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Último dia para efetivar matrícula no curso de especialização em Gestão de Organizações Públicas de Saúde

Até esta quarta-feira, 21/10, 16h, o candidato classificado no Processo Seletivo/2020 para ingresso no curso de especialização em Gestão de Organizações Públicas de Saúde no 2º semestre de 2020 deve efetivar a matrícula institucional, conforme determina  a chamada pública.

Confira a chamada em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=30951

O curso é oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no âmbito do Projeto QualificaSUS, em parceria com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems).

Para se matricular, o candidato classificados deve enviar para o e-mail inscricaolato.ilmd@fiocruz.br cópia de cada um dos documentos listados no edital. No assunto da mensagem deve ser escrito o (nome do candidato classificado – nome do curso).

O curso será realizado em Manaus, as aulas terão início no dia 9 de novembro de 2020, sempre às 18 horas e, serão realizadas remotamente, com aulas síncronas e assíncronas, através da Plataforma ZOOM, conforme plano de ensino encaminhado pelo docente responsável pela disciplina.

Para esclarecimentos das dúvidas, o candidato pode encaminhar e – mail para duvidaslato.ilmd@fiocruz.br .

Ascom- ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia publica segunda nota técnica sobre situação epidemiológica do AM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Observatório Fiocruz Covid-19  divulgam nesta quarta-feira, 14/10, a segunda  nota técnica sobre o  comportamento da epidemia de Covid-19 no Estado do Amazonas, com enfoque nas macrorregiões e regionais de saúde.

A análise do comportamento da curva epidêmica teve como principal indicador a taxa de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) onde se estima as tendências a curto e a médio prazos, por macrorregiões e regionais de saúde do Estado, além da capital,  Manaus.

Os dados levantados apontam para a necessidade de monitoramento das medidas de contenção no processo de evolução da epidemia determinada pelo SARS-CoV-2, bem como  recomendam uma maior adesão da população às medidas de contenção da Covid-19, dentre essas a prática do distanciamento social, isolamento de sintomáticos, investigação e monitoramento de contatos, uso de máscaras, higienização das mãos,  dentre outros hábitos que devem ser incorporados no cotidiano da população.

O documento foi elaborado pelos pesquisadores Bernardino Albuquerque, Carlos Machado de Freitas, Christovam Barcellos, Daniel Antunes Maciel Villela, Fernando Herkrath, José Joaquín Carvajal Cortés, Leonardo Soares Bastos, Marcelo Ferreira da Costa Gomes, Margareth Crisóstomo Portela, Sérgio Luiz Bessa Luz e Valcler Rangel Fernandes, do ILMD/Fiocruz Amazônia e do Observatório Fiocruz Covid-19

Leia a nota técnica na íntegra.

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Pesquisa mostra como brasileiros veem a Fiocruz em 12 cidades

Como parte das comemorações dos 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) coordenou a pesquisa Como brasileiros e brasileiras veem a Fiocruz: um estudo em 12 cidades do país. A intenção foi analisar a percepção que a sociedade tem da Fundação, nas 12 cidades brasileiras onde está presente, por meio de unidades, escritórios ou projeto especial: Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Campo Grande, Teresina, Brasília, Porto Velho, Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro e Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. A coordenação do estudo ficou a cargo da pesquisadora Luisa Massarani, do INCT-CPCT e da Fiocruz.

A pesquisa investigou o conhecimento sobre a instituição (espontâneo e estimulado), o entendimento do que é a Fiocruz, sua relevância, a performance de serviços disponíveis e atributos de imagem relacionados a capital cultural, informação em saúde e engajamento político dos entrevistados. Em função da pandemia do novo coronavírus, que assolou o país no momento em que foi iniciado o trabalho de campo para as entrevistas, foi adicionada uma bateria de perguntas associadas à Covid-19.

De acordo com os entrevistados, a Fiocruz é associada, de forma espontânea, principalmente à pesquisa científica, análises, estudos sobre doenças e centro de desenvolvimento para a cura. A Fundação foi muito bem avaliada em três dimensões: promoção da saúde pública e desenvolvimento social; pesquisa e produção do conhecimento científico e tecnológico; e credibilidade e relevância social.

O projeto foi composto por uma etapa quantitativa e duas etapas qualitativas, que ocorreram simultaneamente. Na etapa quantitativa foi usada a técnica de survey, aplicada por meio telefônico, em plataforma online. Foram feitas 1.724 entrevistas. Desse total, 1.643 entrevistados ouviram falar da Fiocruz e/ou de pelo menos uma das unidades apresentadas no filtro de familiaridade com a instituição. Apenas esses entrevistados responderam ao questionário completo. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. A aplicação dos questionários foi realizada entre 18 de maio e 10 de junho de 2020.

A etapa qualitativa teve duas partes. Na primeira, foram feitas 37 entrevistas em profundidade junto à população que reside nas vizinhanças da Fiocruz em três cidades com características e atuações diferentes: Rio de Janeiro (a sede e suas diversas unidades técnico-científicas), Salvador (unidade técnico-científica) e Porto Velho (escritório técnico). Os participantes tinham idades e profissões diversificadas e foram entrevistados por aplicativo de mensagens. As entrevistas foram realizadas entre 15 de abril e 19 de junho. Na segunda parte, foram feitas 35 entrevistas em profundidade, com 6 governadores e 5 representantes estaduais de unidades da Federação onde a Fiocruz está presente, e 24 com membros do Conselho Superior da Fundação e da Comissão de Honra dos 120 anos, neste caso enviadas e respondidas por e-mail, entre março e maio.

Entre as fontes mais utilizadas para se informar estão: a televisão (73,7%), os sites oficiais da área de saúde (68,8%), os médicos (58,8%) e os jornais impressos ou online (55,4%,) predominando como principais referências apontadas pelos entrevistados na busca ativa por informações. Entre os que tem o hábito de checar as informações sobre a Covid-19 os meios informacionais virtuais são muito utilizados: 65,7% para os sites institucionais, principalmente os vinculados à pesquisa científica no campo da saúde, assim como em páginas de órgãos governamentais, como a do Ministério da Saúde. Os médicos e profissionais da área de saúde são também procurados, assim como publicações e artigos médico-científicos (10,1%). Há quem afirme buscar a verificabilidade de informações nas redes sociais (4,1%).

Neste momento de pandemia, grande confiança e esperança são depositadas nos cientistas: 97,3% acreditam que a ciência encontrará a cura. Estes que demonstram confiança, contudo, se dividem quanto ao timing em que a solução será apresentada: 45,3% acreditam que será “logo”; e 52% acham que vai demorar. Apenas 2,6% dizem não acreditar que os cientistas encontrarão uma solução para a Covid-19.

De acordo com os coordenadores da pesquisa, os dados trazem resultados importantes sobre a percepção que a população tem da Fiocruz. A Fundação é apontada como a instituição pública de pesquisa na área da saúde mais lembrada do Brasil, de forma espontânea. E a mídia tradicional continua a ser a principal fonte de informações sobre a Fiocruz.

Ficou demonstrada a importância que a Fiocruz tem para a sociedade, já que a instituição é avaliada como um patrimônio nacional. Dos entrevistados, 56,8% apontaram a Fundação como a instituição mais importante para o país, entre as que conhece. Também citaram a relevância da Fiocruz em saúde pública (produzindo vacinas e medicamentos de qualidade), em pesquisa científica (é considerada uma das instituições de pesquisa mais importantes do Brasil) e social (expressa na visão de que a instituição é útil). Embora ainda com pontuações elevadas, observa-se uma necessidade de fortalecer a associação entre as atividades científicas e tecnológicas da Fiocruz com o SUS e a atenção à saúde, uma vez que todas atividades da instituição são voltadas para viabilizar o acesso universal. Refletindo o objetivo da pesquisa de contribuir com uma visão de futuro, foi demarcada a necessidade de tornar a Fiocruz mais acessível ao público geral, através de atividades de divulgação científica e do contato de cientistas com a população.

Segundo os pesquisadores, estudos como este dão subsídios para refletir sobre alguns desafios do ponto de vista estratégico-institucional. Entre eles se destacam a busca por estratégias que visem aumentar a percepção da sociedade sobre a vinculação entre pesquisa, atividades de ciência, tecnologia e inovação e produção com as necessidades do SUS; a criação de estratégias para que a Fiocruz apareça como mais permeável e acessível para a sociedade; o fortalecimento da divulgação da instituição e da pesquisa em saúde por meio dos próprios cientistas, que têm muita credibilidade junto a sociedade; e o reforço da percepção da sociedade sobre a importância da ciência para o desenvolvimento, o emprego e a renda.

Agência Fiocruz de Notícias, por Ricardo Valverde

Fiocruz Amazônia vai atuar no controle de Aedes em sete bairros de Manaus

As ações de controle de mosquitos não podem ser esquecidas nem tão pouco negligenciadas, mesmo em tempo de pandemia. Neste sentido, projeto de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para controle de Aedes volta a ser implantado em Manaus nos próximos dias.

Trata-se do projeto que utiliza como estratégia a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDs) como alternativa no controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A ação é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e tem como objetivo instalar cerca de 200 EDs em pontos estratégicos, reconhecidos como focos de proliferação de mosquitos Aedes.

“Não é a primeira vez que trabalhamos com as EDs em Manaus. Nosso estudo iniciou no Amazonas, mas precisamente em Manacapuru e em Manaus,  onde os resultados alcançados foram muito bons, o que favoreceu, com o apoio do Ministério da Saúde, a aplicação da mesma estratégia, em outras cidades brasileiras”, explica Sérgio Luz, pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia.

 

 

Nessa nova etapa, as estações serão implementadas nos bairros da Compensa, Redenção, Novo Aleixo, Cidade Nova, Flores, Aleixo e Jorge Teixeira.

As atividades em Manaus seguem as recomendações da Nota Informativa nº 8/2020-CGARB/DEIDT/SVS/MS, para os trabalhos de controle de vetores durante a epidemia da Covid-19

TÁTICA

Sérgio Luz explica que a tática do projeto é usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus próprios criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas. Uma das vantagens do uso dos mosquitos na disseminação do produto é que eles podem encontrar quaisquer possíveis criadouros, mesmo os que estão em locais de difícil acesso como em calhas de telhados, em terrenos baldios, em  casas abandonadas etc.

As EDs são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida. Para funcionarem, as estações precisam de certa quantidade de água no pote, é a água que atrai os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da ED, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpos dos mosquitos, que levam esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, que estejam nesses locais.

SOBRE O PROJETO

O estudo iniciou em 2014 com experimentos feitos nas cidades de Manaus e em Manacapuru. O resultado inicial foi bastante animador, o que levou, com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e das secretarias municipais e estaduais de Saúde, o projeto para outras cidades, para que os ensaios ocorressem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle do Aedes aegypti e A. albopictus, em diferentes paisagens geográficas e escalas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes
Infográfico: Mackesy Nascimento

Estudo aponta que quatro cidades brasileiras somam mais de 22 mil mortes acima do esperado

As notificações diretamente atribuíveis à Covid-19  informam a ocorrência de mais de 74 mil mortes no Brasil. Em quase 5 meses após o surgimento dos primeiros casos no país, ainda é difícil apontar números precisos da mortalidade específica pela doença, diante das falhas da cobertura da vigilância laboratorial e epidemiológica.

Estudo feito por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)  adotou modelo matemático para analisar o período de 23 de fevereiro a 13 de junho de 2020, tendo como base os anos de 2015 a 2019, para estimar as mortes esperadas.

Segundo a investigação, houve uma somatória de mais de 22 mil mortes excedentes durante a epidemia, em 4 capitais brasileiras: Rio de Janeiro,  São Paulo, Fortaleza e Manaus. Para a análise, foram utilizados dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e da Central de Informações do Registro Civil (CRC) Nacional, bem como relatórios epidemiológicos de secretarias de saúde.

Os pesquisadores observaram que o número de mortes excedentes variou ao longo do tempo, mas, em geral, os picos mais proeminentes de mortalidade ocorreram nos meses de abril e maio, especialmente em Manaus e Fortaleza. Embora, esse número tenha sido proporcionalmente menor em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.

“Avaliar o excesso de mortes pode ser a única e mais viável forma de se mensurar rapidamente os impactos ou a severidade da crise sanitária e sua possível relação com a capacidade de resposta ao problema”, explica pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana.

Segundo o pesquisador, o indicador de mortalidade por causas naturais, utilizado na análise, representa o total de óbitos ocorridos em cada cidade, em certo intervalo de tempo e em indivíduos com 20 anos ou mais, excluindo as mortes não-naturais ou violentas, como acidentes de trânsito, suicídios e homicídios.

As cidades investigadas foram selecionadas especialmente porque concentravam nesse período, em torno de 35% de todas as mortes por Covid-19 notificadas no Brasil, e aproximadamente 67% de todas as mortes por Covid-19 notificadas pelas  27 capitais, até o fim da semana epidemiológica 24 (7 a 13 de junho).

MORTES EM MANAUS

Em estudo publicado em junho, os pesquisadores  analisaram a mortalidade em Manaus, no período entre a  11ª e a 16ª semana epidemiológica (de 15 de março a 25 de abril de 2020). Essa investigação apontou um  número explosivo de mortes na cidade em relação à anos anteriores, o que poderia indicar mortes causadas pela Covid-19, além de revelar a fragilidade dos serviços de saúde na cidade.

Saiba mais aqui.

Agora, os pesquisadores ampliaram a investigação para outras três capitais (Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo) para estimar quantas mortes excedentes aconteceram nessas cidades, sejam elas diretamente atribuídas à Covid-19 ou indiretamente.

“Em São Paulo, por exemplo, em torno de 28% das mortes excedentes não foram direta e oficialmente associadas à Covid-19. Neste caso, é possível que a proporção de subnotificações relativas à doença seja menor do que nas demais cidades. Por outro lado, em Manaus, o número de mortes excedentes pode ter sido 108% maior do que a quantidade atribuída direta e oficialmente à Covid-19. Em outras palavras, a chance de ampla subnotificação de mortes por Covid-19 parece ser bastante real, principalmente se lembrarmos que Manaus, entre as capitais com mais de 1,5 milhões de habitantes, é a única sem Serviço de Verificação de Óbito e, historicamente, com precária estrutura de vigilância epidemiológica. Não por acaso, a proporção de mortes no domicílio ou via pública em Manaus foi aproximadamente 100% maior em 2020, quando comparado a 2019. Um quantitativo aproximadamente três vezes maior do que o observado em São Paulo, no mesmo período. Em cidades como Rio de Janeiro e Fortaleza essa proporção também foi bastante elevada, sugerindo não só ampla subnotificação, como graves falhas no enfrentamento da epidemia”, revela o Jesem Orellana.

Ele alerta ainda que a análise das quatro capitais representa menos de 15% da população brasileira, e que se o estudo considerasse outras metrópoles e municípios, o excedente de mortes seria muito maior

“Na verdade, se a gente for pensar em Brasil, com 5000 e poucos municípios, esse número de mortes excedentes pode facilmente passar dos 100 mil e, nesses 100 mil, provavelmente, vamos ter muitos casos de Covid-19 que foram mal classificados. Essa estatística que estamos vendo hoje, de aproximadamente 74 mil mortes,  está aquém da realidade, o número de mortes do Brasil, pode ser muito maior”, comenta.

O pesquisador informa que seu grupo continua os estudos sobre essa temática e, em breve, serão publicadas novas análises.

 Acesse aqui o estudo Explosão da mortalidade no epicentro amazônico da epidemia de COVID-19

 ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto Fiocruz contra a Covid-19 contempla iniciativas solidárias que irão beneficiar populações vulneráveis na Amazônia

O projeto Fiocruz contra a Covid-19 vai beneficiar iniciativas solidárias em todo Brasil, por meio da Chamada Pública para apoio a ações emergenciais de enfrentamento à Covid-19, voltada para populações vulneráveis. A ação alcança mais de 80 municípios de todos os estados brasileiros. Entre os projetos aprovados, 19 foram da Região Norte, sendo três do Amazonas.

Mais de 800 organizações não governamentais se inscreveram. Entre as iniciativas aprovadas, 110 incluem ações de segurança alimentar, 101 preveem atividades de comunicação, 95 trabalham os protocolos de higiene coletiva e individual (com distribuição de produtos de limpeza, por exemplo), 73 dedicam-se à assistência de grupos de risco e 28 voltam-se ao tema da saúde mental.

Acesse AQUI a lista de projetos contemplados.

A Fiocruz deve investir 4,5 milhões de reais, provenientes de doações feitas à instituição para aplicação em ações humanitárias. As propostas se encaixam em três faixas de financiamento, segundo o orçamento apresentado: até R$10 mil; até R$25 mil e até R$50 mil.

Além dos recursos financeiros, todos as organizações selecionadas terão apoio técnico da Fiocruz. Para isso foi estruturada uma equipe de 70 profissionais, que farão o acompanhamento dos projetos. Eles serão responsáveis por validar os conteúdos informativos produzidos e distribuídos no âmbito dos projetos, além de orientar as organizações para a execução segura das atividades previstas.

PROJETOS

Entre os projetos selecionados está o “Programa Emergencial para o enfrentamento da crise do Coronavírus com foco especial para populações ribeirinhas no Amazonas”, desenvolvido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga da Conquista, localizada à margem direita do Rio Negro (distante 65 quilômetros da capital), que abrange 15 comunidades rurais e indígenas. A ação tem como objetivo auxiliar populações de comunidades remotas do interior do Amazonas, especialmente povos tradicionais, no enfrentamento do Coronavírus.

Com a aprovação, a primeira medida será o lançamento de uma campanha de comunicação intitulada “Comunidades Ribeirinhas contra o Coronavírus”, voltada para conscientização das pessoas sobre as medidas de prevenção, a importância do isolamento social e os sintomas recorrentes da doença. Além disso, o projeto também prevê a doação de cestas de produtos básicos, como alimentos não produzidos localmente e artigos de higiene. A ideia central é assegurar o acesso das famílias a produtos essenciais, oferecer condições para higienização adequada, e evitar o deslocamento de pessoas para as cidades, para compra destes artigos, reduzindo assim, o risco de contágio e de disseminação do vírus.

Proposto pelo Centro Social Roger Cunha Rodrigues, em Manaus (AM), o projeto “3C contra o Covid-19: Comunicação, Consciência e Caridade”, também foi selecionado. O projeto visa mobilizar a população através da difusão de informações nas ruas, com orientações de combate, em linguagem direta e acessível, medidas de afastamento, formas de disseminação, higiene, conduta frente aos sintomas da doença, cuidados e riscos de auto medicação.

A ação também pretende garantir alimentação básica, com a compra e distribuição de alimentos às famílias; oferecer material de higiene e orientações de combate do Covid-19, além da produção voluntária de máscaras de tecido (EPI), possibilitando a distribuição de máscaras à comunidade. Outro destaque entre os projetos do Amazonas é a iniciativa da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC).

A iniciativa busca viabilizar as medidas de distanciamento social entre comunidades agroextrativistas do Médio rio Juruá, sudoeste do Amazonas. Em virtude da escassez sazonal de recursos pesqueiros e das recomendações para que as comunidades restrinjam o acesso às áreas urbanas do município, impossibilitando a aquisição na cidade de outros gêneros alimentícios que compõem a cesta básica das famílias, a ação busca contribuir para a segurança alimentar das comunidades agroextrativistas durante o período de distanciamento social por meio do acompanhamento remoto e permanente da situação de segurança alimentar e distribuição segura de cestas básicas.

Entre os projetos selecionados com orçamento de até R$50mil, está a “Ação Emergencial a Famílias em Vulnerabilidade Social do Bairro Periférico Tarumã”, desenvolvido em Manaus, sob coordenação do Instituto DELFOS, também denominado Instituto Restaura. O projeto tem como objetivo levar produtos alimentícios, material de higiene e limpeza a 60 famílias em situação de extrema pobreza do bairro Tarumã, assim como também ofertar serviços de atendimento psicossocial e socioassistencial, com o intuito de minimizar os impactos sociais, econômicos e psicológicos que a pandemia vem causando na população.

O campeão na faixa de R$25 mil foi a Associação Indígena Krãnhmenti, localizada no muncípio de Banach, interior do Pará. Eles vão usar o recurso obtido para realizar uma campanha bilíngue (português e Mebêngôkre-Kayapó) de esclarecimento sobre o enfrentamento da pandemia. Também vão produzir máscaras e distribuí-las, junto com cestas básicas, a 50 famílias da etnia kayapó na região.

A chamada pública viabiliza o financiamento de projetos em todo território nacional, que contribuem para prevenir o contágio entre esses grupos sociais, garantindo condições mínimas de sobrevivência a famílias impactadas economicamente pelas medidas de isolamento social em vigência.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisa revela que desigualdades sociais contribuíram para o aumento explosivo de mortes em Manaus

Estudo aponta que a gravidade da epidemia de Covid-19 em Manaus e o elevado número de mortalidade têm suas raízes na grande desigualdade social, fraca efetividade de políticas públicas e fragilidade dos serviços de saúde na cidade.

Para a investigação foram usados dados de mortalidade oriundos da Central de Informações do Registro Civil (CRC) Nacional e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), durante a 11ª e a 16ª semana epidemiológica (período de 15 de março a 25 de abril de 2020), revela o pesquisador Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

Ele adianta que apesar das incertezas sobre mortalidade específica por Covid-19 é possível estimar o impacto da epidemia indiretamente, mediante o indicador de mortalidade geral, que avalia o excesso de óbitos ou o número de mortes não esperadas na população.

Jesem Orellana

“Normalmente, o indicador de mortalidade geral, varia pouco ou quase nada em curto espaço de tempo. Somente em situações excepcionais como desastres naturais, guerras ou de crise sociossanitária pode haver repentina e sustentada variação no padrão de mortalidade da população. Portanto, em tempos de ampla disseminação do novo coronavírus, especialmente em contexto sociossanitário desfavorável, espera-se não só maciço contágio e adoecimento, como também elevado e atípico número de óbitos”, comenta o pesquisador.

Além da Covid-19, outras possíveis causas de mortes foram consideradas pela CRC, como síndrome respiratória aguda grave (SRAG); pneumonia; septicemia; e insuficiência respiratória. Os óbitos não classificados em nenhuma dessas condições foram incluídos na categoria “demais causas”. Por fim, as mortes “indeterminadas” (causas de mortes ligadas a doenças respiratórias, mas não conclusivas) que representaram menos de 1% da amostra avaliada e não foram apresentadas separadamente.

A análise mostrou uma similaridade entre o total de óbitos registrados em 2019 e 2018, ao longo das semanas selecionadas em março e abril. Porém, ao se fazer uma comparação entre o total de óbitos de 2020 e 2019, observou-se um excesso de mortalidade, a partir da 14ª semana epidemiológica de 2020 e uma explosão na 16ª semana na qual o número de óbitos foi 200% maior do que o observado em 2019.

O expressivo aumento de mortes a partir da 14ª semana, deu-se aproximadamente 15 dias após a confirmação dos 30 primeiros casos de Covid-19 em Manaus. Já o alarmante e inédito aumento do número de mortes na 16ª semana, coincidiu com o colapso da rede pública hospitalar, gerando um aumento três vezes maior de sepultamentos diários.

Nesse período, as mortes em casa e em via pública também aumentaram, bem como os casos de Covid-19 nos municípios vizinhos. Esse conjunto de acontecimentos resultou, provavelmente, de uma grande aceleração da epidemia em Manaus nas semanas anteriores, contribuindo para a consolidação de uma crise sociossanitária sem precedentes.

“Variações no indicador de mortalidade geral, em cenário de crise sociossanitária, não estão restritas  a países de baixa e média renda, pois um número excessivo de mortes, também foi observado em Nova York e outras cidades da Europa, especialmente na Itália e Espanha, reforçando que a subnotificação na mortalidade específica por Covid-19 tem ocorrido nos mais diferentes contextos e regiões do planeta”, observa o pesquisador.

O estudo também aponta ainda que em Manaus quase 70% das mortes ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais, um dado semelhante aos mostrados em estudos realizados em outros países, e que confirmam que nesse segmento populacional, as comorbidades têm sido associadas com um prognóstico pior em casos de internação por Covid-19.

Outro dado que corrobora com outros estudos, diz respeito aos diferenciais por sexo, com risco de mortalidade maior entre os homens, e um aumento explosivo de mortalidade por problemas respiratórios, que são complicações comuns da Covid-19.

Para o pesquisador, “reforços devem ser envidados rapidamente por gestores das três esferas de governo de modo a conter ou minorar o efeito deletério da Covid-19 em Manaus, sobretudo em áreas mais precárias, onde o impacto da pandemia sobre a mortalidade tende a ser mais acentuado”, conclui Orellana.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia abre inscrições para o Curso de Atualização em Boas Práticas Laboratoriais

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre inscrições para o Curso de Atualização em Boas Práticas Laboratoriais: Diagnóstico de Agentes Infecciosos de Importância para Saúde.  O curso é gratuito e aulas acontecerão no período de 5 a 9 de agosto, em horário integral, na sede da Fiocruz em Manaus, à rua Teresina, 476, Adrianópolis.

Serão 40h de atividades. Estão sendo oferecidas 20 vagas cujo preenchimento obedece às condições da chamada publicada em: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/boaspraticaslaboratoriais-ILMD2019/processo-seletivo/2098.

O curso tem por objetivo capacitar profissionais de nível médio a utilizarem técnicas laboratoriais de modo seguro, a fazerem interpretação dos diferentes métodos de diagnósticos de microrganismos e parasitos, normas da qualidade e de biossegurança; atualizar os profissionais quanto às técnicas de esterilização, pipetagem; preparação de meios de cultura, soluções e lâminas; e aprimorar técnicas de identificação de microrganismos e parasitos de importância para saúde.

Podem se inscrever profissionais de nível médio (tecnologistas e auxiliares de laboratórios) de Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), de universidades, de secretarias  e demais instituições que atuam na área da saúde, alunos de cursos técnicos e de graduação da área da saúde.

As inscrições podem ser feitas de 15 a 29 de julho, no Campus Virtual da Fiocruz, em https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/boaspraticaslaboratoriais-ILMD2019/formulario.

Os nomes dos selecionados para fazerem o curso serão divulgados no dia 1 de agosto de 2019, no site e por e-mail, a ser enviado aos selecionados.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

É necessário o envio dos seguintes documentos (em .PDF) para análise no processo seletivo:

  • Cópia do diploma de ensino médio, técnico ou de graduação na área da saúde;
  • Currículo Lattes;
  • Carta de intenções do candidato (formato livre);
  • Carta de liberação escrita pela chefia/gestor liberando-o para participar do curso (quando for o caso).

A seleção ocorrerá nos dias 30 e 31 de julho de 2019, e envolverá análise do currículo lattes, carta de intenções do candidato e carta de liberação da chefia ou de um professor tutor/orientador, e toda documentação exigida.

Será atribuída maior pontuação aos candidatos que trabalham na área e que entreguem carta de intenção que justifique a participação no curso.

Mais informações no Campus Virtual da Fiocruz

ILMD/Fiocruz Amazonia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudo realizado em Manaus avaliou homicídios intencionais em mulheres, com enfoque em feminicídios

Saúde e violência contra mulher são temas que ainda temos muito que discutir com a sociedade e com organizações que defendem os direitos básicos das mulheres.

O Brasil é um dos campeões em mortes violentas, e nessa triste estatística entram os casos de feminicídios, onde 50% das mortes nesses casos são causadas por parceiros íntimos, companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Em estudo sobre o assunto, o pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Jesem Orellana, apurou que cerca de 50% dos assassinatos de mulheres no Brasil no ano de 2017, envolveram agressões por enforcamentos/estrangulamentos, queimaduras por chamas/fogo, facas, arma de fogo, pauladas e objetos contundentes, agressões físicas fatais e agressões sexuais por meio de força física. Há de se destacar que o montante de agressões por meio de armas de fogo, considerado no estudo, representa apenas 20% do total de agressões registradas por essas armas, no país.

O estudo abordou ainda os  homicídios intencionais de mulheres com enfoque nos feminicídios, em Manaus, nos anos de 2016/2017,  e apontou que cerca de 40% das mortes de mulheres maiores de 11 anos foram feminicídios, ou seja, a cada 10 homicídios de mulheres, em Manaus, nesse período, quatro foram feminicídios, e em torno de 30% e 20% das vítimas de homicídio, sofreram violência sexual e fizeram uso de álcool antes da agressão, respectivamente.

Outro dado identificado no estudo é que na Região Norte a ocorrência de feminicídio parece ser maior, comparando-se com outras regiões do país. Jesem Orellana explica que não se tem uma resposta exata para esse complexo fenômeno e receia que não seja possível determinar suas causas, diante da reduzida visibilidade dada ao assunto e à carência de informações qualificadas e de estudos compreensivos a respeito. “Mas, de modo geral, podemos supor que parte dessa explicação esteja associada ao patriarcado dominante e ao sentimento masculino de que a mulher é propriedade privada, algo que historicamente foi sedimentado na sociedade brasileira, especialmente naquelas em que alguns desses valores ainda são bastante difundidos e valorizados, como pode ser o caso da Região Norte do Brasil. Porém, é possível que esse fenômeno seja parcialmente influenciado pelos elevados padrões de violência urbana observados na região, que na maior parte das vezes, é superior aos padrões de regiões socioeconomicamente mais desenvolvidas”, explica.

Orellana alerta  ainda que até meados de 2018, no Amazonas, não havia nenhuma condenação por feminicídio. “Esta é uma triste realidade que assola não somente o Amazonas, mas outros Estados, e os motivos são diversos e podem incluir o subdimensionamento desse problema – feminicídio – e a lentidão da justiça, por exemplo. O subdimensionamento do problema, porque muitas mortes violentas de mulheres sequer chegam a ser investigadas, seja porque não há corpo ou porque nunca foram identificadas como mortes por razões de gênero. Nesses casos, não há como a polícia civil tomar conhecimento do crime e abrir uma investigação e um inquérito policial para, em seguida, caso ele não seja interrompido por falta de pessoal ou “provas”, possa fornecer elementos à tramitação desses casos, na justiça”.

MARÇO

No Brasil, o número de mortes de mulheres é aproximadamente cinco vezes menor que o de homens. Mas, a diferença que incomoda e requer reflexão, diz respeito a quem pratica o ato criminoso.

O pesquisador observa que trazer a violência contra a mulher para o rol de assuntos a serem discutidos no mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher (8/3) é oportuno e urgente, para dar maior visibilidade a um problema que carece de respostas efetivas da sociedade, do executivo, do legislativo e judiciário.

Vale ressaltar que com a promulgação da Lei Maria da Penha, em 2006, e da Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, feminicídio tornou-se crime hediondo.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Eduardo Gomes

Surto de sarampo no Amazonas reforça importância de vacinação

Com o surto de sarampo no estado do Amazonas, o Ministério da Saúde reforça a importância da população se vacinar contra a doença. O número de casos no estado ultrapassou, pela primeira vez, Roraima, que tem registrado casos da doença desde fevereiro deste ano em virtude da entrada de venezuelanos no estado. Até o dia 20 de junho, foram confirmados 263 casos de sarampo no Amazonas, 1.368 permanecem em investigação e 125 foram descartados. No total, são 1.756 notificações no estado, sendo 82,1% (1.441) destes em Manaus.

De janeiro a junho deste ano, a pasta encaminhou aos estados de Roraima e Amazonas o quantitativo de 711,4 mil doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de campanhas, ações de controle da doença e prevenção de novos casos nesses estados. Desse total, 487,4 mil doses foram para o Amazonas e 224 mil para Roraima.

De 14 a 27 de abril deste ano, o município de Manaus, com o apoio do Ministério da Saúde, antecipou a campanha contra o sarampo, prevista para agosto. O dia de mobilização desta ação foi realizado dia 14 de abril, para a vacinação de crianças de seis meses a cinco anos de idade e continua na rotina das unidades de saúde. Além de evitar novos casos da doença, a estratégia governamental quer impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil. Segundo informações repassadas pelo estado ao Ministério da Saúde, até o dia 18 de junho, foram vacinadas 155.510 crianças, alcançando uma cobertura de 81,2% do público-alvo composto por 191.585 pessoas.

O estado de Roraima também realizou campanha no período de março a abril em todo o estado (15 municípios). Nessa ação, foi avaliada a situação vacinal de 189.154 pessoas, sendo administradas 112.971 doses de vacina tríplice viral em brasileiros, venezuelanos e pessoas de outras nacionalidades. O estado de Roraima confirmou 200 casos da doença, 177 continuam em investigação e 35 foram descartados, totalizando 412 casos notificados. Dois casos de sarampo no estado evoluíram para óbito associado a comorbidades. Todos esses dados são preliminares e estão sujeitos a alterações.

AÇÕES CONTRA O SARAMPO

Desde fevereiro, o Ministério Saúde tem mantido equipes técnicas e treinadas nos estados do Amazonas e Roraima para acompanhar as ações e prestar orientação no enfrentamento da situação. A pasta tem realizado treinamentos para profissionais de saúde sobre aspectos gerais da doença e ações de vigilância epidemiológica. O objetivo é tornar os profissionais de saúde, que atuam na rede de saúde dos estados, sensíveis sobre os sinais e sintomas que definem um caso suspeito de sarampo.

Além disso, o Ministério da Saúde apoiou os gestores locais dos dois estados na revisão de prontuários e fichas de atendimento, com o intuito de encontrar casos de sarampo que não tenham sido identificados oportunamente. Também foi realizada intensificação vacinal nos estrangeiros presentes no posto da Polícia Federal, em Roraima.

Foi elaborado, ainda, um plano de fortalecimento da vigilância epidemiológica do sarampo no estado do Amazonas, considerando eixos prioritários de atuação: municípios com mais de 75 mil habitantes, Região Metropolitana de Manaus, Municípios Sede de DSEI, Municípios de fronteira com outros países, Municípios Polo e Comunicação. Para o enfrentamento da situação do sarampo no estado do Amazonas, estão em andamento o bloqueio vacinal, a varredura (vacinação casa a casa), a intensificação vacinal, assim como estratégias de isolamento de casos suspeitos/confirmados durante o período de transmissibilidade.

Entre 2013 e 2015, ocorreram surtos decorrentes de pacientes vindos de outros países, sendo registrados neste período 1.310 casos da doença. O maior número de casos foi registrado nos estados de Pernambuco e Ceará. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

Agência Saúde, por Amanda Mendes