COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
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Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA) participa da Romaria das Águas no Dia Mundial da Água em Manaus
/em Notícias /por Julio OliveiraA Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, marcou presença na manhã desta sexta-feira, 22/03, Dia Mundial da Água, na Romaria das Águas, organizada pelo Coletivo Fórum das Águas e Movimento SOS Encontro das Águas, em Manaus. O evento reúne representantes de diversas instituições e entidades da sociedade civil, irmanadas no objetivo de proteger os mananciais hídricos da Amazônia, que já sofrem com os impactos da crise climática mundial e merecem atenção urgente do Poder Público, mais preocupado hoje em dia em mercantilizar os recursos hídricos, conforme denunciam os ativistas. A importância das bacias amazônicas é um dos temas que podem ser trabalhados em projetos de alunos e professores inscritos na 12a edição da OBSMA, que acontece este ano.
De acordo com a Coordenadora Regional Norte da OBSMA, Rita Bacuri, os professores e alunos da Educação Básica, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos estão convidados a se unirem na luta em defesa da água e participarem da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, que está com inscrições abertas até o próximo mês de junho. “Proteger a água é defender a vida. A participação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente num dia de luta como o de hoje, 22 de março, quando marcamos a luta em defesa da água, para nós é um momento de reflexão e reafirmação do nosso compromisso com essa luta que cada vez fica mais urgente e cara para todos nós”, afirmou Bacuri, que é pesquisadora social da Fiocruz Amazônia.
Essa foi a primeira edição da Romaria das Águas, com uma procissão fluvial reunindo embarcações levando faixas e cartazes de apoio à causa da proteção das águas. O cortejo seguiu até o Encontro das Águas, a cerca de 10 minutos do Porto da Ceasa, onde aconteceu um ato ecumênico. Segundo Rita Bacuri, a romaria é um grito de alerta para que todos despertemos para essa questão. “Água é vida, água é saúde”, ressaltou a pesquisadora social, reforçando tratar-se de tema importante para ser trabalhado dentro da OBSMA pelos professores que desenvolvem trabalhos em salas de aula junto com os seus alunos.
“Professores do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental até o Ensino Médio, e professores do EJA participem da OBSMA e vamos juntos despertar na garotada a vocação científica”, conclama Rita, lembrando que a inscrição dos trabalhos é gratuita e realizada pelos professores por meio do preenchimento do formulário eletrônico disponível no site oficial da OBSMA (https://olimpiada.fiocruz.br/regulamento-2023/). Os interessados em obter mais informações podem consultar o regulamento da 12ª edição da Olimpíada, também disponível na página oficial.
As inscrições para participar da 12ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente poderão ser feitas até o dia 30 de junho de 2024. “Professores, alunos e alunas, que desenvolvem projetos tanto na área de ciência, quanto produções audiovisuais e, também, produção de texto, com a temática relacionada à saúde e meio ambiente, podem se inscrever”, reforça Rita.
SOBRE A OBSMA
A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Dentre os principais objetivos estão o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.
A Olimpíada é voltada aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas do Brasil, reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) e visa fortalecer nos jovens estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar. Criada em 2001, a Obsma incentiva a realização de trabalhos que contribuam para a melhoria das condições ambientais e de saúde no Brasil, além de possibilitar que o conhecimento científico se torne próximo do cotidiano escolar e que as atividades pedagógicas de professores e escolas ganhem visibilidade.
POLUIÇÃO
Um dos objetivos da Romaria das Águas é evidenciar a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação dos mananciais hídricos da cidade. Uma carta aberta lida durante o ato no Porto da Ceasa pelo padre Sandoval Rocha, coordenador do Coletivo Fórum das Águas, enfatizou que os rios e igarapés de Manaus sofrem os impactos da poluição e falta de saneamento. Presente à Romaria, a bióloga Luciete Almeida, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia, confirmou que a maioria dos mananciais apresenta um alto índice de coliformes fecais, coliformes totais e metal pesado. Segundo ela, já foram realizadas coletas de amostras de água de diversos pontos, incluindo o Encontro das Águas, que constataram a contaminação.
De acordo com a bióloga, a situação dos mananciais no interior do Estado é ainda mais grave, com comunidades ribeirinhas fazendo uso doméstico de água contaminada, retirada dos rios ou de poços sem manutenção. Luciete, que coordenou o Projeto de Educação Ambiental em Comunidades Rurais do Estado do Amazonas: Uma proposta de pesquisa-ação para o monitoramento da qualidade da água”, conta que percorreu comunidades rurais de 12 municípios amazonenses, fazendo coletas para análises fisicoquímicas e microbiológicas de amostras de água de rios e poços, e, em paralelo, realizando oficinas para os moradores sobre a importância do consumo da água potável, os impactos da contaminação hídrica, o monitoramento da qualidade da água, formas corretas de armazenamento e tratamento para o consumo humano. “O resultado das análises foram encaminhadas às autoridades de saúde do município para a tomada de providências cabíveis”, enfatizou Luciete, adiantando que as atividades do projeto continuarão este ano em novos municípios amazonenses.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia apresenta pesquisa sobre monitoramento da qualidade da água de municípios amazonenses em workshop da Sema
/em Notícias /por Julio OliveiraAs ações do “Projeto de Educação Ambiental em Comunidades Rurais do Estado do Amazonas: Uma proposta de pesquisa-ação para o monitoramento da qualidade da água”, desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foram destaque do Painel 1 – “Práticas sustentáveis de cuidado da água”, do workshop “Água e Clima: Saberes da Amazônia”, promovido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), nesta quinta-feira, 21/3, na sede do órgão, no Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul, em alusão ao Dia Mundial da Água, 22 de março.
As atividades do projeto foram apresentadas pela coordenadora da pesquisa e chefe do Núcleo de Bacteriologia, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), Luciete Almeida, que, entre outras coisas, abordou o compromisso da Fiocruz Amazônia em conscientizar as comunidades tradicionais amazônicas, sobre o consumo da água potável e os riscos oferecidos pela contaminação hídrica.
“A Fiocruz Amazônia, além de pesquisar também tem por responsabilidade levar o conhecimento às comunidades, e trabalhar para que elas se conscientizem quanto ao consumo correto da água, a importância de ações simples e pontuais que amenizam o impacto da contaminação hídrica, além de orientar as prefeituras quanto à adoção de políticas públicas, que solucionem ou reduzam o consumo de água contaminada por estas comunidades”, pontuou Luciete, durante a explanação do projeto aos participantes do evento.
O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foi executado em comunidades rurais de 12 municípios amazonenses. Como forma de orientar os moradores, foram realizadas oficinas nas quais foram explicados a importância do consumo da água potável, os impactos da contaminação hídrica, o monitoramento da qualidade da água, formas de armazenamento dos recursos hídricos, além da distribuição de cartilhas sobre o tema, entre outras orientações.
“Os moradores das comunidades visitadas receberam cartilhas contendo orientações sobre a importância do consumo da água potável, por exemplo, dicas simples como o porquê de lavar as mãos ser algo essencial, por que lavar corretamente os vasilhames, a utilização correta do hipoclorito, ações simples, mas que são pontuais, para mudar a realidade destas pessoas”, observou a pesquisadora da Fiocruz Amazônia.
O moderador do painel, o professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Thiago Flores dos Santos, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo laboratório DMAIS, no que se refere à conscientização sobre o consumo da água potável.
“Pesquisas como esta são essenciais não apenas para auxiliar as comunidades, mas para orientar o poder público sobre medidas e melhorias para estas populações”, comentou.
INICIATIVAS
O evento também contou com as palestras sobre o projeto “Escola D’água”, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que em parceria com a Swarovski, desenvolve atividades na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Purus; o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), coordenado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), que monitora a qualidade hídrica dos municípios amazonenses; e o Remada Ambiental, que realiza atividades voluntárias de coleta de resíduos sólidos, na área urbana de Manaus, em especial no Tarumã-Açu.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel
Fotos: Síntia Maciel
Fiocruz Amazônia reafirma e dialoga com o CMA para realização de pesquisas em áreas de atuação do Exército
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deu início às tratativas junto ao Comando Militar da Amazônia (CMA) para formalização do protocolo de intenções que permitirá a realização de pesquisas científicas em áreas de atuação do Exército Brasileiro nos Estados da Amazônia Ocidental. A diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, se reuniu na última terça-feira, 19/03, com o general Washington Rocha Triani, chefe do Estado maior do CMA, para discutir os detalhes da cooperação. Nesta reunião, foi pontuada a elaboração de planos de trabalho que possibilitem o acesso e a permanência de curta duração dos pesquisadores nas unidades militares, parceria para realização de projetos de pesquisa, além de oferecimento de cursos de qualificação e disponibilização de vagas nos programas de pós-graduação da unidade para profissionais da corporação que tenham interesse na área da saúde.
A reunião contou com representantes do Núcleo de Estudos Estratégicos do CMA, da Inspetoria de Saúde da 12ª Região Militar, Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), 2º Grupamento de Engenharia e 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS). Stefanie Lopes foi acompanhada pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, e o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné. “Nossa intenção é começar a por em prática o acordo de cooperação já firmado com o CMA, e retomar as atividades que foram suspensas desde a pandemia de Covid-19, identificando o que vamos fazer e quais os pesquisadores que estarão atuando nesses territórios. Temos muito a trabalhar e muito a cooperar em conjunto”, afirmou Stefanie.
A cooperação prevê, entre outras atividades, ações de vigilância em saúde na fronteira, investigação de patógenos em fauna silvestre, epidemiologia, com imersões em áreas de selva para coleta de material biológico (amostras sanguíneas e de tecido) de animais e testagem em soldados que vão a essas áreas para avaliar quais as doenças infecciosas que podem carrear durante treinamentos. “Precisamos juntar esforços para irmos além do que estamos fazendo até agora dentro do acordo de cooperação, firmado com o CMA em 2019, no que se refere à pesquisa”, reforçou a diretora, recebendo total apoio por parte do chefe do Estado Maior do CMA, general Washington Triani.
“O interesse é de todos nós que estamos presentes na região amazônica e para a Fiocruz que detém o conhecimento científico. Estaremos a postos para apoiar e disponibilizar nossas estruturas para o desenvolvimento de pesquisas”, destacou o general Triani, acrescentando que o CMA já possui protocolo de intenções a serem firmados com outras instituições de pesquisa e ensino do Estado, a exemplo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT). “Faz-se necessário definir quais as linhas interesse das instituições”, observou.
Stefanie Lopes salientou a importância da cooperação entre a Fiocruz e o CMA para o monitoramento e respostas às epidemias. “Alguns dos batalhões e pelotões de fronteira estão localizados em área de risco para leishmaniose, malária, arboviroses e outras doenças tropicais e infecciosas. Precisamos ficar preparados para novas doenças que podem emergir e a Amazônia pode ser o epicentro disso por conta das ações antrópicas, desmatamento e mudanças climáticas “, argumentou. Essa atuação conjunta de vigilância fortalece a preparação para o que possa surgir, identificando novos agentes infecciosos e a potencialidade dos mesmos em tempo hábil para a adoção de medidas de mitigação, segundo a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia.
NOVA SEDE
Entre as ações previstas no acordo de cooperação firmado entre a Fiocruz e o Comando Militar da Amazônia, em 2019, estão a cessão do terreno para a construção da nova sede da Fiocruz Amazônia. “Quando assumi interinamente em setembro, estive na sede do 1º BIS para mostrar a evolução do projeto da nova sede, que é uma das ações melhor encaminhada dentro do acordo”, afirmou Stefanie, adiantando que espera que o início das obras de construção da nova sede aconteça ainda este ano.
A nova sede fica na Avenida São Jorge, em área oficialmente cedida pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), do Exército. O projeto arquitetônico está sendo realizado pela empresa cearense Architectus S/S Arquitetura e Engenharias – especializada em projetos integrados, planos urbanísticos e gerenciamento de obras, com atuação nacional.
A proposta apresentada é a de um prédio funcional, com seis andares e capacidade para concentrar todos os laboratórios de pesquisa da Fiocruz Amazônia, ocupando uma área de 14.512,80 metros quadrados, com possibilidade para futuras ampliações.
O prédio contará com quatro andares para laboratórios, gestão, serviços, bicicletário, ambulatório, oca, salas com divisórias retráteis que se transformam em auditório com capacidade para 100 pessoas, área de exposições, vestiário e estacionamento, entre outros espaços. A nova sede primará também pela sustentabilidade, com selo PBE Edifica Procel, que atesta a redução do custo energético da edificação, e Processo Aqua de certificação de construção sustentável.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia divulga 1ª republicação do processo seletivo para bolsa de Pós-Doutorado Estratégico
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quinta-feira, 21/3, a 1ª republicação da Chamada Pública 004/2024, referente ao processo seletivo simplificado para concessão de bolsa de Pós-Doutorado Estratégico no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com alterações nos anexos I e IV (cronograma e modelo do plano de atividades).
Acesse AQUI a republicação.
O objetivo é o de integrar um pesquisador às atividades vinculadas às Linhas de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação). Caso o programa disponha de novas cotas de bolsas da mesma natureza, a critério da Coordenação, elas poderão ser redirecionadas para a seleção.
As Linhas de Pesquisa do PPGBIO-Interação podem ser acessadas através de sua página na internet, disponível em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=15652 . Para se inscrever, o candidato precisa ser brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício, brasileiro ou estrangeiro residentes no Brasil e empregado em instituições públicas de Ensino Superior ou Pesquisa ou no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que se mantenha afastado das atividades na instituição de vínculo, com afastamento publicado no DOU, e o vínculo do bolsista não seja com o ILMD/Fiocruz Amazônia. Vínculo empregatício de até 20 horas semanais e estágios são permitidos. As inscrições são gratuitas.
Podem se inscrever os candidatos portadores do título de doutor, obtidos no Brasil ou no exterior com capacidade comprovada de pesquisa e produção condizente com o perfil de pós-doutorado. A área de concentração do PPGBIO-Interação (Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro) será considerada prioritária para o processo seletivo, e incluem como linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.
O resultado final do Processo Seletivo será divulgado no dia 09/04/2024 através do seguinte endereço: https://amazonia.fiocruz.br . Ao futuro egresso será outorgado o certificado de Estágio Pós-Doutoral em Ciências, com ênfase em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, mediante relatório final aprovado pela Coordenação e homologado no colegiado do PPGBIO-Interação.
PPGBIO-Interação divulga retificação do resultado para vagas de aluno especial
/em Notícias /por Carlos GomesA coordenação do Programa De Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia Da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), diante da constatação de ocorrência de erro material no processamento do resultado do processo de seleção para aluno especial no programa, torna pública a retificação do resultado final, conforme listagem republicada, anexa ao presente.
Confira AQUI a retificação.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento, ILMD/Fiocruz Amazônia.
Fiocruz Amazônia realiza primeiro Centro de Estudos do ano com o tema “Saúde Mental na Pós-Graduação”, próxima sexta-feira, 22/03
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza na próxima sexta-feira, 22/03, a partir das 10h, o primeiro Centro de Estudos de 2024, com a palestra “Saúde Mental na Pós-Graduação”, a ser ministrada pela pesquisadora em Saúde Pública Michele Rocha de Araújo El Kadri, atual vice-diretora de Pesquisa e Inovação (VDPI) do ILMD/Fiocruz Amazônia.
Doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Michele é graduada em Psicologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e atuou como Coordenadora Psicossocial pela Friends in Global Health da Vanderbilt University (Tennessee, EUA) no Programa de Moçambique. A palestra será moderada pela enfermeira Andrea Mônica Brandão Beber, doutoranda em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UNB) e será transmitida via plataforma Zoom, pelo link: https://us06web.zoom.us/j/81790799975?pwd=5ifLOKmIR4XahuMj5z5yFg2dLPZUaa.1, utilizando o ID da Reunião 817 9079 9975 e a Senha 029549.
El Kadri esclarece que o objetivo do centro de estudos será debater com os discentes da instituição (veteranos e novos) aspectos que envolvem a questão do adoecimento e do sofrimento mental durante a pós-graduação, à luz de informações geradas a partir de pesquisas e estudos realizados sobre o tema, sobretudo no período pós-pandêmico.
“A finalidade é discutir acerca das diversas possibilidades existentes nesse campo, ao que apontam as pesquisas e o quanto o adoecimento mental está presente na sociedade como um todo se buscarmos respostas acerca desse tema junto à população. Talvez haja um superdimensionamento, mas é fato que há, sim, sofrimento mental em atividades que tenham prazos definidos para finalização e produtos para serem entregues”, explica.
A pesquisadora destaca ainda que o Centro de Estudos será uma oportunidade para abordar com os alunos estratégias para se reduzir as chances de um adoecimento ou de um sofrimento mental, durante o período de formação do Mestrado ou Doutorado. “O processo (de formação) exige preparação e planejamento adequados por parte do discente para que não signifique necessariamente um sofrimento, daí a iniciativa de debatermos com eles sobre o assunto, nesta primeira edição do Centro de Estudos de 2024”, salienta.
Segundo El Kadri, a saúde mental na pós-graduação, sobretudo no pós-pandemia, tem sido motivo de preocupação para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), embora ainda não tenha sido adotada uma estratégia nacional de prevenção para esses quadros. “Muitas instituições já possuem estratégias para isso, a exemplo da Fiocruz, onde funciona o Centro de Apoio ao Discente (CAD), para oferecer atendimento psicológico emergencial. Ou seja, algumas instituições e programas tem trabalhado internamente para apoiar os discentes nesse processo, mas ainda não é uma política pública”, frisou.
SOBRE A PALESTRANTE
Michele Rocha El Kadri integrou o Comitê Gestor da Rede Emergencial em Saúde Mental na pandemia COVID-19 do Amazonas no período de 2020 a 2022. Realiza pesquisas em Atenção Primária à Saúde, Pesquisa Social Qualitativa, Saúde Pública no contexto específico da Região Amazônica. Suas Linhas de Pesquisa são na área de Território e Políticas de Saúde na Amazônia, Modelos de Atenção e Gestão do Trabalho em Saúde
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras, com duas edições quinzenais a cada mês. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia realiza reunião de interação entre alunos e coordenação do DASPAM dentro da programação de Abertura do Ano Letivo
/em Notícias /por Julio OliveiraAlunos do Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) – oferecido em consórcio pelo Instituto Maria Deane/Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – participaram nesta quinta-feira, 14/3, de um encontro interativo com a coordenação do programa, na sede do ILMD, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus. A atividade encerrou a programação da Abertura do Ano Letivo 2024, da Fiocruz Amazônia, e também o IV Workshop da Pós-Graduação – Edição 2024, da instituição.
A reunião foi conduzida pelos professores-doutores Júlio César Schweickardt, da Fiocruz Amazônia; e Sâmia Miguez, da UEA, e serviu para orientar, apresentar sugestões e esclarecer dúvidas e questionamentos dos alunos do curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia.
“Escutar as demandas, sugestões e questionamentos dos nossos alunos é importante para sabermos quais as necessidades pontuais deles, como a coordenação pode auxiliar nessas demandas. A ideia da coordenação é a de que possamos realizar este tipo de encontro com mais frequência”, observou o coordenador do Daspam pela Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt.
Questões como a importância da publicação de artigos em revistas de alto impacto – o que viabiliza uma classificação do curso; a divulgação em tempo hábil e adequada das defesas; a oportunidade de estudar no exterior, oferecida por meio de parcerias e editais específicos, como o Doutorado-sanduíche, com a ajuda de instituições de fomento, também foram abordadas.
Estudando o monitoramento de vetores das filarioses na Amazônia brasileira, o doutorando João Carlos Silva de Oliveira, avaliou como proveitosa a reunião. “Para mim foi extremamente importante e positiva a reunião, porque a interação envolveu os estudantes de doutorado de quatro turmas diferentes, que puderam transmitir à nova coordenação do programa, seus anseios, questões multidisciplinares, entre outros pontos, que, de acordo com a própria coordenação, serão postos em prática para o curso e o andamento das disciplinas”, comentou o discente, que integra a primeira turma do DASPAM de 2020.
RECOMEÇO
Para a coordenadora do DASPAM pela UEA, Sâmia Miguez, a reunião desta quinta-feira, encerrou de forma positiva a abertura do semestre letivo, além de somar a outras reuniões ligadas ao programa, entre elas, uma com o representante da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), para a área de Saúde Coletiva, Bernardo Horta.
“A semana foi bastante produtiva, a reunião com o Bernardo Horta, por exemplo, foi no sentido de reestruturar linhas e outros questões do Doutorado. A reunião com os estudantes é um feedback desses nossos encontros. Estamos vindo de uma pandemia, e, a partir de agora, começaremos a ter atividades e vamos poder nos aproximar mais dos alunos, saber um pouco do que está acontecendo, e, assim, construir junto com eles, um curso mais participativo”, concluiu Sâmia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel
Foto: Síntia Maciel
VDPI se reúne para discutir reformulações e novos fluxos de processos e procedimentos
/em Notícias /por Julio OliveiraA Vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, se reuniu com representantes dos setores que integram a VDPI, com a finalidade de promover um alinhamento de informações e procedimentos buscando otimizar a operacionalização de processos que tramitam pela Vice-Diretoria, tendo como parâmetro as diretrizes do novo Regimento Interno da instituição. Michele El Kadri, que é pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, assumiu a VDPI em janeiro de 2024, passando a compor a Vice-Diretoria da nova gestão do ILMD/Fiocruz Amazônia, tendo à frente a diretora Stefanie Lopes. A reunião teve como finalidade também promover a apresentação dos novos integrantes que passam a compor o staff da VDPI, contando com a participação da Assessoria de Gestão da Qualidade do ILMD/Fiocruz Amazônia.
“Estamos iniciando uma nova gestão à frente daVDPI e é de suma importância que estejamos organizados no que se refere à questão do andamento dos processos para estabelecermos os chamados Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) que nos permitem visualizar e mapear os processos, de modo a ter um sistema de gestão de pesquisa mais eficiente no ILMD e em consonância às diretrizes estabelecidas no Regimento Interno da Fiocruz Amazônia”, afirmou El Kadri. A VDPI foi um dos setores reestruturados no Novo Regimento Interno, aprovado em agosto do ano passado pelo Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia.
Com a reestruturação, a VDPI passou a ser formada pelos Laboratórios de Pesquisa (no total, de sete); Serviço de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e Serviço de Apoio à Pesquisa e Inovação. Uma nova reunião foi marcada para a apresentação da Política de Gestão de Qualidade do ILMD/Fiocruz Amazônia com os setores, nesta sexta-feira, 15/03. “Será a primeira reunião com a equipe para conversar sobre Procedimentos Operacionais Padrão para elaboração de documentos e fluxos com as devidas atribuições de cada setor”, explica a assessora de Gestão da Qualidade, Ângela Alves da Silva.
GESTÃO DA QUALIDADE
O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) é um conjunto de políticas, procedimentos, práticas e processos organizacionais que visam garantir a qualidade dos produtos e serviços fornecidos pela instituição. Ele engloba estratégias e ações para assegurar que os processos internos sejam bem estruturados, eficientes e consistentes, resultando na satisfação dos clientes, colaboradores e outras partes interessadas. O SGQ do ILMD é baseado em padrões e normas internacionais reconhecidas, como a ISO 9001, com a intenção de avançara par a 17025, que é uma referência para sistemas. Esse sistema busca a melhoria contínua, sendo conduzido por uma abordagem de ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act), em que cada etapa é planejada, executada, monitorada e aprimorada de forma sistemática.
Além disso, o SGQ do ILMD está em conformidade com as diretrizes e políticas estabelecidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), à qual o instituto está vinculado. A Assessoria de Gestão da Qualidade é responsável por coordenar, orientar e monitorar as ações relacionadas à qualidade em toda a instituição.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa