Fiocruz Amazônia divulga resultado do Mestrado Profissional em Saúde Pública

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 27/11, o resultado da etapa III da seleção para o Mestrado Profissional em Saúde Pública. Participaram da seleção profissionais de saúde, com diploma de graduação, que atuam em secretarias municipais de saúde do Amazonas e servidores da Fiocruz Amazônia.

O curso é oferecido no âmbito do Projeto QualificaSUS  e será realizado por meio de  parceria entre o Instituto Aggeu Magalhães  (IAM/Fiocruz Pernambuco), ILMD/Fiocruz Amazônia e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems/AM).

Para o resultado, clique.

Estão sendo oferecidas 20 vagas, sendo 15 vagas destinadas a profissionais das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e 5 vagas destinadas a servidores do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O curso tem como objetivo preparar profissionais para atuar como formadores e indutores de processos de mudança em seus espaços de trabalho, mediante a adoção de novos conceitos e práticas, desenvolvendo produtos de alta aplicabilidade ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

RECURSO 

O prazo para recurso do resultado da etapa III será no dia 28/11, e o resultado final sai no dia 29/11. A matrícula e início das aulas será no dia 2 de dezembro, segunda-feira, as 9h, na Fiocruz Amazônia.

O curso terá a duração de 24 meses, sendo composto por 11 disciplinas, oferecidas de maneira presencial, durante uma semana a cada mês. Nos 13 meses seguintes, ocorrerão módulos semanais presenciais de imersão, para aprofundamento da pesquisa bibliográfica e encontros sistemáticos com os orientadores.

As aulas da primeira disciplina acontecem na semana de 2 a 6/12/2019, nas dependências do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia e tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do atendimento das secretarias municipais de saúde do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos são ofertados nos 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Cosems-AM.

Acesse chamadas públicas do ILMD/Fiocruz Amazônia.

 

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lança livro e biblioteca virtual sobre formação e saúde indígena

A saúde indígena foi destaque ontem, 25/11, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com dois lançamentos que demonstram o compromisso de pesquisadores da Fiocruz com a saúde dos povos indígenas. Primeiro, foi lançado o livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, de autoria de Luiza Garnelo, Sully de Souza Sampaio e Ana Lúcia Pontes. Depois, foi a vez da biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos.

O evento reuniu no Salão Canoas, auditório da Fiocruz Amazônia, pesquisadores, indígenas, representantes das instituições envolvidas com a saúde, formação e capacitação dos povos indígenas, e demais interessados.

Luiza Garnelo explicou que o livro é resultado da formação dos agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro, a demanda dos próprios índios foi para o curso ofertado lhes permitisse elevar a escolaridade dos participantes, ao nível de ensino médio. “Muita gente ajudou. Fazer uma coisa dessas não é simples. De uma demanda dos índios do Rio Negro, com o apoio da a Federação das Organizações Indígenas e de outras entidades, e do próprio Conselho Distrital de Saúde do Alto Rio Negro deu-se o processo de qualificação da força de trabalho dos agentes de saúde”, comentou a pesquisadora, reconhecendo a importância das parcerias para a realização do Curso Técnico de Agentes Comunitários de Saúde,  em especial o apoio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

Ana Lúcia Pontes falou da importância do curso técnico oferecido no Alto Rio Negro, especialmente porque favoreceu o protagonismo dos agentes indígenas de saúde em sua área de atuação.

Sully Sampaio lembrou dos desafios enfrentados para a realização do curso e as histórias que marcaram alunos e professores, relatos que ainda hoje emocionam quem viveu a experiência da construção, implementação e execução do Curso Técnico de Agentes Comunitários Indígenas de Saúde, que foi concluído em 2015.

Na ocasião do lançamento do livro foi entregue uma simbólica lembrança ao  então, secretário de Estado de Educação e Cultura (Seduc-AM), professor Gedeão Amorim, que na época empreendeu todos os esforços para o êxito do curso.

O livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, integra a Coleção Fazer Saúde, da Editora Fiocruz. Para saber mais sobre a editora e outros títulos, acesse o site da editora ou clique.

 

BVS SAÚDE DOS POVOS

A biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos é um projeto do grupo de pesquisas Saúde, Epidemiologia e Antropologia dos Povos Indígenas da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) e equipe da Seção de Informação (CTIC) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT/Fiocruz), em parceria com o Grupo de Trabalho em Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Bireme/OPAS/OMS.

Sua finalidade é divulgar materiais e produções sobre a saúde dos povos indígenas para diferentes públicos. A BVS reúne, até o momento, mais de 3 mil itens, que estão sendo progressivamente disponibilizados para acesso. Esse acervo representa parte da diversidade das pesquisas, projetos e atividades sobre saúde de diferentes povos indígenas do Brasil.

Para mais informações sobre a BVS, clique

Ao final do evento, para comemorar as conquistas alcançadas foi servido um coquetel com iguarias amazônicas e indígenas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Agenda Jovem Fiocruz é debatida na Fiocruz Amazônia

Com o objetivo de apresentar os projetos e pesquisas organizados nos últimos anos, e os que ainda estão em andamento pela Agenda Jovem Fiocruz, o  Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu nesta segunda-feira, 25/11, o encontro “Agenda Jovem Fiocruz: Encontro nas Regionais”, com participação dos pesquisadores Luciane Ferrareto, representante da Coordenação de Cooperação Social da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e André Sobrinho, coordenador da área de educação do Programa de Desenvolvimento, do Campus Fiocruz Mata Atlântica.

O projeto engloba disputas de concepções e práticas situados no campo da Juventude, na faixa etária de 15 a 29 anos, seguindo as políticas públicas. Os principais objetivos da Agenda Jovem da Fiocruz são: produzir insumos conceituais e metodológicos; fomentar debates e ações articuladas; desenvolver diretrizes políticas; aproximar Saúde e Juventude como campos de conhecimento e de ação política.

Com o intuito de aproximar a juventude das Unidades Técnico-Científicas, como a Fiocruz, a Agenda promove atividades de integração, mobilização e formação dos jovens, junto a atores governamentais e a sociedade civil. Vulnerabilidade e violência, saúde sexual e reprodutiva com enfoco em gravidez e DST’s, uso abusivo de álcool e outras drogas são os principais temas debatidos.

Os representantes da Fiocruz constituem três Grupos de Trabalho (GTs), a fim de propor intercâmbio entre projetos em linha com a proposta de integração entre as unidades participantes e os novos marcos institucionais com os direitos da juventude: GT Pesquisa – Estado da arte de pesquisas sobre Jovens e Saúde; GT Educação – Produção e inserção de conteúdos sobre juventudes em matrizes curriculares de saúde; GT Projetos Territorializados e Serviços de Saúde – Apoio às Unidades da Fiocruz em projetos com juventude e articulação, além de fomento às redes e coletivos juvenis.

Luciane Ferrareto comentou sobre a perspectiva de dialogar com as Regionais e depois incorporar as atividades de cada Unidade da Fiocruz à Agenda Jovem.  “É importante envolver não só as Unidades do Rio de Janeiro, mas também as regionais, visando a particularidade de cada uma. Dentro desse projeto temos a perspectiva de construir espaços de diálogo, mais abertos e mais amplos com os movimentos sociais”.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos: Eduardo gomes e Marlúcia Seixas
 

 

 

Vetores e doenças negligenciadas na América Latina motivam encontro inaugural da LA-SOVE em Manaus

Com a participação de gestores institucionais, pesquisadores de vários países, técnicos e estudantes de biologia, especialmente da área de vetores, iniciou ontem, 20/11, em Manaus (AM), o encontro inaugural da LA-SOVE (Latin American Society for Vector Ecology), que acontece até domingo, 24/11, no auditório do Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, localizado nas dependências da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste.

Segundo o diretor da LA-SOVE, Paulo Pimenta, pesquisador e chefe de Laboratório de Entomologia Médica do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas Gerais ), a LA-SOVE foi instituída na América Latina com a missão de forjar a ligação entre a academia, os órgãos reguladores e os formuladores de políticas, para o gerenciamento eficaz do controle vetorial e doenças tropicais negligenciadas, disseminadas por patógenos transmitidos por vetores.

A SOVE existe há 50 anos na América e tem as regionais da Índia, da Ásia e da Europa. A maior é a americana e, depois, a europeia. No Brasil, a ideia inicial foi de formar uma SOVE  brasileira, porém foi observada a necessidade de dar uma abrangência maior à essa sociedade, ampliando-a para países da  América Latina, uma vez que eles têm problemas similares na área de vetores. “Temos a malária em uma área da Amazônia, dengue atingindo a Argentina e leishmaniose, todas distribuídas pela América Latina. Então, a ideia dessa sociedade latina que está sendo inaugurada aqui em Manaus, é ter uma sociedade que não vai ser restrita ao Brasil, ela está envolvendo membros de toda a América Latina e de outras regiões para discutir controle vetorial e doenças tropicais transmitidas por vetores”, explica Paulo Pimenta.

O objetivo principal da LA-SOVE é compartilhar conhecimento e criar uma grande rede entre cientistas, para melhorar a pesquisa em controle vetorial e a diminuição e/ou possível eliminação de doenças transmitidas por vetores, principalmente focando na ecologia e no controle de artrópodes de importância médica e veterinária, atendendo à demanda dos pesquisadores de países latinos americanos que atuam na área, neste sentido, o encontro contou com a participação de membros das regionais internacionais: American Sove, European Sove, Asian Sove e Indian Sove.

Pesquisadores da Fiocruz, das seguintes unidades regionais: Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Fiocruz Rondônia, Instituto de Pesquisa Ageu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e Fiocruz Minas Gerais, contribuíram com o encontro inaugural, ministrando palestras e conferências.

A programação do encontro contempla cursos de treinamento, simpósios, mesas-redondas, conferências e atividades de campo em áreas endêmicas de Manaus. Confira aqui a programação.

O evento tem como parceiros: SAPO – Inovações para controle , Clarke Aquatic Services, Bayer, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular – INCTEM, RELCOV: La Red Latinoamericana de Control de Vectores, Plos Neglected Tropical Diseases, Medicines for Malaria Venture (MMV), Institute Elimina,  Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Fiocruz Rondônia,  Fiocruz Pernambuco e ILMD/Fiocruz Amazônia.

PRÉ-EVENTO

No  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) foi realizado um pré-evento do LA-SOVE no período de  16 a 19/11 de novembro, o minicurso “Controle de Vetores de Doenças Negligenciadas”, coordenado pelo pesquisador Wanderli Tadei, líder do Laboratório de Vetores de Malária e Dengue do Inpa, e pelo professor da Universidade de Heidelberg (Alemanha) e diretor científico da “German Mosquito Control Association (KABS), Norbert Becker.

O minicurso aconteceu no Laboratório de Malária e Dengue e no auditório da Ciência do Inpa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

A formação de Agentes Indígenas de Saúde é assunto de livro a ser lançado dia 25/11 na Fiocruz Amazônia

O livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, dos pesquisadores Luiza Garnelo, Sully de Souza Sampaio e Ana Lúcia Pontes será lançado na próxima segunda-feira, 25/11, às 18h, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Adrianópolis, Manaus.

A publicação é da Editora Fiocruz e integra a Coleção Fazer Saúde. Luiza Garnelo ressalta que o livro é produto de uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia e contou com contribuição da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e de outros pesquisadores. “Muita gente ajudou. Fazer uma coisa dessas não é simples. De uma demanda dos índios do Rio Negro, da Federação das Organizações Indígenas e de outras entidades, e do próprio Conselho Distrital de Saúde do Alto Rio Negro dá-se um processo de qualificação da força de trabalho dos agentes de saúde e com uma demanda dos índios, que era muito específica, pois eles queriam um curso que elevasse a escolaridade e os titulasse como técnicos de nível médio”.

A pesquisadora comenta ainda que atender ao pedido dos índios foi um desafio enorme, e que esse processo de formação levou cinco anos, pois foram consideradas as peculiaridades e diversidades dos povos do Alto Rio Negro, que é uma região que tem 23 etnias, que falam línguas diferentes e têm costumes e relacionamentos próprios.

Durante o evento também será lançada em Manaus a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Saúde dos Povos Indígenas, que pretende facilitar o acesso e ampliar o diálogo sobre a produção técnica e científica da saúde indígena. O evento é aberto ao público.

 

PROGRAMAÇÃO

Evento: Lançamento do livro Atenção Diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro e da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Saúde dos Povos Indígenas

Data: 25 de novembro (segunda-feira)

Horário: 18h

Local: Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no auditório Canoas, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus (AM)

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Marlúcia Seixas

 

Palestra na Fiocruz Amazônia vai abordar os desafios no diagnóstico de doenças, como Tuberculose e Micobacteriose

Na próxima sexta-feira, 22/11, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Tuberculose e Micobacteriose: desafios para o diagnóstico microbiológico”, a ser ministrada por Maurício Morishi Ogusku, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Durante a palestra, serão apresentados dados sobre o Mycobacterium, composto este que possui mais de 220 espécies e subespécies, e dentre elas as principais são Mycobacterium leprae, responsável pela hanseníase e Mycobacterium tuberculosis, pela tuberculose.

Na ocasião, o pesquisador ressaltará que a tuberculose continua a ser um problema de saúde global, visto que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, houve 1,6 milhão de mortes e cerca de 10 milhões de casos da doença. A nível nacional, há anos é considerada endêmica.

Alguns questionamentos devem ser debatidos durante a palestra, como o fato da real incidência da Micobacteriose pulmonar ser ainda desconhecida e a questão dos laboratórios de microbiologia como fontes imprescindíveis de estudos de cultura para micobactérias, a partir dos vários tipos de amostras clínicas, identificação das espécies micobacterianas, e depois dessas etapas, a formação de antibioticoterapia apropriada.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Maurício Morishi Ogusku é mestre em Ciências Biológicas (Microbiologia) pela Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente, atua como pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

Possui experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Micobacteriologia Médica, principalmente nos seguintes temas: Tuberculose, Micobacteriose, métodos bacteriológicos e moleculares de diagnóstico. 

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Imagem: Mackesy Nascimento

SNCT: Oficina incentiva popularização da ciência através de conteúdo audiovisual

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu entre os dias 12 e 14/11, uma oficina gratuita de vídeos digitais para divulgar ciência. Intitulada Digiciência, a atividade reuniu pesquisadores, pós-graduandos e bolsistas de Iniciação Científica.

Em sua 2ª edição, a ação teve o objetivo de promover oficinas de comunicação com a finalidade de orientar os alunos de pós-graduação a desenvolverem a divulgação científica, de forma criativa e lúdica, utilizando a tecnologia e uso do smartphone no processo de comunicação da ciência.

A atividade faz parte da programação da Semana Estadual de Ciência & Tecnologia e conta com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Edital POP CT&I e com recursos do edital de Divulgação Científica da Fiocruz. As aulas foram ministradas pelo jornalista Rômulo Araújo.

“Foi bem interessante ver como eles se encantaram com a possibilidade de cumprir etapas de produção de um vídeo, para divulgar suas próprias pesquisas. Sairão daqui bons materiais, e creio que essa seja mais uma mídia que eles terão para divulgar seus estudos, e consequentemente fazer com que as pessoas envolvidas com o tema que eles atuam, possam ter conhecimento disso”, destacou Araújo.

Através das aulas, os participantes puderam conhecer e manipular softwares específicos para edição que permitem criar vídeos e disponibilizá-los nas plataformas digitais. Os vídeos produzidos serão disponibilizados também em canais de difusão: plataformas digitais (Youtube, Facebook da Fiocruz Amazônia).

Para a coordenadora técnica da oficina, Cristiane Barbosa, a ideia é “preparar quem produz ciência para levar ao grande público as informações e resultados de pesquisas desenvolvidas nas instituições de pesquisa científica e tecnológica. Além de pós-graduandos e alunos de Iniciação Científica da Fiocruz, estão participando também pessoas que lidam com a ciência de outras instituições”, explicou.

SOBRE A OFICINA

A atividade apresentará possibilidades da utilização de vídeos como recurso tecnológico para popularizar a ciência junto ao público, produzidos pelo próprio aluno de pós-graduação. A ideia central é fornecer aos participantes, algumas ferramentas e estratégias que podem ser utilizadas na produção de conteúdos sobre as pesquisas, experimentos e estudos realizados por eles.

Na oportunidade, o palestrante apresentou também algumas técnicas de produção de vídeos digitais, iniciando pela elaboração do roteiro e elementos de pré-produção, passando pela gravação e pela edição até chegar ao produto final.

Posteriormente, os participantes do evento apresentarão os materiais produzidos (vídeos) a alunos de escolas da rede pública estadual em Manaus, Tabatinga e Presidente Figueiredo. Os vídeos produzidos serão disponibilizados também em canais de difusão: plataformas digitais (Youtube, Facebook da Fiocruz Amazônia); eventos científicos; DVD com os vídeos para distribuição nos materiais institucionais.

“É um trabalho crucial, pois a construção de um vídeo digital, tem o potencial de instigar reflexões sobre o papel do pesquisador enquanto divulgador científico e ao mesmo tempo propiciar ao grande público, o acesso às pesquisas. Neste sentido, o uso da tecnologia do smartphone como ferramenta digital é essencialmente importante no processo criativo da geração de conteúdo de divulgação científica dos projetos desenvolvidos, visto que todo o material produzido será estrategicamente difundido por todos os meios de comunicação”, ressaltou Cristiane Barbosa.

SOBRE O PALESTRANTE

Rômulo Araújo é jornalista, mestrando em Sociedade e Cultura na Amazônia, com especialização em Design, Comunicação e Multimídia e em Divulgação e Jornalismo Científico na Amazônia. É editor de conteúdo na Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) da Prefeitura de Manaus e professor do curso de Jornalismo no Centro Universitário do Norte – UniNorte/Laureate.

Com dez anos de experiência na área de comunicação, foi videorrepórter, produtor e roteirista de um telejornal local, repórter e âncora de um programa universitário de rádio, bolsista de comunicação científica e freelancer de um portal nacional de notícias e de uma agência internacional de produção de conteúdos, além de autor de iniciativas de produção independe, como conteúdos audiovisuais em série.

Ascom – ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Feira de Produtos Orgânicos realizada na Fiocruz Amazônia completa um ano de atividades

A edição deste mês da Feira de Produtos Orgânicos, que acontece mensalmente na Praça Sérgio Arouca, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi marcada pela comemoração de 1 ano de realização e contou com programação especial. O evento ocorreu nesta quinta-feira, 14/11.

A Feira começou a ser realizada em novembro de 2018 e continuou com uma edição mensal, reunindo os agricultores, a comunidade do entorno da Fiocruz Amazônia, trabalhadores da Unidade e pedestres. A cada edição da Feira, atividades paralelas, como palestras, oficinas e apresentações diversas ocorrem para atender ao seu objetivo maior de promover a integração entre pessoas e a sensibilização para o consumo de alimentos orgânicos, além da valorização do agricultor familiar.

A Feira, desde a primeira edição, é organizada e coordenada pelo Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS-ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Rede Maniva de Agroecologia do Amazonas (REMA), a Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz (Obsma), com apoio da coordenação regional do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública  (Asfoc-AM).

Sérgio Luz, pesquisador e diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia ressaltou a importância da iniciativa e dedicou a celebração especialmente aos agricultores, que acreditam no projeto e participam todos os meses trazendo alimentos regionais saudáveis para serem vendidos na Feira. “Essa comemoração é para vocês, os produtores, que são os protagonistas da Feira, e quero agradecer também aos pesquisadores do LTASS, que se empenham para levar adiante a iniciativa, lembrando que essa oportunidade nos ajuda a repensar os alimentos que levamos para a nossa mesa e a forma como valorizamos o trabalho dos produtores e a nossa qualidade de vida”.

Segundo o pesquisador e coordenador do evento, Marcílio Medeiros, “o Brasil é campeão mundial de consumo de agrotóxico e a Feira funciona como uma alternativa no intuito de controlar esse problema. Desde 2016, foi instituído um Fórum no Amazonas e têm sido realizadas várias atividades. Já existia no Amazonas, um movimento chamado Rede Maniva de difusão da produção orgânica, um grupo de pesquisadores do Ifam, junto com a Ufam, atuando para propagar a produção agrícola sem agrotóxico, portanto o Fórum incorporou essa agenda e nós também incorporamos”.

CSA MANAUS

Prestes a completar 2 anos em fevereiro, o CSA Manaus (Comunidade que Sustenta a Agricultura) atua como uma organização sem fins lucrativos. O principal objetivo é fazer com que mais agricultores familiares produzam os orgânicos de acordo com esse modelo de produção, que busca a cooperação ao invés da competição e, assim, criar novos pontos de abertura de retirada de alimentos na capital.

Duas cotas diferentes são parte dessa rede de atendimento: a primeira custa 90 reais e atende 1 a 2 pessoas; a segunda custa 150 reais e atende de 3 a 4 pessoas. Atualmente, conta com 40 membros coagricultores e com meta de chegar a aproximadamente 100.  Vale ressaltar que, uma parte do valor mensal é destinado a um fundo coletivo do CSA, que pode ser utilizado para urgências e investimentos.

Joedi Melo, o produtor principal dessa horta, reforça a importância de se “ter uma relação mais próxima com o produtor. O CSA nasce dessa amizade, de querer ter uma relação diferente com o produtor, ter esse vínculo mesmo”.

SOBRE O EVENTO

Produtos orgânicos, cultivados sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos, portanto considerados limpos e saudáveis, que respeitam o meio ambiente e contribuem para a preservação dos recursos naturais, são encontrados na feira. Hortaliças, frutos regionais de época, plantas medicinais e plantas comestíveis são comercializados, além de artesanatos, doces e salgados feitos de produtos orgânicos e mudas de plantas.

A próxima edição da Feira de Produtos Orgânicos na Fiocruz Amazônia está prevista  para o dia 12 de dezembro, será a última edição deste ano. A feira acontece na rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos: Eduardo Gomes e Diovana Rodrigues

 

Dispositivo inovador para diagnóstico de doenças desenvolvido pela Fiocruz Amazônia será produzido por empresa privada

Equipamento de diagnóstico de doenças, concebido por pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será acompanhado por empresa privada para produção em escala. O anúncio foi feito recentemente no Diário Oficial da União (DOU), por meio da publicação do extrato de Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre a Fundação Oswaldo Cruz e  Wama Produtos para Laboratório Ltda.

O Acordo trata da transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração da criação de dispositivo de diagnóstico, capaz de ler as reações LAMP ou outros ensaios de amplificação isotérmica colorimétrica, ou seja, um dispositivo capaz de identificar qualquer doença que se use o mesmo princípio do teste.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia responsável pelo invento, Felipe Gomes Naveca, explica que “a ideia do projeto sempre foi desenvolver um equipamento que pudesse levar as vantagens do diagnóstico molecular, como alta sensibilidade e especificidade, para laboratórios com reduzida infraestrutura”. Trata-se de um equipamento portátil para detecção rápida de doenças.

O invento foi depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e em seus correspondentes no exterior, em fevereiro de 2018, sob o título “Dispositivo de ensaios LAMP”. Para a produção do protótipo, o pesquisador contou com o apoio do Instituto Senai de Inovação em Microeletrônica (ISI-Amazonas)

COOPERAÇÃO TÉCNICA

O Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiocruz e a Wama vai permitir a execução conjunta do Programa de Codesenvolvimento, a ser coordenado por Felipe Naveca e Luís André Mariuba, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-ILMD/Fiocruz Amazônia), além de Jéssica Lima e Felipe Maricondi, ambos da Wama.

A partir desse Programa será feito o acompanhamento, avaliação a execução dos ensaios, produção e publicação de trabalhos científicos, além do atendimento às exigências técnicas e legais necessárias para a produção em escala industrial do dispositivo, fornecimento, e comercialização do produto no Brasil e em outros territórios.

“Esperamos nessa nova fase, com a parceria da Wama, chegar até um produto pronto para o mercado e, dessa forma, contribuir com a melhoria de acesso ao diagnóstico mais preciso”, comentou Naveca.

FOMENTO

O fomento à pesquisa para a produção do conhecimento científico e tecnológico é essencial para se atingir essa etapa  em que uma inovação chega à uma empresa, reconhece o pesquisador lembrando que a pesquisa contou com recurso do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde, sendo amparada pela Chamada Pública N. 002/2012, do Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS).

“Foi graças ao financiamento recebido através de um edital do PPSUS que foi possível trabalharmos em uma abordagem multidisciplinar, com biólogos, biomédicos e engenheiros, chegando à um protótipo de equipamento que despertou o interesse de uma empresa privada como a Wama”, declara Felipe Naveca.

A Wama é uma empresa privada que tem por objetivo o desenvolvimento de métodos e equipamentos para laboratórios de análises.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos Eduardo Gomes

Palestra na Fiocruz Amazônia irá apresentar estudo que propõem correção na taxa dos estupros de vulnerável no Brasil

O estupro de vulnerável é um fenômeno que tem sofrido um considerado aumento em sua ocorrência, mas pouco se conhece sobre esses números, devido ao alto índice de subnotificações referente a este tipo de crime. Em edição extraordinária, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove na próxima quinta-feira, 14/11, às 14h, a palestra “Uma proposta para a correção na taxa de estupro vulnerável no Brasil”, a ser ministrada pelo pesquisador, James Dean, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra irá apresentar um estudo, que teve como objetivo, estimar a taxa de estupro de vulnerável por meio da inferência bayesiana e técnicas de aumento de dados. Segundo o pesquisador, a metodologia proposta utilizou os dados de estupro de vulnerável de algumas cidades do interior do estado do Amazonas, referente ao período de 2010 a 2012.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

James Dean é graduado em estatística pela Universidade Federal do Amazonas, mestre em estatística pela Universidade Estadual de Campinas e doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atualmente é professor da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência na área de probabilidade e estatística, com ênfase em inferência Bayesiana, atuando principalmente nos seguintes temas: modelos lineares dinâmicos, eficiência técnica produtiva, fronteira de produção, inferência bayesiana e aglomerados.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento