COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia participa de audiência pública em apoio à luta pela promoção da saúde da população negra e destaca papel do Observatório de Saúde da População Negra Fiocruz
/em Notícias /por Julio OliveiraA diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, participou na última sexta-feira, 5/12, da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) com o objetivo de debater a adoção de providências para a saúde da população negra do Amazonas. Na oportunidade, Stefanie prestou solidariedade à luta em favor da defesa da população negra e destacou a importância do Observatório de Saúde da População Negra, criado no último mês de novembro pela Fundação Oswaldo Cruz, como um instrumento de promoção e avaliação da saúde integral da população negra no Brasil. A audiência pública teve como principal finalidade chamar atenção para a questão do atraso na efetiva implementação da Lei 12.288/2010 que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos, o acesso à saúde e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
Em seu pronunciamento, Stefanie Lopes ressaltou a amplitude do problema e a importância do olhar diferenciado para o recorte territorial do Amazonas, com suas diversas peculiaridades. “Temos uma grande população negra e parda, que merece um olhar diferenciado, mas que tem particularidades nos seus territórios que precisam de diferentes políticas caminhando juntas”, enfatizou. Segundo ela, nesses territórios, é necessário que haja integração de políticas de saúde voltadas para as populações dos campos, florestas e águas e para as populações indígenas. “Dessa forma, teremos os pilares do SUS sendo cumpridos. Nossa missão, enquanto Fiocruz, é entender, através da pesquisa, da ciência e da investigação, se as políticas estão sendo de fato implementadas e caminhar junto com os movimentos sociais para que essa implementação seja efetiva”, pontuou, salientando outro papel fundamental da Fiocruz, que é o da formação/qualificação de profissionais de saúde que atuam na assistência.
“A formação profissional é uma contribuição efetiva para o combate ao racismo estrutural para que aquele profissional entenda o que é a aplicação da política, como a gente pode apoiar nesses processos formativos, trabalhar nessa integração e nesse novo olhar”, salientou a diretora, lembrando que a maioria dos profissionais não enxerga a política na sua realidade diária e não acredita que na sua unidade de saúde seja possível fazer diferente. A audiência pública, proposta pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), atendeu solicitação do Comitê Técnico de Saúde da População Negra e contou com a participação virtual da coordenadora-geral nacional de Atenção à Saúde da População Negra, do Ministério da Saúde, Rose Santos, além de representantes da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), representando a Secretaria de Estado da Saúde (SES), e da Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas.
No último dia 19/11, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, recebeu a visita de representantes da Aratrama- Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana, para oficializar o convite à audiência pública. Estiveram presentes o coordenador geral da Aratrana, Alberto Jorge da Silva (Heviosonon oba meji Fatadabenono), o presidente da Associação de Desenvolvimento Socio Cultural Toy Badé, Johnathan Azevedo de Souza (Lissanon Fadamilarê) e a presidente do Instituto Eruexim, Ekedy Carla de Oyá. As três entidades integram o Comitê Técnico de Saúde da População Negra.
Segundo Alberto Jorge, a audiência tem o intuito de chamar a atenção para o significativo atraso do decolar da saúde integral da população negra. “Desde que foi criada, a política vem sendo trabalhada mas com avanços pequenos, em se considerando que a maior parte da população brasileira é composta por pretos e pardos. No Amazonas, se consideramos que estamos trabalhando com 30% da população, segundo o IBGE, somos um grande quantitativo”, explica Alberto, apontando a diabetes e a hipertensão como os maiores problemas da saúde integral da população negra.
Para o coordenador da Aratrama, os governos Federal, estaduais e municipais falham na oferta de medicamentos e terapias mais eficazes para o enfrentamento a essas duas doenças crônicas, que levam, na maioria dos casos, à amputação dos membros inferiores dos pacientes e à morte. “A equidade do SUS não tem permitido que os bons remédios para hipertensão estejam sendo distribuídos. O SUS prefere fragmentar a oferta com medicações diferentes que nem sempre têm a eficácia de um medicamento bem elaborado”, enfatizou.
Aberto Jorge citou, como exemplo, o tratamento dispensado aos casos de pacientes com pé diabético, que muitas das vezes têm a amputação como única indicação de tratamento, e ao diagnóstico do câncer de colo de útero. “Uma boa estruturação da rede primária, com a adoção de câmaras hiperbáricas e o uso de água ionizada que comprovadamente ajuda nesse processo de recuperação do pé diabético, já mudaria a realidade dessa assistência. No caso do câncer do colo de útero, a adoção de técnicas mais modernas de detecção, tendo em vista que o Amazonas ocupa o terceiro lugar no Brasil em câncer de colo uterino”, declarou, salientando que a maior parte da população negra, que compreende pretos e pardos, encontra-se em situação de vulnerabilidade social.
SOBRE O OBSERVATÓRIO
O Observatório de Saúde da População Negra nasce alinhado às diretrizes da 17ª Conferência Nacional de Saúde, como um avanço estratégico na consolidação de políticas públicas comprometidas com a promoção da equidade em saúde no Brasil. Lançado no dia 18/11, o Observatório emerge como um recurso fundamental para o monitoramento e avaliação das iniciativas direcionadas a essa população, fortalecendo o acesso e a qualidade da atenção à saúde, apoiado em evidências e orientado pelos princípios da justiça social. Parceria da Fiocruz com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Saúde, a iniciativa é uma tecnologia social, informacional e comunicacional voltada para monitorar e avaliar, de forma decolonial, como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) vem sendo vivenciada nos territórios.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia Revista vence 4º Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental na categoria Fotojornalismo
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia Revista, publicação produzida pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), como ferramenta de divulgação científica e popularização da Ciência, venceu o 4º Prêmio de Jornalismo Ambiental Águas de Manaus, com o primeiro lugar na categoria Fotojornalismo, ganho com a fotografia da autoria do fotógrafo amazonense Michell Mello. Michell é responsável pela produção das imagens que ilustram as cinco últimas edições da revista, que já se encontra em sua 11ª edição.
A foto premiada ilustra a matéria intitulada “Água e esperança na Amazônia”, que aborda a questão do impacto das mudanças climáticas sobre a qualidade da água dos mananciais da região amazônica, de autoria da jornalista Cristiane Barbosa, com foco no trabalho de monitoramento e tratamento da água de mananciais de municípios do Amazonas, coordenado pela doutora em Medicina Tropical, Luciete Almeida, pesquisadora do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia.
A foto vencedora concorreu com outros 49 trabalhos inscritos. A cerimônia de premiação ocorreu na noite da quinta-feira, 4/12, no Armazém XV do Porto de Manaus. O 4º Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental se destacou por registrar 300 inscrições, o maior número já alcançado desde a criação da premiação. O evento reuniu jornalistas profissionais e estudantes que produziram conteúdo sobre saneamento básico, sustentabilidade e meio ambiente, consolidando o prêmio no calendário anual do jornalismo amazonense. Ao todo, 25 trabalhos foram premiados em 11 categorias.
Para Michel Mello, o prêmio é resultado de um esforço coletivo, feito desde a concepção das edições, com definição das pautas, até a execução propriamente dita da coleta de informações e imagens no campo. “Estava muito empolgado em trazer esse reconhecimento para a Fiocruz Amazônia, e nada disso teria acontecido sem o apoio de todos que integram o comitê editorial da revista”, afirmou Mello, agradecendo em especial à diretoria da Fiocruz Amazônia, aos jornalistas que integram a Assessoria de Comunicação da instituição e aos pesquisadores que viabilizaram a expedição para a coleta de amostras da água que viabilizaram a matéria. “Trabalhar com a equipe é inspirador e esse prêmio celebra o esforço coletivo, a parceria e a dedicação de toda a equipe”, resumiu.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / Águas de Manaus e Michell Mello / Fiocruz Amazônia Revista
Fiocruz Amazônia participa da 6ª Plenária do Conselhão e da entrega do livro com as contribuições da comunidade científica e tecnológica da Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraBRASÍLIA (DF) – A diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a pesquisadora em Saúde Pública Stefanie Lopes, participou, nesta quinta-feira, 4/12, em Brasília, da 6ª Plenária do Conselho Econômico de Desenvolvimento Social Sustentável, o Conselhão, da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Federal. A Plenária foi aberta pela manhã, com a presença do presidente Lula, e contou com as entregas dos produtos resultantes do trabalho do Conselho, entre os quais o livro “Contribuições da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia para a Presidência da COP 30 (2025-2030)”, fruto do esforço coletivo de mais de 70 instituições de ensino e pesquisa da Amazônia, que, sob a coordenação do CDESS, consolidaram propostas voltadas ao desenvolvimento científico sustentável da Amazônia a partir das vivências e expertise de quem vive, estuda e produz ciência na região.
Stefanie Lopes participou, como convidada, com a ministra da Ciência Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (MCTI), e o ministro da Educação e Cultura (MEC), Camilo Santana, da entrega do livro ao presidente, juntamente com a primeira-dama Janja Lula da Silva e demais instituições envolvidas, a exemplo do Instituto Evandro Chagas (IEC), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Estadual do Pará, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pará (UFPA), Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério da Educação e Cultura (MEC). A diretora da Fiocruz Amazônia destacou a importância do esforço desenvolvido pelo fórum colegiado em articular as instituições científicas e tecnológicas da região com o intuito de contribuir e fazer ecoar as vozes da Amazônia.
Além da COP 30, foram feitas também outras entregas do Conselhão, construídas a partir de discussões realizadas nos últimos meses pelas comissões temáticas. Foram elas: a Lei Geral de Direito Internacional Privado, a Estratégia de Compras Públicas Sustentáveis, a Política Nacional de Conectividade em Rodovias, o Guia de Duplicatas Escriturais e Pilares de um Projeto de Nação. Em seguida, a 6ª Plenária realizou debates em torno do tema “Brasil Justo e Soberano: Perspectivas para 2026”, abrindo para falas institucionais. À tarde, foram realizadas reuniões das comissões que compõem o Conselhão, com mesas temáticas.
SOBRE O LIVRO
Extraído de um total de 400 páginas, o livro “Contribuições da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia para a Presidência da COP 30 (2025-2030)” é fruto da mobilização e organização do CDESS, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI/Presidência da República), com participação ativa de Universidades Federais e Estaduais, Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de importantes parceiros como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Instituto Evandro Chagas (EC/SVSA/MS).
A publicação foi materializada a partir do apoio institucional da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP) e com recursos viabilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), com o objetivo de apresentar uma síntese do encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP30. Síntese resultante de um esforço coletivo representado por mais de 200 representantes das mais de 70 instituições regionais consultadas e da sociedade civil, com o objetivo de contribuir para uma tradução amazônica da Nova Indústria Brasil (NIB Amazônia), fortalecer iniciativas de inovação socioambiental dos agentes econômicos, apoiar a gestão pública local e potencializar a ação da sociedade como um todo.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Criado em 2003, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; extinto em 2019 pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro; e reativado, em 2023, no atual governo de Lula, o Conselhão é uma importante instância de participação social cujo objetivo é servir como um instrumento de diálogo plural para a formulação de políticas públicas e diretrizes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Brasil. Atualmente, conta com 298 conselheiros.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa, com informações da Agência Brasil
Fotos: Ricardo Stuckert / Presidência da República Fotografia
PPGBIO-Interação divulga cronograma da 3ª etapa do Processo Seletivo
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), divulgou o cronograma da 3ª Etapa (Prova Oral) da Chamada Pública nº 010/2025, referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro PPGBIO-Interação (Turma 2026). As provas acontecem nesta sexta-feira, 5/12, a partir das 9h.
Confira o resultado.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
PPGBIO-Interação divulga resultado definitivo da 2ª Etapa do Processo Seletivo
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado definitivo da 2ª Etapa (Prova Escrita) da Chamada Pública nº 010/2025, referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro PPGBIO-Interação (Turma 2026).
Confira o resultado.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia aborda o tema “Ambientes alimentares: definições, instrumentos e aplicações em território amazônico”
/em Notícias /por Julio OliveiraO Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove nesta sexta-feira, 5/12, a partir das 10h, a palestra “Ambientes alimentares: definições, instrumentos e aplicações em território amazônico”, a ser ministrada pela nutricionista Nicole Almeida Conde Vidal, pesquisadora da Universidade de São Paulo, especialista na área de saúde pública, epidemiologia e ambiente alimentar construído e natural, com uso de técnicas de análise espacial.
A atividade será transmitida via plataforma Zoom, por meio do link: https://us06web.zoom.us/j/84034097904?pwd=h4oVCtFtuabUji70XTLqMIWbZzlUDp.1, utilizando o ID 840 3409 7904 e a senha de acesso 196927. A moderação será feita pela pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Amandia Braga, chefe-substituta do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e Outros Grupos Vulneráveis (SAGESPI).
A palestra discutirá como a crescente presença de alimentos ultraprocessados e a perda de espaço dos alimentos regionais tornam fundamental compreender onde as pessoas acessam e consomem alimentos no Brasil. Segundo a especialista, a partir do conceito de ambiente alimentar, serão apresentadas definições e tipos de comércios que podem apoiar ou prejudicar uma alimentação adequada, saudável e culturalmente apropriada, além de abordar instrumentos de diagnóstico, como mapeamentos, auditorias de estabelecimentos e uso de dados georreferenciados.
Na oportunidade, Nicole Vidal mostrará também as aplicações práticas em territórios amazônicos, evidenciando as desigualdades no acesso à alimentação saudável na área urbana no município de Coari, situado na região do Médio Solimões, interior do Amazonas.
SOBRE A PALESTRANTE
Nicole Vidal possui graduação em Nutrição (2021), Mestrado em Nutrição (2023) pela Universidade Federal de Alagoas e atualmente está no Doutorado em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Especialista em Geoprocessamento pela PUC-Minas, Docência do Ensino Superior pela Faculdade Metropolitana, e com especialização em andamento em Ciência de Dados e Saúde Digital pela UFPE e Sistemas Alimentares Sustentáveis pela Universidade Aberta e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
PPGBIO-Interação divulga resultado dos recursos da 2ª Etapa do Processo Seletivo, para ingresso no curso de mestrado
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado dos recursos da 2ª Etapa (Prova Escrita) da Chamada Pública nº 010/2025, referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro PPGBIO-Interação (Turma 2026).
Confira AQUI o resultado.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia integra comissão que publicou o primeiro Plano Diretor da área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde da ABRASCO
/em Notícias /por Julio OliveiraBRASÍLIA (DF) – O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), integrou a equipe que coordenou a pactuação do primeiro Plano Diretor de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS), da ABRASCO, lançado nesta quarta-feira, 3/12, no encerramento do 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão, promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva, em Brasília (DF). O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, que faz parte da Comissão de Políticas, Planejamento e Gestão da ABRASCO, participou da elaboração e da construção do plano.
“Este é um momento de celebração e compromisso com o futuro da área, reafirmando princípios, diretrizes e sonhos a serem alcançados”, afirma Tobias. O pesquisador representa a Região Norte na comissão. Junto com ele, estão Cristiane Lopes Simão Lemos, da Universidade Federal de Goiás (UFG), José Patrício Bispo Junior (Universidade Federal da Bahia (UFBA/Vitória da Conquista), Maria Cristina Prado Louvion, da Universidade de São Paulo (USP) e Tatiana Wargas de Faria Baptista, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz RJ).
“A presença do Plano Diretor é fundamental para seguirmos construindo uma Abrasco cada vez mais democrática, plural e transformadora”, afirma a coordenadora geral da Comissão PPGS, Tatiana Wargas do Instituto Fernandes Figueira. Segundo o presidente da ABRASCO, Rômulo Paes, o Plano representa o fortalecimento da saúde coletiva brasileira. “Estamos profundamente satisfeitos com a obtenção desse resultado e o lançamento feito durante a realização de mais um ABRASCÃO repercute como a atividade mais importante dentro da institucionalidade da ABRASCO ocorrida neste 14º Congresso de Saúde Coletiva”, comemora Paes.
Rodrigo Tobias enfatiza que o lançamento do Plano Diretor de Política Planejamento e Gestão afirma o compromisso da área com a defesa da vida e do direito à saúde como direitos fundamentais; e com uma ciência justa e acessível. “O Plano significa muito para o campo da saúde coletiva porque estabelece circularidade às ações da área, e, sobretudo, permite à ABRASCO assumir o seu papel produtor e mantenedor de processos reflexivos de políticas públicas efetivas para o conjunto da sociedade brasileira”, pontuou.
SOBRE O PLANO
Na apresentação do Plano Diretor, a diretoria da ABRASCO destaca que a Saúde Coletiva no Brasil se expandiu desde que se consolidou como uma área de pós-graduação ao fundar a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), em 1979. Hoje, já são 101 programas de pós-graduação espalhados em todas as regiões do país e com 24 Cursos de Graduação em Saúde Coletiva. A construção do SUS a partir dessa área, concentra grande parte da produção técnica e científica inovadora da Saúde Coletiva. “Esse conhecimento se constituiu nos fundamentos do SUS e projetou o Brasil como um exemplo bem-sucedido de constituição de um sistema nacional de saúde”, ressalta o documento.
Depois de 46 anos de fundação da ABRASCO e 37 anos de criação do SUS, o primeiro Plano Diretor de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PDPPGS) constitui um marco relevante para a consolidação de uma agenda estratégica da ABRASCO. A entidade enfatiza que se trata de um Plano constituído de forma participativa para fortalecer uma das áreas teóricas e práticas da Saúde Coletiva, historicamente comprometida com a redução das iniquidades em saúde e com a construção de um sistema público e universal de saúde no Brasil.
“A ideia de um Plano ganhou impulso diante das intensas apreensões éticas, sanitárias, políticas, econômicas, sociais, e ambientais que passaram a interpelar, de forma crescente, o Sistema Único de Saúde (SUS) e o campo da Saúde Coletiva”, destaca.
E continua: “Além das questões temático-analíticas, o coletivo que coordenou a elaboração do Plano buscou uma compreensão maior sobre os atores e práticas da área, tendo em perspectiva a necessidade de aperfeiçoar o ensino e a pesquisa em PPGS. Por certo, tratando-se de uma das áreas que expressa continuamente o seu compromisso histórico com a Reforma Sanitária Brasileira, o debate também abrangeu a relevância de ampliar sua incidência nos sistemas e serviços de saúde, reforçando o papel estratégico da PPGS na consolidação e no aperfeiçoamento do SUS”. Por fim, reafirma compromisso com uma educação pública de qualidade e com o fortalecimento participação social em saúde de suas instâncias.
ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia