Posts

Projeto da Fiocruz Amazônia estimula vocações científicas entre meninas e mulheres

Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do  Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade na Amazônia (TASS), recebeu nesta terça-feira, 11/2, meninas entre 7 e 14 anos, oriundas do movimento popular de moradia urbana, e de ações de assistência aos imigrantes venezuelanos em Manaus, para um ciclo de atividades promovidas pelo projeto “Numiô-Momôro: Meninas cientistas da Amazônia”.

As atividades promovidas pelo projeto do ILMD/Fiocruz Amazônia, possuem como foco central a promoção de atividades educativas e a aproximação das meninas ao universo científico. Durante o evento, as meninas puderam participar de dinâmicas, jogos e rodas de conversas, além de conhecer a trajetória de pesquisadoras que atuam na área de ciência, tecnologia e inovação, visando fomentar vocações científicas entre meninas e adolescentes através do conhecimento.

O projeto “Numiô-Momôro: Meninas cientistas da Amazônia” foi aprovado na chamada interna da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): ”Mais meninas na Fiocruz”, que tem por objetivo incentivar e fortalecer o papel fundamental que mulheres desempenham nas áreas de pesquisas científicas e tecnológicas.

Tais ações reafirmam o empenho da Instituição e a importância da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (ONU / 2015), que tem como estratégia principal a adoção de objetivos e metas universais para “proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas em todos os níveis”.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia destacou a importância da promoção de diversas atividades fomentadas pela Fiocruz em todo o país. “Hoje, todas as unidades da Fiocruz no Brasil estão promovendo ações de reflexão, de conversa, para que possamos falar sobre isso. É importante que essas meninas e mulheres possam se apropriar, prestar atenção e crescer com esse orgulho de serem mulheres que podem atuar na área científica, fazendo uma ciência ainda melhor para o cuidado da nossa população”, ressaltou.

O PROJETO NUMIÔ-MOMÔRO

Numiô-Momôro é uma expressão do idioma indígena Ye’pâ Masa (conhecido na literatura como Tukano, falado pelo povo de mesmo nome, habitante da região do Alto Rio Negro, no noroeste da Amazônia) e significa “Menina -Borboleta”. As palavras remetem a ideia de transformação que o projeto busca fomentar, proporcionando o estímulo de vocações científicas entre meninas e adolescentes.

“A ideia principal é estimular meninas e mulheres a terem esse contato com o mundo científico. Houve um esforço da Instituição, para desta vez trazermos crianças que possuem uma série de dificuldades em acessar esse universo. A Fiocruz assumiu isso como um compromisso institucional nacionalmente, esperamos que futuras ações do projeto tenham uma acolhida ainda maior por parte dos pesquisadores e novos apoiadores”, destacou Fabiane Vinente, coordenadora do projeto.

MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

O Dia foi instituído pela Assembleia das Nações Unidas, em 22 de dezembro de 2015, com objetivo de propiciar ações que possam vir a contribuir para a promoção do acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência, tecnologia e inovação.

A data é um movimento liderado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Organização das Nações Unidas (ONU Mulheres). Outras atividades também serão promovidas em diversas unidades da Fiocruz, celebrando a data e confirmando o compromisso da Fundação em propiciar espaços para a discussão sobre gênero, ciência e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que compõem a Agenda 2030.

Rayssa Lima da Rocha, 14, avaliou a experiência de maneira positiva. “Achei muito legal a conversas com as pesquisadoras, até me senti mais estimulada a estudar mais e quem sabe me tornar uma cientista. Achei muito curioso as apresentações sobre os mosquitos, o que eles transmitem, eu nem fazia ideia. Acho que serei uma cientista”, disse.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes e Diovana Rodrigues

 

Projeto “Numiô-Momôro” da Fiocruz Amazônia promove ciclo de atividades no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Na próxima terça-feira, 11/2, às 13h30, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do  Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade na Amazônia (TASS), promove um ciclo de atividade do projeto “Numiô-Momôro: Meninas cientistas da Amazônia”, em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.

O evento é aberto ao público e será realizado no Salão Canoas, auditório da Fiocruz Amazônia, que fica situada à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona Centro-sul de Manaus. A atividade é realizada em parceria com o Movimento Orquídeas e o coletivo feminista amazonense Instituto Mana.

Participarão da atividade meninas entre 7 e 14 anos, oriundas do movimento popular e moradia urbana e de ações de assistência aos imigrantes venezuelanos em Manaus.

Confira a programação AQUI

Durante o evento, estão previstas dinâmicas, jogos e rodas de conversas com mulheres que atuam na área de ciência, tecnologia e inovação, visando fomentar vocações científicas entre meninas e adolescentes através do conhecimento sobre carreira e vida de pesquisadoras em atuação na Fiocruz Amazônia.

As atividades promovidas pelo projeto do ILMD/Fiocruz Amazônia, no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, possuem como foco central a promoção de atividades educativas e a aproximação das meninas ao universo científico.

Tais ações reafirmam o empenho da Instituição e a importância da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (ONU / 2015), que tem como estratégia principal a adoção de objetivos e metas universais para “proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas em todos os níveis”.

SOBRE O PROJETO NUMIÔ-MOMÔRO

O projeto “Numiô-Momôro: Meninas cientistas da Amazônia” foi aprovado na chamada interna da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): ”Mais meninas na Fiocruz”, que tem por objetivo incentivar e fortalecer o papel fundamental que mulheres desempenham nas áreas de pesquisas científicas e tecnológicas.

Numiô-Momôro é uma expressão do idioma indígena Ye’pâ Masa (conhecido na literatura como Tukano, falado pelo povo de mesmo nome, habitante da região do Alto Rio Negro, no noroeste da Amazônia) e significa “Menina -Borboleta”. As palavras remetem a ideia de transformação que o projeto busca fomentar, proporcionando o estímulo de vocações científicas entre meninas e adolescentes.

“Historicamente, as mulheres sempre estiveram envolvidas com a ciência, temos grande nomes de cientistas que fizeram e fazem história até hoje, mas há uma sub-representação das mulheres no meio científico. É muito importante que a Fiocruz tenha essa iniciativa, pois ajuda a mudar esse quadro, aproximando essas meninas do fazer científico”, destacou Fabiane Vinente, coordenadora do projeto.

MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA

O Dia foi instituído pela Assembleia das Nações Unidas, em 22 de dezembro de 2015, com objetivo de propiciar ações que possam vir a contribuir para a promoção do acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência, tecnologia e inovação.

A data é um movimento liderado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Organização das Nações Unidas (ONU Mulheres). Outras atividades também serão promovidas em diversas unidades da Fiocruz, celebrando a data e confirmando o compromisso da Fundação em propiciar espaços para a discussão sobre gênero, ciência e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que compõem a Agenda 2030.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Potencial de plantas amazônicas é abordado durante palestra na Fiocruz Amazônia

Na manhã desta segunda-feira, 21/10, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu a palestra “Histórico de uso das plantas amazônicas”, ministrada por Fabiana Frickmann, gestora das RedesFito Amazônia. A atividade faz parte da programação da 16a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), cujo tema na Instituição é “Fiocruz Amazônia e você na semana de C&T (2ª edição): Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”.

A palestra ocorreu na sede da Fiocruz Amazônia e contou, na abertura, com a presença da coordenadora do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC), Priscila Aquino, da assessora da diretoria, Maria Olívia Simão, e da vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Claudia Ríos.

Na abertura do evento, Maria Olívia falou da importância da divulgação científica para o esclarecimento da sociedade sobre assuntos relacionados a ciência e tecnologia, e pediu aos participantes que falem mais sobre ciência com as pessoas no seu entorno, com a finalidade de disseminar a importância da pesquisa para a obtenção de novos saberes. Como convite aos presentes, Dra. Claudia María Ríos Velásquez, ressaltou a intensa agenda de atividades da SNTC da Fiocruz Amazônia.

Pesquisadores, técnicos e bolsistas de iniciação científica participaram da atividade, que teve como principal objetivo capacitar e disseminar informações sobre o histórico da Bioeconomia na Região Amazônica, bem como as possibilidades de plantas medicinais como potenciais fármacos, propriedades industriais e intelectuais.

“Quando se desenvolve uma tecnologia, não se deve ficar guardada. Estratégias de políticas públicas podem ser usadas para isso. O processo evolutivo como se deu e, a partir disso, aprender e fazer de uma forma melhor e mais inovadora. Toda ciência deve ser feita para saúde e prosperidade, correndo o risco de ser utilizada para fins negativos. Mas por isso ninguém mais vai inventar? Não. Mesmo que possa ser utilizada para o mal, o pesquisador tem que estar focado no bem social dessa inovação”, afirmou a pesquisadora.

Durante a palestra, uma linha cronológica foi apresentada, começando em 1835, com as plantas produtoras de látex extraídas da Amazônia para a Malásia, até 2019, com novos produtos com indicação geográfica amazônica, selos de comprovação com o intuito de proteger a natureza das espécies, como a farinha do Vale do Juruá e o abacaxi do Novo Remanso.

Além disso, foram apresentados exemplos de potenciais consolidados de Bioecomia na região, como o caso da Borracha (Hevea brasiliensis), Guaraná de Maués (Paullinia cupana) e Pau-rosa (Aniba rosaeodora). Fabiana ressaltou a importância de engajamento dos estudantes como possíveis pesquisadores do assunto, focando em estudos sobre manejo e pesquisa, a fim de evitar a extração desenfreada e o risco de extinção das espécies.

SOBRE A PALESTRANTE

Fabiana é professora Visitante do Programa de Pós Graduação em Biotecnologia (PPG-BIOTEC/BIONORTE) da Universidade Federal do Amazonas, Doutora em Biotectologia Vegetal (UFRJ), 2012. Atuou como Coordenadora das RedesFito, Professora e orientadora da Pós-Graduação do Curso de “Gestão em Inovação de Fitomedicamentos”. Desenvolve projetos nas áreas de: prospecção biotecnológica, etnoecologia, sustentabilidade socioambiental e gestão nas áreas de Ciência, Tecnologia, Inovação & Saúde. 

Atualmente trabalha na área de Gestão da inovação de produtos de origem natural, ecologia e biotecnologia Vegetal da RedesFito Amazônia.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos: Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia mobiliza escolas públicas através do graffiti com o “Projeto Escola Olímpica: Obsma na SNCT 2019”

Entre os dias 22 e 27/11, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove atividades de popularização da ciência, através do “Projeto Escola Olímpica: Obsma na SNCT 2019”. A ação faz parte da programação da Instituição, durante a 16a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

A atividade tem como principal objetivo a divulgação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) em escolas públicas da capital, utilizando como estratégia a produção de painéis sobre Saúde e Meio Ambiente, em alusão aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

A ação pretende sensibilizar professores e estudantes, por meio da arte do graffiti nos muros de escolas públicas de Manaus, além da distribuição de folders, cartazes e regulamentos da Obsma para a comunidade escolar.

Participarão da mobilização 10 Escolas Públicas de Manaus, selecionadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) e Secretaria Municipal de Educação (SEMED): Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, Escola Estadual Vicente Schettini, Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, IFAM/Zona Leste, Escola Estadual Márcio Nery, Escola Estadual Altair Severiano Nunes, Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, Escola Estadual Sant’ana, Escola Estadual de Tempo Integral Prof. Djalma Batista, Instituto Batista Ida Nelson.

O projeto beneficiará cerca de 500 pessoas, entre estudantes, corpo técnico das escolas e a comunidade ao entorno. Durante os dias do evento serão realizados 10 painéis de graffiti, com o intuito de enfatizar os seguintes temas: Saúde, Bioeconomia e Desenvolvimento Sustentável. A Grafiteira Deborah de Lemos Vieira Cabral (Deborah Erê) será responsável pela concepção e pintura dos painéis.

Na oportunidade, a equipe da Regional Norte da Obsma levará os materiais de divulgação nas Escolas Olímpicas e dialogará com a gestão, os professores e os alunos, a fim de incentivar a participação na Olimpíada e o desenvolvimento de projetos de Saúde e Meio Ambiente. Após a conclusão da pintura, será entregue para a escola o certificado de Escola Olímpica e cartaz comemorativo pelo título ganho.

Para a coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o evento é uma oportunidade de “divulgação do principal trabalho da Obsma, despertar a divulgação científica em nível de educação básica, a fim de que os alunos encontrem na Olimpíada um caminho a se trilhar. A Semana concede o espaço de divulgação, ampliação e popularização da divulgação científica. Desse modo, Fiocruz e Obsma têm a oportunidade de articular com outras instituições e levar a proposta da Olimpíada a todos”.

Confira a programação do evento: 

 

                                                         

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Imagens: Cael Fernando

Fiocruz Amazônia promove ciclo de atividades durante 16ª SNCT

Outubro é o mês nacional da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Com atividades coordenadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a celebração tem o objetivo de mobilizar a população, em especial os jovens, para atividades científico-tecnológicas. O mês vai expandir as atividades já realizadas anualmente na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

Com o tema “Fiocruz Amazônia e você na semana de C&T (2ª edição): Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove entre os dias 21 e 27/10, um ciclo de atividades, que buscam dialogar com a sociedade por meio de estratégias variadas.

Na próxima segunda-feira, 21/10, a instituição abre a programação da 16ª SNCT, com a realização da Intervenção Reflexiva: “Inovação no SUS”. A atividade consiste em uma profunda reflexão que sugere o encontro de olhares e sentidos dos estudantes de Iniciação Científica, sobre o cotidiano do trabalho do SUS e sua repercussão nas formas de fazer ciência na Fiocruz e nesses locais.

As ações promovidas pelo ILMD/Fiocruz Amazônia ocorrerão até novembro, com atividades que abrangerão a divulgação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), em escolas públicas de Manaus. A atividade utilizará como estratégia a produção de painéis sobre saúde e meio ambiente, em alusão aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030, com a arte do graffiti em muros de escolas públicas de capital. A programação ainda inclui a distribuição de folders, cartazes e regulamentos da Obsma para a comunidade escolar.

Ao longo dos dois meses, a Fiocruz Amazônia ainda irá realizar a segunda exposição: “Aqui tem ciência, Aqui tem Fiocruz”. Outra atividade realizada durante a 16ª SNCT da Fiocruz Amazônia será o “Digiciência”, uma oficina de vídeos digitais para divulgar a ciência. O projeto vai beneficiar estudantes, pesquisadores e professores de pós-graduação da Instituição.

Ainda está previsto na programação, a realização de oficinas de produção e divulgação do material didático “Malária – o caminho da gota espessa”, além da feira Ciência & Saúde para Você, a ser realizada no município de Tabatinga (AM), em parceria com o Instituto Federal do Amazonas (IFAM).

SOBRE A SNCT

A SNCT tem o objetivo de aproximar ciência e tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições, a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o país.

As atividades do Mês Nacional de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações serão coordenadas pelo MCTIC, com a colaboração de instituições públicas e privadas, universidades, museus, fundações de amparo à pesquisa, parques ambientais, jardins botânicos e zoológicos, secretarias estaduais e municipais, e outras entidades que tratem do tema. A finalidade é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, valorizando a criatividade, a atitude científica a inovação e a comunicação.

Segundo a organização da SNCT, as atividades realizadas durante o mês irão se aliar à missão Institucional do MCTIC, de apresentar a produção de conhecimento e riqueza, alinhadas à melhoria na qualidade de vida da população brasileira, de modo a permitir o debate acerca dos resultados, relevância e impactos da pesquisa científico-tecnológica, principalmente daquelas realizadas no Brasil, e suas aplicações.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Cael Fernando

 

Fiocruz Amazônia promove Oficina de Comunicação Científica

Como o tema “Plataformas digitais de Comunicação Científica para a área da Saúde”, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza na próxima quarta-feira, 4/10, das 9h às 11h, a Oficina de Comunicação Científica “ComunicaCiência”, que terá como facilitadores o bibliotecário da Fiocruz Amazônia, Ycaro Verçosa e a Jornalista Cristiane Barbosa.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo e-mail: eventos.ilmd@fiocruz.br, por pesquisadores, graduandos e pós-graduandos interessados na temática. Na ocasião, o bibliotecário do ILMD/Fiocruz Amazônia irá abordar sobre as bibliotecas virtuais em saúde, destacando suas principais temáticas nesse campo de pesquisa.

O “ComunicaCiência” faz parte das iniciativas do ILMD/Fiocruz Amazônia em dialogar com a sociedade por meio de estratégias variadas, preconizando que essas ações devam começar com o próprio pesquisador, que deve apresentar seus projetos e resultados, impulsionando a importância do Instituto para a sociedade, por meio das publicações de artigos em revistas e congressos de alta relevância.

O ILMD/Fiocruz Amazônia articula de forma estratégica a formação de base para os discentes e pesquisadores na área de comunicação científica, ofertando uma sequência de oficinas temáticas denominada “ComunicaCiência: – Oficina de Comunicação Científica para pós-graduandos e bolsistas do ILMD/Fiocruz Amazônia”.

A atividade também visa contribuir com o ILMD/Fiocruz Amazônia, visando atingir as metas propostas em seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2018-2021), em especial o Programa de Consolidação e Excelência na Pesquisa (Proex-CIÊNCIA), que visa organizar as linhas de ação que sustentam e potencializam a realização de pesquisa de excelência na Unidade, por meio de suas parcerias e interação com a sociedade.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Estudantes da Ufam conhecem ações e estratégias de popularização da ciência promovidas pela Fiocruz Amazônia

Refletir sobre as concepções teóricas e as práticas que envolvem a relação entre a ciência e os diferentes públicos, tem sido pauta de importantes diálogos na universidade, especialmente na área da comunicação. No intuito de ampliar as ações de popularização do conhecimento científico, gerado no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), estudantes do 4º período, do curso de Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), conheceram na última sexta-feira, 20/9, o trabalho da Instituição, em especial da equipe de Assessoria de Comunicação e Eventos da Unidade.

Na ocasião, os alunos foram recebidos pela Jornalista, Marlúcia Seixas, Assessora de Comunicação da Fiocruz Amazônia. Além de conhecer os objetivos e missão da Instituição, os estudantes puderam ter acesso também ao fluxo de atividades desenvolvidas pela equipe, especialmente sobre o processo de comunicação desenvolvido na Instituição desde o ano de 2016, entre eventos, ações de popularização e estratégia que utilizam o jornalismo como ferramenta de aproximação com a sociedade.

A Assessoria de Comunicação no ILMD/Fiocruz Amazônia está vinculada ao Gabinete e sua finalidade é atuar por meio da produção de materiais jornalísticos, publicitários e/ou editorial, em mídia impressa e/ou eletrônica, bem como realizar atividades de relações públicas e organização de eventos, tanto para o público interno quanto para o externo, contribuindo para a popularização da ciência através da divulgação cientifica e promoção da imagem do Instituto.

De acordo com Judy Tavares, professora da disciplina Planejamento de Relações Públicas 2, a visita é um oportunidade de contato com a prática nas Instituições. “É sempre comum nós levarmos eles para conhecer as instituições, no intuito de que possam conhecer o trabalho dos profissionais e entender como essas organizações trabalham o seu planejamento. Normalmente as assessorias acabam contando um pouco das suas práticas, além do processo de comunicação desenvolvido junto aos diferentes públicos”, explicou.

SOBRE A FIOCRUZ AMAZÕNIA

O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas.  Sediado em Manaus, sua missão é contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional e do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A produção de conhecimento científico no ILMD/Fiocruz Amazônia também ocorre por meio das ações de cooperação técnica, realizadas através da assessoria técnico-científica desenvolvida junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), com foco especial no conhecimento das realidades sócio-sanitárias e epidemiológicas da Amazônia.

O ILMD/Fiocruz Amazônia estabelece cooperação com instituições nacionais e internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (CT&IS), por meio de Acordos de Cooperação Técnico-Científica em Saúde com as demais unidades da Fiocruz, com instituições da Amazônia, nacionais e de outros países.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre inscrições para o curso Filosofia da Ciência

De 5 a 20 de setembro estão abertas as inscrições para curso de atualização em Filosofia da Ciência, que é promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). O curso é gratuito e destinado a alunos de graduação e pós-graduação. O objetivo da atividade é apresentar a fundamentação teórica (princípios e conceitos) sobre diferentes temas relacionados à filosofia da ciência.

Para o curso estão sendo disponibilizadas 30 vagas e o seu preenchimento obedece às condições dispostas no processo seletivo. A inscrição é feita pelo Campus Virtual da Fiocruz. Vale ressaltar que, ao preencher o formulário de inscrição, o candidato deve inserir o link do seu Currículo Lattes no local indicado.

As aulas acontecem no período de 30 de setembro a 4 de outubro, em horário integral (manhã e tarde), na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus. O curso será ministrado pelo professor Gilberto Barbosa Domont, docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A atividade é coordenada pela pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino. Os alunos que tiverem pelo menos, 75% (setenta e cinco por cento) de frequência no curso, recebem certificado.

Saiba mais sobre o curso Filosofia da Ciência no Campus Virtual da Fiocruz.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento

 

 

Roda de conversa na Fiocruz Amazônia destaca atuação de mulheres e meninas na ciência

Em comemoração ao dia internacional das mulheres e meninas na ciência, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu nesta segunda-feira, 11/2, uma roda de conversa sobre a atuação das mulheres no campo científico.

A atividade faz alusão à data instituída pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, visando propiciar ações que possam contribuir para a promoção do acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência, tecnologia e inovação.

Segundo o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, a roda de conversa oportunizou a aproximação entre escola e Instituição, promovendo relevante reflexão sobre a importância das mulheres no fazer científico. “Nossa ideia foi trazer hoje uma roda de conversa, onde as mulheres que fazem ciência possam esclarecer ao público sobre o fazer científico dentro dos diversos espaços da nossa sociedade. Convidamos também uma escola estadual para estar junto conosco, vendo como isso acontece, no sentido de estimular cada vez mais a presença feminina na carreira científica”, explicou Luz.

Com o objetivo de oportunizar espaços para a discussão sobre gênero, ciência e alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que compõem a Agenda 2030, a Fiocruz Amazônia recebeu os alunos da Escola Estadual Angelo Ramazzotti, localizada no bairro Adrianopolis, em Manaus.

Para a estudante Andressa Souza, aluna do 3º ano do ensino médio, a atividade foi de grande importância, considerando o momento de escolha da carreira que quer seguir, e o ingresso na universidade. “Achei o debate muito bom, pois isso incentiva, principalmente nesse momento de confusão em nossas cabeças, no qual precisamos escolher o curso que iremos seguir. Sabemos que as mulheres ainda são minoria em algumas áreas do conhecimento por puro preconceito, e esse tipo de evento ajudar a esclarecer muitas dúvidas, além de nos encorajar”, explicou ela.

Participaram da roda de conversa as pesquisadoras Tanara Lauschner – professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e coordenadora do Programa Cunhantã Digital, Marne Vasconcellos – pesquisadora, professora da Ufam e diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Alessandra Nava – professora e pesquisadora da Fiocruz Amazônia, e Heliana Belchior – aluna de Iniciação Cientifica da Fiocruz Amazônia. O debate foi mediado pela jornalista Marlúcia Seixas, assessora de comunicação da Fiocruz Amazônia.

Para a pesquisadora Alessandra Nava, além de promover a aproximação entre escola e Instituição de pesquisa, o evento é relevante também para desconstruir uma possível imagem de ciência inalcançável. “A história da Fiocruz é justamente essa, tentamos cada vez mais trazer a população para perto de nós, para deixar a ciência uma coisa palpável, sem aquele estereótipo que faz muitas pessoas pensarem que a ciência é uma coisa distante”, destacou.

Tanara Lauschner destacou a necessidade de debater mais sobre a resistência que algumas meninas encontram, ao decidirem ingressar em cursos estereotipados como “cursos de homens”. “É muito importante quando temos a oportunidade de encontrar os alunos do ensino médio para convidar os meninos, e principalmente as meninas a conhecerem mais sobre computação e escolherem essa área. Quando as meninas possuem interesse em cursar essas áreas, elas acabam encontrando alguma resistência no próprio meio em que estão inseridas, seja dos pais ou amigos, que acreditam que tais cursos não possuem características femininas.

Marne Vasconcellos abordou a importância de se estabelecer o entendimento do fazer científico. “É extremamente importante mostrar para esses estudantes a atuação das mulheres nos laboratórios, na pesquisa, na gestão da pesquisa, para que eles entendam que o pesquisador é um cidadão comum, que vai sair de casa para trabalhar todos os dias, mas que o trabalho dele nada mais é que tentar trazer respostas a partir de uma observação de algo importante, para trazer a cura de uma doença, para melhorar o ambiente, até mesmo para proporcionar melhor qualidade de vida”, pontuou.

SOBRE A DATA

O Dia foi instituído pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, com objetivo de propiciar ações que possam vir a contribuir para a promoção do acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência, tecnologia e inovação.

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas é um movimento liderado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Organização das Nações Unidas (ONU Mulheres). Foi aprovado pela Assembleia das Nações Unidas, em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212.

A data foi celebrada em outras unidades da Fiocruz e confirma o compromisso da Fundação em propiciar espaços para a discussão sobre gênero, ciência e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que compõem a Agenda 2030.

 Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Pesquisa avalia eficácia de medicamento para pé diabético

“Avaliação da eficácia e segurança do fator de crescimento epidérmico recombinante (FCEhr) intralesional em participantes com úlcera de pé diabético no Brasil”. Assim foi batizado o protocolo de pesquisa clínica conduzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), que deverá envolver 304 participantes ao longo dos próximos seis meses. A iniciativa tem por objetivo avaliar a resposta dos pacientes brasileiros com diabetes e úlcera nos membros inferiores, caracterizando o quadro de pé diabético, ao medicamento cubano Heberprot-P®. Ao longo de oito semanas, metade desses 304 participantes da pesquisa receberá no mínimo 18 aplicações, por três vezes a cada semana, do produto. A outra metade, 152 participantes, receberá placebo.

A presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Hermelinda Pedrosa, será a investigadora principal (PI, na sigla em inglês) do trabalho. De acordo com ela, o pé diabético é uma das complicações crônicas que provoca grande impacto nos custos e na qualidade de vida dos pacientes diabéticos. O recente estudo, Annual Direct Medical Costs of Diabetic Foot Disease in Brazil: A Cost of Illness Study, indica que nos países em desenvolvimento, 25% dos diabéticos desenvolverão pelo menos uma úlcera do pé durante a vida, ou seja, uma pessoa entre quatro terá problema nos pés, desencadeados pela Neuropatia e complicados por Doença Arterial Periférica e Infecção, resultando em amputações.

O trabalho é baseado na população com diabetes em 2014 (9,2 milhões de pessoas), abaixo da atual, cerca de 13 milhões (IDF, 2017), e estima 43.726 pacientes com úlceras no pé, metade com infecção, e 22.244 pacientes com diabetes mellitus foram hospitalizados para procedimentos relacionados a Pé diabético. O custo total com esta complicação totalizou US$ 361 milhões, e o custo médio mais alto foi entre aqueles submetidos a amputação. Em recente publicação da Associação Americana de Diabetes, de maio, as complicações mais onerosas são a doença arterial periférica e as neurológicas.

Úlcera do pé diabético

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pé diabético é a “situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus”. O comprometimento dos nervos periféricos dos pés e pernas, a Neuropatia diabética, decorre do excesso de glicose circulante no sangue, hiperglicemia, não controlada ao longo dos anos, e provoca perda da sensibilidade dos pés associada a deformidades semelhantes às que ocorrem na Hanseníase. Úlceras em pés de pessoas com diabetes são de difícil cicatrização, principalmente quando se instala  infecção.

Portanto, mesmo pequenos ferimentos nos pés desses pacientes podem se tornar um problema grave, levando– 40 mil por ano, no Brasil – à necessidade de amputação. Daí a importância de opções terapêuticas que colaborem para a cicatrização das úlceras, sobretudo se há neuropatia e má circulação, considerando-se que há aproximadamente 830 mil pessoas com esses problemas, segundo o estudo de 2014.

Hermelinda lembra que a descontinuidade das políticas públicas colabora para estes números, pois projeto iniciado de forma pioneira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Distrito Federal, o “Salvando o Pé Diabético”, foi implementado na década de 1990 e contribuiu para a redução de 78% nas amputações. Os resultados fizeram com que o projeto se estendesse a outros estados, e até 2004 havia mais de 70 ambulatórios de Pé diabético na maioria dos estados brasileiros, após capacitação de médicos e enfermeiros, obtendo ainda reconhecimento internacional.

O Heberprot-P® é uma alternativa para diminuir as internações prolongadas e aos desafios trazidos pela descontinuidade das políticas, com a inexistência de uma linha de tratamento padrão. Criado no Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), em Havana, Cuba, o medicamento é aplicado no sistema de saúde cubano desde 2007, como parte do programa de assistência primária aos pacientes com úlcera diabética do país caribenho. Lá, seu uso foi aprovado após estudos com mais de quatro mil pacientes participantes. Desde o início de seu uso, os casos de amputação foram reduzidos em mais de 80%.

A pesquisa conduzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz poderá confirmar se seu uso realmente acelera a cicatrização de úlceras profundas e complexas, tanto neuropáticas quanto isquêmicas, dos pacientes brasileiros com úlcera do pé diabético.

TRABALHO ABERTO À COLABORAÇÃO

Para pactuar como a pesquisa clínica será conduzida, Bio-Manguinhos/Fiocruz recebeu em meados de junho profissionais do Hospital Regional de Taguatinga (DF), da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, do Hospital Universitário Agamenon Magalhães (PE), da Universidade Federal da Paraíba, do Hospital de Servidores do Estado do Rio de Janeiro, do Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) e também do laboratório que desenvolveu o produto, o CIGB cubano.

O diretor do Instituto, Mauricio Zuma, lembrou a todos sobre a importância do estudo, que poderá beneficiar milhares de pessoas, e agradeceu aos profissionais pela parceria na captação e acompanhamento dos participantes do estudo. Coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maria de Lourdes de Sousa Maia, lembrou que o trabalho junto aos 304 participantes terá de obedecer ao cronograma de seis meses, já que o trabalho está organizado a ter seu início, sustentação e conclusão.

Ela ressaltou ainda a importância de dialogar e esclarecer às associações de pacientes sobre a importância da empreitada. “Eles precisam ter a dimensão de que vamos iniciar este estudo clínico. Fazer a divulgação nos estados, envolver as equipes de Saúde da Família, empoderar, abrir as portas para a colaboração de novos atores”, destacou.

Hermelinda afirma que as atuais opções de tratamento em uso não conseguiram recomendação forte pela qualidade baixa das evidências e o Heberprot® é considerado, na revisão sistemática de 2016 pelo IWGDF (International Working Group on the Diabetic Foot), o qual ela representa no Brasil, “uma medicação promissora mas que requer um estudo de melhor desenho”. Por isso, o protocolo do estudo contou com a participação de experts internacionais do tema, William Jeffcoate e Fran Game, além da equipe brasileira.

“Há expectativa de que este estudo encontre respostas para questões até agora não respondidas nas pesquisas realizadas em Cuba. A perspectiva de ter um produto para acelerar a granulação e também promover o fechamento da úlcera de forma integral pode resultar em ganhos econômicos e sociais, com impactos diretos e indiretos sobre o Sistema Único de Saúde”, aposta Hermelinda.

Segundo o cronograma, os resultados completos podem estar disponíveis em cerca de um ano e meio. “São seis meses para obter os dados de cada participante. No entanto, o estudo tem alta complexidade de inclusão e exclusão de participantes, provenientes de um segmento de pacientes de difícil acompanhamento e o prazo pode ter de ser estendido”, concluiu Hermelinda.

 Bio-Manguinhos/Fiocruz, por Paulo Schueler