13º Congresso Internacional da Rede Unida recebe inscrições para monitoria

A Comissão organizadora do 13º Congresso Internacional da Rede Unida inicia nesta segunda-feira, (18/9), as inscrições de estudantes de graduação de todas as áreas do ensino para atuar como monitores no evento, que ocorre de 30 de maio a 02 de junho de 2018, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus.

Os interessados devem ficar atentos ao prazo para a realização da inscrição, que vai até o dia 20 de outubro de 2017, preencher o formulário eletrônico no link http://www.redeunida.org.br/pt-br/dashboard/monitoria/1, enviar carta de intenção e anexar os documentos exigidos conforme item 6 do Edital.

O presidente dessa edição do Congresso, Rodrigo Tobias, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) destaca a importância da monitoria para o evento e reforça os benefícios que os alunos recebem ao participarem do congresso. “A monitoria é uma parte importante para a realização do congresso, pois é formada de alunos de graduação de diversas áreas do conhecimento que tem a oportunidade de participar e apoiar ações e atividades do evento em parceria com especialistas da área da saúde pública de âmbito nacional e internacional. Além disso, tem como benefício adesão diferenciada com relação a inscrição e apresentação de trabalhos científicos. Isso contribui sobremaneira para a construção de conhecimento mútuo desses monitores”, salientou Tobias.

Segundo uma das coordenadoras da Comissão de Monitoria do Congresso, Sônia Lemos, a participação dos alunos como monitores oportuniza o relacionamento não só com a produção do conhecimento, mas também os protagonistas desse conhecimento. “O Congresso da Rede Unida faz com que os estudantes de graduação tenham uma outra perspectiva da sua atuação profissional. Para os monitores de outros estados, essa é uma oportunidade de conviver com pessoas que ele não conhece e isso faz com que ele desenvolva uma série de habilidades de conhecimentos”, destacou Lemos.

Todas as normas e requisitos necessários para concorrer as vagas podem ser conferidas no edital, assim como os critérios de seleção dos monitores. A relação dos estudantes selecionados será divulgada no dia 15 de novembro de 2017 no site da Rede Unida.
Rede Unida, por Mirineia Nascimento

Edição – Ascom – ILMD/ Fiocruz Amazônia

Reunião entre Fiocruz Amazônia e UFOPA prevê parceria para formação de recursos humanos

Com o objetivo de aproximar o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), visando propiciar futuras parcerias na área de pesquisa e na formação de recursos humanos, representantes das duas Instituições reuniram-se na última quinta-feira (14/9), na sede do ILMD, em Manaus.

Participaram do encontro, o diretor do ILMD, Sérgio Luz, a vice-diretora de Ensino Comunicação e Informação, Claudia Ríos, a chefe do Serviço de pós-graduação, Rosana Parente, o coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Paulo Nogueira, o pesquisador sênior, Carlos Coimbra, o diretor do Instituto de Saúde Coletiva (ISCO) da UFOPA, Waldiney Pires Moraes, e a diretora do Instituto de Biodiversidade e Florestas (IBEF) Elaine Oliveira.

Sergio Luz iniciou a reunião apresentando as áreas estratégicas da Unidade. A equipe da Fiocruz Amazônia destacou os cursos de pós-graduação nas áreas de ciências biológicas, saúde coletiva, turmas da pós-graduação Lato Sensu, ressaltando que cursos de especialização, aperfeiçoamento e atualização interessam para possíveis de parcerias com a UFOPA.

Durante a reunião, os pesquisadores destacaram a importância da área de Saúde Coletiva no ILMD, o Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD, e o doutorado em Saúde Pública. Sergio Luz ressaltou que “a ideia é estimular os alunos que estão no ILMD desde a Iniciação Científica para leva-los até o ingresso nos programas de mestrado e doutorado na instituição.

Os representantes da UFOPA demonstraram interesse no Mestrado em Saúde Coletiva da Fiocruz, pois na Universidade teria demanda de alunos já formados, interessados nesse mestrado. Há interesse ainda na colaboração em projetos, editais, etc.

Uma das sugestões da Fiocruz é ministrar uma disciplina na graduação, como teste, em Santarém. O próximo passo é fechar um evento de integração a partir de maio de 2017.

Pesquisa elucida relação entre HIV e acidentes cardiovasculares

Um grupo de pesquisadores vinculados a instituições de saúde e pesquisa nacionais e internacionais realizaram um estudo cujos achados lançaram luz sobre a relação entre o HIV e o alto índice de acidentes cardiovasculares entre os portadores do vírus. Os resultados da pesquisa foram publicados na Science Translational Medicine, no artigo Inflammatory monocytes expressing tissue fator drive SIV and HIV coagulopathy (30/8). Dentre os autores do trabalho, que teve repercussão internacional, está o pesquisador da Fiocruz Bahia, Bruno Andrade.

Na infecção pelo HIV, a inflamação persistente está ligada ao aumento do risco de complicações crônicas não infecciosas, como doença cardiovascular e tromboembólica. Por isso, muitas pesquisas nesta área são destinadas à melhor compreensão das vias inflamatórias e de coagulação na infecção pelo HIV, com a finalidade de otimizar o atendimento clínico.

No presente estudo, os pesquisadores identificaram um subtipo específico de monócitos (células de defesas do sangue) que expressam o fator tecidual (FT), que persistem mesmo após a supressão da carga viral e desencadeiam coagulação. Isto é, mesmo com o baixíssimo número de vírus em decorrência da terapia antirretroviral, o sistema imunológico do paciente com HIV libera ao longo do tempo tais monócitos, que se encontram expandidos e ativados, induzindo à coagulação persistente e inflamação crônica. Esses coágulos na circulação sanguínea, acabam gerando acidentes cardiovasculares.

Além disso, os pesquisadores também demonstraram que produtos microbianos provavelmente oriundos de translocação de microorganismos de superfícies de mucosas induzem a ativação destes monócitos no sangue de pacientes infectados. De maneira interessante, o grupo descobriu que os monócitos indutores de coagulação e inflamação também são capazes de reconhecer trombina, um produto da coagulação. O reconhecimento simultâneo de produtos microbianos e de trombina causa uma alça de amplificação que perpetua a coagulação e inflamação sistêmica na infecção pelo HIV, independente da eficácia de retrovirais.

Para chegar a essas conclusões, foi realizada uma série de experimentos em células de sangue de doadores saudáveis, assim como em populações de pacientes infectados com HIV antes da implementação da terapia antirretroviral e após o estabelecimento da supressão da carga viral induzida pelo tratamento. A equipe também realizou estudos em macacos e os achados validaram os resultados da pesquisa feita em infecções em humanos, ao mostrar que os monócitos inflamatórios que expressam FT foram associados à coagulação relacionada com o vírus da imunodeficiência símica (SIV), também conhecido como “Aids símia”.

Substância da saliva de carrapato tem potencial terapêutico

A Ixolaris, uma proteína anticoagulante encontrada na saliva de carrapatos do gênero Ixodes que inibe a via FT, foi testada no estudo e bloqueou potentemente a atividade do FT in vitro na infecção por HIV e SIV, sem afetar a função de defesa dos monócitos contra estimulação por produtos microbianos.

Surpreendentemente, o tratamento in vivo de primatas infectados com SIV com Ixolaris foi associado a diminuições significativas no D-dímero (que indica quadros de trombose) e ativação imune. Esses dados sugerem que os monócitos que expressam FT estão no epicentro da inflamação e coagulação na infecção crônica por HIV e SIV e podem representar um potencial alvo terapêutico para redução do risco da doença cardíaca relacionada ao HIV.

Fiocruz Bahia

 

Congresso Interno da Fiocruz e recursos para a pesquisa são assuntos do CD-ILMD/Fiocruz Amazônia

Conselheiros, chefes de laboratório, bolsistas e colaboradores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participaram ontem, 12/9, no Salão Canoas, de Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo (CD/ILMD).

No encontro foram apresentados e deliberados os seguintes assuntos: Parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o ILMD, Homenagem aos 23 anos do ILMD na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM),  Metas de Pesquisa, Alteração do Regulamento do Ensino/ILMD,  Programa Pesquisador Visitante – PPV/ILMD, e Regulamento de Uso do Laboratório Multiusuários.

Durante a Reunião, o diretor da Unidade, Sérgio Luz, reforçou a importância da participação da comunidade ILMD no VIII Congresso Interno da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Na oportunidade, foi lida a carta enviada pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, intitulada “A Fiocruz e o futuro do SUS e da democracia”, que contextualiza o momento singular da história do País e da instituição, com o ajuste fiscal adotado pelo governo que congelou por 20 anos os gastos primários, e do impacto negativo de iniciativas nas instituições públicas, em particular as dos campos da ciência, da saúde e da educação.

Na carta, estão definidas as diretrizes definidas pelo Conselho Deliberativo da Fiocruz para o VIII Congresso Interno: o caráter político e propositivo, que trate dos desafios da conjuntura e aponte as ameaças ao futuro da ciência, tecnologia e inovação; o caráter transversal e integrador dos temas; e a adoção de um modelo de apresentação de teses a partir das principais questões identificadas como críticas para o desenvolvimento institucional e para a construção da Fiocruz do Futuro.

HOMENAGEM ALEAM

Na ocasião, foi confirmada a homenagem da Aleam, que aprovou por unanimidade, Sessão Especial em referência aos 23 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia e ao Ano Oswaldo Cruz: 100 anos de falecimento de Oswaldo Cruz. O requerimento de homenagem é de autoria do deputado Luiz Castro (Rede/AM).

A Sessão Especial acontecerá no próximo dia 22, às 9h, no Plenário Ruy Araújo, que fica na Av. Mário Ypiranga Monteiro, nº 3.950, Parque Dez, Manaus (AM). A homenagem é dirigida a toda comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia, composta por servidores, alunos, bolsistas, terceirizados, prestadores de serviço e instituições parceiras.

INFORMES

Sérgio Luz convocou a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia para um encontro com o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Dr. Mário Neto Borges, que será realizado no dia 18/9, às 15h30, no Salão Canoas da Unidade.

Durante a reunião também foi abordada a formação de parceria com o CNPq, para apoio a projetos de pesquisa do Instituto.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Estudo relaciona malformações congênitas ao uso de agrotóxicos

Com os dados levantados para o artigo Associação entre malformações congênitas e a utilização de agrotóxicos em monoculturas do Paraná, Brasil, os pesquisadores Lidiane Dutra e Aldo Pacheco Ferreira, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), trouxeram evidências de que o uso indiscriminado de agrotóxicos vem causando não só sérios danos à saúde do brasileiro, mas também sinalizando um grave problema de saúde pública.

PRODUÇÃO AGRÍCOLA

Para entender melhor o estudo feito pelos pesquisadores, é importante destacar que o Paraná é o terceiro estado em produção agrícola no país, com 12,7%, ficando atrás do maior produtor, que é São Paulo, com seus 14,9%, e do Mato Grosso, com 13,9%, conforme dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo levou em consideração a produção de commodities agrícolas – produtos básicos como soja, trigo, milho, café, farelo de soja e etc., de grande consumo, cujo os preços são negociados na bolsa de valores e sua variação depende de oferta e demanda pelo produto. Em termos de produção agrícola no Brasil, ainda conforme os dados do IBGE, o Paraná é líder na produção de feijão (726 toneladas) e trigo (3,330 milhões de toneladas); é o segundo maior produtor de soja (17,2 milhões de toneladas) e milho (15,7 milhões de toneladas); é o quarto na produção de laranja (903 toneladas) e de cana de açúcar (47,3 milhões de toneladas).

USO DE AGROTÓXICOS

Segundo o estudo, das 20 unidades regionais (UR) do Paraná apresentadas, onze tiveram consumo de agrotóxicos acima de uma tonelada. Números que já seriam bastante preocupantes. Mas, os pesquisadores levantaram que a média de consumo dos agrotóxicos no estado da região Sul, entre 2014 e 2015, aponta Cascavel, com 5.107,46 toneladas; Ponta Grossa, com 3.526,73 toneladas, e Toledo, com 3.336,95 toneladas. Na seção Para saber mais, no site do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), podem ser encontrados dados como o consumo de agrotóxicos no Paraná por hectare e quilos.

Os pesquisadores decidiram, então, considerar duas URs para efeito de comparação: a da Cascavel (que abrange os municípios de Anahy, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Cafelândia, Campo Bonito, Capitão Leônidas Marques, Cascavel,  Catanduvas, Céu Azul, Corbélia, Diamante d’Oeste, Foz do Iguaçu, Ibema, Iguatu, Itaipulândia, Lindoeste, Matelândia, Medianeira, Missal, Nova Aurora, Ramilândia, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Vera Cruz do Oeste) e tem um alto consumo de agrotóxicos, e Francisco Beltrão (que compreende as cidades de Ampére, Barracão, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Capanema, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Manfrinópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Pérola d’Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São Jorge d’Oeste e Verê), com baixo consumo.

O período escolhido para a pesquisa foi de 1994 a 2014. Eles também consultaram o Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, para o mesmo intervalo de anos. As unidades regionais foram comparadas quanto ao número de nascimentos com malformações congênitas (MC). Destacamos, abaixo, alguns dados da tabela original elaborada pelos autores do artigo:

SEM FRONTEIRAS

Coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológica (Sinitox), Rosany Bochner comentou o estudo realizado pelos pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e comemorou: “utilizar malformações congênitas como um indicador desses efeitos foi uma ideia bastante interessante, ainda mais quando temos carência de informação sobre o impacto real dos agrotóxicos sobre a saúde e o meio ambiente”.

Além das malformações congênitas, o artigo de Lidiane Dutra e Aldo Pacheco Ferreira, que foi originalmente publicado na revista Saúde em Debate (volume 41 número especial | junho de 2017, uma publicação do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes), aponta para vieses importantes da pesquisa causados pela exposição a agrotóxicos. A partir de estudos feitos na Espanha e na Itália, em comparação ao que foi produzido por eles, os autores deduzem que “muitos casos de malformação congênita resultaram em óbitos fetais e abortos espontâneos, o que tornaria os números relacionados com o desfecho estudado ainda maiores”. Para isso, eles sugerem que análises mais “aprofundadas acerca das causas das MC, como investigação genética, ajudariam a estabelecer com maior precisão os fatores ambientais envolvidos”.

Para Rosany Bochner, uma das observações do estudo que mais chamaram a sua atenção foi a que conclui que a exposição aos agrotóxicos e seus efeitos não se limita às regiões rurais. “Com o avanço do agronegócio, independentemente de regiões mais ou menos agrárias, a contaminação da população aumenta como um todo, de forma que as fronteiras agrícolas e os desdobramentos referentes a ela estão cada vez mais próximos dos centros urbanos, seja por meio de uma aproximação literalmente física ou dos contaminantes existentes na água, no ar ou nos alimentos ingeridos por essa população”, afirma. Mas, se isto é realidade, por que os números dos sistemas de saúde não refletem isto, ao contrário, apontam para uma redução?

CARÊNCIA DE DADOS

Para Lidiane Dutra e Aldo Ferreira, “o controle efetivo da exposição a esses pesticidas é muito pequeno e escasso no cenário brasileiro. Os dados referentes ao uso dos produtos não são sistematizados em bancos de dados informatizados para a grande maioria dos estados do país. Isso dificulta a mensuração do impacto da exposição ambiental desses produtos sofrida pela população”. Rosany Bochner concorda e é enfática ao afirmar que “há carência de dados sobre o consumo de agrotóxicos nos estados e os sistemas nacionais de informação não conseguem dar conta das intoxicações por agrotóxicos. O Sinitox vem apresentando uma queda importante na participação dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica em suas estatísticas, onde o decréscimo no número de casos não representa a realidade do impacto dos agrotóxicos sobre a saúde”, argumenta.

Ela também analisa os dados encontrados nos sistemas públicos de informação – o de Agravos de Notificação (Sinan) e o sobre Mortalidade (SIM). “Se o Sinan traz um número crescente de casos, há problemas quanto à classificação, uma vez que, por exemplo, se observa várias tentativas de suicídio em crianças de 0 a 4 anos! Já o Sistema de Informação sobre Mortalidade mostra o decréscimo no número de óbitos decorrentes de intoxicação por agrotóxicos no período de 2010 a 2015 (897; 891; 694; 672; 607 e 620 casos, respectivamente) – porém, o que mais do que indicar uma queda, sinaliza problemas no registro da causa básica do óbito. Um exemplo disso foi o caso do trabalhador VMS, do Ceará, que apesar de se tratar de uma morte por intoxicação causada pela exposição ocupacional ao agrotóxico, em sua declaração de óbito constava apenas os efeitos decorrentes desse agravo”, observa. O caso a que a coordenadora do Sinitox se refere foi analisado em seu artigo intitulado Óbito ocupacional por exposição a agrotóxicos utilizado como evento sentinela: quando pouco significa muito, publicado na revista eletrônica Visa em debate, do Institto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). Neste artigo, Bochner afirma que “segundo o sistema, VMS seria mais uma vítima do agronegócio, que morre sem deixar vestígios da relação causal entre a exposição a agrotóxicos e o agravo à saúde”.

Leia entrevista sobre o estudo no site do Icict/Fiocruz.

Icict/Fiocruz, por Graça Portela

 

Ministério da Saúde declara fim do surto de febre amarela

O Brasil não registra casos de febre amarela desde junho, quando foi confirmado o último caso da doença no Espírito Santo. O anúncio do fim do surto foi feito nesta quarta-feira (6/9) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a apresentação do novo boletim epidemiológico sobre a situação da doença no país. Mesmo com a interrupção da transmissão, o Ministério da Saúde ressalta a importância de manter as ações de prevenção e ampliar a cobertura vacinal para a febre amarela para prevenir novos casos da doença no próximo verão, período com maior probabilidade de ocorrência.

“A situação, hoje, está sob controle, mas é fundamental que os estados e municípios se esforcem para aumentar as coberturas vacinais nas áreas com recomendação, seja com a busca ativa de pessoas não vacinadas ou por meio de campanhas específicas, envolvendo também as escolas. Além disso, é necessário manter as ações de prevenção, como o controle de vetor, capacitação de profissionais de saúde e intensificação das ações de vigilância de epizootias”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

Desde o início do surto, em 1º de dezembro do ano passado, até 1º de agosto deste ano, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela. Outros 2.270 casos foram descartados e 213 permanecem em investigação. Além disso, 304 casos foram considerados inconclusivos, pois não foi possível produzir evidências da infecção por febre amarela ou não se encaixavam na definição de caso. No total, foram 3.564 notificações. A região Sudeste concentrou a grande maioria dos casos. Foram 764 casos confirmados, seguida das regiões Norte (10 casos confirmados) e Centro-Oeste (3 casos). As regiões Sul e Nordeste não tiveram confirmações.

Para o diretor de vigilância das doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, João Paulo Toledo, o fim do surto se dá pelo fim da sazonalidade da doença e pelo sucesso das ações de vigilância. “Além do fim do período de maior número de casos, que é o verão, todo o empenho do Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, resultaram no controle do surto. Mas isso não significa que devemos encerrar as ações. A vacina está disponível para todos que moram ou viajam para as áreas com recomendação de vacinação”, explicou o diretor.

Para conter a transmissão do vírus e proteger a população, o Ministério da Saúde enviou aos estados brasileiros 36,7 milhões de doses da vacina ao longo deste ano, tanto para a rotina de vacinação como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para os estados de MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 27,8 milhões de doses extras.

O Ministério da Saúde intensificou a vacinação em 1.121 municípios desses cinco estados. Do total, apenas 205 cidades estão com a cobertura vacinal ideal (igual ou superior a 95%). Atualmente, a média da cobertura vacinal nessas localidades está em 60,3%. A pasta considera atingir a meta fundamental para evitar nova expansão da doença.

AÇÕES

Além da intensificação da vacinação, foram liberados R$ 66,7 milhões aos estados para controlar o surto e reforçar a assistência. Entre as medidas adotadas estão o envio de profissionais da Força Nacional do SUS a Minas Gerais e equipes para investigação de campo no Espírito Santo e Minas Gerais. Também foram realizadas videoconferências semanais para monitoramento dos registros em MG, ES, RJ, BA e SP e ações para eliminação do Aedes aegypti, reduzindo o risco de urbanização nos municípios com registro de epizootias.

A investigação e a notificação de morte e adoecimento de macacos são consideradas a mais importante forma de detectar precocemente a circulação do vírus em determinada região, o que permite que as medidas de prevenção de casos em humanos sejam antecipadas e aplicadas com mais eficácia pelos estados e municípios. Durante o período do surto, foram notificadas ao Ministério da Saúde 5.364 epizootias, das quais 1.412 foram confirmadas para febre amarela.

AMPLIAÇÃO

Em 2018, a vacina para febre amarela será incluída no calendário de vacinação para crianças a partir dos nove meses. Além disso, o Ministério da Saúde estuda a inclusão de outros municípios – que atualmente não fazem parte da área de recomendação -, na vacinação de rotina, para a população de todas as faixas etárias.

“Todas essas mudanças serão discutidas com grupos de especialistas, além de estados e municípios, para que sejam definidas quais cidades serão incluídas e em qual momento isso será possível. A forma como as ampliações serão feitas, a lista de quais cidades terão vacinação e quando isso vai ocorrer será definido até o fim deste ano”, esclareceu a coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

DOSE ÚNICA

Desde abril deste ano, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, nenhum país utiliza mais o esquema de duas doses. Isso significa que quem já foi vacinado – em qualquer momento da vida – não precisa de dose de reforço.

A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina em 20 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas com recomendação, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

A vacina de febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de 95% a 99%. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo. Ela é contraindicada para crianças menores de seis meses, pessoas imunossuprimidas e pessoas com reação alérgica grave a ovo. Idosos acima dos 60 anos, gestantes, pessoas vivendo com HIV/AIDS ou com doenças hematológicas devem ser avaliadas por um médico antes de se vacinar.

INFLUENZA

Em 2017, foi registrada uma baixa circulação da gripe no país. O número de casos teve redução de 81% em relação ao ano passado, com 2.070 casos e 361 óbitos até 28 de agosto. No mesmo período de 2016, foram 11.062 casos e 2.007 mortes por influenza. Além disso, neste ano o vírus com maior circulação até o momento é o H3N2, quando no ano anterior predominou o H1N1.

Na campanha de vacinação deste ano, foram vacinadas 51,8 milhões de pessoas, uma cobertura de 87,5% do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde. A campanha foi realizada entre os dias 17 de abril e 26 de maio, e prorrogada até 9 de junho. Devido à baixa procura dos públicos prioritários, o Ministério da Saúde autorizou estados e municípios a ampliar a vacinação para toda a população. O objetivo foi evitar o desperdício de doses, uma vez que a vacinação é mais efetiva antes do início do inverno, época de maior sazonalidade da influenza.

Camila Bogaz (Agência Saúde)

Fiocruz Amazônia debate sobre arboviroses em evento da ABC

Com o tema “Arboviroses no Estado do Amazonas”, Sérgio Luiz Bessa Luz, pesquisador e diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), ministrou palestra no simpósio e diplomação de novos membros afiliados da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Região Norte –  2017/2021, evento realizado na última quinta-feira (31/8), no Auditório da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A exposição fez parte da sessão “Arboviroses emergentes no Brasil: situação atual e perspectivas”, apresentada pelos pesquisadores Pedro Vasconcelos, Jannifer Chiang, Lívia Carício e Raimunda Azevedo, do Instituto Evandro Chagas (IEC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Sérgio Luz agradeceu o convite e destacou o estímulo em ver jovens pesquisadores sendo diplomados. “Agradeço a academia pelo convite, é uma honra participar de um evento desse porte, representando os trabalhos da Fiocruz Amazônia. É muito satisfatório ver esses colegas novos já sendo afiliados pela academia, isso é muito estimulante para a ciência e pesquisa na Amazônia e no Brasil.

“A Academia Brasileira de Ciências e o desenvolvimento científico e tecnológico nacional” foi o tema da conferência ministrada por Luiz Davidovich, presidente da ABC. A Academia é uma entidade que atua como sociedade científica honorífica e contribui para o estudo de temas de primeira importância para a sociedade, visando dar subsídios científicos para a formulação de políticas públicas, com foco no desenvolvimento científico do País, na interação entre os cientistas brasileiros com pesquisadores de outras nações.

Desde 2007, a academia criou uma nova categoria de membros, para jovens cientistas. Cada vice-presidência regional da ABC elege, a cada ano, até cinco pesquisadores de excelência, com menos de 40 anos, para que se tornem membros afiliados por cinco anos.

Wuelton Marcelo Monteiro, docente do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Foram diplomados os pesquisadores: Fernanda de Pinho Werneck, do INPA; José Júlio de Toledo, da Universidade Federal do Amapá (Unifap); José Nazareno Vieira Gomes, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); Joyce Kelly do Rosário da Silva, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Wuelton Marcelo Monteiro, pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), professor adjunto da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), docente do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

 

 

Estudantes do 6º CMPM recebem palestras e exposições do ILMD/ Fiocruz Amazônia

Com a proposta de incentivar, fomentar e apoiar o ensino e a pesquisa no âmbito escolar, o 6º Colégio Militar da Policia Militar do Amazonas (CMPM) – Escola Estadual Senador Evandro das Neves Carreira, realizou entre os dias 29 e 31 de agosto, a I Semana de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com o tema: “Educação em Saúde para viver melhor”.

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou do evento, por meio de apresentações de palestras e exposições. Um dos destaques entre as atividades apresentadas pela equipe da Fiocruz Amazônia, foi a exposição entomológica, bacteriana e de fungos, realizada pelos Laboratórios de Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), e de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) do ILMD.

“Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)” foi o tema da palestra ministrada pela pesquisadora Rita Bacuri. Já a palestra ministrada por Layssa do Carmo, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), abordou a temática “micoses e doenças de pele”.

Os alunos puderam conferir ainda uma exposição de banners sobre a vida e obra do biólogo, médico sanitarista, cientista e bacteriologista brasileiro, Carlos Chagas, que trabalhou como clínico e pesquisador. Atuante na saúde pública do Brasil, o pesquisador iniciou sua carreira no combate à malária.

O 6º CMPM fica situado à Avenida Felicidade s/n, no Conjunto Viver Melhor, Bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, e segue o modelo de administração dos demais Colégios sob Gestão da Policia Militar do Amazonas.

A ação visa potencializar as pesquisas realizadas no Instituto, por meio da divulgação dos resultados científicos e tecnológicos para além da academia, por meio de estratégias que alcancem a sociedade, realizando, assim, a popularização da ciência.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Foto: Edmilson Bibiani

Estudo avalia adequação da assistência farmacêutica no Brasil

A assistência farmacêutica faz parte das ações e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e busca garantir o acesso da população a medicamentos de forma qualificada. Um estudo realizado por Orácio Carvalho Ribeiro Júnior, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), avaliou a adequação da assistência farmacêutica em unidades básicas de saúde (UBS) do Brasil, com foco nos aspectos da infraestrutura dos ambientes de farmácia e na disponibilidade de medicamentos componentes da farmácia básica.

“Avaliação da assistência farmacêutica na atenção básica da saúde no brasil com base no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB)” é o título da dissertação defendida por Orácio, sob a orientação da professora doutora, Ana Cyra dos Santos Lucas e coorientação da professora doutora, Rosana Cristina Pereira Parente.

METODOLOGIA

“Foi realizado um estudo transversal, do tipo avaliação normativa com os dados da avaliação externa do segundo ciclo da Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), coletados em 2014. Para a análise foram selecionadas 17.902 (74,4%) das 24.055 UBS que participaram do segundo ciclo do PMAQ-AB, 3.758 (67,5%) dos 5.570 municípios do Brasil, distribuídos nos 26 Estados e o Distrito Federal. O critério de inclusão para a composição da amostra estudada, foi a unidade possuir dispensação de medicamentos descentralizada”, explicou o mestrando.

Como critério de adequabilidade para a infraestrutura foram estabelecidos os critérios presentes nas diretrizes para estruturação das farmácias no SUS. Já para a disponibilidade de medicamentos utilizou-se o padrão estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que preconiza uma disponibilidade maior ou igual a 80% como ideal para atender as necessidades de saúde da população

Para analisar a adequação, foram consideradas características demográficas e indicadores de saúde dos municípios do país, como: região geopolítica, porte populacional, índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e Cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF); e, posteriormente, foram realizadas associações dessas variáveis com a adequação da assistência farmacêutica das unidades básicas.

RESULTADOS

Os resultados mostram que tanto na infraestrutura, quanto na disponibilidade de medicamentos, com exceção de alguns itens e algumas classes de medicamentos, os percentuais de UBS brasileiras adequadas foram baixos. Segundo o estudo, no Brasil, apenas 0,28% das UBS foram classificadas como adequadas na avaliação global.

Quanto a infraestrutura dos serviços de farmácia e disponibilidade de medicamentos, os percentuais de adequação no país foram de 1,8% e 5,0% respectivamente. Na análise por regiões geopolíticas foram observadas grandes desigualdades quanto aos perfis de adequação, com os melhores desempenhos para as regiões sul e sudeste do Brasil.

A pesquisa encontrou os melhores desempenhos nas unidades situadas em municípios de alto porte populacional, exceto a infraestrutura que foi melhor em municípios de pequeno porte, e alto IDHM, e baixa cobertura de estratégia de saúde da família.

 “Foram evidenciadas importantes disparidades entre as regiões geopolíticas quanto à disponibilidade da infraestrutura e de medicamentos, mostrando iniquidades quanto à distribuição das ações e serviços relacionados a assistência farmacêutica, com penalização das regiões mais pobres do país, contrariando o princípio da equidade estabelecido na lei orgânica da saúde, sendo necessário repensar a gestão da assistência, de forma a garantir o acesso qualificado ao medicamento com capilaridade para todas as UBS brasileiras, a partir da execução correta dos mecanismos previstos para a implementação da assistência farmacêutica no SUS”, enfatizou Orácio Carvalho.

Outro aspecto importante do estudo foram os altos percentuais de adequação da assistência farmacêutica em municípios com baixa cobertura da Estratégia Saúde da Família, revelando que a presença dessa estratégia nos municípios não se traduz necessariamente em melhor assistência para a população, contrariando uma das finalidades essenciais, que é melhorar a oferta dos serviços de saúde para as regiões mais vulneráveis do país, incluindo o acesso ao medicamento.

Segundo Orácio, a assistência farmacêutica no Brasil apresenta fragilidades em seu desempenho. “Percebe-se que a assistência farmacêutica na atenção básica da saúde no Brasil é permeada por importantes fragilidades em pontos estratégicos de sua execução, principalmente em municípios pequenos e situados em regiões pobres do país, inferindo a necessidade de qualificação da gestão da assistência farmacêutica com o intuito de capilarizar com qualidade a disponibilidade de medicamentos nos serviços de atenção básica, garantindo dessa forma, o acesso da população aos medicamentos básicos, reduzindo iniquidades sociais”.

Orácio relata que a proximidade com pesquisas avaliativas na área de saúde surgiu desde a universidade. “Desde a graduação, sempre tive interesse por estudos que avaliassem a eficiência das ações e serviços de saúde na atenção básica. Ainda durante os anos de formação superior, tive a oportunidade de realizar dois ensaios descritivos que avaliaram a qualidade de ações programáticas no contexto da atenção básica. Na especialização, tive a oportunidade de desenvolver um estudo sobre avaliação de conhecimentos de profissionais de saúde sobre reanimação neonatal. Nesse sentido, é perceptível a minha aproximação para com estudos de natureza avaliativa no contexto da saúde”.

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA é um programa de mestrado do ILMD/Fiocruz Amazônia, que tem por objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia;  planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

As defesas ocorridas no âmbito dos programas do ILMD/Fiocruz Amazônia são abertas ao público. Outras defesas do PPGVIDA devem ocorrer ao longo deste segundo semestre.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Aula inaugural do PPGVIDA aborda relevância das pesquisas em saúde

“Por que fazer pesquisa em saúde?” foi o questionamento trazido no tema da aula inaugural do curso de mestrado acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ocorrida nesta segunda-feira, 28/8.

O tema foi apresentado pelo Dr. Bernardo Lessa Horta, pesquisador visitante sênior do Instituto, professor associado da Universidade Federal de Pelotas e bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico nível 1A.

Para Horta, a temática proporciona uma ampla reflexão sobre temas que merecem ser pesquisados no campo da saúde. “A ideia dessa apresentação foi discutir um pouco sobre qual a relevância da gente fazer pesquisa na área da saúde, principalmente na saúde pública, quais diferentes aspectos podemos abordar em uma pesquisa e também como identificar temas importantes de serem pesquisados, explicou.

Esta é a terceira turma do mestrado PPGVIDA, o curso tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

Horta destacou a importância de ao término do curso os alunos apresentarem produtos de relevância para a ciência e também para a sociedade. “Nossa expectativa é que futuramente os alunos possam gerar bons produtos, que sejam relevantes do ponto de vista científico e também para a comunidade, abordando perguntas que mereçam respostas”.

Compuseram a mesa de abertura da aula inaugural, o pesquisador e palestrante Bernardo Lessa Horta, a coordenadora do PPGVIDA, Maria Luiza Garnelo, e a chefe do serviço de pós-graduação do ILMD, Rosana Parente.

A coordenadora do PPGVIDA, Dra. Luiza Garnello, parabenizou os alunos pela seleção no mestrado. “É um grande prazer receber essa nova turma de mestrandos. Quero parabeniza-los pelo sucesso da aprovação na seleção, foi um processo bastante concorrido, com bastante dificuldades pra que eles chegassem onde estão, e lembrar que esse é o primeiro degrau, existe uma rota longa pela frente, muito trabalhosa, mas certamente muito prazerosa”, disse.

Compõem o corpo docente permanente do curso os pesquisadores doutores Ana Cyra dos Santos Lucas, Ana Lúcia de Moura Pontes, Ani Beatriz Jackish Matsuura, Cláudia Maria Rios Velasquez, Evelyne Marie Therese Mainbourg, Felipe Arley Costa Pessoa, Felipe Rangel de Souza Machado, Flor Ernestina Martinez Espinosa, Jaime Larry Benchimol, James Lee Crainey, Julio César Schweickardt, Maria Jacirema Ferreira Gonçalves, Maria Luiza Garnelo Pereira, Maximiliano Loiola de Ponte Souza, Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, Raquel Paiva Dias Scopel, Rodrigo Tobias de Sousa Lima, Rosana Cristina Pereira Parente, Sérgio Luiz Bessa Luz.

O curso conta ainda com a colaboração dos professores Adenilda Teixeira Arruda, Arlete Batista de Lima, Elsia Nascimento Belo, Evangeline Maria Cardoso e Karla Geovanna Moraes Crispim.

SOBRE O PPGVIDA

O programa visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica

A aula inaugural ocorreu no Salão Canoas, no ILMD/Fiocruz Amazônia. Durante a manhã, os alunos participaram de uma recepção realizada pela equipe do ensino, onde foram apresentados o regulamento do Ensino, regimento do PPGVIDA, manual do aluno e calendário acadêmico.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes/ ILMD/ Fiocruz Amazônia