Palestra discute sobre alimentação consciente no ambiente de trabalho

O Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promoveu na última terça-feira (22/8), a palestra “Alimentação consciente no ambiente de trabalho”, ministrada pela nutricionista Wanessa Natividade, Tecnologista em Saúde Pública e coordenadora do programa “Circuito Saudável” da Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O objetivo da atividade foi despertar nos trabalhadores um nível de consciência em relação à alimentação que surge quando estamos atentos a todos os sentidos, pois, segundo a nutricionista, além da fome biológica temos a fome dos olhos, nariz, ouvidos, boca, mente e coração.

Em sua palestra, a nutricionista falou sobre o tema alimentação Saudável, abordando alimentação consciente, doenças crônicas não transmissíveis, a questão da obesidade e a política de nutrição saudável brasileira. “Quando passamos a observar a alimentação por um prisma mais ampliado, conseguimos observar que a partir dela, podemos prevenir diversas doenças crônicas como a obesidade, diabetes, hipertensão arterial e outras”, alertou Wanessa Natividade.

A ingestão adequada de líquidos foi outro tema destacado durante a apresentação. “A ingestão hídrica é fundamental, pois se o indivíduo não faz uma ingestão adequada compromete outros mecanismos, ou seja, o seu intestino não funciona bem, pode ocorrer uma desidratação, ou até mesmo casos de cefaleia, explicou.

CIRCUITO SAUDÁVEL

O Programa Circuito Saudável busca conscientizar a comunidade Fiocruz sobre a adoção de hábitos alimentares balanceados e de prática esportiva, visando a prevenção de doenças crônicas como o diabetes. O projeto tem coordenação da equipe de Nutrição do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust/CST) e parceria com a Caixa de Assistência Oswaldo Cruz (FioSaúde) e Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc-SN).

O programa visa transmitir conhecimentos sobre alimentação saudável e formar agentes multiplicadores, contribuir para o equilíbrio da alimentação individual e para mudanças dos hábitos alimentares, melhorar a qualidade da saúde, controle das doenças crônicas não transmissíveis e melhorar o perfil de sobrepeso e obesidade na instituição.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Cientistas da Fiocruz PE descobrem substância capaz de bloquear vírus zika

A descoberta de uma substância capaz de bloquear a produção do vírus zika em células epiteliais e neurais, realizada por pesquisadores do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, foi divulgada recentemente, na revista International Jornal of Antimicrobial Agents. O estudo mostra a atividade antiviral da substância 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) contra o tipo de vírus Zika que circula no Brasil.

O pesquisador Lindomar Pena, que coordena o estudo, explicou como aconteceram os testes in vitro. Utilizando em todos os ensaios células epiteliais e neurais, os cientistas introduziram o 6MMPr, experimentando diferentes tempos e dosagens.

O resultado foi a diminuição da produção de vírus zika em mais de 99%, em ambas as linhas celulares. O estudo também constatou que a 6MMPr se mostrou menos tóxica para as células neurais, o que é um bom indicativo para futuros tratamentos de infecções no sistema nervoso. “Diante das manifestações neurológicas associadas ao zika vírus e os defeitos congênitos provocados pelo mesmo, o desenvolvimento de antivirais seguros e efetivos são de extrema urgência e importância”, afirma o pesquisador.

Tendo a 6MMPr se mostrado como promissor candidato antiviral contra o vírus zika, a pesquisa segue agora para uma avaliação in vivo adicional. O estudo, que teve duração de 1 ano, contou com recursos financeiros do CNPq e da Facepe.

Para acessar o artigo The thiopurine nucleoside analogue 6-methylmercaptopurine riboside (6MMPr) effectively blocks zika virus replication, clique aqui.

Fonte: Fiocruz PB

Palestra aborda práticas de biossegurança e atividades com agentes químicos

A jornada de biossegurança do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) encerrou nesta quarta-feira, 16/8, com a palestra “Biossegurança e atividades com agentes químicos”, ministrada pelo técnico em saúde pública do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), Rogério de Oliveira Queiroz.

O evento visa sensibilizar, informar e orientar profissionais da instituição para a prática dos conceitos e normas de biossegurança, com o objetivo de garantir a integridade física e patrimonial e a qualidade dos resultados obtidos nas pesquisas científicas e serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Comissão Interna de Biossegurança do Instituo, Sônia Oliveira, a atividade é uma das estratégias de capacitação que visam diminuir riscos nas ações de pesquisa. “Nossa ideia foi fazer com que todos os alunos da instituição tivessem esse contato pessoal, e pudessem interagir com os palestrantes. É importante a participação de toda a instituição nessas atividades para a diminuição dos riscos que estamos sujeitos. A biossegurança precisa capacitar as pessoas dentro das instituições, que desenvolvem determinadas atividades de pesquisa”, explicou.

Durante a apresentação, foram abordados três eixos: Um que destaca melhor compreensão dos agentes de risco químico; A organização correta dos reagentes no laboratório, de forma segura, minimizando chances de acidentes; Abordagem sobre acidentes em atividades de laboratório envolvendo o uso de produtos químicos.

Em sua apresentação, Rogério destacou que biossegurança não é algo que envolve apenas os agentes biológicos, engloba todas as possibilidades de risco que podem ocorrer nos laboratórios. “Ao longo do tempo, a gente percebe que essa questão da segurança química é olhada de forma secundária. Estamos tentando com essas palestras, levar um pouco mais de informação e orientação para as questões de biossegurança nas atividades que envolvem o uso de produtos químicos. Precisamos olhar com mais cuidado para essa classe de riscos”, alertou.

CENTRO DE ESTUDOS

A palestra ministrada por Rogério será validada como atividade do Centro de Estudos da instituição, nesta semana. O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

SOBRE O PALESTRANTE

Rogério Queiroz é mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/FIOCRUZ). Atua nas áreas de gestão e de saúde coletiva, especificamente em Gestão em Biossegurança, desenvolvendo atividades principalmente nos seguintes temas: Biossegurança, segurança química, gestão ambiental, gestão de resíduos e saúde do trabalhador.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Fotos e texto: Eduardo Gomes

Jornada de biossegurança aborda práticas e normas na pesquisa científica

Começou nesta terça-feira (15/8), a Jornada de Biossegurança do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). O evento visa sensibilizar, informar e orientar profissionais da instituição para a prática dos conceitos e normas de biossegurança, para garantir a integridade física e patrimonial e a qualidade dos resultados obtidos nas pesquisas científicas e nos serviços de saúde.

Na programação estiveram inseridas as seguintes palestras: “Qualidade x Biossegurança”, ministrada pelo assessor de gestão da qualidade do ILMD/ Fiocruz Amazonas, Itapuan Abimael; “Segurança em trabalho de campo”, proferida pela pesquisadora Evelyne Mainbourg; “Atividades com gentes biológicos e níveis de biossegurança” ministrada pela pesquisadora Alessandra Nava; “EPIs e EPCs”, tendo como palestrante a pesquisadora Ani Beatriz Matsuura; “Limpeza, desinfecção e esterilização” apresentada pela pesquisadora Priscila Aquino; e “Boas práticas de laboratório”, ministrada por Michele Silva e Giovana Pinheiro, do Núcleo Técnico de Suporte à Pesquisa do Instituto.

No período da tarde, os participantes fizeram uma visita guiada aos laboratórios da instituição. A atividade é voltada para servidores, alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado, bolsistas de apoio técnico.

Entre as orientações passadas aos alunos durante o evento, foram destacados alguns cuidados quanto ao desenvolvimento de atividades nos laboratórios: Conhecer as regras para o trabalho com agente patogênico; Conhecer os riscos biológicos, químicos, radioativos, tóxicos e ergonômicos com os quais se tem contato no laboratório; Ser treinado e aprender as precauções e procedimentos de biossegurança; Seguir as regras de biossegurança; Evitar trabalhar sozinho com material infeccioso; Ser protegido por imunização apropriada quando disponível.

ATIVIDADES COM AGENTES QUÍMICOS

A programação da Jornada de biossegurança continua nesta quarta-feira (16/8), às 9h, com a palestra “Biossegurança e atividades com agentes químicos”, que será ministrada por Rogério de Oliveira Queiroz, mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/FIOCRUZ).

Atualmente, Rogério é técnico em saúde pública do Centro de Pesquisas René Rachou. Atua nas áreas de gestão e de saúde coletiva, especificamente em Gestão em Biossegurança, desenvolvendo atividades principalmente nos seguintes temas: Biossegurança, segurança química, gestão ambiental, gestão de resíduos e saúde do trabalhador.

A palestra ministrada por Rogério será convalidada como atividade do Centro de Estudos da instituição, nesta semana. O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Estigmas associados ao transtorno bipolar é tema de pesquisa do IRR

Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos em Saúde Pública e Envelhecimento da Fiocruz Minas joga luz sobre um dos distúrbios mentais mais conhecidos e discutidos na atualidade: o transtorno bipolar. O estudo, intitulado As concepções dos psiquiatras sobre o transtorno bipolar e o estigma a ele associado, teve por objetivo compreender os significados e as implicações do estigma vinculado à bipolaridade em relação aos processos sociais e sistemas de valores culturais locais.

Os pesquisadores entrevistaram psiquiatras que atuam em Belo Horizonte (MG) e, com base no referencial da Antropologia Médica, fizeram a análise das respostas.  Os resultados mostraram que, embora a bipolaridade esteja menos estigmatizada atualmente, ainda suscita questionamentos em algumas esferas da vida social, como no campo do trabalho, o que pode causar a de recusa do tratamento.

Nesta entrevista, o pesquisador Adauto Clemente, que esteve à frente do estudo, fala sobre os resultados da pesquisa e traça um panorama sobre o transtorno bipolar.

Para iniciar, o que é o transtorno bipolar? Quais seus principais sintomas?

O transtorno bipolar se caracteriza por variações do humor que chegam a interferir significativamente nas relações, nas capacidades e na qualidade de vida dos indivíduos. As variações de humor a que estamos referindo são os estados depressivos, caracterizados principalmente por abatimento do humor ou tristeza e falta de prazer, que podem ser graduados como leves, moderados ou graves; os estados maníacos, caracterizados por exaltação do humor, que consistem na hipomania (mais leve) e na mania moderada ou grave e os estados mistos, em que teremos uma mescla de sintomas de ordem depressiva e maníaca. Tais estados, além dos sintomas-chave acima descritos, também se acompanham com frequência de alterações do sono e do apetite, alterações do ânimo/vontade e de alterações do pensamento, tais como extremo pessimismo e ideias suicidas na depressão e ideias de grandiosidade e poder nos estados maníacos.

É importante frisar que as variações do humor, ou seja, estar mais ou menos animado do ponto de vista físico e/ou psíquico ao longo do tempo, constitui uma característica comum dos seres humanos e, nesse sentido, poderíamos dizer que se trata de um fenômeno normal; especialmente (mas não exclusivamente) quando podemos identificar motivadores para tais variações nas circunstâncias de vida daquele indivíduo. Por exemplo, é clara a influência que os dias mais ou menos iluminados de sol têm sobre o estado de ânimo das pessoas.

Portanto, considera-se que alguém é portador do transtorno bipolar quando a recorrência de tais variações atinge uma intensidade suficiente para que possamos enquadrá-las como episódios depressivos e maníacos/hipomaníacos. De acordo com a gravidade desses estados, frequência com que ocorrem e com a presença ou não de sintomas mistos e sintomas psicóticos, teremos a classificação do transtorno bipolar em diversos subtipos, pois a indicação do tratamento e sua eficácia pode diferir de acordo com tais características.

Trata-se de um transtorno que se manifesta em alguma fase específica da vida? Teria algum fator desencadeante? Quais os números (frequência na população) em relação a este transtorno?

O transtorno bipolar pode se manifestar em qualquer idade e o diagnóstico é habitualmente feito na fase adulta jovem. Os primeiros episódios depressivos ou maníacos costumam ser associados a alguma circunstância de vida, como mudanças do estatuto social ou perdas, porém isso não é a regra, sendo comum que os episódios subsequentes deixem de ter relação com algum desencadeante vivencial, ocorrendo sem qualquer motivo aparente. O atraso no diagnóstico é uma situação comum, especialmente quando os primeiros episódios são depressivos, pois acabam sendo reconhecidos e tratados como uma depressão comum, sem a resposta satisfatória.

Atualmente existe uma tendência a se considerar que sintomas precoces do transtorno podem se manifestar desde idades muito jovens, mesmo durante a infância ou adolescência e que, diante de uma primeira manifestação depressiva, deve-se investigar a ocorrência de tais indícios precoces para não retardar o diagnóstico do transtorno. Isso tem a relação com a pergunta sobre a frequência do transtorno bipolar. Além do estigma, dois outros aspectos sobre o transtorno bipolar foram contemplados na nossa investigação: um deles foi a evolução do próprio conceito do transtorno, cujos critérios para o diagnóstico foram sendo modificados ao longo do tempo, o que incluiu a emergência do conceito mais amplo de “espectro bipolar”, popularmente chamado de “bipolaridade”.

O outro aspecto que estudamos foi a prevalência do transtorno bipolar na população geral que tradicionalmente, girava em torno de 1%.  Porém, pudemos constatar que as pesquisas passaram a registrar porcentagens progressivamente mais altas do transtorno bipolar na população geral ao longo dos últimos 30 anos. Uma das explicações para esse aumento foi a mudança nos critérios para o diagnóstico, que se tornaram mais amplos, de modo que pessoas que anteriormente receberiam outros diagnósticos psiquiátricos, passaram a ser identificadas como portadoras do transtorno bipolar. Outra explicação possível é a melhora do reconhecimento do transtorno pelos psiquiatras e por outros profissionais de saúde graças a campanhas de conscientização e à visibilidade que o transtorno adquiriu nos últimos anos. Há outras hipóteses como a de que, por algum motivo, a prevalência do transtorno esteja realmente aumentando.

O transtorno bipolar já foi nomeado de psicose maníaco-depressiva, certo?

Não exatamente. A psicose maníaco-depressiva foi retirada das classificações psiquiátricas oficiais a partir da década de 80, ao mesmo tempo em que se adotou o conceito de transtorno bipolar, que abarcou a maior parte dos pacientes que antes receberiam o diagnóstico de psicose maníaco-depressiva. Não existe, porém, uma correspondência direta entre essas duas condições. O transtorno bipolar é um conceito mais amplo, que inclui pacientes que antes receberiam outros diagnósticos, como algumas condições anteriormente chamadas “neuróticas”. Os termos neurose e psicose perderam a centralidade no diagnóstico e adotou-se o termo “transtorno” para nomear as diversas perturbações mentais, ou seja, não houve apenas uma mudança de nome, mas no próprio conceito.

Quais seriam os principais estigmas relacionados ao transtorno bipolar?

De forma geral, principais características que os entrevistados associaram aos portadores de transtorno bipolar foram a instabilidade, a imprevisibilidade, a cronicidade e o potencial de produzir danos a si mesmo ou ao próprio patrimônio durante os estados depressivos e maníacos. Porém, o estigma a que estão sujeitos dependerá do ambiente cultural em que se inserem (por exemplo, o estigma de incapacidade é prevalente no meio laboral) e vai variar de acordo com a fase do transtorno, com o tipo e gravidade dos sintomas (súbitos ou mais persistentes, presença de sintomas psicóticos associados). Em nossa cultura, pudemos observar que os estados depressivos costumam despertar mais tolerância e empatia que as manifestações maníacas, o que é menos evidente na sociedade americana, por exemplo, em que a produtividade e o consumo são mais valorizados e as condições maníacas mais bem toleradas.

De acordo com os resultados da pesquisa, na concepção dos entrevistados, podemos dizer que os pacientes diagnosticados com transtorno bipolar são menos estigmatizados que no passado? Neste caso, a que se deve esta mudança?

Sim. Eles consideram que houve uma atenuação do estigma em relação ao passado, o pode estar relacionado a muitos fatores; mas, na percepção deles, o abandono do rótulo de “psicótico” foi determinante. A despeito disso, eles consideram que o estigma permanece muito significativo no campo do trabalho, o que frequentemente exige dos psiquiatras intervenções diretas com intenção de proteger os portadores de transtorno bipolar de discriminações que dificultam seu ingresso e a manutenção de suas posições no mercado de trabalho.

Podemos dizer que os pacientes aceitam o diagnóstico com mais naturalidade? Quais as repercussões disto no tratamento? O que é a banalização do diagnóstico apontada pelos entrevistados?

Sim, os pacientes atualmente parecem aceitar bem o diagnóstico do transtorno bipolar, mas não sabemos em que medida isso repercute no tratamento, já que nem sempre existe uma relação direta entre aceitação do diagnóstico e adesão. Além disso, vários outros fatores de ordem prática interferem na adesão ao tratamento psiquiátrico. Apesar de afirmar que os pacientes hoje em dia aceitam melhor o tratamento, os entrevistados relataram várias dificuldades na condução do tratamento como, por exemplo, o comprometimento do “insight” nas fases maníaca e depressiva.

A banalização é o fenômeno pelo qual os pacientes adotam o diagnóstico do transtorno bipolar para entender ou explicar suas experiências pessoais ou patológicas. Ao que parece, a redução do estigma teve como consequência levar a que portadores de outros transtornos mais estigmatizados se identifiquem como portadores de transtorno bipolar como estratégia para minimizar as discriminações que sofrem. Outro aspecto da banalização ocorre quando indivíduos atribuem ao saber psiquiátrico a explicação e a solução para características pessoais ou para problemas com que se deparam durante a vida e passam a demandar tratamento médico(medicalização), o que exige grande habilidade do profissional para evitar o expor esse indivíduos a intervenções médicas desnecessárias.

Houve alguma razão especial que os levou a optar por pesquisar o estigma do transtorno bipolar sob o ponto de vista do psiquiatra?

Sim, houve algumas razões. Poderíamos elencar aqui a importância de se estudar o estigma associado aos transtornos mentais, fenômeno que tem importantes repercussões sobre a vida dos portadores e que interfere no acesso e nos resultados do tratamento. O estigma relacionado ao transtorno bipolar é menos estudado e conhecido que em outros transtornos mentais.  Nas últimas décadas, desde sua inclusão nos manuais de classificação psiquiátrica, o transtorno bipolar assumiu grande importância na pesquisa e na clínica psiquiátrica e passou a ser um dos transtornos mais discutidos e conhecidos pelo público em geral. Visando conhecer e compreender as concepções sobre o transtorno bipolar e o estigma, e limitados pela burocracia e restrições de tempo, elegemos estudar os psiquiatras porque eles constituem um elo essencial entre as concepções científicas e as concepções populares sobre as questões médicas. Ao mesmo tempo, a pesquisa deste grupo, permitiu-nos reflexões mais amplas sobre como os profissionais de saúde lidam com as dificuldades reais vivenciadas por seus pacientes e como assimilam as inovações produzidas pela ciência, transformando-as e traduzindo-as em sua atividade clínica e no relacionamento com esses pacientes.

Imagem: Jessi RM/Flickr

Palestra aborda desafios para publicação em periódicos de alto impacto

Atualmente, existem milhares de periódicos científicos no mundo. Diante desse vasto universo bibliográfico, como driblar as barreiras na hora de escrever, e escolher a revista onde você vai publicar uma descoberta que acabou de fazer? A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), trouxe em seu título o questionamento “Como escrever e publicar artigos em revistas internacionais?”

A abordagem foi feita pela pesquisadora do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, doutora Marina Temudo. Na ocasião, a pesquisadora falou também sobre temas relacionados a suas pesquisas, desenvolvidas no campo da agronomia política e ecologia política e humana, com abordagem interdisciplinar que inclui técnicas qualitativas e quantitativas.

Para a pesquisadora, uma das principais barreiras na hora de escrever para revistas internacionais é o domínio da escrita em inglês. “Penso que o maior problema não só dos brasileiros, mas também dos portugueses é a escrita em inglês, não só pelo domínio da língua inglesa, mas também pelo estilo de escrita em português ser muito rebuscado, com períodos muito longos. Mesmo quando a pessoa escreve em português e manda traduzir, se não fizerem um esforço de simplificar a redação antes de tradução, o tradutor não vai conseguir traduzir aquilo bem, transformando o conteúdo em algo sem sentido”, destacou.

Segundo Marina Temudo, outra dificuldade é a escolha da revista. “Temos de ser muito criteriosos, pois perdemos muito tempo para encontrar as revistas que se adequam a cada um dos temas que estamos trabalhando. Precisamos ler a revista, saber qual é o público preferencial dessa revista e suas respectivas áreas disciplinares”, explicou.

IMPACTO DE PUBLICAÇÔES

Outro fator que merece atenção dos pesquisadores são os Rankings internacionais, que avaliam o impacto de publicações científicas com base no número de vezes que seus artigos são citados em textos de outros periódicos. Publicar estudos relevantes o suficiente para conseguir um número grande de menções é uma das metas dos autores e das revistas.

ESTRATÉGIAS

Para a escolha da revista, a pesquisadora destacou as seguintes dicas: Saber a experiência de colegas que escrevem para essa revista; Ler muitos artigos publicados na revista escolhida, para conhecer o público; Conhecer o estilo de redação dos artigos; Estar atento as regras do periódico: dimensão, enfoque, estilo, nível de detalhe exigido, citação.

Antes de submeter o artigo, ela sugere que colegas, da mesma área e de outras, possam ler e contribuir com críticas. Mariana também pontua que é importante afinar o título para ser sintético e agarrar os leitores, verificar se o resumo descreve bem o argumento e as principais conclusões, conferir se o argumento está claro e se as secções estão bem ligadas umas às outras por um fio condutor, além de examinar se as conclusões estão bem relacionadas com o argumento, se dialogam com a literatura teórica, e principalmente se respondem às perguntas formuladas na primeira secção do artigo.

Sobre os entraves para publicar nas revistas de alto impacto, Mariana destacou que é importante não desistir. “Publicar um artigo em uma boa revista não é um Sprint, é uma maratona. Se temos confiança de que nosso artigo é bom devemos continuar a tentar publicar das boas revistas, pois essas revistas é que vão valorizar o nosso trabalho. Uma má revista possui milhares de publicações, podemos conseguir publicar nessas revistas, mas é um tiro em falso que estamos dando. Quando temos a certeza de que nosso trabalho é bom, devemos continuar até conseguir publicar em uma revista de alto impacto”, enfatizou.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Estudo sequencia genoma do vírus zika encontrado em Culex

Profissionais da Fiocruz Pernambuco isolaram e sequenciaram, de forma inédita no mundo, o genoma do vírus zika coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex. Também pela primeira vez, foi fotografada, por meio de microscopia eletrônica, a formação de partículas virais na glândula salivar do inseto. Essas conquistas, obtidas com o uso exclusivo das plataformas tecnológicas da Fiocruz Pernambuco, estão descritas no artigo Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil, publicado nesta quarta-feira (9/8) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature.

A equipe do Departamento de Entomologia da instituição detectou a presença do vírus em amostras naturais de Culex colhidas na Região Metropolitana do Recife e também comprovou em laboratório que esse vírus consegue se replicar no interior do mosquito e alcançar a glândula salivar. Utilizando cartões especiais para a coleta, foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva dos mosquitos, o que indica a possibilidade de transmissão ao picar uma pessoa. Para a coordenadora do estudo, Constância Ayres, o artigo demonstra, “de diversas formas diferentes”, a possibilidade do Culex ser um dos vetores do vírus zika na cidade.

O pesquisador Gabriel Wallau, que também integra a equipe, considera que esse artigo vem mostrar, “com dados consistentes”, que o zika consegue se replicar dentro do organismo de Culex e que existem mosquitos dessa espécie infectados no campo. Responsável pelo sequenciamento do genoma, Gabriel explica que a cepa do vírus isolada de dois pools (grupos) de C. quinquefasciatus é semelhante à que foi previamente sequenciada, a partir de amostras humanas, pela equipe do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow (com artigo publicado na revista PLoS Neglected Tropical Diseases em outubro de 2016). Ele destaca que o ineditismo de agora reside no fato do vírus ter sido obtido de amostras de mosquito.

Para Gabriel, essa semelhança era esperada, pois trata-se de uma linhagem de vírus que estava circulando no estado. Mas o fato de terem sido encontradas mutações nas amostras corrobora a metodologia utilizada nas análises, mostrando que não houve contaminação no laboratório. O pesquisador explica que os vírus de RNA de fita simples, como o zika, têm uma altíssima taxa de mutação e que já existem trabalhos na literatura científica reportando que a simples replicação desses vírus dentro do organismo, humano ou do mosquito, gera novas mutações.

Os resultados encontrados estão servindo de base para o início de novos estudos. De um lado, na verificação das mutações presentes nos genomas e se elas influenciam na capacidade de replicação do vírus no organismo do mosquito. Por outro lado, agora que estabeleceu a competência do Culex quinquefasciatus como vetor do zika, o grupo parte para estudar a sua capacidade vetorial, ou seja, será analisado o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus zika.

MAIS DETALHES DA PESQUISA

O estudo foi conduzido pela Fiocruz Pernambuco na Região Metropolitana do Recife, onde a população do Culex quinquefasciatus é cerca de vinte vezes maior do que a população de Aedes aegypti. Os resultados da pesquisa de campo apresentados no artigo mostram a presença de Culex quinquefasciatus infectados naturalmente pelo vírus zika em três pools (grupos) de mosquitos Culex (de um total de 270 pools) e dois pools de Aedes (de um total de 117). Em duas dessas amostras os mosquitos não estavam alimentados, demonstrando que o vírus estava disseminado no organismo do inseto e não em uma alimentação recente num hospedeiro infectado. O vírus foi isolado dessas amostras e seu genoma foi sequenciado.

Na etapa de laboratório, com o objetivo de investigar a competência vetorial das espécies Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti, os mosquitos foram alimentados com uma mistura de sangue e vírus, permitindo o acompanhamento do processo de replicação do patógeno dentro do inseto. Foram realizadas duas infecções de mosquitos, cada infecção com duas concentrações de vírus diferente (104 e 106). A menor simula a condição de viremia de um paciente real. Depois os mosquitos foram coletados em diferentes momentos: no tempo zero (logo após a infecção), três dias, sete dias e 15 dias após a infecção pelo vírus.

Um grupo controle, com mosquitos alimentados com sangue sem o vírus, também foi mantido. Cada mosquito foi dissecado para a extração do intestino e da glândula salivar, tecidos que representam barreiras ao desenvolvimento do vírus. Se a espécie não é vetor, em determinado momento o desenvolvimento do vírus é bloqueado pelo organismo do mosquito. No entanto, se ela é vetor, a replicação do vírus acontece, dissemina no corpo do inseto e acaba infectando a glândula salivar, a partir da qual poderá ser transmitido para outros hospedeiros durante a alimentação sanguínea, pela liberação de saliva contendo vírus. Segundo Constância, a partir do terceiro dia após a alimentação artificial, já foi possível detectar a presença do vírus nas glândulas salivares das duas espécies de mosquito investigadas. Após sete dias, foi observado o pico de infecção nessas glândulas.

Além da detecção do vírus nesses tecidos (intestino e glândula salivar), foram investigadas amostras de saliva expelida pelos mosquitos infectados. A carga viral encontrada nas duas espécies estudadas (Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus) foi similar.

Fiocruz Pernambuco, por Solange Argenta 

Fonte: AFN

Centro de Estudos vai abordar publicação de artigos em revistas internacionais

A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), traz em seu título o questionamento “Como escrever e publicar artigos em revistas internacionais?”

O tema será abordado pela pesquisadora do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, doutora Marina Temudo. O encontro acontece na sexta-feira, 11/8, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Segundo Claudia Ríos, Coordenadora do Centro de Estudos, e Vice-Diretora de Ensino, Comunicação e Informação do Instituto, “a palestrante falará sobre sua experiência como pesquisadora e sobre o processo contínuo de aprendizagem de escrita e publicação de artigos em revistas internacionais de alto impacto”.

Na ocasião, Marina Temudo abordará também temas relacionados a suas pesquisas, desenvolvidas no campo da agronomia política e ecologia política e humana, com abordagem interdisciplinar que inclui técnicas qualitativas e quantitativas. Seus trabalhos abrangem desde o uso da terra e mudanças na paisagem, até seguridade alimentar, conservação de agrobiodiversidade e conservação de recursos naturais indígenas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/ Fiocruz Amazônia

Novos membros do Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia são apresentados

Foram apresentados nessa segunda-feira (7/8), os novos membros do Conselho Deliberativo (CD) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), durante reunião ordinária do Conselho.

A Comissão Eleitoral apresentou os titulares e suplentes, representantes das áreas de Pesquisa, Ensino e Gestão da Fiocruz Amazônia, eleitos para o biênio 2017-2019.

A eleição ocorreu na última sexta-feira (4/8), e a apuração foi feita em seguida pela Comissão Eleitoral. A Comissão da eleição foi instituída e homologada pelo Conselho Deliberativo do ILMD/ Fiocruz Amazônia, por meio da Portaria número 018, de 19/6/2017, para organizar e coordenar os trabalhos relativos às eleições.

Foram eleitos na área da pesquisa: Priscila Aquino e Pritesh Lalwani, com 67,65% dos votos; Rodrigo Tobias e Fernando Herkrath, com 70,51%; Stefanie Lopes e Amandia Souza, com 58,82%; Ani Beatriz Matsuura e Maria Jacirema, com 79,41% dos votos válidos. Na área da gestão foram eleitos Helena Coutinho e Carlos Fabrício da Silva, com 91% dos votos; e no Ensino foram nomeados Aldemir Maquiné e Anízia Aguiar, com 100% dos votos válidos.

Ascom ILMD/ Fiocruz Amazônia

Pesquisa avalia o processo de trabalho das equipes de saúde no Brasil

Começaram as defesas da primeira turma de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

“Avaliação da atenção básica com foco no processo de trabalho das equipes de saúde através do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB – ciclo II)”, é o título da dissertação defendida por Bárbara Castro, sob a orientação da professora doutora, Rosana Parente.

O estudo avaliou a adequação do processo de trabalho das equipes de saúde do Brasil, através do PMAQ-AB, com base nos dados do segundo ciclo de avaliação do Programa, realizado no segundo semestre de 2014. Participaram da pesquisa 29.777 equipes de saúde distribuídas em 4.826 municípios brasileiros.

Segundo Bárbara Castro, seu interesse por estudos avaliativos na área da saúde foi despertado durante a vivência na Atenção Básica, enquanto participava de um programa de residência em saúde. “Essa experiência foi essencial neste processo de formação, para compreensão de como eram oferecidos os serviços de atenção à saúde da mulher, e como se articulavam com o sistema de saúde, de modo mais amplo”, explicou.

METODOLOGIA

O estudo pretende contribuir com a valorização da pesquisa, como ferramenta para fomentar a cultura da avaliação nos serviços de saúde e consequentemente subsidiar a tomada de decisões por parte dos trabalhadores, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), além de fortalecer a Atenção Básica como modelo de atenção à saúde e auxiliar na realização de novas pesquisas avaliativas no Brasil, com foco no trabalho das equipes de atenção básica. “Essa pesquisa poderá contribuir com as autoridades sanitárias, os profissionais de saúde, a sociedade, o meio acadêmico e, em especial, os usuários que poderão exigir qualidade no atendimento integral à sua saúde”, comenta Bárbara.

Para analisar a adequação do processo de trabalho das equipes foram consideradas características demográficas e indicadores de saúde dos municípios do país, como: região geopolítica, porte populacional, índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e Cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF); e, posteriormente, foram realizadas associações dessas variáveis com a adequação do processo de trabalho das equipes.

RESULTADOS

Os resultados da pesquisa revelaram grandes desigualdades no processo de trabalho das equipes de saúde entre as regiões brasileiras, com impactos significativos no acesso e na qualidade da atenção à saúde na Atenção Básica. “A estas desigualdades pode-se atribuir as especificidades locais, assim como também a forte influência do IDHM, porte populacional e cobertura da ESF. No que tange às regiões geopolíticas o Sudeste e o Nordeste apresentaram o melhor perfil de equipes adequadas, em contrapartida a região Norte e o Centro-Oeste apresentaram os piores resultados de adequação do processo de trabalho das equipes de atenção básica. As equipes com a maior proporção de adequação foram encontradas em municípios de elevado porte populacional”, destacou a pesquisadora.

A análise aponta que o processo de trabalho das Equipes de Atenção Básica (EAB) é incipiente, fragmentado, desarticulado e que os entraves para a consolidação da Atenção Básica estão impregnados no contexto de saúde brasileiro. Embora o PMAQ-AB tenha sido instituído com o intuito de garantir um padrão de qualidade assistencial a nível local, regional e nacional, trata-se de uma pesquisa cuja avaliação é realizada com base num padrão de assistência defina pelas políticas nacionais do Ministério da Saúde (MS), sendo reproduzida nos mais diversos contextos de saúde do país.

“No cotidiano do serviço de uma unidade básica de saúde da família pude observar algumas condições estruturais, assistenciais, e inclusive o processo de trabalho da equipe, que comprometiam a continuidade do cuidado e a qualidade da assistência. O serviço contava com a atuação de uma equipe multiprofissional, mas pouco se visualizava a integração destes profissionais no cuidado a saúde dos indivíduos. Era intensa a hegemonia médica nas ações em saúde que deveriam ser em equipe, além das amplas relações de poder”, conclui Bárbara Castro.

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA é um programa de mestrado do ILMD/Fiocruz Amazônia, que tem por objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia;  planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

As defesas ocorridas no âmbito dos programas do ILMD/Fiocruz Amazônia são abertas ao público. Outras defesas do PPGVIDA devem ocorrer ao longo deste segundo semestre.

Acompanhe programação de defesas aqui.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes