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Inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente devem ser feitas até 31 de julho

Professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), têm até o dia 31 de julho para inscrever projetos na 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As inscrições encerram às 17h (horário de Brasília).

Os trabalhos inscritos devem abordar as temáticas saúde e meio ambiente e podem ser desenvolvidos nas seguintes modalidades: Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. Para mais informações sobre as modalidades, CLIQUE.

Acesse AQUI ao regulamento da 9ª. Obsma.

A Obsma é um projeto da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), criado em 2001.  Sua finalidade é estimular a realização de ações e atividades educativas voltadas para os temas transversais de Saúde e de Meio Ambiente, permitindo aos professores ressignificarem  suas práticas docentes e animar os estudantes  a se aproximarem do conteúdo pedagógico, tudo isso sob um olhar voltado para realidade local.

Nesta edição, a Olímpiada além de motivar professores e alunos a refletirem sobre questões relacionadas à saúde, ao meio ambiente e suas interfaces com a educação,  ciência e tecnologia (C&T), também tem como finalidade  divulgar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  (ODS),  que são resultados de debates e negociações globais para a composição da agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável de 2015, a Agenda 2030.

INSCRIÇÕES

As inscrições para a 9ª. Obsma serão recebidas até às 17h (horário de Brasília), do dia 31 de julho 2018. Depois de inscritos, os professores têm que enviar o material original, via Correios, até o dia 31 de agosto de 2018.

Para se inscrever, o professor deve estar cadastrado no site da Obsma, www.olimpiada.fiocruz.br . Vale ressaltar que, se o trabalho for orientado por mais de um professor, deve ser escolhido apenas um representante para efetuar a inscrição.

O material a ser enviado pelos Correios (textos, documentos, fotografias, vídeos, pendrives, CDs, DVDs etc.) deve ser remetido para o endereço da Coordenação Regional da Obsma, correspondente ao Estado de origem da escola participante.

PRÊMIO ANO OSWALDO CRUZ

Na sua 9ª edição a Obsma irá premiar um trabalho que tenha utilizado como referência bibliográfica artigos, capítulos, livros, teses, dissertações e outros recursos educacionais produzidos pela Fiocruz.

Para concorrer, o professor deve informar as fontes consultadas.

COORDENAÇÕES

A coordenação nacional da Obsma fica no Rio de Janeiro- RJ. As coordenações regionais estão assim distribuídas:  Regional Centro-Oeste (atende ao DF, GO, MS, MT, TO); Regional Minas/Sul (MG, PR, RS, SC); Regional Nordeste I (CE, MA, PB, PE, PI, RN); Regional Nordeste II (AL, BA, SE); Regional Norte (AC, AP, AM, PA, RO, RR); e Regional Sudeste (ES, RJ, SP).

O endereço de cada coordenação regional está disponível no site da Obsma, ou clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: divulgação

Inscrições para o PPGVIDA alteradas para os dias 10 e 11 de julho

A coordenação do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), alterou o período de inscrição para aluno especial.

As inscrições estarão abertas nos dias 10 e 11 de julho. A mudança foi necessária devido a problemas técnicos no endereço eletrônico para envio de documentação.

A republicação do edital e demais informações sobre o processo seletivo encontram-se na  Plataforma SIGA, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 23 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Divulgado o resultado do processo seletivo para iniciação científica da Fiocruz Amazônia

A coordenação do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o resultado do processo seletivo para bolsas de iniciação científica.

Foram selecionados 28 estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).  Acesse aqui o resultado.

Os candidatos aprovados devem entregar documentação até o dia 11 de julho, na secretaria do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis. Dúvidas podem ser encaminhadas  para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de 1º.  de agosto de 2018 até 30 julho de 2019, com possibilidades de renovação.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

As bolsas são pagas diretamente aos bolsistas, mediante depósito mensal em conta bancária. O valor da mensalidade é estipulado pelo Conselho Diretor da Fapeam e pela Fiotec, conforme a vinculação da bolsa.

ILMD/Fiocruz Amazônia por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

PPGBIO-Interação abre inscrições para aluno especial

A Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), informa que o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) recebe nos dias 5 e 6 de julho inscrições para candidatos externos.

As disciplinas ofertadas, o formulário de inscrição, o edital e demais informações estão disponíveis na Plataforma SIGA, em : http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127. Acesse a Plataforma por meio do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER:

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

SOBRE O CURSO

O PPGBIO-Interação é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Para mais informações sobre o curso, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Curso de mestrado PPGVIDA aumenta vagas para candidatos externos

Aumentou o número de vagas para candidatos externos  a disciplinas do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

São mais 10 vagas ofertadas com a entrada da disciplina Epidemiologia II, ou seja, agora o processo seletivo oferece no total 53 vagas.

As inscrições podem ser feitas hoje e amanhã (4 e 5/7). O edital e demais informações sobre o processo seletivo encontram-se na  plataforma SIGA, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

 

Alterada a data para inscrição de aluno especial do mestrado PPGVIDA

As inscrições para candidatos externos do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram alteradas para os dias 4 e 5 de julho.

Acesse aqui a Republicação da Oferta de Vagas para Aluno Especial.

Estão sendo oferecidas 43 vagas, distribuídas em 4 disciplinas. As inscrições devem ser feitas por meio da plataforma SIGA em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120.

Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

Para mais informações sobre disciplinas oferecidas, documentação e inscrição acesse o edital.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Condições de vida e saúde em unidade de conservação será tema do Centro de Estudos do ILMD

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 20/6, a partir de 9h, na Sala 101, 1º andar, na sede do Instituto, a palestra “Condições de vida e de saúde no contexto de uma unidade de conservação ambiental de uso sustentável na Amazônia brasileira”, a ser ministrada por Marcílio Sandro de Medeiros, pesquisador da Fiocruz Amazônia.

A palestra abordará as condições de vida e saúde de ribeirinhos, no âmbito de unidade de conservação ambiental de uso sustentável na Amazônia brasileira. O baixo envolvimento dos ribeirinhos em relação ao controle social e ao apoio comunitário, e as possíveis conseqüências de problemas na interação biocomunal e política serão alguns dos tópicos abordados na apresentação.

O intuito é promover o debate sobre como o Estado brasileiro tem estruturado a política de áreas protegidas e assegurado os bens e serviços sociais, em especial aqueles relacionados ao acesso dos serviços públicos de saúde às populações ribeirinhas, nesses territórios.

SOBRE O PALESTRANTE

Marcílio é Doutor em Direitos Humanos, Saúde Global e Políticas da Vida em co-tutela pelo Instituto Aggeu Magalhães da Fundação Oswaldo Cruz e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

É pesquisador na área de saúde e ambiente da Fiocruz Amazônia. Atua nas seguintes subáreas da Saúde Coletiva: atenção à saúde dos povos dos campos, florestas e águas, vigilância da saúde ambiental, sistema de informação e magistério do ensino superior.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e as atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Arquivo do Pesquisador

Curso de mestrado da Fiocruz Amazônia oferece vagas para candidatos externos

O curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) está oferecendo para o segundo semestre deste ano 43 vagas para interessados em cursar disciplinas como aluno especial.

As inscrições podem ser feitas nos dias 2 e 3 de julho, por meio da plataforma SIGA em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

Para mais informações sobre disciplinas oferecidas, documentação e inscrição acesse o edital.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Estudo da Fiocruz Amazônia aponta que municípios amazonenses precisam potencializar seu protagonismo nas demandas de saúde

Municípios do Amazonas precisam superar a relação de dependência do Estado em relação à atenção primária à saúde (APS) e à rede de urgência e emergência (RUE), é o que aponta estudo de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O estudo publicado na Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil sugere que os municípios amazonenses precisam potencializar seu protagonismo e cumprir seus papéis na gestão das redes, instituindo um planejamento capaz de fortalecer a atenção primária à saúde, de reduzir as desigualdes e de dar respostas adequadas às necessidades de saúde de suas localidades.

Sob o título “Rede regional de saúde no contexto Amazônico: o caso de Manaus, entorno e Alto Rio Negro”, o artigo que tem como autores Amandia Braga Lima Sousa, Luiza Garnelo, Paulo Henrique dos Santos Mota, e Aylene Bousquat, analisou, a partir  das falas de gestores e profissionais de saúde,  as dimensões da política, estrutura e organização na construção das redes de atenção à saúde (RAS) em Manaus, Careiro da Várzea e São Gabriel da Cachoeira.

“O estudo demonstra que há um fraco protagonismo dos municípios na gestão das políticas de saúde e, em particular na política de regionalização em saúde, que foi o que analisamos mais diretamente”, destaca Luiza Garnelo.

No Brasil existem marcantes desigualdades regionais, que se expressam social e economicamente, explica Amandia Sousa. Na região amazônica, isso se sobressai diante de um contexto histórico, que concentrou recursos econômicos e populacionais em alguns pontos da região que contrastam das demais localidades, marcadas pelo isolamento, rarefação e ausência de políticas públicas, inclusive de saúde.

Um exemplo dessa realidade é Manaus que concentra 53,3% dos leitos de internação, 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 94,7% da urgência e emergência do Estado, 76,1% dos profissionais médicos e 100% dos aparelhos de tomografia e ressonância magnética, o que obriga os usuários a se deslocarem para a capital, até mesmo para realização de exames simples e consultas com especialistas, que não existem nos municípios menores.

O QUE PODE SER FEITO?

Luiza Garnelo dispõe o problema e seus encaminhamentos em dois níveis: setorial, e suprassetorial.  O nível setorial, situa-se no âmbito do sistema de saúde e implica na promoção de qualificação dos gestores e assessores, para ampliar seus domínios dos processos de gestão e do manejo de ferramentas de planejamento estratégico, para otimizar o uso dos recursos já disponíveis e definir prioridades, conforme as regionais, além de gerar pauta de reivindicações a serem negociadas junto aos governos estadual e federal,  para investimentos em informatização, em rede de serviços de saúde e contratação de pessoal (de execução e de gestão das ações de saúde), visando facilitar o aprimoramento da capacidade gestora dos municípios e dar continuidade às ações estratégicas, mesmo diante da mudança de gestores, o que costuma ocorrer pós processos eleitorais.

O nível suprassetorial encontra-se num plano mais amplo da transparência de gestão e democratização das relações sociais e da tomada de decisão,  o que requer a ampliação da capacidade técnica de gestão e do protagonismo dos entes a partir do comprometimento político dos dirigentes com a descentralização do poder, com uma distribuição mais igualitária dos recursos, para as necessidades dos grupos mais vulneráveis da sociedade.

“Parlamentares, dirigentes institucionais e líderes da sociedade civil precisam se unir para lutar por adicionais de financiamento em saúde, para lidar com as peculiaridades das condições sociais e ambientais amazônicas, que encarecem o custo dos procedimentos e de pessoal de saúde, e que hoje não estão contemplados na política de custeio do SUS”, sugere Luisa Garnelo.

A PESQUISA

Dentre as regiões de saúde do Amazonas, Manaus, entorno e Alto Rio Negro destacam-se por reunir mais de 60% da população do Estado, e por evidenciar o contraste entre a tentativa de construção de estratégias capazes de uma maior distribuição dos serviços e a concentração destes na capital, perpetuando a concentração dos recursos de saúde em Manaus, o que vai na contramão de uma proposta de regionalização.

Os municípios estudados foram selecionados segundo alguns critérios: Manaus, por ser polo de saúde da região; São Gabriel da Cachoeira, por ser o município mais distante do polo e por apresentar população e número de serviços de saúde intermediários para a região; e Careiro da Várzea, por ser próximo a Manaus, mas não acessível por via terrestre e, por dispor de pequeno número de estabelecimentos de saúde e habitantes.

O estudo demonstrou uma prioridade significativa para os cuidados em urgência em detrimento da construção de uma atenção primária em saúde, especialmente no que diz respeito à sua atuação enquanto coordenadora do cuidado, o que seria essencial por serem regiões rurais com características específicas, que demandam um alto custo para saúde com agravamento dos casos. Além disso, a Telessaúde foi avaliada positivamente pelo seu potencial na região.

Os critérios analisados foram as dimensões da política, estrutura e organização de estabelecimentos, e ações de saúde, aprofundando a observação sobre dois elementos essenciais dentro das redes de atenção à saúde (RAS):  a atenção primária à saúde (APS), devido ao seu papel de porta de entrada e coordenação do sistema, e a rede de urgência e emergência (RUE), por seu papel estruturante na construção das redes de atenção na região.

Acesse aqui o artigo na integra.

A pesquisa revela ainda que por se tratar de uma região com questões históricas, geográficas, sociais e culturais específicas, as políticas pensadas para a Amazônia, no âmbito federal, necessitam de contrapropostas locais que sinalizem a melhor forma de implantação,  de acordo com as demandas específicas. Neste sentido, há necessidade da regionalização e da construção de redes de atenção à saúde como potencialidades para diminuir as desigualdades e as concentrações no âmbito dos recursos de saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: divulgação

Fundação Bill and Melinda Gates anuncia na Fiocruz financiamento para eliminar malária

“Uma possibilidade de cura radical para a malária, através da combinação de um novo medicamento em uma única dose, com um diagnóstico que garante que o tratamento é adequado para a pessoa”, foi assim que a CEO da Fundação Bill and Melinda Gates, Sue Desmond-Hellmann, definiu o tratamento que está sendo testado pelo Instituto Elimina, um consórcio de cerca de trinta organizações – que incluem o Ministério da Saúde, a Fiocruz e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “É medicina de precisão sendo usada para populações mais pobres”, destacou.

Sue esteve pela primeira vez no Brasil como CEO da Gates e visitou a Fiocruz, na última terça-feira (19/6), para anunciar um investimento de US$ 600 mil (cerca de R$ 2,2 milhões) para acelerar os esforços para eliminação da malária no Brasil. Além disso, Sue e sua equipe participaram de reuniões e visitas a projetos da Fiocruz já apoiados pela Fundação.

A tafenoquina é a primeira nova droga em 60 anos contra a malária causada por P. vivax, tipo prevalente em 90% dos casos no Brasil, e reduz o tratamento contra recaídas para um único dia. Atualmente, o tratamento dura de 7 a 14 dias. No entanto, tanto o atual quanto o novo tratamento apresentam riscos para cerca de 5% da população, uma vez que sua interação com a a enzima G6PD, uma condição genética, pode causar efeitos colaterais nestes pacientes, como anemia e até morte. Por isso, o diagnóstico preciso sobre a presença da enzima é essencial para determinar qual tratamento é adequado para cada paciente.

A dose única, por outro lado, tem um papel importante nos esforços para a eliminação. A redução facilita que as pessoas completem o tratamento, evitando a recaída. Como a recaída é a principal forma de contaminação na Amazônia, onde a malária é endêmica no Brasil, é prioritário preveni-la. Além disso, a incidência da doença tem um histórico de altos e baixos, e um único caso incubado é potencialmente responsável pela ressurgência da epidemia, explica Marcus Lacerda, pesquisador chefe do Instituto Elimina.

É o que estamos vivendo agora nas Américas, uma ressurgência após uma década de queda. Toda a região registrou aumentos da malária no último ano – no Brasil, os casos cresceram 50%. A atual crise de saúde pública na Venezuela resultou num grande aumento de casos dentro do país, o que gera mais preocupações para as fronteiras de toda a América Latina. De acordo com os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados 216 milhões de casos de malária no mundo e 445 mil mortes em 2016.

Lacerda esclarece que as causas do retorno da doença não são totalmente claras e podem ser influenciadas por muitos fatores. No entanto, o desinvestimento e o desmantelamento de programas após o controle da doença são citados como fatores que contribuem para que ela retorne ainda pior. “Por isso, precisamos entender a importância de eliminar a malária”, defendeu Cássio Peterka, representante do Ministério da Saúde e do Programa Nacional contra Malária.

O pesquisador também defende que se passe do controle à eliminação como meta. Apesar de parecer inalcançável, ele acredita que este objetivo pode ser atingido em alguns anos, com esforços e investimentos para tal. “Já reduzimos muito o mapa da malária”, lembrou o pesquisador, ao demonstrar que em 1950 a doença era endêmica em quase todo território nacional e agora está concentrada apenas na região amazônica. Na semana passada, o Paraguai foi declarado um país livre de malária pela OMS. É o segundo país do continente a conseguir esse reconhecimento. Cuba está livre da doença desde 1973.

“O Brasil está em uma excelente posição para liderar outros países nos esforços para eliminar a malária”, ressaltou a CEO da Fundação Gates. “Trabalhando em colaboração com o Ministério da Saúde, a Fiocruz e outros parceiros importantes, nosso objetivo é encurtar substancialmente o tempo necessário para disponibilizar novos tratamentos e testes para a malária”, afirmou ainda. A expectativa é que o tratamento esteja aprovado para ser utilizado já em 2019.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima também comemorou a parceria entre as duas instituições, que já dura mais de uma década, e destacou a importância do nosso Sistema de Saúde (SUS) na luta contra a malária e outros problemas de saúde. “É importante pensar o SUS como a principal inovação em saúde, tanto na dimensão tecnológica como social”, afirmou Nísia. Para a presidente, a medicina personalizada abre novas perspectivas de tratamento, mas também traz o risco de gerar novas desigualdades. Por isso, iniciativas em saúde pública são importantes. “Quando falamos de malária, não se trata mais de uma doença negligenciada, mas sim de uma população negligenciada”, definiu Nísia.

Apoio à inovação

Outro foco da visita da Sue Hellmann à Fiocruz foi o acompanhamento de projetos co-financiados pela Fundação. A cooperação entre as duas instituições teve início em 2008 e incluiu temas como tuberculose, vacinas e outros temas de saúde pública. Ela também aproveitou para conhecer o campus de Manguinhos e o Castelo da Fiocruz, pelo qual se encantou. “Estou muito impressionada com a Fiocruz e com a história de Oswaldo Cruz. Como cientista, eu amo a ciência e nada melhor do que um castelo para celebra-la”, afirmou Sue.

Na parte da manhã, a equipe da Fundação Gates teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o criadouro de mosquitos Aedes aegypti com o método Wolbachia e alguns resultados da iniciativa World Mosquito Project (WMP) no Brasil. O programa está presente em 12 países e é financiado pela Fundação Gates.

O método permite a redução da incidência de doenças cujo transmissor é o Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, através da introdução de mosquitos com a bactéria Wolbachia em ambientes com alta prevalência de mosquitos. Foi comprovado que, quando a bactéria está presente no mosquito, estes vírus não se desenvolvem bem, reduzindo a sua transmissão. Além disso, o método tem sustentabilidade comprovada, já que a bactéria é transmitida naturalmente da fêmea para seus descendentes.

No Brasil, o método ganhou escala após uma fase piloto devido à necessidade de resposta rápida as crises de zika, chikungunya e dengue no Rio de Janeiro e em Niterói. Em novembro de 2016 teve início a expansão em larga escala para 28 bairros de Niterói, que abrangem 270 mil pessoas. Atualmente, em Niterói, 13 bairros recebem a segunda rodada de liberação de mosquitos. No Rio de Janeiro, a liberação em larga escala começou em de agosto de 2017, com a previsão de atingir 90 bairros, nos quais vivem 2,5 milhões de habitantes. Na etapa atual, 28 bairros do Rio de Janeiro, com 886 mil habitantes, recebem os mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia.

Alguns projetos contemplados pelo Grand Challenges, co-financiado pela Fundação Gates, também forma apresentados. O Grand Challenges é uma série de iniciativas que promovem a inovação para resolver os principais problemas globais de saúde e desenvolvimento. No Brasil, foram lançadas duas chamadas para o desafio, em 2013 e 2014, com o tema saúde materno-infantil e 21 projetos foram contemplados. Em 2018, duas novas chamadas foram lançadas e os projetos estão em análise.

Na parte da manhã, a equipe da Fundação Gates teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o criadouro de mosquitos Aedes aegypti com o método Wolbachia

Selecionado na primeira chamada, o projeto de José Simon, professor e pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), busca desenvolver um leite humano enriquecido com o próprio leite humano. Para isso, criou-se um leite humano congelado e desidratado (liofilizado) que pode melhorar a nutrição de recém-nascidos com muito baixo peso, ou seja, bebês que nascem com menos de 1500g. O projeto deve lançar seus primeiros resultados em breve na revista Plos. As evidências indicam que o método é seguro, de baixo custo e fácil de ser implementado em na rede de bancos de leite do Brasil. A partir de agora, a pesquisa deve iniciar sua fase de testes clínicos.

Outro projeto apresentado foi a coorte dos 100 milhões de brasileiros, do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz). A pesquisa trabalha com grandes bases de dados, como o Cadastro Único para programas sociais, para analisar como políticas públicas sociais, como o Bolsa Família, podem interferir em variáveis de saúde, como mortalidade infantil. A importância desse projeto é que ele provê uma escala muito maior para pesquisas, além de possibilitar recortes em subpopulações e múltiplas interações.

O Cidacs/Fiocruz participou de uma chamada do Grand Challenges Brasil como provedor de dados, disponibilizando a Coorte de 100M Sinasc-SIM. Além disso, ele é um exemplo de boas práticas de proteção de dados para pesquisas em saúde no país, podendo se tornar referência após a aprovação de uma legislação de dados pessoais no país. Atualmente, estão em discussão no país dois projetos de lei para regular esse tema, que se encontra em um vazio legal. “A Fiocruz tem a possibilidade de assumir esse papel de guardiã e curadora de um patrimônio de dados em saúde”, explicou Maurício Barreto, pesquisador do projeto.

Agência Fiocruz de Notícias, por Julia Dias.
Fotos: Pedro Linger