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Fiocruz publica Nota Técnica sobre nova variante do Sars-CoV-2 no Amazonas

Pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) confirma a identificação da origem da nova variante da linhagem Sars-CoV-2 B.1.1.28 no Amazonas. A nova variante foi designada provisoriamente de B.1.1.28 (K417N / E484K / N501Y). Liderado por Felipe Naveca, o estudo sugere que as cepas, detectadas em viajantes japoneses que tinham passado pela região amazônica, evoluíram de uma linhagem viral no Brasil, que circula no Amazonas.

Os achados apontam ainda que a mutação detectada na variante B.1.1.28 (K417N / E484K / N501Y) é um fenômeno recente, provavelmente ocorrido entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. De acordo com a nota, o surgimento de novas variantes do Sars-CoV-2 que abrigam um número maior de mutações em proteína chamada Spike tem trazido preocupação em todo o mundo, sobretudo, após a recente identificação de duas cepas, uma no Reino Unido e outra na África do Sul. No Brasil, a epidemia de Sars-Cov-2 ocorreu a partir de duas linhagens, denominadas B.1.1.28 e B.1.1.33, que, provavelmente, surgiram no país em fevereiro de 2020.

O pesquisador informa que, em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) e o com o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), está conduzindo um levantamento genômico de indivíduos recentemente infectados com Sars-CoV-2 no Amazonas, com o objetivo de detectar a circulação dessa linhagem no Estado.

“Nossa análise preliminar também confirma que as linhagens brasileiras emergentes B.1.1.28 (E484k) e B.1.1.28 (K417N / E484k / N501Y) surgiram independentemente durante a diversificação da linhagem B.1.1.28 no Brasil. O surgimento simultâneo de diferentes linhagens B1.1 virais que carregam mutações K417N / E484K / N501Y no domínio de ligação do receptor da proteína Spike em diferentes países ao redor do mundo durante a segunda metade de 2020 sugere mudanças seletivas convergentes na evolução de Sars-CoV-2 devido a similar pressão evolutiva durante o processo de infecção de milhões de pessoas”, destaca a Nota. “Se essas mutações conferem alguma vantagem seletiva para a transmissibilidade viral, devemos esperar um aumento da frequência dessas linhagens virais no Brasil e no mundo nos próximos meses”.

Leia a Nota Técnica na íntegra.

Os estudos realizados pela Fiocruz Amazônia recebem apoio da Fiocruz, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

ILMD Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Covid-19 e os efeitos na saúde da população indígena da Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) iniciou na última quarta-feira (09/12) a coleta de dados sobre os Conhecimentos, Práticas e Atitudes (CAP) entre jovens indígenas em relação aos cuidados com a saúde mental durante a  pandemia de Covid-19.

A aplicação do CAP é a primeira etapa de desenvolvimento do projeto intitulado “Apoio para os povos indígenas da Amazônia Brasileira na prevenção e Mitigação dos impactos da Covid-19”. Trata-se de uma ação realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Quatro estados em oito áreas de abrangência integram o campo de estudo: Alto Rio Negro (AM), Alto Solimões (AM), Alto Purus (AC-AM); Yanomami (RR), Leste de Roraima (RR), Guamá-Tocantins (PA) e Amapá e Norte do Pará (AP-PA).

SOBRE O CAP

Com este levantamento, a Fiocruz busca orientar as ações de formação e futuras intervenções: saber o que as pessoas entendem (conhecimento) sobre um tema específico. Em seguida, identificar opiniões, sentimentos, crenças (atitudes) sobre as quais o tema está envolvido. Finalmente, o trabalho de diagnóstico estará completo com a identificação das ações (práticas) que os conhecimentos e as atitudes de uma pessoa os leva a praticar.

“O instrumento nos ajudará no melhor entendimento dos efeitos da Covid-19 na saúde mental dos jovens indígenas em diferentes territórios da Amazônia. O levantamento trará informações relevantes sobre o perfil e as práticas de diversos grupos indígenas em várias comunidades e pequenos centros urbanos”, destacou o coordenador da atividade CAP e pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia do Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt.

Participam como público-alvo do estudo jovens entre 15 e 22 anos de idade. A expectativa da equipe é cumprir a meta de aplicar o CAP em 300 indígenas, os quais deverão representar a diversidade étnica de cada região.

Para o pesquisador, é muito importante o acesso às informações sobre essa faixa de público, de modo que possam subsidiar as organizações indígenas e instituições públicas em ações direcionadas para o grupo. “Temos poucos estudos sobre a saúde mental de jovens indígenas, portanto, temos uma grande oportunidade de apresentar resultados relevantes para orientar as ações de saúde mental e de proteção social como uma resposta à pandemia que atinge as populações indígenas de modo trágico”, enfatizou o coordenador.

O questionário é online (diante do contexto de risco que a pandemia impõe ao indígena e à equipe) e autoaplicável. Seu acesso é via link da plataforma Google Forms. Está organizado da seguinte maneira: Bloco A – Informações sociodemográficas; Bloco B – Conhecimento sobre Saúde Mental, Discriminação e violência, Hábitos e Costumes; e Bloco C – Informações sobre Covid-19.

Uma rede de apoiadores locais foi montada para dar suporte aos jovens no processo de preenchimento e diminuir dificuldades ou resistências durante o processo.

A coleta se estende até 15 de janeiro de 2021. Os dados, depois de analisados, poderão subsidiar políticas públicas voltadas aos jovens indígenas no campo da saúde mental e da proteção social.

Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Grace Soares

Encontro da Pós-graduação da Fiocruz Amazônia discute sobre saúde mental na pandemia

“Panoramas da saúde mental na COVID-19” foi o tema da Roda de Conversa promovida na manhã desta terça-feira,24/11, pela organização do II Encontro da Pós-graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Participaram da atividade os pesquisadores: Denise Machado Duran Gutierrez (UFAM), Alessandra Pereira (SEMSA), Glenda Patrícia da Silva Vieira (Cruz Vermelha) e André Faro Santos (UFS).

Denise Gutierrez iniciou a discussão, destacando algumas orientações e sugestões da Organização Mundial da Saúde apresenta para enfrentar consequências psicológicas e mentais do novo coronavírus. Conforme destacou a pesquisadora, a doença está gerando estresse na população afetada pelo risco de contaminação, incerteza, isolamento social e desemprego, entre outros motivos.

“É claro que a gente já tem visto nesse momento, nesses últimos meses em que a gente enfrenta a pandemia, uma enxurrada de materiais que tem sido produzido, muita pesquisa, algumas ainda em andamento, outras com resultados parciais. Optei por apresentar e discutir algumas ideias e sugestões que foram divulgadas pela organização mundial da saúde, no início da pandemia, quando foi sinalizada a existência de uma infecção viral de envergadura mundial”, explicou Denise.

Acompanhe o evento AQUI .

Entre as orientações, a pesquisadora destacou sugestões voltadas à população geral, as agentes de Saúde, líderes de equipe e supervisores em postos de saúde, Cuidadores de crianças, idosos, cuidadores e pessoas com problemas de saúde, além de pessoas em isolamento social.

Um dos destaques da apresentação, voltou-se para a necessidade de mais empatia com todos os afetados em qualquer país. “O novo coronavírus deve afetar pessoas em muitos países e regiões. Não existe nenhuma relação da doença com uma etnia ou nacionalidade. Demonstre empatia com todos os afetados em qualquer país. As pessoas infectadas não fizeram nada errado e merecem nosso apoio, compaixão e gentileza”, enfatizou.

Alessandra Pereira, conselheira do Conselho Regional de Psicologia, abordou algumas inciativas realizadas, durante a pandemia, para atender a sociedade, entre elas: Capacitação para atuar no atendimento online; Acolhimento psicológico online; Suporte aos profissionais psicólogos da SUSAM e do interior do Estado, além da promoção de um grupo de acolhimento ao luto.

Glenda Vieira, mestranda em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, atualmente voluntária da Cruz Vermelha (AM), abordou ações realizadas durante a pandemia, entre elas sessões de escuta e terapia, estratégias criadas para atuar nesse cenário de pandemia. André Faro apresentou pesquisas sobre Saúde mental da população no Brasil, além de dados observados especificamente sobre ansiedade, depressão, suicídio e alguns comportamentos protetivos. Além disso o pesquisador falou sobre a pandemia como uma crise em saúde mental.

SOBRE O ENCONTRO

Este ano, o tema central será a pandemia por COVID-19 no Brasil e suas diferentes interfaces segundo a perspectiva da pesquisa, ciência, inovação e âmbito assistencial. Serão quatro dias de evento totalmente online, contando com sessões de palestras, mesas-redondas, práticas integrativas, atividades culturais e exposição dos alunos egressos através de vídeos.

Além disso, frente a essa situação que a pandemia por COVID-19 impactou em diferentes segmentos, a organização selecionou temas para as sessões coordenadas e mesas-redondas, essenciais para o público em geral conhecer um pouco mais e ao mesmo tempo, interagir com especialistas da área.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Reprodução

 

Fiocruz Amazônia, Secretaria de Saúde e FVS-AM reúnem-se para alinhar ações conjuntas

Com o objetivo de discutir tratativas para acordo de cooperação institucional, a  direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nesta terça-feira, 10/11, o secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo e o diretor-técnico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Cristiano Fernandes.

Além do diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, estiveram presentes os vice-diretores de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, de Pesquisa e Inovação, Felipe Naveca, e de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Fábio Cabral.

No encontro foram tratados os seguintes temas: capacitação da força de trabalho da área da saúde do interior, sala situacional na fronteira, educação permanente dos profissionais que compõem as equipes multiprofissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF), e apoio diagnóstico para o enfrentamento da Covid-19, no Amazonas.

Para Sérgio Luz, a reunião e todos os temas tratados foram positivos e confirmam o alinhamento do ILMD/Fiocruz Amazônia com a política de Estado da Saúde, especialmente com a iniciativa institucional de oferecer os cursos de formação não só na capital, mas também em levar essas oportunidades de qualificação para todo o interior do Amazonas.

“Esse alinhamento está muito claro para nós e, a partir deste encontro, temos desdobramentos e vamos desenvolver oficinas de trabalho com a participação de técnicos da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES), FVS-AM e ILMD/Fiocruz Amazônia, para entender as demandas da saúde e juntos planejarmos ações institucionais integradas”, comentou o diretor.

O secretário Marcellus Campêlo falou do esforço que está sendo feito pela SES de aproximação com as fundações de saúde, com o objetivo de contribuir e apoiar o trabalho dessas instituições no Amazonas, bem como participar de iniciativas integradas.

“O trabalho da vigilância, da pesquisa e do ensino para a saúde é vital, porque encontramos servidores com mestrado, com doutorado e que foram formados por essas iniciativas, mas não têm reconhecimento e nem apoio da SES. Queremos estar mais junto dessas instituições, verificar onde podemos atuar de imediato e ver o que podemos fazer pra frente”, disse Campêlo ao lembrar também do Programa Saúde Amazonas lançado recentemente pela Secretaria e que tem a vigilância em saúde, entre suas grandes ações.

Ao final do encontro, o secretário e o diretor técnico foram conhecer os novos laboratórios do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia recebe militares para discutir ações em colaboração na área da saúde

Para o desenvolvimento de novas ações colaborativas institucionais, a direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nesta terça-feira, 27/10, a chefe do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Militar de Área de Manaus (HMAM), Cap Farm Karla Amazonas, e o Subtenente Edson Agneze.

Durante o encontro, o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, apresentou aos militares as atividades desenvolvidas pela unidade da Fiocruz no Amazonas tanto na área de pesquisa quanto de ensino, bem como lembrou as parcerias já realizadas entre as instituições.

“Essa é uma das várias reuniões que nós teremos para o desenvolvimento de ações de cooperação seja na parte hospitalar, seja na parte estratégica. Nesse momento, estamos conversando para ver como podemos contribuir institucionalmente”, comentou.

Após a explanação dos militares, o vice-diretor de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, disse que inicialmente a Unidade pode contribuir com diagnósticos para Covid-19.

“Nesse momento, podemos começar a fazer o diagnóstico por RT-PCR para Covid-19, em uma parte dos pacientes do HMAM. Podemos também colaborar dando os insumos para coleta, fazer os testes aqui na Fiocruz Amazônia e entregar os resultados e relatórios”.

Segundo o Subtenente Edson Agneze, todas as possibilidades de cooperação tratadas durante a reunião serão levadas aos seus superiores para que outras propostas possam surgir em parceria com a Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Marlúcia Seixas

InfoGripe mostra sinais de “segunda onda” de SRAG

Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostram que, enquanto diversos estados ainda enfrentam a fase de crescimento da primeira onda de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – situação de todos os da região Sul, além de Sergipe e Mato Grosso do Sul –, alguns já dão sinais do início da chamada “segunda onda”. A análise é referente à Semana Epidemiológica 29 (12/7 a 18/7).

É o caso do Amapá, Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro. Nestes estados, o número de novos casos semanais, depois de ter atingido um pico e iniciado o processo de queda, voltou a subir. O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, observa que em Alagoas o número de casos voltou a crescer, sem nunca ter iniciado o processo de queda. “Os dados de SRAG continuam sendo fortemente associados à Covid-19, uma vez que, entre os casos com resultado positivo para os vírus respiratório testados, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos retornaram positivo para o novo coronavírus”, ressalta Gomes.

CENÁRIO NACIONAL

Até o momento já foram reportados, este ano, um total de 289.946 casos de SRAG, sendo 145.020 (50,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 83.572 (28,8%) negativos, e cerca de 41.750 (14,4%) aguardando resultado laboratorial. Entre os positivos, 0,8% apresentavam influenza A, 0,4% influenza B, 0,7% vírus sincicial respiratório (VSR) e 96,7% Sars-CoV-2 (Covid-19).

No cenário nacional os dados indicam manutenção do número de crescimento de novos casos semanais, após leve queda observada no mês de maio. Os valores ainda encontram-se muito acima do nível de casos considerado muito alto. Estima-se que já ocorreram 76.934 óbitos de SRAG, podendo variar entre 74.888 e 79.792 até o término da semana 29.

“Como sinalizado nos boletins anteriores, a situação nas regiões e estados do país é bastante heterogênea. Portanto, o dado nacional não é um bom indicador para definição de ações locais”, comenta Gomes.

ESTADOS COM ALTERAÇÃO DE TENDÊNCIA

O sinal de possível estabilização no Rio Grande do Sul não se confirmou. O estado apresenta manutenção da tendência de crescimento. A tendência de possível início de queda na Bahia também não foi confirmada, sendo mantido sinal de estabilização. Já o Tocantins mostra estabilização após período de crescimento. Entre os estados que apresentavam queda nos boletins anteriores, Pernambuco e Espírito Santo apontam para um cenário de estabilização.

Paraíba, Distrito Federal, Amapá e Minas Gerais apresentam estabilização após período de crescimento, atingindo um platô. Embora tenha registrado leve queda durante o mês de maio, São Paulo mantém sinal de estabilização em valores semanais ainda próximos ao valor máximo observado neste ano. Em Rondônia e Goiás observa-se confirmação de possível início de queda, após atingir um primeiro pico no número de novos casos semanais.

Nas demais estados não foram observadas alterações em relação às tendências anteriores, com manutenção do sinal de queda na maioria das unidades federativas do Norte, sinal de crescimento em todas do Sul e situações heterogêneas nas demais regiões. Todos os estados continuam apresentando número de novos casos semanais acima dos valores considerados muito alto.

Regina Castro (CCS/Fiocruz)

Pesquisadores da Fiocruz Amazônia apresentam projetos em seminários do PPSUS e PECTI da Fapeam

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participaram nos dias 22 e 23/10, do Seminário Parcial de Avaliação do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) e do Seminário de Avaliação Final do Programa de Apoio a Projetos Estratégicos de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e/ou Inovação na Área de Saúde no Amazonas (PECTI/AM-Saúde), no Hotel Nobile Suíte Manaus Airport, no bairro Tarumã, em Manaus.

Os encontros foram promovidos pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), executora dos Programas, e tiveram por finalidade apresentar resultados parciais (PPSUS) e final (PECTI) de projetos fomentados pelo Ministério da Saúde. Na abertura dos eventos, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou a importância dos Seminários, uma vez que o monitoramento, acompanhamento e avaliação são etapas determinantes para o alcance de objetivos e êxito dos projetos.

PPSUS

O PPSUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde de fomento à pesquisa em saúde, nos Estados, com o intuito de promover o desenvolvimento científico e tecnológico, visando atender as peculiaridades e especificidades de cada unidade federativa e contribuir para a redução das desigualdades regionais.

Neste Seminário (22/10) dentre os projetos apresentados estiveram os dos pesquisadores Júlio César Schweickardt (O acesso da população ribeirinha à rede de urgência e emergência no Estado do Amazonas); Maria Luiza Garnelo Pereira (Estudo exploratório das condições de vida, saúde e acesso aos serviços de saúde de populações rurais ribeirinhas de Manaus e Novo Airão, Amazonas); Luís André Mariuba (Desenvolvimento de teste para detecção eletroquímica de ensaios moleculares aplicados ao diagnóstico de doenças); e Priscila Ferreira de Aquino (Avaliação das características epidemiológicas  e moleculares de mulheres  tratadas com lesões precursoras  do câncer  de colo de útero no Amazonas).

André Mariuba comentou a importância do seminário para acompanhamento do seu projeto que vem sendo desenvolvido junto com Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-AM). “Esse projeto visa desenvolver um sensor eletroquímico, tanto para malária, quanto para o zika vírus. Vamos apresentar aqui o resultado de seis meses de trabalho e as perspectivas para os próximos um ano e meio de projeto”, acrescentou.

Priscila Aquino destacou que o objetivo de sua pesquisa é mostrar e caracterizar fatores epidemiológicos e moleculares, que possam estar correlacionadas à população, que hoje é atendida no Centro de Referência Oncológica, com lesões de câncer de colo de útero. Adiantou que o estudo tem quatro vertentes. “Uma vertente é a seleção dos pacientes a participar desse estudo, que está concluída. A segunda vertente é a análise dos dados epidemiológicos, eles estão 80% concluídos. A terceira vertente é a parte da análise do DNA do HPV, que foi iniciada há pouco tempo. E o fechamento do trabalho vai ser justamente uma indicação de proteínas que possam estar correlacionados de forma geral a todas essas etapas anteriores”.

Os projetos apresentados no Seminário se referem ao edital N°001/2017 do PPSUS. Essa edição contou com investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Os projetos têm duração de 24 meses.  O programa é uma ação do Governo do Amazonas, executado pela Fapeam, em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

PECTI/AM-SAÚDE

O Programa foi lançado pela Fapeam em duas Cartas-Convites: 001/2012 e 001/2014 com o objetivo de fomentar a inserção de pesquisadores em projetos estratégicos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação nas fundações de saúde do Amazonas.

Este Seminário aconteceu no dia 23/10 e contou com a apresentação diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia Sérgio Luz, que apresentou o projeto “Programa estratégico de consolidação da pesquisa”.

As atividades de pesquisa dos projetos amparados pelo PECTI/AM-Saúde foram acompanhadas pela Fapeam por meio de relatórios técnicos-científicos parcial e final e avaliações dos projetos feitas por consultores externos nos Seminários de Acompanhamento e Avaliação.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Érico Xavier

 

Palestra na Fiocruz Amazônia irá abordar ativismo e saúde trans em Manaus

Com o objetivo de discutir o acesso à saúde de pessoas trans (travestis, mulheres trans e homens trans) como processo concomitante à sua constituição enquanto sujeito político, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 25/10, às 10h, a palestra “Entre biografias e o fazer político: ativismo e saúde trans em Manaus”, a ser ministrada por André Luiz Machado das Neves, pesquisador e professor da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Na ocasião, o pesquisador fará uma apresentação de um estudo compreensivo do repertório de formas de ação política, mobilizadas na construção das políticas públicas de saúde para travestis e transexuais em Manaus, capital do Amazonas. Segundo André, um dos focos do estudo foi conhecer a diversidade no engajamento das(os) ativistas envolvidas(os) em processos de construção de políticas públicas.

“A pesquisa que sustenta o trabalho combinou observação participante nos múltiplos espaços onde essas políticas se gestam e entrevistas com membros de duas organizações trans existentes em Manaus, durante o período em que o trabalho de campo foi realizado, entre janeiro de 2016 a julho de 2018: a Associação de Travestis, Transexuais, e Transgêneros do Amazonas (ASSOTRAM), gerida por travestis e mulheres trans, e o Coletivo O Gênero, liderado por homens trans. Através de narrativas biográficas que coletei durante o período, busquei compreender a variedade de trajetórias de engajamento das(os) ativistas envolvidas(os) nesse processo de construção de políticas públicas”, explicou Neves.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 1, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

André Luiz é psicólogo, doutor em Saúde Coletiva, na área de concentração em ciências humanas e saúde, pelo Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e especialista em Psicologia Educacional com ênfase em psicopedagogia preventiva pela Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Atualmente é Professor e pesquisador efetivo da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), professor do mestrado no programa de pós-graduação em segurança pública, direitos humanos e cidadania da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO) da UEA, líder do Grupo de Pesquisa: Núcleo de Estudos Psicossociais sobre Direitos Humanos e Saúde (NEPDES) e pesquisador do Laboratório de Desenvolvimento e Educação da Faculdade de Psicologia da UFAM.

Na área da pesquisa segue três eixos distintos e interligados: o primeiro consiste nos estudos sobre corpo, gênero e sexualidade na educação e na saúde coletiva. O segundo eixo, consiste no fato de buscar aprimoramentos e desenvolvimentos técnicos nas pesquisas sobre psicologia do desenvolvimento humano e aprendizagem. O terceiro eixo corresponde aos estudos sobre psicologia social e comunitária, na perspectiva dos direitos humanos, participação e ativismo.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

No Dia Mundial da Saúde Mental, Fiocruz Amazônia realiza roda de conversa sobre luta antimanicomial no Amazonas

Em referência ao Dia Mundial da Saúde Mental, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu na ultima quinta-feira, 10/10, uma roda de conversa para falar sobre portadores de transtornos psíquicos e enfrentamentos pela luta antimanicomial no Amazonas. A atividade fez parte da disciplina “Saúde Coletiva”, coordenada pelos pesquisadores Marcílio Medeiros e Fernando Herkrath, no âmbito do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Segundo Marcílio Medeiros, a ideia foi promover uma maior aproximação com a atual situação com que a saúde mental é tratada no Estado do Amazonas. “Trouxemos para conversar com nossos alunos, um usuário desse sistema, que se transformou em um ícone da saúde mental no Brasil, que participa da associação Brasileira de Saúde Mental, e possui uma visão muito apurada desse atual cenário”, explicou.

A roda de conversa contou com a participação de José Setemberg Rabelo, representante da Comissão de Usuários e Profissionais da Saúde Mental do Amazonas. Na oportunidade, Rabelo destacou que sua militância pela reforma psiquiátrica foi motivada pelo horror vivido durante as internações no hospital psiquiátrico. “Eu achava que estava preso em uma penitenciária. Demorei a me dar conta de que era um hospício, me perguntava por que fui parar ali”.

Depois da passagem pelo hospital, foi a vez do preconceito. “Você é chamado de louco. As pessoas começam a te olhar com medo, no supermercado, na fila do pão”. Rabelo buscou o apoio do Instituto Silvério de Almeida Tundis (Isat), organização não governamental que dá suporte à reforma psiquiátrica no estado, e passou a contar sua experiência em eventos sobre saúde mental pelo Brasil e até no exterior.

Usuário de um dos centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Manaus, o ex-interno quer usar a experiência dos anos vividos atrás das grades do hospício para não repetir erros e garantir a implementação dos serviços de saúde mental de base comunitária no município de Manacapuru.“Pensamos não só em construir Caps, nosso compromisso é implantar uma rede de cuidados. O desafio vai ser mostrar que a loucura está dentro do contexto da sociedade, que ela não pega. Se a comunidade compreender isso, as pessoas com transtornos mentais sofrerão menos”, avalia.

Para a especialista em saúde mental, Glenda Vieira, aluna do PPGVIDA, a atividade foi extremamente positiva e auxiliou ao alunos a entenderem como a política de saúde mental está sendo implementada no Estado. “Falar sobre saúde mental é falar sobre representatividade. Durante a roda de conversa, tivemos uma prova prática em relação a isso, onde nossos professores trouxeram para a sala de aula uma voz que possui voz representativa na área da saúde mental. Trazer este tipo de debate para dentro de um programa que trabalha a interação multiprofissional é muito relevante”, destacou.

SOBRE O PPGVIDA

O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Além disso, o PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

Inscrições para Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde) iniciam nesta quarta-feira, 2/10

Com o objetivo de formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançaram novo edital de seleção para o Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde). As inscrições para o processo seletivo iniciam nesta quarta-feira, 2/10.

De acordo com o presente edital, 210 vagas serão distribuídas entre as 22 instituições que fazem parte da rede ProfSaúde, divididas nas seguintes categorias: Enfermeiros (as), Médicos (as) e Odontólogos (as). Para o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), foram disponibilizadas sete vagas, correspondentes a candidatos dos estados do Amazonas e Amapá.

Confira o Edital AQUI.

INSCRIÇÕES

A inscrição dos candidatos para a Fiocruz será realizada através do preenchimento do formulário de inscrição disponível na plataforma SIGA: www.sigass.fiocruz.br. É importante que no campo “Área de Concentração”, que consta no formulário de inscrição do referido link, seja informado o polo da Fiocruz ao qual estará se candidatando.

No campo “Linha de Pesquisa”, informar para qual vaga está concorrendo (Medicina, Enfermagem ou Odontologia). A documentação exigida no item 4.2 dessa Chamada Pública deverá ser enviada através de Correios (via SEDEX), para a secretaria da respectiva Instituição Associada, pelo candidato ou seu procurador legalmente constituído, dentro do prazo de inscrição.

PROCESSO DE SELEÇÃO

A seleção dos candidatos para o ProfSaúde/ MPSF constará de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Prova de Inglês (eliminatória); 2ª Etapa – Prova escrita de conhecimentos (eliminatória e classificatória); 3ª Etapa – Análise curricular, análise de carta de intenção e prova oral (eliminatória e classificatória). Em cada etapa, o candidato receberá nota na escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez), com aproximação de até uma casa decimal.

O candidato deverá: ser portador de diploma de curso superior em Medicina, Enfermagem ou Odontologia, devidamente registrado no Ministério da Educação; possuir registro no respectivo Conselho Regional e Federal. Além de atender a uma das seguintes situações: ser docente da graduação e/ou residência em Medicina de Família e Comunidade ou Multiprofissional em Saúde da Família de instituições públicas de ensino superior; ser preceptor e/ou tutor de residências multiprofissionais e/ou da graduação em uma das três áreas em instituições públicas de ensino superior; ser profissional com atuação na atenção básica, nas equipes de saúde da Estratégia de Saúde da Família do Sistema Único de Saúde.

O curso, resultado da parceria entre Abrasco e Fiocruz, conta com o apoio da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e dos ministérios da Saúde e da Educação. O ProfSaúde visa potencializar as atividades de ensino, pesquisa e extensão em Saúde da Família, tanto na academia, quanto nos serviços de saúde.

O resultado do Processo seletivo será divulgado no dia 6/3/2020. O início das aulas está previsto para abril de 2020.

LINHAS DE PESQUISA

O ProfSaúde/ MPSF está dividido nas seguintes linhas de pesquisa: Atenção integral aos ciclos de vida e grupos vulneráveis; Atenção à saúde, acesso e qualidade na atenção básica em saúde; Educação e saúde: tendências contemporâneas da educação, competências e estratégias de formação profissional; Gestão e avaliação de serviços na Estratégia de saúde da família/atenção básica; Informação e saúde; Pesquisa Clínica: interesse da atenção básica; Vigilância em Saúde.

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/ MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ASCOM – ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes