COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
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Oficina de Redação Científica traz abordagem reflexiva e crítica para a produção de artigos científicos
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia realizou, ao longo de três dias (11, 12 e 13/03), a Oficina de Redação Científica, ministrada pelo professor e pesquisador Gilson Luiz Volpato. O curso foi uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO), com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e integrou a programação de Abertura do Ano Letivo 2024 da instituição. Com mais de 120 inscritos, a oficina deu a oportunidade aos participantes de se aprofundarem nos conceitos lógicos da redação científica, tendo como base o conhecimento acerca do tema proposto para pesquisa e as possíveis formas de reflexão crítica que levam autor (ou autores) a escrever sobre um determinado assunto. Para Volpato, “redação científica é conversa entre cientistas”, permite a expressão de pensamentos e a contestação, estando diretamente envolvida com o processo de formação nos cursos de Mestrado e Doutorado.
A pesquisadora da Fiocruz Amazônia Priscila Aquino, coordenadora do PPGBIO-INTERAÇÃO, considerou a oficina um momento oportuno e positivo de aprimoramento para os alunos no sentido de permitir a eles um contato próximo com um especialista na área de Redação Científica e entender um pouco mais sobre a construção de projetos e artigos científicos. “Esses diferentes temas ajudaram os alunos a terem uma visão mais ampla e, ao mesmo tempo, crítica sobre itens que muitas vezes não são trabalhados internamente em algumas disciplinas, a não ser aquelas específicas como a de Redação Científica”, observou Priscila, ressaltando a excelente adesão dos alunos à iniciativa e a importância da oficina para o planejamento estratégico do PPGBIO-INTERAÇÂO e às avaliações quadrienais do curso pela CAPES.
Com quase 40 anos de atuação na área, Gilson Volpato explica que a oficina ressalta a importância do pensamento científico para a construção do artigo, consubstanciando as bases sobre publicação científica, a estrutura lógica de um texto científico, as estratégias para a construção de projetos de pesquisa científica, as estratégias de planejamento para a redação de artigos científicos, a estruturação de todas as partes de um artigo científico e a escrita científica em si. Segundo ele, os ensinamentos são provocativos e proporcionam aos discentes maior autonomia, flexibilidade e força argumentativa na construção de seus artigos científicos dentro da diversidade das exigências do trabalho.
“No Brasil, temos focos de excelência na produção de artigos científicos, o que não reflete a realidade do País, mas serve como ponto de reflexão. Tudo que disse sobre redação científica não vem de costumes, nem de vícios de área, vem, sim, da Ciência. Mostro para eles que não existem Ciências, existe Ciência; que não existem métodos, e sim um método, utilizando para isso os sete pilares referenciais para a construção de um projeto ou artigo científico”, salientou Volpato, acrescentando que não adianta se basear no que a maioria faz.
“A Ciência nos diz, por exemplo, que se construirmos um texto científico no modo impessoal, assumimos que qualquer pessoa que ler aqueles dados vai concluir o mesmo que os autores, o que não é verdade. Se a pessoa não sabe conversar sobre o seu tema de pesquisa com outros cientistas, ela tem um problema sério. Se não sabem escrever é porque não estão pensando corretamente”, pondera Volpato. Segundo ele, a oficina não é um curso técnico de redação e é oferecida em diferentes versões para alunos de cursos de pós-graduação em todo o País.
OPORTUNIDADE
Além dos discentes dos cursos de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, a oficina do PPGBIO-INTERAÇÂO abriu espaço também para os alunos de Iniciação Científica. Nelson Lima Luz, estudante de Biologia e bolsista de IC do ILMD/Fiocruz Amazonia, foi um dos que aproveitaram a oportunidade. “É uma excelente oportunidade que a instituição oferece de estarmos adquirindo mais conhecimentos, com a oficina do professor Gilson, que é espetacular. Ele enfatiza muito que nos tornarmos bons pesquisadores fazendo boas produções textuais e daqui espero levar essa experiência para a vida enquanto pesquisador”, afirmou o bolsista.
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), a enfermeira Marisa Machado disse que a oficina superou as expectativas. “O professor Volpato trouxe uma abordagem crítica que nos permitiu uma reflexão, sobre regras e métodos. Ele te instiga a refletir e está sendo superconstrutivo, com ideias que, às vezes, falta no nosso cotidiano, até mesmo na academia”, admitiu Marisa. A oficina também contou com exercícios práticos de escrita e montagem, com os alunos utilizando os próprios trabalhos.
REFERÊNCIA
Com pós-doutorado pelo Institute of Animal Sciences, na Agricultural Research Organization (Israel), doutorado e mestrado em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp – Rio Claro), e graduação em Ciências Biológicas (Unesp – Botucatu), Gilson Volpato em paralelo aos trabalhos de pesquisa na área de fisiologia e comportamento animal, empenhou-se ao ensino da Redação Científica, tendo publicado 14 livros sobre Ciência, Metodologia e Redação Científica, com mais 1.672 citações recebidas. Em 2017, lançou a plataforma Instituto Gilson Volpato de Educação Científica (Igvec), com a proposta de difundir a mentalidade científica para todo o sistema educacional, da pré-escola à universidade, com desdobramento para toda a população. Recebeu diversos prêmios e títulos de professor homenageado, patrono, artigos mais acessados, entre outros, durante os anos de 1984 a 2011.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia divulga lista de selecionados para vagas de aluno especial do PPGBIO 2024
/em Notícias /por Julio OliveiraO Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÂO) divulgou na última sexta-feira, 8/03, o resultado da seleção de candidatos para vagas de aluno especial para o primeiro semestre de 2024. A documentação para a matrícula será aproveitada daquela enviada no ato da inscrição. Será permitida a matrícula em até 2 (duas) disciplinas que perfaçam no máximo 5 (cinco) créditos.
Os candidatos selecionados estarão automaticamente matriculados nas disciplinas em que foram selecionados, e deverão se apresentar para as aulas no período definido para as disciplinas. Confira a lista dos candidatos selecionados.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia tem pesquisadores aprovados no edital da Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) teve três pesquisadores contemplados pelo edital da Bolsa de Produtividade em Pesquisa, da Chamada nº 09/2023, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. São eles: Stefanie Costa Pinto Lopes, Luiz André Morais Mariúba e James Lee Crainey. A Bolsa Produtividade em Pesquisa é destinada aos pesquisadores que se destaquem entre seus pares, valorizando sua produção científica, segundo critérios normativos, estabelecidos pelo CNPq, e específicos pelos Comitês de Assessoramento.
No total, seis pesquisadores da instituição são agraciados com Bolsa de Produtividade em Pesquisa. Os demais são Marcus Vinicius Guimarães de Lacerda, Maria Luiza Garnelo Pereira e Felipe Arley Costa Pessoa, que apresentaram as suas propostas em janelas diferentes de submissão, mas têm bolsas de produtividade vigentes. James Lee Crainey teve bolsa renovada. A submissão de propostas ocorreu entre 26 de junho e11 de agosto de 2023.
Para estar apto a receber Bolsa de Produtividade em Pesquisa na Categoria 2, o pesquisador precisa ter obtido título de doutor até o ano de 2020. Para estar apto a receber Bolsa de Produtividade em Pesquisa na Categoria 1, deve ter obtido tÍtulo de doutor até o ano de 2015 e não possuir bolsa da modalidade Produtividade em Pesquisa (PQ) ou na modalidade Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) em curso com vigência que ultrapasse o ano de 2024.
INVESTIMENTO
O CNPq concede bolsas para a formação de recursos humanos no campo da pesquisa científica e tecnológica, em universidades, institutos de pesquisa, centros tecnológicos e de formação profissional, tanto no Brasil como no exterior. Além de promover a formação de recursos humanos em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, o CNPq aporta recursos financeiros para a implementação de projetos, programas e redes de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), diretamente ou em parceria com os Estados da Federação.
O CNPq investe, ainda, em ações de divulgação científica e tecnológica com apoio financeiro à editoração e publicação de periódicos, à promoção de eventos científicos e à participação de estudantes e pesquisadores nos principais congressos e eventos nacionais e internacionais na área de ciência e tecnologia.
De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o investimento reflete o compromisso do Governo Federal com pesquisadores, com a ciência brasileira e o futuro do Brasil. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor total estimado de R$ 291 milhões.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel
Imagem: Mackesy Nascimento
Palestra sobre os direitos da mulher marca o 8 de março na Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraEm comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), promoveu nesta sexta-feira, 8/3, no Salão Canoas, na sede da instituição, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, uma palestra com a juíza da 8ª Vara Criminal de Manaus, Patrícia Macedo de Campos, sobre o tema “Direitos da mulher: abordando assédios moral e sexual e Lei Maria da Penha”. O objetivo foi o de trazer à tona a discussão sobre a temática, aparentemente atípica para a realidade de uma instituição de pesquisa, porém com peso e relevância tendo em vista que a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia é formada, em sua maioria, por mulheres.
“Nunca é demais falar sobre os direitos da mulher, de como se reportar em um caso de violência ou assédio, onde buscar ajuda, que tipo de segurança o serviço público pode oferecer a essa vítima. Pode parecer que em um ambiente como o ILMD, não precisemos falar disso, mas não há ambiente em que esse tema não deva ser abordado. Porque sabemos que não tem classe social, nem instrução escolar que vá impedir situações como essa. São informações válidas para serem disseminadas, e também por serem as mulheres o público majoritário aqui na instituição”, observou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.
Os principais aspectos da lei nº 11.340/2006, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, e os comportamentos que caracterizam os assédios moral e sexual, em um ambiente de trabalho, ou mesmo doméstico, foram comentados pela juíza Patrícia Macedo de Campos, que também respondeu alguns questionamentos das participantes.
“Falar sobre os direitos da mulher sempre é uma pauta relevante, ainda mais no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, e em um ambiente onde boa parte dos servidores, pesquisadores e alunos são mulheres. Saber como proceder, onde buscar ajuda diante de situações que envolvem assédio moral ou assédio sexual, é importante para a mulher, para que ela tenha consciência de tais práticas ilícitas, e esteja consciente sobre os seus direitos para que possa se defender”, pontuou a magistrada.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia realiza workshop para apresentar serviços e estrutura dos cursos de pós-graduação
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu prosseguimento à programação de atividades da Abertura do Ano Letivo 2024, com a realização de um workshop voltado para os novos alunos dos programas de pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e de Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), nesta quarta, 6/03, e quinta-feira, 7/03. Durante o IV Workshop da Pós-Graduação, foram apresentados os serviços oferecidos pela Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), por meio da Secretaria Acadêmica (SECA), Serviço de Pós-graduação (POSGRAD), Biblioteca, Associação dos Pós-Graduandos (APG), Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e Comissão de Biossegurança da unidade.
“Esse momento de interação com os alunos dá continuidade à programação do workshop da pós-graduação, e é algo fundamental, porque é quando temos um contato mais próximo com os alunos, conversando um pouco mais sobre as especificidades do programa, tirando as dúvidas deles. É um momento para que eles também possam conhecer um pouco mais sobre o programa em si e interagir com a coordenação, bem como conhecer os seus colegas que já estão no curso e o demais novatos também. É um momento de compartilhamento de informações da coordenação com o programa para que eles consigam fazer o seu Mestrado e Doutorado atingindo tudo que é necessário para o título de mestre e doutor”, comentou a coordenadora do PPGBIO-Interação, Priscila Aquino.
Aluna de mestrado do PPGVIDA, a enfermeira Jéssica Albuquerque Araújo, 27, disse ter se surpreendido com a acolhida, na abertura do ano letivo, e está bastante animada com o curso e a hospitalidade da Fiocruz Amazônia. “Eu me surpreendi quando eu cheguei aqui, porque eu fui muito bem acolhida, os professores, o workshop foi incrível. Eu nunca vi, na verdade, um lugar que te deixasse tão à vontade e esclarecesse, de fato, as tuas dúvidas. Cheguei e conheci pessoas novas, eu me senti muito próxima e familiarizada com o ambiente. Senti que há um cuidado por parte da coordenação do curso e da diretoria da Fiocruz, em nos proporcionar isso, em nos sentirmos à vontade. Eu agradeço muito pela oportunidade, está sendo uma experiência maravilhosa”, avaliou a mestranda
EXPERIÊNCIAS
O conhecimento e as experiências adquiridas durante o mestrado ou doutorado, em outras instituições nacionais e internacionais, foram compartilhados por egressos da Fiocruz Amazônia com os alunos novatos, nesta quinta-feira, 7. Aluna da turma de Doutorado de 2021, do PPGBIO-Interação, Alessandra Silva e Silva palestrou sobre a importância da participação em eventos científicos, como congressos, simpósios, entre outros.
“A participação em eventos científicos é importante para a troca de experiências, para a apresentação dos resultados de nossas pesquisas, além de ser uma forma de darmos uma resposta à sociedade sobre os nossos estudos, e como eles poderão se tornar políticas públicas, ajudando assim a fazer a diferença para a coletividade”, observou Alessandra.
Cursando o Doutorado em Biologia Integrativa, na Oklahoma State University (EUA), o biólogo Iago Santos, também aluno do PPGBIO-Interação, participou do workshop, via on-line, e comentou sobre as oportunidades de estudar no exterior, oferecidas por meio de editais e parcerias específicos, que contam com a participação da Fiocruz.
“Antes de tudo é necessário ter fluência realmente no idioma do país que se quer estudar, para não passar apertos, estar regularmente matriculado nas disciplinas, e saber qual o programa melhor se adequa a sua realidade, se é a chamada para o programa ‘Doutorado-sanduíche’, por exemplo, e se programar para atender os prazos dispostos no edital”, comentou.
OFICINA
Dando continuidade à programação de abertura do ano letivo de 2024, entre os dias 11 e 13/3, os alunos participação da “Oficina de Redação Científica”, ministrada pelo professor doutor Gilson Luiz Volpato, no salão Canoas, na sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.
A oficina é uma iniciativa do PPGBIO-Interação, voltada para os alunos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, e integra as atividades de abertura do ano letivo da instituição, iniciadas no dia 5 de março.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel
Fotos: Eduardo Gomes
Diretora da Fiocruz Amazônia recebe Diploma Mulher Cidadã Amazonense em sessão especial na Assembleia Legislativa
/em Notícias /por Julio OliveiraA diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, recebeu na manhã desta sexta-feira, 7/03, o Diploma Mulher Cidadã Amazonense, como destaque na sua área de atuação – a pesquisa científica –, durante Sessão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, 8 de Março. A diplomação atendeu à propositura da deputada estadual Mayara Pinheiro, presidente da Comissão de Saúde da ALEAM e aconteceu no Plenário Ruy Araújo. A Sessão Especial homenageou várias mulheres com atuação destacada em áreas diversas no Amazonas.
Stefanie Lopes agradeceu a homenagem e destacou a importância do papel da mulher na sociedade, no seu caso, representando a área da pesquisa em saúde pública. “Muito se falou sobre feminicídio e entendemos a violência como sendo um problema de saúde da mulher. É muito importante receber essa honraria e estarmos aqui, juntas reforçando a luta em favor da saúde plena da mulher e do bem-estar da sociedade amazônica como um todo”, afirmou.
A diretora da Fiocruz Amazônia lembrou o esforço feito pela instituição para trazer a cada ano mais meninas e mulheres para a Ciência. “Temos a data 11 de fevereiro, dedicada às Mulheres e Meninas na Ciência, mas nossas ações acontecem ao longo do ano inteiro, não só tentando trazer mais meninas como também mostrando que precisamos desse olhar diverso na Ciência”, salientou, citando a história do vídeo “Eliana, a menina que quer ser cientista”, produzido pela Fiocruz Amazônia, inspirado na história real de uma jovem pesquisadora amazonense e que mostra às meninas e mulheres que a Ciência é um espaço para todos e todas. “Temos trabalhado muito com essa pauta e parabenizamos a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas) pelo apoio dado a essas atividades”, frisou.
Stefanie Lopes é pesquisadora em Saúde Pública no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (2002), onde realizou Mestrado (2008) e Doutorado (2012) em Genética e Biologia Molecular. Sua principal área de pesquisa é a biologia de Plasmodium vivax, com foco na compreensão do significado biológico de fenótipos citoadesivos desta espécie de Plasmodium. Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO), de 2018 a 2022, e ocupou a Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, nos últimos dois anos.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Jùlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa e Divulgação/ALEAM
Fiocruz Amazônia participa de articulação para criação de GT Saúde junto ao Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro visando fortalecer ações prioritárias de saúde para as populações do território
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia se reuniu, na terça-feira, 5/03, com a presidência do Conselho Consultivo do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro (MBRN) – território formado por 15 unidades de conservação, de diferentes tipos, no Estado do Amazonas. A finalidade foi dar início às tratativas para a formação de um Grupo de Trabalho (GT) de Saúde que possibilite o desenvolvimento de ações prioritárias voltadas à promoção da saúde das populações ribeirinhas e comunidades tradicionais existentes no Mosaico, que abrange aproximadamente 7,5 milhões de hectares, do território de nove municípios (Barcelos, Coari, Codajás, Iranduba, Manacapuru, Manaus, Maraã, Novo Airão e Presidente Figueiredo), nas margens direita e esquerda do Rio Negro.
A ideia é permitir que a partir de pesquisas e estudos realizados pela Fiocruz e outras instituições que desenvolvem trabalhos na região seja possível estabelecer uma rede de conhecimentos, com a parceria das comunidades. “A iniciativa está dando os primeiros passos e, para nós, é uma excelente oportunidade de ampliar nosso escopo de abrangência, no que diz respeito à realização de pesquisas científicas, contribuindo com o nosso know how para prospecção de financiamentos para projetos voltados à melhoria da qualidade da saúde das populações tradicionais ribeirinhas dessa região”, afirmou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, reafirmando o interesse da instituição em compor o grupo de trabalho.
A reunião foi conduzida pelo chefe do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidados de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (Sagespi/Fiocruz Amazonia), o pesquisador em Saúde Pública, Fernando Herkrath, e pelo presidente do Conselho Consultivo do Mosaico, Marco Antonio Vaz de Lima, representando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudanças do Clima (Semmasclima), juntamente com sua suplente na presidência, Angeline Ugarte. Também estiveram presentes representantes de instituições como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR-SP) e Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, bem como de representante comunitário da RDS Puranga Conquist e conselheiro do MBRN.
Marco Antonio lembrou que a Fiocruz Amazônia é importante nesse processo como um fio condutor, partindo da experiência de projetos da instituição realizados no território, com destaque para projeto em desenvolvimento na comunidade Santa Maria, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista, pertencente ao Mosaico. “Por meio desse projeto, foi possível perceber a potencialidade dessa área como espaço para discussões sobre quais as ações prioritárias de saúde podem ser implementadas em todo o território do mosaico, incluindo unidades de conservação municipais, estaduais e federais, onde estão abrigadas comunidades tradicionais, com formas de trabalho e visões de mundo diferenciadas”, afirma Angeline Ugarte.
Para o pesquisador Fernando Herkrath, o papel da Fiocruz nesse processo é estratégico. “A saúde dessas populações requer articulação de saberes e experiências, planejamento e avaliações permanentes de ações intersetoriais, assim como responsabilidades e informações compartilhadas, a fim de alcançar saúde e bem-estar com equidade e integralidade”, afirma. Segundo ele, é preciso que haja uma mudança de visão em relação ao cuidado em saúde. “A atenção à saúde nessas localidade exige uma proposta inovadora e diferenciada, que rompa com a lógica curativista (centrada na doença) e que considere as especificidades territoriais e a influência dos determinantes sociais da saúde”, expilca Herkrath, ressaltando que a finalidade desse primeiro encontro foi discutir a relevância de um GT de Saúde para o Mosaico do Baixo Rio Negro, reunindo sugestões de organização e atuação.
O presidente do Conselho Consultivo adiantou que os próximos passos serão ouvir os relatos das experiências de cada pessoa/instituição, para consolidar o conhecimento que produzido no território do MBRN. Na sequência, partir para a implementação propriamente dita do GT, com a definição dos objetivos, atuação, composição e forma de organização das atividades, com a elaboração de um plano de ação. Uma segunda reunião ficou programada para o mês de abril.
EXPERTISE
Angeline Ugarte lembra que, a partir da organização do GT, a gestão do Mosaico pode definir ações prioritárias nesse território. “O Conselho vota e pode estabelecer que o Grupo fique vinculado a uma câmara técnica, mas o importante é que o órgão consultivo reconhece que a Fiocruz pode ser um parceiro de relevância para várias atividades que são desenvolvidas atualmente na área do Mosaico”, observou.
“A Fiocruz entra estrategicamente nesse processo como órgão de expertise em questões de saúde na Amazônia, tendo em vista possuir um conhecimento dessas regionalidades e por compreender que as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos são fatores potencializadores de endemias, doenças crônicas, seja pelo isolamento delas, por questões culturais, seja pela alteração do ambiente pelo próprio homem”, frisou Angeline.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia inicia as atividades acadêmicas de 2024 com maior número de alunos matriculados
/em Notícias /por Julio OliveiraA abertura do ano letivo 2024, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi realizada nesta terça-feira, 5/3, no Salão Canoas, na sede da instituição, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus. As boas-vindas aos 45 novos alunos dos cursos de Mestrado e Doutorado dos programas de pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e de Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), foram dadas pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que presidiu a mesa de abertura do evento. No total, a instituição passa a contar com 165 alunos, entre novos (45) e veteranos (120), sendo 2024 o ano letivo com o maior número de alunos ingressantes já registrado.
“Este ano a Fiocruz Amazônia completa 30 anos de fundação, e receber 45 novos alunos, que se juntam aos 120 já matriculados, mostra que ela cresceu ao longo dos anos, e que a educação e a pesquisa são essenciais para a saúde pública na Amazônia”, enfatizou Stefanie. Em seu discurso, a diretora da Fiocruz Amazônia também destacou os apoios recebidos de outras instituições, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por exemplo, no que se refere aos programas de pós-graduação, assim que o ILMD passou a atuar no Amazonas.
“Sempre tivemos apoios importantes, antes de iniciarmos com os nossos próprios programas de pós-graduação, e a Ufam, é um desses parceiros. Este ano o PPGVIDA completa 10 anos, o que mostra que estamos crescendo e avançando na formação de recursos humanos para a saúde na Amazônia. Estudar na Fiocruz é um privilégio para poucos, por isso aproveitem esse privilégio de poder estudarem aqui”, concluiu.
Representando a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, a coordenadora-geral de Pós-graduação da instituição, Maria Cristina Rodrigues Guilam, desejou aos alunos um excelente ano letivo, além de orientá-los a buscar informações sobre as oportunidades de parcerias com outras entidades de ensino e pesquisa da Fiocruz, que podem contribuir na formação dos novos pesquisadores.
“A Fiocruz oferece várias oportunidades aos seus discentes, que vão desde cursos internacionais de curta duração a editais de mobilidade, para outras unidades em qualquer outra parte do Brasil. Busquem saber com as coordenações, essas possibilidades tanto no âmbito nacional quanto no âmbito internacional, que irão proporcionar experiências únicas na vida acadêmica de vocês”, destacou Maria Cristina.
EXPANSÃO
A vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, em sua mensagem de boas-vindas aos novos discentes, chamou a atenção para o fato de que, ao longo de 30 anos de ILMD, o ano letivo de 2024 foi o primeiro a apresentar o maior número de alunos ingressando nos cursos de Mestrado e Doutorado da instituição. “É uma alegria ver o Salão Canoas cheio, porque mostra os avanços da Fiocruz Amazônia ao longo dos anos e também o interesse pelos cursos que oferecemos, sejam os de curta duração, especialização e curso de stricto sensu, entre outros voltados para a saúde da nossa região”, pontuou.
Na ocasião, Rosana destacou a vasta programação da abertura do ano letivo de 2024, que se estende até o dia 14 deste mês, com uma série de atividades diversas, entre elas, uma oficina de Redação Científica.
Assim como Rosana, a coordenadora do PPGBIO-Interação, Priscila Aquino também enfatizou a maior participação de alunos neste ano, em relação às turmas anteriores, e a consolidação dos programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia. “Ver este auditório lotado mostra a consolidação dos nossos programas de pós-graduação, e de que eles estão se expandindo, além disso não temos alunos oriundos apenas da iniciação científica, mas de outras instituições também”, observou.
Conforme Aquino, 28 alunos estão ingressando neste semestre no PPGBIO-Interação, e em torno de 80% dos discentes que já estão no curso, são bolsistas e contam com o apoio da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Amazonas), o que contribui para que eles se mantenham estudando e pesquisando.
“É uma satisfação receber uma nova turma, e este ano o PPGVIDA passa a contar com 17 novos alunos, se juntando aos que aqui já se encontram, entre eles a turma fora da nossa sede, em Tabatinga, o que mostra a necessidade de expandir a formação em saúde pública”, destacou a coordenadora do PPGVIDA, Ani Beatriz Jackish Matsuura, além de mencionar algumas atividades do programa de pós-graduação previstas para ocorrer neste ano.
A mesa de abertura do evento também contou com a presença do coordenador do Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (Daspam), pela UFAM, Tiótrefes Gomes Fernandes, e a vice-presidente da Associação dos Pós-Graduandos (APG) Fiocruz Amazônia, Maíra Costa Rosa Farias.
TRAJETÓRIAS
Integrando o grupo de alunos veteranos da instituição, a doutoranda do DASPAM, Gleica Alves, 32, começou seus estudos na Fiocruz Amazônia, pela Iniciação Científica, e ao longo de 14 anos não mais parou. Com uma pesquisa sobre a avaliação dos serviços de saúde aos idosos de uma comunidade rural, Gleica se prepara para concluir o Doutorado, e, para ela, as etapas dos estudos interagem entre si.
“Para mim, tem sido bem mais fácil fazer um curso de Doutorado, devido toda uma trajetória de Iniciação Científica e Mestrado. Essas atividades nos possibilitam uma visão de mundo diferente. Entramos na Iniciação Científica pensando que é só uma gotinha d’água no meio do oceano, mas no fim das contas, percebemos, conforme o tempo vai passando, que aquele trabalho de Iniciação Científica, quando somado a outros, vai fazendo a diferença, porque muitas vezes ele é uma parte do Mestrado, e o Mestrado é uma parte do Doutorado, e assim todo mundo contribui um pouco com a avanço da ciência no Brasil”, destacou.
Elen Martins, 23, doutoranda do PPGBIO-Interação, iniciou os estudos na Fiocruz Amazônia, em 2019, ingressando na Iniciação Científica. Na terça-feira, 05/03, ela iniciou as atividades do Doutorado, com estudos sobre insetos vetores de parasitas da malária. Para ela, quem deseja seguir a carreira em pesquisa científica, deve se envolver com o tema desde cedo, ainda na graduação.
“Aqueles que pretendem seguir carreira na pesquisa cientifica, devem buscar, ainda na graduação, uma iniciação científica, porque vai agregar muito nos seus estudos, na sua carreira de pesquisa”, pontuou.
Outra aluna do PPGBIO, Gabriele Medeiros, 25, também era uma das discentes participantes da aula inaugural, e que seguiu direto do mestrado para o doutorado. Gabriele dará sequência a sua pesquisa de mestrado, um estudo inédito relacionado a morcegos e coronavírus pandêmicos na cidade de Manaus.
“Tive a oportunidade de estudar durante a pandemia de Covid-19, a diversidade viral em morcegos amazônicos, agora darei sequência a esta pesquisa, com um estudo também inédito focando a saúde humana e animal, no caso morcegos, na tríplice fronteira”, completou.
AULA MAGNA
Na palestra virtual que marcou a realização da Aula Inaugural de Abertura do Ano Letivo 2024 da Fiocruz Amazônia, a médica sanitarista e pesquisadora da Fiocruz Maria do Carmo Leal, destacou, entre outros aspectos, o compromisso do pesquisador com o cidadão e a importância de seus estudos para a elaboração de políticas públicas. Com o tema “O papel da pesquisa no fortalecimento dos direitos da mulher na saúde sexual e reprodutiva”, a médica abordou diferentes aspectos do projeto “Nascer no Brasil: inquérito sobre parto e nascimento”, coordenado por ela. A pesquisa aborda entre outros temas a questão da contracepção, o parto humanizado, redução da prática de cirurgias cesarianas, entre outros.
“O pesquisador deve ter em mente o seu compromisso social para com o cidadão, uma vez que ele é quem irá realizar os estudos que podem resultar em políticas públicas, que irão impactar, no sentido de melhorar, a vida da sociedade. A pesquisa Nascer no Brasil teve vários desdobramentos, além de ter contribuído para outros estudos que resultaram em artigos, teses e dissertações diversas, e também resultou em ações adotadas pelo Ministério da Saúde para a melhoria da saúde da mulher”, comentou.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel
Fotos: Eduardo Gomes