Fiocruz Amazônia lança edital do Programa de Iniciação Científica

Amanhã, 15/5, iniciam as inscrições para o Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia). O processo de inscrição é todo online, através do envio da documentação obrigatória descrita no edital, para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, descritas no edital. No caso de renovação de bolsa, a nota deve ser maior ou igual a 6,0.

Acesse aqui ao edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Os candidatos têm até o dia 12 de junho para fazerem suas inscrições. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O resultado será divulgado no dia 6 de julho de 2020.

“Este ano foi lançado o Banco de Currículo para os alunos que tenham interesse em realizar iniciação científica no ILMD/Fiocruz Amazônia”, comenta Priscila Aquino, coordenadora do PIC. Ela explica ainda que o Banco vai facilitar o acesso dos pesquisadores aos currículos dos alunos.

Para mais informações sobre o Banco de Currículo, clique.

O início das atividades está previsto para o dia 1º.  de agosto deste ano. As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, podendo ser renovadas.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acesse ao Banco de Currículo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia lança banco de currículo para seleção de bolsistas de iniciação científica

Tem interesse em fazer iniciação científica no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), mas não sabe como fazer? O Programa de Iniciação Científica (PIC) da Unidade, lançou esta semana, um banco de currículo, que visa a ser uma rede de contatos para aproximar estudantes e Instituição.

Acesse o banco de currículo em: https://amazonia.fiocruz.br/sistemas/sisbc/

De acordo com a coordenação do programa, a ferramenta pretende auxiliar tanto o pesquisador em selecionar bolsistas para uma possível entrevista ou projeto, como também alunos que tenham interesse em se candidatar a uma vaga de iniciação científica, para trabalhar em projetos da Fiocruz Amazônia.

Por meio da plataforma, o aluno consegue selecionar áreas de interesse, durante o cadastro, o que facilita o melhor direcionamento de alunos, dentre as diversas linhas de pesquisa existentes entre os laboratórios de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. Após preencher o formulário, os dados do candidato serão disponibilizados aos pesquisadores e, assim que surgir uma oportunidade, o mesmo será contactado.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

Covid-19: selo ‘Fiocruz Tá Junto’ valida materiais de comunicação

A Fundação Oswaldo Cruz lança, nesta quarta-feira (6/5), o selo Fiocruz tá junto, parte da campanha de informação e comunicação Se liga no Corona! sobre a Covid-19, voltada para a população moradora de periferias. Veículos de comunicação comunitária ou coletivos de periferias de todo o país podem submeter até três materiais, sendo eles produtos gráficos (digitais), sonoros (spots para carros de som e podcasts) ou vídeos que veiculem informações sobre o novo coronavírus.

Para participar, o responsável precisa informar o nome da organização ou coletivo, inserir o link para site ou mídia social da sua organização e o link para acesso ao material que deseja validar – que deve estar hospedado em um repositório virtual e disponível para download. A partir disso, o material de comunicação será analisado e validado por especialistas da Fiocruz. Se houver necessidade de correção, o coletivo será notificado por e-mail; caso seja aprovado, será retornado já com a inserção do selo ou vinheta Fiocruz tá junto. O link para o formulário está em destaque na página da campanha Se liga no Corona! e pode ser acessado clicando na caixa Envie seu Material. Confira, também, um modelo de aplicação do selo para materiais impressos, que ajuda a preparar suas peças para fazer parte dessa campanha.

Campanha

A campanha de comunicação Se liga no Corona! tem como foco a prevenção e enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) considerando as condições de vida e habitação de populações em situação de vulnerabilidade socioambiental. O conteúdo produzido pela campanha inclui rádionovelas, spots para carros de som, peças e vídeos para mídias sociais e cartazes e todos estão disponíveis para download no Portal Fiocruz e no site Maré Online. A iniciativa contou com a participação voluntária do cantor Nego do Borel que fez as chamadas, bem como cedeu trechos de uma das suas músicas mais conhecidas – ‘Me solta’ – para servirem de trilha para os produtos sonoros da campanha.

A iniciativa é fruto da articulação entre a Fundação Oswaldo Cruz, as Redes da Maré, a Frente de Mobilização da Maré, o Conselho Comunitário de Manguinhos, o Conselho Gestor Intersetorial (CGITeias Manguinhos), a Comissão de Agentes Comunitários de Saúde de Manguinhos (Comacs), o Coletivo Favelas Contra o Coronavírus, o Jornal Fala Manguinhos! e o sindicato dos trabalhadores da Fiocruz, Asfoc-SN.

Outras fontes de informação

A Fiocruz dispõe de uma área de perguntas e respostas sobre o novo coronavírus que pode ser acessada aqui, atualiza uma página sobre o novo coronavírus com informações confiáveis, e dispõe de um repositório de materiais para downloads sobre a Covid-19. Além disso, a instituição dispõe de um canal digital de interação com a sociedade que pode ser acionado, o Fale Conosco.

Luiza Gomes (Cooperação Social da Fiocruz)
Fonte: Agência Fiocruz de Notícia

MonitoraCovid-19 aponta tendência de interiorização

Pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz) detectaram, a partir da análise de dados de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma preocupante tendência à interiorização da epidemia de Covid-19, que está chegando de forma acelerada aos municípios de menor porte do país. Apesar de a epidemia ter se propagado inicialmente em grandes metrópoles (fortemente conectadas por linhas aéreas nacionais e internacionais), nas últimas semanas, 44% das cidades médias (20 mil e 50 mil) passaram a contar com casos de Covid-19 e a tendência é o crescimento de ciclos de transmissão em cidades pequenas, localizadas em grande parte no interior do Brasil.

De acordo com a nota técnica mais recente (4/5) do sistema MonitoraCovid-19 – desenvolvido pela equipe de pesquisadores do Icict/Fiocruz –, a grande preocupação dessa tendência reside no fato de que “metade das regiões para onde a doença se difunde apresenta recursos de saúde abaixo dos parâmetros indicados para situações de normalidade”.

“O avanço do Covid-19 em direção às cidades menores revela uma situação preocupante em razão da menor disponibilidade e capacidade de seus serviços de saúde. Isso direciona a busca pelo atendimento médico aos centros urbanos de referência para o tratamento da doença, o que tende a ampliar a pressão sobre os serviços de saúde nas grandes cidades. Esse já é um quadro preocupante em cidades polo, como Manaus, que atende não só aos moradores do município, mas também a pessoas vindas de um conjunto de pequenas cidades e vilas situadas ao longo de rios”, comenta Diego Xavier, epidemiologista do Icict/Fiocruz.

Os dados do estudo do IBGE baseiam-se no conceito de Regiões de Influência das Cidades (Regic), que colocam os municípios em uma nova distribuição regional, de acordo com o relacionamento e o deslocamento entre cidades, provocado pela necessidade do atendimento à saúde. As Regics refletem a realidade das populações de cidades menores, que contam com pouco ou nenhum serviço de saúde pública, e que procuram regularmente o atendimento em outros municípios maiores e/ou com melhor atendimento. Leva em consideração, inclusive, o atendimento a pacientes de outros estados e até países (Bolívia e Paraguai).

O estudo do IBGE que utiliza esse novo conceito de distribuição regional dos municípios, intitulado Regic-2108, teve seu lançamento antecipado para 7 de abril de 2020, com o objetivo de atender às necessidades urgentes de dados para a análise da evolução da epidemia de Covid-19. Entre os fatores levantados pelo IBGE para definir as Regics, estão a quantidade de leitos de UTI, de respiradores e de médicos na região.

Icict/Fiocruz
Fonte: Agencia Fiocruz de Notícias

5ª edição da Fiocruz Amazônia Revista destaca equipamento que pretende revolucionar a forma de diagnosticar doenças infecciosas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançou a 5ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, um veículo de popularização da ciência, por meio da divulgação científica, com publicação semestral e em formato digital. A revista já está disponível no site da Instituição.

Para acessar a Revista, clique.

Com 68 páginas, a nova edição da Fiocruz Amazônia Revista, aborda com destaque o desenvolvimento de um equipamento inovador, que pretende revolucionar a forma de diagnosticar doenças infecciosas, como a tuberculose e a dengue. Confira na página 30, a reportagem “Equipamento revoluciona forma de diagnóstico de doenças infecciosas”.

A edição também aborda a qualificação de mais de 5 mil profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas, por meio do projeto QualificaSUS, iniciativa da Fiocruz Amazônia, que objetiva qualificar o corpo de trabalhadores das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, que atuam na gestão do serviço e no atendimento ao cidadão.

Assim como nas edições anteriores, em breve, será lançado o cartão com o QRCode  (código de barras bidimensional) de acesso à  Fiocruz Amazônia Revista.   Por enquanto, o download pode ser feito no site Fiocruz Amazônia.

SOBRE A REVISTA

Criada com a missão de divulgar à sociedade os frutos de esforços científicos desenvolvidos por pesquisadores da Fiocruz, a “Fiocruz Amazônia Revista” é um veículo de popularização da ciência que adota o jornalismo científico para divulgar pesquisas, cursos, ações e eventos que possam contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional.

No site da Fiocruz Amazônia você também acessa a outras publicações da Fiocruz. Confira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

NOTA EM DEFESA DA CIÊNCIA E DOS PESQUISADORES DA FIOCRUZ

O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem a público manifestar seu apoio aos pesquisadores responsáveis pelo estudo CloroCovid-19, que vem sendo realizado por mais de 70 pesquisadores, estudantes de pós-graduação e colaboradores de instituições com tradição em pesquisa, como Fiocruz, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Universidade do Estado do Amazonas e Universidade de São Paulo.

A instituição considera inaceitáveis os ataques que alguns de seus pesquisadores vem sofrendo nas redes sociais, após a divulgação de resultados preliminares com o uso da cloroquina em pacientes graves com a Covid-19. Estudos como esse são parte do esforço da ciência na busca por medicamentos e terapêuticas que possam contribuir para superar as incertezas da pandemia de Covid-19. A pesquisa CloroCovid-19 permanece em andamento e foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A Fiocruz tem trabalhado incansavelmente em diversas frentes de atuação e vem a público clamar pela tranquilidade e segurança de seus pesquisadores, requisitos essenciais para o desenvolvimento de seus estudos. É fundamental alertar que a busca por soluções não pode prescindir do rigor científico e do tempo exigido para obtenção de resultados seguros e que as pesquisas devem se manter, portanto, fora do campo narrativo que constrói esperanças em cima de respostas rápidas e ainda inconclusivas.

A Fundação apoia incondicionalmente seu corpo de pesquisadores, que estão absolutamente comprometidos com a ciência e com a busca de soluções para o enfrentamento dessa pandemia, e reafirma seu compromisso com a missão de produzir, disseminar e compartilhar conhecimentos e tecnologias voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira.

Exército e Fiocruz Amazônia assinam termos de cessão de terreno para a construção da futura sede da Fiocruz no Amazonas

Na última quinta-feira (16/4), diretores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia estiveram no 2º Grupamento de Engenharia (2º Gpt E) para assinatura de termos referentes à cessão do terreno onde será construída a nova sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus.

O diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, esteve acompanhado de seus vices-diretores Felipe Gomes Naveca (de Pesquisa e Inovação) e Fábio Rocha Cabral (de Gestão e Desenvolvimento Institucional) para reunião com o comandante General-de-Brigada, Marcus Vinicius Fontoura de Melo e equipe.

O objetivo da reunião foi a assinatura dos termos finais do acordo para doação de terreno, localizado no 1º Batalhão de Infantaria de Selva (1ºBIS Aeromóvel), no bairro de São Jorge, Zona Oeste de Manaus, espaço onde será construída a nova sede da Instituição. Na ocasião, foram assinados a Concessão de Direito Real de Uso Resolúvel (CDRUR) e o Termo de Execução Descentralizada (TED).

“Com essas assinaturas sacramentamos o compromisso da cessão do terreno. Agora, daremos início aos processos que são necessários para a construção da nova sede. Depois de publicado no Diário Oficial, será possível contratarmos uma empresa para fazer os projetos básico e executivo da obra. Apesar deste ano atípico, a esperança é de que possamos fazer esses projetos ainda em 2020, pois é a partir deles, vamos poder licitar a obra”, explicou Sérgio Luz.

A parceria vem ao encontro de ações que se destinam a viabilizar um imóvel, dentro de área militar, medindo 14.286,33 m², para a construção e o funcionamento do complexo de infraestruturas do ILMD/Fiocruz Amazônia, com vistas à realização de pesquisas em atividades básicas no campo biomédico, da saúde coletiva e aplicadas ao desenvolvimento de novos produtos e processos biológicos.

As novas Instalações devem atender também às demandas no campo do ensino, formação de recursos humanos especializados em níveis de cursos de pós-graduação em mestrados e doutorado nos campos do conhecimento da saúde coletiva, nas áreas biomédica, biológica celular, molecular, epidemiológica e saneamento, dentre outras, bem como ao planejamento e administração da Fundação, na Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos Eduardo Gomes

 

 

Pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) divulgam questionário do projeto de pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”.

O objetivo é compreender a opinião sobre o distanciamento social e o impacto da medida durante a pandemia do novo coronavírus.

O questionário aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) pode ser acessado aqui ou https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfsVjbgC_a580Jt4aOrx4C6VhTnOLmd3RERZLbrVbv827bGJA/viewform

Os pesquisadores solicitam ao público que compartilhe o questionário nas redes sociais Whatsapp, Facebook e outras, para que mais pessoas possam respondê-lo.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia divulga Republicação de Chamada Pública do processo seletivo para o PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) anuncia a Republicação da Chamada Pública N.006/2020, com alterações nos seguintes itens: Redução do valor da Taxa de Inscrição; Retirada da prova de inglês do processo seletivo e Modificação do cronograma do processo seletivo, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Para a republicação clique AQUI

SOBRE O PPGVIDA

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Ascom ILMD /Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

Dia Mundial de Doença de Chagas mostra protagonismo da Fiocruz

111 anos depois do primeiro diagnóstico humano, a doença de Chagas ainda infecta cerca de 7 milhões de pessoas no mundo e entre 2 a 3 milhões no Brasil. Nesta terça-feira (14/4), será realizado pela primeira vez o Dia Mundial da Doença de Chagas. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data, que contaria com diversas atividades no Brasil e no mundo, será lembrada pela Fiocruz apenas de forma virtual, tendo em vista a pandemia do novo coronavírus. A Fundação divulga depoimentos de autoridades sobre a importância da luta contra a doença, como o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom; a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima; a representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas em Genebra, Maria Nazareth Azevedo; e a presidente da Associação Rio Chagas, Josefa de Oliveira Silva. Junto a essas intervenções, a Fiocruz também homenageia em vídeo quatro cientistas da instituição, que há décadas pesquisam a enfermidade e que deram grandes contribuições contra a doença de Chagas: José Rodrigues Coura (Instituto Oswaldo Cruz), João Carlos Pinto Dias (Fiocruz Minas) e o casal Zilton e Sonia Andrade (Fiocruz Bahia). Outro destaque será a iluminação em marrom e verde do Castelo Mourisco da Fundação em alusão à data.

 “Tudo será mais simples devido à Covid-19. Antes da pandemia tínhamos até a expectativa de que o diretor-geral da OMS pudesse comparecer à Fiocruz, mas isso se tornou inviável. Mas é muito importante salientar que este evento visa, primordialmente, dar visibilidade aos pacientes de doença de Chagas, que é uma das mais negligenciadas do mundo”, afirma o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS/Fiocruz), Marco Aurelio Krieger. Segundo ele, a data foi proposta pelo Brasil à OMS e acatada em reunião ocorrida em 2019, à qual estava presente a presidente Nísia Trindade. “A sugestão contou com total apoio da diplomacia brasileira e do Ministério da Saúde e também aponta para o reconhecimento que a Fiocruz tem por conta de ter sido a casa de Carlos Chagas”, comenta o vice-presidente. Foi o pesquisador Carlos Chagas, do então Instituto Oswaldo Cruz (embrião da atual Fiocruz) quem, em 1909, descobriu o protozoário Trypanosoma cruzi e, em um feito único no mundo, descreveu completamente o ciclo da doença: o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia.

Krieger acrescenta que este é também o momento de ressaltar iniciativas inovadoras da Fiocruz nesse campo, como o sistema de testagem rápida e novos protocolos de medicamentos, desenvolvido com a iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), organização sem fins lucrativos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças negligenciadas. Ele também citou o estudo clínico feito com a Novartis, que busca medir os efeitos de medicação para insuficiência cardíaca em pacientes com cardiopatia chagásica, a forma crônica da doença que afeta o coração de 30% dos infectados anos depois do primeiro contato com o parasita. Essa pesquisa visa chegar a uma nova droga que possa ser administrada em pacientes que tenham as formas cardíacas da doença de Chagas, de maneira a obter resultados mais eficazes. Krieger destaca ainda a liderança do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) nos novos estudos clínicos sobre a enfermidade que estão sendo elaborados na Fundação.

Para o vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Rodrigo Correa, é importante que datas como essa realcem a importancia de atuar no cuidado com os pacientes. “Precisamos monitorar casos em regiões remotas. É fundamental recordar e alertar que a doença de Chagas não acabou e continua fazendo vítimas. A doença permanece entre nós. E as novas áreas de transmissão afetam, sobretudo, as populações mais pobres”.

Um dos fundadores (e primeiro coordenador), nos anos 1990, do Programa de Pesquisa Translacional em Doença de Chagas (Fio-Chagas), Correa diz que a Fiocruz mantém um olhar para o todo: o diagnóstico, o vetor, o paciente, os medicamentos, a pesquisa, o tratamento. “O Fio-Chagas reúne pesquisadores e grupos de pesquisa que lidam com a doença. É uma rede nacional e muito atuante, que abrange cientistas do Rio e de unidades regionais da Fiocruz. Pode-se dizer que é uma rede única no mundo”, diz o vice-presidente, referindo-se às características singulares da Fundação e ao papel de protagonista que a Fiocruz tem no estudo da doença de Chagas.

Agência Fiocruz de Notícias, Ricardo Valverde
Imagem: Acervo Fiocruz