COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Fiocruz Amazônia se integra ao Projeto STEM na Saúde de equidade de gênero em ciência, tecnologia e inovação

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das unidades regionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) envolvidas com a execução do Projeto STEM na Saúde: Mentoria para a promoção da equidade de gênero em ciência, tecnologia e inovação, desenvolvido pela Vice-Presidência de Educação, Comunicação e Informação (VPEIC), no âmbito do Programa Mulheres e Meninas na Ciência. Trata-se de um projeto em rede nacional pioneiro, integrando todas as unidades da Fiocruz no País, que conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, idealizado para beneficiar diretamente, com concessão de bolsas, meninas e mulheres, jovens estudantes e pesquisadoras da Fiocruz e instituições parceiras, com ações de capacitação e desenvolvimento profissional nas áreas de CT&I, com foco na inclusão de mulheres em atividades científicas inovadoras.

O projeto foi lançado oficialmente, na última sexta-feira, 31/01, durante o 1º Seminário STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) na Saúde, no Campus Manguinhos (RJ), pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação, Cristiani Vieira Machado, e a coordenadora do STEM na Saúde, Cristina Araripe. O projeto está estruturado em quatro eixos: capacitação e desenvolvimento profissional de alunas da educação básica e universitária, aumento de oportunidades educacionais e de emprego para jovens em situação de vulnerabilidade social, redução das desigualdades de gênero, raça e etnia e fortalecimento dos direitos das mulheres, garantindo-lhes o direito fundamental de fazer suas escolhas.

A antropóloga Fabiane Vinente, técnica em saúde publica do Laboratório de História, Políticas Publicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), representa o ILMD/Fiocruz Amazônia no projeto. “O STEM na Saúde é uma oportunidade que se abre para a formação de uma rede colaborativa entre cientistas de carreira e meninas que precisam ser mais estimuladas e expostas à Ciência. É aí que entramos, enquanto unidade da Fiocruz na Amazônia, trabalhando junto para que essas oportunidades cheguem às nossas meninas indígenas, ribeirinhas, migrantes e quilombolas”, ressalta Vinente, observando que, apesar do crescimento da participação de mulheres na graduação e pós-graduação no Brasil, a presença feminina ainda é rara em posições de comando nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Cristina Araripe explica que o projeto prevê ações de formação em todos os níveis de escolarização – do ensino fundamental ao ensino superior, incluindo a pós-graduação – e será construído em colaboração com pesquisadoras da Fiocruz e de instituições parceiras, visando promover a inclusão social e a cidadania para meninas e mulheres historicamente excluídas da CT&I. Poderão participar alunas do 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental, do 1º ou 2º ano do Ensino Médio e de graduação das áreas de Ciências Exatas, Engenharia  e Computação, matriculadas em instituições públicas, preferencialmente em segmentos sociais e territórios vulnerabilizados.

“Áreas como Matemática, Engenharia, Informática, crescem muito no mundo mas têm um déficit de participação de mulheres. O Projeto STEM na Saúde surge como uma forma de estabelecer uma série de discussões relacionadas ao viés sexista, ao machismo institucional, à forma de socialização da mulher e à maneira como essas disciplinas são apresentadas às meninas desde a infância. Uma discussão superampla que o Projeto STEM quer trazer para a área da saúde”, afirma Vinente.

O seminário contou com a participação de representantes da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Universidade Federal Rural de Pernambuco, CNPq/MCTI, Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Biomanguinhos, Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Fiocruz Ceará, Fiocruz Bahia, Fiocruz Brasília e Fiocruz Paraná.

NOVO MOMENTO

Cristiani Machado destacou que o STEM na Saúde marca um novo momento do Programa Meninas e Mulheres na Ciência. “O programa foi construído a partir de uma história na Fiocruz de inserção das mulheres, de décadas, particularmente a partir de 2009, com a intensificação e o fortalecimento do debate. Em 2018, em 117 anos de história, elegemos a primeira mulher presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, hoje a primeira mulher ministra da Saúde do País. O programa Mulheres e Meninas na Ciência nasce em 2019 dessa confluência de fatores, com participação imensa da Fiocruz, por meio de suas unidades, e não esgota toda a luta de uma série de outros movimentos pela equidade que acontecem na Fiocruz, mas temos muito a avançar”, salientou.

A vice-presidente lembrou que a principal finalidade da iniciativa é a inserção das mulheres em áreas do conhecimento em que elas estão subrepresentadas. “O STEM na Saúde tanto valoriza a inserção de jovens, como meninas que estão na Educação Básica a terem a possiblidade de despertar o interesse de atuar nessas áreas, assim como as que estão na Graduação e podem atuar nas respectivas áreas de ponta, seja na Fiocruz ou nas instituições parceiras. A Ciência precisa ser mais inclusiva”, frisou.

MENTORIA

Em sua apresentação, Cristina Araripe pontuou que a mentoria científica, enquanto método e metodologia de ensino, pode proporcionar às alunas, professoras e tutoras participantes a oportunidade de vivenciar experiências de iniciação à pesquisa e de formação profissional, em ambientes de acolhimento institucional, em espaços de trocas que respeitam a diversidade e valorizam a inclusão social e a cidadania .

O projeto possui os seguintes módulos de formação: iniciação à pesquisa científica e tecnológica , desenvolvimento de habilidades estratégias, orientação profissional e psicossocial e formação para o exercício da cidadania. As áreas de pesquisa são: Saúde Pública, Biologia Computacional (Bioinformática), Biotecnologia, Ciencia de Dados, Computação Científica (Matemática e Estatística), Epidemiologia, Epidemiologia Genômica, Engenharias Biomédicas, Engenharia de Produção, Engenharia Genética, Engenharia Química e Engenharia de Sistemas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia participa da 1ª Oficina de Transformação Digital na Saúde no Amazonas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou nesta quarta-feira, 29/01, da solenidade de abertura da 1ª Oficina de Transformação Digital na Saúde, promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa-Manaus). O pesquisador em Saúde Pública, Rodrigo Tobias, representou o ILMD/Fiocruz Amazônia no evento e destacou a parceria existente entre as instituições visando o cumprimento de uma das etapas da implementação da política do SUS Digital no Amazonas. “A Fiocruz entra como parceira junto com instituições que já têm vocação na área de telessaúde, a exemplo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e fomos convidados a pensar políticas públicas e suas implementações”, afirmou o pesquisador.

O evento terá três dias de duração, encerrando-se nesta sexta-feira, 3/01, no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), reunindo cerca de 250 pessoas, entre representantes do Ministério da Saúde (MS), secretários municipais, gestores e pesquisadores. Dentre os assuntos a serem apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e colocados em discussão estão a implantação de prontuários eletrônicos, expansão da telemedicina, monitoramento e gestão de dados, implementação de soluções tecnológicas para reduzir os índices de absenteísmo (ausência) nas consultas especializadas, melhoria na comunicação com o paciente e a capacitação dos profissionais para o uso de novas tecnologias.

A partir dessas discussões, serão construídos três Planos de Ação Digital, sendo um para cada macrorregião de saúde no Amazonas (Central, Leste e Oeste), as quais possuem especificidades geográficas próprias e que interferem em questões como conectividade e logística. Os Planos de Ação Digital vão contemplar as realidades e desafios de cada área.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia ganha prêmio Ênio Candotti na categoria Pesquisador Inovador

O pesquisador da Fiocruz Amazônia Luis André Morais Mariúba, venceu o Prêmio Fapeam de Ciência, Tecnologia e Inovação Ênio Candotti, edição 2024, na categoria Pesquisador Inovador para o Setor Empresarial. Mariúba coordena o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da unidade da Fiocruz em Manaus, é membro do laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA) e é responsável pela coordenação de projetos de pesquisa para desenvolvimento de tecnologias, produtos e processos, entre os quais kits de teste diagnóstico e protótipos vacinais para diversos tipos de doenças.

A solenidade de premiação ocorreu na tarde desta segunda-feira, 27/01, na sede do Museu da Amazônia (Musa), na Cidade de Deus, Zona Leste de Manaus, em homenagem ao pesquisador que dá nome ao prêmio. Na oportunidade, a Fapeam fez o lançamento dos novos editais em oito programas, sendo dois inéditos, com recursos no valor de R$ 59 milhões que serão utilizados para apoiar a formação de recursos humanos, desenvolvimento de pesquisas, ações de popularização da ciência e inovação tecnológica.

Luis André Mariúba destacou a importância do reconhecimento proporcionado pelo Prêmio Fapeam de CTI. “É uma forma de reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, não só para mim, mas pelo grupo que trabalha comigo, sempre de forma colaborativa. A premiação demonstra que temos essa capacidade e podemos aumentar cada vez mais nossa produção”, afirmou o pesquisador, lembrando que a submissão ao prêmio incluiu histórico acadêmico, toda a produção desenvolvida sob sua coordenação ao longo dos últimos anos, seja na forma de artigos, patentes, colaborações para a formação de empresas e produtos desenvolvidos que trouxeram retorno na formação de recursos humanos e benefícios diretos para a sociedade.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, agradeceu pela premiação e os editais lançados, enaltecendo o trabalho de fomento à produção científica da Fapeam. “Esse fomento é fundamental. A Fapeam tem lançado anualmente editais inovadores, essenciais para nossas atividades e que agregam à nossa missão institucional de divulgar a Ciência que é feita no Amazonas”, afirmou.

A diretora presidente da Fapeam, Marcia Perales, lembrou que nos últimos anos, o Amazonas tem vivenciado importantes desafios e transformações no plano da ciência. “Ao reposicionar a área de CTI como estratégica e estruturante para o desenvolvimento do Amazonas, o Governo do Estado vem dando apoio político e garantindo investimentos do tesouro estadual nesta área, favorecendo o desenvolvimento científico e tecnológico, seja por meio do fomento à pesquisa inovação ou empreendedorismo, seja por meio do olhar que valoriza fortemente a formação de recursos humanos”, frisou.

SOBRE O NIT

O laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA) atua primariamente na pesquisa básica buscando entender aspectos genéticos, bioquímicos e imunológicos envolvidos na interação dos patógenos – agentes causadores das doenças infecciosas – e seu hospedeiro – no caso o homem ou também o vetor transmissor dessa doença. A partir do conhecimento básico sobre essas interações, o grupo também atua também na prospecção de moléculas destes patógenos que possam ser utilizadas em novas composições vacinais, ou que possam ser utilizadas como marcadores de infecção em kits de diagnóstico, por exemplo.

O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.

O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.

EDITAIS

Neste primeiro repasse de 2025, os editais lançados pela Fapeam totalizam investimentos de R$ 59,3 milhões, sendo dois programas iniciativas inéditas em CT&I: o Programa de Apoio à Mobilidade de Pesquisadores Visitantes e Pós-Doutorado em Áreas Prioritárias de Ciência. Ao todo, serão amparados 824 projetos, 5.164 bolsas e 112 Auxílios-Pesquisa por meio dos oito programas lançados pelo Governo do Amazonas. Os editais estão disponíveis no site da Fapeam. Os recursos destinados para os oito programas são exclusivos do tesouro estadual, mantendo o Amazonas como o estado que mais investe em bolsas para formação de recursos humanos por quatro anos consecutivos. Desde 2019, mais de R$ 780 milhões foram aportados na área de CT&I. Até 2026, a meta é repassar R$ 1 bilhão em fomento para a área científica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia promove palestra sobre hanseníase com especialista da Fundação Alfredo da Matta

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na manhã desta sexta-feira, 24/01, a visita da médica dermatologista Paula Frassinete Bessa Rebello, Mestre em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Goiás e preceptora da Residência Médica em Dermatologia da Fundação Hospitalar de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta, para uma palestra de educação em saúde com o tema “Hanseníase e Diagnóstico Diferencial, Identificando o Problema de Pele”. A iniciativa faz parte das atividades realizadas pela unidade, com apoio do Núcleo de Saúde do Trabalhador, em alusão à campanha Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce da hanseníase. A médica foi recebida pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, que destacou a importância do tema e do trabalho desenvolvido pela Fuham no Estado.

“A Fundação Alfredo da Matta é uma instituição que realmente nós, como amazonenses, brasileiros e defensores do SUS, temos de nos orgulhar pelos nomes históricos da área da Saúde, de epidemiologistas e sanitaristas que já passaram por aquela instituição”, ressalta a vice-diretora, observando que a hanseníase é uma doença que, apesar de possuir tratamento e cura disponíveis, ainda representa um desafio para a Saúde Pública, além de ser carregada de estigmas. “Essa oportunidade de conhecermos e aprendermos mais sobre a doença é valiosa para cada um de nós”, pontuou, agradecendo a presença dos trabalhadores e trabalhadoras presentes.

De acordo com a médica dermatologista, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de ocorrência de casos de hanseníase, perdendo apenas para a Índia. O Amazonas encontra-se na 16ª posição no ranking dos estados brasileiros com registros da doença, quase sempre associada às condições precárias de vida e falta de higiene em áreas de pobreza extrema. O homem é o principal reservatório da infecção. “A hanseníase é uma doença milenar que por muito tempo teve um estigma muito grande, mas agora é uma doença totalmente curável. Daí a importância do diagnóstico precoce para que a pessoa tenha cura e não fique com sequelas”, explica Paula Frassinete.

Para a especialista, o mês de conscientização visa estimular na população em geral a busca pelo diagnóstico precoce da doença, que pode ter diferentes formas de manifestação, com sequelas na pele e danos neurais (terminações nervosas) que podem levar o paciente à incapacidade física, além de comprometer o funcionamento de diversos órgãos. A médica respondeu às perguntas dos presentes, tirando dúvidas sobre formas de transmissão e doenças que podem ter sinais semelhantes, mas não serem hanseníase, reforçando a importância do atendimento médico especializado. Ao final, foram realizados sorteios de brindes para os participantes.

A Fuham, que este ano comemora o septuagésimo aniversário, é a unidade de referência no Amazonas para o diagnóstico e tratamento de hanseníase, entre outras doenças infecciosas. Para chamar a atenção da população, a instituição realiza mutirões de atendimento regulares ao longo de todo o ano, com destaque para o mês de janeiro, para atender pessoas que tenham dúvidas sobre o surgimento de manchas no corpo, com perda de sensibilidade. Neste sábado, 25/01, acontece um mutirão na sede da unidade, localizada no bairro da Cachoeirinha, zona Centro-Sul.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia participa de discussão sobre prioridades de investigação acerca dos vetores da febre Oropouche

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das instituições de pesquisa presentes à Reunião de Especialistas para discussão de prioridades de investigação sobre o vírus Oropouche, promovida pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS), na cidade de Bogotá, na Colômbia. O evento terá dois dias de duração, 22 e 23/01, reunindo pesquisadores e especialistas de países da América Latina e Caribe, tendo como um dos focos principais os estudos acerca da biologia dos mosquitos silvestres, apontados como potenciais vetores da doença. Especialistas na área, os pesquisadores em Saúde Pública do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), da Fiocruz Amazônia, Felipe Costa Arley Pessoa e Cláudia Maria Río Velasquez, participam do evento abordando possíveis estratégias de vigilância, captura e controle, além de dados sobre a ecologia de potenciais vetores, a exemplo do maruim (Culicoides), e os desafios para o controle da febre Oropouche

Em sua palestra, Felipe Pessoa ressaltou a importância dos estudos entomológicos realizados nos países de ocorrência da doença, como uma forma de entender o papel dos vetores no processo de disseminação da febre Oropouche. “Na palestra, enfatizei a questão dos mosquitos silvestres e urbanos, destacando os Culicoides, que são objeto de estudos do grupo de pesquisa do nosso Laboratório e em quais das Américas tiveram mais estudos sobre ecologia e dados de biologia desses vetores. Há uma ausência de informações e a necessidade de estudos que a OPAS vai induzir junto com a OMS nesses diversos países sobre linhas de pesquisa que devem se iniciar com o objetivo final do controle da doença”, explica o pesquisador, salientando que muito ainda tem que ser feito para conhecer a ecologia desses vetores (taxonomia, sistemática, capacidade vetorial, competência vetorial). Todas as propostas farão parte de um documento que a OPAS produzirá ao final do encontro.

Em novembro do ano passado, a Fiocruz Amazônia, em parceria com a OPAS/OMS e Ministério da Saúde (MS), realizou curso de imersão sobre taxonomia do maruim (Culicoides) para entomólogos de nove países das Américas do Sul e Central e do Caribe, dentro do Programa Regional de Entomologia em Saúde Pública da OPAS/OMS. A capacitação enfocou aspectos da biologia, ecologia e vigilância dos insetos do gênero Culicoides, capacitando, no total, 18 entomólogos de países como Bolívia, Cuba, Guatemala, Honduras, República Domenicana, Costa Rica, Paraguai e Brasil, com o suporte logístico e financeiro da OPAS. O curso foi ministrado pelo Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia e Instituto Mamirauá entregam lanternas doadas por multinacional francesa de soluções de energia para parteiras do Amazonas

A Fiocruz Amazônia e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá realizaram nesta segunda-feira, 20/01, Dia Nacional da Parteira, a entrega de 1.000 lanternas recarregáveis com energia solar doadas pela multinacional francesa Schneider Eletric para as parteiras tradicionais do Amazonas. Os equipamentos foram entregues às representantes da Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas Algodão Roxo (APTAM), em ato realizado na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus, com a presença de parteiras de diversos municípios, entre eles Tefé, Itacoatiara, Maraã, São Gabriel da Cachoeira e Manaus, juntamente com representantes do Instituto Mamirauá, a direção da Fiocruz Amazônia e o pesquisador do Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde na Amazônia, Júlio César Schweickardt.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou a importância da doação dos equipamentos, afirmando que serão um diferencial no trabalho das parteiras. “Muitas delas são de localidades bastante remotas e com certeza o apoio da iluminação vai proporcionar acesso e melhores condições de atuação naquilo que elas já fazem com excelência. Temos certeza de que as lanternas solares serão um diferencial nesse trabalho humanitário e comunitário que as parteiras já fazem e nós, da Fiocruz Amazônia, estamos muito felizes de poder compartilhar esse momento com todas elas, juntamente com parceiros, como o Instituto Mamirauá, a Algodão Roxo e as empresas responsáveis pela doação”, pontuou Stefanie Lopes.

O reconhecimento e a remuneração do trabalho das parteiras tradicionasi como profissionais que atuam auxiliando o Sistema Único de Saúde no cuidado com a saúde da mulher são reivindicações antigas. O pesquisador Júlio Schweickardt, coordenador do “Projeto Redes Vivas e Práticas Populares de Saúde: conhecimento tradicional das parteiras e a educação permanente em saúde para o fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde da Mulher no Estado do Amazonas”, desenvolvido desde 2016, afirma que a finalidade principal das ações desenvolvidas é ade promover o fortalecimento da organização e a busca pelo reconhecimento legal da profissão das parteiras.

“Ter esse reconhecimento por parte das empresas doadoras é de extrema importância para as parteiras. Ninguém imagina a importância dessas lanternas para essas mulheres. Elas precisam também de tesoura, máscara, álcool, bota, sombrinha, protetor solar. Qualquer doação é muito bem-vinda e representa um reconhecimento ao trabalho e um passo a mais na busca dos direitos”, explica Schweickardt. Segundo ele, as lanternas solares irão gerar um impacto muito grande para as parteiras. “No contexto urbano, não imaginamos como é ficar sem energia. Imagine em lugares onde não tem energia, a lanterna irá auxiliar não só na hora do parto mas também nos deslocamento e na melhoria da qualidade de vida das parteiras”, afirma o pesquisador.

De acordo com Schweickardt, o Amazonas possui mais de mil parteiras em atuação em todos os municípios e territórios. Elas vivem e trabalham em áreas ribeirinhas, indígenas e quilombolas. A presidente da APTAM, Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues, afirma que as parteiras tradicionais, em sua grande maioria, trabalham em comunidades ribeirinhas e, em muitas ocasiões, precisam sair de casa à noite para realizar os partos em localidades onde não há energia. “A lanterna solar é importante principalmente para as parteiras que são mais idosas, todas nós agradecemos muito pelo apoio”, observa, agradecendo também a parceria da Fiocruz Amazônia. “A Fiocruz é nossa voz. Somos mulheres que lutam pelos direitos das parteiras tradicionais, com conhecimento que vem sendo passado de geração em geração e que foram esquecidas. A Fiocruz é a voz que nos representa e todas as pessoas que se manifestam em nosso favor são nossos padrinhos e lutam pela mesma causa”, salientou Socorro.

VULNERABILIDADE

As lanternas solares são uma das três linhas específicas de produtos desenvolvidos pela Schneider Eletric, por meio do Programa Business with Empathy. com foco em produtos solares e voltados para grupos vulneráveis. Milena Rosa, gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade da empresa, explica que as lanternas vão passar a fazer parte do kit da parteira. “O equipamento é composto por uma placa solar, um cabo de 4 metros, a lanterna em si e um cabo que vem junto que pode, além de promover a iluminação com a lanterna, servir para carregar um celular ou outro equipamento de pequeno porte. A placa deve ficar em cima da casa ou na localidade com incidência solar e o cabo conectado na lanterna”, explica. Segundo ela, em aproximadamente seis horas a lanterna carrega e passa a ter uma autonomia que pode chegar a 40 horas de iluminação. “Nosso programa de acesso à energia entende que as parteiras atendem a uma parcela da comunidade em localidades remotas que necessitam desse tipo de suporte, daí a decisão de fazer a doação na certeza de que vai ser uma ferramenta a mais para que a parteira possa atuar com dignidade em seu território”, frisou.

A Schneider Electric é uma empresa multinacional francesa que atua na gestão de energia e automação. Ela oferece soluções para indústrias, edifícios, data centers e residências, com atividades nas áreas de distribuição elétrica, controle, automação, soluções de energia não conectadas à rede, gerenciamento de peças de reposição, serviços digitais, como análise de dados e monitoramento remoto, soluções e serviços para data centers.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia atualiza e reestrutura página da Educação no website da unidade  

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu a atualização e reestruturação da página da Educação no site da Unidade, com o objetivo de facilitar o acesso às informações relacionadas aos programas de pós-graduação e serviços oferecidos pela Secretaria Acadêmica (Seca) e o Serviço de Pós-Graduação (Posgrad). O processo foi desenvolvido com a participação efetiva dos coordenadores dos cursos, responsáveis pela reestruturação de cada espaço referente a cada um dos programas de pós-graduação, e das esquipes técnicas que integram a Seca e o Posgrad. A página está no ar desde a última quarta-feira, 15/01, seguindo o layout original, sem alterações à identidade institucional da Plataforma.

De acordo com a Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), a formação é uma das estratégias do ILMD/Fiocruz Amazônia para reduzir desigualdades regionais e contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde da população amazônica. As ações coordenadas pela VDEIC resultam na disseminação do conhecimento, formação e qualificação de recursos humanos para o SUS e ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação na área da saúde. A VDEIC oferece cursos de pós-graduação Stricto sensu (mestrado e doutorado), especialização, atualização e aperfeiçoamento voltados para formação de pesquisadores, técnicos, gestores e profissionais de saúde em serviço.

Com a reestruturação, as atividades oferecidas pela VDEIC ficam disponíveis conforme as modalidades nas diversas abas da área de Educação, com links úteis que levam para Secretaria Acadêmica, Pós-Graduação – POSGRAD, Biblioteca, Cursos, Regulamentos dos Cursos, Manual do Aluno, Calendário Acadêmico, Política de Apoio ao Estudante. “As modificações feitas na página da Educação revestem-se de extrema importância porque tiveram como principal finalidade facilitar o acesso ás informações aos públicos de interação, a exemplo dos avaliadores da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Ministério da Educação), coordenadores de cursos, discentes e até o público externo de interessados em cursar uma pós-graduação no Instituto, tendo sido um trabalho intenso com forte participação de todos”, pontua a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia alerta para importância da saúde mental e realiza atividades alusivas ao Janeiro Branco para trabalhadores e trabalhadoras

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta sexta-feira, 17/01, uma manhã de atividades alusivas ao Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre a importância do autocuidado para com a saúde mental, com palestras e dinâmicas de relaxamento, massoterapia e aromaterapia, tendo como foco principal o equilíbrio emocional e o bem-estar no ambiente de trabalho. Os colaboradores foram recebidos pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e a chefe de Serviço de Gestão do Trabalho e Núcleo de Saúde do Trabalhador, Luciene Araújo, que destacaram a preocupação da unidade em contribuir com a melhoria da qualidade de vida para o corpo e a mente dos profissionais que atuam na unidade.

O evento contou com palestras sobre os temas “Saúde Mental no Trabalho”, proferida pela psicóloga Esther dos Anjos, doutora em Psicologia e Ciência da Educação; “Qualidade de Vida para o Corpo e a Mente”, com a enfermeira e massoterapeuta Raquel da Mata Serique, especialista em Saúde Pública e Estratégia de Saúde da Família, e “Aromaterapia: satisfação do relaxamento”, com a aromaterapeuta Denielle Fonseca, especialista em óleos essenciais, com atividade prática de aplicação da técnica. Em paralelo, foi oferecido também atendimento de massoterapia na Sala Bem-Estar do ILMD com o terapeuta corporal holístico Roberto Porto de Andrade e a técnica em massoterapia Gilmara de Souza Soares.

“Terminamos o ano fazendo reflexões pessoais e profissionais, e janeiro é sempre um mês em que precisamos fazer o autocuidado, voltando nosso olhar para o novo momento que se inicia”, observou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. Ela agradeceu à organização do evento e aos servidores e colaboradores pela presença, destacando a importância das ações de prevenção e orientação sobre o adoecimento mental e lembrando que esse ainda é um problema estigmatizado e negligenciado. “O adoecimento mental é um problema mundial e é importante dizer que cada vez mais precisamos dialogar e discutir sobre o assunto, trabalhando a prevenção, as formas de tratamento e convívio com o próximo. A Fiocruz, pela sua missão institucional, é alinhada à Política Nacional de Saúde Mental, que preconiza todos esses cuidados, e tem um olhar especial para a saúde do trabalhador da instituição”, pontuou.

Luciene Araújo destacou que, desde o início do ano passado, foi possível começar a implantar na unidade ações que pudessem contribuir com a saúde do trabalhador. “Durante 2024, tivemos várias ações e uma das maiores delas foi a inauguração da Sala Bem-Estar que oferece o serviço de relaxamento e bem-estar para os trabalhadores com espaço físico e equipamentos que proporcionam esses benefícios, o que foi um grande ganho para a instituição”, ressalta. Segundo Luciene, pesquisas de opinião realizadas na unidade demonstram a satisfação dos trabalhadores com os serviços prestados. “Isso é fundamental para a saúde do trabalhador da instituição”, afirmou.

A Sala Bem-Estar do ILMD/Fiocruz Amazônia se tornou um referencial para os eventos alusivos à saúde do trabalhador. “Tivemos ações alusivas ao Outubro Rosa, Novembro Azul, Setembro Amarelo, Fiocruz Pra Você, entre outras, que foram muito importantes, e começar o ano falando da saúde mental é de extrema relevância para conscientizar as pessoas com relação a saúde mental e emocional, alertando as pessoas para a importância da prevenção de doenças decorrentes de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e do estresse do dia a dia”, reforça Luciene, anunciando que este ano o ILMD/Fiocruz Amazônia ganha uma equipe fixa formada por psicólogo, enfermeiro e um técnico em segurança do trabalho para integrar o Núcleo de Saúde do Trabalhador, com espaço exclusivo e ações exclusivas direcionadas para os trabalhadores e trabalhadoras. “Vamos continuar com a Sala Bem-estar e todos os benefícios que ela proporciona para a saúde das pessoas, ganhando um novo espaço para a equipe do Nust com essa atenção exclusiva”, reforçou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399