Centro de Estudos abordará caracterização de receptores de células especializadas no transporte de antígenos do lumen instestinal

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 9/11, a partir de 10h, na Sala de aula 2, prédio anexo, na sede do Instituto, a palestra “Importância de receptores transcitóticos de Células M na indução da resposta imune mucosal antígeno específica”, a ser ministrada por Geilson Pontes, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A palestra vai abordar a caracterização de receptores de superfície de células M, que são células especializadas no transporte de antígenos do lumen instestinal, para o tecido linfóide subjacente, muito importante para ativação do sistema imune. “Falaremos especialmente sobre os principais receptores de superfície das células M, envolvidos na transcitose ( transporte antígênico do lúmen intestinal para o tecido linfóide subjacente) e as possíveis aplicações práticas disso para delivery de imunógenos, principalmente no contexto de vacinas orais”, destacou Pontes.

Segundo Pontes, estas células estão localizadas no orgão linfóide secundário, denominado de placas de peyer, localizada no intestino delgado. A apresentação também pretende abordar maneiras de como esses receptores poderiam ser utilizados como estratégias de delivery antigênico dentro do contexto de vacinas.

Serão abordadas também as principais características do sistema imune mucosal no âmbito da interação patógeno-hospedeiro. O estudo faz parte do projeto de doutorado desenvolvido pelo pesquisador, na universidade de Tokyo e foi publicado na Revista Nature.

SOBRE O PALESTRANTE

Gemilson Pontes é graduado em Biomedicina, mestre em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará, e doutor em Ciências Médicas, com ênfase em Imunologia, Microbiologia e Patologia pela Universidade de Tóquio. Possui experiência na área de Imunologia, com ênfase em Microbiologia, Virologia e Patologia.

Sobre o Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia, o pesquisador destacou a relevância de uma experiência acadêmica mais interdisciplinar. “Acho a iniciativa importantíssima, pois permite a troca de conhecimento e experiências de forma dinâmica, possibilitando uma maior aproximação da comunidade científica local, além de permitir uma maior interação acadêmica interdisciplinar”, pontuou.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e as atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

SNCT: Arena Amadeu Teixeira recebe exposição “Aqui tem Ciência, aqui tem Fiocruz”

Intensificar a aproximação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) com a sociedade, é um dos objetivos da exposição “Aqui tem Ciência, aqui tem Fiocruz”, apresentada durante as atividades da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Amazonas. O evento iniciou nesta terça-feira, 6/10, e ocorre até amanhã, 7/10, das 9h às 17h, na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, localizada na Avenida Loris Cordovil, nº 243, bairro Flores, zona centro-sul de Manaus.

A exposição de painéis ilustrativos apresenta os laboratórios e linhas de pesquisas desenvolvidas no ILMD. A unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública

Os painéis abordam a atuação científica dos seguintes laboratórios: Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA); Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS); Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS); Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI); Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA); e Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA).

SOBRE A SNCT

A SNCT é realizada sob a coordenação do MCTIC, por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED) e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

No Amazonas, o evento é realizado sob a coordenação da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti). Um grupo de 28 instituições, como Fiocruz Amazônia, Museu da Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), participam do evento.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Em Manaus, evento aborda doenças negligenciadas, história e políticas de saúde

Com o tema “Medicina e ambiente: articulações e desafios no passado, presente e futuro”, começaram nesta segunda-feira, 5/10, o 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e o 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina (CBHM), realizado na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), no bairro Cachoeirinha, Manaus.

O evento ocorre até a próxima sexta-feira, 9/11, e visa discutir a história de doenças – em particular as chamadas “tropicais” ou “negligenciadas” – e a história das instituições e políticas de saúde do ponto de vista de seus determinantes socioambientais. Pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais da área da saúde e interessados no tema participam da atividade.

“Praticamente todas as questões que hoje são grandes desafios para a saúde pública brasileira vão ser debatidas por uma perspectiva sociohistórica”, destacou o pesquisador, Jaime Larry Benchimol, um dos presidentes do encontro.

Conferências, plenárias, comunicações coordenadas e entrega de medalhas estão previstas na programação. Seus quatro eixos de reflexão são a produção e circulação de conhecimento e práticas médicas visando o controle, prevenção e tratamento em contextos nacionais, coloniais e pós-coloniais; redes transnacionais e transimperiais de circulação de atores, saberes, protocolos, espécimes e patógenos; intervenções sobre o ambiente e seus efeitos sobre o contato entre populações, parasitos e vetores; posicionamentos bioéticas sobre medicina e ambiente, nos domínios da saúde pública e do desenvolvimento científico, tecnológico e médico.

REALIZAÇÂO

O 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina Tropical será presidido por João Bosco Botelho, da Universidade do Estado do Amazonas e terá como vice-presidente Luiz Ayrton Santos Junior, da Universidade Federal e Universidade Estadual do Piauí. O 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical terá como presidentes Jaime Larry Benchimol, da Casa de Oswaldo Cruz (COC) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) da Fiocruz, e Isabel Amaral, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

O Encontro é uma realização do Centro Interuniversitário de História da Ciência e Tecnologia (CIUHCT), o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Centre for Global Health Histories (CGHH), da Universidade de Nova York,  Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT), Universidade Nilton Lins, Sociedade Brasileira de História da Medicina, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Joelma Sanmelo/Ascom UEA

Fiocruz Amazônia recebe inscrições para processo seletivo do PPGBIO-Interação até 7/11

Encerram no dia 7/11, as inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia). Os interessados podem se inscrever por meio de formulário online, disponível na Plataforma Siga: http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

A Chamada Pública Nº 002/2018 do Programa oferece 14 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão no curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita e Prova Oral (Entrevista). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A primeira etapa compreenderá a análise, pela Comissão de Seleção da documentação, apresentada pelo candidato. A segunda etapa, Prova Escrita, será discursiva e valerá 10 (dez) pontos. A terceira etapa será a Prova Oral, que compreende a avaliação do projeto de pesquisa, pontuação do currículo lattes e entrevista.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Manaus vai sediar 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina

Entre os dias 5 e 9/11, Manaus vai sediar o 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e o 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina (CBHM). Com o tema “Medicina e ambiente: articulações e desafios no passado, presente e futuro”, o evento reunirá pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais da área da saúde e interessados no tema.

Realizada pela primeira vez no Amazonas, a atividade acontecerá na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), no bairro Cachoeirinha, Manaus. Os eventos têm o objetivo de discutir a história de doenças – em particular as chamadas “tropicais” ou “negligenciadas” – e a história das instituições e políticas de saúde do ponto de vista de seus determinantes socioambientais.

“Praticamente todas as questões que hoje são grande desafios para a saúde pública brasileira vão ser debatidas por uma perspectiva sociohistórica”, destacou o pesquisador, Jaime Larry Benchimol, um dos presidentes do encontro.

Seus quatro eixos de reflexão são a produção e circulação de conhecimento e práticas médicas visando o controle, prevenção e tratamento em contextos nacionais, coloniais e pós-coloniais; redes transnacionais e transimperiais de circulação de atores, saberes, protocolos, espécimes e patógenos; intervenções sobre o ambiente e seus efeitos sobre o contato entre populações, parasitos e vetores; posicionamentos bioéticas sobre medicina e ambiente, nos domínios da saúde pública e do desenvolvimento científico, tecnológico e médico.

Conferências, plenárias, comunicações coordenadas e entrega de medalhas estão previstas na programação. Antropoceno e saúde: sobre a irreversível destruição dos modos de viver; Hanseníase na Amazônia: história recente e perspectivas; Resistência cultural e práticas de saúde dos imigrantes haitianos e sua interface com o sistema de saúde público em Manaus-AM; O Aedes aegypti na historiografia: reflexões, controvérsias e perspectivas; Malária e plano de saneamento da Amazônia (1940-1942), serão alguns dos temas apresentados e debatidos durante o congresso.

Confira AQUI a programação.

FIOCRUZ AMAZÔNIA

No dia 5, às 16h10, Maria Luiza Garnelo Pereira, pesquisadora da Fiocruz Amazônia, e Priscilla Cabral Correia, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA/ILDM) apresentarão o trabalho “Intercessões e práxis entre Atenção Primária de Saúde e parteiras em comunidade no Rio Negro, Amazonas”.

As inscrições para apresentação de trabalhos ocorreram até o dia 1 de outubro. Alunos de pós-graduação e graduação que queiram participar do evento como ouvintes não pagam, mas devem fazer sua inscrição caso queiram receber certificado de participação.

REALIZAÇÂO

O 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina Tropical será presidido por João Bosco Botelho, da Universidade do Estado do Amazonas e terá como vice-presidente Luiz Ayrton Santos Junior, da Universidade Federal e Universidade Estadual do Piauí. O 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical terá como presidentes Jaime Larry Benchimol, da Casa de Oswaldo Cruz (COC) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) da Fiocruz, e Isabel Amaral, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

O Encontro é uma realização do Centro Interuniversitário de História da Ciência e Tecnologia (CIUHCT), o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Centre for Global Health Histories (CGHH), da Universidade de Nova York,  Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT), Universidade Nilton Lins, Sociedade Brasileira de História da Medicina, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Conheça os premiados da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma)

A coordenação nacional da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) divulgou no Dia do Professor, 15/10, a relação dos trabalhos que se destacaram nesta edição do projeto. Foram selecionados 35 destaques regionais e os três trabalhos que receberão o Prêmio Obsma Ano Oswaldo Cruz.

A Obsma é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. O projeto tem como principais objetivos reconhecer o trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.

Este ano 4.300 professores estiveram envolvidos nos 1.228 projetos inscritos, um recorde de inscrições na Obsma. Além disso, foram inscritos trabalhos de todos os 26 estados brasileiros, e do Distrito Federal. A comissão de avaliação contou com 52 profissionais convidados.

Da Regional Norte, da qual fazem parte os Estados do Acre, Amapá, Amazonas,  Pará, Rondônia e Roraima, destacaram-se trabalhos de  professores de Manaus (AM), Parintins (AM), Santa Isabel do Rio Negro (AM),  Belterra (PA), Alto Alegre dos Parecis (RO) e de Macapá (AP).

Confira aqui os resultados de todas as regionais.

A premiação nacional correrá de 26 a 29 de novembro, no Rio de Janeiro, onde uma nova comissão se reunirá para escolher os seis Destaques Nacionais da 9ª Obsma Fiocruz.

A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a coordenação regional Norte da Obsma agradecem a participação dos professores  e parabenizam os responsáveis pelos trabalhos destaques desta edição.

Ascom/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

 

Fiocruz Amazônia promove ciclo de atividades durante a 15ª SNCT

Oficinas, palestras, exposições e intervenções fizeram parte das atividades da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovidas pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). Entre os dias 15 e 24 de outubro, o Instituto realizou diversas atividades de divulgação científica em Manaus, bem como na Comunidade Rural de Rio Pardo, no município de Presidente Figueiredo (AM).

Com o tema “Ciência para a redução das desigualdades”, o evento teve o intuito de aproximar a Ciência e Tecnologia da população, promovendo atividades que reúnem centenas de instituições, a fim de tornar acessível o conhecimento científico. A iniciativa visa criar uma linguagem compreensível, por meios inovadores que estimulem a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da Ciência, além de aprofundarem seus conhecimentos sobre os temas apresentados.

INTERVENÇÃO REFLEXIVA

Estudantes de graduação, do Programa de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, trabalhadores e gestores de Unidades Básicas de Saúde (UBS) participaram da “Intervenção reflexiva: Experiências com o SUS”. A atividade teve o objetivo de promover uma reflexão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) com foco na redução das desigualdades sociais , como instrumento de empoderamento para a promoção da ciência envolvida com a cidadania.

A Ação promoveu o encontro de olhares e sentidos de estudantes de Iniciação Científica sobre o cotidiano do trabalho do SUS e suas repercussões nas formas de fazer ciência na Fiocruz. A “Intervenção da Experiência” ocorreu em 3 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Manaus: UBS Ivonne Lima; UBS do bairro União; e UBS do bairro da Betânia. Em contrapartida,os profissionais de saúde fizeram imersão de um dia no ILMD conhecendo as instalações do Instituto e ações da Fiocruz no Amazonas, promovendo a aproximação institucional e um intercâmbio de experiências, expectativas e visões sobre a saúde.

DIGICIÊNCIA

Estudantes, professores de pós-graduação e pesquisadores também participaram da “Oficina de Vídeos Digitais para Divulgar Ciência”. O objetivo foi promover oficinas de comunicação com a finalidade de orientar os alunos de pós-graduação a desenvolverem a divulgação científica, de forma criativa e lúdica, utilizando a tecnologia e uso do smartphone no processo de comunicação da ciência.

Foram apresentadas algumas técnicas de produção de vídeos digitais, iniciando pela elaboração do roteiro e elementos de pré-produção, passando pela gravação e pela edição até chegar ao produto final. Os participantes puderam conhecer e manipular softwares específicos para edição que permitem criar vídeos e disponibilizá-los nas plataformas digitais.

Os vídeos produzidos serão disponibilizados também em canais de difusão: plataformas digitais (Youtube, Facebook da Fiocruz Amazônia).

MALÁRIA

“O Caminho da Gota Espessa” foi a atividade realizada na Comunidade Rural do Rio Pardo, em Presidente Figueiredo – AM. Durante dois dias, por pesquisadores e alunos de pós-graduação da Fiocruz Amazônia promoveram palestras explicativas com demonstrações práticas do exame da gota, além de explanações sobre vetores da malária. Paralelamente, foram apresentados painéis temáticos sobre o tema.

O objetivo da atividade foi conscientizar o grande público sobre a importância do exame da Gota Espessa para o diagnóstico da malária, demonstrando a cadeia de ações realizadas até a entrega do resultado ao usuário, visando minimizar as condições de desigualdade construídas no acesso aos tratamentos de saúde.

EXPOSIÇÃO

Nos dias 23 e 24/10, a exposição “Aqui tem Ciência, aqui tem Fiocruz” movimentou o Largo São Sebastião, no centro de Manaus-AM, durante a comemoração dos 349 anos da cidade. A mostra de painéis ilustrativos apresentou aos visitantes as linhas de pesquisas desenvolvidas no ILMD.

Para atrair e interagir com o público, de forma lúdica, o cientista Oswaldo Cruz, patrono da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ganhou vida como personagem. O mascote da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma/Fiocruz) foi um dos destaques da exposição. Os visitantes puderam fazer registros fotográficos com o personagem, tendo como cenário o Teatro Amazonas.

Márcia Siqueira, cantora amazonense, entoou as toadas dos bumbás Garantido e Caprichoso. Quem também endossou o tom cultural do evento foi o grupo Baque Mulher Manaus.

SOBRE A SNCT

A SNCT é realizada sob a coordenação do MCTIC, por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED) e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

Ascom – ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes / Cristiane Barbosa / Ricardo Agum

Palestra do Centro de Estudos abordará pesquisas sobre bioprospecção de plantas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 13/7, a partir de 9h, na Sala 2, prédio anexo do Instituto, a palestra “Bioprospecção de Plantas, seus fungos e seus calos… o que são, o que produzem?”, a ser ministrada por Cecilia Nunez, tecnologista Senior do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A apresentação abordará estudos desenvolvidos pela pesquisadora no Inpa, na área de bioprospecção de plantas.

SOBRE A PALESTRANTE

Cecilia Nunez é graduada em Química pela Universidade Mackenzie, mestre e doutora em Química Orgânica (Produtos Naturais) pela Universidade de São Paulo (1996), possui pós-doutorado em Química Orgânica (Produtos Naturais) pela Universidade de São Paulo – São Carlos, e pós-doutorado em Farmacognosia pela Université de Lille-2, Droit et Santé, França.

Atualmente é Tecnologista Senior do Inpa e professora/orientadora permanente dos Programas de Pós-Graduação em Biotecnologia (UFAM/Inpa), Biotecnologia – (UEA/Inpa) e Botânica – (Inpa), além de ser professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Química – (UFAM/Inpa).

Possui experiência nas áreas de Biotecnologia Vegetal e Química de Produtos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: bioprospecção de plantas e de micro-organismos endofíticos, biotecnologia vegetal (obtenção de calos/cultura de células vegetais/suspensões celulares), fracionamento biomonitorado, atividade antioxidante, atividade antimicrobiana, atividade citotóxica, atividade inseticida, metodologia de separação cromatográfica, identificação/elucidação estrutural de moléculas por RMN, análise de misturas por RMN e fotoionização de produtos naturais.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e as atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

Inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente devem ser feitas até 31 de julho

Professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), têm até o dia 31 de julho para inscrever projetos na 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As inscrições encerram às 17h (horário de Brasília).

Os trabalhos inscritos devem abordar as temáticas saúde e meio ambiente e podem ser desenvolvidos nas seguintes modalidades: Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. Para mais informações sobre as modalidades, CLIQUE.

Acesse AQUI ao regulamento da 9ª. Obsma.

A Obsma é um projeto da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), criado em 2001.  Sua finalidade é estimular a realização de ações e atividades educativas voltadas para os temas transversais de Saúde e de Meio Ambiente, permitindo aos professores ressignificarem  suas práticas docentes e animar os estudantes  a se aproximarem do conteúdo pedagógico, tudo isso sob um olhar voltado para realidade local.

Nesta edição, a Olímpiada além de motivar professores e alunos a refletirem sobre questões relacionadas à saúde, ao meio ambiente e suas interfaces com a educação,  ciência e tecnologia (C&T), também tem como finalidade  divulgar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  (ODS),  que são resultados de debates e negociações globais para a composição da agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável de 2015, a Agenda 2030.

INSCRIÇÕES

As inscrições para a 9ª. Obsma serão recebidas até às 17h (horário de Brasília), do dia 31 de julho 2018. Depois de inscritos, os professores têm que enviar o material original, via Correios, até o dia 31 de agosto de 2018.

Para se inscrever, o professor deve estar cadastrado no site da Obsma, www.olimpiada.fiocruz.br . Vale ressaltar que, se o trabalho for orientado por mais de um professor, deve ser escolhido apenas um representante para efetuar a inscrição.

O material a ser enviado pelos Correios (textos, documentos, fotografias, vídeos, pendrives, CDs, DVDs etc.) deve ser remetido para o endereço da Coordenação Regional da Obsma, correspondente ao Estado de origem da escola participante.

PRÊMIO ANO OSWALDO CRUZ

Na sua 9ª edição a Obsma irá premiar um trabalho que tenha utilizado como referência bibliográfica artigos, capítulos, livros, teses, dissertações e outros recursos educacionais produzidos pela Fiocruz.

Para concorrer, o professor deve informar as fontes consultadas.

COORDENAÇÕES

A coordenação nacional da Obsma fica no Rio de Janeiro- RJ. As coordenações regionais estão assim distribuídas:  Regional Centro-Oeste (atende ao DF, GO, MS, MT, TO); Regional Minas/Sul (MG, PR, RS, SC); Regional Nordeste I (CE, MA, PB, PE, PI, RN); Regional Nordeste II (AL, BA, SE); Regional Norte (AC, AP, AM, PA, RO, RR); e Regional Sudeste (ES, RJ, SP).

O endereço de cada coordenação regional está disponível no site da Obsma, ou clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: divulgação

Pesquisadores da Fiocruz descrevem nova espécie de parasito

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descreveram uma nova espécie de parasito, identificada em uma espécie de gambá que habita a Mata Atlântica do Rio de Janeiro. Por trás do nome escolhido – Trypanosoma janseni – está uma homenagem à carreira da pesquisadora Ana Maria Jansen, chefe do Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC, que se destaca pelas contribuições científicas no estudo de mamíferos. Os autores da descoberta afirmam que, com esse gesto, é reconhecido “o mérito de uma pesquisadora que  se esforçou de forma persistente e minuciosa para investigar todos os fatores possíveis envolvidos no complexo ciclo de vida do Trypanosoma”, conforme destaca trecho do artigo no qual descrevem a nova espécie, publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.

DESCOBERTA

Situado no conjunto dos protozoários, o grupo dos tripanossomatídeos reúne uma ampla gama de espécies capazes de parasitar pessoas, insetos e mamíferos. O trabalho de investigação das múltiplas possibilidades de interação entre parasitos e hospedeiros pode ser comparada à montagem de um grande quebra-cabeças. Empenhados neste desafio, pesquisadores do IOC desenvolvem estudos sobre o ciclo de vida dos tripanossomatídeos, que dependem de diferentes hospedeiros o seu desenvolvimento. O estudo que levou à identificação do T. janseni foi realizado no âmbito da Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Parasitária do IOC.

As amostras dos espécimes identificados como uma nova espécie foram coletadas em 2012. Os protozoários estavam parasitando o baço e o fígado de gambás (Didelphis aurita) recolhidos durante trabalho de campo em área de Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. Segundo o pesquisador André Roque, um dos autores da descoberta, a definição da nova espécie foi feita com base em análises morfológicas e genéticas. “Uma nova espécie pode ser definida por um conjunto de características. Morfologicamente, as formas de T. janseni no estágio de epimastigota se assemelham a outros tripanossomatídeos já conhecidos, exceto pela presença de uma organela de membrana simples observada através de microscopia eletrônica”, explicou o veterinário, que atua no Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC.

A descoberta é o pontapé inicial para a compreensão do papel da espécie recém-identificada na ecologia dos tripanossomatídeos. Ainda serão necessários estudos complementares para esclarecer características como o ciclo de vida e os impactos que o T. janseni pode oferecer para a saúde pública. A descrição do T. janseni também contou com a participação de Camila Madeira Lopes (Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos), Rubem Menna-Barreto (Laboratório de Biologia Celular), Márcio Galvão Pavan (Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários) e Mirian Cláudia de Souza Pereira (Laboratório de Ultraestrutura Celular).

TRAJETÓRIA RECONHECIDA

A carreira científica de Ana Maria Jansen começou na década de 1960, durante a graduação em medicina veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). “Ainda na faculdade, teve início o meu interesse pela parasitologia, esse campo de estudo da interação entre criaturas tão diferentes. A parasitologia é o estudo de uma vida dentro de outra vida. Entender como esse convívio mútuo se dá era algo absolutamente fascinante”, ressalta Jansen. Após a formatura como médica veterinária, iniciou a trajetória científica como bolsista em atividades de pesquisa junto à Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Após esse período, fez uma breve pausa na carreira para se dedicar à família.

Na década de 1980, quando o IOC passava por reestruturações lideradas pelo então diretor, José Rodrigues Coura, uma das medidas implementadas foi a captação de talentos para compor o quadro de pesquisadores da instituição. Neste contexto, a cientista Maria Deane, considerada hoje uma das mais renomadas parasitologistas do país, assumiu a chefia do Departamento de Protozoologia. Partiu dela o convite para que Ana Jansen se juntasse ao grupo. “Ela era uma pessoa com muita intuição científica. Ao longo da nossa parceria, eu tive o prazer de participar de uma descoberta única sobre a biologia do Trypanosoma cruzi, parasito causador da doença de Chagas: nosso grupo, liderado por Maria Deane, identificou e descreveu a capacidade que o parasito tem de se esconder nas glândulas de cheiro do gambá”, rememora Ana Jansen. A parceria durou cerca de 15 anos e apenas se encerrou com o falecimento de Maria Deane, em 1995.

Desde então, Ana Jansen assumiu o desafio de chefiar o Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos, onde se dedica à pesquisa em laboratório e em campo. Segundo a cientista, ao longo dos anos, o estudo deste amplo grupo de parasitos foi expandido graças à colaboração de profissionais com diferentes perspectivas e linhas de atuação. “Ampliamos as nossas pesquisas para investigar variadas características desse complexo conjunto de parasitos. Voltamos o olhar para o campo, passamos a estudar a interação dos tripanossomas com outros mamíferos e a investigar a saúde dos animais analisados”, enumera.

Nem tudo foi simples na carreira da cientista. Durante estudos com gambás para a investigação do ciclo de transmissão de parasitos, ela foi envolvida de um processo judicial a partir de uma denúncia infundada – a despeito da finalidade de investigação em saúde pública e dos cuidados de acordo com os preceitos de bem-estar animal. O caso, que correu ao longo de anos, foi arquivado e a pesquisadora foi declarada inocente. O episódio não foi capaz de deter a carreira exitosa da pesquisadora, que publicou mais de 130 artigos científicos e orientou mais de 80 estudantes, da iniciação científica ao pós-doutorado. “A atividade de docência representa uma parte muito importante na minha trajetória. A parceria com os orientandos expande horizontes a partir da troca de conhecimento. Quando você sente que a pessoa que está ao seu lado é um bom parceiro de trapézio, e a ciência funciona mais ou menos assim, a pesquisa só tende a ganhar”, relata a pesquisadora, que atua no corpo docente do Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária do IOC.

SOBRE OS TRIPANOSSOMATÍDEOS

Tripanossomas são parasitos obrigatórios capazes de infectar vertebrados. Estão distribuídos em todo o mundo. Em geral, o ciclo de vida desses protozoários alterna entre os hospedeiros vertebrados, como os seres humanos, por exemplo, e uma variedade de hospedeiros invertebrados que atuam como vetores, como os barbeiros, insetos vetores da doença de Chagas. Entre as espécies que representam desafios para a saúde pública e para a economia dos países estão o Trypanosoma cruzi, que é responsável pela doença de Chagas na América do Sul e em outras partes do mundo, e o T. brucei, causador da tripanossomíase africana humana e animal.

No Laboratório de Biologia de Tripanossomatídeos do IOC são realizados estudos sobre aspectos macro e microecológicos que interferem na interação destes parasitos com seus hospedeiros e vetores. A identificação dos elos envolvidos na cadeia de transmissão dos tripanossomas contribui para subsidiar a vigilância epidemiológica e o controle de agravos.

IOC/Fiocruz, por Lucas Rocha
Imagem: Rubem Menna-Barreto