COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399
Fiocruz Amazônia realiza evento visando reunir contribuições para discussão sobre Saúde e Ambiente na COP-30
/em Notícias /por Carlos GomesPesquisadores da Fiocruz Amazônia estiveram reunidos, durante dois dias, 18 e 19/01, na sede da instituição, para participar da primeira oficina de delineamento de ações estratégicas voltadas a contribuir com as discussões sobre Saúde e Ambiente para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que acontecerá em 2025, na cidade de Belém (PA) e para eventos preparatórios que antecedem a conferência. O propósito da oficina foi o de estruturar um conjunto de ações para a promoção de territórios saudáveis nas comunidades amazônicas, além de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) local e expandir a atuação da Fiocruz na Amazônia Legal. A oficina, denominada Fiocruz Amazônia Rumo à COP-30, foi dividida em quatro eixos temáticos – Vigilância em Saúde, Biotecnologia, Valorização do Conhecimento Tradicional e Desenvolvimento com Comunidades ou Grupos Vulnerabilizados e Gestão dos Serviços de Saúde – por meio dos quais os pesquisadores participantes puderam tecer suas contribuições, a partir das atividades já desenvolvidas em laboratórios e grupos de pesquisa.
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destaca a importância do protagonismo amazônico nesse processo de discussão e o papel da Fiocruz Amazônia em termos de pesquisas e estudos na área da saúde. “O tema Saúde é prioritário e estamos alinhados com essa pauta, razão pela qual esperamos poder contribuir com o Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Saúde para a formulação de um documento sobre a Amazônia, estabelecendo um programa alinhado com as nossas propostas”, explicou. Stefanie observa que a discussão preparatória acontece um ano antes da realização do evento mundial do Clima para que seja possível identificar a melhor estratégia de contribuição a partir do que o ILMD/Fiocruz Amazônia está desenvolvendo.
“Um dos eixos importantes da COP-30 será a relação saúde e ambiente, o que pode ser feito e como melhor contribuir para esse processo. Convidamos todos os pesquisadores para, numa dinâmica, discutir essa temática a partir das principais linhas de ação que o instituto tem. O resultado será sistematizado e vai subsidiar a estruturação de plano de fortalecimento de projetos estratégicos e captação de parcerias e recursos para o que se entender como prioritário em termos de ações futuras, este ano e no próximo”, pontua a vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri.
Ela explica que a oficina foi proposta também para permitir o atendimento de demandas internas da Fiocruz e de agentes externos, dada a mobilização em torno dos eventos pré-COP em 2024 e 2025. “Somos atores importantes nesse processo por sermos Fiocruz e estarmos na Amazônia e a proposta de construção de um plano estratégico para os próximos dois anos visa exatamente responder essas demandas de forma propositiva, a partir de nossas capacidades e desejos daqui para frente”, salienta El Kadri, lembrando que o momento é de planejamento institucional.
EIXOS
A escolha dos eixos temáticos foi feita a partir das atividades desenvolvidas no ILMD/Fiocruz Amazônia. A Vigilância em Saúde, na abordagem integrada saúde humana, ambiental e animal, compreende ações de monitoramento de doenças na população, monitoramento do ambiente para identificar potenciais ameaças à saúde humana (presença de vetores de doenças, qualidade da água, desmatamento e mudanças climáticas), monitoramento de zoonoses (doenças em animais) que podem representar risco para a saúde humana, engajamento ativo das comunidades na vigilância em saúde, integração de dados e sistemas de informação geográfica.
No eixo de Biotecnologia, a produção de fitofármacos ou outros medicamentos a partir de fontes naturais da Amazônia, aprimoramento ou desenvolvimento de novos testes diagnósticos eficientes para doenças prevalentes na região, desenvolvimento de vacinas para agentes patogênicos encontrados na região, Engenharia Genética para criar organismos resistentes a doenças (por exemplo, mosquitos para reduzir transmissão de doenças), desenvolvimento de terapias imunomoduladoras para controle de doenças ou sintomas, plataformas de testes rápidos e portáteis para diagnóstico de infecções, identificação e validação de biomarcadores (que são indicadores mensuráveis de processos biológicos normais ou patológicos), monitoramento epidemiológico como genotipagem e sequenciamento genético de agentes patogênicos.
No tocante ao eixo Desenvolvimento Comunitário, ações voltadas para valorização de conhecimentos e práticas das comunidades amazônicas ou outros grupos vulnerabilizados na promoção de territórios saudáveis, incluindo-se ai ações voltadas à preparação das comunidades para compreensão e atuação em emergências sanitárias e climáticas, desenvolvimento comunitário, educação popular em saúde, medicina indígena, entre outros. No eixo Gestão dos Serviços de Saúde, a abordagem é em tono do apoio à gestão municipal, estadual e federal no uso de recursos, com planejamento, gestão de custo, monitoramento e avaliação dos programas, políticas e serviços de saúde, avaliação econômica, uso de tecnologias de comunicação aplicadas à saúde, qualificação dos profissionais e gestores, entre outros.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Com 11 vagas para Manaus, concurso da Fiocruz abre inscrições nesta segunda-feira, 22/1
/em Notícias /por Carlos GomesInicia nesta segunda-feira,22/1, o período de inscrições para os três editais do concurso público da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz). O concurso tem por finalidade o preenchimento de 300 vagas de nível superior, na carreira de Gestão em Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública. As inscrições ficarão abertas até o dia 5 de março, até 23h59.
Os candidatos interessados deverão acessar o site da Fiocruz para garantir a participação. A taxa de inscrição varia de R$ 150,00 a R$ 200,00. Inclusos no CadÚnico e doadores de medula óssea poderão solicitar a isenção do pagamento entre os dias 22 e 24 de janeiro, conforme as regras do concurso.
MANAUS
Para o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), em Manaus, o concurso oferece 11 vagas nas áreas de Analista de Gestão em Saúde (edital 01/2023), Tecnologista em Saúde Pública (edital 02/2023), Pesquisador em Saúde Pública (edital 03/2023). Os salários variam de R$ 5.735,29 (analista de gestão e tecnologista) e R$ 6.463,37 (pesquisador), podendo chegar a R$ 13.686,72, com gratificação de desempenho, auxílio-alimentação e adicional de titulação.
TECNOLOGISTA EM SAÚDE PÚBLICA
Para os cargos de Tecnologista em Saúde Pública estão sendo oferecidas três vagas, nos seguintes perfis: Diagnóstico, epidemiologia molecular e evolução de vírus emergentes e reemergentes; Imunologia Aplicada ao Suporte de Pesquisas em Doenças Parasitárias e Infecciosas da Amazônia; Pesquisa Clínica em Ensaios Clínicos em Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Os candidatos aprovados para vagas de Tecnologistas, deverão dar suporte a estudos sobre a emergência/reemergência de vírus na Amazônia, com especial ênfase em arbovírus e vírus respiratórios. Contribuir com estudos epidemiológicos moleculares de arbovírus e vírus respiratórios emergentes na Amazônia; Apoiar o desenvolvimento de pesquisas sobre microrganismos causadores de doenças infecciosas da Amazônia como malária, HIV e outros vírus emergentes e reemergentes; Contribuir para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação; Apoiar o desenvolvimento de projetos de pesquisa com a população vivendo com HIV e outras populações vulneráveis frente as particularidades sociais vividas por estas pessoas; Apoiar a ampliação das investigações de agentes infecciosos em níveis mais elevados de biossegurança; Apoiar no desenvolvimento e condução de estudos clínicos na área de farmácia clínica, incluindo toxicidade, interações medicamentosas e adesão a medicamentos para prevenção e tratamento de doenças infecciosas e parasitárias.
ANALISTA DE GESTÃO EM SAÚDE
Para os cargos de analista de gestão em saúde, estão sendo oferecidas três vagas, nos seguintes perfis: Gestão de Compras/Licitações; Gestão do Ensino; Gestão de Pessoas. Conforme o edital, os aprovados deverão: Realizar e acompanhar os processos de compras e modalidades de licitação da instituição. Conduzir e acompanhar o trâmite da licitação, dar impulso ao procedimento licitatório e executar quaisquer outras atividades necessárias ao bom andamento do certame até a homologação; Planejar, executar, controlar e avaliar atividades decorrentes da gestão educacional, com base na Lei 9394/96 (LDB) e suas regulamentações. Responder pelas atividades de secretaria acadêmica; Acolher e orientar trabalhadores e gestores quanto às normas e procedimentos concernentes à área de pessoas. Planejar e executar ações promotoras da equidade, diversidade e inclusão nos contextos de trabalho. Atuar na gestão de conflitos. Gerar e analisar indicadores da força de trabalho na Fiocruz.
PESQUISADOR EM SAÚDE PÚBLICA
Para os cargos de Pesquisador, a Fiocruz oferece para Manaus, cinco vagas nos seguintes perfis: Epidemiologia e Vigilância em Saúde Pública; Saúde Única na Amazônia; Vigilância em Saúde e Ambiente na Amazônia; Planejamento, Financiamento e Modelos de Gestão e Atenção à Saúde; Microbiologia molecular com ênfase em bioinformática. Cada vaga possui um perfil de atribuições específicas, que podem ser consultados no edital.
Os candidatos ao cargo de Pesquisador não farão provas objetivas e deverão apresentar um projeto de atuação profissional e defesa do memorial. Já os inscritos para o cargo de Tecnologista serão submetidos a uma etapa de provas de aula ou provas práticas.
Os inscritos serão selecionados por meio da aplicação de prova objetiva, prova discursiva e análise de títulos. A aplicação está prevista para o turno da manhã do dia 28 de abril de 2024. O concurso da Fiocruz terá validade de dois anos, contada a partir da homologação do seu resultado final, podendo haver uma prorrogação por igual período uma única vez, a critério da administração do órgão.
Comunidades começam a receber produtos de comunicação em saúde do Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela USAID e Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e Fiocruz Amazônia, deu início ao processo de devolutiva dos produtos de comunicação, elaborados a partir das oficinas de educação e comunicação em saúde, realizadas ao longo do ano passado, em comunidades de territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes de 17 municípios dos Estados do Amazonas e do Acre. A entrega dos produtos para serem utilizados no dia a dia das comunidades, com mensagens de estímulo à vacinação, marca o encerramento do trabalho desenvolvido em parceria com NPI Expand, SITAWI Finanças para o Bem, Fiotec e Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC). A primeira comunidade a receber os itens foi Nova Canaã, situada na altura do Km 41 da BR-174, zona rural de Manaus. A entrega foi feita na última quinta-feira, 11/01, por representantes do Projeto aos integrantes da equipe da Unidade Básica de Saúde da Família Ada Viana.
O foco do material é o fortalecimento da cobertura vacinal e as peças estão prontas para ser utilizadas na rotina das unidades básicas de saúde e entorno, como ferramenta de sensibilização e mobilização em prol das vacinas e combate à fakenews. Produtos como panfletos, cartazes, jogos de memória, cartilhas, bingo, entre outros, elaborados de forma participativa sobre o tema foram repassados ao médico Rafael Augusto da Silva Brito, do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, lotado na unidade, e a agente comunitária de saúde Ivanilde Nascimento de Andrade, que participou ativamente das oficinas e contribuiu para a elaboração das peças de divulgação, junto com os facilitadores da Fiocruz. Nas oficinas realizadas em Nova Canaã, foram pensados e executados folhetos, cartazes, podcasts, entre outros produtos. Foram entregues 200 cartazes, 100 folderes, 40 cartilhas, 50 bingos e 50 jogos da memória. No total, foram confeccionadas 1.200 peças de cada produto.
“Agradecemos primeiramente a Deus pela oportunidade de trabalharmos junto com a Fiocruz Amazônia e demais parceiros neste projeto tão importante e de grande utilidade para os comunitários que atendemos. Foi tudo pensado e discutido em conjunto, com a participação da comunidade, momento muito gratificante. Agora, é continuar avançando com a vacinação, indo de casa em casa, levando conosco o material que vai ajudar na nossa luta”, comenta a ACS Ivanilde Andrade. Lotado há apenas quatro meses na UBS Ada Viana, o clínico geral Rafael Brito, proveniente do Estado do Mato Grosso, apreciou o material e considerou a dinâmica do projeto como sendo de grande utilidade para a Atenção Básica.
“Essa é uma iniciativa que cumpre com o que precisamos apresentar aos usuários da Atenção Primária, uma forma de introduzir essa ideia da importância da vacinação tanto para criança quanto para pessoas adultas de uma forma dinâmica e de fácil compreensão, alertando e chamando a atenção da comunidade para as vacinas que precisam ser tomadas. De fato, um material que vai ajudar a UBS e vai ser bem trabalhado e divulgado”, afirmou o médico.
Facilitadora do projeto, a Mestre em Saúde Pública, da Escola de Saúde Pública de Manaus (ESAP), Denise Amorim, servidora da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa Manaus), explica: “Para além das aprendizagens e vivências advindas do Projeto Amazônia Solidária, equipes e comunidades receberam os produtos de comunicação por elas elaboradas, de acordo com as especificidades de seus territórios. Essa devolutiva do projeto é de fundamental relevância para o fortalecimento das redes que foram tecidas entre todos os atores envolvidos e dá concretude a tudo que foi planejado nas oficinas anteriores. Realizar processos educativos, na perspectiva da Educação Popular em Saúde, remete a uma proposta pedagógica democrática, emancipatória e libertadora, que valoriza as culturas locais e saberes populares”, salientou. Denise fez a entrega do material na UBS Ada Viana com o sentimento de dever cumprido. “Participar desta construção, como facilitadora, foi uma grande oportunidade de exercitar os saberes e metodologias da Educação Popular em Saúde e contribuir com a melhoria dos indicadores de cobertura vacinal no Amazonas”, frisou.
O coordenador da Frente 3 do Projeto Amazônia Solidária, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, defende que o projeto abriu um leque de oportunidades para que as comunidades fizessem a sua própria comunicação. “Reunir os apoiadores locais, facilitadores e coordenadores de área foi uma forma também de avaliar as experiências, identificando os pontos fortes e fracos e sobretudo se houve alguma mudança no quadro vacinal”, explicou o pesquisador. Todos os municípios envolvidos receberão material.
SOBRE OS PARCEIROS
No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia propõe aplicação de ferramentas matemáticas e estatísticas com aplicação em análises epidemiológicas de eventos incomuns em saúde
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu o ano de 2024 com a realização do curso intitulado “Aplicação de Modelos Latentes Bayesianos para desfechos em saúde de baixa prevalência na população”,organizado pelo Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), em colaboração com o Professor e Pesquisador Erick A. Chacón Montalván, da “King Abdullah University of Science and Technology” (Kaust) e da “Universidad Nacional de Ingeniería” (UNI), sediadas na Arábia Saudita e Peru, respectivamente.
O curso contou com o apoio do Proep-Labs do ILMD/Fiocruz Amazônia (2023-2025) e aconteceu entre os dias 08 e 09/01, ministrado por Erick A. Chacón Montalván, doutor em Estatística e Epidemiologia pela Lancaster University (Inglaterra) e teve como objetivo proporcionar aos membros do Legepi e colaboradores externos interessados na temática, uma oportunidade para ampliar o leque de ferramentas matemáticas e estatísticas com aplicação em problemas que fazem parte do cotidiano de estudantes e pesquisadores que atuam em saúde coletiva, especialmente aqueles que atuam junto a pequenas localidades e amostras populacionais reduzidas.
O epidemiologista Jesem Orellana, chefe do LEGEPI, destacou a importância de iniciativas desta natureza, pois além de alinhadas aos principais objetivos do laboratório e de oportunizarem qualificação profissional avançada, buscam resolver problemas práticos como é o caso de estimações de problemas de saúde com baixa ocorrência em amostras ou populações de tamanho reduzido, em geral, com proporções amostrais inferiores a 5%. “Os métodos matemáticos e estatísticos tradicionais, mais conhecidos como frequentistas ou determinísticos, costumam ser problemáticos em amostras populacionais de tamanho reduzido e em situações em que a proporção ou prevalência do evento avaliado é baixa, algo bastante desafiador e relativamente comum em minorias étnico-raciais como indígenas e outros grupos vulneráveis, incluindo ribeirinhos e quilombolas, por exemplo”, explica Orellana.
Além de abordar aspectos introdutórios sobre modelos latentes e inferência bayesiana aplicados à saúde coletiva, o curso proporcionou detalhada discussão de problema prático em crianças amazônicas menores de 5 anos, o da ocorrência simultânea de desnutrição crônica (também conhecido como nanismo ou stunting) e excesso de peso (também conhecido como sobrepeso/obesidade ou overweight/obesity), problema conhecido como dupla carga de má nutrição no nível individual (double-burden of malnutrition). “Portanto, a iniciativa não apenas propõe uma abordagem alternativa para um problema prático, como também emerge em momento oportuno e de inegável impacto da crise climática sobre as condições de vida e nutrição de crianças amazônicas, sobretudo as que residem em regiões remotas de difícil acesso”, destaca Jesem.
A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, fez uma saudação ao professor Montalván destacando o mérito da iniciativa do LEGEPI e a importância a aplicabilidade prática das novas ferramentas para o propósito do ILMD/Fiocruz Amazônia, que é o de fazer Ciência e pesquisa, gerando conhecimento. “Apesar de criado há pouco mais de um ano (credenciamento do laboratório na Fiocruz Amazônia ocorreu em 2022), o LEGEPI vem apresentando uma produção expressiva de artigos científicos com publicação nas principais revistas especializadas do Mundo, que demonstram a consolidação do trabalho e internacionalização das parcerias técnico-científicas, sendo referência na produção de conhecimento”, afirmou El Kadri.
O epidemiologista ressaltou que o curso, em si, foi parte de uma agenda semanal de interações acadêmicas, incluindo atividade remota com a equipe de métodos do “Cidacs-Clima: Plataforma Climática e Ambiental do Cidacs”, do Instituto Gonçalo Moniz de Salvador-BA. A atividade ocorreu na manhã da quarta-feria, 10/01, e contou com a presença de cerca de 15 especialistas em clima e saúde. Foram discutidos aspectos metodológicos do artigo intitulado “Rainfall variability and adverse birth outcomes in Amazonia” (https://www.nature.com/articles/s41893-021-00684-9), liderado e com autoria principal do Dr. Erick A. Chacón Montalván e co-autoria do epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana.
Além de pesquisadores do LEGEPI – Jesem Orellana, Antônio Alcirley e Fernanda Fonseca – participaram integralmente do curso o bolsista do Legepi Alexandre da Silva Neto, bem como as colaboradoras e epidemiologistas Laísa Moreira e Francine Santos, da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) e da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), respectivamente.
Fiocruz Amazônia recebe visita dos alunos do Curso Colaborativo em Saúde Pública da Universidade de Harvard
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nesta quinta-feira, 04/01, a visita de alunos do Curso Colaborativo de Campo em Saúde Pública Harvard-Brasil, que conta com 15 alunos de Universidade de Harvard e 15 alunos brasileiros selecionados. É a primeira vez que o Curso Colaborativo acontece no Amazonas. A iniciativa é realizada em parceria pela Escola de Saúde Pública de Harvard TH Chan (HSPH), Programa Brasil da Universidade de Harvard Centro David Rockefeller de Estudos Latino Americanos e Universidade do Estado do Amazonas. O grupo, formado por profissionais de saúde e professores dos EUA e do Brasil, foi recebido, de modo remoto, pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que fez uma apresentação sobre a Fiocruz Amazônia, destacando o papel desempenhado pela unidade na região amazônica, enquanto instituição de ensino e pesquisa, e, presencialmente, pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, e pesquisadores que atuam nas áreas de controle vetorial, estudos epidemiológicos e imunológicos e estudos com populações ribeirinhas e vulnerabilizadas.
A vinda à Fiocruz integrou a programação de visitas do grupo, que permanecerá em Manaus até o próximo dia 19/01. “O que estão fazendo aqui são trabalhos fantásticos, muito importantes e bem-feitos, com riqueza de cientistas e trabalhadores de saúde que nos impressiona”, comentou o professor de Medicina de Universidade de Harvard, James Maguire, que acompanha o grupo. Segundo ele, tanto os alunos dos EUA quanto os brasileiros de outros estados ficaram impressionados com o trabalho desenvolvido no centro de pesquisa da Fiocruz em Manaus e com as especificidades da região. “Conhecer a Fiocruz é um exercício de grande valor para os estudantes de fora do país, para terem conhecimento desse ‘outro mundo’ e o que pode ser levado para os EUA em termos de ideias e soluções, discutidas aqui com aplicações lá”, afirmou Maguire.
A chefe do Departamento de Saúde Global, da Escola de Saúde Pública de Harvard, Márcia Castro, explica que esse é um curso de campo em saúde pública e, por isso, é de extrema importância mostrar o trabalho que a Fiocruz realiza. “A ideia era conhecer as diferentes áreas em que a Fiocruz atua, com inovação, provendo saúde para as populações mais vulneráveis e ressaltar esse aspecto, que é Ciência de ponta sendo produzida no meio da Amazônia com verba pública. Isso para muita gente que vem de fora é totalmente novo”, afirmou. O grupo de brasileiros e estudantes de Harvard é multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, cientistas, entre outros profissionais que trabalham na área de saúde pública.
A experiência foi considerada positiva também em relação à possibilidade de colaborações futuras entre as instituições. “Essa foi a primeira vez aqui e já estamos pensando que seria muito bom outros grupos de discussões sobre doenças infecciosas, estudadas na Amazônia”, observou o professor americano. A vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD, Michele El Kadri, considerou a atividade importante para o ILMD/Fiocruz Amazônia, especialmente nesse momento em que a unidade se encontra num processo de internacionalização, por conta dos programas de pós-graduação. “Esse tipo de atividades é estratégico não só para a formação de recursos humanos, mas também para ampliar nossas redes de contatos e acessos, além de dar maior visibilidade à Fiocruz Amazônia em um contexto internacional de uma instituição tão respeitada quanto a Universidade de Harvard”, salientou.
Os pesquisadores da Fiocruz Amazônia apresentaram atividades e alguns resultados de projetos desenvolvidos na região. “O foco maior de dúvidas dos estudantes foi a COVID-19, com perguntas sobre o trabalho de enfrentamento da pandemia realizado pela instituição e, sobretudo, como se dá o trabalho em emergências públicas no contexto amazônico”, completou El Kadri. Foram feitas apresentações pelos pesquisadores Joaquin Cortes Carbajal, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis da Amazônia (EDTA); Pritesh Lawani, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA); Amandia Braga, do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI), e Michele El Kadri, que é chefe do Laboratório de Histórias, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA). Os estudantes conheceram também o Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados do ILMD/Fiocruz Amazônia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia realizará projeto de avaliação da saúde bucal e fatores comuns de risco associados a doenças crônicas em comunidades ribeirinhas do Amazonas e Pará
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) dará início este ano à execução do Projeto Condições de Saúde Bucal e Fatores Comuns de Risco em Populações Rurais Ribeirinhas da Amazônia, financiado pelo Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Chamada Pública 21/2023 sobre Estudos Transdisciplinares em Saúde Coletiva, com recorte territorial abrangendo macrorregiões de saúde dos estados do Amazonas e Pará. O estudo será desenvolvido em parceria com professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), além de mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos das três instituições, ao longo de dois anos de atividades. Também conta com a colaboração de pesquisadores de instituições de fora do país. O trabalho será coordenado pelo Pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath.
Segundo o pesquisador, a intenção não é somente avaliar as condições de saúde bucal das populações, mas identificar os fatores de risco comuns a outras doenças crônicas que acometem essas mesmas populações. A pesquisa terá como público-alvo adolescentes e adultos residentes nas localidades rurais ribeirinhas a serem selecionadas. “O trabalho começará pela delimitação geográfica da nossa área de atuação para que possamos planejar a coleta de dados, que se dará por meio de idas às localidades para a avaliação da saúde bucal e da saúde geral e aplicação de questionários para identificar os comportamentos relacionados à saúde , como, por exemplo, consumo alimentar e os mecanismos pelos quais são determinadas as condições de saúde e doença”, explica Herkrath.
A pesquisa tem por objetivo investigar os mecanismos pelos quais os comportamentos relacionados a saúde associam-se aos desfechos de interesse, mas irá também abordar as barreiras de acesso aos serviços de saúde. “Temos trabalhado bastante com isso e sabemos que as condições de saúde, tanto bucal quanto geral, são piores nas populações que residem em localidades rurais ribeirinhas, e que são inúmeras as dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Ao longo dos estudos já realizados, observa-se que os determinantes para as doenças bucais são comuns aos determinantes de doenças crônicas, ou seja, representam fatores comuns de risco – conforme denomina a literatura científica. Queremos compreender como esses fatores de risco comuns atuam nessas populações, sobretudo a partir do modo de vida dessas populações, para que seja possível propor intervenções em saúde pública adequadas as suas especificidades”, afirma Fernando, que é doutor em Saúde Coletiva, na área de concentração de Epidemiologia.
O projeto será executado a várias mãos. Na justificativa, a Fiocruz Amazônia pontua que o processo de adoecimento e cuidado em populações rurais ribeirinhas ainda é abordado de maneira incipiente pela comunidade científica, o que resulta, segundo a proponente, em uma invisibilidade destas populações e na escassez de informação/conhecimento que possa nortear planejamento de ações em saúde voltadas a essas populações. A ideia é que o estudo possa contribuir na superação deste cenário.
De acordo com a proposta, a expectativa é que “o conhecimento gerado pelo estudo seja capaz de subsidiar as políticas e ações em saúde voltadas para as populações rurais ribeirinhas, identificando possibilidades transversais e integradas de intervenção que permitam superar as barreiras de acesso a bens e serviços, bem como garantam a melhora das condições de saúde geral e bucal e apontem caminhos para a reorientação da atenção das equipes da ESF Fluvial e Ribeirinha por meio de um modelo que seja capaz de lidar de maneira mais eficaz com as condições crônicas não transmissíveis nessa população”.
ESTUDO OBSERVACIONAL TRANSVERSAL
Fernando Herkrath explica que se trata de um estudo transversal. O público-alvo será composto por indivíduos de 15-19 e 35-44 anos, de ambos os sexos, residentes em localidades rurais de municípios com equipes de saúde bucal da Estratégia de Saúde da Família (ESF) Fluvial implementadas nos dois estados. Além das capitais, serão selecionados municípios em cada macrorregião de saúde. No Amazonas, existem três macrorregiões: Oeste (21 municípios), Central (25 municípios) e Leste (16 municípios); no Pará, há quatro macrorregiões I (30 municípios), II (30 municípios), III (29 municípios) e IV (30 municípios). A seleção dos participantes será realizada a partir do cadastro das equipes de Atenção Básica.
A coleta de dados envolverá a aplicação de questionários eletrônicos construídos no
REDCap, que conterá os instrumentos que mensurarão as variáveis de interesse, através da utilização de smartphones. As condições de saúde bucal serão avaliadas por meio de exame clínico intrabucal – utilizando metodologia e índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para levantamentos epidemiológicos em saúde bucal, empregados nos inquéritos nacionais de saúde bucal.
CHAMADA PÚBLICA
A Chamada No 21/2023, Estudos Transdisciplinares em Saúde Coletiva, foi aberta em agosto do ano passado, com financiamento do Departamento de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, do Ministério da Saúde, e CNPq, visando apoiar projetos de pesquisa que visem contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação do País, considerando a transversalidade e a interseccionalidade em saúde coletiva para o desenvolvimento de evidências sensíveis às necessidades da saúda da população brasileira. Além disso, aproximar o conhecimento científico e a gestão pública por meio de estratégias inovadoras e efetivas de comunicação, no intuído de proporcionar conhecimento mais amplo em áreas prioritárias, estratégicas e de interesse do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo equidade e sustentabilidade como pilares nas temáticas relacionadas às condições pós-Covid; alimentação e nutrição; Determinantes Sociais em Saúde (DDS); Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT); redução da morbimortalidade e violência em populações em condição de vulnerabilidade; gestão e políticas públicas de saúde; informação e saúde digital; tecnologia, incorporação e inovação em saúde; trabalho e educação em saúde; e vigilância em saúde e ambiente.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Edital da Capes oferece oportunidade de bolsas para pesquisadores da Fiocruz em instituições moçambicanas
/em Notícias /por Julio OliveiraA Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, por meio da Coordenação Geral de Educação (CGE), informa que estarão abertas, até o próximo dia 13/01/2024, as inscrições para a Seleção de Professor Visitante no Exterior: Júnior/Sênior, no âmbito do Projeto COOPBRASS – Cooperação Sul-Sul entre a Fiocruz e Instituições Moçambicanas – Edital 05/2019 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) – Rede de Pesquisa e Formação em Saúde.
A Chamada Interna tem como finalidade selecionar pesquisadores servidores efetivos e ativos da Fiocruz que sejam credenciados(as) como orientadores(as) dos Programas de Pós-Graduação da Fiocruz, para a realização de atividade nas duas instituições, subdividindo-se nas seguintes categorias: Júnior (com titulação de doutorado obtida há, no máximo, dez anos); e Sênior (com titulação obtida há mais de dez anos). Serão ofertadas duas bolsas, sendo uma para cada categoria, com vigência de quatro meses. O período de atividades nas instituições será de maio a setembro de 2024.
O Projeto COOPBRASS prevê atuação em parceria entre a Fiocruz, o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique (INS) e a Universidade Lúrio (UniLúrio) no desenvolvimento de pesquisas e na formação de gestores, pesquisadores e estudantes, em duas áreas estratégicas: 1. Doenças infecciosas, negligenciadas e emergências sanitárias; 2. Fortalecimento dos sistemas públicos de saúde. O projeto pretende contribuir para a consolidação de redes de pesquisa já existentes e para a formação de pessoal qualificado.
A Coordenação Geral de Educação (CGE) será responsável pela organização do processo de seleção, divulgação do resultado, gerenciamento e execução dos recursos, segundo as regras do Projeto. As inscrições tiveram início em 05/12/2023 e se estenderão até 13/01/2024. Mais informações podem ser obtidas no Campus Virtual da Fiocruz (https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/node/75238)
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia realiza Reunião Anual para Avaliação de Resultados
/em Notícias /por Julio OliveiraEvidenciando o compromisso com a excelência e a busca contínua por melhores práticas, a Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGI) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu sua reunião anual de avaliação de resultados. O evento, ocorrido no dia 21 de dezembro de 2023, reuniu líderes, gestores e colaboradores das diversas áreas que compõem a VDGI para analisar e discutir os resultados alcançados ao longo do ano.
A reunião destacou-se como uma oportunidade crucial para a troca de ideias e a reflexão sobre o desempenho da VDGDI, composta por setores estratégicos, como Gestão Financeira, Gestão de Materiais, Planejamento Orçamentário e Cooperação, Gestão de Infraestrutura, Gestão de Tecnologia da Informação, Gestão do Trabalho e da Saúde do Trabalhador, Gestão da Qualidade e Gestão de Projetos.
A avaliação de resultados representou um marco importante para a atual gestão, evidenciando o compromisso da VDGI em proporcionar visibilidade e transparência em todas as suas áreas de atuação. Os participantes foram incentivados a compartilhar insights, desafios superados e projetos bem-sucedidos, promovendo uma compreensão abrangente do panorama institucional.
Durante o encontro, foram discutidos não apenas os indicadores quantitativos, mas também aspectos qualitativos que impactam diretamente a eficiência e eficácia das operações da instituição. A integração dos setores revelou-se fundamental para a compreensão holística do desempenho organizacional.
“A VDGI reforçou seu papel estratégico na gestão institucional, uma vez que a reunião anual de avaliação de resultados não apenas consolida conquistas, mas também delineia caminhos futuros, reafirmando o compromisso da vice-diretoria com o desenvolvimento contínuo e o alcance de metas ambiciosas”, avaliou o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, destacando também a importância da avaliação sistemática para o fortalecimento de uma gestão institucional comprometida com a qualidade e a inovação.