COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399
Centro de Estudos vai apresentar resultados do estudo de implementação de tafenoquina para cura radical de malária vivax na Amazônia brasileira
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 4/8, às 10h, a palestra “Resultados do estudo de implementação de tafenoquina para cura radical de malária vivax na Amazônia brasileira”, a ser ministrada por Marcus Vinicius Guimarães de Lacerda, médico da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e especialista em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).
Na oportunidade, o pesquisador irá apresentar um estudo observacional retrospectivo, que avaliou a viabilidade de implementação da dose única de Tafenoquina, mediante testagem prévia de atividade de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), no sistema público de saúde do Brasil. A pesquisa acompanhou por um ano a implementação destas ferramentas em unidades de referência de alta complexidade, unidades de urgência e emergência, unidades básicas de saúde e postos de diagnóstico de malária nas cidades de Manaus (AM) e Porto Velho (Rondônia).
“Novas tecnologias em saúde pública têm sido exigidas em nível global para que se alcance a eliminação de malária por Plasmodium vivax em áreas endêmicas. A Amazônia brasileira corresponde a 99% dos casos de malária no Brasil, sendo predominante a infecção por P. vivax. A tafenoquina – uma droga antimalárica da classe das 8-aminoquinolinas, surgiu como uma alternativa para a cura radical de malária por P. vivax, apresentando eficácia clínica semelhante à primaquina, mas com a vantagem de ser utilizada em dose única. O estudo utilizou como base de dados mais de 6 mil casos de malária vivax notificados no SIVEP-Malária”, explicou Lacerda.
A apresentação será moderada pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Flor Ernestina Martinez Espinosa. Para participar, os interessados devem acessar o link: https://us06web.zoom.us/j/86740763637?pwd=ZHRXak1hSmJCRUVOcTczNmc3Ym1zZz09 utilizando (ID da reunião: 867 4076 3637) e (Senha de acesso: 290480)
SOBRE O PALESTRANTE
Lacerda é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília, especialista em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e doutor em Medicina Tropical pela Universidade de Brasília. É médico da FMT-HVD e especialista em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia),
É professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas e professor adjunto da University of Texas Medical Branch (UTMB). Ex-professor adjunto da Kent State University e da Tulane University. É pesquisador 1B do CNPq, na área da Medicina e editor da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, PLoS Neglected Diseases e Frontiers Tropical Medicine.
Seus principais focos de pesquisa são: malária, HIV, histoplasmose, arboviroses, acidentes ofídicos, Covid-19 e outras doenças emergentes. Suas contribuições mais recentes à inovação em saúde pública foram a implementação de profilaxia pré-exposição (PREP) oral para HIV, a implementação de tafenoquina em dose única para a cura radical de malária vivax, e a implementação da coleta de tecidos post mortem (MITS) para estudo de causas de morte, todos pioneiros na Amazônia Brasileira. Índice H=52 e 11.645 citações.
Em julho deste ano, recebeu das mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medalha da Ordem do Mérito Científico, uma ordem honorífica concedida a personalidades brasileiras e estrangeiras como forma de reconhecimento das suas contribuições científicas e técnicas para o desenvolvimento da ciência no Brasil.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
Doutorando em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia passa a integrar coordenação do GT de Avaliação em Saúde da Abrasco
/em Notícias /por Carlos GomesO doutorando em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) Victor Aquino tomou posse no último dia 1/08, como membro da nova Coordenação do Grupo de Trabalho (GT) de Avaliação em Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A posse da nova coordenação, composta também pela professora titular Severina Alice Uchôa, do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Daniela Nickel, ocorreu durante o II Seminário Internacional do GT de Avaliação em Saúde da entidade. Essa nova Coordenação assume após um biênio de êxito da coordenação do GT capitaneado pelos professores Juarez Furtado da UNIFESP, Keila Brito da UFPE e da professora Elen Rose Castanheira.
De acordo com Aquino, a nova Coordenação do GT de Avaliação é um grupo diverso na composição entre as diversas regiões do Brasil, abarcando diferentes ideias e a diversidade do País, com foco na missão de trazer a pós-graduação, graduação em Saúde coletiva, para ampliar o grupo e consolidar a avaliação como linha de formação, pesquisa e aplicação na gestão. Victor Aquino foi escolhido para coordenação e aceito pelos membros por ser aluno de doutorado e fazer a Interlocução com estudantes de graduação, mestrado e doutorado para o tema avaliação em Saúde.
Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os candidatos aprovados no processo seletivo para Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas do Alto Solimões
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, convoca os candidatos classificados no Processo Seletivo/ 2023, para ingresso no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma fora de sede, para indígenas – Alto Solimões, para efetivação da Matrícula Institucional, observando os dias, local, horários e documentos necessários especificados nesta Chamada.
Para realizar a matrícula institucional, o candidato classificado, ou seu procurador, deverá comparecer, nos dias 14 e 15 de agosto de 2023, no horário das 14h às 19h do dia 14/8/2023 e das 8h às 12h do dia 15/8/2023, na Av. da Amizade, nº 74, Centro – Universidade do Estado do Amazonas – UEA, sala da coordenação de licenciatura intercultural indígena, Tabatinga – AM.
Confira AQUI a convocatória
O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.
O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas.
Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.
Divulgado resultado das entrevistas e resultado preliminar do processo seletivo para Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas do Alto Solimões
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulgou o resultado da 3ª Etapa (Entrevistas) e Resultado Preliminar do processo de seleção pública de candidatos indígenas, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma fora de sede para indígenas – Alto Solimões. Foram aprovados e classificados, 15 candidatos(as) e 4 suplentes.
Clique AQUI para conferir o RESULTADO.
O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.
O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas.
Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.
Divulgado novo cronograma para processo seletivo do Mestrado em Saúde Coletiva exclusivo para candidatos indígenas do Alto Solimões
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, torna público a 4ª Republicação Chamada Pública Nº 006/2023, refere ao processo de seleção pública de candidatos indígenas, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – Turma fora de sede para indígenas – Alto Solimões. A republicação estabelece alterações no cronograma do processo seletivo.
Clique aqui para acessa a republicação
O Mestrado, oferecido gratuitamente, na modalidade Sala Estendida, tem como objetivo formar sanitaristas indígenas, qualificados para desenvolver ações de gestão, administração, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde indígena, além de potencializar a produção de conhecimentos sobre agravos à saúde incidentes entre os povos indígenas.
O curso terá duração mínima de 12 meses e máxima de 24 meses, incluindo a realização da defesa e dissertação. As aulas serão ministradas em regime integral. Poderá participar do processo de seleção o candidato que, até a data da matrícula, possuir diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). No total, para esta chamada, estão sendo oferecidas 15 vagas.
Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por mensagens de WhatsApp, no contato (092) 98118-6437.
Fiocruz Amazônia convoca aprovados em Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia para matrícula institucional
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), tornam público que os candidatos classificados no Processo Seletivo/2023, para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia no 2º semestre de 2023, deverão efetivar a Matrícula Institucional no referido curso, conforme determina esta Chamada, publicada no endereço eletrônico https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031 . As matrículas ocorrem entre os dias 01 e 02/08/2023.
Confira AQUI a convocatória
O candidato selecionado que deixar de enviar a documentação de matrícula até o último dia de matrícula, será considerado desistente. Após esta data haverá a convocação dos candidatos aprovados em categoria SUPLENTE que ocorrerá no dia 04/08/2023.
As aulas terão início em agosto de 2023, conforme cronograma de atividades a ser enviado posteriormente a matrícula.
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
Fiocruz Amazônia retoma seu Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) com a reestruturação da Assessoria de Gestão da Qualidade
/em Notícias /por Carlos GomesO Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) é um conjunto de políticas, procedimentos, práticas e processos organizacionais que visam garantir a qualidade dos produtos e serviços fornecidos pela instituição. Ele engloba estratégias e ações para assegurar que os processos internos sejam bem estruturados, eficientes e consistentes, resultando na satisfação dos clientes, colaboradores e outras partes interessadas. O SGQ do ILMD é baseado em padrões e normas internacionais reconhecidas, como a ISO 17025, que é uma referência para sistemas. Esse sistema busca a melhoria contínua, sendo conduzido por uma abordagem de ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), em que cada etapa é planejada, executada, monitorada e aprimorada de forma sistemática.
Além disso, o SGQ do ILMD está em conformidade com as diretrizes e políticas estabelecidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), à qual o instituto está vinculado. O SGQ é liderado pela Assessoria de Gestão da Qualidade, que é responsável por coordenar, orientar e monitorar as ações relacionadas à qualidade em toda a instituição.
A responsável por essa assessoria será a engenheira florestal Ângela Alves da Silva, mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais, que ocupará o cargo anteriormente exercido pela Servidora Michele Silva de Jesus, que precisou se afastar para cursar o Doutorado. Ângela Alves traz consigo experiência na área, trabalhando com Gestão da Qualidade desde 2006, com passagens pela Fucapi e pelo Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).
Ângela Alves afirma que o trabalho se iniciará com o mapeamento dos processos administrativos e fluxos, a fim de enxergar como estão funcionando e visualizar as oportunidades de melhoria. “Buscaremos implementar a melhoria de qualidade para o ILMD, atendendo, por exemplo, as normativas de competências de laboratórios de pesquisa e de serviços, começando pelo diagnóstico para, em seguida, partir para o planejamento das ações e, por fim, a acreditação dos setores”.
Para o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz Amazônia, Aldemir Maquiné, a reestruturação da Assessoria de Gestão da Qualidade no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), além de cumprir o previsto no Artigo 26, do Regimento Interno do ILMD/Fiocruz Amazônia, tem como objetivo resgatar e implementar o sistema local de gestão da qualidade da instituição, incluindo processos, técnicas e estratégias para garantir a entrega de produtos e serviços conforme as expectativas de acordo com as normas e regulamentos nacionais e internacionais de gestão da qualidade, alinhando-se às políticas governamentais da administração pública federal”, explica Maquiné.
Dentre as principais competências e atribuições do Sistema de Gestão da Qualidade do ILMD, podemos destacar: o SGQ do ILMD tem como objetivo proporcionar a excelência na prestação de serviços, na realização de pesquisas e na formação de recursos humanos, contribuindo para o avanço científico e tecnológico na área de saúde, especialmente nas questões relacionadas à Amazônia e suas peculiaridades.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Foto: Júlio Pedrosa
Ministra da Saúde exalta papel dos cientistas homenageados com a Ordem Nacional do Mérito Científico pela luta em favor das instituições democráticas e da pesquisa
/em Notícias /por Carlos GomesA ministra da Saúde, Nisia Trindade, abriu sua palestra na 75ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba (PR), na última terça-feira, 25/07, exaltando o empenho e dedicação à Ciência dos pesquisadores em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken e Marcus Vinícius Guimarães Lacerda, agraciados recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico, depois de terem o direito a condecoração sonegado em 2021 pelo governo anterior. A ministra fez a referência aos cientistas citando-os como exemplos da luta e do desrespeito sofridos pelas instituições de ensino e pesquisa no País ao longo dos últimos quatro anos. “Marcus Lacerda foi perseguido pelo estudo que comprovou a ineficácia da Cloroquina como medicamento para Covid-19 e Adele Benzaken, pelo trabalho histórico na pesquisa em saúde pública, relacionada às IST/HIV/Aids, e uma cartilha voltada para o público LGBTQIA+”, lembrou a ministra.
“Gostaria, com essa foto, lembrar os pesquisadores Marcus Lacerda e Adele Benzaken. O sentimento da foto é afetivo, porque são colegas, mas também de alegria pela reparação histórica. O fato é que a pesquisa científica no Brasil foi alvo de ataques durante quatro anos. A democracia e o respeito às instituições democráticas e de pesquisa deve ser fortalecido e para isso precisamos construir agendas com bases no diálogo e no consenso”, afirmou, ressaltando o momento deliciado vivido atualmente no Brasil e observado pelo médico infectologista Marcus Lacerda, em bilhete à ministra. Adele Benzaken, médica sanitarista, chefiou o Departamento de IST/HIV/Aids do Ministério da Saúde, durante cinco anos, sendo exonerada do cargo em 2019, em função da publicação que tratava sobre prevenção para homens trans.
“Por hora estamos livres do pesadelo, me escreveu o Marcus Lacerda. De fato, em muitos momentos, tivemos a sensação de viver uma completa distopia, mas não nos libertamos dessas ameaças. Essa é uma reflexão importante a ser feita, uma vez que a nossa sociedade continua sendo muitas vezes polarizada por ideias que são contrárias ao pensamento dominante pelo menos entre nós, de afirmação a democracia e da ciência não como verdade absoluta, mas como algo que precisa de uma construção baseada em métodos e evidências”, salientou Nísia.
E continuou: “De fato, há muito o que se fazer para consolidar uma visão democrática da sociedade apesar do nosso bordão, “A Ciência Voltou”, mas temos que estar abertos à sociedade para incluir novas vozes para entendermos e efetivarmos um processo de conquista e de luta política. Nós, da academia, temos que ter a noção de quão importante pode ser o nosso papel. Não faremos isso sozinhos”, finalizou, sendo bastante aplaudida.