COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Fiocruz Amazônia divulga edital para Eleição de Diretor(a) Biênio 2023/2025

Aprovado nesta quinta-feira, 5/10, pelo Conselho Deliberativo (CD-ILMD), o Regulamento Eleitoral para o cargo de Diretor(a) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o Biênio 2023-2025, iniciando nesta sexta-feira, 06/10/2023 a divulgação do início do processo eleitoral, conforme calendário eleitoral anexo 1 do Regulamento Eleitoral.

Confira os documentos do processo eleitoral:

Regulamento Eleitoral

Ficha de Inscrição do Candidato(a)

Resolução N. 003/2023 ► Designa Comissão responsável pela condução do processo eleitoral

Resolução N. 004/2023 ► Designa Grupo Técnico em TI para assessoramento da Comissão Eleitoral

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia 

Projeto Amazônia Solidária coloca campanha Mais Vacina Mais Saúde nas ruas de Manaus

O Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), com apoio da NPI Expand, Fiotec, Sitawi Finanças para o Bem e Conselhos de Secretários de Saúde do Amazonas e Acre (Cosems-AM e Cosems-AC), começou a colocar nas ruas a Campanha Mais Vacina Mais Saúde. A iniciativa, originada da mobilização de comunidades em territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes, dos estados do Amazonas e Acre, está presente em outdoors espalhados em diferentes pontos da capital amazonense, chamando atenção da população para a importância da vacinação e os diferentes atores envolvidos na elaboração das estratégias de comunicação com a finalidade de fortalecer as coberturas vacinais nas mais diferentes localidades.

O trabalho começou por Manaus, com a utilização de peças publicitárias de grande porte, no caso dos outdoors, mas se estenderá a todos os 17 municípios envolvidos com a execução do projeto, que receberão outras peças publicitárias já produzidas, tais como folderes, cartazes, cartilhas, panfletos, jogos de memória, bingos, além dos minidocumentários e podcasts, com o tema da campanha, representando os eixos do Amazônia Solidária (migrantes, quilombolas e ribeirinhos). Os outdoors ficarão exclusivamente na capital, no período que vai de 25/09 a 8/10, em três pontos: nas zonas Centro-Oeste (Compensa), Norte (Cidade Nova) e Centro-Sul (Aleixo).

Cada outdoor traz como personagens representantes de determinado território trabalhado, com a respectiva mensagem de incentivo à vacinação. O eixo ribeirinho está representado pelo comunitário Antonio Freire e a microscopista Saly Santos, da Unidade Básica de Saúde Paulo Alves e Souza, situada na comunidade Alto Rio, município de Rio Preto da Eva, Região Metropolitana de Manaus. Na mensagem, uma referência à vivência rural ribeirinha da Amazônia, “entre rios e ramais”, e a frase de estímulo à vacina com a imagem do ribeirinho exibindo a caderneta de vacinação atualizada.

O outdoor que representa o eixo quilombola traz a presidente da Associação Crioulas do Barranco de São Benedito, Keila Fonseca, e a filha, mostrando a importância da resistência e do protagonismo da luta pela igualdade racial e o cuidado com a Saúde da comunidade, entre as gerações. Na mensagem, o destaque para a importância da vacina neste cenário. O Quilombo de São Benedito é o primeiro e único território quilombola reconhecido na cidade de Manaus, com certificação da Fundação Palmares e Ministério Público Federal, desde 2014.

Os migrantes venezuelanos estão representados pelo professor Javier Rojas, residente na comunidade Santo Expedito, no bairro Tarumã Açu, onde vivem cerca de 60 migrantes venezuelanos desde 2018. Ele está acompanhado da sobrinha e da coordenadora do eixo Migrantes do projeto, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente, com uma mensagem, escrita em português e espanhol, ressaltando a importância da criação de redes de proteção para as famílias de migrantes que chegam ao Brasil em condição de vulnerabilidade.

Todos os personagens presentes nas peças participaram das oficinas de capacitação realizadas pela Frente 3 do Projeto Amazônia: Ciência, Saúde e Solidariedade no Enfrentamento à Covid-19. Foram duas oficinas em cada comunidade, com a finalidade de identificar fatores que impactam no aumento da cobertura vacinal nos territórios, além de permitir a formulação de estratégias por meio da participação social e metodologias da Educação Popular em Saúde para melhorar a comunicação e divulgação cientificas a partir dos atores sociais da comunidade.  O projeto levou a temática para dentro das comunidades com produtos de comunicação que nasceram a partir das estratégias e necessidades do território.

SOBRE OS PARCEIROS 

No Brasil, a USAID, a NPI EXPAND e a SITAWI Finanças do Bem se uniram para criar uma parceria para apoiar a Resposta à COVID-19 na Amazônia. Entre 2020 e 2021, a primeira fase do projeto do NPI EXPAND Resposta à COVID-19 na Amazônia  distribuiu mais de 23 mil cestas básicas e kits de higiene, capacitou mais de 500 agentes comunitários de saúde, doou mais de 1,4 milhão de máscaras feitas por costureiras locais e divulgou mensagens educativas de prevenção para mais de 875 mil pessoas na região. A Fase está promovendo maior resiliência das comunidades amazônicas através do apoio amplo a vacinação contra a COVID-19, campanhas de informação e combate à fake News, e apoiando os sistemas locais de saúde na região com equipamentos e insumos para detectar, prevenir e controlar a transmissão de Covid-19, bem como realizar o acompanhamento de casos agudos de COVID-19 e tratar as sequelas de síndrome pós-COVID-19.

Egressa do Doutorado em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia ganha Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2023 da Fiocruz

A doutora em Saúde Pública Thalita Renata Oliveira das Neves Guedes, egressa do Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi agraciada com o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2023. O trabalho, intitulado “Territórios da Atenção Básica de Saúde do Amazonas: Transformações Sociais sob o Signo da Pandemia de Covid-19”, foi escolhido como a Melhor Tese na área de Saúde Coletiva nesta edição do prêmio. Thalita é assistente social na Secretaria Municipal de Saúde de Manaus e foi a primeira aluna a obter o título de Doutora em Saúde Pública na Amazônia, do DASPAM, com o estudo, que faz um retrato do que foi o cenário pandêmico nas duas ondas da COVID-19, do ponto de vista da atuação dos profissionais de saúde e dos usuários da Atenção Básica em 12 municípios do Amazonas. O prêmio deverá ser entregue em solenidade, no próximo dia 16/10, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Criado há cerca de três anos, o DASPAM é oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Thalita Guedes teve como orientador o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt. Para a autora, a premiação é motivo de alegria e uma honra, que divide com os demais atores atuantes no processo de execução da pesquisa. “Fico honrada com a premiação pois ela consolida um processo de pesquisa-ação que envolve um coletivo da população amazônica. A tese materializa o sentimento de um coletivo de pessoas que aceitaram abrir suas vidas para mim nessa pesquisa e é com todos eles que compartilho esse prêmio, juntamente com o meu orientador e os pesquisadores locais que apoiaram na coleta e sistematização de dados”, explica.

A diretora interina do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, comemorou a premiação afirmando que, para a unidade, é motivo de muita alegria. “O DASPAM começou suas atividades em 2021 e Thalita é a primeira egressa do Programa, o que demonstra a solidez do curso e que estamos no caminho certo. A formação de Doutores em Saúde Coletiva na Amazonia é uma  lacuna importante a ser preenchida visando ter profissionais altamente qualificados para pensarem sobre as peculiaridades do processo saúde e doença na região”, afirmou Stefanie, parabenizando Thalita, o orientador Julio Schweickardt e a coordenadora do DASPAM no ILMD/Fiocruz Amazônia, a pesquisadora em Saúde Pública Luiza Garnelo.

Foram três trabalhos agraciados na área de Saúde Coletiva, sendo duas menções honrosas e o prêmio propriamente dito. Thalita afirma esperar que, de alguma forma, seu trabalho possa apoiar a formulação de políticas públicas de cuidados com a população amazônica, especialmente em situações pandêmicas como foi o caso da Covid-19. O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt enalteceu o esforço da ex-aluna e o trabalho desempenhado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA). “A premiação da tese da Thalita é um reconhecimento das pesquisas que são desenvolvidas no ILMD/Fiocruz Amazônia e no LAHPSA. Pesquisas essas que têm uma metodologia consistente e reconhecida e que trazem resultados importantes para discutir os problemas da Amazônia”, salientou o pesquisador.

No caso da tese da Thalita, Schweickardt destaca que se trata de um importante instrumento de reflexão sobre a gestão da Saúde no interior. “Ressalto a importância da metodologia participativa, com trabalhadores e gestores, mostrando a contribuição dos municípios no cenário da pandemia de Covid-19 e a força da Atenção Básica nesse momento”, observou. Para o orientador, a pesquisa revelou também que os usuários reconhecem essa presença dos profissionais da Atenção Básica, o que tornou a Saúde mais presente em 12 municípios do interior, que enfrentam dificuldades ainda maiores em termos de carência de equipamentos, de insumos. “Estamos todos de parabéns, mas especialmente a Thalita pelo esforço em construir e sistematizar as informações”, afirmou.

Thalita Gudes explica que a pesquisa é um recorte do projeto “Prevenção e controle da Covid-19: transformações das práticas sociais da população em território de abrangência da Atenção Básica em Saúde no Estado do Amazonas” financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), coordenado pelo pesquisador Júlio Cesar Schweickardt. A tese levou dois anos e quatro meses para ser concluída e foi desenvolvida em pleno período da doença no País e, de modo particular, no Estado do Amazonas.

“Utilizamos a metodologia participativa que promove o diálogo e problematiza as experiencias que aconteceram nos territórios de Atenção Básica no Amazonas no contexto da pandemia”, explicou Guedes. Foram entrevistados 385 usuários da Atenção Básica e 65 profissionais de saúde e gestores, trazendo como contribuição recomendações para a melhoria do processo de assistência à saúde durante eventos de saúde pública que possam vir a ocorrer no território amazônico. Filha de amazonenses e nascida em Manaus, Thalita Renata é assistente social e servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA). O prêmio deverá ser entregue em solenidade, no próximo dia 16/10, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

SOBRE O DASPAM

O Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia tem como objetivos: capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, socioantropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

Capacitação de Conselheiros Indígenas de Saúde do DSEI/MANAUS com uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) é o tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta, nesta sexta-feira, 06/10, a partir das 10h, a palestra “Capacitação de Conselheiros Indígenas de Saúde do DSEI/Manaus, com uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação)”, a ser ministrada pela pesquisadora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Kátia Maria Lima de Menezes. Doutora em Ciências pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Kátia Menezes é coordenadora do projeto de pesquisa-ação cujo objetivo foi o de analisar as formas de enfrentamento à COVID-19 nas aldeias dó Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), de Manaus, a partir da realização de oficinas de capacitação com conselheiros e agentes indígenas de saúde para discutir mecanismos de prevenção.

A palestra abordará a experiências vivenciadas e os diferentes aspectos da pesquisa qualitativa realizada no DSEI Manaus. A pesquisa foi viabilizada por meio do Edital de Saúde Indígena no 1/2021, do Programa Fiocruz de Fomento à Inovação, o Inova Fiocruz. Por conta do projeto, o DSEI Manaus foi pioneiro na implantação da iniciativa de capacitação on line no Estado. No total, existem 34 distritos sanitários especiais indígenas no Brasil, destes sete estão situados no Amazonas. A pesquisadora pertence ao Laboratório de História, Políticas Pública e Saúde na Amazônia (Lahpsa), da Fiocruz Amazônia, e atuará também como moderadora.

A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/83222006970?pwd=cXJlY2cyU2ZXc0xjbzZVRGl6Rys1dz09, utilizando ID da Reunião: 832 2200 6970 e Senha de acesso: 068643

SOBRE A PALESTRANTE

Kátia Maria Lima Menezes possui Doutorado em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Realizou o Mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia (2008) e graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (1989). Atualmente é Tecnologista do Instituto Leônidas e Maria Deane – FIOCRUZ/AM. Tem experiência na área da Saúde Pública, com ênfase em Análise das Condições Socioambientais e Saúde na Amazônia, atuando principalmente nos seguintes temas: Políticas de Saúde, Saúde Indígena, Meningite e Leptospirose.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde

Fiocruz Amazônia ressalta importância do Lacen-AM nos 50 anos de história da instituição

A diretora interina do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, participou na manhã desta segunda-feira, 02/10, da solenidade comemorativa aos 50 anos do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Amazonas (Lacen-AM), ocorrida no Auditório da Universidade Paulista (Unip). O evento dá início à programação de aniversário da instituição, que contará com mesas-redondas, minicursos, palestras e exposição de trabalhos científicos, durante três dias. Stefanie Lopes ressaltou a importância do Lacen-AM para a vigilância laboratorial do Estado e a relação de parceria consolidade entre a Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVSRCP), órgão ao qual o Lacen é vinculado, e a Fiocruz Amazônia.

A diretora mencionou o processo de modernização e inovação do laboratório nesse meio século e o patamar de organização em que se encontra atualmente. “Estivemos recentemente com uma equipe da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) e compartilho com vocês o quão impressionados eles ficaram com o trabalho e a organização do Lacen-AM, com os equipamentos, a modernidade, a agilidade. Nada mais importante do que ver o reconhecimento da instituição que é feita por todas essas mãos que estão aqui, num trabalho de extrema relevância que vem sendo cada vez mais reconhecido”, mencionou Stefanie, afirmando esperar que o trabalho do laboratório possa crescer ainda mais, transformando a unidade em referência para outras que tem importância para a região amazônica.

“Sabemos dos desafios locais para armazenar e transportar amostras e do quanto o tempo de demora para mandarmos para outros centros e termos o resultado influencia na obtenção dos resultados, daí a importância de se fortalecer sempre mais para que se possa dar celeridade para a população e que, nos próximos 50 anos, consigamos ainda mais rápido trazer imponência para essa instituição pelo serviço feito até hoje”, afirmou a diretora interina da Fiocruz Amazônia.

A solenidade de abertura da programação contou com representantes de outras instituições parceiras do Lacen-AM, a exemplo da Fundação Alfredo da Matta, Secretaria Municipal de Saúde, Universidade Federal do Amazonas, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Medicina Tropical Dr.Heitor Vieira Dourado e Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam).

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa

Presidente Lula propõe o 18º ODS – Igualdade racial – e a Olimpíada da Fiocruz coloca o tema em discussão nas escolas da Regional Norte

A Coordenação da Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, decidiu incorporar o 18º Objetivo do Desenvolvimento Sustentável proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o discurso que realizou na Assembleia Geral da ONU, incluindo a luta pela igualdade étnico-racial como mais uma meta adotada de forma voluntária pelo Governo do Brasil. A partir da decisão de incorporação do 18º ODS, a Regional Norte da OBSMA acrescentou a meta definida pelo presidente à mandala dos ODS, ferramenta utilizada para apresentar e discutir a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável junto às escolas da rede pública e privada do País. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo global às nações para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas possam desfrutar de paz e prosperidade. Como forma de difundir os ODS, a Olimpíada utiliza as metas durante dinâmicas com os alunos sobre os desafios globais.

Durante seu discurso na ONU, o presidente Lula destacou a necessidade urgente de medidas por parte das nações, sob o risco de não alcançarem o atingimento das metas propostas nos próximos sete anos. O presidente reforçou o compromisso brasileiro de cumprimento e anunciou o 18º ODS como meta brasileira, adotada de forma voluntária, a ser alcançada até 2030. “A comunidade internacional está mergulhada em um turbilhão de crises. Racismo, intolerância e xenofobia se alastram, ativadas por novas tecnologias criadas supostamente para nos aproximar. Se tivesse que definir em uma só palavra esse desafio, seria desigualdade. Neste sentido, a mais ampla e ambiciosa iniciativa da ONU, a Agenda 2030, pode se tornar seu maior fracasso. Estamos na metade do período de implantação e ainda muito distantes das metas definidas”, alertou Lula.

O presidente salientou que a desigualdade precisa inspirar a indignação. “Indignação com a fome, a pobreza, a guerra, o desrespeito ao ser humano. Somente movidos pela força da indignação podemos agir com vontade e determinação para vencer a desigualdade e transformar efetivamente o Mundo. A ONU precisa cumprir seu papel de construtora de um mundo mais justo, solidário e fraterno, mas só o fará se seus membros tiverem a coragem de proclamar sua indignação com a desigualdade e trabalhar incansavelmente para superá-la”, declarou, reafirmando o compromisso do Governo do Brasil com os 17 ODS de maneira integrada e indivisível, e adotando voluntariamente um 18º ODS para alcançar a igualdade racial na sociedade brasileira.

A coordenadora da Regional Norte da OBSMA, Rita Bacuri, pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, explica a importância dos ODS para a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. “Foi com imensa satisfação que ouvimos do presidente Lula a informação de que o Brasil adotou de forma voluntária o compromisso de erradicar a desigualdade racial, incluindo nesse escopo as populações indígenas, quilombolas, caboclas, ribeirinhas e migrantes, razão pela qual incluiremos o termo “étnico-racial” ao ODS 18, no nosso jogo do tapetão das ODS, por meio do qual difundimos esses conceitos durante as oficinas junto a alunos e professores”, observa.

Segundo Rita Bacuri, a iniciativa do presidente Lula fortalece também o compromisso da Fiocruz enquanto instituição de saúde, pesquisa e ensino, com foco voltado para a redução das desigualdades na sociedade brasileira, em especial no Sistema Único de Saúde (SUS) e na Educação Básica, onde atua o projeto OBSMA atua. “Trabalhamos em rede por meio das regionais em todo o país difundindo a olimpíada como uma oportunidade de exercício para os estudantes e professores debaterem temas ambientais e de saúde.  Neste contexto, os ODS são referências para os projetos desenvolvidos em sala de aula”, afirma Bacuri.

Ela acrescenta que, na região amazônica, com todas as suas singularidades, o compromisso de redução das desigualdades ganha uma conotação ainda mais expressiva. “Nosso maior desafio é levar a discussão para pontos remotos da região e traduzir esses conceitos para crianças e adolescentes dos mais diferentes territórios”, finalizou. As próximas atividades da OBSMA deverão acontecer durante a programação da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia 2023, cujo tema é “Ciências Báscias para o Desenvolvimento Sustentável”. As ações educativas mobilizarão pesquisadores, gestores e alunos. A arte g´rafica do Tapetão das ODS está disponível no site do ILMD/Fiocruz Amazônia e será encaminhada para as secretarias estaduais e municipais de Educação da Região Norte.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa e Eduardo Gomes

Pesquisador da Fiocruz Amazônia aponta fatores sociais como importante causa para o excesso de suicídios no Brasil

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, apontou fatores sociais como as principais causas para o excesso de suicídios no Brasil, notadamente jovens indígenas das regiões Norte e Centro-Oeste, e mulheres de 30-59 anos, nos dois primeiros anos da pandemia de Covid-19. O epidemiologista foi um dos palestrantes do 3º Simpósio Prevenção é a Solução, realizado na última sexta-feira, 29/09, pela Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, Suicídio e Drogas, da Assembleia Legislativa do Amazonas, reunindo especialistas e representantes de instituições que lidam com a Atenção à Saúde Mental no Estado para uma reflexão acerca do tema. O evento fechou a programação alusiva ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio. Jesem é um dos autores de dois artigos publicados recentemente em revistas científicas internacionais, chamando atenção para as altas taxas de mortalidade por suicídio no Brasil, nos últimos 20 anos, e nos dois primeiros anos da pandemia de COVID-19.

O pesquisador fez um alerta para o número de suicídios do Amazonas. “Não podemos reduzir a problemática do suicídio a uma questão psiquiátrica/psicológica, mas sim um problema com determinantes sociais, econômicos e culturais mais complexo. O artigo sobre suicídio indígena no Brasil nos mostra que o Amazonas é um dos campeões do suicídio indígena e o único Estado do País que ao longo dos 21 anos que analisamos, apresentou tendência crescente, ou seja, aumento do risco de suicídio indígena”, afirmou. Segundo Orellana, um resultado que preocupa e que precisa ser visto pelo Poder Público como um problema social e de saúde pública. “Estamos aqui para trazer um pouco de reflexão a partir do que geramos de conhecimento e não de achismo e impressões muitas vezes moldadas por preconceitos geracionais”, explicou.

Jesem ressaltou a importância do papel da Fiocruz enquanto instituição de pesquisa a serviço da Saúde Pública e lembrou que os povos indígenas são grupos que precisam de atenção e respostas efetivas. “É preciso que o Poder Público crie condições de atender não só a determinantes sociais, mas também questões relacionadas a território, posse, uso da terra, discriminação, muito comum em relação aos indígenas, em regiões como a de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira, onde temos altas taxas de suicídio”, afirma. Nessas regiões, a população, mesmo sendo descendente direta de indígenas, contribui para que os parentes se sintam mal diante da sua condição étnica.

“Ao mesmo tempo em que ajudam no processo de autoafirmação, as características socioculturais dos indígenas os levam à exclusão e fazem com que muitas vezes não sejam inseridos no sistema educacional formal e no mercado de trabalho, o que os torna vulneráveis a problemas como o uso abusivo de drogas lícitas, como o álcool, e drogas ilícitas, como crack e cocaína, que acabam tornando esses indivíduos mais vulneráveis ao suicídio”, salientou. Para o pesquisador, fica difícil imaginar essas situações sendo equacionadas apenas com medicamentos e terapias, sem discutir o bem viver dessas pessoas.

O Amazonas e o Mato Grosso do Sul apresentam as maiores taxas de mortalidade por suicídio indígena no Planeta. “O Poder Público em geral precisa dar condições para que a sociedade não sucumba como o Amazonas sucumbiu nesses dois anos de pandemia de Covid-19, com uma das piores redes médico-hospitalares do país, com um dos menores números de profissionais qualificados com residência em terapia intensiva, para dar um exemplo entre dezenas de tantos outros. Precisamos entender que precisamos de bem-estar social para promover saúde. Discutir o suicídio de forma franca, aberta e sincera é falar dos determinantes sociais dessas iniquidades que estamos acostumados a viver no Amazonas”, ponderou.

O pesquisador lembrou que possíveis estratégias de solução para o problema passariam necessariamente pela adoção de políticas sociais e econômicas voltadas à melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. “Como promover saúde numa cidade como Manaus, que possui um dos maiores números de trabalhadores informais do país? Onde a maioria da classe trabalhadora é escravizada e isso gera sofrimento, faz o pai de família se afundar no álcool e outras drogas, o torna agressivo, gerando um sofrimento existencial elevado”, questionou.

SUBNOTIFICAÇÃO NO MUNDO

O suicídio não é um problema exclusivo dos indígenas, nem do estado do Amazonas. Orellana descreve a problemática como sendo mundial e com pouca atenção das autoridades. “Para se ter uma ideia da quantidade de vítimas que o suicídio provoca anualmente, em 2016 tivemos 800 mil suicídios em todo o Mundo. O suicídio mata mais que malária e câncer de mama, ainda assim não conta com o empenho do Estado em instituir políticas públicas voltadas à saúde mental”, frisou. Segundo o especialista, não por acaso, as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU, incluíram reduzir taxa de suicídio. “Esse painel sabe da importância desse indicador, sabe que um país com uma taxa de suicídio alta está doente, e que não é só COVID, diabetes, homicídios e drogas que matam temos muitos problemas decorrentes desses problemas sociais que tornam o suicídio um dos maiores desafios da saúde mundial”, pontuou.

A subnotificação de suicídios é outro agravante. “As notificações oficiais de suicídio desconsideram uma parte dessas fatalidades, seja por erros de classificação na causa de morte dessas vítimas ou, no caso de indígenas, simplesmente porque a informação deixa de ser repassada às secretarias ou Ministério da Saúde. Portanto, o número de suicídios é muito maior. O que aparece no sistema de notificações oficiais também não reflete adequadamente as tentativas de suicídio. Estima-se que o número de tentativas é  20 vezes maior do que o de suicídios. Lamentavelmente, não temos estudos no Amazonas sobre ideação e tentativa de suicídio com representatividade populacional. Precisamos avançar em relação ao conhecimento da quantidade de pessoas que estão em risco eminente de cometer suicídio”, finalizou, destacando a importância do envolvimento da sociedade como um todo na discussão.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa 
Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia abre inscrições para processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, divulgou nesta sexta-feira, 29/9, a Chamada Pública nº 009/2023, que estabelece as normas  para o processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA – Turma 2024. As inscrições iniciam no dia 2/10 e se estendem até o dia 20/10.

Poderão participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC. O curso, ocorrerá de forma presencial, e terá sede em Manaus – AM, sendo ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Confira AQUI a Chamada Pública.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 19 (dezenove) vagas para ingresso no ano de 2024.

A admissão ao curso de Mestrado será feita através de Processo Seletivo composto das seguintes etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa: Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A lista final dos candidatos com matrícula confirmada será divulgada no endereço acesso.fiocruz.br > Serviços Fiocruz > Ensino > Minhas Inscrições > Editais e Documentos, no dia 29/02/2024.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

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