COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
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APG Fiocruz Amazônia inscreve chapas para eleição da diretoria até o dia 10/05/2024 para mandato 2024/2025
/em Notícias /por Julio OliveiraA Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia (APG) comunica que estão abertas até o próximo dia 10/05/2024 as inscrições de chapas para a eleição da diretoria da entidade, gestão 2004/2025. As inscrições devem ser enviadas para o email apgfiocruzamazonia@gmail.com. De acordo com o Regimento Eleitoral da APG, as chapas deverão ser inscritas em sua totalidade, ou seja, com todos os seis membros (coordenador, vice-coordenador, secretário, coordenador de articulação política e assistência apoio ao pós-graduando, coordenador de ensino, educação e eventos e coordenador de comunicação e divulgação), ficando vedada inscrição individual. A eleição acontecerá no dia 21/05/2024, com o período de 11 a 19/05 destinado a campanha das chapas.
À frente da gestão da APG Fiocruz Amazônia, entre 2023 e 2024, Lenina Jordana Bastos de Macedo, mestranda do Programa de Pós Graduação em Condições de Vida e Saúde na Amazônia (PPGVIDA), afirma que o ano de mandato foi marcado por bastante aprendizado e uma maior representatividade, tendo a APG Fiocruz Amazônia participando de debates e discussões importantes, com direito a voz em nome dos pós-graduandos da Amazônia. “Em um ano, marcamos presença na SBPC, no lançamento da Política Nacional de Apoio ao Estudante da Pós-Graduação na Fiocruz-Rio de Janeiro, além de encontros nas agências de fomento à pesquisa, com participação nas discussões junto com docentes sobre questões importantes, a exemplo de financiamento de pesquisas. Por tudo isso, podemos considerar que foi um ano de bastante visibilidade para a APG”, avalia Lenina.
Ela destaca também o papel da APG Fiocruz Amazônia na defesa da Ciência, de um modo geral, a partir da luta em favor de direitos e deveres dos pós-granduandos. “O objetivo é fazer com que a Ciência possa caminhar melhor, por estarmos permitindo que o pós-graduando possa também contribuir de forma melhor, com mais qualidade, com condições de se manter e ter estabilidade dentro da pesquisa, contribuindo com mais qualidade para a Ciência de forma geral”, observou.
CRIAÇÃO
A criação da APG Fiocruz Amazônia foi homologada em assembleia geral de pós-graduandos, em 31 de março de 2022. A posse da primeira diretoria ocorreu em abril do mesmo ano. A entidade reúne pós-graduandos matriculados nos cursos de especialização lato sensu, mestrado e doutorado das unidades da Fiocruz na Amazônia Legal. No estatuto da associação, estão todas as diretrizes de funcionamento e objetivos da entidade. A nova gestão inicia em 22/05/2024, indo até 22/05/2025. O mandato é anual.
Para este ano, a nova diretoria da APG Fiocruz Amazônia se fará presente no 29º Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (CNPG) da Associação Nacional de Pós-Graduandos, a se realizar nos dias 11, 12, 13 e 14 de julho na cidade de Belo Horizonte. “Considerando que a Diretoria da APG atua nos direitos dos discentes vinculados ao PPGs da Fiocruz Amazônia/ILMD ou em associação/consórcio/parceria, vale ressaltar a importância de gestão anual para rotatividade dos discentes, possibilitando que alunos de especializações e mestrados possam ter tempo matriculados como alunos para integrarem a mesa diretora da APG Fiocruz Amazônia”, informa o edital.
Para a efetivação das chapas, é obrigatório a apresentação da declaração de matrícula de todos os alunos/discentes vinculados ao ILMD e/ou instituições associadas, que comporão a mesa diretora da APG Fiocruz Amazônia. É facultativa a inscrição de suplentes aos cargos dos membros da diretoria, assim como conselho consultivo. Importante ressalta que, na ocasião de não haver chapa inscrita, será eleita uma composição de mesa diretora na Assembléia Geral no dia 21/05/2024, às 19h30 (horário Manaus). Caso haja apenas uma chapa inscrita, esta será aclamada na Assembléia.
A inscrição de candidaturas para delegado(a) e suplente para o 29º Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduandos (CNPG) acontecerá no mesmo período de inscrição de chapas para a diretoria da APG Fiocruz Amazônia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Arquivo/APG Fiocruz Amazônia
Fiocruz e OPAS capacitam laboratórios de países da América do Sul no diagnóstico molecular e vigilância genômica do vírus Oropouche
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS) encerraram nesta sexta-feira, 3/05, em Manaus, o Workshop Internacional que reuniu profissionais que atuam em laboratórios de vigilância de arbovírus de países da América do Sul, como estratégia para ampliar o monitoramento do avanço dos vírus Oropouche e Mayaro no continente sul-americano. De acordo com o virologista Felipe Naveca, chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados da Fiocruz Amazônia, o workshop aconteceu no local e momento corretos, por conta das características em comum entre os países da América do Sul principalmente os da região amazônica internacional, o que permitirá uma análise do potencial epidêmico da doença, a partir de diagnósticos e surgimento de variantes.
“Pelas características da América do Sul, de maneira geral, é praticamente certo que esses vírus estejam circulando em outros países da região, especialmente o Oropouche, isso sem o devido diagnóstico e monitoramento genético. A ideia do workshop foi justamente de ajudá-los a conseguir iniciar o diagnóstico nos seus países, o que é extremamente importante no momento em que o Brasil está vivendo hoje, com mais de 4 mil casos de febre Oropouche confirmados em diversos estados”, afirma Naveca, Segundo o virologista, os países sul-americanos, dentre os participantes do workshop, que ainda não confirmaram a circulação do vírus Oropouche certamente passarão a fazê-lo a partir da capacitação em vigilância genômica, oferecida em parceria com a OPAS/OMS.
Participaram do curso profissionais da Bolívia, Equador, Guiana Inglesa, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela. A consultora internacional da OPAS, Mariela Martínez Gómez, que esteve presente ao workshop, entende que, para os países participantes, o workshop foi uma oportunidade enriquecedora, pela experiência da Fiocruz Amazônia, em especial da equipe do virologista Felipe Naveca, “que possui ampla e longa trajetória trabalhando com arbovírus”, destacou.
““A capacitação focou não somente na detecção, como também em relação ao sequenciamento desses vírus, o que é superimportante, pois sabemos que hoje a genômica é uma parte fundamental do sistema de vigilância, composto ainda pelas vigilâncias epidemiológica, laboratorial, bem como da área clinica”, afirmou Mariela. Segundo a consultora, alguns dos laboratórios que estão participando já tinham o conhecimento de como era feita a detecção. “Inclusive. o Dr Felipe já tinha ido até ao Suriname, para capacitação na detecção desses vírus, mas, agora, essa etapa da capacitação agregou a genômica. Eles tiveram o protocolo necessário para obter genomas completos desses vírus, quando eles forem detectados nos seus países”, disse.
Mariela enfatizou ainda que a vigilância genômica é uma ferramenta que traz resposta para várias perguntas. “É possível saber de onde esses vírus vem, como evoluíram, dados importantes para a atualização das ferramentas de diagnóstico que utilizamos, principalmente as ferramentas moleculares”. O workshop teve cinco dias de duração e contou com parte teórica e prática, com a participação do pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Oswaldo Cruz e da Cornell University.
PARTICIPANTES
Adolfo Ismael Marcelo Ñique; Phyllis Pina e Jessica Enzuman, respectivamente do Peru, Suriname e Bolívia, participaram do workshop e ficaram bastante satisfeitos. De acordo com Adolfo Marcelo, no Instituto Nacional de Salud, no Peru, já se trabalha com o diagnóstico molecular por PCR, em tempo real. Em breve, será implantada a vigilância genômica de arboviroses. Segundo ele, o Peru passa por um surto de Oropouche. “Temos seis regiões das 23 do país com presença de oropouche e nas últimas três semanas houve um aumento considerável de casos, em seis novas regiões. Então, a presença de Oropouche no Peru se tornou um problema da saúde pública e está sendo considerada como uma doença reemergente”, observa.
Assim como ele, a chefe do Central Laboratory of the Bureau of Public Health, do Suriname, Phyllis Pinas, comenta que já conhecia o diagnóstico do PCR em tempo real, apresentado pelo Dr Felipe Naveca, quando esteve no Suriname, em outubro de 2023, juntamente com a pesquisadora Matilde Contreras. “A parte do PCR em tempo real não foi algo novo para mim, por conta do treinamento do ano passado, mas a parte de sequenciamento genômico é totalmente nova, porque no centro onde estou trabalhando, não estamos sequenciando os genomas”, salienta.
Conforme Phyllis, por enquanto, ainda não foram registradas ocorrências de Oropouche ou Mayaro no país. Porém, ela não descarta que haja casos de pessoas infectadas pelo vírus. “Apesar do processo de sequenciamento demandar alguns recursos, tornando-o um pouco oneroso, os resultados são muito bons, mostrando quais vírus estão realmente circulando pelo país, auxiliando também sobre quais medidas de saúde pública devem ser adotadas”, adiantou.
Representante do Instituto Nacional de Laboratórios em Saúde (Inlasa), Jéssica Enzuman, destaca que, na Bolívia, também está ocorrendo um surto do vírus Oropouche. “Temos mais de 150 casos registrados e não é algo incomum, não é algo novo para nós e estamos trabalhando para implementar, não só o diagnóstico, mas também o sequenciamento genético. O curso incluiu ambos e estamos muito satisfeitos em participar deste treinamento oferecido pelas OPAS, em parceria com a Fiocruz Amazônia”, pontua.
Segundo Jessica, a ideia ao retornar à Bolívia é a de implementar ambas as técnicas – de diagnóstico e sequenciamento – para poder responder com agilidade e precisão a identificação dos casos, mediante a possibilidade de um surto de Oropouche.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia sedia oficina em Manaus para definição de estratégias de atuação na região do Delta do Tapajós (PA)
/em Notícias /por Julio OliveiraNuma iniciativa da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAPPS), da Fiocruz, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou durante dois dias (29 e 30/04), na sede da instituição, em Manaus, a Oficina VPAPPS – ILMD sobre o Projeto Delta do Tapajós, reunindo pesquisadores e coordenadores de áreas estratégicas da VPAPPS, Fiocruz Amazônia e Fiocruz Rondônia, com o objetivo de formatar estratégias e ações inovadoras de promoção de saúde no contexto amazônico, tendo como foco a região do Delta do Tapajós, situada a Oeste do Estado do Pará. A oficina foi a segunda realizada pela VPAPPS em um mês – a primeira ocorreu nos dias 11 e 12/04, em Santarém (PA) – com a finalidade de promover o desenho de uma proposta de atuação e construção de parcerias naquela região.
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, salientou a importância da oficina no sentido de permitir a interiorização das ações da Fiocruz, bem como a aproximação entre territórios dentro do contexto amazônico. “Fizemos uma visita para conhecer as instituições e atores locais naquela região do Estado do Pará e o intuito agora é pensarmos juntos o planejamento de ações e estratégias que possam ser tão exitosas quanto outras já existentes, a exemplo do Projeto Saúde e Alegria e as UBS fluviais, nascidas naquela região, num processo de construção coletivo e de expansão das nossas ações”, afirmou Stefanie, mencionando a sintonia dessa iniciativa com as diretrizes dos dois últimos Congressos Internos da Fiocruz, que trataram sobre a necessidade de interiorização das ações da Fiocruz para além das capitais onde estão as unidades regionais.
Segundo o vice-presidente da VPAPPS, Hermano Castro – que participou da abertura, no primeiro dia da oficina, de modo remoto – a iniciativa da Fiocruz de intensificar a atuação na região amazônica faz-se necessária e atende a uma orientação do presidente da Fiocruz, Mário Moreira. “O contexto amazônico tem tido muita dificuldade para receber as ações de políticas públicas dentro da realidade da região, uma realidade de muita agressão ao longo de décadas, eu diria, séculos, de agressões territoriais aos povos originários e é importante a Fiocruz poder estar trabalhando nessa linha, não só de suporte político, mas contribuindo com as ações territorializadas”, salientou, assegurando total apoio às iniciativas que venham a ser desenvolvidas.
“A VPAPPS vai estar apoiando e contribuindo com o que temos de melhor na instituição”, assegurou, acrescentando a importância de temas como o impacto das mudanças climáticas e a preservação ambiental serem trabalhados nesse contexto. O coordenador da Área de Saúde e Ambiente da VPAPPS, Guilherme Franco Neto, presente à oficina, enfatizou que ter a presença do ILMD/Fiocruz Amazônia na região do Delta do Tapajós é uma ideia que vem amadurecendo desde o ano passado. “Esse é um processo que foi sendo desenvolvido entre conversas do vice-presidente Hermano Castro com a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e que deu origem à visita feita aos atores-chaves da região de Santarém, onde se fez um pré-diagnóstico das potencialidades e desafios”, relembrou.
Guilherme afirma que a oficina realizada em Manaus serviu para aprofundar o conhecimento e identificar as possibilidades de “pontes”, entre as diretrizes e as ações que tanto a VPAPPS quanto o ILMD/Fiocruz Amazônia desempenham. “Foram dois dias extraordinários e intensos de trabalho, com alguns encaminhamentos no caminho de fazer a Fiocruz mais presente naquele território”, adiantou.
A Fiocruz já possui uma cooperação histórica com o projeto pioneiro, que se instalou na região do Delta do Tapajós em meados da década de 80, denominado Saúde e Alegria. “O projeto estava iniciando num momento em que ocorria o processo de organização do SUS, do pensamento da reforma sanitária, tornando-se uma experiência muito exitosa e que aporta várias contribuições à política pública do SUS no sentido de promover atenção integral à saúde naquela região”, explica Guiherme.
“No ano passado, uma visita conjunta levou representantes da VPAPPS, Ministériio da Saúde e ILMD/Fiocruz Amazônia, entre outras instituições, à conhecer o trabalho do Saúde e Alegria, de onde surgiu a ideia de fortalecermos a presença da Fiocruz na região”, acrescenta Franco Neto. “Trata-se de uma iniciativa coadunada com os desafios do nosso momento contemporâneo, quando o Brasil está trazendo para a Amazônia a COP 30, aqui na Amazônia e vai discutir os desafios da mudança do clima, do ponto de vista inclusive de qual a contribuição que a Amazônia tem a dar para isso, e a Fiocruz é suscitada a colaborar com essa dimensão da defesa da nossa natureza. Basicamente esse é o grande desafio”, finaliza o coordenador.
PROGRAMAÇÃO
No primeiro dia de programação da oficina, os participantes apresentaram uma síntese do trabalho realizado em cada coordenadoria da área da VPAPPS e puderam conhecer a estrutura do ILMD/Fiocruz Amazônia, apresentada pela diretora Stefanie Lopes. Em seguida, assistiram às apresentações de projetos e iniciativas desenvolvidas pelos pesquisadores e os laboratórios de pesquisa da unidade. Nesta terça-feira, os participantes definiram a elaboração de uma agenda de atividades e visitas. Da VPAPPS, estiveram presentes a coordenadora de Gestão, Ana Feitoza; o coordenador do Campus Fiocruz Mata Atlântica, Ricardo Moratelli; além de representantes do Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis e da Coordenação de Ambiente da VPAPPS, Bruna Drumond, Juliana Vilardi e Gabriela Lobato.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre Biologia dos Arbovírus e Vetores do Vírus Oropouche nesta sexta-feira, 3/05
/em Notícias /por Julio OliveiraO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 03/05, às 10h, a palestra “Biologia dos Arbovírus e vetores dos vírus Oropouche: conhecimento geral sobre os vetores e alguns aspectos relevantes para a compreensão do patógeno-vetor”, a ser ministrada pelo biomédico e pesquisador visitante do ILMD/Fiocruz Amazonas, Jordam William Pereira Silva. Segundo o palestrante, com os recentes surtos de febre Oropouche, no Brasil, especialmente na Região Norte, aumentou consideravelmente a necessidade de definição de áreas de riscos e o conhecimento sobre os vetores da doença.
Doutor em Doenças Tropicais e Infecciosas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e mestre em Saúde Coletiva pela Fiocruz Amazônia, Jordam explica que o objetivo da palestra será apresentar ao público os principais vetores envolvidos na transmissão do vírus Oropouche, repassar os conceitos básicos da relação entre os insetos e o referido vírus, além de demonstrar os ciclos de desenvolvimento do patógeno e dos vetores e abordar sobre os meios de prevenção. A palestra terá transmissão realizada via plataforma Zoom, através do link : https://us06web.zoom.us/j/89115004814?pwd=DsfNImDCavPLZEQi3aLPIBJ5ZOF8zg.1 (ID da Reunião: 891 1500 4814 e Senha de acesso: 393352).
O pesquisador enfatiza que, além dos aspectos da biologia dos arbovírus, apresentará as principais ferramentas disponíveis para estudar a interação dos mosquitos com os arbovírus. Desde 2013, Jordam integra o Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), do ILMD/Fiocruz Amazônia. A palestra será moderada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia e coordenador do Laboratório EDTA, Felipe Arley Costa Pessoa.
SOBRE O PALESTRANTE
Atualmente, Jordam Willam é membro do Comitê Executivo do Programa de Iniciação Científica da FIOCRUZ/Amazônia. Ele possui experiência em coletas de campo, ecologia de mosquitos, identificação taxonômica, detecção de infecção natural de arbovírus em mosquitos e processamento de dados para elaboração de relatórios técnicos. Além disso, desenvolve pesquisas envolvendo entomologia médica, focando na biologia, ecologia de insetos vetores, infecção experimental e interações entre patógenos-ambientes-insetos vetores, abrangendo insetos das famílias Culicidae, Psychodidae, Simuliidae e Ceratopogonidae.
O palestrante possui também experiência em expressão gênica de mosquitos Anopheles e interações biológicas e moleculares entre patógenos e vetores, usando como modelo Anopheles amazônicos e P. vivax; Aedes e Culex spp. e arbovírus. Tem ainda experiência em colonização de Anopheles aquasalis, Aedes aegypti, Aedes albopictus, Culex quinquefasciatus, Lutzomyia longipalpis e Lutzumyia migonei. É microscopista com experiência em diagnóstico de hemoparasitas (Plasmodium spp., Trypanosoma spp. e Filárias) formado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas – LACEN/AM. No campo, tem experiência em coletas de insetos vetores das famílias Culicidae (mosquitos), Psychodidae (flebotomíneos), Ceratopogonidae (maruins), Simuliidae (piuns) e Tabanidae (mutucas).
O pesquisador atualmente trabalha com coletas e dissecção de pequenos mamíferos, com o objetivo de entender os ciclos de transmissão de Tripanosomatídeos e a forma como a antropização pode modificar os riscos de transmissão para humanos.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amaônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia e CMA assinam protocolo de intenções para realização de atividades em parceria com o Exército Brasileiro
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia e o Comando Militar da Amazônia (CMA) oficializaram na tarde desta terça-feira, 30/4, a assinatura do protocolo de intenções que tem por objetivo viabilizar a realização de atividades nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, bem como a formação e capacitação de recursos humanos, em parceria, envolvendo civis, militares e servidores púbicos das duas instituições. Pelo protocolo, será possível à Fiocruz Amazônia a realização de pesquisas científicas em áreas de atuação do Exército Brasileiro nos Estados da Amazônia Ocidental. O documento foi assinado pela diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e o General-de-Exército Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves, comandante militar da Amazônia, em solenidade realizada na sede do CMA.
Stefanie Lopes destacou a importância da formalização por entender que o protocolo de intenções vai além do que previa o termo de cooperação firmado anteriormente entre as partes, garantindo a cessão de espaço para construção da nova sede da Fiocruz Amazônia. “Já temos alguns projetos de pesquisa em articulação com diferentes setores do Comando Militar da Amazônia e a assinatura do protocolo de intenções só vem fortalecer a parceria, em favor da saúde da população da Amazônia, que padece de uma presença mais fortalecida e integrada do Estado”, afirmou Lopes.
Segundo ela, a parceria só vai aprimorar o que, para a Fiocruz, já é uma missão institucional definida nos Congressos Internos da instituição, que prevê programas estratégicos e uma ação interiorizada por parte das unidades da Fiocruz. “Estamos aqui na capital, Manaus, mas somos Fiocruz Amazônia, assim como o CMA e precisamos cada vez mais interiorizar as nossas ações tendo como foco as populações mais vulnerabilizadas que carecem da atenção, saúde e bem-estar. Esse protocolo vai permitir irmos além do que fazemos hoje e potencializar a ação dos dois atores”, complementou Stefanie.
Para o general Costa Neves, a oportunidade de formalização do protocolo é motivo de orgulho para o CMA. “Estamos em festa com a vinda da Fiocruz Amazônia e com a oportunidade de firmarmos esse protocolo de intenções, que por certo trará bons frutos para as nossas instituições e principalmente para a população do Amazonas, este é o grande objetivo de todos nós”, explicou. Para o militar, a possibilidade de parcerias com instituições, como a Fiocruz, Universidade Federal do Amazonas, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia e Universidade do Estado do Amazonas, permite o desenvolvimento de metodologias e pesquisas que vão gerar o conhecimento sobre a Amazônia e as condições de vida dos amazônidas. “O CMA se sente honrado da Fiocruz ter aceito essa intenção de parceria e não temos dúvidas de que ganhamos todos”, enfatizou.
PLANOS DE TRABALHO
O Protocolo de Intenções, celebrado entre CMA e Fiocruz Amazônia, tem o objetivo de firmar apoio entre as partes no desenvolvimento de iniciativas e intercâmbio e cooperação. O documento tem prazo de validade estipulado em cinco anos e garantirá a manutenção de um ativo intercâmbio de informações e entendimentos acerca das atividades que forem desenvolvidas em parceria. As atividades, projetos ou ações de plano de trabalho aprovado deverá conter identificação do objetivo a ser executado, identificação do ponto focal, metas a serem atingidas, etapas e cronograma de execução das atividades ou projetos, previsão de início e fim da execução do objeto, entre outras informações.
Os planos de trabalho possibilitarão o acesso e a permanência dos pesquisadores nas unidades militares, parceria para realização de projetos de pesquisa, além de oferecimento de cursos de qualificação e disponibilização de vagas nos programas de pós-graduação da unidade para profissionais da corporação que tenham interesse na área da saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia e OPAS realizam workshop internacional de vigilância molecular de arbovírus emergentes e reemergentes com foco nos vírus Oropouche e Mayaro
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia realiza, de hoje, 29/04, até sexta-feira, 04/05, o 1º Workshop Internacional de Vigilância Molecular de Arbovírus Emergentes e Reemergentes, com foco nos vírus Oropouche e Mayaro, tendo como presenças confirmadas profissionais de saúde e pesquisadores dos seguintes países Bolívia, Equador, Guiana, Martinica, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. O evento é promovido em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma oportunidade de capacitação para os profissionais que atuam em laboratórios de vigilância desses países, em razão do alerta para o aumento do número de casos das duas doenças, principalmente a Febre Oropouche, que já possui milhares de registros de casos em alguns estados brasileiros em 2024, predominantemente em quatro da Região Norte (Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia), além de casos confirmados na Bahia, Piauí e Santa Catarina.
O curso é ministrado pelo virologista Felipe Naveca e a equipe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). Felipe Naveca também é chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Como professores externos, o Dr Gonzalo Bello, também pesquisador do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do IOC e a Dra Ana Bento, pesquisadora e professora do Departamento de Saúde Pública e de Ecossistemas da Cornell University College of Veterinary Medicine (EUA), ambos são colaboradores nos estudos com o Oropouche e outros vírus emergentes e participarão o virtualmente.
Os participantes foram recebidos pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que ressaltou a importância da presença de representantes de países vizinhos numa capacitação em vigilância de arboviroses, desenvolvida em parceria com a OPAS/OMS, demonstrando a preocupação com a situação epidemiológica do vírus Oropouche e Mayaro no Brasil, e o quanto é relevante essa investigação constante para o monitoramento/controle de surtos e epidemias.
O consultor laboratorial da OPAS, Lionel Gresh, considera a realização do workshop uma oportunidade de fortalecer a observação, em particular, a capacidade dos países que participam da iniciativa. “O intuito é de termos um melhor processamento de informações, na circulação desses vírus e poder estudá-los melhor para que possamos entender por que eles estão se expandindo e como eles estão sendo transmitidos em nossas comunidades”, afirmou.
Lionel destacou ainda que o treinamento na detecção e caracterização molecular de emergência de arbovírus, com foco particular no Oropouche e Mayaro, se justifica também na detecção de casos em outros países da região, como Colômbia, Bolívia e Peru, por exemplo.
O workshop terá parte teórica e prática, contando também com a participação de representantes da OPAS/OMS e da equipe do Núcleo de Vigilância da Fiocruz Amazônia, tendo como conteúdo programático o Diagnóstico do Vírus Oropouche, a Vigilância Genômica, a Análise de Dados Epidemiológicos e Dados de Sequenciamento Genético.
VETORES
Felipe Naveca explica que as duas síndromes são arboviroses: Oropouche transmitida pelo inseto vetor Culicoides paraensis, também chamado de Maruim, e a Febre Mayaro, transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Ambas possuem sintomatologia semelhante à da dengue e preocupam as autoridades sanitárias em todo o Mundo, pelo risco de se tornarem epidêmicas. “O workshop que realizaremos em Manaus visa exatamente a capacitação de pesquisadores de outros países, sobretudo da América do Sul, no diagnóstico e nos estudos de vigilância genômica dos vírus Oropouche e Mayaro, obviamente com o enfoque maior para o Oropouche, que chamou a atenção da Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS)”, salienta Naveca.
A escolha de Manaus para sediar o evento, segundo o virologista, se deve à experiência do Núcleo de Vigilância da Fiocruz Amazônia, responsável por desenvolver o protocolo do diagnóstico para Oropouche e Mayaro, utilizado atualmente em todo o País, assim como à vigilância genômica desses patógenos realizada pela Fiocruz. “Fomos demandados pela OPAS/OMS para que realizássemos esse treinamento em nível internacional, razão pela qual recebemos representantes de diferentes países para essa ação, durante a semana inteira”, afirma.
RISCO DE AVANÇO DA FEBRE OROPOUCHE
Em 2024, o Ministério da Saúde já confirmou 3,8 mil registros da doença, 98% deles na Região Norte. Até agora, não há registros de óbitos confirmados por conta da doença. De acordo com os especialistas, o inseto transmissor pode ser encontrado fora da região amazônica, em vários estados brasileiros. A preocupação é com o avanço da doença para outras regiões, especialmente no meio urbano. “Identificar Oropouche, baseado somente nos sintomas, é praticamente impossível. Para isso, existe o teste desenvolvido pela equipe da Fiocruz Amazonia que está sendo descentralizado em todo o País”, observa Felipe Naveca, acrescentando que já existem dados na literatura afirmando que os mosquitos Culex, os conhecidos pernilongos, também podem ser vetores secundários da febre Oropouche.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Pesquisadores do ILMD são reconhecidos com Medalha Zé do SUS pelas contribuições para a melhoria dos SUS no Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraAs contribuições em pesquisas e projetos voltados para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS), no Amazonas, realizados pelos pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Júlio César Schweickardt e Rodrigo Tobias, foram reconhecidas e homenageadas no último dia 26/4, pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), com a entrega da medalha “Zé do SUS” aos dois cientistas sociais. O evento realizado no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), no bairro Aleixo, zona Centro-Sul, também integrou o encerramento da 5ª Mostra Aqui tem SUS e a 2ª Oficina Imuniza SUS, com a presença de gestores municipais de saúde, pesquisadores, servidores e agentes da área de saúde do Amazonas.
Compondo a mesa de autoridades do evento, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, parabenizou o Cosems-AM pela iniciativa e destacou o empenho daquelas pessoas que diariamente atuam, de alguma forma, para melhorar o SUS. “Apesar das dificuldades encontradas, é possível fazer a diferença no cotidiano das pessoas, e um evento como este promovido pelo Cosems-AM está de parabéns e mostra o trabalho feito no nosso Estado. Tenho certeza de que os reais vencedores deste prêmio são aquelas pessoas para quem nos dedicamos nos municípios”, comentou.
O presidente do Cosems-AM, Manuel Barbosa, destacou que a premiação busca reconhecer o mérito das pessoas que não medem esforços para a melhoria da saúde pública no Amazonas. “O SUS é o nosso maior patrimônio, e diariamente, todos que aqui estão e que atuam nele, buscam oferecer um bom atendimento, um atendimento mais humanizado, buscam construir políticas públicas de saúde no Amazonas, que engrandeçam o atendimento de quem procura pelos serviços públicos de saúde, e elas merecem ser reconhecidas”, afirmou Manuel.
HOMENAGENS
Doutor em História das Ciências e da Saúde, pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazonas, e membro da Rede Unida, o pesquisador Júlio César Schweickardt, agradeceu a homenagem e disse ter ficado surpreso com a escolha, por não esperar o reconhecimento. “Estou emocionado com esta homenagem, não esperava por ela. Como servidor público, entendo que tenho a missão de servir, de contribuir para que o Sistema Único de Saúde seja de qualidade, oferecendo um atendimento humanizado a quem o procurar”, salientou.
Pós-Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB), o também pesquisador do Lahpsa, Rodrigo Tobias, foi representado pela discente do laboratório, Mayra Farias, por se encontrar em viagem fora do Estado. Tobias agradeceu a premiação e disse sentir-se lisonjeado e feliz por acreditar que esse tipo de reconhecimento motiva a todos a construírem uma saúde pública mais equitativa e de qualidade. “Ainda mais quando sabemos que a escolha partiu dos titulares das secretarias de Saúde dos municípios do Estado do Amazonas, que vivenciam as necessidades de saúde da população”, comentou.
MEDALHA
A medalha Zé do SUS foi instituída pelo Cosems-AM, como forma de homenagear o servidor público manauense José Rodrigues da Silva, um entusiasta de um sistema público de saúde capaz de atender a população com qualidade. A concessão da medalha também é uma forma de homenagear pessoas que não medem esforços para a melhoria da saúde pública do Estado do Amazonas. José Rodrigues também dá nome a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no bairro Novo Aleixo, na zona Norte de Manaus.
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ILMD/Fiocruz Amazônia, por Síntia Maciel
Fotos – Eduardo Gomes (ILMD/Fiocruz Amazônia)
INPA recebe a OBSMA no Projeto Trilhas do Conhecimento no Bosque da Ciência
/em Notícias /por Julio OliveiraA Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, participa como convidada, na próxima sexta-feira, 26/04, no Bosque da Ciência, em Manaus, da primeira edição do Projeto Trilhas do Conhecimento, voltado à popularização da ciência e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). O projeto consiste na realização de excursões pedagógicas com alunos de escolas da rede pública municipal e estadual no espaço onde fica instalado o bosque, promovendo a divulgação científica de forma didática, criativa e divertida, por meio das exposições sobre a biodiversidade. A OBSMA, por sua vez, vai dialogar com os estudantes acerca das questões da sociodiversidade. Ambos os projetos com foco no território amazônico.
A coordenadora da Regional Norte da Olimpíada, Rita Bacuri, considera o evento uma oportunidade ímpar para a divulgação da 12ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente e para o fortalecimento de ações de parcerias institucionais entre a Fiocruz e o INPA. “Na Amazônia, mais que nunca, precisamos integrar ações e consolidar parcerias”, observou Bacuri.
O coordenador do Trilhas do Conhecimento, Jorge Lobato, explica que o evento marca a retomada do projeto, que contará com seis edições mensais até o final do ano e a parceria da Fiocruz, em todas elas, é um reforço para integrar as ações de sócio e biodiversidade amazônica.
Nesta sexta-feira, 26/04, a excursão pedagógica reunirá 100 alunos das Escolas Municipais Villa Lobos e Anastácio Assunção. “A parceria com a Fiocruz se somará às oficinas educativas realizadas no Bosque, permitindo oportunidades para os alunos das escolas a realizarem investigações, observações e incentivar a prática experimental nas atividades em espaço não formal”, explica.
As atividades acontecem das 8h às 12h, com oficinas educativas e as exposições O Mundo dos Insetos, Invertebrados Terrestres, Malária e Dengue, Vida de Gavião Real, Associação Amigos do Peixe Boi, Projeto Suaçuboia (A Jiboia das Árvores), Tapetão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS e a presença do mascote Oswaldinho.
SOBRE O BOSQUE
O Bosque da Ciência é um espaço dedicado à divulgação científica, educação e lazer, que abriga uma vegetação florestal, animais da fauna Amazônia de vida livre e atrativos para a visitação turística. Possui uma área de aproximadamente 13 hectares, e está localizado no perímetro urbano da cidade de Manaus. O Bosque foi inaugurado em 1º de abril de 1995, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). No Bosque, o visitante vai encontrar um ambiente de tranquilidade e relaxamento, inserido no meio da cidade, onde poderá aprender mais sobre a região amazônica, e vivenciar momentos de contato com a natureza.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Foto: Júlio Pedrosa