoiar ações e atividades do evento em parceria com especialistas da área da saúde pública de âmbito nacional e internacional. Além disso, tem como benefício adesão diferenciada com relação a inscrição e apresentação de trabalhos científicos. Isso contribui sobremaneira para a construção de conhecimento mútuo desses monitores”, salientou Tobias.

Segundo uma das coordenadoras da Comissão de Monitoria do Congresso, Sônia Lemos, a participação dos alunos como monitores oportuniza o relacionamento não só com a produção do conhecimento, mas também os protagonistas desse conhecimento. “O Congresso da Rede Unida faz com que os estudantes de graduação tenham uma outra perspectiva da sua atuação profissional. Para os monitores de outros estados, essa é uma oportunidade de conviver com pessoas que ele não conhece e isso faz com que ele desenvolva uma série de habilidades de conhecimentos”, destacou Lemos.

Todas as normas e requisitos necessários para concorrer as vagas podem ser conferidas no edital, assim como os critérios de seleção dos monitores. A relação dos estudantes selecionados será divulgada no dia 15 de novembro de 2017 no site da Rede Unida.
Rede Unida, por Mirineia Nascimento

Edição – Ascom – ILMD/ Fiocruz Amazônia

Reunião entre Fiocruz Amazônia e UFOPA prevê parceria para formação de recursos humanos

Com o objetivo de aproximar o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), visando propiciar futuras parcerias na área de pesquisa e na formação de recursos humanos, representantes das duas Instituições reuniram-se na última quinta-feira (14/9), na sede do ILMD, em Manaus.

Participaram do encontro, o diretor do ILMD, Sérgio Luz, a vice-diretora de Ensino Comunicação e Informação, Claudia Ríos, a chefe do Serviço de pós-graduação, Rosana Parente, o coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Paulo Nogueira, o pesquisador sênior, Carlos Coimbra, o diretor do Instituto de Saúde Coletiva (ISCO) da UFOPA, Waldiney Pires Moraes, e a diretora do Instituto de Biodiversidade e Florestas (IBEF) Elaine Oliveira.

Sergio Luz iniciou a reunião apresentando as áreas estratégicas da Unidade. A equipe da Fiocruz Amazônia destacou os cursos de pós-graduação nas áreas de ciências biológicas, saúde coletiva, turmas da pós-graduação Lato Sensu, ressaltando que cursos de especialização, aperfeiçoamento e atualização interessam para possíveis de parcerias com a UFOPA.

Durante a reunião, os pesquisadores destacaram a importância da área de Saúde Coletiva no ILMD, o Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD, e o doutorado em Saúde Pública. Sergio Luz ressaltou que “a ideia é estimular os alunos que estão no ILMD desde a Iniciação Científica para leva-los até o ingresso nos programas de mestrado e doutorado na instituição.

Os representantes da UFOPA demonstraram interesse no Mestrado em Saúde Coletiva da Fiocruz, pois na Universidade teria demanda de alunos já formados, interessados nesse mestrado. Há interesse ainda na colaboração em projetos, editais, etc.

Uma das sugestões da Fiocruz é ministrar uma disciplina na graduação, como teste, em Santarém. O próximo passo é fechar um evento de integração a partir de maio de 2017.

Pesquisa elucida relação entre HIV e acidentes cardiovasculares

Um grupo de pesquisadores vinculados a instituições de saúde e pesquisa nacionais e internacionais realizaram um estudo cujos achados lançaram luz sobre a relação entre o HIV e o alto índice de acidentes cardiovasculares entre os portadores do vírus. Os resultados da pesquisa foram publicados na Science Translational Medicine, no artigo Inflammatory monocytes expressing tissue fator drive SIV and HIV coagulopathy (30/8). Dentre os autores do trabalho, que teve repercussão internacional, está o pesquisador da Fiocruz Bahia, Bruno Andrade.

Na infecção pelo HIV, a inflamação persistente está ligada ao aumento do risco de complicações crônicas não infecciosas, como doença cardiovascular e tromboembólica. Por isso, muitas pesquisas nesta área são destinadas à melhor compreensão das vias inflamatórias e de coagulação na infecção pelo HIV, com a finalidade de otimizar o atendimento clínico.

No presente estudo, os pesquisadores identificaram um subtipo específico de monócitos (células de defesas do sangue) que expressam o fator tecidual (FT), que persistem mesmo após a supressão da carga viral e desencadeiam coagulação. Isto é, mesmo com o baixíssimo número de vírus em decorrência da terapia antirretroviral, o sistema imunológico do paciente com HIV libera ao longo do tempo tais monócitos, que se encontram expandidos e ativados, induzindo à coagulação persistente e inflamação crônica. Esses coágulos na circulação sanguínea, acabam gerando acidentes cardiovasculares.

Além disso, os pesquisadores também demonstraram que produtos microbianos provavelmente oriundos de translocação de microorganismos de superfícies de mucosas induzem a ativação destes monócitos no sangue de pacientes infectados. De maneira interessante, o grupo descobriu que os monócitos indutores de coagulação e inflamação também são capazes de reconhecer trombina, um produto da coagulação. O reconhecimento simultâneo de produtos microbianos e de trombina causa uma alça de amplificação que perpetua a coagulação e inflamação sistêmica na infecção pelo HIV, independente da eficácia de retrovirais.

Para chegar a essas conclusões, foi realizada uma série de experimentos em células de sangue de doadores saudáveis, assim como em populações de pacientes infectados com HIV antes da implementação da terapia antirretroviral e após o estabelecimento da supressão da carga viral induzida pelo tratamento. A equipe também realizou estudos em macacos e os achados validaram os resultados da pesquisa feita em infecções em humanos, ao mostrar que os monócitos inflamatórios que expressam FT foram associados à coagulação relacionada com o vírus da imunodeficiência símica (SIV), também conhecido como “Aids símia”.

Substância da saliva de carrapato tem potencial terapêutico

A Ixolaris, uma proteína anticoagulante encontrada na saliva de carrapatos do gênero Ixodes que inibe a via FT, foi testada no estudo e bloqueou potentemente a atividade do FT in vitro na infecção por HIV e SIV, sem afetar a função de defesa dos monócitos contra estimulação por produtos microbianos.

Surpreendentemente, o tratamento in vivo de primatas infectados com SIV com Ixolaris foi associado a diminuições significativas no D-dímero (que indica quadros de trombose) e ativação imune. Esses dados sugerem que os monócitos que expressam FT estão no epicentro da inflamação e coagulação na infecção crônica por HIV e SIV e podem representar um potencial alvo terapêutico para redução do risco da doença cardíaca relacionada ao HIV.

Fiocruz Bahia

 

Congresso Interno da Fiocruz e recursos para a pesquisa são assuntos do CD-ILMD/Fiocruz Amazônia

Conselheiros, chefes de laboratório, bolsistas e colaboradores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participaram ontem, 12/9, no Salão Canoas, de Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo (CD/ILMD).

No encontro foram apresentados e deliberados os seguintes assuntos: Parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o ILMD, Homenagem aos 23 anos do ILMD na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM),  Metas de Pesquisa, Alteração do Regulamento do Ensino/ILMD,  Programa Pesquisador Visitante – PPV/ILMD, e Regulamento de Uso do Laboratório Multiusuários.

Durante a Reunião, o diretor da Unidade, Sérgio Luz, reforçou a importância da participação da comunidade ILMD no VIII Congresso Interno da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na oportunidade, foi lida a carta enviada pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, intitulada “A Fiocruz e o futuro do SUS e da democracia”, que contextualiza o momento singular da história do País e da instituição, com o ajuste fiscal adotado pelo governo que congelou por 20 anos os gastos primários, e do impacto negativo de iniciativas nas instituições públicas, em particular as dos campos da ciência, da saúde e da educação.

Na carta, estão definidas as diretrizes definidas pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz para o VIII Congresso Interno: o caráter político e propositivo, que trate dos desafios da conjuntura e aponte as ameaças ao futuro da ciência, tecnologia e inovação; o caráter transversal e integrador dos temas; e a adoção de um modelo de apresentação de teses a partir das principais questões identificadas como críticas para o desenvolvimento institucional e para a construção da Fiocruz do Futuro.

HOMENAGEM ALEAM

Na ocasião, foi confirmada a homenagem da Aleam, que aprovou por unanimidade, Sessão Especial em referência aos 23 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia e ao Ano Oswaldo Cruz: 100 anos de falecimento de Oswaldo Cruz. O requerimento de homenagem é de autoria do deputado Luiz Castro (Rede/AM).

A Sessão Especial acontecerá no próximo dia 22, às 9h, no Plenário Ruy Araújo, que fica na Av. Mário Ypiranga Monteiro, nº 3.950, Parque Dez, Manaus (AM). A homenagem é dirigida a toda comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia, composta por servidores, alunos, bolsistas, terceirizados, prestadores de serviço e instituições parceiras.

INFORMES

Sérgio Luz convocou a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia para um encontro com o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Dr. Mário Neto Borges, que será realizado no dia 18/9, às 15h30, no Salão Canoas da Unidade.

Durante a reunião também foi abordada a formação de parceria com o CNPq, para apoio a projetos de pesquisa do Instituto.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.