COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Fiocruz Amazônia recebe representantes da Unidade de Controle Interno da Fiocruz/RJ para orientações e compartilhamento de boas práticas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, durante dois dias, 05 e 06/11, a visita técnica de representantes da Unidade de Controle Interno (UCI), da Fiocruz, com a finalidade de discutir temas ligados ao controle interno do ILMD/Fiocruz Amazônia e promover o compartilhamento de boas práticas visando um melhor desempenho de atividades desenvolvidas na unidade. Cleber Luiz Dias de Araújo, chefe da UCI, e Murilo Oliveira, analista, foram recebidos pelo vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, representando a diretora da unidade, Stefanie Lopes. Nos dois dias de programação, foram feitas explanações sobre a estrutura de funcionamento da UCI e o arcabouço legal de criação da Controle Interno da Fiocruz, para a plateia formada por servidores e colaboradores terceirizados que trabalham sobretudo da área gerencial, estratégica, patrimonial e de licitações e contratos.

Cleber Araújo explica que a UCI é vinculada à Presidência da Fiocruz e tem como objetivo prioritário fortalecer os controles internos das unidades da instituição, em todo o País, visando um melhor desempenho de suas atividades. As visitas técnicas estão entre as ações desempenhadas pela UCI para a troca de conhecimento e boas práticas, especialmente nas áreas relacionadas a licitações e contratos administrativos. “Para nós, enquanto Fiocruz, as áreas de licitações e contratos são de grande implicação para a integridade institucional e por isso pesamos um pouco a mão para que possamos trabalhar juntos e melhorar esses processos. Muitas vezes, levamos de volta para o RJ questões as mais diversas relacionadas a outras áreas, abrindo um importante canal de diálogo entre a unidade local e o Controle Interno da Fiocruz.

“Nosso objetivo principal é apoiar os controles internos institucionais, permitindo que haja a melhoria dos seus processos, em busca da mitigação de riscos em todas as áreas, sejam elas gerencial, estratégico, patrimonial, licitação e contratos, esperamos que nossa conversa tenha sido bastante produtiva e estamos sempre à disposição para colaborar com as nossas unidades da Fiocruz”, destacou Cleber. O vice-diretor Aldemir Maquiné considerou bastante proveitoso o primeiro contato com a UCI, no sentido de discutir e tirar dúvidas sobre temas como licitações, contratos administrativos, controle público, governança, a independência do Controle Interno e gestão de riscos em aquisições.

“A participação foi aberta a todos os interessados, mas importante destacar que tivemos uma participação efetiva dos servidores e colaboradores terceirizados que atuam nessas áreas especificas e a oportunidade de conhecer a UCI, bem como mapa e matriz de riscos nas contratações públicas e governança dos processos, com atribuições e responsabilidades estabelecidas em lei”, salientou Maquiné, que realizou uma apresentação da Fiocruz Amazônia e suas áreas finalísticas (Interação Patógeno-Hospedeiro, Vigilância Epidemiológica e Genômica, Saúde Única, Pesquisa Clínica e Pré-Clínica, Atenção Primária  e Populações Vulneráveis).

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia sedia palestra de pesquisadora polonesa sobre impacto da pandemia de Covid-19 na demografia da Europa Central

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) receberá na próxima quinta-feira, 7/11, às 9h, a pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Modelagem Matemática e Computacional da Universidade de Varsóvia, na Polônia, Aneta Afelt, para ministrar a palestra “Impacto da Pandemia de Covid-19 na demografia: Exemplo da Europa Central – Polônia. Geógrafa de formação, Aneta lida com geografia da saúde e ciência ambiental, concentrando suas pesquisas na aplicação interdisciplinar da geografia e em análises epidemiológicas complexas. A pesquisadora está no Brasil participando da primeira missão do Projeto Mosaic na América Latina. O Mosaic é desenvolvido pelo IRD – Institut de Recherche pour le Développement, em Montpellier (França), e percorreu a região do Alto Solimões, no Amazonas, na Tríplice Fronteira (Brasil/Peru e Colômbia), e o Oiapoque, na fronteira entre o Brasil e a Guiana.

A palestra acontecerá a partir das 9h, na Sala 101, no primeiro andar, da sede da Fiocruz Amazônia. Nos últimos meses, a atividade de Aneta Afelt tem se concentrado principalmente na análise da situação epidemiológica do SARS-CoV-2 na Polônia e no mundo. Em março de 2020, ela se tornou membro da equipe COVID-19 no Ministério da Ciência e Ensino Superior e consultora científica para representantes nacionais para atividades COVID-19 no Conselho Europeu de Pesquisa (ERC). Desde junho/2024, é Secretária da Equipe Consultiva COVID-19 da Presidência da Academia Polonesa de Ciências. Em outubro de 2019, integra o grupo Espace-DEV, cuja área de pesquisa é modelagem de nichos socioecológicos. Este laboratório é afiliado ao IRD.

A pesquisadora destaca que a Polônia é o maior condado da parte central da Europa, e o oitavo país mais rico e com a oitava maior população (37,6 milhões de habitantes) da região. Ela explica que, durante a pandemia de COVID-19, a Polônia foi significativamente afetada, registrando índice altíssimo de óbitos. “O percentual de infectados aumentou drasticamente no outono de 2020 e a primeira grande onda de mortes em excesso foi observada no final do ano.  Estima-se que, até o final de 2020, pelo menos 60% da população do país tenha sido exposta ao vírus”, comenta, acrescentando que, de acordo com o número total de mortes registrado no País, em 2020 (485.604) e 2021 (518.700), o país teve 63.273 mortes em excesso em 2020 e 101.611 em 2021, respectivamente. Durante os anos da pandemia, cerca de 7000 pessoas morreram a cada semana na Polônia.

Aneta participa de projetos internacionais no campo da epidemiologia e saúde pública, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela trabalha, entre outros, nos países do Sudeste Asiático, onde estuda a relação entre distúrbios ambientais antropogênicos e o risco de novas zoonoses. Ela salienta que um lugar particularmente importante para a aplicação da geografia e das ciências ambientais é no conceito One Health, cuja filosofia é a consideração interdependente da saúde humana, animal e ambiental em um nicho socioecológico.

Em abril de 2018, junto com colegas, publicou um artigo prevendo o risco de um novo surto de coronavírus na região do Sudeste Asiático: “Morcegos, Coronavírus e Desmatamento: Rumo ao Surgimento de Novas Doenças Infecciosas?” (Frontiers in Microbiology). Ela foi uma das primeiras vozes públicas no país a falar abertamente sobre o inevitável aparecimento do vírus SARS-CoV-2 na Polônia. Como razão para a inevitabilidade da colonização da comunidade global pelo vírus, ela se refere à nossa conectividade – intercontinental e regional como uma rede de transmissões individuais de humano para humano.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Edilson Soares

Fiocruz Amazônia irá transmitir para público externo disciplina sobre biologia, ecologia e controle de doenças transmitidas por vetores na região Amazônica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), por meio dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), e o Doutorado acadêmico em associação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), oferece nos dias 4, 6 e 7/11, a disciplina “Biologia, Ecologia e Controle de Doenças Transmitidas por vetores na Região Amazônica”. A disciplina é transversal aos três cursos de pós-graduação.

As vagas para cursar a disciplina foram distribuídas e destinadas aos programas. Entretanto, alunos de outros programas de pós-graduação, de diferentes instituições de ensino, podem ter acesso as aulas, que serão transmitidas através da plataforma zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/82946716430?pwd=OLpFDH17Yd1ED2UwAv , utilizando ID da reunião: 829 4671 6430  e Senha: 269120

A atividade visa proporcionar conhecimentos básicos da biologia, ecologia e controle de doenças transmitidas por vetores na Amazônia, integrando aspectos relacionados com a vigilância entomológica, vigilância entomo-virológica e estratégias de controle vetorial. O curso irá abordar ainda, novas estratégias de controle e aplicação, uso da epidemiologia e importância da vigilância no controle de doenças de transmissão vetorial na região. A disciplina é coordenada pelos pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz e José Joaquin Carvajal.

Confira AQUI a programação.

Na segunda-feira, 4/11, a aula de abertura da disciplina, a ser ministrada pelo pesquisador, Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), terá como tema “Aspectos básicos da Biologia e Ecologia de Insetos na Transmissão de Patógenos”. Na terça-feira, 5/11, Elder Figueira, chefe do departamento de vigilância ambiental, e Erica Chagas, pesquisadora do Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), abordam os “Aspectos básicos da Biologia e Ecologia de Vetores da Malária e Leishmaniose”.

No mesmo dia, o consultor da Unidade Técnica de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carlos Campelo, fará uma apresentação sobre “Manejo integrado de vetores”. No dia seguinte, 6/11, Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Medicina Experimental e Saúde do IOC/Fiocruz, fará a apresentação “Aedes aegypti e algumas arboviroses, onde estamos”.

No último dia, 7/11, pela manhã, Joaquim Neto, pesquisador do Instituto Evandro Chagas  (IEC), abordará os “Principais vetores de arbovírus no Brasil”. Durante a tarde, Fernando Abad-Franch, Professor Adjunto no Departamento de Parasitologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), palestrará sobre “Doença de Chagas na Amazônia”

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia e CRIS Fiocruz acompanham ministro da Saúde da Alemanha e apresentam projetos desenvolvidos em favor da saúde das populações ribeirinhas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS), da Fundação Oswaldo Cruz, acompanharam nesta terça-feira, 29/10, a agenda especial do ministro da Saúde da Alemanha, o médico e epidemiologista Karl Lauterbach, em Manaus, um dia antes de sua participação no encontro dos Ministros de Saúde do G20, que acontece até a quinta-feira, 31/09, no Rio de Janeiro. A missão foi coordenada pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com a analista da Coordenação de Cooperação com a Europa, Ana Helena Freire, a assessora internacional para Cooperação com a Europa do CRIS, Ilka Vilardo, e os pesquisadores Fernando Herkrath e Pritesh Lalwani, dos laboratórios de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (Sagespi) e Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Acompanhado de uma delegação de representantes do governo alemão, o ministro esteve na comunidade ribeirinha Jatuarana, situada às margens do Rio Amazonas, zona rural de Manaus, para conhecer in loco o trabalho de atendimento realizado pela Unidade Básica de Saúde Fluvial Dr Antônio Levino, pertencente à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa/Manaus) e, deste modo, avaliar o impacto da seca extrema vivenciada hoje no Amazonas sobre os serviços de assistência em saúde para essa população. O ministro ouviu relatos dos ribeirinhos e profissionais de saúde em atuação na UBS Fluvial, e conversou com os pesquisadores da Fiocruz Amazônia sobre estudos desenvolvidos na região em torno das patologias e agravos em saúde decorrentes do desmatamento e da perda da biodiversidade, controle e prevenção de arboviroses, vigilância de patógenos, segurança alimentar, bem como a melhoria da qualidade do serviço de saúde em conjunto com as comunidades.

O impacto das mudanças climáticas sobre a saúde das pessoas é hoje uma das principais preocupações das autoridades de saúde mundiais e tema de discussão do G20. Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a relevância da presença do ministro está no fato dele poder vivenciar um pouco da realidade vivida pelas populações ribeirinhas locais. “Estamos aqui na visita à comunidade Jatuarana com o ministro alemão que fez questão de vir ao Amazonas porque é um ponto de interesse dele, que é médico e epidemiologista, a questão das mudanças climáticas e foi possível mostrar a Unidade Básica de Saúde Fluvial, da Semsa/Manaus, que é um modelo de atendimento exitoso prestado às populações ribeirinhas e, na oportunidade, apresentamos os trabalhos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia junto a essas comunidades, bem como projetos relacionados a mudanças climáticas, doenças infecciosas, doenças crônicas e populações vulneráveis da Amazônia”, explicou.

Stefanie Lopes salienta que outro ponto destacado junto ao ministro foi o impacto do desmatamento e dos fenômenos climáticos extremos, como o da estação seca, no que se refere ao acesso à saúde. “Foi uma oportunidade para que o ministro e a delegação do Governo da Alemanha pudessem conferir como o Brasil inova nessas ferramentas de acesso à saúde para populações vulneráveis e como podemos melhorar essa assistência a partir de possíveis parcerias com aquele País”, comentou a diretora da Fiocruz Amazônia. Segundo ela, a Amazônia ainda é uma floresta superpreservada, embora esse cenário esteja mudando. “Este ano, tivemos o maior desmatamento registrado na nossa floresta e com isso a potencialidade de novos patógenos surgirem a partir desse desequilíbrio é grande. Temos muitas comunidades e populações que vivem e sobrevivem da floresta e todo esse desbalanço muda as formas de vida e faz surgir a probabilidade de um potencial desastre ainda mais com a população extremamente vulnerabilizada e com pouco acesso a saúde. Com isso, as doenças podem surgir e se espalhar”, explicou.

A comunidade Jatuarana possui cerca de 120 famílias e 350 pessoas residentes. O ministro ouviu relatos dos ribeirinhos e profissionais de saúde em atuação na UBS Fluvial e visitou uma escola de Ensino Fundamental da comunidade, onde estudam 67 alunos que residem na localidade e entorno. “A seca dificulta o acesso aos serviços de saúde e leva ao agravamento de doenças”, afirmou a aposentada Nerimar Cunha do Norte, 70, moradora da comunidade e usuária dos serviços oferecidos pela UBS fluvial Antonio Levino. Segundo ela, a falta de assistência em determinados tipos de exames obriga os moradores a terem que se deslocar para Manaus. “Tem gente muito doente que precisa ir pra cidade e espera meses para realizar um determinado tipo de exame. Às vezes, a espera demora anos e, nessa seca, aumenta a distância e os gastos com a gasolina da embarcação. Muitos não têm condições de fazer esse percurso até a cidade, nem cobrir os gastos com o transporte até a unidade de saúde”, lamentou.

A assessora internacional para Cooperação com a Europa do CRIS Fiocruz, Ilka Vilardo, destacou a importância da vinda do ministro alemão para conhecer a região amazônica e os trabalhos de pesquisa que estão sendo feitos pela Fiocruz Amazônia. Tivemos a oportunidade de levar o ministro e a delegação alemã até Jatuarana, onde vimos o quanto de benefícios é feito para a população feita com a UBS Fluvial. “O ministro entrevistou médicos e profissionais de saúde, e durante a ida e a vinda foi importantíssima a conversa dele e outros membros da delegação do Ministério da Saúde alemão, não só com a diretora da Fiocruz Amazõnia, Stefanie Lopes, como outros pesquisadores que tiveram oportunidade de contar sobre os diversos projetos de pesquisa em saúde que a Fiocruz Amazônia está desenvolvendo”, ressalta.

Ilka salienta que a Alemanha é um parceiro importantíssimo para o Brasil e América Latina. “Foi muito importante o Centro de Relações Internacionais de Saúde estar aqui não só testemunhando como também contribuindo para que as relações se dessem da melhor maneira possível e para as informações nos dois sentidos de cooperação entre os dois países”, observou.

CONEXÕES

Fernando Herkrath, que é coordenador do Laboratório Sagespi, afirma que o modelo de organização da UBS fluvial, na Atenção Básica, é aplicado hoje na região amazônica e do pantanal de forma exitosa. “Esse é um modelo superimportante para garantir o acesso aos serviços de saúde e melhoria das condições de saúde dessas populações, um modelo itinerante para atendimento com profissionais que ficam no território e podem trabalhar com promoção, prevenção e assistência no nível da Atenção Primaria, um locus de extrema importância para atuação da Fiocruz Amazônia, no sentido de contribuir para uma melhor organização do serviço, em parceria com diversos órgãos e com as comunidades”, reforçou.

O pesquisador Pritesh Lalwani lembrou que a visita do ministro da Saúde da Alemanha demonstra a preocupação dele com as conexões existentes entre os problemas gerados pela crise climática. “Os problemas não são só na Amazônia, são mundiais. È importante a parceria para que possamos trabalhar em conjunto para trazer soluções permanentes, em termos de resiliência e deixar legado para as próximas gerações”, frisou.

De volta à área urbana de Manaus, ministro e comitiva, foram recebidos pelo governador Wilson Lima, no Palácio do Governo, na Compensa. Na oportunidade, foram apresentados projetos do governo estadual apoiados pela Governo da Alemanha e novas possibilidades de parcerias e investimentos.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Projeto Mosaic inicia etapa de coleta de dados na área da Tríplice Fronteira Brasil/Peru e Colômbia

O Projeto Mosaic, coordenado pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), da França, deu início esta semana à etapa de coleta de dados no Brasil, começando pela região do Alto Solimões, no Amazonas, área da Triplice Fronteira (Brasil/Peru e Colômbia), na primeira missão do grupo na América Latina. O projeto tem como finalidade implementar ecossistemas de informação multimodais abertos e replicáveis acerca da saúde das populações nas áreas de fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e a Colômbia e Peru, e na fronteira entre Quênia e Tanzânia, no continente africano. Um grupo formado por pesquisadores da França, Portugal, Polônia, Quênia, Colômbia, Peru e Brasil, com a participação do coordenador científico e da gestora do projeto, Emmanuel Roux e Lucile Guerin, foi recebido na Fiocruz Amazônia, em Manaus, no dia 21/10, marcando o início da missão.

O projeto Mosaic foi selecionado pelo programa Horizon Europe, da União Europeia, para financiamento no período 2024 a 2027. É o primeiro edital europeu de fomento à pesquisa com participação da Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (PICTIS), fruto do acordo de cooperação firmado pela Fundação Oswaldo Cruz, por meio do IOC/Fiocruz, com a Universidade de Aveiro, em Portugal. O grupo recebeu as boas-vindas da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que destacou o caráter inovador da abordagem do projeto, nos processos de ações de saúde e vigilância nas regiões de fronteiras, e a importância da participação conjunta das instituições. Junto com a Fiocruz Amazônia, compõem o projeto pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz).

“O Mosaic é um projeto que concilia campos da atuação da Fiocruz na vigilância em saúde, nas comunidades locais, entendendo os principais agravos que circulam nas regiões de intervenção do projeto, e trazendo soluções de novos sistemas de monitoramento e de vigilância, de sistemas de formação em saúde dentro desse contexto maior, sob a chancela da União Européia”, pontua o assessor da Vice-Direção de PDI, do IOC/Fiocruz, Carlos Eduardo Andrade Lima da Rocha, que acompanha o grupo na missão. Carlos Eduardo destaca o papel estratégico da Plataforma para a viabilização da participação de pesquisadores da Fiocruz no programa.

A Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Fiocruz (PICTIS) está voltada para a consolidação de um centro internacional de investigação em saúde tendo como instituições líderes a Fiocruz e a Universidade de Aveiro, em Portugal. Ela gere e participa de atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde, com o objetivo de gerar novos produtos, processos e serviços, assim como participar na transferência e difusão de novos conhecimentos e tecnologias para o bem-estar da sociedade.

O pesquisador do Laboratório de Doenças Parasitárias do IOC/Fiocruz e do Laboratório Setorial One Health/Global Health da Plataforma Internacional para Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Paulo Peiter, destacou a importância da parceria entre os pesquisadores que integram o projeto e o engajamento das populações na iniciativa de vigilância transfronteiriça comunitária em saúde. “Estamos começando o novo desafio que é ir para o campo aqui na Amazônia, momento bastante particular num cenário de seca histórica, que é um contexto relacionado ao objetivo do projeto de trabalhar a questão das mudanças climáticas e como está afetando o dia a dia das populações, dialogando e entendendo como estão percebendo essas necessidades”, explicou Peiter, que é lider do pacote de trabalho sob a responsabilidade do IOC/Fiocruz, via PICTIS.

Pela Fiocruz Amazõnia, atuam no projeto os pesquisadores Sérgio Luz Bessa, José Joaquín Carvajal Cortes e Alessandra Nava, do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PreV Amazônia, do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA).  Também integram o Mosaic o Centro de Conservação Africano, do Quênia; da Universidade de Warszawski, da Polônia; da Universidade de Lisboa, de Portugal; do Centro Hospitalar de Caiena, da Guiana Francesa; do Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Ambiente, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento e das Universidades de Perpignan, D’Aix Marselha e D’Artois, da França, Universidade de Brasília (UnB), Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a Universidade Nacional da Colômbia.

“O Projeto Mosaic tem uma trajetória acompanhada com muita atenção por instâncias relevantes, no âmbito da União Europeia e no Brasil, a exemplo do Ministério das Relações Exteriores e Delegação da União Europeia em Brasília, além de outras instâncias da Fiocruz, nesta fase importante de construção de uma aliança estratégica ILMD, IOC, ICICTI e ENSP e os outros parceiros que constituem esse consórcio”, afirma o coordenador científico do PICTIS, José Cordeiro, observando que a primeira missão do Mosaic no Quênia foi exitosa e bem conduzida por todos os parceiros.

TRIPLICE FRONTEIRA

Na Tríplice Fronteira, o grupo se reuniu com pesquisadores e atores locais na Universidade Nacional da Colômbia, compartilhando experiências em vigilância em saúde, mudanças climáticas e projetos exitosos em sáude e melhoria e melhoria das condições de vida, envolvendo as comunidades que vivem no território transfronteriço. No segundo dia, a equipe realizou trabalhos de campo junto à unidade de Atenção Básica Upetana, em Tabatinga, pertencente ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões, onde ocorreu roda de conversa com os  pesquisadores do Projeto Mosaic e as parteiras da etnia Tikuna e foi feita a apresentação da cartografia social local pelos técnicos do DSEI, pertencentes à etnia Kokama e egressos do Programa Vigifront. As atividades também envolveram visitas ao Laboratório de Fronteira (Lafron), em Tabatinga,  e ao Instituto Sinchi – Instituto Amazônico de Investigaciones Cientificas, em Letícia, cidade na Colômbia situada na fronteira com o Brasil.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia divulga resultado dos pedidos de isenção da taxa para processo seletivo do Curso de Doutorado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 23/10, o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

As inscrições iniciam no dia 29/10 e se estendem até 27/11. O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

Acesse AQUI o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia promove V Workshop Estratégico de Pós-graduação

A Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), realizou nesta terça-feira, 22/10, o V Workshop Estratégico de Pós-graduação do Instituto. A atividade tem por objetivo, apresentar temas específicos, relacionados ao funcionamento, missão, formas de apoio ao estudante, visando oportunizar que o novo estudante perceba a instituição de forma holística e, se insira de maneira mais apropriada, podendo usufruir de todas as assessorias e benefícios, e ao mesmo tempo melhor contribuir, a partir de suas pesquisas, com o propósito de promover melhorias na saúde e no fortalecimento do SUS.

Ani Matsuura, Vice Diretoria de Pesquisa e Inovação em exercício, e coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), explicou o objetivo da atividade. “Esse workshop é considerado estratégico, pois a gente promove palestras que são essenciais para a vivência desses alunos aqui dentro do ILMD Fiocruz Amazônia. É o momento de acolher, mas também deles entenderem todo o funcionamento da instituição”, disse.

O Workshop tem ainda o intuito de manter os estudantes bem-informados, para que possam melhor desenvolver suas atividades, minimizando a perda de tempo na busca por apoio institucional e ainda, melhor usufruir das assessorias técnicas que podem alçar para desenvolver seus trabalhos com qualidade. Além disso, podendo desenvolver também produtos e processos inovadores que podem ser transferidos para o sistema de saúde e a sociedade.

Na oportunidade, os alunos do curso de Doutorado acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, ofertado por meio de uma associação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), puderam conhecer sobre as atividades desenvolvidas pela Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação (VDEIC/ ILMD Fiocruz Amazônia), através do Serviço de Secretaria Acadêmica (SECA); Serviço de Pós-Graduação (POSGRAD); Serviço de Biblioteca; Comissão de Biossegurança; Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT); Associação de Pós-Graduação (APG), bem como participaram de uma conversa sobre “Fontes de informação eletrônica para a área da saúde”.

Para o chefe do Serviço de Secretaria Acadêmica (SECA), Eduardo Garcia, a ação possibilita aos alunos, o conhecimento de ferramentas e serviços que serão usados durante a experiência acadêmica vivenciada na Fiocruz Amazônia. “Essa é nossa acolhida às novas turmas de pós-graduação Stricto Sensu, em nossa Unidade. Começamos a fazer esse movimento em 2023. A gente elabora uma programação especial, entendendo que esse é um momento importante para a jornada acadêmica deles, pelos próximos quatro anos. É importante que eles conheçam quais são as instâncias que existem aqui, e o que eles podem acionar”, explica.

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Os discente puderam conhecer em detalhes, as ações realizadas pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia, que tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz), para elaboração de pedidos para depósito de patentes e, acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

COMISSÃO INSTITUCIONAL DE BIOSSEGURANÇA

Outro ponto abordado durante o evento, foram as práticas de biossegurança adotadas pela Fiocruz Amazônia, uma das prioridades institucionais, inseridas nas rotinas dos alunos que realizam atividades de campo, ou realizam pesquisas em laboratórios. Para orientar e incentivar as boas práticas e ações de biossegurança foi instituída a Comissão Interna de Biossegurança do Instituto – CIBio/ILMD (Portaria N. 003/2016-GAB/ILMD), subordinada à vice-diretoria de Pesquisa.

A CIBio/ILMD vem atuando para oferecer cursos e treinamentos que promovam a capacitação dos profissionais e a disseminação dos princípios da biossegurança no Instituto e nas instituições parceiras. Essas ações visam melhor atender as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e otimizar um conjunto de ações para prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Ivis Cabral

Divulgado resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 23/10, o resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

As inscrições iniciam no dia 29/10 e se estendem até 22/11. O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas disponíveis no edital. O processo de seleção será realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado. A segunda etapa será híbrida, podendo o (a) candidato (a) escolher se prefere realizar a prova de forma presencial ou on-line.

Acesse AQUI o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

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