COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Palestra apresentará resultados de estudos sobre transmissão do Zika vírus, infecção em gestantes e Síndrome de Zika congênito

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 29/9, a partir das 10h, a palestra “Transmissão do Zika vírus, infecção em gestantes e Síndrome de Zika congênito: Resultados da coorte de Manaus”, a ser ministrada pela pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Flor Ernestina Martinez Espinosa.

A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link:  https://us06web.zoom.us/j/88635417281?pwd=T0ZtSkpWNEpKOVN3bjYxR1VMcDFkZz09 utilizando ID da Reunião: 886 3541 7281 e Senha de acesso: 035822.

SOBRE A PALESTRANTE

Flor Espinosa é graduada em Medicina pela Universidad Nacional de Colombia, Residência médica em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Fundação de Medicina Tropical (FMT-HVD), é Mestra e Doutora em Medicina Tropical pelo Instituto Oswaldo Cruz ( IOC/Fiocruz). É médica pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e pesquisadora em Saúde Pública do Centro de Pesquisas Leônidas e Maria Deane (ILMD Fiocruz/Amazônia) onde é Vice-Chefe do Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (Lab. IPCCB).

Ministra disciplinas e é orientadora nos Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical (PPGMT) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em convênio com a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), e Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do ILMD Fiocruz/Amazônia.

Foi membro titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e é membro do Comité de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Medicina Tropical, coordena vários projetos de pesquisa, atuando principalmente no efeito que as doenças infecciosas causam no binômio materno fetal quando ocorrem durante o ciclo grávido puerperal tendo trabalhado com Malária, Zika, Tuberculose, Torch, ISTs, Coinfecções e Epidemiologia Clínica.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Aluno destaque do PIBIC/Fiocruz Amazônia é selecionado para evento na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro

“Construindo Bases para o Diagnóstico da Malária, utilizando Inteligência Artificial” é o título do projeto do estudante de Ciências Biológicas, Nelson Lima Luz, 21, aluno do Programa de Iniciação Científica (PIBIC) da Fiocruz Amazônia, escolhido como destaque da 20ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC), ocorrida em abril deste ano no Instituto Leônidas & Maria Deane (IMD/Fiocruz Amazônia). Pelo destaque do seu trabalho, Nelson foi selecionado para representar o ILMD/Fiocruz Amazônia no evento de boas-vindas para os novos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), referentes ao período 2023-2024, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro. O evento será no próximo dia 10/10 e congregará alunos de PIBIC que se destacaram nas RAIC das 11 unidades regionais da Fiocruz.

Os programas são desenvolvidos pela Vice-Presidência de Pesquisa da Fiocruz, com apoio do Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Este ano, o convite aos alunos de PIBIC acontece como um gesto de reconhecimento e uma oportunidade única para os alunos de PIBIC de diversas regiões do Brasil. Eles terão a chance de participar de uma roda de conversa com pesquisadores da Fiocruz-RJ, consolidando assim sua experiência na pesquisa científica. Nelson é amazonense e bolsista do PIBIC desde o ano passado. Teve seu projeto selecionado, entre os demais, pela coordenação do PIC a partir do seu desempenho. O trabalho que desenvolveu visa reduzir o tempo do diagnóstico da malária, por meio da automatização da microscopia e tem como orientadores os pesquisadores da Fiocruz Amazônia José Joaquin Carvajal Cortês e Luciete Almeida Silva.

O projeto consiste na construção de uma biblioteca virtual de imagens, obtida por meio de microscopia de filárias e plasmódios com o intuito de desenvolver uma rede de algoritmos, para acelerar e aprimorar o diagnóstico da malária. As imagens são capturadas usando um simples smartphone e um adaptador acoplado ao microscópio, permitindo a digitalização das imagens diretamente pelo dispositivo móvel.

O projeto, que levou um ano para ser desenvolvida, já registrou um total de 35 imagens de diferentes lâminas com formas e fases distintas do Plasmodium vívax, 32 do Plasmodium falciparum e 4 do Plasmodium malarie. Nelson destaca que seu trabalho combina pesquisa científica, inovação tecnológica e a aplicação de algoritmos de inteligência artificial para agilizar o diagnóstico da malária, permitindo tratamentos mais eficazes.

Yury Oliveira Chaves, coordenador do Programa de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia e pesquisador do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), elogiou a iniciativa da Fiocruz em reconhecer e valorizar os alunos destacados na Iniciação Científica, ressaltando a importância disso tanto para o desenvolvimento pessoal/profissional dos alunos quanto para a valorização regional e para a instituição Fiocruz que incentiva e fomenta as pesquisas na Amazônia.

SOBRE O PIBIC

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) visa desenvolver o pensamento crítico e a iniciação cientifica de estudantes de graduação do ensino superior para a formação em recursos humano em pesquisa. Os bolsistas são orientados por pesquisadores qualificados da instituição, com oportunidade de acesso a técnicas e metodologias de pesquisa inovadoras. Já o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) tem como finalidade estimular nos estudantes do ensino superior, o desenvolvimento e a transferência de novas tecnologias e inovação aplicadas à necessidades da área de saúde da população brasileira. Este programa visa à formação de recursos humanos para atividades de pesquisa diretamente relacionada ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, fortalecendo a capacidade inovadora de pesquisa no País. Assim como o PIBIC, os bolsistas PIBITI são orientados por pesquisadores qualificados da Instituição e incentivados a desenvolver um pensamento científico voltado para os desafios da sociedade na área de saúde e a realizar pesquisas nesse contexto.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Foto: Júlio Pedrosa e Arquivo/ILMD

Estudo aponta aumento das taxas de suicídio entre jovens indígenas da regiões Norte e Centro-Oeste

Pesquisadores da Fiocruz e da Universidade de Harvard realizam o primeiro estudo nacional que avalia o suicídio entre indígenas e não indígenas no Brasil. O estudo avaliou taxas de suicídio durante o período de 2000 a 2020 e mostrou um risco desproporcionalmente maior em indígenas, principalmente naqueles de 10-24 anos. As regiões Norte e Centro-oeste foram as que apresentaram maior risco de suicídio, principalmente estados como Amazonas e Mato Grosso do Sul.

O estudo acaba de ser publicado na “The Lancet Regional Health – Americas” e aborda nuances sobre este grave e negligenciado problema de saúde pública em pleno setembro amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio no Brasil, conforme destaca um dos coautores do estudo, o epidemiologista Jesem Orellana,  chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

As análises foram efetuadas a partir do banco de dados oficial de mortalidade do Ministério da Saúde do Brasil e teve como objetivo estimar taxas de suicídio e suas tendências entre indígenas não indígenas no Brasil. No artigo intitulado “Suicide among Indigenous peoples in Brazil from 2000 to 2020: a descriptive study” (Suicídio entre povos indígenas no Brasil de 2000 a 2020: um estudo descritivo – https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(23)00165-5/fulltext), os pesquisadores oferecem ao leitor a mais longa e abrangente análise sobre o comportamento das taxas de suicídio entre indígenas no Brasil.

“De forma geral, as taxas de suicídio em indígenas foram maiores em homens e indivíduos de 10-24 anos. Em homens de regiões como a Centro-oeste e Norte, essas taxas chegaram a alcançar 73,75 e 52,05 por 100 mil habitantes, em 2018 e 2017, respectivamente. Em indivíduos de 10-24 anos da região Norte, o grupo etário de maior risco para o suicídio indígena, essas taxas aumentaram substancialmente de 2013 em diante, contrariando o padrão de queda observado na região Centro-oeste. Este é um diferencial importante, em comparação ao grupo de maior risco na população geral do Brasil, pois o grupo etário de indivíduos com 60 anos e mais, historicamente, é o que apresenta maior risco de suicídio”, explica Orellana.

O estudo também mostrou que, em nível nacional, tanto as taxas de suicídio da população indígena brasileira quanto as taxas da população não indígena apresentaram tendência de aumento de 2000 a 2020. “No entanto, esse padrão não pode ser generalizado, especialmente entre os indígenas, pois estados como o do Amazonas na região Norte e Mato Grosso do Sul na região Centro-oeste, parecem ser os responsáveis pelas substanciais diferenças que se observa ao se comparar dados nacionais entre indígenas e não-indígenas”, observa.

O pesquisador salienta que os resultados do estudo reforçam a extrema vulnerabilidade de indígenas ao suicídio no Brasil, sobretudo homens, na faixa etária de 10-24 anos e residentes nos estados do Amazonas e Mato Grosso do Sul, apontando para a necessidade de priorização na alocação de recursos financeiros e no planejamento de estratégias que visem reduzir os fatores de risco associados ao suicídio, especialmente a desigualdade social e o limitado acesso a cuidados de saúde mental.

“Precisamos encarar o suicídio indígena como um grave e invisibilizado problema de saúde pública, o qual pode ser influenciado por uma gama de peculiaridades contextuais e culturais, como conflitos territoriais, crises sanitárias, racismo estrutural, bem como questões de ordem econômica, política e psicológica”, finalizou.

Disciplina do VigiFronteiras é oferecida no ILMD/Fiocruz Amazônia para turma de doutorandos do programa em Manaus (AM) e Campo Grande (MS)

Alunos do Doutorado do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil-Fiocruz) participam de disciplina em Manaus e em Campo Grande, na primeira atividade presencial do programa nos campi da Fiocruz no Amazonas e no Mato Grosso do Sul.. Em Manaus, eles foram recebidos, nesta segunda-feira, 25/09, pela diretora-interina do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes; o ex-diretor Sérgio Luiz Bessa Luz, a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, e o coordenador do Pólo do VigiFronteiras no Amazonas, professor José Joaquim Carvajal. A disciplina Seminário de Tese 2 visa discutir os aspectos metodológicos, qualitativos e quantitativos do processo de elaboração dos projetos de tese. No total, participam 37 alunos do Doutorado do VigiFronteira nos dois campi até a próxima sexta-feira, 29/09.

“O VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz é um programa estratégico e necessário. Conseguiu ser realizado e se adaptar ao novo cenário, mostrando o quanto é importante trabalharmos na vigilância em saúde e nas fronteiras, onde temos questões complexas de serem tratadas e enfrentadas, uma vez que os limites existem para os países, mas não existem para as pessoas e para os agravos. Precisamos transpor os problemas logísticos internacionais para contribuir para a saúde pública e vigilância em saúde brasileira. Ficamos muito felizes pelo recente anúncio da segunda turma”, comentou Stefanie Lopes.

Sérgio Luiz Bessa Luz descreveu um pouco como foi a conformação inicial do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz, ressaltando que trabalhar com saúde dentro do território e nas fronteiras, tem um significado mais amplo. “Levar saúde é levar cidadania a essas regiões”, declarou. Ele agradeceu a participação de todos envolvidos para o curso acontecer, fato que vem promovendo a ampliação da atuação na Fiocruz nessa área muito estratégica para o país.

“Este é um processo de grandes sucessos que foram se acumulando ao longo do tempo. Hoje, as pessoas que estão trabalhando nas fronteiras, estão discutindo políticas públicas, estão sendo formados pela Fiocruz”, comemorou, mencionando, ainda, a necessidade de aperfeiçoar o fluxo de informações para vigilância de vários agravos e olhar a vigilância sob a ótica além campo da saúde, como educação, saneamento, oportunidades de trabalho.

Por sua vez, Rosana Parente fez uma breve apresentação sobre a área de Ensino do ILMD/Fiocruz Amazônia e das capacitações oferecidas nos últimos anos pela unidade, em particular as voltadas para a vigilância em saúde na Amazônia e na Tríplice Fronteira do Amazonas. Foram cursos de curta duração presenciais, lato e stricto sensu, a exemplo de formações em nível de atualização e de especialização em vigilância em saúde e a formação de sanitaristas indígenas. Ela ressaltou que “iniciativas como o Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz e o Mestrado Sanitarista Indígena colaboram com a ampliação do protagonismo de populações locais e indígenas e trazem consigo força potencial para acelerar as mudanças necessárias para os municípios, compreendidos na área da Tríplice Fronteira”.

Em seguida, participaram da palestra “Por que fazer pesquisa? Alguns conselhos de como publicá-la”, ministrada pelo docente associado da Universidade Federal de Pelotas, coordenador da Área de Saúde Coletiva da Capes e pesquisador visitante do ILMD/Fiocruz AM, Bernardo Horta.

No Polo Campo Grande, os alunos foram recebidos pela diretora da Fiocruz Mato Grosso do Sul, Jislaine de Fátima Guilhermino, pela coordenadora da área de Educação da Fiocruz do Mato Grosso do Sul, Débora Dupas, e pela coordenadora do polo, professora Zoraida Fernandez. Na sequência, participaram da palestra “Fiocruz Bioceânico: possibilidades editoriais, circulação de conhecimentos, internacionalização científica em Saúde e Educação”, ministrada pelo professor da Universidad Nacional Experimental Francisco de Miranda (UNEFM/Venezuela) Linoel Leal Ordóñez.

PROJETOS

Até a próxima sexta-feira (29), os doutorandos apresentarão os seus projetos para os demais alunos, docentes da disciplina e orientadores. A expectativa é que, durante a semana, possam trocar informações e experiências no desenvolvimento de seus trabalhos de conclusão de curso, previsto para 2025. Professores dos programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da ENSP/Fiocruz, do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do ILMD/Fiocruz Amazonas, e docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul, que fazem parte do consórcio formado para oferta do programa, além das coordenadoras do programa, vão se revezar para discutir e orientar os alunos nessa etapa.

O Programa VigiFronteiras-Brasi/Fiocruz, é uma iniciativa da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

ILMD/Fiocruz Amazônia e Assessoria de Comunicação do VigiFronteiras

Fundo de População das Nações Unidas e Fiocruz Amazônia lançam curso online sobre Manejo Clínico da Violência Sexual

Curso de atualização é voltado para profissionais de saúde da região norte

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Campus Virtual Fiocruz, abrem nesta segunda-feira (25), as inscrições para o Curso de Atualização em Manejo Clínico da Violência Sexual voltado a profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) da Região Norte. As inscrições estão abertas até o dia 25/10. O formulário de inscrição está disponível no link https://bit.ly/cursomanejoviolencia2023. O curso será realizado de novembro deste ano a fevereiro de 2024

São disponibilizadas vagas para 1.000 profissionais da saúde de nível médio e superior, com ênfase em profissionais que atendam sobreviventes de violência sexual, como profissionais que trabalham em serviços de saúde especializados no atendimento de sobreviventes, cuidados pré-natais, planejamento familiar, ginecologia, cuidados pós-aborto, saúde mental, atenção a pessoas vivendo com HIV, parteiras, obstetras, obstetrizes, bem como prestadores de saúde da Atenção Básica e de Urgência e Emergência.

Segundo o Anuário de Brasileiro de Segurança Pública de 2023, a taxa de estupro e estupro de vulnerável cresceu 8,2% em relação ao ano anterior e chegou a 36,9 casos para cada 100 mil habitantes em 2022. O perfil das vítimas revela que 75,8% eram incapazes de consentir em razão da idade (menores de 14 anos), ou por qualquer outro motivo (deficiência, enfermidade etc.). Na maior parte desses casos, a violência ocorreu na residência da vítima, sendo o autor familiar ou pessoa conhecida. Nesse cenário, o Estado do Amazonas registrou a maior variação nas taxas de estupro e estupro de vulnerável entre os estados brasileiros, na ordem de 37,3%, seguido pelo Estado de Roraima (28,1%).

Para a Débora Rodrigues, Chefe de Escritório do UNFPA em Manaus, a formação é uma oportunidade de fortalecer as capacidades dos serviços e profissionais da linha de frente na resposta à violência sexual na Região Norte. “Os dados mostram que temos urgência em garantir que sobreviventes recebam o acolhimento, a orientação e o atendimento clínico necessários para que, futuramente, possam ter vidas plenas e com direitos. Esse curso é um dos caminhos para garantir a proteção integral dessas pessoas, com ênfase em mulheres, crianças e adolescentes, trazendo também um módulo específico para a oferta de cuidados a homens sobreviventes de violência”, destaca.

SOBRE A FORMAÇÃO

A formação será remota e autoinstrucional, com carga horária de 40 horas. Às pessoas que concluírem no mínimo 75% do curso, será concedido certificado pela Fiocruz Amazônia. A confirmação será comunicada pelo e-mail indicado na inscrição. “Esse é um debate importante e a Fiocruz como instituição de saúde, pesquisa e ensino não pode ficar de fora. Já temos uma parceria com a UNFPA, por meio da qual realizamos no ano passado, um curso sobre Emergências Obstétricas voltado para trabalhadores da saúde da Região Norte, sobretudo os que atuam em maternidades e na Atenção Primária à Saúde, que foi importante para o período pós-pandemia. Agora, esse novo curso, aborda a questão da violência que afeta a vida, a dignidade e o direito das pessoas à liberdade, sendo de extrema relevância a formação que oriente os trabalhadores desse campo”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt.

SOBRE OS MÓDULOS

Entre os temas abordados estão tópicos sobre a violência baseada no gênero, bases legais, diretrizes e princípios do atendimento às pessoas em situação de violência sexual e apoio de primeira linha, manejo clínico da violência sexual. Um dos destaques do curso são os módulos “Consideração para crianças e adolescentes em situação de violência sexual” e “Considerações para a assistência de homens sobreviventes de violência sexual”, temas pouco abordados em formações técnicas.

Para a Dra. Zélia Campos. Coordenadora do Serviço de Atendimento à Vítima de Violência Sexual da Maternidade Dr. Moura Tapajoz e tutora do curso, esta formação é uma oportunidade para a compreensão dos gestores e equipes de saúde da importância do atendimento humanizado e multidisciplinar às pessoas em situação de violência sexual. “O curso promove direitos sexuais e reprodutivos básicos ao trazer informações para ajudar a ampliar e melhorar o acesso das pessoas em situação de violência sexual nos serviços de saúde”, ressalta a tutora.

O apoio acontece pelo projeto “Fortalecimento dos Serviços de Violência Baseada no Gênero que Salvam Vidas”, implementado pelo UNFPA com o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O objetivo do projeto é fortalecer as capacidades das redes locais de prevenção e enfrentamento à violência baseada no gênero no Amazonas e em Roraima. Implementado desde 2021, o projeto atua com base em três eixos: o acesso à informação e prevenção à violência baseada no gênero, o fortalecimento dos serviços de proteção especializados, e a construção de capacidades e advocacy. Desde o início do projeto, mais de 60 mil pessoas foram alcançadas.

Obras da nova sede da Fiocruz Amazônia estão previstas para começar no segundo semestre do ano que vem

As obras da nova sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) deverão ser iniciadas no segundo semestre do ano que vem, no terreno oficialmente cedido pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus para a construção do prédio, que terá seis andares. A previsão do início das obras foi dada nesta quinta-feira, 21/09, pelo diretor executivo da Fiocruz, Juliano de Carvalho Lima, e a diretora interina da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, após participarem de uma reunião na sede do Comando do 2º Grupamento de Engenharia, para tratar sobre o projeto e o fortalecimento da parceria entre o Exército e a Fiocruz Amazônia. No próximo dia 31/10, o projeto finalizado da planta arquitetônica do prédio será apresentado oficialmente ao comandante do 2º GptE, general-de-brigada Luiz Claudio Brion Cardoso.

“É a primeira vez que visito o terreno e estou muito animado com a possibilidade de darmos início a essa obra no segundo semestre do ano que vem. Pelos prazos que constam do projeto acreditamos que em breve vamos ter condições de dar ao ILMD/Fiocruz Amazônia uma estrutura condizente com a capacidade que o instituto tem de realizar pesquisa, ensino, vigilância e tudo mais”, afirmou Juliano. A visita foi acompanhada pelo chefe de gabinete da Coordenação Geral de Infraestrutura dos Campi (COGIC), da Fiocruz, Jorge Pessanha, o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia, Aldemir Maquiné, e a engenheira Marcela Pinheiro Cidade, do Serviço de Infraestrutura da unidade.

Stefanie Lopes explicou que a intenção da visita foi de reafirmar a parceria e mostrar o cronograma atualizado para a obra. “Devido a contratempos no processo, foi preciso postergar alguns prazos para o inicio da obra, mas a nossa intenção é deixar a comunicação muito estreita em favor dessa parceria tão importante para que o projeto da nova sede passe a ser realidade”, afirmou. A diretora interina ressaltou que com o crescimento das pesquisas e do corpo técnico da instituição, bem como a ampliação dos programas de pós-graduação, tornaram necessário um novo espaço que comporte esse crescimento.

“Uma nova sede será de extrema importância para nossa atuação na Amazônia, ainda mais agora com a Amazônia sendo colocada no seu devido lugar de relevância, entendemos que esse momento é profícuo para que o projeto se torne realidade o quanto antes. Nossa necessidade de espaço físico urge de uma estrutura permanente adequada e esse projeto de nova sede vem preparado para o desenvolvimento de nossas atividades, salas de aula maiores e amplas, laboratórios que já virão com os requisitos para as certificações necessárias, e até um ambulatório”, detalhou Stefanie.

CAPACITAÇÕES

A visita também teve como finalidade fortalecer a cooperação entre a Fiocruz Amazônia e o Exército no que se refere a parceria para atuações em pesquisa. “Durante a reunião, vislumbramos diversas outras parcerias voltadas para pesquisa, visto a capilaridade do Exército no território amazônico, sobretudo em regiões longínquas de fronteira. Entendemos que a Amazônia é um loco estratégico de estudo e essa presença do Exército pode nos ser muito cara”, observou a diretora interina do ILMD/Fiocruz Amazônia. O acordo de cooperação firmado entre o Exército e a Fiocruz vislumbra não só a cessão do espaço da nova sede como também a capacitação dos militares agentes de saúde em áreas onde a Fiocruz tem expertise. “Devemos realizar novas reuniões para que isso possa se tornar realidade e a conversa nesse sentido foi muito boa. Esperamos em breve estar com um plano de trabalho para essas ações”, adiantou.

Jorge Pessanha se disse satisfeito com as tratativas. “Acompanho o processo desde a primeira área sugerida, participei de toda a negociação do segundo terreno e também da assinatura do termo de cessão. Estou vendo um sonho se concretizando e tomando forma. Espero que em breve possamos estar vendo-o avançar com a colocação da pedra fundamental da obra”, afirmou Pessanha.

A nova sede fica na Avenida São Jorge, em área oficialmente cedida pelo 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), do Exército. O projeto arquitetônico está sendo realizado pela empresa cearense Architectus S/S Arquitetura e Engenharias – especializada em projetos integrados, planos urbanísticos e gerenciamento de obras, com atuação nacional. A proposta apresentada é a de um prédio funcional, com seis andares e capacidade para concentrar todos os laboratórios de pesquisa da Fiocruz Amazônia, ocupando uma área de 14.512,80 metros quadrados, com possibilidade para futuras ampliações. A perspectiva é de que a obra seja feita por etapas. Na primeira, ocupando uma área de 14 mil metros quadrados e na segunda e terceiras etapas, com expansões a partir da estrutura já existente, à medida em que houver necessidade de ampliação.

O prédio contará com dois andares para laboratórios, gestão, serviços, bicicletário, ambulatório, oca, salas com divisórias retráteis que se transformam em auditório com capacidade para 100 pessoas, área de exposições, vestiário e estacionamento com capacidade para 201 veículos, entre outros espaços. A nova sede primará também pela sustentabilidade, com selo PBE Edifica Procel, que atesta a redução do custo energético da edificação, e Processo Aqua de certificação de construção sustentável.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz realiza 2º Seminário Internacional do Programa VigiFronteiras-Brasil e aborda estratégias de Vigilância em Saúde nas regiões de fronteira

O Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras-Brasil) da Fundação Oswaldo Cruz promove, no dia 25 de setembro (segunda-feira), às 10h (horário de Brasília), na sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus, seu 2° Seminário Internacional. O evento contará com a participação de renomados pesquisadores da área de vigilância em saúde e será transmitido ao vivo pelo Canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no YouTube com tradução para o espanhol, inglês e Libras. O tema do encontro é “Estratégias de vigilância em saúde nas regiões de fronteira”.

Entre os palestrantes estão o pesquisador do Institute of Research for Development (IRD – UnB – Fiocruz), da França, Emmanuel Roux, que ministra palestra sobre o “Sítio sentinela transfronteiriço como ferramenta de cooperação da vigilância em saúde em fronteira internacional”; o oficial Nacional na Unidade Técnica de Vigilância, Preparação e Resposta às Emergências e Desastres na OPAS/OMS-BR,  Rodrigo Frutuoso, que vai falar sobre a “Importância da Avaliação de Risco para eventos de saúde pública”; e a pesquisadora da Fiocruz e coordenadora da Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre (SISS-Geo), Márcia Chame. Ela apresentará a “Plataforma SISS-Geo: monitoramento participativo para vigilância de zoonoses silvestres em ambientes naturais, rurais e urbanos”.

O seminário contará com a participação do pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (LIS/Icict/Fiocruz) Christovam Barcellos, como debatedor. O seminário contará, ainda, com a participação da coordenadora Geral Adjunta e do Stricto Sensu da Fiocruz e Coordenadora do Programa VigiFronteiras-Brasil, Eduarda Cesse, e da coordenadora acadêmica do programa, Andréa Sobral, como moderadoras.

O público interessado nos temas poderá participar do evento conferindo a transmissão ao vivo pelo canal da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz no YouTube (confira os links a seguir). Os participantes não precisam se inscrever previamente. Não serão fornecidos certificados.

O Programa VigiFronteiras-Brasil é uma iniciativa da Fiocruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério das Saúde e com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). É realizado por meio de um consórcio entre os Programas de Pós-Graduação em Epidemiologia em Saúde Pública, Saúde Pública e Meio Ambiente e Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazonas), além de docentes da Fiocruz Mato Grosso do Sul.

2° Seminário Internacional – Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz

·         Transmissão em português: https://youtube.com/live/vTWVXd1eiZs?feature=share

·         Transmissão em espanhol: https://youtube.com/live/GMwi65_0VxQ?feature=share

·         Transmissão em inglês: https://youtube.com/live/kLfJWsGfQuI?feature=share

Adele Benzaken deixa o cargo de diretora da Fiocruz Amazônia após dois anos de gestão

A médica sanitarista Adele Schwartz Benzaken pediu exoneração do cargo de diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), na tarde desta quarta-feira, 20/09, durante reunião extraordinária do Conselho Deliberativo da instituição. Adele deixa a instituição faltando um ano e oito meses para o final de sua gestão – que seria de quatro anos –, por motivos de problemas de saúde na família. A médica foi eleita pelo voto direto dos servidores, assumindo o cargo em 2021, no período crítico da pandemia de Covid-19 no Brasil. Coordenou junto com pesquisadores da instituição ações de vigilância genômica do vírus SARS-CoV-2, que resultaram na descoberta de variante Gama no Amazonas, transformando o ILMD em unidade de referência para COVID-19 e Monkeypox.

Ao anunciar sua saída, a sanitarista fez um balanço dos dois anos em que esteve à frente do ILMD/Fiocruz Amazônia, citando avanços conseguidos nos campos do ensino, inovação tecnológica, inclusão social pela Ciência, apoio de emendas parlamentares, captação de recursos nacionais e internacionais para investimentos em projetos de pesquisa na Amazônia e em infraestrutura laboratorial, tão necessária para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação no Amazonas. Durante sua gestão, o ILMD/Fiocruz Amazônia conseguiu ampliar o número de vagas em cursos de Doutorado e Mestrado, assim como a oferta de bolsas, fortalecimento de parcerias institucionais para apoio a programas de pós-graduação e viabilização de ações estratégicas na região, especificamente junto a grupos sociais mais vulnerabilizados, a exemplo de pessoas vivendo com HIV/Aids, ribeirinhos, quilombolas, indígenas e migrantes. Promoveu o credenciamento de novos laboratórios de pesquisa e o recredenciamento de outros já existentes, valorizando a figura do pesquisador que trabalha e vive na região amazônica.

Defensora ferrenha da Amazônia e suas singularidades, Adele Benzaken teve o trabalho e trajetória dedicados à Saúde Pública reconhecidos pelo presidente da Fiocruz, Mário Moreira. Ele participou de modo virtual da reunião, mesmo sendo representado pelo diretor executivo da Fiocruz, Juliano de Carvalho Lima, que veio do Rio de Janeiro. “Adele sempre se destacou na defesa dos interesses da Ciência e na militância em favor do SUS, sempre comunicou muito bem as atividades e projetos que o ILMD vem desenvolvendo nos últimos tempos. Gostaria de dizer que você faz parte de um seleto grupo de dirigentes da Fiocruz e, digo isso no presente, porque quem foi dirigente dessa casa, jamais deixa de sê-lo, qual seja o local que esteja daqui pra frente, qual seja a decisão que tomar com relação a sua vida cientifica. Você sempre será reconhecida como dirigente desta casa”, afirmou.

A diretoria passa a ser ocupada interinamente pela diretora adjunta do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que é bióloga e pesquisadora concursada da Fiocruz Amazônia, com foco de atuação em malária. Stefanie ocupa também a vice-diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD. Em breve, deverá ocorrer uma eleição para a composição da nova gestão, com mandato até 2025. Sobre o processo eleitoral, o presidente da Fiocruz Mário Moreira destacou que ao longo dos últimos anos, a Fiocruz conseguiu produzir um ambiente de muita tranquilidade institucional, “o que favorece o processo sucessório em casos de renúncia de cargos de diretoria de unidades, permitindo uma travessia de condução de uma gestão até o seu final sem sobressaltos e garantindo a manutenção dos projetos institucionais, com todos os termos e aspectos regimentais sendo seguidos”, informou.

Este ano, a Fiocruz Amazônia completa 29 anos de atividades. Bastante aplaudida em seu discurso de despedida, Adele Benzaken destacou o empenho dos pesquisadores da casa e da equipe como um todo, agradecendo a parceria. “A semente da colaboração está plantada, só precisa cuidar dela e para isso ninguém melhor que a Stefanie Lopes, para dar continuidade.

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

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