COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

PPGBIO-Interação divulga resultado preliminar da 3ª Etapa do processo Seletivo para curso de mestrado acadêmico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta terça-feira, 17/12, o resultado preliminar da 3ª Etapa (prova oral) do processo Seletivo, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação).

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, realizado em 4 etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Prova Escrita; 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista; 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse aqui o resultado.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 19 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da prova oral do processo seletivo para curso de doutorado do PPGBIO-Interação

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 16/12, a ata do resultado preliminar da prova oral, do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação),

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI o resultado

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Projeto da Fiocruz Amazônia de vigilância alimentar e nutricional indígena realiza oficina com etnias de Novo Airão

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), realizou durante três dias (10, 11 e 12/12) mais uma oficina do Projeto Fortalecimento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional Indígena através da Inclusão das Práticas e Saberes Tradicionais em Territórios Indígenas do Distrito Sanitário Indígena de Manaus, desenvolvido pela pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Kátia Lima. Desta vez, o foco do trabalho foram os profissionais de saúde (indígenas e não-indígenas) da comunidade indígena Maku Ita, localizada no município de Novo Airão, a 125 quilômetros da capital. A oficina aconteceu na comunidade, com apoio da associação Makui Ita, Conselho Distrital de Saúde Indígena de Manaus (Condisi/MAO) e Distrito Sanitário Indígena de Manaus (DSEI/MAO), com a participação de indígenas das etnias Dessana, Kokama, Baré e Saterê-Maué.

O projeto, financiado pelo Programa Fiocruz de Fomento à Inovação (Inova Fiocruz), tem como objetivo contribuir com o fortalecimento do sistema de vigilância alimentar e nutricional em áreas indígenas do Estado do Amazonas a partir da percepção dos profissionais de saúde (indígenas e não indígenas) e da inclusão das práticas e saberes tradicionais. Durante a oficina, foram promovidas rodas de conversa sobre segurança alimentar e saúde indígena, tendo como pautas questões relacionadas ao consumo de água potável, à importância da amamentação, alimentos regionais, aos ciclos da água, à importância do consumo de carnes magras e prejuízos causados à saúde pelos refrigerantes e alimentos embutidos. “Hoje, sabemos que o acesso aos alimentos ultraprocessados é muito mais fácil e vem sendo incorporados também à dieta alimentar das famílias em muitas comunidades indígenas”, afirma Kátia Lima.

Através de orientações básicas, a oficina busca analisar a percepção dos profissionais de saúde acerca da alimentação e nutrição nas aldeias e os agravos relacionados, além de identificar as práticas tradicionais alimentares e o uso da medicina tradicional nas áreas indígenas do estudo. O projeto prevê a realização de 12 oficinas de formação dos profissionais de saúde em diferentes regiões do Estado, além de seminários de divulgação dos resultados, elaboração de mapas para identificar as práticas de cultivo ou aquisição e consumo de alimentos, distribuição de cartilha sobre alimentação e nutrição elaboradas com a participação dos indígenas e um livro com receitas culinárias com as escritas compartilhadas com os indígenas. Um documentário sobre o projeto está em fase de produção.

O Instituto Indígena Maku Ita de Novo Airão é uma associação sem fins lucrativos de defesa dos direitos sociais que busca desenvolver ações de promoção da cultura, saúde, educação, esporte e habitação das comunidades indígena.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia divulga 2ª republicação da chamada pública Nº 011/2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 16/12, a 2ª republicação da chamada pública Nº 011/2024, referente ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), com alteração no item 7.12 (avaliação do projeto de pesquisa).

O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.

Acesse AQUI a republicação

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

A divulgação da classificação final da seleção ocorre no dia 23 de dezembro. As aulas estão previstas para iniciar em 17 de março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

PPGVIDA divulga resultado da prova oral e resultado preliminar do processo seletivo para ingresso em curso de mestrado

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 16/12, a ata do resultado da 4° etapa (prova oral) e o resultado preliminar do processo de seleção, para ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.

Confira AQUI os resultados.

O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia discute planificação da atenção à saúde na Região Amazônica

Pesquisadores e pós-graduandos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) participaram na última quinta-feira, 12/12, da oficina de pesquisa: Planificação da Atenção à Saúde em territórios líquidos na Região Amazônica, realizada em Manaus (AM), sob organização do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), em parceria com o Centro de Estudos, Pesquisas e Prática em APS e Redes (CEPPAR) do Hospital Israelita Albert Einstein, e o ILMD / Fiocruz Amazônia, unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas.

A mesa de abertura do evento, foi composta por Nayara Maksoud, secretária de Estado da Saúde do Amazonas; Jefferson Rocha, secretário de Estado da Saúde de Rondônia; Jurandi Frutuoso Silva, secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); Michele Rocha El Kadri, vice-diretora de Pesquisa e Inovação, da Fiocruz Amazônia; Rafael Herrera Ornelas, Diretor de APS e Redes da sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein; Rafael Saad, coordenador de projetos pela Beneficência Portuguesa de São Paulo; e Cláudio Pontes, representando o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS); Glauber Pereira, representando o Ministério da Saúde (MS).

Na ocasião, os participantes discutiram sobre os desafios e particularidades da organização do sistema de saúde, em territórios líquidos na Região Amazônica, especialmente diante do atual cenário de mudanças climáticas.  Durante o evento, pesquisadores, pós-graduandos, profissionais de saúde, secretários e representantes de instituições que atuam na Planificação da Atenção à Saúde, abordaram experiências, desafios e potencialidades na organização da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) em rede com Atenção Primária em Saúde (APS), no cenário de territórios líquidos, na Região Amazônica.

Como parte da programação, Michele El Kadri, participou da mesa-redonda: “Planificação da Atenção à Saúde e Região Amazônica: Oportunidades e perspectivas para a geração de conhecimento”, abordando a geração de conhecimento na Região Amazônica. “Esse é um momento bem importante, um momento de encontro, dos serviços e da academia. Muitas vezes, quem está nos serviços, na assistência, está sempre preocupado com indicadores, com atendimento, com medicamentos, para que não falte essa questão logística e, possuem pouco tempo para pensar em planificar, organizar e até refletir sobre como fazer melhor seu trabalho. Nós da academia por outro lado, temos esse tempo de pensar e refletir sobre a prática do cuidado em saúde, mas muitas vezes nos falta o território, que é conhecer totalmente a característica desses lugares”, explica.

Durante a conferência Magna: “Desafios e particularidades da organização do sistema de saúde em territórios líquidos na Região Amazônica em era de mudança climática”, Rodrigo Tobias, pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA / ILMD Fiocruz Amazônia), falou sobre a importância de considerar as particularidades dos territórios líquidos, neste processo de planificação na Região amazônica. “Hoje é um dia muito importante, dado que discutimos modelos de pesquisa que tratam a questão da regionalização do planejamento em saúde, levando em consideração os territórios líquidos da Amazônia. A Fiocruz tem um papel importante na liderança da construção de evidências científicas sobre a regionalização na região amazônica”, destaca.

O pesquisador falou ainda sobre o desenvolvimento do projeto de pesquisa, que pretende estudar a Planificação da Atenção à Saúde na Região. “Em parceria com o CEPPAR, via do PROADI-SUS, iremos realizar a primeira pesquisa sobre Planificação da Atenção à Saúde, nos territórios líquidos da Amazônia, em cinco regiões de saúde, de cinco estados brasileiros da Região Norte, que irá durar um período aproximado de dois anos. Isso só evidencia o protagonismo da nossa instituição, junto com outros parceiros, em busca de evidências e melhoria de sistemas de saúde mais resilientes, dado a agenda das mudanças climáticas”, esclarece Tobias.

Nayara Maksoud, secretária de Estado da Saúde do Amazonas, destacou a importância do diálogo entre instituições de pesquisa da Amazônia e os serviços de saúde, para uma planificação mais regionalizada. “O Estado do Amazonas é incomparável diante de toda a realidade geográfica que nós temos no Brasil. Somos 62 municípios, aonde 90% têm acesso apenas por via fluvial, então o conceito território líquido, num conjunto para discutir e fortalecer todo o processo de trabalho da atenção básica, é primordial. Hoje, em uma união de esforços com secretarias de estado da região norte, Hospital Israelita Albert Einstein, Ministério da Saúde, CONASS, CONASEMS, Beneficência Portuguesa, Fiocruz, trouxemos um diálogo com olhar externo, para que unindo a pesquisa, o ensino, o serviço, nós possamos olhar de maneira singular, para uma região singular, que é o Amazonas”, enfatiza.

O conceito de território líquido é baseado na ideia de que as águas fazem parte da vida cotidiana das populações ribeirinhas, estando presentes no trabalho, lazer e nos caminhos que se percorrem. O ciclo das águas, com enchentes, cheias, vazantes e secas, altera os fluxos e caminhos, impactando a vida das pessoas. O território é um conceito estratégico para a saúde, pois permite reconhecer as condições de vida e saúde da população, e organizar práticas de gestão político-administrativas.

NA PRÁTICA

A partir das discussões e propostas elaboradas durante a oficina, o projeto de pesquisa pretende alcançar cinco Estados. A pesquisa será realizada pelo Centro de Estudos, Pesquisa e Prática em APS e Redes (CEPPAR), ILMD Fiocruz Amazônia e CONASS, nos estados da região norte que trabalham com a Planificação da Atenção à saúde (Acre, Roraima, Rondônia, Tocantins e Amazonas). O tema central do estudo será a organização da APS e atenção especializada, no contexto da Planificação da Atenção à Saúde em territórios líquidos, na região amazônica.

Jurandi Frutuoso, secretário executivo do CONASS, explica que um dos aspectos de suma importância neste processo, é a construção de evidências científicas. “A Planificação da Atenção à Saúde, tem um objetivo de aproximar a atenção primária, da atenção especializada, e isso já acontece no Brasil como um todo. Porém, na região norte, temos características peculiares, que precisam ser observadas, portanto, essa pesquisa que está sendo hoje iniciada, discutida aqui em Manaus, precisa ser aprofundada para que oriente o nosso trabalho, bem como a Planificação de maneira bastante fundamentada, com base em evidências científicas, para que ela possa dar o resultado esperado”, pontua.

De acordo com Daiana Bonfim, Coordenadora do Centro de Estudos, Pesquisas e Prática em APS e Redes (CEPPAR) do Hospital Israelita Albert Einstein, o diálogo promovido por meio da oficina, possibilita que a execução da pesquisa tenha maior conexão com as reais necessidades, dos profissionais que atuam nesses territórios. “Essa oficina tem o objetivo de a gente pensar, criar e desenvolver, um projeto de pesquisa em conjunto com profissionais, gestores, com pesquisadores, que atuam aqui na região amazônica, principalmente nos territórios líquidos, para que possamos avançar em uma proposta de pesquisa que esteja conectada com as reais necessidades das pessoas e dos profissionais que fazem a Planificação no dia-a-dia, nesse contexto tão importante que é a região amazônica”.

Márcio Paresque, gerente de projetos do Hospital Israelita Albert Einstein, explicou sobre a importância do respaldo científico neste processo. “A gente pensou esse projeto, a partir do momento em que, trabalhando a Planificação na região norte, em especial em territórios líquidos, percebemos o quanto era desafiador, e o quanto também faltava um respaldo científico, pesquisas que pudessem respaldar melhor a Planificação nesses territórios. Em diálogo com a Fiocruz e o CEPPAR, entendemos que seria importante focar nesses territórios, comtemplando todos esses estados, e o ponto de partida deste projeto iniciando através dessa oficina”, disse.

PlanificaSUS

O PlanificaSUS é um Projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), articulado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde junto ao Ministério da Saúde (MS), que visa a operacionalização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do SUS, oferecendo ferramentas para o alinhamento dos processos de trabalho e melhor articulação entre a Atenção Primária em Saúde e a Atenção Especializada.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Delegação do Instituto de Microbiologia da China visita a Fiocruz Amazônia

Uma delegação composta por pesquisadores do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências visitou a sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILM/Fiocruz Amazônia), em Manaus, na última quinta-feira, 12/12, dando cumprimento a uma agenda de visitas coordenadas pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS), da Fundação Oswaldo Cruz. A finalidade foi estabelecer uma série de intercâmbios e colaborações acadêmicas dentro de acordo de cooperação internacional entre China e Brasil, coordenado pela Fiocruz, discutindo possibilidades de cooperação em patógenos de plantas e humanos.

O acordo, revalidado pelo presidente da Fiocruz, Mário Moreira, prevê a criação da instalação de um centro sino-brasileiro a Fiocruz e a realização de seminários acadêmicos. Neste ano, os simpósios tiveram o tema “Saúde Única” (One Health).  O grupo esteve primeiro no Rio de Janeiro, onde participou de simpósio com pesquisadores da Academia Brasileira de Ciências e da Fiocruz, no campus Manguinhos.

Em Manaus, o grupo participou do Seminário Conjunto sobre Saúde Única, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com a presença de instituições parceiras. O seminário teve como objetivo aproximar a agenda de pesquisa das instituições em temas de saúde e interesse mútuo, como Virologia e One Health. A comitiva foi recebida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, acompanhada de pesquisadores da instituição e representantes de órgãos parceiros como a Embrapa Amazônia Ocidental e a Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMTHVD). A comitiva foi chefiada pelo diretor do Instituto de Microbiologia da Academia Chinesa de Ciências, Wei Qian, que lidera estudos em resistência a doenças de plantas e biotecnologia.

Na oportunidade, pesquisadores da Fiocruz Amazônia apresentaram suas áreas de atuação em pesquisa, a exemplo do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV Amazônia) e do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), representados pelos pesquisadores Joaquin Cortês e Pritesh Lalwani, nas áreas de vigilância entomobiológica de arboviroses, vigilância transfronteiriça de saúde, redes de vigilância entomovirológica e o impacto das mudanças climáticas na transmissão de doenças infecciosas, a exemplo do Oropouche.

Da comitiva chinesa, as palestras foram apresentadas pelos doutores Yi Shi, diretor executivo do Centro de Excelência para Doenças Infecciosas Emergentes (CEEID) da Academia Chinesa de Ciências, e Qihui Wang, vice-diretora geral do Instituto de Microbiologia, que pesquisa sobre mecanismos de invasão de vírus e métodos de intervenção imunológica. Também integraram a comitiva a pesquisadora Qun Yan, diretora do Escritório Editorial da Revista Científica hLife ; Dr Zhou Tong, professor do Instituto de Microbiologia; Jianxun Qi, conhecido por seus estudos estruturais sobre interação vírus-hospedeiro (ebola e influenza); Yuhai Bi, diretor do Laboratório de Biossegurança da Academia Chinesa de Ciências, Pan Zhao, engenheiro sênior do Instituto, que se concentra no controle biológico de doenças transmitidas pelo solo, e Jie Zhamg, pesquisador de genética e imunidade em plantas.

Acompanhando a delegação chinesa no Brasil, o assessor internacional para cooperação com a China, do CRIS/Fiocruz, André Lobato, destacou a importância estratégica da Fiocruz Amazônia. “A unidade da Fiocruz em Manaus é importantíssima para a cooperação internacional da Fiocruz, o que ficou evidente com o interesse e a animação da delegação da Academia Chinesa de Ciências. Eles estão interessados no fortalecimento mútuo das capacidades de pesquisa, com publicação e desenvolvimento tecnológico comuns”, afirmou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Ministério da Saúde e Fiocruz Amazônia farão diagnóstico das unidades básicas de saúde fluviais em funcionamento no AM, PA e AP

A Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), irá desenvolver uma pesquisa de diagnóstico situacional, nos Estados do Amazonas, Pará e Amapá, com a finalidade de identificar as condições de funcionamento de Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF) que recebem financiamento do Governo Federal. Denominado UBSF na Amazônia, o projeto abrangerá um total de 51 municípios, que deverão ser visitados por equipes formadas por representantes do MS, Fiocruz e parceiros institucionais como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Pará (UFPA). Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a ONG Saúde e Alegria. A pesquisa terá dois anos de duração e pretende apresentar, ano que vem, um relatório parcial do estudo na COP 30, que acontecerá em Belém (PA).

Criada há 12 anos, a estratégia de Atenção Primária à Saúde fluvial só existe no Brasil. A pesquisa irá levantar quais as ações desenvolvidas pelas equipes de gestão de 54 UBSFs, de um total de 96 cadastradas pelo MS. “Esse indicador é essencial para se compreender as condições de financiamento dessa estratégia de Saúde Básica – bem como identificar oportunidades e desafios, incluindo aspectos como a sazonalidade dos rios, navegabilidade e a fixação dos profissionais de saúde, levando-se em conta sempre a garantia ao direito universal à saúde em contextos tão desafiadores”, explica o pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, responsável pelo Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Ministério da Saúde.

A partir do diagnóstico, o MS poderá subsidiar ações como reativação de embarcações, ampliação da oferta do serviço e qualificação das equipes de Saúde da Família que atuam nessas unidades. “A Política Nacional de Atenção Básica reconhece a singularidade dos territórios amazônicos e, por meio das UBS fluviais busca levar serviços de saúde diretamente a populações ribeirinhas, provendo atendimento médico, ambulatorial, odontológico, saúde da mulher, exames laboratoriais, vacinação e ações de educação em saúde, no entanto sabemos que a efetividade desse modelo depende de um planejamento logístico e metodológico robusto capaz de superar os desafios geográficos, climáticos e estruturais da região”, afirmou a coordenadora de Acesso e Equidade da Coordenação Geral de Saúde da Família e Comunidade, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do MS, Lilian Gonçalves.

Nos últimos dias 2 e 3/12, ocorreu a 1ª Oficina de Planejamento um workshop realizado na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus, reuniu representantes das instituições envolvidas na execução do estudo para avaliar e construir um plano integrado abrangendo planejamento logístico operacional e científico metodológico para dar início oficial ao trabalho.  “O objetivo do diagnóstico será o de promover uma avaliação dos serviços prestados, da efetividade desse serviço, dos custos envolvidos para garantir o acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde para as populações ribeirinhas, tudo isso à luz do território líquido e suas sazonalidades e, claro, observando quanto as UBS fluviais têm garantido o acesso a serviços de saúde para populações ribeirinhas em períodos de cheia e seca”, salienta Rodrigo Tobias.

Segundo Lilian, a oficina foi uma oportunidade de unir esforços e conhecimentos contando com a participação de representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz, ONG Saúde e Alegra e de especialistas comprometidos com a melhoria da saúde púbica na Amazônia. “Estamos aqui, enquanto Ministério da Saúde, com uma intencionalidade na produção de políticas públicas e a parceria com o ILMD, que começou com o projeto Começo Meio e Começo, processo de formação e educação permanente com foco na política do campo, florestas e das águas, agradecemos o compromisso ético, político, metodológico e pedagógico, com compromisso com a população amazônica, com pesquisadores e pesquisadoras comprometidos com esse território. Um trabalho possível a partir do momento em que a ministra Nísia trindade retoma o processo de acolhimento de toda a produção científica no âmbito do SUS, envolvendo instituições de ensino e pesquisa”, reforçou.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, enfatizou a importância da parceria entre as instituições responsáveis pela execução. “É sempre uma oportunidade ser uma instituição que está coordenando um projeto desenvolvido na região amazônica e agradecer a confiança de estar à frente desse TED, sem deixar de reconhecer que o trabalho não se faz sozinho. As instituições que vão participar do projeto têm uma relevância fundamental na promoção desse diagnostico, que é estratégico para a construção de uma política pública que amplie o acesso à Atenção Primaria em Saúde para todos os grupos sociais que vivem na floresta”, ressaltou.

PESQUISA

O trabalho será desenvolvido em dois anos por meio de expedições realizadas por seis equipes de quatro pesquisadores, cada, totalizando 24 pessoas, com rotas estabelecidas de acordo com as demandas logísticas. “O Ministério da Saúde participa junto com a Universidade Federal do Pará, que ficará responsável pela avaliação das estruturas das embarcações. Já a ONG Saúde e Alegria, que foi a precursora dessa estrutura de saúde e deu origem à política de atendimento das UBS fluviais, está responsável pela coordenação de outra etapa do projeto, englobando as UBS que existem, mas ainda não são cadastradas”, explica Rodrigo Tobias

O pesquisador explica que serão observadas também as condições de navegabilidade das calhas dos rios. “Alguns projetos de embarcação, por exemplo, precisarão ser adaptados. A ideia é que as UBSFs se adequem aos níveis dos cursos dos rios, garantindo também que elas tenham estruturas de sustentabilidade, como placas solares e internet em tempo correto, como forma de superar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e períodos de seca extrema vivenciados na Amazônia”, afirma. Após a definição do plano de trabalho, o próximo passo será apresentar o projeto ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), junto com os responsáveis pela gestão das UBS fluviais.

“Será a primeira avaliação do serviço financiado pelo Ministério da Saúde doze anos após sua criação”, salienta Tobias. Para o pesquisador, tão importante quanto realizar o diagnóstico é também divulgar uma estratégia de oferta de serviços de saúde na perspectiva da equidade, que pode ser implantada nas regiões de florestas tropicais do mundo inteiro. “A COP 30 vai ser essa vitrine para mostrar que SUS realiza o principio da equidade e universalidade quando financia esse tipo de programa que amplia o acesso à Atenção Primaria em Saúde para aqueles desiguais”, frisou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

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