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Reunião na Fiocruz Amazônia aborda fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, na última sexta-feira (7/2), a visita de uma comitiva do projeto “Fortalecimento da Rede de Laboratórios de Saúde Pública para Atendimento às Emergências em Vigilância em Saúde”, formada por representantes da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e do representante do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão americano responsável por investigar doenças infecciosas.

O projeto tem como objetivo o fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país, com o foco para atendimento às emergências. A comitiva formada pelos técnicos da Fiocruz-Brasília, Mariana Verotti, Thais Minuzzi e Maria Helena Cunha e do CDC, Leonard Peruski, visitou outros dez laboratórios de saúde pública espalhados no Brasil.

O Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, apresentou as atribuições do Instituto, a produção, e pesquisas desenvolvidas. Os consultores também puderam visitar os laboratórios para conhecerem os processos e infraestrutura do Instituto. Durante uma visita guiada, a comitiva conheceu ainda futuras instalações onde serão desenvolvidos estudos realizados por pesquisadores da instituição.

SOBRE O ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA

O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, que visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas, integrando pesquisa, educação e ações de saúde pública. Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

 

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Estudo experimental da Fiocruz Amazônia comprova transmissão de Leishmaniose visceral por novo vetor

Você sabe o que é leishmaniose? Uma enfermidade antes restrita a zonas rurais, mas que com as alterações ambientais, como desmatamento e queimadas, tornou-se também um problema dos espaços urbanos.

A leishmaniose pode ser definida como uma doença infecciosa não contagiosa, causada pelo protozoário do gênero Leishmania, essa doença é transmitida pelo inseto hematófago, flebotomíneo. Mas, no dialeto popular, é conhecida como ferida brava ou calazar. “Aquela ferida que não sara nunca, que se você não tomar a medicação correta, não vai ter cura, vai se espalhar pelo corpo ou vísceras. Uma parasitose,  que pode ocorrer no corpo todo”, explica Eric Marialva, mestre em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que abordou a temática durante a realização de sua dissertação de mestrado.

Para compreender mais sobre a leishmaniose visceral, em especial sobre o protozoário Leishmania infantum chagasi e as formas de transmissão da doença, Eric Marialva, sob orientação do pesquisador Felipe Arley Costa Pessoa, desenvolveram o estudo “Bionomia de Migonemyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) em condições experimentais”.

O estudo teve como principais resultados, a comprovação de um novo vetor de Leishmania infantum chagasi, novos métodos de criação em massa de Migonemyia migonei em laboratório e redescrição das fases imaturas desse vetor, que pode está causando  preocupações à saúde básica por transmitirem doenças viscerais no Brasil e na Argentina.

As  oito espécies de Leishmania catalogadas que causam enfermidades à humanos no Brasil são: Leishmania (V) braziliensis, Leishmania (V) guyanensis, Leishmania (V) lainsoni, Leishmania (L) amazonenses, Le.(V) shawi, Le. (V) naiffi e Le. (V) lindenbergi, sendo essas sete causadoras da forma tegumentar   e Leishmania (L) chagasi, da forma visceral

PESQUISA

A pesquisa de Eric Marialva enfatizou mais um vetor para se tomar cuidado no combate, já que o inseto Migonemyia migonei está vivendo ao mesmo tempo com a outra espécie já conhecida das pessoas, o Lutzomyia longipalpis. Então, as duas espécies preocupam e exigem para seu controle, cuidados com a limpeza do ambiente, para evitar a proliferação desses mosquitos.

O estudo definiu características morfológicas das larvas do flebotomíneo, para destacar aspectos como a taxonomia (classificação, descrição e identificação dos organismos), filogenia (relação evolutiva entre grupos de organismos) e a evolução.

Outra importante descoberta está relacionada às condições de colonização de Migonemyia migonei em laboratório, com o intuito de verificar informações relevantes sobre o inseto, como ciclo de vida, fertilidade, fecundidade, longevidade e preferência de oviposição (deposição de ovos por fêmeas de animais invertebrados). Essas informações serviram para auxiliar na colonização em massa dessa espécie em condições laboratoriais.

O estudo verificou ainda, o desenvolvimento do modelo de transmissão de Leishmania infantum chagasi, através da picada de indivíduos colonizados. “Um dos experimentos realizados foi a infecção de Migonemyia migonei com Leishmania infantum chagasi. Após sete dias era feita a transmissão para um vertebrado em modelo murino. Conseguimos fazer a  transmissão em vivo”, relata Eric Marialva, sobre os métodos e experiências utilizadas no estudo.

Com esse estudo, foi possível incriminar mais um vetor de Leishmania infantum chagasi na América Latina. Essa informação aciona um alerta para a Vigilância em Saúde, pois mais um vetor é capaz de transmitir a leishmaniose.

Para saber mais sobre a pesquisa, acesse aqui o artigo na íntegra.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Diovana Rodrigues
Fotos / Imagens: Acervo EDTA/ILMD Fiocruz Amazônia

 

 

Vigilância em Saúde no Amazonas e Saúde Mental na Pós-Graduação foram temas do Encontro da Pós-Graduação da Fiocruz Amazônia, no dia 31/10

Em seu terceiro dia de realização, o I Encontro da Pós-Graduação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou as atividades com a mesa-redonda Vigilância em Saúde no Amazonas. Falaram sobre esse tema o pesquisador e diretor da Unidade da Fiocruz no Amazonas, Sérgio Luz (Estratégia Inovadora para o controle de Aedes), o gerente de Doenças de Transmissão Vetorial da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (GDTV-FVS), Daniel Barros de Castro, e o gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), Jair dos Santos Pinheiro.

Com o tema One Health, o  I Encontro da Pós-Graduação é um evento científico realizado por professores e alunos de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia com o intuito de divulgar pesquisas científicas e promover a integração dos programas de pós-graduação (Mestrado Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA e Mestrado de Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação),  além de propiciar debates sobre os estudos que estão sendo desenvolvidos no Amazonas, de acordo com as áreas e  conexões entre elas.

O evento iniciou no dia 29/10 e termina amanhã, 1º. de novembro. Com uma roda de conversa sobre O futuro da Pós-Graduação, da qual participam Fábio Trindade Maranhão Costa (da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp), Márcia Perales Mendes Silva (da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – Fapeam), Richarlls Martins (coordenador da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz do RJ –  APG-Fiocruz), Patrícia Melchionna Albuquerque (Coordenadora Geral de Pós-Graduação da Universidade do Estado do Amazonas – PROPESP- UEA) Maria Augusta Bessa Rebelo (professora da Universidade Federal do Amazonas – Ufam) e Claudia María Ríos Velásquez (pesquisadora e vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia).

TEMÁTICAS

A coordenadora do evento e pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, comenta que os temas das palestras foram pensados junto com os alunos da pós-graduação da Unidade e distribuídos conforme as demandas tanto dos discentes quanto dos docentes, e de acordo com as temáticas associadas ao One Health.

Saúde Mental na pós-graduação foi um dos temas selecionados pelos alunos e que foi discorrido pela psicóloga e professora da Ufam, Denise Gutierrez.

Especificidades da Pesquisa Clínica na Amazônia também foi tema de mesa-redonda debatida pelos pesquisadores Marcus Lacerda (ILMD/Fiocruz Amazônia e Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado – FMT/HVD) que discorreu sobre Pesquisa colaborativa: o que queremos ser?; em seguida, Adriana Malheiro Alle Marie (Ufam) falou sobre Pesquisa básica em imunologia associada à aplicação clínica: experiências do grupo de pesquisa em Imunologia Básica e Aplicada; e Jacqueline Sachett (UEA/FMT-HVD) abordou Pesquisa Clínica em acidentes por serpentes: experiência da Fundação de Medicina Tropical – FMT-HVD.

EGRESSOS

Confira os trabalhos apresentados no terceiro dia de evento  pelos alunos egressos dos cursos do ILMD/Fiocruz Amazônia:

  1. Fatores associados à distribuição epidemiológica e espacial das notificações de Leishmaniose visceral, Brasil, 2001 a 2014 – Lisiane Lappe dos Reis;
  2. Investigação diagnóstica de pacientes com Mansonelose, submetidos ao tratamento com Ivermectina no município de São Gabriel da Cachoeira – Uziel Ferreira Suwa;
  3. Análise espacial da mortalidade infantil e condições de vida no arco norte da faixa de fronteira brasileira no período de 2000 a 2015 – Francélio Vieira de Souza;
  4. Análise e caracterização proteica do secretoma e da formação de biofilme por Aspergillus fumigatus – Cláudia Patrícia Mendes de Araújo;
  5. Redes Vivas em Região de Fronteira: usos e percursos na Rede de Saúde Materno-Infantil – Milene Neves da Silva;
  6. Avaliação da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica da Saúde no Brasil através do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) – Orácio Carvalho Ribeiro Júnior;
  7. Investigação de vírus em Flebotomíneos (Diptera: Psychodidae), em uma comunidade de rural na Amazônia central brasileira – Antonio José Leão Cardoso
  8. Bionomia de Migonemyia migonei (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) em condições experimentais – Eric Fabrício Marialva dos Santos

 

OPINIÃO

O I Encontro da Pós-Graduação está sendo considerado pelos alunos do ILMD/Fiocruz Amazônia um evento exitoso, pois conseguiu agregar várias discussões que conseguem conectar-se com a temática One Health.

Para a aluna do curso  de Mestrado de Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia, turma 2018 e orientanda da professora Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, “o evento está sendo ótimo, porque nesse Encontro podemos ver temas relevantes de forma geral, das várias linhas de pesquisa dos cursos e não só na que eu desenvolvo, Fatores sócio biológicos no processo saúde-doença na Amazônia, que é mais voltada para pesquisa clínica, e aqui eu vejo pesquisas qualitativas, que eu não tenho tanto contato, quanto a pesquisa quantitativa”, comentou.

DADOS DO ENCONTRO

 

1º. DE NOVEMBRO

Divulgação Científica e O futuro da Pós-graduação são os temas que serão debatidos no último dia de evento. Para falar sobre As narrativas das ciências: do positivismo comteano às crises dos paradigmas contemporâneos relatados pela mídia, o  I Encontro da Pós-Graduação contará com Ricardo Alexino Ferreira, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

O Encontro contou com seguintes parceiros: Projeto QualificaSUS, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Escola de Enfermagem de Manaus (EEM- Ufam) e Gráfica Amazon. Para mais informações sobre o evento, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes e Marlúcia Seixas

Palestra na Fiocruz Amazônia apresentará estudos sobre nova via de ação do Mycobaterium tuberculosis

Na próxima sexta-feira, 18/10, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Mycobaterium tuberculosis regula a diferenciação mielóide associada à gravidade da tuberculose”, a ser ministrada por André Luiz Barbosa Báfica, professor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Segundo o pesquisador, durante a palestra serão apresentadas evidências recentes do laboratório onde atua, demonstrando a manipulação do Mtb em células tronco hematopoeiéticas humanas. “Os dados revelam uma nova via de ação do Mtb, que envolve um módulo gênico compartilhado entre IL-6 e IFNs”, destacou.

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

André é graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia e doutor em Patologia Humana na Fundação Oswaldo Cruz. Realizou pós-doutorado no Laboratory of Parasitic Diseases, National Institutes of Health, USA, onde estudou as vias de reconhecimento de patógenos intracelulares durante a infecção.

Atualmente é professor associado de Imunologia na Universidade Federal de Santa Catarina, onde estuda mecanismos imunológicos envolvidos na regulação de eventos infecciosos, empregando como modelo a interação co-evolutiva entre Mycobacterium tuberculosis e Homo sapiens.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá promover palestra sobre ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde

Na próxima sexta-feira, 4/10, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Ética, justiça e equidade no acesso aos cuidados de saúde”, a ser ministrada ministrada por Plínio José Cavalcante Monteiro, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Sobre a abordagem da palestra, o pesquisador explicou que, “garantir adequado acesso aos cuidados de saúde é missão nuclear no funcionamento dos sistemas de saúde. Políticas públicas podem promover ou violar direitos humanos, dependendo da forma como são concebidas e/ou executadas. Discriminações e iniquidades no acesso aos cuidados de saúde são eticamente inaceitáveis, haja vista que violam o direito à saúde.”

A apresentação ocorrerá na Sala de aula 2, no prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE A PALESTRANTE

Plínio é graduado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas, e em Direito pelo Centro Universitário Nilton Lins, especialista em Homeopatia pela Universidade Federal de Uberlândia, especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Administração Hospitalar e Gestão de Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas. É Mestre em Ensino em Ciências da Saúde (Bioética) pela Universidade Federal de São Paulo, e doutorado em Bioética pela Universidade de Brasília.

Atualmente é Professor Assistente do Departamento de Patologia e Medicina Legal (DPML) da Faculdade de Medicina (FM) e Vice-coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Getúlio Vargas (CEP/HUGV) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atua principalmente nas seguintes áreas: Pediatria, Ética Médica, Bioética e Direito Médico e da Saúde.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

 

 

Fiocruz Amazônia celebra 25 anos de trajetória com programação cultural e sessão solene na ALEAM

Instituído oficialmente por meio da Portaria Fiocruz nº 195, de 19 de agosto de 1994, como Escritório Técnico da Amazônia (ETA-Fiocruz), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) completou na última segunda-feira seus 25 anos.

Eventos científicos, de popularização da ciência e de geração e difusão do conhecimento científico e tecnológico, voltados para a promoção da saúde, qualidade de vida, meio ambiente, sustentabilidade e cidadania marcam as comemorações do jubileu, que vão ocorrer até 2020.

No dia 22/8, a Fiocruz Amazônia assinará um acordo de cooperação entre a Unidade e o Comando Militar da Amazônia (CMA). Ainda durante a tarde, na sede do governo, ocorrerá a assinatura do protocolo de cooperação entre a Fiocruz Amazônia e o Governo do Estado do Amazonas.

No mesmo dia, às 20h, pesquisadores, bolsistas, técnicos, alunos dos cursos de pós-graduação prestigiam, no Teatro Amazonas, o concerto especial da Orquestra Amazonas Filarmônica, um oferecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas. Na sexta-feira, 23/8, às 9h30, Nísia Trindade, presidente da Fiocruz estará no ILMD para o evento que marcará o início das atividades e recepção dos novos bolsistas do Programa de Iniciação Científica (PIC), intitulada “Conversa com a Presidente”.

ALEAM

Numa propositura da autoria da deputada estadual Alessandra Campelo, no dia 23, às 13h, uma Sessão Especial, a ser realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), marcará o jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o reconhecimento parlamentar da importância da instituição para o Amazonas.

A Sessão Especial será realizada no Plenário Ruy Araujo, na Av. Mario Ypiranga Monteiro, 3.950 – Parque 10. O evento é aberto ao público. Na ocasião será lançada a 4ª edição da Fiocruz Amazônia Revista, uma publicação de divulgação científica do ILMD, que numa edição especial trará um resgate histórico da Unidade.

SELO 25 ANOS

O jubileu do ILMD/Fiocruz Amazônia vem sendo pensado desde o início deste ano e, com o apoio da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), um selo foi criado especialmente para este aniversário.

Durante a última reunião do conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia, ocorreu o lançamento do selo comemorativo em homenagem aos 25 anos da implantação do Instituto. O selo foi desenvolvido pela equipe da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em parceria com técnicos do Instituto e será aplicado em todas as peças editoriais e gráficas da instituição ao longo do ano do jubileu.

MOSTRA DE FILMES

As celebrações do jubileu deram início em junho, com a mostra de filmes de “Adrian Cowell – Um olhar sobre a Amazônia”, que abordou questões socioambientais e políticas da Amazônia Brasileira. O evento aconteceu entre os dias 12 e 14 de junho, no Casarão de Ideias, que fica localizado no Centro de Manaus.

SOBRE A FIOCRUZ AMAZÔNIA

Unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, o ILMD visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.

Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.

A produção de conhecimento científico no ILMD/Fiocruz Amazônia também ocorre por meio das ações de cooperação técnica, realizadas através da assessoria técnico-científica desenvolvida junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), com foco especial no conhecimento das realidades sócio-sanitárias e epidemiológicas da Amazônia.

O ILMD/Fiocruz Amazônia estabelece cooperação com instituições nacionais e internacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (CT&IS), por meio de Acordos de Cooperação Técnico-Científica em Saúde com as demais unidades da Fiocruz, com instituições da Amazônia, nacionais e de outros países.

EDUCAÇÃO

Os programas de pós-graduação, cursos e atividades de ensinos desenvolvidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia têm por finalidade: capacitar profissionais para funções especializadas nos campos das ciências e tecnologias em saúde, necessários à sociedade, bem como aprofundar conhecimentos e habilidades, voltando-se prioritariamente para a área de Saúde Coletiva e afins, promovendo atualização sobre os avanços de conhecimentos nesse campo e a ampliação das competências profissionais dos discentes.

A Fiocruz tem longa história na formação de mestres e doutores no país. Nas últimas décadas a instituição empreendeu um processo dirigido de expansão de suas unidades técnico científicas, com a presença de cursos de pós-graduação e centros de pesquisa voltados para o campo da saúde. A criação do ILMD/Fiocruz Amazônia, expressa o compromisso da Fiocruz em contribuir com a expansão da produção de conhecimento e do ensino pós-graduado na região amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 A 9ª edição do Congresso Brasileiro de Micologia começou hoje em Manaus

Começou o hoje, 24/6,  em Manaus,  o IX Congresso Brasileiro de Micologia. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Micologia (SBMy) e acontece até quinta-feira, 27/6, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, na avenida Constantino Nery, bairro de Flores.

Durante a abertura, Maria Aparecida de Jesus, presidente da Comissão Organizadora do evento, falou da importância da realização do Congresso Brasileiro de Micologia em Manaus, uma conquista que já vinha sendo almejada há alguns anos pelos pesquisadores da Região.

Segundo a vice-presidente do evento e pesquisadora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Ani Beatriz Matsuura, o Congresso é uma ótima oportunidade de se reunir no Amazonas um grande número de pesquisadores brasileiros e de outros países para discutirem o que está acontecendo hoje área de micologia. “Estamos na expectativa de termos um ótimo evento. A Fiocruz tem vários pesquisadores participando da programação, tanto na área de micologia médica quanto para falar sobre o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen)”.

Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, ressaltou a importância do evento, especialmente por abordar a micologia, uma das áreas de estudo da Fiocruz. “Os fungos têm diversos potenciais, não só biotecnológicos, mas também para a área da saúde. Então, este evento torna possível divulgar-se o que vem sendo trabalhado na parte de biotecnologia, de produção de insumos para a saúde, e de estudos com fungos que causam doenças. Além disso, permite uma integração maior entre as instituições brasileiras que atuam nessa área”.

Para Marcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas  (Fapeam), apoiar um evento da magnitude do Congresso de Micologia para que ele seja realizado em Manaus é relevante para os estudantes da área, para os pesquisadores,  instituições de ciência, tecnologia e inovação e para a população. “É um importante evento que fortalece uma das linhas de sustentação da Fapeam, que é a difusão e popularização da ciência. Então, isso permite diálogos, discussões, interlocuções, e faz com que a ciência fique mais perto da sociedade, por meio dos resultados que são divulgados”.

Na programação do evento estão minicursos, incursões micológicas, conferencias, apresentações de trabalhos, concurso de fotografia, Prêmio Augusto Chaves Batista, e apresentações de pôsteres.  Acesse a programação no site www.cbmicologia2019.com.br, ou clique.

PÚBLICO

O evento é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores, técnicos de nível médio e superior, profissionais liberais (médicos, odontólogos, farmacêuticos, biólogos, biomédicos, veterinários entre outros), representantes da área industrial, e gestores relacionados a políticas públicas em saúde, ciência e tecnologia.

PARCEIROS

O IX Congresso Brasileiro de Micologia tem como realizadores a Sociedade Brasileira de Micologia (SBMy), o ILMD/Fiocruz Amazônia, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Embrapa-Amazônia Ocidental, e a Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). Conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),  da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) e da Fapeam.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Érico Xavier (Fapeam)

Protocolo diagnóstico desenvolvido por pesquisador da Fiocruz Amazônia identifica simultaneamente mayaro e outros arbovírus

Mayaro, um vírus que esta semana passou a assustar a população do sudeste do Brasil, já é estudado desde 2007, pelo pesquisador do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Felipe Gomes Naveca.

“Todas as vezes em que temos procurado em amostras negativas para dengue, zika e chikungunya, nós temos encontrado o vírus Mayaro. Já o encontramos no Amazonas e em Roraima”, explica o pesquisador.

A identificação rápida do vírus tem sido possível graças aos protocolos de diagnóstico laboratorial pelo método PCR em Tempo Real, desenvolvidos pelo pesquisador, que identifica Parvovírus B19, sarampo, vírus Oeste do Nilo, oropouche, mayaro e outras arboviroses.

Os insumos específicos para o diagnóstico de mayaro e oropouche já estão publicados e foram patenteados pela Fiocruz, em 2017. No momento, estão sendo usados pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e, mais recentemente, pelo de Mato Grosso do Sul.

Os sintomas da infeção por mayaro são semelhantes à chikungunya, como febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, dor nas articulações, fotofobia e dor na região lombar.

O pesquisador explica que a Fiocruz Amazônia tem atuado em parceria com outras instituições e auxiliado com o desenvolvimento de ferramentas para o diagnóstico de arboviroses. Naveca trabalha na execução e coordenação de projetos de vigilância epidemiológica, para a detecção e caracterização genética de possíveis casos humanos de arboviroses e a circulação em potenciais vetores, com financiamento do Decit-MS, CNPq, Capes (a partir da Chamada MCTIC/FNDCT – CNPq / MEC-Capes / MS-Decit Nº 14/2016 – Prevenção e Combate ao Vírus Zika), e do Programa Inova Fiocruz (a partir das chamadas Geração de Conhecimento e Produtos Inovadores).

Felipe Naveca esclarece que os arbovírus são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

“Esses números demonstram que existe o risco de outros vírus se tornarem um problema de saúde pública. A emergência e o avanço epidêmico dos vírus chikungunya e zika, nos últimos anos, são provas desse risco. Por esse motivo, o sistema de vigilância em saúde deve ser dotado de diversas tecnologias, as quais permitam identificar os casos de infecções por vírus emergentes de maneira rápida e confiável”, comentou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

Formulação da pergunta na pesquisa científica é tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 26/4, às 9h, a palestra “Narrow down research question”, a ser ministrada pelo pesquisador, Antonio Luiz Boechat, professor adjunto da disciplina de imunologia médica e psiconeuroimunologia, no Instituto de Ciências Biológicas e coordenador do Programa de Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A palestra irá abordar um dos importantes pontos no planejamento da pesquisa científica: a delimitação das questões a serem investigadas. Os interessados em participar desta edição do Centro de estudos devem baixar o texto “Selection of the Questions: Finding the Research Question”, leitura obrigatória indicada pelo palestrante.

A apresentação ocorrerá na sala de aula 1, prédio anexo, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Antônio Boechat é graduado em Medicina pela Ufam, especialista em clinica médica e medicina de urgência pela Sociedade Brasileira de Clinica Médica, e em reumatologia pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, doutor em Biotecnologia na Universidade Federal do Amazonas (área de concentração: biotecnologias para saúde).

Atualmente é professor adjunto da disciplina de imunologia médica e psiconeuroimunologia no Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amazonas. Possui experiência em reumatologia clínica, desenvolvendo pesquisas nas áreas de imunogenética, biologia molecular das doenças autoimunes e infecciosas, modelos experimentais de inflamação e autoimunidade, farmacologia das drogas antiartríticas e imunobiológicas, além de aspectos cardiovasculares da artrite reumatóide.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Apresentação dos indicadores da pesquisa na Fiocruz Amazônia marcou o encerramento do Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa

O segundo dia do Seminário Interno de Avaliação Institucional da Pesquisa do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu continuidade às apresentações e compartilhamento de informações entre laboratórios, pesquisadores e alunos dos cursos de pós graduação da unidade.

A programação do dia 17/4 iniciou com a apresentação dos pesquisadores seniores: Bernardo Horta, Yara Cseko, e Ana Carolina Vicente, momento em que cada um falou sobre sua atuação na Fiocruz Amazônia e sobre estudos e pesquisas para os quais estão contribuindo no Instituto.

Ana Carolina Vicente ressaltou a importância do momento de compartilhamento de informações entre os pesquisadores, laboratórios, e entre as áreas de atuação do Instituto, bem como lembrou que os projetos dos seniores têm dois vieses: a pós-graduação e os laboratórios. “Quando se tem interação e sinergismo as ações tomam outro significado, que é algo fantástico. A Fiocruz Amazônia está de parabéns por isso”, concluiu.

Outro ponto de destaque da programação foi a apresentação dos indicadores institucionais da pesquisa, referentes aos anos 2016/2017 e 2018. Segundo o vice-diretor de Pesquisa e Inovação, Felipe Naveca, os indicadores do Instituto “são frutos de vários anos de discussão de um grupo de trabalho que envolveu representantes de todos os laboratórios, mas eles não são imutáveis, e precisam estar sempre sendo aprimorados. A ideia dos indicadores é saber se a gente está melhorando, em que caminhos se deve seguir e o que fortalecer, no sentido do planejamento a médio e longo prazos. A partir desses indicadores, temos três anos para avaliação e planejamento para os anos seguintes ”, disse.

Depois, foi aberta discussão sobre os indicadores e apontamentos das Diretrizes da Pesquisa e Inovação no ILMD/Fiocruz Amazônia para o triênio 2019/2020 e 2021. O evento encerrou com as considerações sobre os dois dias do Seminário, 16 e 17/4.

Saiba mais em https://bit.ly/2PdvhP8

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes