Posts

Fiocruz Amazônia alerta para o possível risco de maior transmissibilidade viral das novas variantes do SARS-CoV-2

Com o surgimento de diferentes linhagens virais do SARS-CoV-2, que carregam mutações na proteína Spike, pesquisadores estão em alerta para acompanhar se essas mutações podem conferir vantagem seletiva para a transmissibilidade viral  do causador da Covid-19.

No Amazonas, esse monitoramento genético do vírus circulante é feito pelo pesquisador Felipe Naveca, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), desde o primeiro caso de Covid-19, ocorrido em março do ano passado, em Manaus. Essa vigilância é realizada em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS-AM), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).

Recentes estudos foram apresentados pelo pesquisador e sua equipe. Agora, uma análise mais apurada desperta a atenção dos pesquisadores: em 114 genomas completos  de SARS-CoV-2 de amostras coletadas no período de 1º de novembro de 2020 a 13 de janeiro de 2021, em diferentes municípios do Amazonas, eles encontraram novos dados referentes à linhagem B.1.1.28, que  revelaram sequência semelhante à P.1 (descoberta em janeiro deste ano) à qual se ramificou, sendo denominada P.1-like.

“A P1-like tem menos mutações do que a P.1 em relação à amostra original de Wuhan, mas é a amostra mais parecida. Ela carreia algumas das principais mutações e pode ser um intermediário evolutivo que chegou até a P.1. A gente ainda não tem certeza disso, mas é muito curioso ver uma única sequência que ficou a mais próxima de todo clado da P.1”, comenta  Naveca.

A sequência P.1-like apresentou mutações de linhagem P.1 na proteína Spike, além da  inserção de 12 nucleotídeos na mesma proteína. Assim como a P.1, os pesquisadores observaram que  a sequência P.1-like acumulou um número alto de alterações genéticas.

Outro ponto que preocupa os pesquisadores foi a identificação da presença da mutação E484K na proteína Spike da linhagem B.1.1.33. A detecção das sequências P.1-like e B.1.1.33-E484K em Manaus sugere que a diversidade de variantes de SARS-CoV-2, com mutações preocupantes na proteína Spike pode ser maior do que descrito inicialmente.

“Em relação à E484K, ela já foi associada com o escape de anticorpos produzidos contra outras linhagens. Então, encontrar isso na P.1 e na P.1-like e agora na B.1.1.33 sugere que essas linhagens também sofreram mutações que foram benéficas para o vírus. A gente ainda precisa entender isso melhor, mas pode ser que essas mutações diminuam a eficiência dos anticorpos prévios”, alerta o pesquisador.

Uma nova Nota Técnica foi disponibilizada pelos pesquisadores, resultado de trabalho realizado em parceria entre pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, FVS-AM, Lacen-AM, Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Salvador ), Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Acesse aqui a Nota Técnica na íntegra.

O pesquisador orienta que a população siga os cuidados de prevenção contra a Covid-19. “As recomendações são as mesmas para os cuidados de disseminação do vírus, tanto do vírus original, quanto dessa variante, só que se de fato ela for mais transmissível, a atenção tem que ser ainda maior, porque qualquer descuido pode levar à infecção. Do ponto de vista dos profissionais da saúde, eles já usam EPIs, os melhores possíveis, é só redobrar os cuidados para que sempre tenham a menor chance de serem infectados”.

Os estudos sobre o comportamento do SARS-CoV-2 realizados pela Fiocruz Amazônia são contínuos e  recebem apoio da Fiocruz, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Fiocruz Amazônia confirma reinfecção por nova variante do SARS-CoV-2

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD /Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) confirmaram o segundo caso de reinfecção no Brasil pelo SARS-CoV-2. A reinfecção se deu em Manaus, pela nova variante identificada no Amazonas, designada B.1.1.28.1 ou P.1. O caso foi confirmado pelo virologista e pesquisador Felipe Naveca.

“A confirmação do caso de reinfecção se deu ao concluirmos o sequenciamento genético das amostras, compararmos a primeira infecção e a segunda, o que mostrou se tratarem de linhagens diferentes. Esse era o último critério que estava faltando para confirmar o caso de reinfecção”, comentou Naveca.

Esse primeiro caso documentado de reinfecção pela nova linhagem P.1 emergente se deu em uma mulher de 29 anos de idade do Amazonas. A primeira infecção pelo SARS-CoV-2 nessa paciente ocorreu em março, e a segunda em dezembro. Ambos os resultados positivos para SARS-CoV-2 foram feitos por exame de RT-PCR.

Desde o surgimento da Covid-19, alguns casos de reinfecção com variantes filogeneticamente distintas de SARS-CoV-2 foram relatados. O pesquisador revela que os casos de reinfecção tanto podem ser a consequência de uma imunidade protetora limitada e transitória induzida pela primeira infecção, quanto podem refletir a capacidade do vírus da reinfecção evadir a resposta  imunológica  anterior.

A nova variante SARS-CoV-2 tem origem na linhagem B.1.1.28, que circula no Amazonas. A nova cepa também foi detectada em viajantes japoneses que tinham passado pelo Amazonas, um estado severamente atingido pela Covid-19 na primeira onda epidêmica, ocorrida entre março e julho do ano passado, e que atualmente enfrenta um aumento vertiginoso de mortes.

Leia AQUI o artigo sobre a nova variante.

Para acessar o artigo sobre o caso de reinfecção, CLIQUE.

Felipe Naveca alerta que outras variantes do SARS-CoV-2 circulam no Brasil e outras devem surgir ao longo do tempo, daí a necessidade constante de vigilância de cepas do novo coronavírus para apoiar a saúde no enfrentamento da Covid-19.

“Ainda não podemos afirmar qual o papel dessa variante na explosão de casos recentes em Manaus, precisamos sequenciar muitas outras amostras para ver a frequência dela atualmente, mas eu acredito sim que ela seja um dos fatores”, comenta.

O pesquisador lembra ainda que outros fatores podem ter contribuído para o aumento de casos de Covid-19 no Amazonas: o período de chuvas na região, que favorece o crescimento de infecções por vírus respiratórios, mas principalmente a baixa adesão da população às recomendações de uso de máscaras, manutenção de distanciamento social e lavagem frequente das mãos.

Os estudos no campo da virologia realizados pela Fiocruz Amazônia recebem apoio da Fiocruz, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A FVS-AM e o Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) são parceiros em todas as pesquisas de viroses emergentes.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Covid-19 e os efeitos na saúde da população indígena da Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) iniciou na última quarta-feira (09/12) a coleta de dados sobre os Conhecimentos, Práticas e Atitudes (CAP) entre jovens indígenas em relação aos cuidados com a saúde mental durante a  pandemia de Covid-19.

A aplicação do CAP é a primeira etapa de desenvolvimento do projeto intitulado “Apoio para os povos indígenas da Amazônia Brasileira na prevenção e Mitigação dos impactos da Covid-19”. Trata-se de uma ação realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Quatro estados em oito áreas de abrangência integram o campo de estudo: Alto Rio Negro (AM), Alto Solimões (AM), Alto Purus (AC-AM); Yanomami (RR), Leste de Roraima (RR), Guamá-Tocantins (PA) e Amapá e Norte do Pará (AP-PA).

SOBRE O CAP

Com este levantamento, a Fiocruz busca orientar as ações de formação e futuras intervenções: saber o que as pessoas entendem (conhecimento) sobre um tema específico. Em seguida, identificar opiniões, sentimentos, crenças (atitudes) sobre as quais o tema está envolvido. Finalmente, o trabalho de diagnóstico estará completo com a identificação das ações (práticas) que os conhecimentos e as atitudes de uma pessoa os leva a praticar.

“O instrumento nos ajudará no melhor entendimento dos efeitos da Covid-19 na saúde mental dos jovens indígenas em diferentes territórios da Amazônia. O levantamento trará informações relevantes sobre o perfil e as práticas de diversos grupos indígenas em várias comunidades e pequenos centros urbanos”, destacou o coordenador da atividade CAP e pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia do Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt.

Participam como público-alvo do estudo jovens entre 15 e 22 anos de idade. A expectativa da equipe é cumprir a meta de aplicar o CAP em 300 indígenas, os quais deverão representar a diversidade étnica de cada região.

Para o pesquisador, é muito importante o acesso às informações sobre essa faixa de público, de modo que possam subsidiar as organizações indígenas e instituições públicas em ações direcionadas para o grupo. “Temos poucos estudos sobre a saúde mental de jovens indígenas, portanto, temos uma grande oportunidade de apresentar resultados relevantes para orientar as ações de saúde mental e de proteção social como uma resposta à pandemia que atinge as populações indígenas de modo trágico”, enfatizou o coordenador.

O questionário é online (diante do contexto de risco que a pandemia impõe ao indígena e à equipe) e autoaplicável. Seu acesso é via link da plataforma Google Forms. Está organizado da seguinte maneira: Bloco A – Informações sociodemográficas; Bloco B – Conhecimento sobre Saúde Mental, Discriminação e violência, Hábitos e Costumes; e Bloco C – Informações sobre Covid-19.

Uma rede de apoiadores locais foi montada para dar suporte aos jovens no processo de preenchimento e diminuir dificuldades ou resistências durante o processo.

A coleta se estende até 15 de janeiro de 2021. Os dados, depois de analisados, poderão subsidiar políticas públicas voltadas aos jovens indígenas no campo da saúde mental e da proteção social.

Lahpsa-ILMD/Fiocruz Amazônia, por Grace Soares

Pesquisa aponta impactos da pandemia na rotina dos adolescentes

Durante a pandemia, 48,7% dos adolescentes do país têm sentido preocupação, nervosismo ou mau humor, na maioria das vezes ou sempre. Houve aumento no consumo de doces e congelados, bem como no sedentarismo: o percentual de jovens que não faziam 60 minutos de atividade física em nenhum dia da semana antes da pandemia era de 20,9%, e passou a ser de 43,4%. Setenta por cento dos brasileiros de 16 a 17 anos passaram a ficar mais de 4 horas por dia em frente ao computador, tablet ou celular, além do tempo das aulas online. Além disso, 23,9% daqueles entre 12 e 17 anos começaram a ter problemas no sono e 59% sentiram dificuldades para se concentrar nas aulas a distância. Estes são alguns dos resultados da ConVid Adolescentes – Pesquisa de Comportamentos, realizada com jovens do Brasil todo, de junho a setembro de 2020.


O trabalho investigou as mudanças na rotina, nos estilos de vida, nas relações com familiares e amigos, nas atividades escolares, nos cuidados à saúde e no estado de ânimo dos adolescentes entre 12 a 17 anos. Foi coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e realizado de forma online: 9.470 adolescentes responderam a um questionário virtual, entre os dias 27 de junho e 17 de setembro. Esta é a segunda etapa da ConVid, que em abril e maio abordou os estilos de vida dos adultos durante a pandemia.

“A falta de atividade física entre os adolescentes foi um dos resultados que mais se destacou. Em geral, os jovens brasileiros praticam mais atividades coletivas, como aulas de danças e jogos com bola. Com as medidas de restrição social, tornou-se mais difícil para eles manterem a prática de exercícios”, aponta a pesquisadora do Icict, Celia Landmann Szwarcwald, coordenadora do trabalho. “Chama muita atenção também o estado de ânimo desses jovens, que relataram tristeza, ansiedade e a ausência de amigos”.

Diferenças regionais

A pesquisa também abordou aspectos mais diretamente ligados à pandemia, como medidas de prevenção e diagnóstico. O percentual de adolescentes que se declarou como tendo recebido o diagnóstico de Covid-19 foi de 3,9%. Enquanto a Região Sul registrou a menor proporção de jovens com Covid-19, com um percentual de 2,1%, a Região Norte registrou 6,1%.

A grande maioria dos adolescentes (71,5%) aderiu às medidas de restrição social, com 25,9% em restrição total e 45,6% em restrição intensa, ou seja, saindo só para supermercados, farmácias ou casa de familiares. Considerando a restrição intensa e a total restrição de contatos com outras pessoas, a maior proporção ocorreu na Região Sul, de 74,1%, enquanto o menor percentual ocorreu no Norte (66,1%).

“A Região Norte se destacou em ter maior número de adolescentes diagnosticados com a Covid-19 e menor adesão às medidas de restrição social. Foi um padrão que se repetiu entre os adultos também, como apontado na primeira etapa da pesquisa”, compara Celia.

Piora na saúde física e mental

A piora da saúde na pandemia é outro ponto de destaque: foi apontada por 30% dos jovens. Diferenças foram encontradas por sexo e faixa de idade, com as meninas relatando maior proporção de piora do estado de saúde (33,8%) do que os meninos (25,8%), e os adolescentes mais velhos (37,0%) do que os mais novos (26,4%).

O percentual de adolescentes que relataram piora na qualidade do sono durante a pandemia foi de 36%, sendo que 23,9% começaram a ter problemas com o sono e 12,1% relataram que tinham problemas e eles pioraram. A qualidade do sono foi mais afetada entre as meninas, e nos adolescentes com 16 a 17 anos, em relação aos mais novos.

Sentir-se preocupado, nervoso ou mal-humorado foi descrito por 48,7% dos adolescentes, na maioria das vezes ou sempre. Entre as meninas, o percentual foi de 61,6%. Os adolescentes de 16-17 anos de idade relataram esse sentimento mais frequentemente (55,3%) do que os de 12-15 anos (45,5%).

“Também é importante destacar a piora na qualidade de sono e os problemas no estado de ânimo. Há um conjunto de fatores como sentimento de tristeza, nervosismo, isolamento, insegurança, medo por familiares, que está afetando diretamente a saúde dos jovens. Não é à toa que 30% deles identificam uma piora em seu estado de saúde”, salienta a pesquisadora.

Mudanças de hábitos alimentares e mais sedentarismo

O consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana aumentou: 4% para pratos congelados e 4% para os chocolates e doces. Mais de 40% dos adolescentes não praticaram atividade física por 60 minutos em nenhum dia da semana durante a pandemia. O percentual de jovens que não faziam 60 minutos de atividade física em nenhum dia da semana antes da pandemia era de 20,9%, e passou a ser de 43,4%.

No período, mais de 60% dos adolescentes relataram ficar por mais de 4 horas em frente às telas de computador, tablet ou celular como lazer, além do tempo para as aulas a distância. Entre os adolescentes de 16-17 anos, o percentual alcança 70%. “Esses dispositivos tornaram-se um meio de eles se conectaram com os amigos via redes sociais ou jogando, mas esse excesso de tempo em frente às telas é preocupante”, aponta Celia.

Muita dificuldade em acompanhar as aulas de ensino a distância foram citadas pelos adolescentes: 59% relataram falta de concentração, 38,3% falta de interação com os professores, 31,3% falta de interação com amigos. Em relação ao entendimento do conteúdo das aulas de ensino a distância, 47,8% dos adolescentes relataram estar entendendo pouco, e 15,8% disseram não estar entendendo nada. Apenas 1 em cada 4 adolescentes de 16-17 anos relatou estar entendendo tudo ou quase tudo das aulas presenciais.

Veja os resultados completos da pesquisa aqui.

Fonte: Icict/Fiocruz
Imagem: divulgação

Fiocruz Amazônia participa do I Encontro de Empreendedorismo e Inovação da Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/ILMD),  participa nos dias 2 e 3 de dezembro do “I Encontro de Empreendedorismo e Inovação da Amazônia”, evento promovido pela Superintendência da Zona Franca de Manaus, que acontecerá no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

O objetivo do encontro é realizar uma grande mostra com os principais projetos, produtos e serviços em biotecnologia e tecnologias de informação e comunicação (TICs) em desenvolvimento na região. O  NIT/ILMD participará do evento como instituição convidada e, na oportunidade, irá os apresentar os projetos e patentes da Fiocruz Amazônia.

Coordenado pelo CBA e pela Associação do Polo Digital de Manaus (APDM), o evento reunirá institutos de ciência, tecnologia e inovação (ICTs) e startups locais. Além de disseminar o trabalho de empresas e institutos da região e a evolução na geração de tecnologias que contribuem com a sustentabilidade da floresta. O Encontro tem a intenção de demonstrar a importância de investimentos oriundos do modelo Zona Franca de Manaus, a partir de recursos relacionados à Lei de Informática, para o desenvolvimento científico e tecnológico regional.

O evento é aberto ao público em geral e as inscrições são gratuitas, podendo ser feitas por meio da plataforma online de eventos Sympla. Na quarta-feira (2), em virtude de programação prévia com membros do Conselho de Administração da Suframa (CAS) e servidores da autarquia, a visitação do público em geral será possível entre 17h e 20h. Já na quinta-feira (3), os estandes e os demais espaços da exposição poderão ser acessados por todos os públicos a partir das 14h.

Palestras
A programação do Encontro também contará com apresentações gratuitas e abertas ao público a serem realizadas na quinta-feira (3), entre 14h e 18h45, com duração de quinze a trinta minutos cada. As palestras incluem temas variados, como Polo Digital de Manaus, Polo de Bioeconomia e o trabalho de startups, entre outros.

Ascom-ILMD, com informações da Suframa

“COVID-19: Segunda Onda e Vacinas” será tema da palestra de abertura do II Encontro da Pós-graduação da Fiocruz Amazônia

Inicia hoje, 23/11, o II Encontro da Pós-graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Com a temática “Interfaces da pandemia no Brasil” o evento direcionado aos pesquisadores, alunos de pós-graduação e iniciação científica, visa discutir avanços científicos em temáticas de relevância para a pesquisa dos pós-graduandos da Unidade, além de estimular a troca científica entre os alunos dos diferentes cursos, e divulgar a pesquisa desenvolvida pelos discentes dos Programas.

Acompanhe o evento AO VIVO

Estão confirmados na abertura do evento: Sérgio Luz (Diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia), Nísia Trindade Lima (Presidente da Fiocruz), Cristiani Vieira Machado (Vice-presidência de Educação da Fiocruz), Maria Cristina Guillam (CGE -Fiocruz), Rosana Parente (Vice diretora de Educação do ILMD/Fiocruz Amazônia), Márcia Perales (FAPEAM), Richarlls Martins da Silva (APG-Fiocruz), Priscila Aquino (Coordenação do evento).

PALESTRA DE ABERTURA

Com o tema “COVID-19: Segunda Onda e Vacinas”, a palestra de abertura do evento será ministrada pelo pesquisador, Julio Croda, especialista em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), unidade Mato Grosso do Sul.

Dr. Croda possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, residência médica em Infectologia e doutorado pela Universidade de São Paulo. É professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e Yale School of Public Health.

Foi coordenador do curso de medicina e coordenador da residência médica em clínica médica entre 2009 e 2010, diretor da Faculdade de Ciências da Saúde de 2011 a 2014 e Coordenador da Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UFGD de 2015 a 2017.

Atualmente é coordenador Adjunto da área de medicina II da CAPES. Foi diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis (DEIDT) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde. Tem experiência na área de Medicina e Vigilância das doenças transmissíveis e desenvolve projetos de pesquisas na área de tuberculose em populações privadas de liberdade, arboviroses e COVID-19; sendo o segundo brasileiro com maior número de trabalhos publicados em COVID-19.

SESSÃO CIENTÍFICA

Durante a tarde do dia 23/11, o evento promove ainda a Sessão científica “Origem, dinâmica de transmissão e diversidade genética do SARS-CoV2”. Na oportunidade, serão apresentadas palestras com os seguintes temas: “Monitoramento da transmissão do SARS-CoV-2 no Brasil: rotas de entrada, desafi­os dos dados e análise de situação”, ministrada pelo pesquisador, Marcelo Ferreira C. Gomes (IOC/ Fiocruz); “Origem e diversificação do SARS-CoV-2”, ministrada por Tiago Graf (IGM/Fiocruz Bahia) e “Morcegos, doenças emergentes e perda de biodiversidade: qual a relação com a COVID-19?”, apresentada pela pesquisadora, Alessandra Nava (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O evento contará ainda com a atividade “Prática Integrativa: Ergonomia”.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisa mostra como brasileiros veem a Fiocruz em 12 cidades

Como parte das comemorações dos 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) coordenou a pesquisa Como brasileiros e brasileiras veem a Fiocruz: um estudo em 12 cidades do país. A intenção foi analisar a percepção que a sociedade tem da Fundação, nas 12 cidades brasileiras onde está presente, por meio de unidades, escritórios ou projeto especial: Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Campo Grande, Teresina, Brasília, Porto Velho, Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro e Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. A coordenação do estudo ficou a cargo da pesquisadora Luisa Massarani, do INCT-CPCT e da Fiocruz.

A pesquisa investigou o conhecimento sobre a instituição (espontâneo e estimulado), o entendimento do que é a Fiocruz, sua relevância, a performance de serviços disponíveis e atributos de imagem relacionados a capital cultural, informação em saúde e engajamento político dos entrevistados. Em função da pandemia do novo coronavírus, que assolou o país no momento em que foi iniciado o trabalho de campo para as entrevistas, foi adicionada uma bateria de perguntas associadas à Covid-19.

De acordo com os entrevistados, a Fiocruz é associada, de forma espontânea, principalmente à pesquisa científica, análises, estudos sobre doenças e centro de desenvolvimento para a cura. A Fundação foi muito bem avaliada em três dimensões: promoção da saúde pública e desenvolvimento social; pesquisa e produção do conhecimento científico e tecnológico; e credibilidade e relevância social.

O projeto foi composto por uma etapa quantitativa e duas etapas qualitativas, que ocorreram simultaneamente. Na etapa quantitativa foi usada a técnica de survey, aplicada por meio telefônico, em plataforma online. Foram feitas 1.724 entrevistas. Desse total, 1.643 entrevistados ouviram falar da Fiocruz e/ou de pelo menos uma das unidades apresentadas no filtro de familiaridade com a instituição. Apenas esses entrevistados responderam ao questionário completo. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. A aplicação dos questionários foi realizada entre 18 de maio e 10 de junho de 2020.

A etapa qualitativa teve duas partes. Na primeira, foram feitas 37 entrevistas em profundidade junto à população que reside nas vizinhanças da Fiocruz em três cidades com características e atuações diferentes: Rio de Janeiro (a sede e suas diversas unidades técnico-científicas), Salvador (unidade técnico-científica) e Porto Velho (escritório técnico). Os participantes tinham idades e profissões diversificadas e foram entrevistados por aplicativo de mensagens. As entrevistas foram realizadas entre 15 de abril e 19 de junho. Na segunda parte, foram feitas 35 entrevistas em profundidade, com 6 governadores e 5 representantes estaduais de unidades da Federação onde a Fiocruz está presente, e 24 com membros do Conselho Superior da Fundação e da Comissão de Honra dos 120 anos, neste caso enviadas e respondidas por e-mail, entre março e maio.

Entre as fontes mais utilizadas para se informar estão: a televisão (73,7%), os sites oficiais da área de saúde (68,8%), os médicos (58,8%) e os jornais impressos ou online (55,4%,) predominando como principais referências apontadas pelos entrevistados na busca ativa por informações. Entre os que tem o hábito de checar as informações sobre a Covid-19 os meios informacionais virtuais são muito utilizados: 65,7% para os sites institucionais, principalmente os vinculados à pesquisa científica no campo da saúde, assim como em páginas de órgãos governamentais, como a do Ministério da Saúde. Os médicos e profissionais da área de saúde são também procurados, assim como publicações e artigos médico-científicos (10,1%). Há quem afirme buscar a verificabilidade de informações nas redes sociais (4,1%).

Neste momento de pandemia, grande confiança e esperança são depositadas nos cientistas: 97,3% acreditam que a ciência encontrará a cura. Estes que demonstram confiança, contudo, se dividem quanto ao timing em que a solução será apresentada: 45,3% acreditam que será “logo”; e 52% acham que vai demorar. Apenas 2,6% dizem não acreditar que os cientistas encontrarão uma solução para a Covid-19.

De acordo com os coordenadores da pesquisa, os dados trazem resultados importantes sobre a percepção que a população tem da Fiocruz. A Fundação é apontada como a instituição pública de pesquisa na área da saúde mais lembrada do Brasil, de forma espontânea. E a mídia tradicional continua a ser a principal fonte de informações sobre a Fiocruz.

Ficou demonstrada a importância que a Fiocruz tem para a sociedade, já que a instituição é avaliada como um patrimônio nacional. Dos entrevistados, 56,8% apontaram a Fundação como a instituição mais importante para o país, entre as que conhece. Também citaram a relevância da Fiocruz em saúde pública (produzindo vacinas e medicamentos de qualidade), em pesquisa científica (é considerada uma das instituições de pesquisa mais importantes do Brasil) e social (expressa na visão de que a instituição é útil). Embora ainda com pontuações elevadas, observa-se uma necessidade de fortalecer a associação entre as atividades científicas e tecnológicas da Fiocruz com o SUS e a atenção à saúde, uma vez que todas atividades da instituição são voltadas para viabilizar o acesso universal. Refletindo o objetivo da pesquisa de contribuir com uma visão de futuro, foi demarcada a necessidade de tornar a Fiocruz mais acessível ao público geral, através de atividades de divulgação científica e do contato de cientistas com a população.

Segundo os pesquisadores, estudos como este dão subsídios para refletir sobre alguns desafios do ponto de vista estratégico-institucional. Entre eles se destacam a busca por estratégias que visem aumentar a percepção da sociedade sobre a vinculação entre pesquisa, atividades de ciência, tecnologia e inovação e produção com as necessidades do SUS; a criação de estratégias para que a Fiocruz apareça como mais permeável e acessível para a sociedade; o fortalecimento da divulgação da instituição e da pesquisa em saúde por meio dos próprios cientistas, que têm muita credibilidade junto a sociedade; e o reforço da percepção da sociedade sobre a importância da ciência para o desenvolvimento, o emprego e a renda.

Agência Fiocruz de Notícias, por Ricardo Valverde

Fiocruz Amazônia vai atuar no controle de Aedes em sete bairros de Manaus

As ações de controle de mosquitos não podem ser esquecidas nem tão pouco negligenciadas, mesmo em tempo de pandemia. Neste sentido, projeto de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) para controle de Aedes volta a ser implantado em Manaus nos próximos dias.

Trata-se do projeto que utiliza como estratégia a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDs) como alternativa no controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A ação é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e tem como objetivo instalar cerca de 200 EDs em pontos estratégicos, reconhecidos como focos de proliferação de mosquitos Aedes.

“Não é a primeira vez que trabalhamos com as EDs em Manaus. Nosso estudo iniciou no Amazonas, mas precisamente em Manacapuru e em Manaus,  onde os resultados alcançados foram muito bons, o que favoreceu, com o apoio do Ministério da Saúde, a aplicação da mesma estratégia, em outras cidades brasileiras”, explica Sérgio Luz, pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia.

 

 

Nessa nova etapa, as estações serão implementadas nos bairros da Compensa, Redenção, Novo Aleixo, Cidade Nova, Flores, Aleixo e Jorge Teixeira.

As atividades em Manaus seguem as recomendações da Nota Informativa nº 8/2020-CGARB/DEIDT/SVS/MS, para os trabalhos de controle de vetores durante a epidemia da Covid-19

TÁTICA

Sérgio Luz explica que a tática do projeto é usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus próprios criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas. Uma das vantagens do uso dos mosquitos na disseminação do produto é que eles podem encontrar quaisquer possíveis criadouros, mesmo os que estão em locais de difícil acesso como em calhas de telhados, em terrenos baldios, em  casas abandonadas etc.

As EDs são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida. Para funcionarem, as estações precisam de certa quantidade de água no pote, é a água que atrai os mosquitos.

Ao pousarem na superfície da ED, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpos dos mosquitos, que levam esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, que estejam nesses locais.

SOBRE O PROJETO

O estudo iniciou em 2014 com experimentos feitos nas cidades de Manaus e em Manacapuru. O resultado inicial foi bastante animador, o que levou, com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e das secretarias municipais e estaduais de Saúde, o projeto para outras cidades, para que os ensaios ocorressem em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle do Aedes aegypti e A. albopictus, em diferentes paisagens geográficas e escalas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes
Infográfico: Mackesy Nascimento

InfoGripe mostra sinais de “segunda onda” de SRAG

Dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostram que, enquanto diversos estados ainda enfrentam a fase de crescimento da primeira onda de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – situação de todos os da região Sul, além de Sergipe e Mato Grosso do Sul –, alguns já dão sinais do início da chamada “segunda onda”. A análise é referente à Semana Epidemiológica 29 (12/7 a 18/7).

É o caso do Amapá, Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro. Nestes estados, o número de novos casos semanais, depois de ter atingido um pico e iniciado o processo de queda, voltou a subir. O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, observa que em Alagoas o número de casos voltou a crescer, sem nunca ter iniciado o processo de queda. “Os dados de SRAG continuam sendo fortemente associados à Covid-19, uma vez que, entre os casos com resultado positivo para os vírus respiratório testados, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos retornaram positivo para o novo coronavírus”, ressalta Gomes.

CENÁRIO NACIONAL

Até o momento já foram reportados, este ano, um total de 289.946 casos de SRAG, sendo 145.020 (50,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 83.572 (28,8%) negativos, e cerca de 41.750 (14,4%) aguardando resultado laboratorial. Entre os positivos, 0,8% apresentavam influenza A, 0,4% influenza B, 0,7% vírus sincicial respiratório (VSR) e 96,7% Sars-CoV-2 (Covid-19).

No cenário nacional os dados indicam manutenção do número de crescimento de novos casos semanais, após leve queda observada no mês de maio. Os valores ainda encontram-se muito acima do nível de casos considerado muito alto. Estima-se que já ocorreram 76.934 óbitos de SRAG, podendo variar entre 74.888 e 79.792 até o término da semana 29.

“Como sinalizado nos boletins anteriores, a situação nas regiões e estados do país é bastante heterogênea. Portanto, o dado nacional não é um bom indicador para definição de ações locais”, comenta Gomes.

ESTADOS COM ALTERAÇÃO DE TENDÊNCIA

O sinal de possível estabilização no Rio Grande do Sul não se confirmou. O estado apresenta manutenção da tendência de crescimento. A tendência de possível início de queda na Bahia também não foi confirmada, sendo mantido sinal de estabilização. Já o Tocantins mostra estabilização após período de crescimento. Entre os estados que apresentavam queda nos boletins anteriores, Pernambuco e Espírito Santo apontam para um cenário de estabilização.

Paraíba, Distrito Federal, Amapá e Minas Gerais apresentam estabilização após período de crescimento, atingindo um platô. Embora tenha registrado leve queda durante o mês de maio, São Paulo mantém sinal de estabilização em valores semanais ainda próximos ao valor máximo observado neste ano. Em Rondônia e Goiás observa-se confirmação de possível início de queda, após atingir um primeiro pico no número de novos casos semanais.

Nas demais estados não foram observadas alterações em relação às tendências anteriores, com manutenção do sinal de queda na maioria das unidades federativas do Norte, sinal de crescimento em todas do Sul e situações heterogêneas nas demais regiões. Todos os estados continuam apresentando número de novos casos semanais acima dos valores considerados muito alto.

Regina Castro (CCS/Fiocruz)

Covid-19: Pesquisa avalia segurança do profissional da saúde

O Ministério da Saúde, em seu último boletim (Boletim Epidemiológico Especial nº 21) sobre a Covid-19, destaca que 173.440 profissionais de saúde foram diagnosticados com a doença. Desses, 697 foram internados e 138 vieram a óbito. Devido ao alto risco de infecção a que esses profissionais estão expostos em seu dia a dia de trabalho durante a pandemia, o Centro Colaborador para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Proqualis) do Institudo de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz), está realizando a pesquisa Segurança do profissional da área de saúde durante o enfrentamento da infecção pelo novo coronavírus (Covid-19). A iniciativa tem o objetivo de avaliar o risco a que os profissionais de saúde estão submetidos e as medidas que estão sendo tomadas nos estabelecimentos para a proteção desses profissionais e seus pacientes.

Segundo a pesquisadora do Proqualis e coordenadora do estudo, Ana Luiza Pavão, “essa pesquisa visa a contribuir para mapear as características relacionadas ao processo de trabalho desses profissionais em meio à pandemia de Covid-19, bem como as iniciativas que estão sendo realizadas pelos gestores nos estabelecimentos de saúde pelo Brasil”.

A pesquisa enfoca dois aspectos: a adoção de medidas de segurança pelo profissional da área da saúde, em seus processos de trabalho, com foco principalmente no uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI); e a organização do estabelecimento de saúde em relação à oferta de equipamentos e insumos, limpeza e desinfecção dos ambientes, bem como indicadores de capacitação e acompanhamento dos seus funcionários.

Disponível via Google Forms para facilitar o acesso on-line por meio de celular, tablet ou computador com acesso à internet, o inquérito é composto do ‘Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)’, que o profissional assinala a opção do concordância, as perguntas da pesquisa. Todo o processo dura no máximo, 15 minutos.

Para acessar os formulários para os profissionais e gestores:

Questionário para profissionais da área de Saúde;

Questionário para gestores de estabelecimentos de Saúde.

Fonte: Icict/Fiocruz