COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia recebe Projeto Aspar Itinerante para realização de oficina sobre emendas parlamentares
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu na terça-feira, 8/07, a visita da Assessoria Parlamentar da Fiocruz, responsável pela execução do Projeto Aspar Itinerante, que visa aproximar todas as unidades da Fiocruz no País do trabalho de articulação política desenvolvido pela Fundação junto ao poder Legislativo, com sede na Fiocruz Brasilia, no Distrito Federal (DF). A iniciativa busca o aprimoramento técnico dos projetos de captação de recursos, por meio das emendas parlamentares, para o financiamento de pesquisas científicas, além da apresentar, de forma detalhada, aspectos importantes da rotina do Legislativo e o trabalho de acompanhamento feito pela equipe da Aspar Fiocruz.
A equipe foi recebida pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, que destacaram a importância do trabalho. “Recebemos uma aula sobre como funciona o Congresso, como funciona o Parlamento e, para além disso, como nos prepararmos para estar mais próximo ao Parlamento, para negociar recursos através das emendas e a comunidade perceber como se dá a atuação da Fiocruz nessa articulação com o Congresso Nacional”, afirmou Stefanie, classificando a oficina como uma oportunidade de muito aprendizado e troca de experiências sobre como se manter próximo das decisões políticas que são tomadas no País.
A oficina foi ministrada pela coordenadora da Aspar Fiocruz, Monica Geovanini e contou com a presença da diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio. Geovanini explica que o trabalho da Assessoria Parlamentar é responsável pelo acompanhamento dos projetos de lei e demais proposições legislativas de interesse da Fiocruz junto ao Congresso Nacional. O projeto Aspar Itinerante, por sua vez, nasce da necessidade de capacitar gestores, pesquisadores e colaboradores da Fiocruz com informações técnicas e práticas sobre o papel institucional da Assessoria Parlamentar, os processos legislativos no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e as estratégias para captação e gestão eficiente de recursos oriundos de emendas parlamentares.
“A Fiocruz Amazônia é a quinta unidade da Fiocruz a receber o projeto, trazendo a visão de quem está em Brasília e a convivência com o dia a dia do Congresso Nacional”, ressalta Geovanini. A intenção do projeto é percorrer todas as unidades da Fiocruz no Brasil. A Aspar existe desde 2011, funcionando na sede da Fiocruz Brasília, no âmbito da Diretoria da instiuição.
“Aqui, na Fiocruz Amazônia, tivemos um momento muito oportuno para pensarmos nos projetos da unidade e construirmos estratégias integradas para viabilizar um diálogo com o Parlamento, não só no sentido de captação de emendas parlamentares, mas também de afirmação do lugar da Fiocruz Amazônia na construção de uma agenda de pesquisa e desenvolvimento de ciência e tecnologia frente às diversas necessidades locais”, afirmou Fabiana Damásio, salientando que o desafio agora é trabalhar na construção das proposições, fortalecendo o sistema integrado Fiocruz, como articuladores desse compromisso de entrega.
A coordenadora da Aspar reforça a importância da missão do trabalho desempenhado no Congresso Nacional. “É importante estar a par do que está sendo captado e como será executado. Trata-se de um processo cada vez mais cauteloso de como estamos executando as emendas, uma vez que a Fiocruz é uma instituição de referência e com atuação transparente”, observa, lembrando que o Congresso Nacional trabalha com prazos e tramitações a vencer, sendo fundamental o trabalho desenvolvido em rede com a parceria dos assessores parlamentares e líderes de bancadas, tendo sempre um ponto focal em cada uma das unidades da Fiocruz.
A Aspar possui também o Boletim Fiocruz em Pauta, com informes semanais encaminhados para diretores das unidades e congressistas, com notícias relativas a projetos desenvolvidos pela Fiocruz, que podem se tornar temas de pautas de interesse coletivo. “O Fiocruz em Pauta é uma ferramenta importante que gera discursos em plenário, audiências públicas, com avaliação de cenários etc”, afirma Mônica Mendes, assessora da Aspar, presente à oficina. A Assessoria Parlamentar da Fiocruz monitora atualmente 585 projetos. Na Fiocruz Amazônia, o ponto focal da Aspar Fiocruz é o assessor do Núcleo de Captação, Edilson Soares.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia divulga resultado da homologação de inscrições ao processo seletivo do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, referente à Chamada 004/2025 – 1a Etapa
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que oferece o curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), em consórcio com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), divulga o resultado da homologação de inscrições referente à Chamada Pública nº 004/2025 – 1a Etapa.
Clique AQUI para conferir o resultado
O processo é referente ao ingresso no 2º Semestre de 2025, no qual foram homologados 59 dos 75 candidatos que apresentaram documentação à Comissão de Seleção do Processo Seletivo.
SOBRE O DASPAM
O Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Diretora reeleita da Fiocruz Amazônia é reconduzida ao cargo e renova compromisso de trabalho em parceria com instituições de ensino e pesquisa na região amazônica
/em Notícias /por Julio OliveiraA diretora reeleita da Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes, foi reconduzida ao cargo na manhã desta quarta-feira, 9/07, em solenidade de posse, na sede da instituição, em Manaus. O evento contou com a presença de autoridades estaduais, representantes de instituições de ensino e pesquisa do Amazonas e do diretor executivo da Fundação Oswaldo Cruz, Juliano Lima, que, em nome do presidente Mário Moreira, destacou a coragem e a determinação de Stefanie Lopes em assumir o compromisso de um novo mandato, para o quadriênio 2025-2029, a ser marcado pelo fortalecimento da cooperação interinstitucional e o reforço às parcerias. O ato foi marcado pela assinatura de termos de cooperação que renovam a parceria entre a Fiocruz Amazônia e a Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), prevendo, respectivamente, a execução do Projeto Plataforma Interinstitucional para Pesquisas Integradas em Doenças Tropicais, e a renovação da cessão de uso de espaço físico na estrutura predial da Funasa, no bairro da Glória, onde já funcionam laboratórios da Fiocruz Amazônia e, mais recentemente, parte dos setores de gestão da unidade.
Falando em nome do presidente Mário Moreira, o diretor executivo da Fiocruz Juliano Lima anunciou que ainda este ano a Presidência da Fiocruz assinará o contrato com a empresa vencedora da licitação para o início das obras de construção da nova sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus. “Conte conosco para retirar do papel a licitação que vai acontecer nesse semestre”, revelou Juliano, sendo bastante aplaudido. “Quero dizer que a presença de tantas autoridades neste ato é de extrema importância para nós. A Fiocruz pactuou na sua estratégia de atuação nacional a instalação de unidades descentralizadas em todo o País, tendo como um dos papeis mais importantes o da formação de redes de instituições que trabalhassem em prol da Saúde Pública, e a representatividade das instituições aqui presentes é o que a Presidência da Fiocruz tem buscado”, afirmou, atribuindo esse êxito à atuação precisa e capacidade de diálogo de Stefanie como gestora pública.
Representando o governador do Amazonas, Wilson Lima, a secretária de Estado da Saúde, Nayara Macksud, destacou o êxito da recondução de Stefanie Lopes à diretoria da Fiocruz Amazônia como uma vitória do sistema público de saúde do Amazonas. “Precisamos fortalecer a regionalização da Saúde, trazendo para a prática as peculiaridades e necessidades de cada área numa construção coletiva e, para isso, sabemos que podemos contar com a expertise da Fiocruz Amazônia como parceria nesse processo. Para tanto, coloco à disposição da Fiocruz a Secretaria de Estado da Saúde e, em nome do governador Wilson Lima, o Governo do Estado, para que possamos estar cada vez mais juntos no planejamento integrado das ações. Fico muito feliz em sentar à mesa com você, Stefanie, e o conjunto de instituições representativas do Estado do Amazonas aqui presentes”, reforçou.
Bastante emocionada, Stefanie Lopes fez um agradecimento especial a todos, afirmando que o segundo mandato é a reafirmação de projeto coletivo construído com diálogo e resiliência. “Nesta etapa que se inicia aprofundamos compromissos e enfrentamos, com coragem, os desafios emergentes, sempre movidos pelo sentimento de orgulho de ser Fiocruz, um orgulho que nasce do compromisso com a ciência, a saúde pública e a transformação social”, discursou a diretora, referenciando a trajetória inspiradora do cientista e médico sanitarista Carlos Chagas, cujo aniversário de nascimento é comemorado em 9/07. “Celebrar a posse neste dia é também afirmar a atualidade dos valores que Carlos Chagas representou, quando em 1910 realizou expedição científica pela Amazônia, assinalando deficiências, algumas existente até hoje, num marco histórico para ciência comprometida com as populações dos campos, das águas e das florestas”, frisou. Carlos Chagas foi a primeira pessoa a descrever completamente uma doença infecciosa, detalhando o patógeno, o vetor, os hospedeiros, as manifestações clínicas e a epidemiologia da tripanossomíase americana, batizada como doença de Chagas, em sua homenagem.
A diretora destacou também a importância do caráter democrático que caracteriza o processo de escolha de dirigentes na Fundação Oswaldo Cruz. “É extremamente importante agradecer a toda comunidade e dizer que foi com vocês que construímos essa recondução. Ela é um reconhecimento coletivo e a confiança de que podemos construir ainda mais juntos, com o apoio da Presidência da Fiocruz e canais abertos de diálogos para que a comunidade continue crescendo de forma sólida”, salientou, destacando o respeito e reconhecimento a todos os gestores anteriores.
“Essa casa é feita de muitas mãos e histórias, parcerias e cooperação de projetos que ampliam a nossa capacidade e esforço coletivo”, complementou Stefanie, agradecendo a presença de autoridades e dirigentes de instituições parceiras, a exemplo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-AM), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Comando Militar da Amazônia (CMA), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, Associação dos Servidores da Fiocruz (Asfoc-AM), Associação dos Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).
A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, ressaltou a importância do fortalecimento das instituições a partir das conquistas individuais e coletivas. “Quando uma instituição se fortalece as instituições como um todo também se fortalecem. Destaco também o fato de ser uma mulher à frente da Fiocruz e que teve coragem para colocar seu nome para recondução no processo eleitoral e foi exitosa. Hoje, estamos comemorando esse momento com a Dra Stefanie, e a Fapeam se enche de orgulho. A Fiocruz Amazônia pode continuar contando com a Fapeam, porque entendemos que nesse processo de consolidação de várias instituições é a nossa política que se fortalece no Amazonas, Estado com imensos desafios e que precisa, de fato, dessa atuação coletiva para continuar nessa curva ascendente na área de CT&I, iniciada em 2019”, comemorou.
O diretor do INPA, Henrique Pereira, também se colocou à disposição para fortalecer a cooperação técnico-científica com a Fiocruz Amazônia, a partir da recondução da Dra Stefanie Lopes à direção da unidade. “O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e a Fiocruz Amazônia são duas instituições que têm muito em comum, a começar pela jurisdição. São duas instituições científicas e tecnológicas federais para a Amazônia e compartilhamos a agenda da Saúde e da Educação. Para nós, é motivo de alegria estarmos na inauguração desse novo mandato, reafirmando nosso compromisso de fortalecimento do ecossistema de ciência, tecnologia e Inovação para a Amazônia”, enfatizou.
A solenidade foi marcada também pela posse dos titulares das Vice-Diretorias de Pesquisa e Inovação (VDPI), Michele Rocha El Kadri; de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGDI), Aldemir Maquiné, e de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), Cláudio Peixoto. Os termos de cooperação foram assinados pela superintendente da Fundação Nacional de Saúde, Leudes Pereira Ajuricaba, e o diretor-presidente da Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado, Marcos Vinicius de Farias Guerra. Representando a direção nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz, o dirigente da Asfoc-AM, André Ivan Lopes de Oliveira, parabenizou a gestão e destacou a necessidade de avanços na luta pela Fiocruz como uma instituição estratégica para o Estado. “É com grande alegria que a Asfoc contribui para um modelo democrático que amplia o debate de ideias e reúne esforços em prol do crescimento institucional. Estamos aqui para desejar uma gestão exitosa”, frisou.
O evento contou ainda com as presenças da diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, a Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Adriana Malheiros, a coordenadora de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Tânia Fonseca; a coordenadora geral adjunta de Educação da Fiocruz, Enirtes Mello; a secretária adjunta do Interior da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-AM), Ana Maria Araújo, e a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde, Tatyana Amorim.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia recebe visita da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) recebeu nesta terça-feira, 8/7, a equipe da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência (CVSLR) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Tânia Maria Peixoto Fonseca coordenadora da CVSLR, foi recebida por Stefanie Lopes; Diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca; Chefe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, bem como pela equipe de qualidade e gerência de laboratórios do Instituto.
A visita teve como objetivo o diálogo institucional para o estabelecimento de um processo que possibilite o reconhecimento e credenciamento futuro, de determinados laboratórios da Unidade, como laboratórios de referência, dada importância das inovações, capacitações e outras atividades desenvolvidas, em prol da vigilância em saúde. “Temos a vantagem de ser uma Unidade da Fiocruz, e termos a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, que acaba por reconhecer laboratórios que atuam como referência, apesar de não serem cadastrados como tal para o Ministério da Saúde, que é o caso do ILMD/ Fiocruz Amazônia. Os editais para credenciamento de laboratórios de referência saem através de uma portaria. Há toda uma análise para seguirmos com as normativas, e o ILMD à época não pôde se credenciar como tal”, explica Stefanie Lopes.
Para a diretora do ILMD/ Fiocruz Amazônia, a possibilidade de credenciar como referência, laboratórios da Unidade, se dá com a provável liberação de uma nova portaria. “Entendemos que essa é a oportunidade perfeita para nos credenciarmos. Precisamos de algumas adequações, mas já fazemos esse atendimento do serviço para a vigilância. Agora seria o momento de recebermos esse reconhecimento, e assim podermos recebermos insumos e funcionar como um serviço de referência, para além dos acordos que possuímos, a exemplo do mantido com a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas”.
Após visita técnica pela Unidade, Tânia Fonseca destacou a relevância das ações do Instituto, que atua em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas. “O Instituto Leônidas & Maria Deane tem se destacado nos últimos anos, principalmente nas respostas às arboviroses. Já durante a pandemia de COVID-19 esse destaque se fez, com várias identificações de novas cepas que foram feitas aqui, pelo grupo liderado por Naveca. Isso tem se consagrado nos últimos anos. No ano passado, vimos a maior epidemia de Dengue das Américas, e em janeiro de 2024, foi identificado por esse mesmo grupo, que o que estávamos tendo em Manaus não era Dengue, mas sim Oropouche. Isso só foi possível, pois o ensaio que identificava foi desenvolvido pelo mesmo grupo e adquirido pela CGLab, o que propiciou que o diagnóstico de Oropouche fosse feito em todo o território nacional”, explica.
A coordenadora da CVSLR destacou ainda o desenvolvimento de estudos que se tornaram políticas nacionais de saúde. “O grupo do pesquisador Sérgio Luz, desenvolveu as Estações Disseminadoras de Larvicidas, que hoje também são política pública ministerial por portaria no país inteiro. Então, faz sentido advogar para que esses laboratórios sejam laboratórios, de fato, referência regional para essa área”, enfatiza Tânia Fonseca.
Para se tornar referência, um laboratório precisa passar por um processo de reconhecimento e credenciamento, que envolve atender a critérios específicos de qualidade, infraestrutura e competência técnica. O processo pode variar dependendo da área de atuação do laboratório e da entidade que o reconhece como referência.
De acordo com Felipe Naveca, chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do ILMD/Fiocruz Amazônia, a visita é de extrema importância, para que a coordenação conheça a estrutura e realidade dos laboratórios. “A Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência que está nos visitando, sempre nos apoiou e sempre reconheceu o nosso trabalho como um laboratório que presta um serviço de referência para o estado do Amazonas e para outros estados da região, dentro da parte de vigilância de vírus emergentes e reemergentes, aliando a genômica o desenvolvimento diagnóstico. A coordenadora veio conhecer in loco, para que eles possam continuar esse papel de defender nosso trabalho, com o reconhecimento no âmbito de Ministério da Saúde”, explica.
Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência
A Coordenação foi criada em 2017, com o objetivo de articular as atividades e ações de vigilância em saúde realizadas na Fiocruz, com as direções das unidades técnico-científicas e com os órgãos gestores em nível Federal, Estadual e Municipal. Nesse sentido, também contribui para a integração dos Laboratórios de Referência entre si, com as direções das unidades da Fundação e com os órgãos gestores.
As ações da coordenação, visam ampliar e intensificar as relações políticas, programas e ações do Ministério da Saúde e demais órgãos gestores do SUS no que se refere a resposta a situações sanitárias relevantes e de emergência. A Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência também tem como função elaborar, implementar e monitorar os programas de Vigilância em Saúde e de Apoio aos Laboratórios de Referência da Fiocruz, além de coordenar o Núcleo de vigilância em Saúde (NUVES) da Fundação.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes
“Transformar pesquisa em soluções inovadoras para saúde” será foco de palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta na sexta-feira, 11/7, às 10h (horário Manaus), a palestra “Como Transformar Pesquisa em Soluções Inovadoras para a Saúde”, a ser ministrada por Marília Costa, Especialista em Inovação em Saúde com mais de 12 anos de experiência em Pesquisa, Desenvolvimento (P&D) e Inovação.
A palestra será moderada por Carlos Henrique Soares Carvalho; diretor de Bionegócios do Centro de Bionegócios da Amazônia – CBA, e será transmitida via Plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/83671202886?pwd=kGPe8mQjRlizFrAcyVpBb7coT0VdHh.1 . ID: 836 7120 2886 e senha: 206505.
A palestrante pretendemostrar como pesquisadores podem se tornar protagonistas da inovação. “Você já imaginou transformar os resultados da sua pesquisa em soluções reais para a sociedade? Vamos entender melhor o empreendedorismo, a inovação científica e as oportunidades de apoio nessa jornada. Veremos que a ciência está mais perto do empreendedorismo do que se imagina”, destaca Costa.
SOBRE A PALESTRANTE
Marília Costa é especialista em Inovação em Saúde com mais de 12 anos de experiência em Pesquisa, Desenvolvimento (P&D) e Inovação. Graduada em Farmácia com PhD em Biotecnologia pela Universidade de Dundee (Reino Unido) e Pós-doutora pela Embrapa. Foi docente na Universidade Estadual da Paraíba, período no qual fundou e foi CEO de uma startup.
Seguiu na área de negócios atuando com inovação corporativa em empresas de tecnologia. Implantou uma incubadora de startups e coordenou programas de aceleração. Possui MBA em Negócios do Futuro pela HSM e especialização em Transformação Digital na Saúde pelo Imperial College London.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Primeira patente do ILMD/FiocruzAmazônia é concedida pelo INPI, referente a equipamento de análise de material genético em amostras biológicas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e Departamento de Gestão Tecnológica da Fiocruz (GESTEC), obteve a primeira concessão de patente pelo Insituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), referente a um equipamento destinado à realização de ensaios LAMP (Loop Mediated Isothermal Amplification), voltado para a detecção de material genético de patógenos em amostras biológicas. A pesquisa abre novas perspectivas para o diagnóstico mais ágil de doenças de importância para a Amazônia (como dengue, malária, chikungunya, Covid-19, dentre outras) e para o mundo, contribuindo para o enfrentamento de possíveis emergências sanitárias. Atualmente, a Fiocruz Amazônia possui oito patentes depositadas no INPI e um direito autoral depositado na Biblioteca Nacional, referente a um aplicativo destinado ao registro de casos de malária.
Detentor da patente, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz, Felipe Naveca, chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explica que a conquista é um marco para Fiocruz Amazônia no âmbito da Inovação Científica. “O INPI reconheceu que temos um produto inovador e fez a proteção através da concessão da patente. Esse equipamento tanto chamou atenção que fizemos a transferência de tecnologia para uma empresa de São Paulo que tem a possibilidade de continuar o seu desenvolvimento e levar o produto ao mercado”, afirma Naveca.
O pesquisador destaca que o maior desafio da equipe de engenheiros de microeletrônica do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que atuou em parceria no projeto, foi desenvolver um equipamento que funcionasse de maneira simples. “De acordo com as nossas especificações, foi possível fazer o desenvolvimento de um produto que fosse o mais barato e mais simples de ser fabricado para que pudesse ter uma ampla difusão. Esse equipamento permite manter a temperatura ótima da reação, ao mesmo tempo em que faz a detecção da mudança de cor da reação por sensores de fotodetecção, o que permitiu o desenvolvimento de um protótipo de maneira mais simples e com baixo custo, utilizando a engenharia que foi pensada pela equipe do SENAI”, afirma o virologista, ressaltando que o equipamento desenvolvido com base nessa patente terá a capacidade de ampliar a testagem molecular especialmente em áreas remotas com pouca estrutura laboratorial.
Coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), da Fiocruz Amazônia, o pesquisador em Saúde Pública do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), Luís André Mariúba, explica que a primeira concessão de patente obtida pelo ILMD/Fiocruz Amazônia está relacionada a um dispositivo de ensaios LAMP, o qual tem por objetivo a amplificação do DNA/cDNA para detecção do material genético de patógenos extraídos de uma amostra biológica.
De acordo com Mariúba, técnicas de amplificação isotérmica de DNA mediada por loop, também conhecidas por técnicas LAMP (do inglês Loop-Mediated Isothermal Amplification), são largamente conhecidas no estado da técnica, e aplicadas para o desenvolvimento de testes diagnósticos para a detecção de parasitas em amostras biológicas. “A técnica LAMP é cada vez mais usada em substituição à técnica PCR (Polymerase Chain Reaction – Reação em Cadeia da Polimerase), uma vez que o tempo e custo para a execução da técnica PCR ainda inviabilizam seu uso em larga escala em laboratórios de rotina”, justifica.
TERMOCICLADORES
Os ensaios LAMP são executados em condições isotérmicas, as quais podem ser mantidas em diferentes instrumentos, tais como termocicladores e banhos-maria, ou então dispositivos de ensaios LAMP. O referido equipamento possibilita a amplificação do DNA/cDNA de amostras para detecção de patógenos através do aquecimento de uma câmara de ensaio interna ao dispositivo.
Nos ensaios desenvolvidos no equipamento, alíquotas de uma amostra biológica sob análise são adicionados a reagentes e o conjunto é aquecido em uma câmara de ensaios LAMP. Essas amostras são então monitoradas durante o ensaio com o intuito de identificar uma possível mudança de cor (por exemplo, do violeta para o azul-celeste, quando utilizado o reagente Azul de hidroxinaftol), o que representa uma reação positiva da amostra com relação ao reagente utilizado.
PATENTES DEPOSITADAS
Atualmente, a Fiocruz Amazônia possui oito patentes depositadas no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e 1 direito autoral depositado na Biblioteca Nacional, referente a um aplicativo destinado ao registro de casos de malária. Os produtos são voltados principalmente para saúde humana, havendo ainda uma patente, desenvolvida em colaboração, direcionada a aplicação animal. São os seguintes os inventos:
1.Anticorpos para tratamento contra bactérias diarreiogênicas
Problema
O uso excessivo de antibióticos tem estimulado o aparecimento de cepas resistentes, o que leva a necessidade da busca constante de novas estratégias de combate e a novos compostos antimicrobianos. Em infecções diarreiogênicas, o tratamento com antibióticos pode em alguns casos levar à piora do paciente, com a formação de quadro de síndrome hemolítico-urêmica.
Solução
A solução propõe o uso de imunoglobulina Y (IgY) produzida em ovos de galinhas imunizadas com antígeno específico para tratamento de infecções intestinais causadas por bactérias diarreiogênicas. A tecnologia tem potencial para reduzir o uso de antibióticos, diminuindo o risco de resistência bacteriana, além de oferecer um uso ético dos animais.
2.Método de solubilização e ativação dos nanotubos de carbono
Problema
A imunização de animais com a utilização de peptídeos necessita de partículas (carreadores) que auxiliem o sistema imune a reconhecer o antígeno alvo. Contudo, os carreadores de peptídeos empregados na imunização de animais experimentais, como o BSA e KLH, geram uma resposta de imunidade humoral contra os próprios organismos dos animais. Isso atrapalha na obtenção dos anticorpos específicos contra o antígeno trabalhado.
Solução
A tecnologia prevê o uso de nanotubos de carbono (NTC) como carreador de peptídeos para imunização de animais. Para isso, um método de solubilização de NTC em meio aquoso com alta estabilidade a longo prazo e um método de ativação desse NTC solubilizado foram desenvolvidos pelo inventor.
A utilização de NTC como carreadores proteicos foi testada em camundongos e galinhas, apresentando produção específica de anticorpos contra o antígeno, sem geração de resposta humoral, como o método utilizado atualmente na imunização.
3.Diagnóstico de Escherichia coli Enterotoxigênica (ETEC)
Problema
A diarreia do viajante é um subtipo específico de diarreia aguda, geralmente provocada por uma infecção bacteriana. Afeta até 40% de viajantes que visitam regiões subdesenvolvidas do mundo e representa 33,5% das visitas médicas no retorno desses turistas. O correto diagnóstico dessas infecções é importante para a realização do tratamento preciso nos pacientes, uma vez que existe a possibilidade da ocorrência de reações adversas causadas pela medicação em casos específicos. Contudo, não existe atualmente no mercado um teste que diferencie as infecções diarreiogênicas causadas por todos os subtipos de E. coli, entre elas da Escherichia coli Enterotoxigênica (ETEC).
Solução
Trata-se do desenvolvimento de uma proteína recombinante, anticorpos e imunoensaio capaz de identificar E. coli, subtipo ETEC, por meio da detecção da proteína ETpA. Os anticorpos foram validados com a utilização da técnica de citometria de fluxo associada às microesferas magnéticas, havendo ainda potencial uso em outros imunoensaios. A tecnologia é versátil, pode ser utilizada em qualquer método de detecção imunológica.
4.Composição vacinal contra Clostridiose
Problema
As clostridioses são típicas doenças que acometem esses rebanhos, provocadas por bactérias do gênero Clostridium, que se caracterizam por serem bastonetes anaeróbicos, gram-positivas, móveis e por acarretarem perdas significativas na bovinocultura.
As estirpes do gênero provocam enfermidades por meio da presença de toxinas e/ou pela invasão de tecidos, se diferenciando de acordo com presença e sínteses de genes.
Solução
e invenção provê moléculas de ácido nucleico recombinante que codificam epítopos de alfa toxina de C. novyi recombinante. Adicionalmente, a invenção provê composições vacinais compreendendo os referidos epítopos e o uso dos mesmos, e método para preparar as referidas composições. Por fim, a invenção também provê método de tratamento e prevenção de clostridioses.
5.Método para detectar anticorpos contra orthohantavirus
Problema
Hantavirose é uma antropozoonose emergente de grande importância para saúde pública mundial, podendo causar doenças potencialmente graves em seres humanos, e tem roedores como reservatórios naturais (Nichol et al., 1993). Essa doença é causada por espécies de Hantavírus, os quais possuem um componente essencial e mais abundante no vírion, a nucleoproteína ou proteína N, capaz de induzir forte resposta imune humoral em humanos e roedores; podendo, assim, ser usada como antígeno em ensaios imunoenzimáticos.
Solução
Um antígeno de Orthohantavirus recombinante foi produzido, o qual é proximamente relacionado a cepas de Orthohantavirus, majoritária e prevalente na América da Sul, e outras espécies pertencentes ao clã Andes, e secundariamente relacionado aos vírus Rio Mamoré e Laguna Negra, influentes na Região Amazônica. Seguidamente foi utilizado como antígeno recombinante em um teste diagnóstico para detecção de anticorpos anti-Orthohantavirus por ensaio imunoenzimáticos
6.Iniciadores e sondas para a detecção dos vírus mayaro e oropouche por pcr em tempo real
Problema
O Brasil em função das imensas áreas de floresta tropical apresenta ecossistemas propícios para o surgimento e manutenção de arboviroses o que permitiu o isolamento de mais de 200 espécies de arbovírus no país, dentre estes o vírus dengue, agente etiológico da mais importante arbovirose humana. Todavia com a alta endemicidade de outras arboviroses no país, principalmente na região Amazônica, o diagnóstico baseado somente em dados clínicos é muito difícil.
Solução
Um antígeno de Orthohantavirus recombinante foi produzido, o qual é proximamente relacionado a cepas de Orthohantavirus, majoritária e prevalente na América da Sul, e outras espécies pertencentes ao clã Andes, e secundariamente relacionado aos vírus Rio Mamoré e Laguna Negra, influentes na Região Amazônica. Seguidamente foi utilizado como antígeno recombinante em um teste diagnóstico para detecção de anticorpos anti-Orthohantavirus por ensaio imunoenzimáticos.
7.Dispositivo de ensaios LAMP
Cenário
A técnica LAMP (do inglês “Loop-Mediated Isothermal Amplification”) é cada vez mais usada em substituição à técnica PCR (Polymerase Chain Reaction – Reação em Cadeia da Polimerase), uma vez que o tempo e custo para a execução da técnica PCR ainda inviabilizam seu uso em larga escala em laboratórios de rotina.
Solução
A presente invenção está relacionada a técnicas de ensaios conhecidos como LAMP, sendo a invenção um dispositivo de ensaios LAMP, o qual tem por objetivo a amplificação do DNA/cDNA para detecção do material genético de patógenos extraídos de uma amostra biológica.
8.Equipamento portátil para esterilização de equipamento de proteção individual (EPI)
Problema
Os EPIs, incluindo protetores faciais, máscaras cirúrgicas e respiradores (em especial do tipo N95), são equipamentos de fundamental importância para a segurança de pacientes, e, principalmente, profissionais de saúde que estão em contato constante com pessoas e ambientes contaminados. Uma vez que a oferta de EPIs não pode ser elevada de forma rápida o suficiente para suprir as demandas globais, estratégias para prolongar a vida útil de equipamentos médicos (em especial EPIs) da maneira mais segura possível têm tomado lugar de destaque em debates entre profissionais de saúde.
Solução
O equipamento projetado seria usado para descontaminação de equipamento de proteção individual (EPI), incluindo protetores faciais, máscaras cirúrgicas e respiradores N95. Estes acessórios são de suma importância para a segurança tanto de pacientes como do corpo clínico, principalmente no caso de uma pandemia infecciosa. Além disso, o equipamento também pode ser usado para descontaminação da superfície de outros produtos compatíveis ou instrumentação cirúrgica
Aplicativo para registro de casos de malária
Problema
A malária é uma doença prevalente em países de clima tropical e subtropical, sendo ainda um importante problema de saúde pública. O diagnóstico precoce desta doença é uma das formas mais importantes de controle, uma vez que possibilita do tratamento antes de uma maior progressão de transmissão. O registro dos casos de malária é realizado através de preenchimento manual de planilhas para posterior registro em sistema computadorizado.
Solução
Foi criado um aplicativo para auxiliar o agente de saúde no registro de casos de malária. Neste o usuário pode preencher a ficha de registro padrão de maneira mais prática. Além disso, há o recurso de registro de localização GPS do ponto de coleta da amostra, o que pode ser utilizado para monitoramento mais apurado dos locais de ocorrência de casos
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia e Escola de Saúde Pública definem novas ações de capacitação para agentes comunitários de saúde de Manaus em 2025
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia e a Escola de Saúde Pública da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (ESAP) definiram a oferta de uma nova turma do Curso de Formação Inicial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para 2025, no âmbito do Projeto QualificaSUS,- Fase II, desenvolvido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Na última terça-feira, 1/07, foi realizada uma reunião de articulação com representantes da Escola de Saúde Pública (ESAP) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). Estiveram presentes Ivamar Moreira da Silva (diretora de Gestão de Educação na Saúde da ESAP/Semsa), Fabiano Correa Batista (gerente de Ensino em exercício) e Amanda Cardelis Lins (chefe da Divisão de Ações Estratégicas de Educação na Saúde). Pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, participaram a diretora Stefanie Costa Pinto Lopes e vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação, Cláudio de Oliveira Peixoto.
O principal objetivo da reunião foi definir novas ações de capacitação para o ano de 2025 em Manaus, em parceria com a ESAP. Nesse contexto, foi solicitada a oferta de uma nova turma, com 40 vagas, destinada aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) recém-empossados pela SEMSA. De acordo com o vice-diretor Claudio Peixoto, ficou acertado que essa nova turma será ofertada em setembro de 2025, em data a ser definida de acordo com o calendário de formações com os municípios.
“A qualificação dos Agentes Comunitários de Saúde que atuam nas Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas é de vital importância. Ela permite o acompanhamento da evolução dos conhecimentos em saúde e dos avanços do Sistema Único de Saúde (SUS), visando garantir atenção qualificada e efetiva às necessidades dos usuários. Adicionalmente, a capacitação desses profissionais é um apoio fundamental para a implementação de políticas, planos, programas e ações de saúde em suas respectivas áreas de atuação”, explica Cláudio.
SOBRE O CURSO
O Curso de Formação Inicial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) aborda conteúdos e técnicas essenciais. Seu foco é auxiliar na tomada de decisões e no desenvolvimento de melhorias significativas na qualidade, resolutividade e organização do cuidado oferecido por esses profissionais. O curso é oferecido na modalidade presencial com carga horária de 40 horas. O público-alvo são os agentes Comunitários de Saúde (ACS) recém-ingressantes na Atenção Básica, com ensino médio completo.
A formação tem como objetivos: oferecer subsídios teórico-práticos relacionados ao processo de trabalho do ACS; promover a reflexão e análise sobre os territórios de atuação desses profissionais, e o conhecimento desse espaço como estratégico para a construção do diagnóstico da situação de saúde e condições de vida da população, e contribuir para a formação de trabalhadores comprometidos com a produção do cuidado e o direito à saúde.
A realização de um Curso de Formação Inicial para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com carga horária mínima de 40 horas, encontra respaldo legal na Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, e na Portaria nº 243, de 25 de setembro de 2015.A concepção deste curso baseia-se no entendimento expresso no Artigo 3º da Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, que define o ACS como um ator estratégico cuja atribuição é o “exercício de atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas”. “Dessa forma, reconhecemos que a atuação do ACS exige a mobilização de conhecimentos abrangentes, que vão além da área da saúde, englobando aspectos relacionados à cidadania, às políticas públicas, à organização social e aos modos de vida de indivíduos, famílias e comunidades”, complementa Peixoto.
Na primeira fase do Programa QualificaSUS, foram formados 6.476 profissionais da Atenção Básica, entre agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes comunitários de endemias (ACE). O programa já ofertou cursos de formação e atualização em todos os 61 municípios do Amazonas, além da capital Manaus. Além dos cursos de formação inicial para ACS e ACE (Agentes de Combate a Endemias), também oferece especialização e mestrado para trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), capacitados sob um modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, levando em conta a realidade de cada localidade e respeitando o conhecimento e a experiência dos alunos.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes
Pesquisador da Fiocruz Amazônia alerta para necessidade de inserção da vigilância do feminicídio no âmbito do SUS
/em Notícias /por Julio OliveiraO pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, defendeu, recentemente, em reunião realizada, em Brasília, com a equipe do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, a inserção da vigilância do feminicídio como uma prioridade no âmbito do SUS, tendo em vista os números preocupantes de violência letal contra as mulheres no Brasil e a ausência de políticas públicas efetivas voltadas especificamente ao seu enfrentamento e correta estimação.
Orellana coordena, atualmente, na Amazônia Ocidental brasileira e na cidade do Rio de Janeiro, a Rede de Observatórios da Estratégia denominada Vigilância Digital e de Prevenção do Feminicídio (Vigifeminicídio), liderada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem mapeando e fazendo um inédito detalhamento, acerca das circunstâncias em que ocorrem os assassinatos femininos em quatro capitais da Amazônia Ocidental – Manaus (AM), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO), bem como na capital Fluminense, Rio de Janeiro (RJ).
“Em reunião realizada no último dia 12/06, com a coordenadora geral de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes e Promoção da Cultura de Paz, da SVSA, Naíza Nayla Bandeira de Sá e sua equipe, foi discutida a recente ampliação da Rede de observatórios ligados à estratégia Vigifeminicídio, mas também a necessidade de o Ministério da Saúde incluir em sua agenda de prioridades o suporte a iniciativas que auxiliem a dar mais visibilidade ao feminicídio e seus determinantes”, destacou Orellana, que é epidemiologista, vinculado ao Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, em Manaus.
“No encontro com os técnicos do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças não Transmissíveis (DAENT/SVSA/MS), discutimos não apenas pontos cruciais relativos à estratégia Vigifeminicídio, como também a possibilidade de parcerias, trabalho intersetorial e a necessidade da inserção desta linha temática, explicitamente, no rol de prioridades de atuação e incentivo à pesquisa do Ministério da Saúde. Enfim, saímos muito satisfeitos da promissora reunião, devido ao seu potencial de levar para dentro do Ministério da Saúde um desafiador e invisibilizado problema, o qual não pode seguir sendo adiado, sob o pretexto da falta de metodologias acessíveis e que permitam um adequado e responsável dimensionamento do feminicídio no país”, complementa.
Segundo o pesquisador, o trabalho da Rede Vigifeminicídio se distingue por sua abordagem interdisciplinar e por ter como referencial modernos recursos da vigilância inteligente a serviço da vida, buscando integrar dados confiáveis ao desenvolvimento de políticas públicas efetivas de prevenção e enfrentamento da violência de gênero na região e fora dela. O estudo está em desenvolvimento por pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), das Universidades Federais do Acre (UFAC) e Rondônia (UNIR), bem como da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/FIOCRUZ).
CLASSIFICAÇÃO DO CRIME
Recentemente, a Lei 14.994 de 2024, tornou o crime de “feminicídio” como um tipo penal independente, não somente facilitando a classificação do crime, como conferindo-lhe a maior pena da legislação brasileira (até 40 anos). O termo é usado para classificar o assassinato de uma mulher quando este é motivado pelo fato dela ser mulher (misoginia, menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero).
Por meio do LEGEPI, a Rede Vigifeminicídio vem se fortalecendo a partir da realização de pactuações com instituições de ensino e pesquisa, e a realização de treinamentos de captura inteligente de dados para os seus integrantes. No último mês de maio, ocorreu um treinamento na sede da Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, com a participação de docentes, discentes, representantes da coordenação do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC-UFAC) e representantes de instituições públicas e organizações não-governamentais ligadas à temática.
“Para nós, é extremamente gratificante observar o crescimento da estratégia Vigifeminicídio, pois demonstra que estamos ampliando a proposta em direção à sua consolidação, bem como proporcionando uma excepcional cobertura dos assassinatos femininos em quatro estados da Amazônica ocidental brasileira, já que estamos dando conta de aproximadamente 50% da população feminina com 10 anos e mais desses quatro estados. Mais do que isso, temos séries históricas únicas acerca do comportamento de assassinatos femininos e feminicídios, em capitais como Manaus e Porto Velho, com dados desde 2016, incluindo a localização pontual dos locais de agressão das vítimas. Muito provavelmente, não há nada parecido no Brasil, considerando a cobertura e o detalhamento que temos sobre cada uma dessas mortes”, explica o pesquisador da Fiocruz Amazônia.
Para o epidemiologista, mesmo diante dos avanços e com o potencial da iniciativa, na prática, a sua sustentabilidade está seriamente ameaçada, pela falta de apoio financeiro. “Apesar das recentes tentativas de reversão do problema, junto a parlamentares, agências de fomento em pesquisa e mesmo entes governamentais, o problema persiste, seguindo no esquecimento, em um país claramente machista e preconceituoso”, desabafa Orellana.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Ingrid Anne / Arquivo / Fiocruz Amazônia