Posts

Divulgado resultado final do processo seletivo para iniciação científica da Fiocruz Amazônia

A coordenação do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 6/7, o resultado final do processo seletivo para bolsas de iniciação científica. Foram selecionados 32 estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

Acesse aqui o resultado.

Os candidatos aprovados devem entregar documentação solicitada para implementação da bolsa, nos dias e horários marcados, à secretaria do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, conforme email enviado aos selecionados. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

Segundo explicou Priscila Aquino, coordenadora do PIC na Fiocruz Amazônia, nesta edição, o processo de seleção foi realizado em formato diferente, devido à pandemia de covid-19. “Esse ano a seleção do PIC foi feita de forma um pouco diferente. O processo foi realizado de forma online, onde os pesquisadores entraram em contato com os alunos para uma possível entrevista e, posteriormente submeteram a documentação desses alunos ao email do PIC. Esses projetos passaram por duas análises, uma técnica e outra administrativa, realizada por 13 avaliadores, de acordo com cada categoria”, explicou.

As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de agosto de 2020 até julho de 2021, com possibilidades de renovação. O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fiocruz vai coordenar projeto da Unitaid em doença de Chagas

O Consórcio Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi selecionado na primeira fase do edital da Unitaid que visa a eliminação da transmissão congênita da doença de Chagas em países endêmicos da América Latina. A iniciativa visa ampliar a conscientização sobre a doença e atender a demanda de novas ferramentas para diagnósticos e estratégias terapêuticas, tendo como foco a redução da transmissão materno-infantil, considerada uma das principais vias de infecção da doença em todo o mundo.

Coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), o projeto Consórcio Chagas – Rumo à eliminação da transmissão congênita da doença de Chagas conta com a parceria de outras unidades da Fundação, universidades brasileiras (UFC, UFF, UFRJ, UFBA, UFMG), além do Ministérios da Saúde e de organizações não governamentais.

Com atividades previstas na Bolívia, no Brasil, na Colômbia e no Paraguai, o consórcio atuará durante quatro anos concentrando suas ações em dois eixos: o primeiro prevê a realização de uma pesquisa de implementação em municípios-alvo dos quatro países participantes, projetada para melhorar o acesso e a demanda por serviços existentes voltados para a doença de Chagas; e o segundo busca desenvolver ferramentas de diagnóstico e tratamentos inovadores para combater a doença.

“Atualmente, estamos vivendo tempos muito difíceis com a pandemia da Covid-19, mas é crucial que não deixemos de lado as outras doenças, especialmente as endêmicas em nossos países, que afetam as populações mais pobres e mais marginalizadas. Não podemos permitir que o diagnóstico seja adiado e que os tratamentos sejam interrompidos, como está acontecendo em muitos países. Este edital mostra que há uma atenção global crescente e um compromisso do país em combater a doença de Chagas e ajudar a trazer a melhor ciência para as populações negligenciadas”, destacou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. “Temos certeza de que esse projeto será muito bem-sucedido e, com sorte, poderemos ampliar as melhores práticas para outros países endêmicos da América Latina”.

Para a investigadora principal do Consórcio Chagas e pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas do INI/Fiocruz, Andréa Silvestre, a doença de Chagas vem vivenciando um momento histórico em todo o mundo, com o aporte de novos investimentos, resultado da disseminação de editais pelas agências de fomento. “Acreditamos que com o nosso ensaio clínico e o desenvolvimento de novas ferramentas diagnósticas será possível alcançar o objetivo final do projeto proposto pela Unitaid, que é a eliminação da transmissão congênita da doença que tanto atinge a América Latina”, destacou.

Para o desenvolvimento das atividades propostas, o Consórcio vai realizar um estudo sobre o conhecimento, atitudes, práticas e percepções das pessoas afetadas pela doença de Chagas, suas comunidades e profissionais de saúde, e compreender as diferentes dimensões da vulnerabilidade nos locais de implementação do projeto. Além disso, um ensaio clínico internacional, randomizado e multicêntrico, envolvendo 1.200 pacientes, sendo 300 de cada país, terá como objetivo apoiar mudanças nas diretrizes das políticas nacionais e no tratamento ministrado. Espera-se que este ensaio clínico encontre um novo regime que seja tão eficaz quanto o padrão (atualmente o medicamento utilizado para o tratamento da doença é o benznidazol), mas superior em termos de segurança do paciente. Paralelamente, novas ferramentas de diagnóstico para a doença de Chagas crônica e congênita serão avaliadas pelo grupo.

CONSÓRCIO CHAGAS

Coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), o Consórcio Chagas na Fiocruz reúne pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Casa de Oswaldo Cruz (COC), do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas) e do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná); e tem como parceiros internacionais o Instituto Nacional de Laboratorios de Salud (Inlasa), da Bolívia, o Instituto Nacional de Salud (INS), da Colômbia, e o Servicio Nacional de Erradicación del Paludismo (Senepa), do Paraguai, além das iniciativas Drugs for Neglected Diseases initiative (DNDi) e Latin America e Foundation for Innovative New Diagnostics (FIND).

UNITAID

A Unitaid é uma iniciativa global de saúde que trabalha com diversas parcerias na busca por inovações para prevenir, diagnosticar e tratar doenças importantes de forma mais acessível, eficaz e rápida, em países de baixa e média renda, com ênfase na tuberculose, malária e HIV/Aids, entre outras, proporcionando assim um melhor acesso aos serviços de saúde para as populações que mais necessitam. De forma inovadora, pela primeira vez a entidade lançou um edital voltado para a doença de Chagas e América Latina.

DOENÇA DE CHAGAS

A doença de Chagas é uma doença infecciosa febril causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, cujos vetores são os triatomíneos, insetos conhecidos como barbeiros ou bicudos. A doença se apresenta clinicamente em duas fases distintas (aguda e crônica), sendo endêmica em 21 países das Américas. Afeta cerca de seis milhões de pessoas, com incidência anual de 30 mil casos novos na região, ocasionando em média 14 mil mortes por ano e oito mil recém-nascidos infectados durante a gestação. A estimativa é de que cerca de 70 milhões de pessoas vivam em áreas de exposição e corram risco de contrair a doença.

No Brasil, a estimativa é de que pelo menos um milhão de pessoas tenha sido infectada, em algum momento da vida, pelo protozoário T. cruzi. Em 10 anos (2008 a 2017), foram registrados 46.568 óbitos tendo como causa básica a doença, sendo 4.543 destes só em 2017.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2019, ocorreram 380 casos da doença de Chagas aguda no Brasil, sendo 92% das ocorrências na região Norte do país, principalmente no estado do Pará (290). A incidência da doença aguda foi de 0,18 casos para cada 100 mil habitantes.

Antonio Fuchs e Juana Portugal (INI/Fiocruz), com informações do Ministério da Saúde (MS)

Covid-19: especialistas falam do papel de instituições públicas

Era 30 de janeiro de 2020. O mundo tomava conhecimento dos primeiros estragos que o novo coronavírus causava em alguns países. Sem nenhum caso identificado, no entanto, o Brasil ainda parecia longe do turbilhão que hoje, quatro meses depois, já matou mais de 40 mil pessoas por aqui. Foi nessa data que, junto com outras instituições, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participou de uma reunião convocada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde em que, antecipando-se ao cenário que estava por vir, assumiu a responsabilidade de produzir nacionalmente os testes de Covid-19 por PCR, tecnologia que garante um resultado mais seguro. “A Fiocruz foi a única que aceitou o desafio porque nós tínhamos o teste para biologia molecular no nosso portfólio de produtos”, conta Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da instituição.

Que havia pressa, todo mundo já sabia. Mas o tamanho do problema – e, consequentemente, o volume de demanda – ainda era muito subestimado naquele momento. O resultado é que, num tempo recorde, de menos de um mês, a Fiocruz produziu o protótipo do kit diagnóstico, seguindo o que estava sendo preconizado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e, em fevereiro, antes de se reconhecer o primeiro caso no Brasil, pouco menos de mil testes foram produzidos e distribuídos, principalmente para os laboratórios de referência. Março chegou e, embora a quantidade de infectados no país ainda fosse pequena, o “conhecimento científico apontou que tínhamos uma situação bem mais grave”, como explica Krieger.

Não tardou para que, em meados daquele mesmo mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendasse testagem massiva como meio de controlar o que, àquela altura, já era considerada uma pandemia. “Em menos de um mês, a gente saiu de uma produção de antecipação e preparo para uma realidade em que os kits se tornaram ferramenta de testagem massiva”, relata Krieger, informando que, a essa altura, a pactuação com o Ministério da Saúde foi a produção de 220 mil testes. Para encurtar a história, no final de março essa meta subiu para 1 milhão de testes e, hoje, está em 11,6 milhões, que devem ser entregues até setembro. Até o momento em que esta reportagem foi finalizada, já tinham sido entregues 4,9 milhões. Para se ter uma ideia do que isso significa, antes da pandemia, a capacidade de produção de testes moleculares da instituição era de menos de 1 milhão por ano. “Hoje todos os testes de PCR registrados produzidos no Brasil vêm da Fiocruz”, resume o vice-presidente, esclarecendo que os governos complementaram essa produção com compras no exterior.

Importar materiais e equipamentos de saúde, no entanto, não está sendo fácil. São fartas as notícias sobre a alta dos preços, o desabastecimento e a concorrência internacional, que vêm se tornando um obstáculo a mais no combate à Covid-19. E foi exatamente esse cenário que acendeu o debate sobre o grau de dependência externa do país nessa área e a importância de se fomentar a produção nacional. Como o Portal EPSJV/Fiocruz tem acompanhado com uma série de reportagens, essa frente prevê ações de curto e longo prazo: um processo de reconversão produtiva que coloque emergencialmente as empresas de outros produtos a serviço da fabricação de equipamentos e insumos para a saúde e um investimento mais estrutural tanto no fortalecimento da indústria quanto no desenvolvimento científico e tecnológico que antecede a produção. E, em ambas as pontas, as instituições públicas de ensino e pesquisa do país têm papel fundamental.

Papel das instituições públicas

O vice-presidente da Fiocruz explica que, mesmo com a ampliação dos laboratórios e intensificação dos turnos de trabalho, tudo isso só foi possível porque já havia experiência e conhecimento acumulado na instituição. “Nosso primeiro projeto de diagnóstico molecular é fruto de desenvolvimento tecnológico nacional”, orgulha-se. No contexto do projeto Hemorrede, todas as bolsas de sangue doadas diariamente são, segundo Krieger, testadas com produtos feitos na Fundação. Eles foram sendo “melhorados” e passaram a poder ser usados para detecção do vírus HIV, da hepatite B e outros, além do diagnóstico diferencial de dengue, zika e chikungunya. Quando a pandemia chegou por aqui, segundo Krieger, a instituição estava estudando uma nova linha de kits que diagnosticasse a malária. “A resposta mais abrangente do complexo da saúde para enfrentar o coronavírus está sendo a capacidade de produção de testes por parte da Fiocruz, mostrando que é possível fazer quando a gente tem capacidade tecnológica e, sobretudo, uma visão do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil”, opina o coordenador de Ações de Prospecção da Presidência da instituição, Carlos Gadelha.

Ele defende que, no debate sobre a capacidade produtiva para atender ao Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir a dependência de importação, as instituições públicas têm dois papéis principais. O primeiro, diz, é “sair de um padrão de absorção de tecnologia para um de melhoria [tecnológica] e inovação”. “Temos que deixar de ser só incorporadores de tecnologia e passarmos a criar tecnologias que se adequem às necessidades sociais”, argumenta. Já o segundo é assumir um lugar no Complexo Econômico-Industrial da Saúde, como “formadoras e qualificadoras” do processo produtivo.

Matéria publicada na Folha de S. Paulo no dia 14 de junho destaca o papel de duas instituições públicas – a própria Fiocruz e o Instituto Butantan, ligado ao governo estadual de São Paulo – na produção da vacina contra a Covid-19, quando ela for descoberta e estiver aprovada para uso. Segundo o texto, a fábrica de vacinas da Fiocruz, Bio-Manguinhos, terá capacidade para ofertar 40 milhões de doses por mês. E isso sem afetar a produção de outras vacinas importantes que já são de responsabilidade da instituição, como febre amarela e tríplice viral, importante especialmente por conta do sarampo. Já o Butantan, de acordo com a reportagem, teria condições de chegar a 30 milhões de doses num intervalo de cerca de dois meses. “Fica a lição para não deixar de lado o investimento nas instituições públicas. Vacinas são estratégicas para o país e são questão de segurança nacional”, defendeu o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma.

Ações emergenciais

E a emergência trazida pela Covid-19 mostrou que sobram instituições públicas com capacidade para tentar inovar e contribuir com a produção interna. O que falta, de fato, é um investimento do tamanho do desafio que o país enfrenta – e que não se encerra com o controle da pandemia.  Foram várias as iniciativas de universidades, institutos federais e outras instituições de pesquisa que criaram soluções e adaptações para minimizar a falta de equipamentos, materiais e insumos para o enfrentamento da pandemia. Reconhecendo a excepcionalidade de uma pandemia como a que estamos vivendo, o esforço tem sido promover a ação emergencial e incentivar o investimento de longo prazo.

Um exemplo é o edital de ‘Enfrentamento à Covid’ lançado pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que destinou mais de R$ 6 milhões em recursos da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do Ministério da Educação (MEC), a projetos inovadores que oferecessem respostas às demandas da pandemia. Cada instituição da Rede pode concorrer com até quatro projetos no valor total máximo de R$ 500 mil. O resultado foi divulgado em 15 de maio e o prazo final para execução dos projetos é dezembro deste ano. Até o fechamento desta matéria, o dinheiro não tinha chegado aos Institutos. “A gente fez uma chamada interna de quem tinha interesse para selecionar os melhores projetos que realmente fossem viáveis e que pudessem ser utilizados não só agora, mas que também tivessem um uso pós-pandemia”, conta Chirlaine Gonçalves, pró-reitora de pesquisa e extensão do Instituto Federal de Sergipe (IFS), que teve quatro projetos aprovados no edital.

Matéria publicada no site do Ministério da Educação em 3 de abril informa que a pasta destinou R$ 24,8 milhões para que a educação profissional e tecnológica se “somasse” à ação das universidades na produção de equipamentos e insumos. Segundo a Setec, desse total, R$ 16,3 milhões já estão em execução. Também de acordo com a Secretaria, todos os Institutos Federais, Cefets  o Colégio Pedro II, que compõem a Rede Federal, receberam os recursos. A definição de valores se deu a partir de proposta apresentada pelo Conif, “considerando circunstâncias regionais e capacidade de execução de cada instituição”. O texto publicado no site também informa que foram repassados R$ 127,8 milhões para 32 universidades federais e outros R$ 60 milhões seriam ainda transferidos, “a pedido”. A reportagem entrou em contato com o ministério, via assessoria de imprensa, para esclarecer a lista de entidades contempladas, os critérios de seleção e a encomenda feita pelo governo, mas, nesse caso, não obteve resposta.

Num site que monitora a atuação das instituições federais de ensino em meio à pandemia, o MEC lista 1.649 ações realizadas, atingindo mais de 27 milhões de pessoas – segundo dados consultados no dia 15 de junho. Nem todas essas iniciativas são de inovação, desenvolvimento tecnológico ou produção de equipamentos, insumos e outros materiais. Mesmo assim, é significativo o cardápio de medidas que foram organizadas emergencialmente por universidades públicas e institutos federais, muitas vezes de forma espontânea e com recursos próprios.

Esse foi o caso do Instituto Federal de Sergipe, que, segundo a pró-reitora, mesmo antes de ter quatro projetos aprovados no edital do Conif e de receber outros R$ 240 mil da Setec/MEC para fortalecimento das ações, já tinha investido mais de R$ 400 mil do seu orçamento na produção de máscaras, álcool gel, sabonete, protetores faciais e outros materiais que estão sendo fabricados no próprio IF. Ainda no início da pandemia, o IFS lançou um edital interno para fomentar a produção de insumos que ajudassem a combater a Covid-19. O resultado, segundo Chirlaine, foi a fabricação  – e doação – de mais de 6 mil litros de álcool gel, além de sabonete, água sanitária, aventais e máscaras – estas últimas ultrapassaram a marca de 21 mil unidades.

O Instituto, naturalmente, não tem uma planta fabril, mas, utilizando as impressoras 3D e os cortadores a laser que no dia-a-dia servem de apoio às atividades de ensino e pesquisa, o IFS produziu mais de 8 mil escudos faciais que foram doados a profissionais de saúde do estado, atendendo diretamente à carência de equipamentos de proteção individual que se tornou um problema extra no combate à Covid-19. Pela análise da demanda e da capacidade prevista, a meta original eram 7 mil. Como foi ultrapassada, a produção continua, mas “bem mais leve”, como define a pró-reitora, com algo em torno de 20%. “Era um material de urgência naquele momento”, explica Chirlaine, contando que, durante 45 dias, profissionais, voluntários e bolsistas da instituição se alternaram no trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana. Cerca de metade da produção foi entregue à Secretaria Estadual de Saúde, enquanto a outra parte era distribuída a profissionais de saúde de outras estruturas, como presídios e tribunais.

As máquinas – que não têm porte industrial – estavam instaladas no laboratório de inovação do IFS, mas foram reforçadas pelo empréstimo de impressoras de outros campi e, complementarmente, pelo serviço ‘terceirizado’ de pequenas empresas parceiras que, chamadas pelo projeto ‘Cuidar’, de autoria de uma professora do instituto, apoiaram a produção solidária. Chirlaine conta que, para a produção de álcool, sabonete e desinfetantes, foi montada uma estrutura ao ar livre para servir de laboratório de química, que contou com o trabalho principalmente de servidores, professores e outros profissionais. Já a fabricação dos escudos faciais se deu, especialmente, com a atuação de alunos bolsistas. Ainda que em quantidade muito menor, as impressoras 3D e o trabalho dos técnicos do instituto contribuíram também com o conserto de ventiladores pulmonares do estado. Segundo a pró-reitora, a instituição ofereceu apoio na produção de peças a um grupo de engenheiros elétricos que estavam tentando recuperar respiradores enguiçados.

Estrutura semelhante foi aproveitada pelo Instituto Federal Fluminense (IFF) para montar um “parque de produção 3D” voltado à fabricação de protetores faciais e laringoscópios, que são instrumentos utilizados no processo de intubação dos pacientes mais graves. A produção nesse caso foi pequena – cerca de 15 unidades até agora, feitas sob demanda. Nesse caso, o trabalho está sendo desenvolvido em parceria com a Escola de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que, também junto com o Hospital Universitário Pedro Ernesto, criou um modelo adaptado que, segundo Henrique da Hora,  diretor de inovação do Instituto, barateia o processo e torna a intubação mais segura.

Já em relação aos protetores faciais, só até o final de maio haviam sido construídos 5,2 mil. Mas a produção continua, com uma média de 70 unidades por dia. Especificamente para esses equipamentos, o IFF contou com a doação de material de uma termelétrica e outras empresas menores locais. Além disso, aproveitando a capilaridade que os Institutos Federais têm, em função da sua presença em todos os estados, e não apenas nas capitais, e da sua organização em rede, o IFF se responsabilizou pela montagem e distribuição estratégica de outros 5 mil protetores faciais cujas hastes foram produzidas pelo Instituto Politécnico da Uerj Nova Friburgo, que tem um polo mecânico e consegue fabricar um a cada 20 segundos – enquanto, na impressora 3D, o IFF leva cerca de 40 minutos. De acordo com o diretor de inovação, esse material já foi distribuído para entidades parceiras de outros estados, como Espírito Santo e Minas Gerais. “A gente recebe a haste que é o mais complexo, monta e entrega”, resume.

Uma cooperativa de produtores de álcool da região também doou 5 mil litros de álcool 70, que o Instituto fracionou e envasou para distribuição. Aproveitando outra doação, dessa vez de álcool 89 de uma cachaçaria, o IFF colocou seus profissionais da área de química em ação para diluir o material e transformá-lo em álcool 70. Por fim, um sindicato da região forneceu recursos para a produção de sabonete líquido, que também está sendo doado. Parte dos recursos da Setec/MEC que devem chegar em breve será aplicada, segundo Henrique, na fabricação de álcool gel.

Leia mais em: https://agencia.fiocruz.br/covid-19-especialistas-falam-do-papel-de-instituicoes-publicas

Cátia Guimarães (EPSJV/Fiocruz)

Fiocruz lança módulo de atenção hospitalar do curso Covid-19

A Covid-19 nos impõe números cada vez mais alarmantes. O Brasil bateu novamente seu recorde de mortes por complicações pela doença nesta quarta-feira (3/6), registrando 1.349 óbitos em um dia, segundo dados do Ministério da Saúde (MS). Em um esforço para contribuir com a formação de profissionais de saúde, o Campus Virtual Fiocruz lança mais um módulo do curso online Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus. Independente, como os dois primeiros módulos, ele trata de questões específicas voltadas à atenção hospitalar, além de trazer uma aula sobre manejo clínico de gestantes ou puérperas suspeitas ou confirmadas para Covid-19, que inicialmente não estava prevista. Em função da pandemia, para responder à demanda dos profissionais que estão na linha de frente do atendimento, o conteúdo foi produzido e publicado em caráter de urgência, ratificando o aspecto inovador, dinâmico e responsável da formação.

O curso, que já conta com 36 mil inscritos em todo o país e até fora dele, é aberto, gratuito, autoinstrucional e oferecido à distância (EAD), permitindo que qualquer pessoa interessada se inscreva. A qualificação é dirigida especialmente a trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), redes hospitalares, clínicas e consultórios.

Ele foi elaborado por pesquisadores e especialistas da Fiocruz envolvidos nas ações de vigilância e assistência e apresenta estratégias para conter a curva epidêmica da doença, instrumentalizando os profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus com a experiência de tantos profissionais da Fundação.

A coordenadora geral do curso e do Campus Virtual Fiocruz (CVF), Ana Furniel, destaca que o Módulo 3, foi o mais complexo na produção. Tal fato se deu especialmente em função das discussões em torno de suportes farmacológicos. “Durante seu desenvolvimento, tivemos muitas vezes que rever o conteúdo em função da divulgação de notas técnicas dos órgãos responsáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Ministério da Saúde (MS) – MS, ou ainda em função de atualizações na literatura científica”, explicou.

Confira todos os temas abordados no terceiro módulo aqui. O módulo Manejo clínico da Covid-19 na atenção hospitalar é composto de 7 aulas, totalizando 30 horas de formação. Os especialistas contribuíram com textos, videoaulas e com a revisão técnica de todo o material — que é apresentado com uma linguagem simples e num formato dinâmico, interativo e atraente.

MANEJO CLÍNICO DA GESTANTE E PUÉRPERA

Um desafio muito específico sobre a temática da aula 6 é a interface entre os campos do manejo obstétrico, clínico e da terapia intensiva. Essa questão foi destacada por Maria Mendes Gomes, responsável pelo conteúdo Manejo clínico da gestante e puérpera no contexto da Covid-19. Ela – que é pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e consultora das Coordenações de Saúde da Mulher e da Criança e de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde -, divide a autoria do conteúdo com outros dois pesquisadores também do IFF: Maria Teresa Massari e Marcos Dias.

“As gestantes e mulheres no ciclo gravídico-puerperal têm especificidades em relação às questões hemodinâmicas, ventilatórias e do controle da fisiopatologia da Covid-19. Entendemos que é nosso papel institucional superar os desafio para a qualificação profissional neste momento em que vivemos um contexto de pandemia. Transpor essas adversidades é importante para a definição da prática clínica, mas a Fiocruz e, particularmente, o IFF não se omitiram e atuaram nacionalmente na disseminação das melhores evidências disponíveis. O Portal de Boas Práticas, coordenado pelo IFF, e a nossa participação neste módulo do curso são bons exemplos”, detalhou Maria.

Sobre as questões de detecção precoce e manejo clínico inicial da Covid-19, o responsável pelo conteúdo das aulas 1 e 2 do módulo 3, Victor Grabois, que é pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) e coordenador-executivo do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict/Fiocruz), destacou que o grande desafio desta empreitada é acompanhar o ritmo de produção, inovações científicas e novidades que surgiram ao longo do processo. “É um permanente trabalho de atualização e decisão sobre o que considerar como conteúdo relevante para os profissionais. Mas acredito que conseguimos, coletivamente, ser bem sucedidos nesta tarefa”, comentou.

CURSO COVID-19: MANEJO DA INFECÇÃO CAUSADA PELO NOVO CORONAVÍRUS

A iniciativa foi lançada pelo Campus Virtual Fiocruz (CVF) em 15 de abril e é composta de três módulos independentes: um sobre conceitos básicos e dois sobre o manejo clínico. Cada aluno pode escolher quais módulos quer cursar e em que ordem. Os conhecimentos são avaliados ao fim de cada módulo. Quem obtiver nota maior ou igual a 70, recebe um micro certificado com a carga horária correspondente. O aluno que acessar todos os módulos e concluir todas as avaliações com sucesso receberá um certificado com a carga horária total do curso (45h).

Esta formação é uma realização do Campus Virtual Fiocruz, vinculado à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, mas tem o apoio de diferentes unidades da Fundação: Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), Fiocruz Brasília, Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), e ainda do Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis/Icict) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Clique aqui e inscreva-se no curso Covid-19: manejo da infecção causada pelo novo coronavírus.

Campus Virtual Fiocruz, por Isabela Schincariol.
Foto: Divulgação

Inscrições prorrogadas para a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Em função dos impactos causados pelo isolamento social para o enfrentamento da pandemia do Coronavírus, a Coordenação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) anunciou a prorrogação das inscrições da 10ª edição, que estavam previstas até o dia 30 de junho.

A partir de agora, professores da educação básica de todo o país terão até o dia 13 de dezembro, para inscrever os trabalhos de seus alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio (incluindo a Educação de Jovens e Adultos – EJA), desenvolvidos entre 2019 e 2020, nas modalidades  Produção Audiovisual, Produção de Textos e Projeto de Ciências.

A medida foi adotada para que professores e alunos tenham tempo hábil para a idealização e desenvolvimento dos trabalhos. Além disso, a decisão reforça o Plano de Contingência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o enfrentamento ao Covid-19 em todo o território nacional.

Os trabalhos inscritos devem ser originais e abordar obrigatoriamente as temáticas relacionadas à saúde e o meio ambiente. O processo de avaliação será dividido em duas etapas: regional e nacional, sendo que os premiados na etapa regional estarão aptos a concorrer à etapa nacional.

A iniciativa premiará os 36 melhores trabalhos sobre saúde e meio ambiente com uma viagem ao Rio de Janeiro, para que alunos e professores participem de atividades científicas e culturais na cidade. Além da premiação nacional, também será oferecido o Prêmio “Menina Hoje, Cientista Amanhã” a um trabalho desenvolvido especificamente por grupos de alunas e professoras do gênero feminino.

As inscrições para a 10ª Obsma, devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial www.olimpiada.fiocruz.br. Também é de fundamental importância que os professores leiam o regulamento completo e se atentem ao envio dos trabalhos de acordo com a sua região. Para facilitar a organização, a Olimpíada está dividida em seis Coordenações Regionais: Centro Oeste, Minas-Sul, Nordeste I, Nordeste II, Norte e Sudeste (os endereços estão disponíveis no site).

Para acompanhar todas as novidades sobre a Obsma, fique atento às nossas redes sociais: Facebook e Instagram. Por meio desses canais, são compartilhados diariamente conteúdos e informações de grande relevância e, em breve, também serão divulgados novas ações e projetos voltados aos professores.

Em caso de dúvidas, o professor deve entrar em contato com a Coordenação da Olimpíada pelo e-mail: olimpiada@fiocruz.br ou o telefone (21) 3882-9291.

 ICC/Fiocruz Paraná, por Samantha Mahara Martynowicz

5ª edição da Fiocruz Amazônia Revista destaca equipamento que pretende revolucionar a forma de diagnosticar doenças infecciosas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançou a 5ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, um veículo de popularização da ciência, por meio da divulgação científica, com publicação semestral e em formato digital. A revista já está disponível no site da Instituição.

Para acessar a Revista, clique.

Com 68 páginas, a nova edição da Fiocruz Amazônia Revista, aborda com destaque o desenvolvimento de um equipamento inovador, que pretende revolucionar a forma de diagnosticar doenças infecciosas, como a tuberculose e a dengue. Confira na página 30, a reportagem “Equipamento revoluciona forma de diagnóstico de doenças infecciosas”.

A edição também aborda a qualificação de mais de 5 mil profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas, por meio do projeto QualificaSUS, iniciativa da Fiocruz Amazônia, que objetiva qualificar o corpo de trabalhadores das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, que atuam na gestão do serviço e no atendimento ao cidadão.

Assim como nas edições anteriores, em breve, será lançado o cartão com o QRCode  (código de barras bidimensional) de acesso à  Fiocruz Amazônia Revista.   Por enquanto, o download pode ser feito no site Fiocruz Amazônia.

SOBRE A REVISTA

Criada com a missão de divulgar à sociedade os frutos de esforços científicos desenvolvidos por pesquisadores da Fiocruz, a “Fiocruz Amazônia Revista” é um veículo de popularização da ciência que adota o jornalismo científico para divulgar pesquisas, cursos, ações e eventos que possam contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional.

No site da Fiocruz Amazônia você também acessa a outras publicações da Fiocruz. Confira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

InfoGripe registra crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

Novo relatório semanal do sistema que monitora casos reportados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil confirma tendência de crescimento no número de casos por mais uma semana, após a inserção dos dados da semana 14, que vai de 29 de março a 4 de abril. De acordo com o sistema coordenado pela Fiocruz, a atividade semanal em todo país permanece muito alta e todas as regiões são consideradas de alto risco, com índices muito acima do histórico registrado para esta época do ano.

A tendência de alta é menos acentuada do que aquela observada nas semanas 11 e 12, mas ainda não indica estabilização e exige cautela. O atraso nas notificações dos casos, que precisam ser registrados no banco de dados pelas unidades de saúde, pode interferir nos resultados, que são calculados por estimativas que depois confirmadas pelos os dados consolidados. “O tempo entre os primeiros sintomas e posterior registro do caso no banco de dados mostrou-se importante para a aparente estabilização do número de casos na semana 13, relatada no boletim anterior”, explica o pesquisador do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz), Marcelo Gomes. Os dados atuais mostraram-se mais próximos ao cenário apontado pelo limite superior da estimativa fornecida naquela semana. “Isto reforça a cautela quanto à interpretação de dados muito recentes, como destacado no boletim anterior”, reafirma Gomes, que também coordena o InfoGripe.

Até o momento, o Brasil teve um total de 26.062 casos já reportados de Síndrome Respiratória Aguda Grave no ano. Os casos de SRAG são de notificação obrigatórios e incluem hospitalizações de pacientes que apresentaram sintomas como febre, tosse ou dor de garganta e dificuldade de respirar e óbitos de pessoas que apresentaram esses sintomas, mesmo que não tenham sido hospitalizados. Este quadro pode ser resultado de vírus respiratórios, como o vírus da influenza e o novo coronavírus. Dos 4.828 casos (19% do total) que tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 60% foram identificados como Covid-19, enquanto Influenza A e B representa 7% e 6%, respectivamente. Ainda há 3.846 casos (15%) com resultado negativos para esses vírus e, ao menos, 15.107 (58%) aguardando resultado.

O percentual de Sars-CoV-2, o vírus responsável pela Covid-19, entre os casos de SRAG com resultado laboratorial positivo para algum vírus tem crescido a cada semana. Eram 3% na semana 8 do boletim (de 16 a 22 de fevereiro) e na última semana somaram 86% dos casos positivos, o que indica grande prevalência do novo coronavírus entre os novos casos.

O relatório do grupo destaca que o panorama apresentado pelo sistema, com manutenção da tendência de crescimento do número semanal de casos de SRAG, atividade semanal considerada muito elevada, aliado ao alto percentual de detecção de Covid-19 entre os casos com teste laboratorial positivo, sugere a necessidade de manutenção das recomendações de isolamento social para evitar demanda hospitalar acima da capacidade de atendimento. “A aparente desaceleração ainda é muito leve e é preciso que as medidas sejam mantidas para que nosso sistema de saúde não seja sobrecarregado”, reforça o coordenador do sistema.

INFOGRIPE

O InfoGripe é uma iniciativa para monitorar e apresentar níveis de alerta para os casos reportados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados são apresentados por estado e por regiões de vigilância para síndromes gripais.

O produto é fruto de uma parceria entre pesquisadores do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Procc/Fiocruz), da Escola de Matemática Aplicada (EMAp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do GT-Influenza da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (GT-Influenza/SVS/MS).

Agência Fiocruz de Notícias, por Julia Dias

Inscrições para curso de especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde são prorrogadas até 20/1

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até o dia 20/01, as inscrições para o processo seletivo do curso de pós-graduação lato sensu em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, que será realizado no município de Maués (AM).

Confira aqui a republicação do edital.

O curso é gratuito e podem participar da seleção profissionais com nível superior, que atuam no município de Maués e arredores, desempenhando atividades na área de gestão da Atenção Básica da Saúde.

A especialização é promovida pelo ILMD/Fiocruz Amazônia e acontece no âmbito do Projeto QualificaSUS. Para esta ação, a Fiocruz Amazônia conta com parceria do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM).

Para o curso estão sendo ofertadas 50 vagas. A especialização tem duração de 12 meses, tempo em que o aluno deverá cursar 400 horas em disciplinas e realizar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Esclarecimentos sobre os documentos e envio da inscrição podem ser solicitados somente através do endereço eletrônico duvidaslato.ilmd@fiocruz.br. Para se inscrever, o candidato deve apresentar a documentação solicitada no edital. A inscrição é feita apenas por e-mail. Para efetivar sua inscrição, o candidato deve enviar toda documentação exigida, digitalizada em um único arquivo, no formato “pdf” de até 10MB, para o endereço eletrônico inscricaolato.ilmd@fiocruz.br

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS  é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia  que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores que atuam gestão e no atendimento das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São oferecidos cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do trabalhador, entendido como sujeito das práticas desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos estão sendo ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda parlamentar da bancada do Amazonas. Atualmente, a Fiocruz Amazônia, por meio do Projeto QualificaSUS, realiza um curso de mestrado profissional, em Manaus,  mais 3 cursos  de pós-graduação lato sensu, que acontecem nos municípios de Tabatinga, Itacoatiara e Tefé, além de 33 cursos de atualização para profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios do Amazonas.

Para acessar este edital e demais chamadas públicas da Fiocruz Amazônia, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGBIO-Interação divulga resultado de etapas e classificação final do processo seletivo

A Comissão de Seleção para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Chamada Pública Nº 008/2019, divulgou o resultados das seguinte etapas:

  • 3ª etapa: Resultado dos Recursos da Prova Oral;
  • 3ª etapa: Publicação do Resultado Final da prova oral;
  • 4ª etapa: Publicação do Resultado da Análise de Currículo;
  • Etapa Final: Divulgação da Classificação Final da Seleção

O resultado está disponível na Plataforma Siga,  da Fiocruz, em  http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Esses diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem formação em áreas estratégicas por sua importância, e que precisam ser desenvolvidas no estado do Amazonas.

Para informações sobre chamadas da Fiocruz Amazônia, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado do Mestrado Profissional em Saúde Pública

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 27/11, o resultado da etapa III da seleção para o Mestrado Profissional em Saúde Pública. Participaram da seleção profissionais de saúde, com diploma de graduação, que atuam em secretarias municipais de saúde do Amazonas e servidores da Fiocruz Amazônia.

O curso é oferecido no âmbito do Projeto QualificaSUS  e será realizado por meio de  parceria entre o Instituto Aggeu Magalhães  (IAM/Fiocruz Pernambuco), ILMD/Fiocruz Amazônia e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas  (Cosems/AM).

Para o resultado, clique.

Estão sendo oferecidas 20 vagas, sendo 15 vagas destinadas a profissionais das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e 5 vagas destinadas a servidores do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O curso tem como objetivo preparar profissionais para atuar como formadores e indutores de processos de mudança em seus espaços de trabalho, mediante a adoção de novos conceitos e práticas, desenvolvendo produtos de alta aplicabilidade ao desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

RECURSO 

O prazo para recurso do resultado da etapa III será no dia 28/11, e o resultado final sai no dia 29/11. A matrícula e início das aulas será no dia 2 de dezembro, segunda-feira, as 9h, na Fiocruz Amazônia.

O curso terá a duração de 24 meses, sendo composto por 11 disciplinas, oferecidas de maneira presencial, durante uma semana a cada mês. Nos 13 meses seguintes, ocorrerão módulos semanais presenciais de imersão, para aprofundamento da pesquisa bibliográfica e encontros sistemáticos com os orientadores.

As aulas da primeira disciplina acontecem na semana de 2 a 6/12/2019, nas dependências do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

SOBRE O QUALIFICASUS

O Projeto QualificaSUS é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia e tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do atendimento das secretarias municipais de saúde do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.

São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.

Os cursos são ofertados nos 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Cosems-AM.

Acesse chamadas públicas do ILMD/Fiocruz Amazônia.

 

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento