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Fiocruz prorroga inscrições de Curso de Formação voltado a profissionais da saúde, educação, proteção social, jovens e lideranças indígenas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou 25/02/2021 as inscrições para o Curso “Bem-Viver: Saúde Mental Indígena”, voltado para formação de profissionais que estão diretamente envolvidos na assistência das populações indígenas da Amazônia brasileira. 

A ação faz parte do projeto “Juntos contra a COVID-19 e na proteção de crianças e adolescentes indígenas na Amazônia Brasileira”, do qual participam, além da Fiocruz, o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). 

Indígenas, profissionais ligados à saúde, à educação, sistemas de proteção social (conselheiros tutelares, professores) e à assistência social são o público-alvo da formação. A ideia é construir uma rede de apoio psicossocial que se estenderá pelos estados do Amazonas, Acre, Pará, Roraima e Amapá, e por oito áreas de abrangência: Alto Rio Negro (AM), Alto Solimões (AM), Alto Purus (AC-AM); Yanomami (RR), Leste de Roraima (RR), Guamá-Tocantins (PA) e Amapá e Norte do Pará (AP-PA).

Para inscrições, acesse: http://bit.ly/cursobemviver ou site da Fiocruz https://cursos.campusvirtual.fiocruz.br/

O Curso de formação é completamente virtual e tem seis módulos que abrangem aspectos relacionados à saúde mental e fatores psicossociais que já eram enfrentados pelas populações, mas que se intensificaram no período da COVID-19. São eles: autoatenção e estratégias comunitárias; cuidados com crianças, jovens e idosos; violência; uso abusivo de álcool e outras drogas; e suicídio.

Inscrições abertas para Curso de Formação voltado a profissionais da saúde, educação, proteção social, jovens e lideranças indígenas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou nesta segunda-feira, 4 de janeiro de 2021, as inscrições para o Curso “Bem-Viver: Saúde Mental Indígena”, que atuará na formação de profissionais que estão diretamente envolvidos na assistência das populações indígenas.

A ação faz parte do projeto “Juntos contra a COVID-19 e na proteção de crianças e adolescentes indígenas na Amazônia Brasileira”, do qual fazem parte, além da Fiocruz, o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Acesse: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/bemviversaudeindigena

O Curso de formação é completamente virtual e terá cinco módulos, abrangendo aspectos relacionados à saúde mental e fatores psicossociais que já eram enfrentados pelas populações, mas que se intensificaram no período da COVID-19. O conteúdo poderá ser acessado a partir de 15 de janeiro via plataforma EAD da Fiocruz. A interação entre alunos e professores acontecerá por meio da rede social WhatsApp.

Indígenas, profissionais ligados à saúde, à educação, sistemas de proteção social (conselheiros tutelares, professores) e à assistência social são o público-alvo da formação. A ideia é construir uma rede de apoio psicossocial que possa atingir mil pessoas, pelo menos.

Resumo do conteúdo programático:

Contexto da COVID-19 e populações indígenas. Bem viver e saúde mental indígena. Autoatenção e estratégias comunitárias. Pertencimento e identidade. A criança, o jovem e os idosos nas populações indígenas. Proteção, cuidados e tradições orais. Estratégias SMAPS no cuidado indígena. Descolonizando o conceito de violência. Direitos Humanos e Violência contra indígenas. Mulheres indígenas e os Estudos de Gênero. O consumo de bebidas alcoólicas na população indígena. Fatores de risco para suicídio em populações indígenas. Ações de prevenção e intervenção e pósvenção em equipes de saúde/educação. Estratégias de cuidado e luto.

Serviço:

O quê: Curso “Bem-Viver: Saúde Mental Indígena”

Período de inscrições: 04/01 à 18/02/2021.

Início do curso: 15/01/2021.

Onde: https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/bemviversaudeindigena

Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Grace Soares

Atenção psicossocial aos povos indígenas 

A Covid-19 mudou a rotina das pessoas do mundo inteiro. Entre as populações mais vulnerabilizadas o perigo de morte toma proporções alarmantes. Quanto mais isolados, menos efetivas as medidas preventivas tendem a ser. Torna-se necessário um diálogo mais próximo e que contemple a diversidade étnica dos povos indígenas da Amazônia. O  Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) implementa ações que busque mitigar os efeitos da pandemia entre essa população atuando na formação de profissionais que estão diretamente envolvidos na assistência desses grupos.

De acordo com a coordenadora do Curso de Formação, a psicóloga Alessandra Pereira, a pandemia traz preocupações quanto à saúde indígena sob 2 aspectos: o risco de morte e os prejuízos à saúde mental.

“Culturalmente, os povos indígenas não fragmentam o conceito de saúde, entre física e mental. Portanto, a linha de atuação da formação que propomos centra-se no bem-viver e na saúde indígena”, enfatizou. Como fator diferencial, Alessandra destaca o perfil da equipe de trabalho. “Não se trata de um curso, uma formação, pensada por especialistas da Fiocruz. É uma articulação formada por indígenas, que intervém diretamente na integração dos elementos e dos temas considerados necessários para o diálogo com os povos indígenas”, ratifica a coordenadora.

O grupo é composto por 11 professores conteudistas e oito revisores interculturais, sendo estes últimos todos indígenas. A participação dos revisores, por toda sua vivência na comunidade indígena, é um parâmetro importante que guia as escolhas do projeto no que tange a linguagem (visual e textual), o próprio conteúdo e as abordagens escolhidas para tratar os assuntos durante a formação.

“A primeira coisa que nos preocupou era como iríamos lidar com tamanha diversidade étnica. Era mais fácil buscar pessoas que tivessem conhecimento e reconhecimento em seus contextos sociais. Acionamos a Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos (Abipsi) e conseguimos reunir profissionais do Pará, de Roraima, Amazonas e Recife”, explicou Alessandra. A preocupação tem fundamento, já que a atuação do projeto se estende pelos estados do Amazonas, Acre, Pará, Roraima e Amapá, em sete áreas prioritárias, atingindo 90 etnias. Um trabalho que deve dialogar com nove famílias linguísticas: Tukano Oriental, Aruak, Maku, Tupi, Tikuna, Je, Karib, Pano e Katuquina.

A FORMAÇÃO

Alessandra explicou que a formação conduzida pela Fiocruz terá cinco módulos e deve abranger aspectos relacionados à saúde mental e fatores psicossociais que já eram enfrentados pelas  populações indígenas, mas que se intensificaram no período da Covid-19. Os temas abordados nos módulos serão: Autoatenção e estratégias comunitárias; cuidados com crianças, jovens e idosos; violência (com destaque para as cometidas contra mulheres); uso abusivo de álcool e outras drogas; e suicídio.

Dois produtos estão em fase de elaboração e serão a base da atividade: um material escrito (formato de cartilha) e um material audiovisual (formato de videoaulas). O conteúdo ficará hospedado na plataforma EAD da Fiocruz em Brasília  e as interações entre alunos e professores, diante das dificuldades de conectividade virtual, acontecerão via Whatsapp. “A previsão é que no início de fevereiro já estejamos com o curso no ar”, afirmou a psicóloga. Tudo a distância, resguardando a segurança da equipe e dos participantes.

A coordenadora salientou que os jovens e líderes comunitários, pessoas e profissionais ligados à educação, sistemas de proteção social (conselheiros tutelares, professores) e à assistência social serão mobilizados para o curso. A ideia é construir uma rede de apoio psicossocial que, nesta primeira investida, possa atingir mil pessoas, pelo menos.

PROJETO MACRO

O Curso e uma série de outras ações integram uma articulação maior da qual fazem parte, além da Fiocruz, o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

O projeto macro tem como objetivo oferecer apoio aos Povos Indígenas da Amazônia brasileira na prevenção e mitigação dos impactos da Covid-19 e é financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). Ao todo, prevê-se que 27.130 famílias indígenas serão beneficiadas. O cronograma de atividades deve se estender até março de 2021.

Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Grace Soares

Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz discute saúde indígena e pandemia

O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz promoverá no próximo dia 16 de setembro (excepcionalmente numa quarta-feira), das 10h às 12h, um encontro virtual de formação abordando o tema “A Saúde indígena em tempos de pandemia”.

Como é sabido, a chegada do novo coronavírus (Covid-19) trouxe preocupação para toda a população mundial. No entanto, para populações que já viviam em situações socialmente vulneráveis, como é o caso dos povos e territórios indígenas no Brasil, a pandemia chegou com ares de extermínio. Ainda é bem viva na memória desses povos os efeitos de doenças infecciosas, como gripe e sarampo, que dizimaram etnias e foram usadas como arma contra os povos originários.

Os indígenas brasileiros, em sua totalidade, vivem hoje em situações precárias do ponto de vista social, econômico e alimentar. Além disso, estudos apontam elevadas prevalências de diferentes doenças e agravo s à saúde na população indígena, o que torna essas pessoas mais vulneráveis a complicações do coronavírus. Soma-se a este quadro a dificuldade de acesso aos serviços públicos essenciais, de informação e de um crescente desmonte das políticas indigenistas.

Considerando tudo isso, o Comitê, na sua missão de dialogar e propor ações de equidade de raça, traz a questão da saúde indígena para reflexão do grupo, abrindo o debate para o grande público. Participam desse encontro: Carmem Pankararu, da etnia de mesmo nome (Pankararu), cujo território ocupa os municípios de Petrolândia, Tacaratu e Jatobá, no sertão de Pernambuco, técnica em administração e presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais e Trabalhadores de Saúde Indígena; e João Paulo Tukano, da etnia Yepamahsã (Tukano), do município de São Gabriel da Cachoeira (AM), graduado em Filosofia, mestre e doutorando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), pesquisador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI) e fundador do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi.  Para fazer a mediação do debate, o encontro virtual terá a participação de Fabiane Vinente, pesquisadora e antropóloga do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade do Instituto Leônidas & Maria Deane (Fiocruz Amazônia).

Essa edição do encontro virtual será mediada por Rita Bacuri, integrante do Comitê Pró-Equidade pela Fiocruz Amazônia, e contará tradução para a Língua de sinais brasileira (Libras), a fim de ampliar a acessibilidade e o direito à comunicação e informação. A transmissão será feita pelo canal do YouTube da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz que pode ser acessado em youtube.com/videosaudedistribuidoradafiocruz.

O Comitê

 O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz foi criado em 2009, para consolidar uma agenda institucional pelo fortalecimento dos temas étnico-raciais e de gênero na Fundação, colaborando para uma constante atualização e reorientação de suas políticas, bem como de suas ações, seja nas relações de trabalho, seja no atendimento ao público e na produção e popularização do conhecimento. Em 2018, passou a ser gerido por uma coordenação colegiada, sendo a promoção da equidade de gênero, diversidade sexual e das relações étnico-raciais na Fiocruz, prioridade do Comitê, em alinhamento com o posicionamento da instituição em defesa dos direitos humanos, do reconhecimento e valorização da diversidade e combate às desigualdades.

Rita Vasconcelos (Fiocruz PE/ Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz)

 

Fiocruz Amazônia envia testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Alto Rio Negro

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) inicia o envio de testes rápidos para Covid-19 aos povos indígenas do Amazonas. Os testes foram doados pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Inicialmente, recebem os testes os povos indígenas do Alto Rio Negro, depois os do Alto Solimões e Vale do Javari.

Além dos testes, outras doações foram feitas ao Amazonas, por meio do Programa Unidos Contra a Covid-19, da Fiocruz. O pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, explica que outros produtos, equipamentos e aparelhos estão sendo adquiridos  para enfrentamento ao novo coronavírus na área indígena, em Manaus e para aumentar  a capacidade de testagem  da Fiocruz Amazônia.

Segundo Luiza Garnelo, pesquisadora da Fiocruz Amazônia, que está à frente da distribuição das doações para a saúde indígena, à medida em que as doações chegam à Manaus, estão sendo levadas às localidades beneficiadas.

Na oportunidade, a Fiocruz Amazônia deslocou para o município de São Gabriel da Cachoeira uma equipe profissional para treinar os trabalhadores da saúde indígena em relação ao manejo dos testes nas comunidades,  com o objetivo de descentralizar e capilarizar as ações de controle da epidemia de Covid-19.

Outra ação dessa equipe será a coleta de amostras para a realização de exames PCR para a detecção do SARS-CoV-2, em profissionais de saúde. O material coletado será analisado no laboratório do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus.

RECURSOS

Ao Amazonas, foram destinados quase R$ 6 milhões para aquisições  de testes rápidos para Covid-19, equipamentos de proteção individual (EPI’s) e outros dispositivos para testes, visando o enfrentamento ao novo coronavírus.

As doações foram feitas ao Programa Unidos Contra a Covid-19, pela Vivo (R$ 3.000.000,00), pelo Fundo Emergencial da Saúde/Movimento Bem Maior (R$ 1.200.000,00), Fundação Banco do Brasil ( R$ 52.000,00)  e o restante por Bio-Manguinhos/Fiocruz.

UNIDOS CONTRA COVID-19

O Programa Unidos Contra a Covid-19 é uma iniciativa da Fiocruz que tem como objetivo potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), por meio da união de esforços dos setores público e privado, tornando-se um canal onde empresas, organizações e indivíduos interessados formam uma rede de apoiadores de ações desenvolvidas pela Fundação para o enfrentamento da emergência sanitária.

Para saber mais sobre o Unidos contra a Covid-19 e como apoiar, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Sully Sampaio e Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia lança livro e biblioteca virtual sobre formação e saúde indígena

A saúde indígena foi destaque ontem, 25/11, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com dois lançamentos que demonstram o compromisso de pesquisadores da Fiocruz com a saúde dos povos indígenas. Primeiro, foi lançado o livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, de autoria de Luiza Garnelo, Sully de Souza Sampaio e Ana Lúcia Pontes. Depois, foi a vez da biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos.

O evento reuniu no Salão Canoas, auditório da Fiocruz Amazônia, pesquisadores, indígenas, representantes das instituições envolvidas com a saúde, formação e capacitação dos povos indígenas, e demais interessados.

Luiza Garnelo explicou que o livro é resultado da formação dos agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro, a demanda dos próprios índios foi para o curso ofertado lhes permitisse elevar a escolaridade dos participantes, ao nível de ensino médio. “Muita gente ajudou. Fazer uma coisa dessas não é simples. De uma demanda dos índios do Rio Negro, com o apoio da a Federação das Organizações Indígenas e de outras entidades, e do próprio Conselho Distrital de Saúde do Alto Rio Negro deu-se o processo de qualificação da força de trabalho dos agentes de saúde”, comentou a pesquisadora, reconhecendo a importância das parcerias para a realização do Curso Técnico de Agentes Comunitários de Saúde,  em especial o apoio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

Ana Lúcia Pontes falou da importância do curso técnico oferecido no Alto Rio Negro, especialmente porque favoreceu o protagonismo dos agentes indígenas de saúde em sua área de atuação.

Sully Sampaio lembrou dos desafios enfrentados para a realização do curso e as histórias que marcaram alunos e professores, relatos que ainda hoje emocionam quem viveu a experiência da construção, implementação e execução do Curso Técnico de Agentes Comunitários Indígenas de Saúde, que foi concluído em 2015.

Na ocasião do lançamento do livro foi entregue uma simbólica lembrança ao  então, secretário de Estado de Educação e Cultura (Seduc-AM), professor Gedeão Amorim, que na época empreendeu todos os esforços para o êxito do curso.

O livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, integra a Coleção Fazer Saúde, da Editora Fiocruz. Para saber mais sobre a editora e outros títulos, acesse o site da editora ou clique.

 

BVS SAÚDE DOS POVOS

A biblioteca virtual BVS Saúde dos Povos é um projeto do grupo de pesquisas Saúde, Epidemiologia e Antropologia dos Povos Indígenas da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) e equipe da Seção de Informação (CTIC) do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT/Fiocruz), em parceria com o Grupo de Trabalho em Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Bireme/OPAS/OMS.

Sua finalidade é divulgar materiais e produções sobre a saúde dos povos indígenas para diferentes públicos. A BVS reúne, até o momento, mais de 3 mil itens, que estão sendo progressivamente disponibilizados para acesso. Esse acervo representa parte da diversidade das pesquisas, projetos e atividades sobre saúde de diferentes povos indígenas do Brasil.

Para mais informações sobre a BVS, clique

Ao final do evento, para comemorar as conquistas alcançadas foi servido um coquetel com iguarias amazônicas e indígenas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

A formação de Agentes Indígenas de Saúde é assunto de livro a ser lançado dia 25/11 na Fiocruz Amazônia

O livro “Atenção diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro”, dos pesquisadores Luiza Garnelo, Sully de Souza Sampaio e Ana Lúcia Pontes será lançado na próxima segunda-feira, 25/11, às 18h, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Adrianópolis, Manaus.

A publicação é da Editora Fiocruz e integra a Coleção Fazer Saúde. Luiza Garnelo ressalta que o livro é produto de uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia e contou com contribuição da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e de outros pesquisadores. “Muita gente ajudou. Fazer uma coisa dessas não é simples. De uma demanda dos índios do Rio Negro, da Federação das Organizações Indígenas e de outras entidades, e do próprio Conselho Distrital de Saúde do Alto Rio Negro dá-se um processo de qualificação da força de trabalho dos agentes de saúde e com uma demanda dos índios, que era muito específica, pois eles queriam um curso que elevasse a escolaridade e os titulasse como técnicos de nível médio”.

A pesquisadora comenta ainda que atender ao pedido dos índios foi um desafio enorme, e que esse processo de formação levou cinco anos, pois foram consideradas as peculiaridades e diversidades dos povos do Alto Rio Negro, que é uma região que tem 23 etnias, que falam línguas diferentes e têm costumes e relacionamentos próprios.

Durante o evento também será lançada em Manaus a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Saúde dos Povos Indígenas, que pretende facilitar o acesso e ampliar o diálogo sobre a produção técnica e científica da saúde indígena. O evento é aberto ao público.

 

PROGRAMAÇÃO

Evento: Lançamento do livro Atenção Diferenciada: a formação técnica de agentes indígenas de saúde do Alto Rio Negro e da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Saúde dos Povos Indígenas

Data: 25 de novembro (segunda-feira)

Horário: 18h

Local: Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), no auditório Canoas, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus (AM)

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Foto: Marlúcia Seixas

 

3º Ciclo de Debates Saúde, Ambiente e Sustentabilidade inicia hoje na Fiocruz Amazônia

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), promove em Manaus, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD Fiocruz Amazônia) nos dias 2 e 3 de setembro, o 3º Ciclo de Debates de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade. O evento inicia às 14h de hoje, e será realizado na sede da Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis.

O 3º Ciclo de Debates vai discutir, a partir do olhar ampliado sobre questões relacionadas à saúde, o ambiente e a saúde indígena para o desenvolvimento da Amazônia – malária, vulnerabilidade ambiental e território. Seu objetivo é contribuir com a atualização da produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias em Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, voltados para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a promoção da saúde e da qualidade de vida da população brasileira.

A ação tem caráter continuado e ocorrerá nas cinco Regiões do Brasil: Sudeste, Nordeste, Sul, Centro Oeste e Norte, com a participação das Unidades Regionais da Fiocruz. No ano passado, foi realizado na Região Sudeste,  em março deste ano aconteceu em Brasília.

DEBATES

Os debates visam atualizar e expandir o conhecimento sobre ambiente e saúde na Fiocruz, tendo como orientador da discussão interdisciplinar as áreas temáticas que constituem a publicação da Coleção de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade da Série Fiocruz – Documentos Institucionais, a saber: Agrotóxicos e Saúde; Biodiversidade e Saúde; Clima e Saúde; Grandes Empreendimentos e Saúde; Saúde dos Povos do Campo, da Floresta e Água e Saúde do Trabalhador.

A principal característica desta proposta é a apresentação do acúmulo institucional do conjunto de conhecimentos neste campo de atuação, trazendo conteúdo e reflexão acumulada em cada tema abordado, além da integração dos diversos campos de atuação respeitando as singularidades de cada área e sua articulação no contexto da instituição.

PÚBLICO-ALVO

O evento é aberto ao público e podem participar interessados no estudo de questões relacionadas ao tema Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, especialmente pesquisadores envolvidos na elaboração dos documentos da coleção, autores, colaboradores, e convidados envolvidos em processos relacionados às áreas a serem discutidas.

OBJETIVOS DO CICLO DE DEBATES

  • Ampliar a discussão sobre questões relacionadas à área de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade;
  • Possibilitar uma discussão interdisciplinar entre as áreas que compõe o Programa de SAS: Agrotóxicos e Saúde, Biodiversidade e Saúde, Clima e Saúde, Grandes Empreendimentos e Saúde, Povos do Campo, da Floresta e Água e Saúde do Trabalhador;
  • Integrar as Unidades Regionais na discussão do campo da Saúde, Ambiente e Sustentabilidade;
  • Iniciar um processo de construção de uma Rede Integrada de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade.

A cada Ciclo de Debates é gerada uma síntese da discussão.

PROGRAMAÇÃO DO 3º CICLO DE DEBATES

Dia 2 de setembro de 2019

Local: ILMD/Fiocruz Amazônia: rua Teresina, 476, Adrianópolis

14h – Recepção e Abertura:

  • Marco Menezes – Vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde
  • Guilherme Franco Netto – Coordenador da área de Saúde e Ambiente/VPAAPS
  • Sérgio Luz – Diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)
  • Silvia Nobre Waiãpi – Secretária Especial de Saúde Indígena – Sesai/MS
  • Rodrigo Tobias de Sousa Lima –   Secretário de Estado da Saúde do Amazonas – Susam
  • Eduardo Costa Taveira –  Secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas  – Sema
  • Cristina Araripe  – Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação – VPEIC/Fiocruz
  • Wenderson de Souza Monteiro –  Superintendência Estadual da Funasa no AM – Suest/AM
  • Francisco Castro  – Coordenador Regional da Fundação Nacional do Índio – Funai
  • Ilair Pereira dos Santos  – Etnia Mura Aldeia São Felix, Autazes/AM  – Representação Indígena

Atividade Cultural – Exibição do filme “O Fio da Meada”, de Silvio Tendler  –  com roteiro de Marcelo Firpo, Silvio Tendler e Marina Fasanello

Debate com os pesquisadores: Marcelo Firpo e Marina Fasanello.

19h – Jantar e apresentação Cultural – Arte sem fronteiras: uma Amazônia de cores e sons

Dia 3 de setembro de 2019

ILMD/Fiocruz Amazônia: rua Teresina, 476, Adrianópolis

9h – Mesa Redonda – Saúde, ambiente  e desenvolvimento da Amazônia Coordenação: Marco Menezes (VPAAPS/Fiocruz)

  • Ecologias, Epistemologias e Promoção Emancipatória da Saúde Marcelo Firpo – Ensp/Fiocruz
  • Desigualdades Sociais e Saúde Indígena Paulo Basta – EnspFiocruz

Exposição Ambiental e Saúde na Amazônia – um olhar sobre o mercúrio e a saúde indígena Sandra Hacon – Ensp/Fiocruz

10h30 – Mesa Redonda – “Saúde indígena: condições de vida, vulnerabilidade e agravos em povos amazônicos” –  Coordenação: Maria Luiza Garnelo Pereira

  • Condições de vida, vulnerabilidade Ana Lúcia de Moura Pontes – Ensp/Fiocruz
  • Saúde, doença e cura na cosmovisão indígena João Paulo Lima Barreto – Centro de Medicina Indígena da Amazônia
  • Malária e vulnerabilidade ambiental – Flor Ernestina Martinez-Espinosa – ILMD/Fiocruz Amazônia

12h – Lançamento da Série Fiocruz Documentos Institucionais: Coleção Saúde, Ambiente e Sustentabilidade

Almoço

Atividade Cultural – Exibição do documentário “MBORAIHV”, de Paulo Basta. O vídeo será exibido hall da Fiocruz Amazônia das 12h30 às 13h30

14h  – Mesa Redonda – Território Amazônico Coordenação: Jansen Medeiros – Fiocruz RO

  • Projeto população ribeirinha na Amazônia Marcilio Sandro Medeiros – ILMD/Fiocruz Amazônia
  • Amazônia, biodiversidade e Saúde  – Marcia Chame – Presidência/Fiocruz
  • Construção de Territórios Saudáveis e Sustentáveis para a promoção da Saúde –  Jorge Machado – Gereb/Fiocruz

15h30 – Saúde e a Agenda 2030 –  Paulo Gadelha – Coordenador da Estratégia Agenda 2030/Fiocruz  – Coordenação: Sergio Luz – ILMD/Fiocruz Amazônia

16h30 – Síntese Guilherme Franco Netto – Coordenador da área de Saúde e Ambiente – VPAAPS/Fiocruz e  Ilair Pereira dos Santos  Etnia Mura Aldeia São Felix, Autazes-AM Rep. Indígena

17h30 – Homenagens

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento