COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Pesquisador da Fiocruz Amazônia ministra aula inaugural do PPG em Saúde Coletiva e ativa campo do Vigifeminicídio na Universidade Federal do Acre

Com o tema “Desafios das arboviroses na Amazônia e suas Interfaces com a saúde coletiva”, o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, ministrou, na última terça-feira, 11/02, a aula inaugural do curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco. Em conjunto com docentes e representantes da coordenação do PPGSC-UFAC, o pesquisador aproveitou também para ativar o campo da Estratégia Vigifemicídio, na UFAC, objetivando fortalecer a rede de monitoramento da violência letal contra as mulheres na Amazônia Ocidental. A rede já conta com campos em Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ) e prevê a inserção de Boa Vista (RR).

“Iniciamos a discussão e o planejamento para a consolidação da estratégia Vigifemicídio em mais uma capital da Amazônia por entendermos que quanto mais corpo tiver a rede de monitoramento da violência letal contra as mulheres maiores serão as chances de contribuir para a interação com órgãos de controle, atores da segurança pública, movimentos sociais e serviços de saúde na região, além de semear o trabalho em rede entre pares na Amazônia Ocidental”, explicou Orellana, que integra o Grupo de Trabalho do Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde (PI) da Fiocruz, do qual participam representantes de diversas unidades da Fundação.

Da reunião, participaram a vice-coordenadora do PPGSC-UFAC, a professora-doutora Danuzia da Silva Rocha, e as também docentes do PPGSC-UFAC, Andréa Ramos da Silva Bessa e Rozilaine Redi Lago, bem como discentes. O Programa Institucional de Articulação Intersetorial Violência e Saúde (PI) foi constituído por meio da Portaria 260/2017, da presidência da Fiocruz, em fevereiro de 2017, com a finalidade de ampliar e articular a reflexão e as ações sobre violência e saúde entre as diversas unidades da Fiocruz, promovendo o tema, mapeando demandas, ações e pautas de diferentes unidades e instituições parceiras.

ARBOVIROSES

Durante a aula inaugural, o epidemiologista fez um apanhado histórico e contextualizado das principais arboviroses com registros compulsórios no País – Dengue, Zika, Chikungunya, e as febres amarela, oropouche e mayaro – abordando aspectos como o das características de cada patologia, número de casos prováveis, óbitos em investigação, coeficiente de incidência e letalidade de casos prováveis e graves, bem como as especificidades das medidas de enfrentamento das arboviroses na Amazônia e a relação com a crise climática vivida na atualidade.

A aula teve 90 minutos de duração, com espaço para discussões e a participação ativa dos doutorandos e docentes do PPGSC-UFAC presentes na atividade. “É sempre importante promovermos essa troca de conhecimentos e saberes, especialmente com a próxima geração de doutores em saúde coletiva da Amazônia brasileira, pois os desafios à saúde coletiva e ao SUS são permanentes e precisam ser gerenciados por quem conhece a região, sua gente e suas peculiaridades”, destaca Orellana.

PERFIL

Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal de Rondônia, mestre em Saúde Pública pela Fiocruz e Doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel-RS), Jesem Orellana é pesquisador na Fiocruz e docente permanente do Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA. Colabora em projetos sobre mudanças climáticas na Amazônia e sua relação com aspectos sanitários, junto a Universidade de Lancaster (Reino Unido). Ele coordena o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da Fiocruz Amazônia, e é membro do colegiado que coordena a Comissão de Epidemiologia da ABRASCO, bem como de Grupos de Trabalho no campo da violência, meio ambiente e mudanças climáticas da Fiocruz. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia populacional, saúde e ambiente, processos endêmico-epidêmicos, Covid-19, saúde mental, violência urbana e doméstica, saúde da criança e da mulher.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação

Fiocruz Amazônia divulga 1ª Republicação da Chamada Pública referente ao Mestrado do PPGBIO-Interação 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 12/02, a 1ª Republicação da Chamada Pública Nº 010/2024, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). A republicação apresenta alterações no Quadro 1 – Cronograma da Matrícula Institucional, observando os dias e documentos necessários especificados na chamada publicada.

O prazo para matrículas será de 21 a 27/02/2025. As demais etapas para o ingresso ao Curso de Mestrado são: Análise dos documentos dos candidatos pela Secretaria Acadêmica (28/02 e 06/03/2025); convocação de candidatos suplentes para matrícula (07/03/2025); análise dos documentos dos candidatos suplentes (07/03/2025); e publicação da lista de matriculados (07/03/2025). As aulas terão início em março de 2025.

Acesse AQUI a republicação.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia divulga 1ª Republicação da Chamada Pública referente ao Doutorado do PPGBIO-Interação 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 12/02, a 1ª Republicação da Chamada Pública Nº 011/2024, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). A republicação apresenta alterações no Quadro 1 – Cronograma da Matrícula Institucional, observando os dias e documentos necessários especificados na chamada publicada no endereço eletrônico https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031.

O prazo para matrículas será de 21 a 27/02/2025. As demais etapas para o ingresso ao Curso de Doutorado são: Análise dos documentos dos candidatos pela Secretaria Acadêmcia (28/02 e 06/03/2025); Convocação de candidatos suplentes para matrícula (07/03/2025); Análise dos documentos dos candidatos suplentes (07/03/2025); Publicação da lista de matriculados (07/03/2025).

Acesse AQUI a republicação

O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. As aulas terão início em março de 2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júliio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Pesquisadoras da Fiocruz Amazônia recebem homenagem da Fapeam nas áreas de Ciências Biológicas e Ciências Exatas

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, foi uma das seis pesquisadoras que receberam na tarde da última terça-feira, 11/02, a Menção Honrosa Mulheres que Brilham na Ciência no Amazonas, concedida pelo Movimento Mulheres e Meninas na Ciência da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A homenagem ocorreu no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência em reconhecimento às mulheres pesquisadoras em atuação no Amazonas com maior número de projetos fomentados pela Fapeam entre 2019 e 2024. Doutora em Genética e Biologia Molecular, Stefanie recebeu a Menção Honrosa na categoria Ciências Biológicas das mãos da diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales.

A homenagem “Mulheres que Brilham na Ciência no Amazonas” também laureou a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Priscila Ferreira Aquino, que não compareceu a solenidade por motivos de força maior. Doutora em Bioquimica, Priscila integra o Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS). O objetivo da Fapeam é reconhecer publicamente o trabalho desenvolvido por cientistas mulheres que atuam em instituições de ensino e pesquisa do estado, por sua destacada trajetória profissional e contribuição para a área da CT&I no Amazonas. Falando em nome da Fiocruz Amazônia, Stefanie agradeceu o reconhecimento e destacou a importância da iniciativa da Fapeam como um incentivo para que cada vez mais mulheres venham ocupar espaço na área de Ciência, Tecnologia & Inovação no Estado.

Junto com Stefanie Lopes e Priscila Aquino, foram homenageadas Jacqueline de Almeida Gonçalves Sanchett e Gimima Beatriz Melo da Silva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Flávia Kelly Siqueira de Souza e Angsula Ghosh, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); e Amanda Ramos Mustafa, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar. “Hoje me sinto orgulhosa quando escuto de alguém que sou motivo de inspiração e o incentivo da Fapeam para que cada vez mais jovens possam galgar esses espaços é fundamental. Mulheres diversas e de todos os lugares porque a diversidade é essencial para o pensar e o fazer”, observou Stefanie, destacando a importância dos editais para mulheres da Fapeam, ainda mais para uma região desigual e que necessita de um olhar diferenciado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa (com informações da Assessoria de Comunicação da Fapeam)

Fotos: Ayrton Lopes/Fapeam e Arquivo / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia inicia matrícula dos classificados ao Doutorado do PPGBIO-Interação para ingresso na turma do 1º semestre de 2025

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazõnia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), convoca os candidados classificados no Processo Seletivo 2024 para o Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PGBIO-Interação) a realizarem a efetivação da matrícula institucional para ingresso no curso no primeiro semestre de 2025. Os candidatos devem apresentar a documentação necessária, a partir do dia 21/02, observando os dias e documentos necessários especificados na Chamada Pública 011/2024, publicada em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031. As matrículas serão efetivadas até o dia 24/02.

As etapas seguintes serão: análise dos documentos dos candidatos (25 a 26/02/2025); convocação de candidatos suplentes para matrícula (27/02/2025); análise dos documentos dos candidatos suplentes (27/02/2025); e publicação da lista de matriculados (27/02/2025). As aulas terão início no dia 18/03/2025.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) está vinculado ao Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Unidade Técnico Científica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) em Manaus, Amazonas, Brasil. É um curso para formação de Mestres e Doutores na área de Ciências Biológicas III, que está credenciado na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) com conceito 4, com enfoque principal na subárea de Parasitologia.

O PPGBIO-Interação tem como objetivo contribuir na formação de pesquisadores qualificados para a investigação das interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas das endemias de alta relevância no cenário amazônico. Outro propósito do Programa é promover o incremento da produção acadêmica e o desenvolvimento científico e tecnológico regional, além de contribuir para a diminuição das desigualdades regionais quanto à capacitação dos recursos humanos da região.

O Programa possui uma única área de concentração, Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, que englobam duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre ou Doutor em Ciências e espera-se que os egressos do Programa sejam capazes de atuar na pesquisa e docência, com ênfase na produção de conhecimentos baseados em biologia parasitária, na elaboração de perfis epidemiológicos e diagnósticos de situações de saúde que contribuam para o controle de agentes e vetores de endemias de interesse sanitário.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia deverá ter participação ampliada na nova etapa do Programa VigiFronteiras Brasil

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deverá ter participação ampliada na próxima turma do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil 2), da Fundação Oswaldo Cruz, com a inserção de novos programas de pós-graduação no consórcio que integra a iniciativa, realizada em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A coordenadora Geral de Educação da Fiocruz e coordenadora do VigiFronteiras Brasil, Eduarda Cesse, juntamente com a coordenadora acadêmica, Andréa Sobral, e a coordenadora de gestão do programa, Adelia Araújo, reuniram-se na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, no último dia 5 de fevereiro, com representantes da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, e a Diretora Stefanie Lopes, para articular a ampliação da participação e consolidar a unidade como um polo do Programa VigiFronteiras Brasil 2. A primeira turma, que ainda está em curso, contou com alunos do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), com 13 formados.

Para a segunda turma do VigiFronteiras deverão ser incorporados dois novos programas do ILMD/Fiocruz Amazônia: o Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e o Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM). A coordenadora geral do VigiFronteiras, Eduarda Cesse, ressalta a importância da participação da Fiocruz Amazônia, como Unidade Polo do programa.

“A Fiocruz Amazônia é estratégica pela sua posição geográfica, pela qualidade de seus programas e pela experiência e capacidade dos seus pesquisadores em formar recursos humanos para o SUS na região e nas áreas de fronteira, a exemplo do que já faz ao longo de sua história e do que têm formado na primeira turma do VigiFronteiras, que com certeza vai se repetir o VigiFronteiras 2”, afirma Eduarda Cesse, reforçando a importância da incorporação de novos programas de pós-graduação da região amazônica. Na ocasião, ela destacou o empenho da Fiocruz Amazônia no Vigifronteiras 1. “Agradecemos o comprometimento de diversos docentes e da unidade como um todo com programa. Tivemos diversos casos de sucesso, de mestrandos formados que até ganharam prêmios, o que só reforça a qualidade do nosso programa e é um termômetro de que estamos no caminho certo”, salientou.

O consórcio de programas de pós-graduação que formam o Programa VigiFronteiras-Brasil conta também com os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul. Outras informações sobre programa no site formacaovigisaude.fiocruz.br e no seu perfil nas mídias sociais @formacaovigisaudefiocruz.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os aprovados no processo seletivo para ingresso no Mestrado do PPGBIO-Interação em 2025  

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), convoca para matrícula institucional os candidatos classificados no Processo Seletivo 2024, referente à Chamada Pública 010/2024, para ingresso no Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), turma do primeiro semestre de 2025.  A matrícula acontece entre os dias 21 e 24 de fevereiro de 2025, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, na Rua Teresina, 476, Adrianópolis.

Para ingresso no curso, os candidatos deverão se apresentar para efetivação da Matrícula Institucional, observando dias e documentos necessários especificados nesta Chamada, publicada no endereço eletrônico https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia apresenta projetos para melhoria da Atenção Básica na Amazônia

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou a apresentação de dois projetos financiados pelo Ministério da Saúde, denominados “Começo Meio Começo” e “Diagnóstico das Unidades Básicas de Saúde na Amazônia Legal e Pantanal”, durante o Encontro Nacional da Estratégia Saúde da Família Ribeirinha, promovido pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira, 5/02, no Auditório Belarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM). Os dois projetos, desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia e parceiros institucionais, têm em comum a finalidade de promover a melhoria da qualidade da assistência básica à saúde, para as populações do campo, floresta e das águas, atuando na capacitação dos trabalhadores em saúde de oito estados da Amazônia e no diagnóstico situacional de Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF) em funcionamento na região, como equipamentos efetivos de assistência e cuidado com a saúde de populações ribeirinhas.

As duas pesquisas são executadas pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), com apoio do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (Sagespi), do ILMD/Fiocruz Amazônia, tendo como parceiros institucionais a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Os estudos estão sendo viabilizados por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado com o Ministério da Saúde, através da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, e visam o fortalecimento das políticas de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas e da estratégia de Atenção Primária à Saúde Fluvial no Brasil.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, que participou do encontro na ALEAM, na parte da tarde, após visitar comunidades ribeirinhas e duas UBS fluviais no Baixo e Alto Rio Negro, assinou portaria que amplia a destinação de recursos do Governo Federal para garantir melhoria das condições de assistência à saúde aos municípios da região amazônica. A medida possibilitará contratação de mais profissionais para as equipes da Atenção Primária, custeio de veículos terrestres e aquáticos que facilitem o deslocamento nas comunidades, implantação de novas equipes e qualificação do trabalho realizado junto à população. Atualmente, são 311 equipes de saúde ribeirinha em atuação em 86 municípios.

Apresentada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, a pesquisa “Diagnóstico das Unidades Básicas de Saúde na Amazônia Legal e Pantanal” terá dois anos de duração (podendo ser prorrogada), com expedições que irão avaliar as condições de funcionamento de 43 UBSFs nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. O anúncio foi feito com a participação da vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, e dos pesquisadores Fernando Herkrath e Amândia Braga, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI). O estudo conta com a parceria da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz.

Rodrigo Tobias explicou que as expedições da pesquisa começam a partir deste primeiro semestre e serão executadas por representantes do MS, Fiocruz e os parceiros institucionais. As rotas serão estabelecidas de acordo com as demandas logísticas. Criada há 12 anos, a estratégia de Atenção Primária à Saúde fluvial só existe no Brasil. A pesquisa irá levantar quais as ações desenvolvidas pelas equipes de gestão de 43 UBSFs, de um total de 96 cadastradas pelo MS. “Esse indicador é essencial para se compreender as condições de financiamento dessa estratégia de Saúde Básica – bem como identificar oportunidades e desafios, incluindo aspectos como a sazonalidade dos rios, navegabilidade e a fixação dos profissionais de saúde, levando-se em conta sempre a garantia ao direito universal à saúde em contextos tão desafiadores”, explica o pesquisador do Lahpsa, Rodrigo Tobias.

A partir do diagnóstico, o Ministério da Saúde poderá subsidiar ações como reativação de embarcações, ampliação da oferta do serviço e a qualificação das equipes de Saúde da Família que atuam nessas unidades. “A Política Nacional de Atenção Básica reconhece a singularidade dos territórios amazônicos e, por meio das UBS fluviais, busca levar serviços de saúde diretamente a populações ribeirinhas, provendo atendimento médico, ambulatorial, odontológico, saúde da mulher, exames laboratoriais, vacinação e ações de educação em saúde, no entanto sabemos que a efetividade desse modelo depende de um planejamento logístico e metodológico robusto capaz de superar os desafios geográficos, climáticos e estruturais da região”, afirma a coordenadora de Acesso e Equidade da Coordenação Geral de Saúde da Família e Comunidade, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do MS, Lilian Gonçalves.

No último mês de dezembro, ocorreu a 1ª Oficina de Planejamento do projeto na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus. O evento reuniu representantes das instituições envolvidas para avaliar e construir um plano integrado abrangendo planejamento logístico operacional e científico metodológico para o início oficial ao trabalho. “O objetivo do diagnóstico será o de promover uma avaliação dos serviços prestados, da efetividade desse serviço, dos custos envolvidos para garantir o acesso aos serviços de Atenção Primária à Saúde para as populações ribeirinhas, tudo isso à luz do território líquido e suas sazonalidades e, claro, observando quanto as UBS fluviais têm garantido o acesso a serviços de saúde para populações ribeirinhas em períodos de cheia e seca”, salienta Rodrigo Tobias.

A diretora da Fiocruz Amazonia, Stefanie Lopes, enfatiza a importância da parceria entre as instituições responsáveis pela execução. “É sempre uma oportunidade ser uma instituição que está coordenando um projeto desenvolvido na região amazônica e agradecer a confiança de estar à frente desse TED, sem deixar de reconhecer que o trabalho não se faz sozinho. As instituições que vão participar do projeto têm uma relevância fundamental na promoção desse diagnostico, que é estratégico para a construção de uma política pública que amplie o acesso à Atenção Primaria em Saúde para todos os grupos sociais que vivem na floresta”, ressalta.

NAVEGABILIDADE

No diagnóstico, serão observadas também as condições de navegabilidade das calhas dos rios. “Alguns projetos de embarcação, por exemplo, precisarão ser adaptados. A ideia é que as UBSFs se adequem aos níveis dos cursos dos rios, garantindo também que elas tenham estruturas de sustentabilidade, como placas solares e internet em tempo correto, como forma de superar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e os períodos de seca extrema vivenciados na Amazônia”, afirma Tobias, salientando que será a primeira avaliação do serviço das UBS Fluviais doze anos após a criação dessa estratégia de atenção à saúde. Para o pesquisador, tão importante quanto realizar o diagnóstico é também divulgar uma estratégia de oferta de serviços de saúde na perspectiva da equidade, que pode ser implantada nas regiões de florestas tropicais do mundo inteiro.

CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

O Projeto de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, batizado de Começo Meio e Começo, é fruto de parceria entre o Ministério da Saúde, Fiocruz Amazônia e Rede Unida. O projeto pretende beneficiar até 3,5 mil profissionais de Saúde Primária em municípios de oito estados da Amazônia Legal, representando um importante passo para a execução da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas, criada em 2011. A primeira formação do projeto foi realizada em junho do ano passado, com a participação de um total de 69 pessoas, sendo 31 facilitadores, oito articuladores, seis coordenadores e quatro conteudistas, dos Estados do Pará, Amapá, Maranhão, Acre e Amazonas, além de convidados de secretárias estaduais e municipais, Cosems-PA, Cosems-AC, Cosems-AM e Ministério da Saúde. O projeto foi apresentado pelo pesquisador em Saúde Pública, Júlio César Schweickardt, responsável pela coordenação. Nos próximas dias 10, 11 e 12/02, acontece, em Manaus, o 3º Encontro de Educação Parmanente para Facilitadores e, em seguida, a primeira formação presencial com os cursistas na cidade de Palmas (TO), nos dias 13, 14 e 15/02.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello / Especial para a Fiocruz Amazônia

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399