COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia participa de evento pré-COP30 com a comunidade científica nórdica-brasileira para promover pesquisas
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) participou nos dias nos dias 22 e 23 de outubro, do evento nórdico-brasileiro pré-COP30 “Conectando saberes para a ciência com impacto na Amazônia – Diálogo nórdico-brasileiro rumo à COP-30 e além”. O evento foi realizado em Manaus, com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Participaram da mesa de abertura: a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, a Conselheira de Educação Superior e Ciência do Consulado da Finlândia em São Paulo, Johanna Kivimäki, a Consultora Sênior do Escritório de Ciência e Inovação da Embaixada da Suécia, Ana Carolina Bussacos, o Conselheiro de Ciência, Tecnologia e Educação, Team Norway, da Embaixada de Noruega, Patrick Reurink e o Secretário-Executivo da Iniciativa Amazônia+10, Rafael Andery, a Diretora Executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ana Euler, a Cônsul Honorária do Reino da Suécia no Amazonas, Acre, Rondônia e Pará e Reitora da Universidade Nilton Lins, Gisélle Lins Maranhão, a Diretora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Costa Pinto Lopes, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Henrique dos Santos Pereira.
A atividade realizada em parceria com o Consulado da Finlândia, em São Paulo, com as Embaixadas da Suécia e da Noruega, em Brasília, Iniciativa Amazônia+10, Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), e financiamento do Nordic Embassy Cooperation Programme (NEP), teve o intuito de reunir a comunidade científica nórdica-brasileira para promover pesquisas mais impactantes na Amazônia, por meio da cooperação e cocriação responsáveis e inclusivas entre diversas áreas de pesquisa e atores locais.
A Diretora do ILMD / Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, falou sobre as proposituras do evento, destacando a importância de como as ciências podem contribuir para esse processo. “Estamos aqui neste evento coordenado pela Fapeam, pela iniciativa Amazônia +10, e também pelos países nórdicos; Finlândia, Suécia e Noruega, para discutir e conectar saberes, no tema das mudanças climáticas, da adaptação aos territórios dessas mudanças, e como as diversas ciências podem atuar juntas na transversalidade, interculturalidade, para produzir uma ciência de qualidade que impacte a sociedade”, explica.
Participaram da programação, pesquisadores da Finlândia, Suécia e Noruega, além de representantes da Academia da Finlândia (Research Council of Finland), além de pesquisadores brasileiros, além representantes de agências nacionais de fomento à pesquisa do Brasil.
Durante o primeiro dia de evento, o público assistiu as palestras: “O sistema de conhecimento indígena frente aos desafios de desequilíbrio do mundo terrestre”, ministrada pelo Dr. João Paulo Lima Barreto, pesquisador do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); e “Indigenização da academia e das discussões de sustentabilidade”, que será ministrada pela Dra. Hanna Guttorm, da Universidade de Helsinque.
Após as apresentações, os grupos de trabalhos participaram de reuniões fechadas para discutir pesquisa e inovação para a conservação da biodiversidade, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, transformações sociais, bem-estar e desenvolvimento econômico na Amazônia. Durante os dois dias de atividade, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para discutir a crise climática e a biodiversidade, o impacto dos resultados de pesquisas nas políticas públicas e negócios sustentáveis.
Além dos grupos de trabalho, os representantes das agências de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) também debateram sobre estratégias e boas práticas para aumentar o impacto dos resultados da pesquisa nas políticas públicas e nos negócios sustentáveis.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da primeira etapa do processo Seletivo do Mestrado PPGVIDA, turma 2026
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o Resultado Preliminar da 1ª Etapa (Homologação das Inscrições), , para o processo de seleção pública de candidatos, para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), turma 2026.
Confira AQUI o resultado.
O ingresso ao Curso de Mestrado é realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.
O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.
A divulgação do resultado final está prevista para o dia 5/12/2025. As aulas iniciam no dia 5 de março de 2026.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Mostra Navegando pelo Rio Saúde e Bem Viver encerra projeto que visa o cuidado com a saúde mental na Atenção Primária no Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraExperiências de práticas integrativas que promovem o cuidado em saúde mental e física de profissionais e usuários do sistema de saúde marcaram nesta segunda-feira, 20/10, o primeiro dia da Mostra Navegando pelo Rio Saúde e Bem-Viver, realizada na sede do Conselho de Secretarias Municipais do Amazonas (Cosems-AM), em Manaus. A mostra é a parte final de uma formação do Curso Saúde e Bem Viver: Cuidar de si e do Território, realizado pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), sob fomento do Ministério da Sáude com a coordenação do Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS), da Vice-Presidência de Ambiente, Promoção e Atenção à Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (VPAAPS/Fiocruz).
A apresentação dos projetos de intervenção pelos estudantes equipes do curso encerra um ciclo de formação em serviço da primeira edição do projeto, implantado inicialmente em dez municípios do Estado do Amazonas, num período de aproximadamente seis meses. A mostra, em seu primeiro dia, contou com a presença da coordenadora nacional do ObservaPICS, a pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Islândia Carvalho, que veio a Manaus conhecer de perto algumas das experiências. No Amazonas, o Saúde e Bem Viver tem o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), por meio da Coordenação Geral de Políticas Estratégicas em Saúde e da Coordenação Estadual dos Núcleos de Educação Permanente em Saúde e Humanização, e do Cosems-AM.
De acordo com o pesquisador da Fiocruz Amazônia Rodrigo Tobias, coordenador estadual do projeto, no Amazonas, o objetivo da mostra é marcar um momento especial da formação de profissionais de saúde do Estado dentro da política de educação permanente em saúde da Fiocruz com enfoque na saúde mental daqueles que cuidam da saúde da população, a partir de intervenções pensadas e executadas pelas próprias equipes de saúde.
“Hoje é um dia muito importante, porque estamos finalizando a primeira edição do curso Saúde e Bem Viver, que faz parte de um projeto maior que abrange 17 estados do País, entre os quais o Amazonas, que, por meio da adesão de dez municípios, conseguiu formar 270 profissionais de saúde, nesta perspectiva da produção do cuidado baseado nos afetos”, comenta Tobias, entendendo o trabalho sobretudo como um processo de troca e de ressignificação dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde.
“Ficamos muito felizes por estarmos construindo, enquanto Fiocruz Amazônia, ferramentas possíveis de promoção da autonomia e ‘bem ser’ das pessoas que fazem o cotidiano dos serviços de saúde no interior do Amazonas. E esse curso promove o cuidado do “nós” com intervenção favorável no território das vidas daqueles que fazem o território da Atenção Primária”, complementou.
DESDOBRAMENTOS
Islândia Carvalho destacou a importância do apoio da Fiocruz Amazônia para a execução do projeto no Amazonas. “É uma alegria muito grande estar em Manaus hoje porque comemoramos o que foi um curso que trouxe desdobramentos para o território. Ter o apoio da Fiocruz Amazônia foi extremamente importante porque sem a instituição não conseguiríamos chegar até aqui. O ObservaPICS está hoje comemorando o cumprimento de um desafio: desenvolver, sem evasão, um curso à distância com dez municípios do Estado e hoje ter o Amazonas entre os 17 estados do Brasil que já desenvolveram a iniciativa”, ressalta a coordenadora, apontando o cuidado integral e o afeto na Atenção Primária como os alicerces do projeto.
A apresentação das intervenções foi dividida em dois dias. Na manhã da segunda-feira, 20/10, a mostra foi feita presencialmente com os representantes de municípios que aderiram ao projeto. Um dos projetos apresentados foi o Saúde e Conexão, desenvolvido pela equipe multiprofissional da Unidade Básica de Saúde Josias de Lemos, do município do Careiro Castanho, a 112 quilômetros de Manaus. Apresentado pela médica Karina Sebastiana Macedo, o projeto fez a equipe entender que os profissionais de saúde também precisam de cuidados.
“O curso permitiu nos qualificar para uma melhor consciência pessoal e profissional, uma vez que precisamos de cuidados para que possa influenciar o atendimento na ponta, levando para a aplicabilidade no nosso território”, afirma Karina. Entre as práticas integrativas adotadas pela equipe, a musicoterapia, a aromaterapia e a meditação guiada fizeram a diferença na rotina dos trabalhadores. “A música é de fácil acesso, qualquer pessoa tem celular e pode colocar uma música para acalmar os níveis de cortisol e promover o relaxamento. A aromaterapia promove o estímulo que vem dos cheiros, como hortelã e laranja, que acalmam e também diminuem o nível de cortisol. Já a meditação guiada, mais difícil, permite à pessoa se autoconhecer”, relatou.
Para a médica, o projeto permitiu aos profissionais abrirem a mente para outras técnicas além daquelas que adotadas na medicina. “Conseguimos uma equipe mais unida, uma parceria maior, um cuidado mais humano, entendendo que o profissional num determinado dia que pode não estar bem, mas sabe que ao chegar na unidade vai conseguir relaxar, para poder trabalhar da melhor forma possível”, enfatizou.
Outro projeto de intervenção, apresentado pelo enfermeiro Jairo Liima, da Estratégia de Saúde da Família Ribeirinha, do município de Barreirinha, a 330 quilômetros de Manaus, tem como foco a saúde do homem e o combate ao preconceito e aos estigmas. “Implementamos uma dinâmica integrativa de buscar estabelecer contato com os homens durante as partidas de futebol, muito frequentes no município. Sabemos que é difícil o homem procurar um serviço sem ter um problema de saúde instalado. Decidimos então ir para o campo de futebol e lá tivemos a melhor receptividade”, conta Jairo. Hoje, o projeto envolve cerca de 50 homens, que além de jogar futebol, praticam outras atividades físicas e já procuram a unidade para cuidar da saúde de forma preventiva.
PERSPECTIVAS
De acordo com Islândia, esta primeira edição do Saúde e Bem Viver se encerra com a perspectiva futura de ampliação do projeto. “A ideia é ampliarmos a iniciativa para mais municípios no Amazonas, na perspectiva da retomada dos cuidados em saúde, a partir de práticas não biomédicas, unindo com as medicinas indígenas e como possibilitar o diálogo com esse campo”, explicou. Para ela, os projetos de intervenção no território amazônico permitem diversos desdobramentos. “Mapeamos todos os projetos que ficarão disponíveis numa nuvem à qual todos os municípios participantes no País vão ter acesso e poderão ver a capilaridade e conhecer as ideias de cada território”, adiantou. Há também a perspectiva de ampliação a partir do fortalecimento das escolas de saúde pública, com apoio do Ministério da Saúde.
Uma das responsáveis técnicas do projeto, que atuou como articuladora territorial, Livia Lima, acredita na possibilidade de ampliação do projeto para que mais municípios do Amazonas sejam contemplados. “Estamos encerrando o curso Saúde e Bem Viver na esperança de que mais municípios sejam contemplados para que possam fazer esse curso que pensa em dar um conforto, um acolhimento e um cuidado melhor para os trabalhadores”. Representando a secretária de Estado da Saúde, Nayara Maksoud, a coordenadora geral de Políticas Estratégicas em Saúde, Vitoria Regia Marinheiro, participou da abertura da mostra, juntamente com o vice-diretor de Educação, Informação e Comuniação da Fiocruz Amazônia, Cláudio Peixoto, e o secretário executivo do Cosems-AM, Claudio Pontes. Ao todo, 10 municípios amazonenses foram contemplados pelo Saúde e Bem Viver – Careiro Castanho, Barreirinha, Eirunepé, Iranduba, Lábrea, Silves, Urucurituba, Novo Airão, Tabatinga e Tefé.
SOBRE O PROJETO
O Projeto Saúde e Bem Viver: Cuidar de si e do Território é voltado para a promoção do cuidado e formação de equipes multidisciplinares (e-Multi) e/ou equipes de saúde da família (eSF), da Atenção Primária à Saúde, com foco na saúde mental. A finalidade é ampliar e qualificar a atenção à saúde aos usuários e trabalhadores por meio de tecnologias de cuidado integral. Participam do projeto municípios com 70 mil habitantes em estados brasileiros que adotem Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). No Amazonas, as formações tiveram início em abril deste ano. O projeto de formação em serviço de 120 horas é coordenado pelo Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde – ObservaPICS, da VPAAPS/Fiocruz.
No Amazonas, aproximadamente 300 profissionais de saúde de nível médio e superior se matricularam no projeto sob coordenação do ILMD/Fiocruz Amazônia, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM). Ao final, será possível realizar um diagnóstico abrangente das ações e intervenções de cuidado integral na promoção à saúde mental. O projeto é uma iniciativa do Núcleo de Gestão da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS do Departamento de Gestão do Cuidado Integral da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (NTG-PNPIC/DGCI/SAPS/MS), coordenado pelo ObservaPICS.
SOBRE AS PICS
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são abordagens terapêuticas que visam a promoção, prevenção e recuperação da saúde, utilizando recursos que complementam o tratamento convencional. São práticas que enfatizam a escuta acolhedora, a construção de laços terapêuticos e a conexão entre o indivíduo, o meio ambiente e a sociedade. As PICS buscam a prevenção de doenças e a promoção da saúde, utilizando conhecimentos tradicionais e abordagens integrativas, baseadas em uma visão holística do ser humano, considerando a interconexão entre corpo, mente, espírito e ambiente.
São exemplos de PICS: acupuntura, yoga, meditação, fitoterapia, homeopatia, biodança, aromaterapia, arteterapia, ayurveda, entre outros. No total, 29 práticas e terapias são reconhecidas pelo SUS, tendo como benefícios prevenção e tratamento complementar de doenças crônicas – como hipertensão, diabetes, fibromialgia e depressão –, redução do estresse e da ansiedade, melhoria da qualidade de vida com a promoção do bem-estar físico, mental e emocional, fortalecimento do vínculo terapêutico, com a escuta acolhedora e a construção de laços entre o paciente e o profissional de saúde.
OBSERVAPICS
O Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS) está vinculado à Vice-Presidência de Ambiente, Promoção e Atenção à Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (VPAAPS/Fiocruz). Tem como objetivo gerar evidências científicas, a partir das evidências práticas acerca dos saberes tradicionais e práticas integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS), para contribuir para a tomada de decisão, no campo das políticas públicas, tanto no Brasil quanto na América Latina.
O ObservaPICS tem como missão promover a reflexão teórico-conceitual e observar, com mapeamento e análise crítica o conhecimento e modos de cuidar da saúde preservados por povos tradicionais, como indígenas e comunidades afrobrasileiras, e o diálogo dessas experiências com o SUS, bem como as 29 Práticas Integrativas e Complementares em Saúde reconhecidas pelo Ministério da Saúde no Brasil, sua validação e interação com o modelo biomédico predominante.
Para desenvolver suas atividades, o ObervaPICS conta com apoiadores técnicos (bolsistas) e pesquisadores colaboradores de diferentes unidades da Fiocruz e de instituições parceiras. A pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Dra. Islândia Sousa, coordenadora nacional da iniciativa e do ObservaPICS, afirma que “a formação Saúde e Bem Viver nasce da realidade dos territórios do SUS e promove o cuidado com quem cuida”.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia e Semsa Manaus celebram o Dia D da Vacinação com mais uma edição de sucesso do Fiocruz Pra Você e um total de 485 doses aplicadas
/em Notícias /por Julio OliveiraPelo terceiro ano consecutivo, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou mais uma edição de sucesso do Fiocruz Pra Você. Este ano, o evento aconteceu das 8h às 12h, com a sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus, de portas abertas para a comunidade, neste sábado, 18/10, Dia D da Vacinação do Ministério da Saúde. A ação, desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Manaus, conseguiu aplicar um total de 485 doses de pelo menos oito tipos diferentes de vacinas pertencentes aos calendários infanto-juvenil e adulto, contribuindo assim com a realização da campanha na cidade, que contou com 147 salas de vacinação.
“O objetivo este ano foi alcançado. Com a valiosa parceria da Semsa, realizamos a festa da vacinação e, também, conseguimos mostrar um pouco da Ciência que é produzida na Fiocruz e a importância das pesquisas em saúde para nossas vidas”, comemorou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. A estimativa é de que mais de 500 pessoas tenham circulado pela Fiocruz Amazônia, nesta manhã de sábado. A atividade envolveu, ao todo, 125 voluntários, entre servidores, alunos de pós-graduação, iniciação científica e bolsistas, que estiveram distribuídos entre as mostras científicas, recepção dos visitantes, preparação e distribuição de lanches, além do apoio à equipe de vacinação, formada por 11 profissionais de saúde da Unidade de Saúde da Família (USF) Dr Luiz Montenegro.
“É uma alegria poder contribuir com a vacinação em Manaus, mas também informar com Ciência, com música, atividades lúdicas. Foi um dia muito feliz para toda a comunidade do ILMD/Fiocruz Amazônia e para toda a comunidade que veio nos visitar”, reforçou Stefanie. A festa da vacinação contou brincadeiras, batalha de rimas sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e grafitagem com a equipe da coordenação regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fiocruz. Além de experiências científicas, o evento também contou com o lançamento da décima edição da Fiocruz Amazônia Revista, ferramenta importante de popularização da ciência produzida pela unidade regional.
O Fiocruz Pra Você acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz no País. Além de estimular a vacinação, tem como finalidade apoiar também a divulgação científica. “O evento traz a oportunidade de mostrar na prática que vacinas salvam vidas e são resultado do trabalho incansável de cientistas, demonstrando a importância da popularização da ciência”, observa a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri, referindo-se às exposições científicas que chamaram bastante atenção do público.
Um dos trabalhos científicos apresentados foi sobre Entomologia Médica, abordando o trabalho desenvolvido com os insetos em laboratório no ILMD/Fiocruz Amazônia. Elen Sabrina dos Reis Martins, mestranda do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), explica que o objetivo foi mostrar os avanços obtidos em cada linha de pesquisa desenvolvida na unidade. “Nós trouxemos Aedes aegipty, flebotomíneos, culicoides, que são insetos de importância médica para a nossa região, além de mostrarmos para a comunidade os avanços que estamos tendo no trato desses insetos e o esforço de reproduzir em contexto laboratorial o habitat deles na natureza para que possam se desenvolver”, afirmou a voluntária.
De forma lúdica e dinâmica, a exposição mostrava quais as principais características dos insetos e como as pesquisas são desenvolvidas. A pequena Sofia Rebouças, 10 anos, ficou curiosa em aprender mais, enquanto aguardava sua dose de vacina. “Achei muito interessante essa iniciativa da Fiocruz de aliar ciência e vacinação, com tantos atrativos. Vi na televisão e quis trazer logo minha filha”, conta Adriana Rebouças, mãe de Sofia.
O evento também contou com a participação especial das crianças do Quilombo São Benedito, situado no bairro Praça 14, Zona Centro-Sul de Manaus. A líder quilombola Keila Fonseca, que já protagonizou campanha em favor da vacinação, desenvolvida por meio de projeto da Fiocruz Amazônia, em parceria com a USAID, trouxe crianças do quilombo urbano para se vacinar como forma de reafirmar a importância da resistência e o cuidado com a saúde da comunidade.O Quilombo de São Benedito é o primeiro e único território quilombola reconhecido na cidade de Manaus desde 2014.
“É um prazer estar aqui na Fiocruz com essa campanha do Dia D, que é muito importante para a imunização das nossas crianças. As vacinas contribuem para que elas tenham saúde, tenham vida e sejam salvas de doenças. Estamos todos muito gratos com essa campanha que prioriza a vida das crianças que vão sair daqui imunizadas e felizes. Vacinar é resistência”, destacou Keila,
DESVENDANDO A CIÊNCIA
O Fiocruz Pra Você mobiliza os laboratórios de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia em torno do desafio de mostrar que é possível popularizar a ciência de modo criativo e inovador. Quem foi à edição do Fiocruz Pra Você 2025 conferiu de perto como é feito o trabalho desses laboratórios, a exemplo do Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), que levou jogos e dinâmicas criativas para falar sobre a morfologia das bactérias e como elas podem estar presentes em nossas.
“Utilizamos muitas cores e uma caixa escura, semelhante a um transiluminador, que demonstra como as bactérias podem ser vistas, reproduzindo o que acontece com as mãos quando não a higienizamos corretamente”, explica Luciete Almeida, responsável pelo Núcleo de Bacteriologia do DMAIS e voluntária do Fiocruz Pra Você. “Essa é uma forma que principalmente as crianças têm de ver que se não lavarem as mãos direito podem ter bactérias de origens diversas, causadoras de diversos tipos de doenças. Tudo com uma pegada colorida que as crianças adoram”, destacou Luciete, referindo-se às cores dos reagentes utilizados para as análises de amostras.
O pesquisador André Mariúba, responsável pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do ILMD/Fiocruz Amazônia, conta que levou para o evento um experimento com Bactérias Fluorescentes. “Como trabalhamos com Biologia Molecular decidimos trazer uma ideia mais lúdica que chamamos de Aventura Molecular para as crianças que podem ver na prática bactérias fluorescentes, preparadas em laboratório, que podem ser visualizadas no aparelho transiluminador, que as crianças podem visualizar as bactérias fluorescendo sem causar mal algum. Trouxemos também algumas imagens de bactérias fluorescendo na microscopia de fluorescência e uma brincadeira para a criança descobrir se ela tem o DNA de cientista”, detalhou Mariúba.
Além da Semsa-Manaus, o Fiocruz Pra Você 2025 contou com o apoio da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Cosama e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amaazonas (Fapeam).
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
PPGBIO-Interação abre processo seletivo ao Mestrado e avisa: isenção do pagamento da inscrição deve ser solicitada nos dias 20 e 21/10
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu o processo de seleção pública de candidatos ara ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O processo integra a Chamada Pública No 010/1025 e oferece 17 (dezessete) vagas, para ingresso em março de 2026, devendo o candidato, quando do preenchimento do Formulário de Inscrição Complementar (ANEXO III), escolher uma das duas linhas de pesquisa do Programa. As inscrições começam na quarta-feira, 22/10.
O pedido de isenção do pagamento da taxa de inscrição deve ser encaminhado para o e-mail mestradoppgbo@fiocruz.br . O envio da solicitação deve anteceder o da documentação de inscrição. O benefício contempla o candidato amparado pelo Decreto Federal nº 11.016, de 29 de março de 2022, que preencham pelo menos uma das seguintes condições: a) Candidato inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), ou que comprove ser dependente de membro familiar beneficiário do CadÚnico; b) Candidato que for membro de família de baixa renda, nos termos do Decreto Federal nº 11.016, de 29 de março de 2022, com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo (Comprovante do mês anterior ao da data da inscrição). c) Ter realizado doação de medula óssea em entidade reconhecida pelo Ministério da Saúde, nos termos da Lei nº 13.656/2018 e da Lei nº 6.759/2024; d) Ter realizado doação de sangue, nos termos da Lei nº 6.759/2024;
As vagas disponibilizadas estão distribuídas entre as duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus hospedeiros. Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia divulga abertura das inscrições ao processo seletivo do Doutorado do PPGBIO-Interação Chamada 011/2025
/em Aperfeiçoamento em:, Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que estarão abertas a partir da próxima quarta-feira, dia 22/10, as inscrições ao processo de seleção pública de candidatos para ingresso no curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O processo integra a Chamada Pública No 011/2025 e oferece 20 (vinte) vagas, para ingresso em março de 2026, devendo o candidato, quando do preenchimento do Formulário de Inscrição Complementar (ANEXO III), escolher uma das duas linhas de pesquisa do Programa.
Uma vez escolhida a linha de pesquisa na qual deseja concorrer a uma vaga, o candidato deverá optar, obrigatoriamente, por um dos docentes, dentro da linha de pesquisa escolhida, para apresentar sua proposta de projeto de pesquisa, sob pena de não ter sua inscrição homologada. A lista final dos candidatos com matrícula confirmada será divulgada no endereço acesso.fiocruz.br, no dia 06/03/2026.
As vagas disponibilizadas estão distribuídas entre as duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus hospedeiros. Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital. O início das aula está previsto para ocorrer no dia 2/3/2020. O período para solicitar isenção é de 20/10 a 21/10. As inscrições iniciam em 22/10 e finalizam em 19/11/2025.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz fortalece a disseminação das primeiras capacitações em vigilância e monitoramento da exposição mercurial em populações indígenas no Brasil
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia está coordenando o processo de discussão e elaboração do projeto pedagógico que visa a operacionalização do curso de capacitação profissional em vigilância e monitoramento da exposição mercurial em populações indígenas do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, a ser oferecido para profissionais de saúde com nível superior, nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Porto Velho e Vilhena, em março de 2026. A experiência teve início em setembro de 2025, com uma série de reuniões presenciais em Rondônia, as quais visavam consolidar o projeto, bem como programar e fechar a metodologia de oficina pedagógica que ocorreu entre os últimos dias 13 e 15/10, em Porto Velho-RO. A oficina teve como objetivo iniciar a construção interdisciplinar do plano de ensino, da matriz de conteúdo e do material didático que será usado nos dois cursos.
O pesquisador em Saúde Pública e epidemiologista da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana coordenou a oficina pedagógica, realizada nas dependências do Centro de Estudos em Saúde do Índio de Rondônia (CESIR) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, ambas em Porto Velho-RO. “A iniciativa de criação do curso é inédita e visa aperfeiçoar o atendimento em saúde aos povos indígenas do Sudoeste da Amazônia Ocidental”, explica Jesem Orellana.
Segundo ele, o curso dará uma importante contribuição à exploração do tema na região. “Trata-se de pauta pouco valorizada ou inexistente no processo formativo de trabalhadores de saúde, não apenas na região Amazônica, mas no Brasil como um todo, pois o uso indiscriminado do mercúrio, há pelo menos 40 anos, em garimpos ilegais, acarreta não apenas na destruição e contaminação dos nossos solos e águas, como também gera uma variedade de efeitos negativos à saúde humana, deixando populações historicamente vulneráveis como os indígenas da Amazônia Legal, em risco ou ameaça ainda maior”, afirma o pesquisador.
A oficina iniciou com uma imersão individual na temática envolvendo exposição mercurial e suas consequências no bioma amazônico, com enfoque em seus aspectos conceituais, técnicos e pedagógicos. Na sequência, o professor doutor da UNIR e pesquisador do Laboratório BioGeoQuímica Ambiental Wolfgang C. Pfeiffer. Ronaldo de Almeida, proferiu palestra sobre o tema “Exposição humana ao mercúrio na Amazônia: impactos nos ecossistemas e antecedentes históricos”, seguida de discussão com os membros da equipe técnica do projeto.
No segundo dia, a oficina iniciou com uma reunião ampliada entre a equipe técnica do projeto, formada por trabalhadores de saúde e pessoal da área de educação, com as colaboradoras dos DSEI Porto Velho e Vilhena, no intuito de adaptar e aperfeiçoar a proposta de curso envolvendo exposição mercurial e suas consequências sobre a saúde humana, a partir de um processo de escuta ativa. Jesem Orellana explica que este processo de escuta ativa provou seu potencial para subsidiar uma proposta técnica e pedagógica de curso mais próxima à realidade e demandas locais, pois lançou luzes sobre detalhes do cotidiano de indígenas, como hábitos alimentares e outros aspectos culturais, assim como de particularidades do território ou mesmo da operacionalização da atenção à saúde indígena nos DSEI Porto Velho e Vilhena, responsáveis por cuidados junto a indígenas dos estados do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. Em seguida, ocorreu uma reunião da equipe técnica para discussão da temática envolvendo exposição mercurial e suas consequências sobre a saúde humana, bem como uma primeira discussão do conteúdo a ser abordado no curso, voltado para profissionais de saúde como enfermeiros, médicos, odontólogos, nutricionistas e biólogos, focando na realidade das áreas sob responsabilidade dos DSEI de Porto Velho e Vilhena.
No último dia, a oficina foi inicialmente coordenada pelo professor doutor Aly David Arturo Yamall Orellana, do Museu das Culturas Indígenas (MCI), de São Paulo, com a segunda reunião ampliada entre a equipe técnica do projeto e as colaboradoras dos DSEI Porto Velho e Vilhena. A oficina foi finalizada com o encerramento no turno vespertino, no intuito de consolidar as bases da primeira proposta de curso sobre as ameaças e riscos associadas à exposição mercurial de indígenas nos cobertos pelos DSEI Porto Velho e Vilhena. Jesem Orellana avalia como extremamente positiva a discussão. “É o início de um diálogo participativo histórico sobre o tema, entre academia e serviço, na medida em que se trata de um velho e negligenciado problema, dentro e fora das terras indígenas. Quem sabe esta iniciativa não é a semente para a tão sonhada implementação de protocolos à vigilância e monitoramento da exposição mercurial no segmento materno-infantil indígena”, pontuou.
AUDIENCIA DO MPF
Jesem Orellana participou recentemente de audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre os Impactos socioambientais do garimpo ilegal no Estado do Amazonas. Na oportunidade, o pesquisador palestrou com a temática “Consequências negativas do garimpo ilegal sobre o meio ambiente e na saúde humana: enfoque em populações amazônidas”, em atividade que envolveu não apenas o Procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha do MPF, como também o Prefeito de Humaitá-AM, José Cidenei Lobo do Nascimento, populares, representantes da atividade garimpeira no Rio Madeira, bem como outros representantes da sociedade civil organizada.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga 1ª Republicação da Chamada Pública 009/2025 do PPGVIDA e informa que inscrições do processo seletivo se encerram dia 15/10
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou a 1ª Republicação da Chamada Pública 009/2025, referente ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), que altera a redação dos Itens 1, 2.7, 5.1 ,7.7, 7.8, 7.52, 7.53,10.2 e ANEXO I. A coordenação do Programa informa que as inscrições ao processo seletivo se encerram às 16h desta quarta-feira, 15/10.
Confira as alterações em: Chttps://amazonia.fiocruz.br/?page_id=56022
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Julio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento