COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399
Fiocruz Amazônia divulga 2ª Republicação da Chamada Pública referente ao Doutorado do PPGBIO-Interação 2025
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 25/02, a 2ª Republicação da Chamada Pública Nº 003/2025, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). A republicação apresenta alterações na alínea IX do item 1.4 – Documentos exigidos na matrícula (Termo de Compromisso de Matrícula).
Acesse AQUI a republicação
O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. As aulas terão início em março de 2025.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia recebe equipe de Privacidade e Proteção de Dados da Fiocruz para tratar sobre a adequação da unidade à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu durante dois dias, 20 e 21/02, integrantes da equipe de Privacidade e Proteção de Dados (PPD) da Fundação Oswaldo Cruz, responsável pela implementação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) nas unidades da Fiocruz em todo o País. A LGPD é a lei brasileira que controla a privacidade e o uso/tratamento de dados pessoais, e que também altera os artigos 7º e 16º do Marco Civil da Internet.
Dentre as principais novidades, está a obrigação de os órgãos e os agentes públicos que lidam com dados pessoais informarem claramente aos cidadãos a finalidade da coleta de seus dados, limitando o uso dessas informações ao propósito específico declarado. Assim, os cidadãos passam a ter acesso aos seus dados, correção de informações incorretas, exclusão de dados desnecessários e portabilidade. Por sua vez, os órgãos e agentes que lidam com dados devem manter registros detalhados das operações de tratamento desses dados, incluindo a base legal e as medidas de segurança adotadas.
Em caso de descumprimento da LGPD, órgãos e agentes públicos estão sujeitos a sanções administrativas, como advertências, multas e até a suspensão das atividades de tratamento de dados. Como se pode presumir, a LGPD impacta a rotina da Fiocruz e seus trabalhadores ao exigir maior rigor no tratamento de dados pessoais, sejam eles de usuários, pesquisadores, colaboradores ou cidadãos envolvidos em estudos e demais atividades administrativas.
No intuito de contribuir para uma melhor compreensão sobre os impactos da LGPD nas rotinas de trabalho da instituição, a visita da equipe ao ILMD contou com a participação da encarregada titular de Dados, Laiza Daniele Nunes de Assumpção, do pesquisador Rodrigo Murtinho, do analista de Privacidade e Proteção de Dados, Carlos Henrique Soares Carvalho, da bolsista Erika Sayume; a tecnologista Ângela Volpini, e do analista jurídico Rafael Barboza.
No primeiro dia, a programação incluiu reunião com a diretoria da unidade e a realização de um seminário geral com o tema “Oportunidades e Desafios no Processo de Adequação da Fiocruz à LGPD”, voltado para toda a comunidade (servidores, terceirizados, bolsistas, alunos e colaboradores). Na sequência, uma roda de conversa com os servidores e pesquisadores em Saúde Pública da instituição permitiu um intercâmbio de experiências vivenciadas em outras unidades.
Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o contato com a equipe permitiu uma rica troca de conhecimentos acerca da legislação. “Recebemos esclarecimentos importantes sobre o que deve ser feito para o devido cumprimento da lei por parte dos pesquisadores, alunos e setores da gestão, no que se refere às pesquisas com pessoas e compartilhamento de dados”, destacou.
Laiza Assumpção observa que o encontro foi uma oportunidade de conhecer a unidade e apresentar as atividades de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que estão sendo desenvolvidas pela PPD nas Unidades Regionais. “Mostramos o que já está sendo feito nos campi da Fiocruz em relação ao processo de adequação, quais são as perspectivas e o que precisamos fazer daqui pra frente”, explica.
No segundo dia, foram realizadas rodas de conversa, separadas, com as áreas de Ensino (reunindo coordenadores de programas de pós-graduação), Gestão e Pesquisa. De acordo com a encarregada titular de Dados da Fiocruz, com os setores da Gestão, foi possível destacar a importância da necessidade de adoção de medidas de cuidado que já podem ser implementadas nas rotinas de trabalho da unidade. “Até a aquisição de um sistema de monitoramento de gestão de dados, mostramos o que podemos fazer com as ferramentas de trabalho em setores como compras, infraestrutura, gestão de projetos, entre outros”, explicou.
Com alunos e pesquisadores, o diálogo girou em torno dos procedimentos a serem adotados no sentido de aprimorar a produção e a segurança de dados dos trabalhos de pesquisa. “Como abordar os participantes da pesquisa, como cuidar dos dados do aluno e a propriedade intelectual e institucional da Fiocruz sobre esses dados foram algumas das questões discutidas, além da importância dos termos de consentimento, sigilo e compartilhamento no processo de produção da pesquisa”, ressaltou, acrescentando que foi uma oportunidade também para responder perguntas da vida prática.
A Equipe de Privacidade e Proteção de Dados é ligada à Diretoria Executiva/Presidência e vem realizando visitas técnicas às unidades regionais da Fiocruz no País. O ILMD/Fiocruz Amazônia é a quarta regional visitada. A equipe esteve antes nas unidades do Ceará, Minas Gerais e Pernambuco. Daqui, seguirá para Bahia, Distrito Federal e Paraná.
Analista de PPD lotado na Fiocruz Amazônia, Carlos Carvalho salienta que a LGPD garante que dados pessoais sejam utilizados de maneira transparente para fins legítimos, preservando os direitos dos cidadãos. “A Fiocruz deverá observar essas normas em todas as suas atividades institucionais que envolvam coleta e tratamento de dados pessoais, incluindo pesquisa, ensino, assistência, serviços, produção e inovação, comunicação, informação e gestão”, reforça.
SEMINÁRIO
A Equipe de PPD aproveitou a oportunidade para divulgar a realização do 1º Seminário de Privacidade e Proteção de Dados, da Fiocruz, que deverá acontecer no próximo mês de agosto, no Rio de Janeiro, com a participação de autoridades governamentais e pesquisadores que se dedicam ao estudo acadêmico do tema, visando reunir o maior número possível de contribuições para o processo de consolidação da LGPD na instituição. “Mais informações sobre o evento serão divulgadas na página da LGPD no Portal da Fiocruz, que é um importante canal de comunicação e fonte de informações sobre o tratamento de dados na Fiocruz”, recomendou Laiza Assunção. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: lgpd@fiocruz.br. Para as demais solicitações, você pode usar os canais de atendimento Fala.BR.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia realiza acolhida aos alunos bolsistas de Iniciação Científica 2025
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, no último dia 20/02, a acolhida aos novos alunos do Programa de Iniciação Científica da unidade, que este ano conta com 46 estudantes da graduação de nível superior, que terão a oportunidade de desenvolver projetos científicos sob orientação dos pesquisadores-doutores vinculados a laboratórios de pesquisa da unidade. O programa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com pagamento de bolsas de Iniciação Científica aos participantes. Nas boas-vindas dadas aos novos bolsistas, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e o coordenador do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, juntamente com os pesquisadores em Saúde Pública Felipe Arley Pessoa, Claudia Maria Ríos Velasques, Keillen Monick Martins Campos, do LaboratórioEcologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), e Fabiane Vinente, do Laboratório de História e Políticas de Saúde da Amazônia (LAHPSA), destacaram a importância do programa como um primeiro passo para uma possível carreira científica.
Os alunos puderam acompanhar também o evento de boas-vindas que acontecia simultaneamente no Rio de Janeiro – com transmissão para as unidades da Fiocruz em todo o País – promovido pela coordenação geral do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), da Fundação Oswaldo Cruz. “Os alunos conheceram um pouco mais sobre o programa de iniciação científica, seu histórico desde a criação até a evolução da quantidade de bolsas que são fornecidas pelas agências e instituições de fomento à pesquisa e o impacto na formação de futuros profissionais na área da Ciência”, explicou Yury Chaves.
Na acolhida em Manaus, os alunos puderam se apresentar e falar um pouco das expectativas em relação ao programa e aos laboratórios de pesquisa aos quais estarão vinculados, além de tomar conhecimento acerca das questões burocráticas, como crachás, seguro, direitos e deveres dos alunos, canais de comunicação, e a importância da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) e as expectativas em torno do desenvolvimento do evento, que conta com premiações e dá bastante visibilidade aos melhores trabalhos apresentados. “Aproveitem a oportunidade da Iniciação Científica para apresentar-se como futuros profissionais formados, que desejam trabalhar com pesquisa, e a visibilidade que a IC dá no futuro após a graduação. Aqueles que se destacam vão ganhando habilidades e consideramos importante reconhece isso”, ressaltou Stefanie Lopes.
IDA AO RIO DE JANEIRO
Este ano, três alunos bolsistas mais bem avaliados na edição 2024/2025 da Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) – Peterson Carvalhal, Isabele Praxedes e Kamila Araújo – participaram, no Rio de Janeiro, do evento de acolhida aos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), da Fiocruz. A solenidade aconteceu dia 22/02, no Auditório do Museu da Vida – Campus Fiocruz Manguinhos-Maré. A programação contou com palestra do vice-diretor de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Ademir Martins, e uma roda de conversa com convidados e pesquisadores da Fiocruz. Os alunos puderam participar ainda de um tour para conhecer o Parque da Ciência, Museu da Vida e o Castelo Mourisco.
Yury Chaves ressaltou a importância do incentivo institucional para que essa ação pudesse ser realizada. “Isso só foi possível graças ao apoio da direção da Fiocruz Amazônia, que trouxe novamente o costume de enviar, como parte de uma premiação, os alunos que tiveram seus projetos mais bem avaliados nas edições de iniciação científica. Destaco ainda a importância das agências de fomento (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq) pelo investimento na carreira científica desses jovens cientistas”.
SOBRE O PIC
A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.
O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa / Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia contribui para construção de plano de apoio institucional da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do MS para o Estado do Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será uma das instituições de ensino e pesquisa a contribuir com a construção do Plano de Apoio Institucional da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), do Ministério da Saúde, para o Amazonas. O apoio institucional da SAPS é desenvolvido a partir do Projeto Fortalecimento e Integração das Políticas de Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil: Práticas Interfederativas e Articulação Regional, de autoria da Fiocruz Brasília, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da SAPS. O Apoiador Institucional da SAPS para o Estado do Amazonas, Antônio Amâncio Neto, esteve reunido, nesta terça-feira, 18/02, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com a diretora Stefanie Lopes, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, e o pesquisador em Saúde Pública Fernando Herkrath, chefe do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI).
“Estamos iniciando as tratativas em torno da construção de um plano de apoio institucional para o Amazonas com o olhar da academia, da gestão em saúde e dos serviços envolvendo os atores reginais que promovem o SUS no Amazonas. É imperativo a contribuição das instituições de ensino e pesquisa na Amazônia, uma vez que estas geram conhecimento e fomentam a tomada de decisões para a gestão em saúde baseada em evidências científicas, a partir das intervenções dos projetos de pesquisa desenvolvidos na região”, explica Antônio Amâncio. Nesse sentido, segundo ele, a contribuição da Fiocruz Amazônia será de extrema relevância, uma vez que se inserem na confecção deste plano de apoio questões como especificidades locorregionais, o modo de vida social da população, potencialidades e desafios que o Estado apresenta.
Michele El Kadri destaca a relevância da iniciativa no sentido de aproximar o Ministério da Saúde da realidade dos territórios. “Por vezes quem está na assistência é absolvido pelas demandas urgentes dos serviços. Quem está no Ministério tem visão distante das demandas locais. Trazer a academia para essa discussão é muito estratégico como agente que subsidia com evidências a partir pesquisa para tornar ações mais eficientes para políticas públicas. Além disso, a Fiocruz Amazônia também tem papel importante na qualificação de profissionais especificamente para realidade da Amazônia”, ressaltou.
Recentemente, a ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, veio a Manaus para assinar portaria das equipes de saúde da família ribeirinha (ESFR) e participar da oficina nacional dessas equipes. A portaria amplia o financiamento, garante melhores condições de trabalho e atendimento às comunidades ribeirinhas, além de possibilitar contratação de mais profissionais, custeio de veículos terrestres e aquáticos que facilitem o deslocamento nas comunidades, implantação de novas equipes e qualificação do trabalho realizado junto à população.
“A edição da portaria materializa no território os princípios do SUS, como universalidade e equidade. Portanto, para além do aporte financeiro, o Ministério da Saúde traz o olhar necessário para o fortalecimento do vínculo, do acompanhamento e da qualidade dos serviços ofertados , e é justamente esta a premissa da gestão da ministra Nísia Trindade”, observa Amâncio.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Bolsistas de iniciação científica da Fiocruz Amazônia irão conhecer a sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro
/em Notícias /por Carlos GomesNesta terça-feira, 18/2, bolsista do Programa de Iniciação científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), embarcaram para o Rio de Janeiro, onde participarão do evento de acolhida aos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A solenidade acontece na quinta-feira, 20/2, auditório do Museu da Vida – Campus (Fiocruz Manguinhos-Maré).
A programação conta com palestra do vice-diretor de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do IOC, Ademir Martins, e uma roda de conversa com convidados e pesquisadores da Fiocruz. Os alunos Peterson Carvalhal, Isabele Praxedes e Kamila Araújo, irão participar ainda de um Tour para conhecer a Instituição: Parque da Ciência, Museu da Vida e o Castelo Mourisco.
Para o coordenador do PIC – ILMD / Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, a visita às instalações da Fiocruz, representam um passo marcante na jornada acadêmica dos alunos, pois os mesmos acabam entendendo a dimensão institucional da Fiocruz e sentem-se mais acolhidos, como parte integrante e indispensável para o desenvolvimento da ciência brasileira. “Como coordenador, sinto-me bastante satisfeito com a possibilidade de enviarmos os 3 alunos mais bem avaliados na edição 2024/2025 da Reunião Anual de Iniciação Científica, que não só valoriza o empenho de cada um, mas também incentiva outros alunos a se dedicarem.
Chaves ressaltou a importância do incentivo institucional, para que essa ação pudesse ser realizada. “Isso só foi possível graças ao apoio da direção da Fiocruz Amazônia, que trouxe novamente o costume de enviar, como parte de uma premiação, os alunos que tiveram seus projetos mais bem avaliados nas edições de iniciação científica. Destaco ainda a importância das agências de fomento (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq) pelo investimento na carreira científica desses jovens cientistas.
Bolsista do programa, o acadêmico do curso de Medicina da Universidade Nilton Lins, Peterson Carvalhal, falou sobre suas expectativas. “É a primeira vez que vou conhecer a fundação Oswaldo Cruz. Estou muito animado para viver essa experiência, pois sempre tive muita vontade de trabalhar com pesquisa e, tenho planos de ser pesquisador futuramente, e a Fiocruz sempre foi uma das grandes referências de pesquisa no nosso país. Ter a oportunidade de estar na instituição, de conhecer os pesquisadores da Fiocruz do Rio de Janeiro, através desse evento, vai me proporcionar um enriquecimento educacional”, destacou.
Estudante do curso de Farmácia, da Faculdade Estácio do Amazonas, a bolsista Isabele Praxedes, se diz agradecida pela realização de um sonho, proporcionado pela Instituição. “Conhecer a Fiocruz é a realização de um sonho. Desde o momento em que eu me envolvi com ciência, a Fiocruz sempre foi uma grande referência para mim, tanto para a saúde do país inteiro, como para o desenvolvimento de pesquisa, então eu fico muito grata pela oportunidade de poder viajar, para conhecer o berço da saúde pública do Brasil. Tenho certeza de que vai acrescentar positivamente na minha trajetória acadêmica e profissional”, relata.
Kamila Araújo, estudante do curso de Biomedicina da Faculdade Metropolitana de Manaus – FAMETRO, pontou as oportunidades obtidas através do programa. “Só de pensar que vou conhecer outro Estado, já fico extremamente agradecida. Já tive a oportunidade de ir à São Paulo, participar de um evento pela Fiocruz Amazônia e, agora vou ao Rio de Janeiro. Agradeço muito o apoio de todos e em especial, minha família que está muito orgulhosa de mim”.
SOBRE O PIC
A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.
O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.
Atualmente o PIC conta com 46 alunos de iniciação científica, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes, ILMD Fiocruz Amazônia
Projeto Começo Meio Começo, de formação de trabalhadores da Atenção Básica dos campos, florestas e águas, inicia encontros presenciais nos territórios de oito estados da Região Norte
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Começo, Meio e Começo, de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia com o apoio do Ministério da Saúde em conjunto com parceiros institucionais, como Rede Unida, secretarias municipais e estaduais de Saúde e Conselhos de Secretários Municipais de Saúde de estados da Região Norte, Escola de Saúde Pública do Estado do Maranhão e Escola de Saúde Pública de Manaus, deu início neste mês de fevereiro ao ciclo de encontros presenciais, tendo como foco as equipes que atuam no cuidado da saúde nesses territórios. Ao todo, os facilitadores do projeto estarão em campo em 33 polos educacionais, nos Estados do Tocantins, Maranhão, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Amazonas, em encontros com duração mínima de três dias, trabalhando temáticas diversas, ligadas ao cotidiano dos lugares, a exemplo das questões de violência, injustiça e racismo ambiental e situações de intoxicação causadas pelo uso de agrotóxicos e mercúrio.
Os encontros seguirão cronograma elaborado pela coordenação geral do projeto, sob a responsabilidade do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt. Segundo ele, a ideia é trabalhar, nos encontros que acontecerão até o mês de julho, as temáticas que geram ou influenciam diretamente na qualidade de vida das populações dos campos, florestas e águas, levando sempre em conta os conhecimentos e saberes locais. A atividade que deu início à jornada de formações presenciais dos trabalhadores e trabalhadoras aconteceu na cidade de Palmas (TO), nos últimos dias 13, 14 e 15/02. O próximo município a ser visitado será Araguaína, segunda cidade mais populosa do Tocantins, nos dias 18, 19 e 20/02. Os dois polos reúnem aproximadamente 200 profissionais de saúde de 125 municípios tocantinenses.
De acordo com a coordenadora estadual do projeto para o Tocantins, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, Thalita Guedes, o intuito do Começo, Meio e Começo é reunir e capacitar 2.410 alunos em oito estados diferentes para que eles saibam como atender e produzir saúde nesses territórios e com essas populações amazônicas. Nos últimos dias 10, 11 e 12/02, em Manaus, um encontro de educação permanente reuniu facilitadores de toda a região Norte, incluindo o Estado do Maranhão, no terceiro ciclo de formação desses profissionais que atuarão no campo. O projeto reúne ao todo 33 facilitadores. “O primeiro polo ativado foi o do estado do Tocantins e até o final do prazo de execução do projeto teremos aproximadamente 480 municípios participando da formação, ao longo dos próximos meses até o encerramento em julho”, informa a coordenadora estadual.
Depois de Araguaína, serão realizados encontros em Belém, Breves, Altamira, Castanhal, Santarém, Marabá, Abaetetuba (PA), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), São Luiz, Pinheiro (MA), Manacapuru, Eirunepé, Tabatinga, Careiro, Manicoré (AM), Macapá (AP), Cruzeiro do Sul e Rio Branco (AC). Júlio Schweickardt explica que a formação tem o objetivo de contribuir com a implementação da Política Nacional da Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas”, criada em 2011 pelo Governo Federal, com o objetivo melhorar o nível de saúde dessas populações por meio de ações que busquem a qualificação do acesso aos serviços de saúde; a redução de riscos à saúde, decorrentes dos processos de trabalho e das inovações.
TRILHAS
Atuando também na coordenação do projeto, o pesquisador Alcindo Ferla, coordenador geral da Rede Unida, destaca que a formação de facilitadores resultou de um processo pedagógico composto por trilhas. “Essa última oficina com facilitadores foi o terceiro momento do ciclo de formação. Houve momentos anteriores em que reunimos a equipe pedagógica para analisar o que recebemos dos ciclos anteriores para planejarmos os dispositivos pedagógicos a serem utilizados nas formações. Após o encontro com os facilitadores, estes encontram os trabalhadores e trabalhadoras das equipes de saúde, que por sua vez, passarão a seguir o trabalho cotidiano, produzindo novos ciclos civilizatórios”, afirma, referindo-se à metodologia utilizada no processo de educação permanente em saúde.
O pesquisador observa que a formação é centrada na ideia de que precisamos estar preparados para entrar em contato com territórios e pessoas que não vivem da mesma forma que vivemos e inventariar saberes que podem ajudar a produzir um novo ciclo civilizatório, resgatando a ideia do respeito ao território e uma relação mais global. “Facilitadores têm o papel de estimular que as equipes de saúde do SUS que atendem a essas populações dialoguem com os saberes que estão lá, sem negligenciar o saber científico, além de levar o conhecimento sobre a política do SUS, protocolos e também saberes”, analisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa e Divulgação
Fiocruz Amazônia oferta vagas para aluno especial em disciplinas do PPGVIDA período 2025/1
/em Notícias /por Julio OliveiraO Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane, por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), informa que estará com inscrições abertas a partir desta segunda-feira, 17/02, para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o primeiro semestre de 2025. As inscrições ocorrerão até a quarta-feira, 19/02. O horário limite para envio da inscrição será 1 7h (horário de Manaus) do último dia de inscrição. A seleção dos candidatos ocorrerá no período de 24 a 26 de fevereiro de 2025.
Confira aqui o edital
As inscrições podem ser feitas por alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; alunos de curso de pós-graduação
lato sensu da Fiocruz; alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu. O candidato só poderá se inscrever em apenas uma das cinco categorias oferecidas.
SOBRE O PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
The Lancet destaca relevância da trajetória do médico e pesquisador clinico Marcus Lacerda, especialista em malária na Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraPesquisador clínico especialista em malária do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o médico infectologista Marcus Larcerda é destaque da revista The Lancet, edição de fevereiro/2025, em artigo publicado, sobre a sua trajetória como pesquisador em saúde pública na Amazônia e a relevãncia do seu trabalho como cientista no enfrentamento a doenças infecciosas, em especial a malária, do tipo Vívax, predominante na região amazônica brasileira. A públicação destaca a importãncia dos estudos, coordenados por Larcerda, sobre o uso da Tafenoquina, única terapia para a cura radical da malária causada pelo plasmodium Vivax, aprovada nos últimos 40 anos. Há 24 anos, Lacerda tem se concentrado nessas pesquisas, conforme salienta The Lancet, uma das revistas científicas mais conhecidas e respeitadas no Mundo.
O texto ressalta que, embora a malária seja o seu principal foco, Lacerda também contribuiu para outras áreas de pesquisa em doenças infecciosas, com o reconhecimento da comunidade científica internacional. “A adesão à Fiocruz possibilitou me envolver mais intimamente nas questões relacionadas às drogas”, diz o especialista à revista, que destaca: “O trabalho de Lacerda é valorizado pelos colegas; Quique Bassat, Diretor Geral do ISGlobal, Barcelona, Espanha, comenta: ‘Marcus Lacerda é um especialista em saúde global do século 21 gigante que dedicou sua vida profissional a dar visibilidade aos problemas de saúde da região amazônica brasileira e além. Sua pesquisa fundamental sobre o manejo da malária vivax e eliminação, seu trabalho incrivelmente rigoroso sobre o COVID-19 durante as dificuldades da pandemia, e seu compromisso destacando doenças tropicais ainda muito negligenciadas, são todos testemunho de sua motivação e lealdade para servir às necessidades de seus pacientes e comunidades”, relata a revista.
Na pandemia de COVID-19, Marcus Lacerda liderou um grupo de pesquisadores que fez um estudo de segurança de duas doses de difosfato de cloroquina para COVID-19 grave. Os resultados negativos do ensaio desafiaram as opiniões de alguns líderes munidais e por um período Lacerda recbeu ameaças online por extremistas políticos. “É estranho ser mais conhecido por o público por este trabalho do que as duas décadas de trabalho que tenho feito sobre a malária”, diz Lacerda ao The Lancet.
O artigo descreve ainda aspectos pessoais da vida do cientista. Conta que Lacerda nasceu na periferia de Brasília e que foi, inspirado em seu tio João Felix Cunha, ginecologista, que decidiu ingressar na faculdade de medicina na Universidade de Brasília, aos 16 anos. Como estudante de medicina, morou por três meses com missionários católicos canadenses, período no qual trabalhou como único médico, ainda não qualificado, no município de Caapiranga, interior do Amazonas.
Durante seus estudos médicos, Marcus Lacerda começou a ver a importância da pesquisa. Sua primeira experiência de pesquisa foi em imunologia e mais tarde em malária. Em 2002, mudou-se para a Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado, em Manaus, onde continua a trabalhar como Especialista em Doenças Infecciosas/Tropical Especialista em Medicina.
Seu primeiro ensaio clínico teve como finalidade testar arteméter – lumefantrina para malária falciparum não grave nas Américas, que mais tarde se tornou o regime padrão no Brasil. Concluiu seu Doutorado em Medicina Tropical em 2007 e prosseguiu sua carreira em medicina e pesquisa. Lacerda foi presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical entre 2015 e 2017, tendo dedicado grande parte do seu tempo para formar alunos de pós-graduação na Universidade do Estado do Amazonas, em Manaus. Também levantou financiamentos para ensaios clínicos junto a agências brasileiras e internacionais.
Historicamente, relata a revista, a maior parte do financiamento para a malária centrou-se na malária P falciparum por apresentar maior letalidade; mas, com cerca de 83% da malária casos no Brasil por P vivax, Lacerda conseguiu redirecionar mais financiamento para entender o peso desta doença. Lacerda então fez parceria com Medicamentos para a Malaria Venture, co-patrocinadora dos ensaios clínicos com GlaxoSmithKline, para desenvolver tafenoquina, uma primaquina derivado com meia-vida mais longa, permitindo uma dose única regime. Lacerda liderou estudos de implementação da tafenoquina na Amazônia brasileira após testes para a enzima G6PD.
A viabilidade do uso de uma dose única de tafenoquina para curar a malária vivax está mudando as diretrizes internacionais – OMS divulgou novas orientações em dezembro de 2024 – e o regimejá está sendo implementado em alguns países. Lacerda explica seu “centro único de pesquisa clínica na Amazônia tem como objetivo fornecer evidências para a administração de tafenoquina após a triagem sorológica para avançar em direção da eliminação da malária vivax no Brasil e em outros lugares (…)”.
O artigo relembra também que não foi só na malária que Lacerda tem a sua marca. Trabalhando com Beatriz Grinsztejn, que lidera a área de HIV e questões de saúde sexual para a Fiocruz, Marcus Lacerda utilizou a infraestrutura que havia estabelecido em Manaus para o teste de implementação no Brasil da profilaxia oral pré-exposição (ImPrEP) para prevenção do HIV em 2018, além de testes de cabotegravir e lenacapavir como PrEP injetável de ação prolongada.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Michell Mello