COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
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Fiocruz Amazônia apresenta proposta de projeto à Semsa Manaus voltado às populações da zona ribeirinha
/em Notícias /por Carlos GomesUm projeto de pesquisa na área de saúde básica, voltado aos moradores dos territórios ribeirinhos de Manaus, foi o tema da pauta debatida durante visita realizada nesta terça-feira, 6/2, à tarde, por uma comitiva liderada pela diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, à secretária municipal de Saúde, Shadia Fraxe, na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul.
Acompanhada dos vice-diretores de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri; de Gestão e Desenvolvimento Educacional, Aldemir Maquiné; e de Ensino, Rosana Parente; além do chefe do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (Sagespi), o pesquisador Fernando Herkrath, a diretora da Fiocruz Amazônia apresentou a proposta de um convênio, para a execução do projeto, via Prefeitura de Manaus, por meio da Semsa.
“A nossa proposta é trabalhar a Atenção Básica junto aos moradores dos territórios ribeirinhos, tanto do rio Negro quanto do rio Solimões, e estamos alinhando esta parceria com a Semsa, para a execução de uma emenda parlamentar do senador Eduardo Braga, destinada para a saúde em Manaus”, destaca Stefanie.
O projeto, via convênio entre a Fiocruz Amazônia e a Semsa, conforme a diretora, a princípio irá verificar os fatores de riscos das populações ribeirinhas para doenças cardiovasculares. Entre as ações a serem executadas estão previstas uma pesquisa com pessoas maiores de 18 anos, aferição de glicemia e de pressão, preenchimento de um questionário para auxiliar nos dados de verificação da saúde desses moradores para doenças crônicas.
“Sabe-se que há um adoecimento por doenças crônicas, um aumento de doenças crônicas também nas populações ribeirinhas, que também mudaram os seus hábitos de vida consumindo mais industrializados, e não mais produtos de subsistência da região, como pescados e mandioca, por exemplo. Então essa mudança de hábitos também acelera o desenvolvimento de doenças”, explica Stefanie Lopes, além de chamar a atenção para o fato de que outros levantamentos deverão ser realizados nestas áreas, a exemplo da qualidade de água e de doenças infecciosas nessas populações.
Segundo Stefanie, o ILMD/Fiocruz Amazônia também pretende oferecer capacitação aos profissionais de saúde da atenção primária destas localidades. “Essa proposta é muito bem-vinda, porque mostra o compromisso da Fiocruz Amazônia com a pesquisa, com o atendimento e o cuidado para com os nossos ribeirinhos”, observa a titular da Semsa Manaus, Shadia Fraxe.
REFERÊNCIA
A parceria entre a Fiocruz Amazônia e a Semsa, na área da Atenção Báscia, já se dá por meio do Projeto Comunitário de Saúde Santa Maria, desenvolvido pelo Laboratório Sagespi. Realizado na comunidade ribeirinha Santa Maria, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, a 57 quilômetros da área urbana de Manaus, o projeto tem por objetivo promover a construção coletiva de políticas públicas de saúde, por meio de tecnologias sociais.
Em novembro de 2023, os resultados das etapas iniciais das ações voltadas para a promoção da saúde na comunidade ribeirinha foram apresentados no salão Canoas, pelos próprios ribeirinhos, que foram responsáveis pelo levantamento histórico e o mapeamento georreferenciado do território, além de terem sido elencadas as prioridades em saúde, que fizeram parte da fase inicial do estudo. Nas próximas etapas será desenvolvido um plano de ação conjunto, que envolverá discussão e tomada de decisões conjuntas entre comunidade e os diversos atores que atuam na localidade, incluindo os gestores e profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família Fluvial. O projeto está previsto para encerrar em julho de 2024.
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Texto – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia)
Fotos – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia)
Stefanie Lopes é empossada diretora da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesA pesquisadora Stefanie Costa Pinto Lopes foi empossada no cargo de diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD) Fiocruz Amazônia nesta quarta-feira, 7/2, em uma cerimônia realizada no salão Canoas, na sede da instituição, localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus, e que contou com a presença de várias autoridades das áreas de educação, pesquisa, tecnologia e saúde, que atuam no Estado.
A cerimônia também marcou a posse dos novos vice-diretores do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele Rocha de Araújo El Kadri (Pesquisa e Inovação), Aldemir Lima Maquiné (Gestão e Desenvolvimento Educacional) e Rosana Cristina Pereira Parente (Ensino, Informação e Comunicação), que juntamente com Stefanie estarão no comando da instituição no biênio (2023-2025).
Representando o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, participou do evento de forma remota, para empossar a nova diretoria da Fiocruz Amazônia. Na ocasião, Cristiani parabenizou a nova diretora da Fiocruz Amazônia, e sua equipe, além de desejar sucesso no comando da instituição.
Juntamente com Stefanie, compuseram a mesa da solenidade, o secretário executivo da Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-AM), Jeibi Medeiros; a diretora presidente da Fundação Hospitalar e Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam), Socorro Sampaio; o diretor-presidente do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM), Renato Marinho; a diretora de Atenção Primária, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Sonja Farias; a secretária executiva adjunta de Políticas de Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Carla Benvenuto; a assessora técnica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Maria Fulgência Costa; a chefe do departamento de Pós-graduação, da Fundação de Medicina Tropical Drº Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Katia Santana Cruz; a secretária de Saúde do município de Presidente Figueiredo, e também vice-presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Mariane Abreu; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Adriana Malheiros; a coordenadora de Pós-Graduação Stricto Sensu, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Patrícia Melchionna; e a líder indígena, Vanda Witoto.
Apoio
Bastante emocionada, em seu discurso de posse, Stefanie agradeceu a todos os presentes, tanto presencial quanto virtualmente, e que de alguma forma contribuíram para o processo eleitoral, que resultou na sua eleição, bem como no início de sua gestão à frente da Fiocruz Amazônia.
“Estendo este agradecimento a todos os colaboradores do ILMD/Fiocruz Amazônia que têm me apoiado desde o início e fazem esta instituição ser o que é. Espero devolver a confiança em mim depositada com muito trabalho e dedicação à instituição”, pontuou Stefanie, que também destacou os desafios em dar continuidade à expansão de todas as atividades, projetos e parcerias desenvolvidos pelo ILMD.
“Ao longo de seus 30 anos, o ILMD/Fiocruz Amazônia vem contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação na área da saúde na Amazônia, na formação e qualificação de pessoas para atuarem no SUS e na área de CT&I, no suporte técnico e especializado aos serviços de saúde e na proposição e implementação de políticas públicas aplicadas à realidade regional. Hoje, eu, Michele, Rosana e Maquiné temos o desafio de ir além”, destacou.
O início de um novo ciclo, com as comemorações dos 30 anos de criação da Fiocruz Amazônia, que serão celebrados neste ano, também fizeram parte do discurso de posse da nova diretora, que conclamou os parceiros presentes a se mobilizarem com a captação de recurso para a construção da nova sede da instituição, na zona Centro-Oeste de Manaus, em um terreno cedido pelo Comando Militar da Amazônia (CMA).
“Revelo que nosso anseio é ter esta obra iniciada durante esta gestão, para que em breve possamos ocupar uma área planejada e adequada para o desenvolvimento de nossas atividades. Teremos uma estrutura de 14 mil metros quadrados em prol do desenvolvimento científico e tecnológico regional e da formação e qualificação de pessoas”, salientou.
Texto – Síntia Maciel (ILMD/Fiocruz Amazônia)
Fotos – Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)
Fiocruz Amazônia prestigia inauguração da Unidade de Saúde da Família Parque das Tribos
/em Notícias /por Carlos GomesA Fiocruz Amazônia marcou presença na solenidade de inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) Parque das Tribos, entregue na manhã desta quarta-feira, 31/1, na comunidade indígena Parque das Tribos, na zona Oeste. A unidade de saúde é a segunda de porte 4 construída pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Com um total de 1,2 mil metros de área construída, e capacidade para realizar até 24 mil procedimentos por mês, a USF Parque das Tribos é símbolo de conquista para a população de aproximadamente 4 mil pessoas das 35 etnias indígenas que residem no bairro com a maior concentração indígena da área urbana de Manaus.
A entrega da unidade de saúde marcou também o encerramento das atividades do Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pelo Laboratório de História, Politicas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública Rodrigo Tobias, presente à inauguração juntamente com a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.
“Além de ser de porte 4, a unidade de saúde é a primeira que será culturalmente diferenciada do Brasil. Simbolicamente, a inauguração aconteceu no dia que finalizamos oficialmente o Projeto Manaós. O Manaós auxiliou e promoveu no empoderamento da associação de moradores e indígenas do Parque das Tribos, que culminou na autoorganização e protagonismo nas bandeiras de luta na saúde”, explica Rodrigo Tobias.
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou características importantes da USF do Parque das Tribos que perpassam os objetivos do Projeto Manaós. “O projeto desenvolvido junto à comunidade teve implicações sociais de peso, como a criação da Associação Indígena dos Moradores do Parque das Tribos, a formação de Agentes Indígenas de Saúde no contexto urbano, formação de médicos, enfermeiros e técnicos na expectativa da interculturalidade e consonância com a política nacional de incorporação da medicina indígena no SUS”, ponderou Stefanie.
O prédio conta com dois pisos e 54 ambientes equipados para os atendimentos básicos de saúde. Na unidade, serão oferecidas consultas médicas em clínica, de enfermagem e odontológicas, exames laboratoriais, ultrassonografia, exames específicos como preventivo de câncer de colo de útero, teste do pezinho, testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites virais, dispensação de medicamentos, inclusive antibióticos e outros de controle especial. A USF funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e o acesso aos serviços oferecidos será por meio de agendamento realizado presencialmente.
A unidade contará com espaço dedicado à implantação de uma horta medicinal pelos indígenas. Por sua localização, em território de grande concentração indígena, a unidade terá ainda uma equipe de agentes indígenas de saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia. por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz avalia o excesso de mortes maternas durante os dois primeiros anos da epidemia de Covid-19 no Brasil
/em Notícias /por Julio OliveiraEstudo liderado pela Fiocruz atualiza e amplia avaliação sobre o impacto da pandemia de Covid-19 na mortalidade materna no Brasil. O epidemiologista Jesem Orellana, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e pesquisadores ligados ao Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde(CIDACS), do Instituto Gonçalo Moniz/Fiocruz Bahia, a universidades brasileiras e dos Estados Unidos e da Colômbia mostraram que houve forte aumento no excesso de mortes durante os dois primeiros anos de epidemia, independentemente da região e ano de avaliação.
Durante os dois primeiros anos de epidemia, o excesso de mortes maternas foi de 69% no Brasil, com 39% no primeiro ano e 100% de aumento no segundo ano. No primeiro ano de epidemia, o impacto foi maior nas regiões Nordeste e Norte, com 55% e 56% de mortes maternas excedentes, respectivamente. Por outro lado, no segundo ano, houve um desproporcional impacto nas regiões Centro-oeste e Sul, alcançando 123% e 203% de mortes maternas excedentes, respectivamente. Nas mulheres com idades entre 35 e 49 anos da região sul observou-se um padrão explosivo, com 413% de excesso de mortes, durante o quadrimestre de março a junho de 2021.
O estudo usou dados oficiais de mortalidade do Ministério da Saúde. “A esta altura da pandemia, não parece razoável duvidar dos impactos diretos da epidemia sobre a mortalidade por Covid-19 no Brasil, pois só nos dois primeiros anos foram contabilizadas cerca de 650 mil mortes pela doença, um número assustador e que comprova a negligência no seu enfrentamento. No entanto, pouco se sabia sobre os efeitos indiretos da epidemia de Covid-19 e nosso estudo mostrou um grave impacto sobre as mortes maternas, forte o suficiente para comprometer as metas do Brasil relativas à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Uma pena, mas que fique de aprendizado sanitário e humanitário, pois esta não foi a primeira e nem será a última pandemia que enfrentamos”, explica Orellana, que coordena o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi) da Fiocruz Amazônia.
No artigo intitulado “Impact of the COVID-19 pandemic on excess maternal deaths in Brazil: A two-year assessment” (“Impacto da pandemia de COVID-19 sobre o excesso de mortes maternas no Brasil: uma avaliação dos dois primeiros anos), os cientistas argumentam sobre essa relação e apresentam dados da mais abrangente avaliação sobre o impacto da pandemia de COVID-19 sobre o excesso de mortes maternas no Brasil. Os autores concluíram que houve forte excesso de mortes maternas no Brasil, especialmente no segundo ano da pandemia e no quadrimestre de março a junho de 2021, momento de inédita e rápida disseminação da variante Gama (P1) e quando muitos, equivocadamente, acreditavam que a epidemia estava se esgotando no país. O trabalho foi aceito para publicação no periódico Plos One.
“Como estamos falando de mortes evitáveis, mediante o adequado acompanhamento da gestação e do parto, aumentos fortes e até explosivos como mostrados em nosso estudo, mostram o quão precário foi o gerenciamento da epidemia no Brasil e a urgente necessidade de aperfeiçoamento das políticas de saúde materno-infantil, sobretudo durante crises sanitária”, pondera o epidemiologista.
Fiocruz Amazônia coordena estudo para caracterização genômica e epidemiológica dos casos de Febre Oropouche na região amazônica
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, em parceria com diversas instituições, realizou a caracterização genômica e epidemiológica do surto do vírus Oropouche (OROV) que vem acontecendo desde 2022. O OROV é endêmico da Região Amazônica e vem registrando surtos no Brasil desde a década de 70. A infecção pelo OROV causa sintomas semelhantes aos da dengue, podendo também causar encefalite. De acordo com o virologista e pesquisador da Fiocruz, Felipe Naveca, coordenador do Núcleo, foram analisadas 75 amostras coletadas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2024, para as quais foi realizado o sequenciamento completo do genoma do vírus.
“O LACEN (Laboratório Central) de Roraima deu o primeiro alerta para esse surto de Oropouche, em seguida foram detectados casos confirmados pelo exame de RT-PCR no Amazonas, Rondônia e Acre. No início de 2023, tivemos um pico de casos nesses estados, e, no final novembro, um forte aumento no Amazonas e no Acre. Por isso, desenvolvemos o protocolo para o sequenciamento viral e, até o momento, sequenciamos 75 amostras de 18 cidades desses quatro estados. Com a análise genômica, mostramos que esse vírus é descendente de um OROV que circulou em 2015 em Tefé e surgiu depois de eventos sucessivos de rearranjo viral. Também é uma satisfação ver que o protocolo de diagnóstico molecular que desenvolvemos anos atrás, com financiamento do Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores – Programa Primeiros Projetos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazona (PPP FAPEAM), foi usado em todos os casos agudos confirmados até agora”, salienta Naveca.
Em artigo publicado pela Virological.org, intitulado “O surgimento de um novo vírus Oropouche recombinante impulsiona surtos persistentes na região amazônica brasileira de 2022 a 2024”, Felipe Naveca e colaboradores apontam que o vírus Oropouche (OROV) é um patógeno transmitido no ciclo urbano principalmente por insetos conhecidos como maruim. No entanto, estudos apontam que mosquitos do gênero Culex também podem transmitir o vírus. No ciclo silvestre, mosquitos como o Aedes serratus e Coquillettidia venezuelensis podem atuar como vetores, tendo mamíferos como preguiças e primatas não humanos como reservatórios principais. Nos últimos 70 anos, pelo menos 30 surtos humanos de OROV foram relatados em países latino-americanos (Brasil, Peru, Colômbia, Guiana Francesa e Panamá). Devido ao ressurgimento recorrente de OROV nas populações humanas da região amazônica e ao aumento notável na incidência e distribuição geográfica das infecções relatadas por OROV nos últimos anos, é considerado um dos arbovírus emergentes de maior risco para a população.
Até a emergência dos vírus Chikungunya (CHIKV) e do Zika (ZIKV) no Brasil, entre 2014-2015, o OROV era o arbovírus com maior incidência no Brasil, superado apenas pelo vírus da dengue (DENV). O maior surto documentado de OROV no país foi relatado no final da década de 1970, onde as estimativas apontam para mais de 100.000 casos humano, mas o verdadeiro fardo da doença induzida pelo OROV permanece desconhecido por falta de uma vigilância sistemática. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024, o OROV foi o segundo arbovírus mais frequentemente detectado na Amazônia, superado apenas pelo DENV.
São instituições parceiras desse projeto: Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto, Laboratórios Centrais de Saúde Pública do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, Núcleo de Doenças de Transmissão Vetorial do Acre, Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Instituto Carlos Chagas (ICC-Fiocruz), Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), Fiocruz Rondônia e Universidade Federal do Espírito Santo, Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Instituto Evandro Chagas, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS) e Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Arquivo
Manicoré recebe produtos de comunicação do Projeto Amazônia Solidária
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Fiocruz Amazônia, realizou a entrega dos produtos de comunicação resultantes das oficinas de educação e comunicação em saúde, na comunidade de Nossa Senhora de Nazaré do Capananzinho, município de Manicoré, a 332 quilômetros de Manaus. Equipes de Saúde da Familia do município e representantes das comunidades receberam os kits contendo as peças produzidas pelos próprios comunitários, como Bingo e Cartilha da Vacinação, além de outros materiais repassados à Secretaria de Saúde do município, como cartazes, folderes e jogo da memória. A entrega foi feita pelo coordenador do projeto, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, que esteve no município para participar de uma oficina de formação para trabalhadores da saúde ribeirinhos.
“Foi emocionante poder realizar essa devolutiva ao município, com um material que servirá como modelo para outras equipes de Saúde da Família e apoiará o trabalho da coordenação local do Programa Nacional de Imunização, com resultados importantes para a cobertura vacinal do município. Foi um momento bem significativo fazer essa devolutiva”, comentou Schweickardt, destacando a importância de poder devolver para a comunidade aquilo que ela produziu. “A oficina de formação reuniu cerca de 85 pessoas com o objetivo de elaborar propostas para o trabalho na saúde ribeirinha de Manicoré e os produtos entregues serviram de referência para pensar em outros peças que possam ser discutidas apostando na criatividade da comunidade”, destacou o pesquisador.
Para a secretária de Saúde de Manicoré, Adriana Moreira, o Projeto Amazônia Solidária conseguiu envolver as comunidades ribeirinhas na construção dos materiais, possibilitando a troca de conhecimentos. “Dessa forma, a população se apropria desse tema tão importante que é a vacinação”, comentou, ressaltando a importância da Fiocruz Amazônia nesse processo. “A Fiocruz Amazônia tem acompanhado a gestão municipal do interior do Amazonas como um todo, ao longo desses anos, permitindo um acúmulo de conhecimento sobre o fazer saúde na Amazônia Brasileira e apoiando os trabalhadores e a gestão municipal da Saúde na superação dos desafios, que não são poucos”, assegurou Adriana.
No último dia 24/01, o Projeto Amazônia Solidária fez a devolutiva à comunidade Nova Jerusalém, no município de Rio Preto da Eva, na Região Metropolitana de Manaus. Lá, o material foi entregue na Unidade Básica de Saúde (UBS) Paulo Alves de Souza, com a presença das crianças que tiveram uma participação efetiva no processo de elaboração das peças. Além de Rio Preto da Eva e Manicoré, já foi realizada entrega na comunidade Nova Canaã, zona rural de Manaus. Ao todo, 17 municípios foram contemplados pelo projeto, desenvolvido com parceria da NPI Expand, SITAWI Finanças para o Bem, Fiotec e Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC).
SOBRE OS PARCEIROS
No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Projeto Amazônia Solidária entrega produtos de comunicação à comunidade rural em Rio Preto da Eva
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Fiocruz Amazônia, realizou uma nova entrega de produtos de comunicação, dando cumprimento ao processo de devolutiva do projeto às comunidades ribeirinhas, quilombolas e de migrantes, onde ocorreram as oficinas de educação e comunicação em saúde, ao longo do ano passado, visando fortalecer a cobertura vacinal nesses territórios. Desta vez, o destino foi a comunidade Nova Jerusalém, distante 11 quilômetros da sede do muncípio Rio Preto da Eva, situado na Região Metropolitana de Manaus. Lá, as crianças atendidas pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Paulo Alves de Souza, tiveram uma participação efetiva no processo de elaboração das peças, inclusive sugerindo a criação de um jogo da memória com o tema vacinação. A entrega dos produtos, ocorrida na tarde da última quarta-feira, 24/01, na sede da UBS, contou com a presença de três dos pequenos que contribuíram com a elaboração do material.
Rio Preto da Eva foi um dos 17 municípios contemplados pelo projeto, desenvolvido com parceria da NPI Expand, SITAWI Finanças para o Bem, Fiotec e Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC). “O trabalho ficou maravilhoso, elaboramos tudo na oficina usando a criatividade das pessoas e das crianças e vendo hoje o material impresso, com qualidade maravilhosa, as crianças vão poder usar o jogo da memória, a cartilha, principalmente fortalecendo a consciência de que a vacina é importante e salva vidas e desmistificando mentiras disseminadas sobre a vacinação, um tema atual e de muita importância para a Saúde Pública”, comemora Aldenize Alves Lemos, agente comunitária de Saúde da UBS.
A jornalista e educomunicadora Eneida Marques, consultora em Comunicação para o Amazônia Solidária, explica que o projeto trouxe como diferencial o protagonismo estratégico da comunidade, que transversalizou todo o processo de discussão e elaboração de peças de comunicação. “O material é totalmente educativo e, no caso do jogo da memória, ajuda as crianças a fixarem as palavras-chaves, tais como “Proteção”, “Vacina”, “Vírus”, “Seringa”, entre outras, ajudando também no processo de aprendizado e leitura”, afirma a jornalista, que fez a entrega simbólica do material para Sofia, 5 anos, Juan e Angelo, 9 anos, residentes na comunidade. “Vamos jogar em casa”, adiantou Sofia. Segundo a ACS Aldenize, a comunidade Nova Jerusalém tem um bom indice de cobertura vacinal e muitas crianças residentes na localidade. “Tomamos o cuidado de vacinar sempre e, graças a Deus, ela nunca teve reação”, afirma Tamile Lemos, mãe de Sofia.
O Projeto Amazônia Solidária deu início ao processo de devolutiva dos produtos de comunicação fazendo a entrega dos produtos, no último dia 11/01, na comunidade Nova Canaã, na altura do Km 41 da BR-174, zona rural de Manaus. O foco do material é o fortalecimento da cobertura vacinal e a intenção é a de que as peças sejam utilizadas na rotina das unidades básicas de saúde e entorno. As peças se tornam ferramenta de sensibilização e mobilização em prol das vacinas e combate à fakenews. Foram produzidos panfletos, cartazes, jogos de memória, cartilhas, bingo, entre outros, elaborados de forma participativa sobre o tema.
SOBRE OS PARCEIROS
No Brasil, a USAID, a NPI Expand e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Doutorado em Saúde Pública na Amazônia realiza reunião do colegiado para autoavaliação e elege nova coordenação para o quadriênio 2024-2028
/em Notícias /por Carlos GomesO Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), reuniu o colegiado formado por docentes, discentes e corpo técnico, nesta terça-feira, 23/01, na sede da Escola Superior de Ciências da Saúde, da UEA, para a realização do 2º Encontro de Autoavaliação e Planejamento Estratégico. Na oportunidade, foi eleita a nova coordenação do programa, formada agora pelos professores-doutores Júlio César Schweickardt, da Fiocruz Amazônia; Tiótrefes Gomes Fernandes, da UFAM, e Sâmia Miguez, da UEA. O encontro teve como objetivo também avaliar o desempenho do DASPAM, nos seus primeiros quatro anos de atuação, com a apresentação de um diagnóstico situacional baseado nas fichas de avaliação da CAPES, pelo professor doutor João Simão de Melo Neto, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Sociedade, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e a discussão sobre os desafios e ações estratégicas a serem adotadas para o próximo quadriênio.
Na oportunidade, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, que atuou como coordenadora do DASPAM de 2021 a 2024, apresentou um relatório de gestão com os avanços obtidos pela primeira coordenação do curso, que contabiliza atualmente 32 alunos matriculados, três processos seletivos realizados e uma expressiva produção acadêmica (231 artigos), apresentações de trabalhos em congressos (20) e artigos publicados em periódicos (19). O relatório apresentou ainda o volume de recursos captados junto a agências de fomento para ofertas de bolsas e outras atividades de rotina do programa (R$ 167,5 mil), oferta de disciplinas para a terceira turma (sete disciplinas ofertadas, o equivalente a 225 horas/aula ministradas), total de bolsistas (16), número de demandas atendidas (90) e de estudantes apoiados para ida a congressos com apresentação de trabalhos (11) e deslocamentos para pesquisa de campo (5).
Presente ao encontro, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, deu as boas-vindas à nova coordenação e destacou a importância das reuniões de autoavaliação e planejamento para o processo de consolidação do curso. “No ano passado, ocorreu reunião de avaliação e planejamento, mais focada em pesquisa, e agora estamos aqui cientes da importância das três instituições se juntarem para formar pessoas para trabalharem em Saúde Pública na Amazônia. Essa união é o primeiro ponto que o programa traz como uma fortaleza, depois a necessidade de formar uma nova geração de sanitaristas, profissão que recentemente foi regulamentada pelo Ministério do Trabalho”, afirmou Stefanie. Segundo ela, o encontro é uma oportunidade importante porque está um novo quadriênio está começando e o programa precisa ser avaliado e melhorado. “Esse é um processo constante que precisa ser feito por todos, discentes e docentes, das três instituições”, afirmou.
A vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Rosana Parente, pontuou o compromisso dos cursos em identificar potencialidades e fragilidades para obtenção de um conceito maior junto à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação. “O encontro sinaliza os primeiros passos que deverão ser dados pela nova coordenação, do ponto de vista da gestão pedagógica do curso. Como nosso objetivo é subir de conceito, faz-se necessário agora trabalhar as fragilidades, lembrando sempre de agradecer à coordenação que finaliza seu mandato pela disponibilidade e dedicação ao processo de implantação do programa. Que façamos desse momento um momento para crescimento e interação docente/discente, para que possamos deixar o DASPAM o mais sedimentado possível”, afirmou Rosana Parente.
Novo coordenador do DASPAM, o pesquisador em Saúde Pública Júlio Schweickardt, afirma que a expectativa da nova gestão é a de que o DASPAM se torne referência em Saúde Coletiva na Amazônia. “Queremos buscar uma excelência na formação de doutores e uma formação de qualidade, para que, de fato, possamos contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS), com o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia na Amazônia e interferir nas políticas públicas. Esperamos qualificar o programa de modo com que ele possa estar contribuindo nessas áreas, buscando sempre dar mais visibilidade ao programa em toda a região amazônica e no Mundo, bem como uma relação dialógica e humanizada entre docentes e discentes para que possamos ter um ambiente de trabalho, de estudo, publicação e formação respeitoso e igualitário, reforçando como parte dos princípios que precisamos defender”, comentou Schweickardt.
O diagnóstico situacional do programa orienta a coordenação a repensar as linhas de pesquisa, bem como checar se todos os docentes permanentes ministram as disciplinas, realizam atividade de orientação e apresentam projetos registrados na Plataforma Sucupira e no Lattes vinculado ao DASPAM. O professor doutor João Simão de Melo Neto, pesquisador visitante do programa e responsável pelo diagnóstico, apontou a necessidade de discussão acerca do desequilíbrio da produção/pontuação científica/posição de destaque, abertura de vagas para orientação e reforço da produção discente junto aos docentes.
LINHAS DE PESQUISA
São duas as linhas de pesquisa do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia: “Dinâmica, Diagnóstico, Cuidado Clínico e Controle de Doenças Infecciosas Endêmicas na Amazônia” e “Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia”. O egresso deve estar habilitado a planejar e desenvolver estudos em doenças endêmicas utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da epidemiologia, biologia parasitária e vetorial, ciências sociais e geografias aplicadas à saúde e outras áreas conexas; produzir conhecimentos e informações sobre organização, produção e consumo de serviços de saúde, com ênfase em estudos de acessibilidade por populações vulneráveis e/ou residentes em regiões remotas e suas interfaces com especificidades regionais e com os modelos de proteção social; contribuir em processos participativos voltados para planejamento, implantação e avaliação de planos, programas e práticas de saúde, oriundas dos diversos níveis do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como de organizações representativas da sociedade civil regional.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa