Fiocruz Amazônia integra comissão que publicou o primeiro Plano Diretor da área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde da ABRASCO
BRASÍLIA (DF) – O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA), integrou a equipe que coordenou a pactuação do primeiro Plano Diretor de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS), da ABRASCO, lançado nesta quarta-feira, 3/12, no encerramento do 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, o Abrascão, promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva, em Brasília (DF). O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, que faz parte da Comissão de Políticas, Planejamento e Gestão da ABRASCO, participou da elaboração e da construção do plano.
“Este é um momento de celebração e compromisso com o futuro da área, reafirmando princípios, diretrizes e sonhos a serem alcançados”, afirma Tobias. O pesquisador representa a Região Norte na comissão. Junto com ele, estão Cristiane Lopes Simão Lemos, da Universidade Federal de Goiás (UFG), José Patrício Bispo Junior (Universidade Federal da Bahia (UFBA/Vitória da Conquista), Maria Cristina Prado Louvion, da Universidade de São Paulo (USP) e Tatiana Wargas de Faria Baptista, do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz RJ).
“A presença do Plano Diretor é fundamental para seguirmos construindo uma Abrasco cada vez mais democrática, plural e transformadora”, afirma a coordenadora geral da Comissão PPGS, Tatiana Wargas do Instituto Fernandes Figueira. Segundo o presidente da ABRASCO, Rômulo Paes, o Plano representa o fortalecimento da saúde coletiva brasileira. “Estamos profundamente satisfeitos com a obtenção desse resultado e o lançamento feito durante a realização de mais um ABRASCÃO repercute como a atividade mais importante dentro da institucionalidade da ABRASCO ocorrida neste 14º Congresso de Saúde Coletiva”, comemora Paes.

Rodrigo Tobias enfatiza que o lançamento do Plano Diretor de Política Planejamento e Gestão afirma o compromisso da área com a defesa da vida e do direito à saúde como direitos fundamentais; e com uma ciência justa e acessível. “O Plano significa muito para o campo da saúde coletiva porque estabelece circularidade às ações da área, e, sobretudo, permite à ABRASCO assumir o seu papel produtor e mantenedor de processos reflexivos de políticas públicas efetivas para o conjunto da sociedade brasileira”, pontuou.
SOBRE O PLANO
Na apresentação do Plano Diretor, a diretoria da ABRASCO destaca que a Saúde Coletiva no Brasil se expandiu desde que se consolidou como uma área de pós-graduação ao fundar a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), em 1979. Hoje, já são 101 programas de pós-graduação espalhados em todas as regiões do país e com 24 Cursos de Graduação em Saúde Coletiva. A construção do SUS a partir dessa área, concentra grande parte da produção técnica e científica inovadora da Saúde Coletiva. “Esse conhecimento se constituiu nos fundamentos do SUS e projetou o Brasil como um exemplo bem-sucedido de constituição de um sistema nacional de saúde”, ressalta o documento.
Depois de 46 anos de fundação da ABRASCO e 37 anos de criação do SUS, o primeiro Plano Diretor de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PDPPGS) constitui um marco relevante para a consolidação de uma agenda estratégica da ABRASCO. A entidade enfatiza que se trata de um Plano constituído de forma participativa para fortalecer uma das áreas teóricas e práticas da Saúde Coletiva, historicamente comprometida com a redução das iniquidades em saúde e com a construção de um sistema público e universal de saúde no Brasil.
“A ideia de um Plano ganhou impulso diante das intensas apreensões éticas, sanitárias, políticas, econômicas, sociais, e ambientais que passaram a interpelar, de forma crescente, o Sistema Único de Saúde (SUS) e o campo da Saúde Coletiva”, destaca.
E continua: “Além das questões temático-analíticas, o coletivo que coordenou a elaboração do Plano buscou uma compreensão maior sobre os atores e práticas da área, tendo em perspectiva a necessidade de aperfeiçoar o ensino e a pesquisa em PPGS. Por certo, tratando-se de uma das áreas que expressa continuamente o seu compromisso histórico com a Reforma Sanitária Brasileira, o debate também abrangeu a relevância de ampliar sua incidência nos sistemas e serviços de saúde, reforçando o papel estratégico da PPGS na consolidação e no aperfeiçoamento do SUS”. Por fim, reafirma compromisso com uma educação pública de qualidade e com o fortalecimento participação social em saúde de suas instâncias.
ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia



