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Reunião na Fiocruz Amazônia aborda fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, na última sexta-feira (7/2), a visita de uma comitiva do projeto “Fortalecimento da Rede de Laboratórios de Saúde Pública para Atendimento às Emergências em Vigilância em Saúde”, formada por representantes da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e do representante do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão americano responsável por investigar doenças infecciosas.

O projeto tem como objetivo o fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país, com o foco para atendimento às emergências. A comitiva formada pelos técnicos da Fiocruz-Brasília, Mariana Verotti, Thais Minuzzi e Maria Helena Cunha e do CDC, Leonard Peruski, visitou outros dez laboratórios de saúde pública espalhados no Brasil.

O Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, apresentou as atribuições do Instituto, a produção, e pesquisas desenvolvidas. Os consultores também puderam visitar os laboratórios para conhecerem os processos e infraestrutura do Instituto. Durante uma visita guiada, a comitiva conheceu ainda futuras instalações onde serão desenvolvidos estudos realizados por pesquisadores da instituição.

SOBRE O ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA

O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, que visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas, integrando pesquisa, educação e ações de saúde pública. Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Reunião no ILMD aborda implantação do sistema gerenciador de ambiente laboratorial

Para garantir maior eficácia, qualidade e segurança ao processo de recebimento e análise de amostras, algumas ações para o aprimoramento de laboratórios vêm sendo desenvolvidas pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). Uma delas é a implantação do Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), que permite o gerenciamento e rastreamento de todas as amostras coletadas no país.

Durante esta semana, especialistas no sistema estiveram na Fiocruz Amazônia para apresentar as especificidades da ferramenta e mapear as necessidades da Unidade. As apresentações foram realizadas por Crislanny Sampaio, da Central de Recebimento de Amostras do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e Ricardo Bergamo, do Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN/PR) e consultor da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) do Ministério da Saúde (MS).

Segundo o vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Gomes Naveca, a reunião objetiva desenvolver as primeiras ações para o processo de implantação do sistema no ILMD. “Estamos mapeando as nossas necessidades e investigando como podemos interagir melhor com esse sistema, pensando nas atividades que realizamos aqui no Instituto e nas demandas externas que recebemos”, explicou.

SOBRE O GAL

O sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) foi desenvolvido pela Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), em parceria com Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e a Secretária de Vigilância em Saúde (SVS).

O GAL é um sistema informatizado desenvolvido para Laboratórios de Saúde Pública aplicado aos exames e ensaios de amostras de origem humana, animal e ambiental, com padrão nacional, e desenvolvido de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde.

O sistema possibilita gerenciar e acompanhar realizações de análises laboratoriais desde a solicitação até emissão do laudo final; gerar relatórios gerenciais e de produção nas Redes de Laboratórios de Saúde Pública; gerar consultas e relatórios específicos e epidemiológicos; enviar resultados laboratoriais dos casos suspeitos ou confirmados para o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN); subsidiar as tomadas de decisões pelas Vigilâncias nas esferas Nacional, Estadual e Municipal, e padronizar as informações dos laudos e pareceres técnicos.

O Sistema é composto pelos seguintes módulos: Nacional; Administrador; Biologia Médica; Ambiental e Saúde do Trabalhador; Animal Vertebrado e Invertebrado; Controle de Qualidade; Funcionalidade de Automação; Business Inteligence; Gestão; Qualidade, e Biotecnologia.

“Estamos essa semana aqui justamente para fazer esse levantamento do que é feito na instituição, para vermos qual módulo poderá ser usado. Até o momento detectamos possibilidades de utilização na biologia médica e na entomologia”, Explicou Ricardo Bergamo.

 

Ascom IKMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes