Fiocruz Amazônia recebe curso de Levantamento de Custos e Precificação para suas plataformas tecnológicas

Pesquisadores e demais profissionais que atuam nas Plataformas Tecnológicas do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e da Fiocruz Rondônia participam, em Manaus, do curso de Levantamento de Custos e Precificação: Projeto de Sustentabilidade da Rede de Plataformas Tecnológicas, que está sendo oferecido pela Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS), por meio do Núcleo Técnico de Suporte à Pesquisa (NUTP).

A atividade que iniciou ontem, e encerra hoje, 26/3, tem como objetivo capacitar a equipe da Fiocruz no tema de precificação de serviços técnicos, para apoiar no levantamento de custos e preços desses serviços para clientes internos e externos. O curso está sendo ministrado pelo professor Daniel Elói Santos, da Pris Inovação que Simplifica.

‘Com curso esperamos que os pesquisadores e equipes da Fiocruz tenham consciência da estrutura de custo das plataformas, tentando entender o que eles têm internamente, para oferecer mais para o mercado, como soluções em equipamentos e expertises que possam ser interessantes para outras instituições de pesquisa e empresas”, explicou Daniel Elói.

Para a tecnologista em saúde pública da Fiocruz Amazônia, Michele Silva de Jesus, o curso está sendo uma nova experiência, que aborda a realidade sob um aspecto diferente. “Estamos começando a ver a precificação das atividades que realizamos nas plataformas, e são várias as soluções que oferecemos para a área de pesquisa. Antes, não tínhamos noção dos custos de nossas atividades, e o curso vem nos mostrar o quanto gastamos com insumos, recursos humanos, tempo, luz e equipamento. É um novo olhar para nossas atividades”, comentou.

A Fiocruz Amazônia possui cinco plataformas tecnológicas, a saber: Bioensaios Biotecnológicos (RPT11H), Bioprospecção (RPT10C), Citometria de Fluxo (RPT08J), Sequenciamento AM – Genômica (RPT01H), e  PCR em Tempo Real (RPT09G), que prestam serviços para pesquisadores, tecnologistas, técnicos, estudantes de graduação e pós-graduação, bolsistas de iniciação científica e pesquisadores colaboradores.

ILMD/FIOCRUZ Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia prorroga inscrições para mestrado acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou as inscrições para o curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). O novo prazo para inscrições ocorre até 1/4 de 2019.

Serão oferecidas 17 vagas divididas em duas linhas de pesquisa: Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, com onze vagas; e Processo Saúde-Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade, com seis vagas.

Poderão participar do processo de seleção candidatos que até a data da matrícula, completarem curso de graduação de duração plena devidamente reconhecido pelo MEC. O curso é em regime integral e as aulas estão previstas para iniciar dia 5/8 deste ano. Ao final do mestrado, o egresso do curso receberá diploma de Mestre em Saúde Pública.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet por meio da Plataforma Siga, que somente poderá ser acessada pelo navegador Internet Explorer. O candidato tem que preencher o formulário de inscrição nesta plataforma e anexar documentos de identificação com foto (carteira de identidade, carteira militar ou de conselho de classe), CPF, RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) ou passaporte para candidatos estrangeiros e pagar a taxa de R$ 100,00. A divulgação das inscrições homologadas será no dia 4/4.

Para mais informações, consulte a chamada pública na Plataforma Siga.

SOBRE O CURSO

O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência de saúde no Amazonas é tema de nova pesquisa da Fiocruz Amazônia

Entre os dias 20 e 21/3, pesquisadores do Laboratório de História, Políticas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizam no município de Tefé, no Médio Rio Solimões, a segunda oficina de planejamento do projeto O acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência no Estado do Amazonas”.

O intuito é dialogar com gestores, trabalhadores e pesquisadores da saúde, na tentativa de envolvimento na produção conjunta de dados, para identificar possíveis intervenções nas políticas para esses territórios específicos da região amazônica, tendo em vista que as políticas de saúde têm maior eficácia quando estão mais próximas da realidade das pessoas e que as características do território estão diretamente relacionadas com o acesso dos usuários aos serviços de saúde, exigindo formas de acolhimento diferenciadas, oferta de serviços qualificados e disponibilidade de profissionais ampliadas.

A primeira oficina do projeto ocorreu no município de Parintins, no Baixo Rio Amazonas, entre os dias 14 e 15/3, e contou com a presença da direção do Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen, direção do Hospital Padre Colombo – Diocese Parintins, coordenações de Vigilância em Saúde, da Atenção Básica, do DSEI Parintins, trabalhadores da atenção básica de saúde, coordenação da Regulação, coordenação da Gestão do Trabalho, e ainda com a direção do hospital e da secretaria municipal de saúde do município de Barreirinha.

Os encontros visam o planejamento das atividades de pesquisa do projeto, que já promoveu uma oficina rápida de escrita científica, e que entre as atividades a serem desenvolvidas está o acompanhando, por meio da metodologia de usuário-guia, e da população ribeirinha que utiliza a Rede de Urgência e Emergência (RUE).

O PROJETO

O projeto que será desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do LAHPSA, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do edital do Programa de Pesquisa para o Sistema único de Saúde (SUS/PPSUS) – Gestão Compartilhada em Saúde – Chamada Pública N° 001/2017.

O grupo pretende analisar o acesso da população ribeirinha à Rede de Urgência e Emergência (RUE) no Estado, tendo em vista o fortalecimento do sistema de saúde, por meio da inclusão e da continuidade da população ribeirinha aos serviços de saúde, analisando os principais desafios relacionados ao acesso à RUE nessas regiões.

Para o coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, a ideia da pesquisa é dar suporte para a população e criar opções de atenção que possam diminuir as barreiras de acesso aos serviços. A Rede de Urgência e Emergência necessita criar estratégias, juntamente com a Atenção Básica, de prevenção, promoção e educação em saúde para melhorar a resolutividade das políticas de saúde em relação aos usuários desses territórios à RUE, explica Schweickardt.

O pesquisador destaca ainda a necessidade de discutir as formas de fazer saúde nesse território com tecnologias que valorizem os modos de vida e a realidade do local. Os resultados da pesquisa são diretamente aplicados ao SUS com a contribuição na elaboração e no aprimoramento das políticas públicas para esse contexto específico, buscando produzir mais acesso e atenção com qualidade para a população ribeirinha da região Amazônica.

LAHPSA/ ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlia Gomes
Fotos: LAHPSA

 

Aula inaugural dos programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia aborda internacionalização na ciência

“Internacionalização: o caminho para a ciência de qualidade” foi o tema da aula inaugural, que marcou o início do ano letivo dos cursos de mestrado dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da lnteração Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ocorrida nesta quarta-feira, 20/3.

O tema foi apresentado pelo pesquisador Fábio Trindade Maranhão Costa, que trabalha com Parasitologia, com ênfase em Protozoologia Parasitária, é Professor Associado (Livre Docente) da Universidade Estadual de Campinas Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), além de coordenador de ações internacionais e chefe do departamento de Genética, Evolução, Microbiologia e Imunologia do Instituto de Biologia da UNICAMP, e Editor Acadêmico da revistas PLoS One e Frontiers in Immunology.

Durante a palestra, o pesquisador abordou a importância da internacionalização das instituições, visando o desenvolvimento de uma ciência de qualidade. “As instituições que querem crescer precisam passar pela internacionalização e desregionalização, pois quando você internacionaliza você troca experiências, informações e dados. Ciência é networking, se hoje você quer fazer um estudo global, de impacto significativo cientificamente, você precisa estar em nível global”, ressaltou.

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Atualmente a Fiocruz Amazônia conta com os seguintes cursos de Mestrado: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Claudia María Ríos Velásquez, Vice-Diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Unidade destacou a importância do esforço na carreira científica aos novos alunos. “Se vocês escolheram trabalhar com ciência, vocês vão ter que se esforçar muito. Espero que o tempo que passem por aqui seja de harmonia, conhecimento e crescimento.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O PPGBIO-Interação tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Divulgadas novas datas de qualificações do mestrado PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Coordenação do Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), divulga novas datas de qualificações da Turma 2017:

 

“Lutzomyia longipalpis – Leishmania: um relacionamento complicado” será tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 22/3, a partir de 10h, na Sala de aula 1, prédio anexo da Unidade, a palestra “Lutzomyia longipalpisLeishmania: um relacionamento complicado”, a ser ministrada pela pesquisadora Yara Traub-Cseko, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz).

SOBRE A PALESTRANTE

Yara é doutora em Biologia Molecular, pela Columbia University, e pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Oswaldo Cruz. Possui experiência na área de parasitologia, com ênfase em biologia molecular de parasitos e vetores, atuando principalmente nos seguintes temas: Leishmania, Lutzomyia longipalpis, imunidade inata, interação parasita-vetor.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Imagem: Mackesy Nascimento

“Internacionalização: o caminho para a ciência de qualidade” será tema de aula inaugural na Fiocruz Amazônia

Na próxima quarta-feira, 20/3, será dado início ao ano letivo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia). A abertura das atividades será marcada pela palestra “Internacionalização: o caminho para a ciência de qualidade”, que será ministrada por Fábio Trindade Maranhão Costa, professor e coordenador de Ações Internacionais do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A aula inaugural dos Cursos de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da lnteração Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), terá início às 9h30, no Salão Canoas, auditório da Unidade, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus.

Os programas, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia visam qualificar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

Atualmente o Instituto conta com os seguintes cursos de Mestrado: Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA)

Claudia María Ríos Velásquez, Vice-Diretora de Ensino, Informação e Comunicação falou sobre as espectativas para mais um ano letivo e destacou  a qualidade do ensino da Fiocruz Amazônia. “Nossas expectativas são as melhores, esperamos que os cursos continuem crescendo, que continuem ganhando em qualidade, que os trabalhos dos alunos continuem mantendo um bom nível de qualidade”, disse.

SOBRE O PALESTRANTE

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília, mestre e doutor em Microbiologia, Imunologia e Parasitologia pela Universidade Federal de São Paulo e pós-doutor em Parasitologia experimental pelo Institut Pasteur / Université de la Méditerranée, Fábio Trindade é Professor Associado (Livre Docente) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Possui experiência na área de Parasitologia, com ênfase em Protozoologia Parasitária, atuando principalmente nos aspectos imunopatológicos da malária e ZIKA e no desenvolvimento de novas drogas e imunopatogênese. É Coordenador de Ações Internacionais do Instituto de Biologia da UNICAMP, chefe do Dept. de Genética, Evolução, Microbiologia e Imunologia do IB e Editor Acadêmico da revistas PLoS One e Frontiers in Immunology.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O PPGBIO-Interação tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

Orgânicos e PANCs foram assuntos na Fiocruz Amazônia

Você já ouviu falar em “mato de comer” ou em Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs)?

A Feira de Produtos Orgânicos, evento promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (Tass) e da Asfoc-AM, recebeu na última edição, ocorrida no dia 14/3, um reforço na sensibilização para uma alimentação saudável, a palestra “Momento PANC”.

Organizada pela Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) e ministrada pela chef de cozinha Thábita Cunha, a palestra abordou os seguintes assuntos: O que é PANC? Por que consumir PANC?  A importância da escolha do alimento; PANC é cultura; Consumo de PANC na feira; e Apresentação das espécies da mesa PANC.

Participaram do encontro trabalhadores da Fiocruz Amazônia e produtores rurais que comercializam na Feira de Orgânicos.

A maioria do público, pouco ou quase nada sabia sobre PANCs, mesmo os produtores rurais disseram ter pouca informação de como se pode consumir algumas plantas.

Thábita Cunha disse sentir-se feliz quando usam a expressão “mato de comer”, pois remete a uma alimentação saudável, acessível e cuja produção não afeta o meio ambiente, principalmente em se tratando de plantas nativas. No entanto, ela alerta para que se tenha cautela no preparo desses alimentos e aconselha os interessados no consumo de PANCs a buscarem informações sobre o produto que desejam consumir, e evitar plantas que possam apresentar toxidade.

Acompanhe algumas receitas oferecidas pela  chef:

A Feira de Produtos Orgânicos da Fiocruz Amazônia acontece uma vez por mês e visa sensibilizar trabalhadores da Fiocruz Amazônia e comunidade do entorno para a importância da adoção de uma dieta livre de agrotóxicos. Os produtos orgânicos são considerados limpos, saudáveis e respeitam o meio ambiente, além de contribuírem para a preservação dos recursos naturais.

A próxima edição da feira será no dia 11 de abril.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Fortaleza recebe projeto da Fiocruz Amazônia que usa mosquitos para disseminar larvicida em criadouros

De 18 a 22 de março, no bairro São João do Tauape, em Fortaleza, cerca de 1.200 Estações Disseminadoras de Larvicida serão instaladas por agentes de endemias, coordenadores e pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio de projeto que avalia a eficácia dessa alternativa no controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A tática do projeto é usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus próprios criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas. Uma das vantagens do uso dos mosquitos na disseminação do produto é que eles podem encontrar quaisquer possíveis criadouros, mesmo os que estão em locais de difícil acesso como em calhas de telhados, em terrenos baldios, em  casas abandonadas etc.

Esse estudo iniciou em 2014 nas cidades de Manaus e Manacapuru, no Amazonas. Atualmente,  está sendo testado em outras cidades brasileiras e tem apresentado resultados animadores mesmo em diferentes paisagens geográficas e escalas.

 

Para a implantação em Fortaleza, o projeto conta com a parceria da Fiocruz Ceará, Secretaria Municipal de Saúde, Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica, e equipe das Unidades Básicas de Saúde (UBs) de São João do Tauape. “Nas salas de situação de saúde das UBs do bairro, os resultados serão acompanhados pela equipe em tempo real”, comemora Joaquín Carvajal, pesquisador da Fiocruz Amazônia.

 

O projeto conta com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde. Os ensaios ocorrem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida.

SOBRE AS ESTAÇÕES DISSEMINADORAS

As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Google Maps
Infográfico: Mackesy Nascimento

Estudo realizado em Manaus avaliou homicídios intencionais em mulheres, com enfoque em feminicídios

Saúde e violência contra mulher são temas que ainda temos muito que discutir com a sociedade e com organizações que defendem os direitos básicos das mulheres.

O Brasil é um dos campeões em mortes violentas, e nessa triste estatística entram os casos de feminicídios, onde 50% das mortes nesses casos são causadas por parceiros íntimos, companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Em estudo sobre o assunto, o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Jesem Orellana, apurou que cerca de 50% dos assassinatos de mulheres no Brasil no ano de 2017, envolveram agressões por enforcamentos/estrangulamentos, queimaduras por chamas/fogo, facas, arma de fogo, pauladas e objetos contundentes, agressões físicas fatais e agressões sexuais por meio de força física. Há de se destacar que o montante de agressões por meio de armas de fogo, considerado no estudo, representa apenas 20% do total de agressões registradas por essas armas, no país.

O estudo abordou ainda os  homicídios intencionais de mulheres com enfoque nos feminicídios, em Manaus, nos anos de 2016/2017,  e apontou que cerca de 40% das mortes de mulheres maiores de 11 anos foram feminicídios, ou seja, a cada 10 homicídios de mulheres, em Manaus, nesse período, quatro foram feminicídios, e em torno de 30% e 20% das vítimas de homicídio, sofreram violência sexual e fizeram uso de álcool antes da agressão, respectivamente.

Outro dado identificado no estudo é que na Região Norte a ocorrência de feminicídio parece ser maior, comparando-se com outras regiões do país. Jesem Orellana explica que não se tem uma resposta exata para esse complexo fenômeno e receia que não seja possível determinar suas causas, diante da reduzida visibilidade dada ao assunto e à carência de informações qualificadas e de estudos compreensivos a respeito. “Mas, de modo geral, podemos supor que parte dessa explicação esteja associada ao patriarcado dominante e ao sentimento masculino de que a mulher é propriedade privada, algo que historicamente foi sedimentado na sociedade brasileira, especialmente naquelas em que alguns desses valores ainda são bastante difundidos e valorizados, como pode ser o caso da Região Norte do Brasil. Porém, é possível que esse fenômeno seja parcialmente influenciado pelos elevados padrões de violência urbana observados na região, que na maior parte das vezes, é superior aos padrões de regiões socioeconomicamente mais desenvolvidas”, explica.

Orellana alerta  ainda que até meados de 2018, no Amazonas, não havia nenhuma condenação por feminicídio. “Esta é uma triste realidade que assola não somente o Amazonas, mas outros Estados, e os motivos são diversos e podem incluir o subdimensionamento desse problema – feminicídio – e a lentidão da justiça, por exemplo. O subdimensionamento do problema, porque muitas mortes violentas de mulheres sequer chegam a ser investigadas, seja porque não há corpo ou porque nunca foram identificadas como mortes por razões de gênero. Nesses casos, não há como a polícia civil tomar conhecimento do crime e abrir uma investigação e um inquérito policial para, em seguida, caso ele não seja interrompido por falta de pessoal ou “provas”, possa fornecer elementos à tramitação desses casos, na justiça”.

MARÇO

No Brasil, o número de mortes de mulheres é aproximadamente cinco vezes menor que o de homens. Mas, a diferença que incomoda e requer reflexão, diz respeito a quem pratica o ato criminoso.

O pesquisador observa que trazer a violência contra a mulher para o rol de assuntos a serem discutidos no mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher (8/3) é oportuno e urgente, para dar maior visibilidade a um problema que carece de respostas efetivas da sociedade, do executivo, do legislativo e judiciário.

Vale ressaltar que com a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, e da Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, feminicídio tornou-se crime hediondo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Eduardo Gomes