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Palestra vai abordar aplicações de raio-x na biotecnologia

A biotecnologia cuida normalmente da parte orgânica das substâncias, e nisso os métodos de Raios-X podem auxiliar com a determinação das estruturas tridimensionais destas moléculas. Para expor a utilização desses métodos, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta no dia 7/4, às 9h, a palestra “Métodos de raio-x e suas aplicações na Biotecnologia”, a ser ministrada pela Dra. Cláudia Cândida, pesquisadora do Grupo Crowfoot, e professora do curso de engenharia química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Segundo Cândida, os elementos inorgânicos podem influenciar na ação antioxidante, na coordenação de moléculas complexas utilizadas como fármacos, bem como serem extraídos e influenciar na toxicidade do produto final.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Cláudia Cândida é graduada em Química e doutora em Físico-Química pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é professora do curso de Engenharia Química da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde é líder do Grupo Crowfoot de Métodos de Raios-X de pesquisa.

Trabalha principalmente com os seguintes temas: cristalografia, química quântica (método semi-empírico), quimiometria, deternimação de estruturas de pequenas moléculas por difração de raios-X por monocristais, difração de raios-X por amostras policristalinas e fluorescência de raios-X.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Divulgação

Centro de Estudos vai abordar coleções biológicas como fonte de conhecimento

Você sabe o que são coleções biológicas? As coleções biológicas são responsáveis por documentar a biodiversidade, são registros da variação morfológica e genética, da distribuição geográfica, preservando informações de grande utilidade para o desenvolvimento de pesquisas no mundo inteiro.

Para falar sobre coleções biológicas como fontes de conhecimento, o Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta no dia (31/03), às 9h, a palestra “Coleções Biológicas: fonte dinâmica e permanente de conhecimento”, a ser ministrada pela Dra. Ormezinda Fernandes, pesquisadora e curadora da coleção biológica do ILMD.

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

SOBRE A PALESTRA

A apresentação vai abordar os tipos de coleções biológicas, e apresentar o histórico e atividades desenvolvidas na coleção biológica do Instituto, dividida em duas coleções: Coleção de Bactérias da Amazônia (CBAM) e Coleção de Fungos da Amazônia (CFAM).

Para Ormezinda Fernandes, a preservação das amostras pode colaborar com o desenvolvimento de outras pesquisas. “Através desse material armazenado, catalogado e preservado da maneira adequada, o pesquisador tem uma possibilidade maior de acessar a coleção para verificar se existe a amostra de interesse dele, sem precisar ir a campo”

(Foto: Erico Xavier)

(Foto: Erico Xavier)

FUNGOS E BACTÉRIAS

A coleção biológica conta com amostras de fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificados e conservados. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma, e foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica. As bacterianas são provenientes de amostras clínicas (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais).

As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto por linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileira, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

SOBRE A PALESTRANTE

Ormezinda Fernandes é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mestre em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Programa Multi-institucional de Pós-graduação em Biotecnologia pela Ufam. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Biologia e Fisiologia dos Microorganismos.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado na rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Flebótomos apresentam facilidade de adaptação em áreas de peridomicílios

Associados geralmente a áreas de florestas, alguns insetos apresentam facilidade de adaptação e provável reprodução em áreas de peridomicílio. O alerta foi feito no último encontro do Centro de Estudos do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), durante a palestra “Os flebotomíneos estão se tornando sinantrópicos na Amazônia Central”, ministrada pelo pesquisador e professor do ILMD, Dr. Felipe Arley Pessoa.

Segundo Pessoa, “durante muitos anos os flebótomos, vetores de leishmaniose, foram associados a áreas de floresta ou áreas tipicamente rurais”. Acreditava-se que ao adentrarem as florestas, em contato com os insetos infectados, as pessoas eram contaminadas e posteriormente desenvolveriam sintomas da doença.

Nos últimos anos, pesquisas realizadas no Nordeste e no Suldeste do Brasil, indicam que duas espécies apresentaram bom desenvolvimento no convívio humano. “Esses insetos possuem um índice de abundância muito grande no peridomicílio, mas quando você vai investigar a quantidade de espécies de flebótomos associados com sua abundância, o valor fica muito baixo. Em uma região que encontraríamos entre 25 e 30 espécies de flebotomíneos, apenas duas ou três estavam associadas ao ambiente urbano”, explicou Pessoa.

Apesar de estar sendo pouco acompanhado na Região Amazônica, o pesquisador ressalta que alguns estudos realizados na Comunidade do Rio Pardo, distante aproximadamente 200 quilômetros de Manaus, mostram que o comportamento dos insetos pode estar avançando próximo ao convívio humano. “Aqui na região Amazônica, estamos conseguindo acompanhar em um projeto com flebotomíneos, e observamos que o índice de diversidade e abundância desses insetos em áreas de peridomicílio são muito próximo do que estamos encontrando em floresta”.

FLEBÓTOMOS

Os flebótomos são pequenos insetos, que chegam a medir de 1 a 3 mm de comprimento, e podem ser encontrados ao redor das residências em locais sombreados e com matéria orgânica, como galinheiros, chiqueiros, canis e em lixeiras. As fêmeas precisam ingerir sangue para o desenvolvimento dos ovos e, dessa forma, picam tanto o cão quanto o homem, principalmente durante a estação chuvosa quando invadem as residências.

Ao picar o cão ou o homem, o flebótomo pode transmitir o protozoário chamado Leishmania chagasi, responsável, no Brasil, pela Leishmaniose visceral e tegumentar. Uma vez infectado o cão torna-se reservatório da doença, e pode ser fonte de infecção para outros animais ou mesmo para seres humanos que vivem ao seu redor.

(Foto: Eduardo Gomes)

(Foto: Eduardo Gomes)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

 

 

 

De forma descontraída, ex-aluna de Maria Deane fala da cientista

“Uma mulher brava, que tinha que se impor num mundo dominado por homens”.  Esta e outras lembranças de Maria Deane foram compartilhadas por sua ex-aluna e pesquisadora, Antônia Franco, em palestra sobre a cientista, que juntamente com seu marido emprestam seus nomes à unidade da Fiocruz na Amazônia.

A palestra “Maria Deane: Lembranças de uma vida” foi proferida nesta sexta-feira, 17/3, por Antônia Franco, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e aluna de Maria Deane nos anos 80, em edição especial do Centro de Estudos.

A abertura do evento foi feita pelo diretor do Instituto Maria e Leônidas Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Sérgio Luz, também ex-aluno do casal Deane, que em muito contribuiu com lembranças sobre a dupla de cientistas.

Antônia Franco trabalhou por 12 anos com o casal e lembra que Maria e Leônidas sempre foram parceiros. “Essa cumplicidade entre eles existia desde o tempo de universidade”, pois os dois nasceram no Pará e lá cursaram a universidade de medicina.

Maria Deane. (Foto: Arquivo IOC/Fiocruz)

Maria Deane. (Foto: Arquivo IOC/Fiocruz)

MARIA DEANE

Maria José von Paumgartten Deane (1916 – 1995) sempre foi uma mulher à frente de seu tempo, não media esforços em sua atuação a serviço da saúde pública. Segundo Antônia, ela dizia que todos a achavam brava, no entanto, as coisas saiam conforme o marido Leônidas queria, ele mais detalhista.

Antônia recorda ainda da perseguição política sofrida pelo casal que fez com os dois saíssem do País. Para ela, Maria era uma mulher firme, que trabalhou até seus últimos dias, sempre pesquisando, sempre atenta a tudo no laboratório.

Ela atuava na área de protozoologia, e ao lado do marido, percorreu o Norte e o Nordeste do País para investigar ocorrências de doenças como leishmaniose visceral, malária e doença de Chagas.

ANTÔNIA FRANCO

Antônia Franco é graduada em Licenciatura Plena e Bacharel em Ciências Biológicas pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, mestre em Biologia Parasitária, e doutora em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz, com parte do estudo desenvolvido na Universidade de Yale (EUA). Atualmente é pesquisadora titular do Inpa.

Atuou diretamente com Maria Deane. “Conheci a Dra Deane desde o ano de minha entrada como estagiária na Fiocruz, no ano de 1982. Foi minha orientadora de mestrado, co-orientadora, de doutorado”, lembra.

Saiba mais sobre Antônia Franco.

As atividades do Centro de Estudos ocorrem às sextas-feiras. (Fotos: Eduardo Gomes)

As atividades do Centro de Estudos ocorrem às sextas-feiras. (Fotos: Eduardo Gomes)

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza semanalmente encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ensino para a promoção da saúde.

Atualmente, o Centro vem promovendo todas as sextas-feiras palestras para os alunos de pós-graduação e pesquisadores do ILMD/ Fiocruz Amazônia e para comunidade em geral.

Para Sérgio Luz, o Centro de Estudos do ILMD está consolidado, na medida em que vem cumprindo sua programação de atividades. “Sempre tentamos engrenar o Centro de Estudos aqui na Unidade, e dessa vez estamos conseguindo, pois nosso maior público são nossos alunos de pós-graduação. Aqui, eles têm oportunidade de encontrar os colegas, partilhar experiências e discutir suas pesquisas e trabalhos, e isso acaba sendo uma grande possibilidade de troca de conhecimento”.

As atividades são gratuitas, e todos podem participar, especialmente estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Sobre a atividade desta sexta-feira, Sérgio Luz disse que “foi uma excelente oportunidade não só pela experiência que a palestrante passou através do seu conhecimento, do tempo de trabalho, amizade e companheirismo que teve com a Dra Deane, mas também pelo sentido do que é fazer ciência, o que vai além dos papers e produção científica”.

INSTITUTO MARIA E LEÔNIDAS DEANE

Especialmente neste mês de março, a Unidade da Fiocruz na Amazônia, que se chama Instituto Leônidas e Maria Deane, em homenagem a mulher cientista está sendo chamado de Instituto Maria e Leônidas Deane.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas