COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Divulgado resultado da Prova de Saúde Coletiva do programa DASPAM

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgaram a 2ª Etapa do processo seletivo, referente a Prova de Saúde Coletiva, da Chamada Pública N.º 005/2024.

Confira AQUI o resultado

A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será efetuada através de processo seletivo composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).

Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.

O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia abre inscrições para candidatos externos

O Curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, estará com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2024. As inscrições ocorrerão no período de 09 a 12 de julho de 2024.

Acesse o edital AQUI.

Podem se inscrever no processo seletivo: Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 26 de julho de 2024 e será disponibilizado no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573 e no site acesso.fiocruz.br. As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia inscreve para seleção de vagas de aluno especial do PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, está com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2024. As inscrições ocorrerão no período de 09 a 12 de julho de 2024.

Acesse o edital aqui.

Podem se inscrever no processo de seleção: Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 26 de julho de 2024 e será disponibilizado no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573 e no site acesso.fiocruz.br. As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à  Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia abre inscrições para Chamada de Aluno Especial do PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, está com inscrições abertas para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2024. As inscrições ocorrerão no período de 09 a 12 de julho de 2024.

Confira o edital.

As inscrições podem ser feitas por alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 22 a 24 de julho de 2024. A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 26 de julho de 2024 e será disponibilizado no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573 e no site acesso.fiocruz.br.

As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/ Fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia do ILMD/ Fiocruz Amazônia promove Seminário Interno de Integração

O Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), realizou nesta segunda-feira, 8/7, o 1º Seminário Interno de Integração. O Evento teve por objetivo integrar e oportunizar a troca de experiências acadêmicas entre os membros do LEGEPI, avaliar os projetos e iniciativas vigentes, e expectativas de curto, médio e longo prazo do grupo, no intuito de auxiliar na compreensão da complexa rede de determinação do processo de adoecimento e morte na Amazônia brasileira, seja no que tange a doenças infectocontagiosas, como também em relação a doenças crônicas não-transmissíveis e da ciência de dados e, suas aplicações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a maneira com que o LEGEPI se organiza, após aproximadamente um ano e meio de criação do laboratório é salutar. “Acho muito importante essa estrutura que a gente organiza nossa pesquisa, então é claro que há trabalhos mais individuais, trabalhos mais coletivos dentro do grupo, mas é importante que haja a troca e, que se tenha essa visão do que o laboratório atende. É importante estar sempre promovendo essas interações, pois novos membros ingressam no grupo e, se você trabalhar focado somente na sua pesquisa, você tem um olhar muito enviesado para aspectos muito micro, enquanto se você trabalhar dentro do coletivo, você consegue visualizar mais amplamente”, destaca.

A reunião contou com adesão massiva dos membros internos e externos do LEGEPI, incluindo pesquisadores/docentes e discentes/bolsistas do ILMD/ Fiocruz Amazônia, bem como colaboradores externos, que estão na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA-Manaus) e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto – FVS-RCP/AM, por exemplo. Ao todo, 24 pessoas participaram da programação e todos apresentaram seus projetos ou iniciativas que os vincula ao LEGEPI.

Chefe do laboratório, o epidemiologista Jesem Orellana, destacou a importância do intercambio de informações sobre as pesquisas desenvolvidas pelo grupo, para prospecção de futuros projetos e estudos, que demandem maior interação e colaboração do grupo. “O evento foi um sucesso, pois permitiu não apenas uma interação ímpar entre os diferentes membros do LEGEPI (desde alunos de ensino médio até alunos de doutorado), como também a identificação de potenciais colaborações internas e externas, seja explorando temas e perguntas de pesquisa novos ou pouco explorados, assim como possibilidades de colaboração com colegas que dominam ferramentas/abordagens úteis e com potencial de qualificar ainda mais as iniciativas interdisciplinares vigentes”, explica.

Orellana enfatiza ainda que “eventos como este são necessários e oportunos à germinação de sementes do ambiente ou cultura acadêmica de instituições prestigiadas e seculares como a Fiocruz. Esperamos que este evento tenha regularidade anual e que sirva como peça fundamental para o fortalecimento conjunto das dimensões da gestão, da pesquisa e das relações humanas no ILMD”.

SOBRE O LEGEPI

O laboratório é composto por uma equipe interdisciplinar, voltada para a geração e disseminação de conhecimento técnico científico, bem como, para a formação de recursos humanos voltados para as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em especial da Saúde Coletiva.

O grupo tem interesse em temas envolvendo morbimortalidade de doenças e agravos transmissíveis e não transmissíveis na Amazônia brasileira, bem como suas interfaces com aspectos hidro climáticos, socio sanitários, espaço temporais e terapêuticos, em populações humanas. O LEGEPI comtempla as seguintes linhas de pesquisa: Saúde perinatal, da criança e do adolescente; Ambiente, ecologia e saúde: Epidemiologia, métodos estatísticos e quantitativos.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes.

Fotos: Eduardo Gomes

Estações Disseminadoras de Larvicidas da Fiocruz Amazônia se tornam política pública do Ministério da Saúde para o controle do Aedes em todo o País

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, emitiu a nota técnica informativa Nº 25/2024-CGARB/DEDT/SVSA/MS no último dia 27/06, em que oficializa a utilização das Estações Disseminadores de Larvicidas – tecnologia desenvolvida pelo Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV Amazônia), do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), da Fiocruz Amazônia – como estratégia nacional para o controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus, vetores da dengue e outras arboviroses, em áreas estratificadas de risco de cidades de todo o País. A medida visa expandir a tecnologia das EDLs, com o acompanhamento do Ministério da Saúde e apoio técnico da Fiocruz, a partir dos resultados dos estudos coordenados pelo Núcleo Prev Amazônia, com apoio do Ministério da Saúde e a oficina de Representação da OPAS no Brasil.

“A adoção da estratégia pelo Ministério da Saúde é motivo de satisfação para nós que atuamos no Núcleo Prev Amazônia, uma vez que, com a medida, o Brasil se torna o primeiro país do Mundo a adotar a metodologia em um programa nacional oficial”, comemora o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, coordenador do Núcleo PReV Amazônia e responsável pela pesquisa, juntamente com o biólogo José Joaquin Carvajal Cortes, que também é pesquisador do Núcleo PReV Amazônia. “As EDLs são a prova de que nossas pesquisas se tornam políticas públicas”, observou Luz. A nota orienta às secretarias sobre como devem proceder para implementar a estratégia de controle.

As Estações DIsseminadoras utilizam a fêmea do mosquito como aliada na dispersão de larvicida, capaz de impedir a proliferação dos focos do transmissor da dengue, Zika e chikungunya. O objetivo do Ministério da Saúde é replicar em nível nacional a tecnologia, que utiliza água em um pote plástico de dois litros recoberto por um tecido sintético impregnado de larvicida. A armadilha atrai as fêmeas do Aedes aegypti para colocar ovos e ao pousar elas se impregnam com o larvicida presente nas estações. Essas fêmeas, impregnadas com larvicida, ao visitarem outros criadouros acabam contaminando outros recipientes com o inseticida, que impede o desenvolvimento das larvas e pupas, reduzindo a infestação e, por conseguinte, o avanço da doença.

A estratégia já foi testada e aprovada com resultados comprovados em 14 cidades brasileiras, de diferentes regiões do País. A nota técnica explica que o Ministério da Saúde tem fomentado e acompanhado o desenvolvimento de novas estratégias para vigilância entomológica e controle de Aedes aegypti. “Em 2016, com a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em decorrência da epidemia por Zika, foi realizada a Reunião Internacional para Implementação de alternativas para o Controle do Aedes aegypti no Brasil,realizada em fevereiro de 2016, com a participação do Governo Federal, instituições de referência nacionais e internacionais e pesquisadores”, relata o documento.

A nota explica ainda que a reunião possibilitou a publicação do Boletim Epidemiológico Volume 47, Nº 15, que recomendou a avaliação de novas tecnologias de controle de vetores, dentre elas as EDLs. “No Brasil, estudos realizados com o financiamento do MS entre 2016 e 2022, pelo Instituto Leônidas e Maria Deane – Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Amazônia), testaram com sucesso a disseminação de piriproxifeno (PPF) em ambientes de laboratório e em áreas abertas de extensão reduzida, onde se demonstrou que a eficácia da estratégia é adequada na escala de ‘bairro’ e de municípios. A partir desses resultados, as EDLs passaram a incorporar o rol de metodologias recomendadas pelo Ministério da Saúde, conforme apresenta a Nota Informativa N° 37/2023CGARB/DEDT/SVSA/MS (0037799369)”.

“Durante os estudos, foi possivel avaliar a eficácia e identificar e conhecer bem todos esses problemas ou ‘intercorrências’da aplicação da estratégia na prática, na escala real dos programas de controle, em diferentes cenários de cidades. Dessa forma, entendemos como melhorar os procedimentos operacionais com os meios e recursos disponíveis. Realizamos capacitação de agentes públicos e produzimos ferramentas de transferência tecnológica visando a expansão da estratégia no País”, conta Joaquin Cortes.

CONTEXTUALIZAÇÃO

A Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroes – CGARB, do Departamento de DoençasTransmissíveis – DEDT, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente – SVSA, informa que, com o apoio técnico da Fiocruz, iniciará a expansão da tecnologia de controle populacional de Aedes com a realização de um ensaio pragmático utilizando a auto disseminação de larvicida em áreas de risco no Brasil. Neste primeiro momento, será implementada em 15 cidades.

Nas EDLs, as micropartículas do larvicida em pó aderem-se ao corpo do mosquito. Como as fêmeas de Aedes spp. visitam muitos criadouros para colocar poucos ovos em cada um, elas disseminam o larvicida para esses criadouros, em um raio aproximado que pode variar entre 3 e 400 metros. Quando as fêmeas pousam nos reservatórios para realizar a postura de ovos, ocorre a contaminação da água por meio das partículas dos inseticidas deixadas pelas fêmeas. Desta forma, a água dos criadouros passa a ter o potencial de interferir no desenvolvimento das larvas que, dependendo da concentração do larvicida que houver no criadouro, não alcançarão a fase adulta.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Ingrid Anne/Arquivo/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia realiza primeira oficina do Colaboratório de População de Rua com parceiros do poder público e sociedade civil

A Fiocruz Amazônia, por meio do Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde na Amazônia (LAHPSA), realizou a primeira oficina reunindo atores do Poder Público e da sociedade civil do Amazonas que atuarão como parceiros na implementação do Núcleo de População em Situação de Rua de Manaus (NUPOP-Manaus), vinculado ao Colaboratório Nacional de População de Rua, instituído pela Fiocruz Brasília. O objetivo da oficina, realizada na terça-feira, 2/07, foi estabelecer as bases para a implantação do projeto multicêntrico, por meio de parcerias institucionais e desenvolvimento de estratégias de atuação em favor desse segmento em Manaus.

A reunião foi coordenada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias e contou com a participação de representantes de Associação de Redução de Danos do Amazonas (ARDAM ), Rede Estadual de Pessoas Vivendo com HIV/Aids do Amazonas (RNP+AM), Associação das Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram), Centro de Referência e Casa de Acolhimento para Pessoas LGBTQIA+ do Norte e Refugiadas Expulsas de casa e/ou em situação de vulnerabilidade social (Casa Miga), Pastoral do Povo em Situação de Rua da Arquidiocese de Manaus, e profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa-Manaus) que atuam no Consultório de Rua. Foram convidados também representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc-Manaus), Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual.

Para Rodrigo Tobias, a finalidade inicial da oficina é a de estabelecer vínculos com as instituições para que elas possam caminhar juntas com a ideia do projeto de intervenção colaborativo e participativo do Colaboratório. O NUPOP-Manaus tem a intenção também de formar lideranças autônomas e empoderadas para serem porta-vozes da população em situação de rua. “Não queremos falar por eles, queremos fazer essa troca e garantir a eles o desenvolvimento dessa autonomia para reivindicar direitos como cidadãos”, explicou Tobias. Uma dessas lideranças é a jovem Luanne Alcântara de Castro, 29 anos, mãe de três filhas e moradora em situação de rua da área da Manaus Moderna, no Centro. “Luanne faz parte do NUPOP como representante da população em situação de rua”, apresentou o pesquisador.

O Colaboratório já existe em cinco capitais – Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Brasília – e, no final do ano passado, com o anúncio do Plano Ruas Visíveis – Pelo Direito ao Futuro da População em Situação de Rua, pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o projeto teve o alcance ampliado para 15 capitais. O Plano Ruas Visíveis contempla 99 ações com o objetivo de garantir os direitos das pessoas em situação de rua, com investimento de quase R$ 1 bilhão.

O projeto visa também qualificar pessoas com trajetória de situação de rua no âmbito da política. “O objetivo é promover o empoderamento daqueles que passam por essa trajetória e formar representantes das populações em situação de ruas, permitindo que elas ocupem espaços de fala”, ponderou Tobias. Dessa forma, será possível repensar as estratégias de atuação voltadas para esse público em Manaus e escrever novas propostas, a exemplo da criação de um mapa da população em situação de rua na cidade.  “As equipes do Consultório de Rua, por exemplo, precisam saber onde estão essas pessoas. Poderemos ter um conjunto de ações coordenadas e colegiadas, tendo a Fiocruz o papel de produzir evidências para refletir políticas públicas de forma intersetorial”, afirmou o pesquisador.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, ressaltou a importância do papel da Fiocruz ao assumir o desafio de coordenar o NUPOP-Manaus. “Demos início à conversa com os atores envolvidos que são muito bem-vindos. A Amazônia carece desse olhar e desse tipo de projeto. Estamos prontos e dispostos a contribuir”, comentou a diretora. A escolha de Manaus, como um locus do Projeto deve-se ao interesse da coordenação nacional em ampliar os diálogos com a região Norte e, em razão do expressivo trabalho técnico-científico desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) que, em muito, tem desenvolvido projetos de interesse da sociedade e tem contribuído para dar visibilidade às múltiplas expressões e singularidades socioeconômicas e étnico-culturais que marcam esta região.

A sede do NuPop Rua Manaus será a própria Fiocruz Amazônia contando com a participação de profissionais que atuam na efetivação das políticas sociais, em diferentes funções de execução e gestores, pesquisadores e outros sujeitos que possam contribuir com os objetivos propostos. Dentre as áreas prioritárias que serão chamadas a contribuir com o Projeto, estão a Saúde, a Assistência Social, Justiça e Direitos Humanos, além das Organizações da Sociedade Civil e instâncias de controle social. O Núcleo pretende realizar levantamento de informações acerca da população em situação de rua em Manaus, promover debates e pactuações coletivos e fomentar estratégias de qualificação de pessoas com trajetórias de rua e do trabalhador em movimentos sociais ligados a estas populações.

Presente à oficina, a ativista Val Santos, da Associação de Redução de Danos do Amazonas e Rede Estadual de Pessoas Vivendo com HIV, explica que, por falta de políticas públicas de saúde, a população em situação de rua de Manaus vive um dos períodos mais críticos. “Sabemos o que acontece com essas pessoas que, em sua maioria, não tem documento e não podem ser atendidas nas unidades de saúde, por conta disso. São pessoas invisíveis e descartáveis”, afirmou Val Santos, sugerindo o retorno do atendimento dos Consultórios de Rua em via pública e não em unidades básicas de saúde como alternativa de melhoria das condições de saúde de pessoas em situação de rua.

O padre Orlando Gonçalves Barbosa, da Pastoral do Povo em Situação de Rua da Arquidiocese de Manaus, destacou que a região amazônica vive uma realidade diferenciada, com demandas específicas para diferentes perfis de populações em situação de rua. “Temos que ter aqui o olhar para a imigração, para os indígenas em situação de rua, a presença forte do tráfico de drogas e a violência que traz consigo, entre outras peculiaridades. Nesta sociedade em que vivemos, estas são as pessoas invisíveis e descartáveis ”, frisou o religioso.

FRENTE PARLAMENTAR

O trabalho do Colaboratório nasceu a partir da criação da Frente Parlamentar da População em Situação de Rua, por iniciativa da deputada federal Erika Jucá Kokay (PT-DF). projeto do lançamento do Plano Ruas Visíveis – Pelo Direito ao Futuro da População em Situação de Rua, lançado pelo Governo Federal, no último dia 11/12, contemplando 99 ações com o objetivo de garantir os direitos das pessoas em situação de rua.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia estará presente à 76ª Reunião da SBPC, em Belém (PA)

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia será uma das unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a marcar presença na 76ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que ocorrerá entre os dias 7 e 13/07, no campus da Universidade Federal do Pará, em Belém (PA). Este ano, no seu aniversário de 30 anos, a instituição apresentará uma panorâmica da sua história e atuação na região amazônica, em um vídeo institucional que será exibido, em primeira mão, durante o evento, juntamente com atividades de pesquisas laboratoriais e projetos desenvolvidos pela unidade da Fiocruz em Manaus voltados para alunos de escolas das redes públicas com a finalidade de despertar nos jovens a vocação científica.

As atividades estarão concentradas na programação da SBPC Jovem, com destaque para as coleções biológicas do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia (DMAIS), que integra o grupo de Divulgação Científica das Coleções Biológicas da Fiocruz, no espaço dedicado aos acervos das coleções da unidade. “Para nós, é um ganho enorme estarmos participando da SBPC Jovem e podermos mostrar nossas coleções de fungos e bactérias do bioma amazônico”, explica a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ormezinda Fernandes, chefe do DMAIS e coordenadora das Coleções Biológicas do ILMD/Fiocruz Amazônia. Segundo ela, as coleções serão apresentadas de maneira mais lúdica, em jogos de memória, nos alimentos, em fotografias e lâminas.

Também marcarão presença os jogos e atividades realizadas pelo Projeto Ciência Pop e a Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). Outro ponto alto será a entrega da premiação do concurso de Fotografia Ciência e Arte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) à doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), da Fiocruz Amazônia, Kemily Nunes da Silva Moya.

Kemily Moya ganhou o primeiro lugar do concurso na categoria Imagens Produzidas por Instrumentos Especiais, com a foto “A complexa teia fúngica que assombra os ovos da dengue”. O registro foi realizado em um microscópio eletrônico de varredura do Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos da Universidade do Estado do Amazonas. O equipamento é capaz de produzir imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. A entrega do prêmio ocorrerá na segunda-feira, às 16h (horário de Brasília), no bloco L, Auditório L1, da UFPA.

Pelo Projeto Ciência Pop, a técnica em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fabiana Vinente, estará apresentando o Jogo Heliana Quer Ser uma Cientista, no estilo monopoly, onde os participantes vão descobrindo o mundo da Ciência, percorrendo o trajeto, jogando o dado e pulando as casas que representam as diferentes fases de formação do cientista. “A Heliana do jogo foi pensada para ser uma menina amazônica que aprende as primeiras lições sobre ciência na roça da avó dela, depois ela vai tendo a curiosidade como motor para as descobertas sobre o mundo da ciência”, explica.

Já a Coordenação Regional Norte da Obsma levará para a SBPC Jovem a temática dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, com atividades desenvolvidas nas escolas da região amazônica para difundir as metas dos Objetivos do Milênio da Agenda 2030, da ONU. “A SBPC Jovem, para nós, é um terreno apropriado para discussão com os estudantes sobre esses e outros temas relacionados à perspectiva de construção de um futuro integrado com a natureza, sobretudo em se tratando da Amazônia”, observa a pesquisadora social Rita Bacuri, coordenadora da Regional Norte da Olimpíada da Fiocruz. Segundo Bacuri, será uma oportunidade também para divulgar as inscrições à 12ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz.

SOBRE A SBPC

O tema da 76ª Reunião da SBPC este ano é “Ciência para um futuro sustentável e inclusivo: por um novo contrato social com a natureza”. A SBPC é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou posição político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico, e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Desde sua fundação, em 1948, a SBPC exerce um papel importante na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no País. Sediada em São Paulo, a SBPC está presente nos demais estados brasileiros por meio de Secretarias Regionais. Representa mais de 170 sociedades científicas afiliadas milhares de sócios ativos, entre pesquisadores, docentes, estudantes e cidadãos brasileiros interessados em ciência e tecnologia.

A SBPC Jovem é um evento associado à reunião anual da SBPC e acontece desde 1993. As atividades buscam incentivar o contato de estudantes e professores dos ensinos fundamental, médio e técnico com o conhecimento científico, despertando o interesse pela ciência, tecnologia e inovação. São três décadas de atuação, nas quais tem desempenhado papel essencial no fortalecimento das atividades de Ensino de Ciências, Popularização da Ciência, Divulgação da Ciência (DC) e Comunicação Pública da Ciência (CPC) no Brasil.

Como evento agregador, a SBPC Jovem, reúne, em cada edição, representantes de alguns dos principais movimentos dessas áreas. São projetos destacados, grupos de pesquisa, Instituições de CT&I e de Ensino, Feiras de Ciência, Ciência Móvel e Museus de Ciência, que atuam e transformam as Reuniões Anuais da SBPC em uma grande festa das Ciências.

A edição da SBPC Jovem na UFPA contará com uma programação diária e gratuita, com oficinas, mesas-redondas, minicursos, exposições, mostra de feiras, concursos e museus itinerantes.Entre os dias 07 e 12 de julho, o evento será direcionado a escolas de ensino fundamental, médio e técnico, públicas e privadas. O dia 13 de julho será o Dia da Família na Ciência, com livre acesso ao público em geral, com as mesmas atrações dos demais dias. A programação da SBPC Jovem ocorrerá na Tenda da SBPC Jovem e a Avenida das Ciências

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Eduardo Gomes / Júlio Pedrosa

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399