COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Oficina da Fiocruz Amazônia mostra como é feita a extração do DNA humano para estudantes do Alto Solimões e estimula o interesse pela formação científica

TABATINGA (AM) – A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2024, da Fiocruz Amazônia, desembarcou no município de Tabatinga, no Alto Solimões, a 1.108 quilômetros de Manaus, com a finalidade de proporcionar um contato mais próximo entre os estudantes da região e o conhecimento científico, produzido nos laboratórios de pesquisa da instituição. Durante dois dias, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foram realizadas oficinas e rodas de conversa demonstrando de maneira simples que o acesso à Ciência, Tecnologia e Inovação é possível e mais fácil do que se imagina. As atividades ocorreram na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM-Campus Tabatinga), um dos 17 campis mantidos pela instituição no interior do Amazonas.

Uma das atividades foi a oficina de Extração do DNA de Células da Mucosa Bucal, experimento desenvolvido pela mestranda em Hematologia Maria Gabriella Santos Vasconcelos, biomédica especialista em Imunologia e Microbiologia. Antes, numa roda de conversa, Gabriela, junto com a aluna de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia, Jehovana Victorio Salgado, faz uma panorâmica sobre a trajetória da Biomedicina no Brasil, que se entrelaça na história de várias mulheres cientistas, que se destacaram na ultima década em pesquisas nas áreas de câncer e na pandemia de Covid-19.

“Para se ter uma ideia, 80% dos profissionais de Biomedicina no País hoje são mulheres e isso significa que provavelmente a presença de grandes personalidades femininas na Biomedicina possa estar impactando nessa busca de mulheres pelo curso fazendo com que tenhamos maior presença feminina na academia”, observa Gabriela. Ela explica que as duas atividades foram possíveis graças ao Programa Meninas e Mulheres na Ciência, que tem como objetivo despertar o interesse de estudantes pela vocação científica. “Na roda de conversa, falo da minha própria experiência, as facilidades e dificuldades de se iniciar a carreira de cientista”, salienta.

ESTRUTURA DO DNA

Na oficina, como forma de aguçar ainda mais a curiosidade das jovens estudantes, Gabriela mostra um pouco, na teoria e na prática, como funciona a estrutura do DNA e os cromossomos, comprovando ser possível, através de uma técnica bem simples, fazer a extração desse material, e enxergar o DNA a olho nu”, explica a biomédica.

A experiência foi inspiradora para a turma, composta em sua maioria por alunas, que acompanharam atentamente as atividades protagonizadas por duas mulheres, uma aluna de Iniciação Científica e uma  mestranda. “Estou gostando muito da experiência e como ela vai afetar os meus estudos principalmente em Biologia. Achei muito interessante e espero ter oportunidade de participar de mais rodas de conversa e oficinas da Fiocruz”, afirmou a aluna do curso de Informática do IFAM – Campus Tabatinga, Sofia Elizabeth de Oliveira Anampa, 15. Ela participou da atividade prática junto com a amiga de turma, Eloá Bezerra da Silva, 15. “A experiencia muito legal e nunca tivemos oportunidade de fazer um experimento como esse e me sinto honrada”, frisou Eloá.

Gabriela explica que para estimular o interesse dos estudantes pensou numa forma didática, porém  técnica, para trazer conceito e prática numa única experiencia. “A ideia é fazer com que elas entendam que a ciência pode ser feita em casa e se entenderem isso podem colaborar também para a divulgação científica e acender a vontade de fazer pesquisa”, finalizou.

Para a aluna de Iniciação Científica Jehovana Salgado, a experiencia tem sido gratificante. “A Iniciação Científica abriu meus olhos para novas oportunidades e conhecer a vida em um laboratório mais estruturado como o da Fiocruz Amazônia me ajudou a crescer muito”, afirmou Jehovana, que é venezuelana e residente no Brasil há seis anos.

ILMD;Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Divulgado resultado da análise dos pedidos de isenção da taxa de inscrição para processo seletivo do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta segunda-feira, 14/10, o resultado da análise dos pedidos de isenção de pagamento da taxa de inscrição para concorrer ao processo seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA. As inscrições se estendem até o dia 4/11.

Confira AQUI o resultado.

O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia promove abertura da programação da SNCT 2024 e alinhamento das equipes que atuarão nas atividades

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta sexta-feira, 11/10, a abertura simbólica da programação da 21a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2024), com a finalidade de marcar o início das atividades, que acontecerão entre os dias 14 e 18/10, nas cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e Tabatinga, reunindo equipes dos laboratórios da unidade, sob a coordenação da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, edital 003/2024.

A SNCT é promovida anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Este ano, nos sentimos representados pela escolha do tema, ‘Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias’, uma vez que estamos no bioma amazônico, sendo portanto um momento importante termos a oportunidade de sair de nossa casa e levarmos atividades para outros espaços, modificando um pouco a forma de falar sobre a Ciência que fazemos e trazer visibilidade para a instituição, fazendo também a sociedade entender que aqui temos Fiocruz e que a ciência está presente em tudo na nossa vida, do celular à vacina”, destacou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri, agradeceu aos laboratórios pela disponibilidade em participar das atividades e repassou as orientações aos participantes das equipes. “Nada disso aconteceria se não fossem os laboratórios se dispondo a participar desse movimento importante para a instituição; o exercício de pensar em como posso fazer para apresentar meu trabalho de modo mais acessível para a população, mostrando que a Ciência está em todo o lugar, assim como o SUS (Sistema Único de Saúde)”, ressaltou, lembrando que as equipes estarão distribuídas nas diferentes localidades da programação, de segunda a sexta-feira.

O tema da SNCT 2024 da Fiocruz Amazônia é “O Bioma Amazônico e a Mudança Climática”. A unidade regional participa anualmente da iniciativa, buscando sempre ampliar o alcance das suas atividades, junto às escolas da rede pública e parceiros na capital e interior. Este ano, estará presente no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), do Manauara Shopping, em Manaus, na Escola Estadual de Tempo Integral Presidente Figueiredo, no município de Presidente Figueiredo, e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica do Amazonas (IFAM), Campus Tabatinga, no Alto Solimões.

Em Tabatinga, as atividades acontecerão nos dias 14. 15 e 16/10; em Presidente Figueiredo, dia 17/10, e no Espaço Ecam, nos dias 17 e 18/10. No IFAM – Campus Tabatinga, as atividades serão realizadas para os estudantes dos cursos do Ensino Técnico Integrado. A instituição possui aproximadamente 430 alunos matriculados nos quatro cursos técnicos, vinculados ao Ensino Médio oferecidos pela instituição (Meio Ambiente, Informática, Administração e Agropecuária). Serão realizadas mostras de vídeos e podcast DigiCiência e OuvirCiência; rodas de conversa “Meninas e Mulheres na Ciência”, sobre o tema “Biomedicina: da pesquisa à comunidade, “Educação ambiental e Doenças de Veiculação Hídrica”, “Importância da qualidade da água”, “Importância da lavagem das mãos”, “Saúde Indígena: Vigilância alimentar e nutricional”. As atividades acontecerão das 9h às 11h e das 13h às 15h.

Na Escola Estadual Presidente Figueiredo, serão exibidas também as mostras de vídeos e podcasts DigiCiências e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e Mulheres na Ciência, Explorando o Mundo Invisível, Farmacêutico por um Dia, Estudos com HIV e Tapetão dos ODS e a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. No Espaço ECAM, em dois horários, das 10h às 12h e das 13h às 17h, os alunos de escolas públicas convidadas poderão conferir as exposições “Metamorfose dos insetos”, “Aventura Molecular” e “Estações Disseminadoras de Larvicidas”, além da mostra de vídeos do DigiCiência e OuvirCiência e o Tapetão das ODS e a Obsma. O Espaço Eccam fica localizado no piso Açaí, do Manauara Shopping.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia inicia curso de formação do QualificaSUS para novos agentes comunitários de saúde da Semsa-Manaus

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), inicia nesta segunda-feira, 14/10, um novo Curso de Formação Inicial de Agentes Comunitários de Saúde, no âmbito do Programa QualificaSUS, em parceria com a Escola de Saúde Pública (ESAP) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). Desta vez, a turma será composta por 40 agentes comunitários de saúde, recém-aprovados em concurso da Semsa-Manaus, cumprindo exigência do Ministério da Saúde, que requer formação inicial do aprovado. O curso terá carga horária de 40 horas/aula, presenciais, e acontecerá no Bloco C, Salas C-001 e C-002, da Faculdade Estácio do Amazonas, situada na avenida Constantino Nery, 3.693, bairro Chapada, das 8h às 17h.

Criado em 2019, por meio de emenda parlamentar do senador Omar Aziz, o QualificaSUS já ofertou cursos de formação e atualização em todos os 61 municípios do Amazonas, além da capital Manaus. Além dos cursos de formação inicial para ACS e ACE (Agentes de Combate a Endemias), também oferece especialização e mestrado para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, levando em conta a realidade de cada localidade e respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.

De acordo com a VDEIC, a formação oferecida pelo QualificaSUS aos ACS está amparada na Lei Nº. 11.350, de 05 de outubro de 2006, e na Portaria Nº. 243, de 25 de setembro de 2015, do Ministério da Saúde, que regulamentam as atividades do agente comunitário de saúde no País. De acordo com a legislação, o ACS é um ator estratégico que tem como “atribuição o exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas”.

Neste curso em parceria com a ESAP/Semsa Manaus, os conteúdos programáticos trabalhados integram o processo ensino-aprendizagem ao processo de trabalho do ACS, criando momentos de reflexão sobre: o processo de saúde-doença; a realidade dos territórios onde esses profissionais estão inseridos; os saberes que se encontram no cotidiano dos serviços; o trabalho coletivo em saúde; e as questões éticas que permeiam esses fazeres. Recentemente, a ESAP promoveu treinamento com a equipe de facilitadores que atuarão nos cursos a serem oferecidos até dezembro deste ano. Atuarão como facilitadores a fisioterapeuta Juliane Belém e o sociólogo Sully Sampaio, da Fiocruz Amazônia, juntamente com técnicos da ESAP e da Semsa-Manaus.

Atuando no QualificaSUS desde 2019, Juliane Belém explica que a expectativa é sempre positiva para o início de um novo curso, em que haverá compartilhamento de conhecimentos. “Nesse caso, o curso introdutório vai tratar sobre as funções dos agentes comunitários de saúde, o papel deles na comunidade, o trabalho em conjunto com outros profissionais da Atenção Básica, bem como as diretrizes do SUS para que adentrem os territórios em que vão ser locados com essa formação e possam fazer um trabalho de qualidade”, explica Juliane.

De acordo com a ESAP, o ACS mobiliza conhecimentos abrangentes que não estão circunscritos à saúde, envolvendo aspectos relacionados à cidadania, às políticas públicas, à organização da sociedade e aos modos de vida dos indivíduos, famílias e comunidades. Tendo como referência o artigo 2º da Portaria Nº. 243, de 25 de setembro de 2015, foram sistematizadas informações que podem contribuir no processo formativo desse profissional. Tais conhecimentos, articulados aos saberes específicos que o cotidiano do serviço apresenta, podem potencializar o trabalho dos ACS nos territórios

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos> Sully Sampaio / Arquivo

Fiocruz Amazônia realiza oficina de autoavaliação dos cursos de pós-graduação stricto sensu

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou ao longo de dois dias (8 e 9/10) a Oficina de Autoavaliação 2024 dos cursos de pós-graduação stricto sensu da instituição. Desde 2020, os cursos stricto sensu vêm fazendo reuniões de autoavaliação apoiados em convidados ou avaliadores externos ao curso/programa, buscando identificar as fortalezas e desafios, além de apresentar sugestões de aprimoramento e fomentar o debate sobre o stricto sensu, com vistas à quadrienal 2021-2024. No total, três programas – Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÂO), Doutorado em Saúde Pública (DASPAM) e Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Saúde na Amazônia (PPGVIDA) – apresentaram suas autoavaliações, com oportunidade de reflexão sobre as fortalezas e fraquezas identificadas e propostas de aprimoramento.

De acordo com a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, responsável pela coordenação da oficina, a idéia é incentivar a participação inclusiva de coordenadores dos programas, docentes e o pessoal de apoio administrativo aos programas, no processo de autoavaliação como forma de ampliar o protagonismo das partes no processo. “Estamos trazendo como novidade desta vez a participação efetiva dos alunos no processo de autoavaliação dos cursos, tendo em vista que só é possível construir uma pós-graduação forte com a participação dos três segmentos que compõem a VDEIC: docentes, discentes e o nosso corpo administrativo que está presente para se inteirar do que acontece com alunos e docentes, daí a importância dessa reunião”, explica.

A oficina foi dividida em dois períodos: o primeiro com as coordenações de cada curso/programa apresentando uma autoanálise sobre o período 2021/2024, com os indicadores de desempenho, nos moldes solicitados pela CAPES e os resultados das reuniões de autoavaliações ocorridas até o momento. Num segundo momento, a apresentação de medidas, propostas ou em andamento, para sanar os problemas já diagnosticados.

Entre as medidas propostas para sanar problemas, estão dar um retorno aos docentes sobre a avaliação das disciplinas para melhorias, aplicar questionário estruturado de avaliação da matriz curricular, com foco na carga horária, quadro de disciplinas obrigatórias e eletivas, revisão de ementas, oficina matriz curricular; acolhida aos alunos com maior detalhamento sobre a instituição e possibilidades ao aluno do PPG, oferecer curso/oficina/disciplina sobre práticas pedagógicas; rever formatação do trabalho de teses e template em word disponível no site, manter e intensificar os cursos e oficinas teóricas de publicação científica; revisão sistemática, atividades ao ar livre e de integração e rodas de conversa entre os atores do programa.

Egressa do PPGVIDA, a enfermeira Mayra Farias, dirigente da Associação dos Pós-Graduandos (APG-Fiocruz Amazônia), evidenciou como pontos de fragilidade dos programas a necessidade de reestruturação das linhas de pesquisa; assimetria na produção entre docentes e discentes; produção não vinculada aos projetos dos docentes, sobretudo aos projetos cadastrados na plataforma Sucupira; e dificuldades relativas às gestões diferentes das instituições parceiras na realização dos cursos em associação.

A coordenadora do PPGVIDA, Ani Matssura, destaca a importância da oficina de autoavaliação como instrumento balizador das atividades do programa. “O PPGVIDA chega aos seus dez anos com expectativa de melhorar a nota na próxima avaliação quadrienal da CAPES. Fazemos um trabalho de acompanhamento dos discentes, docentes, das produções, oferecendo oficinas para a escrita de trabalhos científicos, trabalhando para aperfeiçoar nosso site, ou  seja, todo um trabalho nesses quatro anos para chegar nessa meta junto ao programa, A CAPES sempre nos avaliou como um programa de alto impacto e relevância social e continuamos sendo muito procurados, estando inclusive com edital lançado com inscrições abertas e muita procura pelos candidatos”, avalia, salientando que a autoavaliação mostra onde estão os pontos fortes e onde é preciso trabalhar melhor.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Colaboradoras da Fiocruz Amazônia participam de palestra sobre prevenção ao câncer de mama

O aumento de casos de câncer de mama em mulheres com menos de 35 anos foi uma das pautas abordadas pelo médico mastologista Manoel Jesus Pinheiro, presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC), durante evento alusivo ao mês de conscientização “Outubro Rosa”, realizado pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST), em parceria com o Projeto Moetá – Comunicação e Divulgação Científica em Saúde, do Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (IPCCB), ambos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia).

Na oportunidade, o médico proferiu a palestra “Conhecimento, Prevenção e Vida”. Entre diversos assuntos abordados, Jesus Pinheiro destacou a importância do autoexame para o diagnóstico precoce da doença, entretanto, frisou que o procedimento não substitui o exame realizado por um profissional de saúde treinado, bem como o exame de mamografia, uma radiologia das mamas, onde é possível visualizar pequenas alterações que permitem descobrir o câncer de mama em fase inicial.

Para Jesus, o conhecimento e a educação são ferramentas de extrema importância para o processo de descoberta da doença e tratamento. “A solicitação que fazemos para a sociedade, e os meios de comunicação, é que outubro rosa e novembro azul passem a acontecer o ano inteiro, com programas educativos e informativos, com a disponibilidade do serviço público para atender essas pessoas que depois dessas aulas, palestras e discussões, chamam a atenção para os sinais e começam a procurar. A sociedade, mas especialmente a família é responsável também por orientar os seus filhos e netos, para fazer os programas de prevenção, tomar sua vacinação, reconhecendo que o câncer existe e, compreendendo que a única forma de evitar mutilações, diminuir o custo dos tratamentos é através da educação, possibilitando o diagnóstico mais precoce possível”, explica.

O palestrante esclareceu dúvidas e pontuou aspectos e fatores de risco: ser mulher (99% dos casos de câncer de mama aparecem em mulheres); ter 50 anos ou mais aumenta o risco; ter tido o início da menstruação antes dos 12 anos; ter entrado na menopausa após os 55 anos; possuir histórico familiar de câncer; primeira gravidez após os 30 anos ou não ter filhos; ter feito radioterapia na região do tórax para tratamento de outro tipo de câncer durante a adolescência.

Durante a palestra, Manoel Jesus Pinheiro explicou que, dependendo do estilo de vida de cada pessoa, é possível diminuir os riscos de ter câncer de mama como: procurar manter o peso saudável; praticar exercícios físicos todos os dias ou sempre que conseguir; incluir frutas, verduras, grãos integrais e cereais em sua dieta; estimular a amamentação; cuidar da saúde física e emocional; evitar o consumo de álcool e cigarros, evitar o uso de hormônios na menopausa por mais de cinco anos; realizar o exame clínico das mamas e, os exames preventivos como a mamografia.

Para a coordenadora do Projeto Moetá, Rita Bacuri, além do trabalho de popularização feito juntamente ao público externo, é de suma relevância a realização destas atividades no âmbito institucional. “Eu acho importante que façamos essas ações aqui, pois a Fiocruz já faz fora. Nós temos projetos que fazem a popularização da ciência, levando informações para toda a sociedade, nas escolas, na comunidade, possibilitando um trabalho de prevenção. É importante que nos voltemos aqui para nossa casa, e façamos sempre essa conscientização com os nossos servidores e colaboradores que estão aqui todos os dias”, destaca.

A chefe do Serviço de Gestão do Trabalho e do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust), Luciene Pereira de Araújo, avaliou o evento de forma positiva. “Acho muito importante realizarmos esse tipo de evento, trazendo especialistas para dentro da nossa instituição, oportunizando aos nossos trabalhadores o esclarecimento de dúvidas, acesso às informações com relação ao diagnóstico precoce do câncer, tanto para o homem como para a mulher”, disse.

RELATO DE CASO

Durante a palestra, a ativista Brenda Graziela Sousa de Oliveira, compartilhou com o público presente sua experiência, desde que foi diagnosticada com câncer de mama triplo negativo, em estágio avançado. “Em fevereiro de 2020, senti um nódulo no meu seio, voltando do trabalho. Sempre fazia acompanhamento, porque a minha mãe tinha tido câncer de mama nos dois seios. Assim, logo busquei uma clínica para fazer um ultrassom. O médico só quis me receitar uma medicação, achava que eu era muito jovem para me preocupar. Mesmo com o remédio, a dor não passou e, como não senti firmeza no profissional que havia me atendido, marquei com o mastologista da minha mãe. Fiz uma biopsia e deu inconclusivo. Com a macrobiópsia, fui diagnosticada com câncer de mama triplo negativo, em estágio avançado”, conta.

Em agosto de 2020, aos 24 anos de idade, Brenda fez 16 sessões de quimioterapia na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon). Quando terminou o tratamento, no fim do ano, marcou a mastectomia para fevereiro de 2021. Porém, em janeiro, uma nova onda de internações levou o estado do Amazonas a um colapso do sistema de saúde e à falta de oxigênio. Por conta do alto risco à população, os hospitais de Manaus passaram a se dedicar exclusivamente aos pacientes infectados com Covid-19.

Brenda foi uma das 22 pacientes de Manaus de câncer de mama encaminhadas a outros estados. “Eu já não tinha mais nenhuma previsão de quando faria a mastectomia e eu precisava fazê-la até o dia 9 de fevereiro, se não precisaria refazer o ciclo de quimioterapia novamente”, narra.

Hoje, ela tem dado palestras sobre o cuidado e acompanhamento do câncer de mama, enfatizando em suas apresentações, que esta é uma doença que não tem idade.

RECONHEÇA OS SINAIS

Segundo o especialista, é importante estar alerta aos sinais, no intuito de realizar um diagnóstico precoce. Algumas dessas alterações estão relacionadas a descamação no mamilo, mudança de cor, secreção, mudança no tamanho, inversão do mamilo, caroços, mudança no formato e vermelhidão. Mulheres que possuem histórico pessoal ou familiar de câncer de mama ou ovário, devem realizar os exames clínicos e de mamografia uma vez por ano.

SOBRE A LACC

Uma das ONGs mais antigas do Amazonas, a Liga Amazonense Contra o Câncer (LACC), ajuda as pessoas que estão em tratamento contra o câncer na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), em Manaus. A Liga atua na entrega de alimentos, transporte, roupas, perucas e atendimento psicológico.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre ramo da Estatística denominado Análise de Sobrevivência

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 11/10, às 10h, a palestra intitulada “Análise de Sobrevivência: Conceitos e Aplicações”, a ser ministrada pelo professor-doutor em Estatística da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Jeremias da Silva Leão. A Análise de Sobrevivência é um ramo da Estatística dedicado ao estudo do tempo até que um evento específico ocorra, como a morte de um indivíduo ou organismo, a falha de um componente ou sistema, ou o tempo até a primeira recorrência ou reinfecção.

O evento será transmitido via plataforma Zoom, pelo link https://us06web.zoom.us/j/86376821256?pwd=MVztNtERTvmDp5TxABsmAgB8mNZtWy.1 (ID863 7682 1256) e terá como moderador o epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Douglas Yamall Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Graduado em Estatística pela Universidade Federal do Ceará (2003-2007), Jeremias Jeremias Leão possui mestrado em Estatística pela Universidade Federal de Pernambuco (2008-2010) e doutorado em Estatística pela Universidade Federal de São Carlos/Universidade de São Paulo (2014-2017). Em 2010, ingressou como docente no magistério superior na Universidade Federal do Piauí ficando nesta instituição até setembro de 2015 quando foi redistribuído para a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde atualmente é professor Adjunto IV do Departamento de Estatística e Pesquisador do Grupo de Bioestatística da UFAM.

O palestrante explica o campo da Análise de Sobrevivência também considera a inclusão de censuras nos dados, que são observações incompletas onde o evento de interesse não foi observado até o final do estudo. Inicialmente, as técnicas empregadas incluem métodos não-paramétricos, como o estimador de Kaplan-Meier para a construção da curva de sobrevivência. Quando se inclui uma variável qualitativa com pelo menos duas categorias, utiliza-se o teste de logrank para comparar as diferenças entre as curvas de sobrevivência provenientes de cada categoria da variável qualitativa.

Jeremias é também pesquisador dos Grupos de Análise de Sobrevivência e Confiabilidade da UFSCar e Modelagem Estatística e Probabilidade da UFCG. Desde 2017, é membro permanente do Programa de Doutorado em Matemática (PDM) em Associação Ampla UFPA/UFAM e do Programa de Pós-Graduação em Matemática (PPGM) da UFAM. Foi coordenador do PPGM-UFAM e PDM-UFPA-UFAM. de 2019 a 2022. Em 2022 passou a integrar a Academia Brasileira de Ciências (ABC) como Membro Afiliado, na área de Ciências Matemáticas representando a Regional Norte.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza atividades na capital e interior durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT)

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazõnia) realiza uma série de atividades, entre os dias 14 e 18/10, para promover divulgação científica e popularização da Ciência por meio de rodas de conversas, palestras, exposições e oficinas que abordarão temas ligados à temática da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), em todo o País. O tema este ano será “O Bioma Amazônico e a Mudança Climática”. A Fiocruz participa anualmente da iniciativa, buscando sempre ampliar o alcance das suas atividades, junto às escolas da rede pública e parceiros na capital e interior. Este ano, o ILMD/Fiocruz Amazônia estará presente no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), do Manauara Shopping, em Manaus, na Escola Estadual de Tempo Integral Presidente Figueiredo, no município de Presidente Figueiredo, e no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica do Amazonas (IFAM), Campus Tabatinga, no Alto Solimões.

As ações integram o Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas (POP CT7I), edital 003/2024, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). “O objetivo é receber ou ir até alunos de escolas da rede pública de Manaus e interior, como atividades variadas para falar de diferentes temas como vacinação, saneamento básico, ações de ciência e tecnologia realizadas pela Fiocruz Amazônia para nossa população, exposições interativas mostrando insetos e microrganismos, além dos trabalhos sociais desenvolvidos com os povos originários e população ribeirinha, característicos da nossa região, nos territórios em que trabalhamos”, explica a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. Em Tabatinga, as atividades acontecerão nos dias 14. 15 e 16/10; em Presidente Figueiredo, dia 17/10, e no Espaço Ecam, nos dias 17 e 18/10. “Todos juntos na árdua tarefa de defender a Ciência e promover sua popularização”, ressaltou a diretora.

No IFAM -Campus Tabatinga, as atividades serão realizadas para os estudantes dos cursos do Ensino Técnico Integrado. A instituição possui aproximadamente 430 alunos matriculados nos quatro cursos técnicos, vinculados ao Ensino Médio oferecidos pela instituição (Meio Ambiente, Informática, Administração e Agropecuária). Serão realizadas mostras de vídeos e podcast DigiCiência e OuvirCiência; rodas de conversa “Meninas e Mulheres na Ciência”, sobre o tema “Biomedicina: da pesquisa à comunidade, “Educação ambiental e Doenças de Veiculação Hídrica”, “Importância da qualidade da água”, “Importância da lavagem das mãos”, “Saúde Indígena: Vigilância alimentar e nutricional”. As atividades acontecerão das 9h às 11h e das 13h às 15h.

Na Escola Estadual Presidente Figueiredo, serão exibidas também as mostras de vídeos e podcasts DigiCiências e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e OuvirCiência, as rodas de conversa sobre Meninas e Mulheres na Ciência, Explorando o Mundo Invisível, Farmacêutico por um Dia, Estudos com HIV e Tapetão dos ODS e a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. No Espaço ECAM, em dois horários, das 10h às 12h e das 13h às 17h, os alunos de escolas públicas convidadas poderão conferir as exposições “Metamorfose dos insetos”, “Aventura Molecular” e “Estações Disseminadoras de Larvicidas”, além da mostra de vídeos do DigiCiência e OuvirCiência e o Tapetão das ODS e a Obsma. O Espaço Eccam fica localizado no piso Açaí, do Manauara Shopping.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399