COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia capacita novos especialistas em Vigilância em Saúde para atuarem na tríplice fronteira do Alto Solimões
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaApresentações de trabalhos nas modalidades de pôsteres e comunicações orais marcaram o encerramento do Curso de Especialização em Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) na Tríplice Fronteira do Alto Solimões. O simpósio de encerramento aconteceu no período de 7 a 9 de novembro, no município de Tabatinga, no Amazonas.
Participaram da especialização profissionais da Colômbia, Peru e Brasil, especialmente área da Saúde que atuam na tríplice fronteira. Concluíram no tempo previsto 23 alunos e 8 estão em processo de entrega do trabalho final.
O curso foi oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde (Aisa/MS) Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga), Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Para o diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, a realização do curso em Tabatinga foi uma experiência muito rica, não só para os alunos, mas para as instituições envolvidas na atividade. “É uma sensação boa, de que fizemos a coisa certa, de que escolhemos os parceiros certos e que foram essenciais para que o curso acontecesse, e sabemos que essa experiência vai ficar marcada na vida profissional dos alunos, como está marcada na Fiocruz Amazônia”.
Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos foram divididos em 8 temas, que integraram uma Carta de Recomendações elaboradas pela turma, com propostas de aprimoramentos das ações de vigilância em Saúde na região do Alto Solimões e da saúde pública para a população da fronteira.
Para Bernardino Albuquerque, diretor-presidente da FVS-AM, os trabalhos apresentados pelos alunos são muito importantes para o contexto da saúde no Amazonas. “A questão da vigilância em saúde é trabalhada e as vezes tratada como se fosse uma área de segundo plano dentro do contexto geral da saúde, o que na realidade não é; ela quando bem entendida, quando bem trabalhada é o carro-chefe de todo contexto da saúde, e que fornece informações necessárias para que o gestor possa utilizá-las de forma eficiente, dentro do planejamento de determinada ação.
Para Gonçalo Filho, enfermeiro e aluno da especialização, o curso foi muito proveitoso e abriu várias portas para quem trabalha com saúde na tríplice fronteira. “O curso nos deu oportunidade para pensar em projetos na área de epidemiologia, principalmente quando sabemos que ainda existe uma debilidade muito grande de políticas públicas de saúde, para a prevenção, controle e combate de agravos peculiares da região de fronteira. Tenho certeza que os colegas de turma vão fazer a diferença nas unidades de saúde onde trabalham e nos municípios onde residem, pois temos colegas não só de Tabatinga, mas de Amaturá, São Paulo de Olivença, Benjamin Constant, além dos países vizinhos”.
A fisioterapeuta colombiana, Marly Arango Nunes, que trabalha na Secretaria de Saúde Departamental de Letícia, também compartilha opinião favorável ao curso, pois além de ter tido oportunidade de fazer o curso pela Fiocruz, que é referência na área de saúde, e com isso ganhar uma boa bagagem profissional, também lhe foi permitido trocar experiências com os profissionais que atuam nos países vizinhos e em diferentes comunidades e segmentos da saúde.
SEGUNDA TURMA
Durante o simpósio, Sérgio Luz, anunciou que em breve será ofertada uma nova turma do curso de especialização. “Vamos realizar uma segunda turma, conseguimos financiamento junto a Opas. Iremos aumentar as ações nesse território da tríplice fronteira, por que reconhecemos a importância dessa região, não só estrategicamente por ser uma área de fronteira, mas por todas as situações que encontramos aqui de saúde e meio ambiente, sendo esse um espaço que requer atenção especial, e que precisa estar preparado para o enfrentamento de crises epidemiológicas, com pessoas capacitadas e com o alinhamento de projetos futuros para a identificação rápida de situações e respostas aos desafios da saúde.
CARTA DE RECOMENDAÇÕES
No último dia do simpósio, os alunos apresentaram a Carta de Recomendações da 1ª Turma de Especialização de Vigilância em Saúde na Rede de APS do Alto Solimões, um documento assinado por autoridades e alunos, o qual propõe recomendações para problemas comuns identificados no Alto Solimões .
A carta informa que apesar das diferentes estruturas e organização administrativas, os problemas da saúde dos três países da fronteira são comuns, como alta incidência de agravos como tuberculose, malária, HIV/AIDS, doenças imunopreveníveis, entre outros; falta de recursos humanos locais ou mesmo capacitação, falta de coordenação, organização e planejamento para integração na região da tríplice fronteira, que acabam atingindo diretamente os resultados de saúde para os três países.
Ao final do Simpósio os alunos apresentaram atrações culturais para festejar o encerramento do curso.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
PPGBIO-Interação prorroga inscrições até 12/11
/em Notícias /por Carlos GomesForam prorrogadas até 12/11, as inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Os interessados podem se inscrever por meio de formulário online, disponível na Plataforma Siga: http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127
A Chamada Pública Nº 002/2018 do Programa oferece 14 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.
Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão no curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita e Prova Oral (Entrevista). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.
A primeira etapa compreenderá a análise, pela Comissão de Seleção da documentação, apresentada pelo candidato. A segunda etapa, Prova Escrita, será discursiva e valerá 10 (dez) pontos. A terceira etapa será a Prova Oral, que compreende a avaliação do projeto de pesquisa, pontuação do currículo lattes e entrevista.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Centro de Estudos abordará caracterização de receptores de células especializadas no transporte de antígenos do lumen instestinal
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 9/11, a partir de 10h, na Sala de aula 2, prédio anexo, na sede do Instituto, a palestra “Importância de receptores transcitóticos de Células M na indução da resposta imune mucosal antígeno específica”, a ser ministrada por Geilson Pontes, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A palestra vai abordar a caracterização de receptores de superfície de células M, que são células especializadas no transporte de antígenos do lumen instestinal, para o tecido linfóide subjacente, muito importante para ativação do sistema imune. “Falaremos especialmente sobre os principais receptores de superfície das células M, envolvidos na transcitose ( transporte antígênico do lúmen intestinal para o tecido linfóide subjacente) e as possíveis aplicações práticas disso para delivery de imunógenos, principalmente no contexto de vacinas orais”, destacou Pontes.
Segundo Pontes, estas células estão localizadas no orgão linfóide secundário, denominado de placas de peyer, localizada no intestino delgado. A apresentação também pretende abordar maneiras de como esses receptores poderiam ser utilizados como estratégias de delivery antigênico dentro do contexto de vacinas.
Serão abordadas também as principais características do sistema imune mucosal no âmbito da interação patógeno-hospedeiro. O estudo faz parte do projeto de doutorado desenvolvido pelo pesquisador, na universidade de Tokyo e foi publicado na Revista Nature.
SOBRE O PALESTRANTE
Gemilson Pontes é graduado em Biomedicina, mestre em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários pela Universidade Federal do Pará, e doutor em Ciências Médicas, com ênfase em Imunologia, Microbiologia e Patologia pela Universidade de Tóquio. Possui experiência na área de Imunologia, com ênfase em Microbiologia, Virologia e Patologia.
Sobre o Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia, o pesquisador destacou a relevância de uma experiência acadêmica mais interdisciplinar. “Acho a iniciativa importantíssima, pois permite a troca de conhecimento e experiências de forma dinâmica, possibilitando uma maior aproximação da comunidade científica local, além de permitir uma maior interação acadêmica interdisciplinar”, pontuou.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e as atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
SNCT: Arena Amadeu Teixeira recebe exposição “Aqui tem Ciência, aqui tem Fiocruz”
/em Notícias /por Carlos GomesIntensificar a aproximação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) com a sociedade, é um dos objetivos da exposição “Aqui tem Ciência, aqui tem Fiocruz”, apresentada durante as atividades da 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Amazonas. O evento iniciou nesta terça-feira, 6/10, e ocorre até amanhã, 7/10, das 9h às 17h, na Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, localizada na Avenida Loris Cordovil, nº 243, bairro Flores, zona centro-sul de Manaus.
A exposição de painéis ilustrativos apresenta os laboratórios e linhas de pesquisas desenvolvidas no ILMD. A unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública
Os painéis abordam a atuação científica dos seguintes laboratórios: Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA); Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS); Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS); Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI); Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA); e Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA).
SOBRE A SNCT
A SNCT é realizada sob a coordenação do MCTIC, por meio da Coordenação-Geral de Popularização e Divulgação da Ciência (CGPC/SEPED) e conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.
No Amazonas, o evento é realizado sob a coordenação da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti). Um grupo de 28 instituições, como Fiocruz Amazônia, Museu da Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), participam do evento.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Em Manaus, evento aborda doenças negligenciadas, história e políticas de saúde
/em Notícias /por Carlos GomesCom o tema “Medicina e ambiente: articulações e desafios no passado, presente e futuro”, começaram nesta segunda-feira, 5/10, o 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e o 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina (CBHM), realizado na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), no bairro Cachoeirinha, Manaus.
O evento ocorre até a próxima sexta-feira, 9/11, e visa discutir a história de doenças – em particular as chamadas “tropicais” ou “negligenciadas” – e a história das instituições e políticas de saúde do ponto de vista de seus determinantes socioambientais. Pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais da área da saúde e interessados no tema participam da atividade.
“Praticamente todas as questões que hoje são grandes desafios para a saúde pública brasileira vão ser debatidas por uma perspectiva sociohistórica”, destacou o pesquisador, Jaime Larry Benchimol, um dos presidentes do encontro.
Conferências, plenárias, comunicações coordenadas e entrega de medalhas estão previstas na programação. Seus quatro eixos de reflexão são a produção e circulação de conhecimento e práticas médicas visando o controle, prevenção e tratamento em contextos nacionais, coloniais e pós-coloniais; redes transnacionais e transimperiais de circulação de atores, saberes, protocolos, espécimes e patógenos; intervenções sobre o ambiente e seus efeitos sobre o contato entre populações, parasitos e vetores; posicionamentos bioéticas sobre medicina e ambiente, nos domínios da saúde pública e do desenvolvimento científico, tecnológico e médico.
REALIZAÇÂO
O 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina Tropical será presidido por João Bosco Botelho, da Universidade do Estado do Amazonas e terá como vice-presidente Luiz Ayrton Santos Junior, da Universidade Federal e Universidade Estadual do Piauí. O 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical terá como presidentes Jaime Larry Benchimol, da Casa de Oswaldo Cruz (COC) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) da Fiocruz, e Isabel Amaral, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
O Encontro é uma realização do Centro Interuniversitário de História da Ciência e Tecnologia (CIUHCT), o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Centre for Global Health Histories (CGHH), da Universidade de Nova York, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT), Universidade Nilton Lins, Sociedade Brasileira de História da Medicina, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA).
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Joelma Sanmelo/Ascom UEA
Fiocruz Amazônia recebe inscrições para processo seletivo do PPGBIO-Interação até 7/11
/em Notícias /por Carlos GomesEncerram no dia 7/11, as inscrições para o processo seletivo do curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Os interessados podem se inscrever por meio de formulário online, disponível na Plataforma Siga: http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127
A Chamada Pública Nº 002/2018 do Programa oferece 14 vagas, distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.
Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. A admissão no curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita e Prova Oral (Entrevista). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.
A primeira etapa compreenderá a análise, pela Comissão de Seleção da documentação, apresentada pelo candidato. A segunda etapa, Prova Escrita, será discursiva e valerá 10 (dez) pontos. A terceira etapa será a Prova Oral, que compreende a avaliação do projeto de pesquisa, pontuação do currículo lattes e entrevista.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Manaus vai sediar 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina
/em Notícias /por Carlos GomesEntre os dias 5 e 9/11, Manaus vai sediar o 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e o 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina (CBHM). Com o tema “Medicina e ambiente: articulações e desafios no passado, presente e futuro”, o evento reunirá pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais da área da saúde e interessados no tema.
Realizada pela primeira vez no Amazonas, a atividade acontecerá na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), no bairro Cachoeirinha, Manaus. Os eventos têm o objetivo de discutir a história de doenças – em particular as chamadas “tropicais” ou “negligenciadas” – e a história das instituições e políticas de saúde do ponto de vista de seus determinantes socioambientais.
“Praticamente todas as questões que hoje são grande desafios para a saúde pública brasileira vão ser debatidas por uma perspectiva sociohistórica”, destacou o pesquisador, Jaime Larry Benchimol, um dos presidentes do encontro.
Seus quatro eixos de reflexão são a produção e circulação de conhecimento e práticas médicas visando o controle, prevenção e tratamento em contextos nacionais, coloniais e pós-coloniais; redes transnacionais e transimperiais de circulação de atores, saberes, protocolos, espécimes e patógenos; intervenções sobre o ambiente e seus efeitos sobre o contato entre populações, parasitos e vetores; posicionamentos bioéticas sobre medicina e ambiente, nos domínios da saúde pública e do desenvolvimento científico, tecnológico e médico.
Conferências, plenárias, comunicações coordenadas e entrega de medalhas estão previstas na programação. Antropoceno e saúde: sobre a irreversível destruição dos modos de viver; Hanseníase na Amazônia: história recente e perspectivas; Resistência cultural e práticas de saúde dos imigrantes haitianos e sua interface com o sistema de saúde público em Manaus-AM; O Aedes aegypti na historiografia: reflexões, controvérsias e perspectivas; Malária e plano de saneamento da Amazônia (1940-1942), serão alguns dos temas apresentados e debatidos durante o congresso.
Confira AQUI a programação.
FIOCRUZ AMAZÔNIA
No dia 5, às 16h10, Maria Luiza Garnelo Pereira, pesquisadora da Fiocruz Amazônia, e Priscilla Cabral Correia, mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA/ILDM) apresentarão o trabalho “Intercessões e práxis entre Atenção Primária de Saúde e parteiras em comunidade no Rio Negro, Amazonas”.
As inscrições para apresentação de trabalhos ocorreram até o dia 1 de outubro. Alunos de pós-graduação e graduação que queiram participar do evento como ouvintes não pagam, mas devem fazer sua inscrição caso queiram receber certificado de participação.
REALIZAÇÂO
O 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina Tropical será presidido por João Bosco Botelho, da Universidade do Estado do Amazonas e terá como vice-presidente Luiz Ayrton Santos Junior, da Universidade Federal e Universidade Estadual do Piauí. O 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical terá como presidentes Jaime Larry Benchimol, da Casa de Oswaldo Cruz (COC) e Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) da Fiocruz, e Isabel Amaral, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
O Encontro é uma realização do Centro Interuniversitário de História da Ciência e Tecnologia (CIUHCT), o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Centre for Global Health Histories (CGHH), da Universidade de Nova York, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT), Universidade Nilton Lins, Sociedade Brasileira de História da Medicina, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA).
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Conheça os premiados da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma)
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaA coordenação nacional da 9ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma) divulgou no Dia do Professor, 15/10, a relação dos trabalhos que se destacaram nesta edição do projeto. Foram selecionados 35 destaques regionais e os três trabalhos que receberão o Prêmio Obsma Ano Oswaldo Cruz.
A Obsma é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. O projeto tem como principais objetivos reconhecer o trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.
Este ano 4.300 professores estiveram envolvidos nos 1.228 projetos inscritos, um recorde de inscrições na Obsma. Além disso, foram inscritos trabalhos de todos os 26 estados brasileiros, e do Distrito Federal. A comissão de avaliação contou com 52 profissionais convidados.
Da Regional Norte, da qual fazem parte os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, destacaram-se trabalhos de professores de Manaus (AM), Parintins (AM), Santa Isabel do Rio Negro (AM), Belterra (PA), Alto Alegre dos Parecis (RO) e de Macapá (AP).
Confira aqui os resultados de todas as regionais.
A premiação nacional correrá de 26 a 29 de novembro, no Rio de Janeiro, onde uma nova comissão se reunirá para escolher os seis Destaques Nacionais da 9ª Obsma Fiocruz.
A direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a coordenação regional Norte da Obsma agradecem a participação dos professores e parabenizam os responsáveis pelos trabalhos destaques desta edição.
Ascom/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas