COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Fiocruz Amazônia sedia reunião do Ciamp-Rua Nacional para escuta das demandas da população em situação de rua e assinatura de termo de compromisso entre município e Ministério dos Direitos Humanos

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) sedia, de 24 a 26/09,  a 12ª Reunião Ordinária do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua Nacional), realizada, em Manaus, com a finalidade de promover a escuta das demandas da população em situação de rua da cidade e a assinatura do termo de compromisso que estabelece uma série de iniciativas por parte do poder público municipal no sentido de avançar na implementação do Plano Nacional para a População em Situação de Rua e o Plano Ruas Visíveis como política municipal para essa população. A assinatura foi firmada na manhã desta quarta-feira, 25/09, pelo secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, do MDH, e a secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Demi Rayol, com a participação (remota) da nova ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo.

A ministra fez uma saudação aos presentes, destacando que chega ao MDH com o compromisso de avançar nas pautas defendidas pelo Governo Federal. “Chego com energia para avançar nas pautas que o Ministério dos Direitos Humanos tem por tarefa entregar à sociedade brasileira, e uma política forte para a população em situação de rua é uma demanda importante no que diz respeito à garantia dos direitos humanos e justiça para o nosso país”, afirmou a ministra. O Ciamp-Rua Nacional vem realizando reuniões descentralizadas nas cinco regiões do País com a finalidade de avançar no debate sobre a política nacional para população de rua. “A reunião de Manaus é a quarta descentralizada e a décima segunda ordinária, realizada pelo Ciamp este ano, já tendo ocorrido reuniões na região Centro-Oeste, Sul e Nordeste”, explicou o secretário nacional Bruno Teixeira, agradecendo a acolhida da Fiocruz Amazônia.

O secretário ressaltou a importância da celebração do termo de compromisso com o município, na sede da Fiocruz Amazônia, que é uma parceira estratégica na condução da política de saúde pública para a população em situação de rua. “Hoje, temos um convênio com a Fiocruz, que é o projeto do Colaboratório Nacional de População de Rua, projeto gestado no âmbito da Fiocruz mas com a ampla participação dos movimentos sociais e que visa a qualificação dos profissionais de saúde dos sistema de Atenção Básica visando o aprimoramento do atendimento à população em situação de rua”, explicou Bruno. A diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, destacou a importância do evento para o ILMD/Fiocruz Amazônia e da presença das vozes dos territórios na instituição.

“Vimos o colorido de cores de pele, cores de bandeiras dos movimentos, de vozes, potentes falando sobre si e para si, cobrando políticas públicas para essa população tão negligenciada e por muito tempo esquecida”, observou El Kadri, salientando a importância da participação da ministra Macaé Evaristo, originária dos movimentos de base e que “entende a potência das vozes das pessoas que hoje estão no nosso auditório”, frisou. Para El Kadri, sediar a assinatura do termo que formaliza a implementação de políticas públicas voltadas para a população em situação de rua é motivo de orgulho. “É para isso que fazemos ciência, as questões dos direitos humanos, da moradia, da saúde e da educação são pautas que estão na Constituição Brasileira. Momentos como esse são potentes para os próprios movimentos sociais, para formação política desses movimentos e cobrança das instâncias governamentais.

A Reunião Ordinária em Manaus contou com a presença de conselheiros do Ciamp de várias partes do país, representantes de 12 ministérios do Governo Federal e movimentos da sociedade civil e pessoas vivendo em situação de rua. “Estamos aqui para escutar a sociedade, governos municipal e estadual, com o apoio da Fiocruz, ouvindo, dialogando e pautando a Política Nacional para a População de Rua no estado e no município. Até o final do ano, esperamos atingir as metas do planejamento estratégico do Ciamp, levando a pauta para as cinco regiões do Brasil, mobilizando os 27 estados da Federação para que possamos de fato construir uma política com a ampla participação da sociedade civil”, ressaltou o coordenador-geral do CIAMP-Rua, Anderson Lopes Miranda.

O Termo de Compromisso prevê, entre outras ações, repasse de recursos para o funcionamento dos Centros de Referência para População em Situação de Rua (Centros POP), implementação de programa piloto de moradia cidadã, apoio a municípios que possuem cozinhas solidárias, geridas pela sociedade civil, fomentar a criação de cozinhas solidárias, formar profissionais que atuam no cuidado às pessoas em situação de rua, formar guardas municipais para prevenção e enfrentamento à violência institucional contra a população em situação de rua, realizar campanhas educativas sobre “aporofobia” (aversão aos pobres), mapear cenas de uso a partir da atuação de articuladores territoriais da política sobre drogas e realizar mutirões de regularização de documentação civil e acesso a benefícios previdenciários.

“No Amazonas, conseguimos avançar e consolidar a vontade do Estado e do Município de Manaus em agregar na execução do Plano Ruas Visíveis. Para nós, hoje é um dia de celebração e de reflexão do nosso papel enquanto gestores públicos e da importância do Ciamp-Rua Nacional no monitoramento efetivo da validação do que está previsto nos termos de compromisso que tem sido assinados, daí a importância do fortalecimento das instituições e dos Ciamp municipal e estadual”, explicou o secretário nacional do MDH Bruno Renato Teixeira.

PARCEIRO

A Fiocruz Amazônia passou a integrar este ano o Colaboratório Nacional de População em Situação de Rua, criado pela Fiocruz, com a finalidade de produzir estudos que permitam o fomento às estratégias de qualificação e enfrentamento das problemáticas relacionadas às populações em situação de rua no País, em parceria com a Frente Parlamentar Pop Rua do Congresso Nacional e os Ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública. Coordenador local do projeto, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, explica que o Colaboratório Nupop Rua Manaus deu todo apoio e suporte à realização da 12a reunião descentralizada do Comitê Intersetorial, que congrega pelo menos 12 ministérios.

“Estamos debatendo soluções e recolhendo a realidade dos territórios da Região Norte para que possamos encaminhar sugestões de políticas públicas naionais no âmbito da cultura, da assistência social, saúde, moradia e combate à fome, com enfoque nessas populações as vezes tão invisibilizada”, afirmou Tobias. Em Manaus, a Fiocruz Amazônia irá implantar o Núcleo de População em Situação de Rua, vinculado ao Colaboratório, que será responsável pela articulação entre os diversos agentes públicos e movimentos de população de rua existentes por meio de ações e iniciativas que darão visibilidade a esse grupo social.

Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania apontam a existência hoje de 2.117 pessoas em situação de rua na cidade de Manaus e 19.190 em todo o Estado.  “Em Manaus, a ideia é de que consigamos aqui em Manaus abarcar algumas demandas da macrorregião Norte do Brasil”, afirmou o secretário executivo do Ciamp-Rua Nacional, Vinicius Souza Fernandes da Silva. Segundo ele, desde o inicio do ano, o Ciamp-Rua Nacional vem realizando reuniões ordinárias em Brasília e em diferentes territórios, com a finalidade de fazer uma processo de escuta de base.

No encontro, foi possível ouvir dificuldades vividas pelas próprias pessoas em situação de rua. Problemas como o da violência gerada pelo tráfico de drogas, a dificuldade de acesso a serviços de saúde e assistência e a ausência de abrigos públicos para a população em situação de rua foram relatados pelos presentes. “Com esse entendimento firmado entre o município e a União, uma série de iniciativas vão avançar com a política municipal para populações em situação de rua. Sabemos que os desafios são enormes, mas agora será possível dar celeridade na implementação de políticas que são fundamentais para que possamos ter um atendimento humanizado à população em situação de rua, garantir o acesso à saúde, educação, segurança institucional, segurança alimentar, garantia de direitos e documentação civil”, frisou Bruno Teixeira.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Em parceria com a Fiocruz Amazônia, UEA realiza simpósio científico de integração em saúde coletiva na Amazônia

Pesquisadores do Instituto Leônidas & Marias Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), participam nos dias 10 e 11/10, do III Simpósio Científico de Integração em Saúde Coletiva na Amazônia:​ Pesquisa, Extensão e Inovação. O Evento é realizado pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (PPGSC/UEA), em parceria com o Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde (LAPPIS) do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Acre (UFAC), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Fiocruz Amazônia.

O evento acadêmico e interinstitucional, pretende promover a integração de grupos de pesquisa nas áreas constituintes do campo da Saúde Coletiva na região Amazônica, visando fortalecer as redes de cooperação sociotécnica de pesquisa entre as regiões do país e corroborar com a solidariedade do conhecimento, articulando academia, serviços e movimentos da sociedade civil. As inscrições podem ser feitas até 30/9.

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A organização espera receber docentes, discentes e pesquisadores das áreas da saúde coletiva, estudantes de pós-graduação e graduação dessas e de outras áreas afins, assim como os representantes de movimentos sociais. O simpósio reunirá instituições de ensino e pesquisa, agências de fomento e associações científicas para compartilhar lições aprendidas como programa de pós-graduação stricto sensu na Amazônia Legal, destacando os avanços, limites e fortalezas. O intuito é contribuir na construção da agenda nacional de formação de recursos humanos de alto nível e de prospecção sobre inovações na pós-graduação na região Norte.

Na oportunidade, os pesquisadores discutirão temas relacionados aos princípios éticos-políticos-educativos do SUS, tais como interprofissionalidade, integralidade e intersetorialidade, articulando ciência, tecnologia e educação como base estratégica de comunicação pública e equidade no acesso a informações e direitos no SUS.

PROGRAMAÇÃO

Participará da mesa de abertura do evento, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA – ILMD / Fiocruz Amazônia), Ani Matsuura. Os pesquisadores, Fernando José Herkrath, coordenador do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI) da Fiocruz Amazônia, e Bernardo Lessa Horta, pesquisador sênior visitante da Instituição, participarão da mesa de debate “Contribuições da saúde coletiva UEA para a agenda nacional de formação de recursos humanos de alto nível e de prospecção sobre inovações na pós-graduação na região Norte”.

Docente permanente do Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, e coordenadora da turma fora sede do PPGVIDA, exclusiva para indígenas do Alto Solimôes, Luiza Garnelo, participará da mesa “Solidariedade na produção do conhecimento interdisciplinar em saúde coletiva na região amazônica: estratégias de comunicação pública e equidade no acesso a informações e direitos no SUS”.

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BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE

A programação conta ainda com a realização da 9ª Reunião dos Conselhos Executivo e Consultivo da Biblioteca Virtual em Saúde Integralidade Brasil (BVS Integralidade). A atividade faz parte do planejamento de atividades do ano de 2024, e se insere nas comemorações alusivas aos 10 anos da Política de Acesso Aberto ao Conhecimento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A ação visa o fortalecimento do trabalho em rede, do acesso aberto ao conhecimento e, do uso de tecnologias abertas de informação e comunicação, fortalecendo as ações pela integralidade em Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Michell Mello

Fiocruz Amazônia participa do 6º Congresso da Sociedade Brasileira de Proteômica, em São Paulo

Com um total de oito trabalhos submetidos, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou do 6º Congresso da Sociedade Brasileira de Proteômica, realizado entre os dias 16 e 19/09, no Centro de Difusão Internacional da USP, em São Paulo, com uma programação que envolveu a realização de cursos de treinamento e simpósios com temas variados relacionados à Proteômica e Metabolômica. Este ano, a Fiocruz Amazônia participou do evento com a maior comitiva, desde a primeira edição, formada por dez pessoas, sendo sete discentes Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO), um aluno do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC), uma pesquisadora-bolsista e a coordenadora do programa, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino.

De acordo Aquino, o congresso teve como novidade este ano a junção do Summit Brasileiro de Metabolômica, com os trabalhos na área de Proteômica, o que permitiu importante “troca de conhecimento” e perspectivas de parcerias. “A junção do Summit Brasileiro de Metabolômica foi uma oportunidade de intercâmbio científico tanto na área de Proteômica quanto de Metabolômica, onde foi possível visualizar trabalhos de estados da arte em diferentes temáticas envolvendo essas duas abordagens”, afirmou Priscila.

Segundo a pesquisadora, a Fiocruz Amazônia já participou de outras edições do BrProt, assim como da Escola de Proteômica, ano passado em Belém, estimulando a participação dos discentes para apresentação dos trabalhos desenvolvidos no ILMD/Fiocruz Amazônia. Aluna de Doutorado do PPGBIO-INTERAÇÃO, Rosyana de Fátima Vieira de Alburquerque, considera importante a participação dos discentes no evento por todos os conhecimentos adquiridos e as oportunidades de intercâmbio com colegas da área. “São experiências que irão contribuir bastante para o desenvolvimento da nossa pesquisa e com certeza são momentos de aprendizagem essenciais na jornada acadêmica de qualquer aluno de pós-graduação, pois permite que possamos conduzir nosso trabalho com mais embasamento e rigor”, afirmou, agradecendo à Fiocruz Amazônia a oportunidade em nome de todos que integram o grupo da Proteômica.

Para Kamila Pereira de Araújo, bolsista de Iniciação Científica Paic/Fapeam, a oportunidade de participar, pela primeira vez, do BrProt é motivo de felicidade e agradecimento pelo incentivo ao avanço da pesquisa na região e na instituição. “Estou muito feliz pela oportunidade de ter conhecido e participado do Congresso, algo maravilhoso para mim e minha formação acadêmica porque me permitiu desenvolver novas habilidades, adquirir vários conhecimentos, conhecer pessoas novas e fazer o network, ainda mais sendo aluna de Iniciação Científica”, agradeceu.

Priscila Aquino destaca a importância da presença da Fiocruz Amazônia no evento como um incentivo à participação de outros grupos da área de Proteômica em atuação no Amazonas. “A Proteômica não só no Amazonas como em toda a Região Norte é ainda muito incipiente, vemos poucos grupos atuando e trabalhando nessa linha, necessitando assim de incentivo para ampliar essa participação em eventos como o da Sociedade Brasileira de Proteômica. Com relação à Metabolômica, temos um grupo maior e mais estabelecido de pesquisadores no Amazonas, seja para o estudo de doenças como também aplicada à pesquisa de produtos naturais”, explicou Aquino.

A coordenadora do PPGBIO-INTERAÇÃO faz uma avaliação positiva dos trabalhos apresentados pela Fiocruz Amazônia durante o evento. “O congresso reúne um volume de pessoas muito grande, muito embora a Sociedade Brasileira de Proteômica ainda seja recente em relação às demais sociedades existentes, ainda assim é uma oportunidade e tanto para alavancar nosso trabalho”, avaliou Priscila.

RECURSOS HUMANOS

A fomento à formação de recursos humanos na área é um dos principais objetivos da Sociedade Brasileira de Proteômica no cenário da saúde pública no Brasil. Para o presidente da entidade, Giuseppe Palmisano, que coordena o Laboratório de GlicoProteômica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), são esses recursos humanos que vão possibilitar o desenvolvimento de tecnologias apuradas e metodologias robustas que permitam identificar biomarcadores, diagnósticos ou prognósticos de várias doenças. “Nosso objetivo é fomentar o desenvolvimento da ciência da Proteômica e os recursos humanos são os pesquisadores que vão fazer todas as descobertas também no campo da saúde pública para desvendar mecanismos biológicos de várias doenças, desde doenças infecciosas, crônicas, razão pela qual tivermos várias sessões focadas em diversas doenças, mostrando o quanto a Proteômica está atualizada na perspectiva da Saúde Única (One Health)”, afirmou o Giuseppe, observando que o Brasil está bem situado no cenário internacional, em relação ao desenvolvimento da área da Proteômica.

“Temos vários professores e pesquisadores brasileiros na Human Proteomic Organization e várias publicações em revistas de alto impacto que ajudaram e ajudam muito o desenvolvimento dessa ciência e pesquisadores da Sociedade que estão em vários comitês editoriais de revistas internacionais de Proteômica”, salientou.

Trabalhos apresentados no 6º BrProt

1 – Proteomic characterization of young women with grade cervical intraepithelial lesions grade 3

2 – Proteomics analysis reveals the Serpin family proteins differentially abundant in women with highgrade cervical lesions and HIV-positive

3 – Proteomic profile of the secretome and biofilm of Aspergillus fumigatus

4 – Insights of Bothrops atrox envenoming through label-free proteomics

5 – Metabolomic approach reveals potential metabolites for the discrimination of high-grade precancerous lesions of cervical cancer

6 – Exploring the proteomic profiles of women with cervical intraepithelial lesions grade 3 co-infected by HIV and HPV16

7 – Insights into the Lag and Exponential Phases of the Amazonian Aspergillus flavus Strain through Proteomics

8 – Essential proteins in the immune response against viral pathogens are present in vaccinated patients infected with the Ômicron variant

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia ministra curso no RN sobre bioecologia do Culicoides paraensis, o Maruim, vetor da febre Oropouche

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), ministrou durante uma semana (de 16 a 20/09), a convite da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o curso Compreendendo a Biologia, Relação Patógeno-Hospedeiro e Identificação de Maruins, do gênero Culicoides paraensis, um dos principais vetores da febre Oropouche no Brasil. O curso, ministrado pelos pesquisadores titulares em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Felipe Arley Costa Pessoa e Cláudia Maria Ríos Velasquez, do EDTA, juntamente com a pesquisadora Emanuele Sousa Farias, pertencente à Rede de Compartilhamento de Dados e Informações sobre Diversidade de Arvores na Amazônia, teve uma carga horária de 36 horas e foi destinado a estudantes do Laboratório de Pesquisa em Entomologia Médica da UFRN e profissionais entomólogos da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte.

O pesquisador Felipe Pessoa explica que atendeu ao convite do Laboratório de Pesquisas em Entomologia, do Centro de Biociências da UFRN, por entender a importância da identificação correta das espécies, no sentido de ajudar os técnicos dos serviços de controle a apontar onde estão, qual período, quais as espécies são atraídas pelo ambiente modificado pelo homem. “Existem provavelmente duas famílias de dipteros hematófagos que podem transmitir o vírus Oropouche: Culicidae, que são os mosquitos. No amazonas encontramos muitos mosquitos silvestres infectados com o vírus oropouche. E a família Ceratopogonidae, onde estão alocados os Culicoides, os maruins. A ecologia, a biologia dessas famílias são distintas. Existem muitas espécies e que possuem características próprias de nicho ecológico”, explica Pessoa.

O vírus Oropouche foi identificado no Brasil pela primeira vez em 1960. É transmitido por Culicoides paraensis (maruim ou mosquito pólvora) e pode causar febre com sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como Dengue, Chikungunya e Zika. De acordo com o pesquisador, a transmissão ocorre em ciclos silvestres e urbanos, com diferentes hospedeiros animais e humanos. A recente expansão de casos para estados do Sudeste e Nordeste, incluindo o primeiro registro no Rio Grande do Norte em 2024, destaca a necessidade de mais estudos sobre a biologia dos vetores e a relação patógeno-vetor com vistas à prevenção e controle da doença.

No curso, foram abordados aspectos sobre a bioecologia e a identificação de maruins, do gênero Culicoides. “Em áreas florestais, os mosquitos silvestres estão envolvidos na transmissão. Em área urbana, os maruins, principalmente o Culicoides paraensis, estão envolvidos na transmissão. No passado recente, Culex quinquefasciatus, o carapanã comum, já foi encontrado infectado com esse vírus e há suspeitas de que podem amplificar o vírus”, afirma Felipe. Por iniciativa da coordenadora do curso de Pós-graduação do Programa de Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFRN, Fátima Ximenes, foram convidados representantes da Secretaria de Estado da Saúde para participar da capacitação, principalmente no que diz respeito à identificação dos Culicoides, como coletá-los, montagem de lâminas, uso das chaves de identificação, além de aspectos teóricos da bioecologia do vetor e do vírus.

Felipe Pessoa salientou também que vem desenvolvendo estudo sobre a interação do Culex com o vírus Oropouche, em parceria com o também pesquisador da Fiocruz Amazônia Pritesh Lawani, que é virologista. “O modelo é experimental, com Culex colonizado e vírus mantidos em meio de cultura. Queremos compreender taxas de infecção, período de desenvolvimento de replicação do vírus no inseto, invasão do vírus em glândula salivar, além de compreender o mecanismo básico de interação, para, a partir daí, darmos os passos seguintes em direção a medidas preventivas de bloqueio de infecção no vetor e respostas a perguntas sobre vacinas”, explicou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia sediará lançamento do livro PanPoéticaDemia, de José Seráfico, no dia 30/09

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será o palco para o lançamento do livro de poesias PanPoéticaDemia, de autoria do jornalista, escritor, professor universitário e agora blogueiro José Seráfico. O livro, o vigésimo de sua carreira, reúne poesias e poemas escritos durante a fase mais aguda da pandemia de Covid-19, em Manaus, um período crítico da história do Estado, quando a falta de oxigênio para a assistência aos pacientes aterrorizou o Mundo e enlutou inúmeras famílias amazonenses. A coletânea traz o prefácio assinado pelo médico infectologista Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador especialista da Fiocruz Amazônia, que trabalhou intensamente em pesquisas voltadas ao enfrentamento da Covid-19. A sessão de autógrafos acontecerá no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, situada na Rua Teresina, 476, bairro Adrianópolis, a partir das 17h30.

Seráfico conta que a pandemia é o fio condutor da obra que tem, no total, 152 páginas e foi editada pelo Grupo Scotecci. O autor explica que escolheu a Fiocruz Amazônia como local para o lançamento por três motivos simbólicos: o período em que foi escrito, a importância estratégica da Fiocruz no contexto pandêmico e a homenagem ao médico infectologista Marcus Vinicius Guimarães Lacerda, pesquisador da Fiocruz Amazônia. “Poderia até dar outro título, chamar o livro de Poemas da Pandemia, porque quase todos as poesias e poemas foram elaborados na fase mais aguda da pandemia. Foi, como está dito em algum momento, no sabor dos acontecimentos que se desenrolaram durante a pandemia, em especial a falta de oxigênio que fez de Manaus, o epicentro da pandemia naquele momento”, explica o autor.

E continua: “Em segundo lugar, a escolha do local é uma homenagem à Fiocruz cujos esforços eu posso testemunhar no sentido de produção científica; por último, mas não menos importante,  o fato de o livro ter sido prefaciado, por uma escolha especialmente minha, pelo infectologista Marcus Lacerda, pesquisador dos mais respeitados da Fiocruz e também um discípulo e fiel amigo de um amigo irmão que hoje dá nome à Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, Heitor Vieira Dourado”, resumiu Seráfico, durante visita à sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia.

O escritor traça um paralelo entre o sofrimento no período crítico da pandemia e a situação vivida hoje em virtude da péssima qualidade do ar, respirado na cidade de Manaus. “Essa névoa é resultado do negativismo e da ganância. O negativismo daqueles que ignoram e querem que todos sejam ignorantes, e a ganância dos extremistas egoístas, que se sentam donos do mundo e de todos os bens do mundo. Está mais do que comprovado que a situação é decorrente da ação humana. O mundo é uma construção humana e quem constrói o mundo somos nós e na hora em que a ganância, o egoísmo e a falta de solidariedade triunfam não se pode esperar outra coisa”, salienta, alertando que estamos voltando a sentir a sensação de pânico, numa escala global, como foi na pandemia. “O que é pior: próximo de um ponto sem retorno, o que é mais grave. A natureza se vinga”, finalizou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Pesquisador da Fiocruz Amazônia sugere medidas de efeito rápido para reduzir danos causados pela fumaça que encobre Manaus

O epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador da Fiocruz Amazônia, sugere a adoção de medidas emergenciais para reduzir os danos atuais e futuros causados pela inalação de fumaça, em níveis críticos, pela população de Manaus, com o agravamento da situação nesta quinta-feira, 19/09. O pesquisador afirma que os serviços de saúde devem garantir contratação emergencial de profissionais para aliviar a sobrecarga da rede, em centros de saúde e ambulatórios, bem como garantir medicações e insumos que estão com sua demanda aumentada, devido à emergência climática. Em termos de prevenção individual, Orellana recomenda a distribuição, pelos órgãos de saúde estadual e municipal, de máscaras N95 ou PFF2 para grupos prioritários, incluindo trabalhadores ambulantes, entregadores de aplicativo, trabalhadores da limpeza pública, guardas de trânsito e do transporte coletivo, por exemplo.

Evitar atividades ao ar livre, sobretudo corridas ou esportes coletivos como futebol, beber muita água e procurar ambientes ventilados, distantes de áreas de intenso trânsito veicular ou com outras fontes de fumaça tóxica devem ser orientações divulgadas amplamente pelos meios de comunicação, segundo o epidemiologista. “Quando em casa, fechar portas e janelas, garantindo a ventilação moderada e umidade com aparelhos específicos ou panos úmidos e bacias com água. Quando possível, instalar filtros do tipo HEPA nos aparelhos de ar-condicionado domésticos, os quais tem potencial de filtragem de material particulado. Para quem está dirigindo e pode ligar o ar-condicionado, acionar o sistema de circulação interna do ar, evitando a entrada de mais ar de má qualidade”, adverte Jesem.

Em caso de sintomas potencialmente associados a poluição, procurar o serviço de saúde mais próximo, em busca de suporte e orientação. O pesquisador defendeu também o endurecimento da legislação e principalmente rapidez na punição dos criminosos. “Sabemos que na maioria das vezes os incêndios são de origem criminosa, de certa forma, a histórica explosão de queimadas está sendo impulsionada pela quase certa expectativa de impunidade, especialmente em locais onde o agronegócio pode avançar ainda mais”, afirmou, acrescentando que o rastreamento da origem de minérios e madeira ilegal, bem como do gado e grãos que abastecem grandes frigoríficos ou exportadores, é um caminho para inibir a degradação da Amazônia sob a falaciosa suposição de progresso e riqueza para o país.

“Em termos de enfrentamento direto, aumento ainda maior de forças especiais para o combate de incêndios, especialmente em regiões críticas e com poucos recursos financeiros, humanos e de infraestrutura”, orienta Orellana, que recomenda também a adoção do sistema de trabalho remoto remoto, pois garante a redução da circulação de veículos, fonte importante de poluentes do ar, bem como, ajuda a proteger a saúde da população geral, promovendo economia de energia elétrica e gastos evitáveis com atenção médica de trabalhadores adoecidos pela fumaça tóxica. “Também deveríamos ter suspendido aulas presenciais nas escolas e universidades”, afirmou.

Os efeitos, de acordo com Jesem, já são sentidos de imediato ou o serão em curto prazo. “Muitas pessoas apresentam sinais e sintomas como tosse, cansaço, crises de rinite alérgica, respiração ofegante ou sensação de falta de ar, rouquidão, ressecamento ou irritação na garganta e olhos ou mesmo lacrimejamentos e sangramento nasal, em caso de estiagem associada com baixa umidade do ar. Em médio prazo, os efeitos negativos da fumaça podem atuar como uma espécie de gatilho para crises de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema pulmonar, bronquite ou mesmo problemas pulmonares em pessoas com histórico de fibrose pulmonar ou cística, por exemplo. Também podem agravar ou impulsionar problemas como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. No longo prazo, há indícios que a exposição crônica possa levar ao câncer de pulmão, por exemplo”, alertou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Foto: Arquivo / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia recebe visita de técnicos do Almoxarifado da Cogead-RJ

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu a visita de técnicos do Serviço de Administração de Materiais da Coordenação Geral de Administração (Cogead), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, com o objetivo de conhecer a estrutura do setor de almoxarifado da unidade da Fiocruz, no Amazonas, e promover uma avaliação para futuros ajustes necessários ao melhor funcionamento dos serviços de armazenagem, controle dos produtos e materiais no local.

Estiveram na visita ao ILMD/Fiocruz Amazônia o chefe do Serviço de Administração de Materiais da Cogead, Tiago Fidélis, e o analista de sistemas Rafael Silvério. Junto com a equipe do Serviço de Administração Geral da unidade, chefiada pelo servidor André Ivan Lopes de Oliveira, e acompanhados do servidor Carlos Alberto Vieira Duarte, responsável pela seção de Almoxarifado e Patrimônio, os dois foram recebidos pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e percorreram as instalações do almoxarifado na sede da instituição e unidades descentralizadas situadas na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado.

De acordo com André Ivan, a visita resultará num relatório que pretende ajudar no processo de melhoria do almoxarifado da Fiocruz Amazônia. “Os representantes da Cogead nos atualizaram em relação ao sistema de controle que é utilizado hoje pela Fiocruz, nos ajudaram com relação a algumas questões referentes à gestão do setor, responsável por armazenar, controlar e gerir os materiais e produtos utilizados no funcionamento da unidade, inclusive fazendo toda a parte de convergência contábil do sistema com o almoxarifado físico visando a melhoria dos nossos procedimentos”, afirmou André. A sessão de almoxarifado e patrimônio da Fiocruz Amazônia é responsável por todo o controle de bens patrimoniais e materiais em estoque, além da distribuição e atendimento às demandas dos requisitantes. Thiago Fidélis explicou que a visita, realizada em dois dias (17 e 18/09), serviu para uma avaliação da estrutura do almoxarifado, bem como da parte sistemática de gerenciamento de estoques, permitindo contribuir com sugestões que atendam às necessidades existentes. Segundo ele, é a primeira visita da equipe à unidade regional da Fiocruz em Manaus e a intenção do Serviço de Administração de Materiais da Cogead é estabelecer um cronograma de visitas às demais unidades da Fiocruz no País.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia promove oficina de criação de podcasts para divulgação de pesquisas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), promoveu entre os dias 2 e 9/9, a oficina OuvirCiência, destinada à criação de podcasts para divulgação de pesquisas. A capacitação é oferecida por meio dos projetos “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2024” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais”, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Edital de Apoio às Unidades Técnico-Científicas e aos Escritórios Regionais da Fundação, e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam) – Edital N. 004/2023 – POP C,T&I.

Com aulas ministradas pelos jornalistas Cristiane Barbosa e Helder Mourão, a ação teve por objetivo o treinamento e socialização de ferramentas tecnológicas, para que bolsistas de Iniciação Científica, alunos de pós-graduação e pesquisadores interessados, possam promover divulgação científica, por meio da geração de podcasts, para divulgação nas mídias digitais.

“Essa iniciativa da Fiocruz Amazônia, que está em seu quarto ano consecutivo, é de extrema importância em épocas de desinformação e fakenews. Neste curso, os alunos aprendem técnicas de como falar com o púbico de uma maneira fácil e rápida, por meio do Podcast, que é uma ferramenta muito popular entre as pessoas, e que explodiu durante a pandemia. O resultado daqui, será apresentado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2024, que aborda a questão da saúde e do meio ambiente”, explica Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Dividida em duas etapas, a oficina foi composta por aulas presenciais, teóricas e práticas, bem como no formato online, onde através de aplicativos de mensagens, os alunos recebem assessoria dos professores para o desenvolvimento de atividades. Os produtos (trabalho final) da oficina, serão divulgados durante as atividades da Fiocruz Amazônia na Semana Nacional de Ciência, Tecnologia & Inovação, para alunos da rede pública de Manaus, e também disponibilizados por meio dos canais institucionais e de parceiros.

Para Helder Mourão, instrutor da oficina, a ação que já está em sua quarta edição, tem apresentado resultados positivos. “Nós gostamos muito do resultado dessa oficina de divulgação científica, tem sido um trabalho muito gratificante. O retorno que nós instrutores temos recebido é positivo. A Fiocruz está muito satisfeita com os resultados, os participantes da oficina também têm se agradado, e a gente tem mantido o contato com algumas pessoas, pela necessidade que a gente tem em estudar a divulgação científica, principalmente na área de saúde e meio ambiente, de explorar essas questões que são tão fundamentais, e que a Fiocruz Amazônia trabalha com maestria e tanta clareza”, explica.

Participante da oficina, Ronaldo Gomes Souza, professor da faculdade de psicologia da Universidade Federal do Amazonas (USAM), destacou a importância da atividade para a popularização da ciência. “Gostaria de parabenizar essa iniciativa, pois é uma oportunidade muito relevante para dominarmos e nos apropriar de diferentes tecnologias, métodos técnicos, para além de produzirmos somente para a academia. Com essa oficina, a gente tem a oportunidade de ampliar várias produções, deixando mais acessível para diferentes comunidades, mostrando que ciência não é um bicho de sete cabeças”, enfatiza.

Pesquisadora da Instituição, Fabiane Vinente, avalia a ação como necessária para estabelecer maior aproximação entre a sociedade e os estudos desenvolvidos nas instituições e centro de pesquisa. “O grande desafio de fazer ciência na Amazônia, é conseguir passar para a população o que a gente produz, o que a gente reflete, o que conseguimos construir. O uso dessas ferramentas como podcast, vídeos, redes sociais, são muito importantes para podermos transmitir essas coisas. Essa iniciativa é fundamental para termos melhor diálogo com a sociedade, para que as pessoas possam saber o que é fazer ciência”.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Imagem: Júlio Pedrosa

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

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