COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Trabalhadores das unidades da Fiocruz do Amazonas e de Rondônia participam em Manaus do I Fórum Regional de Gestão de Pessoas
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaCom o objetivo de discutir com os trabalhadores das unidades regionais da Fiocruz Amazonas e de Rondônia questões como aposentadoria, insalubridade, ponto eletrônico, e projeto mobilidade dentre outras questões, iniciou nesta segunda-feira, 24/6, a primeira edição do Fórum Regional de Gestão de Pessoas da Fiocruz.
O evento é uma iniciativa da direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe/Fiocruz), e com a direção da Fiocruz Rondônia.
“Quando vi a pauta desse evento acontecendo no Rio de Janeiro, fiquei com inveja e quis trazê-lo para a unidade do Amazonas, pois são assuntos do dia a dia e sobre os quais temos dúvidas, que precisam ser esclarecidas. Então, para um melhor aproveitamento dessas informações e otimização de pessoal e recursos, conversamos com a unidade de Rondônia, que conosco faz parte da Amazônia, da mesma Região, para que trouxéssemos o Fórum para Manaus”, comentou Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia.
Para a coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas da Fiocruz (Cogepe/Fiocruz), Andrea da Luz Carvalho, a primeira edição do Fórum marca um processo inédito na área de gestão de pessoas na Fiocruz. “O Fórum tem como principal objetivo criar integração entre os níveis central e regionais, para entender as questões das unidades, esclarecer os servidores e demais trabalhadores sobre seus direitos, sobre as políticas da área de gestão de pessoas da Fiocruz e promover uma maior sinergia institucional”.
Jansen Fernandes de Medeiros, coordenador da Fiocruz Rondônia, ressaltou o trabalho das unidades regionais da Fiocruz na Amazônia que têm procurado otimizar suas atividades e acrescentou que o Fórum “é o primeiro passo, um caminho para que as duas unidades possam estender outras agendas comuns”.
Em seu primeiro dia, o Fórum abordou os seguintes temas: Gestão de Pessoas na Fiocruz: ações atuais e perspectivas; Aspectos sobre Administração de Pessoas; e Programa Fiocruz Saudável e Ações de Saúde do Trabalhador.
Amanhã, 25/6, a programação vai tratar dos “Aspectos do Desenvolvimento de Pessoas”, “Ações da Escola Corporativa Fiocruz”, e “Aposentadoria do Servidor Público”. O evento no dia 26/6 envolverá reuniões com gestores do ILMD/Fiocruz Amazônia e de Rondônia e com os novos servidores.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia aborda desenvolvimento e aplicações da tecnologia do DNA recombinante
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu nesta sexta-feira, 14/6, a palestra “Desenvolvimento e aplicações da tecnologia do DNA recombinante”, ministrada pelo pesquisador, Luis André Moraes Mariuba, pesquisador e coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia.
Na ocasião, Mariuba também explanou sobre as atividades desenvolvidas na Fiocruz Amazônia, no âmbito do NIT, em especial sobre depósito de patentes e aplicações de tecnologias que beneficiam diretamente a sociedade. “A gente tem trabalhado muito com o desenvolvimento de imunoensaios, voltados principalmente para malária e também em outras linhas que atuam com outras doenças”, pontuou.
Os imunoensaios são técnicas para a detecção e/ou quantificação de antígenos e anticorpos, ou outras substâncias que desempenhem o papel de antígeno no ensaio, tais como drogas, hormônios, DNA, RNA e citocinas. Durante a apresentação, o pesquisador apresentou também projetos que receberam recursos para serem executados, assim como destacou algumas alternativas desenvolvidas nos laboratórios, publicações e patentes depositadas pelo Instituto.
SOBRE O PALESTRANTE
Mariuba é graduado em Ciências Biologicas pela Faculdade São Lucas, mestre em Biologia Experimental pela Universidade Federal de Rondônia e doutor em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas.
Atualmente, trabalha com biologia molecular, mais especificamente com a produção de proteínas recombinantes e Imunologia aplicada como tecnologista no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Possui colaboração com diferentes institutos de pesquisa dentro e fora do Estado/País, nas áreas de desenvolvimentos de OGM e de testes para diagnóstico rápido de doenças infecciosas.
Realiza estudos com foco no desenvolvimento de novos veículos vacinais e diagnóstico para malária, e desenvolvimento de anticorpos IgY para tratamento e controle de doenças. Mariuba é colaborador em projetos que buscam desenvolver ferramentas moleculares e metodologia para estudo em nanocristais de celulose, piscicultura, hepatite, entomologia, microbiologia, dentre outros.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Cenário atual da educação na Fiocruz foi abordado na 16ª. Raic da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Marlucia Almeida“Desafios e Perspectivas da Educação na Fiocruz” foi o tema da palestra proferida pela vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz (VPEIC/Fiocruz), Cristiani Vieira Machado, durante a realização da 16ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ocorrida de 17 a 19 de junho.
Durante a palestra, Cristiani Machado falou do contexto da educação no país, abordando o cenário atual da educação na Fiocruz e sobre os desafios e perspectivas para este ano e para o ano que vem.
Na oportunidade, ela ressaltou a importância do diálogo com as unidades estaduais da Fiocruz, pois hoje a Fundação está em 10 Estado brasileiros, além do Rio de janeiro, e em Moçambique, na África.
Dentre os principais desafios da Fiocruz para os dois anos, ela listou o fortalecimento da internacionalização da educação, a redução das desigualdades na formação para o SUS e o sistema de CT&I, a qualidade e abrangência da formação da pós-graduação, a comunicação e divulgação científica, e a promoção da Ciência Aberta na instituição.
VISITA À FAPEAM
Outra agenda cumprida pela VPEIC/Fiocruz em Manaus foi a visita à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), para reunião da qual participaram a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, diretora administrativo-financeira, Márcia Irene Andrade, o diretor e a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz e Cláudia Velásquez, respectivamente.
Sobre esse encontro, Cristiani Machado disse que “nossa conversa é mais no sentido de estreitar parcerias entre a Fapeam e a Fiocruz Amazônia, para apoio aos estudantes, pesquisadores, definição de prioridades de pesquisa, que possam contribuir para o desenvolvimento da Amazônia e para expansão da educação e das pesquisas, que sejam relevantes para solução dos problemas da região”, comentou.
Márcia Perales, falou da importância do diálogo com as instituições para conhecer seu trabalho e projetos, no sentido de oferecer, dentro da linhas de trabalho da Fapeam, apoio para o desenvolvimento de suas pesquisas. “Há um conjunto de ações que estão em curso pela Fapeam. O Governo do Amazonas acredita na força da ciência e na sua importância no desenvolvimento socioeconômico da região”, disse ao ressaltar os investimentos feitos e editais recém-lançados.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas e Erico Xavier (Fapeam)
Fiocruz Amazônia encerra 16ª RAIC com premiação de projetos
/em Notícias /por Carlos GomesEncerrou nesta quarta-feira, 19/6, a 16ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A cerimônia foi marcada pela tradicional premiação, que anualmente destaca projetos, desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, em suas respectivas áreas.
Segundo explica o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz, o programa representa a base da vida acadêmica de diversos estudantes de graduação. “Esse é um dos programas de grande importância para qualquer Instituição de ensino e pesquisa. É o inicio da cadeia de formação, onde o aluno começa a desenvolver contato com o fazer científico, com o desenvolvimento de projetos e de sua vida profissional. É fundamental a gente fazer parte desta cadeia, formando desde o início esses alunos de iniciação científica, para que possamos consolidar a formação de recursos humanos”, explicou.
O evento iniciou na segunda-feira, 17/6, com a palestra “Importância da Iniciação Científica na vida acadêmica: Cientista ou pesquisador?”, ministrada pela Dra. Maria das Graças Vale Barbosa, pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), e professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A programação contou ainda com a palestra “Desafios e perspectivas de educação na Fiocruz”, a ser ministrada pela Dra. Cristiani Vieira Machado, Vice-Presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A coordenadora do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia), Priscila Aquino, avaliou de forma positiva a 16ª edição da Raic. “O balanço geral que fazemos da Raic é muito positivo. Durante esses três dias foram apresentados diferentes trabalhos, nas mais diversas áreas. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer um pouco sobre os trabalhos dos outros colegas, e isso é importante para divulgarmos de maneira mais ampla, os resultados dos trabalhos que estamos fazendo aqui no Instituto”, destacou.
Foram apresentados nos três dias de Raic, 27 projetos, de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.
PREMIAÇÃO
Seis projetos destacaram-se na 16ª Raic, sendo um em cada categoria e um como Projeto Inovador. O destaque como Projeto Inovador é destinado ao projeto de pesquisa que leva ao desenvolvimento de tecnologia e/ou produto, portanto, concorrem somente os projetos que ofereçam essa possibilidade.
Heliana Belchior, vencedora na categoria Entomologia, avaliou positivamente a conquista. “Estou muito feliz, pois esse prêmio é o reflexo de todo o trabalho e dos ensinamentos passados pelos meus orientadores, assim como de toda a equipe do laboratório”, destacou a estudante que conquistou sua 4ª premiação consecutiva na Raic.
Vencedor da categoria “produto inovador”, com o Projeto “Controle de Aedes SPP. Com Estações Disseminadoras de Larvicida no bairro da Glória, Manaus –Am”, Luiz Perfeto, conta que a premiação representa um combustível na continuidade das atividades. “Desde que iniciei neste projeto, já conseguia ver um grande potencial nele, essa premiação me dá mais ânimo para continuar. O foco agora é entrar em um mestrado, e dar mais gás para esse produto que é inovador”, pontuou.
Confira os destaques:
Categoria Epidemiologia e Saúde Coletiva: Nailu Flor Chenini de Carvalho Reis, orientada por Maria Jacirema Ferreira Gonçalves;
Categoria Biotecnologia e Bioprospecção: Daniela Marinho da Silva, orientada por Ormezinda Celeste Cristo Fernandes;
Categoria Entomologia: Heliana Christy Matos Belchior, orientada por Claudia Maria Ríos Velasquez;
Categoria Microbiologia: Vitória Graziela Lopes Dutra, orientada por Luciete Almeida Silva;
Categoria Parasitologia: Thaís Pinto Nascimento, orientada por Alessandra Ferreira Dales Nava;
Projeto Inovador: Luiz Antônio Perfeto Oliveira Silva, orientado por Sérgio Luis Bessa Luz.
SOBRE A RAIC
A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a Raic, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas.
Da 16ª Raic participaram estudantes das seguintes universidades: Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Faculdade Estácio de Sá, Universidade Nilton Lins, Universidade Paulista (Unip), e Centro Universitário do Norte (UniNorte).
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Cinco cidades apresentam resultados positivos com o uso de Estações Disseminadoras de Larvicida para o controle de Aedes
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaRepresentantes das secretarias de saúde dos municípios de Parintins, Tefé, Tabatinga, Borba (no Amazonas), de Boa Vista (Roraima) e representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS) participaram de Reunião Técnica de Avaliação e Apresentação de Resultados do Projeto Controle de Aedes spp. com Estações Disseminadoras de Larvicida, ontem, 17/6, em Manaus, na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)
Sob a reponsabilidade do pesquisador e diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, o Projeto tem como tática usar os mosquitos para disseminarem larvicida em seus criadouros e assim eliminar suas larvas e pupas.
A adoção dessa estratégia de controle de mosquitos Aedes aegypti e Ae. albopictus, transmissores dos vírus da dengue, zika e chikungunya iniciou em 2014, em Manaus e em Manacapuru (no Amazonas), cidades nas quais a alternativa apresentou resultados promissores no controle desses vetores.
Com apoio do Decit/MS, o projeto foi implantado em outros cenários para que fosse testada a eficácia da disseminação do larvicida pelos mosquitos em escalas espaciais diferentes e maiores.
Sérgio Luz explica que o objetivo do encontro foi compartilhar com a equipe do Decit/MS os resultados alcançados pelo projeto nas cidades de Parintins, Tefé, Tabatinga, Borba e Boa Vista.
“Com a reunião foi possível discutir os resultados e traçar novas estratégias para o futuro do projeto, uma vez que o Decit/MS sinalizou a possibilidade de dar continuidade ao apoio financeiro, numa nova edição. Então, vamos alinhar as diversas metodologias para que os resultados sejam padronizados em todas as regiões e possamos analisar o todo, mesmo considerando as diferentes localidades”, explica Sérgio Luz.
Para Janio Obando, gerente de endemias de Tabatinga, onde foram instaladas Estações Disseminadoras de Larvicida, em outubro do ano passado, os resultados alcançados pelo projeto são bastante expressivos e motivaram a cidade de Letícia, na Colômbia, a também aderir ao projeto, diante da queda do número de casos notificados de dengue, zika e chikungunya em Tabatinga.
ESTAÇÕES DISSEMINADORAS
As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos.
Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância.
A equipe técnica que trabalha no projeto na capacitação de agentes, implantação das Estações, planejamento de atividades e gestão também participou da Reunião Técnica de Avaliação.
Os dados recebidos serão analisados pelos pesquisadores e posteriormente estarão disponíveis em publicações científicas e para a sociedade.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
16ª RAIC da Fiocruz Amazônia inicia com palestra sobre importância da Iniciação Científica na vida acadêmica
/em Notícias /por Carlos GomesEsclarecer a importância dos programas de iniciação científica na formação dos alunos de graduação e estimular os estudantes a desenvolverem o pensar científico, relacionando com o desenvolvimento da ciência no Brasil, foi um dos objetivos da palestra de abertura da 16ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia de 2018/2019.
A palestra “Importância da Iniciação Científica na vida acadêmica: Cientista ou pesquisador?”, foi ministrada pela Dra. Maria das Graças Vale Barbosa, pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), e professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), nesta segunda-feira, 17/6, durante abertura do evento. O evento ocorre até a próxima quarta-feira, 19/6, no Salão Canoas, auditório da Instituição, situado à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.
Segundo Maria das Graças, é necessário que os alunos observem a iniciação científica como um processo de descoberta em suas formações. “A iniciação científica é um processo de descoberta do aluno, para ele saber se existe alguma aptidão para a carreira academia, para fazer pesquisa, e também para a instituição detectar realmente quais os estudantes com esse perfil. As duas partes são beneficiadas neste processo, pois a instituição permite uma oportunidade para o aluno que está na universidade, para que ele tenha um complemento na formação dele, e o aluno ganha uma experiência ímpar, que ele nunca vai ter na universidade”, destacou.
Durante a programação, serão apresentados 27 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.
EDUCAÇÃO NA FIOCRUZ
Nesta terça-feira, 18/6, às 9h, o evento contará com a palestra “Desafios e perspectivas de educação na Fiocruz”, a ser ministrada pela Dra. Cristiani Vieira Machado, Vice-Presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo a coordenadora do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o objetivo da reunião é divulgar e avaliar os 27 projetos de pesquisa. “Isso é parte do processo de formação, uma experiência única que o aluno possui durante a graduação, muitas vezes é o desenvolvimento do seu primeiro projeto de pesquisa. A RAIC é um momento próprio para o desenvolvimento do aluno”, explicou.
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica (PIC) do ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o objetivo de despertar a vocação científica e incentivar novos potenciais entre estudantes de graduação, além de estimular pesquisadores a envolverem os estudantes em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.
“A ideia é apresentar o mundo científico para os estudantes de graduação de diferentes cursos, no âmbito da Fiocruz, por meio do desenvolvimento de projetos de pesquisa que possuem atuação frente ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou Stefanie Lopes.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes
2ª Republicação: Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia prorroga inscrições até 18/6
/em Notícias /por Carlos GomesA coordenação do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 17/6, a 2ª Republicação do Edital de inscrições para o Programa de Iniciação Científica (PIC – ILMD/ Fiocruz Amazônia). O período de inscrições foi prorrogado até 23h59, desta terça-feira, 18/6, para estudantes de graduação interessados em desenvolver projetos de iniciação científica.
Podem participar estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, conforme edital.
Os estudantes interessados devem buscar a área de interesse no site da instituição, www.amazonia.fiocruz.br, e verificar as linhas de pesquisa e orientadores que trabalhem nessas áreas. Depois, entrar em contato com o próprio pesquisador ou com a secretaria do PIC, através do e-mail pic.ilmd@fiocruz.br , para saber da disponibilidade de vaga.
Acesse aqui o edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia.
As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de 1º. de agosto de 2019 até 30 de julho de 2020, com possibilidades de renovação.
O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
As bolsas são pagas diretamente aos bolsistas, mediante depósito mensal em conta bancária. O valor da mensalidade é estipulado pelo Conselho Diretor da Fapeam e pela Fiotec, conforme a vinculação da bolsa.
ILMD/Fiocruz Amazônia por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes
Pesquisadores e profissionais de saúde participam de encontro para discutir estratégias de saúde nas fronteiras
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaPesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Instituto Oswaldo Cruz – IOC/Fiocruz, Institut de Recherche Pour le Développement (IRD) reuniram-se com gestores e pesquisadores da Universidade Nacional da Colômbia – Sede Amazônia (UNAL), em Letícia (COL), para compartilhar informações sobre ações institucionais e possíveis estratégias para a saúde na fronteira, sob um olhar interdisciplinar e intercultural, visando alinhar esforços conjuntos de cooperação internacional, contemplando principalmente, a zona fronteiriça entre Brasil e Colômbia.
O encontro realizado na primeira semana de junho, dias 5 e 6, teve como enfoque os seguintes temas: incentivo à criação de uma rede de pesquisa sobre questões de saúde com uma perspectiva interdisciplinar e intercultural, articulação para a consolidação da sala de situação em saúde na fronteira Brasil e Colômbia, e planejamento de evento científico sobre questões de saúde na fronteira. O primeiro dia de atividade ocorreu na UNAL.
Para o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, o encontro foi um passo para se fazer uma estratificação em vigilância em saúde na fronteira, na qual os parceiros possam colaborar.
Participaram também do Encontro na UNAL, o representante da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Edgard Magalhães, e o representante da Secretaria Departamental de Salud Amazonas, Jose Hernan Becerra.
O segundo dia de apresentações e debates ocorreu no auditório do Hospital de Guarnição de Tabatinga (HGuT), momento em que participaram profissionais que atuam na área de saúde, além da diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), Rosemary Costa Pinto, e da subdiretora do Hospital de Guarnição de Tabatinga, TC Christina, e demais profissionais de saúde.
ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Na oportunidade, Sérgio Luz, anunciou a realização da segunda turma do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, oferecido pela Fiocruz Amazônia, em formato presencial em Tabatinga (AM).
O curso é gratuito e destina-se a profissionais de nível superior que atuam em unidades básicas de saúde ou em unidades de saúde da família na região amazônica. Serão ofertadas 50 vagas, distribuídas entre Brasil (20), Colômbia (10), Equador (10) e Peru (10). Os candidatos estrangeiros serão indicados pelos órgãos competentes de seus países.
A segunda edição do curso é resultado de parceria entre Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa-MS), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Organização Panamericana de Saúde (Opas), e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Para mais informações sobre o curso que recebe inscrições até o dia 25 de junho, clique.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas