COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Inscrições abertas para o cargo de diretor(a) da Fiocruz Amazônia – Biênio 2023/2025

A Comissão Eleitoral, instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o Cargo de Diretor para o biênio 2023-2025, divulga período para inscrição dos candidatos ao cargo de diretor(a), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).

O período de inscrição dos candidatos inicia nesta terça-feira, 17/10, obedecendo ao Calendário Eleitoral (ANEXO I), aprovado pelo Conselho Deliberativo do ILMD/Fiocruz Amazônia. As inscrições devem ser realizadas através de formulário a ser disponibilizado pela Comissão Eleitoral, no período previsto neste Regulamento. O período de inscrição se estende até o dia 25 de outubro de 2023.

Confira os documentos do processo eleitoral:

Regulamento Eleitoral

Ficha de Inscrição do Candidato(a)

Resolução N. 003/2023 ► Designa Comissão responsável pela condução do processo eleitoral

Resolução N. 004/2023 ► Designa Grupo Técnico em TI para assessoramento da Comissão Eleitoral

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia 

Fiocruz Amazônia lança chamada pública para cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulga Chamadas Públicas nº 010 e 011/2023, que estabelece as normas para o processo seletivo dos Cursos de Mestrado Acadêmico e Doutorado, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

MESTRADO

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no Anexo I. O processo de seleção será realizado em 4 etapas e sua realização ficará a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim.

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 30 vagas. As inscrições iniciam no dia 23 de outubro de 2023.

Confira o edital.

DOUTORADO

O ingresso ao Curso de Doutorado será realizado mediante processo seletivo nos termos desta Chamada Pública e o cronograma com todos os eventos das etapas estão no ANEXO I do edital. O processo de seleção será realizado em 3 etapas. O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Doutor em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.

As inscrições para o processo seletivo iniciam no dia 26 de outubro de 2023.

Confira o edital.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia apresenta startups de saúde na Campus Party

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou presença no Campus Party Amazônia (CPA) – festival voltado para o intercâmbio de experiências na área de inovação tecnológica –, apresentando três startups criadas pelo Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), sob a coordenação do pesquisador em Saúde Pública, Pritesh Lawani. É a primeira vez que a Fiocruz Amazônia submete ao CPA projetos de plataformas desenvolvidos com a finalidade de contribuir para a melhoria da Saúde Pública, integrada ao universo da tecnologia e do empreendedorismo digital. Durante dois dias, alunos do Mestrado e Doutorado dos Programas de Pós-Graduação do DCDIA e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) estiveram reunidos no estande da Fiocruz Amazônia, no Campus Future do CPA.

As plataformas apresentadas no sábado, 14/10, foram a Prodoner, de estímulo à doação de leite materno, e a Rainbow destinada à detecção multiplex de vírus. No domingo, foi a vez da BVDX, voltada para a implantação de teste rápido para doença causada por roedores. Em visita ao estande, a diretora interina do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, considerou excelente a oportunidade, através do DCDIA e do Laboratório de Imunologia, de apresentar três potenciais startups do grupo, com produtos distintos, numa feira tecnológica do porte da CPA. “Saúde também é tecnologia e percebemos que hoje em dia precisamos estar antenados num contexto tanto de saúde digital quanto das novas tecnologias para detecção de vírus e doenças. O mundo hoje é conectado e integrado a um ambiente extremamente jovem, de negócios, integração e network, daí a importância de estarmos presentes nesses espaços”, afirmou.

Pritesh Lawani explica que o objetivo principal da participação do laboratório na Campus Party foi incentivar o lado empreendedor dos alunos que participam dos projetos e mostrar à sociedade as pesquisas de ponta realizadas pela Fiocruz Amazônia, gerando produtos que podem ser lançados no mercado e contribuir com o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Pritesh, três propostas foram submetidas e duas foram classificadas no Campus Future. “No Prodoner, a ideia é conectar as mães que querem doar leite junto com banco de leite, que hoje atende de forma efetiva às mulheres que utilizam as maternidades da rede pública estadual, deixando uma lacuna no serviço privado”, explica. A plataforma visa exatamente aproximar essa fatia da população ao serviço, aumentando a oferta de leite materno, além de orientar as mães sobre a importância da amamentação com informações de qualidade.

O projeto é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e o Hospital Universitário Getúlio Vargas. A médica mastologista Conceição Maria Guedes Crozara, do HUGV, uma das coordenadoras da iniciativa, explica que o  Prodoner foi idealizado diante da dificuldade observada pelas pacientes dela que querem doar leite materno e não sabem como. “Elas (as pacientes) reclamam muito que ligam e não tem retorno, querem saber se podem doar ou não podem, qual tipo de frasco devem utilizar para coletar o leite, enfim, nosso aplicativo visa facilitar a comunicação entre o banco de leite e as possíveis doadoras”, explicou.

Segundo Pritesh, a plataforma encontra-se em construção. “Primeiro estamos gerando os dados que estarão contidos no aplicativo. Estamos num momento da pesquisa de levantamento das demandas das mulheres”, afirma. A mastologista Conceição Guedes salienta a importância da parceria com a Fiocruz. “A Fiocruz abraçou a nossa ideia e está nos ajudando na criação do aplicativo. Agora estamos na fase de brainstorms, que é a pesquisa de campo, levantando as necessidades tanto do banco de leite quanto das unidades de terapia intensiva neonatal. Depois dessa fase, queremos colocar o conteúdo no aplicativo”, afirmou.

FLAVIVÍRUS

A Plataforma Rainbow surgiu da necessidade de testagem multiplex que permita diagnósticos mais completos, ao invés de uma lâmina para cada tipo de teste. “A ideia do multiplex é possibilitar que doenças que são prevalentes na região amazônica, sejam testadas num único exame. Dengue, zika, febre amarela e virus do Oeste do Nilo. Isso ajudaria a reduzir custos. Usar uma mesma amostra para testar quatro doenças também aumenta o número de pessoas diagnosticadas corretamente e fortalece a vigilância dessas doenças”, explana Pritesh. O estudo conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Pós-doutora pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, a farmacêutica Bárbara Salgado integra a equipe da plataforma Rainbow Multilplex. Ela reforça que o objetivo principal do projeto  é construir uma plataforma única para conseguir diagnosticar e identificar múltiplas doenças com um único dispositivo. “A ideia é viabilizar a construção de uma plataforma de baixo custo viável e que seja acessível a população, uma vez que estamos na região amazônica e existe alta prevalência de dengue, entretanto muitas pessoas que são negativas para dengue, podem estar com outro tipo de doença causada por flavivírus”, lembrou. No domingo, a equipe do DCDIA apresentou o projeto BVDX de diagnóstico do muniavírus, que pertence à família do hantavírus transmitidos por roedores.

“Desenvolvemos um ensaio para diagnóstico de pacientes com hantavírus, fizemos um depósito de patente e agora estamos querendo melhorar para trazer num teste rápido que possa ser usado nas unidades básicas de saúde”, definiu Pritesh, acrescentando que o projeto também foi classificado no INOVALABS.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia alerta para efeito devastador das queimadas para a biodiversidade e a floresta do ponto de vista da Saúde Única

A médica veterinária e pesquisadora em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Alessandra Nava, faz um alerta para o efeito devastador das queimadas, cuja fumaça há dias encobre diversas cidades do Estado do Amazonas. Segundo ela, seres humanos e animais estão sendo “envenenados”, por conta da atitude criminosa de quem queima quilômetros de floresta para ocupação ilegal. “Os hospitais estão lotados de pessoas, principalmente crianças com problemas respiratórios. Porém, as queimadas criminosas que estão ocorrendo no Estado afetam diretamente a saúde humana e animal, causam perda de biodiversidade e da floresta – e dos preciosos serviços ecossistêmicos que a floresta e sua biodiversidade provêm”, destaca a veterinária.

Alessandra considera a ocorrência um problema grave, complexo, de múltiplas consequências, o que demonstra como a abordagem em Saúde Única (One Health) é importante, na promoção, prevenção e resolução de problemas. “A Saúde Única tem como base a premissa de que estamos todos interligados: sufoca gente, queima bicho, sofre a floresta e perdemos todos com isso, mesmo quem está botando fogo pra lucrar”, salienta, alertando que as queimadas e os múltiplos problemas decorrentes desta afetarão mais duramente um  recorte da população, que já se encontra em situação de vulnerabilidade devido à dificuldade de acesso a serviços de saúde, água potável e insegurança alimentar, decorrentes da seca severa que afeta os rios.

“Para essas pessoas, o acolhimento é emergencial e tem que ser abordado imediatamente. Para agravar essa situação, estamos sofrendo uma das maiores secas dos últimos anos no Amazonas, exacerbada pela crise climática e o El Niño (fenômeno que causa o aquecimento anormal das águas do Pacífico e altera temporariamente a distribuição de umidade e calor no Planeta, principalmente na zona tropical). Peixes e mamíferos marinhos morrendo no rio que seca e ferve e onde a temperatura aumentou 7 graus na mesma época de um ano a outro”, explica a veterinária, referindo às possíveis causas da morte de botos que ainda está em investigação.  “Em relação aos mamíferos marinhos, pelo menos a gripe aviária já foi descartada”, observa.

POLUENTES

Para a médica veterinária, a inalação contínua de poluentes como o monóxido de Carbono, e material particulado podem causar problemas sérios de saúde para a população. “O material particulado PM 2.5, são partículas muito finas que podem ter o diâmetro de 2.5 mícrons ou até menos e tem capacidade de penetrar profundamente nos pulmões causando graves problemas respiratórios, podendo afetar outros órgãos e inclusive podendo causar acidentes vasculares cerebrais (AVC). É urgente que nossos gestores, a sociedade civil e seus atores estejam atentos a crimes ambientais, que privatizam os lucros e socializam enormemente os prejuízos. Devemos denunciar as queimadas ilegais pressionar ações de prevenção desses crimes”, frisou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia leva experiência de jovens cientistas do Amazonas para palestras e rodas de conversas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no interior

Juliane Corrêa Glória, pós-doutoranda em Biotecnologia, natural de Tabatinga, sempre estudou em escola pública ao longo de sua trajetória até chegar ao Doutorado em Biotecnologia e conseguir ganhar dois importantes prêmios nacionais pela tese que desenvolveu, entre eles o Prêmio Capes de Tese 2023. Juliane realiza agora o Pós-Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), onde iniciou sua carreira científica em 2013. Aos 29 anos, Juliane é um exemplo de jovem doutora amazônida que pode inspirar tantas outras meninas que, como ela, alimentam o sonho de ser cientista. Por esta razão, ela será uma das palestrantes da programação da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Fiocruz Amazônia, em Tabatinga, sua cidade natal, nos dias 17 e 18/10, na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) – Campus Tabatinga.

“Sempre estudei em escola pública ao longo da minha vida, passei na Universidade Federal do Amazonas para cursar Biotecnologia até 2015, quando entrei no Mestrado em Biotecnologia. Trabalho na Fiocruz Amazônia desde a minha iniciação científica em 2013, sempre com o Dr Luiz André Mariúba, chefe do Núcleo de Inovação em Tecnologia (NIT), até o Doutorado também em Biotecnologia, num período sanduíche que fiz durante seis meses no Instituto Superior de Engenharia do Porto, em Portugal. Agora, sou pós-doutoranda do PPGBIO-INTERAÇÃO”, explica Juliane, emocionada com a oportunidade de contribuir com a divulgação científica na sua cidade. “A divulgação científica é um tema muito importante para a Ciência atual, uma vez que, cada vez mais é exigido do cientista/pesquisador o retorno para a sociedade com o resultado de seus estudos, traduzido da maneira mais clara possível”, afirma.

Junto com Juliane, participarão da programação da SNCT 2023 as jovens cientistas Maria Gabriella Santos Vasconcelos, mestranda em Hematologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e Eliza Raquel Duarte Silva, graduanda em Biotecnologia da UFAM. Na terça-feira, 17/10, pela manhã, elas marcarão presença no circuito de palestras e oficinas sobre o tema “Mulheres amazônidas e a perspectiva da carreira na pesquisa nas áreas biomédica e biotecnológica”.  Maria Gabriella falará sobre a Biomedicina na Área Científica, abordando questões como áreas de atuação, habilitações que podem ser aplicadas na área científica, prerrogativas para iniciar carreira acadêmica e/ou comercial na área, além de um breve histórico acerca de mulheres que tiveram atuação destacada nas ciências políticas, matemáticas, humanas e biológicas, e para a Ciência brasileira. Já Eliza Raquel abordará a importância da Biotecnologia e suas áreas de atuação, forma de ingresso na carreira acadêmica e os projetos na área.

À tarde, serão realizadas as oficinas “Extração DNA do Morango” e “Tipagem Sanguínea”, com as duas palestrantes. Eliza explica que, na primeira, o objetivo é buscar elucidar de forma demonstrativa conceitos, função e a localização do DNA, utilizando processos químicos para desnaturação da membrana celular e visualização do DNA a olho nu. Na segunda oficina, Maria Gabriella fará uma explanação sobre a importância do banco de sangue e como encontrá-lo em sua região, a exemplo da Fundação Hemoam, em Manaus, e do Banco de Sangue do Hospital de Guarnição de Tabatinga, além das aplicações do conhecimento do tipo sanguíneo das pessoas. Paralelamente estarão ocorrendo as mostras de Vídeos e Podcasts do DigiCiência e OuvirCiência, do Projeto InovaPop – ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a inovação tecnológica com tecnologias digitais, com a presença da pós-doutoranda Juliane Correia Glória, que participa de um podcast como entrevistada e atuou também na produção do vídeo sobre os dez anos do NIT. Ainda na programação da tarde da terça-feira, o Jogo dos ODS: Tapetão da Saúde e Sustentabilidade, que consistem em conhecer as metas dos Objetivos do Milênio da Agenda 2030, relacionando-os com a realidade da escola ou comunidade.

MENINA HOJE, CIENTISTA AMANHÃ

Na quarta-feira, 18/10, pela manhã acontece a Roda de Conversa “Menina Hoje, Cientista Amanhã: na trilha da carreira científica na Amazônia”, que reunirá para um bate-papo com os estudantes a Doutora em Biotecnologia Juliane Corrêa Glória, a Mestranda em Hematologia Maria Gabriella Santos de Vasconcelos e a Graduanda em Biotecnologia Eliza Raquel Duarte da Silva. Elas terão oportunidade de falar sobre as atuações de cada uma na pesquisa científica, introduzindo questões como a importância do diagnóstico de doenças, os métodos de diagnóstico disponíveis e as perspectivas no desenvolvimento de novos métodos, além de suas histórias de vida e experiências na área científica. Haverá também a dinâmica com os Jogos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com a coordenação da técnica especializada do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rejane Marques da Silva. À tarde, continuam as oficinas e mostra de vídeos apresentados no dia anterior para que um maior número possível de estudantes do IFAM possa participar. As sessões duram, de 40 a 60 minutos.

HIV/AIDS

Além de Tabatinga, a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia da Fiocruz Amazônia levará atividades também para Presidente Figueiredo, na Região Metropolitana, e instituições de Manaus, a exemplo do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e a Escola Estadual Presidente Castelo Branco, no São Jorge. A organização da SNCT envolveu diversos setores e laboratórios da Fiocruz Amazônia, a exemplo do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Paulo Nogueira. O laboratório irá apresentar uma peça produzida e encenada por bolsistas, pesquisadores, alunos do Mestrado e de iniciação científica, com o título “Então…Vhiva Mais”, abordando a história de uma pessoa vivendo com HIV/Aids.

Dirigida pelo pesquisador do Laboratório DCDIA Yury Chaves, juntamente com Thaissy Xavier, egressa do PPGBIO/ILMD, e Rebeca Pinheiro, do PPGIBA, da UFAM, a peça trata sobre os preconceitos enfrentados desde a infância e na fase adulta, levando conhecimento científico para a sociedade civil e desmistificando estigmas. A peça teve inspiração em histórias reais e será apresentada na quinta-feira, 19/10, a partir das 8h, no auditório da escola. Na sequência, haverá exposição de banners sobre transmissão, prevenção, diagnóstico do HIV, além de roda de conversa e gincana com os estudantes.

No CIGS, serão realizadas atividades nos dias 18 e 19/10, abrindo com a exibição do curta-metragem “A Menina que Virou Cientista” e exposições simultâneas “Aqui Tem Ciência, Aqui tem Fiocruz”, “Metamorfose dos Insetos “ e “Vida Invisível: Conhecendo os Microrganismos”, juntamente com a dinâmica do Jogos dos ODS: Tapetão da Saúde e Sustentabilidade, pela manhã e tarde, com a participação dos alunos da Escola Estadual Sant’Anna. Em Presidente Figueiredo, as atividades acontecerão no dia 20/10.

Oficinas da Fiocruz Amazônia produzem material para divulgação científica durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) irá disponibilizar as produções de divulgação cientifica, realizadas durante as oficinas DigiCiência e OuvirCiência, promovidas como parte da programação do ILMD/Fiocruz Amazônia para a 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT-2023) que acontecerá de 16 a 20/10. Este ano, as diversas atividades ocorrerão, pela primeira vez, em municípios do interior e Região Metropolitana (Tabatinga e Presidente Figueiredo), além da capital, Manaus, onde os eventos serão realizados no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e na Escola Estadual Castelo Branco, no São Jorge. No total, foram produzidos oito vídeos e cinco podcasts sobre temas científicos diferentes que serão colocados à disposição do público. Haverá exposições, palestras, tapetão dos ODS, rodas de conversa, apresentação de peça teatral e a exibição do vídeo institucional de animação “A Menina que Virou Cientista”.

A realização das oficinas foi viabilizada por meio do projeto InovaPop – ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a inovação tecnológica com tecnologias digitais”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A diretora interina do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, explica que o objetivo da SNCT é dar oportunidade aos jovens estudantes de aprender e entender a   importância da ciência para o desenvolvimento sustentável e o quanto é fundamental desenvolver atividades científicas na Amazônia. “Primeiramente, gostaríamos de agradecer aos parceiros, sem os quais não seira possível estar realizando essa programação (Cigs, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Manaus, Secretaria de Estado da Educação, Instituto Federal de Educação do Amazonas, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas e à Fiocruz) e destacar que todas as atividades foram pensadas e feitas com muito carinho pela equipe do ILMD/Fiocruz Amazônia”, afirmou.

Stefanie lembra que a SNCT é uma atividade do Ministério da Ciência e Tecnologia, onde uma semana inteira é dedicada à popularização e divulgação do conhecimento para a população. “A Fiocruz Amazônia tem diversas atividades e elas possuem um potencial de alcance enorme que tem trazido uma aproximação da sociedade com o cientista, o que é muito importante”, diz. Sobre as oficinas do DigiCiência e OuvirCiência, que se encontram, respectivamente, em sua quinta e terceira edição, a diretora lembra que são ferramentas eficazes de popularização da Ciência.

“É preciso fazer com que os cientistas saiam do seu lugar de cientistas e consigam dialogar com a sociedade, contando o que é feito no Estado. A Fiocruz tem a produção de conhecimento como missão institucional, trazendo inovação e produtos, e consequentemente melhorias para o sistema de saúde. No entanto, muitas vezes, isso não chega para a sociedade. Com as oficinas, pretendemos fazer com que o público interno e, também, cientistas de outras instituições, possam adquirir conhecimento, conhecer ferramentas que permitam que ele popularize o que é feito no seu laboratório, usando para isso as mídias sociais, que estão em alta”, afirmou.

Os vídeos produzidos nas oficinas serão disponibilizados em canais como You Tube, Instagram e os conteúdos de voz gravados também como podcast. Amanda Lins, responsável pela Divisão de Ações Estratégicas de Educação na Saúde na Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, foi uma das alunas participantes. “A oficina está sendo, e acredito que vai continuar sendo, muito importante porque eu trabalho diretamente com as ações educacionais no âmbito da Semsa Manaus e dentro da secretaria temos um ambiente virtual de aprendizagem, o Ava da Escola de Saúde Pública, no qual o desenvolvimento dessas habilidades é pertinente”, afirma Amanda.

Segundo ela, as ferramentas digitais facilitam a comunicação do docente e o processo de aprendizado. “Conhecendo melhor os recursos, temos mais condições de produzir  as videoaulas em estúdio”, observou.

A jornalista Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amazonas e instrutora das oficinas, ressalta que o objetivo do Digiciência e OuvirCiência é orientar e capacitar os profissionais a levar a informação de qualidade para a sociedade, numa linguagem simples com o uso das novas plataformas digitais. “A finalidade principal é fazer com que a sociedade compreenda o que os cientistas e pesquisadores estão fazendo dentro das instituições e, dentro da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, isso tem ainda um impacto ainda mais importante que é devolver para a sociedade os investimentos feitos na Ciência, ainda mais depois de sairmos de tempos tão turbulentos para a pesquisa científica”, explica.

Para a jornalista, que atuou nas edições anteriores das oficinas, os desafios técnicos são os mais frequentes. “Nosso público aqui são alunos de Iniciação Cientifica, pesquisadores dos laboratórios da Fiocruz Amazônia e profissionais externos que atuam na área da Saúde. Para eles, os maiores desafios são o de manusear os novos aplicativos, acessar as novas tecnologias, falar na frente da câmera, desenvoltura no manuseio dos equipamentos, uso correto da luz e toda a parte técnica que diz respeito a multimídia”, mencionou, ressaltando que a Fiocruz Amazônia ocupa um lugar de vanguarda nessa área, tendo sido pioneira no oferecimento de curso de especialização em Jornalismo Científico.

Os vídeos e podcasts ficarão à disposição dos estudantes do IFAM, de Tabatinga, e da Escola Estadual Presidente Figueiredo, em Presidente Figueiredo, durante a programação. Tanto em Tabatinga quanto em Presidente Figueiredo, as atividades acontecerão nas sedes das instituições de ensino com palestras, jogos educativos, rodas de conversa e oficinas que permitirão uma interação com os alunos. Entre as oficinas a serem realizadas estão “Extração de DNA do Morango” e “Tipagem Sanguínea”.

Confira os resultados das oficinas:

OuvirCiência:

https://open.spotify.com/show/7LjUw9gKiqGD8bMY0YXLjp#login

DigiCiência:

https://youtube.com/playlist?list=PLynYRtQDKmlitAPo_OmBsWkSrEZ11yxqV&si=UOmT547Kj0ky7vNI

Divulgado o resultado dos pedidos de isenção para processo seletivo do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulga o Resultado dos pedidos de isenção da taxa de inscrição, referentes ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Confira AQUI o RESULTADO.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento

Divulgada 1ª Republicação para processo de seleção pública para Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, por intermédio de sua Diretora, torna público a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).

Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 19 (dezenove) vagas para ingresso no ano de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC.

Confira AQUI a REPUBLICAÇÃO.

O processo de seleção será realizado em 4 etapas e sua realização ficará a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim. O processo será composto das seguintes etapas; 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3a Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa: Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Mackesy Nascimento.

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399