COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399
Olimpíada da Fiocruz difunde princípios do SUS e leva mensagem de incentivo à vacinação, à cidadania e cuidado com o meio ambiente ao interior do Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraOBSMA realiza expedição ao município de Tefé, no Médio Solimões, retomando processo de interiorização do programa
Fiocruz Amazônia abre inscrições para oficina de divulgação científica por meio de vídeos e podcasts
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abre nesta quarta-feira, 06/09/2023, as inscrições para as oficinas “DigiCiência – Oficina de Vídeos Digitais para Divulgar Ciência” e “OuvirCiência – Oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas”. As capacitações serão oferecidas por meio dos projetos: “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2023” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais”, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (FAPEAM).
A ação pretende prover treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de vídeos e podcasts, para divulgação nas mídias digitais. As inscrições serão realizadas através da plataforma Campus Virtual e, ocorrem até o dia 18/9, para a oficina “DigiCiência – IV Edição”, e 19/9, para a oficina “OuvirCiência III Edição”.
As atividades fazem parte das ações promovidas pela Fiocruz Amazônia, e darão início a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2023 – SNCT 2023, que este ano terá como tema “Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável”. Para participar, os interessados deverão preencher formulário de inscrição e, apresentar Carta de interesse, juntamente com o Currículo Lattes.
As aulas serão ministradas por Cristiane Barbosa, Jornalista; Doutora em Ciências da Informação; docente da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, Helder Mourão, Jornalista, Mestre em Ciências da Comunicação; professor do Instituto Metropolitano de Ensino – IME nos cursos de Jornalismo e Design.
DIGICIÊNCIA IV EDIÇÃO
Realizada entre os dias 21 e 23/9, das 14h às 17h, no Laboratório de Informática do ILMD/Fiocruz Amazônia, a oficina tem o objetivo de promover atividades virtuais de comunicação e materiais de divulgação científica, em formato digital, relacionadas a temática de ciência e tecnologia, utilizando ferramentas tecnológicas digitais, por meio de atividades teóricas e práticas.
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OUVIRCIÊNCIA III EDIÇÃO
A Oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas (III Edição), se propõe a realizar treinamento, por meio de atividades teóricas e práticas, oportunizando que alunos de iniciação científica, pós-graduação e pesquisadores da Unidade e, de parceiros interessados produzam material em forma de podcasts, preferencialmente sobre temas de saúde, que serão disponibilizados ao público, por meio dos canais institucionais e de parceiros.
Na oficina, serão apresentadas algumas técnicas de produção de podcast, iniciando pela elaboração do roteiro e elementos de pré-produção, passando pela gravação e pela edição até chegar ao produto final. Na qual, serão apresentados softwares específicos para edição, que permitirão aos participantes criar podcast e, disponibilizá-los nas plataformas digitais.
Inscreva-se AQUI
Cada Oficina terá 6h de aulas presenciais, e nas demais horas, os inscritos poderão contar com suporte por e-mail para a produção do trabalho final, totalizando 20h de atividades. Os melhores trabalhos serão selecionados e divulgados durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Fiocruz.
Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia realiza semana de adaptação para novos bolsistas
/em Notícias /por Carlos GomesA coordenação do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), promove entre os dias 12 e 14/9, a 1ª Semana de Adaptação para novos bolsistas do programa. A atividade tem o objetivo de inserir os novos alunos de graduação, na iniciação científica, proporcionando uma imersão onde os estudantes irão conhecer a Instituição, sua missão, visão e ações em prol da saúde, bem como as atividades acompanhadas por pesquisadores da Instituição, que serão os mentores destes bolsistas, durante a execução de suas atividades de pesquisa e, desenvolvimento de seus projetos.
O coordenador do PIC ILMD/ Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, explica que o seminário possibilitará aos estudantes, maior integração entre áreas transversais de pesquisa desenvolvidas na instituição. “Ele é um seminário para que o aluno consiga se sentir pertencente à instituição e, tem o objetivo de apresentar a Fiocruz Amazônia para os alunos, entenda seus objetivo e metas, para que ele possa também aprender o que é o Programa de Iniciação Científica, conheça a importância do seu projeto para o corpo de alunos de iniciação”, esclarece.
Durante os três dias de evento, serão apresentadas as seguintes palestras: ILMD/PIC; Conhecendo um pouco mais sobre o Núcleo de Inovação Tecnológica; Conhecendo a biblioteca; Introdução a Biossegurança; Introdução ao SUS.
SOBRE O PIC
A Iniciação científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.
Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.
Pesquisa desenvolvida na Fiocruz Amazônia vence Prêmio CAPES de Tese de 2023
/em Notícias /por Carlos GomesConcorrendo com 1.469 trabalhos de todo país, a tese “Novas abordagens para o desenvolvimento de insumos e métodos para o diagnóstico de malária”, conquistou um dos prêmios de melhor tese, do Prêmio CAPES de Tese de 2023, uma das maiores premiações de pós-graduação no Brasil. Da parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Dimensions Sciences, a vencedora é Juliane Corrêa Glória, doutora pelo programa de pós-graduação em Biotecnologia (PPGBIOTEC) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), pós-doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia).
A tese, orientada por Luis André Mariúba, pesquisador do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), do ILMD/ Fiocruz Amazônia, busca por novos insumos e métodos para o diagnóstico de malária. “No decorrer do trabalho, exploramos técnicas em nanotecnologia, biologia molecular, imunologia aplicada e desenvolvimento de sensores eletroquímicos. Com isso, nós desenvolvemos um novo método de solubilização de nanotubos de carbono para que estes fossem utilizados como carreadores em imunizações de galinhas com peptídeos sintéticos de proteínas do parasita da malária”, explica Juliane Glória.
A patente referente ao desenvolvimento desse método, foi depositada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), em 2018 e, os resultados também foram publicados em uma revista internacional em 2020. “Nós pudemos constatar que as galinhas imunizadas produziram anticorpos contra os marcadores alvo. Com isso, extraímos esses anticorpos, chamados de IgY, da gema dos ovos das galinhas, por meio de uma metodologia simples que causa o mínimo de desconforto e dor aos animais, a qual foi adaptada por nossa equipe e, cuja patente referente ao método de obtenção foi depositada em 2020. Esses anticorpos foram capazes de reconhecer a proteína alvo em amostras de sangue total de pacientes com malária, sem apresentar reatividade cruzada com amostras de pessoas saudáveis”, esclarece a pesquisadora.
Durante o doutorado, Juliane teve a oportunidade de ampliar os objetivos de sua pesquisa, utilizando biossensores eletroquímicos, por meio de um doutorado sanduíche. “No ano de 2021 surgiu, por meio de uma parceria com o Dr. Walter Brito (UFAM), a oportunidade de realizar um período sanduíche no Instituto Superior de Engenharia do Porto. Então, passei 6 meses morando em Portugal, trabalhando em um biossensor eletroquímico de impressão molecular. Nesse estudo, que foi o primeiro a aplicar a metodologia de estudo, tendo como alvo um antígeno marcador de infecção de malária. Nós trabalhamos com o que chamamos de “anticorpos plásticos”, que são moldes produzidos com polímeros resistentes e econômicos, para que o antígeno seja detectado por meio de sinais elétricos ao encaixar nesse molde”, destaca.
Apesar de ter realizado mestrado e doutorado pela UFAM, Juliane faz parte do grupo DCDIA da Fiocruz Amazônia desde seu ingresso no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) da Instituição. Sobre a honraria, Juliane afirma que receber o prêmio é um fato marcante em sua trajetória, em especial pela relevância da premiação, em uma categoria que premia teses realizadas por mulheres no Brasil.
“Quando nos inscrevemos para concorrer ao prêmio, confesso que achava muito difícil que ganhássemos, porque temos aquela ideia errada de que não conseguimos competir com o restante do país, principalmente na área de biotecnologia. Mas meu orientador confiou no nosso trabalho e isso foi um grande incentivo para que eu quisesse me inscrever. Foi um choque imenso receber um dos prêmios de melhores teses da CAPES, em parceria com a Dimensions Sciences, que é uma categoria especial que premia teses realizadas por mulheres, que tenham biotecnologia, inovação ou empreendedorismo como tema. É incrível ser reconhecida por todo esforço que fizemos, para conseguir os resultados que tivemos pois, geralmente, todos os 4 anos de doutorado se resumem ao momento de defesa e ao recebimento do diploma. No nosso caso, foi possível receber essa honraria que é a maior que um pós-graduando pode receber aqui no Brasil”, conta Juliane Glória.
Essa é a primeira vez que um estudo desenvolvido nos laboratórios da Fiocruz Amazônia tem uma tese escolhida como a melhor do Brasil pela CAPES e, para o docente que orientou a pesquisa premiada, o fato é extremamente importante. “Ficamos muito honrados com a escolha, pois sempre acreditamos muito no trabalho desenvolvido. Juliane foi uma aluna muito dedicada, focada e soube aproveitar bem as oportunidades que lhe apareceram durante seu doutorado. Os resultados obtidos deram base para a continuação da pesquisa em novos trabalhos, como no atual pós-doutorado que a Juliane está realizando, além de novos projetos de PIBIC, mestrado e doutorado de outros estudantes. Este prêmio nos motiva a continuar buscando inovar cada vez mais no desenvolvimento de insumos e métodos para a saúde”, pontua Luis André Mariúba.
SOBRE A PREMIAÇÃO
O Prêmio CAPES de Tese reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado, defendidos em programas de pós-graduação brasileiros de acordo com os seguintes critérios: originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação e o valor agregado pelo sistema educacional ao candidato. Criado em 2005 e entregue pela primeira vez em 2006, ele abrange todas as áreas de conhecimento que têm um representante na avaliação da pós-graduação stricto sensu. Um dos objetivos da iniciativa é aumentar a visibilidade das ações positivas e indutoras da CAPES na pós-graduação brasileira.
A lista, publicada no Diário Oficial da União, traz o nome, o título da tese, as instituições e os orientadores dos 49 ganhadores, um por área de avaliação. Também foram anunciados os nomes dos 97 doutores que receberão menções honrosas da premiação pelas teses defendidas. Dentre os 49 premiados, três irão receber o Grande Prêmio CAPES de Tese, um de Humanidades, outro de Ciências da Vida e um de Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar. A solenidade de entrega ocorre em dezembro.
Ao falar sobre a premiação, a jovem doutora fez questão de expressar o sentimento de gratidão, aos pesquisadores e colegas de trabalho que contribuíram para sua formação, bem como experiências acadêmicas e científicas vivenciadas. “Acredito que seja difícil para as pessoas entenderem o quanto é complexo desenvolver um projeto científico. Muito do nosso tempo e energia é requerido para que possamos realizar o melhor trabalho possível. Gostaria de deixar registrada minha gratidão ao melhor orientador que eu poderia ter, Dr. Luis André Mariúba, que me incentivou e apoiou em todos os nossos projetos, durante os 10 anos que estamos trabalhando juntos. Ao meu coorientador, Dr. Walter Brito, pois foi por intermédio dele que foi possível fazer o doutorado sanduíche. E à minha orientadora em Portugal, Dra. Felismina Moreira, que teve muita paciência ao me ensinar algo que nunca havia feito e, a todos os meus colegas do Instituto Superior de Engenharia do Porto – ISEP, que me acolheram da melhor maneira possível”, destaca Juliane, ao lembrar sua trajetória.
Os autores dos trabalhos selecionados receberão bolsas de até um ano para estágio pós-doutoral em instituição nacional, certificado e medalha. Seus orientadores ganharão um prêmio no valor de até R$3 mil, além de certificados que também serão oferecidos aos coorientadores e aos programas de pós-graduação nos quais as teses foram defendidas.
O vencedor do Grande Prêmio ganha uma bolsa para estágio pós-doutoral em instituição internacional, por até 12 meses, certificado e troféu. Cada orientador vai receber premiação de R$9 mil, para participar de congresso internacional e certificado de premiação que também será entregue aos coorientadores e ao Programa.
Instituições parceiras oferecerão prêmios adicionais. A Fundação Carlos Chagas dará R$25 mil aos autores das teses vencedoras nas áreas de Educação e Ensino, além de quatro menções honrosas no valor de R$10 mil, duas em cada uma dessas áreas. Do mesmo modo, a Dimensions Sciences oferece US$2 mil para uma autora na área de Biotecnologia cujo trabalho tenha relação com inovação e empreendedorismo. Já o Instituto Serrapilheira concederá dois prêmios de R$20 mil, um para o trabalho vencedor do Grande Prêmio do Colégio de Ciências da Vida e outro para o de Ciências Exatas, Tecnológicas e Multidisciplinar.
SOBRE A VENCEDORA
Juliane é graduada, mestre e doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (2022), o último com período sanduíche no Instituto Superior de Engenharia do Porto (Porto-Portugal), onde desenvolveu um sensor eletroquímico de impressão molecular para detecção de antígeno malárico. Atualmente é pós-doutoranda pelo PPGBIO-Interação do ILMD/Fiocruz Amazônia e, realiza estudos com foco no desenvolvimento de anticorpos IgY e scFv para diagnóstico de malária e outras doenças infecciosas.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes (ILMD / Fiocruz Amazônia).
Nova coordenação discute planejamento de atividades do Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesA nova coordenação do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) promoveu a primeira reunião para integração, planejamento de atividades, desenvolvimento de calendário, estratégias e ações, envolvendo pesquisadores e demais colaboradores responsáveis pela execução do Programa. Neste primeiro encontro, a coordenação apresentou a composição do Comitê Executivo, formado por pesquisadores de diferentes laboratórios da Fiocruz Amazônia, que serão suporte ao desenvolvimento das ações de iniciação científica, promovidas pela Instituição.
Yury Chaves, coordenador do programa adiantou que nesta edição, os bolsistas passarão por um processo de adaptação, para conhecerem sobre o programa e, entenderem a dinâmica de como o PIC é realizado no ILMD. “A reunião foi pautada à agradecimentos a nova equipe do comitê executivo, composta principalmente por alunos que são da casa há muito tempo. Na ocasião, abordamos as metas que serão realizadas até janeiro de 2024, das quais foram abordadas, a semana de adaptação dos alunos de iniciação científica, em que serão abordados temas como: SUS; O que é o ILMD; O que é o Programa de Iniciação Científica; O que é o Núcleo de Inovação Tecnológica da Fiocruz; Biossegurança, entre outros”, destaca.
Segundo o coordenador, ao longo dos meses serão realizados outros treinamentos, como capacitação sobre divulgação e produção científica. “Pretendemos realizar um curso sobre escrita científica; desenvolvimento de artigos; relatórios; Confecção do Currículo Lattes e, também definimos algumas estratégica para a confecção dos relatórios parciais dos alunos, que serão estregues em janeiro”, explica.
O Comitê Executivo é presidido pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Amandia Braga, e composto por, Edilson soares, Andrea Beber, Jordam Pereira, Marla Alves, Ketlen Ohse, Fabiane Vinente e Marizete Duarte. Participa ainda do Grupo de Trabalho, a vice-coordenadora do PIC, Claudia Maria Rios Velasquez. Na oportunidade, o Comitê discutiu ainda sobre a participação dos alunos de iniciação científica, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento nacional organizado anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), onde a Fiocruz Amazônia promove atividades de popularização da ciência, como palestras, oficinas, painéis, exposições, visitas técnicas e rodas de conversa.
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
Fiocruz Amazônia participa de audiência pública sobre medicina de matrizes africanas e indígenas na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF)
/em Notícias /por Carlos GomesRepresentado pelo pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), Julio Cesar Schweickardt, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou na última na quinta-feira, 31/8, de uma audiência pública sobre medicina de matrizes africanas e indígenas, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Proposta pelo deputado, Chico Alencar (PSOL/RJ), a audiência debateu a criação de um Dia da Medicina Tradicional Africana, além de discutir sobre o papel fundamental que a medicina tradicional desempenha.
Promovido pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados, o debate atende às exigência da Lei 12.345/10, onde determina que a instituição de datas comemorativas seja objeto de projeto de lei, acompanhado de comprovação da realização prévia de consultas e audiências públicas com amplos setores da população.
A data foi instaurada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano de 2003, e desde sua criação, foi possível a implementação das Estratégias Regionais da OMS, referentes à promoção e ao reforço do papel da medicina tradicional nos sistemas de saúde. Segundo dados da OMS, existem 34 institutos de pesquisa espalhados por 26 países, que se debruçam à investigação e ao desenvolvimento da medicina tradicional.
Assista a Audiência Pública na íntegra.
Compuseram a mesa de debates, Marcos Moreira, representando o Diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde; Rafael Dall’Alba, Consultor da Organização Pan-Americana da Saúde em Medicinas Tradicionais Complementares e Integrativas (MTCI); João Paulo Lima Barreto, indígena antropólogo do povo Ye’pamahsã (Tukano), e fundador do Centro de Medicina Indígena Baserikowi; Cintia Guajajara, vice-coordenadora da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão (AMIMA), Conselheira da União das Mulheres Indígenas da Amazônia (UMIAB) e Secretária Executiva da Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA); Regina Barros Goulart Nogueira (Kota Molangi), ativista e autoridade tradicional do povo Bantu; Tata Ngunzetala, liderança tradicional, agente e líder social, escritor, comunicador e produtor cultural; David Quiñónez Ayoví, Coordenador Nacional da União Nacional de Organizações e Comunidades Afroamericanas.
Em Brasília, para cumprir atividades do Grupo de Trabalho sobre Medicinas Indígenas, da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Julio Schweickardt, participou da audiência pública e falou sobre a importância de utilizar esses espaços, para discutir sobre as formas de valorização das medicinas indígenas, na política nacional de saúde indígena. “Participo do Grupo de Trabalho (GT) sobre Medicinas Indígenas, da Secretaria de Saúde Indígena. O GT tem a responsabilidade de contribuir com o Programa das Medicinas Indígenas de modo transversal em todas as ações da saúde indígena em todos os 34 DISEI, que são os Distritos Sanitários Especial Indígena. Estamos aqui colocando em prática, um pouco do que a gente já vem pesquisando, estudando, divulgando. É um grupo formado por profissionais indígenas, indígenas pesquisadores e servidores da SESAI, além de especialistas da medicina indígena. Esse é um espaço bem estratégico e importante para pensarmos uma efetiva saúde diferenciada, com e para os mais de 300 povos indígenas” avalia.
A Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) é responsável por coordenar e executar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e todo o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) no Sistema Único de Saúde (SUS).
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Acervo LAHPSA
Fiocruz Amazônia promove seminário para planejar e discutir futuro das pesquisas em saúde e políticas públicas na Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), promoveu nos dias 28 e 29/8, o seminário “Pensando o passado, planejamento o futuro”. O evento, que é parte das comemorações dos 10 anos do Laboratório, contou com participação de pesquisadores, servidores, visitantes, colaboradores, alunos e bolsistas, visando integrar ações e pessoas que fazem o LAHPSA, compartilhando visão dos pesquisadores, história e áreas de atuação.
Na ocasião, a diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, destacou a relevância do evento e parabenizou a iniciativa dos pesquisadores, na proposta de refletir sobre a trajetória do laboratório e, pensar perspectivas futuras sobre as políticas públicas de saúde na Amazônia. “Esse tipo de atividade que o LAHPSA, nesses dois dias, está se propondo a fazer, é extremamente salutar. Esse seminário é importante pois os pesquisadores estão fazendo uma reflexão para entender os processos que trouxeram o LAHPSA até esse momento atual, produzindo conhecimento científico. O desafio maior que vejo, é pensar o futuro”, disse.
A coordenadora do LAHPSA, Michele El Kadri, explicou que o seminário foi também uma oportunidade de lembrar grande nomes que já contribuíram para a produção do conhecimento científico gerado pelo grupo, com foco na formação de profissionais e trabalhadores que atuam na área da saúde coletiva. “Nesse momento, de relembrarmos um pouco do passado, avaliamos que nos primeiros cinco anos do laboratório, tínhamos uma perspectiva de trabalho muito coesa e, inevitavelmente a gente lembrou do nosso querido pesquisador, Antônio Levino, pela leveza e seriedade com que ele fazia o seu trabalho. A gente também avaliou que os últimos cinco anos, em especial por conta da pandemia, acabamos nos afastando, perdendo um pouco essa coesão, que foi característica dos primeiros anos. Esse seminário trouxe um pouco dessa tentativa de resgatar, de integrar e fazer com que os próprios pesquisadores pudessem conhecer o que cada um faz, quais são as perspectivas para os próximos anos, seus objetos de trabalho”, pontua.
Nos 10 anos de existência, o grupo tem vasta produção de pesquisas, disseminação científica, formação de trabalhadores e pesquisadores e assessoramento aos sistemas locais de saúde, às organizações dos povos tradicionais e ribeirinhos e demais movimentos sociais, assim como colaborações internacionais em diversas áreas. O LAHPSA atua também no apoio aos sistemas locais de saúde e aos movimentos sociais, sobretudo os povos tradicionais da Amazônia.
O seminário contou com a presença de estudantes, pesquisadores e profissionais de saúde que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). A programação do evento contou com a participação de Stefanie Lopes, vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia e, apresentações de Fabiane Vinente, Rodrigo Tobias, Michele El Kadri, Julio Schweickardt, Sônia Lemos, Alcindo Ferla, e Ângela Arruda, pesquisadores que contribuem com a construção do conhecimento gerado pelo laboratório.
“Tivemos a participação de alunos de iniciação científica, de alunos de mestrado, de alunos de doutorado, pesquisadores seniores que são ligados ao LAHPSA, com o objetivo de reforçar o que é a missão do grupo, que é ser um laboratório de pesquisa, de referência na saúde coletiva, em três grandes áreas; na formação de profissionais e trabalhadores para o SUS; O apoio à gestão do SUS; desenvolvimento da pesquisa”, destaca El Kadri.
Para o pesquisador Rodrigo Tobias, os próximos anos devem ser de importantes reflexões sobre a construção de políticas públicas que acompanhem o tempo e as mudanças da sociedade. “A implicação do evento causa em nós sempre uma vontade de refletir os nossos passos e sobretudo, vislumbrar novas metas, acompanhando as mudanças da sociedade, entendendo a pesquisa como esse vetor de análise, para repensar políticas públicas de acordo com o tempo. Então, nos próximos anos, nós entendemos essa potencialidade de estar fazendo produções científicas que embasem políticas públicas, mas sobretudo, que intervenham a favor da sociedade e a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, enfatiza.
Pesquisador do LAHPSA e ex-coordenador do Laboratório, Julio Cesar Schweickardt, avaliou a trajetória trilhada pelo grupo de pesquisa e, ponderou alguns dos desafios a serem enfrentados. “Foi muito simbólico a gente comemorar 10 anos do laboratório. O LAHPSA teve vários nascimentos, pois tivemos altos e baixos, mudanças, tivemos momentos que estávamos com poucas pessoas e depois crescemos, até nos tornamos um laboratório de referência para as políticas públicas. Então, hoje podemos dizer que o LAHPSA tem uma produção expressiva, principalmente em temas da Amazônia. Somos convidados pelo Ministério da Saúde para desenvolver atividades, as Secretarias Municipais também nos reconhecem como tendo expertise sobre a saúde ribeirinha, saúde indígena. Temos desafios ainda, como dar mais publicidade, divulgar mais essas ações, tanto para dentro da Fiocruz, como para fora. Entendemos também que precisamos ampliar nossa visibilidade internacional, mas compreendemos que estamos no caminho certo”, avalia Schweickardt.
SOBRE O LAHPSA
O LAHPSA tem como missão ser referência em pesquisa na área da saúde coletiva, atuando no tripé: desenvolvimento da pesquisa; formação de pesquisadores, profissionais e gestores de saúde; divulgação científica em saúde. Seus colaboradores buscam atuar como sujeitos políticos nos espaços de debate das Políticas Públicas de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia.
O grupo de pesquisa tem como objetivo discutir, refletir, produzir conhecimento interdisciplinar acerca da saúde coletiva, inserido no cenário amazônico. Os estudos e ações buscam contribuir com as instituições e a sociedade na construção de referenciais científicos que influenciam direta e indiretamente na qualidade de vida e da saúde das populações da região amazônica.
Entre os trabalhos publicados pelo LAHPSA, estão: “Produção do Trabalho e o Programa Mais Médico no Estado do Amazonas – Estudo Avaliativo da gestão do trabalho em saúde na atenção básica: o caso do Programa Mais Médicos no Estado do Amazonas”; “Análise do Programa Mais Médicos no cenário da saúde indígena: estudo de caso no Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI Alto Solimões/AM” , “Análise do Programa Mais Médicos: estudo de caso na tríplice fronteira na Amazônia: Brasil, Peru e Colômbia” (2017); “Cenários da Atenção Básica na Amazônia: política, saúde ribeirinha e fluvial, educação permanente e produção do cuidado”; “História da Saúde e das Políticas Públicas de Saúde a Amazônia”; “Redes vivas e práticas populares de saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher no Estado do Amazonas”, “Territórios, redes vivas e práticas de saúde na Amazônia” e “Bem Viver: saúde mental indígena”.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Ingrid Anne, ILMD/ Fiocruz Amazônia
Estudo sobre Potencial biotecnológico de microrganismos para controle populacional de mosquitos será apresentado durante Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 1/9, a palestra “Potencial biotecnológico de microrganismos para controle populacional de mosquitos e redução da competência vetorial”, a ser ministrada pelo pesquisador, Ricardo de Melo Katak, bolsista de Pós-doutorado Júnior (PDJ) pela Fiocruz Amazônia.
A palestra fará uma abordagem sobre a prospecção de microrganismos para implementação de novos agentes entomopatogênicos. Na ocasião, Ricardo Katak abordará a importância de mais investigação básica e de melhores métodos de investigação translacional para preencher a lacuna entre a investigação acadêmica sobre bioinseticidas e as intervenções na saúde pública.
Esta edição do Centro de Estudos, é organizada pelo Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) da Fiocruz Amazônia e, será moderada pela pesquisadora, Claudia Maria Ríos Velásquez. A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/83262026814?pwd=WHhxcithY1IyczdBNkRWRmZPdWwrdz09 utilizando (ID da Reunião: 832 6202 6814) e (Senha de acesso: 168560).
SOBRE O PALESTRANTE
Ricardo é Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas -UEA, mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Amazonas-UFAM. Foi Bolsista de Pós-doutorado no Laboratório de Genômica e Microbiologia Aplicada da Amazônia Legal da Embrapa. Foi bolsista de Pós-doutorado PRODOC-FAPEAM no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA.
Atualmente é bolsista de Pós-doutorado Júnior – PDJ pelo Instituto Leônidas & Maria Deane/FIOCRUZ-AM. Atua em diversas abordagens como proteômica, metagenômica, microbiota de insetos e produção de metabólitos secundários.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras.
As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento