COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia celebra 31 anos inaugurando Módulo de Pesquisa para funcionamento do laboratório de Diversidade Microbiana
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) celebrou nesta quinta-feira, 21/08, seu 31º aniversário de fundação com a entrega do novo Módulo de Pesquisa da unidade, totalmente equipado, para funcionamento do Laboratório de Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para Saúde (DEMAIS), A inauguração é um marco para a unidade e tem um significado especial por conta dos desafios superados ao longo de quatro anos para a finalização da estrutura física do prédio, como destacou a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. “A ideia inicial era um módulo com dois pavimentos, mas ajustes de projeto e mudanças de gestão exigiram redirecionamentos”, explicou Stefanie, ressaltando os obstáculos operacionais enfrentados, tais como ligação de energia, aquisição de mobiliário e de equipamentos de ponta e a articulação dos diversos processos administrativos e técnicos para a efetivação da transferência do laboratório das instalações antigas para o novo prédio, denominado Rio Japurá.
“Nossos laboratórios de pesquisa demandam investimentos contínuos para a melhoria da infraestrutura. Crescemos e, para superar as limitações, tivemos que nos dividir entre a nossa sede e três instituições parceiras (UFAM, Funasa e Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado). Hoje, esta entrega simboliza a sensibilidade desta gestão em compreender a urgência desses investimentos”, afirmou a diretora, acrescentando que a previsão é de que, num futuro próximo, aconteça a reforma do terceiro pavimento do prédio principal da unidade, simbolizando a capacidade de resiliência, colaboração e compromisso com a Ciência na Amazônia. “Que seja o início de novas conquistas e que possamos, juntos seguir fortalecendo nossa capacidade de pesquisa e inovação, tendo sempre como prioridade a concretização do projeto da nova sede. Até lá, cada melhoria como esta é fundamental para sustentar e ampliar o trabalho que realizamos”, comemorou.
O novo módulo possui Sala de Refrigeração, Laboratório Multiuso, Sala de Micobiotecnologia, Laboratório de Micologia Médica, Laboratório de Bacteriologia e Saúde Ambiental, Laboratório de Parasitologia Geral, Sala de Eletroforese e PCR e Sala de Lavagem e Esterilização. Antes localizado no primeiro anexo, o DMAIS agora conta com mobiliário específico, bancadas em inox e equipamentos novos, a exemplo de cabines de segurança classe 2-A2, autoclaves, estufas de secagem, microondas. Incubadora Sheik, refrigeradoras horizontais, cabine de segurança biológica, máquinas de gelo de 50 litros, balanças de precisão, purificadores de água por osmose reversa, além do mobiliário novo com material impermeável. O módulo contém infraestrutura completa para dar suporte às atividades realizadas e conta com suporte de geração de energia, com geradores exclusivos, e dois técnicos do Núcleo de Suporte Técnico à Pesquisa (NUTP) para atuar na sala de lavagem e esterilização.
O módulo tem ainda duas saídas de emergência, uma delas pela sala de refrigeração que contém 15 equipamentos refrigeradores laboratoriais, dos tipos freezer -30 e ultrafreezer -80. Todas as salas têm instalados desumidificadores, para evitar que a umidade do ambiente possa prejudicar os equipamentos. Stefanie Lopes agradeceu, de modo especial, a dedicação e empenho das equipes que estiveram diretamente envolvidas, ao longo dos últimos anos, com o projeto de implantação do novo módulo, destacando a Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI), Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGDI), Escritório de Projetos, Patrimônio e Qualidade e Serviço de Infraestrutura (Seinfra).
Ao todo a construção ocupa uma área construída de 266,65 metros quadrados do terreno de 811,82m². Possui ao todo 14 salas, sendo uma construção caracterizada como sustentável pela quase inexistente geração de resíduos na obra, uma vez que toda a estrutura é modulada e fabricada para utilização nesse projeto. Todo o módulo é feito em estrutura metálica, com paredes em painel estruturado com preenchimento de espuma de poliisocianurato (PIR) com 50mm de espessura (paredes internas) e 100mm de espessura (paredes externas e teto). A construção é modular e removível, podendo ser desmontada e montada em outro local. Foi construída uma subestação de 150 KVa para atendimento da demanda de energia exclusiva do módulo. Além disso, dispõe de um Grupo gerador que garante o fornecimento de energia em caso de interrupção no fornecimento pela concessionária.
ASFOC
A comemoração contou também com o corte simbólico de um bolo de aniversário, acompanhando do tradicional Parabéns pra você, e das palavras de felicitação do dirigente da Asfoc-AM, André Ivan Lopes de Oliveira, representando a direção nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz. “Nossa alegria de comemorar esse aniversário é principalmente por conta do compromisso das trabalhadoras e trabalhadores, da contribuição inequívoca com a saúde da população e com a ciência e tecnologia”, afirmou, lembrando que o sindicato segue mobilizado para o X Congresso Interno e o primeiro seminário para tratar da construção desse processo, na próxima segunda-feira, às 8h (horário Manaus).
“A Asfoc tem se envolvido ativamente em discussões mais amplas sobre a saúde, ambiente, clima, racismo ambiental e as movimentações da Cúpula dos Povos e dos movimentos sociais rumo à COP 30. Importante mantermos o nosso diálogo para que todas as vozes sejam ouvidas. Via a Fiocruz Amazônia, continuem contando com a Asfoc para seguir na nobre missão de atender a população brasileira. O Norte brasileiro agradece seu empenho e dedicação”, finalizou André, falando em nome do presidente da Asfoc, Paulo Garrido.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai apresentar testes imunológicos aplicados a pesquisa científica
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na sexta-feira, 22/08, às 10h (horário Manaus), a palestra “Reação antígeno-anticorpo: testes imunológicos aplicados a pesquisa científica”, a ser ministrada por Hallison Mota Santana, pesquisador do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), do ILMD.
A palestra será moderada pelo pesquisador James Lee, Chefe do Laboratório de Ecologia De Doenças Transmissíveis Na Amazônia (EDTA), e será transmitida via Plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/82529192912?pwd=eeCM7R1eKIai8tjtifVV3jcOPlMQaR.1 , utilizando ID da Reunião: (825 2919 2912) e Senha de acesso: (250628).
Na oportunidade, Hallison abordará fundamentos da imunologia que consistem na interação específica entre um antígeno (proteína viral, bacteriana, toxina) e um anticorpo (proteína produzida pelos linfócitos B em resposta a esse antígeno). “Essa ligação é altamente específica e pode resultar em processos como neutralização de toxinas e opsonização de microrganismos. Com base nesse princípio, diversos testes imunológicos foram desenvolvidos para aplicação em pesquisa científica, diagnóstico clínico e desenvolvimento de vacinas e terapias. Entre eles estão os ensaios de aglutinação, precipitação, imunofluorescência, citometria de fluxo, western blot e ELISA”, explica.
Hallison destaca ainda que esses testes são ferramentas fundamentais na investigação de doenças, no estudo de mecanismos de defesa imunológica e no monitoramento de respostas a agentes infecciosos ou tratamentos. “Dessa forma, ter o conhecimento dos fundamentos que embasam esses testes auxilia o pesquisador na escolha da melhor metodologia a ser usada para responder às questões de seu projeto, promovendo uma maior eficiência no uso dos materiais e reagentes disponíveis no laboratório”, pontua.
SOBRE O PALESTRANTE
Hallison Mota possui Bacharelado em Biomedicina pelo Centro Universitário São Lucas, é Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental (PgBioExp), da Universidade Federal de Rondônia, sob a linha de pesquisa Bioprospecção e Caracterização de Moléculas da Biodiversidade Amazônica Úteis à Saúde Humana. Atualmente é Tecnologista em Saúde Pública no Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, desenvolvendo atividades no Laboratório de Diagnóstico e Controle de doenças infecciosas na Amazônia – LDCDIA.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz recebe Janja para debater saúde da mulher
/em Notícias /por Julio OliveiraPrimeira-dama do Brasil esteve na Fiocruz Amazônia e conheceu projetos sobre partos tradicionais, redução da mortalidade materna e enfrentamento ao feminicídio
A Fiocruz recebeu o compromisso de apoio da primeira-dama Rosângela Lula da Silva aos projetos desenvolvidos pela instituição na área de saúde da mulher, que auxiliam no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Janja, como é popularmente conhecida, esteve no Amazonas como enviada especial da agenda das mulheres para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) – que vai ocorrer em novembro em Belém (PA) – e visitou, nesta quarta-feira (20/8), a sede da Fiocruz Amazônia (Manaus).
Janja informou que a estadia no Amazonas foi a primeira de uma série de viagens que pretende cumprir aos seis biomas brasileiros com o objetivo de construir e levar a Carta das Mulheres à COP 30, documento que visa reunir as demandas e os anseios percebidos. A socióloga fez questão de incluir na agenda a visita à Fiocruz Amazônia por reconhecer a importância da atuação da instituição na região no que diz respeito à temática.
“Estou aqui para pisar nos territórios, ouvir as mulheres e conhecer a realidade ribeirinha dessa parte da Amazônia, que é tão especial e simbólica. Estamos começando pelo Amazonas, juntamente com as enviadas especiais da COP 30 para as agendas da igualdade racial e dos direitos humanos. Resolvemos nos unir e andar pelo Brasil para conversar com as mulheres sobre a COP 30, conhecer sobre a vida delas e levar a Carta das Mulheres para a reunião dos líderes na Conferência”, explicou Janja.
“É com grande satisfação que recebemos a visita da primeira-dama Janja Lula da Silva. Sua presença simboliza não apenas o reconhecimento da relevância da Amazônia, mas também reforça o compromisso com a equidade de gênero e a valorização dos saberes e práticas que emergem deste território único”, reforçou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que recebeu Janja na sede da unidade juntamente com pesquisadores em Saúde Pública, responsáveis pela execução dos projetos apresentados.
Durante a passagem pela Fundação, a primeira-dama conheceu projetos sobre saúde sexual e reprodutiva, igualdade de gênero, formação de profissionais de saúde e desenvolvimento populacional. O encontro contou ainda com a presença de parteiras tradicionais, mulheres migrantes, pesquisadoras, representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Amazonas, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), entre outras organizações parceiras da Fiocruz na execução de projetos voltados para redução da mortalidade materna, gravidez indesejada, valorização das parteiras tradicionais e enfrentamento ao feminicídio.
“Ao longo de sua trajetória, a Fiocruz Amazônia, que completou 31 anos na terça-feira (19/8), consolidou-se como referência na produção de conhecimento científico voltado para as necessidades reais das populações amazônidas, promovendo a integração entre saberes tradicionais e avanços tecnológicos na saúde”, destacou Stefanie Lopes.
Ela também lembrou que a nova sede da Fiocruz Amazônia, cujo projeto executivo já está finalizado e Janja pode conhecer, representa um passo fundamental para expandir a capacidade científica, formativa e social da unidade, como polo estratégico não apenas para o Brasil, mas para o mundo. “Precisamos estar aqui e ampliar nossa atuação no território amazônico com capacidade instalada suficiente para atender a todas as necessidades. Para isso, precisamos de ajuda”, conclamou a diretora, reforçando o papel estratégico da Fundação para a saúde pública, unindo ciência, inovação e inclusão social.
A visita à sede da Fiocruz Amazônia marcou o encerramento de uma agenda extensa de Janja no Amazonas, que incluiu encontros com mulheres de comunidades ribeirinhas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro e movimentos sociais de Manaus e entorno, no Museu da Amazônia (Musa) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ela esteve presente também ao último dia do Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP 30, quando foi entregue o documento com as contribuições da comunidade científica da Amazônia ao embaixador da Conferência, André Correia Lago. O evento foi promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) do Governo Federal.
Projetos em saúde da mulher
Dentre os projetos desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia, foram apresentados a Janja o projeto Formação de Profissionais do SUS em Saúde da Mulher, que oferece cursos de atualização para profissionais de saúde pelo Campus Virtual Fiocruz. Na modalidade por Educação a Distância (EAD) nas temáticas: Urgências e emergências obstétricas; Planejamento reprodutivo e prevenção de gravidez não planejada; Aconselhamento pré-natal de qualidade e prevenção da gravidez na adolescência. No formato presencial teórico-práticos: Urgências e emergências Obstétricas, Planejamento reprodutivo para Profissionais da Atenção Primária à Saúde. O objetivo é qualificar profissionais e ampliar o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva, contribuindo para a redução da mortalidade materna e da gravidez não planejada nos estados da Amazônia Legal.
O projeto, coordenado pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, contabilizou 673 mulheres atendidas em planejamento reprodutivo (inserção de DIU e Implanon) em 5 dias de início das atividades práticas dos cursos. Foram 180 profissionais formados, sendo 142 médicos e enfermeiros obstetras de maternidades e 38 médicos e enfermeiros da Atenção Primária em Manaus, Roraima e Parintins, proporcionando um incremento de 300% de ampliação da oferta de serviços de planejamento reprodutivo na rede de Atenção Primária à Saúde (APS) em Parintins e Boa Vista. Referência em saúde da mulher, a pesquisadora visitante da Fiocruz Amazônia, Maria do Carmo Leal, reforçou a importância do projeto e do fortalecimento das ações de saúde na Amazônia.
Outro projeto apresentado foi o de Valorização de saberes ancestrais das parteiras amazônidas, coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública Júlio César Schweickardt. O trabalho tem como finalidade promover o fortalecimento da Associação das Parteiras Tradicionais do Amazonas, como espaço de representação política e cuidado em saúde. O projeto visa também a difusão do Guia em saúde em comunidades e atividades de formação, profissionalização, remuneração e melhoria de insumos para o trabalho das parteiras, verdadeiras guardiãs de saberes ancestrais e cuidados com as mulheres em territórios ribeirinhos, indígenas e rurais com acesso limitado ao SUS. A maioria atua desde a adolescência, com escolaridade limitada e desempenho em contextos de desigualdade socioeconômica e escassez de oferta de serviço de saúde. A associação possui mais de 1.100 parteiras cadastradas no Amazonas.
Como resultados alcançados, o projeto elenca a criação da associação institucionalizada, com presença em todas as regiões do estado; a aprovação da Lei Estadual no 5.312/2020 que garante acesso das parteiras tradicionais em maternidades e hospitais do Estado e a Lei Estadual no 4.875/ 2019, que institui o Dia Estadual da Parteira no Amazonas; reconhecimento crescente da atuação das parteiras como patrimônio cultural e estratégico para o SUS. Janja pode conversar com a presidente da APTAM, Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues, que é parteira, no município de Tefé (AM) e salientou as necessidades da categoria, que luta pelo reconhecimento da profissão, garantia de jornada remunerada, kits, transporte, valorização dos saberes locais e integração à agenda ambiental da COP 30.
Outra iniciativa da Fiocruz Amazônia apresentada foi o projeto Ágape, coordenado pela pesquisadora social Rita Bacuri, que atua no enfrentamento a vulnerabilidades de mulheres migrantes, sobretudo na saúde sexual e reprodutiva, promovendo acesso a direitos, fortalecendo lideranças comunitárias e promovendo o protagonismo feminino, com foco na ampliação do acesso de mulheres migrantes à saúde, educação e cidadania. O projeto prevê a formação de mulheres migrantes como lideranças comunitárias, fortalecendo sua representatividade, a garantia de acesso à saúde sexual, reprodutiva e direitos sociais básicos.
Uma delas, a venezuelana Lis Carolina Martinez, presente ao encontro, fez um agradecimento especial à Fiocruz Amazônia pelo acolhimento recebido por meio do projeto. Moradora de Manaus há oito anos, ela atualmente preside a associação Acompanhadas, de apoio a mulheres migrantes e brasileiras, que presta informação sobre direitos femininos e leis brasileiras de proteção às mulheres. “O Brasil é um país maravilhoso. Através da Fiocruz, adquirir conhecimentos sobre direitos e leis e passei a ser uma multiplicadora não só para outras migrantes mas também para brasileiras que vivem na mesma comunidade e desconhecem as leis”, afirmou.
Por fim, a primeira-dama Janja Lula da Silva conheceu o projeto Vigifeminicídio, de Monitoramento e Visibilidade da Violência Letal Contra Mulheres, que desenvolve uma metodologia para vigilância da informação em saúde aplicada ao feminicídio. O pesquisador em Saúde Pública e Epidemiologista, Jesem Orellana, coordenador da iniciativa, fez um apanhado da atuação do projeto, que visa promover a inserção da vigilância do feminicídio como uma prioridade do SUS, a ampliação da abrangência da Rede Vigifeminicídio, na Amazônia Ocidental – atualmente o projeto está presente em Manaus (AM), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO), combater as desigualdades de gênero e orientar políticas públicas mais eficazes.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Michell Mello
Fiocruz Amazônia passa a integrar colegiado do Programa Institucional de Política de Drogas, Direitos Humanos e Saúde Mental
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) passou a integrar o Colegiado do Programa Institucional de Política de Drogas, Direitos Humanos e Saúde Mental (PDHSM) da Fiocruz, que realizou entre os dias 13 e 15/08, seu segundo encontro e terceira reunião com o Conselho Consultivo do PDHSM, reunindo representantes das diversas unidades da Fiocruz e entidades engajadas na temática do País. O evento aconteceu no Hotel Regina, no Rio de Janeiro, e agregou, pela primeira vez, pesquisadores e pesquisadoras das diversas unidades que ainda não faziam parte do colegiado, com a finalidade de fortalecer as ações do Programa e seu elevado potencial de incidir sobre temas estratégicos como a construção do Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (Planad), em estreito diálogo com o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) e sociedade como um todo. Representando a Fiocruz Amazônia, o pesquisador em Saúde Pública e epidemiologista Jesem Orellana ressaltou a importância desta participação no colegiado, ligando novamente e de forma mais contundente a Região Norte, em especial o Amazonas, à temática.
O encontro teve como finalidade potencializar os debates e posicionamentos da instituição pensando a Política Nacional sobre Drogas, a partir de uma perspectiva dos direitos humanos, antirracista, antiproibicionista e antimanicomial. “O evento foi também uma oportunidade para conseguirmos apoio à retomada de estudos e atividades internas que visem não apenas o protagonismo institucional neste importante tema, mas o respeito aos Direitos Humanos e à promoção da Saúde Mental de pessoas vitimizadas pelo sofrimento decorrente do uso abusivo de crack, álcool e outras drogas psicotrópicas”, pontuou o pesquisador.
Para Orellana, construções coletivas como esta não apenas fortalecem a integração do Norte do país a este importante debate, como também reafirmam o papel estratégico e aglutinador de uma instituição secular como a Fiocruz, “na medida em que no evento estiveram presentes diversas entidades representativas da sociedade civil organizada do país, bem como o Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Desmad), o qual integra a Secretaria de Atenção Especializada (SAES) do Ministério da Saúde”, reforçou, afirmando estar confiante com esta diversificada e potente aproximação. “Pretendemos levar este delicado e, ao mesmo tempo, crucial tema ao vindouro Congresso Interno da Fiocruz, bem como contribuir para a construção de uma amostra temática anual e cartilha envolvendo Crack, Álcool e outras drogas psicoativas na Fiocruz”, frisou.
CRIAÇÃO
O PDHSM foi criado pela Fiocruz por meio da portaria 192, de 8 de março de 2023, em substituição a um programa anterior, de 2014, então denominado Programa Institucional Álcool, Crack e outras Drogas (PACD), mas avançando para outros eixos temáticos transversais, para além da política de drogas e que também dialogam com a formulação de políticas públicas no campo da saúde.
O programa é coordenado pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas de Saúde Mental e Atenção Psicossocial (Laps) da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), com coordenação adjunta da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz. A iniciativa nasceu com o objetivo de amplificar o diálogo na sociedade e articular a produção de conhecimento e a construção estratégias sobre políticas de drogas, direitos humanos e saúde entre as diversas unidades da Fiocruz de forma a contribuir para a elaboração, implementação e avaliação de políticas públicas.
O programa visa também subsidiar a definição das estratégias institucionais para o enfrentamento do impacto social e sanitário do uso de álcool e outras drogas. Mapear as demandas, ações e pautas das diferentes unidades, a fim de formar uma rede de atuação, agregando experiências de pesquisa, ensino, atenção e incidências; subsidiar debates nas diferentes esferas de governo, com vista à construção de políticas públicas voltadas à abordagem do uso de álcool e outras drogas; promover e fortalecer articulações e cooperações com esferas governamentais e não governamentais na abordagem das diferentes dimensões no tema; e apoiar o desenvolvimento de práticas intersetoriais com impacto na qualidade do cuidado e da atenção integral aos sujeitos que usam álcool e outras drogas.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / PDHSM / Fiocruz
Comunidade acadêmica e científica da Amazônia se reúne em Manaus com presidente da COP 30
/em Notícias /por Julio OliveiraO Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão, em parceria com as universidades, instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e institutos federais da Amazônia Legal, promove nos dias 19 e 20 de agosto, na Universidade Federal do Amazonas, em Manaus, o Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP 30. O encontro, que contará com a presença do presidente da COP 30 no Brasil, o embaixador André Côrrea do Lago, tem como objetivo apresentar um documento elaborado por 40 instituições com contribuições de soluções para a Agenda de Ação do Mutirão Global contra a Mudança do Clima para o período de 2025 a 2035, bem como para a COP30, que acontece em Belém, em novembro.
A iniciativa está sendo organizada por instituições como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes (Norte); o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – CONIF (Norte); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA; a Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz/MS; o Instituto Evandro Chagas – IEC/MS; o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA; Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG; Rede de Universidades Estaduais da Amazônia Legal (ABRUEM).
Os eixos que serão discutidos no encontro são: Transição nos Setores de Energia, Indústria e Transporte; Gestão Sustentável de Florestas, Oceanos e Biodiversidade; Transformação da Agricultura e Sistemas Alimentares; Resiliência em Cidades, Infraestrutura e Água; Desenvolvimento Humano e Social; Objetivos Transversais – Financiamento, Inovação e Governança, entre outros.
SERVIÇO
Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP 30
Dia 1
Data: 19 de agosto de 2025, a partir de 8h30
Local: Auditório Vitória Régia, Centro de Ciências do Ambiente (CCA) – Campus Universitário Sen. Arthur Virgílio Filho – Setor Sul
Dia 2
Data: 20 de agosto de 2025, a partir de 8h30
Local: Auditório Eulálio Chaves, Centro de Ciências do Ambiente (CCA) – Campus Universitário Sen. Arthur Virgílio Filho – Setor Sul
Fiocruz participa do II Seminário Saúde Coletiva e Sustentabilidade com conferências sobre eventos climáticos extremos e desafios para o século XXI
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), marcou presença no II Seminário Saúde Coletiva e Sustentabilidade, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas e o Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e UEA. O evento foi realizado na sede da Escola de Enfermagem de Manaus, da Universidade Federal do Amazonas, na quinta e sexta-feira, 14 e 15/08, com a realização de conferências, mesas-redondas e debates sobre o tema Saúde Coletiva e Sustentabilidade, no contexto da Amazônia.
A conferência de abertura foi realizada pelo professor-doutor Carlos Machado de Freitas, pesquisador da ENSP/Fiocruz, que abordou o tema “Amazônia no contexto dos eventos climáticos extremos”. Ele apresentou um panorama climático da região, a partir do monitoramento dos eventos climáticos extremos alertando para a tendencia de piora no quadro nos próximos anos. “Foquei a apresentação nos eventos climáticos extremos que vêm ocorrendo não só na Amazônia mas no Brasil como um todo e apontando que, nos cenários futuros, numa projeção até 2050, por exemplo, as tendências apontam para uma piora em termos de frequência, intensidade, gravidade e extensão de eventos climáticos extremos, exigindo de todos nós, que trabalhamos com a Saúde Coletiva, um esforço não só de trabalharmos conjuntamente entre nós, mas também envolvermos as comunidades e outros diversos atores do poder público para enfrentar esses desafios”, afirmou Machado.
O pesquisador, que é coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da Fiocruz; destacou os efeitos danosos produzidos pelos eventos climáticos extremos com impacto sobre a saúde, a exemplo do isolamento das comunidades, falta de água potável, pesca e agricultura prejudicadas. “Precisamos trabalhar de forma conjunta, se quisermos imaginar um futuro diferente, não é adiar um ponto de não-retorno, mas não retornarmos às mesmas medidas que vêm sendo tomadas e vêm contribuindo para que mudanças efetivas no cenário não ocorram”, explicou. Machado enfatizou que, em 2024, pela primeira vez, a temperatura média do planeta rompeu o limite de 1.5 graus Centígrados, que era o esperado para se manter até 2100. “No ano passado, já tivemos secas extremas, queimadas na Amazônia, tudo indica que estamos diante de um cenário que exige urgência nas nossas ações, nos nossos trabalhos, na nossa integração para enfrentar esses cenários”, frisou.
O Seminário prosseguiu na sexta-feira, tendo como conferencista a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, que abordou o tema Amazônia Sustentável e Plural: desafios para a Saúde Coletiva do Século XXI, ressaltando aspectos importantes da vida em sociedade, ao longo da história dos últimos 25 anos, citando as previsões catastróficas e os efeitos causados ao ecossistema ao longo do tempo. “Quando se tem um grande desastre climático. Ocorre sempre uma queda do poder aquisitivo da população, com impacto maior para quem já não tinha poder aquisitivo. As catástrofes ambientais em nível mundial tendem a gerar um endividamento em escala planetária e quem sofre são as nações mais pobres”, observou.
A pesquisadora abordou ainda impactos significativos vivenciados na região e o quanto as catástrofes climáticas podem potencializar esses problemas. Ela citou, como exemplos, a prestação de serviços de saúde na Amazônia e as diferentes modalidades de violência sofridas na região. “São conflitos agrários gerados pela disputa de terra, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, mineração ilegal, que formam holdings que acabam se relacionando e alimentando atividades legais e que atingem as populações mais vulnerabilizadas. A carência de emprego e renda também potencializa a economia ilegal, levando as pessoas a atuarem em atividades ilegais que geram a recorrência de desastres ambientais”, analisa. Para Garnelo, no entanto, nem tudo é negativo. “Existem estratégias que estão crescendo para fazer frente a esses problemas, por meio da mobilização de grupos populares, grupos sociais, alianças com pesquisadores, tem-se um cenário que favorece e que estão tornando visíveis essas problemáticas. Há, de fato, uma mudança em andamento, mas num ritmo não suficiente para que tenhamos um ponto de não-retorno”, enfatiza, relacionando à questão da emergência climática.
EVENTO
O II Seminário de Saúde Coletiva e Sustentabilidade ocorreu ao longo de dois dias, no Auditório da Escola de Enfermagem de Manaus, no Adrianópolis, se propondo a ser um espaço de análise crítica sobre o papel da Saúde Coletiva frente à intensificação dos eventos climáticos extremos que afetam profundamente a Amazônia. Com o tema “Amazônia no contexto dos eventos climáticos extremos”, o evento reuniu pesquisadoras(es), estudantes, lideranças sociais e representantes institucionais para debater os desafios éticos, políticos, ambientais e epistêmicos que emergem da crise climática na região. A programação contou com duas conferências, quatro mesas-redondas e atividades culturais, abordando temas como “Mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde e os modos de vida”, “Sociodiversidade, saberes tradicionais e resistência territorial”, “Políticas públicas, governança e cooperação regional”, “Reemergência de agravos e desigualdades em saúde” e “Práticas interculturais, juventudes indígenas e justiça socioambiental”.
Participaram como palestrantes o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, a diretora-presidente da Organização do Tratado de Cooperação Amazônia (OTCA), Vanessa Grazziotin, o professor e pesquisador Lucas Ferrante (USP/UFAM), o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Julio César Schweickardt, o pesquisador do INPA, Niro Higuchi, Silvia Elena Batista (Conselho Nacional de Seringueiros), Izabel Munduruku (Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas), entre outros nomes de referência nacional e regional. O evento foi realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC), da UEA, e o Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Eventos (PADEV/PROPESP/UEA), com apoio da Fiocruz Amazônia, UEA, UFAM e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). A mesa de abertura contou com a presença da vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, representando a diretora Stefanie Lopes, e o pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UEA, Darlisson Souza Ferreira.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia integra comissão responsável pela construção do Plano Diretor de Política, Planejamento e Gestão da Saúde
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia esteve presente na oficina destinada à construção do Plano Diretor de Política, Planejamento e Gestão da Saúde, compondo pela primeira vez a coordenação colegiada da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da Saúde da Abrasco, responsável pela elaboração do plano. A atividade foi realizada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), no último dia 5/08, no Rio de Janeiro. A iniciativa conta com apoio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS). O encontro reuniu integrantes da comissão, gestores e pesquisadores da área, dando sequência a um processo coletivo e participativo de planejamento estratégico para os próximos anos da área. A atividade integrou a programação do pré-congresso do VIII Congresso Latino-Americano de Medicina Social e Saúde Coletiva (Alames – 2025) e foi realizada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
O presidente da Abrasco, Rômulo Paes, destacou o papel estratégico da Associação na liderança do processo de elaboração do plano, ressaltando a importância de construir diretrizes coletivas para o fortalecimento das políticas públicas em saúde: “A construção de um Plano Diretor para a área de Política, Planejamento e Gestão da Saúde é um marco para a Abrasco. Ao fomentar esse processo, reafirmamos nosso compromisso com o fortalecimento do SUS e com a produção de políticas públicas construídas a partir do diálogo entre diferentes saberes, territórios e experiências. É também uma forma de planejar nosso papel político e técnico de forma estratégica, olhando para os desafios do presente e do futuro.”, afirma.
A vice-presidente da Abrasco, Carmem Leitão, destacou que a iniciativa é uma aposta na forma de atuar da Saúde Coletiva: “Estamos construindo algo que é uma aposta de que é possível fazer algo juntos. Para isso, vai exigir pensamento estratégico, continuidade, monitoramento e capacidade de agir no mundo”. O plano também busca valorizar a diversidade territorial, institucional e epistemológica que marca o campo da política, planejamento e gestão em saúde. “A pluralidade que temos precisa ser potencializada e enriquecida”, afirmou Carmem. “Queremos trazer diferentes atores para esse processo, respeitando diferentes realidades e capacidades institucionais.”, reflete.
O pesquisador em Saúde Pública Rodrigo Tobias, da Fiocruz Amazônia, reforçou a necessidade de aproximar a política pública das necessidades da sociedade. “Uma invenção importante deste plano é não entender as políticas públicas dissociadas das necessidades da população”, pontuou. Entre os desafios apontados, está a incorporação de pautas emergentes, como as mudanças climáticas e seus impactos sobre a saúde. “Clima e saúde não é simplesmente um papo de pesquisador. É necessário pensar em sistemas de saúde resilientes às emergências climáticas”, afirmou Tobias.
A oficina deu continuidade a um caminho de construção coletiva, voltado à qualificação da área frente aos desafios atuais e futuros do SUS, reforçando o compromisso da Abrasco com o fortalecimento da gestão e do planejamento em saúde. Ao longo dos próximos meses, estão previstas novas etapas: a realização de um seminário, entrevistas, escuta aos Grupos Temáticos e a realização de reuniões ampliadas. Sua versão final será apresentada durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão 2025), que ocorrerá em novembro.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa e Ascom / Abrasco
Foto: Letícia Massulo / Abrasco
Divulgado o resultado definitivo do processo de seleção para Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulgaram nesta quarta-feria, 13/8, o resultado definitivo do processo seletivo, para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) 2025.
Confira AQUI a republicação do cronograma.
O prazo para matrículas será de 18 a 22/08/2025. O início das atividades acadêmicas acontece em setembro deste ano. Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 26 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2025. O curso terá sede em Manaus – AM. O curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.
O processo seletivo para admissão ao Curso de Doutorado foi composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral.
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento