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Propostas de pesquisadores da Fiocruz Amazônia são aprovadas em Chamada do CNPq para enfrentamento da Covid-19

Os pesquisadores Felipe Naveca e Marcus Lacerda, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) tiveram propostas aprovadas na Chamada MCTIC/CNPq/FNDCT/MS/SCTIE/Decit Nº 07/2020 – Pesquisas para enfrentamento da Covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A chamada recebeu propostas de todas as regiões do País, totalizando 2.219 projetos submetidos e 90 aprovados.

O objetivo da chamada Nº 07/2020 é apoiar financeiramente pesquisas científicas e/ou tecnológicas relacionadas à Covid-19 e outras síndromes respiratórias agudas graves, de modo a contribuir para o avanço do conhecimento, formação de recursos humanos, geração de produtos, formulação, implementação e avaliação de ações públicas voltadas para a melhoria das condições de saúde da população brasileira.

Serão investidos cerca de R$ 45 milhões em 90 projetos de pesquisas. Os recursos são oriundos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Ministério da Saúde.

Pesquisador Felipe Naveca

Felipe Naveca destaca que a aprovação dos dois projetos da Fiocruz Amazônia demonstra o amadurecimento da pesquisa desenvolvida no Amazonas, em especial na Unidade da Fiocruz Amazônia.

“Esse apoio do edital do CNPq vai contribuir para a formação de muitos novos pesquisadores aqui, além de consolidar nosso grupo de pesquisa. A gente tem trabalhado com viroses emergentes no Amazonas e em outros estados da Região Norte”, disse ao explicar que seu projeto envolve a parceria com várias instituições do Amazonas, representadas por meio da Rede Genômica de Vigilância em Saúde, assim como instituições de pesquisa de outros estados, como a Fiocruz de Rondônia, os Laboratórios de Referências (Lacens) de Rondônia e de Roraima, e o Instituto Tecnológico da Vale, em Belém (PA).

SOBRE OS PROJETOS

Avaliação de fatores clínicos, imunológicos e virológicos em pacientes infectados pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) de diferentes estados da Região Norte do Brasil – Rede COVIDNORTE é o titulo do projeto de Felipe Naveca. Seus objetivos são realizar a caracterização evolutiva do genoma total de SARS-CoV-2 e descrever o perfil de resposta imune e características imunogenéticas de pacientes oriundos da Região Norte do país, com diferentes padrões clínicos de infecção

“Com a rede formada por representantes de diferentes estados da Amazônia brasileira, queremos entender melhor como foi que se deram as características da Covid-19 aqui, tanto estudando o genoma do vírus, quanto estudando também marcadores imunogenéticos nos pacientes desses estados, para saber se eles tiveram a doença, se a gente consegue descobrir um marcador que seja associado com resistência ou com susceptibilidade à forma mais grave da Covid-19”, explicou o pesquisador.

Pesquisador: Marcus Lacerda

A outra proposta da Fiocruz Amazônia aprovada na chamada pública do CNPq  é a  do pesquisador Marcus Lacerda, que também atua na Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

Sob o título Estudo de fase IIb para avaliar eficácia e segurança de succinato sódico de metilprednisolona injetável no tratamento de pacientes com sinais de síndrome respiratória aguda grave, no âmbito do novo coronavírus (SARS-CoV2): um ensaio clínico, duplo-cego, randomizado, controlado com placebo – MetCovid, o projeto busca avaliar a eficácia e segurança do corticoide metilprednisolona em pacientes com sinais de síndrome respiratória aguda grave, no âmbito do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Trata-se de um ensaio clínico, duplo-cego, randomizado e controlado com placebo. Os participantes do MetCovid são acompanhados pela equipe de pesquisa por 120 dias após início da participação.

De acordo com Lacerda, o apoio do Ministério da Saúde e do MCTIC, através da chamada pública do CNPq, “é fundamental para o desenvolvimento da pesquisa clínica, pois possibilita a aquisição dos equipamentos necessários, treinamento dos alunos de pós-graduação, entre outros, especialmente, no cenário vivido da pandemia de Covid-19”.

Para mais informações sobre a chamada do CNPq e seu resultado, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Fotos: Eduardo Gomes

Estudo identifica diferentes linhagens do novo coronavírus circulando no Amazonas

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas, é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que investigou amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

As linhagens achadas no Amazonas são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

37 GENOMAS SEQUENCIADOS

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano Naveca concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) divulgam questionário do projeto de pesquisa “Distanciamento social durante a epidemia de Covid-19 no Brasil”.

O objetivo é compreender a opinião sobre o distanciamento social e o impacto da medida durante a pandemia do novo coronavírus.

O questionário aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) pode ser acessado aqui ou https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfsVjbgC_a580Jt4aOrx4C6VhTnOLmd3RERZLbrVbv827bGJA/viewform

Os pesquisadores solicitam ao público que compartilhe o questionário nas redes sociais Whatsapp, Facebook e outras, para que mais pessoas possam respondê-lo.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Aumento da Covid-19 no Amazonas pode não estar relacionado apenas às mutações do novo coronavírus

“Vários fatores do ponto de vista biológico podem contribuir para o aumento, ou maior gravidade de casos de uma doença em uma determinada região”, a explicação é do pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ao falar sobre o aumento de casos de Covid-19 e a relação desses com possíveis mutações do SARS-CoV-2, no Amazonas.

O pesquisador alerta que os fatores biológicos podem ter causas não apenas na mutação de um vírus, mas também na própria diversidade genética de uma população, ou numa combinação desses dois agentes.

“No caso do novo coronavírus, esses dois fatores: humano e vírus, precisam ser estudados o mais rápido possível, em diferentes partes do mundo. Aqui no Amazonas, nós estamos à frente porque temos uma iniciativa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a Rede Genômica em Saúde, que iniciou no final do ano passado, ou seja, antes da Covid-19, e que hoje nos possibilita investigar o SARS-CoV-2”, comenta Naveca.

Responsável pela realização do primeiro sequenciamento genético do novo coronovírus no Norte do Brasil, o pesquisador acredita que não devem ter ocorrido diferentes entradas do vírus no Amazonas, ou que uma ou mais dessas entradas possam ter tido mais sucesso em se espalhar, mas adverte que para se ter certeza dessa afirmação, é necessário que se faça outros estudos de genomas do vírus no Estado, tal qual o que apresentou no final de março.

No estudo desenvolvido por Naveca e sua equipe, as mutações descritas mostram diferenças entre o vírus original de Wuhan (China) e o caso que chegou a Manaus, oriundo da Espanha.

“Para se dizer que uma mutação está associada a um quadro mais ou menos grave é necessário estudar um número grande de amostras e observar as mutações, em uma frequência muito superior. Aplicamos testes estatísticos que suportam ou não essa hipótese e, aí, podemos sugerir essa relação”, adverte o pesquisador.

Ele lembra que aguarda autorização do comitê de ética em pesquisa para iniciar estudos da genética humana e do vírus em uma escala bem maior.

SEQUENCIAMENTO DO GENOMA

O primeiro sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi concluído por Felipe Naveca e sua equipe. O resultado contribui  para a ampliação do conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O estudo foi feito a partir de amostra de paciente do Amazonas, oriundo da Espanha.

Para mais informações sobre o novo coronavírus, acesse https://portal.fiocruz.br/coronavirus

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia conclui o primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2  da região Norte

O primeiro  sequenciamento do genoma completo do SARS-CoV-2  na região Norte foi  concluído por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).  O resultado contribui  para a ampliação do  conhecimento  sobre o comportamento do vírus e a pandemia da Covid-19.

O sequenciamento que foi feito pelo pesquisador Felipe Naveca e sua equipe, a partir de amostra de paciente do Amazonas, soma-se a outras iniciativas de genômica no país e no mundo.

Pesquisador Felipe Naveca. Foto: Eduardo Gomes

 “As análises iniciais mostraram nove mutações em relação à amostra original de Wuhan na China. Queremos entender se existe relação dessas variações no genoma viral no desfecho da infecção”, explica o pesquisador, ao acrescentar que os estudos continuam para sequenciar outras amostras.

Segundo ele, o sequenciamento do genoma da amostra do Amazonas já  pode ser comparado com outros que circulam no Brasil e no mundo para identificar se existe um marcador de piora ou de melhora do quadro, além de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina ou medicamento contra o  vírus SARS-CoV-2 .

O pesquisador reforça a importância da ciência e do apoio a estudos sobre o coronavírus e lembra que o sequenciamento de vírus é uma das atribuições da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam), que é apoiada pelo Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam).

Para mais informações sobre coronavírus  acesse https://portal.fiocruz.br/coronavirus

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz lança Plano de Contingência para Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou, nesta sexta-feira (13/3), o seu Plano de Contingência diante da pandemia do novo coronavíus (Covid-19). O documento é um conjunto de orientações, recomendações e medidas para garantir o pleno funcionamento da instituição e a proteção dos trabalhadores, estudantes, pacientes e demais frequentadores dos campi da Fundação em todo o país.

Disponível no Portal Fiocruz, o Plano traz orientações de ordem prática, que vão desde medidas de prevenção individual a proteção nos ambientes de trabalho, até recomendações sobre viagens e realização de eventos. Trata também de procedimentos nos casos de trabalhadores e estudantes com sintomas de doenças respiratórias, fluxo e comunicação entre os setores e manejo de casos suspeitos e confirmados.

O Plano será permanentemente atualizado, de acordo com o estágio da pandemia. Elaborado por um comitê dedicado de especialistas de várias unidades e áreas, sob a orientação da Coordenação de Vigilância e Laboratórios de Referência da Fundação, o documento segue os princípios de planos elaborados e colocados em prática por instituições internacionais que já passaram primeiro pela experiência.

COMPROMISSO

“A minha saúde é a saúde do outro. O compromisso de todos é fundamental”, afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. “Não adianta uma norma se não houver uma cultura na instituição. A gente não está protegendo só a nossa saúde, está protegendo a saúde coletiva”, disse. A presidente destacou a recomendação de evitar concentrações de pessoas e restringir viagens. “Independentemente de eu ter boa saúde, tenho que evitar circular para não ser um agente de transmissão”.

A pandemia do novo coronavírus e o Plano de Contingência foram tema de debate na instituição durante a manhã, no programa on-line Sexta de Conversa. O programa, voltado para o público interno, foi criado pela Presidência para ampliar os canais de diálogo e participação dos trabalhadores na gestão da Fiocruz. Mensalmente, a presidente fala sobre vários temas e responde a perguntas via chat.

Como medida coletiva de prevenção e proteção diante da pandemia, a participação presencial foi suspensa nesta edição. Para a discussão (13/3), Nísia Trindade Lima convidou a chefe do laboratório de Vírus respiratório e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Marilda Siqueira; a diretora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Valdiléa Veloso; e o vice-diretor de Serviços Clínicos do INI/Fiocruz, Estevão Portela Nunes.

INFORMAÇÃO CONFIÁVEL

Marilda Siqueira ressaltou a importância da comunicação no quadro atual. “Estamos em um momento em que a comunicação é essencial – clara, transparente e responsável”, afirmou. “Quer saber o que está acontecendo? Entre em um site confiável. Ninguém vai lucrar com a quantidade de fake news que temos por aí”, disse. A virologista ressaltou a importância da previsão de outras doenças e d os adultos manterem sua carteira de vacinação atualizada.

“Não temos uma vacina para o coronavírus, provavelmente não vamos ter em menos de um ano pelo menos. A Organização Mundial da Saúde [OMS] já identificou 20 empresas trabalhando nisso, mas até chegar à população, demora”, informou. “A vacina de Influenza não protege contra o coronavírus, mas é importante que os grupos contemplados tomem, porque é uma infecção respiratória a menos. Tem que ser tomada anualmente”, explicou. “Essa gripe é uma doença que nos debilita muito. O vírus já está circulando e os picos da doença são em abril e junho”.

ASSISTÊNCIA

Estevão Portela Nunes reafirmou a importância da informação confiável para a população e fez um panorama da situação. “Não é a primeira vez que estamos passando por isso e certamente não será a última. Pela forma como o mundo é articulado, viroses emergentes e reemergentes surgem periodicamente. Cabe sempre reflexão para que a gente saia disso com algum legado´”, disse.

“A Fiocruz tem um histórico de enfrentamento. Dentro do INI, temos um trabalho nas linhas de pesquisa, mas também um trabalho de fortalecimento do SUS”, destacou. “Quando chegam ameaças assim, a nossa preocupação é com as pessoas mais vulneráveis, seja pela questão social, seja pela da idade. É nosso trabalho ajudar e fortalecer a atuação nesse segmento”, afirmou Estevão.

A diretora do INI alertou para que se evite o pânico. “Nós temos trabalhado reunindo informações e conhecimento, a partir dos casos ocorridos na China, para montar protocolos e planejar como vamos atender nossos pacientes e como trabalhar com a rede para gerar conhecimento”, contou Valdilea Veloso.

O INI é hospital referenciado para internações no caso de coronavírus, onde são atendidos pacientes encaminhados pela rede de postos de saúde. “Temos uma interação com os hospitais que trabalharam com a gente no surto da febre amarela. Com eles nós estamos estruturando uma colaboração para que nós possamos gerar rapidamente informações sobre manejo e tratamento de pacientes do coronavírus”, afirmou Valdilea.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o médico infectologista Estevão Portela Nunes, as pessoas com sintomas de gripe que estejam bem – não tenham outras patologias que tragam risco para uma evolução grave da doença – devem ficar em casa. “Não há tratamento específico, ele é apenas sintomático. O melhor tratamento, como a presidente Nísia falou, é não se locomover”, disse.

Máscaras devem ser usadas apenas por pacientes que estão com sintomas respiratórios e precisam sair de casa. “Se não tiverem máscara, assim que chegarem ao serviço de saúde, devem se identificar como sintomáticos de doenças respiratórias para então receberem uma máscara”, explicou Estevão. Ele alertou para que as pessoas sem sintomas não usarem máscaras. “Os assintomáticos vão utilizar a máscara de forma inadequada e vão acabar desabastecendo os estoques para quem de fato precisa. Isso precisa ser falado. Não temos estoques infinitos de todos esses insumos”, destacou.

O médico reiterou o papel da Fiocruz na assistência. “O INI é referência para internação. O acesso inicial, a porta de entrada, é a rede básica. É assim que foi estruturado o atendimento e é importante para que possa funcionar adequadamente. Atendemos pacientes imunodeprimidos, pacientes graves”, afirmou. “A gente está fortalecendo a nossa articulação com a rede. Assim é a filosofia do SUS, trabalhamos de forma articulada”.

VALOR DO SERVIÇO PÚBLICO

A presidente fechou sua participação no programa destacando o papel das instituições públicas. “É um momento muito importante para que os servidores públicos mostrem o seu valor para a sociedade”, afirmou a Nísia Trindade Lima. “Temos que mostrar à sociedade como somos imprescindíveis. Sem a Fiocruz, não haveria diagnóstico. Sem a Fiocruz e a rede que trabalha pesquisa clínica no Brasil, não haveria uma resposta adequada a esse momento que vivemos”, disse.

O trabalho das duas cientistas brasileiras que lideraram o sequenciamento do novo coronavírus, divulgando sequência completa do genoma viral apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil, foi destacado pela presidente. O estudo foi conduzido por Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na USP, ao lado de outros pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL), da Universidade de Oxford e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT/USP).

“A epidemia nos traz ensinamentos. É o momento de reforçar o papel das instituições públicas”, concluiu Nísia Trindade Lima.

 Agência Fiocruz de Notícias, por Claudia Lima
*Colaboraram Erika Farias e Leonardo Azevedo

Palestra sobre coronavírus reúne 150 pessoas na Fiocruz Amazônia

Aproximadamente 150 pessoas, entre profissionais de saúde, estudantes, pesquisadores e público em geral compareceram a palestra “COVID-19: situação atual e perspectivas”, na última sexta-feira, 6/3, promovida pelo Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra foi ministrada pelo médico Bernardino Claudio de Albuquerque, professor assistente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pesquisador adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), pesquisador visitante sênior e coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia, que acontece no município de Tefé (AM).

Para o pesquisador e Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, a iniciativa de debater temas de interesse popular vai de encontro ao compromisso da Instituição. “A gente está mostrando o nosso trabalho. A população está preocupada, está vindo atrás dessa informação. Todo mundo está falando de coronavírus. É um papel nosso, é um compromisso nosso levar essa informação para a população”, destacou.

O debate abordou a situação epidemiológica no mundo e no Brasil, a produção do conhecimento e aspectos relacionados a prevenção e controle do novo coronavírus. Para responder alguns questionamentos do público, Bernardino falou ainda sobre algumas orientações do Ministério da Saúde para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus.

Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Loren Anselmo, professora de Epidemiologia, da Universidade Paulista (Unip) programou uma aula diferente, trazendo os alunos para conhecerem a instituição e participar da atividade. “A proposta era trazer os alunos para um Instituto de pesquisa e fazer com que eles ouvissem de uma pessoa muito experiente na área de controle epidemiológico, notícias reais e não aquelas que são muito veiculadas. Inclusive, foi enfatizado durante a palestra de hoje, o combate às fake news, informações exageradas. Trazer os alunos para uma conversa real sobre a epidemiologia que tanto se altera, muitas vezes da noite para o dia, foi muito relevante. Eles ficaram muito felizes em participar, principalmente com a apresentação do brilhante Dr. Bernardino, que tanto contribuiu”, relatou.

Em entrevista, Priscila Aquino, pesquisadora e coordenadora do Centro de Estudos avaliou a atividade de forma muito positiva. “Foi algo realmente super relevante para a Instituição e para o Centro de Estudos. Isso nos deixa muito felizes, enquanto coordenação, até mesmo para pensar nas próximas edições, pois a gente está conseguindo chegar em público maior e divulgar um pouco mais temas de relevância para a saúde, para a população em geral, para que a comunidade tenha acesso a essas e outras informações”, pontuou.

SOBRE O PALESTRANTE

Bernardino é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e em Auditoria em Serviços de Saúde e Mestre em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Atualmente, é professor assistente IIV na Ufam, Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, que acontece no município de Tefé.

Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças Endêmicas da Amazônia, Controle e Epidemiologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Situação atual e perspectivas sobre o COVID-19 será tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

Na próxima sexta-feira, 6/3, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) retoma suas atividades, apresentando a palestra “COVID-19: situação atual e perspectivas”, a ser ministrada por Bernardino Claudio de Albuquerque, médico, professor assistente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia, que  acontece no município de Tefé (AM).

O objetivo do debate é discutir sobre a situação epidemiológica no mundo e no Brasil, a produção do conhecimento e aspectos relacionados a prevenção e controle do novo coronavírus. A apresentação ocorrerá na Sala de Aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Bernardino é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, especialista em Medicina do Trabalho pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e em Auditoria em Serviços de Saúde e Mestre em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Atualmente, é professor assistente IIV na Ufam, Pesquisador Adjunto da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Coordenador do curso de pós-graduação lato sensu em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, que acontece no município de Tefé.

Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em Doenças Infecciosas e Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: Doenças Endêmicas da Amazônia, Controle e Epidemiologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz articula novas estratégias para o enfrentamento do coronavírus

Após a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, a Presidência da Fiocruz realizou uma reunião extraordinária nesta quinta-feira (27/2). No encontro, foram discutidas estratégias adicionais nas áreas de diagnóstico laboratorial, desenvolvimento tecnológico, produção e cooperação internacional no enfrentamento do Covid-19.

“A Fiocruz reafirma o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de soluções e respostas rápidas para a população brasileira frente a essa emergência sanitária, a exemplo do que já fizemos em outros momentos críticos para a saúde pública, como no enfretamento de H1N1, zika, chikungunya, febre amarela e até mesmo casos suspeitos de ebola”, destacou a presidente Nísia Trindade Lima.

A iniciativa faz parte das frentes de atuação da Fiocruz, que, desde o início deste ano, vem se articulando internamente e junto ao Ministério da Saúde para contribuir na preparação do país não apenas para a entrada do vírus em território nacional, mas também para a possibilidade de dar respostas rápidas a uma epidemia em larga escala.

“Temos ampla capacidade de resposta na instituição e estamos trabalhando em diversas frentes, tanto na articulação de iniciativas já em curso, como a produção de kits diagnósticos e a capacitação de laboratórios públicos para o diagnóstico laboratorial, mas também em ações prospectivas voltadas para a pesquisa e produção de fármacos e vacinas”, explicou a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger.

Além de manter uma articulação permanente entre pesquisadores, gestores e técnicos da instituição, por meio da Sala de Situação em Saúde, criada em 24 de janeiro pela Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação, a Fiocruz participa do Centro de Operações de Emergências (COE), e foi convidada esta semana a integrar um comitê de especialistas, criado pelo Ministério da Saúde. A primeira reunião desse comitê acontecerá na próxima quinta-feira (5/3).

No âmbito interno, foi destacada a importância de permanente diálogo dos diretores e especialistas das unidades e escritórios regionais com os gestores municipais, garantindo a ampla mobilização da Fiocruz junto a todas as esferas do SUS no enfrentamento da emergência.

O campo da comunicação e da disseminação de informação de qualidade para a população também foi tema do encontro. Segundo a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Elisa Andries, o engajamento dos nossos especialistas no esclarecimento à população e, em especial, aos trabalhadores da saúde, é fundamental, mas deve ser feito de maneira responsável e sempre articulada com os profissionais de comunicação, seja da unidade ou da Presidência, para que, em tempos de fake news, a instituição possa contribuir com informações claras no entendimento dessa nova enfermidade.

Ao longo dos meses de janeiro e fevereiro, a Fiocruz conduziu uma série de iniciativas na área: capacitação de profissionais do Instituto Evandro Chagas, no Pará, e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para o diagnóstico laboratorial do novo vírus, bem como de representantes técnicos de nove países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai); participação de reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, que reuniu centenas de cientistas de todo mundo para discutir estratégias de enfrentamento e definir prioridades de uma agenda de pesquisa global; realização de uma oficina para jornalistas; e participação no diagnóstico de repatriados da China.

A Fiocruz tem uma experiência de quase 60 anos com vírus respiratórios e é designada pelo Ministério da Saúde como referência para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus, por meio do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e para o atendimento a pacientes, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Fonte: CCS/Fiocruz