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Fiocruz Amazônia alerta para o possível risco de maior transmissibilidade viral das novas variantes do SARS-CoV-2

Com o surgimento de diferentes linhagens virais do SARS-CoV-2, que carregam mutações na proteína Spike, pesquisadores estão em alerta para acompanhar se essas mutações podem conferir vantagem seletiva para a transmissibilidade viral  do causador da Covid-19.

No Amazonas, esse monitoramento genético do vírus circulante é feito pelo pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), desde o primeiro caso de Covid-19, ocorrido em março do ano passado, em Manaus. Essa vigilância é realizada em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS-AM), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).

Recentes estudos foram apresentados pelo pesquisador e sua equipe. Agora, uma análise mais apurada desperta a atenção dos pesquisadores: em 114 genomas completos  de SARS-CoV-2 de amostras coletadas no período de 1º de novembro de 2020 a 13 de janeiro de 2021, em diferentes municípios do Amazonas, eles encontraram novos dados referentes à linhagem B.1.1.28, que  revelaram sequência semelhante à P.1 (descoberta em janeiro deste ano) à qual se ramificou, sendo denominada P.1-like.

“A P1-like tem menos mutações do que a P.1 em relação à amostra original de Wuhan, mas é a amostra mais parecida. Ela carreia algumas das principais mutações e pode ser um intermediário evolutivo que chegou até a P.1. A gente ainda não tem certeza disso, mas é muito curioso ver uma única sequência que ficou a mais próxima de todo clado da P.1”, comenta  Naveca.

A sequência P.1-like apresentou mutações de linhagem P.1 na proteína Spike, além da  inserção de 12 nucleotídeos na mesma proteína. Assim como a P.1, os pesquisadores observaram que  a sequência P.1-like acumulou um número alto de alterações genéticas.

Outro ponto que preocupa os pesquisadores foi a identificação da presença da mutação E484K na proteína Spike da linhagem B.1.1.33. A detecção das sequências P.1-like e B.1.1.33-E484K em Manaus sugere que a diversidade de variantes de SARS-CoV-2, com mutações preocupantes na proteína Spike pode ser maior do que descrito inicialmente.

“Em relação à E484K, ela já foi associada com o escape de anticorpos produzidos contra outras linhagens. Então, encontrar isso na P.1 e na P.1-like e agora na B.1.1.33 sugere que essas linhagens também sofreram mutações que foram benéficas para o vírus. A gente ainda precisa entender isso melhor, mas pode ser que essas mutações diminuam a eficiência dos anticorpos prévios”, alerta o pesquisador.

Uma nova Nota Técnica foi disponibilizada pelos pesquisadores, resultado de trabalho realizado em parceria entre pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, FVS-AM, Lacen-AM, Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Salvador ), Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Acesse aqui a Nota Técnica na íntegra.

O pesquisador orienta que a população siga os cuidados de prevenção contra a Covid-19. “As recomendações são as mesmas para os cuidados de disseminação do vírus, tanto do vírus original, quanto dessa variante, só que se de fato ela for mais transmissível, a atenção tem que ser ainda maior, porque qualquer descuido pode levar à infecção. Do ponto de vista dos profissionais da saúde, eles já usam EPIs, os melhores possíveis, é só redobrar os cuidados para que sempre tenham a menor chance de serem infectados”.

Os estudos sobre o comportamento do SARS-CoV-2 realizados pela Fiocruz Amazônia são contínuos e  recebem apoio da Fiocruz, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia publica quarta nota técnica sobre situação epidemiológica do AM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Observatório Fiocruz Covid-19  divulgaram hoje, 25/01, a quarta Nota Técnica sobre o  comportamento da epidemia de Covid-19 no Amazonas, com enfoque nas macrorregiões e regionais de saúde do Estado, a partir dos casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) correlacionados ao SARS-CoV-2, até a segunda semana epidemiológica de 2021.

A cidade de Manaus foi analisada de forma isolada, e foram excluídas das regionais, as notificações que tinham como local de residência a capital. A Nota Técnica apresenta estimativas de tendências a curto e a médio prazos.

O documento foi subdividido em quatro partes: a primeira aborda as associações espaciais entre notificações de SRAG e notificação de casos confirmados de Covid-19; a segunda analisa a notificação da SRAG em regiões do Estado; a terceira aborda a caracterização genética do SARS-CoV-2 circulante no Amazonas; e, a quarta apresenta considerações e reflexões sobre a vacinação no Estado.

Os pesquisadores destacam a importância da vacinação especialmente para os grupos de risco, mas alertam que estratégias de prevenção devem ser mantidas no Estado e em suas fronteiras, diante da ativa circulação viral.

O documento foi elaborado pelos pesquisadores Bernardino Albuquerque, Carlos Machado de Freitas, Christovam Barcellos, Daniel Antunes Maciel Villela, Felipe Gomes Naveca, Fernando Herkrath, José Joaquín Carvajal Cortés, Leonardo Soares Bastos, Marcelo Ferreira da Costa Gomes, Margareth Crisóstomo Portela, Rodrigo Tobias de Sousa Lima, Sérgio Luiz Bessa Luz, e Valcler Rangel Fernandes, do ILMD/Fiocruz Amazônia e do Observatório Fiocruz Covid-19,

Leia a Nota Técnica na íntegra.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz entrega cinco usinas de produção de oxigênio para o AM

O programa Unidos contra a Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), distribuiu, na última semana, cinco usinas de produção de oxigênio ao sistema público de saúde do Amazonas, em resposta à crise de saúde pública enfrentada pelo estado. As usinas foram enviadas à Secretaria de Saúde do Amazonas para distribuição entre os hospitais da capital e do interior do estado.

Cada usina tem capacidade de produzir cerca de 25m³ de oxigênio por hora, quantidade suficiente para suprir uma unidade hospitalar em 12 leitos de terapia intensiva e 80 leitos de internação e pronto atendimento.

“O programa Unidos Contra a Covid-19 procurou, de forma rápida, apoiar a emergência vivida no Amazonas e colaborar com a infraestrutura local do Sistema Único de Saúde (SUS). Os equipamentos ficarão como um legado para o estado e poderão ser utilizados pelos hospitais na produção de oxigênio, em emergências futuras”, afirmou o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mario Moreira.

A doação foi possível mediante o apoio do Todos pela Saúde, Bradesco, B3, MRS Logística, Unitedhealth Group Brasil e Juntos pelo Amazonas (Ambev, BRF, Coca-Cola Brasil, Fundação BNP Paribas, Grupo +Unidos, Magalu, Mercado Livre, Nestlé Brasil, Petrobras, Sesc, SulAmérica, WEG, Whirlpool, XP Inc. e Yamaha).

Por Erika Farias (CCS/Fiocruz)

Fiocruz Amazônia confirma reinfecção por nova variante do SARS-CoV-2

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD /Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) confirmaram o segundo caso de reinfecção no Brasil pelo SARS-CoV-2. A reinfecção se deu em Manaus, pela nova variante identificada no Amazonas, designada B.1.1.28.1 ou P.1. O caso foi confirmado pelo virologista e pesquisador Felipe Naveca.

“A confirmação do caso de reinfecção se deu ao concluirmos o sequenciamento genético das amostras, compararmos a primeira infecção e a segunda, o que mostrou se tratarem de linhagens diferentes. Esse era o último critério que estava faltando para confirmar o caso de reinfecção”, comentou Naveca.

Esse primeiro caso documentado de reinfecção pela nova linhagem P.1 emergente se deu em uma mulher de 29 anos de idade do Amazonas. A primeira infecção pelo SARS-CoV-2 nessa paciente ocorreu em março, e a segunda em dezembro. Ambos os resultados positivos para SARS-CoV-2 foram feitos por exame de RT-PCR.

Desde o surgimento da Covid-19, alguns casos de reinfecção com variantes filogeneticamente distintas de SARS-CoV-2 foram relatados. O pesquisador revela que os casos de reinfecção tanto podem ser a consequência de uma imunidade protetora limitada e transitória induzida pela primeira infecção, quanto podem refletir a capacidade do vírus da reinfecção evadir a resposta  imunológica  anterior.

A nova variante SARS-CoV-2 tem origem na linhagem B.1.1.28, que circula no Amazonas. A nova cepa também foi detectada em viajantes japoneses que tinham passado pelo Amazonas, um estado severamente atingido pela Covid-19 na primeira onda epidêmica, ocorrida entre março e julho do ano passado, e que atualmente enfrenta um aumento vertiginoso de mortes.

Leia AQUI o artigo sobre a nova variante.

Para acessar o artigo sobre o caso de reinfecção, CLIQUE.

Felipe Naveca alerta que outras variantes do SARS-CoV-2 circulam no Brasil e outras devem surgir ao longo do tempo, daí a necessidade constante de vigilância de cepas do novo coronavírus para apoiar a saúde no enfrentamento da Covid-19.

“Ainda não podemos afirmar qual o papel dessa variante na explosão de casos recentes em Manaus, precisamos sequenciar muitas outras amostras para ver a frequência dela atualmente, mas eu acredito sim que ela seja um dos fatores”, comenta.

O pesquisador lembra ainda que outros fatores podem ter contribuído para o aumento de casos de Covid-19 no Amazonas: o período de chuvas na região, que favorece o crescimento de infecções por vírus respiratórios, mas principalmente a baixa adesão da população às recomendações de uso de máscaras, manutenção de distanciamento social e lavagem frequente das mãos.

Os estudos no campo da virologia realizados pela Fiocruz Amazônia recebem apoio da Fiocruz, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A FVS-AM e o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) são parceiros em todas as pesquisas de viroses emergentes.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia publica segunda nota técnica sobre situação epidemiológica do AM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Observatório Fiocruz Covid-19  divulgam nesta quarta-feira, 14/10, a segunda  nota técnica sobre o  comportamento da epidemia de Covid-19 no Estado do Amazonas, com enfoque nas macrorregiões e regionais de saúde.

A análise do comportamento da curva epidêmica teve como principal indicador a taxa de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) onde se estima as tendências a curto e a médio prazos, por macrorregiões e regionais de saúde do Estado, além da capital,  Manaus.

Os dados levantados apontam para a necessidade de monitoramento das medidas de contenção no processo de evolução da epidemia determinada pelo SARS-CoV-2, bem como  recomendam uma maior adesão da população às medidas de contenção da Covid-19, dentre essas a prática do distanciamento social, isolamento de sintomáticos, investigação e monitoramento de contatos, uso de máscaras, higienização das mãos,  dentre outros hábitos que devem ser incorporados no cotidiano da população.

O documento foi elaborado pelos pesquisadores Bernardino Albuquerque, Carlos Machado de Freitas, Christovam Barcellos, Daniel Antunes Maciel Villela, Fernando Herkrath, José Joaquín Carvajal Cortés, Leonardo Soares Bastos, Marcelo Ferreira da Costa Gomes, Margareth Crisóstomo Portela, Sérgio Luiz Bessa Luz e Valcler Rangel Fernandes, do ILMD/Fiocruz Amazônia e do Observatório Fiocruz Covid-19

Leia a nota técnica na íntegra.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia e instituições parceiras oferecem primeiro curso de Doutorado em Saúde Pública no Amazonas

Será nesta sexta-feira, 9/10, às 9h horas (horário Manaus),  a acolhida dos alunos do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia. O curso é pioneiro no Amazonas e resultado dos esforços  institucionais do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas  (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

 A acolhida aos novos discentes será através da plataforma ZOOM, assim como foi todo o processo seletivo para o curso.

“Foi o primeiro processo seletivo realizado pelo ILMD, todo de forma remota. Foram utilizadas 4 salas do ZOOM, simultaneamente, durante 3 dias seguidos. Foi um trabalho intenso, onde a participação de docentes e trabalhadores da VDEIC foi de fundamental importância”, observa a  vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC-ILMD/Fiocruz Amazônia), Rosana Parente.

O curso concentra-se na área de Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e oferece duas linhas de pesquisas: Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; e Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia. Foram ofertadas 15 vagas e puderam concorrer candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecida pelo MEC e com diploma de mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins.

Rosana Parente destaca a importância do curso para o Amazonas, especialmente, “porque busca potencializar a produção de conhecimentos sobre os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença em populações amazônicas, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas de saúde e dos processos formativos em Saúde Coletiva”.

O diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, ressalta a relevância dessa pós-graduação para o Estado, bem como enfatiza a capacidade e compromisso da Fiocruz Amazônia e das instituições parceiras em oferecer, diante de um cenário restritivo, um curso dessa magnitude, que vai contribuir para a formação e qualificação de profissionais da saúde, para o aprimoramento dos serviços de Saúde, vindo ao encontro dos esforços do Ministério da Saúde, para a melhoria da saúde pública no País.

“Esse curso de  Doutorado em Saúde Pública na Amazônia é mais uma entrega da Fiocruz Amazônia para a sociedade amazonense, para a população do Amazonas. Fruto de  importantes parcerias  institucionais, que se empenharam para a realização desse grande desafio, que é formar especialistas, no ponto máximo, da saúde coletiva, para que possam se tornar profissionais mais eficientes, de modo a gerar benefícios para a Saúde e gestão da Saúde, para a população amazonense”, comentou.

A chamada pública para a seleção dos alunos para o curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia foi a de Nº 007/2020. O resultado final e todas as etapas do processo seletivo foram acompanhadas pela Plataforma SIGA, da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=826

O curso será coordenado pela médica e pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Garnelo Pereira. Terá duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) apoiam a atividade, com a liberação bolsas de estudo para os alunos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Genomic Day acontece nesta sexta-feira, 25/9

A edição deste ano do Genomic Day ganha mais espaço e passa a ser internacional, acontecendo simultaneamente em cinco países (Brasil, Argentina, Colômbia, Peru e Uruguai). O evento tem por objetivo popularizar os conceitos de DNA, genes, genomas e microbiomas e suas diferentes aplicações nas pesquisas e sociedade, para alunos e professores do ensino médio.

A ação é uma iniciativa de um grupo de professores e pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior, que dedicam este dia para fazer divulgação científica.  As atividades deste ano acontecem nesta sexta-feira, 25/9.

Acesse a programação aqui.

 


GENOMIC DAY 2020 NO BRASIL

As aulas da edição brasileira do #GenomicDay2020 terão ênfase nos assuntos de Biologia mais frequentes no ENEM dos últimos anos, como uma tentativa de contribuir com a preparação dos alunos interessados na prova para o ensino superior. O evento será transmitido online pelo canal do #GenomicLab no YouTube: em https://youtu.be/QbWqdmswx3A

O pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, participa pelo canal do Youtube, às 13h15 (12h15 em Manaus) para falar sobre SARS-CoV-2.

SOBRE O GENOMIC DAY

É  um evento científico de iniciativa do Laboratório de Biologia Computacional e Sistemas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz-RJ),  que acontece em diversas cidades do país, com o intuito de levar informações sobre a pesquisa, em especial no campo da genômica, a alunos do ensino médio.

Esta ação ocorre também no Amazonas, em parceria com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Segundo Alberto Dávila, chefe do Laboratório de Biologia Computacional e Sistemas do IOC/Fiocruz  e coordenador nacional do Genomic Day, “a expectativa com o evento é  incentivar a curiosidade científica dos alunos do ensino médio e motivar o interesse dos professores  pela pesquisa científica. Quem sabe alguns desses alunos se tornam  pesquisadores/cientistas que irão descobrir a cura para o câncer ou para outras doenças?”, sugere.

Além do ILMD/ Fiocruz Amazônia, o Genomic Day conta com os seguintes parceiros Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), Escritórios da Fiocruz em Rondônia, Brasília e Mato Grosso do Sul, Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), diferentes Instituições de ensino superior públicas, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), as federais do Rio de Janeiro (UFRJ), Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ), Fluminense (UFF), de Minas Gerais (UFMG), da Grande Dourados (UFGD), de Santa Catarina (USFC), além da Embrapa-Gado de Corte, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) e do Instituto Federal do Acre (IFAC).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagens: Divulgação

Estudo identifica diferentes linhagens do novo coronavírus circulando no Amazonas

Três linhagens do novo coronavírus foram introduzidas no Amazonas, é o que aponta estudo do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que investigou amostras dos municípios de Manacapuru, Autazes, Careiro e Manaquiri (Região Metropolitana), Santa Isabel do Rio Negro (Rio Negro), Tabatinga e Santo Antônio do Içá (Alto Solimões), e Manicoré (Rio Madeira), além da capital Manaus.

A investigação foi realizada pela equipe do pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca. Segundo ele, a existência das 3 linhagens  do SARS-CoV-2: A2; B1.1; B1, sugere ao menos 3 introduções do vírus no Estado.

Em Manaus foram identificadas as três linhagens. Em Manacapuru, Manaquiri e Manicoré a pesquisa encontrou 2 linhagens circulando, e nos demais municípios uma linhagem.

As linhagens achadas no Amazonas são frequentemente encontradas em amostras da Austrália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

37 GENOMAS SEQUENCIADOS

O estudo de Epidemiologia Molecular do SARS-CoV-2 no Amazonas sequenciou 37 genomas do novo coronavírus. Felipe Naveca alerta para a importância desses dados, especialmente diante da escassez de informações sobre os vírus que causam síndromes respiratórias na população do Estado.

Em março deste ano Naveca concluiu o primeiro genoma SARS-CoV-2 do Norte do país. Agora, foram mais 36 sequenciamentos.

O sequenciamento dos genomas de amostras do SARS-CoV-2 contribuem para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos contra o vírus. Os genomas identificados no Amazonas agora podem ser comparados a outros que circulam no Brasil e no mundo.

O estudo é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Rede Genômica em Saúde do Estado do Amazonas (Regesam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre espaço para publicações sobre Covid-19 na Amazônia

Com o objetivo de armazenar registros produzidos por especialistas em diversas áreas do conhecimento, no contexto da pandemia de Covid-19 na Amazônia, o site do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu um novo espaço de divulgação, os Repositórios de Percepções (Humanidades) e de Epidemiologia.

Os Repositórios abrigam um conjunto de dados, artigos, documentos, informações e documentos sobre diferentes olhares, percepções e ações de prevenção e intervenção para o enfrentamento do Covid-19 no Amazonas, desde a capital às populações indígenas e comunidades rurais da fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Idealizados pelos pesquisadores  Fabiane Vinente e José Joaquín Carvajal  com a finalidade de disponibilizar um espaço para pesquisadores e especialistas de diferentes áreas e instituições poderem publicar os mais diversos registros desse momento em que o novo coronavírus  atinge a Amazônia, os Repositórios instituíram comissões distintas de análise e validação dos documentos para publicação.

Fabiane explica que o Repositório de Percepções “nasce numa perspectiva de horizontalidade dos saberes e das percepções, valorizando a singularidade das vivências que os relatos descrevem e servindo de apoio para pensar essa diversidade em um processo global”, portanto sua expectativa é de que ele alcance um público mais amplo e diverso.

 “Não se trata de apenas colecionar relatos, mas de pensar a experiência da pandemia como algo que por estar sendo experienciado por todo o mundo, pode ser refletido e construído como conhecimento por todo o mundo também, independente de ser um cientista ou profissional de saúde”, comenta.

Interessados em publicar textos, poesias, fotos ou áudios no Repositório de Percepções (Humanidades) podem enviar o material para o e-mail fabiane.vinente@fiocruz.br. A Comissão  de Validação é formada pelas pesquisadoras do ILMD/Fiocruz Amazônia Evelyne Mainbourg  e Amandia Braga (Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis – Sagespi), Kátia Lima (Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA ) e Fabiane Vinente (Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade – TASS).

Para mais informações sobre o Repositório Percepções (Humanidades), clique e acesse ao material já publicado.

EPIDEMIOLOGIA

Sobre o Repositório de Epidemiologia, José Joaquín explica que ele surgiu a partir de uma demanda da Rede Transfronteiriça Covid-19, que é uma iniciativa colaborativa entre instituições e profissionais da saúde para enfrentamento do novo coronavírus , na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

“A Rede Transfronteiriça Covid-19 busca contribuir com ferramentas e informações técnicas, científicas e acadêmicas, úteis para agilizar o fluxo de informação aos povos indígenas e para a tomada de decisões dos diferentes atores e a sociedade civil, nos diferentes níveis de organização, para o enfrentamento da Covid-19 nos seus territórios, visando melhorar as condições de vida e saúde das populações amazônicas”, comenta o pesquisador.

A Comissão de Validação do Repositório de Epidemiologia também é constituída por  pesquisadores da Fiocruz Amazônia, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia – (EDTA) e tem como membros Claudia María Velásquez, Alessandra Nava e José Joaquín Carvajal. Os interessados em publicar neste repositório podem entrar em contato com seus membros ou enviar e-mail para jose.carvajal@fiocruz.br.

Clique e saiba mais sobre o Repositório de Epidemiologia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia envia testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Alto Rio Negro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) inicia o envio de testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Amazonas. Os testes foram doados pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Inicialmente, recebem os testes os povos indígenas do Alto Rio Negro, depois os do Alto Solimões e Vale do Javari.

Além dos testes, outras doações foram feitas ao Amazonas, por meio do Programa Unidos Contra a Covid-19, da Fiocruz. O pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, explica que outros produtos, equipamentos e aparelhos estão sendo adquiridos  para enfrentamento ao novo coronavírus na área indígena, em Manaus e para aumentar  a capacidade de testagem  da Fiocruz Amazônia.

Segundo Luiza Garnelo, pesquisadora da Fiocruz Amazônia, que está à frente da distribuição das doações para a saúde indígena, à medida em que as doações chegam à Manaus, estão sendo levadas às localidades beneficiadas.

Na oportunidade, a Fiocruz Amazônia deslocou para o município de São Gabriel da Cachoeira uma equipe profissional para treinar os trabalhadores da saúde indígena em relação ao manejo dos testes nas comunidades,  com o objetivo de descentralizar e capilarizar as ações de controle da epidemia de Covid-19.

Outra ação dessa equipe será a coleta de amostras para a realização de exames PCR para a detecção do SARS-CoV-2, em profissionais de saúde. O material coletado será analisado no laboratório do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus.

RECURSOS

Ao Amazonas, foram destinados quase R$ 6 milhões para aquisições  de testes rápidos para Covid-19, equipamentos de proteção individual (EPI’s) e outros dispositivos para testes, visando o enfrentamento ao novo coronavírus.

As doações foram feitas ao Programa Unidos Contra a Covid-19, pela Vivo (R$ 3.000.000,00), pelo Fundo Emergencial da Saúde/Movimento Bem Maior (R$ 1.200.000,00), Fundação Banco do Brasil ( R$ 52.000,00)  e o restante por Bio-Manguinhos/Fiocruz.

UNIDOS CONTRA COVID-19

O Programa Unidos Contra a Covid-19 é uma iniciativa da Fiocruz que tem como objetivo potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), por meio da união de esforços dos setores público e privado, tornando-se um canal onde empresas, organizações e indivíduos interessados formam uma rede de apoiadores de ações desenvolvidas pela Fundação para o enfrentamento da emergência sanitária.

Para saber mais sobre o Unidos contra a Covid-19 e como apoiar, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Sully Sampaio e Eduardo Gomes