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Centro de Estudos abordará prevalência de bactéria causadora da meningite meningocócica em populações indígenas do Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 11/5, a partir de 9h, na sala de aula 2, prédio anexo da Instituição, a palestra “Investigação da infecção subclínica de Neisseria meningitidis em populações indígenas do Amazonas”, a ser ministrada pela pesquisadora, Kátia Maria da Silva Lima, Tecnologista do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS/ILMD Fiocruz Amazônia).

O estudo que será apresentado faz parte dos resultados da tese de doutorado da pesquisadora. “Nosso objetivo foi estudar a prevalência da infecção assintomática por Neisseria meningitidis, bactéria que causa a meningite meningocócica (tipo C). Estudamos a prevalência dessa bactéria nos indígenas assintomáticos, ou seja, aqueles indígenas que não estão com a doença, mas que ao fazermos a coleta na nasofaringe, identificamos a presença da bactéria”, explicou.

A meningite meningocócica é um tipo de meningite bacteriana que é causada pela bactéria Neisseria Meningitidis. Para a pesquisadora, o estudo possui grande importância ao identificar a prevalência da bactéria entre os indígenas, por ser uma população que reside em lugares de difícil acesso, longe de laboratórios e hospitais que possam dar uma assistência adequada para casos de meningite.

Segunda Kátia, a pesquisa possibilitou o levantamento de dados secundários sobre a doença em populações indígenas no Amazonas, além de importantes informações sobre a cobertura vacinal, através da carteira de vacinação dos indígenas, visando entender um pouco mais a epidemiologia da doença nessas áreas. Participaram da pesquisa três aldeias indígenas de etnias diferentes: Mura, Munduruku e Mura Pirahã.

SOBRE A PALESTRANTE

Katia Lima é doutora em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia, graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente é Tecnologista do ILMD/ Fiocruz Amazônia. Possui experiência na área da Saúde Pública, com ênfase em Análise das Condições socioambientais e Saúde na Amazônia, atuando principalmente nos seguintes temas: Políticas de Saúde, Saúde Indígena, Meningite, Leptospirose.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Evento na Fiocruz Amazônia aborda infecção fúngica negligenciada no Amazonas

Pneumologistas, infectologistas, biomédicos, biólogos, profissionais da área da saúde e estudantes de graduação e pós-graduação participaram na última sexta-feira (20/10) do “I Encontro de Criptococose em Pacientes Imunocompetentes – Manaus/AM”. O evento foi promovido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), organizado pelas pesquisadoras da Instituição, Joycenea Matsuda, Ormezinda Fernandes, e Ani Beatriz Matsuura.

Segundo a coordenadora do encontro, Joycenea Matsuda, o objetivo principal do evento foi reunir profissionais da saúde pública para discutir sobre a doença negligenciada, e propor iniciativas que auxiliem na criação de programas que possam orientar melhor os pacientes no Amazonas. “A ideia inicial era organizar com várias instituições, profissionais de saúde para tentar dar início a um ciclo de debates sobre os problemas dessa doença, que ocorre no nosso Estado”, explicou.

Durante palestra, a médica e pesquisadora do Laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Márcia dos Santos Lazéra, apresentou um panorama da Criptococose no Brasil. Ainda na ocasião, houve mesa-redonda sobre Cryptococcus sp. e Criptococose no Amazonas, e relatos de casos.

“Essa micose é na verdade uma infecção fúngica, que entra pelo organismo humano através da respiração, da mesma maneira como a tuberculose, se instala nos pulmões e pode progredir para outras áreas do corpo. Essa é uma realidade que precisa ser conhecida”, destacou a pesquisadora.

Márcia Lazéra avaliou de forma positiva o evento. “Foi uma proposta muito feliz do grupo das diversas instituições que trabalham com doenças infecciosas aqui no Estado do Amazonas. Foi uma percepção muito boa, que nasceu de uma necessidade de uma situação que já ocorre na Amazônia”.

SOBRE A CRIPTOCOCOSE

A criptococose é uma doença infecciosa causada por um fungo, Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii, levando a uma micose sistêmica, pode acometer o homem e mamíferos domésticos. São leveduras encapsuladas podendo causar pneumonia ou meningoencefalite. Estão presentes, principalmente, no solo contaminado por excretas de aves.

Matsuda destacou que é importante difundir os conhecimentos sobre a criptococose, uma vez que os sintomas podem assemelhar-se com outras doenças. “A imagem que o fungo ocasiona no pulmão é semelhante a imagem do câncer. Muitos casos de Criptococose são confundidos com outras doenças”, disse.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Fotos: Eduardo Gomes

 

Centro de Estudos do ILMD promove palestra sobre divulgação científica e popularização da ciência

Com o objetivo de mostrar os principais cenários, diálogos de dificuldades e oportunidades, e como pode ser feito o trabalho de divulgação científica e popularização da ciência, a partir das mídias existentes e do papel social que as instituições de pesquisa devem exercer, a palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), terá como tema: “Divulgação científica e popularização da ciência: responsabilidade social”.

O assunto será abordado pelas pesquisadoras, Maria Olívia Simão, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pela jornalista, Cristiane Barbosa, doutoranda em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa (UFP/Portugal), nesta sexta-feira, 23/6, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Para Maria Olívia, a comunicação do que se faz nos laboratórios precisa chegar até a comunidade. Ela destaca que a sociedade é quem subsidias as pesquisas com o pagamento de impostos, principalmente na área da saúde que é um dos temas que mais desperta interesse da população.

Sobre a oportunidade de falar a respeito desta temática na programação do Centro de Estudos, a pesquisadora ressalta a importância desta sensibilização como parte da formação acadêmica. “Esse espaço tem como público prioritário os alunos de pós-graduação e iniciação científica, então é importante que eles recebam na formação essa sensibilização, para que cheguem no mercado como profissionais mais aptos a lidar com essa realidade”, enfatizou Simão.

PIONEIRISMO

Visando oferecer formação profissional e acadêmica na área de divulgação e jornalismo científico em saúde na Amazônia, capacitar para os processos gerais e técnicas, e aprofundar a reflexão sobre divulgação e jornalismo científico em saúde, com ênfase no contexto Amazônico, o ILMD/Fiocruz Amazônia, já formou duas turmas do curso de especialização em Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde na Amazônia.

O curso foi realizado pela Fiocruz Amazônia e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz RJ), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (SECTI-AM).

Participaram da especialização aproximadamente 60 profissionais com formação em comunicação social e áreas afins, atuantes na mídia local e assessores de comunicação das Instituições de Ensino e Pesquisa; bem como profissionais de outras áreas com experiência na temática da Divulgação Científica na Amazônia.

SOBRE AS PALESTRANTES

Maria Olívia Simão é doutora em Biologia de Água Doce e Pesca Interior, e mestre em Entomologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Foi Secretária Executiva Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas, Diretora Técnico Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e Diretora Presidente da FAPEAM.

Cristiane Barbosa é doutoranda em Ciências da Informação pela Universidade Fernando Pessoa (UFP/Portugal), Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela UFAM, especialista em Jornalismo Científico e Divulgação Científica em Saúde da Amazônia pelo (ILMD/Fiocruz Amazônia) e em Marketing Empresarial pela UFAM.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

 

 

Palestra vai abordar pesquisa clínica em envenenamentos por animais no Amazonas

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) oferece nesta sexta-feira 5/5, às 9h, a palestra “Pesquisa clínica em envenenamentos por animais no Estado do Amazonas”, a ser ministrada pelo Dr. Welton Monteiro, professor do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do ILMD/Fiocruz Amazônia, e pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

O objetivo é apresentar os recentes estudos, aspectos clínicos, epidemiológicos e terapêuticos dos envenenamentos por serpentes e outros animais peçonhentos. Na ocasião, o pesquisador vai falar sobre planejamento de estudos observacionais aplicados ao estudo da carga e de fatores associados aos envenenamentos, planejamento de estudos de prognóstico e estudos de intervenção aplicados à prevenção e terapêutica dos envenenamentos, e manejo dos envenenamentos baseado em evidências.

SOBRE O PALESTRANTE

Wuelton Monteiro é graduado em Farmácia-Bioquímica e mestre em Análises Clínicas pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), doutor em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas (UFAM). Em 2016, foi credenciado como docente do curso de mestrado em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Atualmente é pesquisador da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), onde atua na Gerência de Malária, desde 2011. É também professor adjunto da disciplina de Epidemiologia dos cursos de Graduação em Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Wuelton é coordenador, membro do corpo docente permanente e professor das disciplinas de Epidemiologia, Bioestatística, Acidentes por Animais Peçonhentos e Diagnóstico Laboratorial das Parasitoses Humanas, dos cursos de mestrado e doutorado em Medicina Tropical, da UEA/FMT-HVD. A

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

A palestra ocorrerá no Salão Canoas, auditório do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Foto: Divulgação

 

Febre Amarela: até 9 milhões de doses da vacina por mês

O Instituto Tecnológico em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, é o maior produtor mundial da vacina contra a febre amarela. Bio-Manguinhos é também o principal fornecedor de vacinas do Ministério da Saúde e sua produção é feita a partir da previsão anual do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em situações de rotina, a produção mensal da vacina de febre amarela em Bio-Manguinhos é de 4 milhões de doses. Em função do aumento da demanda e da priorização por este insumo, atualmente a produção está em 6 milhões de doses. O Instituto, no entanto, tem capacidade para produzir 9 milhões de doses por mês, o que representam 108 milhões anuais.

As vacinas produzidas em Bio-Manguinhos são transportadas em caminhões frigoríficos para o Centro Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), permanecendo em câmaras frias até a aprovação dos lotes de vacinas e diluentes pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). Uma vez liberados os lotes, o Cenadi os envia em caixas térmicas para as coordenações estaduais de Saúde, que por sua vez encaminham para as centrais regionais, onde as vacinas ficam armazenadas. Então os representantes dos postos de vacinação retiram a quantidade necessária para um determinado período na região em que atuam.

Até quarta-feira (29/3) foram confirmados 574 casos de febre amarela no país. Ao todo, foram notificados 1.987 casos suspeitos, sendo que 487 permanecem em investigação e 926 foram descartados. Dos 282 óbitos notificados, 187 foram confirmados, 71 ainda são investigados e 24 foram descartados.

A vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina a vacinação não ocorre em todos os municípios. Além das áreas com recomendação, neste momento também estão sendo vacinadas de forma escalonada as populações de Rio de Janeiro e Espírito Santo. As pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida.

Desde o início deste ano o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 20,6 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (7,5 milhões), São Paulo (4,7 milhões), Espírito Santo (3,6 milhões), Rio de Janeiro (3,3 milhões) e Bahia (1,4 milhão). Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 4,1 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da Federação.

Fonte: AFN, por Ricardo Valverde