COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia e Escola de Saúde Pública definem novas ações de capacitação para agentes comunitários de saúde de Manaus em 2025
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia e a Escola de Saúde Pública da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (ESAP) definiram a oferta de uma nova turma do Curso de Formação Inicial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para 2025, no âmbito do Projeto QualificaSUS,- Fase II, desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Na última terça-feira, 1/07, foi realizada uma reunião de articulação com representantes da Escola de Saúde Pública (ESAP) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Estiveram presentes Ivamar Moreira da Silva (diretora de Gestão de Educação na Saúde da ESAP/Semsa), Fabiano Correa Batista (gerente de Ensino em exercício) e Amanda Cardelis Lins (chefe da Divisão de Ações Estratégicas de Educação na Saúde). Pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, participaram a diretora Stefanie Costa Pinto Lopes e vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação, Cláudio de Oliveira Peixoto.
O principal objetivo da reunião foi definir novas ações de capacitação para o ano de 2025 em Manaus, em parceria com a ESAP. Nesse contexto, foi solicitada a oferta de uma nova turma, com 40 vagas, destinada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) recém-empossados pela SEMSA. De acordo com o vice-diretor Claudio Peixoto, ficou acertado que essa nova turma será ofertada em setembro de 2025, em data a ser definida de acordo com o calendário de formações com os municípios.
“A qualificação dos Agentes Comunitários de Saúde que atuam nas Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas é de vital importância. Ela permite o acompanhamento da evolução dos conhecimentos em saúde e dos avanços do Sistema Único de Saúde (SUS), visando garantir atenção qualificada e efetiva às necessidades dos usuários. Adicionalmente, a capacitação desses profissionais é um apoio fundamental para a implementação de políticas, planos, programas e ações de saúde em suas respectivas áreas de atuação”, explica Cláudio.
SOBRE O CURSO
O Curso de Formação Inicial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) aborda conteúdos e técnicas essenciais. Seu foco é auxiliar na tomada de decisões e no desenvolvimento de melhorias significativas na qualidade, resolutividade e organização do cuidado oferecido por esses profissionais. O curso é oferecido na modalidade presencial com carga horária de 40 horas. O público-alvo são os agentes Comunitários de Saúde (ACS) recém-ingressantes na Atenção Básica, com ensino médio completo.
A formação tem como objetivos: oferecer subsídios teórico-práticos relacionados ao processo de trabalho do ACS; promover a reflexão e análise sobre os territórios de atuação desses profissionais, e o conhecimento desse espaço como estratégico para a construção do diagnóstico da situação de saúde e condições de vida da população, e contribuir para a formação de trabalhadores comprometidos com a produção do cuidado e o direito à saúde.
A realização de um Curso de Formação Inicial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com carga horária mínima de 40 horas, encontra respaldo legal na Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, e na Portaria nº 243, de 25 de setembro de 2015.A concepção deste curso baseia-se no entendimento expresso no Artigo 3º da Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, que define o ACS como um ator estratégico cuja atribuição é o “exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas”. “Dessa forma, reconhecemos que a atuação do ACS exige a mobilização de conhecimentos abrangentes, que vão além da área da saúde, englobando aspectos relacionados à cidadania, às políticas públicas, à organização social e aos modos de vida de indivíduos, famílias e comunidades”, complementa Peixoto.
Na primeira fase do Programa QualificaSUS, foram formados 6.476 profissionais da Atenção Básica, entre agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes comunitários de endemias (ACE). O programa já ofertou cursos de formação e atualização em todos os 61 municípios do Amazonas, além da capital Manaus. Além dos cursos de formação inicial para ACS e ACE (Agentes de Combate a Endemias), também oferece especialização e mestrado para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, levando em conta a realidade de cada localidade e respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes
Pesquisador da Fiocruz Amazônia alerta para necessidade de inserção da vigilância do feminicídio no âmbito do SUS
/em Notícias /por Julio OliveiraO pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, defendeu, recentemente, em reunião realizada, em Brasília, com a equipe do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, a inserção da vigilância do feminicídio como uma prioridade no âmbito do SUS, tendo em vista os números preocupantes de violência letal contra as mulheres no Brasil e a ausência de políticas públicas efetivas voltadas especificamente ao seu enfrentamento e correta estimação.
Orellana coordena, atualmente, na Amazônia Ocidental brasileira e na cidade do Rio de Janeiro, a Rede de Observatórios da Estratégia denominada Vigilância Digital e de Prevenção do Feminicídio (Vigifeminicídio), liderada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem mapeando e fazendo um inédito detalhamento, acerca das circunstâncias em que ocorrem os assassinatos femininos em quatro capitais da Amazônia Ocidental – Manaus (AM), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO), bem como na capital Fluminense, Rio de Janeiro (RJ).
“Em reunião realizada no último dia 12/06, com a coordenadora geral de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes e Promoção da Cultura de Paz, da SVSA, Naíza Nayla Bandeira de Sá e sua equipe, foi discutida a recente ampliação da Rede de observatórios ligados à estratégia Vigifeminicídio, mas também a necessidade de o Ministério da Saúde incluir em sua agenda de prioridades o suporte a iniciativas que auxiliem a dar mais visibilidade ao feminicídio e seus determinantes”, destacou Orellana, que é epidemiologista, vinculado ao Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, em Manaus.
“No encontro com os técnicos do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças não Transmissíveis (DAENT/SVSA/MS), discutimos não apenas pontos cruciais relativos à estratégia Vigifeminicídio, como também a possibilidade de parcerias, trabalho intersetorial e a necessidade da inserção desta linha temática, explicitamente, no rol de prioridades de atuação e incentivo à pesquisa do Ministério da Saúde. Enfim, saímos muito satisfeitos da promissora reunião, devido ao seu potencial de levar para dentro do Ministério da Saúde um desafiador e invisibilizado problema, o qual não pode seguir sendo adiado, sob o pretexto da falta de metodologias acessíveis e que permitam um adequado e responsável dimensionamento do feminicídio no país”, complementa.
Segundo o pesquisador, o trabalho da Rede Vigifeminicídio se distingue por sua abordagem interdisciplinar e por ter como referencial modernos recursos da vigilância inteligente a serviço da vida, buscando integrar dados confiáveis ao desenvolvimento de políticas públicas efetivas de prevenção e enfrentamento da violência de gênero na região e fora dela. O estudo está em desenvolvimento por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), das Universidades Federais do Acre (UFAC) e Rondônia (UNIR), bem como da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/FIOCRUZ).
CLASSIFICAÇÃO DO CRIME
Recentemente, a Lei 14.994 de 2024, tornou o crime de “feminicídio” como um tipo penal independente, não somente facilitando a classificação do crime, como conferindo-lhe a maior pena da legislação brasileira (até 40 anos). O termo é usado para classificar o assassinato de uma mulher quando este é motivado pelo fato dela ser mulher (misoginia, menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero).
Por meio do LEGEPI, a Rede Vigifeminicídio vem se fortalecendo a partir da realização de pactuações com instituições de ensino e pesquisa, e a realização de treinamentos de captura inteligente de dados para os seus integrantes. No último mês de maio, ocorreu um treinamento na sede da Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, com a participação de docentes, discentes, representantes da coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC-UFAC) e representantes de instituições públicas e organizações não-governamentais ligadas à temática.
“Para nós, é extremamente gratificante observar o crescimento da estratégia Vigifeminicídio, pois demonstra que estamos ampliando a proposta em direção à sua consolidação, bem como proporcionando uma excepcional cobertura dos assassinatos femininos em quatro estados da Amazônica ocidental brasileira, já que estamos dando conta de aproximadamente 50% da população feminina com 10 anos e mais desses quatro estados. Mais do que isso, temos séries históricas únicas acerca do comportamento de assassinatos femininos e feminicídios, em capitais como Manaus e Porto Velho, com dados desde 2016, incluindo a localização pontual dos locais de agressão das vítimas. Muito provavelmente, não há nada parecido no Brasil, considerando a cobertura e o detalhamento que temos sobre cada uma dessas mortes”, explica o pesquisador da Fiocruz Amazônia.
Para o epidemiologista, mesmo diante dos avanços e com o potencial da iniciativa, na prática, a sua sustentabilidade está seriamente ameaçada, pela falta de apoio financeiro. “Apesar das recentes tentativas de reversão do problema, junto a parlamentares, agências de fomento em pesquisa e mesmo entes governamentais, o problema persiste, seguindo no esquecimento, em um país claramente machista e preconceituoso”, desabafa Orellana.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne / Arquivo / Fiocruz Amazônia
Bolsista da Fiocruz Amazônia recebe Menção Honrosa no Prêmio Destaque CNPq por estudo sobre disfunção óssea em pessoas vivendo com HIV/Aids
/em Notícias /por Carlos GomesA estudante Isabele Rodrigues Praxedes, bolsista do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), recebeu Menção Honrosa na 22ª edição do Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na categoria Bolsista de Iniciação Científica – Mérito Institucional, na área de Ciências da Vida. A premiação, concedida pela Coordenação de Execução e Difusão de Prêmios Nacionais e Internacionais em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do CNPq, foi anunciada nesta sexta-feira, 27 de junho.
Acadêmica do 9º período do curso de Farmácia da Faculdade Estácio do Amazonas, Isabele concorreu com o projeto “Impacto da Disfunção Mineral Óssea na Exaustão Celular de Linfócitos T em Pessoas Vivendo com HIV/Aids sob Tratamento Antirretroviral”, pesquisa que contribuiu para a criação de ambulatórios especializados no cuidado clínico de pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) acima dos 50 anos.
“Trata-se de um trabalho de grande relevância, fruto do empenho coletivo e, em especial, da dedicação de Isabele, que conduziu com excelência todas as etapas do projeto”, avalia o pesquisador Yury Oliveira Chaves, coordenador de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia e orientador da aluna, juntamente com o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Paulo Nogueira (co-orientador). “Ela superou as expectativas ao dominar rapidamente habilidades técnicas que geralmente exigem anos de prática, como recrutamento de participantes, aplicação do TCLE e questionários, busca de dados retrospectivos, coleta e processamento de amostras, cultivo celular, imunofenotipagem e dosagem de mediadores imunológicos”, completa Yury.
Para Isabele, o reconhecimento do CNPq representa uma conquista marcante “Receber a Menção Honrosa no Prêmio Destaque do CNPq é motivo de imensa alegria e gratidão. Esse reconhecimento nacional mostra que a ciência feita na Região Norte, mesmo com tantos desafios, tem qualidade e relevância. Nosso projeto busca melhorar a qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV e Aids no envelhecimento, e fico muito feliz em ver esse esforço valorizado”, comemorou, agradecendo ao orientador, Dr. Yury Chaves, ao coorientador, Dr. Paulo Nogueira, e às colegas de laboratório, que estiveram com ela em cada etapa.
A estudante explica que a pesquisa revelou alterações imunológicas relacionadas à perda óssea e destacou a importância de um cuidado individualizado, considerando as diferenças entre os sexos. “Essa premiação representa, para mim, a realização de um sonho: fazer ciência com impacto desde a graduação. Fortalece minha trajetória profissional e me motiva ainda mais a seguir contribuindo como futura farmacêutica e pesquisadora comprometida com a saúde da nossa população”, frisou.
SOBRE O PRÊMIO
O Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica é voltado para bolsistas vinculados aos programas de iniciação científica e tecnológica do CNPq. Além da premiação em dinheiro, os contemplados e suas instituições recebem bolsas de iniciação científica ou tecnológica, mestrado ou doutorado. Os candidatos são indicados pelas instituições de ensino e pesquisa, por meio de submissão online conforme os critérios estabelecidos em edital.
O prêmio contempla quatro categorias:
Bolsista de Iniciação Científica (PIBIC e PIBIC-Af); Bolsista de Iniciação Tecnológica (PIBITI);Bolsista de Iniciação Científica Júnior (PIBIC-EM); Mérito Institucional, voltada às instituições com participação destacada nos programas de bolsas. Para esta edição, as instituições interessadas na categoria Mérito Institucional precisaram enviar documentação específica conforme o edital — diferentemente de anos anteriores, quando a inscrição era automática. Todos os bolsistas premiados receberão passagens e hospedagem para participar da cerimônia de entrega, que ocorrerá durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A instituição vencedora nesta categoria será contemplada com a concessão adicional de 5 a 20 bolsas de iniciação científica ou tecnológica.
A PESQUISA
O estudo premiado buscou investigar a saúde óssea de PVHA, caracterizar perfis imunofenotípicos associados à perda óssea e explorar a relação entre marcadores inflamatórios e desmineralização óssea. Foram analisados os níveis séricos de RANK-L e OPG, além de citocinas inflamatórias, em comparação a indivíduos HIV-negativos.
Com o avanço da terapia antirretroviral (TARV), pessoas vivendo com HIV/Aids têm alcançado maior longevidade. No entanto, esse envelhecimento está associado a alterações osteoarticulares, como a diminuição da mineralização óssea e o risco de osteopenia e osteoporose.
A pesquisa, de natureza observacional e transversal, incluiu 50 PVHA de ambos os sexos, com idade superior a 40 anos. Após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e aplicação de critérios de elegibilidade, os participantes realizaram densitometria óssea (DMO) e coleta de sangue para isolamento de PBMCs, imunofenotipagem de linfócitos TCD4+ e TCD8+, além da dosagem de citocinas inflamatórias e OPG/RANK-L.
Entre os 48 participantes com dados completos, 12 apresentaram densidade óssea normal, 23 tinham osteopenia e 13, osteoporose. A maioria era do sexo masculino (28 homens e 20 mulheres).
Os resultados mostraram que os níveis de IFN-γ e IL-17A estavam mais elevados em PVHA sem perda óssea. A IL-2 aumentou tanto nesse grupo quanto em homens com osteopenia. A IL-10 destacou-se entre os sem doença óssea, e a IL-6 esteve elevada em todos os grupos. OPG foi mais alto em mulheres osteopênicas e em PVHA sem perda óssea, enquanto o RANK-L apresentou redução em homens osteopênicos, resultando em um aumento na razão OPG/RANK-L.
As análises de rede sugerem que mecanismos imunológicos estão envolvidos na perda óssea, sobretudo em homens com osteopenia. O estudo também apontou disfunção regulatória de linfócitos TCD4+CTLA-4+ e TCD8+PD-1+ em homens PVHA, além de perfis distintos de citocinas inflamatórias entre os sexos. Esses achados indicam que o desbalanço entre OPG/RANK-L pode estar associado ao risco de doença óssea em PVHA do sexo masculino, reforçando a importância de abordagens específicas no manejo clínico desses pacientes.
TRAJETÓRIA ACADÊMICA
Isabele Praxedes é estudante do 9º período do curso de Farmácia na Faculdade Estácio do Amazonas e bolsista de Iniciação Científica no Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA-ILMD/Fiocruz Amazônia), atuando em projetos na área de Imunologia com foco na saúde óssea de PVHA.
Desde abril de 2022, exerce a função de vice-presidente da Liga Acadêmica de Farmácia (LAFE) e participa do projeto de extensão “Medicamento Seguro – Promoção do Uso Racional de Medicamentos”, promovendo mensalmente atividades educativas em comunidades da região.
Em 2024, realizou estágio no Laboratório de Imunobiologia de Transplantes (LIT), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), onde aprofundou conhecimentos em técnicas como separação de PBMCs, cultivo celular, imunofenotipagem, citometria de fluxo, ELISA e PCR em tempo real. Suas principais áreas de interesse incluem Imunologia, Farmacologia, Microbiologia, Biologia Celular e Molecular, Genética e Hematologia.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes, Julio Pedrosa / Fiocruz Amazônia e Michell Mello / Fiocruz Amazônia Revista
Fiocruz Amazônia recebe vencedores da Jornada de Pós-Graduação do Instituto Carlos Chagas
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), recebeu a visita dos discentes do Programa de Pós-graduação em Biociências e Biotecnologia, do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), Júlia Marques, Cleyson Delvoss e Alexandre Tumelero Jr, premiados na Jornada Acadêmica de 2024, que destacou os avanços do Programa de Pós-graduação do ICC. O grupo foi recebido, pela Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) do ILMD.
Nas modalidades: Destaque mestrado; Destaque doutorado; Prêmio mérito científico pelos avanços iniciais, os três pós-graduandos foram premiados, entre 34 trabalhos apresentados, incluindo projetos em fase inicial e projetos já em desenvolvimento, em nível de mestrado e doutorado. Os vencedores, ganham como premiação, a oportunidade de conhecer Unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pelo Brasil. O ILMD/ Fiocruz Amazônia foi o destino escolhido pelos estudantes.
Para a coordenadora do PPGBIO-Interação, Priscila Aquino, a ação ajuda a fortalecer a articulação entre os programas de pós-graduação da instituição. “É uma grande satisfação recebermos os alunos do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia do Instituto Carlos Chagas no Instituto Leônidas e Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia. Essa iniciativa fortalece a articulação entre as unidades da Fiocruz, promovendo a integração institucional, especialmente entre os programas de Pós-Graduação; assim como a possibilidade de intercâmbio de conhecimento, experiência e possibilidades de colaborações em projetos de pesquisa a partir da infraestrutura e capacidade técnico-científica de ambas as unidades”, explica.
Segundo explica Cleyson Delvoss, a visita é parte da premiação conquistada com o destaque dos trabalhos. “No final do ano temos um evento, onde os alunos de mestrado e doutorado apresentam os trabalhos, e normalmente sempre há uma premiação para isso. Há dois anos, essa premiação vem sendo uma visita técnica guiada para outras unidades da Fiocruz. E como vencedores desta edição, escolhemos conhecer a Fiocruz Amazônia”, esclarece..
Para e Alexandre, a imersão proporciona aos discentes da Instituição, um olhar mais amplo sobre a atuação da Fiocruz, no Brasil. “Ter a oportunidade de conhecer a estrutura de um outro lugar, que embora seja parte da mesma instituição, é uma outra realidade. Ver como é feita a pesquisa aqui pode nos ajudar a moldar, a forma como seremos pesquisadores no futuro, pois conhecemos nossa realidade, mas ela não é única. É muito bom conhecer os outros lugares”, disse.
Durante entrevista, Júlia Marques completou, destacando a importância da integração entre as unidades, em prol do fortalecimento Institucional.Essa visita também é importante para entendermos a dimensão que a Fiocruz possui no Brasil inteiro. Somo apenas um pedaço desse todo, que é Fiocruz, que vai do Amazonas até Curitiba.
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biociências e Biotecnologia do Instituto Carlos Chagas da Fiocruz visa formar Mestres e Doutores em alto nível de qualificação acadêmica. O PPGBB pertence ao núcleo de Ensino do Instituto Carlos Chagas, unidade da Fiocruz no Paraná que reúne excelência científica e uma infraestrutura única de laboratórios de pesquisa e gestão. Em pleno alinhamento com a missão da Fiocruz, nossos estudantes desenvolvem suas dissertações e teses em áreas estratégicas para a saúde da população brasileira.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes.
Fiocruz fortalece Agenda 2030 no 2º Encontro de Tecnologia Social da Amazônia
/em Imagens, Notícias /por Julio OliveiraDe 24 a 27 de junho de 2025, Manaus será palco do 2º Encontro de Tecnologia Social da Amazônia (2º ETS-Amazônia), que ocorrerá no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). O evento reunirá pesquisadores, organizações sociais, representantes de comunidades tradicionais, gestores públicos e acadêmicos em um amplo fórum dedicado ao debate e à promoção de soluções tecnológicas alinhadas às realidades amazônicas.
O ETS-Amazônia visa consolidar-se como espaço estratégico para fortalecer iniciativas de tecnologia social que impulsionem a inclusão social, a resiliência climática e o desenvolvimento sustentável na região. A programação inclui mesas temáticas, oficinas, sessões de apresentação de trabalhos acadêmicos, visitas técnicas e atividades culturais, além de uma feira de economia solidária e uma mostra de tecnologia social.
A iniciativa é liderada pelo INPA e pela Associação Brasileira de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social (ABEPETS), com apoio de instituições parceiras regionais, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Fundação Banco do Brasil e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A Fiocruz participa do evento, destacando seu compromisso com o combate a crise climática e a conexão com a Agenda 2030. Por meio da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA 2030), Fiocruz Amazônia (ILMD), o Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) e outras unidades e departamentos.
Em consonância com o lema central da Agenda 2030, a Fundação valoriza a ecologia de saberes, a inovação social e a determinação social da saúde, visando assegurar que ninguém fique para trás.
Rodrigo Tobias de Sousa Lima, pesquisador da Fiocruz Amazônia, integra o grupo de palestrantes convidados na Mesa Temática 2: “Tecnologia Social e Saneamento na Amazônia”, que ocorrerá no dia 25. Já Laís Paiva, pesquisadora da EFA 2030, acompanhará a Mesa Temática 1: “Tecnologia Social e Resiliência Climática – dinâmicas territoriais e práticas para inclusão social”, marcada para o mesmo dia, além de ter realizado a curadoria e apresentação de uma amostra sobre as ações da Fiocruz diante do nexo Clima e Saúde, disponibilizado em um painel interativo, digital, com dados sobre mudanças climáticas, correlações socioambientais e sanitárias, assim como os materiais audiovisuais sobre as Tecnologias Sociais que compõem a plataforma Terra 2030 e o Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (PITSS). Essas contribuições marcam a presença da Instituição no fortalecimento da interseção entre ciência, saúde e desenvolvimento sustentável na região amazônica.
Visite o conteúdo do Painel da Fiocruz: https://efa2030fiocruz.org/forumterra2030/index.php/painel-terra2030/
A abertura oficial ocorre em 25 de junho, com a presença de representantes do MCTI, Fundação Banco do Brasil, governo do Amazonas, ABEPETS e lideranças da sociedade civil, como o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), representado por Joaquim Correa de Souza Belo, também enviado especial da Amazônia na Presidência da COP30.
Entre os debates previstos, a mesa sobre “Tecnologia Social e Resiliência Climática” abordará práticas que unem saberes locais e inclusão social para enfrentar os desafios ambientais na Amazônia. O tema do saneamento básico em territórios amazônicos também terá destaque, com participação de representantes de comunidades tradicionais, organizações sociais e pesquisadores da Fiocruz Amazônia.
No segundo dia, o foco estará nos empreendimentos solidários e na difusão de tecnologias sociais para geração de renda, com nomes como o pesquisador Renato Dagnino (UNICAMP) e representantes da economia solidária do Amazonas. A programação inclui ainda uma oficina sobre o Laboratório de Tecnologia Social da Fundação BB e lançamentos de livros.
O evento reserva espaço especial para o debate sobre comunicação e o papel estratégico das práticas comunicativas na disseminação de tecnologias sociais em comunidades amazônicas, tema da quarta mesa temática.
No encerramento, no dia 27, o debate se volta às estratégias de fomento e desenvolvimento da tecnologia social na região, reunindo instituições como o Instituto Mamirauá, Museu Goeldi, INPA e MCTI. A valorização dos saberes tradicionais dos povos amazônicos também será tema central da última mesa, que contará com a participação de representantes indígenas, pesquisadores e lideranças comunitárias.
FEIRA E MOSTRA PARALELAS
Durante todos os dias do evento, o público poderá visitar a Mostra de Tecnologia Social da Amazônia e a Feira de Economia Popular e Solidária, ambas sediadas no campus do INPA. As atividades visam divulgar iniciativas locais de inovação social, produção sustentável e geração de renda, valorizando o protagonismo das populações amazônicas.
O evento oferece uma oportunidade estratégica para reforçar alianças, expandir o diálogo com diversos agentes sociais e promover ações transformadoras em favor de uma Amazônia mais justa, saudável e sustentável.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Comunicação EFA 2030
Fotos: Júlio Pedrosa
Abertas inscrições ao Curso Internacional Diálogos Latino-americanos em Saúde, Ciência e Ambiente
/em Notícias /por Julio OliveiraOferecido em cooperação pela Casa de Oswaldo Cruz (COC), Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Nacional da Colômbia e a Universidade de Antióquia, em Medellin, o curso “Diálogos Latino-Americanos em Saúde, Ciência e Ambiente” está com inscrições abertas até o próximo dia 20/07, destinado a pesquisadores, profissionais de saúde, estudante de pós-graduação, gestores públicos e interessados nas relações entre ciência, saúde e meio ambiente. O curso é aberto e oferecido na modalidade híbrida (on line e presencial), com carga horária de 60 horas/aula, início no dia 04/08, se estendendo até 02/12, em Medellin (8h às 10h), Manaus (9h às 11h) e Rio de Janeiro (10h às 12h), e aulas em português e espanhol. As vagas são limitadas.
As inscrições estão sendo feitas no Campus Virtual Fiocruz. Clique AQUI para se inscrever.
O curso é uma análise interdisciplinar e crítica da história da ciência, saúde e ambiente na América Latina, abrangendo o período do século XIX até os dias atuais. A proposta central reside na articulação da cooperação científica com investigações sobre meio ambiente, epidemias, doenças infecciosas e políticas de saúde na região. Com um enfoque transnacional e interrelacional, o curso busca elucidar como os contextos locais e globais moldaram e continuam a influenciar as práticas científicas e sanitárias latino-americanas.
Os seminários exploram o papel da ciência na formulação de políticas públicas e no enfrentamento de diversas enfermidades, além de examinar as inovações farmacêuticas e suas implicações para os avanços nos campos da medicina, saúde coletiva e ambiente. Dentre os temas estratégicos abordados nos seminários destacam-se a circulação do conhecimento e as assimetrias na produção científica, as interseções entre ciência, saúde, meio ambiente e doença, gênero e ciência, discursos médicos e representações de doenças, instituições de saúde, o desenvolvimento da medicina experimental, a história das políticas de saúde e os dilemas contemporâneos, como doenças emergentes e movimentos antivacina.
O curso tem como diferenciais a abordagem interdisciplinar, a perspectiva transnacional, docentes de múltiplos países e análise histórica e contemporânea, com os seguintes eixos temáticos Ciência e Sociedade, Políticas de Saúde Pública, Desafios Ambientais, Epidemias e Saúde Coletiva e Inovações Científicas. A metodologia do curso é composta por seminários interativos internacionais e discussões comparativas. São objetivos centrais do curso a compreensão crítica da história científica latino-americana, a análise das interconexões entre saúde, ambiente e políticas públicas de saúde, a discussão de estratégias sanitárias regionais e a reflexão sobre desafios contemporâneos.
O vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Cláudio Peixoto, destaca o pioneirismo da iniciativa de oferta de um curso em cooperação entre duas unidades da Fiocruz e duas universidades Colombianas A Universidade nacional da Colombia e a Universidade de Antioquia. “.( A internacionalização é fundamental para os programas do ILMD, ela amplia horizontes, facilita intercâmbios e colaborações globais, atraindo talentos e elevando a visibilidade da instituição, constrói diálogos e parcerias. O ILMD reitera seu compromisso com a pesquisa e ensino de qualidade, ampliando os horizontes da formação em saúde”, salientou Peixoto.
O curso será coordenado por um conjunto de pesquisadores e analistas. Pela COC, a coordenação ficará a cargo do pesquisador titular e docente do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, Jaime Benchimol; Mady Barbeitas, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa Científica; Óscar Fernando Gallo, da Universidade de Antioquia; UNAL: Jorge Humberto Márquez, Universidade Nacional da Colombia e pelo ILMD, os analistas Cláudio Peixoto e Anizia Aguiar.
São temas estratégicos do curso: A circulação do conhecimento e as assimetrias na produção científica; interseções entre ciência, saúde, meio ambiente; Gênero e ciência, políticas de saúde em países da América Latina, doenças emergentes e reemergentes, mudanças climáticas e ambientais.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento e Foto: Eduardo Gomes
Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai apresentar guia Temporário de Inteligência Artificial para Acadêmicos
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta na sexta-feira, 27/6, às 10h (horário Manaus), a palestra “100 Ferramentas de Inteligência Artificial para Acadêmicos: Um Guia Temporário para Professores e Alunos”, a ser ministrada por Eduardo Jorge Sant´Ana Honorato, Professor Associado, na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A palestra será moderada por Fabiane Vinente, pesquisadora do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA, e será transmitida via Plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/89542592731?pwd=JpZsvoNtCrZnvKfWGfqbmybuDJNCnM.1 , ID da reunião: 895 4259 2731 e, senha de acesso317217.
A palestra apresentará um panorama prático e crítico sobre a aplicação da inteligência artificial (IA) no contexto acadêmico, destacando o uso ético e estratégico de ferramentas digitais voltadas à pesquisa, escrita e ensino superior. A partir da curadoria de 100 recursos baseados em IA, o conteúdo aborda como estudantes, professores e pesquisadores podem otimizar sua produtividade acadêmica, aprimorar a redação científica, realizar revisões de literatura com mais eficiência e incorporar a tecnologia no cotidiano universitário.
O palestrante também discutirá a importância da escrita de scripts para interação com IAs generativas, desfaz mitos sobre plágio e reforça o papel da IA como aliada da democratização do conhecimento. A palestra é voltada para estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, pesquisadores e profissionais da educação superior.
SOBRE O PALESTRANTE
Psicólogo há duas décadas, Eduardo Honorato é doutor em Saúde Pública – Saúde da Criança e da Mulher, com ênfase em Sexualidade, Reprodução, Gênero e Saúde, pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Especialista em: Saúde da Família (UFSC), Docência Superior (UGF), Produção e Uso de Tecnologias Educacionais (UFSCAR), Epidemiologias e Vigilância em Saúde (Unyleya) Saúde Mental (Unyleya), Cinema e Produção Audiovisual (UNINCOR), especialista em DBT – Dialectical Behavior Therapy (CAAESM). Atualmente cursa especialização em Inteligência Artificial (UFSCAR).
Professor Associado na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), é também professor e orientador no Programa de Mestrado Profissionalizante em Saúde da Família (Abrasco-Fiocruz). Eduardo é também Psicólogo na Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA), onde realiza atendimentos clínicos, há 13 anos.
Exerce as funções de Coordenador do Curso de especialização em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas; Coordenador do Curso de Especialização em Sexualidade, Gênero e Direitos Humanos e Coordenador do Curso de Especialização em Psicologia da Saúde.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Belém instalará mais de 8 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas desenvolvidas pela Fiocruz para controle vetorial em áreas urbanas e da COP 30
/em Notícias /por Julio OliveiraA cidade de Belém (PA) deverá receber mais de 8 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) para o controle vetorial do Aedes aegipty, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, em diversas áreas urbanas, entre elas os bairros situados no entorno do Parque da Cidade, onde acontecerão os eventos da COP 30. O trabalho de implantação das EDLs teve início nesta segunda-feira, 16/06, com uma visita técnica ao Parque da Cidade, que contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde, da Fiocruz Amazônia e Secretaria Municipal de Saúde de Belém, responsável pela execução e monitoramento da estratégia, que é uma das políticas públicas de controle vetorial adotadas pelo MS. Desenvolvida pela Fiocruz Amazônia, a técnica consiste na utilização da fêmea do mosquito para dispersar o larvicida nos seus locais de reprodução, por meio de armadilhas instaladas em pontos estratégicos.
“O Parque da Cidade é uma das áreas de importância para a instalação das EDLs. Outras áreas da cidade receberão ações de intervenção contra o mosquito. Hoje, estamos cumprindo mais uma etapa do projeto das Estações Disseminadoras na cidade de Belém, vindo ao Parque da Cidade. Estamos montando um plano de trabalho junto com as secretarias municipal e estadual de Saúde para que várias áreas da cidade e da COP 30 recebam as EDLs no intuito de proteger contra a transmissão dos vírus”, afirma o pesquisador da Fiocruz, Sérgio Luiz Bessa Luz, coordenador do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia – PreV Amazônia, do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) da Fiocruz Amazônia. Sérgio é o responsável pela pesquisa que resultou na criação das EDLs.
No Parque da Cidade, a equipe visitou as áreas onde as obras estão em andamento para selecionar os locais de instalação das armadilhas e definir a quantidade correta de estações disseminadoras para cada área. O plano foi apresentado às secretarias municipal e estadual de Saúde, em reunião na terça-feira, 17/06, para que seja apresentado oficialmente à organização da COP 30. “Essa é uma atividade que estamos fazendo no sentido de evitar e de controlar a transmissão de doenças tanto no Parque da Cidade quanto de áreas especiais da cidade, onde haverá uma movimentação grande de pessoas durante a Conferência. São as Estações Disseminadoras do ILMD/Fiocruz Amazõnia trabalhando no sentido de ajudar a Secretaria de Saúde para que tenhamos um evento seguro em todos os aspectos”, afirma Sérgio Luz.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a instalação das EDLs será feita em duas etapas, de acordo com a análise de bairros com maior número de casos de dengue: de 4 a 29 de agosto, instalação de 5.300 armadilhas nos bairros Jurunas, Guamá, Condor, Canudos e Terra Firme; de 1º a 27 de setembro: instalação de mais 3.650 armadilhas nos bairros Marambaia, Sacramenta, Pedreira, Marco, Curió-Utinga e Souza. Além dessas áreas, outras 100 armadilhas serão colocadas no Parque da Cidade, como parte das ações preparatórias para a COP 30.
POLÍTICA PÚBLICA
Em julho do ano passado, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, emitiu a nota técnica informativa Nº 25/2024-CGARB/DEDT/SVSA/MS, oficializando a utilização das Estações Disseminadores de Larvicidas como estratégia nacional para o controle do Aedes aegypti e Aedes albopictus, vetores da dengue e outras arboviroses, em áreas estratificadas de risco das cidades de todo o País. A medida visa expandir a tecnologia das EDLs, com o acompanhamento do Ministério da Saúde e apoio técnico da Fiocruz, a partir dos resultados dos estudos coordenados pelo Núcleo Prev Amazônia, com apoio do Ministério da Saúde.
“Nesta quarta-feira, 17/06, em reunião com as equipes das secretarias de saúde faremos a pactuação das ações do programa. As estações já estão em Belém e com essas visitas começaremos a fazer a implementação na cidade até chegar na área da COP”, informou Sérgio Luz. A previsão é de que até agosto todas as EDLs já estejam implantadas.
A COP30 acontecerá em Belém, especificamente no Parque da Cidade, que está sendo construído no bairro da Sacramenta, e também no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia. O Parque da Cidade funcionará como o principal ponto de encontro entre os chefes de Estado, enquanto o Hangar receberá a maior parte das reuniões. A área possui mais de 500 mil m², situada no antigo aeroporto Brigadeiro Protásio e contará com uma “blue zone” (local das negociações administrado pela ONU) e uma “green zone” (local de eventos paralelos administrado pelo governo anfitrião). O Hangar possui 24.000 m² de área construída e conta com pavilhões, salas multiuso, auditório e um deck.
SOBRE AS ESTAÇÕES
As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) são uma técnica de controle de mosquitos, especialmente o Aedes aegypti, que utiliza a própria fêmea do mosquito para dispersar o larvicida nos seus locais de reprodução. As EDLs são armadilhas que atraem as fêmeas de Aedes aegypti e Aedes albopictus, que são os vetores da dengue, zika e chikungunya. A dispersão acontece quando as fêmeas entram nas EDLs e aderem micropartículas de larvicida em pó, principalmente os reguladores de crescimento de insetos, ao seu corpo. Quando voltam para os seus criadouros (lugares com água parada, como vasos de plantas, pneus, etc.), elas transferem o larvicida para as larvas, impedindo o desenvolvimento de novos mosquitos adultos.
As EDLs são uma técnica eficaz para reduzir a população de mosquitos e, consequentemente, a transmissão de doenças, a baixo custo e acessíveis, o que as torna uma opção viável para diversas comunidades. São fáceis de serem instaladas e mantidas, podendo ser colocadas em quintais, áreas de serviço, varandas e outros locais onde os mosquitos se reproduzem.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia