COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399
Fiocruz Amazônia é destaque na Conferência de Migração da Associação Brasileira de Antropologia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou da Conferência de Migração (Comigrar) promovida pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA), com o objetivo de discutir e propor estratégias de implantação de políticas públicas migracionais no Brasil. A técnica em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente, representou a instituição no evento, ocorrido em abril, no formato on line, sendo uma das palestrantes convidadas a falar sobre a relação entre saúde e migração no contexto amazônico A ABA disponibilizou no último dia 7/06, no canal do You Tube da instituição, o conteúdo completo das sete conferências realizadas.
De acordo com Fabiane Vinente, as conferências foram possíveis graças à chamada pública aberta pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) visando a realização de conferências preparatórias à 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apátrida (Comigrar), prevista para ocorrer neste mês de julho, em Brasilia, numa realização do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). “Aqui em Manaus, participamos das conferências municipal e estadual, além de outras realizadas por entidades da sociedade civil, a exemplo da Pastoral do Migrante”, conta Vinente.
Fabiane Vinente é pesquisadora no Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde (LAHPSA) e docente no Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE e colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Saúde e Condições de Vida na Amazônia (PPGVIDA/Fiocruz). Em sua palestra, ela fez um relato sobre as implicações dos processos migratórios para o campo das políticas públicas e avaliou como o Sistema Único de Saúde no Brasil tem respondido às demandas colocadas pelos novos fluxos migratórios na América Latina como foi o caso da migração dos haitianos e dos venezuelanos.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia prestigia sessão especial em homenagem aos 20 anos da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra Rosemary Costa Pinto
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia marcou presença na Sessão Especial em homenagem aos 20 anos da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto, realizada no final da manhã desta segunda-feira, 10/06, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, compareceu à homenagem e destacou a importância da parceria mantida entre a Fiocruz e a FVS-RCP, ao longo desse período, com especial destaque para a atual gestão da diretora-presidente, Tatyana Costa Amorim, que possibilitou a assinatura de termos de cooperação científica que garantem a execução conjunta de projetos desenvolvidos por pesquisadores das duas instituições. Stefanie Lopes compôs a mesa de honra da sessão especial, proposta pela deputada estadual Mayara Pinheiro, presidente da Comissão de Saúde e Previdência, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.
A Sessão Especial contou com a presença de autoridades estaduais e municipais, bem como representantes de fundações de saúde e fomento à pesquisa em atuação no Estado do Amazonas, todas parceiras da FVS, ao longo dessas duas décadas, a exemplo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT), Fundação Alfredo da Matta e Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Representando o Governo do Estado, a secretária de Estado da Saúde, Nayara Maksoud, ressaltou a importância da presença da FVS nos 62 municípios do Amazonas, com uma atuação que “perpassa de forma transversal todas as áreas da saúde pública do estado e se comunica de forma assertiva com as políticas públicas de prevenção e promoção da assistência do sistema público de saúde estadual”, salientou.
Os termos de cooperação científica firmados entre a Fiocruz Amazônia e a FVS-RCP visam fortalecer as estratégias de vigilância e controle de doenças infecciosas no Amazonas. Os acordos foram assinados juntamente com os pesquisadores das duas instituições responsáveis pela coordenação de cada projeto. O foco das parcerias são doenças infecciosas como dengue, zika, malária, Chikungunya, febre amarela, Covid-19, infecções sexualmente transmissíveis (IST/HIV/Aids) e hepatites virais. Os termos têm como objetos projetos na área de controle vetorial e reservatórios na Amazônia, vigilância entomológica de insetos vetores de patógenos emergentes, reemergentes e/ou negligenciados no Amazonas; apoio à vigilância laboratorial desses patógenos; vigilância das morbimortalidades por causas externas no Amazonas; epidemiologia de SAS-CoV-2 no Amazonas; desenvolvimento de imuno ensaios para diagnóstico, fortalecimento da política de IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais no Amazonas e oferta de cursos e treinamentos para profissionais de saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Especialista alerta para técnicas de neuromarketing que manipulam comportamento de consumo de alimentos ultraprocessados
/em Notícias /por Julio Oliveira“A indústria alimentícia utiliza pistas ambientais que associam seus produtos a aspectos positivos e sedutores, predispondo ações voltadas à aproximação desses alimentos sem que o consumidor perceba”. O alerta foi dado pela nutricionista e doutora em Ciências Biológicas, Isabel de Paula Antunes David, do Instituto Biomédico, do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal Fluminense, durante palestra do Centro de Estudos, promovido pelo Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da Fiocruz Amazônia, no último dia 7/06. Segundo a especialista, para capturar os consumidores, a indústria alimentícia incorpora técnicas de neuromarketing, tendo como embasamento teórico a Psicologia e a Neurobiologia, para sutilmente influenciar as preferências alimentares e de consumo, por exemplo, através do estabelecimento de associações de marca com emoções positivas.
A importância do tema foi destacada também pelo epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia e chefe do Legepi, ressaltando a relação entre Neurociências e Saúde Pública. Segundo ele, a oportunidade de discussão proporcionada reforça a importância estratégica do Centro de Estudos para discussões com temas que transcendem o universo acadêmico. “Hambúrgueres, refrigerantes, biscoitos, e enlatados em geral fazem parte da nossa rotina diária e não nos apercebemos do quanto são prejudiciais, cabendo à pesquisa científica buscar alternativas e estratégias de proteção à saúde da população”, afirma Orellana.
O pesquisador ressalta que o tema abordado, além de ser atual e praticamente desconhecido pelo grande público, teve lugar justamente no “Dia Mundial da Segurança dos Alimentos”, comemorado, anualmente, em 7 de junho. “A palestra certamente cumpriu com o principal objetivo do nosso Centro de Estudos, o de oportunizar a discussão de temas ligados à pesquisa e que são de interesse comunitário. Ademais, as interações entre pesquisadores convidados e a comunidade do Centro de Estudos podem fortalecer ou gerar novas articulações com grupos de pesquisa ou Programas de Pós-Graduação de fora do Amazonas”, observou.
Isabel David explica que a compreensão detalhada dos processos psicológicos e neurobiológicos implicados nas estratégias de marketing pode ajudar os setores de saúde a determinar os métodos mais eficazes de proteger a população contra essa influência indesejada. “É importante desenvolver habilidades para melhorar a defesa contra as influências nocivas da publicidade de alimentos não saudáveis, alertando os pais, educadores e autoridades de saúde para as formas sutis de manipulação do comportamento, e como elas afetam principalmente crianças e adolescentes. Além disso, é preciso ainda limitar as práticas de publicidade agressiva voltada aos alimentos ultraprocessados e agregar o conhecimento científico interdisciplinar para desenvolver ações de promoção da alimentação saudável e inibição do consumo de alimentos não saudáveis”, defende.
SOBRE A PALESTRANTE
Graduada em nutrição pela Universidade Federal Fluminense (2003), Isabel de Paula Antunes David possui mestrado (2005) e doutorado em Ciências Biológicas (2008) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho), ambos na área de neurofisiologia. Desenvolveu parte do seu doutorado no Laboratório de Psicofisiologia da Universidade de Granada (Espanha) em 2007 através do programa de doutorado-sanduíche da CAPES, mantendo colaboração com este grupo desde então. Isabel foi bolsista de pós-doutoramento do CNPQ em 2009 realizando, neste período, projetos no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB). Em 2009, foi contemplada com o Research Fellowship Training Awards oferecido pela Society for Psychophysiological Research, recebendo treinamento em eletroencefalografia através do professor Dr. Andreas Keil da Universidade da Flórida (EUA), com o qual continua mantendo colaboração.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação/Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia participa de reunião final do Ministério da Saúde para detalhamento de um programa de saúde para a Amazônia Legal
/em Notícias /por Julio OliveiraA vice-diretora de Pesquisa e Inovação, da Fiocruz Amazônia, dra Michele Rocha El Kadri, participou em Brasília, nos últimos dia 6 e 7/06, de uma reunião final promovida pelo Ministério da Saúde com a finalidade de detalhar as estratégias de atuação do Plano de Saúde da Amazônia Legal, como resultado das discussões promovidas pelo Grupo de Trabalho Ação de Saúde Amazônia (GT-ASA), criado em junho de 2023, no âmbito do Ministério da Saúde, com esse objetivo. O grupo, coordenado pela Secretaria de Vigilãncia em Saúde e Ambiente do MS, foi instituído pela Portaria GM/MS No 70 com o intenção de articular o Plano de Saúde da Amazônia Legal – PSAL com o Plano Nacional de Saúde – PNS e o Plano Plurianual – PPA 2024-2027. O grupo conta com representantes de todas as Secretarias do Ministério da Saúde, do Instituto Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia representou a instituição em diversos encontros ocorridos ao longo dos 12 meses de vigência do GT e destacou a satisfação em trazer à pauta do Grupo as demandas de políticas públicas para a região amazônica. “O intenso trabalho neste ano junto ao GT-ASA foi um espaço privilegiado que reuniu todas as secretarias do Ministério da Saúde dialogando e reorientando seus planejamentos internos de modo a priorizar políticas e orçamento especificamente para demandas do território da Amazônia Legal”, salientou El Kadri, enfatizando a importância, nesse contexto, dos seminários Saúde e Ambiente na Amazônia, realizados em Porto Velho (RO) e Manaus (AM), respectivamente em 2023 e 2024.
“Parte dessa agenda foi dialogada de modo mais amplo com diversas instituições de pesquisa, ensino, assistência da região nos dois seminários Saúde e Ambiente na Amazônia, promovidos pela Fiocruz. Com mais de 150 participantes, o evento de Manaus foi encerrado com a aprovação de uma carta aberta à ministra da Saúde, Nísia Trindade, contendo um conjunto de recomendações voltadas à superação dos desafios existentes na Amazônia Legal, que compreende nove estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão)”, explica Michele. Durante a reunião, em Brasilia, foram feitos os encaminhamentos do resultado final desta articulação para o lançamento ainda em 2024 do programa de saúde para a Amazônia Legal pelo Governo Federal.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia premia destaques da 21ª Raic e expõe trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) encerrou nesta sexta-feira, 7/6, a 21ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic). O encerramento da programação foi marcado pela tradicional premiação, que anualmente destaca projetos, desenvolvidos por estudantes de graduação de diversas instituições de ensino de Manaus, que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O último dia de evento, contou ainda com a Exposição dos Trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc – ILMD/Fiocruz Amazônia). Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação–SEDUC/AM, o Provoc representa uma proposta educacional de iniciação científica (IC) nas áreas de Saúde, Ciência e Tecnologia, direcionada a jovens que estão cursando o ensino médio.
Compuseram a mesa de abertura da cerimônia de encerramento, a Diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes; o Coordenador do Programa de Iniciação Científica (PIC – ILMD/ Fiocruz Amazônia), Yury Chaves; a Coordenadora local do Provoc, Ormezinda Fernandes. O evento iniciou na terça-feira, 4/6, com a palestra “Infodemia: Como Combatê-la na Era da Informação?”, ministrada pela Dra. em Ciências da Informação, Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Stefanie Lopes, explicou a relevância institucional dos investimentos feitos em prol da iniciação científica. “Ser uma instituição que está atuando na formação em ciência, de alunos do ensino médio e na graduação, é muito importante. Esses alunos são parte dessa instituição e constituem algo que é grandioso para nós, que é formar, divulgar, incentivar a carreira científica, demonstrando que sem ciência nosso país não avança. Temos 28 alunos no Provoc e 45 de Iniciação Científica, que representam o cumprimento de uma missão, que é mostrar à nossa sociedade que ciência é importante”, destaca.
A Raic possui o objetivo de reforçar a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante a programação, os estudantes apresentam resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do PIC, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.
Yury Chaves, avaliou de forma positiva a 21ª Raic. “A coordenação do programa sente que durante esses dias de grandes apresentações tivemos ótimos trabalhos e grande desempenho dos alunos. Fico muito feliz em ver esses jovens participando e espero que sigam seus caminhos, desenvolvendo ciência, seja pela Fiocruz ou em qualquer Instituição que traga benefício para a sociedade”, pontua.
Durante os quatro dias de evento, 44 trabalhos de graduandos, divididos nas sessões temáticas de Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia, foram apresentados. Durante as apresentações, os bolsistas foram avaliados quanto a apresentação e relatórios submetidos a uma banca de avaliadores de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.
Os projetos que se destacaram durante a 21ª Raic, receberam certificado de honra ao mérito e premiação, sendo um em cada categoria. O evento destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia.
O trabalho intitulado “Investigação do perfil lipídico em tecidos cervicais de mulheres diagnosticadas com neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau”, apresentado por Giovanna Marques, buscou encontrar lipídios no corpo, capazes de distinguir mulheres que estão com lesões graves no colo do útero, que precedem o câncer cervical, colaborando para o diagnóstico precoce da doença e futuros tratamentos. “Ver esse estudo ser reconhecido é muito gratificante, tanto para mim, como para toda a equipe que colaborou nesse projeto, pois é algo que tem impacto muito grande no Amazonas e, para mulheres de todo o Brasil. Espero que esses resultados possam contribuir para um melhor diagnóstico de todas as mulheres que têm essas neoplasias, essas lesões que são o centro do meu estudo, além de ajudar a saúde de todas as brasileiras”, comemora a vencedora do melhor trabalho na sessão Biotecnologia e Bioprospecção.
Conheça os alunos e projetos premiados:
ENTOMOLOGIA
Bolsista PAIC/FAPEAM: Emanuele Ferreira Fernandes
Orientador: Felipe Arley Costa Pessoa
Título do trabalho: Composição e diversidade de flebotomíneos em paisagens silvestres e sinantrópicos, de duas localidades na região da Amazônia brasileira.
BIOTECNOLOGIA E BIOPROSPECÇÃO
Bolsista PAIC/FAPEAM: Giovanna Melo Marques
Orientadora: Priscila Ferreira de Aquino.
Título do trabalho: Investigação do perfil lipídico em tecidos cervicais de mulheres diagnosticadas com neoplasias intraepiteliais cervicais de alto grau.
SAÚDE COLETIVA
Bolsista PAIC/FAPEAM: Peterson Carvalhal Sousa
Orientador: Marcilio Sandro de Medeiros.
Título do trabalho: Reconquista das Altas Coberturas Vacinais: Perspectivas da Educação Popular em Saúde no âmbito das atividades do Projeto Agentes Populares de Saúde Amazonas.
MICROBIOLOGIA
Bolsista PAIC/FAPEAM: Kamila Pereira de Araujo
Orientadora: Priscila Ferreira de Aquino.
Título do trabalho: Prevalência e fatores associados à coinfecção de Papilomavírus humano e Chlamydia trachomatis em mulheres com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau.
PARASITOLOGIA E IMUNOLOGIA
Bolsista PIBIC/CNPq: Isabele Rodrigues Praxedes
Orientador: Yury Oliveira Chaves
Título do trabalho: Impacto da disfunção mineral óssea na exaustão celular de linfócitos T em pessoas vivendo com HIV/AIDS sob tratamento antirretroviral.
EPIDEMIOLOGIA
Bolsista PIBIC/CNPq: Nelson Lima Luz
Orientador: José Joaquín Carvajal Cortés
Título do trabalho: Construindo bases para diagnóstico da malária utilizando inteligência artificial.
PROJETO INOVADOR
Bolsista PIBIC/CNPq: Nelson Lima Luz
Orientador: José Joaquín Carvajal Cortés
Título do trabalho: Construindo bases para diagnóstico da malária utilizando inteligência artificial.
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Sob responsabilidade do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/ ILMD Fiocruz Amazônia), a premiação passa por avaliação de uma banca externa, que avalia o projeto de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e/ou produto, portanto, concorrem somente os projetos que ofereçam essa possibilidade. Nesta edição, Nelson Lima Luz, foi o aluno contemplado.
“É um misto incrível de sensações, sentimento de dever comprido, felicidade e muito orgulho de ter encerrado o ciclo do meu 2º ano de iniciação científica desta forma. Tivemos um evento excelente, com vários projetos incríveis, e pude me destacar com esse projeto de Inteligência Artificial para o diagnóstico da malária em duas categorias, a primeira como destaque na sessão de epidemiologia e, a segunda como projeto inovação tecnológica”, destaca Luz.
INTERCÂMBIO
No ano passado, durante a 20° Raic, Nelson Luz, foi contemplado como o melhor projeto da sessão “Saúde Coletiva”, além de ter sido escolhido para representar o ILMD / Fiocruz Amazônia e, o Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PReV Amazônia, do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), no evento de boas-vindas dos alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ).
“É incrível ter conseguido alcançar todas essas conquistas com meu projeto, notar a evolução profissional e pessoal que alcancei, além de poder ver colegas serem comtemplados a vivenciar essa mesma experiência, que de fato vai marcar a vida científica de cada um deles. Foi tudo verdadeiramente mágico e, só posso agradecer a Instituição, meus orientadores e toda a coordenação por essa oportunidade”, explica.
Em detrimento de terem obtido as maiores notas da 21ª Raic, no ano em que a Fiocruz Amazônia comemora seus 30 anos de existência, os alunos Peterson Carvalhal Sousa, Isabele Rodrigues Praxedes e Kamila Pereira de Araujo, irão participar da acolhida dos alunos de Iniciação Científica, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
“Estou muito feliz e muito grata por essa oportunidade. É um sonho conhecer a Fiocruz no Rio de Janeiro, além de conhecer tudo o que eles desenvolvem, as pesquisas e todas as colaborações que eles trouxeram para nós de forma geral, no país e para nossa região. Também fico muito grata pela oportunidade de conseguir apresentar meu trabalho e perceber como pudemos evoluir do ano passado para este ano. Trouxemos resultado novos, e por ser um projeto muito promissor, eu sei que vai trazer muitos benefícios para a população do nosso estudo”, pontua Isabele Praxedes.
INICIAÇÃO CIENTÍFICA
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
VOCAÇÃO CIENTÍFICA
28 trabalhos de estudantes da rede pública de ensino de Manaus, sendo 21 da etapa iniciação e 7 da etapa avançado, foram expostos para a comunidade acadêmica e científica, durante a II Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc – ILMD/Fiocruz Amazônia). Participam da mostra, estudantes do Colégio Amazonense Dom Pedro II; Colégio Brasileiro Pedro Silvestre; Escola Estadual Sant’ Ana; e Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, que integram o Provoc.
Ormezinda Fernandes, coordenadora local do programa, enfatizou a importância do incentivo aos jovens, visando o despertar vocacional ainda no ambiente escolar. “É com muita satisfação que a gente vê esse auditório repleto de jovens estudantes, de jovens promissores à ciência. É isso que a gente vem estimular com o Provoc, com a iniciação científica, o despertar para a ciência”, frisa.
O objetivo do Provoc é possibilitar ao estudante de ensino médio a vivência em ambientes de pesquisa e conhecer o cotidiano de trabalho dos pesquisadores, proporcionando a experiência de aprender ciência na prática. Com essas vivências o Programa de Vocação Científica estimula ao jovem seguir uma carreira científica, especificamente, nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Vice-coordenadora local do Provoc, Anizia Aguiar, destacou os esforços da Fiocruz, no desenvolvimento de programas que visam a formação científica dentro da educação básica. “É muito importante a gente perceber que a Fiocruz é uma instituição que olha para a pesquisa científica, não apenas no que acontece com pesquisadores já consagrados, mas que vê nos jovens, a possibilidade de surgirem grandes cientistas. Os trabalhos apresentados hoje, mostram uma diversidade em temáticas, propostas, possibilidades, então a experiência tem sido muito enriquecedora para nós da Fiocruz, e para eles”, explica.
Em agosto, a Fiocruz Amazônia estará presente na I Jornada Nacional do Provoc, evento que vai reunir de forma inédita, estudantes de todos as Unidades da Fiocruz no Brasil, comtempladas pelo programa. “Esse ano teremos um evento especial, que é a primeira jornada nacional do Provoc, no Rio de Janeiro. Selecionamos 17 alunos irão participar desse evento. Vão estar presentes todas as Unidades da Fiocruz, então essa interação vai ser muito importante para eles”, explica Ormezinda.
Professora de Biologia da Escola Estadual Ângelo Ramazzotti, Grasiela Saraiva, avalia os benefícios do Provoc na vida dos estudantes. “É uma experiência única na vida deles, pois isso tudo aqui é muito distante da realidade deles. Esse universo da ciência está muito longe do meio em que eles vivem e essa oportunidade de participar, se envolver, estudar, aprender é algo que eles irão levar para o resto da vida e, que vai abrir portas. A escola agradece por essa parceria, por esse crescimento que a gente acaba levando não só para os alunos, mas também para a escola, pois outros alunos também acabam sendo incentivados a participar dos processos seletivos e desenvolver uma nova visão de vida”, conta.
O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em 1986 pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 38 anos de existência, cerca de 1000 pesquisadores participaram do Programa, orientando mais de dois mil alunos, oriundos de 15 instituições de ensino do Rio de Janeiro, em 19 unidades de pesquisa da Fiocruz. Outras centenas de alunos e orientadores também têm vivenciado o Programa de Vocação Científica nos demais centros regionais da Fiocruz e instituições de pesquisa.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia e Ibama-AM firmam acordo de cooperação técnica pioneiro para realização de pesquisas em One Health
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis do Amazonas (Ibama-AM) firmaram acordo de cooperação técnico-científica para a realização de pesquisas na área de investigação de patógenos em animais silvestres na Amazônia. O acordo é pioneiro e tem por objeto estabelecer a cooperação entre o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas-AM) e a Fiocruz Amazônia, por meio de apoio técnico, científico e operacional, por um período de cinco anos (60 meses). O documento foi assinado pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, e a diretora de Biodiversidade e Florestas do Ibama, Lívia Karina Passos Martins.
De acordo com Stefanie Lopes, o acordo representa um passo importante no processo de oficialização de uma parceria já existente entre as duas instituições no Amazonas, por meio do Programa Saúde Única, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia. O programa tem como objetivo promover um alinhamento de protocolos e informações sobre resultados de análises de amostras de material biológico coletado de espécimes da fauna amazônica, recebidos pelo Cetas, do Ibama, em Manaus. “A partir de agora, essa parceria é fortalecida”, reforça a diretora. O Cetas/Ibama AM recebe animais silvestres de diversas regiões do Amazonas e, a partir das análises realizadas, é possível mapear a ocorrência de possíveis surtos de novas doenças infectocontagiosas e o ressurgimento de outras.
A analista ambiental do Ibama, Natália de A. de Souza Lima, chefe do Núcleo de Apoio ao Cetas/Ibama AM, explica que o ACT representa um avanço na parceria existente desde 2019. “O acordo de cooperação reflete a sinergia das duas instituições na busca por conhecimentos para promover a saúde animal, ambiental e humana. E fortalece a colaboração entre instituições que atuam em áreas aparentemente distintas, inclusive vinculadas a diferentes ministérios, mas que convergem no objetivo maior de consolidar a abordagem de Saúde Única em suas atuações”, desatacou.
A médica veterinária Alessandra Nava, pesquisadora bolsista da Fiocruz Amazônia, lembra que a iniciativa conta também com a parceria do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o Projeto Sauim de Coleira, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “A intenção é fortalecer a investigação de aspectos sanitários e epidemiológicos dos animais recebidos pelo Cetas. Acessamos o material biológico para poder entender a prevalência de algumas doenças virais e parasitárias que acometem a população silvestre”, explica.
Segundo a veterinária, o acordo de cooperação legitima a parceria e coloca as duas instituições em sintonia com os direcionamentos em One Health (Saúde Única) preconizados pelas organizações Mundial de Saúde (OMS), das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Mundial de Saúde Animal (OMSA). Natália Lima observa que a parceria e o ACT levam o Cetas do Ibama-AM a um novo patamar. “Além de suas já conhecidas contribuições à reabilitação e conservação de espécies da fauna, amplia sua atuação por meio da geração de conhecimentos e informações, que tem interface com a saúde da população humana”, afirmou.
Os animais recebidos no Cetas-AM vêm de várias partes do Estado, o que permite um mapeamento das prevalências. Geralmente, são animais tanto mantidos em cativeiro quanto de vida livre que sofreram algum tipo de trauma (vítimas de atropelamento, choque elétrico, entre outros).
BIOBANCO
O conceito de Saúde Única é difundido hoje mundialmente, associando saúde humana, animal e ambiental, como fatores que interagem entre si de forma indissociável. A Fiocruz Amazônia possui um biobanco da vida silvestre com amostras de mais de 200 tipos de animais, entre morcegos, primatas e roedores, coletados não só no Cetas Ibama como também em áreas de floresta na área urbana e rural da Região Metropolitana de Manaus, entre elas, a área de proteção ambiental da Ufam e do assentamento Rio Pardo, onde funciona uma base de apoio a pesquisas da Fiocruz Amazônia, no município de Presidente Figueiredo-AM).
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Arquivo/Fiocruz Amazônia
.
Centro de Estudos aborda estratégias de proteção contra a publicidade de alimentos ultraprocessados
/em Notícias /por Julio OliveiraO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 07/06, a partir das 10h, a palestra intitulada “Pistas implícitas e comportamento: estratégias de proteção contra a publicidade de alimentos ultraprocessados”, a ser ministrada pela nutricionista e doutora em Ciências Biológicas, Isabel de Paula Antunes David, do Instituto Biomédico, do Centro de Ciências Médicas da Universidade Federal Fluminense. O evento é uma iniciativa do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da Fiocruz Amazônia.
Na oportunidade, a palestrante irá abordar as técnicas de neuromarketing, aplicadas pela indústria, com base na neurociência, como forma de persuasão implícita e promoção dos seus produtos. Segundo a pesquisadora, é crucial conhecer as desleais estratégias de persuasão da indústria alimentícia no intuito de proteger a saúde da população. Ainda de acordo com a dra Isabel David, as chances de sucesso aumentam, ao se agregar o conhecimento científico interdisciplinar na fundamentação teórica das ações de saúde pública voltadas para a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e promoção da alimentação saudável.
A palestra ocorrerá em formato on line e pode ser acompanhada pelo link: https://us06web.zoom.us/j/84748058930?pwd=KJLzJWxbx3PkmGpUhblnKb0zqJaI1T.1, tendo como moderador o epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia e chefe do Legepi
SOBRE A PALESTRANTE
Graduada em nutrição pela Universidade Federal Fluminense (2003), Isabel de Paula Antunes David possui mestrado (2005) e doutorado em Ciências Biológicas (2008) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho), ambos na área de neurofisiologia. Desenvolveu parte do seu doutorado no Laboratório de Psicofisiologia da Universidade de Granada (Espanha) em 2007 através do programa de doutorado-sanduíche da CAPES, mantendo colaboração com este grupo desde então.
Isabel foi bolsista de pós-doutoramento do CNPQ em 2009 realizando, neste período, projetos no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB). Em 2009, foi contemplada com o Research Fellowship Training Awards oferecido pela Society for Psychophysiological Research, recebendo treinamento em eletroencefalografia através do professor Dr. Andreas Keil da Universidade da Flórida (EUA), com o qual continua mantendo colaboração.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia realiza exposição dos Trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica
/em Notícias /por Carlos GomesO instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realiza nesta sexta-feira, 7/6, às 9h30, a Exposição dos Trabalhos da II Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc – ILMD/Fiocruz Amazônia). 28 trabalhos de estudantes da rede pública de ensino de Manaus, sendo 21 da etapa iniciação e 7 da etapa avançado, serão expostos para a comunidade acadêmica e científica, durante a programação da 21ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) do Instituto.
A coordenadora local do Provoc, Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), destaca os avanços do programa nesta edição. “Esse programa especial de vocação científica, exclusivamente para alunos do ensino médio era um doa grande desejos da nossa Unidade, e um dos poucos programas de formação científica que a Fiocruz Amazônia não possuía, então em 2022 nós iniciamos o PROVOC, e com a turma de 2023 tivemos um número maior de projetos, de orientadores e alunos interessados em participar desse processo de formação científica”, explica.
O Programa de Vocação Científica representa uma proposta educacional de iniciação científica (IC) nas áreas de Saúde, Ciência e Tecnologia, direcionada a jovens que estão cursando o ensino médio. Participam da mostra, estudantes do Colégio Amazonense Dom Pedro II; Colégio Brasileiro Pedro Silvestre; Escola Estadual Sant’ Ana; e Escola Estadual Ângelo Ramazzotti. No ILMD o programa é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Nesta edição, o programa registrou um aumento significativo no número de participantes, passando de 12 na etapa de Iniciação do ano passado para 23 e oito para a etapa Avançado, totalizando 31 alunos contemplados pelo Provoc no Amazonas. O número de estabelecimentos de ensino que aderiram ao programa também cresceu de uma para quatro escolas estaduais.
Ormezinda enfatiza a importância do programa para a formação de futuros cientistas na região amazônica. “A gente vê com grande expectativa essa formação, pois dentro do PROVOC nós temos a etapa de iniciação, que é onde o aluno do primeiro ano do ensino médio tem o seu primeiro contato, e depois se quiser continuar, ele pode ainda completar o seu ensino médio, ainda em formação aqui conosco. Isso dá uma grande bagagem para sua formação, tanto científica quanto como cidadão. Esperamos formar mais cientistas para nossa região, para o desenvolvimento da Amazônia, para que seja reconhecido de fato, por pesquisadores da nossa região”, avalia.
Gustavo Reis, estudante do 3º ano do ensino médio, do Colégio Amazonense Dom Pedro II, relata que as experiências vivenciadas no âmbito do programa, despertaram o interesse em áreas do conhecimento, antes desconhecida. “Durante toda essa jornada vivida até hoje na Fiocruz Amazônia, pude aprender a gostar da biologia de um amaneira que despertasse meu interesse sobre tantas coisas que nunca imaginei como funcionavam, sou grato pelas pessoas que conheci e que me ajudaram. Espero poder continuar aqui e trilhar um caminho que seja memorável e lindo, além disso que me ajude a evoluir humanamente e profissionalmente”, conta.
O Programa é estruturado em duas Etapas distintas: Iniciação e Avançado, que proporciona aos participantes uma experiência completa e enriquecedora no mundo da pesquisa científica. A Etapa Iniciação tem como objetivo familiarizar os alunos com as principais técnicas e objetos de pesquisa em Ciência e Tecnologia (C&T). É o período em que os estudantes acompanham atividades de pesquisa, supervisionados por seus orientadores pelo período de doze meses.
Na Etapa Avançado, o objetivo principal é possibilitar a aprendizagem e vivência de todas as fases de execução de um projeto de pesquisa em C&T. Os jovens participam desde a escolha e elaboração do projeto até a comunicação dos resultados em eventos científicos promovidos pelo Provoc e, também através de publicações. Essa fase é mais longa, com duração de 21 meses.
SOBRE O PROVOC
O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em 1986 pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O objetivo do Provoc é possibilitar ao estudante de ensino médio a vivência em ambientes de pesquisa e conhecer o cotidiano de trabalho dos pesquisadores, proporcionando a experiência de aprender ciência na prática. Com essas vivências o Programa de Vocação Científica estimula ao jovem seguir uma carreira científica, especificamente, nas áreas de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Em 38 anos de existência, cerca de 1000 pesquisadores participaram do Programa, orientando mais de dois mil alunos, oriundos de 15 instituições de ensino do Rio de Janeiro, em 19 unidades de pesquisa da Fiocruz. Outras centenas de alunos e orientadores também têm vivenciado o Programa de Vocação Científica nos demais centros regionais da Fiocruz e instituições de pesquisa. Em 19 de agosto de 2011, o Provoc comemorou 25 anos, com o lançamento do Observatório Juventude, Ciência & Tecnologia.
ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento