Em parceira com a Fuham, Fiocruz Amazônia promove ação em alusão mês de conscientização e combate à hanseníase

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta: Fuham, realizou nesta quarta-feira, 21/1, uma ação importante em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização e combate à hanseníase. A atividade, coordenada pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) do Instituto, ofereceu aos colaboradores e familiares, consultas dermatológicas e uma busca ativa de casos de hanseníase.

Além do atendimento, a ação teve como objetivo informar e conscientizar os colaboradores sobre os sinais e sintomas da doença, como manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência e fraqueza muscular. A iniciativa visa ainda combater o estigma e a discriminação associados à hanseníase, promovendo a inclusão e o cuidado com as pessoas afetadas.

Segundo a Diretora do ILMD / Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a atividade de prevenção e acompanhamento médico, possibilita o diagnóstico precoce da hanseníase e também de outras doenças de pele. “Estamos aqui, no Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre hanseníase e, fazendo mais uma ação do Núcleo de Saúde do Trabalhador aqui no ILMD. Desta vez, focada não somente para os colaboradores, mas também aberta a possibilidade de trazer um familiar. Em parceria com a FUHAM, aqui do Amazonas, estamos fazendo atendimento médico e técnico para avaliação de lesões de pele que possam ser característicos de hanseníase, mas também uma análise preliminar de outras doenças de pele. Uma ação super importante de prevenção, detecção precoce, e acompanhamento médico, que se identificado, vai ser feito por toda a equipe do Alfredo da Matta, através do nosso Sistema Único de Saúde, que sabemos que é tão importante para o controle dessa endemia”, explica.

A Fuham, em Manaus, é considerada referência no atendimento, diagnóstico e tratamento de hanseníase, discutindo a situação epidemiológica e o monitoramento da hanseníase no Estado. A Fundação realiza também ações de monitoramento e combate à hanseníase no interior do Amazonas, incluindo visitas técnicas e, mais recentemente, o uso de telemedicina para diagnóstico e controle.

Epidemiologista da Fuham e, coordenadora do Programa Estadual de Hanseníase, Valderiza Lourenço Pedrosa, alertou para a importância do exame dermatológico anualmente. “A campanha é uma maneira da gente chamar atenção para a problemática da hanseníase e, para a importância de a população procurar o serviço de saúde, realizar o exame dermatológico, ao menos uma vez por ano. As vezes a gente não dá a devida relevância para a nossa pele, que é um órgão importante do nosso corpo. Ficar atento aos sinais e sintomas é de extrema necessidade para um diagnóstico precoce”, enfatiza.

SOBRE A HANSENÍASE

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos e os olhos. Se não tratada precocemente, pode levar a incapacidades físicas permanentes. O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia.

Segundo dado da Fuham, o Amazonas avançou na luta contra a doença, deixando de ocupar a liderança nacional e, hoje, está na 17ª posição no ranking brasileiro de casos registrados. Em 2025 foram notificados 319 casos novos de hanseníase. Desses, 106 (33,4%) ocorreram em Manaus e 211 (66,6%) em outros 49 municípios do interior.

A hanseníase tem cura, e o tratamento gratuito está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), em unidades básicas de saúde e unidades de referência, como a Fundação Alfredo da Matta (Fuham), no Amazonas. O tratamento elimina o agente transmissor logo no início, permitindo que o paciente conviva normalmente com familiares e amigos, sem necessidade de isolamento, além de evitar sequelas físicas.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Fotos: Eduardo Gomes / Teka Prado.